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SUMÁRIO 
A HISTÓRIA DO ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR (APH) ................................................ 3 
DIVISÕES DO CORPO HUMANO ................................................................................................. 7 
IDENTIFICAÇÃO DE SINAIS VITAIS ......................................................................................... 10 
SISTEMA CARDIOVASCULAR ................................................................................................... 18 
SISTEMA DIGESTÓRIO ................................................................................................................ 24 
SISTEMA ESQUELÉTICO ............................................................................................................ 27 
SISTEMA GENITURINÁRIO ......................................................................................................... 36 
SISTEMA MUSCULAR .................................................................................................................. 41 
SISTEMA NERVOSO ..................................................................................................................... 46 
SISTEMA RESPIRATÓRIO .......................................................................................................... 49 
SUPORTE BÁSICO DE VIDA ...................................................................................................... 54 
EMERGÊNCIAS TRAUMÁTICAS ............................................................................................... 56 
REFERÊNCIAS ............................................................................................................................... 60 
 
 
 
 
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A HISTÓRIA DO ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR (APH) 
 
O atendimento pré-hospitalar teve início no final dos anos 1700 através do médico chefe 
militar francês de Napoleão, o Barão Dominique Jean Larrey (o pai do APH). O “Barão 
Larrey” é conhecido como o pai dos serviços de emergência médica na era moderna e 
conseguiu reconhecer a necessidade de atendimento pré-hospitalar imediato. Dominique 
Jean Larrey No início dos anos 1800, ele havia estabelecido a teoria básica do 
atendimento pré-hospitalar que continuamos a usar até hoje em dia: 
 
Faz parte do APH: 
 A ambulância 
 Treinamento adequado de equipe médica e resgate 
 Atendimento e recuperação do paciente no campo de batalha 
 Controle de hemorragia ainda em campo 
 Deslocamento para um hospital nas proximidades 
 Prestação de cuidados durante o caminho 
 Desenvolvimento de hospitais na linha de frente 
O atendimento médico pré-hospitalar é uma área de atuação médica relativamente 
recente, tendo sido implantado no Brasil nos últimos dez anos, conforme modelo francês 
da década de 50. Pela falta de legislação pertinente, vários modelos regionais foram 
criados em vários municípios do Brasil. 
 
No mundo: 
Anos 60: Início de sistemas de APH organizados 
Redução em morbidade e mortalidade das vítimas de agravos à saúde 
 
 
 
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No Brasil: 
A partir da década de 80, o atendimento pré-hospitalar passou a ser aplicado de forma 
mais sistematizada pelo Corpo de Bombeiros, os quais deram início à estruturação dos 
Serviços de Atendimento Pré-Hospitalar (SvAPH). Paralelamente, foi iniciado em 1988, 
pelo Corpo de Bombeiros Militar do Rio de Janeiro, o socorro extra-hospitalar aeromédico. 
E foi a partir de 1990 que o Ministério da Saúde criaria um programa que visava à 
diminuição da incidência e morbimortalidade por agravos externos por meio de 
intervenção nos níveis de prevenção, atendimento hospitalar, atendimento pré-hospitalar 
e reabilitação. O programa é chamado de Enfrentamento às Emergências e Traumas 
(PEET). 
 
APH Quem faz? 
 SAMU 
 Bombeiros 
 GRAU 
 Concessionárias de rodovias 
 
Serviços privados 
Em meados de 1995, iniciou-se a implantação do SAMU. Este serviço pré-hospitalar 
desenvolvido no Brasil tende-se a basear no modelo americano ou francês. O SAMU do 
sistema francês foi criado por anestesistas e intensivistas devido à necessidade da 
assistência pré-hospitalar dos pacientes que chegavam ao hospital com agravo do caso 
ou mesmo mortos, por não receberem atendimento precoce e adequado. Esse sistema 
tem como referencial o médico, tanto na regulação do sistema, como no atendimento e 
monitorização do paciente, até a recepção hospitalar. É um serviço ligado ao Sistema de 
Saúde, hierarquizado e regionalizado, possuindo comunicação direta com os Centros 
 
 
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Hospitalares. Já o sistema norte-americano trabalha com paramédicos, os quais passam 
por um período de formação de três anos após o segundo grau. A implantação de 
serviços pré-hospitalares no Brasil, seja municipal ou estadual, segue o modelo 
metodológico de cada sistema de acordo com suas realidades, demandas, perfis, 
morbimortalidade, recursos técnicos, tecnológicos e financeiros. 
 
Ambulância 
É uma viatura com capacidade de transportar guarnição e equipamentos necessários 
para o atendimento a ocorrências de atendimento pré-hospitalar, tais como transporte de 
pessoa ferida, vítima de disparo de arma de fogo, parturiente e outros traumas, do, ou 
para o local de tratamento. 
 
Técnicas de Transportes 
O transporte de acidentados deve ser feito por equipe especializada em resgate. É um 
determinante da boa prestação de primeiros socorros. Um transporte mal feito, sem 
técnica, sem conhecimentos pode provocar danos muitas vezes irreversíveis à integridade 
física do acidentado. 
De uma maneira geral, o transporte bem realizado deve adotar princípios de segurança 
para a proteção da integridade do acidentado; conhecimento das técnicas para o 
transporte do acidentado consciente, que não pode deambular; transporte do acidentado 
inconsciente; cuidados com o tipo de lesão que o acidentado apresenta e técnicas e 
materiais para cada tipo de transporte. 
A escolha do método de transporte dependerá da gravidade da lesão, do nº de socorristas 
disponíveis e do local do evento – antes de iniciar o transporte, é preciso verificar: peso, 
posição e lesões da vítima / percurso / local onde se encontra / ajuda disponível. 
Antes de iniciar qualquer atividade de remoção e transporte de acidentados, assegurar-se 
da manutenção da respiração e dos batimentos cardíacos; hemorragias deverão ser 
controladas e todas as lesões traumatoortopédicas deverão ser imobilizadas. O estado de 
 
 
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choque deve ser prevenido. 
O acidentado de fratura da coluna cervical só pode ser transportado, sem orientação 
médica ou de pessoal especializado, nos casos de extrema urgência ou iminência de 
perigo para o acidentado e para quem estiver socorrendo-o. 
Enquanto se prepara o transporte de um acidentado, acalmá-lo, principalmente 
demonstrando tranquilidade, com o controle da situação. É necessário estar sereno para 
que o acidentado possa controlar suas próprias sensações de temor ou pânico. 
 
Tipos de atendimentos 
 Suporte Básico de Vida (SBV) 
 Suporte Avançado de Vida (SAV) 
 Resgate 
 Primeiros Socorros 
 SBV– Suporte Básico de Vida 
Esse suporte consiste em todos os procedimentos básicos que podem ser realizados e 
concretizados até a chegada de um socorro completo para a vítima. O principal objetivo 
do SBV é preservar a vida do socorrido que se encontra em situação de urgência e 
emergência. O SBV deve ser realizado o quanto antes para reduzir ou eliminar o máximo 
de sequelas para a vítima. Justamente por esse motivo se faz necessário um treinamento 
eficiente e um conhecimento sempre atualizado das técnicas de APH. 
 
SAV– Suporte Avançado de Vida 
Podemos dizer que o SAV é um tipo de suporte mais invasivo, ou seja, pode haver 
atendimento com intubações de vias aéreas, uso de medicamentos específicos ou 
técnicas mais diretas para eliminar ou reduzir as sequelas mais sérias da vítima. 
Geralmente o SAV é aplicado em situações onde o paciente se encontra emramifica-se em dois brônquios dando acessos aos pulmões. O ar segue, então, dos 
brônquios para os bronquíolos e finalmente chega aos alvéolos pulmonares. 
 
Nos alvéolos ocorre às trocas gasosas, um processo também denominado de hematose. 
O oxigênio presente no ar que chega até os alvéolos dissolve-se na camada que reveste 
essa estrutura e difunde-se pelo epitélio para os capilares localizados em torno dos 
alvéolos. No sentido oposto ocorre a difusão de gás carbônico. 
 
Controle da respiração em seres humanos 
Os seres humanos possuem neurônios na região do bulbo que garantem a regulação da 
respiração. O bulbo percebe alterações no pH do líquido do tecido circundante e 
desencadeia respostas que garantem alterações no ritmo respiratório. 
 
 
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Quando os níveis de gás carbônico aumentam no sangue e no líquido cerebrospinal, 
acontece uma queda no pH. Isso acontece devido ao fato de que o gás carbônico 
presente nesses locais pode reagir com água e desencadear a formação de ácido 
carbônico (H2CO3). Esse pode dissociar-se em íon bicarbonato (HCO3
-) e íons hidrogênio 
(H+). O aumento dos íons hidrogênio provoca a queda do pH. 
O bulbo, então, percebe essas alterações, e sinais são enviados para os músculos 
intercostais e diafragma para que ocorra um aumento da intensidade e taxa da 
respiração. Quando o pH retorna ao normal, há uma redução da intensidade e taxa 
respiratória. 
Vale destacar que alterações no nível de oxigênio no sangue desencadeiam poucos 
efeitos no bulbo. Entretanto, quando os níveis estão muito baixos, ocorre um aumento da 
taxa de respiração. 
 
Inspiração e expiração 
A respiração é conseguida graças à realização de dois movimentos respiratórios: a 
inspiração e a expiração. 
 
 
Os movimentos respiratórios garantem a entrada e saída de ar. 
 Inspiração: garante a entrada de ar no sistema respiratório. Nesse processo há a 
contração do diafragma e dos músculos intercostais, levando a expansão da caixa 
torácica e diminuição da pressão em seu interior. 
 Expiração: quando o ar sai do sistema respiratório. Nesse processo os músculos 
torácicos relaxam, assim como o diafragma, levando à redução da caixa torácica e 
ao aumento da pressão interna. 
 
 
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SUPORTE BÁSICO DE VIDA 
 
O Suporte Básico de Vida (SBV) é um protocolo de atendimento no qual se estabelecem 
o reconhecimento e a realização das manobras de ressuscitação cardiopulmonar (RCP) 
com o objetivo de manter a vítima de parada cardiorrespiratória (PCR) viva até a chegada 
de uma unidade de transporte especializada. 
As doenças cardiovasculares representam as principais causas de morte no mundo, 
quando analisada a população de modo geral. Anualmente, no Brasil, há uma estimativa 
de 200 mil PCRs, sendo 100 mil em ambiente extra-hospitalar e 100 mil em ambiente 
hospitalar. Possuem considerável mortalidade e, sem a manobra de RCP, a sobrevida da 
vítima diminui de 7-10% por minuto. 
O objetivo principal da RCP é prover um fluxo de oxigênio e sangue para o coração e o 
cérebro. Ela deve ser feita imediatamente, pois o cérebro não tolera mais de 4 minutos de 
hipóxia e após 10 minutos sem RCP tem-se morte cerebral estabelecida. 4 minutos de 
RCP: Inicia-se lesão cerebral. 10 minutos: Morte cerebral estabelecida. 
 
