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Pincel Atômico - 10/01/2025 19:57:50 1/10 ADAUTO MENDES DE FREITAS Avaliação Online (SALA EAD) - Capitulos/Referencias 1,2,3,4,5,6,7,8,9,10,11,12,13,14,15,16,17,18 Atividade finalizada em 09/01/2025 19:55:38 (2637496 / 1) LEGENDA Resposta correta na questão # Resposta correta - Questão Anulada X Resposta selecionada pelo Aluno Disciplina: LITERATURA PORTUGUESA E AFRICANAS DE EXPRESSÃO PORTUGUESA [1298297] - Avaliação com 20 questões, com o peso total de 50,00 pontos [capítulos - 1,2,3,4,5,6,7,8,9,10,11,12,13,14,15,16,17,18] Turma: Segunda Graduação: Licenciatura em Letras - Português p/ Licenciados - Grupo: SETEMBRO/2024 - SGice0A040924 [142149] Aluno(a): 91636537 - ADAUTO MENDES DE FREITAS - Respondeu 18 questões corretas, obtendo um total de 45,00 pontos como nota [363479_2163 55] Questão 001 Assinale a alternativa correta com relação ao Trovadorismo. Texto I Ondas do mar de Vigo, Se vistes meu amigo! E ai Deus, se verrá cedo! Ondas do mar levado, Se vistes meu amado! E ai Deus, se verrá cedo! Martin Codasc Texto II Me sinto com a cara no chão, mas a verdade precisa ser dita ao menos uma vez: aos 52 anos eu ignorava a admirável forma lírica da canção paralelística (…) O “cantar de amor” foi fruto de meses de leitura dos cancioneiros. Li tanto e tão seguidamente aquelas deliciosas cantigas, que fiquei com a cabeça cheia de “velidas” e “mha senhor” e “nula ren”. Sonhava com as ondas do mar de Vigo e com romarias a San Servando. O único jeito de me livrar da obsessão era fazer uma cantiga. Manuel Bandeira Desenvolveu-se especialmente no século XV, refletindo um afastamento da cultura antropocêntrica. Tanto temática como expressivamente , o estilo deste período foi influenciado pelos padrões estilísticos greco-romano. Uma época em que, devido ao grande prestígio da Idade Média, foi redescoberto pelos poetas renascentistas e atingiu um patamar de excelência estética. Um dos temas mais explorados no estilo desse período é a exaltação do amor sensual entre homens da aristocracia e as camponesas. X Uma vez que a composição é comunicada oralmente, a ênfase foi colocada em meios formais que não só funcionam para produzir efeitos musicais, mas também facilitam a memorização. [363479_2166 82] Questão 002 (UNITAU-2016). O último poema Assim eu quereria o meu último poema Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais límpidos A paixão dos suicidas que se matam sem explicação. ” Manuel Bandeira. Libertinagem. 1930. O poema acima se caracteriza como: um réquiem. Pincel Atômico - 10/01/2025 19:57:50 2/10 uma oração. Um madrigal. um epitáfio. X uma poética. [363479_2167 00] Questão 003 (IFSP - 2017). Leia as estrofes abaixo, que se referem a uma peça teatral de Gil Vicente. [...] Renego deste lavrar E do primeiro que o usou; Ó diabo que o eu dou, Que tão mau é d’aturar. Oh Jesus! Que enfadamento, E que raiva e que tormento, Que cegueira, e que canseira! Eu hei de buscar maneira D’algum outro aviamento. Coitada, assi hei de estar Encerrada nesta casa Como panela sem asa, Que sempre está num lugar? E assi hão de ser logrados Dous dias amargurados, Que eu possa durar viva? E assim hei de estar cativa Em poder de desfiados? [...] Assinale a alternativa correta acerca da obra a que estas estrofes pertencem. As estrofes apresentadas referem-se à peça teatral Auto da Barca do Purgatório, em que a personagem principal é encarregada de conduzir as almas ao destino apropriado, após a morte. Pode-se observar que, nesta obra, a característica do Humanismo predominante é o antropocentrismo. O nome da peça cujas estrofes foram apresentadas é breve sumário da história de Deus, obra em que Gil Vicente reafirma a certeza quanto à existência do inferno e ressalta uma importante característica do Humanismo: a