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Conteúdo PRINCIPIOS DE SEGURANÇA DO TRABALHO ............................................................................................................................... 3 Introdução á Segurança do Trabalho ......................................................................................................................................... 3 Língua Portuguesa ................................................................................................................................................................... 10 Medicina do Trabalho I ............................................................................................................................................................. 19 Legislação e normas técnicas do trabalho ................................................................................................................................ 23 Organização Técnica Administrativa ........................................................................................................................................ 31 Psicologia Do Comportamento Humano ................................................................................................................................... 39 Introdução á informatica ........................................................................................................................................................... 48 Ingles Instrumental ................................................................................................................................................................... 51 SAÚDE E PREVENÇÃO DO TRABALHO ......................................................................................................................................... 55 Segurança na Construnção Cívil................................................................................................................................................... 55 Normas Regulamentadoras em Segurança do trabalho ............................................................................................................... 62 Medicina do trabalho II ............................................................................................................................................................. 87 Prevenção e Combate a Incêndios ................................................................................................................................................... 95 Segurança Industrial........................................................................................................................................................................ 107 Primeiros Socorros .......................................................................................................................................................................... 116 GESTÃO E MONITORAMENTO DO AMBIENTE O TRABALHO ................................................................................................... 124 Psicologia do Trabalho .................................................................................................................................................................... 124 Segurança no Meio Rural ................................................................................................................................................................ 127 Controle e Inspeção de Riscos ........................................................................................................................................................ 133 Educação Ambiental........................................................................................................................................................................ 136 Técnicas em Treinamento em Gestão de Segurança do Trabalho ................................................................................................. 141 Semana de combate ao Tabagismo ................................................................................................................................................ 148 Ergonomia ....................................................................................................................................................................................... 149 Biossegurança ................................................................................................................................................................................. 149 Estatística Aplicada em Acidentes e Doenças ................................................................................................................................ 149 Instituição de Ensino Charles Babbage 2 Introdução á Segurança do Trabalho PRINCIPIOS DE SEGURANÇA DO TRABALHO Nesta disciplina estaremos estudando a origem da Segurança do Trabalho, seus principais conceitos e aplicações. Você compreenderá os princípios a serem seguidos para que possamos desenvolver o trabalho seguro nas empresas. Histórico da segurança e saúde do trabalho Antecedentes Históricos Antes mesmo do advento histórico da Saúde Pública, ocorrido em 1854 – através da investigação epediomológica de Snow, que descobriu no poço de Broad Street o foco de epidemia da cólera que ameaçava Londres – já havia sugerido a ideia do que seria a Saúde Ocupacional, identificada em Leis do Parlamento Britânico que visavam proteger a saúde do trabalhador. No período de 1760 a 1830, ocorreu a advento da Revolução Industrial na Inglaterra, que deu grande impulso às industrias como conhecemos hoje. A revolução Industrial transformou totalmente as relações de trabalho existentes, pois naquela época praticamente só existia a figura do artesão ,que produzia seus produtos individualmente ou com alguns auxiliares e trocava seus produtos por outros, geralmente em um mercado público .Das máquinas domesticas e artesanais, criaram-se às máquinas complexas que exigiam volumosos investimentos de capital para sua aquisição e considerável mão de obra para o seu funcionamento, que foi recrutada indiscriminadamente entre homens e mulheres, crianças e velhos. O êxodo rural logo aconteceu e as relações entre capital e trabalho também iniciaram-se através de movimentos trabalhistas reivindicatórios. Pressionado, o Parlamento aprovou, em 1802, a “Lei de Saúde e Moral dos Aprendizes”, que estabeleceu o limite de 12 horas de trabalho por dia, proibiu o trabalho noturno e introduziu medidas de higiene nas fábricas. O não comprimento desta Lei, obrigou o Parlamento Britânico a criar, em 1833, a “Lei das Fábricas”, que estabeleceu a inspeção das fábricas, instituiu a idade mínima de 9 anos para o trabalho, proibiu o trabalho noturno aos menores de 18 anos e limitou a jornada de trabalho para 12 horas diárias e 69 horas por semana. Criou-se, em 1897, a inspetoria das Fábricas como órgão do Ministério do Trabalho Britânico, com o objetivo de realizar exames de saúde periódicos no trabalhador, além de propor a estudar doenças profissionais, principalmente nas fábricas pequenas ou desprovidas de serviços médicos. Paralelamente, em outros países europeus e nos Estados Unidos, adota-se uma legislação progressista em defesa da saúde do trabalhador. Em 1919, é fundada em Genebra, a Organização Internacional do Trabalho (OIT), tendo como objetivo estudar, desenvolver, difundir e recomendar formas de relações de trabalho, sendo que o Brasil um dos seus fundadores e signatários (veremos adiante alguns dados relativos ao Brasil). No Brasil as regras de proteção à saúde do trabalhador somente vigoraram em 1943, com a Consolidação das Leis do Trabalho, a qual foi instrumento das ações protetivas de saúde e segurança da população trabalhadora. Ao longo do tempo foram surgindo melhorias, porém, somenteserão equivalentes às emendas constitucionais. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) A Constituição Federal no §3° do art. 39, estendeu aos servidores públicos civis alguns direitos sociais assegurados aos trabalhadores urbanos e rurais, a saber: Art.39 - A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituirão conselho de política de administração e remuneração de pessoal, integrado por servidores designados pelos respectivos Poderes. (...) § 3º - Aplica-se aos servidores ocupantes de cargo público o disposto no Art. 7º, IV, VII, VIII, IX, XII, XIII, XV, XVI, XVII, XVIII, XIX, XX, XXII e XXX, podendo a lei estabelecer requisitos diferenciados de admissão quando a natureza do cargo o exigir. (Acrescentado pela EC-000.019-1998) E nos incisos XXII e XXIII do artigo 7° da Constituição Federal, vejamos: Art. 7º - São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social:(...) XXII - redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança; XXIII - adicional de remuneração para as atividades penosas, insalubres ou perigosas, na forma da lei; No que se refere a fiscalização do fiel cumprimento das normas de proteção ao trabalho a Constituição Federal estabelece, em seu art. 21, XXIV, que compete à União organizar, manter e executar a inspeção do trabalho, a saber: Art.21 - Compete à União: (...) XXIV - organizar, manter e executar a inspeção do trabalho; As doenças ocupacionais As doenças ocupacionais são doenças decorrentes do trabalho, estão diretamente ligadas às atividades e às condições em que o trabalho é desenvolvido. São exemplos de doenças ocupacionais as Instituição de Ensino Charles Babbage http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc45.htm#art5 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc45.htm#art5 http://www.dji.com.br/constituicao_federal/ec019.htm#Art.%205%C2%BA http://www.dji.com.br/constituicao_federal/ec019.htm#Art.%205%C2%BA null null doenças do movimento, ligadas às atividades onde há movimentos repetitivos como a LER-Lesão por Esforço Repetitivo. Outro exemplo de doença ocupacional é o câncer de traquéia em trabalhadores de minas e refinações de níquel. Também há doenças pulmonares de origem ocupacional, como a asma, causada pela inalação de partículas, névoas, vapores ou gases nocivos. Podemos destacar também o estresse ocupacional, que pode ser desencadeado por pressões no trabalho, gerando doenças psíquicas como a depressão. Há uma série de doenças onde as mesmas são desencadeadas ou agravadas pelas atividades, sempre que houver a relação direta do dano à saúde do trabalhador e a atividade que este desempenha, trata-se de uma doença ocupacional. No primeiro tópico, vimos que a medicina do trabalho ao logo dos anos vem sendo objeto de estudo de pesquisadores que buscam descrever o impacto das atividades à saúde dos trabalhadores. Em 1700 a obra “De MorbisArtificumDiatriba” - As Doenças dos Trabalhadores, de Bernardino Ramazzini na Itália descreve mais de 100 profissões o os riscos relacionados a cada profissão. Ao longo do tempo o processo produtivo sofreu transformações, novas atividades e, conseqüentemente novos riscos foram inseridos no desenvolvimento do trabalho. Já sabido que as profissões podem comprometer a saúde do trabalhador, atualmente discutimos o risco de cada atividade, estudando formas de eliminar ou controlar estes riscos nos ambientes de trabalho, diminuindo assim os impactos à saúde dos trabalhadores. Um ambiente de trabalho em condições desfavoráveis deve ser tratado, os riscos durante as atividades precisam ser identificados e posteriormente adotadas medidas de controle de riscos, diminuindo assim o índice de acidentes e doenças. O Ministério do Trabalho é o órgão de âmbito nacional responsável por fiscalizar as ações de Saúde e Segurança desenvolvidas pelas empresas, visto que estas estão obrigadas, segundo legislação vigente, a observar e resguardar a saúde dos seus trabalhadores. As ações de saúde e segurança, porém, não deve ser desenvolvida apenas com o objetivo de atender a legislação, a saúde do trabalhador precisa ser entendida dentro de um caráter humano de preservação da vida. A promoção da saúde e bem estar do trabalhador, através de programas prevenção e controle de acidentes e doenças, resultam em qualidade, produtividade e diminuição de custos para a empresa, entendo que as doenças ocupacionais e os acidentes de trabalho geram a interrupção do trabalho, afastamentos, gastos com custos de acidentes e substituição de mão de obra, desmotivação entre os funcionários, indenizações trabalhistas, e ainda, o comprometimento da imagem da empresa, se esta estiver associada a índices elevados de acidentes e doenças ocupacionais.A Medicina do Trabalho está fundamentada em estratégias de prevenção das doenças ocupacionais nos ambientes de trabalho, bem como no monitoramento da saúde ocupacional do trabalhador, do início ao fim do seu vínculo com a empresa. Para a eficácia da aplicação da Medicina Ocupacional, é necessária a conscientização da importância do trabalho seguro, o comprometimento de empregadores e empregados com a saúde, segurança e prevenção é o elemento principal para os resultados da Medicina Ocupacional. Os agentes patogênicos No primeiro tópico, vimos que a medicina do trabalho ao logo dos anos vem sendo objeto de estudo de pesquisadores que buscam descrever o impacto das atividades à saúde dos trabalhadores. Em 1700 a obra “De MorbisArtificumDiatriba” - As Doenças dos Trabalhadores, de Bernardino Ramazzini na Itália descreve mais de 100 profissões o os riscos relacionados a cada profissão. Ao longo do tempo o processo produtivo sofreu transformações, surgiram novas atividades e, conseqüentemente novos riscos foram inseridos no processo do trabalho. Já sabido que as profissões podem comprometer a saúde do trabalhador, atualmente discutimos o risco de cada atividade, estudando formas de eliminar ou controlar estes riscos nos ambientes de trabalho, diminuindo assim os impactos à saúde dos trabalhadores. De acordo com a NR-9, consideram-se riscos ambientais os agentes químicos, físicos, biológicos existentes nos ambientes de trabalho. Estes agentes são capazes de causar danos à saúde e à integridade física do trabalhador, em função de sua natureza, concentração, intensidade, sensibilidade e tempo de exposição. Classificamos a seguir os agentes de riscos ambientais: Agentes Físicos: Consideram-se agentes físicos as diversas formas de energia a que possam estar expostos os trabalhadores, tais como: ruído, vibrações, pressões Instituição de Ensino Charles Babbage 22 null null null null null null null null Estude mais em: www.uniorka.com.br-Portal do aluno. Bom estudo! Legislação e normas técnicas do trabalho anormais, temperaturas extremas, radiações ionizantes, radiações ionizantes, bem como o infra-som e o ultra-som. Agentes Químicos: Consideram-se agentes químicos as substâncias, compostos ou produtos que possam penetrar no organismo pela via respiratória, nas formas de poeiras, fumos, névoas, neblinas, gases ou vapores, ou que, pela natureza da atividade de exposição, possam ter contato ou ser absorvido pelo organismo através da pele ou por ingestão. Agentes Biológicos: Consideram-se agentes biológicos as bactérias, fungos, bacilos, parasitas, protozoários, vírus, entre outros. As condições desfavoráveis nos locais de trabalho, como o ruído excessivo, o excesso de calor ou frio, a exposição a produtos químicos e as vibrações, entre outros, provocam tensões no trabalhador, causando desconforto e originando acidentes.Agentes De Risco Agentes Físicos Agentes Químicos Agentes Biológicos - Ruído - Vibrações mecânicas -Temperaturas extremas - Pressões anormais - Radiações ionizantes - Gases - Vapores - Aerodispersóides: poeiras, fumos, névoas e neblinas. - Vírus -Fungos e bacilos - Parasitas Quando os riscos ambientais estão presentes no ambiente dentro dos limites de tolerância, controlados, podemos dizer que o ambiente de trabalho é salubre, pois a ação dos riscos ambientais está controlada. Os limites de tolerância são níveis em que o trabalhador poderá estar exposto ao agente sem prejuízos a sua saúde. Como exemplo pode citar o ruído. Consideramos, para este agente, o LT (Limite de Tolerância) de 85 dB, dentro de uma jornada de 8 horas, se o trabalhador está atuando nestas condições então sua exposição ocupacional está controlada, dentro dos limites permitidos. Quando, porém, os agentes de risco não estão controlados, tornam-se agentes patogênicos, pois poderão desencadear doenças ocupacionais. Cada agente patogênico é capaz de desenvolver uma ou mais doenças, conforme sua natureza e tempo de exposição do trabalhador durante a jornada de trabalho e ao longo dos anos. Estudaremos no próximo capítulo, os impactos que os agentes de risco podem causar na saúde dos trabalhadores caso não estejam controlados nos ambientes laborais. O objetivo principal deste é facilitar ao Técnico em Segurança do Trabalho a compreensão da legislação e normas que regem as relações da Segurança e Saúde no Trabalho.Com este fim, serão apresentados a origem, conceitos básicos, hierarquia das leis, e as relações entre as diversas áreas do Direito como a Segurança e Saúde no Trabalho. Instituição de Ensino Charles Babbage 23 -Radiações não- ionizantes http://www.uniorka.com.br-/ http://www.uniorka.com.br-/ null null null null null null null null null null Levando em consideração que todas as decisões referentes à Segurança e Saúde no Trabalho dependem de leis e normas pré-estabelecidas, apresentamos conceitos referentes a legislação, bem como as principais áreas do Direito que estão ligadas a Segurança e Saúde no Trabalho, a saber: Direitos humanos e organização internacional do trabalho (oit),constituição brasileira, consolidação das leis trabalhistas, normas regulamentadoras, legislação previdenciária, direito civil, direito penal. MTE Ministério do Trabalho e Emprego O Ministério do Trabalho e Emprego possui uma site especializado em Serviços e informações do Ministério do Trabalho ao publico. Contendo informações de Legislação, Normas Regulamentadoras, Portarias - Leis – Convenções, Consulta de Habilitação do Seguro-Desemprego, Histórico - Contato - Empregado Resgatado, Convenção Coletiva - Acordo Coletivo - Solicitação entre outros. Como também link direto para todo cidadão requerer seus direitos de trabalhador como CAT e aviar sugestões e denuncias. Um portal completo para todo trabalhador com lista completa de informações atualizadas de toda legislação trabalhista. Superintendência Regional do Trabalho e Emprego SRTE/MT - Mato Grosso Oferece serviços como: Assistência ao Trabalhador • Habilitação ao Seguro – desemprego; • Emissão de CTPS; • Registro Profissional; • Registro e Autenticação de Documentos; • Recebimento RAIS e CAGED. Relações Trabalhistas • Intermediação de conflitos coletivos; • Conciliação de conflitos individuais; • Assistência nas rescisões contratuais; • Registro de instrumentos coletivos; • Orientação sobre o processo de autorização de trabalho a estrangeiros; • Mesas de negociação; • Pró – Dignidade. Inspeção do Trabalho • Fiscalização; • Orientações trabalhistas; • Multas e recursos; • Combate às formas degradantes de trabalho; • Orientação institucional do PAT; • GECTIPA - Grupo Especial de Combate ao Trabalho Infantil e Proteção ao Trabalhador Adolescente. Gestão Institucional • Assessoria Jurídica • Comunicação Social • Assessoria ao Gabinete • Desenvolvimento de Recursos Humanos • Administração de Pessoal • Planejamento Estratégico • Informatização • Gerenciamento de Serviços Gerais Conceitos Importantes O que é legislação? É um conjunto de leis com valor jurídico, nos planos nacional e internacional, para assegurar estabilidade governamental e segurança jurídica às relações sociais entre cidadãos, instituições e empresas. E no Brasil, Estado Democrático de Direito (Estado no qualhá a exigência de reger-se por normas democráticas, e a sociedade política é baseada numa Constituição escrita), a legislação é originária de processo legislativo que a constrói, a partir de uma sucessão de atos, fatos e decisões políticas, econômicas e sociais. O que é LEI? Lei é a fonte principal do Direito. A lei é a forma moderna de produçãodo Direito Positivo. É ato do Poder Legislativo, que estabelece normas de acordo com os interesses sociais (NADER,1996). E se a lei for omissa? Se a lei for omissa deve-se recorrer aos outros elementos, considerados fontes acessórias de Direito, que estão contidos no Art° 4° da Lei de Introdução ao código Civil : a analogia, os costumes e os princípios gerais de direito. De acordo com Washington de Barros Monteiro (1985), "lei é um preceito comum e obrigatório, emanado do poder competente e provido de sançâo". Essa definição de lei é analisada pelo autor em seus diversos elementos: Instituição de Ensino Charles Babbage 24 null null null a) Preceito comum - dirige-se, indistintamente, a todos os membros da coletividade, sem distinção de ninguém; Será total se recair sobre todo o projeto, e parcial se atingir parte deste, porém abrangendo texto integral de artigo, parágrafo, inciso ou alínea (Art° 66, § 2° da Constituição Federal). Promulgação é uma declaração formal do Chefe do Executivo da existência da lei. A promulgação é obrigatória, cabendo-a ao Presidente da República, mesmo no caso de leis decorrentes de veto rejeitado (Art°. 66, § 5° da Constituição Federal). Se ele não o fizer dentro de 48 horas, o presidente do Senado a promulgará, e, se este também não o fizer, em igual prazo, caberá ao vice-presidente do Senado fazê-lo (Art° 66, § 7° da Constituição Federal). Publicação da lei constitui instrumento através do qual se transmite a promulgação aos destinatários da lei, de forma a torná-la conhecida pelos que têm que aplicá-la ou obedecer aos seus ditames. A publicação é condição para a lei entrar em vigor e tornar-se eficaz. Realiza-se pela inserção da lei promulgada no Diário Oficial. Quem a promulga deve determinar sua publicação. Concluída a fase de elaboração da lei, depois de votada, Com a publicação da lei, fixa-se a sua existência, passando a ser identificada pela numeração que recebe e pela data da promulgação. Mas a sua vigência, a sua qualidade impositiva, está sujeita a regras especiais. Caso não conste nos dispositivos da própria lei a data de sua entrada em vigor, prevalece o princípio do prazo único ou simultâneo estabelecido no Art° 1° da Lei de Introdução ao Código Civil (Decreto-Lei n° 4.657, de 4 de setembro de 1942), o qual determina que, à falta de disposição expressa em contrário, a lei começa a vigorar em todo o País, 45 dias depois de oficialmente publicada. Hierarquia das Leis b) Obrigatório - ninguém se subtrai ao seu tom imperativo e a seu campo de ação; c) A lei deve emanar do poder competente - se provier de órgão incompetente, perde a obrigatoriedade e, portanto, deixa de ser direito. Formação da lei O processo legislativo é estabelecido pela Constituição Federal e se desdobra nas seguintes etapas: apresentação de projeto, exame das comissões, discussão e aprovação,revisão, sanção, promulgação e publicação (NADER, 1996). Como são as etapas de formação das leis? A iniciativa da Lei compete a qualquer membro da comissão da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal, ao Presidente da República, ao Supremo Tribunal Federal, aos Tribunais Superiores, ao Procurador-Geral da República e aos cidadãos. A seguir, o projeto passa para o exame pelas comissões parlamentares, vincula-se às comissões de acordo com a matéria a ser tratada, tanto na Câmara dos Deputados como no Senado. É indispensável a aprovação nas duas Casas. Para revisão do projeto de Lei, este pode ser apresentado na Câmara ou no Senado Federal. Se iniciar no Senado, a Câmara funcionará como Casa Revisora e vice- versa, com as circunstâncias de que os projetos encaminhados pelo Presidente da República, Supremo Tribunal Federal e Tribunais Federais serão apreciados primeiramente pela Câmara dos Deputados. Após ser aprovado pela Casa revisora deverá será encaminhado à Presidência da República para sanção, promulgação e publicação; caso seja rejeitado, será arquivado; se apresentar emenda, retornará para a Casa de origem para novo estudo. Se rejeitado novamente, será arquivado. Sanção é o ato pelo qual o Executivo manifesto sua concordância à lei elaborada pelo Legislativo. Esta é elemento essencial à existência da lei e sua antítese natural é o veto, que constitui o modo de o Chefe do Executivo exprimir sua discordância com o projeto aprovado pelo Legislativo, por entendê-lo inconstitucional ou contrário ao interesse público. Instituição de Ensino Charles Babbage 25 null null No que tange a HIERARQUIA, as leis dividem-se em constitucionais, complementares e ordinárias. Leis Constitucionais: São as mais importantes, por conterem os elementos estruturais da nação e a definição fundamental dos direitos do homem, considerado como indivíduo e como cidadão. A Constituição Federal esta acima de todas. Leis Complementares: São aquelas votadas pela legislatura ordinária, porém destinadas à regulamentação dos textos constitucionais. A lei complementar sobrepõe-se à ordinária, de tal forma que a lei ordinária não pode revogar a complementar, nem contrariar as suas disposições. Leis Ordinárias: São as que emanam dos órgãos que a Constituição investiu da função legislativa. Em nossa organização política, compete ao Poder Legislativo fazer as leis, com a colaboração do Poder Executivo. Diferenças entre lei complementar e lei ordinária Existem duas diferenças básicaslei ordinária e lei complementar: uma quanto ao processo legislativo, formal, e outra quanto à matéria tratada, material. No que tange ao processo legislativo a diferença reside unicamente no "quorum" de aprovação. →As leis complementares são aprovadas por maioria absoluta (artigo 69 da Constituição Federal), ou seja, pelo voto favorável de mais da metade dos membros da casa legislativa. →As leis ordinárias podem ser aprovadas por maioria relativa e até por maioria simples, que é a mais simples das maiorias relativas, em consonância com a regra do artigo 47 da Constituição Federal: deliberação tomada por maioria relativa aos que votaram (mais da metade dos votos), desde que esteja presente, no mínimo, a maioria absoluta dos que teriam direito a votar (mais da metade dos membros da casa). No que tange à matéria tratada: → A Lei complementar o campo é sempre especificado expressamente pela Constituição, mediante expressões como: "nos termos de lei complementar", "lei complementar disporá sobre", "estabelecido (ou regulado) por lei complementar" e similares, que aparecem em diversos lugares do texto constitucional. Exemplo: Art. 43. Para efeitos administrativos, a União poderá articular sua ação em um mesmo complexo geoeconômico e social, visando a seu desenvolvimento e à redução das desigualdades regionais. § 1º - Lei complementar disporá sobre: - as condições para integração de regiões em desenvolvimento; II - a composição dos organismos regionais que executarão, na forma da lei, os planos regionais, integrantes dos planos nacionais de desenvolvimento econômico e social, aprovados juntamente com estes. →A Lei ordinária tem campo material residual, ou seja, cabe- lhe dispor sobre todas as matérias restantes não atribuídas expressamente à lei complementar, podendo a Constituição, no entanto, expressamente, deixar acessível alguma matéria à lei ordinária, o que faz quando diz "a lei definirá", "nos termos de lei", "fixado por lei" e locuções similares. Exemplo: § 2º do artigo 40 da Constituição Federal Art. 42 Os membros das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares, instituições organizadas com base na hierarquia e disciplina, são militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios. § 2º Aos pensionistas dos militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios aplica-se o que for fixado em lei específica do respectivo ente estatal Lei Delegada - É alicerçada pelos artigos 59, IV e 68 da Constituição Federal. A diferença em relação as outras leis é que o Poder Legislativo, conforme a abrangência e os limites por este estabelecidos, autoriza o Poder executivo a normatizar determinado assunto para casos de relevância e urgência, quando a produção de uma lei ordinária levaria muito tempo para dar uma resposta à situação. O chefe do executivo solicita a autorização, e o poder legislativo, fixa o conteúdo e os termos de seu exercício. Depois de criada a lei pelo chefe do e, numa autêntica delegação de competência. Medidas Provisórias - Não possui natureza jurídica de lei, sendo apenas dotada de força de lei. É adotada em caso de relevância e urgência pelo Presidente da República, com força de lei, devendo submetê-las de imediato ao Congresso Instituição de Ensino Charles Babbage 26 http://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_ordin%C3%A1ria null Nacional. A previsão legal encontra-se no art. 62 da Constituição Federal. Decretos Legislativos - Utilizado nas hipóteses de competência exclusiva do Congresso Nacional, e encontra-se alicerçado no art. 49 da Constituição Federal. No entanto, as regras sobre seu procedimento não estão previstas na Constituição Federal, mas sim no regimento interno. Resoluções - Utilizada nas hipóteses de competência privativa da Câmara, do Senado ou do Congresso Nacional. (art. 51 e 52 da CF). As regras sobre seu procedimento estão previstas no regimento interno. Em relação a organização federativa as leis dividem-se em federais, estaduais e municipais. Não se trata de escalonamento hierárquico, mas de uma distribuição segundo as matérias que a Constituição Federal atribui à competência das pessoas jurídicas de direito público interno, à União, aos Estados e aos Municípios. Leis federais: São as votadas pelo Congresso Nacional, com aplicação normal a todo território da nação, salvo aquelas que por motivo especial se restringem a uma parte dele. Leis estaduais: São as que votam as Assembleias Legislativas de cada Estado da Federação, com aplicação restrita à circunscrição territorial respectiva. Leis municipais: São as que as Câmaras de Vereadores aprovam e só vigem nos limites territoriais dos respectivos municípios. A lei maior é a Constituição Federal, a lei fundamental. Depois, vêm as leis federais ordinárias; em terceiro lugar, a Constituição Estadual; em seguida, as leis estaduais ordinárias e, por último, as leis municipais. Surgindo conflito entre elas, observar-se-á essa ordem de precedência quanto à sua aplicação. Vamos saber como surgiram as Leis que hoje tutelam a Segurança no Trabalho? Direitos Humanos e Organização Internacional do Trabalho (Oit) O berço da legislação que tutela a Segurança e Saúde no trabalho é a OrganizaçãoInternacional do Trabalho - OIT. Esta foi criada pela Conferência de Paz após a Primeira Guerra Mundial. A sua Constituição converteu-se na Parte XIII do Tratado de Versalhes. A partir da Revolução Industrial, os problemas relacionados com a saúde do trabalhador intensificam-se. As doenças do trabalho e as condições de trabalho deploráveis aumentaram proporcionalmente ao crescimento dos meios de produção. Em 1919,a Organização Internacional do Trabalho -OIT, e com o advento do Tratado de Versalhes, objetivando uniformizar as questões trabalhistas, a superação das condições subumanas do trabalho e o desenvolvimento econômico, adotou seis convenções destinadas à proteção da saúde e à integridade física dos trabalhadores o que se refere a limitação da jornada de trabalho, proteção à maternidade, trabalho noturno para mulheres, idade mínima para admissão de crianças e o trabalho noturno para menores. Em 1944, à luz dos efeitos da Grande Depressão a da Segunda Guerra Mundial, a OIT adotou a Declaração da Filadélfia como anexo da sua Constituição. A Declaração antecipou e serviu de modelo para a Carta das Nações Unidas e para a Declaração Universal dos Direitos Humanos. A Organização Internacional do Trabalho funda-se no princípio de que a paz universal e permanente só pode basear-se na justiça social. Fonte de importantes conquistas sociais que caracterizam a sociedade industrial, a OIT é a estrutura internacional que torna possível abordar estas questões e buscar soluções que permitam a melhoria das condições de trabalho no mundo. Constituição Brasileira Afinal, o que é constituição? É a lei fundamental de um Estado, ou seja, é o conjunto de normas que organiza os elementos constitutivos de um Estado. É a lei maior de um país e todas as outras leis devem seguir os preceitos nela elencados. Em alguns países, as emanações jurídicas fundamentais dispostas pela Declaração Universal dos Direitos Humanos são aproveitadas na Constituição, ao ponto daquela poder ser até considerada como sua mentora ou matriz desta. E a Constituição Brasileira promulgada em 1988 segue os princípios elencados na Declaração Universal dos Direitos Humanos. Instituição de Ensino Charles Babbage 27 Quantas Constituições o Brasil já teve? Constituições Brasileiras →Promulgadas, ou seja, que derivam do trabalho de uma Assembleia Nacional (1891, 1934, 1946 e 1988). →Outorgadas, ou seja, são as elaboradas e estabelecidas sem a participação popular, através do poder da época (1824,1937, 1967 e EC n.°01/1969). Importante saber! →Norma jurídica – é a conduta exigida ou o modelo imposto de organização social. (NADER, 1996) Direito Constitucional Direito constitucional é o ramo do direito público interno dedicado à análise e interpretação das normas constitucionais. Ressaltando que as normas constitucionais são Leis Supremas de um Estado soberano. Classificação da Constituição Brasileira de 1988 A Constituição Brasileira de 1988 apresenta a seguinte classificação: Formal – consubstanciada de forma escrita; Escrita – é codificada e sistematizada em um único documento; Legal – lei fundamental de uma sociedade; Dogmática – se apresenta como produto escrito e sistematizado por um órgão constituinte. Promulgada (democrática, popular) – origina-se do trabalho de uma Assembleia Nacional Constituinte composta por representantes do povo. Rígida – é uma constituição escrita que pode ser alterada por um processo mais solene e dificultoso do queo existente para a edição das demais espécies normativas. Analítica- examina e regulamenta todos os assuntos que entendam relevantes à formação, destinação e funcionamento do Estado. conceito e conteúdo dos princípios constitucionais Importante saber! Princípio jurídico- é o alicerce, a base do ordenamento. Ele contém as orientações, as diretrizes que devem ser seguidas por todo o Direito. Os princípios constitucionais fundamentais são de natureza variada. No entanto, vejamos à expressiva lição de Gomes Canotilho e Vital Moreira: . “Princípios fundamentais visam essencialmente definir e caracterizar a coletividade política e o Estado e enumerar as principais opções político-constitucionais”. Relevam a sua importância capital no contexto da Constituição e observam que os artigos que os consagram “constituem por assim dizer a síntese ou matriz de todas as restantes normas constitucionais, que àquelas podem ser direta ou indiretamente reconduzidas” (MORAES,2005). Comunicação do Acidente De acordo com o art.22 da Lei 8214/91, a empresa deverá comunicar o acidente do trabalho à Previdência Social até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência e, em caso de morte, de imediato, à autoridade competente, sob pena de multa variável entre o limite mínimo e o limite máximo do salário-de-contribuição, sucessivamente aumentada nas reincidências. Da comunicação de acidente do trabalho receberão cópia fiel o acidentado ou seus dependentes, bem como o sindicato a que corresponda a sua categoria. Na falta de comunicação por parte da empresa, podem formalizá-la o próprio acidentado, seus dependentes, a entidade sindical competente, o médico que o assistiu ou qualquer autoridade pública, não prevalecendo o prazo previsto de um dia. A empresa não se exime de sua responsabilidade pela comunicação do acidente feita pelos terceiros acima citados.Os sindicatos e as entidades de classe poderão acompanhar a cobrança das multas, pela Previdência Social. O estudo desta disciplina tem como objetivo facilitar ao Técnico em Segurança do Trabalho a compreensão das normas regulamentadoras que regem as relações da Segurança e Saúde no Trabalho. Com esta finalidade serão Instituição de Ensino Charles Babbage 28 null null null apresentadas as NRs e definições para melhor entendimento de cada norma regulamentadora. Ressalta-se que na apresentação de cada NR estão os artigos da CLT nos quais estão alicerçadas a referidas normas regulamentadoras. Normas Regulamentadoras NR1 – DISPOSIÇÕES GERAIS – (Art. 154 a 159 da CLT). Estabelece o campo de aplicação de todas as Normas Regulamentadoras de Segurança e Medicina do Trabalho Urbano, bem como os direitos e obrigações do governo, dos empregados e dos trabalhadores no tocante a este tema específico. Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho (SSST) é o órgão de âmbito nacional competente em conduzir as atividades relacionadas com a segurança e saúde ocupacional. Essas atividades incluem a Campanha Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho (Canpat), o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) e ainda a fiscalização do cumprimento dos preceitos legais e regulamentares sobre segurança e saúde ocupacional, em todo o território nacional. Delegacia Regional do Trabalho (DRT) é o órgão deve recorrer em caso de ter dúvidas sobre como proceder em situações de acidentes de trabalho ou problemas relacionados. Este órgão é competente para: adotar medidas necessárias à fiel observância dos preceitos legais e regulamentares sobre segurança e medicina do trabalho, inclusive orientar os empregadores sobre a correta implementação das NRs; impor as penalidades cabíveis por descumprimento dos preceitos legais; embargar obra ou interditar estabelecimento; notificar as empresas, estipulando prazos para eliminação e/ou neutralização de insalubridade; atender requisições judiciais para realização de perícias sobre segurança e medicina ocupacional nas localidades onde não houver médico do trabalho ou engenheiro de segurança do trabalho registrado no MTE. O trabalho de fiscalização da DRT pode ser delegado a outros órgãos federais, mediante convênio autorizado pelo Ministério do Trabalho e Emprego.Empregador segue a definição adotada pela CLT, a saber: Art. 2º - Considera-se empregador a empresa, individual ou coletiva, que, assumindo os riscos da atividade econômica, admite, assalaria e dirige a prestação pessoal de serviço Empregado segue a definição adotada pela CLT, a saber: Art. 3º - Considera-se empregado toda pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual a empregador, sob a dependência deste e mediante salário. Empresa para fins de aplicação das NRs é o estabelecimento ou o conjunto de estabelecimentos, canteiros de obra, frente de trabalho, locais de trabalho e outras, constituindo a organização, que é utilizado pelo empregador para atingir seus objetivos. Estabelecimento é cada uma das unidades da empresa, podendo funcionar em lugares diferentes, tais como: fábrica, refinaria, usina, escritório, loja, oficina, depósito, laboratório. Setor de serviço é a menor unidade administrativa ou operacional compreendida no mesmo estabelecimento. Canteiro de obra é a área do trabalho fixa e temporária, onde se desenvolvem operações de apoio e execução à construção, demolição ou reparo de uma obra. Frente de trabalho é a área de trabalho móvel e temporária, onde se desenvolvem operações de apoio e execução à construção, demolição ou reparo de uma obra. Local de trabalho é a área onde são executados os trabalhos. DO EMPREGADOR. Cumprir e fazer cumprir as disposições legais e regulamentares sobre segurança e saúde ocupacional. Elaborar ordens de serviço (procedimentos, instruções, padrões, entre outros documentos internos de empresa) sobre segurança e saúde ocupacional, dando conhecimento aos empregados, com os seguintes objetivos: -Adotar medidas para eliminar ou neutralizar atividades ou operações insalubres bem como as condições inseguras de trabalho; - Estabelecer requisitos internos de segurança e saúde ocupacional de forma a minimizar a ocorrência de atos inseguros e melhorar o desempenho do trabalho; - Divulgar as obrigações e proibições que os empregados devam conhecer e cumprir; - Determinar os procedimentos que deverão ser adotados em caso de acidente do trabalho e doenças profissionais ou do trabalho; Instituição de Ensino Charles Babbage 29 null null null -Adotar requisitos de segurança e saúde ocupacional estabelecidos pelos documentos técnicos e legais; -Informar aos empregados que serão passíveis de punição, pelo descumprimento das ordens de serviço expedidas. Submeter-se aos exames médicos estabelecidos no Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) da empresa; Colaborar com a empresa na aplicação das NRs. Ressaltando que constitui ato faltoso, sujeito a penalidade, a recusa injustificada do empregado ao cumprimento dos itens acima relacionados.(Ver art.482 da CLT) Penalidades previstas na legislação a serem aplicadas ao empregado que não atender aos requisitos de segurança e saúde ocupacional estabelecidos pela legislação e pelo empregador: Embora a ação prevencionista deva valorizar a conscientização, vale frisar que a legislação garante ao empregador ação disciplinar em quatro etapas, caso os procedimentos de segurança sejam ignorados pelo empregado: advertência oral; advertência escrita; suspensão sem pagamento; dispensa por “justa causa”. Penalidades previstas na legislação a serem aplicadas ao empregador que não atender aos requisitos de segurança e saúde ocupacional estabelecidos pela legislação e pelo empregador: O não-cumprimento das disposições legais e regulamentares sobre segurança e saúde ocupacional acarretará ao empregador a aplicação das penalidades previstas na legislação pertinente, incluindo multas, embargos e interdição conforme previsto na NR3 - Embargo ou Interdição e NR 28 - Fiscalização e Penalidades. NR 2 - inspeção prévia – (Artigos 160 e 161 da CLT) - Estabelece as situações em que as empresas deverão solicitar ao MTE a realização de inspeção prévia em seus estabelecimentos, bem como a forma de sua realização. Procedimento da empresa antes de início suas atividades econômicas: Todo estabelecimento novo, antes de iniciar suas atividades, deverá solicitar aprovação de suas instalações ao Órgão Regional do MTE, isto é, a Delegacia Regional do Trabalho (DRT). Certificado de aprovação de instalações (cai): Documento emitido pela DRT, órgão regional do MTE, após realizar a inspeção prévia nas instalações. O modelo de CAI está previsto na NR 2. O CAI se aplica aos estabelecimentos novos e sempre que ocorrerem modificações substanciais nas instalações e/ou nos equipamentos de seu(s) estabelecimento(s). É facultado às empresas submeter à Informar aos trabalhadores: 1. Os riscos profissionais que possam originar-se nos locais de trabalho; 2. Os meios para prevenir e limitar tais riscos e as medidas adotadas pela empresa; 3. Os resultados dos exames médicos e de exames complementares de diagnóstico aos quais os próprios trabalhadores forem submetidos; 4. Os resultados das avaliações ambientais realizadas nos locais de trabalho. Permitir que representantes dos trabalhadores acompanhem a fiscalização dos preceitos legais e regulamentares sobre segurança e medicina do trabalho. Como o empregador deve evidenciar o atendimento dos requisitos técnicos e legais previstos nas nrs e outros documentos: Para fins de fiscalização, perícias e auditorias, o empregador deve evidenciar o atendimento aos requisitos técnicos e legais por meio de documentos, registros de treinamentos e outras formas rastreáveis, inclusive eletrônicas. Vale destacar que, ocorrendo acidente com vítima que desencadeie processo na Justiça (civil/criminal), contra o empregador, será exigida comprovação do atendimento dos requisitos técnicos e legais. Responsabilidades do empregado: Caberá ao empregado obedecer aos requisitos técnicos e legais estabelecidos pela legislação, além dos procedimentos escritos e boas práticas estabelecidas e comunicadas pelo empregador. Os seguintes aspectos devem ser considerados: Cumprir as disposições legais e regulamentares sobre segurança e saúde ocupacional, inclusive as ordens de serviço expedidas pelo empregador; Usar o Equipamento de Proteção Individual (EPI), o Equipamento de Proteção Coletiva (EPC) e métodos de trabalho fornecidos e estabelecidos pelo empregador; Instituição de Ensino Charles Babbage 30 null null Estude mais em: www.uniorka.com.br-Portal do aluno. Bom estudo! Organização Técnica Administrativa apreciação prévia da DRT, órgão regional do MTE, os projetos de construção e respectivas instalações. Objetivo do certificado aprovação das instalações: A inspeção prévia e a declaração de instalações previstas na NR 2 constituem os elementos capazes de assegurar que o novo estabelecimento inicie suas atividades livre de riscos de acidentes e/ou de doenças do trabalho. Amparo legal para emissão do cai: A empresa que não atender ao disposto naqueles itens fica sujeita ao impedimento de seu funcionamento, conforme estabelece o artigo 160 da CLT, até que seja cumprida a exigência deste artigo. O que fazer quando não for possível realizar inspeção prévia antes do início das operações do novo estabelecimento: Uma declaração das instalações do estabelecimento novo, conforme modelo previsto na NR 2, deverá ser encaminhada a DRT, órgão regional do MTE. NR3 - Embargo ou interdição - Trata do embargo ou interdição pela Delegacia Regional do Trabalho conforme o caso, à vista de laudo técnico do serviço competente que demonstre grave e iminente risco para o trabalhador, poderá interditar estabelecimento, setor de serviço, máquina ou equipamento, ou embargar a obra. Você conhecerá nesta disciplina as principaistécnicas e estratégias para desenvolvimento do trabalho dentro de uma boa administração dos fatores que envolvem os diferentes recursos nas empresas. Organizações A principio tem-se que pensar - O que caracteriza uma organização? Segundo Maximiano (1992) "uma organização é uma combinação de esforços individuais que tem por finalidade realizar propósitos coletivos. Por meio de uma organização torna-se possível perseguir e alcançar objetivos que seriam inatingíveis para uma pessoa. Uma grande empresa ou uma pequena oficina, um laboratório ou o corpo de bombeiros, um hospital ou uma escola são todos exemplos de organizações." Uma organização é formada pelo soma de pessoas, máquinas e outros equipamentos, recursos financeiros e outros. A organização então é o resultado da combinação de todos estes elementos orientados a um objetivo comum. A qualidade é o resultado de um trabalho de organização. As organizações são uma forma de instituição, predominante em nossa sociedade altamente especializada e interdependente. Elas passam por todos os aspectos da vida moderna e envolvem atenção, tempo e energia de numerosas pessoas. Possuem uma estrutura interna e interagem com outras organizações. “São concebidas como unidades sociais (ou agrupamentos humanos) intencionalmente construídas e reconstruídas, a fim de atingir objetivos específicos”. Exemplos: Corporações, Exércitos, Escolas, Hospitais, Igrejas, etc... Uma organização tem um objetivo, uma meta, e para que este seja alcançado com mais eficiência, é necessário que haja uma relação estável entre as pessoas, sendo estas relações sociais estáveis criadas deliberadamente, para atingir determinado fim. Existe um tipo específico de organização, as chamadas organizações formais, “constituem uma forma de agrupamento social, que é estabelecido de uma maneira deliberada ou proposital para alcançar um objetivo específico... é caracterizada principalmente pelas regras, regulamentos e estrutura hierárquica que ordenam a relação entre seus membros”. Isto estabelece um relacionamento formal entre as pessoas, reduzindo as imprevisibilidades do comportamento humano, regulando as relações entre as pessoas e facilitando a administração da organização. Dentre as organizações formais existem as chamadas organizações complexas. Devido ao seu grande tamanho ou à natureza complicada das operações (como os hospitais e universidades), sua estrutura e processo apresentam alto grau de complexidade. A convergência dos esforços entre as partes componentes (departamentos, seções) é dificultada por fatores como a diferenciação das características pessoais e ao enorme tamanho da organização. Conhecendo um pouco sobre empresas Instituição de Ensino Charles Babbage 31 http://www.uniorka.com.br-/ http://www.uniorka.com.br-/ null null null null Algumas considerações importantes quando mencionamos empresas vistas como organizações sociais são: Na moderna sociedade, quase todo processo produtivo é realizado nas organizações. Assim, nossa sociedade pode ser caracterizada por uma sociedade de organizações. O homem passa a maior parte de sua vida nas organizações. Existem três razões que explicam a existência das organizações: Razões sociais: as pessoas necessitam se relacionar. Através das organizações que os indivíduos satisfazem-se socialmente; Razões materiais: as pessoas se organizam para aumentar suas habilidades, comprimir o tempo requerido para atingir um objetivo e adquirir conhecimento através do compartilhamento de informações; Razões sinergético: duas ou mais pessoas conseguem produzir mais atuando conjuntamente do que individualmente. O Papel Social Das Organizações: • Melhoram a qualidade de vida das pessoas; • Contribuem para a evolução do conhecimento de um povo; • Permitem uma organização social melhor. Conceito de organização Organizações são unidades sociais intencionalmente constituídas para atingir objetivos comuns; Uma organização nunca constitui uma unidade pronta e acabada, mas um organismo social vivo e sujeito a mudanças. Tipos de organizações Organizações lucrativas: Organizações que perseguem objetivos lucrativos. Ex.: Empresas (industriais comerciais e financeiras). Organizações não lucrativas: Organizações que perseguem objetivos não lucrativos. Ex.: Governo, ONG, instituições filantrópicas, etc. Características da empresa • São orientadas para o lucro. • Assumem riscos que envolvem tempo, recursos, dinheiro e esforços. • São dirigidas por uma filosofia de negócios, visando sua vitalidade econômica. • São avaliadas sob o ponto de vista contábil. • São reconhecidas como negócios. • São propriedades privadas (limitada ou anônima). • Empresas como sistema abertos: As empresas atum como um sistema aberto onde recebe insumos do ambiente, processam e devolvem para o ambiente produto e serviços acabados. Objetivos das empresas: • Proporcionar satisfação das necessidades de bens e serviços da sociedade; • Proporcionar emprego produtivo para todos os fatores de produção; • Aumentar o bem-estar da sociedade por meio do uso econômico dos fatores de recursos; • Proporcionar um retorno justo aos fatores de entrada; • Proporcionar um clima em que as pessoas possam satisfazer uma porção de necessidades humanas. Os níveis das empresas Nível institucional: É o nível estratégico, composto por diretores, acionistas ou autos executivos; Nível intermediário: é o nível que cuida da articulação interna entre os níveis institucional e operacional; Nível operacional: É o nível que está ligado à execução das tarefas. Contexto organizacional atual: • Competitividade; • Novos desenhos organizacionais; • Fonte de vantagem competitiva; • Melhoria de desempenho; • Novos estilos de gestão; • Envolvimento de empregado. Apesar do sentimento de que o mundo mudou muito nos últimos anos, estamos apenas iniciando um novo processo de mudanças ao entrar no Século XXI. Diante do conteúdo posto até agora as organizações devem seguir uma nova lógica para que sobreviva ao mercado e estas são: Instituição de Ensino Charles Babbage 32 null null null null null null null null null null null null null null null 1. Cadeias de comando mais curtas. 