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MAYANA SEGATTO – FANUT – UFG RESUMO PROVA I – PATOLOGIA GERAL conceitos Patologia pode ser entendida como a ciência que estuda as causas das doenças, os mecanismos que as produzem, os locais onde ocorrem e as alterações moleculares, morfológicas e funcionais que apresentam Adaptação: propriedade geral dos seres vivos representada pela capacidade de ser sensível às variações do meio ambiente (irritabilidade) e de produzir respostas (variações bioquímicas e fisiológicas) capazes de adaptá-los Saúde: estado de adaptação do organismo ao ambiente físico, psíquico ou social em que vive, de modo que o indivíduo se sente bem (saúde subjetiva) e não apresenta sinais ou alterações orgânicas (saúde objetiva) (diferente de normalidade, que é um conceito de padrão, estatisticamente calculado) Doença: estado de falta de adaptação ao ambiente físico, psíquico ou social, no qual o indivíduo se sente mal (tem sintomas) e/ou apresenta alterações orgânicas evidenciáveis objetivamente (sinais clínicos) Elementos de uma doença – divisões da patologia Patologia Geral: estuda os aspectos comuns às diferentes doenças no que se referem às suas causas, mecanismos patogenéticos, lesões estruturais e alterações da função “Qualquer estímulo da natureza – dependendo da sua intensidade, do tempo de atuação e da capacidade de reação do organismo (que envolve também o patrimônio genético) – pode constituir uma agressão” Agressões: origem no ambiente externo ou a partir do próprio organismo (adaptações da imunidade à patógenos, por exemplo). Podem ser provocadas por agentes físicos, químicos e biológicos, além de por alterações na expressão gênica ou por modificações nutricionais ou dos próprios mecanismos defensivos do organismo Lesão/processo patológico: conjunto de alterações morfológicas, moleculares e/ou funcionais que surgem nas células e tecidos após agressões - alterações morfológicas que caracterizam as lesões podem ser observadas a olho nu (alterações macroscópicas) ou ao microscópio de luz ou eletrônico (alterações microscópicas e submicroscópicas) - alterações moleculares, que muitas vezes se traduzem rapidamente em modificações morfológicas, podem ser detectadas por métodos bioquímicos e de biologia molecular - distúrbios funcionais manifestam-se por alterações da função de células, tecidos, órgãos ou sistemas e representam os fenômenos fisiopatológicos “O aspecto morfológico de uma lesão varia de acordo com o momento em que ela é examinada” “Toda agressão gera estímulos que induzem, nos tecidos, respostas adaptativas que visam torná-los mais resistentes às agressões subsequentes” Classificação das lesões e das doenças | Nomenclatura Lesões celulares: - letais (a necrose, morte celular seguida de autólise; apoptose, morte celular não seguida de autólise) - não letais (degenerações, hipotrofias, hipertrofias, hiperplasias, hipoplasias, metaplasias, displasias e neoplasias, pigmentações) A letalidade ou não letalidade está ligada à qualidade, à intensidade e à duração da agressão, bem como ao estado funcional ou ao tipo de célula atingida. Inflamação: lesão mais complexa que envolve todos os componentes teciduais; se caracteriza por modificações locais da microcirculação e pela saída de leucócitos do leito vascular, acompanhadas por lesões celulares e do interstício provocadas, principalmente, por ação de células fagocitárias e por alterações vasculares que acompanham o processo. Distúrbios da Proliferação e da Diferenciação Celulares Alterações do volume celular: hipertrofia e hipotrofia Alterações da proliferação celular: ↑ taxa de divisão celular + diferenciação normal – hiperplasia; ↓ taxa de proliferação celular – hipoplasia (anemia aplásica – trata-se de anemia hipoplásica) MAYANA SEGATTO – FANUT – UFG Alterações da diferenciação celular: células de um tecido modificam seu estado de diferenciação normal – metaplasia; Alterações da proliferação e da diferenciação celulares: proliferação celular e redução ou perda de diferenciação – displasia; proliferação celular autônoma, em geral acompanhada de perda ou redução da diferenciação – neoplasia. Hipotrofia Redução quantitativa dos componentes