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Design Tipográfico
Material Teórico
Responsável pelo Conteúdo:
Prof.ª Me. Elisa Jorge Quartim Barbosa
Revisão Textual:
Prof. Me. Claudio Brites
Introdução à História do Design Tipográfico 
• Introdução;
• Desenvolvimento da Comunicação Escrita;
• Tipografia e Imprensa na Renascença;
• A Tipografia e a Industrialização;
• A Tecnologia Digital.
 · Contextualizar a evolução da forma da escrita na comunicação e o 
seu desenvolvimento tecnológico de reprodução. 
OBJETIVO DE APRENDIZADO
Introdução à História 
do Design Tipográfi co
Orientações de estudo
Para que o conteúdo desta Disciplina seja bem 
aproveitado e haja maior aplicabilidade na sua 
formação acadêmica e atuação profissional, siga 
algumas recomendações básicas:
Assim:
Organize seus estudos de maneira que passem a fazer parte 
da sua rotina. Por exemplo, você poderá determinar um dia e 
horário fixos como seu “momento do estudo”;
Procure se alimentar e se hidratar quando for estudar; lembre-se de que uma 
alimentação saudável pode proporcionar melhor aproveitamento do estudo;
No material de cada Unidade, há leituras indicadas e, entre elas, artigos científicos, livros, vídeos 
e sites para aprofundar os conhecimentos adquiridos ao longo da Unidade. Além disso, você 
também encontrará sugestões de conteúdo extra no item Material Complementar, que ampliarão 
sua interpretação e auxiliarão no pleno entendimento dos temas abordados;
Após o contato com o conteúdo proposto, participe dos debates mediados em fóruns de discus-
são, pois irão auxiliar a verificar o quanto você absorveu de conhecimento, além de propiciar o 
contato com seus colegas e tutores, o que se apresenta como rico espaço de troca de ideias e 
de aprendizagem.
Organize seus estudos de maneira que passem a fazer parte 
Mantenha o foco! 
Evite se distrair com 
as redes sociais.
Mantenha o foco! 
Evite se distrair com 
as redes sociais.
Determine um 
horário fixo 
para estudar.
Aproveite as 
indicações 
de Material 
Complementar.
Procure se alimentar e se hidratar quando for estudar; lembre-se de que uma 
Não se esqueça 
de se alimentar 
e de se manter 
hidratado.
Aproveite as 
Conserve seu 
material e local de 
estudos sempre 
organizados.
Procure manter 
contato com seus 
colegas e tutores 
para trocar ideias! 
Isso amplia a 
aprendizagem.
Seja original! 
Nunca plagie 
trabalhos.
UNIDADE Introdução à História do Design Tipográfico
Introdução 
A evolução da humanidade deve-se principalmente ao registro de sua história na 
forma da palavra escrita. Parte da história de sociedades sem esse registro se perde-
ram e acabaram sendo esquecidos, e apenas após o registro e a distribuição dessas 
informações é que permitiram o desenvolvimento de nossa sociedade atual.
Esta unidade apresentará esses primeiros registros e o seu processo de desen-
volvimento, forma e difusão da palavra escrita.
Desenvolvimento da Comunicação Escrita
Primeiras Sociedades de Escrita
O estudo da comunicação escrita é, de certa forma, sinônimo do estudo da histó-
ria da civilização. Nos tempos pré-históricos, antes que os sistemas de escrita fossem 
desenvolvidos, não havia registro da história. O conhecimento dos eventos passados 
era comunicado oralmente de geração a geração. 
É possível que, se os registros escritos nunca tivessem existido, a história do 
mundo poderia ser condensada na relevância do que um ser humano pudesse 
memorizar. Muitos acreditam que os desenvolvimentos tecnológicos da socieda-
de não teria sido possível sem a comunicação escrita. 
As letras e a tipografia (estilo, arranjo e aparência dos caracteres) estão direta-
mente ligadas à tecnologia de fabricação e aos substratos da escrita (barro, pedra, 
pergaminho ou papel). Sua aparência e forma refletem as matérias-primas e as 
habilidades de cada grupo social.
Pictografia 
Picto (referente à pintura) Grafia (escrita).
A escrita, como conhecemos, nasce apenas no momento em que se começa a 
organizar e alinhar os sinais lado a lado; no momento em que temos um encadea-
mento lógico e topológico desses sinais, configurando uma intenção clara de trans-
missão de uma mensagem completa, estabelecemos um vínculo de comunicação, 
transmitindo a mensagem do emissor (ou registrador) para o receptor (ou leitor).
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O registro visual, no início, era mais da observação da natureza. Alguns desses 
registros podem até hoje ser encontrados em cavernas ao redor do mundo.
Figura 1 – Registro na rocha do homem (Utah – EUA)
 Fonte: iStock/Getty Images
Pictograma ao Ideograma
Para que esses registros antigos possam ser considerados como registros de 
uma ideia escrita, eles devem fazer parte de um sistema codificado de símbolos 
padronizados e usados repetidamente de modo consistente e padronizado para 
representar o mesmo conceito durante um determinado período de tempo.