2. Menos unidade de comando. 3. Amplitudes de controle mais amplas. 4. Mais participação 5. Staff como consultor e não como executor. 6. Ênfase nas equipes de trabalho. 7. A organização como um sistema de unidades de negócio interdependentes. 8. Infraestrutura. 9. Abrandamento dos controles externos às pessoas. 10. Foco no negócio básico e essencial (core business). 11. Consolidação da economia do conhecimento As organizações focadas no futuro e no seu destino estão sintonizadas com os seguintes desafios: 1. Globalização: visão global do negócio para mapear a concorrência e avaliar a posição relativa dos produtos e serviços. O benchmarking deixou de ser local ou regional. O refrão é pensar globalmente e agir localmente. 2. Pessoas: preocupação em educar, treinar, motivar, liderar as pessoas incutindo-lhes o espírito empreendedor e oferecendo-lhes uma cultura participativa ao lado de oportunidades de plena realização pessoal. A organização indica os objetivos que pretende alcançar, focaliza a missão e visão e oferece oportunidades de crescimento que fortaleçam seu negócio. Pessoas são parceiros e colaboradores e não funcionários batedores de cartão de ponto. 3. Cliente: capacidade de conquistar, manter e ampliar a clientela. As organizações bem sucedidas têm intimidade com o cliente, conhecem as mutáveis características, necessidades e aspirações de sua clientela. 4. Produtos/serviços: necessidade de diferenciar produtos e serviços em termos de qualidadee atendimento. Os P&S estão ficando cada vez mais parecidos – verdadeiras commodities. A vantagem competitiva consiste em agregar elementos adicionais como qualidade e atendimento para diferenciá-los em relação aos concorrentes. 5. Conhecimento: na Era da Informação o recurso organizacional mais importante – o capital financeiro – cede o pódio para o capital intelectual. É o conhecimento e sua aplicação que permite captar a informação disponível para todos e transformá-la em oportunidade de novos P&S antes que os concorrentes o façam. 6. Resultados: necessidade de fixar objetivos e perseguir resultados, reduzindo custos e aumentando receitas. Visão do futuro e focalização em metas a serem alcançadas são imprescindíveis. 7. Tecnologia: necessidade de avaliar e de atualizar a organização para acompanhar e aproveitar os progressos tecnológicos. Organizações excelentes não são as que detêm a tecnologia mais avançada, mas aquelas que sabem extrair o máximo de suas tecnologias atuais. O preparo e a capacitação das pessoas estão por trás disso. Estratégias Organizacionais Estratégia é hoje uma das palavras mais utilizadas na vida empresarial e encontra-se abundantemente presente quer na literatura da especialidade, quer nos textos mais comuns, mesmo de âmbito jornalístico. À primeira vista parece tratar-se de um conceito estabilizado, de sentido consensual e único, de tal modo que, na maior parte das vezes, entende-se ser escusada a sua definição. Contudo, um pouco de atenção ao sentido em que a palavra é usada permite, desde logo, perceber que não existe qualquer uniformidade, podendo o mesmo termo referir-se a situações muito diversas. Se para uma leitura apressada esse fato não traz transtornos, para o estudante destas matérias e mesmo para os gestores têm por função definir ou redefinir estratégias e implantá-las nas organizações, a definição rigorosa do conceito que têm de operacionalizar é o primeiro passo para o êxito dos seus esforços. Estratégia é uma palavra que deriva do grego strategos, que significa general no comando das tropas. O seu uso já era comum há cerca de 500 anos a.C. Com o tempo, o significado de strategos foi evoluindo e passou a incluir habilidades gerenciais, além das puramente militares. O termo estratégia, com a sua origem no militarismo, tornaram-se muito comum nas diversas áreas do mercado. No período que antecedeu Napoleão Bonaparte, estratégia significava arte ou ciência de conduzir forças militares para derrotar o inimigo ou abrandar os resultados da derrota. De acordo com Clavell, Sun Tzu* foi um dos inspiradores da visão estratégica adotada por Bonaparte. Instituição de Ensino Charles Babbage 33 null null null null null null null null null Em 1782, A Arte da Guerra foi traduzida pela primeira vez para o francês. Há uma lenda - que diz ter sido esse livrinho a chave do sucesso e arma secreta de Napoleão. Certamente Napoleão usou os conhecimentos de Sun Tzu para conquistar a maior parte da Europa. Foi apenas quando deixou de segui-los que foi derrotado. A essência do pensamento de Sun Tzu sobre estratégia pressupõe o conhecimento da pesquisa de mercado, a análise dos pontos fortes e fracos e das ameaças a serem enfrentadas. Transportando a sua reflexão para a "guerra empresarial", nos dias de hoje, podemos verificar que uma empresa que define a sua estratégia no autoconhecimento e na investigação permanente do ambiente competitivo é capaz de escolher uma estratégia em condições de superar os oponentes, através de um posicionamento diferenciado, que consiste em se aproveitar da própria força que pode anular ou derrotar o concorrente, desde que a visão contemple um olhar de fora para dentro. "Se conhecemos o inimigo e a nós mesmos, não precisamos temer o resultado. Se nos conhecemos, mas não ao inimigo, para cada vitória sofremos uma derrota. Se não nos conhecemos nem ao inimigo, sucumbiremos em todas as batalhas." A estratégia como uma orientação coerente de marketing ressalta a intimidade com a estratégia empresarial, bem como a sua escolha, a partir de uma visão bottom-up. Retomando o curso da história, foi só no final do século XVIII que o termo estratégia teve seu significado ampliado à política e à economia. Sua utilização na área empresarial deu- se a partir da Revolução Industrial. Na área de gestão empresarial, a palavra foi adotada em 1947 por Von Newmann e Morgenstein, em um livro sobre teoria dos jogos. O assunto e a palavra são, de certo, vastos e polêmicos, com uma polissemia que atravessa a história. Existem múltiplas definições sobre estratégia que foram incorporadas ao seu repertório semântico ao longo do tempo. Alguns exemplos ajudam a esclarecer a evolução do conceito e suas interpretações: para Von Newmann e Morgenstein, estratégia é uma série de ações tomadas por uma empresa e definidas de acordo com uma situação particular. Segundo Drucker, é a análise da situação presente e a sua mudança, se necessário. Já Ansoff descreve-a como a regra para tomar decisões determinadas pelo escopo produto/mercado, vetor de crescimento, vantagem competitiva e sinergia. Na visão de Ackoff, a estratégia está preocupada com os objetivos de longo prazo e os meios para alcançá-los, e que afetam o sistema como um todo. Michael Porter, o principal artífice do estudo sobre estratégia, e que é a base da articulação de pensamento deste ensaio, é axiomático em suas posições. Considerado o mais influente especialista em estratégia empresarial da atualidade, Porter deflagrou uma revolução intelectual na gestão das empresas. Conceitos como estratégia competitiva e vantagem competitiva vêm dominando o mundo dos negócios. A tese de Porter é que a noção que fundamenta o conceito de estratégias genéricas (custo, diferenciação e enfoque) é que a vantagem competitiva está no âmago de qualquer estratégia, e para obtê-la é preciso que uma empresa - faça uma escolha (trade off) - se uma empresa deseja obter uma vantagem competitiva, ela deve fazer uma escolha sobre o tipo de vantagem competitiva que busca obter e sobre o escopo dentro do qual irá alcançá-la. Ser "tudo para todos" é uma receita para a mediocridade estratégica e para um desempenho abaixo da média, pois normalmente significa que uma empresa não tem absolutamente qualquer vantagem competitiva. Estratégia é criar uma posição exclusiva e valiosa, envolvendo um diferente conjunto de atividades. Se houvesse apenas uma única posição ideal, não haveria necessidade de estratégia. As empresas enfrentariam um imperativo simples - ganhar a corrida para descobrir e se apropriar da posição única. Ser diferente, ocupar uma posição não explorada e assumir uma personalidade de valor único. São os ingredientes de um posicionamento estratégico defendidos por Porter: Afinal, a essência do posicionamento estratégico consiste em escolher atividades diferentes daquelas dos rivais. Se os mesmos conjuntos de atividades fossem os melhores para produzir todas as variedades de produtos, para satisfazer a todas as necessidades e para ter acesso à totalidade dos clientes, as empresas simplesmente se alternariam entre elas e a eficácia operacional determinaria o desempenho. Em estratégia, o tudo é nada. O menos é mais. Ser diferente, focalizar uma escolha e demarcar uma posição única no mercado faz parte da excelência estratégica empresarial. A origem militar da estratégia Há 2500 anos SunTzu escreveu um livro extraordinário, na China, chamado A Arte da Guerra. Ele nos ensina que o mérito supremo consiste em quebrar a resistência do inimigo sem lutar. Ainda mais importante, A Arte da Guerra1 mostra com grande clareza como tomar a iniciativa e combater o Instituição de Ensino Charles Babbage 34 null nullnull null inimigo: qualquer inimigo. Sun Tzu escreveu: se você se conhece e ao inimigo, não precisa temer o resultado de uma centena de combates. As verdades de Sun Tzupodem, da mesma forma, mostrar o caminho da vitória em todas as espécies de conflitos comerciais comuns, batalhas em salas de diretoria e na luta diária pela sobrevivência, que todos enfrentamos. Outra figura relevante foi o general prussiano Carl vonClausewitz que, através da sua grande obra Da Guerra (1832), conseguiu expor suas idéias fundamentais sobre estratégia. Esta grande obra merece agora mais do que nunca, toda a atenção dos modernos estrategistas do mundo empresarial por realizar a façanha ímpar de proporcionar novas formas de organizar o pensamento em uma época turbulenta e oferecer um norte seguro para o mapeamento da estratégia em um ambiente instável. Negócios não são guerra. A ocasional declaração em contrário, destinada a destacar o calor da batalha na concorrência empresarial, é uma hipérbole jornalística tolerável. Negócios e guerra podem ter muitos elementos em comum, mas como fenômenos totais permanecerão distintos para sempre pela natureza diversa e inconciliável das forças que lhes dão origem e dos resultados que engendram. É impossível conceber atividades empresariais sem a criação de valor para benefício da sociedade ou sem o desejo das pessoas de nela se engajar produtivamente. Hoje, isso é mais verdadeiro do que nunca. Tradicionalmente dominado por grandes empresas, o mundo dos negócios se tornou o palco prioritário da criatividade de cidadãos que buscam a independência econômica e a vibração do mercado. Nada disso se encontra na guerra. A estratégia nos negócios Embora tudo tenha começado com o livro sobre estratégia de Igor Ansoff, em 1965, a difusão do conhecimento sobre o assunto intensificou-se apenas a partir dos anos de 1970. Seguiu-se então uma explosão de demanda por livros e serviços do que passou a denominar-se planejamento estratégico. Mais recentemente passou-se para uma nova fase, onde não é mais usada a palavra planejamento, ficando só a palavra estratégia com conceitos amadurecidos pelo tempo. Em pouco tempo, acumulou-se grande quantidade de conhecimentos e hoje há uma enorme bibliografia disponível. O grande motor dessa evolução rápida foi o crescente nível de exigências das empresas, que queriam cada vez mais embasamento para orientar suas ações, proteger sua posição no mercado e crescer. Nos últimos anos, os executivos passaram a viver mais intensamente o problema da definição das estratégias de suas empresas; não estavam mais se contentando com o planejamento estratégico proposto por especialistas. Os estudiosos do assunto tiveram de desenvolver melhor os conceitos básicos e aprofundar seus conhecimentos para poder resolver problemas específicos. Uma estratégia de negócio tem diversas características específicas. O processo de formulação da estratégia não resulta em qualquer ação imediata. Em vez disso, estabelece as direções gerais nas quais a posição da empresa crescerá e se desenvolverá. Portanto, a estratégia deve ser usada, em seguida, para gerar projetos estratégicos através de um processo de busca. O papel da estratégia, nessa busca, é primeiro o de focalizar a atenção em áreas definidas pela estratégia e, em segundo lugar, o de excluir as possibilidades não identificadas que sejam incompatíveis com a estratégia. O conceito moderno de estratégia O conceito moderno de estratégia nos leva a pensar que, no momento da formulação de estratégias, não é possível enumerar todas as possibilidades de projetos que serão identificadas. Portanto, a formulação de estratégias deve basear-se em informações bastante agregadas, incompletas e incertas a respeito de classes de alternativas. Quando a busca identifica alternativas específicas, a informação mais precisa e menos agregada que se tornar disponível poderá lançar dúvidas sobre a prudência da escolha original da estratégia. Portanto, o uso apropriado da estratégia exige feedback estratégico. Uma vez que tanto a estratégia quanto os objetivos são utilizados para filtrar projetos, eles parecem ser semelhantes. Não entanto, são distintos. Os objetivos representam os fins que a empresa está tentando alcançar, enquanto a estratégia é o meio para alcançar esses fins. Os objetivos são regras de decisão de nível mais alto. Uma estratégia que é válida sob um conjunto de objetivos pode perder sua validade quando os objetivos da organização são alterados. A estratégia e os objetivos são intercambiáveis, tanto em momentos diferentes quanto em níveis diversos de uma organização. Assim, alguns atributos de desempenho (ex.: participação no mercado) podem ser um objetivo da empresa num momento e também podem ser sua estratégia em outro momento. Além do mais, à medida que os objetivos e a estratégia são elaborados por toda uma organização, surge uma relação hierárquica típica: os elementos de estratégia num nível gerencial mais elevado tornam-se objetivos de um Instituição de Ensino Charles Babbage 35 nível mais baixo. Em resumo, estratégia é um conceito fugaz e um tanto abstrato. Sua formulação tipicamente não produz qualquer ação produtiva concreta imediata na empresa. Acima de tudo, é um processo dispendioso, tanto em termos de dinheiro quanto do tempo da administração. Como a administração é uma atividade pragmática e voltada para resultados, torna-se preciso fazer uma pergunta: um conceito abstrato, como o de estratégia, é uma contribuição útil para o desempenho da empresa? Um observador empresarial treinado é capaz de identificar uma estratégia específica na maioria das empresas bem-sucedidas. Entretanto, embora sejam identificáveis em muitos casos, freqüentemente as estratégias não são explicitadas. Ou são um conceito privado, compartilhado somente pelos mais altos administradores, ou apresentam um sentido difuso, compreendido em termos genéricos, mas raramente verbalizado, de um fim comum a toda a empresa. Ferramentas Administrativas Antes de falarmos sobre ferramentas que podem ser usadas para facilitar o fluxo das atividades administrativas torna-se importante pincelar sobre estruturas organizacionais e anexas que a envolvem. Delineamento da estrutura é a atividade que tem por objetivo criar uma estrutura para uma empresa ou então aprimorar a existente. Naturalmente, a estrutura organizacional não é estática, o que poderia ser deduzido a partir de um estudo simples de sua representação gráfica: o organograma. A estrutura organizacional é bastante dinâmica, principalmente quando são considerados os seus aspectos informais provenientes da caracterização das pessoas que fazem parte de seu esquema. A estrutura organizacional deve ser delineada, considerando as funções de administração como um instrumento para facilitar o alcance dos objetivos estabelecidos. De acordo com o autor Ackoff, o planejamento organizacional deveria estar voltado para os seguintes objetivos: - Identificar as tarefas físicas e mentais que precisam ser desempenhadas; - Agrupar as tarefas em funções que possam ser bem desempenhadas e atribuir sua responsabilidade a pessoas ou grupos, isto é, organizar funções e responsabilidades; Proporcionar aos empregados de todos os níveis: - Informação e outros recursos necessários para trabalhar de maneira tão eficaz quanto possível, incluindo feedback sobre o seu desempenho real; - Medidas de desempenho que sejam compatíveis com os objetivos e metas empresariais; - Motivação para desempenhar tão bem quanto possível. No desenvolvimento de uma estrutura organizacional devem-se considerar os seus componentes, condicionantes e níveis de influência. Na mesma forma que quando de sua implantação (e respectivos ajustes),é muito importante o processo participativo de todos os funcionários da empresa, visando a uma maior integração e motivação. E, finalmente, é necessário avaliar a estrutura organizacional implantada, principalmente quanto ao alcance dos objetivos estabelecidos, bem como, as influências dos aspectos formais e informais na empresa. Entre os fatores internos que influenciam a natureza da estrutura organizacional da empresa, segundo Peter Drucker, contam-se: • A natureza dos objetivos estabelecidos para a empresa e seus membros; • As atividades operantes exigidas para realizar esses objetivos; • A seqüência de passos necessária para proporcionar os bens ou serviços que os membros e clientes desejam ou necessitam; • As funções administrativas a desempenhar; • As limitações da habilidade de cada pessoa na empresa, além das limitações tecnológicas; • As necessidades sociais dos membros da empresa; • O tamanho da empresa. Drucker, também considera os elementos e as mudanças no ambiente externo que são também forças poderosas que dão forma à natureza das relações externas. Mas para o estabelecimento de uma estrutura organizacional, considera-se como mais adequada a análise de seus componentes, condicionantes e níveis de influência, conforme apresentado a seguir. Elementos Da Estrutura Organizacional Com vistas no delineamento da Estrutura Organizacional, Eduardo P. G. Vasconcelos, apresenta os elementos: • componentes da estrutura organizacional; • condicionantes para a formação e adaptação; • níveis de influência existentes na estrutura. Instituição de Ensino Charles Babbage 36 null null null null Fator condicionante da estrutura organizacional Fator Humano Todo executivo deve trabalhar com e através de pessoas. E estas pessoas realizam os trabalhos que permitem que os objetivos estabelecidos sejam alcançados. A eficiência de uma estrutura depende de sua qualidade intrínseca e do valor e da integração dos homens que ela organiza. Portanto, no desenvolvimento de uma estrutura organizacional eficiente deve-se levar em consideração o comportamento e os conhecimentos das pessoas que terão de desempenhar as funções que lhes serão atribuídas. De acordo com J. P. Simeray, o coeficiente humano que pondera a qualidade da estrutura é produto dos seguintes fatores: • O valor dos homens; • O conhecimento que eles possuem da estrutura; • Sua motivação para fazê-lo funcionar da melhor forma possível. Henry Fayol enumera que são necessárias determinadas qualidades humanas cuja importância aumenta à medida que a pessoa sobe na hierarquia. Ele considera as seguintes capacidades: • Técnica; • De comando; •Administrativa; • De cooperação; • De integração. Para que as atividades de uma organização aconteçam a contento e satisfaçam o cliente é importante estar sempre atento ao fluxo dos processos que envolvem. Problemas Problemas... Eis a questão! DO PROBLEMA Do ponto de vista de processo pode-se dizer que: Os problemas relacionam-se com resultados ou efeitos, portanto, com os produtos dos processos que não atingem desempenhos considerados satisfatórios pelo cliente, seja ele interno ou externo. Podem referir-se ao ciclo do tempo, ao custo ou às próprias características do produto exigidas pelos clientes. Dizem respeito a “software”, a “hardware”, a materiais processados, a serviços, ou à combinação deles. Podem se referir a itens de controle do desempenho e da conformidade de processos ou a itens de controle da qualidade ou adequação do produto. Neste conceito, entretanto, há uma palavra-chave que define problema; o termo “indesejável”. Para analisar, solucionar, ou mesmo reduzir os efeitos indesejáveis de um problema, a aplicação do Método Científico é apropriada. Como pensar? Pensamento divergente e convergente No Método Científico para Análise e Solução de Problemas, o grupo deve ter habilidades para utilizar duas formas distintas de pensar: - Pensamento divergente - amplia o universo de observação de maneira a abranger o maior número possível de opções. O pensamento divergente é útil para aumentar a quantidade de opções a serem analisadas; - Pensamento convergente - trata o universo de observação de forma a reduzir a variabilidade, afinizandoidéias, agrupando, relacionando e priorizando aquelas que são consideradas “poucas, mas vitais”; tem a ação de se concentrar ou focar no grupo de idéias mais significativas. -Pensamento criativo e empírico- Assim também, no tocante a forma de criar novas opções, pode desenvolver idéias baseados em resultados de medições, isto é, baseados em dados ou fatos, ou gerar idéias baseados em sentimentos ou opiniões. Estas são as características das seguintes formas de pensar: Pensamento criativo - baseado em opiniões, em sentimentos, em inspiração; baseia-se no “acho que”, “penso que”, “sinto que”; Quando utilizarmos pessoas que estão diretamente ligadas aos problemas por força do trabalho ou do conhecimento, elas são extremamente capazes de propor Instituição de Ensino Charles Babbage “PROBLEMA É QUALQUER RESULTADO INDESEJÁVEL DE UMA ATIVIDADE OU PROCESSO” 37 null null null null null null idéias ou sugestões baseadas em sentimentos e inspirações que emergem de sua experiência. É o pensamento criativo, importante quando desejamos ampliar o universo de observação. Uma forma de se usar o pensamento criativo, ampliando o universo observável, é a utilização de “brainstorming” ou “brainwriting”. Aí todas as idéias, em princípio, são válidas. Pensamento empírico - baseado em fatos que se originam de resultados de medidas feitas nos processos. Entretanto, quando se está buscando tomar decisões, não devemos usar pensamentos criativos. Decisões só devem ser tomadas baseadas em fatos ou em dados que justifiquem sua adoção. O pensamento empírico auxilia na redução deste universo permitindo a tomada de decisão com bases factuais. Raciocínio lógico - expandir e focar O raciocínio lógico pode ser comparado com uma sanfona. Hora se expande hora se foca nas observações, numa seqüência lógica contínua, buscando a aplicação de todas as fases do Método. Em todas as fases do Método científico surge a necessidade de utilizarmos pensamentos convergentes, às vezes criativos e às vezes empíricos. Elementos para solução dos problemas Na utilização do MÉTODO CIENTÍFICO, determinados elementos são de extrema relevância porque contribuem para efetividade do processo. São eles: • Aos dados e as informações; • As ferramentas; • O método estruturado; • O trabalho em equipe. Os Dados e as Informações Aos dados devem ser colocados, analisados, grupados, estratificados, de maneira a se constituírem em informação. A informação é sempre o resultado de uma análise de dados. As observações dos Grupos de Trabalho devem recair sobre dados relacionados ao tempo, ao local, ao tipo de produto, e ao tipo de sintoma. A pesquisa e a coleta de dados históricos devem anteceder a qualquer outra coleta, desde que eles sejam confiáveis e demonstrem não serem tendenciosos. É em geral a partir desses dados que os caminhos de análise e solução dos problemas são priorizados. Perguntas devem nortear os Grupos de Trabalho na busca de evidências que sirvam de base para análise de causas e efeitos. A Tabela 4 indica exemplos de questões que podem ser propostas pelos Grupos de Trabalho na coleta de dados. Os dados devem ser observados sob grande variedade de prismas de investigação para que possam ser analisados de forma abrangente e consistente tornando-se informações confiáveis capazes de sustentar hipóteses e teorias. Um dado para ser considerado confiável tem que atender a três características essenciais: • Ter sido coletado por operadorhabilitado; • Através de método referenciado; • Utilizando equipamento calibrado. Uma das dificuldades na coleta de dados é a definição do tamanho da amostra que deve ser coletada. Se a amostra for pequena pode não ser significante para sustentar a análise dos dados. Uma coleta de dados significativa, em geral, acarreta tempo. Muitos executivos esperam resultados a curto prazo por não terem consciência deste fato. Um projeto que utiliza o MÉTODO CIENTÍFICO precisa alocar tempo para esta atividade. Por isto os projetos demandam tempo, em geral de 6 (seis) a 12 (doze) meses. Antes da coleta de dados, o Grupo de Trabalho de Trabalho deve ser capaz de esclarecer as seguintes questões: Qual o dado que se deseja coletar? Que tamanho de amostra é considerada significativa para ser analisada? Qual a grandeza a ser considerada para dimensionar o tamanho da amostra? Tempo de coleta, quantidade de elementos, local, posição, outra característica específica? As Ferramentas As ferramentas da qualidade são elementos fundamentais no método científico. Os Grupos de Trabalho devem estar habilitados para sua utilização. Quando isto não ocorre, cabe ao líder buscar, junto ao facilitador, os meios para prover os treinamentos que habilitem os membros de sua equipe a utilizarem as ferramentas da forma certa. A efetividade do Grupo de Trabalho implica eficiência e eficácia. Se houver necessidade, o Grupo de Trabalho pode lançar mão de consultores e especialistas na utilização de ferramentas e técnicas especiais. O método estruturado e o trabalho em equipe Instituição de Ensino Charles Babbage 38 null null null null null null null 39 Estude mais em: www.uniorka.com.br-Portal do aluno. Bom estudo! Psicologia Do Comportamento Humano A forma de utilização do método estruturado é outra variável importante para efetividade dos grupos de trabalho nos projetos de melhoria. a utilização de raciocínio lógico e natural deve ser feita de forma estruturada com muita disciplina. não devem ser queimadas etapas. aqui vale o que a forma de utilização do método estruturado é outra variável importante para efetividade dos grupos de trabalho nos projetos de melhoria. a utilização de raciocínio lógico e natural deve ser feita de forma estruturada com muita disciplina. não devem ser queimadas etapas. aqui vale o antigo ditado: Sem a utilização de métodos estruturados as equipes podem fracassar na coleta de dados, na análise dos dados, na busca de informações ou na formulação de teorias, prejudicando e complicando o atendimento da missão recebida. Além das habilidades na utilização das ferramentas, os membros dos grupos de trabalho devem estar preparados para trabalhar em equipe e lidar com as diferenças de ponto de vista. há que se buscar sinergia, comunicação e muita disciplina, sem prejudicar o nível de participação e envolvimento das pessoas com a missão recebida. neste sentido, a utilização do método estruturado, em trabalho de equipe, é fator de sucesso. Em algumas organizações, grupos são designados para cumprir missões em projetos de melhoria e não habilitam seus membros para atuarem, como equipe, na utilização estruturada do método científico. como conseqüência, as equipes, apesar de comprometidas com a missão, levanta dados, formulam hipóteses e não sabem o que fazer com eles. muitas vezes começam a tomar ações antes de completar o ciclo de análise e solução mascarando os efeitos. não raro portam um grande número de dados que não ajudam na solução e formulam aquela pergunta óbvia. Introdução à psicologia “O importante e bonito do mundo é isso: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas, mas que elas vão sempre mudando. Afinam e desafinam.” Grande Sertão Veredas- Guimarães Rosa Muitas vezes ouvimos a palavra psicologia e a usamos no nosso dia-a-dia com diversos sentidos. Chamamos essa psicologia quando empregada no cotidiano de psicologia de senso comum. Mas o que seria o senso comum? A pessoa normalmente tem um domínio mesmo que pequeno e superficial do conhecimento acumulado pela psicologia científica, o que lhes permite explicar ou compreender seus problemas cotidianos de um ponto de vista psicológico. No entanto é preciso compreender que há uma diferença fundamental entre a psicologia do senso comum e a científica. Esta última entende os fatos buscando sua compreensão, elucidação e reflexão a partir de seu estudo sistemático o que define essencialmente sua diferença pra primeira psicologia, a do senso comum que se baseia nos fatos cotidianos acumulados ao longo do tempo e retransmitido de geração em geração, mas que não tem nenhuma comprovação cientifica. Então o senso comum e a ciência buscam entender os fatos da realidade, mas por caminhos diferentes. Segundo Bock, 2002, a psicologia como ciência é de difícil definição e exige maior tempo de estudo pra sua compreensão. Este material é apenas uma introdução para que o aluno possa ter noções básicas de entendimento da disciplina que se baseia na visão da psicologia cientifica nos temas aqui abordados. Caso queira buscar aprofundamento nos temas aqui trabalhados poderá buscar a bibliografia indicada no final do material. Como se disse anteriormente, um conhecimento para ser científico requer um objeto de estudo específico. No caso da Psicologia o seu objeto de estudo não é fácil definir devido a diversidade de campos teóricos que possui mas resumidamente pode – se afirmar que seu objeto de estudo se constitui no homem e a sua subjetividade. Segundo a autora, devido ao seu objeto de estudo ser o homem, isto se constitui para numa dificuldade, pois é difícil para este se separar de seu objeto de estudo. Esta diversidade de objetos da psicologia é atribuída pela sua recente constituição enquanto ciência pois seu surgimento data do final do século 19 o que determina um número de teorias por serem acabadas e definidas. A psicologia cientifica nasce quando, de acordo com os padrões de ciência do século 19, Wundt preconiza a psicologia “sem alma”. O conhecimento tido como cientifico passa a ser então aquele produzido nos laboratórios com instrumentos de Instituição de Ensino Charles Babbage http://www.uniorka.com.br-/ http://www.uniorka.com.br-/ null observação e medição. A partir de então a Psicologia se desliga da Filosofia e passa a se unir mais com a Medicina, pois esta possui método de investigação rigoroso de construção de conhecimento. Essa psicologia se constituiu de 3 escolas – Associacionismo, Estruturalismo e Funcionalismo. A matéria prima da Psicologia é o homem em todas as suas dimensões: as visíveis (nosso comportamento) e as invisíveis (nossos sentimentos), as singulares (por que somos o que somos) e as genéricas (por que somos todos assim) - é o homem-corpo, homem-pensamento, homem-afeto, homem- ação e tudo isso está sintetizado no termo subjetividade. A subjetividade é a síntese singular e individual que desenvolvemos à medida que crescemos e experienciamos o campo social e cultural. Esta síntese nos identifica como seres únicos e ao mesmo tempo nos iguala por vivenciarmos as experiências no coletivo social. Portanto, Bock, 2002 define subjetividade como: (...) é o mundo das idéias, significados e emoções construído internamente pelo sujeito a partir de suas relações sociais, de suas vivencias e de sua constituição biológica; é também, fontes de suas manifestações afetivas e sociais. Cabe ressaltar que a subjetividade não é inata ao individuo, isto é, ele não nasce com ela. Esta subjetividade é construída aos poucos à medida que vai experimentando o convívio social e cultural, se apropriando dos conhecimentos transmitidos por cada geração familiar e também na sua atuação sobre o mundo e sobre asem 1978 o TEM – Ministério do Trabalho e Emprego instituiu as Normas Regulamentadoras do Trabalho. Normas regulamentadoras As Normas Regulamentadoras, também conhecidas como NR’s, regulamentam e fornecem orientações sobre procedimentos obrigatórios relacionados à medicina e segurança no trabalho no Brasil. Como anexos da Consolidação das Leis do Trabalho, são de observância obrigatória por todas as empresas. Atualmente existem 35 Normas Regulamentadoras: • Norma Regulamentadora Nº 01 - Disposições Gerais • Norma Regulamentadora Nº 02 - Inspeção Prévia • Norma Regulamentadora Nº 03 - Embargo ou Interdição • Norma Regulamentadora Nº 04 - Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho Instituição de Ensino Charles Babbage 3 null null null null null null Será estudado em Normas Regulamentadoras • Norma Regulamentadora Nº 05 - Comissão Interna de Prevenção de Acidentes • Norma Regulamentadora Nº 06 - Equipamentos de Proteção Individual - EPI • Norma Regulamentadora Nº 07 - Programas de Controle Médico de Saúde Ocupacional • Norma Regulamentadora Nº 08 - Edificações • Norma Regulamentadora Nº 09 - Programas de Prevenção de Riscos Ambientais • Norma Regulamentadora Nº 10 - Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade • Norma Regulamentadora Nº 11 - Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais • Norma Regulamentadora Nº 12 - Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos • Norma Regulamentadora Nº 13 - Caldeiras e Vasos de Pressão • Norma Regulamentadora Nº 14 - Fornos • Norma Regulamentadora Nº 15 - Atividades e Operações Insalubres • Norma Regulamentadora Nº 16 - Atividades e Operações Perigosas • Norma Regulamentadora Nº 17 - Ergonomia • Norma Regulamentadora Nº 18 - Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção • Norma Regulamentadora Nº 19 - Explosivos • Norma Regulamentadora Nº 20 - Segurança e Saúde no Trabalho com Inflamáveis e Combustíveis. • Norma Regulamentadora Nº 21 - Trabalho a Céu Aberto • Norma Regulamentadora Nº 22 - Segurança e Saúde Ocupacional na Mineração • Norma Regulamentadora Nº 23 - Proteção Contra Incêndios • Norma Regulamentadora Nº 24 - Condições Sanitárias e de Conforto nos Locais de Trabalho • Norma Regulamentadora Nº 25 - Resíduos Industriais • Norma Regulamentadora Nº 26 - Sinalização de Segurança • Norma Regulamentadora Nº 27 - Revogada pela Portaria GM n.º 262, 29/05/2008 • Registro Profissional do Técnico de Segurança do Trabalho no MTB • Norma Regulamentadora Nº 28 - Fiscalização e Penalidades • Norma Regulamentadora Nº 29 - Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho Portuário • Norma Regulamentadora Nº 30 - Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho Aquaviário • Norma Regulamentadora Nº 31 - Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho na Agricultura, Pecuária Silvicultura, Exploração Florestal e Aquicultura • Norma Regulamentadora Nº 32 - Segurança e Saúde no Trabalho em Estabelecimentos de Saúde • Norma Regulamentadora Nº 33 - Segurança e Saúde no Trabalho em Espaços Confinados • Norma Regulamentadora Nº 34 - Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção e Reparação Naval. • Norma Regulamentadora Nº 35 - Trabalho em Altura. Conceito de segurança do trabalho Denominamos a Segurança do Trabalho como um conjunto de medidas preventivas que visam a saúde, a integridade física e o bem-estar do trabalhador. Nas empresas encontram-se presentes muitos fatores que podem transformar-se em agentes de acidentes dos mais variados tipos. Dentre esses agentes podemos destacar os mais comuns: ferramentas de todos os tipos; máquinas em geral; fontes de calor; equipamentos móveis, veículos industriais, substâncias químicas em geral; vapores e fumos; gases e poeiras, andaimes e plataformas, pisos em geral e escadas fixas e portáteis. As causas, entretanto, poderão ser determinadas e eliminadas resultando na ausência de acidente ou na sua redução, como será explicado mais adiante quando forem abordados os Fatores de Acidentes. Desse modo muitas vidas poderão ser poupadas, a integridade física dos trabalhadores será preservada além de serem evitados os danos materiais que envolvem máquinas, equipamentos e instalações que constituem um valioso Instituição de Ensino Charles Babbage 4 null null patrimônio das empresas.Diante deste panorama temos os conceito de acidente de trabalho: Conceito legal: (de acordo com o artigo 19º da Lei n.º 8213 de 24 de julho de 1991). “Acidente do trabalho é aquele que ocorre no exercício do trabalho a serviço da empresa, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte, ou perda, ou redução, permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho”. Conceito prevencionista: “Acidente é a ocorrência imprevista e indesejável, instantânea ou não, relacionada com o exercício do trabalho, que provoca lesão pessoal ou de que decorre risco próximo ou remoto dessa lesão”. Levantamento das causas dos acidentes Três são os motivos que podem gerar a ocorrência de um acidente: ato inseguro, condição insegura e fator pessoal de insegurança. 1) Ato inseguro – é a violação (consciente) de procedimento consagrado como correto. São fatos comuns: a falta de uso de proteções individuais; a inutilização de equipamentos de segurança; o emprego incorreto de ferramentas ou o emprego de ferramentas com defeitos; o ajuste; a lubrificação e a limpeza de máquinas em movimento; a permanência debaixo de cargas suspensas; a permanência em pontos perigosos junto a máquinas ou passagens de veículos; a operação de máquinas em velocidade excessiva; a operação de máquinas sem que o trabalhador esteja habilitado ou que não tenha permissão; o uso de roupas que exponham a riscos; o desconhecimento de fogo; as correrias em escadarias e em outros locais perigosos; a utilização de escadas de mão sem a estabilidade necessária da manipulação de produtos químicos; o hábito de fumar em lugares onde há perigo. 2) Condição insegura - é o risco relativo a falta de planejamento do serviço e deficiências materiais no meio ambiente, tais como: Construção e instalações em que se localiza a empresa: - prédio com área insuficiente, pisos fracos e irregulares; - iluminação deficiente; - ventilação deficiente ou excessiva, instalações sanitárias impróprias e insuficientes; - excesso de ruídos e trepidações; - falta de ordem e de limpeza; - instalações elétricas impróprias ou com defeitos. Maquinaria: - localização imprópria das máquinas; - falta de proteção em móveis e pontos de operação; - máquinas com defeitos. Matéria-prima: - matéria-prima com defeito ou de má qualidade; - matéria-prima fora de especificação. Proteção do trabalhador: - proteção insuficiente ou totalmente ausente; - roupas não apropriadas; - calçado impróprio ou de falta de calçado; - equipamento de proteção com defeito. Produção: - cadência mal planejada; - velocidade excessiva; - má distribuição. Horários de trabalho: - esforços repetidos e prolongados; - má distribuição de horários e tarefas. 