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Practicus revalida PDF 770

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PEDIATRIA
VASCULITE POR IgA
1
VASCULITE POR IgA
CHECKLIST
AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS INSTRUÇÕES 
PARA O(A) PARTICIPANTE
CENÁRIO DE ATUAÇÃO: 
Atendimento de em pronto-socorro de pediatria de hospital secundário.
DESCRIÇÃO DO CASO: 
Você está em pronto socorro de pediatria e atende Jessica, paciente de 5 anos, com queixa de lesões 
avermelhadas nas pernas e dor abdominal há 3 dias
A UNIDADE POSSUI: 
• Consultórios para atendimento;
• Sala de medicação;
• Sala de emergência;
• Internação em leito de enfermaria e UTI;
• Radiologia com radiografia, ultrassonografia e tomografia computadorizada;
• Laboratório de análises clínica.
ATENÇÃO
O PACIENTE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADO DURANTE O ATENDIMENTO!
NOS PRÓXIMOS 10 MINUTOS, VOCÊ DEVERÁ EXECUTAR AS TAREFAS A 
SEGUIR: 
1) Realize anamnese direcionada ao caso.
2) Solicite e interprete o exame físico.
3) Solicite exames complementares.
4) Informe diagnóstico.
5) Oriente condutas.
ATENÇÃO
VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA ACIMA.
2
IMPRESSO 1 - EXAME FÍSICO
Paciente em regular estado geral, afebril, anictérica, acianótica, eupneica, descorada +, hidratada
Orofaringe sem alterações
Otoscopia sem alterações
Murmúrios vesiculares presentes bilateralmente sem ruídos adventícios, sem desconforto 
respiratório. FR 29 ipm, SatO2 99% em ar ambiente
Bulhas rítmicas e normofonéticas em 2 tempos, sem sopros, pulsos cheios e simétricos, TEC 2 
segundos. FC 122 bpm
Ruídos hidroaéreos presentes, abdome flácido, algo doloroso, sem massas ou VMG
Paciente vigil, ativa e reativa. Glasgow 15, pupilas isocóricas e fotorreagentes, sem sinais neurológicos 
focais
VASCULITE POR IgA
CHECKLIST
3
IMPRESSO 2 - USG DE ABDOME
Sem alterações 
VASCULITE POR IgA
CHECKLIST
4
IMPRESSO 3 - EXAMES LABORATORIAIS
Paciente : Jessica 
Protocolo : 001.002.003
Idade : 5 anos
Solicitante : Mundo Revalida
HEMOGRAMA
Material: SANGUE
 Valores de referência
HEMOGLOBINA…...……………: 10,3 g/dL 9,0 a 14,0 g/dL
HEMATÓCRITO…………...……: 36,0% 35,0 A 45,0%
LEUCÓCITOS…………………..: 6 .750 mm³ 5000 a 19.500 mm³
BASTONETES …………………: 0%
SEGMENTADOS……………….: 45% 
LINFÓCITOS……………………: 40% 
MONÓCITOS…….………...…...: 10% 
EOSINÓFILOS...………………..: 3%
BASÓFILOS……………………..: 2%
PLAQUETAS…………………….: 386.000 mm³ 150.000 a 450.000 mm³
PROTEÍNA C REATIVA
Material: SANGUE
PCR………………………………: 6,8 mg/L faixa etária típica de 4-10 anos
DIAGNÓSTICO
• Púrpura palpável ou petéquias predominantes em MMII não relacionada a trombocitopenia + 
pelos menos 1 dos seguintes
 ◦ Dor abdominal: difusa em cólica, intussuscepção (complicação mais grave), sangramento TGI
 ◦ Artrite ou artralgia aguda de qualquer articulação: poucas e grandes articulações, pode proceder 
o rash, melhora em dias a 1 semana
 ◦ Bx pele ou renal: vasculite leucocitoclástica, GN proliferativa com deposição predominante 
de IgA
 ◦ Renal: hematúria (cilindros hemáticos, > 5 hemácias por campo) ou proteinúria (> 0,3 g/24h, P/
C> 0,3 ou >/= +2) > principal determinante de prognóstico
• Plaquetopenia é critério de exclusão
• História prévia de IVAS: pode não estar presente
TRATAMENTO
• AINE
• Corticoide:f casos mais graves principalmente com comprometimento de TGI (pulsoterapia com 
metilprednisolona na invaginação intestinal)
 ◦ Nefrite grave
 ◦ Orquiepididimite
 ◦ Hemorragia pulmonar
 ◦ Comprometimento de SNC
VASCULITE POR IgA
RESUMO
O QUE ACHOU
DESSE RESUMO?
RESPONDA
AQUI!
Queremos garantir que sua experiência com esse resumo tenha 
sido positivo e proveitoso. Se você puder, por favor, nos fornecer 
um feedbackde consulta. 
Adequado: questiona. 
Inadequado: não questiona. 
0 0,25
3. Questionou sobre data da última menstruação e sobre ciclo 
menstrual. 
Adequado: questiona os dois. 
Parcialmente adequado: questiona apenas um ou outro. 
Inadequado: não questiona. 
0 0,5 1,0
4. Questionou sobre uso de medicamentos.. 
Adequado: questiona. 
Inadequado: não questiona. 
0 1,0
5. Pergunta sobre comorbidades. 
Adequado: questiona. 
Inadequado: não questiona. 
0 0,50
6. Questiona sobre antecedentes familiares de câncer. 
Adequado: questiona. 
Inadequado: não questiona. 
0 0,50
7. Questiona sobre antecedentes obstétricos e de DSTs. 
Adequado: questiona. 
Inadequado: não questiona. 
0 0,5
ROTINA GINECOLÓGICA
CHECKLIST
4
ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INAD. PARC. ADQ.
CONDUTA
8. Solicita autorização para realizar exame ginecológico. 
Adequado: solicita. 
Inadequado: não solicita.
0 1,0
9. Solicita enfermeira, técnica ou auxiliar de enfermagem na sala 
para acompanhar o exame ginecológico. 
Adequado: solicita. 
Inadequado: não solicita.
0 0,75
10. Pede para paciente ir ao toalete, esvaziar a bexiga, retirar toda 
a roupa e colocar avental. 
Adequado: pede. 
Inadequado: não pede. 
0 0,75
11. Verbaliza que iniciará pelo exame físico geral. 
Adequado: verbaliza. 
Inadequado: não verbaliza. 
0 0,5
12. Solicita para paciente ficar com todo tórax descoberto para 
iniciar o exame clínico das mamas com a paciente sentada. 
Adequado: solicita. 
Inadequado: não solicita.
0 0,5
13. Realiza os 5 tempos do exame clínico das mamas (inspeção 
estática e dinâmica, palpação dos linfonodos, palpação das mamas 
e expressão dos mamilos). 
Adequado: realiza. 
Inadequado: não realiza. 
0 0,5
14. Cobre o tórax da paciente e descobre a genitália para iniciar o 
exame ginecológico propriamente dito. 
Adequado: cobre. 
Inadequado: não cobre. 
0 0,5
15. Realiza os 5 tempos do exame ginecológico (inspeção estática 
e dinâmica da vulva, palpação vulvar, especular e toque vaginal 
bimanual), realizando especular, sem a colocação de lubrificante. 
Adequado: solicita. 
Inadequado: não solicita.
0 0,5
ROTINA GINECOLÓGICA
CHECKLIST
5
ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INAD. PARC. ADQ.
CONDUTA
16. Orienta que o único exame que deve ser feito é a coleta da 
citologia cervical e já faz a coleta. 
Adequado: orienta e coleta. 
Inadequado: não orienta e/ ou não coleta. 
0 0,5
17. Explica que não há necessidade e nem indicação para realizar 
mamografia.
Adequado: explica. 
Inadequado: não explica. 
0 0,25
18. Realiza adequadamente a sequência das tarefas, conforme 
solicitado nas orientações ao (à) participante. 
Adequado: realiza. 
Inadequado: não realiza. 
0 0,25
ROTINA GINECOLÓGICA
CHECKLIST
6
RESUMO
NO INÍCIO DO ATENDIMENTO DEVE-SE: 
A) A recepcionar a paciente na sala de consulta, preferencialmente, de pé; 
B) A se apresentar para paciente: dizendo seu nome, sua função no local do atendimento, dando 
a mão para a paciente 
C) A recepcionar o (a) acompanhante, com a mesma cortesia; 
D) A oferecer a cadeira para a paciente e acompanhante; 
E) A manter o contato visual 
Realizar a anamnese 
Realizar o exame físico ginecológico 
A) Objetivos: Realizar um exame ginecológico competente 
Minimizar constrangimentos 
Minimizar desconfortos próprios do exame 
Realizar coleta de colpocitologia 
Descrever o exame ginecológico no prontuário fornecendo as informações necessárias para os 
próximos atendimentos da paciente. 
B) Preparação para o exame ginecológico: 
Estabelecer comunicação com a paciente:
• Conversar enquanto a paciente está vestida 
• Explicar cada passo do exame 
• Oferecer à paciente para esvaziar a bexiga 
O atendimento deve ser realizado com a porta do consultório (ou cortina) fechada, mas não trancada, 
resguardando a privacidade da paciente. 
C) Preparo do material que será utilizado: Providenciar o material necessário antes de começar 
o exame Boa fonte de iluminação 
Material para coleta de citologia 
Espéculo: o tamanho (pequeno, médio ou grande) será escolhido de acordo com as características 
perineais e vaginais da mulher a ser examinada a paridade e o tipo de parto assim como cirurgias 
plásticas de períneo e/ou correção de incontinência urinária. 
ROTINA GINECOLÓGICA
RESUMO
7
D) Exame físico ginecológico: Exame das mamas, exame da genitália externa, exame especular e 
genitália interna e toque vaginal 
D1) Exame das mamas 
• Preparação: Lavar as mãos antes do exame 
Paciente sentada com braços pendentes ao lado do corpo
Tórax descoberto
Pés apoiados na escadinha 
Lençol cobrindo pelve e pernas da paciente 
Fonte de luz iluminando tórax da paciente ou iluminação ambiente adequada 
Realizar os passos técnicos descritos a seguir: 
• Inspeção estática: avaliar
A) Simetria/assimetria 
B) Contornos e forma (aplanada, cônica, esférica, ptótica (grau I, II, III) 
C) Volume (pequeno, médio ou grande) 
D) Número (linha mamária) e número de complexo aréolo-papilar (politelia) 
E) Lesões cutâneas: peau d’orange (“pele em casca de laranja“); proeminência venosa; massas 
visíveis; retrações; ou pequenas depressões. Observar presença de cicatrizes cirúrgicas prévias, 
nevos cutâneos, marcas congênitas e tatuagens.
F) Aréola e mamilo: tamanho, forma e simetria. Alterações na orientação dos mamilos (desvio 
da direção em que os mamilos apontam), achatamento ou inversão; crostas ou descamação em 
torno do mamilo.
· Inspeção dinâmica: consiste na realização de manobras para avaliar a mobilidade do tecido 
mamário aos planos profundos e evidenciar abaulamentos e retrações. Sugestões de manobras 
(sempre com a paciente sentada): 
A) Elevação vagarosa dos membros superiores acima da cabeça (inspeção dos quadrantes mamários 
e da axila), 
B) Pressão das mãos sobre os quadris (mãos na cintura bilateralmente)
C) Inclinação do tronco para frente, preferencialmente com os braços estendidos para frente.
D) Elevação dos membros superiores
ROTINA GINECOLÓGICA
RESUMO
8
• Exame das axilas e das fossas supra e infraclaviculares: Ao examinar a axila, é importante 
que os músculos peitorais fiquem relaxados. Para examinar os linfonodos axilares direitos o 
examinador deve sustentar o braço direito da paciente, utilizando o seu braço direito; deve então 
fazer uma concha com os dedos da mão esquerda, penetrando o mais alto possível em direção 
ao ápice da axila. A seguir, trazer os dedos para baixo pressionando contra a parede torácica. 
O mesmo procedimento deve ser realizado na axila contralateral, invertendo a sustentação 
do braço da paciente e a mão que faz a palpação (braço direito do examinador apoia braço 
direito da paciente e o braço esquerdo apoia o braço esquerdo da paciente). O examinador deve 
observar o número de linfonodos palpados, bem como seu tamanho, consistência e mobilidade. 
As fossas supra claviculares são examinadas pela frente da paciente ou por abordagem posterior 
(examinador postado atrás da paciente). 
• Palpação mamária: melhor posição para examinar as mamas é com a paciente em decúbito 
dorsal, em mesa firme. Solicitar para a paciente elevar o membro superior ipsilateral acima da 
cabeça para tencionar os músculos peitorais e fornecer uma superfície mais plana para o exame. 
O examinador deve colocar-se no lado a ser palpado ou examinar as duas mamas postando-se ao 
lado direito. Inicia-se a palpação utilizando as polpas digitais em movimentos circulares no sentido 
horário, abrangendo todos os quadrantes mamários (não esquecer de palpar o prolongamento 
axilar mamário e a região areolar). A palpação também pode utilizar a técnica em espiral / técnica 
por quadrantes 
• Expressão mamária: deve-se fazer compressão firme, porém delicada, do complexo aréolo 
papilar. O mamilo deve ser espremido delicadamente para determinar se existe alguma secreção. 
D2) Exame da genitália externa, especular e genitália interna 
D2.1) Posicionamento da paciente Paciente em decúbito dorsal A cabeça da paciente pode ficar 
elevada (travesseiro ouprópria maca) Cubra a paciente cuidadosamente Auxilie a paciente a 
posicionar os joelhos ou os pés nos apoios da mesa A paciente deve estar posicionada com os 
glúteos no limite da mesa ginecológica Peça, com delicadeza, para a paciente relaxar as pernas 
lateralmente Fique atento aos sinais de desconforto Coloque a luva de procedimento 
D2.2) Avaliação da genitália externa 
• Inspeção estática: avaliar Vulva (monte de Vênus, grandes lábios, pequenos lábios (ninfas), 
clitóris com seu prepúcio e frênulo, vestíbulo da vagina, glândulas vestibulares maiores (glândulas 
de Bartholin), orifícios excretores das glândulas vestibulares menores (glândulas de Skene), 
meato uretral, hímen ou suas carúnculas, fúrcula e região perineal), Região perianal e Região 
inguinal Entreabrir, tracionar e lateralizar as formações labiais são manobras que permitem uma 
visualização mais completa das estruturas vulvares. Avaliar distribuição pilosa, trofismo da pele 
e semimucosa, lesões existentes no tegumento vulvar (tipo, número, localização, dimensões, 
cor, mobilidade e sensibilidade). 
• Inspeção dinâmica: solicitar à paciente que realize uma manobra de Valsalva. 
• Palpação vulvar
ROTINA GINECOLÓGICA
RESUMO
9
D2.3) Exame especular: Introdução do espéculo expor, com delicadeza, o introito vaginal (manobras 
realizadas com delicadeza auxiliam a entreabrir o introito vaginal: solicitar para a paciente fazer 
um pequeno esforço (Valsalva), entreabrir delicadamente o introito afastando pequenos lábios 
com dois dedos, etc...). Avaliar necessidade de lubrificar o espéculo: se a consulta inclui a coleta 
da colpocitologia a orientação é não usar lubrificante. Introduzir o espéculo com delicadeza na 
cavidade vaginal, iniciando a introdução com o espéculo a 45° para evitar trauma uretral e, durante 
a progressão na cavidade vaginal, rodar em sentido horário o espéculo até o posicionando na 
transversal de modo que as valvas anterior e posterior do espéculo fiquem na parede anterior e 
posterior da vagina e a borboleta (de abertura do espéculo) fique na posição inferior esquerda. Abrir 
o espéculo com delicadeza para expor o colo uterino, atento ao desconforto da paciente Observar 
(após espéculo adequadamente posicionado): - Aspecto do colo uterino: É importante sistematizar 
o que observar das características do colo do útero (coloração, tamanho, presença de tumores) e o 
que escrever na requisição do exame e no prontuário médico. - Características do conteúdo vaginal 
(anormal ou fisiológico); - Presença de sangue e sua origem; - Lesões ou alterações da coloração 
na mucosa. 
D3) Toque vaginal: proceder ao toque bidigital para verificar posição, consistência e dor à 
movimentação do colo. Verificar fundos de saco quanto a presença de abaulamentos ou massas. 
Palpação bimanual do útero e dos anexos para avaliar posição, tamanho, consistência e mobilidade 
do útero. Além disso, palpar anexos, procurando aumento dos anexos e dor à palpação.
ROTINA GINECOLÓGICA
RESUMO
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nos ajuda a continuar aprimorando nossos materiais e oferecendo 
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PEDIATRIA
PÚRPURA TROMBOCITOPÊNICA 
IDIOPÁTICA (PTI)
1
PÚRPURA TROMBOCITOPÊNICA IDIOPÁTICA (PTI)
CHECKLIST
AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS INSTRUÇÕES 
PARA O(A) PARTICIPANTE
CENÁRIO DE ATUAÇÃO: 
Pronto Socorro de pediatria em hospital secundário.
DESCRIÇÃO DO CASO: 
Você está em pronto socorro de pediatria e atende Fernanda, paciente de 5 anos, acompanhada 
da mãe devido a quadro manchas vermelhas em pernas.
A UNIDADE POSSUI: 
• Consultórios para atendimento;
• Sala de medicação; 
• Sala de emergência;
• Internação em leito de enfermaria e UTI;
• Radiologia com radiografia, ultrassonografia e tomografia computadorizada.
ATENÇÃO
O PACIENTE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADO DURANTE O ATENDIMENTO!
NOS PRÓXIMOS 10 MINUTOS, VOCÊ DEVERÁ EXECUTAR AS TAREFAS A 
SEGUIR: 
1) Realize anamnese direcionada ao caso; 
2) Solicite e interprete o exame físico;
3) Solicite exames complementares caso julgue necessário;
4) Informe principal hipótese diagnóstica;
5) Oriente condutas adequadas.
ATENÇÃO
VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA ACIMA.
2
IMPRESSO 1 - EXAME FÍSICO
Paciente em bom estado geral, eupneica afebril, anictérica, acianótica, hidratada, corada
FC 95 bpm / FR 18 ipm / SatO2 98% em ar ambiente 
Murmúrios vesiculares presentes bilateralmente sem ruídos adventícios, sem sinais de desconforto 
respiratório
Bulhas rítmicas normofonéticas em 2 tempos sem sopros. Pulsos cheios e simétricos, TEC 2 segundos 
Ruídos hidroaéreos presentes, abdome flácido, sem massas palpáveis ou visceromegalias
Extremidades sem edemas
MEMBROS INFERIORES:
PÚRPURA TROMBOCITOPÊNICA IDIOPÁTICA (PTI)
CHECKLIST
3
IMPRESSO 2
EXAMES LABORATORIAIS
Paciente: Fernanda 
Protocolo: 001.002.003
Idade: 5 anos
Solicitante: Mundo Revalida
HEMOGRAMA
Material: SANGUE
 Valores de referência
HEMOGLOBINA…...……………: 12,5 g/dL 9,0 a 14,0 g/dL
HEMATÓCRITO…………...……: 35,0% 35,0 A 45,0%
LEUCÓCITOS…………………..: 15.000 mm³ 5000 a 19.500 mm³
SEGMENTADOS……………….: 46% 
LINFÓCITOS……………………: 44% 
MONÓCITOS…….………...…...: 8% 
EOSINÓFILOS...………………..: 1%
BASÓFILOS……………………..: 1%
PLAQUETAS…………………….: 12.000 mm³ 150.000 a 450.000 mm³
COAGULOGRAMA
Material: SANGUE
 
TEMPO DE TROMBOPLASTINA PARCIAL ATIVADO: 36 seg 25,4-38,9 seg
R……………………………………………………………:1,0 0,8-1,2
INR …………………………………………………………:1,0 0,9-1,2
ATIVIDADE DO TP……………………………………….: 100% 70-100% 
PÚRPURA TROMBOCITOPÊNICA IDIOPÁTICA (PTI)
CHECKLIST
4
ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INADEQUADO
PARCIALMENTE 
ADEQ
ADEQUADO
ANAMNESE
1.1 Apresenta-se:
(1) Identifica-se; 
(2) Cumprimenta a mãe de maneira 
adequada/cordial; 
(3) Mantém contato visual; 
(4) Pergunta o nome e idade da mãe e o 
nome da criança. 
Adequado: realiza as quatro ações. 
Parcialmente adequado: realiza duas ou 
três ações. 
Inadequado: realiza uma ação ou não 
realiza ação alguma.
0 0,25 0,5
1.2 Investiga quadro atual
Início dos sintomas
Sangramento de mucosa
Sangramento TGI e TGU
Alteração de comportamento
Febre
Perda de peso
Quadro viral ou vacinação prévios
Adequado: Pergunta 6 ou 7 
Parcialmente adequado: Pergunta 4 ou 
5
Inadequado: Pergunta 3 ou menos
0 1,0 2,0
1.3 Investiga antecedentes
Comorbidades
Vacinas
Alergias
Uso de medicações
Adequado: Pergunta 3 ou 4 
Parcialmente adequado: Pergunta 2
Inadequado: Pergunta 1 ou nenhum
0 0,5 1,0
PÚRPURA TROMBOCITOPÊNICA IDIOPÁTICA (PTI)
CHECKLIST
5
ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INADEQUADO
PARCIALMENTE 
ADEQ
ADEQUADO
EXAME FÍSICO
2.1 Solicita exame físico e interpreta … 
Adequado: solicita e interpreta
Parcialmente: solicita e não interpreta
Inadequado: não solicita e não 
interpreta
0 0,5
EXAMES COMPLEMENTARES
3.1 Solicita exames laboratoriais: 
Hemograma
Coagulograma 
Adequado: solicita os 2
Parcialmente adequado: solicita 1
Inadequado: não solicita
0 0,5 1,0
3.2 Interpreta osexames: plaquetopenia 
isola
Adequado: interpreta
Inadequado: não interpreta
0 1,0
DIAGNÓSTICO
4.1 Informa hipótese diagnóstica: 
púrpura trombocitopênica imune 
Adequado: informa hipótese adequada 
Inadequado: não informa
0 0,5 1,0 
PÚRPURA TROMBOCITOPÊNICA IDIOPÁTICA (PTI)
CHECKLIST
6
ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INADEQUADO
PARCIALMENTE 
ADEQ
ADEQUADO
CONDUTA
5.1 Orienta internação hospitalar
Adequado: orienta
Inadequado: não orienta
0 0,5
5.2 Orienta início de corticoide 
sistêmico
Adequado: orienta
Inadequado: não orienta
0 1,0
5.3 Informa a mãe sobre prognóstico: 
maioria com resolução espontânea em 
3-6 meses
Adequado: informa
Inadequado: não informa
0 1,0
5.4 Realiza as tarefas na ordem solicitada 0 0,5
PÚRPURA TROMBOCITOPÊNICA IDIOPÁTICA (PTI)
CHECKLIST
7
FALAS DO ATOR
• Fernanda 5 anos 
• Início de manchas vermelhas nas pernas há 4 dias com piora progressiva
• Hoje teve sangramento na gengiva ao escovar os dentes
• Nega febre, perda de peso, alteração de comportamento, cefaleia, sintomas GI e urinários
• Há 1 semanas teve um quadro de resfriado
• Nega comorbidades, alergias, uso de medicações 
• Cartão vacinal atualizado
• Pergunta se a criança vai precisar tomar medicação para sempre
PÚRPURA TROMBOCITOPÊNICA IDIOPÁTICA (PTI)
CHECKLIST
8
RESUMO
Presença de plaquetopenia isolada ( 12 meses do diagnóstico 
QUADRO CLÍNICO
• Início súbito de plaquetopenia em criança com bom estado geral e sem outras alterações no 
exame físico
• Em 60% dos casos tem história de doença viral / vacinação nas últimas 1-3 semanas 
• 80% dos casos têm remissão espontânea em até 6 meses do início do quadro 
• Apresentação clínica com sangramento mucocutâneo (petéquias, epistaxe, hematomas)
DIAGNÓSTICO
• Diagnóstico de exclusão
• História e exame físico típicos + hemograma com plaquetopenia isolada + coagulograma normal
TRATAMENTO
Consenso da Sociedade Americana de Hematologia de 2019
• Observação em sangramentos menores, independente da contagem plaquetária
• Sangramento mucoso sem risco de morte / comprometimento da qualidade de vida: prednisolona 
2-4 mg/kg/dia por 5-7 dias 
Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular de 2013
• PTI recém-diagnosticada + plaquetasem uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e sua próxima paciente é uma 
mulher de 74 anos com queixa de bola na vagina há 10 meses.
• Se questionado sobre motivo de consulta, mencionar: " Sensação de bola na vagina. No começo 
era só quando fazia muito esforço, agora só de levantar já sente."
• Se questionado sobre tempo de evolução, mencionar: Começou há cerca de 11 meses.
• Se questionado sobre as características da evolução, sobre piora progressiva e se perda urina 
associada, mencionar: "Há 11 meses atrás começou a sentir essa bola na vagina, que não se 
acompanhava de qualquer alteração. No começo só sentia durante um esforço físico grande, mas 
agora fica com essa sensação praticamente todo o tempo, e nos últimos dias também começou 
a perder urina. Melhora um pouco quando eu fico deitada.
• Se questionada sobre menarca, DUM, se sangramentos recorrentes, mencionar: Menarca aos 
11 anos, DUM aos 53 anos. Desde então nunca mais sangrou
• Se questionada sobre ciclo menstrual, tempo de duração e intervalo, mencionar: O ciclo 
menstrual sempre foi normal, com duração de 4-5 dias e intervalo de 30 dias. 
• Se questionada sobre vida sexual ativa e parceiros mencionar: Não tem relação sexual há 9 
anos, quando ficou viúva, tendo um único parceiro sexual desde os 18 anos. 
• Se questionada sobre uso prévio de hormônio/ ACO, mencionar: Nunca usei hormônio e nem 
anticoncepcional hormonal. 
• Se questionar sobre gestações, partos, mencionar: Tive 7 filhos de parto normal, sendo 2 em 
casa.
PROLAPSO UTERINO
CHECKLIST
8
RESUMO
DEFINIÇÃO 
Distopia genital é o deslocamento para baixo, a queda de um órgão genital. Qualquer estrutura 
pélvica pode cair, não apenas os órgãos genitais. Pode ser a queda das paredes vaginais, queda do 
útero, queda do reto, queda da bexiga e da uretra. 
As estruturas que mantém o útero e os órgãos genitais posicionados formam o aparelho de fixação 
do útero, que se divide em:
• Aparelho de suspensão
• Aparelho de sustentação ou contenção 
APARELHO DE SUSPENSÃO:
COMPOSTO PRINCIPALMENTE POR LIGAMENTOS:
• Ligamentos anteriores – ligamentos pubovesicouterinos
• Ligamentos posteriores - uterossacros
• Ligamentos laterais - paramétrios laterais - elemento mais importante da suspensão uterina. 
O Ligamento redondo mantém o útero em anteversoflexão, não faz parte de aparelho de 
suspensão.
APARELHO DE SUSTENTAÇÃO OU CONTENÇÃO:
COMPOSTO PRINCIPALMENTE PELA MUSCULATURA:
• Diafragma pélvico – musculatura profunda do períneo (composto 90% de músculo elevador do 
ânus e 10% pelo músculo isquicoccigeo)
 ◦ O elevador do ânus se divide em ileococcigeo e pubococcigeo. Este último emite os feixes 
pubococcigeo propriamente dito, pubovaginal e puborretal. O puborretal do elevador do ânus 
é o músculo mais lesado durante o tocotrauma, durante parto mal assistido
• Diafragma urogenital – musculatura mais superficial do períneo 
 ◦ Formado pelo músculo transverso profundo do períneo e pela cunha perineal – musculatura 
mais superficial da vulva (bulboesponjoso, isquiocavernoso, transverso superficial do períneo 
e esfíncter externo do ânus).
• Fáscias pélvicas
A causa do prolapso não é apenas a lesão de um ligamento ou de um músculo, o prolapso ocorre 
por uma lesão em um aparelho inteiro não compensada pelo outro aparelho. 
PROLAPSO UTERINO
RESUMO
9
ETIOPATOGENIA 
• Tocotraumatismo: principal causa de lesão do aparelho muscular (de sustentação), geralmente 
em parto mal assistido. 
• Hipoplasia: principal causa de lesão do aparelho ligamentar (de suspensão), consequente ao 
hipoestrogenismo, como nas mulheres na pós-menopausa. 
O prolapso acontece nas mulheres em que a lesão da musculatura não é compensa com hiperplasia 
ligamentar, ou os músculos não hipertrofiam para compensar uma lesão ligamentar – lesão em um 
aparelho inteiro sem compensação do outro.
QUADRO CLÍNICO
A principal queixa é de sensação de bola na vagina – queda de útero isoladamente.
A queda de parede vaginal anterior e bexiga podem levar a outros sintomas, como incontinência 
urinária. 
PROLAPSO UTERINO
RESUMO
10
DIAGNÓSTICO
O diagnóstico é clínico, e se dá principalmente pelo exame ginecológico e manobra de Valsalva. 
Após o diagnóstico, é necessário classificar a distopia/ prolapso por meio do POP-Q: A classificação 
POP-Q, sigla, em inglês, da expressão Pelvic Organ Prolapse Quantification, utiliza a carúncula 
himenal como referência para quantificação do prolapso e define seis pontos que refletem a posição 
dos compartimentos vaginais: Aa e Ap, na parede vagina anterior, situados 3 cm para dentro da 
carúncula himenal; Ba e Bp, na parede vaginal posterior, que representam os pontos de maior 
prolapso da parede vaginal anterior e posterior; C, localizado na região mais proximal do colo 
uterino ou da cúpula vaginal, nas histerectomizadas; e D, equivalente à inserção dos ligamentos 
uterossacros. Por fim, a avaliação inclui as medidas do hiato genital (HG), que vai da metade da 
uretra à fúrcula vaginal, do corpo perineal (CP), que vai da fúrcula vaginal até a metade do ânus, e 
do comprimento vaginal total (CVT), todas com a paciente em repouso, pontos fixos usados como 
parâmetros. Devemos realizar a quantificação do colo do útero: o ponto D menos o ponto C, para 
identificar o tamanho do colo uterino e avaliar uma possível doença hipertrófica do colo – se for 
maior que 4 cm.
 