estruturais e das funções celulares → diminuição do volume das células e dos órgãos atingidos. – Aumento da degradação de proteínas celulares (em lisossomos e pelo sistema ubiquitina-proteassomos): principal mecanismo de hipotrofia. – Agressão a proteínas por radicais livres é causa frequente de hipotrofia, já que proteínas modificadas são ubiquitinadas e dirigidas aos proteassomos, onde são degradadas. – Hipotrofia: fisiológica ou patológica. A primeira ocorre na senilidade (↓ atividades metabólicas). A hipotrofia patológica resulta de: – (1) inanição. Deficiência nutricional resulta em hipotrofia generalizada; – (2) desuso. (exemplo clássico é o de músculos esqueléticos imobilizados); – (3) compressão. Resulta da pressão exercida por uma lesão expansiva, como tumores, cistos, aneurismas etc.; – (4) obstrução vascular. Diminuição do fornecimento de O2 e nutrientes causa hipotrofia: obstrução das artérias renais, por exemplo, leva a hipotrofia do rim; – (5) substâncias tóxicas que bloqueiam sistemas enzimáticos e a produção de energia pelas células, como acontece nos músculos do antebraço na intoxicação pelo chumbo; – (6) hormônios. ↓ hormônios resulta em hipotrofia de células e órgãos-alvo. Deficiência dos hormônios somatotrófico ou tireoidianos causa hipotrofia generalizada; carência de hormônios com alvos específicos leva a hipotrofia localizada (como de gônadas na deficiência de gonadotrofinas); – (7) inervação. Perda de estimulação nervosa resulta em hipotrofia muscular (hipotrofia dos músculos dos membros inferiores na poliomielite); – (8) inflamações crônicas. As consequências da hipotrofia dependem da sua intensidade, do setor atingido e do contexto em que ela acontece. Hipertrofia Aumento dos constituintes estruturais e das funções celulares → aumento volumétrico das células e dos órgãos afetados. Para que ocorra, algumas exigências devem ser atendidas: (a) o fornecimento de O2 e de nutrientes deve suprir o aumento de exigência das células; (b) as células devem ter suas organelas e sistemas enzimáticos íntegros; células lesadas (degeneradas) não conseguem hipertrofiar-se como as células normais; (c) as células cuja atividade depende de estimulação nervosa só podem hipertrofiar se a inervação estiver preservada. Miocárdio desnervado, por exemplo, não se hipertrofia ou se hipertrofia pouco. A hipertrofia pode ser fisiológica ou patológica, sendo uma forma de adaptação de células e de órgãos frente a maior exigência de trabalho. – hipertrofia fisiológica ocorre em certos órgãos e em determinadas fases da vida como fenômenos programados (p. ex., hipertrofia da musculatura uterina na gravidez). – hipertrofia patológica não é programada e surge por estímulos variados: (1) hipertrofia do miocárdio – sobrecarga do coração por obstáculo ao fluxo sanguíneo (hipertensão arterial, estenose valvar) ou do volume de sangue (insuficiência valvar, shunt), a parede cardíaca sofre hipertrofia; (2) hipertrofia da musculatura esquelética – sob grande esforço físico, os músculos esqueléticos entram em hipertrofia; (3) hipertrofia da musculatura lisa da parede de órgãos ocos, a montante de um obstáculo. É o que acontece na bexiga quando há obstrução urinária (p. ex., hiperplasia da próstata) ou com a parede intestinal em obstruções do trato digestivo (p. ex., inflamações, neoplasias etc.); (4) hipertrofia de neurônios. Ocorre em neurônios dos plexos mioentéricos a montante de estenose intestinal e em neurônios motores no hemisfério cerebral não lesado em caso de hemiplegia; (5) hipertrofia de hepatócitos. Após estimulação por barbitúricos, há hipertrofia de hepatócitos por aumento do retículo endoplasmático liso. A arquitetura básica do órgão mantém-se inalterada, mas aumenta o fluxo de sangue e de linfa. Algumas vezes, coexiste aumento do número de células. Em alguns casos, o estímulo que leva ahipertrofia causa também aumento do material genético, podendo haver poliploidia (em células que não se dividem) ou multiplicação celular (em células capazes de proliferar). Os estímulos que levam a hipertrofia atuam em numerosos genes, os quais codificam diversas proteínas, entre elas fatores de crescimento, receptores de fatores de crescimento e proteínas