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1. DEFESAS DO RÉU 
No processo trabalhista, o réu pode se manifestar por meio de três modalidades 
principais: exceção, contestação e reconvenção. A principal é a contestação. 
a) Contestação 
 Prevista no art. 847 da CLT. 
 Pode ser apresentada de forma oral, em um prazo de até 20 minutos, ou de maneira 
escrita, desde que enviada eletronicamente até o momento da audiência. 
 Em casos de litisconsórcio passivo, cada parte terá 20 minutos para apresentar sua 
resposta. 
 Incumbe ao réu alegar toda a matéria de defesa, expondo as razões de fato e de 
direito com que impugna o pedido do autor (art. 336 do CPC). 
o Incide, assim, o chamado princípio da eventualidade. Mesmo que o réu 
esteja seguro quanto a certa preliminar, deve alegar toda a matéria de defesa 
na contestação, sob pena de preclusão, não podendo mais mencioná-la, 
assim, posteriormente. 
Na contestação, o reclamado deve se pronunciar de forma específica sobre todos os 
fatos apresentados na petição inicial, conforme determina o art. 341 do CPC. Caso não 
haja impugnação detalhada, os fatos não contestados serão considerados incontroversos. 
A contestação por negativa geral só será admitida quando o reclamado for representado 
por um defensor público. 
É possível realizar dentro da contestação a defesa direta de mérito e a indireta de 
mérito: 
- direta: é aquela em que o reclamado nega os fatos constitutivos afirmados pelo autor ou 
as consequências afirmadas. 
- indireta: Por outro lado, na defesa indireta admite-se o fato alegado pelo reclamante, 
porém se apresenta um outro fato para impedir, modificar ou extinguir o direito do autor. 
Fatos modificativos são os que implicam alteração dos fatos alegados pelo autor. 
Assim, se o reclamante ingressa com sua reclamação alegando que era empregado, 
e a reclamada, na contestação, assume que havia a prestação dos serviços, mas que 
o reclamante não era empregado, mas sim um trabalhador eventual, estagiário, 
autônomo etc., atrai para si o ônus da prova, vez que afirmou ter havido a prestação 
de serviço (fato constitutivo), mas alega um fato modificativo (não trabalhava como 
empregado, mas sim com outra qualificação jurídica). Fatos impeditivos são os que 
provocam a ineficácia dos fatos constitutivos alegados pelo autor. Dessa forma, se o 
empregado ajuíza uma ação pleiteando a equiparação salarial, e a reclamada na 
defesa reconhece que ambos os trabalhadores, paradigma e equiparando, exerciam 
a mesma função, mas que na empresa vigora quadro de carreira homologado pelo 
Ministério do Trabalho e Emprego, cabe a ela a prova, vez que reconhece o fato 
constitutivo que é a identidade de funções, mas consigna a existência de um fato 
impeditivo, que é o quadro de carreira. Fatos extintivos são os que eliminam a 
obrigação da reclamada, na medida em que não mais permitem que se exija a 
pretensão. Dessa forma, se o trabalhador ingressa com sua reclamação trabalhista 
pedindo pagamento de saldo de salário não pago na rescisão do contrato, e a 
reclamada afirma que houve a extinção do contrato na contestação, mas alega que 
efetuou o pagamento, será suficiente a juntada do comprovante de pagamento. 
 
- defesa processual (preliminares): é aquela em que o réu, antes de adentrar no mérito, 
apresenta impugnação contra o processo, alegando vícios processuais; significa algo que 
antecede ao mérito propriamente dito, visando sua extinção ou o postergar da relação 
processual. As preliminares são previstas por lei, principalmente o arts. 337 e 330 do CPC, 
e os arts. 794 e seguintes da CLT. 
- defesa processual (prejudiciais): prescrição e a decadência prevista no art. 11 da CLT. 