Objetivos da RCP 
A PCR é definida como interrupção da circulação sanguínea em consequência da 
interrupção súbita e inesperada dos batimentos cardíacos ou da presença de batimentos 
cardíacos ineficazes, acometendo pessoas em qualquer ambiente, sendo originada por 
diversas etiologias, como hipertensão, cardiopatias, obstrução das vias aéreas por corpos 
estranhos, acidentes e complicações dos anestésicos locais. 
 
 
 
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Suporte Básico de Vida (SBV): Cadeia de Sobrevivência 
A cadeia de sobrevivência foi criada para ressaltar a importância da adoção de atitudes 
organizadas e hierarquizadas na situação de provável ou confirmada PCR no ambiente 
extra hospitalar. Importante para a identificação de ritmos associados a PCR que sejam 
passíveis de tratamento com o desfibrilador: a fibrilação ventricular (FV) e a taquicardia 
ventricular sem pulso (TVsp). 
O primeiro elo é o reconhecimento rápido da PCR e acionamento do serviço de 
emergência, para que aumente as chances de um socorro imediato e eficaz, seguida de 
uma RCP precoce e de qualidade, aumentando a sobrevida da vítima. 
 
Sequência do Suporte Básico de Vida (SBV) em Adultos 
O atendimento em SBV segue a ordem do CAB ou CABD, que se trata de um mnemônico 
para descrever os passos simplificados do atendimento SBV, onde: 
 C: corresponde a Checar responsividade, Chamar por ajuda, Checar o pulso e a 
respiração da vítima, Iniciar Compressões (30 compressões); 
 A: abertura das vias aéreas; 
 B: boa ventilação (2 ventilações); 
 D: desfibrilação, neste caso, com o desfibrilador externo automático (DEA). 
 
Checar a segurança 
O primeiro passo é avaliar a segurança do local. O local deve estar seguro para o 
socorrista e para a vítima, a fim de evitar uma próxima vítima. Caso o local não seja 
seguro (por exemplo, um prédio com risco de desmoronamento, uma via de trânsito), 
deve-se tornar o local seguro ou remover a vítima para um local seguro. Se o local estiver 
seguro, pode-se prosseguir com o atendimento. 
 
 
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Avaliação e ação 
 Avaliação da responsividade: A avaliação da responsividade da vítima consiste em 
checar a consciência. Deve-se chamar a vítima (em voz alta) e realizar estímulo 
tátil tocando-a pelos ombros. Se a vítima responder, se apresente, ofereça ajuda. 
Caso não responda, o próximo passo é chamar por ajuda. 
 Chamar ajuda: Deve-se dar prioridade ao contato com o serviço local de 
emergência (por exemplo, Sistema de Atendimento Móvel de Urgência – SAMU 
192) e, se um DEA estiver disponível no local, providenciar. Se não estiver sozinho, 
peça para uma pessoa ligar e conseguir um DEA, enquanto continua o 
atendimento à vítima. É importante designar pessoas para que sejam responsáveis 
em realizar essas funções. 
 
EMERGÊNCIAS TRAUMÁTICAS 
 
As emergências traumáticas, como o nome já identifica, são os danos causados ao 
paciente por conta de traumas, ou seja, fatores externos. Os traumas são lesões 
provocadas no corpo exposto a energias que não são suportadas pela nossa fisiologia. 
Seguindo definições por dicionário, temos que o trauma vem de traumatismo. 
Ainda, lesão de extensão, intensidade e gravidade variáveis produzida por agentes 
diversos, de forma intencional ou acidental. Também pode ser definido por choque 
violento que pode desencadear várias perturbações. O ideal, especialmente em casos de 
hemorragia, é encaminhar a vítima para atendimento médico o mais rápido possível. 
No entanto, até que isso seja feito, podem ser aplicados procedimentos de primeiros 
socorros no intuito de garantir os sinais vitais do acidentado. 
 
 
 
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Ferimentos e traumatismos 
Os ferimentos (ou feridas) são lesões decorrentes de traumas (traumatismos), desde um 
pequeno corte ou escoriação até acidentes violentos com politraumatismo e 
complicações. Apresentam solução de continuidade dos tecidos e provocam o 
rompimento da pele, camadas de gordura e de músculo, dependendo da profundidade. 
Todo ferimento causa dor, sangramento e é vulnerável a infecções. Por isso, é necessário 
cuidar da limpeza do local, além de possíveis hemorragias. Existem diferentes 
classificações para os ferimentos, conforme o instrumento que os causou e extensão. 
Antes de conhecermos cada uma, é interessante tomarmos ciência de certos fatores. 
O primeiro deles é que, independente do ferimento, o socorrista não deve tocar nele 
diretamente com os dedos para evitar infecções. As feridas podem infeccionar ou inflamar 
com muita facilidade, a depender dos cuidados e grau de limpeza, bem como os cuidados 
para prevenir contaminação. 
Sendo assim, o ideal é cobrir o ferimento com compressa limpae encaminhar, o mais 
rápido possível, o acidentado para o atendimento médico especializado. Ciente desses 
detalhes veja quais são as definições para ferimento a seguir: 
 
Feridas fechadas: 
Contusões: inclui as lesões superficiais que não ameaçam a vida, apesar de alertarem 
para traumas em órgãos internos. Nesta classificação, podemos inserir a equimose (pele 
lisa com coloração preta ou azulada), hematoma (tumoração preta ou azulada visível sob 
a pele) e a sucção (trauma local e edema, comuns em ralos de piscina). No último caso, a 
primeira providência é desligar o aparelho que causa a sucção e, caso o membro não saia 
do local, quebrar ao redor e nunca puxar o que foi preso (o braço, por exemplo). 
 
 
 
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Feridas abertas: 
 Ferimentos incisos: provocados por objetos cortantes, têm bordas regulares e 
causam sangramentos de variados graus, devido ao seccionamento dos vasos 
sanguíneos e danos a tendões, músculos e nervos. 
 Ferimentos contusos: também chamados de lacerações, são lesões teciduais de 
bordas irregulares, provocados por objetos rombudos, através de trauma fechado 
sob superfícies ósseas, com o esmagamento dos tecidos. Podem causar 
sangramento de variados graus e danos a tendões, músculos, nervos e vasos 
sanguíneos. O sangramento deve ser controlado por compressão direta e 
aplicação de curativo e bandagens. 
 
 Ferimentos perfurantes: lesões causadas por perfurações da pele e dos tecidos 
subjacentes por um objeto. O orifício de entrada pode não corresponder à 
profundidade da lesão. Os primeiros socorros incluem o tratamento das condições 
que causem risco iminente de vida (abc e hemorragias). Aquelas localizadas no 
tórax e abdome devem ser ocluídas o mais rápido possível, bem como 
encaminhadas para atendimento médico especializado. 
 Lacerações: grandes lesões corto-contusas, geralmente com lesões de músculos, 
tendões, nervos e sangramento que pode ser moderado a intenso. Grandes 
traumas, como em acidentes automobilísticos. Nesse tipo de ferimento, o socorrista 
deve controlar o sangramento por compressão direta, aplicação de curativo e 
bandagem, além de imobilizar extremidades com ferimentos profundos. 
 Ferimentos transfixantes: atravessam de lado a lado uma parte do corpo. 
 Ferimentos puntiformes: geralmente sangram pouco para o exterior. 
 Avulsões: lesões onde ocorrem descolamentos da pele em relação ao tecido 
subjacente, que pode se manter ligado ao tecido sadio ou não. Apresentam graus 
variados de sangramento, geralmente de difícil controle. A localização mais comum 
é nas mãos e pés. Recomenda-se colocar o retalho em sua posição normal e 
efetuar a compressão direta da área, para controlar o sangramento. Caso a 
 
 
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avulsão seja completa, transportar o retalho ao hospital. A preparação do retalho 
consiste em lavá-lo com solução salina, evitando o uso de gelo direto sobre o 
tecido. 
 Escoriações: lesões superficiais da pele ou mucosas, que apresentam 
sangramento leve e costumam ser extremamente dolorosas. Não representam 
risco ao paciente quando isoladas. 
 
 
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REFERÊNCIAS 
https://saudeemergencial.com.br/aph-historia/ 
https://www.todamateria.com.br/partes-do-corpo-humano/ 
https://cursosepicos.com.br/blog/como-verificar-sinais-vitais 
https://dezemergencias.com.br/sinais-vitais-saiba-como-identificar/ 
https://www.medicinanet.com.br/conteudos/revisoes/1174/coma_e_alteracao_no_estado_
de_consciencia.htm 
https://www.biologianet.com/anatomia-fisiologia-animal/sistema-cardiovascular.htm 
https://www.tuasaude.com/sistema-cardiovascular/ 
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/sistema-digestivo.htm 
https://mundoeducacao.uol.com.br/biologia/sistema-esqueletico.htm 
https://www.todamateria.com.br/sistema-esqueletico/ 
https://www.todamateria.com.br/sistema-urinario/ 
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/sistema-muscular.htm 
https://www.todamateria.com.br/sistema-nervoso/ 
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/sistema-respiratorio.htm 
https://www.sanarmed.com/suporte-basico-de-vida-sbv 
https://cursos.escolaeducacao.com.br/artigo/emergencias-traumaticas 
https://antigo.saude.gov.br/saude-de-a-z/acidentes-por-animais-peconhentos 
http://www.saudeemmovimento.com.br/conteudos/conteudo_frame.asp?cod_noticia=1129 
https://brasilescola.uol.com.br/fisica/choques-eletricos.htm 
https://dezemergencias.com.br/cinematica-do-trauma-o-que-e-preciso-saber/ 
https://www.ceot.com.br/noticia/voce-sabe-a-diferenca-entre-fratura-luxacao-contusao-e-
torcao-descubra 
http://blog.somiti.org.br/parada-cardiorrespiratoria/ 
https://s2treinamentos.com.br/xabcde-do-trauma-o-melhor-resumo/ 
https://www.tuasaude.com/sintomas-de-intoxicacao/ 
https://www.tuasaude.com/hemorragia-interna/ 
https://www.tuasaude.com/primeiros-socorros-para-queimaduras/ 
https://brasilescola.uol.com.br/curiosidades/afogamento.htm 
https://pebmed.com.br/afogamento-como-avaliar-tratar-conduta-medica-pediatria/ 
http://o2primeirossocorros.com.br/principios-de-imobilizacao-fraturas/ 
https://dezemergencias.com.br/primeiros-socorros-para-desmaio/ 
https://www.tuasaude.com/o-que-fazer-se-alguem-engasgar/ 
https://www.tuasaude.com/primeiros-socorros-para-convulsao/ 
https://www.tuasaude.com/primeiros-socorros-para-traumatismo-craniano/ 
https://www.medipedia.pt/home/home.php?module=artigoEnc&id=243 
https://leforte.com.br/blog/o-que-sao-emergencias-obstetricas/estado mais 
grave após um acidente atendido por uma equipe de SBV devidamente treinada em APH. 
Presença obrigatória de enfermeiro na equipe. 
 
 
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Resgate 
Atendimento a uma vítima no qual, além dos procedimentos médicos, seja necessário 
utilizar técnicas de salvamento: 
 Trabalho em altura 
 Espaços confinados 
 Preso em ferragens 
 Realizado por bombeiros, concessionárias de rodovias e outros serviços 
especializados. 
 
