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1) Avaliação do doente no serviço de Urgência 
 
1.1) Doente Emergente VS Doente Crítico 
 
 
 
 
 
1.2) Avaliação do doente crítico 
-Recolha rápida e sistémica dos dados relativos a cada doente; 
-Avaliação inicial (ABC) Despistar risco de vida 
 
 
A- Vias Aéreas 
 
 
-Manutenção de vias aéreas permeáveis; 
-Identificar e remover obstrução total ou parcial das VA; 
-PLS; 
-Colocação de cânula de Guedel; 
-Proteger coluna vertebreal 
 
 
 
B- Respiração 
 
 
 
-Avaliar presença e eficácia dos movimentos respiratórios; 
Identificar anomalias na respiração; 
 -Padrão: 
 A) Taquipneia; 
 B) Bradipneia; 
 C) Cheyne-Stokes; 
 D) Kussaul; 
 E) Atáxico 
 
 
 
 
 
C- Circulação 
 
 
 
-Avaliar pulso e características (simetria- pode haver um 
compromisso vascular num braço e noutro não, alternado a 
simetria); 
-Avaliar perfusão capilar (TPC- Tempo de Preenchimento 
Capilar ; 
-Pode haver necessidade de retriagem (pessoa pode passar de 
verde para amarelo no serviço) 
Apresentação dos fluxogramas 
-Queixa (ex: pessoa diz que foi agredida) fluxograma 
“Agressão” através da observação e questões vamos 
excluindo “etapas” e a prioridade vai descendo, quando 
encontramos o “tópico perfeito” que descreve a situação do 
doente paramos, sendo que vai haver uma correspondência com 
a cor; 
-Em casos de + 1 queixa damos prioridade à queixa mais 
importante (ex: Pessoa vem ao SU por uma unha encrava mas a 
enf repara que apresenta dispneia, o motivo de entrada vai ser a 
dispneia e o seu fluxograma vai estar relacionado com a 
dispneia) 
 
Discriminadores Específicos e Gerais 
1) Específicos 
-Obrigatório registo de SV sempre que o discriminador 
escolhido esteja abaixo deste; 
-Dor (Intensidade, gravidade, localização, irradiação e a 
periocidade, este último é importante para fazer distinção de 
um caso verde para um azul p.e); 
-Temperatura (Muito quente > 41º, quente, sub febril e 
hipotermia); 
-Pulso (frequência e ritmo) e situações de hipoglicemia, 
hiperglicemia e hiperglicemia com cetose; 
-Triagem secundária: Avaliação de corpos cetónicos, 
glicemia ou reavaliação de um doente por agravamento do 
seu estado 
2) Gerais 
-Aplicam-se a TODOS os fluxogramas; 
-Seguem a ordem ABCD 
 
Registos 
-Queixa da 
apresentação; 
-Fluxograma escolhido; 
-Discriminador 
selecionado; 
-Prioridade atribuída; 
-Parâmetros pedidos; 
-Hora de início e fim; 
-Dados administrativos 
2.1) Casos clínicos 
 
A) Caso clínico 
Informaçãoou CPAP a 4/6 l/min; 
-Monitorização dos SV e colocação de um CVP sendo administrada 
terapêutica para controlar o edema pulmonar; 
-A FC aumenta ma tentativa de dominar o excesso de fluidos porém isto 
leva à redução do tempo de enchimento e contratilidade; 
-Administra-se digoxina para aumentar a contratilidade e diminuir a FC 
2) Hospital 
-Colocar paciente em Fowler elevado com as pernas pendentes; 
-Oxigenoterapia/ Diuréticos (Causa dilatação venosa reduzindo rapidamente carga 
cardíaca)/ Digoxina/ Dobutamina (Aumenta a contratilidade cardíaca e reduza resistência 
vascular periférica) /Morfina (Aumenta a estase venosa e reduz a pré-carga)/ Nitratos (Atuam 
como dilatadores venosos)/ Dopamina (Indicada na hipotensão hemodinâmica estável)/ 
Algaliação (Controlo do débito urinário e dos efeitos dos diuréticos) 
 
Intervenções de enfermagem 
-Proporcionar repouso ao utente colocando em Fowler com as pernas 
pendentes; 
-Colocar oxigenoterapia em curso; 
-Monitorizar utente; 
-Vigiar SV com frequência; 
-Administrar medicação conforme prescrição; 
-Garantir acesso venoso e de preferência de grande calibre; 
-Efetuar aspiração orofaríngea, se necessário; 
-Verificar ingurgitamento da jugular; 
-Avaliar a presença de edema. 
 
 
10) Monitorização do Sistema Respiratório 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SR 
Análise e interpretação de Gasometria Arterial (GA) 
-Recurso utilizado para avaliar a oxigenação do sangue, da 
ventilação pulmonar e do equilíbrio ácido-base; 
-A análise do sangue venoso informa sobre o consumo ou a extração 
de O2 nos tecidos e, assim, sobre o estado do metabolismo celular; 
-Os resultados do exame devem estar sempre correlacionados com os 
dados clínicos da pessoa 
Interpretação de GA 
Ph normal: 7,35-7,45 
-Alcalose: superior a 7,45 
-Acidose: Inferior a 7,35 
PaCo2 normal: 35 a 45mmHg 
-Se Ph 7,35 PaCo2 
-Se Ph 7,45 PaCo2 
HCO3 normal: 22-26meq/l 
-Se Ph HCO3 
-Se Ph HCO3 
 
-Se tiverem a mover-se em direções 
opostas o problema é primariamente 
respiratório 
-Se na comparação dos 2 
valores estes estiverem a 
mover-se na mesma 
direção estamos perante um 
problema metabólico 
Significado do Ph 
-Representa a concentração de hidrogénio (H+) existente numa 
solução; 
-A água é o solvente universal dos líquidos orgânicos, como o sangue, 
por exemplo. A presença de outras substâncias dissolvidas na água do 
sangue, faz com que o Ph seja ligeiramente alcalino 
Componente ou mecanismo metabólico 
-Substâncias que participam da regulação do Ph do sangue e dos 
demais líquidos orgânicos. As substâncias mais importantes são 
os sistemas tampão do bicarbonato; 
- HCO3 alcalose; 
- HCO3 acidose; 
-Alcalose com a PaCO2 normal alcalose metabólica; 
-Acidose com a PaCO2 normal acidose metabólica; 
-Ajuda a manter o Ph do sangue equilibrado 
 
Pressão Parcial de Co2 
-Indicada como os pulmões estão a eliminar o Co2; 
-Alto PCO2, problema em eliminar Co2 Hipoventilação 
-Baixo PCO2, excesso de eliminação de Co2 Hiperventilação; 
-Valores acima ACIDOSE / Valores abaixo ALCALOSE 
Capnografia 
-Permite obter uma imagem sobre o estado ventilatório do doente, sendo 
que qualquer alteração na forma da onda da capnografia estamos perante 
uma alteração de metabolismo, perfusão sangínea ou ventilação; 
-O capnógrafo mede o Co2 expirado através do tubo endotraqueal (TE) 
ou através dias VA (sistema de cânula nasal com transdutor); 
-Ler uma capnografia requer olhar para a altura e largura da onda 
1) Altura 
-Mostra a quantidade numérica de CO2 em mmHg; 
2) Largura 
-Retrata o tempo de expiração; 
 
-Uma onda normal deve assemelhar-se a um quadrado ou caixa; 
-O ponto mais alto desta linha representa o volume tidal (final) do valor 
de Co2 (35-35mmHg) 
 
 
 
Acidose metabólica VS Alcalose metabólica 
1) Acidose metabólica 
-Muita acidez no corpo devido a problemas metabólicos, como 
excesso de ácido ou falta de bicarbonato; 
-Pode ser causada por distúrbios nos rins ou no metabolismo. P.ex: 
Diabetes não controlada pode levar à acidose metabólica 
2) Alcalose metabólica 
-Muita alcalinidade no corpo devido a problemas metabólicos, como 
excesso de bicarbonato; 
-Pode ser causada por vómitos prolongados ou uso excessivo de 
certos medicamentos. P.ex: Vómitos persistentes podem causar 
alcalose metabólica. 
 
Acidose respiratória VS Alcalose respiratória 
1) Acidose respiratória 
-Muita acidez no corpo devido a problemas respiratórios, como não expelir CO2 
suficiente; 
-Geralmente causada por problemas pulmonares que dificultam a respiração. Pex: 
Pneumonia grave pode levar à acidose respiratória. 
2) Alcalose respiratória 
-Muita alcalinidade no corpo devido a problemas respiratórios, como expelir CO2 em 
excesso; 
-Geralmente causada por respiração rápida ou superficial. P.ex:Ansiedade extrema pode causar 
alcalose respiratória. 
10.1) Capnografia 
 
 
 
 
 
 
 
 
Durante a entubação o tubo é mal colocado e vai para o esófago, 
ao insuflar com o ambu ar vai para o estomago 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O doente está entubado mas ocorre uma desconexão do TE 
Presença de secreções, necessário aspirar 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Alvéolos não estão a abrir normalmente, esforço maior para 
encher a caixa torácica 
10.2) Exercícios 
Exercício 1 
Ph: 7,30 -Acidose 
PCo2: 52- Ácido 
HCO3: 24- Normal 
 
Exercício 3 
Ph: 7,22- Acidose 
PCo2: 53- Ácido 
HCO3: 24-Normal 
 
Exercício 5 
Ph: 7,56- Alcalose 
PCo2: 41- Normal 
HCO3: 37- Alcalose 
 
Exercício 7 
Ph: 7,80- Alcalose 
PCo2: 26-Alcalose 
HCO3: 32- Alcalose 
 
 
 
 
Acidose 
respiratória 
Exercício 2 
Ph: 7,52- Alcalose 
Pco2: 28- Alcalino 
HCO3: 22- Normal 
 
Alcalose 
respiratória 
Acidose 
respiratória 
Exercício 4 
Ph: 7,23- Acidose 
PCo2: 38- Normal 
HCO3:12- Acidose 
 
Acidose 
metabólica 
Alcalose 
metabólica 
Exercício 6 
Ph: 7,08- Acidose 
PCo2: 50- Acidose 
HCO3: 15- Acidose 
Acidose mista 
Alcalose mista 
Exercício 8 
Ph: 7,40- Normal 
PCo2: 55- Acidemia 
HCO3: 32- Acidose 
Hiperventilação 
11) Choque 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Choque 
-Manifestação/ Alteração da perfusão tecidular e as células são afetadas; 
-Deficiência circulatória aguda da perfusão tecidual, grave e generalizada, 
resultante da redução do débito cardíaco seja por diminuição da 
capacidade de bombeamento sanguíneo do coração (qualquer problema cardíaco 
pode acionar choque) ou por diminuição do retorno venoso (Se não houver retorno 
venoso ins. O2 “desmontagem da maquinaria da vida” 
Etiopatogenia 
-A PA depende do rendimento cardíaco e do tónus vasomotor periférico; 
-Uma grande redução em um desses dois elementos, sem uma elevação 
compensatória do outro, causa a hipotensão sistémica; 
-As características físicas da circulação estão relacionadas a 3 variáveis: Volume, 
pressão e fluxo (Se estes 3 funcionarem corretamente, temos tudo para as células funcionarem bem); 
-Os capilares operam as trocas metabólicas entre o sangue e os tecidos, este é 
influenciado por fatores como: 
1) Tamanho e tipo de molécula transportada; 
2) O balanço de pressões hidrostática e colidosmótica (A 1ª é a pressão exercida por um líquido em repouso quando, p.ex 
estamos debaixo de água e a pressão que a água faz em nós é a pressão hidrostática. A 2ª é a pressão gerada por proteínas (coloides) que 
estão dissolvidas no sangue) 
3) A superfície disponível para trocas; 
4) As características físicas da membrana celular 
 
Lei de Poiseuille 
-O fluxo (Q) através de um cilindro é diretamente proporcional 
à variação da pressão (ΔP) entre as extremidades do cilindro e 
a quarta potencia de raio (R4), é inversamente proporcional ao 
comprimento do segmento (L) e à viscosidade do líquido (η); 
-P.ex: Tenho uma mangueira e estou aregar plantas próximas a 
mim, se eu quiser regar as plantas mais longe faço uma pressão 
na ponta da mangueira e vou ter mais fluxo chegando a água 
mais longe; 
-Maior diferença entre pressão e extremidades do tubo Maior 
fluxo; 
-Maior comprimento do tubo, ou a viscosidade do líquido 
Menor fluxo; 
-A lei de Ohm pode ser útil no entendimento das relações da 
hemodinâmica, ela estabelece que: A pressão é igual ao produto 
do fluxo pela resistência (P= Q x R) 
 
 
PAM= DC x RVS 
-A pressão arterial média (PAM) impulsiona o fluxo 
de sangue e garante a perfusão tecidular adequada aos 
tecidos depende de duas variáveis: DC (Débito 
Cardíaco) e a RVS (Resistência Vascular Sistémica) 
-O DC, será uma função linear da FC quando o VS 
(Volume Sistólico) se mantiver constante 
DC= FC x VS 
NOTA: Valores normais da PAM é entre 70 e 100. P.ex: Doente 
hipotenso mas com PAM dentro dos valores normais, significa que ainda 
há bom aporte de células 
 
 
Pré-carga e Pós-carga 
1) Pré-carga 
-Volume de sangue em ambos os ventrículos no final 
da diástole 
2) Pós-carga 
-Depende da tensão da parede ventricular durante a 
sístole, e estão diretamente relacionadas com a 
resistência vascular 
Contratilidade do Miocárdio 
-É a força com que o coração se contrai para bombear o 
sangue; 
-Quando o coração se contrai, ele bombeia o sangue para 
todo o corpo. Essa força de contração é essencial para manter 
uma boa circulação sanguínea e garantir que todos os órgãos 
recebam oxigênio e nutrientes necessários; 
-Explicada pela lei Frank-Starling 
Determinantes do volume sistólico 
1) Pressão do enchimento cardíaco 
-Tónus venoso e volume sanguíneo 
2) Contratilidade do miocárdio 
-Ph e PO2 arterial, suprimento do O2 para o miocárdio e exigências de 
O2 pelo miocárdio 
Resistência vascular sistémica 
-Reflete a dificuldade de deslocamento d fluxo sanguíneo através 
dos vasos da grande circulação; 
-O seu valor normal é de 900 a 1.400 dines x sec x cm5; 
-RVS= (PAM-PVC) x 80 NOTA: PVC- Pressão Venosa Central 
DC 
DO2= DC x CaO2 
-PaO2 (pressão parcial de oxigénio no sangue arterial), é o indicador 
que avalia a eficiência no processo de difusão, expressando o 
funcionamento dos pulmões ou a adequação da ventilação mecânica, 
contudo, ela não indica se o transporte de oxigénio atingiu níveis 
adequados, porque a oferta de oxigénio aos tecidos (DO2 ), definida 
como o volume de oxigénio presente nos tecidos em um minuto, está 
na dependência do DC e do conteúdo arterial de oxigénio (CaO2 ); 
-CaO2= (1,39 x Hb x SaO2) + (0,03 x PaO2); 
-O transporte de O2 está também na dependência da quantidade de 
hemoglobina disponível para as ligações e da afinidade desta proteína 
pelo gás 
 
11.1) Classificação do choque 
 
 
 
 
Tipos de choque 
Fisiopatologia geral do choque 
-Disfunção metabólica; 
-Morte celular; 
-Falência orgânica múltiplas ; 
-Falências orgânicas múltiplas; 
-Óbito do paciente 
 
Choque Hipovolémico 
1) Etiologia 
Perdas exógenas 
-Diarreia, Vómitos (leva aos vómitos), Desidratação, Hemorragias e Queimaduras (solares) 
Perdas endógenas 
-Inflamações/ Trauma 
2) Fisiopatologia 
-Redução da volemia, Colapso de veias e vénulas, Diminuição da pressão venosa, Diminuição das pressões de 
enchimento do coração, Diminuição do DC 
3) Sinais e sintomas 
Queda da volemia discreta ( 40%): Perfusão diminuída do coração e cérebro, Agitação e confusão mental, Hipotensão, 
Taquicardia (> 120 bpm), Pulso fino e irregular, Paragem cardíaca 
4) Intervenções 
-Corrigir causas da hipovolémia (repor o que é necessário), Restaurar o volume circulatório, Restabelecer a perfusão 
tecidular, Deteção precoce da existência do choque, Controle de hemorragia (situações de trauma, comprimir com um 
garrote), Otimizar aporte de O2, 2 cateteres 14G/16GReposição endovenosa de fluidos /sangue 
 
