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ARTIGO CIENTFIICO SEGURANÇA PÚBLICA E OS DESAFIOS ENFRENTADOS PELA POLÍCIA JUDICIARIA DE SÃO LUÍS

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1 
 
SEGURANÇA PÚBLICA E OS DESAFIOS ENFRENTADOS PELA POLÍCIA 
JUDICIARIA DE SÃO LUÍS – MA PARA GARANTIR O ESTADO DEMOCRÁTICO 
DE DIREITO, NA PERSPECTIVA DO PRESIDENTE DA ADEPOL 
 
Cassia Regina Miranda de carvalho1i 
Moizes Araújo Silva2 
Et al3 
RESUMO 
 
A pesquisa sobre a polícia judiciária do Maranhão foi realizada por meio de uma revisão 
bibliográfica que incluiu artigos, entrevistas e podcasts com o presidente da ADEPOL. Essas 
entrevistas foram conduzidas tanto pela nossa equipe quanto por repórteres, proporcionando 
uma visão abrangente sobre o tema. A segurança pública é importante para a ordem social e 
proteção dos direitos individuais e coletivos. A polícia judiciária é responsável pela 
investigação de crimes. Contudo, em cidades como São Luís – MA, enfrenta desafios como 
falta de recursos e estrutura, prejudicando sua eficácia. O presidente da ADEPOL, enfatiza a 
importância da valorização da Polícia Judiciária para combater o crime de forma eficaz. Ele 
destaca a necessidade de salários justos, melhores condições de trabalho, tecnologia e 
capacitação. A falta de efetivo e estrutura, especialmente na ACADEPOL, afeta a formação dos 
policiais. Apesar dos desafios, a dedicação da equipe tem gerado bons resultados, mas 
investimentos são cruciais para melhorar a eficiência e o atendimento em todo o Maranhão. 
 
Palavras-chaves: Estrutura; Policia Judiciaria; Maranhão; ADEPOL 
 
ABSTRACT 
 
The research on the judicial police of Maranhão was conducted through a bibliographic review 
that included articles, interviews, and podcasts featuring the president of ADEPOL. These 
interviews were carried out by both our team and reporters, providing a comprehensive view of 
the topic. Public security is essential for maintaining social order and protecting individual and 
collective rights. The judicial police are responsible for investigating crimes; however, in cities 
like São Luís, MA, they face challenges such as a lack of resources and infrastructure, which 
hampers their effectiveness. The president of ADEPOL emphasizes the importance of valuing 
the judicial police to combat crime effectively. He highlights the need for fair wages, better 
working conditions, advanced technology, and training. The shortage of personnel and 
inadequate infrastructure, particularly at ACADEPOL, adversely affects the training of police 
officers. Despite these challenges, the team's dedication has produced positive results, but 
investments are crucial to improve efficiency and services throughout Maranhão. 
 
 
Keywords: Structure; Judicial Police; Maranhão; ADEPOL 
 
1 Acadêmica do 6º período da Faculdade Laboro (mirandacarvalh@gmail.com); 
2 Acadêmico do 6º período da Faculdade Laboro (moizes.araujo.silva15@gmail.com); 
3 Et al mais 16 acadêmicos do 6º período da Faculdade Laboro 
mailto:mirandacarvalh@gmail.com
2 
 
1. INTRODUÇÃO 
 
O trabalho de pesquisa sobre a polícia judiciária do Maranhão se deu através de uma 
pesquisa bibliográfica em artigos, entrevistas e podcasts que foram feitas ao presidente da 
ADEPOL, tanto por nós da equipe, mas também por entrevistas que ele deu para alguns 
repórteres. O presidente da ADEPOL, enfatiza a importância da valorização da Polícia 
Judiciária para combater o crime de forma eficaz. Ele destaca a necessidade de salários justos, 
melhores condições de trabalho, tecnologia e capacitação. A falta de efetivo e estrutura, 
especialmente na ACADEPOL, afeta a formação dos policiais. Apesar dos desafios, a 
dedicação da equipe tem gerado bons resultados, entretanto investimentos são cruciais para 
melhorar a eficiência e o atendimento em todo o Maranhão. 
Uma das matérias jornalística usado nesse trabalho foi feito na Difusora em 18/ 09/2023 
em que o presidente da ADEPOL deixa bem claro a situação precária das delegacias e dos 
trabalhos que são prejudicados por falta de efetivo. Há dois quadros mostrando a quantidade de 
homicídio no Maranhão um quadro comparativo e outro quantificando os homicídios de 2020 
até ano de 2024. A importância de se abordar o tema como esse serve de alerta tanto para os 
estudantes de Direito como também para a sociedade que é a grande prejudicada com a falta de 
estrutura e a falta de efetivo da polícia judiciaria como relata o presidente da ADEPOL. 
A pesquisa foi dividida entre os membros da equipe em que cada membro ficou 
responsável por um tópico para que se tivesse um retrato mais detalhado do trabalho 
desenvolvido pela polícia judiciaria. 
 