3) Fator pessoal de insegurança - é o que podemos chamar de “problemas pessoais do indivíduo” e que agindo sobre o trabalhador podem vir a provocar acidentes, como por exemplo: - Problemas de saúde não tratados; - Conflitos familiares; - Falta de interesse pela atividade que desempenha; - Alcoolismo; - Uso de substâncias tóxicas; - Falta de conhecimento; - Falta de experiência; - Desajustamento físico, mental ou emocional. A investigação de acidentes não poderá nunca ter aspecto punitivo, pois o objetivo maior não é “descobrir culpados”, mas sim causasvivencias que tem. Segundo Bock, 2002, (...) criando e transformando o mundo (externo) , o homem constrói e transforma a si próprio.” Sendo assim é possível afirmar que o ser humano transforma o mundo e se transforma sempre, busca novos modos de ser, de pensar e de agir. O homem pode e deve ter autonomia pra rejeitar o assujeitamento, à perda de sua identidade própria, à massificação que exclui e estigmatiza o diferente a aceitação social do consumo e a medicalização do sofrimento.No século 20 as primeiras escolas da Psicologia foram substituídas por outras teorias mais elaboradas e que segundo Bock,2002, as mais importantes deste século passado são : o Behaviorismo, a Gestalt e a Psicanálise. Na atualidade a Psicologia é ainda aplicada em muitos campos científicos e entre eles destacamos a educação, a saúde, a comunidade, a organização, etc. Comportamento Humano O homem é um ser social por natureza. Como já dito anteriormente, o indivíduo não nasce pronto e acabado, ou seja, ele aprende a se tornar um homem quando se relaciona com outros homens. Ele se apropria da realidade criada pelas gerações anteriores manuseando os instrumentos e aprendendo a cultura humana. O homem como ser de relações sociais está permanentemente em movimento, sempre em transformação apesar da aparente igualdade. O homem já nasce em grupo, a mãe e o bebe já formam o primeiro grupo e o bebe precisa dos cuidados do outro ser para poder sobreviver se destacando por esta característica dos demais animais. Ao se isolar das pessoas o ser humano pode adoecer e até morrer. Quando o homem nasce já inicia sua vida social, pois o mundo do recém nascido é habitado por pessoas que aos poucos vai conhecendo, aprendendo a distinguir e compreendendo a importância relativa de cada uma para o seu próprio bem - estar, já que neste início o ser humano é totalmente dependente do outro.A sua convivência em grupo através da socialização faz com que adquira padrões de comportamentos que são habituais e aceitáveis em seus grupos sociais. Estes primeiros comportamentos surgem quando o bebê percebe que quando chora logo alguém aparece para aliviar o seu desconforto. Â medida que vai se desenvolvendo os comportamentos vão ficando mais complexos e o ser humano vai aprender a linguagem falada entre outros comportamentos que vão ser primordiais para sua sobrevivência no grupo social. Ele aprende a ser membro de uma família, de uma comunidade, de uma sociedade, fazendo com que ser humano pense, atue e sinta de acordo com aqueles com os quais convivem. Passa então a desempenhar o papel social que por sua vez tem por objetivo manter o sistema social e ao mesmo tempo o impede de mudar. As pessoas ao obedecerem a normas e papéis sociais a elas prescritas são recompensadas e as que infringem são punidas pelo sistema social. A cultura exerce enorme influência na formação e desenvolvimento da personalidade, pois os valores culturais são ensinados desde a infância pela família. “A família é considerada a célula manter da sociedade; sua função social é garantir a transmissão de valores ideológicos existentes na cultura e isto é compartilhado com outras agencias socializadoras como, por exemplo, as instituições educacionais e os meios de comunicação de massa. (Bock,2002) Instituição de Ensino Charles Babbage 40 O trabalho e suas implicações Dentre muitos conceitos encontrados relacionados ao trabalho escolheu-se este que explica que ele em si pode ser entendido como um movimento do homem para uma determinada finalidade, em diversas situações, é o que move o mundo e suas relações. O filósofo Aristóteles vem falar do trabalho como uma das três atividades especificamente humanas por meio da qual o homem se desenvolve e humaniza, as outras duas são a atividade teórica (visa obter conhecimento da natureza) e a práxis (visa agir ético do sujeito social). (Caniato e Lima 2008) Desde os tempos antigos, o trabalho tem um papel importante na vida das pessoas e estas tendem a atribuir diferentes significados a ele dependendo do seu contexto de vida, ou do momento que estão vivendo. O trabalho é parte essencial da vida do homem, visto como algo que dá liberdade e razão à existência do homem, sendo assim, o trabalho, até hoje, desempenha papel central na vida das pessoas. Com o passar do tempo, ainda segundo o autor, o processo de trabalho tem sofrido mudanças significativas. Antigamente, mais precisamente no século XIX, existia a economia de subsistência onde o sujeito somente produzia o que era necessário para o seu próprio consumo surgindo tempos depois a venda de produtos artesanais a serem vendidos em uma pequena escala até chegarmos nos modos de produção dos dias em que vivemos hoje. Com o crescimento nas cidades e a Revolução Industrial, as pessoas abandonaram a vida no campo, e se mudaram para a cidade em busca de melhor condição de vida através da inserção no mercado de trabalho com a criação das fábricas. No século XX, Henry Ford, conforme a afirmação de Souza, 2005 propôs a aplicação de uma teoria voltada para a eficiência e controle de produção do trabalhador, período marcado pelas grandes produções de carros em grande escala e também pelo crescimento do consumo. Essa teoria foi apresentada, quando o mercado de trabalho estava apresentando mudanças como o aumento da competição, mão de obra excedente gerando grandes números de desempregados e parte dessas mudanças estão relacionadas às tecnologias que estavam sendo implantadas na época. Essas mudanças vão surtir efeitos econômicos e sociais, mas também atingir sua influência na saúde do sujeito. Neste mundo globalizado tem se observado com mais freqüência o sofrimento psíquico dos profissionais. Tal fato parece estar relacionado a uma carga excessiva de trabalho mental e de tarefas solicitadas ao profissional nas diversas áreas. Observa-se que atualmente, trabalho tem se colocado na vida do sujeito num lugar de existência se tornando assim importante e decisivo para o autoconhecimento e identidade pessoal. O trabalho pode ser dividido em dois eixos: o primeiro que traduz o trabalho como sacrifício, esforço incomum, fardo, fadiga, punição, obrigação, dever, responsabilidade e o tem como algo negativo e o segundo eixo que tem uma visão positiva, empenho, esforço para alcançar uma meta e tem como objetivo a execução da tarefa. O trabalho também estabelece uma relação dialética entre teoria e prática, pela qual uma não pode existir sem a outra. O ato mental e intencional de fazer algo orienta a ação e esta por sua vez altera novamente o ato mental, tornando – se então um processo dialético, onde ambas sofrerão mudanças, o trabalho altera o mundo e o mundo altera o trabalho.O trabalho também se realiza de forma coletiva, transforma o homem e suas relações. Transforma a natureza e ao próprio homem. Através do trabalho o homem se auto- produz, desenvolve habilidades, imaginação, desafia as forças da natureza e conhece suas próprias forças e limitações. O trabalho altera visão que o homem tem de si próprio e do mundo dando-lhe a liberdade de transformar sua própria realidade. O trabalho, no entanto tem uma concepção histórica negativa desde a Bíblia, que contava que Adão e Eva foram expulsos do paraíso e condenados ao trabalho. A palavra trabalho segundo Cunha, apud Caniato e Lima (2008) origina-se do latim triapliare, que significa torturar, derivado de tripalium (instrumento de tortura composto por três paus). Dai a ideia atual de que o trabalho esteja sempre ligado ao sofrimento, á pena e a labuta e desta ideia inicial de sofrimento passou-se para a de esforçar-se, lutar, pugnar, e, por fim, trabalhar. Na Grécia antiga, o trabalho manual, era desvalorizado por ser feito pelos escravos enquanto que otrabalho mental era considerado mais digno, pois é nesta que se concentra a essência humana. Na Roma Antiga, o trabalho era visto como ausência de lazer e somente os homens livres poderiam se entregar ao ócio. Na Idade Média há uma tentativa de recuperar a importância do trabalho manual, mas isso não se sustenta. Na Idade Moderna a situação começa a se alterar e o interesse pelas artes mecânicas e pelo trabalho Instituição de Ensino Charles Babbage 41 em geral justifica-se pela ascensão dos burgueses, vindos de segmentos de antigos servos que comparavam sua liberdade e dedicavam-se ao comércio, e que portanto tinham outra concepção a respeito do trabalho. As consequencias da modernidade Os trabalhadores atualmente têm assumido um papel de multifuncionalidade dentro das organizações, o que segundo autores da área, compromete a saúde do trabalhador gerando fadiga e o desgaste profissional. Esta excessiva e variada divisão de tarefas alienam o trabalhador do processo produtivo a ponto de gerar danos psicológicos. As organizações modernas deram início à era das doenças provocadas pela grande exigência de adaptação do homem ao trabalho, reflexo do esforço que o trabalhador faz para se adaptar a essa situação anormal. Essas exigências afetam o ritmo físico, psíquico e psicológico do indivíduo gerando as doenças de trabalho, pois são cobrados excessivamente, sempre no intuito de superar a capacidade de adaptação profissional. Pode-se constatar que a carga excessiva de trabalho, o nível de instabilidade no emprego e a competição exagerada no ambiente de trabalho, irão provocar um aumento de estresse no trabalhador. É possível observar que as cobranças sobre o trabalhador estão crescendo cada vez mais, exigindo a máxima competência, no entanto, não há reconhecimento nem valorização de seu trabalho. O sofrimento psíquico é gerado no trabalhador devido à pressão que é submetido diariamente em busca de lucros, competição, eficácia. O trabalhador se sente apavorado por não conseguir manter sua energia física e mental adequada para seu desempenho no trabalho, e esse medo é uma forma em que se manifesta o sofrimento psíquico. O sofrimento psíquico do profissional é percebido com clareza, quando o trabalho deixa de ser motivo de prazer, bem estar, satisfação, sentir-se útil, passando a ser lugar de dor, sofrimento e cansaço. As condições de trabalho inadequadas, baixa remuneração, prejudicam o bem-estar e a satisfação no ambiente de trabalho. A falta de segurança no emprego, burocracia no processo de trabalho, falta de autonomia, baixos salários, tendência de se isolar das pessoas que trabalham, falta de apoio, são fatores que estão relacionados a varias patologias psíquicas que vão desde depressão a síndromes de desistência ao trabalho. A falta de ascensão na carreira profissional pode gerar sentimentos de ansiedade e frustração constante no cotidiano do trabalho e o profissional quando afetado por estas ideias pessimistas, o medo predominará com certa influência no local de trabalho. A psicologia e o trabalho A psicologia como ciência vem se desenvolvendo ao longo dos anos e ampliando sua área de atuação, com isso passou ocupar um espaço nas organizações de trabalho, emergindo assim a Psicologia Organizacional, onde suas ações procuram partir das necessidades tanto das organizações quanto de seus colaboradores e assim realizando uma mediação entre tais. A Psicologia Organizacional tem buscado melhorias no seu campo de atuação, para que se desenvolvam trabalhos voltados ao bem- estar da organização com um todo. A Psicologia Organizacional é uma área que se insere no campo relativo ao trabalho e tem estreito vínculo com as atividades administrativas. Na perspectiva adotada, suas metas extrapolam a visão tradicional de ajustamento do indivíduo ao trabalho e busca eficiência máxima. Trata-se de priorizar o desenvolvimento da pessoa, por meio de mudanças planejadas e participativas, nas quais o homem possa adquirir maior controle de seu ambiente. (ZANELLI 2002, p35) No decorrer da história da humanidade, sempre existiram maneiras de administrar as organizações, seja de forma simples ou complexa. Segundo Spector (2006), apesar do desenvolvimento das ideias e teorias a respeito da administração ter ocorrido de forma muito lenta até o século XIX, no século seguinte, estas ideias aceleraram de forma gigantesca. Para Bock, 2002, a organização eclesiástica católica influenciou profundamente o pensamento administrativo além da organização militar que também contribuiu com alguns princípios que lhe são peculiares. Neste aspecto destaca-se a preocupação com o desempenho no trabalho ea eficiência organizacional. Na primeira Guerra Mundial deu-se o início do uso da Psicologia Organizacional pelas Forças Armadas, que impulsionaram sobremaneira o desenvolvimento desta. Com a Revolução Industrial, dada justamente a especificidade do contexto da produção em série e das nascentes relações de trabalho, e os igualmente novos, contextos tecnológico, social, político e Instituição de Ensino Charles Babbage 42 null econômico houve o estímulo necessário ao surgimento de várias teorias administrativas.. No entanto segundo Zanelli, 2002, foi durante a Primeira Guerra Mundial, no século XX, com raízes no final do século XIX, que os Estados Unidos por meio das forças armadas fez surgir a Psicologia Organizacional, tendo como pioneiros os psicólogos experimentais Hugo Munsterberg e Walter Dill Scott. Estes estavam interessados em aplicar novos princípios na psicologia, para resolver problemas organizacionais, concentrando-se nas questões de desempenho do trabalho e de eficiência organizacional. Na época alguns psicólogos nos EUA ofereceram seus serviços para o exército, sendo que o trabalho mais conhecido deste grupo foi a aplicação dos testes para medição da habilidade mental. Portanto como resultado indireto da guerra as portas da Psicologia Aplicada foram abertas, criando desta forma uma divisão de Psicologia Industrial e Organizacional. Já a principal influência sobre o campo da psicologia organizacional foi o trabalho de Frederick Taylor, um engenheiro que estudou longamente a produtividade de funcionários em sua carreira durante o final do século XIX e início do século XX. Taylor desenvolveu uma teoria que ele chamava de Administração Científica como uma abordagem para manejar os operários de produção em fábricas, sendo estas atividades consideradas importantes até hoje. Atualmente, o campo de Psicologia Organizacional representa uma das principais áreas de aplicação da psicologia, sendo este, um campo bastante variado cujo interesse está no aspecto humano das organizações, e pode ser dividido em duas áreas principais: a administrativa preocupada com a eficiência, e outra ligada ao comportamento organizacional, que é a psicologia. Portanto, a área administrativa se preocupa, com a eficiência organizacional por meio de recursos como avaliações, seleções, treinamentos de pessoas e projeto de trabalho. A psicológica leva em consideração o aspecto organizacional, que se preocupa em compreender o comportamento das pessoas no trabalho, procurando solucionar questões e problemas que envolvem as mesmas, realizando pesquisas para desenvolver métodos e procedimentos melhores para lidar com problemas das pessoas no trabalho ou para entender o seu comportamento, visando à saúde e bem estar do mesmo. Desta forma,a Psicologia organizacional se interessa por temas como os que passaremos a discorrer daqui em diante. A Comunicação Segundo Tomasi 2007, a comunicação foi vista a partir de uma perspectiva de negócios até os anos da década de 70 e somente a partir da década de 80 foram ampliadas as visões sobre a importância da comunicação dentroda organização. Dessa forma a comunicação passa de um simples ato de falar para se tornar significado de algo importante. As organizações puderam notar que uma comunicação interna (entende-se por comunicação entre a equipe) bem realizada provoca melhores resultados, visto que esta comunicação interna melhorada força a comunicação externa (entende-se por comunicação entre organização e sociedade, cliente) a ser melhor, e, então, todo tipo de comunicação bem utilizada oferece um resultado positivo maior do que o obtido diante da utilização de uma comunicação com falhas. Foi preciso compreender que a comunicação eficaz não é aquela que traz consigo muitas informações, mas a que traz as informações pertinentes ao momento. Tomasi 2007, constantemente afirma sobre a necessidade de realizar uma boa comunicação em função de melhores resultados e com isso diz que deve-se manter as condições básicas de entendimento entre o comunicador e o receptor, pois sem essas condições é possível o enfrentamento de falhas como “sobrecarga de informações, ausência de entendimento da mensagem, falta de convicção, ausência de respostas ou respostas negativas e comprometimento da imagem e da identidade da empresa”. A comunicação tem vários conceitos básicos, mas também tem o conceito de duas comunicações existentes dentro de uma maior que seriam: • A comunicação interna e A comunicação externa. Essas se subdividem pelo fato de uma estar atenta à comunicação interna da organização e a outra externa à organização. Tomasi 2007,diz que “a empresa deve ter consciência de que é preciso comunicar-se com o público externo, mas deve também olhar para dentro de si mesma e comunicar-se com os empregados”. De modo geral é possível compreender que obtendo uma comunicação interna eficaz a comunicação externa se espelha e também se torna eficaz, visto que quando uma organização está em equilíbrio entre todos os trabalhadores este é refletido no desempenho e no relacionamento. Para que isso ocorra é de grande importância que a comunicação esteja adequada, já que ela é a que traz e leva as informações necessárias para cada tipo de organização. Instituição de Ensino Charles Babbage 43 null null 44 É possível inferir que a importância que o ser humano tem dentro deste processo de comunicação, é fundamental, pois, é ele, que realiza a comunicação. Dessa forma é interessante que se observe o ser humano dentro da organização, suas relações, sua forma de comunicar, os ruídos e os bloqueios simbólicos que permeiam e dificultam a realização do processo comunicacional. mUma vez que já foi dito da importância da comunicação e seus conceitos, bem como já tendo sabido do ser humano, é preciso aprofundar sobre o processo de se comunicar, as formas mais usadas e as mais eficazes, de modo geral, é momento de se dizer sobre como funciona a comunicação. Ruidos na Comunicação A comunicação é formada através das partes já citadas, porém, segundo Minicucci 1995, vindas de pessoas comuns que tenham interesses compartilhados. Esses interesses facilitam a transmissão da mensagem passada pelo comunicador (o chamado ‘emissor’) até o entendimento realizado pelo receptor. Quando a mensagem não chega completa ou não é compreendida da forma que foi transmitida ocorre o chamado “ruído comunicacional”, que é quando ocorre uma filtragem da mensagem impedindo que ela chegue completa ao receptor. Também existe o bloqueio da comunicação, que acontece quando a mensagem emitida não chega ao receptor e então, não tem continuidade do processo, que, dentro de uma organização, resulta em falha do trabalho. Minicucci, 1995afirma que entre as pessoas pode haver espaços de silêncio que atrapalham a comunicação, são assuntos que não se comentam, não é discutido por qualquer que seja o motivo e interfere no resultado esperado de determinada ação por não ocorrer a comunicação. Minicucci, 1995,ainda comenta que as filtragens existentes podem resultar em mal-entendidos que também vão ter maus resultados no exercício do trabalho, quando em uma organização. E conclui ratificando que os bloqueios podem gerar conflitos e inimizades entre pessoas, dessa forma também é prejudicado o trabalho. Minicucci, 1995 apresenta alguns dos motivos pelos quais o processo comunicacional pode falhar. Dentre os motivos citados pelo autor se relaciona a filtragem pessoal de cada um, que é ouvir apenas o que interessa a quem ouve. Não necessariamente uma pessoa ouve tudo o que outra diz, há espaço para a filtragem, que é a possibilidade de selecionar o que se deseja ouvir dentro de tudo o que é dito. O autor também diz que “ignoramos as comunicações que entram em conflito com o que já conhecemos”. É possível compreender o que já conhecemos por crenças e culturas existentes. Feedback Uma forma de aperfeiçoar a comunicação já alterando o comportamento humano em relação a ela, seria a utilização do feedback. Mas o que vem a ser feedback? Minicucci 1995, define-a como “uma palavra inglesa, traduzida por realimentação, que significa verificar o próprio desempenho e corrigi-lo, se for necessário”. O feedback é o medidor de nossas ações e comunicações diante da visão do outro, com a utilização dele é possível saber se deve ou não alterar a forma de comunicar, se a comunicação se faz eficiente ou não. Bee, 2000, afirma que feedbacktambém é uma crítica e que as pessoas devem utilizar bem da arte de criticar e de receber críticas para o melhoramento pessoal e profissional. Ele ainda explica o que de fato é criticar relatando que esta é parte da comunicação efetiva, isto é, daquela que pressupõe um locutor e um interlocutor. A crítica é ligação entre as coisas que você fez e diz e a compreensão do impacto que as mesmas exercem sobre as outras pessoas. Quando o objetivo é influenciar pessoas no trabalho, saber criticar adequadamente é talvez a habilidade interpessoal mais significativa que se pode desenvolver. Na visão de Bee, 2000, existem dois tipos de crítica a positiva e a negativa, por isso é importante conhecer bem os dois tipos para saber qual é adequada a determinado momento. Para o autor as duas são válidas e não devem deixar de existir, mas é preciso observar o momento antes de emitir qualquer uma das duas formas de critica. Diz Bee 2000. Uma crítica é positiva quando visa a reforçar o comportamento ou desempenho que está atingindo o padrão desejado, e negativa quando visa a corrigir e melhorar o comportamento ou desempenho de baixa qualidade ou insatisfatório. Tanto a crítica positiva quanto a negativa podem e devem ser construtivas. Os dois maiores problemas, concernentes a essa Instituição de Ensino Charles Babbage questão são: a inexistência de crítica positiva, isto é, não reconhecimento ou referência de bom desempenho; a crítica negativa é feita de maneira tal que seu caráter é destrutivo. As Relações Humanas O termo relações humanas tem sido muito empregado para se referir a relações interpessoais. Esse relacionamento pode ocorrer entre uma pessoa e outra entre membros de um grupo entre grupos numa organização. Podemos ainda nos relacionar conosco mesmo que chamamos de relacionamento intrapessoal. Sabe - se que um funcionário eficiente tem de ser capaz além de lidar com problemas específicos da área de trabalho, ser capaz também de compreender e de lidar com pessoas. Muitas vezes discutimos o assunto, mas o que verificamos na prática é que muitas pessoas não sabem lidar com pessoas e geralmente apresentam comportamentos como: não ouvem tão bem quanto falam; interrompem os outros quando falam; são agressivas; gostam de impor suas idéias; não compreendem as pessoas além do seu ângulo de visão. As relações humanas são importantes, pois através de estudos, psicólogos chegarama conclusão que grande parte de qualquer trabalho é feito através do contato com outras pessoas seja ele individual ou em grupo. Um outro fato constatado é que as pessoas que tem mais habilidade em compreender os outros e traquejo no contato interpessoal são mais eficazes no relacionamento humano. A experiência tem comprovado que as pessoas podem aprender a aperfeiçoar a sua habilidade em compreender as pessoas e a si própria praticando um bom relacionamento. A compreensão das pessoas é uma das aptidões mais importantes no relacionamento humano. Ela consiste em sentir o que os outros sentem e pensam. A essa aptidão chamamos de empatia. Perceba que empatia e diferente de simpatia, de antipatia ou de apatia. Simpatia você sente em relação ao outro, junto com ele. Se tenho simpatia por uma pessoa e ela está feliz fico feliz também. Na empatia compreendo como a pessoa se sente e sua maneira de agir em função desses sentimentos, mas não me envolvo com eles. Sou capaz de compreende-la, mas não de sentir o que ela sente. Ao lidar com pessoas tenho de ter empatia e também uma outra aptidão que chamamos de flexibilidade de comportamento. Isto quer dizer que não podemos reagir da mesma forma com todas as pessoas. Para cada situação dada e cada pessoa, devemos conduzir de uma maneira. Podemos desenvolver estas aptidões de empatia e flexibilidade se tentarmos nos conhecer, compreender as pessoas e conviver em grupos. Aptidões e Relacionamento “O homem é um ser contraditório e complexo e ainda é parte de uma totalidade social, ele nunca é produto e sim processo, nunca é dado mas um dar-se, é essencialmente um ser histórico. Conhecê-lo, portanto, implica em conhecer suas histórias e sua vida material.”Maria Lucia Martinelli. À medida que vamos nos auto conhecendo e aos outros também , aprendemos que precisamos usar mais eficazmente a forma de nos comunicar pois isso facilita a relação interpessoal. Precisamos saber ouvir, dialogar, informar, avaliar, elogiar, repreender, etc. Todas as relações interpessoais envolvem comunicação e por isso devemos desenvolver a habilidade de ouvir e receber mensagens. Você já se questionou se sabe ouvir e receber as mensagens enviadas a você? Já percebeu que algumas vezes a pessoa está falando e você já está pensando no que vai responder ou apenas recebendo os sons das palavras ditas? Sendo assim você está filtrando a mensagem, ou seja, está ouvindo apenas o que quer ouvir. Da mesma forma que enviar uma mensagem a fim de que atinja seu interlocutor também não é uma tarefa fácil, pois precisamos escolher bem a mensagem, pensar na linguagem a ser usada, e coadunar com ela nossos sentimentos e idéias. Temos que ter cuidado ainda com os comportamentos não – verbais que não era nosso desejo transmitir, sentimento de desaprovação ou aborrecimento ou indiferença. Outro fato importante é a percepção que temos das pessoas, ou seja, a impressão que formamos ao observar as ações, gestos, movimentos, voz, o que a pessoa diz e como reage aos nossos comportamentos. Através da percepção que temos nos relacionamentos julgamos as pessoas, ou seja, as experiências que temos com as pessoas e bem como a interação que temos com elas orientarão os nossos julgamentos. Se as nossas percepções e julgamentos forem corretos estabeleceremos uma eficaz comunicação e com isso uma boa relação interpessoal porem se ocorrer o contrário terá nossos relacionamentos prejudicados. Os grupos e as relações humanas Toda vez que se reúnem duas ou mais pessoas que mantém certa interdependência e certa unidade que pode ser Instituição de Ensino Charles Babbage 45 46 reconhecida dizemos que há um grupo. Quando as pessoas dependem umas da outras chamamos de interdependência e quando reagimos diante dos comportamentos das pessoas chamamos de interação. Os elementos de um grupo atuam uns sobre os outros e juntos de uma forma quase uniforme. Porém várias pessoas juntas não formam um grupo. Há famílias que vivem juntas, mas não convivem juntas. Há funcionários que trabalham juntos numa seção, mas não formam um grupo. Pra se formar um grupo os elementos devem ter um objetivo comum. As características de um grupo podem ser verificadas quando os participantes se reúnem por uma razão comum, desenvolvendo papeis, normas, valores ou ainda elaborando normas que exercerão influencia sobre as pessoas e assim formando uma estrutura organizacional. A partir destas características cada grupo assume sua própria personalidade. Algumas pessoas reunidas transformam – se em grupo quando se verifica que cada individuo interage com os demais indivíduos do grupo. Assim a interação refere-se ás modificações de comportamento que se dão quando duas ou mais pessoas se encontram e entram em contato. Eles influem uns sobre os outros através da linguagem, símbolos, gestos, postura, etc. A interação leva ao desenvolvimento, manutenção, crescimento e coesão do grupo. Dentro de um grupo pode acontecer várias subdivisões, pois há hierarquias onde vão surgir lideres, liderados, bloqueadores, animadores porem esses papeis podem mudar de acordo com o desenvolvimento do grupo. Quando um grupo se estrutura, estabelecem-se normas, relações entre os membros e a liderança, padrões aprovados de conduta, recompensas e punições e sistema de comunicação. A estrutura passa a ser a origem das leis que governam o grupo. Vimos que o grupo à medida que crescem, as pessoas vão se ligando, se unindo através da comunicação. Isso produz a coesão. Esta sensação de pertencer ao grupo, de fazer parte dela, reforça os laços de camaradagem, amizade, lealdade para com os membros do grupo além de separar as pessoas de um grupo para outro. As pessoa passam a estabelecer diferenças para identificar o grupo (nomes, símbolos, linguagem própria,etc.) convertendo –o em um pequeno sistema social. Por isso a coesão é um fator importante, pois fortalece e unifica o grupo.A coesão tende a pressionar também as pessoas a conformar com a estrutura estabelecida e os que não se adequarem poderão sofrer sanções por parte do grupo como a exclusão, a denuncia aos superiores, não repasse de informações, as punições,etc. Importancia das relações humanas Nós podemos nos relacionar comas pessoas por vários motivos: profissionalmente, socialmente, por termos simpatia por ela, etc. Entretanto, o que importa neste momento é sermos capazes de avaliar qual o propósito pelo qual estamos buscando estabelecer um contato com outra pessoa. Isto é necessário por que irá impedir que o relacionamento humano que se estabelece naquele momento não seja ambivalente na sua interpretação. A tomada de consciência do propósito das relações humanas tem grande importância principalmente com relação aos relacionamentos profissionais. Se o profissional aprender a se relacionar profissionalmente de forma correta, muitos problemas futuros no local de trabalho poderão ser evitados. Se a pessoa souber identificar o real propósito do seu relacionamento com os colegas e seus clientes, ele estará dando um passo certo para o sucesso de seu trabalho. No ambiente de trabalho o que deve predominar são as condições para uma verdadeira harmonia entre o homem e o trabalho e vice-versa. A base concreta para um bom relacionamento é ter percepção dos nossos deveres e obrigações, e dos limites e regras que fazem a relação social serem harmônica. As diferenças individuais “SE TODOS FOSSEM IGUAIS A MIM, NÃO HAVERIA EU” Cada um de nós é único no mundo. Mesmo sendo gêmeos idênticos na aparência, jamais encontraremos pessoas exatamente iguais a nós na maneira de pensar e agir. Na formação de nossa personalidade, daquilo que nos torna diferentes dos outros, influem, poderosamente, a hereditariedade e o meio.Pela hereditariedade recebemos dos pais, determinados caracteres, alguns comuns a todos, outros peculiares. Personalidade se constitui no conjunto dos processos psicológicos do individuo, que lhe permitem condutas próprias, que podem ser aprovadas ou não, conforme as condições impostas pelo meio ambientes. A personalidade é construída com base em aspectos inatos e adquirida. Instituição de Ensino Charles Babbage Inatos Caracteres físicos – é a somatória de fatores como raça, sexo, cor, altura,etc... que diferenciam indivíduos ou grupos de indivíduos. Temperamento – é a tendência herdada pelo individuo, que o faz reagir ao meio de maneira peculiar. Inteligência – é capacidade do individuo para enfrentar certas situações ou executar certas tarefas. Adquiridos Caráter – conjunto de ações, reações e maneiras habituais de uma pessoa proceder. É resultante da ação do meio ambiente sobre o temperamento. Cultura-São os costumes, as tradições, padrões de vida, os modos de produção, os valores, e as instituições de um grupo social. Podemos constatar as diferenças individuais através dos seguintes pontos, que observáveis de diversas maneiras: ✓ Atitudes ✓ Aptidões ✓ Sociabilidade ✓ Inteligência ✓ Graus de maturidade ✓ Sexo, idade, valores, ✓ Constituição física, saúde ✓ Pontos de vista, temperamento ✓ Interesses, sensibilidade ✓ Aspirações. Não existem pessoas cujas características sejam sempre as mesmas. Isto é, imutáveis. Podemos apresentar, com o decorrer do tempo, bem como em diferentes situações, acentuadas variações, ou seja, as pessoas mudam, os comportamentos mudam. Lembre: o homem é dotado de “livre arbítrio” e embora soframos a influência de dos fatores hereditários e do meio onde vivemos, podemos vencer condições e circunstâncias desfavoráveis. Relacionamento Humano na Empresa Grande parte de nosso trabalho é feita por meio de contato com outras pessoas, quer como indivíduos ou como grupo. A produtividade e a satisfação do trabalhador tornam- se mais evidente no ambiente onde o trabalho é realizado em equipe. O trabalho em equipe pressupõe versatilidade na relação com as pessoas que possuem diferentes modos de pensar e agir. Conviver com outras pessoas nem sempre é fácil, porém mais difícil é trabalhar com pessoas estranhas que precisamos manter um contato quase diário. Se considerarmos que conviver com outras pessoas no local de trabalho é uma situação à qual não dá para fugir, e ainda, que passamos a maior parte de nosso tempo junto aos companheiros de trabalho, provavelmente até mais do que passamos com nossos familiares e amigos talvez seja fundamental pensar que quanto mais harmoniosa for esta convivência, mais prazeroso será o tempo gasto no trabalho e conseqüentemente nossa produtividade será maior.Obter essa harmonia no ambiente organizacional também não é tarefa fácil mas será possível se conhecermos melhor as pessoas com as quais trabalhamos. Sendo assim devemos: conhecer a empresa que trabalhamos procurando observar e respeitar as pessoas, seus comportamentos, sua forma de pensar, a hierarquia nela existente, seu regulamento interno, suas normas enfim sua cultura. Devemos conhecer o temperamento das pessoas que ocupam cargos de chefia e dos colegas de trabalho e enfim conhecer a si mesmo, o que se constitui tarefa difícil. Temos por hábitos enxergar somente o que temos de bom atribuindo falhas, defeitos aos outros. O questionamento sobre nossas qualidades e defeitos, por que agimos de determinada maneira deve sempre ser feito ao invés de se convencer que somente os outros erram. Os atritos e conflitos que observamos dentro das organizações muitas das vezes acontecem por causa de nossa personalidade ou da cultura. Muitas vezes agimos preconceituosamente devido a influencia da cultura na qual fomos adquirindo. Temos que lembrar que a nossa percepção é parcial e a nossa verdade não é absoluta. A aquisição de uma postura madura em termos de relação e as possibilidades de desenvolver um perfil coerente estão ligadas ao nível de maturidade que uma pessoa possui. Embora saibamos que a maturidade emocional é um processo vivenciado ao longo da vida, também sabemos que a reflexão sobre situações cotidianas é um ótimo instrumento para se favorecer, Não somente ao processo de maturidade emocional, mas também das estratégias capazes de maximizar o desempenho nas relações interpessoais. Saber se relacionar é uma arte que exige disciplina, treino e dedicação. Instituição de Ensino Charles Babbage 47 null null null null null Introdução á informatica Em vista disso, nas figuras abaixo, demonstraremos o novo layout da versão 2007, e os novos menus para tornar mais fácil a localização de alguns desses comandos mais usados, e explicarem os resumidamente sua função. Algumas dessas funções serão mais detalhadas no decorrer do curso e da apostila. Os conhecimentos em informática são imprescindíveis no mercado atual, esta disciplina tem o objetivo de desenvolver conceitos e habilidades no uso da informática. Excel 2007 O Excel 2007 faz parte do pacote de programas do Microsoft Office 2007, nova versão do Office 2003. É um programa dedicado a criação de planilhas de cálculos, além de fornecer gráficos, função de banco de dados e outros. Nesta edição possui um novo layout que procura facilitar a localização de seus comandos. Contudo, se essa nova interface é mais fácil de usar para novos usuários, ela requer alguma habituação para aqueles que já estavam acostumados com as versões anteriores. Um dos objetivos desta apostila consiste em introduzir o programa para novos usuários, abrindo portas para que estes possam desfrutar desse programa, além de facilitar a migração dos usuários de versões anteriores do Excel 2007, e introduzir alguns comandos novos, desde recursos básicos até alguns pouco conhecidos, mas que podem melhorar e ampliar a utilização do software. Layout do Excel 2007 O Microsoft Excel 2007 teve uma grande alteração de seu layout com relação à versão anterior, (2003), tornando- se mais amigável e fácil de visualizar suas funções. Porém, algumas delas se encontram organizadas de forma diferente da versão menos recente, tornando um pouco “difícil” encontrá-las para os usuários acostumados com a versão 2003. • 1 Botão do Office • 2 Barra de acesso rápido • 3 Título do documento • 4 Menus • 5 Barra de fórmulas • 6 Nome da célula • 7 Célula (B22) • 8 Planilhas • 9 Botão visualização normal • 10 Botão visualização da página • 11 Pré-visualização de quebra de página • 12 Zoom • 13 Nova planilha Botão do Office No botão do Office encontramos as seguintes opções com suas respectivas funções: Instituição de Ensino Charles Babbage 48 Estude mais sobre Psicologia do comportamento Humano em: www.uniorka.com.br http://www.uniorka.com.br/ Novo : Criar novo documento. Abrir: Abrir um documento do Excel. Salvar: Salva alterações de um documento já salvo. Se for a primeira vez que o documento é salvo você terá q nomeá-lo como um novo documento. Salvar como: Salva o arquivo, nomeando-o. Pode-se salvar com um novo nome um arquivo já salvo anteriormente, sem fazer alterações no arquivo anterior. Imprimir: Pode-se imprimir uma planilha ao clicar nesse botão. Barra de Acesso Rápido A barra de acesso rápido é muito útil para se adicionar os comandos mais usados sem necessidade de procurá-los nos menus. Para adicionar qualquer outro comando à barra de acesso rápido, basta clicar na opção “Mais Comandos...”que abrirá a seguinte janela, permitindo a adição de qualquer comando: Criando planilhas simples Inserindo dados Para inserirdados numa planilha basta clicar numa célula e digitar o valor ou texto de entrada, conforme exemplo na figura abaixo. Exemplo: Instituição de Ensino Charles Babbage 49 null Inserindo um valor (10) na célula A1: Clicar na célula, digitar 10 e aperte a tecla ENTER Pode-se inserir um texto da mesma forma. Caso o texto ou valor for maior que o espaço pré-definido para a célula, basta redefinir o tamanho desta. Para tanto, veja Formatação de dados e células, a seguir. Formatação de dados e células Para redefinir o tamanho das células, basta clicar com o botão direito no número da linha ou nome da coluna e escolher a opção altura da linha/largura da coluna. Outra opção, mais simples, é arrastar com o mouse o limite da linha/coluna, conforme indicado nas figuras a seguir. Para formatação automática, basta dar duplo clique na divisória da linha/coluna, na barra de títulos, quando tiver algum texto escrito na célula. Inserindo e excluindo linhas e colunas Quando estamos criando uma tabela, podemos nos deparar com a necessidade de inserir ou excluir linhas e/ou colunas. Para tal, basta clicar com o botão direito do mouse na linha ou coluna que se deseja excluir e selecionar a opção Excluir. Para inserir uma nova linha/coluna, selecionamos a linha/coluna em que desejamos adicionar com o botão direito do mouse e clicamos em Inserir. Por exemplo: Se você quiser inserir uma linha nova entre a linha 1 e 2, clique na linha 2 com o botão direito do mouse e escolha a opção Inserir. A antiga linha 2 passa a ser linha 3, a antiga linha 3 passa a ser linha 4, e assim por diante. O mesmo é válido para colunas. Fazendo referências de dados para cálculos Para se referir a uma célula, basta escrever na fórmula o nome desta. Por exemplo, para nos referir a um valor presente na célula A1, na barra de fórmulas não devemos escrever o valor, e sim o nome A1. No tópico a seguir (1.2.5) podemos ver um exemplo prático. Operações Básicas De Adição, Subtração, Multiplicação E Divisão Podemos realizar todo tipo de cálculo através dos operadores aritméticos, tais como Adição (+), Subtração (-), Multiplicação (*), Divisão (/), Potenciação(^), e outros. Para tais operações entre células, depois de introduzirmos os valores, basta que façamos referência ao nome da célula que o valor acompanhará sempre que está for referida. Vejamos um exemplo: Instituição de Ensino Charles Babbage 50 null null null Saiba mais sobre Introdução a Informática: www.uniorka.com.br Ingles Instrumental Conversões deângulos e operações trigonométricas O Excel é pré-configurado para identificar o valor de um ângulo em radianos. Para nos referirmos ao número πno Excel, devemos escrever “PI()”, conforme figura abaixo. O ensino de o inglês instrumental objetiva capacitar o aluno a compreender e interpretar textos científicos e técnicos trabalhando as estratégias de compreensão do vocabulário neles contidos. Introduçâo ao Inglês Instrumental Estamos habituados a pensar no aprendizado de uma língua estrangeira voltado para a comunicação, o que inclui o aprendizado de quatro habilidades básicas: ouvir, falar, ler e escrever. Mas existem inúmeros objetivos para alguém se interessar para aprender uma língua estrangeira e, assim,existem várias possibilidades de voltar-se para aprendizados mais específicos, que destaquem algumas habilidades. No que tange à leitura, por exemplo, já vem de bem longe a elaboração de abordagens direcionadas para o ensino de língua inglesa, chama-se a esse processo de ensino aprendizagem de Inglês Instrumental. O inglês instrumental é uma abordagem que se concentra no aprendizado da leitura em uma língua estrangeira, levando o aprendiz a interagir com o texto e despertando sua atenção para as pistas contextuais apresentadas pelos textos, assim como procurando dar noções da estrutura da língua alvo e noções de tradução. É o que vamos explorar neste material. Como funciona este aprendizado? A metodologia do inglês instrumental tem como premissa básica levar o aluno a descobrir suas necessidades. Acadêmicas e profissionais dentro de um contexto autêntico, oriundo do mundo real. Portanto, o curso típico de inglês instrumental é elaborado a partir do levantamento de situações em que o conhecimento específico da língua inglesa permite ao aluno desempenhar melhor uma função lingüística específica. No caso do funcionário que lida com clientes estrangeiros, para poder orientá-los devidamente, esse funcionário necessitará conhecer suficientemente ou o idioma nativo do cliente ou um terceiro idioma (geralmente uma língua franca de projeção mundial como o inglês ou o espanhol) que o cliente também fale. Com o conhecimento básico dessa língua e a prática do vocabulário específico, o funcionário poderá se comunicar e fazer um atendimento significantemente melhor do que se o mesmo não tivesse esse conhecimento lingüístico. Profissionais que trabalham com relatórios, pareceres, manuais, artigos e textos em língua estrangeira aprendem estratégias para facilitar a leitura e compreensão, sem que seja necessária a tradução na íntegra. Falsos Cognatos Também chamados de falsos amigos, os falsos cognatos são palavras normalmente derivadas do latim, aparecendo em diferentes idiomas com ortografia semelhante, mas que ao longo dos tempos acabaram adquirindo significados diferentes. Essas palavras causam confusão nos estudantes de qualquer língua estrangeira, fazendo com que os mesmos façam analogias com palavras parecidas em língua portuguesa, induzindo ao erro. Mas não existe nenhum motivo real para se preocupar com os falsos cognatos. Eles correspondem a uma parcela mínima das palavras em inglês. Contudo, procure não acreditar em “fórmulas mágicas” para se aprender as palavras via cognatos. A seguir, uma tabela para facilitar o reconhecimento dos falsos cognatos Instituição de Ensino Charles Babbage 51 http://www.uniorka.com.br/ null null null null null null Ambigüidade Lexical objetivo. Segundo, deve ser utilizado caso se desconheça totalmente a palavra e não se consiga usar as técnicas apresentadas acima, devendo contextualizar a palavra. Exemplo: “A fallacy is a kind of error in reasoning. The alphabetical list below contains 176 names of the most common fallacies, and it provides explanations and examples of each of them. Fallacies should not be persuasive, but they often are. Fallacies may be created unintentionally, or they may be created intentionally in order to deceiveother people. The vast majority of the commonly identified fallacies involve arguments, although some involve explanations, or definitions, or other products of reasoning.” Se fossemos, por exemplo, pesquisar a definição da palavra “be”, teria vários significados... No entanto, lendo atentamente, com um pouco de calma, chega-se ao verbo “ser” e completa-se o sentido. Isso ressalta a importância do contexto em toda e qualquer leitura de inglês instrumental, pois é através dela, na maioria das vezes, que se chega ao significado de palavras que desconhecemos e que nos deixaria em dúvidas quando formos atrás dela no dicionário. Como usar um dicionário A primeira regra fundamental sobre o uso do dicionário na leitura é que ele deve ser usado esporadicamente. Na leitura tradicional, com texto impresso em papel, a consulta feita ao dicionário é extremamente obstrutiva. O leitor precisa interromper totalmente a leitura, mover-se para um outro texto e iniciar um outro tipo de leitura,geralmente precedida de uma busca em várias páginas, até achar a palavra que procura, num verbete com maior ou menor grau de complexidade. Lido o verbete, faz a viagem de volta ao texto original, onde vaiter que se localizar novamente, provavelmente relendo partes do texto até o ponto onde ocorreu a interrupção. A consulta aodicionário, portanto, só é aceita como último recurso, quando todas as demais estratégias de construção do sentidofalharem.Existe também a questão do tipo de dicionário. Deixando de lado os dicionários especializados, como aqueles voltados para áreas específicas de conhecimento (dicionários estatísticos, filosóficos, etimológicos, ortográficos, regionais, de termos porto- alegrenses, etc.), temos basicamente quatro tipos: (1) Dicionário monolíngüe voltado para as necessidades dos falantes nativos, com ênfase nas palavras menos A ambiguidade lexical acontece quando uma palavra possui mais de um significado possível. Esses significados são todos contextuais, que variam de situação para situação. Não há como listar todas as ambigüidades lexicais,devendo o leitor estar muito atento a esse detalhe quando efetuar a leitura do texto escrito. Então conseguem perceber como só observando o texto é possível extrair dele algumas informações que podem vir a ser úteis na sua leitura? Se você conhecer a respeito de baseball, vai saber que se trata de dois times norte- americanos, uma vez que nos EUA o esporte é muito famoso. Vai reconhecer o esporte olhando meramente para a ilustração. Em outros casos, uma pesquisa básica revelaria essas informações ou mesmo uma leitura rápida em algumas linhas Typographical Evidences Um segundo passo importante é analisar a tipografia do texto, seus pontos e como as palavras estão dispostas. Também envolve palavras em negrito, itálico, sublinhadas e símbolos utilizados. É parecido com a técnica anterior, contudo, requer uma análise mais voltada a forma escrita. Exemplo: CHIP – protection by information CHIP refers to the Chemicals (Hazard Information and Packaging for Supply) Regulations 2002. These are sometimes also known as CHIP3. Pelo exemplo acima, usando a evidência tipográfica, conseguimos ver que o nome maior se trata do título do texto, por estar com fonte diferenciada, maior e em negrito. Abaixo vem a explicação, uma vez que repete parte do que foi colocado no título acima e os parêntesis ajudam a explicar alguma coisa relativa ao período. CHIP aparece em maiúscula, então possivelmente é importante para a compreensão do texto que seguirá. Dictionary O uso de um dicionário ajuda muito na compreensão de um texto. Contudo, devemos evitar algumas coisas. Primeiro, não se faz tradução literal, por não ser o nosso Instituição de Ensino Charles Babbage 52 null null null null null null freqüentes ou acepções mais raras; (2)dicionário bilíngue com uma preocupação maior nas palavras mais freqüentes e expressões idiomáticas pelos problemas de polissemia que podem apresentar; (3) dicionário de aprendizagem, com inúmeros exemplos de uso da língua, e que servem tanto para atividades de leitura como de produção textual; e finalmente (4) os dicionários mistos que reúnem as características do bilíngue e do dicionário de aprendizagem. Um exemplo deste último tipo é o Longman English Dictionary for Portuguese Speakers (Konder, 1983). Há dicionários que podem oferecer uma ajuda maior ou menor ao leitor de um texto em língua estrangeira. Um dicionário monolíngue, feito para leitores nativos, provavelmente será menos útil do que um dicionário de aprendizagem, com inúmeros exemplos de uso. No caso específico da leitura em língua estrangeira, um dicionário bilíngüe de bolso, provavelmente será mais útil do que um dicionário monolíngue de aprendizagem.Você pode notar que podemos encontrar:- A representação fonética das palavras- Abreviaturas - Significado das palavras - Classe gramatical das palavras Veja o exemplo seguinte e responda: 1. Qual é a representação fonética da palavra “look”? 2. Quantos significados ela pode ter como substantivo? E como verbo? 3. Qual é a primeira expressão mencionada? 4. Qual é o significado de “ to look for? diferente. Em Inglês também o contexto é muito importante para a interpretação adequada dos vocábulos. 1. The waiter fills their glasses with champagne.2. She went to the optician for a new pair of glasses 3. This window is made of glass 4. I like computers. 5. OS2 operating system is like Ms DOS Você precisa ter em mente que na leitura de textos técnicos você encontrará várias palavras em inglês que talvez já façam parte de seu vocabulário, mas que nesse contexto irão adquirir novos significados. Abreviaturas mais comuns encontradas nos dicionários: f. feminino m.Masculino m.pl = masculino plural p.p. = particípio passado pl = plural pop. = popular pref. = prefixo prep. = preposição pret. = pretérito pron. = pronome s. substantivos. pl = plural sg. = singular sup. = superlativo v. = verbo var. = variante de Verbos Quando você procura um verbo no dicionário geralmente encontra a base do verbo, por exemplo: look, work teach. Mas, quando lemos textos encontramos os verbos sob diferentes formas: looking, worked, teaches. Quando verbo é irregular encontramos a seguinte explicação no dicionário: Fell/fel/ v. passado de fall. Assim, terá que procurar o verbo na sua forma base (fall), para encontrar a definição da palavra. Observe os seguintes exemplos em Português e Inglês. Quais as semelhanças na forma de utilização das palavras no Português e no Inglês? 