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1 Disciplina: Direito Constitucional Professor: Gustavo Americano Monitora: Lizandra Aula: Poder Legislativo PODER LEGISLATIVO Comissão Parlamentar de Inquérito Conceito Comissão temporária criada dentro do Poder Legislativo para desempenhar função típica de fiscalização e tem por objetivo apurar fato certo e determinado, de interesse público, com lapso temporal pré-estabelecido (prazo determinado). Requisitos de Criação Requerimento de 1/3 dos membros do Poder Legislativo (Câmara ou Senado). Poderes de uma CPI Art. 58, § 3º As comissões parlamentares de inquérito, que terão poderes de investigação próprios das autoridades judiciais, além de outros previstos nos regimentos das respectivas Casas, serão criadas pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, em conjunto ou separadamente, mediante requerimento de um terço de seus membros, para a apuração de fato determinado e por prazo certo, sendo suas conclusões, se for o caso, encaminhadas ao Ministério Público, para que promova a responsabilidade civil ou criminal dos infratores. Os poderes instrutórios de uma CPI são os mesmos de autoridades judiciais: 2 Se situação flagrancial: sim (flagrante facultativo) Se prisão preventiva/temporária: não Local público: sim Domiciliar: não Em regra, sim. CPI Federal / Estadual / Distrital – possuem poder para decretar quebra de sigilo de dados. Se CPI Municipal – prevalece o entendimento doutrinário de que ela não possui esse poder. Obs.: Investigado pode ser recusar ao comparecimento em uma CPI, pois possui uma faculdade de comparecimento (entendimento do STF). 3 No caso da testemunha, seu comparecimento é necessário, não podendo se recusar a comparecer aos trabalhos de uma CPI. No entanto, para sua condução coercitiva, é necessário requerimento judicial (arts. 218 e 219 do CPP) Estatuto dos Congressistas Imunidades Parlamentares Prerrogativas acopladas ao mandato parlamentar para que seu titular possa exercer o cargo livre de pressões internas ou externas. No entanto, são prerrogativas e não privilégios, e não podem ser renunciadas por seus titulares. Espécies - Imunidade Material: Inviolabilidade parlamentar ou freedom of speech. Liberdade de expressão exercida pelo mandato parlamentar. Os Direitos Fundamentais não podem ser absolutos e o atual posicionamento do STF é de que, para incidir a imunidade parlamentar, ela deve guardar conotação política. Art. 53. Os Deputados e Senadores são invioláveis, civil e penalmente, por quaisquer de suas opiniões, palavras e votos. 4 - Imunidade Formal: Se apresenta em duas subespécies - Imunidade Formal em relação à prisão (freedom from arrest) Art. 53, § 2º Desde a expedição do diploma, os membros do Congresso Nacional não poderão ser presos, salvo em flagrante de crime inafiançável. Nesse caso, os autos serão remetidos dentro de vinte e quatro horas à Casa respectiva, para que, pelo voto da maioria de seus membros, resolva sobre a prisão. - Imunidade Formal em relação ao processo Diplomado passa a ter foro por prerrogativa de função em relação às ações penais, mas é necessário que o injusto penal, após a diplomação, esteja relacionado com os exercícios de suas funções. Foro por prerrogativa de função - limitação do dever de testemunhar - isenção do serviço militar. Art. 53, § 1º Os Deputados e Senadores, desde a expedição do diploma, serão submetidos a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal. § 3º Recebida a denúncia contra o Senador ou Deputado, por crime ocorrido após a diplomação, o Supremo Tribunal Federal dará ciência à Casa respectiva, que, por iniciativa de partido político nela representado e pelo voto da maioria de seus membros, poderá, até a decisão final, sustar o andamento da ação. As prerrogativas são estendidas aos parlamentares estaduais (formal e material). Os vereadores possuem somente a imunidade material, limitada à circunscrição do município onde exercem a função. 