Os sistemas baseados em pictogramas foram os primeiros a representar um 
pensamento mais complexo e abstrato, emoção, conceitos e ações. Foi o primei-
ro passo para o desenvolvimento da maioria das línguas, porém ele não favorecia 
o seu entendimento e demandava muito tempo para o seu registro. 
À medida que a comunicação escrita se expandiu, foi necessário que a lingua-
gem escrita passasse a expressar uma maior variedade de conceitos. 
O ideograma é a combinação de dois ou mais pictogramas com o propósito de 
representar um conceito. Ideogramas, em outras palavras, são pictogramas que 
representam alguma coisa diferente de seu pictograma original – como o exemplo 
dos ideogramas chineses:
Figura 2 – Evolução da escrita chinesa de Pictograma para o Ideograma
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UNIDADE Introdução à História do Design Tipográfico
Antigos Sistemas de Escrita, Cuneiformes 
dos Sumérios, Hieróglifos Egípcios
A origem da palavra está nos gestos do corpo. Registros feitos com tintas de 
plantas e minerais se perderam com o tempo. A busca por preservar os escritos 
ao longo do tempo fez com que o ser humano encontrasse novos processos e ma-
teriais de registro em substratos mais duráveis. Inicialmente na argila encontrada 
nas margens do rio Nilo no Egito, ou em rochas nos registros sumérios, produzin-
do ferramentas que pudessem cavar suas camadas mais superficiais, podendo a 
informação ser preservada por gerações.
Esses registros, devido à sua complexidade, eram produzidos por homens al-
tamente qualificados, os escribas. Esses registros ficavam limitados aos assuntos 
políticos da época ou de motivo religioso, se limitando aos interesses de uma 
pequena parte da população. A escrita cuneiforme requeria ser decifrada para se 
pudesse compreendê-la, não era identificada intuitivamente.
Os primeiros registros escritos foram encontrados na Suméria, no Egito, na 
China e na Índia. 
Figura 3 – A escrita cuneiforme 
data de cerca de 3200 a.C.
Fonte: iStock/Getty Images
Figura 4 – Os hieróglifos datam 
de cerca de 3000 a.C. no Egito
Fonte: iStock/Getty Images
Figura 5 – A escrita chinesa data de cerca de 1800 a.C.
Fonte: iStock/Getty Images
A introdução da escrita permitiu que essas culturas rapidamente desenvolves-
sem organizações sociopolíticas mais complexas, pois proporcionou o registro de 
códigos de leis, história, literatura, filosofia, medicina, matemática, descobertas 
científicas e práticas religiosas.
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As Letras durante o Império Romano – Escrita Latina
As letras que utilizamos de forma comum no mundo ocidental desenvolveram-
-se desde o Império Romano e ao longo de seu declínio, entrando na Idade Média 
e indo até a Renascença. 
O alfabeto romano, considerado como a versão mais antiga e conhecida de nosso 
próprio alfabeto atual, derivou do alfabeto grego via os etruscos ao norte de Roma. 
Durante a ocupação militar e a expansão do Império Romano, o alfabeto foi espa-
lhado pela Inglaterra, Espanha, pelo Egito e Golfo Persa. Essas letras foram geradas 
diretamente sobre as formas da caligrafia utilizada nesse período e um alfabeto único 
era essencial para a manutenção política do Império. 
Durantea Idade Média, as letras se desenvolveram em duas direções gerais:
1. Grupo de letras com estilos similares e infl uência celta, os quais depois 
foram unifi cados no reinado de Carlos Magno; 
2. Estilo gótico, ramifi cando-se simultaneamente nas letras rotunda, textu-
ra, bastarda e vários estilos humanísticos.
Um belo exemplo da estrutura e força das letras romanas, compostas somente 
de capitais ou maiúsculas, é a inscrição na base da Coluna de Trajano em Roma, 
gravada por volta de 114 d.C.
Figura 6 – As letras Capitalis Quadrata gravadas em cerca de 114 d. C. na coluna de Trajano 
ilustram as formas equilibradas com precisão e de boa proporção do alfabeto romano
Fonte: Wikimedia Commons
A maioria dos documentos romanos era escrita em superfícies que eram depois 
conservadas na forma de rolos. Os rolos eram construídos de papiro. O papiro era 
frágil demais para ser dobrado em páginas, por isso os documentos mais extensos 
eram enrolados na forma de cilindros para armazenagem e transporte. 
Figura 7 – Rolo de papiro, Museo dal papiro (Siracusa). Foto de Giovanni Dall’Orto
Fonte: Wikimedia Commons
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UNIDADE Introdução à História do Design Tipográfico
Uma forma primitiva de livro foi conhecida como o códex ou códice. Esse 
consistia de duas placas revestidas de cera unidas ao longo de um dos lados. Para 
escrever na cera macia, era usada a extremidade pontiaguda de um estilete cuja 
outra ponta, que era chata, era usada para apagar. Versões posteriores do códex 
incorporaram o pergaminho (feito de pele de animais) que podia ser usado em 
ambos os lados. O pergaminho podia ser dobrado e costurado.
