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TCC - final para formatar
Pesquisas Em Educação Física I (Universidade Cruzeiro do Sul)
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TCC - final para formatar
Pesquisas Em Educação Física I (Universidade Cruzeiro do Sul)
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Baixado por Iramayra Rezende (iramayravr@gmail.com)
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GRUPO CRUZEIRO DO SUL VIRTUAL
EDUCAÇÃO FÍSICA - BACHARELADO
Efeitos do treinamento físico na perda de peso em pacientes
pós-cirurgia bariátrica
Trabalho de Conclusão de Curso como
requisito para aprovação na disciplina
Pesquisa em Educação Física, do curso de
Bacharelado em Educação Física na
modalidade EaD – Grupo Cruzeiro do Sul
Educacional.
2023
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GRUPO CRUZEIRO DO SUL VIRTUAL
EDUCAÇÃO FÍSICA – BACHARELADO
Efeitos do treinamento físico na perda de peso em pacientes
pós-cirurgia bariátrica
Revisão da Literatura
Docente: Ms.Jefferson Comin
Diangeles de Carvalho BARBOSA. RGM 3862130
Karen Schneider Figueiró STRAUSS. RGM 23955635
Pedro Henrique Andreotti PINTO. RGM 3855640
Solange Ferreira ROA. RGM 23590564
Valdineide Domingos Machado. RGM 23965916
Mogi das Cruzes - SP
Porto Alegre- RS
Jacareí- SP
Ponta Porã - MS
Itu - SP
2023
Baixado por Iramayra Rezende (iramayravr@gmail.com)
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SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO 4
1.1 Obesidade 4
1.2 Cirurgia Bariátrica 5
1.3 Atividade Física 6
2 JUSTIFICATIVA 8
3 OBJETIVOS 9
3.1 Objetivos Gerais 9
3.2 Objetivos Específicos 9
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 10
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Resumo
A obesidade é um problema de saúde pública que afeta milhões de pessoas no mundo. A
cirurgia bariátrica é um procedimento médico que pode ajudar a tratar a obesidade, mas é
importante que os pacientes também pratiquem atividade física após a cirurgia.
A atividade física pós-bariátrica oferece diversos benefícios, incluindo:
● Perda de peso contínua: a atividade física ajuda a queimar calorias e a manter o
peso perdido.
● Melhora da capacidade funcional: a atividade física ajuda a melhorar a força, a
resistência e a flexibilidade, o que pode facilitar as atividades cotidianas.
● Redução de doenças cardiovasculares: a atividade física ajuda a reduzir o risco de
doenças cardíacas, derrame e outras doenças cardiovasculares.
● Melhora da saúde mental: a atividade física ajuda a reduzir o estresse, a ansiedade e
a depressão, que podem contribuir para o reganho de peso.
● Promoção da socialização: a atividade física pode ajudar as pessoas a se
socializarem e a fazer novos amigos.
A prática de atividade física pós-bariátrica deve ser iniciada de forma gradual e
supervisionada por um profissional de Educação Física. Os exercícios devem ser adaptados
às limitações de cada paciente, levando em consideração a idade, o estado de saúde e o
nível de condicionamento físico.
O profissional de Educação Física é o profissional mais qualificado para orientar os
pacientes sobre a prática de atividade física pós-bariátrica. Ele pode ajudar a desenvolver
um programa de exercícios seguro e eficaz, adaptado às necessidades individuais de cada
paciente.
A atividade física é essencial para a manutenção da saúde e do peso após a cirurgia
bariátrica. A prática de exercícios físicos deve ser iniciada de forma gradual e
supervisionada por um profissional de Educação Física.
Palavras-chaves: Bariátrica, atividade física, obesidade
Abstract
Obesity is a public health problem that affects millions of people around the world. Bariatric
surgery is a medical procedure that can help treat obesity, but it is important for patients to
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also engage in physical activity after surgery.
Post-bariatric physical activity offers several benefits, including:
● Continued weight loss: Physical activity helps burn calories and maintain lost weight.
● Improved functional capacity: physical activity helps improve strength, endurance and
flexibility, which can make everyday activities easier.
● Reduced cardiovascular disease: Physical activity helps reduce the risk of heart
disease, stroke, and other cardiovascular diseases.
● Improved mental health: physical activity helps reduce stress, anxiety and
depression, which can contribute to weight regain.
Promoting socialization: physical activity can help people socialize and make new friends.
The practice of post-bariatric physical activity should be started gradually and supervised by
a Physical Education professional. Exercises must be adapted to the limitations of each
patient, taking into account age, health status and level of physical conditioning.
The Physical Education professional is the most qualified professional to guide patients on
the practice of post-bariatric physical activity. He can help develop a safe and effective
exercise program tailored to each patient's individual needs.
Physical activity is essential for maintaining health and weight after bariatric surgery. The
practice of physical exercises must be started gradually and supervised by a Physical
Education professional.
Keywords: Bariatric, physical activity, obesity
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1 INTRODUÇÃO
1.1 Obesidade
Nas últimas 3 décadas, observa-se que o número de pessoas obesas vem crescendo
não apenas no Brasil (BRASIL, 2020), mas também em nível global, o que traz sérios riscos à
saúde, pois a obesidade está associada a agravos como doenças cardiovasculares e diabetes
(PICÓ-SIRVENT et al., 2019). A obesidade pode ser definida como o aumento de massa
corporal/peso devido ao acúmulo de gordura no corpo (CARNEIRO et al., 2021). Resulta de
síndrome metabólica (COSTA; VALLE, 2012), sendo um fator de risco para doenças
cardiovasculares e diabetes, enquanto o excesso de gordura no corpo é causado pelo consumo
de carboidratos e gorduras desacompanhado da prática de exercícios físicos.
