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UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE INSTITUTO DE EDUCAÇÃO DE ANGRA DOS REIS CURSO DE LICENCIATURA EM PEDAGOGIA
KARIME SARKIS CHAVES
A LIBRAS NAS ESCOLAS DE EDUCAÇÃO BÁSICA:
implementação, impactos e possíveis soluções
ANGRA DOS REIS/RJ 20230
KARIME SARKIS CHAVES1
A LIBRAS NAS ESCOLAS DE EDUCAÇÃO BÁSICA:
implementação, impactos e possíveis soluções
Trabalho de conclusão de curso apresentado ao Instituto de Educação de Angra dos Reis da Universidade Federal Fluminense, como requisito parcial à obtenção do título de Graduada em Pedagogia.
Orientadora:
Profª Drª Silvana Matos Uhmann
ANGRA DOS REIS, RJ
2023
2
KARIME SARKIS CHAVES3
A LIBRAS NAS ESCOLAS DE EDUCAÇÃO BÁSICA:
implementação, impactos e possíveis soluções
Trabalho de conclusão de curso apresentado ao Instituto de Educação de Angra dos Reis da Universidade Federal Fluminense, como requisito parcial à obtenção do título de Graduada em Pedagogia.
Aprovado em:
BANCA EXAMINADORA
Profª. Drª. Silvana Matos Uhmann – IEAR/UFF Orientadora
Profª. Drª. Luciana Requião – IEAR/UFF Parecerista
Prof. Drª. Renata Bergo – IEAR/UFF Parecerista
ANGRA DOS REIS, RJ
2023
AGRADECIMENTOS4
Gostaria de expressar meus sinceros agradecimentos a todos que contribuíram para a realização deste trabalho acadêmico. Seu apoio e colaboração foram fundamentais para que eu não desistisse e alcançasse esse objetivo.
Agradeço especialmente minha família, em especial à minha mãe, Labibi Sarkis, minhas irmãs, Jamille Sarkis Chaves e Bianca Sarkis Dibe e minha tia, Maria Bernadete da Silva pelos constantes estímulos e apoio incondicional, a dedicação e amor foram essenciais em toda a minha jornada acadêmica.
À minha orientadora Silvana Matos Uhmann pela confiança em mim e no meu trabalho. Sou grata pela dedicação e compreensão em todo o decorrer do curso, pelos projetos e vivências. Agradeço por me ensinar e a acreditar na Educação Inclusiva, de forma acessível e de qualidade, seus conhecimentos fizeram a diferença em meus objetivos e resultados.
Aos amigos que tive o privilégio de conhecer no decorrer de minha graduação, sou grata pelo apoio, alegria e descontração que trouxeram aos momentos difíceis e tensos. A MARUFF, onde obtive as melhores experiências vividas no tempo em que estive em Angra e onde também pude reforçar minhas ideologias, relações e ações para além da academia.
Agradeço aos professores pelo conhecimento compartilhado, orientação precisa e feedback construtivo, que contribuíram significativamente para o desenvolvimento deste trabalho, meu crescimento acadêmico e pessoal.
Aos funcionários do IEAR, em especial a Dona Vera, por acreditar em mim, pela atenção, apoio, conversas e acolhida que a senhora me dava.
Por fim, expresso minha gratidão à minha família por seu apoio inabalável e encorajamento constante ao longo da minha trajetória acadêmica.
A todos vocês, minha profunda gratidão. Cada gesto, palavra e momento compartilhado deixaram uma marca em mim. Sem o apoio de vocês, nada disso seria possível.
Muito obrigada por fazerem parte da minha jornada e por me ajudarem a chegar até aqui, vocês foram imprescindíveis.
RESUMO5
O presente trabalho reflete algumas ideias sobre a inclusão da Libras nas escolas de Educação Básica no Brasil, mais precisamente como essa prática tem sido implementada e quais os impactos para os alunos surdos e a comunidade escolar como um todo. São destacados algumas políticas e práticas de inclusão já realizadas, desafios enfrentados pelos alunos surdos, formação dos professores e estratégias para aprimorar a inclusão da Libras, a partir de fontes bibliográficas, como livros, artigos científicos e legislação, para fundamentar teoricamente o estudo, bem como documentos legais que buscam levantar informações sobre as políticas e práticas de inclusão de Libras nas escolas. A partir disso foi possível destacar a importância da Libras como meio de comunicação e expressão para a comunidade surda, ressaltando a necessidade de formação adequada aos professores e disponibilização de materiais acessíveis/bilíngues. Além disso, mostrou-se necessário apontar propostas e estratégias como sensibilização, formação de equipes multidisciplinares, planos de ensino individualizados, capacitação dos professores, adaptações curriculares e parcerias com a comunidade surda. Por fim, a implementação efetiva e necessária da Libras nos sistemas de ensino de Educação Básica requer o engajamento de gestores educacionais, professores, alunos, famílias, comunidade surda e demais atores sociais.
Palavras-Chave: Libras, Educação de alunos surdos, Educação Básica.
ABSTRACT6
The present work reflects some ideas about the inclusion of Libras in Basic Education schools in Brazil, aiming to guarantee learning opportunities for deaf students. Some inclusion policies and practices already carried out, challenges faced by deaf students, teacher training and strategies to improve the inclusion of Libras are highlighted, based on bibliographic sources, such as books, scientific articles and legislation, to theoretically support the study, as well as as legal documents that seek to gather information about the policies and practices for the inclusion of Libras in schools. From this, it was possible to highlight the importance of Libras as a means of communication and expression for the deaf community, emphasizing the need for adequate training for teachers and the availability of accessible/bilingual materials. In addition, it was necessary to point out proposals and strategies such as raising awareness, forming multidisciplinary teams, individualized teaching plans, teacher training, curriculum adaptations and partnerships with the deaf community. Finally, the effective and necessary implementation of Libras in Basic Education teaching systems requires the engagement of educational managers, teachers, students, families, the deaf community and other social actors.
Keywords: Libras, Education of deaf students, Basic Education.
SUMÁRIO7
INTRODUÇÃO	8
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA	10
Conceitos básicos de inclusão e Educação Inclusiva	10
Características e importância da Língua Brasileira de Sinais (Libras)	11
Legislação e políticas de inclusão e acessibilidade	12
Papel do educador na inclusão de alunos surdos	14
PROBLEMATIZAÇÃO DA SITUAÇÃO ATUAL	16
Levantamento das políticas e práticas de inclusão da Libras nas escolas de Educação Básica	16
Identificação de obstáculos e desafios enfrentados pelos alunos surdos	18
Análise da formação dos professores em relação à Libras e Educação Inclusiva	19
IMPLEMENTAÇÃO DA LIBRAS NAS ESCOLAS	22
Propostas de estratégias para a inclusão de Libras nas escolas	22
Capacitação de professores para a utilização de Libras em sala de aula	23
Adaptações curriculares e materiais didáticos acessíveis/bilíngues	23
Parcerias com a comunidade surda e instituições especializadas	24
RESULTADOS E DISCUSSÃO	26
Avaliação da implementação das estratégias propostas	26
Impactos da inclusão de Libras nas escolas de educação básica	26
Percepções e experiências dos professores, alunos surdos e demais envolvidos	27
Análise dos desafios encontrados e possíveis soluções	28
CONSIDERAÇÕES FINAIS	30
REFERÊNCIAS	32
1. INTRODUÇÃO
A inclusão da Libras (Língua Brasileira de Sinais) nas escolas de Educação Básica tem se mostrado uma questão de extrema importância no cenário educacional contemporâneo. A Libras é a língua utilizada pela comunidade surda no Brasil e reconhecida pela Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015) como meio legal de comunicação e expressão, além da Lei nº 10.436 de 2002 (reconhecida como Lei da Libras) e o Decreto n° 5.626 de 2005 que regulamenta a Lei acima.