1. Ele apagou as velas .2. Tenho que limpar as velas do carro. 3. O marinheiro levantou as velas do barco. 4. Eu não vou ao cinema com eles porque detesto segurar vela É claro que o contexto é sempre importante para a compreensão das palavras que têm vários significados Símbolos Comuns:separação da categoria morfológica Substitui a palavra de entrada (ou seja, a palavra que se está consultando) Símbolos fonéticos: Formas de pronúncia Vogais / Ditongos / Semivogais / ConsoantesSinal que significa acentuação Sinal : que significa prolongação Repeated Words Uma última técnica, muito importante, é o uso das palavras repetidas. Analisando qualquer texto em língua inglesa, é possível notar que algumas palavras se repetem e é importante notar isso. É preciso também verificar se a palavra tem o mesmo significado dentro do texto, mesmo que ela se repita diversas vezes. Mas é uma pista de que ela, possivelmente, se trata de algum termo importante para o texto. Em inglês costumam repetir muito os pronomes pessoais, por conta da Instituição de Ensino Charles Babbage 53 null null null null null null estruturassubject+verb+complements(sujeito+verbo+comple mentos), sendo que toda oração deve ter um sujeito declarado Estratégias de Leitura Além das técnicas apresentadas no capítulo anterior, existem duas estratégias principais que você precisa conhe- cer: oskimming e o scanning. SKIMMING Consiste numa estratégia na qual se faz uma leitura superficializada do texto. Analisa-se tão somente um sentidogeral, sem se ater a uma informação específica. São levantados apenas os aspectos gerais do texto e de sua leitura, para que com isso se tenha uma base para uma leitura mais aprofundada. Leia então o texto que segue: July’s Poem of the MonthIf Death is Kind By Sara Teasdale (1884 - 1933) Perhaps if Death is kind, and there can be returning, We will come back to earth some fragrant night, And take these lanes to find the sea, and bending Breathe the same honeysuckle, low and white. We will come down at night to these resounding beaches And the long gentle thunder of the sea, Here for a single hour in the wide starlight We shall be happy, for the dead are free. Primeiro, olhando de uma forma geral, pode-se dizer que se trata de um poema, por conta da palavra põem,que abre o texto. Há alguma coisa que parecem versos, com orações incompletas em cada linha. Existem virgulas ao final de cada verso, o que indica que não segue uma ordem sintática padrão.Analisando os verdadeiros cognatos, tem a palavra returning que é parecida com A idéia de alguma coisa que está voltando. Tem a palavra fragrante que é parecida com fragrant, indicando alguma coisa que possui cheiro, possivelmente bom. Tem a palavra gentle, que é parecida comgentil e a palavra hour que é parecida com hora. Dando uma lida rápida, a palavra deathse repete duas vezes no texto, mostrando que é importante, de alguma forma, inclusive aparecendo no título. Indo ao dicionário, encontra-se como definição a palavra morte, então certamente esse poema fala de morte. Fala de tempo também, uma vez que tem uma imagem de um relógio. Podemos então dizer com isso que esse é um poema que fala sobre a morte e sobre o tempo. E isso tudo sem ao menos ter lido esse poema a fundo, pegando apenas algumas palavras e fazendo uma previsão do seu conteúdo. É nisso que o skimming vai se pautar. Muitas vezes temos diversos textos a nossa disposição e saber exatamente do que eles tratam vai nos auxiliar para que saibamos exatamente onde procurar uma determinada informação. Como é possível perceber, essa é a forma onde se usa muitas das técnicas aprendidas anteriormente. Não existe uma preocupação em saber exatamente os detalhes, apenas as generalidades do texto. Como fazer uso do skimming? A técnica requer que você use pequenos fragmentos do texto apresentado para uma leitura superficial, sem se prender a detalhes. Então comece lendo sempre os títulos, cabeçalhos, índices, sumários e ilustrações. Procure ler também o primeiro parágrafo de cada ponto do texto, depois do título, além de prestar atenção em números, datas, gráficos, esquemas e palavras que de alguma forma estejam em destaque. Se o texto contiver alguma introdução, procure lê-la, pois ela costuma resumir todo o assunto relativo ao texto ao qual ela apresenta. SCANNING É a técnica empregada quando se procura uma informação mais específica e menos geral acerca de um texto. Do contrário do skimming, aqui se visa a busca de alguma informação de maneira rápida, dando uma lida em algumas poucas palavras para encontrá-la. Para tanto, existem alguns passos que devem ser seguidos para se fazer um scanning de forma eficiente. Keywords (palavras-chave) São algumas palavras que, pelo seu grau de importância, ajudam a dar uma ideia daquilo que se fala em determinado trecho. Destacando algumas palavras do próprio texto é possível pegar seu sentido geral e, assim,fazer uma leitura mais proveitosa. Mapa Mental Após encontrar algumas palavras que resumam o texto, é preciso também criar um mapa, contendo os assuntos mais relevantes do texto e colocar numa ordem de Instituição de Ensino Charles Babbage 54 null null null null null null null null null Segurança na Construnção Cívil importância esses assuntos. Para isso se torna necessárioseparar o texto em pequenos blocos, de acordo com o assunto e a importância. Para cada assunto, pegar palavras-chave do próprio texto e, com elas, montar um pequeno sumário mental.Para determinar o assunto de um determinado bloco de texto, é necessário o uso de poucas palavras, para ser de fácil memorização. Quanto menos palavras e quando mais simples forem as mesmas, melhor.Também é útil descartar informações que não serão usadas e blocos com informação irrelevante. Anotações Fala anotações ao longo do texto, sobretudo em expressões pouco conhecidas ou estranhas. Procure sempre o significado das siglas e abreviações usadas e, se possível, monte um pequeno glossário com as expressões mais comuns utilizadas no texto lido. Isso vai facilitar o trabalho de procura de informações. Buscando informações específicas Após usar as técnicas apresentadas anteriormente, fica uma questão em aberto: e quando eu quiser alguma informação específica, como devo proceder? Ou ainda, quando eu precisar de uma informação detalhada, como posso conseguir essa informação em pouco tempo? Primeiro, procure conhecer previamente o texto onde as informações serão retiradas. Faça uso do scanning edoskimming, fazendo algumas anotações e construindo um mapa mental. Depois disso, tente localizar o trecho de onde você precisará da informação e faça uma leitura aprofundada, consultando os verbetes que parecerem ser mais importantes e as siglas apresentadas. Procure relacionar quaisquer elementos gráficos presentes,como figuras, tabelas, caixas de texto e outras coisas, dessa forma elas te darão pistas de que aquilo faz parte da informação específica. Você poderá aplicar os conhecimentos adquiridos nesta disciplina desenvolvendo a tradução do texto a seguir: SAFE WORK IN CONFINED SPACES This document is aimed at employers and the self- employed who carry outwork in confined spaces, and forms part of HSE’s commitment to make simple and practical guidance available for small firms. It will help them take the necessary action to meet the requirements of the Confined Spaces Regulations 1997. It will also be a useful source of information to anyone involved in carrying out work in confined spaces. Confined spaces can be deadly A number of people are killed or seriously injured in confined spaces each year in the UK. This happens in a wide range of industries, from those involving complex plant to simple storage vessels. Those killed include not only people working in the confined space but those who try to rescue them without proper training and equipment. What is a confined space? It can be any space of an enclosed nature where there is a risk of death or serious injury from hazardous substances or dangerous conditions (e g lack of oxygen).Some confined spaces are fairly easy to identify, e g enclosures with limited openings: ▪ storage tanks; ▪ silos; ▪ reaction vessels; ▪ enclosed drains; ▪ sewer It is not possible to provide a comprehensive list of confined spaces. Some places may become confined spaces when work is carried out, or during their construction, fabrication or subsequent modification. Lembre-se: para aperfeiçoar o seu aprendizado é fundamental a prática de leitura e traduções. SAÚDE E PREVENÇÃO DO TRABALHO Nesta disciplina estudaremos os riscos encontrados no processo de trabalho na construção civil, bem como as ações de segurança para o desenvolvimento do trabalho Instituição de Ensino Charles Babbage VOCÊ ENCONTRA TEXTOS TÉCNICOS PARA TRADUZIR EM: www.uniorka.com.br 55 http://www.uniorka.com.br/ null null null seguro, através da compreensão dos riscos pertinentes às atividades, bem como do disposto na NR 18 (Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção), norma esta que estabelece as diretrizes de segurança para o setor da construção civil. A Construção Civil é um dos setores que apresenta as piores condições de segurança, no Brasil e em nível mundial. Em nosso país, apresenta um dos maiores índices de ocorrência de Acidentes de Trabalho. Como essa situação encarece os cofres públicos, considerando-se que o pagamento da indenização ou benefício ao trabalhador é feito pela Previdência Social, houve empenho governamental de revisar as normas de segurança relacionadas à construção civil. Os custos para implantação de sistemas de saúde e segurança nos canteiros de obra são altos, mas necessários para o fluxo do trabalho. Vários são os fatores que colocam a ICC entre os maiores índices de acidentes. A população trabalhadora do setor apresenta instabilidade empregatícia; em épocas de crescimento do setor, são recrutados da zona rural ou de estados maispobres sem nenhum treinamento específico e, portanto, sem qualificação profissional. A baixa qualificação, a elevada rotatividade e o reduzido investimento por parte das empresas em treinamento e desenvolvimento costumam ser algo característico deste setor da indústria. A modernização da ICC, gerou a exigência de maior produtividade e qualidade do produto, fazendo as empresas passarem a se preocupar com os operários, no sentido de treiná-los, capacitá-los e fazê-los criar vínculos de fidelidade. Os índices de acidentes e doenças ocupacionais vêm diminuindo com as contribuições da Norma Regulamentadora nº18 e das ações desenvolvidas pelos Comitês Permanentes Regionais sobre Condições e Meio Ambiente do Trabalho na Indústria da Construção. A aplicação da Legislação é dependente da fiscalização, que por ser em parte deficiente, torna lento o processo de melhoria no setor. Ainda encontra-se grande parte dos canteiros de obra com ordem e limpeza deficientes, diante do acúmulo de materiais pontiagudos, escombros e outros, além da falta de dispositivos de proteção ao acesso da obra, rampas e passarelas. O transporte do pessoal, muitas vezes, ainda não atende as normas de segurança e também é utilizado para o transporte de materiais. Os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) mais usados são os capacetes e luvas, ficando esquecidos os protetores auriculares e faciais, os cintos de segurança e os sapatos especiais. Na fase mais demorada da construção (trabalho em concreto armado), freqüentemente há quedas nas beiras de lajes, choques elétricos causados por vibradores e até por fios de alta tensão, além de queda de materiais nas áreas junto às fachadas. Neste cenário, notamos que os trabalhadores da construção civil constituem um grupo de pessoas que realizam sua atividade laboral em ambiente insalubre e de modo arriscado. Geralmente são atendidos inadequadamente em relação aos salários, alimentação e transporte; possui pequena capacidade reivindicatória e, possivelmente, reduzida conscientização sobre os riscos aos quais estão submetidos. Outra questão importante é a respeito dos registros dos acidentes de trabalho, em sua maioria, os acidentados são atendidos pelo sistema público, que, em geral, não consegue reconhecê-los enquanto trabalhadores e, dessa forma, os seus AT acabam não sendo oficialmente informado à Previdência Social, o que colabora para o fortalecimento do quadro de subnotificação acidentária do país. Logo, se os índices oficiais são altos, os índices reais são bem maiores. Segurança e Trabalho - Legislação e Responsabilidades Para a promoção do trabalho seguro, Empregadores, Supervisores de Projetos e Trabalhadores Autônomos, todos têm o dever de programar medidas de segurança em todo o estabelecimento que admitir alguém como empregado, por tratar-se de uma questão prevencionista prevista pela legislação vigente. As ações de segurança devem contemplar: • Programas de controle de riscos e prevenção de acidentes; • Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional; • Emprego de equipamento de proteção individual, com as devidas especificações e com a realização de treinamentos e recebimento de cópias de procedimentos e operações a serem realizados; • Sistema de sinalização de segurança e/ou de saúde nos locais onde não seja possível evitar a existência de perigos ou onde estes não possam ser adequadamente reduzidos através da aplicação de medidas preventivas; • Programas educativos de conscientização de riscos entre a população trabalhadora. No Brasil, a Norma Regulamentadora NR-18 do Ministério do Trabalho e Emprego que trata das condições e meio ambiente de trabalho na Indústria da Construção - PCMAT estabelece, entre os seus diversos itens, diretrizes de Instituição de Ensino Charles Babbage 56 null null ordem administrativa, de planejamento e de organização, que visam a implementação de medidas de controle e sistemas preventivos de segurança nos processos, nas condições e no meio ambiente de trabalho na Indústria da Construção. Quanto a movimentação e transporte de materiais e pessoas, os equipamentos de transporte vertical de cargas devem ser dimensionados por profissional legalmente habilitado. A NR- 11– que versa sobre transporte, movimentação, armazenagem e manuseio de materiais estabelece os requisitos de segurança observados nos locais de trabalho, no que se refere ao transporte, à movimentação, à armazenagem, e ao manuseio de materiais, tanto de forma mecânica quanto manual, objetivando a prevenção de acidentes e doenças ocupacionais. Está determinado também na NR-18 que todo canteiro de obras deve contar com a presença de áreas de vivência mantidas em perfeito estado de conservação, higiene e limpeza, e que sejam equipadas com instalações sanitárias; vestiário; alojamento; local de refeições; cozinha, quando houver preparo de refeições; lavanderia; área de lazer; ambulatório, quando se tratar de frentes de trabalho com 50 (cinquenta) ou mais trabalhadores. PCMAT - Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção – O que diz a Norma? São obrigatórios a elaboração e o cumprimento do PCMAT nos estabelecimentos com 20 (vinte) trabalhadores ou mais, contemplando os aspectos desta NR e outros dispositivos complementares de segurança, deve contemplar as exigências contidas na NR 9 - Programa de Prevenção e Riscos Ambientais. O PCMAT deve ser mantido no estabelecimento à disposição do órgão regional do Ministério do Trabalho, e deve ser elaborado e executado por profissional legalmente habilitado na área de segurança do trabalho. A implementação do PCMAT nos estabelecimentos é de responsabilidade do empregador ou condomínio. Documentos que integram o PCMAT: a) memorial sobre condições e meio ambiente de trabalho nas atividades e operações, levando-se em consideração riscos de acidentes e de doenças do trabalho e suas respectivas medidas preventivas; b) projeto de execução das proteções coletivas em conformidade com as etapas de execução da obra; c) especificação técnica das proteções coletivas e individuais a serem utilizadas; d) cronograma de implantação das medidas preventivas definidas no PCMAT; e) layout inicial do canteiro de obras, contemplando, inclusive, previsão de dimensionamento das áreas de vivência; f) programa educativo contemplando a temática de prevenção de acidentes e doenças do trabalho, com sua carga horária. Ao final deste material você encontra anexo o link da NR 18 – Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção. Prevenção de acidentes – Avaliação dos riscos Existem inúmeros perigos inerentes ao trabalho na construção civil. No entanto, existem também inúmeras “boas práticas” que podem facilmente ser aplicadas no sentido de impedir a ocorrência de acidentes. O primeiro passo consiste em efetuar a avaliação dos riscos de forma adequada e suficiente. Deverá ser assegurada uma verdadeira redução da exposição ao perigo, quer por parte dos trabalhadores, quer de outras pessoas (incluindo os visitantes dos canteiros de obras ou o público que está de passagem), a avaliação dos riscos deverá considerar todos os possíveis riscos e perigos. Assegurar a redução de um risco não implica criar outro. Todos os perigos deverão ser identificados, incluindo os que decorrem de atividades laborais e de outros fatores como, por exemplo, o planejamento dos canteiros de obras. A esta fase de identificação segue-se a avaliação da extensão dos riscos existentes e a avaliação das medidas de prevenção disponíveis. Foram tomadas medidas suficientes ou é necessário tomar medidas adicionais? Os resultados da avaliação dos riscos ajudarão a selecionar as medidas mais adequadas. Faz-se necessário também,um trabalho estatístico que análise de dados, determinando os focos de acidentes e posteriormente elaborando o plano de ação de segurança. Como podemos observar na tabela abaixo, a queda em altura é o fator gerador de ocorrência de acidentes. Prevenção prática Os principais perigos incluem o trabalho em altura, os trabalhos de escavação e a movimentação de cargas. É necessário dar prioridade a medidas que eliminem ou reduzam os perigos na sua origem e que proporcionem uma proteção coletiva. Primeiramente devemos atuar de forma a promover a proteção do conjunto de trabalhadores – Proteção Coletiva, posteriormente, devemos atuar no trabalhador de Instituição de Ensino Charles Babbage 57 null null Se qualquer das respostas for “não”, é necessário tomar medidas de prevenção antes de iniciar o trabalho, tais como: forma individual – Proteção Individual. As medidas de proteção individual, como por exemplo, a utilização de equipamento de proteção, deverão ser implementadas nos casos em que não seja possível efetuar uma redução significativa dos riscos através de outros meios. Além da avaliação global dos riscos é necessário efetuar um acompanhamento constante através das inspeções nos locais de trabalho, avaliando a necessidade de novos procedimentos de segurança, bem como a melhoria contínua das ações empregadas. Trabalho em locais de grande altitude As quedas em altura constituem a causa mais comum de lesões e mortes na indústria da construção civil. As causas incluem: • Falto de dispositivos de segurança coletivo e/ou individual; • Trabalho em andaimes ou plataformas que não estão equipados com grades de segurança, • Telhados frágeis; • Escadas que não são adequadamente apoiadas, posicionadas e fixadas; • Método impróprio para o trabalho, como falta de meios adequados de alcance de materiais; • Trabalhador não apto para o trabalho em altura, sem condições de saúde apropriadas. Todo o processo de construção deverá ser planejado de forma a minimizar o risco de ocorrência de quedas. Durante a fase de concepção do projeto pode planejar-se a existência de meios de proteção contra quedas. É possível reduzir os riscos através da utilização de guarda-corpos, grades de segurança feitas sob medida ou, por último e caso o risco continue a existir, fazer uso do cinto de segurança. Respeitar os procedimentos de segurança adotado, manter a organização durante as tarefas, evitar improvisos, adotando práticas prevencionistas é também de grande contribuição para um ambiente de trabalho equilibrado e seguro. →Veja a seguir um exemplo de chek-list que poderá ser empregado durante o desenvolvimento do trabalho em altura: Controle de andaimes e escadas ✓Foi selecionado o equipamento mais adequado com vista à segurança incluindo o acesso e evacuação? ✓As escadas de mão são usadas apenas quando não se justifica a utilização de outro equipamento, por um curto período de tempo ou de risco mínimo? ✓ O andaime foi montado sobre uma superfície firme? ✓As grades de segurança, os guarda-corpo, as bandejas estão todos bem posicionados e a uma altura correta? ✓Existem tábuas suficientes para montar a plataforma de trabalho? ✓ As tábuas estão bem fixas e posicionadas? ✓ Foram retirados quaisquer cabos de fixação dos andaimes? ✓A utilização de uma escada é o método mais seguro e adequado para o trabalho em questão? ✓A escada está em boas condições e é adequada para o tipo e altura do trabalho? ✓ A escada pode ser colocada de forma que evite ultrapassar as extremidades da obra? ✓A escada pode ser fixada na extremidade superior e na inferior? ✓ A superfície de apoio é firme e nivelada? ✓Assegurar que as aberturas como, por exemplo, os buracos no chão, estão vedadas através de barreiras seguras (por exemplo, com grades de segurança e com pranchas de passagem) ou estão cobertas. Fixar a cobertura em posição ou assinalá-la com um aviso. ✓Verificar todos os elementos do andaime relativamente à segurança antes de iniciar o trabalho de montagem do mesmo. ✓Inspecionar as escadas antes de subir às mesmas, de forma a assegurar que estão em boas condições e corretamente posicionadas e fixadas. ✓Utilizar equipamentos de prevenção de queda quando se está nos andaimes, sobretudo antes de se proceder à colocação das grades de segurança e das pranchas de Instituição de Ensino Charles Babbage 58 null null passagem, e assegurar que os cabos do cinto de segurança estão fixados a uma estrutura firme e que são corretamente utilizados. ✓Não atirar equipamentos ou materiais para níveis mais baixos, para o solo ou para as redes de segurança. As inspeções, através dos chek-list, são fundamentais para o controle de risco Trabalho em escavações Antes de dar início a qualquer trabalho de escavação é necessário ter em consideração todos os perigos potenciais – incluindo o desmoronamento das valas, a queda de pessoas e veículos nas escavações e a destruição de estruturas existentes nas proximidades. Em seguida, devem ser implementadas as medidas preventivas adequadas. A sinalização de todos os trabalhos subterrâneos deve ser aplicada, devendo ser tomadas todas as precauções necessárias para evitar acidentes é necessário assegurar que todos os materiais adequados para escorar as escavações estão disponíveis no local, observando também a existência de métodos seguros para colocar e remover o material de escoramento. É necessário avaliar qual o equipamento de manuseio de material que será necessário e adequado, sendo fundamental assegurar que o equipamento será entregue na data planejada e que o canteiro de obras está preparado para recebê-lo. Efetuar inspeções diárias de forma a assegurar que as medidas preventivas estão sendo aplicadas e suficientes é fundamental para a manutenção da segurança nos ambientes de trabalho. Instalações Elétricas As condições elétricas na Construção Civil devem ser rigorosamente observadas, visto que o risco elétrico é a causa de um grande número de acidentes fatais. Os canteiros de obra devem garantir o total isolamento de todas as partes vivas energizadas e o quadro provisório de tomadas deve estar devidamente aterrado junto ao quadro de distribuição de energia. A NR 18 estabelece as seguintes diretrizes de segurança para as Instalações Elétricas no setor da construção civil: ✓ A execução e manutenção das instalações elétricas devem ser realizadas por trabalhador qualificado, e a supervisão por profissional legalmente habilitado. ✓ Somente podem ser realizados serviços nas instalações quando o circuito elétrico não estiver energizado. ✓ Quando não for possível desligar o circuito elétrico, o serviço somente poderá ser executado após terem sido adotadas as medidas de proteção complementares, sendo obrigatório o uso de ferramentas apropriadas e equipamentos de proteção individual. ✓ É proibida a existência de partes vivas expostas de circuitos e equipamentos elétricos. ✓ As emendas e derivações dos condutores devem ser executadas de modo que assegurem a resistência mecânica e contato elétrico adequado. ✓ O isolamento de emendas e derivações deve ter característica equivalente à dos condutores utilizados. ✓ Os condutores devem ter isolamento adequado, não sendo permitido obstruir a circulação de materiais e pessoas. ✓ Os circuitos elétricos devem ser protegidos contra impactos mecânicos, umidade e agentes corrosivos. ✓ Sempre que a fiação de um circuito provisório se tornar inoperante ou dispensável, deve ser retirada pelo eletricista responsável. ✓As chaves blindadas devem ser convenientemente protegidas de intempéries e instaladas em posição que impeça o fechamento acidental do circuito. ✓Os porta-fusíveisque provocam o acidente, para que seja evitada sua repetição. Instituição de Ensino Charles Babbage 5 null null null null null null null null null null null null null null null Consequências dos acidentes de trabalho Os acidentes de trabalho geram inúmeras consequências, dentre elas os gastos da empresa com o tempo de afastamento do funcionário após a ocorrência do acidente devido à reposição da mão de obra; os custos com atendimento médico ao acidentado; os danos materiais relativos à manutenção dos maquinários ou equipamentos envolvidos nos acidentes, os custos gerados à Previdência Social referente aos benefícios a serem pagos com auxílio doença, auxílio acidente, aposentadoria por invalidez, etc. Porém, certamente o mais afetado sempre é trabalhador que muitas vezes fica por longo período afastado de suas funções com sua saúde afetada e ganhos reduzidos. Além disso, a imagem da empresa fica associada a uma política frágil de saúde e segurança, agregando um conceito negativo aos seus produtos. serviços especializados em engenharia de segurança e medicina do trabalho A Norma Regulamentadora 4 Institui o dimensionamento do SESMT -Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho conforme o grau de risco da atividade econômica principal e o número total de empregados do estabelecimento. NR 4 - Relaciona a necessidade dos serviços de Engenharia e Segurança do Trabalho ao Risco da Empresa e a Quantidade de Funcionários. Equipe Serviços especializados em engenharia de segurança e em medicina do trabalho deverão ser integrados por médico do trabalho, engenheiro de segurança do trabalho, enfermeiro do trabalho, técnico de segurança do trabalho, auxiliar de enfermagem do trabalho. Competências a) aplicar os conhecimentos de engenharia de segurança e de medicina do trabalho ao ambiente de trabalho e a todos os seus componentes, inclusive máquinas equipamentos, de modo a reduzir até eliminar os riscos ali existentes à saúde do trabalhador; b) determinar, quando esgotados todos os meios conhecidos para a eliminação do risco e este persistir, mesmo reduzido, a utilização, pelo trabalhador, de Equipamentos de Proteção Individual - EPI, de acordo com o que determina a NR 6, desde que a concentração, a intensidade ou característica do agente assim o exija; c) colaborar, quando solicitado, nos projetos e na implantação de novas instalações físicas e tecnológicas da empresa, exercendo a competência disposta na alínea "a"; d) responsabilizar-se tecnicamente, pela orientação quanto ao cumprimento do disposto nas NR aplicáveis às atividades executadas pela empresa e/ou seus estabelecimentos; e) manter permanente relacionamento com a CIPA, valendo- se ao máximo de suas observações, além de apoiá-la, treiná- la e atendê-la, conforme dispõe a NR 5; f) promover a realização de atividades de conscientização, educação e orientação dos trabalhadores para a prevenção de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais, tanto através de campanhas quanto de programas de duração permanente; g) esclarecer e conscientizar os empregadores sobre acidentes do trabalho e doenças ocupacionais, estimulando- os em favor da prevenção; h) analisar e registrar em documento (s) específico (s) todos os acidentes ocorridos na empresa ou estabelecimento, com ou sem vítima, e todos os casos de doença ocupacional, descrevendo a história e as características do acidente e/ou da doença ocupacional, os fatores ambientais, as características do agente e as condições do(s) indivíduo(s) portador(es) de doença ocupacional ou acidentado(s); i) registrar mensalmente os dados atualizados de acidentes do trabalho, doenças ocupacionais e agentes de insalubridade, preenchendo, no mínimo, os quesitos descritos nos modelos de mapas constantes nos Quadros III, IV, V e VI, devendo a empresa encaminhar um mapa contendo avaliação anual dos mesmos dados à Secretaria de Segurança e Medicina do Trabalho até o dia 31 de janeiro, através do órgão regional do MTb; comissão interna de prevenção de acidentes - cipa Instituição de Ensino Charles Babbage 6 null null null null null A CIPA é regulamentada pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) nos artigos 162 a 165 e pela Norma Regulamentadora 5 (NR-5), contida na portaria 3.214/78 baixada pelo Ministério do Trabalho. Objetivo em um volume de informações que exige tratamento informatizado para serem bem gerenciadas. PCMSO: Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional, instituído pela NR 7. Objetivo do PCMSO: Promoção e preservação da saúde do conjunto dos seus trabalhadores. Diretrizes Prevenir acidentes e doenças decorrentes do trabalho, de modo a tornar compatível permanentemente o trabalho com a preservação da vida e a promoção da saúde do trabalhador. Seu papel mais importante é o de estabelecer uma relação de diálogo e conscientização, de forma criativa e participativa, entre gerentes e empregados, em relação à forma como os trabalhos são realizados, objetivando sempre melhorar as condições de trabalho, visando a humanização do trabalho. Programa De Controle Médico E Saúde Ocupacional - Pcmso Saúde X Trabalho De uma forma geral, existem duas considerações importantes na relação trabalho e saúde dos funcionários: ✓ A capacidade funcional para realizar o trabalho, que pode ser afetada devido a problemas de saúde, como, por exemplo, redução da capacidade de executar um trabalho devido a problemas de coração ou redução da capacidade respiratória. ✓ A falta de saúde do trabalhador pode afetar a segurança tanto dele como dos outros envolvidos como, por exemplo, no caso de se operar máquinas perigosas. Para evitar todos esses riscos a legislação trabalhista torna-se cada vez mais rígida e exige um controle cada vez melhor da saúde e dos riscos a que os funcionários estão submetidos. Estes controles exigem uma equipe de pessoas trabalhando exclusivamente com este assunto, o que resulta 1. O PCMSO é parte integrante do conjunto mais amplo das iniciativas da empresa no campo de saúde dos seus trabalhadores, devendo estar articulado com o disposto nas demais Normas Regulamentadoras (NRs - Portaria n° 3.214 de 8 de junho de 1978, CLT). 2. Deverá considerar as questões incidentes sobre o indivíduo e a coletividade dos seus trabalhadores, através da análiseclínicoepidemiológica na abordagem entre saúde e o trabalho. 3. Terá caráter de prevenção, rastreamento e diagnóstico precoce dos agravos à saúde relacionados ao trabalho, inclusive de natureza subclínica, além da constatação da existência de casos de doenças profissionais ou danos irreversíveis à saúde dos seus trabalhadores. 4. Será planejado e implantado com base nos riscos à saúde dos trabalhadores, especialmente os identificados nas avaliações previstas nas demais NR’s. . Responsabilidades Compete ao empregador: a) Garantir a elaboração e efetiva implementação do PCMSO, bem como zelar pela sua eficácia; b) Custear, sem ônus para o empregado, todos os procedimentos relacionados ao PCMSO. c) Indicar, dentre os médicos dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho - SESMT, da empresa, um coordenador responsável pela execução do PCMSO; d) no caso de a empresa estar desobrigada de manter médico do trabalho, de acordo com a NR 4, deverá o empregador Instituição de Ensino Charles Babbage 7 null null null null null null indicar médico do trabalho, empregado ou não da empresa, para coordenar o PCMSO; Ficam desobrigadas de indicar médico coordenador as seguintes empresas: • Grau de risco 1 e 2, segundo o Quadro 1 da NR 4, comnão deve ficar sob tensão quando as chaves blindadas estiverem na posição aberta. ✓As chaves blindadas somente devem ser utilizadas para circuitos de distribuição, sendo proibido o seu uso como dispositivo de partida e parada de máquinas. ✓As instalações elétricas provisórias de um canteiro de obras devem ser constituídas de: Instituição de Ensino Charles Babbage 59 null null Estude sobre “Movimentação de Cargas” acessando o ambiente de estudos em: www.uniorka.com.br a) chave geral do tipo blindada de acordo com a aprovação da concessionária local, localizada no quadro principal de distribuição. b) chave individual para cada circuito de derivação; c) chave-faca blindada em quadro de tomadas; d) chaves magnéticas e disjuntores, para os equipamentos. ✓ Os fusíveis das chaves blindadas devem ter capacidade compatível com o circuito a proteger, não sendo permitida sua substituição por dispositivos improvisados ou por outros fusíveis de capacidade superior, sem a correspondente troca da fiação. ✓ Em todos os ramais destinados à ligação de equipamentos elétricos, devem ser instalados disjuntores ou chaves magnéticas, independentes, que possam ser acionados com facilidade e segurança. ✓ As redes de alta-tensão devem ser instaladas de modo a evitar contatos acidentais com veículos, equipamentos e ✓ trabalhadores em circulação, só podendo ser instaladas pela concessionária. ✓Os transformadores e estações abaixadoras de tensão devem ser instalados em local isolado, sendo permitido somente acesso do profissional legalmente habilitado ou trabalhador qualificado. ✓As estruturas e carcaças dos equipamentos elétricos devem ser eletricamente aterradas. ✓Nos casos em que haja possibilidade de contato acidental com qualquer parte viva energizada, deve ser adotado isolamento adequado. ✓Os quadros gerais de distribuição devem ser mantidos trancados, sendo seus circuitos identificados. ✓ Ao religar chaves blindadas no quadro geral de distribuição, todos os equipamentos devem estar desligados. ✓ Máquinas ou equipamentos elétricos móveis só podem ser ligados por intermédio de conjunto de plugue e tomados. As diretrizes de segurança para as instalações elétricas previstas pela legislação vigente, deve ser rigorosamente observadas. Na construção civil, o risco elétrico é fonte de vários acidentes fatais, onde o choque elétrico, muitas vezes associado a queda em altura, acaba vitimando um grande numero de trabalhadores. O que prevê a NR-18? A empresa é obrigada a fornecer aos trabalhadores, gratuitamente, EPI adequado ao risco e em perfeito estado de conservação e funcionamento, consoante as disposições contidas na NR 6 – Equipamento de Proteção Individual - EPI. ✓ O cinto de segurança tipo abdominal somente deve ser utilizado em serviços de eletricidade e em situações em que funcione como limitador de movimentação. ✓ O cinto de segurança tipo pára-quedista deve ser utilizado em atividades a mais de 2,00m (dois metros) de altura do piso, nas quais haja risco de queda do trabalhador. ✓ O cinto de segurança deve ser dotado de dispositivo trava- quedas e estar ligado a cabo de segurança independente da estrutura do andaime. (incluído pela Portaria SSST n.º 63, de 28 de dezembro de 1998) ✓ Os cintos de segurança tipo abdominal e tipo pára- quedista devem possuir argolas e mosquetões de aço forjado, ilhoses de material não-ferroso e fivela de aço forjado ou material de resistência e durabilidade equivalentes. Observando o disposto na Norma Regulamentadora 18, conscientizando os trabalhadores em relação a importância de respeitar os procedimentos de segurança, é possível atingir uma ambiente de trabalho seguro. Formação e informação Os trabalhadores têm de compreender os riscos existentes no ambiente de trabalho e no desenvolvimento das atividades, as conseqüências dos mesmos e as precauções que têm de tomar para agir de forma segura. A formação deverá focar situações reais como, por exemplo, problemas Instituição de Ensino Charles Babbage 60 http://www.uniorka.com.br/ null null que tenham ocorrido, o que não funcionou adequadamente e como evitar que a situação se repita. É necessário abordar os riscos, as medidas de prevenção, os procedimentos de emergência, a apresentação de relatórios sobre os problemas, os equipamentos de proteção individual, os equipamentos de trabalho, etc. Devem também planejar-se ações de formação de reciclagem e aperfeiçoamento. A formação deverá ser apoiada por uma boa comunicação. A discussão das questões ligadas à saúde e à segurança, bem como a transmissão de informações, deverão ser parte integrante das reuniões de equipe. No Brasil, o Diálogo Diário de Segurança DDS é um dos momentos em que esses itens podem ser repassados aos trabalhadores. O que dispõe a Norma? A Norma Regulamentadora NR 18 – Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção estabelece treinamento obrigatório aos trabalhadores do setor da construção civil: ✓ Todos os empregados devem receber treinamentos admissional e periódico, visando a garantir a execução de suas atividades com segurança. ✓ O treinamento admissional deve ter carga horária mínima de 6 (seis) horas, ser ministrado dentro do horário de trabalho, antes de o trabalhador iniciar suas atividades, constando de: a) informações sobre as condições e meio ambiente de trabalho; b) riscos inerentes a sua função; c) uso adequado dos Equipamentos de Proteção Individual - EPI; d) informações sobre os Equipamentos de Proteção Coletiva - EPC, existentes no canteiro de obra. O treinamento periódico deve ser ministrado: a) sempre que se tornar necessário; b) ao início de cada fase da obra. Nos treinamentos, os trabalhadores devem receber cópias dos procedimentos e operações a serem realizadas com segurança. Considerações Finais O setor da Construção Civil merece destaque devido aos altos índices de acidentes de trabalho, uma realidade não apenas em nosso país, mas, segundo a OIT – Organização Internacional do Trabalho, uma realidade a nível mundial. No Brasil, a Norma Regulamentadora 18 estabelece diretrizes de segurança para o controle de riscos no meio ambiente de trabalho na indústria da construção. A aplicação de sistemas de segurança que garantam a saúde e a integridade física do trabalhador devem ser implementados, e continuamente avaliados para que o trabalhador possa atuar em um ambiente equilibrado. É fundamental o envolvimento de todo o grupo organizacional na implantação e manutenção das ações de segurança, deve-se promover o conhecimento quanto aos riscos pertinentes à cada atividade, através de treinamentos e demais estratégias de informações. ATENÇÃO! Programa de condições e meio ambiente de trabalho na indústria da construção (pcmat). Deve incluir os seguintes documentos: a) Memorial sobre condições e meio ambiente de trabalho nas atividades e operações, levando-se em consideração riscos de acidentes e de doenças do trabalho e suas respectivas medidas preventivas; b) Projeto de execução das proteções coletivas em conformidade com as etapas da execução da obra; c) Especificação técnica das proteções coletivas e individuais a serem utilizadas; d) Cronograma de implantação das medidas preventivas definidas no PCMAT; e) Layout inicial do canteiro da obra, contemplando, inclusive, previsão do dimensionamento das áreas de vivência; f) Programa educativo contemplando a temática de prevenção de acidentes e doenças do trabalho, com sua carga horária. De acordo com o item 18.3.1 da NR 18, são obrigatórios a elaboração e o cumprimento do PCMAT nos estabelecimentos com 20 (vinte) trabalhadores ou mais, contemplando os aspectos destaNR e outros dispositivos complementares de segurança. O PCMAT deve ser elaborado e executado por profissional legalmente habilitado na área de segurança do trabalho. Para fins de aplicação da NR 18, o profissional Instituição de Ensino Charles Babbage 61 Para melhor conhecimento acesse www.uniorka.com.br- Portal do aluno e Saiba mais! Bom estudo! NR1 – DISPOSIÇÕES GERAIS – (Art. 154 a 159 da legalmente habilitado é aquele que possui habilitação exigida pela lei. Desta forma, para elaborar o PCMAT, o profissional deve ser um profissional dos SESMT. Responsabilidade da Implementação Do Pcmat O item 18.3.3 da NR 18 estabelece que a implementação do PCMAT nos estabelecimentos é de responsabilidade do empregador ou condomínio. A Substituição Do Ppra Pelo Pcmat: A NR 18 não deixa clara esta questão. De acordo com o item 18.3.1.1, o PCMAT deve contemplar as exigências contidas na NR 9 - PPRA gerando, assim, redundâncias de informação. Cuidados Na Elaboração Do Pcmat: O PCMAT é uma carta de intenções contendo as medidas que visem às condições ideais do meio ambiente do trabalho em uma obra, devendo ser amplamente analisado durante sua implantação e alterado quando conveniente e/ou necessário. Estas alterações devem ser encaradas de forma natural, tendo em vista as mais variadas formas possíveis de situações que, durante a construção, tendem a ocorrer. Entre as possíveis alterações, estão as mudanças no cronograma, o surgimento de novas tecnologias e equipamentos, mudanças de projeto e alterações na relação mão-de-obra e equipamento. Estabelecimento: Estabelecimento é uma obra individualizada, não importando o porte ou empresa que a construirá. Se a responsabilidade da implantação do PCMAT é do empregador ou condomínio, para cada obra haverá um único PCMAT. Obrigatoriedade Do Registro Do Pcmat Na Drt: Sim, conforme o item 18.2 da NR 18, é obrigatória a comunicação à Delegacia Regional do Trabalho antes do início das atividades. Alterações Do Pcmat Durante A Fase De Construção: As alterações do PCMAT podem ocorrer durante a construção, como, por exemplo: alteração de cronograma, inclusão de novas tecnologias e equipamentos, mudança de projeto ou alteração na relação mão-de-obra e equipamento. O estudo desta disciplina tem como objetivo facilitar ao Técnico em Segurança do Trabalho a compreensão das normas regulamentadoras que regem as relações da Segurança e Saúde no Trabalho. Com esta finalidade serão apresentadas as NRs e definições para melhor entendimento de cada norma regulamentadora. Ressalta-se que na apresentação de cada NR estão os artigos da CLT nos quais estão alicerçadas a referidas normas regulamentadoras. Normas Regulamentadoras Estabelece o campo de aplicação de todas as Normas Regulamentadoras de Segurança e Medicina do Trabalho Urbano, bem como os direitos e obrigações do governo, dos empregados e dos trabalhadores no tocante a este tema específico. Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho (SSST) é o órgão de âmbito nacional competente em conduzir as atividades relacionadas com a segurança e saúde ocupacional. Essas atividades incluem a Campanha Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho (Canpat), o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) e ainda a fiscalização do cumprimento dos preceitos legais e regulamentares sobre segurança e saúde ocupacional, em todo o território nacional. Delegacia Regional do Trabalho (DRT) é o órgão deve recorrer em caso de ter dúvidas sobre como proceder em Instituição de Ensino Charles Babbage 62 Normas Regulamentadoras em Segurança do trabalho http://www.uniorka.com.br-/ null null situações de acidentes de trabalho ou problemas relacionados. Este órgão é competente para: adotar medidas necessárias à fiel observância dos preceitos legais e regulamentares sobre segurança e medicina do trabalho, inclusive orientar os empregadores sobre a correta implementação das NRs; impor as penalidades cabíveis por descumprimento dos preceitos legais; embargar obra ou interditar estabelecimento; notificar as empresas, estipulando prazos para eliminação e/ou neutralização de insalubridade; atender requisições judiciais para realização de perícias sobre segurança e medicina ocupacional nas localidades onde não houver médico do trabalho ou engenheiro de segurança do trabalho registrado no MTE. O trabalho de fiscalização da DRT pode ser delegado a outros órgãos federais, mediante convênio autorizado pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Local de trabalho- é a área onde são executados os trabalhos. Do empregador-Cumprir e fazer cumprir as disposições legais e regulamentares sobre segurança e saúde ocupacional. Elaborar ordens de serviço (procedimentos, instruções, padrões, entre outros documentos internos de empresa) sobre segurança e saúde ocupacional, dando conhecimento aos empregados, com os seguintes objetivos: -Adotar medidas para eliminar ou neutralizar atividades ou operações insalubres bem como as condições inseguras de trabalho; - Estabelecer requisitos internos de segurança e saúde ocupacional de forma a minimizar a ocorrência de atos inseguros e melhorar o desempenho do trabalho; - Divulgar as obrigações e proibições que os empregados devam conhecer e cumprir; - Determinar os procedimentos que deverão ser adotados em caso de acidente do trabalho e doenças profissionais ou do trabalho; -Adotar requisitos de segurança e saúde ocupacional estabelecidos pelos documentos técnicos e legais; -Informar aos empregados que serão passíveis de punição, pelo descumprimento das ordens de serviço expedidas. Informar aos trabalhadores: 1. Os riscos profissionais que possam originar-se nos locais de trabalho; 2. Os meios para prevenir e limitar tais riscos e as medidas adotadas pela empresa; 3. Os resultados dos exames médicos e de exames complementares de diagnóstico aos quais os próprios trabalhadores forem submetidos; 4. Os resultados das avaliações ambientais realizadas nos locais de trabalho. Permitir que representantes dos trabalhadores acompanhem a fiscalização dos preceitos legais e regulamentares sobre segurança e medicina do trabalho. Como o empregador deve evidenciar o atendimento dos requisitos técnicos e legais previstos nas nrs e outros documentos: Para fins de fiscalização, perícias e auditorias, o empregador deve evidenciar o atendimento aos requisitos técnicos e legais por meio de documentos, registros de treinamentos e outras formas rastreáveis, inclusive Empregador- Segue a definição adotada pela CLT, a saber: Art. 2º - Considera-se empregador a empresa, individual ou coletiva, que, assumindo os riscos da atividade econômica, admite, assalaria e dirige a prestação pessoal de serviço Empregado- Segue a definição adotada pela CLT, a saber: Art. 3º - Considera-se empregado toda pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual a empregador, sob a dependência deste e mediante salário. Empresa- Para fins de aplicação das NRs é o estabelecimento ou o conjunto de estabelecimentos, canteiros de obra, frente de trabalho, locais de trabalho e outras, constituindo a organização, que é utilizado pelo empregador para atingir seus objetivos. Estabelecimento- é cada uma das unidades da empresa, podendo funcionar em lugares diferentes, tais como: fábrica, refinaria, usina, escritório, loja, oficina, depósito, laboratório. Setor de serviço- é a menor unidade administrativa ou operacional compreendida no mesmo estabelecimento. Canteiro de obra -é a área do trabalho fixa e temporária, onde se desenvolvem operações de apoio e execução à construção, demolição ou reparo de uma obra. Frente de trabalho- é a área de trabalho móvele temporária, onde se desenvolvem operações de apoio e execução à construção, demolição ou reparo de uma obra. Instituição de Ensino Charles Babbage 63 eletrônicas. Vale destacar que, ocorrendo acidente com vítima que desencadeie processo na Justiça (civil/criminal), contra o empregador, será exigida comprovação do atendimento dos requisitos técnicos e legais. Responsabilidades do Empregado: Caberá ao empregado obedecer aos requisitos técnicos e legais estabelecidos pela legislação, além dos procedimentos escritos e boas práticas estabelecidas e comunicadas pelo empregador. Os seguintes aspectos devem ser considerados: -Cumprir as disposições legais e regulamentares sobre segurança e saúde ocupacional, inclusive as ordens de serviço expedidas pelo empregador; -Usar o Equipamento de Proteção Individual (EPI), o Equipamento de Proteção Coletiva (EPC) e métodos de trabalho fornecidos e estabelecidos pelo empregador; -Submeter-se aos exames médicos estabelecidos no Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) da empresa; -Colaborar com a empresa na aplicação das NRs. Ressaltando que constitui ato faltoso, sujeito a penalidade, a recusa injustificada do empregado ao cumprimento dos itens acima relacionados.