A Organização Mundial da Saúde classifica a obesidade com base no IMC e no risco
de morte relacionada e pode ser dividida em graus (TAVARES; NUNES;SANTOS, 2010): o
grau I correspondente a um moderado excesso de peso, presente em 20% da população, com
IMC que varia entre 30 e 34,9; o grau II corresponde à obesidade leve ou moderada, que afeta
7,7% dos brasileiros (aproximadamente 1,6 milhões de pessoas em 2022), cujo IMC se
encontra entre 35 e 39,9; por fim, o grau III representa a obesidade mórbida, com IMC maior
que 40. Segundo dados do Ministério da Saúde, em 2022 havia um total de 6,7 milhões de
brasileiros com obesidade, das quais 863.086 (cerca de 4% da população) estavam com
obesidade mórbida ou IMC (Índice de Massa Corporal) grau III, em comparação com 407.589
quatro anos antes, em 2019, o que representa um aumento de 29,6% nesse período (SBCBM,
2023).
Conforme relatado pelo Ministério da Saúde (BRASIL61, 2021), a maioria dos
óbitos em decorrência da Covid-19 foi observada em indivíduos com comorbidades, ou seja,
portadores de enfermidades pré-existentes, como cardiopatia e diabetes. Já em indivíduos com
menos de 60 anos, é a obesidade que leva à maior letalidade em razão da infecção, de acordo
com dados de um boletim epidemiológico publicado mais recentemente pelo Ministério: dos
21.336 óbitos registrados nessa população, 14.995 foram de idosos.
Para o combate à obesidade, conforme explicam Fandiño el al. (2014), existem
diversas estratégias, por exemplo, o tratamento dietético associado ao exercício físico, o
farmacológico, ou seja, por meio de medicamentos, e o cirúrgico, ou seja, por meio da
cirurgia bariátrica, que vem se mostrando como a opção mais eficaz atualmente, sobretudo em
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casos de obesidade de grau III.
1.2 Cirurgia Bariátrica
A cirurgia bariátrica é um tema controverso sujeito a muito preconceito; na opinião
de várias pessoas, quem opta pela cirurgia não tem força de vontade suficiente para seguir
uma dieta, um plano alimentar ou um plano de treinos. Embora muitos acreditem que a
bariátrica é o método mais fácil e prático para gerar perda de peso, como qualquer cirurgia,
ela oferece riscos que devem ser levados em consideração; existe um amplo contexto
psicológico e de saúde que requer análise cuidadosa antes da indicação médica para esse tipo
de procedimento. As pessoas deixam de perceber, muitas vezes, que a opção dos pacientes
pela cirurgia se configura, na realidade, como um “grito de socorro” em busca de qualidade
de vida e saúde, uma vez que são indicados à cirurgia porque sofrem de doenças associadas à
obesidade.
Apesar das ideias pré-concebidas e equivocadas, a cirurgia bariátrica e metabólica
está consolidada como um tratamento eficaz contra a obesidade grave (SBCBM, 2022).
Graças ao avanço de técnicas e tecnologias específicas, a especialidade se tornou uma
alternativa segura e eficiente para combater não somente a obesidade, mas também doenças
associadas, por exemplo, o diabetes, a hipertensão e outras enfermidades agravadas pelo
excesso de peso. O Brasil é o segundo país no mundo onde mais se realizam operações deste
tipo, com 100 mil registros por ano, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. Além disso, as
taxas de resolução da doença são superiores a 90% e a taxa de mortalidade de pacientes que
optam pelo tratamento não ultrapassa 0,15%. No entanto, embora o volume de procedimentos
tenha crescido nos últimos dez anos, ainda não atende nem 1% dos candidatos indicados à
cirurgia.
Recentemente, a cirurgia bariátrica passou a desfrutar de um maior reconhecimento.
Em 2021, o Ministério da Saúde (BRASIL61, 2021) a classificou como um dos
procedimentos eletivos essenciais que devem ser priorizados na saúde pública. O principal
motivo foi o fato de, durante a pandemia da COVID-19, haver ocorrido 36.331 óbitos de
pessoas acometidas de obesidade, que foi um fator de risco para o agravamento da situação.
Para Eduardo et al. (2017), embora a cirurgia bariátrica traga benefícios à saúde,
deve haver uma atenção maior no pós-operatório; o paciente precisa criar hábitos saudáveis,
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pois o consumo de alimentos gordurosos, sedentarismo, alterações nos níveis hormonais,
entre outras questões, contribuem para o reganho de peso (BARDAL; CECCATTO;
MEZZOMO, 2016). Assim, a atividade física deve ser uma opção de cuidado de médio e
longo prazo de pacientes que realizaram a cirurgia bariátrica, ajudando a prevenir, assim, o
retorno do peso excessivo.
1.3 Atividade Física
Para Alexandrino, Marçal e Antunes (2019), a maior parte dos pacientes pré-cirurgia
bariátrica ainda mantém uma rotina de vida não adequada, sem hábitos saudáveis, mesmo já
sendo orientados por uma equipe multidisciplinar. Um dado preocupante constatado no artigo
foi o número elevado de adolescentes que não praticam atividade física, sabe se que a prática
de atividade física tende a diminuir com o passar da idade, ficando assim mais propícios a ter
obesidade. Boscatto, Duarte e Gomes (2011) revisaram estudos que mostram que a maioria
dos pacientes obesos não praticava atividades físicas antes da cirurgia (cerca de 92,1%. No
entanto, após a bariátrica, o índice de sedentarismo diminuiu para 84,1%. Percebeu-se, assim,
a melhora no nível de atividade física desse grupo. Além disso, os mesmos autores
observaram uma redução considerável do IMC dos pacientes pós-bariátricos, que se tornaram
mais ativos fisicamente.
A fase pós-bariátrica tem início após o médico liberar o paciente para fazer atividade
física. O educador físico planeja a inserção gradual de atividades aeróbicas começando com
caminhadas lentas e curtas nos primeiros 15 dias, exercícios funcionais e leves. Exercícios de
força ou musculação serão incorporados após 30 dias, com o intuito de desenvolver o tônus
muscular e ganhar massa magra. Esse procedimento de treinamento, após o primeiro mês de
cirurgia, tem como objetivos: elevar o metabolismo basal do paciente; atenuar a perda de
massa muscular; aumentar o gasto energético e reduzir a gordura corporal; reabilitar dores
articulares e desenvolver o equilíbrio para o corpo do paciente; evitar o reganho de peso.
