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REDAÇÃO
TÉCNICA
© SENAI - PR, 2001
CÓDIGO DE CATÁLOGO : 5500
Trabalho elaborado pela Diretoria de Educação e Tecnologia
do Departamento Regional do SENAI - PR , através do
LABTEC - Laboratório de Tecnologia Educacional.
Coordenação geral Marco Antonio Areias Secco
Elaboração técnica Denise Kostycz Mohr
Equipe de editoração
Coordenação Lucio Suckow
Digitação Denise Kostycz Mohr
Diagramação José Maria Gorosito
Ilustração José Maria Gorosito
Revisão Gramatical Denise Kostycz Mohr
Revisão técnica Denise Kostycz Mohr
Capa Ricardo Mueller de Oliveira
Referência Bibliográfica.
NIT - Núcleo de Informação Tecnológica
SENAI - DET - DR/PR
S474r SENAI - PR. DET
Redação Técnica
Curitiba, 2001, 116 p
Revisada em 13.03.01
Atualizada em 21.01.03
CDU - 651.75
Direitos reservados ao
SENAI — Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial
Departamento Regional do Paraná
Avenida Cândido de Abreu, 200 - Centro Cívico
Telefone: (41) 350-7000
Telefax: (41) 350-7101
E-mail: senaidr@pr.senai.br
CEP 80530-902 — Curitiba - PR
SUMÁRIO
COMUNICAÇÃO ........................................................................................................... 05
PARA ESCREVER COM ADEQUAÇÃO ..................................................................... 12
ACENTUAÇÃO GRÁFICA ............................................................................................. 16
PARÔNIMOS E HOMÔNIMOS ...................................................................................... 21
CONCORDÃNCIA NOMINAL ........................................................................................ 23
CONCORDÃNCIA VERBAL .......................................................................................... 32
COLOCAÇÃO DE PRONOMES ÁTONOS .................................................................. 39
PRONOMES DE TRATAMENTO .................................................................................. 42
PRODUÇÃO DE TEXTOS ........................................................................................... 43
ABREVIATURAS ........................................................................................................... 50
TÉCNICAS DE REDAÇÃO ........................................................................................... 64
REQUISIÇÃO ................................................................................................................ 83
PARECER .................................................................................................................... 86
PROJETO ..................................................................................................................... 88
PESQUISA .................................................................................................................... 93
RELATÓRIOS ............................................................................................................. 104
BIBLIOGRAFIA ............................................................................................................ 116
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5500 - REDAÇÃO TÉCNICA
Você já pensou para que serve a comunicação?
Como nós podemos nos comunicar com os outros?
O texto que você vai ler agora traz várias informações sobre a comunicação.
Preste bastante atenção!
As várias formas de comunicação
Quando uma abelha quer contar às outras onde ela encontrou uma porção de flores,
cheinhas de néctar, executa uma espécie de dança, que é a forma que ela usa para se comu-
nicar.
Os animais, embora não falem, têm formas sofisticadas de comunicação.
As baleias, por exemplo, emitem um canto prolongado, que atravessa os oceanos.
Os cães conseguem não só comunicar-se entre si, como até mesmo comunicar-se
com seus donos.
As crianças também se comunicam, antes mesmo de
saber falar, por gestos, por ruídos, por expressões.
O adulto, mesmo sabendo falar, também se comunica por
gestos. O gesto de levantar ou abaixar o polegar é compreendi-
do por todos, desde o tempo dos romanos. O aceno de quem
vai embora, o sorriso, o abanar da cabeça, para dizer sim ou
não, são formas de comunicação que dispensam a palavra,
embora variem de significação, de um povo para outro.
Os surdos-mudos possuem dois tipos de linguagem. Ambas se valem de
gestos das mãos.
Não são apenas os gestos que comunicam sem palavras.
Até a maneira de uma pessoa se vestir ou se enfeitar pode ser consi-
derada uma forma de comunicação.
A música é uma outra forma de comunicação. Ela transmite estados
de espírito: alegria, tristeza, romantismo ou entusiasmo.
Quando a música é acompanhada de letra, pode emitir uma mensagem espe-
cífica, que vai desde as ingênuas canções infantis até os mais exaltados hinos patrióticos.
O sonho do entendimento universal está ainda longe de se realizar.
No entanto, a busca de uma linguagem que possa ser compreendida por todos é cons-
tante.
Hoje, em todas as cidades do mundo, encontramos sinais de trânsito, avisos que proí-
bem o fumo, indicações para toaletes masculinos ou femininos, praticamente iguais.
Adaptado de: Ruth Rocha & Otávio Roth. O livro dos gestos e
dos símbolos. São Paulo: Melhoramentos,s.d.
COMUNICAÇÃO
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a) De acordo com o texto, podemos
afirmar que apenas os seres humanos se co-
municam?
b) ”Até a maneira de uma pessoa se
vestir ou se enfeitar pode ser considerada
uma forma de comunicação.”
- Que tipo de informação podemos ter a respeito de uma
pessoa pela observação de suas roupas?
c) ”O gesto de levantar ou abaixar o polegar é compre-
endido por todos, desde o tempo dos romanos.”
- E hoje? Qual é o significado desses dois gestos?
Como é que acontece a comunicação?
Em primeiro lugar, é necessário alguém para mandar
uma mensagem e alguém para receber essa mensagem.
� Quem manda uma mensagem é chamado emissor.
� Quem recebe uma mensagem é chamado receptor.
emissor receptor
mensagem
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5500 - REDAÇÃO TÉCNICA
Leia o seguinte diálogo:
-Manhê!
-Que é, meu filho?
-Olha só como tá estrelado, né?
-É, tá bonito.
-Manhê! Quantas estrelas tem.......................................
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COLOCAÇÃO DE PRONOMES ÁTONOS
O pronome átono oblíquo pode ocupar três posições em
relação ao verbo:
a) antes: é a próclise. b)no meio: é a mesóclise. c)
depois: é a ênclise.
Regras gerais de colocação de pronomes átonos:
1) Desde que não inicie período, o pronome oblíquo
proclítico estará sempre correto.
Ex.: Elisa o beijou e o abraçou muito.(Proibido: Me aju-
de, por favor!)
2) Depois de vírgula é dada a preferência para a ênclise:
Elisa chegou, beijou-o, abraçou-o e saiu.
3) Nas orações reduzidas de infinitivo e de gerúndio usa-
se apenas a ênclise: Convém mostrar-lhe quem so-
mos. ( E não: convém lhe mostrar.)
4) Em todos os demais casos, usa-se a próclise, a sa-
ber:
a) sempre que houver fator de próclise, ou seja,
conectivo, advérbio e pronome substantivo. Ex.: Sei
que me chamam, mas lá não irei mais.
O rapaz que me chama é meu inimigo.
Aquilo me aborreceu bastante.
Tudo se transforma.
Já me conformei com a situação.
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b) em qualquer oração exclamativo, optativa(exprime de-
sejo) e interrogativa direta. Ex.:
Quanto me iludi com essa garota!
Deus lhe dê tudo de bom!
Quando me pedirás perdão?
c) com formas verbais proparoxítonas. Ex.: Nós o cen-
surávamos e nunca lhe obedecíamos.
d) com a preposição em + gerúndio: Em se plantan-
do, tudo dá.
5) Quando o verbo está no tempo futuro, é obrigatória
ocorrência de mesóclise: Faz-lhe-ei uma
sugestão.(no Brasil, prefere-se fugir à mesóclise;
emprega-se então, ou um pronome reto ou um sujei-
to expresso.Ex.: Eu lhe farei uma sugestão./ Teresa
o jogaria pela janela.)
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Assinale as frases com boa colocação do pronome,
segundo a norma culta:
a) Vestirei-me o mais rapidamente possível.
b) Me vestirei o mais rapidamente possível.
c) Eu me vestirei o mais rapidamente possível.
d) Eu vestir-me-ei o mais rapidamente possível.
e) Eu vestirei-me o mais rapidamente possível.
f) Quem disse-lhe tamanha asneira?
g) Ninguém incomodará-te aqui.
h) Alguns pernilongos incomodar-te-ão a noite inteira.
i) Por que me aborreces tanto?
j) Referiu-se o professor a vários assuntos importantes.
k) O professor se referiu a vários assuntos importantes.
l) O professor referiu-se a vários assuntos importantes.
m) Quero dar-lhe os parabéns, Aguinaldo.
n) Quero lhe dar os parabéns, Aguinaldo.
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PRONOMES DE TRATAMENTO
Segundo a gramática, são denomina-
dos pronomes de tratamento certas palavras
ou expressões que valem por pronomes
pessoais, como: Você, Senhor, Vossa Ex-
celência, Sua Senhoria.
Os tratamentos Vossa Excelência,
Vossa Senhoria, Vossa Eminência e outros
que incluem Vossa pertencem à terceira
pessoa do singular: Receba V. S.ª os meus
protestos de consideração.
A concordância com esses pronomes se faz com o verbo na terceira pessoa, isto é,
embora designem a pessoa a quem se fala (a Segunda), esses pronomes exigem a terceira
pessoa: Vossa Senhoria não atendeu ao meu pedido...
Vossa Excelência tem tido as melhores informações.
Na correspondência comercial, podemos usar diferentes formas de tratamento: senhor,
senhora, Vossa Senhoria. A carta familiar admite o uso de tu e você.
Empregar com acerto a forma de tratamento adequada e escrever mantendo a uniformi-
dade de tratamento é questão de atenção. Não se deve misturar, em uma correspondência, as
pessoas gramaticais.
Na correspondência particular não se exige apego rígido às normas, mas apenas que o
conteúdo da carta seja legível.
É necessário, para bem redigir uma correspondência, conhecer as formas de tratamen-
to, a devida abreviatura e a quem se refere.
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Vários seriam os aspectos a serem trabalhados quanto a produção textual, mas nos
deteremos apenas em: coerência e coesão textual.
O que é coerência textual?
Imagine a seguinte situação: um casal de namorados foi ao cinema. Lá eles comeram
pipoca, tomaram refrigerante, mas o filme decepcionou um pouco. Ao chegar em casa, a
garota pretende contar à mãe como foi, dizendo a ela um destes dois enunciados. Compare-
os: Foi ótimo! O filme era tão bom, que todos dormiam no cinema. Além disso, durante a
sessão, comemos pipoca salgada demais e o refrigerante que levamos caiu no meu vestido.
Foi uma tarde maravilhosa!
Usado para Tratamento Abreviatura
Príncipes e duques Vossa Alteza V.A.
Cardeais Vossa Eminência V.Em.ª
Presidente e Vice-presidente
da República, altas
autoridades do Governo e
das Forças Armadas, Chefe
do Gabinete Civil e Chefe do
Gabinete Militar da
Presidência da República,
Ministros de Estado,
Consultor Geral da
República, Membros do
Congresso Nacional,
embaixadores,
Procuradores-gerais,
Oficiais-generais,
governadores, presidente de
assembléias legislativas,
prefeitos municipais.
Vossa Excelência V.Ex.ª
Reitores de Universidades,
Vice-reito, pró-reitores
Vossa Magnificência V. Mag.ª
VI.
Bispos e Arcebispos Vossa Excelência
Reverendíssima
V.Ex.ªRevm.ª
Sacerdotes em geralVossa Reverendíssima V.Revm.ª
Papa Vossa Santidade V.S.
Funcionário públicos,
pessoas de cerimônia
Vossa Senhoria V.S.ª
Juízes (direito, trabalho,
eleitorais,federais e auditores
da Justiça Federal)
Vossa Excelência V. Ex.ª
Vice reitores, pró-reitores
V. Mag.a
PRODUÇÃO DE TEXTO
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Fomos ao cinema, mas não gostamos do filme. Apesar
disso, lá comemos pipoca, tomamos refrigerante e nos diver-
timos muito.
Como você vê, dos dois, o 2º enunciado é o que articula
as idéias de forma direta e objetiva, aproximando bastante o
relato dos fatos do que realmente ocorreu.
O 1º enunciado pode inicialmente parecer contraditório,
absurdo em relação aos fatos, pois normalmente as pessoas
não acham maravilhoso comer pipoca salgada demais, cair
refrigerante na roupa, etc. Contudo, esse enunciado é perfei-
tamente possível, dependendo da intenção de que fala, o
locutor(no caso, a garota), das habilidades lingüísticas do
interlocutor, ou seja, com quem se fala (a mãe) e do quanto
este conhece o locutor.
Por exemplo: e se a filha estiver ironizando, brincando
com a mãe, ou seja, dizendo uma coisa, mas querendo dizer
outra? Nesse caso, ela diz que tudo foi ótimo, mas deseja que
sua mãe compreenda o contrário: tudo foi péssimo.
Assim, tanto o 1º enunciado quanto o 2º podem ser ade-
quados e eficientes, dependendo do contexto em que são uti-
lizados.
A essas articulações de idéias que participam da cons-
trução do sentido de um texto chamamos coerência textual.
Como você viu, ela depende não apenas das articulações in-
ternas do texto, mas também de outros fatores da situação
comunicativa, ou seja, quem é o locutor, qual é a sua intenção
ao produzir o texto, se o interlocutor é capaz de perceber essa
intenção, etc.
A coerência é uma das características que um texto
deve ter para apresentar textualidade, isto é, para que seja
de fato um texto e não apenas um aglomerado de frases.
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O que é coesão textual?
Você já aprendeu que um texto, para ter textualidade, precisa apresentar coerência. Mas
isso não é tudo. Imagine que um jornal esportivo noticie a chegada de atletas brasileiros, vindos
das Olimpíadas, da seguinte forma:
Dois atletas que representaram o Brasil nas Olimpíadas chegaram ao aeroporto do Galeão,
no Rio de Janeiro, trazendo duas medalhas de ouro. Apesar da conquista do ouro, não havia
fãs à espera dos campeões. O governador do Estado, porém, irá recebê-lo no Palácio.
Complete as lacunas com uma das palavras sugeridas entre parênte-
ses. Ao escolher as palavras, você vai notar que é possível produzir dife-
rentes textos. Contudo, procure manter a coerência de idéias.
A pessoa que me recebeu na casa ____________________(elegante, chi-
que, mal-assombrada, pobre) era uma ___________________(mulher, garota, se-
nhora, bruxa) de mais ou menos ________________(16, 30, 78, 140) anos, muito
_________________(simpática, interessante, feia, falante), de cabelos
___________________(longos, curtos, arrepiados, brilhantes, negros), nariz
____________________(arrebitado, adunco, pequenino, fino). Tinha um olhar
_________________(amedrontador, meigo, sereno, profundo)! Apresentou-se num
__________________(fino, elegante, asqueroso, sóbrio) vestido
________________(preto, branco, cinza, cor-de-rosa) e convidou-me para entrar
e tomar um suco. Eu _________________(entrei, saí correndo, aceitei o
convite)...__________(agradecido, envergonhado, apavorado, tímido).
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O enunciado acima apresenta problemas de sentido. O texto inicialmente faz referência
a dois atletas; no entanto, na última frase se lê:”O governador [...] irá recebê-lo”. À quem o
governador vai receber: aos dois atletas ou apenas a um? Se a um atleta, qual deles? No caso,
para garantir a clareza da informação, seria necessário alterar o texto para uma destas solu-
ções: “O governador [...] irá recebê-los” ou, por exemplo, “O governador [...] irá receber o
campeão de natação”.
A esse tipo de relação entre as palavras chamamos coesão. Na notícia lida, há outras
marcas de coesão. Uma delas é a concordância entre as palavras ( Dois atletas, representa-
ram, chegaram, campeões). Outra marca de coesão é a palavra mas e a expressão Apesar
de, que estabelecem oposição entre a idéia anterior e a posterior.
Coesão textual são as articulações gramaticais existentes entre palavras, orações, fra-
ses, parágrafos e partes maiores de um texto. Assim como a coerência é o contexto, a coesão
é um dos componentes da textualidade.
1. Leia este texto: Os ursos pandas chineses já foram paparicados pelos ecolo-
gistas até o limite da chatice. Mas promete ser divertido vê-los num filme que começa
a ser rodado no Himalaia pela Warner Brothers americana. (Superinteressante,
set.1994.)
a) Releia a 2ª frase do texto. O autor a inicia com uma marca de coesão, a pala-
vra mas, que introduz um sentido de oposição. Uma idéia nova, que vai ser apresenta-
da, será oposta a uma idéia da frase anterior. Quais são as idéias que estão em oposi-
ção?
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b) Outra marca de coesão existente na 2ª frase é o pronome los, em “vê-los”.
Esse pronome é usado no lugar de um termo mencionado na 1ª frase do texto, evitando
sua repetição. Qual é esse termo?
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2) A repetição desnecessária e excessiva de palavras prejudica a coesão de um
texto. Uma forma de evitar esse problema é substituir as palavras ou expressões repe-
tidas por pronomes pessoais. Observe: Os ursos pandas são admirados em todo o
mundo. Agora os ursos pandas poderão ser vistos...
Veja como ficaria, com a substituição: Os ursos pandas são admirados em todo
o mundo. Agora eles poderão ser vistos... ou Agora poderemos vê-los...
Perceba que tanto o pronome pessoal reto eles quanto o pronome pessoal oblí-
quo los referem-se ao termo anteriormente mencionado: os ursos pandas.
Faça o mesmo. Substitua nas frases seguintes os termos destacados por pro-
nomes:
a) Os ecologistas se preocupamdemais com os ursos pandas, mas agora
os ecologistas não terão mais com que se preocupar...
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b) Os tigres asiáticos sofrem o risco de serem extintos, porém, graças à ação
dos ecologistas, tem sido possível manter os tigres asiáticos vivos.
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c) Saiu de sua cidade aos 15 anos de idade, mas nunca deixou de amar sua
cidade.
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d) Escreva com o lápis, mas não use o lápis para coçar o ouvido.
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e) Maurício foi buscar seu primo, enquanto isso você fica sentado esperando
que Maurício traga seu primo.
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3) Também podemos contribuir para a coesão de um texto, substituindo pala-
vras repetidas por sinônimos ou palavras da mesma área semântica, ou seja, da mes-
ma família de significados, como ônibus/veículo, aspirador de pó/máquina. Obser-
ve como podemos evitar as repetições: E então, quando há a festa? Quando é que
vamos comer bolo? Logo, logo, você vai fazer 12 anos e vamos ter champanhe na
sua casa, não é? Ora você não vai deixar de convidar seu amigo para ajudar a apagar
as velinhas, vai? Perceba que – bolo, champanhe e apagar as velinhas – substituem a
palavra festa, já mencionada, e pertencem à mesma área semântica, isto é, perten-
cem à família de palavras relacionadas a uma festa: bolo, velinhas, cantar parabéns,
etc. Nos textos que seguem, faça o mesmo: procure dar coesão ao texto, substituindo
as palavras e expressões destacadas por outras sinônimas ou da mesma área se-
mântica. Não as substitua por pronomes.
a) Sempre gostei de computadores, mas nunca entendi bem computadores.
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b) Estive pensando em comprar um par de tênis novos, mas os tênis estão
muito caros.