1 Disciplina: Direito Constitucional Professor: Gustavo Americano Monitora: Lizandra Aula: Processo Legislativo Conceito Sequência concatenada e sucessiva de produção de atos normativos que inovam dentro do Ordenamento Jurídico, desde o momento em que o projeto ingressa na Casa iniciadora até o momento da sua promulgação e publicação. Art. 59. O processo legislativo compreende a elaboração de: I - emendas à Constituição; II - leis complementares; III - leis ordinárias; IV - leis delegadas; V - medidas provisórias; VI - decretos legislativos; VII - resoluções. Espécies de Processo Legislativo - Ordinário (Originário) Formação de atos normativos que não guarda nenhuma peculiaridade em específico, é considerado, por isso, um procedimento residual. - Sumário (Conciso / Curto / De Tramitação Abreviada) Legitimado: Presidente da República pode propor algumas inovações legislativas em certas matérias. Quando ele solicita urgência, esse procedimento é chancelado como sumária e possui prazo de duração máxima de 100 dias. Não pode ser utilizado para elaboração de codificação (ex.: Código Civil, Código de Processo Civil, etc.) Prazos: 45 dias (CD) + 45 dias (SF) + 10 dias em caso de emenda do Senado Não corre em época de recesso parlamentar (suspensão) Art. 64. A discussão e votação dos projetos de lei de iniciativa do Presidente da República, do Supremo Tribunal Federal e dos Tribunais Superiores terão início na Câmara dos Deputados. § 1º - O Presidente da República poderá solicitar urgência para apreciação de projetos de sua iniciativa. 2 § 2º Se, no caso do § 1º, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal não se manifestarem sobre a proposição, cada qual sucessivamente, em até quarenta e cinco dias, sobrestar-se-ão todas as demais deliberações legislativas da respectiva Casa, com exceção das que tenham prazo constitucional determinado, até que se ultime a votação. § 3º A apreciação das emendas do Senado Federal pela Câmara dos Deputados far-se-á no prazo de dez dias, observado quanto ao mais o disposto no parágrafo anterior. § 4º Os prazos do § 2º não correm nos períodos de recesso do Congresso Nacional, nem se aplicam aos projetos de código. - Especial Procedimentos que possuem peculiaridades, como um quórum específico, grupo de legitimados, etc. Fases do Processo Legislativo Iniciativa Diretamente ligada à legitimação do agente ou órgão político para deflagrar o devido processo legislativo constitucional: - Comum ou geral – não há restrição (art. 61, CF/88) - Concorrente – restrição no rol de legitimados, com atores específicos que podem iniciar esse procedimento - Exclusiva – destinada a um determinado agente, mas não há possibilidade de delegação de competência. - Privativa – destinada, também, a um determinado agente, e existe possibilidade de delegação de competência - Vinculada – por norma constitucional, o agente está obrigado à edição daquele ato normativo. Normalmente atinentes às leis orçamentárias. Constitutiva Discussão preliminar na Comissão de Constituição e Justiça e nas Comissões Temáticas Plenário para votação Aprovação (vide “quórum” no tópico Lei Ordinária x Lei Complementar) Sanção ou Veto Sanção pode ser expressa ou tácita (15 dias úteis). Veto pode ser político (razões de interesse público) ou jurídico (atinente à inconstitucionalidade) 3 Art. 66, § 1º Se o Presidente da República considerar o projeto, no todo ou em parte, inconstitucional ou contrário ao interesse público, vetá-lo-á total ou parcialmente, no prazo de quinze dias úteis, contados da data do recebimento,e comunicará, dentro de quarenta e oito horas, ao Presidente do Senado Federal os motivos do veto. § 3º Decorrido o prazo de quinze dias, o silêncio do Presidente da República importará sanção. Complementar Promulgação e Publicação Emendas à Constituição não sofrem promulgação pelo Presidente da República. Lei Ordinária x Lei Complementar Legitimados LO e LC: legitimados comuns ou gerais Art. 61. A iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe a qualquer membro ou Comissão da Câmara dos Deputados, do Senado Federal ou do Congresso Nacional, ao Presidente da República, ao Supremo Tribunal Federal, aos Tribunais Superiores, ao Procurador-Geral da República e aos cidadãos, na forma e nos casos previstos nesta Constituição. Matéria Lei Complementar: matéria reservada Lei Ordinária: matéria residual Quórum 4 - Quórum aprovação LO: maioria simples ou maioria relativa (presente a maioria absoluta dos membros) - Quórum aprovação LC: maioria absoluta Art. 69. As leis complementares serão aprovadas por maioria absoluta. - Emenda à Constituição: Art. 60, § 2º A proposta será discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, considerando-se aprovada se obtiver, em ambos, três quintos dos votos dos respectivos membros. - Iniciativa Popular em Lei Complementar e Lei Ordinária (é possível) Art. 61, § 2º A iniciativa popular pode ser exercida pela apresentação à Câmara dos Deputados de projeto de lei subscrito por, no mínimo, um por cento do eleitorado nacional, distribuído pelo menos por cinco Estados, com não menos de três décimos por cento dos eleitores de cada um deles. - Não é possível iniciativa Popular em Projetos de Emenda à Constituição em âmbito federal. - No entanto, a iniciativa popular de emenda à Constituição Estadual é compatível com a Constituição federal (STF, ADI 825). 