Primeiros Socorros 
Define-se os primeiros socorros como a prestação e assistência médica imediata a uma 
pessoa ou uma ferida até a chegada de ajuda profissional. 
DIVISÕES DO CORPO HUMANO 
 
O corpo humano pode ser estudado em três partes distintas, são elas: cabeça, tronco e 
membros. Cada parte do corpo humano é formada por diversas estruturas e sistemas, 
onde cada um tem sua função específica: sistema ósseo, muscular, circulatório ou 
cardiovascular, digestivo, nervoso, endócrino, imunitário ou imunológico, respiratório, 
urinário e reprodutor. Nenhum ser humano é igual ao outro. A voz e as características 
particulares tornam cada pessoa diferente das demais. Apesar da diversidade de 
características, todos temos um corpo semelhante, com as estruturas básicas e a mesma 
organização. 
 
 
 
8 
Partes do corpo humano 
Cabeça 
A cabeça é formada pelo crânio e pela face. 
 
No interior do crânio encontra-se o cérebro, que é o órgão mais importante do sistema 
nervoso. Ele é o responsável pelos atos conscientes e inconscientes, da inteligência, da 
memória, do raciocínio e das imaginações. 
Na face estão os olhos, o nariz, a orelha e a boca, que fazem parte dos órgãos dos 
sentidos, responsáveis por levar informações ao cérebro. 
 
Tronco 
O tronco é formado pelo pescoço, a nuca, o tórax, o dorso, a região glútea, o abdômen e 
o quadril. 
 
A maior parte dos órgãos que compõem o corpo humano situa-se no tronco, entre eles a 
 
 
9 
laringe, a glândula tireóide, o coração, pulmões, fígado, pâncreas, estômago, intestino 
grosso e intestino delgado. 
No tórax estão localizados o coração, que é um órgão muscular que bombeia o sangue 
para as diversas partes do corpo, e os pulmões, órgão esponjoso responsável por 
oxigenar o sangue. 
 
Membros 
Os membros do corpo humano são responsáveis por toda a mobilidade que temos. Eles 
dividem-se em superiores e inferiores. 
 
Membros superiores 
 
Os membros superiores são formados pelos ombros, braços, cotovelo, ante braços, pulso 
e mãos. 
 
Membros inferiores 
 
Os membros inferiores são formados pela pelve, coxas, joelhos, pernas, tornozelos e pés. 
 
 
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IDENTIFICAÇÃO DE SINAIS VITAIS 
 
Os sinais vitais de uma pessoa são as medidas corporais básicas de um ser humano, 
medidos para saber o estado de saúde. Os quatro sinais principais são temperatura, 
frequência respiratória, frequência cardíaca e pressão arterial. Os sinais vitais são 
verificados sempre que um paciente chega a um hospital ou em casos de resgate. O 
profissional que habitualmente verifica os sinais vitais é o enfermeiro ou técnico em 
enfermagem. Saiba a seguir como verificar os sinais vitais em caso de necessidade. 
 
Verificando a temperatura 
Utilize um termômetro para medir a temperatura corporal. Há diversas opções no 
mercado, de vidro, digital, de ouvido, entre outros. O termômetro pode ser utilizado de 
forma oral, retal ou debaixo da axila. Limpe bem o aparelho com álcool antes de utilizá-lo 
e caso seu termômetro seja a pilha, certifique-se que a bateria não está fraca, pois poderá 
comprometer o resultado da aferição. Insira o instrumento no local adequado (boca, reto 
ou axila) e aguarde o tempo indicado para verificar a temperatura. Pessoas com mais de 
38º apresentam quadro febril e devem consultar com um profissional o quanto antes. A 
febre é indicativo do corpo de que algo não está funcionando perfeitamente e por isso 
precisa de atenção. 
 
Frequência cardíaca e respiratória 
Para avaliar manualmente a frequência cardíaca, coloque os dedos indicador e médio na 
artéria radial, que está localizada na parte interna do pulso, próxima ao polegar. Também 
é possível verificar na artéria carótida, localizada na lateral do pescoço. Cuidado para não 
apertar demais esses locais, pois assim você estará prejudicando a medição. Pressione 
apenas o suficiente para sentir o batimento. Você deve verificar os batimentos durante um 
 
 
11 
minuto ou por 30 segundos (nesse caso, multiplique por 2 o resultado). Um adulto 
saudável e em condições normais tem entre 60 e 80 batimentos cardíacos por minuto. 
Com essa informação, você consegue avaliar inicialmente o estado de saúde. 
Os valores considerados normais para a frequência respiratória são: 
 Mulher: – 18 a 20 mpm; 
 Homem: – 16 a 18 mpm; 
 Criança: – 20 a 25 mpm; 
 Lactantes: – 30 a 40 mpm. 
Valores consideráveis para a frequência cardíaca: 
 De 0 a 2 anos – entre 120 e 140 bpm; 
 Entre 8 e 17 anos – entre 80 e 100 bpm; 
 Adulto sedentário – entre 70 e 80 bpm; 
 Adultos praticantes de atividades físicas e idosos – entre 50 a 60 bpm. 
 
Pressão arterial 
A pressão arterial deve ser medida com aparelho específico para esse fim. Há máquinas 
automáticas e instrumentos manuais para realizar essa atividade. A leitura deve ser feita 
com a pessoa quieta e sem que ela tenha acabado de caminhar ou realizar algum tipo de 
atividade física, mesmo que mínima. É considerada normal uma leitura menor que 120/80 
(ou 12/8). Valores maiores que esses são classificados como hipertensão (pressão alta) e 
o paciente deve procurar um médico. A pressão arterial pode ser medida fora dessas 
condições em pacientes que estão sendo resgatados de situações de urgência ou 
emergência. 
 Pressão sistólica: 140x90mmHg; 
 
 
12 
 Pressão diastólica: 90x60mmHg. 
 
Os principais fatores que podem alterar os valores dos sinais vitais, são: 
 Idade; 
 Banhos; 
 Estresse; 
 Fator hormonal; 
 Sono e repouso; 
 Temperatura ambiental; 
 Uso de medicamentos; 
 Alimentação pesada; 
 Exercícios físicos. 
 
Nível de consciência 
Define-se consciência como um perfeito conhecimento de si próprio e do ambiente. 
Estados alterados de consciência são comuns na prática clínica e se tratam de 
emergência médica, visto que têm alta mortalidade, o que justifica diagnóstico e 
tratamento apropriados de maneira rápida. 
Coma é o oposto definido para consciência, situação em que o paciente não demonstra 
conhecimento de si próprio e do ambiente, caracterizado pela ausência ou extrema 
diminuição do alerta comportamental (nível de consciência), permanecendo não 
responsivo aos estímulos internos e externos e com os olhos fechados. 
Confusão mental é um termo impreciso e deve ser evitado, pois não fornece informação 
sobre o que de fato está ocorrendo. Desta forma, a situação clínica em que há 
agudamente um déficit global da atenção denomina-se delirium. 
 
 
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A avaliação mais objetiva da consciência é feita pela aplicação da Escala de Coma de 
Glasgow, que avalia três parâmetros de resposta: abertura ocular, melhor resposta verbal 
e melhor resposta motora. 
O estímulo sensitivo deve ser feito em leito ungueal, clavícula, músculo trapézio 
(considerar nesse caso estímulo dos dois lados). Deve ser considerada sempre a melhor 
resposta. A caracterização exata dos padrões motores é importante, sendo o padrão 
flexor ou decorticação caracterizado por flexão dos membros superiores e extensão dos 
inferiores, e o padrão extensor ou descerebração caracterizado por extensão dos 
membros superiores e inferiores. 
É uma escala útil na avaliação e no acompanhamento de rebaixamento agudo do nível de 
consciência. Resultado menor ou igual a 8 indica necessidade de intubação orotraqueal 
para manutenção de vias aéreas e prevenção de aspiração. Deve-se lembrar, no entanto, 
que a escala é simplificada e nem sempre é fidedigna na avaliação do paciente com 
rebaixamentode nível de consciência. Por exemplo, pacientes com lesão na área 
relacionada à linguagem podem apresentar um escore reduzido, porém sem 
acometimento importante do nível de consciência. 
Nos casos de delirium costuma-se encontrar ao exame um déficit de atenção secundário 
a uma encefalopatia difusa ou multifocal. Nesses casos normalmente não há sinais 
neurológicos focais, com a possível presença de tremores, mioclonias ou asterixis. Há 
transtorno de vigilância com distração, incoerência de pensamento e incapacidade de 
obedecer a ordens exatas, além de outros transtornos como ilusões e alucinações, 
desorientação, déficit de memória, perda da capacidade de julgamento, apatia ou 
agitação. 
 
 
 
14 
Etiologia e Fisiopatologia 
Podemos dividir a consciência em dois componentes. O conteúdo de consciência é a 
somatória das funções nervosas superiores e cognitivas do indivíduo, como atenção, 
memória e linguagem. Já o nível de consciência é relacionado com o grau de alerta do 
indivíduo. 
A estrutura anatômica encefálica responsável pela manutenção do nível de consciência é 
a formação reticular ativadora ascendente (FRAA), situada no tronco encefálico na porção 
posterior da transição pontomesencefálica. Desta estrutura partem fibras que se projetam 
para o córtex cerebral difusamente, ativando-o. Existe, portanto, lesão ou disfunção da 
FRAA quando há alteração do nível de consciência, que pode ser causada também por 
comprometimento de ambos os hemisférios cerebrais. Utilizando como divisor a tenda do 
cerebelo, podemos categorizar os diversos locais que levam a alterações da consciência 
e suas etiologias: 
 
 Encefalopatias focais infratentoriais: em torno de 15% dos casos – acometem 
diretamente a FRAA; 
 Encefalopatias focais supratentoriais: em torno de 20% dos casos – em geral têm 
de ser extensas para causar rebaixamento de nível de consciência, seja por 
compressão do hemisfério contralateral seja por compressão do tronco encefálico e 
da FRAA inferiormente; 
 Encefalopatias difusas e/ou multifocais: em torno de 65% dos casos. 
Na maior parte das vezes, as etiologias relacionadas nas encefalopatias difusas são 
condições clínicas, como infecções, transtornos metabólicos e intoxicações exógenas, 
enquanto nas encefalopatias focais supra ou infratentoriais as causas podem ser 
meningites, abscessos, metástases, tumores, acidente vascular cerebral, hemorragia 
subaracnoidea e hipertensão intracraniana. 
 
 
15 
Resposta Motora 
A via motora se estende do giro pré-central até a porção baixa do tronco (bulbo), onde 
decussa para o lado oposto para atingir a medula cervical. Pela extensão, é comumente 
afetada em lesões estruturais do sistema nervoso central (SNC). Por isso, a presença de 
sinais motores focais, geralmente assimétricos, sugere doença estrutural, com raras 
exceções. A avaliação do padrão motor deve se basear na observação da movimentação 
espontânea do paciente, pesquisando tônus e reflexos (como a pesquisa do sinal de 
Babinski) e verificando o padrão motor à estimulação dolorosa em leito ungueal, região 
supra-orbitária e esterno. Com isso caracterizamos alguns padrões motores localizatórios: 
 Hemiparesia com comprometimento facial: lesão acima da ponte contralateral; 
 Decorticação: lesão ou disfunção supratentorial; 
 Descerebração: lesão ou disfunção de tronco encefálico ou até diencéfalo; 
 Ausência de resposta: lesão periférica, pontina ou bulbar. 
 