É importante salientar que os exercícios de força ou de compressão dos músculos
abdominais devem ser realizados somente após 60 dias da cirurgia. Acompanhar a evolução
do treinamento e verificar se os resultados estão ocorrendo conforme planejado é vital tanto
para o educador quanto para o paciente. O que leva à constatação de que com a prescrição de
exercícios em mãos é determinante que seja mantida a regularidade dos treinos e que o
paciente siga as recomendações prescritas.
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O estudo de Woodlief et al. (2015) aponta que os pacientes que praticam uma maior
variedade e quantidade de exercícios no pós-operatório da cirurgia bariátrica apresentam
maior perda de peso e gordura corporal, ou seja, o exercício é um método de manutenção dos
resultados obtidos através da cirurgia. Nesse processo, o instrutor (profissional de Educação
Física) exerce um papel fundamental (Costa e Valle, 2012), apoiando seus alunos (paciente
pós-operados) a ultrapassar limites e obstáculos para que se habituem à nova rotina e
obtenham ganhos como maior disposição e mobilidade; melhora na qualidade de vida;
redução do nível de estresse; diminuição de risco de depressão; aumento da autoestima e da
interação social; benefícios relacionados a doenças como a hipertensão, diabetes, colesterol,
asma, esteatose hepática, insuficiência cardíaca e respiratória.
Diversos pesquisadores se dedicaram a estudar os efeitos benéficos da atividade
física para a saúde dos pacientes submetidos à cirurgia bariátrica. Os autores que se dedicam
ao tema têm relatado que o treinamento físico é uma ferramenta eficaz para ajudar ospacientes pós-cirurgia bariátrica a continuar perdendo peso e a manter um estilo de vida
saudável, através de redução significativa da gordura corporal, aumento da massa magra e
melhora na composição corporal. Além das consequências positivas para a perda de paso, as
pesquisas também estão comprovando que o treinamento físico pode gerar efeitos positivos
sobre a saúde geral e qualidade de vida dos pacientes de cirurgia bariátrica, incluindo melhora
dos níveis de pressão arterial, controle da glicemia, aumento da resistência cardiovascular e
melhorias na saúde mental, por exemplo, redução da ansiedade e depressão.
Pesquisadores sul-coreanos demonstram que o treinamento físico, combinando
exercícios aeróbicos e de resistência, é eficaz na redução da gordura hepática e na melhoria da
composição corporal em pacientes pós-cirurgia bariátrica (KIM; JEE; PARK, 2021). Por sua
vez, Sweeney L, Halpern M, Kashyap S, et al. (2015), classificam que um programa de
exercícios físicos supervisionados, aliado a exercícios aeróbicos e de resistência, promove a
diminuiição da gordura corporal, a melhoria da força muscular e a redução dos sintomas da
síndrome metabólica em mulheres na pós-menopausa após a cirurgia bariátrica.
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2 JUSTIFICATIVA
Diante dos números alarmantes relativos à obesidade no Brasil e da comprovada
eficácia da cirurgia bariátrica no tratamento desse problema, bem como dos benefícios do
exercício físico, amplamente difundidos na literatura, a relevância do presente trabalho se
materializa na intenção de discutir a interface entre três temas de grande importância: a
obesidade, um agravo de saúde que acomete uma grande parcela da população e traz sérias
consequências negativas à vida e ao bem-estar dos indivíduos; a cirurgia bariátrica, que se
apresenta como uma intervenção terapêutica capaz de promover efeitos extremamente
benéficos aos operados; e a prática de atividade física supervisionada por profissionais
qualificados, que potencializa os resultados do procedimento, auxiliando na manutenção do
peso adequado, da boa saúde e da qualidade de vida conquistados pelos pacientes.
Pesquisas prévias indicam que indivíduos pós-bariátricos que costumavam ser
totalmente sedentários ganham maior qualidade de vida à medida que mudam a mentalidade e
adotam comportamentos e práticas diárias benéficos à saúde e referendados pela literatura
científica. Assim, verifica-se que a cirurgia bariátrica é uma opção efetiva de tratamento para
obesidade grave e suas comorbidades, como diabetes, hipertensão, etc. No entanto, a perda de
peso após a cirurgia pode ser influenciada por diversos fatores, bem como a adesão à dieta e
ao estilo de vida saudável, sendo o treinamento físico uma ferramenta imprescindível na
perda de peso e respectiva manutenção a médio e longo prazo para esse perfil de paciente.
Entre os benefícios do treinamento físico na perda de peso e na melhoria da saúde
em pacientes pós-cirurgia bariátrica, destacam-se o maior gasto energético e o ganho de
massa muscular, que contribuem para a redução de gordura corporal e a manutenção da perda
de peso. Além disso, o treinamento físico pode melhorar a sensibilidade à insulina e reduzir
os níveis de glicose no sangue, o que é particularmente importante para pacientes com
diabetes tipo 2. No entanto, é importante frisar que o programa de exercícios deve ser
individualizado e adaptado às necessidades e limitações de cada paciente e deve ser realizado
sob supervisão de um profissional qualificado.
Em função do exposto acima, através da revisão biliográfica de artigos previamente
selecionados que tenham se debruçado sobre os temas supracitados, sobretudo com o recorte
específico dos benefícios da prática orientada de atividade físíca por pacientes
pós-bariátricos, pretendemos contribuir com a discussão acerca da importância do papel
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desempenhado pelo profissional de educação física no processo na manutenção do peso e da
saúde de seus alunos.
3 OBJETIVOS
3.1 Objetivos Gerais
O objetivo geral deste trabalho é realizar a revisão bibliográfica e análise dos
principais achados de artigos publicados entre 2018 e 2022 que tenham abordado a
necessidade e os efeitos benéficos da prática de exercícios físicos por pacientes que se
submetram à cirurgia bariátrica, levando-se em conta um protocolo composto pelo
procedimento cirúrgico em si, juntamente com a mudança nos hábitos alimentares e a
inclusão das atividades físicas no cotidiano do pós-operado.
