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1 ANAIS DA VIII SEMANA CIENTÍFICA DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE SANTA MARIA Santa Maria Março, 2019 2 UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE SANTA MARIA/UFSM ANAIS DA VIII SEMANA CIENTÍFICA DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE SANTA MARIA Anais obtidos da realização da 8º semana científica do Hospital Universitário de Santa Maria realizado no auditório Gulerpe, no período de 20 a 22 de novembro de 2018. 3 FICHA CATALOGRÁFICA 4 ANAIS DA VIII SEMANA CIENTÍFICA DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE SANTA MARIA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA REITOR PROF. DR. PAULO AFONSO BURMANN VICE-REITOR PROF. DR. LUCIANO SCHUCH HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE SANTA MARIA SUPERINTENDENTE PROF. DRª. ELAINE VERENA RESENER GERENTE DE ENSINO E PESQUISA PROF. DRª. BEATRIZ SILVANA DA SILVEIRA PORTO GERENTE ADMINISTRATIVO ESP. JOÃO BATISTA DE VASCONCELLOS GERENTE DE ATENÇÃO À SAÚDE ENF.DRª. SOELI TERESINHA GUERRA 5 ANAIS DA VIII SEMANA CIENTÍFICA DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE SANTA MARIA PRESIDENTE DO EVENTO Profª. Drª. Beatriz Silvana da Silveira Porto COMISSÃO ORGANIZADORA Prof. Dr. Alexandre Vargas Schwarzbold Chefe do Setor de Pesquisa e Inovação Tecnológica Profª. Drª. Beatriz Silvana da Silveira Porto Gerente de Ensino e Pesquisa do HUSM Prof. Dr. Gustavo Nogara Dotto Chefe da Unidade de e-Saúde Profª. Drª. Themis Maria Kessler Chefe do Setor de Gestão do Ensino COMISSÃO CIENTÍFICA Prof. Dr. Alexandre Vargas Schwarzbold Profª. Drª. Beatriz Silvana da Silveira Porto Prof. Dr. Gustavo Nogara Dotto Profª. Drª. Themis Maria Kessler COMISSÃO DE AVALIAÇÃO DE TRABALHOS CIENTÍFICOS Prof. Dr. Gustavo Nogara Dotto Enfª Ms Helena Carolina Noal Enfª. Ms Iara Terezinha Barbosa Ramos Enfª. Drª. Izabel Cristina Hoffmann COMISSÃO DE INFRAESTRUTURA E APOIO Aux.Adm. André Luis Samuel Kessler Contª. Ms. Inês Bortolotto Rec. Leocinara Paula Ribeiro Julião 6 Econ. Ms. Márcio Marcelo Gross Rec. Paula Senna Pacheco Téc. Enf. Zuleica Aparecida Gündel de Arruda COMISSÃO DE APOIO GRÁFICO, DIVULGAÇÃO E ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO: Desenhista Téc. José Erion Soares Ac.Michele Pereira MONITORES Ac. Augusto Hermes Kohler Ac. Caroline Cogo Carneosso Ac. Gabriel Brondani Borges Ac. Gessica Piovesan Ac. Vitória Parodes Rodrigues 7 PROGRAMAÇÃO DA VIII SEMANA CIENTÍFICA DO HUSM/UFSM Dia 20/11/2018 14h às 15h- Credenciamento MÓDULO 1 - EXPERIÊNCIAS INOVADORAS EM GESTÃO E ASSISTÊNCIA Coordenação: Profª. Drª. Beatriz S. da Silveira Porto – HUSM/CCS/UFSM 15h às 18h: Exposição de Trabalhos Científicos (Poster Digital) – Hall do Auditório Gulerpe 16h às 16:30: Cerimônia de Abertura 16:30 às 17:30: CONFERÊNCIA - À um Passo da Eternidade: Como a Neurociência pode contribuir para a Qualidade de Vida? Prof. Dr. Pedro Schestatsky – UFRGS/RS 17:30 às 17:45: Intervalo para Café 17h45 às 19h00: PAINEL – A Telessaúde na Assistência: Como a tecnologia em Saúde pode qualificar a assistência? 17:45h-18h45: Experiência Regional em Telessaúde - HCPA e UFRGS- Desafios na gestão e impacto na assistência - Prof. Dr. Marcelo Gonçalves 18h45-19h: Discussão Prof. Dr. Gustavo Dotto - HUSM/UFSM Prof. Dr. Marcos Lobato - CCS/UFSM Ms. Jean Alberni - Animati Computação Aplicada à Saúde Representantes da Secretaria Municipal de Saúde e 4ª CRS/RS 19h às 19:15: Premiação: menção honrosa para os 3 melhores trabalhos deste módulo. 8 PROGRAMAÇÃO DA VIII SEMANA CIENTÍFICA DO HUSM/UFSM Dia 21/11/2018 MÓDULO 2 - EXPERIÊNCIAS INOVADORAS EM ENSINO Coordenação: Profª Dra. Themis Maria Kessler 15h às 18h: Exposição de Trabalhos Científicos (Poster Digital) – Hall do Auditório Gulerpe 14h às 15h: Apresentação Oral de Trabalhos Selecionados – Auditório Gulerpe 15h às 16h: CONFERÊNCIA: Metodologia baseada em Competências na Formação em Saúde - Prof. Dr. Exequiel Plaza T. - Universidade de Talca, Chile 16h às 17:30: PAINEL - Metodologias Ativas em Preceptoria - Desafios e Potencialidades 16h-16:30: Profª Drª. Vânia Olivo - PRMS/CCS/UFSM 16:30-17h: Profª Drª. Clarice Mottecy - HUSM/UFSM 17h-17:30: Discussão Debatedores: Profª Marisa Bastos Pereira - CCS/UFSM Profª Drª Tânia Denise Resener - CCS/UFSM Profª Drª. Angela Weinmann - UFN 17:30 às 17:45: Intervalo para Café 17:45 às 19h: PAINEL: Simulação Realística 17:45 - 18:15h: Sala Cirúrgica Inteligente – Prof. Dr. Miguel Prestes Nácul - Membro do Corpo Clínico do Hospital Moinhos de Vento/ /RS. Médico Cirurgião Coordenador da área de Videocirurgia do Hospital de Pronto Socorro/RS. 18:15 - 18:45h: Experiências Internacionais - Dr. Dener Tambara Girardon - HUSM/EBSERH e Drª. Maria da Graça Caminha Vidal - HUSM/UFSM 18:45 às 19h: Discussão Debatedores: Dr. Humberto Palma - HUSM/EBSERH Prof. Dr. Ewerton Moraes - CCS/UFSM Dra. Leila Dantas - HUSM/UFSM 19h às 19:15: Premiação: menção honrosa para os 3 melhores trabalhos deste módulo 9 PROGRAMAÇÃO DA VIII SEMANA CIENTÍFICA DO HUSM/UFSM Dia 22/11/2018 MÓDULO 3 - EXPERIÊNCIAS INOVADORAS EM PESQUISA Coordenação: Prof. Dr. Alexandre Vargas Schwarzbold - HUSM/CCS/UFSM 14h às 18h: Exposição de Trabalhos Científicos (Poster Digital) – Hall do Auditório Gulerpe 15h às 16h: Apresentação Oral de Trabalhos Selecionados – Auditório Gulerpe 16h às 17h: PALESTRA: Nanociências na Saúde -Profª. Dra. Solange Binotto Fagan – UFN/RS 17h às 17:15: Intervalo para Café 17:15 às 19h: PAINEL - Tecnologias Aplicadas em Saúde 17:15 -17:30: Software para Avaliação da Fala – Profª Dra. Márcia Keske Soares - CCS/UFSM 17:30-17:45: Imagens de Fundo de Olho para identificação automatizada de Glaucoma - Prof. Daniel Welfer - CT/UFSM 17:45-18h: Jogos Sérios na Saúde - Profa. Ana Lucia Cervi Prado - CCS/UFSM 18h -18:15: RIS e PACS na Saúde - Prof. Carlos Jesus Pereira Haygert - CCS/HUSM 18:15 -18:30: Processamento Digital de Imagens - Prof. Marcos Cordeiro d’Ornellas - CT/UFSM 18:30-18:45: Impressão 3D na Saúde - Dra. Wâneza Dias Borges Hirsch - HUSM/EBSERH 18:45-19h – Pergunte ao pesquisador 19h às 19:15: Premiação: menção honrosa para os 3 melhores trabalhos deste módulo. 10 SUMÁRIO A APLICAÇÃO DO QUESTIONÁRIO NÓRDICO DOS SINTOMAS OSTEOMUSCULARES COMO MÉTODO DE AVALIAÇÃO ERGONÔMICA NA CONSTRUÇÃO CIVIL ................................................................................................. 21 A AVALIAÇÃO DA PRODUÇÃO CIENTÍFICA GLOBAL SOBRE MORTALIDADE INFANTIL EM BASE DE DADOS NO ANO DE 2015 ................ 27 A CADERNETA DE SAÚDE DA PESSOA IDOSA NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE ........................................................................................................................... 29 A CONSTRUÇÃO DA ATENÇÃO HUMANIZADA EM SAÚDE A PARTIR DA INTERAÇÃO LÚDICA COM CRIANÇAS COM CÂNCER: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA .............................................................................................................. 31 A CONVIVÊNCIA DA ENFERMAGEM DE UMA UNIDADE DE CARDIOLOGIA INTENSIVA COM A COMUNICAÇÃO DE NOTÍCIAS DIFÍCEIS .......................... 33 A ENFERMAGEM NA ASSISTÊNCIA AO PRÉ-NATAL DE BAIXO RISCO ........ 36 A ESPIRITUALIDADE NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE: Uma Revisão Narrativa ......................................................................................................................... 38 A EXPERIÊNCIA DE CUIDADORES FAMILIARES DEAcesso em: 01 de novembro de 2018. SANTO, C. C. E. et al. Diálogos entre espiritualidade e enfermagem: uma revisão integrativa da literatura. Cogitare Enferm, v. 18, n. 2, p.372-8, 2013. Disponível em: . Acesso em 01 de novembro de 2018. http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1983-14472013000300020 https://revistas.ufpr.br/cogitare/article/view/32588 40 AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa Autores: Carolina Schmitt Colomé15 Mikaela Aline Bade München16 Amanda Valério Espíndola17 Alberto Manuel Quintana18 A EXPERIÊNCIA DE CUIDADORES FAMILIARES DE SUJEITOS EM FIM DE VIDA: O CUIDADO COMO UM IMPERATIVO 1 INTRODUÇÃO O aumento da longevidade e os grandes avanços tecnológicos na área da saúde, relacionados à busca excessiva pela manutenção da vida, são aspectos que vêm levando ao aumento de doenças crônico-degenerativas. Nesse cenário, a família destaca-se como fonte de apoio, uma vez que se constitui como espaço de proteção frente aos descompassos da vida. Dessa forma, o presente estudo – recorte de uma pesquisa maior, intitulada “Significações atribuídas às relações familiares em fim de vida” – propõe-se a compreender como os doentes e seus familiares vivenciam suas relações frente à situação de terminalidade em decorrência de um adoecimento crônico-degenerativo. 2 MÉTODO A pesquisa teve como participantes seis familiares cuidadores de indivíduos adultos em processo de fim de vida, que estavam recebendo cuidados paliativos exclusivos em acompanhamento pela equipe de Serviço de Atenção Domiciliar de um hospital universitário no interior do Rio Grande do Sul. Seguiu-se os princípios éticos regidos pela Resolução nº 510/2016, do Conselho Nacional de Saúde, contando com aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de Santa Maria através do CAAE 63065216.9.0000.5346. Como instrumento foram utilizadas entrevistas semidirigidas, as quais foram analisadas através da análise de conteúdo, elencando-se categorias, de modo que, optou-se por abordar “O cuidado como um imperativo”. 3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS Identificou-se que em muitos casos os familiares cuidadores podem sentir que o comprometimento com os cuidados de seus familiares adoecidos é inerente a sua relação com eles, como uma retribuição de afeto e carinho. Isso pode ser exemplificado a seguir “Eu disse ah, eu não posso abandonar minha vó né? [...] Se toda a vida ela 15 Acadêmica de Psicologia, UFSM; 16 Acadêmica de Psicologia, UFSM; 17 Mestre em Psicologia pela UFSM; 18 Phd em Bioética, Professor do curso de Psicologia, UFSM. 41 sempre fez tudo por mim né? [...] Não existia uma possibilidade mínima que eu não fizesse isso por ela”. Assim, a discussão dos resultados sugere que pode haver, na oferta de cuidado, um sentido de recompensa, bem como de cumprimento de expectativas sociais que possibilitam a emergência de sentimentos de reconhecimento social, realização pessoal e evitação de culpa. Contudo, por outro lado, os cuidadores muitas vezes acabam por ter que recusar-se a si mesmos – seus desejos, vontades, identidades, papéis e espaços ocupados anteriormente ao adoecimento – em prol do doente, o qual demanda cuidados concretos e imediatos: “Ah, pra mim tá... Ah, é difícil né, é cansativo, porque tu vê eu passo o dia inteiro, a noite... Toda né. Então assim, é difícil. Mas... Tem que fazer né? Levanto seis, sete, oito vezes por noite. Tem dias que é bem complicado. Mas... Tem que cuidar, não adianta, né.” 4 CONCLUSÕES Dessa maneira, conclui-se que, apesar de o cuidado poder ser significado como positivo, deve-se atentar para a sobrecarga do cuidador familiar. Ainda que a paliação compreenda o doente e sua família como uma unidade, na maior parte das vezes pode ser que as intervenções dirijam-se ao paciente. Dessa forma, sugere-se que esses cuidadores sejam também assistidos pelas equipes de saúde, buscando-se intervenções que os aproximem de suas redes de suporte familiar e comunitário, tendo em vista que o cuidado domiciliar ocorre em seus territórios. REFERÊNCIAS BERNAL, I. L. La familia en la determinación de la salud. Rev. Cub. de Salud Pública. n. 1, v. 29, p. 48-51. 2003. Disponível em: . Acesso em: 08 de agosto de 2018. BRASIL, Ministério da Saúde. Manual Instrutivo do Melhor em Casa. 2011. Disponível em: . Acesso em: 08 de agosto de 2018. BRASIL. Portaria nº 825, de 25 de abril de 2016. 2016. Disponível em: . Acesso em: 08 de agosto de 2018. BRASIL. Portaria nº 2.436, de 21 de setembro de 2017. 2017. Disponível em: . Acesso em: 08 de agosto de 2018. CARMO, E. H.; BARRETO, M. L.; SILVA JR, J. B. Mudanças nos padrões de morbimortalidade da população brasileira: desafios para o novo século. Revista Epidemiologia e Serviços de Saúde, n. 2, v. 12, p. 63-75. 2003. Disponível em: . Acesso em: 08 de agosto de 2018. 42 CATTANI, R. B.; GIRARDON-PERLINI, N. M. O. Cuidar do idoso doente no domicílio na voz de cuidadores familiares. Revista Eletrônica de Enfermagem, n. 2, v. 6, p. 254-271. 2004. Disponível em: . Acesso em: 08 de agosto de 2018. COSTA, J. L.; MOURÃO, V.; GONÇALVES, M. D. O impacto da “vulnerabilidade extrema” dos doentes nos seus cuidadores principais: uma perspectiva multidimensional. Revista Kairós, n. 1, v. 17, p. 27-43. 2014. Disponível em: . Acesso em: 08 de agosto de 2018. MAFRA, S. C. T. A tarefa do cuidar e as expectativas sociais diante de um envelhecimento demográfico: a importância de ressignificar o papel da família. Revista Brasileira em Geriatria e Gerontologia, n.2, v. 14, p. 353-363. 2011. Disponível em: . Acesso em: 08 de agosto de 2018. MESQUITA, A. S. 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National cancer control programmes: policies and managerial guidelines. Genebra: WHO. 2002. Disponível em: . Acesso em: 08 de agosto de 2018. 43 AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa Autores: Roselene Silva Souza19 Rosane Seeger da Silva20A IMPORTÂNCIA DA PREVENÇÃO DE QUEDAS EM IDOSOS 1 INTRODUÇÃO O aumento da população idosa é percebido mundialmente, no Brasil não é diferente. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2020 o contingente de pessoas com 60 anos ou mais atingirá 13,8% da população total brasileira, passando para 33,7% em 2060. O envelhecimento traz alterações físicas, cognitivas, funcionais e sociais, gera alguns problemas comuns a população idosa, como as quedas. A queda pode ser definida como um deslocamento não intencional do corpo para um nível inferior à posição inicial, com incapacidade à tempo hábil determinado por circunstâncias multifatoriais que comprometem a estabilidade. Suas causas são múltiplas e podem ser agrupadas em fatores intrínsecos e extrínsecos. Entre eles destacam-se condições patológicas e efeitos adversos de medicações ou o uso concomitante de fármacos. Há ainda ênfase para os perigos ambientais e o uso de calçados inadequados. Dentro deste contexto, o objetivo deste estudo foi analisar as causas de quedas sofridas por idosos. 2 MÉTODO Trata-se de um estudo bibliográfico, de natureza descritiva, no qual buscou-se, nas bases de dados eletrônicos, artigos já elaborados, que apresentassem as principais e mais efetivas causas de quedas sofridas por idosos. Utilizou-se os seguintes descritores: acidentes por quedas, idosos e prevenção de quedas. Os artigos identificados pela estratégia de busca foram avaliados, de forma independente, pelas pesquisadoras (autoras), obedecendo rigorosamente aos critérios de inclusão: texto na íntegra, tempo de busca (sem delimitação), população-alvo (idoso), tipo de estudo (sem delimitação) e idioma (português, inglês e espanhol). Optou-se por utilizar como material apenas artigos científicos devido à facilidade de acesso deste tipo de publicação. 3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 19 Enfermeira; 20 Doutoranda em Distúrbios da Comunicação Humana/UFSM. 44 Associando os termos de busca, foram encontrados 36 artigos, desses nove foram selecionados para análise. A baixa inclusão de artigos sugere que ainda são raros os estudos que abordam essa problemática tão urgente em nossa sociedade. Ressalta-se que, em geral, os idosos caem ao realizarem atividades rotineiras. As quedas podem ser causadas por fatores intrínsecos, ou seja, decorrentes de alterações fisiológicas relacionadas ao processo de envelhecimento, a doenças e efeitos causados por uso de fármacos e extrínsecos, atribuídos aos fatores que dependem de circunstancias sociais e ambientais criando desafios ao idoso. 4 CONCLUSÕES Tomando por base esses achados, sabe-se que pequenas modificações no ambiente podem evitar o risco de cair e as complexidades geradas pelas quedas. Assim, torna-se fundamental que profissionais da s aúde e educação estejam envolvidos com essas questões, as quais influenciam, na qualidade de vida das pessoas idosas. REFERÊNCIAS GOMES, E. C. C., et al. Fatores associados ao risco de quedas em idosos institucionalizados: uma revisão integrativa. Ciências e Saúde coletiva. v.19 n.8, p. 3543-3551. 2014. GONÇALVES, L. G, et al. Prevalência de quedas em idosos asilados do município de Rio Grande, RS. Revista Saúde Pública. v.42, n.5, p. 938-945. 2008. MENEZES, R. L.; BACHION, M. M. Estudo da presença de fatores de riscos intrínsecos para quedas, em idosos institucionalizados. Ciências e Saúde coletiva. v.13, n.4, p.1209- 1218. 2008. COUTINHO, E. S. F.; SILVA, S. D. Uso de medicamentos como fator de risco para fratura grave decorrente de queda em idosos. Cad. Saúde Pública, v. 18, n. 5, p. 1359- 1366, 2002. DRECH, D. M.; DORING, M. Prevalência de acidentes domésticos em idosos residentes em uma área de abrangência da Estratégia de Saúde de Família. RBCEH, Passo Fundo, v. 6, n. 1, p. 87-89, jan./abr. 2009. 45 AREA TEMÁTICA: Gestão/Assistência Autores: RAPOSO, Leidi Luzia da Silva1 SOUZA, Fernanda Lopes de2 SCHMIDT, Sandra Márcia Soares3 A IMPORTÂNCIA DA REALIZAÇÃO DO PROTOCOLO CHECKLIST EM SALA CIRÚRGICA: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA. INTRODUÇÃO O tratamento cirúrgico é componente do cuidado em saúde em todas as classes sociais e comunidades, e também em todas as regiões do mundo. A cirurgia tornou-se parte associada dos cuidados de saúde global, com uma estimativa de 234 milhões de operações realizadas anualmente, resultando em uma operação a cada 25 pessoas, evidenciando que a segurança do paciente é de grande importância para a saúde pública (HAYNES et al., 2009). No ano de 2007 a Organização Mundial da Saúde criou o segundo Desafio Global para a Segurança do Paciente: Cirurgias Seguras Salvam Vidas, com o intuito de aperfeiçoar a segurança da assistência cirúrgica e minimizar óbitos no mundo (WHO, 2009). OBJETIVO Conhecer a importância do uso do checklist em sala cirúrgica visando a segurança do paciente METODOLOGIA Trata-se de um estudo de revisão de literatura do tipo narrativa. A busca foi realizada em julho de 2018, na BVS, na base de dados LILACS. Para seleção dos artigos foram empregados os descritores, checklist AND cirurgia segura AND enfermagem. Foram encontrados 13 artigos, desses 8 responderam a pergunta de pesquisa. A análise dos dados foi a Análise de conteúdo de Bardin (2011). RESULTADOS E DISCUSSÃO No Centro Cirúrgico, a implantação do Checklist de Cirurgia Segura é uma das medidas adotadas pelas instituições hospitalares para assegurar cirurgias com local de intervenção, procedimento e paciente correto, atingindo assim a meta quatro da Joint Commission Internationale evitando, também mortalidade e complicações pós- operatórias (CRUZ; ALFONSO; PÉREZ, 2012). A partir da leitura dos artigos publicados, foi possível concluir que a adesão ao instrumento checklist vem 46 contribuindo para minimizar danos e falhas por parte das equipes em centros cirúrgicos. CONCLUSÃO A realização do checklist em sala cirúrgica é de extrema relevância, uma vez que este reduz riscos de eventos adversos propiciando a segurança do paciente cirúrgico. O enfermeiro é o organizador do serviço de saúde, este acaba por ser o profissional mais indicado para a realização do checklist. A não realização do checklist pode ocasionar diversos danos ao paciente inclusive o aumento da taxa de mortalidade nos pós cirúrgico. BIBLIOGRAFIA 1. HAYNES, A.B.et al. Safe Surgery Saves Lives Study Group. A surgical safety checklist to reduce morbidity and mortality in a global population. New Egland Journal of Medicine, Boston, v.360, no. 5, p. 491-499, Jan. 2009. 2. BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. 1ª ed. São Paulo: Edições Brasil, 2011. 3. CRUZ, Y. L.; ALGONSO, P. M.; PÉREZ, A. C. D. Seguridad del paciente em la cirugía refractiva com láser. Revista Cubana de Oftalmología, La Habana, v. 25, n. 1, [10 telas], 2012. Disponível em: http://www.revoftalmologia.sld.cu/index.php/oftalmologia/article/view/29/html_ 42 Acesso em: 1 Nov 2018. 4. ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Orientações da OMS para Cirurgia Segura 2009. Cirurgia Segura Salva Vidas. World Health Organization. Direção Geral da Saúde/Ministério da Saúde, 2010.[acesso em 1 nov 2018] Tradução e adaptação para o português por Manuela Lucas. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/seguranca_paciente_cirurgia_salva_ manual.pdf 47 AREA TEMÁTICA: Extensão Autores: Sabrina Da Silva Santos21 Thalia Brites Muniz22 A IMPORTÂNCIA DE UM GRUPO PSICOTERAPÊUTICO NAS ESCOLAS PARA PAIS DE ALUNOS "PROBLEMAS": DESENVOLVENDO UM GRUPO PSICOTERAPÊUTICO PARA PAIS 1 INTRODUÇÃO O presente trabalho vem apresentar a experiência de um grupo na escola EMEF - Escola Municipal de Ensino Fundamental da cidade de Santa Maria RS. Este grupo tem comofinalidade oportunizar que pais de alunos daquela instituição de ensino possam se encontrar para problematizar questões referentes aos seus filhos dentro do âmbito escolar. Ao trazermos estes pais para participar de um grupo onde o assunto principal a ser abordado será tudo que envolve os seus filhos, acredita-se oportunizar a troca de ideias e pensar o não pensado com a ajuda do grupo. 2 MÉTODO O presente trabalho que é parte da vivência no estágio básico II está sendo realizado na Escola Dom Luiz Victor Sartori, situada na rua Tamanday, número 325, bairro Nossa Senhora De Lurdes. A metodologia é a formação de grupo Operativo (2010) onde os componentes sentam-se em círculo para realizar aprendizados a partir de problematizações trazidas pelo coordenador ou membros do grupo. O estágio básico II tem a duração de 72 horas, essas horas foram divididas em 15 encontros com duração de uma hora cada, sendo os encontros semanais, e o restante em atividades desenvolvidas no local e supervisões de estágio que ocorrem uma vez por semana na faculdade Fisma. 3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS O grupo propõe oportunizar um movimento de pensamento a partir de demandas de saúde, mas focando em um desenvolvimento dentro do ambiente escolar. No grupo é observado uma grande demanda dos pais de crianças com o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade/ Impulsividade (TDAH), um dos transtornos mais comuns na 48 infância. É encontrado a partir daí uma certa dificuldade de relação entre professor e aluno através de seus comportamentos prejudiciais a si e aos outros colegas. Essas crianças demonstram uma grande dificuldade de aprendizagem, impossibilitando muitas vezes o foco e a atenção (ROCHA, PRETTE; 2010). Aprendizagem, aqui, é vista de duas formas, ou seja, por um lado é discutido a questão da aprendizagem dos filhos dentro do ambiente educacional, mas também destacasse um aprendizado do grupo com o grupo. 4 CONCLUSÕES De acordo com o levantamento realizado no estágio, conclui-se que o grupo com os pais das crianças institucionalizadas nas escolas tem uma grande importância, pois, o que a família não consegue dar conta em termos de estratégias educacionais o grupo problematiza e oferece métodos novos de educação escolar e em saúde. Assim a proposta principal do grupo, foi de que as mães compartilhassem ideias, vivencias e experiências para estar trabalhando essas dificuldades dos filhos. REFERÊNCIAS 1. MATESCO ROCHA, Margarette; PEREIRA DEL PRETTE, Zilda Aparecida. HABILIDADES SOCIAIS EDUCATIVAS PARA MÃES DE CRIANÇAS COM TDAH E A INCLUSÃO ESCOLAR. Psicologia Argumento, [S.l.], v. 28, n. 60, nov. 2017. ISSN 1980-5942. Disponível em: . Acesso em: 04 nov. 2018. 2. BASTOS, Alice Beatriz B. Izique. A técnica de grupos-operativos à luz de Pichon- Rivière e Henri Wallon. Disponível em . Acesso em 04 nov. 2018. https://periodicos.pucpr.br/index.php/psicologiaargumento/article/view/19723 49 AREA TEMÁTICA: Gestão/Assistência Autores: Simone Rodrigues de Sousa23 Denise Pasqual Schmidt24 A INTERVENÇÃO DO ASSISTENTE SOCIAL EM UMA UNIDADE DE ONCOLOGIA PEDIÁTRICA 1 INTRODUÇÃO O diagnóstico de uma doença oncológica provoca diretamente na vida das famílias de crianças e/ou adolescentes, inúmeras mudanças na rotina e nas relações cotidianas. O tratamento é longo, muitas vezes realizado fora de sua cidade de origem e para enfrentá- lo a família é imersa em um novo ambiente, o hospital¹. É um período intercalado por momentos de esperança, mas também de medos, inseguranças e incertezas. O serviço social atua na intersecção da situação de saúde/doença dos usuários com as demais dimensões de sua vida, na formulação de estratégias para que se efetive nos serviços de saúde o direito ao acesso e a participação da família em todos o processo². Assim, objetiva-se neste resumo refletir sobre a atuação do assistente social no suporte familiar de crianças e/ou adolescentes em tratamento oncológico. 2 MÉTODO A metodologia consiste a partir da observação sobre a intervenção do assistente social junto às famílias de crianças e/ou adolescentes em tratamento oncológico a partir de revisão da literatura narrativa, está caracterizada por não utilizar critérios específicos e sistemáticos, para a análise crítica. 3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 23Assistente Social Residente do Programa de Residência Multiprofissional e em Área Profissional da Saúde; 24Mestre em Educação; Assistente Social do Centro de Transplantes de Medula Óssea - CTMO, Centro de Tratamento da Criança com Câncer - CTCRIAC e Radioterapia do Hospital Universitário de Santa Maria. 50 Quando uma criança é diagnosticada com câncer, sua vida passa por rápida e intensa transformação, assim como o cotidiano familiar. De um momento para o outro, ela se vê em um ambiente desconhecido, submetido a uma série de exames invasivos, internações longas ou constantes idas ao hospital, afastamento da escola e da convivência com familiares e amigos¹. No processo de internações para o tratamento não é raro um dos pais deixar seu emprego para prestar o cuidado contínuo, a diminuição da renda e o afastamento da convivência familiar atinge o emocional do paciente e outros membros da família podem passar a receber menos atenção como os irmãos menores. O serviço social se insere na equipe cuja intervenção pressupõe o conhecimento da população que atende e seu núcleo familiar, quais sãos as dificuldades apresentadas, em que contexto cultural, social e econômico se inserem, identificar a fonte e o grau de recursos e flexibilidades sociais e financeiras da família, identificar quais recursos podem ser acionados na rede para dar o suporte necessário com vistas a garantia de acesso aos cuidados propostos². Assim, a intervenção deste profissional na saúde articula-se necessariamente com as demais políticas sociais, para formulação de estratégias para que se efetive nos serviços de saúde o direito ao acesso e a participação da família em todos o processo. 4 CONCLUSÕES A intervenção do assistente social se defronta diversas vezes com questões que ameaçam a continuidade do tratamento, diante das repercussões do mesmo no contexto familiar. Nesta lógica, é no contato do assistente social com a família durante todo o tratamento que se identifica inúmeras demandas, sendo situações socioeconômicas precárias, desavenças familiares, dificuldades em acesso à saúde, educação e assistência. Portanto a identificação dessas demandas leva o assistente social a acionar os recursos existentes na sociedade de modo a dar suporte à família, garantindo a plena informação e discussão sobre as possibilidade e consequências das situações apresentadas, respeitando sempre as decisões dos pacientes e familiares. REFERÊNCIAS 51 3. SILVA, TSC. Crianças e Adolescentes em Cuidados Paliativos oncológicos: a intervenção do serviço social junto às famílias. Revista Pol. Públ. São Luís, v.14, n 1, p 139-146, jan./jun. 2010. 4. MENEZES, Catarina Nívea Bezerra et al.Câncer infantil: organização familiar e doença. Rev. Mal-Estar Subj. [online]. 2007, vol.7, n.1, pp. 191-210. ISSN 2175- 3644. 52 AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa Autores: Rosani Viera Lunardi25 A OBESIDADE SOB A ÓTICA DO CÂNCER DE MAMA 1 INTRODUÇÃO O câncer de mama, segundo estatísticas do Instituto Nacional do Câncer (INCA), é considerado um problema de saúde pública e se constitui no câncer mais comum entreas mulheres brasileiras, sendo este uma das mais principais causas de morte. No Brasil, segundo os dados do INCA, no biênio 2018-2019 estima-se que para cada ano sejam diagnosticados 59.700 novos casos. O desenvolvimento do câncer de mama está associado a diversos fatores de risco, podendo ser classificados em dois grupos. O primeiro denominado não modificáveis constitui-se pelos fatores de risco que estão ligados a idade, fatores endócrinos, fatores genéticos, representado por envelhecimento, histórico familiar, raça, origem étnica. Já o segundo é composto pelos fatores de risco modificáveis, que estão ligados principalmente à hábitos de vida, representados por obesidade, alcoolismo, tabagismo, terapia de reposição hormonal. Dentre os fatores de risco modificáveis, a obesidade está intimamente ligada à fatores não modificáveis tais como idade e fatores endócrinos. Por este motivo, justifica-se a importância de se estudar a obesidade como fator de risco para o câncer de mama. Este estudo teve por objetivo analisar a obesidade como fator de risco associado ao câncer de mama inserido no contexto bibliográfico. 2 MÉTODO Para tanto foi utilizado como método o estudo exploratório a partir da coletânea de artigos científicos obtidos das principais bases bibliográficas online. O recorte temporal utilizado foi 2014 a 2018, sendo excluídos destes dissertações e teses, bem com artigos que não abordassem os temas obesidade e câncer de mama simultaneamente. 3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 25 Pós-graduação em enfermagem, enfermeira, Técnica em Enfermagem no Hospital Universitário de Santa Maria. 53 A partir da análise dos resultados, a obesidade foi apontada como um fator de impacto negativo na saúde da mulher, principalmente quando associado ao câncer de mama, uma vez que a obesidade aumenta a quantidade de inflamação e o nível de insulina o que torna o processo de multiplicação celular acelerado favorecendo o surgimento de tumores. Da mesma forma o excesso de peso desregula o processo metabólico e hormonal apontadas igualmente como potencializadores dos riscos de câncer. Em contrapartida, os dados analisados evidenciam que o controle do peso corporal constitui-se numa significativa medida de prevenção, uma vez que os taxas de gordura sendo mantidas em níveis adequados os riscos de desenvolvimento de câncer de mama são estimativamente reduzidos em aproximadamente 30%. 4 CONCLUSÃO Conclui-se com este estudo, se por um lado a obesidade é considerada um fator de risco significativo para o desenvolvimento do câncer de mama por outro o seu controle representa um mecanismo de prevenção associados à redução no risco de desenvolver câncer de mama. PALAVRAS CHAVES: câncer de mama; obesidade; fatores de risco. REFERÊNCIAS 1. BRUNO, B. C. R. B.; RIBEIRO, S. T.; TEIXEIRA, C. R. D.; et al. CÂNCER DE MAMA: É POSSÍVEL PREVENIR? REVISTA UNINGÁ REVIEW, v. 28, n. 1, 2016. Disponível em: . Acesso em: 16/10/2018. 2. HÖFELMANN, D. A.; ANJOS, J. C. DOS; AYALA, A. L. Sobrevida em dez anos e fatores prognósticos em mulheres com câncer de mama em Joinville, Santa Catarina, Brasil. Ciência & Saúde Coletiva, v. 19, n. 6, p. 1813–1824, 2014. ABRASCO - Associação Brasileira de Saúde Coletiva. Disponível em: . Acesso em: 27/10/2018. 3. INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER - INCA. Estimativa 2018. Incidência de Câncer no Brasil. Disponível em: . Acesso em: 25/8/2018. 4. LAUTER, D. S.; BERLEZI, E. M.; ROSANELLI, C. D. L. S. P.; LORO, M. M.; KOLANKIEWICZ, A. C. B. Câncer de mama : estudo caso controle no Sul do Brasil/ Breast cancer : case control study in Southern Brazil. Revista Ciência & Saúde, v. 7, n. 1, p. 19–26, 2014. 5. MEIRELLES, R. M. R.; MEIRELLES, R. M. R. Menopausa e síndrome metabólica. Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia, v. 58, n. 2, p. 91–96, 54 2014. ABE&M. Disponível em: . Acesso em: 27/10/2018. 6. MUNHOZ, M. P.; OLIVEIRA, J. DE; GONÇALVES, R. D.; ZAMBON, T. B.; OLIVEIRA, L. C. N. DE. Efeito do Exercício Físico e da Nutrição na Prevenção do Câncer. Revista Odontológica de Araçatuba, v. 37, n. 2, p. 09-16, 2016. Disponível em: . . 7. PEREIRA, D. C. L.; LIMA, S. M. R. R. Arquivos Médicos dos Hospitais e da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Santa Casa de São Paulo, Faculdade de Ciências Médicas, 2018. 8. PINHEIRO, A. B.; BARRETO-NETO, J. S.; RIO, J. A.; et al. Associação entre índice de massa corpórea e câncer de mama em pacientes de Salvador , Bahia. Revista Brasileira Mastologia, v. 24, n. 3, p. 76–81, 2014. Disponível em: . . 9. SENA, R.; GRAPIUNA, P.; CAROLINA, A.; et al. A INTERFERÊNCIA DA OBESIDADE NO SURGIMENTO DO CÂNCER DE MAMA. , p. 1–6, 2017. 10. WANNMACHER, L. Obesidade como fator de risco para morbidade e mortalidade: evidências sobre o manejo com medidas não medicamentosas. Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) no Brasil, v. 1, n. 7, p. 1–10, 2016. Disponível em: . 11. ZANOTTI, J.; MAIA, P. R. CÂNCER DE MAMA E OBESIDADE: REVISÃO DA LITERATURA. ANAIS-UNIC-Congresso de Iniciação Científica-UNIFEV, v. 5, n. 5, p. 40–42, 2017. Disponível em: . 55 AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa Autores: Leatrice da Luz Garcia¹ Marco Aurélio Figueiredo Acosta² Elaine de Oliveira Vieira Caneco³ Roselaine Brum da Silva Soares4 Melissa Gewehr5 Clarita Souza Baroni Silveira6 A PERCEPÇÃO DA SAÚDE ENTRE IDOSOS PERTENCENTES A GRUPOS DE CONVIVÊNCIA DO NÚCLEO INTEGRADO DE ESTUDOS E APOIO À TERCEIRA IDADE (NIEATI) DA CIDADE DE SANTA MARIA-RS 1 INTRODUÇÃO O envelhecimento é marcado por um conjunto de alterações orgânicas e funcionais de caráter continuo e irreversível, que podem ser vistas pelo idoso de diferentes formas. A auto percepção da saúde do idoso é um preditor importante para mensurar a sua capacidade funcional, por esse motivo é relevante que se entenda como o idoso avalia e percebe sua saúde e quais as implicações desta no seu dia a dia. Objetivo: analisar os dados sócio demográfico e a percepção de saúde do idoso. 2 MÉTODO Trata-se de um estudo quantitativo, de caráter exploratório e descritivo realizado através da aplicação do questionário Brazil Old Age Schedule (BOAS) em 27 idosos no período de setembro a outubro de 2018, pertencentes a três grupos de terceira idade do NIEATI, os dados foram registrados, organizados e tabulados no Programa Microsoft Office Excel 2013; e apresentados em tabelas e gráficos, utilizando-se a média, desvio padrão, valor mínimo, valor máximo e porcentagem. 3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS Constata-se a predominância de idosos do sexo feminino, na faixa etária dos 60 aos 74 anos, casadas, de religião católica, alfabetizadas, com uma renda mensal entre um e dois salários mínimos, com uma média de dois a três filhos. Em relação à presença de 56 patologias, observa-se que 81,48% dos idosos referem ter algum tipo de doença associada, entre estas aparecem hipertensão, cardiopatias, alteraçõesna tireoide, osteoporose e diabetes. Em relação à saúde em geral, 77,77% dos idosos mencionam que sua saúde é boa, 11,11% relatam que é ótima e 7,40% referem que é pior. No que diz respeito ao comparativo de sua saúde com os últimos cinco anos, 40,70 % afirmaram estar melhor ou a mesma coisa, enquanto 18,51% relataram ter piorado. Quanto à sua percepção de saúde comparada à de outras pessoas da sua mesma idade, 66,66% relataram estar melhor. Foi analisada também a participação dos idosos no que concerne à realização de atividades física. Entre os idosos, 92,59% praticam atividade física regularmente. No que diz respeito aos serviços de saúde utilizados pelo idoso, 70,37% referem utilizar a rede pública de saúde, sendo que a satisfação com os serviços utilizado chega a 59,25%. 4 CONCLUSÕES Os dados sociodemograficos confirmam a feminização da velhice, revelando que a maioria dos idosos que fazem parte deste estudo são mulheres. No que diz respeito à percepção da saúde os idosos pesquisados referem ter uma boa saúde, apesar do alto índice de patologias relatas por estes, evidenciando a ideia de que nem sempre a doença vem associada a incapacidades física, não sendo vista pelo idoso como um fator limitante. REFERÊNCIAS 1. HARTMANN, ACVC. Fatores associados a autopercepção de saúde em idosos de Porto Alegre [tese]. Porto Alegre: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Instituto de Geriatria e Gerontologia, Programa de Pós- Graduação em Gerontologia Biomédica; 2008. 2. SILVA,I.T. ; JUNIOR, E. P. P.; VILELA; A. B. A. Autopercepção de saúde de idosos que vivem em estado de corresidência, Rev. Bras. Geriatr. Gerontol., Rio de Janeiro, 2014; 17(2):275-287 3. BORGES; A. M. B.; SANTOS, G.; KUMMER, J. A.; et. al. Autopercepção de saúde em idosos residentes em um município do interior do Rio Grande do Sul, Rev. Bras. Geriatr. Gerontol., Rio de Janeiro, 2014; 17(1):79-86 57 AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa Autores: Natália Tonn¹ Izadora Czarnobai ² Amanda Boff³ Priscila Ferst Longhi4 Julia Canci5 ABDOME AGUDO PERFURATIVO – RELATO DE CASO 1 INTRODUÇÃO No abdome agudo perfurativo a dor tem início súbito, provocada pela difusão da secreção gastrointestinal para a cavidade peritoneal, condição denominada peritonite. Esse relato tem como objetivo descrever o caso de um paciente, adulto, do sexo masculino, vítima de ferimento na região abdominal, entre a cicatriz umbilical e a fossa ilíaca esquerda, por arma branca. 2 MÉTODO Através da observação, se realiza relato de caso baseado na vivência de médicos e acadêmicos de medicina de uma vítima de ferimento ocasionado por arma branca. 3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS Ao exame clinico realizado, o paciente apresentou-se com bom estado geral, dor a palpação da região, mas sem sinais de peritonite. Ainda, a tomografia computadorizada de abdome total, solicitado pelo médico, não demonstrou pneumoperitônio ou liquido na cavidade peritoneal. Cerca de 6 horas após a admissão hospitalar e administração de analgésicos, o paciente não apresentou melhora, sendo solicitado raio x de abdome agudo, que também não mostrou pneumoperitônio. Devido a dor abdominal persistente, o paciente foi reavaliado, sendo explorado e aplicado incisão com anestésico local. A partir daí, pode-se identificar pequena perfuração da cavidade abdominal. Devido ao quadro clínico do paciente e considerando que houve perfuração peritoneal, foi indicado laparotomia exploradora, encaminhando o paciente ao centro cirúrgico. Durante o procedimento, identificado perfuração do intestino delgado e mesocolon, sendo realizado rafia primária. É importante, a partir desse caso, salientar que as perfurações abdominais baixas costumam apresentar dor abdominal e sinais de irritação peritoneal mais discretos. No entanto, causam casos sépticos mais rapidamente em relações as perfurações abdominais mais altas, devido a flora bacteriana da região. 4 CONCLUSÕES 58 Levando em consideração esse fato, é necessário analisar quando existe a necessidade de métodos mais invasivos para o diagnóstico e tratamento precoce de peritonite, antes da manifestação de complicações. REFERÊNCIAS 1. OLIVEIRA, André Vitorio Câmara et al. Abdome agudo perfurativo por corpo estranho em paciente com situs inversus totalis. Arq Bras Cir Dig, v. 21, n. 4, p. 215-217, 2008. 2. MAGI, João Carlos et al. Minimal abdominal incisions. Journal of Coloproctology (Rio de Janeiro), v. 37, n. 2, p. 140-143, 2017. 59 AREA TEMÁTICA: Extensão Autores: Patrícia Herrmann26 Cecília Pletschette Galvão27 Dani Laura Peruzzolo28 ABORDAGEM INTERDISCIPLINAR EM AMBULATÓRIO DE INTERVENÇÃO PRECOCE. 1 INTRODUÇÃO Com o aprimoramento de tecnologias de suporte avançado de vida tem-se aumentado a viabilidade de recém-nascidos que apresentam alterações pré, peri ou pós- natais. Contudo, as pesquisas revelam um aumento do número absoluto de crianças com sequelas secundárias a gestação e ao nascimento. Essas crianças estarão passíveis a alterações no desenvolvimento motor, transtornos de integração sensorial, que podem influenciar também as atividades psicossociais e dificuldades acadêmicas no futuro (AARNOUDSE-MOENS, C. S. H., 2009). Os benefícios da intervenção precoce em bebês de risco têm sido descritos por diversos autores. A identificação de alterações no desenvolvimento o mais precoce possível, possibilita intervir antes que as sequelas progridam. Este estudo busca apresentar o trabalho realizado em um ambulatório de reabilitação de crianças na primeira infância, que está vinculado ao HUSM. 2 MÉTODO Trata-se de um relato de experiência escrito a partir das vivências em um ambulatório de reabilitação de crianças na primeira infância no ano de 2018. 3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS O Ambulatório de Intervenção Precoce, vinculado ao Departamento de Terapia Ocupacional da UFSM e ao Hospital Universitário de Santa Maria, recebe crianças com idade de 0 a 3 anos, com risco ao desenvolvimento, encaminhadas de diversos setores da saúde do município de Santa Maria e região. O ambulatório conta hoje com uma terapeuta ocupacional Docente, um terapeuta ocupacional e uma fisioterapeuta residentes do Programa de Residência Multiprofissional Integrado em Gestão e atenção 26 Unidade e-Saúde GEP/HUSM/EBSERH; 27 Gerente da GEP/HUSM/EBSERH; 28 NATS da GEP/HUSM/EBSERH; 60 Hospitalar com Ênfase em saúde Materno Infantil e estagiários do curso de Terapia Ocupacional e Psicologia da Universidade Federal de Santa Maria. Inicialmente é realizada uma avaliação conjunta entre fisioterapeuta e terapeuta ocupacional, com escuta qualificada da família, quando as questões motoras são identificadas como obstáculo para o desenvolvimento da criança. Em um segundo momento o caso é apresentado pelas avaliadoras e discutido com o restante da equipe. Então são estabelecidos objetivos e um plano terapêutico que integra os diferentes saberes de cada uma das profissões. Nos próximos atendimentos o plano que foi discutido em equipe é pactuado pelas fisioterapeuta e terapeuta ocupacional com os pais e a criança. O atendimento é realizado em conjunto entre as profissionais, estabelecendo como profissional de referência aquela que tiver produzido maior vínculo com a família. O tratamento é acompanhado por meio de supervisão da docente cujo plano vai sendo retomado a medida que o paciente avança. A intervenção fisioterapêutica deve-se iniciar antes que os padrões de postura e movimentos anormais tenham se instalados (TUDELLA, 1989). Diversos autores determinam o início dos atendimentos nos primeiros quatro meses de vida, tomando o tratamento no sentido de instrumentalizar o bebê e seus pais para queassumam seus papéis ocupacionais (PERUZZOLO, BARBOSA, SOUZA, 2018), outros buscam uma perspectiva socioambiental centrada na família (NAVAJAS; CANIATO, 2003). Todos estes buscam a formação de equipes interdisciplinares como fundamentais para o estabelecimento de uma clínica que considere o bebê e seus pais como único e não fragmentado em partes e suas funções (BORTAGARAI et al., 2015). 4 CONCLUSÕES Portanto, destacamos a importância de uma equipe interdisciplinar comprometida com objetivo de minimizar e prevenir os riscos ao desenvolvimento neuropsicomotor. REFERÊNCIAS (Conforme as normas da ABNT 6023-2002.) 1. AARNOUDSE-MOENS, C. S. H. et al. Meta-Analysis of Neurobehavioral Outcomes in Very Preterm and/or Very Low Birth Weight Children. Pediatrics, v. 124, n. 2, p. 717–728, 2009. 2. BORTAGARAI, F.M.; PERUZZOLO D. L.; AMBRÓS, T. M. B.; SOUZA, A. P. R. de. A interconsulta como dispositivos interdisciplinar em um grupo de intervenção precoce. Distúrb. Comun. v. 27, n. 2, p. 392-400. São Paulo, 2015. 3. FORMIGA, C. K. M. R.; PEDRAZZANI, E. S.; TUDELLA, E. Desenvolvimento Motor De Lactentes Pré-Termo Participantes De Um Programa De Intervenção Fisioterapêutica Precoce. Revista Brasileira de Fisioterapia, v. 8, n. 3, p. 239–245, 2004. 4. PERUZZOLO, D. L.; BARBOSA, D. M.; SOUZA, A. P. R. de. Terapia Ocupacional e o tratamento de bebês em intervenção precoce a partir de uma 61 Hipótese de Funcionamento Psicomotor: estudo de caso único. Cad. Bras. Ter. Ocup. v. 26, n. 2, p. 400-421. São Carlos, 2018. 5. TUDELLA E. Tratamento precoce no desenvolvimento neuromotor de crianças com diagnóstico sugestivo de paralisia cerebral. [dissertação]. Rio de Janeiro: Universidade Gama Filho do Rio de Janeiro; 1989. 