Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

Conteúdo 
PRINCIPIOS DE SEGURANÇA DO TRABALHO ............................................................................................................................... 3 
Introdução á Segurança do Trabalho ......................................................................................................................................... 3 
Língua Portuguesa ................................................................................................................................................................... 10 
Medicina do Trabalho I ............................................................................................................................................................. 19 
Legislação e normas técnicas do trabalho ................................................................................................................................ 23 
Organização Técnica Administrativa ........................................................................................................................................ 31 
Psicologia Do Comportamento Humano ................................................................................................................................... 39 
Introdução á informatica ........................................................................................................................................................... 48 
Ingles Instrumental ................................................................................................................................................................... 51 
SAÚDE E PREVENÇÃO DO TRABALHO ......................................................................................................................................... 55 
Segurança na Construnção Cívil................................................................................................................................................... 55 
Normas Regulamentadoras em Segurança do trabalho ............................................................................................................... 62 
Medicina do trabalho II ............................................................................................................................................................. 87 
Prevenção e Combate a Incêndios ................................................................................................................................................... 95 
Segurança Industrial........................................................................................................................................................................ 107 
Primeiros Socorros .......................................................................................................................................................................... 116 
GESTÃO E MONITORAMENTO DO AMBIENTE O TRABALHO ................................................................................................... 124 
Psicologia do Trabalho .................................................................................................................................................................... 124 
Segurança no Meio Rural ................................................................................................................................................................ 127 
Controle e Inspeção de Riscos ........................................................................................................................................................ 133 
Educação Ambiental........................................................................................................................................................................ 136 
Técnicas em Treinamento em Gestão de Segurança do Trabalho ................................................................................................. 141 
Semana de combate ao Tabagismo ................................................................................................................................................ 148 
Ergonomia ....................................................................................................................................................................................... 149 
Biossegurança ................................................................................................................................................................................. 149 
Estatística Aplicada em Acidentes e Doenças ................................................................................................................................ 149 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Instituição de Ensino Charles Babbage 2 
 
Introdução á Segurança do Trabalho 
PRINCIPIOS DE SEGURANÇA DO 
TRABALHO 
 
 
 
 
Nesta disciplina estaremos 
estudando a origem da Segurança do 
Trabalho, seus principais conceitos e 
aplicações. Você compreenderá os 
princípios a serem seguidos para que 
possamos desenvolver o trabalho seguro 
nas empresas. 
 
 
Histórico da segurança e saúde do trabalho 
 
 
 
Antecedentes Históricos 
Antes mesmo do advento histórico da Saúde Pública, 
ocorrido em 1854 – através da investigação epediomológica 
de Snow, que descobriu no poço de Broad Street o foco de 
epidemia da cólera que ameaçava Londres – já havia 
sugerido a ideia do que seria a Saúde Ocupacional, 
identificada em Leis do Parlamento Britânico que visavam 
proteger a saúde do trabalhador. No período de 1760 a 1830, 
ocorreu a advento da Revolução Industrial na Inglaterra, que 
deu grande impulso às industrias como conhecemos hoje. A 
revolução Industrial transformou totalmente as relações de 
trabalho existentes, pois naquela época praticamente só 
existia a figura do artesão ,que produzia seus produtos 
individualmente ou com alguns auxiliares e trocava seus 
produtos por outros, geralmente em um mercado público 
.Das máquinas domesticas e artesanais, criaram-se às 
máquinas complexas que exigiam volumosos investimentos 
de capital para sua aquisição e considerável mão de obra 
para o seu funcionamento, que foi recrutada 
indiscriminadamente entre homens e mulheres, crianças e 
velhos. 
O êxodo rural logo aconteceu e as relações entre 
capital e trabalho também iniciaram-se através de 
movimentos trabalhistas reivindicatórios. Pressionado, o 
Parlamento aprovou, em 1802, a “Lei de Saúde e Moral dos 
Aprendizes”, que estabeleceu o limite de 12 horas de 
trabalho por dia, proibiu o trabalho noturno e introduziu 
medidas de higiene nas fábricas. O não comprimento desta 
Lei, obrigou o Parlamento Britânico a criar, em 1833, a “Lei 
das Fábricas”, que estabeleceu a inspeção das fábricas, 
instituiu a idade mínima de 9 anos para o trabalho, proibiu o 
trabalho noturno aos menores de 18 anos e limitou a jornada 
de trabalho para 12 horas diárias e 69 horas por semana. 
Criou-se, em 1897, a inspetoria das Fábricas como órgão do 
Ministério do Trabalho Britânico, com o objetivo de realizar 
exames de saúde periódicos no trabalhador, além de propor 
a estudar doenças profissionais, principalmente nas fábricas 
pequenas ou desprovidas de serviços médicos. 
Paralelamente, em outros países europeus e nos Estados 
Unidos, adota-se uma legislação progressista em defesa da 
saúde do trabalhador. 
Em 1919, é fundada em Genebra, a Organização 
Internacional do Trabalho (OIT), tendo como objetivo estudar, 
desenvolver, difundir e recomendar formas de relações de 
trabalho, sendo que o Brasil um dos seus fundadores e 
signatários (veremos adiante alguns dados relativos ao 
Brasil). 
 
No Brasil as regras de proteção à saúde do 
trabalhador somente vigoraram em 1943, com a 
Consolidação das Leis do Trabalho, a qual foi instrumento 
das ações protetivas de saúde e segurança da população 
trabalhadora. Ao longo do tempo foram surgindo melhorias, 
porém, somenteserão equivalentes 
às emendas constitucionais. (Incluído pela Emenda 
Constitucional nº 45, de 2004) 
A Constituição Federal no §3° do art. 39, estendeu 
aos servidores públicos civis alguns direitos sociais 
assegurados aos trabalhadores urbanos e rurais, a saber: 
 
Art.39 - A União, os Estados, o Distrito Federal e os 
Municípios instituirão conselho de política de 
administração e remuneração de pessoal, integrado por 
servidores designados pelos respectivos Poderes. (...) 
 
§ 3º - Aplica-se aos servidores ocupantes de cargo 
público o disposto no Art. 7º, IV, VII, VIII, IX, XII, XIII, XV, 
XVI, XVII, XVIII, XIX, XX, XXII e XXX, podendo a lei 
estabelecer requisitos diferenciados de admissão 
quando a natureza do cargo o exigir. (Acrescentado pela 
EC-000.019-1998) 
E nos incisos XXII e XXIII do artigo 7° da Constituição 
Federal, vejamos: 
 
Art. 7º - São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, 
além de outros que visem à melhoria de sua condição 
social:(...) 
 
XXII - redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio 
de normas de saúde, higiene e segurança; 
 
XXIII - adicional de remuneração para as atividades 
penosas, insalubres ou perigosas, na forma da lei; 
 
No que se refere a fiscalização do fiel cumprimento 
das normas de proteção ao trabalho a Constituição Federal 
estabelece, em seu art. 21, XXIV, que compete à União 
organizar, manter e executar a inspeção do trabalho, a saber: 
 
Art.21 - Compete à União: 
(...) 
 
 
XXIV - organizar, manter e executar a inspeção do 
trabalho; 
 
 
As doenças ocupacionais 
 
 
As doenças ocupacionais 
são doenças decorrentes do 
trabalho, estão diretamente 
ligadas às atividades e às 
condições em que o trabalho é 
desenvolvido. São exemplos de doenças ocupacionais as 
Instituição de Ensino Charles Babbage 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc45.htm#art5
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc45.htm#art5
http://www.dji.com.br/constituicao_federal/ec019.htm#Art.%205%C2%BA
http://www.dji.com.br/constituicao_federal/ec019.htm#Art.%205%C2%BA
null
null
doenças do movimento, ligadas às atividades onde há 
movimentos repetitivos como a LER-Lesão por Esforço 
Repetitivo. Outro exemplo de doença ocupacional é o 
câncer de traquéia em trabalhadores de minas e refinações 
de níquel. Também há doenças pulmonares de origem 
ocupacional, como a asma, causada pela inalação de 
partículas, névoas, vapores ou gases nocivos. Podemos 
destacar também o estresse ocupacional, que pode ser 
desencadeado por pressões no trabalho, gerando doenças 
psíquicas como a depressão. Há uma série de doenças 
onde as mesmas são desencadeadas ou agravadas pelas 
atividades, sempre que houver a relação direta do dano à 
saúde do trabalhador e a atividade que este desempenha, 
trata-se de uma doença ocupacional. 
No primeiro tópico, vimos que a medicina do 
trabalho ao logo dos anos vem sendo objeto de estudo de 
pesquisadores que buscam descrever o impacto das 
atividades à saúde dos trabalhadores. Em 1700 a obra “De 
MorbisArtificumDiatriba” - As Doenças dos Trabalhadores, 
de Bernardino Ramazzini na Itália descreve mais de 100 
profissões o os riscos relacionados a cada profissão. Ao 
longo do tempo o processo produtivo sofreu 
transformações, novas atividades e, conseqüentemente 
novos riscos foram inseridos no desenvolvimento do 
trabalho. Já sabido que as profissões podem comprometer 
a saúde do trabalhador, atualmente discutimos o risco de 
cada atividade, estudando formas de eliminar ou controlar 
estes riscos nos ambientes de trabalho, diminuindo assim 
os impactos à saúde dos trabalhadores. 
Um ambiente de trabalho em condições 
desfavoráveis deve ser tratado, os riscos durante as 
atividades precisam ser identificados e posteriormente 
adotadas medidas de controle de riscos, diminuindo assim 
o índice de acidentes e doenças. 
O Ministério do Trabalho é o órgão de âmbito 
nacional responsável por fiscalizar as ações de Saúde e 
Segurança desenvolvidas pelas empresas, visto que estas 
estão obrigadas, segundo legislação vigente, a observar e 
resguardar a saúde dos seus trabalhadores. As ações de 
saúde e segurança, porém, não deve ser desenvolvida 
apenas com o objetivo de atender a legislação, a saúde do 
trabalhador precisa ser entendida dentro de um caráter 
humano de preservação da vida. A promoção da saúde e 
bem estar do trabalhador, através de programas prevenção 
e controle de acidentes e doenças, resultam em qualidade, 
produtividade e diminuição de custos para a empresa, 
entendo que as doenças ocupacionais e os acidentes de 
trabalho geram a interrupção do trabalho, afastamentos, 
gastos com custos de acidentes e substituição de mão de 
obra, desmotivação entre os funcionários, indenizações 
trabalhistas, e ainda, o comprometimento da imagem da 
empresa, se esta estiver associada a índices elevados de 
acidentes e doenças ocupacionais.A Medicina do Trabalho 
está fundamentada em estratégias de prevenção das 
doenças ocupacionais nos ambientes de trabalho, bem 
como no monitoramento da saúde ocupacional do 
trabalhador, do início ao fim do seu vínculo com a empresa. 
Para a eficácia da aplicação da Medicina Ocupacional, é 
necessária a conscientização da importância do trabalho 
seguro, o comprometimento de empregadores e 
empregados com a saúde, segurança e prevenção é o 
elemento principal para os resultados da Medicina 
Ocupacional. 
 
Os agentes patogênicos 
 
 
No primeiro tópico, vimos que a medicina do 
trabalho ao logo dos anos vem sendo objeto de estudo de 
pesquisadores que buscam descrever o impacto das 
atividades à saúde dos trabalhadores. Em 1700 a obra “De 
MorbisArtificumDiatriba” - As Doenças dos Trabalhadores, 
de Bernardino Ramazzini na Itália descreve mais de 100 
profissões o os riscos relacionados a cada profissão. Ao 
longo do tempo o processo produtivo sofreu 
transformações, surgiram novas atividades e, 
conseqüentemente novos riscos foram inseridos no 
processo do trabalho. Já sabido que as profissões podem 
comprometer a saúde do trabalhador, atualmente 
discutimos o risco de cada atividade, estudando formas de 
eliminar ou controlar estes riscos nos ambientes de 
trabalho, diminuindo assim os impactos à saúde dos 
trabalhadores. 
De acordo com a NR-9, consideram-se riscos 
ambientais os agentes químicos, físicos, biológicos existentes 
nos ambientes de trabalho. Estes agentes são capazes de 
causar danos à saúde e à integridade física do trabalhador, 
em função de sua natureza, concentração, intensidade, 
sensibilidade e tempo de exposição. 
 
Classificamos a seguir os agentes de riscos 
ambientais: 
 
Agentes Físicos: Consideram-se agentes físicos as 
diversas formas de energia a que possam estar expostos 
os trabalhadores, tais como: ruído, vibrações, pressões 
Instituição de Ensino Charles Babbage 22 
null
null
null
null
null
null
null
null
 
 
 
 
 
Estude mais em: www.uniorka.com.br-Portal 
do aluno. 
Bom estudo! 
 
Legislação e normas técnicas do trabalho 
anormais, temperaturas extremas, radiações ionizantes, 
radiações ionizantes, bem como o infra-som e o ultra-som. 
 
Agentes Químicos: Consideram-se agentes químicos as 
substâncias, compostos ou produtos que possam penetrar 
no organismo pela via respiratória, nas formas de poeiras, 
fumos, névoas, neblinas, gases ou vapores, ou que, pela 
natureza da atividade de exposição, possam ter contato ou 
ser absorvido pelo organismo através da pele ou por 
ingestão. 
 
Agentes Biológicos: Consideram-se agentes biológicos as 
bactérias, fungos, bacilos, parasitas, protozoários, vírus, 
entre outros. 
As condições desfavoráveis nos locais de trabalho, 
como o ruído excessivo, o excesso de calor ou frio, a 
exposição a produtos químicos e as vibrações, entre outros, 
provocam tensões no trabalhador, causando desconforto e 
originando acidentes.Agentes De Risco 
 
Agentes 
Físicos 
Agentes Químicos Agentes 
Biológicos 
- Ruído 
- Vibrações 
mecânicas 
-Temperaturas 
extremas 
- Pressões 
anormais 
- Radiações 
ionizantes 
- Gases 
- Vapores 
- 
Aerodispersóides: 
poeiras, fumos, 
névoas e 
neblinas. 
- Vírus 
-Fungos e 
bacilos 
- Parasitas 
 
 
Quando os riscos ambientais estão presentes no 
ambiente dentro dos limites de tolerância, controlados, 
podemos dizer que o ambiente de trabalho é salubre, pois a 
ação dos riscos ambientais está controlada. Os limites de 
tolerância são níveis em que o trabalhador poderá estar 
exposto ao agente sem prejuízos a sua saúde. Como 
exemplo pode citar o ruído. Consideramos, para este agente, 
o LT (Limite de Tolerância) de 85 dB, dentro de uma jornada 
de 8 horas, se o trabalhador está atuando nestas condições 
então sua exposição ocupacional está controlada, dentro dos 
limites permitidos. Quando, porém, os agentes de risco não 
estão controlados, tornam-se agentes patogênicos, pois 
poderão desencadear doenças ocupacionais. 
 
Cada agente patogênico é capaz de desenvolver uma 
ou mais doenças, conforme sua natureza e tempo de 
exposição do trabalhador durante a jornada de trabalho e ao 
longo dos anos. Estudaremos no próximo capítulo, os 
impactos que os agentes de risco podem causar na saúde 
dos trabalhadores caso não estejam controlados nos 
ambientes laborais. 
 
 
 
 
O objetivo principal deste é facilitar ao Técnico em 
Segurança do Trabalho a compreensão da legislação e 
normas que regem as relações da Segurança e Saúde no 
Trabalho.Com este fim, serão apresentados a origem, 
conceitos básicos, hierarquia das leis, e as relações entre 
as diversas áreas do Direito como a Segurança e Saúde no 
Trabalho. 
Instituição de Ensino Charles Babbage 23 
-Radiações 
não- 
ionizantes 
 
 
http://www.uniorka.com.br-/
http://www.uniorka.com.br-/
null
null
null
null
null
null
null
null
null
null
Levando em consideração que todas as decisões 
referentes à Segurança e Saúde no Trabalho dependem de 
leis e normas pré-estabelecidas, apresentamos conceitos 
referentes a legislação, bem como as principais áreas do 
Direito que estão ligadas a Segurança e Saúde no 
Trabalho, a saber: 
 
Direitos humanos e organização internacional do 
trabalho (oit),constituição brasileira, consolidação das leis 
trabalhistas, normas regulamentadoras, legislação 
previdenciária, direito civil, direito penal. 
 
 
MTE 
 
Ministério do Trabalho e Emprego 
 
O Ministério do Trabalho e Emprego possui uma site 
especializado em Serviços e informações do Ministério do 
Trabalho ao publico. Contendo informações de Legislação, 
Normas Regulamentadoras, Portarias - Leis – Convenções, 
Consulta de Habilitação do Seguro-Desemprego, Histórico - 
Contato - Empregado Resgatado, Convenção Coletiva - 
Acordo Coletivo - Solicitação entre outros. Como também 
link direto para todo cidadão requerer seus direitos de 
trabalhador como CAT e aviar sugestões e denuncias. Um 
portal completo para todo trabalhador com lista completa de 
informações atualizadas de toda legislação trabalhista. 
 
Superintendência Regional do Trabalho e Emprego 
SRTE/MT - Mato Grosso 
 
Oferece serviços como: 
 
Assistência ao Trabalhador 
 
• Habilitação ao Seguro – desemprego; 
• Emissão de CTPS; 
• Registro Profissional; 
• Registro e Autenticação de Documentos; 
• Recebimento RAIS e CAGED. 
 
Relações Trabalhistas 
 
• Intermediação de conflitos coletivos; 
• Conciliação de conflitos individuais; 
• Assistência nas rescisões contratuais; 
• Registro de instrumentos coletivos; 
• Orientação sobre o processo de autorização de trabalho a 
estrangeiros; 
• Mesas de negociação; 
• Pró – Dignidade. 
Inspeção do Trabalho 
 
• Fiscalização; 
• Orientações trabalhistas; 
• Multas e recursos; 
• Combate às formas degradantes de trabalho; 
• Orientação institucional do PAT; 
• GECTIPA - Grupo Especial de Combate ao Trabalho Infantil 
e Proteção ao Trabalhador Adolescente. 
 
Gestão Institucional 
 
• Assessoria Jurídica 
• Comunicação Social 
• Assessoria ao Gabinete 
• Desenvolvimento de Recursos Humanos 
• Administração de Pessoal 
• Planejamento Estratégico 
• Informatização 
• Gerenciamento de Serviços Gerais 
 
Conceitos Importantes 
O que é legislação? 
É um conjunto de leis com valor jurídico, nos planos 
nacional e internacional, para assegurar estabilidade 
governamental e segurança jurídica às relações sociais 
entre cidadãos, instituições e empresas. E no Brasil, 
Estado Democrático de Direito (Estado no qualhá a 
exigência de reger-se por normas democráticas, e a 
sociedade política é baseada numa Constituição escrita), a 
legislação é originária de processo legislativo que a 
constrói, a partir de uma sucessão de atos, fatos e decisões 
políticas, econômicas e sociais. 
 
O que é LEI? 
 
 
Lei é a fonte principal do Direito. A lei é a forma 
moderna de produçãodo Direito Positivo. É ato do Poder 
Legislativo, que estabelece normas de acordo com os 
interesses sociais (NADER,1996). E se a lei for omissa? 
Se a lei for omissa deve-se recorrer aos outros elementos, 
considerados fontes acessórias de Direito, que estão 
contidos no Art° 4° da Lei de Introdução ao código Civil : a 
analogia, os costumes e os princípios gerais de direito. 
De acordo com Washington de Barros Monteiro 
(1985), "lei é um preceito comum e obrigatório, emanado do 
poder competente e provido de sançâo". Essa definição de 
lei é analisada pelo autor em seus diversos elementos: 
 
Instituição de Ensino Charles Babbage 24 
null
null
null
a) Preceito comum - dirige-se, indistintamente, a todos os 
membros da coletividade, sem distinção de ninguém; 
Será total se recair sobre todo o projeto, e parcial se atingir 
parte deste, porém abrangendo texto integral de artigo, 
parágrafo, inciso ou alínea (Art° 66, § 2° da Constituição 
Federal). 
Promulgação é uma declaração formal do Chefe do 
Executivo da existência da lei. A promulgação é obrigatória, 
cabendo-a ao Presidente da República, mesmo no caso de 
leis decorrentes de veto rejeitado (Art°. 66, § 5° da 
Constituição Federal). Se ele não o fizer dentro de 48 horas, o 
presidente do Senado a promulgará, e, se este também não o 
fizer, em igual prazo, caberá ao vice-presidente do Senado 
fazê-lo (Art° 66, § 7° da Constituição Federal). 
Publicação da lei constitui instrumento através do qual se 
transmite a promulgação aos destinatários da lei, de forma a 
torná-la conhecida pelos que têm que aplicá-la ou obedecer 
aos seus ditames. 
 
A publicação é condição para a lei entrar em vigor e 
tornar-se eficaz. Realiza-se pela inserção da lei promulgada 
no Diário Oficial. Quem a promulga deve determinar sua 
publicação. 
 
Concluída a fase de 
elaboração da lei, 
depois de votada, 
 
 
 
Com a publicação da lei, fixa-se a sua existência, passando a 
ser identificada pela numeração que recebe e pela data da 
promulgação. Mas a sua vigência, a sua qualidade 
impositiva, está sujeita a regras especiais. 
Caso não conste nos dispositivos da própria lei a 
data de sua entrada em vigor, prevalece o princípio do prazo 
único ou simultâneo estabelecido no Art° 1° da Lei de 
Introdução ao Código Civil (Decreto-Lei n° 4.657, de 4 de 
setembro de 1942), o qual determina que, à falta de 
disposição expressa em contrário, a lei começa a vigorar 
em todo o País, 45 dias depois de oficialmente publicada. 
 
Hierarquia das Leis 
 
 
 
 
 
 
b) Obrigatório - ninguém se subtrai ao seu tom imperativo 
e a seu campo de ação; 
 
c) A lei deve emanar do poder competente - se provier de 
órgão incompetente, perde a obrigatoriedade e, portanto, 
deixa de ser direito. 
 
Formação da lei 
 
O processo legislativo é estabelecido pela 
Constituição Federal e se desdobra nas seguintes etapas: 
apresentação de projeto, exame das comissões, discussão 
e aprovação,revisão, sanção, promulgação e publicação 
(NADER, 1996). 
 
Como são as etapas de formação das leis? 
 
A iniciativa da Lei compete a qualquer membro da 
comissão da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal, 
ao Presidente da República, ao Supremo Tribunal Federal, 
aos Tribunais Superiores, ao Procurador-Geral da República 
e aos cidadãos. A seguir, o projeto passa para o exame 
pelas comissões parlamentares, vincula-se às comissões 
de acordo com a matéria a ser tratada, tanto na Câmara dos 
Deputados como no Senado. É indispensável a aprovação 
nas duas Casas. 
Para revisão do projeto de Lei, este pode ser 
apresentado na Câmara ou no Senado Federal. Se iniciar no 
Senado, a Câmara funcionará como Casa Revisora e vice- 
versa, com as circunstâncias de que os projetos 
encaminhados pelo Presidente da República, Supremo 
Tribunal Federal e Tribunais Federais serão apreciados 
primeiramente pela Câmara dos Deputados. Após ser 
aprovado pela Casa revisora deverá será encaminhado à 
Presidência da República para sanção, promulgação e 
publicação; caso seja rejeitado, será arquivado; se 
apresentar emenda, retornará para a Casa de origem para 
novo estudo. Se rejeitado novamente, será arquivado. 
Sanção é o ato pelo qual o Executivo manifesto sua 
concordância à lei elaborada pelo Legislativo. Esta é elemento 
essencial à existência da lei e sua antítese natural é o veto, 
que constitui o modo de o Chefe do Executivo exprimir sua 
discordância com o projeto aprovado pelo Legislativo, por 
entendê-lo inconstitucional ou contrário ao interesse público. 
Instituição de Ensino Charles Babbage 25 
 
null
null
 
No que tange a HIERARQUIA, as leis dividem-se 
em constitucionais, complementares e ordinárias. 
 
Leis Constitucionais: São as mais importantes, por 
conterem os elementos estruturais da nação e a definição 
fundamental dos direitos do homem, considerado como 
indivíduo e como cidadão. A Constituição Federal esta acima 
de todas. 
Leis Complementares: São aquelas votadas pela 
legislatura ordinária, porém destinadas à regulamentação dos 
textos constitucionais. A lei complementar sobrepõe-se à 
ordinária, de tal forma que a lei ordinária não pode revogar a 
complementar, nem contrariar as suas disposições. 
 
Leis Ordinárias: São as que emanam dos órgãos que a 
Constituição investiu da função legislativa. Em nossa 
organização política, compete ao Poder Legislativo fazer as 
leis, com a colaboração do Poder Executivo. 
 
Diferenças entre lei complementar e lei ordinária 
 
 
Existem duas diferenças básicaslei ordinária e lei 
complementar: uma quanto ao processo legislativo, formal, e 
outra quanto à matéria tratada, material. No que tange ao 
processo legislativo a diferença reside unicamente no 
"quorum" de aprovação. 
 
→As leis complementares são aprovadas por maioria 
absoluta (artigo 69 da Constituição Federal), ou seja, pelo 
voto favorável de mais da metade dos membros da casa 
legislativa. 
 
→As leis ordinárias podem ser aprovadas por maioria relativa 
e até por maioria simples, que é a mais simples das maiorias 
relativas, em consonância com a regra do artigo 47 da 
Constituição Federal: deliberação tomada por maioria relativa 
aos que votaram (mais da metade dos votos), desde que 
esteja presente, no mínimo, a maioria absoluta dos que 
teriam direito a votar (mais da metade dos membros da 
casa). 
 
No que tange à matéria tratada: 
 
 
→ A Lei complementar o campo é sempre especificado 
expressamente pela Constituição, mediante expressões 
como: "nos termos de lei complementar", "lei complementar 
disporá sobre", "estabelecido (ou regulado) por lei 
complementar" e similares, que aparecem em diversos 
lugares do texto constitucional. Exemplo: 
 
Art. 43. Para efeitos administrativos, a União poderá 
articular sua ação em um mesmo complexo 
geoeconômico e social, visando a seu desenvolvimento e 
à redução das desigualdades regionais. 
 
§ 1º - Lei complementar disporá sobre: - as condições 
para integração de regiões em desenvolvimento; 
 
II - a composição dos organismos regionais que 
executarão, na forma da lei, os planos regionais, 
integrantes dos planos nacionais de desenvolvimento 
econômico e social, aprovados juntamente com estes. 
 
→A Lei ordinária tem campo material residual, ou seja, cabe- 
lhe dispor sobre todas as matérias restantes não atribuídas 
expressamente à lei complementar, podendo a Constituição, 
no entanto, expressamente, deixar acessível alguma matéria à 
lei ordinária, o que faz quando diz "a lei definirá", "nos termos 
de lei", "fixado por lei" e locuções similares. 
Exemplo: § 2º do artigo 40 da Constituição Federal 
 
Art. 42 Os membros das Polícias Militares e Corpos de 
Bombeiros Militares, instituições organizadas com base 
na hierarquia e disciplina, são militares dos Estados, do 
Distrito Federal e dos Territórios. 
 
§ 2º Aos pensionistas dos militares dos Estados, do 
Distrito Federal e dos Territórios aplica-se o que for fixado 
em lei específica do respectivo ente estatal 
 
Lei Delegada - É alicerçada pelos artigos 59, IV e 68 da 
Constituição Federal. A diferença em relação as outras leis é 
que o Poder Legislativo, conforme a abrangência e os limites 
por este estabelecidos, autoriza o Poder executivo a 
normatizar determinado assunto para casos de relevância e 
urgência, quando a produção de uma lei ordinária levaria 
muito tempo para dar uma resposta à situação. O chefe do 
executivo solicita a autorização, e o poder legislativo, fixa o 
conteúdo e os termos de seu exercício. Depois de criada a lei 
pelo chefe do e, numa autêntica delegação de competência. 
 
Medidas Provisórias - Não possui natureza jurídica de lei, 
sendo apenas dotada de força de lei. É adotada em caso de 
relevância e urgência pelo Presidente da República, com força 
de lei, devendo submetê-las de imediato ao Congresso 
Instituição de Ensino Charles Babbage 26 
 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_ordin%C3%A1ria
null
Nacional. A previsão legal encontra-se no art. 62 da 
Constituição Federal. 
 
Decretos Legislativos - Utilizado nas hipóteses de 
competência exclusiva do Congresso Nacional, e encontra-se 
alicerçado no art. 49 da Constituição Federal. No entanto, as 
regras sobre seu procedimento não estão previstas na 
Constituição Federal, mas sim no regimento interno. 
 
Resoluções - Utilizada nas hipóteses de competência 
privativa da Câmara, do Senado ou do Congresso Nacional. 
(art. 51 e 52 da CF). As regras sobre seu procedimento estão 
previstas no regimento interno. 
 
Em relação a organização federativa as leis dividem-se 
em federais, estaduais e municipais. Não se trata de 
escalonamento hierárquico, mas de uma distribuição 
segundo as matérias que a Constituição Federal atribui à 
competência das pessoas jurídicas de direito público interno, 
à União, aos Estados e aos Municípios. 
 
Leis federais: São as votadas pelo Congresso Nacional, 
com aplicação normal a todo território da nação, salvo 
aquelas que por motivo especial se restringem a uma parte 
dele. 
 
Leis estaduais: São as que votam as Assembleias 
Legislativas de cada Estado da Federação, com aplicação 
restrita à circunscrição territorial respectiva. 
 
Leis municipais: São as que as Câmaras de Vereadores 
aprovam e só vigem nos limites territoriais dos respectivos 
municípios. 
A lei maior é a Constituição Federal, a lei fundamental. 
Depois, vêm as leis federais ordinárias; em terceiro lugar, a 
Constituição Estadual; em seguida, as leis estaduais 
ordinárias e, por último, as leis municipais. Surgindo conflito 
entre elas, observar-se-á essa ordem de precedência quanto 
à sua aplicação. 
 
Vamos saber como surgiram as Leis que hoje 
tutelam a Segurança no Trabalho? 
 
Direitos Humanos e Organização Internacional do 
Trabalho (Oit) 
 
O berço da legislação que tutela a Segurança e Saúde 
no trabalho é a OrganizaçãoInternacional do Trabalho - OIT. 
Esta foi criada pela Conferência de Paz após a Primeira 
Guerra Mundial. A sua Constituição converteu-se na Parte 
XIII do Tratado de Versalhes. A partir da Revolução 
Industrial, os problemas relacionados com a saúde do 
trabalhador intensificam-se. As doenças do trabalho e as 
condições de trabalho deploráveis aumentaram 
proporcionalmente ao crescimento dos meios de produção. 
Em 1919,a Organização Internacional do Trabalho -OIT, 
e com o advento do Tratado de Versalhes, objetivando 
uniformizar as questões trabalhistas, a superação das 
condições subumanas do trabalho e o desenvolvimento 
econômico, adotou seis convenções destinadas à proteção 
da saúde e à integridade física dos trabalhadores o que se 
refere a limitação da jornada de trabalho, proteção à 
maternidade, trabalho noturno para mulheres, idade mínima 
para admissão de crianças e o trabalho noturno para 
menores. Em 1944, à luz dos efeitos da Grande Depressão a 
da Segunda Guerra Mundial, a OIT adotou a Declaração da 
Filadélfia como anexo da sua Constituição. A Declaração 
antecipou e serviu de modelo para a Carta das Nações 
Unidas e para a Declaração Universal dos Direitos Humanos. 
A Organização Internacional do Trabalho funda-se no 
princípio de que a paz universal e permanente só pode 
basear-se na justiça social. Fonte de importantes conquistas 
sociais que caracterizam a sociedade industrial, a OIT é a 
estrutura internacional que torna possível abordar estas 
questões e buscar soluções que permitam a melhoria 
das condições de trabalho no mundo. 
 
Constituição Brasileira 
 
 
 
Afinal, o que é constituição? 
 
 
É a lei fundamental de um 
Estado, ou seja, é o conjunto de 
normas que organiza os 
elementos constitutivos de um 
Estado. É a lei maior de um país e todas as outras leis devem 
seguir os preceitos nela elencados. 
Em alguns países, as emanações jurídicas 
fundamentais dispostas pela Declaração Universal dos 
Direitos Humanos são aproveitadas na Constituição, ao ponto 
daquela poder ser até considerada como sua mentora ou 
matriz desta. E a Constituição Brasileira promulgada em 1988 
segue os princípios elencados na Declaração Universal dos 
Direitos Humanos. 
Instituição de Ensino Charles Babbage 27 
 
Quantas Constituições o Brasil já teve? 
Constituições Brasileiras 
 
→Promulgadas, ou seja, que derivam do trabalho de uma 
Assembleia Nacional (1891, 1934, 1946 e 1988). 
 
→Outorgadas, ou seja, são as elaboradas e estabelecidas 
sem a participação popular, através do poder da época 
(1824,1937, 1967 e EC n.°01/1969). 
 
Importante saber! 
 
 
→Norma jurídica – é a conduta exigida ou o modelo imposto 
de organização social. (NADER, 1996) 
 
Direito Constitucional 
 
 
Direito constitucional é o ramo do direito público 
interno dedicado à análise e interpretação das normas 
constitucionais. Ressaltando que as normas constitucionais 
são Leis Supremas de um Estado soberano. 
 
Classificação da Constituição Brasileira de 1988 
 
 
A Constituição Brasileira de 1988 apresenta a seguinte 
classificação: 
 
Formal – consubstanciada de forma escrita; 
 
Escrita – é codificada e sistematizada em um único 
documento; 
 
Legal – lei fundamental de uma sociedade; 
 
Dogmática – se apresenta como produto escrito e 
sistematizado por um órgão constituinte. 
 
Promulgada (democrática, popular) – origina-se do 
trabalho de uma Assembleia Nacional Constituinte composta 
por representantes do povo. 
 
Rígida – é uma constituição escrita que pode ser alterada por 
um processo mais solene e dificultoso do queo existente para 
a edição das demais espécies normativas. 
 
Analítica- examina e regulamenta todos os assuntos que 
entendam relevantes à formação, destinação e 
funcionamento do Estado. 
 
 
conceito e conteúdo dos princípios constitucionais 
Importante saber! 
 
 
Princípio jurídico- é o alicerce, a base do ordenamento. Ele 
contém as orientações, as diretrizes que devem ser seguidas 
por todo o Direito. Os princípios constitucionais fundamentais 
são de natureza variada. No entanto, vejamos à expressiva 
lição de Gomes Canotilho e Vital Moreira: . 
 
“Princípios fundamentais visam essencialmente definir e 
caracterizar a coletividade política e o Estado e enumerar 
as principais opções político-constitucionais”. 
 
Relevam a sua importância capital no contexto da 
Constituição e observam que os artigos que os consagram 
“constituem por assim dizer a síntese ou matriz de todas as 
restantes normas constitucionais, que àquelas podem ser 
direta ou indiretamente reconduzidas” (MORAES,2005). 
 
Comunicação do Acidente 
 
De acordo com o art.22 da Lei 8214/91, a empresa 
deverá comunicar o acidente do trabalho à Previdência Social 
até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência e, em caso 
de morte, de imediato, à autoridade competente, sob pena de 
multa variável entre o limite mínimo e o limite máximo do 
salário-de-contribuição, sucessivamente aumentada nas 
reincidências. 
Da comunicação de acidente do trabalho receberão 
cópia fiel o acidentado ou seus 
dependentes, bem como o 
sindicato a que corresponda a 
sua categoria. Na falta de 
comunicação por parte da 
empresa, podem formalizá-la o 
próprio acidentado, seus 
dependentes, a entidade 
sindical competente, o médico que o assistiu ou qualquer 
autoridade pública, não prevalecendo o prazo previsto de um 
dia. 
A empresa não se exime de sua responsabilidade pela 
comunicação do acidente feita pelos terceiros acima 
citados.Os sindicatos e as entidades de classe poderão 
acompanhar a cobrança das multas, pela Previdência Social. 
O estudo desta disciplina tem como objetivo facilitar ao 
Técnico em Segurança do Trabalho a compreensão das 
normas regulamentadoras que regem as relações da 
Segurança e Saúde no Trabalho. Com esta finalidade serão 
Instituição de Ensino Charles Babbage 28 
null
null
null
apresentadas as NRs e definições para melhor entendimento 
de cada norma regulamentadora. Ressalta-se que na 
apresentação de cada NR estão os artigos da CLT nos quais 
estão alicerçadas a referidas normas regulamentadoras. 
 
Normas Regulamentadoras 
 
 
NR1 – DISPOSIÇÕES GERAIS – (Art. 154 a 159 da CLT). 
Estabelece o campo de aplicação de todas as Normas 
Regulamentadoras de Segurança e Medicina do Trabalho 
Urbano, bem como os direitos e obrigações do governo, dos 
empregados e dos trabalhadores no tocante a este tema 
específico. 
 
Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho (SSST) é o 
órgão de âmbito nacional competente em conduzir as 
atividades relacionadas com a segurança e saúde 
ocupacional. Essas atividades incluem a Campanha Nacional 
de Prevenção de Acidentes do Trabalho (Canpat), o 
Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) e ainda a 
fiscalização do cumprimento dos preceitos legais e 
regulamentares sobre segurança e saúde ocupacional, em 
todo o território nacional. 
 
Delegacia Regional do Trabalho (DRT) é o órgão 
deve recorrer em caso de ter dúvidas sobre como 
proceder em situações de acidentes de trabalho ou 
problemas relacionados. Este órgão é competente para: 
adotar medidas necessárias à fiel observância dos preceitos 
legais e regulamentares sobre segurança e medicina do 
trabalho, inclusive orientar os empregadores sobre a correta 
implementação das NRs; impor as penalidades cabíveis por 
descumprimento dos preceitos legais; embargar obra ou 
interditar estabelecimento; notificar as empresas, 
estipulando prazos para eliminação e/ou neutralização de 
insalubridade; atender requisições judiciais para realização 
de perícias sobre segurança e medicina ocupacional nas 
localidades onde não houver médico do trabalho ou 
engenheiro de segurança do trabalho registrado no MTE. O 
trabalho de fiscalização da DRT pode ser delegado a outros 
órgãos federais, mediante convênio autorizado pelo 
Ministério do Trabalho e Emprego.Empregador segue a definição adotada pela CLT, a saber: 
Art. 2º - Considera-se empregador a empresa, individual ou 
coletiva, que, assumindo os riscos da atividade econômica, 
admite, assalaria e dirige a prestação pessoal de serviço 
Empregado segue a definição adotada pela CLT, a saber: 
Art. 3º - Considera-se empregado toda pessoa física que 
prestar serviços de natureza não eventual a empregador, 
sob a dependência deste e mediante salário. 
 
Empresa para fins de aplicação das NRs é o 
estabelecimento ou o conjunto de estabelecimentos, 
canteiros de obra, frente de trabalho, locais de trabalho e 
outras, constituindo a organização, que é utilizado pelo 
empregador para atingir seus objetivos. 
 
Estabelecimento é cada uma das unidades da empresa, 
podendo funcionar em lugares diferentes, tais como: fábrica, 
refinaria, usina, escritório, loja, oficina, depósito, laboratório. 
 
Setor de serviço é a menor unidade administrativa ou 
operacional compreendida no mesmo estabelecimento. 
 
Canteiro de obra é a área do trabalho fixa e temporária, 
onde se desenvolvem operações de apoio e execução à 
construção, demolição ou reparo de uma obra. 
 
Frente de trabalho é a área de trabalho móvel e temporária, 
onde se desenvolvem operações de apoio e execução à 
construção, demolição ou reparo de uma obra. 
 
Local de trabalho é a área onde são executados os 
trabalhos. 
 
DO EMPREGADOR. Cumprir e fazer cumprir 
as disposições legais e regulamentares sobre 
segurança e saúde ocupacional. Elaborar 
ordens de serviço (procedimentos, instruções, 
padrões, entre outros documentos internos de 
empresa) sobre segurança e saúde 
ocupacional, dando conhecimento aos empregados, com os 
seguintes objetivos: 
-Adotar medidas para eliminar ou neutralizar atividades ou 
operações insalubres bem como as condições inseguras de 
trabalho; 
- Estabelecer requisitos internos de segurança e saúde 
ocupacional de forma a minimizar a ocorrência de atos 
inseguros e melhorar o desempenho do trabalho; 
- Divulgar as obrigações e proibições que os empregados 
devam conhecer e cumprir; 
- Determinar os procedimentos que deverão ser adotados em 
caso de acidente do trabalho e doenças profissionais ou do 
trabalho; 
Instituição de Ensino Charles Babbage 29 
null
null
null
-Adotar requisitos de segurança e saúde ocupacional 
estabelecidos pelos documentos técnicos e legais; 
-Informar aos empregados que serão passíveis de punição, 
pelo descumprimento das ordens de serviço expedidas. 
Submeter-se aos exames médicos estabelecidos no 
Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional 
(PCMSO) da empresa; 
Colaborar com a empresa na aplicação das NRs. 
Ressaltando que constitui ato faltoso, sujeito a penalidade, a 
recusa injustificada do empregado ao cumprimento dos itens 
acima relacionados.(Ver art.482 da CLT) 
 
Penalidades previstas na legislação a serem aplicadas ao 
empregado que não atender aos requisitos de segurança 
e saúde ocupacional estabelecidos pela legislação e pelo 
empregador: 
 
Embora a ação prevencionista deva valorizar a 
conscientização, vale frisar que a legislação garante ao 
empregador ação disciplinar em quatro etapas, caso os 
procedimentos de segurança sejam ignorados pelo 
empregado: advertência oral; advertência escrita; suspensão 
sem pagamento; dispensa por “justa causa”. 
 
Penalidades previstas na legislação a serem aplicadas ao 
empregador que não atender aos requisitos de segurança 
e saúde ocupacional estabelecidos pela legislação e pelo 
empregador: O não-cumprimento das disposições legais e 
regulamentares sobre segurança e saúde ocupacional 
acarretará ao empregador a aplicação das penalidades 
previstas na legislação pertinente, incluindo multas, embargos 
e interdição conforme previsto na NR3 - Embargo ou 
Interdição e NR 28 - Fiscalização e Penalidades. 
 
NR 2 - inspeção prévia – (Artigos 160 e 161 da CLT) - 
Estabelece as situações em que as empresas deverão 
solicitar ao MTE a realização de inspeção prévia em seus 
estabelecimentos, bem como a forma de sua realização. 
 
Procedimento da empresa antes de início suas atividades 
econômicas: Todo estabelecimento novo, antes de iniciar 
suas atividades, deverá solicitar aprovação de suas 
instalações ao Órgão Regional do MTE, isto é, a Delegacia 
Regional do Trabalho (DRT). 
 
Certificado de aprovação de instalações (cai): Documento 
emitido pela DRT, órgão regional do MTE, após realizar a 
inspeção prévia nas instalações. O modelo de CAI está 
previsto na NR 2. O CAI se aplica aos estabelecimentos 
novos e sempre que ocorrerem modificações substanciais 
nas instalações e/ou nos equipamentos de seu(s) 
estabelecimento(s). É facultado às empresas submeter à 
 
Informar aos trabalhadores: 
 
1. Os riscos profissionais que possam originar-se nos locais 
de trabalho; 
2. Os meios para prevenir e limitar tais riscos e as medidas 
adotadas pela empresa; 
3. Os resultados dos exames médicos e de exames 
complementares de diagnóstico aos quais os próprios 
trabalhadores forem submetidos; 
4. Os resultados das avaliações ambientais realizadas nos 
locais de trabalho. 
Permitir que representantes dos trabalhadores 
acompanhem a fiscalização dos preceitos legais e 
regulamentares sobre segurança e medicina do trabalho. 
 
Como o empregador deve evidenciar o atendimento dos 
requisitos técnicos e legais previstos nas nrs e outros 
documentos: 
Para fins de fiscalização, perícias e auditorias, o 
empregador deve evidenciar o atendimento aos requisitos 
técnicos e legais por meio de documentos, registros de 
treinamentos e outras formas rastreáveis, inclusive 
eletrônicas. 
Vale destacar que, ocorrendo acidente com vítima 
que desencadeie processo na Justiça (civil/criminal), contra o 
empregador, será exigida comprovação do atendimento dos 
requisitos técnicos e legais. 
 
Responsabilidades do empregado: Caberá ao empregado 
obedecer aos requisitos técnicos e legais estabelecidos pela 
legislação, além dos procedimentos escritos e boas práticas 
estabelecidas e comunicadas pelo empregador. 
 
Os seguintes aspectos devem ser considerados: 
 
Cumprir as disposições legais e regulamentares sobre 
segurança e saúde ocupacional, inclusive as ordens de 
serviço expedidas pelo empregador; 
 Usar o Equipamento de Proteção Individual (EPI), o 
Equipamento de Proteção Coletiva (EPC) e métodos de 
trabalho fornecidos e estabelecidos pelo empregador; 
Instituição de Ensino Charles Babbage 30 
null
null
 
 
Estude mais em: www.uniorka.com.br-Portal do 
aluno. 
Bom estudo! 
 
Organização Técnica Administrativa 
apreciação prévia da DRT, órgão regional do MTE, os 
projetos de construção e respectivas instalações. 
 
Objetivo do certificado aprovação das instalações: A 
inspeção prévia e a declaração de instalações previstas na 
NR 2 constituem os elementos capazes de assegurar que o 
novo estabelecimento inicie suas atividades livre de riscos de 
acidentes e/ou de doenças do trabalho. 
 
Amparo legal para emissão do cai: A empresa que não 
atender ao disposto naqueles itens fica sujeita ao 
impedimento de seu funcionamento, conforme estabelece o 
artigo 160 da CLT, até que seja cumprida a exigência deste 
artigo. 
O que fazer quando não for 
possível realizar inspeção prévia 
antes do início das operações do 
novo estabelecimento: Uma 
declaração das instalações do 
estabelecimento novo, conforme modelo 
previsto na NR 2, deverá ser 
encaminhada a DRT, órgão regional do MTE. 
 
NR3 - Embargo ou interdição - Trata do embargo ou 
interdição pela Delegacia Regional do Trabalho conforme o 
caso, à vista de laudo técnico do serviço competente que 
demonstre grave e iminente risco para o trabalhador, poderá 
interditar estabelecimento, setor de serviço, máquina ou 
equipamento, ou embargar a obra. 
 
 
 
 
Você conhecerá nesta disciplina as principaistécnicas e 
estratégias para desenvolvimento do trabalho dentro de uma 
boa administração dos fatores que envolvem os diferentes 
recursos nas empresas. 
 
Organizações 
A principio tem-se que pensar - O que caracteriza uma 
organização? 
Segundo Maximiano (1992) "uma organização é uma 
combinação de esforços individuais que tem por finalidade 
realizar propósitos coletivos. Por meio de uma organização 
torna-se possível perseguir e alcançar objetivos que seriam 
inatingíveis para uma pessoa. Uma grande empresa ou uma 
pequena oficina, um laboratório ou o corpo de bombeiros, um 
hospital ou uma escola são todos exemplos de organizações." 
Uma organização é formada pelo soma de pessoas, máquinas 
e outros equipamentos, recursos financeiros e outros. A 
organização então é o resultado da combinação de todos 
estes elementos orientados a um objetivo comum. A qualidade 
é o resultado de um trabalho de organização. 
As organizações são uma forma de instituição, 
predominante em nossa sociedade altamente especializada e 
interdependente. Elas passam por todos os aspectos da vida 
moderna e envolvem atenção, tempo e energia de numerosas 
pessoas. Possuem uma estrutura interna e interagem com 
outras organizações. “São concebidas como unidades sociais 
(ou agrupamentos humanos) intencionalmente construídas e 
reconstruídas, a fim de atingir objetivos específicos”. 
Exemplos: Corporações, Exércitos, Escolas, Hospitais, 
Igrejas, etc... Uma organização tem um objetivo, uma meta, e 
para que este seja alcançado com mais eficiência, é 
necessário que haja uma relação estável entre as pessoas, 
sendo estas relações sociais estáveis criadas 
deliberadamente, para atingir determinado fim. Existe um tipo 
específico de organização, as chamadas organizações 
formais, “constituem uma forma de agrupamento social, que é 
estabelecido de uma maneira deliberada ou proposital para 
alcançar um objetivo específico... é caracterizada 
principalmente pelas regras, regulamentos e estrutura 
hierárquica que ordenam a relação entre seus membros”. 
Isto estabelece um relacionamento formal entre as 
pessoas, reduzindo as imprevisibilidades do comportamento 
humano, regulando as relações entre as pessoas e facilitando 
a administração da organização. Dentre as organizações 
formais existem as chamadas organizações complexas. 
Devido ao seu grande tamanho ou à natureza complicada das 
operações (como os hospitais e universidades), sua estrutura 
e processo apresentam alto grau de complexidade. 
A convergência dos esforços entre as partes 
componentes (departamentos, seções) é dificultada por 
fatores como a diferenciação das características pessoais e ao 
enorme tamanho da organização. 
 
Conhecendo um pouco sobre empresas 
Instituição de Ensino Charles Babbage 31 
http://www.uniorka.com.br-/
http://www.uniorka.com.br-/
null
null
null
null
 
Algumas considerações importantes quando 
mencionamos empresas vistas como organizações sociais 
são: Na moderna sociedade, quase todo processo produtivo é 
realizado nas organizações. Assim, nossa sociedade pode ser 
caracterizada por uma sociedade de organizações. O homem 
passa a maior parte de sua vida nas organizações. 
Existem três razões que explicam a existência das 
organizações: 
 
Razões sociais: as pessoas necessitam se relacionar. 
Através das organizações que os indivíduos satisfazem-se 
socialmente; 
 
Razões materiais: as pessoas se organizam para aumentar 
suas habilidades, comprimir o tempo requerido para atingir um 
objetivo e adquirir conhecimento através do compartilhamento 
de informações; 
 
Razões sinergético: duas ou mais pessoas conseguem 
produzir mais atuando conjuntamente do que individualmente. 
 
O Papel Social Das Organizações: 
 
 
• Melhoram a qualidade de vida das pessoas; 
• Contribuem para a evolução do conhecimento de um povo; 
• Permitem uma organização social melhor. 
 
 
Conceito de organização 
 
 
Organizações são unidades sociais intencionalmente 
constituídas para atingir objetivos comuns; 
Uma organização nunca constitui uma unidade pronta e 
acabada, mas um organismo social vivo e sujeito a mudanças. 
 
Tipos de organizações 
 
 
Organizações lucrativas: Organizações que perseguem 
objetivos lucrativos. Ex.: Empresas (industriais comerciais e 
financeiras). 
 
Organizações não lucrativas: Organizações que perseguem 
objetivos não lucrativos. Ex.: Governo, ONG, instituições 
filantrópicas, etc. 
 
Características da empresa 
 
 
• São orientadas para o lucro. 
• Assumem riscos que envolvem tempo, recursos, dinheiro e 
esforços. 
• São dirigidas por uma filosofia de negócios, visando sua 
vitalidade econômica. 
• São avaliadas sob o ponto de vista contábil. 
• São reconhecidas como negócios. 
• São propriedades privadas (limitada ou anônima). 
• Empresas como sistema abertos: 
As empresas atum como um sistema aberto onde 
recebe insumos do ambiente, processam e devolvem para o 
ambiente produto e serviços acabados. 
 