Figura 8 – O Codex Gigas (Livro Gigante) é o maior manuscrito medieval existente do mundo, com 92 cm 
de comprimento. Também é conhecida como a Bíblia do Diabo por causa de um retrato 
muito incomum de página inteira do diabo e da lenda que cerca a sua criação
Fonte: Wikimedia Commons
Idade Média
Seguindo-se à queda do Império Romano em 476 a.C., os centros da civi-
lização foram saqueados e a sociedade ocidental caiu no que foi chamado de 
Idade das Trevas. Foi instituído aí o feudalismo, um sistema econômico em que 
os servos ou escravos trabalhavam para enriquecer o senhor em troca de pro-
teção. A igreja cristã romana emergiu como uma força unificadora na Europa, 
com o inquestionável poder do clero. 
Foram estabelecidos mosteiros isolados para ordens religiosas, assim o aprendiza-
do e as cópias de textos religiosos eram limitados a determinadas áreas geográficas. 
Cópias dos textos em papiro eram feitas em pergaminho, sendo possível sua sobrevi-
vência até os tempos atuais. Esses manuscritos em pergaminho revelam os diferentes 
estilos regionais de letras que se desenvolveram na era medieval.
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Figura 9 – As ordens monásticas eram responsáveis pela conservação dos textos antigos por meio de cópias 
que preservavam e disseminavam o conhecimento. Muitas vezes, homens nascidos em baixo status social 
entravam para uma ordem religiosa para terem a oportunidade de educação e respeito social
Fonte: Wikimedia Commons
Com o desenvolvimento do papel na Europa, o livro tornou-se mais barato du-
rante a Idade Média, quando foi descoberto que o papel poderia ser fabricado com 
trapos de panos e fibras de plantas, criando uma alternativa para o dispendioso per-
gaminho. O baixo custo do papel permitiu a produção mais rápida e mais econômica 
dos livros. A crescente classe média estava se tornando mais letrada e podia agora 
adquirir livros. Logo o papel feito de trapos se tornou disponível em toda a Europa.
No início do século XV, havia surgido a letra negra gótica, conhecida como 
Textura, e a letra Rotunda. Rotunda (também referida como Mão Humanística 
ou Littera Antiqua) era um estilo mais aberto e redondo, que foi o preferido na 
França e na Itália. A letra negra gótica continuou popular nas áreas germânicas 
até os anos 1900. 
Figura 10 – Letra negra gótica, 
conhecida como Textura
Fonte: Wikimedia Commons
Figura 11 – Letra gótica rotunda
Fonte: Wikimedia Commons
Esses estilos tornaram-se modelos com as primeiras experimentações com os 
tipos móveis e a imprensa.
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Luiz Tiago
Realce
Luiz Tiago
Realce
UNIDADE Introdução à História do Design Tipográfico
Tipografia e Imprensa na Renascença
O Início da Imprensa 
A economia que mudava e a estabilidade política que emergia no final da Idade 
Média fomentaram o crescimento das cidades. A crescente complexidade da orga-
nização social estimulava o desenvolvimento de grupos de artesãos e das redes de 
comércio de troca. 
Foram fundadas universidades nas cidades burguesas, e estudantes foram atraídos 
para esses centros de conhecimento, arte e cultura, iniciando o período da Renascen-
ça. Nesse período, houve o ressurgimento do interesse pelo pensamento antigo grego 
e romano, o que levou ao movimento filosófico conhecido como Humanismo. Conse-
quentemente, houve o aumento da demanda para a leitura dos antigos textos e, para 
tal, o processo de registro desses textos precisava se desenvolver.
Sistema de Gutenberg – Tipos Móveis
É creditado a Johann Gutenberg o desenvolvimento do tipo móvel e reutilizável. 
Gutenberg foi artesão e fundidor de metais. Ele juntou-se ao ourives Johann Fust, que 
concordou em assumir o custo dos experimentos que Gutenberg realizava, desde que 
depois tivesse o dinheiro de volta, ficando com o todo o lucro final do seu projeto.
Gutenberg adaptou uma prensa que originalmente era usada para esmagar uvas na 
fabricação de vinho. Desenvolveu um método de fundir tipos de metal em peças únicas 
que variavam na largura, porém mantinham uma altura constante. Desenvolveu uma 
rama para prender os tipos em suas posições no leito da prensa de impressão. 
Figura 12 – Tipos de metal prontos para o uso
Fonte: Wikimedia Commons
Figura 13 – Rama ou caixilho de paginação, uma 
moldura retangular de ferro onde as páginas 
ou colunas eram compostas
Fonte: Wikimedia Commons
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Luiz Tiago
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Finalmente, formulou tintas com a consistência certa para serem usadas com 
os tipos fundidos em chumbo e aperfeiçoou técnicas de registro (o alinhamento 
preciso de tipos e imagens), para impressões acuradas e limpas, bem como para 
manter as margens da página impressa sem manchas de tinta. 