2. SEGURANÇA PÚBLICA COMO PILAR SOCIAL 
 
A segurança pública é um dos pilares fundamentais de qualquer sociedade, pois 
garante a ordem social, a proteção da vida e do patrimônio, e a preservação dos direitos 
individuais e coletivos. Ela está diretamente ligada à manutenção da paz social e do estado 
democrático de direito, já que sem segurança, não há como assegurar o pleno exercício das 
liberdades civis e dos direitos constitucionais. A própria Constituição Federal, em seu Artigo 
144, afirma: “A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é 
exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio.” 
Nesse contexto, a polícia judiciária desempenha um papel crucial no sistema de 
segurança pública, sendo responsável por investigar crimes, reunir provas e responsabilizar os 
envolvidos. Isso fortalece o sistema de justiça criminal e assegura que as leis sejam cumpridas, 
3 
 
protegendo o estado democrático de direito. Segundo o Ministério da Justiça e Segurança 
Pública, “A polícia judiciária tem a função de investigação criminal e apuração de infrações 
penais, sendo essencial ao fortalecimento da justiça e à manutenção da ordem democrática.” 
No entanto, em cidades como São Luís – MA, a polícia judiciária enfrenta grandes 
desafios. O presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Estado do Maranhão 
(ADEPOL) destaca que a precariedade de recursos, a falta de estrutura e a crescente demanda 
por segurança têm dificultado o trabalho da polícia judiciária. 
 
Como observado pela juíza Maria Lúcia Karam, Entrevistas dadas ao Pastoral 
Carcerária e em publicações da LEAP Brasil “A carência de infraestrutura adequada, 
somada à falta de recursos humanos e materiais, compromete diretamente a 
capacidade das forças de segurança em enfrentar a criminalidade e garantir a 
segurança da população.” Isso significa que, sem os investimentos necessários, a 
qualidade do serviço oferecido à população diminui, aumentando a sensação de 
insegurança. (PASTORAL CARCERARIA, 2018) 
 
Uma segurança pública eficaz depende de uma série de fatores, incluindo o bom 
funcionamento das instituições policiais, a aplicação eficiente das leis e o respeito aos direitos 
humanos. Para que isso aconteça, é necessário que a polícia judiciária esteja bem equipada, 
capacitada e com infraestrutura adequada. Quando o estado falha em oferecer esses recursos, 
compromete-se a segurança pública e, por consequência, o estado democrático de direito. 
 
Nesse sentido, Fernando Veloso, ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, ressalta 
em sua obra “É possível – Gestão da Segurança Pública e Redução da Violência”, no 
blog da Monica Tappler e no jornal O Dia: “Investir em segurança pública é garantir 
não apenas a preservação da ordem, mas também a confiança da população nas 
instituições do Estado, o que fortalece a democracia. (VELOSO, 2021) 
 
Na visão da ADEPOL, o fortalecimento da polícia judiciária, com o devido 
investimento em tecnologia, pessoal e inteligência, é fundamental para enfrentar os desafios da 
criminalidade e garantir que a segurança pública seja tratada como uma prioridade de Estado. 
Isso assegura a proteção dos direitos de todos e o funcionamento saudável da democracia. 
 
2.1 A política de segurança pública na contemporaneidade 
 
Segurança Pública: De acordo com o dispositivo constitucional, o Brasil tem umaformação sócio-histórica e político-cultural, com o objetivo de garantir a ordem e a paz social. 
Diante disso, observa-se uma adoção de política punitiva para repressão da criminalidade, como 
também o combate a erradicação da marginalidade, tendo em vista a garantia do projeto pacto 
pela paz, que visa garantir ao cidadão os direitos e deveres básicos para o convívio social. 
4 
 
Portanto, a partir dessa justificativa falaremos da Política Nacional de segurança 
pública na contemporaneidade sobre os desafios enfrentados para garantir o Estado 
Democrático de direito do cidadão ludovicense como também seus agregados. 
O atual cenário da Segurança pública em São Luís surge como o principal requisito à 
garantia de direitos e ao cumprimento de deveres, estabelecidos nos ordenamentos jurídicos. A 
segurança pública é considerada uma demanda social que necessita de estruturas estatais e 
demais organizações da sociedade ludovicense para ser efetivada. Às instituições bem como os 
órgãos estatais, estão incumbidos de adotar ações voltadas para garantir a segurança da 
sociedade, tendo como eixo político estratégico a política de segurança pública, ou seja, o 
conjunto de ações delineadas em planos e programas e implementados como forma de garantir 
a segurança individual e coletiva. 
O secretário de segurança pública do estado do Maranhão, com sede matriz na capital 
maranhense- São Luís - tem aliado junto com as secretarias municipais os instrumentos de 
enfrentamento da criminalidade e da violência, no qual apresentar um dado satisfatório para de 
redução a violência na grande São Luís, logo, os crimes violentos intencionais- apresentando 
com referencial do delito de homicídio com base comparativa de lapso temporal igual a 4 anos, 
de acordo a figura (1) e figura (2). 
Figura 1 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: https://www.ssp.ma.gov.br/estatisticas-da-grande-sao-luis/ 
5 
 
