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1 
 
 
Olá, pessoal! Tudo bem? 
Aqui é Ricardo Torques, coordenador do Estratégia OAB e do Estratégia Carreira 
Jurídica. Além disso, sou professor de Direito Processual Civil, Direito Eleitoral e Direitos 
Humanos. 
Instagram: www.instagram.com/proftorques 
Aguardo seu contato. ;) Dúvidas, críticas e sugestões são sempre bem-vindas! 
Em nome dos nossos professores, gostaria de lhes apresentar o e-book "Resumão para a 1ª Fase da OAB". Elaborado 
com muito carinho e cuidado por nós, você terá uma visão dos temas mais importantes para fins de prova. 
 Aproveito, ainda, para dar um aviso importante: se você quiser receber materiais gratuitos como esse diretamente 
no WhatsApp, participe do nosso grupo de estudo. Lá, enviaremos notícias quentes, cronogramas e materiais 
gratuitos focados na 1ª Fase da OAB 40. 
Basta tocar no botão abaixo para começar a receber os materiais direto no seu celular. 
 
 
2 
 
SÍNTESE ESTRATÉGICA 
1ª FASE DA OAB 40 
 
Olá, futuro(a) Advogado(a), tudo certo?! 
A prova objetiva do 40º Exame da Ordem dos Advogados do Brasil está se aproximando, e, pensando em auxiliá-
los na revisão dos principais temas nessa reta final, o Estratégia OAB elaborou a Síntese Estratégica: um material 
específico com os pontos que acreditamos serem mais relevantes para sua prova e que não podem deixar de ser 
revisados. 
O material abordará de modo direto, curto e objetivo os temas mais cobrados na prova, além daqueles pontos 
espinhosos do edital, das “decorebas” que precisam ser revistas logo antes da prova, incluindo também as nossas 
apostas. Tudo isso por meio de frases, tabelas, mapas mentais e outros meios para auxiliar na fixação do conteúdo 
e formação da memória de curto prazo. Ao final do estudo desse material, esperamos que você possa garantir 
algumas questões a mais na prova vindoura. 
Passaremos por todas as fontes de conhecimento exigidas na prova da OAB, de acordo com a predileção de 
cobrança. Assim, citaremos trechos legislativos relevantes, especialmente selecionados, mas não deixaremos de 
relacionar conteúdos jurisprudenciais e doutrinários. E todas as matérias exigidas no exame serão revisadas 
proporcionalmente à incidência de cada uma na nossa prova. 
Para finalizar, sabemos que o treino é essencial em todas as fases da OAB. Nessa reta final, resolva muitas questões. 
Elas não apenas testarão seus conhecimentos, como ajudarão a raciocinar da maneira exigida pelo examinador, 
além de otimizar sua revisão e facilitar a fixação. 
Pensando nisso, elaboramos um caderno de questões para cada uma das matérias do conteúdo programático do 
edital, através do nosso Sistema de Questões da OAB. Para resolvê-las, basta clicar nos links respectivos abaixo: 
 
Matéria Link do caderno no SQ 
Ética Profissional Ética Profissional 
Filosofia do Direito Filosofia do Direito 
Direito Constitucional Direito Constitucional 
Direitos Humanos Direitos Humanos 
Direito Internacional Direito Internacional 
Direito Tributário Direito Tributário 
Direito Administrativo Direito Administrativo 
Direito Ambiental Direito Ambiental 
Direito Civil Direito Civil 
Direito da Criança e do 
Adolescente 
Direito da Criança e do Adolescente 
Direito do Consumidor Direito do Consumidor 
Direito Empresarial Direito Empresarial 
Direito Processual Civil Direito Processual Civil 
Direito Penal Direito Penal 
Direitos Processual Penal Direitos Processual Penal 
3 
 
Direito do Trabalho Direito do Trabalho 
Direito Processual do Trabalho Direito Processual do Trabalho 
Direito Financeiro Direito Financeiro 
Direito Eleitoral Direito Eleitoral 
Direito Previdenciário Direito Previdenciário 
 
Esperamos que gostem do material e de todos os novos projetos que preparamos para que avancem rumo à 
aprovação. 
 
Por fim, desejamos uma excelente prova e que continuem dando o seu melhor até lá! 
 
Contem sempre conosco. 
 
Yasmin Ushara, 
Coordenação - Estratégia OAB. 
 
4 
 
SUMÁRIO 
Ética profissional .......................................................................................................................................................................... 4 
Filosofia do Direito ..................................................................................................................................................................... 12 
Direito Constitucional ................................................................................................................................................................ 16 
Direitos Humanos ...................................................................................................................................................................... 24 
Direito Internacional .................................................................................................................................................................. 27 
Direito Tributário ....................................................................................................................................................................... 30 
Direito Administrativo ................................................................................................................................................................ 37 
Direito Ambiental ...................................................................................................................................................................... 46 
Direito Civil ................................................................................................................................................................................ 48 
Direito da Criança e do Adolescente ........................................................................................................................................... 59 
Direito do Consumidor ............................................................................................................................................................... 61 
Direito Empresarial .................................................................................................................................................................... 64 
Direito Processual Civil ............................................................................................................................................................... 72 
Direito Penal .............................................................................................................................................................................. 79 
Direito do Processual Penal ........................................................................................................................................................ 86 
Direito do Trabalho .................................................................................................................................................................... 93 
Direito do Processual do Trabalho ............................................................................................................................................ 100 
Direito Financeiro ........................................................................................................................................................................ 2 
Direito Eleitoral ........................................................................................................................................................................ 105 
Direito Previdenciário .............................................................................................................................................................. 110 
Considerações finais ........................................................................................................................................................... 114 
 
 
ÉTICA PROFISSIONAL 
1. Atividade da Advocacia.Existência de uma Constituição escrita e rígida = 
princípio da supremacia formal da Constituição e; 
Existência de um mecanismo de fiscalização das leis, 
com previsão de, pelo menos, um órgão com 
competência para o exercício da atividade de controle. 
#10 – Principais Espécies de Inconstitucionalidade: 
 inconstitucionalidade material: ocorre quando 
o conteúdo da lei contraria a Constituição 
 inconstitucionalidade formal: caracteriza-se 
pelo desrespeito ao processo de elaboração da 
norma, preconizado pela Constituição. 
#11 – Cláusula de Reserva de Plenário (CF, art. 97): 
 Regra: somente pelo voto 
da maioria absoluta de seus 
membros ou dos membros do 
respectivo órgão especial 
poderão os tribunais declarar a 
inconstitucionalidade de lei ou 
ato normativo do Poder Público. 
 Mitigação da “cláusula de reserva de plenário” 
(NCPC, art. 949, parágrafo único). A aplicação dessa 
cláusula somente é necessária quando o Tribunal se 
depara, pela primeira vez, com determinada 
controvérsia constitucional. Nesse sentido, se o órgão 
especial, o Plenário do Tribunal ou o Plenário do 
STF já tiverem se pronunciado sobre a 
inconstitucionalidade de uma lei ou ato normativo, 
não haverá necessidade de se observar a reserva de 
plenário em casos futuros. 
 Súmula Vinculante nº 10 do Supremo Tribunal 
Federal: Viola a cláusula de reserva de plenário (CF, 
artigo 97) a decisão de órgão fracionário de tribunal 
que, embora não declare expressamente a 
inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do 
poder público, afasta sua incidência, no todo ou em 
parte. 
#12 – Súmula Vinculante: 
 Caso seja praticado ato administrativo ou 
proferida decisão judicial que contrarie os termos da 
súmula, a parte prejudicada poderá intentar 
reclamação diretamente perante o STF. Salienta-se, 
contudo, que o uso da reclamação só será admitido 
após o esgotamento das vias administrativas. 
 As Súmulas Vinculantes não vinculam: 
 Supremo Tribunal Federal (elas vinculam todos os 
demais órgãos do Poder Judiciário). 
 Poder Legislativo, no exercício de sua função 
típica de legislar (quando o Poder Legislativo exerce 
função administrativa, deverá observar as Súmulas 
Vinculantes). 
 Poder Executivo, no exercício de sua função 
atípica de legislar (quando o Presidente edita uma 
medida provisória, ele não precisa observar as 
Súmulas Vinculantes). 
#13 – Controle Abstrato ou Concentrado: 
 Noção conceitual: busca examinar a 
constitucionalidade de uma lei em tese. 
#14 - Ação Direta de Inconstitucionalidade – ADI: 
 Quais espécies normativas podem ser objeto 
de controle? 
 
 O direito municipal, bem como as leis e atos 
normativos do Distrito Federal editados no 
desempenho de sua competência municipal, não 
poderão ser impugnados em sede de ADI. 
 Legitimados para propor ADI: o STF diferencia os 
legitimados a propor ADI em dois grupos: 
 Legitimados Universais: podem propor ADI 
sobre qualquer matéria. 
 Legitimados Especiais: só podem propor ADI 
quando haja comprovado interesse de agir, ou seja, 
pertinência entre a matéria do ato impugnado e as 
funções exercidas pelo legitimado. Em outras 
palavras, só poderão propor ADI quando houver 
pertinência temática. 
 
 Só podem ser impugnados via ADI atos que 
possuam normatividade, isto é, sejam dotados de 
generalidade e abstração. Tem exceção? Sim! 
Segundo o STF, atos de efeitos concretos aprovados 
19 
 
sob a forma de lei em sentido estrito, elaborada pelo 
Poder Legislativo e aprovada pelo Chefe do Executivo, 
podem ser objeto de ADI. Ex.: LDO, Lei Orçamentária 
Anual e Medidas Provisórias que abram créditos 
extraordinários. 
 Efeitos da decisão: 
 Efeitos retroativos (“ex tunc”): A declaração de 
inconstitucionalidade de lei ou ato normativo terá, em 
regra, efeitos retroativos (“ex tunc”), salvo a 
possibilidade de o STF, por decisão de 2/3 (dois 
terços) dos seus membros, proceda à modulação dos 
efeitos temporais da sentença. Assim, 
excepcionalmente, a decisão em sede de ADI poderá 
ter efeitos “ex nunc” ou a partir de outro momento 
fixado na respectiva decisão. 
 Eficácia “erga omnes”: A decisão em sede de 
ADI terá eficácia contra todos, ou seja, alcança 
indistintamente a todos. 
 Efeito vinculante: A decisão definitiva de mérito 
proferida pelo STF em ADI terá efeito vinculante em 
relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à 
Administração Pública direta e indireta, nas esferas 
federal, estadual e municipal. 
 Efeito repristinatório: Quando uma lei ou ato 
normativo é declarado inconstitucional em sede de 
ADI, a legislação anterior (acaso existente) voltará a 
ser aplicável. 
 O efeito vinculante não alcança o Poder 
Legislativo, no exercício de sua função típica, que 
poderá editar nova lei de conteúdo idêntico ao da 
norma declarada inconstitucional pelo STF. 
#15 – Arguição de Descumprimento de Preceito 
Fundamental – ADPF (CF, art. 102, §1º, c/c Lei 
9.882/99): 
 Cabe ao STF identificar quais normas devem ser 
consideradas preceitos fundamentais decorrentes da 
CF/88 para fim de conhecimento de ADPF. 
 Segundo o STF, são preceitos fundamentais já 
reconhecidos: 
I) os direitos e garantias individuais; 
II) as cláusulas pétreas; 
III) os princípios constitucionais sensíveis (art. 34, 
VII); 
IV) o direito à saúde e; 
V) o direito ao meio ambiente. 
 Legitimados: são os mesmos da ADI, ADC e da 
ADO (CF, art. 103, I a IX). 
 Objeto: supre lacuna do controle concentrado: 
permite o controle de constitucionalidade das leis e 
atos normativos municipais, dos atos 
administrativos e do direito pré-constitucional. 
Exemplo: ADPF 54 (interrupção da gravidez de feto 
anencéfalo. Na ocasião, foram examinados alguns 
dispositivos do Código Penal (norma pré-
constitucional) à luz do princípio da dignidade da 
pessoa humana.) 
 Princípio da subsidiariedade: não será admitida 
arguição de descumprimento de preceito 
fundamental quando houver qualquer outro meio 
eficaz para sanar a lesividade = caráter residual. Não 
sendo possível o ajuizamento das demais 
modalidades de controle abstrato, admite-se o uso da 
ADPF. 
 Modalidades: doutrina majoritária: 
 Hipóteses de não cabimento: não cabe ADPF! 
 Contra atos políticos: não são passíveis de 
impugnação judicial quando praticados dentro das 
hipóteses definidas pela Constituição, sob pena de 
ofensa à separação dos Poderes; 
 Contra os enunciados das súmulas do STF; 
 Contra questões controvertidas derivadas de 
normas secundárias e de caráter tipicamente 
regulamentar (em regra, salvo hipóteses 
excepcionais). 
 Princípio da fungibilidade: 
A ADI e a ADPF são consideradas ações fungíveis, o 
que significa que uma pode ser substituída pela outra. 
Uma ADPF ajuizada perante o STF poderá ser 
conhecida como ADI e vice-versa. 
#16 – A Evolução do Controle de 
Constitucionalidade no Brasil 
A primeira Constituição Brasileira a dispor do controle 
de constitucionalidade foi a Constituição de 1891, 
que, por influência da doutrina da judicial review 
norte-americana, previu um controle judicial 
difuso/incidental de constitucionalidade das leis. 
Com a constituição de 1934, foi instituído a reserva de 
plenário, a atuação do Senado Federal, a 
representação interventiva e o mandado de 
segurança. 
Em 1965, por força da Emenda Constitucional nº 16, 
na Constituição de 1946, foi inaugurado no Brasil o 
controle concentrado ou também chamado de 
abstrato da constitucionalidade dos atos normativos 
federais e estaduais, com a criação da representação 
genérica de inconstitucionalidade (atualmente 
denominada de ação direta de inconstitucionalidade 
por ação) à semelhança do modelo kelseniano, 
exclusiva do PGR. 
20 
 
Com a Constituição Federal de 1988, aplicou-se o 
modelo concentrado-principal da 
constitucionalidade, com a instituição da Ação Direta 
de Inconstitucionalidade por Omissão, ao lado da já 
existente, ação direta de inconstitucionalidade por 
ação, ampliando ainda a legitimação para propor 
estas demandas,retirando a exclusividade das mãos 
do Procurador Geral da República. 
#17 – Inconstitucionalidade Superveniente 
Concepção tradicional: Refere-se ao entendimento 
de que a lei ou ato normativo impugnado por meio de 
ADI deve ser posterior ao texto da Constituição de 
1988, que é invocado como parâmetro. Se a lei ou ato 
normativo for anterior à CF/88 e estiver em conflito 
com ela, não será considerada inconstitucional, mas 
sim não-recebida pela Constituição atual. Nesse caso, 
a questão não se trata de inconstitucionalidade, mas 
sim de direito intertemporal (recepção ou não 
recepção). O STF não admite essa acepção (ADI 
02/DF). 
Concepção moderna: Está relacionada ao fenômeno 
do processo de inconstitucionalização. Significa que 
uma lei ou ato normativo que foi considerado 
constitucional pelo STF pode, com o tempo e as 
mudanças ocorridas no cenário jurídico, político, 
econômico e social do país, tornar-se inconstitucional 
em um novo exame do tema. Assim, a 
inconstitucionalidade superveniente ocorre quando a 
lei (ou ato normativo) torna-se inconstitucional ao 
longo do tempo e em virtude das mudanças na 
sociedade. Não se trata de uma sucessão de 
Constituições. A lei estava em conformidade com a 
atual CF, mas, com o tempo, torna-se incompatível 
com o mesmo Texto Constitucional. Essa acepção é 
admitida pelo STF (ADI 3937/SP). 
3. Organização do Estado: 
#18 – Conceito e Dimensões: 
 Estado “é a ordem jurídica soberana que tem por 
fim o bem comum de um povo situado em 
determinado território”. 
 possui as três dimensões: povo, território e 
governo. 
 
#19 – Estado Federal: 
 Estado é denominado como federal quando os 
entes federativos possuem capacidade política. Em 
decorrência da autonomia política dessas pessoas 
jurídicas, encontramos internamente uma 
pluralidade de ordenamentos jurídicos, já que o 
Estado possui vários centros produtores de normas. 
Exemplo: Brasil - composto pela U, E, DF e M. 
 Na federação há um Estado Soberano 
decorrente da união indissolúvel de entes 
autônomos. Essa união tem fundamento em uma 
Constituição Federal e por ser indissolúvel não pode 
ser desfeita: não existindo assim o direito de 
secessão. 
#20 – Federação – Características: 
 Autonomia política de seus membros, que 
engloba: 
a) Auto-organização: atributo que se expressa 
através da elaboração das Constituições Estaduais 
(em relação aos Estados) e das Leis Orgânicas (em 
relação aos Municípios). 
b) Autolegislação: a CRFB/88 estabeleceu a 
existência de diversos produtores de normas, 
permitindo que os entes federativos editem suas 
próprias leis. 
c) Autoadministração: o legislador constituinte 
fornece aos entes federados a capacidade de exercer 
atividades administrativa, tributária e legislativa, 
sem a necessidade de interferência da União. Por 
exemplo: elaboração de orçamentos, arrecadação de 
tributos e execução de políticas públicas. 
d) Autogoverno: capacidade dos entes federados 
para eleger aqueles que serão os seus 
representantes. 
 Repartição constitucional de competências: a 
CRFB/88 define quais são as atribuições de cada ente 
federativo. 
 Indissolubilidade do vínculo federativo: não 
há direito de secessão. 
 Nacionalidade única: mesma nacionalidade 
para todos os cidadãos da federação. 
 Rigidez constitucional: para a manutenção de 
um Estado federal é preciso que o pacto federativo 
seja protegido. Isso ocorre através de uma 
Constituição escrita e rígida. Emenda constitucional 
não pode abolir a forma federativa (cláusula pétrea). 
 Existência de mecanismo de intervenção: 
federais ou estaduais que são usados para combater 
atos praticados contra o pacto federativo. 
 Existência de um Tribunal Federativo: cuja 
finalidade é solucionar litígios entre os entes 
federativos. No Brasil, essa competência é do STF. 
 Participação dos entes federativos na 
formação da vontade nacional: através de um órgão 
legislativo. Na federação brasileira os Estados e o DF 
21 
 
participam da vontade nacional através do Senado 
Federal. 
#21 – Alteração na estrutura dos Estados: 
 Art. 18, §3º, CF: Os Estados podem incorporar-se 
entre si, subdividir-se ou desmembrar-se para se 
anexarem a outros, ou formarem novos Estados ou 
Territórios Federais, mediante aprovação da 
população diretamente interessada, através de 
plebiscito, e do Congresso Nacional, por lei 
complementar. 
 Dentro do modelo federativo podemos ter 
alteração na estrutura territorial do Estados-membros, 
desde que isso não venha a impactar na soberania do 
próprio Estado Federal. 
 população diretamente interessada? Abrange 
toda a população do(s) Estado(s) afetado(s), devendo 
essa ser consultada e não apenas a população da área 
a ser desmembrada, incorporada ou subdividida (ADI 
nº 2.650/DF). 
 a consulta ocorre por meio de um plebiscito e a 
possibilidade de modificação do(s) Estado(s) 
depende da aprovação da população. Enquanto a 
reprovação implica na não modificação territorial, a 
aprovação deixa a decisão final a cargo do Congresso 
Nacional. 
 
#22 – Repartição de competências: 
 Noção conceitual: processo de distribuição 
constitucional de poderes entre as entidades 
federadas e constitui o ponto nuclear da noção de 
Estado Federal. 
 Princípio da predominância do interesse: a 
distribuição de competências ocorre da seguinte 
forma: enquanto a União é responsável pelas matérias 
de interesse nacional/geral, as matérias de interesse 
regional competem aos Estados; já as matérias de 
interesse local pertencem aos Municípios. 
 Princípio da subsidiariedade: as decisões 
devem ser tomadas pelo ente federativo com maior 
proximidade da questão a ser resolvida. 
 Técnicas de repartição de competências: 
 repartição horizontal: cada ente tem 
competência constitucional para tratar de uma 
matéria específica. Não há intervenção de um ente 
sobre o outro. 
 repartição vertical: importa em uma partilha 
entre os entes, que irão atuar de forma conjunta ou 
concorrente sobre a mesma matéria. 
Nossa atual Constituição: há a presença da repartição 
horizontal, através das competências exclusivas e 
privativas da União. Ao mesmo tempo encontramos a 
repartição vertical por meio das competências 
comuns e concorrentes. 
#23 – Competência Privativa: 
 A competência privativa da União é aquela que 
está relacionada com a elaboração de leis (produção 
de ato normativo). 
Esse dispositivo cai muito em prova. Muito mesmo. 
Então, de olho no recurso mnemônico para ajudar. 
“CAPACETE PM”: 
 
#24 – Competência Legislativa Concorrente: 
 “Art. 24. Compete à União, aos 
Estados e ao Distrito Federal 
legislar concorrentemente sobre: 
I - direito tributário, financeiro, 
penitenciário, econômico e 
urbanístico; 
II – Orçamento;” 
 Vamos levar o seguinte mnemônico para prova: 
“PUFETO” = Penitenciário – Urbanístico – Financeiro 
– Econômico – Tributário – Orçamento. 
 Municípios? Apesar de não constarem no caput 
do art. 24 da CF, o Supremo Tribunal Federal entende 
que o Município pode legislar sobre assuntos de 
interesse local, nos termos do art. 30 da CRFB/88. 
 “Art. 24(...) 
§ 1º - No âmbito da legislação concorrente, a 
competência da União limitar-se-á a estabelecer 
normas gerais. 
22 
 
§ 2º - A competência da União para legislar sobre 
normas gerais não exclui a competência suplementar 
dos Estados. 
§ 3º - Inexistindo lei federal sobre normas gerais, os 
Estados exercerão a competência legislativa plena, 
para atender a suas peculiaridades. 
§ 4º - A superveniência de lei federal sobre normas 
gerais suspende a eficácia da lei estadual, no que lhe 
for contrário.” 
 se a União se mantiver inerte, não editando a 
norma geral, o §3º autoriza que os Estados e DF 
legislem integralmente sobre a matéria, até que a 
União exerça a sua competência. Essa é a expressão 
da competência suplementar supletiva. Caso a União 
edite a norma geral depois dos Estados e Distrito 
Federal, o §4º determina que a lei federal poderásuspender a eficácia da lei estadual/distrital. Tenha 
uma atenção especial aqui, pois apenas será suspensa 
a eficácia do que for contrário ao disposto na lei 
federal. Não haverá revogação. 
4. Intervenção Federal: 
#25 – Introdução: 
 A ideia básica consiste em limitação da 
autonomia política de Estados e Municípios, de 
forma excepcional e temporária, à luz do princípio 
da proporcionalidade. 
 É mecanismo típico de um modelo de Estado 
federal. É o que a doutrina chama de elemento de 
estabilização constitucional. 
#26 – Taxatividade das hipóteses: 
 as situações que demandam uma medida como 
essa são determinadas taxativamente pelo texto 
constitucional (CF, art. 34). 
 Somente podemos falar em decretação de 
intervenção federal em Municípios localizados em 
Territórios Federais. A intervenção em Município 
situado em um Estado não poderá ser decretada pela 
União; É em verdade hipótese de intervenção 
estadual. 
#27 – Modalidades: 
 Intervenção federal espontânea seria aquela 
em que o Presidente age de ofício, 
independentemente de uma provocação (CF, art. 34, 
incisos I, II, III e V). 
 Intervenção federal provocada é aquela 
decretação de intervenção realizada pelo Presidente 
da República que depende de um ato provocação. 
Tal fato ocorre por uma solicitação ou requisição (CF, 
art. 34, IV, VI e VII da CRFB/88). 
5. Da Defesa do Estado e das Instituições Democráticas: 
#28 – Estado de Defesa: 
CF. Art. 136. O Presidente da República pode, ouvidos 
o Conselho da República e o Conselho de Defesa 
Nacional, decretar estado de defesa para preservar ou 
prontamente restabelecer, em locais restritos e 
determinados, a ordem pública ou a paz social 
ameaçadas por grave e iminente instabilidade 
institucional ou atingidas por calamidades de grandes 
proporções na natureza. 
§ 1º O decreto que instituir o estado de defesa 
determinará o tempo de sua duração, especificará as 
áreas a serem abrangidas e indicará, nos termos e 
limites da lei, as medidas coercitivas a vigorarem, 
dentre as seguintes: 
I - restrições aos direitos de: 
a) reunião, ainda que exercida no seio das 
associações; 
b) sigilo de correspondência; 
c) sigilo de comunicação telegráfica e telefônica; 
II - ocupação e uso temporário de bens e serviços 
públicos, na hipótese de calamidade pública, 
respondendo a União pelos danos e custos 
decorrentes. 
§ 2º O tempo de duração do estado de defesa não será 
superior a trinta dias, podendo ser prorrogado uma 
vez, por igual período, se persistirem as razões que 
justificaram a sua decretação. 
§ 3º Na vigência do estado de defesa: 
I - a prisão por crime contra o Estado, determinada 
pelo executor da medida, será por este comunicada 
imediatamente ao juiz competente, que a relaxará, se 
não for legal, facultado ao preso requerer exame de 
corpo de delito à autoridade policial; 
II - a comunicação será acompanhada de declaração, 
pela autoridade, do estado físico e mental do detido 
no momento de sua autuação; 
III - a prisão ou detenção de qualquer pessoa não 
poderá ser superior a dez dias, salvo quando 
autorizada pelo Poder Judiciário; 
IV - é vedada a incomunicabilidade do preso. 
§ 4º Decretado o estado de defesa ou sua 
prorrogação, o Presidente da República, dentro de 
vinte e quatro horas, submeterá o ato com a respectiva 
justificação ao Congresso Nacional, que decidirá por 
maioria absoluta. 
§ 5º Se o Congresso Nacional estiver em recesso, será 
convocado, extraordinariamente, no prazo de cinco 
dias. 
§ 6º O Congresso Nacional apreciará o decreto dentro 
de dez dias contados de seu recebimento, devendo 
continuar funcionando enquanto vigorar o estado de 
defesa. 
23 
 
§ 7º Rejeitado o decreto, cessa imediatamente o 
estado de defesa. 
#29 – Estado de Sítio: 
CF. Art. 137. O Presidente da República pode, ouvidos 
o Conselho da República e o Conselho de Defesa 
Nacional, solicitar ao Congresso Nacional autorização 
para decretar o estado de sítio nos casos de: 
I - comoção grave de repercussão nacional ou 
ocorrência de fatos que comprovem a ineficácia de 
medida tomada durante o estado de defesa; 
II - declaração de estado de guerra ou resposta a 
agressão armada estrangeira. 
Parágrafo único. O Presidente da República, ao 
solicitar autorização para decretar o estado de sítio ou 
sua prorrogação, relatará os motivos determinantes do 
pedido, devendo o Congresso Nacional decidir por 
maioria absoluta. 
Art. 138. O decreto do estado de sítio indicará sua 
duração, as normas necessárias a sua execução e as 
garantias constitucionais que ficarão suspensas, e, 
depois de publicado, o Presidente da República 
designará o executor das medidas específicas e as 
áreas abrangidas. 
§ 1º - O estado de sítio, no caso do art. 137, I, não 
poderá ser decretado por mais de trinta dias, nem 
prorrogado, de cada vez, por prazo superior; no do 
inciso II, poderá ser decretado por todo o tempo que 
perdurar a guerra ou a agressão armada estrangeira. 
§ 2º - Solicitada autorização para decretar o estado de 
sítio durante o recesso parlamentar, o Presidente do 
Senado Federal, de imediato, convocará 
extraordinariamente o Congresso Nacional para se 
reunir dentro de cinco dias, a fim de apreciar o ato. 
§ 3º - O Congresso Nacional permanecerá em 
funcionamento até o término das medidas coercitivas. 
Art. 139. Na vigência do estado de sítio decretado com 
fundamento no art. 137, I, só poderão ser tomadas 
contra as pessoas as seguintes medidas: 
I - obrigação de permanência em localidade 
determinada; 
II - detenção em edifício não destinado a acusados ou 
condenados por crimes comuns; 
III - restrições relativas à inviolabilidade da 
correspondência, ao sigilo das comunicações, à 
prestação de informações e à liberdade de imprensa, 
radiodifusão e televisão, na forma da lei; 
IV - suspensão da liberdade de reunião; 
V - busca e apreensão em domicílio; 
VI - intervenção nas empresas de serviços públicos; 
VII - requisição de bens. 
Parágrafo único. Não se inclui nas restrições do inciso 
III a difusão de pronunciamentos de parlamentares 
efetuados em suas Casas Legislativas, desde que 
liberada pela respectiva Mesa. 
6. Imunidades Parlamentares: 
#30 – Imunidades dos Deputados e Senadores: 
CF. Art. 53. Os Deputados e Senadores são invioláveis, 
civil e penalmente, por quaisquer de suas opiniões, 
palavras e votos. 
§ 1º Os Deputados e Senadores, desde a expedição 
do diploma, serão submetidos a julgamento perante o 
Supremo Tribunal Federal. 
§ 2º Desde a expedição do diploma, os membros do 
Congresso Nacional não poderão ser presos, salvo em 
flagrante de crime inafiançável. Nesse caso, os autos 
serão remetidos dentro de vinte e quatro horas à Casa 
respectiva, para que, pelo voto da maioria de seus 
membros, resolva sobre a prisão. 
§ 3º Recebida a denúncia contra o Senador ou 
Deputado, por crime ocorrido após a diplomação, o 
Supremo Tribunal Federal dará ciência à Casa 
respectiva, que, por iniciativa de partido político nela 
representado e pelo voto da maioria de seus 
membros, poderá, até a decisão final, sustar o 
andamento da ação. 
§ 4º O pedido de sustação será apreciado pela Casa 
respectiva no prazo improrrogável de quarenta e cinco 
dias do seu recebimento pela Mesa Diretora. 
§ 5º A sustação do processo suspende a prescrição, 
enquanto durar o mandato. 
§ 6º Os Deputados e Senadores não serão obrigados 
a testemunhar sobre informações recebidas ou 
prestadas em razão do exercício do mandato, nem 
sobre as pessoas que lhes confiaram ou deles 
receberam informações. 
§ 7º A incorporação às Forças Armadas de Deputados 
e Senadores, embora militares e ainda que em tempo 
de guerra, dependerá de prévia licença da Casa 
respectiva. 
§ 8º As imunidades de Deputados ou Senadores 
subsistirão durante o estado de sítio, só podendo ser 
suspensas mediante o voto de dois terços dos 
membros da Casa respectiva, nos casos de atos 
praticados fora do recinto do Congresso Nacional, que 
sejam incompatíveis com a execuçãoda medida. 
 
 
24 
 
DIREITOS HUMANOS 
1. Sistema Interamericano de Direitos Humanos (OEA). 
Convenções. 
#01 – Organização dos Estados Americanos (OEA): 
A OEA é o órgão central do sistema interamericano 
de Direitos Humanos, que foi estabelecido pela Carta 
da OEA, em 1948, a qual determina seus propósitos 
e princípios. A Carta da OEA foi assinada em 1948 por 
21 países, entre eles, o Brasil. 
#02 – Convenção Americana de Direitos Humanos 
(Pacto de San José da Costa Rica): é o principal 
instrumento para a implementação dos Direitos 
Humanos no âmbito da OEA. Editado em 1969, foi 
ratificado e promulgado pelo Brasil em 1992. 
Direitos previstos no Pacto de San José da Costa Rica: 
 
Quanto às garantias judiciais, a Convenção 
contemplou: Juízo Natural e Imparcial; Presunção de 
inocência; Assistência de um tradutor; Ampla defesa; 
Não autoincriminação; e Possibilidade de recorrer das 
decisões. 
Segundo o Pacto, durante o processo, 
toda pessoa tem direito, em plena 
igualdade, à seguinte garantia: direito do 
acusado de ser assistido gratuitamente 
por um tradutor ou intérprete, caso não compreenda 
ou não fale a língua do juízo ou tribunal. 
Direito à liberdade de pensamento e expressão: O 
exercício desse direito não pode estar sujeito à 
censura prévia, mas a responsabilidades ulteriores, 
que devem ser expressamente previstas em lei e que 
se façam necessárias para assegurar o respeito ao 
direito das demais pessoas. A lei pode submeter os 
espetáculos públicos à censura prévia, com o objetivo 
exclusivo de regular o acesso a eles, para proteção 
moral da infância e da adolescência. 
 Direito de circulação e de residência: Toda 
pessoa que se encontre legalmente no 
território de um Estado tem o direito de nele 
livremente circular e de nele residir, em 
conformidade com as disposições legais. O 
estrangeiro que se encontre legalmente no 
território de um Estado-parte só poderá dele 
ser expulso em decorrência de decisão 
adotada em conformidade com a lei. Em 
nenhum caso o estrangeiro pode ser expulso 
ou entregue a outro país, seja ou não de 
origem, onde seu direito à vida ou à liberdade 
pessoal esteja em risco de violação em virtude 
de sua raça, nacionalidade, religião, condição 
social ou de suas opiniões políticas. É proibida 
a expulsão coletiva de estrangeiros. 
 Direito à vida: A pena de morte não foi 
abolida no Pacto de San José da Costa Rica, 
uma vez que é admitida nos países que já a 
prevejam para os crimes mais graves. Em 
nenhuma hipótese será aceita para: delitos 
políticos ou conexos, para menores de 18 
anos quando da prática do ato infracional, 
para maiores de 70 anos e para mulheres 
grávidas. Países que tenham abolido a pena 
de morte não poderão restabelecê-la. 
 Cláusula Federal: os Estados-partes 
constituídos em forma de federação (como o 
Brasil), não poderão alegar o 
descumprimento das disposições do Pacto de 
San José da Costa Rica sob o argumento de 
que internamente essa competência é do 
ente federado. 
#03 – Mecanismos de Implementação do Pacto: 
Existem dois órgãos competentes para a 
implementação dos direitos assegurados: a 
Comissão Interamericana de Direitos Humanos 
(órgão de natureza executiva) e a Corte 
Interamericana de Direitos Humanos (órgão de 
natureza jurisdicional). 
#04 - Comissão Interamericana: A Comissão é o 
principal responsável pela fiscalização do 
cumprimento das regras do Pacto, sendo responsável 
pelo recebimento e pelo processamento dos 
relatórios, das comunicações interestatais e das 
petições individuais. 
Petições individuais: qualquer pessoa ou grupo de 
pessoas, ou entidade não governamental legalmente 
reconhecida em um ou mais Estados-partes da OEA, 
poderá apresentar à Comissão as referidas petições, 
contendo denúncias ou queixas de violação a direitos 
previstos no Pacto. 
Para que uma petição seja admitida pela Comissão, 
será necessário: hajam sido interpostos e esgotados 
os recursos da jurisdição interna; Apresentação do 
expediente internacional no prazo de 6 meses a contar 
25 
 
da decisão interna insatisfatória; não haja outro 
procedimento internacional apurando a questão 
(litispendência internacional); e Identificação com 
nome, nacionalidade, domicílio e assinatura. 
Ainda que não tenha esgotado os recursos internos 
ou tenha passado o prazo de 6 meses, é possível 
peticionar quando: não existir, na legislação interna do 
Estado de que se tratar, o devido processo legal para a 
proteção do direito violado; não se houver permitido 
ao presumido prejudicado em seus direitos o acesso 
aos recursos da jurisdição interna, ou houver sido ele 
impedido de esgotá-los; e houver demora injustificada 
na decisão sobre os mencionados recursos. 
Processo: Recebida a petição ou a comunicação, a 
Comissão solicitará informações ao Estado acusado 
que deverá prestar esclarecimento num prazo 
determinado, concedendo ao Estado a oportunidade 
para o contraditório. Recebidas as informações do 
Estado acusado, a Comissão analisará a subsistência 
da acusação. Sendo insubsistentes as alegações, o 
procedimento será arquivado. Contudo, se houver 
razões justificáveis, a Comissão procederá ao exame e 
à investigação do caso, podendo solicitar informações 
complementares ao Estado e buscar uma solução 
amistosa. 
No caso de solução amistosa, a Comissão deverá 
encaminhar ao Secretário-Geral da OEA um relatório 
expondo os fatos e a solução adotada. Por outro lado, 
não havendo solução amigável, igual relatório deverá 
ser enviado aos Estados-partes interessados, contendo 
as conclusões da Comissão quanto à questão 
apresentada. Decorrido o prazo de 3 meses após o 
envio dessas informações, caso o assunto não tenha 
sido solucionado, a Comissão emitirá seu parecer e 
conclusões, indicando recomendações e fixando prazo 
para reparação do direito violado. Após esse prazo, 
nova decisão pela maioria absoluta dos membros da 
Comissão decidirá se as medidas tomadas foram 
suficientes para reparar a violação e se haverá a 
publicação, ou não, do relatório para a comunidade 
internacional. Durante esses 3 meses, poderão os 
Estados interessados, ou a Comissão, submeter a 
questão à Corte Interamericana (únicos legitimados a 
submeter um caso à Corte Interamericana). 
Medidas Cautelares: Em situações de 
gravidade e urgência a Comissão 
poderá, por iniciativa própria ou a 
pedido da parte, solicitar que um 
Estado adote medidas cautelares 
(inclusive de natureza coletiva) para 
prevenir danos irreparáveis a pessoas que se 
encontrem sob sua jurisdição, independentemente de 
qualquer petição ou caso pendente. 
#05 – Corte Interamericana de Direitos Humanos: 
órgão jurisdicional do sistema interamericano. Em 
1998 o Brasil reconheceu a jurisdição contenciosa 
obrigatória da Corte Interamericana de Direitos 
Humanos. 
 Controle de Convencionalidade: A Corte 
além da competência contenciosa, realiza o 
controle de convencionalidade, que 
consiste no parecer acerca da 
compatibilidade das leis internas de um país 
com o Pacto de San José da Costa Rica. Essas 
consultas poderão ser realizadas pelos 
membros da OEA, bem como pelos demais 
órgãos que compõem a estrutura da 
Organização. 
 Legitimados para ingressar na Corte: Estados-
partes e Comissão Interamericana. 
 Uma pessoa poderá 
peticionar diretamente à Corte nos 
casos graves e urgentes para evitar 
danos irreparáveis para que sejam 
tomadas medidas acautelatórias, nos 
procedimentos já em andamento 
na Corte. 
 Medida Provisória: Em casos de extrema 
gravidade e urgência, e quando se fizer 
necessário evitar danos irreparáveis às 
pessoas, a Corte, nos assuntos de que estiver 
conhecendo, poderá tomar as medidas 
provisórias que considerar pertinentes. Se se 
tratar de assuntos que ainda não estiverem 
submetidos ao seu conhecimento, poderá 
atuar a pedido da Comissão. 
 Sentença Internacional: A sentença será 
executada internamente no Estado, pelo 
procedimento interno vigente para a 
execução de sentenças contra o Estado,razão 
pela qual, no Brasil, será observado o regime 
de precatórios e as sentenças serão 
executadas perante a Justiça Federal. Não se 
confunde com sentença estrangeira, assim 
não é necessário observar o procedimento de 
homologação perante o STJ. 
 A Corte submeterá à Assembleia Geral da 
OEA, em cada período ordinário de sessões, 
um relatório sobre suas atividades no ano 
anterior. Indicará os casos em que um Estado 
não tenha dado cumprimento a suas 
sentenças. Poderá submeter à Assembleia 
Geral da OEA proposições ou 
recomendações para o melhoramento do 
sistema interamericano de direitos humanos, 
no que diz respeito ao trabalho da Corte. 
#06 – Protocolo de San Salvador: acrescenta, ao 
Sistema Interamericano, a proteção dos direitos 
sociais, econômicos e culturais, que deve ser adotado 
pelos Estados-partes progressivamente. O Brasil 
aderiu ao seu texto e foi promulgado na ordem 
interna pelo Presidente da República (Decreto nº 
26 
 
3.321/1999). Prevê dois mecanismos de 
implementação: o sistema de relatórios e as petições 
individuais. 
As petições individuais são restritas aos casos de 
violação de direito de liberdade sindical e de 
educação. Alguns dos direitos presentes neste 
Protocolo adicional são o direito à educação e o 
direito a condições justas, equitativas e satisfatórias de 
trabalho. 
2. Sistema Global de Direitos Humanos (ONU). Convenções. 
O Direito Humanitário, a Organização Internacional 
do Trabalho e a Liga das Nações são considerados os 
principais precedentes do processo de 
internacionalização dos direitos humanos, uma vez 
que rompem com o conceito de soberania, já que 
admitem intervenções nos países em prol da proteção 
dos direitos humanos. 
#07 – Pacto Internacional de Direitos Civis e 
Políticos (PIDCP): Apresenta os seguintes direitos, 
dentr outros: igualdade entre homens e mulheres; 
proibição de tortura e de penas cruéis; ninguém 
poderá ser objeto de ingerências arbitrárias ou ilegais 
em sua vida privada, em sua família, em seu domicílio 
ou em sua correspondência, nem de ofensas ilegais às 
suas honra e reputação; toda pessoa terá direito à 
proteção da lei contra essas ingerências ou ofensas. O 
documento permite que em situações excepcionais, 
que ameacem a existência do Estado, este suspenda 
o cumprimento das obrigações decorrentes do Pacto, 
desde que esta suspensão não imponha 
discriminações por motivo de raça, cor, sexo, língua, 
religião ou origem social. O Primeiro Protocolo 
Adicional ao PIDCP trata sobre o mecanismo de 
petição individual. O segundo Protocolo Adicional ao 
PIDCP trata da vedação à pena de morte, admitindo, 
como exceção, apenas para o caso de infração penal 
grave de natureza militar e cometida em tempo de 
guerra, desde que o Estado Parte tenha formulado tal 
reserva no ato da ratificação do Protocolo. 
#08 - Pacto Internacional dos Direitos Econômicos, 
Sociais e Culturais (PIDESC): Dispõe, dentre outros 
direitos, sobre a educação primária (que deverá ser 
obrigatória e acessível gratuitamente a todos) e sobre 
a educação secundária em suas diferentes formas, 
inclusive a educação secundária técnica e profissional, 
que deverá ser generalizada e tornar-se acessível a 
todos. O Brasil é signatário do PIDESC mas não 
ratificou o seu Protocolo Facultativo. 
#09 - Convenção Internacional Para a Proteção de 
Todas as Pessoas Contra o Desaparecimento 
Forçado: entende-se por desaparecimento forçado a 
prisão, detenção, sequestro ou qualquer outra forma 
de privação de liberdade que seja perpetrada por 
agentes do Estado, ou por pessoas ou grupos de 
pessoas agindo com autorização, apoio ou 
aquiescência do Estado, e a subsequente recusa em 
admitir privação de liberdade ou a ocultação do 
destino ou o paradeiro da pessoa desaparecida, 
privando-o, assim, da proteção da Lei. 
#10 - Convenção sobre a Eliminação de Todas as 
Formas de Discriminação contra a Mulher: Esse 
Tratado obriga todos os Estados signatários a proibir, 
sob sanções, a demissão por motivo de gravidez ou 
de licença-maternidade e a discriminação nas 
demissões motivadas pelo estado civil. Essa conduta 
se revela em abuso de direito e pode acarretar o 
pagamento de dano moral se movida a ação cabível 
#11 – Estatuto de Roma: Instituiu o Tribunal Penal 
Internacional, que é responsável por julgar pessoas 
acusadas da prática de crimes de interesse 
internacional, tais como genocídio, crimes de guerra 
e crimes contra a humanidade. 
 
3. Direitos Humanos no Brasil 
#12 – Direitos Humanos e a CF/1988: Os tratados e 
convenções internacionais sobre direitos humanos 
que forem aprovados, em cada Casa do Congresso 
Nacional, em dois turnos, por 3/5 dos votos dos 
respectivos membros, serão equivalentes às emendas 
constitucionais. O Brasil se submete à jurisdição de 
Tribunal Penal Internacional a cuja criação tenha 
manifestado adesão. 
#13 – Incidente de Deslocamento de Competência: 
Segundo a CF/88, nas hipóteses de 
grave violação de direitos humanos, o 
Procurador-Geral da República, com a 
finalidade de assegurar o cumprimento 
de obrigações decorrentes de tratados 
internacionais de direitos humanos dos 
quais o Brasil seja parte, poderá suscitar, perante o 
Superior Tribunal de Justiça, em qualquer fase do 
inquérito ou processo, incidente de deslocamento de 
competência para a Justiça Federal. 
#14 - Conselho Nacional dos Direitos Humanos – 
CNDH: órgão incumbido de velar pelo efetivo 
respeito aos direitos humanos por parte dos poderes 
públicos, dos serviços de relevância pública e dos 
particulares, competindo-lhe, dentre outras funções: 
receber representações ou denúncias de condutas ou 
situações contrárias aos direitos humanos e apurar as 
respectivas responsabilidades e representar ao 
Congresso Nacional, visando a tornar efetivo o 
exercício das competências de suas Casas e 
Comissões sobre matéria relativa a direitos humanos. 
#15 – Comissão Nacional da Verdade: Competência 
de examinar e esclarecer as graves violações de 
direitos humanos praticadas entre 1946 e 1988, a fim 
de efetivar o direito à memória e à verdade histórica, 
bem como promover a reconciliação nacional. 
27 
 
#16 – Estatuto do Refugiado: É refugiado aquele 
que: I - devido a fundados temores de perseguição 
por motivos de raça, religião, nacionalidade, grupo 
social ou opiniões políticas encontre-se fora de seu 
país de nacionalidade e não possa ou não queira 
acolher-se à proteção de tal país; II - não tendo 
nacionalidade e estando fora do país onde antes teve 
sua residência habitual, não possa ou não queira 
regressar a ele, em função das circunstâncias descritas 
no inciso anterior; III - devido a grave e generalizada 
violação de direitos humanos, é obrigado a deixar seu 
país de nacionalidade para buscar refúgio em outro 
país. Os efeitos da condição dos refugiados serão 
extensivos ao cônjuge, aos ascendentes e 
descendentes, assim como aos demais membros do 
grupo familiar que do refugiado dependerem 
economicamente, desde que se encontrem em 
território nacional. O ingresso irregular no território 
nacional não constitui impedimento para o 
estrangeiro solicitar refúgio às autoridades 
competentes. Compete ao Comitê Nacional para os 
Refugiados (CONARE) analisar o pedido e declarar 
o reconhecimento, em primeira instância, da 
condição de refugiado. A decisão pelo 
reconhecimento da condição de refugiado será 
considerada ato declaratório. Em caso de decisão 
negativa, cabe recurso ao Ministro de Estado da 
Justiça no prazo de 15 dias. 
 
DIREITO INTERNACIONAL 
1. Direito Internacional Público 
#01 – Fontes do Direito Internacional Público: 
Segundo a Convenção de Viena sobre o Direito dos 
Tratados, “tratado” significa um acordo internacional 
concluído por escrito entre Estados e regido pelo 
Direito Internacional, quer conste de um instrumento 
único, quer de dois ou mais instrumentos conexos, 
qualquer que seja sua denominação específica. 
Um Estado pode, ao assinar, ratificar, aceitar ou 
aprovar um tratado, ou a eleaderir, formular uma 
reserva, a não ser que: 
 a reserva seja proibida pelo tratado; 
 o tratado disponha que só possam ser 
formuladas determinadas reservas, entre as 
quais não figure a reserva em questão; ou 
 nos casos não previstos acima, a reserva seja 
incompatível com o objeto e a finalidade do 
tratado. 
 Um Estado não poderá invocar o seu direito 
interno para justificar o descumprimento de 
obrigações assumidas em um tratado 
internacional devidamente internalizado. 
 É nulo um tratado que, no momento 
de sua conclusão, conflite com uma 
norma imperativa de Direito 
Internacional geral. Para os fins da 
presente Convenção, uma norma 
imperativa de Direito Internacional geral 
é uma norma aceita e reconhecida pela 
comunidade internacional dos Estados como 
um todo, como norma da qual nenhuma 
derrogação é permitida e que só pode ser 
modificada por norma ulterior de Direito 
Internacional geral da mesma natureza. Se 
sobrevier uma nova norma imperativa de 
Direito Internacional geral, qualquer tratado 
existente que estiver em conflito com essa 
norma torna-se nulo e extingue-se. 
#02 – Imunidade de Jurisdição e de Execução: As 
imunidades dos estados em direito internacional são 
tradicionalmente apresentadas como a reunião de 
dois privilégios: a imunidade de jurisdição (permite 
ao estado não ser julgado pelos tribunais de outro 
estado) e a imunidade de execução (permite ao 
Estado se opor à execução de seus bens em outro 
estado). 
 Gozam da imunidade de jurisdição: chefes de 
estado e governo; agentes diplomáticos; 
determinadas categorias de cônsules; tropas 
estrangeiras, autorizadas a atravessar o 
território de estado ou de nele se instalarem 
temporariamente; oficiais e tripulantes de 
navios de guerra de um estado, aceitos em 
águas territoriais de outro; oficiais e 
tripulantes de aeronave militar autorizados a 
pousar em território estrangeiro. O Estado 
estrangeiro goza de imunidade de jurisdição 
absoluta no que diz respeito aos atos de 
império. No entanto, nos atos de gestão, o 
Estado estrangeiro goza de imunidade de 
jurisdição relativa. Assim, não há que se falar 
em imunidade de jurisdição do Estado 
estrangeiro diante de casos levados à Justiça 
do Trabalho. 
 A imunidade de execução é 
absoluta quanto aos bens destinados 
aos fins de exercício da soberania, ou 
seja, não é possível a penhora de bens 
que estejam diretamente vinculados 
ao funcionamento da missão 
diplomática. 
#03 – Imunidade Diplomática: O agente 
diplomático gozará da imunidade de jurisdição penal 
do Estado acreditado. A imunidade de jurisdição de 
um agente diplomático no Estado acreditado não o 
isenta da jurisdição do Estado acreditante. O Estado 
acreditante pode renunciar à imunidade de 
jurisdição dos seus agentes diplomáticos. Em caso de 
28 
 
falecimento de um membro da Missão os membros 
de sua família continuarão no gozo dos privilégios e 
imunidades a que têm direito até a expiração de um 
prazo razoável que lhes permita deixar o território do 
Estado acreditado. A residência particular do agente 
diplomático goza da mesma inviolabilidade e 
proteção que os locais da missão. 
O Estado acreditante deverá certificar-se de que a 
pessoa que pretende nomear como Chefe da Missão 
perante o Estado acreditado obteve o Agrément do 
referido Estado. O Estado acreditado não está 
obrigado a dar ao Estado acreditante as razões da 
negação do "agrément ". O Estado acreditado poderá 
a qualquer momento, e sem ser obrigado a justificar a 
sua decisão, notificar ao Estado acreditante que o 
Chefe da Missão ou qualquer membro do pessoal 
diplomático da Missão é persona non grata ou que 
outro membro do pessoal da Missão não é aceitável. 
O Estado acreditante, conforme o caso, retirará a 
pessoa em questão ou dará por terminadas as suas 
funções na Missão. Se o Estado acreditante se recusar 
a cumprir, ou não cumpre dentro de um prazo 
razoável, o Estado acreditado poderá recusar-se a 
reconhecer tal pessoa como membro da Missão. 
#04 – Nacionalidade: São brasileiros natos: os 
nascidos na República Federativa do Brasil, ainda que 
de pais estrangeiros, desde que estes não estejam a 
serviço de seu país; os nascidos no estrangeiro, de pai 
brasileiro ou mãe brasileira, desde que qualquer deles 
esteja a serviço da República Federativa do Brasil; os 
nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de mãe 
brasileira, desde que sejam registrados em repartição 
brasileira competente ou venham a residir na 
República Federativa do Brasil e optem, em qualquer 
tempo, depois de atingida a maioridade, pela 
nacionalidade brasileira. 
Extradição: nenhum brasileiro será extraditado, salvo 
o naturalizado, em caso de crime comum, praticado 
antes da naturalização, ou de comprovado 
envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e 
drogas afins, na forma da lei; Não será concedida 
extradição de estrangeiro por crime político ou de 
opinião. Súmula 421 do STF: Não impede a extradição 
a circunstância de ser o extraditando casado com 
brasileira ou ter filho brasileiro. 
#05 – Lei de Migração: 
Imigrante é a pessoa nacional de outro país ou 
apátrida que trabalha ou reside e se estabelece 
temporária ou definitivamente no Brasil; 
Ao migrante é garantida no território nacional, em 
condição de igualdade com os nacionais, a 
inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à 
igualdade, à segurança e à propriedade, bem como 
são assegurados o direito à educação pública, vedada 
a discriminação em razão da nacionalidade e da 
condição migratória. 
São princípios da Política Migratória brasileira: não 
criminalização da migração; acolhida humanitária e a 
promoção de entrada regular e de regularização 
documental, dentre outros. 
Visto de Visita: poderá ser concedido ao visitante 
que venha ao Brasil para estada de curta duração, 
sem intenção de estabelecer residência (ex: turismo, 
negócios, atividades desportivas). É vedado ao 
beneficiário de visto de visita exercer atividade 
remunerada no Brasil. 
 Visto temporário: poderá ser concedido ao 
imigrante que venha ao Brasil com o intuito de 
estabelecer residência por tempo 
determinado e que se enquadre, por 
exemplo, em uma das seguintes hipóteses: 
estudo, tratamento de saúde, acolhida 
humanitária, trabalho, dentre outras. O visto 
temporário para acolhida humanitária poderá 
ser concedido ao apátrida ou ao nacional de 
qualquer país em situação de grave ou 
iminente instabilidade institucional, de 
conflito armado, de calamidade de grande 
proporção, de desastre ambiental ou de grave 
violação de direitos humanos ou de direito 
internacional humanitário, ou em outras 
hipóteses, na forma de regulamento. 
 Residente Fronteiriço: pessoa nacional de 
país limítrofe ou apátrida que conserva a sua 
residência habitual em município fronteiriço 
de país vizinho. A fim de facilitar a sua livre 
circulação, poderá ser concedida ao residente 
fronteiriço, mediante requerimento, 
autorização para a realização de atos da vida 
civil. O espaço geográfico de abrangência e 
de validade da autorização será especificado 
no documento de residente fronteiriço. O 
documento de residente fronteiriço será 
cancelado, a qualquer tempo, se o titular: 
tiver fraudado documento ou utilizado 
documento falso para obtê-lo; obtiver outra 
condição migratória; sofrer condenação 
penal; ou exercer direito fora dos limites 
previstos na autorização. 
 Asilo Político: constitui ato discricionário do 
Estado, poderá ser diplomático (nas 
Embaixadas e não no Consulado) ou territorial 
e será outorgado como instrumento de 
proteção à pessoa. 
 Medidas de Cooperação: extradição 
(medida de cooperação internacional entre o 
Estado brasileiro e outro Estado pela qual se 
concede ou solicita a entrega de pessoa sobre 
quem recaia condenação criminal definitiva 
ou para fins de instrução de processo penal 
em curso); transferência de execução da 
pena (quando couber solicitação de 
extradição executória, a autoridade 
competente poderá solicitar ou autorizara 
transferência de execução da pena, desde 
29 
 
que observado o princípio do non bis in 
idem); transferência de pessoa condenada 
(quando o pedido se fundamentar em tratado 
ou houver promessa de reciprocidade). 
 Medidas de Retirada Compulsória: 
repatriação; deportação; expulsão. 
 Repatriação: medida 
administrativa de devolução de pessoa 
em situação de impedimento ao país 
de procedência ou de nacionalidade. 
Não será aplicada medida de 
repatriação à pessoa em situação de 
refúgio ou de apatridia, de fato ou de direito, 
ao menor de 18 anos desacompanhado ou 
separado de sua família, exceto nos casos em 
que se demonstrar favorável para a garantia 
de seus direitos ou para a reintegração a sua 
família de origem, ou a quem necessite de 
acolhimento humanitário, nem, em qualquer 
caso, medida de devolução para país ou 
região que possa apresentar risco à vida, à 
integridade pessoal ou à liberdade da pessoa. 
 Deportação: medida decorrente de 
procedimento administrativo que consiste na 
retirada compulsória de pessoa que se 
encontre em situação migratória irregular em 
território nacional. Não se procederá à 
deportação se a medida configurar extradição 
não admitida pela legislação brasileira. 
 Expulsão: consiste em medida administrativa 
de retirada compulsória de migrante ou 
visitante do território nacional, conjugada 
com o impedimento de reingresso por prazo 
determinado. 
#06 – Mercosul: 
O Tribunal Permanente de Revisão do MERCOSUL 
tem como base jurídica o Protocolo de Olivos e tem 
como competência resolver litígios dentro do sistema 
regional de integração, proferir pareceres consultivos 
e editar medidas excepcionais e de urgência. 
 