3.2 Objetivos Específicos
Através da revisão dos artigos selecionados, temos como objetivos específicos
identificar os benefícios da cirurgia bariátrica e encontrar evidências de que um paciente
pós-bariátrico deve mudar seus hábitos a fim de obter um melhor resultado pós-cirúrgico.
Com tais objetivos em mente, pretendemos realizar as seguintes ações:
● compreender o papel da adaptação dos treinos logo após a cirurgia, tendo em vista que
grande parte dos operados são sedentários e, muitas vezes, sofrem de problemas
articulares ou cardíacos devido à obesidade;
● avaliar os benefícios fisiológicos e corporais da prática de exercícios em pacientes
pós-bariátricos;
● identificar os fatores que resultam em melhora no condicionamento
cardiorrespiratório;
● identificar os fatores que causam o reganho de peso;
● observar o grau de interferência dos aspectos psicológicos do indivíduo com indicação
de cirurgia bariátrica nas mudanças de hábitos após a cirurgia;
● treinamentos que trazem melhores resultados e combinações de treino que podem ser
utilizadas.
Metodologia
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A metodologia empregada neste estudo consiste em uma revisão bibliográfica, na qual se
buscou embasamento através de artigos/textos científicos e trabalhos de conclusão, com
publicações a partir de 2015, que pudessem fornecer dados que tragam fundamento e respaldo
nos desenlaces dos questionamentos deste estudo.
Além do objetivo em obter uma conclusão coerente sobre os Efeitos do treinamento físico na
perda de peso em pacientes pós-cirurgia bariátrica, esse trabalho tem o intuito, sobretudo, de
incorporar conhecimentos acadêmicos sobre o assunto pesquisado, dando uma noção do
quanto a prática de exercícios físicos é de extrema importância para a perda de peso e a
manutenção dos resultados obtidos através do procedimento cirúrgico.
Através do tema escolhido, debatemos e escolhemos dentre as possibilidades do tema 6
tópicos para abordarmos e debatermos através dos artigos/textos científicos. Após
discorrermos sobre os aspectos do que acontece aos pacientes bariátricos após a cirurgia,
teremos uma forma mais clara de concluir quais são os benefícios do exercício físico em
pacientes pós-bariátricos e conseguir entender e direcionar o atendimento que nós,
profissionais da Educação Física, prestamos para esse público que está se adaptando a uma
nova realidade de vida após o procedimento cirúrgico.
Critérios de inclusão
Para a seleção dos artigos/textos científicos, foram adotados os seguintes critérios de inclusão:
● Publicações a partir de 2015;
● Artigos/textos científicos completos, disponíveis em acesso aberto;
● Artigos/textos científicos que abordassem os efeitos do treinamento físico na perda de
peso em pacientes pós-cirurgia bariátrica.
Critérios de exclusão
Foram excluídos os seguintes artigos/textos científicos:
● Artigos/textos científicos que não abordassem o tema proposto;
● Artigos/textos científicos que não estivessem disponíveis em acesso aberto;● Artigos/textos científicos que não fossem completos.
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Busca bibliográfica
A busca bibliográfica foi realizada nas seguintes bases de dados:
● PubMed;
● Sielo;
● Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica.
Para a busca, foram utilizadas as seguintes palavras-chave:
● Reganho de peso;
● Obesidade;
● Cirurgia bariátrica;
● Adaptação;
● Aspectos psicológicos;
● Pós-bariátricos;
● Benefícios fisiológicos.
Resultados
Após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, foram selecionados artigos/textos
científicos para compor a revisão bibliográfica.
Discussão
Os resultados da revisão bibliográfica apontaram que o treinamento físico é uma estratégia
eficaz para a perda de peso e a manutenção dos resultados obtidos através da cirurgia
bariátrica.
O exercício físico promove uma série de benefícios para os pacientes pós-bariátricos,
incluindo:
● Aumento da taxa metabólica basal;
● Redução do apetite;
● Melhoria da composição corporal;
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● Redução do risco de complicações pós-cirúrgicas;
● Melhoria da saúde mental.
No entanto, é importante ressaltar que o treinamento físico deve ser realizado de forma segura
e supervisionada por um profissional de educação física qualificado.
Conclusão
Os resultados da revisão bibliográfica apontam que o treinamento físico é uma estratégia
essencial para o sucesso da cirurgia bariátrica. A prática regular de exercícios físicos promove
a perda de peso, a manutenção dos resultados obtidos, a melhoria da saúde física e mental e a
redução do risco de complicações pós-cirúrgicas.
Desenvolvimento
Após entendermos quais eram os nossos objetivos neste trabalhos científico,
organizamos os pontos focais de discussão sobre o tema proposto em forma de tópicos para
um melhor entendimento e para que possamos ter uma análise mais completa e abrangente
do tema para a elaboração das conclusões finais referente os efeitos do treinamento físico na
perda de peso em pacientes pós-cirurgia bariátrica.
● Compreender o papel da adaptação dos treinos logo após a cirurgia, tendo em
vista que grande parte dos operados são sedentários e, muitas vezes, sofrem de
problemas articulares ou cardíacos devido à obesidade.
A Adaptação dos treinos logo após o período pós operatório que em média é de 30
dias, ao procedimento é extremamente necessário, uma vez que por se tratar de um
procedimento invasivo o corpo do paciente ainda tem que processar as mudanças que está
sofrendo após o procedimento. E essa adaptação não vem somente dos treinos mas também
com mudança no conceito de vida, entendendo que a mudança de hábitos e rotinas é
necessária.
