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REV 2 - Atos – Poderes - Agentes Lei Estadual do Estado Gama cria obrigação para empresas concessionárias de serviços de abastecimento de água e de geração de energia elétrica, públicas ou privadas, de investir o equivalente a, no mínimo, 0,5% (meio por cento) do valor total da receita operacional na proteção e na preservação ambiental da bacia hidrográfica em que ocorrer a exploração, ali apurada no exercício anterior ao do investimento. Art. 21. Compete à União: IV- águas, energia, informática, telecomunicações e radiodifusão; X- regime dos portos, navegação lacustre, fluvial, marítima, aérea e aeroespacial; XIX- instituir sistema nacional de gerenciamento de recursos hídricos e definir critérios de outorga de direitos de seu uso; XII- explorar, diretamente ou mediante autorização, concessão ou permissão: · a) os serviços de radiodifusão sonora, e de sons e imagens; · b) os serviços e instalações de energia elétrica e o aproveitamento energético dos cursos de água, em articulação com os Estados onde se situam os potenciais hidroenergéticos; Competência da U Telecomunicações Radiocomunicações Agua Informatica Énergia CERTO “Os regulamentos autônomos possuem fundamento de validade direto na Constituição e que inovam no ordenamento jurídico, não sendo necessário, para tanto, intermediação legislativa” Decreto é o veículo, Regulamento é o conteúdo. Decreto autônomo 84, VI CF (inova) Decreto Regulamentar 84 IV CF (fiel execução da lei). ERRADO “A possibilidade de o chefe do Poder Executivo expedir os decretos autônomos depende da edição de lei complementar pelo Congresso Nacional.” CERTO “Ao estabelecer determinadas relações jurídicas com o Poder Público, tais como ser investido em cargo público, o particular passa a se submeter a uma relação de sujeição especial, sendo certo que tal relação se apresenta como diferencial do Poder disciplinar” CERTO “Na ADM, considerando o entendimento doutrinário e jurisprudencial dominante, é correto afirmar que a possibilidade de aplicação de sanções aos alunos de escolas públicas é uma manifestação do poder disciplinar ” A Administração Pública, por limitar a atividade econômica do particular, deve obrigatoriamente motivar o ato administrativo. O ato administrativo que constata a comercialização de combustível fora das especificações goza da presunção de veracidade, mas o estabelecimento pode fazer prova em sentido contrário. A interdição do estabelecimento comercial pode ser feita diretamente pela Administração Pública, prescindindo de prévia autorização judicial. A pretensão punitiva da Administração Pública prescreve em cinco anos, de modo que, ultrapassado esse prazo, não poderá ser aplicada multa ao estabelecimento comercial. ERRADA “A atuação dos fiscais pode ser questionada no âmbito judicial, mas antes deve haver o prévio esgotamento das vias recursais administrativas.” (E) INCORRETA. Art. 5º, CF: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: XXXV - a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito.” [princípio da inafastabilidade da jurisdição] CERTO “O Poder de Polícia tem os seguintes atributos típicos identificados pela doutrina: discricionariedade, autoexecutoriedade e coercibilidade.” As autoridades competentes da Administração Pública verificaram que, após a regular formalização de determinado contrato administrativo com a sociedade Begônia, a contratada descumpriu as cláusulas estabelecidas no contrato, de modo que, mediante o devido processo administrativo, a ela foi aplicada a respectiva sanção, de modo proporcional, com fulcro na Lei nº 14.133/2021. Nesse contexto, a aplicação da sanção em comento corresponde à manifestação do(s) poder(es): disciplinar, diante da relação de sujeição especial entre o contratante e o contratado; “João, empresário, buscou, junto ao órgão público competente, a chancela para que detenha, legalmente e em seu domicílio, a posse de uma arma de fogo de uso permitido. Haverá a manifestação do poder de polícia, por intermédio de uma autorização” OBS.: ERRADO “discricionário, por intermédio de uma licença;” A questão trata sobre o poder de polícia, que possui a finalidade de restringir ou condicionar as atividades dos particulares, visando o interesse público, tendo por fundamento a supremacia do interesse público sobre o privado. Ele possui como atributos a discricionariedade, a autoexecutoriedade e a coercibilidade. poder de polícia é BAD da PRF vai limitar, condicionar ou restringir Bens Atividades Direitos do particular em detrimento do interesse público de maneira Preventiva Restritiva Fiscalizatória O Poder Público, de forma proporcional, utilizou-se da força para dissolver um tumulto ocorrido em praça pública, que estava colocando em risco a incolumidade física e a segurança das pessoas, sem amparo em decisão judicial. Nessa situação hipotética, observa-se a manifestação de um poder da Administração Pública e de um atributo que lhe é atinente. Assinale a opção que os indica. Poder de polícia e autoexecutoriedade. Sem amparo do judicial é autoexecutoriedade Independente da vontade de terceiros é imperatividade. ERRADO “A administração tem como prerrogativa praticar os atos de polícia e colocá-los em imediata execução ante a coercibilidade de que eles se revestem.” O atributo descrito é o da Autoexecutoriedade e não coercibilidade. Discricionariedade: liberdade de atuação (ex.: melhor local para fazer blitz de lei seca) Autoexecutoriedade: execução sem autorização judicial Coercibilidade: medidas impostas coercitivamente ao administrado CERTO “O poder de polícia tem origem em um vínculo geral entre os indivíduos e a administração pública.” Poder de policia ( geral) Poder disciplinar ( específico) ERRADO “Os poderes administrativos atribuídos ao Estado para atingir o bem comum podem ser utilizados em casos específicos e, em regra, são renunciáveis. ” Características dos poderes administrativos: *irrenunciabilidade; *instrumentabilidade; *indisponibilidade (supremacia do interesse público) ERRADO “A aplicabilidade do conceito de poder de polícia previsto no Código Tributário Nacional está restrita à administração tributária. ” Art 78 do CTN: Considera-se poder de polícia atividade da administração pública que, limitando ou disciplinando direito, interesse ou liberdade, regula a prática de ato ou a abstenção de fato, em razão de interesse público concernente à segurança, à higiene, à ordem, aos costumes à disciplina da produção e do mercado, ao exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder Público, à tranquilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos. Parágrafo único: Considera-se regular o exercício do poder de polícia quando desempenhado pelo órgão competente nos limites da lei aplicável, com observância do processo legal e, tratando-se de atividade que a lei tenha como discricionária, sem abuso ou desvio de poder. ERRADO “O abuso de poder é tratado pela doutrina majoritária como gênero cujas espécies são: o excesso de poder, que ocorre quando o agente público atua nos limites de sua competência legalmente definida, mas visando a um fim diverso da consecução do interesse público; e o desvio de poder, que se dá quando o agente público exorbita da competência que lhe foi legalmente atribuída.” CEP → Vício de Competência → Excesso de Poder. FDP → Vício de Finalidade → Desvio de Poder. CERTO “Considerando que Caio realmente tenha atuado fora dos limites de sua competência legal, é correto afirmar que o ato administrativo por ele praticado apresentou vício de competência. ” (CESPE 2013) Caracterizará abuso de poder, na modalidade desvio de poder, a conduta do policial militar que, para conter um manifestante, lhe desfira desnecessariamente murros e chutes. (ERRADO)A Ato administrativo é a declaração do Estado, ou de quem o represente, que produz efeitos jurídicos imediatos, com observância da lei, sob regime jurídico de direito público e sujeito a controle pelo Poder Judiciário. B Ato administrativo é aquele que decorre de acontecimentos naturais que independem da vontade humana. C Ato administrativo é aquele que ocorre quando o fato corresponde à descrição contida na norma legal. D Ato administrativo é aquele que ocorre quando o fato descrito na norma produz efeitos no campo do direito administrativo. E Ato administrativo é todo ato praticado no exercício da função administrativa. A) CORRETA: Conceito de ato administrativo da Di Pietro. B) ERRADA: Esse é o conceito de fato jurídico. C) ERRADA: Um fato que corresponde à descrição contida na norma legal é um fato jurídico, não um ato administrativo. D) ERRADA: Quando um fato descrito na norma produz efeitos no campo do direito administrativo, é um fato administrativo. E) ERRADA: Di Pietro distingue o ato administrativo do ato da administração Di Pietro (favorita do CESPE): “ato administrativo é a declaração do Estado ou de quem o represente, que produz efeitos jurídicos imediatos, com observância da lei, sob o regime jurídico de direito público e sujeita ao controle pelo Poder Judiciário.” DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito administrativo. 31. ed. São Paulo: Editora Método, 2018. Hely Lopes Meirelles: toda manifestação unilateral da Administração que, agindo nessa qualidade, tenha por fim imediato adquirir, transferir, modificar, extinguir e declarar direitos, ou impor obrigação aos administrados ou a si própria. MEIRELLES, Hely Lopes; BURLE FILHO, José Emanuel. Direito administrativo brasileiro. 42. ed. São Paulo: Malheiros, 2016. Celso Antônio Bandeira de Mello (favorito da FCC): “ato administrativo é a declaração do Estado (ou de quem lhe faça as vezes - como, por exemplo, um concessionário de serviço público) no exercício de prerrogativas públicas, manifestada mediante providências jurídicas complementares da lei a título de lhe dar cumprimento, e sujeitas a controle de legitimidade por órgão jurisdicional.” BANDEIRA DE MELLO, Censo Antônio. Curso de Direito Administrativo. 