demonstração da figura humana e suas expressões. X Farsa de Inês Pereira é o título dado à peça, cujas estrofes foram apresentadas. Esta peça, considerada a mais humanista de Gil Vicente, retrata o comportamento amoral da degradante sociedade da época; os versos correspondem às falas de Inês, uma moça insatisfeita ao se ocupar das prendas domésticas. As estrofes apresentadas referem-se à peça teatral Auto da Barca do Inferno; as cenas ocorrem à margem de um rio, onde estão ancorados dois barcos: um é dirigido por um anjo e o outro é dirigido pelo diabo. Pode-se depreender que esta obra apresenta uma característica bem marcante do Humanismo: as decisões do homem prevalecem e o indivíduo possui em vida livre-arbítrio. As estrofes apresentadas foram extraídas da seguinte obra de Gil Vicente: O velho da horta, peça de enredo, na qual se desenvolve uma ação contínua e encadeada em torno de um episódio extraído da vida real, em que a individualidade, característica do Humanismo, é valorizada. Pincel Atômico - 10/01/2025 19:57:50 3/10 [363479_2168 69] Questão 004 (UFGD-2010)O romance Terra Sonâmbula, de Mia Couto, é uma das mais importantes obras da literatura moçambicana após a independência do país. Sobre a elaboração dessa trama narrativa, assinale a alternativa INCORRETA. Mesmo em se tratando de uma guerra, a obra não apresenta tom épico, pois não há ênfase nas cenas de batalha, estando o foco nos efeitos devastadores da guerra. A obra deve ser entendida como uma narrativa breve, porém com fatos que mostram o sofrimento do povo que vive nos guetos na África do Sul. O romance se compõe de múltiplas narrativas que se cruzam na obra; o próprio ato de narrar aparece como essencial ao ato de permanecer vivo. X A combinação entre a tradição oral moçambicana e a tradição literária, de origem europeia, ocorre sempre de modo tenso, mostrando a distância entre elas. A obra pode ser vista como narrativa de viagem, porém, em vários momentos, o deslocamento experimentado é mais temporal e psicológico do que espacial. [363479_2168 55] Questão 005 (UNICAMP - 2016). Leia o seguinte trecho da obra Terra Sonâmbula, de Mia Couto, extraído do Sexto caderno de Kindzu, subintitulado O regresso a Matimati. Lembrei meu pai, sua palavra sempre azeda: agora, somos um povo de mendigos, nem temos onde cair vivos. Era como se ainda escutasse: - Mas você, meu filho, não se meta a mudar os destinos.Afinal, eu contrariava suas mandanças. Fossem os naparamas, fosse o filho de Farida: eu não estava a deixar o tempo quieto. Talvez, quem sabe, cumprisse o que sempre fora: sonhador de lembranças, inventor de verdades. Um sonâmbulo passeando entre o fogo. Um sonâmbulo como a terra em que nascera. Ou como aquelas fogueiras por entre as quais eu abria caminho no areal. (Mia Couto, Terra Sonâmbula. São Paulo: Companhia de Bolso, 2015, p. 104.) Na passagem citada, a personagem Kindzu recorda os ensinamentos de seu pai diante do estado desolador em que se encontrava sua terra, assolada pela guerra, e reflete sobre a coerência de suas ações em relação a tais ensinamentos. Levando em consideração o contexto da narrativa do romance de Mia Couto, é correto afirmar que: A demanda realizada por Kindzu e que é relatada em seus cadernos funciona como uma forma de fuga para a personagem Muidinga, que se aliena da realidade da guerra pela leitura dos cadernos, indicando de modo inequívoco a função social da literatura. O sonho, sugerido pelo termo “sonâmbulo”, contrapõe-se à realidade da guerra, sugerida pela palavra “fogo”; terra sonâmbula seria, pois, um lugar em que os limites entre realidade e sonho aparecem bem delimitados e no qual as personagens estão condenadas definitivamente à miséria da guerra. A narrativa contida nos cadernos de Kindzu, lida por Muidinga e Tuahir, representa o universo