Figura 2 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: https://www.ssp.ma.gov.br/estatisticas-da-grande-sao-luis/ 
 
QUADRO COMPARATIVO (Acumulado até a data de ontem do Mês anterior / 
Mês atual) 
 SET/24 OUT/24 
DIF. 
ABS 
DIF.% 
ACUMULADO CVLI 22 16 -6 – 
• CVLI – Crimes Violentos Letais Intencionais 
QUADRO COMPARATIVO (Acumulado até a data de ontem do Ano anterior / 
Ano atual) 
 OUT/23 OUT/24 
DIF. 
ABS 
DIF.% 
ACUMULADO CVLI 24 16 -8 – 
Fonte: https://www.ssp.ma.gov.br/estatisticas-da-grande-sao-luis/ 
 
Os gráficos acima no endereço eletrônico mostram atualizado o quantitativo de 
homicídios praticados no estado Maranhão e as tabelas mostra o acumulado de forma 
comparativa entre o ano anterior e ano atual que também é atualizado na data que é acessado. 
6 
 
É notório que o plano efetivo de redução da criminalidade em São Luís, é comprovada 
com base a redução do delito de homicídio, que gera um reflexo que a população está segura e 
efetivando o seu direito a segurança proporcionado pelo poder público, como também 
demonstrando a efetiva participação do seu dever perante a sociedade, e consolidando o estado 
democrático de direito. 
Além disso, é importante salientar, que apesar de haver um processo de “criminalização 
da pobreza e da miséria” que está diretamente associado a insegurança do cidadão, a política de 
segurança contemporânea desenvolvida por parcerias de órgãos e instituições estatais na grande 
São Luís deixa evidentemente que o trabalho é realizado, mas também mostra que o trabalho não 
para através de estimativa de acordo com o Anexo I – Quadro informativo do governo do Estado. 
 
2.2 A necessidade de afirmação das políticas de segurança pública na sociedade 
 
Mantendo o objetivo de ter uma estrutura social focada em segurança pública e para 
que funcione precisa da sociedade civil organizada, leis penais e processuais, polícia, Ministério 
Público, judiciário e Sistema Carcerário. Embora o sistema de segurança tenha a polícia como 
referência por ser a principal responsável pelo controle do crime, atualmente é acionada 
somente em casos que haja gravidade e de urgência. 
Quando se trata do estado brasileiro em âmbito federal, estadual e municipal, necessita 
desencadear ações para a sociedade por haver uma carência maior quando se trata de seguranças 
públicas. Uma vida em sociedade gera conflitos e o desafio do estado é equilibrar estes conflitos 
a níveis satisfatórios diante das ameaças urbanas, sobretudo da violência em processo de 
recrudescimento. 
Na sociedade atual a repressão estatal já não é compatível com a realidade cheia de 
conflitos no dia a dia. Está escancarado aos olhos de toda a sociedade que as hostilidades 
sofridas não podem ter medidas de rigor axiológico da classificação, objetivando concentrar os 
esforços de repressão. Hoje não resta dúvidas de que a repressão policial não tenha a mesma 
representação do que no passado, no tocante ao controle das forças sociais oprimidas e 
marginalizadas. 
Uma política pública de segurança deve ter a capacidade de articular a repressão e 
prevenção ao crime, tendo em vista trabalhar com a participação e envolvimento da própria 
sociedade o que poderá denominar de prevenção social em detrimento do vigente sistema de 
prevenção criminal “O Estado não pode fomentar a violência, mas sim contê-la” afirma Sérgio 
7 
 
Adorno, um sociólogo brasileiro, renomado professor da Universidade de São Paulo e 
especialista em violência urbana. 
A sociedade continua a clamar por leis severas e mais repressão, mesmo que aos olhos 
do estado esse clamor não tenha impacto algum também é preciso mostrar que ações estatais 
devem ser duradouras e não suscetíveis de mudanças constantes a cada pleito eleitoral. 
 
2.3 A polícia judiciária como instrumento de garantia das políticas de segurança 
pública 
 
Precipuamente, é interessante apontar que um dos desafios mais latentes na 
contemporaneidade pelo sistema estatal, é diminuir e prevenir a criminalidade e violência 
através das políticas de segurança pública. 
As políticas de segurança pública, segundo (ADORNO, 1996; BENGOCHEA et al., 
2004; SAPORI, 2007) pode ser definida como “a forma de instituir mecanismos e estratégias 
de controle social e enfrentamento da violência e da criminalidade, racionalizando as 
ferramentas da punição”. 
Como isso, subentendesse que a segurança social, surge como o principal requisito à 
garantia de direitos e ao cumprimento de deveres, e precisa da de uma estrutura estatal 
organizada para sua efetivação. Surgindo assim os órgãos estatais e instituições político-
administrativas de monopólio e mediação das ferramentas de punição, como detentores do 
dever de protagonizar ações voltadas a garantir a segurança individual e coletiva dos membros 
da sociedade em geral. 
Isso significa que tanto o Estado bem como a sociedade em geral, devem exercer papéis 
cruciais na definição de estratégias políticas e de poder que legitimam o processo de 
desenvolvimento das políticas públicas, conforme menciona (PEREIRA, 2009, p. 96): 
 
Trata-se, pois, a política pública, de uma estratégia de ação, pensada, planejada e 
avaliada, guiada por uma racionalidade coletiva na qual tanto o Estado como a 
sociedade desempenham papéis ativos. 
 