(Ver art.482 da CLT) Penalidades previstas na legislação a serem aplicadas ao empregado que não atender aos requisitos de segurança e saúde ocupacional estabelecidos pela legislação e pelo empregador: Embora a ação prevencionista deva valorizar a conscientização, vale frisar que a legislação garante ao empregador ação disciplinar em quatro etapas, caso os procedimentos de segurança sejam ignorados pelo empregado: advertência oral; advertência escrita; suspensão sem pagamento; dispensa por “justa causa”. Penalidades previstas na legislação a serem aplicadas ao empregador que não atender aos requisitos de segurança e saúde ocupacional estabelecidos pela legislação e pelo empregador: O não-cumprimento das disposições legais e regulamentares sobre segurança e saúde ocupacional acarretará ao empregador a aplicação das penalidades previstas na legislação pertinente, incluindo multas, embargos e interdição conforme previsto na NR3 - Embargo ou Interdição e NR 28 - Fiscalização e Penalidades. Estabelece as situações em que as empresas deverão solicitar ao MTE a realização de inspeção prévia em seus estabelecimentos, bem como a forma de sua realização. Procedimento da empresa antes de início suas atividades econômicas: Todo estabelecimento novo, antes de iniciar suas atividades, deverá solicitar aprovação de suas instalações ao Órgão Regional do MTE, isto é, a Delegacia Regional do Trabalho (DRT). Certificado de aprovação de instalações (cai): Documento emitido pela DRT, órgão regional do MTE, após realizar a inspeção prévia nas instalações. O modelo de CAI está previsto na NR 2. O CAI se aplica aos estabelecimentos novos e sempre que ocorrerem modificações substanciais nas instalações e/ou nos equipamentos de seu(s) estabelecimento(s). É facultado às empresas submeter à apreciação prévia da DRT, órgão regional do MTE, os projetos de construção e respectivas instalações. Objetivo do certificado aprovação das instalações: A inspeção prévia e a declaração de instalações previstas na NR 2 constituem os elementos capazes de assegurar que o novo estabelecimento inicie suas atividades livre de riscos de acidentes e/ou de doenças do trabalho. Amparo legal para emissão do CAI: A empresa que não atender ao disposto naqueles itens fica sujeita ao impedimento de seu funcionamento, conforme estabelece o artigo 160 da CLT, até que seja cumprida a exigência deste artigo. O que fazer quando não for possível realizar inspeção prévia antes do início das operações do novo estabelecimento: Uma declaração das instalações do estabelecimento novo, conforme modelo previsto na NR 2, deverá ser encaminhada a DRT, órgão regional do MTE. Instituição de Ensino Charles Babbage NR 2 - INSPEÇÃO PRÉVIA (Artigos 160 e 161 da CLT) CLT). 64 NR3 - EMBARGO OU INTERDIÇÃO null null null NR 4 - SERVIÇOS ESPECIALIZADOS EM ENGENHARIA DE SEGURANÇA E EM MEDICINA DO TRABALHO –(Artigo 162 da CLT) NR 5 - COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES (CIPA) (artigos 163 a 165 da CLT). Trata do embargo ou interdição pela Delegacia Regional do Trabalho conforme o caso, à vista de laudo técnico do serviço competente que demonstre grave e iminente risco para o trabalhador, poderá interditar estabelecimento, setor de serviço, máquina ou equipamento, ou embargar a obra. Estabelece a obrigatoriedade das empresas públicas e privadas que possuam empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) de organizar e manter em funcionamento os Serviços Especializados em Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT), com a finalidade de promover a saúde e proteger a integridade do trabalhador, no local de trabalho. As empresas privadas e públicas, os órgãos públicos da administração direta e indireta e dos poderes Legislativo e Judiciário, que possuam empregados regidos pela CLT manterão, obrigatoriamente, os SESMT com a finalidade de promover a saúde e proteger a integridade do trabalhador no local de trabalho. Dimensionamento dos SESMT: O dimensionamento dos SESMT vincula-se à gradação do risco da atividade principal e ao número total de empregados do estabelecimento, constantes dos Quadros anexos à NR 4. Profissionais dos SESMT: Médico do trabalho, engenheiro de segurança do trabalho, enfermeiro do trabalho, técnico de segurança do trabalho e auxiliar de enfermagem do trabalho. O SESMT de cada empresa deverá ser dimensionado conforme Quadro II da NR 4. Sendo que técnico de segurança do trabalho precisa ser registrado no MTE. Qualquer um dos profissionais que integram os SESMT pode chefiá-lo. Na empresa, aos profissionais dos SESMT caber esclarecer e conscientizar os empregados sobre os acidentes do trabalho e doenças ocupacionais, estimulando-os em favor da prevenção. Os SESMT devem ser registrados na DRT, órgão regional do MTE. Carga horária prevista para os profissionais dos SESMT -O técnico de segurança do trabalho e o auxiliar de enfermagem do trabalho devem se dedicar aos SESMT 8 (oito) horas por dia; - O engenheiro de segurança do trabalho, o médico do trabalho e o enfermeiro do trabalho deverão se dedicar 6 (seis) horas por dia. Estabelece a obrigatoriedade das empresas públicas e privadas em organizar e manter, dependendo da sua classificação nacional de atividade econômica e do código da atividade, uma comissão interna constituída por representantes dos empregados e do empregador. Obrigatoriedade da cipa: Devem constituir CIPA, por estabelecimento, e mantê-la em regular funcionamento as empresas privadas, públicas, sociedades de economia mista, órgãos da administração direta e indireta, instituições beneficentes, associações recreativas, cooperativas, bem como outras instituições que admitam trabalhadores como empregados. A empresa que possuir em um mesmo município dois ou mais estabelecimentos deverá garantir a integração das CIPAs e dos designados, conforme o caso, com o objetivo de harmonizar as políticas de segurança e saúde ocupacional da empresa. Objetivos da cipa Garantir: a representação dos trabalhadores nas questões de melhoria da segurança e saúde ocupacional. Observar: e relatar condições de risco nos ambientes de trabalho e solicitar medidas para reduzir até eliminar os riscos existentes e/ou neutralizar os mesmos, discutir os acidentes ocorridos, encaminhando aos SESMT e ao empregador o resultado da discussão, solicitando medidas que previnam acidentes semelhantes e, ainda, orientar os demais trabalhadores quanto à prevenção de acidentes.Instituição de Ensino Charles Babbage 65 null null null null null null 66 Estabelece: definições legais, forma de proteção, requisitos de comercialização e responsabilidades (empregador, empregado, fabricante, importador e Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). A interpretação norma, principalmente no que diz respeito à responsabilidade do empregador, é de Estabelece a obrigatoriedade de elaboração e implantação do PCMSO, por parte de todos os empregadores e instituições, com o objetivo de monitorar, individualmente, aqueles trabalhadores expostos aos agentes químicos, físicos e biológicos definidos pela NR 9 Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA). ATENÇÃO! fundamental importância para a aplicação da NR 15, na caracterização e/ou descaracterização da insalubridade. Responsabilidades do empregador com relação ao epi De acordo com o item 6.6 da NR 6, as responsabilidades são: a) Adquirir o adequado ao risco de cada atividade; b) Exigir seu uso; c) Fornecer ao trabalhador somente o aprovado pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho; d) Orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado, guarda e conservação; e) Substituir imediatamente, quando danificado ou extraviado; f) Responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica; g) Comunicar ao MTE qualquer irregularidade observada. Responsabilidades do empregado com relação ao epi Conforme o item 6.7 da NR 6, as responsabilidades são: a) Usar, utilizando-o apenas para a finalidade a que se destina; b) Responsabilizar-se pela guarda e conservação; c) Comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio para uso; d) Cumprir as determinações do empregador sobre o uso adequado. Atestado de saúde ocupacional (aso) Na confecção do PCMSO deve ter cuidados com o preenchimento do Atestado de Saúde Ocupacional. Deve-se fazer constar todos os itens previstos na NR 7, com atenção para: nome, número de identidade, função, riscos ocupacionais específicos, tipos de exames que foram realizados com data, nome do médico coordenador e nº de registro no Conselho Regional de Medicina (CRM), definição apto/inapto, nome do médico examinador e forma de contato ou endereço, data e assinatura. Deverá conter espaço para a assinatura do trabalhador comprovando o recebimento de uma segunda via do atestado. Ressaltando que todas as atividades possuem riscos que devem constar no ASO, por exemplo, riscos mecânicos, ergonômicos, entre outros inerentes à atividade. →Não é necessário fazer uma lista de exames complementares que devem ser solicitados naquelas profissões mais encontradas nas empresas, vez que esta não seria uma boa prática profissional uma vez que os riscos a que realmente está exposto um trabalhador dependem do ambiente em que o mesmo trabalha e não somente de sua profissão. Como exemplo, pode haver dois pedreiros: um que trabalha em ambiente ruidoso e outro não. Um deverá ser submetido à audiometria e o outro não. →Deve-se registrar os riscos existentes, mesmo quando não há exames complementares específicos desde que haja um risco ocupacional específico. →As microempresas estão obrigadas a manter o PCMSO, a NR 7 não exclui nenhuma empresa que admita trabalhadores como empregados de implementar o PCMSO. Exames complementares obrigatórios para motoristas de ônibus Os exames médicos admissionais devem ser realizados para todos os funcionários, assim como os demissionais. No caso específico dos motoristas de ônibus, para funcionários de até 45 anos, estes exames devem ser Instituição de Ensino Charles Babbage NR 6 - EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI) (Art.166 a 167 da CLT). NR 7 - PROGRAMA DE CONTROLE MÉDICO DE SAÚDE OCUPACIONAL (PCMSO) (Artigos 168 e 169 da CLT) null null null null NR 8 – NORMA REGULAMENTADORA 8 NR 9 - PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS (artigos 176 a 178 da CLT) anuais e os demais bienais. Os exames complementares para esta atividade aconselham que se deva dar atenção para o sistema visual e auditivo, porém, não existe obrigatoriedade em fazê-los. Então, nós motoristas de ônibus temos que ser submetidos a exames anuais, exames iguais ao Edificações Esta Norma Regulamentadora - NR estabelece requisitos técnicos mínimos que devem ser observados nas edificações, para garantir segurança e conforto aos que nelas trabalhem. Os locais de trabalho devem ter a altura do piso ao teto, pé direito, de acordo com as posturas municipais, atendidas as condições de conforto, segurança e salubridade. Dispõe os cuidados com piso, circulação, acesso com rampas e uso corrreto de escadarias. Estabelece a obrigatoriedade da elaboração e implementação de um programa de Higiene Ocupacional visando à preservação da saúde e integridade física dos trabalhadores, através da antecipação, reconhecimento, avaliação e conseqüente controle da ocorrência de riscos ambientais existentes ou que venham a existir no ambiente de trabalho. ATENÇÃO! dos ambientes de trabalho. Os riscos ambientais para fins de elaboração do PPRA,conforme o item 9.1.5, são os agentes físicos, químicos e biológicos existentes nos ambientes de trabalho que, em função de sua natureza, concentração ou intensidade e tempo de exposição, são capazes de causar danos à saúde dos trabalhadores. A garantia da saúde ocupacional é um termo mais abrangente que envolve a implementação da NR 1, NR 6, NR 7, NR 9 e NR 15. Além disso, o PPRA deve ser complementado por outros programas previstos nas demais NRs e outros requisitos legais associados, tais como: (Programa de Conservação Auditiva (PCA) (Ordem de Serviço (OS) INSS/DSS no 608/99), Programa de Proteção Respiratória (PPR) (Instrução Normativa (IN) MTb/SSST no 01/94), Programa de Prevenção de Exposição Ocupacional ao Benzeno no Trabalho (PPEOB) (NR 15), Avaliação Ergonômica (NR17), Programa de Condições e Meio Ambiente do Trabalho na Indústria da Construção (PCMAT) (NR 18) e Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) (NR 22)). Relação entre o ppra e o pcmso Sendo programas de caráter permanente, eles devem coexistir nas empresas e instituições, com as fases de implementação articuladas. De acordo com o item 9.1.3, o PPRA é parte integrante do conjunto mais amplo das iniciativas da empresa no campo da preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores, devendo estar articulado com o disposto nas demais NRs, em especial com o PCMSO previsto na NR 7. Dessa forma, o PCMSO deverá ser planejado e implantado com base nos riscos à saúde dos trabalhadores identificados nas avaliações realizadas pelo PPRA. Não poderá existir um PCMSO sem que o mesmo esteja baseado num PPRA atualizado. O PPRA é parte integrante do conjunto mais amplo das iniciativas da empresa no campo da preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores, devendo estar articulado com o disposto nas demais NRs, em especial com o PCMSO previsto na NR 7. Programa de prevenção de riscos ambientais (ppra): É um programa estabelecido pela NR 9, Portaria MTb/SSST no 25, de 29 de dezembro de 1994. Este programa tem como objetivo estabelecer uma metodologia de ação que garanta a preservação da saúde dos trabalhadores frente aos riscos Instituição de Ensino Charles Babbage 67 NR 10 - SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE (artigos 179 a 181 da CLT). null null null null null Estabelece os requisitos e condições mínimas exigíveis para garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores que interajam direta ou indiretamente em instalações elétricas. A aplicação desta NR abrange as fases de geração, transmissão, distribuição e consumo de energia elétrica, em suas diversas etapas, incluindo elaboração de projetos,construção, montagem, operação, manutenção das instalações elétricas, bem como quaisquer trabalhos realizados em suas proximidades. ATENÇÃO! Sistema elétrico de potência (sep) para fins de aplicação da nr 10. A expressão Sistema Elétrico de Potência ainda causa bastante polêmica, mas a norma apresenta uma definição em seu glossário que não deixa dúvidas sobre a correta interpretação de sua utilização dentro do texto regulamentador. Segundo esse glossário, sistema elétrico de potência é o “conjunto das instalações e equipamentos destinados à geração, transmissão e distribuição de energia elétrica até a medição, inclusive”. Sendo assim, para a NR 10, o sistema elétrico de potência se encerra no ponto de entrega de energia ao consumidor. Por outro lado, o trabalho realizado em proximidade também é objeto do glossário, que o define como aquele durante o qual o trabalhador pode entrar na zona controlada, ainda que seja com uma parte do seu corpo ou com extensões condutoras, representadas por materiais, ferramentas ou equipamentos que manipule. A nr 10 e o pagamento do adicional periculosidade. A NR 10 não estabelece critérios para o pagamento do adicional de periculosidade. As atividades desenvolvidas em condições de periculosidade, bem como as suas respectivas áreas de risco, estão regulamentadas pelo Decreto no 93.412/86, com base no que foi estabelecido pela Lei no 7.369/85. Sendo assim, existe uma legislação específica e exclusivamente voltada à periculosidade em eletricidade (esse assunto não é tratado pela NR 10), cujo objetivo exclusivo é a prevenção de acidentes e não a sua reparação ou compensação. NFPA: É a sigla de National Fire Protection Association, instituição americana voltada à proteção contra incêndios e instalações elétricas prediais e industriais. IEEE: É a sigla de Institute of Electrical and Electronic Engineers, instituição de engenheiros eletricistas e eletrônicos, com seções em diversos países, voltada ao estudo, pesquisa e divulgação das melhores práticas de engenharia de projetos, operação e manutenção em eletricidade e eletrônica. Medidas de controle básicas estabelecidas pela nr 10 Conforme o item 10.2, em todas as intervenções em instalações elétricas deve ser adotado medidas preventivas de controle do risco elétrico e de outros riscos adicionais, mediante técnicas de análise de risco, de forma a garantir a segurança e a saúde no trabalho. As medidas de controle adotadas devem integrar-se às demais iniciativas da empresa, no âmbito da preservação da segurança, da saúde e do meio ambiente do trabalho. As empresas estão obrigadas a manter esquemas unifilares atualizados das instalações elétricas dos seus estabelecimentos com as especificações do sistema de aterramento e demais equipamentos e dispositivos de proteção. Profissionais qualificados para fins de aplicação da nr 10: São aqueles que tenham realizado um curso específico na área elétrica reconhecido pelo Sistema Oficial de Ensino, o que pode ocorrer, segundo a regulamentação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), em três níveis: cursos de formação inicial (eletricistas, por exemplo), de nível médio (eletrotécnicos ou eletromecânicos) e superior (engenheiros eletricistas). Os treinamentos na empresa, previstos no texto anterior da norma, não bastam para qualificar o trabalhador, é necessária a apresentação de um diploma ou certificado de qualificação profissional. A exigência de qualificação de pessoas para trabalhar em serviços de eletricidade encontra-se alicerçada na CLT, em seu artigo 180 (Decreto - Lei no 5.452 de 01/05/1943): “Somente profissional qualificado poderá instalar, operar, inspecionar ou reparar instalações elétricas”. Neste sentido (item 10.8.1), a qualificação deve ocorrer através de cursos regulares, reconhecidos e autorizados pelo Ministério da Educação e Cultura, com currículo aprovado e mediante comprovação de aproveitamento em exames de avaliação, estabelecidos no Sistema Oficial de Ensino (portadores de certificados ou diplomas). Qualificação dos profissionais para fins de aceitação da nr 10. A qualificação acontece em três níveis, com responsabilidades e atribuições distintas a serem observadas pelas empresas. Instituição de Ensino Charles Babbage 68 null a) Através de cursos de preparação de mão-de-obra, ministrados por centros de treinamentos reconhecidos pelo sistema oficial de ensino, que requerem pessoas com escolaridade mínima de ensino fundamental (formal ou supletiva), além de qualificação profissional de 100 a 150 horas. São exemplos destas ocupações: eletricistas de instalação e manutenção de linhas elétricas, telefônicas e de comunicação de dados, instaladores de linhas elétricas de alta-tensão e baixa tensão, eletricistas de redes elétricas, eletricistas de iluminação pública, instalador de linhas subterrâneas, entre outras (ver Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) 7321). O desempenho completo do exercício profissional é atingido após três ou quatro anos, sob orientação e acompanhamento permanente de supervisores, técnicos, tecnólogos e engenheiros. Além destes profissionais, temos os eletricistas de instalações (comerciais, residenciais, prediais, industriais, de minas, de antenas de televisão, de instalação de semáforos e de planejamento), com cursos de qualificação entre 200 e 400 horas, que requerem pessoas com escolaridade mínima de ensino médio do primeiro grau - formal ou supletivo (ver CBO 7156); b) Através de cursos técnicos ou técnicos profissionalizantes, que requerem pessoas com escolaridade mínima de ensino médio completo e qualificação profissional específica em torno de 1.200 horas. São exemplos os técnicos, em eletricidade, eletrotécnica, eletrônica, eletromecânica, mecatrônica, telecomunicações, projetistas técnicos, encarregados de manutenção e montagem, supervisores de montagem e manutenção de máquinas (ver CBO 3131 e 3303); c) Através de cursos superiores plenos ou não. São exemplos os tecnólogos de nível superior, os engenheiros operacionais e engenheiros plenos nas modalidades de eletricistas, eletrotécnicos, eletro-eletrônicos, mecatrônicos e de telecomunicações (ver CBOs 2021, 2032 e 2143). Profissionais habilitados para fins de aplicação da NR 10 Entre os três níveis mencionados, a norma prevê uma distinção, chamando de habilitados aqueles previamente qualificados e que tenham registro em um conselho de classe. É o caso dos técnicos e engenheiros. Para os habilitados, há competências exclusivas, como, por exemplo, a assinatura dos documentos técnicos previstos na norma, projetos e procedimentos. Para que os profissionais qualificados sejam considerados legalmente habilitados (item10.8.2), é necessário preencher as formalidades de registro nos respectivos conselhos regionais de fiscalização do exercício profissional. Estes conselhos profissionais é que estabelecem as atribuições e responsabilidades de cada qualificação em função dos cursos, cargas horárias e matérias ministradas. São os conselhos regionais que habilitam os profissionais com nível médio e superior (técnicos tecnólogos e engenheiros). A regularidade do registro junto ao conselho competente é que resulta na habilitação profissional. Atenção para a NR10 e conheça os profissionais habilitados para estar aqui. Profissional capacitado para fins de aplicação da nr 10 São considerados trabalhadores capacitados (item 10.8.3) aqueles que, embora não tenham freqüentado cursos regulares ou reconhecidos pelo Sistema Oficial de Ensino, se tornaram aptos ao exercício de atividades específicas mediante a aquisição de conhecimentos, desenvolvimento de habilidades e experiências práticas, realizados soba orientação e responsabilidade de um profissional habilitado e autorizado (item 10.8.3.a). Além dos trabalhadores qualificados, está prevista pela NR 10 a atuação de trabalhadores capacitados, isto é, aqueles que, embora não possuam uma qualificação formal, possam atuar em situações específicas, para as quais tenham sido formalmente treinados e sob a responsabilidade de um profissional habilitado. Seria o caso dos ajudantes e auxiliares que não dispõem de autonomia de atuação. Mesmo assim, esta capacitação só é válida para a empresa que o capacitou (10.8.3.1). O processo de capacitação só tem validade na empresa em que o mesmo ocorreu (item 10.8.3.1). Para que o empregado capacitado seja aproveitado na mesma função em outra empresa, este deverá ter seus conhecimentos e Instituição de Ensino Charles Babbage 69 NR 11 - TRANSPORTE, MOVIMENTAÇÃO, ARMAZENAGEM E MANUSEIO DE MATERIAIS (art.182 e 183 da CLT) NR 12 - MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS (artigos 184 a 186 da CLT). experiências reavaliadas e ratificadas por um profissional habilitado e autorizado da nova empresa. Profissional autorizado para fins de aplicação da nr 10 O profissional autorizado (item 10.8.4) é aquele formalmente autorizado pela empresa mediante um processo administrativo, para operar suas instalações elétricas. Este processo abrange todo o conjunto de trabalhadores capacitados, qualificados e habilitados envolvidos nestas atividades. A obrigatoriedade da empresa em autorizar seus empregados implica em responsabilidade para com este ato. Portanto, é de fundamental importância que as mesmas adotem critérios bem claros para assumir tais responsabilidades. Para fins de aplicação do item 10.8.5, a autorização não é um ato genérico que permite a todos os autorizados ampla intervenção nos sistemas elétricos. Ela deve ser segmentada em níveis de conhecimento e funções das profissões envolvidas, de modo que a empresa possa identificar documentar e registrar as atribuições de cada trabalhador por um sistema de gerenciamento. Estabelece os requisitos de segurança a serem observados nos locais de trabalho, no que se refere ao transporte, à movimentação, à armazenagem e ao manuseio de materiais, tanto de forma mecânica, quanto manual, de modo a evitar acidentes no local de trabalho. Essa NR foi redigida devido ao grande número de acidentes, causados pelos equipamentos de içamento e transporte de materiais, ocorridos com a crescente mecanização das atividades que motivaram um aumento da quantidade de materiais movimentados no ambiente de trabalho. A revisão da NR 22 trouxe grande contribuição para estabelecer os requisitos técnicos para o uso e inspeção de cabos, correntes e outros meios de suspensão ou tração e suas conexões conforme estabelece o item 11.1.3.1 da NR 11. Os cabos de aço devem ser projetados, especificados, instalados e mantidos em poços e planos inclinados, conforme as instruções dos fabricantes e o estabelecido nas normas da ABNT, em especial: NBR 6327 - Cabo de aço para uso geral: requisitos mínimos; NBR 11900 - Extremidades de laços de cabos de aço; NBR 13541 - Movimentação de carga: laço de cabo de aço: especificação; NBR 13542 - Movimentação de carga: anel de carga; NBR 13543 - Movimentação de carga: laços de cabo de aço: utilização e inspeção; NBR 13544 - Movimentação de carga: sapatilho para cabo de aço; NBR 13545 - Movimentação de carga: manilhas. Certificação obrigatória para os equipamentos e acessórios de movimentação de carga Os cabos, correntes e outros meios de suspensão ou tração e suas conexões devem ser previamente certificados por organismo credenciado pelo Inmetro ou por instituição certificadora internacional. As inspeções freqüentes consistem na avaliação visual por pessoa qualificada e familiarizada antes do início de cada trabalho de modo a detectar possíveis danos no cabo de aço que possam causar riscos durante o uso, como seguem abaixo: a) Distorções no cabo, tais como: dobras, amassamentos, alongamento do passo, gaiola de passarinho, perna fora de posição ou alma saltada; b) Corrosão em geral; c) Pernas rompidas ou cortadas; d) Número, distribuição e tipo de ruptura dos arames visíveis. Estabelece as medidas prevencionistas de segurança e higiene do trabalho a serem adotadas na instalação, operação e manutenção de máquinas e equipamentos, visando a prevenção de acidentes do trabalho. Treinamento e atenção, requisitos para que a possamos dominar a ATENÇÃO! Cuidados especiais com as máquinas e os equipamentos que possuem dispositivos de acionamento e parada: Seja acionado ou desligado pelo operador na sua posição de Instituição de Ensino Charles Babbage 70 null null null null trabalho; Não se localize na zona perigosa da máquina ou do equipamento; Possa ser acionado ou desligado em caso de emergência, por outra pessoa que não seja o operador; Não possa ser acionado ou desligado, involuntariamente, pelo operador, ou de qualquer outra forma acidental; Não acarrete riscos adicionais Principais riscos envolvendo prensas hidráulicas e mecânicas: Nas prensas hidráulicas, o risco de esmagamento é, geralmente, menor, pois a velocidade de descida da mesa móvel também é menor. Cuidados especiais com as máquinas e equipamentos com acionamento repetitivo: As máquinas e os equipamentos com acionamento repetitivo, de acordo com o item 12.2.2, que não tenham proteção adequada, oferecendo risco ao operador, devem ter dispositivos apropriados de segurança para o seu acionamento. Em algumas máquinas, os dispositivos de segurança não evitam, efetivamente, o contato com partes perigosas. Estas partes incluem diferentes tipos de prensas e cortadoras, além de máquinas com rolamentos de borracha. Exemplos de mecanismos de segurança que podem existir nas máquinas e equipamentos: Comando bimanual: o acionamento da máquina é realizado com ambas as mãos; Feixes de luz (dispositivos de células fotoelétricas): se a mão ultrapassar os feixes de luz, a máquina pára de funcionar, automaticamente; Enclausuramento ou barreiras: protege o trabalhador por causa do tamanho, da posição ou do formato da abertura para alimentação da máquina; Corte automático: a máquina pára quando alguém ou algo entra na zona de perigo; Dispositivo para afastar as mãos: operado por cabo de aço, é preso aos pulsos do operador ou aos seus braços, para afastar suas mãos quando estas se encontrarem na zona perigosa. Cuidados no uso de comando bimanual O uso do comando bimanual não é recomendado, salvo quando não há formas práticas e viáveis de serem utilizadas proteções físicas. O controle bimanual não proverá um nível adequado de proteção para uma máquina classificada como sendo de alto risco (como a prensa hidráulica, por exemplo). Esses dispositivos de segurança (se trabalharem de forma apropriada) somente fornecem proteção ao usuário da máquina e não a terceiros. Estes controles são geralmente fáceis de apresentar defeitos e podem ser facilmente burlados. Exemplos de complementos ao comando bimanual, para maior diminuição do risco de acidente, seriam as barreiras móveis com interbloqueio ou cortinas de luz. Cuidados com as máquinas e equipamentos que utilizam energia elétrica As máquinas e os equipamentos que utilizarem energia elétrica, conforme o item 12.2.3 da NR 12, fornecida por fonte externa, devem possuir chave geral, em local de fácil acesso e acondicionada em caixa que evite o seu acionamento acidental e proteja as suas partes energizadas. Cuidados com as máquinas e equipamentos que possuem desligamento e acionamento por um único comando De acordo com o item 12.2.4 da NR 12, o acionamento e o desligamento simultâneos de um conjunto de máquinas ou de máquinade grande dimensão (por um único comando) devem ser precedidos de sinal de alarme. Cuidados com os equipamentos que possuem transmissões de força Exige-se que as transmissões de força sejam enclausuradas dentro de sua estrutura ou devidamente isoladas por anteparos adequados, conforme o item 12.3.1 da NR 12. E segundo o item 12.3.2 da NR 12, somente quando estas estiverem a uma altura superior a 2,50 m, desde que por perto não haja plataforma de trabalho ou áreas de circulação em diversos níveis é que é possível deixar expostas as transmissões de força. Providências quanto às máquinas e aos equipamentos que ofereçam riscos de ruptura de suas partes, projeção de peças ou partes destas: De acordo com o item 12.3.3 e 12.3.4 da NR 12, as máquinas e os equipamentos que ofereçam riscos de ruptura de suas partes devem ter os movimentos, alternados ou rotativos, protegidos. (ARAÚJO, 2007, v. 1, p. 374.) Providências quanto às máquinas e aos equipamentos que utilizam ou geram energia elétrica: O item 12.3.5 da NR 12 determina que as máquinas e os equipamentos que utilizarem ou gerarem energia elétrica devem ser aterrados eletricamente, conforme previsto na NR 10. Instituição de Ensino Charles Babbage 71 Retirada os protetores removíveis: Os itens 12.3.7 e 12.5.8 da NR 12 estabelecem que as proteções devem estar fixadas no equipamento devendo ser retiradas somente em caso de limpeza, lubrificação, reparo e ajuste, e, logo depois, recolocadas. Cuidados a serem tomados em caso de manutenção de máquinas e equipamentos com elementos rotativos e sistemas de transmissão: Os reparos, a limpeza, os ajustes e a inspeção somente podem ser executados com as máquinas paradas, salvo se o movimento for indispensável à sua realização. Cuidados a serem tomados com o local de trabalho Conforme os itens 12.6.4 e 12.6.5 da NR 12, nas áreas de trabalho com máquinas e equipamentos devem permanecer apenas o operador e as pessoas autorizadas. Os operadores não podem se afastar das áreas de controle das máquinas sob sua responsabilidade, quando em funcionamento. Cuidados nas paradas dos equipamentos O item 12.6.6 da NR 12 especifica que, nas paradas temporárias ou prolongadas, os operadores devem colocar os controles em posição neutra, acionar os freios e adotar outras medidas, com o objetivo de eliminar riscos provenientes de deslocamentos. Restrições com uso de equipamentos a combustão interna De acordo com o item 12.6.7 da NR 12 é proibida a instalação de motores estacionários de combustão interna em lugares fechados ou insuficientemente ventilados. Riscos das serras rotativas O risco com as serras rotativas ocorre quando não existem os dispositivos necessários para proporcionar proteção básica ao operador: o cutelo divisor e a coifa ou cobertura de proteção. A função do primeiro é prevenir o rejeito ou retrocesso da madeira. Essa rejeição, invariavelmente brutal, é provocada quando a peça que está sendo cortada comprime a parte traseira do disco. Riscos das máquinas de trabalhar madeira do tipo desempenadeira O maior risco das máquinas para trabalhar madeira do tipo desempenadeiras é o contato de partes do corpo (mãos e dedos, sobretudo) com as ferramentas de corte, o que pode causar seu esmagamento ou amputação. Riscos das máquinas do tipo guilhotina para operar chapas metálicas As máquinas do tipo guilhotinas para chapas metálicas devem possuir dispositivos de segurança indicados para reduzir os riscos ocupacionais. Em sua configuração mais representativa, essas máquinas possuem capacidade para cortar chapas de pequena espessura e acionamento por pedal. Nesses casos, sua operação oferece risco de acidentes graves quando o equipamento permite acesso das mãos ou dedos à linha de corte ou de esmagamento pela prensa-chapa. Mecanismos de proteção para as máquinas do tipo guilhotina para operar chapas metálicas A proteção para as guilhotinas é relativamente simples e barata e constitui-se em um anteparo fixo, cobrindo a parte frontal em toda a extensão de risco, dimensionada de forma a permitir apenas o acesso do material a ela, isto é, de acordo com padrões estabelecidos para abertura e distância dessa região. Sua presença não deve criar outras regiões de risco. Também deve haver proteção do tipo fixo na parte traseira da máquina, para impedir o acesso à linha de corte por essa área. Riscos das máquinas injetoras de plástico As máquinas injetoras de plástico oferecem risco de esmagamento das mãos e braços durante o fechamento do molde. Isso também pode ocorrer no mecanismo de fechamento. É importante a leitura da Norma ABNT NBR 13536 para complemento do assunto. Destacam-se ainda outros riscos: a) Esmagamento das mãos ou dedos introduzidos no cilindro dotado de rosca sem fim, no qual o plástico é derretido e homogeneizado. Essa introdução pode ocorrer pela abertura para entrada do plástico; Queimadura provocada pelo contato com o cilindro citado desprovido de isolamento térmico; Instituição de Ensino Charles Babbage 72 b) Projeção de material plástico quando for injetado no molde pelo bico injetor. Riscos das máquinas misturadoras de borracha Os cilindros misturadores de borracha podem oferecer risco de acidente grave quando existir a possibilidade de aprisionamento das mãos na região de convergência do par de cilindros metálicos. São comuns máquinas com cilindros de cerca de 30 cm de diâmetro, de grande inércia, podendo, por isso, provocar esmagamento extremamente grave em mãos e braços. Riscos das calandras para borracha As calandras para borracha apresentam riscos bastante semelhantes aos dos cilindros para borracha, isto é, aprisionamento e esmagamento de mãos e braços na região de convergência de cilindros metálicos. Uma calandra com três cilindros dispostos verticalmente (a mais comum) apresenta duas regiões de convergência: uma do lado da alimentação, entre os cilindros superiores e intermediários. A outra, na parte traseira da máquina, entre os cilindros intermediário e inferior. Tipos de proteção de máquinas e equipamentos de que tratam os itens 12.3.5 a 12.3.8 da nr 12 Estes itens dedicam-se à proteção de máquinas, levando em consideração os riscos mecânicos, bem como quaisquer outros envolvidos. As proteções devem interferir o mínimo possível na operação, manutenção e limpeza das máquinas. De maneira geral, as proteções devem impedir o acesso às partes perigosas das máquinas. Existem diversos tipos de proteção. Entre elas, podemos citar as proteções fixas enclausuradas ou à distância. As proteções fixas só devem ser removidas com o uso de ferramentas apropriadas para serviços de manutenção. Outro tipo de proteção é aquela que interrompe a fonte de energia da máquina, conhecida como “proteção por intertravamento”. O intertravamento pode ser pneumático, hidráulico, mecânico ou elétrico, ou uma combinação deles. Os intertravamentos não devem ser facilmente desativados. Cuidados especiais no uso de ferramentas e equipamentos manuais Muitos acidentes são resultantes do uso inadequado de ferramentas e equipamentos manuais e elétricos, como, por exemplo, o uso de chave de boca ajustável, em vez da chave de porca fixa, tesouras para chapas ou alicates com cabos curvados, chave de grifo com mordentes gastos etc. Alguns cuidados apresentados abaixo poderão evitar acidentes: a) Ferramentas de impacto (martelos, talhadeiras e marretas): Devem ser feitas de aço ou material metálico. Existem casos em que elas podem ser de bronze ou outro material antifaiscante em locais com risco de explosão. Além disso, as cabeças de martelos que não estejam bem fixadas podem se soltar e causar lesões; b) Ferramentas com pontas afiadas (facas, machados e serrotes):Devem ser mantidas afiadas. O risco de lesões é maior com ferramentas cegas do que com as afiadas. Por isso, elas devem ser transportadas protegidas em cinturões de couro; c) Ferramentas elétricas: Implicam riscos maiores que as manuais. Por isso, as proteções coletivas usadas nas lâminas dos serrotes, lixadeiras, esmerilhadeiras e amoladores nunca devem ser removidas. Cuidados especiais no trabalho de manutenção e operação de que tratam os itens 12.6.4 a 12.6.7 da nr 12. Em relação à manutenção, é muito importante evitar- se o excesso de lubrificação nas máquinas e equipamentos, pois os lubrificantes podem sujar áreas vizinhas, criando outro tipo de risco. Todas as ferramentas e equipamentos de trabalho devem ser inspecionados, periodicamente, pelo supervisor. As inspeções devem ser executadas, de acordo com as instruções do fornecedor do equipamento, sob a forma de lista de verificação. Do ponto de vista da segurança, a manutenção das máquinas é um dos sistemas de controles de segurança mais importantes. Nunca devem ser feitos reparos em uma máquina enquanto ela estiver em funcionamento. Ainda que parada, sempre existe o risco de voltar a funcionar repentinamente ou ser ligada por alguém que desconheça que ela está em manutenção. Para evitar acidentes, é fundamental a utilização de sinalização de advertência sobre os botões de acionamento, com placas do tipo “Perigo, trabalho em andamento – Não toque no interruptor”. Instituição de Ensino Charles Babbage 73 Medidas mais eficazes para evitar acidentes durante os trabalhos de manutenção de máquinas e equipamentos É possível conciliar e melhorar o sistema de segurança das máquinas otimizando os trabalhos de manutenção. Ao se colocar um ponto externo de manutenção, elimina-se o risco de acidentes e, ao mesmo tempo, não será mais necessário parar o equipamento para realizar o trabalho de lubrificação. Tenha em mente que as placas podem cair ou serem retiradas acidentalmente. Por isso, a melhor proteção é travar o interruptor, ou a ignição, e remover os fusíveis. Assim, qualquer trabalho de manutenção não deve ser iniciado antes de se desligar e isolar o equipamento com um cadeado, para evitar o funcionamento acidental. Aspectos preventivos de que tratam os itens 2 e 3 do anexo i – motosserras As motosserras devem ser inspecionadas diariamente para ter certeza de que ela está em condições operacionais adequadas. Esta inspeção deve ser feita por um operador treinado, registrando em uma lista de verificação. O supervisor deve impedir o trabalho, caso seja identificada qualquer irregularidade. Deve-se checar principalmente a tensão da correia, lubrificação e ventoinha, segundo as recomendações do fabricante presentes no manual de operação que acompanha o equipamento.Cuidados especiais devem ser tomados durante o abastecimento devido ao risco de incêndio. EPIs obrigatórios para trabalhos com motosserras Estabelece todos os requisitos técnicos e legais relativos à instalação, operação e manutenção de caldeiras e vasos de pressão, de modo a se prevenir a ocorrência de acidentes do trabalho. ATENÇÃO! Vasos e caldeiras para fins de aplicação da nr 13. Caldeiras a vapor são equipamentos destinados a produzir e acumular vapor sob pressão superior à atmosférica, utilizando qualquer fonte de energia, excetuando-se os refervedores e equipamentos similares utilizados em unidades de processo. Não deverão ser entendidos como caldeiras para fins de aplicação da NR 13: a) Trocadores de calor do tipo Reboiler, Kettle, Refervedores, TLE, cujos projetos de construção sejam governados por critérios referentes a vasos de pressão; b) Equipamentos com serpentinas sujeitas à chama direta ou a gases aquecidos e que geram, porém não acumulam, vapor, tais como: fornos, geradores de circulação forçada e outros; c) Serpentinas de fornos ou de vasos de pressão que aproveitam o calor residual para gerar ou superaquecer vapor; d) Caldeiras que utilizam fluído térmico e não o vaporizam. Profissional habilitado para fins de aplicação da nr 13: Nos trabalhos com motosserras, torna-se necessário (e obrigatório) o uso de EPIs do tipo: capacete, protetor auricular, óculos de segurança com viseira do tipo ampla visão, luvas de raspa de couro, macacão e botas cano longo. Riscos na operação de cilindros de massa Cilindros de massa são utilizados para sovar e laminar a massa de pão. Na sua operação, na maior parte do tempo, o trabalhador fica posicionado na sua região frontal, passando a massa por cima dos cilindros para que ela retorne pelo vão entre eles. Assim, sem as devidas proteções, apresentam-se riscos na região de convergência dos cilindros e também nas partes móveis de transmissão de força. É aquele que tem competência legal para o exercício da profissão de engenheiro nas atividades referentes a projeto de construção, acompanhamento de operação e manutenção, inspeção e supervisão de inspeção de caldeiras e vasos de pressão, em conformidade com a regulamentação profissional vigente no país. Devem ser observados os seguintes aspectos: a) Conselhos federais, tais como o Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CONFEA) e o Conselho Federal de Química (CFQ), são responsáveis, nas suas respectivas áreas, pelos esclarecimentos de dúvidas referentes à regulamentação profissional; Instituição de Ensino Charles Babbage 74 NR 13 - CALDEIRAS E VASOS DE PRESSÃO (art. 187 e188 da CLT) null null NR 15 - ATIVIDADES E OPERAÇÕES INSALUBRES (arts. 189 a 190 da CLT) NR 14- FORNOS. b) A Resolução no 218/73, as Decisões Normativas no 029/88 e 045/92 do CONFEA estabelecem como habilitados os engenheiros mecânicos e navais, bem como engenheiros civis com atribuições do Art. 28, do Decreto Federal no 23.569/33, que tenham cursado as disciplinas de Termodinâmica e suas Aplicações e Transferências de Calor, ou equivalentes com denominações distintas, independentemente dos anos transcorridos desde sua formatura; c) O registro nos conselhos regionais de profissionais é a única comprovação necessária a ser exigida do profissional habilitado; Os fornos, para qualquer utilização, devem ser construídos solidamente, revestidos com material refratário, de forma que o calor radiante não ultrapasse os limites de tolerância estabelecidos pela Norma Regulamentadora - NR 15. Os fornos devem ser instalados em locais adequados, oferecendo o máximo de segurança e conforto aos trabalhadores. Define em seus anexos, os agentes insalubres, limites de d) Os comprovantes de inscrição emitidos, anteriormente, para este fim pelas DRTs/MTE não possuem mais validade; e) Engenheiros de outras modalidades, que não citadas anteriormente, devem requerer ao respectivo conselho regional, caso haja interesse pessoal, que estude suas habilidades para inspeção de caldeiras e vasos de pressão, em função de seu currículo escolar; f) Laudos, relatórios e pareceres terão valor legal quando assinados por profissional habilitado; g) Conforme estabelecido pelo CONFEA e o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREA), as empresas prestadoras de serviço que se propõem a executar as atividades prescritas neste subitem são obrigadas a se registrarem nos respectivos conselhos, indicando o responsável técnico legalmente habilitado; h) O profissional habilitado pode ser um consultor autônomo, empregado de empresa prestadora de serviço ou empregado da empresa proprietária do equipamento; O Art. 188 da CLT foi escrito quando os conselhos profissionais faziam parte da estrutura do Ministério do Trabalho. Atualmente são independentes. São os cuidados que devemos ter com ambientes que possuem fornos, com o limirte de tolerencia de tempertaura e revestimentos.tolerância e os critérios técnicos e legais para avaliar e caracterizar as atividades e operações insalubres e o adicional devido para cada caso. ATENÇÃO! Objetivo da nr 15. Apresentar os limites de tolerância e os requisitos técnicos visando à caracterização de atividade ou operação insalubre visando o pagamento de adicional de insalubridade. Trabalho noturno e o direito a adicional de insalubridade Trabalho noturno é aquele prestado das 22h de um dia às 5h do dia seguinte para o trabalho urbano (CLT, Art. 73, § 2.0). Para o trabalho rural, é aquele prestado das 20h de um dia às 4h do dia seguinte, na pecuária; e das 21h de um dia às 5h do dia seguinte, na agricultura (Lei no 5889/73, art. 7.0 e Decreto no 73626/74, art. 11, parágrafo único). O adicional de insalubridade não é inerente ao trabalho noturno. Caracterização da atividade ou operação insalubre Instituição de Ensino Charles Babbage 75 null null null null null null Atividade ou operação insalubre é aquela prestada em condições que expõem o trabalhador aos agentes nocivos à saúde, acima dos limites de tolerância fixados em razão da sua natureza, intensidade ou concentração do agente e tempo de exposição aos seus efeitos sem as devidas medidas de