62 AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa Autores: Sthefany Possamai Gomes29 Laura da Silva Heinle30 Caroline Coutinho31 Ariane Erthur Flores32 ACESSIBILIDADE AOS SERVIÇOS DE SAUDE: UMA ANALISE A PARTIR DA ATENÇÃO BASICA EM SANTA MARIA 1 INTRODUÇÃO Com a implantação da Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) (BRASIL, 2006A), a saúde da família assumiu o lugar de estratégia prioritária para organização da Atenção Básica. Em 2012, a Estratégia Saúde da Família (ESF) estava presente em 94,4% dos municípios brasileiros (32.498 equipes, com cobertura populacional de 53,7%). O conceito de acesso é complexo e, muitas vezes, empregado de forma imprecisa na sua relação com o uso de serviços de saúde. Objetivo: Analisar a acessibilidade aos serviços de saúde de Atenção Básica em Santa Maria e os aspectos que favorecem ou dificultam a entrada e a permanência do usuário no sistema de saúde. 2 MÉTODO Trata-se de estudo descritivo de corte transversal com base nos dados do PMAQ-AB. Realizado em Santa Maria/RS. Foi analisado através de questionário semiestruturado pelos avaliadores para analisar a acessibilidade aos serviços de saúde de atenção básica em toda região de Santa Maria e os aspectos que favorecem ou dificultam a entrada e a permanência do usuário no sistema de saúde. 3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS Observou-se a expansão da Atenção Básica com acessibilidade geográfica. Porém, as unidades ainda apresentam dificuldades na acessibilidade sócio organizacional: 63 barreiras arquitetônicas para acesso a pessoas com deficiência e idosos. Dentre as unidades analisadas pelo censo, 31% eram Posto de Saúde de bairros da região Oeste de Santa Maria, 42% da região leste,17% da região sul e norte e 10% da região nordeste. 4 CONCLUSÕES Pode-se concluir que as UBS não apresentaram barreiras de acesso relacionadas à distância e ao horário de funcionamento, embora tenham se observado evidências, nos diários de campo, quanto ao não funcionamento de parcela das UBS no período da tarde. Em relação à acessibilidade as pessoas idosas, com deficiência ou com dificuldades de ler ou escrever, foi considerado alto índice de acessibilidade dos serviços de saúde básica. REFERÊNCIAS (Conforme as normas da ABNT 6023-2002.) 1.ALMEIDA, P. F. et al. Estratégias de integração entre atenção primária à saúde e atenção especializada: paralelos entre Brasil e Espanha. Saúde em Debate, Rio de Janeiro, v. 37, n. 98, p. 400-415, 2013. 2.ALMEIDA, P. F. et al. Desafios à coordenação dos cuidados em saúde: estratégias de integração entre níveis assistenciais em grandes centros urbanos. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 26, n. 2, p. 286-298, 2010. 3.BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Atenção Básica. Brasília: Ministério da Saúde, 2006 4.CASTRO, S. S. et al. Acessibilidade aos serviços de saúde por pessoas com deficiência. Rev Saúde Pública, São Paulo, v. 45, n.1, p. 99-105, 2011. 64 ÁREA TEMÁTICA: Gestão/ Assistência Andreza Zancan33 Luciane Silva Ramos34 Verginia Medianeira Dallago Rossato35 Vera Maria Simonetti 36 AÇÕES DO NÚCLEO DE VIGILÂNCIA DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE SANTA MARIA –RS FRENTE AO SURTO DE TOXOPLASMOSE NO MUNICÍPIO EM 2018. RESUMO O Núcleo de Vigilância Epidemiológica Hospitalar, NVEH/HUSM realiza ações de Vigilância Epidemiológica das Doenças de Notificação Compulsória e outros agravos de interesse epidemiológico no ambiente hospitalar, em abril de 2018, a Vigilância em Saúde (VS) da 4ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS) do estado do Rio Grande do Sul recebe um comunicado sobre o aumento expressivo do número de atendimentos de pacientes apresentando uma síndrome febril, até aquele momento não especificada. Foram realizadas reuniões, a primeira com a equipe da 4ªCRS e Secretaria Municipal da Saúde juntamente com os infectologistas do município, outras reuniões aconteceram com a Superintendência de Vigilância em Saúde, Atenção Básica e Regulação para desencadear a investigação dos casos e organização da rede de atenção à saúde. Objetivo: Relatar as ações desenvolvidas pelo Núcleo de Vigilância Epidemiológica do HUSM, frente ao surto de Toxoplasmose no município em 2018. Na medida em que os 03 primeiros casos internados no HUSM apresentaram sorologias positivas para toxoplasmose, alguns pactos foram firmados com apoio de técnico do Centro Estadual de Vigilância em Saúde do Rio Grande do Sul (CEVS-RS), sendo formado um gabinete de crise. Em meados de abril, foi criado o ambulatório emergencial para atendimento de adultos sintomáticos e/ou com confirmação laboratorial para toxoplasmose, no HUSM. Foram agendadas pela equipe do NVEH, 333 pessoas sintomáticas que haviam acessado os diferentes serviços do município, dessas, 251 compareceram ao atendimento, entre abril e maio, destes 05 apresentaram lesões oculares. Após discussão para reestruturação de fluxos, as gestões municipais e estaduais organizaram serviços de referência para atendimento dos casos suspeitos e confirmados, em infectologia e oftalmologia. 33 Enfermeira, Residência Multiprofissional, Vigilância em Saúde UFSM. 34 Enfermeira, Msc em Enfermagem, Técnica Administrativa do Núcleo de Vigilância Epidemiológica do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM), Rio Grande do Sul, Brasil. 35Enfermeira, Drª em Educação e Ciências, Responsável Técnica pelo Núcleo de Vigilância Epidemiológica do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM), Rio Grande do Sul, Brasil. 36 Enfermeira Integrante da equipe do Núcleo de Vigilância Epidemiológica do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM), Rio Grande do Sul, Brasil. 65 Considerando que a toxoplasmose é uma zoonose cosmopolita causada pelo protozoário Toxoplasma gondii, especialmente relevante quando a mulher se infecta pela primeira vez durante a gestação, devido ao risco de acometimento fetal, foi criado junto ao ambulatório de Gestação de Alto Riscodo HUSM, o ambulatório de toxoplasmose com atendimento conjunto de obstetrícia e infectologia. As equipes do NVEH, juntamente com os infectologistas envolvidos, construíram um fluxograma de acompanhamento de toxoplasmose na gestação e congênita. Foi elaborado material informativo com medidas de prevenção a toxoplasmose, para ser distribuídos nos locais de atendimento às gestantes. Foram organizadas coletas das placentas junto ao Centro Obstétrico do HUSM para análise laboratorial e monitoramento das cepas circulantes. Até o final de outubro de 2018 foram notificados 98 casos de gestantes com toxoplasmose. Entre os recém-nascidos expostos,17apresentaram toxoplasmose congênita e estão sendo tratados e acompanhados no serviço de Infectologia Pediátrica do HUSM. O Município de Santa Maria/RS, desde o início de 2018, tem confirmando 809 casos de toxoplasmose aguda até outubro, sendo mais de 2000 casos notificados. Nesse contexto, o NVEH/HUSM, tem papel fundamental na notificação/investigação, no envio de material para confirmação diagnóstica junto ao Laboratório Central do Estado-LACEN- RS, de todas as gestantes e recém-nascidos com toxoplasmose congênita, assim como monitoramento da adesão ao tratamento e acompanhamento, dos casos junto aos ambulatórios de referência. DESCRITORES: toxoplasmose, vigilância, epidemiologia. REFERÊNCIAS: TELESSAÚDE-UFRGS. Telecondutas Toxoplasmose na Gestação. Porto Alegre: Telessaúde. RS,2018. Disponível em: https://www.ufrgs.br/telessauders/documentos/telecondutas/tc_toxoplasmosegestacao.p df. Acesso em:10 out. 2018. https://www.ufrgs.br/telessauders/documentos/telecondutas/tc_toxoplasmosegestacao.pdf https://www.ufrgs.br/telessauders/documentos/telecondutas/tc_toxoplasmosegestacao.pdf 66 ÁREA TEMÁTICA: Gestão/Assistência Autores: Liliane Carvalho Baggio37 Aline Oliveira da Silva38 Ângela Barbieri Soder39 Camila Freitas Hausen40 Karenina Correa Sampson41 Viviane Dutra Piber42 ACOLHIMENTO: ESTRATÉGIAS PARA EDUCAÇÃO EM SAÚDE NO SERVIÇO DE PRÉ-NATAL DE ALTO-RISCO 1 INTRODUÇÃO O acolhimento é uma estratégia utilizada para mudar positivamente o processo de trabalho em saúde. Significa um momento de construção entre toda equipe, a fim de proporcionar respostas às necessidades das usuárias. O acolhimento, como ferramenta de humanização, permite refletir sobre o atendimento que está sendo oferecido às usuárias, para que se possa aproximar o máximo possível de uma prática de qualidade, por meio de um processo de cuidar sistemático, e contextualizado, requerendo uma efetiva comunicação entre todos os profissionais envolvidos neste processo de cuidado. Diante disso, este trabalho teve como objetivo descrever as ações educativas realizadas com gestantes de alto risco e seus familiares/ acompanhantes, por meio de um grupo de acolhimento. 2 MÉTODO O presente trabalho trata-se de um estudo descritivo qualitativo, desenvolvido a partir do relato de experiência referente à promoção de saúde, durante a sala de espera realizada pela equipe de Residência Multiprofissional, com ênfase materno-infantil, 37 Nutricionista residente do Programa de Residência Multiprofissional da UFSM.; 38 Assistente Social residente do Programa de Residência Multiprofissional da UFSM.; 39 Psicóloga Mestre em Psicologia da Saúde do HUSM / EBSERH; 40 Enfermeira residente do Programa de Residência Multiprofissional da UFSM.; 41 Fonoaudióloga do Programa de Residência Multiprofissional da UFSM.; 42Terapeuta Ocupacional residente do Programa de Residência Multiprofissional da UFSM.; 67 junto à equipe do serviço de um hospital público no sul do país. A atividade ocorre duas vezes por semana e conta com a participação dos seguintes núcleos profissionais: psicologia, serviço social, enfermagem, nutrição, fonoaudiologia e terapia ocupacional. As gestantes e os seus acompanhantes, que aguardam a consulta de pré-natal, são convidados a participarem de uma roda de conversa, a fim de esclarecer dúvidas a respeito de gestação, parto e cuidados com o recém-nascido. 3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS No período de 08 de março a 5 de julho de 2018, a sala de espera foi conduzida pelas profissionais residentes do primeiro ano, acompanhados pela preceptora de campo. Realizaram-se 28 encontros, com a participação de 153 gestantes e 55 acompanhantes. As principais temáticas discutidas incluíram: importância do pré-natal, sintomas comuns na gravidez, modificações corporais e emocionais, hábitos alimentares saudáveis, trabalho de parto, rotinas hospitalares, cuidados com recém-nascidos, importância do aleitamento materno, planejamento familiar e direitos sociais para gestantes/pais. O acolhimento proporciona o esclarecimento das dúvidas relacionadas à gestação, à construção e ao estreitamento do vínculo entre os profissionais atuantes e os usuários. A realização do pré-natal de qualidade possibilita o diagnóstico precoce de doenças, assim como o tratamento e a redução de complicações no decorrer da gestação e do puerpério. Durante estas atividades, é possível desenvolver ações multidisciplinares, que ampliam o olhar dos profissionais envolvidos e qualificam a atenção à saúde da gestante. Este espaço é uma das estratégias utilizadas pelo serviço para fornecer suporte, empoderamento e educação em saúde, preparando a gestante e/ou familiares para o momento do nascimento. 4 CONCLUSÕES Constatou-se que a atividade contribui para aprimoramento do pré-natal e autonomia das mulheres durante o processo de parto, nascimento e puerpério. Diante disso, destaca-se a importância dos serviços de saúde fornecerem e fortalecerem formas de acolhimento e humanização nas salas de espera, qualificando a assistência em saúde. 68 REFERÊNCIAS (Conforme as normas da ABNT 6023-2002.) GUERREIRO, E. Et al. O cuidado pré-natal na Atenção Básica de Saúde sob o olhar de gestantes e enfermeiros. Revista Mineira de Enfermagem, v.16, n.3.p.315-323,2012. VIEIRA, S.M. et al. Percepção das puérperas sobre a assistência prestada pela equipe de saúde no pré-natal. Texto & Contexto - Enfermagem, Florianópolis, v. 20, p. 255-262, 2011. 69 AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa Autores: Mikaela Aline Bade München43 Carolina Schmitt Colomé44 Luísa da Rosa Olesiak45 Leonardo Soares Trentin 46 Alberto Manuel Quintana5 ALTERAÇÕES NA DINÂMICA FAMILIAR FRENTE AO PROCESSO DE ENVELHECIMENTO 1 INTRODUÇÃO O crescente envelhecimento populacional tem sido um fenômeno característico da contemporaneidade, relacionando-se com o aumento dos níveis de expectativa média de vida e com a diminuição da natalidade. Ressalta-se que, apesar de existirem certos marcos para definir a velhice – sendo a idade um dos principais - tais marcos por si só não a caracterizam, uma vez que a mesma ocorre de modo singular para cada indivíduo, conforme suas experiências pessoais e o grupo social ao qual pertence. O processo de envelhecer envolve, assim, diversos aspectos da vida humana, com transformações sociais, biológicas, físicas, econômicas, demográficas e comportamentais. Compreende- se, ademais, que ao envelhecer, os papéis que os sujeitos desempenhavam na família podem adquirir certas modificações, acarretando em transformações na dinâmica familiar. 2 MÉTODO Em vista disso, o presente trabalho se propõe a compreender alguns aspectos acerca da organização familiar nessa fase da vida. Para tanto, realizou-se uma revisão narrativa da literatura, por meio de pesquisaem artigos e livros que tratassem da temática. 3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 43 Acadêmica do Curso de Psicologia – UFSM – mikaelaaline@hotmail.com; 44 Acadêmica do Curso de Psicologia – UFSM – carolcolome@gmail.com; 45 Psicóloga; Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Psicologia – UFSM – luisa_drolesiak@hotmail.com; 46 Acadêmico do Curso de Psicologia – UFSM – leosoarest@hotmail.com; 5 Orientador; Psicólogo; PhD em Bioética; Professor do Curso de Psicologia – UFSM – albertom.quintana@gmail.com. 70 Constata-se que, uma vez que se estima viver mais e com maior qualidade de vida, o envelhecimento populacional se coloca como um dos maiores desafios da atualidade. Em relação às suas implicações, sabe-se que o processo de envelhecer tende a conduzir as famílias à construção de significados para o cuidado, os quais serão marcados pelas constituições históricas e pelos valores éticos e morais de cada rede familiar. De modo geral, enquanto algumas famílias são determinadas pelos fatores genético e biológico, outras são constituídas por escolha, sendo os membros determinados conforme o afeto e o vínculo. Nesse sentido, apreende-se que a família não é uma instituição natural, mas sim histórica e social, podendo assumir diversas configurações dentro de uma mesma sociedade. Apesar das diversas singularidades, compreende-se que, em geral, a família pode ser capaz de promover redes de sociabilidade e de solidariedade, por meio da afetividade e do suporte entre as gerações. Nesse sentido, no tocante aos desafios impostos pelo envelhecimento, sabe-se que um melhor funcionamento familiar está associado com uma melhor qualidade de vida dos idosos. Além disso, considera-se que, em relação às alterações na dinâmica familiar que levam à prestação de cuidados a idosos, esse costuma ser um processo complexo e multidimensional, influenciado por variações das necessidades e sentimentos de quem presta e de quem recebe os cuidados. Outros fatores que afetam esse processo são questões como nível, tipo e evolução de dependência, contexto e fase do ciclo familiar e rede de apoio social da família. 4 CONCLUSÕES Desta forma, entende-se que o envelhecer, ainda que com suas particularidades, costuma implicar em mudanças nas dinâmicas e papéis familiares, sendo que, de forma geral, a família passa a se colocar enquanto elemento de cuidado dos sujeitos idosos. Essa reestruturação aponta a importância de direcionar ações de cuidado tanto para o idoso quanto para a família, a fim de promover uma significação positiva desse cuidar e, aliado a isso, uma melhor qualidade de vida dos envolvidos. REFERÊNCIAS ARAUJO, E. N. P.; LOPES, R. G. da C. Instituições de Longa Permanência para Idosos: possibilidades contemporâneas de moradia. Revista Kairós : Gerontologia, [S.l.], v. 13, p. 45-60, nov. 2010. ISSN 2176-901X. Disponível em: . Acesso em: 09 jul. 2018. BATISTA, N. C.; CRISPIM, N. de F. A interferência das relações familiares no processo de envelhecimento: Um enfoque no idoso hospitalizado. Revista Kairós : Gerontologia, [S.l.], v. 15, n. 3, p. 169-189, jun. 2013. ISSN 2176-901X. Disponível em: . Acesso em: 09 jul. 2018. 71 CORDEIRO, A. M. et al . Revisão sistemática: uma revisão narrativa. Rev. Col. Bras. Cir., Rio de Janeiro , v. 34, n. 6, p. 428-431, Dez. 2007 . Disponível em . acessos em 09 Mar. 2017. http://dx.doi.org/10.1590/S0100-69912007000600012 GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. 4 ed. São Paulo: Atlas, 2002. PEREIRA, S.; DUQUE, E. Cuidar de Idosos Dependentes – A Sobrecarga dos Cuidadores Familiares. Revista Kairós : Gerontologia, [S.l.], v. 20, n. 1, p. 187-202, mar. 2017. ISSN 2176-901X. Disponível em: . Acesso em: 09 jul. 2018. doi:http://dx.doi.org/10.23925/2176-901X.2017v20i1p187-202. RABELO, D. F.; NERI, A. L. Arranjos domiciliares, condições de saúde física e psicológica dos idosos e sua satisfação com as relações familiares. Rev. bras. geriatr. gerontol., Rio de Janeiro , v. 18, n. 3, p. 507-519, Sept. 2015 . Available from . access on 09 July 2018. http://dx.doi.org/10.1590/1809-9823.2015.14120. ROTHER, E. T. Revisão sistemática x revisão narrativa. Acta Paulista de Enfermagem. São Paulo, v. 20, n.2, p. v-vi, 2007. Disponível em: http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=307026613004 Acesso em 01 mar 2017. SEBASTIÃO, C.; ALBUQUERQUE, C. Envelhecimento e dependência. Estudo sobre os impactes da dependência de um membro idoso na família e no cuidador principal. Revista Kairós : Gerontologia, [S.l.], v. 14, n. 3, p. 25-49, jun. 2012. ISSN 2176- 901X. Disponível em: . Acesso em: 09 jul. 2018. TARALLO, R. dos S. As relações intergeracionais e o cuidado do idoso.. Revista Kairós : Gerontologia, [S.l.], v. 18, p. 39-55, jun. 2015. ISSN 2176-901X. Disponível em: . Acesso em: 09 jul. 2018. TEIXEIRA, S. M. Família e as formas de proteção social primária aos idosos. Revista Kairós : Gerontologia, [S.l.], v. 11, n. 2, dez. 2009. ISSN 2176-901X. Disponível em: . Acesso em: 09 jul. 2018. TURATO, E. R. Tratado de metodologia da pesquisa clínico- qualitativa: Construção teórico-epistemológica, discussão comparada e aplicação nas áreas da saúde e humanas. Petrópolis: Vozes. 2013. 72 AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa Autores: Daniela Iop Moreira47 Mônica Strapazzon Bonfada48 Silviamar Camponogara³ Thailini de Silva Mello4 ANÁLISE DA AUTONOMIA DO ENFERMEIRO EM PRONTO- SOCORRO: NOTA PRÉVIA INTRODUÇÃO O Pronto Socorro atende pacientes em situações de urgência e emergência, com ou sem risco de vida. A assistência nestas unidades é fornecida por equipe multiprofissional, dentre os membros da equipe encontra-se o enfermeiro, profissional de suma importância por atuar na liderança da assistência de enfermagem prestada ao paciente. Este profissional no ambiente pronto socorro, deve tomar decisões rápidas e precisas e capazes de distinguir as prioridades. Para isso, o enfermeiro deve possuir conhecimento clínico e científico, instrumentos de importância para a sua autonomia profissional. A autonomia profissional, é um pressuposto importante para o desenvolvimento do trabalho em benefício do cuidado, se dando através de experiência e busca por conhecimento. O exercício da autonomia pelo enfermeiro em pronto socorro está associado a inúmeros fatores, como: tomada de decisões, capacidade de avaliar, gerenciar e cuidar. Entretanto, o enfermeiro se depara com grandes dificuldades, por ser uma unidade crítica e possuir alta complexidade. Entre os desafios, está a sobrecarga do trabalho, relações interpessoais e a falta de conhecimento técnico científico. Este trabalho tem como objetivo geral conhecer como ocorre o exercício da autonomia por enfermeiros no pronto-socorro sob a ótica da ergologia. MÉTODO Para responder ao objetivo proposto, considerando a coerência com o objeto de estudo, será desenvolvida uma pesquisa qualitativa, do tipo estudo de caso, com base no referencial da ergologia. O campo de investigação será o pronto-socorro de um Hospital Universitário. As estratégias para obtenção dos dados são: a observação não- participante, pesquisa documental e entrevista semiestruturada. Os participantes são os enfermeirosque entrarem nos critérios de inclusão: enfermeiro vinculado ao local e atuar na assistência e/ou gerência do pronto-socorro por, no mínimo, 6 meses. A 47Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem. UFSM; 48Mestranda de Enfermagem. UFSM; ³ Docente do Departamento de Enfermagem. UFSM; 4Acadêmica do Curso de Graduação em Enfermagem. UFSM; 73 pesquisa respeitará os princípios éticos previstos para pesquisa com seres humanos (Parecer de aprovação nº 2.457.876). ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS A análise dos dados ocorrerá pela análise temática de conteúdo, fundamentada por Minayo (2014), a qual ainda está em processo de análise. Este estudo pretende contribuir para a consolidação da enfermagem como ciência, uma vez que esta é uma profissão que busca constantemente pelo reconhecimento do seu trabalho. Neste caso, oferecendo subsídios que oportunizem compreender como ocorre a autonomia do enfermeiro em sua prática laboral em unidades de pronto socorro a partir da ótica da ergologia. Para posteriormente desenvolver estudos de cunho interventivo visando o reconhecimento do enfermeiro enquanto um profissional autônomo. CONCLUSÕES Acredita-se que a investigação poderá contribuir para a compreensão sobre o trabalho do enfermeiro em pronto socorro, especificamente no que tange ao exercício da autonomia. Também, este estudo pode oportunizar importantes reflexões do enfermeiro sobre o seu trabalho e a relação com a equipe multiprofissional e o meio em que está inserida. E através das experiências de cada profissional da enfermagem, buscar atualizações e aperfeiçoamento na assistência. REFERÊNCIAS MINAYO, M. C. S. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde, 14. Ed. São Paulo: Hucitec, 2014. MUNHOZ, O. L.; ANDOLHE, R.; MAGNADO, T. S. B. S.; MENDES, T.; CREMONESE, L.; GUEDES R. Atuação do enfermeiro em unidade de pronto socorro: relato de experiência. Disponível em: . Acesso em: 31 out. 2018. 74 AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa Autores: Julia Dalcin Pinto49 Déborah Aurélio Temp50 Amália El Hatal de Souza51 Eliara Pinto Vieira Biaggio52 ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DO MISMATCH NEGATIVITY EM CRIANÇAS 1 INTRODUÇÃO O Mismatch Negativity (MMN) caracteriza-se como um componente negativo dos potenciais relacionados a eventos (PRE). Tal potencial corresponde a uma resposta eletrofisiológica das estruturas centrais da via auditiva eliciada a partir da detecção de mudanças discrimináveis em uma sequência repetitiva de estimulação auditiva. Sua ocorrência reflete a atividade das áreas cerebrais relacionadas com as habilidades de discriminação e memória auditiva, independente da capacidade atencional da criança¹. Dentre sua aplicabilidade, destaca-se na investigação cognitiva e do processamento auditivo central (PAC) e seus transtornos na população infantil. A partir disso, este estudo teve como objetivo analisar a ocorrência do MMN em crianças. 2 MÉTODO Estudo do tipo transversal, descritivo, quantitativo aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de Santa Maria (sob o número 23081.032787-78) e pela Gerência de Ensino e Pesquisa do Hospital Universitário de Santa Maria. Participaram da pesquisa 30 crianças de ambos os gêneros com idades entre cinco e 10 anos. Compuseram o grupo amostral crianças com desenvolvimento típico (n=6), crianças com alteração de PAC (n=11) e crianças com transtorno fonológico (n=13), ambas previamente diagnosticadas. Todas foram submetidas à avaliação audiológica básica e ao registro e análise do MMN por meio do módulo Smart EP da Intelligent Hearing Systems (IHS). Para tal avaliação utilizou-se estímulos acústicos verbais, sendo a sílaba /da/ o estímulo frequente e a silaba /ta/ o estímulo raro. O teste foi apresentado 49 Acadêmica de Fonoaudiologia pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM); Bolsista de Iniciação Científica IC-HUSM; 50 Acadêmica de Fonoaudiologia pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM); Bolsista de Iniciação Científica FIPE SENIOR CCS; 51 Fga. Mestranda em Distúrbios da Comunicação Humana pelo PPGDCH da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM); 52 Fga. Dr. Professora Adjunto do Curso de Fonoaudiologia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). 75 em intensidade de 60 dBnHL, de forma binaural utilizando fones de inserção. O número total de estímulos foi de 750 com o objetivo de se obter no mínimo 150 estímulos raros, os mesmos foram apresentados aleatoriamente conforme a taxa de estimulação de 80% de estímulo frequente e 20% de estímulo raro, regidos pelo paradigma oddball. Realizou-se análise descritiva dos dados. 3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS Do total de 30 crianças avaliadas, 24 (80%) delas apresentaram presença de resposta no MMN, enquanto que 6 (20%) demonstraram ausência de resposta deste componente. A alteração mais encontrada nos casos de ausência do MMN foi a alteração de PAC (n=4), seguida pelo transtorno fonológico (n=2). Ressalta-se que todas as crianças com desenvolvimento típico apresentaram normalidade neste potencial. Tais dados consistem com estudos anteriores, que comprovam que tanto a alteração de PAC quanto o transtorno fonológico podem causar dificuldades em nível cortical, dificultando a percepção e discriminação dos estímulos acústicos, sobretudo os verbais, ocasionando a ausência de resposta deste componente². 4 CONCLUSÕES A ausência de resposta do MMN pode ser atribuída a diversos fatores, dentre eles destacam-se a alteração de PAC e o transtorno fonológico, ambas alterações influenciaram as respostas do MMN neste estudo. Tal dado reforça a utilidade deste potencial para avaliar possíveis alterações relacionadas a discriminação e memória auditiva, tão evidentes nos transtornos da audição e linguagem. REFERÊNCIAS 1. Roggia, S.M. Tratado de Audiologia. Santos. Editora Santos. Ed. 2, 2015. 2. Rocha-Muniz, C.N.; Lopes, D.M.B.; Schochat, E. Mismatch Negativity in children with specific language impairment and auditory processing disorder. Braz J Otorhinolaryngol. 2015; 81:408-15. 76 AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa Autores: Raira Fernanda Altmann53 Eduarda Pinheiro Oliveira¹ Tainá Rossato Benfica¹ Plinio Marco de Toni ² Karin Zazo Ortiz³ Karina Carlesso Pagliarin¹ ANÁLISE DE JUÍZES NÃO ESPECIALISTAS E ESPECIALISTAS DE UM INSTRUMENTO BREVE DE AVALIAÇÃO DA LINGUAGEM 1 INTRODUÇÃO Indivíduos acometidos por lesão cerebral podem apresentar déficits comunicativos. Por isso, a avaliação da linguagem por meio de instrumentos de rastreio, realizadas ainda à beira do leito, permitem a detecção de alterações nas capacidades comunicativas de forma precoce e auxiliam no processo de reabilitação. Para isso, a utilização de testes confiáveis e validados é indispensável, porém os instrumentos de rastreio linguístico ainda são escassos no Brasil, devido à rigidez psicométrica. O objetivo deste estudo foi buscar evidências de validade de conteúdo para um instrumento breve de avaliação da linguagem. 2 MÉTODO Primeiramente, foi realizado um levantamento dos estímulos a serem utilizados na versão breve de avaliação da linguagem. Para tanto, foram analisados os estímulos, protocolo de aplicação e instruções dos seguintes instrumentos: Bateria Montreal- Toulouse de Avaliação da Linguagem (MTL-BR, Parente et al. 2016), MTL-BR versão B (não comercializada) e M1-Alpha (Nespoulous, Joanette &, Lecours, 1986, adaptado para o Português Brasileiro e disponível apenas para pesquisa). Com base nessa análise, realizou-se uma adequação dos novos estímulos, seguida de uma pré- análise realizada por 28 juízes não especialistas os quais julgaram a representatividadede cada item. Os juízes não especialistas foram orientados a nomear cada figura apresentada, podendo acrescentar sugestões de modificações. Os dados foram analisados por meio do percentual de concordância entre juízes, sendo considerado item válido aqueles que apresentaram percentual de concordância >80%. Após adequações propostas, cinco juízes especialistas (fonoaudiólogas) julgaram as palavras e frases com seu respectivo 53 Departamento de Fonoaudiologia, Universidade Federal de Santa Maria; ² Universidade Estadual do Centro- Oeste-PR; ³ Universidade de São Paulo. 77 desenho como adequadas ou inadequadas, além de realizar sugestões de modificações quando necessário. Posteriormente, realizou-se o cálculo da Razão de Validade de Conteúdo (RVC) para cada item analisado e o Kappa Fleiss. 3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS Em relação à pré análise de juízes não especialistas, pode-se verificar que das 65 figuras, 33 tiveram 100% de concordância, 19 tiveram 96%, seis 93% e duas tiveram 89%. Cinco figuras obtiveram menos de 80%, as quais sofreram readequações ou substituições. Posteriormente, 66 desenhos passaram pela análise de juízes especialistas, verificando que 22 itens obtiveram RVC entre -0,2 e 0,60, os quais foram redesenhados por apresentarem índices indesejáveis. Para mostrar que a concordância entre os juízes não foi ao acaso, é necessário para cinco juízes um valor mínimo do RVC de 0,99 (Pacico & Hutz, 2015). Quarenta e quatro itens obtiveram RVC = 1, os quais foram mantidos. Para medir o nível de concordância entre juízes, realizou-se análise por meio do Kappa Fleiss, sendo obtido k=-1,96, corroborando com o resultado do RVC. 4 CONCLUSÕES A partir das análises realizadas, verificou-se que algumas figuras não foram consideradas adequadas predominantemente pela RVC e Kappa Fleiss. Estes itens foram redesenhados e encaminhados novamente para os mesmos juízes especialistas, e posteriormente, passarão por estudo piloto. REFERÊNCIAS 1. LANDIS, JR; & KOCH, GG. The measurement of observer agreement for categorical data. Biometrics, v. 33, n.1, p. 159-174, 1997. 2. LIMA, SM.; MALDONADE, I. Avaliação da linguagem de pacientes no leito hospitalar depois do Acidente Vascular Cerebral. Distúrb. Comun, São Paulo, 28(4): 673-685, 2016. 3. MARCHI, FHAG. Aplicabilidade do BEST-2 para avaliação da comunicação de afásicos em ambiente hospitalar. Dissertação. (Mestre em Clínicas) - Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, São Paulo, 2010 4. PACICO, JC. Validade. In: HUTZ, CS; BANDEIRA, SR; TRENTINI, CM; ORGANIZADORES. Psicometria. Porto Alegre: Artmed, p. 71-84,2015. 78 5. PASQUALI, L. Instrumentos psicológicos: manual prático de elaboração. Brasília, 1999. 6. PERNANBUCO, L. et al. Recomendações para elaboração, tradução, adaptação transcultural e processo de validação de testes em fonoaudiologia. Codas, v. 29, n. 3, 2017. 79 ÁREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa Autores: Natália da Silveira Colissi¹ Anibal Pereira Abelin² Mateus Diniz Marques² Alessandra Rebelatto Boesing¹ Andressa Duarte Seehaber¹ Stefano Antola Aita³ ANÁLISE DOS PACIENTES COM INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO COM SUPRADESNÍVEL DO SEGMENTO ST ATENDIDOS EM HOSPITAL PÚBLICO TERCIÁRIO 1 INTRODUÇÃO O infarto agudo do miocárdio com supradesnível do segmento ST (IAMCST) permanece como importante causa de morbimortalidade mundial. Com isso, a avaliação do perfil dos pacientes, como as suas características clínicas e seus desfechos, é importante para guiar estratégias no tratamento e prevenção dos pacientes com IAMCST atendidos em um hospital público terciário. 2 MÉTODO O projeto é um estudo de coorte prospectivo, integrante de um banco de dados multicêntrico de IAMCST. Foram incluídos os pacientes internados no Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM) com diagnóstico de IAMCST com menos de 12 horas de duração ou mais de 12 horas na presença de angina persistente, no período de setembro de 2016 a dezembro de 2017, na qual foram avaliadas as características clínicas, tempo de internação (em dias) e eventos cardiovasculares maiores (ECVM) durante o período hospitalar. As variáveis foram apresentadas como frequências e porcentagens, média ± desvio-padrão ou mediana com intervalo interquartil. ¹ Acadêmico do curso de Medicina da UFSM. ² Docente do departamento de Clínica Médica da UFSM. ³ Residente Médico do HUSM. 3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS Dos 107 pacientes internados com IAMCST no período, 100 pacientes apresentavam dados epidemiológicos completos; a média de idade foi de 61+11,6 anos e predomínio do gênero masculino (72,6%). Dentre os fatores de risco, 46 (46%) pacientes eram tabagistas, 73 (73%) apresentavam Hipertensão Arterial Sistêmica, 28 (27,7%) com Diabetes Mellitus, 43 (43%) com Dislipidemia e 44 (44,9%) apresentavam história familiar para Doença Arterial Crônica. O infarto de parede anterior foi diagnosticado em 56,6% dos casos e a classificação de Killip e Kimball = IV foi encontrada em 11,3% 80 dos pacientes. O fármaco AAS foi utilizado em 100% dos casos, Clopidogrel em 98%, Betabloqueadores em 62%, IECA ou BRA em 64% e Estatinas em 82%. A mediana do tempo de início dos sintomas até o tratamento foi de 7 horas (3,2-9,0) e o tempo médio de internação foi 10,7+10 dias. Para a análise de ECVM e mortalidade foram incluídos os dados de toda a amostra, com incidência de ECVM de 21,4% e mortalidade de 8,6%. 4 CONCLUSÕES A análise demonstra os dados da prática clínica diária de um hospital público terciário, e nos mostra que a mortalidade é elevada se comparada a outros registros de IAMCST. Isso indica a necessidade de melhorias na prevenção e atendimento na região de abrangência do HUSM. 81 AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa Autores: Ylana de Albeche Ambrosio 54 Sabrina de Oliveira de Christo 55 Sara Soares Milani 56 Carlos Eduardo Mendes Vargas 57 Roberta Weber Werle ⁵ ANÁLISE DOS SINTOMAS OSTEOMUSCULARES DE PROFISSIONAIS DE UMA INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR ATRAVÉS DO QNSO 1 INTRODUÇÃO O registro de distúrbios osteomusculares tem se tornado cada vez mais frequente entre os trabalhadores. As atividades laborais favorecem o aparecimento de distúrbios osteomusculares, como as queixas álgicas na coluna, pernas, braços, cãibras e dores em geral, que podem ser consequência do trabalho excessivo ou relacionado ao ambiente de trabalho e o cargo que o profissional exerce. O objetivo desta pesquisa foi analisar os sintomas osteomusculares de profissionais de uma instituição de ensino superior. 2 MÉTODO A pesquisa foi realizada em agosto de 2017. Foi solicitado aos participantes que respondessem o QNSO. O questionário consiste em escolhas múltiplas ou binárias quanto à ocorrência de sintomas nas diversas regiões anatômicas nas quais são mais comuns. O respondente deve relatar a ocorrência dos sintomas considerando os 6 meses e os sete dias precedentes à entrevista, bem como relatar a ocorrência de afastamento das atividades rotineiras no semestre. 3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS A amostra foi composta por 30 funcionários de ambos os sexos (22 mulheres e 8 homens) da Universidade Luterana do Brasil (ULBRA), localizada em Santa Maria. Os funcionários ocupam diferentes cargos e funções dentro da universidade. No que se refere à ocorrência semestral de sintomas musculoesqueléticos, verificou-se que dos 54 Acadêmica do Curso de Graduação em Fisioterapia ULBRA- SM; 55 Acadêmica do Curso de Graduação em Fisioterapia ULBRA- SM; 56 Acadêmica do Curso de Graduação em Fisioterapia ULBRA- SM; 57 Acadêmico do Curso de Graduação em Educação física na UNOPAR- ROSÁRIO DO SUL 5ProfessoraSUJEITOS EM FIM DE VIDA: O CUIDADO COMO UM IMPERATIVO ........................................................ 40 A IMPORTÂNCIA DA PREVENÇÃO DE QUEDAS EM IDOSOS ........................... 43 A IMPORTÂNCIA DA REALIZAÇÃO DO PROTOCOLO CHECKLIST EM SALA CIRÚRGICA: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA. ................................................... 45 A IMPORTÂNCIA DE UM GRUPO PSICOTERAPÊUTICO NAS ESCOLAS PARA PAIS DE ALUNOS "PROBLEMAS": DESENVOLVENDO UM GRUPO PSICOTERAPÊUTICO PARA PAIS ............................................................................ 47 A INTERVENÇÃO DO ASSISTENTE SOCIAL EM UMA UNIDADE DE ONCOLOGIA PEDIÁTRICA ........................................................................................ 49 A OBESIDADE SOB A ÓTICA DO CÂNCER DE MAMA ....................................... 52 A PERCEPÇÃO DA SAÚDE ENTRE IDOSOS PERTENCENTES A GRUPOS DE CONVIVÊNCIA DO NÚCLEO INTEGRADO DE ESTUDOS E APOIO À TERCEIRA IDADE (NIEATI) DA CIDADE DE SANTA MARIA-RS ...................... 55 ABDOME AGUDO PERFURATIVO – RELATO DE CASO ..................................... 57 11 ABORDAGEM INTERDISCIPLINAR EM AMBULATÓRIO DE INTERVENÇÃO PRECOCE. ..................................................................................................................... 59 ACESSIBILIDADE AOS SERVIÇOS DE SAUDE: UMA ANALISE A PARTIR DA ATENÇÃO BASICA EM SANTA MARIA .................................................................. 62 AÇÕES DO NÚCLEO DE VIGILÂNCIA DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE SANTA MARIA –RS FRENTE AO SURTO DE TOXOPLASMOSE NO MUNICÍPIO EM 2018. ........................................................................................................................ 64 ACOLHIMENTO: ESTRATÉGIAS PARA EDUCAÇÃO EM SAÚDE NO SERVIÇO DE PRÉ-NATAL DE ALTO-RISCO............................................................................. 66 ALTERAÇÕES NA DINÂMICA FAMILIAR FRENTE AO PROCESSO DE ENVELHECIMENTO ................................................................................................... 69 ANÁLISE DA AUTONOMIA DO ENFERMEIRO EM PRONTO-SOCORRO: NOTA PRÉVIA .......................................................................................................................... 72 ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DO MISMATCH NEGATIVITY EM CRIANÇAS ...... 74 ANÁLISE DE JUÍZES NÃO ESPECIALISTAS E ESPECIALISTAS DE UM INSTRUMENTO BREVE DE AVALIAÇÃO DA LINGUAGEM .............................. 76 ANÁLISE DOS PACIENTES COM INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO COM SUPRADESNÍVEL DO SEGMENTO ST ATENDIDOS EM HOSPITAL PÚBLICO TERCIÁRIO ................................................................................................................... 79 ANÁLISE DOS SINTOMAS OSTEOMUSCULARES DE PROFISSIONAIS DE UMA INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR ATRAVÉS DO QNSO .............................. 81 APLICAÇÃO DO ÍNDICE DE KATZ EM PESQUISAS COM IDOSOS: .................. 84 RELATO DE EXPERIÊNCIA ....................................................................................... 84 ASPECTOS ETIOLÓGICOS DO SUICÍDIO: UMA REVISÃO NARRATIVA DA LITERATURA ............................................................................................................... 86 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO IDOSO HOSPITALIZADO: RELATO DE EXPERIÊNCIA .............................................................................................................. 90 ASSISTÊNCIA PSICOLÓGICA NO CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE ............ 93 ASSOCIAÇÃO ENTRE PARACOCCIDIOIDOMICOSE E TUBERCULOSE, DIFICULDADE DE DIAGNÓSTICO: RELATO DE CASO. ...................................... 95 ATUAÇÃO DA TERAPIA OCUPACIONAL NO TRATAMENTO INTENSIVO EM UNIDADE NEONATAL ............................................................................................... 97 ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO EM UNIDADE DE INTERNAÇÃO CLÍNICA CIRÚRGICA ADULTA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA .................................... 100 12 AULA PRÁTICA EM ILPI: EXPERIÊNCIA EM DOCÊNCIA ORIENTADA DE ALUNOS DA PÓS-GRADUAÇÃO ............................................................................ 102 AUTONOMIA, PADRÕES DO CONHECIMENTO E A ENFERMAGEM: UMA REFLEXÃO ................................................................................................................. 104 AVALIAÇÃO DA CAPACIDADE FUNCIONAL DE IDOSOS RESIDENTES EM INSTITUIÇÕES DE LONGA PERMANÊNCIA ........................................................ 106 AVALIAÇÃO DA FORÇA MUSCULAR RESPIRATÓRIA EM IDOSOS .............. 109 AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DE SONO DOS FAMILIARES DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM TRATAMENTO ONCOLÓGICO ........................................ 111 AVALIAÇÃO DE AMOSTRA SANGUÍNEA APROPRIADA PARA ANALISE CROMATOGRÁFICA DE BENZODIAZEPÍNICOS ................................................ 113 AVALIAÇÃO DE EQUILIBRIO EM PACIENTE COM ESCLEROSE MULTIPLA: RELATO DE CASO .................................................................................................... 116 AVALIAÇÃO DO EFEITO ANTINOCICEPTIVO DE NANOCÁPSULAS CONTENDO UM BIOATIVO EM MODELO ANIMAL .......................................... 119 AVALIAÇÃO DO ESTRESSE EM FUNCIONÁRIOS DE UMA INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR ................................................................................................... 122 AVALIAÇÃO DO RISCO DE QUEDAS EM IDOSOS INSTITUCIONALIZADOS125 AVALIAÇÃO DOS SINTOMAS OROFACIAIS EM PACIENTES SUBMETIDOS A TRATAMENTO QUIMIOTERÁPICO POTENCIALMENTE NEUROTÓXICO .... 127 CARACTERÍSTICAS ATITUDINAIS DE CUIDADORES FAMILIARES DE PACIENTES ONCOLÓGICOS: NÍVEIS DE HABILIDADE, SOBRECARGA, ESTRESSE E COPING ................................................................................................ 129 CARACTERÍSTICAS DA DOENÇA CRÔNICA EM CRIANÇA E ADOLESCENTE: REVISÃO DE LITERATURA .................................................................................... 131 CARACTERIZAÇÃO DOS PACIENTES COM DIABETES MELLITUS TIPO 2 EM ATENDIMENTO AMBULATORIAL ........................................................................ 133 COLETA DE DADOS QUANTITATIVOS COM O FAMILIAR/CUIDADOR DE CRIANÇA E ADOLESCENTE COM DOENÇA CRÔNICA: RELATO DE EXPERIÊNCIA ............................................................................................................ 135 COMPARAÇÃO DA FORÇA MUSCULAR RESPIRATÓRIA EM IDOSOS SEDENTÁRIOS E ATIVOS ........................................................................................ 137 CONCEITO DE SAÚDE NA VISÃO DE PESSOAS VINCULADAS A GRUPOS DE PROMOÇÃO A SAÚDE ............................................................................................. 140 13 CONTRIBUIÇÕES DA TERAPIA OCUPACIONAL E FISIOTERAPIA NO AMBULATÓRIO DE SEGUIMENTO DE PREMATUROS ..................................... 142 COPING E ENGAJAMENTO NO TRABALHO DA ENFERMAGEM HOSPITALAR. ...................................................................................................................................... 145 CUIDADOS COM A PELE DO RECÉM-NASCIDO ................................................ 148 CUIDADOS DE ENFERMAGEM AO POTENCIAL DOADOR DE ÓRGÃOS: RELATO DE EXPERIÊNCIA ..................................................................................... 150 DESAFIOS DO TRABALHO MULTIPROFISSIONAL RELACIONADOS AO AUTOCUIDADO DE PACIENTES COM DOENÇA VASCULAR: RELATO DE EXPERIÊNCIA ............................................................................................................ 152 DISTÚRBIOS PSÍQUICOS MENORES EM FAMILIARES CUIDADORES DE CRIANÇAS E ADOLESCENTE EM TRATAMENTO ONCOLÓGICO: PREVALÊNCIA E FATORES ASSOCIADOS .......................................................... 154 DOENÇA RENAL CRÔNICA NO CENÁRIO HOSPITALAR: O PAPEL DA PSICOLOGIA .............................................................................................................. 156 EDUCAÇÃO EM SAÚDE:do Curso de Graduação em Fisioterapia ULBRA- SM. 82 trinta participantes, 96,6% apresentaram sintomas como dor, formigamento ou dormência em alguma parte do corpo. Os funcionários apresentaram ocorrência maior de sintomas osteomusculares principalmente nas regiões da parte superior das costas (70%), parte inferior das costas (63,33%), ombros (60%), pescoço (53,33%) e punho/mão (53,33%). Em relação à prevalência nos últimos 7 dias, as áreas corporais mais citadas foram ombros (43,33%), quadril/coxas (40%), parte superior das costas (30%), cotovelos (30%) e pescoço (23,33). As regiões que mostraram maior porcentagem de queixas para incapacidade funcional foram parte inferior das costas (23,33%), punho/mão (16,66%), ombros, parte superior das costas, quadril/coxas e joelhos tiveram o mesmo resultado (13,33%). Em relação às regiões mais citadas quanto à procura por algum profissional da área da saúde nos últimos 6 meses destacaram-se a parte inferior das costas (43,33%), parte superior das costas (40%) e ombros (33,33%). Os funcionários apresentaram uma alta prevalência de sintomas musculoesqueléticos, nos últimos 6 meses assim como nos últimos 7 dias. Como conseqüência às queixas relatadas, os funcionários apresentaram ocorrência considerável de impedimento na realização de atividades normais e procura por algum profissional da área da saúde. Esses dados sugerem que os sintomas osteomusculares representam um risco ocupacional. 