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Gêneros textuais e discursivos
Apresentação
Os gêneros textuais e discursivos são compostos pelas formas diferentes nas quais a linguagem se 
manifesta em um texto. Cada uma dessas manifestações tem funções sociais específicas, 
procurando alcançar as mesmas intenções comunicativas às quais são atribuídos papéis e valores 
distintos. Segundo Bronckart (1999), "a apropriação dos gêneros é um mecanismo fundamental 
para a socialização, de inserção prática nas atividades comunicativas humanas", isso acontece 
devido ao fato de os gêneros estarem situados dentro de um contexto socio-histórico, trabalhando 
com fontes de produção que darão a ele sustentação e legitimidade discursiva. 
Assim, ao se redigir determinado gênero, deve-se ter em mente o local em que o texto será 
veiculado, bem como as suas principais características, considerando sempre que todos os gêneros 
estão propensos à intertextualidade entre gêneros, ou seja, eles não são engessados, não são uma 
fôrma, mas sim sofrem influência de outros textos. 
Nesta Unidade de Aprendizagem, você estudará sobre gêneros textuais e discursivos, com enfoque 
especial no gênero resumo de artigo acadêmico, analisando, assim, o seu domínio e suporte, bem 
como a sua estrutura e suas principais especificidades. 
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Comparar diferentes gêneros textuais e discursivos com base nos conceitos de domínio e 
suporte.
•
Analisar a estrutura de resumos de artigos acadêmicos da área de Letras (objetivo, lacuna, 
fundamentação teórica, método, resultados, discussão, conclusão).
•
Identificar os elementos do resumo em artigos acadêmicos já existentes.•
Desafio
Quando um artigo científico é escrito, duas partes são consideradas muito importantes: o título e o 
resumo. A importância dessas partes se dá devido ao fato de serem as mais divulgadas e servirem 
de chamariz para a leitura completa do artigo, em especial o resumo. Assim, se o resumo for bem 
escrito, os leitores tenderão a ler toda a pesquisa; mas se o resumo for deficiente e não apresentar 
os dados essenciais corre-se o risco de o leitor abandonar a leitura por acreditar que a pesquisa não 
vale a pena.
Com base nisso, analise a seguinte situação:
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para 
acessar.
Com base no que já foi exposto:
a) Analise quais ajustes Maria necessitou realizar no texto para que ele atendesse ao esperado 
nesse gênero textual.
b) Reescreva o resumo, de forma que ele atenda a todos os critérios propostos.
https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/e0bcce32-046e-490b-aff5-499f3256b3db/3e900dc2-ed6f-4a84-b17d-9d57ff482bad.jpg
Infográfico
No Brasil, o órgão responsável pela padronização das técnicas de produção dos textos científicos é 
a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Desde 1940, esse órgão publica normas para a 
padronização desses textos. A NBR 6028 (2003) é a que apresenta os requisitos para apresentação 
de resumos e de redações.
Veja no Infográfico a seguir os principais apontamentos dessa norma.
Aponte a câmera para o 
código e acesse o link do 
conteúdo ou clique no 
código para acessar.
https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/4f851adf-75c9-4d50-a1f4-01f7dfa4b6b7/a1f679ed-cc50-42c9-8576-95286f1e8dd4.jpg
 
Conteúdo do livro
O resumo de artigo científico apresenta características formais, o que se justifica por ser um texto 
científico, mas como todos os outros gêneros apresenta também variações relacionadas às suas 
partes obrigatórias, o que se justificará pelo tipo de pesquisa apresentada no artigo ou pelas 
especificidades do evento ou da revista nos quais o artigo será submetido. Dessa forma, o resumo 
do artigo científico precisa abordar, de forma concisa, os pontos relevantes do texto considerando 
sempre as especificidades da pesquisa.
No capítulo Gêneros textuais e discursivos, da obra Linguística textual e ensino, você terá a 
oportunidade de aprender um pouco mais sobre gêneros textuais e discursivos, tendo como 
enfoque o gênero resumo de artigo científico. Assim, neste capítulo, você vai perceber o cuidado 
em apresentar, primeiramente, características dos gêneros textuais, retratando, detalhadamente, a 
respeito do artigo científico; a seguir, vai ver a estruturação de seu resumo, aplicando essas 
características em exemplos reais publicados na área de Letras.
Boa leitura.
LINGUÍSTICA 
TEXTUAL E ENSINO
Andréia Almeida Mendes 
Gêneros textuais 
e discursivos
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
  Comparar diferentes gêneros textuais e discursivos com base nos 
conceitos de domínio e suporte.
  Analisar a estrutura de resumos de artigos acadêmicos da área de 
Letras (objetivo, lacuna, fundamentação teórica, método, resultados, 
discussão, conclusão).
  Identificar os elementos do resumo em artigos acadêmicos já 
existentes.
Introdução
Neste capítulo, você vai estudar os gêneros textuais e discursivos, mais 
especificamente o resumo de artigos científicos. O artigo científico é um 
gênero textual acadêmico com suas especificidades, e algumas de suas 
características estão presentes também em seu resumo. A apropriação 
desse gênero é um mecanismo fundamental para garantir a legitimação 
discursiva no ambiente acadêmico (BRONCKART, 1999).
A escrita de um resumo não é uma tarefa simples, mas ela se torna menos 
complicada se você analisar a estrutura desse texto e alguns exemplos. Assim, 
ao longo do capítulo, você vai estudar questões gerais relativas aos gêneros 
com foco no artigo científico. Você também vai ver como se configuram os 
resumos dos artigos. Por fim, você vai analisar exemplos de resumos.