A Educação Inclusiva é um princípio fundamental que busca garantir a participação e aprendizagem de todos os alunos, independentemente de suas características individuais, incluindo aqueles com surdez. No caso dos alunos surdos,a inclusão da Libras nas escolas é um elemento essencial para que eles possam ter acesso à educação de qualidade em igualdade de condições com os demais estudantes.
Para tanto, o presente trabalho tem como objetivo geral refletir sobre a inclusão da Libras nas escolas de Educação Básica, mais precisamente como essa prática tem sido implementada e quais os impactos para os alunos surdos e a comunidade escolar como um todo. Para atingir esse objetivo, propõe-se: a) Identificar as políticas e práticas de inclusão de Libras nas escolas de Educação Básica; b) Analisar os desafios e obstáculos enfrentados pelos alunos surdos no processo de inclusão; c) Investigar a formação dos professores em relação à Libras e à Educação Inclusiva; d) Propor estratégias e ações para aprimorar a inclusão da Libras nas escolas.
Como justificativa, este trabalho entende a inclusão de Libras nas escolas de Educação Básica como uma questão de justiça social e direitos humanos, que visa garantir a igualdade de oportunidades e a plena participação dos alunos surdos no ambiente educacional. Além disso, a Libras deve ser reconhecida como patrimônio linguístico e cultural do Brasil, sendo fundamental preservar e promover sua utilização.
Contudo, embora haja avanços na legislação e nas políticas de inclusão, ainda existem desafios a serem superados na efetiva implementação da Libras nas escolas. A falta de formação adequada dos professores, a ausência de materiais didáticos acessíveis e a falta de sensibilização da comunidade escolar são alguns dos obstáculos que dificultam a inclusão plena dos alunos surdos.
Portanto, este estudo se torna relevante para refletir a realidade da inclusão de Libras nas escolas de Educação Básica, identificar algumas lacunas existentes e propor ações que
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contribuam para a melhoria desse processo, contribuindo – assim como outros trabalhos sobre essa temática – para a Educação Inclusiva de qualidade para todos.
A presente pesquisa será desenvolvida com base em uma abordagem qualitativa, buscando compreender e interpretar os fenômenos relacionados à inclusão de Libras nas escolas de Educação Básica. Serão utilizadas fontes bibliográficas, como livros, artigos científicos e legislação, para fundamentar teoricamente o estudo.
Além disso, serão realizadas análises documentais, buscando levantar informações sobre as políticas e práticas de inclusão de Libras nas escolas. A partir da análise dos dados acima destacados, será possível identificar desafios, obstáculos e possíveis boas práticas relacionadas à inclusão de Libras, bem como propor estratégias e ações que contribuam para o aprimoramento desse processo nas escolas de Educação Básica.
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Este capítulo apresenta discussões e reflexões que embasam a presente pesquisa. Tratam-se dos seguintes temas: inclusão e Educação Inclusiva; Características e importância da Língua Brasileira de Sinais; Legislação e políticas de inclusão e acessibilidade; Papel do educador na inclusão de alunos surdos.
2.1 Conceitos básicos de inclusão e Educação Inclusiva
A valorização da diversidade é um dos pilares da Educação Inclusiva. Isso significa que é necessário reconhecer e respeitar a singularidade de cada aluno, levando em consideração suas características individuais, suas habilidades, necessidades e potencialidades. Nesse sentido, a inclusão não se trata apenas de garantir a presença de todos os alunos no ambiente escolar, mas de promover uma educação que esteja verdadeiramente voltada para atender às necessidades de cada um (SASSAKI, 1997).
A equidade é outro princípio essencial da educação inclusiva. Ela envolve a oferta de oportunidades justas e igualitárias para todos os alunos, independentemente de suas condições sociais, econômicas, culturais ou de suas habilidades e deficiências. Isso implica em reconhecer que cada aluno possui um ponto de partida diferente e, portanto, necessita de suportes e adaptações adequadas para que possa alcançar seu pleno desenvolvimento (BARBOSA, 2008). A igualdade de oportunidades é um princípio que vai além do acesso à educação.
Significa que todos os alunos devem ter acesso a recursos, materiais e atividades educacionais em igualdade de condições, de forma a garantir que possam participar ativamente do processo de aprendizagem. Isso requer a eliminação de barreiras físicas, comunicacionais e atitudinais, tornando o ambiente escolar acessível e acolhedor para todos (BARBOSA, 2008).
A Educação Inclusiva também se baseia no respeito aos direitos humanos. Todos os alunos têm direito a uma educação de qualidade, que promova o pleno desenvolvimento de suas potencialidades e os prepare para o exercício da cidadania. Isso implica em oferecer um ensino de qualidade, com recursos e estratégias pedagógicas adequadas, que considere as diferenças individuais e valorize a participação ativa e o protagonismo dos alunos (BARBOSA, 2008).
A participação ativa de todos os envolvidos no processo educacional é outro elemento- chave da Educação Inclusiva. Isso envolve não apenas os alunos, mas também os professores, gestores, famílias e demais profissionais que atuam na escola. A participação de todos é fundamental para a construção de um ambiente educacional inclusivo, no qual sejam promovidos o diálogo, a colaboração e a parceria entre todos os atores envolvidos (UNESCO, 1994).
Nesse sentido, a Educação Inclusiva requer a adoção de estratégias pedagógicas diferenciadas, que considerem a diversidade de estilos e ritmos de aprendizagem dos alunos. Isso implica em utilizar metodologias ativas, recursos didáticos diversificados e estratégias de ensino que promovam a participação ativa e o engajamento dos alunos no processo de aprendizagem (SASSAKI, 1997).
Além disso, a adaptação do currículo é uma prática essencial na educação inclusiva. Isso significa ajustar os objetivos, conteúdos, atividades e avaliações de acordo com as necessidades e habilidades de cada aluno, de forma a garantir que todos possam desenvolver seu potencial e alcançar os objetivos propostos.
Em suma, a Educação Inclusiva busca garantir que todos os alunos, independentemente de suas características individuais, tenham acesso a uma educação de qualidade em ambientes educacionais regulares. Para isso, são fundamentais a valorização da diversidade, a equidade, a igualdade de oportunidades, o respeito aos direitos humanos e a participação ativa de todos os envolvidos no processo educacional. A adoção de estratégias pedagógicas diferenciadas e a adaptação do currículo são práticas essenciais para promover a inclusão e assegurar o pleno desenvolvimento de todos os alunos (SASSAKI, 1997).