APÓS A CLASSIFICAÇÃO, DEVEMOS REALIZAR O ESTADIAMENTO: 
• Estadio 0: sem prolapso 
• Estadio 1: 1 cm acima da fenda vulvar (-1 segundo os pontos de referência).
• Estadio 2: entre -1 e +1 da fenda vulvar
• Estadio 3: além de 1cm abaixo da fenda vulvar – além de +1 
• Estadio 4: toda a estrutura saiu pela fenda vulvar 
TRATAMENTO
Uma vez que há o prolapso, não há recuperação por meio de atividade física, para fortalecer 
a musculatura perineal ou hormonioterapia, para aumentar a elasticidade dos ligamentos. O 
tratamento de escolha é cirurgia. 
• A melhor é a histerectomia via vaginal
• Manchester – cirurgia mais conservadora que amputa parte do colo do útero para pacientes que 
desejam engravidar. No entanto, pode cursar com incompetência istmo cervical. 
• Colpocleise ou cirurgia de Le Fort: cirurgia oclusiva para pacientes com prolapso uterino 
avançado e que não apresentam condições anestésicas para cirurgia de maior porte, como 
histerectomia.
PROLAPSO UTERINO
RESUMO
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PEDIATRIA
PROCEDIMENTOS
1
TESTE DO CORAÇÃOZINHO
PROCEDIMENTOS
INDICAÇÕES: 
Todos recém-nascidos com > 34 semanas de idade gestacional, a partir de 24 horas de vida
COMO FAZER: 
• Extremidades aquecidas
• Aferir SatO2 do membro superior direito (pré-ductal) e de algum dos membros inferiores
INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS:
De acordo com Ministério da Saúde:
• SatO2 ≥ 95% em ambos os membros E diferença entre os membros 
repetir em 1h. Caso mantenha alterado solicitar ECO
De acordo com Sociedade Brasileira de Pediatria
• SatO2 ≤ 89% em algum dos membros = teste alterado = ECO
• SatO2 90-94% em algum dos membros OU diferença entre os membros ≥ 4% = repetir em 1h > 
mantém o resultado = repetir em 1h > mantém o resultado = teste alterado = ECO
• SatO2 ≥ 95% em ambos os membros E diferença entre o membros ≤ 3% = teste normal
2
RECONHECIMENTO DA PCR:
• Paciente sem resposta ao estímulo sonoro e tátil (estímulo em pés em bebÊs)
• Ausência de pulso: pulso braquial em bebês
• Ausência de respiração
COMPRESSÕESADEQUADAS:
• Abaixo da linha intermamilar (1/3 inferior esterno)
• Dois dedos / dois polegares (lactentes) OU uma mão / duas mãos (crianças)
• 100-120 compressões/min
• Comprimir 1/3 do diâmetro AP do tórax (4 cm / 5 cm / 5-6 cm)
• Completo retorno do tórax a cada compressão 
• Mínimas interrupções: máximo 10 segundos
RELAÇÃO COMPRESSÃO:VENTILAÇÃO:
• 1 socorrista: 30 compressões : 2 ventilações
• 2 socorristas: 15 compressões : 2 ventilações
CHECAGEM DE RITMO E MEDICAÇÕES: A CADA 2 MINUTOS 
• Ritmos não chocáveis (principais ritmos de PCR na pediatria): AESP / assistolia > retornar 
compressões
• Ritmos chocáveis: FV / TV sem pulso > desfibrilação 2 J/Kg (caso precise de novos choques, 
aumentar 2J/Kg até 10 J/Kg ou dose de adulto)
MEDICAÇÕES NOS RITMOS CHOCÁVEIS:
• Adrenalina 0,01 mg/kg a cada 3-5 min a partir do 2º choque 
• Amiodarona ou Lidocaína a partir do 3º choque
MEDICAÇÕES NOS RITMOS NÃO CHOCÁVEIS
• Adrenalina 0,01 mg/kg a cada 3-5 min a partir do 1ª checagem de ritmo
CAUSAS REVERSÍVEIS DE PCR:
• 6 Hs: Hipoglicemia / Hipotermia / Hipovolemia / Hipo e hipercalemia / H+ (acidose) / Hipóxia 
(principal causa de PCR)
• 5 Ts: Tensão do tórax (pneumotórax hipertensivo) / Tamponamento cardíaco / Trombose ctardíaca 
(IAM) / Trombose pulmonar (TEP) / Toxinas
VENTILAÇÃO NO PACIENTE COM VIA AÉREA AVANÇADA:
• 1 ventilação a cada 2-3 segundos, independente das compressões torácicas
BRADICARDIA SINTOMÁTICA
• FC 5 anos: pode usar espaçador sem a máscara 
• Lavar a boca após uso de corticoide inalatório
4
MANOBRAS DE ENGASGO
PROCEDIMENTOS
IDENTIFICAÇÃO DE OBSTRUÇÃO DE VIAS AÉREAS COMPLETA:
• Paciente acordado, respirando, mas não emite sons 
PASSO A PASSO
• Apoiar o bebê no antebraço com cabeça num nível abaixo do tronco
• Realizar 5 golpes em região interescapular
• 5 compressões torácicas no terço inferior do esterno
5
REANIMAÇÃO NEONATAL 
PROCEDIMENTOS
PREPARAÇÃO
• Anamnese materna
• Preparo da equipe 
• Preparo da sala
• Preparo dos materiais
MATERIAIS
• Berço com fonte de calor radiante 
• Campo cirúrgico, compressas e seringas
• Touca de lã ou algodão 
• Estetoscópio e termômetro digital 
• Oxímetro de pulso e monitor cardíaco com 3 eletrodos
• Sondas traqueais e gástricas
• Aspirador e dispositivo de aspiração de mecônio
• Balão autoinflável e/ou ventilador mecânico manual em T
• Máscara redonda com coxim 
• Máscara laríngea nº 1
• Laringoscópio com lâmina reta (00, 0 e 1)
• Cânulas traqueais sem cuff (2,5/3,0/3,5/4,0)
• Adrenalina diluída 1 mg/10 ml 
• Soro fisiológico
• Material para cateterismo umbilical
CLAMPEAMENTO UMBILICAL
Respiração regular / choro + tônus em flexão = VITALIDADE ADEQUADA = clampeamento após 
pelo menos 60 segundos + contato pele-pele com a mãe 
Respiração irregular / sem choro + hipotonia = VITALIDADE INADEQUADA = clampeamento 
imediato
PASSOS INICIAIS
• Temperatura sala de parto 23-25°C
• Levar RN para fonte de calor radiante
• Secar com compressas
• Colocar touca
• Tirar campos úmidos
• Manter cabeça em leve extensão 
• Avaliar necessidade de aspiração de via aérea = não obrigatória!
• Realizar passos iniciais em até 30 segundos
6
REANIMAÇÃO NEONATAL
PROCEDIMENTOS
REAVALIAÇÃO
• Respiração regular?
• FC > 100 bpm? > auscultar precórdio por 6 segundos e multiplicar por 10 
• Respiração irregular e/ou FC 34 semanas pode ser tentada ventilação com máscara laríngea 
antes da intubação
MASSAGEM CARDÍACA
FC 10 min de vida = 85-95%
7
PUERICULTURA
PROCEDIMENTOS
PESO
• Retirar roupa do bebê, incluindo fralda, meias e acessórios de cabelo
• Cobrir a balança 
• Zerar / tarar balança 
• Posicionar bebê no centro da balança 
PERÍMETRO CEFÁLICO
• Tirar acessórios da cabeça do Bebê 
• Fita métrica passando na proeminência occipital e glabela, não posicionar fita em cima da orelha 
ESTATURA
• Posicionar bebê em superfície plana 
• Retirar meias/sapato e acessórios de cabeça 
• Extremidade fixa da régua na cabeça do bebê 
• Extremidade móvel no pé da bebê 
• Esticar os joelhos de forma simultânea
8
PRESSÃO ARTERIAL
PROCEDIMENTOS
QUANDO AFERIR PA?
• Todas crianças a partir de 3 anos, 1 vez por ano 
• Obesidade / uso de medicações que aumentam a PA / DM / coarctação de aorta: a partir de 3 
anos em todas as consultas
• RNPTintraoculares da retina e vítreo, retinopatia da prematuridade (ROP) no estágio 5, descolamento 
ele retina, vascularização fetal persistente e hemorragia vítrea. Podem causar assimetrias os 
casos de: o estrabismo , a anisometropia, altas ametropias, luxações de cristalino e malformações, 
como o coloboma de polo posterior (disco e retina).
3) Duvidoso: quando há assimetria evidente ou suspeita de reflexo alterado. 
11
MANOBRAS DE AVALIAÇÃO DE DISPLASIA DE QUADRIL
PROCEDIMENTOS
MANOBRA DE BARLOW: avaliação luxação do quadril 
• Perna em flexão e adução
• Dedo apoiado na articulação do quadril 
• Fazer pressão posterior para luxar o quadril 
MANOBRA DE ORTOLANI: realizar redução do quadril luxado
• Fletir e abduzida perna com dedo apoiado no quadril
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CLÍNICA MÉDICA
PROCEDIMENTOS
1
GASOMETRIA ARTERIAL
PROCEDIMENTOS
MATERIAL NECESSÁRIO: 
• Luvas de procedimento 
• Álcool 70% ou clorexidina alcoólica
• Seringa pré-heparinizada ou seringa + heparina. 
• Agulha 20 ou 22G
• Gaze. 
PROCEDIMENTO: 
1) Explicar o procedimento ao paciente
2) Posicionamento adequado do paciente, leve dorsiflexão do punho. Mão não dominante. 
3) Decúbito dorsal ou sentado. 
4) Localizar o pulso radial.
5) Higienizar as mãos e calçar luvas de procedimento. 
6) Realizar assepsia do local de punção (álcool 70%).
7) Para coleta na artéria radial: Teste de Allen modificado.
8) Realize a punção com o bisel para cima e com ângulo de 30-45 graus.
9) Entre com leve aspiração.
10) Aprofunde a agulha até que venha sangue e colete de 1-3ml. 
11) Retire a agulha. 
12) Remova o ar da seringa e homogeneíze o conteúdo. 
13) Realizar compressão até cessar sangramento (1-3 minutos). 
14) Faça curativo compressivo. 
15) Teste de Allen Modificado: 
16) Comprimir simultaneamente os pulsos radial e ulnar, 
17) Solicitar que o paciente abra e feche a mão de forma vigorosa e repetida, entre 5 e 10 flexões, 
será evidenciada palidez palmar. 
18) Com a mão do paciente estendida, libera-se a compressão ulnar, e registra-se o tempo para 
que reapareça a coloração palmar habitual, o que deve acontecer em menos de 15 segundos, 
correspondendo a uma oxigenação adequada (teste +) 
19) Em caso de Teste (-) é contraindicado realizar a coleta na artéria radial.
2
MATERIAL NECESSÁRIO: 
• Solução antisséptica, gaze e luvas estéreis.
• Coxins não estéreis.
• Anestésico local (p. ex., lidocaína a 1%, agulha de calibre 25 a 30, seringa de 3 a 5 mL).
• Para aspiração articular, agulha de calibre 18 ou 20 de 51 mm (2 polegadas) e seringa de 20 a 
60 mL.
• Recipientes apropriados de coleta de líquidos para exames laboratoriais (p. ex., contagem de 
células, cristais, culturas).
PROCEDIMENTO: 
1) Palpar e identificar a patela. 
2) Apoiar o joelho sobre um coxim. 
3) Assepsia e antissepsia. 
4) Aplicar lidocaína na pele e tecidos mais profundos ao longo da trajetória prevista da agulha, 
mas sem adentrar no espaço articular.
5) Aspirar utilizando uma agulha (18 ou 20) em uma seringa de 20 a 60 mL. 
6) Penetrar a pele de modo perpendicular e direcionar a agulha posteriormente atrás da patela, 
em direção à fossa intercondilar. Manter trajetória horizontal.
7) Puxar o êmbolo delicadamente à medida que a agulha avança. O líquido sinovial entrará na 
seringa quando a cápsula é inserida. 
8) Depois da aspiração, remover a agulha e cobrir o local com bandagem adesiva ou curativo estéril.
ARTROCENTESE
PROCEDIMENTOS
3
INTUBAÇÃO OROTRAQUEAL (IOT)
PROCEDIMENTOS
MATERIAL NECESSÁRIO: 
• Acesso venoso 
• Laringoscópio 
• Tubo orotraqueal 
• Material para aspiração 
• Bolsa-válvula-máscara 
• Medicações: 
• Fentanil 
• Etomidato 
• Midazolam 
• Propofol 
• Quetamina 
• Succinilcolina 
• Rocurônio 
• Monitor cardíaco 
• Oxímetro
• Capnógrafo 
• Fonte de O2
• Coxim
PROCEDIMENTO: 
1) Explicar o procedimento ao paciente.
2) Posicionamento adequado com coxim suboccipital.
3) A mão direita deve ser colocada na região occipital para segurar a cabeça e abrir a boca. 
4) Introduz-se a lâmina do laringoscópio ao longo da borda direita da língua até que ela se insira 
na valécula, quando a lâmina é curva, ou ultrapasse-a e se sobreponha à epiglote, quando se 
usar lâmina reta.
5) O cabo do laringoscópio deve ser tracionado para cima e para a frente em um plano perpendicular 
à mandíbula. 
6) Evitar o movimento de alavanca, que leva a traumatismo dentário. 
7) A elevação da língua desloca a epiglote e expõe as cordas vocais.
8) Visualizar as cordas vocais.
9) Introduzir na traqueia, e a borda proximal do balonete deve ultrapassar as cordas vocais.
10) A visão direta da passagem do tubo pelas cordas vocais é um ponto importante de comprovação 
da IOT. 
11) Insuflar o balonete com pressão menor do que 20 mmHg.
12) Confirmar a IOT e a fixação do tubo. 
13) Como confirmar que a IOT foi bem-sucedida: 
 ◦ Durante a IOT: ver que o tubo passou mesmo pelas cordas vocais (melhor maneira). 
 ◦ Presença de vapor de água pelo tubo.
 ◦ Expansão torácica bilateral. 
 ◦ Auscultar os cinco pontos: primeiro no epigástrio, depois nas bases pulmonares esquerda e 
direita e nos campos médios axilares pulmonares esquerdo e direito. 
14) Em caso de dúvida deve-se retirar o tubo e reiniciar a intubação. 
15) Solicitar radiografia de tórax para checar posicionamento do tubo (3-5 cm da carina) e rastrear 
por complicações. 
4
NEUROPATIA DIABÉTICA
PROCEDIMENTOS
Teste com monofilamento de 10 gramas para rastreio de perda da sensibilidade tátil. 
MATERIAL NECESSÁRIO: 
• Monofilamento de 10 gramas 
PROCEDIMENTO: 
1) Esclarecer ao paciente sobre o teste. 
2) Solicitar ao mesmo que diga “sim” cada vez que perceber o contato com o monofilamento. 
3) Aplicar o monofilamento adequado (10 gramas) perpendicular à superfície da pele, sem que a 
pessoa examinada veja o momento do toque. 
4) Pressionar com força suficiente apenas para encurvar o monofilamento, sem que ele deslize 
sobre a pele. 
5) O tempo total entre o toque para encurvar o monofilamento e sua remoção não deve exceder 
2 segundos. 5º – Perguntar, aleatoriamente, se o paciente sentiu ou não a pressão/toque (SIM 
ou NÃO) e onde está sendo tocado (Pé Direito ou Esquerdo). 
6) Serão pesquisados quatro pontos (pontos vermelho-escuro na Figura 4.3), em ambos os pés. 
Primeiro, terceiro e quinto metatarso e primeiro pododáctilo. 
7) Aplicar duas vezes no mesmo local, alternando com pelo menos uma vez simulada (não tocar), 
contabilizando no mínimo três perguntas por aplicação. 
8) A percepção da sensibilidade protetora está presente se duas respostas forem corretas das 
três aplicações. 
9) A percepção da sensibilidade protetora está ausente se duas respostas forem incorretas das 
três aplicações.
10) · Teste com diapasão de 128 Hz para sensibilidade vibratória.
11) Esclarecer Ao paciente sobre o teste. Solicitá-lo que informe quando começar e quando deixar 
de sentir a vibração. 
12) Segurar o cabo do diapasão com uma mão e aplicar sobre a palma da outra mão um golpe 
suficiente para produzir a vibração das hastes superiores. 
13) Aplicar a ponta do cabo do diapasão perpendicularmente e com pressão constante sobre a 
falange distal do hálux. A pessoa examinada não deve ser capaz de ver se ou onde o examinador 
aplica o diapasão. 
14) Manter o cabo do diapasão até que a pessoa informe não sentir mais a vibração. 
15) Repetir a aplicação mais duas vezes, em ambos os pés, mas alternando-as com pelo menos uma 
aplicação “simulada” em que o diapasão não esteja vibrando. 
16) O teste é considerado anormalquando a pessoa perde a sensação da vibração enquanto o 
examinador ainda percebe o diapasão vibrando. 
17) A percepção da sensibilidade protetora está presente se duas respostas forem corretas das 
três aplicações. 
18) A percepção da sensibilidade protetora está ausente se duas respostas forem incorretas das 
três aplicações.
5
PARACENTESE
PROCEDIMENTOS
MATERIAL NECESSÁRIO: 
• Clorexedine alcoólico
• Barreita total: Avental estéril, gorro, máscara, luvas e campos estéreis. 
• Lidocaína + agulha de 22-25 gauges + seringa de 10 ml para anestesia.
• Seringa de 20-60 ml para coleta do líquido ascítico.
• Torneira de 3 vias.
• Tubo seco (bioquímica)
• Tubo com EDTA (celularidade)
• Tubo para cultura
• Jelco 18-20 ( over the needle catheter)
• Vácuo coletor 
PROCEDIMENTO: 
1) Explicar o procedimento ao paciente
2) Posicionamento adequado do paciente: decúbito dorsal com elevação discreta da cabeceira. 
3) Definição do local de punção: percussão e USG. 
4) 3cm medial e 3 cm superior a espinha ilíaca anterossuperior.
5) Técnicas de assepsia e antissepsia. 
6) Posicionamento do campo. 
7) Anestesia local com lidocaína. 
8) Punção com agulha 18-20 G.
9) Retirada da agulha. 
10) Acoplar a vácuo. 
11) Retirada do líquido ascítico. 
12) Realizar compressão e curativo. 
13) Repor albumina de retirada > 5L. 
6
TORACOCENTESE
PROCEDIMENTOS
MATERIAL NECESSÁRIO: 
• Luva estéril 
• Campo estéril
• Jelco 18-20 ( over the needle catheter)
• Agulha para anestesia 
• Lidocaína
• Agulha de 22-25 gauges 
• Seringa de 10 ml para anestesia
• Seringa de 20-60 ml para coleta do líquido pleural. 
• Torneira de 3 vias 
• Vácuo coletor 
• Tubo seco (bioquímica)
• Tubo com EDTA (celularidade)
• Tubo para cultura
PROCEDIMENTO: 
1) Explicar o procedimento ao paciente
2) Posicionamento adequado do paciente. 
3) Delimitar área do derrame por palpação e ausculta. 
4) Localizar (marcar) local de punção: 5 cm da coluna e 2 espaços intercostais abaixo do nível 
estimado do derrame. 
5) Técnicas de assepsia e antissepsia. 
6) Posicionamento do campo. 
7) Anestesia local com lidocaína. 
8) Borda superior da costela inferior!
9) Punção com Jelco 18-20 G. Entrar aspirando, quando vier fluido interromper inserção e progredir 
parte de plástico do jelco. 
10) Retirar agulha durante a expiração do paciente e cobrir para evitar entrada de ar. 
11) Retirar no máximo 1500 ml. 
7
EXAME DE FUNDO DE OLHO
PROCEDIMENTOS
MATERIAIS:
• Retinoscópio
• Colírio tropicamida 1%
MÉTODO DE INSTILAÇÃO DO COLÍRIO
• Abrir a tampa
• Não encostar o recipiente no olho
• Pingar 1 gota 2x em um intervalo de 5 minuto entre as gotas, e depois aguardar 30 a 40 minutos
AMBIENTE:
• Realizar em um ambiente escuro/penumbra
POSICIONAMENTO
• O médico deve estar a frente e na mesma altura do paciente
• Técnica
• Ligar o retinoscópio
• Colocar na posição de Zero grau.
• Para examinar vamos utilizar a mão e o olho ipsilateral ao olho examinado.
• Inicialmente a uma distância de 70 cm e se aproxima a 2-3 cm
• Ajuste a lente até a nitidez
• Realize o mapeamento das estruturas
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GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA
SANGRAMENTO UTERINO 
DISFUNCIONAL (PÓLIPO)
1
SANGRAMENTO UTERINO DISFUNCIONAL (PÓLIPO)
CHECKLIST
AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS INSTRUÇÕES 
PARA O(A) PARTICIPANTE
CENÁRIO DE ATUAÇÃO: 
Unidade de Atenção Primária
DESCRIÇÃO DO CASO: 
Você está trabalhando em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e sua próxima paciente é uma mulher 
de 30 anos com queixa de sangramento vaginal.
A UNIDADE POSSUI: 
• Laboratório de análises clínicas;
• Sala de medicação.
ATENÇÃO
O PACIENTE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADO DURANTE O ATENDIMENTO!
NOS PRÓXIMOS 10 MINUTOS, VOCÊ DEVERÁ EXECUTAR AS TAREFAS A 
SEGUIR: 
1) Realizar anamnese da paciente.
2) Solicitar, se necessário, exames complementares pertinentes à queixa da paciente. 
3) Orientar paciente sobre hipótese diagnóstica e tirar dúvidas.
ATENÇÃO
VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA ACIMA.
2
IMPRESSO 1
EXAME FÍSICO: 
BEG, corada, hidratada, eupnéica, afebril.
SINAIS VITAIS:
PA: 110x70mmHg
FC: 80 bpm
FR: 15 ipm
ATENÇÃO
SANGRAMENTO UTERINO DISFUNCIONAL (PÓLIPO)
CHECKLIST
3
IMPRESSO 2
EXAME ESPECULAR: 
Sangue coletado no recesso vaginal posterior. Discreto sangramento ativo pelo orifício externo do 
colo uterino. 
RESTANTE DO EXAME GINECOLÓGICO SEM ALTERAÇÕES
ATENÇÃO
SANGRAMENTO UTERINO DISFUNCIONAL (PÓLIPO)
CHECKLIST
4
IMPRESSO 3 - ULTRASSONOGRAFIA TRANSVAGINAL
ATENÇÃO
SANGRAMENTO UTERINO DISFUNCIONAL (PÓLIPO)
CHECKLIST
5
FALAS DO ATOR:
• Você está trabalhando em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e sua próxima paciente é uma 
mulher de 30 anos com queixa de sangramento vaginal.
• Se questionado sobre motivo de consulta de forma geral, verbalizar "seja mais específico".
• Se questionado sobre características do sangramento, responder: sangramento vermelho vivo 
tipo sangue de machucado.
• Se questionado sobre quantidade, odor ou prurido do sangramento, responder: quantidade 
pequena, sem odor, sem prurido. 
• Sobre anamnese, se questionado sobre a menarca, características do ciclo menstrual, duração, 
responder: menarca aos 14 anos, ciclo menstrual sempre normal, duração 3-5 dias. 
• Se questionado sobre vida sexual, parceiros e frequência, verbalizar que: têm vida sexual ativa, 
com parceiro fixo e único, 2 a 3 vezes por semana. 
• Se questionado sobre uso de ACO e uso preservativo e frequência de uso, verbalizar que: nunca 
usou anticoncepcional hormonal, mas usa preservativo em todas as relações. 
SANGRAMENTO UTERINO DISFUNCIONAL (PÓLIPO)
CHECKLIST
6
ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INAD. 0 ADQ.
ANAMNESE
1. Apresentação: (1) identifica-se e cumprimenta o paciente simulado. 
Adequado: identifica-se e cumprimenta. 
Inadequado: não realiza corretamente. 
0 0,25
2. Questionou sobre motivo de consulta. 
Adequado: questiona. 
Inadequado: não questiona. 
0 0,25
3. Investigou sobre as características do sangramento (cor, volume, 
odor, duração, prurido) 
Adequado: investiga. 
Inadequado: não investiga. 
0 1,0
4. Questionou sobre menarca e características do ciclo menstrual. 
Adequado: questionou.
Inadequado: não questionou. 
0 0,5
5. Investigou vida sexual. 
Adequado: questionou se tem vida sexual ativa. 
Inadequado: não questionou corretamente.
0 0,5
6. Questionou de uso de anticoncepcional. 
Adequado: questionou.
Inadequado: não questionou. 
0 0,5
7. Questionou sobre antecedentes obstétricos. 
Adequado: questionou.
Inadequado: não questionou. 
0 0,5
SANGRAMENTO UTERINO DISFUNCIONAL (PÓLIPO)
CHECKLIST
7
ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INAD. 0 ADQ.
EXAME FÍSICO
8. Solicitou o exame físico geral. 
Adequado: solicitou.
Inadequado: não solicitou. 
0 0,5
9. Solicitou exame ginecológico. 
Adequado: solicitou.
Inadequado: não solicitou. 
0 0,5
10. Verbalizou lavagem das mãos e uso de luvas e procedimento. 
Adequado: verbalizou.
Inadequado: não verbalizou.
0 0,25
11. Solicitou auxiliar de enfermagem em sala de consultório e fonte 
de luz. 
Adequado: solicitou.
Inadequado: não solicitou. 
0 0,25
12. Verbalizou inspeção estática e dinâmica e palpação vulvar. 
Adequado: verbalizou.
Inadequado: não verbalizou.
0 0,5
13. Verbalizou exame especular. 
Adequado: verbalizou.
Inadequado: não verbalizou.
0 0,5
15. Verbalizou toque vaginal bimanual. 
Adequado: verbalizou.
Inadequado: não verbalizou.
0 0,5
EXAMES COMPLEMENTARES
17. Solicitou ultrassonografia transvaginal. 
Adequado: solicitou.
Inadequado: não solicitou. 
0 1,0
SANGRAMENTOUTERINO DISFUNCIONAL (PÓLIPO)
CHECKLIST
8
ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INAD. 0 ADQ.
DIAGNÓSTICO
17.Verbalizou DIAGNÓSTICO de sangramento uterino anormal. 
Adequado: verbalizou.
Inadequado: não verbalizou.
18. Verbalizou hipóteses diagnósticas (pólipo, adenomiose, mioma... 
PALM-COEIN), sendo pólipo a principal. 
Adequado: verbalizou.
Inadequado: não verbalizou.
0
0
1,0
1,0
CONDUTA
19. Solicitou histeroscopia diagnóstica e cirúrgica.. 
Adequado: solicitou.
Inadequado: não solicitou. 
0 0,25
20. Realiza adequadamente a sequência das tarefas, conforme 
solicitado nas orientações ao (à) participante. 
Adequado: realiza. 
Inadequado: não realiza.
0 0,25
SANGRAMENTO UTERINO DISFUNCIONAL (PÓLIPO)
CHECKLIST
9
RESUMO
Sangramento anormal é qualquer alteração menstrual orgânica ou disfuncional (sem doença). A 
FIGO (federação internacional de ginecologia e obstetrícia) agrupou todas as causas de sangramento 
em uma sigla que ficou conhecida como PALM COEIN, um mnemônico que classifica os sangramentos 
anormais. 
PALM COEIN
Pólipo (colo do útero ou endométrio) 
Adenomiose/ endometriose 
Leiomioma
Malignidade 
Coagulopatia 
Ovário (causas ovulatórias) 
Endometriais
Iatrogenia 
Não classificáveis 
Os pólipo (colo do útero ou endométrio) são a principal causa de sangramento irregular na 
menacme. Além disso, a malignidade abarca tumores malignos causando alteração menstrual. A 
iatrogenia, é comum, e deve ser investigada também, por exemplo medicamentos que alteram o 
sangramento menstrual.
CARACTERIZAÇÃO DO CICLO MENSTRUAL: 
O ciclo menstrual é caracterizado pelo intervalo (de quantos em quantos dias vem a menstruação), 
duração (por quanto tempo a paciente sangra), e quantidade (perda, em mililitros, de menstruação 
em cada ciclo ou em números de absorventes). Para saber o padrão menstrual normal de uma mulher, 
o ideal seria anotar esses três parâmetros durante 12 meses, fazer uma média e, assim, obtermos 
o padrão menstrual individualizado. Como isso é inviável, os valores estabelecidos na prática, são: 
INTERVALO
21 a 35 dias (média de 28 
dias)
DURAÇÃO 2 a 8 dias
QUANTIDADE 20 a 80ml (média 30 ml)
 
SANGRAMENTO UTERINO DISFUNCIONAL (PÓLIPO)
RESUMO
10
CLASSIFICAÇÃO
O sangramento uterino disfuncional é qualquer irregularidade menstrual sem causa orgânica, 
ou seja, a menstruação está vindo diferente do que a paciente está acostumada, sem uma doença 
provocando essa alteração. 
Existem 3 formas de classificar o sangramento uterino disfuncional: de acordo com o desvio da 
menstruação, Idade e função do ovário. A classificação pela Idade acostuma cair mais na prova do 
REVALIDA. 
CLASSIFICAÇÃO POR IDADE:
• Juvenil: ocorre porque há uma imaturidade no eixo hipotalâmico – hipofisário – ovariano. A 
criança começa a secretar o GnRH na forma de pulsos noturnos, mas não apresenta secreção 
pulsátil noturna todos os meses. No mês em que não há secreção, ela não tem ovulação e não 
menstrua. O eixo demora 2 a 5 anos, a partir da menarca, para amadurecer.
• Adulta: mulher no menacme (vida reprodutiva). 
• Climatérica: mulher que está se aproximando de completar 1 ano sem mesntruar (45 a 55 anos).
CAUSAS
Resposta endometrial aos hormônios estrógeno e progesterona. Não tem outra explicação para 
ocorrência do Sangramento, já que o endométrio só responde a estrogênio e progesterona, então 
só pode ser devido as 4 seguintes causas:
• Supressão estrogênica: Esgotamento do estrogênio. Mulheres que entraram na menopausa. 
O papel do estrógeno é proliferar células endometriais, em sua ausência, as células ficam 
atróficas. Com o endométrio atrofiado, ocorre uma exposição de vasos na superfície, tendo 
como consequência o sangramento.
• Ruptura estrogênica: Spotting é um pequeno sangramento que aparece próximo à metade do 
ciclo menstrual. Isso ocorre devido à queda brusca dos níveis de estrogênio, que é fisiológica 
próximo ao meio do ciclo, quando só um folículo continua crescendo e produzindo estrógeno. 
Essa queda estrogênica irrita o endométrio que responde com o sangramento. Também ocorre 
em usuárias de ACO que mudam para outro método com menos estrogênio. 
• Supressão de progesterona: 90% dos sangramentos ocorrem nas adolescentes e nas mulheres 
na perimenopausa, representando 90% dos sangramentos uterinos disfuncionais. Elas não ovulam, 
então não há formação de corpo lúteo. E, sem corpo lúteo, não há produção de progesterona e, 
sem progesterona, não há menstruação. Isso ocorre nas adolescentes porque não há liberação 
de GnRH pulsátil todos os meses. Já nas mulheres na perimenopausa, isso ocorre porque terão 
meses em que o FSH só estimula folículos atresiados para proliferar, e esses não conseguem 
atingir desenvolvimento pleno, associada a ausência de menstruação. 
• Ruptura progestacional: Queda dos níveis de progesterona. Acontece todo mês após o ciclo 
menstrual, depois que o corpo lúteo é substituído por tecido conjuntivo, cerca de 12 a 14 
dias após a evolução. Há queda da progesterona, gerando vasoconstrição do endométrio e, 
consequentemente, uma área de isquemia, culminando em descamação do endométrio. Mas 
SANGRAMENTO UTERINO DISFUNCIONAL (PÓLIPO)
RESUMO
11
a menstruação não é um sangramento uterino disfuncional, porque, além de fisiológica, ela 
é esperada. O exemplo de sangramento uterino disfuncional por ruptura progestacional é a 
Insuficiência do corpo lúteo, no qual o corpo lúteo se forma, dura 12 a 14 dias, mas apresenta 
produção menor de progesterona, de forma que acaba antecipadamente. Isso se explica porque o 
endométrio sofre vasoconstrição antecipada, levando a uma descamação, e, consequentemente, 
a menstruação.
DIAGNÓSTICO
O Diagnóstico de sangramento uterino disfuncional (SUD) é de exclusão, devendo afastar todas 
as doenças que possam estar produzindo aquele sangramento para estabelecer o diagnóstico. 
Avaliação:
• Anamnese
• Exame Físico
• Propedêutica complementar (USG TV ou avaliação da cavidade uterina, em todas as mulheres 
na menopausa ou perimenopausa) 
Diagnósticos diferenciais :
• Distúrbios de coagulação 
• Processos expansivos benignos, como:
 ◦ Pólipos - principal causa de sangramento no menacme
 ◦ Miomas 
 ◦ Miohiperplasia - aumento da camada muscular no útero.
• Processos expansivos malignos, como:
 ◦ câncer de colo uterino
 ◦ câncer de endométrio
 ◦ tumor ovariano 
• Processos infecciosos:
 ◦ Tuberculose Genital, que cursa mais com metrorragia 
 ◦ Infecção puerperal, principalmente associada a restos placentários 
 ◦ Endometrite (infecção do endométrio) 
• DIU de cobre, que é uma grande causa de hipermenorreia (mais dias de menstruação). O DIU 
se prende ao endométrio, e o local onde se fixou terá maior proliferação, produzindo maior 
sangramento com a descamação do endométrio.
• Sangramentos de primeira metade da gestação
 ◦ Abortamento
 ◦ Doença trofoblástica gestacional 
 ◦ Prenhez ectópica 
SANGRAMENTO UTERINO DISFUNCIONAL (PÓLIPO)
RESUMO
12
TRATAMENTO
Cerca de 90% ocorrem devido à falta de progesterona. Sendo assim, a principal forma de 
tratamento é reposição de progesterona 
• Reposição de progesterona: indicada em anovulação e insuficiência de corpo lúteo.
 ◦ Pacientes que não ovulam e pacientes com insuficiência de corpo lúteo 
 ◦ Acetato de medroxiprogesterona 10mg/dia por 10-15d durante 3 meses.
• Spotting: ACO. A posologia é de 1 a 2 x/dia por 5 a 7 dias, a partir do quinto dia do fluxo menstrual, 
durante 3 meses – a ideia é oferecer mais estrogênio para evitar a sua queda brusca no meio 
do ciclo.
• SUD intenso: Ocorre na irregularidade dos níveis de estrógeno e progesterona. Devemos 
classificar se é intenso moderado ou leve através do exame especular 
 ◦ Classificação:
· se houver sangue coletado no fundo da vagina, é leve
· se há sangramento ativo pelo orifício do colo uterino, é moderado
· se eu enxugo e volta a sangrar, enchendo todo o espéculo, é intenso.
 ◦ Terapia com estrogênio e progesterona, na forma de ACO via oral, 6/6 horas ou 8/8 horas até 
ela cessar sangramento, seguidode ACO de manutenção por 3 a 6 meses em casa. 
 ◦ Se sangramento leve: ACO por 3 a 6 meses.
SANGRAMENTO UTERINO DISFUNCIONAL (PÓLIPO)
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PREVENTIVA
RAIVA
1
RAIVA
CHECKLIST
AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS INSTRUÇÕES 
PARA O(A) PARTICIPANTE
CENÁRIO DE ATUAÇÃO: 
Atenção Primária. 
DESCRIÇÃO DO CASO: 
Você realizará o atendimento de demanda espontânea de um homem de 25 anos de idade. 
• Os dados do acolhimento foram coletados pela técnica de enfermagem. 
• Motivo da Consulta: Paciente refere ter sofrido mordida de cachorro. 
• Peso: 75 kg 
• Índice de Massa Corporal: 26 kg/m² 
• Pressão Arterial: 120 mmHg × 80 mmHg 
• Frequência Cardíaca: 95 batimentos/minuto 
• Temperatura: 36,5 ºC
A UNIDADE POSSUI: 
• Consultório de unidade básica de saúde.
ATENÇÃO
O PACIENTE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADO DURANTE O ATENDIMENTO!
NOS PRÓXIMOS 10 MINUTOS, VOCÊ DEVERÁ EXECUTAR AS TAREFAS A 
SEGUIR: 
1) Realizar o atendimento do paciente; 
2) Explicar as medidas necessárias para o correto seguimento do caso; 
3) Verbalizar as condutas necessárias e as orientações ao paciente.
ATENÇÃO
VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA ACIMA.
2
IMPRESSO 1 - AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS
BRAÇO DIREITO 
ATENÇÃO
RAIVA
CHECKLIST
3
FALAS DO ATOR
• Júlio 25 anos, advogado, referir que estava correndo na rua quando o cachorro de sua vizinha 
o mordeu em braço direito. 
• Conhecido e vacinado. 
• Nega conhecer seu histórico vacinal, não se lembra.
• Nega alergias. 
• Dizer que tem 1 hora do acontecido. 
• Questionar se precisa tomar a vacina anti rábica 
RAIVA
CHECKLIST
4
ITENS DE DESEMPENHO AVALIADO INADEQUADO
PARCIALMENTE
ADEQUADO
ADEQUADO
 ANAMNESE
 (1) Cumprimenta o paciente simulado; (2) 
identifica-se; (3) dirige-se ao paciente simulado 
pelo nome, pelo menos uma vez; (4) pergunta 
e (5) ouve com atenção o motivo da consulta. 
Adequado: realiza as cinco ações. 
Parcialmente adequado: realiza duas a quatro 
ações. 
Inadequado: realiza apenas uma ação ou não 
realiza nenhuma ação. 
0 0,25
Estabelece contato visual e mantém postura 
empática ao longo da consulta. 
Adequado: realiza as duas ações. 
Parcialmente adequado: realiza apenas uma 
das ações. 
Inadequado: não realiza nenhuma das ações. 
0 0,25
Escuta as perguntas do entrevistador, sem 
interrompê-lo. 
Adequado: realiza integralmente a ação. 
Inadequado: não realiza integralmente a ação.
0 0,5
Usa linguagem acessível durante a entrevista, 
evitando termos técnicos de difícil 
compreensão. 
Adequado: usa linguagem acessível. 
Inadequado: não utiliza linguagem acessível. 
0 0,5
 ANAMNESE
Pergunta sobre motivo da consulta e avalia o 
tempo decorrido desde a mordida. 
0 1,0
RAIVA
CHECKLIST
5
ITENS DE DESEMPENHO AVALIADO INADEQUADO
PARCIALMENTE
ADEQUADO
ADEQUADO
Pergunta sobre sintomas associados 
como dor, perda de força, limitação de 
movimento, parestesia e outras alterações de 
sensibilidade. 
Adequado: pesquisa ao menos três sinais/
sintomas de alarme. 
Parcialmente adequado: pesquisa um ou dois 
sinais/ sintomas. 
Inadequado: não realiza nenhuma pesquisa de 
sinais/ sintomas. 
0 1,0
Pergunta sobre histórico vacinal e sobre 
vacinação antitetânica 
0 0,5
EXAME FÍSICO
Indica a realização de exame físico 
direcionado. 
0 0,5
Classifica a lesão como leve. 0 0,5
RAIVA
CHECKLIST
6
ITENS DE DESEMPENHO AVALIADO INADEQUADO
PARCIALMENTE
ADEQUADO
ADEQUADO
CONDUTA
Questiona sobre o animal agressor e sobre a 
possibilidade de acompanhamento do animal 
0 0,5
Indica higiene do local da ferida; contraindica 
sutura da lesão em primeiro momento de 
consulta. 
Adequado: Indica higiene e contraindica 
sutura. 
Parcialmente Adequado: Recomenda apenas 
uma das ações. 
Inadequado: Não indica higiene da lesão e/ou 
indica realização de sutura. 
0 0,25 0,5
Indica realização de curativo da lesão 0 0,5
Orienta sobre profilaxia de raiva, não 
indicando realização de vacinação antirrábica 
em primeiro momento. 
0 0,5
Indica atualização de vacinação antitetânica 0 1,0
Indica antibioticoprofilaxia com amoxicilina-
clavulanato por 7 dias. 
0 0,5
Orienta sobre acompanhamento do animal por 
10 dias. 
0 0,5
Indica retorno agendado em 48 horas para 
seguimento
0,5
Realiza a sequência das tarefas conforme 
solicitado nas orientações ao(à) participante.
Adequado: realiza.
Inadequado: não realiza
0 0,5
RAIVA
CHECKLIST
7
RESUMO
TRANSMISSÃO:
Na prova prática é cobrado a profilaxia da raiva e os cuidados com a ferida e não a doença.
A raiva é uma encefalite aguda causada por um vírus transmitido por mordedura (mais comum), 
arranhadura ou lambedura de um animal infectado (os mais comuns são cães, gatos e morcegos). 
AVALIAÇÃO DA FERIDA:
Ao atender uma vítima de ferimento por animal é importante avaliar a profilaxia para raiva mas 
não podemos nos esquecer de avaliar a ferida.
Como qualquer ferimento corto contuso é importante saber a localização e buscar por sinais de 
alarme relacionados a lesões neurológicas ou vasculares. 
Como são esses sintomas de alarme? Qualquer alteração de função de um desses sistemas, e 
normalmente a lesão é em membros:
• Perda de força, 
• Alteração de sensibilidade;
• Limitação de movimento;
• Dor suspeita de acometimento neurológico, como queimação ou parestesias;
• Alteração de cor, perfusão ou temperatura do membro;
Não esquecer de perguntar o tempo do ferimento.
Após a avaliação inicial de sinais e sintomas de alarme iremos classificar a lesão em leve ou grave!
Leve: superficial, troncos e membros (exceto extremidades e polpas digitais); arranhadura ou 
mordedura ou lambedura;
Grave: tudo o que não é leve... profundo, extenso ou múltiplo em qualquer lugar do corpo; 
Lambedura de mucosas, lesão em cabeça, mãos, pés;
Existe o contato indireto, que corresponde a manipulação de objetos contaminados ou lambedura 
em pele íntegra. Nesses casos nenhum tratamento além de lavar com água e sabão vai ser indicado.
SOBRE O ANIMAL:
Para decidir sobre a profilaxia precisamos também de informações sobre o animal que causou o 
ferimento.
• O animal é conhecido e vacinado?
• O animal pode ser acompanhado?
• O animal tem contato com outros animais selvagens ou não vacinados?
Por exemplo, se o animal é conhecido, vacinado e não tem contato com outros animais a profilaxia 
não será necessária em um primeiro momento!
A grande sacada é: o animal SEMPRE terá de ser acompanhado, mesmo se não for iniciado nenhum 
esquema profilático no início, então, SEMPRE indique o acompanhamento do animal.
RAIVA
RESUMO
8
INDICANDO A PROFILAXIA:
Com essas informações podemos indicar a profilaxia.
Basicamente existem 2 tratamentos: vacina e soro (IGHAR ou SAR – soro antirrábico humano). 
A vacina é profilaxia, e o soro, tratamento, ou seja, vai ser aplicado em alto risco de contaminação 
(lesões graves de animais contaminados ou suspeitos que não podem ser acompanhados).
 
ANIMAL SEM SUSPEITA
ANIMAL SUSPEITO 
CLINICAMENTE 
OU NÃO 
OBSERVÁVEL
ANIMAIS DE 
REPRODUÇÃO
MORCEGOS 
E OUTROS 
ANIMAIS 
SILVESTRES
LAVAR LOCAL DA LESÃO COM ÁGUA E SABÃO
ACIDENTE 
LEVE
Animal Observável:
Observar por 10 dias e dar alta 
se tudo bem
4 doses de VAR
4 doses de 
VAR
4 doses de VAR 
+ SAR
Animal não observável ou se 
tornar-se suspeito: 4 doses de 
VAR
ACIDENTE 
GRAVE
Animal Observável: Observar 
por 10 dias e dar alta se tudo 
bem
4 doses de VAR + 
SAR
4 doses de 
VAR + SAR
Animal não observável ou se 
tornar-se suspeito: 4 doses de 
VAR + SAR
ProfilaxiaContato Indireto: 
Somente no contato com morcegos --> VAR + SAR 
VAR: 4 doses: 0, 3, 7 e 14 dias 
SAR: dia 0 ou no máximo até o dia 7
RAIVA
RESUMO
9
DOSES VAR: 0º, 3º, 7º, 14º DIA.
INSIGHTS: 
• O animal sempre deve ser observado, independente se conhecido ou não; 
• Nos casos de lesões graves em que for indicado tratamento por suspeita de raiva (seja por 
suspeita clínica do animal ou porque ele sumiu ou morreu) é necessário aplicar SORO além da 
vacina;
• O soro é infiltrado nas portas de entrada;
• A sequência mágica é 0 – 3 – 7 – 14 
ATENÇÃO!
NÃO SE FAZ MAIS A 28ª DOSE!
• Todo esse cuidado é necessário porque a letalidade da raiva é de 100%;
CUIDADOS COM A FERIDA:
Não esqueça dos cuidados básicos:
• Lavar com água e sabão;
• Conferir vacina antitetânica e indicar se necessário (se última dosesobre o conteúdo, a organização ou qualquer 
outra sugestão que possa melhorar futuras edições, ficaríamos 
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GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA
TRICOMONIASE
1
TRICOMONIASE
CHECKLIST
AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS INSTRUÇÕES 
PARA O(A) PARTICIPANTE
CENÁRIO DE ATUAÇÃO: 
Unidade de Atenção Primária
DESCRIÇÃO DO CASO: 
Você está de plantão na unidade de pronto atendimento (UPA), quando chega uma mulher com 32 
anos de idade, sexualmente ativa, apresentando, há 3 semanas, secreção vaginal amarelo-esverdeada 
em grande quantidade.
A UNIDADE POSSUI: 
• Laboratório de análises clínicas;
• Sala de medicação.
ATENÇÃO
O PACIENTE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADO DURANTE O ATENDIMENTO!
NOS PRÓXIMOS 10 MINUTOS, VOCÊ DEVERÁ EXECUTAR AS TAREFAS A 
SEGUIR: 
1) Realize a anamnese adequada;
2) Solicite exames complementares,
3) Verbalize a conduta terapêutica;
4) Oriente a paciente sobre hipótese diagnóstica e retire dúvidas;
ATENÇÃO
VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA ACIMA.
2
IMPRESSO 1 - EXAME FÍSICO 
EXAME FÍSICO: BEG, corada, hidratada, eupneica, afebril.
SINAIS VITAIS:
PA: 110x70mmHg
FC: 80 bpm
FR: 15 ipm
ATENÇÃO
TRICOMONIASE
CHECKLIST
3
IMPRESSO 2
EXAME ESPECULAR:
 
