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ASSISTENTE CONTÁBIL 
ASSISTENTE DE CONTABILIDADE 
 
 
O Assistente de Contabilidade é o profissional responsável por controlar e 
executar trabalhos relacionados à área Contábil. 
Um Assistente de Contabilidade classifica despesas, analisa e reconcilia 
contas, registra documentos e escritura livros fiscais. Está sob as responsabilidades 
de um Assistente de Contabilidade auxiliar na elaboração de balancetes e 
demonstrativos, realizar a execução e controle de planilhas e relatórios de 
contabilidade, fazer classificação de despesas, registro de documentos, 
acompanhamento das leis trabalhistas, exercer balancetes, calcular impostos (PIS, 
CONFINS, ICMS, etc.), verificar impostos retidos, classificar a contabilidade, contatar 
o cliente, analisar contas patrimoniais, lançar fechamentos fiscais, executar baixas 
de recebimento, revisar as movimentações bancárias, solucionar pendências, 
organizar documentações referentes à contabilidade da empresa, preparar 
documentos e efetuar sua classificação contábil, gerar lançamentos contábeis, 
auxiliar na apuração dos impostos, conciliar contas e preenchimento de guias de 
recolhimento e de solicitações, junto a órgãos do governo, emitir notas de venda e 
de transferência. 
Para que o profissional tenha um bom desempenho como Assistente de 
Contabilidade á essencial que além da graduação possua conhecimento em 
matemática financeira, boa comunicação, e escrita, habilidade técnica, habilidade em 
resolução de problemas, planejamento e organização. 
Quanto à aplicação da Contabilidade, pode ser aplicadas às pessoas físicas, 
jurídicas, instituições, empresas, pessoas de direito público, Municípios, Estados e a 
União. 
 
CONTABILIDADE PÚBLICA 
 
 
Define-se Contabilidade Pública como sendo o ramo da contabilidade que 
registra, controla e demonstra a execução dos orçamentos, dos atos e fatos da 
fazenda pública e o patrimônio público e suas variações. A contabilidade é uma 
ciência teórica e prática que estuda os métodos de cálculo e registro da 
movimentação financeira de uma firma ou empresa 
Portanto, seu escopo relaciona-se ao controle e gestão dos recursos públicos. 
Com o advento da Lei de Responsabilidade Fiscal - LRF (Lei Complementar 
101/2000), a Contabilidade Pública alçou uma maior importância e valorização. 
 
 
O QUE É CONTABILIDADE? 
 
Contabilidade é a ciência que tem por objetivo o das variações quantitativas e 
qualitativas ocorridas no Patrimônio (conjunto de bens, direitos e obrigações) das 
entidades. Através dela é fornecido o máximo de informações utéis para as tomadas 
de decisões, tanto dentro quanto fora da empresa, estudando, interpretando, 
registrando e controlando o Patrimônio. 
O Patrimônio Líquido é formado pelo grupo de contas que registra o valor 
contábil pertencente aos acionistas ou quotistas. O capital social representa os 
valores recebidos pela empresa, em forma de subscrição ou por ela gerados, é o 
capital próprio da empresa. É o valor da diferença entre Ativo e Passivo Exigível. 
Todas as movimentações existentes no patrimônio de uma entidade são 
registradas pela Contabilidade, que resume os fatos em forma de relatórios e 
entrega-os aos interessados em saber como está indo a situação da empresa. É 
através destes relatórios que são analisados os resultados alcançados e a partir daí 
são tomadas decisões em relação aos acontecimentos futuros. 
Sendo assim, a Contabilidade é a responsável pela escrituração (registro em 
livros próprios) e apuração destes resultados e é só através dela que há condições 
para se apurar o lucro ou prejuízo em determinado período. 
 