34. ed. São Paulo: Malheiros, 2019. ATO ADMINISTRATIVO: Manifestação unilateral por parte do Estado, ou de quem lhe faça as vezes, que visa materializar a vontade do legislador infraconstitucional, praticado sob e égide do Direito Público, passível de exame de legalidade pelo Poder Judiciário, com o intuito de modificar, resguardar, transferir ou extinguir direitos e/ou obrigações do Estado ou de particulares atingidos pela prática do ato. FATOS ADMINISTRATIVOS: Materialização da vontade encontrada no ato administrativo. Ex: construção de um presídio. Obs: nem todo fato administrativo é oriundo de um ato administrativo, como, por exemplo, a morte de um servidor, a passagem do tempo, etc. ATOS DA ADMINISTRAÇÃO(atos administrativos em sentido amplo): são todos os atos praticados pela Administração Pública, QUE PARTEM DELA. • ELEMENTOS do ato administrativo: competência, finalidade, forma, motivo, objeto. OBS: Os elementos COMPETÊNCIA, FINALIDADE E FORMA são sempre VINCULADOS. Os elementos MOTIVO E OBJETO são DISCRICIONÁRIOS (mérito do ato). • ATRIBUTOS do ato administrativo: a) presunção de legitimidade e veracidade; b) imperatividade; c) autoexecutoriedade d) tipicidade. FORMAS DE EXTINÇÃO DOS ATOS ADMINISTRATIVOS : CADUCIDADE: ato nasceu legal e tornou-se ilegal supervenientemente em face de uma nova lei que revogou a lei anterior que dava àquele ato seu sustentáculo jurídico. CASSAÇÃO: ato nasce legal e se torna ilegal na sua execução. CONTRAPOSIÇÃO: ato nasce legal e produz efeitos, porém, advém um segundo ato e o extingue por uma oposição de efeitos. Ex: provimento X vacância. ANULAÇÃO: ato nasce ILEGAL e gera efeitos até ser anulado pela própria administração ou pelo Poder Judiciário, caso provocado. REVOGAÇÃO: ato nasce LEGAL, permanece LEGAL, mas se torna inconveniente ou inoportuno Abuso de poder se subdivide em excesso (competência) e desvio (finalidade ) AUTOEXECUTORIEDADE - Diretamente implementados pela Administração Pública; - Ato poderá ser executado de imediato, inclusive com uso da força (EXIGIBILIDADE: Coação INDIRETA / EXECUTORIEDADE: Coação DIRETA); - Sem necessidade de Autorização Judicial; - Não afasta apreciação judicial (a posteriori). João, Investigador de Polícia Civil do Estado Alfa, praticou ato administrativo relacionado à organização do Setor de Investigações da delegacia onde exerce a função de chefe. Tal ato era de competência do Delegado Titular, que tem interesse em manter o ato exatamente como foi praticado por João. No caso em tela, tendo em vista que não houve prejuízo a terceiros interessados e que o interesse público recomenda a manutenção do ato, o Delegado Titular C poderá retificar o ato, mediante a homologação, pois se trata de vício sanável de forma, e o conserto do ato gera efeitos ex nunc. D poderá convalidar o ato, mediante a confirmação, pois se trata de vício sanável de competência, e o conserto do ato gera efeitos ex tunc. E poderá ratificar o ato, mediante a homologação, pois se trata de vício sanável de autoridade, e o conserto do ato gera efeitos ex nunc. Convalidar um ato significa “corrigir” um vício sanável. Vícios sanáveis (FOCO): · Forma, desde que não essencial à validade do ato. · Competência, desde que não exclusiva A ratificação e a confirmação são consideradas espécies de convalidação. · Ratificação: Se a autoridade que convalida o ato é a mesma que o praticou. · Confirmação: Decisão da Administração que implica em renúncia ao poder de anular o ato ilegal. A confirmação difere da convalidação, porque ela não corrige o vício do ato. A confirmação mantém o ato tal como foi praticado. Somente é possível quando não causar prejuízo a terceiros. Outra hipótese de confirmação é a que ocorre em decorrência da prescrição do direito de anular o ato (confirmação tácita). Não se convalida O.FI.M: Objeto; FInalidade; Motivo. FO.CO na convalidação: FOrma; COmpetência. No curso de determinado processo administrativo, Maria, escrivã de Polícia Civil, praticou ato administrativo de autorização de troca de móveis entre delegacias, que era de competência da chefe de departamento onde está lotada. Passados cinco meses da prática do ato, a irregularidade foi verificada pela delegada Joana, chefe do departamento, que detém competência para a prática do ato. Constatando que não houve lesão ao interesse público nem prejuízo a terceiro, e com objetivo de sanar o vício, Joana pode convalidar o ato, por meio da ratificação, cujos efeitos retroagem à data da edição do ato originário; Convalidação: É um Ato Privativo e Discricionário da Adm.Pública. Objetiva regularizar e corrigir vícios sanáveis nos elementos Foco e Competência. (FOCO) Presente em atos vinculados e discricionários. Retroage ( Ex tunc ), respeitados os direitos adquiridos. Formas de CONVALIDAÇÃO: 1. Ratificação - Própria autoridade produtora do ato convalida. 2. Confirmação - Outra autoridade convalida. Quais são os pressupostos para convalidar? ~ Convalidação não cause prejuízo a terceiros. ~ Não cause danos ao interesse público. ~ Ausência de má-fé. ~ Assunto não ter sido objeto de impugnação adm. OU judicial, exceto se irrelevante. ~ Defeitos sanáveis. O ATO CONSTITUTIVO é o que cria uma nova situação jurídica individual para seus destinatários em relação à Administração. O ATO ABDICATIVO é aquele pelo qual o titular abre mão de um direito, dependendo de autorização legislativa. O ATO EXTINTIVO é o que põe termo a situações jurídicas individuais, como, por exemplo, a cassação de autorização. ATO DECLARATÓRIO ou ENUNCIATIVO é o que visa reconhecer situações preexistentes ou, mesmo, possibilitar seu exercício, como, por exemplo, a emissão de certidões. O ATO ALIENATIVO é o que opera a transferência de bens ou direitos de um titular a outro. image2.jpg image3.jpg image4.jpg image5.pngimage1.jpgExcesso de poder. (CESPE DELTA PF) O abuso de poder, na modalidade de desvio de poder, caracteriza-se pela prática de ato fora dos limites da competência administrativa do agente.(ERRADO) (CESPE STJ) O abuso de poder pode ocorrer tanto na forma comissiva quanto na omissiva, uma vez que, em ambas as hipóteses, é possível afrontar a lei e causar lesão a direito individual do administrado. (CERTO) (CESPE PRF) O excesso de poder é a modalidade de abuso de poder nas situações em que o agente busca alcançar fim diverso daquele que a lei lhe permitiu. (ERRADO) (CESPE MPU) A invalidação da conduta abusiva de um agente público pode ocorrer tanto na esfera administrativa quanto por meio de ação judicial, e, em certas circunstâncias, o abuso de poder constitui ilícito penal. (CERTO) (CESPE 2014) o exercício dos poderes administrativos não é uma faculdade do agente público, mas uma obrigação de atuar; por isso, a omissão no exercício desses poderes poderá ensejar a responsabilização do agente público nas esferas cível, penal e administrativa. (CERTO) (CESPE PCAL) O excesso de poder relaciona-se à competência, uma vez que resta configurado quando o agente público extrapola os limites de sua atuação ou pratica ato que é atributo legal de outra pessoa. (CERTO) (CESPE) O desvio de finalidade do ato administrativo verifica-se quando o agente pratica o ato visando a fim diverso daquele previsto, explícita ou implicitamente, na regra de competência. (CERTO) CERTO “No exercício do poder de polícia, a administração pública pode editar atos de caráter normativo com conteúdo genérico e abstrato, tal como resolução que discipline o exercício de determinada profissão. ” PODER DE POLÍCIA: 1. PREVENTIVA: Atos Normativos (Ex.: Regulamentos, Portarias e Alvarás. Ex: regras para cadeirinhas de bebê no banco de carros). CESPE: Um dos meios pelo qual a administração exerce seu poder de polícia é a edição de atos normativos de caráter geral e abstrato. Correto 2. REPRESSIVA: Multas e Interdições. Apreensão de mercadorias infectadas em supermercados, fechamento de estabelecimentos comerciais. 3. FISCALIZADORA: Blitz, fiscalização de pesos e medidas, condições de higiene de comércios, vistorias em veículos para renovação de documentação. CERTO “Segundo a doutrina clássica, a revogação de ato administrativo está amparada no poder discricionário da administração pública, conforme juízo interno de conveniência e oportunidade a respeito do ato em análise.” No que se refere aos atos administrativos, são passíveis de revogação I as férias concedidas a servidor e completamente gozadas. II os atestados e pareceres expedidos. III as portarias publicadas com a finalidade de nomear comissão para apresentar proposta de regulamento de determinado órgão. CERTO “Tendo como referência essa situação hipotética, julgue o próximo item. A abertura de processo por determinação legal configura atuação administrativa oriunda do poder administrativo vinculado.” CERTO “Juridicidade significa agir em consonância não só com a legalidade, mas também com os demais princípios do ordenamento, na medida em que a atuação administrativa se submete à lei e ao Direito. ” PRINCÍPIO DA JURIDICIDADE Administração Pública deve obediência a todo ordenamento jurídico, não só a lei; Diminui a liberdade; O Poder de Autotutela administrativa está consagrado em Súmula do STF. Súmula STF 473: A Administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que os tornam ilegais, porque deles não se originam direitos; ou revogá-los, por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial. Cumpre salientar que o poder de autotutela não incide apenas sobre atos ilegais. Atos válidos, sem qualquer vício, mas que, no entender da Administração, se tornem inconvenientes, também podem ser retirados do mundo jurídico pelo exercício da autotutela; no caso, podem ser revogados. Administração também pode rever seus próprios atos de ofício, ou