4 CONCLUSÕES De acordo com o resultado dessa pesquisa foi possível concluir que a atividade laboral é um fator de aparecimento de distúrbios musculoesqueléticos, tornando-se necessário que haja uma assistência da parte da instituição e estratégias para melhorar e prevenir disfunções relacionadas ao ambiente de trabalho, para uma maior qualidade de vida. Os resultados da pesquisa confirmam a necessidade de novos estudos quanto aos aspectos psicossociais, ergonômicos e organizacionais do trabalho. REFERÊNCIAS 1. MORAES, Deborah Santos Ferreira; et. al. Análise dos sintomas osteomusculares utilizando o questionário nordico em trabalhadores ribeirinhos do município de parintins - am, brasil. 2014. Disponível em: . Acesso em 31 de outubro de 2018. 2. PINHEIRO, Fernanda Amaral; et. al. Validação do Questionário Nórdico de Sintomas Osteomusculares como medida de morbidade. Brasília, 2002. Disponível em: . Acesso em: 31 de outubro de 2018. 3. SANTOS, VIVIANA MAURA et. al. Aplicação do questionário nórdico musculoesquelético para estimar a prevalência de distúrbios http://revista.redeunida.org.br/ojs/index.php/cadernos-educacao-saude-fisioter/article/view/25 http://revista.redeunida.org.br/ojs/index.php/cadernos-educacao-saude-fisioter/article/view/25 http://www.scielo.br/pdf/rsp/v36n3/10492.pdf 83 osteomusculares relacionados ao trabalho em operárias sob pressão temporal. Fortaleza, 2015. Disponível em: . Acesso em: 31 de outubro de 2018. http://www.abepro.org.br/biblioteca/tn_sto_209_240_27130.pdf 84 ÁREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa Autores: Fabryciane de Lima Grecco58 Margrid Beuter59 Tatiele Paula¹ Eliane Raquel Rieth Benetti60 Carolina Backes⁴ Larissa Venturini⁵ APLICAÇÃO DO ÍNDICE DE KATZ EM PESQUISAS COM IDOSOS: RELATO DE EXPERIÊNCIA 1 INTRODUÇÃO A avaliação da capacidade funcional nos idosos, que se define como as habilidades necessárias para a realização de atividades do cotidiano de forma autônoma e independente, tem grande importância no contexto da internação hospitalar, visto que esta é conhecida como um fator de risco para o seu declínio. O Índice de Katz, por sua vez, é um instrumento difundido nas pesquisas da área da saúde devido à sua facilidade e sensibilidade em identificar dependências nas Atividades de Vida Diária (AVDs). Neste âmbito, alguns pontos podem ser explorados com a experiência adquirida com o uso deste instrumento. Ante o exposto, esse relato tem por objetivo descrever e refletir sobre a utilização do Índice de Katz em pesquisas com idosos hospitalizados. 2 MÉTODO Trata-se de um relato de experiência, de cunho reflexivo, construído a partir da utilização do Índice de Katz em pesquisas realizadas com idosos hospitalizados. 3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS O Índice de Katz baseia-se numa avaliação da independência funcional dos idosos para banhar-se, vestir-se, usar o sanitário, mobilizar-se, ser continente e comer sem ajuda (1963) e os classifica em: A – independente para comer, ser continente, mobilizar-se, usar o sanitário, vestir-se e banhar-se; B - Independente para realizar todas estas funções, exceto uma; C – Independente para realizar todas as funções, exceto banhar-se 58 Discente da Graduação em Medicina da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Bolsista PROIC-HUSM 2018. 59Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Professora Associada do Departamento de Enfermagem e do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da UFSM. Membro do Grupo de Pesquisa Cuidado, Saúde e Enfermagem. 60Enfermeira do Hospital Universitário de Santa Maria. Doutoranda em Enfermagem do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da UFSM. Membro do Grupo de Pesquisa Cuidado, Saúde e Enfermagem. 4 Enfermeira. Mestranda em Enfermagem pelo Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da UFSM. Membro do Grupo de Pesquisa Cuidado, Saúde e Enfermagem. 5 Enfermeira do Serviço de Emergência Universitário. Doutoranda em Enfermagem pelo Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da UFSM. Membro do Grupo de Pesquisa Cuidado, Saúde e Enfermagem. 85 e outra função mais; D - Independente para realizar todas as funções, exceto para banhar-se, vestir-se e outra função mais; E - Independente para realizar todas as funções, exceto banhar-se, vestir-se, usar o sanitário; F - Independente para realizar todas as funções, exceto banhar-se, vestir-se, usar o sanitário, mobilizar-se e outra função mais; G - Dependente para realizar as seis funções; e Outro. A Independência significa que a função se cumpre sem supervisão, direção ou ajuda pessoal ativa, exceto a que se indica em cada caso. Neste contexto, sua aplicação em pacientes idosos hospitalizados incita algumas reflexões sobre os seus benefícios, como por exemplo, delinear o perfil de idosos hospitalizados e subsidiar um plano de cuidados individualizado, que se adapte às particularidades identificadas pelo Katz e que vise a manutenção/aumento do nível de autonomia e independência do início da internação. Além disso, destaca-se que ele pode mensurar a percepção do declínio na capacidade funcional causada pela hospitalização nos idosos e, também a relação entre as comorbidades e estado funcional. Em contrapartida, são encontradas algumas dificuldades para a sua aplicação, que incluem a alteração da cognição do paciente e seu nível de compreensão. 4 CONCLUSÕES A hospitalização impõe certo grau de imobilidade a qualquer paciente, mas o declínio funcional pode manifestar-se rapidamente no idoso. Nesse contexto, o Índice de Katz se destaca, inclusive em pesquisas, como um instrumento que permite avaliar a independência para as AVDS, delinear o perfil de idosos hospitalizados e planejar um plano de cuidado individualizado por meio da avaliação do estado funcional. REFERÊNCIAS (Conforme as normas da ABNT 6023-2002.) 1. 1. KATZ, S et al. Studies of illness in the aged — The index of ADL: a standardized measure of biological and psychosocial functions. JAMA. 1963; 185(12):914-9. 86 AREA TEMÁTICA: Ensino/ PesquisaAutores: Nathália Ruviaro¹ Bruna Schmitz² Caroline de Oliveira¹ Ernani de Oliveira Mascarenhas de Souza³ Pedro Schmitz Wieckzorek³ ¹Hospital São Francisco de Assis – Santa Maria/RS ²Departamento de Psicologia, Curso de Psicologia, Universidade Federal de Santa Maria ³ Departamento de Ciências da Saúde, Curso de Medicina, Universidade Federal de Santa Maria ASPECTOS ETIOLÓGICOS DO SUICÍDIO: UMA REVISÃO NARRATIVA DA LITERATURA 1 INTRODUÇÃO O suicídio pode ser definido como um ato deliberado executado pelo próprio indivíduo, cuja intenção seja a morte, usando um meio que acredita ser letal (Associação Brasileira de Psiquiatria, 2014). É considerado um grande problema de saúde pública, sendo a 11ª principal causa de mortes entre todos os grupos etários configurando-se como a segunda nos adultos entre 25 a 34 anos. O Brasil é o oitavo país em número absoluto de suicídios. Entre os anos de 2000 e 2012 houve um aumento de 10,4% na quantidade de mortes, sendo observado um aumento de mais de 30% em jovens. Além disso, cada suicídio tem um sério impacto na vida de pelo menos outras seis pessoas que fazem parte da rede do indivíduo (Associação Brasileira de Psiquiatria, 2014). 2 MÉTODO O presente estudo consiste em uma revisão narrativa da literatura, na qual foram consultados livros clássicos e artigos de periódicos para obtenções relativas ao tema estudado. Foram utilizados os seguintes descritores para a revisão da literatura: “suicídio” e “aspectos etiológicos”. Os trabalhos considerados de maior relevância pelos pesquisadores foram selecionados e incluídos nesta revisão. 87 3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS O risco de um comportamento suicida é dado por indicadores sociodemográficos e clínicos. Fatores genéticos, cuja influência direta ainda está sendo estudada, também parecem estar envolvidos no comportamento, embora sejam passíveis de inferência a partir da história familiar do sujeito (Bertolote, Mello-Santos & Botega, 2010). Conforme postulado por Mann e Arango (1999), o processo suicida como uma predisposição, a partir de uma complexa interrelação de fatores socioculturais, vivências traumáticas, história psiquiátrica e vulnerabilidade genética. Uma outra forma de entendimento acerca da suscetibilidade ao comportamento suicida considera a participação da propensão biológica combinada a fatores ambientais. (Mann et al., 1999). Outras variáveis, como traços de impulsividade e/ou agressividade, experiências traumáticas na infância, desamparo, pessimismo, carência de apoio social, rigidez cognitiva, prejuízo na capacidade de solução de problemas e acesso a meios letais são alguns componentes desse modelo (Mann, 2013). Neste sentido, relações parentais violentas e histórico de abuso durante a infância (Dube et al., 2001), estão associados com níveis maiores de perturbações psiquiátricas e com uma maior chance de engajamento em atos suicidas (Dube et al., 2001; Wenzel et al., 2010). Conforme Labonté e Turecki (2010) a vivência de situações traumáticas durante a infância pode acarretar em desregulação da expressão de genes envolvidos em funções cerebrais. Tal desregulação funcional tem sido cada vez mais ligada a expressão do comportamento suicida. Assim, pode-se sugerir que o comportamento suicida é, em parte, hereditário. A estimativa da herdabilidade na propensão para o suicídio pode chegar a 55% (Staham et al. 1998). Estudos em genética apontaram que diversos genes estão implicados na manifestação do comportamento suicida. Tais genes candidatos regulam proteínas envolvidas no metabolismo da serotonina, da monoaminoxidase, da dopamina, do ácido gama-aminobutírico e da catecol-o-metiltransferase (Jimenez-Treviño et al., 2011). Outro foco de investigação são as alterações do eixo hipófise-hipotálamo-adrenal, com consequente resposta deficiente de glicocorticóides, principalmente do cortisol, em situação de estresse (Coryell & Schlesser, 2001). Tais alterações têm sido encontradas em indivíduos com história de comportamento suicida e em seus familiares (Guintivano et al., 2014). Conforme Wenzel et al., (2010) há um número considerável de perturbações psiquiátricas que podem ser associadas a tentativas de suicídio e ao ato suicida. As mais comumente descritas na literatura são Transtorno Depressivo Maior, Transtorno Afetivo Bipolar, transtornos relacionados ao uso de substâncias, transtornos com presença de psicose e alguns transtornos de personalidade, como o Transtorno de Personalidade Borderline. Um estudo de Hughes e Kleespies (2001) identificou que entre 30 e 40% dos indivíduos que morrem por suicídio possuem alguma condição médica, sendo o comportamento suicida mais presente em portadores de doenças físicas que causam comprometimento 88 funcional, desfiguração, dor e dependência de cuidados de outrem (Botega, 2015). Isoladamente, as doenças físicas não aumentam o risco do comportamento suicida. Porém, aliadas à presença prévia de vulnerabilidade ao suicídio, pode levar à desesperança, falta de sentido percebido para a vida e perda significativa de papéis sociais (Levenson & Bostwick, 2005). Bertolote et al. (2010) destaca que nenhum dos fatores supracitados possui força suficiente para, isoladamente, provocar ou prevenir comportamentos suicidas. Entende- se que é a combinação de inúmeras variáveis relacionadas a questões biológicas, ambientais e psicológicas que resulta na crise suicida. Os fatores de risco podem ter um papel causal no desenvolvimento da crise, isto é, aumentam a probabilidade de uma tentativa de suicídio, mas não são nem necessários nem suficientes para que o ato ocorra (Dattilio & Freeman, 2004). 4 CONCLUSÕES O objetivo deste estudo foi verificar, por meio de uma revisão narrativa da literatura, os principais aspectos etiológicos envolvidos no desenvolvimento do comportamento suicida. Podemos, a partir desta breve análise, compreender o suicídio enquanto um comportamento com determinantes multifatoriais e resultado de uma interação de fatores psicológicos e biológicos. O conjunto de fatores que predispõem vulnerabilidade ao comportamento suicida inclui perturbações emocionais e psiquiátricas, fatores socioculturais, vivências traumáticas, história psiquiátrica e vulnerabilidade genética. Tais fatores não nos permitem, por si só, prever quais serão os indivíduos que, futuramente, cometerão suicídio, mas nos permite uma visão ampliada sobre quais são os indivíduos que apresentam maior risco para tal. Assim, conhecer a etiologia do comportamento suicida nos permite pensar em alternativas para prevenção ou minimização de fatores de risco. Uma vez que os índices de morte por suicídio têm tido um crescimento alarmante no Brasil e no mundo, conhecer os fatores de riscos implicados no suicídio se mostra indispensável para todos aqueles atuando na área da promoção e prevenção em saúde. REFERÊNCIAS (Conforme as normas da ABNT 6023-2002.) 1. Associação Brasileira de Psiquiatria. Suicídio: informando para prevenir. Comissão de Estudos e Prevenção de Suicídio. Brasília: CFM/ABP, 2014. 2. BERTOLOTE, J. M., MELLO-SANTOS, C., BOTEGA, N.J. Detecção do risco de suicídio nos serviços de emergência psiquiátrica. Ver Bras Psiquiatria: 2010. 89 3. BOTEGA, N. J. Crise suicida: avaliação e manejo. Porto Alegre: Artmed, 2015. 4. CORYELL, W., SCHLESSER, M. The dexamethasone suppresion test and suicide prediction. Am J Psychiatry: 158(5):748-53, 2001. 5. DATTILIO, F. M., FREEMAN, A. Estratégias cognitivo-comportamental de intervenção em situações de crise. Porto Alegre: Artmed, 2004. 6. DUBE S.R., et al. Childhood abuse, household dysfunction, and the risk of attempted suicide throughout the life span: findings from the Adverse Childhood Expreriences Study. JAMA.;286(24):3089-96, 2001.7. GUINTIVANO J. et al. Identification and replication of a combined epigenetic and genetic biomarker predicting suicide and suicidal behaviors. Am J Psychiatry: 171(12):1287-96, 2014. 8. HUGHES, D., KLEESPIES, P. Suicide in the medically ill Suicide and Life Threatening Behavior, 31, 48-59, 2001. 9. LABONTÉ, B., TURECKI, G. The epigentics of suicide: explaining the biological effects of early life environmental adversity. Arch Suicide Res: 14(4):291-310, 2010. 10. JIMENEZ-TREVIÑO, L, et al. Endophenotypesand suicide behaviour. ActasEsp Psiquiatr.: 39(1):61-9, 2011. 11. LEVENSON, J.L., BOSTWICK J. M. Suicidality in the medically ill. Primary Psychiatry: 12, 16-18, 2005. 12. MANN, J.J., et al. Toward a clinical model of suicidal behavior in psychiatric patients. Am J Psychiatry: 156:181-9, 1999. 13. MANN, J.J. The serotonergic system in mood disorders and suicidal behavior. Philos Trans R SocLond B Biol Sci. 368(1615):20120537, 2009. 14. STAHAM, D.J., et al., Suicidal behavior: an epidemiological and genetic study. Psychol. Med. 28(4):839-55, 1998. 15. WENZEL, A., BROWN, G. K., , A. T. Terapia cognitivo-comportamental para pacientes suicidas. Porto Alegre: Artmed, 2010. 90 AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa Autores: Adrielle Trindade Muniz de Oliveira¹ Bruna Beskow Hogem ¹ Margrid Beuter² Eliane Raquel Rieth Benetti³ Carolina Backs4 Francine Feltrin de Oliveira4 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO IDOSO HOSPITALIZADO: RELATO DE EXPERIÊNCIA 1 INTRODUÇÃO O envelhecimento populacional é um fenômeno mundial, e essa realidade implica em desafios, especialmente para a área da saúde. Além da condição de agravo que exige a hospitalização, os idosos apresentam particularidades do processo de envelhecimento, as quais devem ser consideradas pela equipe de enfermagem. No ambiente hospitalar observa-se uma discordância entre a demanda dos idosos e a assistência de enfermagem prestada. Desse modo, tem-se por objetivo relatar e refletir acerca da assistência de enfermagem ao idoso hospitalizado. 2 MÉTODO Trata-se de um relato de experiência, de cunho reflexivo, construído a partir das vivências de acadêmicas de enfermagem e enfermeiras diante do cuidado de enfermagem ao idoso hospitalizado. 91 1 Discente da Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Bolsista PROIC-HUSM 2017. ² Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Professora Associada do Departamento de Enfermagem e do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da UFSM. Membro do Grupo de Pesquisa Cuidado, Saúde e Enfermagem. 3Enfermeira do Hospital Universitário de Santa Maria. Doutoranda em Enfermagem do Programa de Pós- Graduação em Enfermagem da UFSM. Membro do Grupo de Pesquisa Cuidado, Saúde e Enfermagem. 4 Enfermeira. Mestranda em Enfermagem pelo Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da UFSM. Membro do Grupo de Pesquisa Cuidado, Saúde e Enfermagem. 3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS Na conformação da assistência de enfermagem ao idoso hospitalizado, em geral, verifica-se que os profissionais são generalistas, o que revela uma lacuna entre o preparo profissional e as necessidades de cuidado das pessoas idosas. Destaca-se, que o cuidado de enfermagem requer um direcionamento específico ao idoso, pois durante sua permanência no hospital, as situações mais simples podem revestir-se de um caráter de gravidade antes não pensado (DIAS et al., 2014). Assim, além do tratamento instituído, exames e atendimento às necessidades físicas, é importante que os aspectos emocionais também sejam considerados quando se cuida de idosos (PROCHET et al., 2012). Ante o exposto, é imperativo que os profissionais de enfermagem estejam preparados e qualificados para atender essas pessoas, visto que o cuidado aos idosos demanda conhecimentos, habilidades e atitudes, pautadas em valores éticos. Uma vez que, diferentes dificuldades e desafios são enfrentados pela equipe de enfermagem no cuidado e assistência aos idosos hospitalizados, como a necessidade de uma assistência direcionada às diversas especificidades da pessoa idosa e de seu processo de envelhecimento como um todo (SANGUINO et al., 2018). Embora existam dificuldades, os profissionais de enfermagem têm de estar aptos a desenvolver ações efetivas na atenção à saúde desse grupo populacional, permeado de particularidades. 4 CONCLUSÕES A assistência de enfermagem ao idoso hospitalizado enfrenta limitações e o cuidado prestado a ele requer atenção às particularidades, características do envelhecimento. Isso exige esforços no planejamento de intervenções de enfermagem que contemplem a promoção, prevenção e recuperação da saúde dos idosos, numa perspectiva de valorização do ser humano. REFERÊNCIAS (Conforme as normas da ABNT 6023-2002.) 92 1. DIAS, K. C. C. O. et al. O cuidado em enfermagem direcionado para a pessoa idosa: revisão integrativa. Rev enferm UFPE on line. v. 8, n. 5, p. 1337-46, 2014. 2. PROCHET, T. C. et al. Affection in elderly care from the nurses’ perspective. RevEscEnferm USP. v. 46, n.1, p. 96-102, 2012. 3. SANGUINO, G. Z. et al. The nursing work in care of hospitalized elderly: limits and particularities. J res fundam care. v.10, n.1, p160-6, 2018. 93 AREA TEMÁTICA: Gestão/Assistência Autores: Thais Ribeiro Lauz61 Clarissa Faverzani Magnago 62 Juliana Spolaor Warth 63 ASSISTÊNCIA PSICOLÓGICA NO CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE 1 INTRODUÇÃO O presente trabalho tem como propósito realizar um relato da assistência pela psicologia junto à Unidade de Apoio Pedagógico do Centro de Ciências da Saúde. Essa inserção surgiu a partir da crescente necessidade de atenção e prevenção à saúde mental desse Centro, visando implementar ações ao cuidado pessoal, oportunizando aos alunos espaços de acolhimento as demandas emocionais suscitadas durante a permanência dos mesmos na Universidade Federal de Santa Maria. Esta assistência psicológica tem por objetivo geral atender as necessidades da comunidade acadêmica, tanto individuais como coletivas, com Acompanhamentos Terapêuticos (AT) e grupos de apoio psicológico e de convivência, no que se refere à prevenção, intervenção, acompanhamento e orientação no âmbito dos diversos aspectos do processo psico- sócio-educativo (PIZZINATO, et al, 2010). Assim, proporcionando reflexões e discussões aos alunos frente às situações da vivência acadêmica, visando a promoção da saúde mental dos mesmos e oferecendo suporte emocional que possam interferir no desenvolvimento discente, tendo como objetivo auxilia-los no crescimento acadêmico, profissional e pessoal. Outro propósito é também atuar sobre os conflitos discentes que surgem no período de sua formação, como por exemplo a motivação para os estudos, sua estrutura de personalidade, a capacidade de resiliência no curso e durante os estágios, as relações aluno-aluno e professor-aluno e dentre outras demandas relacionadas que surgem ao longo do trabalho. 2 MÉTODO Foram criados grupos de apoio psicológico, buscando suscitar reflexões acerca das potencialidades e limitações de cada um, atentando às dificuldades emocionais que incidem na vida acadêmica (Oliveira, et al. 2008). Também são utilizadas ferramentas 61 Acadêmica do curso de Psicologia e bolsista da Unidade de Apoio Pedagógico UAP/CCS; 62 Psicóloga da Unidade de Apoio Pedagógico UAP/CCS; 63 Pedagoga da Unidade de Apoio Pedagógico UAP/CCS; 94 como o Acompanhamento Terapêutico (AT), a realização de oficinas e orientações psicológicas e pedagógicas, tendo como intuito auxiliar no desenvolvimento da identidade pessoal, na prevenção de comportamentos de risco, crises e vulnerabilidades dos alunos, ajudando-os na construção de seu projetode vida e nas práticas que demandam a academia. 3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS Através da assistência psicológica junto a Unidade de Apoio Pedagógico do Centro de Ciências da Saúde, criou-se espaços de discussões e reflexões acerca das dificuldades relacionais que incidem na vivência acadêmica. Além disso, buscou-se a prevenção de riscos que implicam a saúde mental dos estudantes e a promoção do desenvolvimento global dos mesmos, buscando trabalhar aspectos relacionais, de convivência em grupo, auxiliando no crescimento acadêmico, profissional e pessoal. 4 CONCLUSÕES Através da interlocução com outras Unidades de Apoio Pedagógico, viu-se a importância da assistência proposta pela psicologia no Centro de Ciências da Saúde, já que as demandas psicológicas têm cada vez mais interferido no desempenho, na interação social e na complexidade da vivência do dia-a-dia dos estudantes e professores universitários. REFERÊNCIAS 1. OLIVEIRA, Lizete Malagoni de Almeida Cavalcante et al. Uso de fatores terapêuticos para avaliação de resultados em grupos de suporte. Acta paul. enferm. São Paulo, v. 21, n. 3, p. 432-438, 2008. Disponível em . Acesso em: 07 Nov. 2018. http://dx.doi.org/10.1590/S0103-21002008000300008. 2. PIZZINATO, A; VALLADÃO, L. I; BRUNNET, A. E; MARTINATO, L; PAZ, T; LORETO, T. O Acompanhamento terapêutico como uma proposta de reinserção social. XI Salão de Iniciação Científica: PUCRS, 9 à 12 de ago., 2010. Disponível em Acesso em: 07 Nov. 2018. http://dx.doi.org/10.1590/S0103-21002008000300008 http://www.pucrs.br/edipucrs/XISalaoIC/Ciencias_Humanas/Psicologia/83802-LARISSAIRIGARAYVALLADAO.pdf http://www.pucrs.br/edipucrs/XISalaoIC/Ciencias_Humanas/Psicologia/83802-LARISSAIRIGARAYVALLADAO.pdf 95 AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa Autores: Amanda Zapola da Silva64 Natália da Silveira Colissi1 Thiago Corrêa Cardoso1 Daniel Capalonga1 Ana Paula Fioravanti Schacht2 Roseane Cardoso Marchiori3 ASSOCIAÇÃO ENTRE PARACOCCIDIOIDOMICOSE E TUBERCULOSE, DIFICULDADE DE DIAGNÓSTICO: RELATO DE CASO. 1 INTRODUÇÃO A associação entre paracoccidioidomicose (PCM) e tuberculose (TB) é reconhecida há muito tempo. As doenças podem ocorrer de forma simultânea ou sequencial, sendo que a frequência dessa associação varia de 5,5 a 19%. A queda da imunidade celular parece ser a principal responsável pelo desencadeamento de ambas e como a apresentação clínica das duas doenças pode ser semelhante, observou-se que vários pacientes com diagnóstico definido de PCM fizeram tratamento prévio para TB, porém sem confirmação baciloscópica. 2 MÉTODO Relato de caso retrospectivo do Hospital Universitário de Santa Maria. 3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS A. C. S., sexo masculino, 48 anos, cor branca, casado, natural e procedente de Três Barras, agricultor aposentado. Histórico de tabagismo: 150 cigarros ou 7, 5 maços por dia, dos 16 aos 48 anos e etilista até 10 anos atrás. Tuberculose pulmonar adequadamente tratada em 2009 e 2010 (BAAR positivo no escarro em ambas). Há um ano apresenta dispneia aos esforços, com piora significativa nos últimos 4 meses. 64 Acadêmico do curso de medicina da UFSM. 2 Residente Médico do HUSM. 3 Professora do departamento de Clínica Médica da UFSM. 96 Atualmente a dispneia é aos pequenos esforços, apresenta tosse com expectoração purulenta, sem hemoptise. Nega febre, sudorese noturna, perda de apetite e de peso, síncope, cianose, dor. Em atendimento na UPA de Santa Maria, a TC de tórax apresentou achados compatíveis com doença infecciosa granulomatosa e a fibrobroncoscopia foi normal, com lavado broncoalveolar e escarro negativos para BAAR e fungos, no exame direto. Transferido ao HUSM para investigação. Ao exame, encontrava-se em estado regular, mucosas úmidas, coradas e acianóticas, PA de 121/85mmHg, FC 92 bpm, temperatura 35,3°C e saturação O2 91%. Sem alterações cardiovascular e abdominal. Murmúrio vesicular diminuído, com estertores finos em ápice pulmonar esquerdo e sibilos em bases pulmonares bilaterais. Na investigação da dispneia, foi afastada a possibilidade de TEP e confirmado DPOC grave, com VEF1/CVF de 47%. Na investigação da alteração imagética, foi exaustivamente investigada a presença de BAAR e fungos em escarro e lavado broncoalveolar, sempre negativos ao exame direto. Devido à indefinição diagnóstica, foi submetido à biópsia pulmonar por videotoracoscopia, cujo anatomopatológico evidenciou a presença do Paracoccidioides brasiliensis. Foi iniciado Itraconazol 100mg, 2 comprimidos VO ao dia, teve alta hospitalar com orientação de completar 6 meses de tratamento. 4 CONCLUSÕES A PCM acomete indivíduos do sexo masculino (proporção de 15:1, trabalhadores do campo, com idade entre 30 e 50 anos. Habitualmente são oligossintomáticos, mas com significativas alterações radiológicas, habitualmente bilaterais e simétricas (nódulos, micronódulos, reticulação, cavidades, lesão em “asa de borboleta”). A TB, por outro lado, acomete ambos os sexos, em qualquer idade, habitualmente são sintomáticos, com exame físico e imagem radiológica torácica apresentando alterações predominantemente nos segmentos ápico-posteriores, de um ou de ambos pulmões. A associação entre PCM e TB não é rara e o diagnóstico diferencial entre elas, baseado na história clínica e em dados radiológicos pode ser difícil. O tratamento incorreto ou o não tratamento aumenta a chance de sequelas pulmonares e morte, o que torna fundamental a pesquisa exaustiva e até invasiva, como no caso, do agente etiológico. REFERÊNCIAS 1. JÚNIOR, R.Q.; GRANGEIA, T.A.G.; MASSUCIO, R.A.C.; REZENDE, S.M.; BALTHAZAR, A.B. Associação entre paracoccidioidomicose e tuberculose: realidade e erro diagnóstico. Jornal Brasileiro de Pneumologia - 2007 - Volume 33 - Número 3 (Maio/Junho). Disponível em:.Acesso em: 27 de outubro de 2018. http://www.jornaldepneumologia.com.br/detalhe_artigo.asp?id=614%3e.Acesso 97 AREA TEMÁTICA: Extensão Autores: Cecília Pletschette Galvão65 Viviane Dutra Piber66 Dani Laura Peruzzolo67 ATUAÇÃO DA TERAPIA OCUPACIONAL NO TRATAMENTO INTENSIVO EM UNIDADE NEONATAL 1 INTRODUÇÃO A gestação compreende um período de grandes mudanças na vida da mulher e sua família, de impacto físico, psíquico e cotidiano. Em situações de risco, para a mãe ou para o bebê, há uma mudança no ritmo natural do processo de nascimento e seu impacto pode acarretar situações estressantes e desafiadoras para a família (DITZZ, et. al.,2011). A necessidade de internação após o nascimento do bebê em Unidades de cuidado especializado de alto nível tecnológico pode ocasionar, nos pais, sentimentos de medo, negação e culpa, além de uma sensação de desamparo frente à inúmeros aparelhos, profissionais, normas e condutas, que nunca foram pensados como fazendo parte de seu cotidiano. Dessa forma, a internação pode acarretar em desorganização familiar, conflito de papéis e dificuldade de manter atividades cotidianas (DITZZ, MOTTA e SENNA, 2008). Nesse sentido, o Terapeuta Ocupacional atua de modo a oferecer cuidado integrado, baseando-se nas teorias de Cuidado centrado na Família. Esse modelo de atenção configura-se por um reconhecimento do importante papel que a família desempenha na vida da criança, identificando suas preocupações, prioridades e recursos. A TO oferece conhecimento de técnicas de cuidado, fortalece a família para que possam exercer/assumir seus papéis ocupacionais de pais, mesmo em ambiente tão especializado (UTIN).O trabalho é fundamentado numa parceria mútua e benéfica entre família e equipe, implicados nos cuidados e bem-estar do bebê, além do fortalecimento de vínculo (DITZZ, MELO e PINHEIRO, 2006). Este trabalho tem o objetivo de apresentar a atuação do Terapeuta Ocupacional na UTI neonatal do HUSM. 2 MÉTODO Relato reflexivo escrito a partir das práticas em UTIN e das discussões feitas nas supervisões realizadas pela tutoria de núcleo da Terapia Ocupacional vinculada à Residência Multiprofissional 65 Terapeuta Ocupacional Residente do segundo ano 66 Terapeuta Ocupacional Residente do primeiro ano 67 Professora Doutora do curso de Terapia Ocupacional/UFSM 98 3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS O núcleo de Terapia Ocupacional iniciou sua inserção na equipe da UTI neonatal por meio do programa de Residência Multiprofissional, inicialmente na Unidade Canguru. A partir das observações da dinâmica do serviço e das características dos bebês e suas família foram propostas diversas intervenções para oferecer apoio à mãe/família, buscando minimizar o sofrimento inerente à condição de ter um filho internado em UTIN, bem como desenvolver habilidades de enfrentamento diante desta condição. O Terapeuta Ocupacional visa garantir à família o desempenho dos papéis ocupacionais de cuidadores primários, muitas vezes substituído pela equipe de saúde. O Terapeuta incentiva a participação durante as tarefas de cuidados (troca fraldas, banho, medição de temperatura, etc), enfatiza a importância e orienta o contato olho-no-olho, o falar para o bebê, e dar colo (estímulos sensoriais). Orienta o aleitamento materno, viabiliza a troca de informações entre a equipe e a família e estimula/orienta a manutenção de vínculos familiares além da UTIN. Tais intervenções colocam os pais em uma posição mais ativa frente aos cuidados com seu filho, aumentando a satisfação frente o desejo de cumprir com os papéis ocupacionais, qualificando o vínculo, aumentando a sensação de competências no pós-alta. Reduz o estresse decorrente da internação e aumenta a prevalência do aleitamento materno. Estes resultados interferem positivamente na assistência, pois os profissionais de saúde também fiquem mais satisfeitos com os resultados positivos de seu trabalho. 4 CONCLUSÕES O cuidado ao recém-nascido pré-termo e sua família é extremamente complexo e inúmeros fatores impactam sua permanência durante a internação na UTIN. A Terapia Ocupacional, considerando ações multiprofissionais, oferece tratamento voltado para bom desenvolvimento do bebê, para a sustentação/produção de vínculo, através da valorização/orientação dos papéis ocupacionais dos pais frente a assistência necessária ao bebê prematuro. REFERÊNCIAS 1. DITTZ, E.S. et al . Cuidado Materno ao recém-nascido na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal: possibilidade e desafios. Cienc. enferm., Concepción , v. 17, n. 1, p. 45-55, 2011. 99 2. DITTZ, E.S.; MOTA, J.A.C.; SENA, R.R. O cotidiano no alojamento materno, das mães de crianças internadas em uma Unidade de Terapia Intensiva Neonatal. Rev. Bras. Saude Mater. Infant., Recife , v. 8, n. 1, p. 75-81, Mar. 2008. 3. DITTZ, E.S; MELO, D.; PINHEIRO, Z. A Terapia Ocupacional no contexto da assistência à mãe e à família de recém-nascidos internados em unidade de terapia intensiva . Revista de Terapia Ocupacional da Universidade de São Paulo, São Paulo, v. 17, n. 1, p. 42-47, 1 abr. 2006. 100 ÁREA TEMÁTICA: Ensino/Pesquisa Autores: Hentielle Feksa Lima68 Jônatas Morelatto² Rafaela Andolhe³ ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO EM UNIDADE DE INTERNAÇÃO CLÍNICA CIRÚRGICA ADULTA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA 1 INTRODUÇÃO Planejar e organizar um serviço de modo que funcione em conformidade com os padrões de qualidade exigidos, é um desafio contínuo para os gestores de saúde. A melhoria da qualidade e da segurança está associada à assistência de enfermagem prestada, constituindo um ponto imprescindível no aprimoramento das ações promovidas e executadas pela equipe de enfermagem (ROSSETTI; GAIDZINSKI, 2011). Nessa perspectiva, com relação a Unidade de Internação Clínica Cirúrgica, campo de vivência desse relato, Magalhães e Juchem (2001), apontam que as funções primordiais do enfermeiro, neste local, constituem-se em disciplinar, supervisionar e administrar as práticas de enfermagem. 2 MÉTODO Este trabalho trata-se de um relato de experiência das atividades desenvolvidas durante o período de janeiro a fevereiro de 2018 por uma acadêmica de Enfermagem do sexto semestre da Universidade Federal de Santa Maria, acompanhada pelo enfermeiro da unidade e supervisionada por uma professora. 3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS Durante as experiências oportunizadas foi possível identificar que o profissional enfermeiro possui autonomia e está inserido nos diferentes espaços do setor, atuando como um gestor em saúde. Tal competência exige a prática de habilidades como a comunicação, organização, tomada de decisão, boa relação interna com a equipe multiprofissional e com o indivíduo hospitalizado e/ou familiares. Segundo Greco 101 (2004), a enfermagem atual é responsável pela gerência de unidades, atividade esta que engloba a previsão, provisão, manutenção, controle de recursos materiais e humanos para o funcionamento do serviço e pela gerência do cuidado. 4 CONCLUSÕES Ao término das vivências em uma Unidade de Internação Clínica Cirúrgica Adulta foi possível aprimorar competências distintas e de suma importância, como gerenciamento, manejo de paciente e comunicação entre equipes. Concluo, assim, que tal experiência proporcionou além do aperfeiçoamento de técnicas, uma reflexão profunda enquanto acadêmica, uma vez que carregamos conosco todos os aprendizados que vivenciamos no decorrer da graduação, ensinamentos teóricos e, também, legados de profissionais corretos, éticos, que enxergam o paciente de forma integral, respeitando sua história e o contexto que estão inseridos. Tais características elevam a importância do profissional enfermeiro nos espaços de gerenciamento do cuidado, exercendo a profissão de forma íntegra, mostrando seu diferencial e unindo equipes que, muitas vezes, trabalham de forma isolada e fragmentada. REFERÊNCIAS 1. Rossetti AC., Gaidzinski RR. Estimativa do quadro de pessoal de enfermagem em um novo hospital. Rev. Latino am. enferm. 2011;19(4). Disponível em: . Acesso em: 24 out 2018. 2. Magalhães AM.; Juchem BC. Atividades do enfermeiro em unidade de internação cirúrgica de um hospital universitário. R. gaúcha Enferm. Porto Alegre, v. 22. jul. 2001. Disponível em: . Acesso em: 24 out. 2018. 3. Greco RM. Ensinando administração em enfermagem através da educação em saúde. Rev Bras Enferm.2004;57(4):472-4. Disponível em: . Acesso em: 24 out. 2018. 102 AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa Autores: Melissa Gewehr69 Margrid Beuter70 Larissa Venturini71 Carolina Backes72 Francine Feltrin de Oliveira4 Jamile Lais Bruinsma3 AULA PRÁTICA EM ILPI: EXPERIÊNCIA EM DOCÊNCIA ORIENTADA DE ALUNOS DA PÓS-GRADUAÇÃO 1 INTRODUÇÃO O avançar da idade traz consigo, comumente, limitações físicas e/ou cognitivas, dependência em atividades de vida diária, básicas e instrumentais que acometem os idosos, principalmente os mais longevos. Essas restrições estão associadas ao declínio nas condições de saúde da população idosa, causados, em especial, pelos elevados índices de doenças crônicas não transmissíveis nesta população (DUARTE;LEBRÃO, 2013). Nessa perspectiva, como opção para atender às necessidades sociais da sociedade moderna, surgiram as Instituições de Longa Permanência de Idosos (ILPI`s) mantidas pelo governo, por associações religiosas e beneficentes, ou por familiares. Nesse contexto, o presente trabalho objetiva relatar a experiência de alunos da pós-graduação na participação em aulas práticas em uma ILPI da região central do Estado do Rio Grande do Sul (RS). 2 MÉTODOS: Trata-se de um relato de experiência baseado na participação de discentes de dois Programas de Pós-Graduação da UFSM (Enfermagem e Gerontologia), nos meses de agosto a novembro de 2018, na Disciplina de Docência Orientada desenvolvido em aulas práticas da Disciplina Enfermagem Gerontogeriátrica, ofertada ao 6º semestre do 69 Enfermeira, mestranda PPGERONTO/UFSM; 70 Enfermeira. Doutora. Docente do Departamento de Enfermagem da UFSM; 71 Enfermeiras, mestrandas PPGENF/UFSM; 72 Enfermeiras, doutorandas PPGENF/UFSM; 103 Curso de Graduação em Enfermagem da UFSM. As aulas práticas são desenvolvidas em uma ILPI feminina localizada na região central do RS. 3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS: A referida ILPI abriga aproximadamente 190 idosas. Na Instituição residem idosas com diferentes níveis cognitivos, apresentando consequentemente distintos graus de autonomia e de independência. Como método organizacional e assistencial a Instituição busca distribuir as idosas residentes de acordo com suas capacidades cognitiva e funcional. Assim, em uma das alas da Instituição abrigam-se somente idosas com incapacidade cognitiva. Ao acompanhar o grupo de graduandos do 6º semestre, no decorrer das aulas práticas na Instituição, percebeu-se que a atuação do grupo junto às idosas com incapacidade cognitiva, em especial às que apresentam algum tipo de transtorno mental, foi a que se mostrou embaraçosa e repleta de estigmas. Estudo com acadêmicos de medicina no reino unido revelou que os idosos com transtornos mentais são vistos como objetos de estigma e exclusão social, favorecido pela falta de um entendimento claro sobre a natureza e as consequências das doenças mentais (MEDEIROS; FOSTER, 2014). Atitudes e ações de algumas idosas com transtornos mentais graves que encontravam-se em crises agudas ocasionaram impacto e sentimentos de impotência nos acadêmicos. 4 CONCLUSÃO: Essa experiência permitiu aos discentes vivenciar parte da realidade dos idosos em ILPI, bem como refletir sobre a compreensão acadêmica acerca de pessoas com transtornos mentais. Reflete-se por meio desse relato a importância de mais espaços para discussão e sensibilização dos acadêmicos acerca de idosas com incapacidade cognitiva a fim de instrumenta-los e preencher essa lacuna acadêmica. REFERENCIAS: 1. DUARTE; LEBRÃO. Fragilidade e envelhecimento. In: FREITAS, E.V.; PY, L.; CANÇADO, F.A.; GORZONI, M.L. Tratado de geriatria e gerontologia. 3a ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2013; p. 1131-41. Disponível em: . Acesso em: 05 de novembro de 2018. 2. MEDEIROS, B.; FOSTER, J. A doença mental no idoso: representações sociais de estudantes de medicina no Reino Unido. Rev. esc. enferm. USP, São Paulo , v. 48, n. spe2, p. 132-138, Dec. 2014 . Disponível em: Acesso em: 05 de novembro. https://ftramonmartins.files.wordpress.com/2016/09/tratado-de-geriatria-e-gerontologia-3c2aa-ed.pdf https://ftramonmartins.files.wordpress.com/2016/09/tratado-de-geriatria-e-gerontologia-3c2aa-ed.pdf http://www.scielo.br/pdf/reeusp/v48nspe2/pt_0080-6234-reeusp-48-nspe2-00132.pdf http://www.scielo.br/pdf/reeusp/v48nspe2/pt_0080-6234-reeusp-48-nspe2-00132.pdf 104 AREA TEMÁTICA Ensino/ Pesquisa Autores: Thailini Silva de Mello73 Silviamar Camponogara74 Camila Pinno75 Thaís Brasil Brutti76 Daniela Moreira5 AUTONOMIA, PADRÕES DO CONHECIMENTO E A ENFERMAGEM: UMA REFLEXÃO 1 INTRODUÇÃO A proposta de prestar um cuidado de qualidade, está baseada em teorias que se tornam cada vez mais necessárias para oferecer uma assistência de qualidade e com vistas na conquista de enfermagem como ciência. Diante disso, discussões e reflexões sobre autonomia e os padrões de conhecimentos de Bárbara Carper, demostram-se essenciais para a enfermagem. Portanto, objetivou-se realizar uma reflexão crítica sobre o envolvimento dos padrões de conhecimento em vista da autonomia profissional de enfermagem. 2 MÉTODO Trata-se de uma revisão narrativa da literatura científica, realizada por meio de busca online, em setembro de 2018, na biblioteca Scientific Electronic Library Online (SCIELO) e na base de dados Literatura Latino-americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) utilizando as palavras-chave "autonomia” AND “padrões do conhecimento”. 73 Graduanda em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Bolsista de iniciação científica CNPq; 74 Docente do Departamento de Enfermagem UFSM; 75 Doutoranda em Enfermagem UFSM; 76 Graduanda em Enfermagem UFSM. Bolsista de iniciação científica CNPq; 5 Graduanda em Enfermagem UFSM. Bolsista de iniciação científica PROIC-HUSM. 105 3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS Autonomia, segundo Rosenfield e Alves (2011) é uma necessidade que leva os profissionais a buscarem maior qualificação, competência e desenvolvimento de condutas e comportamentos frente as atividades. É uma condição essencial e inevitável do desenvolvimento da competência profissional. A autonomia pode ser definida como uma ferramenta para a tomada de decisão, participação das organizações e intervenção nos processos de trabalho (KOVÁCS,2006). A partir do conceito de autonomia e tendo em vista a melhora na qualidade da assistência de enfermagem, aproxima-se os padrões de conhecimento de Bábara Carper, que integram a gama de teorias que contribuem para enfermagem. Os conhecimentos apresentados por Carper são: O conhecimento empírico, descrito como ciência da enfermagem, factual, descritivo e verificável. O conhecimento estético, representa a arte da enfermagem, é subjetivo e concretiza-se no cuidado. O padrão ético envolve o conhecimento de códigos e normas éticas de enfermagem. E, o conhecimento pessoal, o entendimento de si, buscando estabelecer um relacionamento de reciprocidade com o outro (PERSEGONA, et al. 2009). Portanto, o cuidado do ser humano é amplo e precisa estar baseado em teorias consistentes. Para isso, autonomia e padrões do conhecimento são utensílios teóricos que podem ser utilizados pelos profissionais no cuidado integral dos pacientes. A autonomia permite que o profissional se torne mais seguro a partir do conhecimento que busca, permite um melhor entendimento sobre os cuidados desenvolvidos e contribui para a participação de enfermeiros na tomada de decisões. Os padrões de conhecimento, permitem uma melhor visibilidade das ações dos profissionais, possibilitando uma compreensão do cuidado no aspecto empírico, ético, pessoal e estético. 4 CONCLUSÕES Assim, a evolução do saber em enfermagem é baseada em princípios científicos para planejamento da assistência e formulação de concepções teóricas que deem conta da complexidade que envolve o cuidado. Recomenda-se a realização de estudos da área de enfermagem visando o envolvimento dos padrões do conhecimento, em vista a autonomia de enfermagem. REFERÊNCIAS KOVÁCS, I. Novas formas de organização do trabalho e autonomia no trabalho. Sociologia, Problemas e Práticas, n.52, p.41-65,2006. PERSEGONA, K. R. et al. O conhecimento político na atuação do enfermeiro. Escola Anna Nery, Revistade Enfermagem. Vol13, p 645-650,2009. ROSENFIELD, C. L.; ALVES, D. A. Autonomia e trabalho informacional: o teletrabalho. Revista de Ciências Sociais, vol54, p207-233, 2011. 106 AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa Autores: Ylana de Albeche Ambrosio 77 Sabrina de Oliveira de Christo 78 Sara Soares Milani 79 Carlos Eduardo Mendes Vargas 80 AVALIAÇÃO DA CAPACIDADE FUNCIONAL DE IDOSOS RESIDENTES EM INSTITUIÇÕES DE LONGA PERMANÊNCIA 1 INTRODUÇÃO Atualmente observa-se, no mundo todo, o aumento absoluto e proporcional da população idosa e, sabendo-se que o declínio da capacidade funcional aumenta com a idade, todos os esforços devem ser envidados no sentido de prevenir a dependência física e de retardá-la o máximo possível. O desempenho das atividades de vida diária é considerado um parâmetro aceito e legítimo para firmar essa avaliação, sendo utilizado pelos profissionais da área de saúde, e de extrema valia para o enfermeiro, para avaliar graus de dependência de seus clientes. Pode-se entender avaliação funcional, dentro de uma função específica, como sendo a avaliação da capacidade de autocuidado e de atendimento às necessidades básicas diárias, ou seja, do desempenho das atividades de vida diária, tarefas do cotidiano, consideradas banais e, portanto, de fácil execução, vão paulatinamente e muitas vezes de forma imperceptível, tornando-se cada vez mais difíceis de serem realizadas, até que o indivíduo percebe que já depende de outra pessoa para tomar um banho, por exemplo. O objetivo desta pesquisa foi avaliar a habilidade do idoso em desempenhar suas atividades cotidianas, as atividades básicas de vida, indicando se existe independência ou dependência parcial ou total para a sua realização. 