 
Objetivos das empresas: 
 
 
• Proporcionar satisfação das necessidades de bens e 
serviços da sociedade; 
• Proporcionar emprego produtivo para todos os fatores de 
produção; 
• Aumentar o bem-estar da sociedade por meio do uso 
econômico dos fatores de recursos; 
• Proporcionar um retorno justo aos fatores de entrada; 
• Proporcionar um clima em que as pessoas possam satisfazer 
uma porção de necessidades humanas. 
 
Os níveis das empresas 
 
 
Nível institucional: É o nível estratégico, composto por 
diretores, acionistas ou autos executivos; 
 
Nível intermediário: é o nível que cuida da articulação interna 
entre os níveis institucional e operacional; 
 
Nível operacional: É o nível que está ligado à execução das 
tarefas. 
 
Contexto organizacional atual: 
• Competitividade; 
• Novos desenhos organizacionais; 
• Fonte de vantagem competitiva; 
• Melhoria de desempenho; 
• Novos estilos de gestão; 
• Envolvimento de empregado. 
Apesar do sentimento de que o mundo mudou muito 
nos últimos anos, estamos apenas iniciando um novo 
processo de mudanças ao entrar no Século XXI. Diante do 
conteúdo posto até agora as organizações devem seguir uma 
nova lógica para que sobreviva ao mercado e estas são: 
Instituição de Ensino Charles Babbage 32 
null
null
null
null
null
null
null
null
null
null
null
null
null
null
null
 
1. Cadeias de comando mais curtas. 
2. Menos unidade de comando. 
3. Amplitudes de controle mais amplas. 
4. Mais participação 
5. Staff como consultor e não como executor. 
6. Ênfase nas equipes de trabalho. 
7. A organização como um sistema de unidades de negócio 
interdependentes. 
8. Infraestrutura. 
9. Abrandamento dos controles externos às pessoas. 
10. Foco no negócio básico e essencial (core business). 
11. Consolidação da economia do conhecimento 
 
 
As organizações focadas no futuro e no seu destino 
estão sintonizadas com os seguintes desafios: 
 
1. Globalização: visão global do negócio para mapear a 
concorrência e avaliar a posição relativa dos produtos e 
serviços. O benchmarking deixou de ser local ou regional. O 
refrão é pensar globalmente e agir localmente. 
 
2. Pessoas: preocupação em educar, treinar, motivar, liderar 
as pessoas incutindo-lhes o espírito empreendedor e 
oferecendo-lhes uma cultura participativa ao lado de 
oportunidades de plena realização pessoal. A organização 
indica os objetivos que pretende alcançar, focaliza a missão 
e visão e oferece oportunidades de crescimento que 
fortaleçam seu negócio. Pessoas são parceiros e 
colaboradores e não funcionários batedores de cartão de 
ponto. 
 
3. Cliente: capacidade de conquistar, manter e ampliar a 
clientela. As organizações bem sucedidas têm intimidade 
com o cliente, conhecem as mutáveis características, 
necessidades e aspirações de sua clientela. 
 
4. Produtos/serviços: necessidade de diferenciar produtos 
e serviços em termos de qualidadee atendimento. Os P&S 
estão ficando cada vez mais parecidos – verdadeiras 
commodities. A vantagem competitiva consiste em agregar 
elementos adicionais como qualidade e atendimento para 
diferenciá-los em relação aos concorrentes. 
 
5. Conhecimento: na Era da Informação o recurso 
organizacional mais importante – o capital financeiro – cede 
o pódio para o capital intelectual. É o conhecimento e sua 
aplicação que permite captar a informação disponível para 
todos e transformá-la em oportunidade de novos P&S antes 
que os concorrentes o façam. 
 
6. Resultados: necessidade 
de fixar objetivos e perseguir 
resultados, reduzindo custos e 
aumentando receitas. Visão do 
futuro e focalização em metas 
a serem alcançadas são 
imprescindíveis. 
 
7. Tecnologia: necessidade de avaliar e de atualizar a 
organização para acompanhar e aproveitar os progressos 
tecnológicos. Organizações excelentes não são as que detêm 
a tecnologia mais avançada, mas aquelas que sabem extrair o 
máximo de suas tecnologias atuais. O preparo e a capacitação 
das pessoas estão por trás disso. 
 
Estratégias Organizacionais 
 
 
Estratégia é hoje uma das palavras mais utilizadas na 
vida empresarial e encontra-se abundantemente presente quer 
na literatura da especialidade, quer nos textos mais comuns, 
mesmo de âmbito jornalístico. À primeira vista parece tratar-se 
de um conceito estabilizado, de sentido consensual e único, 
de tal modo que, na maior parte das vezes, entende-se ser 
escusada a sua definição. 
Contudo, um pouco de atenção ao sentido em que a 
palavra é usada permite, desde logo, perceber que não existe 
qualquer uniformidade, podendo o mesmo termo referir-se a 
situações muito diversas. Se para uma leitura apressada esse 
fato não traz transtornos, para o estudante destas matérias e 
mesmo para os gestores têm por função definir ou redefinir 
estratégias e implantá-las nas organizações, a definição 
rigorosa do conceito que têm de operacionalizar é o primeiro 
passo para o êxito dos seus esforços. Estratégia é uma 
palavra que deriva do grego strategos, que significa general no 
comando das tropas. O seu uso já era comum há cerca de 500 
anos a.C. Com o tempo, o significado de strategos foi 
evoluindo e passou a incluir habilidades gerenciais, além das 
puramente militares. 
O termo estratégia, com a sua origem no militarismo, 
tornaram-se muito comum nas diversas áreas do mercado. No 
período que antecedeu Napoleão Bonaparte, estratégia 
significava arte ou ciência de conduzir forças militares para 
derrotar o inimigo ou abrandar os resultados da derrota. De 
acordo com Clavell, Sun Tzu* foi um dos inspiradores da visão 
estratégica adotada por Bonaparte. 
Instituição de Ensino Charles Babbage 33 
 
null
null
null
null
null
null
null
null
null
Em 1782, A Arte da Guerra foi traduzida pela primeira 
vez para o francês. Há uma lenda - que diz ter sido esse 
livrinho a chave do sucesso e arma secreta de Napoleão. 
Certamente Napoleão usou os conhecimentos de Sun Tzu 
para conquistar a maior parte da Europa. Foi apenas quando 
deixou de segui-los que foi derrotado. A essência do 
pensamento de Sun Tzu sobre estratégia pressupõe o 
conhecimento da pesquisa de mercado, a análise dos pontos 
fortes e fracos e das ameaças a serem enfrentadas. 
Transportando a sua reflexão para a "guerra empresarial", nos 
dias de hoje, podemos verificar que uma empresa que define a 
sua estratégia no autoconhecimento e na investigação 
permanente do ambiente competitivo é capaz de escolher uma 
estratégia em condições de superar os oponentes, através de 
um posicionamento diferenciado, que consiste em se 
aproveitar da própria força que pode anular ou derrotar o 
concorrente, desde que a visão contemple um olhar de fora 
para dentro. "Se conhecemos o inimigo e a nós mesmos, não 
precisamos temer o resultado. Se nos conhecemos, mas não 
ao inimigo, para cada vitória sofremos uma derrota. Se não 
nos conhecemos nem ao inimigo, sucumbiremos em todas as 
batalhas." A estratégia como uma orientação coerente de 
marketing ressalta a intimidade com a estratégia empresarial, 
bem como a sua escolha, a partir de uma visão bottom-up. 
Retomando o curso da história, foi só no final do século 
XVIII que o termo estratégia teve seu significado ampliado à 
política e à economia. Sua utilização na área empresarial deu- 
se a partir da Revolução Industrial. Na área de gestão 
empresarial, a palavra foi adotada em 1947 por Von Newmann 
e Morgenstein, em um livro 
sobre teoria dos jogos. O 
assunto e a palavra são, de 
certo, vastos e polêmicos, com 
uma polissemia que atravessa 
a história. Existem múltiplas 
definições sobre estratégia que 
foram incorporadas ao seu repertório semântico ao longo do 
tempo. Alguns exemplos ajudam a esclarecer a evolução do 
conceito e suas interpretações: para Von Newmann e 
Morgenstein, estratégia é uma série de ações tomadas por 
uma empresa e definidas de acordo com uma situação 
particular. Segundo Drucker, é a análise da situação presente 
e a sua mudança, se necessário. 
Já Ansoff descreve-a como a regra para tomar 
decisões determinadas pelo escopo produto/mercado, vetor de 
crescimento, vantagem competitiva e sinergia. Na visão de 
Ackoff, a estratégia está preocupada com os objetivos de 
longo prazo e os meios para alcançá-los, e que afetam o 
sistema como um todo. Michael Porter, o principal artífice do 
estudo sobre estratégia, e que é a base da articulação de 
pensamento deste ensaio, é axiomático em suas posições. 
Considerado o mais influente especialista em estratégia 
empresarial da atualidade, Porter deflagrou uma revolução 
intelectual na gestão das empresas. Conceitos como 
estratégia competitiva e vantagem competitiva vêm dominando 
o mundo dos negócios. 
A tese de Porter é que a noção que fundamenta o 
conceito de estratégias genéricas (custo, diferenciação e 
enfoque) é que a vantagem competitiva está no âmago de 
qualquer estratégia, e para obtê-la é preciso que uma empresa 
- faça uma escolha (trade off) - se uma empresa deseja obter 
uma vantagem competitiva, ela deve fazer uma escolha sobre 
o tipo de vantagem competitiva que busca obter e sobre o 
escopo dentro do qual irá alcançá-la. Ser "tudo para todos" é 
uma receita para a mediocridade estratégica e para um 
desempenho abaixo da média, pois normalmente significa que 
uma empresa não tem absolutamente qualquer vantagem 
competitiva. 
Estratégia é criar uma posição exclusiva e valiosa, 
envolvendo um diferente conjunto de atividades. Se houvesse 
apenas uma única posição ideal, não haveria necessidade de 
estratégia. As empresas enfrentariam um imperativo simples - 
ganhar a corrida para descobrir e se apropriar da posição 
única. Ser diferente, ocupar uma posição não explorada e 
assumir uma personalidade de valor único. São os 
ingredientes de um posicionamento estratégico defendidos por 
Porter: 
Afinal, a essência do posicionamento estratégico 
consiste em escolher atividades diferentes daquelas dos rivais. 
Se os mesmos conjuntos de atividades fossem os melhores 
para produzir todas as variedades de produtos, para satisfazer 
a todas as necessidades e para ter acesso à totalidade dos 
clientes, as empresas simplesmente se alternariam entre elas 
e a eficácia operacional determinaria o desempenho. Em 
estratégia, o tudo é nada. O menos é mais. Ser diferente, 
focalizar uma escolha e demarcar uma posição única no 
mercado faz parte da excelência estratégica empresarial. 
 
A origem militar da estratégia 
 
 
Há 2500 anos SunTzu escreveu um livro extraordinário, 
na China, chamado A Arte da Guerra. Ele nos ensina que o 
mérito supremo consiste em quebrar a resistência do inimigo 
sem lutar. Ainda mais importante, A Arte da Guerra1 mostra 
com grande clareza como tomar a iniciativa e combater o 
Instituição de Ensino Charles Babbage 34 
 
null
nullnull
null
inimigo: qualquer inimigo. Sun Tzu escreveu: se você se 
conhece e ao inimigo, não precisa temer o resultado de uma 
centena de combates. As verdades de Sun Tzupodem, da 
mesma forma, mostrar o caminho da vitória em todas as 
espécies de conflitos comerciais comuns, batalhas em salas 
de diretoria e na luta diária pela sobrevivência, que todos 
enfrentamos. 
Outra figura relevante foi o general prussiano Carl 
vonClausewitz que, através da sua grande obra Da Guerra 
(1832), conseguiu expor suas idéias fundamentais sobre 
estratégia. Esta grande obra merece agora mais do que 
nunca, toda a atenção dos modernos estrategistas do mundo 
empresarial por realizar a façanha ímpar de proporcionar 
novas formas de organizar o pensamento em uma época 
turbulenta e oferecer um norte seguro para o mapeamento da 
estratégia em um ambiente instável. Negócios não são 
guerra. A ocasional declaração em contrário, destinada a 
destacar o calor da batalha na concorrência empresarial, é 
uma hipérbole jornalística tolerável. Negócios e guerra podem 
ter muitos elementos em comum, mas como fenômenos totais 
permanecerão distintos para sempre pela natureza diversa e 
inconciliável das forças que lhes dão origem e dos resultados 
que engendram. 
É impossível conceber atividades empresariais sem a 
criação de valor para benefício da sociedade ou sem o desejo 
das pessoas de nela se engajar produtivamente. Hoje, isso é 
mais verdadeiro do que nunca. Tradicionalmente dominado 
por grandes empresas, o mundo dos negócios se tornou o 
palco prioritário da criatividade de cidadãos que buscam a 
independência econômica e a vibração do mercado. Nada 
disso se encontra na guerra. 
 
A estratégia nos negócios 
 
 
Embora tudo tenha começado com o livro sobre 
estratégia de Igor Ansoff, em 1965, a difusão do conhecimento 
sobre o assunto intensificou-se apenas a partir dos anos de 
1970. Seguiu-se então uma explosão de demanda por livros e 
serviços do que passou a denominar-se planejamento 
estratégico. Mais recentemente passou-se para uma nova 
fase, onde não é mais usada a palavra planejamento, ficando 
só a palavra estratégia com conceitos amadurecidos pelo 
tempo. Em pouco tempo, acumulou-se grande quantidade de 
conhecimentos e hoje há uma enorme bibliografia disponível. 
O grande motor dessa evolução rápida foi o crescente nível de 
exigências das empresas, que queriam cada vez mais 
embasamento para orientar suas ações, proteger sua posição 
no mercado e crescer. 
Nos últimos anos, os executivos passaram a viver mais 
intensamente o problema da definição das estratégias de suas 
empresas; não estavam mais se contentando com o 
planejamento estratégico proposto por especialistas. Os 
estudiosos do assunto tiveram de desenvolver melhor os 
conceitos básicos e aprofundar seus conhecimentos para 
poder resolver problemas específicos. Uma estratégia de 
negócio tem diversas características específicas. O processo 
de formulação da estratégia não resulta em qualquer ação 
imediata. Em vez disso, estabelece as direções gerais nas 
quais a posição da empresa crescerá e se desenvolverá. 
Portanto, a estratégia deve ser usada, em seguida, para gerar 
projetos estratégicos através de um processo de busca. O 
papel da estratégia, nessa busca, é primeiro o de focalizar a 
atenção em áreas definidas pela estratégia e, em segundo 
lugar, o de excluir as possibilidades não identificadas que 
sejam incompatíveis com a estratégia. 
 
O conceito moderno de estratégia 
 
 
O conceito moderno de estratégia nos leva a pensar 
que, no momento da formulação de estratégias, não é 
possível enumerar todas as possibilidades de projetos que 
serão identificadas. Portanto, a formulação de estratégias 
deve basear-se em informações bastante agregadas, 
incompletas e incertas a respeito de classes de alternativas. 
Quando a busca identifica alternativas específicas, a 
informação mais precisa e menos agregada que se tornar 
disponível poderá lançar dúvidas sobre a prudência da 
escolha original da estratégia. Portanto, o uso apropriado da 
estratégia exige feedback estratégico. Uma vez que tanto a 
estratégia quanto os objetivos são utilizados para filtrar 
projetos, eles parecem ser semelhantes. Não entanto, são 
distintos. Os objetivos representam os fins que a empresa está 
tentando alcançar, enquanto a estratégia é o meio para 
alcançar esses fins. Os objetivos são regras de decisão de 
nível mais alto. Uma estratégia que é válida sob um conjunto 
de objetivos pode perder sua validade quando os objetivos da 
organização são alterados. 
A estratégia e os objetivos são intercambiáveis, tanto 
em momentos diferentes quanto em níveis diversos de uma 
organização. Assim, alguns atributos de desempenho (ex.: 
participação no mercado) podem ser um objetivo da empresa 
num momento e também podem ser sua estratégia em outro 
momento. Além do mais, à medida que os objetivos e a 
estratégia são elaborados por toda uma organização, surge 
uma relação hierárquica típica: os elementos de estratégia 
num nível gerencial mais elevado tornam-se objetivos de um 
Instituição de Ensino Charles Babbage 35 
nível mais baixo. Em resumo, estratégia é um conceito fugaz 
e um tanto abstrato. Sua formulação tipicamente não produz 
qualquer ação produtiva concreta imediata na empresa. Acima 
de tudo, é um processo dispendioso, tanto em termos de 
dinheiro quanto do tempo da administração. Como a 
administração é uma atividade pragmática e voltada para 
resultados, torna-se preciso fazer uma pergunta: um conceito 
abstrato, como o de estratégia, é uma contribuição útil para o 
desempenho da empresa? 
Um observador empresarial treinado é capaz de 
identificar uma estratégia específica na maioria das empresas 
bem-sucedidas. Entretanto, embora sejam identificáveis em 
muitos casos, freqüentemente as estratégias não são 
explicitadas. Ou são um conceito privado, compartilhado 
somente pelos mais altos administradores, ou apresentam um 
sentido difuso, compreendido em termos genéricos, mas 
raramente verbalizado, de um fim comum a toda a empresa. 
 
Ferramentas Administrativas 
 
 
Antes de falarmos sobre ferramentas que podem ser 
usadas para facilitar o fluxo das atividades administrativas 
torna-se importante pincelar sobre estruturas organizacionais 
e anexas que a envolvem. Delineamento da estrutura é a 
atividade que tem por objetivo criar uma estrutura para uma 
empresa ou então aprimorar a existente. Naturalmente, a 
estrutura organizacional não é estática, o que poderia ser 
deduzido a partir de um estudo simples de sua representação 
gráfica: o organograma. A estrutura organizacional é bastante 
dinâmica, principalmente quando são considerados os seus 
aspectos informais provenientes da caracterização das 
pessoas que fazem parte de seu esquema. 
A estrutura organizacional deve ser delineada, 
considerando as funções de administração como um 
instrumento para facilitar o alcance dos objetivos 
estabelecidos. De acordo com o autor Ackoff, o planejamento 
organizacional deveria estar voltado para os seguintes 
objetivos: 
- Identificar as tarefas físicas e mentais que precisam ser 
desempenhadas; 
- Agrupar as tarefas em funções que possam ser bem 
desempenhadas e atribuir sua responsabilidade a pessoas ou 
grupos, isto é, organizar funções e responsabilidades; 
 
Proporcionar aos empregados de todos os níveis: 
- Informação e outros recursos necessários para trabalhar de 
maneira tão eficaz quanto possível, incluindo feedback sobre o 
seu desempenho real; 
- Medidas de desempenho que sejam compatíveis com os 
objetivos e metas empresariais; 
- Motivação para desempenhar tão bem quanto possível. 
 
 
No desenvolvimento de uma estrutura organizacional 
devem-se considerar os seus componentes, condicionantes e 
níveis de influência. Na mesma forma que quando de sua 
implantação (e respectivos ajustes),é muito importante o 
processo participativo de todos os funcionários da empresa, 
visando a uma maior integração e motivação. E, finalmente, é 
necessário avaliar a estrutura organizacional implantada, 
principalmente quanto ao alcance dos objetivos estabelecidos, 
bem como, as influências dos aspectos formais e informais na 
empresa. Entre os fatores internos que influenciam a natureza 
da estrutura organizacional da empresa, segundo Peter 
Drucker, contam-se: 
 
• A natureza dos objetivos estabelecidos para a empresa e 
seus membros; 
• As atividades operantes exigidas para realizar esses 
objetivos; 
• A seqüência de passos necessária para proporcionar os 
bens ou serviços que os membros e clientes desejam ou 
necessitam; 
• As funções administrativas a desempenhar; 
• As limitações da habilidade de cada pessoa na empresa, 
além das limitações tecnológicas; 
• As necessidades sociais dos membros da empresa; 
• O tamanho da empresa. 
Drucker, também considera os elementos e as mudanças 
no ambiente externo que são também forças poderosas que 
dão forma à natureza das relações externas. 
Mas para o estabelecimento de uma estrutura 
organizacional, considera-se como mais adequada a análise 
de seus componentes, condicionantes e níveis de influência, 
conforme apresentado a seguir. 
 
Elementos Da Estrutura Organizacional 
 
 
Com vistas no delineamento da Estrutura Organizacional, 
Eduardo P. G. Vasconcelos, apresenta os elementos: 
• componentes da estrutura organizacional; 
• condicionantes para a formação e adaptação; 
• níveis de influência existentes na estrutura. 
Instituição de Ensino Charles Babbage 36 
null
null
null
null
Fator condicionante da estrutura organizacional 
Fator Humano 
Todo executivo deve trabalhar com e através de 
pessoas. E estas pessoas realizam os trabalhos que permitem 
que os objetivos estabelecidos sejam alcançados. 
A eficiência de uma estrutura depende de sua qualidade 
intrínseca e do valor e da integração dos homens que ela 
organiza. Portanto, no desenvolvimento de uma estrutura 
organizacional eficiente deve-se levar em consideração o 
comportamento e os conhecimentos das pessoas que terão de 
desempenhar as funções que lhes serão atribuídas. 
De acordo com J. P. Simeray, o coeficiente humano que 
pondera a qualidade da estrutura é produto dos seguintes 
fatores: 
• O valor dos homens; 
• O conhecimento que eles possuem da estrutura; 
• Sua motivação para fazê-lo funcionar da melhor forma 
possível. 
Henry Fayol enumera que são necessárias determinadas 
qualidades humanas cuja importância aumenta à medida que 
a pessoa sobe na hierarquia. Ele considera as seguintes 
capacidades: 
• Técnica; 
• De comando; 
•Administrativa; 
• De cooperação; 
• De integração. 
Para que as atividades de uma organização aconteçam a 
contento e satisfaçam o cliente é importante estar sempre 
atento ao fluxo dos processos que envolvem. 
 
Problemas 
 
 
Problemas... Eis a questão! 
DO PROBLEMA 
Do ponto de vista de processo pode-se dizer que: 
 
 
 
 
Os problemas relacionam-se com resultados ou efeitos, 
portanto, com os produtos dos processos que não atingem 
desempenhos considerados satisfatórios pelo cliente, seja ele 
interno ou externo. Podem referir-se ao ciclo do tempo, ao 
custo ou às próprias características do produto exigidas pelos 
clientes. Dizem respeito a “software”, a “hardware”, a materiais 
processados, a serviços, ou à combinação deles. Podem se 
referir a itens de controle do desempenho e da conformidade 
de processos ou a itens de controle da qualidade ou 
adequação do produto. 
Neste conceito, entretanto, há uma palavra-chave que 
define problema; o termo “indesejável”. Para analisar, 
solucionar, ou mesmo reduzir os efeitos indesejáveis de um 
problema, a aplicação do Método Científico é apropriada. 
 
 
 
Como pensar? Pensamento divergente e convergente 
 
 
No Método Científico para Análise e Solução de 
Problemas, o grupo deve ter habilidades para utilizar duas 
formas distintas de pensar: 
 
- Pensamento divergente - amplia o universo de observação 
de maneira a abranger o maior número possível de opções. O 
pensamento divergente é útil para aumentar a quantidade de 
opções a serem analisadas; 
 
- Pensamento convergente - trata o universo de observação 
de forma a reduzir a variabilidade, afinizandoidéias, 
agrupando, relacionando e priorizando aquelas que são 
consideradas “poucas, mas vitais”; tem a ação de se 
concentrar ou focar no grupo de idéias mais significativas. 
 
-Pensamento criativo e empírico- Assim também, no 
tocante a forma de criar novas opções, pode desenvolver 
idéias baseados em resultados de medições, isto é, baseados 
em dados ou fatos, ou gerar idéias baseados em sentimentos 
ou opiniões. Estas são as características das seguintes formas 
de pensar: 
 
Pensamento criativo - baseado em opiniões, em 
sentimentos, em inspiração; baseia-se no “acho que”, “penso 
que”, “sinto que”; 
Quando utilizarmos pessoas que estão diretamente 
ligadas aos problemas por força do trabalho ou do 
conhecimento, elas são extremamente capazes de propor 
 
 
Instituição de Ensino Charles Babbage 
“PROBLEMA É QUALQUER RESULTADO INDESEJÁVEL DE 
UMA ATIVIDADE OU PROCESSO” 
37 
null
null
null
null
null
null
idéias ou sugestões baseadas em sentimentos e inspirações 
que emergem de sua experiência. É o pensamento criativo, 
importante quando desejamos ampliar o universo de 
observação. 
Uma forma de se usar o pensamento criativo, ampliando 
o universo observável, é a utilização de “brainstorming” ou 
“brainwriting”. Aí todas as idéias, em princípio, são válidas. 
 
Pensamento empírico - baseado em fatos que se originam 
de resultados de medidas feitas nos processos. 
Entretanto, quando se está buscando tomar decisões, 
não devemos usar pensamentos criativos. Decisões só devem 
ser tomadas baseadas em fatos ou em dados que justifiquem 
sua adoção. O pensamento empírico auxilia na redução deste 
universo permitindo a tomada de decisão com bases factuais. 
 
Raciocínio lógico - expandir e focar 
 
 
O raciocínio lógico pode ser comparado com uma 
sanfona. Hora se expande hora se foca nas observações, 
numa seqüência lógica contínua, buscando a aplicação de 
todas as fases do Método. Em todas as fases do Método 
científico surge a necessidade de utilizarmos pensamentos 
convergentes, às vezes criativos e às vezes empíricos. 
 
Elementos para solução dos problemas 
 
 
Na utilização do MÉTODO CIENTÍFICO, determinados 
elementos são de extrema relevância porque contribuem para 
efetividade do processo. 
São eles: 
• Aos dados e as informações; 
• As ferramentas; 
• O método estruturado; 
• O trabalho em equipe. 
 
Os Dados e as Informações 
 
 
Aos dados devem ser colocados, analisados, grupados, 
estratificados, de maneira a se constituírem em informação. A 
informação é sempre o resultado de uma análise de dados. As 
observações dos Grupos de Trabalho devem recair sobre 
dados relacionados ao tempo, ao local, ao tipo de produto, e 
ao tipo de sintoma. A pesquisa e a coleta de dados históricos 
devem anteceder a qualquer outra coleta, desde que eles 
sejam confiáveis e demonstrem não serem tendenciosos. É 
em geral a partir desses dados que os caminhos de análise e 
solução dos problemas são priorizados. 
Perguntas devem nortear os Grupos de Trabalho na 
busca de evidências que sirvam de base para análise de 
causas e efeitos. A Tabela 4 indica exemplos de questões que 
podem ser propostas pelos Grupos de Trabalho na coleta de 
dados. Os dados devem ser observados sob grande variedade 
de prismas de investigação para que possam ser analisados 
de forma abrangente e consistente tornando-se informações 
confiáveis capazes de sustentar hipóteses e teorias. Um dado 
para ser considerado confiável tem que atender a três 
características essenciais: 
• Ter sido coletado por operadorhabilitado; 
• Através de método referenciado; 
• Utilizando equipamento calibrado. 
Uma das dificuldades na coleta de dados é a definição 
do tamanho da amostra que deve ser coletada. Se a amostra 
for pequena pode não ser significante para sustentar a análise 
dos dados. Uma coleta de dados significativa, em geral, 
acarreta tempo. Muitos executivos esperam resultados a curto 
prazo por não terem consciência deste fato. Um projeto que 
utiliza o MÉTODO CIENTÍFICO precisa alocar tempo para 
esta atividade. Por isto os projetos demandam tempo, em 
geral de 6 (seis) a 12 (doze) meses. 
Antes da coleta de dados, o Grupo de Trabalho de 
Trabalho deve ser capaz de esclarecer as seguintes questões: 
Qual o dado que se deseja coletar? 
Que tamanho de amostra é considerada significativa para ser 
analisada? 
Qual a grandeza a ser considerada para dimensionar o 
tamanho da amostra? 
Tempo de coleta, quantidade de elementos, local, posição, 
outra característica específica? 
 
As Ferramentas 
 
 
As ferramentas da qualidade são elementos 
fundamentais no método científico. Os Grupos de Trabalho 
devem estar habilitados para sua utilização. Quando isto não 
ocorre, cabe ao líder buscar, junto ao facilitador, os meios para 
prover os treinamentos que habilitem os membros de sua 
equipe a utilizarem as ferramentas da forma certa. A 
efetividade do Grupo de Trabalho implica eficiência e eficácia. 
Se houver necessidade, o Grupo de Trabalho pode 
lançar mão de consultores e especialistas na utilização de 
ferramentas e técnicas especiais. 
 
O método estruturado e o trabalho em equipe 
 
 
Instituição de Ensino Charles Babbage 38 
null
null
null
null
null
null
null
39 
 
 
Estude mais em: www.uniorka.com.br-Portal do 
aluno. 
Bom estudo! 
 
Psicologia Do Comportamento Humano 
A forma de utilização do método estruturado é outra 
variável importante para efetividade dos grupos de trabalho 
nos projetos de melhoria. a utilização de raciocínio lógico e 
natural deve ser feita de forma estruturada com muita 
disciplina. não devem ser queimadas etapas. aqui vale o que 
a forma de utilização do método estruturado é outra variável 
importante para efetividade dos grupos de trabalho nos 
projetos de melhoria. a utilização de raciocínio lógico e natural 
deve ser feita de forma estruturada com muita disciplina. não 
devem ser queimadas etapas. aqui vale o antigo ditado: 
Sem a utilização de métodos estruturados as equipes 
podem fracassar na coleta de dados, na análise dos dados, na 
busca de informações ou na formulação de teorias, 
prejudicando e complicando o atendimento da missão 
recebida. Além das habilidades na utilização das ferramentas, 
os membros dos grupos de trabalho devem estar preparados 
para trabalhar em equipe e lidar com as diferenças de ponto 
de vista. há que se buscar sinergia, comunicação e muita 
disciplina, sem prejudicar o nível de participação e 
envolvimento das pessoas com a missão recebida. neste 
sentido, a utilização do método estruturado, em trabalho de 
equipe, é fator de sucesso. 
Em algumas organizações, grupos são designados para 
cumprir missões em projetos de melhoria e não habilitam seus 
membros para atuarem, como equipe, na utilização 
estruturada do método científico. como conseqüência, as 
equipes, apesar de comprometidas com a missão, levanta 
dados, formulam hipóteses e não sabem o que fazer com eles. 
muitas vezes começam a tomar ações antes de completar o 
ciclo de análise e solução mascarando os efeitos. não raro 
portam um grande número de dados que não ajudam na 
solução e formulam aquela pergunta óbvia. 
 
 
 
 
Introdução à psicologia 
 
 
“O importante e bonito do mundo é isso: que as 
pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram 
terminadas, mas que elas vão sempre mudando. Afinam e 
desafinam.” 
Grande Sertão Veredas- Guimarães Rosa 
 
 
Muitas vezes ouvimos a palavra psicologia e a usamos 
no nosso dia-a-dia com diversos sentidos. Chamamos essa 
psicologia quando empregada no cotidiano de psicologia de 
senso comum. Mas o que seria o senso comum? A pessoa 
normalmente tem um domínio mesmo que pequeno e 
superficial do conhecimento acumulado pela psicologia 
científica, o que lhes permite explicar ou compreender seus 
problemas cotidianos de um ponto de vista psicológico. 
No entanto é preciso compreender que há uma 
diferença fundamental entre a psicologia do senso comum e a 
científica. Esta última entende os fatos buscando sua 
compreensão, elucidação e reflexão a partir de seu estudo 
sistemático o que define essencialmente sua diferença pra 
primeira psicologia, a do senso comum que se baseia nos 
fatos cotidianos acumulados ao longo do tempo e 
retransmitido de geração em geração, mas que não tem 
nenhuma comprovação cientifica. Então o senso comum e a 
ciência buscam entender os fatos da realidade, mas por 
caminhos diferentes. 
Segundo Bock, 2002, a psicologia como ciência é de 
difícil definição e exige maior tempo de estudo pra sua 
compreensão. Este material é apenas uma introdução para 
que o aluno possa ter noções básicas de entendimento da 
disciplina que se baseia na visão da psicologia cientifica nos 
temas aqui abordados. Caso queira buscar aprofundamento 
nos temas aqui trabalhados poderá buscar a bibliografia 
indicada no final do material. Como se disse anteriormente, 
um conhecimento para ser científico requer um objeto de 
estudo específico. No caso da Psicologia o seu objeto de 
estudo não é fácil definir devido a diversidade de campos 
teóricos que possui mas resumidamente pode – se afirmar que 
seu objeto de estudo se constitui no homem e a sua 
subjetividade. 
Segundo a autora, devido ao seu objeto de estudo ser o 
homem, isto se constitui para numa dificuldade, pois é difícil 
para este se separar de seu objeto de estudo. Esta 
diversidade de objetos da psicologia é atribuída pela sua 
recente constituição enquanto ciência pois seu surgimento 
data do final do século 19 o que determina um número de 
teorias por serem acabadas e definidas. 
A psicologia cientifica nasce quando, de acordo com os 
padrões de ciência do século 19, Wundt preconiza a psicologia 
“sem alma”. O conhecimento tido como cientifico passa a ser 
então aquele produzido nos laboratórios com instrumentos de 
Instituição de Ensino Charles Babbage 
http://www.uniorka.com.br-/
http://www.uniorka.com.br-/
null
observação e medição. A partir de então a Psicologia se 
desliga da Filosofia e passa a se unir mais com a Medicina, 
pois esta possui método de investigação rigoroso de 
construção de conhecimento. Essa psicologia se constituiu de 
3 escolas – Associacionismo, Estruturalismo e Funcionalismo. 
A matéria prima da Psicologia é o homem em todas as 
suas dimensões: as visíveis (nosso comportamento) e as 
invisíveis (nossos sentimentos), as singulares (por que somos 
o que somos) e as genéricas (por que somos todos assim) - é 
o homem-corpo, homem-pensamento, homem-afeto, homem- 
ação e tudo isso está sintetizado no termo subjetividade. A 
subjetividade é a síntese singular e individual que 
desenvolvemos à medida que crescemos e experienciamos o 
campo social e cultural. Esta síntese nos identifica como seres 
únicos e ao mesmo tempo nos iguala por vivenciarmos as 
experiências no coletivo social. 
 
Portanto, Bock, 2002 define subjetividade como: 
 
 
(...) é o mundo das idéias, significados e emoções 
construído internamente pelo sujeito a partir de suas relações 
sociais, de suas vivencias e de sua constituição biológica; é 
também, fontes de suas manifestações afetivas e sociais. 
Cabe ressaltar que a subjetividade não é inata ao 
individuo, isto é, ele não nasce com ela. Esta subjetividade é 
construída aos poucos à medida que vai experimentando o 
convívio social e cultural, se apropriando dos conhecimentos 
transmitidos por cada geração familiar e também na sua 
atuação sobre o mundo e sobre asem 1978 o TEM – Ministério do Trabalho e 
Emprego instituiu as Normas Regulamentadoras do Trabalho. 
 
 
Normas regulamentadoras 
 
 
 
As Normas Regulamentadoras, também conhecidas 
como NR’s, regulamentam e fornecem orientações sobre 
procedimentos obrigatórios relacionados à medicina e 
segurança no trabalho no Brasil. Como anexos da 
Consolidação das Leis do Trabalho, são de observância 
obrigatória por todas as empresas. Atualmente existem 35 
Normas Regulamentadoras: 
• Norma Regulamentadora Nº 01 - Disposições Gerais 
 
• Norma Regulamentadora Nº 02 - Inspeção Prévia 
 
• Norma Regulamentadora Nº 03 - Embargo ou Interdição 
 
• Norma Regulamentadora Nº 04 - Serviços Especializados 
em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho 
 
 
Instituição de Ensino Charles Babbage 3 
null
null
null
null
null
null
Será estudado em Normas Regulamentadoras
• Norma Regulamentadora Nº 05 - Comissão Interna de 
Prevenção de Acidentes 
• Norma Regulamentadora Nº 06 - Equipamentos de 
Proteção Individual - EPI 
• Norma Regulamentadora Nº 07 - Programas de Controle 
Médico de Saúde Ocupacional 
• Norma Regulamentadora Nº 08 - Edificações 
 
• Norma Regulamentadora Nº 09 - Programas de Prevenção 
de Riscos Ambientais 
• Norma Regulamentadora Nº 10 - Segurança em 
Instalações e Serviços em Eletricidade 
• Norma Regulamentadora Nº 11 - Transporte, 
Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais 
• Norma Regulamentadora Nº 12 - Segurança no Trabalho 
em Máquinas e Equipamentos 
• Norma Regulamentadora Nº 13 - Caldeiras e Vasos de 
Pressão 
• Norma Regulamentadora Nº 14 - Fornos 
 
• Norma Regulamentadora Nº 15 - Atividades e Operações 
Insalubres 
• Norma Regulamentadora Nº 16 - Atividades e Operações 
Perigosas 
• Norma Regulamentadora Nº 17 - Ergonomia 
 
• Norma Regulamentadora Nº 18 - Condições e Meio 
Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção 
• Norma Regulamentadora Nº 19 - Explosivos 
 
• Norma Regulamentadora Nº 20 - Segurança e Saúde no 
Trabalho com Inflamáveis e Combustíveis. 
• Norma Regulamentadora Nº 21 - Trabalho a Céu Aberto 
 
• Norma Regulamentadora Nº 22 - Segurança e Saúde 
Ocupacional na Mineração 
• Norma Regulamentadora Nº 23 - Proteção Contra 
Incêndios 
• Norma Regulamentadora Nº 24 - Condições Sanitárias e de 
Conforto nos Locais de Trabalho 
• Norma Regulamentadora Nº 25 - Resíduos Industriais 
 
• Norma Regulamentadora Nº 26 - Sinalização de Segurança 
• Norma Regulamentadora Nº 27 - Revogada pela Portaria 
GM n.º 262, 29/05/2008 
• Registro Profissional do Técnico de Segurança do Trabalho 
no MTB 
• Norma Regulamentadora Nº 28 - Fiscalização e 
Penalidades 
• Norma Regulamentadora Nº 29 - Norma Regulamentadora 
de Segurança e Saúde no Trabalho Portuário 
• Norma Regulamentadora Nº 30 - Norma Regulamentadora 
de Segurança e Saúde no Trabalho Aquaviário 
• Norma Regulamentadora Nº 31 - Norma Regulamentadora 
de Segurança e Saúde no Trabalho na Agricultura, Pecuária 
Silvicultura, Exploração Florestal e Aquicultura 
• Norma Regulamentadora Nº 32 - Segurança e Saúde no 
Trabalho em Estabelecimentos de Saúde 
• Norma Regulamentadora Nº 33 - Segurança e Saúde no 
Trabalho em Espaços Confinados 
• Norma Regulamentadora Nº 34 - Condições e Meio 
Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção e 
Reparação Naval. 
• Norma Regulamentadora Nº 35 - Trabalho em Altura. 
 
 
Conceito de segurança do trabalho 
 
 
Denominamos a Segurança do Trabalho como um 
conjunto de medidas preventivas que visam a saúde, a 
integridade física e o bem-estar do trabalhador. 
Nas empresas encontram-se presentes muitos fatores 
que podem transformar-se em agentes de acidentes dos 
mais variados tipos. Dentre esses agentes podemos destacar 
os mais comuns: ferramentas de todos os tipos; máquinas 
em geral; fontes de calor; equipamentos móveis, veículos 
industriais, substâncias químicas em geral; vapores e fumos; 
gases e poeiras, andaimes e plataformas, pisos em geral e 
escadas fixas e portáteis. 
As causas, entretanto, poderão ser determinadas e 
eliminadas resultando na ausência de acidente ou na sua 
redução, como será explicado mais adiante quando forem 
abordados os Fatores de Acidentes. 
Desse modo muitas vidas poderão ser poupadas, a 
integridade física dos trabalhadores será preservada além de 
serem evitados os danos materiais que envolvem máquinas, 
equipamentos e instalações que constituem um valioso 
Instituição de Ensino Charles Babbage 4 
null
null
patrimônio das empresas.Diante deste panorama temos os 
conceito de acidente de trabalho: 
Conceito legal: (de acordo com o artigo 19º da Lei n.º 
8213 de 24 de julho de 1991). 
“Acidente do trabalho é aquele que ocorre no exercício do 
trabalho a serviço da empresa, provocando lesão corporal ou 
perturbação funcional que cause a morte, ou perda, ou 
redução, permanente ou temporária, da capacidade para o 
trabalho”. 
Conceito prevencionista: 
“Acidente é a ocorrência imprevista e indesejável, 
instantânea ou não, relacionada com o exercício do trabalho, 
que provoca lesão pessoal ou de que decorre risco próximo 
ou remoto dessa lesão”. 
 
 
Levantamento das causas dos acidentes 
 
Três são os motivos que podem gerar a ocorrência de um 
acidente: ato inseguro, condição insegura e fator pessoal 
de insegurança. 
1) Ato inseguro – é a violação (consciente) de procedimento 
consagrado como correto. 
São fatos comuns: a falta de uso de proteções individuais; a 
inutilização de equipamentos de segurança; o emprego 
incorreto de ferramentas ou o emprego de ferramentas com 
defeitos; o ajuste; a lubrificação e a limpeza de máquinas em 
movimento; a permanência debaixo de cargas suspensas; a 
permanência em pontos perigosos junto a máquinas ou 
passagens de veículos; a operação de máquinas em 
velocidade excessiva; a operação de máquinas sem que o 
trabalhador esteja habilitado ou que não tenha permissão; o 
uso de roupas que exponham a riscos; o desconhecimento 
de fogo; as correrias em escadarias e em outros locais 
perigosos; a utilização de escadas de mão sem a 
estabilidade necessária da manipulação de produtos 
químicos; o hábito de fumar em lugares onde há perigo. 
2) Condição insegura - é o risco relativo a falta de 
planejamento do serviço e deficiências materiais no meio 
ambiente, tais como: 
 
 
Construção e instalações em que se localiza a empresa: 
- prédio com área insuficiente, pisos fracos e irregulares; 
- iluminação deficiente; 
- ventilação deficiente ou excessiva, instalações sanitárias 
impróprias e insuficientes; 
- excesso de ruídos e trepidações; 
- falta de ordem e de limpeza; 
- instalações elétricas impróprias ou com defeitos. 
 
Maquinaria: 
- localização imprópria das máquinas; 
- falta de proteção em móveis e pontos de operação; 
- máquinas com defeitos. 
 
Matéria-prima: 
- matéria-prima com defeito ou de má qualidade; 
- matéria-prima fora de especificação. 
 
 
Proteção do trabalhador: 
- proteção insuficiente ou totalmente ausente; 
- roupas não apropriadas; 
- calçado impróprio ou de falta de calçado; 
- equipamento de proteção com defeito. 
 
 
Produção: 
- cadência mal planejada; 
- velocidade excessiva; 
- má distribuição. 
 
 
Horários de trabalho: 
- esforços repetidos e prolongados; 
- má distribuição de horários e tarefas. 
 
 
3) Fator pessoal de insegurança - é o que podemos 
chamar de “problemas pessoais do indivíduo” e que agindo 
sobre o trabalhador podem vir a provocar acidentes, como 
por exemplo: 
- Problemas de saúde não tratados; 
- Conflitos familiares; 
- Falta de interesse pela atividade que desempenha; 
- Alcoolismo; 
- Uso de substâncias tóxicas; 
- Falta de conhecimento; 
- Falta de experiência; 
- Desajustamento físico, mental ou emocional. 
 
 
A investigação de acidentes não poderá nunca ter 
aspecto punitivo, pois o objetivo maior não é “descobrir 
culpados”, mas sim causasvivencias que tem. 
Segundo Bock, 2002, (...) criando e transformando o mundo 
(externo) , o homem constrói e transforma a si próprio.” 
Sendo assim é possível afirmar que o ser humano 
transforma o mundo e se transforma sempre, busca novos 
modos de ser, de pensar e de agir. O homem pode e deve ter 
autonomia pra rejeitar o assujeitamento, à perda de sua 
identidade própria, à massificação que exclui e estigmatiza o 
diferente a aceitação social do consumo e a medicalização do 
sofrimento.No século 20 as primeiras escolas da Psicologia 
foram substituídas por outras teorias mais elaboradas e que 
segundo Bock,2002, as mais importantes deste século 
passado são : o Behaviorismo, a Gestalt e a Psicanálise. 
Na atualidade a Psicologia é ainda aplicada em muitos 
campos científicos e entre eles destacamos a educação, a 
saúde, a comunidade, a organização, etc. 
 
Comportamento Humano 
O homem é um ser social por natureza. Como já dito 
anteriormente, o indivíduo não nasce pronto e acabado, ou 
seja, ele aprende a se tornar um homem quando se 
relaciona com outros homens. Ele se apropria da realidade 
criada pelas gerações anteriores manuseando os 
instrumentos e aprendendo a cultura humana. 
O homem como ser de relações sociais está 
permanentemente em movimento, sempre em 
transformação apesar da aparente igualdade. O homem já 
nasce em grupo, a mãe e o bebe já formam o primeiro grupo 
e o bebe precisa dos cuidados do outro ser para poder 
sobreviver se destacando por esta característica dos demais 
animais. Ao se isolar das pessoas o ser humano pode 
adoecer e até morrer. 
Quando o homem nasce já inicia sua vida social, pois 
o mundo do recém nascido é habitado por pessoas que aos 
poucos vai conhecendo, aprendendo a distinguir e 
compreendendo a importância relativa de cada uma para o 
seu próprio bem - estar, já que neste início o ser humano é 
totalmente dependente do outro.A sua convivência em grupo 
através da socialização faz com que adquira padrões de 
comportamentos que são habituais e aceitáveis em seus 
grupos sociais. 
Estes primeiros comportamentos surgem quando o 
bebê percebe que quando chora logo alguém aparece para 
aliviar o seu desconforto. Â medida que vai se 
desenvolvendo os comportamentos vão ficando mais 
complexos e o ser humano vai aprender a linguagem falada 
entre outros comportamentos que vão ser primordiais para 
sua sobrevivência no grupo social. 
Ele aprende a ser membro de uma família, de uma 
comunidade, de uma sociedade, fazendo com que ser 
humano pense, atue e sinta de acordo com aqueles com os 
quais convivem. Passa então a desempenhar o papel social 
que por sua vez tem por objetivo manter o sistema social e 
ao mesmo tempo o impede de mudar. As pessoas ao 
obedecerem a normas e papéis sociais a elas prescritas são 
recompensadas e as que infringem são punidas pelo 
sistema social. 
A cultura exerce enorme influência na formação e 
desenvolvimento da personalidade, pois os valores culturais 
são ensinados desde a infância pela família. “A família é 
considerada a célula manter da sociedade; sua função social é 
garantir a transmissão de valores ideológicos existentes na 
cultura e isto é compartilhado com outras agencias 
socializadoras como, por exemplo, as instituições 
educacionais e os meios de comunicação de massa. 
(Bock,2002) 
Instituição de Ensino Charles Babbage 40 
 
 
O trabalho e suas implicações 
 
 
Dentre muitos 
conceitos encontrados 
relacionados ao trabalho 
escolheu-se este que explica 
que ele em si pode ser 
entendido como um 
movimento do homem para 
uma determinada finalidade, 
em diversas situações, é o que move o mundo e suas 
relações. O filósofo Aristóteles vem falar do trabalho como 
uma das três atividades especificamente humanas por meio 
da qual o homem se desenvolve e humaniza, as outras duas 
são a atividade teórica (visa obter conhecimento da natureza) 
e a práxis (visa agir ético do sujeito social). (Caniato e Lima 
2008) 
Desde os tempos antigos, o trabalho tem um papel 
importante na vida das pessoas e estas tendem a atribuir 
diferentes significados a ele dependendo do seu contexto de 
vida, ou do momento que estão vivendo. O trabalho é parte 
essencial da vida do homem, visto como algo que dá liberdade 
e razão à existência do homem, sendo assim, o trabalho, até 
hoje, desempenha papel central na vida das pessoas. Com o 
passar do tempo, ainda segundo o autor, o processo de 
trabalho tem sofrido mudanças significativas. Antigamente, 
mais precisamente no século XIX, existia a economia de 
subsistência onde o sujeito somente produzia o que era 
necessário para o seu próprio consumo surgindo tempos 
depois a venda de produtos artesanais a serem vendidos em 
uma pequena escala até chegarmos nos modos de produção 
dos dias em que vivemos hoje. 
Com o crescimento nas cidades e a Revolução 
Industrial, as pessoas abandonaram a vida no campo, e se 
mudaram para a cidade em busca de melhor condição de vida 
através da inserção no mercado de trabalho com a criação 
das fábricas. No século XX, Henry Ford, conforme a 
afirmação de Souza, 2005 propôs a aplicação de uma teoria 
voltada para a eficiência e controle de produção do 
trabalhador, período marcado pelas grandes produções de 
carros em grande escala e também pelo crescimento do 
consumo. Essa teoria foi apresentada, quando o mercado de 
trabalho estava apresentando mudanças como o aumento da 
competição, mão de obra excedente gerando grandes 
números de desempregados e parte dessas mudanças estão 
relacionadas às tecnologias que estavam sendo implantadas 
na época. Essas mudanças vão surtir efeitos econômicos e 
sociais, mas também atingir sua influência na saúde do 
sujeito. 
Neste mundo globalizado tem se observado com mais 
freqüência o sofrimento psíquico dos profissionais. Tal fato 
parece estar relacionado a uma carga excessiva de trabalho 
mental e de tarefas solicitadas ao profissional nas diversas 
áreas. Observa-se que atualmente, trabalho tem se colocado 
na vida do sujeito num lugar de existência se tornando assim 
importante e decisivo para o autoconhecimento e identidade 
pessoal. O trabalho pode ser dividido em dois eixos: o primeiro 
que traduz o trabalho como sacrifício, esforço incomum, fardo, 
fadiga, punição, obrigação, dever, responsabilidade e o tem 
como algo negativo e o segundo eixo que tem uma visão 
positiva, empenho, esforço para alcançar uma meta e tem 
como objetivo a execução da tarefa. 
 
O trabalho também estabelece uma relação dialética 
entre teoria e prática, pela qual uma não pode existir sem a 
outra. O ato mental e intencional de fazer algo orienta a ação 
e esta por sua vez altera novamente o ato mental, tornando – 
se então um processo dialético, onde ambas sofrerão 
mudanças, o trabalho altera o mundo e o mundo altera o 
trabalho.O trabalho também se realiza de forma coletiva, 
transforma o homem e suas relações. Transforma a natureza 
e ao próprio homem. Através do trabalho o homem se auto- 
produz, desenvolve habilidades, imaginação, desafia as forças 
da natureza e conhece suas próprias forças e limitações. O 
trabalho altera visão que o homem tem de si próprio e do 
mundo dando-lhe a liberdade de transformar sua própria 
realidade. O trabalho, no entanto tem uma concepção histórica 
negativa desde a Bíblia, que contava que Adão e Eva foram 
expulsos do paraíso e condenados ao trabalho. 
 