A inovação de Gutenberg foi a produção de caracteres individualizados e reutili-
záveis em vez de fundir a página inteira em uma única peça sólida. O processo de 
impressão requeria que Gutenberg fundisse cada peça de tipo na exata espessura 
para o entintamento e na exata altura, de forma que eles ficassem todos alinhados 
em uma linha de base, mas também que ele encontrasse um meio de fundir dife-
rentes larguras para acomodar diferentes espaços horizontais de letras – desde uma 
letra “i” em caixa baixa até uma “M” em caixa alta.
Figura 14 – Caixa com os tipos móveis
Fonte: Wikimedia Commons
Os tipos ficavam dispostos numa caixa dividida internamente, formando cai-
xas menores (os “caixotins”). A parte contendo os caracteres mais usados (as 
minúsculas, a pontuação mais comum, os espaços, os algarismos) ficava num 
plano mais baixo, mais acessível — era a caixa baixa. A parte com as maiúsculas, 
os caracteres acentuados e sinais e símbolos menos usados ficava no topo — era 
a caixa alta. Assim, com o tempo, usar a caixa alta passou a significar “escrever 
em maiúsculas”, enquanto usar a caixa baixa significa “escrever em minúsculas”. 
Assim, Gutenberg solucionou os detalhes que tornaram a impressão um processo 
de reprodução viável.
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Luiz Tiago
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UNIDADE Introdução à História do Design Tipográfico
O Projeto Bíblia 
A meta de Gutenberg era o de criar uma impressão com letras tão belas como as 
manuscritas. Para tal, escolheu um exemplar manuscrito da biblioteca do mosteiro de 
Mainz, cuja caligrafia era a letra Textura – uma letra fortemente condensada e angulosa.
Figura 15 – O patrimônio universal, produzida na primeiraprensa de tipos móveis, a Bíblia 
de Gutenberg, conservada na Biblioteca Nacional da França Gallica (BnF). 
Restam apenas 48 exemplares e ela pode ser consultada on-line
Fonte: Wikimedia Commons
A Bíblia impressa por Johannes Gutenberg é o símbolo-chave de um momento 
de transição da história humana. A sua invenção, a imprensa, provocou uma revo-
lução: a propagação do “conhecimento para todos”.
O aperfeiçoamento da prensa de imprimir, a inovação do tipo móvel (letras indi-
viduais, reutilizáveis, fundidas em metal ou gravadas em madeira) e a fabricação de 
maiores quantidades de papel a baixo custo permitiram o aumento da produção de 
livros. Esse processo era de custo muito menor do que as edições anteriores, copia-
das à mão, permitindo a disseminação mais ampla da palavra escrita. A grande dis-
ponibilidade de livros encorajou uma maior alfabetização entre as pessoas comuns. 
Os livros não eram mais uma exclusividade da nobreza.
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Expansão da Imprensa
Inicialmente, as primeiras faces de tipos eram modificações e adaptações dos 
alfabetos feitos à mão pelos escribas. Conforme o processo de impressão ia se popu-
larizando, a aparência dos livros foi se distanciando do modelo manuscrito. Algumas 
adaptações tinham que ser feitas para maior economia e aproveitamento de tinta e 
papel. Tipos começaram a ser desenhados especificamente para os livros impressos 
– com desenhos de letras menores, porém mais legíveis. Com isso, os livros ficaram 
mais compactos e requeriam menos materiais, o que os tornava mais acessíveis.
À medida que a atividade da imprensa se espalhava, as tipografias locais come-
çaram a preferir os caracteres tipográficos locais, em vez do gótico Textura.
Jenson na Itália
Nicolas Jenson foi enviado em 1458 pelo rei francês Charles VII a Mainz, 
para aprender o segredo da impressão mecânica com tipos móveis de Johannes 
Gutenberg, sendo o seu aprendiz.
Quando regressou da Alemanha, em posse do novo saber, o descendente de Char-
les VII já não manifestou qualquer interesse pelo assunto. Assim, decidiu levar o seu 
conhecimento para a Itália.
Por volta de 1455, Jenson desenvolveu um novo tipo metálico de romanas 
combinando a tecnologia alemã com a estética italiana. O grande feito tipográfico 
do franco-veneziano Nicolas Jenson foi a realização em chumbo de um alfabeto 
misto. Ele harmonizou letras de proveniências diferentes. As maiúsculas lapidares 
da Capitalis Quadrata foram complementadas com minúsculas humanistas.
Figura 16 – Jenson desenvolveu os primeiros caracteres tipográfi cos romanos puros, caracterizados pelo 
contraste da haste mais espessa com traços extremamente fi nos; as serifas eram bruscas e solidamente 
ligadas, com uma ênfase oblíqua. Esse estilo tipográfi co fi cou conhecido como Old Style ou Estilo Antigo
Fonte: Wikimedia Commons
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Luiz Tiago
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UNIDADE Introdução à História do Design Tipográfico
Aldus Manutius como Publicador
No início dos anos 1490, na época das viagens de Cristóvão Colombo para a 
América, o estudioso e professor italiano Aldus Manutius visualizou livros impres-
sos de baixo custo como meio de tornar disponíveis a estudantes antigos manuscri-
tos, bem como um meio de fazer dinheiro. 