 
Choque Cardiogénico 
-Redução das contrações dos músculos cardíacos, fazendo com 
que o coração não consiga bombear sangue em quantidade 
suficiente para todo o corpo 
1) Etiologia 
Falência cardíaca 
-Arritmia, IC, defeito valvular ou septal, Miocardiopatias,… 
Compressão cardíaca 
-Tamponamento pericárdico (O pericárdio sofre um rompimento de uma artéria e há um aumento 
de líquido que vai para o coração), Ventilação com pressão positiva, Pneumotórax 
hipertensivo, Rutura do diafragma (apresenta dificuldade respiratória) 
2) Fisiopatologia 
-Diminuição do retorno venoso, Diminuição do enchimento das câmaras cardíacas 
3) Sinais clínicos 
-Cardiopatia, Hipotensão/ vasoconstrição e oligúria, PVC elevada, Distensão das veias 
do pescoço, Sinal de Kussmaul (Aumento da pressão venosa jugular (no pescoço) durante a inspiração) 
4) Intervenções 
-Obstrução mecânica cirurgia, Comprometimento do miocárdio (Opióides , 
diuréticos, agentes cronotrópicos e inotrópicos, vasodilatadores e agentes beta-
bloqueadores) 
 
 
 
Choque Sético 
1) Etiologia 
-Infeções graves; 
1º Estado Hiperdinâmico: Fase inicial em que o coração bombeia sangue mais 
rápido e a PA pode estar normal ou alta. O corpo tenta compensar a infeção 
severa aumentando a circulação sanguínea 
2º Estado Hipodinâmico: Fase avançada em que a PA cai e o coração não 
consegue bombear sangue de forma eficiente. Os órgãos começam a falhar 
devido à falta de sangue e O2 
2) Fisiopatologia 
-Efeitos vasoativos das endotoxinas (diminuição da resistência vascular 
periférica, aumento do retorno venoso, aumento do DC, estado hiperdinâmico), 
Bloqueio celular da utilização de O2, Perda de volume >> estado hipodinâmico 
3) Sinais clínicos 
-1 ou + condições para se considerar via verde; 
-TºC - inf. 36 ou sup. 38ºC/ FC > 90 bpm/ FR > 20 cpm/ PaCO2 12 000 ouenzimas Gamaglobulinas, vacinas 
4) Agentes Ambientais 
5) Fármacos 
-Antibióticos, Narcóticos, barbitúricos 
6) Venenos 
-Abelhas e vespa Cobras e medusas Aranhas… 
ABCD 
Respiratórios- Dispneia, Disfagia, Rouquidão, Estridor e sibilos, Roncos e fervores, Secreções 
brônquicas 
Cardiovasculares- Débito cardíaco , Hipotensão, Taquicardia, Vasodilatação 
Neurológicos-Agitação, Ansiedade, Alteração do estado de consciência 
Cutâneos- Prurido, Eritema, Urticária, Edema 
 
Prevenção e suporte 
-Ventilação – aumentar o aporte de O2 e EOT se necessário, Circulação 
Administração e terapêutica de fluídos 
-2 cateteres G 16 e G 14, Adrenalina, Corticosteroides, Anti-histamínicos, Cristaloides e coloides, 
Vasoconstritores 
 
 
12) Reposição de fluídos e cuidados transfuncionais 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CVP e 
CVC 
-Utentes no SU precisam de pelo menos 1 acesso vascular para 
medicação, reposição de fluídos e eletrólitos, transfusões e colheitas; 
-Seleção do tipo de cateter e dimensão de acordo com a necessidade 
expressa, bem como pelo tamanho, idade e vasos sanguíneos do doente; 
-A colocação deve colar-se preferencialmente na parte nas veias distais 
(P.ex: Se alguma veia arrebentar, não “estrago” as veias restantes, porém em situações como 
PCR devemos colocar no acesso mais proximal); 
 
Colocação CVP 
-Os diâmetros mais pequenos (18 ou 22G) são utilizados para 
cateterização de rotina e no SU são utilizados os de grande calibre (14 ou 
16G) para a reposição rápida de fluídos e administração de sangue e 
derivados; 
-Para a colocação o posicionamento muda consoante a marca, sendo 
assim, necessário inicialmente perguntar a melhor maneira de pegar no 
CVP; 
-Coloco sempre 2 cateteres na eventual saída ou mau funcionamento de 
um e caso não consiga procedo à colocação de um CVP ou IO 
(Intraóssea) 
Complicações 
CVP 
-Hematoma no 
local de inserção, 
Flebite, Infeção e 
Infiltração de 
fluídos 
Cuidados de enfermagem na colocação de um CVP 
-Verificar prescrição e identificação do utente; 
-Explicar procedimento; 
-Lavagem das mãos; 
-EPI´s; 
-Colocar garrote para observação e palpação das veias; 
-Desinfetar local com movimentos circulatórios; 
-Puncionar e fixar cateter 
CVC 
-Indicado em situações em que o CVP não é possível ou tornar-
se necessária a monitorização hemodinâmica; 
-AS veias + utilizadas são as jugulares e subclávia. 
Objetivos CVP 
-Avaliação da PVC; 
-Alimentação parentérica; 
-Terapêutica com soluções ou componentes de sangue que 
devem ser administrados rapidamente; 
-Perfusão de fármacos vasoativos; 
-VP inacessíveis 
Material para a colocação de um CVC 
-SF, Heparina (atualmente contraindicada), seringas, 
lidocaína, compressas, fios de sutura, bisturi, kit de sutura, 
compressas e material para penso 
Intervenções de 
enfermagem 
-Reunir material 
necessário; 
-Explicar procedimento 
e finalidades; 
-Monitorização; 
-Técnica asséptica; 
-Vigilância do doente; 
-Efetuar penso; 
-Vigilância do penso 
Fatores que aumentam o risco de infeção 
relacionado com o CVP 
-Cateter com múltiplas vias e várias conexões; 
-Presença de um foco de infeção; 
-Duração da cateterização; 
-Cuidados relacionados com o penso e com a 
manipulação 
Cuidados a ter com o manuseamento de um CVC 
-Higiene das mãos; 
-Deve ser manuseado o mínimo possível; 
-Usar luvas esterilizadas na manipulação; 
 
12.1) Cateterismo intraósseo 
▪ Utilizado + em crianças devido à dificuldade de encontrar um acesso venoso; 
▪ Locais mais comuns é na cavidade medular e tíbia anterior, fémur distal, crista 
ilíaca e esterno 
 
 
12.2) Fluidoterapia 
O que é? 
a) Administração parentérica de líquidos e eletrolíticos com o objetivo de manter 
ou restabelecer a homeostase corporal 
 
Indicações 
a) Choque Hipovolémico, hemorrágico e não hemorrágico; 
b) Depleção de líquido extracelular; 
c) Vómitos e diarreia; 
d) Fistulas; 
e) Ascites; 
f) Problemas renais; 
g) Coma; 
h) Causas renais; 
i) Diabetes 
 
Complicações 
a) Complicações derivadas do volume perfundido; 
b) Complicações derivadas da técnica 
 
 
 
 
12.3 Sangue e produtos de sangue (Transfusão de sangue) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Transfusão 
-Usados para reposição de perdas de sangue e reabastecimento dos 
fatores de coagulação; 
-Eritrócitos (+ comum), plaquetas, plasma e albumina; 
-Para uma administração segura é necessário saber os grupos 
sanguíneos 
 
Cuidados de enfermagem antes da transfusão 
-Explicar procedimento ao utente e família; 
-Respeitar as crenças do utente e família; 
-Obter consentimento informado; 
-Conhecer história do utente relativamente a transfusões anteriores; 
-Alertar para possíveis reações adversas, 
-Conferir a identidade do utente através da pulseira e do produto a transfundir (2 enfermeiros sempre a 
verificar); 
-Colocar em SF (Diminui o risco de hipervolémia); 
-Adaptar um filtro ao sistema para remover possíveis trombos e coágulos; 
-Administrar produtos à Tº ambiente (Sangue frio pode levar a reações anafiláticas, sendo necessário aquecer em 
estufas próprias); 
-Colocar unidade em curso; 
-Avaliar e registar SV (TA, FC, FR e Tº) 
Cuidados de enfermagem durante 
-Iniciar transfusão a um ritmo lento e só depois é que começamos a acelerar (Caso ocorra alguma reação 
no início, é mais fácil de reverter); 
-O ritmo pode ser aumentado caso seja um utente com hemorragia grave ou choque hipovolémico; 
-Administrar medicação EV numa veia diferente à da transfusão; 
-Não permitir que a unidade fique 3-4h em curso (máx:1h); 
-Permitir que o utente se alimente caso assim o desejar; 
-Avaliar e registar os parâmetros vitais, sobretudo nos primeiros 15 minutos após o início da transfusão 
Cuidados de enfermagem no fim 
-Colocar SF 0,9% em curso; 
-Avaliar SV 2 horas após o fim da transfusão; 
-Registar sempre a hora do início e fim da transfusão, tipo de 
produto sanguíneo, SV antes durante e após e a ocorrência ou 
não de reações adversas 
Reações tranfuncionais 
1) Hemolítica 
Causa: Incompatibilidade sanguínea, como um erro ao escolher a unidade certa para o doente 
Prevenção: Infundir os primeiros 50ml lentamente 
Avaliação: Febre, arrepios, dispneia, dor lombar, oligúria, hematúria 
Intervenção: Suspender imediatamente (pode ser fatal após a indução de 100ml), Considerar diurético 
e monitorizar ureia nitrogenada no sangue 
2) Alérgica 
Causa: Reação de anticorpos alérgenos 
Prevenção: Fazer despiste do dador a alergia e administrar anti-histamínicos antes da transfusão 
Avaliação: Hipersensibilidade, arrepios, urticária, sibilos vertigem, anafilaxia, dispneia, hipotensão 
Intervenção: Suspender a infusão e administrar anti-histamínicos, esteroides e antipiréricos 
3) Pirogénica 
Causa: Infusão de sangue frio (Não foi colocado à Tº ambiente); 
Prevenção: Usar técnica asséptica na administração 
Avaliação: Febre, arrepios, náuseas e dor lombar 
Intervenção: Suspender a infusão 
4) Hipotérmica 
Causa: Infusão de sangue frio (Pessoa fica hipotérmica); 
Prevenção: Administrar a Tº ambiente,Usar serpentinas de aquecimento para infusão rápida 
Avaliação: Arrepios 
Intervenção: Infusão lenta e tapar o doente 
 
 
5) Sobrecarga circulatória 
Causa: Infusão de grandes quantidades de sangue especialmente em doentes com doença cardíaca de 
tenra idade ou idade avançada 
Prevenção: Infundir lentamente e verificar a velocidade de gotejamento frequentemente 
Avaliação: Fervores, tosse, dispneia, cianose, edema pulmonar, PVC aumentada 
Intervenção: Suspender a infusão, tratar o edema pulmonar 
6) Embolia gasosa 
Causa: Entrada de ar na veia (P.ex colocação da unidade de sangue sem preencher o sistema) 
Prevenção: Usar técnica de infusão adequada 
Avaliação: Dor no peito, dispneia, hipotensão, ingurgitamento das veias do pescoço 
Intervenção: Suspender a infusão, O2 ou realizar embolectomia7) Hipocalcémia 
Causa: Precipitada por citrato de dextrose ácida 
Prevenção: Usar sangue imediatamente 
Avaliação: Topor, formigueiro nas extremidades 
Intervenção: Suspender a infusão 
8) Hipercaliemia 
Causa: A hemólise dos GV liberta potássio 
Prevenção: Usar sangue imediatamente 
Avaliação: Náuseas, vómitos, miastenia, bradicardia 
Intervenção: Suspender infusão e administrar insulina com glucose de forma que o potássio vá para as 
células 
 
13) Urgências endócrinas 
13.1) Hipoglicemia e Hiperglicemia 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
NOTAS: 
-Pâncreas: Glicose endócrina /Amilase e lípase exócrina e dá a indicação se há desregulação associada 
à DM ou não 
 
 
 
 
-Pode levar a coma diabético; 
-Evolui + rapidamente sendo necessário intervir rapidamente de forma a evitar consequências fatais; 
-Os diabéticos tipo I são mais suscetíveis, devido ao rápido início de Acão da insulina.; 
-Fatores: Falta de ingestão de alimentos, maior stress físico, doença hepática, alterações no tipo de insulina ou agentes orais, gravide, 
ingestão de álcool, certos fármacos (AINES, hormona tiroideia, propranolol); 
-Sintomas: Palpitações, taquicardia, tremuras, suores e fome (ligeiros). Níveis de consciência alterados, fala disártrica, cefaleia e menor 
tempo de reação (moderados); 
NOTA: Podemos ter um défice neurológico agudo que é semelhante a um AVC, daí ser importante fazer uma PGC num utente com suspeita de AVC 
 
 
-Pode levar a cetoacidose diabética por infeção que descompensou DM ou pelo não cumprimento da medicação devido a problemas 
de saúde mental (não aceitação da doença, p.ex) ou casos de má alimentação (pode igualmente ser por não aceitação da doença); 
-A cetoacidose diabética (CAD) é uma situação em que o utente se encontra em hiperglicemia ácidos cetónicos elevados 
acidose metabólica desidratação desequilíbrio hidroeletrolítico; 
Alguns pacientes podem estar em cetoacidose e ter uma glicemia normal caso tenham usado insulina pouco tempo antes de virem 
para a Unidade de Emergência. Outros podem ter glicemia > 250 mg/dl e não estarem em cetoacidose caso não preenchamos 
demais; 
Fatores CAD: Omissão, redução da dose ou má administração da insulina (mais comum em adolescentes), processo infecioso, 
transgressão alimentar; vómitos repetidos, stress, gravidez; 
-É importante diferenciar a CAD a outras patologias com outras situações que se assemelham em alguns aspetos clínicos ou 
laboratoriais 
1) Distúrbios que causam hiperglicemia, glicosúria e acidose- Intoxicação por salicatos ou por organofosforados e infeção grave; 
2) Distúrbios que causam desidratação: Gastroenterite, desidratação hipernatrémica e choque hipovolémico; 
3) Distúrbios que causam taquipneia: Pneumonia e broncoespasmo; 
4) Distúrbios que causam coma: Qualquer condição que leve o doente chegar em coma a unidade de emergência (intoxicações, hipoglicemia, coma hiperosmolar nãocetótica) 
deve entrar no diagnóstico diferencial com cetoacidose 
 
 
13.2) DM tipo 1 e tipo 2 
 
A. Diabetes Mellitus tipo 1 
▪ Doença auto-imune, cujo processo de destruição das células β se 
torna completo anos após o seu início; 
▪ Predisposição genética; 
▪ Inicia-se predominantemente na infância; 
▪ Polidepsia, polifagia (fome intensa porém magreza) e poliúria 
3P´s Suspeita de diabetes; 
▪ Em PCR é difícil reverter uma acidose metabólica ; 
▪ Tratamento: Insulina 
-Mais usada no SU é a actrapid; 
-Deve ser administrada ou por via SC ou IV; 
-Em casos de cetoacidose, p.ex, é administrada uma perfusão de insulina em 
bólus; 
-Pode ser rápida (Actrapid), intermédia (Mixtard, Insulat) e prolongada 
(Ultratard) 
 
 
B. Diabetes Mellitus tipo 2 
1. Os doentes não necessitam de insulina e raramente desenvolvem 
cetoacidose; 
2. Geralmente surge após os 40 anos e associa-se a uma incidência 
elevada de obesidade; 
3. Como há um aumento de prevalência da obesidade na criança, 
surgem cada vez mais adolescentes com DMNID; 
4. A secreção da insulina é geralmente adequada; existe é 
resistência à insulina; 
 
 
 
 
5. Critérios para rasteio: 
1) Indivíduos com 45 ou + e, se negativo, deve ser repetido de 3 a 3 anos 
2) Indivíduos com menos de 45 anos de idade e se necessário repetir mais 
frequentemente, quando: Excesso de peso, parentes de 1º grau com DM, 
passado de DM gestacional e níveis séricos de HDL baixos ou de triglicerídeos 
elevados; 
6. Tratamento: Antidiabéticos orais ou Incretinas 
-Antidiabéticos, estimulam a secreção de insulina pelas células do pâncreas e 
estimulam a sensibilidade dos tecidos periféricos; 
-Incretinas, são hormonas produzias no tubo digestivo, que entre outras 
funções promovem aumento de produção de insulina 
 
 
Complicações da DM 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Agudas- Hipoglicemia/ Cetoacidose diabética/ Estado hiperosmolar não-cetónico 
Crónicas-Aterosclerose/ Nefropatia/ Retinopatia/ Neuropatia (diminuição da sensibilidade) 
13.3) Tratamento inicial na urgência diabética 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
13.4) Abordagem terapêutica 
1. Hidratação 
-Administra-se 1 a 2 litros durante a primeira hora S. F. para corrigir o 
défice de líquidos; 
-Numa segunda fase administra-se cloreto de sódio a 4,5%; 
-E por último, a dextrose começa a ser adicionada ao soro fisiológico IV, quando 
a glicemia cair. 
 