Padrão Respiratório 
Embora sejam descritos padrões respiratórios sugestivos de lesão de SNC, como a 
respiração de Cheyne-Stokes (respiração periódica ou cíclica, alternando períodos de 
hiperpnéia com hipopnéia), o padrão respiratório tem pouca aplicabilidade clínica. Além 
de ser influenciado por inúmeros fatores clínicos como acidose e doenças pulmonares, 
quando alterado por motivo neurológico costuma ser acompanhado de rebaixamento 
importante do nível de consciência, o que geralmente motiva intubação orotraqueal e 
dificulta o acompanhamento. 
 
Fundo de Olho e Pupilas (Motricidade Ocular Intrínseca) 
O fundo de olho pode mostrar evidências de doenças clínicas (diabetes, hipertensão), 
 
 
16 
apontar para a presença de hipertensão intracraniana e demonstrar a presença de 
doenças oftalmológicas que possam sugerir a etiologia da alteração de consciência (por 
exemplo, retinite por citomegalovírus). É proscrita a utilização de midriáticos para melhor 
visualização do fundo de olho, pois isso prejudica a avaliação das pupilas. Dois sistemas 
controlam o diâmetro das pupilas: o sistema nervoso simpático e o parassimpático. 
 
Controle Pupilar pelo Sistema Nervoso Simpático 
O primeiro neurônio origina-se no hipotálamo (diencéfalo), dirige-se caudalmente 
passando por todo o tronco encefálico (mesencéfalo, ponte e bulbo) e avança pela 
medula cervical, fazendo a primeira sinapse da via na coluna intermédia lateral da medula 
cérvico-torácica. De lá parte o segundo neurônio, que forma o plexo simpático 
paravertebral e faz sinapse no gânglio cervical superior. O terceiro neurônio da via 
envolve a carótida, com a qual retorna para dentro do crânio e parte em direção à órbita 
com o primeiro ramo do nervo trigêmeo (oftálmico). Ao atingir o olho inerva musculatura 
radial da pupila, responsável pela midríase, dilatação pupilar. 
Lesão do sistema nervoso simpático em qualquer ponto desta via pode gerar a chamada 
síndrome de Claude Bernard-Horner, caracterizada por semiptose palpebral, miose e 
anidrose ipsilaterais à lesão. Contudo, a associação de lesão do sistema nervoso 
simpático com o parassimpático pode gerar outras alterações pupilares. 
 
Controle Pupilar pelo Sistema Nervoso Parassimpático 
Inicia-se no mesencéfalo, no núcleo de Edinger-Westphal, de onde sai às fibras que vão 
acompanhar o III nervo e que atingem o gânglio ciliar na órbita e deste a musculatura 
concêntrica da pupila, responsável pela miose, constrição pupilar. O sistema nervoso 
parassimpático funciona por meio de estímulos luminosos, compondo o reflexo fotomotor 
 
 
17 
abaixo descrito. 
O estímulo luminoso atinge a retina e as fibras do nervo e tracto óptico que seguem em 
direção ao mesencéfalo, onde fazem sinapse nos chamados núcleos pré-tectais, 
localizados na altura dos colículos superiores no tecto mesencefálico. Desses núcleos 
partem interneurônios que ipsi e contralateralmente vão fazer sinapse no núcleo 
parassimpático do nervo oculomotor, núcleo de Edinger-Westphal. O cruzamento da linha 
média realizado pelos axônios desses interneurônios para alcançar o núcleo de Edinger-
Westphal contralateral forma a comissura posterior, que é o substrato anatômico para 
termos reação pupilar de miose contralateral ao olho estimulado pela luz (reflexo 
fotomotor consensual). Do núcleo de Edinger-Westphal partem fibras que compõem o III 
nervo craniano junto com as fibras envolvidas na MOE. As fibras parassimpáticas atingem 
então os gânglios ciliares, de onde partem fibras em direção à pupila, promovendo a 
constrição ipsi e contralateral. 
Assim, o chamado reflexo fotomotor tem uma via aferente (II nervo craniano), uma 
integração (mesencefálica) e uma via eferente (III nervo craniano). A integridade desse 
reflexo denota integridade das estruturas anatômicas que o compõem. 
 
Alterações Pupilares mais Frequentes 
A região do mesencéfalo e tronco encefálico são as áreas que podem promover 
alterações pupilares. Na semiologia das pupilas observa-se o diâmetro das pupilas 
(medindo-o em milímetros), verifica-se sua simetria ou assimetria (iso e anisocoria), assim 
como os reflexos fotomotor direto e consensual. A seguir descrevemos as alterações 
pupilares mais importantes. 
Lesão ou disfunção diencefálica: indica disfunção simpática, portanto pupilas mióticas e 
fotorreagentes, pois o mesencéfalo está íntegro. 
Lesão ou disfunção mesencefálica: 
 Lesão posterior ou tectal compromete os colículos superiorese, com isso, perde-se 
 
 
18 
a aferência visual, gerando pupilas midriáticas e fixas; 
 Nas lesões pré-tectais, ocorre lesão parassimpática e simpática, gerando pupilas 
com disfunção simpática e parassimpática, médias e fixas; 
 Nas lesões mesencefálicas tegmentares ou anteriores ocorre compressão 
unilateral do nervo, gerando uma pupila uncal, midríase fixa unilateral. Esse 
diagnóstico afirma que existe uma lesão intracraniana com compressão de tronco 
encefálico, denominada hérnia transtentorial lateral e que se apresenta 
clinicamente com midríase contralateral à hemiparesia (logo, do mesmo lado da 
lesão encefálica). 
Esse sinal favorece o seu reconhecimento e deve ser interpretado a priori como uma 
evidência clínica de hipertensão intracraniana descompensada, independentemente da 
etiologia da lesão que a causou. 
Lesões pontinas: por ocorrer lesão simpática bilateral observaremos pupilas mióticas, 
fotorreagentes. Causas tóxico-metabólicas: muitas vezes causam alterações pupilares 
que, via de regra, são simétricas. Exemplos são intoxicação por atropina (dilatadas e sem 
reflexo fotomotor), opiáceos (muito mióticas, porém com reflexo fotomotor presente), 
barbitúricos (pupilas fixas) e encefalopatia anóxica (pupilas médio-fixas). 
Assim, dependendo do nível anatômico da lesão que está levando ao rebaixamento do 
nível de consciência, podemos encontrar diferentes tipos de pupilas. Nas encefalopatias 
difusas ou multifocais, as pupilas em geral são normais, salvo as causas tóxico-
metabólicas discriminadas acima. 
 
SISTEMA CARDIOVASCULAR 
 
O sistema cardiovascular humano é formado pelos vasos sanguíneos, uma rede de tubos 
que transporta sangue, e pelo coração, uma bomba muscular responsável por impulsionar 
o sangue para o corpo. Esses órgãos trabalham juntos para garantir que todas as células 
 
 
19 
do corpo recebam nutrientes e oxigênio. 
Os vasos sanguíneos são divididos em artérias, veias e capilares. De uma maneira geral, 
podemos dizer que veias são vasos responsáveis por levar o sangue do corpo para o 
coração, enquanto as artérias são responsáveis por transportar o sangue do coração para 
o corpo. Já os capilares são vasos de pequeno calibre que apresentam parede formada 
por uma única camada de célula, o que permite a troca de substância entre a corrente 
sanguínea e o líquido intersticial. 
As artérias apresentam paredes grossas formadas por três camadas de tecidos (túnicas). 
Paredes elásticas e fortes são essenciais para assegurar o transporte do sangue, que 
está sendo levado sob alta pressão. À medida que se afastam do coração, as artérias 
diminuem seu calibre, formando ramos mais finos que recebem o nome de arteríolas, que, 
por sua vez, ramificam-se em capilares. Esses últimos unem-se em vênulas, que se 
reúnem em vasos mais calibrosos chamados de veias. 
As veias também possuem três túnicas, porém são menos espessas que as artérias. 
Esses vasos apresentam valvas que se abrem no sentido do coração, impedindo, assim, 
que ocorra um refluxo. A pressão sanguínea nas veias é relativamente baixa. 
Anteriormente, muitos livros didáticos diferenciavam veias e artérias dizendo que as 
primeiras transportavam apenas sangue rico em gás carbônico e as últimas 
transportavam sangue rico em oxigênio. Eram utilizados, inclusive, os termos sangue 
arterial e sangue venoso para diferenciar o sangue com grande quantidade de oxigênio e 
aquele com maior quantidade de gás carbônico. 
Entretanto, essa definição de veias e artérias caiu em desuso, assim como os termos 
sangue arterial e venoso. O problema dessa definição é que as veias pulmonares 
transportam sangue rico em oxigênio e as artérias pulmonares levam sangue pobre em 
oxigênio. 
 
Observe as principais diferenças entre veias e artérias: espessura e presença de 
valvas 
O coração é um órgão musculoso responsável por impulsionar o sangue pelo corpo. Ele é 
 
 
20 
encontrado entre os dois pulmões e sobre o diafragma, com aproximadamente dois terços 
de sua massa mais alinhados à esquerda. Esse órgão é revestido por um tecido muscular 
cardíaco chamado de miocárdio e, internamente, é dividido em quatro câmaras: dois 
átrios e dois ventrículos. 
As duas cavidades superiores são chamadas de átrios, enquanto as duas inferiores são 
chamadas de ventrículos. Quando comparadas com os ventrículos, as paredes dos átrios 
são relativamente mais finas. Isso ocorre porque os ventrículos bombeiam sangue para 
todo o corpo, enquanto os átrios bombeiam sangue somente para os ventrículos. 
Podemos dizer que os átrios funcionam como câmaras que recebem sangue do corpo, 
enquanto os ventrículos funcionam bombeando o sangue para o corpo. 
 
 
Representação esquemática da estrutura interna do coração 
Cada átrio comunica-se com um ventrículo. O átrio esquerdo comunica-se com o 
ventrículo esquerdo através da valva atrioventricular esquerda, também chamada de 
valva bicúspide ou valva mitral. Já o átrio direito comunica-se com o ventrículo direito 
pela valva atrioventricular direita, também chamada de tricúspide. Essas valvas 
asseguram o fluxo unidirecional do sangue. 
Existem ainda as valvas semilunares que estão localizadas entre os ventrículos e a artéria 
pulmonar e entre o ventrículo e a aorta. Essas valvas recebem o nome de pulmonar e 
aórtica, respectivamente. 
 