seja, independentemente de provocação. Isso vale tanto para a anulação de atos ilegais como para a revogação de atos inconvenientes e inoportunos. Por outro lado, lembre-se de que o Poder Judiciário só age quando provocado, ou seja, o Judiciário não pode anular um ato ilegal da Administração de ofício; para tanto, ele deve ser provocado, mediante a propositura da ação judicial cabível. A Lei Orgânica da Polícia Civil do Estado Alfa foi alterada pela Assembleia Legislativa, de maneira que foi inserido um artigo dispondo que é vedado ao servidor público ocupante de cargo efetivo ou comissionado servir sob a direção imediata de cônjuge ou parente até segundo grau civil. De acordo com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, a norma mencionada é: inconstitucional em relação aos ocupantes de cargos efetivos eis que normas inibitórias do nepotismo não têm como campo próprio de incidência os cargos efetivos sob pena de violação ao concurso público. O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a proibição ao nepotismo para servidores públicos, prevista na Constituição Estadual, alcança somente os cargos comissionados e funções gratificadas. A Assembleia Legislativa questionava a legalidade da norma, que vedava ao servidor público servir sob a direção imediata de cônjuge ou parente até segundo grau civil. Segundo a interpretação do STF, a regra não é válida para os cargos efetivos providos mediante concurso público. Também não alcança cargos políticos. PRINCÍPIOS IMPLÍCITOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA: Autotutela; Boa-fé objetiva: Conduta honesta e leal esperada. Continuidade do Serviço Público; Contraditório e Ampla Defesa; Controle ou tutela; Especialidade; Finalidade; Hierarquia; Igualdade ou Isonomia; Indisponibilidade do Interesse Público (supraprincípio); Motivação - CERTO “Em respeito ao princípio da motivação, considerado um dos princípios implícitos da administração pública, os agentes públicos devem indicar os fundamentos de fato e de direito de seus atos.” Participação - O princípio da participação na administração pública refere-se ao envolvimento ativo dos cidadãos nos processos decisórios e na gestão dos assuntos públicos. Este princípio está intimamente ligado aos ideais democráticos e à transparência governamental, promovendo uma maior legitimidade e eficiência na administração pública. Precaução; Presunção de Legitimidade ou de Veracidade; Princípio da Sindicabilidade - a possibilidade de controlar as atividades da Administração. Probidade Administrativa; Proporcionalidade; Razoabilidade; Segurança Jurídica; Supremacia do Interesse Público sobre o Privado (supraprincípio); João, sem solicitar permissão ou autorização ao Poder Público, inaugurou uma rádio comunitária, por meio da qual pretendia prestar serviço de radiodifusão. Constatado o fato, o Poder Executivo, sem prévia oitiva de João, interditou a rádio, interrompendo as transmissões, e lacrou os aparelhos. ERRADA “O ato praticado pelo Executivo configura sanção administrativa e é válido, pois o interessado não possuía permissão ou autorização para operar rádio comunitária. ” bastava lembrar que "sanção administrativa" é do PODER DISCIPLINAR e nao do PODER DE POLICIA. CERTA “O ato praticado pelo Executivo configura medida cautelar da Administração, manifestação do poder de polícia administrativa preventiva, e é válido, pois a rádio operava sem permissão ou autorização. ” “Antes de tomar uma decisão em um processo administrativo em curso que versa sobre matéria complexa e de interesse geral, o órgão público competente no âmbito da Administração Pública do Estado Alfa, mediante despacho motivado, abriu período de consulta pública para a manifestação de terceiros. ” "É inconstitucional dispositivo de Constituição estadual que permite transposição, absorção ou aproveitamento de empregado público no quadro estatutário da Administração Pública estadual sem prévia aprovação em concurso público, nos termos do art. 37, II da Constituição Federal." STF. Plenário. RE1.232.885/AP, Rel. Min. Nunes Marques, julgado em 13/4/2023 (Repercussão Geral – Tema 1128) (Info 1090). Súmula vinculante 43 STF: É inconstitucional toda modalidade de provimento que propicie ao servidor investir-se, sem prévia aprovação em concurso público destinado ao seu provimento, em cargo que não integra a carreira na qual anteriormente investido. A jurisprudência do STF preconiza que, ressalvada situação de fraude à lei, a nomeação de parentes para cargos públicos de natureza política não desrespeita o conteúdo normativo do enunciado da Súmula Vinculante 13. Súmula Vinculante 13 ( tornou-se o art 11 da LIA) A nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou, ainda, de função gratificada na administração pública direta e indireta em qualquer dos poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, compreendido o ajuste mediante designações recíprocas, viola a Constituição Federal. É importante lembrar que, um agente público que incide na prática de nepotismo comete um ato de improbidade administrativa. Já que o mesmo, segundo a Lei de improbidade (8.429/1992), viola os princípios da moralidade e impessoalidade, podendo causar dano ou lesão material ao erário. Acerca das características do regime jurídico administrativo, o princípio da supremacia do interesse público tem espaço de relevo e suscita alguns questionamentos, notadamente no âmbito do direito administrativo moderno. CERTO “princípio que não é expressamente consagrado na Constituição, devendo ser ponderado com os demais princípios do ordenamento jurídico nas situações de conflito, considerando, inclusive, que, no mais das vezes, a efetivação de direitos fundamentais promove a materialização do interesse público.” Letra A) Incorreta, pois no ordenamento jurídico brasileiro não existe princípio absoluto. Ademais, não é expressamente consagrado na Constituição e nem sempre prevalece no âmbito da ponderação de interesses. Letra B) Incorreta, pois não é inexorável à atuação administrativa, não é expresso na Constituição e não importam na vedação de que a Administração Pública formalize instrumentos consensuais com particulares, haja vista que existem a licitação, os contratos administrativos e as parcerias público-privadas (PPPs). “Sobre a vedação ao nepotismo, assinale a afirmativa correta. A configuração de nepotismo na nomeação de irmão dispensa a comprovação de vínculos de aproximação e afeto, uma vez que o critério determinante da vedação é de natureza exclusivamente objetiva.” “Pelos documentos citados, tem-se que o irmão do impetrante fora investido no cargo de Juiz Federal quando o impetrante foi nomeado para exercer função comissionada no Tribunal Regional Federal da 1ª Região. (...) NÃO prospera, portanto, o argumento de que seria necessária comprovação de “vínculo de amizade ou troca de favores” entre o irmão do ora impetrante e o desembargador de quem é assistente processual, pois é a análise objetiva da situação de parentesco entre o servidor e a pessoa nomeada para exercício de cargo em comissão ou de confiança na mesma pessoa jurídica da Administração Pública que configura a situação de nepotismo vedada, originariamente, pela Constituição da República. Logo, é desnecessário demonstrar a intenção de violar a vedação constitucional ou a obtenção de qualquer benefício com o favorecimento de parentes de quem exerça poder na esfera pública para que se estabeleça relação de nepotismo." (MS 27.945, voto da rel. min. Cármen Lúcia, 2ª T, j. 26-8-2014, DJE 171 de 4-9-2014.) A nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou, ainda, de função gratificada na administração pública direta e indireta em qualquer dos poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, compreendido o ajuste mediante designações recíprocas, viola a Constituição Federal. A) INCORRETO. A limitação à nomeação só se aplica às entidades da Administração Direta e àquelas da Administração Indireta sujeitas ao regime de Direito Público. Súmula Vinculante 13. A nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou, ainda, de função gratificada na administração pública direta e indireta em qualquer dos poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, compreendido o ajuste mediante designações recíprocas, viola a Constituição Federal. B) INCORRETO. Os limites da definição do que seja nepotismo são fixados exclusivamente pelas relações de parentesco traçadas pelo Código Civil. Ao editar a Súmula Vinculante 13, a Corte não pretendeu esgotar todas as possibilidades de configuração de nepotismo na Administração Pública, dada a impossibilidade de se preverem e de se inserirem, na redação do enunciado, todas as molduras fático-jurídicas reveladas na pluralidade de entes da Federação (União, Estados, Distrito Federal, Territórios e Municípios) e das esferas de Poder (Executivo, Legislativo e Judiciário), com as peculiaridades de organização em cada caso. Dessa perspectiva, é certo que a edição de atos regulamentares ou vinculantes por autoridade competente para orientar a atuação dos demais órgãos ou entidades a ela vinculados quanto à configuração do nepotismo não retira a possibilidade de, em cada caso concreto, proceder-se à avaliação das circunstâncias à luz do art. 37, caput, da CF/1988. (MS 31.697, voto do rel. min. Dias Toffoli, 1ª T, j. 11-3-2014, DJE 65 de 2-4-2014.) C) INCORRETO. A limitação à nomeação não se coloca em relação às funções gratificadas, uma vez que estas são privativas de titulares de cargo de provimento efetivo. Vide comentário à alternativa A. D) INCORRETO. A limitação à nomeação decorrente de ajustes mediante designações recíprocas só se aplica entre cargos integrantes da mesma entidade federada. Vide comentário às alternativas A e B. E) CORRETO. A configuração de nepotismo na nomeação de irmão dispensa a comprovação de vínculos de aproximação e afeto, uma vez que o critério determinante da vedação é de natureza exclusivamente objetiva. MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDOR EFETIVO DO PODER EXECUTIVO, QUE EXERCE FUNÇÃO COMISSIONADA EM TRIBUNAL, AO QUAL SEU IRMÃO É VINCULADO COMO JUIZ. CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. PEDIDO DE PROVIDÊNCIAS. SÚMULA VINCULANTE N. 13: NEPOTISMO. MANDADO DE SEGURANÇA DENEGADO. 