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1 
 
 
ANAIS DA VIII SEMANA CIENTÍFICA DO HOSPITAL 
 UNIVERSITÁRIO DE SANTA MARIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Santa Maria 
Março, 2019 
 
 
 
 
 
2 
 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA 
HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE SANTA MARIA/UFSM 
 
 
 
 
 
ANAIS DA VIII SEMANA CIENTÍFICA DO HOSPITAL 
 UNIVERSITÁRIO DE SANTA MARIA 
 
 
 
 
Anais obtidos da realização da 8º semana científica do Hospital 
Universitário de Santa Maria realizado no auditório Gulerpe, no 
período de 20 a 22 de novembro de 2018. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3 
 
FICHA CATALOGRÁFICA 
 
 
 
 
 
4 
 
 
ANAIS DA VIII SEMANA CIENTÍFICA DO HOSPITAL 
UNIVERSITÁRIO DE SANTA MARIA 
 
 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA 
 
REITOR 
PROF. DR. PAULO AFONSO BURMANN 
 
VICE-REITOR 
PROF. DR. LUCIANO SCHUCH 
 
HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE SANTA MARIA 
 
SUPERINTENDENTE 
PROF. DRª. ELAINE VERENA RESENER 
 
GERENTE DE ENSINO E PESQUISA 
PROF. DRª. BEATRIZ SILVANA DA SILVEIRA PORTO 
 
GERENTE ADMINISTRATIVO 
ESP. JOÃO BATISTA DE VASCONCELLOS 
 
GERENTE DE ATENÇÃO À SAÚDE 
ENF.DRª. SOELI TERESINHA GUERRA 
 
 
 
 
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ANAIS DA VIII SEMANA CIENTÍFICA DO HOSPITAL 
UNIVERSITÁRIO DE SANTA MARIA 
 
 
PRESIDENTE DO EVENTO 
Profª. Drª. Beatriz Silvana da Silveira Porto 
COMISSÃO ORGANIZADORA 
Prof. Dr. Alexandre Vargas Schwarzbold 
Chefe do Setor de Pesquisa e Inovação Tecnológica 
Profª. Drª. Beatriz Silvana da Silveira Porto 
Gerente de Ensino e Pesquisa do HUSM 
Prof. Dr. Gustavo Nogara Dotto 
Chefe da Unidade de e-Saúde 
Profª. Drª. Themis Maria Kessler 
Chefe do Setor de Gestão do Ensino 
COMISSÃO CIENTÍFICA 
Prof. Dr. Alexandre Vargas Schwarzbold 
Profª. Drª. Beatriz Silvana da Silveira Porto 
Prof. Dr. Gustavo Nogara Dotto 
Profª. Drª. Themis Maria Kessler 
 
 
COMISSÃO DE AVALIAÇÃO DE TRABALHOS CIENTÍFICOS 
Prof. Dr. Gustavo Nogara Dotto 
Enfª Ms Helena Carolina Noal 
Enfª. Ms Iara Terezinha Barbosa Ramos 
Enfª. Drª. Izabel Cristina Hoffmann 
 
COMISSÃO DE INFRAESTRUTURA E APOIO 
Aux.Adm. André Luis Samuel Kessler 
Contª. Ms. Inês Bortolotto 
Rec. Leocinara Paula Ribeiro Julião 
 
 
 
6 
 
Econ. Ms. Márcio Marcelo Gross 
Rec. Paula Senna Pacheco 
Téc. Enf. Zuleica Aparecida Gündel de Arruda 
 
 
COMISSÃO DE APOIO GRÁFICO, DIVULGAÇÃO E ASSESSORIA DE 
COMUNICAÇÃO: 
Desenhista Téc. José Erion Soares 
Ac.Michele Pereira 
 
MONITORES 
 
Ac. Augusto Hermes Kohler 
Ac. Caroline Cogo Carneosso 
Ac. Gabriel Brondani Borges 
Ac. Gessica Piovesan 
Ac. Vitória Parodes Rodrigues 
 
 
 
 
 
7 
 
PROGRAMAÇÃO DA VIII SEMANA CIENTÍFICA DO HUSM/UFSM 
 
 
 
Dia 20/11/2018 
14h às 15h- Credenciamento 
 
MÓDULO 1 - EXPERIÊNCIAS INOVADORAS EM GESTÃO E ASSISTÊNCIA 
Coordenação: Profª. Drª. Beatriz S. da Silveira Porto – HUSM/CCS/UFSM 
 
15h às 18h: 
Exposição de Trabalhos Científicos (Poster Digital) – Hall do Auditório Gulerpe 
 
16h às 16:30: 
Cerimônia de Abertura 
 
16:30 às 17:30: 
CONFERÊNCIA - À um Passo da Eternidade: Como a Neurociência pode contribuir 
para a Qualidade de Vida? 
Prof. Dr. Pedro Schestatsky – UFRGS/RS 
 
17:30 às 17:45: 
Intervalo para Café 
 
17h45 às 19h00: 
PAINEL – A Telessaúde na Assistência: Como a tecnologia em Saúde pode qualificar a 
assistência? 
17:45h-18h45: Experiência Regional em Telessaúde - HCPA e UFRGS- Desafios na 
gestão e impacto na assistência - Prof. Dr. Marcelo Gonçalves 
18h45-19h: Discussão 
Prof. Dr. Gustavo Dotto - HUSM/UFSM 
Prof. Dr. Marcos Lobato - CCS/UFSM 
Ms. Jean Alberni - Animati Computação Aplicada à Saúde 
Representantes da Secretaria Municipal de Saúde e 4ª CRS/RS 
 
 
 
19h às 19:15: 
Premiação: menção honrosa para os 3 melhores trabalhos deste módulo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8 
 
PROGRAMAÇÃO DA VIII SEMANA CIENTÍFICA DO HUSM/UFSM 
 
Dia 21/11/2018 
 
MÓDULO 2 - EXPERIÊNCIAS INOVADORAS EM ENSINO 
Coordenação: Profª Dra. Themis Maria Kessler 
 
15h às 18h: 
Exposição de Trabalhos Científicos (Poster Digital) – Hall do Auditório Gulerpe 
 
14h às 15h: Apresentação Oral de Trabalhos Selecionados – Auditório Gulerpe 
 
15h às 16h: 
CONFERÊNCIA: Metodologia baseada em Competências na Formação em Saúde - 
Prof. Dr. Exequiel Plaza T. - Universidade de Talca, Chile 
 
16h às 17:30: 
PAINEL - Metodologias Ativas em Preceptoria - Desafios e Potencialidades 
16h-16:30: Profª Drª. Vânia Olivo - PRMS/CCS/UFSM 
16:30-17h: Profª Drª. Clarice Mottecy - HUSM/UFSM 
17h-17:30: Discussão 
Debatedores: 
Profª Marisa Bastos Pereira - CCS/UFSM 
Profª Drª Tânia Denise Resener - CCS/UFSM 
Profª Drª. Angela Weinmann - UFN 
 
17:30 às 17:45: 
Intervalo para Café 
 
17:45 às 19h: PAINEL: Simulação Realística 
17:45 - 18:15h: Sala Cirúrgica Inteligente – Prof. Dr. Miguel Prestes Nácul - Membro 
do Corpo Clínico do Hospital Moinhos de Vento/ /RS. Médico Cirurgião Coordenador 
da área de Videocirurgia do Hospital de Pronto Socorro/RS. 
 
18:15 - 18:45h: Experiências Internacionais - Dr. Dener Tambara Girardon -
HUSM/EBSERH e Drª. Maria da Graça Caminha Vidal - HUSM/UFSM 
 
18:45 às 19h: Discussão 
Debatedores: 
Dr. Humberto Palma - HUSM/EBSERH 
Prof. Dr. Ewerton Moraes - CCS/UFSM 
Dra. Leila Dantas - HUSM/UFSM 
19h às 19:15: 
Premiação: menção honrosa para os 3 melhores trabalhos deste módulo 
 
 
 
 
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PROGRAMAÇÃO DA VIII SEMANA CIENTÍFICA DO HUSM/UFSM 
 
Dia 22/11/2018 
 
MÓDULO 3 - EXPERIÊNCIAS INOVADORAS EM PESQUISA 
Coordenação: Prof. Dr. Alexandre Vargas Schwarzbold - HUSM/CCS/UFSM 
 
14h às 18h: Exposição de Trabalhos Científicos (Poster Digital) – Hall do Auditório 
Gulerpe 
 
15h às 16h: Apresentação Oral de Trabalhos Selecionados – Auditório Gulerpe 
 
16h às 17h: 
PALESTRA: Nanociências na Saúde -Profª. Dra. Solange Binotto Fagan – UFN/RS 
 
17h às 17:15: 
Intervalo para Café 
 
17:15 às 19h: 
PAINEL - Tecnologias Aplicadas em Saúde 
 
17:15 -17:30: 
Software para Avaliação da Fala – Profª Dra. Márcia Keske Soares - CCS/UFSM 
17:30-17:45: 
Imagens de Fundo de Olho para identificação automatizada de Glaucoma - Prof. Daniel 
Welfer - CT/UFSM 
17:45-18h: 
Jogos Sérios na Saúde - Profa. Ana Lucia Cervi Prado - CCS/UFSM 
18h -18:15: 
RIS e PACS na Saúde - Prof. Carlos Jesus Pereira Haygert - CCS/HUSM 
18:15 -18:30: 
Processamento Digital de Imagens - Prof. Marcos Cordeiro d’Ornellas - CT/UFSM 
18:30-18:45: 
Impressão 3D na Saúde - Dra. Wâneza Dias Borges Hirsch - HUSM/EBSERH 
18:45-19h – Pergunte ao pesquisador 
 
 
 
19h às 19:15: 
Premiação: menção honrosa para os 3 melhores trabalhos deste módulo. 
 
 
 
 
 
 
 
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SUMÁRIO 
 
A APLICAÇÃO DO QUESTIONÁRIO NÓRDICO DOS SINTOMAS 
OSTEOMUSCULARES COMO MÉTODO DE AVALIAÇÃO ERGONÔMICA NA 
CONSTRUÇÃO CIVIL ................................................................................................. 21 
A AVALIAÇÃO DA PRODUÇÃO CIENTÍFICA GLOBAL SOBRE 
MORTALIDADE INFANTIL EM BASE DE DADOS NO ANO DE 2015 ................ 27 
A CADERNETA DE SAÚDE DA PESSOA IDOSA NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À 
SAÚDE ........................................................................................................................... 29 
A CONSTRUÇÃO DA ATENÇÃO HUMANIZADA EM SAÚDE A PARTIR DA 
INTERAÇÃO LÚDICA COM CRIANÇAS COM CÂNCER: UM RELATO DE 
EXPERIÊNCIA .............................................................................................................. 31 
A CONVIVÊNCIA DA ENFERMAGEM DE UMA UNIDADE DE CARDIOLOGIA 
INTENSIVA COM A COMUNICAÇÃO DE NOTÍCIAS DIFÍCEIS .......................... 33 
A ENFERMAGEM NA ASSISTÊNCIA AO PRÉ-NATAL DE BAIXO RISCO ........ 36 
A ESPIRITUALIDADE NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE: Uma Revisão 
Narrativa ......................................................................................................................... 38 
A EXPERIÊNCIA DE CUIDADORES FAMILIARES DEAcesso em: 01 de novembro de 2018. 
SANTO, C. C. E. et al. Diálogos entre espiritualidade e enfermagem: uma revisão 
integrativa da literatura. Cogitare Enferm, v. 18, n. 2, p.372-8, 2013. Disponível em: . Acesso em 01 de novembro de 
2018. 
 
 
 
 
 
 
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1983-14472013000300020
https://revistas.ufpr.br/cogitare/article/view/32588
 
 
40 
 
AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa 
 
Autores: 
Carolina Schmitt Colomé15 
Mikaela Aline Bade München16 
Amanda Valério Espíndola17 
Alberto Manuel Quintana18 
 
A EXPERIÊNCIA DE CUIDADORES FAMILIARES DE SUJEITOS EM 
FIM DE VIDA: O CUIDADO COMO UM IMPERATIVO 
 
1 INTRODUÇÃO 
O aumento da longevidade e os grandes avanços tecnológicos na área da saúde, 
relacionados à busca excessiva pela manutenção da vida, são aspectos que vêm levando 
ao aumento de doenças crônico-degenerativas. Nesse cenário, a família destaca-se como 
fonte de apoio, uma vez que se constitui como espaço de proteção frente aos 
descompassos da vida. Dessa forma, o presente estudo – recorte de uma pesquisa maior, 
intitulada “Significações atribuídas às relações familiares em fim de vida” – propõe-se a 
compreender como os doentes e seus familiares vivenciam suas relações frente à 
situação de terminalidade em decorrência de um adoecimento crônico-degenerativo. 
2 MÉTODO 
A pesquisa teve como participantes seis familiares cuidadores de indivíduos adultos em 
processo de fim de vida, que estavam recebendo cuidados paliativos exclusivos em 
acompanhamento pela equipe de Serviço de Atenção Domiciliar de um hospital 
universitário no interior do Rio Grande do Sul. Seguiu-se os princípios éticos regidos 
pela Resolução nº 510/2016, do Conselho Nacional de Saúde, contando com aprovação 
pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de Santa Maria através do 
CAAE 63065216.9.0000.5346. Como instrumento foram utilizadas entrevistas 
semidirigidas, as quais foram analisadas através da análise de conteúdo, elencando-se 
categorias, de modo que, optou-se por abordar “O cuidado como um imperativo”. 
3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 
Identificou-se que em muitos casos os familiares cuidadores podem sentir que o 
comprometimento com os cuidados de seus familiares adoecidos é inerente a sua 
relação com eles, como uma retribuição de afeto e carinho. Isso pode ser exemplificado 
a seguir “Eu disse ah, eu não posso abandonar minha vó né? [...] Se toda a vida ela 
 
15 Acadêmica de Psicologia, UFSM; 
16 Acadêmica de Psicologia, UFSM; 
17 Mestre em Psicologia pela UFSM; 
18 Phd em Bioética, Professor do curso de Psicologia, UFSM. 
 
 
41 
 
sempre fez tudo por mim né? [...] Não existia uma possibilidade mínima que eu não 
fizesse isso por ela”. Assim, a discussão dos resultados sugere que pode haver, na oferta 
de cuidado, um sentido de recompensa, bem como de cumprimento de expectativas 
sociais que possibilitam a emergência de sentimentos de reconhecimento social, 
realização pessoal e evitação de culpa. Contudo, por outro lado, os cuidadores muitas 
vezes acabam por ter que recusar-se a si mesmos – seus desejos, vontades, identidades, 
papéis e espaços ocupados anteriormente ao adoecimento – em prol do doente, o qual 
demanda cuidados concretos e imediatos: “Ah, pra mim tá... Ah, é difícil né, é 
cansativo, porque tu vê eu passo o dia inteiro, a noite... Toda né. Então assim, é difícil. 
Mas... Tem que fazer né? Levanto seis, sete, oito vezes por noite. Tem dias que é bem 
complicado. Mas... Tem que cuidar, não adianta, né.” 
4 CONCLUSÕES 
Dessa maneira, conclui-se que, apesar de o cuidado poder ser significado como positivo, 
deve-se atentar para a sobrecarga do cuidador familiar. Ainda que a paliação 
compreenda o doente e sua família como uma unidade, na maior parte das vezes pode 
ser que as intervenções dirijam-se ao paciente. Dessa forma, sugere-se que esses 
cuidadores sejam também assistidos pelas equipes de saúde, buscando-se intervenções 
que os aproximem de suas redes de suporte familiar e comunitário, tendo em vista que o 
cuidado domiciliar ocorre em seus territórios. 
 
REFERÊNCIAS 
BERNAL, I. L. La familia en la determinación de la salud. Rev. Cub. de Salud Pública. 
n. 1, v. 29, p. 48-51. 2003. Disponível em: 
. 
Acesso em: 08 de agosto de 2018. 
BRASIL, Ministério da Saúde. Manual Instrutivo do Melhor em Casa. 2011. Disponível 
em: . Acesso em: 
08 de agosto de 2018. 
BRASIL. Portaria nº 825, de 25 de abril de 2016. 2016. Disponível em: 
. 
Acesso em: 08 de agosto de 2018. 
BRASIL. Portaria nº 2.436, de 21 de setembro de 2017. 2017. Disponível em: 
. 
Acesso em: 08 de agosto de 2018. 
CARMO, E. H.; BARRETO, M. L.; SILVA JR, J. B. Mudanças nos padrões de 
morbimortalidade da população brasileira: desafios para o novo século. Revista 
Epidemiologia e Serviços de Saúde, n. 2, v. 12, p. 63-75. 2003. Disponível em: 
. Acesso em: 08 de agosto de 2018. 
 
 
42 
 
CATTANI, R. B.; GIRARDON-PERLINI, N. M. O. Cuidar do idoso doente no 
domicílio na voz de cuidadores familiares. Revista Eletrônica de Enfermagem, n. 2, v. 
6, p. 254-271. 2004. Disponível em: 
. Acesso em: 08 de agosto de 
2018. 
COSTA, J. L.; MOURÃO, V.; GONÇALVES, M. D. O impacto da “vulnerabilidade 
extrema” dos doentes nos seus cuidadores principais: uma perspectiva 
multidimensional. Revista Kairós, n. 1, v. 17, p. 27-43. 2014. Disponível em: 
. Acesso em: 08 
de agosto de 2018. 
MAFRA, S. C. T. A tarefa do cuidar e as expectativas sociais diante de um 
envelhecimento demográfico: a importância de ressignificar o papel da família. Revista 
Brasileira em Geriatria e Gerontologia, n.2, v. 14, p. 353-363. 2011. Disponível em: 
. Acesso em: 08 de agosto de 2018. 
MESQUITA, A. S. L. O Psicólogo em Cuidados Paliativos: intervenção em fim de vida. 
Dissertação de Mestrado, Universidade do Porto, Porto. 2012. Disponível em: 
. Acesso 
em: 08 de agosto de 2018. 
MINAYO, M. C. S. (org.) Pesquisa social: teoria, método e criatividade. Petrópolis: 
Vozes, 2010. 
NAOKI, Y. et al. Association between family satisfaction and caregiver burden in 
cancer patients receiving outreach palliative care at home. Palliative and Suportive 
Care, p. 1-9. 2017. Disponível em: . 
Acesso em: 08 de agosto de 2018. 
NATIONAL CONSENSUS PROJECT FOR QUALITY PALLIATIVE CARE. Clinical 
Practice Guidelines for Quality Palliative Care. Pittsburgh: National Consensus Project 
for Quality Palliative Care. 2013. Disponível em: 
. Acesso em: 08 de agosto 
de 2018. 
TURATO, E. R. Tratado da metodologia da pesquisa clínico-qualitativa: construção 
teórico-epistemológica, discussão comparada e aplicação nas áreas da saúde e humanas. 
Petrópolis: Vozes, 2013. 
WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). National cancer control programmes: 
policies and managerial guidelines. Genebra: WHO. 2002. Disponível em: 
. Acesso em: 08 de agosto de 2018. 
 
 
43 
 
 
AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa 
 
Autores: 
Roselene Silva Souza19 
Rosane Seeger da Silva20A IMPORTÂNCIA DA PREVENÇÃO DE QUEDAS EM IDOSOS 
 
1 INTRODUÇÃO 
O aumento da população idosa é percebido mundialmente, no Brasil não é diferente. 
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2020 o contingente 
de pessoas com 60 anos ou mais atingirá 13,8% da população total brasileira, passando 
para 33,7% em 2060. O envelhecimento traz alterações físicas, cognitivas, funcionais e 
sociais, gera alguns problemas comuns a população idosa, como as quedas. A queda 
pode ser definida como um deslocamento não intencional do corpo para um nível 
inferior à posição inicial, com incapacidade à tempo hábil determinado por 
circunstâncias multifatoriais que comprometem a estabilidade. Suas causas são 
múltiplas e podem ser agrupadas em fatores intrínsecos e extrínsecos. Entre eles 
destacam-se condições patológicas e efeitos adversos de medicações ou o uso 
concomitante de fármacos. Há ainda ênfase para os perigos ambientais e o uso de 
calçados inadequados. Dentro deste contexto, o objetivo deste estudo foi analisar as 
causas de quedas sofridas por idosos. 
2 MÉTODO 
Trata-se de um estudo bibliográfico, de natureza descritiva, no qual buscou-se, nas 
bases de dados eletrônicos, artigos já elaborados, que apresentassem as principais e mais 
efetivas causas de quedas sofridas por idosos. Utilizou-se os seguintes descritores: 
acidentes por quedas, idosos e prevenção de quedas. Os artigos identificados pela 
estratégia de busca foram avaliados, de forma independente, pelas pesquisadoras 
(autoras), obedecendo rigorosamente aos critérios de inclusão: texto na íntegra, tempo 
de busca (sem delimitação), população-alvo (idoso), tipo de estudo (sem delimitação) e 
idioma (português, inglês e espanhol). Optou-se por utilizar como material apenas 
artigos científicos devido à facilidade de acesso deste tipo de publicação. 
 
3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 
 
19 Enfermeira; 
20 Doutoranda em Distúrbios da Comunicação Humana/UFSM. 
 
 
44 
 
Associando os termos de busca, foram encontrados 36 artigos, desses nove foram 
selecionados para análise. A baixa inclusão de artigos sugere que ainda são raros os 
estudos que abordam essa problemática tão urgente em nossa sociedade. Ressalta-se 
que, em geral, os idosos caem ao realizarem atividades rotineiras. As quedas podem ser 
causadas por fatores intrínsecos, ou seja, decorrentes de alterações fisiológicas 
relacionadas ao processo de envelhecimento, a doenças e efeitos causados por uso de 
fármacos e extrínsecos, atribuídos aos fatores que dependem de circunstancias sociais e 
ambientais criando desafios ao idoso. 
4 CONCLUSÕES 
Tomando por base esses achados, sabe-se que pequenas modificações no ambiente 
podem evitar o risco de cair e as complexidades geradas pelas quedas. Assim, torna-se 
fundamental que profissionais da s 
aúde e educação estejam envolvidos com essas questões, as quais influenciam, na 
qualidade de vida das pessoas idosas. 
REFERÊNCIAS 
GOMES, E. C. C., et al. Fatores associados ao risco de quedas em idosos 
institucionalizados: uma revisão integrativa. Ciências e Saúde coletiva. v.19 n.8, p. 
3543-3551. 2014. 
GONÇALVES, L. G, et al. Prevalência de quedas em idosos asilados do município de 
Rio Grande, RS. Revista Saúde Pública. v.42, n.5, p. 938-945. 2008. 
MENEZES, R. L.; BACHION, M. M. Estudo da presença de fatores de riscos 
intrínsecos para quedas, em idosos institucionalizados. Ciências e Saúde coletiva. v.13, 
n.4, p.1209- 1218. 2008. 
COUTINHO, E. S. F.; SILVA, S. D. Uso de medicamentos como fator de risco para 
fratura grave decorrente de queda em idosos. Cad. Saúde Pública, v. 18, n. 5, p. 1359-
1366, 2002. 
DRECH, D. M.; DORING, M. Prevalência de acidentes domésticos em idosos 
residentes em uma área de abrangência da Estratégia de Saúde de Família. RBCEH, 
Passo Fundo, v. 6, n. 1, p. 87-89, jan./abr. 2009. 
 
 
 
 
45 
 
 
AREA TEMÁTICA: Gestão/Assistência 
 
Autores: 
RAPOSO, Leidi Luzia da Silva1 
SOUZA, Fernanda Lopes de2 
SCHMIDT, Sandra Márcia Soares3 
 
A IMPORTÂNCIA DA REALIZAÇÃO DO PROTOCOLO CHECKLIST 
EM SALA CIRÚRGICA: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA. 
 
INTRODUÇÃO 
O tratamento cirúrgico é componente do cuidado em saúde em todas as classes sociais e 
comunidades, e também em todas as regiões do mundo. A cirurgia tornou-se parte 
associada dos cuidados de saúde global, com uma estimativa de 234 milhões de 
operações realizadas anualmente, resultando em uma operação a cada 25 pessoas, 
evidenciando que a segurança do paciente é de grande importância para a saúde pública 
(HAYNES et al., 2009). No ano de 2007 a Organização Mundial da Saúde criou o 
segundo Desafio Global para a Segurança do Paciente: Cirurgias Seguras Salvam Vidas, 
com o intuito de aperfeiçoar a segurança da assistência cirúrgica e minimizar óbitos no 
mundo (WHO, 2009). 
OBJETIVO 
Conhecer a importância do uso do checklist em sala cirúrgica visando a segurança do 
paciente 
METODOLOGIA 
Trata-se de um estudo de revisão de literatura do tipo narrativa. A busca foi realizada 
em julho de 2018, na BVS, na base de dados LILACS. Para seleção dos artigos foram 
empregados os descritores, checklist AND cirurgia segura AND enfermagem. Foram 
encontrados 13 artigos, desses 8 responderam a pergunta de pesquisa. A análise dos 
dados foi a Análise de conteúdo de Bardin (2011). 
 
RESULTADOS E DISCUSSÃO 
No Centro Cirúrgico, a implantação do Checklist de Cirurgia Segura é uma das medidas 
adotadas pelas instituições hospitalares para assegurar cirurgias com local de 
intervenção, procedimento e paciente correto, atingindo assim a meta quatro da Joint 
Commission Internationale evitando, também mortalidade e complicações pós-
operatórias (CRUZ; ALFONSO; PÉREZ, 2012). A partir da leitura dos artigos 
publicados, foi possível concluir que a adesão ao instrumento checklist vem 
 
 
46 
 
contribuindo para minimizar danos e falhas por parte das equipes em centros cirúrgicos.
 
 
CONCLUSÃO 
A realização do checklist em sala cirúrgica é de extrema relevância, uma vez que este 
reduz riscos de eventos adversos propiciando a segurança do paciente cirúrgico. O 
enfermeiro é o organizador do serviço de saúde, este acaba por ser o profissional mais 
indicado para a realização do checklist. A não realização do checklist pode ocasionar 
diversos danos ao paciente inclusive o aumento da taxa de mortalidade nos pós 
cirúrgico. 
 
BIBLIOGRAFIA 
 
1. HAYNES, A.B.et al. Safe Surgery Saves Lives Study Group. A surgical safety 
checklist to reduce morbidity and mortality in a global population. New Egland 
Journal of Medicine, Boston, v.360, no. 5, p. 491-499, Jan. 2009. 
2. BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. 1ª ed. São Paulo: Edições Brasil, 
2011. 
3. CRUZ, Y. L.; ALGONSO, P. M.; PÉREZ, A. C. D. Seguridad del paciente em 
la cirugía refractiva com láser. Revista Cubana de Oftalmología, La Habana, 
v. 25, n. 1, [10 telas], 2012. Disponível em: 
http://www.revoftalmologia.sld.cu/index.php/oftalmologia/article/view/29/html_
42 Acesso em: 1 Nov 2018. 
4. ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Orientações da OMS para Cirurgia 
Segura 2009. Cirurgia Segura Salva Vidas. World Health Organization. 
Direção Geral da Saúde/Ministério da Saúde, 2010.[acesso em 1 nov 2018] 
Tradução e adaptação para o português por Manuela Lucas. Disponível em: 
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/seguranca_paciente_cirurgia_salva_
manual.pdf 
 
 
 
 
 
47 
 
 
AREA TEMÁTICA: Extensão 
 
Autores: 
Sabrina Da Silva Santos21 
Thalia Brites Muniz22 
 
A IMPORTÂNCIA DE UM GRUPO PSICOTERAPÊUTICO NAS 
ESCOLAS PARA PAIS DE ALUNOS "PROBLEMAS": 
DESENVOLVENDO UM GRUPO PSICOTERAPÊUTICO PARA PAIS 
 
1 INTRODUÇÃO 
O presente trabalho vem apresentar a experiência de um grupo na escola EMEF - Escola 
Municipal de Ensino Fundamental da cidade de Santa Maria RS. Este grupo tem comofinalidade oportunizar que pais de alunos daquela instituição de ensino possam se 
encontrar para problematizar questões referentes aos seus filhos dentro do âmbito 
escolar. Ao trazermos estes pais para participar de um grupo onde o assunto principal a 
ser abordado será tudo que envolve os seus filhos, acredita-se oportunizar a troca de 
ideias e pensar o não pensado com a ajuda do grupo. 
 
2 MÉTODO 
O presente trabalho que é parte da vivência no estágio básico II está sendo realizado na 
Escola Dom Luiz Victor Sartori, situada na rua Tamanday, número 325, bairro Nossa 
Senhora De Lurdes. A metodologia é a formação de grupo Operativo (2010) onde os 
componentes sentam-se em círculo para realizar aprendizados a partir de 
problematizações trazidas pelo coordenador ou membros do grupo. O estágio básico II 
tem a duração de 72 horas, essas horas foram divididas em 15 encontros com duração de 
uma hora cada, sendo os encontros semanais, e o restante em atividades desenvolvidas 
no local e supervisões de estágio que ocorrem uma vez por semana na faculdade Fisma. 
 
3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 
O grupo propõe oportunizar um movimento de pensamento a partir de demandas de 
saúde, mas focando em um desenvolvimento dentro do ambiente escolar. No grupo é 
observado uma grande demanda dos pais de crianças com o Transtorno de Déficit de 
Atenção e Hiperatividade/ Impulsividade (TDAH), um dos transtornos mais comuns na 
 
 
 
 
 
48 
 
infância. É encontrado a partir daí uma certa dificuldade de relação entre professor e 
aluno através de seus comportamentos prejudiciais a si e aos outros colegas. Essas 
crianças demonstram uma grande dificuldade de aprendizagem, impossibilitando muitas 
vezes o foco e a atenção (ROCHA, PRETTE; 2010). Aprendizagem, aqui, é vista de 
duas formas, ou seja, por um lado é discutido a questão da aprendizagem dos filhos 
dentro do ambiente educacional, mas também destacasse um aprendizado do grupo com 
o grupo. 
4 CONCLUSÕES 
De acordo com o levantamento realizado no estágio, conclui-se que o grupo com os pais 
das crianças institucionalizadas nas escolas tem uma grande importância, pois, o que a 
família não consegue dar conta em termos de estratégias educacionais o grupo 
problematiza e oferece métodos novos de educação escolar e em saúde. Assim a 
proposta principal do grupo, foi de que as mães compartilhassem ideias, vivencias e 
experiências para estar trabalhando essas dificuldades dos filhos. 
 
REFERÊNCIAS 
1. MATESCO ROCHA, Margarette; PEREIRA DEL PRETTE, Zilda Aparecida. 
HABILIDADES SOCIAIS EDUCATIVAS PARA MÃES DE CRIANÇAS COM 
TDAH E A INCLUSÃO ESCOLAR. Psicologia Argumento, [S.l.], v. 28, n. 60, 
nov. 2017. ISSN 1980-5942. Disponível em: 
. 
Acesso em: 04 nov. 2018. 
2. BASTOS, Alice Beatriz B. Izique. A técnica de grupos-operativos à luz de Pichon-
Rivière e Henri Wallon. Disponível em 
. Acesso em 04 nov. 2018. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://periodicos.pucpr.br/index.php/psicologiaargumento/article/view/19723
 
 
49 
 
AREA TEMÁTICA: Gestão/Assistência 
 
Autores: 
Simone Rodrigues de Sousa23 
Denise Pasqual Schmidt24 
 
 
A INTERVENÇÃO DO ASSISTENTE SOCIAL EM UMA UNIDADE DE 
ONCOLOGIA PEDIÁTRICA 
 
 
1 INTRODUÇÃO 
O diagnóstico de uma doença oncológica provoca diretamente na vida das famílias de 
crianças e/ou adolescentes, inúmeras mudanças na rotina e nas relações cotidianas. O 
tratamento é longo, muitas vezes realizado fora de sua cidade de origem e para enfrentá-
lo a família é imersa em um novo ambiente, o hospital¹. É um período intercalado por 
momentos de esperança, mas também de medos, inseguranças e incertezas. 
O serviço social atua na intersecção da situação de saúde/doença dos usuários com as 
demais dimensões de sua vida, na formulação de estratégias para que se efetive nos 
serviços de saúde o direito ao acesso e a participação da família em todos o processo². 
Assim, objetiva-se neste resumo refletir sobre a atuação do assistente social no suporte 
familiar de crianças e/ou adolescentes em tratamento oncológico. 
 
2 MÉTODO 
A metodologia consiste a partir da observação sobre a intervenção do assistente social 
junto às famílias de crianças e/ou adolescentes em tratamento oncológico a partir de 
revisão da literatura narrativa, está caracterizada por não utilizar critérios específicos e 
sistemáticos, para a análise crítica. 
 
3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 
 
 
23Assistente Social Residente do Programa de Residência Multiprofissional e em Área 
Profissional da Saúde; 
24Mestre em Educação; Assistente Social do Centro de Transplantes de Medula Óssea - CTMO, 
Centro de Tratamento da Criança com Câncer - CTCRIAC e Radioterapia do Hospital 
Universitário de Santa Maria. 
 
 
50 
 
Quando uma criança é diagnosticada com câncer, sua vida passa por rápida e intensa 
transformação, assim como o cotidiano familiar. De um momento para o outro, ela se vê 
em um ambiente desconhecido, submetido a uma série de exames invasivos, internações 
longas ou constantes idas ao hospital, afastamento da escola e da convivência com 
familiares e amigos¹. 
No processo de internações para o tratamento não é raro um dos pais deixar seu 
emprego para prestar o cuidado contínuo, a diminuição da renda e o afastamento da 
convivência familiar atinge o emocional do paciente e outros membros da família 
podem passar a receber menos atenção como os irmãos menores. 
O serviço social se insere na equipe cuja intervenção pressupõe o conhecimento da 
população que atende e seu núcleo familiar, quais sãos as dificuldades apresentadas, em 
que contexto cultural, social e econômico se inserem, identificar a fonte e o grau de 
recursos e flexibilidades sociais e financeiras da família, identificar quais recursos 
podem ser acionados na rede para dar o suporte necessário com vistas a garantia de 
acesso aos cuidados propostos². Assim, a intervenção deste profissional na saúde 
articula-se necessariamente com as demais políticas sociais, para formulação de 
estratégias para que se efetive nos serviços de saúde o direito ao acesso e a participação 
da família em todos o processo. 
 
4 CONCLUSÕES 
A intervenção do assistente social se defronta diversas vezes com questões que 
ameaçam a continuidade do tratamento, diante das repercussões do mesmo no contexto 
familiar. Nesta lógica, é no contato do assistente social com a família durante todo o 
tratamento que se identifica inúmeras demandas, sendo situações socioeconômicas 
precárias, desavenças familiares, dificuldades em acesso à saúde, educação e 
assistência. 
Portanto a identificação dessas demandas leva o assistente social a acionar os recursos 
existentes na sociedade de modo a dar suporte à família, garantindo a plena informação 
e discussão sobre as possibilidade e consequências das situações apresentadas, 
respeitando sempre as decisões dos pacientes e familiares. 
 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
 
 
51 
 
3. SILVA, TSC. Crianças e Adolescentes em Cuidados Paliativos oncológicos: a 
intervenção do serviço social junto às famílias. Revista Pol. Públ. São Luís, v.14, n 1, 
p 139-146, jan./jun. 2010. 
4. MENEZES, Catarina Nívea Bezerra et al.Câncer infantil: organização familiar 
e doença. Rev. Mal-Estar Subj. [online]. 2007, vol.7, n.1, pp. 191-210. ISSN 2175-
3644. 
 
 
52 
 
 
 
AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa 
 
Autores: 
Rosani Viera Lunardi25 
 
A OBESIDADE SOB A ÓTICA DO CÂNCER DE MAMA 
 
1 INTRODUÇÃO 
 
O câncer de mama, segundo estatísticas do Instituto Nacional do Câncer (INCA), é 
considerado um problema de saúde pública e se constitui no câncer mais comum entreas mulheres brasileiras, sendo este uma das mais principais causas de morte. No Brasil, 
segundo os dados do INCA, no biênio 2018-2019 estima-se que para cada ano sejam 
diagnosticados 59.700 novos casos. O desenvolvimento do câncer de mama está 
associado a diversos fatores de risco, podendo ser classificados em dois grupos. O 
primeiro denominado não modificáveis constitui-se pelos fatores de risco que estão 
ligados a idade, fatores endócrinos, fatores genéticos, representado por envelhecimento, 
histórico familiar, raça, origem étnica. Já o segundo é composto pelos fatores de risco 
modificáveis, que estão ligados principalmente à hábitos de vida, representados por 
obesidade, alcoolismo, tabagismo, terapia de reposição hormonal. Dentre os fatores de 
risco modificáveis, a obesidade está intimamente ligada à fatores não modificáveis tais 
como idade e fatores endócrinos. Por este motivo, justifica-se a importância de se 
estudar a obesidade como fator de risco para o câncer de mama. Este estudo teve por 
objetivo analisar a obesidade como fator de risco associado ao câncer de mama inserido 
no contexto bibliográfico. 
 
2 MÉTODO 
 
Para tanto foi utilizado como método o estudo exploratório a partir da coletânea de 
artigos científicos obtidos das principais bases bibliográficas online. O recorte temporal 
utilizado foi 2014 a 2018, sendo excluídos destes dissertações e teses, bem com artigos 
que não abordassem os temas obesidade e câncer de mama simultaneamente. 
 
3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 
 
 
25 Pós-graduação em enfermagem, enfermeira, Técnica em Enfermagem no Hospital 
Universitário de Santa Maria. 
 
 
53 
 
A partir da análise dos resultados, a obesidade foi apontada como um fator de impacto 
negativo na saúde da mulher, principalmente quando associado ao câncer de mama, uma 
vez que a obesidade aumenta a quantidade de inflamação e o nível de insulina o que 
torna o processo de multiplicação celular acelerado favorecendo o surgimento de 
tumores. Da mesma forma o excesso de peso desregula o processo metabólico e 
hormonal apontadas igualmente como potencializadores dos riscos de câncer. Em 
contrapartida, os dados analisados evidenciam que o controle do peso corporal 
constitui-se numa significativa medida de prevenção, uma vez que os taxas de gordura 
sendo mantidas em níveis adequados os riscos de desenvolvimento de câncer de mama 
são estimativamente reduzidos em aproximadamente 30%. 
 
4 CONCLUSÃO 
 
Conclui-se com este estudo, se por um lado a obesidade é considerada um fator de risco 
significativo para o desenvolvimento do câncer de mama por outro o seu controle 
representa um mecanismo de prevenção associados à redução no risco de desenvolver 
câncer de mama. 
 
PALAVRAS CHAVES: câncer de mama; obesidade; fatores de risco. 
 
REFERÊNCIAS 
1. BRUNO, B. C. R. B.; RIBEIRO, S. T.; TEIXEIRA, C. R. D.; et al. CÂNCER DE 
MAMA: É POSSÍVEL PREVENIR? REVISTA UNINGÁ REVIEW, v. 28, n. 1, 
2016. Disponível em: 
. Acesso em: 
16/10/2018. 
2. HÖFELMANN, D. A.; ANJOS, J. C. DOS; AYALA, A. L. Sobrevida em dez anos e 
fatores prognósticos em mulheres com câncer de mama em Joinville, Santa Catarina, 
Brasil. Ciência & Saúde Coletiva, v. 19, n. 6, p. 1813–1824, 2014. ABRASCO - 
Associação Brasileira de Saúde Coletiva. Disponível em: 
. Acesso em: 27/10/2018. 
3. INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER - INCA. Estimativa 2018. Incidência de 
Câncer no Brasil. Disponível em: 
. Acesso em: 25/8/2018. 
4. LAUTER, D. S.; BERLEZI, E. M.; ROSANELLI, C. D. L. S. P.; LORO, M. M.; 
KOLANKIEWICZ, A. C. B. Câncer de mama : estudo caso controle no Sul do 
Brasil/ Breast cancer : case control study in Southern Brazil. Revista Ciência & 
Saúde, v. 7, n. 1, p. 19–26, 2014. 
5. MEIRELLES, R. M. R.; MEIRELLES, R. M. R. Menopausa e síndrome metabólica. 
Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia, v. 58, n. 2, p. 91–96, 
 
 
54 
 
2014. ABE&M. Disponível em: 
. Acesso em: 27/10/2018. 
6. MUNHOZ, M. P.; OLIVEIRA, J. DE; GONÇALVES, R. D.; ZAMBON, T. B.; 
OLIVEIRA, L. C. N. DE. Efeito do Exercício Físico e da Nutrição na Prevenção do 
Câncer. Revista Odontológica de Araçatuba, v. 37, n. 2, p. 09-16, 2016. Disponível 
em: . . 
7. PEREIRA, D. C. L.; LIMA, S. M. R. R. Arquivos Médicos dos Hospitais e da 
Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Santa Casa de São 
Paulo, Faculdade de Ciências Médicas, 2018. 
8. PINHEIRO, A. B.; BARRETO-NETO, J. S.; RIO, J. A.; et al. Associação entre 
índice de massa corpórea e câncer de mama em pacientes de Salvador , Bahia. 
Revista Brasileira Mastologia, v. 24, n. 3, p. 76–81, 2014. Disponível em: 
. . 
9. SENA, R.; GRAPIUNA, P.; CAROLINA, A.; et al. A INTERFERÊNCIA DA 
OBESIDADE NO SURGIMENTO DO CÂNCER DE MAMA. , p. 1–6, 2017. 
10. WANNMACHER, L. Obesidade como fator de risco para morbidade e 
mortalidade: evidências sobre o manejo com medidas não medicamentosas. 
Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde 
(OPAS/OMS) no Brasil, v. 1, n. 7, p. 1–10, 2016. Disponível em: 
. 
11. ZANOTTI, J.; MAIA, P. R. CÂNCER DE MAMA E OBESIDADE: REVISÃO 
DA LITERATURA. ANAIS-UNIC-Congresso de Iniciação Científica-UNIFEV, 
v. 5, n. 5, p. 40–42, 2017. Disponível em: 
. 
 
 
 
55 
 
 
AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa 
 
Autores: 
Leatrice da Luz Garcia¹ 
Marco Aurélio Figueiredo Acosta² 
Elaine de Oliveira Vieira Caneco³ 
Roselaine Brum da Silva Soares4 
Melissa Gewehr5 
Clarita Souza Baroni Silveira6 
 
 
A PERCEPÇÃO DA SAÚDE ENTRE IDOSOS PERTENCENTES A 
GRUPOS DE CONVIVÊNCIA DO NÚCLEO INTEGRADO DE 
ESTUDOS E APOIO À TERCEIRA IDADE (NIEATI) DA CIDADE DE 
SANTA MARIA-RS 
 
1 INTRODUÇÃO 
O envelhecimento é marcado por um conjunto de alterações orgânicas e funcionais de 
caráter continuo e irreversível, que podem ser vistas pelo idoso de diferentes formas. A 
auto percepção da saúde do idoso é um preditor importante para mensurar a sua 
capacidade funcional, por esse motivo é relevante que se entenda como o idoso avalia e 
percebe sua saúde e quais as implicações desta no seu dia a dia. Objetivo: analisar os 
dados sócio demográfico e a percepção de saúde do idoso. 
 
2 MÉTODO 
Trata-se de um estudo quantitativo, de caráter exploratório e descritivo realizado através 
da aplicação do questionário Brazil Old Age Schedule (BOAS) em 27 idosos no período 
de setembro a outubro de 2018, pertencentes a três grupos de terceira idade do NIEATI, 
os dados foram registrados, organizados e tabulados no Programa Microsoft Office 
Excel 2013; e apresentados em tabelas e gráficos, utilizando-se a média, desvio padrão, 
valor mínimo, valor máximo e porcentagem. 
 
3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 
 
Constata-se a predominância de idosos do sexo feminino, na faixa etária dos 60 aos 74 
anos, casadas, de religião católica, alfabetizadas, com uma renda mensal entre um e dois 
salários mínimos, com uma média de dois a três filhos. Em relação à presença de 
 
 
56 
 
patologias, observa-se que 81,48% dos idosos referem ter algum tipo de doença 
associada, entre estas aparecem hipertensão, cardiopatias, alteraçõesna tireoide, 
osteoporose e diabetes. Em relação à saúde em geral, 77,77% dos idosos mencionam 
que sua saúde é boa, 11,11% relatam que é ótima e 7,40% referem que é pior. No que 
diz respeito ao comparativo de sua saúde com os últimos cinco anos, 40,70 % 
afirmaram estar melhor ou a mesma coisa, enquanto 18,51% relataram ter piorado. 
Quanto à sua percepção de saúde comparada à de outras pessoas da sua mesma idade, 
66,66% relataram estar melhor. Foi analisada também a participação dos idosos no que 
concerne à realização de atividades física. Entre os idosos, 92,59% praticam atividade 
física regularmente. No que diz respeito aos serviços de saúde utilizados pelo idoso, 
70,37% referem utilizar a rede pública de saúde, sendo que a satisfação com os serviços 
utilizado chega a 59,25%. 
 
4 CONCLUSÕES 
Os dados sociodemograficos confirmam a feminização da velhice, revelando que a 
maioria dos idosos que fazem parte deste estudo são mulheres. No que diz respeito à 
percepção da saúde os idosos pesquisados referem ter uma boa saúde, apesar do alto 
índice de patologias relatas por estes, evidenciando a ideia de que nem sempre a doença 
vem associada a incapacidades física, não sendo vista pelo idoso como um fator 
limitante. 
 
REFERÊNCIAS 
1. HARTMANN, ACVC. Fatores associados a autopercepção de saúde em 
idosos de Porto Alegre [tese]. Porto Alegre: Pontifícia Universidade Católica 
do Rio Grande do Sul, Instituto de Geriatria e Gerontologia, Programa de Pós-
Graduação em Gerontologia Biomédica; 2008. 
 
2. SILVA,I.T. ; JUNIOR, E. P. P.; VILELA; A. B. A. Autopercepção de saúde de 
idosos que vivem em estado de corresidência, Rev. Bras. Geriatr. Gerontol., 
Rio de Janeiro, 2014; 17(2):275-287 
3. BORGES; A. M. B.; SANTOS, G.; KUMMER, J. A.; et. al. Autopercepção de 
saúde em idosos residentes em um município do interior do Rio Grande do Sul, 
Rev. Bras. Geriatr. Gerontol., Rio de Janeiro, 2014; 17(1):79-86 
 
 
57 
 
 
AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa 
 
Autores: 
Natália Tonn¹ 
Izadora Czarnobai ² 
Amanda Boff³ 
Priscila Ferst Longhi4 
Julia Canci5 
 ABDOME AGUDO PERFURATIVO – RELATO DE CASO 
 
1 INTRODUÇÃO 
No abdome agudo perfurativo a dor tem início súbito, provocada pela difusão da 
secreção gastrointestinal para a cavidade peritoneal, condição denominada peritonite. 
Esse relato tem como objetivo descrever o caso de um paciente, adulto, do sexo 
masculino, vítima de ferimento na região abdominal, entre a cicatriz umbilical e a fossa 
ilíaca esquerda, por arma branca. 
2 MÉTODO 
Através da observação, se realiza relato de caso baseado na vivência de médicos e 
acadêmicos de medicina de uma vítima de ferimento ocasionado por arma branca. 
3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 
Ao exame clinico realizado, o paciente apresentou-se com bom estado geral, dor a 
palpação da região, mas sem sinais de peritonite. Ainda, a tomografia computadorizada 
de abdome total, solicitado pelo médico, não demonstrou pneumoperitônio ou liquido 
na cavidade peritoneal. Cerca de 6 horas após a admissão hospitalar e administração de 
analgésicos, o paciente não apresentou melhora, sendo solicitado raio x de abdome 
agudo, que também não mostrou pneumoperitônio. Devido a dor abdominal persistente, 
o paciente foi reavaliado, sendo explorado e aplicado incisão com anestésico local. A 
partir daí, pode-se identificar pequena perfuração da cavidade abdominal. Devido ao 
quadro clínico do paciente e considerando que houve perfuração peritoneal, foi indicado 
laparotomia exploradora, encaminhando o paciente ao centro cirúrgico. Durante o 
procedimento, identificado perfuração do intestino delgado e mesocolon, sendo 
realizado rafia primária. É importante, a partir desse caso, salientar que as perfurações 
abdominais baixas costumam apresentar dor abdominal e sinais de irritação peritoneal 
mais discretos. No entanto, causam casos sépticos mais rapidamente em relações as 
perfurações abdominais mais altas, devido a flora bacteriana da região. 
 
4 CONCLUSÕES 
 
 
58 
 
Levando em consideração esse fato, é necessário analisar quando existe a necessidade 
de métodos mais invasivos para o diagnóstico e tratamento precoce de peritonite, antes 
da manifestação de complicações. 
 
REFERÊNCIAS 
 
1. OLIVEIRA, André Vitorio Câmara et al. Abdome agudo perfurativo por 
corpo estranho em paciente com situs inversus totalis. Arq Bras Cir Dig, v. 21, 
n. 4, p. 215-217, 2008. 
 
2. MAGI, João Carlos et al. Minimal abdominal incisions. Journal of 
Coloproctology (Rio de Janeiro), v. 37, n. 2, p. 140-143, 2017. 
 
 
 
59 
 
 
AREA TEMÁTICA: Extensão 
 
Autores: 
Patrícia Herrmann26 
Cecília Pletschette Galvão27 
Dani Laura Peruzzolo28 
 
ABORDAGEM INTERDISCIPLINAR EM AMBULATÓRIO DE 
INTERVENÇÃO PRECOCE. 
 
1 INTRODUÇÃO 
 
 Com o aprimoramento de tecnologias de suporte avançado de vida tem-se 
aumentado a viabilidade de recém-nascidos que apresentam alterações pré, peri ou pós-
natais. Contudo, as pesquisas revelam um aumento do número absoluto de crianças com 
sequelas secundárias a gestação e ao nascimento. Essas crianças estarão passíveis a 
alterações no desenvolvimento motor, transtornos de integração sensorial, que podem 
influenciar também as atividades psicossociais e dificuldades acadêmicas no futuro 
(AARNOUDSE-MOENS, C. S. H., 2009). Os benefícios da intervenção precoce em 
bebês de risco têm sido descritos por diversos autores. A identificação de alterações no 
desenvolvimento o mais precoce possível, possibilita intervir antes que as sequelas 
progridam. Este estudo busca apresentar o trabalho realizado em um ambulatório de 
reabilitação de crianças na primeira infância, que está vinculado ao HUSM. 
2 MÉTODO 
Trata-se de um relato de experiência escrito a partir das vivências em um ambulatório 
de reabilitação de crianças na primeira infância no ano de 2018. 
 