No mesmo sentindo (BENGOCHEA et al., 2004, p. 120), preconiza que: 
 
A segurança pública é um processo sistêmico e otimizado que envolve um conjunto 
de ações públicas e comunitárias, visando assegurar a proteção do indivíduo e da 
coletividade e a ampliação da justiça da punição, recuperação e tratamento dos que 
violam a lei, garantindo direitos e cidadania a todos. Um processo sistêmico porque 
envolve, num mesmo cenário, um conjunto de conhecimentos e ferramentas de 
competência dos poderes constituídos e ao alcance da comunidade organizada, 
interagindo e compartilhando visão, compromissos e objetivos comuns; e otimizado 
porque depende de decisões rápidas e de resultados imediatos. 
8 
 
Isso demonstra quea segurança pública, entende-se como um processo articulado e 
dinâmico que envolve o ciclo burocrático do sistema de justiça criminal. E para a efetivação de 
políticas de segurança pública, que controle o avanço da criminalidade e os autos índices de 
violência faz se necessário a contribuição de órgãos político-administrativos e institucionais. 
E nesta seda, olvidasse a polícia judiciaria como um preconizador e alavanca motriz dos 
bastidores para a efetivação das políticas de segurança pública. Tendo em vista que a mesma 
atua de forma fundamental para o cerceamento da violência na sociedade, bem como 
desempenha um papel crucial na garantia das políticas de segurança pública, “pois a polícia 
judiciária é responsável por conduzir inquéritos policiais, que são fundamentais para a apuração 
de infrações penais e para a proteção dos direitos dos cidadãos” (OLIVEIRA FILHO 2009). 
E todo esse trabalho desempenhado pela polícia judiciaria, é crucial para que se chegue 
à Segurança cidadã pois “[...] na perspectiva de Segurança Cidadã, o foco é o cidadão e, nesse 
sentido, a violência é percebida como os fatores que ameaçam o gozo pleno de sua cidadania” 
(FREIRE, 2009, p. 107), e partindo do pressuposto que a polícia judiciaria funciona na 
investigação e prevenção da violência e criminalidade, a mesma é um potencial alicerce e 
instrumento de garantia da efetivação de políticas públicas que visam a segurança social. . 
 
3. A “INSEGURANÇA PÚBLICA” COMO REFLEXO DO DESAMPARA AOS 
POLICIAIS CIVIS 
 
A segurança pública é um dos direitos fundamentais garantidos pela Constituição 
Federal de 1988, sendo dever do Estado assegurar a proteção da sociedade. No entanto, o debate 
sobre a insegurança pública reflete um aspecto muitas vezes negligenciado: o desamparo dos 
próprios agentes da segurança. Esses profissionais, enquanto responsáveis pela manutenção da 
ordem e combate ao crime, enfrentam um cenário de vulnerabilidade crescente, tanto dentro 
quanto fora de serviço. 
A atuação dos Policiais Civis, foco dessa reflexão, envolve desafios diários que 
aumentam o risco à sua integridade física e mental. Isso ocorre em virtude da imersão na 
identidade profissional, a pressão por respostas rápidas e eficazes, além da necessidade de tomar 
decisões complexas em situações de risco que são fatores que agravam o estresse e a 
insegurança no ambiente de trabalho. Esse cenário é agravado pela carência de políticas 
públicas que ofereçam suporte efetivo a esses profissionais, tanto no âmbito físico quanto 
psicológico, tornando a atuação policial uma tarefa ainda mais árdua e solitária. 
Fora do horário de trabalho, a vulnerabilidade do policial é ainda mais acentuada, com 
índices de violência que superam as mortes ocorridas em serviço. Sem a proteção de seus 
9 
 
equipamentos e uniformes, o policial de folga torna-se um alvo mais fácil, aumentando o risco 
de ataques que podem resultar em fatalidades. Esse desamparo é exacerbado pelo fato de que, 
em muitas corporações, a morte de um policial fora de serviço não é reconhecida como um 
risco associado à atividade profissional, dificultando o acesso das famílias a amparos legais e 
previdenciários, como ilustra o caso de um policial militar assassinado enquanto morava em 
uma escola para auxiliar na segurança local. 
Conforme indica o estudo de Simon (2023), "existe uma sobrecarga em relação às 
condições de trabalho dos policiais civis. Essa sobrecarga reflete o aumento das demandas de 
investigação, impulsionado pela expansão urbana e o crescimento populacional, o que impacta 
diretamente nos índices de criminalidade e, consequentemente, no volume de investigações. 
Portanto, ao se refletir sobre a insegurança pública, é essencial reconhecer que o 
desamparo aos profissionais da segurança, em especial aos policiais civis, é um fator que precisa 
ser enfrentado para a melhoria das condições de trabalho e, por consequência, da segurança da 
sociedade como um todo. 
Dessa forma, garantir a segurança pública de forma eficaz exige uma atenção 
redobrada não apenas para com a sociedade, mas também para com os agentes que atuam na 
linha de frente dessa missão. Políticas públicas que promovam melhores condições de trabalho, 
suporte psicológico e valorização profissional são fundamentais para a construção de uma 
sociedade mais segura e justa. 
 