A palavra trabalho segundo Cunha, apud Caniato e 
Lima (2008) origina-se do latim triapliare, que significa torturar, 
derivado de tripalium (instrumento de tortura composto por 
três paus). Dai a ideia atual de que o trabalho esteja sempre 
ligado ao sofrimento, á pena e a labuta e desta ideia inicial de 
sofrimento passou-se para a de esforçar-se, lutar, pugnar, e, 
por fim, trabalhar. Na Grécia antiga, o trabalho manual, era 
desvalorizado por ser feito pelos escravos enquanto que otrabalho mental era considerado mais digno, pois é nesta que 
se concentra a essência humana. Na Roma Antiga, o trabalho 
era visto como ausência de lazer e somente os homens livres 
poderiam se entregar ao ócio. Na Idade Média há uma 
tentativa de recuperar a importância do trabalho manual, mas 
isso não se sustenta. Na Idade Moderna a situação começa a 
se alterar e o interesse pelas artes mecânicas e pelo trabalho 
Instituição de Ensino Charles Babbage 41 
 
em geral justifica-se pela ascensão dos burgueses, vindos de 
segmentos de antigos servos que comparavam sua liberdade 
e dedicavam-se ao comércio, e que portanto tinham outra 
concepção a respeito do trabalho. 
 
As consequencias da modernidade 
 
 
Os trabalhadores atualmente têm assumido um papel 
de multifuncionalidade dentro das organizações, o que 
segundo autores da área, compromete a saúde do trabalhador 
gerando fadiga e o desgaste profissional. Esta excessiva e 
variada divisão de tarefas alienam o trabalhador do processo 
produtivo a ponto de gerar danos psicológicos. 
As organizações modernas deram início à era das 
doenças provocadas pela grande exigência de adaptação do 
homem ao trabalho, reflexo do esforço que o trabalhador faz 
para se adaptar a essa situação anormal. Essas exigências 
afetam o ritmo físico, psíquico e psicológico do indivíduo 
gerando as doenças de trabalho, pois são cobrados 
excessivamente, sempre no intuito de superar a capacidade 
de adaptação profissional. Pode-se constatar que a carga 
excessiva de trabalho, o nível de instabilidade no emprego e a 
competição exagerada no ambiente de trabalho, irão provocar 
um aumento de estresse no trabalhador. É possível observar 
que as cobranças sobre o trabalhador estão crescendo cada 
vez mais, exigindo a máxima competência, no entanto, não há 
reconhecimento nem valorização de seu trabalho. 
O sofrimento psíquico é gerado no trabalhador devido à 
pressão que é submetido diariamente em busca de lucros, 
competição, eficácia. O trabalhador se sente apavorado por 
não conseguir manter sua energia física e mental adequada 
para seu desempenho no trabalho, e esse medo é uma forma 
em que se manifesta o sofrimento psíquico. O sofrimento 
psíquico do profissional é percebido com clareza, quando o 
trabalho deixa de ser motivo de prazer, bem estar, satisfação, 
sentir-se útil, passando a ser lugar de dor, sofrimento e 
cansaço. 
As condições de trabalho inadequadas, baixa 
remuneração, prejudicam o bem-estar e a satisfação no 
ambiente de trabalho. A falta de segurança no emprego, 
burocracia no processo de trabalho, falta de autonomia, baixos 
salários, tendência de se isolar das pessoas que trabalham, 
falta de apoio, são fatores que estão relacionados a varias 
patologias psíquicas que vão desde depressão a síndromes 
de desistência ao trabalho. A falta de ascensão na carreira 
profissional pode gerar sentimentos de ansiedade e frustração 
constante no cotidiano do trabalho e o profissional quando 
afetado por estas ideias pessimistas, o medo predominará 
com certa influência no local de trabalho. 
 
A psicologia e o trabalho 
 
 
 
A psicologia como ciência vem se desenvolvendo ao 
longo dos anos e ampliando sua área de atuação, com isso 
passou ocupar um espaço nas organizações de trabalho, 
emergindo assim a Psicologia Organizacional, onde suas 
ações procuram partir das necessidades tanto das 
organizações quanto de seus colaboradores e assim 
realizando uma mediação entre tais. A Psicologia 
Organizacional tem buscado melhorias no seu campo de 
atuação, para que se desenvolvam trabalhos voltados ao bem- 
estar da organização com um todo. 
A Psicologia Organizacional é uma área que se insere 
no campo relativo ao trabalho e tem estreito vínculo com as 
atividades administrativas. Na perspectiva adotada, suas 
metas extrapolam a visão tradicional de ajustamento do 
indivíduo ao trabalho e busca eficiência máxima. Trata-se de 
priorizar o desenvolvimento da pessoa, por meio de mudanças 
planejadas e participativas, nas quais o homem possa adquirir 
maior controle de seu ambiente. (ZANELLI 2002, p35) 
No decorrer da história da humanidade, sempre 
existiram maneiras de administrar as organizações, seja de 
forma simples ou complexa. Segundo Spector (2006), apesar 
do desenvolvimento das ideias e teorias a respeito da 
administração ter ocorrido de forma muito lenta até o século 
XIX, no século seguinte, estas ideias aceleraram de forma 
gigantesca. Para Bock, 2002, a organização eclesiástica 
católica influenciou profundamente o pensamento 
administrativo além da organização militar que também 
contribuiu com alguns princípios que lhe são peculiares. 
Neste aspecto destaca-se a preocupação com o 
desempenho no trabalho ea eficiência organizacional. Na 
primeira Guerra Mundial deu-se o início do uso da Psicologia 
Organizacional pelas Forças Armadas, que impulsionaram 
sobremaneira o desenvolvimento desta. Com a Revolução 
Industrial, dada justamente a especificidade do contexto da 
produção em série e das nascentes relações de trabalho, e os 
igualmente novos, contextos tecnológico, social, político e 
Instituição de Ensino Charles Babbage 42 
null
econômico houve o estímulo necessário ao surgimento de 
várias teorias administrativas.. 
No entanto segundo Zanelli, 2002, foi durante a 
Primeira Guerra Mundial, no século XX, com raízes no final do 
século XIX, que os Estados Unidos por meio das forças 
armadas fez surgir a Psicologia Organizacional, tendo como 
pioneiros os psicólogos experimentais Hugo Munsterberg e 
Walter Dill Scott. Estes estavam interessados em aplicar 
novos princípios na psicologia, para resolver problemas 
organizacionais, concentrando-se nas questões de 
desempenho do trabalho e de eficiência organizacional. 
Na época alguns psicólogos nos EUA ofereceram seus 
serviços para o exército, sendo que o trabalho mais conhecido 
deste grupo foi a aplicação dos testes para medição da 
habilidade mental. Portanto como resultado indireto da guerra 
as portas da Psicologia Aplicada foram abertas, criando desta 
forma uma divisão de Psicologia Industrial e Organizacional. 
Já a principal influência sobre o campo da psicologia 
organizacional foi o trabalho de Frederick Taylor, um 
engenheiro que estudou longamente a produtividade de 
funcionários em sua carreira durante o final do século XIX e 
início do século XX. 
Taylor desenvolveu uma teoria que ele chamava de 
Administração Científica como uma abordagem para manejar 
os operários de produção em fábricas, sendo estas atividades 
consideradas importantes até hoje. Atualmente, o campo de 
Psicologia Organizacional representa uma das principais áreas 
de aplicação da psicologia, sendo este, um campo bastante 
variado cujo interesse está no aspecto humano das 
organizações, e pode ser dividido em duas áreas principais: a 
administrativa preocupada com a eficiência, e outra ligada ao 
comportamento organizacional, que é a psicologia. 
Portanto, a área administrativa se preocupa, com a 
eficiência organizacional por meio de recursos como 
avaliações, seleções, treinamentos de pessoas e projeto de 
trabalho. A psicológica leva em consideração o aspecto 
organizacional, que se preocupa em compreender o 
comportamento das pessoas no trabalho, procurando 
solucionar questões e problemas que envolvem as mesmas, 
realizando pesquisas para desenvolver métodos e 
procedimentos melhores para lidar com problemas das 
pessoas no trabalho ou para entender o seu comportamento, 
visando à saúde e bem estar do mesmo. 
Desta forma,a Psicologia organizacional se interessa por 
temas como os que passaremos a discorrer daqui em diante. 
 
A Comunicação 
Segundo Tomasi 2007, 
a comunicação foi vista a 
partir de uma perspectiva de 
negócios até os anos da 
década de 70 e somente a 
partir da década de 80 foram 
ampliadas as visões sobre a importância da comunicação 
dentroda organização. 
Dessa forma a comunicação passa de um simples ato 
de falar para se tornar significado de algo importante. As 
organizações puderam notar que uma comunicação interna 
(entende-se por comunicação entre a equipe) bem realizada 
provoca melhores resultados, visto que esta comunicação 
interna melhorada força a comunicação externa (entende-se 
por comunicação entre organização e sociedade, cliente) a 
ser melhor, e, então, todo tipo de comunicação bem utilizada 
oferece um resultado positivo maior do que o obtido diante 
da utilização de uma comunicação com falhas. 
Foi preciso compreender que a comunicação eficaz 
não é aquela que traz consigo muitas informações, mas a 
que traz as informações pertinentes ao momento. Tomasi 
2007, constantemente afirma sobre a necessidade de 
realizar uma boa comunicação em função de melhores 
resultados e com isso diz que deve-se manter as condições 
básicas de entendimento entre o comunicador e o receptor, 
pois sem essas condições é possível o enfrentamento de 
falhas como “sobrecarga de informações, ausência de 
entendimento da mensagem, falta de convicção, ausência 
de respostas ou respostas negativas e comprometimento da 
imagem e da identidade da empresa”. 
A comunicação tem vários conceitos básicos, mas 
também tem o conceito de duas comunicações existentes 
dentro de uma maior que seriam: 
• A comunicação interna e A comunicação externa. 
Essas se subdividem pelo fato de uma estar atenta à 
comunicação interna da organização e a outra externa à 
organização. Tomasi 2007,diz que “a empresa deve ter 
consciência de que é preciso comunicar-se com o público 
externo, mas deve também olhar para dentro de si mesma e 
comunicar-se com os empregados”. De modo geral é possível 
compreender que obtendo uma comunicação interna eficaz a 
comunicação externa se espelha e também se torna eficaz, 
visto que quando uma organização está em equilíbrio entre 
todos os trabalhadores este é refletido no desempenho e no 
relacionamento. Para que isso ocorra é de grande 
importância que a comunicação esteja adequada, já que ela é 
a que traz e leva as informações necessárias para cada tipo 
de organização. 
Instituição de Ensino Charles Babbage 43 
 
null
null
44 
É possível inferir que a importância que o ser humano 
tem dentro deste processo de comunicação, é fundamental, 
pois, é ele, que realiza a comunicação. Dessa forma é 
interessante que se observe o ser humano dentro da 
organização, suas relações, sua forma de comunicar, os 
ruídos e os bloqueios simbólicos que permeiam e dificultam a 
realização do processo comunicacional. mUma vez que já foi 
dito da importância da comunicação e seus conceitos, bem 
como já tendo sabido do ser humano, é preciso aprofundar 
sobre o processo de se comunicar, as formas mais usadas e 
as mais eficazes, de modo geral, é momento de se dizer sobre 
como funciona a comunicação. 
 
Ruidos na Comunicação 
 
 
A comunicação é 
formada através das partes 
já citadas, porém, segundo 
Minicucci 1995, vindas de 
pessoas comuns que 
tenham interesses 
compartilhados. 
Esses interesses 
facilitam a transmissão da mensagem passada pelo 
comunicador (o chamado ‘emissor’) até o entendimento 
realizado pelo receptor. Quando a mensagem não chega 
completa ou não é compreendida da forma que foi transmitida 
ocorre o chamado “ruído comunicacional”, que é quando 
ocorre uma filtragem da mensagem impedindo que ela chegue 
completa ao receptor. 
Também existe o bloqueio da comunicação, que 
acontece quando a mensagem emitida não chega ao 
receptor e então, não tem continuidade do processo, que, 
dentro de uma organização, resulta em falha do trabalho. 
Minicucci, 1995afirma que entre as pessoas pode haver 
espaços de silêncio que atrapalham a comunicação, são 
assuntos que não se comentam, não é discutido por 
qualquer que seja o motivo e interfere no resultado esperado 
de determinada ação por não ocorrer a comunicação. 
Minicucci, 1995,ainda comenta que as filtragens existentes 
podem resultar em mal-entendidos que também vão ter 
maus resultados no exercício do trabalho, quando em uma 
organização. E conclui ratificando que os bloqueios podem 
gerar conflitos e inimizades entre pessoas, dessa forma 
também é prejudicado o trabalho. 
Minicucci, 1995 apresenta alguns dos motivos pelos 
quais o processo comunicacional pode falhar. Dentre os 
motivos citados pelo autor se relaciona a filtragem pessoal 
de cada um, que é ouvir apenas o que interessa a quem 
ouve. Não necessariamente uma pessoa ouve tudo o que 
outra diz, há espaço para a filtragem, que é a possibilidade 
de selecionar o que se deseja ouvir dentro de tudo o que é 
dito. 
O autor também diz que “ignoramos as comunicações 
que entram em conflito com o que já conhecemos”. É 
possível compreender o que já conhecemos por crenças e 
culturas existentes. 
 
Feedback 
 
 
Uma forma de aperfeiçoar a comunicação já alterando 
o comportamento humano em 
relação a ela, seria a utilização 
do feedback. Mas o que vem a 
ser feedback? Minicucci 1995, 
define-a como “uma palavra 
inglesa, traduzida por 
realimentação, que significa verificar o próprio desempenho 
e corrigi-lo, se for necessário”. O feedback é o medidor de 
nossas ações e comunicações diante da visão do outro, com 
a utilização dele é possível saber se deve ou não alterar a 
forma de comunicar, se a comunicação se faz eficiente ou 
não. 
Bee, 2000, afirma que feedbacktambém é uma crítica e 
que as pessoas devem utilizar bem da arte de criticar e de 
receber críticas para o melhoramento pessoal e profissional. 
Ele ainda explica o que de fato é criticar relatando que esta é 
parte da comunicação efetiva, isto é, daquela que pressupõe 
um locutor e um interlocutor. A crítica é ligação entre as coisas 
que você fez e diz e a compreensão do impacto que as 
mesmas exercem sobre as outras pessoas. Quando o objetivo 
é influenciar pessoas no trabalho, saber criticar 
adequadamente é talvez a habilidade interpessoal mais 
significativa que se pode desenvolver. 
Na visão de Bee, 2000, existem dois tipos de crítica a 
positiva e a negativa, por isso é importante conhecer bem os 
dois tipos para saber qual é adequada a determinado 
momento. Para o autor as duas são válidas e não devem 
deixar de existir, mas é preciso observar o momento antes de 
emitir qualquer uma das duas formas de critica. Diz Bee 2000. 
Uma crítica é positiva quando visa a reforçar o comportamento 
ou desempenho que está atingindo o padrão desejado, e 
negativa quando visa a corrigir e melhorar o comportamento 
ou desempenho de baixa qualidade ou insatisfatório. Tanto a 
crítica positiva quanto a negativa podem e devem ser 
construtivas. Os dois maiores problemas, concernentes a essa 
Instituição de Ensino Charles Babbage 
questão são: a inexistência de crítica positiva, isto é, não 
reconhecimento ou referência de bom desempenho; a crítica 
negativa é feita de maneira tal que seu caráter é destrutivo. 
 
As Relações Humanas 
 
 
O termo relações humanas tem sido muito empregado 
para se referir a relações interpessoais. Esse relacionamento 
pode ocorrer entre uma pessoa e outra entre membros de um 
grupo entre grupos numa organização. Podemos ainda nos 
relacionar conosco mesmo que chamamos de relacionamento 
intrapessoal. Sabe - se que um funcionário eficiente tem de 
ser capaz além de lidar com problemas específicos da área de 
trabalho, ser capaz também de compreender e de lidar com 
pessoas. Muitas vezes discutimos o assunto, mas o que 
verificamos na prática é que muitas pessoas não sabem lidar 
com pessoas e geralmente apresentam comportamentos 
como: não ouvem tão bem quanto falam; interrompem os 
outros quando falam; são agressivas; gostam de impor suas 
idéias; não compreendem as pessoas além do seu ângulo de 
visão. 
As relações humanas são importantes, pois através de 
estudos, psicólogos chegarama conclusão que grande parte 
de qualquer trabalho é feito através do contato com outras 
pessoas seja ele individual ou em grupo. Um outro fato 
constatado é que as pessoas que tem mais habilidade em 
compreender os outros e traquejo no contato interpessoal são 
mais eficazes no relacionamento humano. A experiência tem 
comprovado que as pessoas podem aprender a aperfeiçoar a 
sua habilidade em compreender as pessoas e a si própria 
praticando um bom relacionamento. 
A compreensão das pessoas é uma das aptidões mais 
importantes no relacionamento humano. Ela consiste em 
sentir o que os outros sentem e pensam. A essa aptidão 
chamamos de empatia. Perceba que empatia e diferente de 
simpatia, de antipatia ou de apatia. Simpatia você sente em 
relação ao outro, junto com ele. Se tenho simpatia por uma 
pessoa e ela está feliz fico feliz também. Na empatia 
compreendo como a pessoa se sente e sua maneira de agir 
em função desses sentimentos, mas não me envolvo com 
eles. Sou capaz de compreende-la, mas não de sentir o que 
ela sente. Ao lidar com pessoas tenho de ter empatia e 
também uma outra aptidão que chamamos de flexibilidade de 
comportamento. Isto quer dizer que não podemos reagir da 
mesma forma com todas as pessoas. Para cada situação 
dada e cada pessoa, devemos conduzir de uma maneira. 
Podemos desenvolver estas aptidões de empatia e 
flexibilidade se tentarmos nos conhecer, compreender as 
pessoas e conviver em grupos. 
 
Aptidões e Relacionamento 
 
 
“O homem é um ser contraditório e complexo e ainda é 
parte de uma totalidade social, ele nunca é produto e sim 
processo, nunca é dado mas um dar-se, é essencialmente um 
ser histórico. Conhecê-lo, portanto, implica em conhecer suas 
histórias e sua vida material.”Maria Lucia Martinelli. 
À medida que vamos nos auto conhecendo e aos 
outros também , aprendemos que precisamos usar mais 
eficazmente a forma de nos comunicar pois isso facilita a 
relação interpessoal. Precisamos saber ouvir, dialogar, 
informar, avaliar, elogiar, repreender, etc. Todas as relações 
interpessoais envolvem comunicação e por isso devemos 
desenvolver a habilidade de ouvir e receber mensagens. Você 
já se questionou se sabe ouvir e receber as mensagens 
enviadas a você? Já percebeu que algumas vezes a pessoa 
está falando e você já está pensando no que vai responder ou 
apenas recebendo os sons das palavras ditas? Sendo assim 
você está filtrando a mensagem, ou seja, está ouvindo apenas 
o que quer ouvir. 
Da mesma forma que enviar uma mensagem a fim de 
que atinja seu interlocutor também não é uma tarefa fácil, pois 
precisamos escolher bem a mensagem, pensar na linguagem 
a ser usada, e coadunar com ela nossos sentimentos e idéias. 
Temos que ter cuidado ainda com os comportamentos não – 
verbais que não era nosso desejo transmitir, sentimento de 
desaprovação ou aborrecimento ou indiferença. 
Outro fato importante é a percepção que temos das 
pessoas, ou seja, a impressão que formamos ao observar as 
ações, gestos, movimentos, voz, o que a pessoa diz e como 
reage aos nossos comportamentos. 
Através da percepção que temos nos relacionamentos 
julgamos as pessoas, ou seja, as experiências que temos com 
as pessoas e bem como a interação que temos com elas 
orientarão os nossos julgamentos. Se as nossas percepções e 
julgamentos forem corretos estabeleceremos uma eficaz 
comunicação e com isso uma boa relação interpessoal porem 
se ocorrer o contrário terá nossos relacionamentos 
prejudicados. 
 
Os grupos e as relações humanas 
 
Toda vez que se reúnem duas ou mais pessoas que 
mantém certa interdependência e certa unidade que pode ser 
Instituição de Ensino Charles Babbage 45 
46 
reconhecida dizemos que há um grupo. Quando as pessoas 
dependem umas da outras chamamos de interdependência e 
quando reagimos diante dos comportamentos das pessoas 
chamamos de interação. Os elementos de um grupo atuam 
uns sobre os outros e juntos de uma forma quase uniforme. 
Porém várias pessoas juntas não formam um grupo. 
Há famílias que vivem juntas, mas não convivem 
juntas. Há funcionários que 
trabalham juntos numa seção, mas 
não formam um grupo. Pra se formar 
um grupo os elementos devem ter 
um objetivo comum. As 
características de um grupo podem 
ser verificadas quando os 
participantes se reúnem por uma 
razão comum, desenvolvendo 
papeis, normas, valores ou ainda elaborando normas que 
exercerão influencia sobre as pessoas e assim formando uma 
estrutura organizacional. 
A partir destas características cada grupo assume sua 
própria personalidade. Algumas pessoas reunidas 
transformam – se em grupo quando se verifica que cada 
individuo interage com os demais indivíduos do grupo. Assim a 
interação refere-se ás modificações de comportamento que se 
dão quando duas ou mais pessoas se encontram e entram em 
contato. Eles influem uns sobre os outros através da 
linguagem, símbolos, gestos, postura, etc. A interação leva ao 
desenvolvimento, manutenção, 
crescimento e coesão do grupo. 
Dentro de um grupo pode 
acontecer várias subdivisões, pois há 
hierarquias onde vão surgir lideres, 
liderados, bloqueadores, animadores 
porem esses papeis podem mudar de 
acordo com o desenvolvimento do grupo. Quando um grupo 
se estrutura, estabelecem-se normas, relações entre os 
membros e a liderança, padrões aprovados de conduta, 
recompensas e punições e sistema de comunicação. A 
estrutura passa a ser a origem das leis que governam o grupo. 
Vimos que o grupo à medida que crescem, as pessoas 
vão se ligando, se unindo através da comunicação. Isso 
produz a coesão. Esta sensação de pertencer ao grupo, de 
fazer parte dela, reforça os laços de camaradagem, amizade, 
lealdade para com os membros do grupo além de separar as 
pessoas de um grupo para outro. As pessoa passam a 
estabelecer diferenças para identificar o grupo (nomes, 
símbolos, linguagem própria,etc.) convertendo –o em um 
pequeno sistema social. 
Por isso a coesão é um fator importante, pois fortalece e 
unifica o grupo.A coesão tende a pressionar também as 
pessoas a conformar com a estrutura estabelecida e os que 
não se adequarem poderão sofrer sanções por parte do grupo 
como a exclusão, a denuncia aos superiores, não repasse de 
informações, as punições,etc. 
 
Importancia das relações humanas 
 
 
Nós podemos nos relacionar comas pessoas por vários 
motivos: profissionalmente, socialmente, por termos simpatia 
por ela, etc. Entretanto, o que importa neste momento é 
sermos capazes de avaliar qual o propósito pelo qual estamos 
buscando estabelecer um contato com outra pessoa. Isto é 
necessário por que irá impedir que o relacionamento humano 
que se estabelece naquele momento não seja ambivalente na 
sua interpretação. 
A tomada de consciência do propósito das relações 
humanas tem grande importância principalmente com relação 
aos relacionamentos profissionais. Se o profissional aprender 
a se relacionar profissionalmente de forma correta, muitos 
problemas futuros no local de trabalho poderão ser evitados. 
Se a pessoa souber identificar o real propósito do seu 
relacionamento com os colegas e seus clientes, ele estará 
dando um passo certo para o sucesso de seu trabalho. No 
ambiente de trabalho o que deve predominar são as condições 
para uma verdadeira harmonia entre o homem e o trabalho e 
vice-versa. 
A base concreta para um bom relacionamento é ter 
percepção dos nossos deveres e obrigações, e dos limites e 
regras que fazem a relação social serem harmônica. 
 
As diferenças individuais 
 
 
“SE TODOS FOSSEM IGUAIS A MIM, NÃO HAVERIA EU” 
Cada um de nós é único no mundo. Mesmo sendo 
gêmeos idênticos na aparência, jamais encontraremos 
pessoas exatamente iguais a nós na maneira de pensar e agir. 
Na formação de nossa personalidade, daquilo que nos torna 
diferentes dos outros, influem, poderosamente, a 
hereditariedade e o meio.Pela hereditariedade recebemos dos 
pais, determinados caracteres, alguns comuns a todos, outros 
peculiares. 
Personalidade se constitui no conjunto dos processos 
psicológicos do individuo, que lhe permitem condutas 
próprias, que podem ser aprovadas ou não, conforme as 
condições impostas pelo meio ambientes. A personalidade é 
construída com base em aspectos inatos e adquirida. 
Instituição de Ensino Charles Babbage 
 
Inatos 
 
 
Caracteres físicos – é a somatória de fatores como raça, 
sexo, cor, altura,etc... que diferenciam indivíduos ou grupos de 
indivíduos. 
 
Temperamento – é a tendência herdada pelo individuo, que o 
faz reagir ao meio de maneira peculiar. 
 
Inteligência – é capacidade do individuo para enfrentar certas 
situações ou executar certas tarefas. 
 
Adquiridos 
 
 
Caráter – conjunto de ações, reações e maneiras habituais de 
uma pessoa proceder. É resultante da ação do meio ambiente 
sobre o temperamento. 
 
Cultura-São os costumes, as tradições, padrões de vida, os 
modos de produção, os valores, e as instituições de um grupo 
social. Podemos constatar as diferenças individuais através 
dos seguintes pontos, que observáveis de diversas maneiras: 
✓ Atitudes 
✓ Aptidões 
✓ Sociabilidade 
✓ Inteligência 
✓ Graus de maturidade 
✓ Sexo, idade, valores, 
✓ Constituição física, saúde 
✓ Pontos de vista, temperamento 
✓ Interesses, sensibilidade 
✓ Aspirações. 
 
 
Não existem pessoas cujas características sejam 
sempre as mesmas. Isto é, imutáveis. Podemos apresentar, 
com o decorrer do tempo, bem como em diferentes situações, 
acentuadas variações, ou seja, as pessoas mudam, os 
comportamentos mudam. 
Lembre: o homem é dotado de “livre arbítrio” e embora 
soframos a influência de dos fatores hereditários e do meio 
onde vivemos, podemos vencer condições e circunstâncias 
desfavoráveis. 
 
Relacionamento Humano na Empresa 
 
Grande parte de nosso trabalho é feita por meio de 
contato com outras pessoas, quer como indivíduos ou como 
grupo. A produtividade e a satisfação do trabalhador tornam- 
se mais evidente no ambiente onde o trabalho é realizado em 
equipe. O trabalho em equipe pressupõe versatilidade na 
relação com as pessoas que possuem diferentes modos de 
pensar e agir. 
Conviver com outras pessoas nem sempre é fácil, 
porém mais difícil é trabalhar com pessoas estranhas que 
precisamos manter um contato quase diário. Se 
considerarmos que conviver com outras pessoas no local de 
trabalho é uma situação à qual não dá para fugir, e ainda, que 
passamos a maior parte de nosso tempo junto aos 
companheiros de trabalho, provavelmente até mais do que 
passamos com nossos familiares e amigos talvez seja 
fundamental pensar que quanto mais harmoniosa for esta 
convivência, mais prazeroso será o tempo gasto no trabalho e 
conseqüentemente nossa produtividade será maior.Obter essa 
harmonia no ambiente organizacional também não é tarefa 
fácil mas será possível se conhecermos melhor as pessoas 
com as quais trabalhamos. 
Sendo assim devemos: conhecer a empresa que 
trabalhamos procurando observar e respeitar as pessoas, 
seus comportamentos, sua forma de pensar, a hierarquia nela 
existente, seu regulamento interno, suas normas enfim sua 
cultura. Devemos conhecer o temperamento das pessoas que 
ocupam cargos de chefia e dos colegas de trabalho e enfim 
conhecer a si mesmo, o que se constitui tarefa difícil. Temos 
por hábitos enxergar somente o que temos de bom atribuindo 
falhas, defeitos aos outros. 
O questionamento sobre nossas qualidades e defeitos, 
por que agimos de determinada maneira deve sempre ser feito 
ao invés de se convencer que somente os outros erram. Os 
atritos e conflitos que observamos dentro das organizações 
muitas das vezes acontecem por causa de nossa 
personalidade ou da cultura. Muitas vezes agimos 
preconceituosamente devido a influencia da cultura na qual 
fomos adquirindo. Temos que lembrar que a nossa percepção 
é parcial e a nossa verdade não é absoluta. 
A aquisição de uma postura madura em termos de 
relação e as possibilidades de desenvolver um perfil coerente 
estão ligadas ao nível de maturidade que uma pessoa possui. 
Embora saibamos que a maturidade emocional é um processo 
vivenciado ao longo da vida, também sabemos que a reflexão 
sobre situações cotidianas é um ótimo instrumento para se 
favorecer, Não somente ao processo de maturidade 
emocional, mas também das estratégias capazes de 
maximizar o desempenho nas relações interpessoais. Saber 
se relacionar é uma arte que exige disciplina, treino e 
dedicação. 
Instituição de Ensino Charles Babbage 47 
null
null
null
null
null
 
Introdução á informatica 
Em vista disso, nas figuras abaixo, demonstraremos o 
novo layout da versão 2007, e os novos menus para tornar 
mais fácil a localização de alguns desses comandos mais 
usados, e explicarem os resumidamente sua função. 
Algumas dessas funções serão mais detalhadas no decorrer 
do curso e da apostila. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Os conhecimentos em informática são 
imprescindíveis no mercado atual, esta disciplina tem o 
objetivo de desenvolver conceitos e habilidades no uso da 
informática. 
 
Excel 2007 
 
 
O Excel 2007 faz parte do pacote de programas do Microsoft 
Office 2007, nova versão do Office 2003. É um programa 
dedicado a criação de planilhas de cálculos, além de fornecer 
gráficos, função de banco de dados e outros. 
Nesta edição possui um novo layout que procura 
facilitar a localização de seus comandos. Contudo, se essa 
nova interface é mais fácil de usar para novos usuários, ela 
requer alguma habituação para aqueles que já estavam 
acostumados com as versões anteriores. 
Um dos objetivos desta apostila consiste em introduzir 
o programa para novos usuários, abrindo portas para que 
estes possam desfrutar desse programa, além de facilitar a 
migração dos usuários de versões anteriores do Excel 2007, 
e introduzir alguns comandos novos, desde recursos básicos 
até alguns pouco conhecidos, mas que podem melhorar e 
ampliar a utilização do software. 
 
Layout do Excel 2007 
 
 
O Microsoft Excel 2007 teve uma grande alteração de 
seu layout com relação à versão anterior, (2003), tornando- 
se mais amigável e fácil de visualizar suas funções. Porém, 
algumas delas se encontram organizadas de forma diferente 
da versão menos recente, tornando um pouco “difícil” 
encontrá-las para os usuários acostumados com a versão 
2003. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
• 1 Botão do Office 
• 2 Barra de acesso rápido 
• 3 Título do documento 
• 4 Menus 
• 5 Barra de fórmulas 
• 6 Nome da célula 
• 7 Célula (B22) 
• 8 Planilhas 
• 9 Botão visualização normal 
• 10 Botão visualização da página 
• 11 Pré-visualização de quebra de página 
• 12 Zoom 
• 13 Nova planilha 
 
Botão do Office 
 
 
No botão do Office encontramos as seguintes opções com 
suas respectivas funções: 
 
 
 
 
 
Instituição de Ensino Charles Babbage 48 
 
 
 
 
 
Estude mais sobre Psicologia do 
comportamento Humano em: 
www.uniorka.com.br 
http://www.uniorka.com.br/
 
 
 
Novo : Criar novo documento. 
Abrir: Abrir um documento do Excel. 
Salvar: Salva alterações de um documento já salvo. Se for a 
primeira vez que o documento é salvo você terá q nomeá-lo 
como um novo documento. 
Salvar como: Salva o arquivo, nomeando-o. Pode-se salvar 
com um novo nome um arquivo já salvo anteriormente, sem 
fazer alterações no arquivo anterior. 
Imprimir: Pode-se imprimir uma planilha ao clicar nesse 
botão. 
 
 
Barra de Acesso Rápido 
 
 
A barra de acesso rápido é muito útil para se adicionar 
os comandos mais usados sem necessidade de procurá-los 
nos menus. 
Para adicionar qualquer outro comando à barra de 
acesso rápido, basta clicar na opção “Mais Comandos...”que 
abrirá a seguinte janela, permitindo a adição de qualquer 
comando: 
 
 
Criando planilhas simples 
Inserindo dados 
 
Para inserirdados numa planilha basta clicar numa célula e 
digitar o valor ou texto de entrada, conforme exemplo na 
figura abaixo. 
Exemplo: 
 
Instituição de Ensino Charles Babbage 49 
null
Inserindo um valor (10) na célula A1: 
Clicar na célula, digitar 10 e aperte a tecla ENTER 
 
 
 
 
Pode-se inserir um texto da mesma forma. Caso o texto 
ou valor for maior que o espaço pré-definido para a célula, 
basta redefinir o tamanho desta. Para tanto, veja Formatação 
de dados e células, a seguir. 
 
Formatação de dados e células 
 
 
Para redefinir o tamanho das células, basta clicar com o 
botão direito no número da linha ou nome da coluna e 
escolher a opção altura da linha/largura da coluna. Outra 
opção, mais simples, é arrastar com o mouse o limite da 
linha/coluna, conforme indicado nas figuras a seguir. Para 
formatação automática, basta dar duplo clique na divisória da 
linha/coluna, na barra de títulos, quando tiver algum texto 
escrito na célula. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Inserindo e excluindo linhas e colunas 
 
 
Quando estamos criando uma tabela, podemos nos 
deparar com a necessidade de inserir ou excluir linhas e/ou 
colunas. Para tal, basta clicar com o botão direito do mouse 
na linha ou coluna que se deseja excluir e selecionar a opção 
Excluir. Para inserir uma nova linha/coluna, selecionamos a 
linha/coluna em que desejamos adicionar com o botão direito 
do mouse e clicamos em Inserir. Por exemplo: Se você quiser 
inserir uma linha nova entre a linha 1 e 2, clique na linha 2 
com o botão direito do mouse e escolha a opção Inserir. A 
antiga linha 2 passa a ser linha 3, a antiga linha 3 passa a ser 
linha 4, e assim por diante. O mesmo é válido para colunas. 
 
Fazendo referências de dados para cálculos 
 
 
Para se referir a uma célula, basta escrever na fórmula 
o nome desta. Por exemplo, para nos referir a um valor 
presente na célula A1, na barra de fórmulas não devemos 
escrever o valor, e sim o nome A1. No tópico a seguir (1.2.5) 
podemos ver um exemplo prático. 
 
Operações Básicas De Adição, Subtração, Multiplicação 
E Divisão 
 
Podemos realizar todo tipo de cálculo através dos 
operadores aritméticos, tais como Adição (+), Subtração (-), 
Multiplicação (*), Divisão (/), Potenciação(^), e outros. Para 
tais operações entre células, depois de introduzirmos os 
valores, basta que façamos referência ao nome da célula que 
o valor acompanhará sempre que está for referida. Vejamos 
um exemplo: 
Instituição de Ensino Charles Babbage 50 
 
null
null
null
Saiba mais sobre Introdução a 
Informática: www.uniorka.com.br 
 
Ingles Instrumental 
Conversões deângulos e operações trigonométricas O 
Excel é pré-configurado para identificar o valor de um ângulo 
em radianos. Para nos referirmos ao número πno Excel, 
devemos escrever “PI()”, conforme figura abaixo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
O ensino de o inglês instrumental objetiva 
capacitar o aluno a compreender e interpretar textos 
científicos e técnicos trabalhando as estratégias de 
compreensão do vocabulário neles contidos. 
 
Introduçâo ao Inglês Instrumental 
 
 
Estamos habituados a pensar no aprendizado de uma 
língua estrangeira voltado para a comunicação, o que inclui o 
aprendizado de quatro habilidades básicas: ouvir, falar, ler e 
escrever. Mas existem inúmeros objetivos para alguém se 
interessar para aprender uma língua estrangeira e, 
assim,existem várias possibilidades de voltar-se para 
aprendizados mais específicos, que destaquem algumas 
habilidades. 
No que tange à leitura, por exemplo, já vem de bem 
longe a elaboração de abordagens direcionadas para o ensino 
de língua inglesa, chama-se a esse processo de ensino 
aprendizagem de Inglês Instrumental. O inglês instrumental é 
uma abordagem que se concentra no aprendizado da leitura 
em uma língua estrangeira, levando o aprendiz a interagir com 
o texto e despertando sua atenção para as pistas contextuais 
apresentadas pelos textos, assim como procurando dar 
noções da estrutura da língua alvo e noções de tradução. É o 
que vamos explorar neste material. 
 
Como funciona este aprendizado? 
 
 
A metodologia do inglês instrumental tem como 
premissa básica levar o aluno a descobrir suas necessidades. 
Acadêmicas e profissionais dentro de um contexto 
autêntico, oriundo do mundo real. Portanto, o curso típico de 
inglês instrumental é elaborado a partir do levantamento de 
situações em que o conhecimento específico da língua inglesa 
permite ao aluno desempenhar melhor uma função lingüística 
específica. 
No caso do funcionário que lida com clientes 
estrangeiros, para poder orientá-los devidamente, esse 
funcionário necessitará conhecer suficientemente ou o idioma 
nativo do cliente ou um terceiro idioma (geralmente uma 
língua franca de projeção mundial como o inglês ou o 
espanhol) que o cliente também fale. Com o conhecimento 
básico dessa língua e a prática do vocabulário específico, o 
funcionário poderá se comunicar e fazer um atendimento 
significantemente melhor do que se o mesmo não tivesse esse 
conhecimento lingüístico. Profissionais que trabalham com 
relatórios, pareceres, manuais, artigos e textos em língua 
estrangeira aprendem estratégias para facilitar a leitura e 
compreensão, sem que seja necessária a tradução na íntegra. 
 
 
Falsos Cognatos 
 
 
Também chamados de falsos amigos, os falsos 
cognatos são palavras normalmente derivadas do latim, 
aparecendo em diferentes idiomas com ortografia semelhante, 
mas que ao longo dos tempos acabaram adquirindo 
significados diferentes. Essas palavras causam confusão nos 
estudantes de qualquer língua estrangeira, fazendo com que 
os mesmos façam analogias com palavras parecidas em 
língua portuguesa, induzindo ao erro. Mas não existe nenhum 
motivo real para se preocupar com os falsos cognatos. Eles 
correspondem a uma parcela mínima das palavras em inglês. 
Contudo, procure não acreditar em “fórmulas mágicas” para se 
aprender as palavras via cognatos. A seguir, uma tabela para 
facilitar o reconhecimento dos falsos cognatos 
 
Instituição de Ensino Charles Babbage 51 
http://www.uniorka.com.br/
null
null
null
null
null
null
Ambigüidade Lexical objetivo. Segundo, deve ser utilizado caso se desconheça 
totalmente a palavra e não se consiga usar as técnicas 
apresentadas acima, devendo contextualizar a palavra. 
Exemplo: 
 
“A fallacy is a kind of error in reasoning. The 
alphabetical list below contains 176 names of the most 
common fallacies, and it provides explanations and 
examples of each of them. Fallacies should not be 
persuasive, but they often are. Fallacies may be created 
unintentionally, or they may be created intentionally in 
order to deceiveother people. The vast majority of the 
commonly identified fallacies involve arguments, although 
some involve explanations, or definitions, or other 
products of reasoning.” 
 
Se fossemos, por exemplo, pesquisar a definição da 
palavra “be”, teria vários significados... No entanto, lendo 
atentamente, com um pouco de calma, chega-se ao verbo 
“ser” e completa-se o sentido. Isso ressalta a importância do 
contexto em toda e qualquer leitura de inglês instrumental, 
pois é através dela, na maioria das vezes, que se chega ao 
significado de palavras que desconhecemos e que nos 
deixaria em dúvidas quando formos atrás dela no dicionário. 
 
Como usar um dicionário 
 
 
A primeira regra fundamental sobre o uso do dicionário 
na leitura é que ele deve ser usado esporadicamente. Na 
leitura tradicional, com texto impresso em papel, a consulta 
feita ao dicionário é extremamente obstrutiva. O leitor precisa 
interromper totalmente a leitura, mover-se para um outro texto 
e iniciar um outro tipo de leitura,geralmente precedida de uma 
busca em várias páginas, até achar a palavra que procura, 
num verbete com maior ou menor grau de complexidade. Lido 
o verbete, faz a viagem de volta ao texto original, onde vaiter 
que se localizar novamente, provavelmente relendo partes do 
texto até o ponto onde ocorreu a interrupção. A consulta 
aodicionário, portanto, só é aceita como último recurso, 
quando todas as demais estratégias de construção do 
sentidofalharem.Existe também a questão do tipo de 
dicionário. Deixando de lado os dicionários especializados, 
como aqueles voltados para áreas específicas de 
conhecimento (dicionários estatísticos, filosóficos, 
etimológicos, ortográficos, regionais, de termos porto- 
alegrenses, etc.), temos basicamente quatro tipos: (1) 
Dicionário monolíngüe voltado para as necessidades 
dos falantes nativos, com ênfase nas palavras menos 
 
A ambiguidade lexical acontece quando uma palavra 
possui mais de um significado possível. Esses significados 
são todos contextuais, que variam de situação para situação. 
Não há como listar todas as ambigüidades lexicais,devendo o 
leitor estar muito atento a esse detalhe quando efetuar a 
leitura do texto escrito. 
Então conseguem perceber como só observando o 
texto é possível extrair dele algumas informações que podem 
vir a ser úteis na sua leitura? Se você conhecer a respeito de 
baseball, vai saber que se trata de dois times norte- 
americanos, uma vez que nos EUA o esporte é muito famoso. 
Vai reconhecer o esporte olhando meramente para a 
ilustração. Em outros casos, uma pesquisa básica revelaria 
essas informações ou mesmo uma leitura rápida em algumas 
linhas 
 
Typographical Evidences 
 
Um segundo passo importante é analisar a tipografia 
do texto, seus pontos e como as palavras estão dispostas. 
 
Também envolve palavras em negrito, itálico, 
sublinhadas e símbolos utilizados. É parecido com a 
técnica anterior, contudo, requer uma análise mais voltada 
a forma escrita. 
 
Exemplo: 
CHIP – protection by information 
CHIP refers to the Chemicals (Hazard Information 
and Packaging for Supply) 
Regulations 2002. These are sometimes also known 
as CHIP3. 
Pelo exemplo acima, usando a evidência tipográfica, 
conseguimos ver que o nome maior se trata do título do texto, 
por estar com fonte diferenciada, maior e em negrito. Abaixo 
vem a explicação, uma vez que repete parte 
do que foi colocado no título acima e os parêntesis 
ajudam a explicar alguma coisa relativa ao período. CHIP 
aparece em maiúscula, então possivelmente é importante para 
a compreensão do texto que seguirá. 
 
Dictionary 
 
O uso de um dicionário ajuda muito na compreensão 
de um texto. Contudo, devemos evitar algumas coisas. 
Primeiro, não se faz tradução literal, por não ser o nosso 
Instituição de Ensino Charles Babbage 52 
null
null
null
null
null
null
freqüentes ou acepções mais raras; (2)dicionário bilíngue 
com uma preocupação maior nas palavras mais freqüentes e 
expressões idiomáticas pelos problemas de polissemia que 
podem apresentar; (3) dicionário de aprendizagem, com 
inúmeros exemplos de uso da língua, e que servem tanto 
para atividades de leitura como de produção textual; e 
finalmente (4) os dicionários mistos que reúnem as 
características do bilíngue e do dicionário de aprendizagem. 
Um exemplo deste último tipo é o Longman English 
Dictionary for Portuguese Speakers (Konder, 1983). 
Há dicionários que podem oferecer uma ajuda maior 
ou menor ao leitor de um texto em língua estrangeira. Um 
dicionário monolíngue, feito para leitores nativos, 
provavelmente será menos útil do que um dicionário de 
aprendizagem, com inúmeros exemplos de uso. No caso 
específico da leitura em língua estrangeira, um dicionário 
bilíngüe de bolso, provavelmente será mais útil do que um 
dicionário monolíngue de aprendizagem.Você pode notar que 
podemos encontrar:- A representação fonética das palavras- 
Abreviaturas 
- Significado das palavras 
- Classe gramatical das palavras 
Veja o exemplo seguinte e responda: 
 
1. Qual é a representação fonética da palavra “look”? 
2. Quantos significados ela pode ter como substantivo? E 
como verbo? 
3. Qual é a primeira expressão mencionada? 
4. Qual é o significado de “ to look for? 
diferente. Em Inglês também o contexto é muito importante 
para a interpretação adequada dos vocábulos. 
1. The waiter fills their glasses with champagne.2. She went 
to the optician for a new pair of glasses 
3. This window is made of glass 
4. I like computers. 
5. OS2 operating system is like 
Ms DOS Você precisa ter em mente que na leitura 
de textos técnicos você encontrará várias palavras em 
inglês que talvez já façam parte de seu vocabulário, mas 
que nesse contexto irão adquirir novos significados. 
 
Abreviaturas mais comuns encontradas nos 
dicionários: 
 
f. feminino 
m.Masculino 
m.pl = masculino plural 
p.p. = particípio passado pl = plural pop. = popular 
pref. = prefixo 
prep. = preposição 
pret. = pretérito 
pron. = pronome 
s. substantivos. 
pl = plural 
sg. = singular 
sup. = superlativo 
v. = verbo 
var. = variante de 
 
Verbos 
Quando você procura um verbo no dicionário 
geralmente encontra a base do verbo, por exemplo: look, 
work teach. Mas, quando lemos textos encontramos os 
verbos sob diferentes formas: looking, worked, teaches. 
Quando verbo é irregular encontramos a seguinte explicação 
no dicionário: Fell/fel/ v. passado de fall. Assim, terá que 
procurar o verbo na sua forma base (fall), para encontrar a 
definição da palavra. Observe os seguintes exemplos em 
Português e Inglês. Quais as semelhanças na forma de 
utilização das palavras no Português e no Inglês? 
1. Ele apagou as velas 
.2. Tenho que limpar as velas do carro. 
3. O marinheiro levantou as velas do barco. 
4. Eu não vou ao cinema com eles porque detesto segurar 
vela 
É claro que o contexto é sempre importante para a 
compreensão das palavras que têm vários significados 
 
Símbolos Comuns:separação da categoria morfológica 
Substitui a palavra de entrada (ou seja, a palavra que se está 
consultando) 
Símbolos fonéticos: Formas de pronúncia 
Vogais / Ditongos / Semivogais / ConsoantesSinal 
que significa acentuação Sinal : que significa prolongação 
 
Repeated Words 
 
 
Uma última técnica, muito importante, é o uso das 
palavras repetidas. Analisando qualquer texto em língua 
inglesa, é possível notar que algumas palavras se repetem e 
é importante notar isso. É preciso também verificar se a 
palavra tem o mesmo significado dentro do texto, mesmo que 
ela se repita diversas vezes. Mas é uma pista de que ela, 
possivelmente, se trata de algum termo importante para o 
texto. Em inglês costumam repetir muito os pronomes 
pessoais, por conta da 
Instituição de Ensino Charles Babbage 53 
null
null
null
null
null
null
estruturassubject+verb+complements(sujeito+verbo+comple 
mentos), sendo que toda oração deve ter um sujeito 
declarado 
 
Estratégias de Leitura 
 
 
Além das técnicas apresentadas no capítulo anterior, 
existem duas estratégias principais que você precisa conhe- 
cer: oskimming e o scanning. 
 
SKIMMING 
 
 
Consiste numa estratégia na qual se faz uma leitura 
superficializada do texto. Analisa-se tão somente um 
sentidogeral, sem se ater a uma informação específica. São 
levantados apenas os aspectos gerais do texto e de sua 
leitura, para que com isso se tenha uma base para uma 
leitura mais aprofundada. 
 
Leia então o texto que segue: 
 
 
July’s Poem of the MonthIf Death is Kind 
By Sara Teasdale (1884 - 1933) 
Perhaps if Death is kind, and there can be returning, 
We will come back to earth some fragrant night, 
And take these lanes to find the sea, and bending 
Breathe the same honeysuckle, low and white. We will 
come down at night to these resounding beaches And the 
long gentle thunder of the sea, Here for a single hour in the 
wide starlight We shall be happy, for the dead are free. 
Primeiro, olhando de uma forma geral, pode-se dizer 
que se trata de um poema, por conta da palavra põem,que 
abre o texto. Há alguma coisa que parecem versos, com 
orações incompletas em cada linha. Existem virgulas ao final 
de cada verso, o que indica que não segue uma ordem 
sintática padrão.Analisando os verdadeiros cognatos, tem a 
palavra returning que é parecida com 
A idéia de alguma coisa que está voltando. Tem a 
palavra fragrante que é parecida com fragrant, indicando 
alguma coisa que possui cheiro, possivelmente bom. Tem a 
palavra gentle, que é parecida comgentil e a palavra hour que 
é parecida com hora. Dando uma lida rápida, a palavra 
deathse repete duas vezes no texto, mostrando que é 
importante, de alguma forma, inclusive aparecendo no título. 
Indo ao dicionário, encontra-se como definição a palavra 
morte, então certamente esse poema fala de morte. Fala de 
tempo também, uma vez que tem uma imagem de um relógio. 
Podemos então dizer com isso que esse é um poema que fala 
sobre a morte e sobre o tempo. E isso tudo sem ao menos ter 
lido esse poema a fundo, pegando apenas algumas palavras e 
fazendo uma previsão do seu conteúdo. É nisso que o 
skimming vai se pautar. Muitas vezes temos diversos textos a 
nossa disposição e saber exatamente do que eles tratam vai 
nos auxiliar para que saibamos exatamente onde procurar 
uma determinada informação. 
Como é possível perceber, essa é a forma onde se 
usa muitas das técnicas aprendidas anteriormente. Não 
existe uma preocupação em saber exatamente os detalhes, 
apenas as generalidades do texto. 
 
Como fazer uso do skimming? 
 
 
A técnica requer que você use pequenos fragmentos 
do texto apresentado para uma leitura superficial, sem se 
prender a detalhes. Então comece lendo sempre os títulos, 
cabeçalhos, índices, sumários e ilustrações. Procure ler 
também o primeiro parágrafo de cada ponto do texto, depois 
do título, além de prestar atenção em números, datas, 
gráficos, esquemas e palavras que de alguma forma estejam 
em destaque. Se o texto contiver alguma introdução, procure 
lê-la, pois ela costuma resumir todo o assunto relativo ao 
texto ao qual ela apresenta. 
 
SCANNING 
É a técnica empregada quando se procura uma 
informação mais específica e menos geral acerca de um 
texto. 
Do contrário do skimming, aqui se visa a busca de 
alguma informação de maneira rápida, dando uma lida em 
algumas poucas palavras para encontrá-la. Para tanto, 
existem alguns passos que devem ser seguidos para se fazer 
um scanning de forma eficiente. 
 