 
TÉCNICAS CONTÁBEIS 
 
Ribeiro (2002, p. 23) diz que a contabilidade é uma ciência que permite, 
através de suas técnicas, manter um controle permanente do Patrimônio da 
empresa. 
http://www.normaslegais.com.br/legislacao/lc101_2000.htm
http://www.normaslegais.com.br/legislacao/lc101_2000.htm
Franco (2006, p. 35) comenta sobre 4 técnicas contábeis indispensável para a 
contabilidade das empresas: 
 
1. Escrituração, que são os registros em livros próprios (Diário, Razão, Caixa 
e Contas Correntes), de todos os Fatos Administrativos que ocorrem no dia-a-dia 
das empresas. 
 
2. As Demonstrações, quadros técnicos que apresentam dados extraídos dos 
registros contábeis da empresa, as mais conhecidas são o Balanço Patrimonial e a 
Demonstração do Resultado do Exercício. 
 
3. A Auditoria, consiste na verificação da exatidão dos dados contidos nas 
demonstrações financeiras, através do exame minucioso dos registros contábeis e 
dos documentos que deram origem a eles. 
 
4. E por último Análise de Balanços que examina e interpreta os dados 
contidos nas demonstrações financeiras, com o fim de transformar esses dados em 
informações úteis aos diversos usuários da contabilidade. 
 
 
PRINCÍPIOS DE CONTABILIDADE 
 
Os Princípios de Contabilidade são as verdadeiras normas gerais 
delimitadoras da aplicação da Ciência Contábil. Se não existissem, cada entidade 
poderia adotar forma própria de registrar os fatos contábeis, tornando impossível a 
correta mensuração da riqueza patrimonial, necessária à defesa dos interesses da 
coletividade, dos particulares e dos próprios sócios e acionistas. É com eles que a 
contabilidade é regrada. 
Estes princípios devem ter três características que ocorram simultaneamente: 
ser úteis (quando deles resultarem informações significativas e valiosas aos usuários 
das demonstrações contábeis), objetivos (quando as informações resultantes de 
suas aplicações não acabarem sofrendo influência por inclinações pessoais ou 
prejuízo dos que a fornecem) e praticáveis (quando podem ser adotados sem 
complexidade ou custos indevidos), sendo o objeto de estudo da Contabilidade a 
empresa. 
 
 
Diferença Contabilidade Societária x Contabilidade Pública 
 
A Contabilidade Societária, relacionada com a atividade privada, rege-se pela 
Lei das Sociedades Anônimas e pelo Código Civil, que estabelecem regras de 
procedimentos contábeis. Já a contabilidade pública é regulada pela Lei 4.320/1964, 
que é a Lei das Finanças Públicas. 
A Contabilidade Societária tem como foco principal o patrimônio e as suas 
avaliações, de tal forma que a principal peça é o balanço patrimonial. Balanço 
patrimonial é uma das mais importantes demonstrações contábeis, pois reflete a 
posição financeira de uma entidade (empresa) em um determinado período, 
normalmente em um ano. 
Porém, na Contabilidade Pública, o mais relevante é o balanço de resultados, 
que trata da despesa e da receita, ou seja, de que forma foi arrecadado o dinheiro e 
como foi aplicado. 
Outra diferença é que a contabilidade da área societária tem como visão o 
patrimônio e o lucro. Já na área pública, a visão é a gestão. 
 
 
INOVAÇÕES DA LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL 
 
A Lei de Responsabilidade Fiscal - LRF deu forma ao Relatório Resumido da 
Execução Orçamentária, definiu o que compõe o relatório, como se publica essa 
informação. 
Também trouxe como inovação o relatório de gestão fiscal, que visa 
demonstrar se foram atingidas as metas e os limites estabelecidos na lei de 
responsabilidade fiscal. Outra inovação é que a lei exigiu que as receitas vinculadas 
tenham a contabilização de onde está evidenciado o que já foi aplicado e qual é o 
saldo. 
A lei também passou a dar uma maior importância e visibilidade à 
contabilidade. 
http://www.normaslegais.com.br/legislacao/lei-4320-1964.htm
http://www.portaldecontabilidade.com.br/guia/balancopatrimonial.htm
CARACTERÍSTICAS DA CONTABILIDADE PÚBLICA 
 