3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 
 O Ambulatório de Intervenção Precoce, vinculado ao Departamento de Terapia 
Ocupacional da UFSM e ao Hospital Universitário de Santa Maria, recebe crianças com 
idade de 0 a 3 anos, com risco ao desenvolvimento, encaminhadas de diversos setores 
da saúde do município de Santa Maria e região. O ambulatório conta hoje com uma 
terapeuta ocupacional Docente, um terapeuta ocupacional e uma fisioterapeuta 
residentes do Programa de Residência Multiprofissional Integrado em Gestão e atenção 
 
26 Unidade e-Saúde GEP/HUSM/EBSERH; 
27 Gerente da GEP/HUSM/EBSERH; 
28 NATS da GEP/HUSM/EBSERH; 
 
 
60 
 
Hospitalar com Ênfase em saúde Materno Infantil e estagiários do curso de Terapia 
Ocupacional e Psicologia da Universidade Federal de Santa Maria. Inicialmente é 
realizada uma avaliação conjunta entre fisioterapeuta e terapeuta ocupacional, com 
escuta qualificada da família, quando as questões motoras são identificadas como 
obstáculo para o desenvolvimento da criança. Em um segundo momento o caso é 
apresentado pelas avaliadoras e discutido com o restante da equipe. Então são 
estabelecidos objetivos e um plano terapêutico que integra os diferentes saberes de cada 
uma das profissões. Nos próximos atendimentos o plano que foi discutido em equipe é 
pactuado pelas fisioterapeuta e terapeuta ocupacional com os pais e a criança. O 
atendimento é realizado em conjunto entre as profissionais, estabelecendo como 
profissional de referência aquela que tiver produzido maior vínculo com a família. O 
tratamento é acompanhado por meio de supervisão da docente cujo plano vai sendo 
retomado a medida que o paciente avança. A intervenção fisioterapêutica deve-se iniciar 
antes que os padrões de postura e movimentos anormais tenham se instalados 
(TUDELLA, 1989). Diversos autores determinam o início dos atendimentos nos 
primeiros quatro meses de vida, tomando o tratamento no sentido de instrumentalizar o 
bebê e seus pais para queassumam seus papéis ocupacionais (PERUZZOLO, 
BARBOSA, SOUZA, 2018), outros buscam uma perspectiva socioambiental centrada 
na família (NAVAJAS; CANIATO, 2003)⁠. Todos estes buscam a formação de 
equipes interdisciplinares como fundamentais para o estabelecimento de uma clínica 
que considere o bebê e seus pais como único e não fragmentado em partes e suas 
funções (BORTAGARAI et al., 2015). 
 
4 CONCLUSÕES 
Portanto, destacamos a importância de uma equipe interdisciplinar comprometida com 
objetivo de minimizar e prevenir os riscos ao desenvolvimento neuropsicomotor. 
 
REFERÊNCIAS (Conforme as normas da ABNT 6023-2002.) 
1. AARNOUDSE-MOENS, C. S. H. et al. Meta-Analysis of Neurobehavioral 
Outcomes in Very Preterm and/or Very Low Birth Weight Children. Pediatrics, 
v. 124, n. 2, p. 717–728, 2009. 
2. BORTAGARAI, F.M.; PERUZZOLO D. L.; AMBRÓS, T. M. B.; SOUZA, A. 
P. R. de. A interconsulta como dispositivos interdisciplinar em um grupo de 
intervenção precoce. Distúrb. Comun. v. 27, n. 2, p. 392-400. São Paulo, 2015. 
3. FORMIGA, C. K. M. R.; PEDRAZZANI, E. S.; TUDELLA, E. 
Desenvolvimento Motor De Lactentes Pré-Termo Participantes De Um 
Programa De Intervenção Fisioterapêutica Precoce. Revista Brasileira de 
Fisioterapia, v. 8, n. 3, p. 239–245, 2004. 
4. PERUZZOLO, D. L.; BARBOSA, D. M.; SOUZA, A. P. R. de. Terapia 
Ocupacional e o tratamento de bebês em intervenção precoce a partir de uma 
 
 
61 
 
Hipótese de Funcionamento Psicomotor: estudo de caso único. Cad. Bras. Ter. 
Ocup. v. 26, n. 2, p. 400-421. São Carlos, 2018. 
5. TUDELLA E. Tratamento precoce no desenvolvimento neuromotor de crianças 
com diagnóstico sugestivo de paralisia cerebral. [dissertação]. Rio de Janeiro: 
Universidade Gama Filho do Rio de Janeiro; 1989. 
 
 
62 
 
 
AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa 
 
Autores: 
Sthefany Possamai Gomes29 
Laura da Silva Heinle30 
Caroline Coutinho31 
Ariane Erthur Flores32 
 
ACESSIBILIDADE AOS SERVIÇOS DE SAUDE: UMA ANALISE A 
PARTIR DA ATENÇÃO BASICA EM SANTA MARIA 
 
1 INTRODUÇÃO 
Com a implantação da Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) (BRASIL, 2006A), 
a saúde da família assumiu o lugar de estratégia prioritária para organização da Atenção 
Básica. Em 2012, a Estratégia Saúde da Família (ESF) estava presente em 94,4% dos 
municípios brasileiros (32.498 equipes, com cobertura populacional de 53,7%). O 
conceito de acesso é complexo e, muitas vezes, empregado de forma imprecisa na sua 
relação com o uso de serviços de saúde. Objetivo: Analisar a acessibilidade aos serviços 
de saúde de Atenção Básica em Santa Maria e os aspectos que favorecem ou dificultam 
a entrada e a permanência do usuário no sistema de saúde. 
 
 2 MÉTODO 
Trata-se de estudo descritivo de corte transversal com base nos dados do PMAQ-AB. 
Realizado em Santa Maria/RS. Foi analisado através de questionário semiestruturado 
pelos avaliadores para analisar a acessibilidade aos serviços de saúde de atenção básica 
em toda região de Santa Maria e os aspectos que favorecem ou dificultam a entrada e a 
permanência do usuário no sistema de saúde. 
 
3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 
 
Observou-se a expansão da Atenção Básica com acessibilidade geográfica. Porém, as 
unidades ainda apresentam dificuldades na acessibilidade sócio organizacional: 
 
 
 
 
 
 
 
63 
 
barreiras arquitetônicas para acesso a pessoas com deficiência e idosos. Dentre as 
unidades analisadas pelo censo, 31% eram Posto de Saúde de bairros da região Oeste de 
Santa Maria, 42% da região leste,17% da região sul e norte e 10% da região nordeste. 
4 CONCLUSÕES 
Pode-se concluir que as UBS não apresentaram barreiras de acesso relacionadas à 
distância e ao horário de funcionamento, embora tenham se observado evidências, nos 
diários de campo, quanto ao não funcionamento de parcela das UBS no período da 
tarde. Em relação à acessibilidade as pessoas idosas, com deficiência ou com 
dificuldades de ler ou escrever, foi considerado alto índice de acessibilidade dos 
serviços de saúde básica. 
REFERÊNCIAS (Conforme as normas da ABNT 6023-2002.) 
1.ALMEIDA, P. F. et al. Estratégias de integração entre atenção primária à saúde e 
atenção especializada: paralelos entre Brasil e Espanha. Saúde em Debate, Rio de 
Janeiro, v. 37, n. 98, p. 400-415, 2013. 
2.ALMEIDA, P. F. et al. Desafios à coordenação dos cuidados em saúde: estratégias 
de integração entre níveis assistenciais em grandes centros urbanos. Cad. Saúde 
Pública, Rio de Janeiro, v. 26, n. 2, p. 286-298, 2010. 
3.BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Atenção Básica. Brasília: 
Ministério da Saúde, 2006 
4.CASTRO, S. S. et al. Acessibilidade aos serviços de saúde por pessoas com 
deficiência. Rev Saúde Pública, São Paulo, v. 45, n.1, p. 99-105, 2011. 
 
 
 
 
 
64 
 
 
ÁREA TEMÁTICA: Gestão/ Assistência 
 
Andreza Zancan33 
Luciane Silva Ramos34 
Verginia Medianeira Dallago Rossato35 
Vera Maria Simonetti 36 
 
 
AÇÕES DO NÚCLEO DE VIGILÂNCIA DO HOSPITAL 
UNIVERSITÁRIO DE SANTA MARIA –RS FRENTE AO SURTO DE 
TOXOPLASMOSE NO MUNICÍPIO EM 2018. 
 
RESUMO 
 O Núcleo de Vigilância Epidemiológica Hospitalar, NVEH/HUSM realiza ações de 
Vigilância Epidemiológica das Doenças de Notificação Compulsória e outros agravos 
de interesse epidemiológico no ambiente hospitalar, em abril de 2018, a Vigilância em 
Saúde (VS) da 4ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS) do estado do Rio Grande do 
Sul recebe um comunicado sobre o aumento expressivo do número de atendimentos de 
pacientes apresentando uma síndrome febril, até aquele momento não especificada. 
Foram realizadas reuniões, a primeira com a equipe da 4ªCRS e Secretaria Municipal da 
Saúde juntamente com os infectologistas do município, outras reuniões aconteceram 
com a Superintendência de Vigilância em Saúde, Atenção Básica e Regulação para 
desencadear a investigação dos casos e organização da rede de atenção à saúde. 
Objetivo: Relatar as ações desenvolvidas pelo Núcleo de Vigilância Epidemiológica do 
HUSM, frente ao surto de Toxoplasmose no município em 2018. Na medida em que os 
03 primeiros casos internados no HUSM apresentaram sorologias positivas para 
toxoplasmose, alguns pactos foram firmados com apoio de técnico do Centro Estadual 
de Vigilância em Saúde do Rio Grande do Sul (CEVS-RS), sendo formado um gabinete 
de crise. Em meados de abril, foi criado o ambulatório emergencial para atendimento de 
adultos sintomáticos e/ou com confirmação laboratorial para toxoplasmose, no HUSM. 
Foram agendadas pela equipe do NVEH, 333 pessoas sintomáticas que haviam acessado 
os diferentes serviços do município, dessas, 251 compareceram ao atendimento, entre 
abril e maio, destes 05 apresentaram lesões oculares. Após discussão para reestruturação 
de fluxos, as gestões municipais e estaduais organizaram serviços de referência para 
atendimento dos casos suspeitos e confirmados, em infectologia e oftalmologia. 
 
33 Enfermeira, Residência Multiprofissional, Vigilância em Saúde UFSM. 
34 Enfermeira, Msc em Enfermagem, Técnica Administrativa do Núcleo de Vigilância Epidemiológica do 
Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM), Rio Grande do Sul, Brasil. 
35Enfermeira, Drª em Educação e Ciências, Responsável Técnica pelo Núcleo de Vigilância 
Epidemiológica do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM), Rio Grande do Sul, Brasil. 
36 Enfermeira Integrante da equipe do Núcleo de Vigilância Epidemiológica do Hospital Universitário de 
Santa Maria (HUSM), Rio Grande do Sul, Brasil. 
 
 
65 
 
Considerando que a toxoplasmose é uma zoonose cosmopolita causada pelo protozoário 
Toxoplasma gondii, especialmente relevante quando a mulher se infecta pela primeira 
vez durante a gestação, devido ao risco de acometimento fetal, foi criado junto ao 
ambulatório de Gestação de Alto Riscodo HUSM, o ambulatório de toxoplasmose com 
atendimento conjunto de obstetrícia e infectologia. As equipes do NVEH, juntamente 
com os infectologistas envolvidos, construíram um fluxograma de acompanhamento de 
toxoplasmose na gestação e congênita. Foi elaborado material informativo com medidas 
de prevenção a toxoplasmose, para ser distribuídos nos locais de atendimento às 
gestantes. Foram organizadas coletas das placentas junto ao Centro Obstétrico do 
HUSM para análise laboratorial e monitoramento das cepas circulantes. Até o final de 
outubro de 2018 foram notificados 98 casos de gestantes com toxoplasmose. Entre os 
recém-nascidos expostos,17apresentaram toxoplasmose congênita e estão sendo tratados 
e acompanhados no serviço de Infectologia Pediátrica do HUSM. O Município de 
Santa Maria/RS, desde o início de 2018, tem confirmando 809 casos de toxoplasmose 
aguda até outubro, sendo mais de 2000 casos notificados. Nesse contexto, o 
NVEH/HUSM, tem papel fundamental na notificação/investigação, no envio de 
material para confirmação diagnóstica junto ao Laboratório Central do Estado-LACEN-
RS, de todas as gestantes e recém-nascidos com toxoplasmose congênita, assim como 
monitoramento da adesão ao tratamento e acompanhamento, dos casos junto aos 
ambulatórios de referência. 
DESCRITORES: toxoplasmose, vigilância, epidemiologia. 
REFERÊNCIAS: 
TELESSAÚDE-UFRGS. Telecondutas Toxoplasmose na Gestação. Porto Alegre: 
Telessaúde. RS,2018. Disponível em: 
https://www.ufrgs.br/telessauders/documentos/telecondutas/tc_toxoplasmosegestacao.p
df. Acesso em:10 out. 2018. 
 
 
https://www.ufrgs.br/telessauders/documentos/telecondutas/tc_toxoplasmosegestacao.pdf
https://www.ufrgs.br/telessauders/documentos/telecondutas/tc_toxoplasmosegestacao.pdf
 
 
66 
 
 
 
ÁREA TEMÁTICA: Gestão/Assistência 
 
Autores: 
 Liliane Carvalho Baggio37 
 Aline Oliveira da Silva38 
 Ângela Barbieri Soder39 
Camila Freitas Hausen40 
 Karenina Correa Sampson41 
 Viviane Dutra Piber42 
 
ACOLHIMENTO: ESTRATÉGIAS PARA EDUCAÇÃO EM SAÚDE NO 
SERVIÇO DE PRÉ-NATAL DE ALTO-RISCO 
 
1 INTRODUÇÃO 
 
O acolhimento é uma estratégia utilizada para mudar positivamente o processo de 
trabalho em saúde. Significa um momento de construção entre toda equipe, a fim de 
proporcionar respostas às necessidades das usuárias. O acolhimento, como ferramenta 
de humanização, permite refletir sobre o atendimento que está sendo oferecido às 
usuárias, para que se possa aproximar o máximo possível de uma prática de qualidade, 
por meio de um processo de cuidar sistemático, e contextualizado, requerendo uma 
efetiva comunicação entre todos os profissionais envolvidos neste processo de cuidado. 
Diante disso, este trabalho teve como objetivo descrever as ações educativas realizadas 
com gestantes de alto risco e seus familiares/ acompanhantes, por meio de um grupo de 
acolhimento. 
 
2 MÉTODO 
 
O presente trabalho trata-se de um estudo descritivo qualitativo, desenvolvido a partir 
do relato de experiência referente à promoção de saúde, durante a sala de espera 
realizada pela equipe de Residência Multiprofissional, com ênfase materno-infantil, 
 
37 Nutricionista residente do Programa de Residência Multiprofissional da UFSM.; 
38 Assistente Social residente do Programa de Residência Multiprofissional da UFSM.; 
39 Psicóloga Mestre em Psicologia da Saúde do HUSM / EBSERH; 
40 Enfermeira residente do Programa de Residência Multiprofissional da UFSM.; 
41 Fonoaudióloga do Programa de Residência Multiprofissional da UFSM.; 
42Terapeuta Ocupacional residente do Programa de Residência Multiprofissional da 
UFSM.; 
 
 
 
67 
 
junto à equipe do serviço de um hospital público no sul do país. A atividade ocorre duas 
vezes por semana e conta com a participação dos seguintes núcleos profissionais: 
psicologia, serviço social, enfermagem, nutrição, fonoaudiologia e terapia ocupacional. 
As gestantes e os seus acompanhantes, que aguardam a consulta de pré-natal, são 
convidados a participarem de uma roda de conversa, a fim de esclarecer dúvidas a 
respeito de gestação, parto e cuidados com o recém-nascido. 
 
3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 
 
No período de 08 de março a 5 de julho de 2018, a sala de espera foi conduzida pelas 
profissionais residentes do primeiro ano, acompanhados pela preceptora de campo. 
Realizaram-se 28 encontros, com a participação de 153 gestantes e 55 acompanhantes. 
As principais temáticas discutidas incluíram: importância do pré-natal, sintomas 
comuns na gravidez, modificações corporais e emocionais, hábitos alimentares 
saudáveis, trabalho de parto, rotinas hospitalares, cuidados com recém-nascidos, 
importância do aleitamento materno, planejamento familiar e direitos sociais para 
gestantes/pais. O acolhimento proporciona o esclarecimento das dúvidas relacionadas à 
gestação, à construção e ao estreitamento do vínculo entre os profissionais atuantes e os 
usuários. A realização do pré-natal de qualidade possibilita o diagnóstico precoce de 
doenças, assim como o tratamento e a redução de complicações no decorrer da gestação 
e do puerpério. Durante estas atividades, é possível desenvolver ações 
multidisciplinares, que ampliam o olhar dos profissionais envolvidos e qualificam a 
atenção à saúde da gestante. Este espaço é uma das estratégias utilizadas pelo serviço 
para fornecer suporte, empoderamento e educação em saúde, preparando a gestante e/ou 
familiares para o momento do nascimento. 
 
4 CONCLUSÕES 
 
Constatou-se que a atividade contribui para aprimoramento do pré-natal e autonomia 
das mulheres durante o processo de parto, nascimento e puerpério. Diante disso, 
destaca-se a importância dos serviços de saúde fornecerem e fortalecerem formas de 
acolhimento e humanização nas salas de espera, qualificando a assistência em saúde. 
 
 
 
 
 
 
 
68 
 
REFERÊNCIAS (Conforme as normas da ABNT 6023-2002.) 
 
 
GUERREIRO, E. Et al. O cuidado pré-natal na Atenção Básica de Saúde sob o olhar de 
gestantes e enfermeiros. Revista Mineira de Enfermagem, v.16, n.3.p.315-323,2012. 
VIEIRA, S.M. et al. Percepção das puérperas sobre a assistência prestada pela equipe de 
saúde no pré-natal. Texto & Contexto - Enfermagem, Florianópolis, v. 20, p. 255-262, 
2011. 
 
 
 
 
69 
 
 
AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa 
 
Autores: 
Mikaela Aline Bade München43 
Carolina Schmitt Colomé44 
Luísa da Rosa Olesiak45 
Leonardo Soares Trentin 46 
Alberto Manuel Quintana5 
 
ALTERAÇÕES NA DINÂMICA FAMILIAR FRENTE AO PROCESSO 
DE ENVELHECIMENTO 
 
1 INTRODUÇÃO 
O crescente envelhecimento populacional tem sido um fenômeno característico da 
contemporaneidade, relacionando-se com o aumento dos níveis de expectativa média de 
vida e com a diminuição da natalidade. Ressalta-se que, apesar de existirem certos 
marcos para definir a velhice – sendo a idade um dos principais - tais marcos por si só 
não a caracterizam, uma vez que a mesma ocorre de modo singular para cada indivíduo, 
conforme suas experiências pessoais e o grupo social ao qual pertence. O processo de 
envelhecer envolve, assim, diversos aspectos da vida humana, com transformações 
sociais, biológicas, físicas, econômicas, demográficas e comportamentais. Compreende-
se, ademais, que ao envelhecer, os papéis que os sujeitos desempenhavam na família 
podem adquirir certas modificações, acarretando em transformações na dinâmica 
familiar. 
 
2 MÉTODO 
Em vista disso, o presente trabalho se propõe a compreender alguns aspectos acerca da 
organização familiar nessa fase da vida. Para tanto, realizou-se uma revisão narrativa da 
literatura, por meio de pesquisaem artigos e livros que tratassem da temática. 
 
3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 
 
43 Acadêmica do Curso de Psicologia – UFSM – mikaelaaline@hotmail.com; 
44 Acadêmica do Curso de Psicologia – UFSM – carolcolome@gmail.com; 
45 Psicóloga; Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Psicologia – UFSM – 
luisa_drolesiak@hotmail.com; 
46 Acadêmico do Curso de Psicologia – UFSM – leosoarest@hotmail.com; 
5 Orientador; Psicólogo; PhD em Bioética; Professor do Curso de Psicologia – UFSM – 
albertom.quintana@gmail.com. 
 
 
70 
 
Constata-se que, uma vez que se estima viver mais e com maior qualidade de vida, o 
envelhecimento populacional se coloca como um dos maiores desafios da atualidade. 
Em relação às suas implicações, sabe-se que o processo de envelhecer tende a conduzir 
as famílias à construção de significados para o cuidado, os quais serão marcados pelas 
constituições históricas e pelos valores éticos e morais de cada rede familiar. De modo 
geral, enquanto algumas famílias são determinadas pelos fatores genético e biológico, 
outras são constituídas por escolha, sendo os membros determinados conforme o afeto e 
o vínculo. Nesse sentido, apreende-se que a família não é uma instituição natural, mas 
sim histórica e social, podendo assumir diversas configurações dentro de uma mesma 
sociedade. Apesar das diversas singularidades, compreende-se que, em geral, a família 
pode ser capaz de promover redes de sociabilidade e de solidariedade, por meio da 
afetividade e do suporte entre as gerações. Nesse sentido, no tocante aos desafios 
impostos pelo envelhecimento, sabe-se que um melhor funcionamento familiar está 
associado com uma melhor qualidade de vida dos idosos. Além disso, considera-se que, 
em relação às alterações na dinâmica familiar que levam à prestação de cuidados a 
idosos, esse costuma ser um processo complexo e multidimensional, influenciado por 
variações das necessidades e sentimentos de quem presta e de quem recebe os cuidados. 
Outros fatores que afetam esse processo são questões como nível, tipo e evolução de 
dependência, contexto e fase do ciclo familiar e rede de apoio social da família. 
 
4 CONCLUSÕES 
Desta forma, entende-se que o envelhecer, ainda que com suas particularidades, 
costuma implicar em mudanças nas dinâmicas e papéis familiares, sendo que, de forma 
geral, a família passa a se colocar enquanto elemento de cuidado dos sujeitos idosos. 
Essa reestruturação aponta a importância de direcionar ações de cuidado tanto para o 
idoso quanto para a família, a fim de promover uma significação positiva desse cuidar e, 
aliado a isso, uma melhor qualidade de vida dos envolvidos. 
 
REFERÊNCIAS 
 
ARAUJO, E. N. P.; LOPES, R. G. da C. Instituições de Longa Permanência para 
Idosos: possibilidades contemporâneas de moradia. Revista Kairós : Gerontologia, 
[S.l.], v. 13, p. 45-60, nov. 2010. ISSN 2176-901X. Disponível em: 
. Acesso em: 09 jul. 
2018. 
BATISTA, N. C.; CRISPIM, N. de F. A interferência das relações familiares no 
processo de envelhecimento: Um enfoque no idoso hospitalizado. Revista Kairós : 
Gerontologia, [S.l.], v. 15, n. 3, p. 169-189, jun. 2013. ISSN 2176-901X. Disponível 
em: . Acesso em: 09 jul. 
2018. 
 
 
71 
 
CORDEIRO, A. M. et al . Revisão sistemática: uma revisão narrativa. Rev. Col. Bras. 
Cir., Rio de Janeiro , v. 34, n. 6, p. 428-431, Dez. 2007 . Disponível em 
. acessos em 09 Mar. 2017. 
http://dx.doi.org/10.1590/S0100-69912007000600012 
GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. 4 ed. São Paulo: Atlas, 2002. 
PEREIRA, S.; DUQUE, E. Cuidar de Idosos Dependentes – A Sobrecarga dos 
Cuidadores Familiares. Revista Kairós : Gerontologia, [S.l.], v. 20, n. 1, p. 187-202, 
mar. 2017. ISSN 2176-901X. Disponível em: 
. Acesso em: 09 jul. 
2018. doi:http://dx.doi.org/10.23925/2176-901X.2017v20i1p187-202. 
RABELO, D. F.; NERI, A. L. Arranjos domiciliares, condições de saúde física e 
psicológica dos idosos e sua satisfação com as relações familiares. Rev. bras. geriatr. 
gerontol., Rio de Janeiro , v. 18, n. 3, p. 507-519, Sept. 2015 . Available from 
. access on 09 July 2018. 
http://dx.doi.org/10.1590/1809-9823.2015.14120. 
ROTHER, E. T. Revisão sistemática x revisão narrativa. Acta Paulista de 
Enfermagem. São Paulo, v. 20, n.2, p. v-vi, 2007. Disponível em: 
http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=307026613004 Acesso em 01 mar 2017. 
SEBASTIÃO, C.; ALBUQUERQUE, C. Envelhecimento e dependência. Estudo sobre 
os impactes da dependência de um membro idoso na família e no cuidador principal. 
Revista Kairós : Gerontologia, [S.l.], v. 14, n. 3, p. 25-49, jun. 2012. ISSN 2176-
901X. Disponível em: . 
Acesso em: 09 jul. 2018. 
TARALLO, R. dos S. As relações intergeracionais e o cuidado do idoso.. Revista 
Kairós : Gerontologia, [S.l.], v. 18, p. 39-55, jun. 2015. ISSN 2176-901X. Disponível 
em: . Acesso em: 
09 jul. 2018. 
TEIXEIRA, S. M. Família e as formas de proteção social primária aos idosos. Revista 
Kairós : Gerontologia, [S.l.], v. 11, n. 2, dez. 2009. ISSN 2176-901X. Disponível em: 
. Acesso em: 09 jul. 2018. 
TURATO, E. R. Tratado de metodologia da pesquisa clínico- qualitativa: 
Construção teórico-epistemológica, discussão comparada e aplicação nas áreas da saúde 
e humanas. Petrópolis: Vozes. 2013. 
 
 
 
72 
 
 
AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa 
 
Autores: 
Daniela Iop Moreira47 
Mônica Strapazzon Bonfada48 
Silviamar Camponogara³ 
Thailini de Silva Mello4 
 
ANÁLISE DA AUTONOMIA DO ENFERMEIRO EM PRONTO-
SOCORRO: NOTA PRÉVIA 
 
INTRODUÇÃO 
O Pronto Socorro atende pacientes em situações de urgência e emergência, com ou sem 
risco de vida. A assistência nestas unidades é fornecida por equipe multiprofissional, 
dentre os membros da equipe encontra-se o enfermeiro, profissional de suma 
importância por atuar na liderança da assistência de enfermagem prestada ao paciente. 
Este profissional no ambiente pronto socorro, deve tomar decisões rápidas e precisas e 
capazes de distinguir as prioridades. Para isso, o enfermeiro deve possuir conhecimento 
clínico e científico, instrumentos de importância para a sua autonomia profissional. A 
autonomia profissional, é um pressuposto importante para o desenvolvimento do 
trabalho em benefício do cuidado, se dando através de experiência e busca por 
conhecimento. O exercício da autonomia pelo enfermeiro em pronto socorro está 
associado a inúmeros fatores, como: tomada de decisões, capacidade de avaliar, 
gerenciar e cuidar. Entretanto, o enfermeiro se depara com grandes dificuldades, por ser 
uma unidade crítica e possuir alta complexidade. Entre os desafios, está a sobrecarga do 
trabalho, relações interpessoais e a falta de conhecimento técnico científico. Este 
trabalho tem como objetivo geral conhecer como ocorre o exercício da autonomia por 
enfermeiros no pronto-socorro sob a ótica da ergologia. 
MÉTODO 
Para responder ao objetivo proposto, considerando a coerência com o objeto de estudo, 
será desenvolvida uma pesquisa qualitativa, do tipo estudo de caso, com base no 
referencial da ergologia. O campo de investigação será o pronto-socorro de um Hospital 
Universitário. As estratégias para obtenção dos dados são: a observação não-
participante, pesquisa documental e entrevista semiestruturada. Os participantes são os 
enfermeirosque entrarem nos critérios de inclusão: enfermeiro vinculado ao local e 
atuar na assistência e/ou gerência do pronto-socorro por, no mínimo, 6 meses. A 
 
47Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem. UFSM; 
48Mestranda de Enfermagem. UFSM; 
³ Docente do Departamento de Enfermagem. UFSM; 
4Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem. UFSM; 
 
 
73 
 
pesquisa respeitará os princípios éticos previstos para pesquisa com seres humanos 
(Parecer de aprovação nº 2.457.876). 
ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 
A análise dos dados ocorrerá pela análise temática de conteúdo, fundamentada por 
Minayo (2014), a qual ainda está em processo de análise. Este estudo pretende 
contribuir para a consolidação da enfermagem como ciência, uma vez que esta é uma 
profissão que busca constantemente pelo reconhecimento do seu trabalho. Neste caso, 
oferecendo subsídios que oportunizem compreender como ocorre a autonomia do 
enfermeiro em sua prática laboral em unidades de pronto socorro a partir da ótica da 
ergologia. Para posteriormente desenvolver estudos de cunho interventivo visando o 
reconhecimento do enfermeiro enquanto um profissional autônomo. 
CONCLUSÕES 
Acredita-se que a investigação poderá contribuir para a compreensão sobre o trabalho 
do enfermeiro em pronto socorro, especificamente no que tange ao exercício da 
autonomia. Também, este estudo pode oportunizar importantes reflexões do enfermeiro 
sobre o seu trabalho e a relação com a equipe multiprofissional e o meio em que está 
inserida. E através das experiências de cada profissional da enfermagem, buscar 
atualizações e aperfeiçoamento na assistência. 
REFERÊNCIAS 
MINAYO, M. C. S. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde, 14. Ed. 
São Paulo: Hucitec, 2014. 
MUNHOZ, O. L.; ANDOLHE, R.; MAGNADO, T. S. B. S.; MENDES, T.; 
CREMONESE, L.; GUEDES R. Atuação do enfermeiro em unidade de pronto socorro: 
relato de experiência. Disponível em: . Acesso em: 31 out. 2018. 
 
 
 
 
 
74 
 
 
AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa 
 
Autores: 
Julia Dalcin Pinto49 
Déborah Aurélio Temp50 
Amália El Hatal de Souza51 
Eliara Pinto Vieira Biaggio52 
 
ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DO MISMATCH NEGATIVITY EM 
CRIANÇAS 
 
1 INTRODUÇÃO 
O Mismatch Negativity (MMN) caracteriza-se como um componente negativo dos 
potenciais relacionados a eventos (PRE). Tal potencial corresponde a uma resposta 
eletrofisiológica das estruturas centrais da via auditiva eliciada a partir da detecção de 
mudanças discrimináveis em uma sequência repetitiva de estimulação auditiva. Sua 
ocorrência reflete a atividade das áreas cerebrais relacionadas com as habilidades de 
discriminação e memória auditiva, independente da capacidade atencional da criança¹. 
Dentre sua aplicabilidade, destaca-se na investigação cognitiva e do processamento 
auditivo central (PAC) e seus transtornos na população infantil. A partir disso, este 
estudo teve como objetivo analisar a ocorrência do MMN em crianças. 
2 MÉTODO 
Estudo do tipo transversal, descritivo, quantitativo aprovado pelo Comitê de Ética em 
Pesquisa da Universidade Federal de Santa Maria (sob o número 23081.032787-78) e 
pela Gerência de Ensino e Pesquisa do Hospital Universitário de Santa Maria. 
Participaram da pesquisa 30 crianças de ambos os gêneros com idades entre cinco e 10 
anos. Compuseram o grupo amostral crianças com desenvolvimento típico (n=6), 
crianças com alteração de PAC (n=11) e crianças com transtorno fonológico (n=13), 
ambas previamente diagnosticadas. Todas foram submetidas à avaliação audiológica 
básica e ao registro e análise do MMN por meio do módulo Smart EP da Intelligent 
Hearing Systems (IHS). Para tal avaliação utilizou-se estímulos acústicos verbais, sendo 
a sílaba /da/ o estímulo frequente e a silaba /ta/ o estímulo raro. O teste foi apresentado 
 
49 Acadêmica de Fonoaudiologia pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM); Bolsista 
de Iniciação Científica IC-HUSM; 
50 Acadêmica de Fonoaudiologia pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM); Bolsista 
de Iniciação Científica FIPE SENIOR CCS; 
51 Fga. Mestranda em Distúrbios da Comunicação Humana pelo PPGDCH da Universidade 
Federal de Santa Maria (UFSM); 
52 Fga. Dr. Professora Adjunto do Curso de Fonoaudiologia da Universidade Federal de Santa 
Maria (UFSM). 
 
 
75 
 
em intensidade de 60 dBnHL, de forma binaural utilizando fones de inserção. O número 
total de estímulos foi de 750 com o objetivo de se obter no mínimo 150 estímulos raros, 
os mesmos foram apresentados aleatoriamente conforme a taxa de estimulação de 80% 
de estímulo frequente e 20% de estímulo raro, regidos pelo paradigma oddball. 
Realizou-se análise descritiva dos dados. 
3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 
Do total de 30 crianças avaliadas, 24 (80%) delas apresentaram presença de resposta no 
MMN, enquanto que 6 (20%) demonstraram ausência de resposta deste componente. A 
alteração mais encontrada nos casos de ausência do MMN foi a alteração de PAC (n=4), 
seguida pelo transtorno fonológico (n=2). Ressalta-se que todas as crianças com 
desenvolvimento típico apresentaram normalidade neste potencial. Tais dados 
consistem com estudos anteriores, que comprovam que tanto a alteração de PAC quanto 
o transtorno fonológico podem causar dificuldades em nível cortical, dificultando a 
percepção e discriminação dos estímulos acústicos, sobretudo os verbais, ocasionando a 
ausência de resposta deste componente². 
4 CONCLUSÕES 
A ausência de resposta do MMN pode ser atribuída a diversos fatores, dentre eles 
destacam-se a alteração de PAC e o transtorno fonológico, ambas alterações 
influenciaram as respostas do MMN neste estudo. Tal dado reforça a utilidade deste 
potencial para avaliar possíveis alterações relacionadas a discriminação e memória 
auditiva, tão evidentes nos transtornos da audição e linguagem. 
REFERÊNCIAS 
1. Roggia, S.M. Tratado de Audiologia. Santos. Editora Santos. Ed. 2, 2015. 
2. Rocha-Muniz, C.N.; Lopes, D.M.B.; Schochat, E. Mismatch Negativity in 
children with specific language impairment and auditory processing disorder. 
Braz J Otorhinolaryngol. 2015; 81:408-15. 
 
 
 
 
76 
 
 
AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa 
 
Autores: 
Raira Fernanda Altmann53 
Eduarda Pinheiro Oliveira¹ 
Tainá Rossato Benfica¹ 
Plinio Marco de Toni ² 
Karin Zazo Ortiz³ 
Karina Carlesso Pagliarin¹ 
 
ANÁLISE DE JUÍZES NÃO ESPECIALISTAS E ESPECIALISTAS DE 
UM INSTRUMENTO BREVE DE AVALIAÇÃO DA LINGUAGEM 
 
1 INTRODUÇÃO 
Indivíduos acometidos por lesão cerebral podem apresentar déficits comunicativos. Por 
isso, a avaliação da linguagem por meio de instrumentos de rastreio, realizadas ainda à 
beira do leito, permitem a detecção de alterações nas capacidades comunicativas de 
forma precoce e auxiliam no processo de reabilitação. Para isso, a utilização de testes 
confiáveis e validados é indispensável, porém os instrumentos de rastreio linguístico 
ainda são escassos no Brasil, devido à rigidez psicométrica. O objetivo deste estudo foi 
buscar evidências de validade de conteúdo para um instrumento breve de avaliação da 
linguagem. 
2 MÉTODO 
Primeiramente, foi realizado um levantamento dos estímulos a serem utilizados na 
versão breve de avaliação da linguagem. Para tanto, foram analisados os estímulos, 
protocolo de aplicação e instruções dos seguintes instrumentos: Bateria Montreal-
Toulouse de Avaliação da Linguagem (MTL-BR, Parente et al. 2016), MTL-BR versão 
B (não comercializada) e M1-Alpha (Nespoulous, Joanette &, Lecours, 1986, adaptado 
para o Português Brasileiro e disponível apenas para pesquisa). Com base nessa análise, 
realizou-se uma adequação dos novos estímulos, seguida de uma pré- análise realizada 
por 28 juízes não especialistas os quais julgaram a representatividadede cada item. Os 
juízes não especialistas foram orientados a nomear cada figura apresentada, podendo 
acrescentar sugestões de modificações. Os dados foram analisados por meio do 
percentual de concordância entre juízes, sendo considerado item válido aqueles que 
apresentaram percentual de concordância >80%. Após adequações propostas, cinco 
juízes especialistas (fonoaudiólogas) julgaram as palavras e frases com seu respectivo 
 
53 Departamento de Fonoaudiologia, Universidade Federal de Santa Maria; 
² Universidade Estadual do Centro- Oeste-PR; 
³ Universidade de São Paulo. 
 
 
77 
 
desenho como adequadas ou inadequadas, além de realizar sugestões de modificações 
quando necessário. Posteriormente, realizou-se o cálculo da Razão de Validade de 
Conteúdo (RVC) para cada item analisado e o Kappa Fleiss. 
 
3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 
Em relação à pré análise de juízes não especialistas, pode-se verificar que das 65 
figuras, 33 tiveram 100% de concordância, 19 tiveram 96%, seis 93% e duas tiveram 
89%. Cinco figuras obtiveram menos de 80%, as quais sofreram readequações ou 
substituições. Posteriormente, 66 desenhos passaram pela análise de juízes especialistas, 
verificando que 22 itens obtiveram RVC entre -0,2 e 0,60, os quais foram redesenhados 
por apresentarem índices indesejáveis. Para mostrar que a concordância entre os juízes 
não foi ao acaso, é necessário para cinco juízes um valor mínimo do RVC de 0,99 
(Pacico & Hutz, 2015). Quarenta e quatro itens obtiveram RVC = 1, os quais foram 
mantidos. Para medir o nível de concordância entre juízes, realizou-se análise por meio 
do Kappa Fleiss, sendo obtido k=-1,96, corroborando com o resultado do RVC. 
 
4 CONCLUSÕES 
 
A partir das análises realizadas, verificou-se que algumas figuras não foram 
consideradas adequadas predominantemente pela RVC e Kappa Fleiss. Estes itens 
foram redesenhados e encaminhados novamente para os mesmos juízes especialistas, e 
posteriormente, passarão por estudo piloto. 
 
REFERÊNCIAS 
1. LANDIS, JR; & KOCH, GG. The measurement of observer agreement for 
categorical data. Biometrics, v. 33, n.1, p. 159-174, 1997. 
2. LIMA, SM.; MALDONADE, I. Avaliação da linguagem de pacientes no leito 
hospitalar depois do Acidente Vascular Cerebral. Distúrb. Comun, São Paulo, 
28(4): 673-685, 2016. 
3. MARCHI, FHAG. Aplicabilidade do BEST-2 para avaliação da comunicação 
de afásicos em ambiente hospitalar. Dissertação. (Mestre em Clínicas) - 
Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, São Paulo, 2010 
4. PACICO, JC. Validade. In: HUTZ, CS; BANDEIRA, SR; TRENTINI, CM; 
ORGANIZADORES. Psicometria. Porto Alegre: Artmed, p. 71-84,2015. 
 
 
78 
 
5. PASQUALI, L. Instrumentos psicológicos: manual prático de elaboração. 
Brasília, 1999. 
6. PERNANBUCO, L. et al. Recomendações para elaboração, tradução, 
adaptação transcultural e processo de validação de testes em fonoaudiologia. 
Codas, v. 29, n. 3, 2017. 
 
 
 
79 
 
 
ÁREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa 
Autores: 
Natália da Silveira Colissi¹ 
Anibal Pereira Abelin² 
Mateus Diniz Marques² 
Alessandra Rebelatto Boesing¹ 
Andressa Duarte Seehaber¹ 
Stefano Antola Aita³ 
 
ANÁLISE DOS PACIENTES COM INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO 
COM SUPRADESNÍVEL DO SEGMENTO ST ATENDIDOS EM 
HOSPITAL PÚBLICO TERCIÁRIO 
 
1 INTRODUÇÃO 
O infarto agudo do miocárdio com supradesnível do segmento ST (IAMCST) 
permanece como importante causa de morbimortalidade mundial. Com isso, a avaliação 
do perfil dos pacientes, como as suas características clínicas e seus desfechos, é 
importante para guiar estratégias no tratamento e prevenção dos pacientes com 
IAMCST atendidos em um hospital público terciário. 
2 MÉTODO 
O projeto é um estudo de coorte prospectivo, integrante de um banco de dados 
multicêntrico de IAMCST. Foram incluídos os pacientes internados no Hospital 
Universitário de Santa Maria (HUSM) com diagnóstico de IAMCST com menos de 12 
horas de duração ou mais de 12 horas na presença de angina persistente, no período de 
setembro de 2016 a dezembro de 2017, na qual foram avaliadas as características 
clínicas, tempo de internação (em dias) e eventos cardiovasculares maiores (ECVM) 
durante o período hospitalar. As variáveis foram apresentadas como frequências e 
porcentagens, média ± desvio-padrão ou mediana com intervalo interquartil. 
¹ Acadêmico do curso de Medicina da UFSM. 
² Docente do departamento de Clínica Médica da UFSM. 
³ Residente Médico do HUSM. 
3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 
Dos 107 pacientes internados com IAMCST no período, 100 pacientes apresentavam 
dados epidemiológicos completos; a média de idade foi de 61+11,6 anos e predomínio 
do gênero masculino (72,6%). Dentre os fatores de risco, 46 (46%) pacientes eram 
tabagistas, 73 (73%) apresentavam Hipertensão Arterial Sistêmica, 28 (27,7%) com 
Diabetes Mellitus, 43 (43%) com Dislipidemia e 44 (44,9%) apresentavam história 
familiar para Doença Arterial Crônica. O infarto de parede anterior foi diagnosticado 
em 56,6% dos casos e a classificação de Killip e Kimball = IV foi encontrada em 11,3% 
 
 
80 
 
dos pacientes. O fármaco AAS foi utilizado em 100% dos casos, Clopidogrel em 98%, 
Betabloqueadores em 62%, IECA ou BRA em 64% e Estatinas em 82%. A mediana do 
tempo de início dos sintomas até o tratamento foi de 7 horas (3,2-9,0) e o tempo médio 
de internação foi 10,7+10 dias. Para a análise de ECVM e mortalidade foram incluídos 
os dados de toda a amostra, com incidência de ECVM de 21,4% e mortalidade de 8,6%. 
4 CONCLUSÕES 
A análise demonstra os dados da prática clínica diária de um hospital público terciário, e 
nos mostra que a mortalidade é elevada se comparada a outros registros de IAMCST. 
Isso indica a necessidade de melhorias na prevenção e atendimento na região de 
abrangência do HUSM. 
 
 
 
 
 
81 
 
 
AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa 
 
Autores: 
Ylana de Albeche Ambrosio 54 
Sabrina de Oliveira de Christo 55 
Sara Soares Milani 56 
Carlos Eduardo Mendes Vargas 57 
Roberta Weber Werle ⁵ 
 
ANÁLISE DOS SINTOMAS OSTEOMUSCULARES DE 
PROFISSIONAIS DE UMA INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR 
ATRAVÉS DO QNSO 
1 INTRODUÇÃO 
O registro de distúrbios osteomusculares tem se tornado cada vez mais frequente entre 
os trabalhadores. As atividades laborais favorecem o aparecimento de distúrbios 
osteomusculares, como as queixas álgicas na coluna, pernas, braços, cãibras e dores em 
geral, que podem ser consequência do trabalho excessivo ou relacionado ao ambiente de 
trabalho e o cargo que o profissional exerce. O objetivo desta pesquisa foi analisar os 
sintomas osteomusculares de profissionais de uma instituição de ensino superior. 
2 MÉTODO 
A pesquisa foi realizada em agosto de 2017. Foi solicitado aos participantes que 
respondessem o QNSO. O questionário consiste em escolhas múltiplas ou binárias 
quanto à ocorrência de sintomas nas diversas regiões anatômicas nas quais são mais 
comuns. O respondente deve relatar a ocorrência dos sintomas considerando os 6 meses 
e os sete dias precedentes à entrevista, bem como relatar a ocorrência de afastamento 
das atividades rotineiras no semestre. 
 
3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 
 
A amostra foi composta por 30 funcionários de ambos os sexos (22 mulheres e 8 
homens) da Universidade Luterana do Brasil (ULBRA), localizada em Santa Maria. Os 
funcionários ocupam diferentes cargos e funções dentro da universidade. No que se 
refere à ocorrência semestral de sintomas musculoesqueléticos, verificou-se que dos 
 
54 Acadêmica do Curso de Graduação em Fisioterapia ULBRA- SM; 
55 Acadêmica do Curso de Graduação em Fisioterapia ULBRA- SM; 
56 Acadêmica do Curso de Graduação em Fisioterapia ULBRA- SM; 
57 Acadêmico do Curso de Graduação em Educação física na UNOPAR- ROSÁRIO DO SUL 
5ProfessoraSUJEITOS EM FIM DE 
VIDA: O CUIDADO COMO UM IMPERATIVO ........................................................ 40 
A IMPORTÂNCIA DA PREVENÇÃO DE QUEDAS EM IDOSOS ........................... 43 
A IMPORTÂNCIA DA REALIZAÇÃO DO PROTOCOLO CHECKLIST EM SALA 
CIRÚRGICA: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA. ................................................... 45 
A IMPORTÂNCIA DE UM GRUPO PSICOTERAPÊUTICO NAS ESCOLAS PARA 
PAIS DE ALUNOS "PROBLEMAS": DESENVOLVENDO UM GRUPO 
PSICOTERAPÊUTICO PARA PAIS ............................................................................ 47 
A INTERVENÇÃO DO ASSISTENTE SOCIAL EM UMA UNIDADE DE 
ONCOLOGIA PEDIÁTRICA ........................................................................................ 49 
A OBESIDADE SOB A ÓTICA DO CÂNCER DE MAMA ....................................... 52 
A PERCEPÇÃO DA SAÚDE ENTRE IDOSOS PERTENCENTES A GRUPOS DE 
CONVIVÊNCIA DO NÚCLEO INTEGRADO DE ESTUDOS E APOIO À 
TERCEIRA IDADE (NIEATI) DA CIDADE DE SANTA MARIA-RS ...................... 55 
ABDOME AGUDO PERFURATIVO – RELATO DE CASO ..................................... 57 
 
 
 
11 
 
ABORDAGEM INTERDISCIPLINAR EM AMBULATÓRIO DE INTERVENÇÃO 
PRECOCE. ..................................................................................................................... 59 
ACESSIBILIDADE AOS SERVIÇOS DE SAUDE: UMA ANALISE A PARTIR DA 
ATENÇÃO BASICA EM SANTA MARIA .................................................................. 62 
AÇÕES DO NÚCLEO DE VIGILÂNCIA DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE 
SANTA MARIA –RS FRENTE AO SURTO DE TOXOPLASMOSE NO MUNICÍPIO 
EM 2018. ........................................................................................................................ 64 
ACOLHIMENTO: ESTRATÉGIAS PARA EDUCAÇÃO EM SAÚDE NO SERVIÇO 
DE PRÉ-NATAL DE ALTO-RISCO............................................................................. 66 
ALTERAÇÕES NA DINÂMICA FAMILIAR FRENTE AO PROCESSO DE 
ENVELHECIMENTO ................................................................................................... 69 
ANÁLISE DA AUTONOMIA DO ENFERMEIRO EM PRONTO-SOCORRO: NOTA 
PRÉVIA .......................................................................................................................... 72 
ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DO MISMATCH NEGATIVITY EM CRIANÇAS ...... 74 
ANÁLISE DE JUÍZES NÃO ESPECIALISTAS E ESPECIALISTAS DE UM 
INSTRUMENTO BREVE DE AVALIAÇÃO DA LINGUAGEM .............................. 76 
ANÁLISE DOS PACIENTES COM INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO COM 
SUPRADESNÍVEL DO SEGMENTO ST ATENDIDOS EM HOSPITAL PÚBLICO 
TERCIÁRIO ................................................................................................................... 79 
ANÁLISE DOS SINTOMAS OSTEOMUSCULARES DE PROFISSIONAIS DE UMA 
INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR ATRAVÉS DO QNSO .............................. 81 
APLICAÇÃO DO ÍNDICE DE KATZ EM PESQUISAS COM IDOSOS: .................. 84 
RELATO DE EXPERIÊNCIA ....................................................................................... 84 
ASPECTOS ETIOLÓGICOS DO SUICÍDIO: UMA REVISÃO NARRATIVA DA 
LITERATURA ............................................................................................................... 86 
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO IDOSO HOSPITALIZADO: RELATO DE 
EXPERIÊNCIA .............................................................................................................. 90 
ASSISTÊNCIA PSICOLÓGICA NO CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE ............ 93 
ASSOCIAÇÃO ENTRE PARACOCCIDIOIDOMICOSE E TUBERCULOSE, 
DIFICULDADE DE DIAGNÓSTICO: RELATO DE CASO. ...................................... 95 
ATUAÇÃO DA TERAPIA OCUPACIONAL NO TRATAMENTO INTENSIVO EM 
UNIDADE NEONATAL ............................................................................................... 97 
ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO EM UNIDADE DE INTERNAÇÃO CLÍNICA 
CIRÚRGICA ADULTA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA .................................... 100 
 
 
 
12 
 
AULA PRÁTICA EM ILPI: EXPERIÊNCIA EM DOCÊNCIA ORIENTADA DE 
ALUNOS DA PÓS-GRADUAÇÃO ............................................................................ 102 
AUTONOMIA, PADRÕES DO CONHECIMENTO E A ENFERMAGEM: UMA 
REFLEXÃO ................................................................................................................. 104 
AVALIAÇÃO DA CAPACIDADE FUNCIONAL DE IDOSOS RESIDENTES EM 
INSTITUIÇÕES DE LONGA PERMANÊNCIA ........................................................ 106 
AVALIAÇÃO DA FORÇA MUSCULAR RESPIRATÓRIA EM IDOSOS .............. 109 
AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DE SONO DOS FAMILIARES DE CRIANÇAS E 
ADOLESCENTES EM TRATAMENTO ONCOLÓGICO ........................................ 111 
AVALIAÇÃO DE AMOSTRA SANGUÍNEA APROPRIADA PARA ANALISE 
CROMATOGRÁFICA DE BENZODIAZEPÍNICOS ................................................ 113 
AVALIAÇÃO DE EQUILIBRIO EM PACIENTE COM ESCLEROSE MULTIPLA: 
RELATO DE CASO .................................................................................................... 116 
AVALIAÇÃO DO EFEITO ANTINOCICEPTIVO DE NANOCÁPSULAS 
CONTENDO UM BIOATIVO EM MODELO ANIMAL .......................................... 119 
AVALIAÇÃO DO ESTRESSE EM FUNCIONÁRIOS DE UMA INSTITUIÇÃO DE 
ENSINO SUPERIOR ................................................................................................... 122 
AVALIAÇÃO DO RISCO DE QUEDAS EM IDOSOS INSTITUCIONALIZADOS125 
AVALIAÇÃO DOS SINTOMAS OROFACIAIS EM PACIENTES SUBMETIDOS A 
TRATAMENTO QUIMIOTERÁPICO POTENCIALMENTE NEUROTÓXICO .... 127 
CARACTERÍSTICAS ATITUDINAIS DE CUIDADORES FAMILIARES DE 
PACIENTES ONCOLÓGICOS: NÍVEIS DE HABILIDADE, SOBRECARGA, 
ESTRESSE E COPING ................................................................................................ 129 
CARACTERÍSTICAS DA DOENÇA CRÔNICA EM CRIANÇA E ADOLESCENTE: 
REVISÃO DE LITERATURA .................................................................................... 131 
CARACTERIZAÇÃO DOS PACIENTES COM DIABETES MELLITUS TIPO 2 EM 
ATENDIMENTO AMBULATORIAL ........................................................................ 133 
COLETA DE DADOS QUANTITATIVOS COM O FAMILIAR/CUIDADOR DE 
CRIANÇA E ADOLESCENTE COM DOENÇA CRÔNICA: RELATO DE 
EXPERIÊNCIA ............................................................................................................ 135 
COMPARAÇÃO DA FORÇA MUSCULAR RESPIRATÓRIA EM IDOSOS 
SEDENTÁRIOS E ATIVOS ........................................................................................ 137 
CONCEITO DE SAÚDE NA VISÃO DE PESSOAS VINCULADAS A GRUPOS DE 
PROMOÇÃO A SAÚDE ............................................................................................. 140 
 
 
 
13 
 
CONTRIBUIÇÕES DA TERAPIA OCUPACIONAL E FISIOTERAPIA NO 
AMBULATÓRIO DE SEGUIMENTO DE PREMATUROS ..................................... 142 
COPING E ENGAJAMENTO NO TRABALHO DA ENFERMAGEM HOSPITALAR.
 ...................................................................................................................................... 145 
CUIDADOS COM A PELE DO RECÉM-NASCIDO ................................................ 148 
CUIDADOS DE ENFERMAGEM AO POTENCIAL DOADOR DE ÓRGÃOS: 
RELATO DE EXPERIÊNCIA ..................................................................................... 150 
DESAFIOS DO TRABALHO MULTIPROFISSIONAL RELACIONADOS AO 
AUTOCUIDADO DE PACIENTES COM DOENÇA VASCULAR: RELATO DE 
EXPERIÊNCIA ............................................................................................................ 152 
DISTÚRBIOS PSÍQUICOS MENORES EM FAMILIARES CUIDADORES DE 
CRIANÇAS E ADOLESCENTE EM TRATAMENTO ONCOLÓGICO: 
PREVALÊNCIA E FATORES ASSOCIADOS .......................................................... 154 
DOENÇA RENAL CRÔNICA NO CENÁRIO HOSPITALAR: O PAPEL DA 
PSICOLOGIA .............................................................................................................. 156 
EDUCAÇÃO EM SAÚDE:do Curso de Graduação em Fisioterapia ULBRA- SM. 
 