Keywords (palavras-chave) 
 
 
São algumas palavras que, pelo seu grau de 
importância, ajudam a dar uma ideia daquilo que se fala em 
determinado trecho. Destacando algumas palavras do próprio 
texto é possível pegar seu sentido geral e, assim,fazer uma 
leitura mais proveitosa. 
 
Mapa Mental 
 
 
Após encontrar algumas palavras que resumam o 
texto, é preciso também criar um mapa, contendo os 
assuntos mais relevantes do texto e colocar numa ordem de 
Instituição de Ensino Charles Babbage 54 
null
null
null
null
null
null
null
null
null
Segurança na Construnção Cívil 
importância esses assuntos. Para isso se torna 
necessárioseparar o texto em pequenos blocos, de acordo 
com o assunto e a importância. Para cada assunto, pegar 
palavras-chave do próprio texto e, com elas, montar um 
pequeno sumário mental.Para determinar o assunto de um 
determinado bloco de texto, é necessário o uso de poucas 
palavras, para ser de fácil memorização. Quanto menos 
palavras e quando mais simples forem as mesmas, 
melhor.Também é útil descartar informações que não serão 
usadas e blocos com informação irrelevante. 
 
Anotações 
 
 
Fala anotações ao longo do texto, sobretudo em 
expressões pouco conhecidas ou estranhas. Procure sempre 
o significado das siglas e abreviações usadas e, se possível, 
monte um pequeno glossário com as expressões mais 
comuns utilizadas no texto lido. Isso vai facilitar o trabalho de 
procura de informações. 
 
Buscando informações específicas 
 
 
Após usar as técnicas apresentadas anteriormente, 
fica uma questão em aberto: e quando eu quiser alguma 
informação específica, como devo proceder? Ou ainda, 
quando eu precisar de uma informação detalhada, como 
posso conseguir essa informação em pouco tempo? 
Primeiro, procure conhecer previamente o texto onde 
as informações serão retiradas. Faça uso do scanning 
edoskimming, fazendo algumas anotações e construindo um 
mapa mental. Depois disso, tente localizar o trecho de onde 
você precisará da informação e faça uma leitura 
aprofundada, consultando os verbetes que parecerem ser 
mais importantes e as siglas apresentadas. Procure 
relacionar quaisquer elementos gráficos presentes,como 
figuras, tabelas, caixas de texto e outras coisas, dessa forma 
elas te darão pistas de que aquilo faz parte da informação 
específica. 
Você poderá aplicar os conhecimentos adquiridos 
nesta disciplina desenvolvendo a tradução do texto a seguir: 
 
SAFE WORK IN CONFINED SPACES 
 
 
This document is aimed at employers and the self- 
employed who carry outwork in confined spaces, and forms 
part of HSE’s commitment to make simple and practical 
guidance available for small firms. It will help them take the 
necessary action to meet the requirements of the Confined 
Spaces Regulations 1997. It will also be a useful source of 
information to anyone involved in carrying out work in 
confined spaces. 
Confined spaces can be deadly 
A number of people are killed or seriously injured in 
confined spaces each year in the UK. This happens in a wide 
range of industries, from those involving complex plant to 
simple storage vessels. Those killed include not only people 
working in the confined space but those who try to rescue 
them without proper training and equipment. 
What is a confined space? 
It can be any space of an enclosed nature where there 
is a risk of death or serious injury from hazardous substances 
or dangerous conditions (e g lack of oxygen).Some confined 
spaces are fairly easy to identify, e g enclosures with limited 
openings: 
▪ storage tanks; 
▪ silos; 
▪ reaction vessels; 
▪ enclosed drains; 
▪ sewer 
It is not possible to provide a comprehensive list of 
confined spaces. Some places may become confined spaces 
when work is carried out, or during their construction, 
fabrication or subsequent modification. Lembre-se: para 
aperfeiçoar o seu aprendizado é fundamental a prática de 
leitura e traduções. 
 
 
 
 
 
SAÚDE E PREVENÇÃO DO TRABALHO 
 
 
 
 
Nesta disciplina 
estudaremos os riscos 
encontrados no processo de 
trabalho na construção civil, bem 
como as ações de segurança para 
o desenvolvimento do trabalho 
 
Instituição de Ensino Charles Babbage 
 
VOCÊ ENCONTRA TEXTOS TÉCNICOS 
PARA TRADUZIR EM: 
www.uniorka.com.br 
55 
http://www.uniorka.com.br/
null
null
null
seguro, através da compreensão dos riscos pertinentes às 
atividades, bem como do disposto na NR 18 (Condições e 
Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção), 
norma esta que estabelece as diretrizes de segurança para o 
setor da construção civil. 
 
A Construção Civil é um dos setores que apresenta as 
piores condições de segurança, no Brasil e em nível mundial. 
Em nosso país, apresenta um dos maiores índices de 
ocorrência de Acidentes de Trabalho. Como essa situação 
encarece os cofres públicos, considerando-se que o 
pagamento da indenização ou benefício ao trabalhador é feito 
pela Previdência Social, houve empenho governamental de 
revisar as normas de segurança relacionadas à construção 
civil. Os custos para implantação de sistemas de saúde e 
segurança nos canteiros de obra são altos, mas necessários 
para o fluxo do trabalho. Vários são os fatores que colocam a 
ICC entre os maiores índices de acidentes. A população 
trabalhadora do setor apresenta instabilidade empregatícia; 
em épocas de crescimento do setor, são recrutados da zona 
rural ou de estados maispobres sem nenhum treinamento 
específico e, portanto, sem qualificação profissional. A baixa 
qualificação, a elevada rotatividade e o reduzido investimento 
por parte das empresas em treinamento e desenvolvimento 
costumam ser algo característico deste setor da indústria. 
A modernização da ICC, gerou a exigência de maior 
produtividade e qualidade do produto, fazendo as empresas 
passarem a se preocupar com os operários, no sentido de 
treiná-los, capacitá-los e fazê-los criar vínculos de fidelidade. 
Os índices de acidentes e doenças ocupacionais vêm 
diminuindo com as contribuições da Norma Regulamentadora 
nº18 e das ações desenvolvidas pelos Comitês Permanentes 
Regionais sobre Condições e Meio Ambiente do Trabalho na 
Indústria da Construção. A aplicação da Legislação é 
dependente da fiscalização, que por ser em parte deficiente, 
torna lento o processo de melhoria no setor. 
Ainda encontra-se grande parte dos canteiros de obra 
com ordem e limpeza deficientes, diante do acúmulo de 
materiais pontiagudos, escombros e outros, além da falta de 
dispositivos de proteção ao acesso da obra, rampas e 
passarelas. O transporte do pessoal, muitas vezes, ainda não 
atende as normas de segurança e também é utilizado para o 
transporte de materiais. Os Equipamentos de Proteção 
Individual (EPI) mais usados são os capacetes e luvas, 
ficando esquecidos os protetores auriculares e faciais, os 
cintos de segurança e os sapatos especiais. Na fase mais 
demorada da construção (trabalho em concreto armado), 
freqüentemente há quedas nas beiras de lajes, choques 
elétricos causados por vibradores e até por fios de alta tensão, 
além de queda de materiais nas áreas junto às fachadas. 
Neste cenário, notamos que os trabalhadores da 
construção civil constituem um grupo de pessoas que realizam 
sua atividade laboral em ambiente insalubre e de modo 
arriscado. Geralmente são atendidos inadequadamente em 
relação aos salários, alimentação e transporte; possui 
pequena capacidade reivindicatória e, possivelmente, reduzida 
conscientização sobre os riscos aos quais estão submetidos. 
Outra questão importante é a respeito dos registros dos 
acidentes de trabalho, em sua maioria, os acidentados são 
atendidos pelo sistema público, que, em geral, não consegue 
reconhecê-los enquanto trabalhadores e, dessa forma, os 
seus AT acabam não sendo oficialmente informado à 
Previdência Social, o que colabora para o fortalecimento do 
quadro de subnotificação acidentária do país. Logo, se os 
índices oficiais são altos, os índices reais são bem maiores. 
 
Segurança e Trabalho - Legislação e Responsabilidades 
 
 
Para a promoção do trabalho seguro, Empregadores, 
Supervisores de Projetos e Trabalhadores Autônomos, todos 
têm o dever de programar medidas de segurança em todo o 
estabelecimento que admitir alguém como empregado, por 
tratar-se de uma questão prevencionista prevista pela 
legislação vigente. 
 
As ações de segurança devem contemplar: 
 
 
• Programas de controle de 
riscos e prevenção de 
acidentes; 
• Programa de Controle Médico 
e Saúde Ocupacional; 
• Emprego de equipamento de 
proteção individual, com as devidas especificações e com a 
realização de treinamentos e recebimento de cópias de 
procedimentos e operações a serem realizados; 
• Sistema de sinalização de segurança e/ou de saúde nos 
locais onde não seja possível evitar a existência de perigos ou 
onde estes não possam ser adequadamente reduzidos através 
da aplicação de medidas preventivas; 
• Programas educativos de conscientização de riscos entre a 
população trabalhadora. 
No Brasil, a Norma Regulamentadora NR-18 do 
Ministério do Trabalho e Emprego que trata das condições e 
meio ambiente de trabalho na Indústria da Construção - 
PCMAT estabelece, entre os seus diversos itens, diretrizes de 
Instituição de Ensino Charles Babbage 56 
 
null
null
ordem administrativa, de planejamento e de organização, que 
visam a implementação de medidas de controle e sistemas 
preventivos de segurança nos processos, nas condições e no 
meio ambiente de trabalho na Indústria da Construção. Quanto 
a movimentação e transporte de materiais e pessoas, os 
equipamentos de transporte vertical de cargas devem ser 
dimensionados por profissional legalmente habilitado. A NR- 
11– que versa sobre transporte, movimentação, armazenagem 
e manuseio de materiais estabelece os requisitos de 
segurança observados nos locais de trabalho, no que se refere 
ao transporte, à movimentação, à armazenagem, e ao 
manuseio de materiais, tanto de forma mecânica quanto 
manual, objetivando a prevenção de acidentes e doenças 
ocupacionais. 
Está determinado também na NR-18 que todo canteiro 
de obras deve contar com a presença de áreas de vivência 
mantidas em perfeito estado de conservação, higiene e 
limpeza, e que sejam equipadas com instalações sanitárias; 
vestiário; alojamento; local de refeições; cozinha, quando 
houver preparo de refeições; lavanderia; área de lazer; 
ambulatório, quando se tratar de frentes de trabalho com 50 
(cinquenta) ou mais trabalhadores. 
 
PCMAT - Programa de Condições e Meio Ambiente de 
Trabalho na Indústria da Construção – O que diz a 
Norma? 
São obrigatórios a elaboração e o cumprimento do 
PCMAT nos estabelecimentos com 20 (vinte) trabalhadores 
ou mais, contemplando os aspectos desta NR e outros 
dispositivos complementares de segurança, deve contemplar 
as exigências contidas na NR 9 - Programa de Prevenção e 
Riscos Ambientais. O PCMAT deve ser mantido no 
estabelecimento à disposição do órgão regional do Ministério 
do Trabalho, e deve ser elaborado e executado por 
profissional legalmente habilitado na área de segurança do 
trabalho. 
A implementação do PCMAT nos estabelecimentos é 
de responsabilidade do empregador ou condomínio. 
 
Documentos que integram o PCMAT: 
 
 
a) memorial sobre condições e meio ambiente de trabalho nas 
atividades e operações, levando-se em consideração riscos de 
acidentes e de doenças do trabalho e suas respectivas 
medidas preventivas; 
b) projeto de execução das proteções coletivas em 
conformidade com as etapas de execução da obra; 
c) especificação técnica das proteções coletivas e individuais 
a serem utilizadas; 
d) cronograma de implantação das medidas preventivas 
definidas no PCMAT; 
e) layout inicial do canteiro de obras, contemplando, inclusive, 
previsão de dimensionamento das áreas de vivência; 
f) programa educativo contemplando a temática de prevenção 
de acidentes e doenças do trabalho, com sua carga horária. 
Ao final deste material você encontra anexo o link da 
NR 18 – Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria 
da Construção. 
 
Prevenção de acidentes – Avaliação dos riscos 
 
 
Existem inúmeros perigos inerentes ao trabalho na 
construção civil. No entanto, existem também inúmeras “boas 
práticas” que podem facilmente ser aplicadas no sentido de 
impedir a ocorrência de acidentes. O primeiro passo consiste 
em efetuar a avaliação dos riscos de forma adequada e 
suficiente. Deverá ser assegurada uma verdadeira redução da 
exposição ao perigo, quer por parte dos trabalhadores, quer 
de outras pessoas (incluindo os visitantes dos canteiros de 
obras ou o público que está de passagem), a avaliação dos 
riscos deverá considerar todos os possíveis riscos e perigos. 
Assegurar a redução de um risco não implica criar outro. 
Todos os perigos deverão ser identificados, incluindo os que 
decorrem de atividades laborais e de outros fatores como, por 
exemplo, o planejamento dos canteiros de obras. 
A esta fase de identificação segue-se a avaliação da 
extensão dos riscos existentes e a avaliação das medidas de 
prevenção disponíveis. Foram tomadas medidas suficientes 
ou é necessário tomar medidas adicionais? Os resultados da 
avaliação dos riscos ajudarão a selecionar as medidas mais 
adequadas. Faz-se necessário também,um trabalho 
estatístico que análise de dados, determinando os focos de 
acidentes e posteriormente elaborando o plano de ação de 
segurança. Como podemos observar na tabela abaixo, a 
queda em altura é o fator gerador de ocorrência de acidentes. 
 
Prevenção prática 
 
 
Os principais perigos incluem o trabalho em altura, os 
trabalhos de escavação e a movimentação de cargas. É 
necessário dar prioridade a medidas que eliminem ou reduzam 
os perigos na sua origem e que proporcionem uma proteção 
coletiva. Primeiramente devemos atuar de forma a promover a 
proteção do conjunto de trabalhadores – Proteção 
Coletiva, posteriormente, devemos atuar no trabalhador de 
Instituição de Ensino Charles Babbage 57 
null
null
Se qualquer das respostas for “não”, é necessário tomar 
medidas de prevenção antes de iniciar o trabalho, tais como: 
forma individual – Proteção Individual. As medidas de 
proteção individual, como por exemplo, a utilização de 
equipamento de proteção, deverão ser implementadas nos 
casos em que não seja possível efetuar uma redução 
significativa dos riscos através de outros meios. Além da 
avaliação global dos riscos é necessário efetuar um 
acompanhamento constante através das inspeções nos locais 
de trabalho, avaliando a necessidade de novos procedimentos 
de segurança, bem como a melhoria contínua das ações 
empregadas. 
 
 
Trabalho em locais de grande 
altitude 
As quedas em altura 
constituem a causa mais 
comum de lesões e mortes na 
indústria da construção civil. 
 
As causas incluem: 
 
 
• Falto de dispositivos de segurança coletivo e/ou individual; 
• Trabalho em andaimes ou plataformas que não estão 
equipados com grades de segurança, 
• Telhados frágeis; 
• Escadas que não são adequadamente apoiadas, 
posicionadas e fixadas; 
• Método impróprio para o trabalho, como falta de meios 
adequados de alcance de materiais; 
• Trabalhador não apto para o trabalho em altura, sem 
condições de saúde apropriadas. 
 
Todo o processo de construção deverá ser planejado 
de forma a minimizar o risco de ocorrência de quedas. 
Durante a fase de concepção do projeto pode planejar-se a 
existência de meios de proteção contra quedas. É possível 
reduzir os riscos através da utilização de guarda-corpos, 
grades de segurança feitas sob medida ou, por último e caso o 
risco continue a existir, fazer uso do cinto de segurança. 
Respeitar os procedimentos de segurança adotado, manter a 
organização durante as tarefas, evitar improvisos, adotando 
práticas prevencionistas é também de grande contribuição 
para um ambiente de trabalho equilibrado e seguro. 
→Veja a seguir um exemplo de chek-list que poderá ser 
empregado durante o desenvolvimento do trabalho em altura: 
 
Controle de andaimes e escadas 
✓Foi selecionado o equipamento mais adequado com vista à 
segurança incluindo o acesso e evacuação? 
 
✓As escadas de mão são usadas apenas quando não se 
justifica a utilização de outro equipamento, por um curto 
período de tempo ou de risco mínimo? 
 
✓ O andaime foi montado sobre uma superfície firme? 
 
✓As grades de segurança, os guarda-corpo, as bandejas 
estão todos bem posicionados e a uma altura correta? 
 
✓Existem tábuas suficientes para montar a plataforma de 
trabalho? 
 
✓ As tábuas estão bem fixas e posicionadas? 
 
✓ Foram retirados quaisquer cabos de fixação dos andaimes? 
 
✓A utilização de uma escada é o método mais seguro e 
adequado para o trabalho em questão? 
 
✓A escada está em boas condições e é adequada para o tipo 
e altura do trabalho? 
 
✓ A escada pode ser colocada de forma que evite 
ultrapassar as extremidades da obra? 
 
✓A escada pode ser fixada na extremidade superior e na 
inferior? 
 
✓ A superfície de apoio é firme e nivelada? 
 
 
✓Assegurar que as aberturas como, por exemplo, os buracos 
no chão, estão vedadas através de barreiras seguras (por 
exemplo, com grades de segurança e com pranchas de 
passagem) ou estão cobertas. Fixar a cobertura em posição 
ou assinalá-la com um aviso. 
 
✓Verificar todos os elementos do andaime relativamente à 
segurança antes de iniciar o trabalho de montagem do 
mesmo. 
 
✓Inspecionar as escadas antes de subir às mesmas, de forma 
a assegurar que estão em boas condições e corretamente 
posicionadas e fixadas. 
 
✓Utilizar equipamentos de prevenção de queda quando se 
está nos andaimes, sobretudo antes de se proceder à 
colocação das grades de segurança e das pranchas de 
Instituição de Ensino Charles Babbage 58 
null
null
passagem, e assegurar que os cabos do cinto de segurança 
estão fixados a uma estrutura firme e que são corretamente 
utilizados. 
 
✓Não atirar equipamentos ou materiais para níveis mais 
baixos, para o solo ou para as redes de segurança. 
 
As inspeções, através dos chek-list, são fundamentais 
para o controle de risco 
 
Trabalho em escavações 
 
 
Antes de dar início a qualquer trabalho de escavação é 
necessário ter em consideração todos os perigos potenciais – 
incluindo o desmoronamento das valas, a queda de pessoas e 
veículos nas escavações e a destruição de estruturas 
existentes nas proximidades. Em seguida, devem ser 
implementadas as medidas preventivas adequadas. A 
sinalização de todos os trabalhos subterrâneos deve ser 
aplicada, devendo ser tomadas todas as precauções 
necessárias para evitar acidentes é necessário assegurar que 
todos os materiais adequados para escorar as escavações 
estão disponíveis no local, observando também a existência 
de métodos seguros para colocar e remover o material de 
escoramento. É necessário avaliar qual o equipamento de 
manuseio de material que será necessário e adequado, sendo 
fundamental assegurar que o equipamento será entregue na 
data planejada e que o canteiro de obras está preparado para 
recebê-lo. Efetuar inspeções diárias de forma a assegurar que 
as medidas preventivas estão sendo aplicadas e suficientes é 
fundamental para a manutenção da segurança nos ambientes 
de trabalho. 
 
Instalações Elétricas 
 
 
As condições elétricas na Construção Civil devem ser 
rigorosamente observadas, visto que o risco elétrico é a causa 
de um grande número de acidentes fatais. Os canteiros de 
obra devem garantir o total isolamento de todas as partes 
vivas energizadas e o quadro provisório de tomadas deve 
estar devidamente aterrado junto ao quadro de distribuição de 
energia. 
 
A NR 18 estabelece as seguintes diretrizes de 
segurança para as Instalações Elétricas no setor da 
construção civil: 
✓ A execução e manutenção das instalações elétricas devem 
ser realizadas por trabalhador qualificado, e a supervisão por 
profissional legalmente habilitado. 
 
✓ Somente podem ser realizados serviços nas instalações 
quando o circuito elétrico não estiver energizado. 
 
✓ Quando não for possível desligar o circuito elétrico, o 
serviço somente poderá ser executado após terem 
sido adotadas as medidas de proteção complementares, 
sendo obrigatório o uso de ferramentas apropriadas e 
equipamentos de proteção individual. 
 
✓ É proibida a existência de partes vivas expostas de 
circuitos e equipamentos elétricos. 
 
✓ As emendas e derivações dos condutores devem ser 
executadas de modo que assegurem a resistência mecânica e 
contato elétrico adequado. 
 
✓ O isolamento de emendas e derivações deve ter 
característica equivalente à dos condutores utilizados. 
 
✓ Os condutores devem ter isolamento adequado, não sendo 
permitido obstruir a circulação de materiais e pessoas. 
 
✓ Os circuitos elétricos devem ser protegidos contra 
impactos mecânicos, umidade e agentes corrosivos. 
 
✓ Sempre que a fiação de um circuito provisório se tornar 
inoperante ou dispensável, deve ser retirada pelo eletricista 
responsável. 
 
✓As chaves blindadas devem ser convenientemente 
protegidas de intempéries e instaladas em posição que 
impeça o fechamento acidental do circuito. 
 
✓Os porta-fusíveisque provocam o acidente, para 
que seja evitada sua repetição. 
 
 
Instituição de Ensino Charles Babbage 5 
null
null
null
null
null
null
null
null
null
null
null
null
null
null
null
Consequências dos acidentes de trabalho 
 
 
Os acidentes de trabalho geram inúmeras 
consequências, dentre elas os gastos da empresa com o 
tempo de afastamento do funcionário após a ocorrência do 
acidente devido à reposição da mão de obra; os custos com 
atendimento médico ao acidentado; os danos materiais 
relativos à manutenção dos maquinários ou equipamentos 
envolvidos nos acidentes, os custos gerados à Previdência 
Social referente aos benefícios a serem pagos com auxílio 
doença, auxílio acidente, aposentadoria por invalidez, etc. 
Porém, certamente o mais afetado sempre é trabalhador que 
muitas vezes fica por longo período afastado de suas funções 
com sua saúde afetada e ganhos reduzidos. 
Além disso, a imagem da empresa fica associada a uma 
política frágil de saúde e segurança, agregando um conceito 
negativo aos seus produtos. 
 
 
serviços especializados em engenharia de segurança e 
medicina do trabalho 
 
A Norma Regulamentadora 4 Institui o 
dimensionamento do SESMT -Serviços Especializados em 
Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho 
conforme o grau de risco da atividade econômica principal e 
o número total de empregados do estabelecimento. 
 
NR 4 - Relaciona a necessidade dos serviços de 
Engenharia e Segurança do Trabalho ao Risco da 
Empresa e a Quantidade de Funcionários. 
 
 
Equipe 
 
 
Serviços especializados em engenharia de segurança e 
em medicina do trabalho deverão ser integrados por médico 
do trabalho, engenheiro de segurança do trabalho, 
enfermeiro do trabalho, técnico de segurança do trabalho, 
auxiliar de enfermagem do trabalho. 
 
Competências 
 
 
a) aplicar os conhecimentos de engenharia de segurança e 
de medicina do trabalho ao ambiente de trabalho e a todos os 
seus componentes, inclusive máquinas equipamentos, de 
modo a reduzir até eliminar os riscos ali existentes à saúde 
do trabalhador; 
b) determinar, quando esgotados todos os meios conhecidos 
para a eliminação do risco e este persistir, mesmo reduzido, 
a utilização, pelo trabalhador, de Equipamentos de Proteção 
Individual - EPI, de acordo com o que determina a NR 6, 
desde que a concentração, a intensidade ou característica do 
agente assim o exija; 
 
c) colaborar, quando solicitado, nos projetos e na 
implantação de novas instalações físicas e tecnológicas da 
empresa, exercendo a competência disposta na alínea "a"; 
 
d) responsabilizar-se tecnicamente, pela orientação quanto 
ao cumprimento do disposto nas NR aplicáveis às atividades 
executadas pela empresa e/ou seus estabelecimentos; 
 
e) manter permanente relacionamento com a CIPA, valendo- 
se ao máximo de suas observações, além de apoiá-la, treiná- 
la e atendê-la, conforme dispõe a NR 5; 
 
f) promover a realização de atividades de conscientização, 
educação e orientação dos trabalhadores para a prevenção 
de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais, tanto 
através de campanhas quanto de programas de duração 
permanente; 
 
g) esclarecer e conscientizar os empregadores sobre 
acidentes do trabalho e doenças ocupacionais, estimulando- 
os em favor da prevenção; 
 
h) analisar e registrar em documento (s) específico (s) todos 
os acidentes ocorridos na empresa ou estabelecimento, com 
ou sem vítima, e todos os casos de doença ocupacional, 
descrevendo a história e as características do acidente e/ou 
da doença ocupacional, os fatores ambientais, as 
características do agente e as condições do(s) indivíduo(s) 
portador(es) de doença ocupacional ou acidentado(s); 
 
i) registrar mensalmente os dados atualizados de acidentes 
do trabalho, doenças ocupacionais e agentes de 
insalubridade, preenchendo, no mínimo, os quesitos descritos 
nos modelos de mapas constantes nos Quadros III, IV, V e 
VI, devendo a empresa encaminhar um mapa contendo 
avaliação anual dos mesmos dados à Secretaria de 
Segurança e Medicina do Trabalho até o dia 31 de janeiro, 
através do órgão regional do MTb; 
 
comissão interna de prevenção de acidentes - 
cipa 
 
Instituição de Ensino Charles Babbage 6 
null
null
null
null
null
A CIPA é regulamentada 
pela Consolidação das Leis do 
Trabalho (CLT) nos artigos 
162 a 165 e pela Norma 
Regulamentadora 5 (NR-5), 
contida na portaria 3.214/78 
baixada pelo Ministério do 
Trabalho. 
 
Objetivo 
em um volume de informações que exige tratamento 
informatizado para serem bem gerenciadas. 
 
PCMSO: Programa de Controle Médico de Saúde 
Ocupacional, instituído pela NR 7. 
 
Objetivo do PCMSO: Promoção e preservação da saúde do 
conjunto dos seus trabalhadores. 
 
Diretrizes 
 
 
Prevenir acidentes e doenças decorrentes do trabalho, 
de modo a tornar compatível permanentemente o trabalho 
com a preservação da vida e a promoção da saúde do 
trabalhador. 
 
Seu papel mais importante é o de estabelecer uma 
relação de diálogo e conscientização, de forma criativa e 
participativa, entre gerentes e empregados, em relação à 
forma como os trabalhos são realizados, objetivando sempre 
melhorar as condições de trabalho, visando a humanização 
do trabalho. 
 
Programa De Controle Médico E Saúde Ocupacional 
- Pcmso 
 
 
 
Saúde X Trabalho 
 
 
De uma forma geral, existem 
duas considerações importantes na 
relação trabalho e saúde dos 
funcionários: 
 
✓ A capacidade funcional para 
realizar o trabalho, que pode ser afetada devido a problemas 
de saúde, como, por exemplo, redução da capacidade de 
executar um trabalho devido a problemas de coração ou 
redução da capacidade respiratória. 
✓ A falta de saúde do trabalhador pode afetar a segurança 
tanto dele como dos outros envolvidos como, por exemplo, 
no caso de se operar máquinas perigosas. 
 
Para evitar todos esses riscos a legislação trabalhista 
torna-se cada vez mais rígida e exige um controle cada vez 
melhor da saúde e dos riscos a que os funcionários estão 
submetidos. Estes controles exigem uma equipe de pessoas 
trabalhando exclusivamente com este assunto, o que resulta 
1. O PCMSO é parte integrante do conjunto mais amplo das 
iniciativas da empresa no campo de saúde dos seus 
trabalhadores, devendo estar articulado com o disposto nas 
demais Normas Regulamentadoras (NRs - Portaria n° 3.214 
de 8 de junho de 1978, CLT). 
 
2. Deverá considerar as questões incidentes sobre o 
indivíduo e a coletividade dos seus trabalhadores, através da 
análiseclínicoepidemiológica na abordagem entre saúde e o 
trabalho. 
 
3. Terá caráter de prevenção, rastreamento e diagnóstico 
precoce dos agravos à saúde relacionados ao trabalho, 
inclusive de natureza subclínica, além da constatação da 
existência de casos de doenças profissionais ou danos 
irreversíveis à saúde dos seus trabalhadores. 
 
4. Será planejado e implantado com base nos riscos à 
saúde dos trabalhadores, especialmente os identificados nas 
avaliações previstas nas demais NR’s. 
 
. 
 
Responsabilidades 
 
Compete ao empregador: 
 
 
a) Garantir a elaboração e efetiva implementação do 
PCMSO, bem como zelar pela sua eficácia; 
 
b) Custear, sem ônus para o empregado, todos os 
procedimentos relacionados ao PCMSO. 
 
c) Indicar, dentre os médicos dos Serviços Especializados em 
Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho - SESMT, 
da empresa, um coordenador responsável pela execução do 
PCMSO; 
 
d) no caso de a empresa estar desobrigada de manter médico 
do trabalho, de acordo com a NR 4, deverá o empregador 
 
 
Instituição de Ensino Charles Babbage 7 
null
null
null
null
null
null
indicar médico do trabalho, empregado ou não da empresa, 
para coordenar o PCMSO; 
 
Ficam desobrigadas de indicar médico coordenador as 
seguintes empresas: 
 
• Grau de risco 1 e 2, segundo o Quadro 1 da NR 4, comnão deve ficar sob tensão quando as 
chaves blindadas estiverem na posição aberta. 
 
✓As chaves blindadas somente devem ser utilizadas para 
circuitos de distribuição, sendo proibido o seu uso como 
dispositivo de partida e parada de máquinas. 
 
✓As instalações elétricas provisórias de um canteiro de obras 
devem ser constituídas de: 
 
 
 
 
Instituição de Ensino Charles Babbage 59 
null
null
 
Estude sobre “Movimentação de Cargas” 
acessando o ambiente de estudos em: 
www.uniorka.com.br 
a) chave geral do tipo blindada de acordo com a aprovação da 
concessionária local, localizada no quadro principal de 
distribuição. 
b) chave individual para cada circuito de derivação; 
c) chave-faca blindada em quadro de tomadas; 
d) chaves magnéticas e disjuntores, para os equipamentos. 
 
 
✓ Os fusíveis das chaves blindadas devem ter capacidade 
compatível com o circuito a proteger, não sendo permitida sua 
substituição por dispositivos improvisados ou por outros 
fusíveis de capacidade superior, sem a correspondente troca 
da fiação. 
 
✓ Em todos os ramais destinados à ligação de equipamentos 
elétricos, devem ser instalados disjuntores ou chaves 
magnéticas, independentes, que possam ser acionados com 
facilidade e segurança. 
 
✓ As redes de alta-tensão devem ser instaladas de modo a 
evitar contatos acidentais com veículos, equipamentos e 
✓ trabalhadores em circulação, só podendo ser instaladas 
pela concessionária. 
 
✓Os transformadores e estações abaixadoras de tensão 
devem ser instalados em local isolado, sendo permitido 
somente acesso do profissional legalmente habilitado ou 
trabalhador qualificado. 
 
✓As estruturas e carcaças dos equipamentos elétricos devem 
ser eletricamente aterradas. 
 
✓Nos casos em que haja possibilidade de contato acidental 
com qualquer parte viva energizada, deve ser adotado 
isolamento adequado. 
 
✓Os quadros gerais de distribuição devem ser mantidos 
trancados, sendo seus circuitos identificados. 
 
✓ Ao religar chaves blindadas no quadro geral de 
distribuição, todos os equipamentos devem estar desligados. 
 
✓ Máquinas ou equipamentos elétricos móveis só podem ser 
ligados por intermédio de conjunto de plugue e tomados. 
 
As diretrizes de segurança para as instalações elétricas 
previstas pela legislação vigente, deve ser rigorosamente 
observadas. Na construção civil, o risco elétrico é fonte de 
vários acidentes fatais, onde o choque elétrico, muitas vezes 
associado a queda em altura, acaba vitimando um grande 
numero de trabalhadores. 
 
 
 
O que prevê a NR-18? 
 
 
A empresa é obrigada a fornecer aos trabalhadores, 
gratuitamente, EPI adequado ao risco e em perfeito estado 
de conservação e funcionamento, consoante as disposições 
contidas na NR 6 – Equipamento de Proteção Individual - 
EPI. 
 
✓ O cinto de segurança tipo abdominal somente deve ser 
utilizado em serviços de eletricidade e em situações em que 
funcione como limitador de movimentação. 
 
✓ O cinto de segurança tipo pára-quedista deve ser utilizado 
em atividades a mais de 2,00m (dois metros) de altura do 
piso, nas quais haja risco de queda do trabalhador. 
 
✓ O cinto de segurança deve ser dotado de dispositivo trava- 
quedas e estar ligado a cabo de segurança independente da 
estrutura do andaime. (incluído pela Portaria SSST n.º 63, 
de 28 de dezembro de 1998) 
 
✓ Os cintos de segurança tipo abdominal e tipo pára- 
quedista devem possuir argolas e mosquetões de aço forjado, 
ilhoses de material não-ferroso e fivela de aço forjado ou 
material de resistência e durabilidade equivalentes. 
 
Observando o disposto na Norma Regulamentadora 
18, conscientizando os trabalhadores em relação a 
importância de respeitar os procedimentos de segurança, é 
possível atingir uma ambiente de trabalho seguro. 
 
Formação e informação 
 
 
Os trabalhadores têm de compreender os riscos 
existentes no ambiente de trabalho e no desenvolvimento das 
atividades, as conseqüências dos mesmos e as precauções 
que têm de tomar para agir de forma segura. A formação 
deverá focar situações reais como, por exemplo, problemas 
 
Instituição de Ensino Charles Babbage 60 
http://www.uniorka.com.br/
null
null
que tenham ocorrido, o que não funcionou adequadamente e 
como evitar que a situação se repita. É necessário abordar os 
riscos, as medidas de prevenção, os procedimentos de 
emergência, a apresentação de relatórios sobre os problemas, 
os equipamentos de proteção individual, os equipamentos de 
trabalho, etc. 
Devem também planejar-se ações de formação de 
reciclagem e aperfeiçoamento. A formação deverá ser apoiada 
por uma boa comunicação. A discussão das questões ligadas 
à saúde e à segurança, bem como a transmissão de 
informações, deverão ser parte integrante das reuniões de 
equipe. No Brasil, o Diálogo Diário de Segurança DDS é um 
dos momentos em que esses itens podem ser repassados aos 
trabalhadores. 
 
O que dispõe a Norma? 
 
 
A Norma Regulamentadora NR 18 – Condições e Meio 
Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção estabelece 
treinamento obrigatório aos trabalhadores do setor da 
construção civil: 
 
✓ Todos os empregados devem receber treinamentos 
admissional e periódico, visando a garantir a execução de 
suas atividades com segurança. 
 
✓ O treinamento admissional deve ter carga horária mínima 
de 6 (seis) horas, ser ministrado dentro do horário de trabalho, 
antes de o trabalhador iniciar suas atividades, constando de: 
 
a) informações sobre as condições e meio ambiente de 
trabalho; 
b) riscos inerentes a sua função; 
c) uso adequado dos Equipamentos de Proteção Individual - 
EPI; 
d) informações sobre os Equipamentos de Proteção Coletiva - 
EPC, existentes no canteiro de obra. 
 
O treinamento periódico deve ser ministrado: 
 
a) sempre que se tornar necessário; 
b) ao início de cada fase da obra. 
Nos treinamentos, os trabalhadores devem receber cópias dos 
procedimentos e operações a serem realizadas com 
segurança. 
 
Considerações Finais 
O setor da Construção Civil merece destaque devido aos 
altos índices de acidentes de trabalho, uma realidade não 
apenas em nosso país, mas, segundo a OIT – Organização 
Internacional do Trabalho, uma realidade a nível mundial. No 
Brasil, a Norma Regulamentadora 18 estabelece diretrizes de 
segurança para o controle de riscos no meio ambiente de 
trabalho na indústria da construção. A aplicação de sistemas 
de segurança que garantam a saúde e a integridade física do 
trabalhador devem ser implementados, e continuamente 
avaliados para que o trabalhador possa atuar em um ambiente 
equilibrado. 
É fundamental o envolvimento de todo o grupo 
organizacional na implantação e manutenção das ações de 
segurança, deve-se promover o conhecimento quanto aos 
riscos pertinentes à cada atividade, através de treinamentos e 
demais estratégias de informações. 
 
ATENÇÃO! 
 
 
Programa de condições e meio ambiente de trabalho na 
indústria da construção (pcmat). Deve incluir os seguintes 
documentos: 
 
a) Memorial sobre condições e meio ambiente de trabalho 
nas atividades e operações, levando-se em consideração 
riscos de acidentes e de doenças do trabalho e suas 
respectivas medidas preventivas; 
b) Projeto de execução das proteções coletivas em 
conformidade com as etapas da execução da obra; 
c) Especificação técnica das proteções coletivas e 
individuais a serem utilizadas; 
d) Cronograma de implantação das medidas preventivas 
definidas no PCMAT; 
e) Layout inicial do canteiro da obra, contemplando, 
inclusive, previsão do dimensionamento das áreas de 
vivência; 
f) Programa educativo contemplando a temática de prevenção 
de acidentes e doenças do trabalho, com sua carga horária. 
 
De acordo com o item 18.3.1 da NR 18, são obrigatórios 
a elaboração e o cumprimento do PCMAT nos 
estabelecimentos com 20 (vinte) trabalhadores ou mais, 
contemplando os aspectos destaNR e outros dispositivos 
complementares de segurança. 
 
O PCMAT deve ser elaborado e executado por 
profissional legalmente habilitado na área de segurança do 
trabalho. Para fins de aplicação da NR 18, o profissional 
Instituição de Ensino Charles Babbage 61 
Para melhor conhecimento acesse 
www.uniorka.com.br- Portal do aluno e Saiba 
mais! 
Bom estudo! 
NR1 – DISPOSIÇÕES GERAIS – (Art. 154 a 159 da 
legalmente habilitado é aquele que possui habilitação exigida 
pela lei. Desta forma, para elaborar o PCMAT, o profissional 
deve ser um profissional dos SESMT. 
 
Responsabilidade da Implementação Do Pcmat 
 
O item 18.3.3 da NR 18 estabelece que a 
implementação do PCMAT nos estabelecimentos é de 
responsabilidade do empregador ou condomínio. 
 
A Substituição Do Ppra Pelo Pcmat: A NR 18 não deixa 
clara esta questão. De acordo com o item 18.3.1.1, o PCMAT 
deve contemplar as exigências contidas na NR 9 - PPRA 
gerando, assim, redundâncias de informação. 
 
Cuidados Na Elaboração Do Pcmat: O PCMAT é uma 
carta de intenções contendo as medidas que visem às 
condições ideais do meio ambiente do trabalho em uma obra, 
devendo ser amplamente analisado durante sua implantação 
e alterado quando conveniente e/ou necessário. Estas 
alterações devem ser encaradas de forma natural, tendo em 
vista as mais variadas formas possíveis de situações que, 
durante a construção, tendem a ocorrer. Entre as possíveis 
alterações, estão as mudanças no cronograma, o surgimento 
de novas tecnologias e equipamentos, mudanças de projeto e 
alterações na relação mão-de-obra e equipamento. 
 
Estabelecimento: Estabelecimento é uma obra 
individualizada, não importando o porte ou empresa que a 
construirá. Se a responsabilidade da implantação do PCMAT é 
do empregador ou condomínio, para cada obra haverá um 
único PCMAT. 
 
Obrigatoriedade Do Registro Do Pcmat Na Drt: Sim, 
conforme o item 18.2 da NR 18, é obrigatória a comunicação à 
Delegacia Regional do Trabalho antes do início das 
atividades. 
 
Alterações Do Pcmat Durante A Fase De Construção: As 
alterações do PCMAT podem ocorrer durante a construção, 
como, por exemplo: alteração de cronograma, inclusão de 
novas tecnologias e equipamentos, mudança de projeto ou 
alteração na relação mão-de-obra e equipamento. 
 
 
 
 
O estudo desta disciplina tem como 
objetivo facilitar ao Técnico em Segurança do 
Trabalho a compreensão das normas 
regulamentadoras que regem as relações da 
Segurança e Saúde no Trabalho. Com esta 
finalidade serão apresentadas as NRs e 
definições para melhor entendimento de cada 
norma regulamentadora. Ressalta-se que na 
apresentação de cada NR estão os artigos da CLT nos quais 
estão alicerçadas a referidas normas regulamentadoras. 
 
Normas Regulamentadoras 
 
 
 
 
 
Estabelece o campo de aplicação de todas as Normas 
Regulamentadoras de Segurança e Medicina do Trabalho 
Urbano, bem como os direitos e obrigações do governo, dos 
empregados e dos trabalhadores no tocante a este tema 
específico. 
 
Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho (SSST) é o 
órgão de âmbito nacional competente em conduzir as 
atividades relacionadas com a segurança e saúde 
ocupacional. Essas atividades incluem a Campanha Nacional 
de Prevenção de Acidentes do Trabalho (Canpat), o 
Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) e ainda a 
fiscalização do cumprimento dos preceitos legais e 
regulamentares sobre segurança e saúde ocupacional, em 
todo o território nacional. 
 
Delegacia Regional do Trabalho (DRT) é o órgão deve 
recorrer em caso de ter dúvidas sobre como proceder em 
Instituição de Ensino Charles Babbage 62 
Normas Regulamentadoras em 
Segurança do trabalho 
http://www.uniorka.com.br-/
null
null
situações de acidentes de trabalho ou problemas 
relacionados. Este órgão é competente para: adotar 
medidas necessárias à fiel observância dos preceitos legais e 
regulamentares sobre segurança e medicina do trabalho, 
inclusive orientar os empregadores sobre a correta 
implementação das NRs; impor as penalidades cabíveis por 
descumprimento dos preceitos legais; embargar obra ou 
interditar estabelecimento; notificar as empresas, estipulando 
prazos para eliminação e/ou neutralização de insalubridade; 
atender requisições judiciais para realização de perícias 
sobre segurança e medicina ocupacional nas localidades 
onde não houver médico do trabalho ou engenheiro de 
segurança do trabalho registrado no MTE. O trabalho de 
fiscalização da DRT pode ser delegado a outros órgãos 
federais, mediante convênio autorizado pelo Ministério do 
Trabalho e Emprego. 
Local de trabalho- é a área onde são executados os 
trabalhos. 
 
Do empregador-Cumprir e fazer cumprir as disposições legais 
e regulamentares sobre segurança e saúde ocupacional. 
Elaborar ordens de serviço (procedimentos, instruções, 
padrões, entre outros documentos internos de empresa) sobre 
segurança e saúde ocupacional, dando conhecimento aos 
empregados, com os seguintes objetivos: 
-Adotar medidas para eliminar ou neutralizar atividades ou 
operações insalubres bem como as condições inseguras de 
trabalho; 
- Estabelecer requisitos internos de segurança e saúde 
ocupacional de forma a minimizar a ocorrência de atos 
inseguros e melhorar o desempenho do trabalho; 
- Divulgar as obrigações e proibições que os empregados 
devam conhecer e cumprir; 
- Determinar os procedimentos que deverão ser adotados em 
caso de acidente do trabalho e doenças profissionais ou do 
trabalho; 
-Adotar requisitos de segurança e saúde ocupacional 
estabelecidos pelos documentos técnicos e legais; 
-Informar aos empregados que serão passíveis de punição, 
pelo descumprimento das ordens de serviço expedidas. 
 
Informar aos trabalhadores: 
 
 
1. Os riscos profissionais que possam originar-se nos locais de 
trabalho; 
2. Os meios para prevenir e limitar tais riscos e as medidas 
adotadas pela empresa; 
3. Os resultados dos exames médicos e de exames 
complementares de diagnóstico aos quais os próprios 
trabalhadores forem submetidos; 
4. Os resultados das avaliações ambientais realizadas nos 
locais de trabalho. 
Permitir que representantes dos trabalhadores 
acompanhem a fiscalização dos preceitos legais e 
regulamentares sobre segurança e medicina do trabalho. 
 
Como o empregador deve evidenciar o atendimento dos 
requisitos técnicos e legais previstos nas nrs e outros 
documentos: 
 
Para fins de fiscalização, perícias e auditorias, o 
empregador deve evidenciar o atendimento aos requisitos 
técnicos e legais por meio de documentos, registros de 
treinamentos e outras formas rastreáveis, inclusive 
 
Empregador- Segue a definição adotada pela CLT, a saber: 
Art. 2º - Considera-se empregador a empresa, individual ou 
coletiva, que, assumindo os riscos da atividade econômica, 
admite, assalaria e dirige a prestação pessoal de serviço 
 
Empregado- Segue a definição adotada pela CLT, a saber: 
Art. 3º - Considera-se empregado toda pessoa física que 
prestar serviços de natureza não eventual a empregador, sob 
a dependência deste e mediante salário. 
 
Empresa- Para fins de aplicação das NRs é o 
estabelecimento ou o conjunto de estabelecimentos, 
canteiros de obra, frente de trabalho, locais de trabalho e 
outras, constituindo a organização, que é utilizado pelo 
empregador para atingir seus objetivos. 
 
Estabelecimento- é cada uma das unidades da empresa, 
podendo funcionar em lugares diferentes, tais como: fábrica, 
refinaria, usina, escritório, loja, oficina, depósito, laboratório. 
 
Setor de serviço- é a menor unidade administrativa ou 
operacional compreendida no mesmo estabelecimento. 
 
Canteiro de obra -é a área do trabalho fixa e temporária, 
onde se desenvolvem operações de apoio e execução à 
construção, demolição ou reparo de uma obra. 
 
Frente de trabalho- é a área de trabalho móvele temporária, 
onde se desenvolvem operações de apoio e execução à 
construção, demolição ou reparo de uma obra. 
Instituição de Ensino Charles Babbage 63 
eletrônicas. Vale destacar que, ocorrendo acidente com 
vítima que desencadeie processo na Justiça (civil/criminal), 
contra o empregador, será exigida comprovação do 
atendimento dos requisitos técnicos e legais. 
 
Responsabilidades do Empregado: Caberá ao empregado 
obedecer aos requisitos técnicos e legais estabelecidos pela 
legislação, além dos procedimentos escritos e boas práticas 
estabelecidas e comunicadas pelo empregador. 
 
 Os seguintes aspectos devem ser considerados: 
 
 
-Cumprir as disposições legais e regulamentares sobre 
segurança e saúde ocupacional, inclusive as ordens de 
serviço expedidas pelo empregador; 
-Usar o Equipamento de Proteção Individual (EPI), o 
Equipamento de Proteção Coletiva (EPC) e métodos de 
trabalho fornecidos e estabelecidos pelo empregador; 
-Submeter-se aos exames médicos estabelecidos no 
Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional 
(PCMSO) da empresa; 
-Colaborar com a empresa na aplicação das NRs. 
Ressaltando que constitui ato faltoso, sujeito a penalidade, a 
recusa injustificada do empregado ao cumprimento dos itens 
acima relacionados.(Ver art.482 da CLT) 
 
Penalidades previstas na legislação a serem aplicadas ao 
empregado que não atender aos requisitos de segurança 
e saúde ocupacional estabelecidos pela legislação e pelo 
empregador: Embora a ação prevencionista deva 
valorizar a conscientização, vale frisar que a legislação 
garante ao empregador ação disciplinar em quatro etapas, 
caso os procedimentos de segurança sejam ignorados pelo 
empregado: advertência oral; advertência escrita; suspensão 
sem pagamento; dispensa por “justa causa”. 
 
Penalidades previstas na legislação a serem aplicadas ao 
empregador que não atender aos requisitos de segurança 
e saúde ocupacional estabelecidos pela legislação e pelo 
empregador: O não-cumprimento das disposições legais e 
regulamentares sobre segurança e saúde ocupacional 
acarretará ao empregador a aplicação das penalidades 
previstas na legislação pertinente, incluindo multas, embargos 
e interdição conforme previsto na NR3 - Embargo ou 
Interdição e NR 28 - Fiscalização e Penalidades. 
 
 
 
 
Estabelece as situações em que as empresas deverão 
solicitar ao MTE a realização de inspeção prévia em seus 
estabelecimentos, bem como a forma de sua realização. 
 
Procedimento da empresa antes de início suas atividades 
econômicas: Todo estabelecimento novo, antes de iniciar 
suas atividades, deverá solicitar aprovação de suas 
instalações ao Órgão Regional do MTE, isto é, a Delegacia 
Regional do Trabalho (DRT). 
 
Certificado de aprovação de instalações (cai): Documento 
emitido pela DRT, órgão regional do MTE, após realizar a 
inspeção prévia nas instalações. O modelo de CAI está 
previsto na NR 2. O CAI se aplica aos estabelecimentos 
novos e sempre que ocorrerem modificações substanciais 
nas instalações e/ou nos equipamentos de seu(s) 
estabelecimento(s). É facultado às empresas submeter à 
apreciação prévia da DRT, órgão regional do MTE, os 
projetos de construção e respectivas instalações. 
 
Objetivo do certificado aprovação das instalações: A 
inspeção prévia e a declaração de instalações previstas na 
NR 2 constituem os elementos capazes de assegurar que o 
novo estabelecimento inicie suas atividades livre de riscos de 
acidentes e/ou de doenças do trabalho. 
 
Amparo legal para emissão do CAI: A empresa que não 
atender ao disposto naqueles itens fica sujeita ao 
impedimento de seu funcionamento, conforme estabelece o 
artigo 160 da CLT, até que seja cumprida a exigência deste 
artigo. 
 
O que fazer quando não for possível realizar inspeção 
prévia antes do início das operações do novo 
estabelecimento: Uma declaração das instalações do 
estabelecimento novo, conforme modelo previsto na NR 2, 
deverá ser encaminhada a DRT, órgão regional do MTE. 
 
 
 
 
Instituição de Ensino Charles Babbage 
NR 2 - INSPEÇÃO PRÉVIA 
(Artigos 160 e 161 da CLT) CLT). 
64 
NR3 - EMBARGO OU INTERDIÇÃO 
null
null
null
NR 4 - SERVIÇOS ESPECIALIZADOS EM 
ENGENHARIA DE SEGURANÇA E EM MEDICINA DO 
TRABALHO –(Artigo 162 da CLT) NR 5 - COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE 
ACIDENTES (CIPA) (artigos 163 a 165 da CLT). 
Trata do embargo ou interdição pela Delegacia Regional 
do Trabalho conforme o caso, à vista de laudo técnico do 
serviço competente que demonstre grave e iminente risco 
para o trabalhador, poderá interditar estabelecimento, setor 
de serviço, máquina ou equipamento, ou embargar a obra. 
 
 
 
Estabelece a obrigatoriedade das empresas públicas e 
privadas que possuam empregados regidos pela 
Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) de organizar e 
manter em funcionamento os Serviços Especializados em 
Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT), com a 
finalidade de promover a saúde e proteger a integridade do 
trabalhador, no local de trabalho. As empresas privadas e 
públicas, os órgãos públicos da administração direta e 
indireta e dos poderes Legislativo e Judiciário, que possuam 
empregados regidos pela CLT manterão, obrigatoriamente, 
os SESMT com a finalidade de promover a saúde e proteger 
a integridade do trabalhador no local de trabalho. 
 