2. Reposição de insulina 
-Só será iniciada após a 1ª fase de hidratação uma vez que a glicemia da admissão pode ser 
reduzida em muito apenas com a expansão do volume vascular e aumento da filtração renal; 
-Pode ser administrada uma dose por bólus de insulina (Actrapid) sendo que as dosagens são 
ajustadas com base em medições seriada 
 
 
Garantir a desobstrução das VA 
Obter acesso 
intravenoso 
Instituir 
monitorização 
cardíaca com 
monitorização 
central, conforme 
seja necessário 
Obter amostras 
laboratoriais. se possível: 
iniciar fluidos 
intravenosos 
-Algaliar: Solicitar análise da 
urina , urocultura e 
sensibilidade: controlar de 
perto as entradas e saídas 
Obter gasimetria arterial para 
controlar a oxigenoterapia e avaliar 
o equilíbrio ácido- base. 
Fazer avaliações frequentes e 
monitorização atenta no sentido 
de confirmar a segurança do 
doente e melhoria do seu estado 
SNG: Diminuição do nível 
de consciência com risco de 
aspiração, vómitos 
incoercíveis, distensão 
abdominal, entre outras 
 
 
3. Correção de distúrbios eletrolíticos 
-O potássio é cuidadosamente monitorizado e reposto, uma vez que a insulina seja administrada e o potássio regresse ao 
compartimento intracelular; 
-A reposição de potássio é essencial para corrigir o défice orgânico existente e prevenir a hipocaliemia grave 
 
4. Correção da acidose metabólica 
-O bicarbonato intravenoso pode ser prescrito em caso de acidose grave (pHcom 
dose 10x superior à dose 
terapêutica; 
-Na intoxicação grave o 
paciente está em estado 
comatoso e a respiração é 
afetada precocemente; 
-A respiração pode ser lenta ou 
rápida e superficial; 
-TA baixa por causa do efeito 
do fármaco de hipoxia; 
-As complicações + graves 
podem ser: Atelectasia, Edema, 
Broncopneumonia, 
Insuficiência Renal 
-Sedativos-hipnóticos com 
propriedade ansiolítica e 
relaxante muscular; 
-Intoxicações muito comuns 
embora não apresentem grande 
letalidade; 
-Manifestações clínicas: 
Náuseas, vómitos, sudorese, 
palidez, toxicidade hepática 
(Ligadas diretamente à parte 
gastrointestinal) 
-A sobredosagem + frequente é a da 
aspirina; 
-Intoxicação aguda acidental é 
frequente; 
-Formas de toxicidade 
1) Leves 
-Queimadura oral/ Letargia/ Náuseas/ Vómitos/ 
Tonturas e Zumbidos 
2) Moderadas 
-Taquicardia/ Sudorese/ Desidratação/ 
Hiperpirexia/ Perda de coordenação e agitação 
3) Grave 
-Alucinações/ Estupor/ Convulsões/ Edema 
pulmonar/ IR/ Coma 
-Sem tratamento adequado 
a sobredosagem pode 
originar falência hepática e 
morte em poucos dias; 
-Manifestações clínicas: 
Mal-estar/ Palidez/ 
Sudorese/ Anorexia/ 
Náuseas e Vómitos 
-Os opiáceos são responsáveis 
pela maioria das mortes por 
autoenvenenamento acidental; 
-Toxicidade moderada: 
Náuseas/ Vómitos/ Sonolência/ 
Pupilas contraídas/ Hipotensão/ 
Urticária 
-Toxicidade grave: Depressão 
respiratória/ Edema pulmonar/ 
Bradicardia/ Alterações da 
consciência/ Coma 
 
Única exposição ao 
produto tóxico 
Contactos 
repetidos 
14.3) Remoção do tóxico 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Remoção do tóxico 
Emese (Indução ao vómito) 
-Não se usa muito no SU; 
-Pode ser conseguida com a administração de xarope de 
ipecacuanha e este só é eficaz se administrado 15 minutos 
após a ingestão; 
-O doente deve ser posicionado adequadamente de modo a 
fazer aspiração 
Contraindicações 
-Inconsciente/ Semicomatoso/ Sonolento/ Ingestão de 
cáusticos/ Petróleo e seus derivados 
Lavagem gástrica 
-Faz-se com SF a 0,8%; 
-Lavar e perceber se a drenagem está a ocorrer, se sai 
limpo ou com vestígios e se esses correspondem ao 
fármaco que doi dito, fazemos também colheita de 
conteúdo gástrico); 
-Eficácia na 1 hora após a ingestão do tóxico 
Contraindicações 
-Ingestão de agentes corrosivos/ Hidrocarbonetos/ 
Doentes em coma/ Doentes com risco de hemorragia ou 
com perfuração gastrointestinal 
Carvão ativado 
-Indicado em muitos fármacos e utilizado após lavagem gástrica; 
-Impede a absorção e estimula a passagem de certas substâncias da 
corrente sanguínea para o lúmen intestinal; 
-É tanto ou + eficaz quanto mais precoce for a sua administração; 
-Especialmente útil na ingestão de corrosivos onde a lavagem gástrica 
está contraindicada; 
 
Antídotos 
-Quando as medidas de suporte não são eficazes; 
-Quando há informação sobre o tóxico ingerido; 
Opióides: Naloxona 
Organofosforados: Atropina 
Beta-bloqueantes: Glucagon 
Cianeto: Edetato dicobáltico 
Antidepressivos tricíclicos: Bicarbonato de sódio 
Paracetamol: N-acetilcisteína 
Digoxina: Anticorpos Fab 
Benzodiazepinas: Flumazenil 
 
Tratamento 
1) Barbitúricos 
-Administração de O2 (Prevenção de pneumonia); 
-Medidas de suporte de descontaminação gastrointestinal com lavagem gástrica prolongada e carvão ativado cada 4 
horas; -Utilizar o antídoto Flumazenil apenas e casos graves ou com diagnóstico diferencial com outros depressores 
do SNC 
2) Salicilatos 
-Lavagem gástrica em adultos em que a ingestão ocorreu há menos de 1 hora; 
-Carvão pode ser administrado a crianças e adultos até 8 horas após a ingestão; 
-Hidratar o utente com fluidos orais/ EV; 
-Algaliação recomendada em doentes com toxicidade moderada ou grave, pois a sua excreção aumenta a eliminação 
de salicilatos 
3) Paracetamol 
-Carvão ativado q 1 hora após a ingestão; 
-Monitorizar balanço hidroelectrolítico; 
-Avaliar se o doente tem risco de lesão hepática grave; 
-Tratar o doente imediatamente co N-acetilcisteína até 24h após a ingestão; 
-Lavagem gástrica não está recomendada pois, pode dissolver + e acelerar absorção 
4) Morfina 
-Estabelecer desobstrução das VA, ventilação adequada e oxigenação; 
-Admistrar carvão ativado VO; 
-Naloxona pode ser utilizado como antídoto; 
5) Antidepressivos tricíclicos 
-Monitorização cardíaca com vigilância do alargamento QRS; 
-Podem prevenir-se arritmias com a administração de bicarbonato de sódio nos doentes com algum risco 
 
Disritmias induzidas por fármacos 
1) Bradicardia 
-Boa resposta à atropina quando indicado pacemaker 
externo provisório; 
-Na bradicardia induzida por beta-bloqueadores pode ser 
usado o glucagon 
2) Torsade de Pointes 
-Vários fármacos podem causar esta alteração 
eletrocardiográfica; 
-Como terapêutica deve ser administrado magnésio, 
corrigir os desequilíbrios eletrolíticos e quando 
necessário a colocação de pacemaker 
 
 
15) Intoxicação por agrotóxicos 
-Podem ter absorção digestiva, respiratória, ocular e cutânea; 
-Uso de EPI, tratar as vítimas em local arejado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Avaliação do doente 
intoxicado 
Atitude inicial 
-O profissional deve proteger-se contra a exposição 
de agentes tóxicos usando luvas, avental e óculos 
Cuidados de suporte à vida 
-Desobstruir VA; 
-Assegurar oxigenação e ventilação adequada; 
-Iniciar manobras de reanimação, se necessário; 
-Manter estabilidade hemodinâmica; 
-Correção imediata das alterações hidroeletrolítica 
 
Dados objetivos 
1) Observação 
-Estado mental/ Tónus muscular/ Reflexos/ 
Diâmetro e reatividade pupilar/ Pele 
2) Exame físico 
-Pesquisar sinais de agressão, tentativa de 
suicídio 
3) Avaliação de SV 
4) Avaliação do nível de consciência (Escala 
Coma) 
Dados subjetivos 
Procurar informações sobre 
-Agente tóxico/ Quantidade utilizada/ Tempo 
de exposição/ Via de exposição/ Motivo de 
intoxicação/ Atividade profissional/ 
Antecedentes clínicos e psiquiátricos 
15.1) Remoção do tóxico/ diminuição da absorção 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Remoção do tóxico/ 
diminuição da absorção 
 
Contacto cutaneo 
-Retirar a roupa; 
-Lavagem dapele com água e sabão alcalino 
Contacto ocular 
-Lavagem ocular com água corrente durante 15 
minutos; 
-Encaminhar para um oftalmologista 
Contacto inalatório 
-Colocar o doente num local arejado, 
com adequada ventilação 
Contacto por ingestão 
-Induzir o vómito; 
-Lavagem gástrica; 
-Administrar produtos adsorventes 
1) Induzir o vómito 
-Estimulação mecânica da úvula (2 dedos ou espátula); 
-Administrar água com sal; 
-Administrar xarope de ipecacuanha; 
-O doente deve estar inclinado para a frente de forma a evitar a 
aspiração de conteúdo gástrico; 
-Contraindicado: Depressão da consciência/ Convulsões/ Cirurgia 
gastrointestinal recente/ Agentes corrosivos 
2) Lavagem gástrica 
-Indicado nas 2 horas que se seguem à ingestão do tóxico, sendo, 
regra geral inútil 4 horas após a mesma, embora deva ser sempre 
feita 
-Técnica: Colocar o doente em posição de decúbito lateral esquerdo e 
em trendlembourg/ Introduzir SNG de grande calibre/ Aspirar o 
maior volume possível de conteúdo gástrico/ Instilar SF ou água e 
aspirar até obter líquido de lavagem limpo 
3) Administrar produtos adsorventes 
-Modificam a estrutura do tóxico ou fixam até ser eliminado; 
-Terra de fuller (Fixa e inativa alguns tóxicos nomeadamente o Paraquat. É como fosse 
“carvão ativado”) 
-Carvão ativado (Liga-se à maioria dos tóxicos, impede a absorção e estimula a 
passagem de certas substâncias da corrente sanguínea para o lúmen intestinal) 
NOTA: 
-A remoção do tóxico pode ainda fazer-se com enemas de limpeza e 
administrar laxantes (aceleram o transito intestinal para além de contrair a ação 
obstipante do carvão ativado) 
Pesticidas 
1) Inibidores das colinestérases- Organofosforados / Carbamatos 
-São compostos lipossolúveis, o que favorece a sua penetração no 
SNC; -Absorção fácil; 
-A absorção é favorecida pelo calor, humidade do ambiente e 
sudorese; 
-Provocam incapacidade de hidrólise da acetilcolina, logo há 
acumulação deste nas sinapses do SNA, SNC, glândulas exócrinas e 
placa-motora neuro-muscular; 
-A acumulação de acetilcolina leva ao aparecimento de: Síndrome 
muscarínico/ Síndrome nicotínico/ Sintomas a nível do SNC 
Tratamento 
-Medidas de suporte/ Lavagem corporal/ Descontaminação 
gastrointestinal/ Administrar atropina (Neutraliza a ação da acetilcolina, 
bloqueando os efeitos muscarínicos periféricos: hipersecreção, broncoconstrição, 
bradicardia e miose)/ Administrar pralidoxina/ Administrar 
benzodiazepinas 
2) Paraquat 
-Toxicidade elevada; 
-Utlizado como herbicida; 
-Acumula-se no pulmão, onde a presença de O2 induz a formação de 
radicais superóxido que tem sido responsabilizado por lesões 
pulmonares que conduze à fibrose e morte 
Manifestações clínicas 
-Falência respiratória/ Edema pulmonar/ Vómitos 
Tratamento 
-Administração de O2 pis acelera processo de fibrose/ Lavagem 
corporal/ Descontaminação gastrointestinal 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Síndrome muscarínico Síndrome nicotínico Sintomas a nível do SNC 
 
-Faz o corpo reagir exageradamente em 
várias áreas, levando a muitos sintomas 
incômodos e potencialmente perigosos, 
mas que podem ser tratados com 
medicamentos; 
 
-Manifestação clínicas: Hipersecreção 
brônquica/ Tosse/ Dispneia/ Cianose/ 
Edema Pulmonar/Náuseas 
 
 
-Manifestação clínicas: Palidez/ 
Taquicardia/ Caibras/ Hipotonia 
 
-Manifestações clínicas: Labilidade 
emocional/ Cefaleias/ Tremores/ Apatia/ 
Astenia generalizada/ Respiração 
Cheyne-stokes/ Convulsões/ Coma 
16) Avaliação primária e secundária da vítima de 
trauma 
-A avaliação de uma vítima com trauma começa desde momentos antes do acidente, 
existe informação antes (P.ex: Antecedentes) que podem ajudar na situação. (P.ex: 
Pessoa teve acidente porém antes teve um AVC o AVC é uma parte clínica que 
originou o acidente) 
 
 
16.1) O que é um politraumatizado? 
-Doente que possui lesões em mais que um sistema orgânico; 
-Vários sintomas vários traumas vários órgãos podem ser afetados 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Abordagem 
 
“Hora de ouro” 
-É importante que o doente em 1 hora esteja 
com o tratamento definitivo; 
-É necessário método de trabalho no SU para 
conseguir obter isto; 
-Quanto + rápida a vítima for estabilizada, mais 
rápida é a probabilidade de recuperar 
16.2) A hora de ouro 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
-Primeiros 10 minutos e deve-se fazer num tempo de 10 minutos 
-Começa desde que haja uma vítima de trauma; 
-Alarme (Familia em casa que deteta situação de alarme); 
-Deslocação; 
-Reconhecimento (Pedir ajuda); 
-Estratégia 
 
- + 10 minutos; 
-Estabilização da vítima 
A) Em casos de vítimas com hemorragia exsanguinante no 
ABCDE antes do A tem um X e devemos considerar como 
prioridade o X; 
B) Realizamos a estabilização cervical 
-Manualmente, onde uma pessoa mantém o pescoço da vítima direito; 
-Colocação de um colar cervical 
 
 
-+ 10 minutos; 
-Acessos venoso; 
-Estabilização (Soroterapia); 
-Extração (Em casos em que é necessário fazer 
o corte do carro para extrair a pessoa) 
 
- + 10 minutos 
-Transporte à Unidade de Saúde 
16.3) Fases do impacto 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
16.4) Mecanismos de lesão 
-Quando o corpo não consegue aguentar a energia transmitida; 
-A energia pode ser química, elétrica, térmica, radiação ou cinética; 
-Se houver mecanismos de lesão consigo identificar padrões de lesão melhor 
atuação 
 
 
 
 
 
