Prévia do material em texto
Leilane Cavalcante Santana1 Parentesco se conceitua como sendo o vínculo biológico entre indivíduos, também pode se dar entre aqueles que possuam um vínculo jurídico, outra possibilidade é a relação entre os parentes do cônjuge ou companheiro com o seu determinado parceiro. O ordenamento jurídico brasileiro subdivide as relações de parentesco em: consanguíneo ou natural, ou seja, aquele que tem origem em algum fator biológico ou sanguíneo. Ou seja no âmbito jurídico seu objetivo é estabelecer direitos e deveres. O artigo 1.591 do Código Civil estabelece que são parentes em linha reta as pessoas que estão umas para com as outras na relação de ascendentes e descendentes. Enquanto que para efeitos de contagem dispõe o artigo 1.594 do Código Civil de 2015 que em linha reta, os graus de parentesco pelo número de gerações, e, na colateral, também pelo número delas, subindo de um dos parentes até ao ascendente comum, e descendo até encontrar o outro parente. Estabelece também o parentesco por afinidade, o parentesco se dá pelo cônjuge, mas por afinidade se estende ao seu companheiro. Versa o artigo 1.595 que cada cônjuge ou companheiro é aliado aos parentes do outro pelo vínculo da afinidade. Entretanto em seu § 1o delimita que sua extensão só se dará aos seus ascendentes, descendentes e aos irmãos do companheiro ou conjugue. Por fim o Código Civil ainda predispõe em seu artigo 1.593 que parentesco é natural ou civil, conforme resulte de consanguinidade ou outra origem. Em segundo ponto a filiação é a relação jurídica que existe entre ascendentes e descendentes de primeiro grau, é a relação entre as pessoas seja através do parentesco, ou não. A CRFB/88 no seu artigo 227, trouxe o advento da consolidação que os filhos, sejam eles adotivos, consubstanciados no casamento, ou fora deles terão os mesmos direitos que quaisquer outro filho, vedado discriminação de filiação. A legislação disciplina que o reconhecimento de paternidade não pode ser revogado, mesmo quando feito em testamento. As exceções são: o erro, dolo, coação, simulação ou fraude no reconhecimento de paternidade. O princípio da igualdade entre os filhos veda quaisquer discriminação entre os filhos 1 Aluna do 6° semestre do curso de Direito do Centro Universitário UNIRB apresenta a resenha sobre parentesco e filiação, supracitado pela disciplina Direito Civil V, sob orientação da professora Aline Alves Bandeira, 2020.2.