estruturais. A hipertrofia é reversível; cessado o estímulo, a célula volta ao normal. Em órgão em que ocorreram hipertrofia e hiperplasia, apoptose de células em excesso reduz a população celular aos níveis normais. Assim, após o parto o útero readquire suas dimensões normais por apoptose de leiomiócitos proliferados e por retorno ao volume normal dos que se hipertrofiaram. Na sobrecarga prolongada do miocárdio, as células hipertrofiadas sofrem apoptose, o que pode contribuir para insuficiência do órgão. MAYANA SEGATTO – FANUT – UFG Hipoplasia Diminuição da população celular de um tecido, de um órgão ou de parte do corpo. Região afetada: menor e menos pesada que o normal, mas conserva o padrão arquitetural básico. Há várias formas de hipoplasia: – Durante a embriogênese: defeito na formação de um órgão ou de parte dele (hipoplasia pulmonar, hipoplasia renal etc.). – Após o nascimento: diminuição do ritmo de renovação celular, aumento da taxa de destruição das células ou ambos os fenômenos. Hipoplasia pode ser fisiológica ou patológica. – hipoplasias fisiológicas mais comuns são a involução do timo a partir da puberdade e a de gônadas no climatério (menopausa). Na senilidade, ao lado de hipotrofia também existe hipoplasia de órgãos, por aumento de apoptose. – Entre as hipoplasias patológicas, as de maior interesse são as da medula óssea provocadas por agentes tóxicos ou por infecções (resulta na anemia aplásica/hipoplásica), acompanhada ou não de redução do número das demais células sanguíneas. Outra hipoplasia importante é de órgãos linfoides na AIDS ou em consequência de destruição de linfócitos por corticoides. As hipoplasias patológicas podem ser reversíveis, exceto as anomalias congênitas. Muitas vezes hipotrofia (redução volumétrica de células) e hipoplasia (redução numérica de células) andam juntas. Hiperplasia Aumento do número de células de um órgão ou de parte dele, por aumento da proliferação e/ou por diminuição na apoptose. Só acontece em órgãos que contêm células com capacidade replicativa. Como na hipertrofia, o órgão afetado fica aumentado de volume e de peso. Em órgãos com hiperplasia, ocorrem aumento na síntese de fatores de crescimento e de seus receptores, além de ativação de rotas intracelulares de estímulo para a divisão celular. Para haver hiperplasia, são necessárias as mesmas condições descritas para hipertrofia: – suprimento sanguíneo suficiente – integridade morfofuncional das células – inervação adequada. Tal como na hipertrofia, a hiperplasia é desencadeada por agentes que estimulam funções celulares, sendo também uma forma adaptativa das células a sobrecarga de trabalho. Muitas vezes um órgão apresenta concomitantemente hipertrofia e hiperplasia, pois uma mesma causa pode desencadear os dois processos. A capacidade de hiperplasia tem limite – células hiperplásicas não se multiplicam indefinidamente e conservam os mecanismos de controle da divisão celular. Hiperplasia é também reversível: se a causa é eliminada, a população celular volta ao nível normal. Essas propriedades são fundamentais para diferenciar hiperplasia de uma neoplasia; nesta, a proliferação celular é autônoma e independe da ação de um agente estimulador. No entanto, nem sempre é possível saber se há ou não um agente atuando para explicar o aumento da taxa de multiplicação celular, muitas vezes não é possível distinguir com segurança uma hiperplasia de um tumor benigno. Na prática, não existem critérios infalíveis para decidir se uma lesão proliferativa de órgãos dependentes de hormônio ou de certas glândulas endócrinas é hiperplásica ou neoplásica. A hiperplasia pode ser fisiológica ou patológica. Os principais tipos da primeira são hiperplasias compensadoras ou secundárias a estimulação hormonal, como no útero durante a gravidez ou nas mamas na puberdade ou na lactação. (rim e fígado). Na hiperplasia compensadora, geralmente coexiste hipertrofia celular; é também uma forma de regeneração, que normalmente se faz dentro dos padrões e dos limites arquiteturais do órgão atingido. Algumas vezes, porém, surgem alterações no número e no arranjo das células neoformadas, resultando em hiperplasia patológica, como acontece na regeneração