2. Direito Internacional Privado 
#07 – Elementos de Conexão: 
A lei do país em que domiciliada a pessoa determina 
as regras sobre o começo e o fim da personalidade, o 
nome, a capacidade e os direitos de família. 
Realizando-se o casamento no Brasil, será aplicada 
a lei brasileira quanto aos impedimentos dirimentes e 
às formalidades da celebração. Tendo os nubentes 
domicílio diverso, regerá os casos de invalidade do 
matrimônio a lei do primeiro domicílio conjugal. O 
regime de bens, legal ou convencional, obedece à lei 
do país em que tiverem os nubentes domicílio, e, se 
este for diverso, a do primeiro domicílio conjugal. 
Para qualificar e reger as 
obrigações, aplicar-se-á a lei do país 
em que se constituírem. 
A sucessão por morte ou por 
ausência obedece à lei do país em 
que domiciliado o defunto ou o 
desaparecido, qualquer que seja a natureza e a 
situação dos bens. A sucessão de bens de 
estrangeiros, situados no País, será regulada pela lei 
brasileira em benefício do cônjuge ou dos filhos 
brasileiros, ou de quem os represente, sempre que 
não lhes seja mais favorável a lei pessoal do de cujus. 
A lei do domicílio do herdeiro ou legatário regula a 
capacidade para suceder. 
É competente a autoridade judiciária brasileira, 
quando for o réu domiciliado no Brasil ou aqui tiver de 
ser cumprida a obrigação. Só à autoridade judiciária 
brasileira compete conhecer das ações relativas a 
imóveis situados no Brasil. 
#08 - Direito Processual Internacional: 
É do Supremo Tribunal Federal (STF), a competência 
para processar e julgar, originariamente, o litígio entre 
um Estado estrangeiro ou organismo internacional e a 
União, o Estado, o Distrito Federal ou o Território. 
Compete à autoridade judiciária 
brasileira processar e julgar as ações 
em que: no Brasil tiver de ser 
cumprida a obrigação; o 
fundamento seja fato ocorrido ou 
ato praticado no Brasil; as partes, 
expressa ou tacitamente, se submeterem à jurisdição 
nacional. 
Compete à autoridade judiciária brasileira, com 
exclusão de qualquer outra: em matéria de sucessão 
hereditária, proceder à confirmação de testamento 
particular e ao inventário e à partilha de bens 
situados no Brasil, ainda que o autor da herança seja 
de nacionalidade estrangeira ou tenha domicílio fora 
do território nacional; em divórcio, separação judicial 
ou dissolução de união estável, proceder à partilha 
de bens situados no Brasil, ainda que o titular seja de 
nacionalidade estrangeira ou tenha domicílio fora do 
território nacional. 
Não compete à autoridade judiciária brasileira o 
processamento e o julgamento da ação quando 
houver cláusula de eleição de foro exclusivo 
estrangeiro em contrato internacional, arguida pelo 
réu na contestação. 
#09 – Cooperação Internacional: A cooperação 
jurídica internacional para execução de decisão 
estrangeira dar-se-á através do cumprimento de 
cartas rogatórias ou de ação de homologação de 
sentença estrangeira. 
 Auxílio Direto: Cabe auxílio direto quando a 
medida não decorrer diretamente de decisão 
de autoridade jurisdicional estrangeira a ser 
30 
 
submetida a juízo de delibação no Brasil. 
Recebido o pedido de auxílio direto passivo, 
a autoridade central o encaminhará à 
Advocacia-Geral da União, que requererá em 
juízo a medida solicitada. O Ministério Público 
requererá em juízo a medida solicitada 
quando for autoridade central. Compete ao 
juízo federal do lugar em que deva ser 
executada a medida apreciar pedido de 
auxílio direto passivo que demande prestação 
de atividade jurisdicional. 
 Carta Rogatória: O procedimento da carta 
rogatória perante o STJ é de jurisdição 
contenciosa e deve assegurar às partes as 
garantias do devido processo legal. A defesa 
restringir-se-á à discussão quanto ao 
atendimento dos requisitos para que o 
pronunciamento judicial estrangeiro produza 
efeitos no Brasil. Em qualquer hipótese, é 
vedada a revisão do mérito do 
pronunciamento judicial estrangeiro pela 
autoridade judiciária brasileira. 
 Sentença Estrangeira: A homologação de 
sentenças estrangeiras é competência do STJ. 
A decisão estrangeira (não se confunde com 
sentença internacional) somente terá eficácia 
no Brasil após a homologação de sentença 
estrangeira ou a concessão do exequatur às 
cartas rogatórias, salvo disposição em sentido 
contrário de lei ou tratado. É passível de 
execução a decisão estrangeira concessiva de 
medida de urgência. 
 A sentença estrangeira de divórcio 
consensual produz efeitos no Brasil, 
independentemente de homologação pelo 
Superior Tribunal de Justiça (STJ). 
#10 – Arbitragem: As pessoas capazes de contratar 
poderão valer-se da arbitragem para dirimir litígios 
relativos a direitos patrimoniais disponíveis. A 
administração pública direta e indireta poderá 
utilizar-se da arbitragem para dirimir conflitos 
relativos a direitos patrimoniais disponíveis. 
 
DIREITO TRIBUTÁRIO
1. Fontes do Direito Tributário 
#01 – Lei Complementar 
A CF/1988 prescreve no art. 146 que à Lei 
Complementar compete: 
1) Dispor sobre conflitos de 
competência, em matéria tributária, entre a União, os 
Estados, o Distrito Federal e os Municípios; 
2) Regular as limitações constitucionais ao poder de 
tributar; 
3) Estabelecer normas gerais em matéria de 
legislação tributária, ESPECIALMENTE sobre: 
definição de tributos e de suas espécies, fatos 
geradores, bases de cálculo e contribuintes 
relativamente aos impostos discriminados na 
Constituição, obrigação, lançamento, crédito, 
prescrição e decadência. Atenção: ao utilizar a 
expressão "especialmente sobre", a CF/88 indica que 
esse rol é exemplificativo. 
Essas são denominadas funções típicas da lei 
complementar em matéria tributária. 
Nenhuma outra espécie normativa que não seja Lei 
Complementar pode regular as matérias indicadas no 
artigo 146 da Constituição Federal, sob pena de 
inconstitucionalidade. Isso é frequentemente 
explorado no exame de ordem. 
#02 – Medida provisória 
A Emenda Constitucional nº 32/2001 passou a 
autorizar, expressamente, a utilização de Medida 
Provisória para instituição ou aumento de tributos: 
CF/88: Art. 62. § 2º Medida provisória que implique 
instituição ou majoração de impostos, exceto os 
previstos nos arts. 153, I, II, IV, V, e 154, II*, só produzirá 
efeitos no exercíciofinanceiro seguinte se houver 
sido convertida em lei até o último dia daquele em 
que foi editada. 
*imposto de importação, imposto de exportação, 
imposto sobre produtos industrializados, imposto 
sobre operações financeiras e imposto extraordinário 
de guerra. Medida Provisória que instituir ou majorar 
esses tributos pode produzir efeitos no mesmo no 
ano de sua publicação, independentemente de sua 
conversão em lei. 
2. Espécies tributárias 
#03 – Taxas 
As taxas são um tributo contraprestacional. Assim, 
são arrecadadas para financiar a própria atividade 
estatal a que se referem. Por exemplo: o valor pago 
à título de Taxa Judiciária ou de Coleta de Lixo 
Domiciliar se destina a financiar a própria atividade 
estatal. 
A CF/88 prescreve que a taxa é um tributo de 
competência comum da União, Estados, Distrito 
Federal e Municípios. 
Para que um serviço público possa justificar a 
exigência de uma taxa, o serviço público deve ser: 
31 
 
1) Efetivamente utilizado (fruição efetiva); 
2) Potencialmente utilizado (utilização potencial) 
- ATENÇÃO: não é admitida a cobrança de 
taxa pelo exercício potencial do poder de 
polícia. 
3) Específico (uti singuli); 
4) Divisíveis. 
Súmula Vinculante nº 19: A taxa 
cobrada exclusivamente em razão dos 
serviços públicos de coleta, remoção e 
tratamento ou destinação de lixo ou 
resíduos provenientes de imóveis, não 
viola o artigo 145, II, da Constituição Federal. 
Súmula Vinculante nº 41: O serviço de iluminação 
pública não pode ser remunerado mediante taxa. 
Súmula Vinculante nº 29: É constitucional a adoção, 
no cálculo do valor de taxa, de um ou mais elementos 
da base de cálculo própria de determinado imposto, 
desde que não haja integral identidade entre uma 
base e outra. 
Como se trata de tributo vinculado, cujo fato gerador 
é a prestação de um serviço público específico e 
divisível ou o exercício do poder de polícia, a sua base 
de cálculo deve ter equivalência razoável com o custo 
incorrido pelo Estado na sua atuação. 
Súmula 545 do STF: Preços de serviços públicos e 
taxas não se confundem, porque estas, 
diferentemente daqueles, são compulsórias e têm sua 
cobrança condicionada à prévia autorização 
orçamentária, em relação à lei que as instituiu. 
Súmula 667 do STF: Viola a garantia constitucional de 
acesso à jurisdição a taxa judiciária calculada sem 
limite sobre o valor da causa. 
3. Competência tributária 
#04 – Classificações da competência tributária 
 
 
 
 
 
4. Princípios do Direito Tributário 
#05 – Princípio da Estrita Legalidade 
Nenhum tributo pode ser instituído e nem 
aumentado senão por meio de lei em sentido estrito. 
Também é designado como Princípio da Tipicidade 
Tributária (tipo tributário), Princípio do Tipo Tributário, 
da Legalidade Estrita, do Tipo Fechado Tributário etc. 
A mera atualização do valor monetário 
pode ser implementada por meio de 
ato infralegal, como, por exemplo, um 
Decreto. 
Norma legal que altera o prazo de recolhimento de 
obrigação tributária não se sujeita ao princípio da 
anterioridade. 
Súmula 160: É defeso, ao Município, atualizar o IPTU, 
mediante decreto, em percentual superior ao índice 
oficial de correção monetária. 
#06 – Princípio da Anterioridade 
Desdobramento do Princípio da Não Surpresa. 
Objetiva que o contribuinte não seja surpreendido 
com a cobrança de um tributo criado ou majorado. 
Divide-se em: 
1. Princípio da Anterioridade Anual (ou de 
Exercício): é vedada a cobrança de tributos no 
mesmo exercício financeiro em que haja sido 
32 
 
publicada a lei que os instituiu ou aumentou. Não é 
aplicável à lei que diminua o valor de um tributo. 
Não se deve confundir o Princípio da 
Anterioridade de Exercício com o 
Princípio da Anualidade, princípio 
de direito financeiro segundo o qual 
a cobrança de tributos depende de 
autorização anual do poder legislativo mediante 
previsão no orçamento. 
2. Princípio da Anterioridade Nonagesimal (ou 
Noventena): é vedada a cobrança de tributos antes 
de decorridos 90 dias corridos da data em que haja 
sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou. 
O Princípio da Anterioridade 
Nonagesimal impõe o prazo mínimo 
de 90 dias para a exigência do 
tributo, e não de 3 meses! 
#07 - Princípio da Irretroatividade 
Em regra a lei deve ser anterior ao fato por ela 
qualificado; os efeitos da lei não podem retroagir para 
alcançar fatos passados! 
Ao publicar uma lei instituindo ou majorando um 
tributo (Princípio da Estrita Legalidade Tributária), a 
entidade tributante deve observar o Princípio da 
Irretroatividade Tributária. 
O mesmo não ocorre em relação à lei que seja 
meramente interpretativa e à lei infracional mais 
benigna, que podem ser aplicada retroativamente. 
5. Imunidades tributárias 
#08 – Imunidades gerais previstas no inciso VI do 
art. 150 da CF/88 
O principal dispositivo constitucional que dispõe 
sobre imunidades é o art. 150, VI da CF/88. 
Imunidade recíproca: As entidades políticas 
integrantes da Federação não podem fazer incidir 
impostos umas sobre as outras. É uma cláusula 
pétrea. 
A imunidade tributária não será aplicada às 
autarquias e fundações públicas quando: 1) 
explorarem atividades econômicas regidas pelas 
normas aplicáveis a empreendimentos privados; 2) 
em que haja contraprestação ou pagamento de 
preços ou tarifas pelo usuário. 
De acordo com o STF, a imunidade 
tributária não extingue os créditos 
tributários constituídos legitimamente 
contra pessoa jurídica não imune à 
época de sua constituição, ainda que 
patrimônio sobre o qual recai o tributo venha a ser 
incorporado pelo poder público 
#09 – Imunidades e espécies tributárias 
Nenhuma imunidade do art. 150, VI da CF/88 
alcança qualquer outra espécie tributária que não 
seja imposto. Assim, não há imunidade, nesses casos, 
para taxas, para contribuições, para empréstimos 
compulsórios ou para contribuição de melhoria. 
Mas atenção: há imunidades específicas para 
impostos fora das hipóteses do inciso VI do art. 150, 
bem como há imunidade para outras espécies 
tributárias, como taxas e contribuições. 
#10 – Imunidades e obrigações acessórias 
A imunidade tributária se restringe tão somente à 
obrigação tributária principal, ou seja, à obrigação 
patrimonial de dar dinheiro ao Estado a título de 
tributo ou multa; a imunidade tributária NÃO IMPEDE 
a instituição e exigência de deveres instrumentais ou 
obrigações acessórias. 
6. Vigência, aplicação, interpretação e integração da legislação 
tributária 
#11 – Aplicação da legislação tributária 
A legislação tributária aplica-se imediatamente aos 
fatos geradores futuros e aos pendentes, assim 
entendidos aqueles cuja ocorrência tenha tido início 
mas não esteja completa. 
 Fato gerador pendente designa 
hipóteses de incidência (ou seja, verbo 
+ complemento) que iniciaram a sua 
formação sob a égide de uma 
determinada lei, mas que concluíram tal 
formação quando já estava em vigor e eficaz uma 
nova norma jurídica. 
O inciso II do art. 106 exige que o “ato não esteja 
definitivamente julgado” para fins de aplicação da 
lei mais benigna. Assim, se o “ato já estiver 
definitivamente julgado”, o instituto não tem 
aplicabilidade, mesmo que mais benigna. 
7. Obrigação tributária 
#12 – Obrigação tributária principal 
Corresponde à obrigação de dar dinheiro ao Fisco a 
título de tributo ou multa tributária. É uma obrigação 
patrimonial. 
Abarca não apenas a obrigação de pagar um tributo, 
mas também a obrigação de pagar uma multa 
tributária. 
#13 – Obrigação tributária acessória 
Corresponde a uma obrigação de fazer, não fazer ou 
tolerar algo (fiscalização) no interesse da 
arrecadação ou da fiscalização dos tributos. 
Verifica-se que não tem por objeto a entrega de 
dinheiro (dever de dar) ao Fisco a título de tributo ou 
multa tributária (obrigação principal), sendo, assim, 
uma obrigação NÃO-patrimonial. 
33 
 
As imunidades e as isenções, assim 
como as anistias e suspensão de 
exigibilidade do crédito tributárionão 
alcançam as obrigações acessórias, 
de modo que a pessoa imune ou isenta estará 
desobrigada tão somente do pagamento do tributo, 
continuando obrigada ao cumprimento das 
obrigações acessórias que porventura houverem 
(mesmo não estando obrigada ao pagamento do 
tributo). 
#14 – Conversão da obrigação acessória em 
obrigação tributária principal 
Lembre-se que uma obrigação acessória pode ser 
instituída por um ato infralegal, mas punição pelo seu 
descumprimento (multa tributária) deve ser 
estipulada por meio de lei em sentido estrito. 
#15 - Princípio do Pecunia Non Olet ou da 
Interpretação Objetiva do Fato Gerador 
Para o Direito Tributário, mesmo que determinado ato 
(que corresponda ao fato gerador de uma obrigação 
tributária) venha a ser praticado por agente incapaz, 
tenha objeto ilícito, impossível, indeterminável ou 
indeterminado, ou não observe os requisitos de forma 
prescrita ou não defesa em lei, ainda assim 
desencadeará os efeitos tributários e imporá o 
dever de cumprir a obrigação, conforme preceitua o 
art. 118 do CTN. 
8. Crédito tributário 
#16 – Modalidades de lançamento 
De acordo com o CTN, existem três modalidades de 
lançamento, por meio do qual o crédito tributário é 
constituído. São eles: 
• Lançamento direito ou de ofício: dispensa 
qualquer participação do contribuinte. Base de 
cálculo do tributo será arbitrada pelo Fisco se 
constatada omissão ou acaso não mereçam fé as 
declarações e os esclarecimentos prestados pelo 
contribuinte. 
• Lançamento por declaração ou misto: conta 
com a participação do contribuinte e também do 
Fisco na referida constituição 
• Lançamento por homologação ou 
“autolançamento”: conta com acentuado grau 
de participação do contribuinte, pois cabe ao 
Fisco tão somente homologar ou não a sua 
atividade. 
Súmula 397, STJ: O contribuinte do IPTU 
é notificado do lançamento pelo envio do 
carnê ao seu endereço. 
Súmula 436, STJ: A entrega de 
declaração pelo contribuinte reconhecendo débito 
fiscal constitui o crédito tributário, dispensada 
qualquer outra providência por parte do fisco. 
9. Sujeição ativa e passiva tributária 
#17 – Sujeição ativa tributária 
Nem sempre o sujeito ativo da obrigação é a pessoa 
jurídica de direito público titular da competência; é 
possível que o polo ativo seja ocupado por quem não 
detém competência. 
As funções de recolher, cobrar, arrecadar, 
fiscalizar ou executar o tributo (capacidade 
tributária ativa) podem ser delegadas! A 
competência nunca! 
#18 – Sujeição passiva tributária 
Sujeito passivo da obrigação tributária principal é a 
pessoa a quem a lei atribui a obrigação de pagar um 
tributo ou penalidade pecuniária (art. 113, § 1º, do 
CTN), ou seja, é a pessoa que tem a obrigação de dar 
dinheiro ao Estado (em sentido amplo) a título de 
tributo ou multa. 
CONTRIBUINTE RESPONSÁVEL 
É aquele que tem 
relação pessoal e 
direta com a situação 
que constitua o 
respectivo fato gerador 
da obrigação tributária. 
É aquele que, sem 
revestir a condição de 
contribuinte, seja 
obrigado ao 
cumprimento da 
obrigação por força de 
uma lei. 
A responsabilidade tributária deve ser 
atribuída a uma pessoa por meio de lei 
da entidade tributante! Nunca poderá 
ser instituída por instrumento normativo 
que não seja lei! 
#19 – Inoponibilidade das convenções particulares 
à Fazenda Pública 
Por meio de ato/contrato, particular não pode 
simplesmente “escolher” quem será o sujeito passivo 
de uma obrigação tributária (contribuinte ou 
responsável), já que essa condição já foi fixada por lei 
cogente e inderrogável pela vontade das partes. 
Súmula 614, STJ: O locatário não possui 
legitimidade ativa para discutir a relação 
jurídico-tributária de IPTU e de taxas 
referentes ao imóvel alugado nem para 
repetir indébito desses tributos. 
10. Suspensão da exigibilidade do crédito tributário 
#20 – Hipóteses de suspensão do crédito tributário 
CTN, Art. 151. Suspendem a exigibilidade do crédito 
tributário: 
I – MORatória; 
II – o DEpósito do seu montante integral; 
34 
 
III – as Reclamações e os recursos, nos termos das leis 
reguladoras do processo tributário administrativo; 
IV – a concessão de medida LIMinar em mandado de 
segurança. 
V – a concessão de medida LIMinar ou de tutela 
antecipada, em outras espécies de ação judicial; 
VI – o PARcelamento 
MNEMÔNICO: 
MOR-DE-R e LIM²-PAR 
 
#21 – Moratória 
Moratória é a prorrogação legal do prazo para o 
cumprimento da obrigação tributária, concedida pelo 
credor ao devedor por meio de lei. 
Pode ser concedida somente por meio de lei da 
entidade tributante. Logo, não pode ser concedida 
por ato infralegal que não seja lei em sentido estrito 
(lei ordinária). 
ATENÇÃO: a suspensão da exigibilidade 
do crédito tributário alcança somente as 
obrigações principais, e não as acessórias. 
 
11. Extinção do crédito tributário 
#22 – Hipóteses de extinção do crédito tributário 
CTN, Art. 156. Extinguem o crédito tributário: 
I - o pagamento; 
II - a compensação; 
III - a transação; 
IV - remissão; 
V - a prescrição e a decadência; 
VI - a conversão de depósito em renda; 
VII - o pagamento antecipado e a homologação do 
lançamento nos termos do disposto no artigo 150 e 
seus §§ 1º e 4º; 
VIII - a consignação em pagamento, nos termos do 
disposto no § 2º do artigo 164; 
IX - a decisão administrativa irreformável, assim 
entendida a definitiva na órbita administrativa, que não 
mais possa ser objeto de ação anulatória; 
X - a decisão judicial passada em julgado. 
XI – a dação em pagamento em bens imóveis, na forma 
e condições estabelecidas em lei. 
Embora o art. 156 prescreva que tais 
hipóteses extinguem o crédito tributário, 
elas extinguem, em verdade, a própria 
obrigação tributária, ou seja, o vínculo 
entre o Fisco e o contribuinte. 
#23 – Efeitos da extinção do crédito tributário 
Uma vez extinto o crédito tributário em razão das 
hipóteses do art. 156, estará extinta a obrigação 
tributária. Isso significa que não há mais obrigação a 
ser satisfeita. 
O pagamento de débito extinto, inclusive pela 
decadência ou prescrição, e mesmo que o 
contribuinte tenha assinado confissão "irretratável" de 
débito, desencadeia o direito à devolução do valor - 
indevidamente - pago. 
12. Exclusão do crédito tributário 
#24 – Hipóteses de exclusão do crédito tributário 
CTN, Art. 175. Excluem o crédito tributário: 
I - a isenção; 
II - a anistia. 
Excluir o crédito tributário significa evitar que ele se 
constitua, inibindo seu lançamento. Somente por 
meio de lei em sentido estrito pode uma isenção ou 
anistia serem concedidos. 
A norma de isenção e a norma de anistia incidem 
entre a ocorrência do fato gerador e a constituição 
do respectivo crédito tributário. 
Acaso o crédito tributário já tenha sido constituído, 
seja do tributo ou da multa, não poderá mais incidir 
a norma de exclusão do crédito tributário. 
 
#25 – Diferenças entre isenção, anistia, imunidade 
tributária e não incidência 
ISENÇÃO ANISTIA 
Inibe TRIBUTO, abrange 
fato gerador posterior à 
lei (efeitos para frente, 
para o futuro) 
Inibe MULTA, abrangendo 
fato gerador anterior à lei 
(efeitos para trás, para o 
passado) 
IMUNIDADE NÃO INCIDÊNCIA 
Decorre de regra 
constitucional de 
Regra jurídica de 
tributação não existe, 
35 
 
“incompetência 
tributária”. 
13. Impostos em espécie 
#26 – Impostos federais 
CF/88, Art. 153. Compete à União instituir impostos 
sobre: 
I - importação de produtos estrangeiros; (II) 
II - exportação, para o exterior, de produtos nacionais 
ou nacionalizados; (IE) 
III - renda e proventos de qualquer natureza; (IR) 
IV - produtos industrializados; (IPI) 
V - operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas 
a títulos ou valores mobiliários; (IOF) 
VI - propriedade territorial rural; (ITR) 
VII - grandes fortunas, nos termos de lei complementar. 
(IGF) 
Súmula 498, STJ: Não incide imposto de 
renda sobre a indenização por danos 
morais. 
Súmula Vinculante58: Inexiste direito a 
crédito presumido de IPI relativamente à entrada de 
insumos isentos, sujeitos à alíquota zero ou não 
tributáveis, o que não contraria o princípio da não 
cumulatividade. 
Súmula 185, STJ: Nos depósitos judiciais, não incide 
o Imposto sobre Operações Financeiras. 
#27 – Impostos estaduais 
CF/88: Art. 155. Compete aos Estados e ao Distrito 
Federal instituir impostos sobre: 
I - transmissão causa mortis e doação, de quaisquer 
bens ou direitos; (ITCMD) 
II - operações relativas à circulação de mercadorias e 
sobre prestações de serviços de transporte 
interestadual e intermunicipal e de comunicação, 
ainda que as operações e as prestações se iniciem no 
exterior; (ICMS) 
III - propriedade de veículos automotores. (IPVA) 
Súmula Vinculante 32: O ICMS não incide 
sobre alienação de salvados de sinistro 
pelas seguradoras 
Súmula 166, STJ: Não constitui fato 
gerador do ICMS o simples deslocamento de 
mercadoria de um para outro estabelecimento do 
mesmo contribuinte. 
Súmula 509, STJ: É lícito ao comerciante de boa-fé 
aproveitar os créditos de ICMS decorrentes de nota 
fiscal posteriormente declarada inidônea, quando 
demonstrada a veracidade da compra e venda. 
Súmula Vinculante 48: Na entrada de mercadoria 
importada do exterior, é legítima a cobrança do ICMS 
por ocasião do desembaraço aduaneiro. 
Súmula 112, STF: O imposto de transmissão “causa 
mortis” é devido pela alíquota vigente ao tempo da 
abertura da sucessão. 
Súmula 331, STF: É legítima a incidência do imposto 
de transmissão "causa mortis" no inventário por morte 
presumida. 
#28 – Impostos municipais 
CF/88, Art. 156. Compete aos Municípios instituir 
impostos sobre: 
I - propriedade predial e territorial urbana; (IPTU) 
II - transmissão "inter vivos", a qualquer título, por ato 
oneroso, de bens imóveis, por natureza ou acessão 
física, e de direitos reais sobre imóveis, exceto os de 
garantia, bem como cessão de direitos a sua aquisição; 
(ITBI) 
III - serviços de qualquer natureza, não compreendidos 
no art. 155, II, definidos em lei complementar. (ISS) 
Súmula 626, STJ: A incidência do IPTU 
sobre imóvel situado em área considerada 
pela lei local como urbanizável ou de 
expansão urbana não está condicionada à 
existência dos melhoramentos elencados 
no art. 32, § 1º, do CTN. 
Súmula 399, STJ: Cabe à legislação municipal 
estabelecer o sujeito passivo do IPTU. 
Súmula 589, STF: É inconstitucional a fixação de 
adicional progressivo do imposto predial e territorial 
urbano em função do número de imóveis do 
contribuinte. 
Súmula 397, STJ: O contribuinte do IPTU é notificado 
do lançamento pelo envio do carnê ao seu endereço. 
Súmula 539, STF: É constitucional a lei do Município 
que reduz o imposto predial urbano sobre imóvel 
ocupado pela residência do proprietário, que não 
possua outro. 
Súmula 656, STF: É inconstitucional a lei que 
estabelece alíquotas progressivas para o imposto de 
transmissão inter vivos de bens imóveis - ITBI com 
base no valor venal do imóvel. 
14. Precatórios 
#29 – Disciplina Constitucional 
CF, Art. 100. Os pagamentos devidos pelas Fazendas 
Públicas Federal, Estaduais, Distrital e Municipais, em 
virtude de sentença judiciária, far-se-ão 
exclusivamente na ordem cronológica de 
apresentação dos precatórios e à conta dos créditos 
respectivos, proibida a designação de casos ou de 
36 
 
pessoas nas dotações orçamentárias e nos créditos 
adicionais abertos para este fim. 
§ 1º Os débitos de natureza alimentícia 
compreendem aqueles decorrentes de salários, 
vencimentos, proventos, pensões e suas 
complementações, benefícios previdenciários e 
indenizações por morte ou por invalidez, fundadas em 
responsabilidade civil, em virtude de sentença judicial 
transitada em julgado, e serão pagos com 
preferência sobre todos os demais débitos, exceto 
sobre aqueles referidos no § 2º deste artigo. 
§ 2º Os débitos de natureza alimentícia cujos 
titulares, originários ou por sucessão hereditária, 
tenham 60 (sessenta) anos de idade, ou sejam 
portadores de doença grave, ou pessoas com 
deficiência, assim definidos na forma da lei, serão 
pagos com preferência sobre todos os demais débitos, 
até o valor equivalente ao triplo fixado em lei para os 
fins do disposto no § 3º deste artigo, admitido o 
fracionamento para essa finalidade, sendo que o 
restante será pago na ordem cronológica de 
apresentação do precatório. 
§ 3º O disposto no caput deste artigo relativamente à 
expedição de precatórios não se aplica aos 
pagamentos de obrigações definidas em leis como 
de pequeno valor que as Fazendas referidas devam 
fazer em virtude de sentença judicial transitada em 
julgado. 
§ 4º Para os fins do disposto no § 3º, poderão ser 
fixados, por leis próprias, valores distintos às entidades 
de direito público, segundo as diferentes capacidades 
econômicas, sendo o mínimo igual ao valor do maior 
benefício do regime geral de previdência social. 
§ 5º É obrigatória a inclusão no orçamento das 
entidades de direito público de verba necessária ao 
pagamento de seus débitos oriundos de sentenças 
transitadas em julgado constantes de precatórios 
judiciários apresentados até 2 de abril, fazendo-se o 
pagamento até o final do exercício seguinte, quando 
terão seus valores atualizados monetariamente. 
§ 6º As dotações orçamentárias e os créditos abertos 
serão consignados diretamente ao Poder Judiciário, 
cabendo ao Presidente do Tribunal que proferir a 
decisão exequenda determinar o pagamento integral 
e autorizar, a requerimento do credor e 
exclusivamente para os casos de preterimento de seu 
direito de precedência ou de não alocação 
orçamentária do valor necessário à satisfação do seu 
débito, o sequestro da quantia respectiva. 
§ 7º O Presidente do Tribunal competente que, por 
ato comissivo ou omissivo, retardar ou tentar frustrar a 
liquidação regular de precatórios incorrerá em crime 
de responsabilidade e responderá, também, perante o 
Conselho Nacional de Justiça. 
§ 8º É vedada a expedição de precatórios 
complementares ou suplementares de valor pago, 
bem como o fracionamento, repartição ou quebra do 
valor da execução para fins de enquadramento de 
parcela do total ao que dispõe o § 3º deste artigo. 
§ 9º Sem que haja interrupção no pagamento do 
precatório e mediante comunicação da Fazenda 
Pública ao Tribunal, o valor correspondente aos 
eventuais débitos inscritos em dívida ativa contra o 
credor do requisitório e seus substituídos deverá ser 
depositado à conta do juízo responsável pela ação de 
cobrança, que decidirá pelo seu destino definitivo. 
§ 10. Antes da expedição dos precatórios, o Tribunal 
solicitará à Fazenda Pública devedora, para resposta 
em até 30 (trinta) dias, sob pena de perda do direito de 
abatimento, informação sobre os débitos que 
preencham as condições estabelecidas no § 9º, para 
os fins nele previstos. 
§ 11. É facultada ao credor, conforme estabelecido em 
lei do ente federativo devedor, com auto 
aplicabilidade para a União, a oferta de créditos 
líquidos e certos que originalmente lhe são próprios 
ou adquiridos de terceiros reconhecidos pelo ente 
federativo ou por decisão judicial transitada em 
julgado para: 
I - quitação de débitos parcelados ou débitos inscritos 
em dívida ativa do ente federativo devedor, inclusive 
em transação resolutiva de litígio, e, subsidiariamente, 
débitos com a administração autárquica e fundacional 
do mesmo ente; 
II - compra de imóveis públicos de propriedade do 
mesmo ente disponibilizados para venda; 
III - pagamento de outorga de delegações de serviços 
públicos e demais espécies de concessão negocial 
promovidas pelo mesmo ente; 
IV - aquisição, inclusive minoritária, de participação 
societária, disponibilizada para venda, do respectivo 
ente federativo; ou 
V - compra de direitos, disponibilizados para cessão, 
do respectivo ente federativo, inclusive, no caso da 
União, da antecipação de valores a serem recebidos a 
título do excedente em óleo em contratosInscrição na OAB 
#01 – Atividade da Advocacia 
 São atividades privativas de advocacia: 
I - a postulação a órgão do Poder Judiciário e aos 
juizados especiais; 
II - as atividades de consultoria, assessoria e direção 
jurídicas (Atenção: se praticados por aqueles que não 
possuem tal qualificação são tidos como NULOS e 
implicam em responsabilização na esfera civil, penal e 
administrativa). 
É obrigatório ser visado por advogado 
os atos e contratos constitutivos de 
pessoas jurídicas, quando forem 
apresentados para registro no órgão 
competente (Exceção: microempresas 
e empresas de pequeno porte). 
É vedada a divulgação de advocacia em conjunto 
com outra atividade. 
O estagiário de advocacia, regularmente inscrito, 
pode praticar esses atos, na forma do regimento geral, 
em conjunto com advogado e sob responsabilidade 
deste. 
Algumas exceções legais dispensam a necessidade 
de postulação em juízo ser realizada por advogado: 
 Habeas Corpus; 
 Juizado Especial Cível (até 20 salários-mínimos); 
 Juizado Especial Federal Cível (até 60 salários-
mínimos); 
 Ação de Alimentos; 
 Defesa em sede de Processo Administrativo 
Disciplinar; 
5 
 
 Jus postulandi na seara trabalhista 
Nas ações de Mandado de 
segurança, Habeas Data e Revisão 
Criminal é necessária a 
representação por advogado. 
No processo administrativo, o 
advogado contribui com a postulação de decisão 
favorável ao seu constituinte, e os seus atos 
constituem múnus público. 
O advogado pode contribuir com o processo 
legislativo e com a elaboração de normas jurídicas, no 
âmbito dos Poderes da República. 
Art. 3º-A. Os serviços profissionais de advogado são, 
por sua natureza, técnicos e singulares, quando 
comprovada sua notória especialização, nos termos da 
lei. Parágrafo único. Considera-se notória 
especialização o profissional ou a sociedade de 
advogados cujo conceito no campo de sua 
especialidade, decorrente de desempenho anterior, 
estudos, experiências, publicações, organização, 
aparelhamento, equipe técnica ou de outros requisitos 
relacionados com suas atividades, permita inferir que 
o seu trabalho é essencial e indiscutivelmente o mais 
adequado à plena satisfação do objeto do contrato. 
#02 – Inscrição na OAB 
 Requisitos legais para inscrição na OAB: 
 Capacidade civil; 
 Diploma ou certidão de graduação em direito, obtido em 
instituição de ensino oficialmente autorizada e 
credenciada; 
 Título de eleitor e quitação do serviço militar, se brasileiro; 
 Aprovação em Exame de Ordem; 
 Não exercer atividade incompatível com a advocacia; 
 Idoneidade moral; 
 Prestar compromisso perante o conselho (ato 
personalíssimo). 
 A inidoneidade moral, pode 
ser suscitada por qualquer pessoa, e é 
declarada mediante decisão que 
obtenha no mínimo 2/3 (dois terços) 
dos votos de todos os membros do 
conselho competente, em procedimento que 
observe os termos do processo disciplinar. 
Não atende ao requisito de idoneidade moral 
aquele que tiver sido condenado por crime 
infamante, salvo reabilitação judicial. 
 Tipos de Inscrição na OAB: 
 Principal: Realizada no Conselho Seccional 
ou na Subseção da OAB em que o advogado 
pretende ter domicílio profissional. 
 Suplementar: Necessária quando o 
advogado exercer habitualmente a profissão, 
com 6 (seis) ou mais ações judiciais, em 
território não abrangido por sua jurisdição. 
 Transferência da inscrição: Quando o 
advogado mudar definitivamente o seu 
domicílio profissional. 
Considera-se domicílio profissional a sede principal 
da atividade de advocacia, prevalecendo, na dúvida, 
o domicílio da pessoa física do advogado. 
 Não confunda: 
 Cancela-se a inscrição do profissional que: 
 Assim o requerer; 
 Sofrer penalidade de 
exclusão (para nova 
inscrição é necessário 
provas de reabilitação); 
 Falecer; 
 Passar a exercer, em caráter 
definitivo, atividade 
incompatível com a 
advocacia; 
 Perder qualquer um dos 
requisitos necessários para 
inscrição. 
Para novo pleito de inscrição na OAB, é desnecessária 
aprovação em nova prova do exame da Ordem, mas 
deve-se prestar novo compromisso. Não se restaura o 
número de inscrição anterior. 
 Licencia-se o profissional que: 
 assim o requerer, por motivo justificado; 
 passar a exercer, em caráter temporário, 
atividade incompatível com o exercício da 
advocacia; 
 sofrer doença mental considerada curável. 
 Se o advogado sofre doença 
mental considerada incurável, não 
será caso de licença e sim de 
cancelamento, por perda de um dos 
requisitos necessários para inscrição: 
capacidade civil. 
 Advogado Estrangeiro: 
O estrangeiro ou brasileiro, quando não graduado em 
direito no Brasil, deve fazer prova do título de 
graduação, obtido em instituição estrangeira, 
devidamente revalidado, além de atender aos demais 
requisitos para inscrição como advogado (inclusive 
aprovação no exame da Ordem). 
 Estagiários: 
A inscrição do estagiário é feita no Conselho Seccional 
em cujo território se localize seu curso jurídico. Deve 
preencher alguns requisitos: não exercer atividade 
incompatível com a advocacia; possuir idoneidade 
moral e prestar compromisso perante o conselho. 
O aluno de curso jurídico que exerça atividade 
incompatível com a advocacia pode freqüentar o 
estágio ministrado pela respectiva instituição de 
ensino superior, para fins de aprendizagem, vedada a 
inscrição na OAB. 
6 
 
Por fim, alguns atos de advocacia 
podem ser praticados isoladamente 
pelo estagiário, ainda que sob a 
responsabilidade do advogado, são 
eles: 
 Retirar e devolver autos em cartório, 
assinando a respectiva carga; 
 Obter junto aos escrivães e chefes de 
secretarias certidões de peças ou autos de 
processos em curso ou findos; 
 Assinar petições de juntada de documentos a 
processos judiciais ou administrativos. 
Para o exercício de atos extrajudiciais, o estagiário 
pode comparecer isoladamente, quando receber 
autorização ou substabelecimento do advogado. 
Em caso de pandemia ou em outras situações 
excepcionais que impossibilitem as atividades 
presenciais, declaradas pelo poder público, o estágio 
profissional poderá ser realizado no regime de 
teletrabalho ou de trabalho a distância em sistema 
remoto ou não, por qualquer meio telemático, sem 
configurar vínculo de emprego a adoção de qualquer 
uma dessas modalidades. Se houver concessão, pela 
parte contratante ou conveniada, de equipamentos, 
sistemas e materiais ou reembolso de despesas de 
infraestrutura ou instalação, todos destinados a 
viabilizar a realização da atividade de estágio à 
distância, essa informação deverá constar, 
expressamente, do convênio de estágio e do termo 
de estágio. 
 
2. Direitos e Deveres dos Advogados. Do Instrumento de Mandato. 
Sociedade de Advogados. Advogados Empregados. 
#03 – Direitos e Deveres dos Advogados 
 São direitos dos advogados, dentre outros: 
II – a inviolabilidade de seu escritório ou local de 
trabalho, bem como de seus instrumentos de trabalho, 
de sua correspondência escrita, eletrônica, telefônica 
e telemática, desde que relativas ao exercício da 
advocacia; 
III - comunicar-se com seus clientes, pessoal e 
reservadamente, mesmo sem procuração, quando 
estes se acharem presos, detidos ou recolhidos em 
estabelecimentos civis ou militares, ainda que 
considerados incomunicáveis; 
IV - ter a presença de representante da OAB, quando 
preso em flagrante, por motivo ligado ao exercício da 
advocacia, para lavratura do auto respectivo, sob pena 
de nulidade e, nos demais casos, a comunicação 
expressa à seccional da OAB; 
V - não ser recolhido preso, antes de sentença 
transitada em julgado, senão em sala de Estado Maior, 
com instalações e comodidades condignas, assim 
reconhecidas pela OAB, e, na sua falta, em prisão 
domiciliar; 
X - usar da palavra, pela ordem, em qualquer tribunal 
judicial ou administrativo, órgão de deliberação 
coletiva da administração pública ou comissão 
parlamentar de inquérito, mediantede partilha 
de petróleo. 
§ 12. A partir da promulgação desta Emenda 
Constitucional, a atualização de valores de 
requisitórios, após sua expedição, até o efetivo 
pagamento, independentemente de sua natureza, 
será feita pelo índice oficial de remuneração básica da 
caderneta de poupança, e, para fins de compensação 
da mora, incidirão juros simples no mesmo percentual 
de juros incidentes sobre a caderneta de poupança, 
ficando excluída a incidência de juros compensatórios. 
§ 13. O credor poderá ceder, total ou parcialmente, 
seus créditos em precatórios a terceiros, 
independentemente da concordância do devedor, 
não se aplicando ao cessionário o disposto nos §§ 2º e 
3º. 
37 
 
§ 14. A cessão de precatórios, observado o disposto 
no § 9º deste artigo, somente produzirá efeitos após 
comunicação, por meio de petição protocolizada, ao 
Tribunal de origem e ao ente federativo devedor. 
§ 15. Sem prejuízo do disposto neste artigo, lei 
complementar a esta Constituição Federal poderá 
estabelecer regime especial para pagamento de 
crédito de precatórios de Estados, Distrito Federal e 
Municípios, dispondo sobre vinculações à receita 
corrente líquida e forma e prazo de liquidação. 
§ 16. A seu critério exclusivo e na forma de lei, a União 
poderá assumir débitos, oriundos de precatórios, de 
Estados, Distrito Federal e Municípios, refinanciando-
os diretamente. 
§ 17. A União, os Estados, o Distrito Federal e os 
Municípios aferirão mensalmente, em base anual, o 
comprometimento de suas respectivas receitas 
correntes líquidas com o pagamento de precatórios e 
obrigações de pequeno valor. 
§ 18. Entende-se como receita corrente líquida, para 
os fins de que trata o § 17, o somatório das receitas 
tributárias, patrimoniais, industriais, agropecuárias, de 
contribuições e de serviços, de transferências 
correntes e outras receitas correntes, incluindo as 
oriundas do § 1º do art. 20 da Constituição Federal, 
verificado no período compreendido pelo segundo 
mês imediatamente anterior ao de referência e os 11 
(onze) meses precedentes, excluídas as duplicidades, 
e deduzidas: 
I - na União, as parcelas entregues aos Estados, ao 
Distrito Federal e aos Municípios por determinação 
constitucional; 
II - nos Estados, as parcelas entregues aos Municípios 
por determinação constitucional; 
III - na União, nos Estados, no Distrito Federal e nos 
Municípios, a contribuição dos servidores para custeio 
de seu sistema de previdência e assistência social e as 
receitas provenientes da compensação financeira 
referida no § 9º do art. 201 da Constituição Federal. 
§ 19. Caso o montante total de débitos decorrentes de 
condenações judiciais em precatórios e obrigações de 
pequeno valor, em período de 12 (doze) meses, 
ultrapasse a média do comprometimento percentual 
da receita corrente líquida nos 5 (cinco) anos 
imediatamente anteriores, a parcela que exceder esse 
percentual poderá ser financiada, excetuada dos 
limites de endividamento de que tratam os incisos VI e 
VII do art. 52 da Constituição Federal e de quaisquer 
outros limites de endividamento previstos, não se 
aplicando a esse financiamento a vedação de 
vinculação de receita prevista no inciso IV do art. 167 
da Constituição Federal. 
§ 20. Caso haja precatório com valor superior a 15% 
(quinze por cento) do montante dos precatórios 
apresentados nos termos do § 5º deste artigo, 15% 
(quinze por cento) do valor deste precatório serão 
pagos até o final do exercício seguinte e o restante em 
parcelas iguais nos cinco exercícios subsequentes, 
acrescidas de juros de mora e correção monetária, ou 
mediante acordos diretos, perante Juízos Auxiliares de 
Conciliação de Precatórios, com redução máxima de 
40% (quarenta por cento) do valor do crédito 
atualizado, desde que em relação ao crédito não 
penda recurso ou defesa judicial e que sejam 
observados os requisitos definidos na regulamentação 
editada pelo ente federado. 
§ 21. Ficam a União e os demais entes federativos, nos 
montantes que lhes são próprios, desde que aceito por 
ambas as partes, autorizados a utilizar valores objeto 
de sentenças transitadas em julgado devidos a pessoa 
jurídica de direito público para amortizar dívidas, 
vencidas ou vincendas: 
I - nos contratos de refinanciamento cujos créditos 
sejam detidos pelo ente federativo que figure como 
devedor na sentença de que trata o caput deste artigo; 
II - nos contratos em que houve prestação de garantia 
a outro ente federativo; 
III - nos parcelamentos de tributos ou de contribuições 
sociais; e 
IV - nas obrigações decorrentes do descumprimento 
de prestação de contas ou de desvio de recursos. 
§ 22. A amortização de que trata o § 21 deste artigo: 
I - nas obrigações vencidas, será imputada 
primeiramente às parcelas mais antigas; 
II - nas obrigações vincendas, reduzirá uniformemente 
o valor de cada parcela devida, mantida a duração 
original do respectivo contrato ou parcelamento. 
 