 
 
Fases do impacto 
Pré-impacto 
-Antecedentes, MH, ingestão de álcool ou drogas, 
história de traumatismos anteriores (P.ex: A pessoa pode 
ter um antecedente de TCE e ter uma alteração nas pupilas, assim 
devemos considerar essa alteração como normal) 
Impacto 
-Inicia-se no momento do impacto 
entre 2 objetos sólidos, encontrando-
se um deles ou ambos em 
movimento; 
-O impacto reflete a absorção da 
energia cinética e irá depender da 
direção, quantidade de energia e 
como ele foi absorvida pelo corpo 
Pós-impacto 
-Começa quando a vítima absorve a energia do 
impacto; 
-Diz respeito às lesões provocadas pela 
projeção do corpo após o impacto 
 
16.5) Trauma 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Trauma 
Trauma Penetrante (Aberto) 
-Armas de fogo (orifício de entrada e de saída) 
-Armas brancas; 
-Objetos afiados 
 
Trauma por explosão 
-Lesão ocorre quando o nosso corpo não 
consegue aguentar a energia transmitida; 
1) A onda atinge a vítima; 
2) Fragmentos que voam podem tornar-se 
projeteis que produzem lesões; 
3) A vítima torna-se um projétil e pode ser 
atirada contra outros objetos ou ao chão 
 
Trauma fechado 
-Acidentes de viação; 
-Quedas; 
-Desportos de contacto e agressão 
 
1) Acidentes de viação 
-Colisões automobilísticas; 
-Colisão de motociclo; 
-Atropelamento 
A) Pedestre atingido por veículo, o impacto inicial ocorre nas 
pernas e, às vezes, nos quadris 
B) O tronco do pedestre rola sobre o capo do veículo 
C) A vítima cai do veículo e atinge o solo 
NOTA: Atropelamento TCE “Vidro olho em boi” 
Sinal de elevada transmissão cinética 
2) Quedas 
-Pessoa cai de pé e verificar- se o “Síndrome de 
Don Juan” 
A) Fratura do calcâneo bilateralmente; 
B) Fratura de compressão das vertebras; 
C) Fratura de Colles bilateral 
-Mergulho (Toda a força e o peso do tronco e da bacia e das 
pernas em movimento comprimem a cabeça e a coluna cervical, 
podendo correr fratura desta zona) 
 
 
 Mecanismo de lesão 
 Impacto frontal 
-Volante/Tablier/ Para-brisas 
-Lesão pelo cinto de segurança 
-Recuo dos pedais 
-Lesão de desaceleração 
 
 Impacto Lateral 
 
Suspeita de lesão 
-Lesão cerebral, maxilo-facial, tórax 
(pulmonar, miocárdio, vascular, esterno, 
costelas, rutura do diafragma) 
-Lesão Abdominal 
-Luxação da anca, fratura do joelho e dos 
membros inferiores 
-Fratura da coluna cervical 
 
 
-Trauma torácico unilateral, fratura do 
baço (esq.), fígado (dto), rim, fratura do 
pélvis e/ou acetábulo, fratura da coluna 
cervical, torácica 
 
 Impacto de trás 
-Fratura da coluna cervical; 
-Lesão dos tecidos moles e vasculares do 
pescoço 
 Projeção do veículo 
 -Trauma múltiplo 
 Lesões provocadas pelo cinto mal colocado 
-Lesão do fígado (condutor), baço (passageiro), 
lesão intestinal, colón, pâncreas, fartura da coluna 
dorsal e/ou lombar, fratura/ luxação ombro, 
clavícula 
16.6) Avaliação global do acidente 
-Ao chegar a equipa de emergência pré-hospitalar deverá avaliar as condições de 
segurança e o tipo de ocorrência, antes mesmo de socorrer as vítimas; 
 
1) O que aconteceu? Quais as circunstâncias do acidente? 
 
2) Que forças foram envolvidas? Que outros fatores podem star envolvidos? Que lesões 
podem ser esperadas? 
 
3) Quantas pessoas envolvidas? E idades? 
 
4) Os meios de socorro no local são suficientes para o número de vítimas? 
 
5) São necessário outros meios para o local? 
 
6) A causa do acidente pode ser um problema médico? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
16.7) Avaliação inicial 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
-Está permeável? Existem corpos estranhos? Existe sangue, vómito, etc.? 
-Alinhamento na região cervical (Pode ser Ac); 
-Sub luxação mandibular (Não se pode fazer hiperextensão do pescoço em utentes com trauma); 
-Guedel; 
-Aspiração (Muito cuidado com a colocação de SNG pois a sonda pode ir para o cérebro) 
 
-Está presente; 
-É adequado; 
-Expansão torácica; 
-Ventilação artificial; 
-Ventilação assistida; 
-Exposição do tórax; 
-Tapar feridas do tórax; 
-Oxigénio a 10ml/min 
 
 
-Existe pulso? 
-Existe saída de sangue? 
-Existem sinais de CHOQUE? 
-Compressões torácicas; 
-Controle de hemorragia; 
-Elevação dos membros inferiores 
 
-Escala coma de Glasgow 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Expor 
-Cortar roupas (Apenas em ambiente hospitalar) 
-Prevenir hipotermia 
Exame físico 
-Manter a estabilização da região cervical; 
-Procurar feridas, deformações, queixas; 
-Procurar marcas, equimoses; 
-Estabilizar lesões encontradas 
 
16.8) CHAMU 
 
 
 
 
 
C H A M U 
 
 
 
 
 
 
 
16.9) Avaliação da vítima 
1. Avaliação primária: Deve ser realizado nos primeiros minutos e tem como 
objetivo principal tratar as lesões que comprometem as funções vitais. 
 
2. Avaliação secundária: Manter as funções vitais normais e identificar as lesões, 
isto através de um exame sistematizado que ocorre desde a cabeça até aos pés 
 
 
 
 
Recolha da informação 
-Mecanismos da lesão (Se houve 
projeção/ Posição da vítima/ Se 
esteve encarcerada/ Se queda de 
que altura/ Sobre que região do 
corpo foi o impacto) 
 
Antecedentes 
-Doenças anteriores; 
-Doenças recentes 
Alergias 
-A que substancias 
Medicação 
-Qual 
-Se tomou recentemente; 
-Se tem que tomar 
Última refeição 
-Há quanto tempo; 
-Tipo; 
-Houve ingestão de álcool 
NOTA: Se não soubermos à quanto tempo o 
doente fez a sua última refeição dizemos que 
se encontra de estomago cheio 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Exame primário -Assume a nomenclatura XAcBCDE 
 
 
 
Ac- Via Aérea com colar cervical 
Avaliar 
-Voz/ Estridor/ Queda da língua (tubo de Guedel para reverter)/ Saturações 
de O2/ Presença de corpos estranhos/ Lacerações ou lesões da boca 
ou VAS 
Cuidados de Enfermagem 
-Realizar aspiração de fluidos corporais; 
-Realizar manobras de permeabilização da VA (Levantamento do queixo/ 
tração da mandíbula); 
-Preparar material para a realização de manobras de 
permeabilização da VA (ET 
Cricotireioidectomia); 
-Manter o pescoço em posição neutra durante a abertura das VA e 
realização da ventilação necessária (Uma pessoa a entubar e a outra a manter o 
pescoço direito) 
 
Colar cervical 
Como escolher? 
1- Posição neutra/ 2-Medir altura do pescoço/ 3-Tamanho do colar/ 4-Medidas iguais/ 5-
Colocar colar cervical 
Contraindicações 
1-Resistencia ou impossibilidade de alinhamento por queixas/ Deformação evidente/ 
Objeto empalado/ Oclusão da traqueostomia pelo colar/ Hematoma cervical expansivo/ 
Fratura completa 
ATENÇÃO 
-Deve manter-se o alinhamento neutro durante todo o procedimento; 
-Quando o colar estiver colocado e o paciente imobilizado deve continuar-se a segurar a 
cabeça (até a chegada de blocos); 
-Colocar o paciente sobre uma maca rígida imobilizando-o com a ajuda de correias restritivas apropriadas 
 
 
 
 
B-Ventilação 
-É necessário realizar o VOSP 
Ver os movimentos torácicos 
Ouvir o ruído do ar a passar pela VA 
Sentir o ar expirado na face 
Palpar o pulso 
-Em doentes com pneumotórax hipertensivo, vamos ter uma fratura das 
costelas flutuantes e consequentemente dor expiração leve e se 
tirarmos a dor vamos ter uma melhoria na expansão do tórax; 
-Em todas as situações de politraumatizados, estes necessitam de O2, 
devido à perda de sangue 
 
C- Circulação 
-Não envolve perigo de vida para as pessoas; 
-Ter sempre 2 acessos (14G ou 16G); 
-Reposição de volemia , pois o politraumatizado pode entrar em 
choque (+ frequente é o hipovolémico) 
-No adulto basta perder 1 litro de sangue para levar a choque; 
-A gravidade da hemorragia vai depender do calibre atingido (Artéria, 
ou seja + compressão, veia e capilar) e da sua localização; 
 
Hemorragias 
-Para avaliação da perda sanguínea, é necessário avaliar (PA, FC, FR, 
Débito urinário e estado de consciência) 
Internas 
-Podem ocorrer devido: Ao mecanismo de lesão/ Lesões torácicas com suspeita de 
fratura das costelas/ Queda superior à altura do corpo/ Politraumatizados graves com 
suspeita de fraturas 
-Só podem ser controladas cirurgicamente, contudo, pode efetuar-se alguns cuidados 
pré-hospitalares 
-Atuação: Aplicar gelo na zona suspeita/ Imobilizar zona 
Externas 
-Pressão direta no local da hemorragia: Comprimir com uma compressa esterilizada/ 
Nunca retirar a 1ª compressa, colocar outra por cima/ Hemorragia controlada, deve 
efetuar-se penso compressivo, porém devemos ter cuidado para não garrotar 
-Elevação do membro/ Pressão indireta/ Aplicação de frio/ Torniquete 
 
D-Disfunção neurológica 
-Avaliação da consciência; 
-Tamanho, simetria e 
reatividade pupilar; 
-Movimento dos olhos e 
resposta motora sensitiva 
Cuidados de enfermagem 
1-Monitorizar estado de 
consciência através da 
escala de coma de 
Glasgow/2- Auxiliar na 
ET/ 3-Avaliar reação 
pupilar 
E-Exposição com controle da temperatura 
-Remover todas as roupas de forma a identificar 
possíveis leões; 
-Realizar exame ao dorso (Inspeção e palpação da coluna 
vertebral/ Despistar possíveis hematomas, ressaltosósseos ou pontos 
dolorosos) 
-Realizar exame da região glútea e perianal 
Cuidados de enfermagem 
-Localizar lesões que coloquem em risco de vida a 
vítima; 
-Prevenir hipotermia; 
-Administrar soros aquecidos, se necessário; 
-Realizar inspeção e palpação da coluna vertebral 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
NOTA: Vítima fala durante a avaliação secundária, porém de um momento para o outro deixa de falar, o que fazemos? Procedemos 
novamente à reavaliação do ABCDE 
Exame secundário 
Objetivos 
-Recolher/ completar uma história médica e de lesão; 
-Examinar todo o doente; 
-Integrar os dados da avaliação primária, dados 
laboratoriais, exames de diagnóstico, evolução e reposta à 
terapêutica instituída; 
-Desenvolver critérios para um plano de avaliação clínica, 
diagnóstico e de terapêutica 
Cabeça 
-Nariz e orelhas pois pode haver fuga de sangue 
ou LCR; 
-Avaliação com a escala de coma de Glasgow; 
-Inspecionar e palpar toda a superfície da 
cabeça; 
-Pesquisar feridas no coro cabeludo e suturadas 
logo que possível 
 
Face 
-Parte óssea da face é apalpada para verificar 
eventuais fraturas; 
-Nas narinas pesquisa-se hematomas do septo 
ou laceração; 
-Deve ainda pesquisar-se a existência de 
limitações dos movimentos dos olhos 
 
Pescoço 
-Desde a base do crânio até aos ombros e omoplata; 
-Inspeção e palpação do pescoço à procura de hematomas 
e desvio da traqueia e sensibilidade dolorosa ou disformia 
na palpação da coluna cervical; 
-Lesões a nível cervical são potenciais geradoras de 
obstrução da VA 
 
Tórax 
-Palpação do esterno e costelas e verificar se os movimentos 
respiratórios são simétricos; 
-Eficácia da ventilação através da inspeção, auscultação, 
palpação e percussão; 
-Num caso de enfisema subcutâneo, pode haver necessidade de 
ser colocada uma drenagem torácica para evitar que um 
pneumotórax simples se torne num hipertensivo 
 
Abdómen 
-Palpar ao abdómen e verificar as zonas que causam + dor 
à vítima; 
-Todas as feridas sevem ser tapadas e os objetos 
empalados só devem ser retirados em contexto cirúrgico; 
-Inspeção, auscultação, palpação e percussão; 
-O exame físico é inconclusivo e assim, deve proceder-se 
à realização de uma lavagem peritoneal, ecografia ou TAC 
 
Períneo, órgãos 
genitais e pelve 
-Mão na crista 
ilíaca e vamos 
fazer 
movimento para 
baixo e para 
dentro para ver 
se há fratura 
Membros 
-Verificar os MI desde a pélvis até 
aos pés; 
-Palpar os MS desde os ombros até às 
extremidades dos dedos; 
-Pedir á vítima para apertar a mão de 
forma a verificar a mobilidade e 
força; 
-Avaliar pulsos periféricos para 
excluir a presença de lesões arteriais 
 
Dorsal 
-Deve ser feita com uma mobilização lateral do 
doente; 
-Manter sempre a coluna alinhada e a coluna 
cervical imobilizada com colar semí-rígido; 
-O dorso deve ser inspecionado desde a região 
occipital aos tornozelos, e toda a coluna 
cervical deverá ser palpada, na pesquisa de 
deformidades e hipersensibilidade dolorosa 
 
17) Queimados 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Queimados 
O que é? 
-Qualquer lesão nos tecidos do corpo causada por calor, eletricidade, 
fricção, radiação, químicos ou gases; 
-A extensão da lesão é determinada pela duração da exposição ao 
agente causador e a natureza desse agente 
 
Fases 
1) Fase de reanimação 
-Primeiras 24-48 horas após a queimadura, o doente é internado, é avaliado a gravidade da lesão e é 
prestado os primeiros cuidados: Assegurar a passagem de ar (ventilação do paciente)/ Apoiar a 
circulação através da reposição de líquidos/ Manter o paciente confortável com a administração de 
analgésicos/ Manter a temperatura corporal/ Proporcionar apoio emocional 
2) Fase aguda 
-Começa no final da fase de reanimação e prolonga-se até todas as lesões de espessura total terem sido 
cobertas com excertos ou lesões de espessura parcial terem cicatrizado 
3) Fase de reabilitação 
-Visa fazer a pessoas retomar um lugar útil na sociedade; 
-Há duas preocupações nesta fase: A restauração da função nas zonas articulares que estão cicatrizadas 
e assistência emocional de que o doente e a sua família necessitam. 
 
 
 
 
Tipos de queimaduras 
1) Queimaduras térmicas 
2) Queimaduras elétricas 
3) Queimaduras químicas 
4) Queimaduras por frio 
 
Avaliação da gravidade de uma queimadura 
-Profundidade da queimadura; 
-Extensão da queimadura; 
-Idade da vítima; 
-Parte do corpo envolvida; 
- Mecanismo de lesão; 
-História de doença cardíaca, pulmonar, renal, ou 
hepática; 
-Lesões sofridas no momento da queimadura. 
 
 
Classificação da gravidade das queimaduras 
1) Grande queimadura 
-Lesão de profundidade parcial em mais de 25% da 
superfície corporal; 
-Mais de 10% de superfície corporal, de profundidade 
completa; 
-Envolvimento da face, olhos, orelhas, mãos, pés ou 
períneo 
2) Queimadura moderada 
-15-25% da superfície corporal, profundidade parcial; 
-2-10% de superfície corporal em caso de 
profundidade completa 
3) Queimadura ligeira 
-Menos de 15% de superfície corporal em adultos; 
-Menos de 2% de superfície corporal em queimadura 
de profundidade completa. 
 