Seu empreendimento comercial mudou a conceituação dos livros. Ele imprimiu li-
vros menores, facilmente portáteis, para que as pessoas pudessem ler individualmente 
para si mesmas. O design dos livros de Manutius tomou uma estética mais moderna.
Figura 17 – Livro projetado e impresso por Aldo Manúcio (ou Aldus Manutius)
Fonte: Wikimedia Commons
Aldus Manutius trabalhou com Francesco Griffo para desenvolver o primeiro 
tipo itálico em 1506. Manutius descobriu que os caracteres itálicos eram bem 
mais estreitos que os caracteres romanos e passou a compor livros inteiros com 
a versão itálica para economizar espaço, outra vez procurando manter o custo da 
produção de livros o mais baixo possível.
Claude Garamond
Assim como as formas anteriores de escrever tiveram influência e evoluíram a 
partir dos instrumentos e materiais utilizados, Claude Garamond percebeu que a 
palavra impressa dependia do metal e de suas limitações. Por isso projetou letras 
que levavam em consideração o processo 
de impressão, deixando de imitar as for-
mas tradicionais das letras manuscritas, 
tornando-as mais refinadas, acuradas e 
consistentes ao que o metal possibilitava. 
Ele foi o primeiro a estabelecer um ne-
gócio exclusivamente para fundir letras e 
as vender para as oficinas de impressão, 
separando a fundição dos tipos da ofici-
na de impressão.
Figura 18 – Prova dos tipos de Garamond
Fonte: Wikimedia Commons
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Garamond talhou um caractere tipográfico baseada no desenho da Aldus 
Romana. Esse tipo em estilo antigo, ampla e prontamente aceito, foi usado na 
Europa quase que exclusivamente por 200 anos. Com a combinação simples 
e cuidadosa das letras em formas clássicas e legíveis, o tipo proporcionava um 
espaçamento entre palavras mais apertado que resultava em uma tonalidade 
visual mais uniforme quando impresso.
Designer de Tipos, Romain du Roi – Rei Luis IV
Já nos séc. XVII, a criação de desenhos de fonte ganha maior importância. 
No ano de 1692, realiza-se a primeira abordagem científica do design de tipos. 
A Academia Francesa de Ciências, por determinação de Louis XIV, desenvolve 
uma fórmula geométrica para tipografia. 
Um comitê formado por matemáticos elabora as chamadas Romanas do rei 
(Romain du Roi).
Figura 19 – Um exemplo da fonte Romain du Roi desenhada pela Academia Francesa 
de Ciências para ser uma fonte matemática e geometricamente perfeita
Fonte: Wikimedia Commons
A Tipografia e a Industrialização
Começ ando no sé culo XVII, a mecanização fez com que a produção de tipos 
crescesse de forma muito rápida. Na mesma época, foi graças aos impressores 
que a produção da literatura expandiu os conceitos de livre pensamento e de 
liberdade, encorajando as revoluções americana e francesa e inspirando outros 
movimentos políticos. Durante esse período, a tipografia transitou desde caracteres 
de textos claros, práticos e legíveis até as faces de tipos altamente ornamentadas 
que apareceram nos primeiros anúncios de propaganda da era vitoriana.
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UNIDADE Introdução à História do Design Tipográfico
Industrialização
Para atender às necessidades do crescente setor de produtos manufaturados, 
os anúncios tornaram-se predominantes. Tipos inusitados em formato display 
apareceram para ser usados em cartazes, papéis de carta, catálogos, tabelas de 
horários, cartões postais e outras necessidades de uma economia voltada para a 
fabricação e para o marketing. 
Figura 20 – Esse cartaz dos EUA usa vários tipos diferentes para maximizar 
o tamanho das letras para preencher todos os espaços
Fonte: Wikimedia Commons
Esses enormes títulos eram talhados em madeira, material mais leve e menos 
dispendioso em comparação se fosse fundido em chumbo.
Figura 21 – Blocos de tipos de madeira para títulos
Fonte: Wikimedia Commons
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A ascensão da propaganda no século XIX estimulou a demanda por letras em 
grande escala, que pudessem chamar a atenção no ambiente urbano. Esse universo 
da propaganda demandava a utilização de letras com desenhos fora do comum, 
para compor principalmente pôsteres, catálogos, etiquetas, embalagens.
O ano de 1886 marca a evolução da tipografia, com o Linotipo (ou Linotype), 
inventado por Otto Mergenthaler. Conhecida originalmente como composição 
de tipos à quente, cada letra era fundida em chumbo, derretido e colocada em 
um compositor, sendo possível compor uma linha inteira de texto. Cada letra era 
batida no teclado da máquina, sendo imediatamente fundida e integrada na com-
posição de colunas e de páginas. 
O mé todo de composiç ã o à quente de Mergenthaler era dez vezes mais rá pido 
do que a composiç ã o manual. A grande limitaç ã o da má quina linotipo era o es-
pacejamento entre as letras; erapossí vel o ajuste, poré m demandava a marcaç ã o 
especial no teclado por parte do operador durante o processo.