controle de ordem individual, coletiva ou administrativa (CLT, Art. 189 e NR 15). Direitos de quem trabalha em condições insalubres De acordo com o item 15.2 da NR 15, o exercício de trabalho em condições insalubres assegura ao trabalhador a percepção de adicional, incidente sobre o salário mínimo regional, equivalente a: 40%, para insalubridade de grau máximo; 20%, para insalubridade de grau médio; 10%, para insalubridade de grau mínimo. Relação da nr 15 com a caracterização de atividade especial visando a concessão da aposentadoria especial A NR 15 é um documento importante para a elaboração de Laudo Técnico para fins de caracterização da Aposentadoria Especial. A partir da publicação da Lei no 9.032 (28/04/95), a caracterização de atividade como especial depende de comprovação do tempo de trabalho permanente, não-ocasional nem intermitente, durante 15, 20 ou 25 anos em atividade com efetiva exposição a agentes nocivos químicos, físicos, biológicos ou associação de agentes prejudiciais à saúde ou à integridade física, observando-se a carência exigida. Quando paramos de receber os Suspensão e eliminação do pagamento do adicional de insalubridade O item 15.4 da NR 15 estabelece que a eliminação ou neutralização da insalubridade determinará a cessação do pagamento do adicional respectivo. De acordo com o item 15.4.1 da NR 15, a eliminação ou neutralização da insalubridade deverá ocorrer: com a adoção de medida de ordem geral que conserve o ambiente de trabalho dentro dos limites de tolerância; com a utilização de equipamento de proteção individual. Ressaltando que não procede a alegação do direito adquirido com relação ao pagamento do adicional de insalubridade. Cessando a insalubridade, é interrompida a obrigação do pagamento do adicional sem ferir o critério do direito adquirido, conforme estabelece o item 15.4 da NR 15. →O adicional de insalubridade não é benefício ou bônus pago ao trabalhador. Ele tem caráter punitivo para o empregador que expõe seus empregados sem uma proteção adequada aos agentes insalubres (químicos, físicos e biológicos) acima dos limites de tolerância. Princípios que fundamentam os aspectos técnicos e legais para caracterização de atividade ou operação insalubre visando o pagamento de adicional de insalubridade A avaliação ambiental nas demandas judiciais de adicionais de risco apresenta as seguintes premissas: a) O direito do empregado ao adicional de risco independe de ter sofrido danos pessoais, ou seja, independe de apresentar seqüelas de acidentes ou de doenças do trabalho. A perícia judicial trata da caracterização de uma situação de trabalho em condição insalubre, baseando-se nos critérios técnicos legais; b) A caracterização da condição insalubre restringe-se às situações definidas pelas NR 15, não prevalecendo conceitos genéricos e subjetivos de risco, pois não foi intenção do legislador englobar todos os riscos de acidentes ou à saúde para garantir o adicional de risco; c) A perícia técnica de insalubridade não deve ser feita em cima de princípios subjetivos de inspeções de segurança. Considerando-se a existência da Portaria Ministerial MTE no 518/03, entende-se como atividades perigosas envolvendo radiações ionizantes: a) Produção, utilização, processamento, transporte, guarda, estocagem e manuseio de materiais radioativos, selados e não-selados, de estado físico e forma química quaisquer, naturais ou artificiais; b) Atividades de operação e manutenção de reatores nucleares; c) Atividades de operação e manutenção de aceleradores de partículas; Instituição de Ensino Charles Babbage 76 NR 16 - NORMA REGULAMENTADORA16 ATIVIDADES E OPERAÇÕES PERIGOSAS NR 17 – ERGONOMIA (artigos 198 e 199 da CLT). d) Atividades de operação com aparelhos de raios X, com irradiadores de radiação gama, beta ou de nêutrons; e) Atividades de medicina nuclear; f) Descomissionamento de instalações nucleares e radioativas; g) Descomissionamento de minas, moinhos e usinas de tratamento de minerais radioativos. NR-15 – anexo I Limites de tolerância para ruído contínuo ou intermitente NÍVEL DE RUIDO DB (A) MÁXIMA EXPOSIÇÃO DIÁRIA PERMISSÍVEL 85 8 HORAS 86 7 HORAS 87 6 HORAS 88 5 HORAS 89 4 HORAS E 30 MINUTOS 90 4 HORAS 91 3 HORAS E 30 MINUTOS 92 3 HORAS 93 2 HORAS E 40 MINUTOS 94 2 HORAS E 15 MINUTOS 95 2 HORAS 96 1 HORA E 45 MINUTOS 98 1 HORA E 15 MINUTOS 100 1 HORA 102 45 MINUTOS 104 35 MINUTOS 105 30 MINUTOS 106 25 MINUTOS 108 20 MINUTOS 110 15 MINUTOS São consideradas atividades e operações perigosas. O exercício de trabalho em condições de periculosidade assegura ao trabalhador a percepção de adicional de 30% (trinta por cento), incidente sobre o salário, sem os acréscimos resultantes de gratificações, prêmios ou participação nos lucros da empresa. O empregado poderá optar pelo adicional de insalubridade que porventura lhe seja devido. É facultado às empresas e aos sindicatos das categorias profissionais interessadas requererem ao Ministério do Trabalho, através das Delegacias Regionais do Trabalho, a realização de perícia em estabelecimento ou setor da empresa, com o objetivo de caracterizar e classificar ou determinar atividade perigosa. O stécnicos devem ficar atentos as mudanças constante e na porcentagem sobre periculosidades e insalubridade com também verificar a NR 15. Visa estabelecer parâmetros que permitam a adaptação das condições de trabalho às condições psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a proporcionar um máximo de conforto, segurança e desempenho eficiente. Ergonomia: Disciplina científica que diz respeito ao entendimento das interações entre os homens e os outros elementos de um sistema e a profissão que aplica teorias, princípios, dados e métodos para projetar de modo a otimizar o bem-estar dos homens e a eficiência total do sistema. A avaliação ergonômica dos postos e métodos de trabalho é um dos documentos obrigatórios que podem ser exigidos pelos Auditores Fiscais do Trabalho. Idade de enquadramento do chamado trabalho jovem previsto na nr 17: Trabalhador jovem, item 17.2.1.3 da NR 17, designa todo trabalhador com idade inferior a dezoito anos e maior de quatorze anos. Restrições da mulher para o trabalho manual de carga: Quando mulheres e trabalhadores jovens forem designados para o transporte manual de cargas, item 17.2.5 da NR 17, o peso máximo destas cargas deverá ser nitidamente inferioràquele admitido para os homens, para não comprometer a sua saúde ou sua segurança. Orientações a serem seguidas no ambiente de trabalho com relação à iluminação: De acordo com o item 17.5.3.3, os níveis mínimos de iluminamento a serem observados nos Instituição de Ensino Charles Babbage 77 null null null null null null 78 NR 18 - CONDIÇÕES E MEIO AMBIENTE DE TRABALHO NA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO (Art. 200 da CLT) locais de trabalho são os valores de iluminância estabelecidos na norma ABNT NBR 5413. Cuidados nas atividades e métodos de trabalho que exijam sobrecarga muscular estática ou dinâmica dos membros. Segundo o item 17.6.3, nas atividades que exijam sobrecarga muscular estática ou dinâmica do pescoço, ombros, dorso e membros superiores e inferiores, e a partir da análise ergonômica do trabalho, deve ser observado o seguinte: a) Todo e qualquer sistema de avaliação de desempenho para efeito de remuneração e vantagens de qualquer espécie deve levar em consideração as repercussões sobre a saúde dos trabalhadores; b) Devem ser incluídas pausas para descanso; c) Quando do retorno ao trabalho, após qualquer tipo de afastamento igual ou superior a 15 dias, a exigência de produção deverá permitir um retorno gradativo aos níveis de produção vigentes na época anterior ao afastamento. O requisito a serem seguidos pelos empregadores que desenvolvam atividade comercial utilizando sistema de auto-serviço e checkout como supermercados hipermercados e comércio atacadista estão disponibilizado no endereço eletrônico: (http://www.mte.gov.br/legislacao/normas_regulamentadoras/ nr_17_anexo1.pdf) com os requisitos técnicos e legais a serem seguidos pelos empregadores. Os requisitos a serem seguidos pelos empregadores que desenvolvam atividade de teleatendimento – telemarketing está disponibilizado no endereço eletrônico: (http://www.mte.gov.br/legislacao/normas_regulament adoras/nr_17_anexo2.pdf) com os requisitos técnicos e legais a serem seguidos pelos empregadores. Estabelece diretrizes de ordem administrativa, de planejamento e organização, com o objetivo de implementar procedimentos de aspecto preventivo relacionados às condições de trabalho na construção civil. ATENÇÃO! Programa de condições e meio ambiente de trabalho na indústria da construção (pcmat). Deve incluir os seguintes documentos: a) Memorial sobre condições e meio ambiente de trabalho nas atividades e operações, levando-se em consideração riscos de acidentes e de doenças do trabalho e suas respectivas medidas preventivas; b) Projeto de execução das proteções coletivas em conformidade com as etapas da execução da obra; c) Especificação técnica das proteções coletivas e individuais a serem utilizadas; d) Cronograma de implantação das medidas preventivas definidas no PCMAT; e) Layout inicial do canteiro da obra, contemplando, inclusive, previsão do dimensionamento das áreas de vivência; f) Programa educativo contemplando a temática de prevenção de acidentes e doenças do trabalho, com sua carga horária. De acordo com o item 18.3.1 da NR 18, são obrigatórios a elaboração e o cumprimento do PCMAT nos estabelecimentos com 20 (vinte) trabalhadores ou mais, contemplando os aspectos desta NR e outros dispositivos complementares de segurança. O PCMAT deve ser elaborado e executado por profissional legalmente habilitado na área de segurança do trabalho. Para fins de aplicação da NR 18, o profissional legalmente habilitado é aquele que possui habilitação exigida pela lei. Desta forma, para elaborar o PCMAT, o profissional deve ser um profissional dos SESMT. Responsabilidade da implementação do pcmat O item 18.3.3 da NR 18 estabelece que a implementação do PCMAT nos estabelecimentos é de responsabilidade do empregador ou condomínio. Instituição de Ensino Charles Babbage http://www.mte.gov.br/legislacao/normas_regulamentadoras/ http://www.mte.gov.br/legislacao/normas_regulamentadoras/ http://www.mte.gov.br/legislacao/normas_regulament http://www.mte.gov.br/legislacao/normas_regulament null null 79 NR 20 - LÍQUIDOS COMBUSTÍVEIS E INFLAMÁVEIS (art.200, II da CLT) NR 21 - TRABALHOS A CÉU ABERTO (art. 200, V, da CLT) A substituição do ppra pelo PCMAT: A NR 18 não deixa clara esta questão. De acordo com o item 18.3.1.1, o PCMAT deve contemplar as exigências contidas na NR 9 - PPRA gerando, assim, redundâncias de informação. Cuidados na elaboração do PCMAT O PCMAT é uma carta de intenções contendo as medidas que visem às condições ideais do meio ambiente do trabalho em uma obra, devendo ser amplamente analisado durante sua implantação e alterado quando conveniente e/ou necessário. Estas alterações devem ser encaradas de forma natural, tendo em vista as mais variadas formas possíveis de situações que, durante a construção, tendem a ocorrer. Entre as possíveis alterações, estão as mudanças no cronograma, o surgimento de novas tecnologias e equipamentos, mudanças de projeto e alterações na relação mão-de-obra e equipamento. Estabelecimento: Estabelecimento é uma obra individualizada, não importando o porte ou empresa que a construirá. Se a responsabilidade da implantação do PCMAT é do empregador ou condomínio, para cada obra haverá um único PCMAT. Obrigatoriedade do registro do pcmat na drt: Sim, conforme o item 18.2 da NR 18, é obrigatória a comunicação à Delegacia Regional do Trabalho antes do início das atividades. Alterações do pcmat durante a fase de construção: As alterações do PCMAT podem ocorrer durante a construção, como, por exemplo: alteração de cronograma, inclusão de novas tecnologias e equipamentos, mudança de projeto ou alteração na relação mão-de-obra e equipamento. Trata, exclusivamente, dos aspectos de segurança que envolve as atividades com explosivos, no que diz respeito a estocagem, manuseio e transporte. ATENÇÃO - Legislação complementar que deve ser consultada referente a armazenagem, manuseio e transporte de explosivos: Decreto no 96.044, de 18/05/88 - Aprova o Regulamento para o Transporte Rodoviário de Produtos Perigosos; Resolução ANTT n.° 420, de 12/02/04 - Aprova as Instruções Complementares ao Regulamento do Transporte Terrestre de Produtos Perigosos em substituição da Portaria MTb n.° 204/97. Trata das definições e dos aspectos de segurança envolvendo as atividades com líquidos inflamáveis e combustíveis, GLP e outros gases inflamáveis. Legislação complementar a ser consultada Para as empresas que trabalham com qualquer atividade envolvendo gases e líquidos inflamáveis e combustíveis, deverão ser consultados os seguintes documentos: Decreto no 96.044, de 18/05/88 - Aprova o Regulamento para o Transporte Rodoviário de Produtos Perigosos. Resolução ANTT no 420, de 12/02/04 - Aprova as Instruções Complementares ao Regulamento do Transporte Terrestre de Produtos Perigosos em substituição à Portaria no 204/97 do Ministério dos Transportes. Estabelece as medidas preventivas relacionadas com a prevenção de acidentes nas atividades a céu aberto, tais como, minas ao ar livre e pedreiras. ATENÇÃO! Aspectos de segurança em trabalhos a céu aberto Os seguintes aspectos de segurança devem ser considerados: existência de abrigos, ainda que rústicos capazes de proteger os trabalhadores contra intempéries; serão exigidas medidas especiais que protejam os Instituição de Ensino Charles Babbage NR 19 – EXPLOSIVOS null null null null null null null NR 22 - SEGURANÇA E SAÚDE OCUPACIONAL NA MINERAÇÃO trabalhadores contra a insolação excessiva, o calor, o frio, a umidade e os ventos inconvenientes; aos trabalhadores que residirem no local do trabalho deverão ser oferecidos alojamentos que apresentem adequadasaté 25 (vinte e cinco) empregados; • Grau de risco 3 e 4, segundo o Quadro 1 da NR-4, com até 10 (dez) empregados. Do desenvolvimento do pcmso O PCMSO deve incluir, entre outros, a realização obrigatória dos exames médicos ocupacionais: a) admissional; b) periódico; c) de retorno ao trabalho; d) de mudança de função; e) demissional. No exame médico admissional: Deverá ser realizada antes que o trabalhador assuma suas atividades; No exame médico periódico: Pode ser feito anualmente, a cada 2 anos, ou conforme a necessidade. No exame médico de retorno ao trabalho: Deverá ser realizada obrigatoriamente no primeiro dia da volta ao trabalho de trabalhador ausente por período igual ou superior a 30 (trinta) dias por motivo de doença ou acidente, de natureza ocupacional ou não, ou parto. No exame médico de mudança de função: Será obrigatoriamente realizada antes da data de mudança. “Entende-se por mudança de função toda e qualquer alteração de atividade, posto de trabalho ou de setor que implique na exposição do trabalhador a risco diferente daquele a que estava exposto antes da mudança.” No exame médico demissional: Será obrigatoriamente realizada até a data da homologação, desde que o último exame médico ocupacional tenha sido realizado há mais de: - 135 (cento e trinta e cinco) dias para as empresas de grau de risco 1 e 2, segundo o Quadro 1 da NR-4 - 90 (noventa) dias para as empresas de grau de risco 3 e 4, segundo o Quadro 1 da NR-4 Para cada exame médico realizado, previsto no item, o médico emitirá o Atestado de Saúde Ocupacional - ASO, em duas vias. A primeira via do ASO ficará arquivada no local de trabalho do trabalhador, inclusive frente de trabalho ou canteiro de obras, à disposição da fiscalização do trabalho. A segunda via do ASO será obrigatoriamente entregue ao trabalhador, mediante recibo na primeira via.O PCMSO deverá obedecer a um planejamento em que estejam previstas as ações de saúde a serem executadas durante o ano, devendo estas ser objeto de relatório anual.O relatório anual deverá ser apresentado e discutido na CIPA, quando existente na empresa, sendo sua cópia anexada no livro de atas daquela Comissão. Dos primeiros socorros Todo estabelecimento deverá estar equipado com material necessário à prestação de primeiros socorros, considerando-se as características da atividade desenvolvida; manter esse material guardado em local adequado, e aos cuidados de pessoa treinada para esse fim. Equipamento De Proteção Individual Finalidade da Nr-6 Aprovada pela Portaria nº 25/2001. O Equipamento de Proteção Individual - EPI é todo dispositivo ou produto, de uso individual utilizado pelo trabalhador, destinado a proteção contra riscos capazes de ameaçar a sua segurança e a sua saúde. Conforme dispõe a Norma Regulamentadora 6, a empresa é obrigada a fornecer aos empregados, gratuitamente, EPI adequado ao risco, em perfeito estado de conservação e funcionamento, nas seguintes circunstâncias: a) sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contra os riscos de acidentes do trabalho ou de doenças profissionais e do trabalho; b) enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo implantadas; c) para atender a situações de emergência. Instituição de Ensino Charles Babbage 8 null null null null Venda De Epi A comercialização deve dar-se mediante o CA (Certificado de Aprovação) expedida pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego. Certificado de Aprovação do Ministério do Trabalho C.A. 6110. Apresentar em caracteres indeléveis e bem visíveis, o nome comercial da empresa fabricante, o lote de fabricação e o número do CA, ou, no caso de EPI importado, o nome do importador, o lote de fabricação e o número do CA. Da competência do ministério do trabalho e emprego - mte CA - Certificado de Aprovação Cabe ao Órgão Nacional: Consiste em documento emitido pelo DNSST – (Departamento de Segurança e Saúde do Trabalhador), o qual atesta que o equipamento reúne condições de servir ao fim a que se presta. Além do C.A., o fabricante deverá apresentar o C.R.F.(Certificado de Registro de Fabricante), e o importador, o C.R.I. (Certificado de Registro de Importador), ambos também emitidos pelo DNSST. ➢ Cadastrar o fabricante ou importador de EPI; ➢ Receber e examinar a documentação para emitir ou renovar o CA de EPI; ➢ Estabelecer, quando necessário, os regulamentos técnicos para ensaios de EPI; ➢ Emitir ou renovar o CA e o cadastro de fabricante ou importador; ➢ Fiscalizar a qualidade do EPI; ➢ Suspender o cadastramento da empresa Fabricante ou importadora; e, ➢ Cancelar a CA. Para fins de comercialização o CA concedido aos EPI terá validade: Cabe ao órgão regional do MTE: ✓ De 5 (cinco) anos, para aqueles equipamentos com laudos de ensaio que não tenham sua conformidade avaliada no âmbito do SINMETRO; ✓ Do prazo vinculado à avaliação da conformidade no âmbito do SINMETRO, quando for o caso; ✓ Fiscalizar e orientar quanto ao uso adequado e a qualidade do EPI; ✓ Recolher amostras de EPI; e, ✓ Aplicar, na sua esfera de competência, as penalidades cabíveis pelo descumprimento desta NR. A empresa é obrigada: ✓ De 2 (dois) anos, para os EPI desenvolvidos até a data e também para EPI após a data (sendo este, renováveis por igual período) da publicação da NR 6, quando não existirem normas técnicas nacionais ou internacionais, oficialmente reconhecidas, ou laboratório capacitado para realização dos ensaios, sendo que nesses casos os EPI terão sua aprovação pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho, mediante apresentação e análise do Termo de Responsabilidade Técnica e da especificação técnica de fabricação, podendo ser renovado até dezembro de 2007, quando se expirarão os prazos concedidos. A fornecer aos empregados, gratuitamente, EPI adequado ao risco, em perfeito estado de conservação e funcionamento As seguintes situações: ✓ Sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contra os riscos de acidentes do trabalho ou de doenças profissionais e do trabalho; ✓ Enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo implantadas; ✓ Para atender a situações de emergência. Portaria SIT n.º 194, de 22 de dezembro de 2006 Apresentação do EPI Cabe ao empregador: Instituição de Ensino Charles Babbage 9 null null null null Estude mais sobre os EPIS – Equipamento de Proteção Individual e suas aplicações em no nosso ambiente virtual: www.uniorka.com.br Língua Portuguesa ✓ Adquirir o EPI adequado ao risco de cada atividade; ✓ Exigir seu uso; ✓ Fornecer ao trabalhador somente o aprovado pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho; ✓ Orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado a sua guarda e conservação; ✓ Substituir imediatamente, quando danificado ou extraviado; ✓ Responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica; ✓ Comunicar ao MTE qualquer irregularidade observada. ✓Registrar o seu fornecimento ao trabalhador, podendo ser adotados livros, fichas ou sistema eletrônico. Portaria SIT n.º 107, de 25 de agosto de 2009 Cabe ao Empregado: • Usar, utilizando-o apenas para a finalidade a que se destina; • Responsabilizar-se pela guarda e conservação; • Comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio para uso; • Cumprir as determinações do empregador sobre o uso adequado. Cabe ao fabricante e ao importador ✓Cadastrar-se, segundo o ANEXO II, junto ao órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho; ✓ Solicitar a emissão do CA, conformecondições sanitárias; para os trabalhos realizados em regiões pantanosas ou alagadiças, serão imperativas as medidas de profilaxia de endemias, de acordo com as normas de saúde pública; Os locais de trabalho deverão ser mantidos em condições sanitárias compatíveis com o gênero de atividade. Determina métodos e procedimentos, nos locais de trabalho, que proporcionem aos empregados satisfatórias condições de segurança e saúde no trabalho de mineração. A NR 22 englobou os trabalhos de mineração a céu aberto e subterrâneo, incluindo também os garimpos, no que couber, beneficiamentos de minerais e pesquisa mineral. ATENÇÃO! Empreendedor do setor de mineração: De acordo com a Portaria n.° 237/01 do Departamento Nacional de Pesquisa Mineral (DNPM), para efeito de atendimento da NR 22, entende-se por empreendedor todo detentor de registro de licença; detentor de permissão de lavra garimpeira; detentor de alvará de pesquisa; detentor de concessão de lavra; detentor de manifesto de mina; detentor de registro de extração; aquele que distribui bens minerais; aquele que comercializa bens minerais e aquele que beneficia bens minerais. Aspectos que determinam os riscos no setor de mineração Os riscos das atividades do setor mineral dependem de algumas condições, entre as quais podemos destacar: Tipo de mineral ou lavrado: Ferro, ouro, bauxita, manganês, mármore, granito, asbestos, talco etc.; →Formação geológica do mineral e da rocha encaixante (hospedeira). Tal conhecimento é importante, pois, dependendo da formação geológica, o mineral lavrado poderá conter outros minerais “contaminantes”.Ex.: a conhecida possibilidade de contaminação do talco com amianto; →Porcentagem de sílica livre no minério lavrado. Também guarda relação com o tipo de mineral lavrado e com a rocha encaixante. Existem minérios e rochas encaixantes que têm uma maior ou menor porcentagem de sílica livre que varia de região para região. Ex.: o mármore possui menor quantidade de sílica livre do que o granito; →Presença de gases. A ocorrência de gases, principalmente metano, é mais comum em rochas sedimentares do tipo carvão mineral e potássio, sendo importante atentar para sua presença especialmente em minas subterrâneas. É importante destacar também que gases podem se acumular em áreas abandonadas de minas subterrâneas, que apresentam riscos quando da sua retomada; →Presença de água. Importante em minas subterrâneas, mas também em minas a céu aberto pelo risco de inundações; →Métodos de lavra. Implicam em diversos riscos, pois alteram o maciço rochoso, possibilitando desabamento, se não forem executados adequadamente. O trabalho a céu aberto e o subterrâneo: As minas a céu aberto apresentam menores riscos do que as minas de subsolo, não só no que se refere aos riscos de desabamento, mas quanto à exposição a poeiras minerais. Responsabilidades do permissionário de lavra garimpeira em relação à segurança e saúde ocupacional As responsabilidades básicas do empregador, também denominado nesta NR de permissionário de lavra garimpeira, são as mesmas previstas no Art. 158 da CLT como qualquer outro empregador. Para o setor da mineração, a NR 22 estabelece as seguintes responsabilidades: →Estabelecer, em contrato, nome do responsável pelo cumprimento da presente Norma Regulamentadora; →Interromper todo e qualquer tipo de atividade que exponha os trabalhadores a condições de risco grave e iminente para sua saúde e segurança; →Garantir a interrupção das tarefas, quando proposta pelos trabalhadores, em função da existência de risco grave e iminente, desde que confirmado o fato pelo superior hierárquico, que diligenciará as medidas cabíveis; Instituição de Ensino Charles Babbage 80 null null 81 NR 23 - PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIOS (art. 200, IV, da CLT) NR 24 →Fornecer às empresas contratadas as informações sobre os riscos potenciais nas áreas em que desenvolverão suas atividades; →Coordenar a implementação das medidas relativas à segurança e saúde dos trabalhadores das empresas contratadas e prover os meios e condições para que estas atuem em conformidade com esta norma; →Elaborar e implementar o PCMSO (NR 7); →Elaborar e implementar o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), contemplando os aspectos da NR 22. Profissional que deve assinar o pgr: A NR 22 não determina a qualificação do profissional que irá elaborar o PGR. Entretanto, para atender ao nível de complexidade exigido, não há dúvida que somente um profissional dos SESMT será capaz de elaborar este programa com consistência e qualidade. A existência do Art. 195 da CLT nos leva a concluir que somente laudos ambientais assinados por engenheiros de segurança e/ou médicos do trabalho terão validade legal em caso de litígios trabalhistas no campo da insalubridade e da periculosidade. Prazo de reavaliação e guarda do PGR: Embora não esteja definido explicitamente, entendemos que o PGR deva ser atualizado anualmente ou quando ocorrerem modificações no processo de trabalho. Tal qual o PPRA, o PCMSO e os levantamentos ambientais, o PGR deverá ser guardado por 20 (vinte) anos. Direitos dos trabalhadores Quanto ao direito dos trabalhadores, o princípio básico mais importante diz respeito ao fato que o trabalhador não é obrigado a executar uma tarefa que o coloque em uma situação de risco grave e iminente - é o chamado Direito de Recusa. Da mesma forma, o trabalhador tem o direito de ter acesso a todas as informações sobre os riscos dos processos e atividades executadas em suas áreas de responsabilidades - é o chamado Direito de Saber. Este item está alinhado com a NR 1- Disposições Gerais. Em complemento, segundo a NR 22, são direitos dos trabalhadores de mineração: • Interromper suas tarefas sempre que constatar evidências que representem riscos graves e iminentes para sua segurança e saúde ou de terceiros, comunicando imediatamente o fato a seu superior hierárquico que diligenciará as medidas cabíveis; • Ser informados sobre os riscos existentes no local de trabalho que possam afetar sua segurança e saúde. Estabelece as medidas de proteção contra incêndios de que devem dispor os locais de trabalho, visando à prevenção da saúde e da integridade física dos trabalhadores. A Norma ABNT 14276 sugere que os candidatos a brigadistas freqüentem o curso com carga horária mínima de 16 horas, sendo a parte prática de, no mínimo, 8 horas, conforme anexo A. A exceção é para a classe residencial I-2 e os estacionamentos X-I,cuja carga horária total deve ser de 4 horas, enfocando apenas a parte de prevenção e combate a incêndio. Para a subclasse I-1, não há necessidade de treinamento. O curso deve enfocar principalmente os riscos inerentes à classe de ocupação. A Norma ABNT 14276 sugere que a periodicidade do treinamento deve ser de, no máximo, 12 meses ou quando houver alteração de 50% dos membros. Aos componentes da brigada que já possuírem curso, será facultada a parte teórica, desde que o brigadista seja aprovado em pré-avaliação com 70% de aproveitamento. Introdução As Normas Regulamentadoras foram criadas para estabelecerem um parâmetro a fim de que todo local de trabalho esteja dentro das condições mínimas de trabalho sem prejuízo a saúde do trabalhador. A norma regulamentadora 24 dispõe sobre as condições sanitárias e de conforto nos locais de trabalho. Aspectos legais A NR 24 é dividida em duas partes. A primeira relativa à parte das condições sanitárias que envolvem todas as definições e requisitos mínimos para se obter a mínima qualidade sanitária do trabalhador e a segunda parte relativa Instituição de Ensino Charles Babbage null null null null null NR 25 - RESÍDUOS INDUSTRIAIS às condições de conforto noambiente de trabalho, tais como alojamentos, vestiários, refeitórios e cozinhas. A aplicabilidade da NR 24 se da em todo ambiente de trabalho no qual o trabalhador se utiliza dos sanitários e demais dependências para troca de roupa, descanso ou alimentação. A Norma estabelece diretrizes de segurança e saúde em ambientes e instalações tais como: Instalações sanitárias Denomina-se, para fins de aplicação da presente NR, a expressão: a) aparelho sanitário: o equipamento ou as peças destinadas ao uso de água para fins higiênicos ou a receber águas servidas (banheira, mictório, bebedouro, lavatório, vaso sanitário e outros); b) gabinete sanitário: também denominado de latrina, retrete, patente, sentina, privada, WC, o local destinado a fins higiênicos e dejeções; c) banheiro: o conjunto de peças ou equipamentos que compõem determinada unidade e destinado ao asseio corporal. Vestiários Em todos os estabelecimentos industriais e naqueles em que a atividade exija troca de roupas, ou seja, imposto o uso de uniforme ou guarda-pó, haverá local apropriado para vestiário dotado de armários individuais, observada a separação de sexos. (124.043-9 / I1). Refeitórios: Nos estabelecimentos em que trabalhem mais de 300 (trezentos) operários, é obrigatória a existência de refeitório, não sendo permitido aos trabalhadores tomarem suas refeições em outro local do estabelecimento. (124.062-5 / I2). Cozinhas:Deverão ficar adjacentes aos refeitórios e com ligação para os mesmos, através de aberturas por onde serão servidas as refeições. (124.088-9 / I1). Alojamento : É o local destinado ao repouso dos operários. Características gerais A capacidade máxima de cada dormitório será de 100 (cem) operários. (124.102-8 / I1). A norma sempre mostra que devemos obedecer as dimensões dos locais a partir do número de funcionários que trabalham no local, a fim de se ter uma condição ideal de segurança para o trabalhador. Sem um local adequado para a higienização, descanso e alimentação, a saúde do funcionário se encontra em risco, pois a necessidade do bem estar pode vir a acarretar em algum acidente no efetivo local de trabalho pelos motivos de não estar em perfeitas condições física e/ou mental para realizar a tarefa designada. A norma ainda cita sobre a relação do trabalhador com os pontos de água potável, pois independente da atividade da empresa este é um ponto crucial de bem estar para o trabalhador. Disposições gerais Em todos os locais de trabalho deverá ser fornecida aos trabalhadores água potável, em condições higiênicas, sendo proibido o uso de recipientes coletivos. Onde houver rede de abastecimento de água, deverão existir bebedouros de jato inclinado e guarda protetora, proibida sua instalação em pias ou lavatórios, e na proporção de 1 (um) bebedouro para cada 50 (cinqüenta) empregados. (124.150-8 / I2) Respeitar tais condições mínimas para que trabalhador sinta-se confortável no trabalho é uma obrigação que nem sempre é seguida pelos empregadores. Quando não se seguem tais condições mínimas para que o trabalhador se sinta confortável a chance de acidentes aumenta e a cadeia de danos que se segue por trás de apenas um acidente é enorme, englobando a família do trabalhador aumentando o número de afetados pelo ocorrido. Estabelece as medidas preventivas a serem observadas pelas empresas sobre o destino final a ser dado aos resíduos industriais resultantes dos ambientes de trabalho, visando à prevenção da saúde e da integridade física dos trabalhadores. Instituição de Ensino Charles Babbage 82 null null 83 NR 26 - SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA ATENÇÃO!! Órgão responsável pela fiscalização ambiental: O Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), no uso das atribuições que lhe confere a Lei Federal no 6.938 (31/08/81), é o órgão competente para elaborar as diretrizes técnicas para implementação da Política Nacional de Meio Ambiente. Dependendo da competência de cada caso, a fiscalização ambiental ficará a cargo do Ibama, Secretarias Estaduais de Meio Ambiente e respectivos órgãos estaduais de controle ambiental. Papel dos auditores fiscais do trabalho (afts) na fiscalização ambiental: Embora não seja da competência direta dos AFTs a fiscalização ambiental, eles podem denunciar a empresa aos órgãos ambientais competentes caso seja constatado visível descaso no gerenciamento de resíduos industriais. Resíduos para fins de aplicação da nr 25 De uma forma geral, os resíduos podem ser definidos como substâncias ou partículas sólidas, semi-sólidas, líquidas ou gasosas resultantes dos processos industriais. Um resíduo é considerado perigoso em função de suas propriedades físico-químicas ou infecto-contagiosas que pode apresentar, por exemplo: a) Risco à saúde, provocando ou acentuando, de forma significativa, um aumento da mortalidade ou incidência de doenças; b) Risco ao meio ambiente, quando manuseado ou destinado de forma inadequada. A Resolução CONAMA no 6/88 apresenta uma definição mais técnica sobre resíduos, exigindo, também, a elaboração do inventário para fins de controle e registro junto ao órgão de controle regional que será encaminhado posteriormente ao IBAMA. A legislação estadual deve ser consultada para fins de aplicação dos requisitos de controle ambiental. Relação da nr 25 com as demais nrs: Existe uma relação entre a NR 25 com a NR 6, NR 7, NR 9 e NR 15. A preocupação principal desta NR é garantir a proteção dos trabalhadores sobre os efeitos provocados pela exposição aos produtos químicos e biológicos presentes nos resíduos industriais e hospitalares tóxicos, dentro do campo da higiene ocupacional. É necessário ressaltar que NR 25 não determina parâmetros de controles ambientais, deixando esta abordagem a critério das legislações competentes, em níveis federal, estadual e municipal. Vale ressaltar que cada estado possui um órgão ambiental competente para emitir licença ambiental, realizar as fiscalizações, emitir multa e, até mesmo, processar os empregadores que desrespeitarem as leis ambientais vigentes. Responsabilidade do empregador com relação aos aspectos ambientais A Lei Federal no 9.605/98 introduz a criminalidade da conduta do empregador e determina as penas previstas para as condutas danosas ao patrimônio ambiental. Destaca-se nesta lei a questão da tripla responsabilidade. Vale ressaltar que cada Estado possui um órgão ambiental competente para emitir licença ambiental, realizar as fiscalizações, emitir multa e, até mesmo, processar os empregadores que desrespeitarem as leis ambientais vigentes. Recomenda-se a consulta da Lei Ambiental de cada Estado da Federação em complemento à Lei Federal no 9.605/98. Esta lei introduz a criminalidade da conduta do empregador e determina as penas previstas para as condutas danosas ao patrimônio ambiental. Destaca-se nesta lei a questão da tripla responsabilidade. As empresas serão responsabilizadas administrativa, civil e penalmente quando a infração for cometida “por decisão de seu representante legal ou contratual, ou de seu órgão colegiado, no interesse ou benefício da sua entidade (Art.3°)”. As disposições gerais inseridas nesta Lei enquadram à hipótese de responsabilidade das pessoas jurídicas e físicas, de direito público e privado, podendo responsabilizar diretamente diretores, gerentes e funcionários. A Norma ABNT NBR 10004 classifica os resíduos quanto aos riscos potenciais ao meio ambiente e à saúde pública, para que estes possam ter manuseio e destino adequados. Esta norma deve ser aplicada de forma obrigatória por ser a referência utilizada pela Resolução CONAMA no 6/88. Estabelece a padronização das cores a serem utilizadas como sinalização de segurança nos ambientesde trabalho, Instituição de Ensino Charles Babbage null null NR 27 REGISTRO PROFISSIONAL DO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO NO MINISTÉRIO DO TRABALHO NR 28 - FISCALIZAÇÃO E PENALIDADES NR 30 – SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO AQUAVIÁRIO visando à prevenção da saúde e da integridade física dos trabalhadores. Esta NR tem por objetivo fixar as cores que devem ser usadas nos locais de trabalho para prevenção de acidentes, identificando os equipamentos de segurança, delimitando áreas, identificando as canalizações empregadas nas indústrias para a condução de líquidos e gases, e advertindo contra riscos. O objetivo fim é promover a saúde e proteger a integridade do trabalhador no local de trabalho. O uso de cores permite uma reação automática do observador, evitando que a pessoa tenha que se deter diante do sinal, ler, analisar e, só então, atuar de acordo com sua finalidade. A utilização de cores não dispensa o emprego de outras formas de sinalização e prevenção de acidentes. Embora seja este um aspecto subjetivo, deve ser usado o bom senso para que o uso de cores seja feito de forma equilibrada, a fim de não ocasionar distração, confusão e fadiga ao trabalhador. REVOGADA pela PORTARIA n.º 262, de 29 de maio de 2005, publicada no DOU de 30/05/2008. A fiscalização do cumprimento das disposições legais e/ou regulamentares sobre segurança e saúde do trabalhador será efetuada obedecendo ao disposto nos Decretos n.º 55.841, de 15/03/65, e n.º 97.995, de 26/07/89, no Título VII da CLT e no § 3º do art. 6º da Lei n.º 7.855, de 24/10/89 e nesta Norma Regulamentadora. Aos processos resultantes da ação fiscalizadora é facultado anexar quaisquer documentos, quer de pormenorização de fatos circunstanciais, quer comprobatórios, podendo, no exercício das funções de inspeção do trabalho, o agente de inspeção do trabalho usar de todos os meios, inclusive audiovisuais, necessários à comprovação da infração. Regula a proteção obrigatória contra acidentes e doenças profissionais, facilitar os primeiros socorros a acidentados e alcançar as melhores condições possíveis de segurança e saúde aos trabalhadores portuários. As disposições contidas nesta NR aplicam-se aos trabalhadores portuários em operações tanto a bordo como em terra, assim como aos demais trabalhadores que exerçam atividades nos portos organizados e instalações portuárias de uso privativo e retroportuárias, situadas dentro ou fora da área do porto organizado. Esta norma regulamentadora tem como objetivo a proteção e a regulamentação das condições de segurança e saúde dos trabalhadores aquaviários. Para outras categorias de trabalhadores que realizem trabalhos a bordo de embarcações a regulamentação das condições de segurança e saúde dos trabalhadores se dará na forma especificada nos Anexos a esta norma. (Aprovado pela Portaria SIT n.º 58, de 19 de junho de 2008) . Esta norma aplica-se aos trabalhadores das embarcações comerciais, de bandeira nacional, bem como às de bandeiras estrangeiras, no limite do disposto na Convenção da OIT n.º 147 - Normas Mínimas para Marinha Mercante, utilizadas no transporte de mercadorias ou de passageiros, inclusive naquelas embarcações utilizadas na prestação de serviços. (Alterado pela Portaria SIT n.º 58, de 19 de junho de 2008) . O disposto nesta NR aplica-se, no que couber, às embarcações abaixo de 500 AB, consideradas as características físicas da embarcação, sua finalidade e área de operação. Esta norma aplica-se na forma estabelecida em seus Anexos, aos trabalhadores das embarcações artesanais, comerciais e industriais de pesca, das embarcações e plataformas destinadas à exploração e produção de petróleo, das embarcações específicas para a realização do trabalho submerso e de embarcações e plataformas destinadas a outras atividades. (Aprovado pela Portaria SIT n.º 58, de 19 de junho de 2008) . Instituição de Ensino Charles Babbage NR 29 - NORMA REGULAMENTADORA DE SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO PORTUÁRIO 84 NR 31 - SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO NA AGRICULTURA, PECUÁRIA SILVICULTURA, EXPLORAÇÃO FLORESTAL E AQÜICULTURA null null null null null null null null null null null null Esta Norma Regulamentadora tem por objetivo estabelecer os preceitos a serem observados na organização e no ambiente de trabalho, de forma a tornar compatível o planejamento e o desenvolvimento das atividades da agricultura, pecuária, silvicultura, exploração florestal e aqüicultura com a segurança e saúde e meio ambiente do Esta Norma Regulamentadora – NR tem por trabalho. Esta NR aplica-se a quaisquer atividades da agricultura, pecuária, silvicultura, exploração florestal e aqüicultura, verificadas as formas de relações de trabalho e emprego e o local das atividades.Também se aplica às atividades de exploração industrial desenvolvidas em estabelecimentos agrários. Compete à Secretaria de Inspeção do Trabalho - SIT, através do Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho - DSST, definir, coordenar, orientar e implementar a política nacional em segurança e saúde no trabalho rural para: a) identificar os principais problemas de segurança e saúde do setor, estabelecendo as prioridades de ação, desenvolvendo os métodos efetivos de controle dos riscos e de melhoria das condições de trabalho; b) avaliar periodicamente os resultados da ação; c) prescrever medidas de prevenção dos riscos no setor observado os avanços tecnológicos, os conhecimentos em matéria de segurança e saúde e os preceitos aqui definidos; d) avaliar permanentemente os impactos das atividades rurais no meio ambiente de trabalho; e) elaborar recomendações técnicas para os empregadores, empregados e para trabalhadores autônomos; f) definir máquinas e equipamentos cujos riscos de operação justifiquem estudos e procedimentos para alteração de suas características de fabricação ou de concepção; g) criar um banco de dados com base nas informações disponíveis sobre acidentes, doenças e meio ambiente de trabalho, dentre outros. Compete ainda à SIT, através do DSST, coordenar, orientar e supervisionar as atividades preventivas desenvolvidas pelos órgãos regionais do MTE e realizar com a participação dos trabalhadores e empregadores, a Campanha Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho Rural - CANPATR e implementar o Programa de Alimentação do Trabalhador - PAT. A SIT é o órgão competente para executar, através das Delegacias Regionais do Trabalho - DRT, as atividades definidas na política nacional de segurança e saúde no trabalho, bem como as ações de fiscalização. finalidade estabelecer as diretrizes básicas para a implementação de medidas de proteção à segurança e à saúde dos trabalhadores dos serviços de saúde, bem como daqueles que exercem atividades de promoção e assistência à saúde em geral. Para fins de aplicação desta NR entende-se por serviços de saúde qualquer edificação destinada à prestação de assistência à saúde da população, e todas as ações de promoção, recuperação, assistência, pesquisa e ensino em saúde em qualquer nível de complexidade. Dos riscos biológicos: Para fins de aplicação desta NR, considera-se Risco Biológico a probabilidade da exposição ocupacional a agentes biológicos. Consideram-se Agentes Biológicos os microrganismos, geneticamente modificados ou não; as culturas de células; os parasitas; as toxinas e os príons. A classificação dos agentes biológicos encontra-se no anexo I desta NR. O PCMSO deve estar à disposição dos trabalhadores, bem como da inspeção do trabalho. Em toda ocorrência de acidente envolvendo riscos biológicos, com ou sem afastamento do trabalhador, deve ser emitida a Comunicação de Acidente de Trabalho – CAT. As medidas de proteção devem ser adotadas a partir do resultado da avaliação,previstas no PPRA, observando o disposto no item 32.2.2. Em caso de exposição acidental ou incidental, medidas de proteção devem ser adotadas imediatamente, mesmo que não previstas no PPRA. A manipulação em ambiente laboratorial deve seguir as orientações contidas na publicação do Ministério da Saúde – Diretrizes Gerais para o Trabalho em Contenção com Material Biológico, correspondentes aos respectivos microrganismos. Todo local onde exista possibilidade de exposição ao agente biológico deve ter lavatório exclusivo para higiene das mãos provido de água corrente, sabonete líquido, toalha descartável e lixeira provida de sistema de abertura sem contato manual. Instituição de Ensino Charles Babbage NR 32 - SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO EM SERVIÇOS DE SAÚDE 85 NR 33 - SEGURANÇA E SAÚDE NOS TRABALHOS EM ESPAÇOS CONFINADOS null null null null null null NR 34 - CONDIÇÕES E MEIO AMBIENTE DE TRABALHO NA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO E REPARAÇÃO NAVAL NR 35 - TRABALHO EM ALTURA Estabelece os requisitos mínimos para identificação de espaços confinados e o reconhecimento, avaliação, monitoramento e controle dos riscos existentes, de forma a garantir permanentemente a segurança e saúde dos trabalhadores que interagem direta ou indiretamente nestes espaços. Atenção! Espaço confinado: O item 33.1.2 da NR 33 determina que, espaço confinado é qualquer área ou ambiente não-projetado para ocupação humana contínua, que possua meios limitados de entrada e saída, cuja ventilação existente é insuficiente para remover contaminantes ou onde possa existir a deficiência ou enriquecimento de oxigênio. Responsabilidades do empregador: Existem muitas responsabilidades caso a empresa possua atividades a serem realizadas em espaços confinados. Os trabalhadores expostos devem ser informados sobre localização e os perigos por meio de sinalização; além disso, devem ser adotadas medidas para impedir que trabalhadores não- preparados acessem ou trabalhem nestes espaços. Conforme o item 33.2.1 da NR 33, os seguintes aspectos devem ser considerados: a) Indicar formalmente o responsável técnico pelo cumprimento desta norma; b) Identificar os espaços confinados existentes no estabelecimento; c) Identificar os riscos específicos de cada espaço confinado; d) Implementar a gestão em segurança e saúde no trabalho em espaços confinados, por medidas técnicas de prevenção, administrativas, pessoais e de emergência e salvamento, de forma a garantir permanentemente ambientes com condições adequadas de trabalho; e) Garantir a capacitação continuada dos trabalhadores sobre os riscos, as medidas de controle, de emergência e salvamento em espaços confinados; f) Garantir que o acesso ao espaço confinado somente ocorra após a emissão, por escrito, da Permissão de Entrada e Trabalho, conforme modelo constante no anexo II desta NR; g) Fornecer às empresas contratadas informações sobre os riscos nas áreas onde desenvolverão suas atividades e exigir a capacitação de seus trabalhadores; h) Acompanhar a implementação das medidas de segurança e saúde dos trabalhadores das empresas contratadas provendo os meios e condições para que eles possam atuar em conformidade com esta NR; i) Interromper todo e qualquer tipo de trabalho em caso de suspeição de condição de risco grave e iminente, procedendo ao imediato abandono do local; j) Garantir informações atualizadas sobre os riscos e medidas de controle antes de cada acesso aos espaços confinados. Todo trabalhador pode trabalhar em um espaço confinado, desde que devidamente qualificado e que não apresente transtorno ou doença que possam ser desencadeados ou agravados durante a realização do trabalho em ambientes confinados, de acordo com o ponto de vista médico. Esta NR tem por finalidade estabelecer os requisitos mínimos e as medidas de proteção à segurança, à saúde e ao meio ambiente de trabalho nas atividades da indústria de construção e reparação naval. Cita nove procedimentos de trabalhos executados em estaleiros: trabalho a quente; montagem e desmontagem de andaimes; pintura; jateamento e hidrojateamento; movimentação de cargas; instalações elétricas provisórias; trabalhos em altura; utilização de radionuclídeos e gamagrafia; e máquinas portáteis rotativas. Esta Norma Regulamentadora - NR estabelece os requisitos mínimos e as medidas de proteção à segurança, à saúde e ao meio ambiente de trabalho nas atividades da indústria de construção e reparação naval. Consideram-se atividades da indústria da construção e reparação naval todas aquelas desenvolvidas no âmbito das instalações empregadas para este fim ou nas próprias embarcações e estruturas, tais como navios, barcos, lanchas plataformas fixas ou flutuantes, dentre outras. A observância do estabelecido nesta NR não desobriga os empregadores do cumprimento das disposições contidas nas demais Normas Regulamentadoras, aprovadas pela Portaria n.