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Direito Eleitoral
Anualidade Eleitoral
Aproveitamento do voto
Lisura Eleitoral
Isonomia Celeridade
Todos os candidatos devem
concorrer em igualdade de
condições.
A Justiça Eleitoral precisa ser célere
para evitar insegurança jurídica no
processo eleitoral.
Art. 16 da CF
Não se declara nulidade do voto se
não houver prejuízo.
O Direito Eleitoral quer uma
eleição limpa, que obedeça a
probidade e a moralidade. 
"In dubio pro voto"
A lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor
na data de sua publicação, NÃO se aplicando à
eleição que ocorrerá até um ano da data de sua
vigência.
Conceito e Princípios do
Direito Eleitoral
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
Sistemas Eleitorais
Sistema Majoritário
Por maioria Simples
O candidato, para ser eleito, precisa ter
mais votos que os demais candidatos. 
Sistema Proporcional
Nesse caso é necessário, primeiramente, verificar
quantos votos válidos foram contabilizados e dividi-
los pelo número de vagas disponíveis, o resultado é
o quociente eleitoral. 
Após isso, é necessário dividir o número de votos
que o partido recebeu pelo quociente eleitoral, o
resultado deste cálculo é o quociente partidário, ou
seja, o número de vagas que os candidatos mais
votados do partido irão ocupar.
Exemplo:
São eleitos por esse sistema: 
Prefeitos nos Municípios com menos
de 200.000 eleitores;
Senadores.
Por maioria absoluta
O candidato, para ser eleito, precisa de
mais da metade dos votos válidos. 
São eleitos por este sistema: 
Presidente da República; 
Governadores dos Estado e do Distrito Federal; 
Prefeitos nos Municípios com igual ou menos de
200.000 eleitores (possibilidade de 2º turno).
Um Estado tem 70 deputados federais e 21 milhões de
votos válidos:
Quociente eleitoral = 21 milhões dividido por 70 cargos a
preencher de deputado.
Quociente eleitoral = 300.000.
Assim, a cada 300.000 votos que um partido receber,
elegerá um deputado.
Digamos que um partido recebeu 1.200.000 votos. Assim:
Quociente partidário = 1.200.000 dividido por 300.000
(quociente eleitoral)
Quociente partidário = 4
Órgãos da Justiça
Eleitoral
Tribunal Superior Eleitoral;
Tribunais Regionais Eleitorais;
Juízes Eleitorais;
Juntas Eleitorais.
TSE
Art. 119 da CF
Mediante eleição por voto secreto:
Por nomeação do Presidente da República:
No mínimo 7 Membros escolhidos
3 juízes dentre os ministros do STF;
2 juízes dentre os ministros do STJ;
2 juízes dentre 6 advogados
indicados pelo STF.
O presidente e o vice do TSE serão eleitos
dentre os Ministros do STF. O corregedor
eleitoral será eleito entre os Ministros do
STJ.
Exclusivamente por
Lei Complementar.
Funções da Justiça Eleitoral
Administrativa - organizar o processo eleitoral;
Jurisdicional - julgar ações eleitorais;
Normativa - TSE expede instruções, resoluções
que regulamentam a legislação eleitoral;
Consultiva - TSE e TRE's respondem a consultas
apresentadas em tese.
TRE's
Mediante eleição por voto secreto:
Um juiz do TRF ou um juiz federal;
Por nomeação do Presidente da República:
Art. 120, §1
7 Membros escolhidos
2 juízes dentre os desembargadores
do TJ;
2 juízes de direito escolhidos pelo TJ.
2 juízes dentre 6 advogados indicados
pelo TJ.
Junta Eleitoral Juiz Eleitoral
Composta por um
juiz de direito e mais
2 ou 4 cidadãos de
notória idoneidade.
É um juiz estadual que
receberá
temporariamente a
função de juiz eleitoral. 
Juiz eleitoral tem
competência sobre
uma zona eleitoral.
 É o órgão
diplomador das
eleições municipais.