Figura 22 – Ilustração de 1904 apresentando 
o sistema da Linotipo
Fonte: Wikimedia Commons
Figura 23 – Slug (linha de chumbo 
composta em Linotipo)
Fonte: Wikimedia Commons
O aumento de produtividade permitiu que os jornais produzissem mais exempla-
res a preç o mais baixo. Levando menos tempo na sala de composiç ã o, os jornais 
eram impressos mais cedo e ediç õ es na hora oportuna tornaram-se rapidamente 
disponí veis para o pú blico geral
Pouco depois, por volta de 1870, ganhou força a litografia (gravura em pedra), 
especialmente para impressão de pôsteres que utilizavam grande quantidade de 
fontes display.
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UNIDADE Introdução à História do Design Tipográfico
A influência estética da era vitoriana e o movimento Arts and Crafts fluíram 
em conjunto para criar o movimento Art Nouveau. Baseado em linhas graciosas, 
sinuosas e curvas e em imagens femininas jovens e esbeltas, o estilo frequente-
mente se manifestava nos cartazes. Demonstrava também um renovado interesse 
pelas letras desenhadas à mão, uma vez que elas podiam ser facilmente incorpo-
radas nos trabalhos impressos com o uso da litografia em pedra. 
Figura 24 – Poster impresso em 
litografia de Alphonse Mucha
Fonte: Wikimedia Commons
Figura 25 – Pedra usada para a Litografia
Fonte: Wikimedia Commons
Arts and Crafts
William Morris, líder do movimento Arts and Crafts, quis reafirmar a prima-
zia da qualidade do trabalho manual sobre a máquina industrial. Condenou o 
sistema industrial de seu tempo e resgatou os sistemas da Idade Média, quando 
“cada homem que fabricava um objeto fazia ao mesmo tempo uma obra de arte 
e um instrumento útil.”
Ele teve uma profunda influência nas artes visuais e no desenho industrial dos 
fins do século XIX. Sobre o desenho tipográfico, Morris propagava: letras devem 
ser desenhadas por artistas, e não por engenheiros. Em 1890, resgatou a tipo-
grafia de Nicolas Jenson como forma de criticar a produção industrial e os abusos 
dos cartazes comerciais. Ele editou autores clássicos, sendo mais conhecida a obra-
-prima The Works of Geoffrey Chaucer.
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Figura 26 – The Works of Geoff rey Chaucer, ilustrado com xilogravuras segundo desenhos 
do artista Burne-Jones e impressa na Kelmscott Press em 1896, ano de sua morte
Fonte: Wikimedia Commons
Para desenhar e imprimir essas obras, Morris estudou em detalhe, entre outros, 
as iniciais e as bordes (bordas ornamentais) de Peter Löslein e Bernhard Maler, ar-
tistas que trabalharam para o prototipógrafo alemão Erhard Ratdolt (1474-1484).
Bauhaus
O design da década entre as guerras mundiais foi muito variado, e muitas das 
diferentes influências na arte mundial resultaram em designs tipográficos equivalen-
tes. As ideias de Art Dé co, futurismo, construtivismo, Art Nouveau, suprematis-
mo, impressionismo, expressionismo, cubismo, De Stijl, surrealismo, Jugendstil, 
dadaísmo, realismo social e Bauhaus coexistiam nos círculos da arte e do design 
na Europa. É difícil estabelecer uma linha de tempo, porque muitas delas estavam 
simultaneamente em voga.
A Bauhaus, uma escola germânica de design, foi fundada depois da I Guerra 
Mundial. O trabalho e as pesquisas dos professores e estudantes se baseavam em 
novas ideias sobre a composição a partir das influências estéticas e tecnológicas da 
época. Sua filosofia dizia que a forma segue a função, onde “menos é mais”.
A Bauhaus ensinava que o design “limpo” e o uso de materiais de boa qualidade 
resultavam em “bom design”. A meta era conseguir um espaço ou um objeto bem 
projetado que pudesse ser manufaturado usando a tecnologia industrial da época, 
sendo assim uma oposição direta à filosofia do movimento Arts and Crafts. 
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UNIDADE Introdução à História do Design Tipográfico
Moholy-Nagy, que, antes de integrar o corpo docente da Bauhaus, já se havia 
familiarizado com a obra do construtivista El Lissitzy, criou uma inconfundível ima-
gem visual para a escola usando formatos de letras simples, cores fortes, composi-
ções intrigantes de fotografia e texto.
Letras avulsas, vogais e consoantes, eram isoladas e tratadas como elementos 
de composição. Uma abordagem tipográfica séria, mas que continha um elemen-
to quase teatral.
Figura 27 – Folha de rosto de Staatliches Bauhaus Weimar, László Moholy-Nagy (1923)
Fonte: Wikimedia Commons
Quando a escola foi fechada, muitos dos instrutores emigraram para os Estados 
Unidos e continuaram a ensinar, onde influenciariam muitas gerações de artistas, 
designers e arquitetos.
Estilo suíço
O International Styl designa a expansão da Escola Suíça por todo o mundo. 
Esse movimento teve adeptos na Alemanha, nos EUA, na Ásia e em muitos 
outros países e regiões. 