3.1 A evolução da polícia judiciária no Brasil 
 
Na Idade Média, especificamente durante o Período Feudal, o poder conhecido como 
jus politiae era atribuído ao príncipe. Esse poder permitia ao príncipe estabelecer normas e 
regras para o povo sem a obrigação de segui-las ele próprio. 
Com o advento do Liberalismo, surgiu o Estado de Direito, marcando um novo período 
onde a sociedade passou a ser organizada e regida pelo Princípio da Legalidade. Nesse contexto, 
até mesmo o Estado ficou sujeito às leis que ele próprio criou. 
Seguindo essa linha de pensamento, pode-se afirmar que o Poder de Polícia conferido 
ao Estado tem como principal objetivo cumprir a lei e suas finalidades, restringindo até mesmo 
direitos dos cidadãos quando em conflito com a política do Estado, a preservação da ordem 
pública e a segurança da coletividade. Essa ação estatal pode ser exercida tanto de forma 
preventiva quanto repressiva. 
10 
 
Assim, as investigações criminais são atos do Poder de Polícia do Estado, atuando de 
forma cautelar contra a criminalidade e preparando a ação penal para o Ministério Público ou 
querelante, impedindo que os elementos dos crimes se dissipem com o tempo. 
É importante mencionar que o combate à criminalidade como uma das principais 
funções do Estado intensificou-se nos séculos XVII e XIX. Um momento significativo nesse 
processo foi a criação de instituições que exercem o poder de polícia, prevenindo e reprimindo 
a criminalidade, sem se confundirem com o representante físico do Estado. 
No Brasil, durante o período colonial, tivemos um esboço de Polícia através dos 
alcaides, que exerciam atividades de Polícia Administrativa e Judiciária, vinculados aos 
magistrados. 
Somente em 1841, com a Lei 261, regulamentada pelo Decreto 120/1842, foram 
criados a Polícia Judiciária e o cargo de Delegado de Polícia, distinguindo as funções de Polícia 
Administrativa e Judiciária. Atualmente, a Constituição Federal define os órgãos policiais, tanto 
administrativos quanto judiciais, e suas respectivas funções. 
 
3.2 As competências atribuídas à polícia judiciária, diferença entre polícia militar e 
polícia civil 
 
A polícia judiciária é um órgão da segurança do Estado que tem como principal função 
apurar as infrações penais e sua autoria por meio da investigação policial, que é um 
procedimento administrativo com característica inquisitiva, servindo, em regra, de base à 
pretensão punitiva do Estado formulada pelo Ministério. No Brasil as atribuições de polícia 
judiciária são da competência das Polícias Civis das 27 unidades da federação (Polícias Civis 
dos Estados e do Distrito Federal) e da Polícia Federal, de acordo com os parágrafos 4º e 1º, do 
artigo 144, da Constituição Federal de 1988. 
 A polícia judiciária (PJ) tem competências que incluem: 
● Prevenir e detectar crimes 
● Recolher elementos probatório 
● Elaborar análises sobre sobre fenômenos criminais 
● Cumprir determinações do poder judiciário, como mandados de prisão 
 
11 
 
A polícia judiciária pode identificar pessoas, realizar vigilâncias, proceder a buscas e 
revistas. A mesma tem acesso a informações para caracterizar, identificar e localizar atividades 
criminosas. 
A principal diferença entre a Polícia Militar e a Polícia Civil é o tipo de atuação: a 
Polícia Militar é responsável por manter a ordem pública e prevenir crimes, enquanto a Polícia 
Civil 
é responsável por investigar crimes já ocorridos. Já a Polícia Civil é responsável por 
investigar uma variedade de casos, desde crimes menores até casos mais complexos,como 
homicídios e roubos. A Polícia Civil também atende requisições de juízes e promotores durante 
o desenvolvimento do processo. 
A Polícia Militar é a força policial responsável pelo chamado policiamento ostensivo. 
Isso significa que ela serve para coibir as ilicitudes de maneira imediata, repreendendo-a por 
sua presença e potencial coercitivo. 
Isso explica uma das principais diferenças entre as Polícias Civil e Militar. Enquanto 
a Civil é uma força mais voltada para a investigação, a Militar dedica-se à vigilância e repressão 
imediata e emergencial de atos criminosos ou ilícitos. Se, após um assalto, o Boletim de 
Ocorrência deve ser registrado na Polícia Civil, imediatamente após ou durante o assalto, é 
responsabilidade da Polícia Militar correr atrás do assaltante. 
É importante que não haja confusão entre o policial militar e o militar das Forças 
Armadas. Embora ambos façam parte da carreira militar (inclusive compartilhando 
nomenclatura de postos semelhantes), são especificações absolutamente distintas. 
 