 
DIREITO ADMINISTRATIVO
1. Serviços Públicos 
#01 – Princípios dos Serviços Públicos 
Princípio da continuidade dos serviços públicos: 
estabelece a necessidade de que os serviços públicos 
sejam contínuos e ininterruptos. 
Hipóteses de interrupção (Lei 8.987/95, art. 6º, §3º): 
 Situações de emergência; 
38 
 
 Após aviso prévio, por razões de ordem técnica 
ou de segurança das instalações, ou por 
inadimplência do usuário, considerado o interesse da 
coletividade. 
Princípio da generalidade: serviços públicos devem 
ser prestados da maneira mais ampla e também não 
poderão beneficiar determinados usuários em 
detrimento de outros. 
Princípio da modicidade das tarifas: serviços 
deverão ser remunerados com preços módicos, de 
modo a atingir o maior número possível de 
beneficiários. 
Princípio da atualidade: prestador deve garantir a 
atualidade dos serviços, que compreende a 
modernidade das técnicas, do equipamento e das 
instalações e a sua conservação, bem como a 
melhoria e a expansão do serviço. 
Princípio da cortesia: exige-se do prestador do 
serviço uma atuação cortês e educada, trazendo o 
melhor atendimento possível e a melhor experiência 
para o usuário. 
#02 – Principais classificações: 
 Delegáveis e indelegáveis: 
 Indelegáveis: são os serviços que o Estado 
presta direta e exclusivamente. Ex: defesa nacional. 
 Delegáveis: tanto o Estado como os particulares 
(delegatários) prestam para atender a um interesse 
geral. Ex: transporte coletivo e energia elétrica. 
 Coletivos (Uti Universi) e singulares (Uti singuli): 
 Coletivos (Uti Universi): são aqueles prestados à 
coletividade, mas de maneira a atingir grupos 
indeterminados de pessoas. 
 Singulares (Uti singuli): são destinados a 
usuários individuais, determinados, sendo possível a 
mensuração da utilização de cada indivíduo. 
Súmula Vinculante 41 – STF - O 
serviço de iluminação pública não 
pode ser remunerado mediante taxa. 
 Serviços Públicos 
Propriamente ditos e de Utilidade 
Pública: 
 Propriamente ditos: o próprio Estado os executa 
e são considerados indispensáveis à sociedade. Em 
regra, são gratuitos. Ex: saneamento básico, higiene 
ou segurança. 
 Serviços de utilidade pública: beneficiam 
diretamente a coletividade; satisfazem de maneira 
direta os indivíduos. Ex: energia elétrica residencial e 
o atendimento em postos de saúde. 
#03 – Delegação do serviço público: 
 A titularidade dos serviços públicos pertence ao 
Estado, mas a Administração Pública poderá 
delegar a execução de tais serviços aos 
particulares. 
 Execução indireta: os serviços públicos não 
serão prestados pelos órgãos públicos internos 
da Administração Pública. Corresponde à 
descentralização administrativa. 
 Descentralização X Desconcentração 
Descentralização: distribuição de 
competências de uma para outra 
pessoa física ou jurídica; 
Desconcentração: distribuição 
interna de competências, ou seja, 
dentro da mesma pessoa jurídica. 
 Concessão de serviço público (comum ou 
simples) – Lei 8.987/95:“Art. 2º Para os fins do disposto nesta Lei, considera-
se: 
II - concessão de serviço público: a delegação de 
sua prestação, feita pelo poder concedente, mediante 
licitação, na modalidade concorrência ou diálogo 
competitivo, a pessoa jurídica ou consórcio de 
empresas que demonstre capacidade para seu 
desempenho, por sua conta e risco e por prazo 
determinado;” 
Exige prévia licitação: modalidade concorrência ou 
diálogo competitivo. 
 A outorga da concessão ou permissão não terá 
caráter de exclusividade, salvo se existir 
inviabilidade técnica ou econômica devidamente 
justificada no ato anterior ao edital de licitação, 
conforme estabelecido no artigo 16 da Lei 
8.987/95. 
 Caducidade: decorre de culpa do 
concessionário (inexecução total ou parcial do 
contrato, nas hipóteses do art. 38, §1º, da Lei 
8.987/95). Pressupõe processo administrativo, 
com ampla defesa, e possibilidade de correção 
das irregularidades (Lei 8.987/95, art. 38, §§2º e 
3º). 
 Encampação: poder concedente simplesmente 
decide encerrar a concessão por motivos de 
interesse público superveniente, utilizando-se 
da prerrogativa da supremacia do interesse. 
Depende de lei autorizativa específica e após 
prévio pagamento da indenização. 
#04 – Parcerias Público-Privadas: 
 Contratos de concessão especial de serviços. 
 Parceiro privado não é remunerado 
exclusivamente pelo usuário. Tem que haver 
contraprestação do Poder Público. 
 Modalidades: 
39 
 
 
 Vedações (Lei 11.079/2004, 
art. 2º, §4º): 
“É vedada a celebração de contrato 
de parceria público-privada: 
I - cujo valor do contrato seja inferior 
a R$ 10.000.000,00 (dez milhões de 
reais); 
II - cujo período de prestação do serviço seja inferior 
a 5 (cinco) anos; ou 
III - que tenha como objeto único o fornecimento de 
mão de obra, o fornecimento e instalação de 
equipamentos ou a execução de obra pública.” 
2. Agentes Públicos 
#05 – Contratação por tempo determinado 
 São agentes contratados por tempo determinado 
para atenderem necessidades temporárias de 
excepcional interesse público. 
CRFB, art. 37, IX:“IX - a lei estabelecerá os casos de 
contratação por tempo determinado para atender a 
necessidade temporária de excepcional interesse 
público;” 
 Não prestam concurso público. Recrutamento se 
dá por processo seletivo simplificado. 
#06 – Cargo em comissão: 
 Somente funções de chefia, direção e 
assessoramento; 
 Ocupados em caráter provisório = livre nomeação 
e exoneração; 
 Prescindem (dispensam) de concurso público. 
#07 – Notários e registradores: 
 Os delegatários de serviços 
públicos, como os notários e 
registradores, são admitidos através 
de concurso público, mas são 
considerados particulares em 
colaboração, por não perderem a 
natureza de particulares (CF, art. 236). 
#08 – Formas de provimento: 
 Ascenção, transposição ou 
acesso: tais hipóteses foram abolidas 
pela Constituição. Permitiam o 
provimento em cargo de carreira 
diferente da sua, sem prévia 
aprovação em concurso público. 
Súmula Vinculante 43 - STF: É 
inconstitucional toda modalidade de provimento que 
propicie ao servidor investir-se, sem prévia aprovação 
em concurso público destinado ao seu provimento, 
em cargo que não integra a carreira na qual 
anteriormente investido. 
Reintegração e recondução: 
Lei 8.112/90: 
“Art. 28. A reintegração é a 
reinvestidura do servidor estável no 
cargo anteriormente ocupado, ou 
no cargo resultante de sua 
transformação, quando invalidada a sua demissão por 
decisão administrativa ou judicial, com ressarcimento 
de todas as vantagens. 
Art. 29. Recondução é o retorno do servidor estável ao 
cargo anteriormente ocupado e decorrerá de: 
I - inabilitação em estágio probatório relativo a outro 
cargo; 
II - reintegração do anterior ocupante.” 
#09 – Concurso Público: 
 Alteração do edital: após a publicação do 
edital e no curso do certame, só se admite a 
alteração das regras do concurso se houver 
modificação na legislação que disciplina a 
respectiva carreira. Precedentes. (RE 318.106, 
rel. min. Ellen Gracie, DJ 18.11.2005) 
 Prazo de validade do concurso. 
Prorrogação: Segundo o STF, existe juízo de 
conveniência e oportunidade que deverá 
ser feito por parte do administrador para 
prorrogar o prazo de validade do certame 
público. 
#10 – Vedação à acumulação remunerada de 
cargos, empregos e funções – exceções (CF, art. 37, 
XVI): 
“XVI - é vedada a acumulação remunerada de cargos 
públicos, exceto, quando houver compatibilidade de 
horários, observado em qualquer caso o disposto no 
inciso XI: 
a) a de dois cargos de professor; 
b) a de um cargo de professor com outro técnico 
ou científico; 
c) a de dois cargos ou empregos privativos de 
profissionais de saúde, com profissões 
regulamentadas.” 
#11 – Teto remuneratório: 
40 
 
 
#12 – Exoneração em estágio probatório: 
 Súmula nº 21, STF: "Funcionário em estágio 
probatório não pode ser exonerado nem 
demitido sem inquérito ou sem as 
formalidades legais de apuração de sua 
capacidade." 
#13 – Princípio da Irredutibilidade da 
Remuneração: 
 CRFB, art. 37, XV: 
 “XV - o subsídio e os vencimentos dos 
ocupantes de cargos e empregos públicos 
são irredutíveis, ressalvado o disposto nos 
incisos XI e XIV deste artigo e nos arts. 39, § 4º, 
150, II, 153, III, e 153, § 2º, I;” 
 O sentido da irredutibilidade, porém, não é 
absoluto. Tribunais já se pacificaram: 
vencimento não acompanha pari passu o índice 
inflacionário; 
vencimento nominal sofre redução em virtude da 
incidência de impostos (eventual aumento de carga 
tributária). 
 
3. Intervenção do Estado na Propriedade 
#14 – Desapropriação: 
 Fase declaratória: ato discricionário da 
Administração. O processo administrativo irá 
verificar a caracterização de uma das 
hipóteses de interesse social ou necessidade 
ou utilidade pública, com o objetivo de 
expedir o decreto expropriatório. 
 Efeitos da declaração: 
a) Sujeição do imóvel à força expropriatória do 
Estado; 
b) Fixação do Estado do bem – artigo 26, 
parágrafo 1o, Decreto 3.365/41). 
c) Atribui ao Estado o direito de adentrar no 
imóvel declarado, após prévia autorização 
judicial; 
d) Fixação do termo inicial para o prazo de 
caducidade da declaração; 
 É de dois anos o prazo 
decadencial para propositura da 
demanda de desapropriação por 
interesse social e de cinco anos o 
prazo para propositura de demanda 
por necessidade ou utilidade 
pública. 
 Fase executória: pode ocorrer mediante 
acordo na esfera administrativa ou por 
demanda judicial. 
 Retrocessão e tredestinação: 
Tredestinação: efetivada a desapropriação, o 
poder público deve destinar o bem desapropriado à 
finalidade pública que justificou o ato expropriatório. 
Se não o fizer, ocorrerá o fenômeno da tredestinação. 
Admite duas espécies: 
a) Tredestinação lícita: apesar da alteração de 
finalidade, o bem permanece destinado ao interesse 
público. Não dá ensejo à retrocessão. 
b) Tredestinação ilícita: ao bem desapropriado 
é dado destino desprovido de interesse público. 
Retrocessão: direito que assiste ao proprietário 
do bem de exigi-lo de volta caso, após efetivada a 
desapropriação, a ele seja dada destinação 
desprovida de interesse público (tredestinação 
ilícita). 
 Direito de extensão: direito que assiste ao 
particular de, impugnando o valor ofertado 
pelo Poder Público, pleitear a extensão da 
desapropriação, para que alcance a parte 
remanescente do bem que se tornaria inútil 
ou de difícil utilização. 
#15 – Tombamento: 
 Restrição estatal na propriedade privada, 
que se destina especificamente à proteção do 
patrimônio histórico e artístico nacional 
 Possibilidade de tombamento de bens de 
entes “maiores” por entes “menores”. (RMS 
18.952/RJ, Rel. Ministra ELIANA CALMON, 
SEGUNDA TURMA, julgado em 26/04/2005, 
DJ 30/05/2005). 
#16 – Requisição Administrativa: 
 Utilização pelo Estado de bens móveis e 
imóveis, ou mesmo de serviços prestados por 
particulares, em face desituações de iminente 
perigo. A indenização será sempre posterior e 
acaso haja dano. 
#17 – Servidão Administrativa: 
 Restrição específica que atinge parcial e 
concretamente o direito de propriedade, 
incidindo sobre o caráter exclusivo de 
propriedades determinadas. 
#18 – Limitação Administrativa 
41 
 
 Ato genérico por meio do qual o poder 
público impõe a proprietários 
indeterminados obrigações com o objetivo 
de fazer com que aquela propriedade atenda 
à sua função social. 
4. Poderes Administrativos 
 Instrumentos que a Administração possui para 
melhor atender ao interesse público. São 
“prerrogativas instrumentais”. 
 
#19 – Poder Hierárquico: 
 Impõe-se a estrita obediência dos subalternos 
às ordens e instruções expedidas pelos seus 
superiores. O subordinado deve cumprir as 
ordens que lhe sejam dadas, salvo se 
manifestamente ilegais. 
#20 – Poder Regulamentar ou Normativo: 
 Prerrogativa que os Chefes do Poder 
Executivo têm de regulamentar certa lei para 
poder explicar sua correta execução. Contém 
normas “para fiel execução da lei”; não pode 
estabelecer normas contra legem ou ultra 
legem. Não pode inovar a ordem jurídica, 
criando direitos, obrigações, proibições, 
medidas punitivas. 
#21 – Poder Disciplinar: 
 Poder que possui a administração pública de 
apurar infrações e aplicar penas aos 
servidores públicos ou demais pessoas que se 
sujeitem à disciplina administrativa. 
#22 – Poder de Polícia: 
 Permite à Administração Pública restringir ou 
limitar direitos ou interesses individuais no que 
tange à liberdade e a propriedade. 
 Atributos: 
Discricionariedade: administrador público poderá 
escolher, dentro de um juízo de conveniência e 
oportunidade, a alternativa mais adequada dentre as 
várias sanções previstas na norma 
Autoexecutoriedade: em regra, não é necessária a 
intervenção do Judiciário para a execução dos atos 
materiais de polícia, a exemplo da interdição de 
estabelecimento. 
Coercibilidade: aptidão que o ato de polícia 
possui de criar unilateralmente uma obrigação a ser 
adimplida pelo seu destinatário. 
Todavia, fique atento: 
 Súmula 323 do STF: É inadmissível a apreensão 
de mercadorias como meio coercitivo para 
pagamento de tributos. 
 Delegação do poder de polícia: 
“É constitucional a delegação do poder de polícia, por 
meio de lei, a pessoas jurídicas de direito privado 
integrantes da Administração Pública indireta de 
capital social majoritariamente público que prestem 
exclusivamente serviço público de atuação própria do 
Estado e em regime não concorrencial” (RE 633782) 
#23 – Abuso de Poder: 
 Caso o administrador atue fora dos limites 
previamente estabelecidos no dispositivo legal, 
abusará do seu poder. 
 Admite-se duas espécies: 
Excesso de poder: administrador viola os limites 
de sua competência, invadindo atribuições elencadas 
a outros agentes. 
Desvio de poder: administrador desvia-se do 
interesse público e busca alcançar fim diverso 
daquele previsto em lei. 
5. Administração Indireta 
#24 – Composição: 
 Conjunto de pessoas jurídicas, sem autonomia 
política, que exercem de forma descentralizada 
determinadas atividades administrativas. 
 São elas: 
a) Autarquias; 
b) Empresas Públicas; 
c) Sociedades de Economia Mista; 
d) Fundações Públicas; 
e) Consórcios Públicos (associações públicas); 
 Não estão sujeitas a um vínculo de hierarquia ou 
subordinação com a Administração Direta, mas, 
sim, apenas supervisão ministerial. 
#25 – Criação: 
 Autarquias e fundações de direito público: lei 
específica institui diretamente as entidades. 
 Empresas públicas, sociedades de economia 
mista e fundações públicas de direito privado: a 
lei apenas autoriza sua criação. Após, deve haver 
o registro dos atos constitutivos na Junta 
Comercial. 
#26 – Agências Reguladoras: 
 Autarquias em regime especial que fiscalizam a 
prestação de serviços públicos por parte das 
concessionárias e permissionárias. 
 Regime especial destas autarquias decorre da 
necessidade de emprestar maior independência, 
segurança e estabilidade à sua atuação. 
42 
 
#27 – Empresas Públicas e Sociedades de 
Economia Mista – aspectos importantes: 
 Personalidade de direito privado 
 Regime de pessoal: CLT 
 Sujeição ao regime jurídico próprio das empresas 
privadas, inclusive quanto aos direitos e 
obrigações civis, comerciais, trabalhistas e 
tributários (CF, art. 173, §1º, II) 
 Contratação através de concurso público (CF, art. 
37, II) 
 Obras e serviços através de prévia licitação, em 
regra (CF, art. 173, §1º). 
 Traços comuns Traços distintos 
▪ Criação e extinção 
autorizadas por lei. 
▪ Personalidade jurídica 
de direito privado. 
▪ Sujeição ao controle 
estatal. 
▪ Derrogação parcial do 
regime de direito 
privado por normas de 
direito público. 
▪ Vinculação aos fins 
definidos na lei 
instituidora. 
▪ Desempenho de 
atividade de natureza 
econômica e, em 
algumas ocasiões, a 
prestação de serviços 
públicos. 
▪ Forma de 
organização (EP = 
qualquer forma 
admitida em direito; 
SEM = sociedade 
anônima). 
▪ Composição do 
capital (EP = capital 
público; SEM = 
capital público e 
privado). 
6. Responsabilidade Civil do Estado 
#28 – CF, Art. 37, §6º - Responsabilidade Objetiva: 
 A responsabilidade civil do Estado baseia-se na 
teoria do risco administrativo consagrada no 
artigo 37, §6º, da Constituição Federal de 1988: 
 “§ 6º As pessoas jurídicas de direito público e 
as de direito privado prestadoras de serviços 
públicos responderão pelos danos que seus 
agentes, nessa qualidade, causarem a 
terceiros, assegurado o direito de regresso 
contra o responsável nos casos de dolo ou 
culpa.” 
 Requisitos: 
Conduta estatal 
Dano anormal e específico 
Nexo de causalidade 
 Não há necessidade de prova de dolo ou culpa. 
Por isso, a Administração Pública pode ser 
responsabilizada por indenizar o particular 
mesmo que tenha praticado um ato lícito. 
 Excludentes de responsabilidade: 
Caso fortuito e força maior; 
Culpa exclusiva da vítima; e 
Fato de terceiro. 
OBSERVAÇÃO: culpa concorrente da vítima gera 
abatimento proporcional do quantum indenizatório. 
 Legitimidade passiva: 
 Tese de Repercussão Geral: “A teor do 
disposto no art. 37, § 6º, da Constituição 
Federal, a ação por danos causados por 
agente público deve ser ajuizada contra o 
Estado ou a pessoa jurídica de direito 
privado prestadora de serviço público, 
sendo parte ilegítima para a ação o autor 
do ato, assegurado o direito de regresso 
contra o responsável nos casos de dolo ou 
culpa.” (RE 1027633, rel. Ministro MARCO 
AURÉLIO, Pleno, 6.12.2019) 
 Direito de regresso contra o agente público: 
 A Constituição assegura ao Estado exercer o 
direito de regresso contra o agente público 
causador dos danos. 
A responsabilidade civil do agente estatal é subjetiva, 
dependente, portanto, da prova de dolo ou culpa. 
7. Licitação 
#29 – Modalidades de Licitação: 
Lei 14.133/21: Art. 28. São modalidades de licitação: 
I - pregão; 
II - concorrência; 
III - concurso; 
IV - leilão; 
V - diálogo competitivo. 
§ 1º Além das modalidades referidas no caput deste 
artigo, a Administração pode servir-se dos 
procedimentos auxiliares previstos no art. 78 desta Lei. 
§ 2º É vedada a criação de outras modalidades de 
licitação ou, ainda, a combinação daquelas referidas 
no caput deste artigo. 
Art. 29. A concorrência e o pregão seguem o rito 
procedimental comum a que se refere o art. 17 desta 
Lei, adotando-se o pregão sempre que o objeto 
possuir padrões de desempenho e qualidade que 
possam ser objetivamente definidos pelo edital, por 
meio de especificações usuais de mercado. 
Parágrafo único. O pregão não se aplica às 
contratações de serviços técnicos especializados de 
43 
 
natureza predominantemente intelectual e de obras e 
serviços de engenharia, exceto os serviços de 
engenharia de que trata a alínea “a” do inciso XXI do 
caput do art. 6º desta Lei. 
Art. 30. Oconcurso observará as regras e condições 
previstas em edital, que indicará: 
I - a qualificação exigida dos participantes; 
II - as diretrizes e formas de apresentação do trabalho; 
III - as condições de realização e o prêmio ou 
remuneração a ser concedida ao vencedor. 
Parágrafo único. Nos concursos destinados à 
elaboração de projeto, o vencedor deverá ceder à 
Administração Pública, nos termos do art. 93 desta Lei, 
todos os direitos patrimoniais relativos ao projeto e 
autorizar sua execução conforme juízo de 
conveniência e oportunidade das autoridades 
competentes. 
Art. 31. O leilão poderá ser cometido a leiloeiro oficial 
ou a servidor designado pela autoridade competente 
da Administração, e regulamento deverá dispor sobre 
seus procedimentos operacionais. 
§ 1º Se optar pela realização de leilão por intermédio 
de leiloeiro oficial, a Administração deverá selecioná-
lo mediante credenciamento ou licitação na 
modalidade pregão e adotar o critério de julgamento 
de maior desconto para as comissões a serem 
cobradas, utilizados como parâmetro máximo os 
percentuais definidos na lei que regula a referida 
profissão e observados os valores dos bens a serem 
leiloados. 
§ 2º O leilão será precedido da divulgação do edital 
em sítio eletrônico oficial, que conterá: 
I - a descrição do bem, com suas características, e, no 
caso de imóvel, sua situação e suas divisas, com 
remissão à matrícula e aos registros; 
II - o valor pelo qual o bem foi avaliado, o preço mínimo 
pelo qual poderá ser alienado, as condições de 
pagamento e, se for o caso, a comissão do leiloeiro 
designado; 
III - a indicação do lugar onde estiverem os móveis, os 
veículos e os semoventes; 
IV - o sítio da internet e o período em que ocorrerá o 
leilão, salvo se excepcionalmente for realizado sob a 
forma presencial por comprovada inviabilidade 
técnica ou desvantagem para a Administração, 
hipótese em que serão indicados o local, o dia e a hora 
de sua realização; 
V - a especificação de eventuais ônus, gravames ou 
pendências existentes sobre os bens a serem 
leiloados. 
§ 3º Além da divulgação no sítio eletrônico oficial, o 
edital do leilão será afixado em local de ampla 
circulação de pessoas na sede da Administração e 
poderá, ainda, ser divulgado por outros meios 
necessários para ampliar a publicidade e a 
competitividade da licitação. 
§ 4º O leilão não exigirá registro cadastral prévio, não 
terá fase de habilitação e deverá ser homologado 
assim que concluída a fase de lances, superada a fase 
recursal e efetivado o pagamento pelo licitante 
vencedor, na forma definida no edital. 
Art. 32. A modalidade diálogo competitivo é restrita a 
contratações em que a Administração: 
I - vise a contratar objeto que envolva as seguintes 
condições: 
a) inovação tecnológica ou técnica; 
b) impossibilidade de o órgão ou entidade ter sua 
necessidade satisfeita sem a adaptação de soluções 
disponíveis no mercado; e 
c) impossibilidade de as especificações técnicas serem 
definidas com precisão suficiente pela Administração; 
II - verifique a necessidade de definir e identificar os 
meios e as alternativas que possam satisfazer suas 
necessidades, com destaque para os seguintes 
aspectos: 
a) a solução técnica mais adequada; 
b) os requisitos técnicos aptos a concretizar a solução 
já definida; 
c) a estrutura jurídica ou financeira do contrato; 
§ 1º Na modalidade diálogo competitivo, serão 
observadas as seguintes disposições: 
I - a Administração apresentará, por ocasião da 
divulgação do edital em sítio eletrônico oficial, suas 
necessidades e as exigências já definidas e 
estabelecerá prazo mínimo de 25 (vinte e cinco) dias 
úteis para manifestação de interesse na participação 
da licitação; 
II - os critérios empregados para pré-seleção dos 
licitantes deverão ser previstos em edital, e serão 
admitidos todos os interessados que preencherem os 
requisitos objetivos estabelecidos; 
III - a divulgação de informações de modo 
discriminatório que possa implicar vantagem para 
algum licitante será vedada; 
IV - a Administração não poderá revelar a outros 
licitantes as soluções propostas ou as informações 
sigilosas comunicadas por um licitante sem o seu 
consentimento; 
V - a fase de diálogo poderá ser mantida até que a 
Administração, em decisão fundamentada, identifique 
a solução ou as soluções que atendam às suas 
necessidades; 
VI - as reuniões com os licitantes pré-selecionados 
serão registradas em ata e gravadas mediante 
utilização de recursos tecnológicos de áudio e vídeo; 
44 
 
VII - o edital poderá prever a realização de fases 
sucessivas, caso em que cada fase poderá restringir as 
soluções ou as propostas a serem discutidas; 
VIII - a Administração deverá, ao declarar que o diálogo 
foi concluído, juntar aos autos do processo licitatório 
os registros e as gravações da fase de diálogo, iniciar 
a fase competitiva com a divulgação de edital 
contendo a especificação da solução que atenda às 
suas necessidades e os critérios objetivos a serem 
utilizados para seleção da proposta mais vantajosa e 
abrir prazo, não inferior a 60 (sessenta) dias úteis, para 
todos os licitantes pré-selecionados na forma do inciso 
II deste parágrafo apresentarem suas propostas, que 
deverão conter os elementos necessários para a 
realização do projeto; 
IX - a Administração poderá solicitar esclarecimentos 
ou ajustes às propostas apresentadas, desde que não 
impliquem discriminação nem distorçam a 
concorrência entre as propostas; 
X - a Administração definirá a proposta vencedora de 
acordo com critérios divulgados no início da fase 
competitiva, assegurada a contratação mais vantajosa 
como resultado; 
XI - o diálogo competitivo será conduzido por 
comissão de contratação composta de pelo menos 3 
(três) servidores efetivos ou empregados públicos 
pertencentes aos quadros permanentes da 
Administração, admitida a contratação de profissionais 
para assessoramento técnico da comissão; 
§ 2º Os profissionais contratados para os fins do inciso 
XI do § 1º deste artigo assinarão termo de 
confidencialidade e abster-se-ão de atividades que 
possam configurar conflito de interesses. 
#30 – Inexigibilidade de Licitação: 
Lei 14.133/21: Art. 74. É inexigível a licitação quando 
inviável a competição, em especial nos casos de: 
I - aquisição de materiais, de equipamentos ou de 
gêneros ou contratação de serviços que só possam ser 
fornecidos por produtor, empresa ou representante 
comercial exclusivos; 
II - contratação de profissional do setor artístico, 
diretamente ou por meio de empresário exclusivo, 
desde que consagrado pela crítica especializada ou 
pela opinião pública; 
III - contratação dos seguintes serviços técnicos 
especializados de natureza predominantemente 
intelectual com profissionais ou empresas de notória 
especialização, vedada a inexigibilidade para serviços 
de publicidade e divulgação: 
a) estudos técnicos, planejamentos, projetos básicos 
ou projetos executivos; 
b) pareceres, perícias e avaliações em geral; 
c) assessorias ou consultorias técnicas e auditorias 
financeiras ou tributárias; 
d) fiscalização, supervisão ou gerenciamento de obras 
ou serviços; 
e) patrocínio ou defesa de causas judiciais ou 
administrativas; 
f) treinamento e aperfeiçoamento de pessoal; 
g) restauração de obras de arte e de bens de valor 
histórico; 
h) controles de qualidade e tecnológico, análises, 
testes e ensaios de campo e laboratoriais, 
instrumentação e monitoramento de parâmetros 
específicos de obras e do meio ambiente e demais 
serviços de engenharia que se enquadrem no disposto 
neste inciso; 
IV - objetos que devam ou possam ser contratados por 
meio de credenciamento; 
V - aquisição ou locação de imóvel cujas características 
de instalações e de localização tornem necessária sua 
escolha. 
§ 1º Para fins do disposto no inciso I do caput deste 
artigo, a Administração deverá demonstrar a 
inviabilidade de competição mediante atestado de 
exclusividade, contratode exclusividade, declaração 
do fabricante ou outro documento idôneo capaz de 
comprovar que o objeto é fornecido ou prestado por 
produtor, empresa ou representante comercial 
exclusivos, vedada a preferência por marca específica. 
§ 2º Para fins do disposto no inciso II do caput deste 
artigo, considera-se empresário exclusivo a pessoa 
física ou jurídica que possua contrato, declaração, 
carta ou outro documento que ateste a exclusividade 
permanente e contínua de representação, no País ou 
em Estado específico, do profissional do setor artístico, 
afastada a possibilidade de contratação direta por 
inexigibilidade por meio de empresário com 
representação restrita a evento ou local específico. 
§ 3º Para fins do disposto no inciso III do caput deste 
artigo, considera-se de notória especialização o 
profissional ou a empresa cujo conceito no campo de 
sua especialidade, decorrente de desempenho 
anterior, estudos, experiência, publicações, 
organização, aparelhamento, equipe técnica ou outros 
requisitos relacionados com suas atividades, permita 
inferir que o seu trabalho é essencial e 
reconhecidamente adequado à plena satisfação do 
objeto do contrato. 
§ 4º Nas contratações com fundamento no inciso III do 
caput deste artigo, é vedada a subcontratação de 
empresas ou a atuação de profissionais distintos 
daqueles que tenham justificado a inexigibilidade. 
§ 5º Nas contratações com fundamento no inciso V do 
caput deste artigo, devem ser observados os seguintes 
requisitos: 
I - avaliação prévia do bem, do seu estado de 
conservação, dos custos de adaptações, quando 
45 
 
imprescindíveis às necessidades de utilização, e do 
prazo de amortização dos investimentos; 
II - certificação da inexistência de imóveis públicos 
vagos e disponíveis que atendam ao objeto; 
III - justificativas que demonstrem a singularidade do 
imóvel a ser comprado ou locado pela Administração 
e que evidenciem vantagem para ela. 
8. Improbidade 
#31 – Atos de Improbidade Administrativa que 
Atentam Contra os Princípios da Administração 
Pública – ROL TAXATIVO: 
Lei 8.429/92: Art. 11. Constitui ato de improbidade 
administrativa que atenta contra os princípios da 
administração pública a ação ou omissão dolosa que 
viole os deveres de honestidade, de imparcialidade e 
de legalidade, caracterizada por uma das seguintes 
condutas: 
III - revelar fato ou circunstância de que tem ciência em 
razão das atribuições e que deva permanecer em 
segredo, propiciando beneficiamento por informação 
privilegiada ou colocando em risco a segurança da 
sociedade e do Estado; 
IV - negar publicidade aos atos oficiais, exceto em 
razão de sua imprescindibilidade para a segurança da 
sociedade e do Estado ou de outras hipóteses 
instituídas em lei; 
V - frustrar, em ofensa à imparcialidade, o caráter 
concorrencial de concurso público, de chamamento 
ou de procedimento licitatório, com vistas à obtenção 
de benefício próprio, direto ou indireto, ou de 
terceiros; 
VI - deixar de prestar contas quando esteja obrigado a 
fazê-lo, desde que disponha das condições para isso, 
com vistas a ocultar irregularidades; 
VII - revelar ou permitir que chegue ao conhecimento 
de terceiro, antes da respectiva divulgação oficial, teor 
de medida política ou econômica capaz de afetar o 
preço de mercadoria, bem ou serviço. 
VIII - descumprir as normas relativas à celebração, 
fiscalização e aprovação de contas de parcerias 
firmadas pela administração pública com entidades 
privadas. 
XI - nomear cônjuge, companheiro ou parente em 
linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro 
grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de 
servidor da mesma pessoa jurídica investido em cargo 
de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício 
de cargo em comissão ou de confiança ou, ainda, de 
função gratificada na administração pública direta e 
indireta em qualquer dos Poderes da União, dos 
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, 
compreendido o ajuste mediante designações 
recíprocas; 
XII - praticar, no âmbito da administração pública e 
com recursos do erário, ato de publicidade que 
contrarie o disposto no § 1º do art. 37 da Constituição 
Federal, de forma a promover inequívoco 
enaltecimento do agente público e personalização de 
atos, de programas, de obras, de serviços ou de 
campanhas dos órgãos públicos. 
§ 1º Nos termos da Convenção das Nações Unidas 
contra a Corrupção, promulgada pelo Decreto nº 
5.687, de 31 de janeiro de 2006, somente haverá 
improbidade administrativa, na aplicação deste artigo, 
quando for comprovado na conduta funcional do 
agente público o fim de obter proveito ou benefício 
indevido para si ou para outra pessoa ou entidade. 
§ 2º Aplica-se o disposto no § 1º deste artigo a 
quaisquer atos de improbidade administrativa 
tipificados nesta Lei e em leis especiais e a quaisquer 
outros tipos especiais de improbidade administrativa 
instituídos por lei. 
§ 3º O enquadramento de conduta funcional na 
categoria de que trata este artigo pressupõe a 
demonstração objetiva da prática de ilegalidade no 
exercício da função pública, com a indicação das 
normas constitucionais, legais ou infralegais violadas. 
§ 4º Os atos de improbidade de que trata este artigo 
exigem lesividade relevante ao bem jurídico tutelado 
para serem passíveis de sancionamento e 
independem do reconhecimento da produção de 
danos ao erário e de enriquecimento ilícito dos 
agentes públicos. 
§ 5º Não se configurará improbidade a mera 
nomeação ou indicação política por parte dos 
detentores de mandatos eletivos, sendo necessária a 
aferição de dolo com finalidade ilícita por parte do 
agente. 
#32 – Prescrição: 
Lei 8.429/92: Art. 23. A ação para a aplicação das 
sanções previstas nesta Lei prescreve em 8 (oito) anos, 
contados a partir da ocorrência do fato ou, no caso de 
infrações permanentes, do dia em que cessou a 
permanência. 
§ 1º A instauração de inquérito civil ou de processo 
administrativo para apuração dos ilícitos referidos 
nesta Lei suspende o curso do prazo prescricional por, 
no máximo, 180 (cento e oitenta) dias corridos, 
recomeçando a correr após a sua conclusão ou, caso 
não concluído o processo, esgotado o prazo de 
suspensão. 
§ 2º O inquérito civil para apuração do ato de 
improbidade será concluído no prazo de 365 
(trezentos e sessenta e cinco) dias corridos, 
prorrogável uma única vez por igual período, 
mediante ato fundamentado submetido à revisão da 
instância competente do órgão ministerial, conforme 
dispuser a respectiva lei orgânica. 
46 
 
§ 3º Encerrado o prazo previsto no § 2º deste artigo, a 
ação deverá ser proposta no prazo de 30 (trinta) dias, 
se não for caso de arquivamento do inquérito civil. 
§ 4º O prazo da prescrição referido no caput deste 
artigo interrompe-se: 
I - pelo ajuizamento da ação de improbidade 
administrativa; 
II - pela publicação da sentença condenatória; 
III - pela publicação de decisão ou acórdão de Tribunal 
de Justiça ou Tribunal Regional Federal que confirma 
sentença condenatória ou que reforma sentença de 
improcedência; 
IV - pela publicação de decisão ou acórdão do 
Superior Tribunal de Justiça que confirma acórdão 
condenatório ou que reforma acórdão de 
improcedência; 
V - pela publicação de decisão ou acórdão do 
Supremo Tribunal Federal que confirma acórdão 
condenatório ou que reforma acórdão de 
improcedência. 
§ 5º Interrompida a prescrição, o prazo recomeça a 
correr do dia da interrupção, pela metade do prazo 
previsto no caput deste artigo. 
§ 6º A suspensão e a interrupção da prescrição 
produzem efeitos relativamente a todos os que 
concorreram para a prática do ato de improbidade. 
§ 7º Nos atos de improbidade conexos que sejam 
objeto do mesmo processo, a suspensão e a 
interrupção relativas a qualquer deles estendem-se 
aos demais. 
§ 8º O juiz ou o tribunal, depois de ouvido o Ministério 
Público, deverá, de ofício ou a requerimento da parte 
interessada, reconhecer a prescrição intercorrente dapretensão sancionadora e decretá-la de imediato, 
caso, entre os marcos interruptivos referidos no § 4º, 
transcorra o prazo previsto no § 5º deste artigo. 
Art. 23-A. É dever do poder público oferecer contínua 
capacitação aos agentes públicos e políticos que 
atuem com prevenção ou repressão de atos de 
improbidade administrativa. 
Art. 23-B. Nas ações e nos acordos regidos por esta Lei, 
não haverá adiantamento de custas, de preparo, de 
emolumentos, de honorários periciais e de quaisquer 
outras despesas. 
 
§ 1º No caso de procedência da ação, as custas e as 
demais despesas processuais serão pagas ao final. 
§ 2º Haverá condenação em honorários sucumbenciais 
em caso de improcedência da ação de improbidade 
se comprovada má-fé. 
Art. 23-C. Atos que ensejem enriquecimento ilícito, 
perda patrimonial, desvio, apropriação, 
malbaratamento ou dilapidação de recursos públicos 
dos partidos políticos, ou de suas fundações, serão 
responsabilizados nos termos da Lei nº 9.096, de 19 de 
setembro de 1995. 
 
 
DIREITO AMBIENTAL
#01 – Resolução CONAMA n.º 237/97: 
“Art. 1º (...) 
I - Licenciamento Ambiental: procedimento 
administrativo pelo qual o órgão ambiental 
competente licencia a localização, instalação, 
ampliação e a operação de empreendimentos e 
atividades utilizadoras de recursos ambientais, 
consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras 
ou daquelas que, sob qualquer forma, possam causar 
degradação ambiental, considerando as disposições 
legais e regulamentares e as normas técnicas 
aplicáveis ao caso.” 
 Destaque-se, portanto, que o licenciamento 
ambiental é um procedimento exigido previamente à 
construção, instalação, ampliação ou funcionamento 
das atividades. Ele é, pois, um pré-requisito para que 
a viabilidade ambiental do empreendimento seja 
atestada. 
 Se o licenciamento ambiental é um procedimento 
administrativo, pode-se afirmar que as licenças 
ambientais são atos administrativos. 
#02 – Lei Complementar nº 140/2011: 
 
46 
 
 Em regra, o ente responsável pelo licenciamento 
de tais atividades é aquele que instituiu a respectiva 
UC. 
 Os empreendimentos e atividades são 
licenciados ou autorizados por um único ente 
federativo (LC nº 140/11, art. 13). 
 O decurso dos prazos de licenciamento sem a 
emissão da licença ambiental não implica emissão 
tácita nem autoriza a prática de ato que dela dependa 
ou decorra (art. 14, § 3º). 
 Renovação das licenças: é importante destacar 
que a antecedência mínima para requerê-la é de 120 
dias da expiração de seu prazo de validade, ficando 
este automaticamente prorrogado até a manifestação 
definitiva do órgão ambiental competente (art. 18, § 
4º). 
#03 – Art. 225 da Constituição Federal: 
“Art. 225 Todos têm direito ao meio ambiente 
ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do 
povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-
se ao Poder Público e à coletividade o dever de 
defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras 
gerações.” 
 O direito ao meio ambiente independe de cor, 
raça, credo, condição social ou econômica ou 
quaisquer outros fatores. 
 “Ecologicamente equilibrado”: aquele que 
mantenha os processos ecológicos de tal modo a 
possibilitar as relações que mantêm a qualidade 
ambiental e os o bem-estar das populações. 
 Meio ambiente: bem de uso comum do povo e 
essencial à sadia qualidade de vida. 
 É direito fundamental da pessoa humana, sendo 
considerado um direito de terceira geração, pois 
está relacionado a aspectos transindividuais. 
 As usinas que operem com reator nuclear 
deverão ter sua localização definida em lei federal, 
sem o que não poderão ser instaladas (CF, art. 225, 
§6º). 
#04 – Competências Ambientais na CFRB/1988: 
 Repartição de competências: está fundada no 
critério da predominância do interesse. Assim, 
competem à União assuntos de interesse nacional; 
aos estados, temas de interesse regional; e aos 
municípios, assuntos de interesse local. 
 As competências materiais da União são 
indelegáveis (exclusivas). 
 A responsabilidade civil por danos nucleares 
independe da existência de culpa, assim como é 
entendida a responsabilidade civil ambiental como 
um todo = responsabilidade civil objetiva! 
 As competências legislativas da União são 
privativas, mas delegáveis, na medida em que lei 
complementar pode autorizar os estados a legislar 
sobre questões específicas – art. 22, parágrafo único). 
#05 – Princípios da Prevenção e da Precaução: 
 Princípio da prevenção: preconiza uma ideia de 
prevenção de riscos no tocante a atividades de vasto 
conhecimento humano, isto é, para as quais o risco 
seja certo, conhecido (há um razoável nível de certeza 
científica do potencial de dano ambiental). 
 A premissa é a de que os danos ao ambiente são, 
em regra, de difícil reparação, enaltecendo a 
importância de evitar (prevenir) para não ter de 
remediar depois. 
 Princípio da precaução: trabalha com a ideia de 
um alto grau de incerteza científica! É recomendável 
que o poder público não libere a atividade 
supostamente impactante até que haja uma evolução 
científica a fim de melhor analisar a natureza e a 
extensão dos potenciais males ambientais (in dubio 
pro natura, in dubio pro salute – na dúvida, deve-se 
adotar a medida mais protetora ao meio ambiente 
e/ou à saúde). 
 Com base neste princípio: Súmula 618/STJ - “A 
inversão do ônus da prova aplica-se às ações de 
degradação ambiental”. 
#06 – Fundamentos da PNRH: 
 É válido destacar os fundamentos da Política 
Nacional de Recursos Hídricos (Lei 9.433/97), a seguir 
transcritos: 
“Art. 1º A Política Nacional de Recursos Hídricos 
baseia-se nos seguintes fundamentos: 
I - a água é um bem de domínio público; 
II - a água é um recurso natural limitado, dotado de 
valor econômico; 
III - em situações de escassez, o uso prioritário dos 
recursos hídricos é o consumo humano e a 
dessedentação de animais; 
IV - a gestão dos recursos hídricos deve sempre 
proporcionar o uso múltiplo das águas; 
V - a bacia hidrográfica é a unidade territorial para 
implementação da Política Nacional de Recursos 
Hídricos e atuação do Sistema Nacional de 
Gerenciamento de Recursos Hídricos; 
VI - a gestão dos recursos hídricos deve ser 
descentralizada e contar com a participação do 
Poder Público, dos usuários e das comunidades.” 
#07 – Sistema Nacional do Meio Ambiente: 
 Órgão superior do SISNAMA: Conselho de 
Governo. Função básica: assessorar o Presidente da 
República nas estratégias relacionadas à política 
ambiental do país. 
 Órgão consultivo e deliberativo: Conselho 
Nacional do Meio Ambiente (CONAMA). Função 
47 
 
básica: assessorar, estudar e propor ao Conselho de 
Governo, diretrizes de políticas governamentais para 
o meio ambiente e os recursos naturais e deliberar, no 
âmbito de sua competência, sobre normas e padrões 
compatíveis com o meio ambiente ecologicamente 
equilibrado e essencial à sadia qualidade de vida. 
 Órgão central: desde a promulgação da Lei nº 
8.490/1992, o órgão central é, na realidade, o 
Ministério do Meio Ambiente. Função básica: 
planejar, coordenar, supervisionar e controlar, como 
órgão federal, a política nacional e as diretrizes 
governamentais fixadas para o meio ambiente. 
 Órgãos executores: o Instituto Brasileiro do 
Meio Ambiente e dos Recursos Naturais 
Renováveis - IBAMA e o Instituto Chico Mendes de 
Conservação da Biodiversidade - ICMBio, com a 
finalidade de executar e fazer executar a política e as 
diretrizes governamentais fixadas para o meio 
ambiente, de acordo com as respectivas 
competências. 
 Cada estado da Federação tem o dever de 
organizar sua própria estrutura de atuação ambiental, 
sobretudo por meio de atribuições executoras. 
Similarmente, os órgãos municipais também são 
importantes atores dentro da estrutura ambiental do 
país por se encontrarem mais próximos das realidades 
locais e terem, portanto, mais condições de exercer as 
funções de controle e fiscalização ambiental dentro 
dolimite de sua competência. 
#08 – Conceitos importantes do SNUC - Sistema 
Nacional de Unidades de Conservação da Natureza 
– SNUC (Lei 9.985/2000): 
 Unidade de conservação (art. 2º, I): 
“espaço territorial e seus recursos ambientais, 
incluindo as águas jurisdicionais, com características 
naturais relevantes, legalmente instituído pelo Poder 
Público, com objetivos de conservação e limites 
definidos, sob regime especial de administração, ao 
qual se aplicam garantias adequadas de proteção.” 
 Conservação da natureza (art. 2º, II): 
“o manejo do uso humano da natureza, 
compreendendo a preservação, a manutenção, a 
utilização sustentável, a restauração e a recuperação 
do ambiente natural, para que possa produzir o maior 
benefício, em bases sustentáveis, às atuais gerações, 
mantendo seu potencial de satisfazer as necessidades 
e aspirações das gerações futuras, e garantindo a 
sobrevivência dos seres vivos em geral;” 
 Uso sustentável (art. 2º, XI): 
“exploração do ambiente de maneira a garantir a 
perenidade dos recursos ambientais renováveis e dos 
processos ecológicos, mantendo a biodiversidade e 
os demais atributos ecológicos, de forma socialmente 
justa e economicamente viável;” 
#09 – APP x RL: 
 Área de Preservação Permanente - APP: área 
protegida, coberta ou não por vegetação nativa, com 
a função ambiental de preservar os recursos hídricos, 
a paisagem, a estabilidade geológica e a 
biodiversidade, facilitar o fluxo gênico de fauna e 
flora, proteger o solo e assegurar o bem-estar das 
populações humanas; 
 Na prática, as APPs são áreas presentes no 
entorno de corpos de água ou outros locais 
ambientalmente relevantes, como encostas, 
chapadas, biomas específicos etc. 
 Reserva Legal: área localizada no interior de uma 
propriedade ou posse rural com a função de 
assegurar o uso econômico de modo sustentável dos 
recursos naturais do imóvel rural, auxiliar a 
conservação e a reabilitação dos processos 
ecológicos e promover a conservação da 
biodiversidade, bem como o abrigo e a proteção de 
fauna silvestre e da flora nativa; 
 A reserva legal se aplica somente aos imóveis 
rurais. A ideia da reserva legal é que todo imóvel rural 
mantenha área com cobertura de vegetação nativa. 
#10 – Educação Ambiental: 
 Lei 9.795/99, art. 1º: “Entendem-se por educação 
ambiental os processos por meio dos quais o 
indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, 
conhecimentos, habilidades, atitudes e competências 
voltadas para a conservação do meio ambiente, bem 
de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade 
de vida e sua sustentabilidade.” 
Agora atenção, pessoal: em regra, a 
educação ambiental NÃO deve ser 
implantada como disciplina específica no 
currículo de ensino! Isso porque ela deve 
ser abordada de forma inter, multi e 
transdisciplinar com as demais 
disciplinas regulares dos cursos. 
#11 – Conceito de Meio Ambiente: 
 Lei 6.938/81, art. 3º, I: 
“Art 3º - Para os fins previstos nesta Lei, entende-se 
por: 
I - meio ambiente, o conjunto de condições, leis, 
influências e interações de ordem física, química e 
biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas 
as suas formas;” 
#12 – Fontes do Direito Ambiental: 
48 
 
 
#13 – Responsabilidade Ambiental: 
 As pessoas físicas ou jurídicas que causarem dano 
ambiental estão sujeitas à responsabilização nas 
esferas penal, administrativa e civil! 
 A responsabilidade das pessoas jurídicas não 
exclui a das pessoas físicas, autoras, coautoras ou 
partícipes do mesmo fato! 
 A teoria da dupla imputação necessária se 
aplica ao Direito Ambiental? Não! O STF (RE 
548.181/PR) reconheceu a possibilidade de se 
processar penalmente uma pessoa jurídica, mesmo 
não havendo ação penal em curso contra pessoa física 
com relação ao crime. 
 Pessoa jurídica pode ser desconsiderada sempre 
que sua personalidade for obstáculo ao 
ressarcimento de prejuízos causados à qualidade do 
meio ambiente (art. 4º da Lei nº 9.605/98). 
 Teoria do Risco Integral: não se admite a 
existência de excludentes do nexo causal, como o fato 
de terceiro, caso fortuito ou a força maior (REsp 
1818008/RO). 
 
DIREITO CIVIL
1. Parte Geral 
#01 – Pessoas Naturais 
 Capacidade: é a medida da personalidade. 
 
Pessoas com deficiência são plenamente capazes; 
não são nem absolutamente nem relativamente 
capazes. Excepcionalmente, se sujeitam à curatela. 
 Emancipação: Aquisição da plena 
capacidade antes dos 18 anos. Hipóteses: 
 Voluntária: pela concessão dos pais, ou de um deles na 
falta do outro, mediante instrumento público, 
independentemente de homologação judicial 
 Judicial: por sentença do juiz, ouvido o tutor, se o menor 
tiver 16 anos completos 
 Pelo casamento 
 Pelo exercício de emprego público efetivo 
 Pela colação de grau em curso de ensino superior 
 Pelo estabelecimento civil ou comercial, desde que, em 
função dele, o menor com 16 anos completos tenha 
economia própria 
 Pela existência de relação de emprego, desde que, em 
função dela, o menor com 16 anos completos tenha 
economia própria 
 Presunção de morte: 
 Direta (sem ausência): Se for extremamente provável a 
morte de quem estava em perigo de vida (casos de 
acidentes aéreos no mar, desaparecido durante uma 
nevasca numa expedição de montanhismo, um jornalista 
em uma zona de distúrbio civil etc.) Ou, se alguém, 
desaparecido em campanha ou feito prisioneiro, não for 
encontrado até 2 (dois) anos após o término da guerra. A 
declaração da morte presumida, nesses casos, somente 
poderá ser requerida depois de esgotadas as buscas e 
averiguações, devendo a sentença fixar a data provável do 
falecimento. 
 Indireta (com ausência – abertura da sucessão definitiva): 
Desaparecendo uma pessoa do seu domicílio sem dela 
haver notícia, se não houver deixado representante ou 
procurador a quem caiba administrar-lhe os bens. Também 
se declarará a ausência quando o ausente deixar 
mandatário que não queira ou não possa exercer ou 
continuar o mandato, ou se os seus poderes forem 
insuficientes. 
#02 – Pessoas Jurídicas 
 Desconsideração da personalidade jurídica: 
49 
 
 
#03 – Fato jurídico 
 Vícios de Consentimento: 
 Erro: Falta representação psicológica da realidade 
 Dolo: Induzir alguém em erro 
 Coação: Medo de dano a si, à família, a outrem ou aos bens 
 Estado de perigo: alguém, premido da necessidade de 
salvar-se, ou a pessoa de sua família, de grave dano 
conhecido pela outra parte, assume obrigação 
excessivamente onerosa 
 Lesão: Ocorre a lesão quando uma pessoa, sob premente 
necessidade, ou por inexperiência, se obriga a prestação 
manifestamente desproporcional ao valor da prestação 
oposta 
 Nulidades e Anulabilidades: 
 Causas de Nulidades: Menoridade (menores de 16 anos); 
Má-fé; Iniquidade; Simulação (vício social); Motivo 
determinante ilícito; Objeto ilícito, impossível ou 
indeterminado; Ausência de forma determinada em lei ou 
seguimento de forma proibida. 
 Causas de Anulabilidade: Fala de assistência 
(relativamente incapazes); Maiores de 16 anos e menores 
de 18 anos; Ébrios habituais e os viciados em tóxico; 
Aqueles que, por causa transitória ou permanente, não 
puderem exprimir sua vontade; Pródigos; Vícios de 
Consentimento: erro, dolo, coação, estado de perigo e 
lesão. 
 A anulabilidade convalesce pelo decurso do tempo. O 
prazo decadencial é de 4 anos para pleitear a anulação 
do negócio jurídico, contados: 
 Coação – do dia em que ela cessar; 
 Erro/Dolo/Fraude contra credores/Estado de 
perigo/Lesão – do dia em que se realizou o negócio 
jurídico; 
 Atos de incapazes – do dia em que cessar a incapacidade. 
 Quando a lei dispuser que determinado ato é 
anulável, mas não estabelecer prazo para 
pleitear anulação, será de 2 anos a contar da 
data da conclusão. 
 Condição, Termo e Encargo: 
CONDIÇÃO TERMO ENCARGO 
Evento Futuro 
e 
Evento Futuro 
e 
Cláusula 
acessória 
Incerto – “Se” Certo – 
“Quando” 
à liberalidade – 
“Como/Desde 
que”Quando 
suspensiva: 
suspende a 
aquisição 
e o exercício 
do direito – 
Não gera 
direito 
adquirido 
Quando 
suspensivo: 
Não impede a 
aquisição, 
mas apenas o 
exercício – 
Gera direito 
adquirido 
Não impede a 
aquisição, nem 
o exercício 
#04 – Prescrição: 
Prescrição da pretensão de reparação civil 
extracontratual: 3 anos 
Prescrição da pretensão de reparação civil 
contratual: 10 anos por ausência de previsão legal 
A prescrição intercorrente observará o 
mesmo prazo de prescrição da 
pretensão, observadas as causas de 
impedimento, de suspensão e de 
interrupção da prescrição previstas no 
CC/02 e no CPC. 
CC. Art. 205. A prescrição ocorre em dez anos, 
quando a lei não lhe haja fixado prazo menor. 
Art. 206. Prescreve: 
§ 1º Em um ano: 
I - a pretensão dos hospedeiros ou fornecedores de 
víveres destinados a consumo no próprio 
estabelecimento, para o pagamento da hospedagem 
ou dos alimentos; 
II - a pretensão do segurado contra o segurador, ou a 
deste contra aquele, contado o prazo: 
a) para o segurado, no caso de seguro de 
responsabilidade civil, da data em que é citado para 
responder à ação de indenização proposta pelo 
terceiro prejudicado, ou da data que a este indeniza, 
com a anuência do segurador; 
b) quanto aos demais seguros, da ciência do fato 
gerador da pretensão; 
III - a pretensão dos tabeliães, auxiliares da justiça, 
serventuários judiciais, árbitros e peritos, pela 
percepção de emolumentos, custas e honorários; 
IV - a pretensão contra os peritos, pela avaliação dos 
bens que entraram para a formação do capital de 
sociedade anônima, contado da publicação da ata da 
assembléia que aprovar o laudo; 
V - a pretensão dos credores não pagos contra os 
sócios ou acionistas e os liquidantes, contado o prazo 
50 
 
da publicação da ata de encerramento da liquidação 
da sociedade. 
§ 2º Em dois anos, a pretensão para haver prestações 
alimentares, a partir da data em que se vencerem. 
§ 3º Em três anos: 
I - a pretensão relativa a aluguéis de prédios urbanos 
ou rústicos; 
II - a pretensão para receber prestações vencidas de 
rendas temporárias ou vitalícias; 
III - a pretensão para haver juros, dividendos ou 
quaisquer prestações acessórias, pagáveis, em 
períodos não maiores de um ano, com capitalização 
ou sem ela; 
IV - a pretensão de ressarcimento de enriquecimento 
sem causa; 
V - a pretensão de reparação civil; 
VI - a pretensão de restituição dos lucros ou 
dividendos recebidos de má-fé, correndo o prazo da 
data em que foi deliberada a distribuição; 
VII - a pretensão contra as pessoas em seguida 
indicadas por violação da lei ou do estatuto, contado 
o prazo: 
a) para os fundadores, da publicação dos atos 
constitutivos da sociedade anônima; 
b) para os administradores, ou fiscais, da 
apresentação, aos sócios, do balanço referente ao 
exercício em que a violação tenha sido praticada, ou 
da reunião ou assembléia geral que dela deva tomar 
conhecimento; 
c) para os liquidantes, da primeira assembléia 
semestral posterior à violação; 
VIII - a pretensão para haver o pagamento de título de 
crédito, a contar do vencimento, ressalvadas as 
disposições de lei especial; 
IX - a pretensão do beneficiário contra o segurador, e 
a do terceiro prejudicado, no caso de seguro de 
responsabilidade civil obrigatório. 
§ 4º Em quatro anos, a pretensão relativa à tutela, a 
contar da data da aprovação das contas. 
§ 5º Em cinco anos: 
I - a pretensão de cobrança de dívidas líquidas 
constantes de instrumento público ou particular; 
II - a pretensão dos profissionais liberais em geral, 
procuradores judiciais, curadores e professores pelos 
seus honorários, contado o prazo da conclusão dos 
serviços, da cessação dos respectivos contratos ou 
mandato; 
III - a pretensão do vencedor para haver do vencido o 
que despendeu em juízo. 
Art. 206-A. A prescrição intercorrente observará o 
mesmo prazo de prescrição da pretensão, observadas 
as causas de impedimento, de suspensão e de 
interrupção da prescrição previstas neste Código e 
observado o disposto no art. 921 da Lei nº 13.105, de 
16 de março de 2015 (Código de Processo Civil). 
 