RESTANTE DO EXAME GINECOLÓGICO SEM ALTERAÇÕES
ATENÇÃO
TRICOMONIASE
CHECKLIST
4
IMPRESSO 3
Avaliação ph vaginal: 6,5
Teste das aminas: positivo
ATENÇÃO
TRICOMONIASE
CHECKLIST
5
IMPRESSO 4
Exame à fresco:
ATENÇÃO
TRICOMONIASE
CHECKLIST
6
FALAS DO ATOR:
• Você está de plantão na unidade de pronto atendimento (UPA), quando chega uma mulher com 
32 anos de idade, casada, secretária, sexualmente ativa, apresentando, há 3 semanas, secreção 
vaginal amarelo-esverdeada em grande quantidade.
• Se questionada sobre características de corrimento, cor, tempo de evolução, quantidade, odor 
e se prurido, responder: estou com muito corrimento amarelo, um pouco verde há 3 semanas. 
Características do corrimento: amarelo-esverdeado, grande qualidade, sem odor fétido e sem 
prurido.
• Se questionada sobre menarca, ciclos menstruais, verbalizar: Menarca: 16 anos, ciclos regulares 
(durando 4 dias, a cada 28 dias e fluxo normal).
• Se questionada sobre DST, parceiros e se uso de preservativo, mencionar: Nega DST prévias, 
tenho meu marido como único parceiro e não usamos preservativos. 
• Se questionado sobre uso de ACO e gravidez prévia: Não usa ACO e sem gestações prévias.
TRICOMONIASE
CHECKLIST
7
ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INAD. PARC. ADQ.
ANAMNESE
1. Apresentação: (1) identifica-se e cumprimenta o paciente 
simulado; (2) pergunta algum dado de identificação (nome, 
idade). 
Adequado: realiza os dois procedimentos. Parcialmente 
adequado: realiza apenas um dos procedimentos. 
Inadequado: não realiza nenhum dos procedimentos.
0 0,125 0,25
2. Questionou sobre o motivo da consulta. 
Adequado: Questiona. 
Inadequado: Não questiona. 
0 0,25
3. Investigou sobre as características do corrimento (cor, volume, 
odor, duração, prurido). 
Adequado: Investiga corretamente. 
Inadequado: Não realiza a investigação.
0 0,5
4. Questionou sobre menarca e características do ciclo menstrual 
(se regular). 
Adequado: Questiona. 
Inadequado: Não questiona. 
0 0,5
5. Investigou antecedentes sexuais (DST prévias, número de 
parceiros, uso de preservativo). 
Adequado: Questiona. 
Inadequado: Não questiona. 
0 0,5
6. Questionou de uso de ACO. 
Adequado: Questiona. 
Inadequado: Não questiona. 
0 0,5
7. Questionou sobre antecedentes obstétricos. 
Adequado: Questiona. 
Inadequado: Não questiona. 
0 0,5
TRICOMONIASE
CHECKLIST
8
ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INAD. PARC. ADQ.
EXAME FÍSICO
8. Solicitou o exame físico geral. 
Adequado: Solicitou. 
Inadequado: Não solicitou. 
0 0,5
9. Solicitou exame especular. 
Adequado: Solicitou. 
Inadequado: Não solicitou. 
0 0,5
10. Verbalizou lavagem das mãos e uso de luvas de procedimento. 
Adequado: Verbalizou. 
Inadequado: Não verbalizou. 
0 0,5
11. Solicitou auxiliar de enfermagem em sala de consultório e 
fonte de luz. 
Adequado: Solicitou. 
Inadequado: Não solicitou. 
0 0,5
12. Verbalizou inspeção estática e dinâmica da vulva. 
Adequado: Verbalizou. 
Inadequado: Não verbalizou. 
0 0,5
13. Verbalizou palpação vulvar. 
Adequado: Verbalizou. 
Inadequado: Não verbalizou. 
0 0,5
14. Verbalizou exame especular. 
Adequado: Verbalizou. 
Inadequado: Não verbalizou. 
0 0,5
15. Verbalizou toque vaginal bimanual. 
Adequado: Verbalizou. 
Inadequado: Não verbalizou. 
0 0,5
EXAMES COMPLEMENTARES 
16. Verbalizou teste do pH e exame a fresco. 
Adequado: Verbalizou. 
Inadequado: Não verbalizou. 
0 0,5
TRICOMONIASE
CHECKLIST
9
ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INAD. PARC. ADQ.
DIAGNÓSTICO
17. Hipótese diagnóstica 
Adequado: tricomoníase dadas as características do corrimento 
(secreção amarelo-esverdeada em grande quantidade), ph, teste 
das aminas e colo tigróide. 
Inadequado: Não realiza o diagnóstico. 
0 0,75
CONDUTA
18. Tratamento medicamentoso 
Adequado: indicou metronidazol 500 mg VO de 12 em 12 
horas por 7 dias + creme ou óvulo vaginal de metronidazol ou 
clindamicina. 
Inadequado: Não indica o tratamento medicamentoso. 
0 0,75
19. Orientou sobre a patologia e sobre se tratar de DST 
(convocando parceiro). 
Adequado: Orientou adequadamente. 
Inadequado: Não realizou a orientação correta. 
0 0,5
20. Questionou dúvidas 
Adequado: Questionou 
Inadequado: Não questionou 
0 0,25
21. Realiza adequadamente a sequência das tarefas, conforme 
solicitado nas orientações ao (à) participante. 
Adequado: realiza. 
Inadequado: não realiza.
0 0,25
TRICOMONIASE
CHECKLIST
10
RESUMO
VULVOVAGINITE
DOENÇA AGENTE DIAGNÓSTICO TRATAMENTO
Vaginose
Gardnerella vaginalis
(Não é DST)
3 dos 4 critérios de AMSEL:
• Secreção branco-acinzentada, 
fina; homogênea, com odor 
fétido 
• Clue cells ou células-alvo
• pH > 4,5
• Teste das Aminas positivo
Metronidazol 500mg VO 
12h/12h por 7 dias 
• NÃO tratar o parceiro 
• Pode usar o metro na gestante
• Evitar álcool (Efeito Antabuse)
• Metro ou Clinda tópicos como 
alternativa 
Candidíase
Candida albicans 
(Não é DST)
• Secreção branca grumosa 
(“Leite em Nata”). 
• Pseudo-hifas (exame a fresco)
• pH 5 
• Teste das Aminas positivo
Metronidazol 400-500mg VO
• 12h/12h por 7 dias:
• Convocar e tratar o parceiro 
• Rastrear outras DSTs
• Pode usar na gestante
• Evitar álcool (Efeito Antabuse)
Pode usar metro ou Clinda 
tópicos como alternativa
TRICOMONIASE
RESUMO
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GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA
TRABALHO DE PARTO (FÓRCIPE)
1
TRABALHO DE PARTO (FÓRCIPE)
CHECKLIST
AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS INSTRUÇÕES 
PARA O(A) PARTICIPANTE
CENÁRIO DE ATUAÇÃO: 
Hospital Secundário.
DESCRIÇÃO DO CASO: 
Você assume o plantão em uma pequena maternidade, onde está internada, em trabalho de parto, 
paciente de 23 anos, primigesta com 38 semanasexposição a estrogênio 
sem oposição da progesterona.
• Menarca precoce e menopausa tardia: ovário começou a trabalhar cedo e parou tarde, maior 
número de ciclos anovulatórios. 
• Diabetes (com obesidade): sozinha não é fator de risco, o problema é que a maioria das mulheres 
com essa doença são obesas. 
SANGRAMENTO PÓS MENOPAUSA: CA DE ENDOMÉTRIO
RESUMO
9
• HAS (com obesidade): sozinha não é fator de risco, o problema é que a maioria das mulheres 
com essa doença são obesas. 
• Estrogenioterapia sem oposição progestacional: se há útero, devemos dar progesterona para 
antagonizar a ação proliferativa no endométrio.
• Tamoxifeno: SERM, ele se liga em todos os receptores de estrogênio da mulher e, dependendo 
do lugar em que se ligam, tem ação agonista ou antagônica. No endométrio, tem ação agonista.
• Hiperplasia endometrial atípica: lesão precursora do câncer de endométrio
 ◦ Simples: aumento do tamanho da célula endometrial
· Com atipias: maligniza em 8% dos casos
· Sem atipias: maligniza em 1% dos casos
 ◦ Complexa: aumento do tamanho e do número
· Com atipias: maligniza em 29% dos casos
· Sem atipias: maligniza em 3% dos casos
 ◦ De acordo com o tipo de hiperplasia que ele tiver, aumenta o risco de malignização
• Tumores ovarianos produtores de estrogênio: paciente tem fonte extra de produção de estrogênio 
sem ação antagônica da progesterona.
• Síndrome dos ovários policísticos: cursa com anovulação, não produz progesterona e é risco de 
câncer de endométrio
CLASSIFICAÇÃO HISTOLÓGICA:
• 80% dos casos é o adenocarcinoma endometrioide (origina das próprias células endometriais)
• Quando o câncer de endométrio não for endometrioide, tem prognóstico pior 
QUADRO CLÍNICO:
• Extremamente sintomático
 ◦ 90% das mulheres com câncer de endométrio apresentam hemorragia ou corrimento vaginal
 ◦ O tipo de sangramento depende da idade da paciente
· ≥ 1 ano sem menstruar: sangramento pós menopausa
· Perimenopausa: ao invés da menstruação diminuir, ela começa a aumentar ou apresentar 
metrorragia (sangramento fora do ciclo menstrual)
• Menos de 10% com diagnóstico de câncer de endométrio são assintomáticas
 ◦ Elas sangram, mas não conseguem exteriorizar o sangramento.
 ◦ Idosas que menopausaram há muito tempo apresentam atrofia do orifício externo do colo 
- ele fecha e o sangue não consegue sair da cavidade uterina, acumulando e formando um 
hematométrio (pode sofrer infecção secundária e desenvolver pus dentro da cavidade uterina 
– piometrio)
· Hematométrio ou piométrio: achados associados a pior prognóstico
· Conseguimos evitar isso: se a mulher fazer o USG Transvaginal anualmente para vigiarmos 
o endométrio, que deve ter no máximo 5mm de espessura (independente do uso ou não de 
hormônio) 
SANGRAMENTO PÓS MENOPAUSA: CA DE ENDOMÉTRIO
RESUMO
10
• Doença avançada: metástases regionais (linfonodos, vagina, colo e tubas)
 ◦ Principal forma de disseminação é linfática e só acontece quando o tumor acomete a camada 
muscular do útero.
 ◦ Hematogênica: fígado (36%)
• Temos 3 tipos de paciente
 ◦ Paciente menopausada que volta a sangrar
 ◦ Paciente na perimenopausa que tem aumento da menstruação ou metrorragia
 ◦ Paciente assintomática que encontramos sangue na cavidade ou endométrio >5mm no USG 
Transvaginal. 
 ◦ Investigar cavidade uterina das 3 pacientes.
CAUSAS DE HEMORRAGIA PÓS MENOPAUSA:
• Principal forma de sangramento na menopausa não é hiperplasia nem câncer de endométrio é 
a atrofia do endométrio
• Atrofia do endométrio (60-80%)
• Endométrio fino, careca, sem células, com exposição de vasos na superfície que sangram na 
cavidade
Hiperplasia endometrial (5-10%)
Pólipos endometriais (2-12%)
Terapia hormonal
Câncer de endométrio (10%)
DIAGNÓSTICO:
• Histeroscopia associada a bx endometrial -> melhor metodo de observar a cav uterina; se 
tiver alteração fazemos a bx guiada por histeroscopia
• Biópsia por aspiração do endométrio: investigar cavidade uterina
• Curetagem uterina semiótica: investigar cavidade uterina
• USG Transvaginal: só tem valor pra avaliar espessura endometrial na mulher que está na 
menopausa. No momento que a mulher sangrou, não adianta mais pedir o USG pra avaliar 
a espessura. Ele podia até estar espessado, mas na hora em que ele sangra, o endométrio 
descamou, então não é mais adequado para avaliar a espessura. 
SANGRAMENTO PÓS MENOPAUSA: CA DE ENDOMÉTRIO
RESUMO
11
ESTADIAMENTO FIGO (INTERNATIONAL FEDERATION OF GYNECOLOGY AND 
OBSTETRICS): 
• A partir do momento em que temos o diagnóstico de câncer de endométrio (através da 
histopatologia), o próximo passo é estudiar
• Estadiamento é cirúrgico/anatomopatológico, somos obrigados a operar todas as pacientes com 
diagnóstico de câncer de endométrio.
 ◦ No mínimo, temos que tirar o útero, 2 trompas, 2 ovários (fontes de estrogênio) e lavado 
peritoneal em todas as pacientes. 
 ◦ Além de ter que fazer a cirurgia, também consideramos o anatpatológico, pois temos que levar 
em consideração o grau de diferenciação do tumor. 
CIRÚRGICO
I: TUMOR RESTRITO AO ÚTERO
• Ia: restrito ao endométrio
• Ib: invasão 50% do miométrio
II: TUMOR VAI PARA O COLO DO ÚTERO
• IIa: tumor acomete glândulas endocervicais
• Iib: invasão do estroma cervical (parte mais profunda do colo do útero)
III
• IIIa: tumor acomete serosa e/ou anexo, citologia do lavado peritoneal positiva
• IIIb: metástases vaginais
• IIIc: metástase para pelve e/ou linfonodo paraórticos +
IV
• Iva: tumor invade a bexiga e/ou mucosa intestinal
• IVb: metástases a distância incluindo linfonodos intra abdominais e/ou inguinais.
SANGRAMENTO PÓS MENOPAUSA: CA DE ENDOMÉTRIO
RESUMO
12
GRAU DE DIFERENCIAÇÃO DO TUMOR:
• G1: padrão de crescimento sólido em 5% ou menos do tumor (bem diferenciado)
• G2: padrão de crescimento sólido em 6-50% do tumor (moderadamente diferenciado)
• G3: padrão de crescimento sólido em mais de 50% do tumor (pouco diferenciado/indiferenciado)
TRATAMENTO:
• Histerectomia total/salpingooforectomia bilateral + citologia peritoneal (mínimo a se fazer em 
todas). 
• G1/G2 e Ia/Ib: cirurgia acabou, paciente está curada
• G3 ou Ic: fazer linfadenectomia para-aórtica -> retirar os linfonodos, parar a cirurgia e esperar 
a citologia
 ◦ Negativa: 5000 cGy pelve (radioterapia pélvica apenas)
 ◦ Positiva: 5000 cGy pelve + 4500 para aórtico (radioterapia pélvica e para-aórtica)
• Citologia peritoneal + ou a partir do estadio II: além de radioterapia pélvica e para-aórtica, 
prescrever acetato de megestrol 160 mg/dia por 3-6 meses (se alguma célula tumoral conseguiu 
escapar a progesterona bloqueia o receptor de estrogênio do tumor e ele não consegue proliferar 
nem implantar). 
• Hiperplasia endometrial
 ◦ Não importa se é simples ou complexa, mas se há atipias
 ◦ Se tiver atipias: histerectomia total abdominal sempre
 ◦ Sem atipias: histerectomia total abdominal, mas se a paciente não quiser fazer posso dar 
outras opções:
· Curetagem uterina (retiro todo o endométrio).
· Ablação histeroscópica do endométrio (cauterizar todo o endométrio com a histeroscopia).
· Progesterona em altas doses por 3-6 meses.
SANGRAMENTO PÓS MENOPAUSA: CA DE ENDOMÉTRIO
RESUMO
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GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA
PÓS-DATISMO
1
PÓS-DATISMO
CHECKLIST
AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS INSTRUÇÕES 
PARA O(A) PARTICIPANTE
CENÁRIO DE ATUAÇÃO: 
Unidade Básica de Saúde.
DESCRIÇÃO DO CASO: 
Você está trabalhando em uma Unidade Básica de Saúde, quando dá entrada, sem consulta marcada, 
uma gestante de 22 anos, dizendo queseu filho já passou do tempo de nascer.
A UNIDADE POSSUI: 
• Sala de atendimento;
• Sala de medicação
• Sala de vacinação.
ATENÇÃO
O PACIENTE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADO DURANTE O ATENDIMENTO!
NOS PRÓXIMOS 10 MINUTOS, VOCÊ DEVERÁ EXECUTAR AS TAREFAS A 
SEGUIR: 
1) Realize a anamnese e, se necessário, exame físico;
2) Realizar o provável exame;
3) Oriente paciente sobre hipótese diagnóstica e motivo do exame.
ATENÇÃO
VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA ACIMA.
2
IMPRESSO 1 - IDADE GESTACIONAL 
IG: 41 2/7 semanas de gestação
ATENÇÃO
PÓS-DATISMO
CHECKLIST
3
IMPRESSO 2
EXAME FÍSICO OBSTÉTRICO
Palpação: AU de 36 cm
BCF: 144bpm
Manobras do palpar obstétrico: fundo uterino parcialmente ocupado, dorso à direita, mobilidade 
cefálica presente e escava ocupada.
Especular: não realizado.
Toque vaginal: não realizado.
ATENÇÃO
PÓS-DATISMO
CHECKLIST
4
IMPRESSO 3
ATENÇÃO
PÓS-DATISMO
CHECKLIST
5
FALAS DO ATOR
• Você está trabalhando em uma Unidade Básica de Saúde, quando dá entrada, sem consulta 
marcada, uma gestante de 22 anos, dizendo que seu filho já passou do tempo de nascer. 
• Se questionado sobre motivo de consulta responder: " Eu já completei os 9 meses faz tempo 
e meu filho não nasce." 
• Se questiona sobre DUM e solicita a idade gestacional, responder: " Não lembro mais minha 
última menstruação, está aí anotado. Mas hoje fiz 41 semanas e 2 dias."
• Se questiona sobre alguma queixa, responder: " Não estou sentindo nada".
• Se Questionou sobre antecedentes obstétricos, responder: " Essa é minha primeira gravidez, 
nunca tive nem aborto." 
• Se questionado sobre medicamentos em uso, responder: " Estou tomando só sulfato ferroso.
• Se solicitada carteira de pré-natal, responder: " Estou muito nervosa e não consegui encontrar 
minha caderneta da gestante.
PÓS-DATISMO
CHECKLIST
6
ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INAD. PARC. ADQ.
ANAMNESE
1. Apresentação: (1) identifica-se e cumprimenta o paciente 
simulado. 
Adequado: Realiza corretamente. 
Inadequado: Não realiza. 
0 0,25
2. Questionou sobre motivo de consulta. 
Adequado: questiona. 
Inadequado: não questiona.
0 0,25
3. Questiona sobre DUM e solicita a idade gestacional. 
Adequado: questiona. 
Inadequado: não questiona.
0 0,5
4. Questionou sobre alguma queixa. 
Adequado: questiona. 
Inadequado: não questiona.
0 1,0
5. Questionou sobre antecedentes obstétricos. 
Adequado: questiona. 
Inadequado: não questiona.
0 0,5
6. Questionou sobre medicamentos em uso. 
Adequado: questiona. 
Inadequado: não questiona.
0 0,5
7. Solicita carteira de pré-natal. 
Adequado: solicita. 
Inadequado: não solicita.
0 0,5
EXAME FÍSICO
8. Solicita exame obstétrico. 
Adequado: solicita. 
Inadequado: não solicita.
0 1,0
PÓS-DATISMO
CHECKLIST
7
ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INAD. PARC. ADQ.
EXAMES COMPLEMENTARES
9. Confere a idade gestacional com ultrassonografia realizada 
no primeiro trimestre da gravidez. 
Adequado:confere. 
Inadequado: não confere.
0 1,0
10. Solicita cardiotocografia para avaliação da vitalidade 
fetal. 
Adequado: solicita. 
Inadequado: não solicita.
0 1,0
DIAGNÓSTICO
11. Verbalizou a hipótese diagnóstica de PÓS DATISMO. 
Adequado: verbaliza.
Inadequado: não verbaliza. 
0 1,0
CONDUTA
12. Explica à paciente que o resultado da cardiotocografia 
está normal, indicando que o feto está bem.
Adequado: explica. 
Inadequado: não explica.
0 1,0
13. Orienta que precisa encaminhar a paciente para a 
maternidade. 
Adequado: orienta.
Inadequado: não orienta.
0 1,0
14. Realiza adequadamente a sequência das tarefas, 
conforme solicitado nas orientações ao (à) participante. 
Adequado: realiza. 
Inadequado: não realiza.
0 0,5
PÓS-DATISMO
CHECKLIST
8
RESUMO 
CONCEITOS GERAIS
Termo que denomina gestações que ultrapassam a data provável do parto, ou, mais comumente, 
entre 40 e 42 semanas. Gestação prolongada, pós termo ou serotínea é quando ultrapassa as 42 
semanas de gestação. A principal preocupação é com o risco de menor oxigenação do feto e risco 
de mortalidade fetal. 
O diagnóstico se dá através da contabilização adequada, seja pela DUM ou pelo USG, da idade 
gestacional e da data estimada de parto, sendo o USG do primeiro trimestre, que usa o CCN para 
cálculo da idade gestacional, considerado o melhor método. 
CONDUTA
A conduta assistencial é realizar a vigilância do bem-estar fetal e indução do trabalho de parto, 
visando diagnosticar a falência placentária precocemente e evitar os danos ao feto decorrentes de 
eventual hipóxia. 
A vigilância do bem estar fetal se dá por meio da avaliação da vitalidade fetal, com 
dopplervelocimetria, perfil biofísico fetal e cardiotocografia, que deve ser realizada a cada 3 dias, 
com estimativa de peso, já que se houver indícios de restrição de crescimento, deve-se realizar o 
parto. 
A indução do trabalho de parto varia de acordo com a classificação do colo uterino por meio do 
índice de Bishop: 
TABELA 1. ÍNDICE DE BISHOP
PONTUAÇÃO 0 1 2 3
Dilatação 0 1-2 cm 3-4 cm 5-6 cm 
Esvaecimento 0-30% 40-50% 60-70% 80%
Altura da 
apresentação
-3 -2 -1 ou 0 +1 ou +2
Consistência Firme Média Amolecida -
Posição Posterior Medianizada Anteriorizada -
Tabela adaptada de Bishop.¹⁰
Zugaib M, Francisco RPV. Zugaib obstetrícia 4a ed.. (4th edição). Editora Manole.
 
PÓS-DATISMO
RESUMO
9
Se o colo estiver impérvio, realizamos acompanhamento e conduta obstétrica conforme os 
resultados da vigilância da vitalidade fetal. Se houver oligoâmnio ou alterações de vitalidade fetal, 
inicia-se a preparação do colo e indução do parto.
Se colo pérvio e índice de Bishop > 6: a alteração de vitalidade fetal ou presença de mecônio 
contraindicam a indução do parto, obrigando, nesse caso, a escolha da cesárea como via de parto. 
Se o índice estiver menor ou igual a 5, vamos acompanhando com exames de vitalidade fetal até 
o máximo das 42 semanas, momento em que internamos e tentamos a indução do parto. Se não 
houver resposta à indução, faz-se cesárea.
PÓS-DATISMO
RESUMO
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PEDIATRIA
OBESIDADE
1
OBESIDADE
CHECKLIST
AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS INSTRUÇÕES 
PARA O(A) PARTICIPANTE
CENÁRIO DE ATUAÇÃO: 
Atendimento de puericultura em unidade básica de saúde.
DESCRIÇÃO DO CASO: 
Você está em unidade básica de saúde durante atendimento de puericultura. Você atende Gabriel, 
7 anos, acompanhado de sua mãe numa consulta de rotina. 
A UNIDADE POSSUI: 
• Consultórios para atendimento;
• Sala de medicação; 
• Sala de vacinas;
• Farmácia;
• Setor de marcação de exames complementares.
ATENÇÃO
O PACIENTE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADO DURANTE O ATENDIMENTO!
NOS PRÓXIMOS 10 MINUTOS, VOCÊ DEVERÁ EXECUTAR AS TAREFAS A 
SEGUIR: 
1) Realize anamnese direcionada ao caso;
2) Solicite e interprete o exame físico;
3) Plote dados antropométricos em gráficos e informe resultados;
4) Indique os diagnósticos do paciente; 
5) Informe condutas.
ATENÇÃO
VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA ACIMA.
2
IMPRESSO 1 - EXAME FÍSICO
Paciente em bom estado geral, eupneica afebril, anictérica, acianótica, hidratada, corada
FC 89 bpm / FR 16 ipm / SatO2 99% em ar ambiente 
Peso: 35 Kg / Altura: 1,25m / Circunferência abdominal: 63 cm (> P90)
Murmúrios vesiculares presentes bilateralmente sem ruídos adventícios, sem sinais de desconforto 
respiratório
Bulhas rítmicas normofonéticas em 2 tempos sem sopros. Pulsos cheios e simétricos, TEC 2 segundos 
Ruídos hidroaéreos presentes, abdome flácido, sem massas palpáveis ouvisceromegalias
Extremidades sem edemas
Sem lesões de pele
Genitália típica masculina, testículos tópicos. G1P1
OBESIDADE
CHECKLIST
3
IMPRESSO 2 - PRESSÃO ARTERIAL
PA: 120x75 mmHg
OBESIDADE
CHECKLIST
4
IMPRESSO 3 - CURVAS ANTROPOMÉTRICAS
OBESIDADE
CHECKLIST
5
IMPRESSO 3 - CURVAS ANTROPOMÉTRICAS
OBESIDADE
CHECKLIST
6
IMPRESSO 3 - CURVAS ANTROPOMÉTRICAS
OBESIDADE
CHECKLIST
7
IMPRESSO 4 - PRESSÃO ARTERIAL
PRESSÃO ARTERIAL SISTÓLICA (MMHG) - PERCENTIS 
DA ESTATURA OU MEDIDA DA ESTATURA (CM)
PRESSÃO ARTERIAL DIASTÓLICA (MMHG) - 
PERCENTIS DA ESTATURA OU MEDIDA DA ESTATURA 
(CM)
IDADE 
(ANOS)
PERCENTIS 
DA PA
5% 10% 25% 50% 75% 90% 95% 5% 10% 25% 50% 75% 90% 95%
1
Estatura (cm) 75,4 76,6 78,6 80,8 83 84,9 86,1 75,4 75,6 78,6 80,8 83 84,9 86,1
P50 84 85 86 86 87 88 88 41 42 42 43 44 45 46
P90 98 99 99 100 101 102 102 54 55 56 56 57 58 58
P95 101 102 102 103 104 105 105 59 59 60 60 61 62 62
P95 + 12 
mmHg
113 114 114 115 116 117 117 71 71 72 72 73 74 74
2
Estatura (cm) 84,9 86,3 88,6 91,1 93,7 96 97,4 84,9 86,3 88,6 91,1 93,7 96 97,4
P50 87 87 88 89 90 91 91 45 46 47 48 49 50 51
P90 101 101 102 103 104 105 106 58 58 59 60 61 62 62
P95 104 105 106 106 107 108 109 62 63 63 64 65 66 66
P95 + 12 
mmHg
116 117 118 118 119 120 121 74 75 75 76 77 78 78
3
Estatura (cm) 91 92,4 94,9 97,6 100,5 103,1 104,6 91 92,4 94,9 97,6 100,5 103,1 104,6
P50 88 89 89 90 91 92 93 48 48 49 50 51 53 53
P90 102 103 104 104 105 106 107 60 61 61 62 63 64 65
P95 106 106 107 108 109 110 110 64 65 65 66 67 68 69
P95 + 12 
mmHg
118 118 119 120 121 122 122 76 77 77 78 79 80 81
4
Estatura (cm) 97,2 98,8 101,4 104,5 107,6 110,5 112,2 97,2 98,8 101,4 104,5 107,6 110,5 112,2
P50 89 90 91 92 93 94 94 50 51 51 53 54 55 56
P90 103 104 105 106 107 108 108 62 63 64 65 66 67 67
P95 107 108 109 109 110 111 112 66 67 68 69 70 70 71
P95 + 12 
mmHg
119 120 121 121 122 123 124 78 79 80 81 82 82 83
5
Estatura (cm) 103,6 105,3 108,2 111,5 114,9 118,1 120 103,6 105,3 108,2 111,5 114,9 118,1 120
P50 90 91 92 92 93 94 95 52 52 53 55 56 57 57
P90 104 105 106 107 108 109 110 64 65 66 67 68 69 70
P95 108 109 110 111 112 113 113 68 69 70 71 72 73 73
P95 + 12 
mmHg
120 121 122 123 124 124 125 80 81 82 83 84 85 85
OBESIDADE
CHECKLIST
8
ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INADEQUADO
PARCIALMENTE 
ADEQ
ADEQUADO
ANAMNESE
1.1 Apresenta-se:
(1) Identifica-se; 
(2) Cumprimenta a mãe de maneira 
adequada/cordial; 
(3) Mantém contato visual; 
(4) Pergunta o nome da mãe e o nome 
da criança. 
Adequado: realiza as quatro ações. 
Parcialmente adequado: realiza duas 
ou três ações. 
Inadequado: realiza uma ação ou não 
realiza ação alguma.
0 0,25 0,5
1.2 Pergunta se o paciente apresenta 
queixas
Adequado: perguntou 
Inadequado: não perguntou
0 0,5
1.3 Pergunta sobre hábitos 
alimentares
Adequado: perguntou 
Inadequado: não perguntou
0 0,5
1.4 Pergunta sobre prática de 
atividade física
Adequado: perguntou 
Inadequado: não perguntou
0 0,5
1.5 Pergunta sobre tempo de tela
Adequado: perguntou 
Inadequado: não perguntou
0 0,5
OBESIDADE
CHECKLIST
9
ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INADEQUADO
PARCIALMENTE 
ADEQ
ADEQUADO
ANAMNESE
1.6 Pergunta sobre comorbidades
Adequado: perguntou 
Inadequado: não perguntou
0 0,5
1.7 Pergunta sobre vacinas
Adequado: perguntou 
Inadequado: não perguntou
0 0,5
EXAME FÍSICO
2.1 Solicita exame físico 
solicita estadiamento puberal
solicita circunferência abdominal
Adequado: solicita itens 1 e 2
Parcialmente adequado: solicita itens 
1 ou 2 
Inadequado: não solicita itens 1 e 2
0 0,25 0,5
2.2 Plota dados antropométricos nos 
gráficos e interpreta:
(1) altura adequada para idade
(2) peso elevado para idade
(3) obesidade grave
Adequado: informa os 3 corretamente
Parcialmente adequado: informa 2 
corretamente
Inadequado: informa 1 ou nenhum 
corretamente
0 0,5 1,0
2.3 Solicita aferição de pressão 
arterial
Adequado: solicita 
Inadequado: não solicita e não 
interpreta
0 0,5
OBESIDADE
CHECKLIST
10
ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INADEQUADO
PARCIALMENTE 
ADEQ
ADEQUADO
DIAGNÓSTICO
3.1 Informa hipóteses diagnósticas:
obesidade grave
HAS estágio 1
Adequado: informa 2 hipóteses 
adequadas
Parcialmente adequado: informa 1 
hipótese adequadamm
Inadequado: não informa hipóteses 
adequadas
0 0,5 1,0 
CONDUTA
4.1 Realiza orientações dietéticas
Alimentos in natura ou minimamente 
processados
Proporcionalidade entre grupos 
alimentares
Respeitar saciedade
Comer em horários regulares
Comer em local adequado
Não comer com telas
Realizar atividade física diária
Tempo de tela 1-2 horas por dia
Adequado: Informa 6 a 8
Parcialmente adequado: Informa 3 a 5
Inadequado: Informa 2 ou menos
0 1,0 2,0
4.2 Solicita exames complementares
Glicemia de jejum
Colesterol total e frações
Triglicerídeos 
TGP
Adequado: Informa 3ou 4
Parcialmente adequado: Informa 2
Inadequado: Informa 1 ou nenhum 
0 0,25 0,5
OBESIDADE
CHECKLIST
11
ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INADEQUADO
PARCIALMENTE 
ADEQ
ADEQUADO
CONDUTA
4.3 Retorno em 1-2 semanas
Adequado: Informa retorno
Inadequado: Não informa retorno
0 0,5
4.4 Realiza as tarefas na ordem 
solicitada
0 0,5
OBESIDADE
CHECKLIST
12
FALAS DO ATOR
• Gabriel, 7 anos
• Mãe Luciana 31 anos
• Mãe queixa-se que criança está ganhando muito peso
• Alimentação: 
 ◦ café da manhã: 2 pães com manteiga e achocolatado
 ◦ lanche da manhã: salgado com refrigerante
 ◦ almoço: arroz/macarrão, feijão e carne. Não come saladas e legumes
 ◦ lanche da tarde: bolacha recheada e suco de caixinha
 ◦ jantar: igual almoço
 ◦ ceia: pão
 ◦ durante o dia fica beliscando doces e salgadinhos
 ◦ se alimenta no sofá assistindo televisão
• Não realiza atividade física
• Fica por volta de 5-7h por dia no celular/computador/televisão
• Nega internações e comorbidades
• Vacinas atualizadas
OBESIDADE
CHECKLIST
13
RESUMO
Excesso de gordura corporal e não somente excesso de peso
DIAGNÓSTICO: através de métodos de avaliação de composição corporal
• IMC: pode superestimar o diagnóstico de obesidade pois não consegue diferenciar ganho de 
peso por massa magra ou massa gorda 
• Bioimpedanciometria elétrica: pouco disponível e sem valor de referência na pediatria
• Circunferência braquial
• Prega cutânea tricipital e subescapular
 ◦ > P90 = excesso de adiposidade
• Circunferência abdominal: um dos critérios diagnósticos + prognósticos. Correlação melhor que 
IMC com comorbidades e síndrome metabólica
 ◦ Ponto médio entre última costela fixa e borda superior da crista ilíaca
 ◦ Curva disponível de 5-17 anos: sexo, etnia e idade
 ◦ > P90 = aumentada
 ◦ CA/E: adequada quando aumento de leptina > ação no hipotálamo > redução do anabolismo 
e aumento do catabolismo
 ◦ Na obesidade tem aumento cada vez maior da leptina com redução da sensibilidade + aumento 
de NPY (orexígeno) > aumento do consumo e redução da queima calórica
• Desordens genéticas em que a única manifestação é a obesidade + socioambiental desfavorável: 
deficiência de leptina, deficiência de receptor de leptina, disfunção leptina
FATORES INDIVIDUAIS EPIGENÉTICOS
• Filho de mãe tabagista > RN PIG = baixa oferta intraútero > mudança funcional do genoma 
(reversível) > aumento do apetite, redução da saciedade, aumento do estoque com adipogênese, 
diminuição do gasto energético = Programação metabólica
• Ambiente compatível = Match = saúde
• Alimentação inadequada com excesso de caloria = mismatch = aumento doença cardiovascular
OBESIDADE
RESUMO
14
PREVENÇÃO
Composição da alimentação
• Aleitamento materno exclusivo até 6 meses 
• > 2 anos: leite de vaca combaixo teor de gordura
• Retardar ao máximo introdução de açúcar refinado
• Não usar sal até 1 ano
• Não usar temperos prontos
• Base da alimentação com alimentos in natura ou minimamente processados
Quanto comer
• Excesso de proteína associado a obesidade
• Máximo 3 porções de leite/dia
• Respeitar saciedade
• Proporção entre grupos alimentares
Quando / Como / Onde comer
• Horários regulares e sem pressa
• Local adequado
• Sem telas
• Não usar alimento como recompensa ou para acalmar criança
Atividade física
• Estimular caminhadas
• Atividades lúdicas sem competição
OBJETIVOS
• Classificar gravidade: IMC
• Avaliar: comorbidades, adesão aos combinados, conscientização
• Traçar metas terapêuticas com a família e paciente
• Definir nível de atenção à saúde necessário
OBESIDADE
RESUMO
15
METAS TERAPÊUTICAS IDEAIS
• Sobrepeso
 ◦ Sem morbidade = manutenção
 ◦ Comorbidades 2-7 anos = manutenção
 ◦ Comorbidades > 7 anos = redução
• Obesidade
 ◦ Sem morbidade 2-7 anos = manutenção
 ◦ Sem morbidade > 7 anos = redução
 ◦ Comorbidades = redução
• Após estirão: dieta normocalórica + aumento de gasto OU dieta hipocalórica + gasto mantido > 
Balanço negativo
• Crianças: dieta normocalórica balanceada + atividade física normal para a idade
EXERCÍCIOS FÍSICOS
• 1-5 anos: >/= 180 min/dia em vários típicos de atividade física
• 5-17 anos: >/= 60 min/dia com atividade moderada a vigorosa - prioritariamente aeróbio com 
treinamento de resistência 3x/semana
EXPOSIÇÃO A TELA
• anual
• Avaliar necessidade: insulina de jejum, hemograma e vitamina D
OBESIDADE
RESUMO
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PREVENTIVA
NEOPLASIA DE PRÓSTATA
1
NEOPLASIA DE PRÓSTATA
CHECKLIST
AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS INSTRUÇÕES 
PARA O(A) PARTICIPANTE
CENÁRIO DE ATUAÇÃO: 
UBS.
DESCRIÇÃO DO CASO: 
Você trabalha em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e conduzirá uma consulta de rotina de um 
homem com 56 anos de idade, engenheiro, casado.
Dados colhidos pela técnica de enfermagem na pré-consulta do dia: 
Motivo da consulta: exames periódicos de saúde; 
Peso: 70 kg Índice de massa corporal: 24,8 kg/m²; 
Pressão arterial: 125 X 75 mmHg; 
Frequência cardíaca: 62 batimentos por minuto; 
Temperatura: 36,2 ºC; 
Classificação de Risco ± AZUL. Consulta agendada 
A UNIDADE POSSUI: 
• Consultórios para atendimento.
 