3.3 A importância da polícia judiciária como mantenedora do estado democrático de 
direito 
 
A polícia judiciária é importante para o Estado Democrático de Direito porque garante 
a imparcialidade, autonomia e independência do Poder Judiciário, além de assegurar a 
realização de um processo penal que esteja de acordo com os princípios da democracia. A 
mesma atua sobre pessoas que cometem ilícitos penais, e tem como atribuição cumprir as 
determinações do Poder Judiciário, como mandados de prisão. Cabe exclusivamente a polícia 
judiciária a apuração de fatos delituosos e a coleta preliminar dos elementos de prova que 
sustentarão a viabilidade ou não do subconsciente processo penal - meio instrumentalizado do 
direito de punir do estado. Deve por tanto a fase preliminar do jus puniendi ser realizada por 
ente imparcial e extrínseco ao futuro processo penal, com a perfeita separação entre o Estado- 
12 
 
investigador, Estado- acusador e Estado Julgador garantindo e preservando o exercício dos 
direitos fundamentais. 
A polícia judiciária é prevista no Código de Processo Penal, no artigo 4º. 
 
4. UMA VISÃO DA CORPORAÇÃO - NA PESSOA DO PRESIDENTE DO 
SINDICATO DOS DELEGADOS DO MARANHÃO 
 
Segundo Dominici, presidente da ADEPOL, destaca a importância da valorização da 
Polícia Judiciária para garantir a eficiência no combate ao crime. Ele defende que a valorização 
passa não apenas por salários adequados, mas também por melhores condições de trabalho, 
investimento em tecnologia e capacitação profissional. 
“Um dos maiores desafios que enfrentamos hoje é a questão estrutural. A 
ACADEPOL, que é a nossa academia de polícia, responsável pela formação dos novos 
profissionais, está sucateada”. Isso é algo que afeta diretamente a qualidade da formação e 
capacitação dos policiais. Precisa de mais investimentos nesse setor para garantir que se tenha 
uma força policial bem treinada e preparada para atuar em todas as regiões do estado.” 
A falta de efetivo também é um problema grave. “Não temos policiais suficientes para 
atender toda a demanda do estado. No Maranhão, são 217 municípios e, infelizmente, muitos 
deles não contam com delegados fixos.” Isso faz com que casos de algumas cidades precisem 
ser atendidos por outras regionais, o que acaba atrasando as investigações. 
Apesar de todos esses desafios, os delegados e demais profissionais da Polícia 
Judiciária têm se esforçado muito. Graças ao empenho e dedicação da equipe, temos conseguido 
bons resultados na resolução de crimes. Mesmo sem a estrutura ideal, o esforço dos nossos 
policiais permite que muitos casos sejam resolvidos de forma eficiente. Mas, claro, com 
melhores condições, poderíamos entregar resultados ainda mais rápidos e efetivos. 
Investir na estrutura da polícia e na formação dos profissionais é essencial. Com uma 
ACADEPOL reformada e mais recursos para as delegacias, poderia haver um aumento do 
efetivo e melhorar o atendimento em todo o estado. “Isso resultaria em investigações mais ágeis 
e eficientes, além de um maior controle sobre o combate à criminalidade em regiões que hoje 
estão mais vulneráveis.” A entrevista na integra está no APÊNDICE - A 
 
4.1 Obstáculos que impedem o bom funcionamento 
 
A segurança pública enfrenta diversos desafios, especialmente no contexto das polícias 
judiciárias, responsáveis pela investigação criminal e pela garantia da justiça. Em São Luís, 
13 
 
capital do Maranhão, esses desafios se tornam ainda mais evidentes devido a fatores estruturais, 
sociais e políticos. Na perspectiva do presidente da Associação dos Delegados de Polícia Civil 
do Maranhão (ADEPOL-MA), a garantia do Estado Democrático de Direito passa por uma série 
de obstáculos que comprometem a eficácia das ações da polícia judiciária. 
Entre os principais obstáculos que impedem o bom funcionamento da polícia judiciária 
em São Luís, destacam-se: 
Defasagem no efetivo policial: Um dos maiores desafios enfrentados pela Polícia Civil 
é a falta de delegados, investigadores e escrivães. A sobrecarga de trabalho decorrente do baixo 
número de profissionais gera atraso nas investigações e comprometimento da qualidade do 
atendimento à população. 
Falta de investimentos em infraestrutura: As delegacias de São Luís muitas vezes 
operam em condições precárias, com equipamentos obsoletos, instalações inadequadas e falta 
de materiais básicos para o desenvolvimento das investigações. Essa carência afeta diretamente 
a eficiência da atuação policial e a celeridade no processamento dos crimes. 
Baixos salários e falta de valorização profissional: Outro ponto frequentemente citado 
pelos representantes da ADEPOL é a desmotivação dos profissionais da segurança pública 
devido aos baixos salários e à ausência de políticas de valorização da carreira. Isso resulta em 
um ambiente de trabalho menos propício à eficiência e qualidade. 
Interferências políticas: A atuação da polícia judiciária deve ser independente e 
imparcial, mas em alguns casos, segundo apontamentos feitos pela ADEPOL, a interferência 
política em investigações pode comprometer a autonomia da instituição e a busca pela justiça. 
Esses fatores são frequentemente mencionados por lideranças da classe, como o 
presidente da ADEPOL-MA, como limitadores da plena realização do papel da polícia 
judiciária no fortalecimento do Estado Democrático de Direito. A falta de apoio do poder 
público e a ausência de reformas estruturais agravam ainda mais a sensação de insegurança da 
população e a dificuldade de solucionar crimes com eficácia. 
 