onírico e se contrapõe à realidade objetiva das duas personagens, razão pela qual ambas as narrativas aparecem no livro de modo intercalado, sem, necessariamente, haver uma interseção entre elas. X Segundo a personagem Kindzu, a sua terra, sonâmbula como ele,seria um lugar da sobreposição entre sonho e realidade, tal como ocorre na narrativa que registra em seus cadernos, em que é impossível o estabelecimento de uma delimitação entre o onírico e o real. O sonho, sugerido mostra um mundo longe das desigualdades sociais, dos confrontos inter-raciais e do sofrimento vivido pelos negros em várias regiões da África [363479_2166 22] Questão 006 (MACKENZIE - 2005). Assinale a alternativa incorreta a respeito do Trovadorismo em Portugal. Nas cantigas de amigo, o trovador escreve o poema do ponto de vista feminino. Pincel Atômico - 10/01/2025 19:57:50 4/10 A influência dos trovadores provençais é nítida nas cantigas de amor galego- portuguesas. Nas cantigas de amor, há o reflexo do relacionamento entre o senhor e vassalo na sociedade feudal: distância e extrema submissão. Muitas cantigas trovadorescas foram reunidas em livros ou coletâneas que receberam o nome de cancioneiros. X Durante o Trovadorismo, ocorreu a separação entre poesia e a música. [363479_2163 74] Questão 007 A linguagem do classicismo é subjetiva e informal. objetiva e irracional. X culta e refinada. formal e objetiva. subjetiva e clássica. [363479_2168 52] Questão 008 (FUVEST-2021). Texto I — Traíste-me, Sem Medo. Tu traíste-me. (...) Sabes o que tu és afinal, Sem Medo? Es um ciumento. Chego a pensar se não és homossexual. Tu querias-me só, como tu. Um solitário do Mayombe. (...) Desprezo-te. (...) Nunca me verás atrás de uma garrafa vazia. (...) Cada sucesso que eu tiver, será a paga da tua bofetada, pois não serei um falhado como tu. Pepetela, Mayombe. Adaptado. Texto II — Peço-te perdão, Sem Medo. Não te compreendi, fui um imbecil. E quis igualar o inigualável. Pepetela, Mayombe. Esses excertos de Mayombe referem-se a conversas entre as personagens Comissário e Sem Medo em momentos distintos do romance. Em I e II, as falas do Comissário revelam, respectivamente, Ira, diante do anticatolicismo de Sem Medo, e culpa que o atinge ao perceber que sua demonstração de coragem colocara o companheiro em risco. Incompatibilidade étnica entre ele e Sem Medo, por pertencerem a linhagens diferentes, e superação de sua hostilidade tribal. Forte tensão homoafetiva entre ele e Sem Medo, e aceitação da verdadeira orientação sexual do companheiro. Suspeita de traição de Ondina e tomada de consciência de que isso não passara de uma crise de ciúme dele. X Decepção, por Sem Medo não ter intercedido a seu favor na conversa com Ondina, e desespero diante do companheiro baleado. Pincel Atômico - 10/01/2025 19:57:50 5/10 [363479_2163 87] Questão 009 (UEL) Leia o texto a seguir, que contém o início do conto “A menina do futuro torcido”, incluído em Vozes anoitecidas, de Mia Couto. Joseldo Bastante, mecânico da pequena vila, punha nos ouvidos a solução da sua vida. Viajante que passava, carro que parava, ele aproximava e capturava as conversas. Foi assim que chegou de ouvir um destino para sua filha mais velha, Filomeninha. Durante toda uma semana, chegavam da cidade notícias de um jovem que fazia sucesso virando e revirando o corpo, igual uma cobra. O rapaz tinha sido contratado por um empresário para exibir suas habilidades, confundir o trás para a frente. Percorria as terras e o povo corria para lhe ver. Assim, o jovem ganhou dinheiro até encher caixas, malas e panelas. Só devido das dobragens e enrolamentos da espinha e seus anexos. O contorcionista era citado e recitado pelos camionistas e cada um aumentava uma volta nas vantagens elásticas do rapaz. Chegaram mesmo a dizer que, numa exibição, ele se