1. Não se faz necessária comprovação de vínculo de amizade ou troca de favores entre o irmão do Impetrante e o Desembargador Federal de quem é assistente processual, pois é a análise objetiva da situação de parentesco entre o servidor e a pessoa nomeada para exercício de cargo em comissão ou de confiança na mesma pessoa jurídica da Administração Pública que configura a situação de nepotismo vedada, originariamente, pela Constituição da Republica. 2. A configuração de afronta ao princípio da isonomia pressupõe identidade de situações com tratamento diverso, o que, à evidência, não ocorre na espécie. 3. Mandado de segurança denegado. (STF - MS: 27945 DF, Relator: Min. CÁRMEN LÚCIA, Data de Julgamento: 26/08/2014, Segunda Turma, Data de Publicação: ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-171 DIVULG 03-09-2014 PUBLIC 04-09-2014) ERRADO “Por força dos princípios da segurança jurídica e da confiança legítima, o ocupante de cargo comissionado que tenha sido nomeado antes da edição de norma que veda o nepotismo não pode ser alcançado pelos efeitos da referida norma. ” • Nepotismo: Viola princípiosconstitucionais de moralidade e impessoalidade. • Decisões do STF: Reforçam a proibição do nepotismo, independentemente de quando a nomeação ocorreu. • Aplicação Retroativa: A norma antinepotismo pode alcançar nomeações anteriores para garantir esses princípios. Portanto, mesmo nomeado antes da norma, o ocupante de cargo comissionado pode ser afetado pela vedação ao nepotismo. CERTO “Viola o princípio da publicidade norma que considere sigilosa a movimentação de créditos públicos destinados à realização de despesas reservadas ou confidenciais.” Se uma norma considera sigilosa a movimentação de créditos públicos destinados a despesas reservadas ou confidenciais sem mecanismos adequados de controle e fiscalização, essa norma pode violar o princípio da publicidade, pois impede a transparência necessária para o controle social e a fiscalização da administração pública. Resumo • Princípio da Publicidade: Exige transparência na administração pública. • Exceções ao Sigilo: Devem ser justificadas e proporcionais. • Controle e Fiscalização: Despesas sigilosas devem ser rigorosamente controladas. Portanto, a norma que considera sigilosa a movimentação de créditos públicos para despesas reservadas ou confidenciais pode violar o princípio da publicidade, justificando o gabarito correto da questão. ERRADO “De acordo com entendimento sumulado do STF, considera-se que quem pratica o ato administrativo no exercício de competência delegada é a autoridade delegante, razão pela qual contra ele cabe mandado de segurança ou medida judicial.” Súmula 510 STF Praticado o ato por autoridade, no exercício de competência delegada, contra ela cabe o mandado de segurança ou a medida judicial. ERRADO “Conforme entendimento jurisprudencial do STF, é imprescindível autorização legislativa para a alienação de controle acionário de empresas subsidiárias.” É dispensável a autorização legislativa para a alienação de controle acionário de empresas subsidiárias. STF. Plenário. ADPF 794/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em 21/5/2021 (Info 1018). CERTO “A moralidade administrativa constitui pressuposto de validade de todo ato da administração pública.” CERTO “Conforme o princípio da impessoalidade, os atos e provimentos administrativos são imputáveis ao órgão da administração pública em que eles são praticados.” Teoria do Órgão/imputação: Adotada no Brasil. A manifestação de vontade de pessoa jurídica dá-se por meio dos órgãos públicos, ou seja, quando o agente do órgão manifesta sua vontade, a atuação é atribuída ao Estado. ERRADO “Administração pública, em sentido subjetivo, designa a natureza da atividade exercida pelos órgãos e agentes públicos incumbidos de exercer a função administrativa.” SENTIDO OBJETIVO/MATERIAL = O QUE ? ATIVIDADES, FUNÇÕES. SENTIDO SUBJETIVO/FORMAL = QUEM ? ÓRGÃO,AGENTES. CERTO “Em sentido estrito, a administração pública compreende, sob o aspecto subjetivo, apenas os órgãos administrativos, excluídos os órgãos governamentais.” ERRADO “Em sentido estrito, a administração pública compreende os órgãos administrativos e governamentais que desempenhem as funções administrativa e política.” Em sentido AMPLO: Subjetivo: "quem" - Abrange órgãos de governo e administrativos. Objetivo: "O que"- Abrange função política e administrativa Em sentido ESTRITO: Subjetivo: Abrange somente órgãos administrativos Objetivo: Abrange somente função Administrativa ERRADO “A administração pública em sentido objetivo, material ou funcional pode ser definida como o conjunto de órgãos e de pessoas jurídicas aos quais a lei atribui o exercício da função administrativa do Estado.” ORGANIZAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Sentido Subjetivo / Orgânico / Formal -> conjunto de órgãos e agentes da Adm Pub (Quem faz, SOFre) Órgãos Públicos; Agentes; Pessoas Jurídicas; Entidades Públicas; Função administrativa; Conjuntos ou entes que fazem função administrativa Sentido objetivo / funcional / material -> é a própria atividade exercida pelo Estado ( O que faz?) Polícia Administrativa; Serviços Públicos;Fomento;Intervenção;Atividades administrativas;Metas o que faz?;Própria atividade administrativa Questões sobre o assunto: (CESPE/DPU/2016) A administração pública em sentido formal, orgânico ou subjetivo, compreende o conjunto de entidades, órgãos e agentes públicos no exercício da função administrativa. Em sentido objetivo, material ou funcional, abrange um conjunto de funções ou atividades que objetivam realizar o interesse público. (C) (CEPS/INSS/2022) Em sentido subjetivo, formal ou orgânico, a administração pública consiste no conjunto de órgãos, entidades e agentes estatais no exercício da função administrativa do Estado. Já a administração pública em sentido objetivo, material ou funcional designa o conjunto de atividades administrativas exercidas pelo Estado para a consecução dos interesses coletivos. (C) CERTO “A decadência é um fato jurídico relacionado ao princípio da segurança jurídica.” ERRADO “O poder-dever de autotutela da administração pública, embora lhe permita rever os próprios atos ou anulá-los, quando ilegais, não possibilita a instauração de processo administrativo disciplinar com base em denúncia anônima.” É possível instaurar processo administrativo disciplinar com base em “denúncia anônima”? SIM, mas a jurisprudência afirma que, antes, a autoridade deverá realizar uma investigação preliminar ou sindicância para averiguar o conteúdo e confirmar se a “denúncia anônima” possui um mínimo de plausibilidade. Súmula 611-STJ: Desde que devidamente motivada e com amparo em investigação ou sindicância, é permitida a instauração de processo administrativo disciplinar com base em denúncia anônima, em face do poder-dever de autotutela imposto à Administração. ERRADO “Em razão do princípio da ampla defesa, servidores públicos não podem responder a processo administrativo disciplinar, em nenhuma fase, sem assistência de advogado.” STF, Súmula Vinculante 5 ➡A falta de defesa técnica por advogado no processo administrativo disciplinar não ofende a Constituição. CERTO “De acordo com o princípio da moralidade, os atos e as atividades da administração pública devem estar de acordo com a lei e com preceitos morais.” O Princípio da moralidade - de cunho constitucional - evita que a ADM se distancie da moral e obriga que a atividade administrativa seja pautada não só pela lei, mas também pela boa-fé, lealdade e probidade. Moralidade = atividade pautada pela lei + boa-fé, lealdade e probidade. O princípio da impessoalidade estabelece o dever de imparcialidade na defesa do interesse público, impedindo discriminações e privilégios indevidamente dispensados a particulares no exercício da função administrativa. ERRADO “A prescrição e a decadência administrativas conferem destaque ao princípio constitucional da segurança jurídica, expresso com relação à administração pública.” O princípio da segurança jurídica não é expresso, pois não está previsto no art. 37, caput da Constituição Federal CERTO “Quando há convalidação da conduta abusiva na esfera administrativa, é exercido o poder de autotutela, em que a própria administração pode reavaliar o mérito do ato administrativo. ” CERTO “Em matéria de controle administrativo, os termos tutela e autotutela não se confundem. O primeiro refere-se ao controle que a administração direta exerce sobre a administração indireta. Já a autotutela corresponde ao poder que a administração tem de rever seus próprios atos para revogá-los ou anulá-los.” Tutela: poder da administração direta de fiscalizar os atos das entidades da administração indireta. Autotutela: poder-dever que a administração pública possui de exercer o controle sobre seus próprios atos, com a possibilidade de anular os atos ilegais e de revogar os inconvenientes ou inoportunos, independentemente de recurso ao Poder Judiciário. A autotutela encontra amparo também na súmula 473 do STF. Súmula 473 do STF: A administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que os tornam ilegais, porque deles não se originamdireitos; ou revogá-los, por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial. CERTO “A publicidade dos atos praticados pelo agente público, no exercício de suas atribuições, para fins de promoção individual é vedada pela CF, em razão da natureza institucional da atuação administrativa do agente público.” ERRADO “Em processo administrativo disciplinar, a falta de defesa técnica, por advogado, configura desrespeito aos princípios do contraditório e da ampla defesa. ” SÚMULA VINCULANTE Nº 5 – STF: A falta de defesa técnica por advogado no processo administrativo disciplinar NÃO ofende a Constituição. NÃO ofende/viola a CF: (CESPE/STF/2013) A falta de defesa técnica por advogado no processo administrativo disciplinar ofende a CF.