Principais conceitos
Os textos possuem inúmeras diferenças relativas ao assunto (macroestrutura), à 
expressão linguística (estilo verbal) e à organização global (superestrutura). Em 
função disso, classifi cá-los não é uma tarefa simples (COSTA, 2003). Segundo 
Bronckart (1999), essa tarefa torna-se ainda mais complexa devido aos inúmeros 
critérios para se defi nir um gênero. Além disso, os textos nunca se encontram 
“puros”, mas reúnem diferentes tipos textuais, o que pode ser classifi cado como 
heterogeneidade. Para solucionar esse impasse, deve-se observar o critério 
da dominância, ou seja, o gênero e o tipo textual serão analisados pela maior 
incidência de determinadas características sobre outras (MENDONÇA, 1997).
Como você acabou de ver, um texto nunca será puro. Afinal, ele pode apre-
sentar características de outros gêneros. Ainda assim, haverá sempre algumas 
características que prevalecerão sobre outras; por meio dessa prevalência, o texto 
será classificado em um gênero ou outro. Segundo Bakhtin (2003), os gêneros têm 
sua base na concepção dialógica da linguagem, ou seja, eles não se restringem 
apenas ao enunciado em si, mas englobam todo o processo de comunicação, nas 
mais diversas dimensões da interação social. Assim, o centro do enunciado estaria 
situado no meio social, e a sua criação, em contrapartida, seria histórica. Para 
Bakhtin (2003), a língua é construída no dia a dia pelo fenômeno da interação 
verbal e é realizada por meio da enunciação e do enunciado.
Em função disso, cada esfera da atividade humana possui um número 
variado de gêneros do discurso, que refletem as suas especificidades e fina-
lidades (BAKHTIN, 2003). Esses gêneros se distinguem por três dimensões: 
conteúdo temático, estilo verbal e construção composicional. Essas dimensões 
se fundem de forma indissociável e sem predomínio de uma sobre as outras, 
compondo assim o gênero (COSTA, 2003).
Para Bakhtin (2003), gênero e enunciado possuem as mesmas propriedades, 
apresentando cinco características constituintes que devem ser consideradas 
a partir de sua essência. Eles são delimitados pela alternância dos sujeitos 
falantes, possuem acabamento específico, sãomarcados pela intenção do 
locutor, possuem relações intertextuais e um destinatário. São esses os fatores 
que determinam cada gênero e a variedade praticamente infinita deles quando 
associados à estrutura social da qual os interlocutores fazem parte.
Portanto, os gêneros são uma criação dos indivíduos pertencentes a uma esfera 
de comunicação e compartilham objetivos comuns. Ou seja, a estrutura social 
na qual os indivíduos estão inseridos é a verdadeira fonte criadora dos gêneros.
Mas onde os gêneros estão inseridos? Para entender isso, é necessário 
reconhecer os conceitos de domínio e suporte. O domínio é a esfera discur-
siva em que gêneros textuais de determinada natureza podem ocorrer. Por 
exemplo, em uma esfera jornalística, gêneros textuais como notícia e resenha 
podem aparecer. Já na esfera jurídica, há a ocorrência de textos oriundos desse 
domínio, como uma petição ou um contrato. No domínio acadêmico, por sua 
vez, constam gêneros como o artigo científico e a resenha acadêmica. Note 
Gêneros textuais e discursivos2
que o gênero resenha aparece tanto no domínio acadêmico quanto no domínio 
jornalístico, contudo, o gênero ganha traços diferentes em cada uma dessas 
esferas. Desse modo, o conceito de domínio não se refere a um texto, mas a 
um contexto que propicia o desenvolvimento de textos. 
A noção de domínio, entretanto, está relacionada à noção de suporte, 
que é, basicamente, o lugar onde o gênero ocorre. Por exemplo, se você tem 
um blog de resenhas musicais, o seu blog é o suporte dos seus textos. Da 
mesma forma, o periódico em que um artigo foi publicado é o seu suporte 
(MARCUSCHI, 2002). O suporte, além de ser o lugar onde o texto aparece, 
também contribui na tarefa de especificar para quem um texto se destina. Uma 
notícia que aparece nas páginas policiais de um jornal certamente não tem uma 
criança como público-alvo, assim como um periódico acadêmico da área da 
medicina não tem em mente um professor de português como leitor ideal. Na 
próxima seção, abordaremos o conceito de artigo científico especificamente.
Os artigos científicos
Os textos científi cos são aqueles produzidos em contexto acadêmico. Subdividem-
-se em muitos gêneros: monografi as, teses, dissertações, resenhas, fi chamentos, 
artigos científi cos, etc. Aqui, você vai estudar mais a fundo o gênero artigo 
científi co. Essa modalidade discursiva é um estudo de extensão pequena, mas que 
apresenta os resultados completos de uma pesquisa (MARCONI; LAKATOS, 
2004) e trata de uma questão verdadeiramente científi ca. Os artigos científi cos 
são publicados, geralmente, em revistas ou periódicos científi cos especializados.
Segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), o artigo é “[...] 
parte de uma publicação com autoria declarada, que apresenta e discute ideias, 
métodos, técnicas, processos e resultados nas diversas áreas do conhecimento 
[...]” (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2011, p. 2). 
Ele possui o objetivo de divulgar resultados de “[...] pesquisas, ideias e debates 
de uma maneira clara, concisa e fidedigna; servir de meio de comunicação e 
intercâmbio de ideias entre cientistas da sua área de atuação e levar os resultados 
do teste de uma hipótese, provar uma teoria [...]” (COSTA, 2003, p. 35).