“Sem as condições mínimas de trabalho, seja em termos de efetivo ou infraestrutura, 
é impossível garantir uma investigação de qualidade, o que compromete o papel da 
Polícia Civil na construção de uma sociedade mais justa e segura” (Presidente da 
ADEPOL-MA, 2023). 
 
 
 
 
 
 
 
 
14 
 
4.2 O aumento da criminalidade e a falta de efetivo 
 
Há alguns anos pensava – se que o criminoso já nascia com a marca da criminalidade, 
sendo assim um delinquente. Chegou – se definir os criminosos congênitos, que teria 
características que os levaria a ser um criminoso em potencial. Com os estudos sociais foi 
constatado que a trajetória de um indivíduo perante a sociedade é o que vai colaborar para a 
inserção ou não no mundo da criminalidade. 
Motivos como a pobreza; mal vivência; miséria; fome e desnutrição; civilização; 
profissão. Apontar motivos e consequências se faz necessários, até mesmo porque trazem em 
todos os cidadãos reações quanto aos princípios morais e éticos, construídos ao longo da vida. 
Em 2024 o aumento da criminalidade foi de 26% um dos maiores crescimentos foi o 
estelionato, furtos de celular; furto de veículo, furto a pedestre e roubo de celular. O roubo de 
veículos entre o ano passado e este ano apresentou 15% de aumento, enquanto o roubo a 
pedestre teve uma trajetória de queda entre 2020e 2024; de 2023 para 2024 a redução foi de 
2%. A falta de investimento do estado na própria sociedade facilita que esse índice avance ainda 
mais. 
Primeiro: a repressão ao crime por parte da polícia limita, segundo: pela falta de efetivo 
para conter a criminalidade, a falta de condições de trabalho: armas obsoletas, viaturas em 
quantidade pequena, falta de combustível, viaturas danificadas, terceiro: falta de treinamento, 
a falta de cadeias que sejam capazes de comportar presos. 
Portanto, a solução da criminalidade não vem da repressão da polícia, mas sim na 
forma eficaz da prevenção. Molina afirma que: “criar pressupostos necessários ou de resolver 
as situações carências criminógenas, procurando uma socialização proveitosa de acordo com 
os objetivos sociais”. Essas ações preveem reações positivas em médio e longo prazos não 
sendo ações imediatistas, sendo o principal objetivo da prevenção primária está na extinção de 
focos que possam gerar violência, podendo assim haver a extinção desta no seu nascimento 
impedindo que ela se desenvolva. 
 
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
Em síntese chega-se à conclusão que há descaso por parte do Estado numa perspectiva 
política, pois há um complexo de problemas que assola a segurança pública de todas as unidades 
municipais do país. Pois a falta de investimento, para treinamento e melhoria nas estruturas das 
15 
 
delegacias de acordo com os Anexos de A- H percebe-se essa falta de compromisso por parte 
dos responsáveis em promover as condições de trabalho para a polícia judiciaria. 
Também na fala do presidente da ADEPOL quando fala do sucateamento da 
ACADEPOL que é a academia de polícia, ou seja, onde são dados treinamentos técnicos aos 
policiais, a fata de investimentos em tecnologia para dar melhores condições para as 
investigações, também mostra o descaso por parte do Estado. 
Portanto chega-se a conclusão que enquanto não houver investimento por parte 
daqueles que devem promover uma boa estrutura para as delegacias, ou seja, os governos dos 
Estados além do dever de investir em tecnologia para a melhoria do trabalho dos investigadores. 
 
REFERÊNCIAS 
 
 
ADEPOL-MA. Desafios e propostas para a segurança pública no Maranhão. 
São Luís, 2023. 
 
 
ADORNO, S. A gestão urbana do medo e da insegurança: violência, crime e 
justiça penal na sociedade brasileira contemporânea. 282 p. Tese (apresentada 
como exigência parcial para o Concurso de Livre-Docência em Ciências Humanas) 
– Departamento de Sociologia, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências 
Humanas da Universidade de São Paulo, 1996. 
 
 
BENGOCHEA, J. L. et al. A transição de uma polícia de controle para uma 
polícia cidadã. Revista São Paulo em Perspectiva, v. 18, n. 1, p. 119-131, 2004. 
 