Classificação das queimaduras quanto à profundidade 
1) Primeiro grau ou espessura parcial superficial 
-Atinge a camada mais externa da pele, a epiderme; 
-Caracteriza-se por eritema e dor local sem a presença de 
bolhas ou flictenas; 
-Geralmente, aparecem em pessoas que se expuseram 
demasiadamente ao sol e/ou ao calor extremo; 
-Cicatrização de 3 a 6 dias 
2) Segundo Grau ou espessura parcial profunda 
-Atinge a derme, podendo ser superficial e profunda; 
-Possui a presença de flictenas ou bolhas com conteúdo líquido; 
-Apresenta edema que atinge regiões circundantes, apresentando dor intensa devido sua relação 
íntima com vasos e terminações nervosas periférica; 
-Cicatrização entre 10 a 21 dias 
3) Terceiro grau ou espessura total 
-Destrói todas as camadas da pele, atingindo tecidos adjacentes e profundos, pode também 
atingir músculos e ossos; 
-A lesão característica apresenta-se com um aspecto duro, inelástico, esbranquiçado ou 
marmóreo, perda de sensibilidade local; 
As queimaduras de terceiro grau podem ter causa elétrica ou térmica. 
17.1) Regra dos 9 
 
 
 
-Avaliação precisa da extensão da queimadura, o método mais utilizado é a regra dos 
noves; 
-Caso não se saiba a regra dos 9, uma medida prática é medir a área queimada através 
da palma da mão da vítima que corresponde a 1% da sua superfície corporal 
 
 
 
 
 
 
 
 
17.2) Primeiros cuidados 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Queimaduras químicas 
-Não tocar na pessoa vítima de queimadura química sem se proteger primeiro (Usar luvas ou evitar entrar 
em contacto com a área atingida, ou serão dois queimados em vez de um); 
-Retirar acessórios e roupas, porque a área afetada vai ficar edemaciada; 
-Importante remover a roupa contaminada para que o produto químico não se espalhe pelo resto do 
corpo (Se a roupa estiver colada à área queimada, não mexer); 
-Se a substância que causou a queimadura for em pó ou pasta, antes de mais nada remova o 
excesso, para depois lavar a pele; 
-Usar água, muita água. Isso vai servir para retirar substância causadora da lesão (Fazer isso com água 
corrente, por cerca de 15 minutos, não usar gelo e ter cuidado com o jacto de água pois não deve causar dor nem rebentar as bolhas 
que se formaram); 
-Se a queimadura for nos olhos, retirar lentes de contacto, se existirem, e continuar a lavar o local 
até a chegada ao hospital; 
-Se a queimadura tiver atingido grande parte do corpo, é necessário manter a vítima aquecida; 
-Não apertar o local, proteger a queimadura com umacompressa limpa (em queimaduras nas mãos e pés 
evitar que os dedos se juntem, se possível colocar compressas entre os dedos); 
-Se possível descobrir o nome do agente químico causador da agressão (Vai ajudar a decidir o tratamento 
apropriado); 
 
 
Queimaduras elétrica 
-Antes de qualquer coisa, e se possível, desligar a corrente elétrica (Não tocar na vítima antes 
disso); 
-Se a área estiver molhada, também não pisar a água enquanto a corrente estiver ligada; 
-Procurar dois pontos com queimaduras, porque a descarga elétrica tem um lugar de 
entrada e outro de saída; 
-Proteger a queimadura e transportar a vítima para o Hospital 
 
Queimaduras térmica 
-Quando a queimadura atingiu o rosto ou a pessoa ficou exposta a fumo ou ar quente dentro 
de um lugar fechado, ela pode estar com a via aérea queimada (Pode causar paragem 
respiratória e levar à morte); 
-Os sintomas de lesões no trato respiratório são: tosse, dificuldade em respirar e respiração 
com cheiro a fumo. Devemos procurar cinzas perto de boca e nariz. 
 
NOTAS: 
-Antes de qualquer coisa, remover a vítima do local com fumo para outro bem arejado; 
-Mantenha a vítima aquecida; 
-Se a vítima estiver inconsciente colocar em posição lateral de segurança; 
-Transportar a vítima rapidamente para o Hospital. 
 
 
 
17.3) Abordagem Hospitalar 
 
A-Via aérea com controlo cervical 
-Assegurar e proteger a VA; 
-Deve ser promovida a entubação traqueal imediata e suporte ventilatório antes de se 
verificar o edema da traqueia; 
-A entubação precoce, pode diminuir a dificuldade da técnica e evitar a necessidade de 
traqueostomia ou cricotiroidotomia. 
 
B- Ventilação 
-Apesar de assegurar a permeabilidade da via aérea, a ventilação pode não ser eficaz 
devido à inalação de fumo; 
-A intoxicação por CO, caracteriza-se por pele de coloração entre o rosado e rubro, 
dispneia, taquipneia, cefaleias, vertigens e náuseas; 
-Deve ser efetuada gasimetria arterial; 
-O tratamento de escolha consiste na administração de oxigénio a alto débito (100%) de 
preferência humidificado devido ao potencial envenenamento por CO, mesmo quando a 
vítima não apresenta sinais óbvios de dificuldade respiratória. 
C- Circulação, com controle de hemorragia 
-Apesar da rapidez com que se pode instalar o estado de choque num queimado é 
importante pesquisar outras causas para além da queimadura, muito especialmente 
considerar a hipótese de coexistência de trauma (com possível hemorragia); 
-A administração de fluidos endovenosos deve ser uma das medidas mais precoces, em 
utentes com 10% ou mais da superfície total queimada. 
 
Fórmula de Parkland 
-Orienta quanto à reposição de fluídos 
 
 
 
D- Disfunção ou défice neurológico 
-Escala de coma de Glasgow, tamanho, simetria/assimetria pupilar e reatividade à luz; 
-As alterações no estado neurológico podem estar relacionadas com traumatismo 
craniano que tenha ocorrido em simultâneo com a queimadura, hipoperfusão 
relacionada com a hipovolémia, hipoxemia associada à ventilação insuficiente, 
envenenamento por CO e/ou desequilíbrio eletrolítico. 
 
E- Exposição com controle da temperatura 
-Devem ser removidas todas as roupas e adornos, afim de avaliar possíveis lesões que 
possam ter passado despercebidas. Se a roupa estiver aderente à pele, deve ser recortada 
e os fragmentos aderentes embebidos em S.F; 
-Os grandes queimados arrefecem com facilidade por perda de termorregulação. Esta 
perda de calor é agravada pela administração intravenosa de fluidos, irrigação do tecido 
queimado e por vezes pelo ambiente fresco que se encontra na Urgência; 
-Por tais motivos, deve-se avaliar a temperatura do utente logo que possível, após a sua 
chegada e verificá-la no espaço de uma hora; 
-A perda de calor será minorada se se mantiver o utente tapado, até ser possível prestar 
cuidados adequados (as feridas devem ser mantidas cobertas com um lençol esterilizado 
e se possível com uma manta isotérmica). 
 
 
 
17.4) Exame secundário 
CHAMUinicial 
-Mulher 72 anos; 
-Veio ao SU de táxi; 
-Ferida na perna esquerda que apesentou sangramento abundante devido a ter levado 
com um carrinho do supermercado a alta velocidade; 
-Foi aplicada uma ligadura e caminhou sem ajuda até ao táxi 
 
Informação Adicional 
-Ao remover o penso da ferida, há escorre numa presença considerável sangue 
 
Informação final 
-Ao aplicar pressão hemorragia reduziu mas não desapareceu 
 
Fluxograma: Feridas 
Discriminadores 
 
Compromisso da via aérea 
 
Respiração ineficaz 
 
 
Hemorragia exsanguinante (fazemos 
pressão mas a ferida continua a babar) 
Choque 
 
Dor severa (Aplicamos escala da dor, mas neste 
caso pode caminhar sem ajuda excluímos) 
Hemorragia incontrolável Compromisso vascular distal (Sentir o 
pulso distal, neste caso não está comprometido pois se 
estivesse encontrava-se frio e não o sentíamos) 
 
Dor moderada História inapropriada Pequena hemorragia incontrolável 
 
Novos sintomas e/ou sinais 
neurológicos 
Dor 
 
Inflamação local Infeção local 
Traumatismo recente 
 
Problema não recente 
 
 
Fluxograma (feridas) 
Discriminador (Pequena 
hemorragia incontrolável) 
Prioridade amarela (60min) 
 
B) Caso Clínico 
Informação adicional 
-Jovem 24 anos; 
-Trazida ao SU por não se sentir bem; 
-Diabética e insulinodepdente; 
-Não se sente bem desde há uns dias 
 
Informação Adicional 
-Sentiu-se doente e vomitou de 10 em 10 minutos nas últimas 2 horas 
 
Informação Final 
-Teste de GC com 190mg/dl e análise de urina revela sem corpos cetónicos; 
-Temperatura a 39ºC 
 
Fluxograma: Diabetes 
Discriminadores 
 
Compromisso da via aérea 
 
Respiração ineficaz 
 
 
Criança não reativa 
Hipoglicemia Choque 
 
Hiperglicemia com cetose (190mg/dl e 
sem corpos cetónicos) 
Alteração do estado de consciência 
(Avaliação através da escala de coma de 
Glasgow) 
 
 
Criança quente 
Adulto muito quente (Não se encontra 
pois muito quente > 41ºC) 
 
 
Hiperglicemia (Só > 200 mg/dl +/-) Vómitos persistentes Quente 
 
Sub-febril (Febrícula) 
 
Vómitos Problema recente 
Problema não recente 
 
 
 
 
 
Fluxograma (Diabetes) 
Discriminador (Vómitos) 
Prioridade amarela (60min) 
 
C) Caso Clínico 
Informação adicional 
-Homem 55 anos; 
-Acidente de trabalho; 
-Escorregou enquanto ajustava uma lamina nova na serra; 
-Caiu sobre o tornozelo e ouviu “Crack” 
 
Informação Adicional 
-Tornozelo deformado e com edema; 
-Consegue caminhar porém com dificuldade; 
 
Informação Final 
-Dedos frios e alteração da sensibilidade; 
-Ao retirar a meia verifica-se palidez dos dedos e à palpação ausência dos pulsos 
pediosos 
 
Fluxograma: Problema nos membros 
Discriminadores 
 
Hemorragia exsanguinante 
 
 
Choque 
 
 
 
Dor severa 
Compromisso vascular (Apresenta palidez, 
frio, alteração da sensibilidade, dor e ausência de 
pulso) 
 
 
Grande hemorragia incontrolável 
Pele critica 
 
Dor moderada História inapropriada Pequena hemorragia incontrolável 
 
Deformação grosseira Fratura exposta 
 
Dor 
 
Deformação Edema 
Lesão recente 
 
Problema não recente 
 
 
Fluxograma (Problema nos 
membros) 
Discriminador (Compromisso 
vascular) 
Prioridade Laranja (10min) 
D) Caso Clínico 
Informação inicial 
-Mulher 22 anos; 
-Desmaiou no supermercado; 
-Trazida ao SU pela ambulância; 
-Perguntou a uma empregada se não tinha sítio onde se sentar pois não se sentia bem, a 
empregada foi buscar uma cadeira e ao regressar a jovem estava deitada no chão e 
molhada (incontinência esfincteriana) 
 
Informação adicional 
-Encontrava-se sonolenta mas a falar normalmente 
 
Informação final 
-À inspeção sem erupção cutânea nem sinais de meningismo; 
-Frequência de 110 bpm, regular e temperatura a 41ºC 
 
Fluxograma: Indisposição no adulto 
Discriminadores 
 
Compromisso da VA 
 
 
Respiração ineficaz 
 
Convulsão atual 
 
 
Choque 
 
 
 
Dor severa Pulso anormal História de risco especial de infeção 
 
Alteração do estado de consciência 
(Conversa normalmente) 
 
 
Sinais de meningismo 
 
Erupção cutânea desconhecida 
Púrpura Muito quente (41º-Já é muito quente) 
 
Dor moderada 
 
Instalação súbita História de viagem ao estrangeiro 
Exantema eritematoso ou bulhoso Quente 
 
Sub-Febril (Febrícula) Dor Problema recente 
 
Problema não recente 
 
 
Fluxograma (Indisposição no 
adulto) 
Discriminador (Muito quente) 
Prioridade Laranja (10 min) 
E) Caso Clínico 
Informação inicial 
-Homem 25 anos que caiu à saída do hotel que durante a queda 
bateu com a região occipital e lombar; 
 
Informação adicional 
-Antes de cair no chão o jovem não se estava a sentir bem e terá desmaiado; 
-Utente queixa-se de cefaleias e dor lombar intensa mas suportável; 
-Contusão na área temporal esquerda e sente-se enjoado e vomita 
 
Informação final 
-Consiente e sem sinais de hemorragia com FC de 40 bpm, fraco e regular, temperatura 
de 33ºC e GC de 80mg/dl 
 
Fluxograma: Pode ser queda, dor lombar, TCE mas neste caso optou-se por 
Indisposição no adutlo 
 Discriminadores 
 
Compromisso da via aérea 
 
Respiração ineficaz 
 
 
Convulsão atual 
Hipoglicemia (Abaixo de 60mg/dl) Choque 
 
Dor severa Mecanismo de lesão (Queda de altura, 
acidente de carro, que não foi o caso) 
 
História significativa de acidente 
Pulso anormal (inferior a 60bpm) Grande hemorragia incontrolável Alteração do estado de consciência 
 
Hipotermia Compromisso vascular 
 
Dor moderada 
 
História inapropriada Pequena hemorragia incontrolável 
História de perda de consciência Sinais neurológicos focais Novos sintomas e/ou sinais 
neurológicos 
Deformação grosseira Fratura exposta 
 
Dor 
 
Deformação Edema 
 
Problema recente 
 
 
Problema não recente 
Fluxograma ( Indisposição no adulto) 
Discriminador (Pulso anormal) 
Prioridade Laranja (10 min) 
 
2.2) Dor na triagem 
Porquê? 
✓ É frequente; 
✓ Afeta a prioridade clínica; 
✓ Os doentes esperam que a dor seja controlada; 
✓ O controlo da mesma relaciona-se com a satisfação; 
✓ Agitação/ agressão e dor estão relacionadas; 
✓ A dor nos outros é causadora de stress 
 
Avaliação da dor 
 
 
 
 
 
Curiosidades: 
Prioridade Branca 
 
 
Escala descritiva 
verbal 
Escala Visual 
Analógica 
Instrumentos comportamentais da 
dor 
Pode ser 
-Nenhuma/ Ligeira/ Moderada/ Aguda 
e Dilacerante 
Vantagens 
-Fácil de analisar; 
-Fiável 
Desvantagens 
-Palavras limitadas; 
-Linguagem 
 
Sem dor Pior dor de sempre 
 
Vantagens 
-Rápida; 
-Sensível; 
-Fiável 
Desvantagens 
-Palavras limitadas; 
-Linguagem 
-Respostas verbais; 
-Linguagem corporal; 
-Expressão facial; 
-Comportamento; 
-Alterações psicológicas 
Vantagens 
-Todos os doentes 
Desvantagens 
-Análise complexa; 
-Fatores confusão; 
-Tempo gasto 
-Doente que não pertence ao serviço de urgência, não apresenta qualquer queixa 
relacionada com a situação clínica de urgência; 
-Reflete má utilização do Sistema de Saúde; 
-São as “Cunhas” 
 
2.3) Triagem de Manchester em Catástrofe 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Catástrofe 
-Ativado com o plano de emergência; 
-Abandona os 5 níveis de prioridade selecionados a partir de 
todos os fluxogramas do Sistema de Triagem de Manchester 
É efetuada em 4 níveis 
-Vermelha Doente Emergente; 
-Amarelo Doente Urgente; 
-Verde Doente Pouco Urgente; 
-Preto Doente Morto 
 