2. Direito das Obrigações 
#05 – Modalidades das Obrigações 
Obrigação de dar coisa certa: abrange os 
acessórios, ainda que não mencionados, salvo se o 
contrário resultar do título ou das circunstâncias do 
caso. 
 Perecimento: Se a coisa se perder, sem culpa do devedor, 
antes da tradição, ou pendente a condição suspensiva, fica 
resolvida a obrigação para ambas as partes; se a perda 
resultar de culpa do devedor, responderá este pelo 
equivalente e mais perdas e danos. 
 Deterioração: 
 Sem culpa do devedor: poderá o credor 
resolver a obrigação, ou aceitar a coisa, 
abatido de seu preço o valor que perdeu. 
 Com culpa do devedor: poderá o credor 
exigir o equivalente, ou aceitar a coisa no 
estado em que se acha, com direito a 
reclamar, em um ou em outro caso, 
indenização das perdas e danos. 
 Das Obrigações Alternativas: Nas obrigações 
alternativas, a escolha cabe ao devedor, se outra coisa não 
se estipulou. Quando a escolha couber ao credor e uma 
das prestações tornar-se impossível por culpa do devedor, 
o credor terá direito de exigir a prestação subsistente ou o 
valor da outra, com perdas e danos; se, por culpa do 
devedor, ambas as prestações se tornarem inexeqüíveis, 
poderá o credor reclamar o valor de qualquer das duas, 
além da indenização por perdas e danos. 
 Das Obrigações Solidárias: Há solidariedade, quando na 
mesma obrigação concorre mais de um credor, ou mais de 
um devedor, cada um com direito, ou obrigado, à dívida 
toda. A solidariedade não se presume; resulta da lei ou da 
vontade das partes. 
 Solidariedade Ativa: Cada um dos credores solidários 
tem direito a exigir do devedor o cumprimento da 
prestação por inteiro. O pagamento feito a um dos 
credores solidários extingue a dívida até o montante do 
que foi pago. Convertendo-se a prestação em perdas e 
danos, subsiste, para todos os efeitos, a solidariedade. 
 Solidariedade Passiva: o credor tem direito a exigir e 
receber de um ou de alguns dos devedores, parcial ou 
totalmente, a dívida comum; se o pagamento tiver sido 
parcial, todos os demais devedores continuam obrigados 
solidariamente pelo resto. Não importará renúncia da 
solidariedade a propositura de ação pelo credor contra um 
ou alguns dos devedores. Impossibilitando-se a prestação 
por culpa de um dos devedores solidários, subsiste para 
todos o encargo de pagar o equivalente; mas pelas perdas 
e danos só responde o culpado. 
51 
 
 Art. 282. O credor pode renunciar à 
solidariedade em favor de um, de alguns ou 
de todos os devedores. Parágrafo único. Se o 
credor exonerar da solidariedade um ou mais 
devedores, subsistirá a dos demais. 
 Art. 283. O devedor que satisfez a dívida por 
inteiro tem direito a exigir de cada um dos co-
devedores a sua quota, dividindo-se 
igualmente por todos a do insolvente, se o 
houver, presumindo-se iguais, no débito, as 
partes de todos os co-devedores. 
 Art. 284. No caso de rateio entre os co-
devedores, contribuirão também os 
exonerados da solidariedade pelo credor, 
pela parte que na obrigação incumbia ao 
insolvente. 
#06 – Do Adimplemento e Inadimplemento da 
Obrigação 
O terceiro não interessado, que paga a dívida em seu 
próprio nome, tem direito a reembolsar-se do que 
pagar; mas não se sub-roga nos direitos do credor. 
Se pagar antes de vencida a dívida, só terá direito ao 
reembolso no vencimento. 
O pagamento feito por terceiro, com 
desconhecimento ou oposição do devedor, não 
obriga a reembolsar aquele que pagou, se o devedor 
tinha meios para ilidir a ação. 
Não cumprida a obrigação, responde o devedor por 
perdas e danos, mais juros e atualização monetária 
segundo índices oficiais regularmente estabelecidos, 
e honorários de advogado. 
#07 - Das Arras ou Sinal 
 
Nas Arras Penintenciais: 
 Quem pagou o sinal e não executou 
o contrato: A outra parte pode desfazero 
contrato e reter os valores. 
Quem recebeu o sinal e não executou o 
contrato: devolução do sinal mais o seu 
equivalente, com atualização monetária, juros e 
honorários de advogado. 
 
3. Direito dos Contratos 
#08 – Dos Contratos em Geral 
Art. 421-A. Os contratos civis e 
empresariais presumem-se paritários e 
simétricos até a presença de elementos 
concretos que justifiquem o afastamento 
dessa presunção, ressalvados os regimes 
jurídicos previstos em leis especiais, 
garantido também que: 
I - as partes negociantes poderão estabelecer 
parâmetros objetivos para a interpretação das 
cláusulas negociais e de seus pressupostos de revisão 
ou de resolução; 
II - a alocação de riscos definida pelas partes deve ser 
respeitada e observada; e 
III - a revisão contratual somente ocorrerá de maneira 
excepcional e limitada. 
 Vícios Redibitórios: A coisa recebida em virtude de 
contrato comutativo pode ser enjeitada por vícios ou 
defeitos ocultos, que a tornem imprópria ao uso a que é 
destinada, ou lhe diminuam o valor. Essa previsão se aplica 
também às doações onerosas. Se o alienante conhecia o 
vício ou defeito da coisa, restituirá o que recebeu com 
perdas e danos; se o não conhecia, tão-somente restituirá 
o valor recebido, mais as despesas do contrato. A 
responsabilidade do alienante subsiste ainda que a coisa 
pereça em poder do alienatário, se perecer por vício 
oculto, já existente ao tempo da tradição. 
 Prazos: 
 Bens móveis: 30 dias 
(contado a partir da tradição) 
 Bens imóveis: 1 ano (contado 
a partir da tradição) 
 Exceções: 
 1. Se o sujeito já estava na 
posse do bem o prazo cai pela metade, 
contado da conclusão do negócio; 
 2. Quando o vício se conhece posteriormente, 
começa a contar o prazo de seu 
conhecimento. Limita-se o prazo total a 180 
dias (bens móveis) ou 1 ano (bens imóveis). 
 O adquirente deve denunciar o defeito ao 
alienante nos 30 dias seguintes ao seu 
descobrimento, sob pena de decadência. 
 Da Evicção: É a perda judicial da coisa, em virtude de 
sentença judicial, por quem a possuía como sua, em favor 
de terceiro, detentor de direito anterior sobre ela. Podem 
as partes, por cláusula expressa, reforçar, diminuir ou 
excluir a responsabilidade pela evicção. Não pode, 
contudo, o adquirente demandar pela evicção, se sabia 
que a coisa era alheia ou litigiosa. 
 Da Exceção de Contrato não Cumprido: Nos contratos 
bilaterais, nenhum dos contratantes, antes de cumprida a 
sua obrigação, pode exigir o implemento da do outro. Se, 
depois de concluído o contrato, sobrevier a uma das partes 
contratantes diminuição em seu patrimônio capaz de 
comprometer ou tornar duvidosa a prestação pela qual se 
obrigou, pode a outra recusar-se à prestação que lhe 
52 
 
incumbe, até que aquela satisfaça a que lhe compete ou 
dê garantia bastante de satisfazê-la. 
 #09 – Dos Contratos em Espécie 
 Da Compra e Venda: A compra e venda pode ter por 
objeto coisa atual ou futura. Neste caso, ficará sem efeito o 
contrato se esta não vier a existir, salvo se a intenção das 
partes era de concluir contrato aleatório. A fixação do 
preço pode ser deixada ao arbítrio de terceiro, que os 
contratantes logo designarem ou prometerem designar. 
Se o terceiro não aceitar a incumbência, ficará sem efeito o 
contrato, salvo quando acordarem os contratantes 
designar outra pessoa. 
 Nulo é o contrato de compra e venda, quando 
se deixa ao arbítrio exclusivo de uma das 
partes a fixação do preço. 
 
 É anulável a venda de ascendente a 
descendente, salvo se os outros 
descendentes e o cônjuge do alienante 
expressamente houverem consentido. Em 
ambos os casos, dispensa-se o consentimento 
do cônjuge se o regime de bens for o da 
separação obrigatória. Já a doação de 
ascendentes a descendentes, ou de um 
cônjuge a outro, dispensa consentimento pois 
importa adiantamento do que lhes cabe por 
herança. 
 Sob pena de nulidade, não 
podem ser comprados, ainda que em 
hasta pública, pelos servidores 
públicos, em geral, os bens ou direitos 
da pessoa jurídica a que servirem, ou 
que estejam sob sua administração 
direta ou indireta; 
 Se, na venda de um imóvel, se estipular o 
preço por medida de extensão, ou se 
determinar a respectiva área, e esta não 
corresponder, em qualquer dos casos, às 
dimensões dadas, o comprador terá o direito 
de exigir o complemento da área, e, não 
sendo isso possível, o de reclamar a resolução 
do contrato ou abatimento proporcional ao 
preço (venda ad mensuram). Não haverá 
complemento de área, nem devolução de 
excesso, se o imóvel for vendido como coisa 
certa e discriminada, tendo sido apenas 
enunciativa a referência às suas dimensões, 
ainda que não conste, de modo expresso, ter 
sido a venda ad corpus. 
 Contrato de Doação: contrato em que uma pessoa, por 
liberalidade, transfere do seu patrimônio bens ou 
vantagens para o de outra. A doação far-se-á por escritura 
pública ou instrumento particular. A doação verbal será 
válida, se, versando sobre bens móveis e de pequeno 
valor, se lhe seguir incontinenti a tradição. 
 Se o donatário for absolutamente incapaz, 
dispensa-se a aceitação, desde que se trate de 
doação pura. 
 A doação pode ser revogada por ingratidão 
(ex: injúria grave, calúnia, ofensa física, tentou 
contra a vida do doador ou cometeu crime de 
homicídio doloso contra ele) do donatário, ou 
por inexecução do encargo. Não se pode 
renunciar antecipadamente o direito de 
revogar a liberalidade por ingratidão do 
donatário. A doação onerosa pode ser 
revogada por inexecução do encargo, se o 
donatário incorrer em mora. 
CC. Art.564: Não se revogam por ingratidão: 
I - as doações puramente remuneratórias; 
II - as oneradas com encargo já cumprido; 
III - as que se fizerem em cumprimento de obrigação 
natural; 
IV - as feitas para determinado casamento. 
 Da Locação de Coisas: Na locação de coisas, uma das 
partes se obriga a ceder à outra, por tempo determinado 
ou não, o uso e gozo de coisa não fungível, mediante certa 
retribuição. Se, findo o prazo, o locatário continuar na 
posse da coisa alugada, sem oposição do locador, 
presumir-se-á prorrogada a locação pelo mesmo aluguel, 
mas sem prazo determinado. Se, notificado o locatário, não 
restituir a coisa, pagará, enquanto a tiver em seu poder, o 
aluguel que o locador arbitrar, e responderá pelo dano 
que ela venha a sofrer, embora proveniente de caso 
fortuito. 
 Do Empréstimo: Comodato e Mútuo 
 Comodato - O comodato é o empréstimo gratuito 
de coisas não fungíveis. Perfaz-se com a tradição 
do objeto. O comodatário é obrigado a conservar, 
como se sua própria fora, a coisa emprestada, não 
podendo usá-la senão de acordo com o contrato 
ou a natureza dela, sob pena de responder por 
perdas e danos. O comodatário constituído em 
mora, além de por ela responder, pagará, até 
restituí-la, o aluguel da coisa que for arbitrado pelo 
comodante. Se, correndo risco o objeto do 
comodato juntamente com outros do 
comodatário, antepuser este a salvação dos seus 
abandonando o do comodante, responderá pelo 
dano ocorrido, ainda que se possa atribuir a caso 
fortuito, ou força maior. 
 Mútuo - O mútuo é o empréstimo de coisas 
fungíveis. O mutuário é obrigado a restituir ao 
mutuante o que dele recebeu em coisa do mesmo 
gênero, qualidade e quantidade. Este empréstimo 
transfere o domínio da coisa emprestada ao 
mutuário, por cuja conta correm todos os riscos 
dela desde a tradição. 
 Da Empreitada: O empreiteiro de uma obra pode 
contribuir para ela só com seu trabalho ou com ele e os 
materiais. A obrigação de fornecer os materiais não se 
presume; resulta da lei ou da vontade das partes. O 
contrato para elaboração de um projeto não implica a 
obrigação de executá-lo, ou de fiscalizar-lhe a execução. 
Quando o empreiteiro fornece os materiais, correm por 
53 
 
sua conta os riscos até o momento da entrega da obra, a 
contento de quem a encomendou, se este não estiver em 
mora de receber. Mas se estiver, por sua conta correrãoos 
riscos. Se o empreiteiro só forneceu mão-de-obra, todos os 
riscos em que não tiver culpa correrão por conta do dono. 
 Da Comissão: O contrato de comissão tem por objeto a 
aquisição ou a venda de bens pelo comissário, em seu 
próprio nome, à conta do comitente. 
 Da Agência e Distribuição: Pelo contrato de agência, 
uma pessoa assume, em caráter não eventual e sem 
vínculos de dependência, a obrigação de promover, à 
conta de outra, mediante retribuição, a realização de certos 
negócios, em zona determinada, caracterizando-se a 
distribuição quando o agente tiver à sua disposição a 
coisa a ser negociada. O proponente pode conferir 
poderes ao agente para que este o represente na 
conclusão dos contratos. 
 Da Corretagem: Pelo contrato de corretagem, uma 
pessoa, não ligada a outra em virtude de mandato, de 
prestação de serviços ou por qualquer relação de 
dependência, obriga-se a obter para a segunda um ou 
mais negócios, conforme as instruções recebidas. O 
corretor é obrigado a executar a mediação com diligência 
e prudência, e a prestar ao cliente, espontaneamente, 
todas as informações sobre o andamento do negócio. Sob 
pena de responder por perdas e danos, o corretor prestará 
ao cliente todos os esclarecimentos acerca da segurança 
ou do risco do negócio, das alterações de valores e de 
outros fatores que possam influir nos resultados da 
incumbência. 
 
 Do Contrato de Fiança: Pelo contrato de fiança, uma 
pessoa garante satisfazer ao credor uma obrigação 
assumida pelo devedor, caso este não a cumpra. A fiança 
dar-se-á por escrito, e não admite interpretação extensiva. 
O fiador demandado pelo pagamento da dívida tem 
direito a exigir, até a contestação da lide, que sejam 
primeiro executados os bens do devedor. Se o fiador 
alegar esse benefício de ordem, ele deve nomear bens 
do devedor, sitos no mesmo município, livres e 
desembargados, quantos bastem para solver o débito. 
 Art. 828. Não aproveita este benefício ao 
fiador: 
 I - se ele o renunciou expressamente; 
 II - se se obrigou como principal pagador, ou 
devedor solidário; 
 III - se o devedor for insolvente, ou falido. 
 
4. Responsabilidade Civil 
#10 – Da Obrigação de Indenizar 
Aquele que, por ato ilícito, causar dano a outrem, fica 
obrigado a repará-lo. Haverá obrigação de reparar o 
dano, independentemente de culpa, nos casos 
especificados em lei, ou quando a atividade 
normalmente desenvolvida pelo autor do dano 
implicar, por sua natureza, risco para os direitos de 
outrem. 
 Atos Ilícitos: Aquele que, por 
ação ou omissão voluntária, negligência 
ou imprudência, violar direito e causar 
dano a outrem, ainda que 
exclusivamente moral, comete ato 
ilícito. 
Também comete ato ilícito o titular de um direito que, 
ao exercê-lo, excede manifestamente os limites 
impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-
fé ou pelos bons costumes. 
CC. Art. 188. Não constituem atos ilícitos: 
I - os praticados em legítima defesa ou no exercício 
regular de um direito reconhecido; 
II - a deterioração ou destruição da coisa alheia, ou a 
lesão a pessoa, a fim de remover perigo iminente. 
Parágrafo único. No caso do inciso II, o ato será 
legítimo somente quando as circunstâncias o 
tornarem absolutamente necessário, não excedendo 
os limites do indispensável para a remoção do perigo. 
Se a pessoa lesada, ou o dono da coisa, no caso do 
inciso II do art. 188, não forem culpados do perigo, 
assistir-lhes-á direito à indenização do prejuízo que 
sofreram. Se o perigo ocorrer por culpa de terceiro, 
contra este terá o autor do dano ação regressiva para 
haver a importância que tiver ressarcido ao lesado. A 
mesma ação competirá contra aquele em defesa de 
quem se causou o dano (art. 188, inciso I). 
 
Essas pessoas responderão pelos atos praticados 
pelos terceiros ali referidos ainda que não haja 
culpa de sua parte (responsabilidade objetiva). 
54 
 
Aquele que ressarcir o dano causado por outrem 
pode reaver o que houver pago daquele por quem 
pagou, salvo se o causador do dano for 
descendente seu, absoluta ou relativamente 
incapaz. 
O dono de edifício ou construção responde pelos 
danos que resultarem de sua ruína, se esta provier de 
falta de reparos, cuja necessidade fosse manifesta. 
Aquele que habitar prédio, ou parte dele, responde 
pelo dano proveniente das coisas que dele caírem ou 
forem lançadas em lugar indevido. 
#11 – Da Indenização: 
A indenização mede-se pela extensão do dano. 
CC. Art. 949. No caso de lesão ou outra ofensa à 
saúde, o ofensor indenizará o ofendido das despesas 
do tratamento e dos lucros cessantes até ao fim da 
convalescença, além de algum outro prejuízo que o 
ofendido prove haver sofrido. 
Art. 950. Se da ofensa resultar defeito pelo qual o 
ofendido não possa exercer o seu ofício ou profissão, 
ou se lhe diminua a capacidade de trabalho, a 
indenização, além das despesas do tratamento e 
lucros cessantes até ao fim da convalescença, incluirá 
pensão correspondente à importância do trabalho 
para que se inabilitou, ou da depreciação que ele 
sofreu. Parágrafo único: O prejudicado, se preferir, 
poderá exigir que a indenização seja arbitrada e paga 
de uma só vez. 
O disposto acima aplica-se ainda no caso de 
indenização devida por aquele que, no exercício de 
atividade profissional, por negligência, imprudência 
ou imperícia, causar a morte do paciente, agravar-lhe 
o mal, causar-lhe lesão, ou inabilitá-lo para o trabalho. 
 
5. Direito das Coisas 
#12 – Classificação da Posse 
 
A posse de boa-fé só perde este caráter no caso e 
desde o momento em que as circunstâncias façam 
presumir que o possuidor não ignora que possui 
indevidamente. 
# 13 – Efeitos da Posse: O possuidor tem direito a 
ser mantido na posse em caso de turbação, 
restituído no de esbulho, e segurado de violência 
iminente, se tiver justo receio de ser molestado. O 
possuidor turbado, ou esbulhado, poderá manter-se 
ou restituir-se por sua própria força, contanto que o 
faça logo; os atos de defesa, ou de desforço, não 
podem ir além do indispensável à manutenção, ou 
restituição da posse. Não obsta à manutenção ou 
reintegração na posse a alegação de propriedade, ou 
de outro direito sobre a coisa. 
 O possuidor de má-fé responde por todos os frutos 
colhidos e percebidos, bem como pelos que, por culpa 
sua, deixou de perceber, desde o momento em que se 
constituiu de má-fé; tem direito às despesas da produção 
e custeio. 
 O possuidor de boa-fé tem direito à indenização das 
benfeitorias necessárias e úteis, bem como, quanto às 
voluptuárias, se não lhe forem pagas, a levantá-las, quando 
o puder sem detrimento da coisa, e poderá exercer o 
direito de retenção pelo valor das benfeitorias necessárias 
e úteis. Ao possuidor de má-fé serão ressarcidas somente 
as benfeitorias necessárias; não lhe assiste o direito de 
retenção pela importância destas, nem o de levantar as 
voluptuárias. 
 #14 – Dos Direitos Reais 
 Os direitos reais sobre coisas móveis, quando 
constituídos, ou transmitidos por atos entre vivos, só se 
adquirem com a tradição. Os direitos reais sobre imóveis 
constituídos, ou transmitidos por atos entre vivos, só se 
adquirem com o registro no Cartório de Registro de 
Imóveis dos referidos títulos salvo os casos expressos no 
Código Civil. 
#14 – Usucapião: 
 Ordinária: Rural e urbana; Prazo de 10 anos; Requisitos: 
Boa-fé, com justo título 
 Extraordinária: Rural e urbana; Prazo de 15 anos - reduz 
para 10 anos se o possuidor estabeleceu sua moradia ou 
realizou obras/serviços de caráter produtivo. 
 Constitucional: Rural e urbana; Prazo de 5 anos; Pode ser: 
• Urbano (Especial, Pro moradia): Área de até 250 m²; Sem 
oposição; Moradia sua ou de família; Não ser proprietário 
de outro imóvel; Não pode usucapir deste modo mais de 
uma vez; 
• Rurais (Especial, Pro labore): Área de até 50 ha; Sem 
oposição; Tornar produtiva e ter moradia; Não ser 
proprietário de outro imóvel. 
 Familiar: Somente urbana; Prazo de 2 anos; Requisitos:intervenção 
pontual e sumária, para esclarecer equívoco ou dúvida 
surgida em relação a fatos, a documentos ou a 
afirmações que influam na decisão; 
XIII - examinar, em qualquer órgão dos Poderes 
Judiciário e Legislativo, ou da Administração Pública 
em geral, autos de processos findos ou em 
andamento, mesmo sem procuração, quando não 
estiverem sujeitos a sigilo ou segredo de justiça, 
assegurada a obtenção de cópias, com possibilidade 
de tomar apontamentos; 
 As autoridades e os servidores públicos dos 
Poderes da República, os serventuários da 
Justiça e os membros do Ministério Público 
devem dispensar ao advogado, no exercício 
da profissão, tratamento compatível com a 
dignidade da advocacia e condições 
adequadas a seu desempenho, preservando 
e resguardando, de ofício, a imagem, a 
reputação e a integridade do advogado nos 
termos desta Lei. Durante as audiências de 
instrução e julgamento realizadas no Poder 
Judiciário, nos procedimentos de jurisdição 
contenciosa ou voluntária, os advogados do 
autor e do requerido devem permanecer no 
mesmo plano topográfico e em posição 
equidistante em relação ao magistrado que as 
presidir. 
 A medida judicial cautelar que importe na 
violação do escritório ou do local de trabalho 
do advogado será determinada em hipótese 
excepcional, desde que exista fundamento 
em indício, pelo órgão acusatório. Deve, 
ainda, ser cumprida na presença de 
representante da OAB. É vedada a 
determinação dessa medida se fundada 
exclusivamente em elementos produzidos 
em declarações do colaborador sem 
confirmação por outros meios de prova. 
 O representante da OAB que acompanhar a 
medida tem o direito a ser respeitado pelos 
agentes responsáveis pelo cumprimento do 
mandado de busca e apreensão, sob pena de 
abuso de autoridade, e o dever de zelar pelo 
fiel cumprimento do objeto da investigação, 
bem como de impedir que documentos, 
mídias e objetos não relacionados à 
investigação, especialmente de outros 
processos do mesmo cliente ou de outros 
clientes que não sejam pertinentes à 
persecução penal, sejam analisados, 
fotografados, filmados, retirados ou 
apreendidos do escritório de advocacia. 
7 
 
 No caso de inviabilidade técnica quanto à 
segregação da documentação, da mídia ou 
dos objetos não relacionados à investigação, 
em razão da sua natureza ou volume, no 
momento da execução da decisão judicial de 
apreensão ou de retirada do material, a cadeia 
de custódia preservará o sigilo do seu 
conteúdo, assegurada a presença do 
representante da OAB. 
 É vedado ao advogado efetuar colaboração 
premiada contra quem seja ou tenha sido seu 
cliente, e a inobservância disso importará em 
processo disciplinar, que poderá culminar 
com a aplicação da sanção de exclusão, sem 
prejuízo das penas previstas no art. 154 do 
Código Penal. 
 Cabe, privativamente, ao Conselho Federal da 
OAB, em processo disciplinar próprio, dispor, 
analisar e decidir sobre a prestação efetiva do 
serviço jurídico realizado pelo advogado. 
Cabe também ao Conselho Federal da OAB 
dispor, analisar e decidir sobre os honorários 
advocatícios dos serviços jurídicos realizados 
pelo advogado, resguardado o sigilo, 
observado o disposto no inciso XXXV do 
caput do art. 5º da Constituição Federal. É 
nulo o ato que violar essa competência 
privativa. 
 São direitos das advogadas, dentre outros: 
I – gestante: a) entrada em tribunais sem ser submetida 
a detectores de metais e aparelhos de raios X; e b) 
reserva de vaga em garagens dos fóruns dos tribunais; 
III - gestante, lactante, adotante ou que der à luz, 
preferência na ordem das sustentações orais e das 
audiências a serem realizadas a cada dia, mediante 
comprovação de sua condição; 
IV - adotante ou que der à luz, suspensão de prazos 
processuais quando for a única patrona da causa, 
desde que haja notificação por escrito ao cliente. 
#04 – Do Instrumento de Mandato 
Art. 5º O advogado postula, em juízo ou fora dele, 
fazendo prova do mandato. 
§ 1º O advogado, afirmando urgência, pode atuar sem 
procuração, obrigando-se a apresentá-la no prazo de 
15 (quinze) dias, prorrogável por igual período. 
§ 2º A procuração para o foro em geral habilita o 
advogado a praticar todos os atos judiciais, em 
qualquer juízo ou instância, salvo os que exijam 
poderes especiais. 
§ 3º O advogado que renunciar ao mandato 
continuará, durante os 10 (dez) dias seguintes à 
notificação da renúncia, a representar o mandante, 
salvo se for substituído antes do término desse prazo. 
§ 4º As atividades de consultoria e assessoria jurídicas 
podem ser exercidas de modo verbal ou por escrito, a 
critério do advogado e do cliente, e independem de 
outorga de mandato ou de formalização por contrato 
de honorários. 
O advogado deve notificar o cliente da renúncia ao 
mandato, preferencialmente mediante carta com 
aviso de recepção, comunicando, após, o Juízo. A 
renúncia ao patrocínio deve ser feita sem menção do 
motivo que a determinou, fazendo cessar a 
responsabilidade profissional pelo acompanhamento 
da causa, uma vez decorrido o prazo previsto acima. A 
renúncia ao mandato não exclui responsabilidade por 
danos eventualmente causados ao cliente ou a 
terceiros. 
O substabelecimento do mandato, com reserva de 
poderes, é ato pessoal do advogado da causa. O 
substabelecimento do mandato sem reserva de 
poderes exige o prévio e inequívoco conhecimento 
do cliente. O substabelecido com reserva de poderes 
deve ajustar antecipadamente seus honorários com o 
substabelecente. 
O advogado não deve aceitar procuração de quem já 
tenha patrono constituído, sem prévio conhecimento 
deste, salvo por motivo plenamente justificável ou 
para adoção de medidas judiciais urgentes e 
inadiáveis. 
A revogação do mandato judicial por vontade do 
cliente não o desobriga do pagamento das verbas 
honorárias contratadas, assim como não retira o 
direito do advogado de receber o quanto lhe seja 
devido em eventual verba honorária de sucumbência, 
calculada proporcionalmente em face do serviço 
efetivamente prestado. 
#05 - Sociedade de Advogados 
 A sociedade de advogados, reconhecida 
como uma sociedade simples de prestação 
de serviço, poderá ser classificada como: 
 Pluripessoal: dois ou mais advogados se 
reúnem em uma sociedade civil para a 
prestação de serviços advocatícios; 
 Unipessoal: O advogado poderá concentrar 
todas as quotas da sociedade em seu nome. 
A sociedade de advogados e a sociedade unipessoal 
de advocacia adquirem personalidade jurídica com o 
registro aprovado dos seus atos constitutivos no 
Conselho Seccional da OAB em cuja base territorial 
tiver sede. 
 NÃO serão admitidas a registros, nem podem 
funcionar, as sociedades: 
 que apresentem forma ou características de 
sociedade empresária; 
 que adotem denominação de fantasia; 
 que realizem atividades estranhas à 
advocacia; 
 que incluam como sócio ou titular de 
sociedade unipessoal de advocacia pessoa 
não inscrita como advogado ou totalmente 
proibida de advogar. 
8 
 
O impedimento ou a incompatibilidade em caráter 
temporário do advogado não o exclui da sociedade 
de advogados à qual pertença e deve ser averbado 
no registro da sociedade, sendo proibida, em 
qualquer hipótese, a exploração de seu nome e de 
sua imagem em favor da sociedade. 
 Nas sociedades de advogados, a escolha do 
sócio-administrador poderá recair sobre 
advogado que atue como servidor da 
administração direta, indireta e fundacional, 
desde que não esteja sujeito ao regime de 
dedicação exclusiva, não lhe sendo aplicável 
o disposto no inciso X do caput do art. 117 da 
Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990, no 
que se refere à sociedade de advogados. 
As procurações devem ser outorgadas 
individualmente aos advogados e indicar a sociedade 
de que façam parte. Os advogados sócios de uma 
mesma sociedade profissional não podem 
representar em juízo clientes de interesses opostos. 
A sociedade de advogados e a 
sociedade unipessoal de advocacia 
podem terPosse com exclusividade, sobre imóvel urbano de até 
250m², cuja propriedade divida com ex-cônjuge ou ex-
companheiro que abandonou o lar, utilizando-o para sua 
moradia ou de sua família, adquirir-lhe-á o domínio 
integral, desde que não seja proprietário de outro imóvel 
urbano ou rural; Esse direito não será reconhecido ao 
mesmo possuidor mais de uma vez. 
55 
 
 Poderá o possuidor requerer ao juiz seja 
declarada adquirida, mediante usucapião, a 
propriedade imóvel. Essa declaração 
constituirá título hábil para o registro no 
Cartório de Registro de Imóveis. A usucapião 
é hipótese de aquisição originária da 
propriedade. 
 Das Construções e Plantações: Aquele que 
semeia, planta ou edifica em terreno alheio 
perde, em proveito do proprietário, as 
sementes, plantas e construções; se procedeu 
de boa-fé, terá direito a indenização. Se a 
construção ou a plantação exceder 
consideravelmente o valor do terreno, aquele 
que, de boa-fé, plantou ou edificou, adquirirá 
a propriedade do solo, mediante pagamento 
da indenização fixada judicialmente, se não 
houver acordo. 
 Da Passagem Forçada: O dono do prédio 
que não tiver acesso a via pública, nascente ou 
porto, pode, mediante pagamento de 
indenização cabal, constranger o vizinho a lhe 
dar passagem, cujo rumo será judicialmente 
fixado, se necessário. Sofrerá o 
constrangimento o vizinho cujo imóvel mais 
natural e facilmente se prestar à passagem. Se 
ocorrer alienação parcial do prédio, de modo 
que uma das partes perca o acesso a via 
pública, nascente ou porto, o proprietário da 
outra deve tolerar a passagem. 
 Condomínio Edilício: O condômino, ou 
possuidor, que não cumpre reiteradamente 
com os seus deveres perante o condomínio 
poderá, por deliberação de 3/4 dos 
condôminos restantes, ser constrangido a 
pagar multa correspondente até ao quíntuplo 
do valor atribuído à contribuição para as 
despesas condominiais, conforme a 
gravidade das faltas e a reiteração, 
independentemente das perdas e danos que 
se apurem. O condômino ou possuidor que, 
por seu reiterado comportamento anti-social, 
gerar incompatibilidade de convivência com 
os demais condôminos ou possuidores, 
poderá ser constrangido a pagar multa 
correspondente ao décuplo do valor 
atribuído à contribuição para as despesas 
condominiais, até ulterior deliberação da 
assembléia. 
 Condomínio em Multipropriedade: Regime 
de condomínio em que cada um dos 
proprietários de um mesmo imóvel é titular de 
uma fração de tempo, à qual corresponde a 
faculdade de uso e gozo, com exclusividade, 
da totalidade do imóvel, a ser exercida pelos 
proprietários de forma alternada. São direitos 
do multiproprietário, além daqueles previstos 
no instrumento de instituição e na convenção 
de condomínio em multipropriedade: ceder a 
fração de tempo em locação ou comodato. 
 Da Laje: O proprietário de uma construção-
base poderá ceder a superfície superior ou 
inferior de sua construção a fim de que o 
titular da laje mantenha unidade distinta 
daquela originalmente construída sobre o 
solo. O titular da laje poderá ceder a 
superfície de sua construção para a instituição 
de um sucessivo direito real de laje, desde 
que haja autorização expressa dos titulares da 
construção-base e das demais lajes. 
6. Direito de Família 
#15 – Proteção dos filhos: A guarda será unilateral 
ou compartilhada e poderá ser requerida por 
consenso dos pais ou decretada pelo juiz, em 
atenção a necessidades específicas do filho, ou em 
razão da distribuição de tempo necessário ao 
convívio deste com o pai e com a mãe. 
#16 – Suspensão e Extinção do Poder Familiar: 
Art. 1.635. Extingue-se o poder familiar: I - pela morte 
dos pais ou do filho; II - pela emancipação, nos termos 
do art. 5º, parágrafo único; III - pela maioridade; IV - 
pela adoção; V - por decisão judicial, na forma do 
artigo 1.638. 
Art. 1.638. Perderá por ato judicial o poder familiar o 
pai ou a mãe que: I - castigar imoderadamente o filho; 
II - deixar o filho em abandono; (...) V - entregar de 
forma irregular o filho a terceiros para fins de adoção. 
Parágrafo único. Perderá também por ato judicial o 
poder familiar aquele que: I – praticar contra outrem 
igualmente titular do mesmo poder familiar: a) 
homicídio, feminicídio ou lesão corporal de natureza 
grave ou seguida de morte, quando se tratar de crime 
doloso envolvendo violência doméstica e familiar ou 
menosprezo ou discriminação à condição de mulher; 
b) estupro ou outro crime contra a dignidade sexual 
sujeito à pena de reclusão (...). 
#17 – Regime de Bens: O CC/2002 prefixa 4 regimes 
de bens: comunhão parcial de bens, comunhão total 
ou universal de bens, separação convencional ou 
legal de bens e participação final de aquestos. O 
pacto antenupcial é obrigatório sempre que o 
regime de bens escolhido pelos nubentes seja 
qualquer outro que não o regime de comunhão 
parcial de bens. O pacto deve ser feito por escritura 
pública, sob pena de nulidade. 
Nenhum dos cônjuges pode, sem autorização do 
outro, exceto no regime da separação absoluta: I - 
alienar ou gravar de ônus real os bens imóveis; II - 
pleitear, como autor ou réu, acerca desses bens ou 
direitos; III - prestar fiança ou aval; IV - fazer doação, 
não sendo remuneratória, de bens comuns, ou dos 
que possam integrar futura meação. Se um dos 
cônjuges negar vênia para a realização dos negócios 
jurídicos supramencionados, sem justo motivo, ou se 
lhe é impossível concedê-la (se está em coma, por 
exemplo), o outro pode requerer suprimento da 
56 
 
outorga. No entanto, a falta de autorização ou do 
suprimento judicial torna anulável o ato. O outro 
cônjuge pode pleitear a anulação no prazo 
decadencial de 2 anos, contados do término da 
sociedade conjugal. 
 Regime de Comunhão Parcial de Bens: 
Regime em que os bens adquiridos antes da 
união formam o patrimônio individual de cada 
cônjuge, ao passo que o patrimônio adquirido 
depois da constância da união forma o 
patrimônio comum, em comunhão. 
Art. 1.659. Excluem-se da comunhão: I - os bens que 
cada cônjuge possuir ao casar, e os que lhe 
sobrevierem, na constância do casamento, por 
doação ou sucessão, e os sub-rogados em seu lugar; 
II - os bens adquiridos com valores exclusivamente 
pertencentes a um dos cônjuges em sub-rogação dos 
bens particulares; III - as obrigações anteriores ao 
casamento; IV - as obrigações provenientes de atos 
ilícitos, salvo reversão em proveito do casal; V - os 
bens de uso pessoal, os livros e instrumentos de 
profissão; VI - os proventos do trabalho pessoal de 
cada cônjuge; VII - as pensões, meios-soldos, 
montepios e outras rendas semelhantes. 
Art. 1.660. Entram na comunhão: I - os bens 
adquiridos na constância do casamento por título 
oneroso, ainda que só em nome de um dos cônjuges; 
II - os bens adquiridos por fato eventual, com ou sem 
o concurso de trabalho ou despesa anterior; III - os 
bens adquiridos por doação, herança ou legado, em 
favor de ambos os cônjuges; IV - as benfeitorias em 
bens particulares de cada cônjuge; V - os frutos dos 
bens comuns, ou dos particulares de cada cônjuge, 
percebidos na constância do casamento, ou 
pendentes ao tempo de cessar a comunhão. 
#18 – Alimentos: 
São devidos os alimentos quando quem os pretende 
não tem bens suficientes, nem pode prover, pelo seu 
trabalho, à própria mantença, e aquele, de quem se 
reclamam, pode fornecê-los, sem desfalque do 
necessário ao seu sustento. O direito à prestação de 
alimentos é recíproco entre pais e filhos, e extensivo 
a todos os ascendentes, recaindo a obrigação nos 
mais próximos em grau, uns em falta de outros. Na 
falta dos ascendentes cabe a obrigação aos 
descendentes, guardada a ordem de sucessão e, 
faltando estes, aos irmãos, assim germanos como 
unilaterais. Se, fixados os alimentos, sobrevier 
mudança na situação financeira de quem os supre, ou 
na de quem os recebe, poderá o interessado 
reclamar ao juiz, conforme as circunstâncias, 
exoneração, redução ou majoração do encargo. 
CC. Art. 1.694.Podem os parentes, os cônjuges ou 
companheiros pedir uns aos outros os alimentos de 
que necessitem para viver de modo compatível com a 
sua condição social, inclusive para atender às 
necessidades de sua educação. 
§ 1º Os alimentos devem ser fixados na proporção das 
necessidades do reclamante e dos recursos da 
pessoa obrigada. 
§ 2º Os alimentos serão apenas os indispensáveis à 
subsistência, quando a situação de necessidade 
resultar de culpa de quem os pleiteia. 
Art. 1.695. São devidos os alimentos quando quem os 
pretende não tem bens suficientes, nem pode prover, 
pelo seu trabalho, à própria mantença, e aquele, de 
quem se reclamam, pode fornecê-los, sem desfalque 
do necessário ao seu sustento. 
Art. 1.696. O direito à prestação de alimentos é 
recíproco entre pais e filhos, e extensivo a todos os 
ascendentes, recaindo a obrigação nos mais 
próximos em grau, uns em falta de outros. 
Art. 1.697. Na falta dos ascendentes cabe a obrigação 
aos descendentes, guardada a ordem de sucessão e, 
faltando estes, aos irmãos, assim germanos como 
unilaterais. 
Art. 1.698. Se o parente, que deve alimentos em 
primeiro lugar, não estiver em condições de suportar 
totalmente o encargo, serão chamados a concorrer os 
de grau imediato; sendo várias as pessoas obrigadas 
a prestar alimentos, todas devem concorrer na 
proporção dos respectivos recursos, e, intentada ação 
contra uma delas, poderão as demais ser chamadas a 
integrar a lide. 
Art. 1.699. Se, fixados os alimentos, sobrevier 
mudança na situação financeira de quem os supre, ou 
na de quem os recebe, poderá o interessado reclamar 
ao juiz, conforme as circunstâncias, exoneração, 
redução ou majoração do encargo. 
Art. 1.700. A obrigação de prestar alimentos 
transmite-se aos herdeiros do devedor, na forma do 
art. 1.694. 
Art. 1.701. A pessoa obrigada a suprir alimentos 
poderá pensionar o alimentando, ou dar-lhe 
hospedagem e sustento, sem prejuízo do dever de 
prestar o necessário à sua educação, quando menor. 
Parágrafo único. Compete ao juiz, se as circunstâncias 
o exigirem, fixar a forma do cumprimento da 
prestação. 
Art. 1.702. Na separação judicial litigiosa, sendo um 
dos cônjuges inocente e desprovido de recursos, 
prestar-lhe-á o outro a pensão alimentícia que o juiz 
fixar, obedecidos os critérios estabelecidos no art. 
1.694. 
Art. 1.703. Para a manutenção dos filhos, os cônjuges 
separados judicialmente contribuirão na proporção 
de seus recursos. 
Art. 1.704. Se um dos cônjuges separados 
judicialmente vier a necessitar de alimentos, será o 
outro obrigado a prestá-los mediante pensão a ser 
57 
 
fixada pelo juiz, caso não tenha sido declarado 
culpado na ação de separação judicial. 
Parágrafo único. Se o cônjuge declarado culpado vier 
a necessitar de alimentos, e não tiver parentes em 
condições de prestá-los, nem aptidão para o trabalho, 
o outro cônjuge será obrigado a assegurá-los, fixando 
o juiz o valor indispensável à sobrevivência. 
Art. 1.705. Para obter alimentos, o filho havido fora do 
casamento pode acionar o genitor, sendo facultado 
ao juiz determinar, a pedido de qualquer das partes, 
que a ação se processe em segredo de justiça. 
Art. 1.706. Os alimentos provisionais serão fixados 
pelo juiz, nos termos da lei processual. 
Art. 1.707. Pode o credor não exercer, porém lhe é 
vedado renunciar o direito a alimentos, sendo o 
respectivo crédito insuscetível de cessão, 
compensação ou penhora. 
Art. 1.708. Com o casamento, a união estável ou o 
concubinato do credor, cessa o dever de prestar 
alimentos. 
Parágrafo único. Com relação ao credor cessa, 
também, o direito a alimentos, se tiver procedimento 
indigno em relação ao devedor. 
Art. 1.709. O novo casamento do cônjuge devedor 
não extingue a obrigação constante da sentença de 
divórcio. 
Art. 1.710. As prestações alimentícias, de qualquer 
natureza, serão atualizadas segundo índice oficial 
regularmente estabelecido. 
7. Direito das Sucessões 
#19 – Sucessão Geral: Aberta a sucessão, a herança 
transmite-se, desde logo, aos herdeiros legítimos e 
testamentários (Princípio da Saisine). Havendo 
herdeiros necessários, o testador só poderá dispor 
da metade da herança. 
#20 – Renúncia da Herança: Quando o herdeiro 
prejudicar os seus credores, renunciando à herança, 
poderão eles, com autorização do juiz, aceitá-la em 
nome do renunciante. A habilitação dos credores se 
fará no prazo de 30 dias seguintes ao conhecimento 
do fato. Pagas as dívidas do renunciante, prevalece a 
renúncia quanto ao remanescente, que será 
devolvido aos demais herdeiros. 
#21 - Da Sucessão Legítima: Defere-se na seguinte 
ordem: 
 Descendentes, em concorrência com o 
cônjuge/companheiro, salvo se casado este com o falecido 
no regime da comunhão universal de bens, separação 
obrigatória/legal de bens, comunhão parcial sem bens 
particulares do falecido; 
 Ascendentes, em concorrência com o 
cônjuge/companheiro; 
 Cônjuge sobrevivente: se torna herdeiro universal se o 
falecido não tem ascendentes nem descendentes, mas só 
colaterais; 
 Colaterais. 
São herdeiros necessários os 
descendentes, os ascendentes e o 
cônjuge. Pertence aos herdeiros 
necessários, de pleno direito, a metade 
dos bens da herança, constituindo a 
legítima. 
O herdeiro necessário, a quem o testador deixar a sua 
parte disponível (50% da herança), ou algum legado, 
não perderá o direito à legítima. 
Para excluir da sucessão os herdeiros colaterais, basta 
que o testador disponha de seu patrimônio sem os 
contemplar. 
Os descendentes da mesma classe têm os mesmos 
direitos à sucessão de seus ascendentes. 
Na linha descendente, os filhos sucedem por cabeça, 
e os outros descendentes, por cabeça ou por estirpe, 
conforme se achem ou não no mesmo grau. 
Na falta de descendentes, são chamados à sucessão 
os ascendentes, em concorrência com o cônjuge 
sobrevivente. Na classe dos ascendentes, o grau mais 
próximo exclui o mais remoto, sem distinção de 
linhas. 
Concorrendo com ascendente em 1º grau, ao 
cônjuge tocará 1/3 da herança; caber-lhe-á a metade 
desta se houver um só ascendente, ou se maior for 
aquele grau. 
Ao cônjuge sobrevivente, qualquer que seja o regime 
de bens, será assegurado, sem prejuízo da 
participação que lhe caiba na herança, o direito real 
de habitação relativamente ao imóvel destinado à 
residência da família, desde que seja o único daquela 
natureza a inventariar. 
#22 - Direito de Representação: ocorre quando a lei 
chama certos parentes do falecido a suceder em 
todos os direitos, em que ele sucederia, se vivo 
fosse. 
#23 – Deserdação: Os herdeiros necessários podem 
ser privados de sua legítima nos casos de 
indignidade ou quando houver: Ofensa física; Injúria 
grave; Relações ilícitas com a madrasta ou com o 
padrasto; Desamparo do ascendente em alienação 
mental ou grave enfermidade. 
#24 – Sucessão Testamentária: O testamento é ato 
personalíssimo, podendo ser mudado a qualquer 
tempo. Não podem testar os incapazes e aqueles 
que, no ato de fazê-lo, não tiverem pleno 
discernimento. Podem testar os maiores de 16 anos. 
Podem ser chamados a suceder: I - os filhos, ainda 
não concebidos, de pessoas indicadas pelo testador, 
desde que vivas estas ao abrir-se a sucessão; II - as 
pessoas jurídicas; III - as pessoas jurídicas, cuja 
58 
 
organização for determinada pelo testador sob a 
forma de fundação. O testamento pode ser revogado 
pelo mesmo modo e forma como pode ser feito. 
87. Lei de Locações 
#25 – Direito de Preferência: 
Lei 8.245/91. Art. 27. No caso de venda, promessa 
de venda, cessão ou promessa de cessão de direitos 
ou dação em pagamento, o locatário tem preferência 
para adquirir o imóvel locado, em igualdade de 
condições com terceiros, devendo o locador dar - lhe 
conhecimento do negócio mediante notificação 
judicial, extrajudicial ou outro meio de ciência 
inequívoca. 
Parágrafo único. A comunicação deverá conter todas 
as condições do negócio e, em especial, o preço, a 
forma de pagamento, a existênciade ônus reais, bem 
como o local e horário em que pode ser examinada a 
documentação pertinente. 
Art. 28. O direito de preferência do locatário caducará 
se não manifestada, de maneira inequívoca, sua 
aceitação integral à proposta, no prazo de trinta dias. 
Art. 29. Ocorrendo aceitação da proposta, pelo 
locatário, a posterior desistência do negócio pelo 
locador acarreta, a este, responsabilidade pelos 
prejuízos ocasionados, inclusive lucros cessantes. 
Art. 30. Estando o imóvel sublocado em sua 
totalidade, caberá a preferência ao sublocatário e, em 
seguida, ao locatário. Se forem vários os 
sublocatários, a preferência caberá a todos, em 
comum, ou a qualquer deles, se um só for o 
interessado. 
Parágrafo único. Havendo pluralidade de 
pretendentes, caberá a preferência ao locatário mais 
antigo, e, se da mesma data, ao mais idoso. 
Art. 31. Em se tratando de alienação de mais de uma 
unidade imobiliária, o direito de preferência incidirá 
sobre a totalidade dos bens objeto da alienação. 
Art. 32. O direito de preferência não alcança os casos 
de perda da propriedade ou venda por decisão 
judicial, permuta, doação, integralização de capital, 
cisão, fusão e incorporação. 
Parágrafo único. Nos contratos firmados a partir de 1o 
de outubro de 2001, o direito de preferência de que 
trata este artigo não alcançará também os casos de 
constituição da propriedade fiduciária e de perda da 
propriedade ou venda por quaisquer formas de 
realização de garantia, inclusive mediante leilão 
extrajudicial, devendo essa condição constar 
expressamente em cláusula contratual específica, 
destacando-se das demais por sua apresentação 
gráfica. (Incluído pela Lei nº 10.931, de 2004) 
Art. 33. O locatário preterido no seu direito de 
preferência poderá reclamar do alienante as perdas e 
danos ou, depositando o preço e demais despesas do 
ato de transferência, haver para si o imóvel locado, se 
o requerer no prazo de seis meses, a contar do 
registro do ato no cartório de imóveis, desde que o 
contrato de locação esteja averbado pelo menos 
trinta dias antes da alienação junto à matrícula do 
imóvel. 
Parágrafo único. A averbação far - se - á à vista de 
qualquer das vias do contrato de locação desde que 
subscrito também por duas testemunhas. 
Art. 34. Havendo condomínio no imóvel, a preferência 
do condômino terá prioridade sobre a do locatário. 
#26 – Locações Residenciais: 
Lei 8.245/91. Art. 46. Nas locações ajustadas por 
escrito e por prazo igual ou superior a trinta meses, a 
resolução do contrato ocorrerá findo o prazo 
estipulado, independentemente de notificação ou 
aviso. 
§ 1º Findo o prazo ajustado, se o locatário continuar 
na posse do imóvel alugado por mais de trinta dias 
sem oposição do locador, presumir - se - á prorrogada 
a locação por prazo indeterminado, mantidas as 
demais cláusulas e condições do contrato. 
§ 2º Ocorrendo a prorrogação, o locador poderá 
denunciar o contrato a qualquer tempo, concedido o 
prazo de trinta dias para desocupação. 
Art. 47. Quando ajustada verbalmente ou por escrito 
e como prazo inferior a trinta meses, findo o prazo 
estabelecido, a locação prorroga - se 
automaticamente, por prazo indeterminado, somente 
podendo ser retomado o imóvel: 
I - Nos casos do art. 9º; 
II - em decorrência de extinção do contrato de 
trabalho, se a ocupação do imóvel pelo locatário 
relacionada com o seu emprego; 
III - se for pedido para uso próprio, de seu cônjuge ou 
companheiro, ou para uso residencial de ascendente 
ou descendente que não disponha, assim como seu 
cônjuge ou companheiro, de imóvel residencial 
próprio; 
IV - se for pedido para demolição e edificação 
licenciada ou para a realização de obras aprovadas 
pelo Poder Público, que aumentem a área construída, 
em, no mínimo, vinte por cento ou, se o imóvel for 
destinado a exploração de hotel ou pensão, em 
cinqüenta por cento; 
V - se a vigência ininterrupta da locação ultrapassar 
cinco anos. 
§ 1º Na hipótese do inciso III, a necessidade deverá 
ser judicialmente demonstrada, se: 
a) O retomante, alegando necessidade de usar o 
imóvel, estiver ocupando, com a mesma finalidade, 
outro de sua propriedade situado nas mesma 
59 
 
localidade ou, residindo ou utilizando imóvel alheio, 
já tiver retomado o imóvel anteriormente; 
b) o ascendente ou descendente, beneficiário da 
retomada, residir em imóvel próprio. 
§ 2º Nas hipóteses dos incisos III e IV, o retomante 
deverá comprovar ser proprietário, promissário 
comprador ou promissário cessionário, em caráter 
irrevogável, com imissão na posse do imóvel e título 
registrado junto à matrícula do mesmo. 
 
DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE 
1. Direito à convivência comunitária e familiar 
#01 – Adoção 
 Entrega para adoção: 19-A, ECA 
a) desejando entregar seu filho para adoção, a 
gestante ou mãe deve ser encaminhada à 
Justiça da Infância e Juventude, onde ela 
será ouvida por equipe multiprofissional e 
receberá atendimento especializado (estado 
gestacional/puerperal). 
b) Antes da entrega a adoção, é realizada uma 
busca pela família extensa (parentes 
próximos) pelo prazo máximo de 90 dias 
c) Após o nascimento, é necessário que a mãe 
confirme em audiência a sua intenção. 
d) Caso a criança esteja em situação de guarda 
durante o procedimento de entrega para 
adoção, os detentores desta têm 15 dias para 
propor ação de adoção a contar do término 
do estágio de convivência. 
e) Caso os pais desistam da entrega da criança, 
esta permanece com eles, os quais receberão 
acompanhamento familiar pelo prazo de 180 
dias. 
 Requisitos subjetivos: 
Habilitados no Cadastro Nacional de Adoção (por 
ordem cronológica) 
 EXCEÇÕES: 
a) Adoção unilateral (padrasto ou madrasta) 
b) Por parente com sócio afetividade (exceto 
irmãos ou ascendentes - impedidos de 
adotar) 
c) Tutor ou guardião de criança maior de 03 
anos com sócio afetividade e ausência de 
má-fé. 
idoneidade e voluntariedade do adotante 
 Requisitos objetivos: 
Consentimento (retratável até a audiência de 
ratificação ou até 10 dias da publicação da sentença) 
ou destituição por ação judicial 
Oitiva: se possível da criança e obrigatória do 
adolescente (poder de veto) 
Estágio de convivência: 
 Nacional: fixada pelo juiz (até 90 dias), 
podendo ser dispensada em caso de prévia 
guarda, tutela ou vínculo já preexistente). 
 Internacional: sempre obrigatório, pelo 
prazo de 30 a 45 dias, cumprido no Brasil 
OBSERVAÇÃO: realizada por residentes no 
estrangeiro (ainda que brasileiros); brasileiros têm 
preferência sobre os estrangeiros; adotando não 
perde a nacionalidade brasileira; deve ocorrer 
habilitação prévia no exterior, com posterior 
nacionalização no Brasil - validade por 01 ano). 
 
2. Medidas socioeducativas e de proteção 
#02 – Remissão 
 Perdão ou progressão 
 MP: concedida antes do processo e sujeita à 
homologação judicial (só cabe extinção) 
 Juiz: concedida durante o processo e cabe 
suspensão deste ou extinção. 
 Cabe, como condição, a aplicação de qualquer 
medida socioeducativa, salvo internação e 
semiliberdade 
 Pode ser revista a qualquer tempo. 
#03 – Súmulas relevantes sobre ato infracional 
 Súmula 265 do STJ: É necessária a oitiva do 
menor infrator antes de decretar-se a regressão da 
medida socioeducativa. 
 Súmula 338 do STJ: A prescrição penal é 
aplicável nas medidas socioeducativas. 
OBS: prazo de 04 anos. 
 Súmula 342 do STJ: No procedimento para 
aplicação de medida socioeducativa, é nula a 
desistência de outras provas em face da confissão 
do adolescente. 
 Súmula 492 do STJ: O ato infracional análogo ao 
tráfico de drogas, por si só, não conduz 
obrigatoriamente à imposição de medida 
socioeducativa de internação do adolescente. 
60 
 
1Medidas de Proteção
MEDIDAS DE PROTEÇÃO
Aplicam-se as medidas de proteção quando os direitos 
das crianças e adolescentes forem violados:
❑ Por ação ou omissão da sociedade ou do Estado.
❑ Por falta, omissão ou abuso dos pais ou responsável.❑ Em razão da própria conduta da criança ou adolescente.
❑Podem ser aplicadas de forma isolada (ou seja, apenas uma delas) ou de forma
cumulada.
❑Na aplicação das medidas leva-se em conta as necessidades pedagógicas.
❑Será obrigatoriamente expedida a guia de acolhimento, da qual constará uma
série de informações relativas à identificação da criança ou adolescente e da sua
família.
MEDIDAS DE PROTEÇÃO
❑ Encaminhamento aos pais ou responsável,
mediante termo de responsabilidade.
❑ Orientação, apoio e acompanhamento temporários.
❑ Matrícula e frequência obrigatórias em
estabelecimento oficial de ensino fundamental.
❑ Inclusão em serviços e programas oficiais ou
comunitários de proteção, apoio e promoção da
família, da criança e do adolescente.
❑ Requisição de tratamento médico, psicológico ou
psiquiátrico, em regime hospitalar ou ambulatorial.
❑ Inclusão em programa oficial ou comunitário de
auxílio, orientação e tratamento a alcoólatras e
toxicômanos.
❑ Acolhimento institucional.
❑ Inclusão em programa de acolhimento familiar.
❑ Colocação em família substituta.
❑Será elaborado o plano individual de atendimento (PIA) da criança ou
adolescente.
❑As medidas de proteção devem ser acompanhadas da regularização do registro
civil.
❑Os registros e certidões necessários à inclusão, a qualquer tempo, do nome do
pai no assento de nascimento são isentos de multas, custas e emolumentos,
gozando de absoluta prioridade.
❑São gratuitas, a qualquer tempo, a averbação requerida do reconhecimento de
paternidade no assento de nascimento e a certidão correspondente.
ESTRATÉGIA OAB
Prof. Ricardo Torques
 
3. Autorização para viagens 
#04 – Nacional 
 Menores de 16 anos desacompanhados de 
pais e responsáveis 
Regra geral = proibidos fora da comarca 
 EXCEÇÕES: autorização por escrito dos pais; ou, 
mesmo sem autorização por escrito, para comarcas 
contíguas no mesmo Estado ou na mesma região 
metropolitana; acompanhados por parentes até o 3º 
grau, com prova documental do parentesco. 
#05 – Internacional 
 Acompanhado de ambos os pais, ou com 
autorização do outro (por escrito e com firma 
reconhecida). 
 Pode ser suprimida por autorização judicial. 
 
4. Conselho Tutelar 
 Características: 
 Órgão não jurisdicional, permanente e autônomo, 
com cinco membros 
 conselheiros eleitos para mandatos de 04 anos 
(eleição 01 ano após as eleições presidenciais) -
requisitos: idoneidade moral, maior de 21 anos; 
residência no município. 
 Direitos: cobertura previdenciária, férias anuais 
remuneradas, acrescidas de um terço, Licença-
maternidade e Gratificação natalina. 
 ATRIBUIÇÕES do Conselho: 
 Atender as crianças e adolescentes nas hipóteses 
de situação irregular; 
 Atender e aconselhar os pais ou responsável; 
 Promover a execução de suas decisões; 
 Encaminhar ao Ministério Público notícia de fato 
que constitua infração administrativa ou penal contra 
os direitos da criança ou adolescente; 
 Encaminhar à autoridade judiciária os casos de sua 
competência; 
 Providenciar a medida de proteção, estabelecida 
pela autoridade judiciária, para o adolescente autor 
de ato infracional; 
 Expedir notificações; 
 Requisitar certidões de nascimento e de óbito de 
criança ou adolescente quando necessário; 
 Assessorar o Poder Executivo local na elaboração 
da proposta orçamentária para planos e programas 
de atendimento dos direitos da criança e do 
adolescente; 
 Representar, em nome da pessoa e da família, contra 
a violação dos direitos de comunicação social da 
Constituição Federal; 
 Representar ao Ministério Público para efeito das 
ações de perda ou suspensão do poder familiar, após 
esgotadas as possibilidades de manutenção da 
criança ou do adolescente junto à família natural. 
 IMPEDIMENTOS: não podem servir no mesmo 
conselho: 
 marido e mulher; 
ascendentes e descendentes; 
 sogro e genro ou nora; 
 irmãos; 
 cunhados, durante o cunhadio; 
 tio e sobrinho; 
 padrasto ou madrasta e enteado. 
OBSERVAÇÃO: Aplicam-se, também, para a 
autoridade judiciária e ao representante do 
Ministério Público. 
 
5. Acesso à justiça 
61 
 
ACESSO À JUSTIÇA
O concedente (proprietário) não pode receber qualquer pagamento
pela transferência feita pelo superficiário a terceiros, sendo nula
cláusula nesse sentido.
✓ Crianças e adolescentes têm assegurado, pela Constituição Federal, acesso à Justiça.
✓ Em razão dos interesses peculiares desse grupo de pessoas, optou-se por criar uma
Justiça Especializada, a Justiça da Infância e da Juventude, para o julgamento das causas
que envolvem crianças e adolescentes:
Acesso à Justiça 1
As principais competências da Justiça da Infância e da Juventude são
as competências para:
o conhecer de representações pela prática de ato infracional;
o realizar o processo de adoção; e
o realizar o processo de perda do poder familiar.
ESTRATÉGIA OAB
Prof. Ricardo Torques
 
 
6. Principais Crimes e infrações administrativas 
#06 – Crimes 
a) Todos de ação penal pública incondicionada 
b) Corrupção de menores 
c) Pornografia infantil 
d) colocação de menores em perigo 
e) embaraço ao cumprimento de decisões judiciais 
f) omissões médicas 
#07 – Infrações administrativas 
 Sanções pecuniárias de 03 a 100 salários-
mínimos, a depender da gravidade da infração 
 Possibilidade de interdição provisória do 
estabelecimento. 
 
7. Medidas de prevenção especial 
#08 – Diversões e espetáculos públicos 
 Menores de 10 anos: somente poderão ingressar 
e permanecer nos locais de apresentação ou 
exibição quando acompanhadas dos pais ou 
responsável. 
#09 – Produtos de venda proibida 
 armas, munições e explosivos; 
 bebidas alcoólicas; 
 produto que possa dependência física ou 
psíquica; 
 fogos de estampido e de artifício (exceto, 
reduzido potencial); 
 revistas e publicações inadequadas; 
 bilhetes lotéricos e equivalentes. 
#10 – Hospedagem em hotel 
 Menores desacompanhados dos pais, 
REGRA: vedação 
EXCEÇÃO: quando autorizados pelos pais ou 
responsável. 
 
DIREITO DO CONSUMIDOR
1. Conceitos introdutórios e âmbito de aplicação do CDC 
#01 – Consumidor: Consumidor é toda pessoa física 
ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço 
como destinatário final. 
 Teorias sobre o destinatário final: 
 Teoria maximalista: consumidor será apenas o 
destinatário final fático do produto ou serviço, 
independentemente da destinação que se dê a ele. 
 Teoria finalista: é a Teoria adotada pelo CDC; consumidor 
é o destinatário final, fático (último na cadeia de consumo) 
e econômico (não utiliza o produto ou serviço para lucro). 
 Teoria finalista mitigada: Teoria adotada pelo STJ; 
consumidor é a pessoa física ou jurídica que, embora não 
seja tecnicamente a destinatária final do produto ou 
serviço, se apresenta em situação de vulnerabilidade. 
 Consumidores por equiparação: 
 Coletividade de pessoas: Equipara-se a consumidor a 
coletividade de pessoas, ainda que indetermináveis, que 
haja intervindo nas relações de consumo. 
 Exemplo: na relação Condomínio – 
Construtora em que o condomínio age na 
qualidade de representante dos interesses da 
coletividade. 
 Vítimas de acidente de consumo: Equiparam-se aos 
consumidores todas as vítimas do evento. 
 Pessoas expostas a práticas comerciais: Equiparam-se 
aos consumidores todas as pessoas determináveis ou não, 
expostas às práticas comerciais previstas. 
#02 – Fornecedor: Fornecedor é toda pessoa física ou 
jurídica, pública ou privada, nacional ou estrangeira, 
bem como os entes despersonalizados, que 
desenvolvem atividade de produção, montagem, 
criação, construção, transformação, importação, 
exportação, distribuição ou comercialização de 
produtos ou prestação de serviços. 
 
#03 – Aplicabilidade do CDC: 
Súmula 130 STJ - A empresa 
responde, perante o cliente, pela 
reparação de dano ou furto de 
veículo ocorridos em seu 
estacionamento. 
62 
 
Súmula 297 STJ- O Código de Defesa do Consumidor 
é aplicável às instituiçõesfinanceiras. 
Súmula 563 STJ - O Código de Defesa do 
Consumidor é aplicável às entidades abertas de 
previdência complementar, não incidindo nos 
contratos previdenciários celebrados com entidades 
fechadas. 
Súmula 608 STJ- Aplica-se o Código de Defesa do 
Consumidor aos contratos de plano de saúde, salvo 
os administrados por entidades de autogestão. 
 Não se aplica o CDC: 
 CDC não é aplicável às 
relações contratuais entre clientes e 
advogados. 
 CDC não é aplicável aos 
contratos de locação. 
 Demanda que discute dano material em transporte 
INTERNACIONAL - não se aplica o CDC, mas as 
Convenções Internacionais; 
Demanda que discute dano moral ou material em 
transporte NACIONAL: aplica-se o CDC; Demanda 
que discute dano moral em transporte 
INTERNACIONAL: aplica-se o CDC. 
#04 – Direitos Básicos do Consumidor: O CDC traz 
alguns direitos do consumidor, dentre eles: 
 A informação adequada e clara sobre os diferentes 
produtos e serviços, com especificação correta de 
quantidade, características, composição, qualidade, 
tributos incidentes e preço, bem como sobre os riscos que 
apresentem – essa informação deve ser acessível à pessoa 
com deficiência. 
 a garantia de práticas de crédito responsável, de educação 
financeira e de prevenção e tratamento de situações de 
superendividamento, preservado o mínimo existencial, nos 
termos da regulamentação, por meio da revisão e da 
repactuação da dívida, entre outras medidas. 
 a preservação do mínimo existencial, nos termos da 
regulamentação, na repactuação de dívidas e na 
concessão de crédito. 
 a informação acerca dos preços dos produtos por unidade 
de medida, tal como por quilo, por litro, por metro ou por 
outra unidade, conforme o caso. 
Tendo mais de um autor a ofensa, todos 
responderão solidariamente pela 
reparação dos danos previstos nas 
normas de consumo. 
 
2. Responsabilidade do Fornecedor 
#05 – Responsabilidade pelo Fato do Produto ou 
Acidente de Consumo: o produto é defeituoso 
quando não oferece a segurança que dele 
legitimamente se espera. 
 O fabricante, produtor, construtor e importador 
respondem objetivamente (independe de dolo/culpa, 
basta comprovar a conduta, o nexo causal e o dano). 
 O comerciante será responsável apenas quando: i) 
fabricante, o construtor, o produtor ou o importador não 
puderem ser identificados; ii) o produto for fornecido sem 
identificação clara do seu fabricante, produtor, construtor 
ou importador; iii) não conservar adequadamente os 
produtos perecíveis. 
 Excludentes da responsabilidade: fabricante, construtor 
ou importador provarem que não colocaram o produto no 
mercado; que, embora tenham colocado o produto no 
mercado, o defeito inexiste; ou que a culpa do defeito foi 
exclusiva do consumidor ou de terceiro. 
 Prazo: PRESCRICIONAL de 5 anos, a contar do 
conhecimento do dano e de sua autoria. 
#06 – Responsabilidade pelo Fato do serviço: Os 
fornecedores (todos) respondem objetiva e 
solidariamente por defeitos relativos à prestação 
dos serviços, bem como por informações 
insuficientes ou inadequadas sobre sua fruição e 
riscos. Exceção: o profissional liberal responde 
subjetivamente e possui obrigação de meio, salvo 
o cirurgião plástico, que possui obrigação de 
resultado. 
 Excludentes da responsabilidade: fornecedor provar 
que, tendo prestado o serviço, o defeito inexiste, ou culpa 
exclusiva do consumidor ou de terceiros. 
 Prazo: PRESCRICIONAL de prazo de 5 anos, a contar do 
conhecimento do dano e de sua autoria. 
#07 – Responsabilidade pelo Vício do Produto: 
Os fornecedores (todos) respondem solidariamente 
pelos vícios de qualidade ou quantidade que tornem os 
produtos impróprios para o consumo ou lhe diminuam 
o valor. 
 STJ: “Há responsabilidade solidária de todos 
os integrantes da cadeia de fornecimento 
por vício no produto adquirido pelo 
consumidor, aí incluindo-se o fornecedor 
direto (in casu, a concessionária) e o 
fornecedor indireto (a fabricante do veículo)”. 
 Identificado vício de qualidade do produto, se o vício não 
for sanado no prazo máximo de 30 dias, ou outro prazo 
acordado entre fornecedor e consumidor, desde que não 
seja inferior a 7 ou superior a 180 dias, o consumidor pode 
escolher entre: substituir o produto por outro da mesma 
espécie; pedir a restituição imediata da quantia paga; 
ou o abatimento proporcional do preço. 
 Identificado vício de quantidade do produto, o 
consumidor não precisa aguardar prazo algum para 
escolher entre: abatimento proporcional do preço; 
complementação do peso ou da medida; substituição do 
produto por outro da mesma espécie; ou restituição 
imediata da quantia paga. 
 No caso de fornecimento de produtos in natura, será 
responsável perante o consumidor o fornecedor 
63 
 
imediato, exceto quando identificado claramente seu 
produtor. 
 Prazo: DECADENCIAL de 30 dias, para bens e produtos 
não duráveis, ou decadencial de 90 dias, para bens e 
produtos duráveis. Se vício aparente: a contagem inicia 
da entrega efetiva do produto. Se vício oculto: a 
contagem inicia quando ficar evidenciado o vício. 
 Obstam a decadência: a reclamação 
comprovadamente formulada pelo consumidor até a 
resposta negativa correspondente e a instauração de 
inquérito civil até o seu encerramento. 
#08 – Responsabilidade pelo Vício do Serviço: 
Identificado vício de qualidade do serviço: consumidor 
poderá exigir, alternativamente e à sua escolha entre: a 
reexecução dos serviços, sem custo adicional e quando 
cabível; a restituição imediata da quantia paga; ou o 
abatimento proporcional do preço. 
 O fornecedor imediato será responsável 
quando fizer a pesagem ou a medição e o 
instrumento utilizado não estiver aferido 
segundo os padrões oficiais. 
 Quando o serviço for prestado com o intuito 
de reparar qualquer produto, considera-se 
implícita a obrigação do fornecedor 
empregar apenas componentes de reposição 
originais, adequados e novos. 
 Aplica-se o mesmo prazo do vício do produto. 
3. Práticas Comerciais e Proteção Contratual. Superendividamento 
#09 – Oferta: A oferta e apresentação de produtos 
ou serviços devem assegurar informações corretas, 
claras, precisas, ostensivas e em língua portuguesa 
sobre suas características, qualidades, quantidade, 
composição, preço, garantia, prazos de validade e 
origem, entre outros dados, bem como sobre os 
riscos que apresentam à saúde e segurança dos 
consumidores. 
#10 – Publicidade: É proibida toda publicidade 
enganosa ou abusiva. 
Publicidade enganosa: qualquer modalidade de 
informação ou comunicação de caráter publicitário, 
inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro 
modo, mesmo por omissão, capaz de induzir em erro 
o consumidor. 
Publicidade abusiva: discriminatória de qualquer 
natureza, a que incite à violência, explore o medo ou 
a superstição, se aproveite da deficiência de 
julgamento e experiência da criança, desrespeita 
valores ambientais, ou que seja capaz de induzir o 
consumidor a se comportar de forma prejudicial ou 
perigosa à sua saúde ou segurança. 
#11 – Práticas Abusivas: É vedado ao fornecedor de 
produtos ou serviços, dentre outras práticas abusivas: 
 condicionar o fornecimento de produto ou de serviço 
ao fornecimento de outro produto ou serviço, bem 
como, sem justa causa, a limites quantitativos (venda 
casada); 
 recusar a venda de bens ou a prestação de serviços, 
diretamente a quem se disponha a adquiri-los 
mediante pronto pagamento, ressalvados os casos de 
intermediação regulados em leis especiais; 
#12 – Direito de Arrependimento: O consumidor pode 
desistir do contrato (para exercer esse direito não é 
necessária qualquer motivação), no prazo de 7 dias a 
contar de sua assinatura ou do ato de recebimento do 
produto ou serviço, sempre que a contratação de 
fornecimento de produtos e serviços ocorrer fora do 
estabelecimento comercial. 
#13 – Cláusulas abusivas: São nulas de pleno direito, 
entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao 
fornecimentode produtos e serviços que: 
 impossibilitem, exonerem ou atenuem a responsabilidade 
do fornecedor por vícios de qualquer natureza dos 
produtos e serviços ou impliquem renúncia ou disposição 
de direitos. 
 condicionem ou limitem de qualquer forma o acesso aos 
órgãos do Poder Judiciário; 
 estabeleçam prazos de carência em caso de 
impontualidade das prestações mensais ou impeçam o 
restabelecimento integral dos direitos do consumidor e de 
seus meios de pagamento a partir da purgação da mora 
ou do acordo com os credores; 
#14 – Superendividamento: impossibilidade manifesta 
de o consumidor pessoa natural, de boa-fé, pagar a 
totalidade de suas dívidas de consumo, exigíveis e 
vincendas, sem comprometer seu mínimo existencial. 
 A requerimento do consumidor 
superendividado, o juiz poderá instaurar 
processo de repactuação de dívidas, com 
vistas à realização de audiência conciliatória, 
presidida por ele ou por conciliador 
credenciado no juízo, com a presença de 
todos os credores de dívidas do consumidor, 
na qual o consumidor apresentará proposta 
de plano de pagamento com prazo máximo 
de 5 anos, preservados o mínimo existencial, 
nos termos da regulamentação, e as garantias 
e as formas de pagamento originalmente 
pactuadas. 
 Excluem-se do processo de repactuação as 
dívidas, ainda que decorrentes de relações de 
consumo, oriundas de contratos celebrados 
dolosamente sem o propósito de realizar 
pagamento, bem como as dívidas 
provenientes de contratos de crédito com 
garantia real, de financiamentos imobiliários e 
de crédito rural. 
 No fornecimento de crédito e na venda a 
prazo, o fornecedor/intermediário deverá 
informar, prévia e adequadamente, no 
momento da oferta, sobre: I - o custo efetivo 
64 
 
total e a descrição dos elementos que o 
compõem; II - a taxa efetiva mensal de juros, 
bem como a taxa dos juros de mora e o total 
de encargos, de qualquer natureza, previstos 
para o atraso no pagamento; III - o montante 
das prestações e o prazo de validade da 
oferta, que deve ser, no mínimo, de 2 dias; V 
- o direito do consumidor à liquidação 
antecipada e não onerosa do débito, nos 
termos da lei. 
 
4. Defesa do Consumidor em Juízo 
#15 – Microssistema de Tutela Coletiva 
 
Legitimados Concorrentes: 
 
 
 Das Ações Coletivas Para a Defesa de Interesses 
Individuais Homogêneos: Proposta a ação, será 
publicado edital no órgão oficial, a fim de que os 
interessados possam intervir no processo como 
litisconsortes, sem prejuízo de ampla divulgação pelos 
meios de comunicação social por parte dos órgãos de 
defesa do consumidor. Em caso de procedência do 
pedido, a condenação será genérica, fixando a 
responsabilidade do réu pelos danos causados. A 
liquidação e a execução de sentença poderão ser 
promovidas pela vítima e seus sucessores, assim como 
pelos legitimados concorrentes acima descritos. 
 É direito básico do consumidor a facilitação da defesa dos 
seus direitos, inclusive com a inversão do ônus da prova, 
a critério do juiz, caso seja verossímil a alegação ou 
quando for o consumidor hipossuficiente. 
 Aquele que efetivar o pagamento ao prejudicado poderá 
exercer o direito de regresso contra os demais 
responsáveis, segundo sua participação na causação do 
evento danoso. A ação de regresso poderá ser ajuizada em 
processo autônomo, facultada a possibilidade de 
prosseguir-se nos mesmos autos, vedada a denunciação 
da lide. 
Efeitos da Coisa Julgada: Processo extinto sem 
resolução do mérito: produz apenas coisa julgada 
formal; Pedido julgado improcedente: não atinge as 
demandas individuais que venham a ser propostas. 
 
4. Convenção Coletiva de Consumo 
#16 – Convenção Coletiva de Consumo: 
CDC. Art. 107. As entidades civis de consumidores e 
as associações de fornecedores ou sindicatos de 
categoria econômica podem regular, por convenção 
escrita, relações de consumo que tenham por objeto 
estabelecer condições relativas ao preço, à qualidade, 
à quantidade, à garantia e características de produtos 
e serviços, bem como à reclamação e composição do 
conflito de consumo. 
§ 1° A convenção tornar-se-á obrigatória a partir do 
registro do instrumento no cartório de títulos e 
documentos. 
§ 2° A convenção somente obrigará os filiados às 
entidades signatárias. 
§ 3° Não se exime de cumprir a convenção o 
fornecedor que se desligar da entidade em data 
posterior ao registro do instrumento. 
 
DIREITO EMPRESARIAL
1. Empresa e empresário 
#01 – Empresa 
65 
 
EMPRESA
A EMPRESA É EXPLORADA POR UMA PESSOA
NATURAL OU PESSOA JURÍDICA.
❖ Pessoa Natural: Empresário Individual
❖ Pessoa Jurídica: Sociedade Empresária
R
E
Q
U
IS
IT
O
S
Organização
❖ Define a empresa como uma organização para produzir
ou comercializar em escala;
❖ Sua finalidade é organizar todos os elementos de tal
maneira que consiga o lucro;
Empresa 1
Atividade 
Profissional
❖ Habitualidade
❖ Pessoalidade
Busca de 
Lucro
❖ Exercer atividade que visa ao lucro por intermédio da
produção ou comercialização de bens e/ou serviços
❖ Basta o objetivo de lucrar
ESTRATÉGIA OAB
Prof. Alessandro Sanchez
 
#02 – Empresário 
O profissional liberal, em regra, não é empresário, 
contudo, quando a atividade intelectual for absorvida 
por elementos de empresa (estrutura empresarial), a 
atividade intelectual se transformará em atividade 
empresarial.
1. ARTÍSTICA
➢ Pintor de quadros/Atores/cantores (...)
1
ATIVIDADE INTELECTUAL
2. LITERÁRIA
➢ escritores
Atividade Intelectual
ESTRATÉGIA OAB
Prof. Alessandro Sanchez
3. CIENTÍFICA
➢ medico/advogado/contador (...)
 
OBSERVAÇÃO: Sociedade de 
Advogados - não poderá ser considerada 
empresária, ainda que o exercício da 
profissão seja absorvido pela empresa - 
proibição no Estatuto. Assim, sempre será 
Sociedade Simples. 
O empresário individual é aquele que exerce a 
empresa, utilizando-se da personalidade jurídica de 
pessoa natural, ou seja, a empresa faz parte de seu 
patrimônio pessoal, havendo, portanto, confusão 
patrimonial e responsabilidade do patrimônio 
pessoal. 
Sua identificação é por "Firma" 
OBSERVAÇÃO: empresário casado: não pode ser 
sócio do cônjuge no regime de comunhão universal 
ou separação obrigatória. 
#03 – Registro empresarial 
 Principais atos registrais 
Arquivamento: Registro de atos 
empresariais. 
Matrícula: Registro dos auxiliares do 
Comércio. 
Autenticação: Registro dos Livros 
Empresariais 
 Consequências da irregularidade 
Não poderá propor ação de exigir contas para 
requerer falência de outro empresário com base em 
atos de falência; 
Não poderá valer-se da eficácia probatória que 
possuem os livros empresariais, trazendo para os 
livros uma presunção de veracidade em relação a 
outros documentos do processo; 
Não poderá propor recuperação de empresas; 
Se requerida a exibição dos livros empresariais, e o 
empresário não os possuir, ou possuí-los sem os 
requisitos de modo e segurança de escrituração, 
presumir-se-ão verdadeiros os fatos relatados pelo 
requerente da exibição judicial. 
2. Sociedades - principais espécies 
#04 – Sociedade em comum 
Hipóteses: 
a) apenas de fato, por não terem sequer contrato 
escrito 
b) possuem contrato escrito não registrado 
c) mesmo registradas, passaram por uma substancial 
mudança em suas cláusulas essenciais, não as tendo 
levado a registro 
Responsabilidade: 
- perante os sócios = solidária 
- perante terceiros: é Ilimitada, respondendo 
primeiro o patrimônio especial e, exaurido este, o 
patrimônio pessoal dos sócios 
OBSERVAÇÃO: Perde o benefício de ordem aquele 
que contratou pela sociedade 
#05 – Sociedade Simples 
Espécies: 
a) pura; 
b) em comum; 
c) em nome coletivo; 
d) em comandita; 
e) limitada; 
f) cooperativa 
Responsabilidade dos sócios: 
a) irregular: regras da sociedade em comum. 
b) pura: poderá ser subsidiária ou solidária, 
dependendo do que estabelecer o contrato social; 
c) especial: dependerá da legislação específica; 
d) alternativa:ficará vinculada ao tipo societário 
escolhido pelos sócios 
#06 – Sociedade Limitada 
66 
 
 Regência supletiva: no silêncio do contrato 
social, adotam, subsidiariamente, as regras das 
sociedades simples, podendo os sócios optar 
pelas supletivas das sociedades por ações. 
 Venda de cotas: no silêncio do contrato, a cessão 
de quotas é permitida, desde que não haja 
oposição de sócios que representem 25% do 
capital social (sociedade de pessoas com base no 
affectio societatis). 
 Responsabilidade dos sócios: restrita ao valor de 
suas quotas, havendo solidariedade quanto à 
integralização do capital social 
 Condomínio de quotas: as cotas são 
indivisíveis, mas podem ter mais de um titular em 
condomínio, quando seus direitos serão exercidos 
pelo representante dos condôminos (por 
exemplo, inventariante); todos os condôminos 
têm obrigação solidária pela integralização do 
capital social. 
 Vedação à contribuição por mera prestação de 
serviços 
 Sócio remisso: inadimplente com sua parcela do 
capital social não integralizado - consequências = 
sócio que pagou sua parte poderá: 
Excluí-lo da sociedade, após notificá-lo, e 
reconstituir a sociedade com outro sócio de sua 
confiança ou convertendo em unipessoal ou 
empresário individual; 
Se o sócio remisso, integralizar, ao menos parte, 
basta diminuir o capital do remisso e assumir o 
restante. 
Liquidar a sociedade; 
#07 – Sociedade Anônima 
 Conceito: sociedade comercial que tem seu 
capital social dividido em ações, estando a 
responsabilidade de cada acionista limitada à 
integralização das suas ações 
 Espécies: 
a) Abertas, aquelas que têm seus valores 
mobiliários negociados na bolsa de valores ou no 
mercado de balcão 
b) Fechadas, aquelas que não têm seus valores 
mobiliários negociados da mesma forma. 
#08 – Ações 
 Conceito: parcela do capital social e atribui a seu 
detentor a condição de sócio 
 Espécies: 
a) Ordinárias: oferecem direitos e vantagens 
comuns a todos os acionistas 
b) Preferenciais: atribuem uma vantagem política e 
econômica ao seu detentor 
c) De Fruição: oferecidas aos ordinarialistas ou 
preferencialistas que tiverem suas ações amortizadas 
pela companhia. 
 Voto plural: ações ordinárias com poder de 
voto superior às demais, possibilitando que um 
acionista exerça o controle da companhia ainda 
que com pequena participação no capital social; 
possibilita a captação pública de recursos sem 
perda do poder de mando na companhia; seu 
limite é de 10 votos do plural por 1 da ordinária 
(110-A, L. 6.04/1976). 
 Conversibilidade: ações ordinárias podem ser 
convertidas em preferenciais. 
3. Estabelecimento 
#09 – Conceito de estabelecimento 
 Complexo de bens (materiais e imateriais) 
reunidos para o desenvolvimento da atividade 
empresarial. 
Possui um valor econômico próprio, distinto do 
valor dos bens que o compõem. 
Universalidade de fato. 
#10 – Trespasse 
 Objeto: alienação ou arrendamento do 
estabelecimento para outro empresário (não 
abrange, porém, no nome). 
 Forma: averbação no registro de empresas 
para dar publicidade (oponibilidade perante 
terceiros) 
 Requisitos: Notificação dos credores 
(ausência = ato de falência) - prazo de 30 dias 
para oposição (estabelecimento é garantia de 
solvência da empresa, por ser penhorável, 
inclusive a sede). 
 Responsabilidade dos contratantes 
Adquirente passa a ser o responsável por todas as 
dívidas contabilizadas (sucessão). 
Alienante: responsável solidário pelas 
contabilizadas regularmente por 01 anocontado da 
publicação da averbação para as vencidas e 01 ano 
contado do vencimento para as vincendas 
Débitos tributários: 
a) Alienante cessa a exploração = responsabilidade 
exclusiva do adquirente por todos os débitos 
(sucessão) 
b) Alienante continua exploração ou a retoma 
dentro de seis meses = responsabilidade subsidiária 
junto com o adquirente. 
 Sub-rogação nos contratos do 
alienante (salvo os de caráter pessoal). 
 Cláusula de não estabelecimento: 
não concorrência por cinco anos, 
salvo previsão expressa no contrato. 
Arrendamento: durante todo o prazo do contrato. 
#11 – Nome Empresarial 
67 
 
CC. Art. 1.155. Considera-se nome empresarial a firma 
ou a denominação adotada, de conformidade com 
este Capítulo, para o exercício de empresa. 
Parágrafo único. Equipara-se ao nome empresarial, 
para os efeitos da proteção da lei, a denominação das 
sociedades simples, associações e fundações. 
Art. 1.156. O empresário opera sob firma constituída 
por seu nome, completo ou abreviado, aditando-lhe, 
se quiser, designação mais precisa da sua pessoa ou 
do gênero de atividade. 
Art. 1.157. A sociedade em que houver sócios de 
responsabilidade ilimitada operará sob firma, na qual 
somente os nomes daqueles poderão figurar, 
bastando para formá-la aditar ao nome de um deles a 
expressão "e companhia" ou sua abreviatura. 
Parágrafo único. Ficam solidária e ilimitadamente 
responsáveis pelas obrigações contraídas sob a firma 
social aqueles que, por seus nomes, figurarem na firma 
da sociedade de que trata este artigo. 
Art. 1.158. Pode a sociedade limitada adotar firma ou 
denominação, integradas pela palavra final "limitada" 
ou a sua abreviatura. 
§ 1º A firma será composta com o nome de um ou mais 
sócios, desde que pessoas físicas, de modo indicativo 
da relação social. 
§ 2º A denominação deve designar o objeto da 
sociedade, sendo permitido nela figurar o nome de um 
ou mais sócios. 
§ 3º A omissão da palavra "limitada" determina a 
responsabilidade solidária e ilimitada dos 
administradores que assim empregarem a firma ou a 
denominação da sociedade. 
Art. 1.159. A sociedade cooperativa funciona sob 
denominação integrada pelo vocábulo "cooperativa". 
Art. 1.160. A sociedade anônima opera sob 
denominação integrada pelas expressões ‘sociedade 
anônima’ ou ‘companhia’, por extenso ou 
abreviadamente, facultada a designação do objeto 
social. 
Parágrafo único. Pode constar da denominação o 
nome do fundador, acionista, ou pessoa que haja 
concorrido para o bom êxito da formação da empresa. 
Art. 1.161. A sociedade em comandita por ações pode, 
em lugar de firma, adotar denominação aditada da 
expressão ‘comandita por ações’, facultada a 
designação do objeto social. 
Art. 1.162. A sociedade em conta de participação não 
pode ter firma ou denominação. 
Art. 1.163. O nome de empresário deve distinguir-se 
de qualquer outro já inscrito no mesmo registro. 
Parágrafo único. Se o empresário tiver nome idêntico 
ao de outros já inscritos, deverá acrescentar 
designação que o distinga. 
Art. 1.164. O nome empresarial não pode ser objeto 
de alienação. 
Parágrafo único. O adquirente de estabelecimento, 
por ato entre vivos, pode, se o contrato o permitir, usar 
o nome do alienante, precedido do seu próprio, com a 
qualificação de sucessor. 
Art. 1.165. O nome de sócio que vier a falecer, for 
excluído ou se retirar, não pode ser conservado na 
firma social. 
Art. 1.166. A inscrição do empresário, ou dos atos 
constitutivos das pessoas jurídicas, ou as respectivas 
averbações, no registro próprio, asseguram o uso 
exclusivo do nome nos limites do respectivo Estado. 
Parágrafo único. O uso previsto neste artigo estender-
se-á a todo o território nacional, se registrado na forma 
da lei especial. 
Art. 1.167. Cabe ao prejudicado, a qualquer tempo, 
ação para anular a inscrição do nome empresarial feita 
com violação da lei ou do contrato. 
Art. 1.168. A inscrição do nome empresarial será 
cancelada, a requerimento de qualquer interessado, 
quando cessar o exercício da atividade para que foi 
adotado, ou quando ultimar-se a liquidação da 
sociedade que o inscreveu. 
4. Títulos de crédito 
 Requisitos: 
a) Cartularidade: não pode ser verbal, deve existir o 
documento, o título propriamente dito 
b) Literalidade: só terá validade para o mundo 
jurídico aquilo que está escrito no título 
c) Autonomia: Abstração e Independência - a 
obrigação constante no título sedesvincula do 
negócio que lhe deu origem 
 Inoponbilidade das exceções a terceiros de 
boa fé: proibição de o devedor, no plano 
processual, alegar, em face do portador do título 
de crédito, as defesas pessoais que poderia 
sustentar contra os coobrigados anteriores 
#12 – Endosso 
 Translativo: transferência do título (não pode 
ser proibido e não se admite endosso parcial) 
- não se admite o endosso condicional 
Em branco: ao portador 
Em preto: nominal 
 Mandato: poderes apenas de representação 
do endossante 
Pode endossar novamente, nessa condição 
Poderes não cessam com a morte ou incapacidade do 
endossante 
68 
 
 Póstumo: após o vencimento - possível, mas 
se o título for protestado, tem força apenas de 
cessão de crédito. 
#13 – Aval 
 Garantia pessoal no título 
 Em branco: não indica a avalizada, 
reputando-se o sacador (emitente do título). 
 Em preto: identificação do avalizado 
 Simultâneo: mais de um avalista para o 
mesmo avalizado - em branco e superpostos, 
são considerados em benefício do sacador. 
 Sucessivo: um avalista garante o outro 
avalista - depende de cláusula expressa, não 
sendo presumido. 
#14 – Títulos mais relevantes 
 Letra de câmbio: título abstrato, que corresponde 
a um documento formal, decorrente da relação de 
crédito entre duas ou mais pessoas. 
- Por essa relação de crédito o sacador dá ordem de 
pagamento pura e simples, à vista ou a prazo, ao 
sacado, a seu favor ou de terceira pessoa (tomador ou 
beneficiário), no valor e nas condições nela 
constantes. 
- o aceite do sacado é seu requisito de exigibilidade, 
portanto 
- aceite limitativo: é aquele em que o sacado aceita 
pagar apenas uma parte do valor do título. 
- Cláusula não aceitável: é a que traz a proibição do 
aceite antes da data de seu vencimento. 
- Prescrição: 
a) Três anos: a contar da data do vencimento do título 
- para o exercício do direito de crédito contra o 
devedor principal e seu avalista. 
b) Um ano: a contar da data do protesto do título - 
para o exercício do direito de crédito contra os 
coobrigados (sacador, endossantes e respectivos 
avalistas). 
c) Seis meses: a contar do pagamento - para o 
exercício do direito de regresso por qualquer um dos 
coobrigados. 
 Nota promissória: promessa de pagamento que 
uma pessoa faz a outra 
- Prescrição: 
a) 03 anos para execução de nota promissória à vista 
- conta-se a partir do término do prazo legal para 
apresentação a pagamento ou do prazo fixado no 
título; 
b) 05 anos: para ajuizamento de ação monitória ou 
de cobrança (Súmula 504 do STJ) 
 Cheque: ordem de pagamento à vista 
- considera-se não escrita cláusula "a prazo", mas a 
apresentação antecipada do título ao sacado 
configura ato ilícito por abuso do direito, passível de 
dano moral (Súmula 370, do STJ) 
- prazo de apresentação ao sacado: 
a) 30 dias: mesma praça; 
b) 60 dias: praças diferentes. 
- Prescrição: 
a) Seis meses: ação executiva - contados da expiração 
do prazo de apresentação 
b) 05 anos: contados da emissão do título - ação 
monitória ou de cobrança (Súmula 503 do STJ). 
 Duplicata: título criado para relações 
empresariais, podendo ser emitida nas 
modalidades compra e venda, prestação de 
serviços ou serviços mercantis. 
- Sacador: aquele que vende mercadoria ou presta 
determinado serviço na seara empresarial, tendo 
dever de emitir a nota fiscal e a duplicata na entrega 
da mercadoria ou serviço. 
- Sacado: aquele que adquire a mercadoria ou serviço 
e que, no recebimento, deve oferecer o seu aceite, 
referendando a transação - espécies de aceite: 
a) Ordinário: simples assinatura do sacado no título; 
b) Presumido: situação em que o sacado não assina o 
título ou o retém em seu poder. O comprovante de 
entrega de mercadorias assinado faz presumir o 
aceite, que é obrigatório nesse caso. 
- Prazo para protesto por falta de aceite ou falta de 
pagamento: 30 dias 
 
5. Contratos empresariais 
#15 – Compra e venda 
 Retrovenda: aquela que assegura ao vendedor o 
direito de recobrar o bem vendido no prazo 
máximo de três anos, após a venda. 
 Venda com reserva de domínio: assegura ao 
vendedor a reserva de domínio sobre a coisa 
vendida, até que o comprador pague 
integralmente o preço ajustado 
 Venda a contento: venda feito sob condição 
suspensiva de o comprador manifestar o seu 
contentamento com a mercadoria; a essa regra 
se sujeita também a venda a prova 
 Preempção ou preferência: assegura ao 
vendedor o chamado direito de prelação, 
segundo o qual, o comprador que quiser vender 
ou dar em pagamento o bem que adquiriu do 
vendedor, tem que oferecer a este, nas mesmas 
condições de preço, o direito de preferência, não 
69 
 
podendo ser cedido ou passado a herdeiros, pois 
se trata de um direito exclusivo do vendedor 
#16 – Alienação fiduciária em garantia 
 Conceito: representa a venda em garantia de um 
bem financiado (móvel ou imóvel), por meio do o 
fiduciário passa a ter o domínio resolúvel e a 
posse indireta, independentemente de tradição, e 
o devedor (o financiado ou fiduciante), a posse 
direta do bem e o respectivo depósito. 
- Na alienação fiduciária, o caráter transitório se 
evidencia de maneira que a propriedade do bem 
dado em garantia seja transferida ao credor fiduciário 
até o momento em que o devedor fiduciante satisfaça 
todas as prestações assumidas na aquisição do bem 
alienado fiduciariamente. 
#17 – Arrendamento mercantil (leasing) 
 Assemelha-se a um contrato de locação, podendo 
o arrendatário, entretanto, no término do contrato, 
comprar o bem locado, pagando o VRG (valor 
residual geral) 
 O arrendamento mercantil puro ou financeiro se 
caracteriza pela inexistência de resíduo expressivo 
#18 – Franquia 
FRANQUIA
CARACTERÍSTICAS
ENGINEERING
MANAGEMENT
MARKETING
➢ o franqueador orienta o franqueado no processo de montagem e
planejamento de seu estabelecimento;
➢ o franqueador orienta o franqueado sobre o processo de
treinamento de sua equipe de funcionário e gerência;
➢ o franqueador orienta o franqueado sobre divulgação e promoção
dos produtos.
Franquia 1
ESTRATÉGIA OAB
Prof. Alessandro Sanchez
franquia é uma opção de o franqueador expandir os negócios de forma mais
econômica, pois não terá despesas com estruturação de filiais, além do que, com o
aumento das compras com seus fornecedores, possibilitará uma melhor negociação de
preços.
ESPÉCIES
a) Consensual
b) Bilateral
c) Oneroso
d) Escrito
e) Assinado por duas testemunhas
f) Validade após registro
 
6. Falência e recuperações judiciais 
#19 – Fase pré-falimentar 
FALÊNCIA AÇÃO DE FALÊNCIA
A) DEVEDOR EMPRESÁRIO
B) INSOLVÊNCIA
C) SENTENÇA DECRETATÓRIA DE FALÊNCIA
A FALÊNCIA PODE SER PROPOSTA
POR:
a) Impontualidade injustificada
b) Execução frustrada
c) Atos de falência
CRISE ECONÔMICA DO
EMPRESÁRIO E SOCIEDADE
EMPRESARIA, EM QUE A
CONTINUIDADE DA EMPRESA SE
TORNA INVIÁVEL.
Falência 1
ESTRATÉGIA OAB
Prof. Alessandro Sanchez
Pressupostos:
Ajuizada pelo próprio 
empresário, pela 
sociedade empresária ou 
por terceiros, para 
viabilizar a execução 
coletiva com o objetivo de 
pagar os credores e 
promover a maximização 
dos ativos da massa 
falida, com a ideia de 
trazer o menor prejuízo 
possível para todas as 
partes.
COMPETÊNCIA
Local em que se encontra 
o maior volume de 
negócios do falido.
FRASE PRÉ-FALIMENTAR
Causas
 
 Juízo universal: todas as ações são atraídas 
para o juízo falimentar. 
 Não se aplica para: 
Sociedades simples 
Empresas públicas 
Sociedades de economia mista 
Cooperativas de crédito 
Consórcios 
Entidades de previdência privada e outras entidades 
legalmente equiparadas 
#20 – Hipóteses de falência 
 Impontualidade injustificada: 
título ou títulos executivos que ultrapassem 40 
salários-mínimos + 
Protesto para fins falimentares 
 Execução frustrada: 
Devedor não paga ou não garante o juízo dentro do 
prazo legal 
 Atos de falência: 
liquidação precipitada de seus ativospagamentos ruinosos ou fraudulentos; 
realiza ou tenta realizar inequivocamente negócio 
simulado ou alienação de parte ou da totalidade de 
seu ativo a terceiro, com o objetivo de retardar 
pagamentos ou fraudar credores; 
trespasse irregular ou simulado; 
dá ou reforça garantia a credor ficando insolvente; 
ausenta-se sem deixar representante habilitado e com 
recursos suficientes para pagar os credores; 
abandona estabelecimento 
tenta ocultar-se de seu domicílio, do local de sua sede 
ou de seu principal estabelecimento; 
inadimplemento de obrigação do plano de 
recuperação judicial. 
#21 – Procedimento - fase falimentar e pós 
falimentar 
70 
 
RITO DO PROCESSO
FALIMENTAR
1. QUANDO O PEDIDO FOR REALIZADO PELO PRÓPRIO DEVEDOR, O RITO A SER
SEGUIDO É O PREVISTO NOS ARTS. 105 A 107 DA LEI DE RECUPERAÇÃO E FALÊNCIA;
2. NOS DEMAIS CASOS, SEGUE-SE O RITO DO ART. 98 DA MESMA LEI.
Falência
Auto Falência Sentença
Decretação e 
Falência
Arrecadação 
de Bens
Liquidação/ 
Pagamento 
dos Credores
Encerramento 
da Falência
Pedido do 
Credor
Causas de 
Insolvência
Defesas 
Preliminares
Sentença
Denegação da 
Falência
Falência 2
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O devedor poderá se defender no prazo de dez dias, via contestação, no que poderá elidir a
falência, pedir recuperação ou demonstrar que os requisitos para o pedido de falência não foram
preenchidos.
DEFESA
Tem efeito de decisão interlocutória, pois apenas dá inicio ao processo de falência.
DECISÃO QUE
DECRETA A
QUEBRA
O administrador judicial deve verificar os créditos, sendo que, de forma simultânea, a sentença
explicita prazo de 15 dias para as habilitações.
VERIFICAÇÃO DE
CRÉDITOS
 compromisso do administrador judicial a arrecadação dos bens e documentos da massa falida
para futuramente promover a venda para a liquidação de seus ativos e pagamento dos credores.
ARRECADAÇÃO
DOS BENS E
DOCUMENTOS
Após a verificação de contas do administrador por decisão judicial, é possível o encerramento da
falência.
VERIFICAÇÃO DE
CONTAS
Se dá por decisão judicial que levará em conta, no mínimo, o pagamento de 50% dos créditos
quirografários, além de outras hipóteses.
ENCERRAMENTO
DA FALÊNCIA
Falência 3
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Falência 4
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ORDEM DE PAGAMENTO DOS CRÉDITOS
Natureza Beneficiário
Créditos extraconcursal / Pagamento 
Antecipado
Verbas Salariais Imediatas
Crédito extraconcursal Restituição Em Dinheiro
Crédito Extraconcursal Remuneração De Trabalhadores, Do Administrador Judicial E Dos Auxiliares
Crédito Extraconcursal Quantias Fornecidas À Massa Pelos Credores
Crédito Extraconcursal Despesas Com Arrecadação, Administração, Realização Do Ativo E Distribuição
Crédito Extraconcursal Custas Judicais Da Massa
Crédito Extraconcursal Atos Juridicos Válidos Praticados Durante A Recuperação E Após A Decretação Da Falência
Crédito Concursal Créditos Acidentários E Alimentares
Crédito Concursal Créditos Trabalhistas
Crédito Concursal Créditos Com Garantia Real
Crédito Concursal Créditos Tributários
Crédito Concursal Créditos Quirografários
Crédito Concursal Multas E Penas Pecuniárias
Crédito Concursal Créditos Subordinados
Crédito Concursal Juros Vencidos Após A Decretacao
Devolução De Saldo Empresário Ou Sociedade Empresária
FASE PÓS-FALIMENTAR
CONCLUÍDA A REALIZAÇÃO DE TODO O ATIVO E DISTRIBUÍDO O PRODUTO ENTRE OS CREDORES:
a) Administrador judicial apresentará suas contas ao juiz no prazo de 30 dias;
b) O juiz decidirá, por sentença, se aprova ou não as contas apresentadas pelo administrador judicial:
1. Havendo impugnação ou parecer: o administrador
será ouvido novamente, após suas contas serão
julgadas
2. não havendo impugnação, o juiz julgará
c) Após julgado as contas, o administrador apresentará relatório final em 10 dias;
d) Apresentado o relatório final, o juiz encerrará a falência por sentença.
IMEDIATAMENTE APÓS O TRÂNSITO EM JULGADO DA SENTENÇA DE ENCERRAMENTO, OS PRAZOS
PRESCRICIONAIS REFERENTES ÀS OBRIGAÇÕES DO FALIDO QUE ESTAVAM SUSPENSOS EM
RAZÃO DA SENTENÇA DECLARATÓRIA DA FALÊNCIA COMEÇAM A FLUIR NOVAMENTE. 
Fase Pós-Falimentar 1
ESTRATÉGIA OAB
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EXTINÇÃO DAS OBRIGAÇÕES
SOMENTE SERÁ PROFERIDA A SENTENÇA
DE EXTINÇÃO DAS OBRIGAÇÕES SE
PRESENTE UMA DAS SEGUINTES
HIPÓTESES: 
a) pagamento de todos os créditos;
b) pagamento, depois de realizado todo o ativo, de mais de 25% dos créditos quirografários, sendo
facultado ao falido o depósito da quantia necessária para atingir essa porcentagem, se para tanto não
bastou a integral liquidação do ativo;
c) o decurso do prazo de 3 (três) anos, contado da decretação da falência, ressalvada a utilização dos
bens arrecadados anteriormente, que serão destinados à liquidação para a satisfação dos credores
habilitados ou com pedido de reserva realizado.
Extinção das Obrigações 1
ESTRATÉGIA OAB
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#22 – Principais súmulas sobre falência 
 Súmula 219, STJ Os créditos decorrentes de 
serviços prestados à massa falida, inclusive a 
remuneração do síndico, gozam dos privilégios 
próprios dos trabalhistas. 
 Súmula 361, STJ A notificação do protesto, para 
requerimento de falência da empresa devedora, 
exige a identificação da pessoa que a recebeu. 
#23 – Recuperação judicial 
 Legitimidade ativa: 
a) empresário em crise 
b) sociedade empresária em crise 
c) cônjuge sobrevivente 
71 
 
d) herdeiros 
e) inventariante 
f) sócio remanescente 
 Requisitos: 
a) empresa regular 
b) existência há mais de dois anos 
c) não ter se beneficiado do instituto nos últimos cinco 
anos 
d) não ter cometido determinados crimes contra 
o patrimônio e a administração pública. 
 Documentos indispensáveis à propositura da 
ação: 
a) exposição de causas da crise econômico-financeira; 
b) as demonstrações contábeis (podendo ser 
simplificadas, na hipótese de o devedor ser 
microempresa ou empresa de pequeno porte); 
 c) o relatório da situação econômica; a relação dos 
credores; 
d) a relação dos empregados; 
e) a certidão de regularidade da Junta Comercial; o 
contrato social ou estatuto atualizado e atas de 
nomeação dos atuais administradores; 
f) a relação dos bens particulares dos sócios 
controladores e administradores; 
g) os extratos bancários do devedor e certidões de 
protesto; 
h) a relação das ações judiciais em andamento. 
 Créditos excluídos: 
a) os créditos tributários e previdenciários; 
b) os créditos posteriores ao pedido de 
recuperação judicial; 
c) os créditos de proprietário fiduciário; TRAVA 
BANCÁRIA 
d) os créditos de arrendamento mercantil (leasing); 
e) vendedor ou promitente vendedor de imóvel, 
cujos respectivos contratos contenham cláusula de 
irrevogabilidade ou irretratabilidade, inclusive 
incorporações imobiliárias; 
f) proprietário em contrato de venda com reserva 
de domínio; 
g) titulares de ACC (Adiantamento de Contrato de 
Câmbio). 
 