Segundo Paulo Roberto Rondon de Assis e publicado na Revista Brasileira de
Obesidade, Nutrição e Emagrecimento, São Paulo v.6, n.32, p.106-115, Mar/Abr. 2012. ISSN
1981-9919.Antes de iniciarmos a intervenção de treinamento deve se respeitar alguns
princípios destacando: o princípio da sobrecarga o qual preconiza que para haver uma
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resposta fisiológica ao treinamento físico, é necessário que esse seja realizado numa
sobrecarga maior do que o indivíduo está habituado, podendo ser controlada pela intensidade,
duração e frequência do exercício; o princípio da especificidade o qual se caracteriza em que
uma modalidade específica de Educação Física desencadeando adaptações próprias e que
proporcionem respostas fisiológicas específicas; princípio da individualidade preconiza-se
que deve-se respeitar a individualidade biológica de cada indivíduo na prescrição de
determinado programa de exercícios, pois a mesma sobrecarga e modalidade de exercício irão
provocar respostas de diferentes magnitudes em indivíduos.
Destacados os principais aspectos do papel da adaptação dos treinos após a cirurgia
bariátrica:
■ Melhora da exaustão física;
■ Progressão gradual;
■ Fortalecimento muscular;
■ Melhoria da saúde cardiovascular;
■ Treinamento de flexibilidade;
■ Controle do apetite;
■ Adesão ao plano de exercícios;
■ Nutrição adequada;
■ Monitoramento de saúde;
■ Educação contínua;
Em resumo, a adaptação dos treinos após a cirurgia bariátrica é fundamental para
otimizar a recuperação, preservar a saúde e promover a perda de peso sustentável. É
importante que os pacientes sedentários recebam orientações adequadas, apoio emocional e
uma abordagem personalizada para alcançar os melhores resultados possíveis. Isso geralmente
envolve uma equipe multidisciplinar de profissionais de saúde, incluindo cirurgiões,
nutricionistas, fisioterapeutas e profissionais de Educação Física.
● Avaliar os benefícios fisiológicos e corporais da prática de exercícios em pacientes
pós-bariátricos;
De acordo com Mendes et al. (2020), a adaptação dos treinos pós-cirurgia bariátrica,
aliada à prática de exercícios, desempenha um papel crucial na promoção da saúde contínua
de pacientes com histórico de sedentarismo e problemas articulares e cardíacos relacionados à
obesidade. A medição precisa dos resultados obtidos por meio de métodos de metrologia,
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como destacado em nossa pesquisa, reforça a importância da personalização dos programas
de treinamento para atender às necessidades individuais de cada.
Compreender que o papel da adaptação dos treinos logo após a cirurgia bariátrica, é
considerada fundamental já que grande parte dos operados são sedentários e frequentemente
sofrem de problemas articulares ou cardíacos devido à obesidade. Além disso, busca-se
avaliar os benefícios fisiológicos e corporais da prática de exercícios em pacientes
pós-bariátricos.
A prática regular de exercícios beneficia não apenas a perda de peso contínua, mas
também a melhoria da capacidade funcional, a redução de riscos cardiovasculares e a
promoção do bem-estar geral dos pacientes. A metrologia desempenha um papel crucial na
medição precisa dos resultados, tornando a avaliação dos benefícios mais confiáveis. A
literatura analisada e os estudos revisados destacam que a adaptação dos treinos não apenas é
viável, mas também é essencial para garantir que pacientes com problemas articulares e
cardíacos possam realizar exercícios de maneira segura e eficaz. Portanto, a colaboração entre
profissionais de saúde multidisciplinares é fundamental para garantir a personalização dos
programas de treinamento de acordo com as necessidades e limitações individuais de cada
paciente.
● Identificar os fatores que resultam em melhora no condicionamento
cardiorrespiratório;
Como relatado anteriormente a Cirurgia bariátrica é uma grande aliada para o
tratamento de obesidade mórbida e de todas as doenças associadas que o excesso de peso
acarreta na vida de um indivíduo indicado para este procedimento que são resultados de
síndrome metabólica (COSTA; VALLE, 2012), sendo um fator de risco para doenças
cardiovasculares e diabetes, tendo em vista o excesso de gordura no corpo que é causado
pelo consumo de carboidratos e gorduras desacompanhado da prática de exercícios físicos.
Segundo matéria publicada na Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e
Metabólica que apresenta um estudo publicado por pesquisadores da Sanford-Burnham
Translational Research Institute for Metabolism and Diabetes, da Flórida (EUA), publicado
em 2015, que relata que pacientes que mudaram seus estilos de vida e passaram a prática de
exercícios moderados após o procedimento tem o metabolismo da glicose e a aptidão
cardiorrespiratória melhores que os que sãosedentários. Neste primeiro estudo clínico
randomizado e controlado que examinou os efeitos do exercício na sensibilidade à insulina e
outros riscos cardiovasculares e metabólicos após a cirurgia bariátrica.
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Os pesquisadores, para avaliar a questão, reuniram 128 pacientes que fizeram Bypass
Gástrico e os dividiram em dois grupos. Um foi submetido a um programa de educação para a
saúde e outro recebeu um programa de exercícios físicos de 120 minutos por semana e ambos
foram monitorados por seis meses.
Apesar de os resultados da cirurgia serem similares nos dois grupos, observou-se que
os pacientes que se exercitaram obtiveram melhores índices de capacidade cardiorrespiratória,
assim como índices de metabolismo de glicose e sensibilidade à insulina superiores aos que
não passaram pelo regime de atividades físicas.
“Os resultados indicam que o exercício aeróbio moderado provoca melhorias
adicionais tanto na sensibilidade à insulina bem como na habilidade da glicose por si eliminar
glicose, com a melhoria da aptidão cardiorrespiratória concomitante com RYGB induzida por
cirurgia para perda de peso”, observam os pesquisadores. “Estes dados justificam a inclusão
de um programa de exercícios para otimizar os benefícios de saúde durante a perda de peso
após a cirurgia RYGB ativa.”
Vindo neste sentido, analisa-se que através de um programa de treinamento com uma
abordagem específica que leva em consideração a condição do indivíduo e suas
peculiaridades que vem de uma vida, anteriormente sedentária em grande maioria, um
programa de treinamento bem organizado pode agregar não somente a melhora no
condicionamento cardiorrespiratório, mas outros benefícios na saúde como estéticos que
acarretaram na melhora da auto estima da pessoa.