1 Disciplina: Direito Constitucional Professor: Gustavo Americano Monitora: Lizandra Aula: Poder Executivo Crimes de Responsabilidade Conceito Infração político-administrativa praticada por determinados agentes públicos ou políticos que ofendem valores basilares previstos na Constituição e, pela sua natureza, acarretam sanções de natureza político-administrativas. Competência para legislar sobre crime de responsabilidade Somente a União possui competência para legislar sobre crime de responsabilidade (SV. 46) Crimes de Responsabilidade Rol exemplificativo Art. 85. São crimes de responsabilidade os atos do Presidente da República que atentem contra a Constituição Federal e, especialmente, contra: I - a existência da União; II - o livre exercício do Poder Legislativo, do Poder Judiciário, do Ministério Público e dos Poderes constitucionais das unidades da Federação; III - o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais; IV - a segurança interna do País; V - a probidade na administração; VI - a lei orçamentária; VII - o cumprimento das leis e das decisões judiciais. Parágrafo único. Esses crimes serão definidos em lei especial, que estabelecerá as normas de processo e julgamento. Impeachment 2 Procedimento - Câmara dos Deputados (2/3 dos membros, em votação aberta) autoriza processo de julgamento do Presidente da República pela prática de crime de responsabilidade. Bifásico - Senado Federal recebe o processo (maioria simples) e julga (2/3 dos membros, em votação aberta) o Presidente da República pela prática de crime de reponsabilidade. Art. 86. Admitida a acusação contra o Presidente da República, por dois terços da Câmara dos Deputados, será ele submetido a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal, nas infrações penais comuns, ou perante o Senado Federal, nos crimes de responsabilidade. § 1º O Presidente ficará suspenso de suas funções: I - nas infrações penais comuns, se recebida a denúncia ou queixa-crime pelo Supremo Tribunal Federal; II - nos crimes de responsabilidade, após a instauração do processo pelo Senado Federal. Quem pode oferecer denúncia Qualquer cidadão. 3 Papel da Câmara dos Deputados Não exerce juízo de admissibilidade técnico da inicial acusatória, apenas autoriza o prosseguimento e exerce condição de procedibilidade que permite que o feito seja enviado ao Senado Federal. Sanções Art. 52, Parágrafo único. Nos casos previstos nos incisos I e II, funcionará como Presidente o do Supremo Tribunal Federal, limitando- se a condenação, que somente será proferida por dois terços dos votos do Senado Federal, à perda do cargo, com inabilitação, por oito anos, para o exercício de função pública, sem prejuízo das demais sanções judiciais cabíveis. Atenção ao fatiamento do julgamento. Crimes Comuns 4 Imunidade especial temporária Art. 86, § 4º O Presidente da República, na vigência de seu mandato, não pode ser responsabilizado por atos estranhos ao exercício de suas funções. Só poderá ser iniciada ação penal, de imediato, quando o injusto penal praticado no exercício do mandato e, de alguma forma, relacionado com o exercício das funções. Em caso de crime comum, o Presidente da República será julgado pelo STF. Nos casos de crime de iniciativa pública, será oferecida a denúncia pelo Procurador-Geral da República e, nos casos de crime de iniciativa privada, será oferecida a queixa pelo ofendido. A denúncia ou queixa-crime será recebida pelo ministro relator (STF), que enviará à Câmara dos Deputados. Somente após a autorização da instauração do procedimento o STF poderá avaliar eventual matéria de Direito. Art. 86, § 1º O Presidente ficará suspenso (automaticamente) de suas funções: I - nas infrações penais comuns, se recebida a denúncia ou queixa-crime pelo Supremo Tribunal Federal (180 dias); Art. 51. Compete privativamente à Câmara dos Deputados: I - autorizar, por dois terços de seus membros, a instauração de processo contra o Presidente e o Vice-Presidente da República e os Ministros de Estado; Após a autorização da instauração do procedimento pela Câmara dos Deputados é que o STF pode emanar qualquer decisão acerca de eventual matéria jurídica, como absolvição sumária. 