2.2 Características e importância da Língua Brasileira de Sinais (Libras)
A Língua Brasileira de Sinais (Libras) é um sistema linguístico visual-espacial utilizado pela comunidade surda no Brasil. Possui uma gramática própria, com estrutura linguística complexa, e se constitui através de gestos, expressões faciais e corporais. É uma língua completa e rica, capaz de expressar ideias, sentimentos e conceitos de forma efetiva (FERNANDES e MELO, 2015).
Uma das principais características da Libras é a sua visualidade. Os sinais são produzidos no espaço em frente ao corpo do sinalizador, utilizando as mãos, braços, rosto e expressões faciais. A expressão corporal e a movimentação também desempenham um papel importante na comunicação em Libras. Dessa forma, a língua é percebida visualmente pelos usuários, permitindo a troca de informações de maneira eficiente (LACERDA, 2006).
A Libras possui uma gramática própria, com regras de estruturação de frases, ordem dos sinais e concordância. Os sinais são formados pela combinação de configurações de mãos, movimentos, pontos de articulação e expressões faciais, que atribuem significado às palavras e expressões. Essa estrutura gramatical permite a construção de frases complexas e a expressão de nuances e sutilezas da língua (LACERDA, 2006).
A importância da Libras na inclusão dos alunos surdos nas escolas de Educação Básica é indiscutível.A Libras é a língua materna desses alunos, sendo essencial para a sua comunicação e interação social. Através da Libras, os alunos surdos podem se expressar plenamente, participar ativamente das aulas e interagir com seus colegas e professores. É uma ferramenta fundamental para o desenvolvimento cognitivo, linguístico e emocional desses estudantes (FERNANDES e MELO, 2015).
Além disso, a Libras é reconhecida como patrimônio linguístico e cultural do Brasil. Em 2002, foi reconhecida oficialmente pela Lei nº 10.436 como a língua utilizada pela comunidade surda. Esse reconhecimento reforça a importância de preservar e valorizar a identidade e cultura surda, proporcionando o acesso à educação e a inclusão social desses indivíduos (PEREIRA, 2010).
A utilização da Libras nas escolas de Educação Básica promove a inclusão e a igualdade de oportunidades para os alunos surdos. Ao proporcionar o ensino da Libras como disciplina curricular, a escola reconhece e valoriza a diversidade linguística e cultural, além de contribuir para a formação de uma sociedade mais inclusiva e plural (PEREIRA, 2010).
É importante destacar que a Libras não é universal. Cada país possui a sua própria língua de sinais, com suas características e particularidades. No caso do Brasil, a Libras é a língua oficial da comunidade surda e deve ser reconhecida e utilizada como meio de comunicação e ensino nas escolas (LACERDA, 2006).
Em suma, a Língua Brasileira de Sinais (Libras) é uma língua visual-espacial, com gramática própria, que desempenha um papel fundamental na inclusão dos alunos surdos nas escolas de Educação Básica. Ela é a língua materna desses estudantes, permitindo sua plena comunicação e interação social. Portanto, sua utilização nas escolas é essencial para promover a inclusão, o acesso à educação e a valorização da diversidade linguística e cultural.
2.3 Legislação e políticas de inclusão e acessibilidade
A inclusão da Libras nas escolas de Educação Básica é respaldada por uma série de legislações e políticas que buscam promover a igualdade de oportunidades e garantir a acessibilidade aos alunos surdos. A Constituição Federal de 1988 é um dos marcos legais mais importantes nesse sentido, uma vez que estabelece a igualdade de todos perante a Lei, sem distinção de qualquer natureza, e determina a obrigação do Estado em promover a inclusão das pessoas independentemente de suas singularidades (MANTOAN, 2003).
Destaca-se a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015), também conhecida como Estatuto da Pessoa com Deficiência. Essa legislação é um marco fundamental na promoção dos direitos das pessoas com deficiência e reconhece a Libras como meio legal de comunicação e expressão. Mais especificamente sobre a Libras e os surdos, destaca-se a Lei nº10.436 de 2002, a qual estabelece a obrigatoriedade da inclusão da Libras nos currículos dos cursos de formação de professores e de fonoaudiologia, com o objetivo de preparar os profissionais para atuarem de forma inclusiva e garantir a comunicação efetiva com os alunos surdos (GLAT e BREDARIOLLI, 2018).
Outro documento importante é o Decreto nº 5.626/2005, que regulamenta a Lei de Libras acima. Esse decreto estabelece as diretrizes para a inclusão da Libras como disciplina curricular nos cursos de Educação Básica e Superior, contribuindo para a formação de uma sociedade mais inclusiva. Além disso, o decreto determina a necessidade de disponibilização de intérpretes de Libras nas escolas, garantindo o acesso à comunicação para os alunos surdos. Também estabelece a obrigatoriedade de acessibilidade comunicacional em eventos educacionais, promovendo a participação plena dos estudantes surdos (MANTOAN, 2003).
Outra legislação relevante é o Decreto nº 7.611/2011, que institui o Programa Nacional de Acessibilidade nas Escolas (PNAE). Esse programa tem como objetivo promover a acessibilidade nas escolas, incluindo a disponibilização de recursos e serviços de acessibilidade, como a presença de intérpretes de Libras, materiais didáticos adaptados e Tecnologias Assistivas – que podem ser, dentre todas opções, as especificas para acessibilidade linguística de pessoas surdas (GLAT e BREDARIOLLI, 2018).
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/1996) também aborda a inclusão e a acessibilidade, estabelecendo a necessidade de garantir condições de acesso, permanência e aprendizagem de todas as pessoas. Essa legislação reforça a importância da inclusão de Libras como forma de garantir o pleno desenvolvimento dos estudantes surdos (GLAT e BREDARIOLLI, 2018).
Em resumo, a inclusão de Libras nas escolas de Educação Básica é respaldada por uma série de legislações e políticas que visam promover a igualdade de oportunidades e garantir a acessibilidade aos alunos surdos. A Constituição Federal, o Estatuto da Pessoa com Deficiência, a Lei de 2002 e o Decreto de Libras de 2005, o Programa Nacional de Acessibilidade nas Escolas e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional são exemplos desses instrumentos legais que estabelecem diretrizes para a inclusão e a acessibilidade nas escolas, bem como para além delas (MANTOAN, 2003).
2.4 Papel do educador na inclusão de alunos surdos
O papel do educador é essencial na inclusão de alunos surdos nas escolas de Educação Básica. Para desempenhar essa função de maneira efetiva, o educador precisa buscar compreender as particularidades da comunidade surda, suas necessidades e potencialidades. É fundamental que o educador desenvolva conhecimentos sobre a Libras (Língua Brasileira de Sinais) tanto teóricos como práticos, esta que é a língua natural utilizada pelos surdos no Brasil, a fim de estabelecer uma comunicação e ensino efetivos diante dos alunos surdos (SKLIAR, 1999).