 
82 
 
trinta participantes, 96,6% apresentaram sintomas como dor, formigamento ou 
dormência em alguma parte do corpo. Os funcionários apresentaram ocorrência maior 
de sintomas osteomusculares principalmente nas regiões da parte superior das costas 
(70%), parte inferior das costas (63,33%), ombros (60%), pescoço (53,33%) e 
punho/mão (53,33%). Em relação à prevalência nos últimos 7 dias, as áreas corporais 
mais citadas foram ombros (43,33%), quadril/coxas (40%), parte superior das costas 
(30%), cotovelos (30%) e pescoço (23,33). As regiões que mostraram maior 
porcentagem de queixas para incapacidade funcional foram parte inferior das costas 
(23,33%), punho/mão (16,66%), ombros, parte superior das costas, quadril/coxas e 
joelhos tiveram o mesmo resultado (13,33%). Em relação às regiões mais citadas quanto 
à procura por algum profissional da área da saúde nos últimos 6 meses destacaram-se a 
parte inferior das costas (43,33%), parte superior das costas (40%) e ombros (33,33%). 
Os funcionários apresentaram uma alta prevalência de sintomas musculoesqueléticos, 
nos últimos 6 meses assim como nos últimos 7 dias. Como conseqüência às queixas 
relatadas, os funcionários apresentaram ocorrência considerável de impedimento na 
realização de atividades normais e procura por algum profissional da área da saúde. 
Esses dados sugerem que os sintomas osteomusculares representam um risco 
ocupacional. 
 
4 CONCLUSÕES 
De acordo com o resultado dessa pesquisa foi possível concluir que a atividade laboral é 
um fator de aparecimento de distúrbios musculoesqueléticos, tornando-se necessário 
que haja uma assistência da parte da instituição e estratégias para melhorar e prevenir 
disfunções relacionadas ao ambiente de trabalho, para uma maior qualidade de vida. Os 
resultados da pesquisa confirmam a necessidade de novos estudos quanto aos aspectos 
psicossociais, ergonômicos e organizacionais do trabalho. 
 
REFERÊNCIAS 
 
1. MORAES, Deborah Santos Ferreira; et. al. Análise dos sintomas 
osteomusculares utilizando o questionário nordico em trabalhadores 
ribeirinhos do município de parintins - am, brasil. 2014. Disponível em: 
. Acesso em 31 de outubro de 2018. 
 
2. PINHEIRO, Fernanda Amaral; et. al. Validação do Questionário Nórdico de 
Sintomas Osteomusculares como medida de morbidade. Brasília, 2002. 
Disponível em: . Acesso em: 
31 de outubro de 2018. 
3. SANTOS, VIVIANA MAURA et. al. Aplicação do questionário nórdico 
musculoesquelético para estimar a prevalência de distúrbios 
http://revista.redeunida.org.br/ojs/index.php/cadernos-educacao-saude-fisioter/article/view/25
http://revista.redeunida.org.br/ojs/index.php/cadernos-educacao-saude-fisioter/article/view/25
http://www.scielo.br/pdf/rsp/v36n3/10492.pdf
 
 
83 
 
osteomusculares relacionados ao trabalho em operárias sob pressão 
temporal. Fortaleza, 2015. Disponível em: 
 . Acesso 
em: 31 de outubro de 2018. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://www.abepro.org.br/biblioteca/tn_sto_209_240_27130.pdf
 
 
84 
 
ÁREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa 
 
Autores: 
Fabryciane de Lima Grecco58 
Margrid Beuter59 
Tatiele Paula¹ 
Eliane Raquel Rieth Benetti60 
Carolina Backes⁴ 
Larissa Venturini⁵ 
 
APLICAÇÃO DO ÍNDICE DE KATZ EM PESQUISAS COM IDOSOS: 
RELATO DE EXPERIÊNCIA 
 
1 INTRODUÇÃO 
 
A avaliação da capacidade funcional nos idosos, que se define como as habilidades 
necessárias para a realização de atividades do cotidiano de forma autônoma e 
independente, tem grande importância no contexto da internação hospitalar, visto que 
esta é conhecida como um fator de risco para o seu declínio. O Índice de Katz, por sua 
vez, é um instrumento difundido nas pesquisas da área da saúde devido à sua facilidade 
e sensibilidade em identificar dependências nas Atividades de Vida Diária (AVDs). 
Neste âmbito, alguns pontos podem ser explorados com a experiência adquirida com o 
uso deste instrumento. Ante o exposto, esse relato tem por objetivo descrever e refletir 
sobre a utilização do Índice de Katz em pesquisas com idosos hospitalizados. 
2 MÉTODO 
Trata-se de um relato de experiência, de cunho reflexivo, construído a partir da 
utilização do Índice de Katz em pesquisas realizadas com idosos hospitalizados. 
 
3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 
 
O Índice de Katz baseia-se numa avaliação da independência funcional dos idosos para 
banhar-se, vestir-se, usar o sanitário, mobilizar-se, ser continente e comer sem ajuda 
(1963) e os classifica em: A – independente para comer, ser continente, mobilizar-se, 
usar o sanitário, vestir-se e banhar-se; B - Independente para realizar todas estas 
funções, exceto uma; C – Independente para realizar todas as funções, exceto banhar-se 
 
58 Discente da Graduação em Medicina da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Bolsista PROIC-HUSM 2018. 
59Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Professora Associada do Departamento de Enfermagem e do Programa de Pós-Graduação 
em Enfermagem da UFSM. Membro do Grupo de Pesquisa Cuidado, Saúde e Enfermagem. 
60Enfermeira do Hospital Universitário de Santa Maria. Doutoranda em Enfermagem do Programa de Pós-Graduação em 
Enfermagem da UFSM. Membro do Grupo de Pesquisa Cuidado, Saúde e Enfermagem. 
4 Enfermeira. Mestranda em Enfermagem pelo Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da UFSM. Membro do Grupo de 
Pesquisa Cuidado, Saúde e Enfermagem. 
5 Enfermeira do Serviço de Emergência Universitário. Doutoranda em Enfermagem pelo Programa de Pós-Graduação em 
Enfermagem da UFSM. Membro do Grupo de Pesquisa Cuidado, Saúde e Enfermagem. 
 
 
 
85 
 
e outra função mais; D - Independente para realizar todas as funções, exceto para 
banhar-se, vestir-se e outra função mais; E - Independente para realizar todas as 
funções, exceto banhar-se, vestir-se, usar o sanitário; F - Independente para realizar 
todas as funções, exceto banhar-se, vestir-se, usar o sanitário, mobilizar-se e outra 
função mais; G - Dependente para realizar as seis funções; e Outro. A Independência 
significa que a função se cumpre sem supervisão, direção ou ajuda pessoal ativa, exceto 
a que se indica em cada caso. Neste contexto, sua aplicação em pacientes idosos 
hospitalizados incita algumas reflexões sobre os seus benefícios, como por exemplo, 
delinear o perfil de idosos hospitalizados e subsidiar um plano de cuidados 
individualizado, que se adapte às particularidades identificadas pelo Katz e que vise a 
manutenção/aumento do nível de autonomia e independência do início da internação. 
Além disso, destaca-se que ele pode mensurar a percepção do declínio na capacidade 
funcional causada pela hospitalização nos idosos e, também a relação entre as 
comorbidades e estado funcional. Em contrapartida, são encontradas algumas 
dificuldades para a sua aplicação, que incluem a alteração da cognição do paciente e seu 
nível de compreensão. 
4 CONCLUSÕES 
A hospitalização impõe certo grau de imobilidade a qualquer paciente, mas o declínio 
funcional pode manifestar-se rapidamente no idoso. Nesse contexto, o Índice de Katz se 
destaca, inclusive em pesquisas, como um instrumento que permite avaliar a 
independência para as AVDS, delinear o perfil de idosos hospitalizados e planejar um 
plano de cuidado individualizado por meio da avaliação do estado funcional. 
 
REFERÊNCIAS (Conforme as normas da ABNT 6023-2002.) 
 
1. 1. KATZ, S et al. Studies of illness in the aged — The index of ADL: a 
standardized measure of biological and psychosocial functions. JAMA. 1963; 
185(12):914-9. 
 
 
86 
 
 
AREA TEMÁTICA: Ensino/ PesquisaAutores: 
Nathália Ruviaro¹ 
Bruna Schmitz² 
Caroline de Oliveira¹ 
Ernani de Oliveira Mascarenhas de Souza³ 
Pedro Schmitz Wieckzorek³ 
 
¹Hospital São Francisco de Assis – Santa Maria/RS 
²Departamento de Psicologia, Curso de Psicologia, Universidade Federal de Santa Maria 
³ Departamento de Ciências da Saúde, Curso de Medicina, Universidade Federal de Santa Maria 
 
 ASPECTOS ETIOLÓGICOS DO SUICÍDIO: UMA REVISÃO 
NARRATIVA DA LITERATURA 
 
1 INTRODUÇÃO 
 
O suicídio pode ser definido como um ato deliberado executado pelo próprio indivíduo, 
cuja intenção seja a morte, usando um meio que acredita ser letal (Associação Brasileira 
de Psiquiatria, 2014). É considerado um grande problema de saúde pública, sendo a 11ª 
principal causa de mortes entre todos os grupos etários configurando-se como a segunda 
nos adultos entre 25 a 34 anos. O Brasil é o oitavo país em número absoluto de 
suicídios. Entre os anos de 2000 e 2012 houve um aumento de 10,4% na quantidade de 
mortes, sendo observado um aumento de mais de 30% em jovens. Além disso, cada 
suicídio tem um sério impacto na vida de pelo menos outras seis pessoas que fazem 
parte da rede do indivíduo (Associação Brasileira de Psiquiatria, 2014). 
 
2 MÉTODO 
 
O presente estudo consiste em uma revisão narrativa da literatura, na qual foram 
consultados livros clássicos e artigos de periódicos para obtenções relativas ao tema 
estudado. Foram utilizados os seguintes descritores para a revisão da literatura: 
“suicídio” e “aspectos etiológicos”. Os trabalhos considerados de maior relevância pelos 
pesquisadores foram selecionados e incluídos nesta revisão. 
 
 
 
 
87 
 
3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 
 
O risco de um comportamento suicida é dado por indicadores sociodemográficos e 
clínicos. Fatores genéticos, cuja influência direta ainda está sendo estudada, também 
parecem estar envolvidos no comportamento, embora sejam passíveis de inferência a 
partir da história familiar do sujeito (Bertolote, Mello-Santos & Botega, 2010). 
Conforme postulado por Mann e Arango (1999), o processo suicida como uma 
predisposição, a partir de uma complexa interrelação de fatores socioculturais, vivências 
traumáticas, história psiquiátrica e vulnerabilidade genética. 
Uma outra forma de entendimento acerca da suscetibilidade ao comportamento suicida 
considera a participação da propensão biológica combinada a fatores ambientais. 
(Mann et al., 1999). Outras variáveis, como traços de impulsividade e/ou agressividade, 
experiências traumáticas na infância, desamparo, pessimismo, carência de apoio social, 
rigidez cognitiva, prejuízo na capacidade de solução de problemas e acesso a meios 
letais são alguns componentes desse modelo (Mann, 2013). 
Neste sentido, relações parentais violentas e histórico de abuso durante a infância (Dube 
et al., 2001), estão associados com níveis maiores de perturbações psiquiátricas e com 
uma maior chance de engajamento em atos suicidas (Dube et al., 2001; Wenzel et al., 
2010). Conforme Labonté e Turecki (2010) a vivência de situações traumáticas durante 
a infância pode acarretar em desregulação da expressão de genes envolvidos em funções 
cerebrais. Tal desregulação funcional tem sido cada vez mais ligada a expressão do 
comportamento suicida. 
Assim, pode-se sugerir que o comportamento suicida é, em parte, hereditário. A 
estimativa da herdabilidade na propensão para o suicídio pode chegar a 55% (Staham et 
al. 1998). Estudos em genética apontaram que diversos genes estão implicados na 
manifestação do comportamento suicida. Tais genes candidatos regulam proteínas 
envolvidas no metabolismo da serotonina, da monoaminoxidase, da dopamina, do ácido 
gama-aminobutírico e da catecol-o-metiltransferase (Jimenez-Treviño et al., 2011). 
Outro foco de investigação são as alterações do eixo hipófise-hipotálamo-adrenal, com 
consequente resposta deficiente de glicocorticóides, principalmente do cortisol, em 
situação de estresse (Coryell & Schlesser, 2001). Tais alterações têm sido encontradas 
em indivíduos com história de comportamento suicida e em seus familiares (Guintivano 
et al., 2014). 
Conforme Wenzel et al., (2010) há um número considerável de perturbações 
psiquiátricas que podem ser associadas a tentativas de suicídio e ao ato suicida. As mais 
comumente descritas na literatura são Transtorno Depressivo Maior, Transtorno Afetivo 
Bipolar, transtornos relacionados ao uso de substâncias, transtornos com presença de 
psicose e alguns transtornos de personalidade, como o Transtorno de Personalidade 
Borderline. 
Um estudo de Hughes e Kleespies (2001) identificou que entre 30 e 40% dos indivíduos 
que morrem por suicídio possuem alguma condição médica, sendo o comportamento 
suicida mais presente em portadores de doenças físicas que causam comprometimento 
 
 
88 
 
funcional, desfiguração, dor e dependência de cuidados de outrem (Botega, 2015). 
Isoladamente, as doenças físicas não aumentam o risco do comportamento suicida. 
Porém, aliadas à presença prévia de vulnerabilidade ao suicídio, pode levar à 
desesperança, falta de sentido percebido para a vida e perda significativa de papéis 
sociais (Levenson & Bostwick, 2005). 
Bertolote et al. (2010) destaca que nenhum dos fatores supracitados possui força 
suficiente para, isoladamente, provocar ou prevenir comportamentos suicidas. Entende-
se que é a combinação de inúmeras variáveis relacionadas a questões biológicas, 
ambientais e psicológicas que resulta na crise suicida. Os fatores de risco podem ter um 
papel causal no desenvolvimento da crise, isto é, aumentam a probabilidade de uma 
tentativa de suicídio, mas não são nem necessários nem suficientes para que o ato ocorra 
(Dattilio & Freeman, 2004). 
 
4 CONCLUSÕES 
 
O objetivo deste estudo foi verificar, por meio de uma revisão narrativa da literatura, os 
principais aspectos etiológicos envolvidos no desenvolvimento do comportamento 
suicida. Podemos, a partir desta breve análise, compreender o suicídio enquanto um 
comportamento com determinantes multifatoriais e resultado de uma interação de 
fatores psicológicos e biológicos. 
O conjunto de fatores que predispõem vulnerabilidade ao comportamento suicida inclui 
perturbações emocionais e psiquiátricas, fatores socioculturais, vivências traumáticas, 
história psiquiátrica e vulnerabilidade genética. Tais fatores não nos permitem, por si 
só, prever quais serão os indivíduos que, futuramente, cometerão suicídio, mas nos 
permite uma visão ampliada sobre quais são os indivíduos que apresentam maior risco 
para tal. 
 Assim, conhecer a etiologia do comportamento suicida nos permite pensar em 
alternativas para prevenção ou minimização de fatores de risco. Uma vez que os índices 
de morte por suicídio têm tido um crescimento alarmante no Brasil e no mundo, 
conhecer os fatores de riscos implicados no suicídio se mostra indispensável para todos 
aqueles atuando na área da promoção e prevenção em saúde. 
 
REFERÊNCIAS (Conforme as normas da ABNT 6023-2002.) 
 
1. Associação Brasileira de Psiquiatria. Suicídio: informando para prevenir. 
Comissão de Estudos e Prevenção de Suicídio. Brasília: CFM/ABP, 2014. 
2. BERTOLOTE, J. M., MELLO-SANTOS, C., BOTEGA, N.J. Detecção do risco de 
suicídio nos serviços de emergência psiquiátrica. Ver Bras Psiquiatria: 2010. 
 
 
89 
 
 
3. BOTEGA, N. J. Crise suicida: avaliação e manejo. Porto Alegre: Artmed, 2015. 
4. CORYELL, W., SCHLESSER, M. The dexamethasone suppresion test and 
suicide prediction. Am J Psychiatry: 158(5):748-53, 2001. 
 
5. DATTILIO, F. M., FREEMAN, A. Estratégias cognitivo-comportamental de 
intervenção em situações de crise. Porto Alegre: Artmed, 2004. 
 
6. DUBE S.R., et al. Childhood abuse, household dysfunction, and the risk of 
attempted suicide throughout the life span: findings from the Adverse 
Childhood Expreriences Study. JAMA.;286(24):3089-96, 2001.7. GUINTIVANO J. et al. Identification and replication of a combined epigenetic 
and genetic biomarker predicting suicide and suicidal behaviors. Am J 
Psychiatry: 171(12):1287-96, 2014. 
 
8. HUGHES, D., KLEESPIES, P. Suicide in the medically ill Suicide and Life 
Threatening Behavior, 31, 48-59, 2001. 
 
9. LABONTÉ, B., TURECKI, G. The epigentics of suicide: explaining the 
biological effects of early life environmental adversity. Arch Suicide Res: 
14(4):291-310, 2010. 
 
10. JIMENEZ-TREVIÑO, L, et al. Endophenotypesand suicide behaviour. ActasEsp 
Psiquiatr.: 39(1):61-9, 2011. 
 
11. LEVENSON, J.L., BOSTWICK J. M. Suicidality in the medically ill. Primary 
Psychiatry: 12, 16-18, 2005. 
 
12. MANN, J.J., et al. Toward a clinical model of suicidal behavior in psychiatric 
patients. Am J Psychiatry: 156:181-9, 1999. 
 
13. MANN, J.J. The serotonergic system in mood disorders and suicidal behavior. 
Philos Trans R SocLond B Biol Sci. 368(1615):20120537, 2009. 
 
14. STAHAM, D.J., et al., Suicidal behavior: an epidemiological and genetic study. 
Psychol. Med. 28(4):839-55, 1998. 
 
15. WENZEL, A., BROWN, G. K., , A. T. Terapia cognitivo-comportamental para 
pacientes suicidas. Porto Alegre: Artmed, 2010. 
 
 
90 
 
 
 
AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa 
 
Autores: 
Adrielle Trindade Muniz de Oliveira¹ 
Bruna Beskow Hogem ¹ 
Margrid Beuter² 
Eliane Raquel Rieth Benetti³ 
Carolina Backs4 
Francine Feltrin de Oliveira4 
 
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO IDOSO HOSPITALIZADO: 
RELATO DE EXPERIÊNCIA 
 
1 INTRODUÇÃO 
 
O envelhecimento populacional é um fenômeno mundial, e essa realidade implica em 
desafios, especialmente para a área da saúde. Além da condição de agravo que exige a 
hospitalização, os idosos apresentam particularidades do processo de envelhecimento, 
as quais devem ser consideradas pela equipe de enfermagem. No ambiente hospitalar 
observa-se uma discordância entre a demanda dos idosos e a assistência de enfermagem 
prestada. Desse modo, tem-se por objetivo relatar e refletir acerca da assistência de 
enfermagem ao idoso hospitalizado. 
 
2 MÉTODO 
 
Trata-se de um relato de experiência, de cunho reflexivo, construído a partir das 
vivências de acadêmicas de enfermagem e enfermeiras diante do cuidado de 
enfermagem ao idoso hospitalizado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
91 
 
 
1
Discente da Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Bolsista 
PROIC-HUSM 2017. 
² Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Professora Associada do Departamento de Enfermagem e do 
Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da UFSM. Membro do Grupo de Pesquisa Cuidado, Saúde 
e Enfermagem. 
3Enfermeira do Hospital Universitário de Santa Maria. Doutoranda em Enfermagem do Programa de Pós-
Graduação em Enfermagem da UFSM. Membro do Grupo de Pesquisa Cuidado, Saúde e Enfermagem. 
4 
Enfermeira. Mestranda em Enfermagem pelo Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da UFSM. 
Membro do Grupo de Pesquisa Cuidado, Saúde e Enfermagem. 
 
3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 
 
Na conformação da assistência de enfermagem ao idoso hospitalizado, em geral, 
verifica-se que os profissionais são generalistas, o que revela uma lacuna entre o 
preparo profissional e as necessidades de cuidado das pessoas idosas. Destaca-se, que o 
cuidado de enfermagem requer um direcionamento específico ao idoso, pois durante sua 
permanência no hospital, as situações mais simples podem revestir-se de um caráter de 
gravidade antes não pensado (DIAS et al., 2014). Assim, além do tratamento instituído, 
exames e atendimento às necessidades físicas, é importante que os aspectos emocionais 
também sejam considerados quando se cuida de idosos (PROCHET et al., 2012). Ante o 
exposto, é imperativo que os profissionais de enfermagem estejam preparados e 
qualificados para atender essas pessoas, visto que o cuidado aos idosos demanda 
conhecimentos, habilidades e atitudes, pautadas em valores éticos. Uma vez que, 
diferentes dificuldades e desafios são enfrentados pela equipe de enfermagem no 
cuidado e assistência aos idosos hospitalizados, como a necessidade de uma assistência 
direcionada às diversas especificidades da pessoa idosa e de seu processo de 
envelhecimento como um todo (SANGUINO et al., 2018). Embora existam 
dificuldades, os profissionais de enfermagem têm de estar aptos a desenvolver ações 
efetivas na atenção à saúde desse grupo populacional, permeado de particularidades. 
 
4 CONCLUSÕES 
 
A assistência de enfermagem ao idoso hospitalizado enfrenta limitações e o cuidado 
prestado a ele requer atenção às particularidades, características do envelhecimento. Isso 
exige esforços no planejamento de intervenções de enfermagem que contemplem a 
promoção, prevenção e recuperação da saúde dos idosos, numa perspectiva de 
valorização do ser humano. 
 
REFERÊNCIAS (Conforme as normas da ABNT 6023-2002.) 
 
 
92 
 
 
1. DIAS, K. C. C. O. et al. O cuidado em enfermagem direcionado para a pessoa 
idosa: revisão integrativa. Rev enferm UFPE on line. v. 8, n. 5, p. 1337-46, 2014. 
2. PROCHET, T. C. et al. Affection in elderly care from the nurses’ perspective. 
RevEscEnferm USP. v. 46, n.1, p. 96-102, 2012. 
3. SANGUINO, G. Z. et al. The nursing work in care of hospitalized elderly: limits 
and particularities. J res fundam care. v.10, n.1, p160-6, 2018. 
 
 
93 
 
 
AREA TEMÁTICA: Gestão/Assistência 
 
Autores: 
Thais Ribeiro Lauz61 
Clarissa Faverzani Magnago 62 
Juliana Spolaor Warth 63 
 
ASSISTÊNCIA PSICOLÓGICA NO CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE 
 
1 INTRODUÇÃO 
 
O presente trabalho tem como propósito realizar um relato da assistência pela psicologia 
junto à Unidade de Apoio Pedagógico do Centro de Ciências da Saúde. Essa inserção 
surgiu a partir da crescente necessidade de atenção e prevenção à saúde mental desse 
Centro, visando implementar ações ao cuidado pessoal, oportunizando aos alunos 
espaços de acolhimento as demandas emocionais suscitadas durante a permanência dos 
mesmos na Universidade Federal de Santa Maria. Esta assistência psicológica tem por 
objetivo geral atender as necessidades da comunidade acadêmica, tanto individuais 
como coletivas, com Acompanhamentos Terapêuticos (AT) e grupos de apoio 
psicológico e de convivência, no que se refere à prevenção, intervenção, 
acompanhamento e orientação no âmbito dos diversos aspectos do processo psico-
sócio-educativo (PIZZINATO, et al, 2010). Assim, proporcionando reflexões e 
discussões aos alunos frente às situações da vivência acadêmica, visando a promoção da 
saúde mental dos mesmos e oferecendo suporte emocional que possam interferir no 
desenvolvimento discente, tendo como objetivo auxilia-los no crescimento acadêmico, 
profissional e pessoal. Outro propósito é também atuar sobre os conflitos discentes que 
surgem no período de sua formação, como por exemplo a motivação para os estudos, 
sua estrutura de personalidade, a capacidade de resiliência no curso e durante os 
estágios, as relações aluno-aluno e professor-aluno e dentre outras demandas 
relacionadas que surgem ao longo do trabalho. 
2 MÉTODO 
Foram criados grupos de apoio psicológico, buscando suscitar reflexões acerca das 
potencialidades e limitações de cada um, atentando às dificuldades emocionais que 
incidem na vida acadêmica (Oliveira, et al. 2008). Também são utilizadas ferramentas 
 
61 Acadêmica do curso de Psicologia e bolsista da Unidade de Apoio Pedagógico UAP/CCS; 
62 Psicóloga da Unidade de Apoio Pedagógico UAP/CCS; 
63 Pedagoga da Unidade de Apoio Pedagógico UAP/CCS; 
 
 
94 
 
como o Acompanhamento Terapêutico (AT), a realização de oficinas e orientações 
psicológicas e pedagógicas, tendo como intuito auxiliar no desenvolvimento da 
identidade pessoal, na prevenção de comportamentos de risco, crises e vulnerabilidades 
dos alunos, ajudando-os na construção de seu projetode vida e nas práticas que 
demandam a academia. 
3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 
Através da assistência psicológica junto a Unidade de Apoio Pedagógico do Centro de 
Ciências da Saúde, criou-se espaços de discussões e reflexões acerca das dificuldades 
relacionais que incidem na vivência acadêmica. Além disso, buscou-se a prevenção de 
riscos que implicam a saúde mental dos estudantes e a promoção do desenvolvimento 
global dos mesmos, buscando trabalhar aspectos relacionais, de convivência em grupo, 
auxiliando no crescimento acadêmico, profissional e pessoal. 
4 CONCLUSÕES 
Através da interlocução com outras Unidades de Apoio Pedagógico, viu-se a 
importância da assistência proposta pela psicologia no Centro de Ciências da Saúde, já 
que as demandas psicológicas têm cada vez mais interferido no desempenho, na 
interação social e na complexidade da vivência do dia-a-dia dos estudantes e professores 
universitários. 
REFERÊNCIAS 
1. OLIVEIRA, Lizete Malagoni de Almeida Cavalcante et al. Uso de fatores 
terapêuticos para avaliação de resultados em grupos de suporte. Acta paul. enferm. 
São Paulo, v. 21, n. 3, p. 432-438, 2008. Disponível em 
. Acesso em: 07 Nov. 2018. 
http://dx.doi.org/10.1590/S0103-21002008000300008. 
2. PIZZINATO, A; VALLADÃO, L. I; BRUNNET, A. E; MARTINATO, L; PAZ, T; 
LORETO, T. O Acompanhamento terapêutico como uma proposta de reinserção 
social. XI Salão de Iniciação Científica: PUCRS, 9 à 12 de ago., 2010. Disponível 
em 
 Acesso em: 07 Nov. 2018. 
http://dx.doi.org/10.1590/S0103-21002008000300008
http://www.pucrs.br/edipucrs/XISalaoIC/Ciencias_Humanas/Psicologia/83802-LARISSAIRIGARAYVALLADAO.pdf
http://www.pucrs.br/edipucrs/XISalaoIC/Ciencias_Humanas/Psicologia/83802-LARISSAIRIGARAYVALLADAO.pdf
 
 
95 
 
 
AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa 
 
Autores: 
Amanda Zapola da Silva64 
Natália da Silveira Colissi1 
Thiago Corrêa Cardoso1 
Daniel Capalonga1 
Ana Paula Fioravanti Schacht2 
 Roseane Cardoso Marchiori3 
 
ASSOCIAÇÃO ENTRE PARACOCCIDIOIDOMICOSE E 
TUBERCULOSE, DIFICULDADE DE DIAGNÓSTICO: RELATO DE 
CASO. 
 
1 INTRODUÇÃO 
A associação entre paracoccidioidomicose (PCM) e tuberculose (TB) é reconhecida há 
muito tempo. As doenças podem ocorrer de forma simultânea ou sequencial, sendo que 
a frequência dessa associação varia de 5,5 a 19%. A queda da imunidade celular parece 
ser a principal responsável pelo desencadeamento de ambas e como a apresentação 
clínica das duas doenças pode ser semelhante, observou-se que vários pacientes com 
diagnóstico definido de PCM fizeram tratamento prévio para TB, porém sem 
confirmação baciloscópica. 
 
2 MÉTODO 
Relato de caso retrospectivo do Hospital Universitário de Santa Maria. 
 
3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 
 
A. C. S., sexo masculino, 48 anos, cor branca, casado, natural e procedente de Três 
Barras, agricultor aposentado. Histórico de tabagismo: 150 cigarros ou 7, 5 maços por 
dia, dos 16 aos 48 anos e etilista até 10 anos atrás. Tuberculose pulmonar 
adequadamente tratada em 2009 e 2010 (BAAR positivo no escarro em ambas). Há um 
ano apresenta dispneia aos esforços, com piora significativa nos últimos 4 meses. 
 
64 Acadêmico do curso de medicina da UFSM. 
2 Residente Médico do HUSM. 
3 Professora do departamento de Clínica Médica da UFSM. 
 
 
96 
 
Atualmente a dispneia é aos pequenos esforços, apresenta tosse com expectoração 
purulenta, sem hemoptise. Nega febre, sudorese noturna, perda de apetite e de peso, 
síncope, cianose, dor. Em atendimento na UPA de Santa Maria, a TC de tórax 
apresentou achados compatíveis com doença infecciosa granulomatosa e a 
fibrobroncoscopia foi normal, com lavado broncoalveolar e escarro negativos para 
BAAR e fungos, no exame direto. Transferido ao HUSM para investigação. Ao exame, 
encontrava-se em estado regular, mucosas úmidas, coradas e acianóticas, PA de 
121/85mmHg, FC 92 bpm, temperatura 35,3°C e saturação O2 91%. Sem alterações 
cardiovascular e abdominal. Murmúrio vesicular diminuído, com estertores finos em 
ápice pulmonar esquerdo e sibilos em bases pulmonares bilaterais. Na investigação da 
dispneia, foi afastada a possibilidade de TEP e confirmado DPOC grave, com 
VEF1/CVF de 47%. Na investigação da alteração imagética, foi exaustivamente 
investigada a presença de BAAR e fungos em escarro e lavado broncoalveolar, sempre 
negativos ao exame direto. Devido à indefinição diagnóstica, foi submetido à biópsia 
pulmonar por videotoracoscopia, cujo anatomopatológico evidenciou a presença do 
Paracoccidioides brasiliensis. Foi iniciado Itraconazol 100mg, 2 comprimidos VO ao 
dia, teve alta hospitalar com orientação de completar 6 meses de tratamento. 
 
4 CONCLUSÕES 
A PCM acomete indivíduos do sexo masculino (proporção de 15:1, trabalhadores do 
campo, com idade entre 30 e 50 anos. Habitualmente são oligossintomáticos, mas com 
significativas alterações radiológicas, habitualmente bilaterais e simétricas (nódulos, 
micronódulos, reticulação, cavidades, lesão em “asa de borboleta”). A TB, por outro 
lado, acomete ambos os sexos, em qualquer idade, habitualmente são sintomáticos, com 
exame físico e imagem radiológica torácica apresentando alterações predominantemente 
nos segmentos ápico-posteriores, de um ou de ambos pulmões. A associação entre PCM 
e TB não é rara e o diagnóstico diferencial entre elas, baseado na história clínica e em 
dados radiológicos pode ser difícil. O tratamento incorreto ou o não tratamento aumenta 
a chance de sequelas pulmonares e morte, o que torna fundamental a pesquisa exaustiva 
e até invasiva, como no caso, do agente etiológico. 
 
REFERÊNCIAS 
 
1. JÚNIOR, R.Q.; GRANGEIA, T.A.G.; MASSUCIO, R.A.C.; REZENDE, S.M.; 
BALTHAZAR, A.B. Associação entre paracoccidioidomicose e tuberculose: 
realidade e erro diagnóstico. Jornal Brasileiro de Pneumologia - 2007 - 
Volume 33 - Número 3 (Maio/Junho). Disponível em:.Acesso 
em: 27 de outubro de 2018. 
 
 
http://www.jornaldepneumologia.com.br/detalhe_artigo.asp?id=614%3e.Acesso
 
 
97 
 
AREA TEMÁTICA: Extensão 
 
Autores: 
Cecília Pletschette Galvão65 
Viviane Dutra Piber66 
Dani Laura Peruzzolo67 
 
 
ATUAÇÃO DA TERAPIA OCUPACIONAL NO TRATAMENTO 
INTENSIVO EM UNIDADE NEONATAL 
 
1 INTRODUÇÃO 
 
A gestação compreende um período de grandes mudanças na vida da mulher e sua 
família, de impacto físico, psíquico e cotidiano. Em situações de risco, para a mãe ou 
para o bebê, há uma mudança no ritmo natural do processo de nascimento e seu impacto 
pode acarretar situações estressantes e desafiadoras para a família (DITZZ, et. al.,2011). 
A necessidade de internação após o nascimento do bebê em Unidades de cuidado 
especializado de alto nível tecnológico pode ocasionar, nos pais, sentimentos de medo, 
negação e culpa, além de uma sensação de desamparo frente à inúmeros aparelhos, 
profissionais, normas e condutas, que nunca foram pensados como fazendo parte de seu 
cotidiano. Dessa forma, a internação pode acarretar em desorganização familiar, 
conflito de papéis e dificuldade de manter atividades cotidianas (DITZZ, MOTTA e 
SENNA, 2008). Nesse sentido, o Terapeuta Ocupacional atua de modo a oferecer 
cuidado integrado, baseando-se nas teorias de Cuidado centrado na Família. Esse 
modelo de atenção configura-se por um reconhecimento do importante papel que a 
família desempenha na vida da criança, identificando suas preocupações, prioridades e 
recursos. A TO oferece conhecimento de técnicas de cuidado, fortalece a família para 
que possam exercer/assumir seus papéis ocupacionais de pais, mesmo em ambiente tão 
especializado (UTIN).O trabalho é fundamentado numa parceria mútua e benéfica entre 
família e equipe, implicados nos cuidados e bem-estar do bebê, além do fortalecimento 
de vínculo (DITZZ, MELO e PINHEIRO, 2006). Este trabalho tem o objetivo de 
apresentar a atuação do Terapeuta Ocupacional na UTI neonatal do HUSM. 
 
2 MÉTODO 
 
Relato reflexivo escrito a partir das práticas em UTIN e das discussões feitas nas 
supervisões realizadas pela tutoria de núcleo da Terapia Ocupacional vinculada à 
Residência Multiprofissional 
 
65 Terapeuta Ocupacional Residente do segundo ano 
66 Terapeuta Ocupacional Residente do primeiro ano 
67 Professora Doutora do curso de Terapia Ocupacional/UFSM 
 
 
98 
 
 
3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 
 
O núcleo de Terapia Ocupacional iniciou sua inserção na equipe da UTI neonatal por 
meio do programa de Residência Multiprofissional, inicialmente na Unidade Canguru. 
A partir das observações da dinâmica do serviço e das características dos bebês e suas 
família foram propostas diversas intervenções para oferecer apoio à mãe/família, 
buscando minimizar o sofrimento inerente à condição de ter um filho internado em 
UTIN, bem como desenvolver habilidades de enfrentamento diante desta condição. O 
Terapeuta Ocupacional visa garantir à família o desempenho dos papéis ocupacionais de 
cuidadores primários, muitas vezes substituído pela equipe de saúde. O Terapeuta 
incentiva a participação durante as tarefas de cuidados (troca fraldas, banho, medição de 
temperatura, etc), enfatiza a importância e orienta o contato olho-no-olho, o falar para o 
bebê, e dar colo (estímulos sensoriais). Orienta o aleitamento materno, viabiliza a troca 
de informações entre a equipe e a família e estimula/orienta a manutenção de vínculos 
familiares além da UTIN. Tais intervenções colocam os pais em uma posição mais ativa 
frente aos cuidados com seu filho, aumentando a satisfação frente o desejo de cumprir 
com os papéis ocupacionais, qualificando o vínculo, aumentando a sensação de 
competências no pós-alta. Reduz o estresse decorrente da internação e aumenta a 
prevalência do aleitamento materno. Estes resultados interferem positivamente na 
assistência, pois os profissionais de saúde também fiquem mais satisfeitos com os 
resultados positivos de seu trabalho. 
 
4 CONCLUSÕES 
 
O cuidado ao recém-nascido pré-termo e sua família é extremamente complexo e 
inúmeros fatores impactam sua permanência durante a internação na UTIN. A Terapia 
Ocupacional, considerando ações multiprofissionais, oferece tratamento voltado para 
bom desenvolvimento do bebê, para a sustentação/produção de vínculo, através da 
valorização/orientação dos papéis ocupacionais dos pais frente a assistência necessária 
ao bebê prematuro. 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
1. DITTZ, E.S. et al . Cuidado Materno ao recém-nascido na Unidade de Terapia 
Intensiva Neonatal: possibilidade e desafios. Cienc. enferm., Concepción , v. 
17, n. 1, p. 45-55, 2011. 
 
 
99 
 
2. DITTZ, E.S.; MOTA, J.A.C.; SENA, R.R. O cotidiano no alojamento materno, 
das mães de crianças internadas em uma Unidade de Terapia Intensiva Neonatal. 
Rev. Bras. Saude Mater. Infant., Recife , v. 8, n. 1, p. 75-81, Mar. 2008. 
3. DITTZ, E.S; MELO, D.; PINHEIRO, Z. A Terapia Ocupacional no contexto da 
assistência à mãe e à família de recém-nascidos internados em unidade de 
terapia intensiva . Revista de Terapia Ocupacional da Universidade de São 
Paulo, São Paulo, v. 17, n. 1, p. 42-47, 1 abr. 2006. 
 
 
 
100 
 
 
ÁREA TEMÁTICA: Ensino/Pesquisa 
 
Autores: 
Hentielle Feksa Lima68 
Jônatas Morelatto² 
Rafaela Andolhe³ 
 
ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO EM UNIDADE DE INTERNAÇÃO 
CLÍNICA CIRÚRGICA ADULTA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA 
 
1 INTRODUÇÃO 
Planejar e organizar um serviço de modo que funcione em conformidade com os 
padrões de qualidade exigidos, é um desafio contínuo para os gestores de saúde. A 
melhoria da qualidade e da segurança está associada à assistência de enfermagem 
prestada, constituindo um ponto imprescindível no aprimoramento das ações 
promovidas e executadas pela equipe de enfermagem (ROSSETTI; GAIDZINSKI, 
2011). Nessa perspectiva, com relação a Unidade de Internação Clínica Cirúrgica, 
campo de vivência desse relato, Magalhães e Juchem (2001), apontam que as funções 
primordiais do enfermeiro, neste local, constituem-se em disciplinar, supervisionar e 
administrar as práticas de enfermagem. 
 
2 MÉTODO 
Este trabalho trata-se de um relato de experiência das atividades desenvolvidas durante 
o período de janeiro a fevereiro de 2018 por uma acadêmica de Enfermagem do sexto 
semestre da Universidade Federal de Santa Maria, acompanhada pelo enfermeiro da 
unidade e supervisionada por uma professora. 
 
3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 
 
Durante as experiências oportunizadas foi possível identificar que o profissional 
enfermeiro possui autonomia e está inserido nos diferentes espaços do setor, atuando 
como um gestor em saúde. Tal competência exige a prática de habilidades como a 
comunicação, organização, tomada de decisão, boa relação interna com a equipe 
multiprofissional e com o indivíduo hospitalizado e/ou familiares. Segundo Greco 
 
 
 
 
101 
 
(2004), a enfermagem atual é responsável pela gerência de unidades, atividade esta que 
engloba a previsão, provisão, manutenção, controle de recursos materiais e humanos 
para o funcionamento do serviço e pela gerência do cuidado. 
 
4 CONCLUSÕES 
Ao término das vivências em uma Unidade de Internação Clínica Cirúrgica Adulta foi 
possível aprimorar competências distintas e de suma importância, como gerenciamento, 
manejo de paciente e comunicação entre equipes. Concluo, assim, que tal experiência 
proporcionou além do aperfeiçoamento de técnicas, uma reflexão profunda enquanto 
acadêmica, uma vez que carregamos conosco todos os aprendizados que vivenciamos 
no decorrer da graduação, ensinamentos teóricos e, também, legados de profissionais 
corretos, éticos, que enxergam o paciente de forma integral, respeitando sua história e o 
contexto que estão inseridos. Tais características elevam a importância do profissional 
enfermeiro nos espaços de gerenciamento do cuidado, exercendo a profissão de forma 
íntegra, mostrando seu diferencial e unindo equipes que, muitas vezes, trabalham de 
forma isolada e fragmentada. 
 
REFERÊNCIAS 
 
1. Rossetti AC., Gaidzinski RR. Estimativa do quadro de pessoal de 
enfermagem em um novo hospital. Rev. Latino am. enferm. 2011;19(4). 
Disponível em: . Acesso em: 
24 out 2018. 
2. Magalhães AM.; Juchem BC. Atividades do enfermeiro em unidade de 
internação cirúrgica de um hospital universitário. R. gaúcha Enferm. Porto 
Alegre, v. 22. jul. 2001. Disponível em: 
. Acesso em: 24 out. 2018. 
3. Greco RM. Ensinando administração em enfermagem através da educação 
em saúde. Rev Bras Enferm.2004;57(4):472-4. Disponível em: 
. Acesso em: 24 out. 
2018. 
 
 
102 
 
 
AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa 
 
Autores: 
Melissa Gewehr69 
Margrid Beuter70 
Larissa Venturini71 
Carolina Backes72 
Francine Feltrin de Oliveira4 
Jamile Lais Bruinsma3 
 
AULA PRÁTICA EM ILPI: EXPERIÊNCIA EM DOCÊNCIA 
ORIENTADA DE ALUNOS DA PÓS-GRADUAÇÃO 
 
1 INTRODUÇÃO 
O avançar da idade traz consigo, comumente, limitações físicas e/ou cognitivas, 
dependência em atividades de vida diária, básicas e instrumentais que acometem os 
idosos, principalmente os mais longevos. Essas restrições estão associadas ao declínio 
nas condições de saúde da população idosa, causados, em especial, pelos elevados 
índices de doenças crônicas não transmissíveis nesta população (DUARTE;LEBRÃO, 
2013). Nessa perspectiva, como opção para atender às necessidades sociais da sociedade 
moderna, surgiram as Instituições de Longa Permanência de Idosos (ILPI`s) mantidas 
pelo governo, por associações religiosas e beneficentes, ou por familiares. Nesse 
contexto, o presente trabalho objetiva relatar a experiência de alunos da pós-graduação 
na participação em aulas práticas em uma ILPI da região central do Estado do Rio 
Grande do Sul (RS). 
 
2 MÉTODOS: 
 
Trata-se de um relato de experiência baseado na participação de discentes de dois 
Programas de Pós-Graduação da UFSM (Enfermagem e Gerontologia), nos meses de 
agosto a novembro de 2018, na Disciplina de Docência Orientada desenvolvido em 
aulas práticas da Disciplina Enfermagem Gerontogeriátrica, ofertada ao 6º semestre do 
 
69 Enfermeira, mestranda PPGERONTO/UFSM; 
70 Enfermeira. Doutora. Docente do Departamento de Enfermagem da UFSM; 
71 Enfermeiras, mestrandas PPGENF/UFSM; 
72 Enfermeiras, doutorandas PPGENF/UFSM; 
 
 
103 
 
Curso de Graduação em Enfermagem da UFSM. As aulas práticas são desenvolvidas 
em uma ILPI feminina localizada na região central do RS. 
 
3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS: 
A referida ILPI abriga aproximadamente 190 idosas. Na Instituição residem idosas com 
diferentes níveis cognitivos, apresentando consequentemente distintos graus de 
autonomia e de independência. Como método organizacional e assistencial a Instituição 
busca distribuir as idosas residentes de acordo com suas capacidades cognitiva e 
funcional. Assim, em uma das alas da Instituição abrigam-se somente idosas com 
incapacidade cognitiva. Ao acompanhar o grupo de graduandos do 6º semestre, no 
decorrer das aulas práticas na Instituição, percebeu-se que a atuação do grupo junto às 
idosas com incapacidade cognitiva, em especial às que apresentam algum tipo de 
transtorno mental, foi a que se mostrou embaraçosa e repleta de estigmas. Estudo com 
acadêmicos de medicina no reino unido revelou que os idosos com transtornos mentais 
são vistos como objetos de estigma e exclusão social, favorecido pela falta de um 
entendimento claro sobre a natureza e as consequências das doenças mentais 
(MEDEIROS; FOSTER, 2014). Atitudes e ações de algumas idosas com transtornos 
mentais graves que encontravam-se em crises agudas ocasionaram impacto e 
sentimentos de impotência nos acadêmicos. 
 
4 CONCLUSÃO: 
Essa experiência permitiu aos discentes vivenciar parte da realidade dos idosos em ILPI, 
bem como refletir sobre a compreensão acadêmica acerca de pessoas com transtornos 
mentais. Reflete-se por meio desse relato a importância de mais espaços para discussão 
e sensibilização dos acadêmicos acerca de idosas com incapacidade cognitiva a fim de 
instrumenta-los e preencher essa lacuna acadêmica. 
 
REFERENCIAS: 
1. DUARTE; LEBRÃO. Fragilidade e envelhecimento. In: FREITAS, E.V.; PY, 
L.; CANÇADO, F.A.; GORZONI, M.L. Tratado de geriatria e gerontologia. 
3a ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2013; p. 1131-41. Disponível em: . Acesso em: 05 de novembro de 2018. 
2. MEDEIROS, B.; FOSTER, J. A doença mental no idoso: representações sociais 
de estudantes de medicina no Reino Unido. Rev. esc. enferm. USP, São Paulo , 
v. 48, n. spe2, p. 132-138, Dec. 2014 . Disponível em: Acesso em: 05 de novembro. 
https://ftramonmartins.files.wordpress.com/2016/09/tratado-de-geriatria-e-gerontologia-3c2aa-ed.pdf
https://ftramonmartins.files.wordpress.com/2016/09/tratado-de-geriatria-e-gerontologia-3c2aa-ed.pdf
http://www.scielo.br/pdf/reeusp/v48nspe2/pt_0080-6234-reeusp-48-nspe2-00132.pdf
http://www.scielo.br/pdf/reeusp/v48nspe2/pt_0080-6234-reeusp-48-nspe2-00132.pdf
 
 
104 
 
 
AREA TEMÁTICA Ensino/ Pesquisa 
 
Autores: 
Thailini Silva de Mello73 
Silviamar Camponogara74 
Camila Pinno75 
Thaís Brasil Brutti76 
Daniela Moreira5 
 
AUTONOMIA, PADRÕES DO CONHECIMENTO E A ENFERMAGEM: 
UMA REFLEXÃO 
 
1 INTRODUÇÃO 
A proposta de prestar um cuidado de qualidade, está baseada em teorias que se tornam 
cada vez mais necessárias para oferecer uma assistência de qualidade e com vistas na 
conquista de enfermagem como ciência. Diante disso, discussões e reflexões sobre 
autonomia e os padrões de conhecimentos de Bárbara Carper, demostram-se essenciais 
para a enfermagem. Portanto, objetivou-se realizar uma reflexão crítica sobre o 
envolvimento dos padrões de conhecimento em vista da autonomia profissional de 
enfermagem. 
 