Organização e
Competência da Justiça
Eleitoral
Organização e Competência
da Justiça Eleitoral
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
Partidos Políticos
Princípio da Liberdade
Liberdade de criação, fusão incorporação e extinção.
Mas deve respeitar o art. 17, caput e §4º da CF:
I - caráter nacional;
II - proibição de recebimento de recursos financeiros
de entidade a governo estrangeiro ou de subordinação
a estes;
III - prestação de contas a Justiça Eleitoral;
IV - funcionamento parlamentar de acordo com a lei.
[...]
§4º É vedada a utilização pelos partidos políticos de
organização paramilitar.
Princípio da Autonomia
Autonomia para definir sua
estrutura interna e suas regras de
escolha, formação e duração de
seus cargos. 
Permitida coligação só para
eleições majoritária
 (art. 17, §1º da CF)
Federação Partidária
Art. 11-A da Lei nº 9.096/95
União de 2 ou mais partidos que
possuem afinidade.
Atuam como se
fossem um partido.
Como regra devem
durar no mínimo 4 anos,
sob pena de sanções.
Filiação Partidária
Condição obrigatória para concorrer
a cargo eletivo.
Perde o mandato o detentor de cargo
eletivo (eleito pelo sistema proporcional)
que se desfiliar sem justa causa.
Infidelidade Partidária 
(art. 22-A da Lei n°
9.096/95)
Criação
Registro no cartório de Registro Civil de
Pessoa Jurídica do local de sua sede.
Natureza Jurídica
Pessoa Jurídica de Direito Privado
(art. 1º da Lei nº 9.096/96).
Após registra o Estatuto no TSE.
Precisa de 101 fundadores
distribuídos em 1/3 dos Estados.
Com isso adquire
personalidade jurídica.
Precisa do apoiamento mínimo no
prazo de 2 anos, conforme art. 7, §1º
da Lei n° 9.096/95.
Com isso adquire
capacidade política.
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9096.htm
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Alistamento, Elegibilidade 
e Inelegibilidade
Alistamento Eleitoral
e o voto são:
Art. 14, §1º da CF
Obrigatórios para os maiores de 18 anos.
Facultativos para:
Analfabetos Maiores de
70 anos
Menores de 18 e
maiores de 16 anos
 Estrangeiros;1.
2. Conscritos durante o período
de serviço militar obrigatório
(art. 14, §2º da CF).
Domicílio Eleitoral
Conceito mais elástico que do
Direito Civil. Pode ser vínculo:
Residencial;
Afetivo;
Familiar;
Profissional;
Comunitário.
Elegibilidade
Para que possamos votar, precisamos
preencher condições estabelecidas no
art. 14, §3º da CF.
I - nacionalidade brasileira;
II - pleno exercício dos direitos políticos;
III - alistamento eleitoral;
IV - domicílio eleitoral na circunscrição;
V - filiação partidária;
VI - a idade mínima de:
35 anos para Presidente e vice-presidente
e Senador;
30 anos para Governador;
21 anos para Deputado;
18 anos para Vereador.
Inelegibilidades
AbsolutaRelativas
É inelegível para qualquer
cargo o inalistável e o
analfabeto (art. 14, §4º da CF)
Por Lei Complementar
(art. 14, §9º da CF)
Lei Complementar 64/90
que traz essas hipóteses de
inelegibilidades.
Por motivo de parentesco
Cônjuges e parentes até 2º
grau de Prefeito, Governador
e Presidente são inelegíveis na
circunscrição respectiva (art.
14, §7º da CF).
Por motivo funcional
Inelegibilidade para um 3º
mandato subsequente do
Presidente da República,
Governador e Prefeito (art.
14, §5º da CF).
Inelegibilidade para
Presidente da República e
Prefeito concorrerem a outro
cargo, salvo se renunciar 06
meses antes das eleições (art.
