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Resumo Direito do Consumidor 1-Princípio da Vulnerabilidade, o que é e as espécies. O Princípio da Vulnerabilidade - reconhece que o consumidor é parte mais frágil da relação jurídica de consumo. Esse princípio busca equilibrar a relação desigual entre consumidor e fornecedor, sendo essencial para garantir a igualdade material entre eles. Modalidades de vulnerabilidade do consumidor: Pessoa Física: Constitui uma presunção absoluta no Código de Defesa do Consumidor (CDC), não exigindo qualquer outra comprovação para demonstrar o desequilíbrio entre consumidor e fornecedor nas relações jurídicas. Técnica: Refere-se à fragilidade do consumidor em relação à falta de conhecimento técnico sobre o produto ou serviço adquirido. Jurídica ou Científica: Envolve a debilidade do consumidor em relação à falta de conhecimento sobre questões jurídicas, econômicas, contábeis, ou de outros ramos científicos. Fática/Socioeconômica: Relaciona-se à fragilidade do consumidor no aspecto econômico e em outras situações fáticas. Informacional: Refere-se à importância das informações sobre os bens de consumo e sua influência no poder de persuasão do consumidor no momento da escolha no mercado. 2- Direitos básicos do consumidor: Os direitos básicos do consumidor são fundamentais para garantir uma relação de consumo justa e equilibrada. Eles estão delineados no (CDC) e em tratados internacionais, como a Resolução n. 39/248 da Organização das Nações Unidas. Principais direitos básicos do consumidor conforme o texto fornecido: *Direito à vida, à saúde e à segurança: Proteção contra produtos ou serviços perigosos ou nocivos, com regras estabelecidas pelo CDC para responsabilidade do fornecedor. *Direito à liberdade de escolha e igualdade nas contratações: Proibição de práticas comerciais abusivas e discriminatórias, garantindo o direito de escolha do consumidor. *Direito à informação adequada e clara: Recebimento de informações claras e adequadas sobre produtos e serviços, incluindo características, qualidade, tributos incidentes, preço e riscos associados. *Direito à proteção contra práticas comerciais e contratuais abusivas: Proteção contra publicidade enganosa, métodos comerciais coercitivos, práticas abusivas e cláusulas contratuais abusivas. *Direito à modificação e revisão do contrato: Direito de modificar cláusulas contratuais desproporcionais e revisar aquelas excessivamente onerosas, mantendo o equilíbrio contratual. *Direito à efetiva prevenção e reparação de danos materiais e morais: Prevenção de danos e recebimento de reparação efetiva por danos patrimoniais e morais, incluindo acesso à justiça e inversão do ônus da prova quando necessário. *Direito ao acesso à justiça: Acesso aos órgãos judiciais e administrativos para prevenir ou reparar danos, com proteção jurídica, administrativa e técnica aos necessitados. *Direito à inversão do ônus da prova: O consumidor tem o direito de ter a facilidade da defesa de seus direitos, incluindo a inversão do ônus da prova a seu favor, quando verossímil a alegação ou quando for hipossuficiente. *Direito ao recebimento de serviços públicos adequados e eficazes: O consumidor tem o direito de receber serviços públicos adequados e eficazes em geral. *Direito à garantia de práticas de crédito responsável, educação financeira e prevenção/tratamento do superendividamento: O consumidor tem o direito de ter acesso a práticas de crédito responsável, educação financeira e prevenção/tratamento do superendividamento. Direito à preservação do mínimo existencial na proteção do consumidor superendividado: O consumidor superendividado tem o direito à preservação do mínimo existencial na repactuação de dívidas e concessão de crédito. Direito à informação acerca dos preços dos produtos por unidade de medida: O consumidor tem o direito de receber informações claras sobre os preços dos produtos por unidade de medida. 