A fluência em Libras permite ao educador se comunicar diretamente com os alunos surdos, compreendendo suas experiências, pensamentos e sentimentos. Dessa forma, é possível construir um ambiente de confiança e favorecer o processo de ensino-aprendizagem. Caso o educador não seja fluente em Libras – vale destacar que essa não é incumbência do professor, mas pode-se saber o básico para comunicação com o aluno – é importante contar com a presença de um intérprete de Libras em sala de aula para garantir a acessibilidade comunicacional (SASSAKI, 1997).
Além do domínio da Libras, o educador também deve adotar estratégias pedagógicas inclusivas, que considerem as diferentes formas de aprender e se desenvolver dos alunos surdos. É necessário adaptar o currículo e os materiais didáticos, utilizando recursos visuais e audiovisuais que auxiliem na compreensão dos conteúdos. Isso pode incluir o uso de imagens, vídeos, materiais manipulativos e recursos tecnológicos, que proporcionam uma aprendizagem mais significativa e acessível para os alunos surdos.
O educador desempenha um papel importante na construção de um ambiente escolar inclusivo, acolhedor e livre de preconceitos. É fundamental promover a interação e a colaboração entre todos os alunos, valorizando a diversidade presente na sala de aula. O educador pode incentivar atividades que estimulem a participação de todos, como trabalhos em grupo, debates e projetos interdisciplinares. Essas práticas fortalecem os vínculos entre os alunos surdos e ouvintes, contribuindo para a construção de relações de respeito e empatia (SASSAKI, 1997).
A sensibilização dos demais alunos também é uma responsabilidade do educador. É necessário promover discussões sobre a importância da inclusão, da diversidade e do respeito às diferenças. O educador pode realizar atividades que sensibilizem os alunos, como palestras, filmes, depoimentos de pessoas surdas e ações que incentivem a reflexão e o diálogo.
Em suma, o papel do educador na inclusão de alunos surdos nas escolas de Educação Básica é multifacetado. Além de dominar a Libras e adotar estratégias didáticas/pedagógicas inclusivas, o educador precisa promover um ambiente acolhedor, livre de preconceitos e estimular a colaboração entre os alunos. A sensibilização dos demaisestudantes também é fundamental para a construção de uma sociedade mais inclusiva e para o pleno desenvolvimento dos alunos surdos.
3. PROBLEMATIZAÇÃO DA SITUAÇÃO ATUAL
Este capítulo apresenta, após estudos teóricos realizados sobre a presente temática: a) Levantamento das políticas e práticas de inclusão de Libras nas escolas de Educação Básica;
b) Identificação de obstáculos e desafios enfrentados pelos alunos surdos; c) Análise da formação dos professores em relação à Libras e Educação Inclusiva.
3.1 Levantamento das políticas e práticas de inclusão da Libras nas escolas de Educação Básica
No Brasil, existem diversas políticas e práticas relacionadas à inclusão da Libras nas escolas de Educação Básica. A Constituição Federal de 1988 e a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015), conhecida como Estatuto da Pessoa com Deficiência, estabelecem o direito à educação inclusiva e reconhecem a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como meio legal de comunicação e expressão das pessoas surdas. Essas legislações representam um avanço significativo na garantia dos direitos das pessoas surdas e reforçam a importância da inclusão da Libras nas escolas de Educação Básica.
Além disso, a Lei da Libras de 2002 e o Decreto nº 5.626/2005 que regulamenta a Lei de Libras, estabelece diretrizes para a inclusão da Libras como disciplina curricular nos cursos de formação de professores para a Educação Básica e Superior. Esse decreto também determina que os sistemas de ensino devem garantir a oferta de Libras como disciplina curricular, bem como a formação de professores para o seu ensino. Dessa forma, pode-se entender que as políticas estabelecidas fornecem uma base legal sólida para a inclusão da Libras nas escolas de Educação Básica (SKLIAR, 1999).
No entanto, apesar das políticas estabelecidas, a implementação da inclusão da Libras nas escolas de Educação Básica ainda enfrenta desafios significativos. Um levantamento das práticas de inclusão nas pesquisas bibliográficas já realizadas revela que a presença da Libras nas escolas varia consideravelmente de acordo com as regiões do país e as redes de ensino. Em algumas escolas, a Libras é amplamente utilizada como meio de comunicação e ensino para alunos surdos, com a presença de intérpretes de Libras, formação de professores em Libras e disponibilização de materiais didáticos adaptados/bilíngues. Essas escolas demonstram um compromisso real com a inclusão e buscam proporcionar um ambiente de aprendizado inclusivo e acessível para os alunos surdos.
No entanto, em muitas escolas, a presença da Libras ainda é limitada e a inclusão desses alunos enfrenta diversos desafios. Muitas escolas não possuem profissionais capacitados
em Libras, o que dificulta a comunicação e o ensino para os alunos surdos. A falta de intérpretes de Libras nas escolas é uma realidade em muitos casos, o que prejudica a participação efetiva dos alunos surdos nas atividades escolares. Além disso, a falta de materiais didáticos adaptados e recursos pedagógicos específicos também representa um obstáculo para a inclusão da Libras nas escolas de Educação Básica. A falta de infraestrutura adequada também é um desafio enfrentado pelas escolas na inclusão de Libras. A acessibilidade por meio da sinalização visual adequada é fundamental para garantir o acesso dos alunos surdos ao ambiente escolar (SKLIAR, 1999).
Outro desafio significativo é a falta ou pouco investimento na formação adequada dos professores em relação à Libras e à Educação Inclusiva. Muitos professores não possuem conhecimentos sólidos em Libras e estratégias de ensino inclusivas, o que compromete sua capacidade de atender pedagogicamente às necessidades dos alunos surdos. A formação inicial de professores nem sempre inclui disciplinas específicas sobre a educação de alunos surdos e a língua de sinais ou, muitas vezes apenas uma disciplina não consegue dar conta da complexidade que exige a área. Assim, a formação continuada deve ser centra, contudo, muitas vezes é limitada, com poucos programas de desenvolvimento profissional disponíveis.
Para superar esses desafios e promover efetivamente a inclusão de Libras nas escolas de Educação Básica, são necessárias ações e investimentos. É fundamental que as redes de ensino ofereçam formação inicial e continuada em Libras e educação inclusiva para os professores, garantindo que eles adquiram as habilidades e conhecimentos necessários para atender às necessidades dos alunos surdos. Essa formação deve abranger tanto o aprendizado da língua de sinais quanto a adoção de práticas pedagógicas inclusivas e estratégias de ensino adaptadas/bilíngues.
Além disso, é necessário investir na contratação de intérpretes de Libras e na disponibilização de recursos pedagógicos adaptados/bilíngues para as escolas. Os intérpretes desempenham um papel fundamental na mediação da comunicação entre os alunos surdos e os professores, facilitando o acesso à educação. A disponibilização de materiais didáticos como livros em Libras, materiais visuais e recursos tecnológicos, também contribui para uma educação inclusiva e acessível para os alunos surdos.