Seguindo um programa que consiga agregar todos os pontos listados abaixo, teremos
como resultado não somente a melhora no condicionamento, mas na qualidade de vida que
será proporcionada para o pós operado, que ainda lida com as mudanças corporais e
psicológicas.
■ Programas de exercícios personalizados;
■ Intensidade gradual;
■ Supervisão profissional;
■ Variedade de Exercícios;
■ Foco na resistência aeróbica;
■ Frequência e Consistência;
■ Monitoramento de frequência cardíaca;
■ Nutrição adequada;
■ hidratação;
■ Evitar overtraining;
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■ Acompanhamento médico.
Ressaltando que cada paciente é único, e as recomendações específicas podem e
devem variar com base nas necessidades individuais e nas orientações de seus profissionais de
saúde, Sendo assim uma consulta com o seu médico é outros especialistas é fundamental para
desenvolver um plano personalizado para melhorar o condicionamento cardiorrespiratório
após a cirurgia bariátrica.
● Identificar os fatores que causam o reganho de peso;
De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde) mais de 1,9 bilhão de
pessoas apresentam sobrepeso. No Brasil este número tem crescido a cada ano. A obesidade
trata-se de um problema de saúde pública e a cirurgia bariátrica é considerada uma ótima
ferramenta para o tratamento de obesos graves, tem sido o tratamento mais efetivo para o
controle desta doença.
Porém, mesmo sendo efetivo alguns pacientes não conseguem ter perdas expressivas
de peso e além disso apresentam o reganho de peso após o procedimento cirúrgico.
Levantando os seguintes questionamentos: Quais os principais fatores para o reganho de
peso? Como lida com o reganho de peso? Neste ponto nosso objetivo é compreender a
experiência de reganho de peso após a cirurgia bariátrica.
O reganho de peso é uma realidade frequente entre os pacientes pós bariátrica. Os
principais fatores relacionados ao reganho de peso são de ordem socioeconômica, além de
sedentarismo, distúrbios alimentares, alterações hormonais e metabólicas e transtornos
psicológicos como ansiedade e depressão. Pacientes com baixa renda relatam não conseguir
manter por muito tempo o foco e o acompanhamento de uma equipe multidisciplinar,
educador físico e nutricionista por falta de tempo no dia a dia, devido a rotina corrida de
trabalho e família.
Foi verificado durante o estudo que boa parte dos pacientes sedentários tem
dificuldade em se acostumar com a nova rotina de uma vida saudável e entre 12 a 24 meses de
pós cirurgia acabam desistindo e voltando ao sedentarismo.
Distúrbios alimentares foram analisados em pacientes que tinham o costume de comer
muito e após a cirurgia para não terem nenhum desconforto ao comer muito, ficam
“beliscando” a comida o dia inteiro, fazendo com que no final do dia o limite de consumo de
calorias diário foi ultrapassado.
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O reganho de peso está associado também a pacientes que mesmo após a cirurgia
bariátrica permaneceram com alterações hormonais e metabólicas e foi observado casos onde
o paciente não apresentava nenhuma alteração e após a cirurgia começou a ter quadros de
alterações hormonais e metabólicas.
E por fim, mas não menos importante os pacientes com transtornos psicológicos como
depressão e ansiedade, tais pacientes possuem casos de traumas durante a infância ou
adolescência, baixa autoestima entre outros fatores como a ansiedade acabam sendo gatilhos
para o reganho de peso.
Concluindo que entre os principais fatores o mais comum é os pacientes que tiveram o
reganho de peso é o fator psicológico associado a baixa autoestima e o sedentarismo, é
fundamental participar de grupos de apoio e permanecer próximo de uma equipe
multidisciplinar, educador físico, nutricionista e psicólogo para continuar o tratamento da
obesidade após a cirurgia bariátrica
● Observar o grau de interferência dos aspectos psicológicos do indivíduo com
indicação de cirurgia bariátrica nas mudanças de hábitos após a cirurgia;
Os aspectos psicológicos devem obrigatoriamente ser considerados antes da cirurgia.
Estudos mostram que 40% dos pacientes bariátricos estão envolvidos em algum tratamento
psiquiátrico, caindo esse índice para 20% na cirurgia estética e 5% na cirurgia reparadora. Os
aspectos psicológicos nos pacientes bariátricos não são tão claros como os estudos focados
nas mudanças clínicas e metabólicas, quando comparados antes e depois da cirurgia. As
mudanças clínicas e metabólicas dos pacientes submetidos à cirurgia pós-bariátricas do
estômago têm sido extensamente estudadas.
Segundo Oliveira ¹ et 2012. Aproximadamente, 20% dos pacientes bariátricos falham
no tratamento e recuperam peso. Isso preferencialmente nos primeiros dois anos de
pós-operatórios. Vários estudos clínicos encontraram alta taxa de comorbidades psicológicas
nos pacientes candidatos à cirurgia bariátrica. Uma parcela desses pacientes sofre de alguma
desordem psicológica, sendo mais comuns as alterações de humor e os transtornos de
ansiedade.
A compulsão alimentar é o transtorno alimentar mais frequente nestes pacientes, que
podem ser encontrada em cerca de 5% dos pacientes antes da cirurgia bariátrica. A redução
da qualidade de vida tem sido relacionada com a obesidade. Escores extremamente baixos são
encontrados quando modelos validados de mensuração da qualidade de vida como o Medical
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Outcomes Study 36-Item Short Form Survey e o Impact of Weight on Quality of Life-LITE.
Entretanto, esses achados devem ser vistos com cautela, pois a variedade metodológica,
empregada nesses resultados podem em pouca precisão na interpretação dos resultados.