Os principais componentes do sistema cardiovascular são: 
Coração 
O coração é o principal órgão do sistema cardiovascular e é caracterizado por um 
 
 
21 
músculo oco, localizado no centro do tórax, que funciona como uma bomba. 
Ele é dividido em quatro câmaras: 
Dois átrios: por onde o sangue chega no coração vindo do pulmão através do átrio 
esquerdo ou vindo do corpo através do átrio direito; 
Dois ventrículos: é a partir daí que o sangue vai para o pulmão ou para o resto do corpo. 
O lado direito do coração recebe o sangue rico em gás carbônico, também conhecido 
como sangue venoso, e o leva para os pulmões, onde recebe oxigênio. Dos pulmões, o 
sangue segue para o átrio esquerdo e desse, para o ventrículo esquerdo, de onde sai a 
artéria aorta, que leva o sangue rico em oxigênio e nutrientes para todo corpo. 
 
Artérias e veias 
Para circular por todo o corpo, o sangue flui dentro de vasos sanguíneos, que podem ser 
classificados como: 
 Artérias: são fortes e flexíveis, pois precisam transportar o sangue do coração e 
suportar pressões sanguíneas elevadas. Sua elasticidade ajuda na manutenção da 
pressão arterial durantes os batimentos cardíacos; 
 Artérias menores e arteríolas: possuem paredes musculares que ajustam seu 
diâmetro a fim de aumentar ou diminuir o fluxo sanguíneo em uma determinada 
área; 
 Capilares: são vasos sanguíneos pequenos e de paredes extremamente finas, que 
atuam como pontes entre artérias. Estes permitem que o oxigênio e os nutrientes 
passem do sangue para os tecidos e que os resíduos metabólicos passem dos 
tecidos para o sangue; 
 Veias: transportam o sangue de volta para o coração e geralmente não estão 
sujeitas a grandes pressões, não precisando ser tão flexíveis como as artérias. 
 
 
22 
Todo o funcionamento do sistema cardiovascular está baseado no batimento do coração, 
onde os átrios e ventrículos do coração relaxam e se contraem formando um ciclo que 
garantirá toda a circulação do organismo. 
 
Como funciona o sistema cardiovascular 
O sistema cardiovascular pode ser dividido em duas partes principais: a circulação 
pulmonar (pequena circulação), que leva o sangue do coração aos pulmões e dos 
pulmões de volta ao coração; e a circulação sistêmica (grande circulação), que leva o 
sangue do coração para todos os tecidos do organismo através da artéria aorta. 
 
A fisiologia do sistema cardiovascular é composta por diversas etapas, que 
incluem: 
 O sangue vindo do corpo, pobre em oxigênio e rico em gás carbônico flui através 
das veias cavas até o átrio direito do coração; 
Ao encher, o átrio direito envia o sangue até o ventrículo direito; 
 Quando o ventrículo direito fica cheio, ele bombeia o sangue através da válvula 
pulmonar até as artérias pulmonares, que vão suprir os pulmões; 
 O sangue flui para os capilares nos pulmões, absorvendo o oxigênio e eliminando 
gás carbônico; 
 O sangue rico em oxigênio flui através das veias pulmonares até o átrio esquerdo 
no coração; 
 Ao encher, o átrio esquerdo envia o sangue rico em oxigênio até o ventrículo 
esquerdo; 
 Quando o ventrículo esquerdo fica cheio, ele bombeia o sangue através da válvula 
aórtica e pela aorta, levando o sangue rico em oxigênio para todo o corpo. 
Por fim, o sangue que irrigou os vários órgãos e tecido do corpo, perde sua concentração 
de oxigênio e volta ao coração, dando início a todo o processo novamente. 
 
 
23 
 
Possíveis doenças que podem surgir 
Existem diversas doenças que podem afetar o sistema cardiovascular. As mais comuns 
incluem: 
 Infarto: dor intensa no peito causada pela falta de sangue no coração, que pode 
levar a morte. Conheça os principais sintomas do infarto. 
 Arritmia cardíaca: é caracterizada por batimentos cardíacos irregulares, que podem 
provocar palpitações e falta de ar. Conheça as causas deste problema e como 
identificar. 
 Insuficiência cardíaca: surge quando o coração não consegue bombear sangue 
suficiente para satisfazer as necessidades do organismo, provocando falta de ar e 
inchaço nos tornozelos; 
 Doença cardíaca congênita: são malformações cardíacas que estão presentes à 
nascença, como um sopro no coração; 
 Miocardiopatia: é uma doença que afeta a contração do músculo do coração; 
 Valvulopatia: são um conjunto de doenças que afetam alguma das 4 válvulas que 
controlam o fluxo sanguíneo no coração. 
Acidente vascular cerebral (AVC): é causado por entupimento ou rompimento dos vasos 
sanguíneos no cérebro. Além disso, o AVC pode ter como consequência à perda de 
movimentos, problemas na fala e visão. 
As doenças do sistema cardiovascular, especialmente as doenças coronarianas e 
acidentes vasculares cerebrais, são as principais causas de morte em todo o mundo. Os 
avanços na medicina têm ajudado a reduzir esses números, porém o melhor tratamento 
continua sendo a prevenção. 
 
 
24 
SISTEMA DIGESTÓRIO 
 
O sistema digestório é o sistema do corpo humano responsável por garantir o 
processamento do alimento que ingerimos, promovendo a absorção dos nutrientes nele 
contidos e a eliminação do material que não será utilizado pelo corpo. Esse 
processamento é garantido graças à ação dos vários órgãos que compõem o canal 
alimentar, bem como pela presença de glândulas acessórias, que sintetizam substâncias 
que são essenciais no processo de digestão. 
Os órgãos que compõem o sistema digestório são a boca, a faringe, o esôfago, o 
estômago, o intestino delgado, o intestino grosso e o ânus. Já as glândulas acessórias 
desse sistema são as glândulas salivares, o pâncreas e o fígado. 
Órgãos do sistema digestório 
Os órgãos do sistema digestório são responsáveis por garantir a ingestão do alimento, 
sua digestão, absorção dos nutrientes e a eliminação do que não é necessário para o 
corpo. A seguir conheceremos melhor cada componente do sistema digestório, bem como 
seu papel no processo de digestão. 
 
Boca 
A boca é o local onde a digestão começa. Nossos dentes promovem a digestão 
mecânica, garantindo que o alimento seja rasgado, amassado e triturado. Além da 
atuação dos dentes, o alimento na boca sofre a ação da saliva, a qual é secretada pelas 
glândulas salivares. A saliva contém a enzima amilase, também conhecida por ptialina, 
 
 
25 
que promove o início da digestão dos carboidratos. 
A língua também é importante nessa etapa, garantindo que o alimento se misture à saliva 
e forme o chamado bolo alimentar. É a língua também que ajuda na deglutição do bolo 
alimentar, empurrando-o em direção à faringe. 
 
Faringe 
Esse órgão é comum ao sistema digestório e respiratório, abrindo-se em direção à 
traqueia e ao esôfago. O bolo alimentar segue da faringe para o esôfago. 
 
Esôfago 
É o órgão tubular e musculoso que conecta a faringe com o estômago. O bolo alimentar 
atinge o estômago graças às contrações do músculo liso que forma o esôfago. Essas 
contrações são chamadas de contrações peristálticas. 
 
Estômago 
 
No estômago, o bolo alimentar transforma-se em quimo após ser misturado com o suco 
gástrico. O estômago é o órgão dilatado do sistema digestório e está localizado logo 
abaixo do diafragma. Nesse órgão, o bolo alimentar sofre a ação do suco digestivo, 
chamado suco gástrico, que é a ele misturado graças à atividade muscular do órgão. 
Nesse momento, o bolo alimentar passa a ser chamado de quimo. 
O suco gástrico apresenta entre seus componentes a pepsina, que atua na digestão de 
proteínas, e o ácido clorídrico, que torna o pH do estômago baixo e promove a ativação 
da pepsina. Geralmente, o ácido clorídrico e a pepsina não causam irritação na parede do 
estômago, pois esta apresenta um muco que a reveste. Além disso, há a renovação 
 
 
26 
constante das células que revestem o interior do estômago. 
 
Intestino delgado 
Trata-se da porção mais longa do sistema digestório, apresentando cerca de 6 m de 
comprimento. Possui três segmentos: o duodeno, o jejuno e o íleo. Nessa porção do 
sistema digestório, a digestão é finalizada e há absorção de nutrientes. O órgão é 
responsável pela maior parte do processo de digestão. 
Na primeira porção, chamada de duodeno, o quimo, vindo do estômago, sofre a ação das 
secreções pancreáticas (suco pancreático), da bile e de secreções produzidas pelo 
próprio intestino delgado (suco entérico ou intestinal). A secreção pancreática, rica em 
bicarbonato, ajuda a neutralizar a acidez do quimo. Além disso, apresenta enzimas 
diversas, como a tripsina e a quimiotripsina, que atuam nas proteínas. 
A bile, produzida pelo fígado e armazenada na vesícula biliar, atua como emulsificante, 
facilitando a digestão dos lipídios. Já a secreção produzida pelo intestino delgado é rica 
em enzimas, como a aminopeptidase (atua nos aminoácidos), nucleosidases e fosfatases 
(agem nos nucleotídeos). 
O jejuno e íleo, as porções seguintes do intestino delgado, atuam, principalmente, na 
absorção de nutrientes, graças à presença de vilosidades e microvilosidades. As 
vilosidades são dobras no revestimento do intestino, enquanto as microvilosidades são 
projeções nas células epiteliais da vilosidade. 
 
As vilosidades e microvilosidades aumentam a superfície de absorção do intestino 
delgado. 
 
Intestino grosso 
Com cerca de 1,5 m de comprimento, esse órgão é responsável pela absorção de água e 
 
 
27 
formação da massa fecal. Além disso, divide-se em ceco, cólon e reto. No ceco, observa-
se uma projeção chamada de apêndice, bastante conhecida por sua inflamação 
(apendicite). O reto termina em um estreito canal – chamado de canal anal –, o qual se 
abre para o exterior no ânus, por onde as fezes são eliminadas. 
 
Glândulas acessórias do sistema digestório 
As glândulas acessórias do sistema digestório liberam secreções que participam do 
processo de digestão. São elas: 
 Glândulas salivares: responsáveis pela produção da saliva, uma substância rica 
em água, mas que também apresenta outros componentes, como enzimas e 
glicoproteínas. A saliva ajuda a lubrificar o bolo alimentar e também possui ação 
antibacteriana. 
 Pâncreas: glândula mista, ou seja, possui funções endócrinas e exócrinas. Sua 
porção exócrina é responsável pela produção do suco pancreático, que apresenta 
uma série de enzimas que atuam na digestão, além de bicarbonato, que neutraliza 
a acidez do quimo. A porção endócrina do pâncreas é responsável pela produção 
dos hormônios insulina e glucagon. 
 Fígado: segundo maior órgão do corpo humano, perdendo apenas para a pele. 
Atua em diversas funçõesno organismo, porém, na digestão, seu papel é garantir 
a produção da bile, uma substância que é armazenada na vesícula biliar e, 
posteriormente, é lançada no duodeno. A bile atua na emulsificação de gorduras, 
funcionando como uma espécie de detergente, facilitando a ação das enzimas 
responsáveis pela quebra de gordura. 
SISTEMA ESQUELÉTICO 
 
O sistema esquelético é constituído de ossos e cartilagens, além dos ligamentos e 
tendões. O esqueleto é responsável por sustentar e dar forma ao corpo. Ele também 
 
 
28 
protege os órgãos internos e atua em conjunto com os sistemas muscular e articular para 
permitir o movimento. Outras funções são a produção de células sanguíneas na medula 
óssea e armazenamento de sais minerais, como o cálcio. O osso é uma estrutura viva, 
muito resistente e dinâmica, pois tem a capacidade de se regenerar quando sofre uma 
fratura. 
 