As políticas públicas desempenham um papel importante na promoção da inclusão de Libras nas escolas de Educação Básica. O governo deve estabelecer diretrizes claras e fornecer recursos financeiros para a implementação das políticas de inclusão. Também é necessário estabelecer parcerias entre o governo, as instituições de ensino superior e as organizações da
sociedade civil para desenvolver programas de formação de professores, produção de materiais didáticos adaptados e disseminação de boas práticas.
Em conclusão, embora existam políticas estabelecidas para a inclusão de Libras nas escolas de Educação Básica, ainda há desafios significativos a serem superados. A implementação efetiva da inclusão de Libras requer a formação adequada dos professores, a presença de intérpretes de Libras, a disponibilização de recursos pedagógicos adaptados e o comprometimento das redes de ensino com a inclusão e acessibilidade. Ou seja, somente por meio de um esforço conjunto e investimentos adequados será possível garantir uma educação inclusiva e de qualidade para os alunos surdos.
3.2 Identificação de obstáculos e desafios enfrentados pelos alunos surdos
A partir dos estudos realizados, essa pesquisa busca refletir o quanto os alunos surdos enfrentam diversos obstáculos e desafios no processo de inclusão escolar. Um dos principais desafios é a falta de acessibilidade comunicacional. Muitas escolas não disponibilizam intérpretes de Libras, o que dificulta a comunicação entre os alunos surdos e os professores e colegas ouvintes. A ausência de intérpretes também limita o acesso dos alunos surdos ao conteúdo das aulas, prejudicando seu desenvolvimento acadêmico. A presença de intérpretes de Libras é essencial para garantir que os alunos surdos tenham acesso pleno à informação e possam participar ativamente do processo de ensino-aprendizagem (PERLING, 2007).
Além disso, a falta de formação adequada dos professores em relação à Libras e à educação inclusiva é um obstáculo significativo. Muitos professores não possuem conhecimento suficiente sobre a Libras e não estão preparados para lidar com as necessidades específicas dos alunos surdos. Isso resulta em práticas pedagógicas inadequadas, falta de adaptação curricular e dificuldade na promoção da inclusão efetiva. A formação dos professores deve incluir o aprendizado da Libras, estratégias de ensino adaptadas e o desenvolvimento de habilidades para lidar com a diversidade na sala de aula. É necessário investir em programas de formação inicial e continuada que abordem a educação inclusiva e a Língua de Sinais, para que os professores possam atender de forma eficaz às necessidades educacionais dos alunos surdos (FERNANDES e BATISTA, 2019).
Outro desafio enfrentado pelos alunos surdos é o preconceito e a falta de sensibilização por parte dos colegas e professores ouvintes. O estigma associado à surdez pode levar a situaçõesde discriminação e exclusão social, prejudicando o bem-estar emocional e social dos alunos surdos. É fundamental promover a sensibilização e o respeito à diversidade desde cedo,
por meio de ações educativas e campanhas de conscientização, para combater o preconceito e criar um ambiente escolar inclusivo e acolhedor para todos os alunos. O desenvolvimento de atividades que promovam a interação entre alunos surdos e ouvintes, o compartilhamento de experiências e a valorização da diversidade contribuem para a construção de relações mais igualitárias e respeitosas (FERNANDES e BATISTA, 2019).
A falta de recursos e materiais didáticos adaptados também representa um obstáculo para a inclusão dos alunos surdos. Muitos materiais utilizados nas escolas não estão disponíveis em formatos acessíveis, como versões em Libras ou com recursos visuais. Isso dificulta o acesso dos alunos surdos ao conteúdo das aulas e pode afetar seu processo de aprendizagem. É necessário investir na produção e disponibilização de materiais didáticos adaptados, como livros em Libras, vídeos com legendas e recursos visuais, para garantir que os alunos surdos tenham acesso ao currículo de forma igualitária (FERNANDES e BATISTA, 2019).
Em suma, os alunos surdos enfrentam diversos obstáculos e desafios no processo de inclusão escolar. A falta de acessibilidade comunicacional, a falta de formação adequada dos professores, o preconceito e a falta de sensibilização, a ausência de recursos e materiais didáticos adaptados são alguns dos desafios que precisam ser superados. Para promover uma educação inclusiva de qualidade para os alunos surdos, é necessário investir em políticas públicas efetivas, formação adequada dos professores, disponibilização de recursos adaptados e infraestrutura acessível (GLAT e BREDARIOLLI, 2018).
3.3 Análise da formação dos professores em relação à Libras e Educação Inclusiva
A formação dos professores desempenha um papel crucial na promoção da inclusão de Libras nas escolas de educação básica. A capacitação adequada dos educadores é essencial para garantir uma Educação Inclusiva e de qualidade para todos os alunos, incluindo os alunos surdos.
No entanto, a partir dos estudos realizados na presente pesquisa, é possível destacar que a realidade atual revela desafios significativos nesse aspecto. Muitos professores não possuem formação específica em Libras e Educação Inclusiva, o que resulta em dificuldades para atuar frente as necessidades e demandas dos alunos surdos (MENDES e MONTEIRO, 2008).
Um obstáculo comum é a falta de oferta de cursos de formação em Libras nas instituições de ensino superior. Muitos professores relatam a ausência de disciplinas voltadas para o aprendizado da língua de sinais e estratégias de ensino inclusivas durante sua formação
inicial. Isso os deixa despreparados para atender adequadamente os alunos surdos em sala de aula. Vele destacar que a obrigatoriedade da disciplina de Libras no espaço do ensino superior é recente, o que justifica estudos já realizados apontando sua ausência (MENDES e MONTEIRO, 2008).
Além disso, a formação continuada dos professores por diversas vezes mostra-se limitada nessa área. A falta de programas de desenvolvimento profissional específicos para Libras dificulta a atualização dos educadores em relação às melhores práticas e abordagens pedagógicas para atender às necessidades dos alunos surdos (SKLIAR, 1999).
A falta de proficiência em Libras por parte dos professores também é um desafio – mesmo que esta não seja sua incumbência. A Língua de Sinais possui sua própria gramática e estrutura, sendo essencial que os professores a dominem – pelo menos minimamente – para uma comunicação efetiva com os alunos surdos. No entanto, muitos docentes não possuem nem conhecimentos básicos de Libras, o que compromete a interação e a compreensão mútua entre eles e os alunos surdos, permanecendo uma comunicação apenas entre interprete e aluno surdo. Além disso, é necessário destacar a importância de uma formação sensibilizadora e reflexiva sobre a identidade e cultura surda. Conhecer a cultura, a identidade e os desafios enfrentados pelos surdos contribui para a construção de uma relação de respeito e valorização, bem como para a adoção de práticas pedagógicas inclusivas (MENDES e MONTEIRO, 2008).
Para superar esses obstáculos, é fundamental que as instituições de ensino superior incluam cada vez mais disciplinas obrigatórias de Libras e de Educação Inclusiva nos currículos dos cursos de formação de professores. Essas disciplinas devem abordar não apenas o aprendizado da língua de sinais, mas também estratégias pedagógicas inclusivas, adaptações curriculares, recursos tecnológicos e aspectos culturais relacionados aos surdos (MENDES e SILVA, 2019).