2 MÉTODO 
Trata-se de uma revisão narrativa da literatura científica, realizada por meio de busca 
online, em setembro de 2018, na biblioteca Scientific Electronic Library Online 
(SCIELO) e na base de dados Literatura Latino-americana e do Caribe em Ciências da 
Saúde (LILACS) utilizando as palavras-chave "autonomia” AND “padrões do 
conhecimento”. 
 
73 Graduanda em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Bolsista de 
iniciação científica CNPq; 
74 Docente do Departamento de Enfermagem UFSM; 
75 Doutoranda em Enfermagem UFSM; 
76 Graduanda em Enfermagem UFSM. Bolsista de iniciação científica CNPq; 
5 Graduanda em Enfermagem UFSM. Bolsista de iniciação científica PROIC-HUSM. 
 
 
105 
 
 
3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 
Autonomia, segundo Rosenfield e Alves (2011) é uma necessidade que leva os 
profissionais a buscarem maior qualificação, competência e desenvolvimento de 
condutas e comportamentos frente as atividades. É uma condição essencial e inevitável 
do desenvolvimento da competência profissional. A autonomia pode ser definida como 
uma ferramenta para a tomada de decisão, participação das organizações e intervenção 
nos processos de trabalho (KOVÁCS,2006). A partir do conceito de autonomia e tendo 
em vista a melhora na qualidade da assistência de enfermagem, aproxima-se os padrões 
de conhecimento de Bábara Carper, que integram a gama de teorias que contribuem 
para enfermagem. Os conhecimentos apresentados por Carper são: O conhecimento 
empírico, descrito como ciência da enfermagem, factual, descritivo e verificável. O 
conhecimento estético, representa a arte da enfermagem, é subjetivo e concretiza-se no 
cuidado. O padrão ético envolve o conhecimento de códigos e normas éticas de 
enfermagem. E, o conhecimento pessoal, o entendimento de si, buscando estabelecer 
um relacionamento de reciprocidade com o outro (PERSEGONA, et al. 2009). 
Portanto, o cuidado do ser humano é amplo e precisa estar baseado em teorias 
consistentes. Para isso, autonomia e padrões do conhecimento são utensílios teóricos 
que podem ser utilizados pelos profissionais no cuidado integral dos pacientes. A 
autonomia permite que o profissional se torne mais seguro a partir do conhecimento que 
busca, permite um melhor entendimento sobre os cuidados desenvolvidos e contribui 
para a participação de enfermeiros na tomada de decisões. Os padrões de conhecimento, 
permitem uma melhor visibilidade das ações dos profissionais, possibilitando uma 
compreensão do cuidado no aspecto empírico, ético, pessoal e estético. 
 
4 CONCLUSÕES 
Assim, a evolução do saber em enfermagem é baseada em princípios científicos para 
planejamento da assistência e formulação de concepções teóricas que deem conta da 
complexidade que envolve o cuidado. Recomenda-se a realização de estudos da área de 
enfermagem visando o envolvimento dos padrões do conhecimento, em vista a 
autonomia de enfermagem. 
 
REFERÊNCIAS 
 
KOVÁCS, I. Novas formas de organização do trabalho e autonomia no trabalho. 
Sociologia, Problemas e Práticas, n.52, p.41-65,2006. 
PERSEGONA, K. R. et al. O conhecimento político na atuação do enfermeiro. Escola 
Anna Nery, Revistade Enfermagem. Vol13, p 645-650,2009. 
ROSENFIELD, C. L.; ALVES, D. A. Autonomia e trabalho informacional: o 
teletrabalho. Revista de Ciências Sociais, vol54, p207-233, 2011. 
 
 
106 
 
 
AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa 
 
Autores: 
Ylana de Albeche Ambrosio 77 
Sabrina de Oliveira de Christo 78 
Sara Soares Milani 79 
Carlos Eduardo Mendes Vargas 80 
 
AVALIAÇÃO DA CAPACIDADE FUNCIONAL DE IDOSOS 
RESIDENTES EM INSTITUIÇÕES DE LONGA PERMANÊNCIA 
 
1 INTRODUÇÃO 
Atualmente observa-se, no mundo todo, o aumento absoluto e proporcional da 
população idosa e, sabendo-se que o declínio da capacidade funcional aumenta com a 
idade, todos os esforços devem ser envidados no sentido de prevenir a dependência 
física e de retardá-la o máximo possível. O desempenho das atividades de vida diária é 
considerado um parâmetro aceito e legítimo para firmar essa avaliação, sendo utilizado 
pelos profissionais da área de saúde, e de extrema valia para o enfermeiro, para avaliar 
graus de dependência de seus clientes. Pode-se entender avaliação funcional, dentro de 
uma função específica, como sendo a avaliação da capacidade de autocuidado e de 
atendimento às necessidades básicas diárias, ou seja, do desempenho das atividades de 
vida diária, tarefas do cotidiano, consideradas banais e, portanto, de fácil execução, vão 
paulatinamente e muitas vezes de forma imperceptível, tornando-se cada vez mais 
difíceis de serem realizadas, até que o indivíduo percebe que já depende de outra pessoa 
para tomar um banho, por exemplo. O objetivo desta pesquisa foi avaliar a habilidade 
do idoso em desempenhar suas atividades cotidianas, as atividades básicas de vida, 
indicando se existe independência ou dependência parcial ou total para a sua realização. 
2 MÉTODO 
 
A pesquisa foi realizada em setembro de 2018 e a amostra foi composta por 65 idosos, 
residentes de clínicas de longa permanência localizadas na cidade de Santa Maria. O 
instrumento de avaliação utilizado foi o Índice de Katz para AVDs, esse índice foi 
desenvolvido para ser usado em pacientes institucionalizados sendo freqüentemente 
utilizado para a avaliação das AVDs em idosos. O grau de assistência exigida foi 
avaliado em seis atividades: tomar banho, vestir-se, ir ao banheiro, transferência, 
 
77 Acadêmica do Curso de Graduação em Fisioterapia na ULBRA- SM; 
78 Acadêmica do Curso de Graduação em Fisioterapia na ULBRA- SM; 
79 Acadêmica do Curso de Graduação em Fisioterapia na ULBRA- SM; 
80 Acadêmico do Curso de Graduação em Educação física na UNOPAR- ROSÁRIO DO SUL. 
 
 
107 
 
continência e alimentar-se. Os dados foram coletados dos cuidadores dos idosos tendo 
em vista as alterações cognitivas e as fragilidades dos participantes. 
 
3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 
 
Definiu-se como incapacidade funcional para cada domínio a necessidade de ajuda 
parcial ou total para a realização de, no mínimo, uma atividade da vida diária. Para ser 
classificado como independente o idoso precisa conseguir realizar todas as atividades 
sem nenhum tipo de ajuda, para dependência moderada no mínimo quatro atividades e 
para muito dependente conseguir realizar duas ou menos atividades. 
Dos 65 idosos avaliados, 64,61% foram classificados como muito dependente, 13,84% 
com dependência moderada e 21,53% como independente. 
Idosos Independente Dependência 
Moderada 
Muito dependente 
65 21,53% 13,84% 64,61% 
Total 14 idosos 09 idosos 42 idosos 
 
4 CONCLUSÕES 
Conclui-se que a incapacidade funcional em atividades básicas adquirida com o 
aumento da idade é um importante indicador para que os serviços de saúde planejem 
ações visando prevenir ou postergar a incapacidade funcional, garantindo independência 
e maior qualidade de vida ao idoso. A incapacidade funcional constitui um forte preditor 
de mortalidade na população de idosos, devendo, portanto, ser incluída na rotina de 
avaliação diagnóstica dos profissionais de saúde que lidam com este público-alvo. 
 
REFERÊNCIAS 
1. ARAÚJO, Maria Odete Pereira Hidaldo; CEOLIM, Maria Filomena. Avaliação 
do grau de independência de idosos residentes em instituições de longa 
permanência. Rev Esc Enferm USP 2007; 41(3):378-85. Disponível em: 
. Acesso em: 12 de outubro de 2018. 
 
2. DUARTE, Yeda Aparecida de Oliveira; ANDRADE, Claudia Laranjeira de 
http://repositorio.unicamp.br/bitstream/REPOSIP/21702/1/S0080-62342007000300006.pdf
http://repositorio.unicamp.br/bitstream/REPOSIP/21702/1/S0080-62342007000300006.pdf
 
 
108 
 
Andrade; LEBRÃO, Maria Lúcia. O Índex de Katz na avaliação da 
funcionalidade dos idosos. Rev Esc Enferm USP 2007; 41(2):317-25. 
Disponível em: 
. Acesso em: 12 de outubro de 2018. 
 
3. DUCA, Giovâni Firpo; SILVA, Marcelo Cozzensa; HALLAL, Pedro Curi. 
Incapacidade funcional para atividades básicas e instrumentais da vida 
diária em idosos. Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia. Faculdade de 
Medicina. Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Pelotas, RS, Brasil. 
Disponível em: . 
Acesso em: 12 de outubro de 2018. 
 
4. LINO, Valéria Teresa Saraiva et al. Adaptação transcultural da Escala de 
Independência em Atividades da Vida Diária (Escala de Katz). Cad. Saúde 
Pública, Rio de Janeiro, 24(1):103-112, jan, 2008. Disponível em: 
. Acesso em: 12 de outubro de 
2018. 
 
5. MARRA TA; PEREIRA LSM; FARIA CDCM; PEREIRA DS 2; MARTINS 
MAA; E TIRADO MGA .Avaliação das atividades de vida diária de idosos 
com diferentes níveis de demência. Revista Brasileira de Fisioterapia. São 
Carlos, v. 11, n. 4, p. 267-273, jul./ago. 2007. Disponível em: 
. Acesso em:12 de outubro de 
2018. 
 
6. OLIVEIRA DLC, GORETTI LC, PEREIRA LSM. O desempenho de idosos 
institucionalizados com alterações cognitivas em atividades de vida diária e 
mobilidade: estudo piloto. Revista Brasileira de Fisioterapia. Vol. 10, No. 1 
(2006), 91-96. Disponível em: 
. Acesso em: 12 de 
outubro de 2018. 
http://hygeia.fsp.usp.br/sabe/Artigos/Indice_de_Katz_na_avaliacao_da_funcionalidade.pdf
http://hygeia.fsp.usp.br/sabe/Artigos/Indice_de_Katz_na_avaliacao_da_funcionalidade.pdf
http://www.scielo.br/pdf/csp/v24n1/09.pdf
http://www.scielo.br/pdf/%0D/rbfis/v10n1/v10n1a12.pdf
 
 
109 
 
 
AREA TEMÁTICA: Extensão 
 
Autores: 
Sabrina de Oliveira de Christo81 
Ylana de Albeche Ambrosio82 
Sara Soares Milani83 
Larissa Teresita Rodriguez Pintos84 
 
AVALIAÇÃO DA FORÇA MUSCULAR RESPIRATÓRIA EM IDOSOS 
 
1 INTRODUÇÃO 
O envelhecimento gera diminuição da força muscular respiratória, nesse sentido, 
estudos demonstraram que a idade é um preditor negativo da força muscular 
respiratória, com significância estatística tanto em homens quanto em mulheres. Uma 
das principais mudanças no sistema respiratório com o avançar da idade é a diminuição 
do recolhimento elástico dos pulmões e da complacência da caixa torácica. 
 
2 MÉTODO 
 
A pesquisa foi realizada com 15 idosos, dos quais 9 são institucionalizados, de ambos 
os sexos com idades entre 60 e 88 anos sem diagnóstico prévio de patologias 
respiratórias. A avaliação realizada foi a manovacuometria, que avalia a pressão 
inspiratória máxima (Pimáx) e pressão expiratória máxima (Pemáx). As pressões 
respiratórias máximas foram verificadas por um manovacuômetro digital com os 
pacientes sentados, usando clipe nasal e bocal firmes entre os lábios. Foram realizadas 
duas manobras de aprendizado e cinco manobras para a obtenção de cada pressão e 
considerado o maior valor entre elas. 
 
3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOSDos 15 idosos avaliados, 6 apresentaram a Pimáx entre -40 a -75cmH20, significando 
fraqueza muscular respiratória e 9 idosos apresentam força muscular respiratória acima 
desse valor, sendo considerado um resultado normal. Um idoso com fraqueza muscular 
 
81 Acadêmica do Curso de Graduação em Fisioterapia/ULBRA SM; 
82 Acadêmica do Curso de Graduação em Fisioterapia/ULBRA SM; 
83 Acadêmica do Curso de Graduação em Fisioterapia/ULBRA SM; 
84 Acadêmica do Curso de Graduação em Fisioterapia/ULBRA SM. 
 
 
110 
 
respiratória pode apresentar dispneia profunda, diminuição progressiva da capacidade 
de tosse, aumento do trabalho em ventilação profunda, aumento da frequência 
respiratória e diminuição da capacidade vital entre 20 a 40%. Os dados coletados foram 
tabelados no Excel (versão 2007) sendo calculados as médias e desvio padrão, a média 
Pimáx (84,88) e Pemáx (86,38), desvio padrão Pimáx (14,89) e Pemáx (21,51). 
 
4 CONCLUSÕES 
Com base nesses resultados conclui-se que os idosos da instituição não possuem 
fraqueza muscular respiratório, porém mesmo que os resultados da pesquisa 
demonstram que 9 dos participantes possuem força muscular respiratória normal foi 
possível perceber que há uma necessidade de um acompanhamento multiprofissional 
para esse idosos, já que alguns apresentaram resultados um pouco abaixo do normal, 
tornando-se necessário intervenções e fortalecimento dos músculos respiratórios. 
 
REFERÊNCIAS 
 
1. ALVES, Monaline do Nascimento; BARBOSA, Fernando Policarpo; CRUZ, Maria 
do Socorro. Avaliação da força da musculatura respiratória em idosas ativas e 
sedentárias. 4º congresso internacional de envelhecimento humano 2015. 
Disponível em: 
. Acesso em: 31 out. 2018. 
2. PASCOTINI, Fernanda dos Santos et al. Força muscular respiratória, função 
pulmonar e expansibilidade toracoabdominal em idosos e sua relação com o 
estado nutricional. Fisioter Pesqui. 2016;23(4):416-422. Disponível em: 
. Acesso em: 
31 out. 2018. 
3. SANTOS, Taismara Taismara Castelli; TRAVENSOLO, Cristiane de Fátima. 
Comparação da força muscular respiratória entre idosos sedentários e ativos: 
estudo transversal. Revista Kairós Gerontologia, 14(6). ISSN 2176-901X. São 
Paulo (SP), Brasil, dezembro 2011: 107-121. Disponível em: 
. Acesso 
em: 31 out. 2018. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
111 
 
AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa 
 
Autores: 
SABIN, Luiza Dressler¹; 
SILVA, Jaqueline Scalabrin²; 
MAGNAGO, Tânia Solange Bosi de Souza³ 
 
 
AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DE SONO DOS FAMILIARES DE 
CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM TRATAMENTO ONCOLÓGICO 
 
1. INTRODUÇÃO: O sono representa uma das necessidades primordiais e básicas do 
ser humano. Para o organismo se restabelecer em suas funções fisiológicas é necessário 
realizar um período de descanso para que um novo ciclo de atividades possa ter inicio. 
Porém, ao estar na situação de cuidador de uma criança ou adolescente em tratamento 
oncológico, esta função pode encontrar-se alterada. 
2. OBJETIVO: identificar a qualidade de sono dos familiares e cuidadores de crianças 
e adolescentes em tratamento oncológico de um hospital universitário do Sul do Brasil. 
3. MÉTODO: estudo transversal, quantitativo, realizado com 62 familiares de crianças 
e adolescentes internados para tratamento oncológico, que obedeciam aos critérios de 
inclusão e exclusão. Esta pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa 
(CAAE: 61553616.6.0000.5346), seguindo os preceitos éticos da Resolução 466/2012. 
Foram aplicados os instrumentos de Escala de Estresse Percebido (PPS-14), qualidade 
de vida (WHOQOL-bref) e Distúrbio Psíquico Menor (SRQ-20). 
4. ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS: no instrumento SRQ-20, 
51,06% (n= 32) referiram “dormir mal”. Na escala WHOQOL-bref quando 
questionados “quão satisfeito você esta com o seu sono?” 21% (n= 13) referiram estar 
insatisfeitos e 21% (n= 13) nem satisfeitos, nem insatisfeitos. Quando questionados 
sobre, ”quão satisfeito você está com sua capacidade de desempenhar as atividades de 
seu dia a dia?” 59,7% (n=37) referiram estar satisfeitos. Na escala PPS-14 quando 
questionados, “você tem conseguido controlar as irritações em sua vida?” 41% (n=25) 
referiram quase sempre. A maioria dos participantes referiu dormir mal e quando 
questionados quanto à satisfação com o sono, a maioria está entre insatisfeito e nem 
satisfeito, nem insatisfeito, mostrando que a qualidade do sono destes familiares 
encontra-se prejudicada. Evidenciando que há fatores que levam os familiares a 
refletirem suas condições e acometimento, identificando um padrão ineficaz do sono, 
repercutindo em déficits de memória, menos disposição e maior fadiga. Em 
contrapartida a má qualidade do sono não influenciou quanto à capacidade de 
desempenhar atividades do dia a dia, nem no controle das irritações em sua vida. 
 
 
 
112 
 
 
 
Este resultado pode ser devido à atenção dos pais estar voltada para o paciente, pois eles 
tomam para si este papel de cuidador não delegando esta função, onde cuidar é uma 
doação a um ser que pertence, que envolve responsabilidade, afeto, apego, prazer e 
muita força, onde a criança vem em primeiro lugar. 
5. CONCLUSÕES: o sono de familiares de crianças e adolescentes em tratamento 
oncológico encontra-se prejudicado no momento da internação e isso pode refletir no 
cuidado prestado às crianças e adolescentes. Desta forma é notório que os profissionais 
da saúde, garantam maior suporte a esses familiares, ofertando-lhes um ambiente mais 
tranquilo e confortável, com orientações e momentos de conversas com os profissionais, 
melhorando sua qualidade de vida e assim exercendo da melhor forma possível o papel 
de cuidador. 
REFERÊNCIAS: 
1. AMADOR, D. D. et al. Repercussões do câncer infantil para o cuidador familiar: 
revisão integrativa. R. Bras. Enferm, v. 66, n. 2, p. 267-270, Brasília, 2013. 
2. AMADOR, D.D. et.al. Concepções de cuidado e sentimentos do cuidador de 
crianças com câncer. Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, PB, Brasil. 
Acta Paul Enferm. 2013; 26(6):542-6,2013. 
3. FISCHER, Frida Marina; TEIXEIRA, Liliane Reis; BORGES, Flávio 
Nortonicola; Percepção de Sono: duração, qualidade e alerta em profissionais da 
área de enfermagem, in: Caderno de Saúde pública, Rio de Janeiro, 18(5): 1261-
1269, set-out, 2002. 
4. FLECK, M. P. A. et al. Aplicação da versão em português do instrument de 
avaliação da qualidade de vida “WHOQOL-bref”. R. Saúde Pública, v. 34, n. 2, 
p. 178-183, São Paulo, 2000. 
5. SANTOS, K. O. B. et. al. Avaliação de um instrumento de mensuração de 
morbidade psíquica: estudo de validação do Self-Reporting Questionnaire 
(SRQ-20). Rev Baiana Saude Publica Miolo, v. 34, n. 3 indd 545, 2010. 
 
 
1Graduanda em Enfermagema na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). 
Bolsista Proic-HUSM. 
 2Enfermeira. Mestranda no Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da 
Universidade Federal de Santa Maria (PPGENF/UFSM). 
 3Enfermeira. Doutora em Enfermagem e Docente do PPGENF/UFSM. Orientadora. 
 
 
 
 
113 
 
 
AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa 
 
Autores: 
André Lucas Bezerra Pacheco85 
Geovane de Almeida Saldanha86 
André Valle de Bairros87 
 
AVALIAÇÃO DE AMOSTRA SANGUÍNEA APROPRIADA PARA 
ANALISE CROMATOGRÁFICA DE BENZODIAZEPÍNICOS 
 
1 INTRODUÇÃO 
Os benzodiazepínicos são uma classe de fármacos utilizados no tratamento de distúrbios 
do sistema nervoso central como ansiedade, insônia e convulsões. Entretanto, o abuso 
revela o seu potencial de dependência e intoxicações. Para determinar estas moléculas, 
ensaios extrativos são empregados com posterior injeçãoem sistemas cromatográficos 
como a cromatografia líquida com detector ultravioleta-visível (LC-UV/vis). A LC-
UV/Vis é um equipamento que permite a técnica dilute-and-shoot, do qual uma pequena 
amostra de fluido biológico é desproteinizado com uma determinada solução (ácido, 
base ou solvente) para liberação dos analitos de interesse e evitar interferentes da 
matriz. Posteriormente, há homogeneização seguida de centrifugação e coleta do 
sobrenadante, sendo que este líquido pode sofrer outras etapas conforme o objetivo 
analítico para injeção no LC. O objetivo desse trabalho é selecionar uma técnica que 
promova a eliminação de interferentes endógenos oriundos da matriz biológica em 
análises cromatográficas. 
2 MÉTODO 
Neste estudo foi analisado o perfil cromatográfico de amostras biológicas de sangue 
coletadas sem anticoagulantes (soro); plasma com EDTA; plasma com citrato de sódio; 
plasma com heparina e, plasma com ácido cítrico, citrato de sódio di-hidratado, fosfato 
de sódio mono-hidratado, adenina e glicose (CPDA-1). As condições cromatográficas 
na realização dos testes utilizaram coluna C18 150 mm x 3,6 mm com tamanho de 
partícula de 5 µm, a fase móvel foi água, metanol e acetonitrila (63:19:18), vazão de 1,0 
mL/minuto e comprimento de onda de 230 nm. O volume de injeção cromatográfica era 
de 20 µL. Foram avaliados 6 diferentes procedimentos de dilute-and-shoot para as 
respectivas amostras. A 1° técnica testada utiliza 100 µL de matriz biológica com 200 
µL de acetonitrila com posterior injeção no LC-UV/Vis. A 2° técnica usa 2 mL de 
 
85 Núcleo Aplicado a Toxicologia (NAT), Universidade Federal de Santa Maria; 
86 Núcleo Aplicado a Toxicologia (NAT), Programa de Pós-Graduação em Ciências 
Farmacêuticas, Universidade Federal de Santa Maria; 
87 Núcleo Aplicado a Toxicologia (NAT), Programa de Pós-Graduação em Ciências 
Farmacêuticas, Universidade Federal de Santa Maria; 
 
 
114 
 
matriz biológica com 100 µL de ácido clorídrico e adiciona-se 100 µL de ácido 
trifluoroacético na sequência e por fim a injeção cromatográfica. A 3° técnica utiliza 50 
µL de matriz biológica com 150 µL de metanol e o sobrenadante é coletado e injetado 
no equipamento. Na 4° técnica, 2 mL de matriz biológica é misturado a 1 mL de 
metanol e o sobrenadante é transferido para outro tubo e o pH é ajustado para 10 para 
posterior injeção no LC-UV/Vis. A 5° técnica utiliza 1 mL de matriz biológica com 600 
µL de acetonitrila, do qual se retira o sobrenadante que é injetado no equipamento. A 
última técnica utilizou 250 µL de matriz biológica com 750 µL de acetonitrila, em 
seguida retira-se o sobrenadante para injeção no equipamento. 
3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 
Os cromatogramas resultantes das técnicas de desproteinização mostram que há uma 
similaridade entre eles nos minutos iniciais, que se referem as moléculas polares 
presentes no soro ou plasma. A técnica que utiliza ácidos foi a que obteve 
cromatogramas com menor quantidade de interferentes oriundo da matriz biológica. O 
plasma EDTA foi o que apresentou melhor perfil cromatográfico aliado à técnica que 
utiliza ácido clorídrico e ácido trifluoroacético. A escolha da matriz biológica mais 
apropriada assim como a técnica dilute-and-shoot será empregada na determinação de 
benzodiazepínicos em casos de intoxicação e/ou consumo destes fármacos em pacientes 
oriundos do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM). 
4 CONCLUSÕES 
Este trabalho é parte de uma dissertação de mestrado em andamento e a escolha da 
matriz biológica mais apropriada assim como a técnica dilute-and-shoot será empregada 
na determinação de benzodiazepínicos em casos de intoxicação e/ou consumo de 
fármacos psicotrópicos em pacientes oriundos do Hospital Universitário de Santa Maria 
(HUSM). 
REFERÊNCIAS 
 
1. GHAMBARIAN, M. et al. Dispersive liquid–liquid microextraction with back 
extraction using an immiscible organic solvent for determination of 
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p. 114198–114207, 2016. Disponível em: 
. 
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2. GILL, R.; LAW, B.; GIBBS, J. P. High-Performance Liquid Chromatography 
Systems For The Separation Of Benzodiazepines And Their Metabolites. Journal of 
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em: 09 de nov de 2017. 
 
3. GOUDARZI, N. et al. Application of Ultrasound-Assisted Surfactant-Enhanced 
Emulsification Microextraction Based on Solidification of Floating Organic 
https://pubs.rsc.org/en/content/articlelanding/2016/ra/c6ra23770c#!divAbstract
https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0021967300914651
 
 
115 
 
Droplets and High Performance Liquid Chromatography for Preconcentration and 
Determination of Alprazolam and Chlordiazepoxide. Journal of Chromatographic 
Science, v. 55, n. 6, p. 669–675, jul. 2017. Disponível em: 
. Acesso em: 07 de out. de 
2017. 
 
4. KURODA, N. et al. Preliminary studies on identification and quantitation of 
several benzodiazepines in human serum by high-performance liquid 
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232, 1995. Disponível em: 
. Acesso em: 09 
de nov.de 2017. 
 
5. LARSEN, H. S. et al. Quantification of total and unbound concentrations of 
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. Acesso em: 06 de nov. de 
2017. 
 
6. MARIN, S. J. et al. Rapid Screening for 67 Drugs and Metabolites in Serum or 
Plasma by Accurate-Mass LC-TOF-MS. Journal of Analytical Toxicology, v. 36, n. 
7, p. 477–486, 1 set. 2012. Disponível em: 
. Acesso em: 10 de nov. de 
2017. 
 
7. MOLAEI, K. et al. Surfactant-assisted dispersive liquid-liquid microextraction of 
nitrazepam and lorazepam from plasma and urine samples followed by high-
performance liquid chromatography with UV analysis. Journal of Separation 
Science, v. 38, n. 22, p. 3905–3913, nov. 2015. Disponível em: 
. Acesso em: 07 de nov. de 
2017. 
 
8. WILLEMS, H. J. et al. Determination of some anticonvulsants, antiarrhythmics, 
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HPLC. Pharmaceutisch weekblad. Scientific edition, v. 7, n. 4, p. 150–7, 23 ago. 
1985. Disponível em: . 
Acesso em: 09 de nov. de 2017. 
 
9. ZHOU, Y. et al. Simultaneous determination of remimazolam and its carboxylic 
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tandem mass spectrometry. Journal of chromatography. B, Analytical technologies 
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em: . Acesso em: 10 de nov. de 
2017. 
 
 
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/28334890
https://www.jstage.jst.go.jp/article/jscc1971b/24/4/24_228/_pdf
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21510758
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https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26450514
https://link.springer.com/article/10.1007/BF02097252
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25486614
 
 
116 
 
AREA TEMÁTICA: Extensão 
 
Autores: 
Sthefany Possamai Gomes88 
Emanuelli Lopes89 
Caroline Coutinho90 
Ariane Erthur Flores91 
 
AVALIAÇÃO DE EQUILIBRIO EM PACIENTE COM ESCLEROSE 
MULTIPLA: RELATO DE CASO 
 
1 INTRODUÇÃO 
 
Esclerose múltipla (EM) é uma doença crônicae incapacitante do sistema nervoso 
central (SNC) que cursa com períodos variáveis de piora e melhora, e evolui com o 
acumulo de déficits neurológicos e para incapacidade. Biomarcadores, segundo a 
definição do Biomarkers Definition Working Group (2001) é a característica 
objetivamente medida e avaliada como um indicador de um processo biológico, 
patogênico, ou resposta a uma intervenção terapêutica (Miller DH; 2004). 
Finalidade do estudo é de as alterações de equilíbrio e coordenação em um indivíduo 
com Esclerose Múltipla. 
 
 2 MÉTODO 
Trata-se de estudo de caso, com paciente do sexo masculino de 62 anos. Morador da 
cidade de Santa Maria. Participante foi submetido a avaliações do equilíbrio, por meio 
da Escala de Equilíbrio de Berg, e da qualidade de vida, através da DEFU (Escala de 
Determinação Funcional da Qualidade de Vida em indivíduos com EM), . A EEB é uma 
escala que avalia o equilíbrio funcional, sendo constituída de 14 itens. Para cada item a 
pontuação oscila entre 0 a 4 pontos, onde o escore máximo é de 56 pontos. A pontuação 
varia de acordo com o nível de dependência para a realização da tarefa, baseando no 
tempo em que uma posição pode ser mantida, na distância em que o membro superior é 
capaz de alcançar à frente do corpo e no tempo para completar a tarefa. Escores de 0 a 
20 pontos correspondem à restrição a cadeira de rodas, 21 a 40 referem-se à assistência 
durante a marcha, e 41 a 56 pontos correspondem à independência. 
 
88 Unidade e-Saúde GEP/HUSM/EBSERH; 
89 Gerente da GEP/HUSM/EBSERH; 
90 NATS da GEP/HUSM/EBSERH; 
91 Superintendente do HUSM/EBSERH. 
 
 
117 
 
 
3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 
Cerca de um quarto das gestantes era constituído de adolescentes (menos de 20 anos de 
idade) e pouco mais de 30% tinham 30 anos ou mais de idade; a idade média foi de 26,6 
anos (desvio padrão = 6,9); 38% delas eram de cor da pele parda ou preta; 20% viviam 
sem companheiro; 3% não sabiam ler nem escrever e, para 20% delas, a escolaridade 
era de, no máximo, quatro anos; uma em cada três tinha renda familiar inferior a um 
salário mínimo mensal; cerca de um quarto vivia em casas construídas com outros 
materiais que não tijolos, 5% não tinham, em seus domicílios, água encanada e sanitário 
com descarga, respectivamente.10% delas já tiveram pelo menos um aborto, sendo 31% 
espontâneos e 5% provocados. Em relação ao conhecimento sobre pré-natal, a grande 
maioria (95%) disse saber da sua utilidade, mas somente 41% delas afirmaram que uma 
mulher deveria ir ao médico no primeiro mês de gravidez. A quase totalidade (96%) 
disse que toda gestante deveria realizar pelo menos seis consultas durante todo o pré-
natal. 
Dos conceitos estudados foi possível compreender que provavelmente não há outra 
doença com um resultado final tão imprevisível e com manifestações multiformes. Os 
autores concordam que as lesões desmielinizastes no cerebelo e tratos cerebelares são 
comuns na EM, produzindo sintomas cerebelares como: ataxia, tremores posturais e 
intencionais, hipotonia, fraqueza de tronco e disartria. Na análise dos dados do 
participante obteve escore de 34 pontos correspondendo a assistência durante a marcha. 
A menor pontuação que ele obteve na escala, foi nos itens de ficar em pé com os olhos 
fechados, girar 36 graus, e reclina a frente com os braços estendidos. A maior pontuação 
do participante foi nos itens de ficar em pé sem apoio, transferência, apanhar objeto do 
chão. 
 
4 CONCLUSÕES 
Este trabalho teve como finalidade discorrer sobre as alterações de equilíbrio e 
coordenação na Esclerose Múltipla. Conclui-se que o trabalho do equilíbrio e 
coordenação motora em paciente com esclerose múltipla são muito importantes. 
Melhorando principalmente sua qualidade de vida. 
 
REFERÊNCIAS (Conforme as normas da ABNT 6023-2002.) 
 
1. Biomarkers Definitions Working Group. Biomarkers and surrogate 
endpoints: preferred definitions and conceptual framework. ClinPharmacolTher. 
2001;. 
 
2. Cattaneo D, De Nuzzo C, Fascia T. Risks of falls in subjects with multiple 
sclerosis. Arch Phys Med Rehabil. 2002;. 
 
 
118 
 
 
3. Lanzetta D, Cattaneo D, Pellegatta D, Cardini R. Trunk control in unstable 
sitting posture during functional activities in healthy subjects and patients with 
multiple sclerosis. Arch Med Phys Rehabil. 2004. 
 
 
 
119 
 
 
AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa 
Autores: 
Carina Dinah Merg92 
Juliane Matiazzi93 
Marcel Henrique Marcondes Sari94 
Leticia Cruz95 
Cristina WayneNogueira5 
 
AVALIAÇÃO DO EFEITO ANTINOCICEPTIVO DE NANOCÁPSULAS 
CONTENDO UM BIOATIVO EM MODELO ANIMAL 
 
1 INTRODUÇÃO 
O 3,3’-diindolmetano (DIM) é um bioativo obtido a partir da ingestão de vegetais 
como brócolis e couve-flor e apresenta interessantes efeitos anti-inflamatórios. O DIM 
pode ser usado como suplemento alimentar, entretanto, apresenta baixa solubilidade nos 
fluidos biológicos e baixa biodisponibilidade oral, sendo interessante a sua incorporação 
em nanocápsulas (NC). NC são sistemas de liberação de fármacos de diâmetro 
nanométrico, constituídos por um invólucro polimérico englobando um núcleo oleoso, 
nos quais o fármaco pode se encontrar adsorvido ou dissolvido. Considerando-se a 
inter-relação entre a inflamação e a dor e o potencial anti-inflamatório apresentado pelo 
DIM, o objetivo deste trabalho foi investigar o efeito antinociceptivo de suspensão de 
NC de DIM em modelo animal de nocicepção térmica. 
2 MÉTODO 
Os experimentos foram aprovados pela CEUA – UFSM (n°4428090217/2017). 
Camundongos Swiss machos (25-35 g) foram divididos em quatro grupos (n=6-8 
animais/grupo) e tratados com: veículo (solução aquosa contendo tensoativos); DIM 
livre (solubilizado no veículo, 1 mg/mL); NC contendo DIM (NC-D, 1 mg/mL); e NC 
sem DIM (NC-B). Os animais foram tratados por gavagem intragástrica, com volume 
de administração de 10 mL/Kg e dose de 10 mg/Kg (curva tempo-resposta) e 5 e 2,5 
mg/Kg (curva dose-resposta). As análises comportamentais foram realizadas pelo teste 
de nocicepção aguda da chapa quente com superfície metálica aquecida à 55 ± 0,5° C, 
onde cada animal foi colocado previamente ao tratamento e cronometrado seu índice 
basal de latência de resposta térmica (tempo que o animal leva até erguer alguma das 
patas ou pular). Para a curva tempo-resposta, após 30 min., 1, 2, 4, 6 e 8h do tratamento, 
 
 
 
 
 
. 
 
 
120 
 
repetiu-se o mesmo procedimento, a fim de observar o tempo de latência pós-
tratamento. O tempo de tratamento utilizado para realizar a curva dose-resposta foi 
escolhido de acordo com o melhor efeito obtido na curva tempo-resposta, o qual foi de 
2h de tratamento. Os dados foram expressos em porcentagem do máximo efeito 
possívelalta definição, softwares para a modelagem 3D dos biomodelos e impressoras 
3D. Os custos de manutenção periódicos serão contrapartida do Hospital membro da 
Rede EBSERH. 
 
3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 
A administração de DIM na dose de 10 mg/Kg, tanto na forma livre quanto na NC-D, 
promoveu aumento significativo no tempo de latência após 1 h da administração do 
bioativo, em relação ao grupo controle. Após 2 h de tratamento, este efeito foi mantido 
apenas nos animais tratados com NC-D. Além disso, na dose de 5 mg/Kg, apenas a NC-
D apresentou efeito antinociceptivo, o qual não foi observado na dose de 2,5 mg/Kg, 
independente do DIM estar na forma livre ou nanoencapsulada. A formulação NC-B 
não demonstrou ação antinociceptiva neste teste. 
 
4 CONCLUSÕES 
Pode-se concluir que a nanoencapsulação promoveu melhora na ação farmacológica do 
DIM, podendo prolongar seu tempo de ação e proporcionar efeito antinociceptivo 
mesmo em doses reduzidas. Estes resultados também sugerem que o efeito 
antinociceptivo apresentado pelo DIM pode ocorrer através da ativaçãoESTRATEGIA DE PROMOÇÃO DA QUALIDADE DE 
VIDA NA TERCEIRA IDADE ................................................................................... 159 
EFEITO DO DRY NEEDLING NA DOR LOMBAR DE IDOSAS ........................... 161 
EFEITO NEUROPROTETOR DA ERVA MATE EM UM MODELO IN VITRO DE 
DOENÇA DE PARKINSON ....................................................................................... 163 
EFEITO NEUROPROTETOR DA SUPLEMENTAÇÃO COM ÓLEO DE ABACATE 
EM CÉLULAS NEURAIS SH-SY5Y: UM MODELO DE ESTRESSE IN VITRO ... 165 
EFEITOS DA ATIVIDADE FÍSICA NA IMAGEM CORPORAL DE MULHERES 
COM CANCÊR DE MAMA PACIENTES DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE 
SANTA MARIA - RIO GRANDE DO SUL ............................................................... 168 
EMPODERAMENTO E AMBIENTE DE PRÁTICA DE ENFERMEIROS DE UM 
HOSPITAL UNIVERSITÁRIO ................................................................................... 170 
ENFERMEIRO NA GESTÃO DOS HOSPITAIS UNIVERSITÁRIOS BRASILEIROS: 
ESTUDO DE TENDÊNCIA ........................................................................................ 172 
ENFERMEIROS DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO E A SOBRECARGA DE 
TRABALHO ................................................................................................................ 174 
ENVOLVIMENTO DO POLIMORFISMO MnSODAla16Val NA EPILEPSIA: 
ESTUDO CASO-CONTROLE .................................................................................... 177 
ESCALA DE AVALIAÇÃO DE QUALIDADE DE VIDA DE PESSOAS VIVENDO 
COM HIV: UMA REVISÃO BIBLIOMÉTRICA ....................................................... 180 
 
 
 
14 
 
ESCALA VISUAL ANALÓGICA: UM RECURSO PARA AUTOAVALIAÇÃO DE 
SUJEITOS COM ZUMBIDO CRÔNICO EM UM GRUPO DE ACONSELHAMENTO 
FONOAUDIOLÓGICO ............................................................................................... 183 
ESTUDO DO PERFIL CLÍNICO-EPIDEMIOLÓGICO DOS PACIENTES ............. 185 
CIRRÓTICOS INTERNADOS EM HOSPITAL TERCIÁRIO DA REGIÃO SUL DO 
BRASIL ........................................................................................................................ 185 
ESTUDO SOBRE A PREVALÊNCIA DE CÂNCER EM POPULAÇÃO ADSTRITA 
À UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE SÃO FRANCISCO, EM 2016 SANTA MARIA – 
RS ................................................................................................................................. 192 
EVIDÊNCIAS CIENTÍFICAS SOBRE CUSTO NA PREVENÇÃO E TRATAMENTO 
DA LESÃO POR PRESSÃO DECORRENTE DO POSICIONAMENTO 
OPERATÓRIO: UMA REVISÃO INTEGRATIVA ................................................... 194 
FATORES QUE INFLUENCIAM NA ROTINA DE TRABALHO DE 
ENFERMEIROS EM UNIDADES DE INTERNAÇÃO HOSPITALAR ................... 197 
FIM DE VIDA E DEPENDÊNCIA: IMPLICAÇÕES NAS RELAÇÕES FAMILIARES
 ...................................................................................................................................... 199 
GRUPO DE APOIO AO ENFRENTAMENTO DO ESTRESSE À EQUIPE DE 
ENFERMAGEM: RELATO DE EXPERIÊNCIA ....................................................... 202 
HEMORRAGIA ALVEOLAR SECUNDÁRIA À INALAÇÃO DE 
CRACK/COCAÍNA: RELATO DE CASO ................................................................. 204 
IMPACTO DA COMUNICAÇÃO DE NOTÍCIAS DIFICEIS EM PEDIATRIA: O 
QUE A CRIANÇA PODE NOS DIZER SOBRE SEU ADOECIMENTO ................. 206 
IMPACTO DA TERAPIA DE REPERFUSÃO NO TEMPO DE INTERNAÇÃO E 
EVENTOS CARDIOVASCULARES NO IAMCST................................................... 208 
IMPLEMENTAÇÃO DA CONSULTA DE PUERICULTURA EM ENFERMAGEM 
EM UMA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE .............................................................. 210 
INCIDÊNCIA DE LESÃO POR PRESSÃO EM UNIDADE DE TRATAMENTO 
INTENSIVO ................................................................................................................. 212 
INDICADORES DA QUALIDADE EM TERAPIA NUTRICIONAL DO HOSPITAL 
UNIVERSITÁRIO DE SANTA MARIA–HUSM ....................................................... 214 
INFLUÊNCIA DO GÊNERO NAS RESPOSTAS DO POTENCIAL EVOCADO 
AUDITIVO DE TRONCO ENCEFÁLICO COM DIFERENTES ESTÍMULOS ...... 217 
INICIAÇÃO CIENTÍFICA NO CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM: 
UM RELATO DE EXPERIÊNCIA ............................................................................. 219 
 
 
 
15 
 
INSERÇÃO DE ATIVIDADES PSICOMOTORAS PARA FACILITAR A 
APRENDIZAGEM ESCOLAR ATRAVES DA CAPACITAÇÃO DE PROFESSORES
 ...................................................................................................................................... 221 
INSERÇÃO DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE SANTA MARIA NO PROJETO 
COLABORATIVO “MELHORANDO A SEGURANÇA DO PACIENTE EM LARGA 
ESCALA NO BRASIL” ............................................................................................... 224 
INTENSIDADE DE DEPRESSÃO E INDEPENDÊNCIA FUNCIONAL DE 
PACIENTE COM MIELITE TRANSVERSA: UM ESTUDO DE CASO ................. 226 
INTERFACES DA PSICOLOGIA E SERVIÇO SOCIAL: EXPERIÊNCIAS NO 
SUPORTE FAMILIAR DE CRIANÇAS E/OU ADOLESCENTES EM 
TRATAMENTO ONCOLÓGICO ............................................................................... 228 
LESÕES POR PRESSÃO EM PACIENTES CIRÚRGICOS: PRODUÇÃO 
ACADÊMICA BRASILEIRA ..................................................................................... 231 
LIGA MULTIDISCIPLINAR DE SAÚDE DA FAMÍLIA E DE SAÚDE COLETIVA - 
COMUM UNIDADE ................................................................................................... 234 
MIXOFIBROSSARCOMA DA GLÂNDULA TIREOIDE – PRIMEIRO CASO NAS 
AMÉRICAS ................................................................................................................. 236 
MONITORAMENTO TERAPEUTICO DE VORICONAZOL EM PACIENTES DO 
HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE SANTA MARIA-RS .......................................... 238 
MONITORIA EM HISTOLOGIA PARA MEDICINA: UM RELATO DE 
EXPERIÊNCIA ............................................................................................................ 241 
MORTES TRÁGICAS OU PRECOCES DE PACIENTES NA VISÃO DOS 
PROFISSIONAIS DA SAÚDE .................................................................................... 243 
NEURALGIA DO TRIGÊMIO DEVIDO A DOLICOECTASIA 
VERTEBROBASILAR: UM RELATO DE CASO ..................................................... 245 
NÚCLEO INTERDISCIPLINAR DE ESTUDO E PESQUISA SOBRE 
ENVELHECIMENTO: VIVÊNCIAS DE BOLSISTAS DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA
 ...................................................................................................................................... 247 
O ACESSO À SAÚDE E À EDUCAÇÃO: UMA INTERFACE NECESSÁRIA ...... 249 
O ACESSO PÚBLICO À DESFIBRILADORES EXTERNOS AUTOMÁTICOS NO 
ATENDIMENTO DE PARADAS CARDIORRESPIRATÓRIAS EM AMBIENTE 
EXTRAHOSPITALAR: REVISÃO DA LITERATURA. ........................................... 251 
O BRINCAR COMO PROPOSTA FONOAUDIOLÓGICA TERAPÊUTICA EM UMA 
UNIDADE DE INTERNAÇÃO ONCOLÓGICA INFANTIL .................................... 253 
O CONHECIMENTO SOBRE PRÉ-NATAL E SITUAÇOES DE RISCO Á 
GRAVIDEZ ENTRE GESTANTES NA CIDADE DE SANTA MARIA. ............ 255 
 
 
 
16 
 
O ENVELHECIMENTO DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL: UMA 
REVISÃO DE LITERATURA .................................................................................... 257 
O PAPEL DA ENFERMAGEM BRASILEIRA NA PRODUÇÃO ACERCA DE 
ADOLESCENTES COM DOENÇAS CRÔNICAS: REVISÃO NARRATIVA DE 
LITERATURA ............................................................................................................. 260 
O PARTO NO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE SANTA MARIA ....................... 262 
INTERVENÇÕES PARA A DESCONSTRUÇÃO DA CULTURA DE VIOLÊNCIA 
DE GÊNERO ................................................................................................................ 264 
O TRABALHO DO ENFERMEIRO A PARTIR DA ERGOLOGIA: UMA NOTA 
PRÉVIA ........................................................................................................................de nociceptores 
periféricos termossensíveis e de mecanismos de ação no sistema nervoso central. Sendo 
uma abordagem alternativa às formas farmacêuticas convencionais para o tratamento da 
dor. 
 
REFERÊNCIAS 
 
1. GEHRCKE, M. et al. Nanocapsules improve indole-3-carbinol photostability and 
prolong its antinociceptive action in acute pain animal models. European Journal of 
Pharmaceutical Sciences, v.111, p.133–141, 2018. 
 
2. ROY, S. et al. Studies on aqueous solubility of 3,3’-diindolylmethane derivatives 
using cyclodextrin inclusion complexes. Journal of Molecular Structure, v. 1036, p. 
1–6, 2013. 
 
 
 
121 
 
3. WOOLFE, G.; MACDONALD, A. D. The evaluation of the analgesic action of 
ethidine hydrochloride (DEMEROL). Journal of Pharmacology and Experimental 
Therapeutics, v. 80 (3), p. 300-307, 1944. 
 
 
 
 
 
122 
 
 
AREA TEMÁTICA: Extensão 
 
Autores: 
Sabrina de Oliveira de Christo96 
Ylana de Albeche Ambrosio97 
Sara Soares Milani98 
Larissa Teresita Rodriguez Pintos99 
Roberta Weber Werle5 
 
AVALIAÇÃO DO ESTRESSE EM FUNCIONÁRIOS DE UMA 
INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR 
 
1 INTRODUÇÃO 
O estresse é uma doença crônica recorrente que, em longo prazo, pode ocasionar 
incapacidade para o trabalho, gerando custos, perda de renda vitalícia e aposentadoria 
antecipada. O estresse ocupacional é um estado em que ocorre desgaste do organismo 
humano e/ou diminuição da capacidade de trabalho, é um conjunto de perturbações que 
caracterizam o desequilíbrio físico e psíquico e que ocorrem no ambiente de trabalho. O 
objetivo desta pesquisa foi avaliar o estresse ocupacional em funcionários de uma 
instituição de ensino superior. 
 
2 MÉTODO 
A pesquisa foi realizada em agosto de 2017. Foi solicitado aos participantes que 
preenchessem o Questionário sobre estresse ocupacional (adaptado), que é dividido em 
12 domínios. Os participantes foram orientados a preencher o questionário com um “X” 
na resposta em quem mais se identificavam. 
 
3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 
A amostra foi composta por 12 funcionários da Universidade Luterana do Brasil 
(ULBRA), localizada em Santa Maria. Sendo eles de ambos os sexos e diferentes 
 
96 Acadêmica do Curso de Graduação em Fisioterapia/ULBRA SM; 
97 Acadêmica do Curso de Graduação em Fisioterapia/ULBRA SM; 
98 Acadêmica do Curso de Graduação em Fisioterapia/ULBRA SM; 
99 Acadêmica do Curso de Graduação em Fisioterapia/ULBRA SM; 
5Professora do Curso de Graduação em Fisioterapia/ULBRA SM. 
 
 
123 
 
setores de trabalho. Os resultados são dados por porcentagem, aplicado a cada domínio: 
1.Você tem influência na maneira de organizar seu trabalho? (75% sim e 25% não); 
2.Os eventos no seu trabalho são claramente previsíveis ou estão sujeitos a ajustes “de 
última hora”? (30,8% sim e 69,2% não); 3.Você sabe o que é exatamente requerido de 
você no trabalho? (100% sim); 4.Você é extremamente requisitado no trabalho? (100% 
sim); 5.Seu trabalho envolve contato com o público, pessoalmente ou por telefone? 
(91,7% sim e 8,3 % não); 6.Você foi treinado para executar seu trabalho 
adequadamente? (35,7% sim e 64,3% não); 7.Você vivencia conflito no trabalho? 
(69,2% às vezes, 23,1% frequentemente e 7,7% nunca); 8.Você foi submetido à 
mudanças organizacionais no trabalho durante os últimos doze meses?( 60% sim e 40% 
não); 9.Você saiu de licença durante os últimos doze meses devido a tensão no 
trabalho? (16,7% sim e 83,3% não); 10.Se SIM para a questão nove, que tipo de 
licença? (66,7% férias e 33,3% médica); 11.Se SIM para a questão dez, qual é a causa 
de sua tensão? (100% mudança/reestruturação organizacional); 12.Onde estaria a 
solução para sua tensão no trabalho? (42,9% redução da carga de trabalho, 42,9% 
melhor treinamento/informação e 14,3% outro). A exigência de trabalho parece ser o 
principal fator estressor ocupacional, seguido de mudanças e reestruturação 
organizacional e falta de treinamento e informação tornando necessário uma atenção da 
instituição para melhorar estas condições, pois o estresse tende a afetar a saúde das 
pessoas, contribuindo para o surgimento de transtornos ou doenças cardiovasculares, 
doenças musculoesqueléticas, Síndrome de Burnout (esgotamento) e depressão. 
 