#24 – Procedimento da Recuperação judicial 
 
 
OBSERVAÇÃO: Súmula 480, STJ - O juízo da 
recuperação judicial não é competente para decidir 
sobre a constrição de bens não abrangidos pelo plano 
de recuperação da empresa. 
#25 – Stay period 
 Suspensão das ações e prescrições: 180 dias, 
prorrogáveis por mais 180 apenas uma vez, se não 
houver culpa do devedor. 
Exceções: ilíquidas, trabalhistas, tributárias, 
extraconcursais. 
#26 - Aprovação do plano 
 Simples: sem objeções 
 Em assembleia: com objeções 
Aprovação: por mais da metade dos créditos 
presentes e em todas as classes. 
 Aprovação forçada ("cramdown"): O juiz poderá 
conceder a recuperação judicial com base em 
plano que não obteve aprovação na assembleia 
geral de credores, desde que, na mesma 
assembleia, tenha o plano obtido, de forma 
cumulativa: 
a. o voto favorável de credores que 
representem mais da metade do 
valor de todos os créditos 
presentes à assembleia, 
independentemente de classes; 
b. a aprovação de duas das classesde credores pelo quórum 
qualificado ou, caso haja 
somente duas classes com 
credores votantes, a aprovação 
de pelo menos uma delas; e 
c. c) na classe que houver rejeitado 
o plano, tiver obtido o voto 
favorável de mais de 1/3 dos 
credores e não houver 
72 
 
tratamento diferenciado previsto 
no plano para os dissidentes. 
#27 – Novação dos créditos 
 Com a aprovação do plano, todos os créditos nele 
abrangidos e anteriores à aprovação ficam 
novados. 
 Não atinge as garantias, salvo anuência dos 
respectivos credores. 
#28 – Habilitações de créditos 
 Tempestiva: 15 dias da publicação do edital 
de aviso do processamento da recuperação - 
confere direito de voto na assembleia geral 
de credores 
 Retardatária: após esse prazo 
Não tem direito a voto, salvotrabalhista 
Autuação em separado (incidente) 
Ser for após a formação do quadro geral de credores, 
tramitará por procedimento comum (ação) 
#29 – Duração da recuperação judicial 
 02 anos da concessão 
Prazo de supervisão judicial da concessão, quando o 
descumprimento do plano importa em convolação 
em falência 
Após esse prazo, o descumprimento pode configurar 
ato de falência, a ser apurado em ação autônoma. 
 
DIREITO PROCESSUAL CIVIL
1. Litisconsórcio e Intervenção de terceiros 
#01 – Litisconsórcio 
 Espécies e consequências de sua não formação: 
Facultativo: por opção do autor - a ausência de sua 
formação apenas importa em inoponibilidade da 
sentença para quem não participou do processo 
Necessário: por disposição legal (ex. confrontantes 
na ação de usucapião) ou por incindibilidade da 
relação jurídica (ex. todas os contratantes na ação de 
anulação de contrato) 
OBSERVAÇÃO: a ausência de sua formação importa 
em nulidade do processo nos casos de litisconsórcio 
unitário (quando a sentença deve ser uniforme para 
todas as partes) e inoponível para quem não 
participou quando for simples (quando o resultado 
não precisar ser necessariamente o mesmo para todas 
as partes). 
#02 -Assistência 
 Hipóteses de cabimento: 
terceiro com interesse jurídico que uma das partes 
processuais seja a vencedora da demanda. 
o assistente recebe o processo no estado em que se 
encontrar. 
 Espécies 
ASSISTÊNCIA 
SIMPLES LITISCONSORCIAL 
A parte ingressa em juízo 
para auxiliar uma das 
partes por possuir 
Sempre que a 
sentença influir na 
relação jurídica 
interesse jurídico no 
deslinde da demanda. 
entre ele e o 
adversário do 
assistido. 
Relação jurídica do 
terceiro assistente apenas 
com o assistido. 
Relação jurídica do 
terceiro assistente 
com ambas as partes 
na ação. 
O assistente é um 
coadjuvante no processo 
(atividade subordinada). 
O assistente recebe 
tratamento de parte. 
 Procedimento: o magistrado poderá: 
rejeitar liminarmente o ingresso; ou 
se não for o caso de rejeição, o magistrado deverá 
intimar as partes para que, no prazo de 15 dias, 
apresentem impugnação. 
#03 – Denunciação da lide 
 Natureza: demanda incidente; regressiva; 
eventual; e antecipada. 
 Hipóteses: 
ao alienante imediato, no processo relativo à coisa 
cujo domínio foi transferido ao denunciante, a fim de 
que possa exercer os direitos que da evicção lhe 
resultam; 
àquele que estiver obrigado, por lei ou pelo contrato, 
a indenizar, em ação regressiva, o prejuízo de quem 
for vencido no processo. 
OBSERVAÇÃO: Não se admite nas hipóteses de 
intromissão de fundamento novo 
#04 – Chamamento ao processo 
 Hipóteses: 
73 
 
Admite-se o chamamento do afiançado quando o 
fiador for demandado. 
Admite-se o chamamento ao processo dos demais 
fiadores quando a ação for proposta apenas contra 
um deles. 
Admite-se o chamamento ao processo dos demais 
devedores solidários quando o credor ingressar 
contra um deles apenas. 
 Procedimento: 
pedido na defesa 
prazo para citação 
a) 30 dias, se residir na mesma comarca, 
seção ou subseção; ou 
b) 2 meses, se residir em comarca, seção ou 
subseção distintas ou estiver em local 
incerto ou não sabido. 
 Finalidade: formação de título executivo contra 
os demais devedores solidários chamados ao 
processo. 
#05 - Incidente de desconsideração da 
personalidade jurídica 
 Legitimidade: parte ou do Ministério Público 
(quando lhe couber intervir no processo) - não 
cabe de ofício, portanto. 
 Cabimento: fase conhecimento, cumprimento de 
sentença ou execução de título extrajudicial 
 Defesa: instaurado o incidente, o sócio ou a 
pessoa jurídica será citado para manifestar-se e 
requerer as provas cabíveis no prazo de 15 
(quinze) dias. 
 Efeitos do julgamento: acolhido o pedido de 
desconsideração, de alienação ou de oneração de 
bens, havida em fraude de execução, será ineficaz 
em relação ao requerente. 
 Espécies de desconsideração: 
Ortodoxa: atinge o patrimônio dos sócios ou 
administradores por dívidas da empresa 
Inversa: atinge o patrimônio da empresa por dívida 
do sócio 
Expansiva: atinge o patrimônio de sócio oculto da 
empresa 
Indireta: atinge o patrimônio de outras empresas do 
mesmo grupo econômico da devedora 
 Teorias: 
Maior: Código Civil - necessidade de demonstração 
de confusão patrimonial ou desvio de finalidade. 
Menor: ambiental e consumerista - basta mero 
inadimplemento da empresa. 
 
2. Indeferimento da inicial e improcedência liminar 
#06 – Indeferimento da inicial 
Decorre de vícios processuais insanáveis ou 
insanados, porque deve o juiz, antes de sentenciar, 
determinar que a parte corrija o vício (15 dias). 
 Hipóteses: 
a) Inépcia da petição inicial: falta de pedido ou 
causa de pedir; pedido indeterminado 
(exceto se for caso legal de pedido genérico); 
falta de lógica; e pedidos incompatíveis 
b) Ilegitimidade de parte manifesta 
c) Falta de interesse processual 
d) Não manter endereço atualizado quando 
atuar em causa própria 
e) Não proceder à emenda. 
 Recurso: da sentença cabe apelação com efeito 
regressivo (permite juízo de retratação). 
 Sentença sem análise do mérito 
 O réu será citado para apresentar contrarrazões 
 O provimento do recurso importa na abertura de 
prazo para o réu apresentar contestação 
#07 – Improcedência liminar 
 Hipóteses: 
 Pedido contrário a precedente vinculante ou 
Prescrição ou Decadência + desnecessidade de dilação 
probatória 
 Recurso: da sentença cabe apelação com efeito 
regressivo (permite juízo de retratação). 
 Sentença sem análise do mérito 
 O réu será citado para apresentar contrarrazões 
 O provimento do recurso importa na abertura de 
prazo para o réu apresentar contestação. 
 
3. Tutela provisória 
#08 – Tutelas provisórias de urgência e evidência 
 Espécies de tutela de urgência: requisitos do risco 
de dano, plausibilidade do direito e reversibildiade da 
medida 
Antecipada: antecipação dos efeitos da decisão 
(satisfativa) - ex. alimentos provisórios 
Cautelar: visam garantir a efetividade do processo, 
protegendo o bem jurídico, as partes ou as provas 
(acautelatórias) - ex. arresto 
 Tutela de evidência: baseada na 
prova pré-constituída (plausibilidade do 
direito) - hipóteses: tese autoral baseada 
em precedente vinculante e prova 
meramente documental; sanção ao réu 
que abusa do direito de defesa; ação de 
74 
 
depósito com prova documental do contrato; 
ausência de defesa séria do réu à pretensão do autor. 
#09 – Tutelas antecedentes 
 Antecipada: 
se a liminar for concedida, deve o pedido ser aditado 
em 15 dias (ou outro maior que o juiz fixar), pena de 
extinção do processo e revogação da liminar. 
não há necessidade de recolhimento de novas custas 
no aditamento. 
o réu deve agravar da decisão concessiva da liminar, 
sob pena de estabilização da tutela, quando só 
poderá pedir sua revogação em ação autônoma que 
deve ser ajuizada no prazo decadencial de 02 anos 
contados da ciência da decisão que extinguiu o 
processo. 
 Cautelar: peculiaridades 
se a liminar for concedida, o prazo para o aditamento 
é de 30 dias, não podendo ser mais repetido o 
pedido, salvo pelacomo sede, filial ou local de 
trabalho espaço de uso individual ou 
compartilhado com outros escritórios de 
advocacia ou empresas, desde que 
respeitadas as hipóteses de sigilo previstas na Lei e no 
Código de Ética e Disciplina. 
Art. 15, § 4º: Nenhum advogado pode integrar mais de 
uma sociedade de advogados, constituir mais de uma 
sociedade unipessoal de advocacia, ou integrar, 
simultaneamente, uma sociedade de advogados e 
uma sociedade unipessoal de advocacia, com sede ou 
filial na mesma área territorial do respectivo Conselho 
Seccional. 
Art. 17-A: O advogado poderá associar-se a uma ou 
mais sociedades de advogados ou sociedades 
unipessoais de advocacia, sem que estejam presentes 
os requisitos legais de vínculo empregatício, para 
prestação de serviços e participação nos resultados, na 
forma do Regulamento Geral e de Provimentos do 
Conselho Federal da OAB. 
Essa associação dar-se-á por meio de pactuação de 
contrato próprio, que poderá ser de caráter geral ou 
restringir-se a determinada causa ou trabalho e que 
deverá ser registrado no Conselho Seccional da OAB 
em cuja base territorial tiver sede a sociedade de 
advogados que dele tomar parte. 
Além da sociedade, o sócio e o titular da sociedade 
individual de advocacia respondem subsidiária e 
ilimitadamente pelos danos causados aos clientes por 
ação ou omissão no exercício da advocacia, sem 
prejuízo da responsabilidade disciplinar em que 
possam incorrer. 
#06 – Advogados empregados 
O advogado empregado não está obrigado à 
prestação de serviços profissionais de interesse 
pessoal dos empregadores, fora da relação de 
emprego. 
As atividades do advogado empregado poderão ser 
realizadas, a critério do empregador, em qualquer um 
dos seguintes regimes: exclusivamente presencial; 
não presencial (teletrabalho ou trabalho à 
distância) ou misto. 
O comparecimento nas dependências de 
forma não permanente, variável ou para 
participação em reuniões ou em eventos 
presenciais não descaracterizará o 
regime não presencial. 
Na vigência da relação de emprego, as partes 
poderão pactuar, por acordo individual simples, a 
alteração de um regime para outro. 
A jornada de trabalho do advogado empregado, 
quando prestar serviço para empresas, não poderá 
exceder a duração diária de 8 (oito) horas contínuas e 
a de 40 (quarenta) horas semanais. 
Art. 21. Nas causas em que for parte o empregador, ou 
pessoa por este representada, os honorários de 
sucumbência são devidos aos advogados 
empregados. Parágrafo único. Os honorários de 
sucumbência, percebidos por advogado empregado 
de sociedade de advogados são partilhados entre ele 
e a empregadora, na forma estabelecida em acordo. 
 
3. Honorários Advocatícios. Da Incompatibilidade e Impedimento. 
#07 – Honorários Advocatícios 
 
 Os Honorários Convencionados são aqueles 
em que as partes, advogado e cliente, 
pactuam o valor a ser cobrado, de forma 
escrita, ou verbal. Na falta de estipulação ou 
de acordo, os honorários são fixados por 
arbitramento judicial, em remuneração 
compatível com o trabalho e o valor 
econômico da questão, observado 
obrigatoriamente o disposto no Código de 
Processo Civil. 
Salvo estipulação em contrário, 1/3 (um terço) dos 
honorários é devido no início do serviço, outro terço 
até a decisão de primeira instância e o restante no 
final. 
 O advogado, quando indicado para 
patrocinar causa de juridicamente 
Espécies de 
Honorários
Convencionados
Arbitrados
Sucumbenciais
Assistenciais
9 
 
necessitado, no caso de impossibilidade da 
Defensoria Pública no local da prestação de 
serviço, tem direito aos honorários fixados 
pelo juiz, segundo tabela organizada pelo 
Conselho Seccional da OAB, e pagos pelo 
Estado. 
Se o advogado fizer juntar aos autos o seu contrato de 
honorários antes de expedir-se o mandado de 
levantamento ou precatório, o juiz deve determinar 
que lhe sejam pagos diretamente, por dedução da 
quantia a ser recebida pelo constituinte, salvo se este 
provar que já os pagou. 
 Os Honorários de Sucumbência são aqueles 
arcados pela parte vencida no processo. 
 Considera-se advocacia pro bono a 
prestação gratuita, eventual e voluntária de 
serviços jurídicos em favor de instituições 
sociais sem fins econômicos e aos seus 
assistidos, sempre que os beneficiários não 
dispuserem de recursos para a contratação de 
profissional. 
 Os honorários assistenciais são aqueles fixados em ações 
coletivas propostas por entidades de classe em 
substituição processual, sem prejuízo aos honorários 
convencionais. 
Nos casos judiciais e administrativos, as disposições, 
as cláusulas, os regulamentos ou as convenções 
individuais ou coletivas que retirem do sócio o direito 
ao recebimento dos honorários de sucumbência, 
serão válidos somente após o protocolo de petição 
que revogue os poderes que lhe foram outorgados ou 
que noticie a renúncia a eles, e os honorários serão 
devidos proporcionalmente ao trabalho realizado nos 
processos. 
Salvo renúncia expressa do advogado 
aos honorários pactuados na hipótese 
de encerramento da relação contratual 
com o cliente, o advogado mantém o 
direito aos honorários proporcionais ao 
trabalho realizado nos processos judiciais e 
administrativos em que tenha atuado, nos exatos 
termos do contrato celebrado, inclusive em relação 
aos eventos de sucesso que porventura venham a 
ocorrer após o encerramento da relação contratual. 
O distrato e a rescisão do contrato de prestação de 
serviços advocatícios, mesmo que formalmente 
celebrados, não configuram renúncia expressa aos 
honorários pactuados. 
 O contrato de prestação de serviços de 
advocacia não exige forma especial, mas deve 
estabelecer: o seu objeto, os honorários 
ajustados, a forma de pagamento, a extensão 
do patrocínio, esclarecendo se este abrangerá 
todos os atos do processo ou limitar-se-á a 
determinado grau de jurisdição, além de 
dispor sobre a hipótese de a causa encerrar-
se mediante transação ou acordo. 
 
 A compensação de créditos, pelo advogado, 
de importâncias devidas ao cliente, somente 
será admissível quando o contrato de 
prestação de serviços a autorizar ou quando 
houver autorização especial do cliente para 
esse fim, por este firmada. 
Art. 24-A. No caso de bloqueio universal 
do patrimônio do cliente por decisão 
judicial, garantir-se-á ao advogado a 
liberação de até 20% (vinte por cento) 
dos bens bloqueados para fins de 
recebimento de honorários e reembolso 
de gastos com a defesa, ressalvadas as causas 
relacionadas aos crimes previstos na Lei nº 11.343, de 
23 de agosto de 2006 (Lei de Drogas), e observado o 
disposto no parágrafo único do art. 243 da 
Constituição Federal. 
 Contrato com cláusula quota litis: 
O contrato com cláusula quota litis, também 
conhecido como contrato de honorários ad exitum, 
refere-se àquele em que o cliente não tem condições 
de arcar com os valores da demanda, ou seja, o 
advogado efetuará o pagamento de toda a demanda 
e, ao final do processo, receberá os honorários 
pertinentes, a depender do êxito que tiver obtido na 
demanda 
Na hipótese da adoção dessa cláusula, os honorários 
devem ser necessariamente representados por 
pecúnia e, quando acrescidos dos honorários da 
sucumbência, não podem ser superiores às vantagens 
advindas a favor do cliente. 
 Prescrição: 
 Prescreve em 5 anos a ação de cobrança de 
honorários, contado o prazo: 
 do vencimento do contrato, se houver; 
 do trânsito em julgado da decisão que os fixar; 
 da ultimação do serviço extrajudicial; 
 da desistência ou transação; 
 da renúncia ou revogação do mandato. 
Art. 26. O advogado substabelecido, 
com reserva de poderes, não pode 
cobrar honorários sem a intervenção 
daquele que lhe conferiu o 
substabelecimento. Parágrafo único. O 
disposto no caput deste artigo não se 
aplica na hipótese de o advogado substabelecido, 
com reservas de poderes, possuir contrato celebrado 
com o cliente. 
#08 – Incompatibilidade e Impedimento 
 Incompatibilidade: Proibiçãoocorrência de fatos novos. 
defesa sobre a concessão da liminar em 05 dias, pena 
de revelia (mas não ocorre a estabilização da tutela. 
o indeferimento da liminar não impede que o autor 
apresente o pedido principal. 
 
4. Audiência de conciliação e mediação 
 Cabimento: todos os processos que admitem 
autocomposição (mesmo que de direitos 
indisponíveis, se possível acordo sobre a forma de seu 
exercício). 
 Não comparecimento da parte: se injustificado 
importa em multa de até 2% do proveito econômico 
do processo ou do valor da causa, em favor da União 
ou do Estado. 
 Prazo da defesa: começa a correr da data da 
audiência em que for encerrada a tentativa frustrada 
de conciliação ou do pedido bilateral de sua não 
realização (deve ser apresentado pelo réu em até 10 
dias antes da audiência). 
 
5. Reconvenção 
pretensão do réu exercida contra o autor baseada em 
fundamento da defesa ou fato conexo com a causa de 
pedir da petição inicial, podendo ser oposta mesmo 
que o réu não conteste 
a desistência ou extinção sem resolução do mérito 
não importa na extinção automática da reconvenção 
cabe reconvenção da reconvenção (conexão com 
fundamento da reconvenção ou com fato novo nela 
narrado). 
cabe ampliação subjetiva da lide (inserção de novos 
réus na reconvenção ou apresentação em 
litisconsórcio com mais reconvintes). 
 
6. Saneamento e providências preliminares 
 Objeto: 
Fixação dos pontos controvertidos 
Solução de questões processuais pendentes 
Análise da pertinência das provas requeridas 
Julgamento antecipado da lide (dispensa de dilação 
probatória) 
Julgamento fracionado (dispensa de dilação 
probatória em parcela dos pedidos) 
Decisão de inversão do ônus da prova 
#10 – Pedido de ajustes e esclarecimentos 
Prazo comum de 05 dias da publicação da decisão de 
saneamento (prazo para estabilização do 
saneamento) 
Prazo para recursos após o escoamento do prazo de 
estabilização do saneamento 
#11 – Pedido de ajustes e esclarecimentos 
Audiência especial para fixação de pontos 
controvertidos em conjunto com as partes 
Causas complexas ou por iniciativa do juiz 
 
7. Provas 
#12 – Distribuição do ônus da prova 
 Distribuição estática: "quem alega tem que 
provar" 
Autor: fato constitutivo de seu direito 
Réu: fatos novos (impeditivos, modificativos ou 
extintivos) 
 Distribuição dinâmica: 
Legal: ope legis - inversão do ônus da prova por 
expressa previsão legal (ex. publicidade enganosa) 
Judicial (opejudicis): por decisão do magistrado no 
caso concreto, invertendo o ônus nas seguintes 
hipóteses: 
a) impossibilidade de quem deveria 
provar 
b) dificuldade de acesso à prova por 
quem deveria provar 
75 
 
c) facilidade de acesso pela outra parte 
Por convenção das partes 
(convencional) admite-se a 
redistribuição do ônus, exceto se 
extremamente difícil ou impossível o 
acesso à prova pela outra parte; ou 
tratar-se de direito indisponível; 
#13 – Produção antecipada de provas 
 Cabimento: 
IMPOSSIBILIDADE ou DIFICULDADE PARA 
REALIZAÇÃO POSTERIOR; 
POSSIBILIDADE DE AUTOCOMPOSIÇÃO ou OUTRA 
SOLUÇÃO DO CONFLITO; 
Conhecimento do fato possa JUSTIFICAR OU EVITAR 
A AÇÃO. 
OBSERVAÇÃO: cabe para produção de qualquer 
meio de prova, inclusive, para simples exibição de 
documentos ou coisas 
Se não houver potencial de conflito, pode ser 
unilateral (ação de justificação). 
Pode ser ação autônoma ou pedido incidental em 
ação já em andamento (neste caso quando houver 
urgência na antecipação da fase processual). 
 Competência: para ação autônoma 
Juiz do foro do local em que deve ser produzida a 
prova ou o foro do domicílio do réu. 
NÃO PREVINE a competência para a ação decorrente 
em que a prova produzida antecipadamente possa ser 
utilizada. 
NÃO será admitido recurso, EXCETO no caso de 
indeferimento TOTAL do requerimento originário de 
produção antecipada de provas. 
 Petição inicial: requisitos específicos 
Indicação da razão que justifica o pedido; 
Indicação dos fatos sobre os quais recairá a prova. 
OBSERVAÇÃO: Realizada a prova, os autos 
permanecerão em cartório para que os interessados 
possam extrair cópia ou certidão pelo período de 1 
mês, após, os autos serão entregues ao promovente 
da ação. 
#14 – Provas em espécie 
 Incidente de falsidade na prova documental: 
Regra geral é questão incidental (não faz coisa 
julgada), a menos que a parte peça que seja julgada 
como questão principal (fazendo coisa julgada). 
Só será realizada perícia se a parte não concordar em 
retirar o documento do processo. 
É ônus da parte argúi a falsidade provar o fato, salvo 
em se tratando de falsidade de assinatura (cujo ônus 
é de quem juntou o documento). 
 Prova pericial: 
Honorários: podem ser pagos, a pedido da parte 
deferido pelo juiz, 50% antes e 50% depois de 
entregue o laudo pericial 
Perícia simples: mera arguição em audiência do 
especialista se o ponto controvertido for de menor 
complexidade. 
Perícia consensual: perito escolhido por consenso 
das partes. 
Quesitos suplementares e pedido de 
esclarecimentos: os primeiros só podem ser 
apresentados até a entrega do laudo; já os últimos, 
são apresentados após a entrega do laudo. 
 Prova testemunhal: 
Devem ser intimadas pelo advogado da parte que as 
arrolar, com juntada do comprovante de intimação em 
até 03 dias antes da audiência 
Rol de testemunhas deve ser apresentado em até 15 
dias contados do saneamento ou outro prazo fixado 
pelo juiz. 
Cada parte pode arrolar até 10 testemunhas, sendo 
até 03 para cada fato. 
A recusa da testemunha (contradita) deve ser 
apresentada oralmente na audiência, com 
possibilidade de produção de provas na hora. 
Depois de apresentado o rol a parte só pode substituir 
a testemunha que falecer; que, por enfermidade, não 
estiver em condições de depor; que, tendo mudado 
de residência ou de local de trabalho, não for 
encontrada. 
 
8. Coisa julgada 
#15 – Questão prejudicial e coisa julgada rebus sic 
standibus nas relações continuativas 
 Questão prejudicial: não transita em julgado, 
exceto se: 
Depender do julgamento do mérito; 
Se houver contraditório (prévio e efetivo); e 
O juízo tiver competência em razão da matéria e da 
pessoa. 
O procedimento não possuir restrições probatórias 
 Coisa julgada rebus sic standibus nas relações 
continuativas: 
se houver fato novo ou nova regulação jurídica do 
tema, pode a questão ser reexaminada, em sendo a 
relação continuativa, desde que preservados os 
76 
 
efeitos anteriormente já consolidados (ex. ação 
revisional de alimentos). 
 
9. Liquidação de sentença 
 Liquidação provisória: possibilidade de ser 
apresentada mesmo nos casos em que o recurso da 
sentença genérica tenha sido recebido com efeito 
suspensivo. 
 Espécies de liquidação: por arbitramento 
(necessidade apenas de prova pericial para apuração 
do valor devido) ou por procedimento comum 
(necessidade de provar fato com outros meios de 
prova - ex. testemunhal). 
 Liquidação parcial de sentença: cabimento 
concomitante de liquidação e cumprimento de 
sentença quando o título judicial possui parte líquida 
e ilíquida. 
 Necessidade de exibição de documentos 
 
10. Recursos 
 Requisitos: 
Intrínsecos: envolvem a existência do direito de 
recorrer - recorribilidade da decisão; cabimento do 
recurso; legitimidade e interesse recursal; ausência de 
fato impeditivo (renúncia, desistência ou 
aquiescência) 
Extrínsecos: envolvem o exercício do direito de 
recorrer - tempestividade, preparo e regularidade 
formal 
#16 – Recurso adesivo 
 Cabimento: 
Sucumbência recíproca em: 
a) apelação; 
b) RE; 
c) REsp. 
 Prazo: momento das contrarrazões, desde que o 
recorrente adesivo não tenha apresentado 
recurso independente. 
Subordinação: não será conhecido se houver 
desistência do recurso principal ou se ele for 
considerado inadmissível. 
#17 – Reexame necessário 
 Cabimento - sucumbência da Fazenda Pública em 
sentença e ausência de recurso voluntário Exceções: 
A condenação ou o proveito econômico obtido na 
causa for de valor certo e líquido inferior a: 
a) 1.000 salários-mínimos para a União e as 
respectivas autarquias e fundações de 
direito público; 
b) 500 salários-mínimos para os Estados, o 
Distrito Federal, as respectivas autarquias 
e fundações de direito público e os 
Municípios que constituam capitais dos 
Estados; 
c) 100 salários-mínimos para todos os 
demais Municípios e respectivas 
autarquias e fundações de direito público. 
Sentença fundada em precedente vinculante e 
orientação vinculante firmada no âmbito 
administrativo do próprio ente público, consolidada 
em manifestação, parecer ou súmula administrativa. 
#18 – Incidente de ampliação de julgamento 
 Cabimento: decisão não unânime em 
Apelação 
Ação rescisória com rescisão da sentença 
Agravo de instrumento que julgar parcialmente o 
mérito. 
OBSERVAÇÃO: não se aplica: 
Incidente de assunção de competência e ao de 
resolução de demandas repetitivas; 
Da remessa necessária; 
Decisão do plenário ou pela corte especial. 
 Procedimento: 
Prosseguimento com a convocação de mais 
julgadores, com direito de nova sustentação oral 
Os julgadores que já tiverem votado poderão rever 
seus votos 
#19 – Sustentação oral 
 Cabimento: 
a) Apelação; 
b) Recurso ordinário; 
c) Recurso especial; 
d) Recurso extraordinário; 
e) Embargos de divergência; 
f) Ação rescisória, no mandado de segurança, 
na reclamação e outras ações competência 
originária; 
g) Agravo de instrumento interposto contra 
decisões interlocutórias que versem sobre 
tutelas provisórias de urgência ou da 
evidência; 
h) Agravo interno da decisão monocrática nos 
recursos e ações citadas anteriormente. 
#20 – Recursos em espécie 
 Apelação sem efeito suspensivo automático: a 
regra é que a apelação possua efeito suspensivo 
automático, quando só cabe a efetivação da decisão 
77 
 
após o julgamento do recurso, exceto nos seguintes 
casos: 
homologa divisão ou demarcação de terras; 
condena a pagar alimentos; 
extingue sem resolução do mérito ou julga 
improcedentes os embargos do executado; 
julga procedente o pedido de instituição de 
arbitragem; 
confirma, concede ou revoga tutela provisória; 
decreta a interdição. 
 Taxatividade mitigada no agravo de 
instrumento: 
o rol das hipóteses de agravo de instrumento é 
exaustivo (art. 1.015 do CPC e outras opções legais), 
mas a parte, se houve urgência no exame de matéria 
neles não previstas, pela inutilidade de se aguardar 
eventual apelação para discussão do tema, pode 
apresentar o agravo de instrumento (ex. discussão 
sobre competência do juízo). 
se a parte não apresentar o agravo de instrumento 
fora das hipóteses explícitas de se não cabimento, 
deverá discutir a matéria como preliminar em sua 
apelação ou contrarrazões de apelação. 
 Agravo interno e agravos em recurso especial e 
extraordinário: 
O agravo interno é o recurso cabível contra decisões 
monocráticas em segunda instância, sendo dirigido 
ao órgão colegiado 
Será cabível da decisão da Presidência do Tribunal 
que não receber recurso especial ou extraordinário 
em caso de o recurso ser contrário a precedente 
vinculante do tribunal superior 
Nos demais casos de inadmissibilidade, o recurso 
cabível será o agravo em recurso especial ou agravo 
em recurso extraordinário 
Em caso de unanimidade na decisão do agravo 
interno ou manifesto incabimento, o agravante, que 
litigar em abuso do direito, será multado entre 1% e 
5% do valor atualizado da causa em favor da parte 
contrária. 
 Recurso ordinário constitucional: 
Cabimento: decisão denegatórias de mandado de 
segurança e mandado de injunção de competência 
original de Tribunal (regionais, para o STJ; do STJ, para 
o STF). 
OBS: também é cabível, para o STJ, com tramitação 
similar a do agravo de instrumento, das decisões 
interlocutórias proferidas em ações de competência 
da Justiça Federal, nas quais litiguem de um lado, 
Estado estrangeiro ou organização internacional, e de 
outro, município ou pessoa residente ou domiciliada 
no Brasil. 
 Recurso especial: 
Requisitos específicos: ofensa ou negativa de 
vigência de dispositivo de lei federal (não cabe de lei 
estadual e municipal); esgotamento de instância; 
prequestionamento; decisão de tribunal. 
OBS: dissídio jurisprudencial: é possível justificar o 
especial, também, por divergência entre o acórdão 
recorrido e a jurisprudência de outro tribunal, quando 
a parte deverá demonstrar similitude fática entre os 
casos usando a técnica do cotejo analítico, além da 
veracidade do paradigma utilizado. 
Não admite: rediscussão sobre interpretação de 
cláusula contratual e simples reexame de provas do 
processo. 
Relevância: requisito novo, inserido por emenda 
constitucional, ainda, não aplicável por ausência de lei 
infraconstitucional regulamentadora. 
 Recurso extraordinário: 
Requisitos específicos: ofensa direta à Constituição; 
esgotamento de instância; prequestionamento; 
decisão final (não precisa ser de tribunal, cabendo, 
inclusive, de acórdão de turma recursal); repercussão 
geral 
Se a ofensa à Constituição for indireta, aplica-se a 
fungibilidade, com envio do recurso para o STJ julgá-
lo como recurso especial, estando preenchidos seus 
pressupostos de admissibilidade. 
Repercussão geral: relevância (econômica, jurídica, 
política ou social) e transcendência; só pode ser 
examinado pelo STF e só pode ser afastada por voto 
de 2/3 dos Ministros (8, portanto). 
#21 – Ação Rescisória 
 Cabimento: vícios graves (art. 966, do CPC) 
 Prazos: 
02 anos: 
- contados do trânsito em julgado da última decisão 
do processo 
- contados da publicação de acórdão que declarou a 
inconstitucionalidade do dispositivo legal no qual se 
fundou a sentença, desde que não tenha ocorrido 
modulação de efeitos por decisão do STF 
05 anos: para o surgimento de prova nova 
 Competência: definida por quem prolatou a última 
decisão de mérito no processo (efeito substitutivo). 
#22 – IAC e IRDR - Incidentes de Assunção de 
Competência e Resolução de Recursos Repetitivos 
 IRDR: 
necessidade de solução controvérsia sobre a mesma 
questão unicamente de direito com efetiva 
repetição de processos que gere risco de ofensa à 
isonomia e à segurança jurídica 
78 
 
deslocamento do feito para o órgão especial, a fim de 
formação de precedente vinculante 
a desistência do processo pela parte não interfere no 
julgamento do incidente, o qual, apenas não será 
aplicado ao caso concreto do desistente. 
Cabe a admissão de amicus curie. 
 IAC: 
necessidade de solução de relevante questão de 
direito, com grande repercussão social, sem repetição 
em múltiplos processos, identificada incidentalmente 
em processo ou recurso analisado pelo tribunal 
deslocamento do feito para o órgão especial, a fim de 
formação de precedente vinculante. 
 
11. Execução de título extrajudicial 
#23 – Impenhorabilidades 
 Bem de família: 
aplica-se mesmo para pessoas solteiras ou viúvas 
em caso de mais de um imóvel de propriedade da 
entidade familiar com a finalidade de residência da 
família, penhora-se o de maior valor 
se o único imóvel da família estiver alugado e os 
valores contribuírem para o sustento, será 
impenhorável 
é possível a penhora da sede da empresa, salvo 
microempresa 
 Contas bancárias: 
Pequena poupança (até 40 salários-mínimos) é 
impenhorável, conceito que se aplica à caderneta de 
poupança ou outros investimentos 
 Salários: 
Em regra são impenhoráveis, mas podem ser 
penhorados: 
a) forem de elevado valor (que ultrapassem 50 
salários-mínimos mensais); 
b) em execução de alimentos oriundos de direito de 
família; 
c) excepcionalmente, em proporção que não afete o 
sustento da família, definida pelo juiz no caso 
concreto. 
#24 – Prescrição intercorrente 
Não localização do executado para citação ou de bens 
penhoráveis 
Suspensão do processo por um ano, quando o 
exequente poderá requerer novas diligênciasApós esse prazo, inicia-se o prazo prescrição do 
crédito contido no título (depende, portanto, da 
natureza da obrigação) 
Se não localizado o devedor ou bens no prazo 
prescricional, o juiz deve decretar a prescrição de 
ofício, mas com prévia oitiva do credor (pode alegar, 
por exemplo, causas suspensivas ou interruptivas da 
prescrição. 
#25 – Preço vil 
Não se efetiva arrematação, segundo leilão, por valor 
inferior a 50% do valor da avaliação, ou outro 
percentual fixado pelo juiz superior a este. 
Em caso de arrematação por valor inferior, cabe 
pedido incidental de anulação da arrematação, se 
apresentado até a assinatura do auto de arrematação. 
Após esse momento, só cabe ação autônoma, quando 
ao arrematante deverá ser citado como litisconsorte 
necessário e poderá desistir da arrematação sem 
ônus. 
#26 – Embargos do executado 
Ação autônoma (distribuída por dependência e com 
pagamento de custas) 
Citação do embargado na pessoa de seu procurador 
Prazo de 15 dias contados da citação individual de 
cada executado (aqui não se aplica prazo comum, 
salvo se cônjuges). 
Não possui efeito suspensivo automático, o qual só 
será concedido se presentes 4 requisitos: 
a) pedido da parte; 
b) risco de dano no prosseguimento da execução; 
c) plausibilidade da argumentação do executado; 
d) segurança do juízo (ou seja, só são concedidos os 
efeitos se há oferta de bem para penhora, ou penhora 
já realizada na execução) 
Se forem abusivos (improcedência liminar, 
indeferimento da inicial, intempestividade e 
protelação), cabe a fixação de multa de até 20% sobre 
o valor da execução. 
 
12. Mandado de segurança 
79 
 
 
 
 
DIREITO PENAL 
1. Princípios Fundamentais do Direito Penal 
#01 – Princípios Penais 
 Princípio da legalidade ou da reserva legal: 
proíbe a retroatividade de uma lei penal 
incriminadora. 
 Princípio da intervenção mínima (ultima ratio): 
o Direito Penal deve intervir o mínimo possível nas 
relações sociais, somente se criando crimes quando 
realmente necessário para garantir a segurança 
jurídica. Se subdivide em princípio da subsidiariedade 
e princípio da fragmentariedade. 
 Princípio da humanidade ou dignidade da 
pessoa humana: o Direito Penal deve respeitar, acima 
de tudo, os direitos humanos fundamentais, e em 
hipótese alguma violar a dignidade da pessoa 
humana. 
 Princípio da intranscendência ou pessoalidade 
das penas: a pena é pessoal e intransferível e jamais 
ultrapassa a pessoa do autor. 
 Princípio da culpabilidade ou da 
responsabilidade penal subjetiva: não há crime sem 
culpa lato sensu (responsabilidade pessoal) decorre 
de uma conduta praticada pelo agente através de 
dolo ou culpa (em sentido estrito). 
 Princípio da lesividade ou ofensividade: sua 
principal função é proibir a incriminação de condutas 
que não ultrapassem o âmbito, a esfera do próprio 
agente (ex.: autolesão não configura crime). 
 Princípio da adequação social da conduta: 
condutas socialmente adequadas, aceitas pela 
sociedade, devem ser reconhecidas como atípicas. 
Porém, atualmente, boa parte da doutrina não aceita 
sua aplicação de forma direta por se contrapor ao 
princípio da legalidade. 
 
2. Teoria da Norma 
#02 – Espécies de normas penais 
 Lei penal incriminadora: estabelece os crimes e 
prevê suas penas, estando prevista na parte especial 
do Código Penal e em leis penais extravagantes. 
 Lei penal não incriminadora: pode ser 
explicativa (não prevê crime nem estabelece pena, 
possui apenas cunho explicativo. Ex.: delimita um 
conceito, um princípio) ou permissiva (autoriza que 
em certas hipóteses o agente atue sem que o fato seja 
considerado crime. Ex.: legítima defesa). 
 Lei penal em branco: está incompleta e exige um 
complemento para que possa ser interpretada e 
aplicada. Pode ser homogênea ou heterogênea. 
 Lei excepcional (art. 3º CP): criada para 
situações anormais de calamidade, vigorando 
enquanto durar a situação que lhe deu causa. Seu 
prazo de vigência é indeterminado, porém 
condicionado, vinculado à situação anormal que lhe 
deu causa. Possui ultratividade gravosa. 
 Lei temporária (art. 3º CP): criada para situações 
particulares, não necessariamente anormais, 
possuindo assim prazo de vigência determinado. 
Também possui ultratividade gravosa. 
#03 – Aplicação da lei penal no tempo 
Objetiva determinar o momento de ocorrência de um 
crime (tempo do crime), sendo que, para isso o CP 
adotou a teoria da atividade (art. 4º). 
80 
 
 
#04 – Aplicação da lei penal no espaço 
 Teoria da Ubiquidade (art. 6º CP): lugar do 
crime será tanto o local onde ocorre a prática da 
conduta quanto o local em que se produzir, ou 
devesse ter se produzido (tentativa) o resultado. 
 Princípio da territorialidade (art. 5º CP): regra 
geral que define a aplicação da lei penal brasileira a 
todos os fatos ocorridos (ação ou resultado) em 
território nacional, ou em suas extensões, ressalvadas 
as regras de tratados e convenções internacionais. 
 
3. Iter Criminis 
#05 – Conceito de Iter Criminis 
Estudo das etapas de realização do crime doloso 
(algumas são obrigatórias, outras facultativas). 
#06 – Etapas do Iter Criminis 
1. Cogitação: etapa psíquica, que não afeta bem 
jurídico alheio, é absolutamente impunível. 
2. Preparação ou atos preparatórios: etapa concreta, 
no mundo fático, que visa instrumentalizar a realização 
do crime. Via de regra, também impunível. Exemplos 
de exceções: arts. 288 e 291 do CP, Lei 13.260/16 – 
Terrorismo. 
3. Atos executórios ou execução: agente dá início à 
realização do crime, passando a interferir na esfera do 
bem jurídico alheio e permitindo a intervenção do 
direito penal, o que ocorre ao menos através da 
tentativa (art. 14, II e parágrafo único, do CP). 
4. Consumação: ocorre quando o crime está 
completo, ou seja, quando o agente realiza tudo 
aquilo que o tipo penal proibiu, lesionando o bem 
jurídico tutelado pela norma. 
#07 – Tentativa (Art. 14, II e parágrafo único, do CP) 
Iter criminis que não se concluiu. O agente inicia a 
execução, mas não chega à consumação por motivos 
alheios à sua vontade, gerando assim um crime 
incompleto, que terá sua pena diminuída de 1/3 a 
2/3. 
 
#08 – Institutos defensivos do Iter Criminis 
 Desistência voluntária (art. 15, 1ª parte, CP): 
agente inicia os atos executórios e, durante sua 
realização, voluntariamente desiste de prosseguir e 
abandona a prática dos atos em curso. 
 Arrependimento eficaz (art. 15, 2ª parte, CP): o 
agente inicia e completa todos os atos executórios, 
não havendo mais nada a realizar, porém, por sua 
própria escolha, atua eficazmente e impede a 
consumação, evitando assim a produção do resultado. 
 Arrependimento posterior (art. 16, CP): 
acontece posteriormente à consumação, quando o 
agente repara o dano ou restitui a coisa, para receber 
diminuição de pena de um 1/3 a 2/3. Requisitos: 
a) Crime sem violência ou grave ameaça à pessoa; 
b) Reparação do dano até o recebimento da denúncia. 
 Crime impossível (art. 17, CP): a lesão do bem 
jurídico tutelado no tipo específico é absolutamente 
impossível de ocorrer, embora o agente, que não sabe 
disso, realize a conduta e atue com dolo. 
 
4. Teoria do Crime 
#09 – Conceito analítico de crime 
Nosso ordenamento adotou a concepção tripartida 
de delito (Teoria Finalista da Ação). O conceito 
analítico de crime é formado por três elementos para 
que se possa falar em crime (estrito senso). São eles: 
fato típico, ilicitude ou antijuridicidade e culpabilidade 
(reprovabilidade). 
#10 – Fato típico 
Em seu aspecto formal, é a descrição na lei da conduta 
humana proibida para qual se estabelece uma sanção. 
É composto pelos elementos objetivos (aqueles 
concretamente previstos na norma, expressamente 
descritos no próprio tipo) e subjetivos (dolo e 
especial fim de agir). 
81 
 
 
#11 – Ilicitude ou antijuridicidade 
É a relação de contrariedade entre determinado 
comportamento que integre um fato típico e o 
ordenamentojurídico. 
 Excludentes de ilicitude (art. 23, CP): 
a) estado de necessidade: decorre de uma situação 
de perigo em que há a estrita necessidade de 
sacrificar certo bem jurídico para se preservar outro. 
b) legítima defesa: ocorre quando o agente sofre 
uma injusta agressão, que seja atual ou iminente, a um 
bem jurídico próprio ou mesmo de terceiro, atuando 
para repelir essa agressão e garantir a proteção do 
bem jurídico ameaçado/agredido, desde que atue 
usando moderadamente os meios suficientes, 
disponíveis e necessários para isso. 
c) estrito cumprimento do dever legal: decorre de 
uma situação de perigo em que há a estrita 
necessidade de lesionar, sacrificar certo bem jurídico 
para se preservar outro. 
d) exercício regular de direito: age licitamente todo 
aquele que exerce de forma regular, e dentro dos 
imites, um direito que lhe tenha sido outorgado pela 
lei. Ex.: ofendículos. 
e) consentimento do ofendido: causa supralegal de 
exclusão da ilicitude, ocorre quando o titular de um 
bem jurídico disponível autoriza previamente sua 
lesão, desde que o agente atue dentro dos limites do 
consentimento, afastando assim a ilicitude da conduta 
e consequentemente o crime. 
#12 – Culpabilidade 
Reprovabilidade pessoal da conduta 
típica e ilícita praticada. É fundamento e 
pressuposto para a aplicação da pena. 
Elementos da culpabilidade: 
a) imputabilidade: plena capacidade de entender o 
mundo e a natureza dos fatos, e ainda de se 
autodeterminar de acordo com esse entendimento. 
b) potencial conhecimento da ilicitude: para que 
haja reprovação, culpabilidade e crime é preciso que 
o agente conheça, ou tenha ao menos a possibilidade 
de conhecer, o caráter ilícito, proibido, daquilo que 
faz. 
c) exigibilidade de conduta diversa: é preciso que 
seja possível exigir do agente um comportamento 
diferente daquele realizado, ou seja, que seja possível, 
diante dos fatos concretos apresentados, exigir que o 
sujeito não tivesse realizado o fato típico e Ilícito. 
 
5. Teoria do Erro 
#13 – Teoria limitada da culpabilidade 
No que tange às espécies de erro, nosso 
ordenamento adotou, a partir da teoria 
normativa pura da culpabilidade, a 
vertente chamada teoria limitada da 
culpabilidade. 
#14 – Espécies de erro 
Segundo a teoria limitada da culpabilidade, há três 
espécies de erros essenciais: 
a) Erro de tipo incriminador (art. 20 do CP): incide 
nos elementos objetivos que compõem o tipo penal, 
ou seja, quando o agente se equivoca a respeito da 
situação fática que está realizando ao cometer o crime 
b) Erro de tipo permissivo (art. 20, § 1º, do CP): 
incide sobre elementos integrantes de um tipo penal 
autorizador, ou seja, incide sobre elementos que 
compõem uma excludente de ilicitude (ex.: agressão 
na legítima defesa), gerando uma descriminante 
putativa. 
c) Erro de proibição (art. 21 do CP): o agente não 
conhece o caráter ilícito do seu comportamento, ou 
seja, erra a respeito da proibição daquilo que faz, atua 
sem o conhecimento da ilicitude de seus atos. 
OBSERVAÇÃO: erro de tipo e erro de proibição 
podem decorrer pela influência de um terceiro. É o 
erro determinado por terceiros (art. 20, § 2º, CP). 
Há também os erros acidentais, que são assim 
chamados por serem relacionados a falhas, acidentes, 
no momento de realização da conduta típica. São eles: 
a) Erro sobre a pessoa (art. 20, § 3º, do CP): erro 
quanto à identidade da vítima. 
b) Erro de execução ou aberratio ictus (art. 73 do 
CP): erro fático na realização/execução da conduta, 
em que o agente erra o alvo visado, atingindo vítima 
diversa da pretendida. 
c) Aberratio criminis ou aberratio delicti (art. 74 do 
CP): erro quanto ao crime praticado, quanto ao bem 
jurídico lesionado. 
 
6. Concurso de Pessoas 
#15 – Conceito de concurso de pessoas 
82 
 
Ocorre quando dois ou mais agentes, em acordo de 
vontades (liame subjetivo), concorrem para a prática 
de determinado crime. Pode se dar na forma de 
coautoria ou participação. 
#16 – Teoria monista temperada 
ATENÇÃO: nosso ordenamento adotou a teoria 
monista temperada (art. 29, CP), pela qual autor, 
coautor e partícipe respondem pelo mesmo crime, 
embora cada um tenha sua pena individualizada e 
calculada separadamente, respondendo, portanto, na 
medida de sua culpabilidade. 
Exceções à teoria monista: possibilitam que 
coautores respondam por crimes diferentes. Ex: crime 
de aborto. 
 
7. Concurso de Crimes 
#17 – Conceito de concurso de crimes 
Ocorre quando o agente realiza vários crimes, 
idênticos ou diferentes, por meio de várias condutas 
(concurso material ou crime continuado) ou por 
meio de uma só conduta (concurso formal). 
#18 – Espécies de concurso de crimes 
De acordo com a espécie de concurso de crime 
ocorrida, será definida a forma de aplicação da pena. 
 