A Contabilidade Pública - seja na área Federal, Estadual, Municipal ou no 
Distrito Federal - tem como base a Lei 4.320, de 17 de março de 1964, que instituiu 
normas gerais de direito financeiro para elaboração e controle dos orçamentos e 
balanços da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal. 
A Lei 4.320/64 está para a Contabilidade Aplicadaà Administração Pública 
assim como a Lei das Sociedade por Ações (Lei 6.404/76) está para a Contabilidade 
aplicada à atividade empresarial. 
A Contabilidade Pública registra a previsão da receita e a fixação da despesa, 
estabelecidas no Orçamento Público aprovado para o exercício, escritura a 
execução orçamentária da receita e da despesa, faz a comparação entre a previsão 
e a realização das receitas e despesas, controla as operações de crédito, a dívida 
ativa, os valores, os créditos e obrigações, revela as variações patrimoniais e mostra 
o valor do patrimônio. Na representação gráfica do Patrimônio são: Patrimônio = 
Ativo + Passivo 
A Contabilidade pública está interessada também em todos os atos praticados 
pelo administrador, sejam de natureza orçamentária (previsão da receita, fixação da 
despesa, empenho, descentralização de créditos etc.) ou sejam meramente 
administrativos (contratos, convênios, acordos, ajustes, avais, fianças, valores sob 
responsabilidade, comodatos de bens, etc.) representativos de valores potenciais 
que poderão afetar o patrimônio no futuro. 
O objeto de qualquer contabilidade é o patrimônio. A Contabilidade Pública 
não está interessada somente no patrimônio e suas variações, mas, também, no 
orçamento e sua execução (previsão e arrecadação da receita e a fixação e a 
execução da despesa). 
A Contabilidade Pública, além de registrar todos os fatos contábeis 
(modificativos, permutativos e mistos), registra os atos potenciais praticados pelo 
administrador, que poderão alterar qualitativa e quantitativamente o patrimônio. 
O objetivo da Contabilidade Pública é o de fornecer aos gestores informações 
atualizadas e exatas para subsidiar as tomadas de decisões, aos órgãos de controle 
interno e externo para o cumprimento da legislação e às instituições governamentais 
e particulares informações estatísticas e outras de interesse dessas instituições. 
 
http://www.normaslegais.com.br/legislacao/lei-4320-1964.htm
NATUREZA DO REGISTRO DOS ATOS E FATOS NA 
CONTABILIDADE PÚBLICA 
 
 
A Contabilidade Pública registra os atos e fatos de natureza orçamentária, 
financeira, patrimonial, industrial e de compensação, da administração pública (LEI 
4.320, 1964). 
Entende-se como Ato Administrativo uma ação praticada que não provoca 
(podendo provocar) alterações qualitativas e/ou quantitativas no patrimônio da 
entidade. 
Como exemplos, Admissão de Empregados e Assinatura de Contratos de 
Seguros. 
Fatos contábeis são acontecimentos ocorridos na empresa que provocam 
alterações qualitativas no patrimônio da entidade. 
Como exemplos, Pagamentos de Funcionários e Pagamento de Seguro 
Contra Incêndio. 
Dessa forma, a Contabilidade Pública deverá evidenciar, perante a fazenda 
pública, a situação de todo administrador público, que arrecade receitas, efetue 
despesas, administre ou guarde bens a ela pertencentes ou confiados (LEI 4.320, 
1964). 
 
CAMPO DE APLICAÇÃO DA CONTABILIDADE PÚBLICA 
 
A contabilidade pública é regulamentada especialmente pela Lei 4.320-64. 
Esta lei estatui normas gerais de direito financeiro para a elaboração e controle dos 
orçamentos e balanços da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal. 
Dessa forma, o campo de aplicação da contabilidade pública é 
essencialmente o das pessoas jurídicas de direito público – União, Estados, Distrito 
Federal e Municípios. Portanto, todos os entes federados devem seguir as normas 
gerais de direito financeiro estabelecidas na Lei 4.320-64. 
 