3- Responsabilidade pelo fato e pelo vício do produto. -Responsabilidade por fato do fornecedor: as atenções estão centradas basicamente na incolumidade física e psicológica do consumidor. Refere-se à responsabilidade por danos causados aos consumidores decorrentes de defeitos ou problemas que tornam o produto ou serviço impróprio ou inadequado para o consumo a que se destina. -Responsabilidade por vício: Refere-se à responsabilidade do fornecedor por problemas que afetam a qualidade do produto ou serviço, tornando-o inferior ao que razoavelmente se espera. Direciona-se mais para a incolumidade econômica. Por vício: O Art. 12 do CDC: estabelece a responsabilidade objetiva dos fornecedores por danos causados aos consumidores em decorrência de produtos ou serviços defeituosos. -Responsabilidade Objetiva: O artigo estabelece que o fornecedor é responsável pelos danos causados aos consumidores por defeitos nos produtos ou serviços independentemente de culpa. Isso significa que não é necessário provar que o fornecedor agiu de forma negligente ou imprudente para que seja responsabilizado pelos danos causados. -Responsabilidade do Fornecedor: A responsabilidade é objetiva, ou seja, independe da comprovação de culpa. O fornecedor é responsável por danos causados pelos defeitos de segurança (fato) e pela inadequação do produto (vício). -Proteção ao Consumidor: O Código de Defesa do Consumidor (CDC) estabelece mecanismos para proteger a vida, saúde e segurança do consumidor, exigindo que os produtos e serviços não apresentem riscos. 4 - A inversão do ônus da prova no artigo 6, inciso VIII, do Código de Defesa do Consumidor (CDC) é um mecanismo que facilita a defesa dos direitos do consumidor em processos judiciais. Aqui estão os pontos-chave: ·Facilitação da Defesa: Permite que, em certas circunstâncias, a responsabilidade de provar a veracidade das alegações passe do consumidor para o fornecedor. O direito à inversão do ônus da prova: Isso significa que, em certas situações, o consumidor tem a vantagem de não precisar provar suas alegações em juízo. Em vez disso, o fornecedor é quem deve provar que as alegações do consumidor são infundadas. Isso ajuda a equilibrar a relação entre as partes e garante que o consumidor tenha uma chance justa de defender seus direitos. 5. Conceito de Consumidor e Fornecedor. Consumidor: ‘’Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final” Fornecedor: é qualquer pessoa ou empresa que esteja envolvida na fabricação, distribuição ou venda de produtos, ou na prestação de serviços aos consumidores. Isso inclui desde grandes fabricantes até pequenos comerciantes, e abrange uma ampla gama de atividades comerciais. 6. Restituição Imediata. Mecanismos reparatórios: Se um produto não for corrigido dentro de 30 dias, o consumidor pode escolher: substituição por um produto novo, reembolso total, desconto no preço, complementação da quantidade do produto, ou reexecução do serviço sem custos adicionais, quando aplicável. Responsabilidade solidária: Dispõe o art. 18 do CDC: “Os fornecedores de produtos de consumo duráveis ou não duráveis respondem solidariamente pelos vícios de qualidade ou quantidade que os tornem impróprios ou inadequados ao consumo a que se destinam”. 7 - O responsável: há responsabilidade solidária entre todos os fornecedores, inclusive o comerciante, no caso de vício do produto. Dispõe o art. 18 do CDC: “Os fornecedores de produtos de consumo duráveis ou não duráveis respondem solidariamente pelos vícios de qualidade ou quantidade que os tornem impróprios ou inadequados ao consumo a que se destinam”. No mesmo sentido o art. 19: “Os fornecedores respondem solidariamente pelos vícios de qualidade do produto 8. Prazo decadencial. Prazos do CDC: Prazo para reclamação de vícios aparentes ou de fácil constatação: 30 dias para produtos não duráveis e 90 dias para produtos duráveis, a partir da data da compra ou da entrega do produto. Prazopara reclamação de vícios ocultos: 30 dias para produtos não duráveis e 90 dias para produtos duráveis, a partir do momento em que o defeito é constatado. Prazo para cancelamento de compras fora do estabelecimento comercial (direito de arrependimento): 7 dias a partir da data de recebimento do produto ou assinatura do contrato, para compras realizadas fora do estabelecimento comercial. Prazo para resposta a reclamações e solicitações: Os fornecedores têm até 5 dias úteis para responder às reclamações dos consumidores. Prazo para reparo de produtos: Os fornecedores têm até 30 dias para corrigir defeitos em produtos duráveis e até 90 dias para consertar produtos duráveis fora do prazo de garantia. De acordo com o art. 26, I e II, do Código de Defesa do Consumidor, o prazo decadencial será de 30 dias tratando-se de produto ou serviço não durável, e de 90 dias tratando-se de produto ou serviço durável.