(ERRADO) (CESPE/IPAJM/2010) A falta de defesa técnica por advogado no processo administrativo disciplinar ofende a CF.(ERRADO) (CESPE/INPI/2013) No processo administrativo disciplinar, a falta de defesa técnica por advogado ofende a Constituição Federal, pois o contraditório e a ampla defesa são princípios orientadores do processo administrativo.(ERRADO) (CESPE/DPE-AC/2012) A falta de defesa técnica por advogado no processo administrativo viola preceito constitucional.(ERRADO) (CESPE/FUB/2011) De acordo com entendimento do Supremo Tribunal Federal, a falta de defesa técnica por advogado no processo administrativo disciplinar NÃO ofende a Constituição. (CERTO) NÃO invalida o PAD: (CESPE/TRF 1ª/2013) A ampla defesa e o contraditório são garantidos aos acusados em geral, por isso a falta de defesa técnica por advogado invalida o PAD.(ERRADO) (CESPE/TCDF/2014) No entendimento do STF, a garantia do devido processo legal NÃO torna obrigatória a defesa técnica por advogado no âmbito dos processos administrativos disciplinares que envolvam servidores públicos.(CERTO) NÃO é causa de nulidade do PAD: (CESPE/TJ-BA/2013) De acordo com o STF, a ausência de defesa técnica por advogado no processo administrativo disciplinar é causa de nulidade do processo.(ERRADO) (CESPE/PGE-PE/2019) A ausência de assistência técnica de advogado durante processo administrativo disciplinar torna o processo nulo.(ERRADO) (CESPE/SRF/2013) Tendo a CF assegurado o direito à ampla defesa e ao contraditório nos processos administrativos disciplinares, o STF considera que a ausência de defesa técnica realizada por advogado gera nulidade desse tipo de processo.(ERRADO) (CESPE/ANCINE/2013) Se um servidor público, em procedimento administrativo disciplinar instaurado pela autoridade competente, para apurar denúncia de cometimento de ilegalidade no desempenho de suas funções, optar por exercer sua impugnação apenas com suas próprias justificativas, por meio de autodefesa, ausência de defesa técnica por meio de advogado, nesse caso, NÃO afrontará o postulado constitucional da ampla defesa.(CERTO) NÃO desrespeita os princípios do contraditório e da ampla defesa: (CESPE/PCDF/2021) Em processo administrativo disciplinar, a falta de defesa técnica, por advogado, configura desrespeito aos princípios do contraditório e da ampla defesa.(ERRADO) (CESPE/PGM João Pessoa/2018) Para o STF, processo administrativo disciplinar é válido mesmo quando a defesa técnica da parte NÃO é efetivada por advogado, desde que assegurados a ampla defesa e o contraditório.(CERTO) ERRADO “O princípio constitucional da moralidade, de observância forçosa na prática dos atos administrativos, visa, precipuamente, assegurar que tais atos atinjam sua finalidade legal.” Se falou em "finalidade legal" é o princípio da Legalidade. Para a questão da Moralidade já seriam princípios éticos. ERRADO “Segundo a doutrina majoritária, administração pública em sentido objetivo designa os entes que exercem a atividade administrativa, ao passo que administração pública em sentido subjetivo diz respeito à natureza da atividade exercida por tais entes.” Sentido objetivo - o foco está nas atividades administrativas realizadas. Sentido subjetivo - o foco está nos órgãos e entidades que realizam essas atividades. GABARITO: ERRADO Não pode errar essas questões. Anote no seu resumo: Administração Pública em Sentido AMPLO: Objetivo → função administrativa + função política ou de governo. Subjetivo → órgãos + entidades responsáveis por seu desempenho (órgãos governamentais superiores, órgãos administrativos e entidades administrativas). -------------------------------------------------------------------------------------- Administração Pública em Sentido ESTRITO: Objetivo → Natureza das atividades Subjetivo→ Somente os órgãos e entidades administrativos encarregados do desempenho da função administrativa. Resumo da Teoria do Órgão: (teoria/princípio da imputação volitiva) Pela teoria do órgão, a pessoa jurídica atua por meio de seus órgãos e agentes, cuja conduta, nada obstante, deve ser atribuída, na verdade, ao ente que integram. (CESPE/AGU/) As ações dos entes políticos - como União, estados, municípios e DF - concretizam-se por intermédio de pessoas físicas, e, segundo a teoria do órgão, os atos praticados por meio desses agentes públicos devem ser imputados à pessoa jurídica de direito público a que pertencem.(CERTO) Quem estabeleceu? Otto Gierke. (CESPE/AGU/) Foi o jurista alemão Otto Gierke quem estabeleceu as linhas mestras da teoria do órgão e indicou como sua principal característica o princípio da imputação volitiva.(CERTO) É Reflexo do Princípio da Impessoalidade: (CESPE/Telebrás/2015) A teoria do órgão, segundo a qual os atos e provimentos administrativos praticados por determinado agente são imputados ao órgão por ele integrado, é reflexo importante do princípio da impessoalidade.(CERTO) DEFINIÇÃO: A teoria do órgão ou teoria da imputação volitiva: Seguindo os ensinamentos do professor Matheus Carvalho, consiste na compreensão de que "a manifestação de vontade da pessoa jurídica se dá por meio da atuação da pessoa física e essas vontades se confundem, ou seja, a vontade do Estado se exterioriza pela manifestação de seu agente”. Desse modo, toda atuação do agente público deverá ser imputada, direcionada ao órgão do qual ele faz parte e representa por meio de suas condutas. (CESPE/ 2021) - Conforme Carvalho Filho, pode-se conceituar o órgão público como o compartimento, na estrutura estatal, a que são cometidas funções determinadas, sendo integrado por agentes que, quando as executam, manifestam a própria vontade do Estado. O conceito moderno de órgão público é dado pela R: a) Teoria do ÓRGÃO. ERRADO “A ação ajuizada pelo terceiro configura controle exercido pela administração pública no exercício de sua autotutela.” A autotutela é um princípio inerente à função administrativa disposta no Art. 53 da Lei 9.784/99, que regula o processo administrativo no âmbito da Administração Pública Federal. Em decorrência desse princípio, a Administração tem o poder-dever de controlar seus próprios atos, devendo anular os ilegais e revogar os inconvenientes ou inoportunos. A ação ajuizada pelo terceiro trata-se de uma ação judicial em que ele busca a reparação pelos danos sofridos devido à omissão do servidor público. ERRADO “O conceito formal de administração pública está diretamente relacionado à natureza da atividade exercida pelo órgão público. ” Administração pública em sentido formal, subjetivo ou orgânico: Refere-se à quem exerce, à pessoa, ou seja, é o conjunto de órgãos, pessoas jurídicas e agentes que o nosso ordenamento jurídico identifica como administração pública (critério formal de administração pública), não importa a atividade que exerçam. ERRADO “O campo de atuação do princípio da moralidade está inserido no princípio da legalidade. ” CERTO “O nepotismo constitui vício que viola diretamente os princípios da moralidade e da impessoalidade na gestão da coisa pública, enquadrando-se na modalidade ampla de corrupção.” ERRADO “A prescrição intercorrente, prevista na nova Lei de Improbidade, homenageia o princípio da moralidadeadministrativa. ” A prescrição intercorrente é um instituto processual que se aplica em diversas áreas do direito, inclusive no âmbito da improbidade administrativa, e tem por objetivo impedir que uma ação judicial fique paralisada por um período muito longo de tempo sem que haja qualquer movimentação processual. Pessoal, a prescrição decorre do princípio da segurança jurídica e da interdição à arbitrariedade, uma vez que toda e qualquer pretensão punitiva deve estar submetida a limites temporais para seu exercício, sob pena de violação à segurança jurídica inerente ao Estado de Direito. CERTO “Ao analisar determinado processo administrativo, Maria, servidora ocupante do cargo de técnica de gestão administrativa da Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão, verificou que há nos respectivos autos uma decisão administrativa, que não apontou as razões de fato e de direito que lhe deram ensejo, sendo correto afirmar que tal situação importa em violação, especificamente, do princípio da Administração Pública designado de motivação” CERTO “Embora a administração pública seja regida pelo princípio constitucional da legalidade, decisões judiciais podem servir como fonte para o direito administrativo, inclusive com força vinculante.” Dentre os princípios implícitos da Administração Pública, está o chamado princípio da proporcionalidade, o qual pode ser subdividido corretamente nos critérios de necessidade, adequação e proporcionalidade em sentido estrito. Proporcionalidade: este principio estabelece o equilíbrio entre os meios que a ADM. Pública utiliza para alcançar seus objetivos. Controlando os excessos de poder para não haver abuso de poder. A proporcionalidade possui três elementos que devem ser analisados no caso concreto: adequação, necessidade e proporcionalidade em sentido estrito. "Impessoalidade - os atos administrativos podem favorecer ou prejudicar determinadas pessoas, desde que haja justificativa plausível e alinhada aos interesses da administração pública." Conforme Di Pietro (2023), pela _____________, a Administração exerce controle sobre outra pessoa jurídica por ela mesma instituída; pela _____________, o controle se exerce sobre os próprios atos, com a possibilidade de anular ou convalidar