São fatos extintivos e, quando acolhidas, induzem à resolução do mérito, não podendo ser 
arguidas como preliminares. O Tribunal Superior do Trabalho tem decidido que não é 
admissível o reconhecimento da prescrição de ofício no processo trabalhista. Essa posição 
se baseia em diversos fundamentos, sendo o mais importante o princípio da proteção ao 
trabalhador. A prescrição pode ser arguida até a fase de instância ordinária. Isso significa 
que, se o reclamado não a levantar na contestação, ele ainda pode fazê-lo no recurso 
ordinário, mesmo que a sentença não tenha tratado do assunto. 
- Compensação e retenção: Segundo o art. 767 da CLT, tanto a compensação quanto a 
retenção só podem ser apresentadas como defesa (ou seja, na contestação). A 
compensação é uma forma de extinguir uma obrigação de maneira indireta. De acordo 
com a Súmula 18 do TST, a compensação só é permitida para dívidas de natureza 
trabalhista (aquelas que surgem de contratos de trabalho ou relações de trabalho). Isso 
significa que o empregador não pode usar compensação para descontar dívidas civis que 
o empregado tenha com ele. 
A retenção, assim como a compensação, só pode ser usada como defesa e deve ser 
apresentada na contestação, caso contrário, perde-se o direito de alegá-la (preclusão). Para 
que haja retenção, quem retém o bem deve ser credor e ter o bem de forma legítima, sendo 
necessário que o crédito e o bem retido estejam conectados. Não pode haver nenhum 
impedimento legal ou contratual para que a retenção aconteça. O objetivo da retenção é 
garantir o pagamento de um crédito. Por exemplo, um empregador poderia reter um 
instrumento de trabalho do empregado, alegando que este causou danos durante a 
prestação do serviço, e usar esse bem como garantia do pagamento por esses danos. 
Em ambos os casos, é necessário que as dívidas sejam líquidas, vencidas e de coisas 
fungíveis; e não há vínculo com os pedidos que o reclamante deduz na sua exordial, não 
podendo haver deferimento de ofício pelo juiz. 
 
b) Reconvenção 
A reconvenção é um pedido do réu em face do autor na mesma relação processual. 
Para isso, devem ser observados alguns requisitos: 1) competência da Justiça do Trabalho, 
2) legitimidade para propor e 3) conexão (contrato de trabalho como plano de fundo). Ao 
se fazer um pedido de reconvenção no Processo do Trabalho, deve ser indicado o valor 
desse pedido. O próprio TST deixa claro que os valores dos pedidos podem ser estimados. 
Além disso, nota-se que cabem honorários advocatícios quanto ao pedido reconvencional, 
com mínimo de 5% e máximo de 15% — art. 791-A, § 5º, da CLT. No caso de desistência 
da reclamação trabalhista, o pedido reconvencional seguirá seu curso normalmente. 
 Embora a reconvenção seja uma ação judicial, ela é apresentada de forma incidental 
no processo já em andamento. 
 Caso a alegação do réu possa ser incluída na contestação, logo, não há interesse 
processual em propor reconvenção, pois não envolve um pedido de condenação 
contra o autor. 
 Em ações dúplices, como a ação de consignação em pagamento, o inquérito para 
apuração de falta grave e as ações possessórias, não é cabível a reconvenção. 
 
c) Exceções 
As exceções são defesas indiretas de natureza processual. Elas não têm natureza de 
ação, mas sim de incidente processual, sendo decididas por meio de decisão interlocutória. 
Pode ser exceção de impedimento, suspeição e incompetência. 
- Incompetência Territorial: 
 Art. 800, da CLT, e Súmula 214, do TST. 
 Objetivo: arguir a incompetência territorial. 
 Haverá suspensão do feito, de acordo com o art. 799 da CLT. 
 Das decisões sobre exceções de suspeição e incompetência, se terminativas do feito, 
não cabe recurso de imediato, podendo as partes, no entanto, alegá-las novamente 
no recurso que couber da decisão final (art. 799, § 2º, da CLT) - Trata-se de previsão 
que adota o princípio da irrecorribilidade imediata das decisões interlocutórias. 