Estrutura dos Ossos 
 
A estrutura óssea é constituída de diversos tipos de tecido conjuntivo (denso, ósseo, 
adiposo, cartilaginoso e sanguíneo), além do tecido nervoso. 
Os ossos longos são formados por diversas camadas, veja no quadro abaixo: 
Camada 
do osso 
Descrição 
Periósteo 
É a mais externa, sendo uma membrana fina e fibrosa (tecido conjuntivo 
denso) que envolve o osso, exceto nas regiões de articulação (epífises). É 
no periósteo que se inserem os músculos e tendões. 
Osso 
compacto 
O tecido ósseo compacto é composto de cálcio, fósforo e fibras de 
colágeno que lhe dão resistência. É a parte mais rígida do osso, formada 
por pequenos canais que circulam nervos e vasos. Entre estes canais 
estão espaços onde se encontram os osteócitos. 
 
 
29 
Camada 
do osso 
Descrição 
Osso 
esponjoso 
O tecido ósseo esponjoso é uma camada menos densa. Em alguns ossos 
apenas essa estrutura está presente e pode conter medula óssea. 
Canal 
medular 
É a cavidade onde se encontra a medula óssea, geralmente presente nos 
ossos longos. 
Medula 
óssea 
A medula vermelha (tecido sanguíneo) produz células sanguíneas, mas 
em alguns ossos deixa de existir e há somente medula amarela (tecido 
adiposo) que armazena gordura. 
 
Divisão do esqueleto 
 
O esqueleto humano é composto por 206 ossos com diferentes tamanhos e formas. Eles 
podem ser longos, curtos, planos, suturais, sesamoides ou irregulares. 
Cada um deles apresenta suas funções próprias e para isso, o esqueleto é dividido em 
axial e apendicular. 
 
Esqueleto Axial 
Os ossos do esqueleto axial estão na parte central do corpo, ou próximo da linha média, 
que é o eixo vertical do corpo. 
Os ossos que compõem essa parte do esqueleto são: 
 A cabeça (crânio e ossos da face) 
 
 
30 
 A coluna vertebral e as vértebras 
 O tórax (costelas e esterno) 
 O osso hioide 
 
Crânio e Ossos da Face 
 
Os ossos do crânio têm a função de proteger o cérebro. A cabeça é formada por 22 
ossos (14 da face e 8 da caixa craniana); e há ainda 6 ossos que compõem o ouvido 
interno. O crânio é extremamente resistente, seus ossos são intimamente ligados e sem 
movimentos. Ele é responsável por proteger o cérebro, além de possuir os órgãos do 
sentido. 
 
Coluna Vertebral 
 
 
 
31 
A coluna vertebral é constituída por diversas vértebras. A coluna é formada por vértebras 
que são ligadas entre si por articulações, o que torna a coluna bem flexível. Possui 
curvaturas que ajudam a equilibrar o corpo e amortecem os choques durante os 
movimentos. 
Ela é constituída por 24 vértebras independentes e 9 que estão fundidas. Veja no quadro 
abaixo como elas estão agrupadas: 
Vértebras Características 
Cervicais 
São 7 as vértebras do pescoço, sendo que a primeira (atlas) e a 
segunda (áxis) favorecem os movimentos do crânio. 
Torácicas ou 
dorsais 
São 12 e articulam-se com as costelas. 
Lombares Essas 5 vértebras são as maiores e as que suportam mais peso. 
Sacro 
Essas 5 vértebras são chamadas sacrais, são separadas no 
nascimento e fundem-se mais tarde formando um só osso. É um 
importante ponto de apoio para a cintura pélvica. 
Cóccix 
São 4 pequenas vértebras coccígeas que, como as sacrais, se tornam 
unidas em um osso único no início da idade adulta. 
 
 
Tórax 
 
O tórax possui flexibilidade que ajuda no processo de respiração. O tórax é constituído 
por 12 pares de costelas ligadas umas às outras pelos músculos intercostais. São ossos 
chatos e encurvados que se movimentam durante a respiração. As costelas são ligadas 
 
 
32 
às vértebras torácicas na sua parte posterior. 
Anteriormente, os sete primeiros pares de costelas (chamadas verdadeiras) ligam-se ao 
esterno, os três seguintes (falsas) ligam-se entre si, e os dois últimos pares (flutuantes) 
não se ligam a nenhum osso. O esterno é um osso plano que se liga às costelas por meio 
de cartilagem. 
 
Osso hioide 
 
O osso hioide possui forma de U e atua como ponto de apoio para os músculos da língua 
e do pescoço. 
 
Esqueleto Apendicular 
O esqueleto apendicular inclui os "apêndices" do corpo. Eles correspondem aos ossos 
dos membros superiores e inferiores. Além disso, o esqueleto apendicular possui os 
ossos que os ligam ao esqueleto axial, as chamadas cinturas escapular e pélvica, além 
de ligamentos, juntas e articulações. 
 
Cintura Escapular 
 
 
 
33 
A cintura escapular é formada pelas clavículas e escápulas. A clavícula é longa e estreita, 
se articula com o esterno e na outra extremidade com a escápula, que é um osso chato e 
triangular articulado com o úmero (articulação do ombro). 
 
Membros Superiores 
 
O úmero é o osso mais longo do braço. Os membros superiores correspondem aos 
braços, onde se tem o úmero, que é o osso mais longo do braço. Ele se articula com o 
rádio, que é o mais curto e lateral, e também com a ulna, osso chato e bem fino. 
Os ossos da mão são 27, divididos em carpos (8), metacarpos (5) e falanges (14). 
Cintura Pélvica 
A cintura pélvica é diferente nas mulheres e nos homens. A cintura pélvica é formada 
pelos ossos do quadril, os ossos ilíacos (constituído pelo ílio, ísquio e púbis fundidos) e 
são firmemente ligados ao sacro. 
 
 
34 
A união dos ossos ilíacos, do sacro e do cóccix formam a pelve, que nas mulheres é mais 
larga, menos profunda e com a cavidade maior. É essa formação que permite a abertura 
da pélvis no momento do parto para a passagem do bebê. 
 
Membros Inferiores 
 
Os ossos dos membros inferiores são responsáveis pela sustentação do corpo e 
movimentação. Para isso, eles têm de suportar o peso e manter o equilíbrio. 
Veja no quadro abaixo as características dos ossos dos membros inferiores: 
Ossos do membro 
inferior 
Características 
Fêmur 
É o osso mais longo do corpo. Tem a cabeça arrendondada 
para encaixar na pelve. 
Patela É um osso sesamoide, articulado com o fêmur. 
Tíbia Suporta quase todo o peso na parte inferior do corpo. 
Fíbula É um osso mais fraco, ligado com a tíbia ajuda a mover o pé. 
Ossos do pé 
Os pés têm 26 ossos divididos em: tarsos (7), metatarsos (5) e 
falanges (14). 
 
 
 
 
 
 
 
35 
Ossificação e Remodelação Óssea 
Estágios da ossificação 
O processo de formação óssea se inicia por volta das primeiras 6 semanas de vida e 
termina no início da vida adulta. No entanto, o osso sofre continuamente um processo de 
remodelação, onde parte do tecido existente é reabsorvido e novo tecido é formado. 
No embrião, o esqueleto é basicamente formado de cartilagem, mas essa matriz 
cartilaginosa vai sendo calcificada e as células cartilaginosas morrem. 
As células jovens, denominadas osteoblastos, agem produzindo colágeno e na 
mineralização da matriz óssea, são formadas no tecido conjuntivo e ocupam a matriz 
cartilaginosa. No entanto, nesse processo são produzidas lacunas e pequenos canais que 
aprisionam os osteoblastos na matriz óssea. Essa ação transforma os osteoblastos em 
osteócitos, que são essas células presentes no osso já formado. 
Outro tipo de células ósseas, ososteoclastos, são responsáveis por absorver o tecido 
ósseo formado. Os osteoclastos agem na porção central da matriz óssea e formam o 
canal o medular. 
 
Fraturas 
Em situações em que os ossos são submetidos à pressão maior do que a sua resistência, 
eles podem se romper. 
As fraturas podem acontecer também por estresse, quando pequenas pressões atuam 
repetidamente no local. Outra situação que pode causar fraturas é por doença, como é o 
caso da osteoporose, condição em que o osso sofre desmineralização perdendo cálcio 
para o sangue. Na superfície do local em que ocorreu a fratura é formado um coágulo de 
sangue, morrem células e a matriz óssea é destruída. 
 
 
36 
Uma intensa vascularização toma conta do local e há proliferação de células precursoras 
das células ósseas originando um tecido reparador, nessa região é formado um calo 
ósseo. Dependendo do tratamento e das atividades realizadas pela pessoa, com o passar 
do tempo, o calo será substituído pelo osso esponjoso e, mais tarde pelo osso compacto, 
reconstituindo o tecido como era antes. 
 
SISTEMA GENITURINÁRIO 
 
O Sistema Urinário ou Aparelho Urinário é responsável pela produção e eliminação da 
urina, possui a função de filtrar as "impurezas" do sangue que circula no organismo. 
O Sistema Urinário é composto por dois rins e pelas vias urinárias, formada por dois 
ureteres, a bexiga urinária e a uretra. 
 
Rins 
Os rins são órgãos que se situam na parte posterior da cavidade abdominal, localizados 
um em cada lado da coluna vertebral. São de cor vermelho, escuro e têm o formato 
semelhante ao de um grão de feijão e do tamanho aproximado de uma mão fechada. 
Os rins se ligam ao sistema circulatório através da artéria renal e da veia renal, e com as 
vias urinárias pelos ureteres. As artérias renais são ramificações muito finas que formam 
pequenos emaranhados chamados glomérulos. Cada glomérulo é envolvido por uma 
estrutura arredondada, chamada cápsula glomerular ou cápsula de Bowman. 
 
 
37 
 
Por conseguinte, a unidade básica de filtragem do sangue é chamada néfron, que é 
formada pelos glomérulos, pela cápsula glomerular e pelo túbulo renal. 
Forçado pela pressão sanguínea, parte do plasma (água e partículas pequenas nela 
dissolvidas, como sais minerais, ureia, ácido úrico, glicose) sai dos capilares que formam 
os glomérulos e cai na cápsula glomerular. Em seguida passa para o túbulo renal. 
Substâncias úteis como água, glicose e sais minerais, contidas nesse líquido, atravessam 
a parede do túbulo renal e retornam à circulação sanguínea. Assim, o que resta nos 
túbulos é uma pequena quantidade de água e resíduos, como a ureia, ácido úrico e 
amônia: é a urina, que segue para as vias urinárias. Observe no esquema a seguir as 
fases de formação da urina dentro no néfron. 
 