 
 
8. Teoria da Pena 
#19 – Conceito de pena 
Pena é toda sanção imposta pelo Estado, mediante a 
ação penal, a quem pratica uma infração penal, como 
retribuição ao ato ilícito praticado e com o fim de 
evitar novos delitos. 
#20 – Espécies de penas 
 Penas privativas de liberdade (PPL): 
Regimes de cumprimento das PPL: fechado, 
semiaberto ou aberto. 
Modalidades de PPL: reclusão ou detenção. 
Dosimetria das PPL (art. 68, CP adotou sistema 
trifásico - Nelson Hungria): 1ª fase: fixação da pena-
base, conforme circunstâncias judiciais; 2ª fase: 
circunstâncias agravantes e atenuantes; 3ª fase: 
causas de aumento e de diminuição de pena. 
Limite máximo de cumprimento de PPL: foi alterado 
pela Lei 13.964/19 e agora é de 40 anos (art. 75 do 
CP). 
Súmula 444, STJ - É vedada a utilização de inquéritos 
policiais e ações penais em curso para agravar a pena-
base. 
 Penas restritivas de direitos (PRD, art. 43, CP): 
são penas substitutivas da privação da liberdade, e 
por isso autônomas e não acessórias, sendo 
inadmissível sua cumulação com penas privativas de 
liberdade. São elas: Prestação pecuniária; Prestação 
de serviços à comunidade ou a entidades públicas; 
Perda de bens e valores; Limitação de final de semana; 
Interdições temporárias de direitos. 
 Pena de multa: sanção penal oriunda de crime, 
pessoal, intransferível e individualizada (princípio da 
intranscendência e da individualização das penas). 
 
9. Extinção da punibilidade 
#21 – Conceito de extinção da punibilidade 
Refere-se ao afastamento da possibilidade de punir 
determinado fato, mesmo este sendo típico, ilícito e 
culpável. 
Estão previstas no art. 107 do CP, sendo a prescrição 
a mais importante delas para fins de prova. 
#22 – Conceito de prescrição 
Perda do direito de punir (jus puniendi) pela inércia 
do Estado, que não o exercitou dentro de certo lapso 
de tempo, fixado previamente em lei. 
#23 – Espécies de prescrição 
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 Prescrição da pretensão punitiva comum (art. 
109, CP): o Estado perde a possibilidade de aplicar a 
pena antes da sentença condenatória transitar em 
julgado. Via de regra, toma por base a pena máxima 
abstrata prevista na lei. Os prazos prescricionais são 
reduzidos pela metade quando o agente, no tempo 
do crime, for menor de 21 anos, ou se na data da 
sentença for maior de 70 anos (art. 115 do CP). 
Modalidades: 
 Prescrição superveniente, intercorrente ou 
subsequente (art. 110, § 1º, do CP) 
 Prescrição retroativa (art. 110, § 1º, do CP) 
 Prescrição da pretensão executória (art. 110, 
CP): prescrição da execução da pena que foi aplicada 
concretamente na sentença condenatória definitiva, 
transitada em julgado. Prazo será calculado nas bases 
da tabela do art. 109 do CP. 
 Prescrição da pena de multa (art. 118, CP): 
prescrevem em dois anos (multa for a única cominada) 
ou no mesmo prazo da PPL referente ao crime, 
quando a multa for cumulativa ou alternativamente 
cominada. 
 
10. PARTE ESPECIAL – Crimes contra a vida 
#24 – Homicídio (art. 121, CP) 
Homicídio privilegiado (art. 121, § 1º, do CP – 
redução da pena de 1/6 a 1/3): causa de diminuição 
de pena. 
É possível o homicídio privilegiado-qualificado,desde que as qualificadoras sejam de natureza 
objetiva, sendo que, este não é crime hediondo. 
 
O homicídio culposo na direção de veículo 
automotor será tratado pelo CTB (art. 302). 
No crime de latrocínio, a finalidade (dolo) do agente 
é a subtração da coisa, mas para isso acaba matando. 
#25 – Aborto autorizado ou legal (art. 128, CP) 
O aborto eugênico ou eugenésico ocorre quando há 
deformidades ou anomalias no feto que possam gerar 
inviabilidade para vida extrauterina e não há previsão 
ou autorização no Código Penal. Porém, o STF admite 
e autoriza o aborto em casos de anencefalia. 
 
11. Crimes contra o patrimônio 
#26 – Furto (art. 155, CP) 
O furto de uso não caracteriza crime. 
A consumação do furto, de acordo com a teoria 
majoritária e adotada atualmente pelo STF (teoria da 
amotio), ocorre com a mera inversão da posse. 
Furto famélico: pessoa, visando a satisfazer uma 
necessidade alimentar imediata, subtrai alimentos, 
importando assim em situação de perigo atual para a 
pessoa, sendo subtração é a única forma de 
solucionar o problema naquele momento. 
 
#27 – Roubo (art. 157, CP) 
 
Roubo de uso: não configura crime de roubo, pode-
se imputar ao agente o constrangimento ilegal (art. 
146 do CP), ou outros crimes decorrentes da violência. 
Súmula 610, STF. Há crime de latrocínio quando o 
homicídio se consuma, ainda que não realize o agente 
a subtração de bens da vítima. 
#28 – Apropriação indébita previdenciária (art. 
168-A, CP) 
Art. 168-A, § 2º, CP: ocorre a extinção da 
punibilidade neste crime se, antes do início da ação 
fiscal, o agente espontaneamente declara e efetua o 
pagamento das contribuições ou valores devidos. 
Porém, atualmente o STF e o STJ entendem, de acordo 
com a Lei 12.382/11, que o pagamento integral dos 
tributos devidos será causa de extinção da 
punibilidade e poderá ser efetuado a qualquer tempo, 
mesmo após o recebimento da denúncia, até mesmo 
após o trânsito em julgado da sentença condenatória. 
#29 – Estelionato (art. 171, CP) 
Diferenças entre estelionato e outros crimes: 
84 
 
a) Estelionato e apropriação indébita: no 
estelionato, o agente possui o dolo ab initio, antes de 
auferir a vantagem e na apropriação indébita seu dolo 
vem após possuir o bem de forma legítima. 
b) Estelionato e furto mediante fraude: no 
estelionato, a fraude é utilizada para que a vítima 
entregue a coisa ao agente. No furto, a fraude é para 
diminuir a vigilância sobre a coisa para possibilitar a 
subtração. 
c) Estelionato e extorsão: no estelionato, a vítima 
entrega voluntariamente a coisa. Na extorsão, a vítima 
faz ou deixa de fazer algo entregando a vantagem em 
razão da violência ou grave ameaça. 
d) Falso (crime anterior) e estelionato (crime 
posterior): Súmula 17 STJ: O crime-meio (falso) é 
absorvido pelo crime-fim (estelionato) quando o falso 
foi o meio necessário para se obter o estelionato. 
 Súmula 554, STF: O pagamento de cheque 
emitido sem provisão de fundos após o recebimento 
da denúncia não obsta ao prosseguimento da ação 
penal. 
 Súmula 521, STF: O foro competente para o 
processo e julgamento dos crimes de estelionato, sob 
a modalidade de emissão dolosa de cheque sem 
provisão de fundos, é o local onde se deu a recusa do 
pagamento pelo sacado. 
#30 – Receptação (art. 180, CP) 
 Se a infração anterior for 
contravenção não haverá receptação. 
 Crime anterior não precisa ser 
previsto como crime contra o 
patrimônio. 
 Não há receptação de bem imóvel (STF). 
 É admissível a receptação de receptação. 
 
12. Crimes contra a dignidade sexual 
#31 – Estupro (art. 213, CP) 
Estupro na sua forma simples (art. 213, caput, CP) e 
nas formas qualificadas é crime hediondo. 
O art. 214 (atentado violento ao pudor) foi revogado 
pela Lei 12.015/2009 e todas as condutas nele 
previstas passaram a compor o art. 213 (estupro), 
ocorrendo assim a chamada abolitio criminis formal. 
#32 – Importunação sexual (art. 215-A, CP) 
Ao instituir o Art. 215-A do CP, a Lei 13.718/18 
revogou a contravenção penal de importunação 
ofensiva ao pudor. Não houve, porém, abolitio 
criminis, pois o Art. 61 da LCP foi apenas formalmente 
revogado e seu conteúdo migrou para o novo crime 
de importunação sexual (princípio da continuidade 
normativo-típica). 
#33 – Estupro de Vulnerável (art. 217-A do CP) 
 Sujeito ativo: homem ou mulher. 
 Sujeito passivo: somente o vulnerável, conceito 
que engloba as seguintes pessoas: 
a) Menor de 14 (catorze) anos; 
b) Alguém que por enfermidade/deficiência 
mental, não tem discernimento para o ato; 
c) Alguém que, por qualquer outra causa, não 
possa oferecer resistência. 
#34 – Ação penal nos crimes sexuais (art. 225 do 
CP) 
A Lei 13.718/18 alterou a natureza da ação penal nos 
crimes sexuais, tornando-a ação penal pública 
incondicionada para todas as hipóteses. 
 
13. Crimes contra a paz pública 
 
#35 – Associação criminosa (art. 288 do CP) 
Antigo crime de “quadrilha ou bando”, prevê como 
crime, punido com pena de reclusão de 1 a 3 anos, a 
conduta de associarem-se 3 ou mais pessoas, para 
o fim específico de cometer crimes. Deve haver a 
presença do dolo de associação e do especial fim de 
agir (fim de praticar 2 ou mais crimes). 
Associação para tráfico de drogas: incide o tipo 
específico previsto no art. 35 da Lei 11.343/2006. 
 
14. Crimes contra a fé pública 
#36 – Moeda falsa (art. 289 do CP) 
A doutrina e a jurisprudência consideram que a 
falsificação grosseira do dinheiro contrafeito configura 
crime impossível (art. 17 do CP). 
Já a utilização de papel-moeda grosseiramente 
falsificado para obtenção de vantagem indevida irá 
configurar crime de estelionato (Súmula 73 do STJ). 
#37 – Falsidade ideológica (art. 299 do CP) 
 Falsidade ideológica: O documento não possui 
vício em sua forma, ou seja, é formalmente perfeito 
(não envolve a forma do documento), porém, seu 
conteúdo é falso, de modo que a falsidade somente 
será provada pela apuração dos fatos. 
 Falsidade material: O documento possui vício 
em sua forma (rasuras, introdução de novos dizeres, 
supressão de palavras), ou seja, é formalmente falso, 
independentemente do seu conteúdo ser 
verdadeiro ou não. 
85 
 
 
15. Crimes contra a Administração Pública - Dos crimes praticados 
por funcionário público contra a administração em geral 
#38 - Peculato (art. 312 do CP) 
Sujeito ativo: funcionário público que praticar as 
condutas típicas atuando em razão do seu cargo ou da 
função pública que exerce. Trata-se de crime próprio. 
Peculato de uso não configura o crime. 
Peculato culposo (art. 312, § 2º, do CP): funcionário 
concorre culposamente para o crime de outrem. 
Como depende de outra prática criminosa, é 
chamado de crime parasitário. 
#39 - Concussão (art. 316 do CP) 
Configura este crime exigir vantagem indevida, para 
si ou para outrem, direta ou indiretamente em razão 
da função, ainda que fora dela, ou antes de assumi-la; 
se caracteriza quando há ameaça de represálias, 
explícitas ou implícitas, por parte do funcionário 
público, incutindo algum temor, medo à vítima. 
 
#40 – Corrupção Passiva (art. 317 do CP) 
Solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou 
indiretamente, ainda que fora da função, ou antes de 
assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, ou 
aceita promessa de tal vantagem. 
ATENÇÃO: Pode haver corrupção ativa sem que o 
funcionário público responda por corrupção passiva. 
#41 - Prevaricação (arts. 319 e 319-a do CP) 
Possui natureza híbrida, já que o tipo penal é 
formado por condutas comissivas (retardar e praticar) 
e outra omissiva (deixar de praticar) caracterizando-se, 
neste caso, como crime omissivo próprio. 
 
16. Crimes contra a Administração Pública - Dos crimes praticados 
por particular contra a administração em geral 
#42 - Desacato (art. 331 do CP) 
A consumação ocorre com a simples prática da 
ofensa, independentemente do funcionário público 
se sentir ofendido (crime formal). Para que haja o 
desacato o funcionáriodeve estar presente para 
ouvir a ofensa. O STF entende que a criminalização do 
desacato é compatível com o Estado Democrático de 
Direito, razão pela qual continua a ser crime. 
#43 – Corrupção Ativa (art. 333 do CP) 
Oferecer ou prometer vantagem indevida a 
funcionário público, para determiná-lo a praticar, 
omitir ou retardar ato de ofício. A iniciativa de oferecer 
ou prometer vantagem deve ser do particular (crime 
comum). O ato a ser praticado, omitido ou retardado 
deve ser do funcionário. 
#44 - Contrabando ou Descaminho (art. 334 e art. 
334-a do CP) 
De acordo com posicionamento do STF e STJ, aplica-
se o princípio da insignificância no descaminho se o 
valor sonegado não ultrapassa R$ 20.000,00 (vinte mil 
reais). 
STF, via de regra, não reconhece a aplicação do 
princípio da insignificância para o contrabando. 
 
17. Crimes contra a Administração da Justiça 
#45 - Denunciação Caluniosa (art. 339 do CP) 
É fundamental que o agente saiba que a vítima é 
inocente e tenha o dolo específico de fazer uma 
denunciação falsa. Em hipótese de conflito aparente 
de normas, a calúnia será crime (crime-meio) 
absorvido pela denunciação caluniosa (princípio da 
consunção). 
#46 – Favorecimento real e Favorecimento pessoal 
(arts. 348 e 349 do CP) 
A diferença entre as duas espécies de favorecimento 
previstas no Código Penal é que no favorecimento real 
o sujeito visa tornar seguro o proveito do crime, 
enquanto no favorecimento pessoal o sujeito visa 
tornar seguro o autor de um crime antecedente. Em 
ambos, o auxílio deve ocorrer após a consumação do 
crime anterior. 
 
18. Dos Crimes Contra o Estado Democrático de Direito 
#47 - Crimes Contra a Soberania Nacional 
CP. Atentado à soberania 
Art. 359-I. Negociar com governo ou grupo 
estrangeiro, ou seus agentes, com o fim de provocar 
atos típicos de guerra contra o País ou invadi-lo: 
Pena - reclusão, de 3 (três) a 8 (oito) anos. 
§ 1º Aumenta-se a pena de metade até o dobro, se 
declarada guerra em decorrência das condutas 
previstas no caput deste artigo. 
§ 2º Se o agente participa de operação bélica com o 
fim de submeter o território nacional, ou parte dele, ao 
domínio ou à soberania de outro país: 
Pena - reclusão, de 4 (quatro) a 12 (doze) anos. 
Atentado à integridade nacional 
Art. 359-J. Praticar violência ou grave ameaça com a 
finalidade de desmembrar parte do território nacional 
para constituir país independente: 
86 
 
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, além da 
pena correspondente à violência. 
Espionagem 
Art. 359-K. Entregar a governo estrangeiro, a seus 
agentes, ou a organização criminosa estrangeira, em 
desacordo com determinação legal ou regulamentar, 
documento ou informação classificados como secretos 
ou ultrassecretos nos termos da lei, cuja revelação 
possa colocar em perigo a preservação da ordem 
constitucional ou a soberania nacional: 
Pena - reclusão, de 3 (três) a 12 (doze) anos. 
§ 1º Incorre na mesma pena quem presta auxílio a 
espião, conhecendo essa circunstância, para subtraí-lo 
à ação da autoridade pública. 
§ 2º Se o documento, dado ou informação é 
transmitido ou revelado com violação do dever de 
sigilo: 
Pena - reclusão, de 6 (seis) a 15 (quinze) anos. 
§ 3º Facilitar a prática de qualquer dos crimes previstos 
neste artigo mediante atribuição, fornecimento ou 
empréstimo de senha, ou de qualquer outra forma de 
acesso de pessoas não autorizadas a sistemas de 
informações: 
Pena - detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos. 
§ 4º Não constitui crime a comunicação, a entrega ou 
a publicação de informações ou de documentos com 
o fim de expor a prática de crime ou a violação de 
direitos humanos. 
#48 - Dos Crimes Contra as Instituições 
Democráticas 
CP. Abolição violenta do Estado Democrático de 
Direito 
Art. 359-L. Tentar, com emprego de violência ou grave 
ameaça, abolir o Estado Democrático de Direito, 
impedindo ou restringindo o exercício dos poderes 
constitucionais: 
Pena - reclusão, de 4 (quatro) a 8 (oito) anos, além da 
pena correspondente à violência. 
Golpe de Estado 
Art. 359-M. Tentar depor, por meio de violência ou 
grave ameaça, o governo legitimamente constituído: 
Pena - reclusão, de 4 (quatro) a 12 (doze) anos, além da 
pena correspondente à violência. 
#49 - Dos Crimes Contra o Funcionamento das 
Instituições Democráticas no Processo Eleitoral 
CP. Interrupção do processo eleitoral 
Art. 359-N. Impedir ou perturbar a eleição ou a aferição 
de seu resultado, mediante violação indevida de 
mecanismos de segurança do sistema eletrônico de 
votação estabelecido pela Justiça Eleitoral: 
Pena - reclusão, de 3 (três) a 6 (seis) anos, e multa. 
Violência política 
Art. 359-P. Restringir, impedir ou dificultar, com 
emprego de violência física, sexual ou psicológica, o 
exercício de direitos políticos a qualquer pessoa em 
razão de seu sexo, raça, cor, etnia, religião ou 
procedência nacional: 
Pena - reclusão, de 3 (três) a 6 (seis) anos, e multa, além 
da pena correspondente à violência. 
#50 - Dos Crimes Contra o Funcionamento dos 
Serviços Essenciais 
CP. Abolição violenta do Estado Democrático de 
Direito 
CP. Sabotagem 
Art. 359-R. Destruir ou inutilizar meios de comunicação 
ao público, estabelecimentos, instalações ou serviços 
destinados à defesa nacional, com o fim de abolir o 
Estado Democrático de Direito: 
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 8 (oito) anos. 
 
 
DIREITO DO PROCESSUAL PENAL
1. Ação penal 
#01 – Inquérito policial 
 Assistência jurídica necessária: 14-A, CPP 
 investigação de servidores na área de segurança 
pública e militares em missões de garantia da lei e da 
ordem 
 uso de força letal 
 exercício de suas funções 
a) citação do servidor para constituir 
defensor em 48 horas 
b) se não constituir será a instituição de 
origem intimada para indicação de 
defensor em 48 horas (pode ser a 
Defensoria ou defensor pago pela 
instituição) 
 Vícios: não contaminam a ação penal, salvo 
provas ilícitas (teoria dos frutos da árvore 
envenenada) 
 Valor probante: formação de justa causa 
para a ação penal, mas não pode ser o único 
meio de prova para a condenação 
87 
 
 A regra é a repetição das provas na instrução, salvo as 
irrepetíveis, antecipadas e cautelares 
 Prazos: não há consequências para seu 
descumprimento 
 10 dias - investigado preso 
 30 dias - investigado solto 
 Lei Antidrogas: 30 prorrogáveis por mais 30 (investigado 
preso); 90 dias prorrogáveis por mais 90 (investigado solto); 
 Economia Popular: 10 dias (investigado preso ou solto) 
#02 – ANPP - Acordo de Não Persecução Penal 
 Cabimento: 
 Pena mínima inferior a 04 anos (considerando 
majorantes e minorantes) 
 Crime praticado sem violência ou grave ameaça 
 Adequação da medida (prevenção e remediação) 
 Impedimentos: 
 Cabimento de transação penal ou suspensão 
condicional do processo 
 Ter usado de outro benefício despenalizador nos 05 
anos anteriores 
 Reincidência 
 Conduta criminal habitual, reiterada ou profissional, 
salvo se insignificantes as infrações penais anteriores 
 Crimes de violência doméstica ou familiar praticados 
contra mulher em razão de sua condição feminina. 
 Condições: ofertadas pelo Ministério Público 
e controladas pelo juiz 
 Confissão formal e circunstanciada 
 Reparação do dano (se possível) 
 Renúncia dos instrumentos, produto e proveito do 
crime; 
 Prestação de serviços à comunidade (tempo da pena 
mínima diminuída de 1/3 a 2/3) 
 Pagamento de prestação pecuniária (proporcional e 
compatível com a infração) 
 Outras condições ofertadas pelo MP no caso concreto. 
#03 – Transação Penal 
 Cabimento: infrações penais de menor 
potencial ofensivo (pena máxima de até 02 
anos) 
 Impedimentos: 
 Reincidência com crime com pena privativa de liberdade 
 Uso do benefício nos últimos 05 anos 
 Circunstâncias desfavoráveis. 
(inadequação) 
 Inadimplemento: retomada do processo penal, 
com oferta da denúncia ou novas diligênciasno 
inquérito policial - SV 35. 
#04 – Suspensão Condicional do Processo 
 Cabimento: 
 Pena mínima igual ou inferior a 01 ano (com 
majorantes, minorantes e qualificadoras). 
 Quando há concurso de crimes, leva-se em consideração 
o somatório das penas (Súmulas 723 do STF e 243 do STJ). 
 Circunstâncias favoráveis 
 Impedimentos: 
 Condenação anterior (salvo pôr em pena de multa) 
 Não esteja sendo processado por outro crime 
 Crimes militares 
 Violência doméstica contra a mulher 
 Uso do benefício nos últimos 05 anos 
 Circunstâncias desfavoráveis (inadequação) 
 Descumprimento de ANPP anterior 
 Condições: período de prova de 02 a 04 anos 
(cabível prorrogação) 
 Reparação do dano (se possível) 
 Proibição de frequentar determinados lugares 
 Proibição de ausentar-se da comarca sem autorização 
judicial 
 Comparecimento mensal em juízo 
 Outras condições fixadas pelo juiz de acordo com o caso 
concreto 
 Revogação: 
 Obrigatória: se por processado por novo crime ou não 
reparar injustificadamente o dano; 
 Facultativa: descumprimento de outras condições ou 
ser processado por contravenção penal. 
#05 – Ação Penal Pública Condicionada 
 Representação: 
a) Condição de procedibilidade 
b) Procurador = poderes especiais 
c) Decadência = seis meses do conhecimento 
do fato 
d) Retratação = antes da oferta da denúncia 
(salvo violência doméstica = antes do 
recebimento da denúncia) 
#06 – Ação Penal Privada 
 Decadência: 06 meses da ciência da autoria 
 Exceções: induzimento a erro essencial e 
ocultação de impedimento (06 meses do 
trânsito em julgado da sentença cível); 
88 
 
propriedade imaterial ( 30 dias de 
homologação do laudo). 
 Perempção 
 Abandono da causa pelo querelante por 
30 dias 
 Regulação da capacidade processual em 
60 dias (sucessão em caso de falecimento do querelante, ou 
representação em caso de incapacidade superveniente) 
 Desistência tácita: querelante deixa de comparecer às 
audiências ou não pede a condenação do réu nas alegações 
finais 
 Perdão: 
 Até o trânsito em julgado 
 Expresso ou tácito (comportamento incompatível) 
 Bilateral (réu deve concordar), mas se presume aceito se 
não houver discordância em 03 dias de sua intimação 
 Afeta a todos os que aceitarem 
OBSERVAÇÃO: crime contra honra de servidor 
público no exercício das funções: legitimidade 
concorrente (cabe ação penal pública ou privada) - 
Súmula 714 do STF 
lesão corporal com violência doméstica: sempre é 
hipótese de ação penal pública incondicionada. 
 
2. Competência 
#07 – Relativa 
 Pode ser conhecida de ofício, mas somente até 
a audiência de instrução e julgamento (princípio 
da identidade física do juiz) 
 Regra geral: local da infração 
 Crimes à distância: praticado no Brasil com 
resultado no estrangeiro 
 Teoria da ubiquidade - foro tanto o do lugar da ação ou 
omissão quanto o do local em que se produziu ou deveria se 
produzir o resultado - o foro competente será o do lugar em 
que foi praticado o último ato de execução no Brasil 
 Plurilocal: teoria do resultado - lugar em que se 
consumar a infração ou último ato de execução 
(tentado). 
 Praticados no exterior: juízo da Capital do 
Estado onde houver por último residido o 
acusado; 
 Nunca tiver residido no Brasil ou 
extraterritorialidade (Brasil se comprometeu a 
processar e punir crime praticado no exterior 
com a lei brasileira): juízo da Capital da 
República. 
 Navios ou aeronaves: sujeitos à lei brasileira - 
local em que primeiro aportar a embarcação ou 
pousar a aeronave ou o último local em que 
tenham aportado ou pousado. 
OBSERVANÇÃO: Cheque sem fundos: teoria do 
resultado - local da recusa do pagamento. 
Estelionato por depósito, emissão de cheques sem 
fundos ou com o pagamento frustrado, ou mediante 
transferência de valores: domicílio da vítima 
Homicídio: morte em local diverso da conduta = local 
da ação ou omissão (não o do resultado - facilitação 
da produção da prova). 
 
#08 – Absoluta 
 Justiça Federal: 
a) Crimes que afetam bens, serviços ou 
interesses da União, suas autarquias e 
empresas públicas, salvo a competência da 
justiça eleitoral e justiça militar. 
 OBSERVAÇÃO: Não abrange as sociedades 
de economia mista. 
b) Crimes previstos em tratado ou convenção 
internacional, quando, iniciada a 
execução no País, o resultado tenha ou 
devesse ter ocorrido no estrangeiro, ou 
reciprocamente; 
c) Crimes em que haja grave violação 
de direitos humanos (incidente de 
federalização) 
d) Crimes políticos; 
e) Crimes relacionados à disputa sobre direitos 
indígenas de forma coletiva 
f) Crimes ou contravenções cometidos a bordo 
de navios ou aeronaves, salvo competência 
da Justiça Militar. 
g) Crimes de ingresso ou permanência irregular 
de estrangeiro no Brasil; 
h) Execução de carta rogatória e sentença 
estrangeira homologada (após o exequatur 
pelo STJ); 
i) Crimes contra o sistema financeiro; 
j) Crimes contra a organização do trabalho; 
k) Crimes de contrabando e de descaminho; 
l) Contravenções praticadas pelos detentores 
de foro na Justiça Federal. 
 Foro por prerrogativa de função: 
a) Crimes cometidos durante o exercício do 
cargo e com ele relacionados 
 
OBSERVAÇÃO: Prerrogativa de 
função x Tribunal do Júri (Súmula 
Vinculante 45) 
 
89 
 
a) Prerrogativa prevista na CRFB/88 x Competência 
do Júri: Prevalece a competência de foro por 
prerrogativa de função, já que as duas regras 
estão previstas na CF. 
b) Prerrogativa não prevista na CF/88 x 
Competência do Júri – Prevalece a competência 
do Tribunal do Júri, pois apenas essa, nesse caso, 
está expressa na Constituição da República 
Federativa do Brasil. 
#09 – Conexão 
 Intersubjetiva 
 Por simultaneidade ocasional: pessoas diversas 
cometem infrações diversas no mesmo local, na mesma 
época, mas desde que não estejam ligadas por nenhum 
vínculo subjetivo. 
 Por concurso: concurso de pessoas - vínculo entre 
infrações 
 Por reciprocidade:, agentes praticaram as infrações uns 
contra os outros ao mesmo tempo e no mesmo lugar. 
 Objetiva: 
 Lógica ou teleológica: uma infração deve ter sido 
praticada para “facilitar” a outra. 
 Consequencial: uma infração é cometida para ocultar a 
outra, ou, ainda para garantir a impunidade do infrator ou 
garantir a vantagem da outra infração. 
 Instrumental: prova da ocorrência de uma infração e de 
sua autoria influencia na caracterização da outra infração. 
#10 – Continência 
 Por cumulação subjetiva: duas ou mais pessoas 
são acusadas pela mesma infração (concurso de 
pessoas) - um único crime, cometido por dois ou 
mais agentes em concurso (coautoria ou 
participação) - o vínculo entre os agentes e não 
entre as infrações. 
 Por concurso formal, aberratio ictus e aberratio 
delicti: mediante uma só conduta o agente 
pratica dois ou mais crimes (pluralidade de 
infrações com unidade de conduta). 
 
3. Questões incidentes 
#11 – Questões prejudiciais 
 Obrigatórias: juízo penal absolutamente 
incompetente quando há seriedade na 
controvérsia 
 Estado civil - prejudicial de mérito para a ação penal 
(elementar do crime) 
 Suspensão do processo e da prescrição até sua solução 
no juízo cível (trânsito em julgado) - pode ser determinada 
de ofício 
 Cabe produção de provas urgentes no juízo penal 
durante a suspensão do processo 
 Ministério Público passa a intervir ou até promover o 
processo cível. 
 Facultativas: outros temas prejudiciais 
envolvendo elementares do crime 
 Suspensão do processo e da prescrição, apenas se já 
existir ação cível em curso, mas desde que não haja 
restrições probatórias na ação 
 Suspensão por prazo razoável (não precisa aguardar o 
trânsito em julgado) 
 Questão de difícil solução, mas findo o prazo de 
suspensão (e não prorrogado), cabe prosseguimento do 
processo penal 
 Intervenção do MP apenas quando o processo 
prejudicado for de ação penal pública. 
 OBS: só cabe recurso (RESE) da decisãoque 
determinar a suspensão, em ambas as 
hipóteses. 
#12 – Incidente de insanidade 
 Não é realizado quando há oposição da defesa. 
 Suspensão do processo sem suspensão da 
prescrição. 
 Réu preso: transferência para hospital 
psiquiátrico ou cela separada 
 Superveniente: suspensão do processo até o 
reestabelecimento do réu (condição de 
prosseguibilidade) 
 Ao tempo do crime: processo continua correndo 
- cabe absolvição, absolvição imprópria 
(inimputabilidade) ou condenação com redução 
de pena ou aplicação de medida de segurança 
(semi-inimputável). 
 
4. Medidas cautelares e prisões 
#13 – Prisão em flagrante 
 Espécies 
 Próprio: está cometendo ou acabou de cometê-lo 
 Impróprio: logo após cometer o crime - presunção de 
autoria e perseguição (sem interrupção, mesmo que tenha 
perdido de vista) 
 Presumido: veemente indício de autoria porque 
encontrado com instrumento, armas, objetos, documentos 
etc., relacionados ao crime 
 Preparado: induzimento pelo agente - ilícito (delito 
putativo por obra do agente provocador) - S. 145, STF. 
 Diferido: ação controlada - prisão no momento da 
máxima eficiência - organizações criminosas e tráfico de 
drogas (necessidade de comunicação ao juiz) 
90 
 
 Comunicação: - imediata ao juiz, MP e familiares 
do preso (ou pessoa por ele indicada) 
 Audiência de custódia: verificar a legalidade da 
prisão, condições pessoais do preso e sua 
necessidade e adequação 
 Até 24 horas do recebimento do auto de prisão em 
flagrante pelo juiz 
 Cabe relaxamento, concessão de liberdade provisória 
(com ou sem fiança), substituição por outras medidas 
cautelares, ou conversão em preventiva - necessidade de 
pedido do MP 
#14 – Prisão preventiva 
 Pressupostos e requisitos: 
• Prova da existência do crime (plausibilidade) 
+ 
• Indícios suficientes de autoria 
+ 
• Garantia da ordem pública ou econômica 
ou 
• conveniência da instrução 
ou 
• Efetividade do processo 
 
 Contemporaneidade do periculum libertatis 
OBSERVAÇÃO: cabe a decretação pelo 
descumprimento de outra medida cautelar 
 Prazo: reavaliação de 90 em 90 dias. 
 Não se aplica: 
a) Crimes sem pena privativa de liberdade 
ou cuja pena máxima seja igual ou inferior 
a 04 anos. 
 EXCEÇÕES: reincidentes dolosos e 
violência doméstica e familiar contra 
mulher, idoso, enfermo, deficiente ou criança 
e adolescente, em contexto de coabitação. 
b) crimes culposos 
c) Casos de imunidades formais 
d) Durante as eleições 
 
#15 – Prisão domiciliar 
 Substitutiva à preventiva 
 Condições: 
 + de 80 anos 
 debilitado por doença grave 
 Em crimes sem violência ou grave ameaça e não 
cometidos contra filho ou dependente: 
a) responsável por menor de 06 anos ou 
deficiente 
b) gestante 
c) mãe de criança de até 12 anos (ou pai, 
desde que seja o único responsável). 
#16 – Prisão temporária 
 Objetivo: auxiliar na investigação de crimes 
graves 
 Momento: antes do processo 
 Cabimento: rol exaustivo (2º, L. 7.960/1984) 
 Requisitos: 
 Fumus comissi delicti + necessidade para investigações 
ou para identificação do réu ou que não possua residência 
fixa. 
 Prazo: 05 dias (prorrogáveis por mais 05) 
 Hediondos: 30 dias prorrogáveis por mais 30. 
#17 – Liberdade provisória e fiança 
 Sem fiança: 
a) Presença de descriminantes 
b) Hipossuficientes financeiros 
c) Inafiançáveis 
 Com fiança: 
 Delegado: crimes com pena máxima igual ou menor que 
04 anos 
 Quebramento: perda de 50% e do direito de prestar 
nova fiança no mesmo processo 
a) prática de crime doloso; 
b) não comparecimento injustificado 
em juízo; 
c) obstrução ao processo; 
d) descumprimento de outra medida 
cautelar cumulada; 
e) resistência injustificada à ordem 
judicial 
 Perda: 100%: não apresentação para cumprimento da 
pena. 
 
5. Provas 
#18 – Cadeia de custódia 
 Objetivo: proteção às evidências do crime e 
rastreamento e registro de todo caminho 
percorrido pelo vestígio para efeito de 
constituição de prova técnica no processo penal. 
• Visa a sindicabilidade da autenticidade da 
prova 
 
 Quebra: nulidade relativa 
 Fases: 
 Externa: preservação do local do crime e detecção dos 
vestígios 
91 
 
 Interna: reconhecimento; isolamento; fixação; coleta; 
acondicionamento; transporte; recebimento; 
processamento; armazenamento; descarte. 
#19 – Provas ilícitas 
 Espécies: 
 Ilícitas - violam o direito material (inadmissíveis) - 
devem ser desentranhadas dos autos 
 Ilegítimas - violam o procedimento (nulidade na 
produção da prova) - podem, porém, ser refeitas ou 
convalidadas 
 OBSERVAÇÃO: Prova ilícita por derivação: 
teoria dos frutos da árvore envenenada - 
mesmo as provas lícitas, se derivadas (nexo 
causal) das ilícitas, ficam contaminadas. 
 EXCEÇÕES: 
 Fonte independente: sem nexo causal com a ilícita 
 Descoberta inevitável (fonte hipotética independente) - 
seria descoberta de qualquer forma, mesmo se for derivada 
da ilícita. 
 Nexo causal atenuado: acusado ou terceiro rompe o 
nexo causal da ilicitude 
 Hipóteses de admissibilidade: 
 Exceção de erro inócuo: vício sem relevância prática ou 
condenação pautada em outras provas lícitas 
 Serendipidade: encontro fortuito (casualidade). 
 Campos abertos: não há privacidade em atos cometidos 
em público. 
 Teoria do risco: não há privacidade para quem quebra o 
dever de sigilo profissional (sobre o tema da prova). 
#20 - Exame de corpo de delito 
 Necessidade: crimes que deixam vestígios 
 Substituição: prova testemunhal (não sendo 
possível sua realização) 
 Não cabe substituição por confissão 
 Laudo pericial 
 Realizado por um perito oficial ou dois peritos 
nomeados pelo juiz 
 Contraditório apenas durante o processo, quando 
pode ser realizado laudo complementar 
 Juiz não está vinculado às suas conclusões 
(sistema liberatório) 
#21 - Confissão e interrogatório 
 Interrogatório: 
 Meio de defesa e último ato da instrução (mesmo nos 
procedimentos especiais) 
 Inversão importa em nulidade relativa (necessidade de 
arguição pela defesa e demonstração de efetivo prejuízo) 
 Não admite condução coercitiva 
 Individualizado na hipótese de coautoria e participação 
 Acusado preso em audiência por videoconferência tem 
direito à presença de seu defensor na penitenciária 
 Confissão 
 Simples x qualificada (com reconhecimento de 
descriminantes ou exculpantes) 
 Retratável 
 Divisível 
#22 - Reconhecimento de pessoas e coisas 
 Necessidade de observância 
do procedimento legal, pena de 
nulidade 
 Descrição da pessoa pela vítima 
 Colocação do suspeito ao lado de outras 
pessoas, com as mesmas características 
físicas 
 Auto de reconhecimento deve ser assinado por duas 
testemunhas 
 Reconhecimento fotográfico é prova atípica e, por si só, 
não pode servir de base para condenação. 
 Pode ser suprida por outras provas, desde que 
não haja contaminação 
#23 - Buscas pessoal e domiciliar 
 Pessoal: 
 Independente de mandado 
 Necessidade de justificar fundada suspeita 
 Pode ser realizada no cumprimento do mandado de 
busca domiciliar 
 Domiciliar: 
 Regra geral, com mandado judicial, e deve ser realizada 
durante o dia. 
 EXCEÇÕES: flagrante com fundada suspeita ou 
consentimento provado do suspeito 
#24 - Interceptação telefônica 
 Cabimento: apenas no âmbito do processo ou 
investigação criminal, por ordem judicial 
 Requisitos: 
 Indícios de autoria 
 Prova imprescindível (subsidiariedade) 
 Infração penal punida com reclusão 
 Prazo: 15 dias (prorrogáveis por quantas vezes se 
fizer necessário, mas sempre por ordem judicial). 
 Degravação: não precisa ser integral, de forma 
que compete à defesa pedir trechos não juntados 
no processo. 
 
92 
 
6. Tribunal do Júri 
#25 - Pronúncia, impronúncia e despronúncia 
 Pronúncia: in dubio pro societate - bastam 
indícios de autoria e materialidade 
 Remessa dos autos para julgamento pelo tribunal do júri 
 Identificaçãode qualificadoras, majorantes e 
capitulação do crime 
 Vedação ao excesso de linguagem: não cabe eloquência 
acusatória pelo magistrado (decisão é provisória) e a decisão 
não pode ser usada como argumento de autoridade o 
plenário do júri 
 Impronúncia: presença de dúvida razoável a 
favor da defesa 
 Absolvição sumária: prova categórica da: 
 Inexistência do fato 
 Ausência de autoria ou participação 
 Atipicidade, presença de descriminante ou exculpante 
EXCEÇÃO: inimputabilidade, salvo se for a única 
tese defensiva (hipótese de absolvição imprópria, 
porque, se cumulada com outras defesas, cabe 
absolvição própria pelo plenário do júri). 
 Despronúncia: reforma da decisão de pronúncia 
por provimento do recurso 
#26 - Desaforamento 
 Provocado pelas partes ou de ofício pelo juiz 
(defesa, porém, sempre deve ser ouvida) 
 Hipóteses: 
 Interesse de ordem pública 
 Dúvida sobre a imparcialidade do júri ou segurança 
pessoal do acusado 
 Excesso de serviço (marcação da sessão de julgamento 
em prazo superior a 06 meses da preclusão da decisão de 
pronúncia) 
#27 - Juntada de documentos 
 Preclusão: 03 dias antes da sessão de 
julgamento com ciência da outra parte. 
 
7. Recursos e ações impugnativas 
#28 - Recurso em sentido estrito 
 Cabimento: hipóteses do art. 581, do 
CPP - exemplos: 
 Inépcia da denúncia 
 Não homologação de ANPP 
 Decretação de incompetência do juízo 
 Acolhimento de exceções (litispendência, ilegitimidade, 
coisa julgada) 
 Pronúncia 
 Fiança 
 Extinção da punibilidade 
 Intimação para contrarrazões: 
mesmo no caso de inépcia da 
denúncia, deve o réu ser intimado 
pessoalmente, não bastando a mera 
nomeação de defensor para 
apresentação de contrarrazões 
(Súmula 707 do STF) 
#29 - Revisão criminal 
Pode ser pedida diretamente pela parte, mesmo 
sem assistência de advogado. 
CPP. Art. 621. A revisão dos processos findos será 
admitida: 
I - quando a sentença condenatória for contrária ao 
texto expresso da lei penal ou à evidência dos autos; 
II - quando a sentença condenatória se fundar em 
depoimentos, exames ou documentos 
comprovadamente falsos; 
III - quando, após a sentença, se descobrirem novas 
provas de inocência do condenado ou de 
circunstância que determine ou autorize diminuição 
especial da pena. 
Art. 622. A revisão poderá ser requerida em qualquer 
tempo, antes da extinção da pena ou após. 
Parágrafo único. Não será admissível a reiteração do 
pedido, salvo se fundado em novas provas. 
Art. 623. A revisão poderá ser pedida pelo próprio réu 
ou por procurador legalmente habilitado ou, no caso 
de morte do réu, pelo cônjuge, ascendente, 
descendente ou irmão. 
Art. 624. As revisões criminais serão processadas e 
julgadas: 
I - pelo Supremo Tribunal Federal, quanto às 
condenações por ele proferidas; 
II - pelo Tribunal Federal de Recursos, Tribunais de 
Justiça ou de Alçada, nos demais casos. 
§ 1º No Supremo Tribunal Federal e no Tribunal Federal 
de Recursos o processo e julgamento obedecerão ao 
que for estabelecido no respectivo regimento interno. 
§ 2º Nos Tribunais de Justiça ou de Alçada, o 
julgamento será efetuado pelas câmaras ou turmas 
criminais, reunidas em sessão conjunta, quando 
houver mais de uma, e, no caso contrário, pelo tribunal 
pleno. 
§ 3º Nos tribunais onde houver quatro ou mais câmaras 
ou turmas criminais, poderão ser constituídos dois ou 
mais grupos de câmaras ou turmas para o julgamento 
93 
 
de revisão, obedecido o que for estabelecido no 
respectivo regimento interno. 
Art. 625. O requerimento será distribuído a um relator 
e a um revisor, devendo funcionar como relator um 
desembargador que não tenha pronunciado decisão 
em qualquer fase do processo. 
§ 1º O requerimento será instruído com a certidão de 
haver passado em julgado a sentença condenatória e 
com as peças necessárias à comprovação dos fatos 
arguidos. 
§ 2º O relator poderá determinar que se apensem os 
autos originais, se daí não advier dificuldade à 
execução normal da sentença. 
§ 3º Se o relator julgar insuficientemente instruído o 
pedido e inconveniente ao interesse da justiça que se 
apensem os autos originais, indeferi-lo-á in limine, 
dando recurso para as câmaras reunidas ou para o 
tribunal, conforme o caso (art. 624, parágrafo único). 
§ 4º Interposto o recurso por petição e 
independentemente de termo, o relator apresentará o 
processo em mesa para o julgamento e o relatará, sem 
tomar parte na discussão. 
§ 5º Se o requerimento não for indeferido in limine, 
abrir-se-á vista dos autos ao procurador-geral, que 
dará parecer no prazo de dez dias. Em seguida, 
examinados os autos, sucessivamente, em igual prazo, 
pelo relator e revisor, julgar-se-á o pedido na sessão 
que o presidente designar. 
Art. 626. Julgando procedente a revisão, o tribunal 
poderá alterar a classificação da infração, absolver o 
réu, modificar a pena ou anular o processo. 
Parágrafo único. De qualquer maneira, não poderá ser 
agravada a pena imposta pela decisão revista. 
Art. 627. A absolvição implicará o restabelecimento de 
todos os direitos perdidos em virtude da condenação, 
devendo o tribunal, se for caso, impor a medida de 
segurança cabível. 
Art. 628. Os regimentos internos dos Tribunais de 
Apelação estabelecerão as normas complementares 
para o processo e julgamento das revisões criminais. 
Art. 629. À vista da certidão do acórdão que cassar a 
sentença condenatória, o juiz mandará juntá-la 
imediatamente aos autos, para inteiro cumprimento da 
decisão. 
Art. 630. O tribunal, se o interessado o requerer, 
poderá reconhecer o direito a uma justa indenização 
pelos prejuízos sofridos. 
§ 1º Por essa indenização, que será liquidada no juízo 
cível, responderá a União, se a condenação tiver sido 
proferida pela justiça do Distrito Federal ou de 
Território, ou o Estado, se o tiver sido pela respectiva 
justiça. 
§ 2º A indenização não será devida: 
a) se o erro ou a injustiça da condenação proceder de 
ato ou falta imputável ao próprio impetrante, como a 
confissão ou a ocultação de prova em seu poder; 
b) se a acusação houver sido meramente privada. 
Art. 631. Quando, no curso da revisão, falecer a 
pessoa, cuja condenação tiver de ser revista, o 
presidente do tribunal nomeará curador para a defesa. 
 
 
 
DIREITO DO TRABALHO
1. Relação de Emprego 
#01 – Conceito 
A relação de trabalho, como um 
gênero, abrange diversas espécies, 
entre elas: Relação de emprego; 
Trabalho autônomo; Trabalho eventual; 
Trabalho avulso; Estágio; Trabalho 
voluntário etc. 
 
A relação de emprego pressupõe a existência de um 
elo entre empregador e empregador, em que deverá 
haver os cinco requisitos a seguir. 
#02 – Requisitos da relação de emprego 
1. Trabalho realizado por pessoa natural: prestação 
de serviço deve-se dar obrigatoriamente por pessoa 
física ou natural, podendo ser o empregador 
(tomador) tanto pessoa física como pessoa jurídica, o 
que em nada alterará essa relação de emprego. 
2. Pessoalidade: caráter de infungibilidade no que 
tange à figura do empregado. 
3. Subordinação: pode ser verificada sob três 
ângulos: subordinação jurídica, subordinação 
econômica, subordinação técnica. 
94 
 
4. Habitualidade ou não eventualidade: trabalho 
realizado não pode se dar de forma eventual ou 
ocasional, logo, o empregado sempre deverá ter uma 
expectativa de retorno. 
5. Onerosidade: todo trabalho prestado deverá haver 
uma contraprestação financeira, caso contrário, 
estaríamos diante de um trabalho voluntário. 
Macete de Memorização: SHOPP (subordinação, 
habitualidade, onerosidade, pessoalidade e pessoa 
física). 
Os empregados, assim constituídos em uma relação 
de emprego, possuem o manto protetivo da CLT, em 
contraponto aos demais (relação de trabalho) que 
possuem regramento próprio a eles aplicado. Prazo 
de 5 dias úteis, sob pena de pagamento de multa. 
 
2. Relações empregatícias especiais 
#03 – Conceito 
Alguns empregados possuem uma regulamentaçãoespecial e que não foram alterados pela reforma 
trabalhistas, e as quais devemos nos ater, como o 
empregado doméstico, trabalhador rural e o 
teletrabalho. 
#04 – Espécies de relações empregatícias especiais 
1. Doméstico (LC nº 150/2015): aquele(a) que presta 
seus serviços em âmbito residencial, sem qualquer 
finalidade lucrativa, à pessoa ou família, e de forma 
contínua, subordinada e remunerada. 
 
2. Trabalhador Rural – Lei nº 5589/73: o empregado 
rural deve atender aos mesmos requisitos dos 
trabalhadores urbanos. Contudo, a identificação do 
empregado como rural deverá ter por base a análise 
de alguns quesitos. O empregador deve ser 
obrigatoriamente rural, ou seja, pessoa física ou 
jurídica que explore atividade agroeconômica. 
 
 
 
3. “Hipersuficiente”: portador de diploma de nível 
superior e perceber salário mensal igual ou superior 
a duas vezes o limite máximo dos benefícios do 
Regime Geral de Previdência Social, nos termos do 
artigo 444, parágrafo único, da CLT (os requisitos são 
cumulativos). 
 
4 – Teletrabalho: regulamentado entre os artigos 75-
A e seguintes da CLT. Não há diferença entre o 
trabalho realizado nas dependências da empresa e o 
executado a distância. 
 
3. Contrato de Trabalho 
#05 – Elementos do contrato de trabalho 
 
a) Agente capaz: empregado, deve ter capacidade 
plena ou relativa para poder pactuar o contrato de 
trabalho. 
o A partir de 14 anos: somente aprendiz; 
o A partir de 16 anos: qualquer atividade, sendo 
vedado, em qualquer hipótese, laborar em 
ambientes insalubres, perigosos e em horário 
noturno. 
o A partir de 18 anos: qualquer atividade sem 
restrição. 
b) Forma prescrita e não defesa em lei: não exige 
forma especial, podendo ser tácito/expresso, 
verbal/escrito, prazo determinado/indeterminado, 
intermitente. 
95 
 
c) Objeto lícito: contrato de trabalho apenas será 
válido e apto a produzir efeitos na seara trabalhista, 
caso o seu objeto seja lícito, ou seja, não seja tipificado 
penalmente, caracterizando crime ou contravenção 
penal. 
 
#06 - Suspensão e interrupção do contrato de 
trabalho 
• Interrupção do contrato de trabalho: 
ausência da prestação do labor, porém, com 
remuneração e contagem de tempo de 
serviço. 
• Suspensão do contrato de trabalho: não 
haverá prestação de serviço laboral, porém 
sem qualquer contraprestação financeira ao 
empregado e contagem de tempo de serviço. 
 
Observe algumas das hipóteses de interrupção do 
Contrato de Trabalho, quando a remuneração do 
empregado ainda será mantida: 
 
 
 
Destacamos hipóteses de suspensão do contrato de 
trabalho, as quais o empregado não recebe qualquer 
contraprestação financeira: 
96 
 
 
 
 
4. Jornada de Trabalho 
#07 – Disposição constitucional sobre jornada 
Regra constitucional limitadora: 8 horas diárias e 44 
horas semanais (art. 7º, XIII, CF). 
Por meio de negociação coletiva poderá ser 
estipulada jornada de trabalho do empregado, esta se 
sobrepondo, inclusive, às disposições legais, desde 
que seja respeitado o limite constitucional. 
#08 – Tempo à disposição 
É considerado como tempo de serviço efetivo o 
período em que o empregado esteja à disposição do 
empregador, aguardando ou executando ordens, 
salvo disposição especial expressamente consignada 
(ex.: sobreaviso e prontidão). 
O instituto das horas in itinere foi 
extinto, não cabendo em nenhuma 
hipótese o cômputo na jornada de 
trabalho do período entre casa-trabalho 
e trabalho-casa. 
#09 - Controle de Jornada 
Art. 12, LC nº 150/2015: É obrigatório o registro do 
horário de trabalho do empregado doméstico por 
qualquer meio manual, mecânico ou eletrônico, 
desde que idôneo. 
Doutrina e a jurisprudência conceituam o fraudulento 
“cartão de ponto britânico”, como sendo aquele com 
horário de entrada e saída uniformes. Para os 
estabelecimentos com mais de 20 trabalhadores 
será obrigatória a anotação da hora de entrada e de 
saída. 
#10 - Ausência de Controle de Jornada 
Categorias de empregados em que não é possível o 
empregador exercer efetivos controle sobre a 
jornada realizada (não recebem hora extra): 
empregados que exercem atividade externa, gerentes 
com poderes de gestão, teletrabalhador que presta 
serviço por produção ou tarefa. 
#11 – Trabalho Noturno (salário-condição) 
 
 
Nos casos em que o trabalhador laborar em 
período considerado híbrido (diurno e noturno), 
o adicional incidirá apenas sobre o período 
noturno. 
 