Dimensionamento dos SESMT: O 
dimensionamento dos SESMT vincula-se à 
gradação do risco da atividade principal e ao 
número total de empregados do 
estabelecimento, constantes dos Quadros 
anexos à NR 4. 
 
Profissionais dos SESMT: Médico do trabalho, engenheiro 
de segurança do trabalho, enfermeiro do trabalho, técnico de 
segurança do trabalho e auxiliar de enfermagem do trabalho. 
O SESMT de cada empresa deverá ser dimensionado 
conforme Quadro II da NR 4. Sendo que técnico de 
segurança do trabalho precisa ser registrado no MTE. 
Qualquer um dos profissionais que integram os SESMT pode 
chefiá-lo. Na empresa, aos profissionais dos SESMT caber 
esclarecer e conscientizar os empregados sobre os acidentes 
do trabalho e doenças ocupacionais, estimulando-os em favor 
da prevenção. Os SESMT devem ser registrados na DRT, 
órgão regional do MTE. 
 
Carga horária prevista para os profissionais dos SESMT 
-O técnico de segurança do trabalho e o auxiliar de 
enfermagem do trabalho devem se dedicar aos SESMT 8 
(oito) horas por dia; 
- O engenheiro de segurança do trabalho, o médico do 
trabalho e o enfermeiro do trabalho deverão se dedicar 6 (seis) 
horas por dia. 
 
 
 
Estabelece a obrigatoriedade das empresas públicas e 
privadas em organizar e manter, dependendo da sua 
classificação nacional de atividade 
econômica e do código da atividade, 
uma comissão interna constituída por 
representantes dos empregados e do 
empregador. 
 
Obrigatoriedade da cipa: Devem 
constituir CIPA, por estabelecimento, e mantê-la em regular 
funcionamento as empresas privadas, públicas, sociedades de 
economia mista, órgãos da administração direta e indireta, 
instituições beneficentes, associações recreativas, 
cooperativas, bem como outras instituições que admitam 
trabalhadores como empregados. A empresa que possuir em 
um mesmo município dois ou mais estabelecimentos deverá 
garantir a integração das CIPAs e dos designados, conforme o 
caso, com o objetivo de harmonizar as políticas de segurança 
e saúde ocupacional da empresa. 
 
Objetivos da cipa 
 
 
Garantir: a representação dos trabalhadores nas questões 
de melhoria da segurança e saúde ocupacional. 
 
Observar: e relatar condições de risco nos ambientes de 
trabalho e solicitar medidas para reduzir até eliminar os riscos 
existentes e/ou neutralizar os mesmos, discutir os acidentes 
ocorridos, encaminhando aos SESMT e ao empregador o 
resultado da discussão, solicitando medidas que previnam 
acidentes semelhantes e, ainda, orientar os demais 
trabalhadores quanto à prevenção de acidentes.Instituição de Ensino Charles Babbage 65 
null
null
null
null
null
null
66 
 
 
 
 
Estabelece: definições legais, forma de proteção, requisitos 
de comercialização e responsabilidades (empregador, 
empregado, fabricante, importador e Ministério do Trabalho e 
Emprego (MTE). A interpretação norma, principalmente no 
que diz respeito à responsabilidade do empregador, é de 
Estabelece a obrigatoriedade de elaboração e 
implantação do PCMSO, por parte de todos os empregadores 
e instituições, com o objetivo de monitorar, individualmente, 
aqueles trabalhadores expostos aos agentes químicos, físicos 
e biológicos definidos pela NR 9 Programa de Prevenção de 
Riscos Ambientais (PPRA). 
 
 
ATENÇÃO! 
fundamental importância para a aplicação da NR 15, na 
caracterização e/ou descaracterização da insalubridade. 
 
Responsabilidades do empregador com relação ao epi 
 
 
De acordo com o item 6.6 da NR 6, as 
responsabilidades são: 
 
a) Adquirir o adequado ao risco de cada atividade; 
b) Exigir seu uso; 
c) Fornecer ao trabalhador somente o aprovado pelo órgão 
nacional competente em matéria de segurança e saúde no 
trabalho; 
d) Orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado, 
guarda e conservação; 
e) Substituir imediatamente, quando danificado ou 
extraviado; 
f) Responsabilizar-se pela higienização e manutenção 
periódica; 
g) Comunicar ao MTE qualquer irregularidade observada. 
 
Responsabilidades do empregado com relação ao epi 
 
 
Conforme o item 6.7 da NR 6, as responsabilidades são: 
a) Usar, utilizando-o apenas para a finalidade a que se 
destina; 
b) Responsabilizar-se pela guarda e conservação; 
c) Comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne 
impróprio para uso; 
d) Cumprir as determinações do empregador sobre o uso 
adequado. 
Atestado de saúde ocupacional (aso) Na confecção do 
PCMSO deve ter cuidados com o preenchimento do Atestado 
de Saúde Ocupacional. Deve-se fazer constar todos os itens 
previstos na NR 7, com atenção para: nome, número de 
identidade, função, riscos ocupacionais específicos, tipos de 
exames que foram realizados com data, nome do médico 
coordenador e nº de registro no Conselho Regional de 
Medicina (CRM), definição apto/inapto, nome do médico 
examinador e forma de contato ou endereço, data e 
assinatura. Deverá conter espaço para a assinatura do 
trabalhador comprovando o recebimento de uma segunda via 
do atestado. 
Ressaltando que todas as atividades possuem 
riscos que devem constar no ASO, por exemplo, riscos 
mecânicos, ergonômicos, entre outros inerentes à atividade. 
→Não é necessário fazer uma lista de exames 
complementares que devem ser solicitados naquelas 
profissões mais encontradas nas empresas, vez que esta não 
seria uma boa prática profissional uma vez que os riscos a que 
realmente está exposto um trabalhador dependem do 
ambiente em que o mesmo trabalha e não somente de sua 
profissão. Como exemplo, pode haver dois pedreiros: um que 
trabalha em ambiente ruidoso e outro não. Um deverá ser 
submetido à audiometria e o outro não. 
→Deve-se registrar os riscos existentes, mesmo quando não 
há exames complementares específicos desde que haja um 
risco ocupacional específico. 
→As microempresas estão obrigadas a manter o PCMSO, a 
NR 7 não exclui nenhuma empresa que admita trabalhadores 
como empregados de implementar o PCMSO. 
 
 
Exames complementares obrigatórios para motoristas de 
ônibus 
Os exames médicos admissionais devem ser 
realizados para todos os funcionários, assim como os 
demissionais. No caso específico dos motoristas de ônibus, 
para funcionários de até 45 anos, estes exames devem ser 
Instituição de Ensino Charles Babbage 
NR 6 - EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO 
INDIVIDUAL (EPI) (Art.166 a 167 da CLT). 
NR 7 - PROGRAMA DE CONTROLE MÉDICO DE 
SAÚDE OCUPACIONAL (PCMSO) 
(Artigos 168 e 169 da CLT) 
null
null
null
null
NR 8 – NORMA REGULAMENTADORA 8 
NR 9 - PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS 
AMBIENTAIS (artigos 176 a 178 da CLT) 
anuais e os demais bienais. Os exames complementares para 
esta atividade aconselham que se deva dar atenção para o 
sistema visual e auditivo, porém, não existe obrigatoriedade 
em fazê-los. 
 
 
Então, nós 
motoristas de 
ônibus temos que 
ser submetidos a 
exames anuais, 
exames iguais ao 
 
 
 
 
 
Edificações 
 
Esta Norma Regulamentadora - NR estabelece 
requisitos técnicos mínimos que devem ser observados nas 
edificações, para garantir segurança e conforto aos que nelas 
trabalhem. 
Os locais de trabalho devem ter a altura do piso ao teto, pé 
direito, de acordo com as posturas municipais, atendidas as 
condições de conforto, segurança e salubridade. 
Dispõe os cuidados com piso, circulação, acesso com 
rampas e uso corrreto de escadarias. 
 
Estabelece a obrigatoriedade da elaboração e 
implementação de um programa de Higiene Ocupacional 
visando à preservação da saúde e integridade física dos 
trabalhadores, através da antecipação, reconhecimento, 
avaliação e conseqüente controle da ocorrência de riscos 
ambientais existentes ou que venham a existir no ambiente 
de trabalho. 
 
ATENÇÃO! 
dos ambientes de trabalho. Os riscos ambientais para fins de 
elaboração do PPRA,conforme o item 9.1.5, são os agentes 
físicos, químicos e biológicos existentes nos ambientes de 
trabalho que, em função de sua natureza, concentração ou 
intensidade e tempo de exposição, são capazes de causar 
danos à saúde dos trabalhadores. 
A garantia da saúde ocupacional é um termo mais 
abrangente que envolve a implementação da NR 1, NR 6, NR 
7, NR 9 e NR 15. Além disso, o PPRA deve ser 
complementado por outros programas previstos nas demais 
NRs e outros requisitos legais associados, tais como: 
(Programa de Conservação Auditiva (PCA) (Ordem de 
Serviço (OS) INSS/DSS no 608/99), Programa de Proteção 
Respiratória (PPR) (Instrução Normativa (IN) MTb/SSST no 
01/94), Programa de Prevenção de Exposição Ocupacional 
ao Benzeno no Trabalho (PPEOB) (NR 15), Avaliação 
Ergonômica (NR17), Programa de Condições e Meio 
Ambiente do Trabalho na Indústria da Construção (PCMAT) 
(NR 18) e Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) (NR 
22)). 
 
Relação entre o ppra e o pcmso 
 
 
Sendo programas de caráter permanente, eles devem 
coexistir nas empresas e instituições, com as fases de 
implementação articuladas. De acordo com o item 9.1.3, o 
PPRA é parte integrante do conjunto mais amplo das 
iniciativas da empresa no campo da preservação da saúde e 
da integridade dos trabalhadores, devendo estar articulado 
com o disposto nas demais NRs, em especial com o PCMSO 
previsto na NR 7. 
Dessa forma, o PCMSO deverá ser planejado e 
implantado com base nos riscos à saúde dos trabalhadores 
identificados nas avaliações realizadas pelo PPRA. Não 
poderá existir um PCMSO sem que o mesmo esteja baseado 
num PPRA atualizado. 
O PPRA é parte integrante do conjunto mais amplo das 
iniciativas da empresa no campo da preservação da saúde e 
da integridade dos trabalhadores, devendo estar articulado 
com o disposto nas demais NRs, em especial com o PCMSO 
previsto na NR 7. 
 
Programa de prevenção de riscos ambientais (ppra): É um 
programa estabelecido pela NR 9, Portaria MTb/SSST no 25, 
de 29 de dezembro de 1994. Este programa tem como 
objetivo estabelecer uma metodologia de ação que garanta a 
preservação da saúde dos trabalhadores frente aos riscos 
Instituição de Ensino Charles Babbage 67 
NR 10 - SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E 
SERVIÇOS EM ELETRICIDADE 
(artigos 179 a 181 da CLT). 
null
null
null
null
null
Estabelece os requisitos e condições mínimas exigíveis 
para garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores que 
interajam direta ou indiretamente em instalações elétricas. 
A aplicação desta NR abrange as fases de geração, 
transmissão, distribuição e consumo de energia elétrica, em 
suas diversas etapas, incluindo elaboração de projetos,construção, montagem, operação, manutenção das 
instalações elétricas, bem como quaisquer trabalhos 
realizados em suas proximidades. 
 
ATENÇÃO! 
 
 
Sistema elétrico de potência (sep) para fins de aplicação 
da nr 10. A expressão Sistema Elétrico de Potência ainda 
causa bastante polêmica, mas a norma apresenta uma 
definição em seu glossário que não deixa dúvidas sobre a 
correta interpretação de sua utilização dentro do texto 
regulamentador. Segundo esse glossário, sistema elétrico de 
potência é o “conjunto das instalações e equipamentos 
destinados à geração, transmissão e distribuição de energia 
elétrica até a medição, inclusive”. 
Sendo assim, para a NR 10, o sistema elétrico de 
potência se encerra no ponto de entrega de energia ao 
consumidor. Por outro lado, o trabalho realizado em 
proximidade também é objeto do glossário, que o define como 
aquele durante o qual o trabalhador pode entrar na zona 
controlada, ainda que seja com uma parte do seu corpo ou 
com extensões condutoras, representadas por materiais, 
ferramentas ou equipamentos que manipule. 
 
A nr 10 e o pagamento do adicional periculosidade. A NR 
10 não estabelece critérios para o pagamento do adicional de 
periculosidade. As atividades desenvolvidas em condições de 
periculosidade, bem como as suas respectivas áreas de risco, 
estão regulamentadas pelo Decreto no 93.412/86, com base 
no que foi estabelecido pela Lei no 7.369/85. Sendo assim, 
existe uma legislação específica e exclusivamente voltada 
à periculosidade em eletricidade (esse assunto não é 
tratado pela NR 10), cujo objetivo exclusivo é a prevenção de 
acidentes e não a sua reparação ou compensação. 
 
NFPA: É a sigla de National Fire Protection Association, 
instituição americana voltada à proteção contra incêndios e 
instalações elétricas prediais e industriais. 
 
IEEE: É a sigla de Institute of Electrical and Electronic 
Engineers, instituição de engenheiros eletricistas e eletrônicos, 
com seções em diversos países, voltada ao estudo, pesquisa 
e divulgação das melhores práticas de engenharia de projetos, 
operação e manutenção em eletricidade e eletrônica. 
 
Medidas de controle básicas estabelecidas pela nr 10 
 
 
Conforme o item 10.2, em todas as intervenções em 
instalações elétricas deve ser adotado medidas preventivas de 
controle do risco elétrico e de outros riscos adicionais, 
mediante técnicas de análise de risco, de forma a garantir a 
segurança e a saúde no trabalho. As medidas de controle 
adotadas devem integrar-se às demais iniciativas da empresa, 
no âmbito da preservação da segurança, da saúde e do meio 
ambiente do trabalho. 
As empresas estão obrigadas a manter esquemas 
unifilares atualizados das instalações elétricas dos seus 
estabelecimentos com as especificações do sistema de 
aterramento e demais equipamentos e dispositivos de 
proteção. 
 
Profissionais qualificados para fins de aplicação da nr 10: 
 
 
São aqueles que tenham realizado um curso específico 
na área elétrica reconhecido pelo Sistema Oficial de Ensino, o 
que pode ocorrer, segundo a regulamentação da Lei de 
Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), em três 
níveis: cursos de formação inicial (eletricistas, por exemplo), 
de nível médio (eletrotécnicos ou eletromecânicos) e superior 
(engenheiros eletricistas). Os treinamentos na empresa, 
previstos no texto anterior da norma, não bastam para 
qualificar o trabalhador, é necessária a apresentação de um 
diploma ou certificado de qualificação profissional. A exigência 
de qualificação de pessoas para trabalhar em serviços de 
eletricidade encontra-se alicerçada na CLT, em seu artigo 180 
(Decreto - Lei no 5.452 de 01/05/1943): “Somente profissional 
qualificado poderá instalar, operar, inspecionar ou reparar 
instalações elétricas”. 
Neste sentido (item 10.8.1), a qualificação deve ocorrer 
através de cursos regulares, reconhecidos e autorizados pelo 
Ministério da Educação e Cultura, com currículo aprovado e 
mediante comprovação de aproveitamento em exames de 
avaliação, estabelecidos no Sistema Oficial de Ensino 
(portadores de certificados ou diplomas). 
 
Qualificação dos profissionais para fins de aceitação da 
nr 10. A qualificação acontece em três níveis, com 
responsabilidades e atribuições distintas a serem 
observadas pelas empresas. 
Instituição de Ensino Charles Babbage 68 
 
null
a) Através de cursos de preparação de mão-de-obra, 
ministrados por centros de treinamentos reconhecidos pelo 
sistema oficial de ensino, que requerem pessoas com 
escolaridade mínima de ensino fundamental (formal ou 
supletiva), além de qualificação profissional de 100 a 150 
horas. São exemplos destas ocupações: eletricistas de 
instalação e manutenção de linhas elétricas, telefônicas e 
de comunicação de dados, instaladores de linhas elétricas 
de alta-tensão e baixa tensão, eletricistas de redes 
elétricas, eletricistas de iluminação pública, instalador de 
linhas subterrâneas, entre outras (ver Classificação 
Brasileira de Ocupações (CBO) 7321). O desempenho 
completo do exercício profissional é atingido após três ou 
quatro anos, sob orientação e acompanhamento 
permanente de supervisores, técnicos, tecnólogos e 
engenheiros. 
Além destes profissionais, temos os eletricistas de 
instalações (comerciais, residenciais, prediais, industriais, 
de minas, de antenas de televisão, de instalação de 
semáforos e de planejamento), com cursos de qualificação 
entre 200 e 400 horas, que requerem pessoas com 
escolaridade mínima de ensino médio do primeiro grau - 
formal ou supletivo (ver CBO 7156); 
 
b) Através de cursos técnicos ou técnicos 
profissionalizantes, que requerem pessoas com 
escolaridade mínima de ensino médio completo e 
qualificação profissional específica em torno de 1.200 
horas. São exemplos os técnicos, em eletricidade, 
eletrotécnica, eletrônica, eletromecânica, mecatrônica, 
telecomunicações, projetistas técnicos, encarregados de 
manutenção e montagem, supervisores de montagem e 
manutenção de máquinas (ver CBO 3131 e 3303); 
 
c) Através de cursos superiores plenos ou não. São 
exemplos os tecnólogos de nível superior, os engenheiros 
operacionais e engenheiros plenos nas modalidades de 
eletricistas, eletrotécnicos, eletro-eletrônicos, mecatrônicos e 
de telecomunicações (ver CBOs 2021, 2032 e 2143). 
 
Profissionais habilitados para fins de aplicação da NR 10 
 
 
Entre os três níveis mencionados, a norma prevê uma 
distinção, chamando de habilitados aqueles previamente 
qualificados e que tenham registro em um conselho de classe. 
É o caso dos técnicos e engenheiros. Para os habilitados, há 
competências exclusivas, como, por exemplo, a assinatura 
dos documentos técnicos previstos na norma, projetos e 
procedimentos. Para que os profissionais qualificados sejam 
considerados legalmente habilitados (item10.8.2), é 
necessário preencher as formalidades de registro nos 
respectivos conselhos regionais de fiscalização do exercício 
profissional. 
Estes conselhos profissionais é que estabelecem as 
atribuições e responsabilidades de cada qualificação em 
função dos cursos, cargas horárias e matérias ministradas. 
São os conselhos regionais que habilitam os profissionais com 
nível médio e superior (técnicos tecnólogos e engenheiros). A 
regularidade do registro junto ao conselho competente é que 
resulta na habilitação profissional. 
 
 
 
 
Atenção para a 
NR10 e conheça os 
profissionais 
habilitados para 
estar aqui. 
 
 
 
Profissional capacitado para fins de aplicação da nr 10 
 
 
São considerados trabalhadores capacitados (item 
10.8.3) aqueles que, embora não tenham freqüentado cursos 
regulares ou reconhecidos pelo Sistema Oficial de Ensino, se 
tornaram aptos ao exercício de atividades específicas 
mediante a aquisição de conhecimentos, desenvolvimento de 
habilidades e experiências práticas, realizados soba 
orientação e responsabilidade de um profissional habilitado e 
autorizado (item 10.8.3.a). Além dos trabalhadores 
qualificados, está prevista pela NR 10 a atuação de 
trabalhadores capacitados, isto é, aqueles que, embora não 
possuam uma qualificação formal, possam atuar em 
situações específicas, para as quais tenham sido 
formalmente treinados e sob a responsabilidade de um 
profissional habilitado. Seria o caso dos ajudantes e 
auxiliares que não dispõem de autonomia de atuação. 
Mesmo assim, esta capacitação só é válida para a empresa 
que o capacitou (10.8.3.1). 
O processo de capacitação só tem validade na 
empresa em que o mesmo ocorreu (item 10.8.3.1). Para que 
o empregado capacitado seja aproveitado na mesma função 
em outra empresa, este deverá ter seus conhecimentos e 
Instituição de Ensino Charles Babbage 69 
 
NR 11 - TRANSPORTE, MOVIMENTAÇÃO, 
ARMAZENAGEM E MANUSEIO DE MATERIAIS 
(art.182 e 183 da CLT) 
NR 12 - MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS (artigos 184 a 
186 da CLT). 
experiências reavaliadas e ratificadas por um profissional 
habilitado e autorizado da nova empresa. 
 
Profissional autorizado para fins de aplicação da nr 10 
 
 
O profissional autorizado (item 10.8.4) é aquele 
formalmente autorizado pela empresa mediante um processo 
administrativo, para operar suas instalações elétricas. Este 
processo abrange todo o conjunto de trabalhadores 
capacitados, qualificados e habilitados envolvidos nestas 
atividades. A obrigatoriedade da empresa em autorizar seus 
empregados implica em responsabilidade para com este ato. 
Portanto, é de fundamental importância que as mesmas 
adotem critérios bem claros para assumir tais 
responsabilidades. 
Para fins de aplicação do item 10.8.5, a autorização 
não é um ato genérico que permite a todos os autorizados 
ampla intervenção nos sistemas elétricos. Ela deve ser 
segmentada em níveis de conhecimento e funções das 
profissões envolvidas, de modo que a empresa possa 
identificar documentar e registrar as atribuições de cada 
trabalhador por um sistema de gerenciamento. 
 
 
 
Estabelece os requisitos de segurança a serem 
observados nos locais de trabalho, no que se refere ao 
transporte, à movimentação, à armazenagem e ao manuseio 
de materiais, tanto de forma mecânica, quanto manual, de 
modo a evitar acidentes no local de trabalho. Essa NR foi 
redigida devido ao grande número de acidentes, causados 
pelos equipamentos de içamento e transporte de materiais, 
ocorridos com a crescente mecanização das atividades que 
motivaram um aumento da quantidade de materiais 
movimentados no ambiente de trabalho. 
A revisão da NR 22 trouxe grande contribuição para 
estabelecer os requisitos técnicos para o uso e inspeção de 
cabos, correntes e outros meios de suspensão ou tração e 
suas conexões conforme estabelece o item 11.1.3.1 da NR 11. 
Os cabos de aço devem ser projetados, especificados, 
instalados e mantidos em poços e planos inclinados, conforme 
as instruções dos fabricantes e o estabelecido nas normas da 
ABNT, em especial: NBR 6327 - Cabo de aço para uso geral: 
requisitos mínimos; NBR 11900 - Extremidades de laços de 
cabos de aço; NBR 13541 - Movimentação de carga: laço de 
cabo de aço: especificação; NBR 13542 - Movimentação de 
carga: anel de carga; NBR 13543 - Movimentação de carga: 
laços de cabo de aço: utilização e inspeção; NBR 13544 - 
Movimentação de carga: sapatilho para cabo de aço; NBR 
13545 - Movimentação de carga: manilhas. 
 
Certificação obrigatória para os equipamentos e 
acessórios de movimentação de carga 
 
Os cabos, correntes e outros meios de suspensão ou 
tração e suas conexões devem ser previamente certificados 
por organismo credenciado pelo Inmetro ou por instituição 
certificadora internacional. As inspeções freqüentes consistem 
na avaliação visual por pessoa qualificada e familiarizada 
antes do início de cada trabalho de modo a detectar possíveis 
danos no cabo de aço que possam causar riscos durante o 
uso, como seguem abaixo: 
 
a) Distorções no cabo, tais como: dobras, amassamentos, 
alongamento do passo, gaiola de passarinho, perna fora de 
posição ou alma saltada; 
b) Corrosão em geral; 
c) Pernas rompidas ou cortadas; 
d) Número, distribuição e tipo de ruptura dos arames visíveis. 
 
 
 
Estabelece as medidas prevencionistas de segurança e 
higiene do trabalho a serem adotadas na instalação, operação 
e manutenção de máquinas e equipamentos, visando a 
prevenção de acidentes do trabalho. 
 
 
 
Treinamento e 
atenção, requisitos 
para que a 
possamos dominar a 
 
 
 
 
 
ATENÇÃO! 
 
 
Cuidados especiais com as máquinas e os equipamentos 
que possuem dispositivos de acionamento e parada: Seja 
acionado ou desligado pelo operador na sua posição de 
Instituição de Ensino Charles Babbage 70 
null
null
null
null
trabalho; Não se localize na zona perigosa da máquina ou do 
equipamento; Possa ser acionado ou desligado em caso de 
emergência, por outra pessoa que não seja o operador; Não 
possa ser acionado ou desligado, involuntariamente, pelo 
operador, ou de qualquer outra forma acidental; Não acarrete 
riscos adicionais 
 
Principais riscos envolvendo prensas hidráulicas e 
mecânicas: Nas prensas hidráulicas, o risco de 
esmagamento é, geralmente, menor, pois a velocidade de 
descida da mesa móvel também é menor. 
 
Cuidados especiais com as máquinas e equipamentos 
com acionamento repetitivo: As máquinas e os 
equipamentos com acionamento repetitivo, de acordo com o 
item 12.2.2, que não tenham proteção adequada, oferecendo 
risco ao operador, devem ter dispositivos apropriados de 
segurança para o seu acionamento. Em algumas máquinas, 
os dispositivos de segurança não evitam, efetivamente, o 
contato com partes perigosas. Estas partes incluem 
diferentes tipos de prensas e cortadoras, além de máquinas 
com rolamentos de borracha. 
 
Exemplos de mecanismos de segurança que podem 
existir nas máquinas e equipamentos: Comando bimanual: 
o acionamento da máquina é realizado com ambas as mãos; 
Feixes de luz (dispositivos de células fotoelétricas): se a mão 
ultrapassar os feixes de luz, a máquina pára de funcionar, 
automaticamente; Enclausuramento ou barreiras: protege o 
trabalhador por causa do tamanho, da posição ou do formato 
da abertura para alimentação da máquina; Corte automático: 
a máquina pára quando alguém ou algo entra na zona de 
perigo; Dispositivo para afastar as mãos: operado por cabo 
de aço, é preso aos pulsos do operador ou aos seus braços, 
para afastar suas mãos quando estas se encontrarem na 
zona perigosa. 
 
Cuidados no uso de comando bimanual 
 
 
O uso do comando bimanual não é recomendado, salvo 
quando não há formas práticas e viáveis de serem utilizadas 
proteções físicas. O controle bimanual não proverá um nível 
adequado de proteção para uma máquina classificada como 
sendo de alto risco (como a prensa hidráulica, por exemplo). 
Esses dispositivos de segurança (se trabalharem de forma 
apropriada) somente fornecem proteção ao usuário da 
máquina e não a terceiros. Estes controles são geralmente 
fáceis de apresentar defeitos e podem ser facilmente 
burlados. Exemplos de complementos ao comando bimanual, 
para maior diminuição do risco de acidente, seriam as 
barreiras móveis com interbloqueio ou cortinas de luz. 
 
Cuidados com as máquinas e equipamentos que utilizam 
energia elétrica 
 
As máquinas e os equipamentos que utilizarem energia 
elétrica, conforme o item 12.2.3 da NR 12, fornecida por fonte 
externa, devem possuir chave geral, em local de fácil acesso 
e acondicionada em caixa que evite o seu acionamento 
acidental e proteja as suas partes energizadas. 
 
Cuidados com as máquinas e equipamentos que 
possuem desligamento e acionamento por um único 
comando 
 
De acordo com o item 12.2.4 da NR 12, o acionamento 
e o desligamento simultâneos de um conjunto de máquinas 
ou de máquinade grande dimensão (por um único comando) 
devem ser precedidos de sinal de alarme. 
 
Cuidados com os equipamentos que possuem 
transmissões de força 
 
Exige-se que as transmissões de força sejam 
enclausuradas dentro de sua estrutura ou devidamente 
isoladas por anteparos adequados, conforme o item 12.3.1 da 
NR 12. E segundo o item 12.3.2 da NR 12, somente quando 
estas estiverem a uma altura superior a 2,50 m, desde que 
por perto não haja plataforma de trabalho ou áreas de 
circulação em diversos níveis é que é possível deixar 
expostas as transmissões de força. 
 
Providências quanto às máquinas e aos equipamentos 
que ofereçam riscos de ruptura de suas partes, projeção 
de peças ou partes destas: De acordo com o item 12.3.3 e 
12.3.4 da NR 12, as máquinas e os equipamentos que 
ofereçam riscos de ruptura de suas partes devem ter os 
movimentos, alternados ou rotativos, protegidos. (ARAÚJO, 
2007, v. 1, p. 374.) 
 
Providências quanto às máquinas e aos equipamentos 
que utilizam ou geram energia elétrica: O item 12.3.5 da NR 
12 determina que as máquinas e os equipamentos que 
utilizarem ou gerarem energia elétrica devem ser aterrados 
eletricamente, conforme previsto na NR 10. 
Instituição de Ensino Charles Babbage 71 
Retirada os protetores removíveis: Os itens 12.3.7 e 12.5.8 
da NR 12 estabelecem que as proteções devem estar fixadas 
no equipamento devendo ser retiradas somente em caso de 
limpeza, lubrificação, reparo e ajuste, e, logo depois, 
recolocadas. 
 
Cuidados a serem tomados em caso de manutenção de 
máquinas e equipamentos com elementos rotativos e 
sistemas de transmissão: Os reparos, a limpeza, os ajustes 
e a inspeção somente podem ser executados com as 
máquinas paradas, salvo se o movimento for indispensável à 
sua realização. 
 
Cuidados a serem tomados com o local de trabalho 
Conforme os itens 12.6.4 e 12.6.5 da NR 12, nas áreas 
de trabalho com máquinas e equipamentos devem 
permanecer apenas o operador e as pessoas autorizadas. Os 
operadores não podem se afastar das áreas de controle das 
máquinas sob sua responsabilidade, quando em 
funcionamento. 
 
Cuidados nas paradas dos equipamentos 
O item 12.6.6 da NR 12 especifica que, nas paradas 
temporárias ou prolongadas, os operadores devem colocar os 
controles em posição neutra, acionar os freios e adotar outras 
medidas, com o objetivo de eliminar riscos provenientes de 
deslocamentos. 
 
Restrições com uso de equipamentos a combustão 
interna 
De acordo com o item 12.6.7 da NR 12 é proibida a 
instalação de motores estacionários de combustão interna 
em lugares fechados ou insuficientemente ventilados. 
 
Riscos das serras rotativas 
 
 
O risco com as serras rotativas ocorre quando não 
existem os dispositivos necessários para proporcionar 
proteção básica ao operador: o cutelo divisor e a coifa ou 
cobertura de proteção. A função do primeiro é prevenir o 
rejeito ou retrocesso da madeira. Essa rejeição, 
invariavelmente brutal, é provocada quando a peça que está 
sendo cortada comprime a parte traseira do disco. 
 
Riscos das máquinas de trabalhar madeira do tipo 
desempenadeira 
O maior risco das máquinas para trabalhar madeira 
do tipo desempenadeiras é o contato de partes do corpo 
(mãos e dedos, sobretudo) com as ferramentas de corte, o 
que pode causar seu esmagamento ou amputação. 
 
Riscos das máquinas do tipo guilhotina para operar 
chapas metálicas 
 
As máquinas do tipo guilhotinas para chapas 
metálicas devem possuir dispositivos de segurança indicados 
para reduzir os riscos ocupacionais. Em sua configuração 
mais representativa, essas máquinas possuem capacidade 
para cortar chapas de pequena espessura e acionamento por 
pedal. Nesses casos, sua operação oferece risco de 
acidentes graves quando o equipamento permite acesso das 
mãos ou dedos à linha de corte ou de esmagamento pela 
prensa-chapa. 
 
Mecanismos de proteção para as máquinas do tipo 
guilhotina para operar chapas metálicas 
 
A proteção para as guilhotinas é relativamente 
simples e barata e constitui-se em um anteparo fixo, cobrindo 
a parte frontal em toda a extensão de risco, dimensionada de 
forma a permitir apenas o acesso do material a ela, isto é, de 
acordo com padrões estabelecidos para abertura e distância 
dessa região. Sua presença não deve criar outras regiões de 
risco. Também deve haver proteção do tipo fixo na parte 
traseira da máquina, para impedir o acesso à linha de corte 
por essa área. 
 
Riscos das máquinas injetoras de plástico 
 
 
As máquinas injetoras de plástico oferecem risco de 
esmagamento das mãos e braços durante o fechamento do 
molde. Isso também pode ocorrer no mecanismo de 
fechamento. É importante a leitura da Norma ABNT NBR 
13536 para complemento do assunto. Destacam-se ainda 
outros riscos: 
 
a) Esmagamento das mãos ou dedos introduzidos no 
cilindro dotado de rosca sem fim, no qual o plástico é 
derretido e homogeneizado. Essa introdução pode ocorrer 
pela abertura para entrada do plástico; 
Queimadura provocada pelo contato com o cilindro citado 
desprovido de isolamento térmico; 
 
 
 
Instituição de Ensino Charles Babbage 72 
b) Projeção de material plástico quando for injetado no 
molde pelo bico injetor. 
 
Riscos das máquinas misturadoras de borracha 
 
 
Os cilindros misturadores de borracha podem 
oferecer risco de acidente grave quando existir a 
possibilidade de aprisionamento das mãos na região de 
convergência do par de cilindros metálicos. São comuns 
máquinas com cilindros de cerca de 30 cm de diâmetro, de 
grande inércia, podendo, por isso, provocar esmagamento 
extremamente grave em mãos e braços. 
 
Riscos das calandras para borracha 
 
 
As calandras para borracha apresentam riscos 
bastante semelhantes aos dos cilindros para borracha, isto é, 
aprisionamento e esmagamento de mãos e braços na região 
de convergência de cilindros metálicos. Uma calandra com 
três cilindros dispostos verticalmente (a mais comum) 
apresenta duas regiões de convergência: uma do lado da 
alimentação, entre os cilindros superiores e intermediários. A 
outra, na parte traseira da máquina, entre os cilindros 
intermediário e inferior. 
 
Tipos de proteção de máquinas e equipamentos de que 
tratam os itens 12.3.5 a 12.3.8 da nr 12 
 
Estes itens dedicam-se à proteção de máquinas, 
levando em consideração os riscos mecânicos, bem como 
quaisquer outros envolvidos. As proteções devem interferir o 
mínimo possível na operação, manutenção e limpeza das 
máquinas. De maneira geral, as proteções devem impedir o 
acesso às partes perigosas das máquinas. Existem diversos 
tipos de proteção. Entre elas, podemos citar as proteções 
fixas enclausuradas ou à distância. As proteções fixas só 
devem ser removidas com o uso de ferramentas apropriadas 
para serviços de manutenção. Outro tipo de proteção é 
aquela que interrompe a fonte de energia da máquina, 
conhecida como “proteção por intertravamento”. O 
intertravamento pode ser pneumático, hidráulico, mecânico 
ou elétrico, ou uma combinação deles. Os intertravamentos 
não devem ser facilmente desativados. 
 
Cuidados especiais no uso de ferramentas e 
equipamentos manuais 
Muitos acidentes são resultantes do uso inadequado 
de ferramentas e equipamentos manuais e elétricos, como, 
por exemplo, o uso de chave de boca ajustável, em vez da 
chave de porca fixa, tesouras para chapas ou alicates com 
cabos curvados, chave de grifo com mordentes gastos etc. 
Alguns cuidados apresentados abaixo poderão evitar 
acidentes: 
 
a) Ferramentas de impacto (martelos, talhadeiras e 
marretas): Devem ser feitas de aço ou material metálico. 
Existem casos em que elas podem ser de bronze ou outro 
material antifaiscante em locais com risco de explosão. Além 
disso, as cabeças de martelos que não estejam bem fixadas 
podem se soltar e causar lesões; 
 
b) Ferramentas com pontas afiadas (facas, machados e 
serrotes):Devem ser mantidas afiadas. O risco de lesões é 
maior com ferramentas cegas do que com as afiadas. Por 
isso, elas devem ser transportadas protegidas em cinturões 
de couro; 
 
c) Ferramentas elétricas: Implicam riscos maiores que as 
manuais. Por isso, as proteções coletivas usadas nas 
lâminas dos serrotes, lixadeiras, esmerilhadeiras e 
amoladores nunca devem ser removidas. 
 
Cuidados especiais no trabalho de manutenção e 
operação de que tratam os itens 12.6.4 a 12.6.7 da nr 12. 
 
Em relação à manutenção, é muito importante evitar- 
se o excesso de lubrificação nas máquinas e equipamentos, 
pois os lubrificantes podem sujar áreas vizinhas, criando 
outro tipo de risco. Todas as ferramentas e equipamentos de 
trabalho devem ser inspecionados, periodicamente, pelo 
supervisor. As inspeções devem ser executadas, de acordo 
com as instruções do fornecedor do equipamento, sob a 
forma de lista de verificação. 
Do ponto de vista da segurança, a manutenção das 
máquinas é um dos sistemas de controles de segurança mais 
importantes. Nunca devem ser feitos reparos em uma 
máquina enquanto ela estiver em funcionamento. Ainda que 
parada, sempre existe o risco de voltar a funcionar 
repentinamente ou ser ligada por alguém que desconheça 
que ela está em manutenção. 
Para evitar acidentes, é fundamental a utilização de 
sinalização de advertência sobre os botões de acionamento, 
com placas do tipo “Perigo, trabalho em andamento – Não 
 toque no interruptor”. 
Instituição de Ensino Charles Babbage 73 
 
Medidas mais eficazes para evitar acidentes durante os 
trabalhos de manutenção de máquinas e equipamentos 
 
É possível conciliar e melhorar o sistema de 
segurança das máquinas otimizando os trabalhos de 
manutenção. Ao se colocar um ponto externo de 
manutenção, elimina-se o risco de acidentes e, ao mesmo 
tempo, não será mais necessário parar o equipamento para 
realizar o trabalho de lubrificação. Tenha em mente que as 
placas podem cair ou serem retiradas acidentalmente. Por 
isso, a melhor proteção é travar o interruptor, ou a ignição, e 
remover os fusíveis. Assim, qualquer trabalho de manutenção 
não deve ser iniciado antes de se desligar e isolar o 
equipamento com um cadeado, para evitar o funcionamento 
acidental. 
 
Aspectos preventivos de que tratam os itens 2 e 3 do 
anexo i – motosserras 
 
As motosserras devem ser inspecionadas diariamente 
para ter certeza de que ela está em condições operacionais 
adequadas. Esta inspeção deve ser feita por um operador 
treinado, registrando em uma lista de verificação. O supervisor 
deve impedir o trabalho, caso seja identificada qualquer 
irregularidade. Deve-se checar principalmente a tensão da 
correia, lubrificação e ventoinha, segundo as recomendações 
do fabricante presentes no manual de operação que 
acompanha o equipamento.Cuidados especiais devem ser 
tomados durante o abastecimento devido ao risco de incêndio. 
 
EPIs obrigatórios para trabalhos com motosserras 
Estabelece todos os requisitos técnicos e legais relativos 
à instalação, operação e manutenção de caldeiras e vasos de 
pressão, de modo a se prevenir a ocorrência de acidentes do 
trabalho. 
 
ATENÇÃO! 
 
 
Vasos e caldeiras para fins de aplicação da nr 13. 
Caldeiras a vapor são equipamentos destinados a produzir e 
acumular vapor sob pressão superior à atmosférica, utilizando 
qualquer fonte de energia, excetuando-se os refervedores e 
equipamentos similares utilizados em unidades de processo. 
Não deverão ser entendidos como caldeiras para fins de 
aplicação da NR 13: 
 
a) Trocadores de calor do tipo Reboiler, Kettle, 
Refervedores, TLE, cujos projetos de construção sejam 
governados por critérios referentes a vasos de pressão; 
 
b) Equipamentos com serpentinas sujeitas à chama direta 
ou a gases aquecidos e que geram, porém não acumulam, 
vapor, tais como: fornos, geradores de circulação forçada e 
outros; 
c) Serpentinas de fornos ou de vasos de pressão que 
aproveitam o calor residual para gerar ou superaquecer vapor; 
d) Caldeiras que utilizam fluído térmico e não o vaporizam. 
 
Profissional habilitado para fins de aplicação da nr 13: 
 
Nos trabalhos com motosserras, torna-se necessário (e 
obrigatório) o uso de EPIs do tipo: capacete, protetor auricular, 
óculos de segurança com viseira do tipo ampla visão, luvas de 
raspa de couro, macacão e botas cano longo. 
 
Riscos na operação de cilindros de massa 
 
 
Cilindros de massa são utilizados para sovar e laminar 
a massa de pão. Na sua operação, na maior parte do tempo, o 
trabalhador fica posicionado na sua região frontal, passando a 
massa por cima dos cilindros para que ela retorne pelo vão 
entre eles. Assim, sem as devidas proteções, apresentam-se 
riscos na região de convergência dos cilindros e também nas 
partes móveis de transmissão de força. 
É aquele que tem competência legal para o exercício da 
profissão de engenheiro nas atividades referentes a projeto de 
construção, acompanhamento de operação e manutenção, 
inspeção e supervisão de inspeção de caldeiras e vasos de 
pressão, em conformidade com a regulamentação profissional 
vigente no país. Devem ser observados os seguintes 
aspectos: 
 
a) Conselhos federais, tais como o Conselho Federal de 
Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CONFEA) e o Conselho 
Federal de Química (CFQ), são responsáveis, nas suas 
respectivas áreas, pelos esclarecimentos de dúvidas 
referentes à regulamentação profissional; 
 
Instituição de Ensino Charles Babbage 74 
NR 13 - CALDEIRAS E VASOS DE PRESSÃO (art. 
187 e188 da CLT) 
null
null
NR 15 - ATIVIDADES E OPERAÇÕES INSALUBRES 
(arts. 189 a 190 da CLT) 
NR 14- FORNOS. 
b) A Resolução no 218/73, as Decisões Normativas no 
029/88 e 045/92 do CONFEA estabelecem como habilitados 
os engenheiros mecânicos e navais, bem como engenheiros 
civis com atribuições do Art. 28, do Decreto Federal no 
23.569/33, que tenham cursado as disciplinas de 
Termodinâmica e suas Aplicações e Transferências de Calor, 
ou equivalentes com denominações distintas, 
independentemente dos anos transcorridos desde sua 
formatura; 
 
c) O registro nos conselhos regionais de profissionais é a 
única comprovação necessária a ser exigida do profissional 
habilitado; 
Os fornos, para qualquer utilização, devem ser 
construídos solidamente, revestidos com material refratário, 
de forma que o calor radiante não ultrapasse os limites de 
tolerância estabelecidos pela Norma Regulamentadora - NR 
15. Os fornos devem ser instalados em locais adequados, 
oferecendo o máximo de segurança e conforto aos 
trabalhadores. 
 
 
 
 
Define em seus anexos, os agentes insalubres, limites de 
d) Os comprovantes de inscrição emitidos, anteriormente, 
para este fim pelas DRTs/MTE não possuem mais validade; 
 
e) Engenheiros de outras modalidades, que não citadas 
anteriormente, devem requerer ao respectivo conselho 
regional, caso haja interesse pessoal, que estude suas 
habilidades para inspeção de caldeiras e vasos de pressão, 
em função de seu currículo escolar; 
 
f) Laudos, relatórios e pareceres terão valor legal quando 
assinados por profissional habilitado; 
 
g) Conforme estabelecido pelo CONFEA e o Conselho 
Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREA), as 
empresas prestadoras de serviço que se propõem a executar 
as atividades prescritas neste subitem são obrigadas a se 
registrarem nos respectivos conselhos, indicando o 
responsável técnico legalmente habilitado; 
 
h) O profissional habilitado pode ser um consultor 
autônomo, empregado de empresa prestadora de serviço ou 
empregado da empresa proprietária do equipamento; 
 
O Art. 188 da CLT foi escrito quando os conselhos 
profissionais faziam parte da estrutura do Ministério do 
Trabalho. Atualmente são independentes. 
 
 
 
São os cuidados que devemos ter com ambientes que 
possuem fornos, com o limirte de tolerencia de tempertaura e 
revestimentos.tolerância e os critérios técnicos e legais para avaliar e 
caracterizar as atividades e operações insalubres e o adicional 
devido para cada caso. 
 
 
 
ATENÇÃO! 
 
 
Objetivo da nr 15. Apresentar os limites de tolerância e os 
requisitos técnicos visando à caracterização de atividade ou 
operação insalubre visando o pagamento de adicional de 
insalubridade. 
 
Trabalho noturno e o direito a adicional de insalubridade 
 
 
Trabalho noturno é aquele prestado das 22h de um dia 
às 5h do dia seguinte para o trabalho urbano (CLT, Art. 73, § 
2.0). Para o trabalho rural, é aquele prestado das 20h de um 
dia às 4h do dia seguinte, na pecuária; e das 21h de um dia às 
5h do dia seguinte, na agricultura (Lei no 5889/73, art. 7.0 e 
Decreto no 73626/74, art. 11, parágrafo único). O adicional de 
insalubridade não é inerente ao trabalho noturno. 
 
Caracterização da atividade ou operação insalubre 
 
 
 
 
Instituição de Ensino Charles Babbage 75 
null
null
null
null
null
null
Atividade ou operação insalubre é aquela prestada em 
condições que expõem o trabalhador aos agentes nocivos à 
saúde, acima dos limites de tolerância fixados em razão da 
sua natureza, intensidade ou concentração do agente e tempo 
de exposição aos seus efeitos sem as devidas medidas de 
controle de ordem individual, coletiva ou administrativa (CLT, 
Art. 189 e NR 15). 
 
Direitos de quem trabalha em condições insalubres 
 
 
De acordo com o item 15.2 da NR 15, o exercício de 
trabalho em condições insalubres assegura ao trabalhador a 
percepção de adicional, incidente sobre o salário mínimo 
regional, equivalente a: 40%, para insalubridade de grau 
máximo; 20%, para insalubridade de grau médio; 10%, para 
insalubridade de grau mínimo. 
 
Relação da nr 15 com a caracterização de atividade 
especial visando a concessão da aposentadoria especial 
 
A NR 15 é um documento importante para a 
elaboração de Laudo Técnico para fins de caracterização da 
Aposentadoria Especial. A partir da publicação da Lei no 9.032 
(28/04/95), a caracterização de atividade como especial 
depende de comprovação do tempo de trabalho permanente, 
não-ocasional nem intermitente, durante 15, 20 ou 25 anos em 
atividade com efetiva exposição a agentes nocivos químicos, 
físicos, biológicos ou associação de agentes prejudiciais à 
saúde ou à integridade física, observando-se a carência 
exigida. 
 
 
 
Quando 
paramos de 
receber os 
 
 
 
Suspensão e eliminação do pagamento do adicional de 
insalubridade 
 
O item 15.4 da NR 15 estabelece que a eliminação ou 
neutralização da insalubridade determinará a cessação do 
pagamento do adicional respectivo. De acordo com o item 
15.4.1 da NR 15, a eliminação ou neutralização da 
insalubridade deverá ocorrer: com a adoção de medida de 
ordem geral que conserve o ambiente de trabalho dentro dos 
limites de tolerância; com a utilização de equipamento de 
proteção individual. Ressaltando que não procede a alegação 
do direito adquirido com relação ao pagamento do adicional 
de insalubridade. Cessando a insalubridade, é interrompida a 
obrigação do pagamento do adicional sem ferir o critério do 
direito adquirido, conforme estabelece o item 15.4 da NR 15. 
→O adicional de insalubridade não é benefício ou bônus 
pago ao trabalhador. Ele tem caráter punitivo para o 
empregador que expõe seus empregados sem uma proteção 
adequada aos agentes insalubres (químicos, físicos e 
biológicos) acima dos limites de tolerância. 
 
Princípios que fundamentam os aspectos técnicos e 
legais para caracterização de atividade ou operação 
insalubre visando o pagamento de adicional de 
insalubridade 
 
A avaliação ambiental nas demandas judiciais de 
adicionais de risco apresenta as seguintes premissas: 
 
a) O direito do empregado ao adicional de risco independe 
de ter sofrido danos pessoais, ou seja, independe de 
apresentar seqüelas de acidentes ou de doenças do trabalho. 
A perícia judicial trata da caracterização de uma situação de 
trabalho em condição insalubre, baseando-se nos critérios 
técnicos legais; 
 
b) A caracterização da condição insalubre restringe-se às 
situações definidas pelas NR 15, não prevalecendo conceitos 
genéricos e subjetivos de risco, pois não foi intenção do 
legislador englobar todos os riscos de acidentes ou à saúde 
para garantir o adicional de risco; 
 
c) A perícia técnica de insalubridade não deve ser feita em 
cima de princípios subjetivos de inspeções de segurança. 
 
Considerando-se a existência da Portaria Ministerial MTE 
no 518/03, entende-se como atividades perigosas 
envolvendo radiações ionizantes: 
 
a) Produção, utilização, processamento, transporte, 
guarda, estocagem e manuseio de materiais radioativos, 
selados e não-selados, de estado físico e forma química 
quaisquer, naturais ou artificiais; 
 
b) Atividades de operação e manutenção de reatores 
nucleares; 
 
c) Atividades de operação e manutenção de aceleradores de 
partículas; 
Instituição de Ensino Charles Babbage 76 
 
NR 16 - NORMA REGULAMENTADORA16 
ATIVIDADES E OPERAÇÕES PERIGOSAS 
NR 17 – ERGONOMIA (artigos 198 e 199 da CLT). 
 
d) Atividades de operação com aparelhos de raios X, com 
irradiadores de radiação gama, beta ou de nêutrons; 
 
e) Atividades de medicina nuclear; 
 
 
f) Descomissionamento de instalações nucleares e 
radioativas; 
 
g) Descomissionamento de minas, moinhos e usinas de 
tratamento de minerais radioativos. 
 
 
NR-15 – anexo I 
Limites de tolerância para ruído contínuo ou intermitente 
 
 
NÍVEL DE RUIDO 
DB (A) 
MÁXIMA EXPOSIÇÃO 
DIÁRIA PERMISSÍVEL 
85 8 HORAS 
86 7 HORAS 
87 6 HORAS 
88 5 HORAS 
89 4 HORAS E 30 MINUTOS 
90 4 HORAS 
91 3 HORAS E 30 MINUTOS 
92 3 HORAS 
93 2 HORAS E 40 MINUTOS 
94 2 HORAS E 15 MINUTOS 
95 2 HORAS 
96 1 HORA E 45 MINUTOS 
98 1 HORA E 15 MINUTOS 
100 1 HORA 
102 45 MINUTOS 
104 35 MINUTOS 
105 30 MINUTOS 
106 25 MINUTOS 
108 20 MINUTOS 
110 15 MINUTOS 
 
 
 
 
 
 
São consideradas atividades e operações perigosas. O 
exercício de trabalho em condições de periculosidade 
assegura ao trabalhador a percepção de adicional de 30% 
(trinta por cento), incidente sobre o salário, sem os 
acréscimos resultantes de gratificações, prêmios ou 
participação nos lucros da empresa. 
O empregado poderá optar pelo adicional de 
insalubridade que porventura lhe seja devido. É facultado às 
empresas e aos sindicatos das categorias profissionais 
interessadas requererem ao Ministério do Trabalho, através 
das Delegacias Regionais do Trabalho, a realização de 
perícia em estabelecimento ou setor da empresa, com o 
objetivo de caracterizar e classificar ou determinar atividade 
perigosa. 
O stécnicos devem ficar atentos as mudanças constante 
e na porcentagem sobre periculosidades e insalubridade com 
também verificar a NR 15. 
 
