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Disciplina: Direito Constitucional 
Professor: Gustavo Americano 
Monitora: Lizandra 
Aula: Poder Legislativo 
 
PODER LEGISLATIVO 
 Comissão Parlamentar de Inquérito 
 Conceito 
Comissão temporária criada dentro do Poder Legislativo para desempenhar função 
típica de fiscalização e tem por objetivo apurar fato certo e determinado, de interesse público, 
com lapso temporal pré-estabelecido (prazo determinado). 
 
 Requisitos de Criação 
Requerimento de 1/3 dos membros do Poder Legislativo (Câmara ou Senado). 
 
 Poderes de uma CPI 
Art. 58, § 3º As comissões parlamentares de inquérito, que terão 
poderes de investigação próprios das autoridades judiciais, além de 
outros previstos nos regimentos das respectivas Casas, serão criadas 
pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, em conjunto ou 
separadamente, mediante requerimento de um terço de seus 
membros, para a apuração de fato determinado e por prazo certo, 
sendo suas conclusões, se for o caso, encaminhadas ao Ministério 
Público, para que promova a responsabilidade civil ou criminal dos 
infratores. 
 
 
Os poderes instrutórios de uma CPI são os mesmos de autoridades judiciais: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Se situação flagrancial: sim (flagrante facultativo) 
Se prisão preventiva/temporária: não 
 
 
 
 
Local público: sim 
Domiciliar: não 
 
 
 
 
 
Em regra, sim. 
CPI Federal / Estadual / Distrital – possuem poder para decretar quebra de sigilo de dados. 
Se CPI Municipal – prevalece o entendimento doutrinário de que ela não possui esse poder. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Obs.: Investigado pode ser recusar ao comparecimento em uma CPI, pois possui uma 
faculdade de comparecimento (entendimento do STF). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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No caso da testemunha, seu comparecimento é necessário, não podendo se recusar a 
comparecer aos trabalhos de uma CPI. No entanto, para sua condução coercitiva, é 
necessário requerimento judicial (arts. 218 e 219 do CPP) 
 
 
 
 Estatuto dos Congressistas 
 
Imunidades Parlamentares 
Prerrogativas acopladas ao mandato parlamentar para que seu titular possa exercer o 
cargo livre de pressões internas ou externas. No entanto, são prerrogativas e não privilégios, 
e não podem ser renunciadas por seus titulares. 
 
Espécies 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
- Imunidade Material: 
Inviolabilidade parlamentar ou freedom of speech. Liberdade de expressão exercida 
pelo mandato parlamentar. Os Direitos Fundamentais não podem ser absolutos e o atual 
posicionamento do STF é de que, para incidir a imunidade parlamentar, ela deve guardar 
conotação política. 
 
Art. 53. Os Deputados e Senadores são invioláveis, civil e penalmente, 
por quaisquer de suas opiniões, palavras e votos. 
 
 
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- Imunidade Formal: 
Se apresenta em duas subespécies 
 
- Imunidade Formal em relação à prisão (freedom from arrest) 
Art. 53, § 2º Desde a expedição do diploma, os membros do 
Congresso Nacional não poderão ser presos, salvo em flagrante 
de crime inafiançável. Nesse caso, os autos serão remetidos 
dentro de vinte e quatro horas à Casa respectiva, para que, pelo 
voto da maioria de seus membros, resolva sobre a prisão. 
 
 
- Imunidade Formal em relação ao processo 
Diplomado passa a ter foro por prerrogativa de função em relação às ações 
penais, mas é necessário que o injusto penal, após a diplomação, esteja relacionado 
com os exercícios de suas funções. 
 
 Foro por prerrogativa de função - limitação do dever de testemunhar 
- isenção do serviço militar. 
 
Art. 53, § 1º Os Deputados e Senadores, desde a expedição do 
diploma, serão submetidos a julgamento perante o Supremo Tribunal 
Federal. 
 
§ 3º Recebida a denúncia contra o Senador ou Deputado, por crime 
ocorrido após a diplomação, o Supremo Tribunal Federal dará ciência 
à Casa respectiva, que, por iniciativa de partido político nela 
representado e pelo voto da maioria de seus membros, poderá, até a 
decisão final, sustar o andamento da ação. 
 