os ilegais e revogar os inconvenientes ou inoportunos, independentemente de recurso ao Poder Judiciário. tutela – autotutela CERTO “Pelo princípio da autotutela administrativa, a administração pública tem a prerrogativa de anular seus próprios atos que tenham sido ilegalmente praticados, e, se do ato nulo decorrerem efeitos favoráveis a terceiros, a anulação deverá ser precedida de regular processo administrativo. ” Esta alternativa está correta. O princípio da autotutela permite que a administração anule seus próprios atos ilegais, e a anulação que afete terceiros deve ser precedida de um devido processo administrativo, garantindo o contraditório e a ampla defesa. Representa o dever imposto ao ente estatal indicar os pressupostos de fato e de direito que determinaram a prática dos atos administrativos. O trecho diz respeito ao seguinte princípio da Administração Pública: MOTIVAÇÃO” O princípio a ser observado pela administração pública, expresso na Constituição Federal de 1988, que está relacionado à honestidade e orienta o agente público a ter uma atuação pautada pela boa-fé e pela lealdade é o princípio da MORALIDADE PARA A FGV ( ) Cargo público é sempre provido mediante concurso público, sendo um vínculo estatutário entre o servidor e a Administração, e suas atribuições são definidas por lei. ( ) Função pública, embora exija aprovação em concurso público, difere do cargo, pois pode ser exercida tanto por servidores estatutários quanto por empregados públicos, sendo um vínculo celetista. ( ) Emprego público, por sua vez, é regido pela CLT e pode ser ocupado por servidores públicos ou contratados temporários, não exigindo, em todos os casos, a realização de concurso público. (F) Cargo público é SEMPRE provido mediante concurso público, sendo um vínculo estatutário entre o servidor e a Administração, e suas atribuições são definidas por lei. · Falso. Nem sempre os cargos públicos exigirão aprovação em concurso público. Perceba que os ocupantes de cargo em comissão são admitidos sem concurso público e, por isso, podem ser desligados imotivadamente e sem contraditório, tratando-se da exoneração ad nutum. (F) Função pública, EMBORA EXIJA APROVAÇÃO EM CONCURSO PÚBLICO, difere do cargo, pois pode ser exercida tanto por servidores estatutários quanto por empregados públicos, sendo um vínculo celetista. · Falso. A função pública não exige aprovação prévia é concurso público. Na verdade, as funções são um termo genérico que designam atribuições ou um conjunto delas, atribuídas a um determinado servidor, que, por elas recebe pro labore, não sendo detentores de cargos públicos. (F) Emprego público, por sua vez, é regido pela CLT e pode ser ocupado por SERVIDORES PÚBLICOS OU CONTRATADOS TEMPORÁRIOS, não exigindo, em todos os casos, a realização de concurso público.o. · Falso. Não se confunde contrato temporário com emprego público. O emprego público é exercido por um empregado público, regido pela CLT (que são os empregados de sociedades de economia mista, empresas públicas e fundações privadas). · Agentes temporários firmam contrato com o Poder Público de natureza sui generis, isto é, não são contratados para emprego público, tampouco submetem-se ao regime jurídico estatutário. L8.112/90. Art. 49. Além do vencimento, poderão ser pagas ao servidor as seguintes vantagens: I - indenizações; II - gratificações; III - adicionais. § 1º. As indenizações não se incorporam ao vencimento ou provento para qualquer efeito. § 2º As gratificações e os adicionais incorporam-se ao vencimento ou provento, nos casos e condições indicados em lei. CERTO “a remuneração dos servidores policiais integrantes dos órgãos da segurança pública previstos na Constituição deverá ser fixada na forma de subsídio. ” A fixação e majoração da remuneração dos servidores do Poder Executivo não pode ser realizada por Decreto do Governador. Isso ocorre porque a Constituição Federal estabelece que a remuneração dos servidores públicos deve ser fixada por lei específica, de iniciativa do Poder Executivo, e não por decreto. Portanto, essa assertiva está incorreta. - SISTEMA CONSTITUCIONAL DE REMUNERAÇÃO - TETO NACIONAL: · Subsídio dos Ministros do STF - SUBTETO NACIONAL: - UNIÃO: · Subsídio dos Ministros do STF - ESTADOS 1ª opção) SUBTETO ÚNICO (Judiciário / Legislativo / Executivo): · Subsídio dos Desembargadores do TJ *Fica de fora apenas o subsídio do Dep. Estadual. 2ª opção) SUBTETO DIFERENTE · Judiciário - subsídio dos Desembargadores do TJ · Legislativo - subsídio dos Dep. Estaduais · Executivo - subsídio do Governador - MUNICÍPIOS - subsídio do Prefeito (ressalvado o de Vereador e Procurador) Afastamento para Exercício de Mandato Eletivo Ao servidor investido em mandato eletivo: · Tratando-se de mandato federal, estadual ou distrital, ficará afastado do cargo; · Investido no mandato de Prefeito ou de Governador, será afastado do cargo, sendo-lhe facultado optar entre a remuneração do seu cargo efetivo e a do cargo eletivo. Investido no mandato de Vereador: · Havendo compatibilidade de horário, perceberá as vantagens de seu cargo, sem prejuízo da remuneração do cargo eletivo; · Não havendo compatibilidade de horário, será afastado do cargo, sendo-lhe facultado optar pela remuneração. ATENÇÃO!! · No caso de afastamento do cargo, o servidor contribuirá para a seguridade social, como se em exercício estivesse. · servidor investido em mandato eletivo não poderá ser removido ou redistribuído de ofício para localidade diversa daquela onde exerce o mandato. Joana é servidora pública e exerce função de confiança na Polícia Civil do Estado Alfa, sendo diretora do Departamento de Recursos Humanos. Ele é servidora e ocupante de cargo efetivo Cargo em comissão: qualquer pessoa –Luiz da MGS; Cargo de confiança: somente servidor efetivo (concursado) – Diretor da PF. As funções de confinça tem que ter DICA. DIreção Chefia Assessoramento “As funções de confiança, exercidas exclusivamente por servidores ocupantes de cargo efetivo, e os cargos em comissão, a serem preenchidos por servidores de carreira nos casos, condições e percentuais mínimos previstos em lei, destinam-se apenas às atribuições de direção, chefia e assessoramento (art. 37, V, da CF).” Quando o servidor perde o cargo a consciência PESA: · Processo administrativo assegurado a ampla defesa; (art.41º, CF) · Excesso de despesas com pessoal; (art.169º, CF) · Sentença judicial transitada em julgado; (art.41º, CF) · Avaliação periódica de desempenho, na forma da lei complementar. (art.41º, CF) ERRADO “Maurício é um servidor público estável lotado no DPF. Nessa situação, Maurício somente poderá ser demitido mediante sentença judicial transitada em julgado.” Agentes Honoríficos: Os agentes honoríficos têm função pública especial transitória e não remunerada. São equiparados a funcionários públicos para fins penais. São exemplos: mesários eleitorais e jurados do Tribunal do Júri. Supremo Tribunal Federal tem jurisprudência no sentido de que o exercício de greve pela Polícia Civil é ilícito, pois há prevalência do interesse público e social na manutenção da segurança interna, da ordem pública e da paz social sobre o interesse individual da categoria. A CRFB/88 veda o exercício de greve apenas ao policial militar, nos termos do art. 142, inc. IV. Quem veda o exercício de greve para os policiais civis e aos outros agentes da segurança pública é o STF, através do Informativo 860. Info 860/STF: O exercício do direito de greve, sob qualquer forma ou modalidade, é VEDADO aos policiais civis e a todos os servidores públicos que atuem diretamente na área de segurança pública. ERRADO “Em breve, Lúcia será nomeada para cargo público em comissão no DPF. Nessa situação, a partir da data da publicação da sua nomeação no Diário Oficial da União, Lúcia terá prazo de trinta dias para tomar posse e, a partir da data da lavratura do termo de posse, ela terá outros trinta dias para entrar em exercício.” Posse = 30 dias Exercício= 15 dias CERTO “No processo administrativo disciplinar, a falta de intimação do servidor público, após a apresentação do relatório final pela comissão processante, não configura ofensa às garantias do contraditório e da ampla defesa por ausência de previsão legal. ” A falta de intimação do servidor público, após a apresentação do relatório final pela comissão processante, em processo administrativo disciplinar, não configura ofensa às garantias do contraditório e da ampla defesa, ante a ausência de previsão legal. STJ. 1ª Seção. MS 22.750-DF, Rel. Min. Regina Helena Costa, julgado em 9/8/2023 (Info 784). Art. 39. § 1º A lei assegurará, aos servidores da administração direta, isonomia de vencimentos para cargos de atribuições iguais ou assemelhados do mesmo Poder ou entre servidores dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, ressalvadas as vantagens de caráter individual e as relativas à natureza ou ao local de trabalho. § 1º A fixação dos padrões de vencimento e dos demais componentes do sistema remuneratório observará: PEculiaridades REsponsabilidades REquisitos COmplexidade NAtureza CERTO “É dever do agente público levar ao conhecimento de seu superior hierárquico as irregularidades de que tiver ciência, além de representar contra omissão ou abuso de poder.” CERTO “Devem ser responsabilizados pessoalmente por decisões ou opiniões técnicas em caso de dolo ou erro grosseiro. ” Agentes Públicos: 01. AGENTES POLÍTICOS: representam a vontade do Estado. Membros de poder, detentores de mandato eletivo, Ministros de Estado e Secretários Estaduais e Municipais. São remunerados por subsídio (parcela única de acordo com o art 39 da CF, mas como sabemos podem receber indenizações de caráter devolutório como o famoso auxílio paletó e auxílio moradia). 