ATENÇÃO
O PACIENTE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADO DURANTE O ATENDIMENTO!
NOS PRÓXIMOS 10 MINUTOS, VOCÊ DEVERÁ EXECUTAR AS TAREFAS A 
SEGUIR: 
1) Realizar o atendimento da paciente, com comunicação clínica adequada; 
2) Indicar a realização de exames clínicos e complementares pertinentes ao caso, atentando aos 
preceitos éticos; 
3) Verbalizar as condutas e as orientações necessárias à paciente frente às dúvidas elencadas por 
ela e aos elementos da história clínica.
ATENÇÃO
VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA ACIMA.
2
IMPRESSO 1 - FOLHA NEOPLASIA DE PRÓSTATA
EXAME FÍSICO 
Paciente em bom estado geral, hidratada, corada, pele e conjuntiva ocular normais. 
Ausculta cardiorrespiratória normal. 
Abdome sem visceromegalias ou dor à palpação superficial e profunda. Ruídos hidroaéreos presentes 
NEOPLASIA DE PRÓSTATA
CHECKLIST
3
FALAS DO ATOR
• Vem para fazer exame de rotina, principalmente PSA pois acredita que está na idade certa
• Nega patologias de base
• Nega história familiar de neoplasia de próstata, ou sintomas de prostatismo, nega fatores de 
risco de neoplasia 
• Nega Tabagismo e Etilismo 
NEOPLASIA DE PRÓSTATA
CHECKLIST
4
ITENS DE DESEMPENHO 
AVALIADO
INADEQUADO
PARCIALMENTE
ADEQUADO
(METADE)
ADEQUADO
ANAMNESE
Apresentação: (1) cumprimenta o 
paciente simulado;
(2) identifica-se; (3) dirige-se ao 
paciente simulado pelo nome, 
pelo menos uma vez; (4) pergunta 
o motivo da consulta; (5) ouve o 
paciente com atenção.
Adequado: realiza as cinco ações.
Parcialmente adequado: realiza 
de duas a quatro ações.
Inadequado: realiza uma ação ou 
não realiza ação alguma. 
0 0,25 0,5
Pergunta Sobre Tabagismo e 
Etilismo
0 0,25 1,0
Pergunta sobre fatores de risco 
aumentado para neoplasia 
próstata: 
I. História pregressa ou familiar 
de câncer de próstata; 
II. Sintomas de prostatismo 
(Aumento Frequência urinária, 
urgência miccional, noctúria, 
plenitude vesical, dificuldade de 
iniciar miccção; 
IV. Perda ponderal 
V. Esperma com sangue 
(hematospermia) 
Adequado: pesquisa 4 ou mais 
fatores de risco. 
Parcialmente adequado: 
pesquisa 2 ou 3 fatores de risco. 
Inadequado: pesquisa 1 ou 
nenhum dos fatores de risco para 
neoplasia de mama. 
0
1,5
NEOPLASIA DE PRÓSTATA
CHECKLIST
5
ITENS DE DESEMPENHO 
AVALIADO
INADEQUADO
PARCIALMENTE
ADEQUADO
(METADE)
ADEQUADO
EXAME FÍSICO
Indica a realização de exame físico 0 1,0
CONDUTA
CONTRAINDICA a realização de 
exame para rastreio de neoplasia 
de próstata
1,5
Orienta adequada o risco e 
benefício da realização de PSA 
1,5
Oriento sobre prevenção 
quartenária e cascata iatrogênia 
1,5
Solicita exames de rotina 
adeuqados para a idade:
I – Colesterol total e frações + 
triglicérides
II – Glicemia de Jejum
III – Sangue Oculto nas fezes 
1,0
Realiza a tarefa na ordem correta 
solicita. 
0,5
NEOPLASIA DE PRÓSTATA
CHECKLIST
6
RESUMO
O câncer de próstata é a segunda forma mais comum de câncer entre homens em todo o país, 
ficando atrás apenas do câncer de pele não melanoma. Para o triênio 2023-2025, estima-se que 
haverá cerca de 71.730 novos casos de câncer de próstata no Brasil. Atualmente, é a segunda causa 
principal de morte por câncer em homens, ressaltando sua relevância epidemiológica no país (INCA, 
2022).
A idade é o principal fator de risco para o câncer de próstata, afetando principalmente homens a 
partir dos 60 anos. Além disso, histórico familiar de câncer de próstata antes dos 60 anos e obesidade 
estão associados a tipos avançados da doença (INCA, 2021). A exposição a agentes químicos 
relacionados ao trabalho também contribui para 1% dos casos de câncer de próstata (BRASIL, 2021).
A alta incidência desse câncer é resultado da combinação do envelhecimento da população, 
melhorias nas técnicas de diagnóstico, como o teste de Antígeno Prostático Específico (PSA) e o 
exame de toque retal, que avaliam o tamanho e as características da próstata (LOEB et al., 2014; 
MOTTET, 2023). No entanto, há avanços significativos no tratamento do câncer de próstata para 
controlar as taxas de mortalidade (BRASIL, 2016; COLEMAN et al., 2008).
No controle do câncer de próstata, a detecção precoce é fundamental e se divide em diagnóstico 
precoce e rastreamento. O diagnóstico precoce envolve a identificação da doença em estágios 
iniciais em pessoas com sintomas. O rastreamento, por outro lado, envolve a realização sistemática 
de exames em pessoas sem sintomas para detectar a doença em estágios iniciais (WHO, 2017). Essas 
estratégias diferem em suas indicações, critérios de implementação e riscos associados.
Revisões sistemáticas sobre o rastreamento do câncer de próstata mostraram queessa prática 
aumenta o diagnóstico, mas não reduz significativamente a mortalidade, e pode causar danos à saúde 
(ILIC et al., 2013; HAYES et al., 2014; ILIC et al., 2018). O estudo europeu European Randomized Study 
of Screening for Prostate Cancer (ERSPC) de 2019, após 16 anos, mostrou redução na mortalidade 
com o rastreamento, mas também elevado sobrediagnóstico, que é o diagnóstico de cânceres que 
não causariam danos (FENTON et al., 2018; HUGOSSON et al., 2019).
A Organização Mundial de Saúde (OMS) destaca que obstáculos para o rastreamento do câncer 
de próstata incluem a maior ocorrência de cânceres indolentes em idades avançadas e morbidade 
relacionada a procedimentos de tratamento (WHO, 2020; BRASIL, 2010). A evolução clínica do 
câncer de próstata é variável, com alguns sendo agressivos e outros indolentes (BELL et al., 2015). 
NEOPLASIA DE PRÓSTATA
RESUMO
7
O sobretratamento, que é o tratamento de cânceres que não ameaçariam a vida, pode impactar 
negativamente a qualidade de vida, causando disfunção sexual e urinária (US PREVENTIVE SERVICES 
TASK FORCE, 2018). Portanto, o Ministério da Saúde não recomenda o rastreamento populacional 
do câncer de próstata e sugere que homens que desejam fazer exames de rastreio discutam os 
possíveis benefícios e riscos com seus médicos.
É importante que a rede de atenção à saúde seja organizada para investigar e tratar rapidamente 
casos suspeitos de câncer de próstata. Além disso, a disseminação de informações sobre a importância 
de procurar atendimento médico deve ser promovida. Medidas preventivas, como controle do tabaco, 
redução do consumo de álcool, atividade física e alimentação saudável, também podem reduzir o 
risco de câncer (WHO, 2020).
RECOMENDA-SE AOS GESTORES DE SAÚDE:
1) Organizar a rede de atenção à saúde, com foco na Atenção Primária à Saúde, para investigar 
rapidamente queixas urinárias em homens.
2) Disseminar informações sobre a importância dos homens procurarem assistência médica, 
independentemente da idade.
3) Informar homens que desejam realizar exames de rastreio sobre os benefícios e riscos do 
rastreamento, promovendo a decisão compartilhada.
4) Evitar campanhas para convocar homens assintomáticos para rastreamento com PSA e/ou toque 
retal.
5) Capacitar profissionais de saúde da Atenção Primária à Saúde sobre o câncer de próstata.
6) Fortalecer a educação e comunicação em saúde direcionadas à população masculina sobre 
autocuidado e prevenção de doenças.
7) Fornecer orientações por meio de publicações institucionais.
NEOPLASIA DE PRÓSTATA
RESUMO
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CLINÍCA MÉDICA
MONONUCLEOSE
1
MONONUCLEOSE
CHECKLIST
AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS INSTRUÇÕES 
PARA O(A) PARTICIPANTE
CENÁRIO DE ATUAÇÃO: 
Unidade básica de saúde.
DESCRIÇÃO DO CASO: 
Uma jovem de 15 anos vem para consulta. 
A UNIDADE POSSUI: 
• Laboratório de análises clínicas;
ATENÇÃO
O PACIENTE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADO DURANTE O ATENDIMENTO!
NOS PRÓXIMOS 10 MINUTOS, VOCÊ DEVERÁ EXECUTAR AS TAREFAS A 
SEGUIR: 
1) Realizar a anamnese do paciente. 
2) Solicitar e interpretar o exame físico e sinais vitais. 
3) Solicitar, se necessário, exame (s) laboratorial (ais) e/ou de imagem.
4) Estabelecer hipótese (s) diagnóstica (s).
5) Criar um plano terapêutico.
ATENÇÃO
VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA ACIMA.
2
IMPRESSO 1
SINAIS VITAIS:
Frequência cardíaca: 105 batimentos por minuto. 
Pressão arterial: 120x80 mmHg. 
Frequência respiratória: 12 incursões respiratórias por minuto. 
Temperatura axilar: 38,2°C. 
Saturação: 92% de oxigênio em ar ambiente. 
Peso: 60 Kg 
Altura: 1,65 m 
IMC: 22 Kg/m2
EXAME FÍSICO: 
Linfonodomegalia cervical, principalmente em cadeia posterior.
Paciente em regular estado geral, corada, febril, acianótico, anictérico e hidratado; alerta, orientado 
no tempo e espaço. 
AR: Ausculta respiratória com murmúrio vesicular presente bilateralmente, sem ruídos adventícios. 
ACV: Ritmo cardíaco regular em dois tempos, com bulhas normofonéticas; sem sopro.
Abdome: plano, flácido, normotenso, ruídos hidroaéreos normoativos; indolor à palpação, espaço 
de traube ocupado/maciço
Sem edema de membros inferiores e com boa perfusão periférica
Exame neurológico: NORMAL
ATENÇÃO
MONONUCLEOSE
CHECKLIST
3
IMPRESSO 2
Oroscopia: 
ATENÇÃO
MONONUCLEOSE
CHECKLIST
4
IMPRESSO 3: 
Exame físico dermatológico: 
ERUPÇÃO CUTÂNEA NÃO PRURIGINOSA EM TRONCO E EM MEMBROS SUPERIORES.
MONONUCLEOSE
CHECKLIST
5
IMPRESSO 4: 
Hemoglobina: 12,5 g/dL (valor de referência: 12,0 - 16,0 g/dL); 
Hematócrito: 38% (valor de referência: 36% - 46%); 
Leucócitos: 6500/mcl (valor de referência: 6 000 a 10 000/mcl), 
Linfócitos: 3575/mcl 55% ( valor de referência 20% - 40%), com presença de linfócitos atípicos. 
Plaquetas: 200.000/mcl (valor de referência: 150 a 400 x 10³/mcl)
Teste rápido para HIV: Negativo
SOROLOGIA PARA EPSTEIN-BARR: POSITIVA
ATENÇÃO
MONONUCLEOSE
CHECKLIST
6
FALAS DO ATOR
• Você está passando em consulta por quadro de uma semana de astenia progressiva, dor de 
garganta e febre diária. 
• Relatar que inicialmente era apenas quadro de dor de garganta. 
• Medicação de uso contínuo: Nega 
• Antecedentes familiares: Pai com HAS e mãe com hipotireoidismo. 
• Se questionado sobre antecedente pessoal: Nega
• Se questionado se bebe/fuma: Nega 
• Se questionado se usa drogas ilícitas: Nega 
• Se questionado sobre relação desprotegida: Não é sexualmente ativa. 
• Se questionada sobre rash, manchas na pele: Relatar que apresenta um vermelhão na pele, 
que não coça.
MONONUCLEOSE
CHECKLIST
7
ITENS DE DESEMPENHO 
AVALIADOS INADEQUADO
PARCIALMENTE 
ADEQ
ADEQUADO
ANAMNESE
1.1 Cumprimenta o paciente (1), se 
identifica de maneira cordial (2), 
identifica o paciente (3) e pergunta o 
motivo da vinda ao atendimento (4).
Adequado: realiza as quatro ações.
Parcialmente adequado: realiza duas 
ou três ações.
Inadequado: realiza apenas uma ou 
nenhuma ação.
0,0 0,125 0,25
1.2. Estabelece contato visual (1), 
mantém postura de empatia ao longo 
do atendimento (2), evita “culpabilizar” 
o paciente pelo seu quadro atual (3) 
e usa linguagem acessível evitando 
termos técnicos de difícil compreensão 
(4).
Adequado: realiza as quatro ações.
Parcialmente adequado: realiza duas 
ou três ações.
Inadequado: realiza apenas uma ou 
nenhuma ação.
0,0 0,125 0,25
1.3 Questionar sobre antecedentes 
pessoais/comorbidades, antecedentes 
familiares e medicamentos de uso 
contínuo. 
Inadequado: nenhum dos dois
Parcialmente adequado: 1 item 
Adequado: Os dois itens
0 0,25 0,5
MONONUCLEOSE
CHECKLIST
8
ITENS DE DESEMPENHO 
AVALIADOS INADEQUADO
PARCIALMENTE 
ADEQ
ADEQUADO
ANAMNESE
1.4 Questiona sobre duração dos 
sintomas, presença de febre, astenia, 
sintomas associados. 
Adequado: Questiona os 3 itens 
Parcialmente adequado: 1-2
Inadequado: Nenhum item. 
0 0,5 1,0
1.5 Questiona sobre sintomas/
manifestações cutâneas. 
Adequado: Questiona
Inadequado: Não questiona. 
0 1,0
1.6 Questiona sobre vida sexual e uso 
de drogas lícitas e ilícitas. 
Adequado: Questiona
Inadequado: Não questiona
0 1,0
EXAME FÍSICO
2.1 Solicita exame físico ao examinador
Adequado: Solicita
Inadequado: Não solicita
0 - 0,5
2.2 Solicita oroscopia. 
Adequado: Solicita
Inadequado: Não solicita
0 - 0,75
2.3 Solicita exame físico dermatológico. 
Adequado: Solicita
Inadequado: Não solicita
0 - 0,5
MONONUCLEOSE
CHECKLIST
9
ITENS DE DESEMPENHO 
AVALIADOS INADEQUADO
PARCIALMENTE 
ADEQ
ADEQUADO
EXAMESCOMPLEMENTARES
3.1 Solicita teste rápido para HIV ou 
Western Blot ou Sorologia para HIV 
Adequado: Solicita
Inadequado: Não solicita
0 - 0,75
3.2 Solicita sorologia para Epstein-Barr 
Adequado: Solicita
Inadequado: Não solicita
0 - 0,75
3.3 Solicita hemograma completo. 
Adequado: Solicita
Inadequado: Não solicita
0 - 0,75
HIPÓTESE DIAGNÓSTICA 
4.1 Faz diagnóstico de mononucleose 
infecciosa
Adequado: Faz
Inadequado: Não faz
0 - 0,75
CONDUTA
5.1 Explica o diagnóstico à paciente. 
Adequado:Explica 
Inadequado:Não explica 
0 - 0,5
5.2 Não indica antibiótico
Adequado: Não indica
Inadequado: Indica antibiótico
0 - 0,5
5.3 Prescreve analgésicos e/ou 
antiinflamatórios sintomáticos para 
controle de dor e febre: Dipirona, 
paracetamol. 
Adequado: Prescreve 
Inadequado:Não prescreve
0 - 0,5
5.4 Realiza adequadamente a sequência 
das tarefas, conforme solicitado nas 
orientações ao participante. 
Adequado: realiza. 
Inadequado: não realiza.
0 - 0,25
MONONUCLEOSE
CHECKLIST
10
RESUMO
DEFINIÇÃO: 
A mononucleose infecciosa é uma doença viral causada principalmente pelo vírus Epstein-Barr 
(EBV), pertencente à família Herpesviridae. É comumente transmitida pela saliva, por isso também 
é conhecida como a "doença do beijo". 
QUADRO CLÍNICO:
O período de incubação varia de 4 a 8 semanas. Os sintomas clássicos incluem:
• Febre: Frequentemente com duração de 1 a 2 semanas.
• Faringite: Comumente acompanhada de exsudato amigdalino.
• Linfadenopatia cervical: Posterior, frequentemente dolorosa.
• Hepatoesplenomegalia: é comum, sendo que a esplenomegalia pode resultar em risco de ruptura 
esplênica.
• Fadiga e mal-estar intenso são características marcantes, e podem persistir por semanas a meses.
• Exantema pode ocorrer, especialmente após o uso de antibióticos como amoxicilina ou ampicilina, 
comumente administrados de forma inadvertida devido à confusão com faringites bacterianas.
DIAGNÓSTICOS DIFERENCIAIS: 
A mononucleose infecciosa pode ser confundida com outras condições que cursam com febre, 
linfadenopatia e faringite, como:
• Faringite estreptocócica
• Citomegalovírus (CMV)
• Toxoplasmose
• HIV na fase aguda.
• Linfoma
DIAGNÓSTICO:
O diagnóstico da mononucleose infecciosa é feito com base na história clínica, exame físico e exames 
laboratoriais. Os testes incluem:
• Hemograma: leucocitose com linfocitose absoluta e presença de linfócitos atípicos.
• Teste rápido de anticorpos heterófilos (teste de Paul-Bunnell ou "monospot"): sensível em 
adolescentes e adultos, mas pode ser falso-negativo em crianças.
• Sorologia para EBV: pesquisa de anticorpos contra o antígeno do capsídeo viral (anti-VCA IgM e 
IgG) e contra o antígeno nuclear (anti-EBNA), útil para confirmação.
MONONUCLEOSE
RESUMO
11
TRATAMENTO:
O tratamento é majoritariamente sintomático, uma vez que a infecção é autolimitada:
• Repouso e ingestão hídrica adequada.
• Analgésicos e antitérmicos, como paracetamol ou ibuprofeno, para controle de dor e febre.
• Corticosteroides podem ser indicados em casos de complicações, como obstrução das vias aéreas 
por edema amigdaliano, trombocitopenia grave ou anemia hemolítica.
• Evitar esportes de contato ou atividades vigorosas durante pelo menos 3 a 4 semanas para 
prevenir ruptura esplênica.
MONONUCLEOSE
RESUMO
O QUE ACHOU
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GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA
MOLÉSTIA TROFOBLÁSTICA 
GESTACIONAL
1
MOLÉSTIA TROFOBLÁSTICA GESTACIONAL
CHECKLIST
AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS INSTRUÇÕES 
PARA O(A) PARTICIPANTE
CENÁRIO DE ATUAÇÃO: 
Unidade de Atenção secundária: ambulatorial e hospitalar.
DESCRIÇÃO DO CASO: 
Você está de plantão em um pequeno pronto socorro geral, quando dá entrada na emergência, 
gestante de 28 anos, com queixa de sangramento vaginal, náuseas e vômitos.
A UNIDADE POSSUI: 
• Laboratório de análises clínicas;
• Sala de medicação.
ATENÇÃO
O PACIENTE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADO DURANTE O ATENDIMENTO!
NOS PRÓXIMOS 10 MINUTOS, VOCÊ DEVERÁ EXECUTAR AS TAREFAS A 
SEGUIR: 
1) Realizar a anamnese;
2) Indicar exames complementares de rastreio se necessário;
3) Orientar paciente sobre hipótese diagnóstica e explicar a conduta.
ATENÇÃO
VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA ACIMA.
2
IMPRESSO 1 
EXAME FÍSICO E SINAIS VITAIS
• REG, Descorada 2+/4+,
• Deshidratada 2+/4+, anictérica, acianótica, afebril.
• AP: MV+ Bilateralmente sem RA
• ACV: BRNF 2T SS
• Restante do exame físico geral sem alterações, incluindo dados vitais.
ATENÇÃO
MOLÉSTIA TROFOBLÁSTICA GESTACIONAL
CHECKLIST
3
IMPRESSO 2 
EXAME FÍSICO OBSTÉTRICO
• Altura uterina: 22cm
• Ausência batimentos cardíacos fetais
• Especular: moderada quantidade de sangue coletado em recesso vaginal posterior. Presença 
de sangramento ativo pelo orifício externo do colo uterino, com as características abaixo:
Toque vaginal bimanual: colo uterino entreaberto. 
ATENÇÃO
MOLÉSTIA TROFOBLÁSTICA GESTACIONAL
CHECKLIST
4
IMPRESSO 3
USG revelando conteúdo na cavidade uterina semelhante à flocos de neve, sem visualização de 
embrião ou feto.
ATENÇÃO
MOLÉSTIA TROFOBLÁSTICA GESTACIONAL
CHECKLIST
5
FALAS DO ATOR
• Sangramento vaginal intenso com saída de bolhas, vermelho vivo há poucas horas e muita ânsia 
de vômitos há dias.
• Referir que está grávida se questionada; 
• Ciclos menstruais regulares; DUM há quase quatro meses (não lembra a data exata mas médico 
da UBS disse que hoje estava fazendo 14 semanas) 
• Nega fatores de melhora ou piora do sangramento vaginal.
• Nega uso prévio de ACO ou DIU, nega gravidez prévia; 
• DUM: ? (não lembra, porque está muito nervosa);
• Nenhuma gestação ou abortos prévios;
• Nega todas as comorbidades, tabagismo ou alcoolismo. 
MOLÉSTIA TROFOBLÁSTICA GESTACIONAL
CHECKLIST
6
ITENS DE DESEMPENHO 
AVALIADOS
INADEDUADO
PARCIALMENTE 
ADEQUADO
ADEQUADO
ANAMNESE
1. Apresentação: (1) identifica-se e 
cumprimenta o paciente simulado; 
(2) pergunta algum dado de 
identificação (nome, idade, estado 
civil).
 