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c) Iria ao supermercado procurar esses envelopes, mas hoje o supermerca-
do está fechado.
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d) O Brasil necessita investir mais na produção de alimentos na zona rural,
senão o Brasil nunca vai resolver o problema de concentração da população nas
cidades.
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e) Os cientistas nem sempre foram compreendidos em sua época, mas sem
os cientistas não haveria evolução da humanidade.
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4) No texto abaixo, foram eliminadas algumas palavras propositalmente. Ape-
sar disso, leia-o, procurando perceber o seu sentido geral.
UMA IDADE PARA CADA FILME
Sair de casa com _______________________de entrar no cinema, mesmo não
tendo idade apropriada ___________ assistir ao filme desejado, costuma ser um há-
bito de alguns jovens.
Mayara Machado Costa, 11 anos, estudante da 5ª série do Colégio Augusto La-
ranja, em São Paulo, costuma freqüentar os cinemas do Shopping Morumbi, em São
Paulo, e já viveu ______________________________. Ela e sua amiga Renata Maia
Prado Carneiro, de 11 anos, foram ao cinema para assistir a um filme de aventura
classificado para crianças de 14 anos. “Fui barrada _______________________ o
porteiro pediu minha identidade e percebeu que eu não poderia entrar”, conta Mayara.
“Eu e minha amiga ficamos chateadas e fomos tentar nos divertir no Playland”, diz.
Leandro Machado Leis, 12 anos, estudante da 6ª série do Colégio Meninópolis,
teve mais sorte ____________ Mayara e conseguiu driblar o porteiro do cinema.
______________ tinha 10 anos de idade, ele assistiu a um filme de suspense e não
encontrou barreiras na entrada do cinema. “Vi o trailer na televisão ______ fiquei muito
curioso para assistir àquele filme ______________ era de suspense”, conta. “O por-
teiro até me barrou, ______ acabei convencendo ele”, relembra Leandro.
Quando o filme vai ser _________________ no cinema, a empresa __________
é responsável pela sua distribuição pede autorização para o Ministério da Justiça.
_________ fornece a classificação oficial determinada pelo Estatuto da Criança e do
Adolescente, ________ o juiz da Vara da Infância e da Juventude, de cada município,
também tem poder para regulamentar o acesso de menores a diversões públicas
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através de uma portaria para prevenir qualquer violação dos direitos da crianças e do
adolescente.
Mesmo havendo supressão de algumas palavras, é possível notar o sentido glo-
bal do texto. Preencha as lacunas com palavras que contribuam para formar um senti-
do próximo do sentido original.
Existem muitas abreviaturas usadas tanto em textos, quanto em documentos. Relacio-
namos as mais comuns:
a ; (a) ; (a.) = assinado c/ = com Dr. = doutor
aa / (aa) / (aa.) = assinados c/ = conta (comercial) Drs. = doutores
a.a = ao ano c/a =conta aberta dz.= dúzia
A/C = aos cuidados c.c. ; cf. = confere DD. = digníssimo
abr.= abreviatura c.c. = conforme Dec. = decreto
abr = abril c/c = conta corrente desc.= desconto
art.= artigo c/c = com cópia Doc. = documento
At. = atenção CEP = Código de endereçamento Postal dupl.= duplicata
at.= atenciosamente Cia. = Companhia e.c.f. = é cópia fiel
ap. ; apto = apartamento C.P. = Caixa Postal E.D. = espera deferimento
a.p. = a protestar ctv.= centavo E.M. = em mãos
Av. = avenida ctvs.= centavos E.R. = espera resposta
A/p = a prazo dep.= departamento f. ; fl. ; fol. = folha
a/v = à vista deps.= departamentos ff.;fols.;fs. = folhas
h = hora (s) MM = meretíssimo S/C = Sociedade Civil
hab.= habitante (s) P.D. = pede deferimento s.d. = sem data
Ilma. = ilustríssima p.f. = próximo futuro s/l = sobreloja
Ilmo. = ilustríssimo p.p = por procuração s.l.n.d. = sem lugar nem data
Ltda.;Ltd. ; ltda = limitada p.p = próximo passado tel.= telefone
L.= largo (praça) P.P. = para protestar Trav. = travessa
M.D. = muito digno proc.= procuração
memo = memorando S.A.= sociedade anônima
As abreviaturas podem não ser todas um código que o receptor domine. O abuso no emprego delas pode
ser causa de problemas de comunicação. Aconselha-se, pois, evitar aquelas menos conhecidas e todas as que
se prestam para outras interpretações.
ABREVIATURAS
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CORRESPONDÊNCIA
“Troca de informações por escrito.” Silveira Bueno.
Minidicionário da Língua Portuguesa.FTD.
Podemos classificar alguns tipos de correspondências:
Particular: é a correspondência entre pessoas, onde
a composição e tipo de redação depende do grau de ami-
zade ou respeito entre o emissor e o receptor.
Divide-se em:
� respeitosa ou cerimoniosa – para negócios e a
estranhos;
� íntima ou familiar – a parentes e amigos;
Comercial: refere-se à elaboração e circulação de docu-
mentos próprios do comércio, indústrias, bancos e sua clientela. Objetivos:
� proporcionar inter-relacionamento entre empresas comerciais, indústrias e outras;
� orientar vendedores, viajantes, filiais, clientes, fornecedores, agentes industriais e co-
merciais;
� comunicar mudanças e decisões tomadas pela diretoria, alterações de preços, ende-
reços, etc;
� expandir negócios da empresa.
Oficial: É a correspondência emque se observam princípios e
normas da comunicação escrita, interna e externa, de
repartições públicas. Na redação oficial são emprega-
das as mesmas palavras, expressões e frases usa-
das na linguagem corrente. Entretanto, certos modos
de dizer são peculiaridades da redação oficial.
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Bancária: Neste caso, as normas que regem a feitura e
movimentação de documentos, são próprias do serviço ban-
cário.
Bilhete e Carta pessoal
O tipo mais comum e freqüente de corres-
pondência é o bilhete. Gênero textual muito sim-
ples, tem por características:
� apresenta a seguinte estrutura: vocativo,
assunto e assinatura;
� data não obrigatória;
� linguagem informal.
Próximo ao bilhete, temos a Carta Pessoal, gênero tex-
tual que usamos quando queremos comunicar a amigos ou
familiares um determinado assunto mais longo, mais detalha-
do. A linguagem utilizada é a informal.
Aquele que envia a carta é o remetente; aquele a quem
a carta se destina é o destinatário. Esse tipo de correspon-
dência apresenta uma estrutura que se compõe de elementos
como local, vocativo, texto e assinatura.
O vocativo contém o nome do destinatário, acompanha-
do, normalmente, de alguma palavra cortês, como querido(a),
caro(a).
Texto é o assunto da carta.
A despedida é, geralmente, carinhosa e varia bastante,
como: Abração, Um abraço do...
A assinatura é normalmente apenas o nome manuscrito
(sem o sobrenome) do remetente. Se, pronta a carta, tiver-
mos esquecido algo importante, podemos incluir, depois de
feitas as despedidas, um PS – post scriptum(expressão latina
que significa “depois do escrito”) – e colocar as anotações
extras.
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5500 - REDAÇÃO TÉCNICA
A carta é enviada em um envelope, preenchido adequadamente com o nome e o
endereço completos do remetente e do destinatário.
Imagine a seguinte situação:
Você é náufrago de um navio e está numa ilha deserta. Como tem um pequeno
pedaço de papel, lápis, uma garrafa de refrigerante e uma rolha, é possível enviar um
pedido de socorro.
Escreva um bilhete para um possível receptor, mostrando a ele a precariedade
da situação e o desespero em que você se encontra.
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Terminando, passe-o a limpo e troque-o com um colega para comparar as men-
sagens.
Correspondência Comercial
“Ocupa-se de transação comercial ou industrial.”
Toda correspondência comercial é considerada um documento e segundo o que já trata-
mos nesta apostila, podemos concluir que a elaboração de um documento é tarefa de grande
responsabilidade, pois o resultado desse ato leva consigo a imagem do órgão, entidade ou
empresa que o emite. Assim, é desejável que o redator seja seguro, eficiente e criativo. Seguro
porque precisa manipular bem os dados disponíveis para expor as idéias na forma adequada
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com clareza e correção. Eficiente porque precisa atingir o ob-
jetivo estabelecido e obter como resposta a ação desejada.
Criativo porque precisa encontrar fórmulas que diferenciem
seu trabalho de outros para ser recebido e analisado com
maior interesse, principalmente quando se pretende provocar
mudanças que favoreçam de algum modo o emissor.
Atualmente, é valorizado o redator técnico inovador, que
procura romper com os rançosos vocativos, com as introdu-
ções e fechos tradicionais; que inova a estética textual, que
busca lugares mais adequados para chamar a atenção do re-
ceptor, que altera a trivialidade de uma linguagem já excessi-
vamente desgastada e estabelece como regra básica escre-
ver sempre, buscando novas formas, rompendo com o que
está roto e deteriorado.
Vemos maior importância para os nossos alunos dos
cursos técnicos o estudo mais aprofundado da Carta Comer-
cial. É o meio utilizado com o objetivo de iniciar, manter ou
encerrar transações. É a comunicação escrita, acondiciona-
da em envelope (ou semelhante) e endereçada a uma ou vári-
as pessoas.
Modelo de Carta Comercial.
Formulamos um modelo de carta comercial, no qual pro-
curamos destacar todas as partes importantes e possíveis:55
SENAI-PR
5500 - REDAÇÃO TÉCNICA
Timbre
Índice e DPV/25-00
Número
Local e data São Paulo, 27 de julho de 2000.
Referência Ref.: Notícia sobre o lançamento do livro
Manual da Secretária
Invocação Sr. Vieira:
Meus dois livros – Técnicas de redação e Correspondência –
receberam de sua parte atenção ímpar e você fez publicar em
sua gazeta recensão das mais agradáveis.
Já, agora, estou enviando-lhe um exemplar do meu mais recente
lançamento – Manual da secretária – não para exigir-lhe
encômios, mas como gratidão pelas sugestões que você
sempre me apresenta.
Texto Falemos um pouquinho do livro
Diferencia-se dos textos convencionais sobretudo porque foge
à exposição de um receituário que atenderia a situações espe
cíficas, mas deixaria a secretária em apuros diante de situa
ções novas. A abordagem desse texto valoriza a presença
sempre lúcida, a busca da prática argumentativa, do raciocínio,
da reflexão.
Cumprimento Envio-lhe abraço, na esperança de revê-lo brevemente.
Atenciosamente,
Assinatura João Bosco Medeiros
Anexos Anexos: Press-release e livro Manual da secretária.
Iniciais JBM/MS
Cópia c/c: Gerência de Comunicação Social.
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5500 - REDAÇÃO TÉCNICA
Componentes de uma Carta Comercial
São elementos constitutivos de uma carta:
1. Timbre: nome e endereço da empresa.
2. Índice e número: iniciais do departamento expedidor e número da carta, seguido de
traço(hífen) e dos dois algarismos finais do ano. O uso deste número facilita a localização de
um documento ou carta em um arquivo. O índice é colocado antes da data, ou na mesma linha.
A ordem numérica deve ser retomada todo ano.
3. Localidade e data.Após o local aparece uma vírgula, necessária, pois a cidade cons-
titui-se num adjunto adverbial de lugar, que deve ficar separado do outro adjunto adverbial de
tempo, ou seja, a data. Não se coloca zero antes dos números de 1 a 9. O nome do mês
escreve-se com letra minúscula e, após o ano, coloca-se ponto final.
4. Endereço: forma de tratamento e nome civil do receptor, nome do local e número do
prédio, sala, apartamento, bairro, Código de Endereçamento Postal. O endereço interno está
caindo de uso, por isso não incluímos no modelo da página anterior. Se o redator optar pela
menção do endereço, ele deve ocupar o espaço entre a data e a referência. Muitas empresas
costumam informar junto com o endereço, a pessoa a quem se dirige a carta, a pessoa que
deve ser informada do conteúdo da carta. Várias são suas formas: Com conhecimento de /
Em atenção de / At. Fulano de Tal / À atenção de Fulano de Tal.
Exemplo: Editora Caderno S.A
À atenção de Luís Pereira
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5. Referência: ou Ref.:, aqui se coloca um resumo da
carta.(é uma opção não obrigatória e que na maioria das ve-
zes é usada em cartas mais longas, facilitando a apreciação
prévia do conteúdo, tendo em vista que a maior parte das pes-
soas dispõem de pouco tempo para a leitura na íntegra dos
textos recebidos.) Deve ser digitado em espaço e letra meno-
res que os utilizados no texto da carta.
6. Vocativo ou invocação: usar, de preferência, a for-
ma personalizada: Senhor José, Senhor Antenor. Deve ser
seguida de dois-pontos. Não se usa vírgula, porque não se
inicia o texto da carta com letras minúsculas. Também não se
usa ponto, porque há continuidade entre o vocativo e o corpo
da carta. Portanto, o sinal de pontuação mais adequado é dois-
pontos. O vocativo deve corresponder à realidade. Recomen-
da-se evitar: Muito digno Sr.:/ Respeitabilíssimo Sr.:/
Prezadíssimo Sr.:/ Caríssimo Sr.: Também é recomendável
que, em vez de Prezado Senhor, se usem outras formas: Se-
nhor Diretor:/ Professor:/ Senhores:/ Sr. Adalberto Luís:/
Adalberto Luís: Se a correspondência é dirigida a pessoa jurí-
dica, a saudação conveniente é Senhores.
7. Texto: corpo da carta, conteúdo, desenvolvimento da
mensagem. Dicas: se o texto for muito extenso e ultrapassar
uma folha, não se deve usar a palavra continuação na folha
seguinte, mas repete-se a referência numérica. DE-27 (con-
siderando que esta seja a numeração do índice da primeira
página); {DE-27
Fl. 2-2 (considerando que esta seja a numeração da
segunda página). Tal prática indica que a carta tem duas pági-
nas, e esta última é a segunda. Tal procedimento favorece tam-
bém verificar se o documento foi recebido inteiro ou não.
8. Fecho: deve, de preferência, ocupar novo parágrafo.
Evitem-se os chavões, utilizando os cumprimentos mais sim-
ples: Atenciosamente; Respeitosamente; Saudações atenci-
osas; Com elevada consideração, abraça-o seu amigo; Cor-
diais saudações; Saudações; Saudações atenciosas; Com
distinta consideração; Apreciaremos sua pronta resposta; An-
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tecipadamente somos gratos; Cordialmente; Um grande abra-
ço; Abraços. Eis alguns fechos antiquados: Aguardando suas
notícias, aqui vai meu abraço carinhoso; Sendo o que se apre-
senta para o momento; No aguardo de suas breves notícias,
aqui vai meu abraço cordial e atencioso; Na expectativa de
suas breves notícias, aqui vai meu abraço cordial e amável;
Com nossos agradecimentos renovamos as expressões de
nossa elevada consideração; Com as expressões de nossa
elevada consideração, subscrevemo-nos prazerosamente;
Com meus cumprimentos e renovando minhas felicitações,
aqui vai meu abraço cordial e fervoroso; Aguardando com in-
teresse..., renovamos ao ensejo... É tendência moderna evi-
tar o subscrevo-me; o despedimo-nos e o sem mais para o
momento.
9. Assinatura: dispensa-
se em qualquer documento o
uso do traço para a assinatura.
Coloca-se sob o nome de quem
assina o cargo ou função que
ocupa na empresa ou repartição.
Não se usam caracteres maiús-
culos para ressaltar cargos ou
funções do emissor. A vírgula
após o nome é necessária por-
que depois dele vem um aposto
que é o cargo ou a função. Se
outra pessoa assinar correspon-
dência no lugar de quem a envia,
deverá fazer isso de modo que
seu nome seja legível. Coloca-se
p/ antes do nome do emitente, o
que significa por Fulano de Tal (isto é, na ausência do emiten-
te, estou assinando por ele).
10. Anexos: são documentos que acompanham a
correspondência. Observe as seguintes possibilidades no uso
da palavra: 1. Se o anexo for único: Anexo único. 2. Se forem
vários anexos, no primeiro escreve-se: Anexo 1 e no último:
Anexo nº X e último. 3. Quando se faz referência a alguma
página de um anexo, procede-se assim: Anexo ½ (que signifi-
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5500 - REDAÇÃO TÉCNICA
ca anexo nº1, página 2). Anexo 9/3 ( que significa anexo nº9, página 3). 4. Quando são vários
anexos, na correspondência(texto da carta) coloca-se: Anexos: 6 (o que indica que os anexos
são seis). 5. Havendo apenas um anexo, escreve-se, antes das iniciais do redator e do
datilógrafo: Anexo – e o nome do anexo. Observe rigorosamente a concordância: Anexas:
notas fiscais / Anexos: documentos assinados./ Anexa: guia de recolhimento./ Anexo: pedido
assinado por V.Sa. Evite-se a expressão Em anexo.
11. Iniciais: do redator e do datilógrafo são colocadas no rodapé. Podem ser colocadas
também, em letras minúsculas. Se o redator e o datilógrafo forem os mesmos, coloca-se uma
barra diagonal e, em seguida, as iniciais: /MIR ou /mir
12. Cópia: usa-se colocar ao pé do texto da carta, após abreviaturas de datilógrafo e
autor da redação, nos casos em que haja interesse que a correspondência seja lida por mais
de uma pessoa (ou departamento), a abreviatura c/c, que significa com cópia. Exemplo: c/c:
Departamento Jurídico, que significa que foi enviada cópia para o Departamento Jurídico.
13. Espaços e margens: margem é o espaço em branco, de cada lado do papel. Em
geral, contam-se vinte espaços à esquerda e dez à direita. Para o início do parágrafo (se você
optar pelo estilo que faz uso de parágrafos) contam-se mais dez espaços. Modernamente, não
é admissível a rigidez do alinhamento à direita, embora se reconheça que tal procedimento
proporciona beleza estética ao resultado final. Se você optar pelo estilo americano (bloco cheio,
ou compacto), então bastará deixar um espaço linear maior entre os parágrafos. Não se deixa-
rá o espaço indicativo de parágrafo(dez toques), iniciando-se o texto à margem esquerda.
Além de sua importância estética, a margem é solicitada para proteção ao conteúdo do texto,
pois facilita um posterior arquivamento.
Estética da Carta Comercial
a) Estilo endentado ou
semibloco: varia a estética, ou
seja, a distribuição do texto no
papel conforme a empresa. Al-
gumas exigem que se coloque
à esquerda o destinatário, a sau-
dação inicial (invocação) e ini-
ciais do redator e datilógrafo e
estabelecem como norma co-
locar a data e a assinatura com
término na margem direita ou
quase rente a ela. Recomen-
dam ainda que os parágrafos
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iniciem a partir de dez toques do início da margem esquerda.
Este estilo é denominado endentado ou semibloco.