2 MÉTODO A pesquisa foi realizada em setembro de 2018 e a amostra foi composta por 65 idosos, residentes de clínicas de longa permanência localizadas na cidade de Santa Maria. O instrumento de avaliação utilizado foi o Índice de Katz para AVDs, esse índice foi desenvolvido para ser usado em pacientes institucionalizados sendo freqüentemente utilizado para a avaliação das AVDs em idosos. O grau de assistência exigida foi avaliado em seis atividades: tomar banho, vestir-se, ir ao banheiro, transferência, 77 Acadêmica do Curso de Graduação em Fisioterapia na ULBRA- SM; 78 Acadêmica do Curso de Graduação em Fisioterapia na ULBRA- SM; 79 Acadêmica do Curso de Graduação em Fisioterapia na ULBRA- SM; 80 Acadêmico do Curso de Graduação em Educação física na UNOPAR- ROSÁRIO DO SUL. 107 continência e alimentar-se. Os dados foram coletados dos cuidadores dos idosos tendo em vista as alterações cognitivas e as fragilidades dos participantes. 3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS Definiu-se como incapacidade funcional para cada domínio a necessidade de ajuda parcial ou total para a realização de, no mínimo, uma atividade da vida diária. Para ser classificado como independente o idoso precisa conseguir realizar todas as atividades sem nenhum tipo de ajuda, para dependência moderada no mínimo quatro atividades e para muito dependente conseguir realizar duas ou menos atividades. Dos 65 idosos avaliados, 64,61% foram classificados como muito dependente, 13,84% com dependência moderada e 21,53% como independente. Idosos Independente Dependência Moderada Muito dependente 65 21,53% 13,84% 64,61% Total 14 idosos 09 idosos 42 idosos 4 CONCLUSÕES Conclui-se que a incapacidade funcional em atividades básicas adquirida com o aumento da idade é um importante indicador para que os serviços de saúde planejem ações visando prevenir ou postergar a incapacidade funcional, garantindo independência e maior qualidade de vida ao idoso. A incapacidade funcional constitui um forte preditor de mortalidade na população de idosos, devendo, portanto, ser incluída na rotina de avaliação diagnóstica dos profissionais de saúde que lidam com este público-alvo. REFERÊNCIAS 1. ARAÚJO, Maria Odete Pereira Hidaldo; CEOLIM, Maria Filomena. Avaliação do grau de independência de idosos residentes em instituições de longa permanência. Rev Esc Enferm USP 2007; 41(3):378-85. Disponível em: . Acesso em: 12 de outubro de 2018. 2. DUARTE, Yeda Aparecida de Oliveira; ANDRADE, Claudia Laranjeira de http://repositorio.unicamp.br/bitstream/REPOSIP/21702/1/S0080-62342007000300006.pdf http://repositorio.unicamp.br/bitstream/REPOSIP/21702/1/S0080-62342007000300006.pdf 108 Andrade; LEBRÃO, Maria Lúcia. O Índex de Katz na avaliação da funcionalidade dos idosos. Rev Esc Enferm USP 2007; 41(2):317-25. Disponível em: . Acesso em: 12 de outubro de 2018. 3. DUCA, Giovâni Firpo; SILVA, Marcelo Cozzensa; HALLAL, Pedro Curi. Incapacidade funcional para atividades básicas e instrumentais da vida diária em idosos. Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia. Faculdade de Medicina. Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Pelotas, RS, Brasil. Disponível em: . Acesso em: 12 de outubro de 2018. 4. LINO, Valéria Teresa Saraiva et al. Adaptação transcultural da Escala de Independência em Atividades da Vida Diária (Escala de Katz). Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 24(1):103-112, jan, 2008. Disponível em: . Acesso em: 12 de outubro de 2018. 5. MARRA TA; PEREIRA LSM; FARIA CDCM; PEREIRA DS 2; MARTINS MAA; E TIRADO MGA .Avaliação das atividades de vida diária de idosos com diferentes níveis de demência. Revista Brasileira de Fisioterapia. São Carlos, v. 11, n. 4, p. 267-273, jul./ago. 2007. Disponível em: . Acesso em:12 de outubro de 2018. 6. OLIVEIRA DLC, GORETTI LC, PEREIRA LSM. O desempenho de idosos institucionalizados com alterações cognitivas em atividades de vida diária e mobilidade: estudo piloto. Revista Brasileira de Fisioterapia. Vol. 10, No. 1 (2006), 91-96. Disponível em: . Acesso em: 12 de outubro de 2018. http://hygeia.fsp.usp.br/sabe/Artigos/Indice_de_Katz_na_avaliacao_da_funcionalidade.pdf http://hygeia.fsp.usp.br/sabe/Artigos/Indice_de_Katz_na_avaliacao_da_funcionalidade.pdf http://www.scielo.br/pdf/csp/v24n1/09.pdf http://www.scielo.br/pdf/%0D/rbfis/v10n1/v10n1a12.pdf 109 AREA TEMÁTICA: Extensão Autores: Sabrina de Oliveira de Christo81 Ylana de Albeche Ambrosio82 Sara Soares Milani83 Larissa Teresita Rodriguez Pintos84 AVALIAÇÃO DA FORÇA MUSCULAR RESPIRATÓRIA EM IDOSOS 1 INTRODUÇÃO O envelhecimento gera diminuição da força muscular respiratória, nesse sentido, estudos demonstraram que a idade é um preditor negativo da força muscular respiratória, com significância estatística tanto em homens quanto em mulheres. Uma das principais mudanças no sistema respiratório com o avançar da idade é a diminuição do recolhimento elástico dos pulmões e da complacência da caixa torácica. 2 MÉTODO A pesquisa foi realizada com 15 idosos, dos quais 9 são institucionalizados, de ambos os sexos com idades entre 60 e 88 anos sem diagnóstico prévio de patologias respiratórias. A avaliação realizada foi a manovacuometria, que avalia a pressão inspiratória máxima (Pimáx) e pressão expiratória máxima (Pemáx). As pressões respiratórias máximas foram verificadas por um manovacuômetro digital com os pacientes sentados, usando clipe nasal e bocal firmes entre os lábios. Foram realizadas duas manobras de aprendizado e cinco manobras para a obtenção de cada pressão e considerado o maior valor entre elas. 3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOSDos 15 idosos avaliados, 6 apresentaram a Pimáx entre -40 a -75cmH20, significando fraqueza muscular respiratória e 9 idosos apresentam força muscular respiratória acima desse valor, sendo considerado um resultado normal. Um idoso com fraqueza muscular 81 Acadêmica do Curso de Graduação em Fisioterapia/ULBRA SM; 82 Acadêmica do Curso de Graduação em Fisioterapia/ULBRA SM; 83 Acadêmica do Curso de Graduação em Fisioterapia/ULBRA SM; 84 Acadêmica do Curso de Graduação em Fisioterapia/ULBRA SM. 110 respiratória pode apresentar dispneia profunda, diminuição progressiva da capacidade de tosse, aumento do trabalho em ventilação profunda, aumento da frequência respiratória e diminuição da capacidade vital entre 20 a 40%. Os dados coletados foram tabelados no Excel (versão 2007) sendo calculados as médias e desvio padrão, a média Pimáx (84,88) e Pemáx (86,38), desvio padrão Pimáx (14,89) e Pemáx (21,51). 4 CONCLUSÕES Com base nesses resultados conclui-se que os idosos da instituição não possuem fraqueza muscular respiratório, porém mesmo que os resultados da pesquisa demonstram que 9 dos participantes possuem força muscular respiratória normal foi possível perceber que há uma necessidade de um acompanhamento multiprofissional para esse idosos, já que alguns apresentaram resultados um pouco abaixo do normal, tornando-se necessário intervenções e fortalecimento dos músculos respiratórios. REFERÊNCIAS 1. ALVES, Monaline do Nascimento; BARBOSA, Fernando Policarpo; CRUZ, Maria do Socorro. Avaliação da força da musculatura respiratória em idosas ativas e sedentárias. 4º congresso internacional de envelhecimento humano 2015. Disponível em: . Acesso em: 31 out. 2018. 2. PASCOTINI, Fernanda dos Santos et al. Força muscular respiratória, função pulmonar e expansibilidade toracoabdominal em idosos e sua relação com o estado nutricional. Fisioter Pesqui. 2016;23(4):416-422. Disponível em: . Acesso em: 31 out. 2018. 3. SANTOS, Taismara Taismara Castelli; TRAVENSOLO, Cristiane de Fátima. Comparação da força muscular respiratória entre idosos sedentários e ativos: estudo transversal. Revista Kairós Gerontologia, 14(6). ISSN 2176-901X. São Paulo (SP), Brasil, dezembro 2011: 107-121. Disponível em: . Acesso em: 31 out. 2018. 111 AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa Autores: SABIN, Luiza Dressler¹; SILVA, Jaqueline Scalabrin²; MAGNAGO, Tânia Solange Bosi de Souza³ AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DE SONO DOS FAMILIARES DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM TRATAMENTO ONCOLÓGICO 1. INTRODUÇÃO: O sono representa uma das necessidades primordiais e básicas do ser humano. Para o organismo se restabelecer em suas funções fisiológicas é necessário realizar um período de descanso para que um novo ciclo de atividades possa ter inicio. Porém, ao estar na situação de cuidador de uma criança ou adolescente em tratamento oncológico, esta função pode encontrar-se alterada. 2. OBJETIVO: identificar a qualidade de sono dos familiares e cuidadores de crianças e adolescentes em tratamento oncológico de um hospital universitário do Sul do Brasil. 3. MÉTODO: estudo transversal, quantitativo, realizado com 62 familiares de crianças e adolescentes internados para tratamento oncológico, que obedeciam aos critérios de inclusão e exclusão. Esta pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CAAE: 61553616.6.0000.5346), seguindo os preceitos éticos da Resolução 466/2012. Foram aplicados os instrumentos de Escala de Estresse Percebido (PPS-14), qualidade de vida (WHOQOL-bref) e Distúrbio Psíquico Menor (SRQ-20). 4. ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS: no instrumento SRQ-20, 51,06% (n= 32) referiram “dormir mal”. Na escala WHOQOL-bref quando questionados “quão satisfeito você esta com o seu sono?” 21% (n= 13) referiram estar insatisfeitos e 21% (n= 13) nem satisfeitos, nem insatisfeitos. Quando questionados sobre, ”quão satisfeito você está com sua capacidade de desempenhar as atividades de seu dia a dia?” 59,7% (n=37) referiram estar satisfeitos. Na escala PPS-14 quando questionados, “você tem conseguido controlar as irritações em sua vida?” 41% (n=25) referiram quase sempre. A maioria dos participantes referiu dormir mal e quando questionados quanto à satisfação com o sono, a maioria está entre insatisfeito e nem satisfeito, nem insatisfeito, mostrando que a qualidade do sono destes familiares encontra-se prejudicada. Evidenciando que há fatores que levam os familiares a refletirem suas condições e acometimento, identificando um padrão ineficaz do sono, repercutindo em déficits de memória, menos disposição e maior fadiga. Em contrapartida a má qualidade do sono não influenciou quanto à capacidade de desempenhar atividades do dia a dia, nem no controle das irritações em sua vida. 112 Este resultado pode ser devido à atenção dos pais estar voltada para o paciente, pois eles tomam para si este papel de cuidador não delegando esta função, onde cuidar é uma doação a um ser que pertence, que envolve responsabilidade, afeto, apego, prazer e muita força, onde a criança vem em primeiro lugar. 5. CONCLUSÕES: o sono de familiares de crianças e adolescentes em tratamento oncológico encontra-se prejudicado no momento da internação e isso pode refletir no cuidado prestado às crianças e adolescentes. Desta forma é notório que os profissionais da saúde, garantam maior suporte a esses familiares, ofertando-lhes um ambiente mais tranquilo e confortável, com orientações e momentos de conversas com os profissionais, melhorando sua qualidade de vida e assim exercendo da melhor forma possível o papel de cuidador. REFERÊNCIAS: 1. AMADOR, D. D. et al. Repercussões do câncer infantil para o cuidador familiar: revisão integrativa. R. Bras. Enferm, v. 66, n. 2, p. 267-270, Brasília, 2013. 2. AMADOR, D.D. et.al. Concepções de cuidado e sentimentos do cuidador de crianças com câncer. Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, PB, Brasil. Acta Paul Enferm. 2013; 26(6):542-6,2013. 3. FISCHER, Frida Marina; TEIXEIRA, Liliane Reis; BORGES, Flávio Nortonicola; Percepção de Sono: duração, qualidade e alerta em profissionais da área de enfermagem, in: Caderno de Saúde pública, Rio de Janeiro, 18(5): 1261- 1269, set-out, 2002. 4. FLECK, M. P. A. et al. Aplicação da versão em português do instrument de avaliação da qualidade de vida “WHOQOL-bref”. R. Saúde Pública, v. 34, n. 2, p. 178-183, São Paulo, 2000. 5. SANTOS, K. O. B. et. al. Avaliação de um instrumento de mensuração de morbidade psíquica: estudo de validação do Self-Reporting Questionnaire (SRQ-20). Rev Baiana Saude Publica Miolo, v. 34, n. 3 indd 545, 2010. 1Graduanda em Enfermagema na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Bolsista Proic-HUSM. 2Enfermeira. Mestranda no Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria (PPGENF/UFSM). 3Enfermeira. Doutora em Enfermagem e Docente do PPGENF/UFSM. Orientadora. 113 AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa Autores: André Lucas Bezerra Pacheco85 Geovane de Almeida Saldanha86 André Valle de Bairros87 AVALIAÇÃO DE AMOSTRA SANGUÍNEA APROPRIADA PARA ANALISE CROMATOGRÁFICA DE BENZODIAZEPÍNICOS 1 INTRODUÇÃO Os benzodiazepínicos são uma classe de fármacos utilizados no tratamento de distúrbios do sistema nervoso central como ansiedade, insônia e convulsões. Entretanto, o abuso revela o seu potencial de dependência e intoxicações. Para determinar estas moléculas, ensaios extrativos são empregados com posterior injeçãoem sistemas cromatográficos como a cromatografia líquida com detector ultravioleta-visível (LC-UV/vis). A LC- UV/Vis é um equipamento que permite a técnica dilute-and-shoot, do qual uma pequena amostra de fluido biológico é desproteinizado com uma determinada solução (ácido, base ou solvente) para liberação dos analitos de interesse e evitar interferentes da matriz. Posteriormente, há homogeneização seguida de centrifugação e coleta do sobrenadante, sendo que este líquido pode sofrer outras etapas conforme o objetivo analítico para injeção no LC. O objetivo desse trabalho é selecionar uma técnica que promova a eliminação de interferentes endógenos oriundos da matriz biológica em análises cromatográficas. 2 MÉTODO Neste estudo foi analisado o perfil cromatográfico de amostras biológicas de sangue coletadas sem anticoagulantes (soro); plasma com EDTA; plasma com citrato de sódio; plasma com heparina e, plasma com ácido cítrico, citrato de sódio di-hidratado, fosfato de sódio mono-hidratado, adenina e glicose (CPDA-1). As condições cromatográficas na realização dos testes utilizaram coluna C18 150 mm x 3,6 mm com tamanho de partícula de 5 µm, a fase móvel foi água, metanol e acetonitrila (63:19:18), vazão de 1,0 mL/minuto e comprimento de onda de 230 nm. O volume de injeção cromatográfica era de 20 µL. Foram avaliados 6 diferentes procedimentos de dilute-and-shoot para as respectivas amostras. A 1° técnica testada utiliza 100 µL de matriz biológica com 200 µL de acetonitrila com posterior injeção no LC-UV/Vis. A 2° técnica usa 2 mL de 85 Núcleo Aplicado a Toxicologia (NAT), Universidade Federal de Santa Maria; 86 Núcleo Aplicado a Toxicologia (NAT), Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas, Universidade Federal de Santa Maria; 87 Núcleo Aplicado a Toxicologia (NAT), Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas, Universidade Federal de Santa Maria; 114 matriz biológica com 100 µL de ácido clorídrico e adiciona-se 100 µL de ácido trifluoroacético na sequência e por fim a injeção cromatográfica. A 3° técnica utiliza 50 µL de matriz biológica com 150 µL de metanol e o sobrenadante é coletado e injetado no equipamento. Na 4° técnica, 2 mL de matriz biológica é misturado a 1 mL de metanol e o sobrenadante é transferido para outro tubo e o pH é ajustado para 10 para posterior injeção no LC-UV/Vis. A 5° técnica utiliza 1 mL de matriz biológica com 600 µL de acetonitrila, do qual se retira o sobrenadante que é injetado no equipamento. A última técnica utilizou 250 µL de matriz biológica com 750 µL de acetonitrila, em seguida retira-se o sobrenadante para injeção no equipamento. 3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS Os cromatogramas resultantes das técnicas de desproteinização mostram que há uma similaridade entre eles nos minutos iniciais, que se referem as moléculas polares presentes no soro ou plasma. A técnica que utiliza ácidos foi a que obteve cromatogramas com menor quantidade de interferentes oriundo da matriz biológica. O plasma EDTA foi o que apresentou melhor perfil cromatográfico aliado à técnica que utiliza ácido clorídrico e ácido trifluoroacético. A escolha da matriz biológica mais apropriada assim como a técnica dilute-and-shoot será empregada na determinação de benzodiazepínicos em casos de intoxicação e/ou consumo destes fármacos em pacientes oriundos do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM). 4 CONCLUSÕES Este trabalho é parte de uma dissertação de mestrado em andamento e a escolha da matriz biológica mais apropriada assim como a técnica dilute-and-shoot será empregada na determinação de benzodiazepínicos em casos de intoxicação e/ou consumo de fármacos psicotrópicos em pacientes oriundos do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM). REFERÊNCIAS 1. GHAMBARIAN, M. et al. Dispersive liquid–liquid microextraction with back extraction using an immiscible organic solvent for determination of benzodiazepines in water, urine, and plasma samples. RSC Advances, v. 6, n. 115, p. 114198–114207, 2016. Disponível em: . Acesso em: 07 de nov. de 2017. 2. GILL, R.; LAW, B.; GIBBS, J. P. High-Performance Liquid Chromatography Systems For The Separation Of Benzodiazepines And Their Metabolites. Journal of Chromatography. v. 356, p. 37-46. 1986. Disponível em: . Acesso em: 09 de nov de 2017. 3. GOUDARZI, N. et al. Application of Ultrasound-Assisted Surfactant-Enhanced Emulsification Microextraction Based on Solidification of Floating Organic https://pubs.rsc.org/en/content/articlelanding/2016/ra/c6ra23770c#!divAbstract https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0021967300914651 115 Droplets and High Performance Liquid Chromatography for Preconcentration and Determination of Alprazolam and Chlordiazepoxide. Journal of Chromatographic Science, v. 55, n. 6, p. 669–675, jul. 2017. Disponível em: . Acesso em: 07 de out. de 2017. 4. KURODA, N. et al. Preliminary studies on identification and quantitation of several benzodiazepines in human serum by high-performance liquid chromatography. Rinsho Kagaku (Nippon Rinsho Kagakkai), v. 24, n. 4, p. 228– 232, 1995. Disponível em: . Acesso em: 09 de nov.de 2017. 5. LARSEN, H. S. et al. Quantification of total and unbound concentrations of lorazepam, oxazepam and temazepam in human plasma by ultrafiltration and LC- MS/MS. Bioanalysis, v. 3, n. 8, p. 843–52, abr. 2011. Disponível em: . Acesso em: 06 de nov. de 2017. 6. MARIN, S. J. et al. Rapid Screening for 67 Drugs and Metabolites in Serum or Plasma by Accurate-Mass LC-TOF-MS. Journal of Analytical Toxicology, v. 36, n. 7, p. 477–486, 1 set. 2012. Disponível em: . Acesso em: 10 de nov. de 2017. 7. MOLAEI, K. et al. Surfactant-assisted dispersive liquid-liquid microextraction of nitrazepam and lorazepam from plasma and urine samples followed by high- performance liquid chromatography with UV analysis. Journal of Separation Science, v. 38, n. 22, p. 3905–3913, nov. 2015. Disponível em: . Acesso em: 07 de nov. de 2017. 8. WILLEMS, H. J. et al. Determination of some anticonvulsants, antiarrhythmics, benzodiazepines, xanthines, paracetamol and chloramphenicol by reversed phase HPLC. Pharmaceutisch weekblad. Scientific edition, v. 7, n. 4, p. 150–7, 23 ago. 1985. Disponível em: . Acesso em: 09 de nov. de 2017. 9. ZHOU, Y. et al. Simultaneous determination of remimazolam and its carboxylic acid metabolite in human plasma using ultra-performance liquid chromatography- tandem mass spectrometry. Journal of chromatography. B, Analytical technologies in the biomedical and life sciences, v. 976–977, p. 78–83, 22 jan. 2015. Disponível em: . Acesso em: 10 de nov. de 2017. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/28334890 https://www.jstage.jst.go.jp/article/jscc1971b/24/4/24_228/_pdf https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21510758 https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22802572 https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26450514 https://link.springer.com/article/10.1007/BF02097252 https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25486614 116 AREA TEMÁTICA: Extensão Autores: Sthefany Possamai Gomes88 Emanuelli Lopes89 Caroline Coutinho90 Ariane Erthur Flores91 AVALIAÇÃO DE EQUILIBRIO EM PACIENTE COM ESCLEROSE MULTIPLA: RELATO DE CASO 1 INTRODUÇÃO Esclerose múltipla (EM) é uma doença crônicae incapacitante do sistema nervoso central (SNC) que cursa com períodos variáveis de piora e melhora, e evolui com o acumulo de déficits neurológicos e para incapacidade. Biomarcadores, segundo a definição do Biomarkers Definition Working Group (2001) é a característica objetivamente medida e avaliada como um indicador de um processo biológico, patogênico, ou resposta a uma intervenção terapêutica (Miller DH; 2004). Finalidade do estudo é de as alterações de equilíbrio e coordenação em um indivíduo com Esclerose Múltipla. 2 MÉTODO Trata-se de estudo de caso, com paciente do sexo masculino de 62 anos. Morador da cidade de Santa Maria. Participante foi submetido a avaliações do equilíbrio, por meio da Escala de Equilíbrio de Berg, e da qualidade de vida, através da DEFU (Escala de Determinação Funcional da Qualidade de Vida em indivíduos com EM), . A EEB é uma escala que avalia o equilíbrio funcional, sendo constituída de 14 itens. Para cada item a pontuação oscila entre 0 a 4 pontos, onde o escore máximo é de 56 pontos. A pontuação varia de acordo com o nível de dependência para a realização da tarefa, baseando no tempo em que uma posição pode ser mantida, na distância em que o membro superior é capaz de alcançar à frente do corpo e no tempo para completar a tarefa. Escores de 0 a 20 pontos correspondem à restrição a cadeira de rodas, 21 a 40 referem-se à assistência durante a marcha, e 41 a 56 pontos correspondem à independência. 88 Unidade e-Saúde GEP/HUSM/EBSERH; 89 Gerente da GEP/HUSM/EBSERH; 90 NATS da GEP/HUSM/EBSERH; 91 Superintendente do HUSM/EBSERH. 117 3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS Cerca de um quarto das gestantes era constituído de adolescentes (menos de 20 anos de idade) e pouco mais de 30% tinham 30 anos ou mais de idade; a idade média foi de 26,6 anos (desvio padrão = 6,9); 38% delas eram de cor da pele parda ou preta; 20% viviam sem companheiro; 3% não sabiam ler nem escrever e, para 20% delas, a escolaridade era de, no máximo, quatro anos; uma em cada três tinha renda familiar inferior a um salário mínimo mensal; cerca de um quarto vivia em casas construídas com outros materiais que não tijolos, 5% não tinham, em seus domicílios, água encanada e sanitário com descarga, respectivamente.10% delas já tiveram pelo menos um aborto, sendo 31% espontâneos e 5% provocados. Em relação ao conhecimento sobre pré-natal, a grande maioria (95%) disse saber da sua utilidade, mas somente 41% delas afirmaram que uma mulher deveria ir ao médico no primeiro mês de gravidez. A quase totalidade (96%) disse que toda gestante deveria realizar pelo menos seis consultas durante todo o pré- natal. Dos conceitos estudados foi possível compreender que provavelmente não há outra doença com um resultado final tão imprevisível e com manifestações multiformes. Os autores concordam que as lesões desmielinizastes no cerebelo e tratos cerebelares são comuns na EM, produzindo sintomas cerebelares como: ataxia, tremores posturais e intencionais, hipotonia, fraqueza de tronco e disartria. Na análise dos dados do participante obteve escore de 34 pontos correspondendo a assistência durante a marcha. A menor pontuação que ele obteve na escala, foi nos itens de ficar em pé com os olhos fechados, girar 36 graus, e reclina a frente com os braços estendidos. A maior pontuação do participante foi nos itens de ficar em pé sem apoio, transferência, apanhar objeto do chão. 4 CONCLUSÕES Este trabalho teve como finalidade discorrer sobre as alterações de equilíbrio e coordenação na Esclerose Múltipla. Conclui-se que o trabalho do equilíbrio e coordenação motora em paciente com esclerose múltipla são muito importantes. Melhorando principalmente sua qualidade de vida. REFERÊNCIAS (Conforme as normas da ABNT 6023-2002.) 1. Biomarkers Definitions Working Group. Biomarkers and surrogate endpoints: preferred definitions and conceptual framework. ClinPharmacolTher. 2001;. 2. Cattaneo D, De Nuzzo C, Fascia T. Risks of falls in subjects with multiple sclerosis. Arch Phys Med Rehabil. 2002;. 118 3. Lanzetta D, Cattaneo D, Pellegatta D, Cardini R. Trunk control in unstable sitting posture during functional activities in healthy subjects and patients with multiple sclerosis. Arch Med Phys Rehabil. 2004. 119 AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa Autores: Carina Dinah Merg92 Juliane Matiazzi93 Marcel Henrique Marcondes Sari94 Leticia Cruz95 Cristina WayneNogueira5 AVALIAÇÃO DO EFEITO ANTINOCICEPTIVO DE NANOCÁPSULAS CONTENDO UM BIOATIVO EM MODELO ANIMAL 1 INTRODUÇÃO O 3,3’-diindolmetano (DIM) é um bioativo obtido a partir da ingestão de vegetais como brócolis e couve-flor e apresenta interessantes efeitos anti-inflamatórios. O DIM pode ser usado como suplemento alimentar, entretanto, apresenta baixa solubilidade nos fluidos biológicos e baixa biodisponibilidade oral, sendo interessante a sua incorporação em nanocápsulas (NC). NC são sistemas de liberação de fármacos de diâmetro nanométrico, constituídos por um invólucro polimérico englobando um núcleo oleoso, nos quais o fármaco pode se encontrar adsorvido ou dissolvido. Considerando-se a inter-relação entre a inflamação e a dor e o potencial anti-inflamatório apresentado pelo DIM, o objetivo deste trabalho foi investigar o efeito antinociceptivo de suspensão de NC de DIM em modelo animal de nocicepção térmica. 2 MÉTODO Os experimentos foram aprovados pela CEUA – UFSM (n°4428090217/2017). Camundongos Swiss machos (25-35 g) foram divididos em quatro grupos (n=6-8 animais/grupo) e tratados com: veículo (solução aquosa contendo tensoativos); DIM livre (solubilizado no veículo, 1 mg/mL); NC contendo DIM (NC-D, 1 mg/mL); e NC sem DIM (NC-B). Os animais foram tratados por gavagem intragástrica, com volume de administração de 10 mL/Kg e dose de 10 mg/Kg (curva tempo-resposta) e 5 e 2,5 mg/Kg (curva dose-resposta). As análises comportamentais foram realizadas pelo teste de nocicepção aguda da chapa quente com superfície metálica aquecida à 55 ± 0,5° C, onde cada animal foi colocado previamente ao tratamento e cronometrado seu índice basal de latência de resposta térmica (tempo que o animal leva até erguer alguma das patas ou pular). Para a curva tempo-resposta, após 30 min., 1, 2, 4, 6 e 8h do tratamento, . 120 repetiu-se o mesmo procedimento, a fim de observar o tempo de latência pós- tratamento. O tempo de tratamento utilizado para realizar a curva dose-resposta foi escolhido de acordo com o melhor efeito obtido na curva tempo-resposta, o qual foi de 2h de tratamento. Os dados foram expressos em porcentagem do máximo efeito possívelalta definição, softwares para a modelagem 3D dos biomodelos e impressoras 3D. Os custos de manutenção periódicos serão contrapartida do Hospital membro da Rede EBSERH. 3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS A administração de DIM na dose de 10 mg/Kg, tanto na forma livre quanto na NC-D, promoveu aumento significativo no tempo de latência após 1 h da administração do bioativo, em relação ao grupo controle. Após 2 h de tratamento, este efeito foi mantido apenas nos animais tratados com NC-D. Além disso, na dose de 5 mg/Kg, apenas a NC- D apresentou efeito antinociceptivo, o qual não foi observado na dose de 2,5 mg/Kg, independente do DIM estar na forma livre ou nanoencapsulada. A formulação NC-B não demonstrou ação antinociceptiva neste teste. 4 CONCLUSÕES Pode-se concluir que a nanoencapsulação promoveu melhora na ação farmacológica do DIM, podendo prolongar seu tempo de ação e proporcionar efeito antinociceptivo mesmo em doses reduzidas. Estes resultados também sugerem que o efeito antinociceptivo apresentado pelo DIM pode ocorrer através da ativaçãoESTRATEGIA DE PROMOÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA NA TERCEIRA IDADE ................................................................................... 159 EFEITO DO DRY NEEDLING NA DOR LOMBAR DE IDOSAS ........................... 161 EFEITO NEUROPROTETOR DA ERVA MATE EM UM MODELO IN VITRO DE DOENÇA DE PARKINSON ....................................................................................... 163 EFEITO NEUROPROTETOR DA SUPLEMENTAÇÃO COM ÓLEO DE ABACATE EM CÉLULAS NEURAIS SH-SY5Y: UM MODELO DE ESTRESSE IN VITRO ... 165 EFEITOS DA ATIVIDADE FÍSICA NA IMAGEM CORPORAL DE MULHERES COM CANCÊR DE MAMA PACIENTES DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE SANTA MARIA - RIO GRANDE DO SUL ............................................................... 168 EMPODERAMENTO E AMBIENTE DE PRÁTICA DE ENFERMEIROS DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO ................................................................................... 170 ENFERMEIRO NA GESTÃO DOS HOSPITAIS UNIVERSITÁRIOS BRASILEIROS: ESTUDO DE TENDÊNCIA ........................................................................................ 172 ENFERMEIROS DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO E A SOBRECARGA DE TRABALHO ................................................................................................................ 174 ENVOLVIMENTO DO POLIMORFISMO MnSODAla16Val NA EPILEPSIA: ESTUDO CASO-CONTROLE .................................................................................... 177 ESCALA DE AVALIAÇÃO DE QUALIDADE DE VIDA DE PESSOAS VIVENDO COM HIV: UMA REVISÃO BIBLIOMÉTRICA ....................................................... 180 14 ESCALA VISUAL ANALÓGICA: UM RECURSO PARA AUTOAVALIAÇÃO DE SUJEITOS COM ZUMBIDO CRÔNICO EM UM GRUPO DE ACONSELHAMENTO FONOAUDIOLÓGICO ............................................................................................... 183 ESTUDO DO PERFIL CLÍNICO-EPIDEMIOLÓGICO DOS PACIENTES ............. 185 CIRRÓTICOS INTERNADOS EM HOSPITAL TERCIÁRIO DA REGIÃO SUL DO BRASIL ........................................................................................................................ 185 ESTUDO SOBRE A PREVALÊNCIA DE CÂNCER EM POPULAÇÃO ADSTRITA À UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE SÃO FRANCISCO, EM 2016 SANTA MARIA – RS ................................................................................................................................. 192 EVIDÊNCIAS CIENTÍFICAS SOBRE CUSTO NA PREVENÇÃO E TRATAMENTO DA LESÃO POR PRESSÃO DECORRENTE DO POSICIONAMENTO OPERATÓRIO: UMA REVISÃO INTEGRATIVA ................................................... 194 FATORES QUE INFLUENCIAM NA ROTINA DE TRABALHO DE ENFERMEIROS EM UNIDADES DE INTERNAÇÃO HOSPITALAR ................... 197 FIM DE VIDA E DEPENDÊNCIA: IMPLICAÇÕES NAS RELAÇÕES FAMILIARES ...................................................................................................................................... 199 GRUPO DE APOIO AO ENFRENTAMENTO DO ESTRESSE À EQUIPE DE ENFERMAGEM: RELATO DE EXPERIÊNCIA ....................................................... 202 HEMORRAGIA ALVEOLAR SECUNDÁRIA À INALAÇÃO DE CRACK/COCAÍNA: RELATO DE CASO ................................................................. 204 IMPACTO DA COMUNICAÇÃO DE NOTÍCIAS DIFICEIS EM PEDIATRIA: O QUE A CRIANÇA PODE NOS DIZER SOBRE SEU ADOECIMENTO ................. 206 IMPACTO DA TERAPIA DE REPERFUSÃO NO TEMPO DE INTERNAÇÃO E EVENTOS CARDIOVASCULARES NO IAMCST................................................... 208 IMPLEMENTAÇÃO DA CONSULTA DE PUERICULTURA EM ENFERMAGEM EM UMA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE .............................................................. 210 INCIDÊNCIA DE LESÃO POR PRESSÃO EM UNIDADE DE TRATAMENTO INTENSIVO ................................................................................................................. 212 INDICADORES DA QUALIDADE EM TERAPIA NUTRICIONAL DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE SANTA MARIA–HUSM ....................................................... 214 INFLUÊNCIA DO GÊNERO NAS RESPOSTAS DO POTENCIAL EVOCADO AUDITIVO DE TRONCO ENCEFÁLICO COM DIFERENTES ESTÍMULOS ...... 217 INICIAÇÃO CIENTÍFICA NO CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA ............................................................................. 219 15 INSERÇÃO DE ATIVIDADES PSICOMOTORAS PARA FACILITAR A APRENDIZAGEM ESCOLAR ATRAVES DA CAPACITAÇÃO DE PROFESSORES ...................................................................................................................................... 221 INSERÇÃO DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE SANTA MARIA NO PROJETO COLABORATIVO “MELHORANDO A SEGURANÇA DO PACIENTE EM LARGA ESCALA NO BRASIL” ............................................................................................... 224 INTENSIDADE DE DEPRESSÃO E INDEPENDÊNCIA FUNCIONAL DE PACIENTE COM MIELITE TRANSVERSA: UM ESTUDO DE CASO ................. 226 INTERFACES DA PSICOLOGIA E SERVIÇO SOCIAL: EXPERIÊNCIAS NO SUPORTE FAMILIAR DE CRIANÇAS E/OU ADOLESCENTES EM TRATAMENTO ONCOLÓGICO ............................................................................... 228 LESÕES POR PRESSÃO EM PACIENTES CIRÚRGICOS: PRODUÇÃO ACADÊMICA BRASILEIRA ..................................................................................... 231 LIGA MULTIDISCIPLINAR DE SAÚDE DA FAMÍLIA E DE SAÚDE COLETIVA - COMUM UNIDADE ................................................................................................... 234 MIXOFIBROSSARCOMA DA GLÂNDULA TIREOIDE – PRIMEIRO CASO NAS AMÉRICAS ................................................................................................................. 236 MONITORAMENTO TERAPEUTICO DE VORICONAZOL EM PACIENTES DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE SANTA MARIA-RS .......................................... 238 MONITORIA EM HISTOLOGIA PARA MEDICINA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA ............................................................................................................ 241 MORTES TRÁGICAS OU PRECOCES DE PACIENTES NA VISÃO DOS PROFISSIONAIS DA SAÚDE .................................................................................... 243 NEURALGIA DO TRIGÊMIO DEVIDO A DOLICOECTASIA VERTEBROBASILAR: UM RELATO DE CASO ..................................................... 245 NÚCLEO INTERDISCIPLINAR DE ESTUDO E PESQUISA SOBRE ENVELHECIMENTO: VIVÊNCIAS DE BOLSISTAS DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA ...................................................................................................................................... 247 O ACESSO À SAÚDE E À EDUCAÇÃO: UMA INTERFACE NECESSÁRIA ...... 249 O ACESSO PÚBLICO À DESFIBRILADORES EXTERNOS AUTOMÁTICOS NO ATENDIMENTO DE PARADAS CARDIORRESPIRATÓRIAS EM AMBIENTE EXTRAHOSPITALAR: REVISÃO DA LITERATURA. ........................................... 251 O BRINCAR COMO PROPOSTA FONOAUDIOLÓGICA TERAPÊUTICA EM UMA UNIDADE DE INTERNAÇÃO ONCOLÓGICA INFANTIL .................................... 253 O CONHECIMENTO SOBRE PRÉ-NATAL E SITUAÇOES DE RISCO Á GRAVIDEZ ENTRE GESTANTES NA CIDADE DE SANTA MARIA. ............ 255 16 O ENVELHECIMENTO DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL: UMA REVISÃO DE LITERATURA .................................................................................... 257 O PAPEL DA ENFERMAGEM BRASILEIRA NA PRODUÇÃO ACERCA DE ADOLESCENTES COM DOENÇAS CRÔNICAS: REVISÃO NARRATIVA DE LITERATURA ............................................................................................................. 260 O PARTO NO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE SANTA MARIA ....................... 262 INTERVENÇÕES PARA A DESCONSTRUÇÃO DA CULTURA DE VIOLÊNCIA DE GÊNERO ................................................................................................................ 264 O TRABALHO DO ENFERMEIRO A PARTIR DA ERGOLOGIA: UMA NOTA PRÉVIA ........................................................................................................................de nociceptores periféricos termossensíveis e de mecanismos de ação no sistema nervoso central. Sendo uma abordagem alternativa às formas farmacêuticas convencionais para o tratamento da dor. REFERÊNCIAS 1. GEHRCKE, M. et al. Nanocapsules improve indole-3-carbinol photostability and prolong its antinociceptive action in acute pain animal models. European Journal of Pharmaceutical Sciences, v.111, p.133–141, 2018. 2. ROY, S. et al. Studies on aqueous solubility of 3,3’-diindolylmethane derivatives using cyclodextrin inclusion complexes. Journal of Molecular Structure, v. 1036, p. 1–6, 2013. 121 3. WOOLFE, G.; MACDONALD, A. D. The evaluation of the analgesic action of ethidine hydrochloride (DEMEROL). Journal of Pharmacology and Experimental Therapeutics, v. 80 (3), p. 300-307, 1944. 122 AREA TEMÁTICA: Extensão Autores: Sabrina de Oliveira de Christo96 Ylana de Albeche Ambrosio97 Sara Soares Milani98 Larissa Teresita Rodriguez Pintos99 Roberta Weber Werle5 AVALIAÇÃO DO ESTRESSE EM FUNCIONÁRIOS DE UMA INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR 1 INTRODUÇÃO O estresse é uma doença crônica recorrente que, em longo prazo, pode ocasionar incapacidade para o trabalho, gerando custos, perda de renda vitalícia e aposentadoria antecipada. O estresse ocupacional é um estado em que ocorre desgaste do organismo humano e/ou diminuição da capacidade de trabalho, é um conjunto de perturbações que caracterizam o desequilíbrio físico e psíquico e que ocorrem no ambiente de trabalho. O objetivo desta pesquisa foi avaliar o estresse ocupacional em funcionários de uma instituição de ensino superior. 2 MÉTODO A pesquisa foi realizada em agosto de 2017. Foi solicitado aos participantes que preenchessem o Questionário sobre estresse ocupacional (adaptado), que é dividido em 12 domínios. Os participantes foram orientados a preencher o questionário com um “X” na resposta em quem mais se identificavam. 3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS A amostra foi composta por 12 funcionários da Universidade Luterana do Brasil (ULBRA), localizada em Santa Maria. Sendo eles de ambos os sexos e diferentes 96 Acadêmica do Curso de Graduação em Fisioterapia/ULBRA SM; 97 Acadêmica do Curso de Graduação em Fisioterapia/ULBRA SM; 98 Acadêmica do Curso de Graduação em Fisioterapia/ULBRA SM; 99 Acadêmica do Curso de Graduação em Fisioterapia/ULBRA SM; 5Professora do Curso de Graduação em Fisioterapia/ULBRA SM. 123 setores de trabalho. Os resultados são dados por porcentagem, aplicado a cada domínio: 1.Você tem influência na maneira de organizar seu trabalho? (75% sim e 25% não); 2.Os eventos no seu trabalho são claramente previsíveis ou estão sujeitos a ajustes “de última hora”? (30,8% sim e 69,2% não); 3.Você sabe o que é exatamente requerido de você no trabalho? (100% sim); 4.Você é extremamente requisitado no trabalho? (100% sim); 5.Seu trabalho envolve contato com o público, pessoalmente ou por telefone? (91,7% sim e 8,3 % não); 6.Você foi treinado para executar seu trabalho adequadamente? (35,7% sim e 64,3% não); 7.Você vivencia conflito no trabalho? (69,2% às vezes, 23,1% frequentemente e 7,7% nunca); 8.Você foi submetido à mudanças organizacionais no trabalho durante os últimos doze meses?( 60% sim e 40% não); 9.Você saiu de licença durante os últimos doze meses devido a tensão no trabalho? (16,7% sim e 83,3% não); 10.Se SIM para a questão nove, que tipo de licença? (66,7% férias e 33,3% médica); 11.Se SIM para a questão dez, qual é a causa de sua tensão? (100% mudança/reestruturação organizacional); 12.Onde estaria a solução para sua tensão no trabalho? (42,9% redução da carga de trabalho, 42,9% melhor treinamento/informação e 14,3% outro). A exigência de trabalho parece ser o principal fator estressor ocupacional, seguido de mudanças e reestruturação organizacional e falta de treinamento e informação tornando necessário uma atenção da instituição para melhorar estas condições, pois o estresse tende a afetar a saúde das pessoas, contribuindo para o surgimento de transtornos ou doenças cardiovasculares, doenças musculoesqueléticas, Síndrome de Burnout (esgotamento) e depressão. 4 CONCLUSÕES O estresse ocupacional afeta o indivíduo, a prestação de serviço e a qualidade dele, sendo necessário o trabalho preventivo. A prevenção é de fundamental importância porque enfatiza a dimensão humana e sinaliza os cuidados quanto ao respeito à saúde do trabalhador. O enfrentamento do estresse tem como objetivo principal minimizar ou moderar os efeitos sobre o bem-estar emocional e físico do indivíduo. REFERÊNCIAS 1. MURTA, Sheila Giardini. Avaliação de Intervenção em Estresse Ocupacional. Psicologia: Teoria e Pesquisa Jan-Abr 2004, Vol. 20 n. 1, pp. 039-047. Disponível em: . Acesso em: 30 de out. 2018. 2. PRADO, Claudia Eliza. Estresse ocupacional: causas e consequências. Revista Brasileira de Medicina do Trabalho. São Paulo, 2016. Disponível em: . Acesso em: 30 de out. 2018. 3. SOUZA, Maristela. Estresse ocupacional. 2011. Disponível em: . Acesso em: 30 de out. 2018. 124 4. STEFANO, Silvio Roberto; BONANATO, Flavia Marcela; RAIFUR, Léo. Estresse em funcionários de uma instituição de ensino superior: diferenças entre gênero. Revista Economia & Gestão da PUC Minas- Belo Horizonte – MG. 2013. Disponível em: . Acesso em: 30 de out. 2018. 125 AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa Autores: Ylana de Albeche Ambrosio 100 Sabrina de Oliveira de Christo 101 Sara Soares Milani 102 AVALIAÇÃO DO RISCO DE QUEDAS EM IDOSOS INSTITUCIONALIZADOS 1 INTRODUÇÃO O envelhecimento populacional é fenômeno mundial. Em 1950, havia cerca de 204 milhões de pessoas idosas no mundo. Em 2050, as projeções indicam que esta população será de 1.900 milhões. Entre as justificativas para este fenômeno está o aumento da esperança de vida ao nascer, identificado não só nos países desenvolvidos como também naqueles em desenvolvimento (IBGE, 2002). Esta expansão populacional resulta em demanda crescente por serviços de atenção à saúde e em investimentos na melhoria da qualidade de vida e da capacidade funcional daqueles que envelhecem. Com o avançar da idade, surge maior susceptibilidade à queda, vista como preocupante problema de saúde pública. É um dos fatores de maior morbidade e mortalidade entre os indivíduos idosos, sendo considerado marcador de fragilidade e de declínio da saúde. No Brasil, entre os idosos, a queda ocupa o terceiro lugar em mortalidade por causas externas e o primeiro lugar entre as causas de internação. 2 MÉTODO Para avaliar a mobilidade funcional dos idosos, foi utilizado o teste do levantar e caminhar cronometrado, o Timed and Up Go Test (TUG), que tem o objetivo de avaliar o risco de quedas. Nesse teste o idoso era instruído a levantar-se, andar um percurso linear de três metros, regressar e tornar a sentar-se apoiando braços e costas na mesma cadeira; todo o período do teste foi cronometrado. Foi utilizado um cronômetro digital e o local exato da cadeira, assim como o ponto de retorno três metros à frente foram claramente marcados com cones amarelos. Todos os idosos foram avaliados em um único dia. Esta pesquisa foi realizada com idosos institucionalizados residentes na clínica Renascer, que é uma instituição de longa permanência, localizada na cidade de Santa Maria. A pesquisa foi realizada com 8 idosos,dos quais 6 eram do sexo feminino e 2 do sexo masculino com idades entre 60 e 89 anos. 100 Acadêmica do Curso de Graduação em Fisioterapia ULBRA- SM; 101 Acadêmica do Curso de Graduação em Fisioterapia ULBRA- SM; 102 Acadêmica do Curso de Graduação em Fisioterapia ULBRA- SM. 126 3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS Dos 8 idosos avaliados, todos apresentaram risco de quedas. Seis idosos realizaram o teste entre 10 e 19 segundos e dois idosos realizaram o teste em 20 segundos ou mais. O maior tempo de teste foi de 24 segundos e o menor tempo de teste foi de 14 segundos. O teste é considerado normal quando o tempo do percurso for inferior a 10 segundos. Se o tempo estiver entre 10 e 19 segundos, considera-se que o idoso apresenta risco moderado de queda, sendo este risco aumentado, quando o tempo obtido for acima de 19 segundos, ou seja, 20 segundos ou mais. Nenhum dos idosos avaliados utilizou algum tipo de acessório de marcha (bengala, andador). 