Adequado: realiza os DOIS 
procedimentos.
Parcialmente adequado: realiza 
apenas UM dos procedimentos. 
Inadequado: não realiza NENHUM 
dos procedimentos.
0 0,125 0,25
2. Questionou sobre motivo de 
consulta. 
Adequado: Questionou. 
Inadequado: Não questionou. 
0 0,5
3. Questionou sobre possível 
gestação. 
Adequado: Questionou. 
Inadequado: Não questionou. 
0 0,5
4. Questiona sobre DUM. 
Adequado: Questionou. 
Inadequado: Não questionou. 
0 0,5
5. Investigou a queixa principal 
e história da doença atual 
(buscando saber seu início, 
duração, intensidade e fenômenos 
associados). 
Adequado: Investigou. 
Inadequado: Não investigou. 
0 1,0
6. Questionou sobre antecedentes 
obstétricos (gestação e 
abortamento). 
Adequado: Questionou. 
Inadequado: Não questionou.
0 0,5
MOLÉSTIA TROFOBLÁSTICA GESTACIONAL
CHECKLIST
7
ITENS DE DESEMPENHO 
AVALIADOS
INADEDUADO
PARCIALMENTE 
ADEQUADO
ADEQUADO
EXAME FISICO
7. Solicita exame obstétrico, 
incluindo exame especular e toque 
vaginal. 
Adequado: Solicita o exame físico 
completo. 
Parcialmente adequado: solicita 
exame físico e específica especular 
OU toque vaginal. 
Inadequado: solicita apenas exame 
físico, sem especificar especular e 
toque vaginal. 
0 1,0
8. Avaliou intensidade do 
sangramento.
Adequado: Avalia como sangramento 
moderado/intenso. 
Inadequado: outros. 
0 0,5
9. Explicou à paciente seu quadro 
atual. 
Adequado: Explica. 
Inadequado: Não explica à paciente. 
0 0,5
EXAMES COMPLEMENTARES
10. Solicitou Beta hCG. 
Adequado: solicita. 
Inadequado: não solicita.0 1,0
11. Solicitou USG pélvica. 
Adequado: solicita. 
Inadequado: não solicita.
0 0,5
MOLÉSTIA TROFOBLÁSTICA GESTACIONAL
CHECKLIST
8
ITENS DE DESEMPENHO 
AVALIADOS
INADEDUADO
PARCIALMENTE 
ADEQUADO
ADEQUADO
DIAGNÓSTICO
12. Verbalizou hipótese 
diagnóstica.
 Adequado: MOLA HIDATIFORME 
ou MOLÉSTIA TROFOBLÁSTICA 
GESTACIONAL.
Inadequado: não realiza o 
diagnóstico. 
0 1,0
CONDUTA
13. Orienta sobre tratamentos 
possíveis. 
Adequado: Orienta possibilidade 
de internação ou transferência para 
hospital com retaguarda cirúrgica 
para esvaziamento da cavidade 
uterina. 
Inadequado: não indica o tratamento 
correto. 
0 0,5
14. Questionou dúvidas. 
Adequado: questiona 
Inadequado: não questiona
0 0,5
15. Realiza adequadamente a 
sequência das tarefas, conforme 
solicitado nas orientações ao (à) 
participante. 
Adequado: realiza. 
Inadequado: não realiza.
0 0,25
16. Explica riscos e necessidade de 
acompanhamento pós molar
Adequado: explica
Inadequado: não explica
0 1
MOLÉSTIA TROFOBLÁSTICA GESTACIONAL
CHECKLIST
9
RESUMO
DOENÇA TROFOBLÁSTICA GESTACIONAL
Pode ser não neoplásica ou neoplásica. DTG não neoplásica inclui sítio placentário exagerado, 
nódulo no sítio placentário e mola hidatiforme completa ou parcial. A neoplasia gestacional inclui 
mola invasiva, coriocarcinoma, tumor trofoblástico de localização placentária (PSTT) ou tumor 
trofoblástico epitelióide (TET). 
 As molas hidatiformes são os tipos mais comuns de doença trofoblástica gestacional. Uma mola 
completa geralmente tem um cariótipo 46,XX (raramente, um cariótipo 46,XY), mas ambos os 
conjuntos de cromossomos são de origem paterna. Após uma mola completa, 15 a 20 por cento 
dos pacientes desenvolvem neoplasia trofoblástica gestacional. 
MOLA HIDATIFORME 
DEFINIÇÃO
A mola hidatiforme (MH) faz parte de um grupo de doenças classificadas como doença trofoblástica 
gestacional (DTG), que se originam da proliferação anormal do trofoblasto. Os dois tipos distintos 
de MH, mola completa e mola parcial, têm diferentes cariótipos, histopatologia macroscópica e 
microscópica, apresentações clínicas e prognósticos. A neoplasia trofoblástica gestacional (NTG) 
é o subtipo de DTG que é invasivo ou metastático e inclui mola invasiva, coriocarcinoma, tumor 
trofoblástico de localização placentária e tumor trofoblástico epitelióide. (Veja 'Introdução' acima.)
QUADRO CLÍNICO
ANTES DA 10ª SEMANA 
Costuma ser assintomático ou apresentar-se com sangramento de primeiro trimestre + US 
semelhante de gestação anembrionada, incipiente ou aborto retido + 𝜷HCG muito mais elevado 
do que o esperado para a idade gestacional
APÓS A 10ª SEMANA 
Apresenta um quadro clínico florido: Sangramento vaginal intermitente e progressivo com 
eliminação de vesículas – “cachos em uva” - Complicações clínicas: hiperêmese gravídica, pré eclâmpsia 
antes da 20a semanas de idade gestacional e crise tireotóxica - 𝜷HCG muito mais elevado do que o 
esperado para a idade gestacional - Tamanho uterino maior do que o esperado para idade gestacional 
Imagem ultrassonográfica: imagem em “tempestade de neve”, ecos amorfos intrauterinos e Cistos 
tecaluteínicos nos ovário
MOLÉSTIA TROFOBLÁSTICA GESTACIONAL
RESUMO 
10
TRATAMENTO
A remoção cirúrgica do MH é o componente central do tratamento e pode ser realizada por 
esvaziamento uterino com curetagem ou AMIU ou histerectomia Para a maioria das pacientes, o 
esvaziamento uterino cirúrgico é preferido porque é eficaz, preserva a capacidade reprodutiva e é 
menos mórbida. 
Após o esvaziamento, devemos realizar o seguimento da paciente
Acompanhamento ambulatorial
O acompanhamento ambulatorial se faz com: 𝜷-hCG a cada 7 a 15 dias, exame ginecológico 
e anticoncepção. E deve ser repetido a cada 15 dias até se tornar indetectável por 3 dosagens 
consecutivas. Após, é realizado o acompanhamento mensal do 𝜷-hCG por mais seis meses para 
descartar possibilidade de neoplasia. 
O exame ginecológico busca metástases em vagina. A anticoncepção deve ser realizada SEMPRE 
pois se a paciente engravidar não conseguimos manter o acompanhamento do 𝜷-hCG. A principal 
escolha é o ACOH e o DIU é contraindicado nestes casos por risco de perfuração. 
NEOPLASIA TROFOBLÁSTICA GESTACIONAL 
É a forma maligna da doença trofoblástica 
• Diagnóstico: Curva anormal de regressão de 𝜷-hCG: 
 ◦ Elevação > 10% do 𝜷-hCG em 3 dosagens (D1, D7, D14) 
 ◦ Estabilização do 𝜷-hCG por 4 dosagens consecutiva ((D1, D7, D14, D21) 
 ◦ Surgimento de metástases sem sítio primário conhecido em mulher na menacme
MOLÉSTIA TROFOBLÁSTICA GESTACIONAL
RESUMO
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PEDIATRIA
MENINGOENCEFALITE
1
MENINGOENCEFALITE
CHECKLIST
AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS INSTRUÇÕES 
PARA O(A) PARTICIPANTE
CENÁRIO DE ATUAÇÃO: 
Atendimento de em pronto-socorro de pediatria de hospital secundário.
DESCRIÇÃO DO CASO: 
Você está em pronto socorro de pediatria e atende Laura, paciente de 5 anos, com queixa de vômitos 
e cefaleia há 1 dia.
A UNIDADE POSSUI: 
• Consultórios para atendimento;
• Sala de medicação;
• Sala de emergência;
• Internação em leito de enfermaria e UTI;
• Radiologia com radiografia, ultrassonografia e tomografia computadorizada;
• Laboratório de análises clínica.
ATENÇÃO
O PACIENTE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADO DURANTE O ATENDIMENTO!
NOS PRÓXIMOS 10 MINUTOS, VOCÊ DEVERÁ EXECUTAR AS TAREFAS A 
SEGUIR: 
1) Realize anamnese direcionada ao caso;
2) Solicite e interprete o exame físico;
3) Indique e descreva uma manobra semiológica essencial para o quadro clínico;
4) Solicite exames complementares;
5) Informe diagnóstico;
6) Oriente condutas.
ATENÇÃO
VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA ACIMA.
2
IMPRESSO 1 - EXAME FÍSICO
Paciente em regular estado geral, afebril, anictérica, acianótica, eupneica, descorada +, hidratada
Orofaringe sem alterações
Otoscopia sem alterações
Murmúrios vesiculares presentes bilateralmente sem ruídos adventícios, sem desconforto 
respiratório. FR 32 ipm, SatO2 98% em ar ambiente
Bulha rítmicas e normofonéticas em 2 tempos, sem sopros, pulsos cheios e simétricos, TEC 2 
segundos. FC 128 bpm, PA 94x48 mmHg
Ruídos hidroaéreos presentes, abdome flácido, sem massas ou VMG
Paciente irritada, chorosa. Glasgow 15, pupilas isocóricas e fotorreagentes, sem sinais neurológicos 
focais
Sem lesões de pele
MENINGOENCEFALITE
CHECKLIST
3
IMPRESSO 2 - SINAIS MENÍNGEOS
Presença de rigidez de nuca
Brundzinski e Kerning presentes
MENINGOENCEFALITE
CHECKLIST
4
IMPRESSO 3 - EXAMES LABORATORIAIS
Paciente : Laura 
Protocolo : 001.002.003
Idade : 5 anos
Solicitante : Mundo Revalida
HEMOGRAMA
Material: SANGUE
 Valores de referência
HEMOGLOBINA…...……………: 12,3 g/dL 9,0 a 14,0 g/dL
HEMATÓCRITO…………...……: 36,0% 35,0 A 45,0%
LEUCÓCITOS…………………..: 29 .000 mm³ 5000 a 19.500 mm³
BASTONETES …………………: 9%
SEGMENTADOS……………….: 41% 
LINFÓCITOS……………………: 36% 
MONÓCITOS…….………...…...: 8% 
EOSINÓFILOS...………………..: 1%
BASÓFILOS……………………..: 1%
PLAQUETAS…………………….: 400.000 mm³ 150.000 a 450.000 mm³
PROTEÍNA C REATIVAMaterial: SANGUE
PCR………………: 390 mg/L sequelas neurológicas são comuns dentre os que 
sobrevivem 
PATOGÊNESE
• Colonização da nasofaringe --> invasão hematogênica do SNC
• Entrada direta: infecção contígua (sinusite, mastoidite), trauma / NC / fístula liquórica, dispositivos 
(implante coclear, DVP)
• Invasão do SNC por bacteremia de outro sítio de infecção ou bacteremia em defeitos da imunidade
MICROBIOLOGIA
• 3 MESES: S.pneumoniae e N.meningitidis --> 60-70% dos casos 
• Após a introdução da vacina para Hib e Pneumo, a incidência de meningite bacteriana reduzir 
em todos os grupos, exceto os complicada com edema 
cerebral 
APRESENTAÇÃO
• Maioria com febre, sinais e sintomas de inflamação meníngea > geralmente precedidos de 
sintomas de IVAS 
• Tríade clássica (rigidez de nuca + febre + alteração de estado mental) = MINORIA
• LACTENTES: febre ou hipotermia, letargia, baixa aceitação alimentar, irritabilidade, fontanela 
abaulada, vômitos, diarreia, desconforto respiratório, crise convulsiva, icterícia 
• CRIANÇAS E ADOLESCENTES: febre, cefaleia, rigidez de nuca, fotofobia, vômitos, confusão, 
letargia, irritabilidade
• SINAIS MENÍNGEOS: rigidez de nuca (tardio em crianças jovens), cefaleia, fotofobia, irritabilidade 
--> presente na admissão na maioria dos casos (60-80%)
 ◦ Sinal de Kerning: positivo se paciente em posição supina com quadril e joelho dobrados a 90o 
não consegue estender o joelho mais que 135o e/ou se tem flexão do joelho oposto
 ◦ Sinal de Brudzinski: positivo se paciente em posição supina flete as extremidades inferiores 
durante tentativa de flexão passiva de pescoço 
 ◦ Rigidez de nuca presente em outros acometimentos
• ACHADOS CUTÂNEOS: petéquias e púrpuras podem ocorrer com qualquer meningite bacteriana, 
mas são mais comuns nas meningocócicas --> mais pronunciado nas extremidades e pode ser 
precedido de erupção maculopapularEXAMES COMPLEMENTARES
LABORATÓRIO
• Hemocultura: positiva em 60-85% dos casos 
• Hemograma 
• Marcadores inflamatórios: PCR / procalcitonina 
• Eletrólitos, glicose, função renal: avaliar status volêmico
• Coagulograma
• Lactato 
MENINGOENCEFALITE
RESUMO 
13
LÍQUOR
• Sempre realizar em crianças com suspeita e considerar naqueles com bacteremia e febre persiste 
mesmo na ausência de sinais meníngeos 
• CELULARIDADE: pleocitose com predomínio de neutrófilos / Geralmente > 1000 / No quadro 
inicial no qual há invasão bacteriana mas antes de ter resposta inflamatória, a contagem pode 
ser mais baixa / Pleocitose ausente em crianças com defeito da imunidade inata 
• GLICOSE E PROTEÍNA: glicose principalmente em casos de 
meningite meningocócica no qual o LCR é rapidamente esterilizado após uso de ATB parenteral
NEUROIMAGEM: indicação de imagem antes do LCR --> RNC, papiledema, déficit neurológico focal, 
história de hidrocefalia, trauma ou neurocirurgia recente, shunt liquórico 
MANEJO GERAL
SUPORTE
• O2 conforme necessidade
• Acesso venoso
• Tratamento de distúrbios metabólicos 
• Tratamento de crise convulsiva se presente
DEXAMETASONA
• Uso para evitar perda auditiva e outras complicações neurológicas é incerto
• Início no momento da infusão do antibiótico ou antes 
ANTIBIOTICOTERAPIA
• Meningococo + pneumococo resistente a penicilina --> vancomicina 60 mg/kg/dia (??)+ 
ceftriaxone 100 mg/kg/dia 
QUIMIPROFILAXIA
• N.meningitidis:
 ◦ Rifampicina 12/12h por 2 dias 
 ◦ Ciprofloxacino dose única
 ◦ Ceftriaxone IM dose única 
MENINGOENCEFALITE
RESUMO 
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imensamente gratos. Sua opinião é fundamental para nós, pois 
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PEDIATRIA
MASSA ABDOMINAL
1
MASSA ABDOMINAL
CHECKLIST
AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS INSTRUÇÕES 
PARA O(A) PARTICIPANTE
CENÁRIO DE ATUAÇÃO: 
Atendimento de pronto socorro de pediatria em hospital secundário.
DESCRIÇÃO DO CASO: 
Você está em atendimento de pronto socorro de pediatria e atende Danilo, 3 anos, acompanhado 
da mãe com história de massa abdominal há 1 semana.
A UNIDADE POSSUI: 
• Consultórios para atendimento;
• Sala de medicação;
• Sala de emergência;
• Internação em leito de enfermaria e UTI;
• Radiologia com radiografia simples e ultrassonografia;
• Laboratório de análises clínica.
ATENÇÃO
O PACIENTE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADO DURANTE O ATENDIMENTO!
NOS PRÓXIMOS 10 MINUTOS, VOCÊ DEVERÁ EXECUTAR AS TAREFAS A 
SEGUIR: 
1) Realize anamnese direcionada ao caso 
2) Solicite e interprete o exame físico
3) Solicite exames complementares
4) Informe hipótese diagnóstica 
5) Informe principal diagnóstico diferencial
6) Oriente condutas
ATENÇÃO
VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA ACIMA.
2
IMPRESSO 1 - CADERNETA DA CRIANÇA
Nome: Fernanda Souza
Antecedentes gestacionais: gestação não planejada, com acompanhamento pré-natal inadequado 
(4 consultas), sem uso de medicações ou suplementações vitamínicas. Sorologias sem alterações. 
Mãe G4P4A0
Parto: Cesáreo por DPP, 34 semanas, boa vitalidade ao nascimento, sem necessidade de manobras 
de reanimação neonatal. Apgar 8/9/10
Antecedentes perinatais: teste do olhinho, coraçãozinho e orelhinha sem alterações. Teste do 
pezinho normal. Alta com 5 dias de vida. Queda coto umbilical com 10 dias de vida. 
Vacinação: atualizada para faixa etária
MASSA ABDOMINAL
CHECKLIST
3
IMPRESSO 2 - EXAMES LABORATORIAIS
Paciente : Danilo 
Protocolo : 001.002.003
Idade : 3 anos
Solicitante : Mundo Revalida
HEMOGRAMA
Material: SANGUE
 Valores de referência
HEMOGLOBINA…...……………: 13,1 g/dL 9,0 a 14,0 g/dL
HEMATÓCRITO…………...……: 38,0% 35,0 A 45,0%
LEUCÓCITOS…………………..: 8 .000 mm³ 5000 a 19.500 mm³
BASTONETES …………………: 0%
SEGMENTADOS……………….: 40% 
LINFÓCITOS……………………: 50% 
MONÓCITOS…….………...…...: 5% 
EOSINÓFILOS...………………..: 2%
BASÓFILOS……………………..: 3%
PLAQUETAS…………………….: 312.000 mm³ 150.000 a 450.000 mm³
PROTEÍNA C REATIVA
Material: SANGUE
PCR………………: 15 mg/LINADEQUADO
PARCIALMENTE 
ADEQ
ADEQUADO
EXAMES COMPLEMENTARES
3.1 Solicita exames laboratoriais
hemograma
função renal 
urina tipo I
marcadores inflamatórios
coagulograma
Adequado: pergunta 4 ou 5 
Parcialmente adequado: pergunta 3 
Inadequado: pergunta 2 ou menos
0 0,5 1,0
3.2 Solicita exame de imagem: 
ultrassonografia de abdome 
Adequado: solicita adequadamente
Parcialmente: não solicita 
adequadamente 
0 0,5
DIAGNÓSTICO
4.1 Informa hipótese diagnóstica: 
tumor de wilms / nefroblastoma
Adequado: informa hipótese 
adequada 
Inadequado: não informa
0 1,0
4.2 Informa principal diagnóstico 
diferencial: neuroblastoma
Adequado: informa hipótese 
adequada 
Inadequado: não informa
0 0,5
MASSA ABDOMINAL
CHECKLIST
8
DESEMPENHO OBSERVADO INADEQUADO
PARCIALMENTE 
ADEQ
ADEQUADO
CONDUTA
5.1 Solicita avaliação da oncologia 
pediátrica
Adequado: solicita adequadamente
Inadequado: não solicita 
adequadamente
0 0,5
5.2 Solicita avaliação da cirurgia 
pediátrica
Adequado: solicita adequadamente
Inadequado: não solicita 
adequadamente
0 0,5
5.3 Esclarece dúvidas: sem indicação 
de biópsia
Adequado: esclarece de forma 
adequada
Inadequado: não esclarece de forma 
adequada
0 0,5
5.4 Realiza as tarefas na ordem 
solicitada
0 0,5
MASSA ABDOMINAL
CHECKLIST
9
FALAS DO ATOR
• Danilo, 3 anos
• Há 1 semana mãe estava dando banho no paciente quando notou massa em região de abdome 
a esquerda, de aproximadamente 10 cm, não ultrapassa linha média
• Sem dor local, sem perda de peso, febre, astenia, alteração do estado geral
• Nega alteração da diurese e evacuação
• Nega comorbidades, uso de medicamentos, alergias, internações prévias ou cirurgias
• Após o candidato informar hipótese diagnóstica e conduta, perguntar sobre necessidade de 
bióspia
MASSA ABDOMINAL
CHECKLIST
10
RESUMO
TUMOR DE WILMS / NEFROBLASTOMA: 
• Maioria em menores de 5 anos. 
• Caracteriza-se por massa abdominal que não passa linha média, hematúria e HAS, geralmente 
não associada a perda de peso ou queda do estado geral importante. 
• No diagnóstico evitar fazer biópsia pelo risco de disseminação tumoral 
• USG de abdome é o exame inicial de avaliação 
NEUROBLASTOMA: 
• maioria em menores de 5 anos. 
• Neoplasia com origem em células do sistema nervoso simpático (gânglios paravertebrais ou 
adrenal). A
• presentação clínica mais comum é de distensão ou massa abdominal que pode passar linha 
média, proptose ou equimose periorbitária por infiltração, do óssea, pancitopenia, febre, 
hipertensão, irritabilidade, perda de peso, síndrome de opsoclonus-mioclonus-ataxia
HEPATOBLASTOMA: 
• 80% das neoplasias de fígado na infância, sendo mais comum de 6 meses a 3 anos.
• Caracteriza-se por massa hepática ou hepatomegalia associada a anorexia, perda de peso, 
anemia, raramente com disfunção hepática associada. 
• Na investigação laboratorial encontra-se a alfafetoproteína elevada.
MASSA ABDOMINAL
RESUMO
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PREVENTIVA
MALÁRIA
1
MALÁRIA
CHECKLIST
AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS INSTRUÇÕES 
PARA O(A) PARTICIPANTE
CENÁRIO DE ATUAÇÃO: 
UPA.
DESCRIÇÃO DO CASO: 
N.B.N, 27 anos, procura pronto atendimento com queixa de febre intensa e dor. refratárias ao uso 
de paracetamol.
A UNIDADE POSSUI: 
• Consultórios para atendimento;
• Laboratório de análises clínicas;
• Leito de internação;
• Medicações disponíveis.
ATENÇÃO
O PACIENTE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADO DURANTE O ATENDIMENTO!
NOS PRÓXIMOS 10 MINUTOS, VOCÊ DEVERÁ EXECUTAR AS TAREFAS A 
SEGUIR: 
1) Realizar a anamnese; 
2) Interpretar e verbalizar achados no exame físico e em laudos de exames complementares; 
3) Formular e comunicar a(s) hipótese(s) diagnóstica(s); 
4) Indicar verbalmente conduta(s) e dar orientações à paciente.
ATENÇÃO
VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA ACIMA.
2
IMPRESSO 1 - EXAME FÍSICO E SINAIS VITAIS
EXAME FÍSICO 
• MUCOSAS HIPOCORADAS, DESIDRATADAS +/4+, ECLERAS ICTÉRICAS +/4+
• LOTE
• AP: MVUA SEM RUÍDOS 
• AC: BCNF SEM SOPROS
• ABDOME: PLANO, RHA+, NÃO DOLOROSO A PALPAÇÃO, BAÇO PALPÁVEL A 2CM DO REBORDO 
COSTAL 
• EXTREMIDADES: TECde gestação.
A UNIDADE POSSUI: 
• Pronto socorro;
• Centro de parto normal.
 ◦ Laboratório de análises clínicas;
 ◦ Sala de medicação.
ATENÇÃO
O PACIENTE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADO DURANTE O ATENDIMENTO!
NOS PRÓXIMOS 10 MINUTOS, VOCÊ DEVERÁ EXECUTAR AS TAREFAS A 
SEGUIR: 
1) Realize o exame físico se necessário;
2) Verbalize a conduta e as orientações.
ATENÇÃO
VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA ACIMA.
2
IMPRESSO 1 - EXAME FISICO E SINAIS VITAIS
Exame físico geral: sem alterações
Altura uterina: 35 cm
Manobras de Leopold: situação longitudinal, posição esquerda, apresentação cefálica e insinuada
ATENÇÃO
TRABALHO DE PARTO (FÓRCIPE)
CHECKLIST
3
IMPRESSO 2
BCF: 148 bpm
DU: 5 contrações fortes em 10 minutos
Toque vaginal: colo fino, pérvio para 10 centímetros, cefálico, bolsa rota com saída de líquido claro 
com grumos, plano +3 de De Lee
ATENÇÃO
TRABALHO DE PARTO (FÓRCIPE)
CHECKLIST
4
ATENÇÃO
TRABALHO DE PARTO (FÓRCIPE)
CHECKLIST
IMPRESSO 2
5
FALAS DO ATOR:
• Você assume o plantão em uma pequena maternidade, onde está internada, em trabalho de 
parto, paciente de 23 anos, primigesta com 38 semanas de gestação.
• Se questiona sobre alguma queixa, mencionar: " Estou com muitas contrações, e são muito 
fortes". 
• Se questiona sobre avaliações prévias, mencionar: " De hora em hora estão ouvindo o coração 
do meu bebê, mas o último toque me fizeram tem 3 horas".
• Se questionada alterações ocorridas depois da última avaliação: dor, perda de líquido, 
sangramento vaginal, disúria, mencionar: "Não estou sentindo nada de diferente, além das 
contrações que estão aumentando cada vez mais.
TRABALHO DE PARTO (FÓRCIPE)
CHECKLIST
6
ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INAD. PARC. ADQ.
ANAMNESE
1. Apresentação: (1) identifica-se e (2) cumprimenta o paciente 
simulado.
Adequado: realiza os DOIS procedimentos. Parcialmente 
adequado: realiza apenas UM dos procedimentos. 
Inadequado: não realiza NENHUM dos procedimentos.
0 0,125 0,25
2. Questiona se está com alguma queixa.
 Adequado: pergunta. 
Inadequado: não pergunta.
0 0,5
3. Questiona quando foi a última avaliação. 
Adequado: questiona. 
Inadequado: não questiona.
0,5
4. Investiga alterações ocorridas depois da última avaliação: 
dor, perda de líquido, sangramento vaginal, disúria. 
Adequado: Investiga. 
Inadequado: não investiga.
0 0,5
EXAME FÍSICO
5. Verbaliza/realiza iniciativa de realizar o exame obstétrico.
• Palpação obstétrica: fundo, flancos, manobras de Leopold, 
hipogátrio/escava bimanual. (0,5)
• Mede corretamente altura uterina. (0,50)
• Realiza ausculta no lado do dorso fetal. (1,0)
0 0,5 1,0
CONDUTA
6. Explica sobre o trabalho de parto e os direitos da 
parturiente. 
Adequado: pode escolher a via de parto durante o trabalho de 
parto, se não entrou em trabalho de parto, pela lei, não pode 
escolher. 
Inadequado: Não realiza a explicação inadequada.
0 1,0
7. Realiza o exame de toque vaginal.
Adequado: realiza. 
Inadequado: Não realiza.
0 1,0
TRABALHO DE PARTO (FÓRCIPE)
CHECKLIST
7
ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INAD. PARC. ADQ.
CONDUTA
8. Pede o partograma. 
Adequado: pede. 
Inadequado: Não pede.
0 1,0
9. Faz o diagnóstico de período pélvico prolongado
Adequado: faz.
Inadequado: não faz.
0 1,0
10. Indica o parto fórcipe.
Adequado: indica.
Inadequado: não indica.
0 1,0
11. Explica que a indicação de tipo de parto é uma conduta 
médica. 
Adequado: Explica. 
Inadequado: Não explica.
0 1,0
12. Tranquiliza a paciente, esclarecendo suas dúvidas. 
Adequado: Questiona se tem dúvidas. 
Inadequado: Não questiona. 
0 1,0
13. Realiza adequadamente a sequência das tarefas, conforme 
solicitado nas orientações ao (à) participante. 
Adequado: realiza. 
Inadequado: não realiza.
0 0,25
TRABALHO DE PARTO (FÓRCIPE)
CHECKLIST
8
RESUMO
INTRODUÇÃO
Existem três elementos do parto: a força motora (contração uterina), o objeto ou móvel (feto) e 
o trajeto (bacia). Se não houver nenhum problema nesses três elementos, temos o parto eutócico 
(contração empurra feto para bacia). Agora, se existir algum problema em algum dos elementos 
do parto, estamos diante de uma distócia. Se o problema for no objeto ou móvel, é uma distócia 
fetal. Se o problema estiver no trajeto, é uma distócia óssea. E se estiver na força motora, é uma 
distócia funcional.
O trabalho de parto apresenta fases clínicas e tempos de mecanismo do parto, cujo objetivo é 
expulsar o feto da cavidade uterina.
FASES CLÍNICAS OU PERÍODOS CLÍNICOS DO TRABALHO DE PARTO:
• primeiro período - dilatação
• segundo período - expulsão
• terceiro período - dequitação
• “quarto período” - Greenberg, ou pós-parto imediato
TRABALHO DE PARTO (FÓRCIPE)
RESUMO
9
ANÁLISE DE TRABALHO DE PARTO
• dilatação cervical na fase de latência
• fase ativa 
 ◦ aceleração
 ◦ dilatação máxima 
 ◦ desaceleração - descida do polo cefálico ocorre mais aqui até a expulsão
• período expulsivo 
FASE DE LATÊNCIA 
Contrações regulares, mais espaçadas
Incômodo / dor progressiva
Modificações cervicais de progresso lento (até 4 - 5 cm)
Pode demorar horas ou dias (duração variável entre mulheres e entre gestações)
Nosso objetivo como profissionais de saúde é orientar e diminuir a ansiedade
Internação proibida nessa fase: demora muito a evolução, pode gerar indicação iatrogênica de 
cesárea 
FASE ATIVA DO TRABALHO DE PARTO
CONTRAÇÕES DOLOROSAS E RÍTMICAS 
• 2-3 contrações em 10 minutos → com duração de 50-60 segundos 
Dilatação do colo: 4cm apagado ou 5cm
Formação da bolsa das águas - porção inferior do âmnio, preenchida por líquido amniótico, na 
frente da apresentação fetal 
TRABALHO DE PARTO (FÓRCIPE)
RESUMO
10
Cuidados na Admissão
Anamnese completa
Exame físico geral e obstétrico 
Exames pré-natais 
Avaliação de peso fetal clinicamente ou com USG 
Avaliação do canal de parto:
• pelvimetria interna e externa
 ◦ conjugado obstétrico e diagonal 
 ◦ ângulo subpúbico
 ◦ biciático
Determinação do peso fetal
• indiretamente pela AU ou palpação obstétrica
PROFILAXIA PARA ESTREPTOCOCO DO GRUPO B
• Repercussão neonatal grave: 
 ◦ Sepse neonatal precoce
 ◦ Meningite e pneumonia 
 ◦ Mortalidade neonatal
• Rastreamento universal 
 ◦ 35 a 37 semanas 
 ◦ Cotonete na região perianal e vaginal
 ◦ 15-40% das gestantes são portadoras, e não apresenta repercussão para a gestante
• Indicações da profilaxia:
 ◦ Cultura positiva / Bacteriúria (GBS) na gestação atual
 ◦ História de RN com infecção precoce
 ◦ Sem pesquisa pré-natal + fator de risco (febre, bolsa rota > 18h ou parto pré-termo)
 ◦ Feita com ampicilina/ penicilina cristalina 1 dose de ataque + dose de manutenção, permanecendo 
até o parto
TRABALHO DE PARTO (FÓRCIPE)
RESUMO
11
TRICOTOMIA E ENEMA ROTINEIROS
Supostos benefícios
• Higiene, redução de infecções
• Maior facilidade na sutura perineal
Evidência atuais
• Não alteram a morbidade infecciosa
• O uso do enema aumenta contaminação com fezes líquidas
• Em procedimentos cirúrgicos o intervalo maior de uma hora, entre tricotomia e incisão, aumenta 
o risco de infecção
• só é indicado na região da cirurgia/incisão em caso de cesárea 
ALIMENTAÇÃO
Resultados maternos e neonatais semelhantes na restrição ou não de alimentação (sólidos e líquidos) 
para gestantes de baixo risco
O ideal é alimentos em pequena quantidade e com alto valor energético
MONITORAÇÃO DA ATIVIDADE UTERINA: 
Avaliar tônus, frequência, intensidade e regularidade das contrações
Feito através da dinâmica uterina
TOQUE VAGINAL
• Avaliar
 ◦ Colo: apagamento, dilatação, orientação e consistência
 ◦ Bolsa das águas: íntegra ou rota
 ◦ Apresentação: posição, variedade, altura e assinclitismo
 ◦ Bacia (pelvimetria interna e externa)
• Número de toques: o mínimo necessário
Fase de latência - 4 horas 
Fase ativa - 2 a 4 horas
TRABALHO DE PARTO (FÓRCIPE)
RESUMO
12
PARTOGRAMA 
Registro da progressão do trabalho de parto 
• pode ser feito em prontuário 
• pode ser realizado um registro gráfico - partograma 
TRABALHO DE PARTO (FÓRCIPE)
RESUMO
13amarelado. 
• Referir que esteve viajando para região de Manus para um trabalho 
• Negar comorbidades, alergias , vícios . 
MALÁRIA
CHECKLIST
7
ITENS DE DESEMPENHO AVALIADO INADEQUADO
PARCIALMENTE
ADEQUADO
ADEQUADO
ANAMNESE
Apresentação: (1) cumprimenta o 
paciente simulado;
(2) identifica-se; (3) dirige-se ao 
paciente simulado pelo nome, pelo 
menos uma vez; (4) pergunta o motivo 
da consulta; (5) ouve o paciente com 
atenção.
Adequado: realiza as cinco ações.
Parcialmente adequado: realiza de 
duas a quatro ações.
Inadequado: realiza uma ação ou não 
realiza ação alguma. 
0 0,25 0,5
Investiga condições de moradia e 
procedência (presença de mosquitos) 
viagens recentes 
0 1,0
Investiga viagens recentes e uso de 
repelentes 
0 0,5
Questiona sobre sintomas (cefaleia, 
vômito, dor abdominal, sangramentos) 
0 1,0
Questiona sobre antecedentes 
pessoais, diagnósticos prévios, hábitos 
e vícios e medicações em uso, alergias 
0,5
EXAME FÍSICO
Higieniza adequadamente as mãos e 
solicita permissão para exame físico
0 0,5
 Avalia em exame físico - hidratação, 
perfusão periférica, pulsação, sinais de 
hemorragia, nível de consciência 
0 1,0
MALÁRIA
CHECKLIST
8
ITENS DE DESEMPENHO AVALIADO INADEQUADO
PARCIALMENTE
ADEQUADO
ADEQUADO
EXAMES COMPLEMENTARES
Solicita exames laboratoriais 
(hemograma completo, coagulograma, 
transaminases (ALT e AST), ureia, 
creatinina, bilirrubina total e frações) 
0 0,5
Solicita exame de gota espessa ( 
confirmação de agente patológico - P. 
falciparum )
0 1,0
Solicita USG abdominal 0 0,5
Informa diagnóstico de Malária ao 
paciente e esclarece o quadro 
0 1,0
CONDUTA
Solicita internação 0 0,5
Prescreve Artemeter+Lumefantrina em 
3 dias (malária não complicada) 
0 0,75
Realiza notificação para vigilância 
epidemiológica 0 0,5
Realiza a sequência das tarefas 
conforme
solicitado nas orientações ao(à) 
participante.
Adequado: realiza.
Inadequado: não realiza
0 0,25
MALÁRIA
CHECKLIST
9
RESUMO
DEFINIÇÃO
Doença Infecciosa Febril Aguda: Uma doença infecciosa febril aguda causada por protozoários 
transmitidos por vetores. No Brasil, a importância da malária está diretamente relacionada à alta 
incidência da doença na Região Amazônica e o risco potencial de gravidade com consequentes 
complicações clínicas.
Sinonímia: A malária é conhecida por vários nomes, incluindo paludismo, impaludismo, febre 
palustre, febre intermitente, febre terçã benigna, febre terçã maligna, e por nomes populares como 
maleita, sezão, tremedeira, batedeira ou febre.
AGENTE ETIOLÓGICO 
A malária em humanos é causada por cinco espécies de protozoários do gênero Plasmodium. No 
Brasil, as espécies Plasmodium vivax, Plasmodium falciparum e Plasmodium malariae são as mais 
relevantes do ponto de vista epidemiológico. Além disso, o Plasmodium ovale é restrito a certas 
regiões da África e a casos importados de malária no Brasil. O Plasmodium simium, que é um parasita 
de primatas não humanos em áreas de Mata Atlântica, foi registrado em casos humanos no Sudeste 
do Brasil. O Plasmodium knowlesi, que parasita primatas não humanos na Ásia, também foi registrado 
em casos humanos no Sudeste Asiático.
RESERVATÓRIO
Os seres humanos são os principais reservatórios com relevância epidemiológica para a malária 
humana.
VETORES
A transmissão da malária é realizada por mosquitos do gênero Anopheles, sendo que cerca de 60 
das 400 espécies deste gênero ocorrem no Brasil. Destas, 11 têm importância epidemiológica na 
transmissão da doença. O Anopheles darlingi é o principal vetor de malária no Brasil e é altamente 
antropofílico e endofágico, ou seja, tem preferência por se alimentar de sangue humano e costuma 
picar dentro e nas proximidades das residências. Este mosquito é encontrado em todo o território 
nacional e é capaz de manter a transmissão mesmo em baixa densidade populacional. O ciclo de vida 
do Anopheles darlingi ocorre em águas de baixo fluxo, profundas, límpidas, sombreadas e com pouca 
matéria orgânica. Além disso, em situações de alta densidade, esse mosquito pode ocupar outros 
tipos de criadouros, incluindo pequenas coleções de água e criadouros temporários. Os vetores da 
malária são conhecidos popularmente como "carapanã", "muriçoca", "sovela", "mosquito-prego" e 
"bicuda".
MALÁRIA
RESUMO
10
MODO DE TRANSMISSÃO
A malária é transmitida pela picada da fêmea do mosquito Anopheles quando esta está infectada 
com o Plasmodium spp. Os parasitas circulantes no sangue humano, na forma de gametócitos, são 
sugados pelo mosquito ao picar uma pessoa infectada. O mosquito atua como hospedeiro principal 
e permite o desenvolvimento do parasito, gerando esporozoítos no chamado ciclo esporogônico. 
Esses esporozoítos, que são a forma infectante do protozoário, são transmitidos aos humanos pela 
saliva do mosquito durante as picadas subsequentes. O ciclo do parasito dentro do mosquito tem 
duração variada, sendo mais longo para o P. falciparum do que para o P. vivax, com uma média de 12 a 
18 dias. O risco de transmissão depende do horário de atividade do vetor, que é mais abundante nos 
horários crepusculares, ao entardecer e ao amanhecer, mas também pode ser encontrado picando 
durante todo o período noturno, variando de acordo com cada espécie e região.
PERÍODO DE INCUBAÇÃO 
O período de incubação varia de acordo com a espécie de Plasmodium. Para o P. falciparum, é de 
8 a 12 dias; para o P. vivax, de 13 a 17 dias; e para o P. malariae, de 18 a 30 dias.
QUADRO CLÍNICO
O quadro clínico típico da malária é caracterizado por febre, calafrios, sudorese profusa, fraqueza 
e cefaleia, que ocorrem de forma cíclica, dependendo da espécie de Plasmodium envolvida. A crise 
aguda da malária é marcada por episódios de calafrios, febre e sudorese, com duração de 6 a 12 
horas e temperatura igual ou superior a 40ºC. Geralmente, esses paroxismos são acompanhados 
por cefaleia, mialgia, náuseas e vômitos. 
Após os primeiros episódios, a febre pode se tornar intermitente. 
O espectro clínico da malária varia de formas oligossintomáticas até casos graves e letais, 
dependendo da quantidade de parasitas no sangue, do tempo de doença, do diagnóstico e tratamento 
oportunos e do nível de imunidade do paciente. Grávidas, crianças e indivíduos que estão sendo 
infectados pela primeira vez correm maior risco de desenvolver casos graves, especialmente na 
presença de P. falciparum, que pode ser letal. 
Devido à falta de especificidade dos sintomas da malária, o diagnóstico clínico não é confiável, e 
é necessário confirmar a doença por meio de exames laboratoriais.
DIAGNÓSTICO 
O diagnóstico da malária é feito pela detecção do parasito ou de antígenos relacionados no sangue 
periférico do paciente por meio de diversos métodos diagnósticos. 
MALÁRIA
RESUMO
11
OS MÉTODOS INCLUEM:
1) **Gota Espessa**: É o método amplamente utilizado no Brasil para diagnosticar a malária. É simples, 
eficaz, de baixo custo e de fácil execução. A técnica se baseia na observação do parasito sob um 
microscópio óptico após coloração com corantes vitais, permitindo a diferenciação das espécies do 
Plasmodium a partir da análise da morfologia dos parasitas e seus estágios de desenvolvimento 
no sangue periférico. Além disso, permite a determinação da densidade parasitária, que é útil para 
fins prognósticos e para detectar outros hemoparasitos, como Trypanosoma sp. e microfilárias.
2) **Esfregaço Delgado**: Tem menor sensibilidade em comparação com a gota espessa, mas facilita 
a diferenciação das espécies do Plasmodium e das alterações nos glóbulos vermelhos infectados.
3) **Testes de Diagnóstico Rápido (TDR)**: São testes imunocromatográficos que são úteis para 
a confirmação diagnóstica em tempo oportuno, principalmente em áreas remotas e de difícil 
acesso aos serviços de saúde. No entanto, esses testes não avaliam a densidade parasitária nem 
a presença de outros hemoparasitos.
TRATAMENTO
O tratamento oportuno da malária visa curar o paciente e reduzir a produção de gametócitos,interrompendo a cadeia de transmissão. Diversos medicamentos antimaláricos são utilizados, e os 
esquemas de tratamento variam de acordo com a espécie de Plasmodium, idade e peso do paciente, 
bem como em casos de gravidez. 
Os medicamentos antimaláricos são disponibilizados gratuitamente no Sistema Único de Saúde 
(SUS) em todo o Brasil. O diagnóstico precoce e o tratamento correto são fundamentais para reduzir 
a morbidade, a gravidade e a mortalidade da malária.
VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA
A vigilância epidemiológica da malária tem como objetivo estimar a magnitude da morbidade e 
mortalidade da doença, identificar grupos, áreas e épocas de maior risco, detectar precocemente 
epidemias, investigar casos autóctones em áreas onde a transmissão foi interrompida e recomendar 
medidas para prevenir ou reduzir a ocorrência da doença. 
Todos os casos suspeitos de malária devem ser notificados de forma compulsória às autoridades 
de saúde em até 24 horas, por meio do meio de comunicação mais rápido, como telefone e e-mail. 
A notificação também deve ser registrada no Sistema de Informação de Agravos de Notificação 
(Sinan) utilizando a Ficha de Notificação e Investigação de Malária. Além disso, a vigilância inclui 
definições operacionais para casos suspeitos, confirmados e descartados.
MALÁRIA
RESUMO
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imensamente gratos. Sua opinião é fundamental para nós, pois 
nos ajuda a continuar aprimorando nossos materiais e oferecendo 
o melhor para você. Muito obrigado pela sua colaboração!
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CLINÍCA MÉDICA
LOMBALGIA
1
LOMBALGIA
CHECKLIST
AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS INSTRUÇÕES 
PARA O(A) PARTICIPANTE
CENÁRIO DE ATUAÇÃO: 
Unidade de pronto atendimento.
DESCRIÇÃO DO CASO: 
Uma paciente de 39 anos vem para consulta por conta de dor na região lombar.
A UNIDADE POSSUI: 
• Laboratório de análises clínicas;
• Setor de radiologia completo.
ATENÇÃO
O PACIENTE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADO DURANTE O ATENDIMENTO!
NOS PRÓXIMOS 10 MINUTOS, VOCÊ DEVERÁ EXECUTAR AS TAREFAS A 
SEGUIR: 
1) Realizar a anamnese do paciente. 
2) Solicitar e interpretar o exame físico e sinais vitais. 
3) Solicitar, se necessário, exame(s) laboratorial(ais) e/ou de imagem.
4) Estabelecer hipótese(s) diagnóstica(s).
5) Criar um plano terapêutico.
ATENÇÃO
VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA ACIMA.
2
IMPRESSO 1 - EXAME FÍSICO 
SINAIS VITAIS:
Frequência cardíaca: 80 batimentos por minuto. 
Pressão arterial: 120x80 mmHg. 
Frequência respiratória: 18 incursões respiratórias por minuto. 
Temperatura axilar: 36°C.
Saturação: 91% de oxigênio em ar ambiente. 
Peso: 60 Kg
Altura: 1,60 m
IMC: 23,4 Kg/m2
EXAME FÍSICO: 
Paciente em bom estado geral, corada, afebril, acianótica, anictérica e hidratada.
AR: Ausculta respiratória com murmúrio vesicular presente bilateralmente, sem ruídos adventícios. 
ACV: Ritmo cardíaco regular em dois tempos, com bulhas normofonéticas; sem sopro.
Abdome: plano, flácido, normotenso, ruídos hidroaéreos normoativos; indolor à palpação.
Sem edema de membros inferiores e com boa perfusão periférica.
ATENÇÃO
LOMBALGIA
CHECKLIST
3
IMPRESSO 2
Exame neurológico: Glasgow 15, desperta, pupilas isocóricas e fotorreagentes.
Hipotonia e força muscular grau 3 de membros inferiores bilateralmente. 
Reflexo patelar e aquileu: reduzidos
ATENÇÃO
LOMBALGIA
CHECKLIST
4
IMPRESSO 3
MANOBRA DE LASÈGUE: 
Atenção, descreva a manobra! Não é necessária a realização no paciente simulado.
LOMBALGIA
CHECKLIST
5
IMPRESSO 4
RESULTADO: LASÈGUE POSITIVO
ATENÇÃO
LOMBALGIA
CHECKLIST
6
IMPRESSO 5
RNM DE COLUNA LOMBO-SACRA
COMPRESSÃO MEDULAR CONFIGURANDO SÍNDROME DA CAUDA EQUINA.
ATENÇÃO
LOMBALGIA
CHECKLIST
7
FALAS DO ATOR
• Se questionada sobre dor: Refere dor em região lombar. 
• Se questionada sobre a duração dos sintomas: Cerca de 20 dias. 
• Se questionada sobre trauma: Nega 
• Se questionada sobre perda ponderal: Nega 
• Se questionada sobre a última menstruação: Foi há 25 dias. 
• Se questionada sobre febre: Nega
• Se questionada sobre disúria: Nega 
• Se questionada sobre continência urinária: Possui dificuldade para urinar. 
• Se questionada sobre continência fecal: Sente necessidade de evacuar com muito frequência, 
acima do que era habitual. 
• Se questionada sobre formigamento ou alteração de sensibilidade: Possui sensação de anestesia 
na região perianal. 
• Se questionada sobre dificuldade para andar: Possui dificuldade para andar, e está precisando 
de ajuda para caminhar. 
• Se questionada sobre irradiação da dor: Sim a dor irradia para glúteo e parte posterior da perna 
dos dois lados.
• Medicação de uso contínuo: Nega 
• Antecedentes familiares: Pai com HAS e mãe com hipotireoidismo. 
• Se questionado sobre antecedente pessoal: Nega 
• Se questionado se bebe/fuma: Nega 
• Se questionado se usa drogas ilícitas: Nega 
• Se questionado sobre relação desprotegida: Sempre com proteção.
LOMBALGIA
CHECKLIST
8
ITENS DE DESEMPENHO 
AVALIADOS INADEQUADO
PARCIALMENTE 
ADEQ
ADEQUADO
ANAMNESE
1.1 Cumprimenta o paciente/familiar 
(1), se identifica de maneira cordial (2), 
identifica o paciente (3) e pergunta o 
motivo da vinda ao atendimento (4).
Adequado: realiza as quatro ações.
Parcialmente adequado: realiza duas 
ou três ações.
Inadequado: realiza apenas uma ou 
nenhuma ação.
0,0 0,125 0,25
1.2. Estabelece contato visual (1), 
mantém postura de empatia ao longo 
do atendimento (2), evita “culpabilizar” 
o paciente pelo seu quadro atual (3) 
e usa linguagem acessível evitando 
termos técnicos de difícil compreensão 
(4).
Adequado: realiza as quatro ações.
Parcialmente adequado: realiza duas 
ou três ações.
Inadequado: realiza apenas uma ou 
nenhuma ação.
0,0 0,125 0,25
1.3 Questionar sobre antecedentes 
pessoais/comorbidades, antecedentes 
familiares e medicamentos de uso 
contínuo. 
Inadequado: nenhum dos itens
Parcialmente adequado: 1-2 itens 
Adequado: Todos os itens
0 0,25 0,5
LOMBALGIA
CHECKLIST
9
ITENS DE DESEMPENHO 
AVALIADOS INADEQUADO
PARCIALMENTE 
ADEQ
ADEQUADO
ANAMNESE
1.4 Questiona sobre duração dos 
sintomas, histórico de trauma, perda 
de peso, histórico de câncer, fraqueza 
muscular ou sensitiva, dificuldade ou 
aumento de evacuações e micções, 
irradiação da dor, febre ou outros sinais 
de infecção. 
Adequado: Questiona pelo menos 5 
itens 
Parcialmente adequado: 3-4
Inadequado: Nenhum item. 
0 1,0 2,0
EXAME FÍSICO
2.1 Solicita exame físico ao examinador
Adequado:Solicita
Inadequado:Não solicita
0 - 0,75
2.2 Solicita exame físico neurológico. 
Adequado:Solicita
Inadequado:Não solicita
0 - 0,75
2.3 Solicita manobra de Lasègue 
(Impresso 3) 
Descreve adequadamente a manobra 
de Lasègue com os seguintes passos: 
1. Paciente em decúbito dorsal
2. Coloca uma mão sobre o joelho 
do paciente mantendo a perna em 
extensão completa.
3. Eleva a perna lentamente, 
flexionando o quadril até o paciente 
referir dor. 
Adequado: Solicita e descreve os três 
itens. 
Parcialmente adequado: Solicita e 
descreve 1-2 itens. 
Inadequado: Não solicita a manobra, 
e/ou não descreve nenhum dos itens. 
OBS: Entregar o resultado da manobra 
IMPRESSO 4 apenas se solicitar a 
manobra.
0 0,5 1,0
LOMBALGIA
CHECKLIST
10
ITENS DE DESEMPENHO 
AVALIADOS INADEQUADO
PARCIALMENTE 
ADEQ
ADEQUADO
EXAMES COMPLEMENTARES
3.1 Solicita ressonância magnética de 
coluna lombo-sacra.
Adequado: Solicita
Inadequado: Não solicita
0 - 0,75
HIPÓTESE DIAGNÓSTICA 
4.1 Explica o diagnóstico de síndrome 
de cauda equina.
Adequado: Explica corretamente.
Inadequado: Não explica, ou explica de 
maneira incorreta. 
0 - 1,0
4.2 Correlaciona os sintomas da 
paciente com o diagnóstico de síndrome 
da cauda equina. 
Adequado: Faz
Inadequado:Não faz
0 - 0,5
CONDUTA
5.1 Realiza analgesia com analgésicos 
e/ou anti-inflamatórios. 
Adequado: Realiza
Inadequado: Não realiza
0 - 1
5.2 Encaminha a paciente para avaliação 
ortopédica de urgência. 
Adequado: Encaminha com urgência.
Parcialmente adequado: Apenas 
encaminha, mas sem citar a urgência. 
Inadequado: Não encaminha. 
0 0,75 1,5
5.3 Realiza adequadamente a sequência 
das tarefas, conforme solicitado nas 
orientações ao participante. 
Adequado: realiza. 
Inadequado: não realiza.
0 - 0,25
LOMBALGIA
CHECKLIST
11
RESUMO
1) Definição: Dor da região lombar, que engloba da região inferior das escápulas até a prega glútea. 
2) Classificação temporal: 
• Lombalgia aguda: Menos de 6 semanas.
• Lombalgia crônica: Acima de 12 semanas. 
• Subaguda: entre 6 a 12 semanas. 
3) Etiologia:
• Lombalgia primária (inespecífica, 90% dos casos) e secundária. A principal causa de lombalgia é 
musculoligamentar (75% dos casos). A outra causa primária é a osteoartrose. 
• As causas secundárias apresentam-se conforme a tabela a seguir:
ETIOLOGIA PREVALÊNCIA 
Fratura 4%
Estenose canal e hérnia de disco 3-4%
Neoplasia 0,7%
Espondiloartropatia 0,3-,0,5%
Infecção 0,01%
4) Quadro clínico: Na lombalgia inespecífica aguda, é composto por dor lombar, com irradiação 
pela região sacral (mas não por dermátomos ou pernas), de início após um movimento súbito 
ou esforço físico. Há dor à flexão e extensão e melhora com repouso. O quadro é autolimitado e 
tende a se resolver em 4 a 7 semanas. 
DICA MUNDO REVALIDA:
O mais cobrado em provas é o reconhecer os achados que devem chamar atenção para uma 
lombalgia secundária!
LOMBALGIA
RESUMO
12
VAI AQUI UM MNEMÔNICO PARA LEMBRAR DE TANTOS ACHADOS: 
Pacientes Têm Tantos Desafios Ortopédicos, Como Idades Importantes
• Persistência: Mais de uma visita ao médico em 30 dias, 
• Trauma: Histórico ou suspeita de trauma. 
• Tumor: Histórico ou suspeita
• Déficit: Presença de déficits neurológicos. 
• Osteoporose: Antecedente ou fatores de risco importantes para osteoporose. 
• Cauda equina: Identificada pela anestesia em sela e alteração do controle esfincteriano, indica 
tratamento cirúrgico de emergência
• Infecção
• Idade: Extremos da idade - menor que 20 anos, maior que 50 anos.
E O QUE MUDA NA PRÁTICA? 
Paciente com sinal de alarme deve fazer exame de imagem, radiografia, tomografia ou ressonância 
nuclear magnética!
MAS E A MANOBRA DE LASÈGUE?
1. Posição do Paciente: O paciente é colocado em decúbito dorsal (deitado de costas) em uma 
superfície plana.
2. Execução:
• O examinador posiciona uma mão sobre o joelho do paciente para garantir que a perna permaneça 
estendida durante a manobra.
• A outra mão é usada para elevar passivamente a perna afetada do paciente em extensão completa, 
mantendo o joelho reto.
• O examinador eleva a perna lentamente, flexionando o quadril até o ponto em que o paciente 
relata dor ou desconforto.
3. Interpretação:
• O teste é considerado positivo quando há dor irradiada ao longo do trajeto do nervo ciático 
(costas da coxa, panturrilha, e possivelmente o pé), geralmente ao elevar a perna entre 30° e 70°.
• A dor tipicamente é descrita como uma sensação de queimação ou choque elétrico, irradiando da 
região lombar para o membro inferior, e pode ser indicativa de compressão de raízes nervosas 
como L4, L5 ou S1, geralmente causada por uma hérnia de disco intervertebral.
• Se a dor ocorre abaixo de 30°, outras causas como processos inflamatórios ou compressão severa 
devem ser considerados.
• A ausência de dor até 70°-90° de elevação é geralmente considerada um teste negativo.
LOMBALGIA
RESUMO
13
5) Tratamento: 
Na lombalgia mecânica o tratamento é conservador com analgésicos, antiinflamatórios, relaxantes 
musculares, perda de peso, repouso na fase aguda, atividade física com fortalecimento e capacitação 
aeróbica.
Mas atenção diante de lombalgia secundária a conduta é individualizada conforme a causa. 
6) Síndrome da Cauda Equina (SCE):
A (SCE) é uma condição neurológica grave causada pela compressão das raízes nervosas que compõem 
a cauda equina, localizada no final da medula espinhal, na região lombossacral. Essa síndrome é 
considerada uma emergência médica, pois pode resultar em déficits neurológicos permanentes se 
não for tratada rapidamente.
ETIOLOGIA:
As causas mais comuns de SCE incluem:
• Hérnia de disco lombar maciça (geralmente em L4-L5 ou L5-S1).
• Tumores espinhais (primários ou metastáticos).
• Traumas que resultam em fraturas ou luxações vertebrais.
• Estreitamento do canal vertebral (estenose espinhal).
• Infecções, como abscesso epidural.
• Hemorragia no espaço epidural, geralmente associada a anticoagulação.
FISIOPATOLOGIA:
A compressão da cauda equina compromete a função das raízes nervosas que inervam a bexiga, 
intestino e membros inferiores. A lesão dos nervos sacrais (S2-S4) é particularmente importante, 
pois está associada ao controle esfincteriano e à função sexual.
QUADRO CLÍNICO:
A apresentação clínica clássica inclui:
• Dor lombar intensa, frequentemente irradiando para uma ou ambas as pernas (ciatalgia).
• Anestesia em sela, caracterizada por perda de sensibilidade na área perineal, perianal e parte 
interna das coxas.
• Déficit motor nos membros inferiores, com fraqueza variada de acordo com as raízes nervosas 
afetadas.
• Disfunção esfincteriana, como retenção urinária, incontinência urinária ou fecal.
• Diminuição do tônus esfincteriano anal e disfunção sexual, como impotência.
LOMBALGIA
RESUMO
14
DIAGNÓSTICO: 
O diagnóstico é clínico, sendo apoiado por exames de imagem, com a ressonância magnética da coluna 
lombossacra, sendo o exame de escolha. A RM permite identificar a causa da compressão nervosa 
e a extensão da lesão. A tomografia computadorizada (TC) pode ser utilizada como alternativa, 
especialmente em emergências.
TRATAMENTO:
O tratamento é cirúrgico de emergência, com a descompressão das raízes nervosas por laminectomia 
e/ou discectomia sendo o procedimento mais comum. O tempo é crucial, pois intervenções dentro 
de 48 horas do início dos sintomas estão associadas a melhores desfechos neurológicos.
LOMBALGIA
RESUMO
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CLINÍCA MÉDICA
LES
1
LES
CHECKLIST
AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS INSTRUÇÕES 
PARA O(A) PARTICIPANTE
CENÁRIO DE ATUAÇÃO: 
Ambulatório de especialidades.
DESCRIÇÃO DO CASO: 
Uma mulher de 31 anos é encaminhada à consulta ambulatorial.
A UNIDADE POSSUI: 
• Laboratório de análises clínicas;
• Setor de radiologia completo.
ATENÇÃO
O PACIENTE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADO DURANTE O ATENDIMENTO!
NOS PRÓXIMOS 10 MINUTOS, VOCÊ DEVERÁ EXECUTAR AS TAREFAS A 
SEGUIR: 
1) Realizar a anamnese do paciente. 
2) Solicitar e interpretar o exame físico e sinais vitais. 
3) Solicitar, se necessário, exame (s) laboratorial (ais) e/ou de imagem.
4) Estabelecer hipótese (s) diagnóstica (s).
5) Criar um plano terapêutico.
ATENÇÃO
VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA ACIMA.
2
IMPRESSO 1
SINAIS VITAIS:
Frequência cardíaca: 88 batimentos por minuto. 
Pressão arterial: 130 x 80 mmHg.
Frequência respiratória: 14 incursões respiratórias por minuto.
Temperatura axilar: 36,7°C. 
Saturação: 96% de oxigênio em ar ambiente.
Peso: 75 Kg
Altura: 1,65 m
IMC: 27,5 Kg/m2
EXAME FÍSICO: 
Paciente em regular estado geral, hipocorada 2+/4, afebril, acianótica, ictérica 2+4 e hidratada; 
alerta, orientada no tempo e espaço. 
AR: Ausculta respiratória com murmúrio vesicular presente bilateralmente, abolidos em ambasas 
bases pulmonares. Sem ruídos adventícios. 
ACV: Ritmo cardíaco regular em dois tempos, com bulhas normofonéticas; sem sopro.
Abdome: plano, flácido, normotenso, ruídos hidroaéreos normoativos; indolor à palpação,sem 
visceromegalias
Sem edema de membros inferiores e com boa perfusão periférica
Exame neurológico: NORMAL
ATENÇÃO
LES
CHECKLIST
3
IMPRESSO 2: EXAME FÍSICO DERMATOLÓGICO: 
ALÉM DA IMAGEM ACIMA A PACIENTE APRESENTA: ÚLCERAS ORAIS INDOLORES.
ATENÇÃO
LES
CHECKLIST
4
IMPRESSO 3: 
Exame físico articular: Dor à palpação e movimentação das articulações das mãos, do punho e do 
joelho direito. 
Não apresenta edemas, calor, nódulos, crepitações ou deformidades.
LES
CHECKLIST
5
IMPRESSO 4: 
Hemoglobina: 10,8 g/dL (valor de referência: 12,0 - 16,0 g/dL); 
Hematócrito: 24% (valor de referência: 36% - 46%); 
Leucócitos: 3850/mcl (valor de referência: 6 000 a 10 000/mcl), 
Linfócitos: 1300/mcl 55% ( valor de referência 20% - 40%). 
Plaquetas: 88.000/mcl (valor de referência: 150 a 400 x 10³/mcl)
FAN: 1/160 Padrão Nuclear Pontilhado Fino (Normal: negativo)
C3: 45 mg/dL (90 a 180 mg/dL)
C4: 8 mg/dL (10 a 40 mg/dL)
VHS: 40 mm/h (0 a 20 mm/h)
PCR: 10 mg/gL (anti-Sm, anti-RNP, antifosfolípides.
DIAGNÓSTICO: 
O diagnóstico de Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é desafiador devido à variabilidade das 
manifestações clínicas e à semelhança com outras doenças autoimunes e inflamatórias. Em 2019, 
o ACR e a EULAR atualizaram os critérios diagnósticos, que são amplamente utilizados atualmente.
O sistema de critérios é baseado em um escore de pontos atribuído a diferentes manifestações 
clínicas e laboratoriais, com a exigência de que a presença de anticorpos antinucleares (FAN) 
seja positiva com titulação ≥ 1:80, em algum momento, para que o paciente seja elegível para o 
diagnóstico de LES. 
A pontuação mínima para confirmação do diagnóstico é 10 pontos, considerando diferentes 
manifestações clínicas e laboratoriais. 
LES
RESUMO 
14
1. CRITÉRIO DE ENTRADA (OBRIGATÓRIO): FAN Positivo
O FAN positivo é um pré-requisito, mas sua presença isolada não é suficiente para o diagnóstico. 
O paciente deve apresentar manifestações clínicas e/ou laboratoriais adicionais para que o LES seja 
diagnosticado.
• FAN: Título ≥ 1:80
2. CRITÉRIOS CLÍNICOS: São seis domínios, abrangendo diferentes sistemas orgânicos. A 
pontuação varia de acordo com a gravidade e a especificidade das manifestações. Mas atenção 
candidato! Apenas uma manifestação de cada domínio é pontuada. Os critérios estão na tabela a 
seguir. 
DOMÍNIO CRITÉRIO PONTUAÇÃO
CRITÉRIO DE 
ENTRADA
FAN positivo (título ≥ 1:80) Necessário
CONSTITUCIONAL Febre ≥ 38,3°C 2 pontos
MUCOCUTÂNEO Alopecia não cicatricial 2 pontos
Úlceras orais ou nasais 2 pontos
Lúpus discoide 4 pontos
Rash malar 6 pontos
Lúpus subagudo ou fotossensibilidade 6 pontos
ARTICULAR
Sinovite em ≥ 2 articulações com edema ou dor à 
palpação
6 pontos
Artrite erosiva 10 pontos
SEROSAS Derrame pleural ou pericárdico 5 pontos
Pericardite 6 pontos
RENAL Proteinúria ≥ 0,5 g/24h 4 pontos
Nefrite lúpica Classe II ou V 8 pontos
Nefrite lúpica Classe III ou IV 10 pontos
LES
RESUMO
15
LES
RESUMO 
DOMÍNIO CRITÉRIO PONTUAÇÃO
NEUROLÓGICO Delírio 2 pontos
Psicose 3 pontos
Convulsões 5 pontos
HEMATOLÓGICO Leucopenia (sobre expectoração: A tosse é seca, mas percebi que tem saído um pouco de 
sangue. 
• Se questionada sobre antecedentes pessoais: Nega 
• Se questionado se bebe/fuma: Negar
LEPTOSPIROSE
CHECKLIST
7
ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INADEQUADO
PARCIALMENTE 
ADEQ
ADEQUADO
ANAMNESE
Apresenta-se e cumprimenta o paciente 
e pergunta nome. 
Inadequado: nenhum dos três itens
Parcialmente adequado: 1-2 itens
Adequado: Os três itens
0 0,125 0,25
Perguntou sobre antecedentes 
pessoais/comorbidades, hábitos, 
medicação de uso habitual e vícios.
Inadequado: 0-1 itens
Parcialmente adequado: 2-3 itens
Adequado: Os 4 itens
0 0,125 0,25
Identifica na história: Moradia em região 
sem saneamento básico, presença de 
ratos próximos a residência, contato 
com água de enchente. 
Inadequado: Nenhum item.
Parcialmente adequado: 1-2 itens.
Adequado: Pelo menos 3 itens.
0 0,5 1,0
Identifica na história: Tosse com 
hemoptise, falta de ar/dispneia, mialgia 
com predomínio em panturrilhas.
Inadequado: Nenhum item.
Parcialmente adequado: Somente 1 
item 
Adequado: 2-3 itens 
0 0,5 1,0
EXAME FÍSICO
2. Solicita exame físico ao examinador 0 - 0,5
2.1 Adequado: Verbaliza achado de 
icterícia rubínica OU icterícia com 
hemorragia conjuntival OU icterícia com 
sufusão hemorrágica. 
Parcialmente adequado: Sufusão 
hemorrágica OU icterícia OU icterícia 
Inadequado: Qualquer outro achado.
0 - 0,5
LEPTOSPIROSE
CHECKLIST
8
ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INADEQUADO
PARCIALMENTE 
ADEQ
ADEQUADO
EXAMES COMPLEMENTARES 
3.1 Solicita hemograma completo 0 - 0,5
3.2 Solicita provas hepáticas: TGO/TGP 
ou ALT/AST + Bilirrubina total e frações 
+ 
0 - 0,5
3.3 Solicita função renal: Creatinina e 
ureia séricas
0 - 0,5
3.4 Solicita eletrólitos: Sódio e potássio 0 - 0,5
3.5 Solicita creatina fosfoquinase ou 
CPK
0 - 0,5
3.5 Solicita testes sorológicos 
para leptospirose (ELISA-IgM ou 
microaglutinação)
0 - 0,5
3.6 Solicita radiografia de tórax 0 - 0,5
DIAGNÓSTICO 
4.1 Adequado: Leptospirose forma 
tardia OU Síndrome de Weil OU 
Leptospirose forma grave OU 
Leptospirose íctero-hemorrágica
Parcialmente adequado: Leptospirose
Inadequado: Qualquer outro 
diagnóstico
0 -
1,0
 