O estilo demandava uma renúncia à exteriorização de sentimentos pessoais e 
subjetivos, ou às técnicas propagandísticas de persuasão da publicidade comer-
cial. Müller-Brockmann, mentor do Estilo Suíço, alinhou-o pela vereda da “des-
personalização” do design. O universalismo do Estilo Internacional fez repetir 
continuamente os mesmos padrões. Quase todas as agências de comunicação 
forneciam um trabalho indistinto e entediante. A fonte Helvetica era muito usa-
da nessa época.
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Figura 28 – Helvetica é uma fonte tipográfi ca sem serifa considerada como uma das mais populares ao redor do 
mundo. Foi criada em 1957 pelos designers Max Miedinger e Eduard Hoff mann. O objetivo do novo design 
foi o de criar uma tipografi a neutra, clara e sem signifi cados intrínsecos na sua forma, além de poder ser 
usada em uma gama de sinais. É uma das fontes mais associadas ao modernismo no design gráfi co
A Tecnologia Digital
Composição a Quente para Composição a Frio
A transição do linotipo ou tipo a quente para a fotocomposição ou tipo a frio foi 
gradativa, mas apenas com a popularização do offset nas décadas de 1960/1970 
essa tecnologia passou a ser largamente usada, superando o linotipo. A fotocompo-
sição foi designada como “composição a frio”, por oposição à linotipia, chamada de 
composição a quente.
Fotocomposição é a composição tipográfica feita por projeção de caracteres so-
bre papel (ou película de filme) fotossensível. Contrastando com o processo mais 
antigo de usar chumbo derretido para fundir matrizes de tipos, na fotocomposição 
as nuances dos detalhes tipográficos podiam ser controlados. Sem as dificuldades e 
limitações da fundição do tipo em metal, tornou-se possível o desenvolvimento de 
novas fontes tipográficas que antes não podiam ser fundidas em chumbo. 
Outra técnica de impressão surgida nessa época foi a de letras transferíveis 
(transfer), que era prática e acessível, embora limitada a pequenas sequências 
de texto. Adquiriu especial popularidade a empresa Letraset, cujas lâminas fo-
ram largamente usadas por designers e publicitários. 
Enquanto os papéis de impressor e designer gráficos eram geralmente pratica-
dos pela mesma pessoa nos dias da composição a quente, a invenção da compo-
sição a frio aumentou a divisão de responsabilidades. Os requisitos tecnológicos 
da fotocomposição alteraram as responsabilidades do designer no processo de 
produção de pré -impressão. 
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UNIDADE Introdução à História do Design Tipográfico
O layout podia ser feito dentro do estúdio no sistema de decalco-composição 
(paste up), baseado na transferência de letras-autoadesivas através da fricção sob 
um suporte plano de papel. Possibilitava maior flexibilidade na criação em relação 
aos processos impressos com os tipos de metal ou madeira, sendo usada dos anos 
1960 até os anos 1980.
Figura 29 – Letras decalcáveis da Letraset usadas na foto composição. As letras 
eram transferidas para um papel e usadas principalmente em títulos
Fonte: Wikimedia Commons
Tecnologia Digital
A segunda metade do século XX prenunciou mudanças drásticas na indústria 
dos tipos. As mudanças na tecnologia tiraram uma arte das mãos de especialistas 
técnicos para o domíniodo designer. 
A disponibilidade do computador pessoal nos anos 1980 provocaram mudanças 
conceituais e filosóficas e uma explosão de design criativo tanto na criação de fontes 
tipográficas como na composição tipográfica de fontes tradicionais. Ampliou ainda 
a possibilidade de criação através dos equipamentos técnicos da era da informática.
Figura 30 – O lançamento do computador Macintosh em 1984 revolucionou as indústrias de tipos 
e o design gráfico quando proporcionou a primeira ferramenta digital de uso amigável
Fonte: Wikimedia Commons
A tipografia passa a ser encarada como arquivo digital, aberta a uma nova gama 
de possibilidades, como as inteligências computacionais embutidas nas fontes.
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Tipos Digitais
Em 1958, a American Bankers Association desenvolveu um conjunto de ca-
racteres dos números 0 a 9 mais alguns símbolos para transações bancárias, 
para impressão com tinta contendo material magnético.
Figura 31 – Os caracteres de E-13B desenhados sobre uma grade
Fonte: Esteves, 2010
Logo depois, a European Computer Manufactors Association fez um conjunto al-
fanumérico completo chamado CMC7, também para impressão em tinta magnética.
Figura 32 – Alguns caracteres CMC7
Fonte: Esteves, 2010
Adrian Frutiger, junto com os técnicos da European Computer Manufactorers 
Association, em 1968, desenvolveu uma família completa de tipos denominada 
OCR-B, concebida para superar as restrições do OCR-A. A fonte OCR-B ainda é 
usada atualmente para facilitar a interpretação pelo computador dos caracteres com 
precisão, e ao mesmo tempo é agradável o suficiente para os olhos humanos. 