Esse gênero surgiu por volta de 1665, ainda de forma embrionária, com a 
publicação do primeiro periódico científico, The Philosophical Transactions of 
the Royal Society. O gênero foi desenvolvido por meio de troca de cartas infor-
mativas entre os cientistas. As primeiras publicações eram escritas em primeira 
pessoa e algumas possuíam até saudações, como nas cartas (SWALES, 1990). 
Com o tempo, o gênero passou a ser reconfigurado, até chegar ao formato atual.
3Gêneros textuais e discursivos
Segundo Marconi e Lakatos (2004, p. 198), o texto científico necessita 
ser elaborado por meio de normas preestabelecidas de acordo com os fins 
a que se destina. Além disso, os artigos científicos devem ser “[...] inéditos 
ou originais e contribuírem não só para a ampliação de conhecimentos, mas 
também servirem de modelo ou oferecem subsídios para outros trabalhos [...]”.
Assim, aos poucos, os gêneros de divulgação científica foram consolidando 
suas convenções científicas. Passou a ser obrigatório o emprego de linguagem 
objetiva, formal e concisa, bem como o uso de verbos na terceira pessoa do 
singular, com acréscimo de “se”, ou na primeira pessoa do plural. Também é 
exigido vocabulário técnico, evitando-se o uso de adjetivos desnecessários e 
comentários pessoais. Atualmente, os artigos científicos podem abranger diver-
sos aspectos de uma pesquisa e oferecer soluções para questões controvertidas.
Segundo Silva, Pereira e Bueno (2014, p. 40), ao se analisar um artigo, 
deve-se tem em mente sempre o seu contexto de produção. Para tanto, é 
necessário considerar que o enunciador, também conhecido como autor, é o 
especialista “[...] que domina o conhecimento sobre determinado assunto cuja 
área de interesse é contemplada no periódico escolhido [...]”. Já os destinatários, 
também conhecidos como “[...] leitores [...]”, “[...] são aqueles especialistas 
formados ou em processo de formação (mestrandos e/ou doutorandos) que se 
interessam pelo tema/assunto do texto [...]”.
Por sua vez, o lugar social é o “[...] meio acadêmico de onde surgem as 
ideias para a produção do artigo [...]”; o objetivo da publicação é “[...] informar 
o destinatário sobre uma pesquisa empírica em andamento ou concluída, no 
intuito de convencê-lo sobre a relevância da análise e dos resultados [...]”; com 
relação ao tempo e ao espaço, deve-se considerar “[...] quando foi escrito e onde 
será publicado o texto a fim de atender às exigências das normas de publicação 
da revista [...]” (SILVA; PEREIRA; BUENO, 2014, p. 40). Além disso, deve-
-se considerar que é comum o autor escrever o artigo científico alguns meses 
antes da publicação e, após a análise dos avaliadores, fazer ajustes no texto.
Para a divulgação dos artigos científicos, duas partes merecem destaque: 
o título e o resumo. Elas devem ser informativas e atraentes para que as 
pessoas se interessem pela pesquisa. O resumo, em especial, necessita de um 
cuidado maior. Afinal, se o título for atraente e o resumo for deficiente, o leitor 
tende a abandonar a leitura do texto. Dessa forma, o resumo deve ser tratado 
como uma peça essencial para a promoção da divulgação e a leitura do artigo 
(PEREIRA, 2013). Em função disso, na seção a seguir, você vai conhecer as 
características desse gênero, além de ver alguns exemplos práticos.
Gêneros textuais e discursivos4
Leia o artigo de Silva, Pereira e Bueno (2014) “A elaboração de um artigo científico: 
subsídios à apropriação desse gênero textual”, disponível no link a seguir.
https://qrgo.page.link/K5B7w
A estrutura dos resumos de artigos científicos
O resumo do artigo científi co é a “[...] versão precisa, sintética e seletiva do 
texto do documento, destacando os elementos de maior importância [...]”. Em 
função disso, “[...] deve evidenciar os principais objetivos, métodos empregados, 
resultados e conclusões, permitindo ao leitor decidir sobre a conveniência da 
leitura do texto na íntegra [...]” (USP, 2019, documento on-line).
O resumo tem como principal objetivo fornecer uma visão geral da inves-
tigação. Logo, ele tem um papel muito importante, pois é o primeiro contato 
do leitor com o artigo científico. Essa primeira impressão deve ser positiva. O 
leitor deve confiar na escrita e identificar o papel e a importância da pesquisa e 
dos resultados para a área em que se insere o estudo. A ideia é despertar nele a 
vontade de ler o trabalho na íntegra. Caso ocorra o contrário e o leitor sinta que 
o resumo não tem credibilidade ou não fique realmente motivado a ler o artigo, 
a pesquisa certamente será ignorada e esquecida (SOUSA; DRIESSNACK; 
FLÓRIA-SANTOS, 2006). Portanto, o resumo funciona como uma forma 
de triagem que o leitor utiliza para a seleção dos artigos (PEREIRA,2012).
O resumo é posicionado logo após o título e a indicação da autoria da obra. 
Isso contribui para que o leitor consiga, de forma mais rápida, entender do que 
se trata o artigo apenas lendo o seu início. Além disso, essa localização facilita 
a indexação do artigo científico e a divulgação do trabalho (PEREIRA, 2012).
Os principais objetivos de se redigir o resumo do artigo científico são 
(PEREIRA, 2012):
  apresentar uma síntese concisa do trabalho;
  destacar pontos relevantes ou inovadores da pesquisa;
  ajudar o leitor a decidir se prossegue ou não na leitura do artigo;
  auxiliar o leitor, em momento subsequente, a recordar as características 
principais da pesquisa;
  facilitar a organização do plano para a redação da primeira minuta do texto.