02. MEMBROS DE CARREIRAS ESPECIAIS: magistrados, membros de órgão independentes (Tribunal de Contas, Min. Público, Defensoria, AGU, etc). Também são remunerados por subsídio. Obs: Hely Lopes não difere o 01 e o 02. Para ele é tudo AGENTES POLÍTICOS (já que ambos recebem subsídios) Celso Antonio e Maria de Pietro difere 01 de 02 03. AGENTES ADMINISTRATIVOS: a) Servidores Públicos (ocupantes de cargos públicos - efetivo (com concurso) ou em comissão (cargos de direção chefia e assessoramento). Atua em PJD PÚBLICO da Adm Direta e Indireta. Assim, nem todo o Servidor Público faz concurso público, visto que existe os cargos em comissão (sem concurso) de livre nomeação e exoneração. b) Empregado Público - ocupante de emprego público, adquirido através do regime celetista. São SEMPRE concursados c) Contratados Temporários - exerce função pública para atender necessidade temporária e excepcional interesse público. O regime administrativo é especial (nem RJU nem CLT). 04. PARTICULARES EM COLABORAÇÃO COM A ADM PÚBLICA: honoríficos (mesários, jurados/ trabalham pela honra de servir a Pátria); delegados (serviços de cartório) e credenciados. 05. MILITARES Cargo Público = Por servidor público Emprego Público = Por empregado público Função pública = Por temporário CERTO “Será aposentado o servidor que, avaliado em inspeção médica para fins de readaptação, for julgado incapaz para o serviço público.” Readaptação -> reaDaptação → Doente Reversão -> reVersão → VoVo Voltou REIntegração → Retorno do Estável Irregularmente demitido Recondução -> Reprovado em Estágio probatório ; REintegração do anterior (CESPE/DPU/2016) Readaptação é a investidura do servidor em cargo de atribuições e responsabilidades compatíveis com a limitação em sua capacidade física ou mental, verificada em inspeção médica, advinda após sua posse em cargo público. CERTO. APROVEITO O DISPONÍVEL REINTEGRO O DEMITIDO REVERTO O APOSENTADO RECONDUZO O INABILITADO READAPTO O INCAPACITADO APOSENTO O READAPTANDO INCAPAZ ERRADO “A nomeação poderá se dar tanto em caráter efetivo quanto em comissão, dependendo, ambos os casos, de prévia habilitação em concurso público de provas ou provas e títulos.” Ao servidor público que estiver em gozo de licença para tratar de interesses particulares é vedado participar de conselho de administração de entidade em que a União detenha indiretamente participação no capital social. LEI 8112/1990 Art. 117. Ao servidor é proibido: X - participar de gerência ou administração de sociedade privada, personificada ou não personificada, exercer o comércio, exceto na qualidade de acionista, cotista ou comanditário; Parágrafo único. A vedação de que trata o inciso X do caput deste artigo não se aplica nos seguintes casos: I - participação nos conselhos de administração e fiscal de empresas ou entidades em que a União detenha, direta ou indiretamente, participação no capital social ou em sociedade cooperativa constituída para prestar serviços a seus membros; e II - gozo de licença para o trato de interesses particulares, na forma do art. 91 desta Lei, observada a legislação sobre conflito de interesses. ERRADO “Se um servidor público cometer transgressão e for punido disciplinarmente, um dos recursos que ele poderá interpor é o pedido de reconsideração, que deve ser dirigido à autoridade superior que proferiu a decisão.” Lei 8112 Art. 106: Cabe pedido de reconsideração à autoridade que houver expedido o ato ou proferido a primeira decisão... OBS: o erro é falar que deve ser dirigido a autoridade superior ERRADO “A condenação criminal do servidor por meio de sentença transitada em julgado acarreta o reconhecimento automático de sua responsabilidade nas esferas civil e administrativa.” O agente público que comete uma irregularidade no exercício de seu cargo, pode ser processado e punido nas esferas administrativa, civil e penal. Essas três esferas são independentes entre si: pela prática de uma mesma irregularidade, o agente pode ser punido em uma esfera e absolvidoem outra. Trata-se do chamado princípio da independência entre as instâncias. As instâncias civil, penal e administrativa são independentes, sem que haja interferência recíproca entre seus respectivos julgados, ressalvadas as hipóteses de absolvição por inexistência de fato ou de negativa de autoria “Art. 8º Faz coisa julgada em âmbito cível, assim como no administrativo-disciplinar, a sentença penal que reconhecer ter sido o ato praticado em estado de necessidade, em legítima defesa, em estrito cumprimento de dever legal ou no exercício regular de direito.” A responsabilidade administrativa do servidor será afastada quando ele for considerado gente FINA · Fato · Inesxistente · Negativa · Autoria lembrando que é caso de absolvição geral. Diferentemente o que ocorre pela ausência de provas. CERTO “Pedro é considerado agente putativo e, ainda que não tenha sido investido legalmente, deverá receber remuneração pelo serviço prestado no órgão público.” 03 de Dezembro de 2018 às 23:16 Direto ao ponto!!! Sem blablablá!!! Galera tá fazendo maior confusão com o conceito de agente putativo, dando exs que estão errado. Não confundam agente putativo com o crime de usurpação de função pública (art 328 CP). Agente de Fato (Gênero), se subdivide em 2 espécies: 1. Agente Putativo (Espécie) ->> A pessoa foi irregularmente investida. Percebam que neste caso existiu uma investidura. 2. Agente Necessário (Espécie) = Ex ->> Em situação de extrema urgência, o zeca pagodinho passa a exercer a função pública na modalidade agente necessário. Tão logo cesse a necessidade, cessará também o exercício da função pública por parte deste médico. Crime de usurpação de função pública (art 328 CP): Agente que exerce uma atribuição de cargo, emprego ou função pública, sem nunca ter ocorrido qualquer forma de investidura. O sujeito pega a farda do vizinho no varal e sai pra rua vestido de bombeiro exercendo alguma atividade, ele estará cometendo o crime previsto no art 328 do CP. CERTO “As atribuições do cargo definidas em lei não garantem, por si só, a concessão e a continuidade do pagamento dos adicionais de insalubridade e periculosidade.” Insalubridade - substâncias tóxicas ou radioativas; Periculosidade - risco de vida; Penosidade - zona de fronteira ou em locais justifiquem. Art. 68 da lei 8112/90 § 1o O servidor que fizer jus aos adicionais de insalubridade e de periculosidade deverá optar por um deles. PENOSA+ PERICULOSIDADE = SIM PENOSA + INSALUBRIDADE. SIM P̶E̶R̶I̶C̶U̶L̶O̶S̶I̶D̶A̶D̶E̶ ̶+̶ ̶I̶N̶S̶A̶L̶U̶B̶R̶I̶D̶A̶D̶E̶. = NÃO PRF => Art. 71. O adicional de atividade penosa será devido aos servidores em exercício em zonas de fronteira ou em localidades cujas condições de vida o justifiquem, nos termos, condições e limites “Não basta que o cargo possua as atribuições para que o servidor esteja apto para recebimento dos adicionais de insalubridade e periculosidade, conforme a lei 8.112/90, art. 68, § 2º, O direito ao adicional de insalubridade ou periculosidade cessa com a eliminação das condições ou dos riscos que deram causa a sua concessão.” Casos de Suspensão: · Cometer a outro servidor atribuições.. · Reincidência em advertência · Recusa à inspeção médica oficial · Exercer atividade incompatível Bizu: CORRE que lá vem suspensão! Macete : DEmissão ; ►ImprobidaDE Administrativa; ►Aplicação irregular de DEnheiros; ► Lesão ou DElapidação; ►Acumulação ilegal DE cargos, funções e empregos; ►Valer -se do cargo p/ lograr proveito pessoal ou DE outrem em DEtrimento da dignidade da função pública; ►Revelação DE segredos em função do cargo; ► abandono DE cargos; ► InsuborDEnação grave ►InassiduidaDE habitual ► Ofensa física em serviço, a servidor ou 3ºs salvo legítima DEfesa ► Participação DE gerência ou administração privada (...) ►Proceder de forma DEsidiosa ►Receber propina DEmais ou DE menos; Art. 138. CONFIGURA ABANDONO DE CARGO A AUSÊNCIA INTENCIONAL DO SERVIDOR AO SERVIÇO POR MAIS DE TRINTA DIAS CONSECUTIVOS. Art. 139. Entende-se por inassiduidade habitual a falta ao serviço, sem causa justificada, por sessenta dias, interpoladamente, durante o período de doze meses. De acordo com a Lei n.º 8.112/1990, a perícia médica com finalidade administrativa demandará junta médica oficial quando a licença para tratamento de saúde exceder o prazo de cento e vinte dias no período de doze meses. Menos de 15 dias: atestado De 15 a 120 dias: perícia Mais de 120 dias: junta médica (DENTRO DE UM PERÍODO DE 12 MESES) ERRADO “A posse de um candidato aprovado em concurso público somente poderá ocorrer pessoalmente.” A posse pode ocorrer pessoalmente ou através de procuração específica. A entrada em exercício, no entanto, só é admitida de forma pessoal. Reserva de vagas para deficientes (âmbito federal) Percentual mínimo 5% Percentual máximo 20% Art. 81. Conceder-se-á ao servidor licença: I - por motivo de doença em pessoa da família; II - por motivo de afastamento do cônjuge ou companheiro; III - para o serviço militar; IV - para atividade política; V - para capacitação; (Redação dada pela Lei nº 9.527, de 10.12.97) VI - para tratar de interesses particulares; VII - para desempenho de mandato classista. § 1o A licença prevista no inciso I do caput deste artigo bem como cada uma de suas prorrogações serão precedidas de exame por perícia médica oficial, observado o disposto no art. 204 desta Lei. (Redação dada pela Lei nº 11.907, de 2009) § 3o É vedado o exercício de atividade remunerada durante o período da licença prevista no inciso I deste artigo. Art. 82. A licença concedida dentro de 60 (sessenta) dias do término de outra da mesma espécie será considerada como prorrogação. ERRADO “O agente de polícia federal, quando se aposenta por invalidez causada por acidente ocorrido em serviço, tem direito a receber adicional de 20% sobre os proventos.” ADICIONAL 20% ? - NÃO INTEGRAL? - SIM Agente Público é gênero que comporta as espécies: -Agente Político = Chefe do Executivo; Ministro; Magistrado... -Agente Administrativo = Servidor Público; Empregado