 
Vias Urinárias 
As vias urinárias são formadas por bexiga, ureteres e uretra. 
 
Bexiga Urinária 
Órgão muscular elástico, uma espécie de bolsa, que está situada na parte inferior do 
https://www.todamateria.com.br/nefron/
 
 
38 
abdome com a função de acumular a urina que chega dos ureteres. Portanto, a bexiga 
recebe e armazena temporariamente a urina e quando o volume chega a mais ou menos 
300 ml, os sensores nervosos da parede da bexiga enviam mensagens ao sistema 
nervoso, fazendo com que tenhamos vontade de urinar. 
Na parte inferior da bexiga, encontra-se um esfíncter - músculo circular que fecha a uretra 
e controla a micção. Quando a bexiga está cheia o esfíncter se contrai, empurrando a 
urina em direção a uretra, de onde então é lançada para fora do corpo. A capacidade 
máxima de urina na bexiga é de aproximadamente 1 litro. 
 
Ureteres 
São dois tubos de aproximadamente 20 cm de comprimento cada, que conduz a urina dos 
rins para a bexiga. 
 
Uretra 
Tubo muscular, que conduz a urina da bexiga para fora do corpo. A uretra feminina mede 
cerca de 5 cm de comprimento e transporta somente a urina. A uretra masculina mede 
cerca de 20 cm e transporta a urina para fora do corpo, e também o esperma. 
 
Sistema Urinário Masculino 
 
O sistema urinário masculino difere do feminino na medida em que a uretra, canal que 
conduz a urina da bexiga para o exterior, também é utilizado para liberação do esperma 
no ato da ejaculação. Dividida em três partes: prostática, cavernosa e membranosa, a 
uretra masculina mede aproximadamente 20 cm e estende-se do orifício uretral interno na 
 
 
39 
bexiga urinária até o orifício uretral externa na extremidade do pênis. 
 
Sistema Urinário Feminino 
 
Anatomia feminina mostrando órgãos do sistema urinário e reprodutivo. 
O canal da uretra no sistema urinário feminino, que estende-se da bexiga ao orifício 
externo no vestíbulo, é bem menor que o masculino, medindo aproximadamente 5 cm. 
Essa característica da anatomia feminina, canal da uretra curto, facilita a ocorrência de 
infecções urinárias nas mulheres. 
 
Doenças do Sistema Urinário 
Muitas doenças estão associadas ao sistema urinário seja nos rins ou nas vias urinárias 
(ureteres, bexiga e uretra). 
 
Doenças Renais 
Nefrite 
A nefrite é uma infecção dos néfrons, resultado de diversos fatores, por exemplo, a 
superdosagem de medicamentos e a presença no organismo de algumas substâncias 
tóxicas, como o mercúrio, o que pode lesar ou destruir os néfrons, causando dores, 
redução da produção da urina, aparência turva da urina e o aumento da pressão. 
 
Hipertensão Arterial e Problemas Renais 
Quando os rins não funcionam de modo eficiente, os sais e a água em excesso se 
acumulam no sangue, provocando aumento da pressão arterial. O processo de filtragem 
renal nas pessoas hipertensas é deficiente, o que pode resultar no desenvolvimento de 
 
 
40 
doenças renais. 
 
Infecções Bacterianas 
Em especial a bactéria Escherichia coli, que pode penetrar no sistema urinário por meio 
da uretra causando infecção bacteriana. 
 
Doenças nas Vias Urinárias 
Cálculos Renais 
 
 
Popularmente conhecido como "pedra nos rins", os cálculos renais podem se alojar nos 
rins, nos ureteres ou na bexiga. São formados na medida em que ocorre alta 
concentração de cálcio ou de outros tipos de sal contidos nos líquidos do organismo (no 
caso a urina). 
 
Cistite 
A Cistite é uma infecção ou inflamação na bexiga urinária. O doente sente ardor na uretra 
no ato de urinar e por não conseguir reter a urina, libera em pouca quantidade. 
 
Uretrite 
A Uretrite é uma infecção na uretra desenvolvida por bactérias que ocorre normalmente 
junto com a cistite. 
 
 
41 
SISTEMA MUSCULAR 
 
O sistema muscular é o sistema formado pelo conjunto dos músculos do nosso corpo. 
Eles correspondem a cerca de 50% do peso total do nosso organismo, e a contração 
dessas estruturas é responsável por diversas funções, dentre as quais podemos destacar 
a movimentação. 
 
Funções dos músculos 
O sistema muscular atua na movimentação do nosso corpo. 
O nosso corpo é uma máquina complexa que apresenta diversos sistemas integrados 
trabalhando juntos para garantir a nossa sobrevivência. Dentre esses sistemas, destaca-
se o muscular, que está relacionado com funções importantes do corpo. Confira algumas 
de suas principais funções: 
 Garantem a movimentação do corpo. 
 Promovem a estabilização das posições corporais. 
 São responsáveis pela movimentação do sangue pelo organismo, dos alimentos 
pelo sistema digestório e da urina pelo sistema urinário. 
 Garantem a realização dos movimentos respiratórios. 
 
Tipos de músculos 
O corpo humano é formado por três tipos musculares diferentes: o estriado esquelético, o 
estriado cardíaco e o não estriado. Os músculos estriados esqueléticos estão 
normalmente associados ao sistema esquelético e possuem apenas movimentação 
 
 
42 
voluntária, ou seja, sua contração é consciente. O termo estriado está associado ao fato 
de que esses músculos apresentam bandas claras e escuras, que se dispõemde maneira 
alternada quando observadas em microscopia óptica. 
Os músculos estriados cardíacos, como o próprio nome indica, são exclusivos do 
coração. Eles possuem aparência estriada, como o esquelético, mas apresentam 
contrações involuntárias e vigorosas. Os músculos não estriados, por sua vez, 
apresentam contração involuntária e lenta e são encontrados no sistema digestório e 
respiratório, bem como em algumas estruturas ocas, como a bexiga urinária e o intestino 
delgado. Uma de suas características mais marcantes é a ausência de estriações, o que é 
observado nos outros tipos musculares. 
 
 Contração dos músculos esqueléticos 
O corpo humano possui mais de 600 músculos esqueléticos, que apresentam contração 
voluntária. Esses músculos são formados por células alongadas e multinucleadas, as 
quais são chamadas também de fibras musculares. Uma das características marcantes 
desse tipo de tecido muscular é a presença de estriações transversais. As fibras 
musculares possuem filamentos de miosina e actina, que são proteínas com capacidade 
de contração. A actina e algumas outras proteínas que estão associadas formam os 
chamados filamentos finos. Já a miosina forma os filamentos espessos. Os filamentos 
finos e espessos alternam-se, formando bandas claras e escuras. 
 
 
43 
 
Observe a estrutura de um sarcômero. 
As bandas claras são formadas por filamentos finos e recebem a denominação de bandas 
I. São chamadas assim porque são isotrópicas ao microscópio de polarização. As bandas 
escuras são chamadas de bandas A, pois são anisotrópicas ao microscópio de 
polarização e caracterizam-se pela presença de filamentos finos e também espessos. 
No centro da banda I há uma linha escura, denominada linha Z. Ela delimita 
o sarcômero, o qual é formado por duas metades de bandas I e uma banda A central. No 
centro da banda A, temos a banda H, uma região mais clara em que somente filamentos 
de miosina são encontrados. 
Na contração muscular ocorre o encurtamento dos sarcômeros e, consequentemente, de 
toda a fibra. Durante a contração, observa-se uma sobreposição dos filamentos de actina 
aos de miosina, o que deixa as bandas I e H mais estreitas. 
 
Principais músculos esqueléticos 
Existem centenas de músculos esqueléticos no nosso corpo, cada um exercendo uma 
determinada função. Esses músculos podem ser colocados em grandes grupos, estes 
são: 
 Músculos da face e do couro cabeludo: exemplos: orbicular do olho e elevador do 
lábio superior. 
 Músculos da mastigação: exemplos: masseter e pterigóideo medial. 
 Músculos da parede abdominal: exemplos: oblíquo interno e transverso do 
abdome. 
 Músculos que movem a cabeça e o ombro: exemplos: trapézio e elevador da 
escápula. 
 
 
44 
 Músculos que movem a coluna vertebral: exemplos: longo do tórax e longo do 
pescoço. 
 Músculos que movem a língua: exemplos: genioglosso e hioglosso. 
 Músculos que movem as articulações do quadril e joelho: exemplos: glúteo máximo 
e abdutor longo. 
 Músculos que movem o antebraço: exemplos: tríceps e bíceps. 
 Músculos que movem o pé e os dedos do pé: exemplos: flexor longo dos dedos e 
abdutor do hálux. 
 Músculos que movem o polegar: exemplos: extensor longo do polegar e extensor 
curto do polegar. 
 Músculos que movem o punho: exemplos: flexor radial do carpo e extensor radial 
curto do carpo. 
 Músculos que movem o úmero: exemplos: deltóide e supraespinhal. 
 Músculos que movem os dedos: exemplos: flexor profundo dos dedos e extensor 
do indicador. 
 Músculos respiratórios: exemplos: diafragma e intercostais externos. 
 Músculos supra e infra-hioides do pescoço: exemplos: miloioideo e genioioideo. 
 
Classificação dos músculos esqueléticos 
Quando estudamos o sistema muscular, vemos a classificação dos músculos esqueléticos 
que formam nosso corpo. Isso se deve ao fato de que os músculos não estriados fazem 
parte dos órgãos e normalmente não recebem denominação própria, assim como o 
músculo estriado cardíaco, que está presente no coração. 
 
 
45 
Existem mais de 600 músculos esqueléticos no nosso corpo, o que representa cerca de 
50% de toda nossa massa corpórea. Eles são classificados com base em diversos 
critérios, tais como a sua origem e inserção, ação, função, forma e arranjo das fibras, e 
número de cabeças. 
 
Entende-se por origem o local em que o músculo está mais fixado e que funciona como a 
base para a sua ação. Já a inserção é o ponto móvel no qual é possível observar o efeito 
do movimento. O glúteo mínimo, por exemplo, é um músculo responsável pela abdução 
da coxa e tem sua origem na superfície lateral do íleo. Sua inserção é na superfície 
anterior do fêmur, mais precisamente na região do trocanter maior (proeminência 
localizada na borda superior do fêmur). 
Quando os músculos são classificados de acordo com a sua ação, são denominados de 
extensores, flexores, adutores, abdutores, rotadores, supinadores e pronadores. Veja a 
função de cada um: 
 Extensores: estiram um membro; 
 Flexores: são responsáveis pela flexão; 
 Adutores: levam um membro em direção à linha mediana do corpo; 
 Abdutores: movem o membro para fora dessa linha; 
 Rotadores: giram os membros; 
 Supinadores: viram a palma da mão para cima; 
 Pronadores: colocam a palma da mão para baixo. 
Observando-se a função, os músculos podem ser classificados em agonistas, 
antagonistas e sinergistas. Os músculos agonistas são responsáveis diretamente pelo 
movimento desejado, sendo os principais agentes na execução de um movimento; os 
antagonistas são músculos que oferecem resistência à ação do músculo agonista; e os 
sinergistas são músculos que auxiliam os antagonistas, garantindo que não ocorra 
 
 
46 
movimentos em excesso. 
Em relação à forma e ao arranjo das fibras, os músculos podem ser classificados 
em músculos de fibras paralelas ou de fibras oblíquas à direção de tração exercida por 
eles. Como exemplo de músculos de fibras paralelas, podemos citar o bíceps e o peitoral. 
Já como exemplo de músculo de fibras oblíquas, podemos citar o extensor longo dos 
dedos do pé. Por fim, quando o critério utilizado é número de cabeças, leva-se em 
consideração quantos tendões de origem o músculo apresenta. O bíceps, por exemplo, 
apresenta duas cabeças; o tríceps, três; e o quadríceps, quatro. 
 