hiperplásica de hepatócitos que ocorre na cirrose hepática. A causa mais conhecida de hiperplasia patológica é hiperestimulação hormonal. Hiperplasias inflamatórias são também hiperplasias patológicas. Em alguns casos, há liberação excessiva de fatores de crescimento e proliferação celular exagerada, ocorrendo hiperplasia do epitélio ou do tecido conjuntivo. Por se acompanharem de aumento da reprodução celular, muitas hiperplasias patológicas são consideradas lesões potencialmente neoplásicas, já que nelas o risco de surgir um tumor é maior do que em tecidos normais. Neoplasia “lesão constituída por proliferação celular anormal, descontrolada e autônoma, em geral com perda ou redução de diferenciação, em consequência de alterações em genes ou proteínas que regulam a multiplicação e a diferenciação das células.” Classificação de acordo com o comportamento e tecido de origem: Epitelial (trato respiratório, trato gastrointestinal, revestimento de vasos sanguíneos e linfáticos, pele, trato urogenital, glândulas) Benigno: sufixo “oma” MAYANA SEGATTO – FANUT – UFG Maligno: prefixo “carcinoma” ou “adenocarcinoma” Mesenquimal (tecido conjuntivo como sangue, ossos, cartilagens e adiposo, vasos sanguíneos e linfáticos) Benigno: sufixo “oma” Maligno: sufixo “sarcoma” (exceto linfoma, que seria linfossarcoma) Células que sofrem neoplasia podem ser tanto amadurecidas quanto embrionárias (teratoma de células-tronco/totipotentes, por exemplo). Padrões Morfológicos Microscópicos Vegetante: superfície irregular, semelhante à couve-flor; causada por vírus. Nodular: arredondada, bem delimitada, de cor uniforme ao tecido normal. Ambas formas podem estar associadas. Ulcerado: morte do tecido (necrose) na superfície. Infiltrativo: crescimento proliferativo para dentro do tecido, enraizando-se nas camadas além do local de origem. Neoplasia benigna – Crescimento lento e expansivo – Neoplasmas pequenos e bem delimitados (por cápsula fibrosa) – Compressão de estruturas adjacentes – Normalmente, sem degeneração, necrose e hemorragias – Oferece pouco risco ao indivíduo se não houver compressão ou produção de hormônios – Não faz metástase – O HPV provoca um papiloma (neoplasia benigna), no entanto este pode obstruir o intestino, causando infecção (enterite), que por sua vez pode levar prejuízos ao indivíduo acometido – Características microscópicas: → Células bem diferenciadas, com atipias celulares e arquiteturais discretas → células proliferam unidas entre si → não infiltrativa → formação de cápsula fibrosa → boa formação de vasos sanguíneos maduros Lâmina 1: Leiomioma – Achados microscópicos MAYANA SEGATTO – FANUT – UFG Órgão: útero, por influência hormonal no crescimento de muita musculatura lisa (podendo surgir também em órgãos como pulmões, intestino e bexiga) Descrição submicroscópica: lesão tumoral proliferativa, bem delimitada e nodular, com pseudocápsula (ao invés de tecido fibroso é constituída por tecido muscular liso) Padrões celulares e tipo de estroma: células neoplásicas não agrupadas, em feixes multidirecionais, acidófilas e coradas de um rosa mais escuro, citoplasma eosinofílico e fusiforme; núcleo basofílico e fusiforme; possui mais estroma do que vasos (fibrovascular? fibroso?) Lâmina 2: Lipoma – Achados microscópicos Órgão: tecido subcutâneo; macio e de ocorrência em superfícies, sendo raro em cavidades Descrição submicroscópica: lesão tumoral proliferativa, bem delimitada e nodular,com cápsula Padrões celulares e tipo de estroma: células neoplásicas com boa adesão, semelhante à colmeia; citoplasma não corado/branco, grande e de formato poliédrico; núcleo basofílico, pequeno e periférico; células adiposas bem diferenciadas; estroma fibrovascular. Neoplasia maligna – Propriedades bioquímicas, morfológicas e funcionais diferentes – ↑ captação de aminoácidos e atividade glicolítica (espoliadora) – Síndromes paraneoplásicas (efeito de citocinas, anemia crônica não responsiva, emagrecimento/anorexia-caquexia) Diferenciação e anaplasia – Diferenciação: grau de semelhança entre células neoplásicas e células normais, em níveis morfológico e funcional – Anaplasia: regressão, falta de diferenciação; a células regride em especialização, morfologia e