 
Visa estabelecer parâmetros que permitam a adaptação 
das condições de trabalho às condições psicofisiológicas dos 
trabalhadores, de modo a proporcionar um máximo de 
conforto, segurança e desempenho eficiente. 
 
Ergonomia: Disciplina científica que diz respeito ao 
entendimento das interações entre os homens e os outros 
elementos de um sistema e a profissão que aplica teorias, 
princípios, dados e métodos para projetar de modo a otimizar 
o bem-estar dos homens e a eficiência total do sistema. A 
avaliação ergonômica dos postos e métodos de trabalho é 
um dos documentos obrigatórios que podem ser exigidos 
pelos Auditores Fiscais do Trabalho. 
 
Idade de enquadramento do chamado trabalho jovem 
previsto na nr 17: Trabalhador jovem, item 17.2.1.3 da NR 
17, designa todo trabalhador com idade inferior a dezoito 
anos e maior de quatorze anos. 
 
Restrições da mulher para o trabalho manual de carga: 
Quando mulheres e trabalhadores jovens forem designados 
para o transporte manual de cargas, item 17.2.5 da NR 17, o 
peso máximo destas cargas deverá ser nitidamente inferioràquele admitido para os homens, para não comprometer a 
sua saúde ou sua segurança. 
 
Orientações a serem seguidas no ambiente de trabalho 
com relação à iluminação: De acordo com o item 17.5.3.3, 
os níveis mínimos de iluminamento a serem observados nos 
 
 
Instituição de Ensino Charles Babbage 77 
null
null
null
null
null
null
78 
NR 18 - CONDIÇÕES E MEIO AMBIENTE DE TRABALHO NA 
INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO 
(Art. 200 da CLT) 
locais de trabalho são os valores de iluminância 
estabelecidos na norma ABNT NBR 5413. 
 
Cuidados nas atividades e métodos de trabalho que 
exijam sobrecarga muscular estática ou dinâmica dos 
membros. 
Segundo o item 17.6.3, nas atividades que exijam 
sobrecarga muscular estática ou dinâmica do pescoço, 
ombros, dorso e membros superiores e inferiores, e a partir 
da análise ergonômica do trabalho, deve ser observado o 
seguinte: 
 
a) Todo e qualquer sistema de avaliação de desempenho 
para efeito de remuneração e vantagens de qualquer espécie 
deve levar em consideração as repercussões sobre a saúde 
dos trabalhadores; 
b) Devem ser incluídas pausas para descanso; 
c) Quando do retorno ao trabalho, após qualquer tipo de 
afastamento igual ou superior a 15 dias, a exigência de 
produção deverá permitir um retorno gradativo aos níveis de 
produção vigentes na época anterior ao afastamento. 
 
O requisito a serem seguidos pelos empregadores 
que desenvolvam atividade comercial utilizando sistema 
de auto-serviço e checkout como supermercados 
hipermercados e comércio atacadista estão 
disponibilizado no endereço eletrônico: 
(http://www.mte.gov.br/legislacao/normas_regulamentadoras/ 
nr_17_anexo1.pdf) com os requisitos técnicos e legais a 
serem seguidos pelos empregadores. 
 
Os requisitos a serem seguidos pelos empregadores 
que desenvolvam atividade de teleatendimento – 
telemarketing está disponibilizado no endereço 
eletrônico: 
(http://www.mte.gov.br/legislacao/normas_regulament 
adoras/nr_17_anexo2.pdf) com os requisitos técnicos e legais 
a serem seguidos pelos empregadores. 
 
 
 
 
Estabelece diretrizes de ordem administrativa, de 
planejamento e organização, com o objetivo de implementar 
procedimentos de aspecto preventivo relacionados às 
condições de trabalho na construção civil. 
 
ATENÇÃO! 
 
 
Programa de condições e meio ambiente de trabalho na 
indústria da construção (pcmat). Deve incluir os seguintes 
documentos: 
 
a) Memorial sobre condições e meio ambiente de trabalho 
nas atividades e operações, levando-se em consideração 
riscos de acidentes e de doenças do trabalho e suas 
respectivas medidas preventivas; 
 
b) Projeto de execução das proteções coletivas em 
conformidade com as etapas da execução da obra; 
 
c) Especificação técnica das proteções coletivas e 
individuais a serem utilizadas; 
 
d) Cronograma de implantação das medidas preventivas 
definidas no PCMAT; 
 
e) Layout inicial do canteiro da obra, contemplando, 
inclusive, previsão do dimensionamento das áreas de 
vivência; 
 
f) Programa educativo contemplando a temática de 
prevenção de acidentes e doenças do trabalho, com sua 
carga horária. 
 
De acordo com o item 18.3.1 da NR 18, são 
obrigatórios a elaboração e o cumprimento do PCMAT nos 
estabelecimentos com 20 (vinte) trabalhadores ou mais, 
contemplando os aspectos desta NR e outros dispositivos 
complementares de segurança. 
O PCMAT deve ser elaborado e executado por 
profissional legalmente habilitado na área de segurança do 
trabalho. Para fins de aplicação da NR 18, o profissional 
legalmente habilitado é aquele que possui habilitação exigida 
pela lei. Desta forma, para elaborar o PCMAT, o profissional 
deve ser um profissional dos SESMT. 
 
Responsabilidade da implementação do pcmat 
 
 
O item 18.3.3 da NR 18 estabelece que a 
implementação do PCMAT nos estabelecimentos é de 
responsabilidade do empregador ou condomínio. 
Instituição de Ensino Charles Babbage 
http://www.mte.gov.br/legislacao/normas_regulamentadoras/
http://www.mte.gov.br/legislacao/normas_regulamentadoras/
http://www.mte.gov.br/legislacao/normas_regulament
http://www.mte.gov.br/legislacao/normas_regulament
null
null
79 
NR 20 - LÍQUIDOS COMBUSTÍVEIS E INFLAMÁVEIS 
(art.200, II da CLT) 
NR 21 - TRABALHOS A CÉU ABERTO 
(art. 200, V, da CLT) 
 
A substituição do ppra pelo PCMAT: A NR 18 não deixa 
clara esta questão. De acordo com o item 18.3.1.1, o PCMAT 
deve contemplar as exigências contidas na NR 9 - PPRA 
gerando, assim, redundâncias de informação. 
 
Cuidados na elaboração do PCMAT 
O PCMAT é uma carta de intenções contendo as 
medidas que visem às condições ideais do meio ambiente do 
trabalho em uma obra, devendo ser amplamente analisado 
durante sua implantação e alterado quando conveniente e/ou 
necessário. Estas alterações devem ser encaradas de forma 
natural, tendo em vista as mais variadas formas possíveis de 
situações que, durante a construção, tendem a ocorrer. Entre 
as possíveis alterações, estão as mudanças no cronograma, 
o surgimento de novas tecnologias e equipamentos, 
mudanças de projeto e alterações na relação mão-de-obra e 
equipamento. 
 
Estabelecimento: Estabelecimento é uma obra 
individualizada, não importando o porte ou empresa que a 
construirá. Se a responsabilidade da implantação do PCMAT 
é do empregador ou condomínio, para cada obra haverá um 
único PCMAT. 
 
Obrigatoriedade do registro do pcmat na drt: Sim, 
conforme o item 18.2 da NR 18, é obrigatória a comunicação 
à Delegacia Regional do Trabalho antes do início das 
atividades. 
 
Alterações do pcmat durante a fase de construção: As 
alterações do PCMAT podem ocorrer durante a construção, 
como, por exemplo: alteração de cronograma, inclusão de 
novas tecnologias e equipamentos, mudança de projeto ou 
alteração na relação mão-de-obra e equipamento. 
 
 
 
Trata, exclusivamente, dos aspectos de segurança que 
envolve as atividades com explosivos, no que diz respeito a 
estocagem, manuseio e transporte. 
 
ATENÇÃO - Legislação complementar que deve ser 
consultada referente a armazenagem, manuseio e 
transporte de explosivos: 
Decreto no 96.044, de 18/05/88 - Aprova o Regulamento 
para o Transporte Rodoviário de Produtos Perigosos; 
 
Resolução ANTT n.° 420, de 12/02/04 - Aprova as Instruções 
Complementares ao Regulamento do Transporte Terrestre de 
Produtos Perigosos em substituição da Portaria MTb n.° 
204/97. 
 
 
 
 
Trata das definições e dos aspectos de segurança 
envolvendo as atividades com líquidos inflamáveis e 
combustíveis, GLP e outros gases inflamáveis. 
 
Legislação complementar a ser consultada 
 
 
Para as empresas que trabalham com qualquer 
atividade envolvendo gases e líquidos inflamáveis e 
combustíveis, deverão ser consultados os seguintes 
documentos: 
 
Decreto no 96.044, de 18/05/88 - Aprova o Regulamento 
para o Transporte Rodoviário de Produtos Perigosos. 
 
Resolução ANTT no 420, de 12/02/04 - Aprova as 
Instruções Complementares ao Regulamento do Transporte 
Terrestre de Produtos Perigosos em substituição à Portaria 
no 204/97 do Ministério dos Transportes. 
 
 
 
Estabelece as medidas preventivas relacionadas com a 
prevenção de acidentes nas atividades a céu aberto, tais 
como, minas ao ar livre e pedreiras. 
 
ATENÇÃO! 
 
 
Aspectos de segurança em trabalhos a céu aberto 
 
 
Os seguintes aspectos de segurança devem ser 
considerados: existência de abrigos, ainda que rústicos 
capazes de proteger os trabalhadores contra intempéries; 
serão exigidas medidas especiais que protejam os 
Instituição de Ensino Charles Babbage 
NR 19 – EXPLOSIVOS 
null
null
null
null
null
null
null
NR 22 - SEGURANÇA E SAÚDE OCUPACIONAL NA 
MINERAÇÃO 
trabalhadores contra a insolação excessiva, o calor, o frio, a 
umidade e os ventos inconvenientes; aos trabalhadores que 
residirem no local do trabalho deverão ser oferecidos 
alojamentos que apresentem adequadasaté 
25 (vinte e cinco) empregados; 
 
• Grau de risco 3 e 4, segundo o Quadro 1 da NR-4, com até 
10 (dez) empregados. 
 
Do desenvolvimento do pcmso 
 
 
O PCMSO deve incluir, entre outros, a realização 
obrigatória dos exames médicos ocupacionais: 
a) admissional; 
b) periódico; 
c) de retorno ao trabalho; 
d) de mudança de função; 
e) demissional. 
 
 
No exame médico admissional: Deverá ser realizada antes que 
o trabalhador assuma suas atividades; 
 
No exame médico periódico: Pode ser feito anualmente, a 
cada 2 anos, ou conforme a necessidade. 
 
No exame médico de retorno ao trabalho: Deverá ser realizada 
obrigatoriamente no primeiro dia da volta ao trabalho de 
trabalhador ausente por período igual ou superior a 30 (trinta) 
dias por motivo de doença ou acidente, de natureza 
ocupacional ou não, ou parto. 
 
No exame médico de mudança de função: Será 
obrigatoriamente realizada antes da data de mudança. 
“Entende-se por mudança de função toda e qualquer 
alteração de atividade, posto de trabalho ou de setor que 
implique na exposição do trabalhador a risco diferente 
daquele a que estava exposto antes da mudança.” 
 
No exame médico demissional: Será obrigatoriamente 
realizada até a data da homologação, desde que o último 
exame médico ocupacional tenha sido realizado há mais de: 
 
- 135 (cento e trinta e cinco) dias para as empresas de grau 
de risco 1 e 2, segundo o Quadro 1 da NR-4 
- 90 (noventa) dias para as empresas de grau de risco 3 e 4, 
segundo o Quadro 1 da NR-4 
 
Para cada exame médico realizado, previsto no item, o 
médico emitirá o Atestado de Saúde Ocupacional - ASO, em 
duas vias. A primeira via do ASO ficará arquivada no local de 
trabalho do trabalhador, inclusive frente de trabalho ou 
canteiro de obras, à disposição da fiscalização do trabalho. 
 
A segunda via do ASO será obrigatoriamente entregue 
ao trabalhador, mediante recibo na primeira via.O PCMSO 
deverá obedecer a um planejamento em que estejam 
previstas as ações de saúde a serem executadas durante o 
ano, devendo estas ser objeto de relatório anual.O relatório 
anual deverá ser apresentado e discutido na CIPA, quando 
existente na empresa, sendo sua cópia anexada no livro de 
atas daquela Comissão. 
 
Dos primeiros socorros 
 
 
Todo estabelecimento deverá estar equipado com 
material necessário à prestação de primeiros socorros, 
considerando-se as características da atividade 
desenvolvida; manter esse material guardado em local 
adequado, e aos cuidados de pessoa treinada para esse fim. 
 
Equipamento De Proteção Individual 
 
Finalidade da Nr-6 
Aprovada pela Portaria nº 
25/2001. O Equipamento 
de Proteção Individual - 
EPI é todo dispositivo ou 
produto, de uso individual 
utilizado pelo trabalhador, 
destinado a proteção contra riscos capazes de ameaçar a sua 
segurança e a sua saúde. 
 
Conforme dispõe a Norma Regulamentadora 6, a 
empresa é obrigada a fornecer aos empregados, 
gratuitamente, EPI adequado ao risco, em perfeito estado de 
conservação e funcionamento, nas seguintes circunstâncias: 
 
a) sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam 
completa proteção contra os riscos de acidentes do trabalho 
ou de doenças profissionais e do trabalho; 
 
b) enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem 
sendo implantadas; 
 
c) para atender a situações de emergência. 
 
Instituição de Ensino Charles Babbage 8 
null
null
null
null
Venda De Epi 
 
A comercialização deve dar-se mediante o CA 
(Certificado de Aprovação) expedida pelo órgão nacional 
competente em matéria de segurança e saúde no trabalho 
do Ministério do Trabalho e Emprego. 
Certificado de Aprovação do Ministério do Trabalho 
C.A. 6110. 
Apresentar em caracteres indeléveis e bem visíveis, 
o nome comercial da empresa fabricante, o lote de 
fabricação e o número do CA, ou, no caso de EPI 
importado, o nome do importador, o lote de fabricação e o 
número do CA. 
 
Da competência do ministério do trabalho e 
emprego - mte 
 
 CA - Certificado de Aprovação 
 
Cabe ao Órgão Nacional: 
 
Consiste em documento 
emitido pelo DNSST – 
(Departamento de Segurança 
e Saúde do Trabalhador), o 
qual atesta que o 
equipamento reúne condições 
de servir ao fim a que se 
presta. Além do C.A., o fabricante deverá apresentar o 
C.R.F.(Certificado de Registro de Fabricante), e o 
importador, o C.R.I. (Certificado de Registro de Importador), 
ambos também emitidos pelo DNSST. 
➢ Cadastrar o fabricante ou importador de EPI; 
➢ Receber e examinar a documentação para emitir ou 
renovar o CA de EPI; 
➢ Estabelecer, quando necessário, os regulamentos 
técnicos para ensaios de EPI; 
➢ Emitir ou renovar o CA e o cadastro de fabricante ou 
importador; 
➢ Fiscalizar a qualidade do EPI; 
➢ Suspender o cadastramento da empresa 
Fabricante ou importadora; e, 
➢ Cancelar a CA. 
Para fins de comercialização o CA concedido aos EPI 
terá validade: 
Cabe ao órgão regional do MTE: 
 
✓ De 5 (cinco) anos, para aqueles equipamentos com 
laudos de ensaio que não tenham sua conformidade 
avaliada no âmbito do SINMETRO; 
✓ Do prazo vinculado à avaliação da conformidade no 
âmbito do SINMETRO, quando for o caso; 
✓ Fiscalizar e orientar quanto ao uso adequado e a 
qualidade do EPI; 
✓ Recolher amostras de EPI; e, 
✓ Aplicar, na sua esfera de competência, as penalidades 
cabíveis pelo descumprimento desta NR. 
 A empresa é obrigada: 
✓ De 2 (dois) anos, para os EPI desenvolvidos até a data 
e também para EPI após a data (sendo este, renováveis por 
igual período) da publicação da NR 6, quando não existirem 
normas técnicas nacionais ou internacionais, oficialmente 
reconhecidas, ou laboratório capacitado para realização 
dos ensaios, sendo que nesses casos os EPI terão sua 
aprovação pelo órgão nacional competente em matéria de 
segurança e saúde no trabalho, mediante apresentação e 
análise do Termo de Responsabilidade Técnica e da 
especificação técnica de fabricação, podendo ser renovado 
até dezembro de 2007, quando se expirarão os prazos 
concedidos. 
 
A fornecer aos empregados, gratuitamente, EPI adequado 
ao risco, em perfeito estado de conservação e funcionamento 
As seguintes situações: 
 
✓ Sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam 
completa proteção contra os riscos de acidentes do trabalho 
ou de doenças profissionais e do trabalho; 
✓ Enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem 
sendo implantadas; 
✓ Para atender a situações de emergência. 
Portaria SIT n.º 194, de 22 de dezembro de 2006 
Apresentação do EPI 
 
Cabe ao empregador: 
Instituição de Ensino Charles Babbage 9 
 
null
null
null
null
Estude mais sobre os EPIS – Equipamento de 
Proteção Individual e suas aplicações em 
no nosso ambiente virtual: 
www.uniorka.com.br 
 
Língua Portuguesa 
✓ Adquirir o EPI adequado ao risco de cada atividade; 
✓ Exigir seu uso; 
✓ Fornecer ao trabalhador somente o aprovado pelo órgão 
nacional competente em matéria de segurança e saúde no 
trabalho; 
✓ Orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado a sua 
guarda e conservação; 
✓ Substituir imediatamente, quando danificado ou extraviado; 
✓ Responsabilizar-se pela higienização e manutenção 
periódica; 
✓ Comunicar ao MTE qualquer irregularidade observada. 
✓Registrar o seu fornecimento ao trabalhador, podendo ser 
adotados livros, fichas ou sistema eletrônico. 
 
Portaria SIT n.º 107, de 25 de agosto de 2009 
Cabe ao Empregado: 
 
• Usar, utilizando-o apenas para a finalidade a que se destina; 
• Responsabilizar-se pela guarda e conservação; 
• Comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne 
impróprio para uso; 
• Cumprir as determinações do empregador sobre o uso 
adequado. 
 
Cabe ao fabricante e ao importador 
 
 
✓Cadastrar-se, segundo o ANEXO II, junto ao órgão nacional 
competente em matéria de segurança e saúde no trabalho; 
✓ Solicitar a emissão do CA, conformecondições 
sanitárias; para os trabalhos realizados em regiões 
pantanosas ou alagadiças, serão imperativas as medidas de 
profilaxia de endemias, de acordo com as normas de saúde 
pública; Os locais de trabalho deverão ser mantidos em 
condições sanitárias compatíveis com o gênero de atividade. 
 
 
 
Determina métodos e procedimentos, nos locais de 
trabalho, que proporcionem aos empregados satisfatórias 
condições de segurança e saúde no trabalho de mineração. A 
NR 22 englobou os trabalhos de mineração a céu aberto e 
subterrâneo, incluindo também os garimpos, no que couber, 
beneficiamentos de minerais e pesquisa mineral. 
 
ATENÇÃO! 
 
 
Empreendedor do setor de mineração: De acordo com a 
Portaria n.° 237/01 do Departamento Nacional de Pesquisa 
Mineral (DNPM), para efeito de atendimento da NR 22, 
entende-se por empreendedor todo detentor de registro de 
licença; detentor de permissão de lavra garimpeira; detentor 
de alvará de pesquisa; detentor de concessão de lavra; 
detentor de manifesto de mina; detentor de registro de 
extração; aquele que distribui bens minerais; aquele que 
comercializa bens minerais e aquele que beneficia bens 
minerais. 
 
Aspectos que determinam os riscos no setor de 
mineração 
 
Os riscos das atividades do setor mineral dependem 
de algumas condições, entre as quais podemos destacar: 
Tipo de mineral ou lavrado: Ferro, ouro, bauxita, manganês, 
mármore, granito, asbestos, talco etc.; 
→Formação geológica do mineral e da rocha encaixante 
(hospedeira). Tal conhecimento é importante, pois, 
dependendo da formação geológica, o mineral lavrado 
poderá conter outros minerais “contaminantes”.Ex.: a 
conhecida possibilidade de contaminação do talco com 
amianto; 
 
→Porcentagem de sílica livre no minério lavrado. Também 
guarda relação com o tipo de mineral lavrado e com a rocha 
encaixante. Existem minérios e rochas encaixantes que têm 
uma maior ou menor porcentagem de sílica livre que varia de 
região para região. Ex.: o mármore possui menor quantidade 
de sílica livre do que o granito; 
 
→Presença de gases. A ocorrência de gases, principalmente 
metano, é mais comum em rochas sedimentares do tipo 
carvão mineral e potássio, sendo importante atentar para sua 
presença especialmente em minas subterrâneas. É importante 
destacar também que gases podem se acumular em áreas 
abandonadas de minas subterrâneas, que apresentam riscos 
quando da sua retomada; 
 
→Presença de água. Importante em minas subterrâneas, mas 
também em minas a céu aberto pelo risco de inundações; 
 
→Métodos de lavra. Implicam em diversos riscos, pois alteram 
o maciço rochoso, possibilitando desabamento, se não forem 
executados adequadamente. 
 
O trabalho a céu aberto e o subterrâneo: As minas a 
céu aberto apresentam menores riscos do que as minas de 
subsolo, não só no que se refere aos riscos de desabamento, 
mas quanto à exposição a poeiras minerais. 
 
Responsabilidades do permissionário de lavra garimpeira 
em relação à segurança e saúde ocupacional 
 
As responsabilidades básicas do empregador, também 
denominado nesta NR de permissionário de lavra garimpeira, 
são as mesmas previstas no Art. 158 da CLT como qualquer 
outro empregador. Para o setor da mineração, a NR 22 
estabelece as seguintes responsabilidades: 
 
→Estabelecer, em contrato, nome do responsável pelo 
cumprimento da presente Norma Regulamentadora; 
→Interromper todo e qualquer tipo de atividade que exponha 
os trabalhadores a condições de risco grave e iminente para 
sua saúde e segurança; 
 
→Garantir a interrupção das tarefas, quando proposta pelos 
trabalhadores, em função da existência de risco grave e 
iminente, desde que confirmado o fato pelo superior 
hierárquico, que diligenciará as medidas cabíveis; 
 
Instituição de Ensino Charles Babbage 80 
null
null
81 
NR 23 - PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIOS (art. 200, 
IV, da CLT) 
NR 24 
→Fornecer às empresas contratadas as informações sobre os 
riscos potenciais nas áreas em que desenvolverão suas 
atividades; 
→Coordenar a implementação das medidas relativas à 
segurança e saúde dos trabalhadores das empresas 
contratadas e prover os meios e condições para que estas 
atuem em conformidade com esta norma; 
→Elaborar e implementar o PCMSO (NR 7); 
 
 
→Elaborar e implementar o Programa de Gerenciamento de 
Riscos (PGR), contemplando os aspectos da NR 22. 
 
Profissional que deve assinar o pgr: A NR 22 não 
determina a qualificação do profissional que irá elaborar o 
PGR. Entretanto, para atender ao nível de complexidade 
exigido, não há dúvida que somente um profissional dos 
SESMT será capaz de elaborar este programa com 
consistência e qualidade. 
A existência do Art. 195 da CLT nos leva a concluir 
que somente laudos ambientais assinados por engenheiros 
de segurança e/ou médicos do trabalho terão validade legal 
em caso de litígios trabalhistas no campo da insalubridade e 
da periculosidade. 
 
Prazo de reavaliação e guarda do PGR: Embora não esteja 
definido explicitamente, entendemos que o PGR deva ser 
atualizado anualmente ou quando ocorrerem modificações no 
processo de trabalho. Tal qual o PPRA, o PCMSO e os 
levantamentos ambientais, o PGR deverá ser guardado por 
20 (vinte) anos. 
 
Direitos dos trabalhadores 
 
 
Quanto ao direito dos trabalhadores, o princípio básico 
mais importante diz respeito ao fato que o trabalhador não é 
obrigado a executar uma tarefa que o coloque em uma 
situação de risco grave e iminente - é o chamado Direito de 
Recusa. 
Da mesma forma, o trabalhador tem o direito de ter 
acesso a todas as informações sobre os riscos dos processos 
e atividades executadas em suas áreas de responsabilidades 
- é o chamado Direito de Saber. Este item está alinhado com 
a NR 1- Disposições Gerais. Em complemento, segundo a 
NR 22, são direitos dos trabalhadores de mineração: 
 
• Interromper suas tarefas sempre que constatar evidências 
que representem riscos graves e iminentes para sua 
segurança e saúde ou de terceiros, comunicando 
imediatamente o fato a seu superior hierárquico que 
diligenciará as medidas cabíveis; 
 
• Ser informados sobre os riscos existentes no local de 
trabalho que possam afetar sua segurança e saúde. 
 
 
 
 
 
Estabelece as medidas de proteção contra incêndios de 
que devem dispor os locais de trabalho, visando à prevenção 
da saúde e da integridade física dos trabalhadores. 
A Norma ABNT 14276 sugere que os candidatos a 
brigadistas freqüentem o curso com carga horária mínima de 
16 horas, sendo a parte prática de, no mínimo, 8 horas, 
conforme anexo A. A exceção é para a classe residencial I-2 e 
os estacionamentos X-I,cuja carga horária total deve ser de 4 
horas, enfocando apenas a parte de prevenção e combate a 
incêndio. Para a subclasse I-1, não há necessidade de 
treinamento. O curso deve enfocar principalmente os riscos 
inerentes à classe de ocupação. 
A Norma ABNT 14276 sugere que a periodicidade do 
treinamento deve ser de, no máximo, 12 meses ou quando 
houver alteração de 50% dos membros. Aos componentes da 
brigada que já possuírem curso, será facultada a parte teórica, 
desde que o brigadista seja aprovado em pré-avaliação com 
70% de aproveitamento. 
 
 
 
Introdução 
As Normas Regulamentadoras foram criadas para 
estabelecerem um parâmetro a fim de que todo local de 
trabalho esteja dentro das condições mínimas de trabalho sem 
prejuízo a saúde do trabalhador. A norma regulamentadora 24 
dispõe sobre as condições sanitárias e de conforto nos locais 
de trabalho. 
 
Aspectos legais 
A NR 24 é dividida em duas partes. A primeira relativa 
à parte das condições sanitárias que envolvem todas as 
definições e requisitos mínimos para se obter a mínima 
qualidade sanitária do trabalhador e a segunda parte relativa 
Instituição de Ensino Charles Babbage 
null
null
null
null
null
NR 25 - RESÍDUOS INDUSTRIAIS 
às condições de conforto noambiente de trabalho, tais como 
alojamentos, vestiários, refeitórios e cozinhas. A aplicabilidade 
da NR 24 se da em todo ambiente de trabalho no qual o 
trabalhador se utiliza dos sanitários e demais dependências 
para troca de roupa, descanso ou alimentação. 
A Norma estabelece diretrizes de segurança e saúde 
em ambientes e instalações tais como: 
 
 
Instalações sanitárias 
Denomina-se, para fins de aplicação da presente NR, a 
expressão: 
a) aparelho sanitário: o equipamento ou as peças 
destinadas ao uso de água para fins higiênicos ou a receber 
águas servidas (banheira, mictório, bebedouro, lavatório, vaso 
sanitário e outros); 
 
b) gabinete sanitário: também denominado de latrina, 
retrete, patente, sentina, privada, WC, o local destinado a fins 
higiênicos e dejeções; 
 
c) banheiro: o conjunto de peças ou equipamentos que 
compõem determinada unidade e destinado ao asseio 
corporal. 
 
Vestiários 
 
 
Em todos os estabelecimentos industriais e naqueles em 
que a atividade exija troca de roupas, ou seja, imposto o uso 
de uniforme ou guarda-pó, haverá local apropriado para 
vestiário dotado de armários individuais, observada a 
separação de sexos. (124.043-9 / I1). 
 
Refeitórios: Nos estabelecimentos em que trabalhem mais de 
300 (trezentos) operários, é obrigatória a existência de 
refeitório, não sendo permitido aos trabalhadores tomarem 
suas refeições em outro local do estabelecimento. (124.062-5 / 
I2). 
 
Cozinhas:Deverão ficar adjacentes aos refeitórios e com 
ligação para os mesmos, através de aberturas por onde serão 
servidas as refeições. (124.088-9 / I1). 
 
 
Alojamento : É o local destinado ao repouso dos operários. 
Características gerais 
 
 
A capacidade máxima de cada dormitório será de 100 
(cem) operários. (124.102-8 / I1). 
A norma sempre mostra que devemos obedecer as 
dimensões dos locais a partir do número de funcionários que 
trabalham no local, a fim de se ter uma condição ideal de 
segurança para o trabalhador. Sem um local adequado para a 
higienização, descanso e alimentação, a saúde do funcionário 
se encontra em risco, pois a necessidade do bem estar pode 
vir a acarretar em algum acidente no efetivo local de trabalho 
pelos motivos de não estar em perfeitas condições física e/ou 
mental para realizar a tarefa designada. 
A norma ainda cita sobre a relação do trabalhador 
com os pontos de água potável, pois independente da 
atividade da empresa este é um ponto crucial de bem estar 
para o trabalhador. 
 
Disposições gerais 
 
 
Em todos os locais de trabalho deverá ser fornecida 
aos trabalhadores água potável, em condições higiênicas, 
sendo proibido o uso de recipientes coletivos. Onde houver 
rede de abastecimento de água, deverão existir bebedouros 
de jato inclinado e guarda protetora, proibida sua instalação 
em pias ou lavatórios, e na proporção de 1 (um) bebedouro 
para cada 50 (cinqüenta) empregados. (124.150-8 / I2) 
Respeitar tais condições mínimas para que 
trabalhador sinta-se confortável no trabalho é uma obrigação 
que nem sempre é seguida pelos empregadores. Quando 
não se seguem tais condições mínimas para que o 
trabalhador se sinta confortável a chance de acidentes 
aumenta e a cadeia de danos que se segue por trás de 
apenas um acidente é enorme, englobando a família do 
trabalhador aumentando o número de afetados pelo ocorrido. 
 
 
 
Estabelece as medidas preventivas a serem observadas 
pelas empresas sobre o destino final a ser dado aos resíduos 
industriais resultantes dos ambientes de trabalho, visando à 
prevenção da saúde e da integridade física dos 
trabalhadores. 
 
 
Instituição de Ensino Charles Babbage 82 
null
null
83 
 
NR 26 - SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA 
ATENÇÃO!! 
 
 
Órgão responsável pela fiscalização ambiental: O 
Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), no uso das 
atribuições que lhe confere a Lei Federal no 6.938 (31/08/81), 
é o órgão competente para elaborar as diretrizes técnicas 
para implementação da Política Nacional de Meio Ambiente. 
Dependendo da competência de cada caso, a fiscalização 
ambiental ficará a cargo do Ibama, Secretarias Estaduais de 
Meio Ambiente e respectivos órgãos estaduais de controle 
ambiental. 
 
Papel dos auditores fiscais do trabalho (afts) na 
fiscalização ambiental: Embora não seja da competência 
direta dos AFTs a fiscalização ambiental, eles podem 
denunciar a empresa aos órgãos ambientais competentes 
caso seja constatado visível descaso no gerenciamento de 
resíduos industriais. 
 
Resíduos para fins de aplicação da nr 25 
 
 
De uma forma geral, os resíduos podem ser definidos 
como substâncias ou partículas sólidas, semi-sólidas, 
líquidas ou gasosas resultantes dos processos industriais. 
Um resíduo é considerado perigoso em função de suas 
propriedades físico-químicas ou infecto-contagiosas que 
pode apresentar, por exemplo: 
a) Risco à saúde, provocando ou acentuando, de forma 
significativa, um aumento da mortalidade ou incidência de 
doenças; 
b) Risco ao meio ambiente, quando manuseado ou destinado 
de forma inadequada. 
A Resolução CONAMA no 6/88 apresenta uma 
definição mais técnica sobre resíduos, exigindo, também, a 
elaboração do inventário para fins de controle e registro junto 
ao órgão de controle regional que será encaminhado 
posteriormente ao IBAMA. A legislação estadual deve ser 
consultada para fins de aplicação dos requisitos de controle 
ambiental. 
 
Relação da nr 25 com as demais nrs: Existe uma relação 
entre a NR 25 com a NR 6, NR 7, NR 9 e NR 15. A 
preocupação principal desta NR é garantir a proteção dos 
trabalhadores sobre os efeitos provocados pela exposição 
aos produtos químicos e biológicos presentes nos resíduos 
industriais e hospitalares tóxicos, dentro do campo da higiene 
ocupacional. 
É necessário ressaltar que NR 25 não determina 
parâmetros de controles ambientais, deixando esta 
abordagem a critério das legislações competentes, em níveis 
federal, estadual e municipal. Vale ressaltar que cada estado 
possui um órgão ambiental competente para emitir licença 
ambiental, realizar as fiscalizações, emitir multa e, até 
mesmo, processar os empregadores que desrespeitarem as 
leis ambientais vigentes. 
 
Responsabilidade do empregador com relação aos 
aspectos ambientais 
 
A Lei Federal no 9.605/98 introduz a criminalidade da 
conduta do empregador e determina as penas previstas para 
as condutas danosas ao patrimônio ambiental. Destaca-se 
nesta lei a questão da tripla responsabilidade. Vale ressaltar 
que cada Estado possui um órgão ambiental competente 
para emitir licença ambiental, realizar as fiscalizações, emitir 
multa e, até mesmo, processar os empregadores que 
desrespeitarem as leis ambientais vigentes. Recomenda-se a 
consulta da Lei Ambiental de cada Estado da Federação em 
complemento à Lei Federal no 9.605/98. Esta lei introduz a 
criminalidade da conduta do empregador e determina as 
penas previstas para as condutas danosas ao patrimônio 
ambiental. Destaca-se nesta lei a questão da tripla 
responsabilidade. As empresas serão responsabilizadas 
administrativa, civil e penalmente quando a infração for 
cometida “por decisão de seu representante legal ou 
contratual, ou de seu órgão colegiado, no interesse ou 
benefício da sua entidade (Art.3°)”. As disposições gerais 
inseridas nesta Lei enquadram à hipótese de 
responsabilidade das pessoas jurídicas e físicas, de direito 
público e privado, podendo responsabilizar diretamente 
diretores, gerentes e funcionários. 
A Norma ABNT NBR 10004 classifica os resíduos 
quanto aos riscos potenciais ao meio ambiente e à saúde 
pública, para que estes possam ter manuseio e destino 
adequados. Esta norma deve ser aplicada de forma 
obrigatória por ser a referência utilizada pela Resolução 
CONAMA no 6/88. 
 
 
 
Estabelece a padronização das cores a serem utilizadas 
como sinalização de segurança nos ambientesde trabalho, 
Instituição de Ensino Charles Babbage 
null
null
NR 27 REGISTRO PROFISSIONAL DO TÉCNICO DE 
SEGURANÇA DO TRABALHO NO MINISTÉRIO DO 
TRABALHO 
NR 28 - FISCALIZAÇÃO E PENALIDADES 
NR 30 – SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO 
AQUAVIÁRIO 
visando à prevenção da saúde e da integridade física dos 
trabalhadores. Esta NR tem por objetivo fixar as cores que 
devem ser usadas nos locais de trabalho para prevenção de 
acidentes, identificando os equipamentos de segurança, 
delimitando áreas, identificando as canalizações empregadas 
nas indústrias para a condução de líquidos e gases, e 
advertindo contra riscos. O objetivo fim é promover a saúde e 
proteger a integridade do trabalhador no local de trabalho. 
O uso de cores permite uma reação automática do 
observador, evitando que a pessoa tenha que se deter diante 
do sinal, ler, analisar e, só então, atuar de acordo com sua 
finalidade. A utilização de cores não dispensa o emprego de 
outras formas de sinalização e prevenção de acidentes. 
Embora seja este um aspecto subjetivo, deve ser usado o 
bom senso para que o uso de cores seja feito de forma 
equilibrada, a fim de não ocasionar distração, confusão e 
fadiga ao trabalhador. 
 
 
REVOGADA pela PORTARIA n.º 262, de 29 de maio 
de 2005, publicada no DOU de 30/05/2008. 
 
 
 
A fiscalização do cumprimento das disposições legais 
e/ou regulamentares sobre segurança e saúde do trabalhador 
será efetuada obedecendo ao disposto nos Decretos n.º 
55.841, de 15/03/65, e n.º 97.995, de 26/07/89, no Título VII 
da CLT e no § 3º do art. 6º da Lei n.º 7.855, de 24/10/89 e 
nesta Norma Regulamentadora. 
Aos processos resultantes da ação fiscalizadora é 
facultado anexar quaisquer documentos, quer de 
pormenorização de fatos circunstanciais, quer comprobatórios, 
podendo, no exercício das funções de inspeção do trabalho, o 
agente de inspeção do trabalho usar de todos os meios, 
inclusive audiovisuais, necessários à comprovação da 
infração. 
Regula a proteção obrigatória contra acidentes e 
doenças profissionais, facilitar os primeiros socorros a 
acidentados e alcançar as melhores condições possíveis de 
segurança e saúde aos trabalhadores portuários. 
As disposições contidas nesta NR aplicam-se aos 
trabalhadores portuários em operações tanto a bordo como 
em terra, assim como aos demais trabalhadores que exerçam 
atividades nos portos organizados e instalações portuárias de 
uso privativo e retroportuárias, situadas dentro ou fora da área 
do porto organizado. 
 
 
 
 
Esta norma regulamentadora tem como objetivo a 
proteção e a regulamentação das condições de segurança e 
saúde dos trabalhadores aquaviários. Para outras categorias 
de trabalhadores que realizem trabalhos a bordo de 
embarcações a regulamentação das condições de segurança 
e saúde dos trabalhadores se dará na forma especificada nos 
Anexos a esta norma. (Aprovado pela Portaria SIT n.º 58, de 
19 de junho de 2008) . 
Esta norma aplica-se aos trabalhadores das 
embarcações comerciais, de bandeira nacional, bem como às 
de bandeiras estrangeiras, no limite do disposto na 
Convenção da OIT n.º 147 - Normas Mínimas para Marinha 
Mercante, utilizadas no transporte de mercadorias ou de 
passageiros, inclusive naquelas embarcações utilizadas na 
prestação de serviços. (Alterado pela Portaria SIT n.º 58, de 
19 de junho de 2008) . O disposto nesta NR aplica-se, no que 
couber, às embarcações abaixo de 500 AB, consideradas as 
características físicas da embarcação, sua finalidade e área 
de operação. 
Esta norma aplica-se na forma estabelecida em seus 
Anexos, aos trabalhadores das embarcações artesanais, 
comerciais e industriais de pesca, das embarcações e 
plataformas destinadas à exploração e produção de petróleo, 
das embarcações específicas para a realização do trabalho 
submerso e de embarcações e plataformas destinadas a 
outras atividades. (Aprovado pela Portaria SIT n.º 58, de 19 de 
junho de 2008) . 
 
 
 
Instituição de Ensino Charles Babbage 
NR 29 - NORMA REGULAMENTADORA DE 
SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO PORTUÁRIO 
84 
NR 31 - SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO 
NA AGRICULTURA, PECUÁRIA SILVICULTURA, 
EXPLORAÇÃO FLORESTAL E AQÜICULTURA 
null
null
null
null
null
null
null
null
null
null
null
null
Esta Norma Regulamentadora tem por objetivo 
estabelecer os preceitos a serem observados na organização 
e no ambiente de trabalho, de forma a tornar compatível o 
planejamento e o desenvolvimento das atividades da 
agricultura, pecuária, silvicultura, exploração florestal e 
aqüicultura com a segurança e saúde e meio ambiente do 
 
 
 
 
Esta Norma Regulamentadora – NR tem por 
trabalho. Esta NR aplica-se a quaisquer atividades da 
agricultura, pecuária, silvicultura, exploração florestal e 
aqüicultura, verificadas as formas de relações de trabalho e 
emprego e o local das atividades.Também se aplica às 
atividades de exploração industrial desenvolvidas em 
estabelecimentos agrários. 
Compete à Secretaria de Inspeção do Trabalho - SIT, 
através do Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho 
- DSST, definir, coordenar, orientar e implementar a política 
nacional em segurança e saúde no trabalho rural para: 
a) identificar os principais problemas de segurança e saúde do 
setor, estabelecendo as prioridades de ação, desenvolvendo 
os métodos efetivos de controle dos riscos e de melhoria das 
condições de trabalho; 
b) avaliar periodicamente os resultados da ação; 
c) prescrever medidas de prevenção dos riscos no setor 
observado os avanços tecnológicos, os conhecimentos em 
matéria de segurança e saúde e os preceitos aqui definidos; 
d) avaliar permanentemente os impactos das atividades rurais 
no meio ambiente de trabalho; 
e) elaborar recomendações técnicas para os empregadores, 
empregados e para trabalhadores autônomos; 
f) definir máquinas e equipamentos cujos riscos de operação 
justifiquem estudos e procedimentos para alteração de suas 
características de fabricação ou de concepção; 
g) criar um banco de dados com base nas informações 
disponíveis sobre acidentes, doenças e meio ambiente de 
trabalho, dentre outros. 
 
Compete ainda à SIT, através do DSST, coordenar, 
orientar e supervisionar as atividades preventivas 
desenvolvidas pelos órgãos regionais do MTE e realizar com a 
participação dos trabalhadores e empregadores, a Campanha 
Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho Rural - 
CANPATR e implementar o Programa de Alimentação do 
Trabalhador - PAT. 
A SIT é o órgão competente para executar, através 
das Delegacias Regionais do Trabalho - DRT, as atividades 
definidas na política nacional de segurança e saúde no 
trabalho, bem como as ações de fiscalização. 
finalidade estabelecer as diretrizes básicas para a 
implementação de medidas de proteção à segurança e à 
saúde dos trabalhadores dos serviços de saúde, bem como 
daqueles que exercem atividades de promoção e assistência 
à saúde em geral. 
Para fins de aplicação desta NR entende-se por 
serviços de saúde qualquer edificação destinada à prestação 
de assistência à saúde da população, e todas as ações de 
promoção, recuperação, assistência, pesquisa e ensino em 
saúde em qualquer nível de complexidade. 
Dos riscos biológicos: Para fins de aplicação desta NR, 
considera-se Risco Biológico a probabilidade da exposição 
ocupacional a agentes biológicos. Consideram-se Agentes 
Biológicos os microrganismos, geneticamente modificados ou 
não; as culturas de células; os parasitas; as toxinas e os 
príons. 
A classificação dos agentes biológicos encontra-se no 
anexo I desta NR. O PCMSO deve estar à disposição dos 
trabalhadores, bem como da inspeção do trabalho. Em toda 
ocorrência de acidente envolvendo riscos biológicos, com ou 
sem afastamento do trabalhador, deve ser emitida a 
Comunicação de Acidente de Trabalho – CAT. As medidas 
de proteção devem ser adotadas a partir do resultado da 
avaliação,previstas no PPRA, observando o disposto no item 
32.2.2. Em caso de exposição acidental ou incidental, 
medidas de proteção devem ser adotadas imediatamente, 
mesmo que não previstas no PPRA. 
A manipulação em ambiente laboratorial deve seguir 
as orientações contidas na publicação do Ministério da Saúde 
– Diretrizes Gerais para o Trabalho em Contenção com 
Material Biológico, correspondentes aos respectivos 
microrganismos. Todo local onde exista possibilidade de 
exposição ao agente biológico deve ter lavatório exclusivo 
para higiene das mãos provido de água corrente, sabonete 
líquido, toalha descartável e lixeira provida de sistema de 
abertura sem contato manual. 
 
 
Instituição de Ensino Charles Babbage 
NR 32 - SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO EM 
SERVIÇOS DE SAÚDE 
85 
NR 33 - SEGURANÇA E SAÚDE NOS TRABALHOS 
EM ESPAÇOS CONFINADOS 
null
null
null
null
null
null
NR 34 - CONDIÇÕES E MEIO AMBIENTE DE 
TRABALHO NA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO E 
REPARAÇÃO NAVAL 
 
NR 35 - TRABALHO EM ALTURA 
Estabelece os requisitos mínimos para identificação de 
espaços confinados e o reconhecimento, avaliação, 
monitoramento e controle dos riscos existentes, de forma a 
garantir permanentemente a segurança e saúde dos 
trabalhadores que interagem direta ou indiretamente nestes 
espaços. 
 
Atenção! 
 
 
Espaço confinado: O item 33.1.2 da NR 33 determina que, 
espaço confinado é qualquer área ou ambiente não-projetado 
para ocupação humana contínua, que possua meios 
limitados de entrada e saída, cuja ventilação existente é 
insuficiente para remover contaminantes ou onde possa 
existir a deficiência ou enriquecimento de oxigênio. 
 
Responsabilidades do empregador: Existem muitas 
responsabilidades caso a empresa possua atividades a 
serem realizadas em espaços confinados. Os trabalhadores 
expostos devem ser informados sobre localização e os 
perigos por meio de sinalização; além disso, devem ser 
adotadas medidas para impedir que trabalhadores não- 
preparados acessem ou trabalhem nestes espaços. 
Conforme o item 33.2.1 da NR 33, os seguintes 
aspectos devem ser considerados: 
 
a) Indicar formalmente o responsável técnico pelo 
cumprimento desta norma; 
b) Identificar os espaços confinados existentes no 
estabelecimento; 
c) Identificar os riscos específicos de cada espaço 
confinado; 
d) Implementar a gestão em segurança e saúde no trabalho 
em espaços confinados, por medidas técnicas de prevenção, 
administrativas, pessoais e de emergência e salvamento, de 
forma a garantir permanentemente ambientes com condições 
adequadas de trabalho; 
e) Garantir a capacitação continuada dos trabalhadores 
sobre os riscos, as medidas de controle, de emergência e 
salvamento em espaços confinados; 
f) Garantir que o acesso ao espaço confinado somente ocorra 
após a emissão, por escrito, da Permissão de Entrada e 
Trabalho, conforme modelo constante no anexo II desta NR; 
g) Fornecer às empresas contratadas informações sobre os 
riscos nas áreas onde desenvolverão suas atividades e exigir 
a capacitação de seus trabalhadores; 
h) Acompanhar a implementação das medidas de 
segurança e saúde dos trabalhadores das empresas 
contratadas provendo os meios e condições para que eles 
possam atuar em conformidade com esta NR; 
i) Interromper todo e qualquer tipo de trabalho em caso de 
suspeição de condição de risco grave e iminente, procedendo 
ao imediato abandono do local; 
j) Garantir informações atualizadas sobre os riscos e 
medidas de controle antes de cada acesso aos espaços 
confinados. 
Todo trabalhador pode trabalhar em um espaço 
confinado, desde que devidamente qualificado e que não 
apresente transtorno ou doença que possam ser 
desencadeados ou agravados durante a realização do 
trabalho em ambientes confinados, de acordo com o ponto de 
vista médico. 
 
 
Esta NR tem por finalidade estabelecer os requisitos 
mínimos e as medidas de proteção à segurança, à saúde e ao 
meio ambiente de trabalho nas atividades da indústria de 
construção e reparação naval. Cita nove procedimentos de 
trabalhos executados em estaleiros: trabalho a quente; 
montagem e desmontagem de andaimes; pintura; jateamento 
e hidrojateamento; movimentação de cargas; instalações 
elétricas provisórias; trabalhos em altura; utilização de 
radionuclídeos e gamagrafia; e máquinas portáteis rotativas. 
Esta Norma Regulamentadora - NR estabelece os requisitos 
mínimos e as medidas de proteção à segurança, à saúde e ao 
meio ambiente de trabalho nas atividades da indústria de 
construção e reparação naval. 
Consideram-se atividades da indústria da construção e 
reparação naval todas aquelas desenvolvidas no âmbito das 
instalações empregadas para este fim ou nas próprias 
embarcações e estruturas, tais como navios, barcos, lanchas 
plataformas fixas ou flutuantes, dentre outras. A observância 
do estabelecido nesta NR não desobriga os empregadores do 
cumprimento das disposições contidas nas demais Normas 
Regulamentadoras, aprovadas pela Portaria n.º 3.214/78, de 8 
de junho de 1978. 
 
 
 
 
Instituição de Ensino Charles Babbage 86 
null
null
null
null
NR 36- SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO EM 
EMPRESAS DE ABATE E 
PROCESSAMENTO DE CARNES E DERIVADOS 
Normas Regulamentadoras Do Trabalho 
 
 
Acesse www.uniorka.com.br- Portal do aluno 
e aprenda mais! 
 
Medicina do trabalho II 
A Norma Regulamentadora NR 35 descreve e 
regulamenta o planejamento, a organização e a execução das 
tarefas de forma a garantir a segurança e saúde dos 
trabalhadores envolvidos, direta ou indiretamente. A NR 35 
preenche uma lacuna, pois as medidas de proteção contra 
queda de altura eram previstas apenas em normas específicas 
de segmentos econômicos, como a construção e a indústria 
naval. Com a nova Norma, as obrigações agora alcançam 
todas as empresas, incluindo diversos setores industriais e 
segmentos como o de telecomunicações e energia elétrica, 
que utilizam trabalho em altura. A NR 35 é uma importante 
ferramenta de prevenção de acidentes de trabalho. 
Estima-se que as quedas estejam presentes em 40% 
dos acidentes de trabalho. O desafio é garantir sua efetiva 
aplicação nos ambientes de trabalho e o principal instrumento 
que temos para alcançar este objetivo é a inspeção do 
trabalho, mas precisamos contar também com o apoio dos 
empregadores, trabalhadores, sindicatos e profissionais da 
área. 
Esta Norma estabelece os requisitos mínimos e as 
medidas de proteção para o trabalho em altura, envolvendo o 
planejamento, a organização e a execução, de forma a 
garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores envolvidos 
direta ou indiretamente com esta atividade. Considera-se 
trabalho em altura toda atividade executada acima de 2,00 m 
(dois metros) do nível inferior, onde haja risco de queda. Esta 
norma se complementa com as normas técnicas oficiais 
estabelecidas pelos Órgãos competentes e, na ausência ou 
omissão dessas, com as normas internacionais aplicáveis. 
 