4 CONCLUSÕES 
O estresse ocupacional afeta o indivíduo, a prestação de serviço e a qualidade dele, 
sendo necessário o trabalho preventivo. A prevenção é de fundamental importância 
porque enfatiza a dimensão humana e sinaliza os cuidados quanto ao respeito à saúde do 
trabalhador. O enfrentamento do estresse tem como objetivo principal minimizar ou 
moderar os efeitos sobre o bem-estar emocional e físico do indivíduo. 
 
REFERÊNCIAS 
 
1. MURTA, Sheila Giardini. Avaliação de Intervenção em Estresse Ocupacional. 
Psicologia: Teoria e Pesquisa Jan-Abr 2004, Vol. 20 n. 1, pp. 039-047. Disponível em: 
. Acesso em: 30 de out. 2018. 
2. PRADO, Claudia Eliza. Estresse ocupacional: causas e consequências. 
Revista Brasileira de Medicina do Trabalho. São Paulo, 2016. Disponível em: 
. Acesso em: 30 de out. 2018. 
3. SOUZA, Maristela. Estresse ocupacional. 2011. Disponível em: 
. Acesso em: 30 de out. 2018. 
 
 
124 
 
4. STEFANO, Silvio Roberto; BONANATO, Flavia Marcela; RAIFUR, Léo. Estresse em 
funcionários de uma instituição de ensino superior: diferenças entre gênero. 
Revista Economia & Gestão da PUC Minas- Belo Horizonte – MG. 2013. Disponível 
em: . 
Acesso em: 30 de out. 2018. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
125 
 
AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa 
 
Autores: 
Ylana de Albeche Ambrosio 100 
Sabrina de Oliveira de Christo 101 
Sara Soares Milani 102 
 
AVALIAÇÃO DO RISCO DE QUEDAS EM IDOSOS 
INSTITUCIONALIZADOS 
 
1 INTRODUÇÃO 
 
O envelhecimento populacional é fenômeno mundial. Em 1950, havia cerca de 204 
milhões de pessoas idosas no mundo. Em 2050, as projeções indicam que esta 
população será de 1.900 milhões. Entre as justificativas para este fenômeno está o 
aumento da esperança de vida ao nascer, identificado não só nos países desenvolvidos 
como também naqueles em desenvolvimento (IBGE, 2002). Esta expansão populacional 
resulta em demanda crescente por serviços de atenção à saúde e em investimentos na 
melhoria da qualidade de vida e da capacidade funcional daqueles que envelhecem. 
Com o avançar da idade, surge maior susceptibilidade à queda, vista como preocupante 
problema de saúde pública. É um dos fatores de maior morbidade e mortalidade entre os 
indivíduos idosos, sendo considerado marcador de fragilidade e de declínio da saúde. 
No Brasil, entre os idosos, a queda ocupa o terceiro lugar em mortalidade por causas 
externas e o primeiro lugar entre as causas de internação. 
2 MÉTODO 
Para avaliar a mobilidade funcional dos idosos, foi utilizado o teste do levantar e 
caminhar cronometrado, o Timed and Up Go Test (TUG), que tem o objetivo de avaliar 
o risco de quedas. Nesse teste o idoso era instruído a levantar-se, andar um percurso 
linear de três metros, regressar e tornar a sentar-se apoiando braços e costas na mesma 
cadeira; todo o período do teste foi cronometrado. Foi utilizado um cronômetro digital e 
o local exato da cadeira, assim como o ponto de retorno três metros à frente foram 
claramente marcados com cones amarelos. Todos os idosos foram avaliados em um 
único dia. Esta pesquisa foi realizada com idosos institucionalizados residentes na 
clínica Renascer, que é uma instituição de longa permanência, localizada na cidade de 
Santa Maria. A pesquisa foi realizada com 8 idosos,dos quais 6 eram do sexo feminino 
e 2 do sexo masculino com idades entre 60 e 89 anos. 
 
100 Acadêmica do Curso de Graduação em Fisioterapia ULBRA- SM; 
101 Acadêmica do Curso de Graduação em Fisioterapia ULBRA- SM; 
102 Acadêmica do Curso de Graduação em Fisioterapia ULBRA- SM. 
 
 
126 
 
3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 
Dos 8 idosos avaliados, todos apresentaram risco de quedas. Seis idosos realizaram o 
teste entre 10 e 19 segundos e dois idosos realizaram o teste em 20 segundos ou mais. O 
maior tempo de teste foi de 24 segundos e o menor tempo de teste foi de 14 segundos. O 
teste é considerado normal quando o tempo do percurso for inferior a 10 segundos. Se o 
tempo estiver entre 10 e 19 segundos, considera-se que o idoso apresenta risco 
moderado de queda, sendo este risco aumentado, quando o tempo obtido for acima de 
19 segundos, ou seja, 20 segundos ou mais. Nenhum dos idosos avaliados utilizou 
algum tipo de acessório de marcha (bengala, andador). 
4 CONCLUSÕES 
De acordo com os resultados, há uma alta prevalência de quedas em idosos 
institucionalizados, tonando-se necessário uma maior atenção por parte da equipe 
multidisciplinar, a fim de buscar soluções para prevenir a queda, eliminando ou 
minimizando os fatores causadores, principalmente os extrínsecos. 
1. REFERÊNCIAS 
2. CAMPOS, Maria Paula; CAMPOS, Afonso da Rocha; VIANNA, Lucy Gomes. 
Os testes de equilíbrio Alcance Funcional e “Timed Up and Go” e o risco de 
quedas em idosos. Disponível em: . Acesso em: 12 de outubro de 2018. 
3. FERREIRA, Lidiane Maria de Brito Macedo et al. Prevalência de quedas e 
avaliação da mobilidade em idosos institucionalizados. Revista Brasileira de 
Geriatria e Gerontologia, Rio de Janeiro, 2016; 19(6): 995-1003. Disponível 
em: . Acesso em: 12 de outubro de 2018. 
4. NASCIMENTO, Fernanda Alves et al. Prevalência de quedas, fatores 
associados e mobilidade funcional em idosos institucionalizados. Arquivos 
catarinenses de medicina. Disponível em: 
. Acesso em: 12 de outubro 
de 2018. 
5. SOUZA, Cardenaz et al. Mobilidade funcional em idosos institucionalizados e 
não institucionalizados. Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia, vol. 16, 
núm. 2, abril-junio, 2013, pp. 285- 293, Universidade do Estado do Rio de 
Janeiro, Brasil. Disponível em: 
. Acesso em: 12 de 
outubro de 2018. 
http://docplayer.com.br/37014935-Os-testes-de-equilibrio-alcance-funcional-e-timed-up-and-go-e-o-risco-de-quedas-em-idosos.html
http://docplayer.com.br/37014935-Os-testes-de-equilibrio-alcance-funcional-e-timed-up-and-go-e-o-risco-de-quedas-em-idosos.html
http://docplayer.com.br/37014935-Os-testes-de-equilibrio-alcance-funcional-e-timed-up-and-go-e-o-risco-de-quedas-em-idosos.html
http://www.scielo.br/pdf/rbgg/v19n6/pt_1809-9823-rbgg-19-06-00995.pdf
http://www.scielo.br/pdf/rbgg/v19n6/pt_1809-9823-rbgg-19-06-00995.pdf
http://www.acm.org.br/revista/pdf/artigos/543.pdf
http://www.redalyc.org/pdf/4038/403838811008.pdf
 
 
127 
 
 
AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa 
 
Autores: 
Nathalie da Costa Nascimento103 
Carolina Quintana Castro104 
Miriam Cabrera Corvelo Delboni105 
 
AVALIAÇÃO DOS SINTOMAS OROFACIAIS EM PACIENTES 
SUBMETIDOS A TRATAMENTO QUIMIOTERÁPICO 
POTENCIALMENTE NEUROTÓXICO 
 
 
1 INTRODUÇÃO 
A Neuropatia Periférica Induzida por Quimioterapia (NPIQ) é a complicação 
neurológica mais frequente secundária ao tratamento antineoplásico. A NPIQ é uma 
polineuropatia sensitivo-motora simétrica, bilateral, de caráter agudo e crônico e seus 
efeitos aparecem logo nas primeiras infusões e se estendem após o tratamento (COSTA 
et al, 2015). Este trabalho tem por objetivo apresentar os sintomas prevalentes de NPIQ 
na região orofacial de pacientes em tratamento com quimioterapia neurotóxica. 
2 MÉTODO 
Trata-se de um estudo de campo descritivo, com abordagem quantitativa. A pesquisa 
está sendo realizada com pacientes internados na Clínica Médica I do Hospital 
Universitário de Santa Maria e registrada sob o número CAEE 88006517.3.0000.5346. 
Para coleta de dados, dentre outros instrumentos, utiliza-se o Questionário de 
Neurotoxicidade Induzida por Antineoplásicos (QNIA), validado no Brasil em 2005 e 
composto por 29 itens que avaliam sintomas de neuropatia aguda e crônica em membros 
inferiores e superiores e região orofacial. Se os sintomas estiverem presentes, a 
frequência e intensidade com que afetam as Atividades de Vida Diária (AVDs) são 
classificadas em 4 graus (LEONARD et al, 2005). A amostra deu-se por conveniência 
no período de dezembro de 2017 a fevereiro de 2018; 29 pacientes iniciaram tratamento 
 
103Residente no Programa de Residência Multiprofissional Integrada em Gestão e 
Atenção Hospitalar no Sistema Público de Saúde CCS/HUSM/UFSM; Mestranda do 
PPG em Gerontologia; Universidade Federal de Santa Maria. 
2Residente no Programa de Residência Multiprofissional Integrada em Gestão e 
Atenção Hospitalar no Sistema Público de Saúde CCS/HUSM/UFSM; Mestranda do 
PPG em Mestrado Profissional em Ciências da Saúde; Universidade Federal de Santa 
Maria. 
3Docente do Departamento de Terapia Ocupacional. Professora do PPG em Gerontologia; 
Universidade Federal de Santa Maria. 
 
 
 
 
128 
 
com quimioterápicos neurotóxico e desses, 21 contemplavam os critérios da pesquisa 
(iniciando protocolo quimioterápico neurotóxico; maiores de 18 anos). Foram excluídos 
aqueles pacientes que não tinham cognição preservada e/ou estavam sedados. Os dados 
apresentados são referentes à metade do tratamento quimioterápico. Dos 21 pacientes 
avaliados inicialmente, atualmente 8 seguem na pesquisa, formando a população desse 
estudo, pois os demais trocaram o protocolo ou foram a óbito. Os resultados foram 
analisados por graus e presença-ausência de NPIQ. 
3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 
Dos 8 pacientes, 7 relataram sintomas na região orofacial. Os sintomas relatados foram: 
queimação ou desconforto nos olhos (5 relatos), dor no maxilar (3), desconforto na 
garganta (3), pálpebras caídas (3), formigamento na boca (2), dificuldade na fala (2), 
perda de uma das vistas (2), dificuldade em respirar (2), sensação de choque ou dor nas 
costas (2) e dor de ouvido (1). Em relação a interferência nas AVDs, três pacientes 
referiram sintomas de Grau 4 (são persistentes e incapacitantes nas AVDs) e três 
referiram sintomas de Grau I (são de curta duração e não interferiram nas AVDs) e um 
relatou intensidade de Grau I para os sintomas: dor no maxilar, pálpebras caídas e 
dificuldades em respirar e Grau IV para os sintomas: queimação ou desconforto no 
olhos e sensação de choque ou dor nas costas. 
4 CONCLUSÕES 
Os sintomas prevalentes na região orofacial foram queimação ou desconforto nos olhos, 
dor no maxilar, desconforto na garganta e pálpebras caídas. Para metade dos pacientes, 
os sintomas foram de curta duração e não interferiram nas AVDs. No entanto, para os 
demais pacientes, esses sintomas interferiram de nas suas AVDs e, portanto, faz-se 
necessário instigar o desenvolvimento de estratégias pelos profissionais de saúde que 
amenize os efeitos causados por esses quimioterápicos e melhore a qualidade de vida 
dessas pessoas. 
 
REFERÊNCIAS (Conforme as normas da ABNT 6023-2002.) 
 
1. COSTA, TC; LOPES, M.; ANJOS, AC Yokoyama; ZAGO, MM Fontão. Neuropatia 
periférica induzida pela quimioterapia: revisão integrativa da literatura*. Revista da 
Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo, v. 49, p. 335-345, 2015. 
Disponível em:0335.pdf>. Acesso em: 11 nov. 2018. 
 
2. LEONARD, D.; WRIGHT, MA.; QUINN, MG.; FIORAVANTI, S.; HAROLD, N.; 
SHULER, B.; THOMAS, R. R.; GREM, J. L. Survey of oxaliplatin-associated 
neurotoxicity using an interview-based questionnaire in patients with metastatic 
colorectal cancer. BMC Cancer, Oxford, v. 5, p. 116, 2005. Disponível em: 
. Acesso em: 11 nov. 2018. 
 
 
129 
 
 
ÁREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa 
 
Autores: 
Elissa Noro106 
Nara Marilene Oliveira Girardon-Perlini1 
Larissa de Carli Coppetti1 
 
CARACTERÍSTICAS ATITUDINAIS DE CUIDADORES FAMILIARES DE 
PACIENTES ONCOLÓGICOS: NÍVEIS DE HABILIDADE, SOBRECARGA, 
ESTRESSE E COPING. 
 
1 INTRODUÇÃO 
A pessoa acometida por câncer pode se tornar dependente de auxílio para ações 
rotineiras. Ordinariamente é um familiar que assume como cuidador principal desse 
enfermo, embora possa não dispor de preparação prévia para desempenhar tal papel, 
necessitando apresentar/desenvolver características atitudinais que favoreçam o cuidar e 
a adaptação. 
 
2 MÉTODO 
Estudo quantitativo, descritivo, transversal, realizado no ano de 2017, no ambulatório de 
oncologia do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM), com 132 cuidadores 
familiares. Teve por obejtivo identificar os níveis de habilidade de cuidado, sobrecarga, 
estresse e coping de cuidadores familiares de pacientes com câncer. Na coleta dos 
dados, foi utilizado um questionário sociodemográfico do cuidador e das características 
do cuidado e escalas de habilidade de cuidado, sobrecarga, estresse percebido e COPE 
breve. Os dados numéricos foram analisados por meio de distribuição absoluta e 
relativa, tendência central e variabilidade. 
 
3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 
Constatou-se que a maioria de cuidadores era do sexo feminino (78%), de idade média 
de 48,68 anos, com companheiro, média de 9,08 anos de estudo, cuidando por um 
período de 10 a 18 meses, e com o auxílio de outra pessoa para o cuidado. Quanto à 
habilidade de cuidado, 67,42% apresentam nível médio. A Escala de Zarit demonstrou 
que 49,2% dos cuidadores apresentam sobrecarga, sendo destes 40,1% leve à moderada 
e 9,1% moderada à severa. Quanto ao estresse percebido predominou nível médio de 
 
106 Departamento de Enfermagem UFSM 
 
 
130 
 
estresse (46,21%). Com relação às estratégias de enfrentamento, prevaleceram as 
atitudes focadas no problema (37,88%). 
 
4 CONCLUSÕES 
Os cuidadores familiares têm habilidade para cuidar, necessitando reforço positivo e 
apoio para diminuir a sobrecarga e o estresse e desenvolver diferentes estratégias de 
enfrentamento. Os resultados apresentados podem servir de subsídio para fomentar a 
proposição de políticas que contemplem a saúde do cuidador, bem como direcionar a 
atuação do enfermeiro para à adoção de estratégias que fortaleçam os familiares 
cuidadores de pacientes oncológicos. 
 
REFERÊNCIAS (Conforme as normas da ABNT 6023-2002.) 
1. COPPETTI, L.C. Habilidade de cuidado de cuidadores familiares de pacientes 
em tratamento oncológico e sua relação com a sobrecarga, estresse e coping. 
2017. Dissertação (Mestrado em Enfermagem) – PPGEnf, Universidade Federal 
de Santa Maria, Santa Maria. 
 
 
131 
 
 
AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa 
 
Autores: 
Camila Martins Nacke1 
Aline C. Ribeiro2 
Giana R. Beltrame3 
Graciela D. Sehnem2 
Maira D. S. Oliveira3 
 
CARACTERÍSTICAS DA DOENÇA CRÔNICA EM CRIANÇA E 
ADOLESCENTE: REVISÃO DE LITERATURA 
 
1 INTRODUÇÃO 
A criança e adolescente que vivenciam uma doença crônica apresentam mudanças 
significativas no seu cotidiano, como um cuidado contínuo em uma rede de serviços 
para a manutenção de sua saúde. Algumas fases da doença crônica podem ser 
previsíveis, outras não, porém todas podem causar impactos e danos à 
criança/adolescente e sua família (ROLLAND, 2001). Esses impactos podem 
desencadear situações de vulnerabilidade, que se refletem nos espaços como a escola, 
atenção básica e hospital. Tem-se como objetivo desta pesquisa de revisão: Conhecer 
quais são as características associadas à doença crônica de criança e adolescente. 
 
2 MÉTODO 
Trata-se de uma revisão narrativa de literatura, que possibilita a síntese e análise do 
conhecimento científico já produzido sobre o tema investigado. Buscou-se realizar esta 
revisão de literatura para subsidiar o desenvolvimento do projeto Multicêntrico 
Vulnerabilidades da criança e adolescente com doença crônica: cuidado em rede de 
atenção à saúde. Foi realizada uma busca na base de dados junto à Biblioteca Virtual em 
Saúde, acessando o portal Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da 
Saúde. A busca foi realizada nos meses de julho e agosto de 2018. Após a busca inicial 
aplicou-se os critérios de seleção na leitura das produções encontrados. Foram 
selecionadas pesquisas originais quantitativas que respondessem a temática, na língua 
portuguesa, inglês ou espanhol. Analisados de maneira descritiva ao final dessa etapa, 
obtiveram-se 71 artigos selecionados de um total de 380 na plataforma LILACS. 
 
3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 
Após seleção e leitura criteriosa foi possível conhecer a partir da abordagem de pesquisa 
quantitativa as características clínicas das doenças crônicas em crianças e adolescentes 
 
 
132 
 
que consistem em métodos diagnósticos e terapêuticos, alterações comportamentais, 
afetivas e sociais; e características sociais que estão relacionadas a rotina e qualidade de 
vida da criança, adolescente e família, e ainda a análise de recursos e custos de 
programas de assistência à crianças e adolescentes com doenças crônicas. 
 
4 CONCLUSÕES 
Conclui-se que estudos relacionados às crianças e adolescentes com doenças crônicas 
são frequentemente realizados no âmbito dos exames clínicos, parâmetros e 
características das enfermidades, diagnóstico e tratamento. Considera-se imprescindível 
estudos relacionados às questões clínicas, no sentido de avançar os tratamentos e nas 
possíveis curas de doenças. No entanto, percebe-se que outros fatores são importantes 
serem estudados e expandidos na temática em questão, como a qualidade de vida da 
criança e adolescente e de sua família, visto que possuem uma condição crônica que 
afeta sua rotina, para além do serviço assistencial; além de alterações 
psicocomportamentais e sociais que vêm sendo relatadas na literatura associada a 
diferentes doenças crônicas, quanto pelo próprio processo de adoecimento e suas 
implicações para a criança e adolescente. 
Palavras-chave: Criança; Adolescente; Doença Crônica. 
 
REFERÊNCIAS (Conforme as normas da ABNT 6023-2002.) 
 
1. ROLLAND, J.S. Doença crônica e o ciclo de vida familiar. In: ROLLAND J.S 
(ORG). As mudanças no ciclo de vida familiar: uma estrutura para a 
terapia familiar. 2a ed. Porto Alegre (RS): Artes Médicas; 2001. 
 
 
133 
 
 
AREA TEMÁTICA: Ensino/Pesquisa 
 
Autores: 
Gisele Miollo107 
Maria Denise Schimith108 
Gabriela Oliveira109 
 
CARACTERIZAÇÃO DOS PACIENTES COM DIABETES MELLITUS 
TIPO 2 EM ATENDIMENTO AMBULATORIAL 
 
1 INTRODUÇÃO 
 
As Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) são consideradas um grave 
problema de saúde pública em diversos países (OPAS, 2011), isto porque, afetam a 
qualidade de vida das pessoas, além de possuírem um alto custo aos sistemas de saúde. 
Essas DCNT vêm apresentando significativa prevalência, em especial a Diabetes 
Mellitus(DM), decorrente da influência do desenvolvimento da industrialização e do 
contexto socioeconômico nos hábitos de vida da população.A DM caracteriza-se como 
um distúrbio metabólico que se propaga ao longo da vida, sendo a tipo 2 responsável 
por 90 a 95% dos casos de incidência(SOCIEDADE BRASILEIRA DE DIABETES, 
2018).Ela ocorre devido a defeitos na atuação e secreção de insulina, podendo ocasionar 
lesõescutâneas, feridas com cicatrização lenta, fadiga, alterações na visão, 
formigamento nos pés e infecções recorrentes, como manifestações clínicas 
características. Dentre os agravos gerados pela DM, as ulcerações nos membros 
inferiores, também denominadas de pé diabético, são consideradas as mais sérias, pois 
se não tratadas podem acarretar em possíveis amputações. Diante desse contexto, o 
objetivo do presente resumo é relatar o desenvolvimento do projeto de pesquisa 
intitulado “caracterização dos pacientes com diabetes mellitus tipo 2 em atendimento 
ambulatorial”. 
 
2 MÉTODO 
Trata-se de um relato de experiência oriundo da participação de uma discente do curso 
de graduação em enfermagem na coleta de dados referente ao projeto de pesquisa 
registrado no portal da UFSM e aprovado pelo CEP com CAAE 55238316.2.0000.5346, 
do Grupo de Ensino, Pesquisa e Extensão “Práticas de Cuidado nos Cenários de 
Atenção à Saúde”. A pesquisa é quantitativa, do tipo descritiva e exploratória, realizada 
no Ambulatório ALA 1 do Hospital Universitário de Santa Maria, com a coleta de 
 
107Curso de Enfermagem, UFSM; 
108Departamento de enfermagem, UFSM; 
109Programa de Pós-graduação em Enfermagem, UFSM; 
 
 
134 
 
dados sendo realizada por meio da aplicação de uma entrevista estruturada, com o 
intuito de caracterizar os pacientes atendidos no ambulatório e identificar os seus 
cuidados em relação aos pés. 
 
3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 
As coletas deram início em agosto do corrente ano. Realizou-se o levantamento do 
número de pacientes agendados para a equipe de enfermagem, que correspondeu a 221 
agendamentos, dos quais 34,84% eram diagnosticados com DM, em dois meses de 
coleta. Ademais, a coleta ainda está em andamento, totalizando 38 pacientes até o 
presente momento. Durante a pesquisa, além da investigação dos cuidados com os pés 
dos usuários, são realizadas as devidas orientações, proporcionando aprendizado à 
acadêmica. 
 
4 CONCLUSÕES 
O projeto colaborou para identificar o impacto da DM nos atendimentos de enfermagem 
do ambulatório. Além disso, com a realização das orientações, auxilia na prevenção de 
maiores agravos, possibilitando perceber a relevância de se desenvolver pesquisas 
referentes à temática abordada, contribuindo na formação como futura profissional de 
enfermagem e pesquisadora. 
DESCRITORES: Diabetes mellitus tipo 2; Pé diabético; Enfermagem. 
 
REFERÊNCIAS 
 
1. OPAS.ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE.Doenças crônicas 
não transmissíveis:estratégias de controle e desafios e para os sistemas de 
saúde.Traduzido por Flávio Goulart, Brasília(DF):Organização Pan-americana 
da Saúde, 2011. 
2. SOCIEDADE BRASILEIRA DE DIABETES.Diretrizes da Sociedade 
Brasileira de Diabetes:2017-2018.São Paulo:AC Farmacêutica, 2015. 
 
 
135 
 
 
AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa 
 
Autores: 
Maira Daniele Soares de Oliveira110 
Aline Cammarano Ribeiro111 
Maria da Graça Corso da Motta112 
Eliane Tatsch Neves113 
Victória de Quadros Severo Maciel114 
Camila Martins Nacke115 
 
COLETA DE DADOS QUANTITATIVOS COM O 
FAMILIAR/CUIDADOR DE CRIANÇA E ADOLESCENTE COM 
DOENÇA CRÔNICA: RELATO DE EXPERIÊNCIA 
 
1 INTRODUÇÃO 
A doença crônica consiste em problemas que demandam tratamento contínuo, de longa 
duração, exigindo cuidados permanentes que são realizados na maioria das vezes pelo 
familiar/cuidador (MOREIRA, 2013). O familiar/cuidador envolve-se de maneira 
intensa, busca conhecer as peculiaridades da criança e da doença, uma vez que, adapta-
se conforme as situações necessárias para manter o possível bem-estar da criança e 
adolescente. O objetivo desse trabalho é descrever a experiência na coleta de dados com 
os familiares/cuidadores de crianças e adolescentes com doenças crônicas, referentes 
aos aspectos socioeconômicos da família e clínicos e sociais da criança e adolescente. 
2 MÉTODO 
Trata-se de um relato de experiência que ocorreu a partir do desenvolvimento de uma 
pesquisa multicêntrica que apresenta duas etapas, uma quantitativa e outra qualitativa, 
aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa. Em Santa Maria a etapa quantitativa foi 
realizada no período de junho/2017 à junho /2018, no Hospital Universitário (HUSM) 
em dois dos serviços de pediatria (ala de internação e o centro de tratamento de crianças 
com câncer - CT-Criac). A coleta da etapa quantitativa foi desenvolvida a partir de um 
instrumento com 44 familiares/cuidadores de criança ou adolescentes com doença 
crônica, no momento em que a criança ou adolescente estavam internados em um dos 
 
110 Acadêmica em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Bolsista de Iniciação 
Científica PROIC/HUSM; 
111 Doutora em Enfermagem. Professora em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria 
(UFSM); 
112 Doutora em Enfermagem. Professora em Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Sul 
(UFRGS); 
113 Doutora em Enfermagem. Professora em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria 
(UFSM); 
114 Acadêmica em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM); 
115 Acadêmica em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). 
 
 
136 
 
serviços. O instrumento de coleta é constituído de variáveis referentes ao 
familiar/cuidador, criança ou adolescente com doença crônica, com idade entre 6 anos e 
18 anos, nos espaços hospitalar, atenção primária e escola. 
 
3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 
A partir desta experiência observou-se interesse do familiar/cuidador em participar, 
sendo que somente um não quis participar pois relatou que se encontrava cansado e 
triste para falar da doença da criança ou adolescente. Todos que participaram relataram 
que queriam contribuir com as perguntas para melhoria do bem-estar da criança e 
adolescente. Apesar das perguntas realizadas serem objetivas, algumas vezes o familiar 
se emocionou ao responder, uma vez que retoma todos os sentimentos vividos. A partir 
desta coleta observou-se de informações importantes em relação a realidade 
socioeconômica desses familiares/cuidadores como fatores de localidade, idade média, 
sexo e principalmente renda que vão ser determinantes para uma continuidade do 
tratamento. 
 
4 CONCLUSÕES 
Conclui-se que essa experiência de coletar os dados quantitativos com o 
familiar/cuidador, vai para além de obter dados, propicia um contato com o vivido do 
familiar/cuidador, que muitas vezes precisa ser ouvido e compreendido, nesse mundo de 
cuidados com a criança e adolescente com doença crônica, permitindo uma atenção 
direcionada às suas necessidades e angustias. 
 
Palavras-chave: Criança; Adolescente; Doença Crônica. 
 
REFERÊNCIAS 
 
1. MOREIRA, M. C. N; GOMES, R; SA, M.R.C. Doenças crônicas em crianças e 
adolescentes: uma revisão bibliográfica. Ciênc. saúde coletiva, Rio de Janeiro, v. 19, 
n.7,p. 2083-2094, July 2014. Disponível em: 
. Accesso em: 11 Nov. 2018. 
 
 
 
 
137 
 
 
AREA TEMÁTICA: Gestão/Assistência 
 
Autores: 
Adriana Farret Brunhauser¹ 
Bruna Martins Trindade² 
Luiza Rosa Nunes³ 
Sthéfany P. Gomes4 
 
COMPARAÇÃO DA FORÇA MUSCULAR RESPIRATÓRIA EM 
IDOSOS SEDENTÁRIOS E ATIVOS 
 
1 INTRODUÇÃO 
 
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população 
brasileira está envelhecendo em ritmo acelerado, gerando mudanças na estrutura etária 
da população brasileira que passa a ter um maior número de idosos (IBGE, 2008). A 
Organização Mundial da Saúde (OMS) descreve como idoso qualquer pessoa acima de 
60 anos de idade para países em desenvolvimento e 65 anos para países desenvolvidos, 
embora nem sempre a idade cronológica seja um marcador preciso para as mudanças 
que acompanham o envelhecimento (OPAS, 2005; Santos& Barros, 2008). Já a 
presença de fatores de risco para inúmeras doenças e a maior prevalência de doenças 
crônico-degenerativas, que ocasionam certo grau de dependência e perda de autonomia 
(Guimarães, Galdino, Martins, Abreu, Limae Vitorino, 2004), podem ilustrar melhor as 
mudanças relacionadas ao envelhecimento. 
Além disso, a diminuição da massa muscular esquelética e respiratória relacionada à 
idade, denominada sarcopenia, e definida como um processo multifatorial que inclui 
inatividade física, remodelação de unidades motoras, diminuição dos níveis hormonais e 
síntese proteica (Vasconcellos, Britto,Parreira, Cury & Ramiro, 2007; Simões, Castello, 
Auad, Dionísio & Mazzonetto, 2010; Pícoli, Fiqueiredo & Patrizzi, 2011), e que 
interfere na capacidade funcional e nas atividades de vida diária do idoso (Pícoli, 
Fiqueiredo &Patrizzi, 2011). Nesse sentido, estudos demonstraram que a idade é um 
preditor negativo da força muscular respiratória, com significância estatística tanto em 
homens quanto em mulheres (Neder, Andreoni, Lerario & Nery, 1999; Gonçalves, 
Tomaz, Cassiminho & Dutra, 2006). O objetivo deste estudo foi analisar se a força da 
musculatura respiratória de idosos sedentários difere daquela dos ativos. 
 
2 MÉTODO 
 
 
138 
 
Trata-se de um estudo transversal. A população foi constituída pelos idosos que 
participam do programa de atividade física do Programa de Idosos Alegria de Viver do 
bairro Tancredo Neves, em Santa Maria (RS) e os idosos moradores da mesma região 
que eram sedentários. A amostra foi composta por 23 indivíduos, oito homens e 15 
mulheres, com idades entre 60 e 89 anos, divididos em dois grupos. O grupo ativo foi 
constituído por idosos que participavam de atividade física no mínimo três vezes por 
semana, de 40 minutos a 1 hora e o grupo inativo foi composto por oito idosos 
sedentários, cadastrados pelo posto de saúde da mesma região. O convite foi realizado 
pessoalmente. Os idosos sedentários foram convidados de maneira aleatória, em contato 
realizado no posto de saúde durante consultas médicas. Todos os idosos aceitaram 
voluntariamente participar do estudo. Os critérios de exclusão foram: idosos que 
tiveram infecção respiratória ou qualquer outra doença pulmonar nos últimos sete dias, 
indivíduos fumantes e com doenças respiratórias que pudessem resultar em disfunção, 
como tuberculose, asma, cirurgia torácica, Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica 
(DPOC). Também foram excluídas pessoas com histórico de patologias 
neuromusculares, cardíacas e alterações cognitivas que comprometessem o aprendizado 
e a execução dos testes. Para caracterização da amostra, foi realizada uma entrevista 
que consistia em perguntas relacionadas aos hábitos de vida incluindo questões quanto 
ao tabagismo, ao grau de atividade física e às doenças prévias e/ou atuais. Na sequência, 
foi aplicado o Questionário Internacional de Atividade Física, versão 8 - IPAQ, com o 
intuito de classificar o nível de atividade física de cada participante. 
 
3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 
Participaram do presente estudo 23 indivíduos, 15 mulheres e oito homens, sendo nove 
mulheres ativas e seis inativas e quatro homens ativos e quadro inativos com idades de 
60 e 89 anos, divididos em dois grupos, um grupo ativo e um grupo inativo. Todos os 
participantes do grupo ativo responderam ao questionário IPAQ que mostrou que todos 
realizavam atividades do tipo moderada (atividades que precisam de algum esforço 
físico e fazem respirar um pouco mais forte que o normal), no mínimo Três vezes por 
semana com o tempo de 40 minutos a 1hora. Foram excluídos cinco idosos 
participantes do grupo ativo, sendo que três estavam com a pressão arterial alta no dia 
da realização do teste, e dois tinham histórico de doença cardíaca. O grupo inativo foi 
composto por oito participantes para que a amostra pudesse ser homogênea. Não houve 
diferença estatisticamente significante na idade, IMC, variação da frequência cardíaca e 
respiratória entre os grupos. Contudo, observou-se que a frequência respiratória 
diminuiu no grupo ativo após a realização dos testes com valor médio negativo. Não 
houve diferença estatisticamente significante na variação da pressão arterial sistólica e 
diastólica entre os grupos ativo e inativo, quando se comparou o grupo ativo com o 
inativo, também se observou diferença estatisticamente significante, com valores 
maiores para o grupo ativo. Contudo, esses valores foram inferiores aos demonstrados 
por Neder et al. (1999), para a população saudável, conforme a faixa etária. 
 
4 CONCLUSÕES 
 
 
139 
 
Observamos maiores pressões inspiratórias e expiratórias máximas nos idosos ativos, 
quando comparados aos sedentários no grupo estudado, mas inferiores aos valores de 
normalidade encontrados na literatura. Sabendo-se que, com o processo de 
envelhecimento, há uma diminuição da força muscular respiratória, inserir o 
treinamento específico dessa musculatura nos Programas de exercício físico para a 
terceira idade pode ser uma estratégia de prevenção de complicações respiratórias nessa 
faixa etária. 
 
REFERÊNCIAS 
 
1. Freitas, F.S.; Ibiapina, C.C.; Alvim, C.G.; Britto,R.R. & Parreira, V.F. (2010). 
Relação entre força de tosse e nível funcional em um grupo de idosos. Rev 
Bras Fisioterapia,14(6): 470-6. São Carlos (SP). 
2. Gonçalves, M.P.; Tomaz, C.A.B.; Cassiminho, A.L.F. & Dutra, M.F. (2006). 
Avaliação da força muscular inspiratória e expiratória em idosas praticantes 
de atividade física e sedentárias. Rev. Bras. Ci e Mov. 14(1): 37-44. 
3. Guimarães, L.H.C.T.; Galdino, D.C.A.; Martins, F.L.M.M.; Abreu, S.R.; Lima, M. 
& Vitorino, D.F.M. (2004). Avaliação da Capacidade Funcional de Idosos em 
Tratamento Fisioterapêutico. Rev. Neurociências. 12(13): 130-3. 
4. Ide, M.R.; Belini, M.A.V. & Caromano, F.A. (2005). Effect of an aquatic versus 
nonaquatic respiratory exercise program on the respiratory muscle strength in 
healthy aged persons. Clinics. 60(2): 151-8 
5. Neder, J.A.; Andreoni, S.; Lerario, M.C. & Nery, L.E. (1999).Reference values for 
lung function tests: II. Maximal respiratory pressures and voluntary 
ventilation.Braz J Med Biol Res, 32(6): 719-27. Ribeirão Preto (SP). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
140 
 
AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa 
 
Autores: 
Melissa Gewehr116 
Sheila Kocourek117 
Jhonathan Barbosa da Silva 118 
Thaynara Lima Lessing 119 
Fernanda Puntel Rutsatz5 
Gabriela Nascimento Moreira5 
 
CONCEITO DE SAÚDE NA VISÃO DE PESSOAS VINCULADAS A 
GRUPOS DE PROMOÇÃO A SAÚDE 
 
1 INTRODUÇÃO 
 
Vive-se no Brasil um período de tripla transição: demográfica, nutricional e 
epidemiológica. Observa-se que o processo de transição impacta diretamente na saúde 
dos indivíduos, dessa forma ressalta-se a importância de ações de promoção à saúde, 
como grupos de saúde. O trabalho com grupos fez parte das intervenções realizadas por 
residentes do Programa Multiprofissional Integrado em parceria com uma Estratégia de 
Saúde da Família, e considerou-se relevante a percepção dos usuários sobre grupos de 
saúde. Assim, o presente trabalho objetiva descrever o conceito de saúde sob a 
percepção dos usuários. 
 
2 MÉTODOS: 
Trata-se de um recorte do projeto Promoção de Saúde em Estratégia de Saúde da 
Família: Limites e Possibilidades para o trabalho em saúde com CAAE 
19349113.0.0000.5346. Trata-se de um estudo descritivo exploratório conduzido pela 
abordagem qualitativa e análise de conteúdo de Minayo (2008). Os sujeitos da pesquisa 
foram 11 participantes, com idades entre 18 e 80 anos. 
 
3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS: 
 
 
116 Enfermeira, mestranda PPGERONTO/UFSM; 
117 Doutora em Serviço Social, chefe do Departamento de Serviço Social da UFSM;; 
118 Acadêmico de medicina da UFSM; 
119 Acadêmica de música da UFSM. 
5 Acadêmicas de educação especialda UFSM; 
 
 
141 
 
Quando questionados sobre o seu conceito de saúde a maioria relacionou com hábitos 
de alimentação e atividade física: “saúde é ter uma alimentação correta, é comer frutas, 
verduras e legumes. (E2, E3, E5, E8, E9). Para se ter boa saúde é necessário tomar um 
café da manhã forte, um almoço colorido e uma janta leve. Uso muito os grãos integrais 
nas minhas refeições” (E7). “Saúde é [...] estar desposta para caminhar, fazer as 
atividades da casa, andar de bicicreta, correr, sair para passear”. (E3, E5, E8, E9). 
Alguns trouxeram uma compreensão ampliada, usando o conceito de completo bem-
estar biopsicossocial e espiritual. “Eu penso que saúde seja um completo bem estar [...], 
envolve meus sentimentos, as relações que eu tenho com amigos e familiares, pessoas 
com quem posso contar, meus hábitos de vida, como alimentação, exercício físico, não 
fumar, não beber, dormir bem, pegar sol... também envolve a forma que eu me relaciono 
com Deus, a crença que tenho nele. Acho que era isso”. (E6, E7). Uma minoria 
relacionou com o uso da medicação e com não sentir dor nem desconforto. “eu fico com 
saúde quando tomo meus medicamentos certinho, quando eu não tenho dor” (E10). Nos 
relatos obtidos por Gehlen et al (2011) a saúde foi considerada apenas como ausência de 
doenças. 
 
4 CONCLUSÃO: 
Compreender os significados que os usuários atribuem a saúde possibilita argumentar 
que houve avanços na apreensão conceitual de saúde, mesmo que para alguns 
entrevistados, ainda esteja pautado em concepções reducionistas e pontuais. 
 
REFERENCIAS: 
 
2. MINAYO, M.C.S. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. 
11 ed. São Paulo: Hucitec, 2008. 
3. GEHLEN, M. H. et al. Percepção de usuários de saúde em relação às ações 
desenvolvidas pelos agentes comunitários de saúde. Disc Sci, Ser Ciênc Saúde, 
v. 12, n. 1, p. 27-37, 2011. Disponível em: Acesso em: 01 de novembro de 2018. 
 
 
 
https://www.periodicos.unifra.br/index.php/disciplinarumS/article/viewFile/974/917
https://www.periodicos.unifra.br/index.php/disciplinarumS/article/viewFile/974/917
 
 
142 
 
 
 
AREA TEMÁTICA: Gestão/Assistência 
 
Autores: 
Cecília Pletschette Galvão120 
Patrícia Herrmannr121 
Dani Laura Peruzzolo122 
 
 
CONTRIBUIÇÕES DA TERAPIA OCUPACIONAL E FISIOTERAPIA 
NO AMBULATÓRIO DE SEGUIMENTO DE PREMATUROS 
 
1 INTRODUÇÃO 
O ministério da saúde, por meio da Portaria nº 693 de 5/7/2000, institui a Norma de 
Atenção Humanizada ao Recém-Nascido de Baixo Peso como uma estratégia pública de 
proposta interdisciplinar para melhor atender o prematuro e sua família (BRASIL, 
2011). Sabe-se que o recém-nascido pré-termo necessita acompanhamento integral ao 
seu desenvolvimento considerando os aspectos orgânicos e relacionais. Para tanto, 
também garante-se o seguimento ambulatorial do prematuro, preferencialmente com 
equipe multidisciplinar, até os 7 anos de idade (KLOSSOSWSKI, 2016). O Hospital 
Universitário de Santa Maria (HUSM), além de diversos serviços de diferentes 
complexidades, conta com o ambulatório de pediatria, ao qual está vinculado o 
Programa de Seguimento de Prematuros Egressos de Unidades de Tratamento Intensivo 
Neonatal (UTINs). Atualmente o seguimento de prematuros conta com o trabalho de 
duas médicas pediatras, residentes de pediatria, uma Terapeuta docente do curso de 
Terapia Ocupacional, uma Terapeuta Ocupacional e uma Fisioterapeuta residentes do 
Programa de Residência Multiprofissional Integrada ao Sistema Público de Saúde da 
UFSM, e estagiários do curso de Terapia Ocupacional. Além da avaliação médica, as 
crianças são avaliadas pelo Terapeuta Ocupacional e pelo Fisioterapeuta a fim de 
identificar possíveis atrasos no desenvolvimento neuropiscomotor, e colaborar com a 
equipe médica no diagnóstico diferencial. 
 
2 MÉTODO 
Este relato reflexivo foi escrito a partir das experiências vivenciadas junto a Terapeuta 
Ocupacional, docente de referência do programa, e das supervisões vinculadas à 
Residência Multiprofissional 
 
 
120 Terapeuta Ocupacional Residente do segundo ano 
121 Fisioterapeuta Residente do segundo ano 
122 Professora Doutora do curso de Terapia Ocupacional/UFSM 
 
 
143 
 
3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 
 
A participação da Terapia Ocupacional e da Fisioterapia na equipe multidisciplinar do 
seguimento de prematuros traz contribuições importantes para a avaliação do 
desenvolvimento do bebê pré-termo. Cada núcleo, com sua especificidade, amplia o 
olhar sobre a criança, deslocando a avaliação do modelo médico-centrado. O Terapeuta 
Ocupacional, por meio de uma escuta qualificada, consegue identificar dificuldades na 
produção dos pais em seu papel ocupacional, avaliar possíveis déficits no 
processamento sensorial do bebê, fazer uma avaliação cognitiva aprofundada, e avaliar 
a adaptação da criança aos contextos cotidianos (casa, escola, comunidade,etc.) 
(PERUZZOLO, 2014). Utiliza-se como norteador da avaliação o protocolo IRDI 
(Indicadores de Risco ao Desenvolvimento Infantil) (KUPFER, 2008), que tem como 
finalidade analisar como está se dando a produção relacional entre o bebê e seus pais, 
possibilitando sinalizar risco ao desenvolvimento e/ou risco psíquico entre as idades de 
quatro a dezoito meses. Quando é identificado que o bebê ou os pais estão com alguma 
questão que pode colocar em risco o desenvolvimento do bebê, amplia-se a avaliação da 
equipe na busca do que está desencadeando este problema. São comuns 
encaminhamentos para neurologia, para o próprio ambulatório da Terapia Ocupacional, 
Fisioterapia e Fonoaudiologia, além de orientações específica à família e/ou a escola 
infantil. 
 
4 CONCLUSÕES 
O seguimento longitudinal regular e sistematizado do desenvolvimento do bebê 
prematuro possibilita a identificação de déficits e/ou atrasos motores, cognitivos e 
psíquicos. Com isso é possível identificar em tempo a origem do problema e intervir por 
meio do encaminhamento a rede de atenção disponível. Acredita-se que, com este tipo 
de assistência ampliada é possível diminuir os resultados estatísticos de frequente atraso 
no desenvolvimento de bebês prematuros. 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
1. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Atenção 
humanizada ao recém-nascido de baixo peso: método mãe-canguru: manual do 
curso. Brasília: Ministério da Saúde, 2011. 
2. KLOSSOSWSKI, D. G. et al . Assistência integral ao recém-nascido prematuro: 
implicações das práticas e da política pública. Rev. CEFAC, São Paulo , v. 18, 
n. 1, p. 137-150, Feb. 2016 . 
 
 
144 
 
3. KUPFER, M. C. M. Relatório científico final: Leitura da constituição e da 
psicopatologia do laço social por meio de indicadores clínicos: uma abordagem 
multidisciplinar atravessada pela psicanálise (PT Fapesp) – nº 2003/09687. São 
Paulo: Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, 2008 
4. PERUZZOLO, et al. Participação da Terapia Ocupacional na equipe do 
Programa de Seguimento de Prematuros Egressos de UTINs. Cad. Ter. Ocup. 
UFSCar, São Carlos, v. 22, n. 1, p. 151-161, 2014 
 
 
 
 
145 
 
 
AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa 
Autores: 
Adaiane Amélia Baccin123 
 Anniara Lúcia Dornelles de Lima 124 
 Leila Mara Piasentin Claro 125 
 Juliana Kuster de Lima Maliska 126 
Vanessa Cirolini Lucchese 127 
 Silvio José Lemos Vasconcellos128 
 
COPING E ENGAJAMENTO NO TRABALHO DA ENFERMAGEM 
HOSPITALAR. 
 
1 INTRODUÇÃO 
A pesquisa teve como objetivo investigar e correlacionar Coping Ocupacional 
(estratégias utilizadas para enfrentar as situações de estresse no trabalho) e o 
Engajamento no Trabalho - experiência positiva relacionada ao bem-estar e ao 
desempenho das tarefas no trabalho (Vasquez, Magnan, Pacico, Hutz e Schaufeli, 
2015). A amostra foide 250 profissionais da enfermagem de um hospital escola, sendo 
83% do sexo feminino, com idades entre 23 e 64 anos. A pesquisa foi aprovada pelo 
Comitê de Ética e Pesquisa, com Parecer CAAE: 73711417.4.0000.5346. 
 
2 MÉTODO 
A coleta de dados ocorreu no hospital. Os instrumentos utilizados foram a Escala de 
Coping Ocupacional e a Escala de Avaliação do engajamento, além de um questionário 
desenvolvido pela pesquisadora e validado por dois pesquisadores independentes. 
Tratou-se de uma pesquisa exploratória, de cunho quali-quantitativa. Os dados foram 
analisados no programa SPSS versão 2.0. Utilizou-se a estatística descritiva, com 
médias e desvio padrão e o coeficiente de correlação de Pearson (r). 
 
3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 
Os resultados demonstraram a existência de relação entre as variáveis, foi detectado 
baixo índice de Engajamento Total no trabalho, ressaltando a importância em investir 
 
123 Psicóloga Mestra em Psicologia (UFSM) 
124 Acadêmica do Curso de Psicologia (UFSM) 
125 Psicóloga (FISMA) 
126 Acadêmica do Curso de Psicologia (UFSM) 
127 Acadêmica do Curso de Psicologia (UFSM) 
128 Psicólogo Dr. PPGP (UFSM) 
 
 
146 
 
no desenvolvimento dos aspectos que o compõem como forma de fortalecimento das 
estratégias de Coping Ocupacional. O estudo qualitativo demonstrou que os 
participantes apresentam elevado índice de estresse e buscam formas para enfrentar e 
superar situações estressoras, com destaque para o equilíbrio emocional, espiritual, 
auxílio de colegas e as capacitações, inclusive citaram que por vezes chegam ao ponto 
de necessitar auxílio psicológico e médico. Para a Psicologia Positiva, é essencial que a 
Instituição valorize as potencialidades dos colaboradores, utilizando alternativas 
alinhadas com aspectos comportamentais positivos (Seligman, 2011). Os resultados 
demonstraram que há relação entre os aspectos em estudo, pois pessoas engajadas 
ampliam seu repertório de Coping. 
 
4 CONCLUSÕES 
 
Conclui-se que é essencial dar atenção aos resultados do estudo quanto aos aspectos 
apontados como relevantes para o desenvolvimento das estratégias de enfrentamento ao 
estresse no trabalho. É necessário tratar e prevenir o estresse, além de realizar ações que 
promovam o desenvolvimento interpessoal e a valorização das potencialidades dos 
trabalhadores. 
REFERÊNCIAS 
 
1. ALVES, G. A. S.; BAPTISTA, M.N. Construção de uma Escala de Coping 
Ocupacional (ESCO): Estudos psicométricos preliminares. Dissertação de Mestrado. 
Universidade São Francisco, Itatiba, 2010. 
2. BAPTISTA, M. N. et al . Depressão e Coping organizacional: evidências de validade 
para a escala baptista de depressão. Bol. psicol, São Paulo, v. 63, n. 138, p. 35-47, 2013. 
3. HUTZ, C. S. (Org.). Avaliação em Psicologia Positiva. Técnicas e Medidas. 1ed. São 
Paulo: Hogrefe CETEPP, v. 1, p. 75-90, 2016. 
4. SANTOS, Glauber Eduardo de Oliveira. Cálculo amostral: calculadora on-line. 
Disponível em: .2011. 
5. SELIGMAN, M.E.P. Florescer: uma nova compreensão sobre a natureza da 
felicidade e do bem-estar. 1ª Edição. Rio de Janeiro: Objetiva, 2011. 
 
 
147 
 
6. VAZQUEZ, A. C. S., MAGNAN, E. S., PACICO, J. C., HUTZ, C. S., & 
SCHAUFELI, W. B. (2015). Adaptation and Validation of the Brazilian Version of the 
Utrecht Work Engagement Scale. Psico-USF, 20(2), 207-217. (2015). 
https://doi.org/10.1590/1413-82712015200202. 
 
https://doi.org/10.1590/1413-82712015200202
 
 
148 
 
 
AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa 
 
Autores: 
 Maria Luisa Souza Maidana129 
Camila Lopes Marafiga 2 
 Priscila Kurz Assumpção3 
 
CUIDADOS COM A PELE DO RECÉM-NASCIDO 
 
1 INTRODUÇÃO 
O cuidado com a pele do recém-nascido (RN) é muito importante no período neonatal, 
pois proporciona uma barreira protetora auxiliando na prevenção de infecções, facilita a 
termorregulação, ajuda no controle da perda hídrica insensível e no equilíbrio 
eletrolítico. Após o nascimento as camadas da pele, epiderme, derme e tecido 
subcutâneo são poucos espessas e os anexos cutâneos ainda não foram totalmente 
desenvolvidos, sendo frágeis e imaturas, por isso os profissionais de saúde devem ter 
cuidado redobrado, mantendo a integridade e evitando alterações na função protetora 
dos órgãos contra agentes externos (SCHAEFER et al., 2016). A profilaxia dessas 
lesões deve-se em especial a enfermagem, na qual é responsável pelo cuidado delicado e 
contínuo ao paciente, buscando soluções na melhoria do cuidado com a pele do RN 
internado, devendo ser capacitada sobre medidas de proteção e promoção da integridade 
da pele (SANTOS et al., 2015). O objetivo desse trabalho foi identificar nas publicações 
cientificas a importância do cuidado com a pele do recém-nascido. 
2 MÉTODO 
 Trata-se de uma revisão de literatura do tipo narrativa sobre o cuidado com a pele do 
recém-nascido. Realizou-se a busca durante o mês de novembro de 2018 nas bases de 
dados LILACS e BDENF com a seguinte estratégia: “PELE” AND “RECÉM-
NASCIDO”. Encontrou-se 170 produções. Foram incluídas produções em português, 
que estivessem disponíveis e atendessem a temática. Assim, foram incluídas no estudos 
11 produções visto que as duplicadas foram consideradas apenas uma vez. 
3 RESULTADOS 
 
129Autora: acadêmica de enfermagem, 6ºsemestre, Faculdade Integrada de Santa Maria-FISMA. 
m.luisa_maidana@hotmail.com. 
2Coautora: Acadêmica de enfermagem, 6º semestre, Faculdade Integrada de Santa Maria-FISMA. 
camilal_marafiga@outlook.com. 
3Orientadora: Enfermeira, mestre em pediatria e docente na Faculdade Integrada de Santa Maria-FISMA. 
priscila.kurz@fisma.com.br 
 
mailto:m.luisa_maidana@hotmail.com
mailto:priscila.kurz@fisma.com.br
 
 
149 
 
 A idade gestacional (IG) e peso ao nascer são fundamentais para avaliação do RN. O 
recém-nascido pequeno para IG requer internação prolongada, utilização de materiais e 
equipamentos que oferecem riscos a lesões de pele. As principais causas de lesões 
destacadas, uso e fixação de dispositivos, punções venosas, dermatite de fralda ou de 
contato. Para enfermagem é um desafio manter a integridade da pele do RNs, por serem 
constantemente manuseados na prática de procedimentos necessários. O estudo 
observou a utilização de óleo para hidratação da pele e retirada de adesivos de fixação, 
descontaminação da pele para procedimentos invasivos, limpeza do coto umbilical e 
mudança de decúbito, como as principais práticas adotadas no cuidado para a 
manutenção da integridade da pele do RN. 
4 CONCLUSÃO 
 Portando, cuidados que preservem a integridade da pele do RN devem ser prioritários, 
assim como importância do enfermeiro aprimorar o conhecimento acerca das 
especificidades neonatais. 
REFERÊNCIAS 
1. SANTOS, SV; COSTA, R. Cuidados com a pele do recém-nascido: o estado da arte. 
Revista de Pesquisa Cuidado é Fundamental online 2015. jul./set. 7(3):2887-2901. 
Disponível em:. 
Acesso em: 03 out 2018. 
2. SCHAEFER, TIM; NAIDOM, AM; NEVES, ET. Cuidados com a pele do recém-
nascido internado em unidade de terapia intensiva neonatal: revisão integrativa. Revista 
Fund Care Online. 2016 out/dez; 8(4):5156-5162. Disponível em:. 
Acesso em: 03 nov 2018. 
 
 
 
150 
 
 
AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa 
 
Autores: 
Luiza Arend 130 
Silviamar Camponogara 131 
 
CUIDADOS DE ENFERMAGEM AO POTENCIAL DOADOR DE 
ÓRGÃOS: RELATO DE EXPERIÊNCIA 
 
1 INTRODUÇÃO 
A Morte Encefálica provoca alterações hemodinâmicas que levam à falência múltipla 
dos órgãos, exigindo da equipe de saúde uma adequada manutenção das funções vitais 
para garantir a estabilidade hemodinâmica do potencial doador.Entretanto, para isso, é 
necessário que tenha conhecimento científico e técnico a respeito de todos os aspectos 
envolvidos no cuidado a pessoas com morte encefálica. 
 
2 MÉTODO 
Trata-se de um relato de experiência, elaborado a partir das vivências em aulas práticas, 
que ocorreram na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Universitário de Santa 
Maria, durante o segundo semestre do ano de 2018. 
 
3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 
Durante o período de aulas práticas na Unidade de Terapia Intensiva, foi possível 
acompanhar os cuidados da equipe de enfermagem ao potencial doador de órgãos em 
morte encefálica. Os cuidados foram: mensuração dos sinais vitais, aspiração do tubo 
endotraqueal, higienização corporal, cuidados com pele para evitar lesões, controle 
hídrico, avaliação da diurese, avaliação e controle hemodinâmico, preparação e 
acompanhamento da realização de exames e protocolos. No decorrer desse período, foi 
possível observar que o paciente em morte encefálica demanda uma série de cuidados 
de enfermagem devendo a equipe multiprofissional possuir conhecimento científico, 
proatividade e engajamento. Além disso, evidenciou-se que há uma variedade de 
questões ético-legais envolvidas em todo esse processo. 
 
 
130 Acadêmica de enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria. 
131 Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Docente do Departamento e Programa de Pós-
Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria. 
 
 
151 
 
4 CONCLUSÕES 
O papel da enfermagem diante de paciente em morte encefálica na Unidade de Terapia 
Intensiva deve ser executado sempre com dignidade e respeito. É fundamental que o 
enfermeiro tenha conhecimentos científicos a respeito de todos os processos, incluindo 
o fisiopatológico, pois exerce uma função importante no controle de todos os dados 
hemodinâmicos, hídricos e monitorização dos pacientes. 
 
REFERÊNCIAS 
 
1. BECKER, S. et al. A enfermagem na manutenção das funções fisiológicas do 
potencial doador. SANARE. v.13, n.1, p. 69-75, jan./jun. 2014. 
 
2. COSTA, C. R.; COSTA, L. P.; AGUIAR, N. A enfermagem e o paciente em 
morte encefálica na UTI. Rev. Bioét. v. 24, n. 2, p. 367-368, 2016. 
 
 
 
 
152 
 
 
ÁREA TEMÁTICA: Extensão 
 
Autores: 
Maiara Leal da Trindade132 
Rosângela Marion da Silva133 
Michele Zarantonelo134 
 
DESAFIOS DO TRABALHO MULTIPROFISSIONAL RELACIONADOS 
AO AUTOCUIDADO DE PACIENTES COM DOENÇA VASCULAR: 
RELATO DE EXPERIÊNCIA 
 
1 INTRODUÇÃO 
 
O Sistema Único de Saúde – SUS e a Política Nacional de Humanização – PNH 
preveem que as equipes de saúde realizem um atendimento integral aos pacientes de 
forma a responder as necessidades de saúde dos indivíduos. Objetiva-se relatar a 
experiência de uma acadêmica de Enfermagem acerca da percepção dos desafios de 
uma equipe multiprofissional relacionados ao fortalecimento do autocuidado de 
pacientes com alteração vascular. 
 
2 MÉTODO 
Trata-se de um relato de experiência oportunizado por um projeto de extensão de uma 
universidade federal do interior do Rio Grande do Sul. Este projeto propõem a 
participação de uma bolsista em ações interdisciplinares (consultas individuais e 
coletivas), promovidas por uma equipe da Residência Multiprofissional, que visam 
consolidar o autocuidado de pacientes com doença vascular crônica, após a alta 
hospitalar. Estas ações ocorrem semanalmente, desde maio de 2018 no ambulatório de 
um hospital universitário. 
 
3 RESULTADOS/DISCUSSÃO 
Em cinco meses, percebeu-se problemáticas que comprometiam o avanço das ações 
interdisciplinares. Relacionado ao paciente, notou-se baixa adesão ao tratamento e 
orientações. Um estudo identificou fatores que implicam na adoção efetiva do 
 
132 Departamento de Enfermagem UFSM; 
133 Departamento de Enfermagem UFSM; 
134 Residência Multiprofissional UFSM. 
 
 
153 
 
tratamento farmacológico, como inúmeras medicações; existência de comorbidades; 
baixa renda; baixa ou nenhuma escolaridade; má autopercepção da sua saúde 
(TAVARES et al., 2016). Concernente à Rede de Atenção à Saúde – RAS visualizou-se 
dificuldades na transferência de cuidados para outros serviços de saúde. Falta de 
comunicação entre os trabalhadores; desconhecimento sobre os serviços disponíveis; 
carência de educação permanente; ausência de retorno dos serviços e a falta de 
responsabilização dos profissionais envolvidos são fatores que um estudo pontuou como 
entraves da rede assistencial (BRONDANI et al., 2016). E, a própria equipe 
institucional apresenta uma comunicação deficiente entre os profissionais da Residência 
e equipe médica. As diferentes formações acadêmicas; as individualidades; o efeito da 
hierarquia de poder e o “treinamento” para o diálogo são os principais desafios para 
uma comunicação efetiva (NOGUEIRA; RODRIGUES, 2015). Ademais, a PNH (2013) 
defende a comunicação entre os trabalhadores, a fim de promover práticas coletivas que 
estimulem a produção de um cuidado compartilhado e integral ao paciente. 
 
5 CONCLUSÕES 
Verifica-se que os desafios referidos interferem no fortalecimento do paciente frente ao 
autocuidado, mas, são questões possíveis de serem reavaliadas, por meio de medidas 
que efetivem as políticas de saúde vigentes; de estratégias de educação em saúde e 
otimização da comunicação. 
 
REFERÊNCIAS 
 
1. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Núcleo Técnico da 
Política Nacional de Humanização. HumanizaSUS: Documento base para gestores e 
trabalhadores do SUS / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Núcleo 
Técnico da Política Nacional de Humanização. – 4. ed. – Brasília: Editora do Ministério 
da Saúde, 2008. 
2. NOGUEIRA, J. W. S; RODRIGUES, M. C. S. Comunicação efetiva no trabalho 
em equipe em saúde: desafio para a segurança do paciente. Cogitare Enferm, Brasília, 
v. 20, n. 3, pg. 636-640, 2015. 
3. TAVARES, et al. Fatores associados à baixa adesão ao tratamento 
farmacológico de doenças crônicas no Brasil. Rev Saúde Pública, São Paulo, v. 50, n. 
2, 2016. 
4. BRONDANI, et al. Desafios da referência e contrarreferência na atenção em 
saúde na perspectiva dos trabalhadores. Curitiba, Cogitare Enferm. v. 21, n. 1, pg. 01-
08, 2016. 
 
 
154 
 
 
AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa 
 
Autores: 
Otávio Ferreira Moraes135 
Jaqueline Scalabrin Silva136 
Tânia Solange Bosi de Souza Magnago137 
 
DISTÚRBIOS PSÍQUICOS MENORES EM FAMILIARES 
CUIDADORES DE CRIANÇAS E ADOLESCENTE EM TRATAMENTO 
ONCOLÓGICO: PREVALÊNCIA E FATORES ASSOCIADOS 
 
1 INTRODUÇÃO 
Cuidar de um filho com câncer pode representar uma grande carga emocional e física, 
afetando a saúde psíquica dos familiares responsáveis. Nesse contexto, fatores 
ambientais, psicológicos e espirituais desempenham um papel importante no 
aparecimento de distúrbios psíquicos menores (DPM). Assim, objetiva-se avaliar o 
perfil sociodemográfico, a prevalência de DPM e os fatores supracitados em cuidadores 
de crianças e adolescentes em tratamento oncológico. 
 
2 MÉTODO 
Trata-se de um estudo transversal, de caráter quanti-qualitativo, realizado entre 
fevereiro e setembro de 2018, com 62 familiares cuidadores de crianças e adolescentes 
em tratamento oncológico em um hospital universitário do Rio Grande do Sul. Foram 
incluídos os familiares presentes durante a internação, independente do período de 
tratamento ou tempo internado. E, excluídos os menores de idade. Utilizou-se um 
questionário sociodemográfico, o Self-Reporting Questionnaire (SRQ-20) e entrevistas 
com 14 cuidadores. O ponto de corte para suspeição de DPM foi sete ou mais respostas 
positivas para ambos os sexos (GRECO et al., 2015). Para a análise dos dados 
quantitativos utilizou-se a estatística descritiva. O estudo obteve a autorização do 
Comitê de Ética em Pesquisa da instituição(CAAE nº 61553616.6.0000.5346) e segue 
as normativas da Resolução 466/12. 
 
 
135 Graduando em Psicologia na UFSM. Bolsista ProIC-HUSM. E-mail: 
otaviofmoraes@gmail.com; 
136 Enfermeira do HUSM/EBSERH. Mestranda em Enfermagem no PPGEnf/UFSM; 
137 Doutora em Enfermagem. Professora Adjunta do Departamento e Pós-Graduação em 
Enfermagem da UFSM. 
mailto:otaviofmoraes@gmail.com
 
 
155 
 
3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 
Predominaram cuidadoras femininas (80,6%, n=50), da família nuclear do paciente 
(88,7%, n=55), com idade média de 37 anos (±9,1, entre 20 e 66 anos), vivendo fora de 
Santa Maria (80,6%, n=50). Dos participantes, 64,5% (n=40) não praticavam atividade 
física, 67,7% (n=42) possuíam alguma atividade de lazer e 77,4% (n=48) praticavam 
alguma religião. A suspeição para DPM foi de 45% (n=27), sendo a média de respostas 
afirmativas 6,97 (±4,25). Dentro do SRQ-20, a questão com mais respostas afirmativas 
foi “Sente-se nervoso(a), tenso(a) ou preocupado(a)?” (79%, n=49). Em relação às 
entrevistas, a maioria dos cuidadores relata que sua relação com a fé os ajuda durante as 
internações, bem como o apoio de família, amigos e a empatia dos profissionais de 
saúde. Outro fator positivo é a possibilidade de entrar em contato com outros 
cuidadores, pessoas que passam pela mesma situação. Entretanto, relatam que a 
distância da família é um fator negativo. Ademais, referem que, durante as internações, 
as suas preocupações estão destinadas somente aos pacientes, deixando de lado suas 
vontades e necessidades. O percentual de DPM encontrado sinaliza as perturbações 
psicológicas vivenciadas pelos familiares, relacionadas a sintomas depressivos ou 
ansiosos. Residir em um município distante do hospital, e, consequentemente, afastado 
da família, pode ser entendido como fator de risco para a saúde mental do cuidador. A 
internação, amiúde, resulta na perda de fatores de proteção como exercício físico, 
atividades de lazer e contato direto com a rede de apoio. A religião desempenha um 
importante papel protetivo, estando frequentemente presente nos relatos e na maioria 
dos questionários. 
 
4 CONCLUSÕES 
Abnegar das próprias necessidades, em detrimento do paciente, pode gerar efeitos 
reversos, visto que o adoecimento do familiar pode interferir no processo de cuidado na 
internação. Assim, ressalta-se a importância de olhar para os cuidadores, que, muitas 
vezes, acabam à margem do foco da atenção dos profissionais. 
 
REFERÊNCIAS 
 
1. GRECO, P. B. T.; et al., A. Prevalência de distúrbios psíquicos menores em 
agentes socioeducadores do Rio Grande do Sul. Revista Brasileira de 
Enfermagem, Brasília, v. 68, n.1, fev. 2015. Disponível em: 
. Acesso em: 11 nov. 2018. 
 
 
156 
 
 
AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa 
 
Autores: 
Mikaela Aline Bade München138 
Carolina Schmitt Colomé139 
Taiane Klein dos Santos Weissheimer140 
Alberto Manuel Quintana141 
 
DOENÇA RENAL CRÔNICA NO CENÁRIO HOSPITALAR: O PAPEL 
DA PSICOLOGIA 
 
1 INTRODUÇÃO 
 
O cenário hospitalar é um espaço carregado de tensão e que provoca diversos 
sentimentos negativos, principalmente relacionados à dor e ao sofrimento frente a 
situações nas quais o indivíduo é colocado em contato com a fragilidade da condição 
humana. Nessa perspectiva, a manifestação de uma doença física vem seguida de um 
impacto emocional que acarreta mudanças nas rotinas dos envolvidos. Esses aspectos 
emocionais podem estar relacionados às alterações de autoimagem do indivíduo, à 
sensação de incapacidade e ao consequente prejuízo na qualidade de vida. Em relação à 
doença renal crônica, esses fatores associam-se com algumas restrições: a ingestão de 
líquidos é limitada, o paciente deve controlar seu peso, deve tomar várias medicações e 
seguir uma dieta alimentar balanceada. Tais condições tendem, frequentemente, a 
causar sentimentos de ansiedade, irritação e tristeza. Frente a isso, o trabalho do 
psicólogo no Serviço de Nefrologia vem no sentido de acolher esses sentimentos e 
promover a comunicação entre equipe-paciente-família, com a finalidade de auxiliar na 
busca por recursos adaptativos diante da situação de adoecimento. 
 
2 MÉTODO 
 
A partir disso, o presente trabalho se propõe a compreender o papel da psicologia frente 
às implicações da doença renal crônica aos sujeitos. Para tanto, realizou-se uma revisão 
 
138 Acadêmica do Curso de Psicologia – UFSM – mikaelaaline@hotmail.com; 
139 Acadêmica do Curso de Psicologia – UFSM – carolcolome@gmail.com; 
140 Psicóloga – taianeks@gmail.com; 
141 Orientador; Psicólogo; PhD em Bioética; Professor do Curso de Psicologia – UFSM – 
albertom.quintana@gmail.com. 
 
 
157 
 
narrativa da literatura, por meio de buscas em livros e artigos que tratassem da 
temática.3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 
Os resultados apontam que o contexto hospitalar implica diversas situações advindas de 
processos de adoecimento, as quais acarretam variados impactos tanto no paciente 
diagnosticado quanto na família. Nesse sentido, o trabalho de um profissional da 
psicologia se torna fundamental, uma vez que se compreende a importância de reduzir 
os impactos do diagnóstico sobre a vida dos sujeitos e aliviar o sofrimento dos mesmos. 
No tocante à doença renal crônica, o processo, desde a descoberta da DRC, passando 
pela possibilidade de realização de hemodiálise, diálise peritoneal ou transplante, é 
permeado pela ansiedade diante dos procedimentos e/ou a espera pelo órgão. Isso faz 
com que os profissionais do Serviço de Nefrologia se deparem com as mais diversas 
reações emocionais por parte dos pacientes: negação da doença, não adesão ao 
tratamento, tristeza e revolta, os quais podem potencializar alguns mecanismos de 
defesa psíquicos tais como racionalização, isolamento de sentimentos penosos e 
banalização da enfermidade. Nessa lógica, o trabalho do psicólogo visa compreender o 
que está envolvido na queixa do paciente, no sintoma e na sua patologia, objetivando ter 
uma visão ampla do que está se passando com o sujeito e buscando facilitar a 
elaboração de medos e angústias, bem como das incertezas do tratamento e de seu 
prognóstico. 
 
4 CONCLUSÕES 
Considera-se, com isso, que a saúde mental e, nesse sentido, o serviço de psicologia, são 
elementos importantes na busca por uma maior qualidade, humanização e eficácia do 
atendimento aos sujeitos portadores de doença renal crônica e suas famílias. Além 
disso, coloca-se como desafio e proposição para a equipe multiprofissional como um 
todo, a valorização e compreensão das variáveis psicossociais, com vistas à constante 
busca por melhorias na qualidade de vida desses sujeitos. 
 
REFERÊNCIAS 
ALMEIDA, A. M. Revisão: A importância da saúde metal na qualidade de vida e 
sobrevida do portador de insuficiência renal crônica. Jornal de Nefrologia, São Paulo, 
2003; 25 (4): p.209-14. 
BARROS, T. M. Psicologia e saúde: Intervenção em hospital geral. In: CAMINHA, R. 
M. et al (Orgs). Psicoterapias cognitivo-comportamentais: teoria e prática. São 
Paulo: Casa do Psicólogo, 2003. p. 239-246. 
BASTOS, M. G.; BREGMAN, R.; KIRSZTAJN, G. M. Doença renal crônica: frequente 
e grave, mas também prevenível e tratável. Rev. Assoc. Med. Bras., São Paulo , v. 56, 
n. 2, p. 248-253, 2010 . Disponível em 
. acessos em 10 out. 2017. 
http://dx.doi.org/10.1590/S0104-42302010000200028. 
 
 
158 
 
CORDEIRO, A. M. et al . Revisão sistemática: uma revisão narrativa. Rev. Col. Bras. 
Cir., Rio de Janeiro , v. 34, n. 6, p. 428-431, Dez. 2007 . Disponível em 
. acessos em 09 Mar. 2017.http://dx.doi.org/10.1590/S0100-69912007000600012 
GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. 4 ed. São Paulo: Atlas, 2002. 
MACIEL, S. C. A importância do atendimento psicológico ao paciente renal crônico em 
hemodiálise. In: CAMON, V. A. A. (Org.). Novos rumos na psicologia da saúde. São 
Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2002. 
ROTHER, E. T. Revisão sistemática x revisão narrativa. Acta Paulista de 
Enfermagem. São Paulo, v. 20, n.2, p. v-vi, 2007. Disponível em: 
http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=307026613004 Acesso em 01 mar 2017. 
STENZEL, G. Q. L.; ZANCAN, N.; SIMOR, C. Reflexões acerca da atuação do 
psicólogo no contexto hospitalar. In: ______ (Orgs.). A Psicologia no Cenário 
Hospitar: Encontros Possíveis. Porto Alegre: EdiPUCRS, 2012. p. 39-49. 
TURATO, E. R. Tratado de metodologia da pesquisa clínico- qualitativa: 
Construção teórico-epistemológica, discussão comparada e aplicação nas áreas da saúde 
e humanas. Petrópolis: Vozes. 2013. 
VALLE, B.; SALVADOR, C. N.; SANTOS, J. B. Psicanálise e hospital: a escuta da dor 
além do corpo. In: ______ (Orgs.). A Psicologia no Cenário Hospitar: Encontros 
Possíveis. Porto Alegre: EdiPUCRS, 2012. p. 111-118. 
 
 
 
159 
 
 
AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa 
 
Autores: 
Sthefany Possamai Gomes142 
Cíntia De Ugalde Gründling143 
Adriana Farret Brunhauser144 
Ariane Erthur Flores145 
 
EDUCAÇÃO EM SAÚDE: ESTRATEGIA DE PROMOÇÃO DA 
QUALIDADE DE VIDA NA TERCEIRA IDADE 
 
INTRODUÇÃO 
O envelhecimento da população mundial é um dos grandes desafios a serem enfrentados 
no século XXI. A tendência mundial à diminuição da mortalidade e da fecundidade, 
bem como o prolongamento da expectativa de vida das pessoas têm levado ao 
envelhecimento da população (Paschoal, 2006). Os números do Instituto Brasileiro de 
Geografia e Estatística (IBGE), em 2006 mostraram que, no mundo, uma em cada dez 
pessoas tem 60 anos de idade ou mais, estimando-se que em 2050 esta relação será de 
uma para cinco pessoas com 60 anos de idade ou mais em todo o mundo, e de uma para 
três nos países desenvolvidos. A expectativa de vida é um processo que vem 
aumentando com o decorrer do tempo, no Brasil é acompanhado por modificações no 
perfil de saúde de sua população e predomínio de doenças crônicas, com limitações 
funcionais, incapacidades e maiores gastos e desafios para o sistema de saúde. Com esse 
aumento, a capacidade de desfrutar um estilo de vida ativo e independente na velhice 
dependerá, em grande parte, da manutenção do nível pessoal de aptidão física das 
pessoas. À medida que o ser humano envelhece, quer continuar tendo força, resistência, 
flexibilidade e mobilidade para permanecer ativo e independente de modo a poder 
atender as próprias necessidades pessoais e domésticas, como fazer compras ou 
participar de atividades recreativas e esportivas. Envelhecer sem incapacidade passa a 
ser um fator indispensável para a manutenção de boa qualidade de vida. Desta forma, 
uma maneira de se identificar a qualidade de vida de um indivíduo é através do grau de 
autonomia com o que o mesmo desempenha as suas funções, tornando-o independente 
dentro do seu contexto sócio econômico e cultural. Objetivo do estudo foi investigar se 
o nível de qualidade de vida da terceira idade e influenciado pelo ensino de exercícios 
psicomotores como estratégia de educação em saúde. 
 
 2 MÉTODO 
 
 
 
 
 
 
 
160 
 
Tratou-se de um estudo descritivo com abordagem quantitativa e delineamento quase 
experimental apenas com o pós-teste. A amostra foi composta por 28 idosos (14 ativos e 
14 inativos), com características biogeográficas semelhantes. Utilizou-se um formulário 
biodemográfico, o instrumento WHOQOL-bref e a escala de Berg. 
3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 
Os domínios presentes no construto qualidade de vida (físico, psicológico, relações 
sociais e ambiental) e a qualidade de vida total apresentaram diferenças estatísticas 
significantes entre idosos ativos e inativos bem como no teste de Berg, que foi favorável 
aos idosos ativos quanto ao equilíbrio funcional, representando menor risco de quedas. 
4 CONCLUSÕES 
Desta forma, conclui-se que a prática de exercícios psicomotores é indicativa de melhor 
qualidade de vida. 
REFERÊNCIAS (Conforme as normas da ABNT 6023-2002.) 
 
Fonseca, V. (1998). Psicomotricidade:Filogênese, Ontogênese e Retrogênese. (2ª ed). 
Porto Ale-gre: Artes Médicas. 
 
Guedes, R. M. L. (2001). Motivação de idosos praticantes de atividades físicas. In, 
Guedes, O. C. (org.). Idoso, Esporte e Atividades Físicas João Pessoa: Idéia. 
 
Papaléo Netto, M. (2007). Tratado de gerontologia. (2ª ed.) Rio de Janeiro: Atheneu 
 
Paschoal, S. M. P, Salles, R. F. N, & Franco, R.P. (2006). Epidemiologia do 
Envelhecimento. In: Carvalho Filho, E. T., & Papaléo Netto, M. Geriatria 
Fundamentos, Clínica e Terapêutica. São Paulo: Atheneu. 
 
 
161 
 
 
AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa 
 
Autores: 
Deborah Paula Almeida Zaltron146 
Eduarda Friedrich147 
Clandio Timm Marques3 
Lilian Oliveira de Oliveira4 
Alethéia Peters Bajotto5 
EFEITO DO DRY NEEDLING NA DOR LOMBAR DE IDOSAS 
 
1 INTRODUÇÃO 
A lombalgia é uma das doenças musculoesqueléticas mais comuns na população, 
devido a sua alta incidência e prevalência, gerando uma significativa causa de 
incapacidade física. A dor miofascial lombar pode ser reconhecida por um relato de 
desconforto, rigidez muscular ou fadiga localizada no terço inferior da coluna vertebral, 
encontrada em 50% a 90% dos adultos e, muito presente no processo de 
envelhecimento. Dentre as causas de dor lombar ressalta-se elementos 
musculoesqueléticos, como as síndromes dolorosas miofasciais (SDM) e instabilidades 
do segmento lombar. A dor deixa a zona referida suscetível à diminuição da 
flexibilidade devido a disfunção miofascial que ocorre em pontos gatilho no músculo 
que são causados normalmente por zonas tensas nos músculos ou nas fáscias. 
 
2 MÉTODO 
Trata-se de uma pesquisa quantitativa, de intervenção quase experimental sem grupo 
controle, onde foram realizadas aferições antes e após a intervenção. As coletas de 
dados foram realizadas no Laboratório de Ensino Prático (LEP) do Curso de 
Fisioterapia da Universidade Franciscana, na Estratégia de Saúde da Família Roberto 
Binato, na Unidade Básica de Saúde Floriano Rocha e Posto de saúde José Erasmo 
Crossetti em Santa Maria/RS, no período de março de 2018 a maio de 2018. A 
população foi composta por mulheres sedentárias oriundas da cidade de Santa Maria, 
RS, com idade igual ou superior a 60 anos e inferior ou igual à 80 anos. Foi realizada 
uma aplicação do Dry needling nos pontos dolorosos da região lombar e a avaliação 
realizada em três momentos: pré-agulhamento, 5 minutos após a intervenção e 
transcorridas 24 horas, em relação à dor. 
 
 
146 Dicente do curso de Fisioterapia da Universidade Franciscana – UFN; 
147 Fisioterapeuta; 
3 4 5 Docentes do curso de Fisioterapia da Universidade Franciscana – UFN. 
 
 
162 
 
3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 
Foram realizadas duas avaliações, em três momentos - antes do agulhamento (1), 5 
minutos após a retirada da agulha (5) e após 24 horas após a intervenção (24) - em 
relação à dor, utilizando a escala visual-analógica (EVA). Após o período de 
tratamento, foi evidenciada uma significativa redução da intensidade da dor (p266 
O TRABALHO PEDAGÓGICO DENTRO DO CTCRIAC ....................................... 268 
O USO DO MINI-EXAME DO ESTADO MENTAL EM PESQUISAS COM IDOSOS: 
RELATO DE EXPERIÊNCIA ..................................................................................... 271 
ONCOLOGIA INFANTIL: NECESSIDADE DE AMPLIAR O OLHAR FRENTE O 
“SER CRIANÇA” ........................................................................................................ 274 
ORGANIZAÇÃO DE UM SENSOR DE PRESSÃO PARA ATENUAR LESÕES POR 
PRESSÃO EM PACIENTES COM DIFICULDADES DE LOCOMOÇÃO. ............. 276 
OS NOVOS ANTICOAGULANTES ORAIS ............................................................. 278 
OS TEMPOS NA CADEIA DE ATENDIMENTO ACIDENTE VASCULAR 
CEREBRAL ................................................................................................................. 280 
OS VALORES E A EMPATIA COMO FORMA DE ENSINO E RESGATE DA 
RELAÇÃO CLÍNICA .................................................................................................. 282 
OUTUBRO ROSA: EDUCAÇÃO EM SAÚDE EM UMA UNIDADE 
TOCOGINECOLÓGICA ............................................................................................. 285 
PERCEPÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA E AVALIAÇÃO DA INTENSIDADE DE 
DISPNEIA EM DPOC: RELATO DE CASO ............................................................. 288 
PERCEPÇÃO DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM SOBRE A PESSOA COM 
ESTOMIA DE ELIMINAÇÃO INTESTINAL ........................................................... 290 
PERCEPÇÕES DOS ENFERMEIROS FRENTE A TERMINALIDADE EM 
CRIANÇAS: REVISÃO NARRATIVA DE LITERATURA ..................................... 292 
PERFIL CLÍNICO DE CRIANÇAS COM CONSTIPAÇÃO FUNCIONAL SIMPLES 
EM UM AMBULATÓRIO DE GASTROENTEROLOGIA PEDIÁTRICA .............. 294 
PERFIL DE SAÚDE DA EQUIPE MULTIPROFISSIONAL DAS UNIDADES DE 
PERIOPERATÓRIO .................................................................................................... 297 
 
 
 
17 
 
PERFIL DEMOGRÁFICO E NUTRICIONAL DOS PACIENTES EM TERAPIA 
NUTRICIONAL NO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE SANTA MARIA – HUSM
 ...................................................................................................................................... 299 
PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE MICRORGANISMOS ISOLADOS DE 
COPROCUTURAS DE PACIENTES ATENDIDOS NO HOSPITAL 
UNIVERSITÁRIO DE SANTA MARIA .................................................................... 302 
PERFIL NOSOLÓGICO DO AMBULATÓRIO DE GASTROENTEROLOGIA 
PEDIÁTRICA DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE SANTA MARIA ................ 305 
PITIRÍASE RUBRA PILAR APRESENTANDO-SE COMO ERITRODERMIA: UM 
RELATO DE CASO .................................................................................................... 307 
PNEUMONIA ADQUIRIDA NA COMUNIDADE (PAC) E INFLUENZA A (H1N1): 
A IMPORTÂNCIA DO TRATAMENTO PRECOCE ................................................ 309 
PRÁTICA DE ONCOLOGIA INTEGRATIVA NO HUSM ...................................... 312 
PRECISAMOS FALAR SOBRE AIDS: FOCALIZANDO OS TESTES RÁPIDOS 
REALIZADOS ............................................................................................................. 314 
PREVALÊNCIA DE DEFICIÊNCIA DE LIPASE ÁCIDA LISOSSOMAL EM 
PACIENTES ATENDIDOS NO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE SANTA MARIA 
– RESULTADOS PRELIMINARES ........................................................................... 316 
PREVALÊNCIA DO ESTRESSE E BURNOUT EM TRABALHADORES DE 
ENFERMAEGEM DE PRONTO SOCORRO: NOTA PRÉVIA ................................ 318 
PROGRAMA DE EXTENSÃO REANIMA: O QUINTO ANO CAPACITANDO 
LEIGOS EM REANIMAÇÃO CARDIOPULMONAR EM SANTA MARIA, RS. .. 320 
PROGRESSÃO CLÍNICA DE UM PACIENTE COM LER/DORT: UM RELATO DE 
EXPERIÊNCIA ............................................................................................................ 322 
QUALIDADE DO SONO E SINTOMAS DE SAÚDE EM TRABALHADORES DE 
ENFERMAGEM .......................................................................................................... 324 
REFLEXÕES ACADÊMICAS NA SAÚDE MENTAL: RELATO DE EXPERIÊNCIA
 ...................................................................................................................................... 326 
REFLEXÕES SOBRE A IMPORTÂNCIA DOS CENTROS DE CONVIVÊNCIA 
PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE BIOPSICOSOCIOESPIRITUAL DE IDOSOS 328 
RELAÇÃO ENTRE A CLASSIFICAÇÃO DE KILLIP-KIMBALL, TEMPO DE 
INTERNAÇÃO E MORTALIDADE APÓS IAMCST ............................................... 330 
RELATO DE EXPERIÊNCIA: A IMPORTÂNCIA DO VÍNCULO NA 
RESSIGNIFICAÇÃO DA VIDA APÓS O DIAGNÓSTICO DE HIV/AIDSA .......... 332 
RELATO DE EXPERIÊNCIA DE UM ACADÊMICO DE MEDICINA COMO 
BOLSISTA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA ................................................................ 334 
 
 
 
18 
 
RELATO DE EXPERIÊNCIA: PROJETO DE EXTENSÃO EM DIVULGAÇÃO DA 
CIÊNCIA DANDO LUZ A NOVOS CIENTISTAS ................................................... 336 
REPRESENTAÇOES SOCIAIS DA CADEIRA DE RODAS PARA A PESSOA 
COM LESÃO MEDULA ESPINHAL. ..................................................................... 338 
REPERCURSSÕES SOBRE O PAPEL DO SUPORTE SOCIAL OPORTUNIZADO 
AO IDOSO DE GRUPOS DE CONVIVÊNCIA ......................................................... 340 
SALA DE RECREAÇÃO PARA CRIANÇAS EM TRATAMENTO HEMATO 
ONCOLÓGICO: BENEFICIO E IMPORTÂNCIA .................................................... 342 
SATISFAÇÃO PROFISSIONAL DA EQUIPE DE ENFERMAGEM DO SETOR DE 
HEMATO-ONCOLOGIA ............................................................................................ 344 
SEGUIMENTO CLÍNICO DA EXPOSIÇÃO VERTICAL AO HIV: IMPLICAÇÕES 
PARA A PESQUISA E ASSISTÊNCIA ..................................................................... 346 
SEGURANÇA DO PACIENTE E HIGIENIZAÇÃO DE CELULARES E DAS MÃOS 
EM AMBIENTE HOSPITALAR: RELATO DE EXPERIÊNCIA DE PRÁTICA 
EDUCATIVA ............................................................................................................... 348 
SÍNDROME DE GULLO EM PACIENTE PEDIÁTRICO: RELATO DE CASO .... 352 
SÍNDROME DOS VÔMITOS CÍCLICOS: CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS 
UTILIZADOS EM UM AMBULATÓRIO DE GASTROENTEROLOGIA 
PEDIÁTRICA .............................................................................................................. 354 
SOBRECARGA E CARACTERIZAÇÃO DE MULHERES CUIDADORAS DE 
CRIANÇAS COM CUIDADOS CONTÍNUOS E COMPLEXO ................................ 356 
SONO EM PUÉRPERAS ............................................................................................. 358 
TECNOLOGIA AUDIOVISUAL NA EDUCAÇÃO EM SAÚDE COM PACIENTES 
E FAMILIARES NO PÓS-OPERATÓRIO DE COLOSTOMIA ............................... 360 
TERAPIA ASSISTIDA POR ANIMAIS - UMA AÇÃO DO PROJETO DE 
EXTENSÃO CUIDADO E ATENÇÃO AO ADOLESCENTE E À CRIANÇA EM 
TRATAMENTO ONCOLÓGICO (CAACTO) ........................................................... 362 
TESTE DE CAMINHADA DE 6 MINUTOS NA AVALIAÇÃO DA CAPACIDADE 
FUNCIONAL EM IDOSOS ......................................................................................... 364 
TESTE DO HIDROGÊNIO EXPIRADO NO DIAGNÓSTICO DA INTOLERÂNCIA 
À LACTOSE E DO SUPERCRESCIMENTO BACTERIANO DO INTESTINO 
DELGADO ................................................................................................................... 366 
TRATAMENTO DE ÚLCERA VENOSA EM MMII UTILIZANDO ENXERTO DE 
PELE PARCIAL: RELATO DE CASO ....................................................................... 368 
ÚLCERAS POR PRESSÃO: UMA ABORDAGEM FISIOTERAPÊUTICA ............ 370 
 
 
 
19 
 
UNIDADE DE PROCESSAMENTO DE MATERIAIS ESTERILIZADOS: PARA 
ALÉM DO INSTRUMENTAL, UM PILAR NO CUIDADO E SEGURANÇA AO 
PACIENTE ................................................................................................................... 372 
VELHICE E FINITUDE: ESPIRITUALIDADE E ATRIBUIÇÃO DE SENTIDO À 
PERSPECTIVA DE MORTE ......................................................................................o Dry Needling mostrou-se capaz de reduzir o quadro álgico e aumentar 
a flexibilidade de idosas sedentárias com dor lombar de origem inespecífica. Ademais, 
como houve uma melhora expressiva da dor local e flexibilidade quando usada a técnica 
de agulhamento seco, presume-se que a desativação dos pontos-gatilho miofasciais deve 
ser uma prioridade na terapia da dor miofascial. Apesar dos resultados favoráveis de 
estudos sobre o uso de DN no tratamento da dor miofascial, existe uma lacuna na 
literatura de estudos com alto nível de evidência que comprovem a efetividade e 
eficácia da técnica em diferentes faixas etárias. Este é um método minimamente 
invasivo, de baixo custo, seguro, que fornece efeitos locais, segmentais e extra 
segmentares. 
 
REFERÊNCIAS 
1. Reinehr FB, Carpes FP, Mota CB. Influência do treinamento de estabilização 
central sobre a dor e estabilidade lombar. Fisioterapia em Movimento. 2008; 
21(1): 123-129. 
 
2. Coelho DM et al. Prevalência da disfunção miofascial em indivíduos com dor 
lombar. ActaFisiátrica. 2014; 21(2): 71-74. 
 
3. Liu L et al. Evidence for Dry Needling in the Management of Myofascial Trigger 
Points Associated With Low Back Pain: A Systematic Review and Meta-
Analysis. Archives Of Physical Medicine And Rehabilitation. 2018; 99(1): 144-
152. 
 
4. Tüzün EH et al. Effectiveness of dry needling versus a classical physiotherapy 
program in pa-tients with chronic low-back pain: a single-blind, randomized, 
controlled trial. Journal of Phys-ical Therapy Science. 2017; 29(9): 1502–1509. 
 
 
 
 
 
 
163 
 
AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa 
 
Autores: 
Danieli Pillar 148 
Tábada Samantha Marques Rosa 149 
Fernanda Barbisan 150 
Aron Ferreira da Silveira 151 
Ivana Beatrice Mânica da Cruz 152 
Verônica Farina Azzolin153 
 
EFEITO NEUROPROTETOR DA ERVA MATE EM UM MODELO IN 
VITRO DE DOENÇA DE PARKINSON 
 
1 INTRODUÇÃO 
A Doença de Parkinson (DP) é uma desordem neurodegenerativa crônica, progressiva e 
multisistêmica. Embora, a etiologia seja desconhecida, o aumento do estresse oxidativo 
(EO) parece estar relacionado com a fisiopatologia da DP. Neste contexto, estratégias 
terapêuticas neuroprotetoras com origem dietética para o combate do EO estão sendo 
cada vez mais estudadas. Entre os fatores dietéticos associados à neuroproteção, 
destacam-se os compostos com propriedades antioxidantes, os quais podem combater a 
formação das Espécies Reativas de Oxigênio (EROs) retardando os danos celulares. 
Neste contexto, o extrato de Ilex paraguariensis, a qual é popularmente conhecida como 
erva-mate, é uma importante fonte de antioxidantes, sendo potencial alternativa a 
prevenção da DP. Diante disso, objetivo desse estudo foi avaliar in vitro o efeito do 
extrato aquoso de Ilex paraguarienses em neurônios SH-SY5Y expostos a rotenona. 
2 MÉTODO 
As células SH-SY5Y foram cultivadas em condições apropriadas, tratadas com erva-
mate na concentração de (10µg/mL) por 24 horas, logo após com rotenona (40 µM), 
uma toxina aceita como mimetizadora da DP in vitro. As células foram incubadas por 
 
148 Graduação em Farmácia-Universidade Federal de Santa Maria; Laboratório de Biogenômica- 
Universidade Federal de Santa Maria- RS; 
149 Laboratório de Biogenômica- Universidade Federal de Santa Maria- RS; 
150
Programa de Pós Graduação em Gerontologia- Universidade Federal de Santa Maria- RS; 
Laboratório de Biogenômica- Universidade Federal de Santa Maria- RS; 
151 Programa de Pós Graduação em Distúrbios da comunicação humana -Universidade Federal de Santa 
Maria; Laboratório de Biogenômica- Universidade Federal de Santa Maria- RS; 
152 Programa de Pós Graduação em Distúrbios da comunicação humana -Universidade Federal de Santa 
Maria; Programa de Pós Graduação em Gerontologia-Universidade Federal de Santa Maria; 
Laboratório de Biogenômica- Universidade Federal de Santa Maria- RS; 
153 Programa de Pós Graduação em Gerontologia-Universidade Federal de Santa Maria; Laboratório de 
Biogenômica- Universidade Federal de Santa Maria- RS; 
 
 
 
164 
 
24 e 72 horas para realização dos seguintes testes: viabilidade celular através do teste de 
MTT, modulação de marcadores do metabolismo oxidativo (TBARS, carbonilação, 
DCFH-DA e superóxido) via ensaios espectrofotométricos e fluorimétricos, expressão 
gênica das enzimas antioxidantes (SOD, CAT, GPX), e ação genotóxica pelo ensaio da 
8- OHdG. 
3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 
A erva-mate parece possuir efeito protetor sobre a ação da rotenona em células neurais. 
Devido à queda dos marcadores do metabolismo oxidativo (TBARS, carbonilação de 
proteínas, DCFH-DA, e superóxido) e aumento da expressão gênica das enzimas 
antioxidantes (SOD, CAT e GPX), uma vez que quando as células foram expostas 
somente a rotenona os parâmetros oxidativos se elevaram e as enzimas antioxidantes 
diminuíram. Em contrapartida, o tratamento prévio coma erva-mate ocasionou a queda 
dos parâmetros oxidativos e aumento das enzimas antioxidantes. 
4 CONCLUSÕES 
Apesar das restrições metodológicas relacionadas aos protocolos in vitro, nossos 
resultados sugerem que o extrato aquoso da Ilex paraguaienses é um potencial 
composto neuroprotetor contra os danos causados pela rotenona em células SH-SY5Y, 
todavia, mais estudados precisam ser realizados a fim de se comprovar seu efeito 
preventivo a DP. 
 
REFERÊNCIAS: 
1. XU, K.; XU, Y.H.; CHEN, J.F.; SCHWARZSCHILD, M. Neuroprotection by 
caffeine: time course and role of its metabolites in the MPTP model of Parkinson’s 
disease. Neuroscience. v. 167, p. 475–481, 2010. 
 
2. QI, H.; LI, S. Dose-response meta-analysis on coffee, tea and caffeine consumption 
with risk of Parkinson’s disease. Geriatr Gerontol Int. v. 14, p. 430–439, 2014. 
 
3. SOKOL, L.L.; YOUNG, M.J.; ESPAY, A. J.; POSTUMA, R.B. Cautionary optimism: 
caffeine and Parkinson’s disease risk. J Clin Mov Disord. v. 3, p. 7, 2016. 
 
4. MAO Y. R.; JIANG L.; DUAN Y. L.; AN L. J; JIANG B. Efficacy of catalpol as 
protectant against oxidative stress and mitochondrial dysfunction on rotenone-
induced toxicity in mice brain. Environ. Toxicol. Pharmacol. v. 23, p. 314–318, 2007. 
 
 
165 
 
 
AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa 
 
Autores: 
Danieli Pillar 154 
Ivo Emílio da Cruz Jung 155 
Fernanda Barbisan 156 
Marta Medeiros Frescura Duarte 157 
Ivana Beatrice Mânica da Cruz 158 
Verônica Farina Azzolin159 
 
EFEITO NEUROPROTETOR DA SUPLEMENTAÇÃO COM ÓLEO DE 
ABACATE EM CÉLULAS NEURAIS SH-SY5Y: UM MODELO DE 
ESTRESSE IN VITRO 
 
1 INTRODUÇÃO 
 
O estresse vem sendo descrito por muitos autores como um possível gatilho para o 
desenvolvimento de uma série de patologias psiquiátricas e metabólicas. O hormônio 
cortisol em altos níveis parece ser o elo entre o estresse e o desenvolvimento de 
disfunções, sendo o estresse um desencadeador de morte neuronal e desenvolvimento de 
doenças crônicas na população. Nesse contexto, cada vez mais opções terapêuticas não 
farmacológicas estão sendo buscadas, como fatores que possam contribuir 
positivamente no tratamento farmacológico. E essa busca envolve, fortemente 
elementos nutricionais que possam contribuir para o combate ao estresse. Umas das 
moléculas encontradas na dieta que parece estar associada com a proteção ao estresse 
psicossocial e doenças psiquiátricas e neurodegenerativas é o ácido graxo poliinsaturado 
ômega-3 (PUFA n-3). Esta molécula tem um papel critico na estrutura e função 
cerebral. Geralmente, a suplementação de PUFA n-3 é feita com óleo de peixe. 
 
154 Graduação em Farmácia-Universidade Federal de Santa Maria; Laboratório de Biogenômica- 
Universidade Federal de Santa Maria- RS; 
155 Programa de Pós Graduação em Farmacologia-Universidade Federal de Santa Maria; Laboratório 
de Biogenômica- Universidade Federal de Santa Maria- RS; 
156Programa de Pós Graduação em Gerontologia-Universidade Federal de Santa Maria; Laboratório de 
Biogenômica- Universidade Federal de Santa Maria- RS; 
157 Universidade Luterana do Brasil-Campus Santa Maria; Laboratório de Biogenômica- 
Universidade Federal de Santa Maria- RS; 
158 Programa de Pós Graduação em Farmacologia-Universidade Federal de Santa Maria; Programa de 
Pós Graduação em Gerontologia-Universidade Federal de Santa Maria; Laboratório de Biogenômica- 
Universidade Federal de Santa Maria- RS; 
159 Programa de Pós Graduação em Gerontologia-Universidade Federal de Santa Maria; Laboratório de 
Biogenômica- Universidade Federal de Santa Maria- RS; 
 
 
 
 
166 
 
Entretanto, existem outros alimentos vegetais que poderiam apresentar efeito na 
modulação do estresse psicossocial considerando a sua matriz nutricional, como é o 
caso do abacate (Persea americana), um fruto amplamente distribuído em todas as 
regiões do Brasil. Diante disso, o objetivo desse estudo foi avaliar in vitro o potencial 
efeito neuroprotetor do abacate frente a células neurais (SH-SY5Y) expostas ao cortisol. 
 
 2 MÉTODO 
Foi avaliado o efeito da suplementação da cultura de células neurais SH-SY5Y com 
óleo da polpa de abacate na concentração (5 μg/mL), expostas ao cortisol (1ng/mL). A 
exposição ao cortisol é considerada um modelo in vitro de estresse. Os seguintes 
parâmetros foram analisados em 24 e 72 horas: viabilidade, taxa de proliferação celular 
e marcadores apoptóticos (BAX, BCL-2, caspase 3 e 8). 
 
3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 
O abacate mostrou um efeito protetor frente à exposição das células neurais ao cortisol. 
Aumentando a viabilidade e proliferação dessas e revertendo a apoptose causada pelo 
cortisol. Uma vez que uma das consequências da exposição crônica ao estresse é a 
morte de neurônios, o abacate mostra-se como um agente neuroprotetor. 
 
4 CONCLUSÕES 
 
Apesar das limitações metodológicas, por se tratar de um estudo in vitro, o abacate se 
mostrou um potente neuroprotetor frente a células expostas ao estresse pelo cortisol, 
sendo esse um importante fruto a se considerar para o desenvolvimento de um 
suplemento para prevenção de estresse psicossocial e transtornos psiquiátricos. 
 
REFERÊNCIAS: 
5. ADAM, E.K.; KUMARI, M. Assessing salivary cortisol in large-scale, 
epidemiological research. Psychneuroendocrinology. v.34, p.1423-143, 2009. 
 
6. CANHADA, S. et al. Omega-3 fatty acids' supplementation in Alzheimer's disease: 
A systematic review. Nutr Neurosci. v.3, p.1-10, 2017. 
 
 
 
167 
 
7. CHEN, W.Q. et al. Effects of epigallocatechin-3-gallate on behavioral impairments 
induced by psychological stress in rats. Exp Biol Med. v.235, n.5, p.577-583, 2010. 
 
8. FERRAZ, A.C. et al. Chronic omega-3 fatty acids supplementation promotes 
beneficial effects on anxiety, cognitive and depressive-like behaviors in rats 
subjected to a restraint stress protocol. Behav. Brain Res. v.219, p.116–122, 2011. 
 
9. ORTIZ-AVILA, O. et al. Avocado Oil Improves Mitochondrial Function and 
Decreases Oxidative Stress in Brain of Diabetic Rats. J. Diabetes Res. 2015. 
 
 
 
 
168 
 
 
AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa 
 
Autores: 
Alex Velasques Santos¹ 
Darcieli Lima Ramos² 
Luciane Sanchotene Etchepare Daronco³ 
 
¹Acadêmico de Educação Física UFSM-RS ; ²Departamento de clínica médica UFSM-RS; 
³Departamento de Desportos Coletivos UFSM-RS. 
 
 
EFEITOS DA ATIVIDADE FÍSICA NA IMAGEM CORPORAL DE 
MULHERES COM CANCÊR DE MAMA PACIENTES DO HOSPITAL 
UNIVERSITÁRIO DE SANTA MARIA - RIO GRANDE DO SUL 
 
1 INTRODUÇÃO 
 
 A investigação da imagem corporal em pessoas com câncer é fundamental para o 
entendimento do estresse gerado pelas mudanças decorrentes da doença e do seu 
tratamento (FRIERSON; THIEL; ANDERSEN, 2006). Em pessoas com câncer as 
mudanças corpóreas estão relacionadas, principalmente, a aparência e a problemas 
psicossociais como: ansiedade, sintomas depressivos, diminuição de libido, problemas 
físicos, problemas sociais e problemas financeiros (BOGAARTS, 2012). O objetivo 
deste estudo foi verificar a imagem corporal em pacientes do sexo feminino com câncer 
de mama atendidas no HUSM – RS durante o tratamento de Radioterapia. 
 
2 MÉTODO 
 
 Este foi um estudo quantitativo que estudou 16 mulheres em tratamento radioterápico 
no HUSM durante os meses de Abril e Maio de 2017. Foi realizado um pré teste, 
seguido de oito oficinas de atividade física leve (alongamentos e atividades lúdicas) e 
um pós teste. Para avaliar a imagem corporal, decidiu-se utilizar o questionário Body 
Image after Breast Cancer Questionnaire (BIBCQ), com o objetivo de acompanhar o 
impacto do câncer de mama na imagem corporal. 
 
3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 
 
 
169 
 
 
 Ao analisar os dados relativos à imagem corporal entre as mulheres, demonstrou-se que 
muitas delas estavam satisfeitas com sua aparência, gostavam do seu corpo e estavam 
satisfeitas com o mesmo. Contudo, não se sentiam confortáveis em trocar de roupa em 
vestiários públicos. Os informes dos pacientes demonstraram que não evitavam a 
intimidade física nesse período e não tentavam esconder o seu corpo do parceiro. Foi 
observado um discreto aumento em alguns itens depois da prática das 8 sessões de 
Atividade Física. 
 
4 CONCLUSÕES 
 
 O presente se mostrou relevante pela importância do cuidado com o corpo, 
principalmente no período em que o corpo apresenta uma doença tão mítica, como o 
câncer. Ressalta-se que mais pesquisas devem ser realizadas nesse sentido. 
 
REFERÊNCIAS 
 
1. FRIERSON, G.; THIEL, D. L.; ANDERSEN, B. L. Body change stress for 
women with breast cancer: the breast‑impact of treatment scale. Anals. In 
Behavioral Medicine, v. 32, n. 1, p. 77‑81, 2006. 
2. GONCALVES, Carolina de Oliveira et al . Instrumentos para avaliar a imagem 
corporal de mulheres com câncer de mama. Psicol. teor. prat., São Paulo , v. 
14, n. 2, p. 43-55, ago. 2012 . Disponível em 
. acessos em 11 fev. 2017. 
 
 
 
 
 
 
170 
 
 
AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa 
 
Autores: 
Lenize Nunes Moura 160 
Silviamar Camponogara 161 
José Luís Guedes dos Santos 162 
Thailini Silva de Mello163 
Silvana Silveira 5 
EMPODERAMENTO E AMBIENTE DE PRÁTICA DE ENFERMEIROS 
DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO 
 
 1 INTRODUÇÃO 
O estudo tem como objetivo analisar as características do ambiente da prática 
profissional dos enfermeiros de um Hospital Universitário e mensurar o empoderamento 
desses enfermeiros. Considera-se importante conhecer as características do ambiente de 
trabalho do enfermeiro, bem como os níveis de empoderamento desses profissionais, 
pois acredita-se que tais fatores podem vir a influenciar os cuidados de enfermagem. 
 
2 MÉTODO 
 
Trata-se de um projeto de dissertação de mestrado apresentado ao Programa de Pós-
Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria. Caracteriza-se 
como um estudo transversal e descritivo. A atual investigação foi realizada em um 
Hospital Universitário do Sul do Brasil, durante o primeiro semestre de 2018. A coleta 
de dados se deu por meio da aplicação de três instrumentos autorrespondidos: ficha de 
caracterização pessoal; profissional e do ambiente de trabalho e a versão brasileira do 
Nursing Work Index – Revised (NWI-R); Escala do Empoderamento: Conditions of 
Work Effectiveness Questionnaire II (CWEQ). A população da pesquisa foi composta 
por 237 enfermeiros que se enquadraram nos critérios de inclusão. O projeto encontra se 
em fase de análise dos dados, estes foram realizados no programa SPSS Statistics 
 
160Enfermeira. Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade 
Federal de Santa Maria (PPGENF/UFSM); 
161Doutora em Enfermagem.Docente no curso de enfermagem e PPGEnf/UFSM. Universidade 
Federal de Santa Maria; 
162Professor do Departamento de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Catarina 
(UFSC). Florianópolis, Santa Catarina, Brasil; 
163Acadêmica de Enfermagem Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Bolsista de 
Iniciação Científica CNPq; 
5 Acadêmica de Enfermagem Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). 
 
 
171 
 
versão 21.0 para Windows. O estudo atendeu aos aspectos éticos conforme a Resolução 
466/2012, obteve aprovação do comitê de ética em pesquisa da Universidade Federal de 
Santa Maria, por meio da Plataforma Brasil Online, conforme parecer nº 2.865.806. Sob 
o número do Certificado de Apresentação para Apreciação Ética (CAAE) 
81601817.2.0000.5346. 
 
3 ANÁLISE E DISCUSSÃO PRÉVIA DOS RESULTADOS 
 
Uma análise preliminar dos dados evidenciaram que em determinados setores o 
ambiente de pratica é mais favorável do que em outros. Quanto ao empoderamento, os 
níveis de empoderamento dos enfermeiros também foi mais elevado em alguns setores 
específicos. Com esta pesquisa, espera-se contribuir para construção do conhecimento 
na área da enfermagem, bem como para a melhoria do ambiente de prática dos 
enfermeiros uma vez que tais resultados poderão subsidiar o desenvolvimento de 
estratégias que proporcionem um ambiente favorável, bem como o aumento do 
empoderamento dos enfermeiros, resultando em maior satisfação dos profissionais e 
melhora na qualidade do cuidado oferecido ao paciente. 
 
4 CONCLUSÕES 
Os resultados preliminares já permitem concluir que os diversos fatores relacionados ao 
ambiente de trabalho e o nível de empoderamento dos profissionais podem influenciar a 
pratica profissional e o cuidado de enfermagem. 
 
REFERÊNCIAS 
BERNARDINO E, Dyniewicz AM, Carvalho KLB, Kalinowski LC, Bonat WH. 
Adaptação transcultural e validação do instrumento Conditions of Work Effectiveness - 
Questionnaire-II. Rev. Latino-Am. Enfermagem 2013;21(5):1112-18. 
 
BRASIL. Resolução nº 466, de 12 de dezembro de 2012. Conselho Nacional de Saúde. 
Comitê Nacional de Ética em Pesquisa em Seres Humanos. Diário Oficial da União 
Ministério da Saúde, Brasília – DF, 2012. 
 
GASPARINO, R.C. Adaptação cultural e validação do instrumento Nursing Work 
Index - Revised para a cultura brasileira. 2008. 137p. Dissertação (Mestrado em 
Enfermagem) - Universidade Estadual de Campinas, Campinas, SP, 2008. 
 
LAKE, E.T. Development of the Practice Environment Scale of the Nursing Work 
Index. Res Nurs Health., v. 25, n. 3, p. 176-88, 2002. 
 
 
 
172 
 
 
AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa 
 
Autores: 
Bruna Rossarola Pozzebon164 
Tanise Martins dos Santos165 
Suzinara Beatriz Soares de Lima 166 
Vera Regina Real Lima Garcia 167 
 Valdecir Zavarese da Costa 5 
Naiana Buligon Alba 6 
 
ENFERMEIRO NA GESTÃO DOS HOSPITAIS UNIVERSITÁRIOS 
BRASILEIROS: ESTUDO DE TENDÊNCIA 
 
1 INTRODUÇÃO 
 
Seguindo a tendência de substituição do estilo autocrático e impositivo dos gestores, por 
um estilo mais eficiente, voltado para a excelência organizacional, os hospitais têm 
adotado modelos de gestão focados no compartilhamento das decisões, superando os 
modelos tradicionais. Com isso, gestores modernos têm ocupado cargos diretivos para 
que consigam implementar um novo modelo, inclusive, em hospitais universitários 
federais (HUF) (ARAÚJO; LETA, 2014). As exigências da gestão da Empresa 
Brasileira de Serviços Hospitalares nos HUF têm gerado transformações na formação 
profissional, especialmente, na enfermagem (BRASIL, 2018). Ao considerar-se a 
ocupação de diferentes cargos pelos enfermeiros, desponta-se o interesse das 
instituições nesses profissionais devido à repercussão direta na qualidade da assistência 
(MONTEZELI; PERES, 2009). Objetivo: Conhecer a tendência das produções científicas 
acerca do enfermeiro na gestão em hospitais universitários. 
 
2 MÉTODO 
Trata-se de um estudo de revisão narrativa, realizada por meio das produções 
encontradas no Banco de Teses e Dissertações da Coordenação de Aperfeiçoamento 
Pessoal de Nível Superior. A busca foi executada durante o mês de maio de 2017, sendo 
utilizados os termos “gestão enfermeiro” e “hospital universitário”, sem recorte 
 
164 Acadêmica de Enfermagem, Bolsista PROIC-HUSM, UFSM; 
165 Doutoranda em Enfermagem, UFSM; 
166Pós-doutorado em Enfermagem, UFSM ; 
167Doutora em Ciência do Movimento Humano, UFSM; 
5 Doutor em Educação Ambiental, UFSM; 
6 Mestranda em Enfermagem, UFSM. 
 
 
173 
 
temporal. Foram selecionadas 18 produções, que foram analisadas, sendo os resultados 
submetidos à análise temática, originando três categorias (MINAYO, 2014). 
 
3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 
Os estudos encontrados descrevem, verificam e/ou analisam diversos aspectos 
referentes ao enfermeiro na gestão no contexto hospitalar universitário. E, com base, 
nos principais resultados dos estudos definiram-se as categorias temáticas: 1) Mudanças 
organizacionais e os custos com a saúde, que traz as repercussões das mudanças 
organizacionais ocorridas em decorrência da adoção de um modelo de gestão, que visa a 
modernização dos serviços, e o controle dos custos com a saúde. 2) Gestão de pessoas 
nos hospitais universitários, que aborda as bases teóricas para a gerência em 
enfermagem, quanto a avaliação de desempenho profissional, ainda reuniu resultados 
dos estudos que apresentaram o importante papel do enfermeiro, enquanto líder da 
equipe de enfermagem. 3) Gestão da qualidade e a acreditação hospitalar que versa 
sobre o foco principal na gestão hospitalar que prima pela qualidade, vislumbrando os 
padrões de acreditação. 
 
4 CONCLUSÕES 
As produções reforçam que os conhecimentos da enfermagem, vão além das 
competências e habilidades do ser enfermeiro, havendo uma formação na graduação 
superior que poderia subsidiar amplas tomadas de decisão dentro das organizações 
hospitalares. No entanto, ressalta-se que os estudos selecionados não focam no 
enfermeiro enquanto dirigente, pertencente ao alto escalão dos hospitais universitários, 
mas na ocupação de cargos adjacentes. 
 
REFERÊNCIAS 
 
1. ARAÚJO, K. M.; LETA, J. Os hospitais universitários federais e suas missões institucionais no 
passado e no presente. História, Ciências, Saúde. v. 21, n. 4, p. 1261-1281, out./dez. 2014. 
2. BRASIL. Ministério da Educação. Hospitais Universitários Federais. Empresa Brasileira de 
Serviços Hospitalares. 2018. Disponível em: . 
Acesso em: 18 jun. 2018. 
3. MONTEZELI, J. H.; PERES, A. M. Competência gerencial do enfermeiro: conhecimento 
publicado em periódicos brasileiros. Cogitare Enferm. v. 14, n. 3, p. 553-558, jul./set. 2009. 
4. MINAYO, M. C. S. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. 14. ed. São 
Paulo: Hucitec, 2014. 
 
 
 
174 
 
 
AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa 
 
Autores: 
Karen Cristiane Pereira de Morais168 
Rosângela Marion da Silva169 
Liliane Ribeiro Trindade170 
Carmem Lúcia Colomé Beck171 
Juliane Rodrigues Guedes172 
 
ENFERMEIROS DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO E A SOBRECARGA 
DE TRABALHO. 
1 INTRODUÇÃO 
 
Introdução: A complexidade do processo de trabalho do enfermeiro e as exigências que 
incidem sobre o mesmo, aliadas às condições precárias de trabalho e ao acúmulo de 
atribuições são considerados elementos que determinam a sobrecarga de trabalho, 
podendo repercutir em riscos para o paciente, comprometendo sua segurança, e também 
a segurança do próprio profissional, uma vez que este durante o processo de trabalho 
está exposto a diversos fatores, como citados anteriormente (ANDOLHE,2013). O 
contato direto e contínuo com os pacientes é uma característica comum aos 
trabalhadores da saúde. O conceito de sobrecarga de trabalho relaciona-se à percepção 
da alta demanda nas situações rotineirasno ambiente de trabalho para a pessoa e à 
dificuldade de enfrentamento frente às exigências que a atividade profissional impõe 
aos trabalhadores (BANDEIRA; ISHARA; ZUARDI, 2007). Portanto, o presente 
estudo teve como objetivo geral conhecer a percepção de enfermeiros que atuam no 
trabalho em turnos sobre a sobrecarga de trabalho. 
 
2 MÉTODO 
 
Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa, do tipo exploratório-descritivo. O 
cenário foi um hospital universitário localizado em um município do interior do Estado 
do Rio Grande do Sul, Brasil. Os participantes foram os enfermeiros atuantes nas 
 
168 Mestranda em enfermagem pela Universidade Federal de Santa Maria; 
169 Docente do departamento de enfermagem UFSM; 
170 Mestre em enfermagem UFSM; 
171 Docente do departamento de enfermagem UFSM. 
172 Acadêmica de medicina UFSM 
 
 
175 
 
unidades de internação clínica e cirúrgica dessa instituição, ao todo a equipe de 
enfermeiros é constituída por 39 profissionais. Após aplicação dos critérios de inclusão, 
cinco enfermeiros foram excluídos, resultando na população elegível de 34 pessoas. A 
partir do quantitativo de enfermeiros identificados nas unidades, optou-se por realizar 
sorteio dos participantes por turno e unidade de trabalho. Foram critérios de inclusão: 
atuar nas unidades estudadas há mais de seis meses, sendo excluídos os que estavam em 
afastamento de qualquer natureza. A técnica de coleta dos dados ocorreu por meio da 
observação sistemática não participante e entrevista semiestruturada, e foram analisados 
por meio da técnica de análise do conteúdo temática. Seguiram-se as recomendações 
previstas neste trabalho foi aprovado pelo comitê de ética em pesquisa sob o número 
CAAE 65329817.2.0000.5346. 
 
3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 
 
Para os enfermeiros os fatores que interferiam na sobrecarga de trabalho eram as 
condições inadequadas de trabalho, atividades além da capacidade de resolução, 
mudanças no perfil epidemiológico da população, atividades gerenciais e a extensão do 
trabalho no domicílio e elementos que colaboram para o desenvolvimento do trabalho, 
na qual foram retratados o auxílio das tecnologias no desenvolvimento do trabalho, o 
reconhecimento e valorização da profissão. Situações como as condições inadequadas 
de trabalho, atividades além da capacidade de resolução, mudanças no perfil 
epidemiológico da população e atividades gerenciais e a extensão do trabalho no 
domicílio têm influência direta na sobrecarga de trabalho. 
 
4 CONCLUSÕES 
 
Conclui-se que foi possível conhecer como os enfermeiros percebiam a sobrecarga de 
trabalho oriunda de seu ambiente laboral. Nesse sentido, mostra-se imprescindível o 
planejamento de ações que busquem preservar e promover a saúde dos trabalhadores, 
proporcionando, assim, que esses estejam menos suscetíveis ao adoecimento, e que a 
enfermagem seja mais valorizada e apoiada pela equipe de saúde, tornando possível a 
oferta de uma assistência integral e de qualidade. 
 
REFERÊNCIAS 
 
1. ANDOLHE, R.Segurança do paciente em unidades de terapia intensiva: 
estresse, coping e burnout da equipe de enfermagem e ocorrência de eventos 
 
 
176 
 
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IMPACTO-BR. J Bras Psiquiatr.v. 56, n. 4, p. 280-286, 2007. 
 
 
177 
 
 
AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa 
 
Autores: 
Jamir Pitton Rissardo173 
Ana Letícia Fornari Caprara1 
Aline Kegler174 
Luiz Fernando Freire Royes175 
Michele Rechia Fighera176 
 
ENVOLVIMENTO DO POLIMORFISMO MnSODAla16Val NA 
EPILEPSIA: ESTUDO CASO-CONTROLE 
1 INTRODUÇÃO 
 
A superóxido-dismutase (SOD) é considerada a primeira enzima antioxidante, 
desempenhando um papel fundamental na proteção celular contra os danos induzidos 
pelas espécies reativas de oxigênio. O polimorfismo de nucleotídeo único (SNP) 
MnSODAla16Val foi associado à fisiopatologia do diabetes e de doenças hepáticas. 
Dessa forma, esse polimorfismo pode ser relevante no estudo da epilepsia, uma vez que 
o estresse oxidativo tem sido relacionado ao processo de epileptogênese. Portanto, o 
objetivo deste estudo é descrever a influência do polimorfismo do gene 
Ala16ValMnSOD nos parâmetros de inflamação, apoptose e dano ao DNA em 
indivíduos com epilepsia idiopática (EI). 
 
2 MÉTODO 
 
Este é um estudo caso-controle com 41 indivíduos saudáveis (grupo controle) e 43 
indivíduos com EI do ambulatório de Neurologia do Hospital Universitário de Santa 
Maria. Uma análise bioquímica foi realizada para investigar a atividade da 
acetilcolinesterase (AChE), os níveis de fator de necrose tumoral α(TNF-α), atividade 
de caspase-8(CASP-8), picogreen(PG) e genotipagem do polimorfismo da 
Ala16ValMnSOD. Os dados foram analisados através da análise de variância (two-way 
ANOVA), seguida do Teste de Comparação Múltipla de Tukey. As análises estatísticas 
 
173Acadêmico do curso de Medicina - Centro de Ciências da Saúde, Departamento de 
Neuropsiquiatria, Universidade Federal de Santa Maria, RS, Brazil; 
174Centro de Ciências Naturais e Exatas, Programa de Pós-Graduação em Ciências Biológicas: 
Bioquímica Toxicológica, Universidade Federal de Santa Maria, RS, Brazil; 
175Centro de Educação Física e Desportos, Laboratório de Bioquímica do Exercício (BIOEX), 
Universidade Federal de Santa Maria, RS, Brazil; 
176Centro de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Farmacologia, Universidade 
Federal de Santa Maria, RS, Brazil; 
 
 
178 
 
foram realizadas no software SPSS. A análise de correlação foi efetuada utilizando o 
coeficiente de correlação de Pearson. A significância estatística foi assumida quando 
p. Acessoem: 06 out. 2018. 
https://www.nature.com/articles/nrneurol.2010.178
 
 
179 
 
2. Guo, K.; Janigro, D. New immunological approaches in treating and diagnosing 
CNS diseases. Pharmaceutical patent analyst, v. 2, p. 361-371, 2013. Disponível 
em: . Acesso em: 6 
out. 2018. 
3. Lehtimäki, K.; Keränen, T.; Huhtala, H.; et al. Regulation of IL-6 system in 
cerebrospinal fluid and serum compartments by seizures: the effect of seizure type 
and duration. Journal of neuroimmunology, v. 152, p. 121-125, 2004. Disponível 
em: . 
Acesso em: 6 out. 2018. 
https://www.future-science.com/doi/abs/10.4155/ppa.13.16
https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0165572804000499
 
 
180 
 
 
AREA TEMÁTICA: Ensino/Pesquisa 
 
Autores: 
Marcelo Ribeiro Primeira177 
Cid Gonzaga Gomes178 
Patricia Eickhoff179 
Stela Maris de Mello Padoin180 
 
ESCALA DE AVALIAÇÃO DE QUALIDADE DE VIDA DE PESSOAS 
VIVENDO COM HIV: UMA REVISÃO BIBLIOMÉTRICA 
 
1 INTRODUÇÃO 
 
Como resposta à epidemia provocada pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), 
assume-se o compromisso com as diretrizes nacionais e internacionais em busca do 
alcance da meta 90-90-90. Esta meta, proposta da Joint United Nations Program on 
HIV/AIDS (UNAIDS), prevê que até o ano de 2020 90% das pessoas HIV positivas 
tenham ciência do seu diagnóstico, 90% destas estejam em tratamento e 90% das 
pessoas em tratamento apresentem carga viral (CV) indetectável (UNAIDS, 2015). A 
CV indetectável (supressão viral) está relacionada à prevenção quanto ao risco de 
transmissão do HIV e seu sucesso é diretamente ligado à adesão ao tratamento. A 
qualidade de vida (QV), além da adesão à terapia antirretroviral, também apresenta 
associação com as variáveis clínicas referentes ao tratamento. Os maiores escores dos 
domínios avaliados pela QV são observados em indivíduos com supressão viral. 
Portanto a avaliação de QV associada à avaliação da adesão são importantes para as 
equipes de saúde planejarem o cuidado integral às pessoas com HIV, direcionando os 
recursos e promoção de estratégias de saúde que possam abranger não apenas aspectos 
físicos, mas também psicossociais, diminuindo morbidade, mortalidade e custos mais 
elevados com saúde (CANINI; et al., 2004; SILVA; et al, 2014). Para avaliação da QV 
foram criados questionários específicos para pessoas com HIV, além do amplamente 
conhecido WHOQOL-HIV-Bref da Organização Mundial da Saúde. Dentre estes 
instrumentos específicos destaca-se o HIV/AIDS-Targeted Quality of Life Instrument 
(HAT-QoL), cujos domínios foram construídos totalmente a partir de sugestões de 
pacientes (SÓAREZ; et al., 2009). O HAT-QoL busca avaliar a QV por meio de nove 
domínios: funções gerais, sexuais, problemas de comunicação, preocupações com a 
saúde e financeiras, aceitação do HIV, satisfação com a vida, preocupações com 
 
177 Discente do Curso de Doutorado do PPGEnf/UFSM; 
178 Discente do Curso de Graduação em Fisioterapia da UFSM, bolsista PROIC-HUSM; 
179 Discente do Curso de Graduação em Medicina da UFSM, bolsista PROIC-HUSM; 
180 Docente do Departamento de Enfermagem da UFSM. 
 
 
181 
 
medicamentos e confiança no profissional de saúde. Estes domínios estão divididos em 
34 questões com as respostas configuradas em uma escala do tipo Likert (SÓAREZ; et 
al., 2009). Dessa forma, a avaliação da QV torna-se relevante para criação de estratégias 
de tratamento, a partir do conhecimento das condições que influenciam negativamente a 
QV e que podem afetar diretamente a adesão ao tratamento (CANINI; et al., 2004). 
Objetivo: Avaliar a amplitude do uso do HAT-QoL para avaliação da QV das pessoas 
com HIV. 
2 MÉTODO 
 
Encontra-se em desenvolvimento, no Grupo de Pesquisa Cuidado à Saúde das Pessoas, 
Famílias e Sociedade, um estudo de revisão bibliográfica a partir dos métodos da 
bibliometria e cientometria que permitirá planejar e encontrar uma quantidade 
determinada de periódicos que respondam a uma pergunta específica e analisar 
criticamente os estudos disponíveis nas bases de dados e a análise, o consumo e a 
circulação da produção científica (SANTOS; KOBASHI, 2009). A busca utilizou 16 
variações do nome do instrumento, incluindo sua sigla, e foi desenvolvida nas bases de 
dados eletrônicas: US National Library of Medicine National Institutes of Health 
(PUBMED), Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), 
Elsevier SciVerse Scopus (SCOPUS), no mês de outubro. Resultados: Ao fim da busca 
foram encontradas 421 produções, divididas nas diferentes bases: PUBMED (N=108), 
LILACS (N=14) e SCOPUS (N=299). Os resultados foram exportados para o software 
gerenciador de referências Mendeley, onde será realizada a leitura de títulos e resumos 
para seleção e composição do corpus da pesquisa. 
 
3 RESULTADOS 
 
Ao fim da busca foram encontradas 421 produções, divididas nas diferentes bases: 
PUBMED (N=108), LILACS (N=14) e SCOPUS (N=299). 
 
4 CONCLUSÕES 
 
Espera-se que esta revisão responda à questão de pesquisa e que os estudos disponíveis 
nas bases de dados demonstrem o consumo e a circulação da produção científica acerca 
da avaliação da QV de pessoas vivendo com HIV nos diferentes contextos. 
 
REFERÊNCIAS 
 
 
 
182 
 
1. CANINI, S. R. M. da S. et al. Qualidade de vida de indivíduos com HIV/AIDS: 
uma revisão de literatura. Rev. Latino-Am. Enfermagem, Ribeirão Preto, v. 12, 
n. 6, p. 940-45, dez. 2004. 
2. SANTOS, Raimundo Nonato Macedo dos; KOBASHI, Nair Yumiko. 
Bibliometria, Cientometria, Infometria: conceitos e aplicações. Revista 
Pesquisa Brasileira em Ciência da Informação e Biblioteconomia, v. 2, n. 1, 
p. 155-72, 2009. 
3. SILVA, A. C. de O. e. et al. Qualidade de vida, características clínicas e adesão 
ao tratamento de pessoas vivendo com HIV/AIDS. Rev. Latino-Am. 
Enfermagem, Ribeirão Preto., v. 22, n. 6, p. 994-1000, dez. 2014. 
4. SÓAREZ, P. C. et al. Tradução e validação de um questionário de avaliação de 
qualidade de vida em AIDS no Brasil. Rev Panam Salud Publica, Washington, 
v. 25, n. 1, p. 69-76, 2009. 
5. UNAIDS. 90-90-90 Uma meta ambiciosa de tratamento para contribuir 
para o fim da epidemia de AIDS, Geneva: UNAIDS, 2015. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
183 
 
AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa 
 
Autores: 
Vitor Cantele Malavolta181 
Rúbia Soares Bruno182 
Sheila Jacques Oppitz² 
Michele Vargas Garcia¹ 
 
ESCALA VISUAL ANALÓGICA: UM RECURSO PARA 
AUTOAVALIAÇÃO DE SUJEITOS COM ZUMBIDO CRÔNICO EM UM 
GRUPO DE ACONSELHAMENTO FONOAUDIOLÓGICO 
 
1 INTRODUÇÃO 
 
O zumbido tornou-se mais prevalente na população de modo geral, dando um salto de 
15% para 25,3% de incidência nos últimos 15 anos. Dessa forma, o sintoma vem 
exigindo maior preparo de fonoaudiólogos de diversos níveis de atenção à saúde. 
Assim, a Escala Visual Analógica tornar-se aliada deste profissional no 
acompanhamento e mensuração do sintoma, sendo um recurso simples, já conhecido e 
de baixo custo. Portanto, o objetivo deste estudo é descrever a efetividade da Escala 
Visual Analógica na mensuração do zumbido crônico em um grupo de aconselhamento 
fonoaudiológico, sendo que espera-se, que a reposta seja fidedigna ao incomodo e possa 
ser utilizada como um método de mensuração do zumbido crônico. 
 
2 MÉTODO 
 
Estudo de caráter transversal, aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa. Participaram 
do estudo 10 sujeitos (número máximo de sujeitos por grupo) com média de idade de 
61,3 anos, pertencentes ao Grupo de Aconselhamento Fonoaudiológico de um Hospital 
Universitário. A Escala Visual Analógica foi aplicada antes e após cinco sessões de 
aconselhamento fonoaudiológico em grupo, sendo que os sujeitos quantificaram, de 
zero à dez, o incômodo com osintoma. 
 
3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 
 
 
181 Universidade Federal de Santa Maria (RS), Departamento de Fonoaudiologia;; 
182 Programa de Pós-graduação em Distúrbios da Comunicação Humana.; 
 
 
184 
 
Antes do aconselhamento fonoaudiológico 40% dos sujeitos deram nota dez, 10% 
deram nota nove, 20% deram nota oito e 30% deram nota sete. Após o tratamento 20% 
deram nota seis, 30% deram nota quatro, 20% deram nota dois e 30% deram nota zero. 
A mensuração do incômodo com o sintoma foi realizada de forma rápida e simples, 
refletindo de forma objetiva e quantitativa a melhora do incômodo com o zumbido. 
 
4 CONCLUSÕES 
 
A Escala Visual Analógica é uma maneira efetiva de mensurar o incômodo com o 
zumbido, sendo fidedigna ao incomodo do paciente com o sintoma, já que o caracteriza 
de forma quantitativa e ajuda a nortear a continuidade do tratamento, podendo ser 
utilizada pelo fonoaudiólogo da Atenção Básica à Alta Complexidade, propiciando uma 
intervenção rápida, efetiva e de baixo custo para o sistema de saúde. 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
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Protocols. Nova Iorque, Editora Thieme, 2006. 
 
 
 
185 
 
 
ÁREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa 
Autores: 
Caroline Canabarro Caurio 
Diego Michelon de Carli 
Luís Augusto Peukert Bassi 
Luciane Flores Jacobi 
 
ESTUDO DO PERFIL CLÍNICO-EPIDEMIOLÓGICO DOS 
PACIENTESCIRRÓTICOS INTERNADOS EM HOSPITAL TERCIÁRIO 
DA REGIÃO SUL DO BRASIL 
 
Introdução: 
As doenças do aparelho gastrointestinal, especialmente as patologias hepáticas são 
altamenteprevalentes e, dependendo da gravidade e evolução, geram enorme morbidade 
e mortalidade. Cirrose é considerada uma doença evitável no contexto da promoção da 
saúde visto que suascausas são potencialmente preveníveis ou tratáveis. Progressos têm 
sido feitos noentendimento da história natural e fisiopatologia da doença hepática 
crônica, bem como notratamento de suas complicações, o que resulta em melhor manejo 
e qualidade de vida destespacientes. A avaliação do perfil clínico desses doentes se faz 
necessária, visando programarestratégias de prevenção primária e 
secundária.Objetivo:Descrever o perfil epidemiológico dos pacientes internados no 
Serviço de Gastroenterologiado Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM) no 
período de um ano, com ênfase nospacientes cirróticos e na análise de suas 
complicações e mortalidade associada.Métodos :Estudo observacional e retrospectivo, 
sendo a amostra composta pela análise de prontuáriosde 47 internações por cirrose no 
serviço de Gastroenterologia do HUSM, Santa Maria, RS, noperíodo de janeiro a 
dezembro de 2016. Para a coleta de dados, foi utilizada uma ficha deautoria própria, 
onde foram avaliadas as seguintes variáveis: gênero, idade, motivo dainternação, 
complicações durante a hospitalização, exames laboratoriais para classificação deChild-
Pugh, etiologia da cirrose, perfis virais para hepatites, comorbidades e mortalidadeintra-
hospitalar. Os dados foram avaliados por estatística descritiva (freqüências absolutas 
erelativas). As associações foram verificadas através dos testes do Qui-quadrado ou 
exato deFisher e teste t-Student. O nível de significância adotado foi de 95%. 
Resultados: A média de idade observada nos doentes foi de 59,48 ± 10,91, sendo que os 
mesmos erammais frequentemente do sexo masculino (76%). Apresentavam Child-
Pugh B ou C em 50% e43,5% dos casos, respectivamente, e a etiologia preponderante 
da hepatopatia foi relacionadaao álcool (55,3%). O motivo da internação mais frequente 
foi hematêmese (42,6%), sendo a maioria relacionada ao sangramento de varizes 
esofago-gástricas. As complicações mais prevalentes foram ascite (67,4%), hemorragia 
digestiva alta(51,1%), encefalopatiahepática(43,5%) e infecção(44,7%), sendo 
peritonite bacteriana espontânea o principal focode infecção. Em nosso estudo, o único 
fator que esteve associado diretamente à mortalidadeforam encefalopatia hepática, com 
um RR de 2,61 (DP 1,16-5,87, IC 95%). Conclusão: A cirrose teve como principal 
 
 
186 
 
etiologia o alcoolismo, seguido da infecção pelo VHC. Houveassociação significativa 
entre mortalidade intra-hospitalar e o surgimento de encefalopatiahepática. 
 
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192 
 
 
AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa 
 
Autores: 
Cibele Bessa Pacheco¹ 
João Villanova Amaral¹ 
Giulia Maria dos Santos Goedert¹ 
Laryssa Campos de Souza¹ 
Marcos Antonio de Oliveira Lobato² 
Marinel Mór Dall’Agnol² 
 
ESTUDO SOBRE A PREVALÊNCIA DE CÂNCER EM POPULAÇÃO 
ADSTRITA À UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE SÃO FRANCISCO, EM 
2016 SANTA MARIA – RS 
 
1 INTRODUÇÃO 
 
As Unidades Básicas de Saúde (UBS) não possuem Agentes Comunitários de Saúde 
(ACS) que são os responsáveis pelas visitas às famílias, a fim de desenhar o perfil 
epidemiológico de uma população. Para preencher esta lacuna, o Dep. de Saúde 
Coletiva estabeleceu parceria com o Núcleo de Educação Permanente em Saúde da 
Secretaria de Município, na qual os alunos do 1º semestre de Medicina da UFSM 
realizaram o cadastramento da população adstrita à UBS São Francisco e montaram 
uma base de dados, como uma atividade prática das disciplinas Epidemiologia I e Saúde 
Coletiva I, a fim de subsidiar a equipe da UBS para planejamento em saúde. O objetivo 
deste trabalho foi desenhar o perfil epidemiológico das pessoas acometidas por câncer 
no grupo cadastrado. 
 
2 MÉTODO 
 
No 2º semestre de 2016, foi realizado um estudo transversal descritivo, com seleção da 
amostra por conveniência, após o mapeamento da região in loco. A área cadastrada foi o 
Residencial Don Ivo, que circunda a UBS. Um morador de cada residência foi 
entrevistado por duplas de alunos com os formulários de Cadastro Domiciliar e 
Cadastro Individual do Ministério da Saúde¹. Os dados foram digitados no EpiInfo por 
monitores e analisados pelos mesmos alunos que os coletaram, na disciplina 
Epidemiologia 2. As variáveis selecionadas para este trabalho foram: história pregressa 
e/ou atual de câncer, fumante, uso de álcool e drogas, com resposta “sim/não”, além de 
sexo (feminino/masculino) e raça/cor da pele. 
 
 
193 
 
 
3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 
 
Foram cadastrados 401 indivíduos de 134 domicílios. Foram referidos 9 casos de câncer 
atuais ou pregressos, com uma prevalência de 2,3% na amostra. Destas pessoas, 78% 
eram mulheres; 4 tinham cor da pele branca, 3 parda ou preta (não havia registro em 2 
casos) e 7 (77,8%) eram fumantes. Não foram encontrados indivíduos que usassem 
álcool e outras drogas entre os casos de câncer. Foi encontrada alta prevalência de 
pessoas com história atual ou pregressa de câncer, maior entre as mulheres. Apesar da 
doença, uma parcela expressiva ainda permanecia fumante. Estes dados trazem 
informações úteis para que a equipe da UBS direcione suas ações às necessidades da 
comunidade. Alguns viéses devem ser cogitados: a informação por morbidade referida e 
a ausência de residentes em alguns domicílios. O instrumento não permite conhecer 
informações importantes como o tipo de câncer, mas é o recomendado para o 
cadastramento na APS. 
 
4 CONCLUSÕES 
 
Por fim, deve-se ressaltar a importância desse tipo de pesquisa como atividade 
curricular, possibilitando conhecer as pessoas em sua vida real e, ainda gerar dados para 
ajudar a equipe de saúde da UBS. 
 
REFERÊNCIAS 
 
1. E-SUS AB. Ficha de cadastro individual. Disponível em: 
. Acesso em 13 out. 2018. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
194 
 
AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa 
 
Autores: 
Karla Priscilla Paulino Dos Santos183 
Suzinara Beatriz Soares de Lima184 
Lidiana Batista Teixeira Dutra Silveira 185 
Adriana Brum Lourenço4 
Eduarda Aparecida Pedroso Compodonio5 
Cassia Ribeiro Reis6 
 
EVIDÊNCIAS CIENTÍFICAS SOBRE CUSTO NA PREVENÇÃO E 
TRATAMENTO DA LESÃO POR PRESSÃO DECORRENTE DO 
POSICIONAMENTO OPERATÓRIO: UMA REVISÃO INTEGRATIVA 
 
1 INTRODUÇÃO 
 
Uma das maiores preocupações para o enfermeiro no seu trabalho assistencial é a 
prevenção de Lesões por Pressão-LP, que pode ser desencadeada por longos períodos de 
hospitalização e pelo posicionamento cirúrgico. A prevenção e tratamento de LP podem 
se tornar dispendiosas para os serviço e sistemas de saúde. 
2 MÉTODO 
 
Trata-se de uma revisão integrativa, que teve sua busca realizada na base de dados 
LILACS-Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde via Biblioteca 
Virtual em Saúde-BVS entre os meses de maio e junho de 2017, foram encontrados 13 
artigos, foram incluídos 9. Ocorreram seis etapas: 1) Identificação do tema e questão de 
pesquisa (questão de pesquisa foi utilizada a estratégia PICO (Population, Intervention, 
Comparison, Outcome); 2) Estabelecimento de critérios de inclusão (artigos originais 
que respondem à pergunta de pesquisa, publicado em português, inglês ou espanhol. 
Disponível online na íntegra) e exclusão (os artigos que apareceram em mais de uma 
 
183Acadêmica de enfermagem da UFSM, bolsista PROIC-HUSM. 
2Enfermeira, Doutora em Enfermagem, Professora Associada do Departamento de Enfermagem da 
UFSM. Chefe da Divisão de Enfermagem do HUSM. 
3Enfermeira. Mestranda do Programa de Pós-graduação em Enfermagem da UFSM. 
4Acadêmica de Enfermagem da UFSM, bolsista PEIPSM. 
5Acadêmica de Enfermagem da UFSM, bolsista PIBIC UFSM 
6Acadêmica de Enfermagem da UFSM, bolsista PROBIC 
 
 
 
 
 
195 
 
busca serão analisados somente uma vez); 3) Categorização dos estudos; 4) Avaliação 
dos estudos; 5) Interpretação dos resultados e 6) Entrega da revisão. 
 
3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 
 
As publicações dos artigos ocorreram entre 2005 a 2014. A universidade de São Paulo 
se destaca com 5 artigos publicação. Foram desenvolvidas pesquisas na Clínica Médica 
Cirúrgica, com pacientes pré e pós-cirúrgico internados. Na Clínica Médica e Unidade 
de Tratamento Intensivo (UTI) foram desenvolvidas 2 pesquisas, 2 estudos em centros 
cirúrgico, 1 estudo em Laboratório de procedimentos de saúde e 1 não teve o cenário 
identificado. A tendência na produção do conhecimento sobre a temática “Lesão por 
Pressão” mostra que os estudosestão direcionados para a pesquisa na prevenção e 
tratamento de LP. A tendência aponta também para estudos que buscam a incidência 
e/ou a prevalência de LP, estes estudos trazem a avaliação de risco de desenvolvimento 
de LP, a incidência de LP após fraturas de quadril e fêmur e de implementação de 
protocolos. Outra tendência é a questão de custos. Emergiu a avaliação de custo direto 
do tratamento para lesão por pressão, assim como o experimento de uma tecnologia para 
prevenção de LP com o objetivo de ter baixo custo. Poucos estudos trouxeram as 
questões clínicas como cuidados de prevenção de LP, entretanto a tendência surgiu na 
avaliação de acordo com a escala de Braden. 
 
4 CONCLUSÕES 
 
Os resultados deste estudo contribuem para a análise de custos na prevenção de LP e 
esta análise pode também ser utilizada em comparações teóricas relacionadas a custos 
do tratamento da LP, a efetividade. 
 
Descritores: Bandagens; Custo e análise de custo; Enfermagem; Úlcera por pressão; 
Unidades de terapia intensiva. 
 
REFERÊNCIAS 
 
 
 
 
 
 
196 
 
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2007 jun; 20(2): v-vi. 
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Estomaterapia– SOBEST e da Associação Brasileira de Enfermagem em 
Dermatologia – SOBENDE.SOBEST: São Paulo, 2016. Acesso em 20 jun. 2017. 
Disponível em: <http://www.sobest.org.br/textod/35>. 
3- NPUAP/EPUAP/PPPIA – National Pressure Ulcer Advisory Panel, European 
Pressure Ulcer Advisory Panel and Pan Pacific Pressure Injury Alliance. Prevention 
and Treatment of Pressure Ulcers: Quick Reference Guide. Emily Haesler (Ed.). 
Cambridge Media: Osborne Park, Austrália, 2014. 
 
 
 
 
 
197 
 
 
 
Área temática: Pesquisa 
 
 
FATORES QUE INFLUENCIAM NA ROTINA DE TRABALHO DE 
ENFERMEIROS EM UNIDADES DE INTERNAÇÃO HOSPITALAR 
 
Palavras-Chave: Enfermagem. Trabalho por Turnos. Desgaste Profissional. 
Introdução: Segundo Glanzner, Olschowsky e Kantorski (2011) o trabalho é cada vez 
mais significativo na vida das pessoas, conferindo identidade. Diante disso com a 
expansão e desenvolvimento da economia, o contexto organizacional e estrutural que 
compõe a realidade de trabalho da sociedade tanto pode acarretar benefícios à vida 
humana, quanto produzir problemas na saúde do trabalhador (ALMEIDA; et al., 2012). 
Método: Trabalho aprovado pelo comitê de ética em pesquisa sob o número CAAE 
65329817.2.0000.5346. Pesquisa de abordagem qualitativa, do tipo exploratório-
descritivo. Estudo realizado em um hospital universitário, da região sul do país. A 
população estudada foram enfermeiros que atuam nas unidades de internação clínica e 
cirúrgica dessa instituição, com equipe formada por 39 profissionais. Após aplicação 
dos critérios de inclusão, cinco enfermeiros foram excluídos, resultando na população 
elegível de 34 pessoas. A partir do total de enfermeiros identificados nas unidades, 
optou-se por realizar sorteio dos participantes por turno e unidade de trabalho. Critérios 
de inclusão: atuar nas unidades estudadas há mais de seis meses, sendo excluídos os que 
estavam em afastamento de qualquer natureza. Para produção de dados foram utilizadas 
a observação sistemática não participante e a entrevista semiestruturada. 
 Discussão dos resultados: A percepção dos participantes sobre a rotina laboral foi 
exposta por meio de questões como: quantitativo reduzido de profissionais ,que acaba 
gerando sobrecarga de trabalho, pois, os profissionais desejam resolver todas as 
demandas que surgem fato que pode repercutir de maneira negativa no andamento das 
atividades. As interrupções no desenvolvimento das atividades aparecem como 
elementos estressores que impedem a atenção e podem levar a negligências clinicas. 
Influência dos turnos de trabalho repercute na saúde dos trabalhadores, pois, a privação 
do sono e a impossibilidade de recuperá-lo são os principais fatores desgastantes desses 
profissionais. E as demandas de um hospital-escola geram uma rotina extenuante, pelo 
fato de ocorrer sobrecarga na rotina do serviço já que há necessidade de 
acompanhamento dos estudantes. As situações apresentadas evidenciam a sobrecarga de 
funções e os vários desafios a que os enfermeiros são submetidos diariamente no seu 
ambiente laboral, mas sabe-se que esses são apenas alguns dos fatores que 
sobrecarregam esses profissionais, existem várias outras questões que interferem no 
processo de trabalho. 
Considerações Finais: A partir disso, conclui-se que a sobrecarga de trabalho de 
profissionais de enfermagem deve ser entendida como uma consequência de vários 
fatores, sendo necessário discuti-la diariamente, na perspectiva de encontrar soluções. 
Referências: 
 
 
198 
 
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trabalhadores portuários avulsos. Rev. Latino-Am. Enfermagem, Ribeirão Preto, v. 
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GLANZNER, C. H.; OLSCHOWSKY, A.; KANTORSKI, L. P. O trabalho como fonte 
de prazer: avaliação da equipe de um Centro de Atenção Psicossocial. Rev Esc Enferm 
USP, São Paulo, v. 45, n. 3, p. 716-721, 2011. 
 
 
 
 
199 
 
 
AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa 
 
Autores: 
Mikaela Aline Bade München186 
Carolina Schmitt Colomé 187 
Amanda Valério Espíndola188 
Alberto Manuel Quintana189 
 
FIM DE VIDA E DEPENDÊNCIA: IMPLICAÇÕES NAS RELAÇÕES 
FAMILIARES 
1 INTRODUÇÃO 
 
A atualidade tem se caracterizado por um processo de transição em relação às 
enfermidades que acometem a população. Em substituição às doenças infecto-
contagiosas, há um aumento de doenças crônico-degenerativas, as quais têm levado a 
um crescimento das taxas de sujeitos com incapacidades. Tal cenário adquire 
significados particulares para cada sujeito, conforme o contexto histórico, social, 
político e econômico em que ocorre, precisando ser analisado, nesse sentido, de acordo 
com essas particularidades. Nessas circunstâncias se coloca em evidencia a filosofia dos 
Cuidados Paliativos, os quais propõem um cuidado integral à pessoa com uma doença 
ameaçadora da vida e também à sua família. Através dessa lógica, vem-se estimulando a 
realização do cuidado a esses doentes crônicos no próprio domicílio, por meio da 
Atenção Domiciliar, oferta que tem em vista a ampliação de autonomia do usuário, 
família e cuidador. O presente estudo, recorte dos resultados do projeto “Significações 
atribuídas às relações familiares em fim de vida”, objetiva compreender, através da 
perspectiva dos sujeitos em processo de fim de vida, as alterações que ocorrem na 
dinâmica familiar frente a esse contexto, principalmente no que se refere à autonomia e 
independência dos mesmos. 
2 MÉTODO 
 
Para tanto, realizou-se uma pesquisa qualitativa, através de entrevistas com cinco 
pacientes e seis familiares assistidos por um serviço de atenção domiciliar de um 
hospital universitário no interior do Rio Grande do sul. Quanto aos aspectos éticos, 
pontua-se que este estudo seguiu os princípios éticos regidos pela Resolução nº 510 de 
 
186 Acadêmica do Curso de Psicologia – UFSM – mikaelaaline@hotmail.com; 
187 Acadêmica do Curso de Psicologia – UFSM – carolcolome@gmail.com; 
188 Psicóloga; Mestre em Psicologia pelo Programa de Pós-Graduação em Psicologia – UFSM – 
amndvesp@gmail.com; 
189 Orientador; Psicólogo. PhD em Bioética. Professor do Curso de Psicologia – UFSM – 
albertom.quintana@gmail.com. 
 
 
200 
 
07 de abril de 2016, do Conselho Nacional de Saúde, tendo sido aprovado pelo Comitê 
de Ética em Pesquisa (CEP) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) através 
do CAAE 63065216.9.0000.5346. Os dados obtidos foramanalisados mediante a 
análise de conteúdo temática. 
 
3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 
 
Os resultados apontam que, com o desenvolvimento da doença, o sujeito pode se 
deparar com diversas limitações e comprometimentos na realização de tarefas, situação 
que gera dependência em relação ao cuidador/familiar, como refere a paciente 4: “Só de 
tá doente já é uma mudança, né. Não poder fazer as minhas coisas... [...] depender tudo 
dos outros, eu que nunca dependi de ninguém graças a deus. Assim, nunca fui 
dependente né. Agora tem que ser né. Preciso. ” (Paciente 04). Essa conjuntura tende a 
acarretar uma situação de regressão, uma vez que acentua sentimentos de fragilidade e 
insegurança, podendo, inclusive, levar a quadros de certa infantilização dos doentes, o 
que se associa com a perda de autonomia dos mesmos. Tal cenário vai contra os ideais 
dos cuidados paliativos e da atenção domiciliar, tendo em vista que esses buscam o 
fortalecimento da autonomia dos sujeitos. 
 
4 CONCLUSÕES 
 
Considera-se que, para evitar isso, é importante que se dirija um olhar de cuidado à 
unidade paciente-família, visando o incentivo à comunicação clara e honesta, através da 
qual se possa viabilizar a preservação e manutenção da autonomia dos sujeitos – ainda 
que estes estejam em situação de dependência –, contribuindo para relações mais 
harmoniosas e, possivelmente, maior qualidade de vida dos envolvidos nesse processo. 
 
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Disponível em: 
http://www.cadernosdeterapiaocupacional.ufscar.br/index.php/cadernos/article/view/42
8. 
 
SILVA, L. W. S. da et al. A família na convibilidade com o idoso acamado no 
domicílio. Revista Kairós: Gerontologia, [S.l.], v. 14, p. 75-87, ago. 2011. ISSN 2176-
901X. Disponível em: . 
Acesso em: 09 jul. 2018. 
TAVARES, K.O., et al., Envelhecer, adoecer e tornar-se dependente: a visão do idoso. 
Revista Kairós: Gerontologia, v. 15, n. 3, p. 105-118, 2012. Disponível em: 
https://revistas.pucsp.br/index.php/kairos/article/view/8979. 
TURATO, E.R. Tratado da metodologia da pesquisa clínico-qualitativa: construção 
teórico-epistemológica, discussão comparada e aplicação nas áreas da saúde e humanas. 
Petrópolis: Vozes, 2013. 
 