Avaliação Primária 
Anda VERDE 
Sim 
Não 
Respira após abertura da VA 
Não 
PRETO 
Sim 
Fr. Respiratória >29 
Fr. Respiratória 2 
Pulso >120 
Não 
Amarelo 
Sim 
Vermelho 
Caso clínico 1 
Informação inicial 
-2 autocarros colidiram numa rua principal a menos de 1 km do hospital. 4 ambulâncias 
estão no local e vão sair para transportar os feridos para o SU 
Informação adicional 
-3ambulâncias chegam ao SU e ao mesmo tempo entram no átrio de serviço 4 pacientes 
transportados por populares, sendo 7 no geral. 
Consta-se o seguinte: 
Paciente 1: Anda, queixa-se de dor num braço 
Paciente 2: De maca. Respiração ruidosa e com 6 cpm. Tpc 4s 
Paciente 3: De maca. Fala normalmente. Com dor abdominal. Fr 24cpm. Tpc 1s 
Paciente 4: Anda e diz que pensa que não está ferido 
Paciente 5: De maca. Grita com dores. Fr 28cpm. Tpc 2s 
Paciente 6: De maca. Inconsciente. Fr 24cpm. Tpc 3s 
 
 
 
 
Caso clínico 2 
Informação inicial 
-Explosão numa fábrica local. Rebentaram contentores com 
substâncias químicas. Uma parede caiu e várias pessoas foram 
atingidas pelos escombros ficando subterradas. As primeiras 
vítimas a chegar ao SU vieram por vários meios de transporte 
Informação adicional 
-Ao olhar para as vítimas, constata-se o seguinte: 
Paciente 1: Deitado numa maca. Queimaduras de químicos na 
face. Via aérea aberta e fr 34cpm 
Paciente 2: A andar com líquido (químico) nas pernas. Fr 
24cpm. Tpc 2s 
Paciente 3: A andar. Laceração do couro cabeludo originado 
por um tijolo projetado contra ele. Fr 24cpm. Tpc 1s 
Paciente 4: A andar. Fartura do antebraço E 
Paciente 5: A andar. Buracos no casaco devido à substância 
química. Sem ferimentos 
Paciente 6: Ficou subterrado, perna esquerda amputada por 
cima do joelho. Via aérea aberta. Fr 36cpm. Tpc 6s 
 
 
3) Transporte secundário e terciário da pessoa em 
situação critica 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3.1) Transporte aéreo e terrestre 
 
 Decisão Planeamento Efetivação 
-Médico decide para onde vai o utente 
sendo da sua responsabilidade (Ato 
médico) 
 
-Estabilização; 
-Contato prévio; 
-Escolha do meio de transporte e 
monitorização (Se helicóptero, ambulância, 
barco); 
-Antecipação de possíveis complicações 
(Pensar que podem ocorrer situações repentinas e que 
não estamos a contra, temos sempre que nos 
precaver); 
-Equipa de transporte; 
-Informação do doente e familiar (É 
importante avisarmos e termos sempre um número de 
uma pessoa responsável) 
-Responsabilidade; 
-Transporte como extensão do hospital 
que envia; 
-Níveis de vigilância e terapêutica 
mantidos (Mesmo tipo de cuidados do que no 
ambiente hospitalar) 
Doente crítico 
-Doente que depende de meios avançados de 
monitorização e terapêutica 
Necessita de uma monitorização + elevada e + 
invasiva 
-Exigem uma intervenção no seio de uma 
equipa multidisciplinar especializada e treinada, 
com todas as condições apropriadas; 
-Necessitam ,muitas vezes de serem 
transferidos de serviços ou unidades 
hospitalares por falta de valências especificas 
ou necessidade de recursos indispensáveis à 
prestação de cuidados 
Transporte do Doente Crítico 
Primário 
-Vítima é transportada do local do acidente (ambiente extra-
hospitalar) para uma unidade de saúde 
Secundário 
-Realizado entre 2 unidades de saúde (inter-hospitalar) 
Terciário 
-Intra-hospitalar mas para diferentes serviços (ex: Medicina 
Cuidados intensivos (NÃO DEVE SER NEGLIGENCIADO) 
-Avaliar riscos/ benefícios do transporte 
 
 
 
 
Risco
s 
Benefício 
!!! Devemos estabilizar primeiro o utente e só depois o 
transportar 
-Assegurar segurança do pessoal e do doente 
durante o transporte; 
-Legalmente- qualidade dos cuidados não pode 
sofrer alteração durante o transporte 
Pressupostos de uma transferência 
✓ Benefício > Risco; 
✓ O hospital que transfere o utente tem de tratar o doente no âmbito das suas 
competências, minimizando o risco para o doente; 
✓ O estabelecimento de acolhimento deve receber o doente e prestar tratamento 
adequado (Ao realizarmos a transferência temos de certificar que toda a 
informação foi transmitida articulação intra-hospitalar); 
✓ Cópias de todos os registos clínicos ou folha circunstanciada de transferência 
devem acompanhar o doente 
 
 
Segurança 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Políticas rígidas quanto à segurança do pessoal 
-Equipamentos seguros (Devem estar bem condicionado e preso, como, cinto de segura colocado, monitor 
preso,…) 
-Material de proteção individual 
Segurança do doente 
-Imobilização da maca no veículo de transporte 
 
Equipamento 
-Avaliação do equipamento necessário para cada transporte (Vias aéreas, Sistema de O2, Equipamento de 
aspiração, Material EV, Medicação) 
 
Algoritmo de decisão 
 
 
 
Resultados: 
 
Pontos 
 
Nível Veículo Equipa Monitorização Equipamento 
 
0-2 (Apenas com 
O2 e linha EV) 
 
 
A 
 
Ambulância 
normal 
 
Tripulante 
 
Nenhum 
 
“Standard” 
ambulância 
 
3-6 (Sem nenhum 
item com 
pontuação 2) 
 
 
B 
 
 
Ambulância 
normal 
 
 
Enfermeiro 
 
-Sat.02; 
-ECG; 
-FC; 
-TA não invasiva 
-Acima descrito; 
-Monitor de 
transporte; 
-Injetáveis; 
-Soros 
 
 
 
 
≥ 7 ou-Nunca abordar o aparelho sem autorização dos 
pilotos; 
-Abordar o helicóptero curvado e sempre pela 
região fronto-lateral 8(A partir desta região o 
helicóptero consegue-nos ver sempre) 
-Não transportar objetos soltos; 
-Não fumar perto do helicóptero; 
-Proteger os olhos 
Contraindicações 
-Recusa ou agitação (A agitação pode-se resolver 
com medicação porém é melhor não arriscar pois o 
paciente pode acordar durante o voo); 
-Pneumotórax ou pneumoencéfalo não drenado (O 
voo nestes casos deve ser o mais baixo possível ara 
não ter diferença de pressão); 
-Falência das funções vitais não estabilizado; 
-Gás na cavidade ocular; 
-Ausência de vaga ou local para aterragem; 
-Condições meteorológicas 
 
Preparação dos doentes 
-Pelo menos 2 acessos venosos (é complicado 
puncionar no voo e devemos ter um de grande 
calibre); 
-Insuflar com SF o cuff do Tubo ET; 
-Excluir possível pneumotórax (ou drená-lo); 
-Nunca clampar sonda vesical; 
-Nunca utilizar talas insufláveis e se necessário 
descomprimir gesso (Usar talas de gesso mas não 
pode estar fechadas mas sim em aberto de forma a 
diminuir a pressão); 
-Prevenir a perda de calor e os vómitos; 
-Todos os doentes devem fazer O2 
 
4) Rede de Referenciação de Urgências 
-O local certo para o utente pode não ser a urgência + próxima; 
-Em situações de urgência médica contactamos o 112 porém em situação que se 
alongam +/- por 3 dias contactamos o SNS24 (8082424) 
 
4.1) Enfermagem de Urgência 
-Prestação de cuidados a indivíduos de todas as idades (a urgência engloba todas as 
áreas), que apresentem alterações de saúde física ou psíquica (Pode haver alguma 
alteração orgânica que leve a alteração psíquica, assim, é necessário primeiro excluir a 
parte orgânica para só depois a pessoa ser encaminhada por parte psíquica) , 
percecionadas ou reais, não diagnosticadas ou que necessitem de outras; 
-REPE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4.2) Urgência VS Emergência 
 
 
 
 
 
Dá orientações do que aquilo que é regular a profissão 
As intervenções dos enfermeiros são autónomas e interdependentes 
Autónomas são ações realizadas pelos enfermeiros sob sua única e exclusiva iniciativa e responsabilidade 
Interdependentes são as ações realizadas pelos enfermeiros de acordo com as respetivas qualificações 
profissionais, em conjunto com outros técnicos, para atingir um objetivo comum 
-São todas as situações 
clínicas de instalação 
súbita, desde as não 
graves até às graves, 
com risco de 
estabelecimento de 
falência de funções 
vitais. 
-São todas as situações 
clínicas de 
estabelecimento súbito, 
em que existe, 
estabelecido ou 
eminente, o 
compromisso de uma ou 
mais funções vitais 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4.3) Rede de referenciação Hospitalar 
 
O que é? 
-Destina-se a estabelecer uma articulação funcional entre hospitais, de modo a garantir a 
prestação de cuidados adequados às necessidades dos doentes, nas diversas 
especialidades 
 
Objetivos 
-Regular e planear a complementaridade e o apoio técnico entre as instituições 
hospitalares, nas áreas do ambulatório e do internamento, minimizando a duplicação e a 
sub-utilização dos equipamentos e das instalações 
 
 
 
SU 
Exige 
-Diversidade de conhecimentos de doentes e de 
processo de doença 
Prestação de Cuidados 
-Todas as populações; 
-Todas as idades; 
-Espectro largo de doenças; 
-Medidas de salvamento de vidas; 
-Prevenção de lesões 
Implica 
-Conjunto de 
capacidades de 
avaliação, 
intervenção e 
tratamento, quer 
no âmbito geral 
quer no âmbito 
especializado 
Resolução 
-Cuidados mínimos; 
-Medidas de reanimação; 
-Ensino e encaminhamento; 
-Conhecimento de implicações gerais 
Pluridimensional 
-Conhecimento de vários sistemas do organismo; 
-Processos de doença; 
-Grupos etários 
Processos próprios 
-Triagem e prontidão para 
emergências 
 
Permitem 
-Articulação (em rede) ; 
-Explorar complementaridades de modo a aproveitar sinergias ; 
-Concentrar recursos permitindo a maximização da sua rentabilidade 
 
 
4.4) Rede Hospitalar de Urgência e Emergência 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Sistema Integrado 
de Emergência 
Médica (SIEM) 
Serviço de Urgência 
Médico-Cirúrgica 
(25 Hospitais) 
Serviço de 
Urgência 
Polivalente 
-Conjunto pré-hospitalar de alerta, pré-
triagem, regulação, socorro e transporte da 
responsabilidade do INEM 
-Unidades diferenciadas que devem estar 
instaladas em hospitais gerais de nível não 
inferior a hospital distrital; 
Devem dispor 
-Cirurgia Geral; 
-Ortopedia; 
-Anestesiologia; 
-Cardiologia; 
-Neurologia; 
…. 
–Devem estar localizadas nos Hospitais 
Gerais Centrais e poderão ser, em 
determinadas circunstâncias (queimados, 
por exemplo), de referência supra-regional 
ou, mesmo, nacional 
 
 
4.5) Unidade Básica de urgência 
O que é? 
-É uma unidade integrante dos centros de saúde que presta cuidados de carácter urgente, 
articulando-se com a Rede Hospitalar de Urgência/Emergência; 
-Não precisa de hospital associado; 
-Não possui grandes valências, assim, em caso de dúvida a pessoa é encaminhada para 
médico-cirúrgica 
 
Características principais 
-Funciona 24horas por dia; 
-A sua área de influência abrange uma população superior a 40000 habitantes, em que, 
pelo menos para uma parte, a acessibilidade, em condições normais, é superior a 60 
minutos em relação ao serviço de urgência médico-cirúrgico mais próximo; 
-Os recursos humanos (médicos, enfermeiros, administrativos, assistentes operacionais 
e outros técnicos) são provenientes dos centros de saúde e dos hospitais da mesma área; 
-O INEM coordena a referência e o transporte, com carácter de urgência, de doentes das 
UBU para os Serviços de Urgência dos Hospitais da Rede de Urgência/ Emergencia 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5) Farmacologia de Urgência e Emergência 
 
9 certos 
1. Doente certo (2x verificação pela pulseira e processo) 
2. Medicamento certo; 
3. Via certa; 
4. Hora certa; 
5. Dose certa (Ter em atenção ao prazo de validade) 
6. Registo certo; 
7. Preparação certa; 
8. Conhecimento certo (Saber o que estamos a administrar) 
9. Educação certa 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Furosemida 
O que é? 
-Usado para tratar o acúmulo de líquido devido à insuficiência 
cardíaca, cicatrizes hepáticas ou doenças renais; 
-Pode ser usado para o tratamento da hipertensão. 
Mecanismo de ação 
-Inibe o sistema de reabsorção dos eletrólitos Na+, K+ e 2 Cl-, 
localizado ao nível da membrana da célula luminal do ramo 
ascendente da ansa de Henle, consequentemente, a eficácia da 
ação salurética da furosemida, depende do facto de o 
medicamento alcançar o lúmen tubular através de um 
mecanismo de transporte aniónico. 
Grupo 
farmacológico 
-Diuréticos de 
Ansa; 
-Anti-
hipertensor 
Contraindicações e precauções 
-Hipersensibilidade à furosemida ou qualquer um dos 
excipientes; 
-Utentes alérgicos às sulfonamidas podem apresentar 
sensibilidade cruzada à furosemida; 
-Podem surgir alterações do ionograma, nomeadamente 
hipocaliemia e hiponatrémia 
Efeitos adversos 
-Alteração dos níveis de sais; 
-Desidratação e diminuição do volume de sangue; 
-Aumento do volume de urina; 
-Diminuição dos níveis de sódio, cloro ou potássio no sangue 
Vias de administração 
-Via IM; 
-Via IV; 
-Via oral 
Preparação 
-Administrar 
lentamente 
entre 1-2 min 
Interações medicamentosas 
-Indapamida (A co-administração de indapamida com diuréticos 
que podem causar hipocaliemia) 
-Netilmicina (Deve ser evitado, dado que estes diuréticos podem, 
por si próprios, causar otoxicidade) 
-Amicacina (Evitar o uso simultâneo com diuréticos potentes (ácido 
etacrínico ou furosemida) por possível ototoxicidade. 
 