Público... -Agente Delegado = Concessionário de Obras e Serviços; Cartório... -Agente Honorífico = Cidadão convocado para prestar serviço; Mesário; Jurado... -Agente Credenciado = Recebe da Adm. a incumbência de representá-la em certo ato ou praticar atividade específica Reverto o Aposentado Reintegro o Demitido Reconduzo o Inabilitado em outro concurso Readapto o Incapacitado Reaproveito o Disponível CERTO “A invalidação de demissão por decisão judicial importa a REINVESTIDURA do servidor estável no cargo anteriormente ocupado, mesmo que este já tenha sido ocupado por outro servidor.” ERRADO “O servidor público federal investido em mandato eletivo municipal somente será afastado do cargo se não houver compatibilidade de horário, sendo-lhe facultado, em caso de afastamento, optar pela sua remuneração.” Vale lembrar que mandato eletivo municipal compreende: Prefeito e Vereador. Neste caso, não foi especificado qual mandato eletivo, portanto está abrangendo os dois. No caso de mandato eletivo de Prefeito, independentemente, de haver ou não compatibilidade de horários o Servidor será afastado. O que já torna a questão errada. Diferente do caso do Vereador, pois caso haja compatibilidade de horários poderá até acumular o subsídio do Vereador à remuneração assim como os cargos. ERRADO “Anulado o ato de demissão, o servidor estável será reintegrado ao cargo por ele ocupado anteriormente, exceto se o cargo estiver ocupado, hipótese em que ficará em disponibilidade até aproveitamento posterior em cargo de atribuições e vencimentos compatíveis.” Se o cargo dele estiver sendo ocupado por outra pessoa, é essa outra pessoa quem fica em disponibilidade. JURISPRUDÊNCIA DO STJ: Nada impede que, para a composição da comissão, sejam designados servidores lotados em unidades da Federação diversas daquela em que atua o servidor investigado, uma vez que a Lei 8.112/90 não faz restrição quanto à lotação dos membros da comissão.FORMAS DE VACÂNCIA : Para ajudar a memorizar : PEDRA FP PROMOÇÃO EXONERAÇÃO DEMISSÃO READAPTAÇÃO APOSENTADORIA FALECIMENTO POSSE EM OUTRO CARGO INACUMULÁVEL LEMBRANDO QUE PROMOÇÃO E READAPTAÇÃO SÃO AO MESMO TEMPO FORMAS DE VACÂNCIA E PROVIMENTO . ERRADO “André foi aprovado em concurso público para provimento de cargo de escrivão de polícia federal, tendo sido recentemente nomeado. Porém, André não tem interesse em assumir imediatamente o cargo porque atualmente exerce cargo comissionado que lhe confere rendimento maior. Nessa situação, a legislação garante a André o direito de abdicar de sua nomeação e assumir a posição do último colocado entre os candidatos aprovados no referido concurso.” se não tomar posse em 30 dias dpois de nomeado: a) se tem estabilidade = reconduzido b) se não tem estabilidade = exonerado RECONDUÇÂO: 1. Retorno do agente (estável) ao cargo anterior ocupado. · Inabilitado em estagio probatório. · Reintegração de ocupante anterior. Tnão é viável, considerando que a imposição de sigilo não pode ser genérica, devendo ser objetivamente justificada, em cada caso, à luz dos parâmetros constitucionais. CERTO “a remuneração dos servidores policiais integrantes dos órgãos da segurança pública previstos na Constituição deverá ser fixada na forma de subsídio. ” vencimento: o que todo mundo tem (o que sai no edital). vencimentos: vencimento acima + verbas remuneratórias subsídio: só agentes políticos, juízes, promotores, servidores policiais integrantes dos órgãos de segurança pública, membros de poder, ministro estado, etc (sempre em parcela única). Lembrar que o subsídio se dá em parcela única, vedado o acréscimo de qualquer gratificação, adicional, abono, prêmio, verba de representação ou outra espécie remuneratória. Pedro sofreu acidente (1) tinha sofrido limitações em sua capacidade física, devendo ser readaptado para o exercício de cargo diverso; (2) deve ser readaptado em cargo para o qual possua a habilitação e o nível de escolaridade exigidos; (3) com a readaptação, continuará a receber a remuneração do cargo de origem; (4) a readaptação será definitiva, de modo que Pedro não mais poderá retornar ao cargo de origem. Sobre requisitos de edital: I. Em razão dos princípios constitucionais da isonomia e da impessoalidade é vedado à lei, norma hierarquicamente inferior, estipular qualquer restrição de acesso aos cargos públicos, senão a nacionalidade brasileira. II. Ainda que não haja previsão legal, não viola o princípio do livre acesso aos cargos públicos, a criação de restrição pelo edital que tenha relação com a natureza ou complexidade do cargo a ser exercido, visto que o edital é a lei do concurso. III. Ainda que prevista em lei, determinada restrição de acesso aos cargos públicos pode ser declarada inconstitucional, caso não seja adequada, necessária ou proporcional aos fins que a Administração pretende atingir com a sua criação. I INCORRETA. Os requisitos de admissibilidade a cargos, empregos e funções públicas são estabelecidos em lei, bem como o acesso dos estrangeiros. Att 37, I e II da CF/88. II INCORRETA O edital não é a lei dos concursos, sendo que as suas disposições devem estar de acordo com as leis. Princípio da legalidade. III CORRETA As leis devem sempre observar o disposto na CF/88. Súmula vinculante 44-STF: Só por lei se pode sujeitar a exame psicotécnico a habilitação de candidato a cargo público. O STF afirma que é admitida a realização de exame psicotécnico em concursos públicos, desde que a lei da carreira preveja expressamente esse teste como um dos requisitos para acesso ao cargo. No entanto, exige-se a presença dos seguintes pressupostos: a) haver previsão legal, sendo insuficiente mera exigência no edital. Segundo a Súmula nº 686 do STF, só por lei se pode sujeitar a exame psicotécnico a habilitação de candidato a cargo público. b) ser realizado a partir de critérios objetivos de aferição da capacidade psicológica do candidato, por meio da cientificidade. Não pode haver subjetivismos tampouco discriminação dos candidatos; c) ser passível de recurso pelo candidato. O Estado responde, OBJETIVAMENTE, pelos atos dos tabeliães e registradores oficiais que, no exercício de suas funções, CAUSEM DANOS a terceiros, assentado o DEVER de regresso contra o responsável, nos casos de dolo ou culpa, sob pena de improbidade administrativa. STF. Plenário. TEMA 777. RE 842846/RJ, Rel. Min. Luiz Fux, julgado em 27/2/2019 (repercussão geral) (Info 932). CERTO “O vencimento, a remuneração e o provento não podem ser objeto de penhora, exceto no caso de prestação de alimentos resultante de decisão judicial.” ATOS COMPETÊNCIA - Sanável e Vinculado. FINALIDADE - Insanável e Vinculada. FORMA - Sanável e Vinculada. MOTIVO - Insanável e Vinculado ou Discricionário. OBJETO - Insanável e Vinculada ou Discricionário. CO FI FO MO B “A Secretaria praticou: o primeiro foi praticado com vício de forma; o segundo foi praticado por sujeito incompetente, não tendo tratado de competência exclusiva; e o terceiro foi praticado com vício de finalidade.” Existem 5 ESPÉCIES de atos administrativos: => Ordinatórios (ex: instruções, circulares, avisos, portarias, ofícios); => Punitivos (atos que emanam punições aos particulares e servidores); => Enunciativos (ex: atestado, certidão, parecer, apostila); => Negociais; (ex: licença, autorização, permissão, aprovação, visto,dispensa, renúncia, homologação); => Normativos (ex: Decreto, Regulamento, Regimento, Resolução). IMPERATIVIDADE é o atributo do ato administrativo que impõe a coercibilidade para seu cumprimento ou execução. Esse atributo não está presente em todos os atos, visto que alguns deles (v.g., os atos enunciativos, os negociais) o dispensam, por desnecessário à sua operatividade, uma vez que os efeitos jurídicos do ato dependem exclusivamente do interesse do particular na sua utilização. Exceções ao atributo da IMPERATIVIDADE: Atos de GESTÃO Atos ENUNCIATIVOS Atos NEGOCIAIS Não é AUTOEXECUTORIEDADE, pois este atributo se trata da imposição, independente da anuência do Poder Judiciário. Diferença entre os atributos da imperatividade x autoexecutoriedade: 1) Autoexecutoriedade: O agente pode praticar o ato administrativo e colocá-lo em imediata execução, sem depender de autorização judicial; Certo “(CESPE/2014): A imperatividade é atributo presente apenas nos atos administrativos que imponham restrições de direitos, não se aplicando aos atos ampliativos de direitos. ” 2) Imperatividade: obriga a todos a observarem comando do ato administrativo praticado e autoriza o uso da força necessária. Atributos dos Atos P- presunção de legitimidade/veracidade- Em todos os atos A- auto executoriedade- Nem sempre. ex: multa T- tipicidade- Em todos os atos I- imperatividade- Nem sempre ex: atos negociais e enunciativos: NÃO são atos que implicam uma punição de maneira geral I - deferimento de pedido de férias a servidor público, tendo este gozado de todo o período concedido. Este ato exauriu todos os seus efeitos, logo é irrevogável. II - concessão de licença para o exercício de profissão regulamentada por lei a pessoa que preencheu todos os requisitos legais. Trata-se de um ato vinculado, logo é irrevogável. III - publicação de ato que gerou direito adquirido a determinado servidor público. Trata-se de um ato irrevogável, conforme súmula do STF 473. A administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que os tornam ilegais, porque deles não se originam direitos; ou revogá-los, por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial. VC PODE DÁ ? Não pq é irrevogável. V – Vinculados; C – Consumados; PO - Procedimento administrativo; DE - Declaratório/Enunciativos; DÁ - Direitos Adquiridos. ✔Chefe da repartição: advertência e suspensão de até 30 dias; ✔Autoridades administrativas: suspensão acima de 30 dias; ✔Presidentes e ministros: demissão e cassação. Acerca do conceito de ato administrativo, assinale a opção correta.