14, §6º da CF)
Não podem se alistar:
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp64.htm
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htmhttps://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
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Lei das Eleições
Período das Eleições
Art. 1º a 4º da Lei nº 9.504/97
Convenção Partidária
Art. 9º da Lei nº 9.504/97
Além disso, devem ser escolhidos em
convenção partidária, que é o órgão
que delibera quem representará o
partido nas eleições.
Deve ocorrer entre 20/07 e
05/08 do ano das eleições.
Coligações Partidárias
Art. 6º da Lei nº 9.504/97
Prazo: 19 horas do dia 15 de agosto.
1º domingo de outubro;
Para os cargos eleitos pelo sistema majoritário
absoluto (Presidente da República, Governador
e Prefeito de município com mais de 200 mil
eleitores), poderá haver 2º turno, que ocorrerá
no último domingo de outubro.
Permitidas somente para eleições majoritárias (art.
6º da Lei nº 9.504/97 e art. 17, §5º da CF);
São uniões temporárias (apenas no período
eleitoral) entre 2 ou mais partidos.
Funcionam como se fossem um único partido,
salvo para questionar a validade da própria
coligação;
Registro das candidaturas
Deve o partido ou a coligação realizar o registro da
candidatura de seus candidatos perante a Justiça
Eleitoral.
Idade mínima: deve ser vista na data da posse,
salvo para vereador, que é na data-limite para o
pedido de registro da candidatura.
Para cidadão concorrer, deve estar
filiado e ter domicílio eleitoral na
circunscrição. 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9504.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9504.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9504.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9504.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9504.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
Realizada a pesquisa
Registrada no orgãos da Justiça Eleitoral
para depois divulgar
Divulgar sem prévio registro nos orgãos
da Justiça Eleitoral
Divulgar pesquisa fraudulenta
Propaganda partidária
Propaganda intrapartidária
Propaganda eleitoral
Art. 36 e seguintes
 Lei 9.504/97. 
Art. 36, § 1º, da Lei
9.504/97
Nota-se que antes desse período
será considerada propaganda
antecipada e, assim, irregular.
Procedimento correto conforme
art. 33, §1º da Lei 9.504/1997
Sujeito a pena de multa
Punível com detenção de seis
meses a um ano e multa
Tem como objetivo promover a
difusão dos programas partidários,
transmitir mensagens aos filiados, as
atividades congressuais do partido,
incentivar a filiação partidária e
esclarecer o papel dos partidos na
democracia brasileira.
É aquela realizada pelo postulante
à candidatura a cargo eletivo, com
o objetivo de que seja escolhido
pelo partido ou coligação na
convenção partidária.
Art. 50-A e seguintes
da Lei 9.096/95
Pesquisas Eleitorais e Propaganda
Política
É dirigida à conquista do voto do eleitor,
sendo permitida somente após o dia 15
de agosto do ano eleitoral (assim,
somente a partir do dia 16 de agosto).
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9504.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9504.htm
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9504.htm
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9504.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9096.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9096.htm
Ação de Impugnação de
Registro de Candidatura (AIRC)
Ação de Investigação Judicial
Eleitoral (AIJE)
Ação de Impugnação de
Mandato Eletivo (AIME)
Utilizada para impedir que candidato escolhido em
convenção partidária seja registrado, em virtude do
não atendimento de algum requisito legal ou
constitucional.
Utiliza-se essa ação quando ocorrer abuso de poder
econômico; abuso de poder político; captação ou uso
ilícito de recursos na campanha eleitoral; utilização
indevida de veículos ou meios de comunicação social.
Utilizada para invalidar diplomas de
candidatos que tenham agido com abuso
do poder econômico, corrupção ou fraude.
Representação do Artigo 96
da Lei das Eleições
Representação relativa ao descumprimento das
disposições da própria Lei das Eleições. Especialmente,
esta representação será cabível quando houver violações
às regras da propaganda eleitoral.
Representação por Captação
Ilícita de Sufrágio
Utilizado quando o candidato doar, prometer, ou
entregar, ao eleitor, com o fim de obter-lhe o voto,
bem ou vantagem pessoal de qualquer natureza,
inclusive emprego ou função pública.