 Súmula 214 do TST amplia as hipóteses de cabimento do recurso de imediato, ao 
prever que na “Justiça do Trabalho, nos termos do art. 893, § 1º, da CLT, as decisões 
interlocutórias não ensejam recurso imediato, salvo nas hipóteses de decisão: a) de 
Tribunal Regional do Trabalho contrária à Súmula ou Orientação Jurisprudencialdo Tribunal Superior do Trabalho; b) suscetível de impugnação mediante recurso 
para o mesmo Tribunal; c) que acolhe exceção de incompetência territorial, com a 
remessa dos autos para Tribunal Regional distinto daquele a que se vincula o juízo 
excepcionado, consoante o disposto no art. 799, § 2º, da CLT”. 
 Deve ser apresentada no prazo de cinco dias a contar da notificação, antes da 
audiência e em peça específica, ou seja, que sinalize a sua existência (art. 800 da 
CLT, com redação dada pela Lei 13.467/2017). 
 O prazo previsto no art. 800 da CLT tem natureza preclusiva. Desse modo, caso não 
apresentada a exceção de incompetência territorial no prazo, prorroga-se a 
competência territorial do juízo em que ajuizada a ação. 
 A decisão quanto à exceção de incompetência deve ser proferida pelo próprio juiz da 
Vara do Trabalho (art. 653, d, da CLT). 
 Se a exceção de incompetência for acolhida, os autos devem ser remetidos ao juiz 
competente (art. 64, § 3º, do CPC). 
 
- Exceção de suspeição ou impedimento: 
A exceção de impedimento ou de suspeição pode ser apresentada de forma verbal 
ou escrita, tal como a contestação (art. 847 da CLT), sendo mais comum essa última. 
 É juntada nos próprios autos principais, e não autuada em apenso. 
 Se for por escrito, o correto é ser apresentada em peça separada. 
 O momento para a apresentação da exceção de impedimento ou de suspeição, 
em regra, é na audiência, antes mesmo de se apresentar a contestação. Com 
a apresentação da exceção, ocorre a suspensão do processo, até que aquela 
seja decidida (art. 799, caput, da CLT). Não obstante, há entendimento no 
sentido de que, “oferecida a exceção, a contestação deve ter sido apresentada 
juntamente com a primeira, em audiência”. 
 O impedimento, ademais, envolve situação objetiva de gravidade mais 
elevada, o que acarreta a imparcialidade absoluta do juiz. Isso é confirmado 
pelo art. 966, inciso II, do CPC, o qual prevê até mesmo o cabimento da ação 
rescisória no caso de decisão de mérito, transitada em julgado, “proferida por 
juiz impedido ou por juízo absolutamente incompetente”. 
 O impedimento do juiz, por envolver questão de ordem pública, pode ser 
alegado a qualquer momento, não incidindo, a seu respeito, a preclusão. 
 A suspeição, por sua vez, apenas revela haver dúvida quanto à imparcialidade 
do juiz. Se ela não for arguida por meio de exceção, na época própria, ocorre 
a preclusão. Não é cabível ação rescisória, tal como no impedimento. Por isso, 
a suspeição do juiz acarreta a nulidade relativa do processo, sendo ônus da 
parte a sua arguição por meio da exceção (art. 801, cpc) 
 Quanto ao procedimento, uma vez apresentada a exceção de impedimento ou 
de suspeição, o juiz ou tribunal deve designar audiência dentro de 48 horas, 
para instrução e julgamento da exceção (art. 802 da CLT). 