LEPTOSPIROSE
CHECKLIST
9
ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INADEQUADO
PARCIALMENTE 
ADEQ
ADEQUADO
CONDUTA
5.1 Adequado: Indica por via intravenosa 
Penicilina G cristalina OU Ceftriaxona ou 
Cefotaxima OU Penicilina cristalina. 
Parcialmente adequado: Penicilina G 
cristalina OU Ceftriaxona ou Cefotaxima 
OU Penicilina cristalina, mas SEM 
especificar a via de administração. 
Inadequado: Qualquer outro antibiótico
0 0,5 1,0
5.2 Indica internação hospitalar 0 - 0,5
5.3 Notifica caso confirmado de 
Leptospirose
0 - 0,5
LEPTOSPIROSE
CHECKLIST
10
RESUMO
DEFINIÇÃO: 
É uma infecção causada pela bactéria Leptospira spp. 
EPIDEMIOLOGIA: 
A infecção se dá geralmente por meio contato da Leptospira com pele lesionada (ou íntegra se 
exposição prolongada) ou mucosa. Na vida e na prova geralmente há relato de contato com roedores 
(ratos) ou contato com água de enchente, já que os roedores são os principais reservatórios naturais. 
Essas características fazem com que a leptospirose seja uma doença relacionada com regiões de 
baixo desenvolvimento socioeconômico, área sem saneamento básico e típica de regiões tropicais 
com alto índice de chuvas. 
DICA MUNDO REVALIDA:
Contato com roedores OU água de enchente OU esgoto + febre + icterícia = leptospirose!
QUADRO CLÍNICO: 
O quadro clínico pode ser dividido em fase precoce (até uma semana) e fase tardia (Após uma 
semana) 
A fase precoce é dura 3-7 dias e costuma ser autolimitada e de evolução benigna. 
É CARACTERIZADA POR: 
Sintomas inespecíficos: Febre, cefaleia, mialgia (predomínio em panturrilhas), anorexia, náuseas 
e vômitos. 
SINTOMAS QUE SUGEREM LEPTOSPIROSE: 
• Hiperemia ou hemorragia conjuntival (sufusões hemorrágicas conjuntivais).
• Exantema (10 a 20% dos pacientes) e apresenta componentes de eritema macular, papular, 
urticariforme ou purpúrico, distribuídos no tronco ou região pré-tibial.
• Hepatomegalia, esplenomegalia e linfadenopatia (menos de 20%) dos casos. 
Fase tardia (após 7 dias): A manifestação clássica da leptospirose grave é a síndrome de Weil, 
caracterizada pela tríade de icterícia, insuficiência renal e hemorragia, mais comumente pulmonar. A 
icterícia é considerada um sinal característico e apresenta uma tonalidade alaranjada muito intensa 
(icterícia rubínica). 
LEPTOSPIROSE
RESUMO
11
DICA MUNDO REVALIDA:
SD. WEIL = Forma grave e tardia (após 7 dias) da leptospirose caracterizada por: ICTERÍCIA + 
INJURIA RENAL AGUDA + HEMORRAGIA (pulmonar é a mais frequente).
DIAGNÓSTICO: 
Na fase precoce o diagnóstico pode ser feito por meio de exame direto, de cultura em meios 
apropriados, inoculação em animais de laboratório ou detecção do DNA do microrganismo pela 
técnica da reação em cadeia da polimerase (PCR). A cultura finaliza-se (positiva ou negativa) após 
algumas semanas, o que garante apenas um diagnóstico retrospectivo.
Já na fase tardia os métodos de escolha são o ensaio imunoenzimático (ELISA-IgM) e a 
microaglutinação (MAT). Isso porque visualizar a leptospira nessa fase se torna muito mais difícil. 
TRATAMENTO: 
O tratamento específico envolve antibioticoterapia. Na fase precoce preconiza-se tratamento 
por via oral. Já na fase tardia e grave opta-se por tratamento intravenoso em regime hospitalar. A 
tabela a seguir resume as opções terapêuticas. 
 O tratamento envolve medidas de suporte conforme a necessidade, nas formas graves pode ser 
necessária terapia renal substitutiva e ventilação mecânica.
LEPTOSPIROSE
RESUMO 
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PEDIATRIA
LARINGITE AGUDA
1
LARINGITE AGUDA
CHECKLIST
AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS INSTRUÇÕES 
PARA O(A) PARTICIPANTE
CENÁRIO DE ATUAÇÃO: 
Atendimento de pronto socorro de pediatria em hospital secundário.
DESCRIÇÃO DO CASO: 
Você está em pronto socorro de pediatria e atende Bianca, paciente de 1 ano e 3meses, com queixa 
de tosse e rouquidão há 1 dia.
A UNIDADE POSSUI: 
• Consultórios para atendimento;
• Sala de medicação;
• Sala de emergência;
• Internação em leito de enfermaria e UTI;
• Radiologia com radiografia simples e ultrassonografia;
• Laboratório de análises clínica.
ATENÇÃO
O PACIENTE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADO DURANTE O ATENDIMENTO!
NOS PRÓXIMOS 10 MINUTOS, VOCÊ DEVERÁ EXECUTAR AS TAREFAS A 
SEGUIR: 
1) Realize anamnese direcionada ao caso 
2) Solicite e interprete o exame físico
3) Informe diagnóstico
4) Oriente condutas
ATENÇÃO
VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA ACIMA.
2
IMPRESSO 1 - EXAME FÍSICO
Paciente em regular estado geral, afebril, anictérica, acianótica, eupneica, corada, hidratada
Orofaringe sem alterações
Otoscopia sem alterações
Murmúrios vesiculares reduzidos bilateralmente com estridor inspiratório em repouso, presença 
de TF moderada. FR 40 ipm, SatO2 94% em ar ambiente
Bulhas rítmicas e normofonéticas em 2 tempos, sem sopros, pulsos cheios e simétricos, TEC 2 
segundos. FC 140 bpm
Ruídos hidroaéreos presentes, abdome flácido, algo doloroso, sem massas ou VMG
Paciente chorosa. Glasgow 15, pupilas isocóricas e fotorreagentes, sem sinais neurológicos focais
LARINGITE AGUDA
CHECKLIST
3
ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INADEQUADO
PARCIALMENTE 
ADEQ
ADEQUADO
ANAMNESE
1.1 Apresenta-se e cumprimenta mãe 
e paciente, pergunta nome e idade de 
ambos
0 0,5
1.2 Investiga queixa principal
início dos sintomas
febre
rinorreia
obstruçãonasal
tosse
desconforto respiratório
sonolência e agitação
Adequado: investiga 6 a 7 
Parcialmente adequado: investiga 4 
ou 5
Inadequado: investiga 3 ou menos
0 1,0 2,0
1.3 Investiga passado médico / 
exposição
vacinação 
comorbidades
uso de medicações 
alergias
Adequado: pergunta os 4 
Parcialmente adequado: pergunta 2 
ou 3
Inadequado: pergunta 1 ou nenhum
0 1,0 2,0
LARINGITE AGUDA
CHECKLIST
4
ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INADEQUADO
PARCIALMENTE 
ADEQ
ADEQUADO
EXAME FÍSICO
2.1 Solicita exame físico e interpreta 
Adequado: solicita e interpreta
Parcialmente: solicita e não interpreta
Inadequado: não solicita e não 
interpreta
0 0,5 1,0
DIAGNÓSTICO
3.1 Informa hipótese diagnóstica: 
laringite aguda
Adequado: informa hipótese 
adequada 
Inadequado: não informa
0 1,0
3.2 Classifica laringite aguda como 
moderada
Adequado: classifica de forma 
adequada 
Inadequado: não classifica de forma 
adequada
0 1,0
CONDUTA
4.1 Orienta inalação com adrenalina
Adequado: orienta de forma adequada
Inadequado: não orienta de forma 
adequada
0 1,0
4.2 Orienta dexametasona 
intramuscular 
Adequado: indica de forma adequada
Inadequado: não indica de forma 
adequada
0 0,5
LARINGITE AGUDA
CHECKLIST
5
ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INADEQUADO
PARCIALMENTE 
ADEQ
ADEQUADO
CONDUTA
4.3 Orienta sobre manter em observar 
pelo menos 4-6h
Adequado: indica de forma adequada
Inadequado: não indica de forma 
adequada
0 0,5
4.4 Realiza as tarefas na ordem 
solicitada
0 0,5
LARINGITE AGUDA
CHECKLIST
6
FALAS DO ATOR
• Bianca, 1 ano e 3 meses
• Paciente com início há 3 dias quadro de obstrução nasal e rinorreia, sem febre. Ontem começou 
tosse seca e hoje está apresentando desconforto respiratório e ruído na respiração
• Nega sonolência ou agitação
• Nega uso de medicações em casa
• Nega alterações urinárias e GI
• Baixa aceitação da dieta
• Nega comorbidades, alergias e uso de medicações 
• Vacinação atualizada
LARINGITE AGUDA
CHECKLIST
7
RESUMO
Quadro de inflamação e edema de parede de traqueia com alteração de mobilidade das cordas 
vocais e edema subglótico levando a restrição do fluxo de ar na inspiração
ETIOLOGIA: parainfluenza, influenza, VSR, Mycoplasma pneumoniae (> 5 anos)
QUADRO CLÍNICO: rouquidão, tosse ladrante, estridor inspiratório, desconforto respiratório 
• Rx cervical (não essencial para o diagnóstico): aspecto de ponta de lápis ou torre de igreja 
CLASSIFICAÇÃO E TRATAMENTO
CLASSIFICAÇÃO TRATAMENTO
LEVE: tosse estridulosa, sem estridor em 
repouso
CORTICOIDE VO: dexametasona 0,6 mg/kg 
dose única, prednisolona 3 dias / Budesonida 
inalatória
MODERADA: estridor em repouso, sem 
agitação
CORTICOIDE IM: dexametasona 0,6 mg/kg
INALAÇÃO COM ADRENALINA: 0,5 ml/kg, 
máximo 5 ml 
OBSERVAÇÃO: por pelo menos 4-6h após a 
adrenalina 
GRAVE: estridor em repouso, agitação / 
confusão mental
EPIGLOTITE
ETIOLOGIA: H.influenze tipo B (redução da incidência com vacinação), S.pyogenes, vírus
QUADRO CLÍNICO: início agudo de toxemia + odinofagia, disfagia intensa, desconforto 
respiratório, engasgo, salivação, ansiedade, estridor e voz abafada. Criança fica em posição de tripé 
para tentar reduzir o desconforto e dispneia 
DIAGNÓSTICO: pode ser firmado com quadro clínico típico e visualização direta da epiglote 
edemaciada e hiperemiada (aspecto de cereja) na laringoscopia se indicada via aérea avançada. O 
Rx cervical pode evidenciar o sinal do dedo de luva, mas não é essencial para o diagnóstico 
TRATAMENTO:
• Manter criança calma e evitar agitação para não piorar desconforto respiratório 
• Garantir via aérea: intubação orotraqueal muitas vezes necessária 
• Início de antibioticoterapia com cefalosporina de 2ª ou 3ª geração 
LARINGITE AGUDA
RESUMO
O QUE ACHOU
DESSE RESUMO?
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CLINÍCA MÉDICA
INTOXICAÇÃO POR OPIOIDE
1
INTOXICAÇÃO POR OPIOIDE
CHECKLIST
AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS INSTRUÇÕES 
PARA O(A) PARTICIPANTE
CENÁRIO DE ATUAÇÃO: 
Unidade de pronto atendimento.
DESCRIÇÃO DO CASO: 
Uma mulher de 76 anos vem para atendimento por quadro de sonolência. 
A UNIDADE POSSUI: 
• Setor de radiologia completo;
• Laboratório de análises clínicas.
ATENÇÃO
O PACIENTE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADO DURANTE O ATENDIMENTO!
NOS PRÓXIMOS 10 MINUTOS, VOCÊ DEVERÁ EXECUTAR AS TAREFAS A 
SEGUIR: 
1) Realizar a anamnese do paciente. 
2) Solicitar e interpretar o exame físico e sinais vitais. 
3) Solicitar, se necessário, exame (s) laboratorial (ais) e/ou de imagem.
4) Estabelecer hipótese (s) diagnóstica (s).
5) Criar um plano terapêutico. 
ATENÇÃO
VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA ACIMA.
2
IMPRESSO 1
SINAIS VITAIS:
Frequência cardíaca: 55 batimentos por minuto. 
Pressão arterial: 100x60 mmHg. 
Frequência respiratória: 8 incursões respiratórias por minuto. 
Temperatura axilar: 35,5°C. 
Saturação: 93% de oxigênio em ar ambiente. 
Peso: 57 Kg, 
Altura: 1,6 m, 
IMC: 22 Kg/m2
EXAME FÍSICO
Paciente em regular estado geral, corada, afebril, acianótica, anictérica e hidratada; sonolenta e 
desorientada em tempo e espaço. 
AR:Ausculta respiratória com murmúrio vesicular presente bilateralmente, sem ruídos adventícios. 
ACV:Ritmo cardíaco regular em dois tempos, com bulhas normofonéticas; sem sopro.
Abdome: plano, flácido, normotenso, ruídos hidroaéreos normoativos; indolor à palpação
Perfusão periférica normal
Sem edema de membros inferiores e com boa perfusão periférica
Exame neurológico: Pupilas mióticas, simétricas e fotorreagentes.
ATENÇÃO
INTOXICAÇÃO POR OPIOIDE
CHECKLIST
3
IMPRESSO 2
SINAIS VITAIS:
Frequência cardíaca: 70 batimentos por minuto. 
Pressão arterial: 120x80 mmHg. 
Frequência respiratória: 14 incursões respiratórias por minuto. 
Temperatura axilar: 36,5°C. 
Saturação: 96% de oxigênio em ar ambiente. 
Peso: 57 Kg, 
Altura: 1,6 m, 
IMC: 22 Kg/m2
EXAME FÍSICO:
Paciente em bom estado geral, corada, afebril, acianótica, anictérica e hidratada; lúcida e orientada 
em tempo e espaço. 
AR: Ausculta respiratória com murmúrio vesicular presente bilateralmente, sem ruídos adventícios. 
ACV: Ritmo cardíaco regular em dois tempos, com bulhas normofonéticas; sem sopro.
Abdome: plano, flácido, normotenso, ruídos hidroaéreos normoativos; indolor à palpação
Perfusão periférica normal
Sem edema de membros inferiores e com boa perfusão periférica
Exame neurológico: Pupilas isocóricas e fotorreagentes. 
ATENÇÃO
 
 
 
INTOXICAÇÃO POR OPIOIDE
CHECKLIST
4
FALAS DO ATOR
• Você é familiar e está trazendo a sua mãe, em tratamento paliativo por câncer de intestino 
metastático. Realizando tratamento com quimioterapia paliativa. Nos últimos apresenta piora da 
dor, com uso de doses cada vez maiores de opióides. Hoje pela manhã (há 2 horas atrás) devido 
a dor importante a paciente tomou todos os comprimidos de morfina que tinha em casa. 
• Se questionado sobre internação recente: Nega.
• Medicação de uso contínuo: Nega. 
• Antecedentes familiares: Pai com HAS e mãe com hipotireoidismo. 
• Se questionado sobre antecedente pessoal: Neoplasia intestinal metastática em tratamento 
paliativo. 
• Se questionado se bebe: Negar
• Se questionado se fuma: Negar
ORIENTAÇÕES AO EXAMINADOR:
• Após a administração de Naloxone, entregar ao candidato o impresso 2. 
INTOXICAÇÃO POR OPIOIDE
CHECKLIST
5
ITENS DE DESEMPENHO 
AVALIADOS
INADEQUADO
PARCIALMENTE 
ADEQUADO
ADEQUADO
ANAMNESE
1.1 Cumprimenta o paciente (1), se 
identifica de maneira cordial (2), 
identifica o paciente (3) e pergunta o 
motivo da vinda ao atendimento (4).
Adequado: realiza as quatroações.
Parcialmente adequado: realiza duas 
ou três ações.
Inadequado: realiza apenas uma ou 
nenhuma ação.
0,0 0,125 0,25
1.2. Estabelece contato visual (1), 
mantém postura de empatia ao 
longo do atendimento (2), evita 
“culpabilizar” o paciente pelo seu 
quadro atual (3) e usa linguagem 
acessível evitando termos técnicos de 
difícil compreensão (4).
Adequado: realiza as quatro ações.
Parcialmente adequado: realiza duas 
ou três ações.
Inadequado: realiza apenas uma ou 
nenhuma ação.
0,0 0,125 0,25
1.3 Questionar sobre antecedentes 
pessoais/comorbidades, 
antecedentes familiares e 
medicamentos de uso contínuo. 
Inadequado: nenhum dos dois
Parcialmente adequado: 1 item 
Adequado: Os dois itens
0 0,25 0,5
1.4 Caracteriza a queixa principal: 
Questiona sobre início dos sintomas, 
mudança de medicações ou dose 
recentemente, questiona há quanto 
tempo houve ingesta do opioide, 
questiona sobre dose da medicação 
ingerida. 
Adequado: Pelo menos 3
Parcialmente adequado: 1-2
Inadequado: Nenhum item. 
0 0,5 1,0
INTOXICAÇÃO POR OPIOIDE
CHECKLIST
6
ITENS DE DESEMPENHO 
AVALIADOS
INADEQUADO
PARCIALMENTE 
ADEQUADO
ADEQUADO
EXAME FÍSICO
2.1 Solicita exame físico ao 
examinador
Adequado:Solicita 
Inadequado: Não solicita 
0 0,25
EXAMES COMPLEMENTARES
3.1 Não solicita nenhum exame 
adicional
Adequado: Não solicita 
Inadequado: Solicita 
0 - 1,0
HIPÓTESE DIAGNÓSTICA 
4.1 Faz diagnóstico de intoxicação por 
opióide 
Adequado: Faz diagnóstico 
Inadequado: Não faz diagnóstico
0 - 1,5
CONDUTA
5.1 Transfere paciente para 
sala de emergência, UTI, realiza 
monitorização e acesso venoso. 
Adequado: Todas as medidas
Parcialmente adequado: 1-2 
medidas 
Inadequado: Nenhuma medida. 
0 0,5 1,0
5.2 Prescreve Naloxone. 
Adequado: Prescreve 
Inadequado: Não prescreve
0 - 1,0
5.3 Não realiza lavagem gástrica. 
Adequado: Não realiza lavagem 
gástrica. 
Inadequado: Realiza
0 - 1,0
INTOXICAÇÃO POR OPIOIDE
CHECKLIST
7
ITENS DE DESEMPENHO 
AVALIADOS
INADEQUADO
PARCIALMENTE 
ADEQUADO
ADEQUADO
5.5 Indica carvão ativado. 
Adequado: Indica
Inadequado: Não indica 
0 - 1,0
5.6 Explica ao familiar e paciente 
que o quadro foi uma intoxicação 
por opióide e que se deve evitar 
aumentos abruptos da dose do 
opióide sem recomendação médica. 
Adequado: As duas medidas
Parcialmente adequado: 1 medida
Inadequado: Nenhuma medida.
0 0,5 1,0
5.6 Realiza adequadamente a 
sequência das tarefas, conforme 
solicitado nas orientações ao 
participante. 
Adequado: realiza. 
Inadequado: não realiza.
0 - 0,25
 
INTOXICAÇÃO POR OPIOIDE
CHECKLIST
8
RESUMO
A paciente em questão apresenta um quadro clássico de intoxicação por opióide, com antecedente 
de neoplasia metastática e uso de opióide com aumento recente da medicação. 
Os opioides são sedativos, hipnóticos e depressores do sistema nervoso central. Os principais 
sintomas são: náuseas, vômitos, letargia, sonolência, bradicardia, hipotensão, hipotermia e miose. Em 
casos mais graves ocorrem coma, depressão respiratória, arritmias cardíacas e choque. A naloxona 
é o principal antídoto opióide.
DICA MUNDO REVALIDA:
A tríade clássica da intoxicação opioide: depressão respiratória, rebaixamento do nível de 
consciência e miose.
Além da Naloxona, para reverter o quadro imediatamente é necessário orientar a paciente e 
familiares sobre não aumentar a dosagem de forma abrupta e sem recomendação médica. 
A lavagem gástrica só deve ser realizada em caso de a ingestão ter acontecido até uma hora do 
atendimento. Após esse período os riscos tendem a superar o benefício já que a medicação já não 
se encontra no estômago. 
INTOXICAÇÃO POR OPIOIDE
RESUMO 
O QUE ACHOU
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GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA
INFECÇÃO PUERPERAL
1
INFECÇÃO PUERPERAL
CHECKLIST
AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS INSTRUÇÕES 
PARA O(A) PARTICIPANTE
CENÁRIO DE ATUAÇÃO: 
Maternidade de baixa complexidade
DESCRIÇÃO DO CASO: 
Você está trabalhando em uma Maternidade e sua próxima paciente tem 24 anos e está com queixa 
de secreção vaginal avermelhada com odor fétido.
A UNIDADE POSSUI: 
• Consultórios;
• Centro obstétrico;
• Enfermaria de puerpério;
• Laboratório de análises clínicas;
• Sala de medicação.
ATENÇÃO
O PACIENTE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADO DURANTE O ATENDIMENTO!
NOS PRÓXIMOS 10 MINUTOS, VOCÊ DEVERÁ EXECUTAR AS TAREFAS A 
SEGUIR: 
1) Realizar anamnese da paciente.
2) Solicitar, se necessário, exames complementares pertinentes à queixa da paciente. 
3) Orientar paciente sobre hipótese diagnóstica e retirar dúvidas. 
ATENÇÃO
VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA ACIMA.
2
IMPRESSO 1: EXAME FÍSICO E SINAIS VITAIS
EXAME FÍSICO: BEG, corada, hidratada, eupnéica, 38,2°C.
SINAIS VITAIS:
PA: 110 x 70mmHg
FC: 80 bpm
FR: 15 ipm
ATENÇÃO
INFECÇÃO PUERPERAL
CHECKLIST
3
IMPRESSO 2
EXAME ESPECULAR: secreção vaginal avermelhada, bem líquida e com odor extremamente fétido. 
Sem sangramento ativo pelo orifício externo do colo uterino. 
TOQUE VAGINAL BIMANUAL: vagina hipertérmica, colo uterino pérvio para 2 cm, útero amolecido, 
doloroso à palpação e com 10 cm acima da sínfise púbica.
RESTANTE DO EXAME GINECOLÓGICO SEM ALTERAÇÕES
ATENÇÃO
INFECÇÃO PUERPERAL
CHECKLIST
4
FALAS DO ATOR
• Você está trabalhando em uma Maternidade e sua próxima paciente tem 24 anos e está com 
queixa de secreção vaginal avermelhada com odor fétido.
• Se questionado sobre parto prévio, há quantos dias, mencione: " Tive meu parto há 10 dias".
• Se questionado sobre sintomas associados tais como, febre, sangramento, mencionar: " 
ontem comecei a ter febre e o sangramento começou a ficar muito fedido”.
• Se questionado sobre coloração do sangramento, volume, prurido associado, mencionar: " 
sangramento bem vermelho claro, e ontem aumentou um pouco e começou a ficar muito fedido, 
não tem coceira, más ficou mais vermelho e vindo em maior quantidade." 
• Se questionado sobre a menarca, fluxo, mencionar: " Minha primeira menstruação foi com 12 
anos e ela sempre foi certinha, durando 4 dias e vindo todo mês, até que eu engravidei."
• Se questionado sobre estado civil e número de parceiros, mencione: " Sou casada e meu 
marido foi meu único parceiro."
• Sobre frequência de atividade sexual, mencionar: Tive relação até o sétimo mês de gravidez, 
depois não consegui mais. E ainda não voltei a ter relações depois do parto." 
• Sobre planejamento familiar ou uso de ACO, mencionar: "Como ainda não voltei a ter relações, 
não estou tomando ou usando nada.
• Se questionado sobre o parto, mencionar: " Meu parto foi normal, sem corte e sem pontos."
INFECÇÃO PUERPERAL
CHECKLIST
5
ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INAD. 0 ADQ.
ANAMNESE
1. Apresentação: (1) identifica-se e cumprimenta o paciente 
simulado. 
Adequado: identifica-se e cumprimenta. 
Inadequado: não realiza corretamente. 
0 0,25
2. Questionou sobre motivo de consulta. 
Adequado: questiona. 
Inadequado: não questiona. 
0 0,25
3. Investigou sobre as características da secreção (cor, volume, 
odor, duração, prurido) 
Adequado: investiga. 
Inadequado: não investiga. 
0 1,0
4. Questionou sobre menarca e características do ciclo 
menstrual. 
Adequado: questionou.
Inadequado: não questionou. 
0 0,5
5. Investigou vida sexual. 
Adequado: questionou se tem vida sexual ativa. 
Inadequado: não questionou corretamente.
0 0,5
6. Questionou uso de método contraceptivo, incluindo 
preservativo. 
Adequado: questionou.
Inadequado: não questionou. 
0 0,5
7. Questionou sobre tipo de parto. 
Adequado: questionou.Inadequado: não questionou. 
0 0,5
INFECÇÃO PUERPERAL
CHECKLIST
6
ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INAD. 0 ADQ.
EXAME FÍSICO
8. Solicitou o exame físico geral. 
Adequado: solicitou.
Inadequado: não solicitou. 
0 0,5
9. Solicitou exame ginecológico. 
Adequado: solicitou.
Inadequado: não solicitou. 
0 0,5
10. Verbalizou lavagem das mãos e uso de luvas e 
procedimento. 
Adequado: verbalizou.
Inadequado: não verbalizou. 
0 0,25
11. Solicitou auxiliar de enfermagem em sala de consultório e 
fonte de luz. 
Adequado: solicitou.
Inadequado: não solicitou. 
0 0,25
12. Verbalizou inspeção estática e dinâmica e palpação vulvar. 
Adequado: verbalizou.
Inadequado: não verbalizou. 
0 0,5
13. Verbalizou exame especular. 
Adequado: verbalizou.
Inadequado: não verbalizou. 
0 0,5
14. Verbalizou toque vaginal bimanual. 
Adequado: verbalizou.
Inadequado: não verbalizou. 
0 0,5
EXAMES COMPLEMENTARES
15. Solicitou exame de rotina infecciosa (hemograma, VHS, PCR, 
culturas de sangue, urina e loquiação, urina 1) e USG pélvico/ 
transvaginal. 
Adequado: solicitou.
Inadequado: não solicitou. 
0 1,0
INFECÇÃO PUERPERAL
CHECKLIST
7
ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INAD. 0 ADQ.
DIAGNÓSTICO
16. Verbalizou DIAGNÓSTICO de INFECÇÃO PUERPERAL. 
Adequado: verbalizou.
Inadequado: não verbalizou. 
0 1,0
17. Verbalizou necessidade de internar para receber 
antibióticos intravenosos. 
Adequado: verbalizou.
Inadequado: não verbalizou. 
0 1,0
CONDUTA
18. Questionou dúvidas. 
Adequado: questionou.
Inadequado: não questionou.
0 0,25
19. Realiza adequadamente a sequência das tarefas, conforme 
solicitado nas orientações ao (à) participante. 
Adequado: realiza. 
Inadequado: não realiza.
0 0,25
INFECÇÃO PUERPERAL
CHECKLIST
8
RESUMO
Infecção dos órgãos genitais nos primeiros 42 dias após o parto. É a 3ª causa de morte materna 
durante o ciclo gravídico puerperal. É um dos principais fatores de morbidade febril puerperal (febre 
de 38 graus ou mais, por quaisquer dois dias, nos 10 primeiros dias pós parto, excetuando-se as 
primeiras 24 horas).
FATORES DE RISCO
• Cesárea (principal).
• Ruptura prematura de membranas ovulares.
• Falta de pré natal / pacientes imunossuprimidas
• Parto instrumental 
• Episiotomia
• Má higiene 
ETIOLOGIA
Infecção poli microbiana (Ureaplasma, Urealyticum, e Mycoplasma hominis, Enterobactérias, 
estreptococos, anaeróbios, entre outros).
QUADRO CLÍNICO
• Febre.
• Queda do estado geral 
• Loquiação com odor fétido ou purulenta.
• Útero doloroso, amolecido e hipo involuído (tríade de Boom).
CONDUTA
• Hemograma, PCR, VHS, urina 1, culturas de urina, sangue e loquiaçao, além de USG pélvico. 
• Antibiótico venoso (Clindamicina com Gentamicina, ou Ampicilina/ penicilina cristalina + 
metronidazol + gentamicina).
• Se não houver melhora em 48 - 72 horas, mudar antibióticos de acordo com culturas ou 
empiricamente para Vancomicina, amicacina e ceftriaxona por 10 a 14 dias. Se não melhorar, 
pensar em tromboflebite pélvica puerperal e introduzir heparina até alargar TTPA para 2 a 2,5 
vezes o valor normal (diagnóstico feito por angio tomografia ou angio ressonância).
• Se não houver melhora, realizar laparotomia exploradora e realizar histerectomia.
INFECÇÃO PUERPERAL
RESUMO
O QUE ACHOU
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PEDIATRIA
ICTERÍCIA NEONATAL
1
ICTERÍCIA NEONATAL
CHECKLIST
AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS INSTRUÇÕES 
PARA O(A) PARTICIPANTE
CENÁRIO DE ATUAÇÃO: 
Atendimento de em pronto-socorro de pediatria de hospital secundário.
DESCRIÇÃO DO CASO: 
Você está em pronto socorro de pediatria e atende Lucas, recém-nascido de 1 dia de vida com 
história de pele amarelada.
 
A UNIDADE POSSUI: 
• Consultórios para atendimento;
• Sala de medicação; 
• Sala de emergência;
• Internação em leito de enfermaria e UTI;
• Radiologia com radiografia, ultrassonografia e tomografia computadorizada;
• Laboratório de análises clínica.
ATENÇÃO
O PACIENTE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADO DURANTE O ATENDIMENTO!
NOS PRÓXIMOS 10 MINUTOS, VOCÊ DEVERÁ EXECUTAR AS TAREFAS A 
SEGUIR: 
1) Realize anamnese direcionada ao caso 
2) Solicite e interprete o exame físicoe
3) Solicite exames complementares
4) Informe diagnóstico
5) Oriente condutas
ATENÇÃO
VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA ACIMA.
2
IMPRESSO 1 - EXAME FÍSICO
Paciente em regular estado geral, afebril, ictérico até região inguinal, acianótico, eupneico, corado, 
hidratado
Orofaringe sem alterações
Otoscopia sem alterações
Murmúrios vesiculares presentes bilateralmente, sem RA, sem sinais de desconforto respiratório, 
FR 41 ipm, SatO2 98%
Bulhas rítmicas e normofonéticas em 2 tempos, sem sopros, pulsos cheios e simétricos, TEC 2 
segundos. FC 143 bpm
Ruídos hidroaéreos presentes, abdome flácido, algo doloroso, sem massas ou VMG. Coto umbilical 
gelatinoso, sem lesões
Paciente vigil, GCS 15, reflexos primitivos presentes. Sem sinais neurológicos focais
ICTERÍCIA NEONATAL
CHECKLIST
3
IMPRESSO 2 - EXAMES LABORATORIAIS
Paciente : Lucas 
Protocolo : 001.002.003
Idade : 1 dia 
Solicitante : Mundo Revalida
HEMOGRAMA
Material: SANGUE
 Valores de referência
HEMOGLOBINA…...……………: 10,3 g/dL 9,0 a 14,0 g/dL
HEMATÓCRITO…………...……: 37% 35,0 A 45,0%
LEUCÓCITOS…………………..: 10.200 mm³ 5000 a 19.500 mm³
BASTONETES …………………: 0%
SEGMENTADOS……………….: 35% 
LINFÓCITOS……………………: 55% 
MONÓCITOS…….………...…...: 5% 
EOSINÓFILOS...………………..: 5%
BASÓFILOS……………………..: 0%
PLAQUETAS…………………….: 323.000 mm³ 150.000 a 450.000 mm³
RETICULÓCITOS
Material: SANGUE
RETICULÓCITOS………………: 8% 2-6%
TIPAGEM SANGUÍNEA
Material: SANGUE
A Rh positivo
COOMBS DIRETO
Material: SANGUE
Coombs direto …………………: Positivo Negativo
ICTERÍCIA NEONATAL
CHECKLIST
4
BILIRRUBINA TOTAL E FRAÇÕES
Material: SANGUE
BILIRRUBINA TOTAL………….: 13 mg/dL 0,3 - 1,2 mg/dL
BILIRRUBINA INDIRETA…...…: 12,5 mg/dLADEQ
ADEQUADO
EXAME FÍSICO
2.1 Solicita exame físico e interpreta: 
zona 3 de Kramer 
Adequado: solicita e interpreta
Parcialmente: solicita e não interpreta
Inadequado: não solicita e não 
interpreta
0 0,5 1,0
EXAMES COMPLEMENTARES
3.1 Solicita exames complementares:
hemograma
reticulócitos
tipagem sanguínea
coombs direto
bilirrubina total e frações
Adequado: solicita os 5
Parcialmente adequado: solicita 3 ou 4
Inadequado: solicita 2 ou menos
0 0,5 1,0
DIAGNÓSTICO
4.1 Informa hipótese diagnóstica: 
icterícia neonatal com 
incompatibilidade Rh
Adequado: informa hipótese adequada 
Parcialmente adequado: informa 
somente "icterícia neonatal"
Inadequado: não informa
0 1,0
ICTERÍCIA NEONATAL
CHECKLIST
8
ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INADEQUADO
PARCIALMENTE 
ADEQ
ADEQUADO
CONDUTA
5.1 Solicita gráfico de avaliação de 
nível de fototerapia
Adequado: solicita
Inadequado: não solicita
0 0,5
5.1 Orienta internação hospitalar
Adequado: orienta de forma adequada
Inadequado: não orienta de forma 
adequada
0 0,5
5.2 Orienta fototerapia com proteção 
ocular 
Adequado: indica de forma adequada
Inadequado: não indica de forma 
adequada
0 1,0
5.3 Realiza as tarefas na ordem 
solicitada
0 0,5
ICTERÍCIA NEONATAL
CHECKLIST
9
FALAS DO ATOR
• Lucas, 1 dia de vida
• Mãe G2P2A0
• Pré-natal sem intercorrências (8 consultas), sorologias negativas, uso de sulfato ferroso e ácido 
fólico na gestação. USG morfológicos sem alterações
• Parto normal em casa por preferência materna, sem intercorrências, sem necessidade de 
reanimação neonatal. Realizou vitamina K IM e vacinas de BCG e hepatite B
• Idade gestacional 38 semanas, peso de nascimento 3,4 Kg
• Começou hoje icterícia em rosto e tronco 
• Nega alterações urinárias e GI
• Nega febre, alterações neurológicas, outras lesões de pele
• Amamenta sem dificuldade
• Tipagem sanguínea materna A Rh negativo
ICTERÍCIA NEONATAL
CHECKLIST
10
RESUMO
Aumento da bilirrubina em recém nascidos que acometem 60% dos termo é 80% dos pré termo. O 
seu maior risco é a encefalopatia bilirrubinêmica
FORMAÇÃO DA BILIRRUBINA 
A destruição da hemoglobina das hemácias leva à formação de biliverdina e, posteriormente, à 
formação da bilirrubina indireta (BI). A BI é lipossolúvel e é transportada ligada a albumina até o 
fígado onde será conjugada a bilirrubina direta (BD) pela ação da glicuroniltransferase (UDP). A BD 
é eliminada junto com a bike no duodeno. As bactérias intestinais metabolizam essa bile para sua 
eliminação nas fezes e na urina. 
ETIOLOGIAS 
Aumento da produção de bilirrubina 
• Incompatibilidade sanguínea materno-fetal:
 ◦ Incompatibilidade Rh: mãe Rh negativo e RN Rh positivo. Precisa de sensibilização prévia 
 ◦ ABO: mãe O e RN A ou B. Pode ocorrer desde a primeira gestação 
 ◦ Leva a quadro se Anemia + icterícia 
• Defeito na membrana de eritrócitos: eferocitose 
• Deficiências enzimáticas: deficiência de G6PD ou piruvatoquinase
• Coleções sanguíneas: Cefalohematoma 
• Policitemia: PIG, mãe com DMG
Diminuição da conjugação 
• Definição de glucoruniltransferase: Crigler-Najar, Gilbert
• Hipotireoidismo congênito 
• Sepse
• Galactosemia 
• Leite humano: icterícia de início tardio é longa duração 
 ◦ RN saudável, sem dificuldade na amamentação, bom ganho ponderal 
Aumento da circulação enterro-hepático 
• Aleitamento materno: RN com dificuldade na amamentação e baixo ganho ponderal 
• Jejum 
• Íleo paralítico 
Redução da secreção biliar 
• Aumento de BD (> 1)
• Doença hepática e de vias biliares 
• Principal etiologia: Atresia de vias biliares 
ICTERÍCIA NEONATAL
RESUMO
11
CLASSIFICAÇÃO 
• Fisiológica: geralmente início tardio (> 24 horas de vida)
RNT RNPT
PICO 3-5 DV 5-7 DV
BT 12-13 15
DURAÇÃO 1 semana 2 semanas 
MANEJO
AVALIAÇÃO DA ICTERÍCIA A CADA 8-12H PELAS ZONAS DE KRAMER:
ICTERÍCIA NEONATAL
RESUMO
12
AVALIAÇÃO DO PERCENTIL DA BT PELO GRÁFICO DE BUTHANI:
GRÁFICO DA AAP PARA CONSIDERAR FOTO DE ACORDO COM IG:
ICTERÍCIA NEONATAL
RESUMO
13
ATRESIA DE VIAS BILIARES
• Investigar em todos com icterícia que dura mais 2-3 semanas, com elevação de BD (> 1 mg/dl) e 
presença de sintomas de colestase (colúria e acolia fecal)
• USG de abdome + perfil hepático 
• Encaminhamento precoce para cirurgia pediátrica: Cirurgia de Kasai deve ser feita 
preferencialmente até 6 semanas de vida.
ICTERÍCIA NEONATAL
RESUMO
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CLINÍCA MÉDICA
HIPONATREMIA 
1
HIPONATREMIA 
CHECKLIST
AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS INSTRUÇÕES 
PARA O(A) PARTICIPANTE
CENÁRIO DE ATUAÇÃO: 
Unidade de pronto atendimento.
DESCRIÇÃO DO CASO: 
Um homem de 75 anos é trazido por familiares para atendimento. 
A UNIDADE POSSUI: 
• Laboratório de análises clínicas;
• Setor de radiologia completo.
ATENÇÃO
O PACIENTE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADO DURANTE O ATENDIMENTO!
NOS PRÓXIMOS 10 MINUTOS, VOCÊ DEVERÁ EXECUTAR AS TAREFAS A 
SEGUIR: 
1) Realizar a anamnese do paciente. 
2) Solicitar e interpretar o exame físico e sinais vitais. 
3) Solicitar, se necessário, exame(s) laboratorial(ais) e/ou de imagem.
4) Estabelecer hipótese (s) diagnóstica (s).
5) Criar um plano terapêutico.
ATENÇÃO
VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA ACIMA.
2
IMPRESSO 1
SINAIS VITAIS:
Frequência cardíaca: 58 batimentos por minuto. 
Pressão arterial: 170x80 mmHg.
Frequência respiratória: 18 incursões respiratórias por minuto. 
Temperatura axilar: 36°C. 
Saturação: 91% de oxigênio em ar ambiente. 
Peso: 60 Kg
Altura: 1,75 m
IMC: 19,6 Kg/m2
EXAME FÍSICO 
Paciente em regular estado geral, hipocorado 1+/4, afebril, acianótico, anictérico e hidratado.
AR: Ausculta respiratória com murmúrio vesicular presente bilateralmente, sem ruídos adventícios. 
ACV: Ritmo cardíaco regular em dois tempos, com bulhas normofonéticas; sem sopro.
Abdome: escavado, flácido, normotenso, ruídos hidroaéreos normoativos; indolor à palpação, 
Sem edema de membros inferiores e com boa perfusão periférica.
ATENÇÃO
HIPONATREMIA 
CHECKLIST
3
IMPRESSO 2
Exame neurológico: Glasgow 13, sonolento, sem déficits focais, pupilas isocóricas e fotorreagentes.
HIPONATREMIA 
CHECKLIST
4
IMPRESSO 3 
Hemoglobina: 9,2 g/dL (valor de referência: 13,5 - 17,5 g/dL); 
Hematócrito: 38% (valor de referência: 40% - 50%); 
Leucócitos: 6500/mcl (valor de referência: 6 000 a 10 000/mcl), 
Plaquetas: 200.000/mcl (valor de referência: 150 a 400 x 10³/mcl)
Sódio sérico: 108 mEq/L (valor de referência: 135-145 mEq/L)
Potássio sérico: 3,7 mEq/L (valor de referência: 3,5-5,0 mEq/L)
Sódio urinário: 45 mEq/L (valor de referência 20-40 mEq/L)
Osmolaridade urinária: 200 mOsm/L (valor de referência diante de hiponatremia:PARTOGRAMA
• Acompanha a evolução clínica
• Documentação
• Detecta alterações
Analisa-se a dilatação e descida do polo cefálico
Registra-se os BCF e as contrações uterinas, com suas diferentes intensidades
Registra-se a bolsa, se está integra, rota ou foi rompida pelo obstetra 
SUPORTE CONTÍNUO 
Suporte emocional traz:
• menor necessidade de analgesia
• menos partos operatórios
• maior satisfação da parturiente
Medidas de conforto físico - Toque, massagem, banho
Informações sobre o progresso do parto - isso torna a paciente confiante para que ela se sinta 
confortável 
Ajudar a expressar suas preferências
Presença de acompanhante - Lei Federal no 11.108/2005
Quarto PPP (pré-parto, parto e pós-parto)
Posicionamento durante o parto:
• mobilidade adequada melhora a tolerância a dor, encurtou a fase ativa do parto, aumentou a 
dilatação e esvaecimento do colo, evitou uso de fármacos
• é benéfico deambular
ROTURA DA BOLSA DAS MEMBRANAS 
A maioria das vezes, a bolsa só vai romper durante o trabalho, em sua fase final 
Precoce: em menos 5% dos casos
Tardia: feto nasce quase empelicado
Amniotomia:
• pode ser utilizada na correção de distocias 
• não deve ser feita de rotina 
• suspeita de mecônio - pode ser realizado 
TRABALHO DE PARTO (FÓRCIPE)
RESUMO
14
MONITORIZAÇÃO DA VITALIDADE FETAL INTRAPARTO 
No período expulsivo, é necessário que seja feito a cada 5 ou 15 min em pacientes de baixo risco. 
Para gestantes de alto risco, é indicado durante todo o trabalho de parto. Pode ser realizado com 
Cardiotocografia intraparto. 
ALÍVIO DA DOR 
É um fenômeno progressivo 
Métodos não farmacológicos:
• Acupuntura
• Aromaterapia
• Massagem
• Imersão em água / banho
• Hipnose
• Relaxamento e Yoga
TRABALHO DE PARTO (FÓRCIPE)
RESUMO
15
MEDICAMENTOS:
• Antiespasmódicos (escopolamina)
• Opiáceos
 ◦ Meperidina, fentanil
 ◦ Risco de depressão respiratória neonatal
• no meio e final da fase ativa só terapias não farmacológicas não resolvem
ANESTESIA 
ANESTESIA LOCAL - PERÍNEO
• Bloqueio do nervo pudendo
• alívio no períneo durante o parto
ANESTESIA LOCO-REGIONAL
• Raquianestesia
 ◦ “raquianestesia baixa” - apenas fibras sacrais (vaginal inferior e períneo)
• Peridural
 ◦ demora mais para agir 
 ◦ vai banhar as fibras nervosas
• Combinada (Peri + Raqui):
 ◦ mais usada 
 ◦ Anestesia nas fibras lombares (dor em baixo ventre e vaginal superior) e nas sacrais (vaginal 
inferior e períneo)
 ◦ catéter para permitir a deambulação
PERÍODO EXPULSIVO
Começa com a dilatação total do colo e termina com o parto
Anestesia tende a prolongar o parto em multíparas 
Inicia-se com a dilatação total do colo (10 cm)
Termina com o parto
Tempo médio: 30 minutos na multípara e 60 minutos na primigesta
Anestesia
Depende da paridade, da variedade de apresentação e do uso ou não da analgesia/anestesia
Será Período Expulsivo Prolongado quando:
• Em Multíparas sem anestesia: > 1 hora
• Em Multíparas com anestesia: > 2 horas
• Em Primigestas sem anestesia: > 2 horas
• Em Primigestas com anestesia: > 4 horas
Pode diminuir a fase ativa por relaxamento da paciente 
TRABALHO DE PARTO (FÓRCIPE)
RESUMO
16
CUIDADO DA POSIÇÃO DA PACIENTE 
Posição semi-sentada é a mais recomendada
A posição mais importante é a posição mais confortável para a gestante, sem esquecer da segurança 
fetal - monitorização adequada
Posição de litotomia é contraindicado
Puxos:
• A analgesia altera a qualidade dos puxos, pois não são mais reflexos, são dirigidos 
• sem analgesia, é necessário orientar o relaxamento durante o intervalo das contrações
• só devem ser iniciados no período expulsivo
• a tensão perineal é maior sem analgesia 
• importante focar na Respiração e relaxamento do períneo 
EPISIOTOMIA
• não deve ser feita universalmente 
• Indicações:
 ◦ abreviação do período expulsivo (sofrimento fetal, exaustão materna)
 ◦ Partos operatórios (fórcipe)
 ◦ Probabilidade de laceração perineal extensa (3ªº e 4o graus). Isso acomete esfíncter e assoalho 
pélvico. 
• Necessário consentimento da paciente
• Recomendação OMS – até 10% dos partos;
 ◦ não existe evidência qual seria a taxa ideal.
TRABALHO DE PARTO (FÓRCIPE)
RESUMO
17
MANOBRAS
Manobras se necessárias 
Sem movimentos bruscos porque pode lesar o plexo braquial 
 
