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WBA1214_v1.0 Metalurgia da soldagem Conceitos, fundamentos e equipamentos dos processos de soldagem Introdução aos conceitos e processos de soldagem Bloco 1 Nicollas Freitas de Arruda Vamos refletir? Você já parou para pensar como é possível unir materiais tão diferentes e criar estruturas complexas? A soldagem é a resposta para essa pergunta! Conceitos básicos da soldagem O que é solda e soldagem? Soldagem é o processo ou técnica utilizada para unir duas partes de modo a garantir a continuidade da matéria. Solda é o resultado da operação ou técnica de soldagem. Vídeo 1 - Processo de soldagem Fonte: https://pixabay.com / ID 72544. Vídeo 2 - Produto da soldagem Fonte: https://pixabay.com / ID 18983. Para ter acesso ao recurso interativo, assista à videoaula. Terminologia de soldagem Principais regiões de uma junta soldada de único passe: 1. Metal de base: constitui as partes a serem soldadas. 2. ZAC – Zona afetada pelo calor: região aquecida próxima à zona fundida que sofreu alteração microestrutural. 3. ZF – Zona fundida: região que sofreu fusão e união das partes soldadas. Figura 1 - Junta soldada esquemática Fonte: elaborada pelo autor. Terminologia de soldagem Principais regiões de uma junta soldada de junta multipasse: 1. Penetração: profundidade do cordão de solda em relação à espessura da chapa. 2. Passe: cordão de solda realizado por uma poça de fusão. 3. Camadas: soma de mais de um cordão ou passes por nível. 4. Reforço: cordão de solda depositado que ultrapassa a linha da superfície do metal de base. Figura 2 - Junta soldada esquemática Fonte: elaborada pelo autor. Terminologia de soldagem Junta: região onde duas ou mais peças serão soldadas. Preparação da junta: operação necessária para tornar a junta apta para a soldagem. Chanfro: as suas funções são: facilitar o acesso para soldagem, facilitar a soldagem e melhorar a qualidade da junta soldada. Tipos de chanfros: V, X, K, J e U. Figura 3 - Principais tipos de juntas Fonte: adaptada de Shutterstock.com. Figura 4 - Tipos de chanfro Fonte: adaptada de Shutterstock.com. Conceitos, fundamentos e equipamentos dos processos de soldagem Processo de soldagem Bloco 2 Nicollas Freitas de Arruda Tipos de processos de soldagem Os processos de soldagem mais básicos e utilizados na indústria são: • OFW (Oxy Fuel Welding) – Soldagem por chama ou oxicombustível. • SMAW (Shielded Metal Arc Welding) – Soldagem a arco por eletrodo revestido. Figura 5 - Processo OFW Fonte: adaptada de Shutterstock.com. Figura 6 - Processo SMAW Fonte: adaptada de Shutterstock.com. Tipos de processos de soldagem Os processos que oferecem maior qualidade e velocidade de soldagem utilizados na indústria são: • GTAW (Gas Tungsten Arc Welding) – Soldagem a arco com proteção gasosa e eletrodo não consumível. • GMAW (Gas Metal Arc Welding) – Soldagem a arco com proteção gasosa e eletrodo consumível. Figura 7 - Processo GTAW Fonte: adaptada de Shutterstock.com. Figura 8 - Processo GMAW Fonte: adaptada de Shutterstock.com. Tipos de processos de soldagem Outros processos que oferecem maior velocidade de soldagem utilizados na indústria são: • RSW (Resistance Spot Welding) – Soldagem a ponto por resistência. • EBW (Electron Beam Welding) – Soldagem por feixe de laser. Figura 9 - Processo RSW Fonte: adaptada de Shutterstock.com. Figura 10 - Processo EBW Fonte: adaptada de https://commons.wikimedia.org/ wiki/File: Principhlubokého svařování. Conceitos, fundamentos e equipamentos dos processos de soldagem Processo de soldagem Bloco 3 Nicollas Freitas de Arruda Fundamentos físicos do processo de soldagem Além dos parâmetros de soldagem, o processo SMAW é influenciado pela polaridade do eletrodo. Este processo pode ser utilizado com: corrente contínua ou corrente alternada. Figura 11 - Polaridade SMAW Fonte: adaptada de Wainer et al. (1992). Quadro 1 - Influência da polaridade SMAW Fonte: adaptado de Marques et al. (2017). Polaridade Negativa ou direta Positiva ou inversa Alternada Taxa de fusão Baixa Alta Média Largura do cordão Baixa Alta Média Penetração Estreita e profunda Rasa Média Principais aplicações Eletrodo celulósico E6010 Eletrodo Rutílico E6013 ou CC- Eletrodo Básico E7018 ou CC+ Fundamentos físicos do processo de soldagem Além dos parâmetros de soldagem, o processo GMAW é influenciado pelo ângulo de trabalho da pistola. Este processo é comumente realizado com corrente contínua e polaridade inversa (CC-). Figura 12 - Ângulo de soldagem GMAW Fonte: adaptada de Wainer et al. (1992). Quadro 2 - Influências do ângulo de soldagem GMAW Fonte: adaptada de Marques et al. (2017). Posição Empurrando Neutro Puxando Penetração Rasa Média Profunda Largura do cordão Largo Médio Estreito Respingos Alto Médio Baixo Preenchiment o de chanfro mais aberto Boa Média Ruim Fundamentos físicos do processo de soldagem Além dos parâmetros de soldagem, o processo GTAW é influenciado pela polaridade da corrente elétrica. Este processo pode ser utilizado com: corrente contínua, corrente alternada. Ainda, existe as opções de corrente pulsada ou polaridade variável com onda retangular. Figura 13 - Polaridade GTAW Fonte: adaptada de Wainer et al. (1992). Quadro 3 - Influência da polaridade GTAW Fonte: adaptado de Marques et al. (2017). Polaridade Negativa ou direta Positiva ou inversa Alternada Limpeza Não Sim Sim (meia onda) Balanço de energia ~70% no MB ~30% no eletrodo ~30% no MB ~70% no eletrodo ~50% no MB ~50% no eletrodo Penetração Estreita e profunda Rasa Média Principais aplicações Aço, Cu, Ag, Aços inoxidáveis Al, Mg (corrente e espessura baixa) Al, Mg e suas ligas Fundamentos físicos do processo de soldagem Trincas = descontinuidades na junta soldada, concentradoras de tensão. Porosidade = descontinuidade por segregação de gases durante a solidificação. Mordedura = sulco entre passes ou entre o MB e o corsão, pelo excesso de tensão no arco elétrico. Inclusão de escória = aprisionamento de óxidos ou parte do revestimento. Sobreposição = excesso de material depositado. Falta de fusão = descontinuidade entre o metal de solda e o metal de base. Falta de penetração = falta de profundidade na medida perpendicular. Respingos = esferas de material fundido ao redor do cordão de solda. Figura 14 - Defeitos de soldagem Fonte: adaptada de Shutterstock.com. Quiz Em sua opinião, quais as características essenciais que uma pessoa deve possuir para se tornar um soldador? Além disso, quais são os desafios iniciais que ela provavelmente enfrentará e quais são as estratégias para superá-los? Quiz - Resolução 1. Características essenciais de um soldador: • Habilidade manual. • Capacidade de seguir instruções e procedimentos de segurança. 2. Desafios iniciais enfrentados por um soldador: • Domínio das técnicas de soldagem. • Adaptar-se a diferentes materiais e espessuras. • Lidar com falhas e imperfeições. 3. Estratégias para superar os desafios iniciais: • Praticar regularmente. • Estudar e buscar conhecimento. Conceitos, fundamentos e equipamentos dos processos de soldagem Teoria em Prática Bloco 4 Nicollas Freitas de Arruda Reflita sobre a seguinte situação 1. Calcular as áreas e as diluições da Figura 15. 2. Identificar quantos passes e camadas tem na junta soldada, zona de ligação, ZAC e zona fundida entre dois passes. 3. Medir a extensão da ZAC no metal de base. Figura 15 - Exemplo para cálculo da diluição Fonte: Cadernos Técnicos Aperam – Vol 2. Figura 16 - Macrografia de junta soldada Fonte: acervo do autor. Norte para a resolução Figura 17 - Cálculo de diluição Fonte: elaborada pelo autor. Norte para a resolução Figura 18 - Cálculo de diluição (continuação) Fonte: elaborada pelo autor. Norte para a resolução Figura 19 - Identificação das áreas da macrografia Fonte: Ribeiro etal. (2013). Norte para a resolução Figura 20 - Cálculo da extensão da ZAC Fonte: Ribeiro et al. (2013). Conceitos, fundamentos e equipamentos dos processos de soldagem Dicas do(a) Professor(a) Bloco 5 Nicollas Freitas de Arruda Prezado aluno, as indicações a seguir podem estar disponíveis em algum dos parceiros da nossa Biblioteca Virtual (faça o login por meio do seu AVA), e outras podem estar disponíveis em sites acadêmicos (como o SciELO), repositórios de instituições públicas, órgãos públicos, anais de eventos científicos ou periódicos científicos, todos acessíveis pela internet. Isso não significa que o protagonismo da sua jornada de autodesenvolvimento deva mudar de foco. Reconhecemos que você é