5 - Coautoria Regra geral: desmembramento do processo Exceção: em caso de comprometer a instrução processual, é possível o julgamento simultâneo dos indivíduos por meio de Avocação do STF. Governador - Foro de prerrogativa de função: STJ - Algumas Constituições Estaduais preveem que, para ser submetido a processo e julgamento no STF, é necessária autorização da Assembleia Legislativa. No entanto, segundo o STF, essa previsão é INCONSTITUCIONAL. - A suspensão do governador de suas funções não é automática. 1 Disciplina: Direito Constitucional Professor: Gustavo Americano Monitora: Lizandra Aula: Poder Judiciário Estatuto da Magistratura Ingresso na Carreira Art. 93. Lei complementar, de iniciativa do Supremo Tribunal Federal, disporá sobre o Estatuto da Magistratura, observados os seguintes princípios: I - ingresso na carreira, cujo cargo inicial será o de juiz substituto, mediante concurso público de provas e títulos, com a participação da Ordem dos Advogados do Brasil em todas as fases, exigindo-se do bacharel em direito, no mínimo, três anos de atividade jurídica e obedecendo-se, nas nomeações, à ordem de classificação; Concurso Público de Provas e Títulos Participação da OAB em todas as fases Quarentena de entrada - lapso temporal de 3 anos de exercício de atividade jurídica - computado somente após o bacharelado - comprovadosno momento da inscrição definitiva, que se dá após à submissão da sentença, antes das arguições orais. Promoção 2 Antiguidade e Merecimento No caso de promoção por merecimento, no caso de indicação 3x consecutivas ou 5 vezes alternadas, possui direito adquirido à promoção por merecimento, com no mínimo 2 anos de exercício da função e integrar, o juiz, a primeira quinta parte da lista de antiguidade, salvo se não houver quem aceite ou atenda a tais requisitos. No caso de promoção por antiguidade, verifica-se aquele que está há mais tempo exercendo suas funções. Pode haver recusa, no caso de pelo menos 2/3 dos membros do tribunal, com prazo para contraditório Art. 93, II - promoção de entrância para entrância, alternadamente, por antiguidade e merecimento, atendidas as seguintes normas: a) é obrigatória a promoção do juiz que figure por três vezes consecutivas ou cinco alternadas em lista de merecimento; b) a promoção por merecimento pressupõe dois anos de exercício na respectiva entrância e integrar o juiz a primeira quinta parte da lista de antiguidade desta, salvo se não houver com tais requisitos quem aceite o lugar vago; c) aferição do merecimento conforme o desempenho e pelos critérios objetivos de produtividade e presteza no exercício da jurisdição e pela frequência e aproveitamento em cursos oficiais ou reconhecidos de aperfeiçoamento; d) na apuração de antiguidade, o tribunal somente poderá recusar o juiz mais antigo pelo voto fundamentado de dois terços de seus membros, conforme procedimento próprio, e assegurada ampla defesa, repetindo-se a votação até fixar-se a indicação; e) não será promovido o juiz que, injustificadamente, retiver autos em seu poder além do prazo legal, não podendo devolvê-los ao cartório sem o devido despacho ou decisão; Residência Deve residir onde o juiz exerce suas atividades judicantes. Exceção: prévia autorização do Tribunal. Não Interrupção da Atividade Jurisdicional Art. 93, XII a atividade jurisdicional será ininterrupta, sendo vedado férias coletivas nos juízos e tribunais de segundo grau, funcionando, nos dias em que não houver expediente forense normal, juízes em plantão permanente; Não aplicável nas cortes superiores, somente em 1º e 2º graus de jurisdição. Garantias do Poder Judiciário - Institucionais Destinadas à Instituição - Funcionais 3 Destinadas ao magistrado para que possa desempenhar suas funções. Garantias Institucionais - Autonomia Administrativa: possibilidade conferida aos tribunais para promoverem sua própria organização interna. - Autonomia Financeira: possibilidade conferida ao Poder Judiciário de elaborar sua própria Proposta Orçamentária. Se em desacordo, o próprio Poder Judiciário pode promover os ajustes necessários. Art. 96. Compete privativamente: I - aos tribunais: a) eleger seus órgãos diretivos e elaborar seus regimentos internos, com observância das normas de processo e das garantias processuais das partes, dispondo sobre a competência e o funcionamento dos respectivos órgãos jurisdicionais e administrativos; b) organizar suas secretarias e serviços auxiliares e os dos juízos que lhes forem vinculados, velando pelo exercício da atividade correicional respectiva; c) prover, na forma prevista nesta Constituição, os cargos de juiz de carreira da respectiva jurisdição; d) propor a criação de novas varas judiciárias; e) prover, por concurso público de provas, ou de provas e títulos, obedecido o disposto no art. 169, parágrafo único, os cargos necessários à administração da Justiça, exceto os de confiança assim definidos em lei; f) conceder licença, férias e outros afastamentos a seus membros e aos juízes e servidores que lhes forem imediatamente vinculados; Art. 99. Ao Poder Judiciário é assegurada autonomia administrativa e financeira. 4 § 1º Os tribunais elaborarão suas propostas orçamentárias dentro dos limites estipulados conjuntamente com os demais Poderes na lei de diretrizes orçamentárias. § 2º O encaminhamento da proposta, ouvidos os outros tribunais interessados, compete: I - no âmbito da União, aos Presidentes do Supremo Tribunal Federal e dos Tribunais Superiores, com a aprovação dos respectivos tribunais; II - no âmbito dos Estados e no do Distrito Federal e Territórios, aos Presidentes dos Tribunais de Justiça, com a aprovação dos respectivos tribunais. § 3º Se os órgãos referidos no § 2º não encaminharem as respectivas propostas orçamentárias dentro do prazo estabelecido na lei de diretrizes orçamentárias, o Poder Executivo considerará, para fins de consolidação da proposta orçamentária anual, os valores aprovados na lei orçamentária vigente, ajustados de acordo com os limites estipulados na forma do § 1º deste artigo. § 4º Se as propostas orçamentárias de que trata este artigo forem encaminhadas em desacordo com os limites estipulados na forma do § 1º, o Poder Executivo procederá aos ajustes necessários para fins de consolidação da proposta orçamentária anual. § 5º Durante a execução orçamentária do exercício, não poderá haver a realização de despesas ou a assunção de obrigações que extrapolem os limites estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias, exceto se previamente autorizadas, mediante a abertura de créditos suplementares ou especiais. Garantias Funcionais - Vitaliciedade Membros da Magistratura e MP 2 anos de atividade Após esse período, só pode perder o cargo após sentença condenatória transitada em julgado Art. 95, I - vitaliciedade, que, no primeiro grau, só será adquirida após dois anos de exercício, dependendo a perda do cargo, nesse período, de deliberação do tribunal a que o juiz estiver vinculado, e, nos demais casos, de sentença judicial transitada em julgado; - Inamovibilidade Juízes titulares e substitutos Art. 95, II - inamovibilidade, salvo por motivo de interesse público, na forma do art. 93, VIII; - Irredutibilidade 5 Nominal, única e exclusivamente relativa à cifra no momento do concurso público Vedações Art. 95, Parágrafo único. Aos juízes é vedado: I - exercer, ainda que em disponibilidade, outro cargo ou função, salvo uma de magistério; II - receber, a qualquer título ou pretexto, custas ou participação em processo; III - dedicar-se à atividade político-partidária. IV - receber, a qualquer título ou pretexto, auxílios ou contribuições de pessoas físicas, entidades públicas ou privadas, ressalvadas as exceções previstas em lei; V - exercer a advocacia no juízo ou tribunal do qual se afastou, antes de decorridos três anos do afastamento do cargo por aposentadoria ou exoneração. Desembargador: abrangência Estadual Ministro: abrange todo o território Foro por Prerrogativa de Função Desembargadores: STJ (independentemente de o injusto penal estar relacionado ao exercício de suas funções). Juízes de Direito: TJ Quinto Constitucional 2º grau de jurisdição 1/5 das vagas destinadas para membros oriundos da magistratura e MP, há mais de 10 anos e possuam notório saber jurídico e conduta ilibada. Lista sêxtupla (Órgão) – Lista tríplice(TJ) – Chefe do Executivo escolhe 1, nos 20 dias subsequentes. Art. 94. Um quinto dos lugares dos Tribunais Regionais Federais, dos Tribunais dos Estados, e do Distrito Federal e Territórios será composto de membros, do Ministério Público, com mais de dez anos de carreira, e de advogados de notório saber jurídico e de reputação ilibada, com mais de dez anos de efetiva atividade profissional, indicados em lista sêxtupla pelos órgãos de representação das respectivas classes. Parágrafo único. Recebidas as indicações, o tribunal formará lista tríplice, enviando-a ao Poder Executivo, que, nos vinte dias subsequentes, escolherá um de seus integrantes paranomeação.