A margem esquerda do papel deve ser de 20 espaços e
a da direita de aproximadamente dez; para os parágrafos, con-
tam-se dez espaços. Os espaços em branco no alto do papel
e abaixo do texto da carta formam a faixa de segurança do
documento. São necessários para o seu arquivamento.
A estética recomenda que as margens sejam uniformes,
que a margem direita seja tão perfeita quanto possível. Se a
carta for pequena, com apenas cinco ou seis linhas, os espa-
ços entre os parágrafos e as linhas devem ser ampliados, de
tal modo que o resultado final resulte em um todo harmonioso
e agradável.
Evitem-se rasuras, borrões, erros de qualquer natureza,
pois uma carta representa uma empresa ou pessoa que a
escreve.
Na invocação, é recomendável que se altere o prezado
senhor, já tão batido, por outra fórmula menos comum.
Exemplo de carta em estilo endentado ou semibloco:
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São Paulo, 14 de fevereiro de 2000.
Dr. França Pinto
Companhia Arapongas Ltda.
Senhor Empresário:
Iniciamos este ano a comercialização de
Cartões de Natal confeccionados pelas crianças na
Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor -
FEBEM.
Tal iniciativa se prende a uma postura de
incentivo à criatividade infanto-juvenil, de
integração do menor à sociedade por meio da arte e
de auxílio através do trabalho.
Convidamos Vossa Senhoria a participar
deste processo de integração social, cumprimentando
seus amigos, familiares e conhecidos com cartões da
FEBEM.
Agradecemos, em nome dos menores, a
preferência que V.Sa. nos dará.
Atenciosamente,
Ana Teodora Nery,
Diretora Social.
ATN/SM
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5500 - REDAÇÃO TÉCNICA
b) Estilo bloco: Outra forma de dispor os elementos de umacarta é colocar a data e a
assinatura no cento do papel, iniciando-se os parágrafos na margem esquerda, sem dar ne-
nhum espaço. A margem direita não é rigorosamente exigida. Para facilitar a leitura pode-se
deixar espaço maior entre um e outro parágrafo.
São Paulo, 22 de setembro de 2000.
Senhor:
Há vários anos o IV COMAR – IV Comando Aéreo
Regional – vem dedicando esforços cada vez mais
intensos à prevenção de acidentes. Isto é feito através
de Seminários Regionais de Prevenção de Acidentes
Aeronáuticos.
Este ano, como não poderia deixar de ser,
discutiremos mais uma vez as técnicas dessa
atividade.
O encontro se realizará em São Paulo, entre 10 e 13
de outubro, a partir das 19h, no Palácio das
Convenções do Anhembi.
Os assuntos abordados nesse Seminário interessam a
todos aqueles que, direta ou indiretamente, lidam com a
atividade aérea: pilotos, proprietários de
aeronaves, mecânicos, instrutores, pessoal de pista,
despachantes operacionais de vôo, comissários etc.,
inclusive pessoas cuja participação possa ser
eventual, como bombeiros, médicos, policiais.
Contamos com a sua presença.
Traga-nos sua experiência.
Osório de Almeida,
Diretor Administrativo.
Anexa: ficha de inscrição do evento, inteiramente
Grátis.
AO/AM
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c) Estilo bloco compacto ou cheio: segundo um terceiro estilo, data, destinatário, invoca-
ção, assinatura, iniciais do datilógrafo e redator são colocados junto à margem esquerda. A
margem direita fica livre, mas isto não significa até o fim do papel, com prejuízo da estética do
todo. Este estilo é conhecido como carta em bloco compacto.
São Paulo, 15 de fevereiro de 2000.
Ref.: Atualização de português.
Senhores:
Estão abertas as inscrições para os Cursos Gil
Vicente: Curso de Atualização de Português para
Executivos; Curso de Atualização de Português para
Secretárias; Curso de Português para interessados
em geral e Curso de Atualização de Português para
tradutores.
Os cursos são rigorosamente estruturados, de forma
que atendam às necessidades desses profissionais no
aperfeiçoamento e atualização do Português, em
horários compatíveis com as exigências dos
interessados.
Informações poderão ser obtidas pelo telefone............
(ramal 190), a qualquer hora, mesmo aos sábados,
domingos e feriados.
Atenciosamente,
Bernardim Ribeiro,
Diretor.
BR/SC
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TÉCNICA DE REDAÇÃO
Que é preciso para escrever bem?
Sem dúvida, escreve bem aquele que obtém uma res-
posta correta, que corresponde ao que se tinha em vista. Isto,
resposta correta, é aquela que vem ao encontro de nossas
necessidades. Comunicar é provocar uma resposta, uma
reação do receptor, do cliente da empresa. Quando uma carta
muito bem escrita não é compreendida, não houve comunica-
ção. Um departamento não expede cartas para exibir conheci-
mentos; escreve-as para realizar negócios.
Portanto, correspondência eficaz é a que gera uma res-
posta correta, que satisfaz às necessidades do emitente.
Redator experiente rejeita escrever “bonitinho”, recusa fazer
literatura numa carta comercial e adapta o nível da linguagem
à capacidade de recepção de seu destinatário.
Um redator eficaz desconfia sempre da clareza de suas
idéias. Daí a procura incansável da palavra mais simples, pela
frase mais curta, compreensível pelas pessoas mais humil-
des.
Concluímos, caro aluno, que pouco adiantaria fazermos
uma coletânea dos mais variados exemplos de redação se
não fornecêssemos técnica que auxilie-o na realização de tra-
balhos muito além da repetição de formas gastas pelo uso.
Sugerimos:
1. Preparação
O redator precisa preparar-se para o trabalho que vai
fazer. Para essa preparação pedimos que dê resposta a es-
tas quatro perguntas:
� Quem será o responsável pela mensagem?
� A quem se destina a mensagem?
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� Que mensagem pretendo transmitir?
� De que informações necessito para ter segurança no
assunto?
As duas primeiras perguntas levam o redator a caracte-
rizar o emissor e o receptor da mensagem: órgão público
civil, órgão militar, empresa comercial, empresa industrial,
entidade financeira, pessoa íntima ou de relações sociais.
A terceira pergunta constitui o objetivo a ser atingido
com a mensagem.
As respostas à quarta pergunta constituem os pré-
requisitos e dependem do objetivo principalmente.
Citaremos lado a lado exemplos de objetivos e pré-
requisitos mais comuns:
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SENAI-PR
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Objetivos Pré-requisitos
(Que mensagem pretendotransmitir?) (De que informações necessito para ter
segurança no assunto?)
- Obter férias. - Identificação correta do requerente, leis
que o amparam, período da preferência.
- Vender um produto. - Nome e especificação do produto, suas
qualidades, opções, preços, condições de
pagamento.
- Lembrar o vencimento de um título. - Valor, data do vencimento, certeza de
que não foi quitado, histórico da
transação e de transações anteriores.
- Convidar para inauguração de filial. - Endereço, pontos de referência, opções
de acesso, estacionamento, linha de
ônibus, importância da filial para os
clientes.
- Convocar sócios para assembléia. - Estatutos ou Regimento Interno, pauta,
local, data (hora, dia, mês e ano).
- Apresentar novo gerente. - Curriculum Vitae, área de atuação,
regalias.
- Obter crédito. - Valor do crédito, destinação, avalistas,
condições de pagamento, pareceres do
setor financeiro e jurídico.
- Esclarecer mal-entendidos. - Documentos que lhe deram origem,
pontos de vistas de ambas as partes,
propostas de solução, pareceres dos
setores envolvidos.
- Pedir desculpas por erro. - Documentos que lhe deram origem,
sugestões para corrigir o erro,
possibilidades de remissão.
- Cumprimentar empresa pelo novo
prédio.
- Publicação ou comunicação pela qual se
tomou ciência do fato, endereço.
- Dar boas-vindas a funcionário. - Curriculum Vitae, seção de trabalho,
sua importância para o órgão, data de
admissão.
- Anunciar concorrência. - O que está em concorrência,
qualificação dos concorrentes,
documentação exigida, forma de instruir
o processo, local e data de
encaminhamento.
- Informar mudança de endereço. - Motivo da mudança, vantagens para os
clientes, endereço, pontos de referência,
opções de acesso, estacionamento, mapa.
- Obter pagamento de dívida. - Valor da dívida, data de vencimento,
certeza de que não houve quitação,
histórico dessa transação e das anteriores,
parecer do setor jurídico.
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- Anunciar decisão. - A decisão, as leis que a amparam, a
data em que passa a vigorar, os setores
sujeitos a ela, sanções em caso de
infração.
- Conseguir obras públicas. - Descrição das obras, importância para a
coletividade, laudos técnicos, resultados
presumíveis, custo.
- Certificar ocorrência. - Documentos comprobatórios, nome e
identificação do sujeito da ocorrência,
atos que garantem a validade do
documento.
- Obter informações. - Pessoa, órgão ou empresa que deverá
prestá-las, as informações desejadas,
prazo para recebimento, necessidade ou
não de sigilo.
- Obter atenção para uma representante. - Nome do representante, endereço,
regalias.
- Dar procuração. - Nome e identificação do outorgante e
do outorgado, os poderes, o prazo de
vigência.
- Recuperar um cliente. - Histórico das transações, nome e
endereço atuais, propostas, condições que
favoreçam sua volta.
- Comunicar mudança de razão social. - A razão social anterior, a nova razão
social, motivos da mudança, a nova
filosofia e seus benefícios para os
clientes.
- Prestar informações. - As informações pedidas, leis que
orientam as respostas, pareceres dos
diversos setores que garantam a validade
das informações.
Observação: Cada mensagem deve ter
um único objetivo.
Portanto: antes de partir para a elaboração do texto, faz-
se necessário ao redator obter clareza destes itens:
� Emissor:
� Receptor:
� Objetivo:
2. Execução
Feita a preparação, o redator pode iniciar a segunda fase
do trabalho, que é a execução da redação da carta. Sugeri-
mos dividir o conteúdo textual em três partes: exposição, ape-
lo, impulso.
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� Exposição: Neste primeiro passo da execução, o
redator vai usar os elementos de que dispõe: caracterização
do emissor e do receptor, objetivo e pré-requisitos. Vai, pois,
criar a exposição, trabalho que consiste, grosso modo, em
desenvolver o objetivo. É aconselhável que neste trabalho o
redator:
a) seja o mais natural possível;
b) imagine que o receptor esteja ali, à sua frente;
c) escreva o que diria de viva voz e como diria;
d) esteja despreocupado das normas de feitura do
documento e das regras gramaticais.
Eis um modelo:
Emissor: Diretor Comercial das Indústrias Janus S.A.
Receptor: Gerente das Lojas Latino-Americanas S.A.
Objetivo: Obter atenção para representante.
Exposição: O Sr. Juvenal da Costa Santos é nosso re-
presentante nessa cidade. Ele tem algo importante para lhe
dizer, mas teme procurá-lo em momento que não seja oportu-
no. Por isso, pedimos que você marque um horário para recebê-
lo.
� Apelo: Feita a exposição, torna-se necessário que o
redator incorpore à mensagem, um apelo capaz de sensibili-
zar o receptor e predispô-lo a agir conforme os desejos do
emissor. Com base na caracterização do receptor e nos pré-
requisitos, o redator pode identificar os prováveis pontos sen-
síveis a serem tocados na elaboração do apelo.
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Eis um modelo de apelo:
Nosso representante tem autonomia para expor fórmu-
las de mercado que só revelamos a clientes especiais. Dan-
do-lhe atenção, você pode estar fazendo investimento lucrati-
vo.
Observação: quando a exposição por si é oferecimento
ou concessão de benefício ansiado pelo receptor, não há ne-
cessidade de apelo. É o caso desta exposição:
Comunico ao amigo que o parcelamento da dívida refe-
rente ao título PH-48/82 foi aceito por esta empresa conforme
sua proposta.
� Impulso à ação: O apelo visa a sensibilizar o recep-
tor e a predispô-lo a agir conforme os desejos do emissor.
Para levar o receptor da predisposição à ação, pode ser ne-
cessário um impulso que faça o receptor tomar logo uma de-
cisão. De preferência, o impulso deve ter estas característi-
cas:
a) demonstrar que o emissor está seguro de uma ação
favorável do receptor;
b) mostrar ao receptor o que deve fazer e como fazer;
c) conter uma única proposta de ação: a que for mais
eficiente para o emissor e mais prática para o recep-
tor.
Eis exemplo de impulso:
Marque agora mesmo pelo telefone 287-4422 o horário
que lhe for mais conveniente.
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5500 - REDAÇÃO TÉCNICA
Veja como ficaria o texto de sua carta:
O Sr. Juvenal da Costa Santos é nosso representante nessa cidade.Ele tem
Exposição algo importante para lhe dizer, mas teme procurá-lo em momento que não
seja oportuno. Por isso, pedimos que você marque um horário para recebê-lo.
Nosso representante tem autonomia para expor fórmulas de mercado que
Apelo só revelamos a clientes especiais. Dando-lhe atenção, você pode estar fa-
zendo investimentos lucrativos.
Marque agora mesmo pelo telefone 287-4422 o horário que lhe for mais
Impulso conveniente.
3. Palavras e situações inconvenientes
É temível usar na mensagem, com referência ao receptor, certas palavras que o desa-
gradem. Dentre as diversas palavras que devem ser evitadas estão estas: absurdo, erro, ine-
ficiência, cassação, estupidez, inércia, concordata, falência, insolvência, desleixo, falha, pro-
blema, desorganização, grosseria, protesto, despreparo, imperícia, punição, dificuldade, inca-
pacidade, sujeira.
Estas palavras podem até não aparecer no texto. Basta que a situação usada as lembre
para melindrar o receptor.
4. Análise do conteúdo
O trabalho redacional, ainda em fase de execução, merece agora uma análise capaz de
dar ao redator a certeza de ter posto no papel o que o emissor gostaria de transmitir e o que o
receptor precisa compreender.
Para essa análise, sugerimos que o redator submeta a mensagem a este questionário:
a) A mensagem expressa o pensamento do emissor?
b) Há coerência entre a mensagem e o objetivo?
c) Há seqüência lógica das idéias, de modo que o receptor não se perca?
d) Está claro na exposição o que se pretende com a mensagem?
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e) Há orientação ao receptor sobre o modo de agir?
f) Em lugar do receptor, eu saberia o que se pretende
com a mensagem sem fazer perguntas?
Ocorrendo resposta negativa para qualquer das pergun-
tas, o redator deve modificar a mensagem tantas vezes forem
necessárias até obter somente respostas afirmativas.
5. Harmonização das partes
Um trabalho feito em partes corre o risco de parecer uma
colcha de retalhos, uma seqüência de compartimentos estan-
ques.
Por isso, convém ao redator tomar duas providências
que aproximem o esboço da redação final:
a) harmonizar as diversas partes da mensagem, de
modo que passem a formar um todo;
b) abreviar ao máximo a mensagem sem prejudicar-lhe
a clareza.
6. Defeitos na carta comercial
Há na correspondência comercial uma série de enga-
nos que podem ser evitados, mas não se admite, por outro
lado, o comportamento mesquinho que tende a ver erro em
tudo, em preocupar-se excessivamente com pormenores in-
significantes pode provocar desatenção quanto a erros maio-
res. O objetivo de uma correspondência comercial é transmi-
tir uma mensagem clara que seja compreendida e leve o re-
ceptor à ação. Portanto, o enfoque de preocupação deveria
privilegiar o conteúdo do texto, deixando-se para segundo pla-
no questões presas à estética, gramática e querelas.
Não obstante isso, são enganos costumeiros na corres-
pondência comercial:
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� Quanto ao estilo: evitar fazer literatura, rebuscando
o texto com mil adjetivos irrelevantes e períodos ex-
cessivamente longos. Clareza de idéias, rapidez de
exposição (ir direto ao assunto). O vocabulário será o
usual, sem busca de terminologia complexa.
� Quanto às abreviações: para maior clareza, acos-
tumar-se, sempre que possível e necessário, escre-
ver por extenso. Evita-se perda de tempo e ineficácia
do texto.
� Quanto às repetições: são expressões
desaconselháveis, porque inúteis, as seguintes: ve-
nho por meio desta, vimos informar-lhe, comunica-
mos, a dizer a verdade, além disso, aspecto, casual-
mente, certamente, coisa, conjuntura atual, definiti-
vamente, ensejo, então, eventualmente, fatores, mui
respeitosamente, na verdade, oportuno, oportunamen-
te, por outro lado, por seu lado. Além dessas pala-
vras, que devem ser evitadas a todo custo, há outras
que, por serem compostas, longas, prolixas, devem
ser substituídas por expressões mais leves, conci-
sas, precisas:
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5500 - REDAÇÃO TÉCNICA
Expressões evitáveis Substituir por
Acima citado Citado
Acusamos o recebimento Recebemos
Agradecemos antecipadamente Agradecemos
Anexo à presente Anexo
Anexo segue Anexo
Antecipadamente somos gratos Agradecemos
Anterior a Antes de
Aproveitando o ensejo anexamos Anexamos
Até o presente momento Até o momento
Como dissemos acima Mencionado
Com referência ao Referente ao
Conforme assunto em referência acima
citado
Mencionado
Conforme acordado De acordo com
Conforme segue abaixo relacionado Relacionado a seguir
Datada de De .../.../...
Devido ao fato de que Por causa
Durante o ano de 1991 Em 1991
Durante o transporte de No transporte de
Encaminhamos em anexo Encaminhamos, ou anexamos
Estamos anexando Anexamos
Estamos remetendo-lhe Remetemos-lhe
Estou escrevendo-lhe Escrevo-lhe
Levamos ao seu conhecimento Informamos
No Estado de Pernambuco Em Pernambuco
Ocorrido no corrente mês Ocorrido neste mês
Referência supracitada Mencionada
Somos de opinião de que Acreditamos, consideramos
Seguem em anexo Anexos, ou anexamos
Temos a informar que Informamos que
Segue anexo nosso cheque Anexamos cheque
Um cheque no valor de Um cheque de R$............
Vimos solicitar Solicitamos
As expressões usadas não devem ser curtas e claras somente; devem ser precisas,
sobretudo. Somente palavras específicas, pertinentes ao assunto, com verbos no imperativo,
evitando-se sempre que puder a voz passiva. Exemplos:
Foram feitas muitas alterações.(passiva) / Fizemos dez alterações.(ativa)
� Quanto aos sinais gráficos: evitar os desnecessários, como os de final de linha (à
direita) que servem para tapar buraco(tapa-margem). São assim considerados os
apóstrofos(‘), as barras(/), os hífens(-), os asteriscos(*) e outros que a criatividade de
datilógrafos tem distribuído à mancheia. O traço para assinatura também é dispensá-
vel.
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5500 - REDAÇÃO TÉCNICA
� Quanto ao endereço interno: já completamente em
desuso, sua colocação impede a eficiência da secre-
tária, que fica sempre recorrendo à fonte (arquivo) para
confrontar endereços.
� Quanto ao local: se já constar do cabeçalho, é dis-
pensável colocar o local.