4 CONCLUSÕES De acordo com os resultados, há uma alta prevalência de quedas em idosos institucionalizados, tonando-se necessário uma maior atenção por parte da equipe multidisciplinar, a fim de buscar soluções para prevenir a queda, eliminando ou minimizando os fatores causadores, principalmente os extrínsecos. 1. REFERÊNCIAS 2. CAMPOS, Maria Paula; CAMPOS, Afonso da Rocha; VIANNA, Lucy Gomes. Os testes de equilíbrio Alcance Funcional e “Timed Up and Go” e o risco de quedas em idosos. Disponível em: . Acesso em: 12 de outubro de 2018. 3. FERREIRA, Lidiane Maria de Brito Macedo et al. Prevalência de quedas e avaliação da mobilidade em idosos institucionalizados. Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia, Rio de Janeiro, 2016; 19(6): 995-1003. Disponível em: . Acesso em: 12 de outubro de 2018. 4. NASCIMENTO, Fernanda Alves et al. Prevalência de quedas, fatores associados e mobilidade funcional em idosos institucionalizados. Arquivos catarinenses de medicina. Disponível em: . Acesso em: 12 de outubro de 2018. 5. SOUZA, Cardenaz et al. Mobilidade funcional em idosos institucionalizados e não institucionalizados. Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia, vol. 16, núm. 2, abril-junio, 2013, pp. 285- 293, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Brasil. Disponível em: . Acesso em: 12 de outubro de 2018. http://docplayer.com.br/37014935-Os-testes-de-equilibrio-alcance-funcional-e-timed-up-and-go-e-o-risco-de-quedas-em-idosos.html http://docplayer.com.br/37014935-Os-testes-de-equilibrio-alcance-funcional-e-timed-up-and-go-e-o-risco-de-quedas-em-idosos.html http://docplayer.com.br/37014935-Os-testes-de-equilibrio-alcance-funcional-e-timed-up-and-go-e-o-risco-de-quedas-em-idosos.html http://www.scielo.br/pdf/rbgg/v19n6/pt_1809-9823-rbgg-19-06-00995.pdf http://www.scielo.br/pdf/rbgg/v19n6/pt_1809-9823-rbgg-19-06-00995.pdf http://www.acm.org.br/revista/pdf/artigos/543.pdf http://www.redalyc.org/pdf/4038/403838811008.pdf 127 AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa Autores: Nathalie da Costa Nascimento103 Carolina Quintana Castro104 Miriam Cabrera Corvelo Delboni105 AVALIAÇÃO DOS SINTOMAS OROFACIAIS EM PACIENTES SUBMETIDOS A TRATAMENTO QUIMIOTERÁPICO POTENCIALMENTE NEUROTÓXICO 1 INTRODUÇÃO A Neuropatia Periférica Induzida por Quimioterapia (NPIQ) é a complicação neurológica mais frequente secundária ao tratamento antineoplásico. A NPIQ é uma polineuropatia sensitivo-motora simétrica, bilateral, de caráter agudo e crônico e seus efeitos aparecem logo nas primeiras infusões e se estendem após o tratamento (COSTA et al, 2015). Este trabalho tem por objetivo apresentar os sintomas prevalentes de NPIQ na região orofacial de pacientes em tratamento com quimioterapia neurotóxica. 2 MÉTODO Trata-se de um estudo de campo descritivo, com abordagem quantitativa. A pesquisa está sendo realizada com pacientes internados na Clínica Médica I do Hospital Universitário de Santa Maria e registrada sob o número CAEE 88006517.3.0000.5346. Para coleta de dados, dentre outros instrumentos, utiliza-se o Questionário de Neurotoxicidade Induzida por Antineoplásicos (QNIA), validado no Brasil em 2005 e composto por 29 itens que avaliam sintomas de neuropatia aguda e crônica em membros inferiores e superiores e região orofacial. Se os sintomas estiverem presentes, a frequência e intensidade com que afetam as Atividades de Vida Diária (AVDs) são classificadas em 4 graus (LEONARD et al, 2005). A amostra deu-se por conveniência no período de dezembro de 2017 a fevereiro de 2018; 29 pacientes iniciaram tratamento 103Residente no Programa de Residência Multiprofissional Integrada em Gestão e Atenção Hospitalar no Sistema Público de Saúde CCS/HUSM/UFSM; Mestranda do PPG em Gerontologia; Universidade Federal de Santa Maria. 2Residente no Programa de Residência Multiprofissional Integrada em Gestão e Atenção Hospitalar no Sistema Público de Saúde CCS/HUSM/UFSM; Mestranda do PPG em Mestrado Profissional em Ciências da Saúde; Universidade Federal de Santa Maria. 3Docente do Departamento de Terapia Ocupacional. Professora do PPG em Gerontologia; Universidade Federal de Santa Maria. 128 com quimioterápicos neurotóxico e desses, 21 contemplavam os critérios da pesquisa (iniciando protocolo quimioterápico neurotóxico; maiores de 18 anos). Foram excluídos aqueles pacientes que não tinham cognição preservada e/ou estavam sedados. Os dados apresentados são referentes à metade do tratamento quimioterápico. Dos 21 pacientes avaliados inicialmente, atualmente 8 seguem na pesquisa, formando a população desse estudo, pois os demais trocaram o protocolo ou foram a óbito. Os resultados foram analisados por graus e presença-ausência de NPIQ. 3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS Dos 8 pacientes, 7 relataram sintomas na região orofacial. Os sintomas relatados foram: queimação ou desconforto nos olhos (5 relatos), dor no maxilar (3), desconforto na garganta (3), pálpebras caídas (3), formigamento na boca (2), dificuldade na fala (2), perda de uma das vistas (2), dificuldade em respirar (2), sensação de choque ou dor nas costas (2) e dor de ouvido (1). Em relação a interferência nas AVDs, três pacientes referiram sintomas de Grau 4 (são persistentes e incapacitantes nas AVDs) e três referiram sintomas de Grau I (são de curta duração e não interferiram nas AVDs) e um relatou intensidade de Grau I para os sintomas: dor no maxilar, pálpebras caídas e dificuldades em respirar e Grau IV para os sintomas: queimação ou desconforto no olhos e sensação de choque ou dor nas costas. 4 CONCLUSÕES Os sintomas prevalentes na região orofacial foram queimação ou desconforto nos olhos, dor no maxilar, desconforto na garganta e pálpebras caídas. Para metade dos pacientes, os sintomas foram de curta duração e não interferiram nas AVDs. No entanto, para os demais pacientes, esses sintomas interferiram de nas suas AVDs e, portanto, faz-se necessário instigar o desenvolvimento de estratégias pelos profissionais de saúde que amenize os efeitos causados por esses quimioterápicos e melhore a qualidade de vida dessas pessoas. REFERÊNCIAS (Conforme as normas da ABNT 6023-2002.) 1. COSTA, TC; LOPES, M.; ANJOS, AC Yokoyama; ZAGO, MM Fontão. Neuropatia periférica induzida pela quimioterapia: revisão integrativa da literatura*. Revista da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo, v. 49, p. 335-345, 2015. Disponível em:0335.pdf>. Acesso em: 11 nov. 2018. 2. LEONARD, D.; WRIGHT, MA.; QUINN, MG.; FIORAVANTI, S.; HAROLD, N.; SHULER, B.; THOMAS, R. R.; GREM, J. L. Survey of oxaliplatin-associated neurotoxicity using an interview-based questionnaire in patients with metastatic colorectal cancer. BMC Cancer, Oxford, v. 5, p. 116, 2005. Disponível em: . Acesso em: 11 nov. 2018. 129 ÁREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa Autores: Elissa Noro106 Nara Marilene Oliveira Girardon-Perlini1 Larissa de Carli Coppetti1 CARACTERÍSTICAS ATITUDINAIS DE CUIDADORES FAMILIARES DE PACIENTES ONCOLÓGICOS: NÍVEIS DE HABILIDADE, SOBRECARGA, ESTRESSE E COPING. 1 INTRODUÇÃO A pessoa acometida por câncer pode se tornar dependente de auxílio para ações rotineiras. Ordinariamente é um familiar que assume como cuidador principal desse enfermo, embora possa não dispor de preparação prévia para desempenhar tal papel, necessitando apresentar/desenvolver características atitudinais que favoreçam o cuidar e a adaptação. 2 MÉTODO Estudo quantitativo, descritivo, transversal, realizado no ano de 2017, no ambulatório de oncologia do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM), com 132 cuidadores familiares. Teve por obejtivo identificar os níveis de habilidade de cuidado, sobrecarga, estresse e coping de cuidadores familiares de pacientes com câncer. Na coleta dos dados, foi utilizado um questionário sociodemográfico do cuidador e das características do cuidado e escalas de habilidade de cuidado, sobrecarga, estresse percebido e COPE breve. Os dados numéricos foram analisados por meio de distribuição absoluta e relativa, tendência central e variabilidade. 3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS Constatou-se que a maioria de cuidadores era do sexo feminino (78%), de idade média de 48,68 anos, com companheiro, média de 9,08 anos de estudo, cuidando por um período de 10 a 18 meses, e com o auxílio de outra pessoa para o cuidado. Quanto à habilidade de cuidado, 67,42% apresentam nível médio. A Escala de Zarit demonstrou que 49,2% dos cuidadores apresentam sobrecarga, sendo destes 40,1% leve à moderada e 9,1% moderada à severa. Quanto ao estresse percebido predominou nível médio de 106 Departamento de Enfermagem UFSM 130 estresse (46,21%). Com relação às estratégias de enfrentamento, prevaleceram as atitudes focadas no problema (37,88%). 4 CONCLUSÕES Os cuidadores familiares têm habilidade para cuidar, necessitando reforço positivo e apoio para diminuir a sobrecarga e o estresse e desenvolver diferentes estratégias de enfrentamento. Os resultados apresentados podem servir de subsídio para fomentar a proposição de políticas que contemplem a saúde do cuidador, bem como direcionar a atuação do enfermeiro para à adoção de estratégias que fortaleçam os familiares cuidadores de pacientes oncológicos. REFERÊNCIAS (Conforme as normas da ABNT 6023-2002.) 1. COPPETTI, L.C. Habilidade de cuidado de cuidadores familiares de pacientes em tratamento oncológico e sua relação com a sobrecarga, estresse e coping. 2017. Dissertação (Mestrado em Enfermagem) – PPGEnf, Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria. 131 AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa Autores: Camila Martins Nacke1 Aline C. Ribeiro2 Giana R. Beltrame3 Graciela D. Sehnem2 Maira D. S. Oliveira3 CARACTERÍSTICAS DA DOENÇA CRÔNICA EM CRIANÇA E ADOLESCENTE: REVISÃO DE LITERATURA 1 INTRODUÇÃO A criança e adolescente que vivenciam uma doença crônica apresentam mudanças significativas no seu cotidiano, como um cuidado contínuo em uma rede de serviços para a manutenção de sua saúde. Algumas fases da doença crônica podem ser previsíveis, outras não, porém todas podem causar impactos e danos à criança/adolescente e sua família (ROLLAND, 2001). Esses impactos podem desencadear situações de vulnerabilidade, que se refletem nos espaços como a escola, atenção básica e hospital. Tem-se como objetivo desta pesquisa de revisão: Conhecer quais são as características associadas à doença crônica de criança e adolescente. 2 MÉTODO Trata-se de uma revisão narrativa de literatura, que possibilita a síntese e análise do conhecimento científico já produzido sobre o tema investigado. Buscou-se realizar esta revisão de literatura para subsidiar o desenvolvimento do projeto Multicêntrico Vulnerabilidades da criança e adolescente com doença crônica: cuidado em rede de atenção à saúde. Foi realizada uma busca na base de dados junto à Biblioteca Virtual em Saúde, acessando o portal Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde. A busca foi realizada nos meses de julho e agosto de 2018. Após a busca inicial aplicou-se os critérios de seleção na leitura das produções encontrados. Foram selecionadas pesquisas originais quantitativas que respondessem a temática, na língua portuguesa, inglês ou espanhol. Analisados de maneira descritiva ao final dessa etapa, obtiveram-se 71 artigos selecionados de um total de 380 na plataforma LILACS. 3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS Após seleção e leitura criteriosa foi possível conhecer a partir da abordagem de pesquisa quantitativa as características clínicas das doenças crônicas em crianças e adolescentes 132 que consistem em métodos diagnósticos e terapêuticos, alterações comportamentais, afetivas e sociais; e características sociais que estão relacionadas a rotina e qualidade de vida da criança, adolescente e família, e ainda a análise de recursos e custos de programas de assistência à crianças e adolescentes com doenças crônicas. 4 CONCLUSÕES Conclui-se que estudos relacionados às crianças e adolescentes com doenças crônicas são frequentemente realizados no âmbito dos exames clínicos, parâmetros e características das enfermidades, diagnóstico e tratamento. Considera-se imprescindível estudos relacionados às questões clínicas, no sentido de avançar os tratamentos e nas possíveis curas de doenças. No entanto, percebe-se que outros fatores são importantes serem estudados e expandidos na temática em questão, como a qualidade de vida da criança e adolescente e de sua família, visto que possuem uma condição crônica que afeta sua rotina, para além do serviço assistencial; além de alterações psicocomportamentais e sociais que vêm sendo relatadas na literatura associada a diferentes doenças crônicas, quanto pelo próprio processo de adoecimento e suas implicações para a criança e adolescente. Palavras-chave: Criança; Adolescente; Doença Crônica. REFERÊNCIAS (Conforme as normas da ABNT 6023-2002.) 1. ROLLAND, J.S. Doença crônica e o ciclo de vida familiar. In: ROLLAND J.S (ORG). As mudanças no ciclo de vida familiar: uma estrutura para a terapia familiar. 2a ed. Porto Alegre (RS): Artes Médicas; 2001. 133 AREA TEMÁTICA: Ensino/Pesquisa Autores: Gisele Miollo107 Maria Denise Schimith108 Gabriela Oliveira109 CARACTERIZAÇÃO DOS PACIENTES COM DIABETES MELLITUS TIPO 2 EM ATENDIMENTO AMBULATORIAL 1 INTRODUÇÃO As Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) são consideradas um grave problema de saúde pública em diversos países (OPAS, 2011), isto porque, afetam a qualidade de vida das pessoas, além de possuírem um alto custo aos sistemas de saúde. Essas DCNT vêm apresentando significativa prevalência, em especial a Diabetes Mellitus(DM), decorrente da influência do desenvolvimento da industrialização e do contexto socioeconômico nos hábitos de vida da população.A DM caracteriza-se como um distúrbio metabólico que se propaga ao longo da vida, sendo a tipo 2 responsável por 90 a 95% dos casos de incidência(SOCIEDADE BRASILEIRA DE DIABETES, 2018).Ela ocorre devido a defeitos na atuação e secreção de insulina, podendo ocasionar lesõescutâneas, feridas com cicatrização lenta, fadiga, alterações na visão, formigamento nos pés e infecções recorrentes, como manifestações clínicas características. Dentre os agravos gerados pela DM, as ulcerações nos membros inferiores, também denominadas de pé diabético, são consideradas as mais sérias, pois se não tratadas podem acarretar em possíveis amputações. Diante desse contexto, o objetivo do presente resumo é relatar o desenvolvimento do projeto de pesquisa intitulado “caracterização dos pacientes com diabetes mellitus tipo 2 em atendimento ambulatorial”. 2 MÉTODO Trata-se de um relato de experiência oriundo da participação de uma discente do curso de graduação em enfermagem na coleta de dados referente ao projeto de pesquisa registrado no portal da UFSM e aprovado pelo CEP com CAAE 55238316.2.0000.5346, do Grupo de Ensino, Pesquisa e Extensão “Práticas de Cuidado nos Cenários de Atenção à Saúde”. A pesquisa é quantitativa, do tipo descritiva e exploratória, realizada no Ambulatório ALA 1 do Hospital Universitário de Santa Maria, com a coleta de 107Curso de Enfermagem, UFSM; 108Departamento de enfermagem, UFSM; 109Programa de Pós-graduação em Enfermagem, UFSM; 134 dados sendo realizada por meio da aplicação de uma entrevista estruturada, com o intuito de caracterizar os pacientes atendidos no ambulatório e identificar os seus cuidados em relação aos pés. 3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS As coletas deram início em agosto do corrente ano. Realizou-se o levantamento do número de pacientes agendados para a equipe de enfermagem, que correspondeu a 221 agendamentos, dos quais 34,84% eram diagnosticados com DM, em dois meses de coleta. Ademais, a coleta ainda está em andamento, totalizando 38 pacientes até o presente momento. Durante a pesquisa, além da investigação dos cuidados com os pés dos usuários, são realizadas as devidas orientações, proporcionando aprendizado à acadêmica. 4 CONCLUSÕES O projeto colaborou para identificar o impacto da DM nos atendimentos de enfermagem do ambulatório. Além disso, com a realização das orientações, auxilia na prevenção de maiores agravos, possibilitando perceber a relevância de se desenvolver pesquisas referentes à temática abordada, contribuindo na formação como futura profissional de enfermagem e pesquisadora. DESCRITORES: Diabetes mellitus tipo 2; Pé diabético; Enfermagem. REFERÊNCIAS 1. OPAS.ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE.Doenças crônicas não transmissíveis:estratégias de controle e desafios e para os sistemas de saúde.Traduzido por Flávio Goulart, Brasília(DF):Organização Pan-americana da Saúde, 2011. 2. SOCIEDADE BRASILEIRA DE DIABETES.Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes:2017-2018.São Paulo:AC Farmacêutica, 2015. 135 AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa Autores: Maira Daniele Soares de Oliveira110 Aline Cammarano Ribeiro111 Maria da Graça Corso da Motta112 Eliane Tatsch Neves113 Victória de Quadros Severo Maciel114 Camila Martins Nacke115 COLETA DE DADOS QUANTITATIVOS COM O FAMILIAR/CUIDADOR DE CRIANÇA E ADOLESCENTE COM DOENÇA CRÔNICA: RELATO DE EXPERIÊNCIA 1 INTRODUÇÃO A doença crônica consiste em problemas que demandam tratamento contínuo, de longa duração, exigindo cuidados permanentes que são realizados na maioria das vezes pelo familiar/cuidador (MOREIRA, 2013). O familiar/cuidador envolve-se de maneira intensa, busca conhecer as peculiaridades da criança e da doença, uma vez que, adapta- se conforme as situações necessárias para manter o possível bem-estar da criança e adolescente. O objetivo desse trabalho é descrever a experiência na coleta de dados com os familiares/cuidadores de crianças e adolescentes com doenças crônicas, referentes aos aspectos socioeconômicos da família e clínicos e sociais da criança e adolescente. 2 MÉTODO Trata-se de um relato de experiência que ocorreu a partir do desenvolvimento de uma pesquisa multicêntrica que apresenta duas etapas, uma quantitativa e outra qualitativa, aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa. Em Santa Maria a etapa quantitativa foi realizada no período de junho/2017 à junho /2018, no Hospital Universitário (HUSM) em dois dos serviços de pediatria (ala de internação e o centro de tratamento de crianças com câncer - CT-Criac). A coleta da etapa quantitativa foi desenvolvida a partir de um instrumento com 44 familiares/cuidadores de criança ou adolescentes com doença crônica, no momento em que a criança ou adolescente estavam internados em um dos 110 Acadêmica em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Bolsista de Iniciação Científica PROIC/HUSM; 111 Doutora em Enfermagem. Professora em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM); 112 Doutora em Enfermagem. Professora em Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS); 113 Doutora em Enfermagem. Professora em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM); 114 Acadêmica em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM); 115 Acadêmica em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). 136 serviços. O instrumento de coleta é constituído de variáveis referentes ao familiar/cuidador, criança ou adolescente com doença crônica, com idade entre 6 anos e 18 anos, nos espaços hospitalar, atenção primária e escola. 3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS A partir desta experiência observou-se interesse do familiar/cuidador em participar, sendo que somente um não quis participar pois relatou que se encontrava cansado e triste para falar da doença da criança ou adolescente. Todos que participaram relataram que queriam contribuir com as perguntas para melhoria do bem-estar da criança e adolescente. Apesar das perguntas realizadas serem objetivas, algumas vezes o familiar se emocionou ao responder, uma vez que retoma todos os sentimentos vividos. A partir desta coleta observou-se de informações importantes em relação a realidade socioeconômica desses familiares/cuidadores como fatores de localidade, idade média, sexo e principalmente renda que vão ser determinantes para uma continuidade do tratamento. 4 CONCLUSÕES Conclui-se que essa experiência de coletar os dados quantitativos com o familiar/cuidador, vai para além de obter dados, propicia um contato com o vivido do familiar/cuidador, que muitas vezes precisa ser ouvido e compreendido, nesse mundo de cuidados com a criança e adolescente com doença crônica, permitindo uma atenção direcionada às suas necessidades e angustias. Palavras-chave: Criança; Adolescente; Doença Crônica. REFERÊNCIAS 1. MOREIRA, M. C. N; GOMES, R; SA, M.R.C. Doenças crônicas em crianças e adolescentes: uma revisão bibliográfica. Ciênc. saúde coletiva, Rio de Janeiro, v. 19, n.7,p. 2083-2094, July 2014. Disponível em: . Accesso em: 11 Nov. 2018. 137 AREA TEMÁTICA: Gestão/Assistência Autores: Adriana Farret Brunhauser¹ Bruna Martins Trindade² Luiza Rosa Nunes³ Sthéfany P. Gomes4 COMPARAÇÃO DA FORÇA MUSCULAR RESPIRATÓRIA EM IDOSOS SEDENTÁRIOS E ATIVOS 1 INTRODUÇÃO Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população brasileira está envelhecendo em ritmo acelerado, gerando mudanças na estrutura etária da população brasileira que passa a ter um maior número de idosos (IBGE, 2008). A Organização Mundial da Saúde (OMS) descreve como idoso qualquer pessoa acima de 60 anos de idade para países em desenvolvimento e 65 anos para países desenvolvidos, embora nem sempre a idade cronológica seja um marcador preciso para as mudanças que acompanham o envelhecimento (OPAS, 2005; Santos& Barros, 2008). Já a presença de fatores de risco para inúmeras doenças e a maior prevalência de doenças crônico-degenerativas, que ocasionam certo grau de dependência e perda de autonomia (Guimarães, Galdino, Martins, Abreu, Limae Vitorino, 2004), podem ilustrar melhor as mudanças relacionadas ao envelhecimento. Além disso, a diminuição da massa muscular esquelética e respiratória relacionada à idade, denominada sarcopenia, e definida como um processo multifatorial que inclui inatividade física, remodelação de unidades motoras, diminuição dos níveis hormonais e síntese proteica (Vasconcellos, Britto,Parreira, Cury & Ramiro, 2007; Simões, Castello, Auad, Dionísio & Mazzonetto, 2010; Pícoli, Fiqueiredo & Patrizzi, 2011), e que interfere na capacidade funcional e nas atividades de vida diária do idoso (Pícoli, Fiqueiredo &Patrizzi, 2011). Nesse sentido, estudos demonstraram que a idade é um preditor negativo da força muscular respiratória, com significância estatística tanto em homens quanto em mulheres (Neder, Andreoni, Lerario & Nery, 1999; Gonçalves, Tomaz, Cassiminho & Dutra, 2006). O objetivo deste estudo foi analisar se a força da musculatura respiratória de idosos sedentários difere daquela dos ativos. 2 MÉTODO 138 Trata-se de um estudo transversal. A população foi constituída pelos idosos que participam do programa de atividade física do Programa de Idosos Alegria de Viver do bairro Tancredo Neves, em Santa Maria (RS) e os idosos moradores da mesma região que eram sedentários. A amostra foi composta por 23 indivíduos, oito homens e 15 mulheres, com idades entre 60 e 89 anos, divididos em dois grupos. O grupo ativo foi constituído por idosos que participavam de atividade física no mínimo três vezes por semana, de 40 minutos a 1 hora e o grupo inativo foi composto por oito idosos sedentários, cadastrados pelo posto de saúde da mesma região. O convite foi realizado pessoalmente. Os idosos sedentários foram convidados de maneira aleatória, em contato realizado no posto de saúde durante consultas médicas. Todos os idosos aceitaram voluntariamente participar do estudo. Os critérios de exclusão foram: idosos que tiveram infecção respiratória ou qualquer outra doença pulmonar nos últimos sete dias, indivíduos fumantes e com doenças respiratórias que pudessem resultar em disfunção, como tuberculose, asma, cirurgia torácica, Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC). Também foram excluídas pessoas com histórico de patologias neuromusculares, cardíacas e alterações cognitivas que comprometessem o aprendizado e a execução dos testes. Para caracterização da amostra, foi realizada uma entrevista que consistia em perguntas relacionadas aos hábitos de vida incluindo questões quanto ao tabagismo, ao grau de atividade física e às doenças prévias e/ou atuais. Na sequência, foi aplicado o Questionário Internacional de Atividade Física, versão 8 - IPAQ, com o intuito de classificar o nível de atividade física de cada participante. 3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS Participaram do presente estudo 23 indivíduos, 15 mulheres e oito homens, sendo nove mulheres ativas e seis inativas e quatro homens ativos e quadro inativos com idades de 60 e 89 anos, divididos em dois grupos, um grupo ativo e um grupo inativo. Todos os participantes do grupo ativo responderam ao questionário IPAQ que mostrou que todos realizavam atividades do tipo moderada (atividades que precisam de algum esforço físico e fazem respirar um pouco mais forte que o normal), no mínimo Três vezes por semana com o tempo de 40 minutos a 1hora. Foram excluídos cinco idosos participantes do grupo ativo, sendo que três estavam com a pressão arterial alta no dia da realização do teste, e dois tinham histórico de doença cardíaca. O grupo inativo foi composto por oito participantes para que a amostra pudesse ser homogênea. Não houve diferença estatisticamente significante na idade, IMC, variação da frequência cardíaca e respiratória entre os grupos. Contudo, observou-se que a frequência respiratória diminuiu no grupo ativo após a realização dos testes com valor médio negativo. Não houve diferença estatisticamente significante na variação da pressão arterial sistólica e diastólica entre os grupos ativo e inativo, quando se comparou o grupo ativo com o inativo, também se observou diferença estatisticamente significante, com valores maiores para o grupo ativo. Contudo, esses valores foram inferiores aos demonstrados por Neder et al. (1999), para a população saudável, conforme a faixa etária. 4 CONCLUSÕES 139 Observamos maiores pressões inspiratórias e expiratórias máximas nos idosos ativos, quando comparados aos sedentários no grupo estudado, mas inferiores aos valores de normalidade encontrados na literatura. Sabendo-se que, com o processo de envelhecimento, há uma diminuição da força muscular respiratória, inserir o treinamento específico dessa musculatura nos Programas de exercício físico para a terceira idade pode ser uma estratégia de prevenção de complicações respiratórias nessa faixa etária. REFERÊNCIAS 1. Freitas, F.S.; Ibiapina, C.C.; Alvim, C.G.; Britto,R.R. & Parreira, V.F. (2010). Relação entre força de tosse e nível funcional em um grupo de idosos. Rev Bras Fisioterapia,14(6): 470-6. São Carlos (SP). 2. Gonçalves, M.P.; Tomaz, C.A.B.; Cassiminho, A.L.F. & Dutra, M.F. (2006). Avaliação da força muscular inspiratória e expiratória em idosas praticantes de atividade física e sedentárias. Rev. Bras. Ci e Mov. 14(1): 37-44. 3. Guimarães, L.H.C.T.; Galdino, D.C.A.; Martins, F.L.M.M.; Abreu, S.R.; Lima, M. & Vitorino, D.F.M. (2004). Avaliação da Capacidade Funcional de Idosos em Tratamento Fisioterapêutico. Rev. Neurociências. 12(13): 130-3. 4. Ide, M.R.; Belini, M.A.V. & Caromano, F.A. (2005). Effect of an aquatic versus nonaquatic respiratory exercise program on the respiratory muscle strength in healthy aged persons. Clinics. 60(2): 151-8 5. Neder, J.A.; Andreoni, S.; Lerario, M.C. & Nery, L.E. (1999).Reference values for lung function tests: II. Maximal respiratory pressures and voluntary ventilation.Braz J Med Biol Res, 32(6): 719-27. Ribeirão Preto (SP). 140 AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa Autores: Melissa Gewehr116 Sheila Kocourek117 Jhonathan Barbosa da Silva 118 Thaynara Lima Lessing 119 Fernanda Puntel Rutsatz5 Gabriela Nascimento Moreira5 CONCEITO DE SAÚDE NA VISÃO DE PESSOAS VINCULADAS A GRUPOS DE PROMOÇÃO A SAÚDE 1 INTRODUÇÃO Vive-se no Brasil um período de tripla transição: demográfica, nutricional e epidemiológica. Observa-se que o processo de transição impacta diretamente na saúde dos indivíduos, dessa forma ressalta-se a importância de ações de promoção à saúde, como grupos de saúde. O trabalho com grupos fez parte das intervenções realizadas por residentes do Programa Multiprofissional Integrado em parceria com uma Estratégia de Saúde da Família, e considerou-se relevante a percepção dos usuários sobre grupos de saúde. Assim, o presente trabalho objetiva descrever o conceito de saúde sob a percepção dos usuários. 2 MÉTODOS: Trata-se de um recorte do projeto Promoção de Saúde em Estratégia de Saúde da Família: Limites e Possibilidades para o trabalho em saúde com CAAE 19349113.0.0000.5346. Trata-se de um estudo descritivo exploratório conduzido pela abordagem qualitativa e análise de conteúdo de Minayo (2008). Os sujeitos da pesquisa foram 11 participantes, com idades entre 18 e 80 anos. 3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS: 116 Enfermeira, mestranda PPGERONTO/UFSM; 117 Doutora em Serviço Social, chefe do Departamento de Serviço Social da UFSM;; 118 Acadêmico de medicina da UFSM; 119 Acadêmica de música da UFSM. 5 Acadêmicas de educação especialda UFSM; 141 Quando questionados sobre o seu conceito de saúde a maioria relacionou com hábitos de alimentação e atividade física: “saúde é ter uma alimentação correta, é comer frutas, verduras e legumes. (E2, E3, E5, E8, E9). Para se ter boa saúde é necessário tomar um café da manhã forte, um almoço colorido e uma janta leve. Uso muito os grãos integrais nas minhas refeições” (E7). “Saúde é [...] estar desposta para caminhar, fazer as atividades da casa, andar de bicicreta, correr, sair para passear”. (E3, E5, E8, E9). Alguns trouxeram uma compreensão ampliada, usando o conceito de completo bem- estar biopsicossocial e espiritual. “Eu penso que saúde seja um completo bem estar [...], envolve meus sentimentos, as relações que eu tenho com amigos e familiares, pessoas com quem posso contar, meus hábitos de vida, como alimentação, exercício físico, não fumar, não beber, dormir bem, pegar sol... também envolve a forma que eu me relaciono com Deus, a crença que tenho nele. Acho que era isso”. (E6, E7). Uma minoria relacionou com o uso da medicação e com não sentir dor nem desconforto. “eu fico com saúde quando tomo meus medicamentos certinho, quando eu não tenho dor” (E10). Nos relatos obtidos por Gehlen et al (2011) a saúde foi considerada apenas como ausência de doenças. 4 CONCLUSÃO: Compreender os significados que os usuários atribuem a saúde possibilita argumentar que houve avanços na apreensão conceitual de saúde, mesmo que para alguns entrevistados, ainda esteja pautado em concepções reducionistas e pontuais. REFERENCIAS: 2. MINAYO, M.C.S. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. 11 ed. São Paulo: Hucitec, 2008. 3. GEHLEN, M. H. et al. Percepção de usuários de saúde em relação às ações desenvolvidas pelos agentes comunitários de saúde. Disc Sci, Ser Ciênc Saúde, v. 12, n. 1, p. 27-37, 2011. Disponível em: Acesso em: 01 de novembro de 2018. https://www.periodicos.unifra.br/index.php/disciplinarumS/article/viewFile/974/917 https://www.periodicos.unifra.br/index.php/disciplinarumS/article/viewFile/974/917 142 AREA TEMÁTICA: Gestão/Assistência Autores: Cecília Pletschette Galvão120 Patrícia Herrmannr121 Dani Laura Peruzzolo122 CONTRIBUIÇÕES DA TERAPIA OCUPACIONAL E FISIOTERAPIA NO AMBULATÓRIO DE SEGUIMENTO DE PREMATUROS 1 INTRODUÇÃO O ministério da saúde, por meio da Portaria nº 693 de 5/7/2000, institui a Norma de Atenção Humanizada ao Recém-Nascido de Baixo Peso como uma estratégia pública de proposta interdisciplinar para melhor atender o prematuro e sua família (BRASIL, 2011). Sabe-se que o recém-nascido pré-termo necessita acompanhamento integral ao seu desenvolvimento considerando os aspectos orgânicos e relacionais. Para tanto, também garante-se o seguimento ambulatorial do prematuro, preferencialmente com equipe multidisciplinar, até os 7 anos de idade (KLOSSOSWSKI, 2016). O Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM), além de diversos serviços de diferentes complexidades, conta com o ambulatório de pediatria, ao qual está vinculado o Programa de Seguimento de Prematuros Egressos de Unidades de Tratamento Intensivo Neonatal (UTINs). Atualmente o seguimento de prematuros conta com o trabalho de duas médicas pediatras, residentes de pediatria, uma Terapeuta docente do curso de Terapia Ocupacional, uma Terapeuta Ocupacional e uma Fisioterapeuta residentes do Programa de Residência Multiprofissional Integrada ao Sistema Público de Saúde da UFSM, e estagiários do curso de Terapia Ocupacional. Além da avaliação médica, as crianças são avaliadas pelo Terapeuta Ocupacional e pelo Fisioterapeuta a fim de identificar possíveis atrasos no desenvolvimento neuropiscomotor, e colaborar com a equipe médica no diagnóstico diferencial. 2 MÉTODO Este relato reflexivo foi escrito a partir das experiências vivenciadas junto a Terapeuta Ocupacional, docente de referência do programa, e das supervisões vinculadas à Residência Multiprofissional 120 Terapeuta Ocupacional Residente do segundo ano 121 Fisioterapeuta Residente do segundo ano 122 Professora Doutora do curso de Terapia Ocupacional/UFSM 143 3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS A participação da Terapia Ocupacional e da Fisioterapia na equipe multidisciplinar do seguimento de prematuros traz contribuições importantes para a avaliação do desenvolvimento do bebê pré-termo. Cada núcleo, com sua especificidade, amplia o olhar sobre a criança, deslocando a avaliação do modelo médico-centrado. O Terapeuta Ocupacional, por meio de uma escuta qualificada, consegue identificar dificuldades na produção dos pais em seu papel ocupacional, avaliar possíveis déficits no processamento sensorial do bebê, fazer uma avaliação cognitiva aprofundada, e avaliar a adaptação da criança aos contextos cotidianos (casa, escola, comunidade,etc.) (PERUZZOLO, 2014). Utiliza-se como norteador da avaliação o protocolo IRDI (Indicadores de Risco ao Desenvolvimento Infantil) (KUPFER, 2008), que tem como finalidade analisar como está se dando a produção relacional entre o bebê e seus pais, possibilitando sinalizar risco ao desenvolvimento e/ou risco psíquico entre as idades de quatro a dezoito meses. Quando é identificado que o bebê ou os pais estão com alguma questão que pode colocar em risco o desenvolvimento do bebê, amplia-se a avaliação da equipe na busca do que está desencadeando este problema. São comuns encaminhamentos para neurologia, para o próprio ambulatório da Terapia Ocupacional, Fisioterapia e Fonoaudiologia, além de orientações específica à família e/ou a escola infantil. 4 CONCLUSÕES O seguimento longitudinal regular e sistematizado do desenvolvimento do bebê prematuro possibilita a identificação de déficits e/ou atrasos motores, cognitivos e psíquicos. Com isso é possível identificar em tempo a origem do problema e intervir por meio do encaminhamento a rede de atenção disponível. Acredita-se que, com este tipo de assistência ampliada é possível diminuir os resultados estatísticos de frequente atraso no desenvolvimento de bebês prematuros. REFERÊNCIAS 1. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Atenção humanizada ao recém-nascido de baixo peso: método mãe-canguru: manual do curso. Brasília: Ministério da Saúde, 2011. 2. KLOSSOSWSKI, D. G. et al . Assistência integral ao recém-nascido prematuro: implicações das práticas e da política pública. Rev. CEFAC, São Paulo , v. 18, n. 1, p. 137-150, Feb. 2016 . 144 3. KUPFER, M. C. M. Relatório científico final: Leitura da constituição e da psicopatologia do laço social por meio de indicadores clínicos: uma abordagem multidisciplinar atravessada pela psicanálise (PT Fapesp) – nº 2003/09687. São Paulo: Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, 2008 4. PERUZZOLO, et al. Participação da Terapia Ocupacional na equipe do Programa de Seguimento de Prematuros Egressos de UTINs. Cad. Ter. Ocup. UFSCar, São Carlos, v. 22, n. 1, p. 151-161, 2014 145 AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa Autores: Adaiane Amélia Baccin123 Anniara Lúcia Dornelles de Lima 124 Leila Mara Piasentin Claro 125 Juliana Kuster de Lima Maliska 126 Vanessa Cirolini Lucchese 127 Silvio José Lemos Vasconcellos128 COPING E ENGAJAMENTO NO TRABALHO DA ENFERMAGEM HOSPITALAR. 1 INTRODUÇÃO A pesquisa teve como objetivo investigar e correlacionar Coping Ocupacional (estratégias utilizadas para enfrentar as situações de estresse no trabalho) e o Engajamento no Trabalho - experiência positiva relacionada ao bem-estar e ao desempenho das tarefas no trabalho (Vasquez, Magnan, Pacico, Hutz e Schaufeli, 2015). A amostra foide 250 profissionais da enfermagem de um hospital escola, sendo 83% do sexo feminino, com idades entre 23 e 64 anos. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética e Pesquisa, com Parecer CAAE: 73711417.4.0000.5346. 2 MÉTODO A coleta de dados ocorreu no hospital. Os instrumentos utilizados foram a Escala de Coping Ocupacional e a Escala de Avaliação do engajamento, além de um questionário desenvolvido pela pesquisadora e validado por dois pesquisadores independentes. Tratou-se de uma pesquisa exploratória, de cunho quali-quantitativa. Os dados foram analisados no programa SPSS versão 2.0. Utilizou-se a estatística descritiva, com médias e desvio padrão e o coeficiente de correlação de Pearson (r). 3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS Os resultados demonstraram a existência de relação entre as variáveis, foi detectado baixo índice de Engajamento Total no trabalho, ressaltando a importância em investir 123 Psicóloga Mestra em Psicologia (UFSM) 124 Acadêmica do Curso de Psicologia (UFSM) 125 Psicóloga (FISMA) 126 Acadêmica do Curso de Psicologia (UFSM) 127 Acadêmica do Curso de Psicologia (UFSM) 128 Psicólogo Dr. PPGP (UFSM) 146 no desenvolvimento dos aspectos que o compõem como forma de fortalecimento das estratégias de Coping Ocupacional. O estudo qualitativo demonstrou que os participantes apresentam elevado índice de estresse e buscam formas para enfrentar e superar situações estressoras, com destaque para o equilíbrio emocional, espiritual, auxílio de colegas e as capacitações, inclusive citaram que por vezes chegam ao ponto de necessitar auxílio psicológico e médico. Para a Psicologia Positiva, é essencial que a Instituição valorize as potencialidades dos colaboradores, utilizando alternativas alinhadas com aspectos comportamentais positivos (Seligman, 2011). Os resultados demonstraram que há relação entre os aspectos em estudo, pois pessoas engajadas ampliam seu repertório de Coping. 4 CONCLUSÕES Conclui-se que é essencial dar atenção aos resultados do estudo quanto aos aspectos apontados como relevantes para o desenvolvimento das estratégias de enfrentamento ao estresse no trabalho. É necessário tratar e prevenir o estresse, além de realizar ações que promovam o desenvolvimento interpessoal e a valorização das potencialidades dos trabalhadores. REFERÊNCIAS 1. ALVES, G. A. S.; BAPTISTA, M.N. Construção de uma Escala de Coping Ocupacional (ESCO): Estudos psicométricos preliminares. Dissertação de Mestrado. Universidade São Francisco, Itatiba, 2010. 2. BAPTISTA, M. N. et al . Depressão e Coping organizacional: evidências de validade para a escala baptista de depressão. Bol. psicol, São Paulo, v. 63, n. 138, p. 35-47, 2013. 3. HUTZ, C. S. (Org.). Avaliação em Psicologia Positiva. Técnicas e Medidas. 1ed. São Paulo: Hogrefe CETEPP, v. 1, p. 75-90, 2016. 4. SANTOS, Glauber Eduardo de Oliveira. Cálculo amostral: calculadora on-line. Disponível em: .2011. 5. SELIGMAN, M.E.P. Florescer: uma nova compreensão sobre a natureza da felicidade e do bem-estar. 1ª Edição. Rio de Janeiro: Objetiva, 2011. 147 6. VAZQUEZ, A. C. S., MAGNAN, E. S., PACICO, J. C., HUTZ, C. S., & SCHAUFELI, W. B. (2015). Adaptation and Validation of the Brazilian Version of the Utrecht Work Engagement Scale. Psico-USF, 20(2), 207-217. (2015). https://doi.org/10.1590/1413-82712015200202. https://doi.org/10.1590/1413-82712015200202 148 AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa Autores: Maria Luisa Souza Maidana129 Camila Lopes Marafiga 2 Priscila Kurz Assumpção3 CUIDADOS COM A PELE DO RECÉM-NASCIDO 1 INTRODUÇÃO O cuidado com a pele do recém-nascido (RN) é muito importante no período neonatal, pois proporciona uma barreira protetora auxiliando na prevenção de infecções, facilita a termorregulação, ajuda no controle da perda hídrica insensível e no equilíbrio eletrolítico. Após o nascimento as camadas da pele, epiderme, derme e tecido subcutâneo são poucos espessas e os anexos cutâneos ainda não foram totalmente desenvolvidos, sendo frágeis e imaturas, por isso os profissionais de saúde devem ter cuidado redobrado, mantendo a integridade e evitando alterações na função protetora dos órgãos contra agentes externos (SCHAEFER et al., 2016). A profilaxia dessas lesões deve-se em especial a enfermagem, na qual é responsável pelo cuidado delicado e contínuo ao paciente, buscando soluções na melhoria do cuidado com a pele do RN internado, devendo ser capacitada sobre medidas de proteção e promoção da integridade da pele (SANTOS et al., 2015). O objetivo desse trabalho foi identificar nas publicações cientificas a importância do cuidado com a pele do recém-nascido. 2 MÉTODO Trata-se de uma revisão de literatura do tipo narrativa sobre o cuidado com a pele do recém-nascido. Realizou-se a busca durante o mês de novembro de 2018 nas bases de dados LILACS e BDENF com a seguinte estratégia: “PELE” AND “RECÉM- NASCIDO”. Encontrou-se 170 produções. Foram incluídas produções em português, que estivessem disponíveis e atendessem a temática. Assim, foram incluídas no estudos 11 produções visto que as duplicadas foram consideradas apenas uma vez. 3 RESULTADOS 129Autora: acadêmica de enfermagem, 6ºsemestre, Faculdade Integrada de Santa Maria-FISMA. m.luisa_maidana@hotmail.com. 2Coautora: Acadêmica de enfermagem, 6º semestre, Faculdade Integrada de Santa Maria-FISMA. camilal_marafiga@outlook.com. 3Orientadora: Enfermeira, mestre em pediatria e docente na Faculdade Integrada de Santa Maria-FISMA. priscila.kurz@fisma.com.br mailto:m.luisa_maidana@hotmail.com mailto:priscila.kurz@fisma.com.br 149 A idade gestacional (IG) e peso ao nascer são fundamentais para avaliação do RN. O recém-nascido pequeno para IG requer internação prolongada, utilização de materiais e equipamentos que oferecem riscos a lesões de pele. As principais causas de lesões destacadas, uso e fixação de dispositivos, punções venosas, dermatite de fralda ou de contato. Para enfermagem é um desafio manter a integridade da pele do RNs, por serem constantemente manuseados na prática de procedimentos necessários. O estudo observou a utilização de óleo para hidratação da pele e retirada de adesivos de fixação, descontaminação da pele para procedimentos invasivos, limpeza do coto umbilical e mudança de decúbito, como as principais práticas adotadas no cuidado para a manutenção da integridade da pele do RN. 4 CONCLUSÃO Portando, cuidados que preservem a integridade da pele do RN devem ser prioritários, assim como importância do enfermeiro aprimorar o conhecimento acerca das especificidades neonatais. REFERÊNCIAS 1. SANTOS, SV; COSTA, R. Cuidados com a pele do recém-nascido: o estado da arte. Revista de Pesquisa Cuidado é Fundamental online 2015. jul./set. 7(3):2887-2901. Disponível em:. Acesso em: 03 out 2018. 2. SCHAEFER, TIM; NAIDOM, AM; NEVES, ET. Cuidados com a pele do recém- nascido internado em unidade de terapia intensiva neonatal: revisão integrativa. Revista Fund Care Online. 2016 out/dez; 8(4):5156-5162. Disponível em:. Acesso em: 03 nov 2018. 150 AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa Autores: Luiza Arend 130 Silviamar Camponogara 131 CUIDADOS DE ENFERMAGEM AO POTENCIAL DOADOR DE ÓRGÃOS: RELATO DE EXPERIÊNCIA 1 INTRODUÇÃO A Morte Encefálica provoca alterações hemodinâmicas que levam à falência múltipla dos órgãos, exigindo da equipe de saúde uma adequada manutenção das funções vitais para garantir a estabilidade hemodinâmica do potencial doador.Entretanto, para isso, é necessário que tenha conhecimento científico e técnico a respeito de todos os aspectos envolvidos no cuidado a pessoas com morte encefálica. 2 MÉTODO Trata-se de um relato de experiência, elaborado a partir das vivências em aulas práticas, que ocorreram na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Universitário de Santa Maria, durante o segundo semestre do ano de 2018. 3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS Durante o período de aulas práticas na Unidade de Terapia Intensiva, foi possível acompanhar os cuidados da equipe de enfermagem ao potencial doador de órgãos em morte encefálica. Os cuidados foram: mensuração dos sinais vitais, aspiração do tubo endotraqueal, higienização corporal, cuidados com pele para evitar lesões, controle hídrico, avaliação da diurese, avaliação e controle hemodinâmico, preparação e acompanhamento da realização de exames e protocolos. No decorrer desse período, foi possível observar que o paciente em morte encefálica demanda uma série de cuidados de enfermagem devendo a equipe multiprofissional possuir conhecimento científico, proatividade e engajamento. Além disso, evidenciou-se que há uma variedade de questões ético-legais envolvidas em todo esse processo. 