Pessoas jurídicas de direito público Administração direta 
Poder Executivo: 
 
Presidência da República e suas secretarias; 
Ministérios Civis e Militares; 
Fundos Especiais. 
 
 
Poder Judiciário: 
 
Todos os seus tribunais; 
Fundos Especiais. 
 
 
Poder Legislativos: 
Câmara dos Deputados; 
Senado Federal; 
Fundos Especiais. 
 
Administração indireta 
 
 
Autarquia: Corresponde a serviço autônomo, com personalidade jurídica de direito 
público, patrimônio e receita próprios, criado por lei para executar atividades típicas 
da administração pública, que requeriam, para melhor funcionamento, gestão 
administrativa e financeira descentralizada. (DECRETO-LEI 200, 1967). 
 
Alguns exemplos de autarquias, federais, estaduais ou municipais, em nosso 
ordenamento, são Banco Central; UFRJ; CBMERJ; INSS; ANATEL; ANVISA; INPI. 
 
Fundação pública: É a entidade dotada de personalidade jurídica de direito público, 
sem fins lucrativos, criada em virtude de autorização legislativa, com autonomia 
administrativa, patrimônio próprio e funcionamento custeado por recursos públicos. 
Fundação Habitacional do Exército, Fundação Instituto Brasileiro de Geografia 
e Estatística (IBGE) e Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) são alguns 
exemplos. 
Empresa estatal dependente 
 
Empresa controlada pela União, pelo Estado, pelo Distrito Federal ou pelo Município, 
que tenha, no exercício anterior, recebido recursos financeiros pelo seu controlador, 
destinados ao pagamento de despesas com pessoal, de custeio em geral ou de 
capital, excluídos, neste último caso, aqueles provenientes de aumento de 
participação acionária, e tenha, no exercício corrente, autorização orçamentária para 
recebimento de recursos financeiros com idêntica finalidade (LEI DE 
RESPONSABILIDADE FISCAL). 
 
 
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) é um exemplo. 
 
 
Empresa pública 
 
É a entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado, com o patrimônio 
próprio e capital públicos, criada por lei para a exploração de atividade econômica 
que o governo seja levado a exercer por força de contingência ou de conveniência 
administrativa, podendo revestir-se de qualquer das formas admitidas em direito 
(DECRETO-LEI 900, 1969). 
 
 
A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Empresa Brasileira 
de Correios e Telégrafos (ECT) são exemplos de empresas estatais dependentes. 
 
Sociedades de economia mista 
 
É a entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado, criada por lei para a 
exploração de atividade econômica, sob a forma de sociedade anônima, cujas ações 
com direito a voto pertençam, em sua maioria, direta ou indiretamente, ao poder 
público ou a entidade da administração indireta (Decreto-Lei 900/69). 
 
 
REGIME CONTÁBIL 
 
 
O regime contábil adotado para a contabilidade pública é o regime misto, 
sendo de caixa para as receitas e de competência para as despesas, conforme o 
artigo 35 da Lei 4.320-64, que trata: 
Art. 35º. Pertencem ao exercício financeiro: 
 
I – as receitas nele arrecadadas; 
II – as despesas nele legalmente empenhadas 
 
Regime de caixa: No regime de caixa, são consideradas receitas e despesas do 
exercício, tudo o que recebe ou que paga durante o ano financeiro, mesmo sendo de 
exercícios anteriores. 
 
Exceção: é quando as receitas previstas e não arrecadadas são incluídas na dívida 
ativa e o recebimento geralmente só ocorrerá no ano subsequente (BEZERRA 
FILHO, 2008). 
 