� Quanto à escrita de algarismos: o procedimento de
digitar o número e o numeral é de todo inútil. Ou uma
coisa ou outra, mas a preferência é pelo número.
� Quanto à despedida: evitar sobretudo o “não tenho
mais para o momento”, que se constitui em evidente
pleonasmo. Havendo o que dizer, o redator diria.
� Quanto à pontuação: colocar ponto final após local e
data. Trata-se de frase nominal: carta escrita em São
Paulo, no dia 25 de agosto de 1987. Colocar vírgula
após o nome do assinante da carta e ponto após o
cargo ou função. O cargo ou função são, nesse caso,
aposto. Portanto, devem ser pontuados como manda
a gramática.
� Quanto à gramática: evitar os “em anexo”(usar sim-
plesmente: anexamos ou anexo); os “face à”(em face
de);”pedimos para”(pedimos que);”solicitamos
para”(solicitamos que). Evitar igualmente a mistura
de pronomes; as regências indevidas, como “sito à
rua”( e não sito na rua); uso de onde com valor de
em que (só usar onde quando houver expresso
local):”esteve onde o senhor passou suas férias”; “haja
vista”(expressão invariável); “faz dez dias”( e não fa-
zem dez dias);”há duas semanas”( e não a duas se-
manas atrás);”havia vinte pessoas na reunião”( e não
haviam); “fez tudo para eu realizar o trabalho”( e não
para mim).
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5500 - REDAÇÃO TÉCNICAno céu?
-Sei lá, menino, milhares.
-Puxa!
-...
-Manhê! Quanto é que são milhares?
-Ora essa, são muitas, que a gente nem
consegue contar.
Alexandre Azevedo.
a) Quem é o emissor e quem é o receptor das falas destacadas?
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b) Esse diálogo escrito está imitando a maneira como as pessoas falam. Ob-
serve, por exemplo, as palavras manhê ou tá, que, num texto escrito, deveriam apa-
recer como mãe e está. Que outras palavras ou expressões mostram que esse diá-
logo representa a maneira como as pessoas falam e não a maneira como escrevem?
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COMUNICAÇÃO é o entendimento de uma pessoa
com outra(s).
Para que a mensagem transite do emissor ao receptor,
é preciso dar-lhe uma forma capaz de ser recebida e, obvia-
mente, compreendida. Assim, faz-se necessário codificar a
mensagem, isto é, transformar a idéia em um código conhe-
cido pelo receptor. Podemos utilizar diversas linguagens. En-
tre elas:
� a linguagem verbal, que apresenta palavras;
� a linguagem visual, que apresenta imagens;
� a linguagem gestual, que apresenta gestos;
A palavra
Quando falamos em código, definimo-lo
como quaisquer sinais ou símbolos capazes de
transferir as mensagens do emissor ao recep-
tor. De todos os códigos, é a palavra o mais
importante por sua dupla natureza e seu exten-
so emprego. A palavra pode ser:
a) falada, sensibilizando a audição do re-
ceptor;
b) escrita, sensibilizando-lhe a visão.
Tanto a palavra escrita quanto a falada têm igual impor-
tância prática. Observamos, porém, que a palavra falada é mais
espontânea e por isso, mais sujeita a descuidos do emissor. A
palavra escrita é mais cuidada e, conseqüentemente, menos
espontânea, além de ocasionar inibição do raciocínio por exi-
gir outras habilidades do emissor: ortografia, acentuação, pon-
tuação, etc.
Neste trabalho interessa-nos mais de perto a palavra es-
crita, que precisa ser usada cuidadosamente para que a men-
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sagem atinja o receptor. E mais do que isso: que receba dele
toda a atenção almejada pelo emissor.
Claro está que o sucesso ou insucesso da comunica-
ção depende mais do emissor, a quem cabe a tarefa de ade-
quar a mensagem à capacidade do receptor: sem deslizes
que provoquem problemas de comunicação, suponham des-
leixo e indiferença ou demonstrem insegurança nas normas
da boa linguagem: concordância, regência, colocação , orto-
grafia, acentuação, pontuação.
O que é gênero textual?
Quando interagimos com outras pessoas por meio da
linguagem, seja a linguagem oral, seja a linguagem escrita,
produzimos certo tipos de textos que, com poucas variações,
se repetem no tipo de linguagem e na estrutura, constituindo
os chamados gêneros textuais.
Por exemplo, um filho distante dos pais escreve-lhes
uma carta pessoal; um cozinheiro que quer transmitir a outro
os segredos de um prato original escreve uma receita; um
leitor de jornal que discorda das idéias de um artigo publicado
escreve ao jornal uma carta argumentativa; uma entidade
ecológica, para divulgar suas idéias, produz cartazes e fo-
lhetos de esclarecimento à população; um técnico precisa
emitir um parecer técnico a respeito de vistorias feitas em
determinado setor; um estagiário elabora um relatório de
estágio para comprovar a observação feita e assim por dian-
te. Todos esses tipos de textos são gêneros textuais.
Assim, o gênero textual é uma espécie de “ferramenta”
que utilizamos em determinadas situações de comunicação.
Sua escolha é feita de acordo com o contexto, ou seja, qual a
finalidade do emissor, qual o assunto a ser tratado e quem é o
interlocutor.
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Problemas de comunicação
A comunicação pode não existir por diversos motivos. Alguns se prendem ao emissor,
que não sabe codificar a mensagem ou que a codifica� Quanto à ortografia: são erros indesejáveis: exceção
com dois ss (exceção); paralisar com z; pretensão
com ç; catalisar com z; acentuar oxítonas termina-
das em i e u quando precedidas de consoantes (Itu,
Botucatu, tatu, caju, preveni-lo, ali, aqui, Iguaçu).
Envelope e Endereçamento Postal
� Formato do envelope: a datilografia de envelope su-
bordina-se a regras estabelecidas pela Empresa Bra-
sileira de Correios e Telégrafos. A qual, padronizou os
envelopes em cinco tipos, conforme suas medidas.
Procurar usar sempre os envelopes RPC (recomen-
dados pelo Correio).
� Endereçamento pelo processo mecânico: o so-
brescrito é datilografado sempre no meio do papel em
relação à altura; mais para a esquerda em relação à
largura. Coloca-se no envelope:
1. Fórmula de tratamento: Exmo., Ilmo., Sr. (pode ser
dispensada, dependendo do destinatário).
2. Nome do destinatário.
3. Cargo do destinatário.
4. Rua e número.
5. Cidade.
6. Vila ou localidade.
7. Estado (sempre grifados ou em caracteres maiúscu-
los).
8. Código de Endereçamento Postal (CEP). Quando uti-
lizado processo mecânico o CEP deve ser colocado
na última linha do endereçamento e nunca dentro das
quadrículas do envelope.
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� Endereçamento manuscrito: quando escrito a mão,
segue a mesma ordem do processo mecânico, com
apenas uma diferença: o CEP deve ser anotado nos
retângulos do envelope, situados no canto inferior es-
querdo. Os números devem ser legíveis, uniformes,
ter tamanho proporcional ao dos retângulos, e não
devem ser escritos com tinta de tonalidade
avermelhada.
� Endereçamento através de etiquetas auto-adesi-
vas: segue as normas já apresentadas para o
endereçamento através de processo mecânico.
Saliente-se, porém, que a etiqueta deve ser
posicionada dentro da área especificada para esse fim.
� Endereço do remetente: é exigência do Correio que
não se omita o endereço do remetente, pois, em caso
de impossibilidade de entrega da correspondência,
com o endereço expresso, é possível a devolução.
� Outras considerações:
1. Não sublinhar o endereço.
2. Evitar escrever CEP antes do número ou código.
3. O número do CEP não leva ponto: 19100 e não
19.100.
4. Usar caixa postal ou endereço completo (rua e nú-
mero), jamais ambos ao mesmo tempo.
5. Colocar sempre, depois do nome da cidade, a sigla
do Estado.
6. Se a carta for confidencial, colocar tal indicação abai-
xo do selo.
7. Escreve-se À atenção de quando se deseja que a
correspondência seja vista por alguém em particular.
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Ex.: Livraria Três Estados S.A.
À atenção de Xavier de Maistre
8. Escreve-se Em mãos ou E/M quando o documento é
encaminhado ao destinatário mediante portador, sem
a utilização dos serviços do Correio.
9. Ao cuidado de ou A/C: esta expressão é utilizada
quando a correspondência for entregue por pessoa
nominalmente referida.
10.Os números de caixa postal e de telefone não devem
ser precedidos de vírgula, mesmo quando se omite a
abreviatura nº: Caixa Postal nº1025 / Caixa Postal
1025; os números de caixa postal não levam ponto
quando superiores a 1.000; quando se faz uso da caixa
postal, não se deve colocar o endereço completo.
11.Tanto ao selar, quanto ao fechar uma correspondên-
cia, a pessoa que executa este trabalho deve tomar
cuidado com o excesso de cola, que pode trazer pre-
juízo ao que vai envelopado. Quanto ao selo, colocá-
lo sempre no canto superior direito do envelope.
CURIOSIDADE:
O primeiro selo foi o selo negro de
um centavo (one penny black) surgido na
Inglaterra em 6 de maio de 1840. A idéia
foi de Rowland Hill, membro do Parlamen-
to Inglês. Antes da criação do selo, o des-
tinatário é que deveria pagar a tarifa. Isso
gerava um número enorme de
devoluções.O Brasil foi o segundo país no
mundo e o primeiro das Américas a adotar
o selo postal como comprovante de
franqueamento. Chamado selo Olhos-de-
boi. Graças ao Imperador D.Pedro II, em
1843.
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Outras Correspondências
Além da Carta Comercial, existem outros tipos de cor-
respondências de uso interno e externo no meio empresarial.
Relacionamos, a seguir, alguns nomes e finalidades:
� Abaixo-assinado: de modo geral, é empregado para
designar a pessoa que assina o documento ou a peti-
ção. Pode referir-se também a documento, petição ou
requerimento firmado ou subscrito por várias pesso-
as que pedem a concessão de alguma medida consi-
derada. É dirigido à pessoa ou à autoridade que tem
atribuição para decidir a respeito daquilo que se pede.
� Ata: é um registro em que se relata o que se passou
numa reunião, assembléia ou convenção. A ata deve
ser assinada pelos participantes da reunião(conforme
o estatuto da empresa), pelo presidente ou secretá-
rio, sempre.
� Atestado: documento oficial com que se certifica, afir-
ma, assegura, demonstra alguma coisa que interes-
sa a outrem. Atestado é uma declaração, um docu-
mento firmado por uma autoridade em favor de alguém
ou algum fato de que tenha conhecimento.
� Circular: diz-se de uma comunicação (carta, mani-
festo ou ofício) que, reproduzida em muitos exempla-
res, é dirigida a muitas pessoas, órgãos. Serve para
transmitir visos, ordens ou instruções. Em geral, con-
tém assunto de caráter ou interesse geral.
� Contrato: documento resultante de um acordo entre
duas ou mais pessoas que transferem uma para ou-
tra algum direito ou se sujeitam a alguma obrigação.
� Convocação: é uma forma de comunicação escrita
em que se convida ou chama alguém para uma reu-
nião. Na elaboração do texto é necessário especificar
local, data, finalidade.
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5500 - REDAÇÃO TÉCNICA
� Edital: é um traslado, cópia autêntica de leis, decre-
tos ou posturas para se publicar pela imprensa perió-
dica ou por meio de afixação nos lugares públicos,
para que não se alegue desconhecimento de sua
mensagem. É uma comunicação que visa informar
ou convocar.
� Estatuto: regulamento, cânone que determina ou es-
tabelece a norma.
� Memorando: na linguagem comercial significa a nota
ou a carta ligeira enviada por um comerciante a outro;
nele se trata do lançamento ou de uma operação co-
mercial. É bastante utilizado, também, para corres-
pondência entre departamentos de uma mesma em-
presa, ou entre a matriz e suas filiais ou entre as fili-
ais.
� Procuração: é um documento que uma pessoa pas-
sa para alguém para que possa tratar de negócios em
nome de outra. É um documento em que se estabele-
ce legalmente essa incumbência, em que se outorga
o mandato e se explicitam os poderes conferidos.
� Recibo: significa o documento em que se confessa
ou se declara o recebimento de alguma coisa.
Outros tipos poderíamos listar ainda, mas visando a fun-
cionalidade, resolvemos nos deter em um tipo de correspon-
dência de grande importância e uso: Curriculum vitae.
Conjunto pormenorizado de informações a respeito de
uma pessoa, geralmente exigido quando da procura ou solici-
tação de emprego. Inclui detalhes da formação intelectual e
profissional da pessoa, especificando os cursos que tenha
realizado; relaciona as atividades anteriores e experiência ad-
quirida, assim como dados pessoais. Considera-se que um
curriculum vitae bem elaborado seja fator preponderante na
obtenção de emprego.
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Ao redigir o currículo, alguns cuidados básicos devem
ser levados em consideração:
1. Objetividade: um texto interessante em geral não é
longo, mas, enxuto.
2. Boa apresentação:não deve ser manuscrito e sim,
datilografado ou digitado.
3. Espeficidade: não se deve enviar xerocópia de um
currículo a uma empresa. O currículo deve parecer
que foi escrito para aquela empresa específica,
candidatando-se a uma vaga específica.
QUESTÕES PRÁTICAS:
1. Incoerências entre o currículo e a carta de apresenta-
ção que deve acompanhar o currículo são desastro-
sas. Por exemplo, evitar apresentar maior competên-
cia do que realmente você tem. Assim, soa presun-
çoso dizer que uma jovem profissional, recentemen-
te formada, tem grande experiência numa atividade.
Nesse caso, o currículo não sustenta tal informação.
2. O auto-elogio, como: “sou comunicativo”, “sou dedi-
cado e dinâmico” e outros pode prejudicar a candidata.
Outras pessoas devem avaliar o seu comportamento.
3. Linguagem excessivamente técnica é um grande em-
pecilho para se alcançar bom resultado. O currículo
vai ser selecionado por profissionais de recursos hu-
manos, e se o selecionador não entender sua lingua-
gem, você será o prejudicado.
4. Evitar informar que tem pouco conhecimento sobre
algo. Dizer que tem conhecimentos sobre algo. Em
vez de “tenho noções de informática”, diga: “tenho
conhecimento de informática”.
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5. Profissionais experientes não estendem as informa-
ções curriculares, transformando-as em uma biogra-
fia. Evitar informações muito antigas (de dez, vinte
anos atrás). Ficar em duas ou três atividades recen-
tes.
6. Não poluir o currículo com informações sobre docu-
mentos escolares.
7. Experiência profissional deve ser iniciada pela mais
recente.
8. Dizer sempre a verdade, mesmo que tenha sido des-
pedido no último emprego. Para suavizar uma possí-
vel informação, dizer que “a experiência, embora frus-
trante, trouxe alguma aprendizagem”.
9. Informar a data da conclusão dos cursos.
10. Evitar o histórico escolar e descrever trabalhos de-
senvolvidos na faculdade.
11. Se for inexperiente, dizer que é recém-formado e tem
pouca experiência. Conquistar seu selecionador pela
simplicidade e humildade.
12. Escrever uma frase de objetivo, usando o verbo no
infinitivo:”atuar na área de segurança na empresa”.
13. Fugir dos dados pessoais, como solteiro, jovem, bo-
nito. São informações que não acrescentam nada a
suas qualificações profissionais.
14. A estética do currículo deve ser cuidada. Bom visual
atrai o selecionador. Separar as informações em blo-
cos.
15. Dispor as informações de forma clara e objetiva.
16. Não encher o espaço do currículo com excesso de
informações, achando que vai cativar o selecionador.
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5500 - REDAÇÃO TÉCNICA
17. O currículo longo nunca é atraente.
18. Esquecer os cursos de datilografia, ou sobre lingua-
gem de computador.
19. Não revelar salário pretendido. O assunto deve ser
resolvido na entrevista.
20. Não mencionar escola de 1º grau e se por acaso já
tenha formação de 3º grau ou Curso Pós-médio,
não mencionar a formação de Ensino Médio.
21. Idiomas: informar grau de fluência.
22. Deixar fora do currículo informações sobre religião,
times para os quais torce, hobby.
ESTRUTURA DO CURRÍCULO:
1. Dados pessoais: nome, data de nascimento, esta-
do civil, filhos, telefone.
2. Objetivo (escreva uma frase, com verbo no infinitivo,
informando o que você deseja fazer na empresa; a
que cargo se candidata).
3. Posicionamento profissional (suponhamos: “Técni-
co em Segurança no Trabalho, com 3 anos de expe-
riência”).
4. Experiência profissional: o que sabe fazer.
5. Relação dos três últimos empregos.
6. Formação escolar.
7. Idiomas: grau de fluência.
8. Local e data.
9. Assinatura.
10 Carta de apresentação.(Esta carta é redigida pelo
mesmo processo da carta comercial e visa acom-
panhar o currículo; é dirigida ao funcionário respon-
sável pela seleção de profissionais. )
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5500 - REDAÇÃO TÉCNICA
Embora normalmente signifique pedir, solicitar, requerer,
em linguagem jurídico-administrativa adquire o significado que
exigir. É a exigência legal ou ordem que emana da autoridade,
a fim de que se cumpra o que é ordenado ou exigido. Desse
modo, a requisição pode referir-se a entrega de coisas, a pres-
tação de serviços ou mesmo ao comparecimento de pesso-
as.
Sendo assim considerada, dentro das empresas encon-
traremos vários tipos de requisição, podendo até citá-los: de
farmácia, de material, de mão-de-obra... É o tipo de documen-
to utilizado em quase todos os departamentos: Departamento
Financeiro, Departamento Pessoal, Departamento de Cobran-
ça, Departamento de Venda, Almoxarifado...
Considerações gerais:
1. Todo e qualquer tipo de requisição deve partir de um
bloco devidamente timbrado e produzido para este fim.
2. Cada folha de requisição é numerada e impressa em
duas ou três vias, para que se realize o arquivamento
e o controle.
3. Possui campos distintos, os quais podemos enume-
rar: nome do requerente, departamento de origem,
nome do requisitado, data, especificação do produto,
quantidade do produto, preço, total, assinatura do res-
ponsável e do recebedor,(conforme a finalidade da
requisição, esta deve ser elaborada com campos
úteis).
4. Deve ser preenchida com letra legível ou através de
processo mecânico.
REQUISIÇÃO
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5500 - REDAÇÃO TÉCNICA
Situação problema:
Paulo é funcionário de uma cooperativa e trabalha no setor de manutenção. Foi cha-
mado para realizar a manutenção da parte elétrica e de iluminação de determinado
setor. Após inspeção, detectou que seria necessário refazer todo o sistema, pois esta-
va muito desgastado pelo tempo e necessitando ser melhorado. Para isso, levantou a
seguinte relação de materiais:
� 100m de fio;
� 10 lâmpadas;
� 20 tomadas;
� 10 interruptores;
� 7 disjuntores;
� 3 rolos de fita isolante;
A cooperativa tinha seus setores devidamente distintos e contava com
almoxarifado equipado e organizado. Imagine que Paulo tivesse preenchido a seguinte
requisição de material, como ficaria:
Nº__________
REQUISIÇÃO DE MATERIAIS DATA:____/____/____
1ª via – Almoxarifado
2ª via – Requisitante
Seção Requisitante:_______________________________
Destino:________________________________________
Quantidade Descrição Código Preço
Unitário Total
Requisitante
Chefe Seção
Preenchido pelo Almoxarifado
Em:_____/_____/_____
Autorizo:__________________
Recebi o material
Data:_____/______/______
Recebedor:________________
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5500 - REDAÇÃO TÉCNICA
O que devemos entender por Almoxarifado?