 
 
O objetivo desta Norma é estabelecer os requisitos 
mínimos para a avaliação, controle e monitoramento dos 
riscos existentes nas atividades desenvolvidas na indústria 
de abate e processamento de carnes e derivados destinados 
ao consumo humano, de forma a garantir permanentemente 
a segurança, a saúde e a qualidade de vida no trabalho, sem 
prejuízo da observância do disposto nas demais Normas 
Regulamentadoras - NR do Ministério do Trabalho e 
Emprego. Concluída em dezembro de 2012, a Norma 
Regulamentadora Nº 36 - Segurança e Saúde no Trabalho 
em Empresas de Abate e Processamento de Carnes e 
Derivados, deverá ser publicada no Diário Oficial da União 
neste mês de abril, segundo informa Ariel Antonio Mendes, 
diretor de Produção e Técnico Científico da Ubabef. "Após 
dois anos de elaboração, esta norma, que já está pronta, 
deverá entrar em vigor para adequar a estrutura das plantas 
de abate e de processamento decarnes e seus derivados. 
 
Essas adequações incluem regulamentações sobre o 
uso de EPI’s, os tipos de EPI’s, os equipamentos que devem 
estar instalados em cada seção do frigorífico, o tipo do 
mobiliário, as condições ambientais de trabalho entre outros 
requisitos", descreve. "Os principais objetivos da NR 36 são a 
adequação dos frigoríficos para proporcionar melhores 
condições de trabalho e de segurança aos colaboradores e a 
elevação da qualidade e da segurança dos produtos. 
 
O empregador deve colocar em prática uma abordagem 
planejada, estruturada e global da prevenção, por meio do 
gerenciamento dos fatores de risco em Segurança e Saúde 
no Trabalho - SST, utilizando-se de todos os meios técnicos, 
organizacionais e administrativos para assegurar o bem estar 
dos trabalhadores e garantir que os ambientes e condições 
de trabalho sejam seguros e saudáveis. 
 
 
 
 
 
PCMSO: Programa de Controle Médico de Saúde 
Ocupacional, instituído pela NR 7. 
 
Objetivo do PCMSO: Promoção e preservação da saúde do 
conjunto dos seus trabalhadores. 
 
 
 
Doenças Ocupacionais Provocadas Por Agentes Físicos 
Introdução 
Os riscos físicos são provocados por agentes de 
riscos ambientais que se apresentam como qualquer forma 
de energia, dentre estes agentes de risco estão o ruído, as 
Instituição de Ensino Charles Babbage 87 
http://www.uniorka.com.br-/
http://www.uniorka.com.br-/
null
null
null
null
null
vibrações mecânicas, as temperaturas extremas, as 
pressões anormais e as radiações. Os agentes físicos estão 
diretamente ligados ao processo de produção. Ruído e 
vibrações estão presentes em diversas atividades, 
principalmente nas indústrias de processamento químico 
como refinaria e petroquímicas, na indústria de caldeira, 
tecelagem, automobilística, entre outras. 
As temperaturas extremas estão presentes na forma de 
frio nos frigoríficos, indústria alimentícia, comércio de produtos 
perecíveis, na forma de calor produzido na indústria 
siderúrgica, metalúrgica, fundições, trabalho a céu aberto. As 
radiações se apresentam na forma de radiações ionizantes, 
presente em processos de diagnósticos e tratamentos 
médicos (exames raios-X, radioterapias, pesquisas) As 
radiações não- ionizantes ocorrem em diversas atividades 
como nas atividades de radiofreqüência, radiodifusão, 
radionavegação, na secagem de materiais, colagem de 
plásticos, as radiações de infravermelho estão presentes nas 
atividades industriais, como soldagem de fusão de metais, e 
nas atividades a céu aberto, como as rurais. As radiações 
ultravioletas estão nas operações de soldagem a arco, em 
salas de esterilização e na indústria gráfica. As radições de 
raio laser estão na aplicação da medicina, nas 
telecomunicações, nas impressoras. As pressões atmosféricas 
anormais podem correr em atividades na construção civil, em 
trabalhos com tubulões pressurizados e nas atividades de 
mergulho. 
Os agentes físicos, conforme sua natureza e exposição 
ocupacional podem provocar danos irreversíveis à saúde do 
trabalhador, fazendo-se necessária ampla aplicação de ações 
em saúde e segurança, promovendo a saúde do trabalhador e 
preservando a capacidade para o trabalho. A medicina 
ocupacional contribui fundamentalmente neste processo, 
conforme estudaremos no desenvolvimento deste capítulo. 
 
 
NR 7 - Programa de Controle Médico de Saúde 
Ocupacional – PCMSO 
 
O PCMSO - Estabelece o controle de saúde físico e 
mental do trabalhador, em função de suas atividades, e obriga 
a realização de exames médicos admissionais, de mudança 
de função e de retorno ao trabalho, estabelecendo ainda a 
obrigatoriedade de um exame médico periódico. 
As empresas com até 25 empregados, não estão 
obrigadas a manter um médico coordenador do PCMSO, 
estando ainda desobrigadas de elaborar o relatório anual. 
Como estão obrigadas à realização dos exames médicos 
acima mencionados, a obrigação poderá ser cumprida 
mediante convênio com empresas 
especializadas/credenciadas em medicina do trabalho. 
 
O que é PCMSO? 
 
 
O PCMSO é um programa que é exigido por lei para 
todos os empregadores e instituições, onde o mesmo 
especifica procedimentos e condutas a serem adotadas pelas 
empresas em função dos riscos aos quais os empregados se 
ficam expostas nos ambientes de trabalho. 
 
Objetivo 
 
 
Promoção e elaboração para prevenção e de reservar 
a saúde do trabalhador como um conjunto, de uma forma 
geral, ou seja, como um todo sem restrições. O PCMSO 
deverá ser planejado e implantado com base nos riscos à 
saúde dos trabalhadores, ou seja, verificando a 
responsabilidade que compete ao Empregador e ao 
Empregado. 
Compete ao empregador garantir a elaboração e 
efetiva implementação do PCMSO, bem como, zelar pela sua 
eficácia e custear todos os procedimentos relacionados ao 
mesmo, e quando solicitado pela inspeção do trabalho, 
comprovar a execução da despesa. 
Compete ao funcionário realizar os exames 
obrigatórios, quando solicitado, sendo que toda despesas para 
essa finalidade é de responsabilidade da empresa. 
 
A importância do PCMSO na promoção da saúde do 
trabalhador 
 
É de estrema importância, para a promoção da 
saúde, para que o mesmo seja desenvolvido, deve ser 
incluído entre outros a realização obrigatória dos exames 
médicos: Admissional, Periódico, Mudança de Função, 
Retorno ao Trabalho e Demissional. Esses exames 
compreendem também as avaliações clínica, abrangendo 
anamnese ocupacional e exame físico e menta e também os 
exames complementares, realizados de acordo com os termos 
específicos na NR-7 e seus anexos. 
 
Elementos do PCMSO 
 
 
Identificação do Risco: Dentre os elementos temos que 
identificar os riscos e os agravos à saúde dos trabalhadores 
decorrentes dos fatores de riscos ambientais e dos fatores 
Instituição de Ensino Charles Babbage 88 
humano que os agravam, inclusive os decorrentes da 
organização do trabalho. 
 
Medidas de Controle e Analise: Avaliar e monitorar os 
funcionários através do levantamento dos perfis clínicos e 
complementares para controle da exposição aos eventuais 
riscos, especialmente os químicos, físicos, biológicos e 
ergonômicos; Estabelecer parâmetros mínimos de 
características desejáveis para o trabalhador destinado a cada 
função, no exame médico ocupacional, admissional, com base 
no real conhecimento das condições dos ambientes de 
trabalho e seus eventuais fatores agressivos; Estabelecer 
critérios de interpretação dos resultados dos exames 
ocupacionais; Estabelecer as taxas e coeficientes para análise 
dos agravos à saúde dos trabalhadores. 
 
Planejamento das Atividades: Estabelecer as diretrizes para 
rotinas de exames clínicos ocupacionais e de protocolos de 
exames complementares adequados aos dados obtidos das 
avaliações dos locais de trabalho, posto por posto de trabalho, 
com vista a se fazer um rastreamento e diagnóstico dos 
trabalhadores expostos a eventuais riscos ambientais 
existentes; Estabelecer a periodicidade dos exames clínicos 
ocupacionais, bem como dos exames complementares que 
devem ser efetuados em cada posto de trabalho; Estabelecer 
o cronograma de execução dos exames médicos periódicos, 
com calendário de agendamento; Estabelecer campanhas de 
imunizações de interesse ocupacional para prevenção das 
moléstias infecto-contagiosas. 
 
Indicar para avaliação do PCMSO: Índice das doenças 
ocupacionais registradas no período; Índice de afastamento 
por motivo de saúde; Índice de absenteísmo. 
 
Perfil Profissiográfico Previdenciário – Ppp 
 
 
Perfil Profissiográfico Previdenciário, um documento 
histórico-laboral do trabalhador, apresentado em formulário 
instituído pelo INSS, contendo informações detalhadas 
sobre as atividades do trabalhador, exposição a agentes 
nocivos à saúde, resultados de exames médicos e outras 
informações de caráter administrativo. Tem o objetivo de 
apresentar,em um só documento, o resumo de todas as 
informações relativas à fiscalização do gerenciamento de 
riscos e existência de agentes nocivos no ambiente de 
trabalho, além de ser o documento que orienta o processo 
de reconhecimento de aposentadoria especial. 
Doenças Ocupacionais Provocadas Por 
Produtos Químicos 
 
Introdução 
 
 
Os agentesquímicos de interesse 
para a Medicina Ocupacional são os 
gases, vapores e os Aerodispersóides, 
pois eles permanecem em suspensão 
no ar contaminando os ambientes de 
trabalho e provocando desconforto, 
diminuindo a eficiência e a produtividade, sobretudo causando 
danos à saúde do trabalhador, desde alterações passageiras 
(alergias brandas) às complicações mais sérias, no caso de 
doenças profissionais com incapacidade permanente e óbito. 
Atmosferas com deficiência de oxigênio, onde os poluentes 
podem causar incêndio e explosões, como no caso das minas 
subterrâneas, os riscos são iminentes, neste caso, fazem-se 
necessários rigorosos procedimentos de segurança, 
garantindo a proteção dos trabalhadores e a manutenção da 
vida. 
O reconhecimento dos agentes químicos é uma etapa 
muito importante, pois nem sempre é possível avaliar todos os 
produtos presentes nos ambientes, e quando isso ocorre, 
devem-se utilizar medidas de controle eficaz, garantindo que 
os trabalhadores não estejam expostos a agentes agressores. 
Estudaremos a seguir, as principais doenças ligadas à 
exposição ocupacional a produtos químicos. 
 
Saturnismo 
É uma doença ocupacional 
provocada pela exposição ao 
chumbo, que é o caso das indústrias 
metalúrgicas, siderúrgicas, de 
baterias, cerâmica, petrolífera, 
gráfica, química, etc. A via de 
ingresso do chumbo é principalmente 
a respiratória, seguida da via oral e percutânea no caso do 
chumbo orgânico. 
 
Sintomas de saturnismo: 
 
 
❖ Fraqueza, dores inicialmente nos membros inferiores, 
podendo generalizar-se. 
❖ Insônia, alternada com sonolência diurna. 
❖ Cólicas abdominais. 
❖ Impotência sexual, gosto metálico, orla gengival de Burton 
(mancha azul-acinzentada na gengiva). 
Instituição de Ensino Charles Babbage 89 
 
null
null
❖ Má digestão. 
❖ Inapetência. 
❖ Diarréia 
 
Hidragirismo 
 
 
Doença ocupacional que se desenvolve pela exposição 
ao mercúrio metálico, orgânico ou inorgânico. A contaminação 
ocorre em ambientes como garimpo, na fabricação de 
aparelhos de medição e de laboratórios (termômetros, 
barômetros, manômetros), indústria de lâmpadas, pilhas, 
medicamentos, entre outros que no processo industrial 
utilizem o mercúrio. 
 
Sintomas do Hidragirismo 
 
 
❖ Dificuldades na fala e na coordenação motora. 
❖ Perda da sensibilidade e tremores nos membros, dores 
de cabeça, fadiga, irritabilidade, insônia, paranóia e perda de 
memória. 
❖ Ansiedade, irritabilidade e depressão. 
❖ Gosto metálico, orla gengival de Burton (mancha azul- 
acinzentada na gengiva), mau hálito, salivação excessiva, 
diarréia, perda de apetite, perda de peso. 
❖ Tosse, bronquite, pneumonia, fraqueza geral e redução 
da capacidade de trabalho. 
 
Exposição ao Manganês 
 
 
O manganismo é provocado por intoxicação com 
manganês, que é um metal muito utilizado na indústria 
siderúrgica na fabricação de aço - Mn, de ligas para 
resistências elétricas e de pilha seca. 
No Brasil em 1966, uma indústria siderúrgica que produzia 
aço-liga de manganês intoxicou dezessete trabalhadores, 
deixando evidente o impacto deste elemento durante a 
exposição ocupacional. 
 
Prevenção e controle das doenças ocupacionais por 
produtos químicos 
 
Pneumoconioses 
 
 
As pneumoconioses formam um grupo de doenças 
que comprometem os tecidos pulmonares, através do 
acúmulo de poeira nos pulmões, causando endurecimento 
nos tecidos e originando as fibroses pulmonares. 
Existem várias formas de pneumoconioses, como a 
silicose, asbestose, antrose, siderose, bissinose, etc., porém 
a mais comum e a que mais tem comprometido a saúde dos 
trabalhadores é a silicose, doença incurável, irreversível e 
progressiva causada pela inalação da sílica livre. 
 
Os fatores de predisposição para as 
pneumoconioses são: 
 
❖ Suscetibilidade individual 
❖ Doenças bronco pulmonares 
❖ Idade, quanto mais elevada maior a predisposição 
❖ Doenças preexistentes 
❖ Tabagismo 
 
Bissinose 
A bissinose é uma pneumoconiose provocada pela 
inalação de fibras de algodão, linho ou cânhamo chamado de 
“mal das segundas-feiras”, porque, após o descanso do fim de 
semana, ao entrar em contato com as fibras de algodão, há 
uma bronco constrição, tornando difícil a respiração e 
provocando o afastamento do trabalhador. Nos dias seguintes 
os sintomas desaparecem e o trabalhador volta às suas 
atividades normais. Com o passar dos anos, o agravamento 
dos sintomas passa também para a terça, a quarta-feira e 
assim por diante, até ser impossível o trabalho, atingindo-se a 
incapacidade total. 
 
Asbestose 
 
 
 
NÓDULO PULMONAR 
 
Trata-se de uma pneumoconiose provocada 
pela inalação de fibras do mineral asbesto (amianto), 
presentes em diversos produtos industrializados: telhas de 
fibrocimento (cerca de 85% do consumo mundial), 
revestimentos de travões e embraiagens de automóveis, 
revestimentos e coberturas de edifícios, gessos e estuques, 
revestimentos à prova de fogo, tubagens e coberturas de 
edifícios, isolamentos térmicos e acústicos, vestimentas de 
protecção à prova de fogo. 
Instituição de Ensino Charles Babbage 90 
null
null
A doença pode evoluir para o câncer pulmonar e 
para o mesotelioma de pleura. A doença pode levar a de 
quinze, até vinte anos para se instalar, as empresas por sua 
vez devem arquivar os exames de função pulmonar e 
radiografias durante 30 anos para resguardo jurídico. 
 
Prevenção 
 
 
As atividades de prevenção e controle das 
pneumopatias ocupacionais enquadram-se nos princípios 
que fundamentam as ações executadas para doenças 
ocupacionais, como as ações de higiene industrial, que 
tentam modificar o ambiente ocupacional tornando-o mais 
salubre, ações educativas e ações de controle médico da 
população trabalhadora exposta. 
A prevenção primária, como o próprio nome indica, 
deve ser a preocupação essencial e primeira no esquema de 
prevenção de pneumopatias ocupacionais. Diversas são as 
medidas de higiene industrial que podem levar ao controle de 
situações de risco inalatório na geração e disseminação de 
aerossóis. 
Essas medidas vão desde a simples umidificação do 
ambiente com lavagem constante do piso, evitando o 
levantamento secundário de poeira já sedimentada, e 
aspersão de névoas de água nos pontos de produção de 
poeira. Duas medidas clássicas nesse tipo de controle são a 
exaustão localizada, que deve ser instalada contra o fluxo 
inalatório do trabalhador em seu posto de trabalho, 
enclausuramento total ou parcial do processo produtor de 
poeiras, substituição de matérias-primas buscando matérias- 
primas menos agressivas, proteção respiratória, e a 
ventilação geral do ambiente. Ainda a lavagem de roupas 
contaminadas contendo poeira deve ser feita pela empresa 
para evitar o risco de contaminação de seus familiares. 
Ações educativas são de fundamental importância na 
prevenção primária e secundária das pneumoconioses. Não é 
raro o desconhecimento do risco em ambientes de trabalho 
com risco inalatório de exposição a poeiras. Informações 
sobre riscos envolvidos nos diferentes processos produtivos 
devem ser prioritárias, tanto para empregadores como para 
trabalhadores. Programas preventivos dentro de 
empresasterão maiores chance de sucesso com a ativa 
participação dos segmentos envolvidos. 
 
Tratamento 
 
Para todas as pneumoconioses existe indicação 
obrigatória de afastamento da exposição que a 
causou.Tratamento medicamentoso está indicado somente 
nas pneumoconioses com patogenia relacionada à resposta 
de hipersensibilidade, como a pneumopatias pelocobalto, a 
pneumopatias pelo berílio e as pneumonites por 
hipersensibilidade. Nestes casos, além do afastamento 
obrigatório e definitivo da exposição, a corticoterapia 
prolongada está indicada. 
Nos casos de pneumoconioses não fibrogênicas, o 
afastamento pode produzir eventualmente uma redução da 
intensidade das opacidades radiográficas.As doenças 
associadas à pneumoconiose devem ter o tratamento 
embasado nos consensos atuais de manejo, como a DPOC, a 
tuberculose e o câncer de pulmão. Um percentual variável de 
pacientes com pneumoconiosesfibrogênicas pode evoluir para 
insuficiência respiratória crônica. 
O monitoramento regular da oxemia levará à indicação 
correta de oxigenioterapia nesses pacientes. Não há indicação 
de uso de corticosteróides nas pneumoconiosesfibrogênicas, 
mesmo nos casos com evolução progressiva independente do 
afastamento da exposição. 
A tuberculose é uma complicação freqüente em 
trabalhadores expostos à sílica. Existe um risco aumentado de 
adoecimento, mesmo em expostos não silicóticos. As taxas de 
cura da tuberculose em silicóticos não complicados são 
semelhantes à tuberculose na população geral.Não há 
normatizações específicas de tratamento da silicotuberculose 
pelo Ministério da Saúde, no Brasil. Também não há normas 
específicas em relação à quimioprofilaxia em reatores fortes 
expostos à sílica ou com silicose. Porém, é plenamente 
justificável que estes devam ser considerados como grupo de 
risco e candidatos à quimioprofilaxia.O controle médico 
procura identificar a doença em seu estado latente, quando 
algum tipo de intervenção possa sustar, reverter ou diminuir a 
velocidade de instalação e progressão de condições 
fisiológicas anormais. A aplicação de rotinas padronizadas, 
como o questionário de sintomas respiratórios, exame físico, 
radiogramas e espirometria periódicos, visam identificar estes 
casos. 
O controle médico, nesse sentido, apesar de ser 
denominado “secundário”, serve como fonte privilegiada de 
informações que alimentam o controle “primário” de higiene 
industrial, indicando necessidades de mudanças no processo 
produtivo, proteção coletiva, como enclausuramento, 
ventilação e exaustão e uso de equipamentos de proteção 
individual, em situações mais específicas de exceção. 
 
Carcinogenicidade dos produtos químicos 
Instituição de Ensino Charles Babbage 91 
null
null
Uma substância ou mistura carcinogênica significa 
substância ou mistura de substâncias químicas capazes de 
induzir ao câncer ou aumentar a sua incidência. Um grande 
número de produtos químicos é cancerígeno e não deveriam 
fazer parte do processo produtivo, porém, como não há forma 
de dar continuidade ao trabalho sem a presença destes 
agentes, adotaram-se limites de tolerância, mas em caso de 
produtos comprovadamente cancerígenos, como o Benzeno, 
muito usado na fabricação de tintas e solventes, estes limites 
não determinam que não haja risco à saúde, apenas 
diminuem a exposição para tornar possível a continuidade dos 
processos. 
 
Asma ocupacional 
 
 
A asma ocupacional é definida 
como a obstrução variável das vias 
aéreas causada pela exposição, no 
ambiente de trabalho, às poeiras, 
gases, vapores ou fumos não incluem 
os casos de broncoconstricção reflexa, 
desencadeada em indivíduos com asma pré-existente. 
Atualmente a asma ocupacional é considerada nos países 
desenvolvidos como a doença respiratória ocupacional mais 
freqüente. Contudo, o número exato de novos casos de asma 
por exposição ocupacional é atualmente desconhecido. 
Pensa-se que 5 a 15% de todos os casos de asma nos 
adultos poderão estar relacionadas com a sua profissão. A 
ocorrência da asma ocupacional depende do tipo de profissão 
e dos agentes envolvidos. Por exemplo, os isocianatos são 
substâncias químicas utilizadas em larga escala em múltiplas 
indústrias (como sejam a pintura com sprays, isolamentos 
eléctricos e térmicos, plásticos, borrachas e espumas), que 
podem causar asma ocupacional em até 10% dos indivíduos 
expostos. Outro exemplo importante no nosso país é na 
indústria têxtil, onde 12% dos trabalhadores expostos a fibras 
e poeiras do algodão, poderão vir a ter sintomas respiratórios 
relacionados com a sua atividade profissional. 
A asma ocupacional pode apresentar-se na forma 
distinta de Síndrome de disfunção reativa das vias aéreas e 
Bissinose. 
 
Síndrome de disfunção reativa das vias aéreas: asma que 
se desenvolve após exposição acidental a altos níveis de 
gases irritantes como cloro, amônia, fumaça e fumos. 
Bissinose: obstrução reversível das vias aéreas causada pela 
exposição à poeira de algodão, cânhamo e linho, em 
indivíduos não asmáticos. 
 
Incidência 
- 7 a 15% dos asmáticos adultos; 
- Estima-se mais de 1000 casos novos por ano; 
- pneumopatias ocupacional mais freqüente, seguida pela 
silicose. 
 
Doenças Causadas Por Agrotoxicos 
 
Maior consumidor de agrotóxicos no mundo, segundo 
informações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária 
(Anvisa), o Brasil contabilizou, conforme dados do Anuário 
Estatístico da Previdência Social de 2011, do Ministério da 
Previdência Social, 14.988 acidentes de trabalho no setor 
agrícola. Nesse quadro, em que os próprios especialistas 
encontram dificuldades em estimar quantos trabalhadores 
adoecem ou morrem pela contaminação proveniente de 
agrotóxicos, a prevenção é ainda a melhor saída. Muitos são 
os casos que dão origem a ações trabalhistas, algumas das 
quais chegam até o Tribunal Superior do Trabalho, levando a 
indenizações por danos morais coletivos que já chegaram a 
R$ 200 milhões. A realidade mostra a falta de conhecimento 
a respeito do perigo que esses produtos representam para a 
saúde e o meio ambiente. Tanto é que os agrotóxicos ainda 
são conhecidos pelo agricultor brasileiro como "remédio das 
plantas". E muitos ainda resistem ao uso de equipamentos de 
proteção individual (EPIs), como luvas, respirador/máscara, 
viseira, capuz, botas, jaleco e calças impermeáveis, 
obrigatório na atividade agrícola. Na falta desses 
equipamentos, o empregador pode ser processado civil e 
criminalmente, e receber multa do Ministério do Trabalho e 
Emprego. No caso do empregado, aquele que se recusar a 
usar o EPI pode ser demitido por justa causa. Um estudo do 
Ministério da Saúde revela que, além dos trabalhadores 
rurais, estão expostos ao risco os da área de saúde pública, 
de empresas desinsetizadoras, de transporte, comércio e 
indústria de síntese. 
 
Risco 
 
Conhecidos também como praguicidas, pesticidas, 
defensivos agrícolas, agroquímicos ou biocidas, os 
agrotóxicos são produtos químicos utilizados para combater 
insetos e ervas indesejáveis, mas que também causam 
moléstias e até morte por intoxicação em seres humanos. O 
Instituição de Ensino Charles Babbage 92 
 
null
null
null
null
inseticida fosfina, por exemplo, usado para evitar problemas 
na armazenagem da produção agrícola, é um dos sérios 
fatores de risco para os trabalhadores: a inalação de 300ppm 
(partes por milhão) desse produto por uma hora é mortal, 
destaca um pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa 
Agropecuária (Embrapa). Câncer, aborto e danos 
cardiorrespiratórios estão entre os males que esses produtos 
podem causar à saúde humana. Informações da Anvisa 
revelam que o Brasil se destaca no cenário mundial como o 
maior consumidor de agrotóxicos, respondendo, na América 
Latina, por 86% dos produtos. Em 2010, esse mercado 
movimentou R$ 8 bilhões no país. Somente o Estado de 
Mato Grosso usa, em média, 113 milhões de litros de 
agrotóxicos por ano. Mesmo sabendo que alguns alimentos 
são cultivados com agrotóxicos, nem sempre é possível 
deixar de consumi-los. Os motivos são simples e essenciais: 
eles estão muito mais disponíveis em feiras e supermercados 
e são bem mais baratos do que os orgânicos. 
 
Depois da divulgação do ranking da Anvisa(Agência 
Nacional de Vigilância Sanitária), que mostra os alimentos 
com maior número de amostras contaminadas por 
agrotóxicos, fica a dúvida se a ingestão das frutas, verduras e 
legumes listados pode trazer problemas de saúde. Câncer e 
diminuição da fertilidade Mas, segundo o pesquisador do 
Centro de Estudos da Saúde do Trabalhador e Ecologia 
Humana, da Fiocruz, pesquisas já mostram a possibilidade 
de alterações na função de hormônios da tireoide, 
antecipação da primeira menstruação, diminuição da 
fertilidade masculina e desenvolvimento de alguns tipos de 
câncer. 
 
- Há evidências que resíduos de alguns agrotóxicos podem 
estar associados a alterações no sistema endócrino, 
problemas no desenvolvimento do sistema nervoso e, 
mesmo, a alguns tipos câncer. Essas evidências vêm sendo 
confirmadas a cada ano, a cada novo estudo, e esse é, 
certamente, um tópico que precisa estar nas pautas das 
políticas de saúde pública no país. O diretor da Anvisa, 
Agenor Álvares, citou os mesmos riscos no dia da divulgação 
do relatório. 
 
Os “vilões” do ranking da Anvisa são o pimentão (mais 
de 90% das amostras com problemas), o morango (63%) e o 
pepino (58%). Seguidos da alface e da cenoura (53% e 50%). 
Entre os vegetais mais comuns na mesa do brasileiro, a 
batata saiu ilesa, com todas as amostras dentro dos padrões 
estipulados pela agência reguladora. O Brasil é o maior 
consumidor de agrotóxicos do mundo. O contato com as 
substâncias pode causar distúrbios emocionais, enxaqueca, 
náuseas, irritação na pele, fadiga, entre outras doenças 
graves. Essa é a realidade dos trabalhadores rurais da Zona 
da Mata, do Agreste e do Vale do São Francisco, em 
Pernambuco. A situação também ocorre em localidades de 
estados vizinhos, como em Lagoa Seca, na Paraíba, onde 
verduras são plantadas com agrotóxicos muitas vezes 
proibidos pelo Ministério da Agricultura. A saúde do 
trabalhador passou a ser considerada, oficialmente, uma 
política pública a partir da Constituição de 1988. Segundo a 
Organização Mundial de Saúde (OMS), 3 milhões de pessoas 
são contaminadas por agrotóxicos em todo o mundo, sendo 
70% desses trabalhadores de países em desenvolvimento. 
 
A biomédica Cheila Bedor, professora da Universidade 
Federal do Vale do São Francisco (Univasf), na pesquisa 
relacionada à vulnerabilidade e às situações de risco que 
envolvem o uso de agrotóxicos na fruticultura, delimita o perfil 
dos trabalhadores do Vale do São Francisco. Foi identificado 
que a maioria é composta por homens, com 35 anos em 
média, baixa escolaridade e renda igual ou inferior a um 
salário mínimo. A jornada é de 8 horas diárias e 55% 
possuem carteira assinada. Dos entrevistados, 7% relataram 
ter sofrido pelo menos um caso de intoxicação. Segundo o 
estudo de Cheila, a maioria dos trabalhadores não recebiam 
instruções sobre a utilização de agrotóxicos no local de 
trabalho, mas nas lojas dos produtos. Segundo Lia, os 
Equipamentos de Proteção Individuais (EPIs) não são 
adequados para o clima e para as atividades nas quais se 
inserem os trabalhadores. “Muitas vezes os equipamentos 
são tão quentes e desconfortáveis que o agricultor se vê 
obrigado a trabalhar sem utilizá-los”, denuncia. Ela acredita 
que os EPIs funcionam como uma forma de os 
empregadores se eximirem de suas responsabilidades. 
“Esses equipamentos protegem mais o patronato que os 
trabalhadores”, comenta. Um dos maiores obstáculos para 
dar atenção ao trabalhador é a falta de capacitação 
específica dos profissionais de saúde para o diagnóstico das 
doenças ocupacionais. “Muitas vezes, eles não sabem 
reconhecer quando uma doença é causada por agrotóxicos e 
receitam substâncias que potencializam a ação nociva deles”, 
explica. Nesses casos, as enfermidades não são registradas 
como decorrentes do trabalho, dificultando a produção de 
dados e pesquisa. 
 
 
 
 
Instituição de Ensino Charles Babbage 93 
http://noticias.r7.com/saude/noticias/90-do-pimentao-que-o-brasileiro-come-tem-agrotoxico-demais-20111207.html
Sinais e Sintomas do Envenenamento por 
Agrotóxicos 
 
A ação dos agrotóxicos sobre a saúde humana costuma 
ser deletéria, muitas vezes fatal, provocando desde náuseas, 
tonteiras, dores de cabeça ou alergias até lesões renais e 
hepáticas, cânceres, alterações genéticas, doença de 
Parkinson etc. Essa ação pode ser sentida logo após o 
contato com o produto (os chamados efeitos agudos) ou após 
semanas/anos (são os efeitos crônicos) que, neste caso, 
muitas vezes requerem exames sofisticados para a sua 
identificação 
A presença desses sintomas em pessoas com história 
de exposição a agrotóxicos deve conduzir à investigação 
diagnóstica de intoxicação. É importante lembrar também que 
enfermidades podem ter outras causas, além dos produtos 
envolvidos. Um tratamento equivocado pode piorar as 
condições do enfermo. 
 
Sinais e Sintomas 
 
 
 
 
Principais Sintomas de Intoxicação e Diagnóstico 
Organoclorados 
Podem iniciar-se logo após o acidente ou até 24 horas 
depois. Em casos de inalação, podem ocorrer sintomas 
específicos, como tosse, rouquidão, irritação de garganta, 
coriza, dificuldade respiratória, hipertensão arterial, 
pneumonia por irritação química, edema pulmonar. 
Em casos de intoxicação aguda, por atuarem no 
sistema nervoso central, impedindo a transmissão nervosa 
normal, podem ocorrer estimulação do sistema nervoso 
central e hiperirritabilidade, cefaléia (que não cede aos 
analgésicos comuns), sensação de cansaço, mal estar, 
náuseas e vertigens com confusão mental passageira e 
transpiração fria, redução da sensibilidade (língua, lábio, 
face, mãos), contrações musculares involuntárias, perdas de 
apetite e peso, tremores, lesões hepáticas e renais, crise 
convulsiva. 
 
Organofosforados/Carbamatos 
 
 
Inicialmente: suor e salivação abundante, lacrimejamento, 
debilidade, cefaléia, tontura e vertigens, perda de apetite, 
dores de estômago, visão turva, tosse com expectoração 
clara, possíveis casos de irritação na pele 
(organofosforados). 
 
Posteriormente: pupilas contraídas e não reativas à luz, 
náuseas, vômitos e cólicas abdominais, diarréia, dificuldade 
respiratória (principalmente com os carbamatos), contraturas 
musculares e cãibras, opressão torácica, confusão mental, 
perda de sono, redução da freqüência cardíaca/pulso, crises 
convulsivas (nos casos graves), coma, parada cardíaca (nos 
casos graves, é a causa freqüente de óbito). 
A determinação das atividades das colinesterases, que 
desempenham papel fundamental na transmissão dos 
impulsos nervosos - tem grande significado para o 
diagnóstico e acompanhamento das intoxicações agudas. 
Intoxicações graves, por exemplo, apresentarão níveis muito 
baixos de colinestareses. 
No Sul do País o agrotóxico Tamaron é utilizado em 
larga escala na cultura do fumo e está associado ao elevado 
índice de suicídios em 1995 na cidade de Venâncio Aires 
(RS): 37 casos/100.000 habitantes, quando no Estado, o 
índice é de 8/cem mil. Estudos conduzidos no Rio Grande do 
Sul por 4 pesquisadores brasileiros mostraram que os 
agrotóxicos organofosforados causam basicamente 3 tipos 
de sequelas neurológicas após intoxicação aguda ou devido 
a exposição crônica: 
 
Piretróides 
 
 
Embora pouco tóxicos do ponto de vista agudo, são 
irritantes para os olhos e mucosas, causando tanto alergias 
de pele (coceira intensa, manchas) como crises de asma 
brônquica (dificuldade respiratória, espirros, secreção, 
obstrução nasal). Em exposições ocupacionais a altas 
concentrações, algumas pessoas relatam sensação de 
adormecimento (formigamento) das pálpebras e ao redor da 
 
 
Instituição de Ensino Charles Babbage 94 
null
null
null
null
null
95 
Acesse www.uniorka.com.br e aprenda mais 
 sobre “A Medicina do Trabalho e as Doenças 
 Ocupacionais”. 
Prevenção e Combate a Incêndios 
boca (sensação semelhante à do anestésico usadopor 
dentistas), que desaparece espontaneamente em poucas 
horas. Não existem provas laboratoriais específicas para 
dosar resíduos ou efeitos de piretróides no organismo 
humano ou animal. 
 
 
 
 
Nesta disciplina estaremos estudando as principais 
estratégias de Prevenção e combate à incêndio, adquirindo 
racionalmente localizados, e com pessoas habilitadas a 
utilizá-los. Para compreender melhor vamos conhecer o que 
é fogo. 
 
 
Fogo 
 
 
O fogo é um processo químico de transformação, 
também chamado combustões, dos materiais combustíveis e 
inflamáveis, que se forem sólidos ou líquidos, serão 
primeiramente transformados em gases, para se combinarem 
com o comburente (geralmente o oxigênio) e, ativados por 
uma fonte de calor, iniciarem a transformação química, 
gerando mais calor e desenvolvendo uma reação em cadeia. 
O produto dessa transformação, além do calor, é a luz. 
Assim definimos acima que os gases da combustão 
combinam-se com um comburente, geralmente o oxigênio, 
porque existem combustíveis que queimam sem a presença 
técnicas para neutralizar e atuar mediante os riscos e 
princípios de incêndio. 
 
Introdução 
 
 
O fogo é a rápida oxidação de um material combustível 
liberando calor, luz e produtos de reação, tais como o dióxido 
de carbono e a água.[1] O fogo é uma mistura de gases a 
altas temperaturas, formada em reação exotérmica de 
oxidação, que emite radiação eletromagnética nas faixas do 
infravermelho e visível. Desse modo, o fogo pode ser 
entendido como uma entidade gasosa emissora de radiação e 
decorrente da combustão. Se bastante quente, os gases 
podem se tornar ionizados para produzir plasma.[2] 
Dependendo das substâncias presentes e de quaisquer 
impurezas, a cor da chama e a intensidade do fogo podem 
variar. O fogo em sua forma mais comum pode resultar em 
incêndio, que tem o potencial de causar dano físico através da 
queima. 
 
 
Ação contra o fogo 
Prevenção e extinção 
A prevenção de incêndio é o conjunto de normas e 
ações adotadas na luta contra o fogo, procurando a forma de 
eliminar as possibilidades de sua ocorrência, bem como de 
reduzir sua extensão, quanto ele se torna inevitável, mediante 
o auxilio de equipamentos previamente estudados, 
dele, como o antimônio em atmosfera de cloro. Os primeiros 
homens, ao verem o fogo, fugiam por desconhecer sua 
natureza. Não viam que um simples punhado de terra 
bastaria para apagar uma pequena chama.Por falta de 
conhecimento de como combatê-lo, fugiam, deixando que ele 
se expandisse e tomasse grandes proporções. 
O homem sabe por experiência e observação que fuga, 
como primeira reação, é sempre uma atitude errada, tendo 
em vista que: 
 
O homem conhece a natureza do fogo, 
O fogo sempre começa pequeno (exceto em grandes 
explosões), para combatê-lo. 
O homem possui os equipamentos necessários 
 
Elementos que compõem o fogo 
 
 
Os elementos que compõem o fogo são quatro: 
combustível, comburente, calor e reação em cadeia. Esse 
quarto elemento, também denominado transformação em 
cadeia, vai formar o quadrado ou tetraedro do fogo, 
substituindo o antigo triangulo do fogo. 
 
 
Hoje, porém, o homem não precisa mais fugir, pois 
conhece o fogo como um fenômeno químico, tendo 
Instituição de Ensino Charles Babbage 
http://www.uniorka.com.br/
null
null
null
null
null
descoberto, a partir daí, como lutar contra ele, utilizando 
métodos e equipamentos adequados. Para que haja fogo é 
necessário que o combustível entre em combustão, onde gera 
e libera os gases inflamáveis os quais misturam ao 
comburente (oxigênio) onde precisam apenas de uma fonte de 
calor (uma faísca elétrica, uma chama ou um 
superaquecimento) para inflamar e começar a reação em 
cadeia. 
Ex: Uma vela é necessário: 
 
 
O combustível - cera que envolve o pavio, 
O oxigênio- presença de ar, e 
O calor- que, nesse caso, é fornecido por meio de um 
palito de fósforo aceso. 
 
Combustão é uma reação 
química, na qual uma substância 
combustível reage com o oxigênio, 
ativada pelo calor (elevação de 
temperatura), emitindo energia 
luminosa (fogo), mais calor e outros 
produtos. 
 
A combustão pode ser classificada em: 
 
 
a) Combustão Lenta: Ocorre quando a oxidação de uma 
determinada substância não provoca liberação de energia 
luminosa nem aumento de temperatura. Ex: ferrugem, 
respiração, etc. 
b) Combustão Viva: Ocorre quando a reação química de 
oxidação libera energia luminosa e calor sem aumento 
significativo de pressão no ambiente. Ex: Queima de materiais 
comuns diversos. 
c) Combustão Muito Viva: Ocorre quando a reação química 
de oxidação libera energia e calor numa velocidade muito 
rápida com elevado aumento de pressão no ambiente. Ex: 
Explosões de gás de cozinha, Dinamite, etc. 
d) Explosão: combustão rápida que atinge altas 
temperaturas, e essa transformação de energia se caracteriza 
por violenta dilatação dos gases. 
e) Combustão espontânea: acontece co m certos materiais 
geralmente de origem vegetal que tende a fermentar no caso 
de longos armazenamentos e em determinadas em 
condições. 
Onde houver combustível, o fogo caminhará por ele, 
aumentando ou diminuindo sua faixa de ação. Os 
combustíveis podem ser sólido, líquido e gasoso, sendo 
necessário que os sólidos e líquidos sejam primeiramente 
transformados em gases pela ação do calor, a fim de se 
combinarem com o comburente e formarem dessa maneira 
uma substância inflamável. 
Ex: se apagarmos uma vela com cuidado, e 
posteriormente quisermos reacendê-la, para conseguirmos 
uma nova combustão, será suficiente colocar um fósforo 
aceso à distância de 5 cm ou 6 cm do pavio , na direção da 
coluna gasosa formada imediatamente após a veia ser 
apagada, porque o próprio pavio ainda se encontra quente e 
desprendendo vapores inflamáveis . O fogo, em ambiente 
rico de comburente (oxigênio 21%), terá suas chamas 
aumentadas, desprenderá mais luz e gerará maior 
quantidade de calor, se o oxigênio diminuir em porcentagem 
próxima a 13% só haverá brasa (sem comburente não pode 
haver fogo). 
Existem combustíveis que já possuem oxigênio em 
sua composição como é o caso da pólvora, nitratos, 
celulóides, etc. que podem queimar sem a presença de 
oxigênio e em qualquer lugar. 
 
Calor: elemento que dá início ao fogo, é ele que faz o fogo se 
propagar pelo combustível. 
 
Reação em cadeia: os combustíveis, após iniciarem a 
combustão, geram mais calor. Esse calor provocará o 
desprendimento de mais gases ou vapores combustíveis, 
desenvolvendo uma transformação em cadeia ou reação em 
cadeia, que, em resumo é o produto de uma transformação 
gerando outra transformação. 
 
A fumaça 
 
 
É um dos produtos da combustão, sendo o resultado 
de uma combustão incompleta, onde pequenas partículas 
sólidas se tornam visíveis. A fumaça varia de cor conforme o 
tipo de combustão como vê a seguir: 
 
▪ Fumaça de cor branca – indica que a combustão é mais 
completa com rápido consumo do combustível e boa 
quantidade de comburente; 
▪ Fumaça de cor negra – combustão que se desenvolve em 
altas temperaturas, porém com deficiência de comburente; 
▪ Fumaça amarela, roxo ou violeta – presença de gases 
altamente tóxicos. 
 
Métodos de extinção do fogo 
Instituição de Ensino Charles Babbage 96 
 
null
null
null
Para extinguir o fogo é necessário retirar um dos 
elementos do fogo, temos os seguintes métodos de extinção: 
 
• Extinção por retirada dos materiais: Quando retiramos o 
combustível, evitamos que o fogo seja alimentado e tenha um 
campo de propagação. 
• Por abafamento: Consiste na retirada do comburente, 
evitando-se que o oxigênio contido no ar se misture com os 
gases gerados pelo combustível e forme uma mistura 
inflamável. 
• Resfriamento: Quando retiramos o calor do fogo, até que o 
combustível não gere mais gases ou vapores, podemos usar 
água ou outros produtos frios. 
•Química: Quando lançamos determinados agentes 
extintores ao fogo, suas moléculas se dissociam pela ação do 
calor e se combinam com a mistura inflamável (gás ou vapor 
mais comburente). 
 
Pontos e temperaturas importantes do fogo 
 
 
 
 
Devemos saber como os diferentes materiais se comportam 
em relação ao calor, para tal temos que conhecer o ponto de 
fulgor, o ponto de combustão e a temperatura de ignição dos 
combustíveis. 
 
▪ Ponto de fulgor: temperatura mínima necessária para que 
um combustível desprenda vapores ou gases inflamáveis, os 
quais combinados com o oxigênio do ar em contato com uma 
chama começam a se queimar, mas a chama não se mantém 
porque os gases produzidos são ainda insuficientes. (é o 
chamado ponto flash point). 
▪ Ponto de combustão: É a temperatura mínima, na qual o 
corpo combustível começa a desprender vapores, ou gases 
inflamáveis que, combinados com o oxigênio do ar e ao 
entrar em contato com uma chama, inflamam, e, mesmo que 
se retire a chama, o fogo não se apaga, pois essa 
temperatura faz gerar, do combustível, vapores ou gases 
suficientes para manter o fogo ou a transformação em cadeia. 
▪ Ponto de ignição: aquela em que os gases desprendidos 
dos combustíveis entram em combustão apenas pelo contato 
com o oxigênio do ar, independente de qualquer fonte de 
calor. 
▪ Baseando-se nesses pontos e temperaturas, classificam- 
se os líquidos em: combustíveis (ponto de fulgor entre 70C 
e 93,3C) e inflamáveis (ponto de fulgor inferior a 70C). 
 
 
Dilatação dos corpos pela ação do calor 
 
 
Todos os corpos , quando submetidos a uma 
temperatura alta, se dilatam proporcionalmente a cada grau. 
Esse fenômeno é responsável pelo desmoronamento de 
edificações durante os incêndios, quando a temperatura é 
elevada. 
 
Eletricidade 
 
 
A maioria dos grandes incêndios já ocorridos teve 
inicio devido a problemas elétricos, sobrecargas, curtos- 
circuitos e outros. Por isso é muito importante que todas as 
instalações sejam vistoriadas e bem dimensionadas quanto à 
carga que irão suportar por profissionais especializados na 
área. Eletricidade estática é o acumulo de potencial elétrico 
de um corpo em relação a outros, e surge em maquinas em 
movimento, evita-se o acumulo estabelecendo “terra” às 
máquinas. A formação de potencial elétrico não pode ser 
evitada, podendo-se, porém, evitar o acúmulo. Ex: descarga 
elétrica. 
 
 
Propagação do fogo 
 
 
O fogo se propaga por contato direto da chama com os 
materiais combustíveis, pelo deslocamento de partículas 
incandescentes, que se desprendem de outros materiais já 
em combustão, e pela ação do calor. 
O calor é uma forma de energia produzida pela 
combustão ou originada do atrito dos corpos. Ele se propaga 
por três processos de transmissão: 
 
▪ Condução: quando o calor se transmite de molécula ou de 
corpo a corpo. Para que haja transmissão por condução ou 
contato, é necessário que os corpos estejam juntos. Ex se 
colocarmos a ponta de uma barra de ferro sobre o fogo, após 
Instituição de Ensino Charles Babbage 97 
algum tempo, podemos verificar que a outra ponta não 
exposta à ação do fogo estará aquecida. Nesse caso, o calor 
se transmite de molécula a molécula até atingir a outra 
extremidade da barra de ferro. 
▪ Convecção: quando o calor se transmite através de uma 
massa de ar aquecida, que se desloca do local em chamas, 
levando para outras locais quantidades de calor suficiente 
para que os materiais combustíveis aí existentes atinjam seu 
ponto de combustão, originando outro foco de fogo. Essa 
forma de transmissão é característica dos líquidos e gases. 
Ela se dá pela formação de correntes ascendentes e 
descentes no meio da massa de ar, devido à dilatação e à 
conseqüente perda de densidade da porção de ar mais 
próxima da fonte de calor. 
 
▪ Irradiação: quando o calor se transmite por ondas, nesse 
caso, o calor se transmite através do espaço, sem utilizar. A 
passagem de calor de “material para material”, de forma direta 
ou quando a transmissão do calor se dá através de um corpo, 
que pode ser, por exemplo, uma viga de metal, uma parede, 
uma laje etc. Se temos uma viga de metal como suporte de 
telhado de um compartimento onde mantemos um estoque de 
material (papel, por exemplo), a ocorrência de um incêndio 
(primário) próximo a uma das extremidades da viga pode 
provocar nesta um aquecimento capaz de, por condução, 
transmitir o incêndio (secundário) para os materiais que 
estiverem próximos dela. É fácil percebermos, pelo que já foi 
visto, que o incêndio secundário surgirá com maior ou menor 
rapidez, de acordo com o ponto de ignição do material 
estocado, assim a viga chegar a uma temperatura tal que se 
tornará flexível, fazendo vir abaixo toda a estrutura. 
 
Classes de incêndio 
 
 
Quando ao material que se queima, podemos dizer que 
há uma classificação clássica, que estabelece quatro tipos de 
incêndio: 
 
Classe “A”: fogos em sólidos de maneira geral queimam em 
superfície e profundidade. Após a queima, deixam resíduos, e 
o efeito de “resfriamento” pela água ou por soluções contendo 
água é primordial para a sua extinção. Ex: madeiras, papel, 
tecidos, etc. 
 
Classe “B”: fogos em líquido, combustíveis ou inflamáveis, 
queimam somente em superfície, não deixam resíduos depois 
da queima, e o efeito de “abafamento” e o “rompimento da 
cadeia iônica” são essenciais para a sua extinção. 
 
Classe “C”: fogos, em materiais energizados (geralmente 
equipamentos elétricos), nos quais a extinção só pode ser 
realizada com agente extintor não- condutor de eletricidade, 
para o operador não receber uma descarga elétrica. 
 
Classe “D”: atualmente admite-se uma quarta classe de 
incêndio, classe “D”, em relação à qual os estudiosos do 
assunto ainda não chegaram a uma conclusão. Alguns 
autores consideram-na sendo fogo em metais pirofóricos, 
como magnésio, antimônio, etc., que necessitam de agentes 
extintores especiais, outros a consideram como fogo em 
produtos químicos, e outros ainda como incêndios especiais, 
tais como em veículos, aviões, material radioativo, etc. 
Extintores que funcionam por reação química são 
chamados de químicos e os demais de pressurizados. 
Extintores pressurizados podem ser: de pressão 
interna ou de pressão injetada. 
 
 Extintor de incêndio 
 
 
 
 
 
Agentes Extintores 
 
 
Trata-se de certas substâncias químicas sólidas, 
liquidas ou gasosas, que são utilizados na extinção de um 
incêndio, dispostas em aparelhos portáteis de utilização 
imediata (extintores), conjuntos hidráulicos (hidrantes) e 
dispositivos especiais (sistemas fixos de CO2). 
Sabendo-se que agentes extintores são todas as 
substâncias capazes de interromper uma combustão, quer por 
resfriamento, abafamento ou extinção química, quer pela 
utilização simultânea desses processos, pode-se dizer que os 
princípios agentes extintores são: 
 
Água: sua ação de extinção é o resfriamento, podendo ser 
empregada tanto no estado liquido como gasoso. No estado 
liquido, sob a forma de jato compacto, chuveiro e neblina. Nas 
formas de jato compacto e chuveiro, sua ação de extinção é 
somente o resfriamento. Na forma de neblina, sua ação é de 
resfriamento e abafamento. A água no estado gasoso é 
Instituição de Ensino Charles Babbage 98 
aplicada em forma de vapor. A água é condutora de corrente 
elétrica. 
Espuma: agente extintor cuja principal ação de extinção é de 
abafamento e, secundariamente, de resfriamento, por utilizar 
razoável quantidade de água na sua formação, conduz 
corrente elétrica. 
 
Espuma química: é obtida através de uma reação química de 
sulfato ferroso de alumínio com bicarbonato de sódio e mais 
um agente estabilizador de espuma. 
 
Gases inertes: tais como anidrido carbônico ou gás carbônico 
(CO2), o nitrogênio e os hidrocarbonetos halogenados, não 
conduzem corrente elétricas, e extinguem o fogoo ANEXO II; 
✓Solicitar a renovação do CA, conforme o ANEXO II, quando 
vencido o prazo de validade estipulado pelo órgão nacional 
competente em matéria de segurança e saúde do trabalho; 
✓Requerer nova CA, de acordo com o ANEXO II, quando 
houver alteração das especificações do equipamento 
aprovado; 
✓Responsabilizar-se pela manutenção da qualidade do EPI 
que deu origem ao Certificado de Aprovação - CA; 
✓Comercializar ou colocar à venda somente o EPI, portador 
de CA; 
 
Programa 5s 
• SEIRI Senso de Utilização 
• SEITON Senso de Ordenação 
• SEISSO Senso de Limpeza 
• SEIKETSU Senso de Saúde 
• SHITSUKE Senso de Autodisciplina 
 
 
Os principais benefícios da metodologia 5S são: 
 
1. Maior produtividade pela redução da perda de tempo 
procurando por objetos. Só ficam no ambiente os objetos 
necessários e ao alcance da mão; 
 
2. Redução de despesas e melhor aproveitamento de 
materiais. A acumulação excessiva de materiais tende à 
degeneração; 
3. Melhoria da qualidade de produtos e serviços; 
4. Menos acidentes do trabalho; 
5. Maior satisfação das pessoas com o trabalho. 
 