 
BRASIL. [Constituição (1988)]. Constituição da República Federativa do Brasil de 
1988. Brasília, DF. Disponível 
em: Acesso em: 20 out. 
2024. 
 
 
FREIRE, M. D. Paradigmas de segurança no Brasil: da ditadura aos nossos dias. Revista 
Brasileira de Segurança Pública, Ano 3, edição 5, p. 100-114, ago./set. 2009. 
 
 
SIMON, Gustavo Saloum. Percepção da saúde mental em policiais civis da delegacia 
regional de Manhuaçu/MG. 2023. 32f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharel em 
Medicina). Centro Universitário UNIFACIG, Manhuaçu, 2023. Disponível 
em:Ace
sso em: 20 out. 2024. 
 
 
16 
 
OLIVEIRA FILHO, Roberto Gurgel. A polícia judiciária como instrumento de garantia 
do Estado Democrático de Direito. Revista Jus Navigandi, ISSN 1518-4862, Teresina, ano 
14, n. 2099, 31 mar. 2009. Disponível em: https://jus.com.br/artigos/12517. Acesso em: 25 
out. 2024. 
 
 
PEREIRA, P. A. P. Discussões conceituais sobre política social como política pública e de 
direito de cidadania. In: BOSCHETTI, I. (Org.). Política social no capitalismo: tendências 
contemporâneas. São Paulo: Cortez, 2009. 
 
 
SAPORI, L. F. Segurança pública no Brasil: desafios e perspectivas. Rio de Janeiro: 
Editora FGV, 2007. 
 
 
Disponível em: https://jornal.usp.br/radio-usp/o-combate-a-criminalidade-passa-por-
diversas-etapas/ Acesso em: 22 out. 2024 
 
 
Entrevista na TV Difusora Disponível Em: 
Acesso em 22 de out. 2024. 
 
Disponível em: Acesso em: 22 
out. 2024 
 
https://jornal.usp.br/radio-usp/o-combate-a-criminalidade-passa-por-diversas-etapas/
https://jornal.usp.br/radio-usp/o-combate-a-criminalidade-passa-por-diversas-etapas/
https://jornal.usp.br/radio-usp/o-combate-a-criminalidade-passa-por-diversas-etapas/
https://youtu.be/2JVv55Uf41E?si=yRvL9HLcdvSSBBvh
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APÊNDICE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
18 
 
APÊNDICE A - Perguntas feitas ao presidente da ADEPOL (Associação dos Delegados de 
Polícia) 
 
1.Quais são os principais desafios enfrentados pela Polícia Judiciária do Maranhão? 
 
Um dos maiores desafios é a questão estrutural, especialmente a situação da Acadepol, que está 
sucateada e impacta a formação dos policiais. 
 
2.Qual a importância da Acadepol para a Polícia Judiciária? 
 
A Acadepol é responsável pela formação dos novos profissionais, e sua má condição afeta a 
qualidade do treinamento e capacitação dos policiais. 
 
3.Como a falta de efetivo impacta a atuação da polícia no Maranhão? 
 
A falta de policiais é grave, pois muitos dos 217 municípios não têm delegados fixos, o que 
leva a atrasos nas investigações, já que casos de algumas cidades precisam ser atendidos por 
outras regionais. 
 
4.Apesar das dificuldades, como os delegados têm conseguido resolver crimes? 
 
Graças ao empenho e dedicação da equipe, os delegados e outros profissionais têm alcançado 
bons resultados na resolução de crimes, mesmo sem a estrutura ideal. 
 
5.O que poderia melhorar a eficiência das investigações no Maranhão? 
 
Investir na estrutura da polícia e na formação dos profissionais é essencial. Com uma Acadepol 
reformada e mais recursos para as delegacias, poderíamos aumentar o efetivo e melhorar o 
atendimento em todo o estado. 
 
6.Qual seria o resultado de um maior investimento na Polícia Judiciária? 
 
Isso resultaria em investigações mais ágeis e eficientes e em um maior controle sobre o combate 
à criminalidade em regiões vulneráveis. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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ANEXOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
20 
 
Imagens de algumas delegacias do Estado do Maranhão, fornecidas pela ADEPOL 
(Associação dos Delegados de Polícia) 
 
ANEXO A - Delegacia no Maranhão 
 
 
 
ANEXO B – Interior de delegacia no Maranhão 
 
 
 
 
 
 
21 
 
ANEXO C – Provas de crimes “guardados” em áreas abertas de delegacia no Maranhão 
 
 
ANEXO D - Arquivos defasados em delegacia no Maranhão 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
22 
 
ANEXO E – Delegacia no Maranhão 
 
 
ANEXO F – Interior de Delegacia no Maranhão 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
23 
 
ANEXO G – Interior de delegacia no Maranhão 
 
 
 
ANEXO H – Estrutura de delegacia no Maranhão 
 
 
 
 
 
 
24 
 
ANEXO I – Quadro informativo da segurança pública 
ii

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