 
 
Pergunta 1 
A furosemida… 
a) Deve ser administrada diluída em 10 ml de água bidestilada (Se estamos a tentar eliminar 
líquidos não faz sentido adicionarmosmais) 
b) É um diurético e aumenta a excreção do potássio e outros iões; 
c) É um estimulador beta adrenérgico; 
d) Está indicada no tratamento no edema agudo do pulmão com sinais e sintomas 
de choque (Apesar de ser verdade que é usada no EAP não é usada para os sinais e sintomas de choque) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Morfina 
O que é? 
-Utilizada para aliviar a dor moderada a severa 
Mecanismo de ação 
-Analgésico opiáceo com atividade agonista nos recetores 
específicos situados no cérebro, medula espinal e outros 
tecidos (recetores opiáceos μ e, em menor extensão, nos 
recetores k); 
-Atua essencialmente no SNC e no músculo liso 
Grupo 
farmacológico 
-Analgésicos 
estupefacientes 
Contraindicações e precauções 
-Choque; 
-Asma Brônquica; 
-Doenças inflamatórias ou obstrutivas do intestino; 
-Doentes com depressão respiratória grave ou doença 
respiratória obstrutiva grave 
Efeitos adversos 
-Náuseas e vómitos; 
-Obstipação; 
-Sonolência; 
-Confusão mental; 
-Insuficiência respiratória 
Vias de administração 
-Via IV; 
-Via IM; 
-Via SC; 
-Epidural; 
-Intrarectal (IR) 
 
Preparação 
-Administrar 
lentamente; 
-É compatível 
com Cloreto de 
Sódio a 0,9%; 
-Armazenada a 
temperatura 
ambiente e ao 
abrigo da luz 
Interações medicamentosas 
-Clorodiazepóxido + Brometo de clidínio (Riso aumentado de 
depressão respiratória, é fatal); 
-Opióides (:Diminuição do efeito analgésico ou antitússico 
por bloqueio competitivo dos recetores, com risco de 
aparecimento de síndrome de abstinência); 
-Nalbufina ( = acima); 
-Pentazocina (= acima); 
-Buprenorfina (= acima) 
 
 
 
 
 
Pergunta 2 
A Morfina… 
a) Provoca uma redução do pré e pós-carga ventricular; 
b) Aumenta o consumo miocárdio de oxigénio; 
c) Deve ser administrada em bólus de 10 mg E.V; 
d) Não deve ser administrada concomitantemente com antiemético (Um dos efeitos 
secundários da morfina é náuseas e vómitos, então é aconselhável administrar antiemético) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Atropina 
O que é? 
-Pré-anestésico antes da indução da anestesia geral; 
-Bradicardia 
Mecanismo de ação 
-Anticolinérgica ou parassimpaticolítica, bloqueando a 
ação muscarínica da acetilcolina; 
-Ação sobre o SNC estimulante ou depressora. 
Grupo 
farmacológico 
-Antiarrítmico; 
-Anticolinérgico 
Contraindicações e precauções 
-Em doenças obstrutivas do trato 
gastrointestinal; 
-Colite ulcerosa; 
-IC, cirurgia cardíaca e taquicardia visto que 
podem aumentar o ritmo cardíaco; 
-Íleo-paralítico 
Efeitos adversos 
-Midríase; 
-Fotofobia; 
-Glaucoma; 
-Visão nublada; 
-Xerostomia; 
-Redução do tónus e motilidade do 
trato gastrointestinal; 
-Obstipação; 
-Vómitos; 
-Íleo paralítico; 
-Disfagia 
Vias de administração 
-Via oftálmica; 
-SC; 
-IM; 
-IV 
Preparação 
-Uso imediato; 
-Sem tempo de 
estabilidade; 
-Via IV 
administrar 
lentamente 
Interações medicamentosas 
-Dexclorofeniramina (Adição dos efeitos secundários 
atropínicos como retenção urinária, obstipação e secura 
da boca); 
-Galantamina (tem o potencial de antagonizar o efeito 
da medicação anticolinérgica. Caso a terapêutica 
anticolinergica, como a atropina, seja interrompida 
abruptamente, existe um potencial risco de exacerbação 
dos efeitos da galantamina; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Pergunta 3 
Quais dos seguintes fármacos reduzem o consumo de oxigénio do miocárdio?... 
a) Atropina, morfina; 
b) Adrenalina, atropina; 
c) Nitroglicerina, morfina; 
d) Dopamina, furosemida 
 
 
 
 
Nitroglicerina 
O que é? 
-Prevenção de crises anginosas (dor torácica ou desconforto) devido a 
doença coronária (diminuição do diâmetro interno ou obstrução das 
artérias que irrigam o coração, que leva a uma diminuição do nível de 
oxigénio que chega ao músculo cardíaco). 
Mecanismo de ação 
-Relaxamento do músculo liso vascular com dilatação das artérias e 
veias cardíacas e periféricas; 
-Esta dilatação condiciona uma diminuição do retorno venoso ao 
coração com diminuição da pressão do ventrículo esquerdo no final 
da diástole e com diminuição da pressão de encravamento 
pulmonar. 
 
Grupo 
farmacológico 
-Vasodilatador; 
-Antianginoso 
Contraindicações e precauções 
-Hipovolémia não corrigida; 
-Hipotensão; 
-Hipersensibilidade conhecida à nitroglicerina e 
aos nitratos orgânicos; 
-Hemorragia cerebral 
Efeitos adversos 
-Cefaleias; 
-Náuseas e vómitos; 
-Tonturas; 
-Rubor facial; 
-Fraqueza 
Vias de administração 
-Via IV 
Preparação 
-Diluir 25-200 mg em 
250-500 ml; 
-Após a diluição 
aguenta 7 dias no 
frigorifico; 
-40h à temperatura 
ambiente em 
recipientes de vidro ou 
plástico; 
-72 horas à 
temperatura ambiente 
em seringas de 
policarbonato ou de 
polipropileno se 
soluções 1mg/ml ou 
4mg/ml 
Interações medicamentosas 
-Vardenafil (Pode potenciar o efeito de 
diminuição da pressão arterial); 
-Tadalafil (= cima); 
-Sildenafil (=cima); 
-Acetilcisteína (Grave, Causa hipotensão 
significativa e cefaleia induzida pela 
nitroglicerina 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Pergunta 4 
O Tramadol… 
a) Está indicado em dor ligeira; 
b) Deve ser administrado diretamente em infusão rápida; 
c) Tem como reações adversas náuseas, vómitos, cefaleias e tonturas; 
d) Só pode ser administrado por via endovenosa 
 
 
 
 
Tramadol 
O que é? 
-Indicado no tratamento da dor moderada a 
intensa 
Mecanismo de ação 
-Analgésico opióide de ação central; 
-Agonista não-seletivo, parcial dos recetores 
opióides μ, δ e κ, com maior afinidade para os 
recetores μ. 
Grupo 
farmacológico 
-Analgésico 
estupefaciente 
Contraindicações e precauções 
-Intoxicações agudas pelo álcool, hipnóticos, 
analgésicos, opiáceos ou fármacos 
psicotrópicos; 
-Doentes com epilepsia não controlada; 
-Tratamento da síndroma da privação dos 
narcóticos 
Efeitos adversos 
-Náuseas e vómitos; 
-Obstipação; 
-Xerostomia; 
-Sudação; 
-Fadiga 
Vias de administração 
-Via oral; 
-Via SC; 
-Via IM; 
-Via IV 
Preparação 
-Diluir em 10 
ml e 
administrar 
lentamente; 
-Diluir em 100 
ml e admistrar 
entre 30 a 50 
minutos; 
-Estabilidade de 
24horas 
Interações medicamentosas 
-Buprenorfina (O efeito analgésico de um 
agonista puro pode ser teoricamente reduzido 
em tais circunstâncias); 
-Nalbufina (= cima); 
-Dapoxetina 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Pergunta 5 
A Metoclopramida… 
a) É um bloqueador dopaminérgico, antiemético e estimulante peristáltico; 
b) Está contraindicado em situações de vómitos e náuseas; 
c) Deve ser administrado por via endovenosa sem necessidade de diluição prévia; 
d) Está aconselhado em situação de hemorragia, feocromocitoma e perfuração 
gastrointestinal 
 
 
 
 
 
Metoclopramida 
O que é? 
-Actua numa parte do seu cérebro que o impede de sentir-se 
enjoado (náuseas) ou estar enjoado (vómitos); 
-Pode ser tomada juntamente com comprimidos para as dores 
em caso de enxaqueca, para ajudar os comprimidos para as 
dores a atuarem com mais eficiência. 
Mecanismo de ação 
A atividade antiemética resulta de 2 mecanismos de ação 
1) Antagonismo dos recetores dopaminérgico D2 na zona de 
atuação do quimioreceptor e no centro emético na medula 
implicada no vómito induzido pela apomorfina; 
2) Antagonismo dos recetores serotoninérgicos 5-HT3 e 
agonismo dos recetores 5-HT4 relacionados com o vómito 
provocado pela quimioterapia. 
Grupo 
farmacológico 
-Antiemético; 
-Antivertiginoso; 
-Procinéticos 
Contraindicações e precauções 
-Crianças com idade inferior a 1 ano devido ao 
risco aumentado de distúrbios extrapiramidais; 
-Associação com levodapa por antagonismo 
recíproco; 
-Hipersensibilidade à substância ativa ou 
qualquer dos excipientes 
Efeitos adversos 
-Sonolência; 
-Sensação de agitação; 
-Diarreia; 
-Sensação de fraqueza; 
-Diminuiçãoda TA (Via IV) 
Vias de 
administração 
-Via oral; 
-Via IM; 
-Via IV 
Preparação 
-Injeção lenta entre 
2-5 min; 
-Na IV perfusão 
diluir em 50/100ml 
e administrar entre 
15-20min. 
Interação medicamentosa 
-Levodapa (Antagonismo mútuo); 
-Dopaminérgicos (= cima); 
-Álcool (Potencia o efeito sedativo da Metoclopramida); 
-Rotigotina (Diminuição da eficácia de Rotigotina e a 
co-administração deve ser evitada) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Pergunta 6 
O Buscopan (escolhe a resposta falsa)…. 
a) Tem como indicação terapêutica nos espasmos agudos do aparelho 
gastrointestinal, das vias biliares e do aparelho génito urinário, incluindo cólicas 
renais; 
b) É conhecido pelo nome comercial de buscopan e tem como princípio ativo o 
butilescopolamina; 
c) É utilizado no trauma músculo-esquelético e torácico; 
d) Tem como efeito secundário: perturbações de acomodação visual, tonturas, 
queda da pressão sanguínea, rubor 
 
Buscopan 
O que é? 
-Indicado para o alívio de dor ou desconforto abdominal 
associado a espasmos transitórios e moderados do trato 
gastrointestinal; 
-A butilescopolamina, exerce uma ação espasmolítica sobre a 
musculatura lisa do aparelho gastrointestinal, ou seja, relaxa o 
músculo gastrointestinal quando este está contraído de forma 
não fisiológica (espasmo), provocando o alívio da dor 
abdominal. 
Mecanismo de ação 
-Ação bloqueadora dos gânglios na parede visceral, assim 
como da atividade antimuscarínica. 
Grupo 
farmacológic
o 
-Anti-
espasmódico 
Contraindicações e precauções 
-Megacólon ou miastenia garvis; 
-Hipersensibilidade ao brometo de 
butilescopolamina ou a qualquer outro 
componente deste medicamento; 
-Estenose mecânica no trato gastrointestinal 
Efeitos adversos 
-Xerostomia; 
-FC muito 
acelerada; 
-Dificuldade em 
urinar; 
-Dificuldade em 
transpirar 
Vias de 
administração 
-Oral; 
-Rectal; 
-IM; 
-SC; 
-IV 
Preparação 
-Administrar 
lentamente ; 
-Em IV perfusão 
diluir em 50-100 
ml e administrar 
lentamente 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Pergunta 7 
O diclofenac… 
a) É um anti-inflamatório não-esteroide, comercializado como relmus; 
b) Contraindicado em úlcera gástrica, asma, urticária e rinite aguda; 
c) Contraindicado em situação de artrite reumatoide, espondilite anquilosante, queixas 
álgicas pós-traumáticas e osteoporose; 
d) É de administração endovenosa 
 
 
 
 
 
Diclofenac 
Contraindicações e precauções 
-História de hemorragia gastrointestinal ou 
perfuração relacionada com terapêutica anterior a 
AINE; 
-Úlcera poética/ hemorragia ativa ou história de 
úlcera péptica/ hemorragia recorrente; 
-Insuficiência hepática, renal ou cardíaca grave 
O que é? 
-Dor, inflamação e edema pós-traumáticos ou pós-operatórios; 
-Síndromes dolorosos da coluna vertebral; 
-Reumatismo não articular; 
-Crises de enxaqueca; 
-É utilizado no decurso de certos tipos de cirurgias oculares e 
após cirurgia 
Mecanismo de ação 
-Considera-se que a inibição da biossíntese das 
prostaglandinas, demonstrada experimentalmente, 
desempenha um papel fundamental no seu 
mecanismo de ação. 
Grupo 
farmacológico 
-AINE 
Efeitos adversos 
-Hemorragias ou hematomas não usuais; 
-Reações alérgicas com inchaço da face, lábios, boca, língua ou 
garganta, frequentemente associados com eritema e comichão, 
o que poderá causar dificuldade em engolir, hipotensão; 
-Pele vermelha ou púrpura 
Vias de 
administração 
-Oral; 
-Via Cutânea; 
-Via Oftálmica; 
-Via Rectal; 
-Via IM; 
-Via IV 
Preparação 
-Perfusão: Diluir 
em 100-500ml de 
cloreto de sódio a 
0,9% e admistrar 
entre 30-120 
minutos 
Interações medicamentosas 
-Ciclosporina (Pode provocar um aumento da nefrotoxicidade 
da ciclosporina e do tacrolimus devido ao efeito nas 
prostaglandinas renais) 
-Tacrolimus (= acima); 
-ISRS (A administração concomitante de AINEs, incluindo o 
diclofenac, e ISRS pode aumentar o risco de hemorragia 
gastrointestinal); 
-Antidiabéticos orais (Efeitos tanto hipo como 
hiperglicemiantes, implicando alteração das doses do agente 
antidiabético durante o tratamento com diclofenac) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Pergunta 8 
O omeprazol…. 
a) Aumenta a secreção do ácido-gástrico, através da inibição da bomba de protões; 
b) Não apresenta interação com outra terapêutica; 
c) É um anti-ulceroso e anti-inflamatório não esteróide; 
d) É indicado para tratamento de úlcera duodenal/gástrica e esófago 
 
 
 
 
Omeprazol 
Contraindicações e precauções 
-Hipersensibilidade ao omeprazol ou a 
qualquer dos excipientes 
O que é? 
-Úlceras duodenais; 
-Úlceras gástricas benignas; 
-Esofagite de refluxo; 
-Tratamento de úlceras gástricas e duodenais ou erosões 
relacionadas com AINEs; 
-Em combinação com regimes terapêuticos antibacterianos 
adequados para erradicação do Helicobacter pyloriem doentes 
com H. pyloriassociado a úlceras péptica; 
-Dispepsia ácida. 
Mecanismo de ação 
-Reduz a secreção ácida gástrica através de um mecanismo 
de ação altamente específico; 
-É um inibidor específico da bomba ácida na célula 
parietal. Grupo 
farmacológico 
-IBP 
Efeitos adversos 
-Diarreia; 
-Obstipação; 
-Flatulência; 
-Náuseas e vómitos; 
-Sonolência 
 
Vias de 
administração 
-Via oral; 
-IV 
Preparação 
-IV 10 ml de 
solvente; 
-Perfusão 5ml 
de cloreto de 
sódio a 0,9% ou 
glicose a 5% 
Interações farmacológicas 
-Posaconazol (A absorção é significativamente reduzida e, 
portanto, a eficácia clínica pode ser comprometida); 
-Erlotinib (= acima); 
-Nelfinavir (Os níveis plasmáticos de nelfinavir e atazanavir são 
diminuídos em caso de co-administração de omeprazol); 
-Atazanavir ( = acima) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Pergunta 9 
A hidrocortisona… 
a) Está indicada no tratamento de úlcera gástrica; 
b) É usada nas reações anafiláticas após administração de adrenalina; 
c) A via de sua administração para uso de emergência é a intramuscular; 
d) É um corticosteroide que deve ser administrada em doses elevadas. 
 
 
 
 
 
 
Hidrocortisona 
Contraindicações e precauções 
-Doença de Cushing; 
-DM insulinodependentes; 
-Úlceras gastroduodenais e 
cirurgia digestiva recente para 
anastomose; 
-Estados psicóticos agudos; 
-HTA 
O que é? 
-Doença de Crohn ou colite ulcerosa; 
-Asma brônquica ou inflamação causada por respiração 
(aspiração) do vómito; 
-Síndrome Stevens-Johnson (doença autoimune na qual o 
sistema imunitário causa bolhas e descamação da pele), ou 
lúpus eritematoso sistémico (lúpus). 
 