 
 
 
 
 
 
Nesta disciplina 
faremos o estudo da língua 
portuguesa, com o objetivo 
de capacitar a 
compreensão, para a 
interpretação e para a 
composição de textos. 
 
Linguagem 
 
O Programa 5S é uma 
metodologia que consiste em 
realizar um planejamento de conduta nas organizações com o 
objetivo de promover a disciplina na empresa através de 
consciência e responsabilidade de todos de forma a tornar o 
ambiente de trabalho agradável, seguro e produtivo. 
Nosso universo social é repleto de símbolos. São 
placas, textos, objetos, gestos, imagens, etc. É por meio da 
linguagem que conseguimos relacionar esses símbolos 
para interagir com nossos semelhantes, refletir sobre a 
realidade, transmitir valores, conhecimento... Enfim, 
 
Instituição de Ensino Charles Babbage 10 
http://www.uniorka.com.br/
http://www.uniorka.com.br/
null
null
null
null
relacionando símbolos, produzimos sentido. A linguagem se 
divide em não verbal e verbal. 
 
A dicção, que consiste na “maneira de dizer ou falar 
com a articulação e modulação corretas” é algo que deve 
receber especial dedicação por parte daqueles que desejam 
se expressar melhor, pois a dicção, quando alcançada pelo 
Orador, torna a sua expressão oral mais compreensível, e: 
 
a) Aumenta a eficiência da argumentação do orador (pelo 
simples fato de que ele será bem mais compreendido); 
 
b) Cansa menos a plateia; 
 
 
c) Melhora a imagem do orador perante seus ouvintes. 
 
 
No que diz respeito ao último item (“c”), não é preciso 
muito para explicá-lo, vez que há aqueles cuja dicção é tão 
deficiente que passam, muitas vezes, como despreparados, o 
que nem sempre corresponde à realidade, pois existem 
pessoas que, a despeito de muito cultas, possuem problemas 
terríveis de dicção. A questão é, enquanto cultura é algo que 
pode levar muito tempo para ser percebida (na convivência 
profissional, política etc.), a má dicção leva apenas alguns 
segundos. Ora, e o que os ouvintes associam a uma 
expressão oral má, em geral, é uma formação cultural 
deficiente ou inferioridade intelectual. 
Portanto, uma pessoa com má dicção terá, 
conseqüentemente, problemas no que respeita à sua 
argumentação, pois encontrará barreiras à persuasão da 
platéia a que se dirige. E isto se dá em razão de ter a sua 
autoridade diminuída em face da associação que, como dito 
acima, os ouvintes fazem entre o intelecto e a expressão oral. 
Os erros mais comuns são: 
a) troca de “pr” por “p + vogal + r”. Ex.: precisa por “percisa”. 
b) omissão do “r” final ou vogal final. Ex.: Ao invés de vou 
buscar, usar “Vô buscá”. 
c) supressão de vogais internas: Ex.: leiteiro por “leitero”. 
d) erro de colocação de consoantes. Ex.: iogurte por “iorgute”. 
e) troca de consoantes. Ex.: Salsicha por “chalsicha” ou 
“chalchicha”. 
 
Vícios de linguagem 
 
 
Existem diversos vícios relativos ao vocabulário que, se 
não evitados, podem comprometer a mensagem do orador e, 
até, sua própria imagem. Dentre os principais há que destacar- 
se: 
 
Linguagem não verbal 
 
Utiliza imagens para realizar a comunicação. 
Exemplos: sinais de trânsito, placas de sinalização, gestos, 
etc. Observe que a placa a baixo comunica algo mesmo 
sem utilizar palavras. Assim, essa placa de trânsito é um 
exemplo de texto não verbal. 
 
Linguagem verbal 
 
Comunica por meio de palavras escritas ou faladas. 
Exemplos: uma carta, um relatório, uma conversa pelo 
telefone, etc. Nesse exemplo, mesmo sendo uma placa de 
trânsito, observamos o uso da linguagem verbal. A 
informação foi passada por meio de palavras. 
 
Funções da Linguagem 
 
Para melhor compreensão das funções de linguagem, 
torna-se necessário o estudo dos elementos da 
comunicação. 
 
Elementos da comunicação 
 
Emissor - emite, codifica a mensagem; 
Receptor - recebe, decodifica a mensagem; 
Mensagem - conteúdo transmitido pelo emissor; 
Código - conjunto de signos usados na transmissão e 
recepção da mensagem; 
Referente - contexto relacionado a emissor e receptor; 
Canal - meio pelo qual circula a mensagem; 
 
Obs.: as atitudes e reações dos comunicantes são também 
referentes e exercem influência sobre a comunicação. 
 
Expressão oral 
 
A Expressão Oral é uma das formas pelas quais se 
opera a transmissão de ideias, aliás, sendo a mais comum. 
É também a forma em que as pessoas mais erram em 
termos de eficiência da comunicação. Trata-se da 
mensagem falada. Podemos dividir a palavra falada, ou 
expressão oral, em alguns tópicos principais, observe: 
 
Dicção 
Instituição de Ensino Charles Babbage 11 
null
Uso de palavrão ou gíria:Um dos mais tolos enganos que um 
orador pode cometer é imaginar que, ao usar gírias ou 
palavrões irá se aproximar, ganhar intimidade com seus 
ouvintes. Pelo contrário, a experiência demonstra que o uso 
de tal “recurso” apenas diminui o respeito e a credibilidade em 
relação ao orador. 
 
Obscuridade: Trata-se do uso inapropriado de termos ou má 
colocação das palavras. 
 
Cacofonia: Diz respeito à construção frasal de má 
sonoridade. 
Ex.: “..um por cada...”, “...na boca dela”, “...gosto da cor vinho”, 
“...da vez passada”. Vejamos um belo exemplo: “Irritou-se por 
ver na 
bocadela a cor vinho na vez passada”. 
 
Pleonasmo: É a redundância dos termos. Ex.: “subir para 
cima”, “descer”. 
Chavões: São frases feitas, prontas, usadas freqüentemente 
pela população. O uso de chavões serve apenas como 
indicativo da falta de preparo do orador. É necessário evitá-los 
ao máximo. 
Ex.: “... o futebol é uma caixinha de surpresas...”/”... quanto 
mais eu rezo mais assombração me aparece...” 
 
 
Análise e interpretação de texo 
como ler e entender bem um texto 
Basicamente, deve-se alcançar a dois níveis de 
leitura: a informativa e de reconhecimento e a interpretativa. 
A primeira deve ser feita de maneira cautelosa por ser o 
primeiro contato com o novo texto. Desta leitura, extraem-se 
informações sobre o conteúdo abordado e prepara-se o 
próximo nível de leitura. Durante a interpretação 
propriamente dita, cabe destacar palavras-chave, passagens 
importantes, bem como usar uma palavra para resumir a 
idéia central de cada parágrafo. Este tipo de procedimento 
aguça a memória visual, favorecendo o entendimento. 
Não se pode desconsiderar que, embora a 
interpretação seja subjetiva, há limites. A preocupação deve 
ser a captação da essência do texto, a fim de responder às 
interpretações que a banca considerou como pertinentes. 
No caso de textos literários, é preciso conhecer a ligação 
daquele texto com outras formas de cultura, outros textos e 
manifestações de arte da época em que o autor viveu. Se não 
 houver esta visão global dos momentos literários e dos 
escritores, a interpretação pode ficar comprometida. Aqui não 
se podem dispensarpor 
abafamento ou rompimento de cadeia iônica. 
 
Pós químicos: tais como o bicarbonato de sódio, o sulfato de 
alumínio, a grafite, há pós especiais, próprios para fogo em 
magnésio, sódio e potássio. Esses pós químicos geralmente 
atuam por abafamento e rompimento de cadeia iônica e não 
são condutores de eletricidade. 
Outros agentes: além dos já citados, podemos 
considerar como agentes extintores terra, areiam cal talco, etc. 
 
Composição de Extintores 
 
 
Os extintores, de um modo geral, são constituídos por 
um recipiente de aço, cobre latão ou material metálico 
equivalente, contendo em seu interior um agente extintor cuja 
finalidade é eliminar o principio de incêndio, utilizando, para 
isso, um ou mais de um dos quatro processos tradicionais de 
extinção. Quanto à sua nomenclatura, os extintores recebem o 
nome do agente que acondicionam em seu interior. 
Os extintores podem ser divididos em portáteis, quando 
manuais e operados por um único individuo, ou carretas, 
quando sobre rodas, exigindo, para o seu emprego, um ou 
mais operadores. 
 
Vários são os principais de funcionamento dos 
diversos extintores. Contudo, todos promovem a expulsão do 
agente extintor de seu interior por meio de pressão, que pode 
ser obtida através de uma reação química, por intermédio de 
gás propelente, ou ainda pela descompressão do próprio 
agente extintor. 
O uso de um determinado tipo de extintor dependerá 
da classe de incêndio; portanto, o adequado emprego dos 
diferentes tipos evitará que seu operador se submeta a riscos 
desnecessários, tais como choques elétricos, respingos de 
líquido inflamáveis, etc. 
 
Extintores Portáteis 
 
 
São aparelhos destinados a combater princípios de 
incêndio, bastando somente uma pessoa para sua operação. 
Seu tempo de utilização de aproximadamente um minuto. Os 
extintores são classificados para uso conforme a classe de 
incêndio a que se destinam: “A”, “B”, “C” e “D”. Todos os 
extintores possuem em seu corpo um rótulo de acordo com o 
sistema internacional de identificação, no qual constarão as 
classes de incêndio para as quais são indicados. 
 
No Brasil, o sistema de classificação é baseados em 
estudos normas elaborados pela Associação Brasileira de 
Normas Técnicas (ABNT), reconhecida em todo o território 
nacional como fórum nacional de normalização e membro do 
Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade 
Industrial do Ministério da Indústria e Comércio. 
Todos os extintores fabricados atualmente estão providos 
de etiqueta de identificação, que permitem ao usuário saber a 
classe de incêndio a que se destinam e o seu emprego 
correto. 
O manômetro que acompanha alguns extintores indica a 
pressão (quantidade de gás), serve também válvula de 
segurança, que se rompe automaticamente com excesso de 
pressão, fora dos limites de segurança. Os principais e mais 
conhecidos extintores de incêndio são: 
▪ Água- na forma de jato compacto, 
▪ Espuma química ou mecânica, 
▪ Pó químico à base de bicarbonato de sódio, 
▪ Gás carbônico- CO2 
Instituição de Ensino Charles Babbage 99 
▪ Hidrocarbonetos halogenados ou halon. 
 
 
 
Agentes extintores 
 
 
▪ Água: Utilizado nos incêndios de classe A. 
▪ Espuma: Utilizado nos incêndios de classes A e B. 
▪ Gás Carbônico (CO2): Utilizado nos incêndios de classes 
A, B e C. 
▪ Pó Químico Seco (PQS): Utilizado nos incêndios de 
classes B e C (na classe D é utilizado pó químico especial). 
▪ Gases nobres limpos: Utilizado nos incêndios de classes 
A, B e C. 
 
Extintor de água pressurizado 
 
 
Este é o extintor mais indicado para o combate a 
princípio de incêndio em materiais da classe "A" (sólidos). 
Não deverá ser usado em hipótese alguma em materiais da 
classe "C" (elétricos energizados), pois a água é excelente 
condutor de eletricidade, o que acarretará no aumento do 
fogo. Deve-se evitar também seu uso em produtos da classe 
"D" (materiais pirofóricos), como o magnésio, pó de alumínio 
e o carbonato de potássio, pois em contato com a água eles 
reagem de forma violenta. A água agirá por resfriamento e 
abafamento. Procedimentos para uso: 
▪ Retirar o pino de segurança; 
▪ Empunhar a mangueira e o gatilho; e 
▪ Apertar o gatilho e dirigir o jato para a base do fogo. 
 
Extintor de água pressurizável (pressão injetada) 
 
 
Seu uso é equivalente ao de água pressurizada, 
diferindo-se apenas externamente pelo pequeno cilindro 
contendo gás propelente, cuja válvula deve ser aberta no ato 
de sua utilização, a fim de pressurizar o ambiente interno do 
extintor, permitindo o seu funcionamento. O agente propulsor 
(propulente) é o gás carbônico (CO2). Procedimentos de uso: 
▪ Abrir a válvula do cilindro de gás; 
▪ Empunhar a mangueira e o gatilho; e 
▪ Apertar o gatilho e dirigir o jato para a base do fogo. 
 
Extintor de pó químico seco (PQS) 
 
É o mais indicado para ação em materiais da classe 
"B" (líquidos inflamáveis), mas também pode ser usado em 
materiais classe "A" e, em último caso, na classe "C". Age por 
abafamento, isolando o oxigênio e liberando gás carbônico 
assim que entra em contato com o fogo. Procedimentos para 
uso: 
▪ Retirar o pino de segurança; 
▪ Empunhar a pistola difusora; e 
▪ Atacar o fogo acionando o gatilho. 
 
 
Extintor de PQS com pressão injetável 
 
 
As mesmas características do PQS pressurizado, mas 
mantendo externamente uma ampola de gás para a 
pressurização no instante do uso. Procedimentos para uso: 
▪ Abrir a ampola de gás; 
▪ Empunhar a pistola difusora; e 
▪ Apertar o gatilho e dirigir a nuvem de pó para a base do 
fogo. 
 
Extintor de espuma mecânica pressurizado 
 
 
A espuma é gerada pelo batimento da água com o 
líquido gerador de espuma e ar (a mistura da água e do 
líquido gerador de espuma está sob pressão) sendo expelida 
ao acionamento do gatilho, juntando-se então ao 
arrastamento do ar atmosférico em sua passagem pelo 
esguicho. Será usado em princípios de incêndio das classes 
"A" e "B". Procedimentos de uso: 
 
▪ Retirar o pino de segurança; 
▪ Empunhar o gatilho e o esguicho; e 
▪ Apertar o gatilho, lançando a espuma contra o fogo. 
 
Extintor de espuma mecânica com pressão injetada 
 
 
As mesmas características do pressurizado, mas 
mantendo a ampola externa para a pressurização no instante 
do uso. Procedimentos para uso: 
 
▪ Abrir a válvula do cilindro de gás; 
▪ Retirar o pino de segurança; 
▪ Empunhar o gatilho e o esguicho; e 
▪ Apertar o gatilho, lançando a espuma contra o fogo. 
 
Extintor de espuma química 
Instituição de Ensino Charles Babbage 100 
Embora esteja em desuso no mercado, ainda é 
possível encontrá-lo em edificações. Seu funcionamento é 
possível devido a colocação do mesmo de "cabeça para 
baixo", formando a reação de soluções aquosas de sulfato de 
alumínio e bicarbonato de sódio. Depois de iniciado o 
funcionamento, não é possível a interrupção da descarga. 
Deve ser usado em princípios de incêndio das classes "A" e 
"B". Procedimentos para uso: 
 
▪ Não deitar ou virar o extintor antes de chegar ao local do 
fogo; 
▪ No local, inverter a posição do cilindro; e 
▪ Lançar a espuma contra o fogo. 
 
 
 
Extintor de gás carbônico (co2) 
 
 
É o mais indicado para a extinção de princípio de 
incêndio em materiais da classe "C" (elétricos energizados), 
podendo ser usado também na classe "B". Procedimentos 
para uso: 
▪ Retirar o pino de segurança; 
▪ Empunhar o gatilho e o difusor; e 
▪ Apertar o gatilho, dirigindo o difusor por toda a extensão do 
fogo. 
 
Extintor de Halogenado (HALON) 
 
 
Composto por elementos halogênios (flúor, cloro, 
bromo e iodo). Atua por abafamento, quebrando a reação em 
cadeia que alimenta o fogo. Ideal para o combate a princípios 
de incêndio em materiais da classe "C". Procedimentos para 
uso: 
▪ Retirar o pino de segurança; 
▪ Empunhar o gatilho e o difusor; e 
▪ Acionar o gatilho, dirigindo o jato para a baseas dicas que aparecem na referência 
bibliográfica da fonte e na identificação do autor. 
A última fase da interpretação concentra-se nas 
perguntas e opções de resposta. Aqui são fundamentais 
marcações de palavras como não, exceto, errada, 
respectivamente etc. que fazem diferença na escolha 
adequada. Muitas vezes, em interpretação, trabalha-se com o 
conceito do "mais adequado", isto é, o que responde melhor 
ao questionamento proposto. Por isso, uma resposta pode 
estar certa para responder à pergunta, mas não ser a adotada 
como gabarito pela banca examinadora por haver alternativa 
mais completa. 
Ainda cabe ressaltar que algumas questões 
apresentam um fragmento do texto transcrito para ser a 
base de análise. Nunca deixe de retornar ao texto, mesmo 
que aparentemente pareça ser perda de tempo. A 
descontextualização de palavras ou frases, certas vezes, são 
também um recurso para instaurar a dúvida no candidato. 
Leia a frase anterior e a posterior para ter idéia do sentido 
global proposto pelo autor, desta maneira a resposta será 
mais consciente e segura. 
 
 
Noções de ortografia e gramática 
 
 
 
Pontuação 
 
 
Vírgula (,) Emprego da vírgula no período simples quando se 
trata de separar termos de uma mesma oração, deve-se usar 
a vírgula nos seguintes casos: 
1. Para isolar adjuntos adverbiais deslocados: 
Ex. A maioria dos alunos, durante as férias, viajam. 
 
 
2. Para isolar os objetos pleonásticos: 
Ex. Os meus amigos, sempre os respeito. 
 
 
3. Para isolar o aposto explicativo: 
Ex. Londrina, a terceira cidade do Sul do Brasil, é 
aprazibilíssima. 
4. Para isolar o vocativo: 
Ex. Alberto! Traga minhas calças até aqui! 
 
 
5. para separar elementos coordenados: 
Ex. As crianças, os pais, os professores e os diretores irão ao 
convescote. 
Instituição de Ensino Charles Babbage 12 
 
 
6. Para indicar a elipse do verbo: 
Ex. Ela prefere filmes românticos; o namorado, de aventura. 
(o namorado prefere filmes de aventura) 
 
7. Para separar, nas datas, o lugar: 
Ex. Londrina, 20 de novembro de 1996. 
 
 
8. Para isolar conjunção coordenativa intercalada: 
Ex. Os candidatos, porém, não respeitaram a lei. 
 
9. Para isolar as expressões explicativas isto é, a saber, 
melhor dizendo, quer dizer... 
Ex. Irei para Águas de Santa Brárbara, melhor dizendo, 
Bárbara. Emprego da vírgula no período composto 
Período composto por coordenação: as orações 
coordenadas devem sempre ser separadas por vírgula. 
Ex. Todos gostamos de seus projetos, no entanto não há 
verbas para viabilizá-los 
 
Nota: as orações coordenadas aditivas iniciadas pela 
conjunção e só terão vírgula, quando o sujeito for diferente e 
quando o e aparecer repetido. 
Ex. Ela irá ao primeiro avião, e seus filhos no próximo. 
Ele gritava, e pulava, e gesticulava como um louco. 
Período composto por subordinação 
 
Orações subordinadas substantivas: não se separam por 
vírgula. Ex. É evidente que o culpado é o mordomo. 
Orações subordinadas adjetivas: só a explicativa é separada 
por vírgula. Ex. Londrina, que é a terceira cidade do Sul do 
Brasil, é aprazibilíssima. 
 
Orações subordinadas adverbiais: sempre se separam por 
vírgula. Ex. Assim que chegarem as encomendas, 
começaremos a trabalhar. 
 
Ponto-e-vírgula (;) 
 
 
O ponto-e-vírgula indica uma pausa um pouco mais 
longa que a vírgula e um pouco mais breve que o ponto. 
O emprego do ponto-e-vírgula depende muito do 
contexto em que ele aparece. Podem-se seguir as seguintes 
orientações para empregar o ponto-e-vírgula: 
Para separar duas orações coordenadas que já 
contenham vírgulas: 
Ex. Estive a pensar, durante toda a noite, em Diana, minha 
antiga namorada; no entanto, desde o último verão, estamos 
sem nos ver. Para separar duas orações coordenadas, 
quando elas são longas: 
 
Ex. O diretor e a coordenadora já avisaram a todos os alunos 
que não serão permitidas brincadeiras durante o intervalo nos 
corredores; porém alguns alunos ignoram essa ordem. 
 
Para separar enumeração após dois pontos: 
 
 
Ex. Os alunos devem respeitar as seguintes regras: 
- não fumar dentro do colégio; 
- não fazer algazarras na hora do intervalo; 
- respeitar os funcionários e os colegas; 
- trazer sempre o material escolar. 
 
 
Dois-pontos (:) 
 
 
Deve-se empregar esse sinal: Para iniciar uma enumeração: 
Ex. Compramos para a casa o seguinte: mesa, cadeiras, 
tapetes e sofás. Para introduzir a fala de uma personagem: 
Ex. Sempre que o professor Luís entra em sala-de-aula 
Diz: Essa moleza vai acabar! 
Para esclarecer ou concluir algo que já foi dito: 
Ex. Essa moleza vai acabar!:essas são as palavras do 
professor Luís. 
 
 
Reticências ( ... ) 
 
 
As reticências são empregadas: Para indicar uma certa 
indecisão, surpresa ou dúvida na fala da personagem: 
Ex. João Antônio! Diga-me... você... me traiu? 
 
 
Para indicar que, num diálogo, a fala de uma 
personagem foi interrompida pela fala da outra: 
Ex. Como todos já deram sua opinião... 
 
 
Uns momentos, presidente, ainda têm um assunto a 
tratar. 
Para sugerir ao leitor que complete o raciocínio contido 
na frase: Ex. Durante o ano ficou claro que o aluno que não 
atingisse 150 pontos seria reprovado; você atingiu 145, 
portanto... 
Para indicar, numa citação, que certos trechos do texto 
foram exclusos: Ex. "No momento em que a tia foi pagar a 
conta, Joana pegou o livro..." (Clarice Lispector) 
Instituição de Ensino Charles Babbage 13 
 
Crase 
 
 
A palavra crase provém do grego (krâsis) e significa 
mistura. Na língua portuguesa, crase é a fusão de duas 
vogais idênticas, mas essa denominação visa a especificar 
principalmente a contração ou fusão da preposição a com os 
artigos definidos femininos (a, as) ou com os pronomes 
demonstrativos a, as, aquele, aquela, aquilo, aquiloutro, 
aqueloutro . 
Para saber se ocorre ou não a crase, basta seguir três 
regras básicas: 
 
01) Só ocorre crase diante de palavras femininas, portanto 
nunca use o acento grave indicativo de crase 
diante de palavras que não sejam femininas. 
 
 
Ex. O sol estava a pino. Sem crase, pois pino não é palavra 
feminina. 
Ela recorreu a mim. Sem crase, pois mim não é palavra 
feminina. 
Estou disposto a ajudar você. Sem crase, pois ajudar 
não é palavra feminina. 
 
02) Se a preposição a vier de um verbo que indica destino (ir, 
vir, voltar, chegar, cair, comparecer, 
dirigir-se...), troque este verbo por outro que indique 
procedência (vir, voltar, chegar...); se, diante do 
que indicar procedência, surgir da, diante do que indicar 
destino, ocorrerá crase; caso contrário, não 
ocorrerá crase. 
 
Ex. Vou a Porto Alegre. Sem crase, pois Venho de Porto 
Alegre. Vou à Bahia. Com crase, pois Venho da Bahia. 
Obs.: Não se esqueça do que foi estudado em Artigo. 
 
 
03) Se não houver verbo indicando movimento, troca-se a 
palavra feminina por outra masculina; se, diante da 
masculina, surgir ao, diante da feminina, ocorrerá crase; caso 
contrário, não ocorrerá crase. 
 
Ex. Assisti à peça. Com crase, pois Assisti ao filme. 
Paguei à cabeleireira. Com crase, pois Paguei ao 
cabeleireiro. 
 
Respeito às regras. Sem crase, pois Respeito os 
regulamentos. 
Casos especiais 
 
 
01) Diante das palavras moda e maneira, das expressões 
adverbiais à moda de e à maneira de, mesmo 
que as palavras moda e maneira fiquem subentendidas, 
ocorre crase. 
Ex. Fizemos um churrasco à gaúcha. 
 
 
Comemos bife à milanesa, frango à passarinho e espaguete 
à bolonhesa. 
Joãozinho usa cabelos à Príncipe Valente. 
 
 
02) Nos adjuntos adverbiais de modo, de lugar e de tempo 
femininos, ocorre crase. 
 
Ex. à tarde, à noite, às pressas, às escondidas, às escuras, 
às tontas, à direita, à esquerda, à vontade, à 
revelia ... 
 
 
03) Nas locuções prepositivas e conjuntivas femininas ocorre 
crase. 
Ex. à maneira de, à moda de, às custas de, à procura de, à 
espera de, àmedida que, à proporção que... 
 
04) Diante da palavra distância, só ocorrerá crase, se houver 
a formação de locução prepositiva, ou seja, se não houver a 
preposição de, não ocorrerá crase. 
 
Ex. Reconheci-o a distância. 
Reconheci-o à distância de duzentos metros. 
 
 
05) Diante do pronome relativo que ou da preposição de, 
quando for fusão da preposição a com o pronome 
demonstrativo a, as (= aquela, aquelas). 
 
Ex. Essa roupa é igual à que comprei ontem. Sua voz é igual 
à de um primo meu. 
 
06) Diante dos pronomes relativos a qual, as quais, quando o 
verbo da oração subordinada adjetiva exigir a preposição a, 
ocorre crase. 
 
Ex. A cena à qual assisti foi chocante. (quem assiste assiste 
a algo) 
 
07) Quando o a estiver no singular, diante de uma palavra no 
plural, não ocorre crase. 
Instituição de Ensino Charles Babbage 14 
Ex. Referi-me a todas as alunas, sem exceção. Não gosto de 
ir a festas desacompanhadas. 
 
08) Nos adjuntos adverbiais de meio ou instrumento, a não 
ser que cause ambigüidade. 
 
Ex. Preencheu o formulário a caneta. Paguei a vista minhas 
compras. 
 
Nota: Modernamente, alguns gramáticos estão admitindo 
crase diante de adjuntos adverbias de meio, mesmo não 
ocorrendo ambigüidade. 
 
09) Diante de pronomes possessivos femininos, é facultativo 
o uso do artigo, então, quando houver a preposição a, será 
facultativa a ocorrência de crase. 
 
Ex. Referi-me a sua professora. Referi-me à sua professora. 
 
 
10) Após a preposição até, é facultativo o uso da preposição 
a, portanto, caso haja substantivo feminino à frente, a 
ocorrência de crase será facultativa. 
 
Ex. Fui até a secretaria. Fui até à secretaria. 
 
 
11) A palavra CASA: 
A palavra casa só terá artigo, se estiver especificada, 
portanto só ocorrerá crase diante da palavra casa nesse 
caso. 
Ex. Cheguei a casa antes de todos. Cheguei à casa de 
Ronaldo antes de todos. 
 
12) A palavra TERRA: 
 
 
Significando planeta, é substantivo próprio e tem artigo, 
conseqüentemente, quando houver a preposição a, ocorrerá 
a crase; significando chão firme, solo, só tem artigo, quando 
estiver especificada, portanto só nesse caso poderá ocorrer a 
crase. 
Ex. Os astronautas voltaram à Terra. Os marinheiros 
voltaram a terra. Irei à terra de meus avôs. 
 
Atenção Para Algumas Dificuldades Encontrados Na 
Língua Portuguesa 
 
Problemas Gerais da Língua Culta 
A intenção desta parte é fixar a forma certa de algumas 
palavras e expressões que sempre trazem dificuldades para 
o brasileiro em geral. 
Emprego de algumas palavras e expressões 
semelhantes: 
 
1. Que e Quê 
 
 
*Que é pronome, conjunção, advérbio ou partícula expletiva. 
*Quê é um substantivo (com o sentido de "alguma coisa"), 
interjeição (indicando surpresa, espanto) ou pronome em final 
de frase (imediatamente antes de ponto final, de interrogação 
ou de exclamação) 
Ex. Que você pretende, tratando-me dessa maneira? 
Você pretende o quê? 
Quê!? Quase me esqueço do nosso encontro. 
 
 
 
2. Mas e Mais 
 
 
*Mas é uma conjunção adversativa, de mesmo valor que 
"porém, contudo, todavia, no entanto, 
entretanto". 
* Mais é um advérbio de intensidade, mas também pode 
dar idéia de adição, acréscimo; tem sentido oposto a menos. 
Ex. Eu iria ao cinema, mas(porém) não tenho dinheiro. 
Ela é a mais (menos) bonita da escola. 
 
 
3.Onde, Aonde e Donde 
 
 
* Onde significa "em que lugar". 
* Aonde significa "a que lugar". 
* Donde significa "de que lugar". 
 
 
Ex. Onde (em que lugar) você colocou minha carteira? 
Apostila de Português para Concursos. 
Aonde (a que lugar) você vai, menina? Donde (de que 
lugar) tu vieste? 
 
5. Mal e Mau 
 
 
*Mal é advérbio, antônimo de "bem". 
*Mau é adjetivo, antônimo de "bom" 
Ex. Ele é um homem mau (não é bom); só pratica o mal (e 
não o bem). 
* Mal também é substantivo, podendo significar "doença, 
moléstia, aquilo que é prejudicial ou nocivo" 
Ex. O mal da sociedade moderna é a violência urbana. 
Instituição de Ensino Charles Babbage 15 
null
 
6. A par e Ao par 
 
 
*A par é usado, no sentido de "estar bem informado", ter 
conhecimento". 
*Ao par só é usado para indicar equivalência entre valores 
cambiais. 
Ex. Estou a par de todos os acontecimentos. O real está ao 
par do dólar. 
 
6. Ao encontro de e De encontro a 
 
 
*Ao encontro de indica "ser favorável a", "ter posição 
convergente" ou "aproximar-se de". 
 
*De encontro a indica oposição, choque, colisão. 
 
 
Ex. Suas idéias vêm ao encontro das minhas, mas suas 
ações vão de encontro ao nosso acordo. (Suas idéias são 
tais quais as minhas, mas suas ações são contrárias ao 
nosso acordo). 
 
7. Há e A na expressão de tempo 
 
 
*Há é usado para indicar tempo decorrido. 
*A é usado para indicar tempo futuro. 
Ex. Ele partiu há duas semanas. Estamos a dois dias das 
eleições. 
 
8. Acerca de, A cerca de e Há cerca de 
 
 
*Acerca de é locução prepositiva equivalente a "sobre, a 
respeito de". 
*A cerca de indica aproximação. 
*Há cerca de indica tempo decorrido. 
 
 
Ex. Estávamos falando acerca de política. 
Moro a cerca de 2 Km daqui. 
Estamos rompidos há cerca de dois meses. 
 
 
9. Afim e A fim de 
 
 
* Afim é adjetivo equivalente a "igual, semelhante". 
* A fim de é locução prepositiva que indica finalidade. 
Ex. Nós temos vontades afins. 
Ela veio a fim de estudar seriamente. 
 
10.Senão e Se não 
 
* Senão significa "caso contrário, a não ser". 
* Se não ocorre em orações subordinadas adverbiais 
condicionais; equivale a "caso não". 
Ex. Nada fazia senão reclamar. 
Estude bastante, senão não sairá sábado à noite. 
Se não estudar, não sairá sábado à noite. 
 
11. Nós viemos e Nós vimos 
 
 
* Nós viemos é o verbo vir no pretérito perfeito do indicativo, 
ou seja, no passado. 
* Nós vimos é o verbo vir no presente do indicativo. 
Ex. Ontem, nós viemos procurá-lo, mas você não estava. 
Nós vimos aqui, agora, para conversar sobre nossos 
problemas. 
 
12. Torcer por e Torcer para 
 
 
* Torcer por, pois o verbo torcer exige esta preposição. 
* Torcer para é usado, quando houver indicação de 
finalidade, equivalente a "para que", "a fim de que". 
Ex. Torço pelo Santos. 
Torço para que o Santos seja o campeão. 
 
 
13. Desencargo e Descargo 
 
 
* Desencargo significa "desobrigação de um encargo, de um 
trabalho, de uma responsabilidade". 
* Descargo significa "alívio". 
Ex. Filho que se forma é mais um desencargo de família para 
o pai. Devolvi o dinheiro por descargo de consciência. 
 
14. Sentar-se na mesa e Sentar-se à mesa 
 
 
* Sentar-se na mesa significa sentar-se sobre a mesa. 
* Sentar-se à mesa significa sentar-se defronte à mesa. O 
mesmo ocorre com "estar ao computador ao telefone, ao 
portão, à janela ... 
Ex. Sentei-me ao computador para trabalhar. Sentei-me na 
mesa, pois não encontrei cadeira alguma. 
 
15.Tilintar e tiritar 
 
 
* Tilintar significa "soar". 
* Tiritar significa "tremer de frio ou de medo". 
Ex. A campainha tilintava sem parar. O rapaz tiritava de frio. 
Instituição de Ensino Charles Babbage 16 
16.Ao invés de e Em vez de 
 
 
* Ao invés de indica "oposição, situação contrária". 
* Em vez de indica "substituição, simples troca". 
Ex. Em vez de ir ao cinema, fui ao teatro. Descemos, ao 
invés de subir. 
 
17.Estadia e Estada 
 
 
* Estadia é usado para veículos em geral. 
* Estada é usado para pessoas. 
Ex. Foi curta minha estada na cidade. Paguei a estadia de 
meu automóvel. 
 
18.A domicílio e Em domicílio 
* A domicílio só se usa quando dá ideia de movimento. 
* Em domicílio se usa sem ideia de movimento. 
Ex. Enviarei a domicílio seus documentos. Fazemos entregas 
em domicílio Levaram a domicílio as compras. Damos aulas 
particulares em domicílio. 
 
19.Estágio e Estádio 
 
 
* Estágio é preparação (profissional, escolar ..). 
* Estádio significa "época, fase, período". 
Ex. Estou no primeiro ano de estágio naempresa. Naquela 
época o país passava por um estádio de euforia. 
 
20. Perca e Perda 
 
 
*Perca é verbo. 
*Perda é substantivo. 
Ex. _ Não perca a paciência, pois essa perda de gols não se 
repetirá, disse o jogador ao técnico. 
 
21. Despercebido e Desapercebido 
 
 
* Despercebido significa "sem atenção". 
* Desapercebido significa "desprovido, desprevenido". 
Ex. O fato passou-me totalmente despercebido. Ele estava 
desapercebido de dinheiro. 
 
22.Escutar e Ouvir 
 
 
* Escutar significa "estar atento para ouvir". 
* Ouvir significa "perceber pelo sentido da audição". 
Ex. Escutou, a tarde toda, as reclamações da esposa. Ao ouvir 
aquele som estranho, saiu em disparada. 
 
23.Olhar e Ver 
 
 
* Olhar significa "estar atento para ver". 
* Ver significa "perceber pela visão". 
Ex. Quando olhou para o lado, nada viu, pois ele saíra de lá. 
 
 
24.Haja vista e Hajam vista 
 
 
* Haja vista pode-se usar, havendo ou não a preposição a à 
frente, estando o substantivo posterior no singular ou no plural. 
* Hajam vista pode-se usar, quando não houver a preposição 
a à frente e quando o substantivo posterior estiver no plural. 
Ex. Haja vista aos problemas. Haja vista os problemas. Hajam 
vista os problemas. 
 
Redação técnica 
 
 
Na vida profissional as 
pessoas se deparam com a 
necessidade de 
desenvolverem textos técnicos, 
logo, para que você escreva 
uma redação técnica é 
necessário que certos processos sejam seguidos, como o 
tipo de linguagem, a estrutura do texto, o espaçamento, a 
forma de iniciar e finalizar o texto, dentre outros.Texto 
científico é o texto que revela pesquisa e rigor científico, são 
as monografias , teses, artigos científicos.O texto técnico é o 
mais relativo às profissões, fundamental nas atividades 
empresariais, são as atas, memorandos, ofícios, 
requerimentos, circulares, entre outros formatos de textos. 
Dessa forma, a necessidade de certa habilidade e de 
se ter os conhecimentos prévios para se fazer uma redação 
técnica é imprescindível!. A redação técnica engloba textos 
como: ata, circular, certificado, contrato, memorando, 
parecer, procuração, recibo, relatório, currículo. 
 
1. Ata 
 
 
Utilização: registro resumido, porém claro e fiel, das 
ocorrências de uma reunião. 
 
Detalhes: 
• Não deve conter parágrafos. 
• Números por extenso e, para facilidade na leitura, podem 
ser repetidos 
em algarismos entre parêntesis. 
Instituição de Ensino Charles Babbage 17 
 
null
null
null
• Escrito com caneta, sem rasura. 
 
A ata deverá ter Termo de Abertura e Termo de 
Encerramento: 
 
Termo de abertura 
Este livro contém cem folhas numeradas e rubricadas 
por mim, Fulano de Tal, e se destina ao registro de atas das 
reuniõesordinárias e extraordinárias do Condomínio do 
Edifício Sol e Mar. 
 
Termo de Encerramento: Eu, Fulano de Tal, presidente do 
conselho de moradores do Condomínio do Edifício Sol e 
Mar, declaro encerrado este livro de atas. Rio de Janeiro, 09 
de março de 2002. (assinatura) 
b)A ata: é iniciada por um cabeçalho seguido da abertura, da 
legalidade, relação nominal, aprovação da ata anterior (se 
houver), desenvolvimento e fecho. 
 
2. Requerimento 
Utilização: para solicitar autoridade pública algo que, ao 
menos supostamente, tenha amparo legal. 
 
Detalhes: 
• O texto deve ser bastante objetivo, redigido em 3ª pessoa. 
• A paragrafação pode seguir o estilo americano (sem 
entradas de parágrafo), ou estilo tradicional. No caso de estilo 
americano, todo o texto, o fecho e a data devem ser alinhados 
à margem esquerda. No estilo tradicional, o fecho e a data 
devem ser alinhados à direita. 
• Por conter muitas informações, é de bom tom que o texto 
não ultrapasse 6 
ou 10 linhas, incluindo a identificação, exposição e justificativa. 
• Caso seja necessário anexar algum documento, o(s)anexo(s) 
deve(m) ser mencionado(s) no texto. 
 
Para um bom requerimento, basta esquematizá-lo, 
segundo os passos: 
 
• (Destinatário/invocação) 
• Requerente 
• Identificação 
• O que requer 
• Justificativa 
• (Amparo legal, se houver) 
• (Localidade e data) 
• (Assinatura) R 
 
a) Destinatário (invocação): deve conter o tratamento 
conveniente, o título ou o cargo do destinatário, sem citar o 
nome. Por uma questão de destaque, o destinário pode vir 
todo em letras maúsculas, mas não é obrigatório.MAGNÍFICO 
SR. SUB-REITOR DE GRADUAÇÃO DA UNINERJ. 
 
b) Texto: cerca de 7linhas abaixo do destinatário. Na 
datilografia, espaço 2; em digitação, espaço 1,5. 
NOME EIDENTIFICAÇÃO: informações necessárias 
completas (nacionalidade, estado civil, endereço, identidade, 
CPF, etc.). 
 
Exposição: descreve-se o que se está requerendo, com toda 
clareza possível. 
 
Justificativa: As razões pelas quais está requerendo. Pode- 
se citar leis, ou indicar documentos que comprovem. 
 
c) Fecho: cerca de 3 linhas abaixo do texto. Pode ocupar 
uma ou duas linhas. Não é obrigatório. 
Termos em que pede deferimento. 
Nesses termos, 
Pede deferimento. 
 
d) Data: cerca de 2 linhas do fecho (se houver), ou do texto. 
Deve ser completa. Rio de Janeiro, 12 de abril de 2002. 
 
e) Assinatura: cerca de 2 linhas da data. Não se coloca 
nome, pois os dados já constam no texto, nem há 
necessidade de linha. 
 
3.Circular 
 
 
Para transmitir avisos, ordens, pedidos ou instruções, 
dar ciência de leis, decretos, portarias, etc. 
 
Detalhes: 
• Destina-se a uma ou mais de uma pessoa/órgão/empresa. 
No caso de mais de um Destinatário, todas as vias 
distribuídas devem ser iguais. 
• A paragrafação pode seguir o estilo americano (sem 
entradas de parágrafo), ou estilo tradicional. No caso de 
estilo americano, todo o texto, a data e a assinatura devem 
ser alinhados à margem esquerda. No estilo tradicional, 
devem ser centralizados. 
 
a) TIMBRE: impresso no alto do papel. 
Instituição de Ensino Charles Babbage 18 
null
null
null
null
null
 
Medicina do Trabalho I 
 
b) TÍTULO E NÚMERO: cerca de 3 linhas do timbre e no 
centro da folha. O número pode vir seguido do ano. 
 
c) DATA: a data deve estar próxima do título e número, ao 
lado ou abaixo, podendo se apresentar de várias formas: 
CIRCULAR Nº 01, DE 2 MARÇO DE 2002 
CIRCULAR Nº 01 
De 2 de março de 2002 
CIRCULAR Nº 01/02 Rio de Janeiro, 2 de março de 
2002. 
 
d) EMENTA (opcional): deve vir abaixo do título e data, 
cerca de três linhas. Ementa: Material de consumo. Ref.: 
Material de consumo. 
 
4.Memorando 
 
 
Utilização: Para comunicação entre órgãos ou 
departamentos. Diferencia-se do Ofício apenas por este ser 
mais restrito e rigoroso que aquele quanto à forma e ao uso. 
Memorando também é chamado deCorrespondência 
Interna (CI) . 
 
 
Detalhes: 
• Existem 2 tipos de memorando:interno (para o mesmo 
departamento), ou externo (para outro departamento ou 
órgão/empresa). 
• Não há rigor quando ao formato, mas os elementos 
necessários (código e número, local e data, assunto, de / 
para, etc.) têm de ser mantidos em qualquer memorando. 
• Destina-se a uma ou mais de uma 
pessoa/órgão/departamento. No caso de mais de um 
destinatário, todas as vias distribuídas devem ser iguais. 
• A paragrafação pode seguir o estilo americano (sem 
entradas de parágrafo), ou estilo tradicional. No caso de 
estilo americano, todo o texto, a data e a assinatura devem 
ser alinhados à margem esquerda. No estilo tradicional, 
devem ser centralizados. 
 
a) Timbre: impresso no alto do papel. 
 
 
b) Código e Número: cerca de 3 linhas do timbre, e à 
esquerda da folha. O código é a sigla pela qual o 
setor/departamento é conhecido na empresa. O número pode 
vir seguido do ano. 
c) Localidade e Data: na mesma linha do código, na 
extrema direita. 
 
d) Ementa: deve vir abaixo do código e número, podendo vir 
na linha seguinte, ou a cerca de 3 linhas. DICOM-025/02 
Rio de Janeiro, 10/05/02 Ref.: compra de material 
DICOM-025/02 Rio deJaneiro, 10/05/02 Assunto: compra 
de material. 
 
 
 
 
 
 
Nesta disciplina você conhecerá os agentes de 
riscos presentes nos ambientes de trabalho capazes de 
desenvolver doenças 
ocupacionais na população 
trabalhadora. Verá também 
as diversas formas de 
prevenção utilizadas no 
controle de doenças. 
 
 
Introdução a Medicina do Trabalho 
 
 
A Medicina do Trabalho – Um breve histórico, 
conceitos e objetivos. A exposição ocupacional ocasiona 
impactos à saúde dos trabalhadores, ao longo da história a 
Medicina Ocupacional foi objeto de estudo de cientistas que 
identificaram a relação entre as atividades e a saúde dos 
trabalhadores. Em 1556 Geuf Bauer publicou na Alemanha 
“De Re Metálica” que relata os aspectos da Saúde e 
Segurança dos trabalhadores durante a extração de 
minérios. 
Em 1700 Bernardino Ramazzini considerado o pai da 
“Medicina do Trabalho” publica na Itália os estudos 
realizados sobre a relação da saúde dos trabalhadores e as 
profissões, a obra “De MorbisArtificumDiatriba” - As Doenças 
dos Trabalhadores descreve mais de 100 profissões e os 
Instituição de Ensino Charles Babbage 
 
 
 
 
 
Estude mais sobre redação técnica em: 
www.uniorka.com.br 
19 
http://www.uniorka.com.br/
null
null
riscos específicos de cada uma delas. Este relatório 
científico fundamentou a lista atual das doenças 
ocupacionais reconhecida pela OIT- Organização 
Internacional do Trabalho e adotada em diversos países, 
inclusive o Brasil. 
A Medicina do Trabalho ganha a sua maior 
aplicabilidade a partir da Revolução industrial, onde a mão de 
obra não estava preparada nem qualificada para assumir o 
ritmo da produção em massa da época. Não havia diretrizes 
de segurança e medicina no trabalho e as atividades eram 
responsáveis por inúmeros acidentes e doenças do trabalho. 
Da necessidade de se preservar a mão de obra, surge a 
Medicina do trabalho como a especialidade médica capaz 
promover um maior cuidado à saúde do trabalhador. Em 1954, 
a OIT convocou um grupo de especialistas para estudar as 
diretrizes gerais da organização de "Serviços Médicos do 
Trabalho", substituído, posteriormente por “Serviços de 
Medicina do Trabalho”. 
A década de 60 e 70 foi muito expressiva em número 
de acidentes do trabalho em nosso país, neste cenário foi 
oficializada a criação da FUNDACENTRO - Fundação Jorge 
Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho, que 
trouxe diretrizes de Segurança e Saúde no Trabalho para o 
nosso processo de produção. O triste momento vivido pelo 
Brasil na década de 70 induziu a reforma na Legislação no 
Capítulo V da CLT – Consolidação das Leis do Trabalho, 
instituindo a obrigatoriedade das equipes técnicas 
multidisciplinares nos locais de trabalho. Na década de 70, o 
Brasil destaca-se como o “Campeão em Acidentes do 
Trabalho”, situação que a instituição das NRS – Normas 
Regulamentadoras do Trabalho, responsáveis por 
regulamentar o trabalho de forma a promover saúde e 
segurança ao trabalhador durante o desempenho de suas 
funções. 
Da Revolução Industrial aos dias de hoje, a Medicina 
do trabalho tornou-se a especialidade médica que vem 
contribuir de forma ainda mais completa para a promoção da 
saúde e bem estar do trabalhador. Para a contratação de 
funcionários as empresas atualmente contam com o Médico 
do Trabalho, profissional responsável por avaliar a aptidão dos 
profissionais para exercer uma determinada atividade, é ele 
quem determina se o trabalhador tem o estado de saúde ideal 
par assumir uma função específica. Após a contratação faz-se 
necessário ainda o monitoramento da saúde da população 
trabalhadora, através do controle da exposição aos riscos 
ocupacionais presentes nas atividades. O Médico do Trabalho 
participa deste controle através da instituição de programas de 
prevenção, muitos deles exigidos pela legislação, como o 
PCMCO – Programa de Controle Médico e Saúde 
Ocupacional, que reúne ações de avaliações médicas de 
aptidão para cada função existente na empresa, assim como o 
monitoramento da saúde dos trabalhadores no exercício de 
suas funções, contribuindo também com estratégias de 
controle de doenças no ambiente de trabalho através de 
exames complementares, programas de vacinação 
ocupacional, programas de educação e conscientização 
referentes à saúde do trabalhador. 
A aplicação da Medicina e Segurança do Trabalho 
vem crescendo juntamente com o desenvolvimento do nosso 
país, com o progresso na agricultura, na indústria, no comércio 
e serviços, e é fundamental no mercado competitivo, visto que 
o trabalhador saudável é capaz de produzir mais e melhor, 
aumentando a produtividade e a qualidade. O controle e 
redução de acidentes e doenças ocupacionais não deve ser 
somente um conjunto de ações para atender a legislação, mas 
sim meta de empresas que buscam o crescimento econômico 
junto ao trabalho seguro e ambiente ocupacional saudável, 
entendendo os seus trabalhadores como o bem maior no seu 
processo produtivo. 
 
 
Proteção legal da saúde do trabalhador 
 
 
E alicerçada nos princípios da Declaração dos 
Direitos Humanos e Organização Internacional do Trabalho, a 
Constituição Federal, em seu Capítulo II (Dos Direitos 
Sociais), artigo 6º e artigo 7º, incisos XXII, XXIII, XXVIII e 
XXXIII, dispõe, especificamente, sobre segurança e saúde 
dos trabalhadores, a saber: 
 
Art. 6° São direitos sociais a educação, a saúde, a 
alimentação, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, 
a previdência social, a proteção à maternidade e à 
infância, a assistência aos desamparados, na forma 
desta Constituição. (Redação dada pela Emenda 
Constitucional n° 64, de 2010) 
Art. 7° São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, 
além de outros que visem à melhoria de sua condição 
social: 
... 
XXII - redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio 
de normas de saúde, higiene e segurança; 
 
XXIII - adicional de remuneração para as atividades 
penosas, insalubres ou perigosas, na forma da lei; 
Instituição de Ensino Charles Babbage 20 
null
null
null
null
null
21 
XXVIII - seguro contra acidentes de trabalho, a cargo do 
empregador, sem excluir a indenização a que este está 
obrigado, quando incorrer em dolo ou culpa; 
 
XXXIII - proibição de trabalho noturno, perigoso ou 
insalubre a menores de dezoito e de qualquer trabalho a 
menores de dezesseis anos, salvo na condição de 
aprendiz, a partir de quatorze anos; (Redação dada pela 
Emenda Constitucional n° 20, de 1998) 
Art.200 - Ao sistema único de saúde compete, além de 
outras atribuições, nos termos da lei:(...) 
 
VIII - colaborar na proteção do meio ambiente, nele 
compreendido o do trabalho. 
É importante ressaltarque no Título II - Dos Direitos e 
Garantias Fundamentais - da Constituição da República 
Federativa do Brasil garante a aplicação imediata das normas 
que tutelam a saúde do trabalhador, a saber: 
 
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de 
qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos 
estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do 
direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à 
propriedade, nos termos seguintes: 
(...) 
§ 1º - As normas definidoras dos direitos e garantias 
fundamentais têm aplicação imediata. 
 
No que diz respeito aos tratados internacionais, estes 
também tem aplicação imediata tão logo seja incorporado ao 
nosso ordenamento jurídico, conforme o §2° e §3° do art. 5° 
da Constituição Federal, a saber: 
 
§ 2º - Os direitos e garantias expressos nesta 
Constituição não excluem outros decorrentes do regime 
e dos princípios por ela adotados, ou dos tratados 
internacionais em que a República Federativa do Brasil 
seja parte. 
 
§ 3º Os tratados e convenções internacionais sobre 
direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa 
do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos 
dos votos dos respectivos membros,

Mais conteúdos dessa disciplina