 
As prerrogativas são estendidas aos parlamentares estaduais (formal e material). Os 
vereadores possuem somente a imunidade material, limitada à circunscrição do município 
onde exercem a função. 
 
 
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Disciplina: Direito Constitucional 
Professor: Gustavo Americano 
Monitora: Lizandra 
Aula: Processo Legislativo 
 
 Conceito 
Sequência concatenada e sucessiva de produção de atos normativos que inovam 
dentro do Ordenamento Jurídico, desde o momento em que o projeto ingressa na Casa 
iniciadora até o momento da sua promulgação e publicação. 
 
Art. 59. O processo legislativo compreende a elaboração de: 
I - emendas à Constituição; 
II - leis complementares; 
III - leis ordinárias; 
IV - leis delegadas; 
V - medidas provisórias; 
VI - decretos legislativos; 
VII - resoluções. 
 
 Espécies de Processo Legislativo 
 
- Ordinário (Originário) 
Formação de atos normativos que não guarda nenhuma peculiaridade em específico, 
é considerado, por isso, um procedimento residual. 
 
 
- Sumário (Conciso / Curto / De Tramitação Abreviada) 
 Legitimado: Presidente da República pode propor algumas inovações legislativas em 
certas matérias. Quando ele solicita urgência, esse procedimento é chancelado como sumária 
e possui prazo de duração máxima de 100 dias. Não pode ser utilizado para elaboração de 
codificação (ex.: Código Civil, Código de Processo Civil, etc.) 
 
Prazos: 
45 dias (CD) + 45 dias (SF) + 10 dias em caso de emenda do Senado 
Não corre em época de recesso parlamentar (suspensão) 
 
Art. 64. A discussão e votação dos projetos de lei de iniciativa do 
Presidente da República, do Supremo Tribunal Federal e dos Tribunais 
Superiores terão início na Câmara dos Deputados. 
 
§ 1º - O Presidente da República poderá solicitar urgência para 
apreciação de projetos de sua iniciativa. 
 
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§ 2º Se, no caso do § 1º, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal 
não se manifestarem sobre a proposição, cada qual sucessivamente, em 
até quarenta e cinco dias, sobrestar-se-ão todas as demais deliberações 
legislativas da respectiva Casa, com exceção das que tenham prazo 
constitucional determinado, até que se ultime a votação. 
 
§ 3º A apreciação das emendas do Senado Federal pela Câmara dos 
Deputados far-se-á no prazo de dez dias, observado quanto ao mais o 
disposto no parágrafo anterior. 
 
§ 4º Os prazos do § 2º não correm nos períodos de recesso do 
Congresso Nacional, nem se aplicam aos projetos de código. 
 
- Especial 
 Procedimentos que possuem peculiaridades, como um quórum específico, grupo de 
legitimados, etc. 
 
 
 Fases do Processo Legislativo 
Iniciativa 
Diretamente ligada à legitimação do agente ou órgão político para deflagrar o devido 
processo legislativo constitucional: 
 
- Comum ou geral – não há restrição (art. 61, CF/88) 
 - Concorrente – restrição no rol de legitimados, com atores específicos que podem 
iniciar esse procedimento 
 - Exclusiva – destinada a um determinado agente, mas não há possibilidade de 
delegação de competência. 
 - Privativa – destinada, também, a um determinado agente, e existe possibilidade de 
delegação de competência 
 - Vinculada – por norma constitucional, o agente está obrigado à edição daquele ato 
normativo. Normalmente atinentes às leis orçamentárias. 
 
Constitutiva 
Discussão preliminar na Comissão de Constituição e Justiça e nas Comissões Temáticas 
Plenário para votação 
Aprovação (vide “quórum” no tópico Lei Ordinária x Lei Complementar) 
Sanção ou Veto 
Sanção pode ser expressa ou tácita (15 dias úteis). 
Veto pode ser político (razões de interesse público) ou jurídico (atinente à 
inconstitucionalidade) 
 
 
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Art. 66, § 1º Se o Presidente da República considerar o projeto, no todo 
ou em parte, inconstitucional ou contrário ao interesse público, vetá-lo-á 
total ou parcialmente, no prazo de quinze dias úteis, contados da data do 
recebimento,e comunicará, dentro de quarenta e oito horas, ao 
Presidente do Senado Federal os motivos do veto. 
 
§ 3º Decorrido o prazo de quinze dias, o silêncio do Presidente da 
República importará sanção. 
 
 
Complementar 
Promulgação e Publicação 
Emendas à Constituição não sofrem promulgação pelo Presidente da República. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Lei Ordinária x Lei Complementar 
 Legitimados 
LO e LC: legitimados comuns ou gerais 
Art. 61. A iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe a qualquer 
membro ou Comissão da Câmara dos Deputados, do Senado Federal ou 
do Congresso Nacional, ao Presidente da República, ao Supremo 
Tribunal Federal, aos Tribunais Superiores, ao Procurador-Geral da 
República e aos cidadãos, na forma e nos casos previstos nesta 
Constituição. 
 
 
 Matéria 
Lei Complementar: matéria reservada 
Lei Ordinária: matéria residual 
 
 Quórum 
 
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- Quórum aprovação LO: maioria simples ou maioria relativa (presente a maioria 
absoluta dos membros) 
 
- Quórum aprovação LC: maioria absoluta 
Art. 69. As leis complementares serão aprovadas por maioria absoluta. 
 
- Emenda à Constituição: 
Art. 60, § 2º A proposta será discutida e votada em cada Casa do 
Congresso Nacional, em dois turnos, considerando-se aprovada se 
obtiver, em ambos, três quintos dos votos dos respectivos membros. 
 
 
- Iniciativa Popular em Lei Complementar e Lei Ordinária (é possível) 
Art. 61, § 2º A iniciativa popular pode ser exercida pela apresentação à 
Câmara dos Deputados de projeto de lei subscrito por, no mínimo, um por 
cento do eleitorado nacional, distribuído pelo menos por cinco Estados, 
com não menos de três décimos por cento dos eleitores de cada um 
deles. 
 
- Não é possível iniciativa Popular em Projetos de Emenda à Constituição em âmbito federal. 
 
- No entanto, a iniciativa popular de emenda à Constituição Estadual é compatível com a 
Constituição federal (STF, ADI 825). 
 
 
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Disciplina: Direito Constitucional 
Professor: Gustavo Americano 
Monitora: Lizandra 
Aula: Poder Executivo 
 
 Crimes de Responsabilidade 
 Conceito 
Infração político-administrativa praticada por determinados agentes públicos ou 
políticos que ofendem valores basilares previstos na Constituição e, pela sua natureza, 
acarretam sanções de natureza político-administrativas. 
 
 Competência para legislar sobre crime de responsabilidade 
Somente a União possui competência para legislar sobre crime de responsabilidade (SV. 46) 
 
 
 
 
 
 Crimes de Responsabilidade 
Rol exemplificativo 
Art. 85. São crimes de responsabilidade os atos do Presidente da 
República que atentem contra a Constituição Federal e, 
especialmente, contra: 
 
I - a existência da União; 
 
II - o livre exercício do Poder Legislativo, do Poder Judiciário, do 
Ministério Público e dos Poderes constitucionais das unidades da 
Federação; 
 
III - o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais; 
 
IV - a segurança interna do País; 
 
V - a probidade na administração; 
 
VI - a lei orçamentária; 
 
VII - o cumprimento das leis e das decisões judiciais. 
 
Parágrafo único. Esses crimes serão definidos em lei especial, que 
estabelecerá as normas de processo e julgamento. 
 
 Impeachment 
 
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 Procedimento 
 
 - Câmara dos Deputados (2/3 dos membros, em votação aberta) autoriza 
processo de julgamento do Presidente da República pela prática de 
crime de responsabilidade. 
Bifásico 
- Senado Federal recebe o processo (maioria simples) e julga (2/3 dos 
membros, em votação aberta) o Presidente da República pela prática de 
crime de reponsabilidade. 
 
Art. 86. Admitida a acusação contra o Presidente da República, por dois terços 
da Câmara dos Deputados, será ele submetido a julgamento perante o 
Supremo Tribunal Federal, nas infrações penais comuns, ou perante o Senado 
Federal, nos crimes de responsabilidade. 
 
§ 1º O Presidente ficará suspenso de suas funções: 
 
I - nas infrações penais comuns, se recebida a denúncia ou queixa-crime pelo 
Supremo Tribunal Federal; 
 
II - nos crimes de responsabilidade, após a instauração do processo pelo 
Senado Federal. 
 
 
 
 Quem pode oferecer denúncia 
Qualquer cidadão. 
 
 
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 Papel da Câmara dos Deputados 
Não exerce juízo de admissibilidade técnico da inicial acusatória, apenas autoriza o 
prosseguimento e exerce condição de procedibilidade que permite que o feito seja enviado ao 
Senado Federal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Sanções 
Art. 52, Parágrafo único. Nos casos previstos nos incisos I e II, 
funcionará como Presidente o do Supremo Tribunal Federal, limitando-
se a condenação, que somente será proferida por dois terços dos 
votos do Senado Federal, à perda do cargo, com inabilitação, por oito 
anos, para o exercício de função pública, sem prejuízo das demais 
sanções judiciais cabíveis. 
 
 Atenção ao fatiamento do julgamento. 
 
 
 
 Crimes Comuns 
 
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Imunidade especial temporária 
Art. 86, § 4º O Presidente da República, na vigência de seu mandato, 
não pode ser responsabilizado por atos estranhos ao exercício de 
suas funções. 
 
Só poderá ser iniciada ação penal, de imediato, quando o injusto penal praticado no 
exercício do mandato e, de alguma forma, relacionado com o exercício das funções. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Em caso de crime comum, o Presidente da República será julgado pelo STF. Nos 
casos de crime de iniciativa pública, será oferecida a denúncia pelo Procurador-Geral da 
República e, nos casos de crime de iniciativa privada, será oferecida a queixa pelo ofendido. 
 
A denúncia ou queixa-crime será recebida pelo ministro relator (STF), que enviará à 
Câmara dos Deputados. Somente após a autorização da instauração do procedimento o STF 
poderá avaliar eventual matéria de Direito. 
 
Art. 86, § 1º O Presidente ficará suspenso (automaticamente) de suas 
funções: 
I - nas infrações penais comuns, se recebida a denúncia ou queixa-crime 
pelo Supremo Tribunal Federal (180 dias); 
 
Art. 51. Compete privativamente à Câmara dos Deputados: 
I - autorizar, por dois terços de seus membros, a instauração de processo 
contra o Presidente e o Vice-Presidente da República e os Ministros de 
Estado; 
 
Após a autorização da instauração do procedimento pela Câmara dos Deputados é que o 
STF pode emanar qualquer decisão acerca de eventual matéria jurídica, como absolvição 
sumária. 
 
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- Coautoria 
 
Regra geral: desmembramento do processo 
Exceção: em caso de comprometer a instrução processual, é possível o julgamento 
simultâneo dos indivíduos por meio de Avocação do STF. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Governador 
- Foro de prerrogativa de função: STJ 
- Algumas Constituições Estaduais preveem que, para ser submetido a processo e julgamento 
no STF, é necessária autorização da Assembleia Legislativa. No entanto, segundo o STF, 
essa previsão é INCONSTITUCIONAL. 
- A suspensão do governador de suas funções não é automática. 
 
 
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Disciplina: Direito Constitucional 
Professor: Gustavo Americano 
Monitora: Lizandra 
Aula: Poder Judiciário 
 
 Estatuto da Magistratura 
 Ingresso na Carreira 
Art. 93. Lei complementar, de iniciativa do Supremo Tribunal Federal, 
disporá sobre o Estatuto da Magistratura, observados os seguintes 
princípios: 
I - ingresso na carreira, cujo cargo inicial será o de juiz substituto, 
mediante concurso público de provas e títulos, com a participação da 
Ordem dos Advogados do Brasil em todas as fases, exigindo-se do 
bacharel em direito, no mínimo, três anos de atividade jurídica e 
obedecendo-se, nas nomeações, à ordem de classificação; 
 
Concurso Público de Provas e Títulos 
Participação da OAB em todas as fases 
Quarentena de entrada 
- lapso temporal de 3 anos de exercício de atividade jurídica 
- computado somente após o bacharelado 
- comprovadosno momento da inscrição definitiva, que se dá após à submissão da 
sentença, antes das arguições orais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Promoção 
 
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Antiguidade e Merecimento 
 
No caso de promoção por merecimento, no caso de indicação 3x consecutivas ou 5 
vezes alternadas, possui direito adquirido à promoção por merecimento, com no mínimo 2 
anos de exercício da função e integrar, o juiz, a primeira quinta parte da lista de antiguidade, 
salvo se não houver quem aceite ou atenda a tais requisitos. 
 
No caso de promoção por antiguidade, verifica-se aquele que está há mais tempo 
exercendo suas funções. Pode haver recusa, no caso de pelo menos 2/3 dos membros do 
tribunal, com prazo para contraditório 
 
Art. 93, II - promoção de entrância para entrância, alternadamente, por 
antiguidade e merecimento, atendidas as seguintes normas: 
a) é obrigatória a promoção do juiz que figure por três vezes consecutivas 
ou cinco alternadas em lista de merecimento; 
b) a promoção por merecimento pressupõe dois anos de exercício na 
respectiva entrância e integrar o juiz a primeira quinta parte da lista de 
antiguidade desta, salvo se não houver com tais requisitos quem aceite o 
lugar vago; 
c) aferição do merecimento conforme o desempenho e pelos critérios 
objetivos de produtividade e presteza no exercício da jurisdição e pela 
frequência e aproveitamento em cursos oficiais ou reconhecidos de 
aperfeiçoamento; 
d) na apuração de antiguidade, o tribunal somente poderá recusar o juiz 
mais antigo pelo voto fundamentado de dois terços de seus membros, 
conforme procedimento próprio, e assegurada ampla defesa, repetindo-se 
a votação até fixar-se a indicação; 
e) não será promovido o juiz que, injustificadamente, retiver autos em seu 
poder além do prazo legal, não podendo devolvê-los ao cartório sem o 
devido despacho ou decisão; 
 
 Residência 
Deve residir onde o juiz exerce suas atividades judicantes. 
Exceção: prévia autorização do Tribunal. 
 
 Não Interrupção da Atividade Jurisdicional 
Art. 93, XII a atividade jurisdicional será ininterrupta, sendo vedado férias 
coletivas nos juízos e tribunais de segundo grau, funcionando, nos dias 
em que não houver expediente forense normal, juízes em plantão 
permanente; 
 
Não aplicável nas cortes superiores, somente em 1º e 2º graus de jurisdição. 
 
 Garantias do Poder Judiciário 
- Institucionais 
Destinadas à Instituição 
- Funcionais 
 
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Destinadas ao magistrado para que possa desempenhar suas funções. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Garantias Institucionais 
 
- Autonomia Administrativa: possibilidade conferida aos tribunais para promoverem sua 
própria organização interna. 
 
- Autonomia Financeira: possibilidade conferida ao Poder Judiciário de elaborar sua própria 
Proposta Orçamentária. Se em desacordo, o próprio Poder Judiciário pode promover os 
ajustes necessários. 
 
Art. 96. Compete privativamente: 
 
I - aos tribunais: 
a) eleger seus órgãos diretivos e elaborar seus regimentos internos, com 
observância das normas de processo e das garantias processuais das 
partes, dispondo sobre a competência e o funcionamento dos respectivos 
órgãos jurisdicionais e administrativos; 
b) organizar suas secretarias e serviços auxiliares e os dos juízos que 
lhes forem vinculados, velando pelo exercício da atividade correicional 
respectiva; 
c) prover, na forma prevista nesta Constituição, os cargos de juiz de 
carreira da respectiva jurisdição; 
d) propor a criação de novas varas judiciárias; 
e) prover, por concurso público de provas, ou de provas e títulos, 
obedecido o disposto no art. 169, parágrafo único, os cargos necessários 
à administração da Justiça, exceto os de confiança assim definidos em lei; 
f) conceder licença, férias e outros afastamentos a seus membros e aos 
juízes e servidores que lhes forem imediatamente vinculados; 
 
 
Art. 99. Ao Poder Judiciário é assegurada autonomia administrativa e 
financeira. 
 
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§ 1º Os tribunais elaborarão suas propostas orçamentárias dentro dos 
limites estipulados conjuntamente com os demais Poderes na lei de 
diretrizes orçamentárias. 
 
§ 2º O encaminhamento da proposta, ouvidos os outros tribunais 
interessados, compete: 
I - no âmbito da União, aos Presidentes do Supremo Tribunal Federal e 
dos Tribunais Superiores, com a aprovação dos respectivos tribunais; 
II - no âmbito dos Estados e no do Distrito Federal e Territórios, aos 
Presidentes dos Tribunais de Justiça, com a aprovação dos respectivos 
tribunais. 
 
§ 3º Se os órgãos referidos no § 2º não encaminharem as respectivas 
propostas orçamentárias dentro do prazo estabelecido na lei de diretrizes 
orçamentárias, o Poder Executivo considerará, para fins de consolidação 
da proposta orçamentária anual, os valores aprovados na lei orçamentária 
vigente, ajustados de acordo com os limites estipulados na forma do § 1º 
deste artigo. 
 
§ 4º Se as propostas orçamentárias de que trata este artigo forem 
encaminhadas em desacordo com os limites estipulados na forma do § 1º, 
o Poder Executivo procederá aos ajustes necessários para fins de 
consolidação da proposta orçamentária anual. 
 
§ 5º Durante a execução orçamentária do exercício, não poderá haver a 
realização de despesas ou a assunção de obrigações que extrapolem os 
limites estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias, exceto se 
previamente autorizadas, mediante a abertura de créditos suplementares 
ou especiais. 
 
 Garantias Funcionais 
- Vitaliciedade 
Membros da Magistratura e MP 
2 anos de atividade 
Após esse período, só pode perder o cargo após sentença condenatória transitada em 
julgado 
 
Art. 95, I - vitaliciedade, que, no primeiro grau, só será adquirida após 
dois anos de exercício, dependendo a perda do cargo, nesse período, 
de deliberação do tribunal a que o juiz estiver vinculado, e, nos demais 
casos, de sentença judicial transitada em julgado; 
 
 
- Inamovibilidade 
Juízes titulares e substitutos 
 
Art. 95, II - inamovibilidade, salvo por motivo de interesse público, na 
forma do art. 93, VIII; 
 
- Irredutibilidade 
 
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Nominal, única e exclusivamente relativa à cifra no momento do concurso público 
 
 
 Vedações 
Art. 95, Parágrafo único. Aos juízes é vedado: 
I - exercer, ainda que em disponibilidade, outro cargo ou função, salvo 
uma de magistério; 
II - receber, a qualquer título ou pretexto, custas ou participação em 
processo; 
III - dedicar-se à atividade político-partidária. 
IV - receber, a qualquer título ou pretexto, auxílios ou contribuições de 
pessoas físicas, entidades públicas ou privadas, ressalvadas as exceções 
previstas em lei; 
V - exercer a advocacia no juízo ou tribunal do qual se afastou, antes de 
decorridos três anos do afastamento do cargo por aposentadoria ou 
exoneração. 
 
Desembargador: abrangência Estadual 
Ministro: abrange todo o território 
 
 Foro por Prerrogativa de Função 
Desembargadores: STJ (independentemente de o injusto penal estar relacionado ao exercício 
de suas funções). 
Juízes de Direito: TJ 
 
 Quinto Constitucional 
2º grau de jurisdição 
1/5 das vagas destinadas para membros oriundos da magistratura e MP, há mais de 10 anos 
e possuam notório saber jurídico e conduta ilibada. 
Lista sêxtupla (Órgão) – Lista tríplice(TJ) – Chefe do Executivo escolhe 1, nos 20 dias 
subsequentes. 
 
Art. 94. Um quinto dos lugares dos Tribunais Regionais Federais, dos 
Tribunais dos Estados, e do Distrito Federal e Territórios será composto 
de membros, do Ministério Público, com mais de dez anos de carreira, e 
de advogados de notório saber jurídico e de reputação ilibada, com mais 
de dez anos de efetiva atividade profissional, indicados em lista sêxtupla 
pelos órgãos de representação das respectivas classes. 
 
Parágrafo único. Recebidas as indicações, o tribunal formará lista tríplice, 
enviando-a ao Poder Executivo, que, nos vinte dias subsequentes, 
escolherá um de seus integrantes paranomeação.

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