Regime de competência: São consideradas receitas e despesas no período em 
que ocorrem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem, 
independentemente do recebimento ou do pagamento (Conselho Federal de 
Contabilidade, 1993). 
 
 
Exceções: 
Caso 1 - Despesa referente ao exercício de 2012, não paga naquele ano, deverá ser 
inscrita em resto a pagar para ser paga em 2013. Caso até o final de 2013 a 
despesa não seja paga, será cancelada no Sistema Integrado de Administração 
Financeira (Siaf), porém ainda permanece o direito do credor. 
 
Caso futuramente, em 2015, o pagamento seja reclamado pelo credor, será 
considerada despesa naquele ano (CARVALHO, 2006). 
 
Caso 2 - Despesa referente ao exercício de 2014, porém, empenhada, liquidada e 
paga em 2013, paga antecipadamente, a despesa será incluída no exercício 
financeiro de 2013. Admite-se o pagamento antecipado como forma de garantiade 
um contrato (CARVALHO, 2006). 
 
ESTÁGIOS DE EXECUÇÃO DA RECEITA E DA DESPESA 
Despesa 
 
No processo orçamentário, agrupam-se os estágios das despesas em duas etapas: 
Fixação e Execução. 
 
Na etapa Fixação, os recursos são distribuídos de acordo com as prioridades do 
governo. E na Execução, que compreende os estágios empenho, liquidação e 
pagamento, processam-se a execução orçamentária e financeira. 
 
 
Etapa de fixação 
 
É nessa etapa que se origina o processo de planejamento. É nela que se alocam os 
recursos aos programas governamentais, observando as diretrizes e prioridades 
traçadas pelo governo, seguindo o princípio do equilíbrio orçamentário, as despesas 
fixadas serão programadas em função das receitas previstas. 
 
Conforme o artigo 165 da Constituição Federal de 1988, os instrumentos de 
planejamento de União compreendem o Plano Plurianual, a Lei de Diretrizes 
Orçamentárias e a Lei Orçamentária Anual. 
 
 
Etapa de execução 
 
Empenho 
Conforme o artigo 58 da Lei 4.320, de 1964, “o empenho da despesa é o ato 
emanado de autoridade competente que cria para o Estado obrigação de pagamento 
pendente ou não de implemento de condição”. 
 
Liquidação 
De acordo com o artigo 63 da Lei 4.320, de 1964, 
“A liquidação consiste na verificação do direito adquirido pelo credor, tendo por base 
os títulos e os documentos comprobatórios do respectivo crédito. 
Essa verificação tem por fim apurar: 
 
I – a origem e o objeto do que se deve pagar; 
II – a importância exata a pagar; 
III – a quem se deve pagar a importância, para extinguir a obrigação.” 
 
 
Pagamento 
Segundo o artigo 65 da Lei 4.320, de 1964, “o pagamento da despesa será efetuado 
por tesouraria ou pagadoria instituídos por estabelecimentos bancários credenciados 
e, em casos excepcionais, por meio de adiantamento”. 
 
Receita 
A receita pública passa por quatro estágios, sendo a previsão (aprovação do 
orçamento); lançamento (inscrição do débito); arrecadação e recolhimento (estágios 
de execução da receita) (CARVALHO, 2006). 
 
 
Previsão 
O estágio de previsão, conforme artigo 51 da Lei 4.320, de 1964, é a estimativa de 
quanto se espera arrecadar durante determinado exercício financeiro. 
 
Lançamento 
De acordo com o artigo 53 da Lei 4.320, de 1964, consiste no procedimento 
administrativo, “o lançamento da receita, o ato da repartição competente, que verifica 
a procedência do crédito fiscal e a pessoa que lhe é devedora e inscreve o débito 
desta”. 
 
Arrecadação 
Conforme o artigo 56 da Lei 4.320, de 1964, incide no recolhimento pelo contribuinte 
ao agente arrecadador a uma instituição financeira oficial. 
 