funcionalidade; relacionada a diagnóstico microscópicos de neoplasias muito agressivas/alteradas Comportamento macroscópico: → Crescimento rápido e infiltrativo (alguns lentos no início) – limites indefinidos, a depender da quantidade de mutações → Neoplasmas maiores e pouco delimitados → Não apresenta cápsula fibrosa → Normalmente com degeneração, necrose e hemorragias (ulcerações) → Imaturidade vascular → hemorragias Comportamento microscópico: → células pouco diferenciadas, com atipias celulares e arquiteturais acentuadas → perda de adesão celular → intensa proliferação e figura de mitose (+ mitose = > crescimento tumoral) → alterações nucleares e nucleolares → pouca formação de vasos sanguíneos maduros Infiltração – A perda de adesão entre as células é um fator que permite que neoplasias malignas se infiltrem. Microscopicamente: → aumento da relação núcleo citoplasma, que normalmente sendo 1:1 passa a ser 2:1, 3:1 MAYANA SEGATTO – FANUT – UFG → hipercelularidade: maior quantidade de células por unidade de área pela maior taxa de mitose → pleomorfismo celular: anisocitose (células de tamanho variados entre si), anisocariose (núcleos variados entre si); → tamanho e forma diferentes → células gigantes (diferente das células do sistema imune) → atipia celular → Alterações nucleares: hipercromatismo (cromatina irregular/condensada/compacta), núcleo mais corado; tamanho e forma bizarros, numerosas mitoses atípica – excesso de atividade, relacionado à câncer; espaços brancos no núcleo, que é homogêneo em células normais. Metástase – todas as neoplasias malignas têm potencial de a desenvolver; – é diferente da infiltração, tratando-se de um crescimento secundário; – formação de uma nova lesão tumoral a partir de uma primeira, mas sem continuidade entre as duas; lesão distante, presente em órgão diferente; – Vias de disseminação: → implantação direta → disseminação linfática → disseminação hematogênica → disseminação neural Lâmina 3: Lipossarcoma Origem: Mesenquimal – tecido adiposo Aspecto macroscópico: massa de tamanho grande, de crescimento inicialmente lento – o que dificulta detecção –, seguida de rápida expansão, podendo ocorrer metástase Sinais clínicos: síndrome paraneoplásica – caquexia, atrofia muscular, deficiência subcutânea Aspecto macroscópico: massa desorganizada, de forma e cor irregulares, com áreas vermelhas que indicam hemorragia e áreas brancas que indicam necrose celular Aspecto microscópico: células em regressão, multinucleadas, com núcleo gigantes, alguns normais, fusiformes; citoplasma eosinofílico; figuras de mitose atípicas; hipercromatismo, área de vesícula no núcleo; perda de características de adipócitos, difícil definição de membrana citoplasmática Aspecto singular: células com vacúolos de armazenamento de lipídio, indicativo de linfoblasto – células precursoras de adipócitos Evidência de malignidade: hemorragia (hemácias fora de vasos sanguíneos), nucléolo evidente Outras alterações: área de microcalcificação (deposição de cálcio) e infiltrado inflamatório Lâmina 4: Carcinoma Espinocelular (tumor primário) Origem: epiderme – a última camada da pele, córnea, sofre queratinização pela célula escamosa/espinhosa (desmossomos – junção) Aspecto macroscópico: acúmulo de queratina, com aspecto de corno/chifre na pele, lesão actínica que pode evoluir para neoplasia; pode ter outros formatos, como o plano, que acompanha a pele; formação de placas de descamação por excesso de queratina (“casquinhas”); ulceração, podendo evoluir para lesão avançada, com área de infiltração maior Aspecto microscópico: nódulo indicativo de proliferação celular, com infiltração na derme e no subcutâneo, com limites pouco definidos, ulceração na região da superfície Aspecto singular: pérola córnea – deposição de lamelas eosinofílicas concêntricas, placa de queratina central no tumor relacionada à morte celular; disceratose MAYANA SEGATTO – FANUT – UFG Evidência de malignidade: ulceração Outras alterações: padrão organizacional em cordão ou ninho, espaços brancos indicativos de perda de adesão Lâmina 5: Metástase linfonodal – tumor secundário Presença de tecido epitelial em tecido linfonodal, com pérolas córneas, infiltração e perda de adesão