97 
 
5. Trabalho Extraordinário 
#12 – Conceito 
Jornada Extraordinária é aquela prestada além da 
jornada normal de cada empregado, seja máxima, 
seja especial. 
Pode ser realizada tanto antes do início da jornada 
normal como após o seu término, ou ainda, durante a 
jornada, quando exista trabalho nos intervalos 
intrajornada remunerados. 
#13 – Requisitos 
Empregador poderá exigir a prestação de serviço 
extraordinário, a depender do cumprimento dos 
requisitos previstos no art. 59 da CLT e art. 7º, XVI da 
CF: 
• Existência de Acordo de Prorrogação de 
Jornada (Acordo Individual; Convenção 
Coletiva; ou Acordo Coletivo de Trabalho); 
• Cumprimento de, no máximo, 2 horas extras 
diárias. 
#14 – Remuneração 
Deve ser remunerado com o correspondente 
adicional de 50% sobre o valor da hora normal. 
#15 – Hipóteses excepcionais de prorrogação 
Hipóteses excepcionais de prorrogação de jornada, 
além do limite legal: 
• Força Maior (não há previsão legal do teto); 
• Conclusão de serviços inadiáveis ou cuja 
inexecução possa acarretar prejuízos 
(máximo 4 horas diárias); 
• Recuperação de Horas (máximo 10 horas 
diárias). 
6. Estabilidades provisórias e garantia de emprego 
#16 – Conceito 
A estabilidade no contrato de trabalho consiste no 
direito do trabalhador de permanecer no emprego, 
mesmo que contra a vontade do empregador, e 
enquanto inexistir uma causa relevante e expressa em 
lei, de forma a autorizar a sua dispensa, como ocorre 
na dispensa por justa causa. 
Tal aspecto funda-se no princípio da causalidade da 
dispensa, e destina-se a impedir a dispensa 
imotivada, arbitrária, ou ainda, abusiva, em razão de 
determinado fato gerador. 
#17 - Estabilidade Decenal 
A partir da promulgação da CF/1988, o regime do 
FGTS passou a ser obrigatório, NÃO sendo mais 
possível o empregado conquistar a estabilidade 
decenal. 
O empregado decenal caracterizava-se por ser aquele 
empregado que conquistava a estabilidade após 10 
anos de prestação de serviço ao mesmo empregador, 
o que o tornava estável de forma permanente. 
#18 – Dirigente Sindical 
O dirigente sindical é aquele que atua na defesa dos 
interesses da categoria e, portanto, goza de 
estabilidade provisória, desde o registro da sua 
candidatura e, uma vez eleito, até 01 (um) ano após 
o final do seu mandato (03 anos). 
A estabilidade do dirigente também se aplica aos seus 
suplentes, de forma que se limita a 07 titulares e 07 
suplentes. 
#19 - Dirigente De Cooperativa De Empregados 
Caso dispensado o empregado eleito para a Diretoria 
da Cooperativa no período do registro de sua 
candidatura até um ano após o término de seu 
mandado, tem-se por nula a dispensa, uma vez que 
amparado pela estabilidade provisória (art. 55 da Lei 
nº 5.764 /71 e art. 543, § 3º, da CLT). 
#20 - Representante Dos Trabalhadores No 
Conselho Nacional Da Previdência Social 
O artigo 3º, § 7º da Lei nº 8.213/1991 prevê que goza 
de estabilidade o representante dos trabalhadores no 
Conselho Nacional Da Previdência Social, desde a 
nomeação até 01 ano após o término do mandato, 
o que se aplica também ao seu membro suplente. 
#21 - Dirigente da CIPA 
O empregado eleito para o cargo de direção da CIPA 
gozará da estabilidade prevista no artigo 10, II, “a” do 
ADCT, a qual é estabelecida desde o registo da 
candidatura até 1 ano após o final do mandato. 
#22 - Gestante 
Nos termos do artigo 10, II, “b” do ADCT, é vedada a 
dispensa da empregada gestante, desde a 
confirmação da gravidez até 5 (cinco) meses após 
o parto. 
Já a licençatotal do 
exercício da advocacia. A incompatibilidade 
permanece ainda que o ocupante do 
cargo/função esteja afastado de suas 
atividades, como ocorre na licença 
remunerada. 
10 
 
Art. 28. A advocacia é incompatível, mesmo em causa 
própria, com as seguintes atividades: 
I - chefe do Poder Executivo e membros da Mesa do 
Poder Legislativo e seus substitutos legais; 
II - membros de órgãos do Poder Judiciário, do 
Ministério Público, dos tribunais e conselhos de contas, 
dos juizados especiais, da justiça de paz, juízes 
classistas, bem como de todos os que exerçam função 
de julgamento em órgãos de deliberação coletiva da 
administração pública direta e indireta; (ADIN 1.127-8) 
III - ocupantes de cargos ou funções de direção em 
Órgãos da Administração Pública direta ou indireta, 
em suas fundações e em suas empresas controladas 
ou concessionárias de serviço público; 
IV - ocupantes de cargos ou funções vinculados direta 
ou indiretamente a qualquer órgão do Poder Judiciário 
e os que exercem serviços notariais e de registro; 
V - ocupantes de cargos ou funções vinculados direta 
ou indiretamente a atividade policial de qualquer 
natureza; 
VI - militares de qualquer natureza, na ativa; 
VII - ocupantes de cargos ou funções que tenham 
competência de lançamento, arrecadação ou 
fiscalização de tributos e contribuições parafiscais; 
VIII - ocupantes de funções de direção e gerência em 
instituições financeiras, inclusive privadas. (...) 
§ 2º Não se incluem nas hipóteses do 
inciso III os que não detenham poder de 
decisão relevante sobre interesses de 
terceiro, a juízo do conselho competente 
da OAB, bem como a administração 
acadêmica diretamente relacionada ao magistério 
jurídico. 
 Impedimento: Proibição parcial para 
advogar, ou seja, o advogado poderá 
continuar atuando, mas de forma limitada. 
São impedidos de exercer a advocacia: 
 os servidores da administração direta, indireta e 
fundacional, contra a Fazenda Pública que os remunere ou 
à qual seja vinculada a entidade empregadora (não se 
incluem aqui os docentes dos cursos jurídicos); 
 os membros do Poder Legislativo, em seus diferentes 
níveis, contra ou a favor das pessoas jurídicas de direito 
público, empresas públicas, sociedades de economia 
mista, fundações públicas, entidades paraestatais ou 
empresas concessionárias ou permissionárias de serviço 
público. 
 
4. Infrações e Sanções Disciplinares. Processo Disciplinar. 
#09 –Infrações e Sanções Disciplinares. 
O advogado é responsável pelos atos que, no 
exercício profissional, praticar com dolo ou culpa. Em 
caso de lide temerária, o advogado será 
solidariamente responsável com seu cliente, desde 
que coligado com este para lesar a parte contrária, o 
que será apurado em ação própria. 
 Constituem-se infrações disciplinares, 
dentre outras: 
 exercer a profissão, quando impedido de fazê-lo, ou 
facilitar, por qualquer meio, o seu exercício aos não 
inscritos, proibidos ou impedidos; 
 Abandonar a causa sem justo motivo ou antes de 
decorridos 10 dias da comunicação da renúncia; 
 Violar, sem justa causa, sigilo profissional 
 deturpar o teor de dispositivo de lei, de citação doutrinária 
ou de julgado, bem como de depoimentos, documentos e 
alegações da parte contrária, para confundir o adversário 
ou iludir o juiz da causa (punível com censura); 
 As sanções disciplinares consistem 
em: I - censura; II - suspensão; III - 
exclusão; e IV - multa. 
 A penalidade de exclusão sempre 
estará diretamente ligada a prática de 
crime ou quando aplicada, por três vezes, 
pena de suspensão; já a suspensão disciplinar 
está relacionada a aspectos que envolvam 
dinheiro, retenção de autos, conduta 
incompatível com a advocacia, inépcia 
profissional ou reincidência em infração 
disciplinar. 
A censura pode ser convertida em advertência, em 
ofício reservado, sem registro nos assentamentos do 
inscrito, quando presente circunstância atenuante. 
 Prescrição: 
 Art. 43. A pretensão à punibilidade das infrações 
disciplinares prescreve em 5 (cinco) anos, contados da 
data da constatação oficial do fato. 
§ 1º Aplica-se a prescrição a todo processo disciplinar 
paralisado por mais de três anos, pendente de 
despacho ou julgamento, devendo ser arquivado de 
ofício, ou a requerimento da parte interessada, sem 
prejuízo de serem apuradas as responsabilidades pela 
paralisação. 
§ 2º A prescrição interrompe-se: 
I - pela instauração de processo disciplinar ou pela 
notificação válida feita diretamente ao representado; 
II - pela decisão condenatória recorrível de qualquer 
órgão julgador da OAB. 
#10 – Processo Disciplinar 
 Todos os prazos necessários à manifestação 
de advogados, estagiários e terceiros, nos 
processos em geral da OAB, são de 15 
(quinze) dias, inclusive para interposição de 
recursos. 
 Nos casos de comunicação por ofício reservado ou de 
notificação pessoal, considera-se dia do começo do 
11 
 
prazo o primeiro dia útil imediato ao da juntada aos autos 
do respectivo aviso de recebimento. 
 No caso de atos, notificações e decisões divulgados por 
meio do Diário Eletrônico da Ordem dos Advogados do 
Brasil, o prazo terá início no primeiro dia útil seguinte à 
publicação, assim considerada o primeiro dia útil seguinte 
ao da disponibilização da informação no Diário. 
 O processo disciplinar instaura-se de ofício 
ou mediante representação de qualquer 
autoridade ou pessoa interessada. Não se 
considera fonte idônea a que consistir em 
denúncia anônima. A representação será 
formulada ao Presidente do Conselho 
Seccional ou ao Presidente da Subseção, por 
escrito ou verbalmente, devendo, neste 
último caso, ser reduzida a termo. Esse 
processo tramita em sigilo, até o seu término, 
só tendo acesso às suas informações as 
partes, seus defensores e a autoridade 
judiciária competente. 
 Recebida a representação, o Presidente do 
Conselho Seccional ou o da Subseção, 
quando esta dispuser de Conselho, designa 
relator, por sorteio, um de seus integrantes, 
para presidir a instrução processual. O relator, 
atendendo aos critérios de admissibilidade, 
emitirá parecer propondo a instauração de 
processo disciplinar ou o arquivamento 
liminar da representação, no prazo de 30 
(trinta) dias, sob pena de redistribuição do 
feito pelo Presidente do Conselho Seccional 
ou da Subseção para outro relator, 
observando-se o mesmo prazo. O Presidente 
do Conselho competente ou, conforme o 
caso, o do Tribunal de Ética e Disciplina, 
proferirá despacho declarando instaurado o 
processo disciplinar ou determinando o 
arquivamento da representação, nos termos 
do parecer do relator ou segundo os 
fundamentos que adotar. 
 Ao representado deve ser assegurado amplo 
direito de defesa, podendo acompanhar o 
processo em todos os termos, pessoalmente 
ou por intermédio de procurador, oferecendo 
defesa prévia após ser notificado, razões 
finais após a instrução e defesa oral perante o 
Tribunal de Ética e Disciplina, por ocasião do 
julgamento. 
 Concluída a instrução, o relator profere 
parecer preliminar fundamentado, a ser 
submetido ao Tribunal de Ética e Disciplina, 
dando enquadramento legal aos fatos 
imputados ao representado. Abre-se, em 
seguida, prazo sucessivo de 15 (quinze) dias, 
ao interessado e ao representado, para 
apresentação de razões finais. 
 Cabe recurso ao Conselho Seccional de todas 
as decisões proferidas por seu Presidente, 
pelo Tribunal de Ética e Disciplina, ou pela 
diretoria da Subseção ou da Caixa de 
Assistência dos Advogados. Cabe recurso ao 
Conselho Federal de todas as decisões 
definitivas proferidas pelo Conselho 
Seccional. 
 Todos os recursos têm efeito suspensivo, 
exceto quando tratarem de eleições, de 
suspensão preventiva decidida pelo Tribunal 
de Ética e Disciplina, e de cancelamento da 
inscrição obtida com falsa prova. 
 Nos casos de infração ético-disciplinar punível 
com censura, será admissível a celebração de 
termo de ajustamento de conduta, se o fato 
apurado nãomaternidade será de 120 dias, podendo-
se iniciar 28 dias antes do parto, e perdurar até 92 
dias após o parto. 
#23 – Acidentado 
O empregado que sofre de acidente ou doença do 
trabalho tem direito à estabilidade de, no mínimo, 12 
meses após a cessação do auxílio-doença acidentário. 
Requisitos (Súmula 378, TST): 
• Afastamento superior a 15 dias, sendo os 
primeiros 15 dias hipótese de interrupção do 
contrato de trabalho, com o pagamento sob 
responsabilidade do empregador; e 
• Percepção do auxílio-doença acidentário 
(código B-91). 
#24 - Representante dos Empregados 
98 
 
Nas empresas com mais de 200 empregados, é 
assegurada a eleição de uma comissão para 
representá-los, com a finalidade de promover-lhes o 
entendimento direto com os empregadores. 
A comissão será composta da seguinte forma: 
 
Desde o registro da candidatura até um ano após o 
fim do mandato, o membro da comissão de 
representantes dos empregados não poderá sofrer 
despedida arbitrária, e esta prerrogativa não se aplica 
aos suplentes. 
 
7. Sistema Remuneratório 
#25 – Remuneração 
 
Remuneração: é gênero do qual salário é espécie. 
Compreende o binômio salário mais gorjeta, ou seja, 
é o conjunto de todas as verbas recebidas pelo 
empregado. 
As gorjetas não servem de base de cálculo para os 
seguintes direitos (entendimento do TST): 
 
#26 – Parcelas salariais e indenizatórias 
A remuneração pode ser composta por parcelas de 
natureza salarial (geram reflexos nas demais verbas 
trabalhistas) ou de natureza indenizatória (não 
integram ao salário e, automaticamente, não refletem 
em outras parcelas). 
 
 
8. Extinção do Contrato de Trabalho 
#27 – Conceito 
O contrato de trabalho pode encontrar seu término 
em decorrência de fatores extintivos diversificados. 
A diversidade desses fatores — ou causas extintivas — 
tende a produzir efeitos jurídicos diferenciados, os 
quais se expressam, regra geral, pela incidência de 
verbas rescisórias. 
#28 – Espécies de extinção e verbas devidas 
 
99 
 
 
 
 
Súmula nº 14 do TST - Reconhecida a culpa recíproca 
na rescisão do contrato de trabalho (art. 484 da CLT), 
o empregado tem direito a 50% do valor do aviso 
prévio, do décimo terceiro salário e das férias 
proporcionais. 
#29 - Obrigações Decorrentes da Extinção do 
Contrato 
O artigo 477 da CLT teve grande 
impacto em razão da alteração do prazo 
para cumprimento/ adimplemento das 
obrigações trabalhistas, sendo este de 
10 dias a contar do término do contrato 
de trabalho, independentemente se o 
aviso prévio será indenizado ou trabalhado. 
 
9. Negociação Coletiva (ACT / CCT) 
#30 – Principais características 
 Não será permitido estipular duração de 
convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho 
superior a dois anos, sendo vedada a ultratividade; 
 Não gera direito adquirido; 
 As condições estabelecidas em acordo coletivo 
de trabalho sempre prevalecerão sobre as 
estipuladas em convenção coletiva de trabalho. 
 Negociado X Legislado - A convenção coletiva e 
o acordo coletivo de trabalho têm prevalência sobre a 
lei quando, entre outros, dispuserem sobre os itens 
constantes do art. 611-A, CLT; 
 Constituem objeto ilícito de convenção coletiva 
ou de acordo coletivo de trabalho, exclusivamente, a 
supressão ou a redução dos direitos previstos no art. 
611-B, da CLT. 
 
10. Trabalhador Doméstico (Lei Complementar nº 150/2015) 
#31 – Conceito 
O empregado doméstico é aquele que presta seus 
serviços em âmbito residencial, sem qualquer 
finalidade lucrativa, à pessoa ou família, e de forma 
contínua, subordinada e remunerada. 
#32 - Requisitos caracterizadores 
 Prestação de serviço para pessoa ou família; 
serviço em âmbito residencial; finalidade não 
lucrativa; e trabalho realizado por período superior a 
dois dias por semana; 
 Vedada a contratação de menor de 18 anos; 
 Jornada: 8 horas diárias e 44 semanais; 
 Banco de Horas: Compensação no período 
máximo de 1 ano; 
 FGTS: 8% + 3,2% (pagamento da indenização 
compensatória da perda do emprego). 
100 
 
 
DIREITO DO PROCESSUAL DO TRABALHO
1. Organização da Justiça do Trabalho 
#01 – Aspectos gerais 
A Justiça do Trabalho é dividida em órgãos, iniciando-
se as lides, em regra, no primeiro grau de jurisdição 
(Vara do Trabalho), e podendo chegar até o terceiro 
grau de jurisdição (TST), conforme preceituado no 
artigo 111, da CF/88: 
 
 
2. Competência da Justiça do Trabalho 
#02 – Jurisdição trabalhista 
A jurisdição trabalhista, em sua atuação, é delimitada 
pela sua competência, seja em razão da matéria 
(competência absoluta), seja em razão da localidade 
(competência relativa). 
#03 - Competência material 
A EC nº 45/2004 ampliou a competência material 
trabalhista, como se observa pela redação do artigo 
114, da CF/88. 
#04 – Competência territorial 
Delimita a atuação territorial do jurisdicionado 
trabalhista, de forma que o local de propositura da 
ação estará diretamente conectado às regras previstas 
no artigo 651, da CLT. 
 
Exceções quanto ao local de propositura da 
Reclamação Trabalhista: agente ou viajante 
comercial, empregador que promova a realização de 
suas atividades fora do local de contratação, dissídio 
em agência ou filial no estrangeiro. 
#05 - Incompetência absoluta e relativa 
 
3. Atos processuais 
#06 – Aspectos gerais 
A legislação a ser aplicada para a prática de 
determinado ato processual está diretamente ligada a 
legislação vigente naquele exato momento. 
Com o advento da reforma trabalhista, 
os processos que estão em trâmite 
sofrerão a incidência imediata das 
normas processuais trabalhistas em 
vigência no momento daquele ato 
processual, o que poderá fazer, 
portanto, com que incida a Lei nº 13.467/2017. 
 
4. Prazos processuais 
#07 – Prazos processuais diferenciados 
Algumas pessoas jurídicas possuem prazos 
diferenciados, em especial, pessoas jurídicas de 
direito público que não explorem atividade 
econômica (autarquias e fundações), que terão prazo 
em dobro para recorrer e quádruplo para contestar, 
nos termos do artigo 1º do DL nº 779/69. 
Já o Ministério Público e Defensoria, nos termos do 
artigo 180 e 186, do CPC, possuirão apenas prazo em 
dobro para as manifestações processuais nos autos. 
#08 – Principais prazos processuais 
 
101 
 
 
 
 
ATENÇÃO: No processo do trabalho não há prazo 
em dobro para litisconsortes com diferentes 
procuradores, conforme OJ nº 310 da SDI-1 do TST. 
 
5. Honorários periciais 
#09 – Principais aspectos 
 A responsabilidade pelo pagamento dos 
honorários periciais é da parte sucumbente na 
pretensão, salvo se beneficiária da Justiça Gratuita; 
 A legislação admite o parcelamento dos 
honorários periciais; 
 O magistrado não pode exigir adiantamento de 
valores (honorários) para fins de realização da perícia 
(OJ nº 98 da SDI-II do TST); 
 Caso haja, no processo, assistente de perito, este, 
como foi nomeado pela parte interessada, esta que 
deverá arcar com os custos decorrentes desta 
contratação, nos termos da Súmula nº 341 do TST. 
 
6. Honorários advocatícios 
#10 – Principais aspectos 
Com a Lei no 13.467/2017, o instituto 
dos honorários advocatícios passou a 
vigorar como regra nas ações 
trabalhistas, de forma que a mera 
sucumbência será capaz de instituir o 
direito dos honorários advocatícios, ainda que o 
advogando esteja atuando em causa própria. Tal 
regramento também se aplicará nas ações contra a 
Fazenda Pública, em sede de reconvenção, ou 
quando a parte estiver assistida ou substituída pelo 
sindicato da sua categoria. 
A fixação da porcentagem dos honorários pelo 
magistrado, entre o mínimo de 5% e o máximo de 
15%, terá por base os seguintes aspectos: 
 O valor que resultar da liquidação da sentença; 
 O proveito econômico obtido, ou não sendo 
possível mensurá-lo, sobre o valor atualizado da 
causa. 
#11 – Honorários frente ao beneficiário da justiça 
gratuita 
Diferenciações entre os honorários advocatícios e 
periciais frentetiver gerado repercussão 
negativa à advocacia. 
 
5. Ética e Publicidade. Órgãos e Estrutura da OAB. Eleições 
#11 – Ética e Publicidade 
Art. 32. Não poderá o advogado, 
enquanto exercer cargos ou funções em 
órgãos da OAB ou representar a classe 
junto a quaisquer instituições, órgãos ou 
comissões, públicos ou privados, firmar 
contrato oneroso de prestação de serviços ou 
fornecimento de produtos com tais entidades nem 
adquirir bens imóveis ou móveis infungíveis de 
quaisquer órgãos da OAB, ou a estes aliená-los. 
 O advogado tem o dever de guardar sigilo 
dos fatos de que tome conhecimento no 
exercício da profissão. O sigilo profissional é 
de ordem pública, independentemente de 
solicitação de reserva que lhe seja feita pelo 
cliente. Presumem-se confidenciais as 
comunicações de qualquer natureza entre 
advogado e cliente. O advogado se submete 
a essas regras inclusive quando no exercício 
das funções de mediador, conciliador e 
árbitro. 
O sigilo profissional cederá em face de circunstâncias 
excepcionais que configurem justa causa, como nos 
casos de grave ameaça ao direito à vida e à honra ou 
que envolvam defesa própria. O advogado não é 
obrigado a depor, em processo ou procedimento 
judicial, administrativo ou arbitral, sobre fatos a cujo 
respeito deva guardar sigilo profissional. 
 A publicidade profissional do advogado tem 
caráter meramente informativo e deve primar 
pela discrição e sobriedade, não podendo 
configurar captação de clientela ou 
mercantilização da profissão. 
 É vedada a inclusão de fotografias pessoais 
ou de terceiros nos cartões de visitas do 
advogado, bem como menção a qualquer 
emprego, cargo ou função ocupado, atual ou 
pretérito, em qualquer órgão ou instituição, 
salvo o de professor universitário. 
12 
 
 As colunas que o advogado mantiver nos 
meios de comunicação social ou os textos que 
por meio deles divulgar não deverão induzir o 
leitor a litigar nem promover, dessa forma, 
captação de clientela. 
 É vedado ao advogado: 
 responder com habitualidade a consulta sobre matéria 
jurídica, nos meios de comunicação social; 
 debater, em qualquer meio de comunicação, causa sob o 
patrocínio de outro advogado; 
 abordar tema de modo a comprometer a dignidade da 
profissão e da instituição que o congrega; 
 divulgar ou deixar que sejam divulgadas listas de clientes 
e demandas; 
 insinuar-se para reportagens e declarações públicas. 
 Será admitida a celebração de 
termo de ajustamento de conduta 
no âmbito dos Conselhos Seccionais 
e do Conselho Federal para fazer 
cessar a publicidade irregular 
praticada por advogados e 
estagiários. 
#12 – Órgãos e Estrutura da OAB 
 
 Compete ao Conselho Seccional dentre 
outras funções: 
 fiscalizar, por designação expressa do Conselho Federal da 
OAB, a relação jurídica mantida entre advogados e 
sociedades de advogados e o advogado associado em 
atividade na circunscrição territorial de cada seccional, 
inclusive no que se refere ao cumprimento dos requisitos 
norteadores da associação sem vínculo empregatício; 
 promover, por intermédio da Câmara de Mediação e 
Arbitragem, por designação do Conselho Federal da OAB, 
a solução sobre questões atinentes à relação entre 
advogados sócios ou associados e os escritórios de 
advocacia sediados na base da seccional e homologar, 
caso necessário, quitações de honorários entre advogados 
e sociedades de advogados, observado o disposto no 
inciso XXXV do caput do art. 5º da Constituição Federal. 
 Art. 56. O Conselho Seccional compõe-se de 
conselheiros em número proporcional ao de 
seus inscritos, segundo critérios 
estabelecidos no regulamento geral. § 1º São 
membros honorários vitalícios os seus ex-
presidentes, somente com direito a voz em 
suas sessões. (...) 
 Qualquer transferência de bens ou recursos 
de um Conselho Seccional a outro depende 
de autorização do Conselho Federal. 
#13 – Eleições da OAB 
A eleição dos membros de todos os órgãos da OAB 
será realizada na segunda quinzena do mês de 
novembro, do último ano do mandato, mediante 
cédula única e votação direta dos advogados 
regularmente inscritos. 
A eleição, na forma e segundo os critérios e 
procedimentos estabelecidos no regulamento geral, 
é de comparecimento obrigatório para todos os 
advogados inscritos na OAB. 
O candidato deve comprovar situação regular perante 
a OAB, não ocupar cargo exonerável ad nutum, não 
ter sido condenado por infração disciplinar, salvo 
reabilitação, e exercer efetivamente a profissão há 
mais de 3 (três) anos, nas eleições para os cargos de 
Conselheiro Seccional e das Subseções, quando 
houver, e há mais de 5 (cinco) anos, nas eleições para 
os demais cargos.
. 
FILOSOFIA DO DIREITO 
1. Sistema Jurídico: 
#01 – Lacunas: 
 Pode haver lacuna na lei, mas não no direito. 
Nas palavras de Miguel Reale: “não há de se confundir 
ordenamento LEGAL e ordenamento JURÍDICO, não 
podendo o primeiro deixar de ter casos omissos, 
enquanto o segundo, sendo o sistema de normas em 
sua plena atualização, não pode ter lacunas e deve ser 
considerado, em seu todo, vigente e eficaz”. Quando 
há lacuna na lei, o juiz recorre à analogia, analogia, os 
costumes e os princípios gerais do direito” isso sem 
falar da doutrina, da jurisprudência, e do direito 
comparado. 
 INTEGRAÇÃO e INTERPRETAÇÃO não se 
confundem. Há duas diferenças importantes: (1) A 
interpretação é sempre necessária; a integração só 
tem razão em caso de vazio normativo. (2) A 
interpretação atua dentro do campo normativo; a 
integração vai buscar resposta em outras fontes do 
direito justamente pela ausência de lei específica a 
reger a hipótese. 
#02 – Tipos de Lacunas no Direito 
Próprias (ou normativas): As lacunas próprias 
ocorrem quando não há uma norma legal específica 
que regule uma situação ou questão particular. Isso 
pode resultar em incerteza sobre como aplicar o 
direito a um caso específico. 
13 
 
Exemplo prático: Suponhamos que um país tenha leis 
detalhadas sobre questões de propriedade 
intelectual, mas não tenha regulamentações claras 
para lidar com a proteção legal de invenções criadas 
por inteligência artificial. Aqui, existe uma lacuna 
normativa, pois a lei existente não abrange essa 
situação específica. 
Ontológicas (ou fáticas): As lacunas ontológicas 
ocorrem quando a própria realidade não se encaixa 
facilmente nas categorias ou termos estabelecidos 
pela lei, tornando difícil a aplicação direta do direito 
existente a uma situação concreta. 
Exemplo prático: Suponhamos que um país tenha leis 
de trânsito que regulamentam o uso de veículos 
terrestres, mas não especifica como aplicar essas leis 
a veículos autônomos (sem motorista). Como os 
veículos autônomos não se encaixam facilmente nas 
categorias tradicionais de veículos, surge uma lacuna 
ontológica. 
Ideológicas (ou axiológica): ideia de lei injusta: 
Bobbio dá especial atenção às lacunas ideológicas, 
que ele chama, tal como na classificação acima, de 
impróprias. Trata-se, como visto, de lacunas que 
surgem ao se comparar o ordenamento jurídico como 
ele é com como ele deveria ser, isto é, com uma 
representação ideal do ordenamento jurídico. Logo, 
há lacuna do ponto de visto axiológico e não 
necessariamente do direito posto. Cuida, portanto, 
não de simples ausência de solução ou de norma, mas 
da ausência da solução justa ou da norma ideal para o 
caso concreto. 
Exemplo prático: Suponhamos que um país tenha leis 
que criminalizam o uso recreativo da maconha, mas a 
opinião pública tenha evoluído para aceitar seu uso 
moderado. Nesse caso, pode haver uma lacuna 
axiológica, pois a lei não reflete mais os valores e 
atitudes da sociedade. 
#03 – Fontes: 
 Norma sem sanção é conselho: As normas são 
imperativas, obrigatórias em vista da sanção. Mas 
CUIDADO: a norma pode estar prevista na própria 
norma ou extraída do sistema como um todo! 
 Classificação das leis quanto à imperatividade: 
 
 Não é qualquer comportamento habitual que 
pode ser consideradoum costume (fonte do 
direito). Há DOIS requisitos. O primeiro é o objetivo, 
a prática constante e reiterada no tempo, isto é, a 
continuidade, uniformidade e diuturnidade do 
comportamento. Já o requisito subjetivo é a crença 
na obrigatoriedade da conduta (opinio necessitatis. 
 Os costumes podem ser contra legem, praeter 
legem ou secundum legem. O costume contra legem 
(costume negativo) é aquele contrário ao que dispõe 
a lei. Em outras palavras, a prática reiterada e 
constante em contraposição à norma, com a crença na 
impossibilidade de incidência da respectiva sanção. O 
costume negativo NÃO tem força para afastar a 
norma do ordenamento jurídico (só lei revoga lei). 
 Analogia é um modo peculiar de interpretação, 
com aplicação, a um caso não contemplado na lei, de 
norma prevista para hipótese distinta, mas 
semelhante. Seu fundamento é a igualdade jurídica: 
para os mesmos fatos (ou semelhantes) o mesmo. 
 
2. Hermenêutica: 
#04 – Norma Jurídica: 
 Norma jurídica é a regra de conduta bilateral (por 
um lado estabelece direitos e garantias e, por outro, 
impõe obrigações), coercitiva (tem o poder de se 
fazer cumprir à força) e que objetiva, em tese e em 
última instância, a realização da justiça. A estrutura 
da norma jurídica pode ser representada 
graficamente: 
 
Não escorregue em casa de banana: norma é gênero, 
do qual são espécies as regras e os princípios. 
#05 – Escola da Exegese: 
 Norberto Bobbio: a lei não deve ser interpretada 
segundo a razão e os critérios valorativos daquele 
que deve aplicá-la, mas, ao contrário, este deve 
submeter-se completamente à razão expressa na 
própria lei 
  DISTINÇÃO entre interpretação histórica e 
sociológica? Na interpretação histórica o sentido é 
buscado na situação social existente à época em que 
a norma foi editada; na interpretação sociológica o 
sentido da norma é esclarecido levando em 
consideração a situação social ATUAL (ao tempo da 
interpretação). 
#06 – Equidade: 
14 
 
“A equidade, no direito atual, aparece com três 
funções básicas: a) substitutiva; b) integrativa; c) 
interpretativa. Na sua função substitutiva, atribui 
excepcionalmente poderes ao juiz para decidir com 
liberdade, afastando-se das normas legais e 
declarando a solução justa para o caso. Na sua função 
integrativa, a equidade constitui um instrumento 
posto caso a caso pela lei à disposição do juiz para 
especificação em concreto dos elementos que a 
norma de direito não pode resolver em abstrato. 
Finalmente, em sua função interpretativa, busca 
estabelecer um sentido adequado para regras ou 
cláusulas contratuais em conformidade com os 
critérios de igualdade e proporcionalidade". (Paulo de 
Tarso Vieira Sanseverino) 
3. Justiça: 
#07 – Antiguidade – Aristóteles: 
 Na justiça UNIVERSAL a relação 
se dá entre um homem e todos os 
outros, de forma geral (relação 
homem-sociedade). 
 A justiça PARTICULAR é aquela 
observada na relação entre duas 
pessoas. Os casos de descumprimento são 
voluntários (o agente visa a levar uma vantagem, com 
prejuízo alheio). 
 A justiça particular comporta subdivisão em 
comutativa e em distributiva. 
 A justiça COMUTATIVA (corretiva ou reparadora) 
é a que deve imperar nas relações privadas (entre 
pares ou iguais), caso em que os ganhos e perdas 
devem ser iguais. Chamamos isso de equidistância, o 
que quer dizer que a desigualdade de um não pode 
prevalecer sobre o outro. A justiça está na ética do 
MEIO TERMO. 
 A justiça DISTRIBUTIVA (ou de cooperação), a 
qual envolve a repartição de bens e direitos pela 
sociedade, com aplicação proporcional da igualdade 
(para que cada um tenha benefícios e ônus de acordo 
com sua capacidade). 
 A equidade é a última peça necessária para se 
completar a teoria aristotélica de justiça. Ela não é o 
justo segundo a lei, mas sim o justo no caso concreto 
(apesar da lei: tornando pleno o seu conteúdo). 
#08 – Antiguidade – Epicuristas: 
 A Justiça advém da ideia de que cada indivíduo 
deve buscar uma vida prazerosa que não interfira na 
felicidade alheia. Com base na solidariedade, a justiça 
está em agir também pensando no outro – o que é 
justo ou injusto decorre de uma convenção entre os 
homens na busca da felicidade individual e comum. 
#09 – Antiguidade – Estoicistas: 
 Tudo à nossa volta é governado por leis naturais 
que impõem coisas boas (a serem desfrutadas) e 
coisas ruins (a serem aceitas sem contestação, afinal, o 
homem é totalmente incapaz de alterá-las). 
 A justiça, nesse modelo, nada tem a ver com 
convenções entre os homens, encontrando-se na 
sincronia com a reta razão, fonte do direito natural. 
#10 – Antiguidade – Ulpiano: 
 Justiça é a vontade constante e perpétua de dar a 
cada um o que é seu por direito. A máxima de Ulpiano 
condensa os princípios gerais que orbitavam na 
época: (a) não ofender (lesar) ninguém = pretensão 
negativa e ética como princípio de ordem social e 
condição de existência em sociedade; (b) viver 
honestamente: generaliza o mandamento de justiça 
sob os enfoques de se viver de acordo com a reta 
razão e com os bons costumes (direito 
consuetudinário; (c) dar a cada um o que lhe 
pertence. 
#11 – Idade Média – Santo Agostinho: 
 Para que haja justiça, a lei positiva (humana) 
deve estar adequada à lei eterna (divina). A lei 
eterna é justa, universal e imutável (fundamento das 
demais leis); a lei humana é imperfeita, em que pese 
essencial como garantidora da ordem social. 
#12 – Idade Média – São Tomás de Aquino: 
 A sociedade deve ser regida por um regime de 
leis, NÃO por um conjunto de comando dos 
homens. Aquino admitiu uma ordem natural do 
mundo, abaixo da ordem divina: no ápice de tudo está 
a lei de Deus (lex aeterna ou lex naturalis), que deve 
ser investigada pelos homens para a criação da lex 
positiva, que será mais ou menos justa conforme se 
aproximar da lei natural. 
 
 (1) Lei ETERNA = vinda diretamente de Deus 
para reger o Universo; (2) Lei NATURAL = tradução da 
lei divina para a linguagem dos homens (por meio do 
dom da razão), estabelecendo o código moral e ético 
(certo/errado, justo/injusto); (3) Lei HUMANA 
(positiva) = lei criada pelo homem para governar 
questões cotidianas e viabilizar o funcionamento das 
comunidades (regulamenta e integra a lei natural). 
#13 – Modernidade – Immanuel Kant: 
15 
 
 Kant defende sua razão prática como um campo 
filosófico no qual é possível refletir sobre a ética, a 
moral, o Direito e a política. É o campo reflexivo em 
que são buscadas soluções para o agir de modo 
correto, justo, bom. 
 Justiça é a liberdade de agir em conformidade 
com o imperativo categórico = apenas as ações 
universalizáveis podem ser consideradas justas, 
boas, corretas. 
#14 – Contemporaneidade: 
 “A tirania da maioria está agora incluída entre os 
males contra os quais a sociedade precisa estar 
sempre vigilante” (John Stuart Mill). O governo 
eleito, em muitos casos, pode selecionar visões da 
maioria (que o elegeu ou que o reelegerá) e acabar 
oprimindo a minoria, fenômeno que podemos 
chamar (Mill assim chamava) de tirania da maioria, 
muito conhecido dentro do populismo. 
 Jeremy Bentham - Princípio da utilidade: busca 
dar a problemas de justiça uma solução capaz de 
trazer um resultado positivo para o maior número de 
pessoas possível (maximização do bem-estar). Temos 
o utilitarismo! Maximalize o prazer; minimize a dor. 
 A ideia de justiça NÃO se confunde com o 
sentimento do justo. O sentimento é intuitivo, 
cultivado desde os primeiros anos de vida e ampliado 
pelos valores culturais, sociais, religiosos adquiridos 
com o passar do tempo. Já a ideia é fruto de profunda 
reflexão, em um raciocínio que conjuga a experiência 
com a razão. Esse é o âmbito principal da Filosofia 
Jurídica. 
#15 – Atualidade: 
Amartya Sen: A abordagem de Sen à justiça é 
centrada nas capacidades das pessoas. Ele argumenta 
que a justiça deve ser avaliada com base nas 
oportunidades que as pessoas têm para alcançar seus 
objetivos e vivervidas significativas. Sen introduziu a 
ideia de "abordagem das capacidades", que 
considera as liberdades e as habilidades de uma 
pessoa como elementos-chave da justiça. Para Sen, 
uma sociedade justa é aquela que expande as 
capacidades das pessoas e remove as barreiras que 
impedem o pleno desenvolvimento humano. 
Martha Nussbaum: expandiu a abordagem das 
capacidades de Sen, identificando uma lista de 
"capacidades centrais" que todas as pessoas 
deveriam ter para levar vidas dignas. Essas 
capacidades incluem coisas como saúde, educação, 
participação política e conexões sociais. A perspectiva 
de Nussbaum destaca a importância não apenas das 
oportunidades individuais, mas também do ambiente 
social e político que permite o florescimento humano. 
Iris Marion Young: foi uma filósofa política que 
abordou a justiça de maneira mais complexa e 
inclusiva. Ela desenvolveu a teoria da justiça como 
responsabilidade, que enfatiza a importância de 
reconhecer as estruturas sociais que impedem a 
participação igualitária e o pleno exercício da 
cidadania. Young argumentava que a justiça requer a 
transformação dessas estruturas opressivas e a 
promoção de espaços de participação democrática 
para todos os membros da sociedade. 
 
4. Correntes Filosóficas: 
#16 – Jusnaturalismo: 
 Para os autores jusnaturalistas, justiça é a 
observância dos direitos da natureza; injustiça é a 
inobservância desses preceitos (mesmo que pela lei 
positiva). Não observado o direito natural, a lei 
humana (estatal) pode ser fonte injustiças. 
 “a vida, a liberdade e a 
propriedade não existem pelo simples 
fato de os homens terem feito leis. Ao 
contrário, foi pelo fato de a vida, a 
liberdade e a propriedade existirem 
antes é que os homens foram levados 
a fazer as leis” (Frédéric Bastiat). 
 Jusnaturalismo COSMOLÓGICO ou ANTIGO: 
as leis naturais derivam do cosmos, sendo aplicáveis 
em todo o universo. 
 Jusnaturalismo TEOLÓGICO ou MEDIEVAL (ou 
teônico): os direitos naturais são estabelecidos por 
Deus. 
 Jusnaturalismo RACIONALISTA ou 
MODERNO: as leis naturais são inatas à condição do 
homem e reveladas pela razão. 
#17 – Positivismo Jurídico: 
 posiciona a norma como objeto único da ciência 
jurídica. 
⮲ o direito se funde com o poder, na medida em que 
se restringe ao conjunto de determinações estatais 
oficiais cogentes, dotadas de heteronomia – não se 
caracteriza por qualquer pretensão especial de 
justiça, mas pela oficialidade (admite-se o direito, em 
tese, injusto). 
 Para o positivismo de Hans Kelsen, "o direito 
comportaria qualquer conteúdo, não havendo, pois, 
limite ético para o legislador [...]. Kelsen relativizou a 
importância da justiça, ao afirmar que ela ‘é, antes de 
tudo, uma característica possível, mas não necessária 
de uma ordem social’. 
#18 – Pós-positivismo: 
 Robert Alexy, Robert Dworkin e Gustav Radbruch 
estão entre os principais defensores do modelo pós-
positivista, ao assentarem a existência de uma relação 
necessária entre direito e moral. A teoria jurídica deve 
oferecer critérios adequados (inclusive moralmente) 
para a resolução prática de problemas jurídicos. 
16 
 
 São características dos pós-positivismo: (a) as 
fontes do direito não se resumem ao poder social 
(norma), englobando a moral, os ideais de justiça; (b) 
há uma interligação direita entre o direito, a moral, a 
filosofia e a política; (c) a atividade jurídica deve se 
conformar com ideais éticas, morais e de justiça; (d) 
relevância dos casos difíceis (hard cases); (e) 
reabilitação dos princípios, que deixam de ser mera 
exortação e passam a ter força normativa; (f) busca um 
lugar teórico para além do jusnaturalismo e do 
positivismo (terceira via). 
 
 
DIREITO CONSTITUCIONAL
1. Direitos e Garantias Fundamentais: 
#01 – Direitos e Garantias: diferença 
 Direitos: são bens constitucionalmente 
protegidos. Exemplos: vida, liberdade, propriedade, 
informação, intimidade etc. 
 Garantias: são formas de proteção de tais bens 
= instrumentos dispostos pela Constituição para 
salvaguardar valores fundamentais. “Remédios 
Constitucionais”. 
 
#02 – Gerações: 
 Emanam de um “progresso histórico-social”. 
Eles não “nasceram” em um único momento. Pelo 
contrário, são conquistas adquiridas no caminhar do 
desenvolvimento da humanidade. 
 
#03 – Limites dos Direitos Fundamentais: 
 É possível que a lei imponha restrições aos 
direitos fundamentais? Sim!! Desde que o núcleo 
essencial seja protegido. Dessa forma, o direito 
fundamental não pode ser totalmente eliminado, mas 
pode ser limitado. 
#04 – Eficácia Horizontal dos Direitos 
Fundamentais: 
 A partir do séc. XX: ampliação da aplicação dos 
direitos fundamentais também às relações entre 
particulares. Até então, a incidência dava-se apenas 
nas relações entre o indivíduo/Estado (eficácia 
vertical). 
#05 – Direitos Fundamentais na Constituição: 
 Esse agrupamento (do art. 5º ao art. 17) realizado 
pelo legislador constituinte é chamado pela doutrina 
e jurisprudência de “catálogo dos direitos 
fundamentais”: 
 
#06 – Direitos Individuais e Coletivos – Principais 
aspectos: 
 Art. 5º, caput, CF: Todos são iguais perante a lei, 
sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se 
aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a 
inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à 
igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos 
seguintes: 
 E os estrangeiros não residentes? Doutrina e a 
jurisprudência do STF entendem que basta a estar no 
território nacional para que a pessoa seja possuidora 
de direito fundamental. 
 pessoas jurídicas e o Estado também possuem 
direitos fundamentais. 
 Art. 5º, I: homens e mulheres são iguais em 
direitos e obrigações, nos termos desta Constituição; 
 princípio da igualdade: formal e material. 
Tratamento diferenciado na lei só é permitido quando 
houver razoabilidade para tanto. 
 ações afirmativas: instrumentos jurídicos que 
conferem efetividade aos direitos e garantias 
fundamentais (igualdade material). Corrigem 
15 
 
distorções decorrentes da simples aplicação formal 
do princípio da igualdade. Ex: cotas em universidades 
públicas. 
 Art. 5º, II: ninguém será obrigado a fazer ou deixar 
de fazer alguma coisa senão em virtude de lei; 
 princípio da legalidade x reserva legal: distinção? 
 A legalidade possui um sentido mais amplo, 
pois nele está incluso não só o respeito à lei formal, 
mas também ao ato com força de lei e aos atos 
expedidos nos limites das leis (atos infralegais). A 
legalidade, então, trata da lei em sentido material. 
 a reserva legal é o princípio da legalidade em 
sentido estrito. Está presente quando o texto 
constitucional expressamente exige a edição de uma 
lei em sentido formal ou de atos que tenham força de 
lei para a regulamentação de uma matéria. 
 Art. 5º, IV: é livre a manifestação do pensamento, 
sendo vedado o anonimato; 
 Liberdade de expressão e vedação ao 
anonimato. 
 “Marcha da Maconha”: Posição STF (ADPF 187) = A 
proposta de legalização das drogas não é 
considerada apologia ao crime. A interpretação do 
Código Penal que implique na criminalização da 
manifestação de pensamento neste sentido 
(legalização das drogas) é inconstitucional, mesmo 
que isto ocorra em eventos públicos. 
 Art. 5º, VIII: ninguém será privado de direitos por 
motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica 
ou política, salvo se as invocar para eximir-se de 
obrigação legal a todos imposta e recusar-se a 
cumprir prestação alternativa, fixada em lei; 
 “escusa de consciência”: o direito à liberdade de 
consciência e crença somente pode ser restringido 
pelo legislador quando fixada por lei a prestação 
alternativa. 
 Covid-19. Recusa dos pais em vacinar os filhos. 
STF: não há legitimidade na recusa dos pais à 
vacinação compulsória de filho menor invocando 
convicção filosófica. 
 a obrigatoriedade de imunização por meio de 
vacina é constitucional, desde que, seja: 
a) registrada em órgãode vigilância sanitária; 
b) tenha sido incluída no Programa Nacional de 
Imunizações; 
c) ou tenha sua aplicação obrigatória determinada em 
lei; 
d) ou seja objeto de determinação da União, estado, 
Distrito Federal ou município, com base em consenso 
médico-científico. 
 Art. 5º, X: são invioláveis a intimidade, a vida 
privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado 
o direito a indenização pelo dano material ou moral 
decorrente de sua violação; 
 proteção à intimidade, a vida privada, a honra e 
a imagem das pessoas. 
 Quebra de sigilo bancário e fiscal: quem pode 
decretar? 
a) Poder Judiciário; 
b) CPI’s; 
c) Autoridades fiscais, desde que em processo 
administrativo instaurado ou em curso; e 
d) Ministério Público, na defesa do patrimônio 
público, em processo administrativo. 
 
 Art. 5º, XI: a casa é asilo inviolável do indivíduo, 
ninguém nela podendo penetrar sem consentimento 
do morador, salvo em caso de flagrante delito ou 
desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, 
por determinação judicial; 
 princípio da inviolabilidade domiciliar: o que 
se entende por casa? i) qualquer compartimento 
habitado; II) qualquer aposento ocupado de 
habitação coletiva; e III) qualquer compartimento 
privado não aberto ao público, onde alguém exerce 
profissão ou atividade pessoal. 
 Logo: abrange escritórios e consultórios 
profissionais, os quartos de hotel, trailers, barcos. 
16 
 
 Em quais circunstâncias é permitido penetrar na 
casa de um indivíduo? 
 
 Art. 5º, XII: é inviolável o sigilo da 
correspondência e das comunicações telegráficas, de 
dados e das comunicações telefônicas, salvo, no 
último caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na 
forma que a lei estabelecer para fins de investigação 
criminal ou instrução processual penal; 
 inviolabilidade das correspondências e das 
comunicações telegráficas 
 acesso às mensagens do whatsapp: STJ = “Sem 
prévia autorização judicial, são nulas as provas 
obtidas pela polícia por meio da extração de dados e 
de conversas registradas no whatsapp presentes no 
celular do suposto autor de fato delituoso, ainda que 
o aparelho tenha sido apreendido no momento da 
prisão em flagrante” (Informativos/STJ 583 e 593) 
 Interceptação telefônica: é a captação da 
mensagem transmitida (gravação da conversa). 
Requisitos? 
 Prova emprestada: para o STF, não há 
impedimento a que prova obtida por meio da 
interceptação telefônica (que ocorre no curso de uma 
investigação criminal ou instrução processual penal) 
seja utilizada em outro processo, mesmo que este seja 
um processo administrativo disciplinar. 
 Art. 5º, XVI: todos podem reunir-se 
pacificamente, sem armas, em locais abertos ao 
público, independentemente de autorização, desde 
que não frustrem outra reunião anteriormente 
convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido 
prévio aviso à autoridade competente; 
 Direito de reunião. 
 
 Art. 5º, XIX: as associações só poderão ser 
compulsoriamente dissolvidas ou ter suas atividades 
suspensas por decisão judicial, exigindo-se, no 
primeiro caso, o trânsito em julgado; 
 Importante esclarecer que a dissolução 
compulsória da associação somente ocorre por 
decisão judicial que tenha transitado em julgado. 
Contudo, para ter sua atividade suspensa, basta uma 
simples decisão judicial (sem trânsito em jugado). 
 Art. 5º, XXIV: a lei estabelecerá o procedimento 
para desapropriação por necessidade ou utilidade 
pública, ou por interesse social, mediante justa e 
prévia indenização em dinheiro, ressalvados os 
casos previstos nesta Constituição; 
 
 Art. 5º, XXXIII: todos têm direito a receber dos 
órgãos públicos informações de seu interesse 
particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão 
prestadas no prazo da lei, sob pena de 
responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo 
seja imprescindível à segurança da sociedade e do 
Estado; 
 Publicidade é a regra. Sigilo é exceção. 
 Remédio constitucional adequado: 
a) informações próprias, pessoais do impetrante, 
o remédio cabível será o Habeas Data. 
b) informações de interesse particular ou 
interesse coletivo ou geral, o remédio cabível será o 
Mandado de Segurança. 
17 
 
 Art. 5º, LVII: ninguém será considerado culpado 
até o trânsito em julgado de sentença penal 
condenatória; 
 princípio da presunção de inocência 
 “O art. 283 do CPP, no que condiciona o início do 
cumprimento da pena ao trânsito em julgado do 
título condenatório, tendo em vista o figurino do art. 
5º, LVII, da CF, é constitucional” (STF. Plenário. ADC 
43/DF, ADC 44/DF e ADC 54/DF, Rel. Min. Marco 
Aurélio, julgados em 7/11/2019) 
 Pode haver prisão anterior? Sim! Desde que 
presentes os requisitos da prisão preventiva (CPP, art. 
312). 
#07 – Remédios constitucionais: 
 Art. 5º, LVII: conceder-se-á habeas corpus 
sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de 
sofrer violência ou coação em sua liberdade de 
locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder; 
 Cabe habeas corpus contra prisão decorrente de 
transgressão militar? Sim! Segundo o STF, o HC não 
pode discutir o mérito da prisão, mas sim aspectos de 
sua legalidade (competência da autoridade que 
decretou, observância de contraditório e ampla 
defesa etc.) 
 
 Art. 5º, LVII: conceder-se-á mandado de 
segurança para proteger direito líquido e certo, não 
amparado por habeas corpus ou habeas data, quando 
o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for 
autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no 
exercício de atribuições do Poder Público; 
 Legitimados? 
 
#08 – Nacionalidade: 
CF. Art. 12. São brasileiros: 
I - natos: 
a) os nascidos na República Federativa do Brasil, ainda 
que de pais estrangeiros, desde que estes não estejam 
a serviço de seu país; 
b) os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou mãe 
brasileira, desde que qualquer deles esteja a serviço 
da República Federativa do Brasil; 
c) os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de 
mãe brasileira, desde que sejam registrados em 
repartição brasileira competente ou venham a residir 
na República Federativa do Brasil e optem, em 
qualquer tempo, depois de atingida a maioridade, 
pela nacionalidade brasileira; 
II - naturalizados: 
a) os que, na forma da lei, adquiram a nacionalidade 
brasileira, exigidas aos originários de países de língua 
portuguesa apenas residência por um ano ininterrupto 
e idoneidade moral; 
b) os estrangeiros de qualquer nacionalidade, 
residentes na República Federativa do Brasil há mais 
de quinze anos ininterruptos e sem condenação penal, 
desde que requeiram a nacionalidade brasileira. 
§ 1º Aos portugueses com residência permanente no 
País, se houver reciprocidade em favor de brasileiros, 
serão atribuídos os direitos inerentes ao brasileiro, 
salvo os casos previstos nesta Constituição. 
§ 2º A lei não poderá estabelecer distinção entre 
brasileiros natos e naturalizados, salvo nos casos 
previstos nesta Constituição. 
§ 3º São privativos de brasileiro nato os cargos: 
I - de Presidente e Vice-Presidente da República; 
II - de Presidente da Câmara dos Deputados; 
III - de Presidente do Senado Federal; 
IV - de Ministro do Supremo Tribunal Federal; 
V - da carreira diplomática; 
VI - de oficial das Forças Armadas. 
VII - de Ministro de Estado da Defesa. 
§ 4º - Será declarada a perda da nacionalidade do 
brasileiro que: 
I - tiver cancelada sua naturalização, por sentença 
judicial, em virtude de fraude relacionada ao processo 
de naturalização ou de atentado contra a ordem 
constitucional e o Estado Democrático; 
II - fizer pedido expresso de perda da nacionalidade 
brasileira perante autoridade brasileira competente, 
ressalvadas situações que acarretem apatridia. 
§ 5º A renúncia da nacionalidade, nos termos do inciso 
II do § 4º deste artigo, não impede o interessado de 
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readquirir sua nacionalidade brasileira originária, nos 
termos da lei. 
2. Controle de Constitucionalidade: 
#09 – Pressupostos:

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