 
 
202 
 
AREA TEMÁTICA: Extensão 
 
Autores: 
Andriele Carvalho Trindade190 
Rafaela Andolhe191 
Eduarda Dalla Costa192 
 
GRUPO DE APOIO AO ENFRENTAMENTO DO ESTRESSE À EQUIPE 
DE ENFERMAGEM: RELATO DE EXPERIÊNCIA 
 
1 INTRODUÇÃO 
 
A saúde do trabalhador de enfermagem e as condições de trabalho têm sido associadas 
com segurança do paciente, visto que, esses profissionais estão constantemente expostos 
a estressores. Segundo Lazarus e Launier (1978), estresse é definido como qualquer 
evento do ambiente externo ou interno que exceda as fontes de adaptação de um 
indivíduo ou sistema social. Para auxiliar no enfrentamento do estresse, criou-se um 
Grupo de Apoio à equipe de enfermagem como espaço de discussão para trabalhadores 
e mediado por docente e acadêmicos de enfermagem, visando melhorar o enfrentamento 
do estresse e segurança do paciente. O grupo está ligado ao projeto de extensão 
intitulado Segurança do paciente e enfrentamento do estresse: cuidado a equipe de 
enfermagem – projeto de extensão (registro GAP/CCS nº 039524), que objetiva 
melhorar a qualidade de vida no trabalho da equipe de enfermagem, qualificar o cuidado 
prestado e melhorar o enfrentamento dos estressores.Por meio das atividades 
desenvolvidas no grupo a equipe pode se tornar multiplicadora dessas discussões em 
seus postos de trabalho. Diante do exposto, objetiva-se relatar a experiência de uma 
acadêmica de enfermagem, referente à dinâmica realizada em um grupo de apoio em 
uma unidade de clínica cirúrgica. 
 
2 MÉTODO 
 
Trata-se de um relato de experiência, embasado na vivência de um encontro do grupo 
apoio. A atividade aconteceu na sala do lanche do setor referido, e foi realizada no turno 
da tarde com duração de 30 minutos. Inicialmente, os participantes foram convidados a 
levantar, foi solicitado que um deles pegasse uma bolinha e se apresentasse, podendo 
 
190 1Acadêmica de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria. Bolsista IC-
HUSM. 
191 2Professora do Departamento de Enfermagem da Universidade Federal de Santa 
Maria. 
192Acadêmica de enfermagem da universidade Federal de Santa Maria. Bolsista FIPE 
 
 
203 
 
indicar sua melhor qualidade. Após deveria passar a bolinha sem deixar cair no chão, e 
assim sucessivamente. Posteriormente a apresentação, a atividade foi realizada 
novamente no caminho inverso, pedindo para que cada um indicasse uma qualidade do 
colega. 
 
3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 
 
 A atividade mostrou-se boa para proporcionar a interação entre o grupo e sensibilizar 
os participantes sobre a importância da escuta, o que pode ser positivo para o 
enfrentamento do estresse (LAZARUS e FOLKMAN, 1982). A dinamicidade do 
cotidiano de trabalho faz com que as pessoas se esqueçam da importância das relações 
interpessoais. A dinâmica permitiu a distração dos trabalhadores durante seu intervalo, 
além do instigar a interação entre colegas. 
 
4 CONCLUSÕES 
 
A atividade foi avaliada de forma positiva pelos participantes, que demonstraram 
satisfação e alegria ao perceberem como são vistos uns pelos outros. 
 
REFERÊNCIAS 
 
1. LAZARUS RS, FOLKMAN S. Stress, appraisal and coping. New York: Springer; 
1984. 
2. LAZARUS RS, LAUNIER S. Stress related transaction between person and 
enviroment. In: Dervin LA, Lewis M. Perspectives in international psychology. New 
York: Plenum; 1978. 
 
 
 
 
 
 
 
204 
 
AREA TEMÁTICA:375 
VULNERABILIDADE EM AMOSTRA DE GESTANTES, COLETADA EM 2016/2, 
ADSTRITA À UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE SÃO FRANCISCO,SANTA MARIA-
RS ................................................................................................................................. 378 
ZUMBIDO CRÔNICO: MUDANÇAS DE HÁBITOS COMO UMA FORMA DE 
TRATAMENTO ........................................................................................................... 380 
 
 
 
 
 
20 
 
 
 
ANAIS DA VIII SEMANA CIENTÍFICA DO HOSPITAL 
UNIVERSITÁRIO DE SANTA MARIA 
 
 
 
 
 
 
RESUMOS 
 
 
 
 
21 
 
 
AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa 
 
Autores: 
Daniel Donida Schlottfeldt1 
Cláudia Dias Ollay2 
 
A APLICAÇÃO DO QUESTIONÁRIO NÓRDICO DOS SINTOMAS 
OSTEOMUSCULARES COMO MÉTODO DE AVALIAÇÃO 
ERGONÔMICA NA CONSTRUÇÃO CIVIL 
 
1 INTRODUÇÃO 
 
 A construção civil é um dos setores mais importantes da economia brasileira, e, 
também, um dos que oferecem maiores riscos aos trabalhadores. Com tantos atores 
envolvidos, os acidentes de trabalho são comuns às atividades desempenhadas. Neste 
artigo, em especial, abordaremos o risco ergonômico e uma proposta de prevenção das 
doenças ocupacionais associadas ao referido risco através da aplicação do Questionário 
Nórdico dos Sintomas Osteomusculares. 
A Ergonomia é uma ciência cujo objetivo prático visa a saúde, a satisfação e o bem-
estar dos trabalhadores.1 A partir do estudo teórico e prático, o ergonomista pode 
contribuir para o cotidiano dos trabalhadores a fim de melhorar o desempenho e a 
qualidade de vida no trabalho. Sobretudo, em condições de trabalho onde a 
repetitividade de movimentos, ausência de treinamento, postura inadequada, esforços 
físicos intensos, dentre outras, são uma constante realidade. Tais problemas, relatados 
anteriormente, são uma realidade no setor da construção civil. O desafio do 
ergonomista junto à construção civil requer a adoção de medidas que reduzam as lesões 
e os afastamentos no setor.2 Dentre os diferentes métodos, a proposta adotada – e 
apresentada – neste artigo será o Questionário Nórdico dos Sintomas Osteomusculares. 
De maneira geral, o contato do trabalhador com a imagem segmentada do corpo 
humano permitirá indicar os principais focos das dores. A análise, compreensão e 
processamento dos dados coletados auxiliarão o ergonomista associar a problemática 
descrita junto à prática laboral desempenhada.3 
A escolha do referido tema surge com a necessidade de buscar uma ferramenta capaz de 
compreender o risco ergonômico, em especial, neste trabalho, no setor da construção 
civil. Desta forma, o preenchimento do Questionário Nórdico dos Sintomas 
 
1 Engenheiro de Produção. Pós-graduado em Ergonomia e Engenharia de Segurança do 
Trabalho pela Universidade Santo Amaro (UNISA); 
2 Fisioterapeuta e Professora de Graduação e Pós-Graduação da Universidade Santo Amaro 
(UNISA); 
 
 
22 
 
Osteomusculares permite uma aproximação do pesquisador com a realidade dos 
trabalhadores, revelando os sintomas e as queixas dos mesmos, a fim de sugerir e adotar 
medidas que visem a redução das doenças ocupacionais, o absenteísmo e os 
afastamentos.4 
Este artigo tem como objetivo destacar a aplicação e validade do Questionário Nórdico 
dos Sintomas Osteomusculares. Trata-se de um instrumento eficaz e eficiente no 
levantamento de sintomas Osteomusculares referidos pelos trabalhadores em relação às 
tarefas por eles desempenhadas e, com isso propor melhorias ergonômicas, sejam elas 
nas dimensões organizacionais e/ou físicas. Enfim, reservamos este trabalho aos 
leitores e interessados no tema como fonte de pesquisa e conhecimento, bem como 
instrumento de investigação prática em ergonomia. 
 
2 MÉTODO 
A método utilizado neste trabalho tem como base a pesquisa bibliográfica. Segundo 
Marconi e Lakatos (2017), a pesquisa bibliográfica é o levantamento de toda 
bibliografia já publicada, composta por livros, revistas, publicações avulsas e imprensa 
escrita.5 A pesquisa foi fundamentada a partir de livros e artigos eletrônicos, estes, na 
língua portuguesa. Os critérios de inclusão levados em consideração foram: 
primeiramente, a busca por dados estatísticos que representassem a realidade do número 
de acidentes relacionadas ao risco ergonômico no setor da construção civil e, 
posteriormente, o uso e a validação do Questionário Nórdico dos Sintomas 
Osteomusculares. 
 
3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 
Para a realização deste trabalho foram levados em consideração os seguintes critérios: 
dados estatísticos relacionados à abrangência do número de acidentes de trabalho, o 
risco ergonômico inerente às funções desempenhadas na construção civil e a utilização 
do Questionário Nórdico dos Sintomas Osteomusculares como forma de análise, 
compreensão e adoção de medidas que promovam a redução – e eliminação – do risco 
ergonômico no referido ambiente de trabalho. O quadro 1, aborda de maneira sucinta os 
resultados encontrados na revisão de literatura, o que permite discutir os pontos 
relevantes a uma proposta de utilização do Questionário Nórdico dos Sintomas 
Osteomusculares na área da construção civil. 
 
Quadro 1 – Resultados da revisão de literatura. 
Autor/Portal/Ano Tipo de pesquisa Objetivos Resultados 
 
 
23 
 
Portal ‘Em’ [Acesso 
em 28 Abr 2018]. 
Pesquisa 
bibliográfica 
Coletar dados estatísticos e 
informações acerca do número 
de acidentes de trabalho no 
Brasil. 
Conforme o referido portal, 
o Brasil tem 700 mil 
acidentes de trabalho por 
ano. Dados estatísticos 
revelam, que 13,3 mil 
mortes – por acidentes de 
trabalho – foram registradas 
no Brasil nos anos de 2012 a 
2016. 
 
Portal ‘Construct’ 
[Acesso em 26 abr. 
2018]. 
Pesquisa 
bibliográfica 
Compreender o risco 
ergonômico no setor da 
construção civil e sua 
abrangência. 
As Lesões por esforço 
repetitivo (LER) estão 
enquadradas entre as 
doenças do trabalho. 
Conforme o referido portal, 
os trabalhadores da 
construção civil – e os 
bancários – estão entre 
aqueles que desenvolvem 
tais lesões com frequência. 
BARBOSA FILHO, A. 
N. (2015). 
Pesquisa 
bibliográfica 
Associar a função 
desempenhada pelos 
trabalhadores da construção 
civil ao risco ergonômico 
associado. 
Relação entre a função 
desempenhada e o risco 
ergonômico associado 
 
 
24 
 
IIDA, I. (2005) Pesquisa 
bibliográfica 
Compreender e utilizar o 
Questionário Nórdico dos 
Sintomas 
Osteomusculares. 
Desenvolvido para 
autopreenchimento, o 
questionário é um dos 
principais instrumentos 
utilizados para analisar os 
 sintomas 
musculoesqueléticos, em se 
tratando do contexto 
ergonômico. De simples 
aplicação e de baixo custo, 
permite ao trabalhador a 
identificação dos sintomas 
de maneira que as ações 
corretivas venham ao 
encontro da sintomática 
descrita pelos mesmos. 
 GRANDJEAN, 
E. 
(1998) 
Pesquisa 
bibliográfica 
Sugerir e promover 
melhorias/correções no 
ambiente de trabalho. 
Problemas relacionados ao 
levantamento de cargas, 
repetitividade dos 
movimentos, adoção de 
ferramentas ergonômicas e 
adaptação dos postos de 
trabalho estão entre as 
causas dos acidentes e 
afastamentos por risco 
ergonômico. 
 
 
A partir das informações expostas pelo Quadro 1, observa-se uma estreita relação entre 
os acidentes na construção civil, a presença do risco ergonômico, e a proposta de 
implantação do Questionário Nórdico dos Sintomas Osteomusculares como forma de 
compreensão da sintomática e sugestão de melhorias no tocante ao desenvolvimento das 
tarefas.6 
De simples aplicação e de baixo custo, este instrumento de pesquisa reforça a relação 
entre ação e o risco. Para tanto, o ergonomista poderá, ainda, tabular tal relação e 
analisar as informações quantitativamente. Isto permite corroborar a relaçãoEnsino/ Pesquisa 
 
Autores: 
Isabella Klafke Brixner 
Alessandra Rebelatto Boesing 
Amanda Reis Guimarães 
Fernando Alberto Zenni Filho 
Roseane Cardoso Marchiori 
 
HEMORRAGIA ALVEOLAR SECUNDÁRIA À INALAÇÃO DE 
CRACK/COCAÍNA: RELATO DE CASO 
 
1. INTRODUÇÃO 
A cocaína está entre as drogas de abuso mais comuns em nosso meio. Seu uso gera 
injúria pulmonar por toxicidade, inflamação, lesão térmica, barotrauma e vasoespasmo, 
podendo se apresentar como congestão, edema alveolar, hemorragia e pneumonite 
intersticial. A síndrome “Crack Lung” se refere ao dano alveolar difuso e alveolite 
hemorrágica que ocorre em até 48h após a inalação de crack/cocaína e pode evoluir para 
falência respiratória grave. 
2. METODOLOGIA 
O caso foi revisado através da pesquisa em prontuário. 
3. RELATO 
Paciente masculino, 18 anos, previamente hígido, encaminhado ao HUSM por 
hemoptise, hematêmese, hematoquezia, dor em epigástrio e hipocôndrio D e dispneia, 
há um dia. Referia ter sido vítima de agressão policial três dias antes do início dos 
sintomas e queixava-se de tosse e episódio gripal anteriores à agressão. Referia uso 
recreativo de maconha, mas negava uso de outras drogas. Ao exame físico: BEG, LOC, 
UM, descoradas (2+/4+) AA, PA 120/80mmHg, FC 85 bpm, FR 16 rpm, afebril, 
saturação O2 98%, exame cardiovascular sem alterações. MV diminuído, com 
crepitantes em bases pulmonares, principalmente à D. Abdome com dor à palpação 
profunda do epigástrio, sem organomegalias ou peritonismo, extremidades bem 
perfundidas, com pulsos amplos. Não apresentava escoriações, hematomas ou outros 
sinais de trauma. Hemograma evidenciou anemia e leucocitose. O RX e a TC de tórax 
evidenciaram múltiplas opacidades alveolares difusas, mais extensas à direita. Com 
hipóteses iniciais de trauma, infecção pulmonar, vasculite, colagenose e pneumopatia 
por medicações, foi tratado inicialmente de maneira empírica com Vancomicina, 
Amoxicilina e Sulbactan. Devido à falta de alterações à ectoscopia e com os exames 
laboratoriais iniciais, a possibilidade de trauma ser a causa dos sangramentos pulmonar, 
retal e urinário, foi considerada pouco provável. Apresentou rápida evolução para 
síndrome da angústia respiratória aguda, com necessidade de tratamento intensivo, IOT 
e VM (relação PaO2/FiO2 = 91). A fibrobroncoscopia evidenciou hemorragia difusa, 
 
 
205 
 
bilateral, sem vaso sangrante visível. A cultura, micológico e BAAR do LBA foram 
negativos. Sorologias anti-HIV, VDRL, HbsAg, Anti- HCV, IgM CMV foram não 
reagentes; enquanto Anti-Hbs e CMV IgG reagentes. Foi extubado após onze dias e 
transferido para a enfermaria com O2 por ON 3 L/min e SaO2 de 100%. Durante a 
internação, familiares relataram história de uso de crack/cocaína e tabaco, corroborando 
com a hipótese de hemorragia alveolar secundária à inalação de crack/cocaína 
(Síndrome Crack-Lung). O paciente evoluiu com melhora clínica-radiológica, teve alta 
hospitalar sem qualquer sangramento. 
4. CONCLUSÃO 
O abuso disseminado de substâncias com cocaína e o conhecimento das consequências 
sistêmicas do seu uso mostram a importância da suspeição de toxicidade aguda na 
emergência. A síndrome “Crack Lung” se apresenta com dispneia, hipoxemia e vidro 
fosco/consolidação à radiografia de tórax; devendo ser diagnosticada juntamente com a 
história clínica e achados broncoscópicos. O tratamento baseia-se em medidas de 
suporte, juntamente com tentativa de redução de danos pulmonares agudos com 
suplementação de oxigênio e ventilação mecânica quando necessário. Deve-se visar a 
prevenção da toxicidade pulmonar crônica com a cessação do uso dessas substâncias, 
sendo recomendado encaminhamento desses pacientes para programas de tratamento de 
abuso. 
 
 
 
206 
 
 
AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa 
 
Autores: 
Daiane Vargas de Oliveira193 
Maria Teresa Aquino Campos Velho194 
 
IMPACTO DA COMUNICAÇÃO DE NOTÍCIAS DIFICEIS EM 
PEDIATRIA: O QUE A CRIANÇA PODE NOS DIZER SOBRE SEU 
ADOECIMENTO 
 
1 INTRODUÇÃO 
 
O câncer pediátrico é a segunda causa de óbito entre crianças com idade de zero e 14 
anos, atrás apenas dos acidentes (INCA, 2018). Atualmente, se destaca como a mais 
importante causa de óbito nos países em desenvolvimento. Isto talvez se deva às atuais 
políticas de prevenção em outras doenças infantis. Na faixa etária pediátrica, o câncer é 
definido como toda neoplasia maligna que acomete indivíduos menores de 19 anos. O 
diagnóstico de câncer é considerado, pela literatura, uma notícia difícil (ND), ou seja, 
aquela comunicação que causará uma mudança brusca e repentina na representação de 
vida e futuro de quem a recebe, das pessoas e do contexto que a circunda. A 
comunicação de ND, em saúde, com frequência, é vinculada a doenças crônicas e sem 
cura, principalmente as oncológicas (PEREIRA, 2005). De acordo com Parker et al. 
(2001), o diagnóstico de câncer pediátrico é considerado uma ND devido a associação 
da doença a debilitações, tratamentos desfigurantes, dores, perdas de funções e, em 
última instância, à morte. Em Pediatria, apesar de existirem trabalhos sobre o grau de 
satisfação dos pais com o modo como as ND são transmitidas, o conhecimento sobre as 
preocupações e dificuldades das próprias crianças a este respeito é reduzido. Como, para 
os mais jovens se esperam, sobretudo boas notícias, a pediatria é, desse modo, uma 
especialidade em que as ND estão sujeitas a produzir danos importantes à criança e à 
família. Dessa maneira, entende-se ser pertinente e oportuno, compreender de que modo 
se pode conhecer as reações e sentimentos da criança ao processo pelo qual passa e, 
possivelmente, por meio desse entendimento balizar e buscar diminuir, na prática 
clínica, o stress associado aos processos e desfechos negativos de doenças graves em 
crianças. 
2 MÉTODO 
 
193 Unidade e-Saúde GEP/HUSM/EBSERH; 
194 Gerente da GEP/HUSM/EBSERH; 
 
 
207 
 
 
Com objetivo de discutir e compreender as experiências acerca do impacto da 
comunicação de notícias difíceis em pediatria realizar-se-á uma pesquisa qualitativa, 
descritiva, com crianças em tratamento antineoplásico no serviço de oncologia 
pediátrica do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM). Será utilizado o critério 
de saturação dos dados, para delimitação do número de participantes. A coleta de dados 
será realizada por meio de entrevista semiestruturada conduzida por eixos norteadores e 
observação participante. A análise dos dados se dará por meio da análise de conteúdo. 
Os princípios éticos serão respeitados, de forma a proteger todos os direitos dos 
participantes, com formalização da participação por meio de TCLE. 
 
3 PERGUNTA DE PESQUISA 
 
O câncer pediátrico desencadeia conflitos familiares, sendo uma situação delicada de ser 
conduzida, desta maneira a pergunta de pesquisa é: como as crianças compreendem seu 
processo de adoecimento e o recebimento de notícias difíceis? 
 
4 HIPÓTESE DE PESQUISA 
As crianças compreendem o seu processo de adoecimento, e em grande parte, o que é 
receber uma notícia difícil. No serviço de oncologia pediátrica do HUSM, um trabalho 
científico desta natureza inexiste. Isso revela a importância de se conhecer, nesse meio, 
como ocorrem as comunicações entre equipe, família e paciente pediátrico. 
 
REFERÊNCIAS 
 
1. INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER (Brasil). Estimativas 2018: Incidência 
de Câncer no Brasil. Rio de Janeiro: INCA, 2018. Disponível em: 
http://www1.inca.gov.br/inca/Arquivos/estimativa-2018.pdf. Acesso em: 03 fev. 2018. 
2. PARKER , P. A. ; Baile, W. F; Moor, C. ;Lenzi, R. & Kudelka, A. P. 
Breaking Bad News About Cancer: Patients ‟Preferences for Communication. 
Journal of Clinical Oncology, 19(7), 2049-2056 (2001). 
3. PEREIRA, M. A. G. Má notícia em saúde: um olhar sobre a representação dos 
profissionais de saúde e cidadãos. Revista Contexto Enfermagem,de causa e 
efeito. 
 
 
25 
 
 Uma vez compreendida a relação de causalidade (atividade desempenhada e risco 
associado), torna-se necessária a sugestão e a adoção de medidas de controle que 
possibilitem a melhoria na execução das tarefas.7 Dentre elas, podemos destacar: 
- Levantamento de cargas: se executado de forma manual, a carga deverá estar o mais 
próximo do seu corpo, além de ser compatível com a capacidade de força do 
trabalhador, de maneira que não prejudique a saúde do mesmo. 
- Repetitividade dos movimentos: deverão ser incluídas pausas durante a execução das 
atividades. 
- Substituição de ferramentas e adaptação dos postos de trabalho: a substituição das 
ferramentas é uma das alternativas que visam a melhoria da execução das atividades. 
Tendo em vista a repetitividade dos movimentos com instrumentos como martelos 
(usados por pedreiros) e alicates (usados por ferreiros e eletricistas), a adoção e 
investimento de ferramentas ergonomicamente adaptadas tende a reduzir as lesões. 
Outra alternativa seria a adaptação dos postos de trabalho. A fim de garantir a segurança 
do trabalhador, os postos deverão ter altura ajustável à estatura do trabalhador, borda 
frontal arredondada, e encosto com forma levemente adaptada ao corpo de maneira a 
proteger a região lombar.8 Diante de tais considerações, fica evidente a relação entre a 
problemática da ação e causalidade. Ainda que o alto índice de acidentes de trabalho 
seja uma realidade no Brasil, a aplicação do questionário e a consequente adoção de 
medidas de controle são métodos que visam a melhoria nas condições de trabalho, 
desempenho e segurança na execução das atividades laborais. 
 
4 CONCLUSÕES 
 Como vimos, a construção civil é um dos grandes setores da economia 
brasileira, e, também, um dos ramos com grande incidência de acidentes de trabalho. 
Frente às exigências do referido setor, e ao desgaste físico, o Questionário Nórdico dos 
Sintomas Osteomusculares representa uma importante ferramenta de avaliação 
ergonômica. De baixo custo e fácil aplicação, o preenchimento do referido questionário 
possibilita a análise quantitativa dos dados coletados através da tabulação dos dados. 
Assim, o processamento das informações coletadas permite compreender a problemática 
existente, além de sugerir/realizar as devidas melhorias no canteiro de obras. Destaca-
se, ainda, a adoção de medidas que visem à melhoria da prática laboral como forma de 
prevenir – e evitar – futuras lesões e afastamentos. Dentre as medidas é importante 
ressaltar os cuidados no levantamento de cargas, a adaptação do mobiliário, e a 
substituição das ferramentas por equivalente adaptada ergonomicamente. 
Como visto, os acidentes de trabalho ainda são uma realidade no Brasil. Esperamos, 
portanto, que a continuidade deste estudo, e a utilização do questionário nórdico 
venham auxiliar o trabalho de muitos profissionais (ergonomistas e pesquisadores) com 
o intuito de aperfeiçoar novas e futuras pesquisas, bem como contribuir para a saúde do 
trabalhador. 
 
 
 
26 
 
REFERÊNCIAS 
 
GRANDJEAN, E. Manual de ergonomia: adaptando o trabalho ao homem. Porto 
Alegre: Artes Médicas; 1998. 338p. 
 
Em. Brasil tem 700 mil acidentes de trabalho por ano. Disponível em: . Acesso em: 28 abr. 2018. 
 
ABRAHÃO, J. [organizadora]. Introdução à ergonomia. São Paulo: Blucher, 2009. 
240p. 
 
CORRÊA, V.M; BOLETTI, R.R. Ergonomia: fundamentos e aplicações. Porto Alegre: 
Bookman; 2015. 
 
MARCONI, M. A; LAKATOS, E. M. Metodologia do trabalho científico. São Paulo: 
Atlas, 2017. 
 
BARBOSA FILHO, A.N. Segurança do trabalho na construção civil. São Paulo: Atlas, 
2015. 
 
IIDA, I. Ergonomia: projeto e produção. 2ª edição ver. e ampl. São Paulo: Blucher; 
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Construct. Lesões por esforço repetitivo na construção civil. Disponível em: . Acesso em 26 abr. 2018 
 
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https://www.em.com.br/app/noticia/economia/2017/06/05/internas_economia,874113/brasil-tem-700-mil-acidentes-de-trabalho-por-ano.shtml
https://www.em.com.br/app/noticia/economia/2017/06/05/internas_economia,874113/brasil-tem-700-mil-acidentes-de-trabalho-por-ano.shtml
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https://constructapp.io/pt/lesoes-por-esforco-repetitivo-um-panorama-da-construcao-civil/
https://constructapp.io/pt/lesoes-por-esforco-repetitivo-um-panorama-da-construcao-civil/
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27 
 
 
AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa 
 
Autores: 
Cibele Bessa Pacheco¹ 
Maria Luisa S. Maidana ² 
Antônio Flores Castro¹ 
Rivaldo M. Faria³ 
Eliane T. Neves4 
 
A AVALIAÇÃO DA PRODUÇÃO CIENTÍFICA GLOBAL SOBRE 
MORTALIDADE INFANTIL EM BASE DE DADOS NO ANO DE 2015 
 
1 INTRODUÇÃO 
A mortalidade infantil é um indicador de saúde sensível às questões sociais e é de 
extrema relevância para colaborar no embasamento de políticas de saúde pública, 
refletindo a qualidade de vida e a cobertura do sistema de saúde. Para identificar os 
diferentes perfis territoriais em saúde infantil na região Sul do Brasil, objetivou-se criar 
instrumentos capazes de subsidiar informações de forma ampla em uma análise 
multidimensional tanto dos resultados em saúde, representados pelos indicadores de 
mortalidade e morbidade, quanto de seus determinantes, contexto territorial como 
indicadores sociais e territoriais. 
2 MÉTODO 
Com base na primeira fase do projeto, com uma investigação bibliográfica, este trabalho 
objetivou analisar o perfil da produção científica por país no ano de 2015. Para tanto, 
utilizou-se os como critérios de inclusão idioma, local de estudo, artigos de pesquisa, 
relação com a temática - mortalidade infantil e mortalidade perinatal – na Biblioteca 
Virtual em Saúde (BVS). 
3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 
No ano de 2015, foram identificados 685 artigos disponíveis, realizou-se a exclusão 
primária dos artigos que não atendiam aos critérios de inclusão, restando 243 artigos. A 
partir destes, foram excluídos os artigos descritivos e revisões sistemáticas, restando 
114 que foram selecionados para análise. Observou-se que os países com a produção 
científica mais expressiva, no ano de 2015, foram: Estados Unidos, Canadá e Reino 
Unido, respectivamente com 19, 6 e 6 artigos, seguidos por Nigéria (4), Brasil (4), e 
Nepal (4). O somatório da produção científica sobre mortalidade infantil e perinatal dos 
países subdesenvolvidos africanos asiáticos e latinos correspondeu a 54% do total do 
que foi produzido no ano. Os principais fatores associados a mortalidade infantil em 
países subdesenvolvidos são decorrentes de baixos investimentos em programas de 
Estratégia Saúde da Família, pouca efetividade dos programas de pré-natal e condições 
 
 
28 
 
sociais precárias, já nos países desenvolvidos, nota-se que os principais fatores que 
impactam a mortalidade infantil e perinatal são doenças congênitas, complicações 
decorrentes de gestações de alto risco e desigualdade social. 
4 CONCLUSÕES 
Sendo assim, apesar da hegemonia absoluta dos Estados Unidos em relação ao 
desenvolvimento científico na área, os países subdesenvolvidos nos últimos anos 
passaram a investir mais recursos na área o que reflete os esforços associados à 
melhoria das condições de saúde e sociais relacionadas ao território por meio da 
tentativa de se identificar especificidades regionais da saúde infantil. 
REFERÊNCIAS 
BRASIL. Ministério da Saúde. Pacto pela redução da mortalidade materna e neonatal. 
Brasília: Ministério da Saúde, 2004. 
COSTA, M. N. et al. Mortalidade infantil e condições de vida: a reprodução das 
desigualdades sociais em saúde na década de 90. Cadernos de Saúde Pública, vol. 17, nº 
3, p. 555-567, 2001. 
 
 
29 
 
 
AREA TEMÁTICA: Gestão/Assistência 
 
Autores: 
Melissa Gewehr3 
Leatrice da Luz Garcia4 
Clarita Souza Baroni Silveira5 
Jhonathan Barbosa da Silva 6 
Fernanda Puntel Rutsatz5 
Thaynara Lima Lessing6 
 
A CADERNETA DE SAÚDE DA PESSOA IDOSA NA ATENÇÃO 
PRIMÁRIA À SAÚDE 
 
1 INTRODUÇÃO 
Embora envelhecer não signifique necessariamente adoecer, há uma preocupação 
relacionada aos problemas de saúde, companheiros do envelhecimento, que desafiam os 
sistemas de saúde e de previdência social. No âmbito do Sistema Único de Saúde 
(SUS), a Atenção Primária à Saúde é a principal porta de entrada da população quando 
apresenta algum problema de saúde. Com o objetivo de ampliar o conhecimento e de 
instrumentalizar as equipes da Atenção Básica (AB) - equipes de agentes comunitários 
de saúde (eACS) e/ou as equipes de Saúde da Família (eSF) - para o cuidado com a 
pessoa idosa, a Coordenação de Saúde da Pessoa Idosa (COSAPI), em parceria com a 
FIOCRUZ-RJ e o grupo de especialistas da UFMG, formulou o projeto de revisão e 
atualização da Caderneta de Saúde da Pessoa Idosa (CSPI). Essa proposta apresenta 
alguns diferenciais, dentre os quais: a) permite o acompanhamento longitudinal por 
cinco anos; b) possibilita a identificação do idoso frágil através do índice de 
vulnerabilidade clínico-funcional; c) monitora as condições crônicas de saúde; d) alerta 
a pessoa idosa e os profissionais de saúde para os medicamentos potencialmente de 
risco, entre outros. O presente trabalho objetiva relatar algumas experiências com a 
CSPI em uma Estratégia de Saúde da Família no interior do estado do Rio Grande do 
Sul. 
2 MÉTODOS: 
Trata-se de um estudo descritivo, com abordagem qualitativa, do tipo relato de 
experiência. 
 
3 Enfermeira, mestranda PPGERONTO/UFSM; 
4 Mestranda PPGERONTO/UFSM; 
5 Assistente Social, mestranda PPGERONTO/UFSM; 
6 Acadêmico de medicina da UFSM; 
5Academica de educação especial da UFSM; 
6Academica de música da UFSM. 
 
 
30 
 
3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS: 
Entre dezembro de 2016 à maio de 2017, a equipe de enfermagem planejou atividades 
com o objetivo de que motivar a equipe na utilização desse instrumento como 
ferramenta indispensável para ações de cuidado. Os profissionais de saúde (medicina, 
equipe de saúde bucal, agentes comunitários, técnicos de enfermagem e enfermeira) 
utilizaram a ferramenta durante as consultas, nos acompanhamentos, durante os 
retornos, além de realizarem a distribuição, identificação e registros pertinentes e 
importantes à promoção da saúde. Foram realizados, também, a seleção dos roteiros nas 
consultas, em conjunto com os idosos, bem como em grupos de saúde, incentivando o 
uso e auto manuseio da caderneta para maior conhecimento. Essas atividades 
contribuíram para o estimular a aceitação e o conhecimento da equipe em relação ao 
instrumento e, consequentemente a adesão dos usuários. Apesar de profissionais de 
outros pontos da rede não terem aderido integralmente à proposta, observou-se uma 
melhora na qualidade do cuidado prestado ao idoso, bem como uma melhora na 
compreensão pelo idoso do seu processo de saúde/doença e a relação com o seu proceso 
de envelhecimento. 
4 CONCLUSÃO: 
Acredita-se que o sucesso dessa ferramenta depende, em grande parte, dos profissionais 
envolvidos neste processo, pois eles são os atores sociais chave para a efetividade na 
utilização da caderneta, especialmente o profissional da enfermagem pelo seu papel 
gestor. 
REFERENCIAS: 
BRASIL. Ministério da Saúde. Portal da Saúde. Caderneta de saúde da pessoa idosa. 
Brasília: Ministério da Saúde, 2014. Disponível em: . 
Acesso em: 02 de novembro de 2018. 
 
 
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/caderneta_saude_pessoa_idosa_3ed.pdf
 
 
31 
 
 
AREA TEMÁTICA: Extensão 
 
Autores: 
Larissa Maria Faccin Blás7 
Mariana da Silva Corrêa8 
 
A CONSTRUÇÃO DA ATENÇÃO HUMANIZADA EM SAÚDE A 
PARTIR DA INTERAÇÃO LÚDICA COM CRIANÇAS COM CÂNCER: 
UM RELATO DE EXPERIÊNCIA 
 
1 INTRODUÇÃO 
A humanização da atenção e do cuidado em saúde é um dos pontos centrais em que têm 
se estruturado o ensino e a formação de profissionais da área. No entanto, o 
entendimento de conceitos como humanização, integralidadee participação social do 
usuário deve ser oportunizado aos discentes também de forma prática. O projeto Educa, 
Ação, Lúdica Hospitalar, nesse sentido, possibilita, por meio de acompanhamento 
pedagógico de crianças e adolescentes hospitalizados na unidade de hematologia-
oncologia do Hospital Universitário de Santa Maria, que os graduandos vivenciem essa 
aprendizagem no ambiente hospitalar. 
2 MÉTODO 
Trata-se de um relato de experiência, da área de extensão, de discentes dos cursos de 
Medicina e Fonoaudiologia participantes do projeto Educa, Ação, Lúdica Hospitalar, da 
Universidade Federal de Santa Maria, no período de agosto a outubro de 2018. A 
interação ocorreu semanalmente com pacientes do Centro de Tratamento da Criança 
com Câncer (CTcriaC), por meio da implementação de planos de atendimento 
pedagógicos, previamente aprovados pela professora coordenadora, nos quais eram 
propostas atividades lúdicas a fim de possibilitar a continuidade do aprendizado escolar 
do paciente durante sua internação. 
3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 
Dos resultados obtidos, percebe-se que a realização das atividades lúdicas propostas 
depende da conquista da criança e do adolescente, processo que é facilitado quando da 
construção de um vínculo entre ambos, o qual demanda tempo. Esse vínculo depende do 
interesse, da atenção e da comunicação dedicados à criança e aos indivíduos envolvidos 
no seu contexto, como a família. Além disso, evidenciou-se a necessidade da adoção de 
uma visão que trate o paciente na sua individualidade, adaptando-se as suas 
necessidades, mas que ao mesmo tempo o veja de forma integral e humanizada, 
justapondo sua patologia – princípios inerentes a um cuidado humanizado. 
 
7 Graduanda em Medicina na Universidade Federal de Santa Maria; 
8 Graduanda em Fonoaudiologia na Universidade Federal de Santa Maria. 
 
 
32 
 
4 CONCLUSÕES 
Dessa forma, projetos e atividades que oportunizem o contato dos discentes, futuros 
provedores de saúde, com usuários é imprescindível para a criação de vínculos e para a 
efetiva construção de uma postura humanizada por parte dos mesmos. 
 
 
 
 
33 
 
 
ÁREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa 
 
Autores: 
Nagele Fatica Beschoren9 
Maria Teresa A. de Campos Velho 10 
 
A CONVIVÊNCIA DA ENFERMAGEM DE UMA UNIDADE DE 
CARDIOLOGIA INTENSIVA COM A COMUNICAÇÃO DE NOTÍCIAS 
DIFÍCEIS 
 
1 INTRODUÇÃO 
No campo da comunicação em saúde é necessário que o profissional conheça o contexto 
em que está inserido, tendo cuidado e dando importância ao processo comunicativo e 
aquilo que se comunica. Assim, dentro do escopo da relação, a comunicação de notícias 
difíceis tornou-se um recente assunto de estudos, pesquisas e discussões. A 
comunicação de notícias difíceis é uma tarefa delicada e complexa, tanto para quem 
recebe, quanto para quem emite, pois trata-se de um momento desagradável que envolve 
o enfrentamento das reações emocionais do paciente, dos familiares e da equipe. 
Convém enfatizar que o médico faz uma parte do processo de comunicação de notícias 
difíceis, visto que comunicar o diagnóstico e prognóstico ao paciente é dever do médico 
e está prevista em seu código de ética profissional, mas os outros profissionais de saúde 
contribuem para a manutenção da informação coerente e com os cuidados antes, durante 
e após esse momento. A compreensão da notícia difícil é um movimento contínuo, logo, 
deve ser visto como um processo que envolve o fornecimento de informações relevantes 
que preparam o paciente para receber, entender e lidar com as implicações daquilo que 
foi comunicado. Por isso, os enfermeiros têm um papel importante na integralidade do 
cuidado, pois acompanham o paciente durante a hospitalização e cada vez mais se faz 
necessário aprender a conviver adequadamente com o envolvimento psicossocial gerado 
pela notícia difícil. 
 
2 MÉTODO 
Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa, de caráter descritivo e exploratório 
realizada na Unidade de Cardiologia Intensiva do Hospital Universitário de Santa 
 
9 Psicóloga, graduada em Psicologia pela Universidade Franciscana - Santa Maria/RS. Especialista em Gestão e Atenção Hospitalar 
no Sistema Público de Saúde pela Universidade Federal de Santa Maria e Mestre em Ciências da Saúde pela Universidade Federal 
de Santa Maria; 
 
10 Médica, graduada em Medicina pela Universidade Federal de Santa Maria. Mestre em Medicina pela Universidade Federal de 
Santa Maria. Doutora em Enfermagem pela Universidade Federal de Santa Catarina e Pós doutora em Bioética e Ética na Pesquisa 
pela Universidade Complutense de Madrid. 
 
 
34 
 
Maria. Os dados foram obtidos no período de janeiro à março de 2018 por meio de 
entrevista semiestruturada com as 07 enfermeiras da unidade e observação não-
participante – registrada em diário de campo – da rotina de trabalho dessas 
profissionais. A análise de conteúdo embasou-se na proposta de Bardin, seguindo as 
considerações teórico-metodológicas de Turato. 
 3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 
A análise e discussão dos dados relacionados às percepções da enfermagem da unidade 
intensiva cardiológica sobre o impacto da notícia difícil para o paciente mostrou que o 
grupo pesquisado compreende que, geralmente, a comunicação de notícias difíceis é um 
momento permeado por sentimentos diversos que se manifestam por meio de 
verbalizações, metáforas, expressões não verbais, manifestações físicas e psicológicas. 
Assim, as enfermeiras notam quando o paciente está mais calado, ansioso, de humor 
deprimido, muda seu comportamento, mas principalmente, entendem que cada um tem a 
sua forma particular de reagir. Também sabem que os pacientes vivenciam um 
momento de estresse e supõem que respondem fisicamente a isso. Diante disso, as 
enfermeiras tentam amenizar o ocorrido com os recursos empíricos que possuem. 
4 CONCLUSÕES 
Conclui-se que ao identificar os sentimentos e as atitudes do paciente, a enfermagem 
pode auxiliá-lo por meio de uma comunicação clara e efetiva, fortalecendo assim, o 
respeito, o vínculo terapêutico de confiança e as ações de cuidado. Portanto, para 
alcançar uma assistência de qualidade é fundamental que a enfermagem não tenha 
apenas um olhar técnico, mas um olhar humanizado. 
 
Palavras-chave: Comunicação; Notícias Difíceis; Enfermagem; Unidade Intensiva. 
 
REFERÊNCIAS 
ANDRADE, C. et al. Comunicação de notícias difíceis para pacientes sem possibilidade 
de cura e familiares: atuação do enfermeiro. Revista Enfermagem UERJ, Rio de 
Janeiro, RJ, v.22, n.5, p. 674 - 679, mar. 2014. Disponível em: . Acesso em: 23 maio 
2018. 
 
ARAÚJO, J. A.; LEITÃO, E. M. P. A comunicação de notícias difíceis: mentira piedosa 
ou sinceridade cuidadosa. Revista Hospital Universitário Pedro Ernesto. UERJ, Rio 
de Janeiro, RJ, v.11, n.2, p. 58 - 62, abr./jun. 2012. Disponível em: . Acesso em: 23 
maio 2018. 
 
GOMES, G. C. et al. Dando notícias difíceis à família da criança em situação grave ou 
em processo de terminalidade. Rev. enferm. UERJ, Rio de Janeiro, v. 22, n. 3, p. 347 - 
 
 
35 
 
352, mai./jun. 2014. Disponível em: . 
Acesso em: 04 junho 2018. 
 
LINO, C. A. et al. Uso do Protocolo Spikes no Ensino de Habilidades em Transmissão 
de Más Notícias. Revista Brasileira de Educação Médica, v. 35, n. 1, p. 52-57, 2011. 
Disponível em: Acesso em: 24 maio 2018. 
 
PACHECO, A. P. A. M. Da Solidão Profissional à Interdisciplinaridade: a Trajetória de 
um Grupo Balint-Paidéia. In: INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER. Coordenação 
Geralde Gestão Assistencial. Coordenação de Educação. Comunicação de notícias 
difíceis: Compartilhando desafios na atenção à saúde. Rio de Janeiro: INCA, 2010. 
p.73-84. 
 
WARNOCK et al. Breaking bad news in inpatient clinical settings: role of the nurse. 
Journal of Advanced Nursing, v. 66, n.7, p. 1543-1555, jul. 2010. Disponível em: 
. Acesso em: 24 maio 2018. 
 
WARNOCK, C. Breaking bad news: issues relating to nursing practice. Nursing 
Standard, v. 28, n. 45, p. 51-58, jul. 2014. Disponível em: . Acesso em: 18 junho 2018. 
 
http://scielo.isciii.es/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0210-
http://scielo.isciii.es/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0210-
http://www.scielo.br/pdf/rsp/v39n3/24808.pdf
http://www.scielo.br/pdf/rsp/v39n3/24808.pdf
http://www.scielo.br/pdf/rsp/v39n3/24808.pdf
 
 
36 
 
 
AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa 
 
Autores: 
 Fernanda Lopes de Souza¹ 
 Leidi L. S. Raposo² 
 Sandra Marcia Soares Schmidt³ 
Elenir Terezinha Rizzetti Anversa4 
 
 
A ENFERMAGEM NA ASSISTÊNCIA AO PRÉ-NATAL DE BAIXO 
RISCO 
 
1 INTRODUÇÃO 
Destaca-se a atenção ao pré-natal com a publicação em 1983 da Politica Nacional de 
Atenção Integral à Saúde da Mulher (PAISM). O papel da assistência ao pré-natal é 
assegurar o desenvolvimento da gestação, permitindo assim que o bebê nasça de forma 
saudável sem complicações (BRASIL, 2012). No pré-natal a enfermagem poderá ajudar 
nas práticas de identificação, tratamento e controle de algumas possíveis complicações 
que possam vir a ocorrer na gestação, reduzindo assim os índices de morbimortalidade 
materna e fetal, além de promover um bom desenvolvimento para ambos (VIELLAS et 
al; 2014). Esse estudo tem como objetivo refletir sobre o papel da enfermagem na 
assistência ao pré-natal de baixo risco. 
 
2 MÉTODO 
Trata-se de estudo teórico-reflexivo a partir da assistência ao pré-natal de risco habitual. 
Foi realizada a busca aleatória de artigos, em que foram utilizados 3 trabalhos 
relevantes, disponibilizados na íntegra no Portal da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) 
no dia 01 e 02 de outubro de 2018. 
 
3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 
Segundo a organização mundial de saúde (OMS) o número adequado de consultas pré-
natal seria igual ou superior a 6 (seis), o início do pré-natal ideal é na décima segunda 
semana de gestação (BRASIL, 2012). As consultas devem ser mensais até a 28° 
semanas, quinzenais entre 28º e 36º semanas. O profissional de saúde deverá permitir 
que as gestantes expressem suas preocupações garantindo, atenção resolutiva 
articulando com outros serviços de saúde para a continuidade da assistência e, assim 
 
 
37 
 
possibilitando um vínculo da gestante com a equipe de saúde (RODRIGUES et al; 
2011). Os enfermeiros e os enfermeiros obstetras (estes últimos com titulação de 
especialistas em obstetrícia) estão habilitados para atender ao pré-natal, aos partos 
normais sem distócia e ao puerpério em hospitais, centros de parto normal, unidades de 
saúde ou em domicílio. Caso haja alguma intercorrência durante a gestação, os referidos 
profissionais devem encaminhar a gestante para o médico continuar a assistência. 
4 CONCLUSÕES 
A assistência de enfermagem na consulta de pré-natal é de extrema importância para um 
acolhimento com escuta qualificada deixando com que as gestantes expressem suas 
angústias, mantendo um vínculo com a equipe, assim a possibilidade a elas a 
continuidade ao pré-natal e evitando as possíveis complicações. 
 
REFERÊNCIAS 
1. BRASIL, Ministério da Saúde, Atenção ao pré-natal de baixo risco, Brasília; 
2012. 318 p. – (Série A. Normas e Manuais Técnicos) (Cadernos de Atenção 
Básica, n° 32). 
 
2. RODRIGUES, Edilene Matos; NASCIMENTO, Rafaella Gontijo do; ARAUJO, 
Alisson. Protocolo na assistência pré-natal: ações, facilidades e dificuldades dos 
enfermeiros da Estratégia de Saúde da Família. Rev. esc. enferm. USP, São 
Paulo, v. 45, n. 5, p. 1041-1047, Oct. 2011 . 
 
3. VIELLAS, Elaine Fernandes et al . Assistência pré-natal no Brasil. Cad. Saúde 
Pública, Rio de Janeiro , v. 30, supl. 1, p. S85-S100, 2014 . 
 
 
 
38 
 
 
AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa 
 
Autores: 
Melissa Gewehr11 
Leatrice da Luz Garcia12 
Clarita Souza Baroni Silveira13 
Jhonathan Barbosa da Silva 14 
Fernanda Puntel Rutsatz5 
Thaynara Lima Lessing6 
 
A ESPIRITUALIDADE NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE: Uma 
Revisão Narrativa 
 
1 INTRODUÇÃO 
Considera-se que a abordagem da espiritualidade, trazida pelo usuário, no atendimento 
pelos profissionais de saúde, seja investigada, uma vez que esta dimensão está 
intimamente relacionada com o conceito ampliado de saúde e poderá não estar sendo 
considerada e incluída na prática profissional. O objetivo geral foi identificar e analisar 
as produções cientificas sobre o uso da espiritualidade no contexto da Atenção Primária 
a Saúde (APS). Os objetivos específicos foram identificar os motivos que interferem no 
uso ou não da espiritualidade como parte do plano de cuidados da equipe da APS e 
analisar como os profissionais da saúde abordam, no cuidado, as questões relacionadas 
à espiritualidade trazidas pelo usuário. 
2 MÉTODOS: 
Trata-se de uma revisão narrativa que se utilizou da coleta de dados em artigos nas 
bases de dados da Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde 
(LILACS). Como critérios de inclusão foram utilizados os artigos completos e 
disponíveis ao público, no período de 2011 à 2015, relacionados a temática. 
 
3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS: 
Foi elaborado um formulário de coleta de dados com informações e utilizou-se 
estatística descritiva e análise temática de Minayo (2008) que resultou em 2 categorias: 
 
11 Enfermeira, mestranda PPGERONTO/UFSM; 
12 Mestranda PPGERONTO/UFSM; 
13 Assistente Social, mestranda PPGERONTO/UFSM; 
14 Acadêmico de medicina da UFSM; 
5Academica de educação especial da UFSM; 
6Academica de música da UFSM. 
 
 
39 
 
a) resiliência do usuário e b) dificuldades em incluir a espiritualidade na prática 
profissional. Rocha et al (2013) apontam que é notório observar que as pessoas 
religiosas parecem lidar mais facilmente com os estresses da vida, recuperam-se mais 
rapidamente de depressão e apresentam menos ansiedade e outras emoções negativas do 
que as pessoas menos religiosas. Os profissionais revelam barreiras para lidar com a 
espiritualidade do paciente, tais como medo de ofender e de impor suas próprias 
crenças, de lidar com religiões divergentes as deles e a falta de tempo (SANTO et al, 
2013). Assim, após a análise do material parece não haver dúvidas de que a 
espiritualidade, a religiosidade e a religião podem se relacionar positivamente com a 
saúde. A falha do não uso dessa ferramenta encontra-se: na formação profissional, por 
ser pouco ou nada considerada no contexto acadêmico; na complexidade da abordagem 
e no perfil profissional. 
4 CONCLUSÃO: 
Dessa forma, a capacitação dos profissionais de saúde acerca destas questões na 
abordagem ao paciente e a utilização de novos recursos interventivos, como o trabalho 
envolvendo a família, a comunidade religiosa e a oração, surgem como possíveis 
alternativas que permitiriam resultados mais efetivos na integralidade do cuidado aos 
sujeitos. 
 
REFERENCIAS: 
MINAYO, M.C.S. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. 11 ed. 
São Paulo: Hucitec, 2008. 
ROCHA, I. A. et al. Terapia comunitária integrativa: situações de sofrimento emocional 
e estratégias de enfrentamento apresentadas por usuários. Rev Gaúcha Enferm, v. 34, 
n. 2, p.155-162, 2013. Disponível em: .

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