5Gêneros textuais e discursivos
Como você pode notar, o resumo possui inúmeros objetivos. Ele funciona 
principalmente como uma forma de o leitor inspecionar a qualidade da pes-
quisa. Logo, o resumo deve transparecer a segurança e a solidez que o leitor 
vai encontrar no trabalho.
O resumo do artigo científico surgiu com o intuito de facilitar a comunicação com o 
leitor e solucionar as consequências do crescimento do número de publicações (o 
leitor não conseguia mais acompanhar as pesquisas desenvolvidas em sua área). No 
início, o resumo fazia parte do texto principal, localizava-se antes ou se misturava às 
conclusões. Com o tempo, foi separado do corpo do texto e passou a ser inserido no 
fim do artigo, como uma espécie de apêndice. Só em 1956 é que ele foi deslocado 
para o início do texto, sendo essa prática adotada pela primeira vez pela Revista Médica 
Americana (JAMA) (PEREIRA, 2012).
Recomendações gerais para a escrita do resumo
Segundo recomendações da Biblioteca Digital da Universidade de São Paulo 
(USP, 2019), algumas informações são importantes e podem auxiliar o autor 
na escrita do resumo do artigo científi co. Em síntese, um resumo:
  deve começar com uma frase que traga informações essenciais ao 
documento, evitando a repetição da mesma estrutura do título;
  deve incluir apenas os pontos essenciais do trabalho, ser claro e conciso, 
evitando comentários e informações secundárias;
  deve ser redigido em apenas um parágrafo, com frases coerentes e 
simples;
  não deve se caracterizar como um amontado de frases desconexas e 
redundantes;
  não deve conter citações bibliográficas, tabelas, esquemas, quadros ou 
qualquer informação do tipo;
  deve ser escrito, preferencialmente, na terceira pessoa do singular e 
com o mesmo tempo verbal do início ao fim do texto.
Gêneros textuais e discursivos6
Pereira (2013) ainda ressalta as seguintes informações:
  o resumo necessita ser autoexplicativo, ou seja, não deve ser necessária 
a leitura do artigo na íntegra para que o leitor possa entender o resumo;
  não deve haver conflito de informações entre o resumo e o artigo 
científico;
  o objetivo e a conclusão devem ser condizentes, isto é, não pode haver 
desacordo entre esses dois pontos;
  antes de redigir um resumo, deve-se analisar as diretrizes do periódico 
ou evento ao qual o artigo é destinado, pois algumas recomendações 
costumam ser bastante específicas.
Na escrita de um resumo, você deve evitar (USP, 2019):
  frases negativas, adjetivos e advérbios;
  excesso de explicações e neologismos;
  informações ou afirmações que não façam parte do texto original;
  abreviaturas e siglas, que devem ser usadas apenas quando for realmente necessário 
(coloque-as entre parênteses e precedidas do significado por extenso na primeira 
vez em que aparecerem);
  expressões como “O presente trabalho trata...”, “Neste artigo, são discutidos...”, 
“O documento conclui que...”.
Estrutura do resumo
Não há um consenso com relação à estruturação dos artigos científi cos. Se-
gundo a ABNT NBR 6028:2003, o resumo deve apresentar objetivo, método, 
resultados e conclusões. Essa estrutura vai ao encontro das ideias de Pereira 
(2012). Já para outros autores (SOUSA; DRIESSNACK; FLÓRIA-SANTOS, 
2006), o resumo deve ser composto por título, contexto, propósito, metodo-
logia, resultado, conclusão e palavras-chave. Essa é uma das estruturas mais 
completas. Portanto, é a partir dela que será pautada a análise que você vai 
acompanhar aqui. Afi nal, por meio dessa estruturação mais completa, é pos-
sível atender às outras. A seguir, veja uma síntese de cada um dos elementos.
7Gêneros textuais e discursivos
  Título: é composto por uma frase nominal que deve refletir o conteúdo 
do artigo e informar ao leitor o escopo da pesquisa, bem como o seu 
desenho e a sua meta. Além disso, não deve conter mais do que 12 
palavras nem incluir jargões ou palavras não familiares.
  Propósito: analisa, de forma mais específica, questões da pesquisa, 
incluindo os objetivos do estudo e a hipótese.
  Metodologia: aborda os métodos e identifica a natureza dos dados 
analisados, deixando clara a forma como o trabalho foi conduzido. Essa 
parte do resumo pode variar de acordo com o tipo de estudo.
  Resultados: são as respostas obtidas após a coleta de dados. Os resul-
tados são os pontos finais das questões analisadas e das hipóteses e 
necessitam ser apresentados em uma sequência lógica.
  Conclusões: essa parte deve analisar o significado dos resultados e 
refletir o uso potencial desses dados, a sua relevância e as suas im-
plicações. Deve-se dar ênfase aos novos e mais importantes aspectos 
apresentados no estudo.
As formas de estruturação que você acabou de ver não são as únicas utilizadas 
na escrita de um artigo científico. Pode haver variações concernentes não só às 
normas dos periódicos e dos congressos, como também à própria modelagem 
da pesquisa. Assim, um artigo de revisão bibliográfica, por exemplo, apresenta 
uma estruturação focada mais na contextualização do tema e no propósito do 
que nos resultados em si, pelo próprio delineamento desse tipo de pesquisa.