 Ao prever, no art. 146, § 1º, que, se reconhecer o impedimento ou a suspeição 
ao receber a petição, o juiz ordenará imediatamente a remessa dos autos a 
seu substituto legal. Caso contrário, determinará a autuação em apartado da 
petição e, no prazo de 15 dias, apresentará suas razões, acompanhadas de 
documentos e de rol de testemunhas, se houver, ordenando a remessa do 
incidente ao tribunal. Logo, cabe ao respectivo Tribunal Regional do Trabalho 
julgar a exceção de impedimento ou suspeição contra juiz da Vara do Trabalho 
abrangida pela competência daquele. 
 
- REVELIA 
Revelia ocorre quando o réu, apesar de ser citado, não apresenta defesa, 
permanecendo inerte. Se o réu não contestar a ação, considera-se revel, e as alegações de 
fato feitas pelo autor são presumidas verdadeiras (Art. 344 do CPC). 
Em termos processuais, apresentar uma resposta (que inclui a contestação) é um 
ônus do réu, significando uma escolha com potencial para trazer vantagens processuais 
ou evitar consequências desfavoráveis. 
Na Justiça do Trabalho, a ausência do reclamante na audiência leva ao 
arquivamento da reclamação; a ausência do reclamado implica revelia e confissão quanto 
aos fatos, exceto se houver um motivo relevante para o não comparecimento (Art. 844, § 
1º, da CLT), razão que permite o juiz pode adiar o julgamento e designar nova audiência 
A presença apenas do advogado, mesmo com procuração e defesa, não é suficiente. 
O empregador pode ser substituído por um preposto (art. 843, § 1º, da CLT), que pode ser 
um gerente ou pessoa com conhecimento dos fatos, cujas declarações representam a 
empresa e não precisa ser empregado do reclamado (art. 843, § 3º, da CLT). Ainda que 
ausente o reclamado, apresente o advogado na audiência, devem ser aceitos a contestação 
e os documentos eventualmente apresentados ao serem aceitos e juntados aos autos, 
podem eliminar, ainda que em parte, a presunção relativa de veracidade das reflexões 
feitas pelo autor (confissão quanto à matéria de fato) decorrente da revelação, o que deve 
ser investigado em cada caso. 
 
PROVAS 
A prova consiste em todo meio legal ou moralmente legítimo, mesmo que não 
previsto expressamente na norma processual, que as partes podem utilizar para 
demonstrar a veracidade dos fatos que fundamentam o pedido ou a defesa, influenciando, 
assim, a convicção do juiz. O objetivo da prova é auxiliar o juiz na busca pela verdade, 
permitindo que ele forme seu convencimento sobre os fatos alegados pelas partes e que 
necessitam de comprovação, pois nem todos os fatos exigem prova, mas, em regra, apenas 
aqueles que são objeto de relevante controvérsia. No que se refere ao objeto da prova, é 
importante destacar que apenas os fatos precisam ser comprovados; a parte não precisa 
provar o direito, uma vez que nosso sistema processual presume que o juiz tem 
conhecimento da lei. 
No processo do trabalho é comum as partes juntarem aos autos os instrumentos de 
negociação coletiva (acordos ou convenções), bem como regulamento de empresa, visando 
convencer o magistrado acerca de um determinado direito. 
Existem certos fatos que não precisam ser provados pelas partes, pois sua 
veracidade é presumida de antemão. Esses incluem: fatos notórios (são aqueles de 
conhecimento público e geral, como acontecimentos amplamente conhecidos pela 
sociedade e que não exigem comprovação, pois são evidentes); fatos confessados (quando 
uma parte admite a veracidade de um fato afirmado pela outra, o que elimina a 
necessidade de prova adicional); fatos incontroversos (são os fatos aceitos por ambas as 
partes durante o processo, sem que haja contestação sobre eles, não havendo, portanto, 
necessidade de comprovação) e fatos com presunção legal (são aqueles que a lei presume 
serem verdadeiros ou existente). 