Almoxarifado é sinônimo de conservação, controle, de
fiscalização e concatenação de esforços para o êxito de um
empreendimento. Acreditamos que a palavra possa ser usa-
da com referência a tudo que se refira à ordem, disciplina,
registro de fatos, previsões e provisões, não somente de ma-
teriais e matérias-primas, como de tudo o que diga respeito à
perfeita ordenação, da forma pela qual decorrem os fatos e as
previsões como deverão ocorrer. Atualmente, podemos no-
mear como um dos mais importantes setores dentro das es-
truturas das organizações industriais e comerciais.
Principal função:
Manter estoques para regular o consumo.
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5500 - REDAÇÃO TÉCNICA
Parecer é a opinião escrita ou verbal, dada por alguém
acerca de determinado assunto. Portanto, trata-se da decla-
ração fundamentada em ponto de vista a respeito deum fato
ou negócio. Indica e fundamenta solução para o assunto trata-
do. Seu principal objetivo é o esclarecimento de dúvidas. Na
linguagem jurídica, parecer representa a opinião de um jurista
que, baseado em razões doutrinárias, conclui por uma solu-
ção que deve ser aplicada ao caso.
É um ato de procedimento administrativo que indica e
fundamenta solução para determinado assunto tratado.
Em sentido amplo, é a análise de um caso; em sentido
restrito, é a opinião jurídica de um magistrado ou tribunal con-
sultor. O parecer pode ser:
1. Administrativo: refere-se a caso burocrático.
2. Científico ou técnico: relaciona-se com matéria es-
pecífica. Exemplo: o parecer dos auditores.
Observações importantes:
� Quando um parecer técnico for solicitado pela justiça
a determinados especialistas (engenheiros, advoga-
dos, contabilistas...) como forma de comprovação de
fatos denunciados, chamar-se-á Laudo Pericial e será
considerado um tipo de redação oficial. Para tanto, sua
redação deverá obedecer determinadas normas de lin-
guagem e padronização no uso de fórmulas e estéti-
ca datilográfica. A linguagem será burocrática, mais
ou menos padronizada, artificial. O código verbal e a
linguagem serão os mesmos, mas a redação se re-
vestirá de certas formalidades que são peculiares ao
meio. Para a elaboração do Laudo Pericial sugerimos
que o redator consulte livros que tratam exclusivamente
deste assunto.
PARECER
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5500 - REDAÇÃO TÉCNICA
� Aos técnicos aos quais se destina este material, será
solicitado Parecer Técnico, com o objetivo de com-
provar a efetivação de serviços ou vistorias executa-
das em setores distintos. Para isso o redator deverá
obedecer a seguinte estrutura:
1. Número do processo respectivo, ao alto, no centro do
papel.
2. Título: parecer, seguido do número de ordem, dia, mês
e ano.
3. Ementa.
4. Texto.
5. Fecho: abreviatura do órgão a que pertence o redator,
data, assinatura, cargo.
No que se refere à linguagem, deverá ser: clara, conci-
sa, sem floreios, direta, usar vocabulário que seja da compre-
ensão do solicitante. Caso utilize termos que possam ser des-
conhecidos, especificar o significado fazendo uso de parênte-
ses.
Algumas empresas utilizam freqüentemente este tipo
de documento e têm seus modelos estabelecidos, quanto a
estética e estruturação do Parecer Técnico. Ao iniciar seus
serviços na empresa, torna-se necessário ao técnico: a) in-
vestigar qual a estrutura usada; b) que tipo de linguagem é
empregada; c) esclarecer em quais ocasiões deverá fazer uso
deste recurso; d) verificar qual a periodicidade do mesmo.
SUGESTÃO:
Coletar modelos de Parecer Técnico junto a empresas
diversas, para análise coletiva e esclarecimento de dúvidas.
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5500 - REDAÇÃO TÉCNICA
Conceito
A elaboração de um projeto se dá face a necessidade de
planejamento. Em palavras breves, projeto seria um plano de
trabalho. Podemos elaborar projetos:
a) enquanto alunos: antes da realização de pesquisas;
b) enquanto profissionais: como forma de apresenta-
ção de idéias que possam ser empregadas na em-
presa para melhoria de serviços;
O aluno busca novo aprendizado através da realização
de pesquisa e não podemos deixar de dizer que o profissional
ao sugerir mudanças ou ao implantar novas idéias não venha
a determinar novas situações a empresa, através das quais
desenvolva o nível de conhecimento dos elementos envolvi-
dos.
“Planejar significa traçar um curso de ação que pode-
mos seguir para que nos leve às nossas finalidades deseja-
das.”
West Churchman. Introdução à Teoria dos Sistemas. P.190.
Um principiante pode supor que elaborar projetos é per-
der tempo e que o melhor é começar imediatamente o traba-
lho. No entanto, a experiência vai lhe ensinar que o início, sem
projeto, é lançar-se à improvisação, tornando o trabalho con-
fuso, dando insegurança ao mesmo, reduplicando esforços
inutilmente.
Um projeto serve essencialmente para responder às
seguintes perguntas: o que fazer? Por que, para que e para
quem fazer? Onde fazer? Como, com que, quanto e quando
fazer? Com quanto fazer? Como pagar? Quem vai fazer?
PROJETO
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5500 - REDAÇÃO TÉCNICA
Partes de um projeto
Sabemos que inúmeras são as situações em que pode-
mos fazer uso de projetos, naturalmente, não pode haver, um
modelo fixo para a redação do mesmo. Contudo, é possível
definir um esquema capaz de abranger a maioria dos tópicos
que habitualmente aparecem nos projetos. Este esquema in-
clui as partes:
a) apresentação;
b) objetivos;
c) justificativa;
d) suprimentos e equipamentos;
e) custos do projeto e origem dos recursos;
f) cronograma;
Apresentação
Nesta primeira parte são apresentados os dados essen-
ciais à identificação do projeto, quais sejam. A) título e subtítu-
lo ( se houver); b) entidade à qual se destina o projeto; c) enti-
dade executora; d) coordenador; e) equipe técnica; f) local; e
g) data.
De modo geral esta apresentação não exige mais do que
uma página. Deve ficar em folha distinta.
Objetivos
Nesta parte indica-se o que é pretendido e quais os re-
sultados que se procura alcançar.
A apresentação dos objetivos varia significantemente em
função da natureza do projeto. Geralmente procede-se à apre-
sentação do objetivo geral e dos objetivos específicos.
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Justificativa
A justificativa consiste na apresentação, de forma clara
e sucinta, das razões de ordem teórica e/ou prática que justi-
ficam a realização da pesquisa.
Deve considerar os objetivos da instituição e os benefí-
cios que os resultados poderão proporcionar.
Os cuidados com a elaboração da justificativa devem
ser redobrados no caso de experiências para as quais se
solicita algum tipo de financiamento, já que o aumento dos
gastos gera a necessidade de boas razões para justificar o
investimento.
Suprimentos e equipamentos
Nesta parte devem ser indicados de maneira detalhada
os suprimentos e equipamentos necessários (recursos hu-
manos e materiais);
Custos do projeto e origem dos recursos
O projeto deve apresentar uma estimativa dos custos.
Uma forma prática consiste em reunir os gastos previstos em
vários itens, que, por sua vez, são agrupados em duas cate-
gorias: gastos com pessoal e gastos com material.
Será conveniente, ainda, indicar a proveniência dos re-
cursos. Se são próprios ou de origem externa. Nesta hipótese
convém, ainda, indicar o nome da instituição patrocinadora.
Cronograma
O projeto deve esclarecer acerca do tempo necessário.
Para isso, é preciso criar um cronograma com datas previs-
tas desde o início até o término do trabalho.
Obs.: Estas partes citadas, são as mais importantes para
auxiliar na elaboração de projetos junto as empresas nas quais
os alunos do SENAI atuam ou atuarão. Portanto, caso apare-
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5500 - REDAÇÃO TÉCNICA
çam situações em que venham a desenvolver pesquisas em
determinadas áreas do conhecimento para apresentar a Insti-
tutos de Pesquisa, como universidades, tornar-se-á necessá-
rio aprofundar conhecimentos a respeito da elaboração de
Projetos de Pesquisa.
VANTAGENS DA ELABORAÇÃO DE PROJETOS
Muitas são as vantagens adquiridas ao desenvolver um
trabalho embasado em projetos, dentre elas:
Para o empregado:
a) com a implantação da Qualidade Total, as empresas
passaram a valorizar o empregado organizado, res-
ponsável, dinâmico, interessado, compromissado e
eficiente. Elaborando e redigindo bem os projetos
estará demonstrandoessas características.
b) terá mais chances de colocar as idéias.
c) aumentará a possibilidade de obter resultados positi-
vos.
d) diminuirá o risco de errar...
Para a empresa:
a) melhorará a qualidade de seus serviços;
b) diminuirá o percentual de prejuízos;
c) estará melhor organizada;
d) aumentará o grau do controle de pessoal, material e
serviços prestados...
Vemos que com este tipo de estratégia de trabalho, tan-
to a empresa quanto o funcionário, só têm a ganhar, por isso
não há porque não aderir a esta tática.
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Sugere-se:
Realização de coleta de projetos desenvolvidos junto as
empresas em que os alunos do Curso atuam, trazendo uma
análise do resultado do trabalho feita por quem participou do
processo. Ou ainda, convidar esta pessoa para expor o proje-
to para a turma.
Em paralelo com as demais disciplinas do Curso, solici-
tar aos outros professores idéias de projetos de pesquisa que
poderão ser desenvolvidos e que venham trazer aumento de
conhecimentos na área específica.
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5500 - REDAÇÃO TÉCNICA
Conceito
A pesquisa é uma atividade voltada para a solução de
problemas ou dúvidas, buscando assim, uma resposta ou
solução aos mesmos.
A pesquisa é como um jogo no qual formulamos pergun-
tas e nós mesmos temos que dar as respostas. O pesquisa-
dor deve saber o que quer (o que estou querendo descobrir?).
Dentro de uma área de investigação há inúmeros problemas
interessantes, curiosos ou importantes. Cada um deles
corresponde muitas vezes a uma pesquisa separada, envol-
vendo opções de enfoque teórico, amostragem, coleta de da-
dos e processamento que podem ser mutuamente exclusivas
com relação às outras.
É preciso que saiba sempre por que estamos tentando
responder a esta ou aquela pergunta. A natureza da resposta
depende do que queremos fazer com ela. É claro que as per-
guntas vão variar conforme o tema, mas existem perguntas
clássicas que são fundamentais para o pesquisador.
O quê? Quem? Onde? Como? Por quê? Quais são as
condições? Quais são as conseqüências?
Durante a sua pesquisa, você vai encontrar muita coisa
interessante e curiosa.
A pesquisa, conforme a qualificação do investigador, terá
objetivos e resultados diferentes. O estudante que se inicia na
pesquisa e o pesquisador profissional já amadurecido e inte-
grado numa equipe de investigação terão objetivos diferentes,
de acordo com a habilitação de cada um.
O objetivo dos iniciantes é a aprendizagem e o treino
nas técnicas de investigação, refazendo os caminhos percor-
ridos pelos pesquisadores. O resumo do assunto segue a tri-
lha dos trabalhos científicos originais dos outros.
PESQUISA
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5500 - REDAÇÃO TÉCNICA
Obrigações do orientador
Geralmente o orientador de uma pesquisa é o próprio
professor, a ele cabe observar os seguintes aspectos:
� Escolha do assunto: escolher temas significativose
adequados ao interesse e ao nível de formação e às
condições do pesquisador;
� Delimitação do assunto: selecionar um tópico para ser
estudado e analisado em profundidade. Evitar temas
amplos que resultem em trabalhos superficiais;
� Justificativa da escolha: mostrar as razões da prefe-
rência pelo assunto e a sua importância face a outros
temas;
� Indicação da fonte de pesquisa(bibliografia): livro, au-
tor, material disponível...
� Acompanhamento da pesquisa e esclarecimento de
possíveis dúvidas;
� Estipular tempo suficiente e coerente para entrega da
redação final;
� Ter conhecimento amplo sobre o tema;
� Ler e analisar a redação final completando o estudo
com discussões, confronto de idéias, seminários...
Obs: o trabalho científico não deve ficar apenas no pa-
pel, isto é, servir como maneira prática de avaliação, e sim,
como uma forma muito rica de construção de conhecimen-
tos. Ainda: o bom trabalho não deve ser avaliado pela sua ex-
tensão e sim pelo seu conteúdo.
Obrigações do pesquisador
Alguns aspectos devem ser observados pelo pesquisa-
dor ao realizar seu trabalho:
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5500 - REDAÇÃO TÉCNICA
� Dispor de material para apoio: caderno de anotações,
gravador, fonte de pesquisa(fornecida pelo orientador)
e outros materiais de uso prático: caneta, lápis...
� Esclarecer todas as dúvidas sobre o tema e quais as
metas do professor.
� Organizar tempo para coleta de informações, prepa-
rar horário para dedicar-se a leitura e visitas. Nunca
deixar para pesquisar na véspera da entrega do traba-
lho.
� Ter consciência de que ao realizar uma pesquisa você
estará aprendendo muito mais do que aquilo que está
programado. Lembrar ainda, que a pesquisa não é feita
para cumprir exigências do professor, mas para
aprofundar seus conhecimentos.
� Conhecer as normas para redação de trabalho cientí-
fico e usar todos os recursos disponíveis para uma
boa apresentação.
Organização do trabalho
Para realização da redação de pesquisas científicas,
devemos respeitar os critérios estabelecidos pela ABNT ( As-
sociação Brasileira de Normas Técnicas).
São partes obrigatórias: capa, introdução, desenvolvimen-
to, conclusão e bibliografia; são partes opcionais: folha de ros-
to, dedicatória, sumário, lista de significados e anexos.
Partes obrigatórias:
a) Capa: Se o redator optar por não fazer folha de rosto,
a capa deverá conter:
� nome da instituição no alto da folha, em destaque;
� título do trabalho no centro da folha e em destaque;
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5500 - REDAÇÃO TÉCNICA
� nome do aluno, curso, turma, disciplina e professor, a
aproximadamente cinco linhas do título, na margem
esquerda;
� mês e ano, no rodapé, centralizado;
Modelo
SENAI – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial
TÍTULO DO TRABALHO
NOME:
CURSO:
TURMA:
DISCIPLINA:
PROFESSOR:
MÊS-ANO
Se por acaso optar pela folha de rosto, a capa terá so-
mente o título da pesquisa, destacado e centralizado.
Modelo
Capa Folha de rosto
TÍTULO DO TRABALHO
SENAI – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial
TÍTULO DO TRABALHO
NOME:
CURSO:
TURMA:
DISCIPLINA:
PROFESSOR:
MÊS-ANO
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5500 - REDAÇÃO TÉCNICA
Considerações importantes: em caso de gravuras, po-
dem ser colocadas na capa desde que sejam referentes ao
assunto pesquisado e com a devida legenda.
b) Introdução:
O que deve constar da introdução:
1. Exposição: define o assunto a que a pesquisa se re-
fere.
2. Finalidade: quais metas a pesquisa pretende alcan-
çar?
3. Método: como foram coletadas as informações? Ex-
plique os procedimentos adotados.
4. Justificação: por que a pesquisa foi escrita? Quem
autorizou a sua execução?
5. Definição dos termos: as palavras específicas devem
ser definidas para evitar qualquer dúvida.
A introdução pode conter um, dois ou mesmo todos es-
ses itens e em qualquer ordem.
Obs.: Deve ser desenvolvida em forma de texto, em fo-
lha distinta.
c) Desenvolvimento:
É a parte em que você vai expor sua pesquisa; deve ser
desenvolvido em forma de texto explicativo, usando linguagem
clara. Deve ser lógico e com uma seqüência bem ordenada
dos fatos.
Uma forma interessante de iniciar o desenvolvimento de
uma pesquisa é fazer um breve histórico do assunto.
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5500 - REDAÇÃO TÉCNICA
Sempre releia o que foi escrito. É comum pular ou es-
crever alguma palavra errada, escrever uma frase que não
fique clara. Pode também haver erro de concordância, e é bom
que ele seja corrigido antes de a pesquisa ser entregue ao
professor.
É importante salientar:
� Quando em seu desenvolvimento, fizer citações de
outros autores, deve colocá-las entre aspas e com o
nome do autor antes ou depois da citação;
� Quando utilizar gráficos, tabelas ou gravuras, colocar
legendas para identificação.
� Se for anexar documentos, fotos, reportagens... de-
verão fazer parte dos anexos, serão numerados e no
texto deve ser citado o número deste anexo entre pa-
rênteses.
Assim: (ANEXO 1)
c) Conclusão: escrever de forma resumida o que apren-
deu sobre o tema estudado e, também, estabelecer relações
com outros fatos referentes à mesma matéria. Deve ser
redigida em forma de texto.
d) Bibliografia: é o conjunto de elementos que permite
a identificação do material impresso que você consultou para
realização da pesquisa.
Sempre que você estiver pesquisando e retirar qualquer
dado de um livro, vídeo, jornal, revista, anote imediatamente o
nome do livro, artigo, etc., do autor, da editora, da página. Se
você não fizer isso na hora, depois acabará esquecendo e vai
ter muito mais trabalho para provar sua afirmação.
A bibliografia deve ser organizada em forma de listagem.
Existem algumas regras de como apresentar uma bibliogra-
fia. Veja como cada livro deve ser descrito:
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1. Sobrenome do autor, em letras maiúsculas, seguido
de vírgula.
2. Nome do autor, seguido de ponto.
3. Nome do livro, seguido de ponto com letras diferen-
tes.
4. Nome da cidade em que foi editado, vírgula.
5. Nome da editora, vírgula.
6. Ano em que foi editado, ponto.
7. Número do volume, ponto.
Parece complicado, mas não é tanto assim. Veja:
� NICOLA, José de. Língua, literatura e redação. São
Paulo, Scipione, 1993. Vol.3.
Considerações importantes:
� Quando for mudado de linha, a segunda linha deve
iniciar embaixo da quarta letra do sobrenome do au-
tor.
� Entre uma citação bibliográfica e outra é necessá-
rio que pulemos uma linha.
� Obras com até três autores: quando a obra tem até
três autores, mencionam-se todos na entrada, na or-
dem em que aparecem na publicação, separados por
ponto e vírgula.