Além disso, é necessário investir em programas de formação continuada para os professores já em exercício, proporcionando-lhes oportunidades de aprimoramento em Libras e propostas inclusivas. Esses programas devem ser acessíveis, flexíveis e considerar as diferentes realidades e necessidades dos professores, oferecendo atividades práticas, supervisão e troca de experiências.
As políticas públicas também desempenham um papel fundamental na promoção da formação de professores em relação à Libras e Educação Inclusiva. É necessário que haja incentivos e investimentos do governo para a criação e o fortalecimento de programas de formação, bem como para a disseminação/promoção/incentivo de boas práticas e materiais
didáticos voltados para a inclusão de Libras nas escolas de educação básica (MENDES e SILVA, 2019).
Em suma, a formação dos professores em relação à Libras é um fator determinante para o sucesso da inclusão de alunos surdos nas escolas de educação básica. É necessário investir em uma formação inicial e continuada de qualidade, que aborde tanto a língua de sinais quanto as práticas pedagógicas inclusivas, a fim de garantir uma educação equitativa e de excelência para todos os estudantes surdos.
4. IMPLEMENTAÇÃO DA LIBRAS NAS ESCOLAS
A implementação efetiva da inclusão de Libras nas escolas de Educação Básica requer o estabelecimento de estratégias e ações concretas. É necessário considerar diversos aspectos, desde o treinamento dos professores até a adaptação curricular e o envolvimento da comunidade surda. A seguir, serão apresentadas propostas de estratégias para a inclusão de Libras nas escolas, o treinamento e capacitação de professores, as adaptações curriculares e materiais didáticos acessíveis, e as parcerias com a comunidade surda e instituições especializadas.
4.1 Propostas de estratégias para a inclusão de Libras nas escolas
Para promover a inclusão de Libras nas escolas de Educação Básica, é importante estabelecer estratégias que abordem diferentes aspectos. Algumas propostas de estratégias incluem:
a) Sensibilização e conscientização: Promover a sensibilização e conscientização sobre a importância da inclusão da Libras nas escolas, tanto entre os profissionais da educação quanto entre os demais alunos e suas famílias. Isso pode ser feito por meio de campanhas, palestras e atividades educativas que visem combater o preconceito e promover uma cultura de inclusão (QUADROS, 2015).
b) Identificação e avaliação das necessidades: Realizar uma identificação e avaliação das necessidades específicas dos alunos surdos em cada escola, levando em consideração fatores como o grau de surdez, o uso da Libras como primeira língua, sua fluência, entre outros. Isso permitirá a elaboração de um plano individualizado de ensino, que atenda às necessidades de cada aluno.
c) Formação de equipes multidisciplinares: Constituir equipes multidisciplinares nas escolas, compostas por professores, intérpretes de Libras, psicólogos, fonoaudiólogos e demais profissionais da área de inclusão. Essas equipes poderão trabalhar de forma colaborativa, compartilhando conhecimentos e experiências, e proporcionando um suporte abrangente aos alunos surdos (QUADROS, 2015).
d) Desenvolvimento de planos de ensino individualizados: Elaborar planos de ensinoindividualizados para os alunos surdos, levando em consideração suas necessidades educacionais específicas. Esses planos devem contemplar estratégias de ensino adaptadas/bilíngues, uso da Libras como língua de instrução, recursos visuais e tecnológicos, e adaptações curriculares necessárias.
e) Interação entre alunos surdos e ouvintes: Promover a interação entre os alunos surdos e os colegas ouvintes, por meio de atividades cooperativas, projetos em grupo e momentos de socialização. Essa interação contribui para o desenvolvimento de relações igualitárias, o respeito à diversidade e a construção de uma comunidade escolar inclusiva (QUADROS, 2015).
4.2 Capacitação de professores para a utilização de Libras em sala de aula
Um dos aspectos fundamentais para a inclusão de Libras nas escolas é a capacitação dos professores. É essencial que os professores adquiram conhecimentos sólidos sobre a Libras, desenvolvam habilidades de comunicação em Libras e estejam preparados para atuar com as necessidades específicas dos alunos surdos (GOES e ROCHA, 2020). Algumas propostas de estratégias para a capacitação dos professores:
a) Formação inicial e continuada: Oferecer formação inicial e continuada em Libras e educação inclusiva para todos os professores. Essa formação deve incluir o aprendizado da Libras, conhecimentos sobre a identidade/cultura surda, estratégias de ensino adaptadas e o desenvolvimento de habilidades para lidar com a diversidade na sala de aula (GOES e ROCHA, 2020).
b) Cursos: Promover a realização de debates/seminários voltados para a formação de professores em Libras. Esses eventos podem ser ministrados por profissionais especializados na área e abordar temas como a gramática da Libras, estratégias de ensino inclusivas, adaptações curriculares, entre outros (GOES e ROCHA, 2020).
c) Parcerias com instituições especializadas: Estabelecer parcerias com instituições especializadas no ensino de Libras e Educação Inclusiva, como universidades, centros de referência e associações de surdos. Essas parcerias podem possibilitar a realização de programas de capacitação e a troca de experiências entre os profissionais envolvidos (GOES e ROCHA, 2020).
d) Acompanhamento e suporte: Proporcionar acompanhamento e suporte contínuo aos professores durante o processo de implementação da Libras nas escolas. Isso pode ser feito por meio de supervisão pedagógica, orientação técnica e momentos de troca de experiências, visando o aprimoramento das práticas docentes (GOES e ROCHA, 2020).
4.3 Adaptações curriculares e materiais didáticos acessíveis/bilíngues
A adaptação curricular e a disponibilização de materiais didáticos acessíveis são elementos-chave para a inclusão de Libras nas escolas. É necessário garantir que o currículo seja flexível e adequado às necessidades dos alunos surdos, promovendo sua participação ativa e o acesso ao conhecimento. Algumas propostas de estratégias para as adaptações curriculares e materiais didáticos acessíveis incluem:
a) Adaptação dos materiais didáticos de forma bilíngue: Adaptar os materiais didáticos utilizados na sala de aula, como livros, apostilas e recursos visuais, para torná-los acessíveis aos alunos surdos – sendo possibilitado sua primeira Língua a Libras e a segunda língua o Português escrito. Isso pode envolver a tradução de textos para a Libras, a produção de vídeos em Libras com legendas, o uso de imagens e recursos visuais significativos, entre outros (PERLING, 2007).
b) Desenvolvimento de materiais específicos: Desenvolver materiais didáticos específicos para o ensino da Libras e para o aprendizado de conteúdos acadêmicos em Libras. Esses materiais podem incluir vídeos educativos, jogos interativos, aplicativos digitais e outros recursos que estimulem a participação e o engajamento dos alunos surdos (PERLING, 2007).
c) Flexibilização do currículo: Flexibilizar o currículo escolar para atender às necessidades dos alunos surdos, levando em consideração suas habilidades linguísticas e o ritmo de aprendizagem. Isso pode envolver a seleção de conteúdos relevantes e significativos, a ampliação do tempo para a realização de atividades e avaliações, e a utilização de estratégias diferenciadas de ensino (PERLING, 2007).
d) Uso de tecnologias assistivas: Utilizar tecnologias assistivas, como tablets, computadores, softwares e aplicativos educacionais, que facilitem o acesso ao conteúdo e a comunicação em sala de aula. Essas tecnologias podem auxiliar os alunos surdos na escrita, leitura, produção de textos, comunicação em Libras e acesso a recursos multimídia (PERLING, 2007).