º 3.214/78, de 8 de junho de 1978. Instituição de Ensino Charles Babbage 86 null null null null NR 36- SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO EM EMPRESAS DE ABATE E PROCESSAMENTO DE CARNES E DERIVADOS Normas Regulamentadoras Do Trabalho Acesse www.uniorka.com.br- Portal do aluno e aprenda mais! Medicina do trabalho II A Norma Regulamentadora NR 35 descreve e regulamenta o planejamento, a organização e a execução das tarefas de forma a garantir a segurança e saúde dos trabalhadores envolvidos, direta ou indiretamente. A NR 35 preenche uma lacuna, pois as medidas de proteção contra queda de altura eram previstas apenas em normas específicas de segmentos econômicos, como a construção e a indústria naval. Com a nova Norma, as obrigações agora alcançam todas as empresas, incluindo diversos setores industriais e segmentos como o de telecomunicações e energia elétrica, que utilizam trabalho em altura. A NR 35 é uma importante ferramenta de prevenção de acidentes de trabalho. Estima-se que as quedas estejam presentes em 40% dos acidentes de trabalho. O desafio é garantir sua efetiva aplicação nos ambientes de trabalho e o principal instrumento que temos para alcançar este objetivo é a inspeção do trabalho, mas precisamos contar também com o apoio dos empregadores, trabalhadores, sindicatos e profissionais da área. Esta Norma estabelece os requisitos mínimos e as medidas de proteção para o trabalho em altura, envolvendo o planejamento, a organização e a execução, de forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores envolvidos direta ou indiretamente com esta atividade. Considera-se trabalho em altura toda atividade executada acima de 2,00 m (dois metros) do nível inferior, onde haja risco de queda. Esta norma se complementa com as normas técnicas oficiais estabelecidas pelos Órgãos competentes e, na ausência ou omissão dessas, com as normas internacionais aplicáveis. O objetivo desta Norma é estabelecer os requisitos mínimos para a avaliação, controle e monitoramento dos riscos existentes nas atividades desenvolvidas na indústria de abate e processamento de carnes e derivados destinados ao consumo humano, de forma a garantir permanentemente a segurança, a saúde e a qualidade de vida no trabalho, sem prejuízo da observância do disposto nas demais Normas Regulamentadoras - NR do Ministério do Trabalho e Emprego. Concluída em dezembro de 2012, a Norma Regulamentadora Nº 36 - Segurança e Saúde no Trabalho em Empresas de Abate e Processamento de Carnes e Derivados, deverá ser publicada no Diário Oficial da União neste mês de abril, segundo informa Ariel Antonio Mendes, diretor de Produção e Técnico Científico da Ubabef. "Após dois anos de elaboração, esta norma, que já está pronta, deverá entrar em vigor para adequar a estrutura das plantas de abate e de processamento decarnes e seus derivados. Essas adequações incluem regulamentações sobre o uso de EPI’s, os tipos de EPI’s, os equipamentos que devem estar instalados em cada seção do frigorífico, o tipo do mobiliário, as condições ambientais de trabalho entre outros requisitos", descreve. "Os principais objetivos da NR 36 são a adequação dos frigoríficos para proporcionar melhores condições de trabalho e de segurança aos colaboradores e a elevação da qualidade e da segurança dos produtos. O empregador deve colocar em prática uma abordagem planejada, estruturada e global da prevenção, por meio do gerenciamento dos fatores de risco em Segurança e Saúde no Trabalho - SST, utilizando-se de todos os meios técnicos, organizacionais e administrativos para assegurar o bem estar dos trabalhadores e garantir que os ambientes e condições de trabalho sejam seguros e saudáveis. PCMSO: Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional, instituído pela NR 7. Objetivo do PCMSO: Promoção e preservação da saúde do conjunto dos seus trabalhadores. Doenças Ocupacionais Provocadas Por Agentes Físicos Introdução Os riscos físicos são provocados por agentes de riscos ambientais que se apresentam como qualquer forma de energia, dentre estes agentes de risco estão o ruído, as Instituição de Ensino Charles Babbage 87 http://www.uniorka.com.br-/ http://www.uniorka.com.br-/ null null null null null vibrações mecânicas, as temperaturas extremas, as pressões anormais e as radiações. Os agentes físicos estão diretamente ligados ao processo de produção. Ruído e vibrações estão presentes em diversas atividades, principalmente nas indústrias de processamento químico como refinaria e petroquímicas, na indústria de caldeira, tecelagem, automobilística, entre outras. As temperaturas extremas estão presentes na forma de frio nos frigoríficos, indústria alimentícia, comércio de produtos perecíveis, na forma de calor produzido na indústria siderúrgica, metalúrgica, fundições, trabalho a céu aberto. As radiações se apresentam na forma de radiações ionizantes, presente em processos de diagnósticos e tratamentos médicos (exames raios-X, radioterapias, pesquisas) As radiações não- ionizantes ocorrem em diversas atividades como nas atividades de radiofreqüência, radiodifusão, radionavegação, na secagem de materiais, colagem de plásticos, as radiações de infravermelho estão presentes nas atividades industriais, como soldagem de fusão de metais, e nas atividades a céu aberto, como as rurais. As radiações ultravioletas estão nas operações de soldagem a arco, em salas de esterilização e na indústria gráfica. As radições de raio laser estão na aplicação da medicina, nas telecomunicações, nas impressoras. As pressões atmosféricas anormais podem correr em atividades na construção civil, em trabalhos com tubulões pressurizados e nas atividades de mergulho. Os agentes físicos, conforme sua natureza e exposição ocupacional podem provocar danos irreversíveis à saúde do trabalhador, fazendo-se necessária ampla aplicação de ações em saúde e segurança, promovendo a saúde do trabalhador e preservando a capacidade para o trabalho. A medicina ocupacional contribui fundamentalmente neste processo, conforme estudaremos no desenvolvimento deste capítulo. NR 7 - Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO O PCMSO - Estabelece o controle de saúde físico e mental do trabalhador, em função de suas atividades, e obriga a realização de exames médicos admissionais, de mudança de função e de retorno ao trabalho, estabelecendo ainda a obrigatoriedade de um exame médico periódico. As empresas com até 25 empregados, não estão obrigadas a manter um médico coordenador do PCMSO, estando ainda desobrigadas de elaborar o relatório anual. Como estão obrigadas à realização dos exames médicos acima mencionados, a obrigação poderá ser cumprida mediante convênio com empresas especializadas/credenciadas em medicina do trabalho. O que é PCMSO? O PCMSO é um programa que é exigido por lei para todos os empregadores e instituições, onde o mesmo especifica procedimentos e condutas a serem adotadas pelas empresas em função dos riscos aos quais os empregados se ficam expostas nos ambientes de trabalho. Objetivo Promoção e elaboração para prevenção e de reservar a saúde do trabalhador como um conjunto, de uma forma geral, ou seja, como um todo sem restrições. O PCMSO deverá ser planejado e implantado com base nos riscos à saúde dos trabalhadores, ou seja, verificando a responsabilidade que compete ao Empregador e ao Empregado. Compete ao empregador garantir a elaboração e efetiva implementação do PCMSO, bem como, zelar pela sua eficácia e custear todos os procedimentos relacionados ao mesmo, e quando solicitado pela inspeção do trabalho, comprovar a execução da despesa. Compete ao funcionário realizar os exames obrigatórios, quando solicitado, sendo que toda despesas para essa finalidade é de responsabilidade da empresa. A importância do PCMSO na promoção da saúde do trabalhador É de estrema importância, para a promoção da saúde, para que o mesmo seja desenvolvido, deve ser incluído entre outros a realização obrigatória dos exames médicos: Admissional, Periódico, Mudança de Função, Retorno ao Trabalho e Demissional. Esses exames compreendem também as avaliações clínica, abrangendo anamnese ocupacional e exame físico e menta e também os exames complementares, realizados de acordo com os termos específicos na NR-7 e seus anexos. Elementos do PCMSO Identificação do Risco: Dentre os elementos temos que identificar os riscos e os agravos à saúde dos trabalhadores decorrentes dos fatores de riscos ambientais e dos fatores Instituição de Ensino Charles Babbage 88 humano que os agravam, inclusive os decorrentes da organização do trabalho. Medidas de Controle e Analise: Avaliar e monitorar os funcionários através do levantamento dos perfis clínicos e complementares para controle da exposição aos eventuais riscos, especialmente os químicos, físicos, biológicos e ergonômicos; Estabelecer parâmetros mínimos de características desejáveis para o trabalhador destinado a cada função, no exame médico ocupacional, admissional, com base no real conhecimento das condições dos ambientes de trabalho e seus eventuais fatores agressivos; Estabelecer critérios de interpretação dos resultados dos exames ocupacionais; Estabelecer as taxas e coeficientes para análise dos agravos à saúde dos trabalhadores. Planejamento das Atividades: Estabelecer as diretrizes para rotinas de exames clínicos ocupacionais e de protocolos de exames complementares adequados aos dados obtidos das avaliações dos locais de trabalho, posto por posto de trabalho, com vista a se fazer um rastreamento e diagnóstico dos trabalhadores expostos a eventuais riscos ambientais existentes; Estabelecer a periodicidade dos exames clínicos ocupacionais, bem como dos exames complementares que devem ser efetuados em cada posto de trabalho; Estabelecer o cronograma de execução dos exames médicos periódicos, com calendário de agendamento; Estabelecer campanhas de imunizações de interesse ocupacional para prevenção das moléstias infecto-contagiosas. Indicar para avaliação do PCMSO: Índice das doenças ocupacionais registradas no período; Índice de afastamento por motivo de saúde; Índice de absenteísmo. Perfil Profissiográfico Previdenciário – Ppp Perfil Profissiográfico Previdenciário, um documento histórico-laboral do trabalhador, apresentado em formulário instituído pelo INSS, contendo informações detalhadas sobre as atividades do trabalhador, exposição a agentes nocivos à saúde, resultados de exames médicos e outras informações de caráter administrativo. Tem o objetivo de apresentar,em um só documento, o resumo de todas as informações relativas à fiscalização do gerenciamento de riscos e existência de agentes nocivos no ambiente de trabalho, além de ser o documento que orienta o processo de reconhecimento de aposentadoria especial. Doenças Ocupacionais Provocadas Por Produtos Químicos Introdução Os agentesquímicos de interesse para a Medicina Ocupacional são os gases, vapores e os Aerodispersóides, pois eles permanecem em suspensão no ar contaminando os ambientes de trabalho e provocando desconforto, diminuindo a eficiência e a produtividade, sobretudo causando danos à saúde do trabalhador, desde alterações passageiras (alergias brandas) às complicações mais sérias, no caso de doenças profissionais com incapacidade permanente e óbito. Atmosferas com deficiência de oxigênio, onde os poluentes podem causar incêndio e explosões, como no caso das minas subterrâneas, os riscos são iminentes, neste caso, fazem-se necessários rigorosos procedimentos de segurança, garantindo a proteção dos trabalhadores e a manutenção da vida. O reconhecimento dos agentes químicos é uma etapa muito importante, pois nem sempre é possível avaliar todos os produtos presentes nos ambientes, e quando isso ocorre, devem-se utilizar medidas de controle eficaz, garantindo que os trabalhadores não estejam expostos a agentes agressores. Estudaremos a seguir, as principais doenças ligadas à exposição ocupacional a produtos químicos. Saturnismo É uma doença ocupacional provocada pela exposição ao chumbo, que é o caso das indústrias metalúrgicas, siderúrgicas, de baterias, cerâmica, petrolífera, gráfica, química, etc. A via de ingresso do chumbo é principalmente a respiratória, seguida da via oral e percutânea no caso do chumbo orgânico. Sintomas de saturnismo: ❖ Fraqueza, dores inicialmente nos membros inferiores, podendo generalizar-se. ❖ Insônia, alternada com sonolência diurna. ❖ Cólicas abdominais. ❖ Impotência sexual, gosto metálico, orla gengival de Burton (mancha azul-acinzentada na gengiva). Instituição de Ensino Charles Babbage 89 null null ❖ Má digestão. ❖ Inapetência. ❖ Diarréia Hidragirismo Doença ocupacional que se desenvolve pela exposição ao mercúrio metálico, orgânico ou inorgânico. A contaminação ocorre em ambientes como garimpo, na fabricação de aparelhos de medição e de laboratórios (termômetros, barômetros, manômetros), indústria de lâmpadas, pilhas, medicamentos, entre outros que no processo industrial utilizem o mercúrio. Sintomas do Hidragirismo ❖ Dificuldades na fala e na coordenação motora. ❖ Perda da sensibilidade e tremores nos membros, dores de cabeça, fadiga, irritabilidade, insônia, paranóia e perda de memória. ❖ Ansiedade, irritabilidade e depressão. ❖ Gosto metálico, orla gengival de Burton (mancha azul- acinzentada na gengiva), mau hálito, salivação excessiva, diarréia, perda de apetite, perda de peso. ❖ Tosse, bronquite, pneumonia, fraqueza geral e redução da capacidade de trabalho. Exposição ao Manganês O manganismo é provocado por intoxicação com manganês, que é um metal muito utilizado na indústria siderúrgica na fabricação de aço - Mn, de ligas para resistências elétricas e de pilha seca. No Brasil em 1966, uma indústria siderúrgica que produzia aço-liga de manganês intoxicou dezessete trabalhadores, deixando evidente o impacto deste elemento durante a exposição ocupacional. Prevenção e controle das doenças ocupacionais por produtos químicos Pneumoconioses As pneumoconioses formam um grupo de doenças que comprometem os tecidos pulmonares, através do acúmulo de poeira nos pulmões, causando endurecimento nos tecidos e originando as fibroses pulmonares. Existem várias formas de pneumoconioses, como a silicose, asbestose, antrose, siderose, bissinose, etc., porém a mais comum e a que mais tem comprometido a saúde dos trabalhadores é a silicose, doença incurável, irreversível e progressiva causada pela inalação da sílica livre. Os fatores de predisposição para as pneumoconioses são: ❖ Suscetibilidade individual ❖ Doenças bronco pulmonares ❖ Idade, quanto mais elevada maior a predisposição ❖ Doenças preexistentes ❖ Tabagismo Bissinose A bissinose é uma pneumoconiose provocada pela inalação de fibras de algodão, linho ou cânhamo chamado de “mal das segundas-feiras”, porque, após o descanso do fim de semana, ao entrar em contato com as fibras de algodão, há uma bronco constrição, tornando difícil a respiração e provocando o afastamento do trabalhador. Nos dias seguintes os sintomas desaparecem e o trabalhador volta às suas atividades normais. Com o passar dos anos, o agravamento dos sintomas passa também para a terça, a quarta-feira e assim por diante, até ser impossível o trabalho, atingindo-se a incapacidade total. Asbestose NÓDULO PULMONAR Trata-se de uma pneumoconiose provocada pela inalação de fibras do mineral asbesto (amianto), presentes em diversos produtos industrializados: telhas de fibrocimento (cerca de 85% do consumo mundial), revestimentos de travões e embraiagens de automóveis, revestimentos e coberturas de edifícios, gessos e estuques, revestimentos à prova de fogo, tubagens e coberturas de edifícios, isolamentos térmicos e acústicos, vestimentas de protecção à prova de fogo. Instituição de Ensino Charles Babbage 90 null null A doença pode evoluir para o câncer pulmonar e para o mesotelioma de pleura. A doença pode levar a de quinze, até vinte anos para se instalar, as empresas por sua vez devem arquivar os exames de função pulmonar e radiografias durante 30 anos para resguardo jurídico. Prevenção As atividades de prevenção e controle das pneumopatias ocupacionais enquadram-se nos princípios que fundamentam as ações executadas para doenças ocupacionais, como as ações de higiene industrial, que tentam modificar o ambiente ocupacional tornando-o mais salubre, ações educativas e ações de controle médico da população trabalhadora exposta. A prevenção primária, como o próprio nome indica, deve ser a preocupação essencial e primeira no esquema de prevenção de pneumopatias ocupacionais. Diversas são as medidas de higiene industrial que podem levar ao controle de situações de risco inalatório na geração e disseminação de aerossóis. Essas medidas vão desde a simples umidificação do ambiente com lavagem constante do piso, evitando o levantamento secundário de poeira já sedimentada, e aspersão de névoas de água nos pontos de produção de poeira. Duas medidas clássicas nesse tipo de controle são a exaustão localizada, que deve ser instalada contra o fluxo inalatório do trabalhador em seu posto de trabalho, enclausuramento total ou parcial do processo produtor de poeiras, substituição de matérias-primas buscando matérias- primas menos agressivas, proteção respiratória, e a ventilação geral do ambiente. Ainda a lavagem de roupas contaminadas contendo poeira deve ser feita pela empresa para evitar o risco de contaminação de seus familiares. Ações educativas são de fundamental importância na prevenção primária e secundária das pneumoconioses. Não é raro o desconhecimento do risco em ambientes de trabalho com risco inalatório de exposição a poeiras. Informações sobre riscos envolvidos nos diferentes processos produtivos devem ser prioritárias, tanto para empregadores como para trabalhadores. Programas preventivos dentro de empresasterão maiores chance de sucesso com a ativa participação dos segmentos envolvidos. Tratamento Para todas as pneumoconioses existe indicação obrigatória de afastamento da exposição que a causou.Tratamento medicamentoso está indicado somente nas pneumoconioses com patogenia relacionada à resposta de hipersensibilidade, como a pneumopatias pelocobalto, a pneumopatias pelo berílio e as pneumonites por hipersensibilidade. Nestes casos, além do afastamento obrigatório e definitivo da exposição, a corticoterapia prolongada está indicada. Nos casos de pneumoconioses não fibrogênicas, o afastamento pode produzir eventualmente uma redução da intensidade das opacidades radiográficas.As doenças associadas à pneumoconiose devem ter o tratamento embasado nos consensos atuais de manejo, como a DPOC, a tuberculose e o câncer de pulmão. Um percentual variável de pacientes com pneumoconiosesfibrogênicas pode evoluir para insuficiência respiratória crônica. O monitoramento regular da oxemia levará à indicação correta de oxigenioterapia nesses pacientes. Não há indicação de uso de corticosteróides nas pneumoconiosesfibrogênicas, mesmo nos casos com evolução progressiva independente do afastamento da exposição. A tuberculose é uma complicação freqüente em trabalhadores expostos à sílica. Existe um risco aumentado de adoecimento, mesmo em expostos não silicóticos. As taxas de cura da tuberculose em silicóticos não complicados são semelhantes à tuberculose na população geral.Não há normatizações específicas de tratamento da silicotuberculose pelo Ministério da Saúde, no Brasil. Também não há normas específicas em relação à quimioprofilaxia em reatores fortes expostos à sílica ou com silicose. Porém, é plenamente justificável que estes devam ser considerados como grupo de risco e candidatos à quimioprofilaxia.O controle médico procura identificar a doença em seu estado latente, quando algum tipo de intervenção possa sustar, reverter ou diminuir a velocidade de instalação e progressão de condições fisiológicas anormais. A aplicação de rotinas padronizadas, como o questionário de sintomas respiratórios, exame físico, radiogramas e espirometria periódicos, visam identificar estes casos. O controle médico, nesse sentido, apesar de ser denominado “secundário”, serve como fonte privilegiada de informações que alimentam o controle “primário” de higiene industrial, indicando necessidades de mudanças no processo produtivo, proteção coletiva, como enclausuramento, ventilação e exaustão e uso de equipamentos de proteção individual, em situações mais específicas de exceção. Carcinogenicidade dos produtos químicos Instituição de Ensino Charles Babbage 91 null null Uma substância ou mistura carcinogênica significa substância ou mistura de substâncias químicas capazes de induzir ao câncer ou aumentar a sua incidência. Um grande número de produtos químicos é cancerígeno e não deveriam fazer parte do processo produtivo, porém, como não há forma de dar continuidade ao trabalho sem a presença destes agentes, adotaram-se limites de tolerância, mas em caso de produtos comprovadamente cancerígenos, como o Benzeno, muito usado na fabricação de tintas e solventes, estes limites não determinam que não haja risco à saúde, apenas diminuem a exposição para tornar possível a continuidade dos processos. Asma ocupacional A asma ocupacional é definida como a obstrução variável das vias aéreas causada pela exposição, no ambiente de trabalho, às poeiras, gases, vapores ou fumos não incluem os casos de broncoconstricção reflexa, desencadeada em indivíduos com asma pré-existente. Atualmente a asma ocupacional é considerada nos países desenvolvidos como a doença respiratória ocupacional mais freqüente. Contudo, o número exato de novos casos de asma por exposição ocupacional é atualmente desconhecido. Pensa-se que 5 a 15% de todos os casos de asma nos adultos poderão estar relacionadas com a sua profissão. A ocorrência da asma ocupacional depende do tipo de profissão e dos agentes envolvidos. Por exemplo, os isocianatos são substâncias químicas utilizadas em larga escala em múltiplas indústrias (como sejam a pintura com sprays, isolamentos eléctricos e térmicos, plásticos, borrachas e espumas), que podem causar asma ocupacional em até 10% dos indivíduos expostos. Outro exemplo importante no nosso país é na indústria têxtil, onde 12% dos trabalhadores expostos a fibras e poeiras do algodão, poderão vir a ter sintomas respiratórios relacionados com a sua atividade profissional. A asma ocupacional pode apresentar-se na forma distinta de Síndrome de disfunção reativa das vias aéreas e Bissinose. Síndrome de disfunção reativa das vias aéreas: asma que se desenvolve após exposição acidental a altos níveis de gases irritantes como cloro, amônia, fumaça e fumos. Bissinose: obstrução reversível das vias aéreas causada pela exposição à poeira de algodão, cânhamo e linho, em indivíduos não asmáticos. Incidência - 7 a 15% dos asmáticos adultos; - Estima-se mais de 1000 casos novos por ano; - pneumopatias ocupacional mais freqüente, seguida pela silicose. Doenças Causadas Por Agrotoxicos Maior consumidor de agrotóxicos no mundo, segundo informações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Brasil contabilizou, conforme dados do Anuário Estatístico da Previdência Social de 2011, do Ministério da Previdência Social, 14.988 acidentes de trabalho no setor agrícola. Nesse quadro, em que os próprios especialistas encontram dificuldades em estimar quantos trabalhadores adoecem ou morrem pela contaminação proveniente de agrotóxicos, a prevenção é ainda a melhor saída. Muitos são os casos que dão origem a ações trabalhistas, algumas das quais chegam até o Tribunal Superior do Trabalho, levando a indenizações por danos morais coletivos que já chegaram a R$ 200 milhões. A realidade mostra a falta de conhecimento a respeito do perigo que esses produtos representam para a saúde e o meio ambiente. Tanto é que os agrotóxicos ainda são conhecidos pelo agricultor brasileiro como "remédio das plantas". E muitos ainda resistem ao uso de equipamentos de proteção individual (EPIs), como luvas, respirador/máscara, viseira, capuz, botas, jaleco e calças impermeáveis, obrigatório na atividade agrícola. Na falta desses equipamentos, o empregador pode ser processado civil e criminalmente, e receber multa do Ministério do Trabalho e Emprego. No caso do empregado, aquele que se recusar a usar o EPI pode ser demitido por justa causa. Um estudo do Ministério da Saúde revela que, além dos trabalhadores rurais, estão expostos ao risco os da área de saúde pública, de empresas desinsetizadoras, de transporte, comércio e indústria de síntese. Risco Conhecidos também como praguicidas, pesticidas, defensivos agrícolas, agroquímicos ou biocidas, os agrotóxicos são produtos químicos utilizados para combater insetos e ervas indesejáveis, mas que também causam moléstias e até morte por intoxicação em seres humanos. O Instituição de Ensino Charles Babbage 92 null null null null inseticida fosfina, por exemplo, usado para evitar problemas na armazenagem da produção agrícola, é um dos sérios fatores de risco para os trabalhadores: a inalação de 300ppm (partes por milhão) desse produto por uma hora é mortal, destaca um pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Câncer, aborto e danos cardiorrespiratórios estão entre os males que esses produtos podem causar à saúde humana. Informações da Anvisa revelam que o Brasil se destaca no cenário mundial como o maior consumidor de agrotóxicos, respondendo, na América Latina, por 86% dos produtos. Em 2010, esse mercado movimentou R$ 8 bilhões no país. Somente o Estado de Mato Grosso usa, em média, 113 milhões de litros de agrotóxicos por ano. Mesmo sabendo que alguns alimentos são cultivados com agrotóxicos, nem sempre é possível deixar de consumi-los. Os motivos são simples e essenciais: eles estão muito mais disponíveis em feiras e supermercados e são bem mais baratos do que os orgânicos. Depois da divulgação do ranking da Anvisa(Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que mostra os alimentos com maior número de amostras contaminadas por agrotóxicos, fica a dúvida se a ingestão das frutas, verduras e legumes listados pode trazer problemas de saúde. Câncer e diminuição da fertilidade Mas, segundo o pesquisador do Centro de Estudos da Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana, da Fiocruz, pesquisas já mostram a possibilidade de alterações na função de hormônios da tireoide, antecipação da primeira menstruação, diminuição da fertilidade masculina e desenvolvimento de alguns tipos de câncer. - Há evidências que resíduos de alguns agrotóxicos podem estar associados a alterações no sistema endócrino, problemas no desenvolvimento do sistema nervoso e, mesmo, a alguns tipos câncer. Essas evidências vêm sendo confirmadas a cada ano, a cada novo estudo, e esse é, certamente, um tópico que precisa estar nas pautas das políticas de saúde pública no país. O diretor da Anvisa, Agenor Álvares, citou os mesmos riscos no dia da divulgação do relatório. Os “vilões” do ranking da Anvisa são o pimentão (mais de 90% das amostras com problemas), o morango (63%) e o pepino (58%). Seguidos da alface e da cenoura (53% e 50%). Entre os vegetais mais comuns na mesa do brasileiro, a batata saiu ilesa, com todas as amostras dentro dos padrões estipulados pela agência reguladora. O Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo. O contato com as substâncias pode causar distúrbios emocionais, enxaqueca, náuseas, irritação na pele, fadiga, entre outras doenças graves. Essa é a realidade dos trabalhadores rurais da Zona da Mata, do Agreste e do Vale do São Francisco, em Pernambuco. A situação também ocorre em localidades de estados vizinhos, como em Lagoa Seca, na Paraíba, onde verduras são plantadas com agrotóxicos muitas vezes proibidos pelo Ministério da Agricultura. A saúde do trabalhador passou a ser considerada, oficialmente, uma política pública a partir da Constituição de 1988. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 3 milhões de pessoas são contaminadas por agrotóxicos em todo o mundo, sendo 70% desses trabalhadores de países em desenvolvimento. A biomédica Cheila Bedor, professora da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), na pesquisa relacionada à vulnerabilidade e às situações de risco que envolvem o uso de agrotóxicos na fruticultura, delimita o perfil dos trabalhadores do Vale do São Francisco. Foi identificado que a maioria é composta por homens, com 35 anos em média, baixa escolaridade e renda igual ou inferior a um salário mínimo. A jornada é de 8 horas diárias e 55% possuem carteira assinada. Dos entrevistados, 7% relataram ter sofrido pelo menos um caso de intoxicação. Segundo o estudo de Cheila, a maioria dos trabalhadores não recebiam instruções sobre a utilização de agrotóxicos no local de trabalho, mas nas lojas dos produtos. Segundo Lia, os Equipamentos de Proteção Individuais (EPIs) não são adequados para o clima e para as atividades nas quais se inserem os trabalhadores. “Muitas vezes os equipamentos são tão quentes e desconfortáveis que o agricultor se vê obrigado a trabalhar sem utilizá-los”, denuncia. Ela acredita que os EPIs funcionam como uma forma de os empregadores se eximirem de suas responsabilidades. “Esses equipamentos protegem mais o patronato que os trabalhadores”, comenta. Um dos maiores obstáculos para dar atenção ao trabalhador é a falta de capacitação específica dos profissionais de saúde para o diagnóstico das doenças ocupacionais. “Muitas vezes, eles não sabem reconhecer quando uma doença é causada por agrotóxicos e receitam substâncias que potencializam a ação nociva deles”, explica. Nesses casos, as enfermidades não são registradas como decorrentes do trabalho, dificultando a produção de dados e pesquisa. Instituição de Ensino Charles Babbage 93 http://noticias.r7.com/saude/noticias/90-do-pimentao-que-o-brasileiro-come-tem-agrotoxico-demais-20111207.html Sinais e Sintomas do Envenenamento por Agrotóxicos A ação dos agrotóxicos sobre a saúde humana costuma ser deletéria, muitas vezes fatal, provocando desde náuseas, tonteiras, dores de cabeça ou alergias até lesões renais e hepáticas, cânceres, alterações genéticas, doença de Parkinson etc. Essa ação pode ser sentida logo após o contato com o produto (os chamados efeitos agudos) ou após semanas/anos (são os efeitos crônicos) que, neste caso, muitas vezes requerem exames sofisticados para a sua identificação A presença desses sintomas em pessoas com história de exposição a agrotóxicos deve conduzir à investigação diagnóstica de intoxicação. É importante lembrar também que enfermidades podem ter outras causas, além dos produtos envolvidos. Um tratamento equivocado pode piorar as condições do enfermo. Sinais e Sintomas Principais Sintomas de Intoxicação e Diagnóstico Organoclorados Podem iniciar-se logo após o acidente ou até 24 horas depois. Em casos de inalação, podem ocorrer sintomas específicos, como tosse, rouquidão, irritação de garganta, coriza, dificuldade respiratória, hipertensão arterial, pneumonia por irritação química, edema pulmonar. Em casos de intoxicação aguda, por atuarem no sistema nervoso central, impedindo a transmissão nervosa normal, podem ocorrer estimulação do sistema nervoso central e hiperirritabilidade, cefaléia (que não cede aos analgésicos comuns), sensação de cansaço, mal estar, náuseas e vertigens com confusão mental passageira e transpiração fria, redução da sensibilidade (língua, lábio, face, mãos), contrações musculares involuntárias, perdas de apetite e peso, tremores, lesões hepáticas e renais, crise convulsiva. Organofosforados/Carbamatos Inicialmente: suor e salivação abundante, lacrimejamento, debilidade, cefaléia, tontura e vertigens, perda de apetite, dores de estômago, visão turva, tosse com expectoração clara, possíveis casos de irritação na pele (organofosforados). Posteriormente: pupilas contraídas e não reativas à luz, náuseas, vômitos e cólicas abdominais, diarréia, dificuldade respiratória (principalmente com os carbamatos), contraturas musculares e cãibras, opressão torácica, confusão mental, perda de sono, redução da freqüência cardíaca/pulso, crises convulsivas (nos casos graves), coma, parada cardíaca (nos casos graves, é a causa freqüente de óbito). A determinação das atividades das colinesterases, que desempenham papel fundamental na transmissão dos impulsos nervosos - tem grande significado para o diagnóstico e acompanhamento das intoxicações agudas. Intoxicações graves, por exemplo, apresentarão níveis muito baixos de colinestareses. No Sul do País o agrotóxico Tamaron é utilizado em larga escala na cultura do fumo e está associado ao elevado índice de suicídios em 1995 na cidade de Venâncio Aires (RS): 37 casos/100.000 habitantes, quando no Estado, o índice é de 8/cem mil. Estudos conduzidos no Rio Grande do Sul por 4 pesquisadores brasileiros mostraram que os agrotóxicos organofosforados causam basicamente 3 tipos de sequelas neurológicas após intoxicação aguda ou devido a exposição crônica: Piretróides Embora pouco tóxicos do ponto de vista agudo, são irritantes para os olhos e mucosas, causando tanto alergias de pele (coceira intensa, manchas) como crises de asma brônquica (dificuldade respiratória, espirros, secreção, obstrução nasal). Em exposições ocupacionais a altas concentrações, algumas pessoas relatam sensação de adormecimento (formigamento) das pálpebras e ao redor da Instituição de Ensino Charles Babbage 94 null null null null null 95 Acesse www.uniorka.com.br e aprenda mais sobre “A Medicina do Trabalho e as Doenças Ocupacionais”. Prevenção e Combate a Incêndios boca (sensação semelhante à do anestésico usadopor dentistas), que desaparece espontaneamente em poucas horas. Não existem provas laboratoriais específicas para dosar resíduos ou efeitos de piretróides no organismo humano ou animal. Nesta disciplina estaremos estudando as principais estratégias de Prevenção e combate à incêndio, adquirindo racionalmente localizados, e com pessoas habilitadas a utilizá-los. Para compreender melhor vamos conhecer o que é fogo. Fogo O fogo é um processo químico de transformação, também chamado combustões, dos materiais combustíveis e inflamáveis, que se forem sólidos ou líquidos, serão primeiramente transformados em gases, para se combinarem com o comburente (geralmente o oxigênio) e, ativados por uma fonte de calor, iniciarem a transformação química, gerando mais calor e desenvolvendo uma reação em cadeia. O produto dessa transformação, além do calor, é a luz. Assim definimos acima que os gases da combustão combinam-se com um comburente, geralmente o oxigênio, porque existem combustíveis que queimam sem a presença técnicas para neutralizar e atuar mediante os riscos e princípios de incêndio. Introdução O fogo é a rápida oxidação de um material combustível liberando calor, luz e produtos de reação, tais como o dióxido de carbono e a água.[1] O fogo é uma mistura de gases a altas temperaturas, formada em reação exotérmica de oxidação, que emite radiação eletromagnética nas faixas do infravermelho e visível. Desse modo, o fogo pode ser entendido como uma entidade gasosa emissora de radiação e decorrente da combustão. Se bastante quente, os gases podem se tornar ionizados para produzir plasma.[2] Dependendo das substâncias presentes e de quaisquer impurezas, a cor da chama e a intensidade do fogo podem variar. O fogo em sua forma mais comum pode resultar em incêndio, que tem o potencial de causar dano físico através da queima. Ação contra o fogo Prevenção e extinção A prevenção de incêndio é o conjunto de normas e ações adotadas na luta contra o fogo, procurando a forma de eliminar as possibilidades de sua ocorrência, bem como de reduzir sua extensão, quanto ele se torna inevitável, mediante o auxilio de equipamentos previamente estudados, dele, como o antimônio em atmosfera de cloro. Os primeiros homens, ao verem o fogo, fugiam por desconhecer sua natureza. Não viam que um simples punhado de terra bastaria para apagar uma pequena chama.Por falta de conhecimento de como combatê-lo, fugiam, deixando que ele se expandisse e tomasse grandes proporções. O homem sabe por experiência e observação que fuga, como primeira reação, é sempre uma atitude errada, tendo em vista que: O homem conhece a natureza do fogo, O fogo sempre começa pequeno (exceto em grandes explosões), para combatê-lo. O homem possui os equipamentos necessários Elementos que compõem o fogo Os elementos que compõem o fogo são quatro: combustível, comburente, calor e reação em cadeia. Esse quarto elemento, também denominado transformação em cadeia, vai formar o quadrado ou tetraedro do fogo, substituindo o antigo triangulo do fogo. Hoje, porém, o homem não precisa mais fugir, pois conhece o fogo como um fenômeno químico, tendo Instituição de Ensino Charles Babbage http://www.uniorka.com.br/ null null null null null descoberto, a partir daí, como lutar contra ele, utilizando métodos e equipamentos adequados. Para que haja fogo é necessário que o combustível entre em combustão, onde gera e libera os gases inflamáveis os quais misturam ao comburente (oxigênio) onde precisam apenas de uma fonte de calor (uma faísca elétrica, uma chama ou um superaquecimento) para inflamar e começar a reação em cadeia. Ex: Uma vela é necessário: O combustível - cera que envolve o pavio, O oxigênio- presença de ar, e O calor- que, nesse caso, é fornecido por meio de um palito de fósforo aceso. Combustão é uma reação química, na qual uma substância combustível reage com o oxigênio, ativada pelo calor (elevação de temperatura), emitindo energia luminosa (fogo), mais calor e outros produtos. A combustão pode ser classificada em: a) Combustão Lenta: Ocorre quando a oxidação de uma determinada substância não provoca liberação de energia luminosa nem aumento de temperatura. Ex: ferrugem, respiração, etc. b) Combustão Viva: Ocorre quando a reação química de oxidação libera energia luminosa e calor sem aumento significativo de pressão no ambiente. Ex: Queima de materiais comuns diversos. c) Combustão Muito Viva: Ocorre quando a reação química de oxidação libera energia e calor numa velocidade muito rápida com elevado aumento de pressão no ambiente. Ex: Explosões de gás de cozinha, Dinamite, etc. d) Explosão: combustão rápida que atinge altas temperaturas, e essa transformação de energia se caracteriza por violenta dilatação dos gases. e) Combustão espontânea: acontece co m certos materiais geralmente de origem vegetal que tende a fermentar no caso de longos armazenamentos e em determinadas em condições. Onde houver combustível, o fogo caminhará por ele, aumentando ou diminuindo sua faixa de ação. Os combustíveis podem ser sólido, líquido e gasoso, sendo necessário que os sólidos e líquidos sejam primeiramente transformados em gases pela ação do calor, a fim de se combinarem com o comburente e formarem dessa maneira uma substância inflamável. Ex: se apagarmos uma vela com cuidado, e posteriormente quisermos reacendê-la, para conseguirmos uma nova combustão, será suficiente colocar um fósforo aceso à distância de 5 cm ou 6 cm do pavio , na direção da coluna gasosa formada imediatamente após a veia ser apagada, porque o próprio pavio ainda se encontra quente e desprendendo vapores inflamáveis . O fogo, em ambiente rico de comburente (oxigênio 21%), terá suas chamas aumentadas, desprenderá mais luz e gerará maior quantidade de calor, se o oxigênio diminuir em porcentagem próxima a 13% só haverá brasa (sem comburente não pode haver fogo). Existem combustíveis que já possuem oxigênio em sua composição como é o caso da pólvora, nitratos, celulóides, etc. que podem queimar sem a presença de oxigênio e em qualquer lugar. Calor: elemento que dá início ao fogo, é ele que faz o fogo se propagar pelo combustível. Reação em cadeia: os combustíveis, após iniciarem a combustão, geram mais calor. Esse calor provocará o desprendimento de mais gases ou vapores combustíveis, desenvolvendo uma transformação em cadeia ou reação em cadeia, que, em resumo é o produto de uma transformação gerando outra transformação. A fumaça É um dos produtos da combustão, sendo o resultado de uma combustão incompleta, onde pequenas partículas sólidas se tornam visíveis. A fumaça varia de cor conforme o tipo de combustão como vê a seguir: ▪ Fumaça de cor branca – indica que a combustão é mais completa com rápido consumo do combustível e boa quantidade de comburente; ▪ Fumaça de cor negra – combustão que se desenvolve em altas temperaturas, porém com deficiência de comburente; ▪ Fumaça amarela, roxo ou violeta – presença de gases altamente tóxicos. Métodos de extinção do fogo Instituição de Ensino Charles Babbage 96 null null null Para extinguir o fogo é necessário retirar um dos elementos do fogo, temos os seguintes métodos de extinção: • Extinção por retirada dos materiais: Quando retiramos o combustível, evitamos que o fogo seja alimentado e tenha um campo de propagação. • Por abafamento: Consiste na retirada do comburente, evitando-se que o oxigênio contido no ar se misture com os gases gerados pelo combustível e forme uma mistura inflamável. • Resfriamento: Quando retiramos o calor do fogo, até que o combustível não gere mais gases ou vapores, podemos usar água ou outros produtos frios. •Química: Quando lançamos determinados agentes extintores ao fogo, suas moléculas se dissociam pela ação do calor e se combinam com a mistura inflamável (gás ou vapor mais comburente). Pontos e temperaturas importantes do fogo Devemos saber como os diferentes materiais se comportam em relação ao calor, para tal temos que conhecer o ponto de fulgor, o ponto de combustão e a temperatura de ignição dos combustíveis. ▪ Ponto de fulgor: temperatura mínima necessária para que um combustível desprenda vapores ou gases inflamáveis, os quais combinados com o oxigênio do ar em contato com uma chama começam a se queimar, mas a chama não se mantém porque os gases produzidos são ainda insuficientes. (é o chamado ponto flash point). ▪ Ponto de combustão: É a temperatura mínima, na qual o corpo combustível começa a desprender vapores, ou gases inflamáveis que, combinados com o oxigênio do ar e ao entrar em contato com uma chama, inflamam, e, mesmo que se retire a chama, o fogo não se apaga, pois essa temperatura faz gerar, do combustível, vapores ou gases suficientes para manter o fogo ou a transformação em cadeia. ▪ Ponto de ignição: aquela em que os gases desprendidos dos combustíveis entram em combustão apenas pelo contato com o oxigênio do ar, independente de qualquer fonte de calor. ▪ Baseando-se nesses pontos e temperaturas, classificam- se os líquidos em: combustíveis (ponto de fulgor entre 70C e 93,3C) e inflamáveis (ponto de fulgor inferior a 70C). Dilatação dos corpos pela ação do calor Todos os corpos , quando submetidos a uma temperatura alta, se dilatam proporcionalmente a cada grau. Esse fenômeno é responsável pelo desmoronamento de edificações durante os incêndios, quando a temperatura é elevada. Eletricidade A maioria dos grandes incêndios já ocorridos teve inicio devido a problemas elétricos, sobrecargas, curtos- circuitos e outros. Por isso é muito importante que todas as instalações sejam vistoriadas e bem dimensionadas quanto à carga que irão suportar por profissionais especializados na área. Eletricidade estática é o acumulo de potencial elétrico de um corpo em relação a outros, e surge em maquinas em movimento, evita-se o acumulo estabelecendo “terra” às máquinas. A formação de potencial elétrico não pode ser evitada, podendo-se, porém, evitar o acúmulo. Ex: descarga elétrica. Propagação do fogo O fogo se propaga por contato direto da chama com os materiais combustíveis, pelo deslocamento de partículas incandescentes, que se desprendem de outros materiais já em combustão, e pela ação do calor. O calor é uma forma de energia produzida pela combustão ou originada do atrito dos corpos. Ele se propaga por três processos de transmissão: ▪ Condução: quando o calor se transmite de molécula ou de corpo a corpo. Para que haja transmissão por condução ou contato, é necessário que os corpos estejam juntos. Ex se colocarmos a ponta de uma barra de ferro sobre o fogo, após Instituição de Ensino Charles Babbage 97 algum tempo, podemos verificar que a outra ponta não exposta à ação do fogo estará aquecida. Nesse caso, o calor se transmite de molécula a molécula até atingir a outra extremidade da barra de ferro. ▪ Convecção: quando o calor se transmite através de uma massa de ar aquecida, que se desloca do local em chamas, levando para outras locais quantidades de calor suficiente para que os materiais combustíveis aí existentes atinjam seu ponto de combustão, originando outro foco de fogo. Essa forma de transmissão é característica dos líquidos e gases. Ela se dá pela formação de correntes ascendentes e descentes no meio da massa de ar, devido à dilatação e à conseqüente perda de densidade da porção de ar mais próxima da fonte de calor. ▪ Irradiação: quando o calor se transmite por ondas, nesse caso, o calor se transmite através do espaço, sem utilizar. A passagem de calor de “material para material”, de forma direta ou quando a transmissão do calor se dá através de um corpo, que pode ser, por exemplo, uma viga de metal, uma parede, uma laje etc. Se temos uma viga de metal como suporte de telhado de um compartimento onde mantemos um estoque de material (papel, por exemplo), a ocorrência de um incêndio (primário) próximo a uma das extremidades da viga pode provocar nesta um aquecimento capaz de, por condução, transmitir o incêndio (secundário) para os materiais que estiverem próximos dela. É fácil percebermos, pelo que já foi visto, que o incêndio secundário surgirá com maior ou menor rapidez, de acordo com o ponto de ignição do material estocado, assim a viga chegar a uma temperatura tal que se tornará flexível, fazendo vir abaixo toda a estrutura. Classes de incêndio Quando ao material que se queima, podemos dizer que há uma