Exemplo:
- SILVA, Antônio; MARCONDES, José; SANTOS, Mauro.
Geografia Geral.
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� Obras com mais de três autores: mencionam-se
até os três primeiros, separados por ponto e vírgula,
seguidos da expressão “ et al ”. (= e outros)
� Os sobrenomes com indicativos de parentesco
como: Filho, Júnior, Netto, Sobrinho, etc. são mencio-
nados em seguida aos sobrenomes. Ex.: CARVALHO
FILHO, Geraldo.
� Os documentos elaborados por vários autores,
com um responsável intelectual destacado
(organizador, coordenador e outros), são
referenciados pelo nome desse autor, seguido da abre-
viatura pertinente, caracterizando o tipo de responsa-
bilidade. Ex.: AZEVEDO, Márcio Costa de, org.
� Em caso de autoria desconhecida, entra-sepelo
título, sendo a primeira palavra em caixa alta. O termo
“anônimo” não deve ser usado como substituto para
o nome do autor desconhecido. Ex.: ADMINISTRAÇÃO
estratégica.
� No caso de obra publicada sob pseudônimo, este
deve ser adotado na referência. Quando o verdadeiro
nome for conhecido, é indicado entre colchetes, depois
do pseudônimo. Ex.: ATHAYDE, Tristão de [Alceu Amo-
roso Lima].
� Para obras cuja responsabilidade seja de entida-
de coletiva, faz-se a entrada pela sigla da entidade,
caso não tenha, deverá aparecer por extenso.
Ex.:
SENAI. DN.
BRASIL. MIC.
BELO HORIZONTE. Prefeitura Municipal.
� Quando for citar revistas, deve iniciar pelo nome do
autor da matéria, seguido do nome da reportagem, o
nome da revista, número da edição, página, editora,
cidade, ano.
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SENAI-PR
5500 - REDAÇÃO TÉCNICA
� Quando for citar enciclopédia, iniciar pelo nome
completo da enciclopédia em maiúscula e em segui-
da a editora, o volume, a página, número da edição,
ano.
Partes opcionais
Existem várias partes do trabalho científico que são
acrescentadas conforme a vontade do pesquisador. Citare-
mos as mais usadas e muitas vezes necessárias:
a) Folha de rosto: verificar pag. 96
b) Dedicatória: geralmente, é usada quando a pesqui-
sa é bem extensa. É a parte em que o pesquisador
oferece em agradecimento a outras pessoas todo o
trabalho realizado.
c) Sumário: devemos elaborar sumário para trabalho
extensos. Nele consta o nome dos capítulos e suas
subdivisões, especificando sua respectivas páginas.
Muitos estilos de sumários podemos encontrar em
nossos programas de computador. É a última parte
a ser elaborada no trabalho científico. O modelo mais
utilizado é o seguinte:
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO 3
2. DESENVOLVIMENTO
2.1 O processo de desertificação 4
2.1.1 O que é um deserto. 4
2.2 Onde existem desertos no mundo. 6
2.2.1 Locais onde está ocorrendo o processo 7
2.2.2 Causas prováveis 9
2.2.3 Conseqüências 10
2.2.4 Ações para resolver o problema 14
3. CONCLUSÕES 16
BIBLIOGRAFIA 18
ANEXOS
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Considerações importantes quanto a paginação:
� O número da página pode ser colocado no canto su-
perior ou inferior direito ou no meio superior ou inferior
da página.
� Como pudemos observar no modelo de sumário, a
paginação inicia na Introdução, mas a contagem das
páginas inicia na capa. É importante salientar que a
capa, a folha de rosto, a dedicatória, o sumário, a lista
de significados, não recebem marcação de página,
mas são contadas. Por isso em nosso exemplo a in-
trodução consta a página 3.
� Os anexos não são paginados, são mencionados no
sumário, mas não recebem nº de página.
� Todas as páginas do desenvolvimento devem rece-
ber a marcação da página.
Considerações gerais:
� O nome do capítulo deve ser marcado com letra mai-
úscula e em negrito, e o nome do subitem deve ser
em negrito e minúsculo; numerados com algarismos
arábicos.
� Deve-se iniciar nova página quando iniciar novo capí-
tulo.
d) Lista de significados: esta lista é uma opção para
quem utiliza termos técnicos, siglas ou abreviaturas, princi-
palmente quando poderão ser desconhecidos pelo avaliador.
Costuma-se colocar esses termos em ordem alfabética, jun-
tamente com seus significados e menciona-se a página onde
estão localizados no desenvolvimento. Esta lista será menci-
onada no sumário não será paginada, mas será contada. Deve
ser colocada em seguida ao sumário.
103
SENAI-PR
5500 - REDAÇÃO TÉCNICA
e) Anexos: os anexos são partes integrantes do texto,
mas destacados deste para evitar descontinuidade na
seqüência das idéias. Constituem suportes elucidativos e
ilustrativos para a compreensão do texto. Quando existe a
necessidade, no trabalho, de vários anexos, cada um deles
deve ter no alto da página a indicação em letras maiúsculas,
seguido do número correspondente em algarismo arábico. No
texto devem ser citados entre parênteses.
Assim: alto da página - ANEXO 3 / no texto – (ANE-
XO 3)
A parte dos anexos é a última, para tanto, possui uma
página de abertura, a qual vem antes dos anexos, constando
a palavra ANEXOS no centro:
ANEXOS
ANEXO 1 ANEXO 2
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........................................defeituosamente. Outros se prendem ao
receptor, que não sabe decodificar a mensagem ou a decodifica defeituosamente.
Os problemas de comunicação surpreendem a todos, aproveitando-se da pressa em
cumprir uma tarefa, do descuido momentâneo, da falta de revisão analítica e (o que é pior) do
desleixo. Por uma razão ou outra, todos podemos ser vítimas desses problemas.
O reitor de uma universidade brasileira soube que alguns professores cumpriam doze
horas por dia para diminuírem o número de dias de trabalho, ultrapassando assim as oito horas
diárias normais. Baixou por isso ordem de serviço, proibindo que se cumprissem num mesmo
dia doze horas. Todos cumpriram a ordem: alguns passaram a trabalhar onze horas, onze
horas e meia... Problema de comunicação causado pelo emissor, que poderia ter codificado
assim a mensagem: Ficam os professores proibidos de trabalhar mais de oito horas por dia.
Ou assim: Os professores devem trabalhar no máximo oito horas por dia.
A comunicação no ambiente de trabalho
Quando fazemos referência a ambientes de tra-
balho, lembramos basicamente do dia-a-dia, das re-
lações de comunicação que estabelecemos junto
ao meio no qual trabalhamos.
Podemos dizer que a comunicação é
o elemento principal para o bom desem-
penho de qualquer tipo de atividade jun-
to as empresas.
Várias são as formas de comuni-
cação e os mecanismos dos quais nos
utilizamos para estabelecê-la: a
oralidade: conversas pessoais ou por telefone; a redação dos mais diversos papéis de uso
interno e externo: requisição, memorando, recibo, nota fiscal, bilhete...
Nestas situações os objetivos do emissor são vários:
� Dar uma ordem;
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SENAI-PR
5500 - REDAÇÃO TÉCNICA
� Fazer um pedido
� Informar;
� Convencer;
� Comprar ou vender;
� Anunciar...
Este tipo de ambiente exige o uso de um tipo de lingua-
gem formal, tendo em vista que está construindo sua própria
imagem profissional e representando com responsabilidade a
empresa da qual faz parte.
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5500 - REDAÇÃO TÉCNICA
PARA ESCREVER COM ADEQUAÇÃO
Freqüentar a biblioteca, ler os periódicos, interessar-se por livros ou revistas téc-
nicas é sinal de cultura e crescimento pessoal. Comece hoje mesmo, invista em você,
nunca é tarde para começar, é tudo uma questão de hábito!
Quem lê mais escreve melhor?
SIM
A leitura influencia a escrita por vários motivos: o leitor toma contato com novas formas
lingüísticas, enriquece o vocabulário, descobre mundos e amplia seus conhecimentos.
É praticamente impossível que um apreciador da leitura não consiga escrever bem. Mas
não podemos nos esquecer de que ler exige certas habilidades. Para melhor aproveitamento,
o leitor precisa ter capacidade de análise e interpretação. Só assim ele extrai substratos dos
livros para seu texto.
Para escrever bem, é preciso ter posição crítica e
fazer a leitura do mundo. E quem não lê geralmente fica
limitado ao seu mundo. O jornal e os livros ajudam
o indivíduo a conquistar novos conhecimentos.
Além de enriquecer o vocabulário, ele pode ter
contato com diferentes pontos de vista. Através
da leitura, o ser humano cresce e toma contato
com o universo.
A televisão pode ajudar a ampliar horizontes, mas
possui linguagem diferente da escrita. Parafraseando
Drummond, diria que escrever só se aprende escrevendo. E
lendo muito.
Walter Armellei Júnior,34, é professor de redação
de 2º Grau. (Folha de S.Paulo, 20 maio 1991)
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A gramática e o estudo da língua
A palavra gramática tem uma história longa: inicialmen-
te, gramática indicava a “arte de ler e escrever”, passando a
incorporar posteriormente o significado de “conjunto de regras
que garantem o bom uso da língua”. Atualmente, também é
usada para indicar a descrição dos mecanismos de funciona-
mento de uma determinada língua, com finalidades científicas,
sem qualquer intenção de discriminar formas corretas e
incorretas de empregar o idioma.
A existência de uma disciplina gramatical faz parte da
realidade das línguas gráficas. Isso ocorre porque ao cotidia-
no lingüístico de cada um de nós deve ser somado o
patrimônio cultural armazenado por escrito ao longo das gera-
ções que nos precederam e também aquele produzido por
nossos contemporâneos. Neste sentido o domínio dos recur-
sos da língua portuguesa é uma forma de garantir o próprio
exercício da cidadania.
É por isso que iremos estudar um pouco do que consti-
tui a norma culta. Trata-se de garantir a você o domínio de um
poderoso instrumento ou melhor, um aliado para alcançarmos
melhores resultados quando produzimos nossos próprios tex-
tos, buscamos interpretar textos alheios ou saboreamos um
texto literário.
Agora é a sua vez...
Ortografia
Você já sabe que a ortografia é a parte da Gramática que
se ocupa da correta representação escrita das palavras.
É importante compreender que a ortografia é fruto de
uma convenção. A forma de grafar as palavras é produto de
acordos ortográficos que envolvem os diversos países em que
a língua portuguesa é oficial. Grafar corretamente uma palavra
significa, portanto, adequar-se a um padrão estabelecido por
lei. As dúvidas quanto à correção devem ser resolvidas por
meio da consulta a dicionários.
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5500 - REDAÇÃO TÉCNICA
Complete as palavras nas frases abaixo com as letras apropriadas:
a) Os pei___es haviam sido encai___otados na origem.
b) Sentia-se rebai___ado porque os pneus de seu carro eram recau___utados.
c) A en___urrada causou muitos transtornos à população de bai___a renda.
Muitas pessoas ficaram com seus pertences en___arcados.
d) Não me___a nisso! E não seja me___eriqueiro! Deixe as me___as do cabelo
de sua irmã em paz!
e) Era maníaco por perfumes; além disso, gastava um frasco de ___ampu a
cada banho.
f) A filha da fa___ineira pegou ca___umba. Foi por isso que a pobre senhora
não veio trabalhar e não porque seja rela___ada como você quer dar a
entender com um mu___o___o.
g) Suas bo___e___as estavam ro___as de frio. E mesmo assim ela não queria
usar o ___ale que eu lhe oferecia.
h) Foi à feira e comprou ___u___us, berin___elas, tan___erinas, ___en___ibre e
alguns quilos de va___em.
h) A via___em foi adiada por alguns dias. Os pais não querem que os filhos
via___em com um tempo........................................
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5500 - REDAÇÃO TÉCNICA
Conceito
Relatório é a comunicação de ocorrências a alguém que
deseja ser informado. Mas, de maneira geral, podemos dizer:
quando comunicamos, relatamos.
Machado de Assis comenta galhofeiramente que “o me-
lhor prólogo é o que contém menos coisas, ou que as diz de
um jeito obscuro e truncado”. Com o relatório tudo se passa
de maneira diferente. Não podemos ser obscuros, nem trun-
cados. Evidentemente, não se pode também ser prolixo, mas
ter sempre em mente permitir ao leitor captar a mensagem
rapidamente.
Dentro da redação técnica o relatório é o tipo mais co-
mum, porque nele são englobados vários tipos de redação e
também porque nele se pode incluir grande número de traba-
lhos científicos, publicados em revistas, sob a forma de arti-
gos.
O título de relatório, no entanto, é reservado àqueles do-
cumentos que apresentam determinadas características for-
mais e estilísticas próprias: título, abertura (que compreende
origem, data, vocativo) e fecho (que compreende saudações
protocolares e assinatura).
O receptor
Aquele a quem você dirige o seu relatório é o fator mais
importante a ser considerado. O receptor pode ser uma pes-
soa ou um grupo. Torna-se necessário, portanto, conhecer bem
quem irá utilizar o relatório e não perder de vista como será
utilizado: servirá para atualizar um arquivo? Poderá ajudar a
resolver um problema? Servirá como comprovação de atividade
desenvolvida em determinado período de tempo?
O conhecimento que você tem do destinatário do seu
relatório é a base do sucesso neste tipo de atividade. Não es-
queça que poderá ser utilizado por mais de uma pessoa.
RELATÓRIOS
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5500 - REDAÇÃO TÉCNICA
A linguagem
A linguagem deve ser adequada ao receptor. Se as pala-
vras usadas não forem compreensíveis, não haverá comuni-
cação, e todo o trabalho será perdido.
O conhecimento dos fatos não é suficiente para se es-
crever um bom relatório. Se o relatório não for simples e com-
preensível por qualquer receptor, melhor é repensar a lingua-
gem e reescrevê-lo. Por essa razão, é necessário conhecer
bem quem vai receber o relatório.
Deve ser escrito na terceira pessoa do singular e de for-
ma totalmente impessoal, isto é, deve-se evitar expressões
do tipo: “realizei, trabalhamos”, deve-se utilizar: “realizou-se,
trabalhou-se”.
É necessário evitar descrições que gerem dúvidas ou
omitam detalhes. Faz-se necessário respeitar os segredos
industriais das empresas.
Tipos de relatórios
Dentro das empresas os relatórios podem ser: de visita
a clientes, de produção, de desempenho profissional, de des-
pesas, de viagens, contábil, de desenvolvimento da empresa,
administrativos, relatório-roteiro (aquele que só se responde a
um formulário) e outros.
Enquanto estudantes, muitas vezes temos que apresen-
tar relatórios de nossas atividades, sejam elas: visitas, via-
gens, estágios supervisionados.
Para a confecção de qualquer um deles é preciso ter em
mente o objetivo do relatório e a quem se destina.
Pode-se dizer contudo, que eles são: formais, informais,
para fins especiais, analíticos e informativos. São, ainda, roti-
neiros e não-rotineiros. Os primeiros são, em geral, impres-
sos ou mimeografados e fornecidos pela empresa. É só
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5500 - REDAÇÃO TÉCNICA
preenchê-los. É muito importante, porém, lê-los com atenção
e só depois da leitura preenchê-los. Sua finalidade é dar infor-
mações essenciais no menor tempo possível. Os segundos
são extraordinários e tratam de problemas e ocorrências irre-
gulares. Não devem ser escritos para se exibir a capacidade
de escrever. É o leitor que é importante. Seja, portanto, breve,
exato, claro.
Os mais comuns são os informais, cuja característica
principal é o comprimento, ocupando uma ou duas páginas no
máximo. Os memorandos são um tipo comum destes relató-
rios. Eles sempre contêm: 1. Data, 2. Endereço, 3. Remeten-
te, 4. Assunto do memorando.
O relatórios informais podem ou não ser datilografados.
Servem às necessidades de rotina. Os semi-informais serão
datilografados e seu conteúdo não ocupará mais de quinze
páginas. Os formais são destinados a pessoas muito impor-
tantes. Sua composição gráfica e acabamento (encaderna-
ção, uso de espiral) são de qualidade muito boa.
Relatório administrativo
Neste tipo de relatório temos a exposição pormenoriza-
da de fatos ou ocorrências deordem administrativa. Compre-
ende:
1. Abertura.
2. Introdução (que inclui a indicação do fato investigado,
da autoridade que determinou a investigação e do fun-
cionário disso incumbido; enuncia, portanto, o propó-
sito do relatório).
3. Desenvolvimento (relato pormenorizado dos fatos apu-
rados, com data, local, método adotado na apuração
e discussão).
4. Conclusão e recomendações de providências cabí-
veis.
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5500 - REDAÇÃO TÉCNICA
Relatório de visita
Antes da realização da visita o professor orientador de-
verá esclarecer aos alunos os pontos que deverão ser obser-
vados com mais atenção, para constar no relatório; bem como,
fornecer o objetivo da visita. Munidos de tais informações o
observador deverá fazer sua visita utilizando papel para ano-
tações e uma boa sugestão seria usar gravador. Caso tenha
esta intenção, deverá pedir autorização prévia ao funcionário
que servirá de guia.
Modelo de relatório de visita:
SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL
CURSO TÉCNICO DE______________________
Aluno:_____________________________________________________________
Local da visita: (Nome da empresa, endereço, telefone, ramo de atividade)
Dia da visita:_____________________
Horário de início da visita:__________ Horário de término da visita:_________
Nome da pessoa da Empresa que os recepcionou e cargo que ocupa na
empresa:___________________________________________________________
Nome dos funcionários do SENAI que acompanharam a
visita:______________________________________________________________
Objetivo da visita:___________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
(relatar num texto detalhes da visita: departamentos visitados/ citar todos e
comentar sobre no mínimo dois departamentos/ curiosidades observadas/
comentários feitos pelo dirigente da visita/ demais itens solicitados pelo professor
para que fossem observados).
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Relatório científico
Esta forma de apresentação de relatório é a utilizada para
a comprovação do estágio supervisionado.
Ele é composto de:
1. Capa(obrigatório)
2. Sumário(opcional)
3. Introdução(obrigatório)
4. Desenvolvimento ou corpo do relatório(obrigatório)
5. Conclusão(obrigatório)
6. Considerações pessoais ou recomendações (op-
cional)
7. Anexos (opcional)
Vejamos ainda:
1. A capa é uma página dedicada às informações como:
título do relatório, nome da entidade, data, nome do autor, nome
do destinatário.
Para padronização e estética do Relatório de Estágio
Supervisionado o SENAI solicita que todos os alunos utilizem
este modelo de capa:
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5500 - REDAÇÃO TÉCNICAObs:
� para que a capa tenha uma estética agradável, deve-
se manter as proporções de espaço entre os itens,
conforme o tamanho do papel utilizado. O mesmo vale
para o tamanho das letras.
� Após a elaboração, o estagiário deve apresentar o re-
latório ao funcionário da empresa, que o acompanhou
durante suas observações, para que este leia e apro-
ve a exposição dos fatos nele contidos. Este orientador
deverá carimbar a capa do relatório com o carimbo
da empresa e assinar junto ao mesmo, datando-o.