4.4 Parcerias com a comunidade surda e instituições especializadas
A inclusão de Libras nas escolas de Educação Básica também requer o estabelecimento de parcerias com a comunidade surda e instituições especializadas. Essas parcerias são fundamentais para a troca de conhecimentos, o apoio às práticas inclusivas e o fortalecimento da inclusão de Libras. Algumas propostas de estratégias para a criação de parcerias:
a) Participação da comunidade surda: Envolver a comunidade surda no processo de inclusão de Libras nas escolas, por meio de por exemplo reuniões, fóruns de discussão, grupos de estudos e outras atividades participativas. Essa participação permite a valorização da identidade/cultura surda, o compartilhamento de experiências e a construção conjunta de práticas inclusivas.
b) Parceria com associações de surdos: Estabelecer parcerias com associações de surdos, organizações não governamentais e grupos de apoio à comunidade surda. Essas parcerias podem proporcionar o compartilhamento de recursos, a realização de eventos culturais, a oferta de cursos e workshops, e o suporte aos alunos surdos e suas famílias.
c) Colaboração com instituições especializadas: Colaborar com instituições especializadas no ensino de Libras, como centros de educação de surdos e escolas bilíngues. Essas instituições podem oferecer suporte técnico, capacitação aos profissionais da educação, troca de experiências e modelos de boas práticas em inclusão.
d) Redes de cooperação entre escolas: Estabelecer redes de cooperação entre as escolas, com o objetivo de compartilhar experiências, trocar materiais didáticos adaptados, realizar eventos conjuntos e promover a inclusão de Libras de forma abrangente. Essas redes de cooperação podem abranger escolas de diferentes regiões e favorecer o aprendizado mútuo e o aprimoramento das práticas inclusivas.
É importante ressaltar que a implementação da inclusão de Libras nas escolas de Educação Básica requer um esforço coletivo, envolvendo gestores escolares, professores, famílias, comunidade surda, instituições especializadas e o poder público. A colaboração entre esses atores e a adoção de estratégias efetivas são essenciais para garantir uma educação inclusiva e de qualidade para todos os alunos surdos.
5. RESULTADOS E DISCUSSÃO
A inclusão de Libras nas escolas de Educação Básica tem mostrado resultados significativos, porém, também tem apresentado desafios que precisam ser abordados. A avaliação da implementação das estratégias propostas, os impactos da inclusão de Libras, as percepções e experiências dos professores, alunos surdos e demais envolvidos, bem como a análise dos desafios encontrados e possíveis soluções são pontos relevantes para uma discussão aprofundada sobre o tema – a qual será abordada a seguir.
5.1 Avaliação da implementação das estratégias propostas
A avaliação da implementação das estratégias propostas para a inclusão da Libras nas escolas de Educação Básica é fundamental para verificar o progresso e identificar áreas que necessitam de mudanças. Essa avaliação pode ser realizada por meio de observação direta, análise de documentos e relatórios, entrevistas com professores, alunos e pais, além de instrumentos de avaliação específicos.
Uma pesquisa realizada por Silva et al. (2020) avaliou a implementação das estratégias propostas em um conjunto de escolas de Educação Básica. Os resultados indicaram que as escolas que adotaram práticas inclusivas consistentes,como a presença de intérpretes de Libras, formação dos professores em Libras e adaptação curricular, apresentaram melhores resultados na inclusão de alunos surdos. Por outro lado, as escolas com poucos recursos e falta de capacitação dos professores enfrentaram mais desafios na implementação das estratégias propostas.
A presente pesquisa também revelou que a implementação das estratégias propostas exigiu um esforço coletivo, envolvendo o comprometimento dos gestores escolares, a participação ativa dos professores, a colaboração com a comunidade surda e o suporte de instituições especializadas. A ausência desses elementos dificultou a efetivação da inclusão de Libras nas escolas.
5.2 Impactos da inclusão de Libras nas escolas de educação básica
A inclusão de Libras nas escolas de Educação Básica tem impactos positivos tanto para os alunos surdos como para os demais alunos e professores. Estudos têm mostrado que a presença da Libras como língua de instrução e comunicação tem contribuído para o desenvolvimento linguístico, cognitivo e social dos alunos surdos (PERLING, 2007).
Uma pesquisa realizada por Almeida e Santos (2018) investigou os impactos da inclusão de Libras em uma escola de Educação Básica. Os resultados indicaram que os alunos surdos tiveram uma melhora significativa em sua comunicação, autoestima e participação nas atividades escolares. Além disso, a inclusão de Libras também promoveu um ambiente de maior diversidade e respeito, contribuindo para a formação de alunos mais inclusivos e sensíveis às diferenças.
Os impactos também se estendem aos demais alunos e professores. A presença da Libras nas escolas proporciona uma oportunidade de aprendizado e valorização da diversidade linguística e cultural. Os alunos ouvintes têm a chance de aprender uma nova língua e desenvolver habilidades de comunicação com os colegas surdos. Os professores, por sua vez, ampliam seus conhecimentos sobre a educação inclusiva e adquirem competências para lidar com a diversidade na sala de aula (PERLING, 2007).
A aprendizagem da Libras beneficia, assim, alunos surdos e ouvintes. Ao incluir Libras nas escolas está sendo incluída uma perspectiva bilíngue, com oportunidade para desenvolver atividades que envolvem atenção, percepção, concentração, motricidade fina, expressões faciais, interações, etc. Trata-se de algo que beneficia educacionalmente e socialmente a todos.
5.3 Percepções e experiências dos professores, alunos surdos e demais envolvidos
As percepções e experiências dos professores, alunos surdos e demais envolvidos na inclusão de Libras nas escolas de Educação Básica são fundamentais para compreender os desafios enfrentados e identificar possíveis melhorias no processo de inclusão.
Um estudo conduzido por Costa et al. (2019) investigou as percepções dos professores em relação à inclusão de Libras em suas práticas pedagógicas. Os resultados mostraram que, apesar do reconhecimento da importância da inclusão e do desejo de promover uma educação de qualidade para todos os alunos, os professores enfrentaram dificuldades na implementação das estratégias propostas. A falta de formação adequada em Libras e a falta de recursos foram os principais obstáculos apontados pelos professores (QUADROS, 2015).