Elementos dos resumos de artigos acadêmicos 
na área de Letras
Nesta seção, você vai ver alguns resumos de trabalhos publicados na área de 
Letras. A ideia é que você atente à estruturação dos textos. Para começar, 
observe o resumo a seguir (CARVALHO; SEABRA, 2012, p. 158):
Os nomes sagrados na toponímia mineira: estudo linguistico 
e cultural
O presente artigo trata da relação existente entre léxico e cultura a partir 
da proposta de um estudo do toponímico dos nomes de lugar de natu-
reza antropocultural relativos aos nomes sagrados de diferentes crenças 
e suas variações diatópicas que motivaram a nomeação de acidentes 
físicos (rio, lago, montanha, etc.) e acidentes humanos (vila, cidade, ponte, 
Gêneros textuais e discursivos8
etc.) em Minas Gerais. Orientado pelos princípios da ciência onomástica, 
em especial pelo modelo teórico de Dick (1990), o estudo vincula-se ao 
ATEMIG — Atlas Toponímico do Estado de Minas Gerais — projeto em 
desenvolvimento, desde 2005, na FALE/UFMG.
Palavras-chave: onomástica; nome sagrado; toponímia; Minas Gerais.
O resumo que você acabou de ver, publicado em uma revista científica 
da área, possui um pouco mais de 100 palavras, considerando-se o título e as 
palavras-chave. Sua estruturação traz título, contexto, metodologia e palavras-
-chave. Além disso, o texto é redigido na terceira pessoa do singular (“trata”, 
“vincula-se”, por exemplo). Ele apresenta frases concisas, afirmativas, sem 
a utilização de adjetivações desnecessárias e com o predomínio da língua 
padrão. Trata-se de uma pesquisa realizada a partir da consulta ao banco de 
dados do Projeto ATEMIG e que teve outros desdobramentos a partir dessa 
primeira publicação, o que justifica a sua pequena extensão.
Na sequência, veja um resumo maior, com quase 300 palavras (MENDES, 
20175, p. 22), que apresenta estruturação mais próxima da proposta de Sousa, 
Driessnack e Flória-Santos (2006).
A ausência e/ou presença de artigo definido diante de antro-
pônimos na fala dos moradores das cidades de abre campo e 
matipó — um estudo sociolinguísticoAnalisa-se aqui a variação sintática da presença ou ausência de artigo 
definido diante de antropônimos na fala dos moradores das cidades de 
Abre Campo e Matipó através de um estudo sociolinguístico. Este estudo 
questiona por que duas localidades tão próximas possuem padrões diver-
gentes no que diz respeito à ausência ou à presença de artigo definido 
diante de antropônimos e verifica se os falantes das distintas localidades 
possuem percepção quanto ao fenômeno da ausência ou presença de 
artigo definido no contexto de antropônimo. Avança-se um pouco mais 
na pesquisa realizada em 2009, durante o mestrado; para tanto, analisou-se 
a fala atual dos moradores da zona urbana bem como dados de língua 
pretérita. Cumpre lembrar que a escolha destas duas localidades ocorreu 
devido ao fato de as cidades exibirem padrão linguístico diferenciado 
no que diz respeito ao uso do artigo definido diante de antropônimos: 
apesar de serem vizinhas limítrofes, Abre Campo apresenta mais ausência 
e Matipó mais presença de artigo definido no contexto de antropônimos. 
Por serem localidades pequenas, esperou-se que o padrão de variação 
comprovado em Mendes (2009), registrado na fala rural, também se 
9Gêneros textuais e discursivos
comprovasse na fala dos moradores da zona urbana; para tanto, nesta 
nova pesquisa, realizaram-se entrevistas orais semiestruturadas com 
os moradores da zona urbana. Concomitantemente, examinaram-se 
atas, escrituras e testamentos das referidas cidades em três intervalos 
de tempo datando de 1875 a 1950, com o intuito de levantar hipóteses 
acerca da origem do padrão de cada localidade. Para tanto, adotam-se 
os pressupostos teóricos de Bynon (1977) e Labov (1994), segundo os 
quais a linguística história deve investigar e descrever como as mudanças 
ocorrem ou como o sistema linguístico preserva uma estrutura.
Palavras-chave: artigo definido; antropônimo; Matipó; Abre Campo.
Observe, nesse segundo resumo, que há a apresentação do título e do propósito 
da pesquisa, bem como a contextualização da obra, informando, inclusive, a 
lacuna. A seguir, apresentam-se a metodologia, de forma sucinta, e os resultados. 
Para a redação, foram utilizadas 303 palavras (incluindo o título e as palavras-
-chave) e verbos na terceira pessoa do singular — ora com sujeito indeterminado 
(“analisa-se”, “avança-se”, “adotam-se”, “esperou-se”), ora com o sujeito expresso 
(“questiona”, “verifica”, “ocorreu”). A voz verbal que predomina é a ativa.
A primeira frase é significativa e já traz o principal ponto de abordagem 
da pesquisa. Como se trata de uma pesquisa que dá continuidade a uma in-
vestigação anterior, é feita a menção a essa investigação por meio de citação 
indireta: Mendes (2009). Além disso, o autor cita os teóricos Bynon e Labov, 
o que costuma ser evitado em determinadas áreas. Percebe-se, assim, nesse 
segundo modelo, que o gênero resumo, como qualquer outro, não é engessado, 
possibilitando aos autores a reorganização das partes do texto, desde que seja 
estabelecida uma relação lógica entre elas.
O próximo resumo (GARCIA, 2017, p. 201), também publicado em revista 
científica especializada da área, apresenta uma estruturação diferente da 
anterior. Observe:
A aquisição da escrita e a escrita histórica: da compreensão 
fonética-ortográfica do século XIX aos nossos dias
Por meio da coleta das variações apresentadas em documentos referentes 
à cidade de Capivari, interior de São Paulo e localidade de pesquisa per-
tencente ao Projeto Caipira, foi realizado um estudo fonético-fonológico 
das realizações de variantes da língua portuguesa, de modo a explicar 
de maneira conceitual o motivo de os metaplasmos ainda participarem 
do processo de articulação linguística. Por meio da documentação his-
tórica e dos registros de nossos dias, perceber-se-á que, mesmo diante 
Gêneros textuais e discursivos10
da alfabetização e letramento de seus falantes, as mesmas realizações já 
observadas por Amaral (1920) e demais estudiosos da língua, como Bueno 
(1967), continuam presentes em nossos tempos, o que demonstra que a 
afirmação de Amaral de que a escolarização poderia pôr fim ao dialeto 
caipira não é percebida ainda em nosso século. Desta maneira, o estudo 
demonstra que a imposição da escrita, por mais efetiva que pareça, não 
poderá eliminar ações naturais que são efetivadas pelo processo da fala, 
que, por vezes, acaba incutindo diretamente na escrita; e a pesquisa 
diacrônica reafirma essa percepção.
Palavras-chave: Diacronia. Dialeto caipira. Documentos novecentistas. 
Variações linguísticas.
O resumo apresenta 192 palavras, verbos na voz ativa e conjugados na 
terceira pessoa do singular, frases concisas e significativas organizadas em um 
único parágrafo e, novamente, citações do marco teórico do estudo. O texto 
apresenta início, meio e fim, apesar de não seguir a estruturação considerada 
clássica para um resumo. Observa-se, nesse exemplo, a estruturação a seguir.
  Título: “A aquisição da escrita e a escrita histórica: da compreensão 
fonética-ortográfica do século XIX aos nossos dias”.
  Metodologia de coleta de dados: “Por meio da coleta das variações 
apresentadas em documentos referentes à cidade de Capivari, interior 
de São Paulo e localidade de pesquisa pertencente ao Projeto Caipira, 
foi realizado um estudo fonético-fonológico das realizações de variantes 
da língua portuguesa [...]”.
  Objetivo: “[...] explicar de maneira conceitual o motivo de os meta-
plasmos ainda participarem do processo de articulação linguística”.
  Resultados: “Por meio da documentação histórica e dos registros de nossos 
dias, perceber-se-á que, mesmo diante da alfabetização e letramento de seus 
falantes, as mesmas realizações já observadas por Amaral (1920) e demais 
estudiosos da língua, como Bueno (1967), continuam presentes em nossos 
tempos, o que demonstra que a afirmação de Amaral de que a escolarização 
poderia pôr fim ao dialeto caipira não é percebida ainda em nosso século”.
  Conclusão: “Desta maneira, o estudo demonstra que a imposição da 
escrita, por mais efetiva que pareça, não poderá eliminar ações naturais 
que são efetivadas pelo processo da fala, que, por vezes, acaba incutindo 
diretamente na escrita; e a pesquisa diacrônica reafirma essa percepção”.
  Palavras-chave: “Diacronia. Dialeto caipira. Documentos novecentis-
tas. Variações linguísticas”.
11Gêneros textuais e discursivos
Essa estruturação demonstra, mais uma vez, a flexibilidade do gênero 
resumo de artigo científico na área de Letras, o que não ocorre em todas as 
áreas. Portanto, apesar de o gênero ser comum a todas as áreas do conheci-
mento, ele não é engessado, podendo apresentar algumas especificidades e 
características próprias de determinada área.
Apesar de o gênero não ser engessado, o autor iniciante deve realizar che-
cklists das principais partes do resumo para não se esquecer de informações 
essenciais à compreensão da pesquisa. Além disso, recomenda-se não repetir 
as mesmas estruturas sintáticas utilizadas no texto completo. Atente sempre 
ao fato de que o resumo é independente do restante do texto, logo, ele deve 
ser compreensível por si só. Ou seja, a ideia é que o leitor não precise recorrer 
ao texto original para entender o resumo.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 6028:2003. Informação e 
documentação – Resumo – Apresentação. Rio de Janeiro: ABNT, 2003.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 14724:2011. Informação e 
documentação – trabalhos acadêmicos – apresentação. Rio de Janeiro: ABNT, 2011.
BAKHTIN, M. Os gêneros do discurso. In: BAKHTIN, M. Estética da criação verbal. 4. ed. 
São Paulo: Martins Fontes, 2003. p. 261–306.
BRONCKART, J. P. Atividades de linguagem, textos e discursos: por um interacionismo 
sócio-discursivo. São Paulo: PUC-SP, 1999.
CARVALHO, A. P. M. A.; SEABRA, M. C. T. C. Os nomes sagrados na toponímia mineira: 
estudo linguístico e cultural. Antares: Letras e Humanidades, Caxias do Sul, v. 4, n. 2, 
p. 158–168, 2012.Disponível em: http://www.ucs.br/etc/revistas/index.php/antares/
article/view/1845/1164. Acesso em: 07 nov. 2019.
COSTA, A. R. O gênero textual artigo científico: estratégias de organização. 2003. Disserta-
ção. (Mestrado em Linguística) – Programa de Pós-graduação em Letras, Universidade 
Federal de Pernambuco, Recife, 2003.
GARCIA, R. R. A aquisição da escrita e a escrita histórica: da compreensão fonética-
-ortográfica do século XIX aos nossos dias. Revista da ABRALIN, Curitiba, v. 16, n. 3, p. 
201–223, 2017. Disponível em: https://revistas.ufpr.br/abralin/article/view/52311/32231. 