1. Sumário: nele são indicadas as principais subdivisões
e a numeração das páginas.
Obs: para relatório pouco extenso não é necessário
sumário.
SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL
CURSO TÉCNICO DE ________________________
RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO
Empresa:_______________________________
Período: _______/_______/_______
Aluno:______________________________________________________
Orientador-empresa:___________________________________________
Orientador do curso:___________________________________________
(nome da cidade)
(mês e ano)
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2. Introdução: apresentar aqui o objeto e o objetivo do
relatório e suas circunstâncias de composição.O que
deve constar na introdução:
� Exposição: define o assunto a que o relatório se refe-
re.
� Finalidade: quais metas o relatório pretende alcançar?
� Método: como foram coletadas as informações? Ex-
plique os procedimentos adotados.
� Justificação: por que o relatório foi escrito? Quem au-
torizou a sua execução?
� Definição dos termos: as palavras específicas devem
ser definidas para evitar qualquer dúvida.
A introdução pode conter um, dois ou mesmo todos es-
ses itens e em qualquer ordem.
Obs.: Deve ser desenvolvida em forma de texto, em fo-
lha distinta.
3. Desenvolvimento: parte dedicada à descrição do
conteúdo.
4. Conclusão: manifestar o resultado do estudo
apresentado.
5. Anexos: englobam gráficos, tabelas, desenhos, qua-
dros, ilustrações.
Técnica para escrever relatórios
a) Plano de idéias
Todos nós gostaríamos de aprender tudo o que não sa-
bemos com o menor esforço possível. Nosso desejo é de que
nada apresentasse dificuldade de assimilação. Ora, aprender
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5500 - REDAÇÃO TÉCNICA
a escrever relatórios exige constância, exercício contínuo, sen-
so de observação e gosto por esta atividade.
A primeira providência é preparar um plano de idéias (es-
quema), pois será útil não só quanto ao despertar de idéias,
como também quanto à precisão e qualidade do seu relatório.
Para que servem planos de idéias? Eles filtram as infor-
mações, tornando-as mais claras, sucintas e precisas. Com
um plano em mão é fácil perceber a importância do assunto a
ser tratado; ele facilita a hierarquia das idéias, as inter-rela-
ções. O plano auxilia a selecionar os fatos importantes e a
descartar os irrelevantes.
Exemplo de plano de idéias de estilo decimal:
1.Título
1.1 Item
1.1.1 Subitem
2. Título
2.1 Item
2.1.1 Subitem
3. Título
3.1 Item
3.1.1 Subitem
Lembramos que a cada subdivisão corresponde um tí-
tulo, que deverá ocupar um ou mais parágrafos. Feito o
planejamento das idéias, a parte mais complexa do relatório já
estará pronta. Exemplo:
1. DESEMPENHO DA ADMINISTRAÇÃO
1.1 Introdução
1.2 Gastos gerais
1.2.1 Iluminação
1.2.2 Obras
1.2.3 Educação
1.3 Conclusão
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Dividir o relatório em seções e subseções ou itens e
subitens faz realçar as idéias e mantém o leitor atento. Para
escrever os títulos observe que é importante mantê-los tão
curtos quanto possível. E não se esqueça de que os títulos
devem ser escritos de modo semelhante. Quando usar um
substantivo terminado em ão para um título, deverá usá-lo para
todos de igual peso. Suponhamos:
2.1 Definição de campo de venda
2.2 Interagindo clientes / vendedores
Observe que no primeiro título usamos um substantivo
(definição) e no segundo o gerúndio (interagindo). Com a uni-
formidade, o texto ficaria mais coeso e muito mais claro:
2.1 Definição do campo de venda
2.2 Interação de clientes / vendedores
Também não se pode esquecer de que, se usarmos le-
tras maiúsculas no primeiro título, também deveremos usá-
las nos demais.
Feito o plano de idéias, passe a selecionar fatos, acon-
tecimentos, colecionando-os primeiramente em fichas ou car-
tões.
b) Rascunho
Em seguida, escreva um primeiro rascunho. Não tenha
pressa de apresentar um texto definitivo. É preciso deixar as
idéias amadurecerem, revisar o texto incansavelmente, até
atingir uma expressão compreensível mesmo por pessoas de
pouca escolarização.
Bom procedimento é pedir a um colega que faça a revi-
são do relatório, pois quem não conhece o que foi relatado
poderá encontrar erros mais facilmente e ajudar com opiniões
para melhorar a clareza do texto.
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5500 - REDAÇÃO TÉCNICA
Terminada a fase de revisão, passa-se à datilografia de-
finitiva. Envia-se depois o relatório ao destinatário.
Estilo dos relatórios
O texto deve ser claro, conciso e refletir a necessária
atenção à gramática, sintaxe e propriedade de expressão.
Estilo formal
� Ausência de pronomes pessoais (eu, tu, ele, nós, vós,
eles)
� Inexistência de abreviações
� Rejeição de estrangeirismos
� Ausência de gíria e coloquialismo
� Uso da terceira pessoa (Fulano decidiu)
� Preferência pela voz ativa. Ex.: (ativa) O estagiário as-
sistiu reunião.(passiva) A reunião foi assistida pelo
estagiário.
Estilo floreado
O estilo pomposo é mais impressionante do que comu-
nicativo. Quem se utiliza deste estilo não deseja apenas trans-
mitir informações, mas também reformar o pensamento do
leitor, impressionar. Veja um exemplo:”Como resultado de in-
sistente e contínuo desequilíbrio nas vendas gerado pelo des-
leixo e pela falta de sistematização das visitas aos nossos
estimáveis clientes, foi determinado pela autoridade compe-
tente que a regularidade nas visitas aos clientes e/ou aos com-
pradores deveria obedecer a um método de trabalho
preestabelecido.”
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Este parágrafo é floreado. Revela monotonia e repeti-
ção. A linguagem dos relatórios não precisa ser formal ou pom-
posa. Torná-la mais viva e atraente traz benefícios tanto ao
emissor quanto ao receptor. Ao primeiro porque alcança o
objetivo do relatório (transmitir informações de forma clara) e
ao receptor porque lhe permite rapidez na compreensão da
mensagem.
Como despertar interesse
As normas anunciadas abaixo podem ajudá-lo a alcan-
çar desempenho positivo:
1. O relatório deve ser fácil de ler.
2. Quanto mais legível, maior a sua eficácia.
3. A organização das idéias e a concatenação dos pa-
rágrafos é a medida exata para manter o leitor sem-
pre atento.
4. A distribuição da datilografia ou apresentação da ma-
téria de forma estética desperta a atenção do leitor.
5. Varie o comprimento dos parágrafos. Escrever uma
seqüência de parágrafos curtos torna cansativa a lei-
tura. O oposto – escrever parágrafos muito compri-
dos – não só prejudica a rapidez da informação, como
também cansa o leitor, que acaba rejeitando o relató-
rio.
6. Não se deve esquecer também de que palavras com-
pridas prejudicam a leitura e de que as curtas são
mais eficazes. E quanto às palavras, observa-se que
muito mais importante que usar um grande número
delas, melhor é saber como usá-las.
7. Use expressõesbreves, precisas e categóricas. Ge-
ralmente a escolha de palavras de muitas sílabas ou
raras manifesta vaidade do emissor. Ele está visando
impressionar; e esta não é a finalidade do relatório.
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Sugestões:
� Realizar visita técnica junto com professor especia-
lista e redigir relatório de visita, respeitando normas
estudadas.
� Redigir relatório da semana de aulas do Curso técni-
co.
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5500 - REDAÇÃO TÉCNICA
BIBLIOGRAFIA
- FERREIRA, Reinaldo Mathias. Correspondência Comercial e Oficial com Técnicas
de Redação. Ed. Ática.13ª edição.1999.São Paulo-SP.
- MEDEIROS, João Bosco.Correspondência Técnicas de Comunicação Criativa.
Editora Atlas S.A.13ªedição.1999.São Paulo.
- SILVA, Cícero Antonio. Curso de Português e Técnicas de Redação.1999.
- INFANTE, Ulisses Infante. Curso de Gramática Aplicada aos Textos. Editora
Scipione.2ªedição.1995.São Paulo.
- SACCONI, Luiz Antonio.Gramática Essencial Ilustrada.Atual Editora.18ª edição.
1999.São Paulo-SP.
- SENAI, Centro de Educação Profissional de Ponta Grossa.Curso Técnico em
Eletromecânica Redação Técnica.1999.Ponta Grossa-Pr.
- CEREJA, William Roberto; MAGALHÃES, Thereza Cochar. Todos os Textos.
Atual Editora. 1999.São Paulo-SP.
- CABRAL, Isabel.Palavra Aberta. Atual Editora.1998. São Paulo-SP.horrível destes.
i) Deixaram que a ferru___em tomasse conta de todos aqueles velhos objetos.
É possível que se deixem enferru___ar coisas tão bonitas e valiosas?
j) Sentiu forte verti___em durante a conta____em dos votos. Ninguém pôde
atinar qual a ori___em do mal-estar numa pessoa tão ri___a.
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k) Sinto-me lison___eado com a homena___em prestada pelos vare___istas des-
ta re___ião e garanto que nunca me faltará cora___em para prosseguir na luta.
l) Seu prestí___io declinava à proporção que a ori___em de seus bens era
investigada.
m) Com a___ilidade, apanhou a ti___ela e encheu-a de ar___ila. A seguir, com
alguns ___estos, modelou alguma coisa que não consegui distinguir.
Complete as palavras com u ou com l, conforme convier:
a) a___cance b) ca___çamento c) ma__dade d) sa___dade e) sa___sa
f) sa___sicha g) sa___sinha h) ca___çar i) ta___vez j) ca___do
l) a___to-falante m) a___tomóvel n) ro___quidão o) ma___dição
p) a___toritário q) re___va r) se___va s) go___pe t) so___do
u) de___ta v) so___teiro x) a___têntico z) a___maço
Sublinhe as palavras que precisam ser corrigidas:
fuzilar prazer análise fusível pazeiroso analisar fuzarca catequese quepe
presado catequizar biquíni atrasado apesar talharim mantegueira setuagenário
espaguete piche sebo nhoque pichar extorsão alviverde estêncil extintor
motosserra freada paciencioso consciencioso bêbedo jibóia brabo goianense
pajé maquiagem sutiã estrambólico confuso mulçumano serralharia aviso
subdiretor irrequiéto espontaneidade flecha idoneidade caçoar veredito vazamento
suscitar infarto obsceno êxito enfarte obcecado hesitar obsessão sucinto extra-
vasar idôneo largatixa salafrário lagarto puxar asterístico sujeito bandeja receoso
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capacho caranguejo nojento sujeira distorção holerite maribondo fascismo fascí-
nio beneficiente ascensorista metereologia explícito discreção mitório detetar
bornato advinhar aterrissar reinvindicar plesbicito vagalume usina vai-e-vem
somatória frustrar encorpar doceria esnobe fragância inesgotável estrepolia
carrossel buginganga mochila garage obturar caruncho outorgar presente
excrescência obtenção
ACENTUAÇÃO GRÁFICA
Em português existem três acentos gráficos: o agudo, o circunflexo e o grave.
O acento agudo indica sílaba tônica e vogal aberta (pé, pó) ou apenas a sílaba tônica
(refém, recém).
O acento circunflexo indica sílaba tônica e vogal fechada (alô, você).
O acento grave indica a crase ( à, àquele).
Não existe em português nenhuma palavra com dois acentos. Palavras como bênção,
órfão e ímã possuem um só acento gráfico, além de um sinal de nasalação, o til.
A sílaba que recebe o acento gráfico é a sílaba tônica (pronunciada com mais intensidade).
Quanto a posição da sílaba tônica, a palavra pode ser:
� Oxítona: a sílaba tônica é a última: café
� Paroxítona: a sílaba tônica é a penúltima: berinjela
� Proparosítona: a sílaba tônica é a antepenúltima: árvore
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Para cada uma dessas três classes de palavras, exis-
tem regras específicas de acentuação. Vejamos:
Das monossílabas tônica: (monossílaba é a palavra que
tem só uma sílaba) só as monossílabas tônicas terminadas
em a(s), e(s) e o(s) recebem acento. Exemplos: pá – pé – pó
– má – ré – só
Das oxítonas: (oxítona é a palavra que tem a última síla-
ba a mais forte, ou seja, tônica. Ex.:caFÉ ) Só as oxítonas
terminadas em a(s), e(s), o(s) e em(ens) recebem acento.
Exemplos: está – filé – jiló – vintém – sofá – sapé – cipó
– refém
Das paroxítonas: (paroxítona é a palavra que tem a pe-
núltima sílaba tônica. Ex.:CAsa)
A maioria das palavras portuguesas é paroxítona. E a
maioria das paroxítonas termina em a,e,o,em. Então, o que
seria mais fácil (ou mais inteligente): acentuar a maioria ou a
minoria? A minoria, está claro. Daí por que só se acentuam as
paroxítonas com terminações diferentes dessas que vimos
acima. Mas atenção: as paroxítonas terminadas em ditongo e
em vogal nasal sempre serão acentuadas. Exemplos de
paroxítonas acentuadas: júri-lápis-túnel-hífen-caráter-bíceps
álbum-álbuns-régua-tênue-órfão-ímã
Das proparoxítonas: (proparoxítona é toda palavra que
tem a antepenúltima sílaba tônica. Ex.: mateMÁtica) Todas
as proparoxítonas são acentuadas, sem exceção.
Do U e I tônicos formando hiato: o u e o i tônicos só
recebem acento se formarem hiato(encontro de duas vogais
em uma palavra, ocupando sílabas diferentes.Ex.: ba-ú) com
a vogal anterior e se estiverem sozinhos ou junto de s na síla-
ba. E mais: em nenhuma hipótese, o i recebe acento antes de
nh. Exemplos: saúva – baú – egoísta – raízes
Dos ditongos abertos: (ditongo é o encontro de uma
vogal e uma semivogal em uma palavra, ocupando a mesma
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sílaba. Ex.: sou) É sempre acentuada a vogal dos ditongos
abertos éi, ói, éu. Exemplos: alcatéia herói chapéu
Acentuam-se ainda:
a) o encontro vocálico oo em final de palavra sempre
tem acento no primeiro ôo. Ex.: vôo.
b) Todas as formas verbais terminadas em eem.Ex.:
lêem
c) O verbo pôr é sempre acentuado, mas não seus de-
rivados: dispor, propor, repor, etc.
d) A terceira pessoa do plural(eles,elas) do presente do
indicativo dos verbos ter e vir (e seus derivados) é
sempre acentuada: eles têm, eles vêm
e) A forma verbal pôde, do pretérito perfeito do indicativo
do verbo poder, também sempre se acentua, para
diferenciar de pode, forma do presente do indicativo
desse mesmo verbo. Ex.: Ontem ela pôde vir, mas
hoje ela não pode.
f) Acentos diferenciais:
� substantivo pêra (a pêra) mas não seu plural ( as
peras)
� substantivo pêlo(s): o pêlo do gato, os pêlos do cão.
� as formas do presente do indicativo do verbo pelar:
pélo, pélas, péla.
� substantivo ás: o ás do volante, o ás do baralho.
� as formas côa e côas, do verbo coar: ela côa café tão
bem quanto tu côas.
Uso do trema: é usado nos grupos: gue, gui, que, qui,
de u sonoro e átono: agüentar, lingüiça, cinqüenta, tranqüilo.
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1) Acentue ou não estas monossílabas tônicas:
teu cor mes cre lar te-lo tu pau pra nos noz ti luz flor quis li fiz triz dor meu
po-lo
2) Acentue ou não estas oxítonas:
vende-los paleto abacaxi Bauru Itanhaem recem salva-los caju Caracu bambu
saci armazem armazens Botucatu assisti reuni fregues atraves talvez bisturis
sucuri infantis Itu Pacaembu judo bambus ali
3) Acentue as paroxítonas:
amigo amizade latex duplex xerox China item itens hifen hifens jovem jovens
nuvem nuvens odio regua orfã orgão gloria memoria Claudi hamburguer album
facil dificil forum lapis papel livro escola vacuo reporter fluor torax telex
4) Acentue ou não as proparoxítonas:
obito xicara torpedo fetido prurido calice cedula avaro avido exodo franzino codigo
mimica candida filantropo oxitona paroxitona proparoxitona tuberculo frenesi
fenomeno chacara crisantemo putrido coluna
5) Acentue o u e o i somente quando absolutamente necessário:
sauva sauvinha gaucha gauchina Luis Luisinho Lais juiz juizes raiz raizes saida
faisca jesuita balaustre sanduiche graudo cair caindo Caraibas tuiter rainha
ventoinha moinho aldeinha campainha tainha reune reunem Suiça cuica poluido
poluir
6) Acentue ou não apenas os ditongos abertos:
baleia asembleia ceu seu chapeu trofeu heroico nucleico proteico breu reu ideia
geleia sereia ateu ateia coroneis
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7) Acentue sempre que for necessário:
a) Elas tem sorte, mas ele nunca a tem.
b) Eles retem o dinheiro, mas ela nunca o retem.
c) Elas reveem o caso, mas ele nunca o reve.
d) Eles preveem o futuro, mas ela não o preve.
e) Elas nunca veem nada, mas ele sempre ve.
f) Eles não creem nisso, mas ela cre.
g) Espero que elas deem lucro, porque ela da.
h) Ontem ela pode me ver, mas hoje ela não pode.
i) Vou por tudo a limpo, por medida de segurança.
8) Use o trema quando for necessário:
distinguir distingui inquérito unguento distinguido sagui guinada extinguir aguado
quinquênio extinguido aguaceiro adquirir requisito Guido linguarudo questão Guiana
Guerino questionário questionar guianense equilátero quesito guitarra equilibrar
pinguim sequestrador apaziguemos equestre frequência longínquo sequência
aniquilar sequestro aguinha equino quaresma sequestrar sequóia líquen
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PARÔNIMOS E HOMÔNIMOS
Parônimos: são as palavras parecidas na grafia ou na
pronúncia, mas com significados diferentes: arrear(pôr arrei-
os) arriar(descer, cair)
Homônimos: são palavras que possuem a mesma pro-
núncia (às vezes, a mesma grafia), mas significados diferen-
tes: acender(pôr fogo) ascender(subir)
Complete as frases com uma das palavras propostas, consulte um dicionário
caso seja necessário:
a) mandado – mandato
Durante o ______________desse governador, o povo impetrou ______________
de segurança contra alguns atos, considerados ilícitos.
b) vultuosa – vultosa
O governo gastou _______________ soma nessa obra.
b) preeminente – proeminente
A __________________testa do rapaz o tornou _______________entre os cole-
gas.
c) despercebido – desapercebido
Só passei __________________dos fiscais do aeroporto, porque estava
________________ de objetos ou malas suspeitos.
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d) cheque – xeque
Você passou um _____________sem fundos, e isso colocou todo o seu crédito
em ________________.
e) seção – sessão – cessão
Não houve ___________ de direitos, houve apenas __________de bens.
f) flagrante – fragrante
A polícia apanhou o ladrão em _______________, quando roubava
______________lenço da turista.
g) ratificou – retificou
O ministro confirmou, isto é, _______________a decisão.
h) tachou – taxou
Ifigênia ______________o ministro de incompetente, mas sua amiga o
___________de honesto.
i) afim de – a fim de
O presidente foi à televisão ______________pedir compreensão do povo.