Por outro lado, esta pesquisa também destacou que os professores perceberam melhorias significativas nos alunos surdos que tiveram acesso à Libras. Eles observaram um aumento na participação, no interesse pelo aprendizado e na autoconfiança desses alunos. Além disso, os professores relataram que a inclusão de Libras na escola trouxe benefícios para todos os alunos, promovendo a tolerância, a empatia e a valorização da diversidade.
As percepções e experiências dos alunos surdos também são essenciais para compreender o impacto da inclusão de Libras em suas vidas acadêmicas e sociais. Estudos têm mostrado que a presença da Libras nas escolas promove um ambiente mais inclusivo e estimulante para os alunos surdos. Eles se sentem mais valorizados, conseguem se comunicar de forma mais efetiva e têm maior acesso ao conteúdo escolar. Além disso, a inclusão de Libras também fortalece a identidade surda e o orgulho pela sua língua e cultura.
5.4 Análise dos desafios encontrados e possíveis soluções
A análise dos desafios encontrados na inclusão de Libras nas escolas de Educação Básica é crucial para identificar possíveis soluções e melhorias no processo de inclusão. Alguns dos desafios mais comuns incluem a falta de recursos, a ausência de formação adequada dos professores em Libras, a resistência à mudança e o preconceito em relação à surdez.
Uma estratégia para superar esses desafios é investir na formação e capacitação dos professores em relação à Libras e à Educação Inclusiva. Programas de formação continuada, cursos e oficinas podem ser oferecidos para os professores, visando aprofundar seus conhecimentos sobre a Língua de Sinais, as estratégias de ensino inclusivo e as adaptações curriculares necessárias. Além disso, é importante promover a sensibilização dos professores em relação às questões da surdez e da cultura surda, a fim de combater estereótipos e preconceitos.
Outra solução é o fortalecimento das parcerias com a comunidade surda e instituições especializadas. A colaboração com intérpretes de Libras, profissionais da área da surdez, associações de surdos e centros de pesquisa pode trazer expertise e suporte necessário para a implementação de práticas inclusivas nas escolas. Essas parcerias podem envolver a capacitação dos professores, o desenvolvimento de materiais didáticos acessíveis e a troca de experiências entre os profissionais envolvidos (QUADROS, 2015).
Ademais, é importante destacar a necessidade de políticas públicas efetivas e recursos adequados para a inclusão de Libras nas escolas de Educação Básica. Investimentos de materiais didáticos adaptados/bilíngues, contratação de intérpretes de Libras e formação de professores são essenciais para garantir uma educação de qualidade para os alunos surdos.
Em síntese, os resultados e a discussão sobre a inclusão de Libras nas escolas de Educação Básica apontam para avanços significativos, porém, também revelam desafios a serem superados. A avaliação da implementação das estratégias propostas, os impactos observados, as percepções e experiências dos envolvidos e a análise dos desafios encontrados
fornecem subsídios valiosos para aprimorar a inclusão da Libras e promover uma educação verdadeiramente inclusiva e acessível para todos os alunos, independentemente de suas necessidades e habilidades linguísticas.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A inclusão da Libras nas escolas de Educação Básica é um tema de grande relevância e que tem ganhado cada vez mais atenção nos últimos anos. Este trabalho teve como objetivo analisar a situação atual da inclusão da Libras nas escolas, levantando políticas e práticas, identificando obstáculos e desafios, discutindo a formação dos professores, propondo estratégias de implementação, apresentando resultados e promovendo reflexões sobre a importância dessa inclusão.
Ao longo do trabalho, foi possível observar que existem políticas e leis que garantem o direito à inclusão da Libras nas escolas de Educação Básica no Brasil, como a Constituição Federal de 1988, a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência e a Lei e Decreto que regulamenta a Libras, 2002 e 2005, respectivamente. No entanto, a implementação efetiva dessas políticas ainda enfrenta desafios, como a falta de recursos, a ausência de formação adequada dos professores em Libras e a resistência à mudança.
Foi identificado que os alunos surdos enfrentam obstáculos significativos no processo de inclusão, como a falta de acessibilidade comunicacional, a falta de adaptações curriculares e materiais didáticos acessíveis/bilíngues, além do preconceito e da falta de sensibilização por parte dos colegas e professores ouvintes.
Quanto à formação dos professores, verificou-se que muitos não possuem conhecimento suficiente sobre a Libras e não estão preparados para atuar comas necessidades específicas dos alunos surdos. Isso resulta em práticas pedagógicas inadequadas e dificuldades na promoção da inclusão efetiva.
A inclusão da Libras nas escolas de Educação Básica é de suma importância para garantir uma Educação Inclusiva e de qualidade para os alunos surdos. A Libras é reconhecida como uma língua oficial no Brasil, e sua utilização promove a inclusão social, o desenvolvimento cognitivo e a valorização da identidade surda. Além disso, a presença da Libras nas escolas beneficia todos os alunos, promovendo a tolerância, a empatia e o respeito à diversidade, bem como a vivência da perspectiva bilíngue entre todos os alunos.
Com base nos resultados e nas reflexões apresentadas, é possível sugerir algumas recomendações para futuras pesquisas e aprimoramento das práticas inclusivas:
a) Investimento na formação e capacitação dos professores em relação à Libras e à educação inclusiva. Programas de formação continuada, cursos e oficinas podem ser oferecidos, abordando temas como a língua de sinais, estratégias de ensino inclusivo e adaptações curriculares.
b) Desenvolvimento de materiais didáticos acessíveis. A produção de materiais didáticos em Libras, com recursos visuais e adaptados às necessidades dos alunos surdos, é essencial para garantir o acesso ao conhecimento de forma igualitária.
c) Fortalecimento das parcerias com a comunidade surda e instituições especializadas. A colaboração com intérpretes de Libras, associações de surdos, centros de pesquisa e demais profissionais da área pode enriquecer as práticas inclusivas, promovendo a troca de conhecimentos e experiências.
d) Realização de pesquisas que investiguem os impactos da inclusão de Libras nas escolas, tanto para os alunos surdos quanto para os demais envolvidos. Estudos longitudinais podem contribuir para o monitoramento e avaliação da efetividade das práticas inclusivas.
e) Sensibilização da sociedade em geral sobre a importância da inclusão de Libras e a valorização da identidade e cultura surda. A promoção de campanhas de conscientização e a disseminação de informações são fundamentais para combater o preconceito e criar um ambiente mais inclusivo e acolhedor.
Em conclusão, a inclusão da Libras nas escolas de Educação Básica é um desafio complexo, porém necessário para garantir a igualdade de oportunidades e o pleno desenvolvimento dos alunos surdos. Não é tema relativamente novo em pesquisas, visto que se utilizou de muitas delas para realizar esta presente pesquisa. Contudo, ainda precisa-se pesquisar e refletir muito mais. A implementação efetiva de práticas inclusivas demanda ações conjuntas de gestores, professores, alunos, famílias, comunidade surda e demais atores envolvidos. Somente através do trabalho colaborativo e do comprometimento com a inclusão, será possível criar um ambiente educacional verdadeiramente inclusivo e acessível para todos que, no caso desta pesquisa, preocupou-se com a inclusão da Libras para a plena participação e aprendizagem de alunos surdos.
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