130 Acadêmica de enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria. 131 Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Docente do Departamento e Programa de Pós- Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria. 151 4 CONCLUSÕES O papel da enfermagem diante de paciente em morte encefálica na Unidade de Terapia Intensiva deve ser executado sempre com dignidade e respeito. É fundamental que o enfermeiro tenha conhecimentos científicos a respeito de todos os processos, incluindo o fisiopatológico, pois exerce uma função importante no controle de todos os dados hemodinâmicos, hídricos e monitorização dos pacientes. REFERÊNCIAS 1. BECKER, S. et al. A enfermagem na manutenção das funções fisiológicas do potencial doador. SANARE. v.13, n.1, p. 69-75, jan./jun. 2014. 2. COSTA, C. R.; COSTA, L. P.; AGUIAR, N. A enfermagem e o paciente em morte encefálica na UTI. Rev. Bioét. v. 24, n. 2, p. 367-368, 2016. 152 ÁREA TEMÁTICA: Extensão Autores: Maiara Leal da Trindade132 Rosângela Marion da Silva133 Michele Zarantonelo134 DESAFIOS DO TRABALHO MULTIPROFISSIONAL RELACIONADOS AO AUTOCUIDADO DE PACIENTES COM DOENÇA VASCULAR: RELATO DE EXPERIÊNCIA 1 INTRODUÇÃO O Sistema Único de Saúde – SUS e a Política Nacional de Humanização – PNH preveem que as equipes de saúde realizem um atendimento integral aos pacientes de forma a responder as necessidades de saúde dos indivíduos. Objetiva-se relatar a experiência de uma acadêmica de Enfermagem acerca da percepção dos desafios de uma equipe multiprofissional relacionados ao fortalecimento do autocuidado de pacientes com alteração vascular. 2 MÉTODO Trata-se de um relato de experiência oportunizado por um projeto de extensão de uma universidade federal do interior do Rio Grande do Sul. Este projeto propõem a participação de uma bolsista em ações interdisciplinares (consultas individuais e coletivas), promovidas por uma equipe da Residência Multiprofissional, que visam consolidar o autocuidado de pacientes com doença vascular crônica, após a alta hospitalar. Estas ações ocorrem semanalmente, desde maio de 2018 no ambulatório de um hospital universitário. 3 RESULTADOS/DISCUSSÃO Em cinco meses, percebeu-se problemáticas que comprometiam o avanço das ações interdisciplinares. Relacionado ao paciente, notou-se baixa adesão ao tratamento e orientações. Um estudo identificou fatores que implicam na adoção efetiva do 132 Departamento de Enfermagem UFSM; 133 Departamento de Enfermagem UFSM; 134 Residência Multiprofissional UFSM. 153 tratamento farmacológico, como inúmeras medicações; existência de comorbidades; baixa renda; baixa ou nenhuma escolaridade; má autopercepção da sua saúde (TAVARES et al., 2016). Concernente à Rede de Atenção à Saúde – RAS visualizou-se dificuldades na transferência de cuidados para outros serviços de saúde. Falta de comunicação entre os trabalhadores; desconhecimento sobre os serviços disponíveis; carência de educação permanente; ausência de retorno dos serviços e a falta de responsabilização dos profissionais envolvidos são fatores que um estudo pontuou como entraves da rede assistencial (BRONDANI et al., 2016). E, a própria equipe institucional apresenta uma comunicação deficiente entre os profissionais da Residência e equipe médica. As diferentes formações acadêmicas; as individualidades; o efeito da hierarquia de poder e o “treinamento” para o diálogo são os principais desafios para uma comunicação efetiva (NOGUEIRA; RODRIGUES, 2015). Ademais, a PNH (2013) defende a comunicação entre os trabalhadores, a fim de promover práticas coletivas que estimulem a produção de um cuidado compartilhado e integral ao paciente. 5 CONCLUSÕES Verifica-se que os desafios referidos interferem no fortalecimento do paciente frente ao autocuidado, mas, são questões possíveis de serem reavaliadas, por meio de medidas que efetivem as políticas de saúde vigentes; de estratégias de educação em saúde e otimização da comunicação. REFERÊNCIAS 1. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Núcleo Técnico da Política Nacional de Humanização. HumanizaSUS: Documento base para gestores e trabalhadores do SUS / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Núcleo Técnico da Política Nacional de Humanização. – 4. ed. – Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2008. 2. NOGUEIRA, J. W. S; RODRIGUES, M. C. S. Comunicação efetiva no trabalho em equipe em saúde: desafio para a segurança do paciente. Cogitare Enferm, Brasília, v. 20, n. 3, pg. 636-640, 2015. 3. TAVARES, et al. Fatores associados à baixa adesão ao tratamento farmacológico de doenças crônicas no Brasil. Rev Saúde Pública, São Paulo, v. 50, n. 2, 2016. 4. BRONDANI, et al. Desafios da referência e contrarreferência na atenção em saúde na perspectiva dos trabalhadores. Curitiba, Cogitare Enferm. v. 21, n. 1, pg. 01- 08, 2016. 154 AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa Autores: Otávio Ferreira Moraes135 Jaqueline Scalabrin Silva136 Tânia Solange Bosi de Souza Magnago137 DISTÚRBIOS PSÍQUICOS MENORES EM FAMILIARES CUIDADORES DE CRIANÇAS E ADOLESCENTE EM TRATAMENTO ONCOLÓGICO: PREVALÊNCIA E FATORES ASSOCIADOS 1 INTRODUÇÃO Cuidar de um filho com câncer pode representar uma grande carga emocional e física, afetando a saúde psíquica dos familiares responsáveis. Nesse contexto, fatores ambientais, psicológicos e espirituais desempenham um papel importante no aparecimento de distúrbios psíquicos menores (DPM). Assim, objetiva-se avaliar o perfil sociodemográfico, a prevalência de DPM e os fatores supracitados em cuidadores de crianças e adolescentes em tratamento oncológico. 2 MÉTODO Trata-se de um estudo transversal, de caráter quanti-qualitativo, realizado entre fevereiro e setembro de 2018, com 62 familiares cuidadores de crianças e adolescentes em tratamento oncológico em um hospital universitário do Rio Grande do Sul. Foram incluídos os familiares presentes durante a internação, independente do período de tratamento ou tempo internado. E, excluídos os menores de idade. Utilizou-se um questionário sociodemográfico, o Self-Reporting Questionnaire (SRQ-20) e entrevistas com 14 cuidadores. O ponto de corte para suspeição de DPM foi sete ou mais respostas positivas para ambos os sexos (GRECO et al., 2015). Para a análise dos dados quantitativos utilizou-se a estatística descritiva. O estudo obteve a autorização do Comitê de Ética em Pesquisa da instituição(CAAE nº 61553616.6.0000.5346) e segue as normativas da Resolução 466/12. 135 Graduando em Psicologia na UFSM. Bolsista ProIC-HUSM. E-mail: otaviofmoraes@gmail.com; 136 Enfermeira do HUSM/EBSERH. Mestranda em Enfermagem no PPGEnf/UFSM; 137 Doutora em Enfermagem. Professora Adjunta do Departamento e Pós-Graduação em Enfermagem da UFSM. mailto:otaviofmoraes@gmail.com 155 3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS Predominaram cuidadoras femininas (80,6%, n=50), da família nuclear do paciente (88,7%, n=55), com idade média de 37 anos (±9,1, entre 20 e 66 anos), vivendo fora de Santa Maria (80,6%, n=50). Dos participantes, 64,5% (n=40) não praticavam atividade física, 67,7% (n=42) possuíam alguma atividade de lazer e 77,4% (n=48) praticavam alguma religião. A suspeição para DPM foi de 45% (n=27), sendo a média de respostas afirmativas 6,97 (±4,25). Dentro do SRQ-20, a questão com mais respostas afirmativas foi “Sente-se nervoso(a), tenso(a) ou preocupado(a)?” (79%, n=49). Em relação às entrevistas, a maioria dos cuidadores relata que sua relação com a fé os ajuda durante as internações, bem como o apoio de família, amigos e a empatia dos profissionais de saúde. Outro fator positivo é a possibilidade de entrar em contato com outros cuidadores, pessoas que passam pela mesma situação. Entretanto, relatam que a distância da família é um fator negativo. Ademais, referem que, durante as internações, as suas preocupações estão destinadas somente aos pacientes, deixando de lado suas vontades e necessidades. O percentual de DPM encontrado sinaliza as perturbações psicológicas vivenciadas pelos familiares, relacionadas a sintomas depressivos ou ansiosos. Residir em um município distante do hospital, e, consequentemente, afastado da família, pode ser entendido como fator de risco para a saúde mental do cuidador. A internação, amiúde, resulta na perda de fatores de proteção como exercício físico, atividades de lazer e contato direto com a rede de apoio. A religião desempenha um importante papel protetivo, estando frequentemente presente nos relatos e na maioria dos questionários. 4 CONCLUSÕES Abnegar das próprias necessidades, em detrimento do paciente, pode gerar efeitos reversos, visto que o adoecimento do familiar pode interferir no processo de cuidado na internação. Assim, ressalta-se a importância de olhar para os cuidadores, que, muitas vezes, acabam à margem do foco da atenção dos profissionais. REFERÊNCIAS 1. GRECO, P. B. T.; et al., A. Prevalência de distúrbios psíquicos menores em agentes socioeducadores do Rio Grande do Sul. Revista Brasileira de Enfermagem, Brasília, v. 68, n.1, fev. 2015. Disponível em: . Acesso em: 11 nov. 2018. 156 AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa Autores: Mikaela Aline Bade München138 Carolina Schmitt Colomé139 Taiane Klein dos Santos Weissheimer140 Alberto Manuel Quintana141 DOENÇA RENAL CRÔNICA NO CENÁRIO HOSPITALAR: O PAPEL DA PSICOLOGIA 1 INTRODUÇÃO O cenário hospitalar é um espaço carregado de tensão e que provoca diversos sentimentos negativos, principalmente relacionados à dor e ao sofrimento frente a situações nas quais o indivíduo é colocado em contato com a fragilidade da condição humana. Nessa perspectiva, a manifestação de uma doença física vem seguida de um impacto emocional que acarreta mudanças nas rotinas dos envolvidos. Esses aspectos emocionais podem estar relacionados às alterações de autoimagem do indivíduo, à sensação de incapacidade e ao consequente prejuízo na qualidade de vida. Em relação à doença renal crônica, esses fatores associam-se com algumas restrições: a ingestão de líquidos é limitada, o paciente deve controlar seu peso, deve tomar várias medicações e seguir uma dieta alimentar balanceada. Tais condições tendem, frequentemente, a causar sentimentos de ansiedade, irritação e tristeza. Frente a isso, o trabalho do psicólogo no Serviço de Nefrologia vem no sentido de acolher esses sentimentos e promover a comunicação entre equipe-paciente-família, com a finalidade de auxiliar na busca por recursos adaptativos diante da situação de adoecimento. 2 MÉTODO A partir disso, o presente trabalho se propõe a compreender o papel da psicologia frente às implicações da doença renal crônica aos sujeitos. Para tanto, realizou-se uma revisão 138 Acadêmica do Curso de Psicologia – UFSM – mikaelaaline@hotmail.com; 139 Acadêmica do Curso de Psicologia – UFSM – carolcolome@gmail.com; 140 Psicóloga – taianeks@gmail.com; 141 Orientador; Psicólogo; PhD em Bioética; Professor do Curso de Psicologia – UFSM – albertom.quintana@gmail.com. 157 narrativa da literatura, por meio de buscas em livros e artigos que tratassem da temática.3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS Os resultados apontam que o contexto hospitalar implica diversas situações advindas de processos de adoecimento, as quais acarretam variados impactos tanto no paciente diagnosticado quanto na família. Nesse sentido, o trabalho de um profissional da psicologia se torna fundamental, uma vez que se compreende a importância de reduzir os impactos do diagnóstico sobre a vida dos sujeitos e aliviar o sofrimento dos mesmos. No tocante à doença renal crônica, o processo, desde a descoberta da DRC, passando pela possibilidade de realização de hemodiálise, diálise peritoneal ou transplante, é permeado pela ansiedade diante dos procedimentos e/ou a espera pelo órgão. Isso faz com que os profissionais do Serviço de Nefrologia se deparem com as mais diversas reações emocionais por parte dos pacientes: negação da doença, não adesão ao tratamento, tristeza e revolta, os quais podem potencializar alguns mecanismos de defesa psíquicos tais como racionalização, isolamento de sentimentos penosos e banalização da enfermidade. Nessa lógica, o trabalho do psicólogo visa compreender o que está envolvido na queixa do paciente, no sintoma e na sua patologia, objetivando ter uma visão ampla do que está se passando com o sujeito e buscando facilitar a elaboração de medos e angústias, bem como das incertezas do tratamento e de seu prognóstico. 4 CONCLUSÕES Considera-se, com isso, que a saúde mental e, nesse sentido, o serviço de psicologia, são elementos importantes na busca por uma maior qualidade, humanização e eficácia do atendimento aos sujeitos portadores de doença renal crônica e suas famílias. Além disso, coloca-se como desafio e proposição para a equipe multiprofissional como um todo, a valorização e compreensão das variáveis psicossociais, com vistas à constante busca por melhorias na qualidade de vida desses sujeitos. REFERÊNCIAS ALMEIDA, A. M. Revisão: A importância da saúde metal na qualidade de vida e sobrevida do portador de insuficiência renal crônica. Jornal de Nefrologia, São Paulo, 2003; 25 (4): p.209-14. BARROS, T. M. Psicologia e saúde: Intervenção em hospital geral. In: CAMINHA, R. M. et al (Orgs). Psicoterapias cognitivo-comportamentais: teoria e prática. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2003. p. 239-246. BASTOS, M. G.; BREGMAN, R.; KIRSZTAJN, G. M. Doença renal crônica: frequente e grave, mas também prevenível e tratável. Rev. Assoc. Med. Bras., São Paulo , v. 56, n. 2, p. 248-253, 2010 . Disponível em . acessos em 10 out. 2017. http://dx.doi.org/10.1590/S0104-42302010000200028. 158 CORDEIRO, A. M. et al . Revisão sistemática: uma revisão narrativa. Rev. Col. Bras. Cir., Rio de Janeiro , v. 34, n. 6, p. 428-431, Dez. 2007 . Disponível em . acessos em 09 Mar. 2017.http://dx.doi.org/10.1590/S0100-69912007000600012 GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. 4 ed. São Paulo: Atlas, 2002. MACIEL, S. C. A importância do atendimento psicológico ao paciente renal crônico em hemodiálise. In: CAMON, V. A. A. (Org.). Novos rumos na psicologia da saúde. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2002. ROTHER, E. T. Revisão sistemática x revisão narrativa. Acta Paulista de Enfermagem. São Paulo, v. 20, n.2, p. v-vi, 2007. Disponível em: http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=307026613004 Acesso em 01 mar 2017. STENZEL, G. Q. L.; ZANCAN, N.; SIMOR, C. Reflexões acerca da atuação do psicólogo no contexto hospitalar. In: ______ (Orgs.). A Psicologia no Cenário Hospitar: Encontros Possíveis. Porto Alegre: EdiPUCRS, 2012. p. 39-49. TURATO, E. R. Tratado de metodologia da pesquisa clínico- qualitativa: Construção teórico-epistemológica, discussão comparada e aplicação nas áreas da saúde e humanas. Petrópolis: Vozes. 2013. VALLE, B.; SALVADOR, C. N.; SANTOS, J. B. Psicanálise e hospital: a escuta da dor além do corpo. In: ______ (Orgs.). A Psicologia no Cenário Hospitar: Encontros Possíveis. Porto Alegre: EdiPUCRS, 2012. p. 111-118. 159 AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa Autores: Sthefany Possamai Gomes142 Cíntia De Ugalde Gründling143 Adriana Farret Brunhauser144 Ariane Erthur Flores145 EDUCAÇÃO EM SAÚDE: ESTRATEGIA DE PROMOÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA NA TERCEIRA IDADE INTRODUÇÃO O envelhecimento da população mundial é um dos grandes desafios a serem enfrentados no século XXI. A tendência mundial à diminuição da mortalidade e da fecundidade, bem como o prolongamento da expectativa de vida das pessoas têm levado ao envelhecimento da população (Paschoal, 2006). Os números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2006 mostraram que, no mundo, uma em cada dez pessoas tem 60 anos de idade ou mais, estimando-se que em 2050 esta relação será de uma para cinco pessoas com 60 anos de idade ou mais em todo o mundo, e de uma para três nos países desenvolvidos. A expectativa de vida é um processo que vem aumentando com o decorrer do tempo, no Brasil é acompanhado por modificações no perfil de saúde de sua população e predomínio de doenças crônicas, com limitações funcionais, incapacidades e maiores gastos e desafios para o sistema de saúde. Com esse aumento, a capacidade de desfrutar um estilo de vida ativo e independente na velhice dependerá, em grande parte, da manutenção do nível pessoal de aptidão física das pessoas. À medida que o ser humano envelhece, quer continuar tendo força, resistência, flexibilidade e mobilidade para permanecer ativo e independente de modo a poder atender as próprias necessidades pessoais e domésticas, como fazer compras ou participar de atividades recreativas e esportivas. Envelhecer sem incapacidade passa a ser um fator indispensável para a manutenção de boa qualidade de vida. Desta forma, uma maneira de se identificar a qualidade de vida de um indivíduo é através do grau de autonomia com o que o mesmo desempenha as suas funções, tornando-o independente dentro do seu contexto sócio econômico e cultural. Objetivo do estudo foi investigar se o nível de qualidade de vida da terceira idade e influenciado pelo ensino de exercícios psicomotores como estratégia de educação em saúde. 2 MÉTODO 160 Tratou-se de um estudo descritivo com abordagem quantitativa e delineamento quase experimental apenas com o pós-teste. A amostra foi composta por 28 idosos (14 ativos e 14 inativos), com características biogeográficas semelhantes. Utilizou-se um formulário biodemográfico, o instrumento WHOQOL-bref e a escala de Berg. 3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS Os domínios presentes no construto qualidade de vida (físico, psicológico, relações sociais e ambiental) e a qualidade de vida total apresentaram diferenças estatísticas significantes entre idosos ativos e inativos bem como no teste de Berg, que foi favorável aos idosos ativos quanto ao equilíbrio funcional, representando menor risco de quedas. 4 CONCLUSÕES Desta forma, conclui-se que a prática de exercícios psicomotores é indicativa de melhor qualidade de vida. REFERÊNCIAS (Conforme as normas da ABNT 6023-2002.) Fonseca, V. (1998). Psicomotricidade:Filogênese, Ontogênese e Retrogênese. (2ª ed). Porto Ale-gre: Artes Médicas. Guedes, R. M. L. (2001). Motivação de idosos praticantes de atividades físicas. In, Guedes, O. C. (org.). Idoso, Esporte e Atividades Físicas João Pessoa: Idéia. Papaléo Netto, M. (2007). Tratado de gerontologia. (2ª ed.) Rio de Janeiro: Atheneu Paschoal, S. M. P, Salles, R. F. N, & Franco, R.P. (2006). Epidemiologia do Envelhecimento. In: Carvalho Filho, E. T., & Papaléo Netto, M. Geriatria Fundamentos, Clínica e Terapêutica. São Paulo: Atheneu. 161 AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa Autores: Deborah Paula Almeida Zaltron146 Eduarda Friedrich147 Clandio Timm Marques3 Lilian Oliveira de Oliveira4 Alethéia Peters Bajotto5 EFEITO DO DRY NEEDLING NA DOR LOMBAR DE IDOSAS 1 INTRODUÇÃO A lombalgia é uma das doenças musculoesqueléticas mais comuns na população, devido a sua alta incidência e prevalência, gerando uma significativa causa de incapacidade física. A dor miofascial lombar pode ser reconhecida por um relato de desconforto, rigidez muscular ou fadiga localizada no terço inferior da coluna vertebral, encontrada em 50% a 90% dos adultos e, muito presente no processo de envelhecimento. Dentre as causas de dor lombar ressalta-se elementos musculoesqueléticos, como as síndromes dolorosas miofasciais (SDM) e instabilidades do segmento lombar. A dor deixa a zona referida suscetível à diminuição da flexibilidade devido a disfunção miofascial que ocorre em pontos gatilho no músculo que são causados normalmente por zonas tensas nos músculos ou nas fáscias. 2 MÉTODO Trata-se de uma pesquisa quantitativa, de intervenção quase experimental sem grupo controle, onde foram realizadas aferições antes e após a intervenção. As coletas de dados foram realizadas no Laboratório de Ensino Prático (LEP) do Curso de Fisioterapia da Universidade Franciscana, na Estratégia de Saúde da Família Roberto Binato, na Unidade Básica de Saúde Floriano Rocha e Posto de saúde José Erasmo Crossetti em Santa Maria/RS, no período de março de 2018 a maio de 2018. A população foi composta por mulheres sedentárias oriundas da cidade de Santa Maria, RS, com idade igual ou superior a 60 anos e inferior ou igual à 80 anos. Foi realizada uma aplicação do Dry needling nos pontos dolorosos da região lombar e a avaliação realizada em três momentos: pré-agulhamento, 5 minutos após a intervenção e transcorridas 24 horas, em relação à dor. 146 Dicente do curso de Fisioterapia da Universidade Franciscana – UFN; 147 Fisioterapeuta; 3 4 5 Docentes do curso de Fisioterapia da Universidade Franciscana – UFN. 162 3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS Foram realizadas duas avaliações, em três momentos - antes do agulhamento (1), 5 minutos após a retirada da agulha (5) e após 24 horas após a intervenção (24) - em relação à dor, utilizando a escala visual-analógica (EVA). Após o período de tratamento, foi evidenciada uma significativa redução da intensidade da dor (p266 O TRABALHO PEDAGÓGICO DENTRO DO CTCRIAC ....................................... 268 O USO DO MINI-EXAME DO ESTADO MENTAL EM PESQUISAS COM IDOSOS: RELATO DE EXPERIÊNCIA ..................................................................................... 271 ONCOLOGIA INFANTIL: NECESSIDADE DE AMPLIAR O OLHAR FRENTE O “SER CRIANÇA” ........................................................................................................ 274 ORGANIZAÇÃO DE UM SENSOR DE PRESSÃO PARA ATENUAR LESÕES POR PRESSÃO EM PACIENTES COM DIFICULDADES DE LOCOMOÇÃO. ............. 276 OS NOVOS ANTICOAGULANTES ORAIS ............................................................. 278 OS TEMPOS NA CADEIA DE ATENDIMENTO ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL ................................................................................................................. 280 OS VALORES E A EMPATIA COMO FORMA DE ENSINO E RESGATE DA RELAÇÃO CLÍNICA .................................................................................................. 282 OUTUBRO ROSA: EDUCAÇÃO EM SAÚDE EM UMA UNIDADE TOCOGINECOLÓGICA ............................................................................................. 285 PERCEPÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA E AVALIAÇÃO DA INTENSIDADE DE DISPNEIA EM DPOC: RELATO DE CASO ............................................................. 288 PERCEPÇÃO DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM SOBRE A PESSOA COM ESTOMIA DE ELIMINAÇÃO INTESTINAL ........................................................... 290 PERCEPÇÕES DOS ENFERMEIROS FRENTE A TERMINALIDADE EM CRIANÇAS: REVISÃO NARRATIVA DE LITERATURA ..................................... 292 PERFIL CLÍNICO DE CRIANÇAS COM CONSTIPAÇÃO FUNCIONAL SIMPLES EM UM AMBULATÓRIO DE GASTROENTEROLOGIA PEDIÁTRICA .............. 294 PERFIL DE SAÚDE DA EQUIPE MULTIPROFISSIONAL DAS UNIDADES DE PERIOPERATÓRIO .................................................................................................... 297 17 PERFIL DEMOGRÁFICO E NUTRICIONAL DOS PACIENTES EM TERAPIA NUTRICIONAL NO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE SANTA MARIA – HUSM ...................................................................................................................................... 299 PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE MICRORGANISMOS ISOLADOS DE COPROCUTURAS DE PACIENTES ATENDIDOS NO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE SANTA MARIA .................................................................... 302 PERFIL NOSOLÓGICO DO AMBULATÓRIO DE GASTROENTEROLOGIA PEDIÁTRICA DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE SANTA MARIA ................ 305 PITIRÍASE RUBRA PILAR APRESENTANDO-SE COMO ERITRODERMIA: UM RELATO DE CASO .................................................................................................... 307 PNEUMONIA ADQUIRIDA NA COMUNIDADE (PAC) E INFLUENZA A (H1N1): A IMPORTÂNCIA DO TRATAMENTO PRECOCE ................................................ 309 PRÁTICA DE ONCOLOGIA INTEGRATIVA NO HUSM ...................................... 312 PRECISAMOS FALAR SOBRE AIDS: FOCALIZANDO OS TESTES RÁPIDOS REALIZADOS ............................................................................................................. 314 PREVALÊNCIA DE DEFICIÊNCIA DE LIPASE ÁCIDA LISOSSOMAL EM PACIENTES ATENDIDOS NO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE SANTA MARIA – RESULTADOS PRELIMINARES ........................................................................... 316 PREVALÊNCIA DO ESTRESSE E BURNOUT EM TRABALHADORES DE ENFERMAEGEM DE PRONTO SOCORRO: NOTA PRÉVIA ................................ 318 PROGRAMA DE EXTENSÃO REANIMA: O QUINTO ANO CAPACITANDO LEIGOS EM REANIMAÇÃO CARDIOPULMONAR EM SANTA MARIA, RS. .. 320 PROGRESSÃO CLÍNICA DE UM PACIENTE COM LER/DORT: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA ............................................................................................................ 322 QUALIDADE DO SONO E SINTOMAS DE SAÚDE EM TRABALHADORES DE ENFERMAGEM .......................................................................................................... 324 REFLEXÕES ACADÊMICAS NA SAÚDE MENTAL: RELATO DE EXPERIÊNCIA ...................................................................................................................................... 326 REFLEXÕES SOBRE A IMPORTÂNCIA DOS CENTROS DE CONVIVÊNCIA PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE BIOPSICOSOCIOESPIRITUAL DE IDOSOS 328 RELAÇÃO ENTRE A CLASSIFICAÇÃO DE KILLIP-KIMBALL, TEMPO DE INTERNAÇÃO E MORTALIDADE APÓS IAMCST ............................................... 330 RELATO DE EXPERIÊNCIA: A IMPORTÂNCIA DO VÍNCULO NA RESSIGNIFICAÇÃO DA VIDA APÓS O DIAGNÓSTICO DE HIV/AIDSA .......... 332 RELATO DE EXPERIÊNCIA DE UM ACADÊMICO DE MEDICINA COMO BOLSISTA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA ................................................................ 334 18 RELATO DE EXPERIÊNCIA: PROJETO DE EXTENSÃO EM DIVULGAÇÃO DA CIÊNCIA DANDO LUZ A NOVOS CIENTISTAS ................................................... 336 REPRESENTAÇOES SOCIAIS DA CADEIRA DE RODAS PARA A PESSOA COM LESÃO MEDULA ESPINHAL. ..................................................................... 338 REPERCURSSÕES SOBRE O PAPEL DO SUPORTE SOCIAL OPORTUNIZADO AO IDOSO DE GRUPOS DE CONVIVÊNCIA ......................................................... 340 SALA DE RECREAÇÃO PARA CRIANÇAS EM TRATAMENTO HEMATO ONCOLÓGICO: BENEFICIO E IMPORTÂNCIA .................................................... 342 SATISFAÇÃO PROFISSIONAL DA EQUIPE DE ENFERMAGEM DO SETOR DE HEMATO-ONCOLOGIA ............................................................................................ 344 SEGUIMENTO CLÍNICO DA EXPOSIÇÃO VERTICAL AO HIV: IMPLICAÇÕES PARA A PESQUISA E ASSISTÊNCIA ..................................................................... 346 SEGURANÇA DO PACIENTE E HIGIENIZAÇÃO DE CELULARES E DAS MÃOS EM AMBIENTE HOSPITALAR: RELATO DE EXPERIÊNCIA DE PRÁTICA EDUCATIVA ............................................................................................................... 348 SÍNDROME DE GULLO EM PACIENTE PEDIÁTRICO: RELATO DE CASO .... 352 SÍNDROME DOS VÔMITOS CÍCLICOS: CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS UTILIZADOS EM UM AMBULATÓRIO DE GASTROENTEROLOGIA PEDIÁTRICA .............................................................................................................. 354 SOBRECARGA E CARACTERIZAÇÃO DE MULHERES CUIDADORAS DE CRIANÇAS COM CUIDADOS CONTÍNUOS E COMPLEXO ................................ 356 SONO EM PUÉRPERAS ............................................................................................. 358 TECNOLOGIA AUDIOVISUAL NA EDUCAÇÃO EM SAÚDE COM PACIENTES E FAMILIARES NO PÓS-OPERATÓRIO DE COLOSTOMIA ............................... 360 TERAPIA ASSISTIDA POR ANIMAIS - UMA AÇÃO DO PROJETO DE EXTENSÃO CUIDADO E ATENÇÃO AO ADOLESCENTE E À CRIANÇA EM TRATAMENTO ONCOLÓGICO (CAACTO) ........................................................... 362 TESTE DE CAMINHADA DE 6 MINUTOS NA AVALIAÇÃO DA CAPACIDADE FUNCIONAL EM IDOSOS ......................................................................................... 364 TESTE DO HIDROGÊNIO EXPIRADO NO DIAGNÓSTICO DA INTOLERÂNCIA À LACTOSE E DO SUPERCRESCIMENTO BACTERIANO DO INTESTINO DELGADO ................................................................................................................... 366 TRATAMENTO DE ÚLCERA VENOSA EM MMII UTILIZANDO ENXERTO DE PELE PARCIAL: RELATO DE CASO ....................................................................... 368 ÚLCERAS POR PRESSÃO: UMA ABORDAGEM FISIOTERAPÊUTICA ............ 370 19 UNIDADE DE PROCESSAMENTO DE MATERIAIS ESTERILIZADOS: PARA ALÉM DO INSTRUMENTAL, UM PILAR NO CUIDADO E SEGURANÇA AO PACIENTE ................................................................................................................... 372 VELHICE E FINITUDE: ESPIRITUALIDADE E ATRIBUIÇÃO DE SENTIDO À PERSPECTIVA DE MORTE ......................................................................................o Dry Needling mostrou-se capaz de reduzir o quadro álgico e aumentar a flexibilidade de idosas sedentárias com dor lombar de origem inespecífica. Ademais, como houve uma melhora expressiva da dor local e flexibilidade quando usada a técnica de agulhamento seco, presume-se que a desativação dos pontos-gatilho miofasciais deve ser uma prioridade na terapia da dor miofascial. Apesar dos resultados favoráveis de estudos sobre o uso de DN no tratamento da dor miofascial, existe uma lacuna na literatura de estudos com alto nível de evidência que comprovem a efetividade e eficácia da técnica em diferentes faixas etárias. Este é um método minimamente invasivo, de baixo custo, seguro, que fornece efeitos locais, segmentais e extra segmentares. REFERÊNCIAS 1. Reinehr FB, Carpes FP, Mota CB. Influência do treinamento de estabilização central sobre a dor e estabilidade lombar. Fisioterapia em Movimento. 2008; 21(1): 123-129. 2. Coelho DM et al. Prevalência da disfunção miofascial em indivíduos com dor lombar. ActaFisiátrica. 2014; 21(2): 71-74. 3. Liu L et al. Evidence for Dry Needling in the Management of Myofascial Trigger Points Associated With Low Back Pain: A Systematic Review and Meta- Analysis. Archives Of Physical Medicine And Rehabilitation. 2018; 99(1): 144- 152. 4. Tüzün EH et al. Effectiveness of dry needling versus a classical physiotherapy program in pa-tients with chronic low-back pain: a single-blind, randomized, controlled trial. Journal of Phys-ical Therapy Science. 2017; 29(9): 1502–1509. 163 AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa Autores: Danieli Pillar 148 Tábada Samantha Marques Rosa 149 Fernanda Barbisan 150 Aron Ferreira da Silveira 151 Ivana Beatrice Mânica da Cruz 152 Verônica Farina Azzolin153 EFEITO NEUROPROTETOR DA ERVA MATE EM UM MODELO IN VITRO DE DOENÇA DE PARKINSON 1 INTRODUÇÃO A Doença de Parkinson (DP) é uma desordem neurodegenerativa crônica, progressiva e multisistêmica. Embora, a etiologia seja desconhecida, o aumento do estresse oxidativo (EO) parece estar relacionado com a fisiopatologia da DP. Neste contexto, estratégias terapêuticas neuroprotetoras com origem dietética para o combate do EO estão sendo cada vez mais estudadas. Entre os fatores dietéticos associados à neuroproteção, destacam-se os compostos com propriedades antioxidantes, os quais podem combater a formação das Espécies Reativas de Oxigênio (EROs) retardando os danos celulares. Neste contexto, o extrato de Ilex paraguariensis, a qual é popularmente conhecida como erva-mate, é uma importante fonte de antioxidantes, sendo potencial alternativa a prevenção da DP. Diante disso, objetivo desse estudo foi avaliar in vitro o efeito do extrato aquoso de Ilex paraguarienses em neurônios SH-SY5Y expostos a rotenona. 2 MÉTODO As células SH-SY5Y foram cultivadas em condições apropriadas, tratadas com erva- mate na concentração de (10µg/mL) por 24 horas, logo após com rotenona (40 µM), uma toxina aceita como mimetizadora da DP in vitro. As células foram incubadas por 148 Graduação em Farmácia-Universidade Federal de Santa Maria; Laboratório de Biogenômica- Universidade Federal de Santa Maria- RS; 149 Laboratório de Biogenômica- Universidade Federal de Santa Maria- RS; 150 Programa de Pós Graduação em Gerontologia- Universidade Federal de Santa Maria- RS; Laboratório de Biogenômica- Universidade Federal de Santa Maria- RS; 151 Programa de Pós Graduação em Distúrbios da comunicação humana -Universidade Federal de Santa Maria; Laboratório de Biogenômica- Universidade Federal de Santa Maria- RS; 152 Programa de Pós Graduação em Distúrbios da comunicação humana -Universidade Federal de Santa Maria; Programa de Pós Graduação em Gerontologia-Universidade Federal de Santa Maria; Laboratório de Biogenômica- Universidade Federal de Santa Maria- RS; 153 Programa de Pós Graduação em Gerontologia-Universidade Federal de Santa Maria; Laboratório de Biogenômica- Universidade Federal de Santa Maria- RS; 164 24 e 72 horas para realização dos seguintes testes: viabilidade celular através do teste de MTT, modulação de marcadores do metabolismo oxidativo (TBARS, carbonilação, DCFH-DA e superóxido) via ensaios espectrofotométricos e fluorimétricos, expressão gênica das enzimas antioxidantes (SOD, CAT, GPX), e ação genotóxica pelo ensaio da 8- OHdG. 3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS A erva-mate parece possuir efeito protetor sobre a ação da rotenona em células neurais. Devido à queda dos marcadores do metabolismo oxidativo (TBARS, carbonilação de proteínas, DCFH-DA, e superóxido) e aumento da expressão gênica das enzimas antioxidantes (SOD, CAT e GPX), uma vez que quando as células foram expostas somente a rotenona os parâmetros oxidativos se elevaram e as enzimas antioxidantes diminuíram. Em contrapartida, o tratamento prévio coma erva-mate ocasionou a queda dos parâmetros oxidativos e aumento das enzimas antioxidantes. 4 CONCLUSÕES Apesar das restrições metodológicas relacionadas aos protocolos in vitro, nossos resultados sugerem que o extrato aquoso da Ilex paraguaienses é um potencial composto neuroprotetor contra os danos causados pela rotenona em células SH-SY5Y, todavia, mais estudados precisam ser realizados a fim de se comprovar seu efeito preventivo a DP. REFERÊNCIAS: 1. XU, K.; XU, Y.H.; CHEN, J.F.; SCHWARZSCHILD, M. Neuroprotection by caffeine: time course and role of its metabolites in the MPTP model of Parkinson’s disease. Neuroscience. v. 167, p. 475–481, 2010. 2. QI, H.; LI, S. Dose-response meta-analysis on coffee, tea and caffeine consumption with risk of Parkinson’s disease. Geriatr Gerontol Int. v. 14, p. 430–439, 2014. 3. SOKOL, L.L.; YOUNG, M.J.; ESPAY, A. J.; POSTUMA, R.B. Cautionary optimism: caffeine and Parkinson’s disease risk. J Clin Mov Disord. v. 3, p. 7, 2016. 4. MAO Y. R.; JIANG L.; DUAN Y. L.; AN L. J; JIANG B. Efficacy of catalpol as protectant against oxidative stress and mitochondrial dysfunction on rotenone- induced toxicity in mice brain. Environ. Toxicol. Pharmacol. v. 23, p. 314–318, 2007. 165 AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa Autores: Danieli Pillar 154 Ivo Emílio da Cruz Jung 155 Fernanda Barbisan 156 Marta Medeiros Frescura Duarte 157 Ivana Beatrice Mânica da Cruz 158 Verônica Farina Azzolin159 EFEITO NEUROPROTETOR DA SUPLEMENTAÇÃO COM ÓLEO DE ABACATE EM CÉLULAS NEURAIS SH-SY5Y: UM MODELO DE ESTRESSE IN VITRO 1 INTRODUÇÃO O estresse vem sendo descrito por muitos autores como um possível gatilho para o desenvolvimento de uma série de patologias psiquiátricas e metabólicas. O hormônio cortisol em altos níveis parece ser o elo entre o estresse e o desenvolvimento de disfunções, sendo o estresse um desencadeador de morte neuronal e desenvolvimento de doenças crônicas na população. Nesse contexto, cada vez mais opções terapêuticas não farmacológicas estão sendo buscadas, como fatores que possam contribuir positivamente no tratamento farmacológico. E essa busca envolve, fortemente elementos nutricionais que possam contribuir para o combate ao estresse. Umas das moléculas encontradas na dieta que parece estar associada com a proteção ao estresse psicossocial e doenças psiquiátricas e neurodegenerativas é o ácido graxo poliinsaturado ômega-3 (PUFA n-3). Esta molécula tem um papel critico na estrutura e função cerebral. Geralmente, a suplementação de PUFA n-3 é feita com óleo de peixe. 154 Graduação em Farmácia-Universidade Federal de Santa Maria; Laboratório de Biogenômica- Universidade Federal de Santa Maria- RS; 155 Programa de Pós Graduação em Farmacologia-Universidade Federal de Santa Maria; Laboratório de Biogenômica- Universidade Federal de Santa Maria- RS; 156Programa de Pós Graduação em Gerontologia-Universidade Federal de Santa Maria; Laboratório de Biogenômica- Universidade Federal de Santa Maria- RS; 157 Universidade Luterana do Brasil-Campus Santa Maria; Laboratório de Biogenômica- Universidade Federal de Santa Maria- RS; 158 Programa de Pós Graduação em Farmacologia-Universidade Federal de Santa Maria; Programa de Pós Graduação em Gerontologia-Universidade Federal de Santa Maria; Laboratório de Biogenômica- Universidade Federal de Santa Maria- RS; 159 Programa de Pós Graduação em Gerontologia-Universidade Federal de Santa Maria; Laboratório de Biogenômica- Universidade Federal de Santa Maria- RS; 166 Entretanto, existem outros alimentos vegetais que poderiam apresentar efeito na modulação do estresse psicossocial considerando a sua matriz nutricional, como é o caso do abacate (Persea americana), um fruto amplamente distribuído em todas as regiões do Brasil. Diante disso, o objetivo desse estudo foi avaliar in vitro o potencial efeito neuroprotetor do abacate frente a células neurais (SH-SY5Y) expostas ao cortisol. 2 MÉTODO Foi avaliado o efeito da suplementação da cultura de células neurais SH-SY5Y com óleo da polpa de abacate na concentração (5 μg/mL), expostas ao cortisol (1ng/mL). A exposição ao cortisol é considerada um modelo in vitro de estresse. Os seguintes parâmetros foram analisados em 24 e 72 horas: viabilidade, taxa de proliferação celular e marcadores apoptóticos (BAX, BCL-2, caspase 3 e 8). 3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS O abacate mostrou um efeito protetor frente à exposição das células neurais ao cortisol. Aumentando a viabilidade e proliferação dessas e revertendo a apoptose causada pelo cortisol. Uma vez que uma das consequências da exposição crônica ao estresse é a morte de neurônios, o abacate mostra-se como um agente neuroprotetor. 4 CONCLUSÕES Apesar das limitações metodológicas, por se tratar de um estudo in vitro, o abacate se mostrou um potente neuroprotetor frente a células expostas ao estresse pelo cortisol, sendo esse um importante fruto a se considerar para o desenvolvimento de um suplemento para prevenção de estresse psicossocial e transtornos psiquiátricos. REFERÊNCIAS: 5. ADAM, E.K.; KUMARI, M. Assessing salivary cortisol in large-scale, epidemiological research. Psychneuroendocrinology. v.34, p.1423-143, 2009. 6. CANHADA, S. et al. Omega-3 fatty acids' supplementation in Alzheimer's disease: A systematic review. Nutr Neurosci. v.3, p.1-10, 2017. 167 7. CHEN, W.Q. et al. Effects of epigallocatechin-3-gallate on behavioral impairments induced by psychological stress in rats. Exp Biol Med. v.235, n.5, p.577-583, 2010. 8. FERRAZ, A.C. et al. Chronic omega-3 fatty acids supplementation promotes beneficial effects on anxiety, cognitive and depressive-like behaviors in rats subjected to a restraint stress protocol. Behav. Brain Res. v.219, p.116–122, 2011. 9. ORTIZ-AVILA, O. et al. Avocado Oil Improves Mitochondrial Function and Decreases Oxidative Stress in Brain of Diabetic Rats. J. Diabetes Res. 2015. 168 AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa Autores: Alex Velasques Santos¹ Darcieli Lima Ramos² Luciane Sanchotene Etchepare Daronco³ ¹Acadêmico de Educação Física UFSM-RS ; ²Departamento de clínica médica UFSM-RS; ³Departamento de Desportos Coletivos UFSM-RS. EFEITOS DA ATIVIDADE FÍSICA NA IMAGEM CORPORAL DE MULHERES COM CANCÊR DE MAMA PACIENTES DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE SANTA MARIA - RIO GRANDE DO SUL 1 INTRODUÇÃO A investigação da imagem corporal em pessoas com câncer é fundamental para o entendimento do estresse gerado pelas mudanças decorrentes da doença e do seu tratamento (FRIERSON; THIEL; ANDERSEN, 2006). Em pessoas com câncer as mudanças corpóreas estão relacionadas, principalmente, a aparência e a problemas psicossociais como: ansiedade, sintomas depressivos, diminuição de libido, problemas físicos, problemas sociais e problemas financeiros (BOGAARTS, 2012). O objetivo deste estudo foi verificar a imagem corporal em pacientes do sexo feminino com câncer de mama atendidas no HUSM – RS durante o tratamento de Radioterapia. 2 MÉTODO Este foi um estudo quantitativo que estudou 16 mulheres em tratamento radioterápico no HUSM durante os meses de Abril e Maio de 2017. Foi realizado um pré teste, seguido de oito oficinas de atividade física leve (alongamentos e atividades lúdicas) e um pós teste. Para avaliar a imagem corporal, decidiu-se utilizar o questionário Body Image after Breast Cancer Questionnaire (BIBCQ), com o objetivo de acompanhar o impacto do câncer de mama na imagem corporal. 3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 169 Ao analisar os dados relativos à imagem corporal entre as mulheres, demonstrou-se que muitas delas estavam satisfeitas com sua aparência, gostavam do seu corpo e estavam satisfeitas com o mesmo. Contudo, não se sentiam confortáveis em trocar de roupa em vestiários públicos. Os informes dos pacientes demonstraram que não evitavam a intimidade física nesse período e não tentavam esconder o seu corpo do parceiro. Foi observado um discreto aumento em alguns itens depois da prática das 8 sessões de Atividade Física. 4 CONCLUSÕES O presente se mostrou relevante pela importância do cuidado com o corpo, principalmente no período em que o corpo apresenta uma doença tão mítica, como o câncer. Ressalta-se que mais pesquisas devem ser realizadas nesse sentido. REFERÊNCIAS 1. FRIERSON, G.; THIEL, D. L.; ANDERSEN, B. L. Body change stress for women with breast cancer: the breast‑impact of treatment scale. Anals. In Behavioral Medicine, v. 32, n. 1, p. 77‑81, 2006. 2. GONCALVES, Carolina de Oliveira et al . Instrumentos para avaliar a imagem corporal de mulheres com câncer de mama. Psicol. teor. prat., São Paulo , v. 14, n. 2, p. 43-55, ago. 2012 . Disponível em . acessos em 11 fev. 2017. 170 AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa Autores: Lenize Nunes Moura 160 Silviamar Camponogara 161 José Luís Guedes dos Santos 162 Thailini Silva de Mello163 Silvana Silveira 5 EMPODERAMENTO E AMBIENTE DE PRÁTICA DE ENFERMEIROS DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO 1 INTRODUÇÃO O estudo tem como objetivo analisar as características do ambiente da prática profissional dos enfermeiros de um Hospital Universitário e mensurar o empoderamento desses enfermeiros. Considera-se importante conhecer as características do ambiente de trabalho do enfermeiro, bem como os níveis de empoderamento desses profissionais, pois acredita-se que tais fatores podem vir a influenciar os cuidados de enfermagem. 2 MÉTODO Trata-se de um projeto de dissertação de mestrado apresentado ao Programa de Pós- Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria. Caracteriza-se como um estudo transversal e descritivo. A atual investigação foi realizada em um Hospital Universitário do Sul do Brasil, durante o primeiro semestre de 2018. A coleta de dados se deu por meio da aplicação de três instrumentos autorrespondidos: ficha de caracterização pessoal; profissional e do ambiente de trabalho e a versão brasileira do Nursing Work Index – Revised (NWI-R); Escala do Empoderamento: Conditions of Work Effectiveness Questionnaire II (CWEQ). A população da pesquisa foi composta por 237 enfermeiros que se enquadraram nos critérios de inclusão. O projeto encontra se em fase de análise dos dados, estes foram realizados no programa SPSS Statistics 160Enfermeira. Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria (PPGENF/UFSM); 161Doutora em Enfermagem.Docente no curso de enfermagem e PPGEnf/UFSM. Universidade Federal de Santa Maria; 162Professor do Departamento de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Florianópolis, Santa Catarina, Brasil; 163Acadêmica de Enfermagem Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Bolsista de Iniciação Científica CNPq; 5 Acadêmica de Enfermagem Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). 171 versão 21.0 para Windows. O estudo atendeu aos aspectos éticos conforme a Resolução 466/2012, obteve aprovação do comitê de ética em pesquisa da Universidade Federal de Santa Maria, por meio da Plataforma Brasil Online, conforme parecer nº 2.865.806. Sob o número do Certificado de Apresentação para Apreciação Ética (CAAE) 81601817.2.0000.5346. 3 ANÁLISE E DISCUSSÃO PRÉVIA DOS RESULTADOS Uma análise preliminar dos dados evidenciaram que em determinados setores o ambiente de pratica é mais favorável do que em outros. Quanto ao empoderamento, os níveis de empoderamento dos enfermeiros também foi mais elevado em alguns setores específicos. Com esta pesquisa, espera-se contribuir para construção do conhecimento na área da enfermagem, bem como para a melhoria do ambiente de prática dos enfermeiros uma vez que tais resultados poderão subsidiar o desenvolvimento de estratégias que proporcionem um ambiente favorável, bem como o aumento do empoderamento dos enfermeiros, resultando em maior satisfação dos profissionais e melhora na qualidade do cuidado oferecido ao paciente. 4 CONCLUSÕES Os resultados preliminares já permitem concluir que os diversos fatores relacionados ao ambiente de trabalho e o nível de empoderamento dos profissionais podem influenciar a pratica profissional e o cuidado de enfermagem. REFERÊNCIAS BERNARDINO E, Dyniewicz AM, Carvalho KLB, Kalinowski LC, Bonat WH. Adaptação transcultural e validação do instrumento Conditions of Work Effectiveness - Questionnaire-II. Rev. Latino-Am. Enfermagem 2013;21(5):1112-18. BRASIL. Resolução nº 466, de 12 de dezembro de 2012. Conselho Nacional de Saúde. Comitê Nacional de Ética em Pesquisa em Seres Humanos. Diário Oficial da União Ministério da Saúde, Brasília – DF, 2012. GASPARINO, R.C. Adaptação cultural e validação do instrumento Nursing Work Index - Revised para a cultura brasileira. 2008. 137p. Dissertação (Mestrado em Enfermagem) - Universidade Estadual de Campinas, Campinas, SP, 2008. LAKE, E.T. Development of the Practice Environment Scale of the Nursing Work Index. Res Nurs Health., v. 25, n. 3, p. 176-88, 2002. 172 AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa Autores: Bruna Rossarola Pozzebon164 Tanise Martins dos Santos165 Suzinara Beatriz Soares de Lima 166 Vera Regina Real Lima Garcia 167 Valdecir Zavarese da Costa 5 Naiana Buligon Alba 6 ENFERMEIRO NA GESTÃO DOS HOSPITAIS UNIVERSITÁRIOS BRASILEIROS: ESTUDO DE TENDÊNCIA 1 INTRODUÇÃO Seguindo a tendência de substituição do estilo autocrático e impositivo dos gestores, por um estilo mais eficiente, voltado para a excelência organizacional, os hospitais têm adotado modelos de gestão focados no compartilhamento das decisões, superando os modelos tradicionais. Com isso, gestores modernos têm ocupado cargos diretivos para que consigam implementar um novo modelo, inclusive, em hospitais universitários federais (HUF) (ARAÚJO; LETA, 2014). As exigências da gestão da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares nos HUF têm gerado transformações na formação profissional, especialmente, na enfermagem (BRASIL, 2018). Ao considerar-se a ocupação de diferentes cargos pelos enfermeiros, desponta-se o interesse das instituições nesses profissionais devido à repercussão direta na qualidade da assistência (MONTEZELI; PERES, 2009). Objetivo: Conhecer a tendência das produções científicas acerca do enfermeiro na gestão em hospitais universitários. 2 MÉTODO Trata-se de um estudo de revisão narrativa, realizada por meio das produções encontradas no Banco de Teses e Dissertações da Coordenação de Aperfeiçoamento Pessoal de Nível Superior. A busca foi executada durante o mês de maio de 2017, sendo utilizados os termos “gestão enfermeiro” e “hospital universitário”, sem recorte 164 Acadêmica de Enfermagem, Bolsista PROIC-HUSM, UFSM; 165 Doutoranda em Enfermagem, UFSM; 166Pós-doutorado em Enfermagem, UFSM ; 167Doutora em Ciência do Movimento Humano, UFSM; 5 Doutor em Educação Ambiental, UFSM; 6 Mestranda em Enfermagem, UFSM. 173 temporal. Foram selecionadas 18 produções, que foram analisadas, sendo os resultados submetidos à análise temática, originando três categorias (MINAYO, 2014). 3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS Os estudos encontrados descrevem, verificam e/ou analisam diversos aspectos referentes ao enfermeiro na gestão no contexto hospitalar universitário. E, com base, nos principais resultados dos estudos definiram-se as categorias temáticas: 1) Mudanças organizacionais e os custos com a saúde, que traz as repercussões das mudanças organizacionais ocorridas em decorrência da adoção de um modelo de gestão, que visa a modernização dos serviços, e o controle dos custos com a saúde. 2) Gestão de pessoas nos hospitais universitários, que aborda as bases teóricas para a gerência em enfermagem, quanto a avaliação de desempenho profissional, ainda reuniu resultados dos estudos que apresentaram o importante papel do enfermeiro, enquanto líder da equipe de enfermagem. 3) Gestão da qualidade e a acreditação hospitalar que versa sobre o foco principal na gestão hospitalar que prima pela qualidade, vislumbrando os padrões de acreditação. 4 CONCLUSÕES As produções reforçam que os conhecimentos da enfermagem, vão além das competências e habilidades do ser enfermeiro, havendo uma formação na graduação superior que poderia subsidiar amplas tomadas de decisão dentro das organizações hospitalares. No entanto, ressalta-se que os estudos selecionados não focam no enfermeiro enquanto dirigente, pertencente ao alto escalão dos hospitais universitários, mas na ocupação de cargos adjacentes. REFERÊNCIAS 1. ARAÚJO, K. M.; LETA, J. Os hospitais universitários federais e suas missões institucionais no passado e no presente. História, Ciências, Saúde. v. 21, n. 4, p. 1261-1281, out./dez. 2014. 2. BRASIL. Ministério da Educação. Hospitais Universitários Federais. Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares. 2018. Disponível em: . Acesso em: 18 jun. 2018. 3. MONTEZELI, J. H.; PERES, A. M. Competência gerencial do enfermeiro: conhecimento publicado em periódicos brasileiros. Cogitare Enferm. v. 14, n. 3, p. 553-558, jul./set. 2009. 4. MINAYO, M. C. S. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. 14. ed. São Paulo: Hucitec, 2014. 174 AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa Autores: Karen Cristiane Pereira de Morais168 Rosângela Marion da Silva169 Liliane Ribeiro Trindade170 Carmem Lúcia Colomé Beck171 Juliane Rodrigues Guedes172 ENFERMEIROS DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO E A SOBRECARGA DE TRABALHO. 1 INTRODUÇÃO Introdução: A complexidade do processo de trabalho do enfermeiro e as exigências que incidem sobre o mesmo, aliadas às condições precárias de trabalho e ao acúmulo de atribuições são considerados elementos que determinam a sobrecarga de trabalho, podendo repercutir em riscos para o paciente, comprometendo sua segurança, e também a segurança do próprio profissional, uma vez que este durante o processo de trabalho está exposto a diversos fatores, como citados anteriormente (ANDOLHE,2013). O contato direto e contínuo com os pacientes é uma característica comum aos trabalhadores da saúde. O conceito de sobrecarga de trabalho relaciona-se à percepção da alta demanda nas situações rotineirasno ambiente de trabalho para a pessoa e à dificuldade de enfrentamento frente às exigências que a atividade profissional impõe aos trabalhadores (BANDEIRA; ISHARA; ZUARDI, 2007). Portanto, o presente estudo teve como objetivo geral conhecer a percepção de enfermeiros que atuam no trabalho em turnos sobre a sobrecarga de trabalho. 2 MÉTODO Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa, do tipo exploratório-descritivo. O cenário foi um hospital universitário localizado em um município do interior do Estado do Rio Grande do Sul, Brasil. Os participantes foram os enfermeiros atuantes nas 168 Mestranda em enfermagem pela Universidade Federal de Santa Maria; 169 Docente do departamento de enfermagem UFSM; 170 Mestre em enfermagem UFSM; 171 Docente do departamento de enfermagem UFSM. 172 Acadêmica de medicina UFSM 175 unidades de internação clínica e cirúrgica dessa instituição, ao todo a equipe de enfermeiros é constituída por 39 profissionais. Após aplicação dos critérios de inclusão, cinco enfermeiros foram excluídos, resultando na população elegível de 34 pessoas. A partir do quantitativo de enfermeiros identificados nas unidades, optou-se por realizar sorteio dos participantes por turno e unidade de trabalho. Foram critérios de inclusão: atuar nas unidades estudadas há mais de seis meses, sendo excluídos os que estavam em afastamento de qualquer natureza. A técnica de coleta dos dados ocorreu por meio da observação sistemática não participante e entrevista semiestruturada, e foram analisados por meio da técnica de análise do conteúdo temática. Seguiram-se as recomendações previstas neste trabalho foi aprovado pelo comitê de ética em pesquisa sob o número CAAE 65329817.2.0000.5346. 3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS Para os enfermeiros os fatores que interferiam na sobrecarga de trabalho eram as condições inadequadas de trabalho, atividades além da capacidade de resolução, mudanças no perfil epidemiológico da população, atividades gerenciais e a extensão do trabalho no domicílio e elementos que colaboram para o desenvolvimento do trabalho, na qual foram retratados o auxílio das tecnologias no desenvolvimento do trabalho, o reconhecimento e valorização da profissão. Situações como as condições inadequadas de trabalho, atividades além da capacidade de resolução, mudanças no perfil epidemiológico da população e atividades gerenciais e a extensão do trabalho no domicílio têm influência direta na sobrecarga de trabalho. 4 CONCLUSÕES Conclui-se que foi possível conhecer como os enfermeiros percebiam a sobrecarga de trabalho oriunda de seu ambiente laboral. Nesse sentido, mostra-se imprescindível o planejamento de ações que busquem preservar e promover a saúde dos trabalhadores, proporcionando, assim, que esses estejam menos suscetíveis ao adoecimento, e que a enfermagem seja mais valorizada e apoiada pela equipe de saúde, tornando possível a oferta de uma assistência integral e de qualidade. REFERÊNCIAS 1. ANDOLHE, R.Segurança do paciente em unidades de terapia intensiva: estresse, coping e burnout da equipe de enfermagem e ocorrência de eventos 176 adversos e incidentes. 2013. 244 p. Tese – Escola de Enfermagem de São Paulo, São Paulo, SP, 2013. 2. BANDEIRA, M.; ISHARA, S.; ZUARDI, A. W. Satisfação e sobrecarga de profissionais de saúde mental: validade de construto das escalas SATIS-BR e IMPACTO-BR. J Bras Psiquiatr.v. 56, n. 4, p. 280-286, 2007. 177 AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa Autores: Jamir Pitton Rissardo173 Ana Letícia Fornari Caprara1 Aline Kegler174 Luiz Fernando Freire Royes175 Michele Rechia Fighera176 ENVOLVIMENTO DO POLIMORFISMO MnSODAla16Val NA EPILEPSIA: ESTUDO CASO-CONTROLE 1 INTRODUÇÃO A superóxido-dismutase (SOD) é considerada a primeira enzima antioxidante, desempenhando um papel fundamental na proteção celular contra os danos induzidos pelas espécies reativas de oxigênio. O polimorfismo de nucleotídeo único (SNP) MnSODAla16Val foi associado à fisiopatologia do diabetes e de doenças hepáticas. Dessa forma, esse polimorfismo pode ser relevante no estudo da epilepsia, uma vez que o estresse oxidativo tem sido relacionado ao processo de epileptogênese. Portanto, o objetivo deste estudo é descrever a influência do polimorfismo do gene Ala16ValMnSOD nos parâmetros de inflamação, apoptose e dano ao DNA em indivíduos com epilepsia idiopática (EI). 2 MÉTODO Este é um estudo caso-controle com 41 indivíduos saudáveis (grupo controle) e 43 indivíduos com EI do ambulatório de Neurologia do Hospital Universitário de Santa Maria. Uma análise bioquímica foi realizada para investigar a atividade da acetilcolinesterase (AChE), os níveis de fator de necrose tumoral α(TNF-α), atividade de caspase-8(CASP-8), picogreen(PG) e genotipagem do polimorfismo da Ala16ValMnSOD. Os dados foram analisados através da análise de variância (two-way ANOVA), seguida do Teste de Comparação Múltipla de Tukey. As análises estatísticas 173Acadêmico do curso de Medicina - Centro de Ciências da Saúde, Departamento de Neuropsiquiatria, Universidade Federal de Santa Maria, RS, Brazil; 174Centro de Ciências Naturais e Exatas, Programa de Pós-Graduação em Ciências Biológicas: Bioquímica Toxicológica, Universidade Federal de Santa Maria, RS, Brazil; 175Centro de Educação Física e Desportos, Laboratório de Bioquímica do Exercício (BIOEX), Universidade Federal de Santa Maria, RS, Brazil; 176Centro de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Farmacologia, Universidade Federal de Santa Maria, RS, Brazil; 178 foram realizadas no software SPSS. A análise de correlação foi efetuada utilizando o coeficiente de correlação de Pearson. A significância estatística foi assumida quando p. Acessoem: 06 out. 2018. https://www.nature.com/articles/nrneurol.2010.178 179 2. Guo, K.; Janigro, D. New immunological approaches in treating and diagnosing CNS diseases. Pharmaceutical patent analyst, v. 2, p. 361-371, 2013. Disponível em: . Acesso em: 6 out. 2018. 3. Lehtimäki, K.; Keränen, T.; Huhtala, H.; et al. Regulation of IL-6 system in cerebrospinal fluid and serum compartments by seizures: the effect of seizure type and duration. Journal of neuroimmunology, v. 152, p. 121-125, 2004. Disponível em: . Acesso em: 6 out. 2018. https://www.future-science.com/doi/abs/10.4155/ppa.13.16 https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0165572804000499 180 AREA TEMÁTICA: Ensino/Pesquisa Autores: Marcelo Ribeiro Primeira177 Cid Gonzaga Gomes178 Patricia Eickhoff179 Stela Maris de Mello Padoin180 ESCALA DE AVALIAÇÃO DE QUALIDADE DE VIDA DE PESSOAS VIVENDO COM HIV: UMA REVISÃO BIBLIOMÉTRICA 1 INTRODUÇÃO Como resposta à epidemia provocada pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), assume-se o compromisso com as diretrizes nacionais e internacionais em busca do alcance da meta 90-90-90. Esta meta, proposta da Joint United Nations Program on HIV/AIDS (UNAIDS), prevê que até o ano de 2020 90% das pessoas HIV positivas tenham ciência do seu diagnóstico, 90% destas estejam em tratamento e 90% das pessoas em tratamento apresentem carga viral (CV) indetectável (UNAIDS, 2015). A CV indetectável (supressão viral) está relacionada à prevenção quanto ao risco de transmissão do HIV e seu sucesso é diretamente ligado à adesão ao tratamento. A qualidade de vida (QV), além da adesão à terapia antirretroviral, também apresenta associação com as variáveis clínicas referentes ao tratamento. Os maiores escores dos domínios avaliados pela QV são observados em indivíduos com supressão viral. Portanto a avaliação de QV associada à avaliação da adesão são importantes para as equipes de saúde planejarem o cuidado integral às pessoas com HIV, direcionando os recursos e promoção de estratégias de saúde que possam abranger não apenas aspectos físicos, mas também psicossociais, diminuindo morbidade, mortalidade e custos mais elevados com saúde (CANINI; et al., 2004; SILVA; et al, 2014). Para avaliação da QV foram criados questionários específicos para pessoas com HIV, além do amplamente conhecido WHOQOL-HIV-Bref da Organização Mundial da Saúde. Dentre estes instrumentos específicos destaca-se o HIV/AIDS-Targeted Quality of Life Instrument (HAT-QoL), cujos domínios foram construídos totalmente a partir de sugestões de pacientes (SÓAREZ; et al., 2009). O HAT-QoL busca avaliar a QV por meio de nove domínios: funções gerais, sexuais, problemas de comunicação, preocupações com a saúde e financeiras, aceitação do HIV, satisfação com a vida, preocupações com 177 Discente do Curso de Doutorado do PPGEnf/UFSM; 178 Discente do Curso de Graduação em Fisioterapia da UFSM, bolsista PROIC-HUSM; 179 Discente do Curso de Graduação em Medicina da UFSM, bolsista PROIC-HUSM; 180 Docente do Departamento de Enfermagem da UFSM. 181 medicamentos e confiança no profissional de saúde. Estes domínios estão divididos em 34 questões com as respostas configuradas em uma escala do tipo Likert (SÓAREZ; et al., 2009). Dessa forma, a avaliação da QV torna-se relevante para criação de estratégias de tratamento, a partir do conhecimento das condições que influenciam negativamente a QV e que podem afetar diretamente a adesão ao tratamento (CANINI; et al., 2004). Objetivo: Avaliar a amplitude do uso do HAT-QoL para avaliação da QV das pessoas com HIV. 2 MÉTODO Encontra-se em desenvolvimento, no Grupo de Pesquisa Cuidado à Saúde das Pessoas, Famílias e Sociedade, um estudo de revisão bibliográfica a partir dos métodos da bibliometria e cientometria que permitirá planejar e encontrar uma quantidade determinada de periódicos que respondam a uma pergunta específica e analisar criticamente os estudos disponíveis nas bases de dados e a análise, o consumo e a circulação da produção científica (SANTOS; KOBASHI, 2009). A busca utilizou 16 variações do nome do instrumento, incluindo sua sigla, e foi desenvolvida nas bases de dados eletrônicas: US National Library of Medicine National Institutes of Health (PUBMED), Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Elsevier SciVerse Scopus (SCOPUS), no mês de outubro. Resultados: Ao fim da busca foram encontradas 421 produções, divididas nas diferentes bases: PUBMED (N=108), LILACS (N=14) e SCOPUS (N=299). Os resultados foram exportados para o software gerenciador de referências Mendeley, onde será realizada a leitura de títulos e resumos para seleção e composição do corpus da pesquisa. 3 RESULTADOS Ao fim da busca foram encontradas 421 produções, divididas nas diferentes bases: PUBMED (N=108), LILACS (N=14) e SCOPUS (N=299). 4 CONCLUSÕES Espera-se que esta revisão responda à questão de pesquisa e que os estudos disponíveis nas bases de dados demonstrem o consumo e a circulação da produção científica acerca da avaliação da QV de pessoas vivendo com HIV nos diferentes contextos. REFERÊNCIAS 182 1. CANINI, S. R. M. da S. et al. Qualidade de vida de indivíduos com HIV/AIDS: uma revisão de literatura. Rev. Latino-Am. Enfermagem, Ribeirão Preto, v. 12, n. 6, p. 940-45, dez. 2004. 2. SANTOS, Raimundo Nonato Macedo dos; KOBASHI, Nair Yumiko. Bibliometria, Cientometria, Infometria: conceitos e aplicações. Revista Pesquisa Brasileira em Ciência da Informação e Biblioteconomia, v. 2, n. 1, p. 155-72, 2009. 3. SILVA, A. C. de O. e. et al. Qualidade de vida, características clínicas e adesão ao tratamento de pessoas vivendo com HIV/AIDS. Rev. Latino-Am. Enfermagem, Ribeirão Preto., v. 22, n. 6, p. 994-1000, dez. 2014. 4. SÓAREZ, P. C. et al. Tradução e validação de um questionário de avaliação de qualidade de vida em AIDS no Brasil. Rev Panam Salud Publica, Washington, v. 25, n. 1, p. 69-76, 2009. 5. UNAIDS. 90-90-90 Uma meta ambiciosa de tratamento para contribuir para o fim da epidemia de AIDS, Geneva: UNAIDS, 2015. 183 AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa Autores: Vitor Cantele Malavolta181 Rúbia Soares Bruno182 Sheila Jacques Oppitz² Michele Vargas Garcia¹ ESCALA VISUAL ANALÓGICA: UM RECURSO PARA AUTOAVALIAÇÃO DE SUJEITOS COM ZUMBIDO CRÔNICO EM UM GRUPO DE ACONSELHAMENTO FONOAUDIOLÓGICO 1 INTRODUÇÃO O zumbido tornou-se mais prevalente na população de modo geral, dando um salto de 15% para 25,3% de incidência nos últimos 15 anos. Dessa forma, o sintoma vem exigindo maior preparo de fonoaudiólogos de diversos níveis de atenção à saúde. Assim, a Escala Visual Analógica tornar-se aliada deste profissional no acompanhamento e mensuração do sintoma, sendo um recurso simples, já conhecido e de baixo custo. Portanto, o objetivo deste estudo é descrever a efetividade da Escala Visual Analógica na mensuração do zumbido crônico em um grupo de aconselhamento fonoaudiológico, sendo que espera-se, que a reposta seja fidedigna ao incomodo e possa ser utilizada como um método de mensuração do zumbido crônico. 2 MÉTODO Estudo de caráter transversal, aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa. Participaram do estudo 10 sujeitos (número máximo de sujeitos por grupo) com média de idade de 61,3 anos, pertencentes ao Grupo de Aconselhamento Fonoaudiológico de um Hospital Universitário. A Escala Visual Analógica foi aplicada antes e após cinco sessões de aconselhamento fonoaudiológico em grupo, sendo que os sujeitos quantificaram, de zero à dez, o incômodo com osintoma. 3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 181 Universidade Federal de Santa Maria (RS), Departamento de Fonoaudiologia;; 182 Programa de Pós-graduação em Distúrbios da Comunicação Humana.; 184 Antes do aconselhamento fonoaudiológico 40% dos sujeitos deram nota dez, 10% deram nota nove, 20% deram nota oito e 30% deram nota sete. Após o tratamento 20% deram nota seis, 30% deram nota quatro, 20% deram nota dois e 30% deram nota zero. A mensuração do incômodo com o sintoma foi realizada de forma rápida e simples, refletindo de forma objetiva e quantitativa a melhora do incômodo com o zumbido. 4 CONCLUSÕES A Escala Visual Analógica é uma maneira efetiva de mensurar o incômodo com o zumbido, sendo fidedigna ao incomodo do paciente com o sintoma, já que o caracteriza de forma quantitativa e ajuda a nortear a continuidade do tratamento, podendo ser utilizada pelo fonoaudiólogo da Atenção Básica à Alta Complexidade, propiciando uma intervenção rápida, efetiva e de baixo custo para o sistema de saúde. REFERÊNCIAS 1. SHARGORODSKY, J; CURHAN, GC; FARWELL, WR. Prevalence and characteristics of tinnitus among US adults. Am J Med. 2010;123(8): 711-8. 2. AZEVEDO, AA; MELLO, PO; SIQUEIRA, AG; FIGUEIREDO, RR. Análise Crítica dos Métodos de Mensuração do zumbido. Rev Bras Otorrinolaringol. 2007;73(3):418-23. 3. MONDELLI, MFCG; ROCHA, AB. Correlação entre os achados audiológicos e incômodo com o zumbido. 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Progressos têm sido feitos noentendimento da história natural e fisiopatologia da doença hepática crônica, bem como notratamento de suas complicações, o que resulta em melhor manejo e qualidade de vida destespacientes. A avaliação do perfil clínico desses doentes se faz necessária, visando programarestratégias de prevenção primária e secundária.Objetivo:Descrever o perfil epidemiológico dos pacientes internados no Serviço de Gastroenterologiado Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM) no período de um ano, com ênfase nospacientes cirróticos e na análise de suas complicações e mortalidade associada.Métodos :Estudo observacional e retrospectivo, sendo a amostra composta pela análise de prontuáriosde 47 internações por cirrose no serviço de Gastroenterologia do HUSM, Santa Maria, RS, noperíodo de janeiro a dezembro de 2016. Para a coleta de dados, foi utilizada uma ficha deautoria própria, onde foram avaliadas as seguintes variáveis: gênero, idade, motivo dainternação, complicações durante a hospitalização, exames laboratoriais para classificação deChild- Pugh, etiologia da cirrose, perfis virais para hepatites, comorbidades e mortalidadeintra- hospitalar. Os dados foram avaliados por estatística descritiva (freqüências absolutas erelativas). As associações foram verificadas através dos testes do Qui-quadrado ou exato deFisher e teste t-Student. O nível de significância adotado foi de 95%. Resultados: A média de idade observada nos doentes foi de 59,48 ± 10,91, sendo que os mesmos erammais frequentemente do sexo masculino (76%). Apresentavam Child- Pugh B ou C em 50% e43,5% dos casos, respectivamente, e a etiologia preponderante da hepatopatia foi relacionadaao álcool (55,3%). O motivo da internação mais frequente foi hematêmese (42,6%), sendo a maioria relacionada ao sangramento de varizes esofago-gástricas. As complicações mais prevalentes foram ascite (67,4%), hemorragia digestiva alta(51,1%), encefalopatiahepática(43,5%) e infecção(44,7%), sendo peritonite bacteriana espontânea o principal focode infecção. Em nosso estudo, o único fator que esteve associado diretamente à mortalidadeforam encefalopatia hepática, com um RR de 2,61 (DP 1,16-5,87, IC 95%). Conclusão: A cirrose teve como principal 186 etiologia o alcoolismo, seguido da infecção pelo VHC. Houveassociação significativa entre mortalidade intra-hospitalar e o surgimento de encefalopatiahepática. REFERÊNCIAS [1] S ARGENTI, Konstantina et al. Predictors of mortality among patients with compensated and decompensated liver cirrhosis: the role of bacterial infections and infection-relatedacute-on-chronic liver failure. 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Para preencher esta lacuna, o Dep. de Saúde Coletiva estabeleceu parceria com o Núcleo de Educação Permanente em Saúde da Secretaria de Município, na qual os alunos do 1º semestre de Medicina da UFSM realizaram o cadastramento da população adstrita à UBS São Francisco e montaram uma base de dados, como uma atividade prática das disciplinas Epidemiologia I e Saúde Coletiva I, a fim de subsidiar a equipe da UBS para planejamento em saúde. O objetivo deste trabalho foi desenhar o perfil epidemiológico das pessoas acometidas por câncer no grupo cadastrado. 2 MÉTODO No 2º semestre de 2016, foi realizado um estudo transversal descritivo, com seleção da amostra por conveniência, após o mapeamento da região in loco. A área cadastrada foi o Residencial Don Ivo, que circunda a UBS. Um morador de cada residência foi entrevistado por duplas de alunos com os formulários de Cadastro Domiciliar e Cadastro Individual do Ministério da Saúde¹. Os dados foram digitados no EpiInfo por monitores e analisados pelos mesmos alunos que os coletaram, na disciplina Epidemiologia 2. As variáveis selecionadas para este trabalho foram: história pregressa e/ou atual de câncer, fumante, uso de álcool e drogas, com resposta “sim/não”, além de sexo (feminino/masculino) e raça/cor da pele. 193 3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS Foram cadastrados 401 indivíduos de 134 domicílios. Foram referidos 9 casos de câncer atuais ou pregressos, com uma prevalência de 2,3% na amostra. Destas pessoas, 78% eram mulheres; 4 tinham cor da pele branca, 3 parda ou preta (não havia registro em 2 casos) e 7 (77,8%) eram fumantes. Não foram encontrados indivíduos que usassem álcool e outras drogas entre os casos de câncer. Foi encontrada alta prevalência de pessoas com história atual ou pregressa de câncer, maior entre as mulheres. Apesar da doença, uma parcela expressiva ainda permanecia fumante. Estes dados trazem informações úteis para que a equipe da UBS direcione suas ações às necessidades da comunidade. Alguns viéses devem ser cogitados: a informação por morbidade referida e a ausência de residentes em alguns domicílios. O instrumento não permite conhecer informações importantes como o tipo de câncer, mas é o recomendado para o cadastramento na APS. 4 CONCLUSÕES Por fim, deve-se ressaltar a importância desse tipo de pesquisa como atividade curricular, possibilitando conhecer as pessoas em sua vida real e, ainda gerar dados para ajudar a equipe de saúde da UBS. REFERÊNCIAS 1. E-SUS AB. Ficha de cadastro individual. Disponível em: . Acesso em 13 out. 2018. 194 AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa Autores: Karla Priscilla Paulino Dos Santos183 Suzinara Beatriz Soares de Lima184 Lidiana Batista Teixeira Dutra Silveira 185 Adriana Brum Lourenço4 Eduarda Aparecida Pedroso Compodonio5 Cassia Ribeiro Reis6 EVIDÊNCIAS CIENTÍFICAS SOBRE CUSTO NA PREVENÇÃO E TRATAMENTO DA LESÃO POR PRESSÃO DECORRENTE DO POSICIONAMENTO OPERATÓRIO: UMA REVISÃO INTEGRATIVA 1 INTRODUÇÃO Uma das maiores preocupações para o enfermeiro no seu trabalho assistencial é a prevenção de Lesões por Pressão-LP, que pode ser desencadeada por longos períodos de hospitalização e pelo posicionamento cirúrgico. A prevenção e tratamento de LP podem se tornar dispendiosas para os serviço e sistemas de saúde. 2 MÉTODO Trata-se de uma revisão integrativa, que teve sua busca realizada na base de dados LILACS-Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde via Biblioteca Virtual em Saúde-BVS entre os meses de maio e junho de 2017, foram encontrados 13 artigos, foram incluídos 9. Ocorreram seis etapas: 1) Identificação do tema e questão de pesquisa (questão de pesquisa foi utilizada a estratégia PICO (Population, Intervention, Comparison, Outcome); 2) Estabelecimento de critérios de inclusão (artigos originais que respondem à pergunta de pesquisa, publicado em português, inglês ou espanhol. Disponível online na íntegra) e exclusão (os artigos que apareceram em mais de uma 183Acadêmica de enfermagem da UFSM, bolsista PROIC-HUSM. 2Enfermeira, Doutora em Enfermagem, Professora Associada do Departamento de Enfermagem da UFSM. Chefe da Divisão de Enfermagem do HUSM. 3Enfermeira. Mestranda do Programa de Pós-graduação em Enfermagem da UFSM. 4Acadêmica de Enfermagem da UFSM, bolsista PEIPSM. 5Acadêmica de Enfermagem da UFSM, bolsista PIBIC UFSM 6Acadêmica de Enfermagem da UFSM, bolsista PROBIC 195 busca serão analisados somente uma vez); 3) Categorização dos estudos; 4) Avaliação dos estudos; 5) Interpretação dos resultados e 6) Entrega da revisão. 3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS As publicações dos artigos ocorreram entre 2005 a 2014. A universidade de São Paulo se destaca com 5 artigos publicação. Foram desenvolvidas pesquisas na Clínica Médica Cirúrgica, com pacientes pré e pós-cirúrgico internados. Na Clínica Médica e Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) foram desenvolvidas 2 pesquisas, 2 estudos em centros cirúrgico, 1 estudo em Laboratório de procedimentos de saúde e 1 não teve o cenário identificado. A tendência na produção do conhecimento sobre a temática “Lesão por Pressão” mostra que os estudosestão direcionados para a pesquisa na prevenção e tratamento de LP. A tendência aponta também para estudos que buscam a incidência e/ou a prevalência de LP, estes estudos trazem a avaliação de risco de desenvolvimento de LP, a incidência de LP após fraturas de quadril e fêmur e de implementação de protocolos. Outra tendência é a questão de custos. Emergiu a avaliação de custo direto do tratamento para lesão por pressão, assim como o experimento de uma tecnologia para prevenção de LP com o objetivo de ter baixo custo. Poucos estudos trouxeram as questões clínicas como cuidados de prevenção de LP, entretanto a tendência surgiu na avaliação de acordo com a escala de Braden. 4 CONCLUSÕES Os resultados deste estudo contribuem para a análise de custos na prevenção de LP e esta análise pode também ser utilizada em comparações teóricas relacionadas a custos do tratamento da LP, a efetividade. Descritores: Bandagens; Custo e análise de custo; Enfermagem; Úlcera por pressão; Unidades de terapia intensiva. REFERÊNCIAS 196 1-Rother ET. Revisão sistemática X revisão narrativa. Acta Paulista de Enfermagem, 2007 jun; 20(2): v-vi. 2- CALIRI, M. H. L.; et al. Publicação oficial da Associação Brasileira de Estomaterapia– SOBEST e da Associação Brasileira de Enfermagem em Dermatologia – SOBENDE.SOBEST: São Paulo, 2016. Acesso em 20 jun. 2017. Disponível em: <http://www.sobest.org.br/textod/35>. 3- NPUAP/EPUAP/PPPIA – National Pressure Ulcer Advisory Panel, European Pressure Ulcer Advisory Panel and Pan Pacific Pressure Injury Alliance. Prevention and Treatment of Pressure Ulcers: Quick Reference Guide. Emily Haesler (Ed.). Cambridge Media: Osborne Park, Austrália, 2014. 197 Área temática: Pesquisa FATORES QUE INFLUENCIAM NA ROTINA DE TRABALHO DE ENFERMEIROS EM UNIDADES DE INTERNAÇÃO HOSPITALAR Palavras-Chave: Enfermagem. Trabalho por Turnos. Desgaste Profissional. Introdução: Segundo Glanzner, Olschowsky e Kantorski (2011) o trabalho é cada vez mais significativo na vida das pessoas, conferindo identidade. Diante disso com a expansão e desenvolvimento da economia, o contexto organizacional e estrutural que compõe a realidade de trabalho da sociedade tanto pode acarretar benefícios à vida humana, quanto produzir problemas na saúde do trabalhador (ALMEIDA; et al., 2012). Método: Trabalho aprovado pelo comitê de ética em pesquisa sob o número CAAE 65329817.2.0000.5346. Pesquisa de abordagem qualitativa, do tipo exploratório- descritivo. Estudo realizado em um hospital universitário, da região sul do país. A população estudada foram enfermeiros que atuam nas unidades de internação clínica e cirúrgica dessa instituição, com equipe formada por 39 profissionais. Após aplicação dos critérios de inclusão, cinco enfermeiros foram excluídos, resultando na população elegível de 34 pessoas. A partir do total de enfermeiros identificados nas unidades, optou-se por realizar sorteio dos participantes por turno e unidade de trabalho. Critérios de inclusão: atuar nas unidades estudadas há mais de seis meses, sendo excluídos os que estavam em afastamento de qualquer natureza. Para produção de dados foram utilizadas a observação sistemática não participante e a entrevista semiestruturada. Discussão dos resultados: A percepção dos participantes sobre a rotina laboral foi exposta por meio de questões como: quantitativo reduzido de profissionais ,que acaba gerando sobrecarga de trabalho, pois, os profissionais desejam resolver todas as demandas que surgem fato que pode repercutir de maneira negativa no andamento das atividades. As interrupções no desenvolvimento das atividades aparecem como elementos estressores que impedem a atenção e podem levar a negligências clinicas. Influência dos turnos de trabalho repercute na saúde dos trabalhadores, pois, a privação do sono e a impossibilidade de recuperá-lo são os principais fatores desgastantes desses profissionais. E as demandas de um hospital-escola geram uma rotina extenuante, pelo fato de ocorrer sobrecarga na rotina do serviço já que há necessidade de acompanhamento dos estudantes. As situações apresentadas evidenciam a sobrecarga de funções e os vários desafios a que os enfermeiros são submetidos diariamente no seu ambiente laboral, mas sabe-se que esses são apenas alguns dos fatores que sobrecarregam esses profissionais, existem várias outras questões que interferem no processo de trabalho. Considerações Finais: A partir disso, conclui-se que a sobrecarga de trabalho de profissionais de enfermagem deve ser entendida como uma consequência de vários fatores, sendo necessário discuti-la diariamente, na perspectiva de encontrar soluções. Referências: 198 ALMEIDA, M. C. V.et al. Prevalência de doenças musculoesqueléticas entre trabalhadores portuários avulsos. Rev. Latino-Am. Enfermagem, Ribeirão Preto, v. 20,n. 2,p. 243-250, 2012 DEHAN, J.S.M; PAI, D.D.; AZZOLIN, K.O. Stress and stress factors in the nurse´s managerial activity. Rev. Enferm. UFPE online,v. 5, n. 4, p. 879-885, 2011. GLANZNER, C. H.; OLSCHOWSKY, A.; KANTORSKI, L. P. O trabalho como fonte de prazer: avaliação da equipe de um Centro de Atenção Psicossocial. Rev Esc Enferm USP, São Paulo, v. 45, n. 3, p. 716-721, 2011. 199 AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa Autores: Mikaela Aline Bade München186 Carolina Schmitt Colomé 187 Amanda Valério Espíndola188 Alberto Manuel Quintana189 FIM DE VIDA E DEPENDÊNCIA: IMPLICAÇÕES NAS RELAÇÕES FAMILIARES 1 INTRODUÇÃO A atualidade tem se caracterizado por um processo de transição em relação às enfermidades que acometem a população. Em substituição às doenças infecto- contagiosas, há um aumento de doenças crônico-degenerativas, as quais têm levado a um crescimento das taxas de sujeitos com incapacidades. Tal cenário adquire significados particulares para cada sujeito, conforme o contexto histórico, social, político e econômico em que ocorre, precisando ser analisado, nesse sentido, de acordo com essas particularidades. Nessas circunstâncias se coloca em evidencia a filosofia dos Cuidados Paliativos, os quais propõem um cuidado integral à pessoa com uma doença ameaçadora da vida e também à sua família. Através dessa lógica, vem-se estimulando a realização do cuidado a esses doentes crônicos no próprio domicílio, por meio da Atenção Domiciliar, oferta que tem em vista a ampliação de autonomia do usuário, família e cuidador. O presente estudo, recorte dos resultados do projeto “Significações atribuídas às relações familiares em fim de vida”, objetiva compreender, através da perspectiva dos sujeitos em processo de fim de vida, as alterações que ocorrem na dinâmica familiar frente a esse contexto, principalmente no que se refere à autonomia e independência dos mesmos. 2 MÉTODO Para tanto, realizou-se uma pesquisa qualitativa, através de entrevistas com cinco pacientes e seis familiares assistidos por um serviço de atenção domiciliar de um hospital universitário no interior do Rio Grande do sul. Quanto aos aspectos éticos, pontua-se que este estudo seguiu os princípios éticos regidos pela Resolução nº 510 de 186 Acadêmica do Curso de Psicologia – UFSM – mikaelaaline@hotmail.com; 187 Acadêmica do Curso de Psicologia – UFSM – carolcolome@gmail.com; 188 Psicóloga; Mestre em Psicologia pelo Programa de Pós-Graduação em Psicologia – UFSM – amndvesp@gmail.com; 189 Orientador; Psicólogo. PhD em Bioética. Professor do Curso de Psicologia – UFSM – albertom.quintana@gmail.com. 200 07 de abril de 2016, do Conselho Nacional de Saúde, tendo sido aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) através do CAAE 63065216.9.0000.5346. Os dados obtidos foramanalisados mediante a análise de conteúdo temática. 3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS Os resultados apontam que, com o desenvolvimento da doença, o sujeito pode se deparar com diversas limitações e comprometimentos na realização de tarefas, situação que gera dependência em relação ao cuidador/familiar, como refere a paciente 4: “Só de tá doente já é uma mudança, né. Não poder fazer as minhas coisas... [...] depender tudo dos outros, eu que nunca dependi de ninguém graças a deus. Assim, nunca fui dependente né. Agora tem que ser né. Preciso. ” (Paciente 04). Essa conjuntura tende a acarretar uma situação de regressão, uma vez que acentua sentimentos de fragilidade e insegurança, podendo, inclusive, levar a quadros de certa infantilização dos doentes, o que se associa com a perda de autonomia dos mesmos. Tal cenário vai contra os ideais dos cuidados paliativos e da atenção domiciliar, tendo em vista que esses buscam o fortalecimento da autonomia dos sujeitos. 4 CONCLUSÕES Considera-se que, para evitar isso, é importante que se dirija um olhar de cuidado à unidade paciente-família, visando o incentivo à comunicação clara e honesta, através da qual se possa viabilizar a preservação e manutenção da autonomia dos sujeitos – ainda que estes estejam em situação de dependência –, contribuindo para relações mais harmoniosas e, possivelmente, maior qualidade de vida dos envolvidos nesse processo. REFERÊNCIAS BRASIL. Ministério da Saúde. Instituto Nacional de Câncer (INCA). [Internet]. Estimativa 2012: incidência do câncer no Brasil. Rio de Janeiro: INCA; 2011 [acessado 2018 ago 14]. Disponível em: http://www.inca.gov.br/estimativa/2012/index. asp?ID=5 BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria GM/MS nº 825 de 25 de abril de 2016. Redefine a Atenção Domiciliar no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) e atualiza as equipes habilitadas. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil. Brasília, DF, 25 abr. 2016. Disponível em: . Acesso em: 14 ago. 2018. 201 BRONDANI, C. M. et al . Cuidadores e estratégias no cuidado ao doente na internação domiciliar. Texto contexto - enferm., Florianópolis , v. 19, n. 3, p. 504-510, Sept. 2010 . Available from . access on 14 Aug. 2018. http://dx.doi.org/10.1590/S0104-07072010000300012. GIL, A.C. Como Elaborar Projetos de Pesquisa. São Paulo: Atlas, 2002. KARSCH, U. M. Idosos dependentes: famílias e cuidadores. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro , v. 19, n. 3, p. 861-866, June 2003 . Available from . access on 10 July 2018. http://dx.doi.org/10.1590/S0102-311X2003000300019. LIMA, C. P. de; MACHADO, M. de A. Cuidadores Principais Ante a Experiência da Morte: Seus Sentidos e Significados. Psicol. cienc. prof., Brasília , v. 38, n. 1, p. 88- 101, mar. 2018 . Disponível em . acessos em 14 ago. 2018. http://dx.doi.org/10.1590/1982-3703002642015. MINAYO, M.C. de S. (org.) Pesquisa social: teoria, método e criatividade. Petrópolis: Vozes, 2010. PACKER, M.P.; TURATO, E.R. Facilitações e barreiras em pesquisas de campo no emprego de métodos qualitativos e em particular em instituição informal de saúde. Cadernos Brasileiros de Terapia Ocupacional¸São Carlos, v. 19, n. 1, p. 27-36. Disponível em: http://www.cadernosdeterapiaocupacional.ufscar.br/index.php/cadernos/article/view/42 8. SILVA, L. W. S. da et al. A família na convibilidade com o idoso acamado no domicílio. Revista Kairós: Gerontologia, [S.l.], v. 14, p. 75-87, ago. 2011. ISSN 2176- 901X. Disponível em: . Acesso em: 09 jul. 2018. TAVARES, K.O., et al., Envelhecer, adoecer e tornar-se dependente: a visão do idoso. Revista Kairós: Gerontologia, v. 15, n. 3, p. 105-118, 2012. Disponível em: https://revistas.pucsp.br/index.php/kairos/article/view/8979. TURATO, E.R. Tratado da metodologia da pesquisa clínico-qualitativa: construção teórico-epistemológica, discussão comparada e aplicação nas áreas da saúde e humanas. Petrópolis: Vozes, 2013. 202 AREA TEMÁTICA: Extensão Autores: Andriele Carvalho Trindade190 Rafaela Andolhe191 Eduarda Dalla Costa192 GRUPO DE APOIO AO ENFRENTAMENTO DO ESTRESSE À EQUIPE DE ENFERMAGEM: RELATO DE EXPERIÊNCIA 1 INTRODUÇÃO A saúde do trabalhador de enfermagem e as condições de trabalho têm sido associadas com segurança do paciente, visto que, esses profissionais estão constantemente expostos a estressores. Segundo Lazarus e Launier (1978), estresse é definido como qualquer evento do ambiente externo ou interno que exceda as fontes de adaptação de um indivíduo ou sistema social. Para auxiliar no enfrentamento do estresse, criou-se um Grupo de Apoio à equipe de enfermagem como espaço de discussão para trabalhadores e mediado por docente e acadêmicos de enfermagem, visando melhorar o enfrentamento do estresse e segurança do paciente. O grupo está ligado ao projeto de extensão intitulado Segurança do paciente e enfrentamento do estresse: cuidado a equipe de enfermagem – projeto de extensão (registro GAP/CCS nº 039524), que objetiva melhorar a qualidade de vida no trabalho da equipe de enfermagem, qualificar o cuidado prestado e melhorar o enfrentamento dos estressores.Por meio das atividades desenvolvidas no grupo a equipe pode se tornar multiplicadora dessas discussões em seus postos de trabalho. Diante do exposto, objetiva-se relatar a experiência de uma acadêmica de enfermagem, referente à dinâmica realizada em um grupo de apoio em uma unidade de clínica cirúrgica. 2 MÉTODO Trata-se de um relato de experiência, embasado na vivência de um encontro do grupo apoio. A atividade aconteceu na sala do lanche do setor referido, e foi realizada no turno da tarde com duração de 30 minutos. Inicialmente, os participantes foram convidados a levantar, foi solicitado que um deles pegasse uma bolinha e se apresentasse, podendo 190 1Acadêmica de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria. Bolsista IC- HUSM. 191 2Professora do Departamento de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria. 192Acadêmica de enfermagem da universidade Federal de Santa Maria. Bolsista FIPE 203 indicar sua melhor qualidade. Após deveria passar a bolinha sem deixar cair no chão, e assim sucessivamente. Posteriormente a apresentação, a atividade foi realizada novamente no caminho inverso, pedindo para que cada um indicasse uma qualidade do colega. 3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS A atividade mostrou-se boa para proporcionar a interação entre o grupo e sensibilizar os participantes sobre a importância da escuta, o que pode ser positivo para o enfrentamento do estresse (LAZARUS e FOLKMAN, 1982). A dinamicidade do cotidiano de trabalho faz com que as pessoas se esqueçam da importância das relações interpessoais. A dinâmica permitiu a distração dos trabalhadores durante seu intervalo, além do instigar a interação entre colegas. 4 CONCLUSÕES A atividade foi avaliada de forma positiva pelos participantes, que demonstraram satisfação e alegria ao perceberem como são vistos uns pelos outros. REFERÊNCIAS 1. LAZARUS RS, FOLKMAN S. Stress, appraisal and coping. New York: Springer; 1984. 2. LAZARUS RS, LAUNIER S. Stress related transaction between person and enviroment. In: Dervin LA, Lewis M. Perspectives in international psychology. New York: Plenum; 1978. 204 AREA TEMÁTICA:375 VULNERABILIDADE EM AMOSTRA DE GESTANTES, COLETADA EM 2016/2, ADSTRITA À UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE SÃO FRANCISCO,SANTA MARIA- RS ................................................................................................................................. 378 ZUMBIDO CRÔNICO: MUDANÇAS DE HÁBITOS COMO UMA FORMA DE TRATAMENTO ........................................................................................................... 380 20 ANAIS DA VIII SEMANA CIENTÍFICA DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE SANTA MARIA RESUMOS 21 AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa Autores: Daniel Donida Schlottfeldt1 Cláudia Dias Ollay2 A APLICAÇÃO DO QUESTIONÁRIO NÓRDICO DOS SINTOMAS OSTEOMUSCULARES COMO MÉTODO DE AVALIAÇÃO ERGONÔMICA NA CONSTRUÇÃO CIVIL 1 INTRODUÇÃO A construção civil é um dos setores mais importantes da economia brasileira, e, também, um dos que oferecem maiores riscos aos trabalhadores. Com tantos atores envolvidos, os acidentes de trabalho são comuns às atividades desempenhadas. Neste artigo, em especial, abordaremos o risco ergonômico e uma proposta de prevenção das doenças ocupacionais associadas ao referido risco através da aplicação do Questionário Nórdico dos Sintomas Osteomusculares. A Ergonomia é uma ciência cujo objetivo prático visa a saúde, a satisfação e o bem- estar dos trabalhadores.1 A partir do estudo teórico e prático, o ergonomista pode contribuir para o cotidiano dos trabalhadores a fim de melhorar o desempenho e a qualidade de vida no trabalho. Sobretudo, em condições de trabalho onde a repetitividade de movimentos, ausência de treinamento, postura inadequada, esforços físicos intensos, dentre outras, são uma constante realidade. Tais problemas, relatados anteriormente, são uma realidade no setor da construção civil. O desafio do ergonomista junto à construção civil requer a adoção de medidas que reduzam as lesões e os afastamentos no setor.2 Dentre os diferentes métodos, a proposta adotada – e apresentada – neste artigo será o Questionário Nórdico dos Sintomas Osteomusculares. De maneira geral, o contato do trabalhador com a imagem segmentada do corpo humano permitirá indicar os principais focos das dores. A análise, compreensão e processamento dos dados coletados auxiliarão o ergonomista associar a problemática descrita junto à prática laboral desempenhada.3 A escolha do referido tema surge com a necessidade de buscar uma ferramenta capaz de compreender o risco ergonômico, em especial, neste trabalho, no setor da construção civil. Desta forma, o preenchimento do Questionário Nórdico dos Sintomas 1 Engenheiro de Produção. Pós-graduado em Ergonomia e Engenharia de Segurança do Trabalho pela Universidade Santo Amaro (UNISA); 2 Fisioterapeuta e Professora de Graduação e Pós-Graduação da Universidade Santo Amaro (UNISA); 22 Osteomusculares permite uma aproximação do pesquisador com a realidade dos trabalhadores, revelando os sintomas e as queixas dos mesmos, a fim de sugerir e adotar medidas que visem a redução das doenças ocupacionais, o absenteísmo e os afastamentos.4 Este artigo tem como objetivo destacar a aplicação e validade do Questionário Nórdico dos Sintomas Osteomusculares. Trata-se de um instrumento eficaz e eficiente no levantamento de sintomas Osteomusculares referidos pelos trabalhadores em relação às tarefas por eles desempenhadas e, com isso propor melhorias ergonômicas, sejam elas nas dimensões organizacionais e/ou físicas. Enfim, reservamos este trabalho aos leitores e interessados no tema como fonte de pesquisa e conhecimento, bem como instrumento de investigação prática em ergonomia. 2 MÉTODO A método utilizado neste trabalho tem como base a pesquisa bibliográfica. Segundo Marconi e Lakatos (2017), a pesquisa bibliográfica é o levantamento de toda bibliografia já publicada, composta por livros, revistas, publicações avulsas e imprensa escrita.5 A pesquisa foi fundamentada a partir de livros e artigos eletrônicos, estes, na língua portuguesa. Os critérios de inclusão levados em consideração foram: primeiramente, a busca por dados estatísticos que representassem a realidade do número de acidentes relacionadas ao risco ergonômico no setor da construção civil e, posteriormente, o uso e a validação do Questionário Nórdico dos Sintomas Osteomusculares. 3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS Para a realização deste trabalho foram levados em consideração os seguintes critérios: dados estatísticos relacionados à abrangência do número de acidentes de trabalho, o risco ergonômico inerente às funções desempenhadas na construção civil e a utilização do Questionário Nórdico dos Sintomas Osteomusculares como forma de análise, compreensão e adoção de medidas que promovam a redução – e eliminação – do risco ergonômico no referido ambiente de trabalho. O quadro 1, aborda de maneira sucinta os resultados encontrados na revisão de literatura, o que permite discutir os pontos relevantes a uma proposta de utilização do Questionário Nórdico dos Sintomas Osteomusculares na área da construção civil. Quadro 1 – Resultados da revisão de literatura. Autor/Portal/Ano Tipo de pesquisa Objetivos Resultados 23 Portal ‘Em’ [Acesso em 28 Abr 2018]. Pesquisa bibliográfica Coletar dados estatísticos e informações acerca do número de acidentes de trabalho no Brasil. Conforme o referido portal, o Brasil tem 700 mil acidentes de trabalho por ano. Dados estatísticos revelam, que 13,3 mil mortes – por acidentes de trabalho – foram registradas no Brasil nos anos de 2012 a 2016. Portal ‘Construct’ [Acesso em 26 abr. 2018]. Pesquisa bibliográfica Compreender o risco ergonômico no setor da construção civil e sua abrangência. As Lesões por esforço repetitivo (LER) estão enquadradas entre as doenças do trabalho. Conforme o referido portal, os trabalhadores da construção civil – e os bancários – estão entre aqueles que desenvolvem tais lesões com frequência. BARBOSA FILHO, A. N. (2015). Pesquisa bibliográfica Associar a função desempenhada pelos trabalhadores da construção civil ao risco ergonômico associado. Relação entre a função desempenhada e o risco ergonômico associado 24 IIDA, I. (2005) Pesquisa bibliográfica Compreender e utilizar o Questionário Nórdico dos Sintomas Osteomusculares. Desenvolvido para autopreenchimento, o questionário é um dos principais instrumentos utilizados para analisar os sintomas musculoesqueléticos, em se tratando do contexto ergonômico. De simples aplicação e de baixo custo, permite ao trabalhador a identificação dos sintomas de maneira que as ações corretivas venham ao encontro da sintomática descrita pelos mesmos. GRANDJEAN, E. (1998) Pesquisa bibliográfica Sugerir e promover melhorias/correções no ambiente de trabalho. Problemas relacionados ao levantamento de cargas, repetitividade dos movimentos, adoção de ferramentas ergonômicas e adaptação dos postos de trabalho estão entre as causas dos acidentes e afastamentos por risco ergonômico. A partir das informações expostas pelo Quadro 1, observa-se uma estreita relação entre os acidentes na construção civil, a presença do risco ergonômico, e a proposta de implantação do Questionário Nórdico dos Sintomas Osteomusculares como forma de compreensão da sintomática e sugestão de melhorias no tocante ao desenvolvimento das tarefas.6 De simples aplicação e de baixo custo, este instrumento de pesquisa reforça a relação entre ação e o risco. Para tanto, o ergonomista poderá, ainda, tabular tal relação e analisar as informações quantitativamente. Isto permite corroborar a relaçãoEnsino/ Pesquisa Autores: Isabella Klafke Brixner Alessandra Rebelatto Boesing Amanda Reis Guimarães Fernando Alberto Zenni Filho Roseane Cardoso Marchiori HEMORRAGIA ALVEOLAR SECUNDÁRIA À INALAÇÃO DE CRACK/COCAÍNA: RELATO DE CASO 1. INTRODUÇÃO A cocaína está entre as drogas de abuso mais comuns em nosso meio. Seu uso gera injúria pulmonar por toxicidade, inflamação, lesão térmica, barotrauma e vasoespasmo, podendo se apresentar como congestão, edema alveolar, hemorragia e pneumonite intersticial. A síndrome “Crack Lung” se refere ao dano alveolar difuso e alveolite hemorrágica que ocorre em até 48h após a inalação de crack/cocaína e pode evoluir para falência respiratória grave. 2. METODOLOGIA O caso foi revisado através da pesquisa em prontuário. 3. RELATO Paciente masculino, 18 anos, previamente hígido, encaminhado ao HUSM por hemoptise, hematêmese, hematoquezia, dor em epigástrio e hipocôndrio D e dispneia, há um dia. Referia ter sido vítima de agressão policial três dias antes do início dos sintomas e queixava-se de tosse e episódio gripal anteriores à agressão. Referia uso recreativo de maconha, mas negava uso de outras drogas. Ao exame físico: BEG, LOC, UM, descoradas (2+/4+) AA, PA 120/80mmHg, FC 85 bpm, FR 16 rpm, afebril, saturação O2 98%, exame cardiovascular sem alterações. MV diminuído, com crepitantes em bases pulmonares, principalmente à D. Abdome com dor à palpação profunda do epigástrio, sem organomegalias ou peritonismo, extremidades bem perfundidas, com pulsos amplos. Não apresentava escoriações, hematomas ou outros sinais de trauma. Hemograma evidenciou anemia e leucocitose. O RX e a TC de tórax evidenciaram múltiplas opacidades alveolares difusas, mais extensas à direita. Com hipóteses iniciais de trauma, infecção pulmonar, vasculite, colagenose e pneumopatia por medicações, foi tratado inicialmente de maneira empírica com Vancomicina, Amoxicilina e Sulbactan. Devido à falta de alterações à ectoscopia e com os exames laboratoriais iniciais, a possibilidade de trauma ser a causa dos sangramentos pulmonar, retal e urinário, foi considerada pouco provável. Apresentou rápida evolução para síndrome da angústia respiratória aguda, com necessidade de tratamento intensivo, IOT e VM (relação PaO2/FiO2 = 91). A fibrobroncoscopia evidenciou hemorragia difusa, 205 bilateral, sem vaso sangrante visível. A cultura, micológico e BAAR do LBA foram negativos. Sorologias anti-HIV, VDRL, HbsAg, Anti- HCV, IgM CMV foram não reagentes; enquanto Anti-Hbs e CMV IgG reagentes. Foi extubado após onze dias e transferido para a enfermaria com O2 por ON 3 L/min e SaO2 de 100%. Durante a internação, familiares relataram história de uso de crack/cocaína e tabaco, corroborando com a hipótese de hemorragia alveolar secundária à inalação de crack/cocaína (Síndrome Crack-Lung). O paciente evoluiu com melhora clínica-radiológica, teve alta hospitalar sem qualquer sangramento. 4. CONCLUSÃO O abuso disseminado de substâncias com cocaína e o conhecimento das consequências sistêmicas do seu uso mostram a importância da suspeição de toxicidade aguda na emergência. A síndrome “Crack Lung” se apresenta com dispneia, hipoxemia e vidro fosco/consolidação à radiografia de tórax; devendo ser diagnosticada juntamente com a história clínica e achados broncoscópicos. O tratamento baseia-se em medidas de suporte, juntamente com tentativa de redução de danos pulmonares agudos com suplementação de oxigênio e ventilação mecânica quando necessário. Deve-se visar a prevenção da toxicidade pulmonar crônica com a cessação do uso dessas substâncias, sendo recomendado encaminhamento desses pacientes para programas de tratamento de abuso. 206 AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa Autores: Daiane Vargas de Oliveira193 Maria Teresa Aquino Campos Velho194 IMPACTO DA COMUNICAÇÃO DE NOTÍCIAS DIFICEIS EM PEDIATRIA: O QUE A CRIANÇA PODE NOS DIZER SOBRE SEU ADOECIMENTO 1 INTRODUÇÃO O câncer pediátrico é a segunda causa de óbito entre crianças com idade de zero e 14 anos, atrás apenas dos acidentes (INCA, 2018). Atualmente, se destaca como a mais importante causa de óbito nos países em desenvolvimento. Isto talvez se deva às atuais políticas de prevenção em outras doenças infantis. Na faixa etária pediátrica, o câncer é definido como toda neoplasia maligna que acomete indivíduos menores de 19 anos. O diagnóstico de câncer é considerado, pela literatura, uma notícia difícil (ND), ou seja, aquela comunicação que causará uma mudança brusca e repentina na representação de vida e futuro de quem a recebe, das pessoas e do contexto que a circunda. A comunicação de ND, em saúde, com frequência, é vinculada a doenças crônicas e sem cura, principalmente as oncológicas (PEREIRA, 2005). De acordo com Parker et al. (2001), o diagnóstico de câncer pediátrico é considerado uma ND devido a associação da doença a debilitações, tratamentos desfigurantes, dores, perdas de funções e, em última instância, à morte. Em Pediatria, apesar de existirem trabalhos sobre o grau de satisfação dos pais com o modo como as ND são transmitidas, o conhecimento sobre as preocupações e dificuldades das próprias crianças a este respeito é reduzido. Como, para os mais jovens se esperam, sobretudo boas notícias, a pediatria é, desse modo, uma especialidade em que as ND estão sujeitas a produzir danos importantes à criança e à família. Dessa maneira, entende-se ser pertinente e oportuno, compreender de que modo se pode conhecer as reações e sentimentos da criança ao processo pelo qual passa e, possivelmente, por meio desse entendimento balizar e buscar diminuir, na prática clínica, o stress associado aos processos e desfechos negativos de doenças graves em crianças. 2 MÉTODO 193 Unidade e-Saúde GEP/HUSM/EBSERH; 194 Gerente da GEP/HUSM/EBSERH; 207 Com objetivo de discutir e compreender as experiências acerca do impacto da comunicação de notícias difíceis em pediatria realizar-se-á uma pesquisa qualitativa, descritiva, com crianças em tratamento antineoplásico no serviço de oncologia pediátrica do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM). Será utilizado o critério de saturação dos dados, para delimitação do número de participantes. A coleta de dados será realizada por meio de entrevista semiestruturada conduzida por eixos norteadores e observação participante. A análise dos dados se dará por meio da análise de conteúdo. Os princípios éticos serão respeitados, de forma a proteger todos os direitos dos participantes, com formalização da participação por meio de TCLE. 3 PERGUNTA DE PESQUISA O câncer pediátrico desencadeia conflitos familiares, sendo uma situação delicada de ser conduzida, desta maneira a pergunta de pesquisa é: como as crianças compreendem seu processo de adoecimento e o recebimento de notícias difíceis? 4 HIPÓTESE DE PESQUISA As crianças compreendem o seu processo de adoecimento, e em grande parte, o que é receber uma notícia difícil. No serviço de oncologia pediátrica do HUSM, um trabalho científico desta natureza inexiste. Isso revela a importância de se conhecer, nesse meio, como ocorrem as comunicações entre equipe, família e paciente pediátrico. REFERÊNCIAS 1. INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER (Brasil). Estimativas 2018: Incidência de Câncer no Brasil. Rio de Janeiro: INCA, 2018. Disponível em: http://www1.inca.gov.br/inca/Arquivos/estimativa-2018.pdf. Acesso em: 03 fev. 2018. 2. PARKER , P. A. ; Baile, W. F; Moor, C. ;Lenzi, R. & Kudelka, A. P. Breaking Bad News About Cancer: Patients ‟Preferences for Communication. Journal of Clinical Oncology, 19(7), 2049-2056 (2001). 3. PEREIRA, M. A. G. Má notícia em saúde: um olhar sobre a representação dos profissionais de saúde e cidadãos. Revista Contexto Enfermagem,de causa e efeito. 25 Uma vez compreendida a relação de causalidade (atividade desempenhada e risco associado), torna-se necessária a sugestão e a adoção de medidas de controle que possibilitem a melhoria na execução das tarefas.7 Dentre elas, podemos destacar: - Levantamento de cargas: se executado de forma manual, a carga deverá estar o mais próximo do seu corpo, além de ser compatível com a capacidade de força do trabalhador, de maneira que não prejudique a saúde do mesmo. - Repetitividade dos movimentos: deverão ser incluídas pausas durante a execução das atividades. - Substituição de ferramentas e adaptação dos postos de trabalho: a substituição das ferramentas é uma das alternativas que visam a melhoria da execução das atividades. Tendo em vista a repetitividade dos movimentos com instrumentos como martelos (usados por pedreiros) e alicates (usados por ferreiros e eletricistas), a adoção e investimento de ferramentas ergonomicamente adaptadas tende a reduzir as lesões. Outra alternativa seria a adaptação dos postos de trabalho. A fim de garantir a segurança do trabalhador, os postos deverão ter altura ajustável à estatura do trabalhador, borda frontal arredondada, e encosto com forma levemente adaptada ao corpo de maneira a proteger a região lombar.8 Diante de tais considerações, fica evidente a relação entre a problemática da ação e causalidade. Ainda que o alto índice de acidentes de trabalho seja uma realidade no Brasil, a aplicação do questionário e a consequente adoção de medidas de controle são métodos que visam a melhoria nas condições de trabalho, desempenho e segurança na execução das atividades laborais. 4 CONCLUSÕES Como vimos, a construção civil é um dos grandes setores da economia brasileira, e, também, um dos ramos com grande incidência de acidentes de trabalho. Frente às exigências do referido setor, e ao desgaste físico, o Questionário Nórdico dos Sintomas Osteomusculares representa uma importante ferramenta de avaliação ergonômica. De baixo custo e fácil aplicação, o preenchimento do referido questionário possibilita a análise quantitativa dos dados coletados através da tabulação dos dados. Assim, o processamento das informações coletadas permite compreender a problemática existente, além de sugerir/realizar as devidas melhorias no canteiro de obras. Destaca- se, ainda, a adoção de medidas que visem à melhoria da prática laboral como forma de prevenir – e evitar – futuras lesões e afastamentos. Dentre as medidas é importante ressaltar os cuidados no levantamento de cargas, a adaptação do mobiliário, e a substituição das ferramentas por equivalente adaptada ergonomicamente. Como visto, os acidentes de trabalho ainda são uma realidade no Brasil. Esperamos, portanto, que a continuidade deste estudo, e a utilização do questionário nórdico venham auxiliar o trabalho de muitos profissionais (ergonomistas e pesquisadores) com o intuito de aperfeiçoar novas e futuras pesquisas, bem como contribuir para a saúde do trabalhador. 26 REFERÊNCIAS GRANDJEAN, E. Manual de ergonomia: adaptando o trabalho ao homem. Porto Alegre: Artes Médicas; 1998. 338p. Em. Brasil tem 700 mil acidentes de trabalho por ano. Disponível em: . Acesso em: 28 abr. 2018. ABRAHÃO, J. [organizadora]. Introdução à ergonomia. São Paulo: Blucher, 2009. 240p. CORRÊA, V.M; BOLETTI, R.R. Ergonomia: fundamentos e aplicações. Porto Alegre: Bookman; 2015. MARCONI, M. A; LAKATOS, E. M. Metodologia do trabalho científico. São Paulo: Atlas, 2017. BARBOSA FILHO, A.N. Segurança do trabalho na construção civil. São Paulo: Atlas, 2015. IIDA, I. Ergonomia: projeto e produção. 2ª edição ver. e ampl. São Paulo: Blucher; 2005. Construct. Lesões por esforço repetitivo na construção civil. Disponível em: . Acesso em 26 abr. 2018 https://www.em.com.br/app/noticia/economia/2017/06/05/internas_economia,874113/brasil-tem-700-mil-acidentes-de-trabalho-por-ano.shtml https://www.em.com.br/app/noticia/economia/2017/06/05/internas_economia,874113/brasil-tem-700-mil-acidentes-de-trabalho-por-ano.shtml https://www.em.com.br/app/noticia/economia/2017/06/05/internas_economia,874113/brasil-tem-700-mil-acidentes-de-trabalho-por-ano.shtml https://www.em.com.br/app/noticia/economia/2017/06/05/internas_economia,874113/brasil-tem-700-mil-acidentes-de-trabalho-por-ano.shtml https://www.em.com.br/app/noticia/economia/2017/06/05/internas_economia,874113/brasil-tem-700-mil-acidentes-de-trabalho-por-ano.shtml https://www.em.com.br/app/noticia/economia/2017/06/05/internas_economia,874113/brasil-tem-700-mil-acidentes-de-trabalho-por-ano.shtml https://www.em.com.br/app/noticia/economia/2017/06/05/internas_economia,874113/brasil-tem-700-mil-acidentes-de-trabalho-por-ano.shtml https://www.em.com.br/app/noticia/economia/2017/06/05/internas_economia,874113/brasil-tem-700-mil-acidentes-de-trabalho-por-ano.shtml https://www.em.com.br/app/noticia/economia/2017/06/05/internas_economia,874113/brasil-tem-700-mil-acidentes-de-trabalho-por-ano.shtml https://www.em.com.br/app/noticia/economia/2017/06/05/internas_economia,874113/brasil-tem-700-mil-acidentes-de-trabalho-por-ano.shtml https://www.em.com.br/app/noticia/economia/2017/06/05/internas_economia,874113/brasil-tem-700-mil-acidentes-de-trabalho-por-ano.shtml https://www.em.com.br/app/noticia/economia/2017/06/05/internas_economia,874113/brasil-tem-700-mil-acidentes-de-trabalho-por-ano.shtml https://www.em.com.br/app/noticia/economia/2017/06/05/internas_economia,874113/brasil-tem-700-mil-acidentes-de-trabalho-por-ano.shtml https://www.em.com.br/app/noticia/economia/2017/06/05/internas_economia,874113/brasil-tem-700-mil-acidentes-de-trabalho-por-ano.shtml https://www.em.com.br/app/noticia/economia/2017/06/05/internas_economia,874113/brasil-tem-700-mil-acidentes-de-trabalho-por-ano.shtml https://www.em.com.br/app/noticia/economia/2017/06/05/internas_economia,874113/brasil-tem-700-mil-acidentes-de-trabalho-por-ano.shtml https://www.em.com.br/app/noticia/economia/2017/06/05/internas_economia,874113/brasil-tem-700-mil-acidentes-de-trabalho-por-ano.shtml https://www.em.com.br/app/noticia/economia/2017/06/05/internas_economia,874113/brasil-tem-700-mil-acidentes-de-trabalho-por-ano.shtml https://www.em.com.br/app/noticia/economia/2017/06/05/internas_economia,874113/brasil-tem-700-mil-acidentes-de-trabalho-por-ano.shtml https://www.em.com.br/app/noticia/economia/2017/06/05/internas_economia,874113/brasil-tem-700-mil-acidentes-de-trabalho-por-ano.shtml https://constructapp.io/pt/lesoes-por-esforco-repetitivo-um-panorama-da-construcao-civil/ https://constructapp.io/pt/lesoes-por-esforco-repetitivo-um-panorama-da-construcao-civil/ https://constructapp.io/pt/lesoes-por-esforco-repetitivo-um-panorama-da-construcao-civil/ https://constructapp.io/pt/lesoes-por-esforco-repetitivo-um-panorama-da-construcao-civil/ https://constructapp.io/pt/lesoes-por-esforco-repetitivo-um-panorama-da-construcao-civil/ https://constructapp.io/pt/lesoes-por-esforco-repetitivo-um-panorama-da-construcao-civil/ https://constructapp.io/pt/lesoes-por-esforco-repetitivo-um-panorama-da-construcao-civil/ https://constructapp.io/pt/lesoes-por-esforco-repetitivo-um-panorama-da-construcao-civil/ https://constructapp.io/pt/lesoes-por-esforco-repetitivo-um-panorama-da-construcao-civil/ https://constructapp.io/pt/lesoes-por-esforco-repetitivo-um-panorama-da-construcao-civil/ https://constructapp.io/pt/lesoes-por-esforco-repetitivo-um-panorama-da-construcao-civil/ https://constructapp.io/pt/lesoes-por-esforco-repetitivo-um-panorama-da-construcao-civil/ https://constructapp.io/pt/lesoes-por-esforco-repetitivo-um-panorama-da-construcao-civil/ https://constructapp.io/pt/lesoes-por-esforco-repetitivo-um-panorama-da-construcao-civil/https://constructapp.io/pt/lesoes-por-esforco-repetitivo-um-panorama-da-construcao-civil/ https://constructapp.io/pt/lesoes-por-esforco-repetitivo-um-panorama-da-construcao-civil/ https://constructapp.io/pt/lesoes-por-esforco-repetitivo-um-panorama-da-construcao-civil/ 27 AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa Autores: Cibele Bessa Pacheco¹ Maria Luisa S. Maidana ² Antônio Flores Castro¹ Rivaldo M. Faria³ Eliane T. Neves4 A AVALIAÇÃO DA PRODUÇÃO CIENTÍFICA GLOBAL SOBRE MORTALIDADE INFANTIL EM BASE DE DADOS NO ANO DE 2015 1 INTRODUÇÃO A mortalidade infantil é um indicador de saúde sensível às questões sociais e é de extrema relevância para colaborar no embasamento de políticas de saúde pública, refletindo a qualidade de vida e a cobertura do sistema de saúde. Para identificar os diferentes perfis territoriais em saúde infantil na região Sul do Brasil, objetivou-se criar instrumentos capazes de subsidiar informações de forma ampla em uma análise multidimensional tanto dos resultados em saúde, representados pelos indicadores de mortalidade e morbidade, quanto de seus determinantes, contexto territorial como indicadores sociais e territoriais. 2 MÉTODO Com base na primeira fase do projeto, com uma investigação bibliográfica, este trabalho objetivou analisar o perfil da produção científica por país no ano de 2015. Para tanto, utilizou-se os como critérios de inclusão idioma, local de estudo, artigos de pesquisa, relação com a temática - mortalidade infantil e mortalidade perinatal – na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). 3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS No ano de 2015, foram identificados 685 artigos disponíveis, realizou-se a exclusão primária dos artigos que não atendiam aos critérios de inclusão, restando 243 artigos. A partir destes, foram excluídos os artigos descritivos e revisões sistemáticas, restando 114 que foram selecionados para análise. Observou-se que os países com a produção científica mais expressiva, no ano de 2015, foram: Estados Unidos, Canadá e Reino Unido, respectivamente com 19, 6 e 6 artigos, seguidos por Nigéria (4), Brasil (4), e Nepal (4). O somatório da produção científica sobre mortalidade infantil e perinatal dos países subdesenvolvidos africanos asiáticos e latinos correspondeu a 54% do total do que foi produzido no ano. Os principais fatores associados a mortalidade infantil em países subdesenvolvidos são decorrentes de baixos investimentos em programas de Estratégia Saúde da Família, pouca efetividade dos programas de pré-natal e condições 28 sociais precárias, já nos países desenvolvidos, nota-se que os principais fatores que impactam a mortalidade infantil e perinatal são doenças congênitas, complicações decorrentes de gestações de alto risco e desigualdade social. 4 CONCLUSÕES Sendo assim, apesar da hegemonia absoluta dos Estados Unidos em relação ao desenvolvimento científico na área, os países subdesenvolvidos nos últimos anos passaram a investir mais recursos na área o que reflete os esforços associados à melhoria das condições de saúde e sociais relacionadas ao território por meio da tentativa de se identificar especificidades regionais da saúde infantil. REFERÊNCIAS BRASIL. Ministério da Saúde. Pacto pela redução da mortalidade materna e neonatal. Brasília: Ministério da Saúde, 2004. COSTA, M. N. et al. Mortalidade infantil e condições de vida: a reprodução das desigualdades sociais em saúde na década de 90. Cadernos de Saúde Pública, vol. 17, nº 3, p. 555-567, 2001. 29 AREA TEMÁTICA: Gestão/Assistência Autores: Melissa Gewehr3 Leatrice da Luz Garcia4 Clarita Souza Baroni Silveira5 Jhonathan Barbosa da Silva 6 Fernanda Puntel Rutsatz5 Thaynara Lima Lessing6 A CADERNETA DE SAÚDE DA PESSOA IDOSA NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE 1 INTRODUÇÃO Embora envelhecer não signifique necessariamente adoecer, há uma preocupação relacionada aos problemas de saúde, companheiros do envelhecimento, que desafiam os sistemas de saúde e de previdência social. No âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), a Atenção Primária à Saúde é a principal porta de entrada da população quando apresenta algum problema de saúde. Com o objetivo de ampliar o conhecimento e de instrumentalizar as equipes da Atenção Básica (AB) - equipes de agentes comunitários de saúde (eACS) e/ou as equipes de Saúde da Família (eSF) - para o cuidado com a pessoa idosa, a Coordenação de Saúde da Pessoa Idosa (COSAPI), em parceria com a FIOCRUZ-RJ e o grupo de especialistas da UFMG, formulou o projeto de revisão e atualização da Caderneta de Saúde da Pessoa Idosa (CSPI). Essa proposta apresenta alguns diferenciais, dentre os quais: a) permite o acompanhamento longitudinal por cinco anos; b) possibilita a identificação do idoso frágil através do índice de vulnerabilidade clínico-funcional; c) monitora as condições crônicas de saúde; d) alerta a pessoa idosa e os profissionais de saúde para os medicamentos potencialmente de risco, entre outros. O presente trabalho objetiva relatar algumas experiências com a CSPI em uma Estratégia de Saúde da Família no interior do estado do Rio Grande do Sul. 2 MÉTODOS: Trata-se de um estudo descritivo, com abordagem qualitativa, do tipo relato de experiência. 3 Enfermeira, mestranda PPGERONTO/UFSM; 4 Mestranda PPGERONTO/UFSM; 5 Assistente Social, mestranda PPGERONTO/UFSM; 6 Acadêmico de medicina da UFSM; 5Academica de educação especial da UFSM; 6Academica de música da UFSM. 30 3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS: Entre dezembro de 2016 à maio de 2017, a equipe de enfermagem planejou atividades com o objetivo de que motivar a equipe na utilização desse instrumento como ferramenta indispensável para ações de cuidado. Os profissionais de saúde (medicina, equipe de saúde bucal, agentes comunitários, técnicos de enfermagem e enfermeira) utilizaram a ferramenta durante as consultas, nos acompanhamentos, durante os retornos, além de realizarem a distribuição, identificação e registros pertinentes e importantes à promoção da saúde. Foram realizados, também, a seleção dos roteiros nas consultas, em conjunto com os idosos, bem como em grupos de saúde, incentivando o uso e auto manuseio da caderneta para maior conhecimento. Essas atividades contribuíram para o estimular a aceitação e o conhecimento da equipe em relação ao instrumento e, consequentemente a adesão dos usuários. Apesar de profissionais de outros pontos da rede não terem aderido integralmente à proposta, observou-se uma melhora na qualidade do cuidado prestado ao idoso, bem como uma melhora na compreensão pelo idoso do seu processo de saúde/doença e a relação com o seu proceso de envelhecimento. 4 CONCLUSÃO: Acredita-se que o sucesso dessa ferramenta depende, em grande parte, dos profissionais envolvidos neste processo, pois eles são os atores sociais chave para a efetividade na utilização da caderneta, especialmente o profissional da enfermagem pelo seu papel gestor. REFERENCIAS: BRASIL. Ministério da Saúde. Portal da Saúde. Caderneta de saúde da pessoa idosa. Brasília: Ministério da Saúde, 2014. Disponível em: . Acesso em: 02 de novembro de 2018. http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/caderneta_saude_pessoa_idosa_3ed.pdf 31 AREA TEMÁTICA: Extensão Autores: Larissa Maria Faccin Blás7 Mariana da Silva Corrêa8 A CONSTRUÇÃO DA ATENÇÃO HUMANIZADA EM SAÚDE A PARTIR DA INTERAÇÃO LÚDICA COM CRIANÇAS COM CÂNCER: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA 1 INTRODUÇÃO A humanização da atenção e do cuidado em saúde é um dos pontos centrais em que têm se estruturado o ensino e a formação de profissionais da área. No entanto, o entendimento de conceitos como humanização, integralidadee participação social do usuário deve ser oportunizado aos discentes também de forma prática. O projeto Educa, Ação, Lúdica Hospitalar, nesse sentido, possibilita, por meio de acompanhamento pedagógico de crianças e adolescentes hospitalizados na unidade de hematologia- oncologia do Hospital Universitário de Santa Maria, que os graduandos vivenciem essa aprendizagem no ambiente hospitalar. 2 MÉTODO Trata-se de um relato de experiência, da área de extensão, de discentes dos cursos de Medicina e Fonoaudiologia participantes do projeto Educa, Ação, Lúdica Hospitalar, da Universidade Federal de Santa Maria, no período de agosto a outubro de 2018. A interação ocorreu semanalmente com pacientes do Centro de Tratamento da Criança com Câncer (CTcriaC), por meio da implementação de planos de atendimento pedagógicos, previamente aprovados pela professora coordenadora, nos quais eram propostas atividades lúdicas a fim de possibilitar a continuidade do aprendizado escolar do paciente durante sua internação. 3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS Dos resultados obtidos, percebe-se que a realização das atividades lúdicas propostas depende da conquista da criança e do adolescente, processo que é facilitado quando da construção de um vínculo entre ambos, o qual demanda tempo. Esse vínculo depende do interesse, da atenção e da comunicação dedicados à criança e aos indivíduos envolvidos no seu contexto, como a família. Além disso, evidenciou-se a necessidade da adoção de uma visão que trate o paciente na sua individualidade, adaptando-se as suas necessidades, mas que ao mesmo tempo o veja de forma integral e humanizada, justapondo sua patologia – princípios inerentes a um cuidado humanizado. 7 Graduanda em Medicina na Universidade Federal de Santa Maria; 8 Graduanda em Fonoaudiologia na Universidade Federal de Santa Maria. 32 4 CONCLUSÕES Dessa forma, projetos e atividades que oportunizem o contato dos discentes, futuros provedores de saúde, com usuários é imprescindível para a criação de vínculos e para a efetiva construção de uma postura humanizada por parte dos mesmos. 33 ÁREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa Autores: Nagele Fatica Beschoren9 Maria Teresa A. de Campos Velho 10 A CONVIVÊNCIA DA ENFERMAGEM DE UMA UNIDADE DE CARDIOLOGIA INTENSIVA COM A COMUNICAÇÃO DE NOTÍCIAS DIFÍCEIS 1 INTRODUÇÃO No campo da comunicação em saúde é necessário que o profissional conheça o contexto em que está inserido, tendo cuidado e dando importância ao processo comunicativo e aquilo que se comunica. Assim, dentro do escopo da relação, a comunicação de notícias difíceis tornou-se um recente assunto de estudos, pesquisas e discussões. A comunicação de notícias difíceis é uma tarefa delicada e complexa, tanto para quem recebe, quanto para quem emite, pois trata-se de um momento desagradável que envolve o enfrentamento das reações emocionais do paciente, dos familiares e da equipe. Convém enfatizar que o médico faz uma parte do processo de comunicação de notícias difíceis, visto que comunicar o diagnóstico e prognóstico ao paciente é dever do médico e está prevista em seu código de ética profissional, mas os outros profissionais de saúde contribuem para a manutenção da informação coerente e com os cuidados antes, durante e após esse momento. A compreensão da notícia difícil é um movimento contínuo, logo, deve ser visto como um processo que envolve o fornecimento de informações relevantes que preparam o paciente para receber, entender e lidar com as implicações daquilo que foi comunicado. Por isso, os enfermeiros têm um papel importante na integralidade do cuidado, pois acompanham o paciente durante a hospitalização e cada vez mais se faz necessário aprender a conviver adequadamente com o envolvimento psicossocial gerado pela notícia difícil. 2 MÉTODO Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa, de caráter descritivo e exploratório realizada na Unidade de Cardiologia Intensiva do Hospital Universitário de Santa 9 Psicóloga, graduada em Psicologia pela Universidade Franciscana - Santa Maria/RS. Especialista em Gestão e Atenção Hospitalar no Sistema Público de Saúde pela Universidade Federal de Santa Maria e Mestre em Ciências da Saúde pela Universidade Federal de Santa Maria; 10 Médica, graduada em Medicina pela Universidade Federal de Santa Maria. Mestre em Medicina pela Universidade Federal de Santa Maria. Doutora em Enfermagem pela Universidade Federal de Santa Catarina e Pós doutora em Bioética e Ética na Pesquisa pela Universidade Complutense de Madrid. 34 Maria. Os dados foram obtidos no período de janeiro à março de 2018 por meio de entrevista semiestruturada com as 07 enfermeiras da unidade e observação não- participante – registrada em diário de campo – da rotina de trabalho dessas profissionais. A análise de conteúdo embasou-se na proposta de Bardin, seguindo as considerações teórico-metodológicas de Turato. 3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS A análise e discussão dos dados relacionados às percepções da enfermagem da unidade intensiva cardiológica sobre o impacto da notícia difícil para o paciente mostrou que o grupo pesquisado compreende que, geralmente, a comunicação de notícias difíceis é um momento permeado por sentimentos diversos que se manifestam por meio de verbalizações, metáforas, expressões não verbais, manifestações físicas e psicológicas. Assim, as enfermeiras notam quando o paciente está mais calado, ansioso, de humor deprimido, muda seu comportamento, mas principalmente, entendem que cada um tem a sua forma particular de reagir. Também sabem que os pacientes vivenciam um momento de estresse e supõem que respondem fisicamente a isso. Diante disso, as enfermeiras tentam amenizar o ocorrido com os recursos empíricos que possuem. 4 CONCLUSÕES Conclui-se que ao identificar os sentimentos e as atitudes do paciente, a enfermagem pode auxiliá-lo por meio de uma comunicação clara e efetiva, fortalecendo assim, o respeito, o vínculo terapêutico de confiança e as ações de cuidado. Portanto, para alcançar uma assistência de qualidade é fundamental que a enfermagem não tenha apenas um olhar técnico, mas um olhar humanizado. Palavras-chave: Comunicação; Notícias Difíceis; Enfermagem; Unidade Intensiva. REFERÊNCIAS ANDRADE, C. et al. Comunicação de notícias difíceis para pacientes sem possibilidade de cura e familiares: atuação do enfermeiro. Revista Enfermagem UERJ, Rio de Janeiro, RJ, v.22, n.5, p. 674 - 679, mar. 2014. Disponível em: . Acesso em: 23 maio 2018. ARAÚJO, J. A.; LEITÃO, E. M. P. A comunicação de notícias difíceis: mentira piedosa ou sinceridade cuidadosa. Revista Hospital Universitário Pedro Ernesto. UERJ, Rio de Janeiro, RJ, v.11, n.2, p. 58 - 62, abr./jun. 2012. Disponível em: . Acesso em: 23 maio 2018. GOMES, G. C. et al. Dando notícias difíceis à família da criança em situação grave ou em processo de terminalidade. Rev. enferm. UERJ, Rio de Janeiro, v. 22, n. 3, p. 347 - 35 352, mai./jun. 2014. Disponível em: . Acesso em: 04 junho 2018. LINO, C. A. et al. Uso do Protocolo Spikes no Ensino de Habilidades em Transmissão de Más Notícias. Revista Brasileira de Educação Médica, v. 35, n. 1, p. 52-57, 2011. Disponível em: Acesso em: 24 maio 2018. PACHECO, A. P. A. M. Da Solidão Profissional à Interdisciplinaridade: a Trajetória de um Grupo Balint-Paidéia. In: INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER. Coordenação Geralde Gestão Assistencial. Coordenação de Educação. Comunicação de notícias difíceis: Compartilhando desafios na atenção à saúde. Rio de Janeiro: INCA, 2010. p.73-84. WARNOCK et al. Breaking bad news in inpatient clinical settings: role of the nurse. Journal of Advanced Nursing, v. 66, n.7, p. 1543-1555, jul. 2010. Disponível em: . Acesso em: 24 maio 2018. WARNOCK, C. Breaking bad news: issues relating to nursing practice. Nursing Standard, v. 28, n. 45, p. 51-58, jul. 2014. Disponível em: . Acesso em: 18 junho 2018. http://scielo.isciii.es/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0210- http://scielo.isciii.es/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0210- http://www.scielo.br/pdf/rsp/v39n3/24808.pdf http://www.scielo.br/pdf/rsp/v39n3/24808.pdf http://www.scielo.br/pdf/rsp/v39n3/24808.pdf 36 AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa Autores: Fernanda Lopes de Souza¹ Leidi L. S. Raposo² Sandra Marcia Soares Schmidt³ Elenir Terezinha Rizzetti Anversa4 A ENFERMAGEM NA ASSISTÊNCIA AO PRÉ-NATAL DE BAIXO RISCO 1 INTRODUÇÃO Destaca-se a atenção ao pré-natal com a publicação em 1983 da Politica Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher (PAISM). O papel da assistência ao pré-natal é assegurar o desenvolvimento da gestação, permitindo assim que o bebê nasça de forma saudável sem complicações (BRASIL, 2012). No pré-natal a enfermagem poderá ajudar nas práticas de identificação, tratamento e controle de algumas possíveis complicações que possam vir a ocorrer na gestação, reduzindo assim os índices de morbimortalidade materna e fetal, além de promover um bom desenvolvimento para ambos (VIELLAS et al; 2014). Esse estudo tem como objetivo refletir sobre o papel da enfermagem na assistência ao pré-natal de baixo risco. 2 MÉTODO Trata-se de estudo teórico-reflexivo a partir da assistência ao pré-natal de risco habitual. Foi realizada a busca aleatória de artigos, em que foram utilizados 3 trabalhos relevantes, disponibilizados na íntegra no Portal da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) no dia 01 e 02 de outubro de 2018. 3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS Segundo a organização mundial de saúde (OMS) o número adequado de consultas pré- natal seria igual ou superior a 6 (seis), o início do pré-natal ideal é na décima segunda semana de gestação (BRASIL, 2012). As consultas devem ser mensais até a 28° semanas, quinzenais entre 28º e 36º semanas. O profissional de saúde deverá permitir que as gestantes expressem suas preocupações garantindo, atenção resolutiva articulando com outros serviços de saúde para a continuidade da assistência e, assim 37 possibilitando um vínculo da gestante com a equipe de saúde (RODRIGUES et al; 2011). Os enfermeiros e os enfermeiros obstetras (estes últimos com titulação de especialistas em obstetrícia) estão habilitados para atender ao pré-natal, aos partos normais sem distócia e ao puerpério em hospitais, centros de parto normal, unidades de saúde ou em domicílio. Caso haja alguma intercorrência durante a gestação, os referidos profissionais devem encaminhar a gestante para o médico continuar a assistência. 4 CONCLUSÕES A assistência de enfermagem na consulta de pré-natal é de extrema importância para um acolhimento com escuta qualificada deixando com que as gestantes expressem suas angústias, mantendo um vínculo com a equipe, assim a possibilidade a elas a continuidade ao pré-natal e evitando as possíveis complicações. REFERÊNCIAS 1. BRASIL, Ministério da Saúde, Atenção ao pré-natal de baixo risco, Brasília; 2012. 318 p. – (Série A. Normas e Manuais Técnicos) (Cadernos de Atenção Básica, n° 32). 2. RODRIGUES, Edilene Matos; NASCIMENTO, Rafaella Gontijo do; ARAUJO, Alisson. Protocolo na assistência pré-natal: ações, facilidades e dificuldades dos enfermeiros da Estratégia de Saúde da Família. Rev. esc. enferm. USP, São Paulo, v. 45, n. 5, p. 1041-1047, Oct. 2011 . 3. VIELLAS, Elaine Fernandes et al . Assistência pré-natal no Brasil. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro , v. 30, supl. 1, p. S85-S100, 2014 . 38 AREA TEMÁTICA: Ensino/ Pesquisa Autores: Melissa Gewehr11 Leatrice da Luz Garcia12 Clarita Souza Baroni Silveira13 Jhonathan Barbosa da Silva 14 Fernanda Puntel Rutsatz5 Thaynara Lima Lessing6 A ESPIRITUALIDADE NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE: Uma Revisão Narrativa 1 INTRODUÇÃO Considera-se que a abordagem da espiritualidade, trazida pelo usuário, no atendimento pelos profissionais de saúde, seja investigada, uma vez que esta dimensão está intimamente relacionada com o conceito ampliado de saúde e poderá não estar sendo considerada e incluída na prática profissional. O objetivo geral foi identificar e analisar as produções cientificas sobre o uso da espiritualidade no contexto da Atenção Primária a Saúde (APS). Os objetivos específicos foram identificar os motivos que interferem no uso ou não da espiritualidade como parte do plano de cuidados da equipe da APS e analisar como os profissionais da saúde abordam, no cuidado, as questões relacionadas à espiritualidade trazidas pelo usuário. 2 MÉTODOS: Trata-se de uma revisão narrativa que se utilizou da coleta de dados em artigos nas bases de dados da Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS). Como critérios de inclusão foram utilizados os artigos completos e disponíveis ao público, no período de 2011 à 2015, relacionados a temática. 3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS: Foi elaborado um formulário de coleta de dados com informações e utilizou-se estatística descritiva e análise temática de Minayo (2008) que resultou em 2 categorias: 11 Enfermeira, mestranda PPGERONTO/UFSM; 12 Mestranda PPGERONTO/UFSM; 13 Assistente Social, mestranda PPGERONTO/UFSM; 14 Acadêmico de medicina da UFSM; 5Academica de educação especial da UFSM; 6Academica de música da UFSM. 39 a) resiliência do usuário e b) dificuldades em incluir a espiritualidade na prática profissional. Rocha et al (2013) apontam que é notório observar que as pessoas religiosas parecem lidar mais facilmente com os estresses da vida, recuperam-se mais rapidamente de depressão e apresentam menos ansiedade e outras emoções negativas do que as pessoas menos religiosas. Os profissionais revelam barreiras para lidar com a espiritualidade do paciente, tais como medo de ofender e de impor suas próprias crenças, de lidar com religiões divergentes as deles e a falta de tempo (SANTO et al, 2013). Assim, após a análise do material parece não haver dúvidas de que a espiritualidade, a religiosidade e a religião podem se relacionar positivamente com a saúde. A falha do não uso dessa ferramenta encontra-se: na formação profissional, por ser pouco ou nada considerada no contexto acadêmico; na complexidade da abordagem e no perfil profissional. 4 CONCLUSÃO: Dessa forma, a capacitação dos profissionais de saúde acerca destas questões na abordagem ao paciente e a utilização de novos recursos interventivos, como o trabalho envolvendo a família, a comunidade religiosa e a oração, surgem como possíveis alternativas que permitiriam resultados mais efetivos na integralidade do cuidado aos sujeitos. REFERENCIAS: MINAYO, M.C.S. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. 11 ed. São Paulo: Hucitec, 2008. ROCHA, I. A. et al. Terapia comunitária integrativa: situações de sofrimento emocional e estratégias de enfrentamento apresentadas por usuários. Rev Gaúcha Enferm, v. 34, n. 2, p.155-162, 2013. Disponível em: .