a autoridade máxima da sua própria vida e deve, portanto, assumir uma postura autônoma nos estudos e na construção da sua carreira profissional. Por isso, nós o convidamos a explorar todas as possibilidades da nossa Biblioteca Virtual e além! Sucesso! Leitura Fundamental Indicação de leitura 1 Este artigo faz uma comparação entre a taxa e a eficiência de deposição em relação à corrente de soldagem, a distância do bico de contato à peça (DBCP) e do tipo de gás de proteção. Tais variáveis são observadas nas comparações de soldagens com o ER70S-6 com o E71T-1C. Referência SOEIRO JUNIOR, J. C.; LUZ, M. A. da; BRANDI, S. D. Comparison of deposition rate and deposition efficiency between ER70S-6 and E71T-1C consumables. Welding International, v. 31, n. 2, p. 1-11, 2017. Indicação de leitura 2 O texto aborda o desenvolvimento dos aços API para tubulações desde 1948, quando foi criado o aço API 5L X42. Desde então, foram feitas diversas melhorias, como adição de elementos de liga e rotas de processamento termomecânico durante a laminação, com o objetivo de aumentar a resistência mecânica, tenacidade e soldabilidade. Referência SOEIRO JUNIOR, J. C.; ROCHA, D. B.; BRANDI, S. D. Uma breve revisão histórica do desenvolvimento da soldagem dos aços API para tubulações. Soldagem & Inspeção, 18, 2013 18(2), 176–195. Dica do(a) Professor(a) Existem conteúdos interessantes sobre o mundo da soldagem. Entre eles, estão: • Série: Metal Shop Masters. • Blog: História da ESAB e da soldagem no Brasil. WAINER, E.; BRANDI, S. D.; MELLO, F. D. H. de. Soldagem: processos e metalurgia. São Paulo: Edgar Blücher, 1992. MARQUES, P.V; MODENESI, P.J; BRACARENSE, A. Q. Soldagem: fundamentos e tecnologia. 4. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2017. SANTOS, C. E.F. Processos de soldagem: conceitos, equipamentos e normas de segurança. São Paulo: Erica, 2015. Ribeiro, A. C. N.; Rodrigues, L. F. de O.; Assunção, H.; Junior, J. C. S.; Brandi, S. D. Soldagem do aço naval AH36 nacional produzido pela rota TMCP utilizando os processos de arame tubular na raiz e enchimento com arco submerso com um arame. p. 4270-4283. In: 68º Congresso da ABM, São Paulo, 2013. ISSN: 2594-5327 , DOI 10.5151/2594-5327-23633. SOEIRO JUNIOR, J. C.; LUZ, M. A. da; BRANDI, S. D. Comparison of deposition rate and deposition efficiency between ER70S-6 and E71T-1C consumables. Welding International, v. 31, n. 2, p. 1-11, 2017. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/si/v20n1/0104-9224-si-20-1-2.pdf. Acesso em: 30 mar. 2023. SOEIRO JUNIOR, J. C.; ROCHA, D. B.; BRANDI, S. D. Uma breve revisão histórica do desenvolvimento da soldagem dos aços API para tubulações. Soldagem & Inspeção, 18, 2013 18(2), 176–195. https://doi.org/10.1590/S0104-92242013000200011 Soldagem: Processos - Eletrodo revestido e TIG, MIG e Resistência elétrica. Cadernos Técnicos Aperam. Vol. 2. p.1-22. [s.d]. Referências https://doi.org/10.1590/S0104-92242013000200011 Bons estudos! Slide 1: Metalurgia da soldagem Slide 2: Conceitos, fundamentos e equipamentos dos processos de soldagem Slide 3: Vamos refletir? Slide 4: Conceitos básicos da soldagem Slide 5: Terminologia de soldagem Slide 6: Terminologia de soldagem Slide 7: Terminologia de soldagem Slide 8: Conceitos, fundamentos e equipamentos dos processos de soldagem Slide 9: Tipos de processos de soldagem Slide 10: Tipos de processos de soldagem Slide 11: Tipos de processos de soldagem Slide 12: Conceitos, fundamentos e equipamentos dos processos de soldagem Slide 13: Fundamentos físicos do processo de soldagem Slide 14: Fundamentos físicos do processo de soldagem Slide 15: Fundamentos físicos do processo de soldagem Slide 16: Fundamentos físicos do processo de soldagem Slide 17: Quiz Slide 18: Quiz - Resolução Slide 19: Conceitos, fundamentos e equipamentos dos processos de soldagem Slide 20: Reflita sobre a seguinte situação Slide 21: Norte para a resolução Slide 22: Norte para a resolução Slide 23: Norte para a resolução Slide 24: Norte para a resolução Slide 25: Conceitos, fundamentos e equipamentos dos processos de soldagem Slide 26 Slide 27: Indicação de leitura 1 Slide 28: Indicação de leitura 2 Slide 29: Dica do(a) Professor(a) Slide 30: Referências Slide 31: Bons estudos!