ÔNUS DA PROVA 
As partes, como regra, têm o ônus de provar os fatos que apresentam em juízo, seja 
na petição inicial, na contestação ou no curso da relação processual. Assim sendo, quando 
falamos em ônus da prova, nos referimos à parte que tem a incumbência de demonstrar 
a veracidade daquilo que alega. 
É possível, por outro lado, o juiz indeferir o depoimento pessoal de uma da parte 
requerido pela outra, sem que haja efetivamente violação à ampla defesa, isto é, não 
haverá cerceio de defesa, desde que obviamente o juiz fundamente sua decisão e, ainda, 
que a sentença esteja embasada em outras provas constantes dos autos, como seria o 
caso de matéria que envolve questão de direito ou quando for necessária a prova técnica 
etc. 
Quanto à confissão ficta, esta goza de presunção relativa de veracidade, o que 
significa dizer que prevalecerá enquanto não houver outro meio que seja capaz de afastá-
la. Assim, caso o reclamado, através do seu preposto, não saiba ou se recuse a depor sobre 
os fatos articulados, haverá presunção ficta, mas isso não quer dizer que o magistrado 
deva encerrar a instrução, pois o mais adequado, em razão dos princípios constitucionais 
do contraditório e da ampla defesa, é ouvir a outra parte, no caso o reclamante, poissua 
confissão real pode afastar a confissão ficta. 
Em certas situações, a demonstração da veracidade dos fatos depende de 
conhecimento técnico especializado, de modo que será necessária a produção de prova 
pericial, realizada pelo perito. No processo do trabalho a prova pericial pode ser 
determinada de ofício pelo juiz ou ser requerida pelas partes, mas, em caso de revelia por 
ausência da reclamada (o que gera confissão quanto à matéria de fato), quando houver 
pedido de insalubridade e periculosidade, o magistrado deve determinar a produção de 
prova pericial. 
 Testemunhal: No processo do trabalho, a testemunha é um dos meios de 
prova mais relevantes, pois não raras vezes é o único meio probante de que 
as partes dispõem para convencer o magistrado acerca da realidade dos fatos, 
tendo como substrato o princípio da primazia da realidade. Todavia, não será 
admitida a prova testemunhal quanto a fatos já confessados ou provados por 
documento, ou quando os fatos só puderem ser provados com documentos ou 
por meio de perícia. A CLT determina que a testemunha que for parente até o 
terceiro grau civil, amigo íntimo ou inimigo de qualquer das partes não 
prestará compromisso, e seu depoimento valerá como simples informação. É 
imperioso notar que não torna suspeita a testemunha o simples fato de estar 
litigando ou de ter litigado contra o mesmo empregador. No processo do 
trabalho, as testemunhas devem comparecer à audiência ainda que não sejam 
intimadas, ou seja: elas serão convidadas pelas partes, mas, em caso de 
ausência, serão intimadas pelo magistrado de ofício ou mediante 
requerimento das partes e, caso não compareçam sem motivo justificado, 
ficarão sujeitas a condução coercitiva, além de multa. No procedimento 
sumaríssimo, o juiz somente intimará a testemunha, em caso de ausência, se 
a parte comprovar que a convidou, não bastando a mera alegação. 
 Prova emprestada: Há muito já se admitia a utilização de prova emprestada 
no processo do trabalho, como, por exemplo, nos feitos em que há pedido de 
insalubridade, mas o local onde deveria ser realizada a prova pericial foi 
desativado. Com efeito, são requisitos de admissibilidade da prova 
emprestada, segundo a doutrina majoritária: 1) ter sido produzida em 
processo judicial; 2) ter sido produzida em processo entre as partes ou no qual 
figurou a parte em face de quem se pretende utilizar a prova; 3) estar 
relacionada às alegações fáticas controvertidas da ação em que será utilizada; 
4) ter sido produzida em processo regido pelo princípio da publicidade. Por 
fim, vale dizer que a prova emprestada, ainda que admitida, não vincula o juiz 
e deve ser submetida ao crivo do contraditório.

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