Acesso em: 18 out.2019. Acesso em: 07 nov. 2019.
MARCONI, M. A.; LAKATOS, E. M. Metodologia científica. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2004. 
Gêneros textuais e discursivos12
MARCUSCHI, L. A. Gêneros textuais: definição e funcionalidade. In: DIONÍSIO, Â. et al. 
Gêneros textuais e ensino. Rio de Janeiro: Lucerna, 2002.  
MENDES, A. A. A variação sintática do artigo definido diante de antropônimos em Abre 
Campo r Matipó: dados de língua escrita pretérita. Caletroscópio, São Paulo, v. 5, n. 8, 
p. 34-50, 2017. Disponível em: http://caletroscopio.ufop.br/index.php/caletroscopio/
article/view/232/140. Acesso em: 07 nov. 2019.
MENDES, A. A. A ausência ou a presença de artigo definido diante de antropônimos e 
topônimos na fala dos moradores da zona rural das cidades de Abre Campo e Matipó 
– MG. 2009. Dissertação (Mestrado em Estudos Linguísticos) – Faculdade de Letras, 
Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2009.
MENDONÇA, M. R. S. Esquema gráfico e representação textual no processo de com-
preensão. 1997. Dissertação (Mestrado em Linguística) – Universidade Federal de 
Pernambuco, Recife, 1997.
PEREIRA, M. G. O resumo de um artigo científico. Epidemiologia e Serviços de Saúde, 
Brasília, v. 4, n. 22, v. 4, p. 707–708, 2013. Disponível em: http://publica.sagah.com.br/publi-
cador/objects/attachment/28931200/oresumodeumartigocientfico.pdf?v=249902005. 
Acesso em: 07 nov. 2019.
PEREIRA, M. G. Artigos científicos: como redigir, publicar e avaliar. Rio de Janeiro: Gua-
nabara-Koogan, 2012.
SILVA, J. G. B.; PEREIRA, M. T. B. F; BUENO, L. A elaboração de um artigo científico: 
subsídios à apropriação desse gênero textual. Horizontes, Itatiba, v. 32, n. 2, p. 35–47, 
2014. Disponível em: https://revistahorizontes.usf.edu.br/horizontes/article/view/88. 
Acesso em: 07 nov. 2019.
SOUSA, V. D.; DRIESSNACK, M.; FLÓRIA-SANTOS, M. Editorial: como escrever o re-
sumo de um artigo científico. Acta Paulista de Enfermagem, São Paulo, v. 19, n. 3, p. 
v-viii, 2006. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pi
d=S0103-21002006000300001. Acesso em: 07 nov. 2019.
SWALES, J. M. Genre analysis: English in academic and research settings. Cambridge: 
Cambridge University, 1990.
USP. Resumos. São Paulo: Biblioteca da FSP/USP, 2019. Disponível em: http://www.
biblioteca.fsp.usp.br/~biblioteca/guia/a_cap_05.htm. Acesso em: 07 nov. 2019.
Leituras recomendadas
LAKATOS, E. M.; MARCONI, M. A. Técnicas de pesquisa. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2006.
MARCUSCHI, L. A. Gêneros textuais: definição e funcionalidade. In: DIONÍSIO, Â. et al. 
Gêneros textuais e ensino. Rio de Janeiro: Lucerna, 2002.
13Gêneros textuais e discursivos
Os links para sites da Web fornecidos neste capítulo foram todos testados, e seu fun-
cionamento foi comprovado no momento da publicação do material. No entanto, a 
rede é extremamente dinâmica; suas páginas estão constantemente mudando de 
local e conteúdo. Assim, os editores declaram não ter qualquer responsabilidade 
sobre qualidade, precisão ou integralidade das informações referidas em tais links.
Gêneros textuais e discursivos14
Dica do professor
Por não ser um gênero engessado, será comum observar que nem todos os resumos de artigos 
científicos apresentam a mesma forma. Apesar de bem escritos, alguns resumos contêm mais 
seções que outros, ou ainda apresentam estruturação completamente diferente da tradicional, 
como é o caso dos artigos de revisão bibliográfica.
Sabe-se que, segundo a NBR 6028 (1990), o resumo deve conter o objetivo, o método, os 
resultados e a conclusão do trabalho; mas sabe-se que, apesar dessa normatização da Associação 
Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), nem todos os resumos são estruturados assim, ou seja, 
alguns resumos apresentam mais seções, outros menos.
Em função disso, a Dica do Professor apresenta essa variação, confirmando que o engessamento 
desse gênero, como em qualquer outro tipo de texto, não ocorre.
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Exercícios
1) Qual a parte do resumo de um artigo científico que deve iniciar com verbo no infinitivo, 
apresentando, de forma sucinta e objetiva, a ideia central do trabalho acadêmico, a 
finalidade da realização da pesquisa, bem como a meta a ser atingida?
A) Resultados.
B) Fundamentação teórica.
C) Objetivo.
D) Metodologia.
E) Conclusão.
2) A norma NBR 6028 (2003), da ABNT, estabelece os requisitos para redação e apresentação 
de resumos. A partir do que é documentado nela, aponte qual seria a principal característica 
de um bom resumo de artigo científico.
A) Indicação de dados sobre o texto resumido, no mínimo autor e título.
B) Cópia de trechos do artigo original sem guardar as relações estabelecidas pelo autor.
C) Inserção de comentários pessoais entre as partes obrigatórias com o objetivo de explicar 
melhor as partes.
D) Seleção apenas das informações consideradas essenciais à produção de um resumo.
E) Menção de diferentes ações do autor do artigo original.