SISTEMA NERVOSO 
 
O sistema nervoso representa uma rede de comunicações do organismo. É formado por 
um conjunto de órgãos do corpo humano que possuem a função de captar as mensagens, 
estímulos do ambiente, "interpretá-los" e "arquivá-los". Consequentemente, ele elabora 
respostas, as quais podem ser dadas na forma de movimentos, sensações ou 
constatações. O Sistema Nervoso está dividido em duas partes fundamentais: sistema 
nervoso central e sistema nervoso periférico. 
 
Sistema Nervoso Central 
O Sistema Nervoso Central é constituído pelo encéfalo e pela medula espinhal, ambos 
envolvidos e protegidos por três membranas denominadas meninges. 
 
Encéfalo 
O encéfalo, que pesa aproximadamente 1,5 quilos, está localizado na caixa craniana e 
apresenta três órgãos principais: o cérebro, o cerebelo e o tronco encefálico; 
 
 
 
47 
Cérebro 
É o órgão mais importante do sistema nervoso. Considerado o órgão mais volumoso, pois 
ocupa a maior parte do encéfalo, o cérebro está dividido em duas partes simétricas: o 
hemisfério direito e o hemisfério esquerdo. 
Assim, a camada mais externa do cérebro e cheia de reentrâncias, chama-se córtex 
cerebral, o responsável pelo pensamento, visão, audição, tato, paladar, fala, escrita, etc. 
Ademais, é sede dos atos conscientes e inconscientes, da memória, do raciocínio, da 
inteligência e da imaginação, e controla ainda, os movimentos voluntários do corpo. 
 
Cerebelo 
Está situado na parte posterior e abaixo do cérebro, o cerebelo coordena os movimentos 
precisos do corpo, além de manter o equilíbrio. Além disso, regula o tônusmuscular, ou 
seja, regula o grau de contração dos músculos em repouso. 
 
Tronco Encefálico 
Localizado na parte inferior do encéfalo, o tronco encefálico conduz os impulsos nervosos 
do cérebro para a medula espinhal e vice-versa. 
Além disso, produz os estímulos nervosos que controlam as atividades vitais como os 
movimentos respiratórios, os batimentos cardíacos e os reflexos, como a tosse, o espirro 
e a deglutição. 
 
Medula Espinhal 
A medula espinhal é um cordão de tecido nervoso situado dentro da coluna vertebral. Na 
parte superior está conectada ao tronco encefálico. Sua função é conduzir os impulsos 
nervosos do restante do corpo para o cérebro e coordenar os atos involuntários (reflexos). 
 
 
 
48 
Sistema Nervoso Periférico 
O sistema nervoso periférico é formado por nervos que se originam no encéfalo e na 
medula espinhal. Sua função é conectar o sistema nervoso central ao resto do corpo. 
Importante destacar que existem dois tipos de nervos: os cranianos e os raquidianos. 
Nervos Cranianos: distribuem-se em 12 pares que saem do encéfalo, e sua função é 
transmitir mensagens sensoriais ou motoras, especialmente para as áreas da cabeça e do 
pescoço. 
 
Nervos Raquidianos: são 31 pares de nervos que saem da medula espinhal. São 
formados de neurônios sensoriais, que recebem estímulos do ambiente; e neurônios 
motores que levam impulsos do sistema nervoso central para os músculos ou para as 
glândulas. 
De acordo com a sua atuação, o sistema nervoso periférico pode ser dividido em sistema 
nervoso somático e sistema nervoso autônomo. 
Sistema Nervoso Somático: regula as ações voluntárias, ou seja, que estão sob o 
controle da nossa vontade bem como regula a musculatura esquelética de todo o corpo. 
Sistema Nervoso Autônomo: atua de modo integrado com o sistema nervoso central e 
apresenta duas subdivisões: o sistema nervoso simpático, que estimula o funcionamento 
dos órgãos, e o sistema nervoso parassimpático que inibe o seu funcionamento. 
De maneira geral, esses dois sistemas têm funções contrárias. Enquanto o sistema 
nervoso simpático dilata a pupila e aumenta a frequência cardíaca, o parassimpático, por 
sua vez, contrai a pupila e diminui os batimentos cardíacos. 
Enfim, a função do sistema nervoso autônomo é regular as funções orgânicas, para que 
as condições internas do organismo se mantenham constantes. 
 
 
49 
SISTEMA RESPIRATÓRIO 
 
O sistema respiratório é o sistema responsável por garantir a captação de oxigênio do 
meio ambiente e a liberação do gás carbônico. 
Além disso, esse sistema está relacionado com o olfato, ou seja, nossa capacidade de 
permitir odores e relacionado também com a fala, devido à presença das chamadas 
pregas vocais em um dos órgãos do sistema respiratório. 
 
 O sistema respiratório é um sistema relacionado com a captação de oxigênio e 
liberação de gás carbônico para o meio. 
 O sistema respiratório pode ser dividido em duas porções: uma parte condutora e 
uma parte respiratória. 
 Fazem parte da porção condutora as fossas nasais, faringe, laringe, traqueia, 
brônquios, bronquíolos e bronquíolos terminais. 
 Fazem parte da porção respiratória os bronquíolos respiratórios, ductos alveolares 
e alvéolos. 
 Na porção respiratória ocorrem as trocas gasosas, ou seja, o oxigênio retirado do 
meio externo é disponibilizado para o sangue, e o gás carbônico entra no sistema 
respiratório para realizar o caminho inverso ao do oxigênio e ser eliminado para o 
meio. 
 A respiração acontece graças a dois movimentos respiratórios: a inspiração e 
expiração. 
 A respiração é dependente do centro respiratório no bulbo. 
 
Órgãos do sistema respiratório 
Os órgãos do sistema respiratório são: fossas nasais, faringe (nasofaringe), laringe, 
traqueia, brônquios, bronquíolos, alvéolos e pulmões. Veja a seguir um pouco mais a 
 
 
50 
respeito de cada um desses importantes órgãos: 
 
 
Fossas nasais: o primeiro local por onde o ar passa. Nelas é possível 
observar três regiões: o vestíbulo, a área respiratória e a área olfatória. O vestíbulo é a 
parte anterior e dilatada das fossas nasais, a qual se comunica com o meio exterior. 
A região respiratória corresponde à maior parte das fossas nasais. Por fim, temos 
a área olfatória que corresponde à parte superior das fossas nasais, a qual 
é rica em quimiorreceptores de olfação. 
 Faringe: é um órgão musculomembranoso comum ao sistema digestório e 
respiratório. A parte que faz parte do sistema respiratório é denominada 
de nasofaringe, enquanto a parte digestória é denominada de orofaringe. A 
nasofaringe está localizada posteriormente à cavidade nasal. 
 Laringe: é um tubo de cerca de 5 cm de comprimento que 
apresenta forma irregular e atua garantindo a conexão entre a faringe e 
a traqueia. Na laringe, é possível perceber a chamada epiglote, que nada mais é 
do que um prolongamento que se estende desse órgão em direção à faringe 
e evita que alimento adentre o sistema respiratório. Além da epiglote, encontramos 
na laringe a presença das chamadas pregas vocais, que são responsáveis pela 
produção de som. 
 Traqueia: é um tubo formado por cartilagens hialinas em formato de C, logo depois 
da laringe. A traqueia ramifica-se dando origem a dois brônquios, denominados de 
brônquios primários. 
 Brônquios: são ramificações da traqueia, que penetram cada um em um pulmão, 
pela região do hilo. Esses brônquios, denominados de brônquios primários ou 
 
 
51 
principais, penetram pelos pulmões e ramificam-se em três brônquios no pulmão 
direito e dois no pulmão esquerdo. Esses brônquios, chamados de secundários ou 
lobares, ramificam-se dando origem a brônquios terciários ou segmentares, que se 
ramificam dando origem aos bronquíolos. 
 Bronquíolos: são ramificações dos brônquios, possuem diâmetro de cerca de 1 mm 
e não possuem cartilagem. Esses também ramificam-se, formando os bronquíolos 
terminais e, posteriormente, os bronquíolos respiratórios. 
Os bronquíolos respiratórios marcam a transição para a parte respiratória e abrem-
se no chamado ducto alveolar. 
 Alvéolos pulmonares: são estruturas que fazem parte da última porção da árvore 
brônquica e estão localizadas no final dos ductos alveolares. São semelhantes a 
pequenas bolsas, apresentam uma parede epitelial fina e são o local onde ocorrem 
as trocas gasosas. Geralmente, os alvéolos estão organizados em grupos 
chamados de saco alveolar. 
 Pulmões: são órgãos em formato de cone que apresentam consistência esponjosa 
e apresenta maior parte de seu parênquima formado pelos alvéolos, sendo 
estimada a presença de cerca de 300 milhões de alvéolos nos pulmões. Cada 
pulmão é revestido por uma membrana chamada de pleura. O pulmão de uma 
criança, geralmente, apresenta a coloração rósea, enquanto do adulto pode ter 
uma coloração mais escura devido à maior exposição à poeira e à fuligem. 
 
 
Porção condutora e porção respiratória 
Podemos dividir o sistema respiratório em duas porções: a condutora e a respiratória. 
 Porção 
condutora: é formada pelas fossas nasais, nasofaringe, laringe, traqueia, brônquios
 
 
52 
, bronquíolos e bronquíolos terminais. Como o nome indica, essa porção permite 
a entrada e saída de ar, porém sua função não acaba aí, é nessa parte que o ar é 
limpo, umedecido e aquecido. 
 Porção 
respiratória: é formada pelos bronquíolos respiratórios, ductos alveolares e alvéolos
, que são as partes responsáveis pela ocorrência das trocas gasosas. É nessa 
porção que o oxigênio inspirado passará para o sangue e o gás carbônico presente 
no sangue passará para o sistema respiratório. 
 
Como funciona o sistema respiratório 
O sistema respiratório funciona garantindo a entrada e saída de ar do nosso corpo. O ar 
inicialmente entra pelas fossas nasais onde é umedecido, aquecido e filtrado. Ele 
então segue para a faringe, posteriormente para laringe e para a traqueia. A traqueia

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