Várias comorbidades clínicas estão associadascom a obesidade mórbida como diabete melito
tipo II, hipertensão e apneia do sono. Numerosos estudos evidenciam melhora na qualidade
de vida com a perda maciça de peso após a cirurgia bariátrica. Entretanto, as modulações
psicológicas destes pacientes ainda não mereceram na literatura médica a mesma importância
quando comparadas ao número de publicações sobre as alterações clínicas. Os benefícios
psicológicos têm sido rastreados, preferencialmente, nos dois primeiros anos de
pós-operatório da cirurgia bariátrica.
A compulsão alimentar não apresenta evidências que pode ser tratada com a cirurgia
bariátrica e é responsabilizada, frequentemente, pela recuperação do peso dos pacientes no
segundo ano pós-operatório. Neste período, coincidentemente, iniciam os procedimentos para
o contorno corporal. Aspectos como possibilidade de outras cirurgias, acarretando mais
tempo de recuperação e mais riscos cirúrgicos devem ser exaustivamente abordados no
manejo pré-operatório. Dessa maneira, o preparo cirúrgico não deve ser distinto de outros
pacientes candidatos à cirurgia plástica em relação a postura ética e técnica.
Um grande avanço para este processo veio do O Núcleo de Saúde Mental da
Comissão de Especialidades Associadas (COESAS) da Sociedade Brasileira de Cirurgia
Bariátrica e Metabólica (SBCBM), que criou um e-book de “Diretrizes Brasileiras de
Assistência Psicológica em Cirurgia Bariátrica e Metabólica” que encontra-se disponível no
site da SBCBM, neste material que foi organizado pelas psicólogas Aída Regina Marcondes
Franques, Cristina Cardoso Freire e Michele Pereira da Silva, conta com a participação de
dezenas de profissionais de saúde mental de todo o país divididos em cinco grupos de
trabalho, sendo um grande avanço que aconteceu no ano de 2023.
Nas diretrizes abordam temas como:
– Aspectos psicológicos no tratamento cirúrgico da obesidade clinicamente grave
– A psicologia inserida na equipe multidisciplinar
– Avaliação psicológica pré-operatória e preparo psicoeducacional
– Transoperatório
– Características do pós-operatório
– Recomendações
Conforme fala do presidente da SBCBM, Dr. Antônio Carlos Valezi:
“Essa obra se torna objeto de consulta obrigatória a todos que desejam atualização sobre o
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assunto da jornada psicológica do portador de obesidade. O lançamento veio ocupar um
espaço que estava vago e demonstrar a pujança dos profissionais da saúde mental da
Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica. Todos os autores estão de
parabéns pelo esforço e pelo resultado final ao publicarem esta notável obra”, celebra
Valezi.
(https://www.sbcbm.org.br/sbcbm-lanca-diretrizes-brasileiras-de-assistencia-psicologica-em
-cirurgia-bariatrica-e-metabolica/)
A publicação destas diretrizes deixa claro o grau de importância que o
acompanhamento psicológico dos pacientes com indicação até mesmo os pós operados
devem ter com a assistência psicológica, uma vez que é uma mudança muito repentina na
rotina do indivíduo.
● Treinamentos que trazem melhores resultados e combinações de treino
que podem ser utilizadas.
Segundo o trabalho de mestrado integrado em medicina de Hugo Antônio Correia
Lopes (“Efeitos do exercício físico após cirurgia bariátrica”) o excesso de peso e obesidade é
algo muito crescente na sociedade atual como anteriormente citado. Essas condições levam ao
funcionamento anormal/prejudicado do sistema cardiovascular e metabólico, e por
consequência o aumento da morbimortalidade. Estima-se que 30% da população mundial
esteja acima do peso considerado normal. A obesidade é definida por um índice de massa
corporal igual ou superior a 30kg/m2, afetando mais de 600 milhões de pessoas.
Perante ao cenário de excesso de peso e obesidade, é necessária uma mudança do
estilo de vida, mudando os hábitos alimentares e incluindo atividades físicas na rotina. É
recomendada a prática de 150 /250 minutos de atividade física por semana moderada a
intensa, pois ajuda na redução de quadros de doenças cardiovasculares, diabetes tipo II,
aumento da qualidade de vida, incluindo, melhora da saúde mental.
Estudos mostram que a grande maioria daqueles que realizam a cirurgia bariátrica
cumprem metade da atividade física recomendada, o que é ruim visto que a atividade física
está relacionada com a perda de peso após cirurgia.
Depois da cirurgia bariátrica, na maioria dos casos, são observadas melhorias na
qualidade de vida, como a perda de peso. Dessa perda de peso ocorre redução de fatores de
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risco cardiovasculares como redução da pressão arterial, dos valores basais, glicemia e
melhora no perfil lipídico do paciente. Mesmo assim, estima-se que 2/3 dos pacientes
submetidos a cirurgia bariátrica não cumpram os níveis mínimos de exercício físico
recomendado. E devido a isso, acabam recuperando cerca de 30% do peso perdido.
O excesso de peso/obesidade é um problema à nível mundial, que apresenta tendência
crescente. Esta condição está totalmente associada a sedentarismo e alimentação não
equilibrada. E ainda assim, mesmo na escolha da cirurgia bariátrica, é primordial mudanças
no estilo de vida, melhorando hábitos alimentares e praticando atividades físicas.
Sendo assim, a atividade física varia de tipo, frequência e intensidade. Assim, é
fundamental perceber quais os melhores planos de exercícios para promover a perda de peso
sustentável. É importante reforçar que a prática regular de atividade física no período pré
-cirúrgico não influencia significativamente a perda de peso ou a sua recuperação no período
pós -cirúrgico. A frequência e intensidade da atividade física são influenciadas por diversos
fatores. Esses fatores podem funcionar como facilitadores, motivadores ou barreiras à
atividade física.
Os fatores facilitadores que podem influenciar na frequência e intensidade da
atividade física são:
■ Perda de peso pós operatória;
■ Fatores sociais;
■ Gestão do tempo.
Os fatores motivadores para adesão de atividade física são:
■ Apreciar a realização de atividade física (principal motivação intrínseca);
■ Perda/manutenção do
■ Peso corporal;
■ Melhoria da aparência física.