TRABALHO DE PARTO (FÓRCIPE)
RESUMO
18
TERCEIRO PERÍODO - DEQUITAÇÃO 
CLAMPEAMENTO DO CORDÃO:
• Quando cessarem os batimentos ou de 1 a 3 min dependo da situação fetal
DEQUITAÇÃO 
• ocorre logo após o clampeamento
 ◦ 90% em 15 min
 ◦ 97% em 30 min
• Sinais uterinos da dequitação
 ◦ sangramento 
 ◦ elevação do fundo uterino
 ◦ descida do cordão com rotação 
 ◦ sensação de peso retal - vontade de evacuar 
• Na expulsão da placenta:
 ◦ rotação da placenta - manobra de Jacobs 
 ◦ evitar que fique fragmentos de membrana dentro da cavidade
 ◦ revisão sistemática - verificar se a expulsão foi completa, verificar as membranas e a face 
interna da placenta
· se houver suspeita de que algo ficou dentro do útero, indica-se curagem - revisão da cavidade 
uterina 
• Realizar 10 UI de ocitocina intramuscular no vasto lateral da coxa, em todas as pacientes, para 
prevenção de hemorragia pós parto 
• Ideal é a “tração controlada” do cordão umbilical (deixar o cordão umbilical tenso na vulva da 
paciente) 
ASSISTÊNCIA AO QUARTO PERÍODO - GREENBERG
Objetivos: prevenção, diagnóstico precoce e correção de sangramento pós parto
Nesse período observamos os quatro fenômenos fisiológicos que ocorrem para evitar a hemorragia 
pós parto: trombotamponamento, miotamponamento, indiferença uterina e contração fixa do útero 
(ou globo de segurança de Pinnard ou ligaduras vivas de Pinard)
CONDUTA:
• Vigilância dos sinais vitais
• Avaliação do tônus uterino
• Avaliação do sangramento vaginal
• Manter acesso venoso (se instalado)
• Sutura de lacerações / episiorrafia
• Iniciar aleitamento
• Contato pele a pele – mãe e RN
TRABALHO DE PARTO (FÓRCIPE)
RESUMO
19
Primeira hora: golden hour - pele com pele 
• feto com boas condições pode permanecer no colo da mae 
PREVENÇÃO DE HEMORRAGIAS
• administração de ocitocina 10 UI, IM ou IV
• Se dequitação em menos de 30 min
 ◦ tração controlada do cordão 
 ◦ ocitocina 10 UI, IM ou IV
• Se não dequitar 
 ◦ extração manual + antibiótico 
• vigilância do tônus uterino pela palpação abdominal 
EPISIORRAFIA E SUTURA DE LACERAÇÕES
• Fios absorvíveis: Catgut ou poligalactina
• Mucosa – sutura contínua
• Pontos hemostáticos s/n
• Aproximação de musculatura perineal
 ◦ Elevador do Anus (porção pubo-retal)
 ◦ Bulbo cavernoso
 ◦ Transverso superficial do períneo
• Fechamento de pele
 ◦ Fios absorvíveis (pontos separados ou sutura intradérmica)
• Pós operatório – bolsa de gelo
HUMANIZAÇÃO DO PARTO
Relação não hierárquica entre paciente e equipe médica
Autonomia profissional mas com comunicação da parturiente 
Autonomia da parturiente sob orientação profissional 
Comunicação em mão dupla 
PARTO FÓRCIPE
TIPO DE PARTO INSTRUMENTALIZADO INDICADO EM CASOS DE:
• Sofrimento fetal
• Exaustão materna
• Cardiopatia materna, que contra indique o esforço do período expulsivo
• Distocia de rotação
TRABALHO DE PARTO (FÓRCIPE)
RESUMO
20
EXISTEM 3 TIPOS DE FÓRCIPES AINDA UTILIZADOS NOS DIAS DE HOJE:
• Simpson - para tração 
• Kielland - para rotação
• Piper - para extração da cabeça derradeira, no parto com feto em apresentação pélvica.
Independente do tipo de fórcipe, só existe uma única pega adequada: a biparietomalar.
AS CONTRAINDICAÇÕES ABSOLUTAS PARA O PARTO FÓRCIPE:
• Ausência de indicação
• Dilatação incompleta do colo uterino
• Desproporção céfalo-pélvica
• Cabeça fetal não insinuada
• Inexperiência do cirurgião
SÓ PODEMOS APLICAR UM FÓRCIPE NA PRESENÇA DE TODAS AS CONDIÇÕES 
DE APLICABILIDADE DO MESMO, QUE SÃO:
• Dilatação completa do colo
• Bolsa rota
• Ausência de desproporção
• Feto vivo
• Destreza do obstetra
O FÓRCIPE PODE SER CLASSIFICADO EM 3 TIPOS:
• Alto (proibido na obstetrícia - quando a apresentação fetal está acima do plano zero de DeLee)
• Médio (apresentação fetal entre os2 maços por dia desde os 12 anos.
• Se questionado se usa drogas ilícitas: Nega.
• Se questionado sobre relação desprotegida: Não é sexualmente ativo. 
HIPONATREMIA 
CHECKLIST
7
ITENS DE DESEMPENHO 
AVALIADOS INADEQUADO
PARCIALMENTE 
ADEQ
ADEQUADO
ANAMNESE
1.1 Cumprimenta o paciente/familiar 
(1), se identifica de maneira cordial (2), 
identifica o paciente (3) e pergunta o 
motivo da vinda ao atendimento (4).
Adequado: realiza as quatro ações.
Parcialmente adequado: realiza duas 
ou três ações.
Inadequado: realiza apenas uma ou 
nenhuma ação.
0,0 0,125 0,25
1.2. Estabelece contato visual (1), 
mantém postura de empatia ao longo 
do atendimento (2), evita “culpabilizar” 
o paciente pelo seu quadro atual (3) 
e usa linguagem acessível evitando 
termos técnicos de difícil compreensão 
(4).
Adequado: realiza as quatro ações.
Parcialmente adequado: realiza duas 
ou três ações.
Inadequado: realiza apenas uma ou 
nenhuma ação.
0,0 0,125 0,25
1.3 Questionar sobre antecedentes 
pessoais/comorbidades, antecedentes 
familiares e medicamentos de uso 
contínuo. 
Inadequado: nenhum dos itens
Parcialmente adequado: 1-2 itens 
Adequado: Todos os itens
0 0,25 0,5
HIPONATREMIA 
CHECKLIST
8
ITENS DE DESEMPENHO 
AVALIADOS INADEQUADO
PARCIALMENTE 
ADEQ
ADEQUADO
ANAMNESE
1.4 Questiona sobre duração dos 
sintomas, presença de febre, astenia, 
sintomas associados. 
Adequado: Questiona os 4 itens 
Parcialmente adequado: 2-3
Inadequado: Nenhum item. 
0 0,5 1,0
1.5 Questiona sobre déficits focais
Adequado: Questiona
Inadequado: Não questiona. 
0 1,0
EXAME FÍSICO
2.1 Solicita exame físico ao 
examinador.
Adequado:Solicita
Inadequado:Não solicita
0 - 0,75
2.2 Solicita exame físico neurológico. 
Adequado:Solicita
Inadequado:Não solicita
0 - 0,75
HIPONATREMIA 
CHECKLIST
9
ITENS DE DESEMPENHO 
AVALIADOS INADEQUADO
PARCIALMENTE 
ADEQ
ADEQUADO
EXAMES COMPLEMENTARES
3.1 Solicita tomografia de crânio. 
Adequado:Solicita
Inadequado:Não solicita
0 - 0,75
3.2 Solicita os seguintes exames: 
Sódio sérico
Potássio sérico
Função renal / uréia e creatinina
Hemograma completo
Ácido úrico sérico
Sódio urinário 
Osmolaridade urinária 
TSH e T4L
Adequado: Solicita sódio sérico e pelo 
menos mais 3 dos demais. 
Parcialmente adequado: Solicita 
somente sódio sérico. 
Inadequado: Não solicita sódio sérico. 
0 0,5 1,0
HIPÓTESE DIAGNÓSTICA 
4.1 Faz diagnóstico de hiponatremia
Adequado:Faz
Inadequado:Não faz
0 - 0,5
4.2 Correlaciona hiponatremia com 
sintomas neurológicos. 
Adequado:Faz
Inadequado:Não faz
0 - 0,5
4.3 Faz o diagnóstico de síndrome da 
secreção inapropriada do hormônio 
antidiurético. 
Adequado:Faz
Inadequado:Não faz
0 - 0,5
4.4 Menciona diagnóstico de edema 
cerebral e correlaciona com quadro de 
hiponatremia/SIADH. 
Adequado:Faz ambos
Inadequado:Não faz
0 - 0,5
HIPONATREMIA 
CHECKLIST
10
ITENS DE DESEMPENHO 
AVALIADOS INADEQUADO
PARCIALMENTE 
ADEQ
ADEQUADO
CONDUTA
5.1 Explica o diagnóstico ao paciente/ 
acompanhante.
Adequado:Explica 
Inadequado:Não explica 
0 - 0,5
5.2 Prescreve salina a 3% com o 
objetivo de corrigir de corrigir 4-6 
mEq/L em até 2 horas.
Adequado: Prescreve
Inadequado: Não descreve
0 - 0,5
5.3 Prescreve restrição hídrica
Adequado: Prescreve
Inadequado: Não descreve
0 - 0,5
5.3 Realiza adequadamente a 
sequência das tarefas, conforme 
solicitado nas orientações ao 
participante. 
Adequado: realiza. 
Inadequado: não realiza.
0 - 0,25
 
HIPONATREMIA 
CHECKLIST
11
RESUMO 
HIPONATREMIA: 
Definição: Na 48 horas 
Diante de um quadro de hiponatremia deve-se avaliar a osmolaridade sérica, pois isso facilita o 
manejo diagnóstico e terapêutico. 
Hiponatremia hiperosmolar (Osm > 295 mOsm/L): Se o sódio sérico que corresponde ao maior 
determinante da osmolaridade sérica está baixo e a osmolaridade está elevada, pode-se inferir que 
alguma outra substância com efeito osmótico está elevada. 
Dentre as principais causas de hiponatremia hiperosmolar estão a hiperglicemia e a administração 
osmóis externos como manitol, sacarose, glicerol, glicina e maltose.
Hiponatremia isosmolar (Osm 285-295 mOsm/L): Corresponde a um erro na dosagem do sódio 
como consequência de alguma condição subjacente. Na verdade, não existe hipernatremia! Acontece 
quando o método para dosar o sódio é a espectofotometria.
Causas mais comuns: hiperlipidemia e hiperproteinemia. 
Hiponatremia hiposmolar (Osm 100 mOsm/L, lembre-se o excesso de ADH causa 
uma urina concentrada!
Neste grupo estão: SIADH, hipotireoidismo e insuficiência adrenal. 
2) Ingesta hídrica excessiva. Nesse caso, a entrada de água livre é maior do que a capacidade de 
eliminação renal. Pode ocorrer também em situações de baixa ingesta de solutos (os solutos são 
importantes para que o rim seja capaz de concentrar a urina) ou excesso de ingesta hídrica. Dessa 
forma a osmolaridade urinária é 30mEq/L) e osmolaridade urinária elevada (>100mOsm/L). 
Um ponto curioso, que frequentemente aparece em provas é a hipouricemia e ácido úrico urinário 
elevado. 
• Na Ur normal > 30 mEq/L e Osm urinária elevada > 100 mOsm/L
• Hipouricemia
• Fração de excreção do ácido úrico > 10
HIPONATREMIA 
RESUMO 
13
ABAIXO LISTAMOS AS PRINCIPAIS CAUSAS DE SIADH: 
1) Doença do sistema nervoso central:
AVCI, AVCH, hemorragia, lesões com efeito de massa, trauma, doenças inflamatórias.
2) Doença pulmonar:
Insuficiência respiratória aguda, ventilação mecânica, tuberculose, abscesso pulmonar.
3) 3. Câncer:
Pulmão, mediastino, rins, outros.
4) 4. Pós-operatório: especialmente associado a vômitos e dor, aumenta o risco de SIADH
5) 5. Medicações: clorpropamida, carbamazepina, MDMA, tricíclicos e inibidores seletivos da 
recaptação da serotonina
Hiponatremia hiposmolar e hipovolêmica: Neste caso há perda de sódio e água, mas com perda 
mais importante de sódio do que água. 
Para facilitar, diante de hiponatremia hiposmolar e hipovolêmica é necessário realizar a dosagem 
do Na urinário, para ver se a perdaé renal ou extrarrenal. 
Sódio urinário 20 mEq/L: perda renal de sódio!
As principais causas são: excesso de diuréticos, deficiência de mineralocorticoide, nefropatia 
perdedora de sal, bicarbonatúria e síndrome cerebral perdedora de sal.
DICA MUNDO REVALIDA:
Aqui cabe um lembrete, os diuréticos tiazídicos (hidroclorotiazida, clortalidona e indapamida) 
são causas de hiponatremia. Eles induzem natriurese, perda renal de sódio. Já os diuréticos de 
alça (Furosemida) são causa de hipernatremia pois induzem a perda de água livre.
HIPONATREMIA 
RESUMO 
14
OS ALGORITMOS ABAIXO RESUMEM AS PRINCIPAIS CAUSAS DE HIPONATREMIA: 
HIPONATREMIA 
RESUMO
15
HIPONATREMIA 
RESUMO 
TRATAMENTO: 
O tratamento da hiponatremia envolve inicialmente a estabilização do paciente, resgate volêmico 
se indicado e tratamento da causa de base. Para hiponatremias leves e sem sintomas, normalmente a 
simples reversão da causa, geralmente resolve o problema (Exemplo: suspender o diurético tiazídico). 
A correção do sódio sérico deve ser feita com muita cautela mediante fórmula de correção do 
sódio. Sendo o tratamento agressivo reservado para distúrbios graves e sintomáticos. 
Calculando a variação do sódio durante uma correção: A fórmula a seguir estima a variação do 
sódio após a infusão de um litro de uma determinada solução, levando em conta a concentração de 
sódio da solução, concentração de sódio sérico do paciente e a água corporal total. 
PARA ESTIMAR A ÁGUA CORPORAL TOTAL UTILIZAR A TABELA A SEGUIR: 
SEXO E IDADE ÁGUA CORPORAL TOTAL
Homem jovem Peso (Kg) x 0,6
Homem idoso Peso (Kg) x 0,5
Mulher jovem Peso (Kg) x 0,5
Mulher idosa Peso (Kg) x 0,45
16
• Na hiponatremia aguda: 4-6 mEq/L em até 2 horas, até normalização do Na sérico.
• Na hiponatremia crônica sintomática grave: 4-6 mEq/L em até 2 horas. Máximo de 8 mEq/24 horas
• Hiponatremia crônica assintomática ou com sintomas leves/moderados: 0,5 mEq/L/hora, até 
10-12mEq/24 horas ou 18mEq/18 horas
SOLUÇÃO: CONCENTRAÇÃO DE NA+ CONCENTRAÇÃO DE CL-
NaCl 0,9% 154 mEq/L 154 mEq/L
NaCl 0,45% 77 mEq/L 77 mEq/L
NaCl 3% 513 mEq/L 513 mEq/L
Soro glicosado 5% 0 mEq/L 0 mEq/L
Ringer Lactato 130 mEq/L 109mEq/L
Atenção aluno Mundo Revalida: A correção abrupta de uma hiponatremia crônica pode levas 
a temida síndrome de desmielinização osmótica! Mas porque ela ocorre, veja diante de uma 
hipotonicidade crônica, fisiologicamente o corpo humano se adapta a esse ambiente hipotônico. 
Quando ocorre uma elevação abrupta do sódio intravascular ocorre a passagem rápida de água do 
sistema nervoso central para o intravascular levando a desmielinização. 
O quadro clínico consiste em: tetraparesia espástica, paralisia pseudobulbar (mutismo, disartria, 
disfagia),labilidade emocional, agitação, paranoia, depressão, coma, alterações pupilares, ataxia, 
parkinsonismo, incontinência.
O diagnóstico normalmente é clínico, mas pode ser confirmado por meio de ressonância nuclear 
magnética de encéfalo. 
Não existe tratamento específico, sendo o melhor tratamento, a prevenção do quadro.
TRATANDO A CAUSA DE BASE: 
Diante de hiponatremia hipervolêmica em paciente estável:
• Restrição de água para 800-1.000mL em 24 h.
• Furosemida se necessário. 
Hiponatremia hipovolêmica (desidratação): 
• Soro fisiológico, até restaurar boa perfusão periférica e renal.
SIADH:
• Reverter a causa quando possível.
• Restrição hídrica.
• Pode-se associar diurético ou lítio.
HIPONATREMIA 
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CLINÍCA MÉDICA
HEPATITE A
1
HEPATITE A 
CHECKLIST
AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS INSTRUÇÕES 
PARA O(A) PARTICIPANTE
CENÁRIO DE ATUAÇÃO: 
Local da atuação: Unidade de Pronto Atendimento 24h (UPA).
DESCRIÇÃO DO CASO: 
Homem, 26 anos, vem para consulta com queixa de vômitos, febre não aferida e pele amarelada.
A UNIDADE POSSUI: 
• Laboratório de análises clínicas;
• RX e ultrassonografia;
• Sala de emergência;
• Leitos para observação.
ATENÇÃO
O PACIENTE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADO DURANTE O ATENDIMENTO!
NOS PRÓXIMOS 10 MINUTOS, VOCÊ DEVERÁ EXECUTAR AS TAREFAS A 
SEGUIR: 
1) Realizar a anamnese do paciente. 
2) Solicitar e interpretar o exame físico e sinais vitais. 
3) Solicitar, se necessário, exame(s) laboratorial(ais) e/ou de imagem.
4) Estabelecer hipótese (s) diagnóstica (s).
5) Criar um plano terapêutico.
ATENÇÃO
VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA ACIMA.
2
IMPRESSO 1
SINAIS VITAIS:
Frequência cardíaca: 73 batimentos por minuto. 
Pressão arterial: 124 x 70 mmHg. 
Frequência respiratória: 19 incursões respiratórias por minuto. 
Temperatura axilar: 37,9°C. 
Saturação: 99% em ar ambiente. 
Peso: 65 Kg, Altura: 1,72 m, IMC: 21,9 Kg/m²
EXAME FÍSICO:
Paciente em bom estado geral, eutrófico, corado, febril, acianótico, ictérico ++/4+ e hidratado; vigil, 
orientado no tempo e espaço.
Ausculta respiratória com murmúrio vesicular presente bilateralmente, sem ruídos adventícios
Ritmo cardíaco regular em dois tempos, com bulhas normofonéticas; sem sopro.
Abdome plano, normotenso, doloroso à palpação de hipocôndrio direito, com hepatomegalia 
palpável, ruídos hidroaéreos normoativos; sem sinais de peritonite ou ascite
Sem edema de membros inferiores e com boa perfusão periférica.
Exame neurológico: Glasgow 15, pupilas isofotorreagentes, força muscular preservada, sem sinais 
de irritação meníngea
ATENÇÃO
HEPATITE A 
CHECKLIST
3
IMPRESSO 2
Hemoglobina: 14,2 g/dL (valor de referência: 13 a 16,5 g/dL);
Hematócrito: 42% (valor de referência: 36 a 47%);
VCM: 89 fL (valor de referência: 80 a 100 fL);
HCM: 29 pg (valor de referência: 26 a 32 pg);
Leucócitos: 4700/mm³ (valor de referência: 6 000 a 10 000/mm³);
Plaquetas: 178.000/mm³ (valor de referência: 150 a 400 x 10³/mm³);
Ureia: 49 mg/dL (valor de referência: 13 a 43 mg/dL);
Creatinina: 0,9 mg/dL (valor de referência: 0,6 - 1,2 mg/dL);
Proteína C Reativa (PCR): 18 mg/L (valor de referência:possui saneamento básico e água encanada.
• Sua queixa é que há 5 dias iniciou quadro de mal estar, febre e muita náusea. Sente também 
mialgia e uma fadiga, sem vontade de sair da cama. Há 1 dia começou a ficar com a pele amarelada 
e dor abdominal.
• Se questionado, a dor é em pontadas, não tem relação com a alimentação, e melhora com uso de 
dipirona. Nega diarreia e nega sangramentos. Nega relação sexual desprotegida, nega contato 
com água de chuva/enchentes.
• Se questionado sobre alimentação, diga que come sempre a comida que sua mãe prepara, mas se 
recorda que há 10 dias saiu um dia atrasado de casa e acabou tomando café em uma “barraquinha 
de rua”, mas que não sentiu nada naquele dia.
• Nega perda de peso ou sudorese noturna. Nega familiares com sintomas semelhantes. Nega 
cirurgias prévias ou quadros semelhantes anteriormente.
• Nega tabagismo, bebe apenas entre amigos nas sextas feiras a noite. Não tem nenhuma doença, 
não toma nenhuma medicação, não tem alergias, nunca ficou internado. Pratica atividade física 
3x/semana.
• Se o aluno abrir espaço para perguntas, realizar todas as seguintes perguntas:
 ◦ Isso é transmissível?
 ◦ Eu vou precisar ficar internado?
 ◦ Eu corro algum tipo de risco?
 ◦ Qual tratamento será feito?
 ◦ Tem alguma vacina?
 
 
 
 
 
HEPATITE A 
CHECKLIST
8
ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INADEQUADO
PARCIALMENTE 
ADEQUADO
ADEQUADO
ANAMNESE
1.1 Cumprimenta o paciente (1), se 
identifica de maneira cordial (2), 
pergunta nome e idade do paciente 
(3) e pergunta o motivo da vinda ao 
atendimento (4).
Adequado: realiza as quatro ações.
Parcialmente adequado: realiza duas 
ou três ações.
Inadequado: realiza apenas uma ou 
nenhuma ação.
0,0 0,125 0,25
1.2. Estabelece contato visual (1), 
mantém postura de empatia ao longo 
do atendimento (2), evita “culpabilizar” 
o paciente pelo seu quadro atual (3) 
e usa linguagem acessível evitando 
termos técnicos de difícil compreensão 
(4).
Adequado: realiza as quatro ações.
Parcialmente adequado: realiza duas 
ou três ações.
Inadequado: realiza apenas uma ou 
nenhuma ação.
0,0 0,125 0,25
1.3. Pergunta sobre as características 
da dor abdominal: característica 
da dor (1), fatores de melhora ou 
piora (2), se já apresentou episódio 
prévio semelhante (3), relação com 
alimentação (4) e intensidade de 0 a 10 
(5).
Inadequado: pergunta 1 ou nenhum 
item
Parcialmente adequado: pergunta 2 
ou 3 itens
Adequado: pergunta 4 itens ou mais.
0,0 0,25 0,5
HEPATITE A 
CHECKLIST
9
ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INADEQUADO
PARCIALMENTE 
ADEQUADO
ADEQUADO
ANAMNESE
1.4 Faz perguntas tentando encontrar 
diagnósticos diferenciais:
Contato com água de chuva/enchentes
Outros familiares com sintomas 
semelhantes
Diarreia associada
Saneamento básico no domicílio
Ingesta alimentar atípica
Prática de relação sexual desprotegida
Inadequado: pergunta 1 ou nenhum 
item
Parcialmente adequado: pergunta 2 a 
3 itens
Adequado: pergunta mais de 4 itens
0 0,25 0,5
1.5 Questiona antecedentes
Antecedentes pessoais
Uso de medicação contínua
Alergias
Vícios lícitos e ilícitos
Internações recentes
Inadequado: pergunta 1 ou nenhum 
item
Parcialmente adequado: pergunta 2 a 
4 itens
Adequado: pergunta 5 itens ou mais
0 0,25 0,5
EXAME FÍSICO
2.1 Solicita sinais vitais 0 - 0,5
2.2 Solicita exame físico completo, com 
ênfase em exame físico abdominal.
0 - 0,5
HEPATITE A 
CHECKLIST
10
ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INADEQUADO
PARCIALMENTE 
ADEQUADO
ADEQUADO
EXAMES COMPLEMENTARES
3.1 Solicita hemograma, PCR e função 
renal
Inadequado: não pede os exames
Parcialmente adequado: pede ao 
menos 1 deles 
Adequado: pede 2 exames ou mais
0 - 0,5
3.2 Solicita e interpreta exames 
hepáticos
AST/TGO e ALT/TGP
Fosfatase alcalina
Gama GT
Bilirrubina total e frações
Albumina 
Amilase e/ou lipase
TP e TTPA
Inadequado: pede 1 ou nenhum exame
Parcialmente adequado: pede ao 
menos 2 exames 
Adequado: pede 3 exames ou mais
0 0,5 1,0
3.3 Solicita e interpreta ultrassom de 
abdome
Inadequado: não solicita
Parcialmente adequado: solicita, 
mas não interpreta ou interpreta 
incorretamente
Adequado: solicita e interpreta 
corretamente
0 0,25 0,5
3.4 Solicita e interpreta sorologias para 
hepatites
Inadequado: não solicita
Parcialmente adequado: solicita 
apenas de hepatite B ou C 
Adequado: solicita de hepatite A, 
podendo ou não solicitar de hepatites 
B e C
0 0,25 1,0
HEPATITE A 
CHECKLIST
11
ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INADEQUADO
PARCIALMENTE 
ADEQUADO
ADEQUADO
HIPÓTESE DIAGNÓSTICA
4. Faz diagnóstico de Hepatite A 0 - 1,0
CONDUTA
5.1 Explica o diagnóstico ao paciente, 
sem usar termos técnicos
Inadequado: não explica o diagnóstico
Adequado: explica o diagnóstico
0 - 0,5
5.2 Orienta o paciente sobre a 
necessidade de permanecer internado 
e verbaliza que irá transferi-lo para um 
hospital terciário
Inadequado: não realiza orientação
Parcialmente adequado: orienta que 
irá interná-lo mas não menciona a 
transferência
Adequado: orienta a internação e a 
transferência
0 0,125 0,25
5.3 Menciona que hepatite é agravo 
de notificação compulsória e que irá 
notificar o caso
Inadequado: não menciona notificação
Adequado: menciona notificação
0 - 0,5
5.4 Explica que o tratamento 
compreende apenas suporte clínico e 
observação
Inadequado: não explica ou explica 
incorretamente
Adequado: explica o tratamento 
correto
0 - 0,5
5.5 Explica o risco de hepatite 
fulminante
Inadequado: não explica
Adequado: explica o risco
0 - 0,25
HEPATITE A 
CHECKLIST
12
ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INADEQUADO
PARCIALMENTE 
ADEQUADO
ADEQUADO
5.6 Explica via de transmissão: fecal-
oral, provavelmente pelo alimento 
contaminado
Inadequado: não explica ou explica de 
forma incorreta
Adequado: explica corretamente
0 - 0,25
5.7 Explica corretamente sobre a 
vacinação: via oral, apenas entre 15 
meses e 4 anos ou para transplantados
Inadequado: não explica ou explica de 
forma incorreta
Adequado: explica corretamente
0 - 0,25
5.8 Pergunta se tem dúvidas, acolhe o 
paciente e se coloca à disposição
Inadequado: não abre espaço para o 
paciente
Adequado: abre espaço para dúvidas
0 - 0,25
5.9 Realiza adequadamente a 
sequência das tarefas, conforme 
solicitado nas orientações ao 
participante.
Inadequado: não realiza
Adequado: realiza
0 - 0,25
 
 
HEPATITE A 
CHECKLIST
13
RESUMO
As hepatites virais são, como o próprio nome diz, infecções virais causadas por vírus que tem 
preferência pelo fígado do hospedeiro e que, embora parecidas, têm comportamentos diversos. 
Existem 5 tipos principais de hepatovirus: A (HAV), B (HBV), C (HCV), D (HDV) e E (HEV). Existem 
outros vírus que são capazes de causar hepatites, no entanto, sua repercussão é menos marcante.
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
FASE AGUDA (HEPATITE AGUDA)
A maioria ocorre pelos vírus A e B, sendo o vírus C o que possui menos sintomáticas em sua fase 
aguda. O período após a incubação é chamado prodrômico e o paciente apresenta sintomas como 
náuseas, mal estar inespecífico, fadiga, mialgia, febre baixa, artralgia. É seguido pela fase ictérica, 
quando esses sintomas reduzem porém surge a hiperbilirrubinemia às custas de bilirrubina direta, 
principalmente. Fosfatase alcalina e gama GT podem se elevar um pouco, mas é discreto, enquanto 
as enzimas que marcam lesão hepatocelular, TGO e TGP se elevam de 10 a 100x o limite superior 
da normalidade. Fase de convalescença é marcada pelo desaparecimento da icterícia e recuperação 
do bem estar após algumas semanas. 
FASE CRÔNICA (HEPATITE CRÔNICA)
É a definição de quando o vírus permanece ativo por mais de 6 meses, mantendo alteração, mesmo 
que discreta, nos valores de enzimas hepáticas (TGO e TGP). Os vírus B, C e D são os que têm chance 
de cronificação, podendo muitas vezes se comportar como portador assintomático, quando tem 
baixa replicação viral. Quando adquiridos na infância há chance muito maior de cronificação, devido 
ao tempo vivendo com o vírus. Pessoas com qualquer tipo de imunodeficiência também tendem a 
ter maior cronificaçãoda doença. 
A cronificação pode levar, em última instância, ao desenvolvimento de cirrose e o aumento do 
risco de carcinoma hepatocelular (CHC), principalmente quando falamos do vírus B.
HEPATITE FULMINANTE
Quando após a infecção viral há uma reação tão exacerbada do organismo que há uma insuficiência 
hepática aguda chamamos de hepatite fulminante. Em geral, é manifestada por sinais de encefalopatia 
hepática e redução dos fatores da coagulação no período de 8 semanas após o início da icterícia. A 
principal causa de hepatite fulminante no mundo é a intoxicação por paracetamol, mas dentre as 
virais, ela se reserva aos vírus A e B. 
HEPATITE A 
RESUMO
14
TRATAMENTO
O tratamento da hepatite aguda é de suporte, evitando ao máximo drogas hepatotóxicas ou de 
depuração hepática. Além disso, é primordial orientar o paciente sobre o tempo de duração dos 
sintomas, bem como acerca da proibição do uso de álcool por pelo menos 6 meses após a infecção. 
Recomenda-se repouso relativo até que se normalize as transaminases hepáticas. 
Já para a fase crônica, existem tratamentos bastante específicos com indicações claras, que serão 
discutidos dentro de cada hepatite.
E ainda lembrem, hepatites virais são agravos de notificação compulsória e devem ser levados ao 
Sinan para controle epidemiológico.
HEPATITE A
• É um vírus de RNA, com transmissão fecal-oral.
• Tem um período médio de incubação de 15 a 45 dias.
• Os marcadores da doença são o anti-HAV IgM, que marca infecção recente pelo vírus e o anti-
HAV IgG que marca infecção pregressa ou mesmo imunidade ao agente. Na ausência de ambos 
os marcadores, o indivíduo é susceptível.
ANTI-HAV TOTAL ANTI-HAV IGM INTERPRETAÇÃO
(+) (+) Infecção recente/hepatite aguda pelo HAV
(+) (-)
Infecção passada ou imunizado (ver história 
vacinal)
(-) (-)
Ausência de contato com o vírus, indivíduo não-
imune (susceptível)
• A imunidade pode ser passada pela via materno-fetal ou através de vacinas, comumente 
administrada em dose única, entre 15 meses e 4 anos, ou para adultos receptores de transplante 
de medula óssea ou hepatopatas que têm exame comprovando susceptibilidade ao HAV.
HEPATITE B
• É o único vírus DNA, com transmissão sexual, parenteral e vertical.
• Tem uma incubação de 30 até 180 dias.
HEPATITE A 
RESUMO
15
MARCADORES SOROLÓGICOS
Quando queremos tirar um indivíduo para hepatite B dosamos HBsAg e o anti-HBc.
O HBsAg (antígeno de superfície) é o primeiro a surgir depois de uma infecção pelo vírus. Ele é 
positivo quando o indivíduo está infectado, seja aguda ou cronicamente.
O anti-HBc (anticorpos contra o núcleo, o “core”) pode ser dosado em seu valor total ou apenas 
a fração IgM. A porção total do anticorpo marca contato com o vírus da hepatite B e permanece 
detectável por toda vida quando indivíduo já teve infecção, mesmo naqueles que não cronificaram. 
A fração IgM é a que nos mostra infecção recente e confirma o diagnóstico, podendo permanecer 
positiva por até 6 meses.
O anti-HBs (anticorpos contra o antígeno de superfície) indica imunidade contra o HBV. É o único 
marcador positivo quando o indivíduo foi vacinado e quando infectado, seu aparecimento traduz 
bom prognóstico.
O HBeAg (antígeno “e”) denota replicação viral e traduz alta infectividade. Surge na fase aguda 
logo após o HBsAg. Na fase crônica, sua positividade traduz atividade de doença.
O anti-HBe (anticorpo contra o antígeno “e”) marca bom prognóstico, uma vez que sua positividade 
traduz ausência de replicação viral.
Agora ficou fácil interpretar a tabela do Ministério da Saúde:
CONDIÇÃO DE 
CASO
HBSAG ANTI-HBC
ANTI-HBC 
IGM
HBEAG ANTI-HBE ANTI-HBS
SUSCEPTÍVEL (-) (-) (-) (-) (-) (-)
INCUBAÇÃO (+/-) (+/-) (+) (+/-) (-) (-)
HEPATITE B 
AGUDA
(+) (+) (+) (+) (-) (-)
FINAL DA FASE 
AGUDA / JANELA 
IMUNOLÓGICA
(-) (+) (-) (-) (-) (-)
HEPATITE B FASE 
CRÔNICA
(+) (+) (-) (+/-) (+/-) (+)*
HEPATITE B 
CURADA
(-) (+) (-) (-) (+) (+)
IMUNIZADO 
POR 
VACINAÇÃO
(-) (-) (-) (-) (-) (+)
HEPATITE A 
RESUMO
16
TRATAMENTO
O tratamento está indicado em situações específicas, e a primeira escolha é o tenofovir ou 
entecavir. Vale ressaltar que o tratamento da hepatite B crônica não é curativo, sendo seu objetivo 
reduzir a transmissibilidade viral e reduzir risco de cirrose e carcinoma hepatocelular (CHC).
E por falar nele, lembre sempre de rastrear carcinoma hepatocelular em pacientes portadores 
crônicos de hepatite B, com USG abdominal a cada 6 meses.
Felizmente há vacinas disponíveis no programa nacional de imunização do SUS (PNI) contra a 
hepatite B. O esquema vacinal indica 3 doses com intervalo de 0, 1 e 6 meses. Para pacientes 
imunossuprimidos ou transplantados, o Ministério da Saúde pede 4 doses com volume dobrado do 
imunizante. Em caso de falha na imunização, ou seja, em que não aparece o anti-HBs após 6 meses do 
término do esquema vacinal, é indicada a revacinação que pode ou não ser feita com dose dobrada 
e repetida por até 3 vezes.
A imunoglobulina humana anti hepatite B (IGHAHB) está indicada para indivíduos não vacinados 
em contato com o vírus, especialmente em vítimas de abuso sexual ou recém nascido de mãe 
sabidamente HBsAg positiva, a ser aplicada preferencialmente 12 horas após o nascimento.
HEPATITE C
• É um RNA vírus, de transmissão parenteral, sexual ou vertical
• Tem incubação de aproximadamente sete semanas.
• O marcador de doença usado é o anti- HCV, indicando contato prévio ou infeção ativa quando 
positivo. Sendo assim, sua positividade é sinônimo de dosagem de carga viral (HCV-RNA).
• Não há vacina contra o vírus C.
• O tratamento na hepatite C está sempre indicado!
• Na hepatite C o indivíduo pode se reinfectar, ou seja, ele trata a doença e melhora, mas mede 
a carga viral e pode apresentar reinfecção, porque seus anticorpos não promovem imunidade 
duradoura.
HEPATITE A 
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GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA
GONORREIA
1
GONORREIA
CHECKLIST
AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS INSTRUÇÕES 
PARA O(A) PARTICIPANTE
CENÁRIO DE ATUAÇÃO: 
Unidade de Atenção Primária
DESCRIÇÃO DO CASO: 
 Você está de plantão na unidade de pronto atendimento (UPA), quando chega uma mulher com 
27 anos de idade, sexualmente ativa, apresentando há 5 dias, corrimento amarelado, em grande 
quantidade acompanhado de sangue.
A UNIDADE POSSUI: 
• Laboratório de análises clínicas;
• Sala de medicação.
ATENÇÃO
O PACIENTE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADO DURANTE O ATENDIMENTO!
NOS PRÓXIMOS 10 MINUTOS, VOCÊ DEVERÁ EXECUTAR AS TAREFAS A 
SEGUIR: 
1) Realizar a anamnese adequada;
2) Solicitar exames complementares, se julgar necessário;
3) Verbalizar a conduta terapêutica;
4) Orientar pacientes sobre hipótese diagnóstica e tirar dúvidas.
ATENÇÃO
VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA ACIMA.
2
IMPRESSO 1
EXAME FÍSICO: BEG, corada, hidratada, eupnéica, afebril.
SINAIS VITAIS:
PA: 110x70mmHg
FC: 80 bpm
FR: 15 ipm
ATENÇÃO
GONORREIA
CHECKLIST
3
IMPRESSO 2
EXAME ESPECULAR:
 