Mecanismo de ação 
-Atividade glucocorticóide e em menor 
extensão com atividade mineralocorticóides; 
-Tem uma ação anti-inflamatória e 
imunossupressora. 
Grupo 
farmacológico 
-Glucocorticoide 
Efeitos adversos 
-Aumento da suscetibilidade e gravidade 
das infeções com supressão dos sinais e 
sintomas clínicos; 
-Infeções oportunistas, podem suprimir 
reações a testes cutâneos, recorrência da 
tuberculose latente. 
Vias de administração 
-Via IV; 
-Via IM; 
-Via SC; 
-Via Retal 
Preparação 
-IV administrar 
inferior a 30 
segundos; 
-Perfusão diluir 
com 100-1000ml de 
cloreto de sódio a 
0,9% ou glicose a 
5% 
Pergunta 10 
O Ácido acetilsalicilico: (escolha a resposta errada)… 
a) Está contraindicado em história de sangramento gastro intestinal recente; 
b) Está contraindicado a hipersensibilidade a anti-inflamatórios não esteroide; 
c) Bloqueia a síntese de tromboxano A2, inibindo a agregação plaquetária; 
d) É um analgésico narcótico, antipirético e anti-inflamatório 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6) Urgências gastrointestinais 
6.1) Hemorragia digestiva 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Classe Qntd sangue perdido (ml) % de VT de sangue perdido Manifestações clínicas 
 
I 500-750 10-15Nenhuma 
 
II 700-1200 15-25 -Ansiedade, taquicardia e taquipneia; 
-Hipotensão ortostática; 
-Débito urinário normal 
 
III 1200-1500 23-35 -Ansiedade, taquicardia e taquipneia; 
-Inquietação e agitação; 
-PA sistólica de 90-100 mmHg 
(deitado); 
-Débito urinário reduzido 
 
IV 1500-2000 35-50 -Ansiedade, taquicardia e taquipneia; 
-PA sistólica de 60 mmHg; 
-Perfusão tecidual reduzida; 
-Confusão e inquietação; 
-Oligúria (o diagnóstico, para 
não se mascararem os sintomas (Sedativos) 
Causas 
-Obstrução ou torção/ Fecalomas/ Tumor 
Manifestações clínicas 
-Dor no QID/ Náuseas/ Anorexia/ Vómitos/ Sensibilidade no 
ponto de McBurney (linha imaginária entre o umbigo e espinha 
ilíaca ântero-superior Sinal de Blumberg positivo) 
Tratamento 
-Cirurgia [Apendicectomia] 
 
5) Colecistite 
-Inflamação da vesícula biliar causada pela 
obstrução do ducto cístico provocada por um 
cálculo 
Causas 
-Cálculo no canal cístico/ Inflamação aguda da 
mucosa vesicular/ Infeção bacteriana 
Manifestações clínicas 
-Vómitos (cor esverdeada) / Dor visceral 
epigástrica no QSD na região dorsal, ombro ou 
tórax 
6) Pancreatite aguda 
-Inflamação súbita do pâncreas que pode ser 
leve ou letal; 
-O diagnóstico pode ser considerado grave 
ou não conforme o número de sintomas 
Causas + comuns 
-Cálculos biliares/ Álcool 
Manifestações clínicas (Presentes dos 2 dos 3 
critérios) 
-Dor abdominal típica (QD´s com ou sem irradiação 
dorsal)/ Elevação da amílase e/ou lípase 
superior/ Achados imagiológicos 
consistentes com inflamação pancreática 
NOTA: Vigiar bem as glicemias (podemos ter que 
administrar insulina ou glicose) 
7) Oclusão Intestinal 
-Obstrução mecânica ou bloqueio completo da 
passagem do conteúdo pelo intestino devido à 
patologia que causa o bloqueio do mesmo; 
-Ausência de movimentos peristálticos; 
-Se as fezes não saem por baixo vão sair por cima 
vómitos fecaloides 
Causas + comuns 
-Formação de tecido cicatricial resultante da cirurgia 
abdominal prévia/ hérnias e tumores/ Fecalomas/ 
Desidratação 
Manifestações clínicas 
-Dor em cólica/ Vómitos/ Obstipação/ Interrupção da 
eliminação de gases 
Diagnóstico 
-Ecografias abdominais 
7) AVC hemorrágico e isquémico 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AVC 
-Anomalia do cérbero resultante de um processo patológico dos 
vasos sanguíneos; 
-Apesenta-se habitualmente como défice neurológico focal, súbito e 
não convulsivo; 
-Nas formas mais graves o doente fica hemiplégico ou comatoso e 
nas ligeiras o doente pode nem se aperceber do défice 
AVC Isquémico 
-Diminuição do aporte de sangue ao cérbero , o que 
provoca necrose do tecido cerebral 
Embólico 
-O embolo vai de um sítio do corpo (não se forma nas artérias cerebrais, 
carótida ou vertebral) e é arrastado pela corrente sanguínea até ao 
cérebro (Ex: Em casos de TVP tem uma maior probabilidade de ocorrer 
AVC) 
Trombótico 
-Coágulo forma-se numa das artérias carótidas, cerebrais ou vertebrais; 
-Um dos primeiros sinais antes de ocorrer o AVC são cefaleias 
AIT 
-Breves episódios reversíveis cuja duração é inferior a 24h; 
-Duração entre 2-15 min; 
-Podemos realizar TAC, porém não se visualiza nada; 
-Se o utente referir uma perda momentânea da força lado D 
(devemos valorizar) pois pode ser indicativo de que vai ter um AVC 
AVC Hemorrágico 
-Rotura de uma artéria hematoma no cérebro; 
1) Intracerebral 
-Poucas hipóteses de salvar o utente; 
2) Subaracnoídea (pia-máter e aracnoide) 
-Neurocirurgia e drenagem 
Fatores de risco 
1) Não 
modificáveis 
-Idade /Sexo/ 
Causas genéticas 
2) Modificáveis 
-HTA/ DM/ FA 
(hipocoagular utente)/ 
Tabagismo/ 
Obesidade/ 
Contracetivos orais/ 
Estado da 
hipercoagulação 
Como se manifesta 
-Depende do local do cérebro 
afetado; 
-Pode ficar subitamente com: 
Desvio da comissura labial/ 
Parestesias/ Afasia 
O que fazer 
-AVC= Emergência 
-Contactar o 112; 
-Ir até ao hospital 
7.1) Via Verde AVC 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Os citérios protocolados na “Via Verde AVC” 
1. Tempo inferior ou igual a 24horas; 
2. Idade entre os 18 e 80 anos (o grau de dependência e avaliado antes do AVC); 
3. FAST (3 f´s- Face, Fala, Força, Tempo e basta apenas ter um deste positivo 
para ativar via verde AVC) 
 
 
 
 
 
 
CODU 
Atende e avalia os pedidos 
de socorro 
 
 
 
Assegurando a assistência 
médica no local da 
ocorrência e durante o 
transporte 
INEM HOSPITAL 
Os tripulastes na ambulância avaliam: 
-ABCDE 
A- obstrução por algum objeto, aspirar com cânula rigia e nunca tirar 
objeto com as mãos 
B- Respiração, avaliar a simetria, tipo, FR,… 
C- Avaliar SV, colocar 2 acessos de grande calibre, executar PGC 
D- Utilizar escala de coma de Glasgow 
-Déficits neurológicos; 
-SV; 
-Glicemia; 
-Recolha de informação sobre o sucedido e AP; 
-Medicação; 
-Última refeição 
7.2) Abordagem no SU 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
-A triagem de Manchester não possui fluxograma específico para o AVC, o enfermeiro 
realiza um exame rápido para o despiste do mesmo 
1. Dizer ao doente para esticar os braços ao nível dos ombros (Se tiver AVC braços 
descaem) FORÇA 
 
2. Dizer ao doente para sorrir FACE 
 
3. Verificar se o doente consegue dizer “cão ladra não morde” FALA 
 
 
 
 
Tipos de abordagem ao 
utente 
Doente transportado pelo INEM 
-Continuamos com a via verde 
AVC 
Doente que recorre ao SU 
-Pode ir diretamente para a unidade de 
AVC 
TRIAGEM 
Laranja (no mínimo) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Abordagem SU 
-Receção e instalação do doente numa unidade com 
posterior registo de entrada; 
-A avaliação deve seguir o ABCDE 
 
A 
-A permeabilização da VA deve ter em conta a remoção de corpos estranhos 
incluindo próteses dentárias de acordo com o estado neurológico do utente 
B 
-Avaliação da ventilação com monitorização e administração de O2 (proteção 
das células cerebrais); 
C 
-Monitorização do ritmo e FC e PA, considerando emergências se HTA não 
baixar para valores 100.00/m3 TAGlicemia50-400mg/dl; 
-Ausência de hemorragia grave pu perigosa, manifesta ou recente; 
-Ausência de hemorragia intracraniana; 
-Ausência de EAM no último mês (São doentes hipocoagulados); 
-Ausência de massagem cardíaca nos últimos 10 dias (Aumenta a 
probabilidade de provocar lesões); 
-Ausência de grande cirurgia ou traumatismo significativo nos 
últimos 3 meses 
 
8) Emergências cardiovasculares 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
EC 
 -O local e a dimensão do enfarte dependem da artéria coronária afetada e da zona onde 
ocorrer a oclusão 
Trabalho cardíaco 
1) Pós-carga: PA que contrai o fluxo sanguíneo 
de VE 
2) Pré-carga: Volume de sangue proveniente do 
lado D do coração 
Estreitamento das artérias coronárias 
-Aterosclerose (Formação de placas de colesterol); 
-Trombose; 
-Vasoespasmo (Quando as artérias do coração se 
contarem de forma súbita estreitamento das artérias 
dificulta passagem de sangue); 
-Anemia (Anemia falciforme por exemplo ou “anemia 
geral” em que leva o coração a trabalhar mais levando 
ao stress das artérias e provocando estreitamento) 
Fatores de risco 
-HTA/ Hipercolesterolémia/ Tabagismo/ DM/ 
Obesidade/ Falta de exercício/ Idade avançada/ 
Sx masculino 
Dor anginosa/ Angina pectoris 
1) O que é? 
-Sofrimento do coração atual ao longo do tempo 
2) Localização + habitual 
-Região superior do tórax anterior/ Retro-esternal ou pericondrial/ 
Epigastro (Para no laranja e faz logo ECG)/ Pescoço e maxilar/ 
Intraescapular/ Ombro e M.superior E 
3) Fatores de risco 
-Colesterol elevado/ HTA/ Obesidade/ Sedentarismo/ Tabagismo 
4) Sintomas 
-Desconforto no peito ou ardor/ Irradiação da dor ocorre para os braços 
principalmente o E, ombros e pescoço 
5) Classificação 
A- Estável 
-Desencadeada por exercício físico, grandes refeições ou problemas 
emocionais levando a um aumento súbito do trabalho cardíaco (TC) 
B- Instável 
-Dor ou desconforto no peito que ocorre de forma inesperada, mesmo 
em repouso, ou com esforços menores 
C- Pinzemetal 
-Desencadeada por um vasoespasmo coronária, e pode existir um certo 
grau de aterosclerose, geralmente ocorre durante a noite e de manhã 
piora 
6) Diagnóstico 
-ECG/ Angiografia/ Bypass/ Medicação (Vasodilatadores) 
7) Tratamento 
-Medicação (Vasodilatadores, Beta-bloqueadores e bloqueadores dos 
canais de cálcio) 
 
Cardiopatia isquémica 
1) O que é? 
-Diminuição do fornecimento de sangue do miocárdio 
para um órgão ou região, geralmente devido a uma 
obstrução parcial ou total das artérias que suprem o 
coração 
2) Sintomas 
-Sensação de dor ou queimadura sobre o esterno, que 
irradia para a mandíbula esquerda, ombro e/ou braço 
esquerdo 
3) Fatores de risco 
-Aterosclerose/ HTA/ Obesidade/ Sedentarismo/ 
Tabagismo 
4) Diagnostico 
-ECG/ Análises ao sangue/ Prova de esforço/ 
Angiograma 
5) Tratamento 
-Medicação/ Angioplastia coronária/ Bypas 
 
 
 
Enfarte agudo do miocárdio 
1) O que é? 
-Parte do fluxo sanguíneo que chega ao coração vê-se reduzida ou interrompida de 
maneira brusca, tendo como consequência uma destruição (morte) do músculo 
cardíaco por falta de 02. A necrose total leva entre 4 a 6 horas. 
2) Sintomas 
-Dor precordial, retroesternal que pode irradiar para o ombro, braço esquerdo ou 
ambos até ao pescoço ou maxila inferior ou região intraescapular / Náuseas e 
vómitos/ Dispneia/ Taquicardia/ Palidez/ Pele fria e diaforética 
3) Diagnóstico 
-Inicialmente ECG/ Análise ao sangue / Medição das concentrações da enzima 
Creatina quinase (encontra-se normalmente no músculo cardíaco e quando este se lesiona esta 
enzima encontra-se no sangue) /Ecocardiograma 
4) Tratamento 
-O2 de alto débito (2 a 6 l/min) / Colocar 2 acessos de grande calibre/ Avaliar 
continuamente a PA, monitorização eletrocardiográfica e oximetria de pulso/ 
Nitroglicerina que é o fármaco inicialmente usado para a dor de peito se este não 
resultar procedemos à utilização de morfina (Nitratos, Morfina e Aspirina) 
5) Tratamento com Tromboliticos 
-Tem como objetivo fazer a lise dos trombos a fim de restabelecer o fluxo 
sanguíneo para o miocárdio; 
-Monitorizar hipotensão/ Manter em doente em repouso no leito/ Restringir 
punções venosas e arteriais 
-Estreptoquinase (Via IV nas primeiras 6 horas após início dos sintomas)/ Aspirina e 
Clopidogrel 
6) Cateterismo Cardíaco 
-Mede a pressão e os níveis de O2 dentro das cameras cardíacas e, assim, avaliar o 
funcionamento do coração; 
-Cateter inserido através de um grande vaso sanguíneo no braço ou na perna, e em 
seguida, é dirigido até ao coração 
8.1) ECG 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Normal 
Isquemia 
-Irrigação sanguínea 
diminuída; 
-Inversão da onda T; 
-Pode indicar isquemia sem 
EM 
Lesão 
-Aguda ou recente; 
-Quanto mais elevado 
for o segmento ST 
mais recente é a lesão 
Enfarte 
-Onda Q substancialmente 
superior a 1 mm de largura e 
metade da altura + profundidade 
de todo o complexo Indica 
necrose do miocárdio 
9) Edema Agudo do Pulmão 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
EAP 
-Caracteriza-se por uma infs.respiratória aguda, que resulta na 
acumulação anormal de fluídos no espaço intersticial pulmonar e 
consequentemente extravasamento destes para o interior dos alvéolos 
-Afeta sistema respiratório mas pode ser cardiogénico ou não; 
-A relação ventilação-perfusão diminui 
Resulta 
-Hipoxemia; 
-Aumento do trabalho respiratório; 
-Diminuição da função pulmonar; 
-Alteração da relação ventilação-perfusão 
EAP Cardiogénico 
1) Fisiopatologia 
-Bombeamento VE insuficiente Aumento da pressão ventricular Pressão 
ventricular esquerda inibe o esvaziamento auricular esquerdo Sangue reflui para as 
membranas alvéolo-capilares Filtração capilar do pulmão aumenta Fluidos da 
circulação pulmonar inundam a membrana alvéolo-capilar e enchem os espaços 
alveolares (normalmente tem ar) Aumento de fluidos nos pulmões 
2) Manifestações clínicas 
-Leva a sintomas cardiovasculares e respiratórios; 
-Sintomas cardiovasculares (Insf. cardíaca com ingurgitamento das veias do pescoço/ 
Edema da região sagrada e nos membros inferiores/ Aumento de peso/ Se edema não 
tratado pulso passa de rápido para fraco e filiforme/ A pele fica fria, pálida e húmida/ 
Inicialmente a PA aumenta mas vai diminuindo à medida que o estado se agrava) 
-Sintomas respiratórios (Acidose metabólica na medida de excretar os resíduos 
metabólicos/ A respiração torna-se polipneica (rápida e ofegante) e doente apresenta 
fadiga/ Os fluidos levam a crepitações e tosse produtiva acompanhada de expetoração 
esbranquiçada e espumosa) 
-Nas radiografias é possível visualizar infiltrações alveolares e intersticiais 
bilateralmente 
 
EAP Não Cardiogénico 
1) Fisiopatologia 
-Pessoa exposta a fumo que contém produtos químicos irritantes O fumo contém 
substâncias toxicas que danificam os capilares nos pulmões Tornam-nos mais 
permeáveis Com o aumento da permeabilidade, o plasma sanguíneo “sai” dos 
capilares para os alvéolos Interfere na troca gasosa 
 
Edema Pulmonar Fulminante 
-Leva a sintomas cardiovasculares e respiratórios; 
-A expetoração apresenta-se rosada; 
-Pode verificar-se cianos e diminuição da StO2 face ao aumento da 
hipoxia. Podem desenvolver-se broncoespasmos provocando 
sibilos, fervores e roncos 
Diagnóstico 
1) História clínica e exame físico: Dispneia de início súbito ou que 
vai piorando, antecedentes de doença cardiovascular, tosse 
expetoração esbranquiçada e espumosa ou de aspeto róseo,… 
2) Exames complementares: Rx ao tórax, gasimetria arterial, ecg, 
exames laboratoriais 
Tratamento 
1) Pré-hospitalar 
-É dito aos familiares que é necessário colocar o doente em repouso na 
posição sentado e com as pernas pendentes porém, caso esteja inconsciente 
manter a cabeça elevada; 
-Colocação de O2 por máscara facial

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