3) O resumo do artigo científico, como qualquer gênero textual, não é engessado, ou seja, não 
existe uma fôrma pronta para que ele seja escrito. Apesar disso, alguns pontos são 
considerados essenciais em sua estruturação. No Brasil, as normas científicas são 
determinadas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), por meio de suas 
normas.
Sendo assim, segundo a NBR 6028 (2003), quais itens obrigatoriamente um resumo deve 
conter?
A) Citação dos principais autores, método, resultados e conclusões do trabalho.
B) Objetivos geral e específicos, citação dos prinipais autores, método, resultados e conclusões 
do trabalho.
C) Objetivos geral e específicos, método, resultados e as conclusões do trabalho.
D) Objetivo, citação dos principais autores, resultados e as conclusões do trabalho.
E) Objetivo, método, resultados e conclusões do trabalho.
4) O resumo a seguir faz parte de um artigo científico já publicado em revista científica da área 
de Letras. Após a sua leitura atenta, observe que alguns pontos poderiam ter sido melhor 
trabalhados.
Objetivou-se entender por que duas localidades tão próximas possuem padrões divergentes 
no que diz respeito à ausência ou à presença de artigo definido diante de antropônimos; 
para tanto, realizou-se uma análise com base em atas, escrituras e testamentos das cidades 
de Abre Campo e Matipó em três intervalos de tempo determinados entre o período de 
1875 a 1950, com o intuito de levantar hipóteses acerca da origem do padrão de cada 
localidade. Acreditou-se que o padrão encontrado em Almeida Mendes (2009) tivesse se 
instalado desde o período de colonização destas duas localidades. Os pressupostos teóricos 
de Bynon (1977) e Labov (1994) foram adotados, segundo os quais a Linguística Histórica 
necessita investigar e descrever como as mudanças ocorrem ou como o sistema linguístico 
preserva uma estrutura. Ao todo, foram analisados 2.705 dados que permitiram concluir que 
o padrão de uso de artigo definido neste contexto se diferenciou no decorrer dos anos, 
contrariando a hipótese inicial (MENDES, 2017, p.1)
Observando cada uma de suas partes, analise qual poderia ser melhor trabalhada e marque a 
alternativa correta.
A) O resumo falha com relação à correção gramatical e ao nãouso de léxico adequado à 
tipologia e ao gênero.
B) O objetivo do trabalho não está claro, tampouco é trabalhado com verbo no infinitivo.
C) O resultado obtido não tem nenhum tipo de ligação com o objetivo do artigo.
D) A metodologia e os resultados poderiam estar melhor detalhados.
E) Comentários pessoais deveriam ter sido inseridos entre uma frase e outra.
5) 
Leia atentamente o resumo a seguir, publicado em revista científica da área de Letras, 
intitulado Toponímia Comercial.
Por meio de uma pesquisa de campo realizada a respeito da Toponímia comercial da zona 
urbana de Matipó/Minas Gerais, este trabalho propõe analisar a motivação destes vocábulos 
lexicais, o processo e os critérios de criação de cada um dos nomes de estabelecimentos 
comerciais da cidade em questão. Será levada em conta a influência exercida pelo nome no 
público consumidor e os meios utilizados para atingir esse fim.
Fonte: MENDES, 2010, p.1.
A partir do resumo acima, aponte qual seria a principal falha dele, apesar de já ter sido 
publicado em periódico científico. Assinale a alternativa correta.
A) Falta de rigor gramatical e de estruturação dos parágrafos.
B) Falta de detalhamento da metodologia e dos resultados.
C) Cópia de trechos do original guardando as relações estabelecidas pelo autor.
D) Falta de indicação do texto resumido, em especial o autor e o título do texto.
E) Há vários comentários pessoais misturados às ideias essenciais do resumo.
Na prática
Por que se exige que um artigo científico tenha um resumo? Porque os resumos são peças muito 
importantes na comunicação científica; é por meio de um resumo que a divulgação científica ocorre 
de fato. 
Segundo Pereira (2012), o resumo é a parte, depois do título, mais lida no artigo científico, 
funcionando como um complemento natural desse texto. Imagine só: com tantas pesquisas sendo 
desenvolvidas, incluindo aí tanto as publicadas em revista quanto as apresentadas em congressos, 
ninguém daria conta de acompanhar tudo que sai em sua área. Em função disso, o resumo se torna 
cada vez mais importante, uma vez que é possível acompanhar os resumos das pesquisas, e caso 
algum chame a atenção do leitor, ele poderá ler o artigo completo. 
Além disso, é por meio do envio de resumos que a seleção de trabalhos a serem apresentados na 
maior parte dos congressos ocorre. Geralmente, solicita-se o envio do resumo (conforme as normas 
do congresso) e, caso seja aprovado, o trabalho é selecionado para apresentação, podendo ainda 
ser solicitado o envio do trabalho completo para posterior publicação. 
Neste Na Prática, você verá como esse processo de produção e de submissão de resumos a 
congressos acontece. 
 
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Saiba +
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
O resumo de um artigo científico
O resumo de um artigo científico é a parte mais importante, juntamente com o seu título, na 
divulgação científica. Confira sobre essa importância acessando ao seguinte link.
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Resumo acadêmico de artigo científico: como fazer
O resumo é um gênero relativamente instável, ou seja, existem variações conforme algumas áreas; 
mas há de se informar que alguns pontos são essenciais em qualquer resumo. Assista ao vídeo e 
conheça mais alguns detalhes sobre este gênero.
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http://scielo.iec.gov.br/pdf/ess/v22n4/v22n4a17.pdf
https://www.youtube.com/embed/Ab68KuiZjpI

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