Figura 33 – A fonte OCR-A de 1968
Fonte: Esteves, 2010
A grande evolução no design tipográfico no final dos anos 1980-1990 foi a 
possibilidade de suavização digital (anti-aliasing) das bordas, possibilitando uma 
aparência suave ao fazer com que alguns pixels da borda de uma letra apareçam 
em tons de cinza.
Figura 34
Fonte: Acervo do conteudista
Os designers April Greiman, Rudy VanderLans e Zuzana Licko agarraram-se 
avidamente à tecnologia e imediatamente começaram a explorar a nova lingua-
gem visual possibilitada pela introdução da tecnologia digitalizada, armando o 
palco para uma nova era.
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UNIDADE Introdução à História do Design Tipográfico
Conjunto de três famílias, a Base 12/9 foi criada em 1996 pela tipógrafa 
Zuzana Licko para orginalmente ser utilizada no site da revista Emigre com o 
propósito de ter uma família consistente de fontes para a tela e adequadas tam-
bém para a impressão.
Figura 35 – As famílias Base 12/9 de cima para baixo: Bitmap, 
Bitmap sobreposto pelo contorno e fonte para impressora
Fonte: Esteves, 2010
A partir do surgimento do formato OpenType, em específico, tornou-se possí-
vel embutir algumas “inteligências”, como substituições automáticas de determina-
dos pares de caracteres de ligaduras, substituições por glifos alternativos para um 
mesmo caractere, letras caudais, diferentes estilos de algarismos etc.
Popularização do Design de Tipos
A distribuição comercial de tipos digitais em âmbito internacional fez com 
que a difusão de tipos de desenho inédito e independente ganhasse grandes 
proporções. Aumentou a liberdade de criação de tipos de livre inspiração do có-
digo Postscript feito para as impressoras. Com isso, aumentou o interesse por 
formas tipográficas vernaculares.
Figura 36 – A fonte Confidential 1992 é inspirada nos carimbos e a Just Lefthand nas letras de mão
Fonte: Esteves, 2010
A comercialização dos novos tipos digitais também foi facilitada com a tecnolo-
gia. Qualquer designer poderia criar a sua família tipográfica e disponibilizá-la para 
a venda, podendo ser adquirida em qualquer lugar do mundo. Bem diferente dos 
tipos pesados de chumbo, os tipos digitais podem ser transferidos instantaneamen-
te. Os principais revendedores são: MyFonts, Linotype e ITC.
A partir do ano 2000, houve um grande aumento de promoção e fomento da 
atividade, com o lançamento de livros específicos do assunto e os primeiros livros 
de autores brasileiros, como o de Priscila Farias e de Claudio Rocha, e também 
de grandes exposições e congressos sobre o assunto. 
Além da exposição positiva, empresas começaram a visualizar tipografias pró-
prias para suas identidades visuais, feitas sob encomenda.
Nessa nova sociedade de renovação permanente, novas oportunidades de pro-
jeto tendem a surgir, ampliando cada vez mais o desenvolvimento da tipografia.
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Material Complementar
Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade:
 Sites
Tipocracia
https://goo.gl/zGGiY9
Tipografos.net
https://goo.gl/JBkFqQ
 Livros
Elementos do Estilo Tipográfico: versão 3.0
BRINGHURST, R. Elementos do Estilo Tipográfico: versão 3.0. 2. ed. São Paulo: 
Cosac Naify, 2011.
 Vídeos
O DiaCrítico
O DiaCrítico é um programa mensal no YouTube apresentado por Diego Maldonado 
e Érico Lebedenco sobre tipografia nas mais diversas vertentes.
https://goo.gl/RxTzJy
Graphic Means
Trailer do Documentário Graphic Means.
https://goo.gl/vKdGg1
Caixa de Letras – Programa Estilo Arte 1 
https://youtu.be/IY8Xh_NGugw
DiaTipo SP 2014 – Histórias não impressas
https://youtu.be/xwHl_ndO4To
 Filmes
Helvetica
Helvetica. Produção e Direção: Gary Hustwit, 2007. DVD (82 min).
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Referências
CLAIR, Kate; BUSIC-SNYDER, Cynthia. Manual de tipografia: a história, a téc-
nica e a arte. 2. ed. Porto Alegre: Bookman, 2009. Disponível em: .
ESTEVES, Ricardo. O design brasileiro de tipos digitais: a configuração de um 
campo profissional. São Paulo: Blucher, 2010.
FARIAS, Priscila. Tipografia digital: o impacto das novas tecnologias. Rio de Ja-
neiro: 2AB, 1998.
FONSECA, Joaquim da. Tipografia & design gráfico: design e produção gráfica 
de impressos e livros. Porto Alegre: Bookman, 2008. Disponível em: .
LUPTON, Ellen. Pensar com tipos: guia para designers, escritores, editores e 
estudantes. São Paulo: Gustavo Gili, 2018.
LUPTON, Ellen. Tipos na tela. São Paulo: Gustavo Gilli, 2015.
PERUYERA, Matias. Diagramação e layout. Curitiba: Editora Intersaberes, 
2018. Disponível em: .
TIMOTHY, Samara. Guia de Tipografia. v. 1. Porto Alegre: Bookman, 2011.
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