amarrou no próprio corpo como se fosse um cinto. Foi preciso o empresário ajudar para desatar o nó; não fosse isso, ainda hoje o rapaz estaria cintado. COUTO, Mia. Vozes anoitecidas. São Paulo: Companhia das Letras, 2013. p. 127. Quanto ao destino de Filomeninha, assinale a alternativa correta. Ela ingressa no mundo do espetáculo com o contorcionista e garante muito dinheiro à família. Ela é acolhida pelo empresário, mas, no dia da estreia de seu espetáculo, morre devido ao treinamento exaustivo. X Ela treina muito à espera do empresário, mas este, ao chegar à vila, a recusa, já desinteressado pelo contorcionismo. Ela é iludida pelo empresário e abandona a vila com ele, sem corresponder às expectativas do pai. Ela se apaixona pelo contorcionista e abandona a vila, sem dar explicações à família. Pincel Atômico - 10/01/2025 19:57:50 6/10 [363479_2168 70] Questão 010 (FUVEST - 2017). Observe a imagem e leia o texto, para responder à questão. O Comissário apertou-lhe mais a mão, querendo transmitir-lhe o sopro de vida. Mas a vida de Sem Medo esvaía-se para o solo do Mayombe, misturando-se às folhas em decomposição. [...] Mas o Comissário não ouviu o que o Comandante disse. Os lábios já mal se moviam. A amoreira gigante à sua frente. O tronco destaca-se do sincretismo da mata, mas se eu percorrer com os olhos o tronco para cima, a folhagem dele mistura-se à folhagem geral e é de novo o sincretismo. Só o tronco se destaca, se individualiza. Tal é o Mayombe, os gigantes só o são em parte, ao nível do tronco, o resto confunde-se na massa. Tal o homem. As impressões visuais são menos nítidas e a mancha verde predominante faz esbater progressivamente a claridade do tronco da amoreira gigante. As manchas verdes são cada vez mais sobrepostas, mas, num sobressalto, o tronco da amoreira ainda se afirma, debatendo-se. Tal é a vida. [...] Os olhos de Sem Medo ficaram abertos, contemplando o tronco já invisível do gigante que para sempre desaparecera no seu elemento verde. Pepetela, Mayombe. Consideradas no âmbito dos valores que são postos em jogo em Mayombe, as relações entre a árvore e a floresta, tal como concebidas e expressas no excerto, ensejam a valorização de uma conduta que corresponde à da personagem Jacinto, de A cidade e as serras, tendo em vista suas práticas de beneficência junto aos pobres de Paris. João Romão, de O cortiço, observadas as relações que estabelece com a comunidade dos encortiçados. X Pedro Bala, de Capitães da Areia, em especial ao completar sua trajetória de politização. Augusto Matraga, do conto “A hora e vez de Augusto Matraga”, de Sagarana, na sua fase inicial, quando era o valentão do lugar. Fabiano, de Vidas secas, na medida em que ele se integrava na comunidade dos sertanejos, seus iguais e vizinhos. [363480_2163 76] Questão 011 (UNISA) Assinale a alternativa incorreta, em relação a Os Lusíadas, de Luís Vaz de Camões: X Nenhuma das alternativas. Pincel Atômico - 10/01/2025 19:57:50 7/10 Contém 1102 estrofes em oitava rima. Foi publicada em 1572. Conta a viagem de Vasco da Gama às Índias. Contém 10 cantos. [363480_2163 60] Questão 012 (UNITAU) “O último poema Assim eu quereria o meu último poema Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais límpidos A paixão dos suicidas que se matam sem explicação.” Manuel Bandeira. Libertinagem. 1930. O poema acima se caracteriza como um requiém. uma oração. um epitáfio. X uma poética. um madrigal. [363480_2164 05] Questão 013 Quando se trata do personagem de Mayombe, é errado dizê-lo X O comissário condiciona as ações dos guerrilheiros às do Milagre, complementando-se um ao outro com operações de combate. Sem Medo, guiado por sua própria consciência, atua como um intermediário buscando a unidade do grupo. A teoria analisa o problema do racismo e o vê como "talvez". Ondina representa o poder feminino dominante do instinto masculino. Mundo Novo pega na teoria marxista e liga-a à realidade angolana. [363480_2164 04] Questão 014 Sobre o Mayombe, Pepetela nos mostra que I- retrata os momentos da luta para concretizar a colonização portuguesa em Angola. II- se passa na cidade de Luanda no início da década de 1990, quando se inicia o processo de formação de uma nova nação democrática e independente. III- retrata a lutapela superação das diferenças tribais que dificultavam o projeto iniciado pela luta de resistência do país. Marque a alternativa correta. Apenas as afirmações II e III estão corretas. Apenas as afirmações I e II estão corretas. Apenas a afirmação III está correta. X Apenas a afirmação II está correta. Apenas a afirmação I está correta. [363480_2163 92] Questão 015 Em Terra sonâmbula, de Mia Couto, de que maneira os cadernos de Kindzu adquirem importância para a sobrevivência do menino Muidinga em meio à guerra civil que assola o país? Pincel Atômico - 10/01/2025 19:57:50 8/10 Sendo Muidinga semianalfabeto, os cadernos de Kindzu permitem que ele, à medida que os decifra, perceba que a leitura é um poderoso instrumento de resistência ao poder estabelecido. Ao ler os cadernos de Kindzu, Muidinga finalmente identifica e localiza, ao final do relato, seu irmão desaparecido no início da guerra. Através dos cadernos de Kindzu, Muidinga percebe que Tuahir é na verdade seu pai, apesar do esforço deste em manter a informação em segredo a fim de não comprometer a fuga do local de conflito. Sendo Tuahir analfabeto, os cadernos de Kindzu permitem que Muidinga, ao lê-los, entretenha o velho durante a longa viagem que intentam fazer para fugir da guerra. X Ao ler os cadernos de Kindzu para o analfabeto Tuahir, Muidinga, ao se identificar com o relato, assimila melhor seu próprio drama de resistência à guerra e a busca aos pais desaparecidos. [363481_2164 07] Questão 016 Mayombe, Pepetela narra as suas experiências na guerra de Angola e pede ao autor a seguinte perspectiva. Denunciou o MPLA e expôs o seu carácter colonialista, defendido pela maioria dos angolanos e pelo Comissário. Recriar poeticamente a floresta do Mayombe como um ambiente em que a vegetação assume características humanas, facilitando o processo de zoomorfização do ambiente. X Abordar os conflitos armados contra o domínio colonial e os movimentos nacionalistas de libertação em meados da década de 1960 e início da década seguinte. Mostrar a situação política de Angola em contraste com as tendências conservadoras e igualitárias dos colonos portugueses que procuravam liderar a guerrilha. Caracterizar a ação guerrilheira pelo vício e egoísmo, afastada das exigências da revolução, como no caso do homem Sem Medo. [363479_2163 94] Questão 017 Leia o seguinte trecho da obra Terra Sonâmbula, de Mia Couto, extraído do Sexto caderno de Kindzu, subintitulado O regresso a Matimati. Lembrei meu pai, sua palavra sempre azeda: agora, somos um povo de mendigos, nem temos onde cair vivos. Era como se ainda escutasse: - Mas você, meu filho, não se meta a mudar os destinos. Afinal, eu contrariava suas mandanças. Fossem os naparamas, fosse o filho de Farida: eu não estava a deixar o tempo quieto. Talvez, quem sabe, cumprisse o que sempre fora: sonhador de lembranças, inventor de verdades. Um sonâmbulo passeando entre o fogo. Um sonâmbulo como a terra em que nascera. Ou como aquelas fogueiras por entre as quais eu abria caminho no areal. (Mia Couto, Terra Sonâmbula. São Paulo: Companhia de Bolso, 2015, p. 104.) Na passagem citada, a personagem Kindzu recorda os ensinamentos de seu pai diante do estado desolador em que se encontrava sua terra, assolada pela guerra, e reflete sobre a coerência de suas ações em relação a tais ensinamentos. Levando em consideração o contexto da narrativa do romance de Mia Couto, é correto afirmar que: O sonho do protagonista é que guerra se torne apenas um sonho em sua vida sofrida. A história contida nos cadernos Kindzu lidos por Muidinga e Tuahir representa um universo onírico e contradiz a realidade objetiva dos dois heróis, por isso as duas histórias aparecem como tal no livro. Estão interligados, não necessariamente entre si. O pedido feito por Kindzu e registrado em seus cadernos é uma forma de fuga para Muidinga, que se aliena da realidade da guerra ao ler cadernos que indicam claramente a função da literatura. Pincel Atômico - 10/01/2025 19:57:50 9/10 X Segundo o protagonista de Kindzu, um sonâmbulo como ele, sua terra seria um lugar onde sonhos e realidade se entrelaçam, como acontece na história que está escrevendo escreve em seus cadernos, no qual ele não encontra como traçar a linha entre sonho e realidade. O sonho implícito no termo "sonâmbulo" contrasta com a realidade da guerra implícita na palavra "fogo"; A terra do sonambulismo seria um lugar onde as linhas entre a realidade e o sono parecem bem traçadas e os personagens estão resolutamente condenados à miséria marcial. [363481_2163 70] Questão 018 (UFN) “Nos séculos XV e XVI, houve no mundo universitário [europeu] um intenso debate filosófico (...) com o resgate do platonismo, que estava associado à inquietação de muitos religiosos e teólogos em relação ao rigor doutrinário e institucional da Igreja. Assim como os artistas, eles desejavam humanizar a religião e o divino.” (VAINFAS, Ronaldo e outros. História – vol. 1. SP: Saraiva, 2010. p. 236). A partir do trecho acima, relativo ao Renascimento e ao Humanismo, considere as afirmativas: I. O resgate de filosofia da Antiguidade Clássica visava à renovação de uma sociedade transformada pelo crescimento urbano e comercial. II. Os humanistas, orientados pelo pensamento greco-romano, criticavam a Igreja, mas não se colocavam como anticristãos. III. A Igreja abrigava a inquietação dos humanistas, como bem demonstra a pintura de Michelangelo nas paredes do Vaticano. IV. A valorização do humano, pelos pensadores humanistas, não abalou a crença na existência de Deus. Estão corretas apenas I e II. apenas II e IV. apenas II e III. X I,II,III e IV. Apenas III e IV. [363479_2163 61] Questão 019 (EsPCEx) Quanto à literatura portuguesa, é correto afirmar que a poesia palaciana floresceu no meio do povo e satirizava a vida dentro dos palácios. as cantigas líricas dividem-se em de amor, de amigo, de escárnio e de maldizer e originaram-se na Península Ibérica. o teatro vicentino é basicamente caracterizado pela tragédia e critica duramente o comportamento de todas as camadas sociais. a cantiga da Ribeirinha é uma cantiga trovadoresca mista, em parte lírica e em parte religiosa. X os versos mais comuns no Cancioneiro Geral são as redondilhas, que podem ser de dois tipos: redondilha maior e redondilha menor. Pincel Atômico - 10/01/2025 19:57:50 10/10 [363481_2163 96] Questão 020 Pelos caminhos só as hienas se arrastavam, focinhando entre cinzas e poeiras. A paisagem se mestiçara de tristezas nunca vistas, em cores que se pegavam à boca. Eram cores sujas, tão sujas que tinham perdido toda a leveza, esquecidas da ousadia de levantar asas pelo azul. Aqui, o céu se tornara impossível. E os viventes se acostumaram ao chão, em resignada aprendizagem da morte. (COUTO, Mia. Terra Sonâmbula. São Paulo: Companhia das Letras, 2007) No que tange à realidade sócio-histórica exposta na obra do escritor moçambicano Mia Couto, Terra Sonâmbula, no breve recorte acima, é correto afirmar que os elementos grifados no excerto fazem analogia direta, respectivamente, a África/Guerra/Pássaros. X Moçambique / Guerra / Vida África / da guerra / da vida. Moçambique / vida / vida. Moçambicano / Luta / Pássaro.