Recolhimento 
Consiste no repasse da instituição financeira oficial ao cofre do tesouro nacional, 
conforme o artigo 56 da Lei 4.320, de 1964. 
 
 
Restos a pagar 
 
Consideram-se restos a pagar, conforme artigo 36 da Lei 4.320, de 1964, as 
despesas empenhadas e liquidadas, mas não pagas até 31 de dezembro do mesmo 
exercício, destingindo-se as processadas das não processadas. 
A despesa processada é quando já transcorreu a etapa da liquidação, sendo a 
entrega dos bens, obras ou a prestação do serviço ao órgão realizador da despesa 
(BEZERRA FILHO, 2008). 
São restos a pagar não processadas, as despesas que dependem, ainda, da 
prestação de serviço ou do fornecimento de material (CARVALHO, 2006). 
 
TIPOS DE DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 
 
As Demonstrações Contábeis são documentos contábeis que resumem as 
atividades da empresa num determinado período, nos seus aspectos patrimoniais e 
financeiros, sendo atualmente obrigatório o seu levantamento, trimestral ou anual, 
dependendo da tributação pelo IRPJ e CLSS, coincidente com o ano civil. 
As Demonstrações contábeis são as extraídas dos livros, registros e 
documentos que compõem o sistema contábil de qualquer tipo de entidade. 
Portanto, neste artigo você conhecerá os principais relatórios utilizados e 
como são organizadas as informações e ainda aprenderá a conceituar os principais 
itens das Demonstrações. 
Conhecendo as Demonstrações Contábeis: 
 
Todas as sociedades (empresárias, simples e entidades) independentes do seu 
objeto social e porte econômico estão sujeitas às regras deste grupo, com as 
exceções previstas em cada. 
A legislação comercial exige que, anualmente, as empresas elaborem um 
Balanço Patrimonial e a Demonstração de Resultado do Exercício. 
A legislação do Imposto de Renda, por sua vez, exige o Balanço Patrimonial e 
a Demonstração de Resultado apenas das empresas que estejam obrigadas ou 
optem pela tributação com base no Lucro Real. 
Conforme as Leis nº. 6.404/76 e 11.638/07, ao final do exercício social, as 
Sociedades por Ações e as de grande porte são obrigadas a publicarem os 
seguintes Relatórios: 
 
- Balanço Patrimonial; 
 
- Demonstração do Resultado do Exercício; 
 
 
- Demonstração de Fluxo de Caixa; 
- Demonstração do valor Adicionado; 
 
- Demonstração de Lucros e/ou Prejuízos Acumulados, essa última podendo ser 
substituída pela Demonstração de Mutações do Patrimônio Líquido; 
 
- Notas explicativas e outros quadros analíticos ou demonstrações contábeis 
necessários para esclarecimento da situação patrimonial e dos resultados do 
exercício. 
 
 
ESTÁ SOB AS RESPONSABILIDADES DE UM ASSISTENTE DE 
CONTABILIDADE 
 
• auxiliar na elaboração de balancetes e demonstrativos 
• realizar a execução e controle de planilhas e relatórios de contabilidade 
• fazer classificação de despesas 
• registro de documentos 
• acompanhamento das leis trabalhistas 
• exercer balancetes, calcular impostos (PIS, CONFINS, ICMS, etc.) 
• verificar impostos retidos 
• classificar a contabilidade 
• contatar o cliente 
• analisar contas patrimoniais 
• lançar fechamentos fiscais 
• executar baixas de recebimento 
• revisar as movimentações bancárias 
• solucionar pendências 
• organizar documentações referentes à contabilidade da empresa 
• preparar documentos e efetuar sua classificação contábil 
• gerar lançamentos contábeis 
• auxiliar na apuração dos impostos 
• conciliar contas e preenchimento de guias de recolhimento e de solicitações 
• junto a órgãos do governo 
• emitir notas de venda e de transferência 
 
 
 
Fonte: blog.cefis.com.br/quais-as-funcoes-de-um-assistente-contabil

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