classificação clássica, que estabelece quatro tipos de incêndio: Classe “A”: fogos em sólidos de maneira geral queimam em superfície e profundidade. Após a queima, deixam resíduos, e o efeito de “resfriamento” pela água ou por soluções contendo água é primordial para a sua extinção. Ex: madeiras, papel, tecidos, etc. Classe “B”: fogos em líquido, combustíveis ou inflamáveis, queimam somente em superfície, não deixam resíduos depois da queima, e o efeito de “abafamento” e o “rompimento da cadeia iônica” são essenciais para a sua extinção. Classe “C”: fogos, em materiais energizados (geralmente equipamentos elétricos), nos quais a extinção só pode ser realizada com agente extintor não- condutor de eletricidade, para o operador não receber uma descarga elétrica. Classe “D”: atualmente admite-se uma quarta classe de incêndio, classe “D”, em relação à qual os estudiosos do assunto ainda não chegaram a uma conclusão. Alguns autores consideram-na sendo fogo em metais pirofóricos, como magnésio, antimônio, etc., que necessitam de agentes extintores especiais, outros a consideram como fogo em produtos químicos, e outros ainda como incêndios especiais, tais como em veículos, aviões, material radioativo, etc. Extintores que funcionam por reação química são chamados de químicos e os demais de pressurizados. Extintores pressurizados podem ser: de pressão interna ou de pressão injetada. Extintor de incêndio Agentes Extintores Trata-se de certas substâncias químicas sólidas, liquidas ou gasosas, que são utilizados na extinção de um incêndio, dispostas em aparelhos portáteis de utilização imediata (extintores), conjuntos hidráulicos (hidrantes) e dispositivos especiais (sistemas fixos de CO2). Sabendo-se que agentes extintores são todas as substâncias capazes de interromper uma combustão, quer por resfriamento, abafamento ou extinção química, quer pela utilização simultânea desses processos, pode-se dizer que os princípios agentes extintores são: Água: sua ação de extinção é o resfriamento, podendo ser empregada tanto no estado liquido como gasoso. No estado liquido, sob a forma de jato compacto, chuveiro e neblina. Nas formas de jato compacto e chuveiro, sua ação de extinção é somente o resfriamento. Na forma de neblina, sua ação é de resfriamento e abafamento. A água no estado gasoso é Instituição de Ensino Charles Babbage 98 aplicada em forma de vapor. A água é condutora de corrente elétrica. Espuma: agente extintor cuja principal ação de extinção é de abafamento e, secundariamente, de resfriamento, por utilizar razoável quantidade de água na sua formação, conduz corrente elétrica. Espuma química: é obtida através de uma reação química de sulfato ferroso de alumínio com bicarbonato de sódio e mais um agente estabilizador de espuma. Gases inertes: tais como anidrido carbônico ou gás carbônico (CO2), o nitrogênio e os hidrocarbonetos halogenados, não conduzem corrente elétricas, e extinguem o fogoo ANEXO II; ✓Solicitar a renovação do CA, conforme o ANEXO II, quando vencido o prazo de validade estipulado pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde do trabalho; ✓Requerer nova CA, de acordo com o ANEXO II, quando houver alteração das especificações do equipamento aprovado; ✓Responsabilizar-se pela manutenção da qualidade do EPI que deu origem ao Certificado de Aprovação - CA; ✓Comercializar ou colocar à venda somente o EPI, portador de CA; Programa 5s • SEIRI Senso de Utilização • SEITON Senso de Ordenação • SEISSO Senso de Limpeza • SEIKETSU Senso de Saúde • SHITSUKE Senso de Autodisciplina Os principais benefícios da metodologia 5S são: 1. Maior produtividade pela redução da perda de tempo procurando por objetos. Só ficam no ambiente os objetos necessários e ao alcance da mão; 2. Redução de despesas e melhor aproveitamento de materiais. A acumulação excessiva de materiais tende à degeneração; 3. Melhoria da qualidade de produtos e serviços; 4. Menos acidentes do trabalho; 5. Maior satisfação das pessoas com o trabalho. Nesta disciplina faremos o estudo da língua portuguesa, com o objetivo de capacitar a compreensão, para a interpretação e para a composição de textos. Linguagem O Programa 5S é uma metodologia que consiste em realizar um planejamento de conduta nas organizações com o objetivo de promover a disciplina na empresa através de consciência e responsabilidade de todos de forma a tornar o ambiente de trabalho agradável, seguro e produtivo. Nosso universo social é repleto de símbolos. São placas, textos, objetos, gestos, imagens, etc. É por meio da linguagem que conseguimos relacionar esses símbolos para interagir com nossos semelhantes, refletir sobre a realidade, transmitir valores, conhecimento... Enfim, Instituição de Ensino Charles Babbage 10 http://www.uniorka.com.br/ http://www.uniorka.com.br/ null null null null relacionando símbolos, produzimos sentido. A linguagem se divide em não verbal e verbal. A dicção, que consiste na “maneira de dizer ou falar com a articulação e modulação corretas” é algo que deve receber especial dedicação por parte daqueles que desejam se expressar melhor, pois a dicção, quando alcançada pelo Orador, torna a sua expressão oral mais compreensível, e: a) Aumenta a eficiência da argumentação do orador (pelo simples fato de que ele será bem mais compreendido); b) Cansa menos a plateia; c) Melhora a imagem do orador perante seus ouvintes. No que diz respeito ao último item (“c”), não é preciso muito para explicá-lo, vez que há aqueles cuja dicção é tão deficiente que passam, muitas vezes, como despreparados, o que nem sempre corresponde à realidade, pois existem pessoas que, a despeito de muito cultas, possuem problemas terríveis de dicção. A questão é, enquanto cultura é algo que pode levar muito tempo para ser percebida (na convivência profissional, política etc.), a má dicção leva apenas alguns segundos. Ora, e o que os ouvintes associam a uma expressão oral má, em geral, é uma formação cultural deficiente ou inferioridade intelectual. Portanto, uma pessoa com má dicção terá, conseqüentemente, problemas no que respeita à sua argumentação, pois encontrará barreiras à persuasão da platéia a que se dirige. E isto se dá em razão de ter a sua autoridade diminuída em face da associação que, como dito acima, os ouvintes fazem entre o intelecto e a expressão oral. Os erros mais comuns são: a) troca de “pr” por “p + vogal + r”. Ex.: precisa por “percisa”. b) omissão do “r” final ou vogal final. Ex.: Ao invés de vou buscar, usar “Vô buscá”. c) supressão de vogais internas: Ex.: leiteiro por “leitero”. d) erro de colocação de consoantes. Ex.: iogurte por “iorgute”. e) troca de consoantes. Ex.: Salsicha por “chalsicha” ou “chalchicha”. Vícios de linguagem Existem diversos vícios relativos ao vocabulário que, se não evitados, podem comprometer a mensagem do orador e, até, sua própria imagem. Dentre os principais há que destacar- se: Linguagem não verbal Utiliza imagens para realizar a comunicação. Exemplos: sinais de trânsito, placas de sinalização, gestos, etc. Observe que a placa a baixo comunica algo mesmo sem utilizar palavras. Assim, essa placa de trânsito é um exemplo de texto não verbal. Linguagem verbal Comunica por meio de palavras escritas ou faladas. Exemplos: uma carta, um relatório, uma conversa pelo telefone, etc. Nesse exemplo, mesmo sendo uma placa de trânsito, observamos o uso da linguagem verbal. A informação foi passada por meio de palavras. Funções da Linguagem Para melhor compreensão das funções de linguagem, torna-se necessário o estudo dos elementos da comunicação. Elementos da comunicação Emissor - emite, codifica a mensagem; Receptor - recebe, decodifica a mensagem; Mensagem - conteúdo transmitido pelo emissor; Código - conjunto de signos usados na transmissão e recepção da mensagem; Referente - contexto relacionado a emissor e receptor; Canal - meio pelo qual circula a mensagem; Obs.: as atitudes e reações dos comunicantes são também referentes e exercem influência sobre a comunicação. Expressão oral A Expressão Oral é uma das formas pelas quais se opera a transmissão de ideias, aliás, sendo a mais comum. É também a forma em que as pessoas mais erram em termos de eficiência da comunicação. Trata-se da mensagem falada. Podemos dividir a palavra falada, ou expressão oral, em alguns tópicos principais, observe: Dicção Instituição de Ensino Charles Babbage 11 null Uso de palavrão ou gíria:Um dos mais tolos enganos que um orador pode cometer é imaginar que, ao usar gírias ou palavrões irá se aproximar, ganhar intimidade com seus ouvintes. Pelo contrário, a experiência demonstra que o uso de tal “recurso” apenas diminui o respeito e a credibilidade em relação ao orador. Obscuridade: Trata-se do uso inapropriado de termos ou má colocação das palavras. Cacofonia: Diz respeito à construção frasal de má sonoridade. Ex.: “..um por cada...”, “...na boca dela”, “...gosto da cor vinho”, “...da vez passada”. Vejamos um belo exemplo: “Irritou-se por ver na bocadela a cor vinho na vez passada”. Pleonasmo: É a redundância dos termos. Ex.: “subir para cima”, “descer”. Chavões: São frases feitas, prontas, usadas freqüentemente pela população. O uso de chavões serve apenas como indicativo da falta de preparo do orador. É necessário evitá-los ao máximo. Ex.: “... o futebol é uma caixinha de surpresas...”/”... quanto mais eu rezo mais assombração me aparece...” Análise e interpretação de texo como ler e entender bem um texto Basicamente, deve-se alcançar a dois níveis de leitura: a informativa e de reconhecimento e a interpretativa. A primeira deve ser feita de maneira cautelosa por ser o primeiro contato com o novo texto. Desta leitura, extraem-se informações sobre o conteúdo abordado e prepara-se o próximo nível de leitura. Durante a interpretação propriamente dita, cabe destacar palavras-chave, passagens importantes, bem como usar uma palavra para resumir a idéia central de cada parágrafo. Este tipo de procedimento aguça a memória visual, favorecendo o entendimento. Não se pode desconsiderar que, embora a interpretação seja subjetiva, há limites. A preocupação deve ser a captação da essência do texto, a fim de responder às interpretações que a banca considerou como pertinentes. No caso de textos literários, é preciso conhecer a ligação daquele texto com outras formas de cultura, outros textos e manifestações de arte da época em que o autor viveu. Se não houver esta visão global dos momentos literários e dos escritores, a interpretação pode ficar comprometida. Aqui não se podem dispensarpor abafamento ou rompimento de cadeia iônica. Pós químicos: tais como o bicarbonato de sódio, o sulfato de alumínio, a grafite, há pós especiais, próprios para fogo em magnésio, sódio e potássio. Esses pós químicos geralmente atuam por abafamento e rompimento de cadeia iônica e não são condutores de eletricidade. Outros agentes: além dos já citados, podemos considerar como agentes extintores terra, areiam cal talco, etc. Composição de Extintores Os extintores, de um modo geral, são constituídos por um recipiente de aço, cobre latão ou material metálico equivalente, contendo em seu interior um agente extintor cuja finalidade é eliminar o principio de incêndio, utilizando, para isso, um ou mais de um dos quatro processos tradicionais de extinção. Quanto à sua nomenclatura, os extintores recebem o nome do agente que acondicionam em seu interior. Os extintores podem ser divididos em portáteis, quando manuais e operados por um único individuo, ou carretas, quando sobre rodas, exigindo, para o seu emprego, um ou mais operadores. Vários são os principais de funcionamento dos diversos extintores. Contudo, todos promovem a expulsão do agente extintor de seu interior por meio de pressão, que pode ser obtida através de uma reação química, por intermédio de gás propelente, ou ainda pela descompressão do próprio agente extintor. O uso de um determinado tipo de extintor dependerá da classe de incêndio; portanto, o adequado emprego dos diferentes tipos evitará que seu operador se submeta a riscos desnecessários, tais como choques elétricos, respingos de líquido inflamáveis, etc. Extintores Portáteis São aparelhos destinados a combater princípios de incêndio, bastando somente uma pessoa para sua operação. Seu tempo de utilização de aproximadamente um minuto. Os extintores são classificados para uso conforme a classe de incêndio a que se destinam: “A”, “B”, “C” e “D”. Todos os extintores possuem em seu corpo um rótulo de acordo com o sistema internacional de identificação, no qual constarão as classes de incêndio para as quais são indicados. No Brasil, o sistema de classificação é baseados em estudos normas elaborados pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), reconhecida em todo o território nacional como fórum nacional de normalização e membro do Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial do Ministério da Indústria e Comércio. Todos os extintores fabricados atualmente estão providos de etiqueta de identificação, que permitem ao usuário saber a classe de incêndio a que se destinam e o seu emprego correto. O manômetro que acompanha alguns extintores indica a pressão (quantidade de gás), serve também válvula de segurança, que se rompe automaticamente com excesso de pressão, fora dos limites de segurança. Os principais e mais conhecidos extintores de incêndio são: ▪ Água- na forma de jato compacto, ▪ Espuma química ou mecânica, ▪ Pó químico à base de bicarbonato de sódio, ▪ Gás carbônico- CO2 Instituição de Ensino Charles Babbage 99 ▪ Hidrocarbonetos halogenados ou halon. Agentes extintores ▪ Água: Utilizado nos incêndios de classe A. ▪ Espuma: Utilizado nos incêndios de classes A e B. ▪ Gás Carbônico (CO2): Utilizado nos incêndios de classes A, B e C. ▪ Pó Químico Seco (PQS): Utilizado nos incêndios de classes B e C (na classe D é utilizado pó químico especial). ▪ Gases nobres limpos: Utilizado nos incêndios de classes A, B e C. Extintor de água pressurizado Este é o extintor mais indicado para o combate a princípio de incêndio em materiais da classe "A" (sólidos). Não deverá ser usado em hipótese alguma em materiais da classe "C" (elétricos energizados), pois a água é excelente condutor de eletricidade, o que acarretará no aumento do fogo. Deve-se evitar também seu uso em produtos da classe "D" (materiais pirofóricos), como o magnésio, pó de alumínio e o carbonato de potássio, pois em contato com a água eles reagem de forma violenta. A água agirá por resfriamento e abafamento. Procedimentos para uso: ▪ Retirar o pino de segurança; ▪ Empunhar a mangueira e o gatilho; e ▪ Apertar o gatilho e dirigir o jato para a base do fogo. Extintor de água pressurizável (pressão injetada) Seu uso é equivalente ao de água pressurizada, diferindo-se apenas externamente pelo pequeno cilindro contendo gás propelente, cuja válvula deve ser aberta no ato de sua utilização, a fim de pressurizar o ambiente interno do extintor, permitindo o seu funcionamento. O agente propulsor (propulente) é o gás carbônico (CO2). Procedimentos de uso: ▪ Abrir a válvula do cilindro de gás; ▪ Empunhar a mangueira e o gatilho; e ▪ Apertar o gatilho e dirigir o jato para a base do fogo. Extintor de pó químico seco (PQS) É o mais indicado para ação em materiais da classe "B" (líquidos inflamáveis), mas também pode ser usado em materiais classe "A" e, em último caso, na classe "C". Age por abafamento, isolando o oxigênio e liberando gás carbônico assim que entra em contato com o fogo. Procedimentos para uso: ▪ Retirar o pino de segurança; ▪ Empunhar a pistola difusora; e ▪ Atacar o fogo acionando o gatilho. Extintor de PQS com pressão injetável As mesmas características do PQS pressurizado, mas mantendo externamente uma ampola de gás para a pressurização no instante do uso. Procedimentos para uso: ▪ Abrir a ampola de gás; ▪ Empunhar a pistola difusora; e ▪ Apertar o gatilho e dirigir a nuvem de pó para a base do fogo. Extintor de espuma mecânica pressurizado A espuma é gerada pelo batimento da água com o líquido gerador de espuma e ar (a mistura da água e do líquido gerador de espuma está sob pressão) sendo expelida ao acionamento do gatilho, juntando-se então ao arrastamento do ar atmosférico em sua passagem pelo esguicho. Será usado em princípios de incêndio das classes "A" e "B". Procedimentos de uso: ▪ Retirar o pino de segurança; ▪ Empunhar o gatilho e o esguicho; e ▪ Apertar o gatilho, lançando a espuma contra o fogo. Extintor de espuma mecânica com pressão injetada As mesmas características do pressurizado, mas mantendo a ampola externa para a pressurização no instante do uso. Procedimentos para uso: ▪ Abrir a válvula do cilindro de gás; ▪ Retirar o pino de segurança; ▪ Empunhar o gatilho e o esguicho; e ▪ Apertar o gatilho, lançando a espuma contra o fogo. Extintor de espuma química Instituição de Ensino Charles Babbage 100 Embora esteja em desuso no mercado, ainda é possível encontrá-lo em edificações. Seu funcionamento é possível devido a colocação do mesmo de "cabeça para baixo", formando a reação de soluções aquosas de sulfato de alumínio e bicarbonato de sódio. Depois de iniciado o funcionamento, não é possível a interrupção da descarga. Deve ser usado em princípios de incêndio das classes "A" e "B". Procedimentos para uso: ▪ Não deitar ou virar o extintor antes de chegar ao local do fogo; ▪ No local, inverter a posição do cilindro; e ▪ Lançar a espuma contra o fogo. Extintor de gás carbônico (co2) É o mais indicado para a extinção de princípio de incêndio em materiais da classe "C" (elétricos energizados), podendo ser usado também na classe "B". Procedimentos para uso: ▪ Retirar o pino de segurança; ▪ Empunhar o gatilho e o difusor; e ▪ Apertar o gatilho, dirigindo o difusor por toda a extensão do fogo. Extintor de Halogenado (HALON) Composto por elementos halogênios (flúor, cloro, bromo e iodo). Atua por abafamento, quebrando a reação em cadeia que alimenta o fogo. Ideal para o combate a princípios de incêndio em materiais da classe "C". Procedimentos para uso: ▪ Retirar o pino de segurança; ▪ Empunhar o gatilho e o difusor; e ▪ Acionar o gatilho, dirigindo o jato para a baseas dicas que aparecem na referência bibliográfica da fonte e na identificação do autor. A última fase da interpretação concentra-se nas perguntas e opções de resposta. Aqui são fundamentais marcações de palavras como não, exceto, errada, respectivamente etc. que fazem diferença na escolha adequada. Muitas vezes, em interpretação, trabalha-se com o conceito do "mais adequado", isto é, o que responde melhor ao questionamento proposto. Por isso, uma resposta pode estar certa para responder à pergunta, mas não ser a adotada como gabarito pela banca examinadora por haver alternativa mais completa. Ainda cabe ressaltar que algumas questões apresentam um fragmento do texto transcrito para ser a base de análise. Nunca deixe de retornar ao texto, mesmo que aparentemente pareça ser perda de tempo. A descontextualização de palavras ou frases, certas vezes, são também um recurso para instaurar a dúvida no candidato. Leia a frase anterior e a posterior para ter idéia do sentido global proposto pelo autor, desta maneira a resposta será mais consciente e segura. Noções de ortografia e gramática Pontuação Vírgula (,) Emprego da vírgula no período simples quando se trata de separar termos de uma mesma oração, deve-se usar a vírgula nos seguintes casos: 1. Para isolar adjuntos adverbiais deslocados: Ex. A maioria dos alunos, durante as férias, viajam. 2. Para isolar os objetos pleonásticos: Ex. Os meus amigos, sempre os respeito. 3. Para isolar o aposto explicativo: Ex. Londrina, a terceira cidade do Sul do Brasil, é aprazibilíssima. 4. Para isolar o vocativo: Ex. Alberto! Traga minhas calças até aqui! 5. para separar elementos coordenados: Ex. As crianças, os pais, os professores e os diretores irão ao convescote. Instituição de Ensino Charles Babbage 12 6. Para indicar a elipse do verbo: Ex. Ela prefere filmes românticos; o namorado, de aventura. (o namorado prefere filmes de aventura) 7. Para separar, nas datas, o lugar: Ex. Londrina, 20 de novembro de 1996. 8. Para isolar conjunção coordenativa intercalada: Ex. Os candidatos, porém, não respeitaram a lei. 9. Para isolar as expressões explicativas isto é, a saber, melhor dizendo, quer dizer... Ex. Irei para Águas de Santa Brárbara, melhor dizendo, Bárbara. Emprego da vírgula no período composto Período composto por coordenação: as orações coordenadas devem sempre ser separadas por vírgula. Ex. Todos gostamos de seus projetos, no entanto não há verbas para viabilizá-los Nota: as orações coordenadas aditivas iniciadas pela conjunção e só terão vírgula, quando o sujeito for diferente e quando o e aparecer repetido. Ex. Ela irá ao primeiro avião, e seus filhos no próximo. Ele gritava, e pulava, e gesticulava como um louco. Período composto por subordinação Orações subordinadas substantivas: não se separam por vírgula. Ex. É evidente que o culpado é o mordomo. Orações subordinadas adjetivas: só a explicativa é separada por vírgula. Ex. Londrina, que é a terceira cidade do Sul do Brasil, é aprazibilíssima. Orações subordinadas adverbiais: sempre se separam por vírgula. Ex. Assim que chegarem as encomendas, começaremos a trabalhar. Ponto-e-vírgula (;) O ponto-e-vírgula indica uma pausa um pouco mais longa que a vírgula e um pouco mais breve que o ponto. O emprego do ponto-e-vírgula depende muito do contexto em que ele aparece. Podem-se seguir as seguintes orientações para empregar o ponto-e-vírgula: Para separar duas orações coordenadas que já contenham vírgulas: Ex. Estive a pensar, durante toda a noite, em Diana, minha antiga namorada; no entanto, desde o último verão, estamos sem nos ver. Para separar duas orações coordenadas, quando elas são longas: Ex. O diretor e a coordenadora já avisaram a todos os alunos que não serão permitidas brincadeiras durante o intervalo nos corredores; porém alguns alunos ignoram essa ordem. Para separar enumeração após dois pontos: Ex. Os alunos devem respeitar as seguintes regras: - não fumar dentro do colégio; - não fazer algazarras na hora do intervalo; - respeitar os funcionários e os colegas; - trazer sempre o material escolar. Dois-pontos (:) Deve-se empregar esse sinal: Para iniciar uma enumeração: Ex. Compramos para a casa o seguinte: mesa, cadeiras, tapetes e sofás. Para introduzir a fala de uma personagem: Ex. Sempre que o professor Luís entra em sala-de-aula Diz: Essa moleza vai acabar! Para esclarecer ou concluir algo que já foi dito: Ex. Essa moleza vai acabar!:essas são as palavras do professor Luís. Reticências ( ... ) As reticências são empregadas: Para indicar uma certa indecisão, surpresa ou dúvida na fala da personagem: Ex. João Antônio! Diga-me... você... me traiu? Para indicar que, num diálogo, a fala de uma personagem foi interrompida pela fala da outra: Ex. Como todos já deram sua opinião... Uns momentos, presidente, ainda têm um assunto a tratar. Para sugerir ao leitor que complete o raciocínio contido na frase: Ex. Durante o ano ficou claro que o aluno que não atingisse 150 pontos seria reprovado; você atingiu 145, portanto... Para indicar, numa citação, que certos trechos do texto foram exclusos: Ex. "No momento em que a tia foi pagar a conta, Joana pegou o livro..." (Clarice Lispector) Instituição de Ensino Charles Babbage 13 Crase A palavra crase provém do grego (krâsis) e significa mistura. Na língua portuguesa, crase é a fusão de duas vogais idênticas, mas essa denominação visa a especificar principalmente a contração ou fusão da preposição a com os artigos definidos femininos (a, as) ou com os pronomes demonstrativos a, as, aquele, aquela, aquilo, aquiloutro, aqueloutro . Para saber se ocorre ou não a crase, basta seguir três regras básicas: 01) Só ocorre crase diante de palavras femininas, portanto nunca use o acento grave indicativo de crase diante de palavras que não sejam femininas. Ex. O sol estava a pino. Sem crase, pois pino não é palavra feminina. Ela recorreu a mim. Sem crase, pois mim não é palavra feminina. Estou disposto a ajudar você. Sem crase, pois ajudar não é palavra feminina. 02) Se a preposição a vier de um verbo que indica destino (ir, vir, voltar, chegar, cair, comparecer, dirigir-se...), troque este verbo por outro que indique procedência (vir, voltar, chegar...); se, diante do que indicar procedência, surgir da, diante do que indicar destino, ocorrerá crase; caso contrário, não ocorrerá crase. Ex. Vou a Porto Alegre. Sem crase, pois Venho de Porto Alegre. Vou à Bahia. Com crase, pois Venho da Bahia. Obs.: Não se esqueça do que foi estudado em Artigo. 03) Se não houver verbo indicando movimento, troca-se a palavra feminina por outra masculina; se, diante da masculina, surgir ao, diante da feminina, ocorrerá crase; caso contrário, não ocorrerá crase. Ex. Assisti à peça. Com crase, pois Assisti ao filme. Paguei à cabeleireira. Com crase, pois Paguei ao cabeleireiro. Respeito às regras. Sem crase, pois Respeito os regulamentos. Casos especiais 01) Diante das palavras moda e maneira, das expressões adverbiais à moda de e à maneira de, mesmo que as palavras moda e maneira fiquem subentendidas, ocorre crase. Ex. Fizemos um churrasco à gaúcha. Comemos bife à milanesa, frango à passarinho e espaguete à bolonhesa. Joãozinho usa cabelos à Príncipe Valente. 02) Nos adjuntos adverbiais de modo, de lugar e de tempo femininos, ocorre crase. Ex. à tarde, à noite, às pressas, às escondidas, às escuras, às tontas, à direita, à esquerda, à vontade, à revelia ... 03) Nas locuções prepositivas e conjuntivas femininas ocorre crase. Ex. à maneira de, à moda de, às custas de, à procura de, à espera de, àmedida que, à proporção que... 04) Diante da palavra distância, só ocorrerá crase, se houver a formação de locução prepositiva, ou seja, se não houver a preposição de, não ocorrerá crase. Ex. Reconheci-o a distância. Reconheci-o à distância de duzentos metros. 05) Diante do pronome relativo que ou da preposição de, quando for fusão da preposição a com o pronome demonstrativo a, as (= aquela, aquelas). Ex. Essa roupa é igual à que comprei ontem. Sua voz é igual à de um primo meu. 06) Diante dos pronomes relativos a qual, as quais, quando o verbo da oração subordinada adjetiva exigir a preposição a, ocorre crase. Ex. A cena à qual assisti foi chocante. (quem assiste assiste a algo) 07) Quando o a estiver no singular, diante de uma palavra no plural, não ocorre crase. Instituição de Ensino Charles Babbage 14 Ex. Referi-me a todas as alunas, sem exceção. Não gosto de ir a festas desacompanhadas. 08) Nos adjuntos adverbiais de meio ou instrumento, a não ser que cause ambigüidade. Ex. Preencheu o formulário a caneta. Paguei a vista minhas compras. Nota: Modernamente, alguns gramáticos estão admitindo crase diante de adjuntos adverbias de meio, mesmo não ocorrendo ambigüidade. 09) Diante de pronomes possessivos femininos, é facultativo o uso do artigo, então, quando houver a preposição a, será facultativa a ocorrência de crase. Ex. Referi-me a sua professora. Referi-me à sua professora. 10) Após a preposição até, é facultativo o uso da preposição a, portanto, caso haja substantivo feminino à frente, a ocorrência de crase será facultativa. Ex. Fui até a secretaria. Fui até à secretaria. 11) A palavra CASA: A palavra casa só terá artigo, se estiver especificada, portanto só ocorrerá crase diante da palavra casa nesse caso. Ex. Cheguei a casa antes de todos. Cheguei à casa de Ronaldo antes de todos. 12) A palavra TERRA: Significando planeta, é substantivo próprio e tem artigo, conseqüentemente, quando houver a preposição a, ocorrerá a crase; significando chão firme, solo, só tem artigo, quando estiver especificada, portanto só nesse caso poderá ocorrer a crase. Ex. Os astronautas voltaram à Terra. Os marinheiros voltaram a terra. Irei à terra de meus avôs. Atenção Para Algumas Dificuldades Encontrados Na Língua Portuguesa Problemas Gerais da Língua Culta A intenção desta parte é fixar a forma certa de algumas palavras e expressões que sempre trazem dificuldades para o brasileiro em geral. Emprego de algumas palavras e expressões semelhantes: 1. Que e Quê *Que é pronome, conjunção, advérbio ou partícula expletiva. *Quê é um substantivo (com o sentido de "alguma coisa"), interjeição (indicando surpresa, espanto) ou pronome em final de frase (imediatamente antes de ponto final, de interrogação ou de exclamação) Ex. Que você pretende, tratando-me dessa maneira? Você pretende o quê? Quê!? Quase me esqueço do nosso encontro. 2. Mas e Mais *Mas é uma conjunção adversativa, de mesmo valor que "porém, contudo, todavia, no entanto, entretanto". * Mais é um advérbio de intensidade, mas também pode dar idéia de adição, acréscimo; tem sentido oposto a menos. Ex. Eu iria ao cinema, mas(porém) não tenho dinheiro. Ela é a mais (menos) bonita da escola. 3.Onde, Aonde e Donde * Onde significa "em que lugar". * Aonde significa "a que lugar". * Donde significa "de que lugar". Ex. Onde (em que lugar) você colocou minha carteira? Apostila de Português para Concursos. Aonde (a que lugar) você vai, menina? Donde (de que lugar) tu vieste? 5. Mal e Mau *Mal é advérbio, antônimo de "bem". *Mau é adjetivo, antônimo de "bom" Ex. Ele é um homem mau (não é bom); só pratica o mal (e não o bem). * Mal também é substantivo, podendo significar "doença, moléstia, aquilo que é prejudicial ou nocivo" Ex. O mal da sociedade moderna é a violência urbana. Instituição de Ensino Charles Babbage 15 null 6. A par e Ao par *A par é usado, no sentido de "estar bem informado", ter conhecimento". *Ao par só é usado para indicar equivalência entre valores cambiais. Ex. Estou a par de todos os acontecimentos. O real está ao par do dólar. 6. Ao encontro de e De encontro a *Ao encontro de indica "ser favorável a", "ter posição convergente" ou "aproximar-se de". *De encontro a indica oposição, choque, colisão. Ex. Suas idéias vêm ao encontro das minhas, mas suas ações vão de encontro ao nosso acordo. (Suas idéias são tais quais as minhas, mas suas ações são contrárias ao nosso acordo). 7. Há e A na expressão de tempo *Há é usado para indicar tempo decorrido. *A é usado para indicar tempo futuro. Ex. Ele partiu há duas semanas. Estamos a dois dias das eleições. 8. Acerca de, A cerca de e Há cerca de *Acerca de é locução prepositiva equivalente a "sobre, a respeito de". *A cerca de indica aproximação. *Há cerca de indica tempo decorrido. Ex. Estávamos falando acerca de política. Moro a cerca de 2 Km daqui. Estamos rompidos há cerca de dois meses. 9. Afim e A fim de * Afim é adjetivo equivalente a "igual, semelhante". * A fim de é locução prepositiva que indica finalidade. Ex. Nós temos vontades afins. Ela veio a fim de estudar seriamente. 10.Senão e Se não * Senão significa "caso contrário, a não ser". * Se não ocorre em orações subordinadas adverbiais condicionais; equivale a "caso não". Ex. Nada fazia senão reclamar. Estude bastante, senão não sairá sábado à noite. Se não estudar, não sairá sábado à noite. 11. Nós viemos e Nós vimos * Nós viemos é o verbo vir no pretérito perfeito do indicativo, ou seja, no passado. * Nós vimos é o verbo vir no presente do indicativo. Ex. Ontem, nós viemos procurá-lo, mas você não estava. Nós vimos aqui, agora, para conversar sobre nossos problemas. 12. Torcer por e Torcer para * Torcer por, pois o verbo torcer exige esta preposição. * Torcer para é usado, quando houver indicação de finalidade, equivalente a "para que", "a fim de que". Ex. Torço pelo Santos. Torço para que o Santos seja o campeão. 13. Desencargo e Descargo * Desencargo significa "desobrigação de um encargo, de um trabalho, de uma responsabilidade". * Descargo significa "alívio". Ex. Filho que se forma é mais um desencargo de família para o pai. Devolvi o dinheiro por descargo de consciência. 14. Sentar-se na mesa e Sentar-se à mesa * Sentar-se na mesa significa sentar-se sobre a mesa. * Sentar-se à mesa significa sentar-se defronte à mesa. O mesmo ocorre com "estar ao computador ao telefone, ao portão, à janela ... Ex. Sentei-me ao computador para trabalhar. Sentei-me na mesa, pois não encontrei cadeira alguma. 15.Tilintar e tiritar * Tilintar significa "soar". * Tiritar significa "tremer de frio ou de medo". Ex. A campainha tilintava sem parar. O rapaz tiritava de frio. Instituição de Ensino Charles Babbage 16 16.Ao invés de e Em vez de * Ao invés de indica "oposição, situação contrária". * Em vez de indica "substituição, simples troca". Ex. Em vez de ir ao cinema, fui ao teatro. Descemos, ao invés de subir. 17.Estadia e Estada * Estadia é usado para veículos em geral. * Estada é usado para pessoas. Ex. Foi curta minha estada na cidade. Paguei a estadia de meu automóvel. 18.A domicílio e Em domicílio * A domicílio só se usa quando dá ideia de movimento. * Em domicílio se usa sem ideia de movimento. Ex. Enviarei a domicílio seus documentos. Fazemos entregas em domicílio Levaram a domicílio as compras. Damos aulas particulares em domicílio. 19.Estágio e Estádio * Estágio é preparação (profissional, escolar ..). * Estádio significa "época, fase, período". Ex. Estou no primeiro ano de estágio naempresa. Naquela época o país passava por um estádio de euforia. 20. Perca e Perda *Perca é verbo. *Perda é substantivo. Ex. _ Não perca a paciência, pois essa perda de gols não se repetirá, disse o jogador ao técnico. 21. Despercebido e Desapercebido * Despercebido significa "sem atenção". * Desapercebido significa "desprovido, desprevenido". Ex. O fato passou-me totalmente despercebido. Ele estava desapercebido de dinheiro. 22.Escutar e Ouvir * Escutar significa "estar atento para ouvir". * Ouvir significa "perceber pelo sentido da audição". Ex. Escutou, a tarde toda, as reclamações da esposa. Ao ouvir aquele som estranho, saiu em disparada. 23.Olhar e Ver * Olhar significa "estar atento para ver". * Ver significa "perceber pela visão". Ex. Quando olhou para o lado, nada viu, pois ele saíra de lá. 24.Haja vista e Hajam vista * Haja vista pode-se usar, havendo ou não a preposição a à frente, estando o substantivo posterior no singular ou no plural. * Hajam vista pode-se usar, quando não houver a preposição a à frente e quando o substantivo posterior estiver no plural. Ex. Haja vista aos problemas. Haja vista os problemas. Hajam vista os problemas. Redação técnica Na vida profissional as pessoas se deparam com a necessidade de desenvolverem textos técnicos, logo, para que você escreva uma redação técnica é necessário que certos processos sejam seguidos, como o tipo de linguagem, a estrutura do texto, o espaçamento, a forma de iniciar e finalizar o texto, dentre outros.Texto científico é o texto que revela pesquisa e rigor científico, são as monografias , teses, artigos científicos.O texto técnico é o mais relativo às profissões, fundamental nas atividades empresariais, são as atas, memorandos, ofícios, requerimentos, circulares, entre outros formatos de textos. Dessa forma, a necessidade de certa habilidade e de se ter os conhecimentos prévios para se fazer uma redação técnica é imprescindível!. A redação técnica engloba textos como: ata, circular, certificado, contrato, memorando, parecer, procuração, recibo, relatório, currículo. 1. Ata Utilização: registro resumido, porém claro e fiel, das ocorrências de uma reunião. Detalhes: • Não deve conter parágrafos. • Números por extenso e, para facilidade na leitura, podem ser repetidos em algarismos entre parêntesis. Instituição de Ensino Charles Babbage 17 null null null • Escrito com caneta, sem rasura. A ata deverá ter Termo de Abertura e Termo de Encerramento: Termo de abertura Este livro contém cem folhas numeradas e rubricadas por mim, Fulano de Tal, e se destina ao registro de atas das reuniõesordinárias e extraordinárias do Condomínio do Edifício Sol e Mar. Termo de Encerramento: Eu, Fulano de Tal, presidente do conselho de moradores do Condomínio do Edifício Sol e Mar, declaro encerrado este livro de atas. Rio de Janeiro, 09 de março de 2002. (assinatura) b)A ata: é iniciada por um cabeçalho seguido da abertura, da legalidade, relação nominal, aprovação da ata anterior (se houver), desenvolvimento e fecho. 2. Requerimento Utilização: para solicitar autoridade pública algo que, ao menos supostamente, tenha amparo legal. Detalhes: • O texto deve ser bastante objetivo, redigido em 3ª pessoa. • A paragrafação pode seguir o estilo americano (sem entradas de parágrafo), ou estilo tradicional. No caso de estilo americano, todo o texto, o fecho e a data devem ser alinhados à margem esquerda. No estilo tradicional, o fecho e a data devem ser alinhados à direita. • Por conter muitas informações, é de bom tom que o texto não ultrapasse 6 ou 10 linhas, incluindo a identificação, exposição e justificativa. • Caso seja necessário anexar algum documento, o(s)anexo(s) deve(m) ser mencionado(s) no texto. Para um bom requerimento, basta esquematizá-lo, segundo os passos: • (Destinatário/invocação) • Requerente • Identificação • O que requer • Justificativa • (Amparo legal, se houver) • (Localidade e data) • (Assinatura) R a) Destinatário (invocação): deve conter o tratamento conveniente, o título ou o cargo do destinatário, sem citar o nome. Por uma questão de destaque, o destinário pode vir todo em letras maúsculas, mas não é obrigatório.MAGNÍFICO SR. SUB-REITOR DE GRADUAÇÃO DA UNINERJ. b) Texto: cerca de 7linhas abaixo do destinatário. Na datilografia, espaço 2; em digitação, espaço 1,5. NOME EIDENTIFICAÇÃO: informações necessárias completas (nacionalidade, estado civil, endereço, identidade, CPF, etc.). Exposição: descreve-se o que se está requerendo, com toda clareza possível. Justificativa: As razões pelas quais está requerendo. Pode- se citar leis, ou indicar documentos que comprovem. c) Fecho: cerca de 3 linhas abaixo do texto. Pode ocupar uma ou duas linhas. Não é obrigatório. Termos em que pede deferimento. Nesses termos, Pede deferimento. d) Data: cerca de 2 linhas do fecho (se houver), ou do texto. Deve ser completa. Rio de Janeiro, 12 de abril de 2002. e) Assinatura: cerca de 2 linhas da data. Não se coloca nome, pois os dados já constam no texto, nem há necessidade de linha. 3.Circular Para transmitir avisos, ordens, pedidos ou instruções, dar ciência de leis, decretos, portarias, etc. Detalhes: • Destina-se a uma ou mais de uma pessoa/órgão/empresa. No caso de mais de um Destinatário, todas as vias distribuídas devem ser iguais. • A paragrafação pode seguir o estilo americano (sem entradas de parágrafo), ou estilo tradicional. No caso de estilo americano, todo o texto, a data e a assinatura devem ser alinhados à margem esquerda. No estilo tradicional, devem ser centralizados. a) TIMBRE: impresso no alto do papel. Instituição de Ensino Charles Babbage 18 null null null null null Medicina do Trabalho I b) TÍTULO E NÚMERO: cerca de 3 linhas do timbre e no centro da folha. O número pode vir seguido do ano. c) DATA: a data deve estar próxima do título e número, ao lado ou abaixo, podendo se apresentar de várias formas: CIRCULAR Nº 01, DE 2 MARÇO DE 2002 CIRCULAR Nº 01 De 2 de março de 2002 CIRCULAR Nº 01/02 Rio de Janeiro, 2 de março de 2002. d) EMENTA (opcional): deve vir abaixo do título e data, cerca de três linhas. Ementa: Material de consumo. Ref.: Material de consumo. 4.Memorando Utilização: Para comunicação entre órgãos ou departamentos. Diferencia-se do Ofício apenas por este ser mais restrito e rigoroso que aquele quanto à forma e ao uso. Memorando também é chamado deCorrespondência Interna (CI) . Detalhes: • Existem 2 tipos de memorando:interno (para o mesmo departamento), ou externo (para outro departamento ou órgão/empresa). • Não há rigor quando ao formato, mas os elementos necessários (código e número, local e data, assunto, de / para, etc.) têm de ser mantidos em qualquer memorando. • Destina-se a uma ou mais de uma pessoa/órgão/departamento. No caso de mais de um destinatário, todas as vias distribuídas devem ser iguais. • A paragrafação pode seguir o estilo americano (sem entradas de parágrafo), ou estilo tradicional. No caso de estilo americano, todo o texto, a data e a assinatura devem ser alinhados à margem esquerda. No estilo tradicional, devem ser centralizados. a) Timbre: impresso no alto do papel. b) Código e Número: cerca de 3 linhas do timbre, e à esquerda da folha. O código é a sigla pela qual o setor/departamento é conhecido na empresa. O número pode vir seguido do ano. c) Localidade e Data: na mesma linha do código, na extrema direita. d) Ementa: deve vir abaixo do código e número, podendo vir na linha seguinte, ou a cerca de 3 linhas. DICOM-025/02 Rio de Janeiro, 10/05/02 Ref.: compra de material DICOM-025/02 Rio deJaneiro, 10/05/02 Assunto: compra de material. Nesta disciplina você conhecerá os agentes de riscos presentes nos ambientes de trabalho capazes de desenvolver doenças ocupacionais na população trabalhadora. Verá também as diversas formas de prevenção utilizadas no controle de doenças. Introdução a Medicina do Trabalho A Medicina do Trabalho – Um breve histórico, conceitos e objetivos. A exposição ocupacional ocasiona impactos à saúde dos trabalhadores, ao longo da história a Medicina Ocupacional foi objeto de estudo de cientistas que identificaram a relação entre as atividades e a saúde dos trabalhadores. Em 1556 Geuf Bauer publicou na Alemanha “De Re Metálica” que relata os aspectos da Saúde e Segurança dos trabalhadores durante a extração de minérios. Em 1700 Bernardino Ramazzini considerado o pai da “Medicina do Trabalho” publica na Itália os estudos realizados sobre a relação da saúde dos trabalhadores e as profissões, a obra “De MorbisArtificumDiatriba” - As Doenças dos Trabalhadores descreve mais de 100 profissões e os Instituição de Ensino Charles Babbage Estude mais sobre redação técnica em: www.uniorka.com.br 19 http://www.uniorka.com.br/ null null riscos específicos de cada uma delas. Este relatório científico fundamentou a lista atual das doenças ocupacionais reconhecida pela OIT- Organização Internacional do Trabalho e adotada em diversos países, inclusive o Brasil. A Medicina do Trabalho ganha a sua maior aplicabilidade a partir da Revolução industrial, onde a mão de obra não estava preparada nem qualificada para assumir o ritmo da produção em massa da época. Não havia diretrizes de segurança e medicina no trabalho e as atividades eram responsáveis por inúmeros acidentes e doenças do trabalho. Da necessidade de se preservar a mão de obra, surge a Medicina do trabalho como a especialidade médica capaz promover um maior cuidado à saúde do trabalhador. Em 1954, a OIT convocou um grupo de especialistas para estudar as diretrizes gerais da organização de "Serviços Médicos do Trabalho", substituído, posteriormente por “Serviços de Medicina do Trabalho”. A década de 60 e 70 foi muito expressiva em número de acidentes do trabalho em nosso país, neste cenário foi oficializada a criação da FUNDACENTRO - Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho, que trouxe diretrizes de Segurança e Saúde no Trabalho para o nosso processo de produção. O triste momento vivido pelo Brasil na década de 70 induziu a reforma na Legislação no Capítulo V da CLT – Consolidação das Leis do Trabalho, instituindo a obrigatoriedade das equipes técnicas multidisciplinares nos locais de trabalho. Na década de 70, o Brasil destaca-se como o “Campeão em Acidentes do Trabalho”, situação que a instituição das NRS – Normas Regulamentadoras do Trabalho, responsáveis por regulamentar o trabalho de forma a promover saúde e segurança ao trabalhador durante o desempenho de suas funções. Da Revolução Industrial aos dias de hoje, a Medicina do trabalho tornou-se a especialidade médica que vem contribuir de forma ainda mais completa para a promoção da saúde e bem estar do trabalhador. Para a contratação de funcionários as empresas atualmente contam com o Médico do Trabalho, profissional responsável por avaliar a aptidão dos profissionais para exercer uma determinada atividade, é ele quem determina se o trabalhador tem o estado de saúde ideal par assumir uma função específica. Após a contratação faz-se necessário ainda o monitoramento da saúde da população trabalhadora, através do controle da exposição aos riscos ocupacionais presentes nas atividades. O Médico do Trabalho participa deste controle através da instituição de programas de prevenção, muitos deles exigidos pela legislação, como o PCMCO – Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional, que reúne ações de avaliações médicas de aptidão para cada função existente na empresa, assim como o monitoramento da saúde dos trabalhadores no exercício de suas funções, contribuindo também com estratégias de controle de doenças no ambiente de trabalho através de exames complementares, programas de vacinação ocupacional, programas de educação e conscientização referentes à saúde do trabalhador. A aplicação da Medicina e Segurança do Trabalho vem crescendo juntamente com o desenvolvimento do nosso país, com o progresso na agricultura, na indústria, no comércio e serviços, e é fundamental no mercado competitivo, visto que o trabalhador saudável é capaz de produzir mais e melhor, aumentando a produtividade e a qualidade. O controle e redução de acidentes e doenças ocupacionais não deve ser somente um conjunto de ações para atender a legislação, mas sim meta de empresas que buscam o crescimento econômico junto ao trabalho seguro e ambiente ocupacional saudável, entendendo os seus trabalhadores como o bem maior no seu processo produtivo. Proteção legal da saúde do trabalhador E alicerçada nos princípios da Declaração dos Direitos Humanos e Organização Internacional do Trabalho, a Constituição Federal, em seu Capítulo II (Dos Direitos Sociais), artigo 6º e artigo 7º, incisos XXII, XXIII, XXVIII e XXXIII, dispõe, especificamente, sobre segurança e saúde dos trabalhadores, a saber: Art. 6° São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição. (Redação dada pela Emenda Constitucional n° 64, de 2010) Art. 7° São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: ... XXII - redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança; XXIII - adicional de remuneração para as atividades penosas, insalubres ou perigosas, na forma da lei; Instituição de Ensino Charles Babbage 20 null null null null null 21 XXVIII - seguro contra acidentes de trabalho, a cargo do empregador, sem excluir a indenização a que este está obrigado, quando incorrer em dolo ou culpa; XXXIII - proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de dezoito e de qualquer trabalho a menores de dezesseis anos, salvo na condição de aprendiz, a partir de quatorze anos; (Redação dada pela Emenda Constitucional n° 20, de 1998) Art.200 - Ao sistema único de saúde compete, além de outras atribuições, nos termos da lei:(...) VIII - colaborar na proteção do meio ambiente, nele compreendido o do trabalho. É importante ressaltarque no Título II - Dos Direitos e Garantias Fundamentais - da Constituição da República Federativa do Brasil garante a aplicação imediata das normas que tutelam a saúde do trabalhador, a saber: Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: (...) § 1º - As normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata. No que diz respeito aos tratados internacionais, estes também tem aplicação imediata tão logo seja incorporado ao nosso ordenamento jurídico, conforme o §2° e §3° do art. 5° da Constituição Federal, a saber: § 2º - Os direitos e garantias expressos nesta Constituição não excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados, ou dos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte. § 3º Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros,