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Antibióticos: Substâncias que combatem infecções bacterianas. Exigem cuidados para evitar a contaminação cruzada e a seleção de cepas resistentes. Exemplos: amoxicilina, cefalexina, vancomicina. Hormônios: Reguladores biológicos que requerem doses precisas para evitar efeitos colaterais graves. São altamente potentes, mesmo em concentrações mínimas. Exemplos: estrogênios, testosterona, insulina. Citostáticos: Medicamentos usados no tratamento de câncer que interferem no crescimento celular. São altamente tóxicos e podem causar danos a quem os manipula. Exemplos: ciclofosfamida, metotrexato, doxorrubicina. Substâncias Químicas de Controle Especial: Incluem medicamentos sujeitos a controle rígido por potencial de abuso, dependência ou risco à saúde pública. Exemplos: benzodiazepínicos, opioides, metilfenidato. Manipulação em áreas específicas para cada tipo de substância, com sistemas de ventilação e filtragem adequados (capelas de fluxo laminar ou isoladores). Controle de temperatura, umidade e pressão para preservar a estabilidade das substâncias e garantir segurança. Equipamentos de Proteção Individual (EPIs): Uso obrigatório de luvas, aventais, máscaras e óculos de proteção para evitar exposição. Em citostáticos, recomenda-se o uso de EPIs específicos, como luvas nitrílicas e máscaras com filtros de alta eficiência. Prevenção de Contaminação Cruzada: Higienização rigorosa do ambiente e dos utensílios. Segregação dos materiais e processos para evitar contato entre diferentes substâncias. Boas Práticas de Manipulação (BPM): Uso de equipamentos de precisão, como balanças analíticas e encapsuladoras. Adoção de protocolos padronizados para garantir a qualidade e segurança da manipulação. A manipulação dessas substâncias no Brasil é regulada por normas da ANVISA e outros órgãos competentes, como o Ministério da Saúde e a Polícia Federal. As principais regulamentações incluem: Gerenciamento de Resíduos: Cuidados na Manipulação Ambiente Controlado: Características das Substâncias MANIPULAÇÃO DE ANTIBIÓTICOS, HORMÔNIOS, CITOSTÁTICOS E SUBSTÂNCIAS QUÍMICAS DE CONTROLE ESPECIAL RDC nº 67/2007: estabelece boas práticas para farmácias. Portaria nº 344/1998: regulamenta o controle de substâncias sujeitas a controle especial. RDC nº 220/2004: regula a manipulação de medicamentos quimioterápicos. RegulamentaçãoExposição Ocupacional: Manipuladores estão sujeitos a intoxicações agudas ou crônicas. É essencial monitorar regularmente a saúde dos profissionais envolvidos. Resistência Bacteriana: Na manipulação de antibióticos, a contaminação cruzada pode contribuir para o surgimento de microrganismos resistentes. Erros de Dosagem: A precisão é crítica, especialmente em hormônios e citostáticos, devido aos graves efeitos adversos associados a erros. Controle de Substâncias: Substâncias controladas exigem registro rigoroso de entradas, saídas e prescrições para evitar desvios e uso indevido. Riscos e Desafios Benefícios: Personalização de doses e formulações para atender às necessidades específicas dos pacientes. Ampliação do acesso a medicamentos que não estão disponíveis em apresentações comerciais. Suporte ao tratamento de doenças complexas com alta qualidade e segurança. Os resíduos, especialmente de citostáticos e substâncias controladas, devem ser descartados conforme as normas ambientais e de saúde pública.