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CONCORDÂNCIA NOMINAL
Concordância nominal é a concordância de nomes en-
tre si. A que nos vai interessar é a concordância do adjetivo
com o substantivo.
Se eu disser que comprei abacate e melão maduro,
estarei certo?
Estará absolutamente certo. Quando o adjetivo modifica
dois ou mais substantivos do mesmo número (abacate e me-
lão estão no singular), independentemente do gênero de am-
bos, pode concordar com o substantivo mais próximo.
Você poderá perguntar:”Mas não posso usar o adjetivo no
plural?”.Também pode: Comprei abacate e melão maduros.
Note: quando os substantivos são de gêneros diferen-
tes, o masculino prevalece. Claro que você nunca vai cons-
truir assim:
Veio ao supermercado com melão e pêra “estragadas”.
Vendia-se de tudo à beira da rodovia, até pêra e melão
“bichadas”.
E por que você nunca deverá fazer uma concordância
assim? Porque melão é masculino; o adjetivo não pode ir ao
feminino, se existe um nome masculino. Imagine uma classe
onde haja duzentas alunas e apenas um aluno. O professor
nunca poderá dizer: “Vocês estão dispensadas”. Deve dizer
sempre: “Vocês estão dispensados”. Só por causa de 1 alu-
no. Tudo porque o masculino deve prevalecer sobre o femini-
no. Sempre.
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5500 - REDAÇÃO TÉCNICAVocê acha que isso é injusto? Nós também achamos,
mas a língua não tem escrúpulos dessa natureza: entrou mas-
culino, o adjetivo vai ao masculino. É a regra geral.
Se porém, o adjetivo vem antes dos substantivos, a con-
cordância obrigatória é com o substantivo mais próximo. Ex.:
Comprei maduro abacate e melão.
Trouxe da feira importada pêra e melão.
Se os substantivos são sinônimos, ou se podem ser con-
siderados sinônimos, o adjetivo só concorda com o mais pró-
ximo. Ex.: Luís tinha idéia e pensamento fixo. (“fixos”,jamais)
Se, ainda, o adjetivo só puder referir-se ao último subs-
tantivo, porque o sentido assim exige, só com ele se fará a
concordância. Ex.: Comprei livros e pêra madura. (Livros ja-
mais amadurecerão.)
Bem, quer dizer que posso passar dia e noite “fria” na
Europa?
Não, não pode, porque nesse caso os substantivos são
antônimos, isto é, têm sentidos opostos (dia/noite).Sempre
que isso acontecer, o adjetivo deverá ir obrigatoriamente ao
plural: Passei dia e noite frios na Europa.
Essa gente é de extremos: tem sempre amor e ódio
eternos.
E esta concordância, eu posso fazer: O rapaz e a garota
eram “argentina”, isto é, concordando com garota, que é o
substantivo mais próximo?
Não, você também não pode, nesse caso, fazer a con-
cordância com o substantivo mais próximo. Por quê? Porque
aí não aparece um mero adjetivo, mas sim um adjetivo
predicativo, termo que se refere tanto ao sujeito quanto ao
objeto. Pois bem, a concordância sempre será normal, qual-
quer que seja a ordem dos termos da oração:
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5500 - REDAÇÃO TÉCNICA
O rapaz e a garota eram argentinos.
Eram argentinos o rapaz e a garota.
Eram argentinos a garota e o rapaz
Dia desses ouvi uma garota dizer: Eu “mesmo” não sei
disso. Acertou?
Não, porque mesmo e próprio variam normalmente
quando possuem caráter reforçativo. Se se tratava de pessoa
do sexo feminino, ela deveria dizer: “Eu mesma não sei dis-
so”. Ou, então: “Eu própria não sei disso”.
Mesmo só não varia quando for sinônimo de realmen-
te, de fato. Assim, por exemplo:
Ela não sabia disso mesmo.
As crianças foram seqüestradas mesmo.
Posso fazer horas “extras”?
Faça sempre horas extras, que elas só lhe trarão bene-
fício. Quem faz horas “extra” acaba tendo prejuízos e muita
dor de cabeça. Não vale a pena. Extra é adjetivo e varia nor-
malmente: edição extra, edições extras; despesas extras.
Suas filhas sempre chegam da escola “junto”?
Não, minhas filhas sempre chegam da escola jun-
tas. A palavra junto só não varia quando faz parte de locu-
ção prepositiva (junto com, junto de, junto a), ex.: Essas
moças nunca saíram junto com a mãe.
Suas filhas às vezes ficam “só”?
Não. Minhas filhas nunca ficam sós, ou seja, sozinhas.
Só (= sozinho) varia normalmente; só (= somente) é que não
varia. Ex.: Só minhas filhas irão à festa.
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Estou quite com as crianças. Estamos quites com as
crianças. Certo?
Muito bem, você está quite com a língua culta.
Seguem “anexo” minhas fotos. Ela vai adorar!
Ela vai devolver as suas fotos que seguiram anexas. O
que segue anexo não são as fotos? Pois então anexo deve
concordar com esse termo: As fotos seguem anexas.
Hoje muita gente usa em anexo, para fugir à concordân-
cia, mas essa locução não é boa; por isso, evite-a!
E incluso?
Segue a mesma regra de anexo, pois também é um
adjetivo.
Obrigado pela informação.
E saiba ainda, que obrigado quem diz é homem: quan-
do é a mulher quem agradece, deve dizer obrigada.
Gente “meia” desconfiada não acredita muito nisso!
Pois é, mas antes de adjetivo só use meio. Procure sem-
pre gente meio desconfiada, gente meio nervosa, gente meio
maluca, gente meio abestalhada: você estará, então, acertan-
do sempre!... Meio só varia quando significa metade de: meia
melância, meio-dia e meia (hora), meias medidas, meias
palavras.
Temos de ficar sempre alerta.
Isso mesmo: temos de ficar sempre alerta, no singular,
pois alerta é advérbio, classe de palavras invariável.
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Já vi “bastante” novidades, mas essa eu não sabia.
Saiba, então, mais esta novidade: bastante, quando
adjetivo, varia normalmente. Repare: nesse caso, bastante
modifica o substantivo novidades. Portanto: Bastantes novi-
dades.
Bastante fica invariável quando é advérbio: trabalhamos
bastante, pessoas bastante curiosas.
É proibido saber mais sobre o assunto?
Não, é permitido.
A expressão: proibido, só varia quando o substantivo a
ele ligado aparece com o artigo a. Ex.: É proibida a entrada. /
É proibido entrada.
É permitida a permanência de veículos. / É permitido
permanência de veículos.
(existem outros casos de concordância nominal, os
quais não são comumente usados)
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Complete as frases fazendo a concordância correta:
1) Ela mesm____ lava a sua roupa.
2) Elas mesm____ lavam a sua roupa.
3) Elas querem mesm____ ir embora.
4) Elas própri_____ confessaram o crime.
5) Eles própri_____ fizeram a denúncia.
6) A moça caminhava falando consigo mesm____.
7) Você mesm____, minha querida irmã, prometeu que nunca mais faria isso.
8) Ela disse que faria isso mesm____.
9) As crianças ficaram cansadas mesm____.
10) As crianças mesm____ quiseram vir embora.
11) Essas horas extr____ que fizemos serão pagas quando?
12) Saíram várias edições extr____ do jornal naquela semana.
13) Haverá vôos extr____ para o Rio de Janeiro amanhã?
14) Essas funcionárias sempre chegam junt____ com o pai.
15) Quando você vir minhas irmãs junt____, tire a limpo isso.
16) As garotas chegaram junt____, mas depois cada uma foi embora junt____
com o namorado.
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17) Ficamos junt____ à pilastra, mas elas ficaram junt____ ao poste.
18) Não deixe seus filhos só____ de jeito nenhum!
19) Essas máquinas funcionam por si só____.
20) Não deixe seus filhos só____ porque eles não lhe obedecem!
21) Quem disser que as crianças ficarão só____ com a mãe, mentirá.
22) Só____, não ficaremos de jeito nenhum neste casarão!
23) Só____ não ficaremos neste casarão se eles não quiserem.
24) Essas atitudes, por si só____, já levantam suspeitas sobre o acusado.
25) Estou quite____ com o serviço militar, mas meus irmãos ainda não estão
quit____ com ele.
26) Você já está quit____ com o Banco? Nós ainda não estamos quit____.
27) Eis as crianças; junt_____ com elas vieram as babás.
28) As crianças nunca vêm junt____; mas hoje elas vieram junt____.
29) As crianças nunca vêm junt____ da mãe; mas hoje elas vieram junt____ da
mãe.
30) Segue anex____ a foto que você me pediu.
31) Segue anex____ o cheque que você me pediu.
32) Seguem anex____ as fotos que você me pediu.
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5500 - REDAÇÃO TÉCNICA
33) Seguem anex____ os cheques que você me pediu.
34) Está inclus____ no total a taxa de serviços.
35) Estão inclus____ no total todas as taxas de serviço.
36) Está inclus____ no total o seu percentual de comissão.
37) Estão inclus____ no total os seus percentuais de comissão.
38) O aluno disse obrigad____, mas a aluna nem sequer disse obrigad____.
39) Os alunos disseram obrigad____, mas as alunas nem sequer disseram
obrigad____.
40) A menina apareceu mei____ nua, mei____ molhada.
41) As crianças estão mei____ gripadas.
42) Já é meio-dia e mei____: vamos embora!
43) Chupei apenas mei____ laranja e mei____ mexericas.
44) Não aceito mei____ palavras nem mei____ medidas.
45) Estávamos mei____ aborrecidos por causa dos mei____ melões podres.
46) Tenho uma irmã que é mei____ ingênua e umas primas que ainda são mei____
bobinhas.
47) Peça que seus amigos fiquem alert_____.
48) As Forças Armadas continuaram alert____.
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49) Conheci bastant_____ pessoas na festa.
50) Comprei bastant_____ maçãs na feira.
51) Comemos bastant____ e dormimos bastant_____.
52) As crianças viram bastant____ baratas na casa.
53) As pessoas ficaram bastante____ preocupadas.
54) As mulheres são seres bastant____ delicados.
55) Temos bastant____ preocupações, porque estamos bastant____ machucados.
56) A pessoa está sentindo bastant____ dores.
57) É proibid____ manifestação popular neste local.
58) É proibid____ caça, só é permitid____ pesca.
59) É proibid____ a caça, só é permitid____ a pesca.
60) É proibid____ pemanência de veículos neste local.
61) É proibid____ a permanência de veículos neste local.
62) É proibid____ entrada de crianças.
63) É proibid____ a entrada de crianças.
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CONCORDÂNCIA VERBAL
A concordância verbal exige, assim como todos os
tipos de concordância, muita atenção. Como o sujeito sempre
manda no verbo, se o sujeito estiver no plural, o verbo deverá
ir ao plural. Não importa a colocação do verbo na frase.Veja:
O pai, bravíssimo, apareceu por lá.
Os pais, bravíssimos, apareceram por lá.
Muitas vezes, após o sujeito, segue um adjunto no plu-
ral. Não importa: se o núcleo do sujeito estiver no singular; o
verbo ficará no singular. Ex.:
A alta dos preços dos produtos alimentícios irrita a po-
pulação.
Se o sujeito for composto e vier anteposto ao verbo, exi-
girá o plural. Portanto:
Ela e o namorado caíram do cavalo.
Se estiver posposto, o verbo concorda com o elemento
mais próximo.Assim:
Caiu do cavalo ela e o namorado.
CASOS ESPECIAIS:
a) O pessoal gostou da explicação inicial.(sujeito no
sing.(pessoal),verbo no sing.(gostou)
b) A turma entendeu tudo.(sujeito no sing.(turma), ver-
bo no sing.(entendeu).)
c) Um bando de cafajestes depredou as casas de mi-
nha rua.(idem a/b)
d) Uma frota de navios norte-americanos se dirige ao
mar Mediterrâneo.(idem c)
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e) Os Estados Unidos são uma potência.(qualquer nome
com artigo no plural(os),verbo plural(são).)
f) Os Andes ficam na América do Sul.(idem e)
g) As minhas costas estão doendo.(idem f.)
h) O Amazonas é o maior rio brasileiro.(Se o nome traz
artigo no sing.(o),verbo no sing.)
i) Campinas está toda enfeitada.(Se o nome não traz
artigo nenhum,verbo no singular.)
j) Itens nunca teve acento gráfico.(idem i.)
k) A maioria das pessoas não sabe isso.(A expressão:a
maioria,seguida de palavra no plural,exige o singular
ou o plural.)
l) A maioria das pessoas não sabem isso.(idem k.)
m) Metade das laranjas estava podre.(A expressão:
metade, segue a letra k.)
n) Metade das laranjas estavam podres.(idem m.)
o) Nenhum de nós votará mais em gente
incompetente.(Se antes das expressões: de nós, de
vós, de vocês, deles, delas(como sujeitos), vier um
pronome no sing. o verbo concorda com o
pronome(sing.).)
p) Algum de vocês gosta de políticos demagogos?(idem o.)
q) Cada um de vós receberá um presente.(idem p.)
r) Alguns de nós gostamos de políticos demago-
gos?(Como o pronome que antecede a expressão
está no plural, o verbo concorda com o pronome que
faz parte da expressão.)
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s) Quais de vós me acompanhareis?(idem r.)
t) Somos nós quem paga a conta.(O pronome: quem,
exige verbo na 3ª p.sing.(ele).)
u) Somos nós que pagamos a conta.(Se usar que no
lugar de quem, o verbo concordará com o pronome
que o antecede.)
v) Foram eles que fizeram isso.(idem u.)
w) Vossa Excelência está absolutamente certo!(Quanto
a pronomes de tratamento o verbo sempre concorda
na 3ª p. do plural ou singular, conf. esteja o pronome.)
x) Vossas Excelências estão absolutamente
certos!(idem w.)
y) Vendem-se casas.(O verbo concorda com o que está
sendo vendido.)z) Precisa-se de empregados.(Frase na voz passiva
seguido de pronome –se, verbo no sing.)
aa) Vive-se bem aqui.(Verbo que não necessita de com-
plemento, permanece no sing.)
bb) Morre-se de amores por ela.(idem aa.)
cc) Sou um dos que morrem de amores por ela.(A ex-
pressão: um dos que, exige verbo no plural.)
dd) Sempre fui um dos que morreram de amores por
ela.(idem cc.)
ee) Faz dez anos que estou estudando, e não sabia
disso!(Verbo fazer indicando tempo, permanece no
singular.)
ff) Ontem fez vinte anos que meu avô morreu.(idem ee.)
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gg) Amanhã fará trinta séculos que essa máquina foi
inventada.(idem ff.)
hh) Havia muitas pessoas no barco que afundou.(Verbo
haver significando: existir, acontecer ou realizar-se,
ou mesmo fazer, permanece no singular.)
ii) Houve protestos da população.(idem hh.)
jj) Haverá eleições este ano.(idem ii.)
kk) Há tempos não vejo seu irmão. (idem jj.)
ll) Choveu dois dias sem parar em Salvador.(O verbo
chover não tem sujeito portanto deve permanecer
sempre na 3ª p. do sing.(ele).)
mm)Choveram garrafas na cabeça do impostor. (Cho-
ver no sentido figurado tem sujeito e portanto deve
concordar com ele.)
nn) Faltam dois minutos para bater o sinal.(O verbo
faltar tem sujeito e concorda com ele.)
oo) Bastam dois homens para erguer isso. (idem nn.)
pp) Sobraram muitas balas na festa.(idem oo.)
qq) Já deram onze horas, mas ainda não chegaram as
crianças.(Verbo dar indicando hora, concorda com
o número de horas.)
rr) Já soaram onze horas.(idem qq.)
ss) Estão batendo agora nove horas.(idem rr.)
tt) Já deu onze horas o relógio da sala.(O sujeito está
no singular(o relógio da sala) o verbo concorda com
ele.)
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uu) Está batendo agora nove horas o sino da
matriz.(idem tt.)
vv) Festas, piadas, cócegas, nada o fazia rir.(Quando
vários sujeitos terminam num pronome indefinido
(nada,tudo) o verbo concorda com o pronome.)
ww)Não só meus amigos, mas também eu
apanhamos.(Sujeitos ligados por: não só, mas tam-
bém, não só... como também, tanto... como, exi-
gem o verbo no plural.)
xx) Apanhar e chorar faz bem a saúde.(Sujeito forma-
dos por verbos no infinitivo(apanhar e chorar)exige
o verbo no singular.)
yy) Rir e chorar são próprios do homem.(Se os infinitivos
forem antônimos, ou vierem com o artigo o, o verbo
irá para o plural.)
zz) Meu amigos, assim como eu, gostam de estudar
português.(As expressões: assim como e bem
como, fazem o verbo concordar com o primeiro
sujeito.)
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Corrija, se necessário, as frases seguintes em seu caderno:
1. Reformam-se colchões velhos, porém, precisam-se de aprendizes.
2. Nesta época do ano os Andes ficam cobertos de neve.
3. Já são meia-noite e meia; temos de ir.
4. O jogo de ontem foi ótimo: não faltou vaias, mas também sobrou emoções.
5. Quase uma manada de elefantes morreu, mas o caçador foi preso.
6. Cada um dos acionistas da empresa recebeu muito dinheiro.
7. Quantos de vós votareis em mim?
8. Nenhum de vocês me apoiará nas eleições?
9. Dão-se aulas particulares de Português em domicílio.
10. A maioria de vocês ganha muito mais que eu.
11. Fui eu quem espalhou estes boatos.
12. Duas guerras mundiais já houve neste século. Haverão outras?
13. Falta um minuto e cinqüenta segundos para começar as férias.
14. Falta três anos para nos casarmos.
15. Deve faltar poucos segundos para as nove horas.
16. Nas regiões pantanosas abunda crocodilos.
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17. Cada um de nós representamos uma força brasileira.
18. Podem fazer dias frios nesta região.
19. Haviam vários passageiros feridos.
20. Faltou poucos centímetros para que o ônibus me atropelasse.
21. Choveu pedras na cabeça do árbitro.
22. Vende-se televisor em cores; vende-se televisores em branco e preto.
23. Vocês, bem como eu, somos brasileiros.
24. Brigou o tempo todo o pai e o filho.
25. Não só o jardim, mas também o jardineiro precisava de ajuda.
26. Cumprimentaram-se o professor e o aluno.
27. Céu, mar, terra, rios, sol, planetas, animais, tudo se constituem dos mesmos
elementos.
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