Representação para Apuração de
Arrecadação e Gastos Ilícitos
Utilizado quando forem praticadas condutas que violem as
regras de arrecadação e gastos de recursos, conforme
previsão da Lei das Eleições.
Recurso Contra Diplomação (RCD)
Utilizado para decretação de inelegibilidade ou de
incompatibilidade de candidato diplomado quando,
depois do deferimento do registro, mas antes da
diplomação, aparecer uma inelegibilidade superveniente
ou quando verificada uma inelegibilidade prevista na
Constituição Federal e não arguida em AIRC.
Ação Rescisória Eleitoral
Ação rescisória somente é cabível
contra decisões do TSE.
Ações e Recursos Eleitorais
Abuso de Poder Político Abuso de Poder Econômico
Exemplo: Exemplo:
Realizar transferência voluntária
de recursos entre entes da
Federação, ressalvados: 
Autorizar publicidade institucional dos atos,
programas, obras, serviços e campanhas
dos órgãos públicos ou das respectivas
entidades da administração indireta.
Fazer pronunciamento em
cadeia de rádio e televisão,
fora do horário eleitoral
gratuito.
Uso indevido de propaganda
institucional; coação de
servidores públicos.
 Candidato utiliza recursos
financeiros vedados ou acima
dos permitidos pela legislação
Abuso de Poder e Condutas Vedadas aos
Agentes Públicos em Campanha
Destinados a cumprir obrigação formal preexistente;
Destinados a situações de emergência e de calamidade pública.
Nulidades na Votação
Organização das Eleições 
Art. 220 do Código Eleitoral
Quando a seção eleitoral tiver sido
localizada com infração do disposto
nos §§ 4º e 5º do art. 135
Quando feita perante mesa
não nomeada pelo juiz
eleitoral, ou constituída com
ofensa à letra da lei;
Quando preterida
formalidade essencial
do sigilo dos sufrágios;
Quando realizada em dia, hora,
ou local diferentes do designado
ou encerrada antes das 17 horas;
Quando efetuada em folhas
de votação falsas;
https://www.tse.jus.br/legislacao/codigo-eleitoral/codigo-eleitoral-1/codigo-eleitoral-lei-nb0-4.737-de-15-de-julho-de-1965
https://www.tse.jus.br/legislacao/codigo-eleitoral/codigo-eleitoral-1/codigo-eleitoral-lei-nb0-4.737-de-15-de-julho-de-1965
Crimes e Processo Penal
Eleitoral
Art. 283 do Código Eleitoral
Os magistrados que, mesmo não
exercendo funções eleitorais, estejam
presidindo juntas apuradoras ou se
encontrem no exercício de outra função
por designação de Tribunal Eleitoral.
Os cidadãos que
temporariamente integram
órgãos da Justiça Eleitoral;
Os funcionários requisitados
pela Justiça Eleitoral;
Os cidadãos que hajam sido
nomeados para as mesas
receptoras ou juntas
apuradoras.
Art. 283, §§1º e 2º do
Código Eleitoral
Considera-se funcionário público, para os efeitos penais, além dos
indicados no presente artigo, quem, embora transitoriamente ou
sem remuneração, exerce cargo, emprego ou função pública;
Equipara-se a funcionário público quem exerce cargo, emprego
ou função em entidade paraestatal ou em sociedade de economia
mista.
Para os efeitos penais são considerados
membros e funcionários da Justiça Eleitoral
IMPORTANTE
https://www.tse.jus.br/legislacao/codigo-eleitoral/codigo-eleitoral-1/codigo-eleitoral-lei-nb0-4.737-de-15-de-julho-de-1965
https://www.tse.jus.br/legislacao/codigo-eleitoral/codigo-eleitoral-1/codigo-eleitoral-lei-nb0-4.737-de-15-de-julho-de-1965
https://www.tse.jus.br/legislacao/codigo-eleitoral/codigo-eleitoral-1/codigo-eleitoral-lei-nb0-4.737-de-15-de-julho-de-1965

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