E as principais barreiras que podem bloquear a adesão de atividade física são:
■ Dor Corporal (principalmente para atividade física >150 min/semana);
■ Medo de lesões/dor
■ Tentativas de atividade física prévias fracassadas;
■ Falta de tempo;
■ Falta de objetivos bem definidos;
■ Falta de Apoio Social (familiar e companhia na realização de atividade física);
■ Falta de motivação (pré e pós-operatória);
■ Excesso de pele devido à perda de peso maciça.
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Os pacientes que praticam atividade física após cirurgia bariátrica geralmente
apresentam melhora na qualidade de vida, tanto física quanto psicológica.
Valências como capacidade funcional, resistência, aptidão cardiorrespiratória, aumento
do gasto energético total, atenuação da perda de massa corporal magra e da perda de
densidade mineral óssea e, fundamentalmente, o ganho de qualidade de vida, o que reflete a
importância da AF na população obesa.
Pacientes pós cirúrgicos apresentam maior tolerância à atividade física. Apresentam
diminuição na dependência funcional com melhoras motoras (mobilidade e locomoção),
apresentam melhora de equilíbrio e mobilidade, melhora da força muscular e reduzindo assim
o risco de quedas.
A atividade física superior a 150 minutos por semana é essencialpara uma perda de
peso consistente e significativa, mesmo a longo prazo.
Ao comparar vários grupos (sem atividade física, atividade física ligeira, moderada ou
intensa), verificou-se em média que nos primeiros 80 dias após a cirurgia bariátrica existiu
uma grande variedade na perda de peso inesperadamente maior no grupo sem atividade física.
Alguns dados afirmam que a maioria dos pacientes pós bariátrica não pratica atividade física
nos primeiros 3-6 meses após cirurgia pois considera desnecessária mediante a perda de peso
conseguida com a cirurgia.
concluiu-se que os pacientes que seguiam um programa de exercícios de intensidade
moderada evidenciaram resultados mais precocemente do que os pacientes que seguiam um
programa de exercícios de intensidade ligeira. (perda de peso, redução de IMC, redução de
gordura corporal e minimização/resolução das comorbilidades)
Porém, ainda assim, percebeu-se a redução da massa corporal gorda de todos os
pacientes submetidos a programas de atividade física de intensidade diferente (intensidade
ligeira ou moderada). Ou seja, a atividade física, seja de que intensidade for, está associada a
perda de excesso de peso após cirurgia bariátrica.
Existem vários tipos de atividade física passíveis de ser utilizadas como estratégia
modificadora do estilo de vida: atividade física aeróbia, atividade física com exercícios de
força ou a sua associação.
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Ao comparar um grupo de treino aeróbio e um grupo de treino aeróbio associado a um
treino de força percebe-se que o peso e a porcentagem de massa gorda diminuíram
significativamente. Porém, constatou-se que o treino aeróbio associado ao treino de força
apresentou aumento de massa musculoesquelética e força muscular mais evidente do que o
grupo que faz somente aeróbio.
Quando comparados programas de atividade física aeróbio, com programas de
atividade física com exercícios de força e com programas de atividade física aeróbio
associado a exercícios de força, o último grupo apresentou maior perda de peso (entre 3,12 a 4
kg perdidos) em relação aos outros dois tipos de programa (0kg e 2,2kg perdidos,
respectivamente).
Concluiu-se que os pacientes que praticaram mais de 200 minutos/semana de
atividade física moderada ou intensa apresentaram maior perda de peso, evidenciando que o
volume de atividade física está relacionado com a perda de peso a longo prazo.
E dentro das estratégias adotadas para melhora do quadro de obesidade uma prática
muito utilizada tem sido a cirurgia bariátrica. Foi observado que a atividade física e a
reeducação alimentar tem relação direta com a perda de peso pós cirurgia.
Considerações Finais
Em síntese, percebemos que a obesidade é algo que assola grande parte da população
mundial, e seu surgimento pode decorrer de diversas causas como sedentarismo, distúrbios do
organismo, ou mesmo em casos de doenças como a depressão e a ansiedade.
Diante de tal quadro, tem-se feito o uso dos benefícios da cirurgia bariátrica no
combate à obesidade. O procedimento ajuda muito no combate à obesidade, mas, ainda assim,
após a realização da cirurgia, a grande maioria parte da população submetida a tal
procedimento tem o reganho de peso, pois ainda mantém maus hábitos alimentares e o
sedentarismo presente no dia a dia.
Pensando na manutenção da saúde e controle do peso, é importante a mudança dos
hábitos alimentares e inclusão da prática de atividade física no cotidiano. No entanto, grande
parte dos pacientes que buscam esse procedimento apresentam um histórico de sedentarismo e
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dificuldades de adaptação devido a problemas articulares e cardíacos decorrentes da
obesidade.
Os resultados deste estudo demostraram a importância da inclusão da atividade física
pós cirurgia bariátrica e os benefícios de tal prática. Reforçamos aqui que a prática regular de
exercícios físicos não leva apenas à perda de peso contínua, mas também à melhoria de
diversas valências, como melhora da capacidade funcional, redução de doenças
cardiovasculares, ajuda no combate às doenças psicológicas como depressão e ansiedade
(fatores esses que contribuem para o reganho do peso mesmo que indiretamente), e ainda,
promove a socialização e interação social.
Salientamos, ainda, que a prática de exercícios físicos deve ser realizada de forma
sistematizada e adaptada, respeitando as limitações de cada paciente e sempre supervisionada
por uma abordagem multidisciplinar de acordo com as necessidades individuais de cada
paciente.
Sendo assim, fica evidente em nosso estudo que a prática de exercícios físicos em
pacientes pós bariátricos é recomendada, e, de extrema necessidade para que o paciente
consiga alcançar as metas médicas e uma qualidade de vida que muitos antes da cirurgia não
conseguiam.
E evidência o papel do profissional de Educação Física que será responsável pelas
adaptações necessárias em treinos e acompanhamento para que o pós-operado, atinja os seus
objetivos e consiga manter um corpo e uma mente saudável.
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