RESTANTE DO EXAME GINECOLÓGICO SEM ALTERAÇÕES
ATENÇÃO
GONORREIA
CHECKLIST
4
FALAS DO ATOR
• Você está de plantão na unidade de pronto atendimento (UPA), quando chega uma mulher com 
27 anos de idade, sexualmente ativa, apresentando há 5 dias, corrimento amarelado, em grande 
quantidade acompanhado de sangue.
• Se questionada sobre mencarca, DST, ciclos, duração de fluxo e uso de ACO responder: Menarca: 
16 anos, ciclos regulares, duração e fluxo normal, negar DST prévias e negar uso de ACO.
• Se questionado sobrecaracterísticas do corrimento em geral verbalizar : " seja mais específico.
• Se questionar sobre o corrimento : cor, odor, quantidade e presença de sangue responder: 
Características do corrimento: amarelo esverdeado, em grande quantidade, às vezes com odor 
fétido, mas SEMPRE com sangue.
GONORREIA
CHECKLIST
5
ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INAD. PARC. ADQ.
ANAMNESE
1. Apresentação: (1) identifica-se e cumprimenta o paciente 
simulado; (2) pergunta algum dado de identificação (nome, 
idade). 
Adequado: realiza os dois procedimentos. Parcialmente 
adequado: realiza apenas um dos procedimentos. 
Inadequado:não realiza nenhum dos procedimentos.
0 0,125 0,25
2. Questionou sobre motivo da consulta. 
Adequado: pergunta. 
Inadequado: não pergunta.
0 0,25
3. Investigou sobre as características do corrimento. 
Adequado: Investiga corretamente. 
Inadequado: Não realiza a investigação.
0 0,5
4. Questionou sobre menarca e características do ciclo menstrual 
(se regular). 
Adequado: Questiona. 
Inadequado: Não questiona. 
0 0,5
5. Investigou antecedentes sexuais (DST prévias, número de 
parceiros, uso de preservativo). 
Adequado: Questiona. 
Inadequado: Não questiona. 
0 0,5
6. Questionou de uso de ACO. 
Adequado: Questiona. 
Inadequado: Não questiona.
0 0,5
7. Questionou sobre antecedentes obstétricos. 
Adequado: Questiona. 
Inadequado: Não questiona. 
0 0,5
GONORREIA
CHECKLIST
6
ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INAD. PARC. ADQ.
EXAME FISÍCO
8. Solicitou o exame fisico geral. 
Adequado: Solicitou. 
Inadequado: Não solicitou. 
0 0,5
9. Solicitou exame especular. 
Adequado: Solicitou. 
Inadequado: Não solicitou.
0 0,5
10. Verbalizou lavagem das mãos e uso de luvas de procedimento. 
Adequado: Verbalizou. 
Inadequado: Não verbalizou. 
0 0,5
11. Solicitou auxiliar de enfermagem em sala de consultório e 
fonte de luz. 
Adequado: Solicitou. 
Inadequado: Não solicitou.
0 0,5
12. Verbalizou inspeção estática e dinâmica da vulva. 
Adequado: Verbalizou. 
Inadequado: Não verbalizou.
0 0,5
13. Verbalizou palpação vulvar. 
Adequado: Verbalizou. 
Inadequado: Não verbalizou. 
0 0,5
EXAMES COMPLEMENTARES
14. Verbalizou exame especular. 
Adequado: Verbalizou. 
Inadequado: Não verbalizou. 
0 0,5
15. Verbalizou toque vaginal bimanual. 
Adequado: Verbalizou. 
Inadequado: Não verbalizou. 
0 0,5
16. Verbalizou cultura endocervical em meio Thayer Martin ou 
coloração de Gram. 
Adequado: Verbalizou. 
Inadequado: Não verbalizou. 
0 0,5
GONORREIA
CHECKLIST
7
ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INAD. PARC. ADQ.
DIAGNÓSTICO
17. Hipótese diagnóstica 
Adequado: gonorréia dada as características do corrimento 
Inadequado: Não realiza o diagnóstico. 
0 0,75
CONDUTA
18. Tratamento medicamentoso 
Adequado: indicou ceftriaxona ou azitromicina ou ofloxacino ou 
ciprofloxacino. 
Inadequado: Não indica o tratamento medicamentoso. 
0 0,75
19. Orientou sobre a patologia e sobre se tratar de DST. 
Adequado: Orientou adequadamente. 
Inadequado: Não realizou a orientação correta. 
0 0,5
20. Questionou dúvidas 
Adequado: questiona 
Inadequado: não questiona 
0 0,25
21. Realiza adequadamente a sequência das tarefas, conforme 
solicitado nas orientações ao (à) participante. 
Adequado: realiza. 
Inadequado: não realiza.
0 0,25
GONORREIA
CHECKLIST
8
RESUMO
AGENTE: Neisseria gonorrhoeae
 
EDOCERVICITE – Gonococo não vai para fúrcula vaginal, a lesão inicial vai pra endocervice, se a 
mulher não tiver útero o gonococo vai pra uretra.
Período de Incubação – 10 dias 
QUADRO CLINICO: 
Corrimento abundante, amarelo esverdeado, disúria, sangramento, intermenstrual, metrorragia e 
dor ao toque.
O sangramento não tem um desencadeante especifico, e isso é importante porque esse sangramento 
é o único diferencial clínico entre gonorreia e a tricomoníase. Na tricomoníase não temos o 
sangramento
Esse sangramento ocorre porque uma lesão na endocérvice que sangra. 
DIAGNOSTICO: Clínica 
Coloração de gram (diplococo Gram negativo na secreção vaginal), Coletar secreção endocervical 
com uma sonda. 
Cultura de Thayer Martin de secreção endocervical.
Alem da gonorreia clássica o gonococo pode causar 2 tipos de infecções bem comuns nas mulheres:
Bartolinite: obstrução seguida da infecção da glândula de Bartholin, além de antibiótico, 
temos que drenar e eliminar o material que esta retido na glândula obstruída. 
DIP: Infecção provocada pelo gonococo, agindo juntamente com a clamídia.
TRATAMENTO 
Gonorreia clássica:
• Ceftriaxona 125 mg intramuscular dose única OU
• Ofloxacino 400mg vo dose única OU
• Ciprofloxacina 500mg vo dose única OU
• Levofloxacino 250mg vo dose única
• Para paciente e para o parceiro sexual.
GONORREIA
RESUMO
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CLINÍCA MÉDICA
FEOCROMOCITOMA
1
FEOCROMOCITOMA
CHECKLIST
AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS INSTRUÇÕES 
PARA O(A) PARTICIPANTE
CENÁRIO DE ATUAÇÃO: 
Unidade básica de saúde.
DESCRIÇÃO DO CASO: 
Uma mulher de 24 anos volta para consulta de retorno.
A UNIDADE POSSUI: 
• Laboratório de análises clínicas;
ATENÇÃO
O PACIENTE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADO DURANTE O ATENDIMENTO!
NOS PRÓXIMOS 10 MINUTOS, VOCÊ DEVERÁ EXECUTAR AS TAREFAS A 
SEGUIR: 
1) Realizar a anamnese do paciente. 
2) Solicitar e interpretar o exame físico e sinais vitais. 
3) Solicitar, se necessário, exame (s) laboratorial (ais) e/ou de imagem.
4) Estabelecer hipótese (s) diagnóstica (s).
5) Criar um plano terapêutico.
ATENÇÃO
VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA ACIMA.
2
IMPRESSO 1
RECEITA MÉDICA: 
USO INTERNO: 
1) Atenolol 50 mg comprimido —---------- uso contínuo 
Tomar 1 comprimido, via oral, de 12/12 horas. 
ATENÇÃO
FEOCROMOCITOMA
CHECKLIST
3
IMPRESSO 2
SINAIS VITAIS:
Frequência cardíaca: 80 batimentos por minuto. 
Pressão arterial: 120x80 mmHg.
Frequência respiratória: 12 incursões respiratórias por minuto. 
Temperatura axilar: 36,5°C. 
Saturação: 96% de oxigênio em ar ambiente.
Peso: 60 Kg
Altura: 1,65 m
IMC: 22 Kg/m2
EXAME FÍSICO: 
Paciente em bom estado geral, corada, afebril, acianótica, anictérica e hidratada; alerta, orientado 
no tempo e espaço. 
AR: Ausculta respiratória com murmúrio vesicular presente bilateralmente, sem ruídos adventícios. 
ACV: Ritmo cardíaco regular em dois tempos, com bulhas normofonéticas; sem sopro.
Abdome: plano, flácido, normotenso, ruídos hidroaéreos normoativos; indolor à palpação, sem 
visceromegalias
Sem edema de membros inferiores e com boa perfusão periférica
Exame neurológico: NORMAL
ATENÇÃO
FEOCROMOCITOMA
CHECKLIST
4
IMPRESSO 3
Exames trazidos pela paciente: 
EXAME AMOSTRA RESULTADO
VALOR DE 
REFERÊNCIA
Ácido 
5-hidroxiindolacético 
(5-HIAA)
Urina 5 mg/24h 2 a 7 mg/24h
Normetanefrina Urina > 2,2 nmol/L 1,1 nmol/Lbpm) 
• Período noturno: 85 bpm (Valor de referência: 50-70 bpm) 
• Total de 24 horas: 88 bpm (Valor de referência: 60-80 bpm)
Variabilidade da Pressão Arterial:
Observa-se importante variabilidade nos níveis pressóricos, com elevações abruptas da pressão 
arterial sistólica acima de 200 mmHg durante crises hipertensivas relatadas pelo paciente, associadas 
a sintomas de cefaleia intensa, sudorese profusa e palpitações.
(continuação do impresso 4 na próxima página)
FEOCROMOCITOMA
CHECKLIST
6
IMPRESSO 4
ATENÇÃO
FEOCROMOCITOMA
CHECKLIST
7
IMPRESSO 5 
EXAMES TRAZIDOS PELA PACIENTE: 
Hemoglobina: 12,5 g/dL (valor de referência: 12,0 - 16,0 g/dL); 
Hematócrito: 38% (valor de referência: 36% - 46%); 
Leucócitos: 6500/mcl (valor de referência: 6 000 a 10 000/mcl), 
Plaquetas: 200.000/mcl (valor de referência: 150 a 400 x 10³/mcl)
Creatinina: 0,8 mg/dL (Valor de referência 0,5 a 1,1 mg/dL)
Ureia: 30 mg/dL (Valor de referência: 15 a 40 mg/dL)
Sódio: 140 mEq/L (Normalidade: 135-145 mEq/L)
Potássio: 4,0 mEq/L (Normalidade: 3,5-5,0 mEq/L)
ATENÇÃO
FEOCROMOCITOMA
CHECKLIST
8
FALAS DO ATOR
• Você está voltando para retorno após procurar atendimento por conta de pressão alta. 
• Mencionar que acha estranho ter pressão alta sendo jovem e magra. 
• Perguntar ao candidato: É normal alguém jovem e magro ter uma pressão tão alta?
• Medicação de uso contínuo: Nega e falar que recebeu receita do médico na primeira consulta 
mas ficou com medo de tomar o remédio. Perguntar se pode começar a tomar. 
• Antecedentes familiares: Pai com colesterol alto e mãe com hipotireoidismo. 
• Se questionado sobre antecedente pessoal: Nega
• Se questionado se bebe/fuma: Nega 
• Se questionado se usa drogas ilícitas: Nega 
• Se questionado sobre relação desprotegida: Sempre com proteção.
• Se questionada sobre periodicidade: Relata que apresenta picos pressóricos. 
• Se questionada sobre cefaleia: Costumo ter durante as crises
• Se questionada sobre taquicardia (palpitações): Responder que tem batedeira quando a pressão 
sobre. 
• Se questionada sobre sudorese: Responder que sua muito durante as crises. 
• Se questionada sobre a duração dos sintomas: Iniciaram há três meses e vem piorando. 
FEOCROMOCITOMA
CHECKLIST
9
ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INADEQUADO
PARCIALMENTE 
ADEQ
ADEQUADO
ANAMNESE
1.1 Cumprimenta o paciente (1), se 
identifica de maneira cordial (2), 
identifica o paciente (3) e pergunta o 
motivo da vinda ao atendimento (4).
Adequado: realiza as quatro ações.
Parcialmente adequado: realiza duas 
ou três ações.
Inadequado: realiza apenas uma ou 
nenhuma ação.
0,0 0,125 0,25
1.2. Estabelece contato visual (1), 
mantém postura de empatia ao longo 
do atendimento (2), evita “culpabilizar” 
o paciente pelo seu quadro atual (3) 
e usa linguagem acessível evitando 
termos técnicos de difícil compreensão 
(4).
Adequado: realiza as quatro ações.
Parcialmente adequado: realiza duas 
ou três ações.
Inadequado: realiza apenas uma ou 
nenhuma ação.
0,0 0,125 0,25
FEOCROMOCITOMA
CHECKLIST
10
ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INADEQUADO
PARCIALMENTE 
ADEQ
ADEQUADO
ANAMNESE
1.3 Questionar sobre antecedentes 
pessoais/comorbidades, antecedentes 
familiares e medicamentos de uso 
contínuo. 
Inadequado: nenhum dos itens
Parcialmente adequado: 1-2 itens, 
sendo obrigatório questionar pelo 
menos sobre medicamentos em uso. 
Adequado: Todos os itens
OBS: A atriz entrega a receita (impresso 
1) SE o candidato questionar sobre 
medicamentos em uso. 
0 0,25 0,5
1.4 Questiona sobre presença de 
cefaleia, sudorese e taquicardia. 
Adequado: Questiona os 3 itens 
Parcialmente adequado: 1-2
Inadequado: Nenhum item. 
0 0,5 1,0
1.5 Questiona sobre periodicidade 
e duração da elevação pressórica e 
sintomas. 
Adequado: Questiona 
Inadequado: Não questiona. 
0 - 0,5
EXAME FÍSICO
2.1 Solicita exame físico ao examinador
Adequado: Solicita
Inadequado: Não solicita
0 - 0,5
FEOCROMOCITOMA
CHECKLIST
11
ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INADEQUADO
PARCIALMENTE 
ADEQ
ADEQUADO
EXAMES COMPLEMENTARES
3.1 Solicita exames trazidos pela 
paciente. 
Adequado: Solicita
Inadequado: Não solicita
0 - 0,75
3.2 Identifica no MAPA elevação 
pressórica com padrão paroxístico. 
Adequado: Identifica ambos. 
Parcialmente: Identifica apenas um 
item. 
Inadequado: Não identifica nenhum 
dos itens. 
0 - 0,75
3.3 Identifica elevação de metanefrinas 
urinárias e correlaciona com 
feocromocitoma. 
Adequado: Identifica e correlaciona.
Parcialmente adequado: Apenas 
identifica. 
Inadequado: Nenhum dos dois. 
0 0,375 0,75
HIPÓTESE DIAGNÓSTICA 
4.1 Menciona o diagnóstico de 
hipertensão secundária. 
Adequado: Menciona
Inadequado: Não menciona. 
0 - 0,75
4.2 Faz hipótese diagnóstica de 
feocromocitoma.
Adequado: Faz
Inadequado: Não faz 
0 - 1,0
FEOCROMOCITOMA
CHECKLIST
12
ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INADEQUADO
PARCIALMENTE 
ADEQ
ADEQUADO
CONDUTA
5.1 Explica o diagnóstico à paciente, 
correlacionando o feocromocitoma como 
causa da hipertensão secundária. 
Adequado:Explica 
Inadequado:Não explica 
0 - 0,5
5.2 Indica bloqueio alfa-adrenérgico 
com fenoxibenzamina ou doxazosina.
Adequado: Indica
Inadequado: Não indica
0 - 0,75
5.3 Solicita tomografia computadorizada 
ou ressonância magnética do abdome.
Adequado: Solicita
Inadequado:Não solicita
0 - 0,5
5.4 Contra-indica betabloqueador nessa 
fase e explica o motivo. 
Adequado: Faz ambos 
Parcialmente adequado:Apenas 
contra-indica.
 
Inadequado: Não contraindica. 
0 0,25 0,5
5.4 Encaminha para atenção 
terciária OU cuidado hospitalar 
OU endocrinologista/nefrologista/
cardiologista. 
Adequado: Encaminha 
Inadequado: Não encaminha
0 - 0,5
5.5 Realiza adequadamente a sequência 
das tarefas, conforme solicitado nas 
orientações ao participante. 
Adequado: realiza. 
Inadequado: não realiza.
0 - 0,25
FEOCROMOCITOMA
CHECKLIST
13
 RESUMO
INTRODUÇÃO
A maioria dos pacientes com HAS possuem a forma primária, essencial. Cerca de 10% de pacientes 
hipertensos terão a HAS gerada ou agravada por uma causa secundária, que quando descoberta, é 
potencialmente tratável. 
Alguns indícios podem levar a suspeita dessa condição, que pode ser dada por causas não 
endócrinas, causas endócrinas e até mesmo o uso de substâncias exógenas. 
Obviamente, fatores de confusão como a técnica incorreta de aferição, a presença do efeito do 
avental branco, a não adesão medicamentosa e a inadequação do tratamento de HAS precisam ser 
checados antes do diagnóstico de HAS secundária ser efetivado. Quanto maior o risco cardiovascular 
e o nível da hipertensão, maior será o impacto em órgãos alvo.
INDÍCIOS DE HAS SECUNDÁRIA
Alguns comemorativos são indícios de HAS secundária:
• HAS estágio 3 antes dos 30 e após os 50 anos de idade. 
• HAS resistente (≥ 3 medicações incluindo um diurético tiazídico) ou refratária (≥ 5 medicações 
incluindo o antagonista da aldosterona).
• Uso de fármacos ou substâncias. 
• Tríade do Feocromocitoma: palpitação + sudorese + cefaléia.
• Indícios de SAHOS.
• Fáscies típica ou biotipo de doenças que cursam com HAS. 
• Sopros arteriais ou massa abdominal. 
• Assimetria ou ausência de pulso em MMII. 
• Hipocalemia espontânea importante ou diurético induzida.
• Urina 1 anormal (microalbuminúria ou dismorfismo eritrocitário), alteração da imagem renal, 
diminuição da TFG, alteração da creatinina.
Alguns sinais e/ou sintomas aliados à hipertensão sugerem causas prováveis de HAS secundária.
O hiperaldosteronismo primário ocorre em decorrência do aumento dos níveis de aldosterona, com 
consequente supressão da atividade da renina. A hiperplasia adrenal cortical bilateral é a principal 
causa, seguido por adenoma produtor de aldosterona, câncer adrenal cortical e hiperplasia adrenal 
cortical unilateral.
A presença de sopro abdominal, assimetria renal, piora na função renal com IECA, edema agudo 
de pulmão sem causa aparente sugere doença renovascular.
Hipertensão resistente, hipertensão paroxística com cefaleia, sudorese e palpitações sugerefeocromocitoma. 
Pulsos femorais reduzidos, radiografia com alterações de porção inferior das costelas sugere 
coarctação de aorta.
FEOCROMOCITOMA
RESUMO 
14
Litíase urinária, osteoporose, depressão, letargia, fraqueza muscular sugere hiperparatireoidismo. 
Cefaleias, fadiga, problemas visuais, aumento de mãos, pés e língua sugere acromegalia. 
Fadiga, ganho de peso, perda de cabelo, hipertensão diastólica, fraqueza muscular sugere 
hipotireoidismo. Por outro lado, a intolerância ao calor, perda de peso, palpitações, hipertensão 
sistólica, exoftalmia, tremores e taquicardia sugere hipertireoidismo. 
Ganho de peso, fadiga, fraqueza, hirsutismo, amenorreia, face em “lua cheia”, “corcova” dorsal, 
estrias purpúricas, obesidade central, hipopotassemia sugere a síndrome de Cushing.
Vamos falar agora do que a paciente da estação apresenta!
FEOCROMOCITOMA:
DEFINIÇÃO: 
O feocromocitoma é um tumor raro que se origina nas células cromafins das glândulas adrenais, 
responsáveis pela produção de catecolaminas (adrenalina, noradrenalina). Ele corresponde a uma 
das causas de hipertensão secundária, frequentemente grave e de difícil controle, sendo importante 
o diagnóstico precoce para prevenir complicações cardiovasculares severas.
• O feocromocitoma é um tumor neuroendócrino produtor de catecolaminas, que afeta 
principalmente a medula adrenal. Apesar de benigno na maioria dos casos, pode ser maligno em 
até 10% dos pacientes. A maioria dos casos ocorre esporadicamente, mas pode estar associado 
a síndromes genéticas, como a Neoplasia Endócrina Múltipla tipo 2 (MEN2), neurofibromatose 
tipo 1 e doença de von Hippel-Lindau.
QUADRO CLÍNICO:
O quadro clínico clássico do feocromocitoma é caracterizado pela tríade de:
1) Cefaleia intensa (de início súbito, pulsátil)
2) Sudorese profusa
3) Palpitações ou taquicardia
Esses sintomas são frequentemente acompanhados de crises hipertensivas paroxísticas, com 
elevações abruptas da pressão arterial, que podem ser desencadeadas por esforço físico, estresse, 
cirurgia, consumo de alimentos ricos em tiramina (queijo, vinho) ou uso de medicamentos, como 
betabloqueadores e anestésicos.
Outros sinais e sintomas podem incluir:
• Ansiedade, tremores
• Perda de peso
• Dor abdominal ou torácica
• Hiperglicemia e intolerância à glicose
FEOCROMOCITOMA
RESUMO
15
DIAGNÓSTICO:
O diagnóstico de feocromocitoma baseia-se em três pilares principais:
1) Dosagem bioquímica de catecolaminas e metanefrinas:
 ◦ Metanefrinas plasmáticas ou urinárias (24 horas) são os exames de escolha para confirmação 
bioquímica. Valores elevados indicam produção excessiva de catecolaminas.
2) Exames de imagem:
 ◦ Após confirmação bioquímica, deve-se localizar o tumor por tomografia computadorizada (TC) 
ou ressonância magnética (RM) do abdome. Em casos de difícil localização, a Cintilografia com 
MIBG (meta-iodobenzilguanidina) ou PET scan pode ser utilizada.
3) Testes genéticos:
 ◦ Indicado especialmente em pacientes jovens (o sistema 
único de saúde
ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMILIA (ESF)
RESUMO
O QUE ACHOU
DESSE RESUMO?
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sido positivo e proveitoso. Se você puder, por favor, nos fornecer 
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PEDIATRIA
ENURESE
1
ENURESE
CHECKLIST
AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS INSTRUÇÕES 
PARA O(A) PARTICIPANTE
CENÁRIO DE ATUAÇÃO: 
Atendimento de puericultura em unidade básica de saúde.
DESCRIÇÃO DO CASO: 
Você está em atendimento de puericultura em UBS e atende Felipe, 8 anos de idade, com queixa 
de perda de urina a noite.
A UNIDADE POSSUI: 
• Consultórios para atendimento;
• Sala de medicação e vacinas;
• Farmácia;
• Setor de agendamento de exames.
ATENÇÃO
O PACIENTE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADO DURANTE O ATENDIMENTO!
NOS PRÓXIMOS 10 MINUTOS, VOCÊ DEVERÁ EXECUTAR AS TAREFAS A 
SEGUIR: 
1) Realize anamnese direcionada ao caso 
2) Solicite e interprete o exame físico
3) Informe hipótese diagnóstica
4) Oriente condutas
ATENÇÃO
VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA ACIMA.
2
IMPRESSO 1 - EXAME FÍSICO
Paciente em bom estado geral, afebril, anictérico, acianótico, eupneico, corado, hidratado
Peso adequado para idade / estatura adequada para idade / eutrófico / normotenso 
FR 29 ipm / FC 103 bpm / Temp 35,6°C
Sem linfonodos palpáveis
Murmúrios vesiculares presentes bilateralmente, sem ruídos adventícios, sem sinais de desconforto
Bulhas rítmicas e normofonéticas em 2 tempos, sem sopros, pulsos cheios e simétricos, TEC 2 
segundos.
Ruídos hidroaéreos presentes, abdome flácido, sem massas ou VMG
Paciente vigil, colaborativo, GCS 15, pupilas isocóricas e fotorreagentes
Genitália típica masculina sem alterações, testiculo tópicos 
Sem lesões perianais 
ENURESE
CHECKLIST
3
ITENS DE DESEMPENHO 
AVALIADOS
INADEQUADO
PARCIALMENTE 
ADEQ
ADEQUADO
ANAMNESE
1.1 Apresenta-se e cumprimenta mãe 
e paciente, pergunta nome e idade de 
ambos
0 0,5
1.2 Investiga queixa principal
início dos sintomas
frequência das perdas urinárias 
despertar noturno associado a perdas 
urinárias 
idade de controle esfincteriano
Infecção urinária e outros sintomas 
urinários 
Constipação 
Alterações do sono 
Mudanças recentes da rotina 
Adequado: investiga 7 a 8
Parcialmente adequado: investiga 5 
ou 6
Inadequado: investiga 4 ou menos
0 1,0 2,0
1.3 Investiga passado médico 
intercorrências no parto
Comorbidades 
Uso de medicações 
Alergias 
Internações
Adequado: pergunta os 4 
Parcialmente adequado: pergunta 3
Inadequado: pergunta 2 ou menos
0 1,0 2,0
ENURESE
CHECKLIST
4
ITENS DE DESEMPENHO 
AVALIADOS
INADEQUADO
PARCIALMENTE 
ADEQ
ADEQUADO
EXAME FÍSICO
2.1 Solicita exame físico e interpreta 
os achados
Adequado: solicita e interpreta
Parcialmente: solicita e não 
interpreta
Inadequado: não solicita e não 
interpreta
0 0,25 0,5
DIAGNÓSTICO
3.1 Informa hipótese diagnóstica: 
enurese monossintomática 
secundária 
Adequado: informa hipótese e 
classificação de forma adequada 
Parcialmente adequado: informa 
hipótese, mas não classifica 
Inadequado: não informa
0
1,0 2,0
CONDUTA
4.1 Orienta coleta de urina tipo 1 e 
Uro cultua 
Adequado: solicita exame
Inadequado: não solicita exame
0 0,5
4.2 Orienta mudanças 
comportamentais 
Redução da ingesta hídrica antes do 
sono
Urinar antes de dormir 
Adequado: indica de forma adequada
Inadequado: não indica de forma 
adequada
0 1,0
ENURESE
CHECKLIST
5
ITENS DE DESEMPENHO 
AVALIADOS
INADEQUADO
PARCIALMENTE 
ADEQ
ADEQUADO
CONDUTA
4.3 Explica para os pais etiologia da 
enurese e avaliar necessidade de 
psicoterapia
Adequado: indica de forma adequada
Inadequado: não indica de forma 
adequada
0 1,0
4.4 Realiza as tarefas na ordem 
solicitada
0 0,5
ENURESE
CHECKLIST
6
FALAS DO ATOR
• Felipe, 8 anos
• Inicio há 2 meses de quadro de perda de urina durante o sono 
• Apresentou controle esfincteriano noturno aos 5 anos, mantendo-se desde então sem perdas 
urinárias noturnas 
• Episódios acontecem em todas as noites, criança nao percebe que urinou e só acorda depois 
com a roupa molhada 
• Nega infecção urinária, perda urinária diurna, urgência miccional ou constipação 
• Nega mudanças no sono 
• Episódios começaram depois que avó da criança faleceu e irmão mais novo nasceu 
• Nega comorbidades, alergias ou uso de medicamentos 
ENURESE
CHECKLIST
7
RESUMO
Incontinência noturna involuntária e durante o sono em crianças em que o controle esfincteriano 
noturno já seria esperado (>5-6 anos)
• Difere de noctúria = acordar a noite para urinar
• Mais comum em meninos, TDAH e parentes de 1º grau com história
• Início desfralde por volta de 2a3m
CONTROLE ESFINCTERIANO
• 18 meses: maturidade anatômica, funcional e biológica
• 27 meses: maturidade emocional e cognitiva > INÍCIO DO TREINAMENTO SOCIAL
• Controle diurno: após semanas a meses
• Controle noturno: meses a anos após diurno > 5-6 anos
CLASSIFICAÇÃO
• Primária: nunca adquiriu controle noturno ou não manteve por > 6 meses
• Secundária: perda de controle noturno após 6 meses
• Monossintomática: sem sintomas associados
• Não monossintomática: sintomas urinários diurnos, sintomas intestinais, sintomas relacionados 
ao sono
ENURESE NOTURNA PRIMÁRIA MONOSSINTOMÁTICA + SEM IMPACTO 
FAMILIAR
Avaliação clínica
• Sintomas de fase de armazenamento: aumento da frequência (>/=8 ) ou diminuída ( 
paliativos
• Higiene do sono: evitar criança com muita fadiga e sono pesado
• Exames: U1 + URC por jato médio > afastar doença renal e ITU 
ENURESE
RESUMO
8
ENURESE NOTURNA PRIMÁRIA MONOSSINTOMÁTICA + IMPACTO 
FAMILIAR
• Incômodo pela enurese x alteração da dinâmica familiar
Pré requisitos para intervenção ativa
• Motivação da família e da criança, ter certeza que é monossintomática objetivamente
• Diário de eliminações / ingesta hídrica: horários, líquidos (volume e tipo), volume urinário, 
sintomas associados, evacuações
Alarme urinário
• Dispositivo com sensor na roupa íntima conectado a um alarme > sensor capta primeiras gotas 
de urina e aciona o alarme > criança acorda e vai ao banheiro, troca roupa de cama e pijama e 
aciona o alarme outra vez = Condicionamento > criança acorda e faz supressão voluntária das 
contrações
• Melhora do reconhecimento da repleção vesical pelo SNC, melhora da capacidade vesical funcional 
noturna e da atividade do assoalho pélvico
●	 Reavaliar em 2 semanas
 ◦ Boa resposta: redução do volume de perda, acorda com alarme, menos alarme por noite, menos 
noites com enurese > manter por 2-3 meses e manter depois até 14 noites secas consecutivas
 ◦ Falha: ajustar técnica, associar descompressões, aguardar 6-12 meses para reiniciar (criança 
mais madura)
• Não é bom método se a demanda for resposta a curto prazo
• Recidiva em até 46% > fazer 2º ciclo (resposta mais rápida)
Desmopressina
• Usar 1h antes de dormir > reduz volume urinário
• Reavaliar em 2 semanas
 ◦ Boa resposta:manter por 3 meses
 ◦ Resposta ruim: 0,2 mg > 0,4 mg > reavaliar em 2 semanas
• 30% remissão total e 40% de melhora importante
• Recidiva em 70%: uso a longo prazo não traz malefícios > reintroduzir e ir retirando a cada 2 meses
• Boa resposta: pode fazer uso sob demanda
• Riscos: hiponatremia dilucional
• Indicações: poliúria noturna com capacidade vesical estimada normal, paciente sem boa resposta 
ao alarme, melhora a curto prazo, uso sob demandada (uso prévio por pelo menos 6 sem), pais 
reagindo com raiva
ENURESE
RESUMO
9
Antidepressivo tricíclico
• Imipramina: reduz período de sono REM, aumento de ADH, relaxamento do detrusor
 ◦ Melhora total 20%, recidiva 90%
 ◦ Possível indicação naqueles com TDAH que falham na 1a linha
 ◦ Se boa resposta suspender com 3 meses
ENURESE NÃO MONOSSINTOMÁTICA
Sintomas urinários
• Distúrbios miccionais que mantém padrão anormal durante o sono
• Sintomas de fase de armazenamento: hiperatividade detrusora > Bexiga hiperativa
• Manobras de contenção: sintomas de urgência / incontinência ou alterações comportamentais 
(saltitar, cruzar as pernas, compressão do períneo) > redução da frequência urinária > Postergação 
da micção > perda da sensação de repleção vesical
• Sintoma de esvaziamento: dissinergismo detrusor-esfíncter > Micção disfuncional > Bexiga 
hipocontrátil (jato intermitente, aumento de resíduo)
• Obstrução: fimose + balonamento do prepúcio com necessidade de compressão para 
esvaziamento, VUP, sinéquia de lábios
• Perda pós-miccional: malformação > ureter ectópico, fístula
• Uma disfunção pode evoluir para outra ou pode ter 2 ao mesmo tempo
• Causa orgânicas: distúrbios neurogênico (malformação, trauma, anóxia, infecção, inflamação) > 
bexiga neurogênica (disfunção vesical ou esfincteriano), malformações
• Funcional: alteração comportamental, atraso na maturação cortical
• Tratar primeiro os distúrbios e depois focar na enurese
Constipação
• Efeito mecânico: compressão da parede posterior da bexiga > redução da capacidade vesical + 
hiperatividade detrusora
• Síndrome das eliminações: retenção fecal + urinária
 ◦ Postergação miccional, micção disfuncional, bexiga hipoxantina
• Tratar constipação > intervenção se enurese mantida
Manejo combinado
• Abordar medos e resistências
• Avaliar dinâmica familiar
• Ingestão adequada de líquidos
• Condicionamento: micção em horários regulares programados
• Postura durante micção: adaptar assento, apoiar os pés, retirar a roupa, não ter pressa
• Mínimo 4 diureses no dia
ENURESE
RESUMO
10
Tratamento especializado
• Biofeedback de assoalho pélvico com fluxometria: eletrodos em superfície + método audiovisual 
> criança aprende a contrair e relaxar assoalho pélvico no momento adequado
• Neuroestimulação: aplica-se corrente elétrica através de eletrodos de superfície na região 
parassacral (S2-S3) > modulação das vias neuronais aferentes e eferentes > efetivo pela 
neuroplasticidade
 ◦ Primeira escolha na hiperatividade de detrusor e de disfunção vesical e intestinal
• Anticolinérgico (oxibutinina ou tolterodina): uso na baixa capacidade vesical ou hiperatividade 
detrusora
 ◦ Pode causar retenção urinária ou constipação
ENURESE NOTURNA SECUNDÁRIA
• Orgânico x emocional (evento estressor marcante)
• Outros sintomas: poliúria (glicosúria, deficiência ou resistência a ADH), hipotenúria, tubulopatias, 
DRC), atraso DNPM, constipação, sintomas CV, abalos, hipotonia, parada comportamental, prurido 
anal
• Abordagem
 ◦ Outros sintomas: investigar conforme suspeita
 ◦ Evento estressor marcante: medidas paliativas + considerar psicoterapia
ENURESE
RESUMO
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GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA
ECLÂMPSIA
1
ECLÂMPSIA
CHECKLIST
AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS INSTRUÇÕES 
PARA O(A) PARTICIPANTE
CENÁRIO DE ATUAÇÃO: 
Unidade de Atenção Primária
DESCRIÇÃO DO CASO: 
Você está trabalhando em uma Unidade Básica de Saúde, atendendo uma gestante com 27 semanas 
de gestação, primigesta, com queixa de cefaleia e epigastralgia.
A UNIDADE POSSUI: 
• Laboratório de análises clínicas;
• Sala de medicação.
ATENÇÃO
O PACIENTE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADO DURANTE O ATENDIMENTO!
NOS PRÓXIMOS 10 MINUTOS, VOCÊ DEVERÁ EXECUTAR AS TAREFAS A 
SEGUIR: 
1) Realizar o atendimento;
2) Verbalizar a hipótese diagnóstica;
3) Adotar a conduta médica imediata e, em seguida, verbalizar a continuidade da conduta passo a 
passo;
4) Verbalizar o tratamento medicamentoso indicado para o caso.
ATENÇÃO
VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA ACIMA.
2
IMPRESSO 1
EXAME FÍSICO:
Paciente REG, corada, edema 3+/4 em MMII, afebril.
EXAME OBSTÉTRICO:
AU: 26cm
BCF: 144 bpm
DU: AUSENTE
ESPECULAR: ausência de sangramento ou secreções
TOQUE: colo amolecido e impérvio 
ATENÇÃO
ECLÂMPSIA
CHECKLIST
3
IMPRESSO 2
SINAIS VITAIS:
PA: 190 x 120mmHg
FC: 98 bpm
FR: 15 ipm
ATENÇÃO
ECLÂMPSIA
CHECKLIST
4
IMPRESSO 3
EXAMES COMPLEMENTARES:
Plaquetas 170.000
Bilirrubinas totais 0,9
TGO 35
TGP 38
Creatinina 0,8 mg/dl
Proteinúria 900 mg/24 horas
NO MOMENTO QUE OS RESULTADOS FICAM PRONTOS, PACIENTE CONVULSIONA.
ATENÇÃO
ECLÂMPSIA
CHECKLIST
5
FALAS DO ATOR
• Você está trabalhando em uma Unidade Básica de Saúde, atendendo uma gestante com 27 
semanas de gestação, primigesta, com queixa de cefaleia e epigastralgia.
• Se questionada a atriz sobre motivo de consulta de forma "genérica" mencionar ativamente, 
"seja mais específico(a)." 
• Se questionado: "Estou com dor de cabeça e dor na boca do estômago.Também vejo pontinhos 
brilhantes, às vezes sinto dor no lado direito da barriga e me sinto sonolenta." 
• Se questionado sobre a caderneta de gestante, a atriz deve responder: "Esqueci minha caderneta 
em casa”.
• Se não orientou o prognóstico, pode perguntar “esse quadro é grave?” 
ECLÂMPSIA
CHECKLIST
6
ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INAD. PARC. ADQ.
ANAMNESE
1. Apresentação: (1) identifica-se e (2) cumprimenta a paciente 
simulada. 
Adequado: realiza os dois procedimentos. Parcialmente 
adequado: realiza apenas um dos procedimentos. 
Inadequado: não realiza nenhum dos procedimentos.
0 0,25 0,5
2. Pergunta sobre sintomas associados a pré - eclâmpsia.
 
Adequado: cefaleia (1), escotomas(2), diminuição do nível de 
consciência (3), dor em hipocôndrio direito(4), epigastralgia(5). 
 
Parcialmente adequado: pergunta de 3 a 4 sintomas. 
 
Inadequado: pergunta apenas dois ou menos sintomas. 
0 0,5 1,0
3. Solicita caderneta da gestante. 
Adequado: solicita os dois. 
Inadequado: não solicita nenhum.
0 0,5
EXAME FÍSICO
4. Solicita exame físico geral e sinais vitais. 
Adequado: solicita os dois. 
Parcialmente inadequado: solicita um ou outro. 
Inadequado: não solicita nenhum. 
0 0,5 1,0
5. Solicita exame físico obstétrico. 
Adequado: solicita 
Inadequado: não solicita
0 0,5
EXAMES COMPLEMENTARES
6. Solicita exames da rotina hipertensiva. 
Adequado: HEMOGRAMA (1), TGO(2), TGP(3), DHL(4), 
BILIRRUBINAS TOTAIS E FRAÇÕES (DIRETA E INDIRETA)(5), 
UREIA(6) E CREATININA(7), ÁCIDO ÚRICO(8), PROTEINÚRIA(9). 
Inadequado: Se faltar qualquer exame, considerar como 
inadequado 
0 1,0
ECLÂMPSIA
CHECKLIST
7
ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INAD. PARC. ADQ.
CONDUTA
7. Prescreve hidralazina. 
Adequado: prescreve hidralazina 
Inadequado: não prescreve.
0 0,5
8. Prescreve sulfato de magnésio 4 gramas IV (ZUSPAN) ou 4 
gramas IV + 5 gramas IM em cada nádega (PRITCHARD) ou 6 
gramas IV (SIBAI). 
Adequado: prescreve algum dos esquemas acima. 
Inadequado: outro esquema. 
0 1,0
9. Solicita infusão desulfato de magnésio de forma lenta (10 a 20 
minutos). 
Adequado: solicita infusão de forma lenta. 
Inadequado: não solicita 
0 0,5
10. Pede para deixar gluconato de cálcio 10% ao lado da 
paciente.
Adequado: solicita 
Inadequado: não solicita 
0 0,5
11. Solicita sondagem vesical de demora. 
Adequado: solicita 
Inadequado: não solicita 
0 0,5
12. Verbaliza diagnóstico eclâmpsia. 
Adequado: verbaliza diagnóstico acima. 
Inadequado: verbaliza outro diagnóstico 
0 1,0
13. Orienta paciente sobre prognóstico materno-fetal. 
Adequado: prognóstico ruim, quadro grave, não tem como 
aguardar e precisa interromper a gestação mesmo se 
prematuridade. 
Inadequado: outros.
0 0,5
14. Transfere paciente para hospital de referência após 
estabilização do quadro. 
Adequado: solicita transferência 
Inadequado: não solicita transferência 
0 0,5
15. Realiza adequadamente a sequência das tarefas, conforme 
solicitado nas orientações ao (à) participante. 
Adequado: realiza. 
Inadequado: não realiza.
0 0,5
ECLÂMPSIA
CHECKLIST
8
RESUMO
PRÉ-ECLÂMPSIA (APÓS 20 SEMANAS DE GESTAÇÃO)
CLASSIFICAÇÃO TRATAMENTO
Leve:
• PA ≥ 140x90 mas 600
 ◦ AST (TGO) ≥ 70
 ◦ Plaquetasplanos zero e +2 de DeLee)
• Baixo (apresentação do plano +3 de DeLee de para baixo).
AS PRINCIPAIS COMPLICAÇÕES MATERNAS DO FÓRCIPE SÃO: 
• Lesão de canal de parto
• Rotura uterina
• Lesão vesical
• Lesão retal
• Lesão óssea
JÁ AS PRINCIPAIS COMPLICAÇÕES FETAIS INCLUEM:
• Céfalo-hematoma
• Hemorragia intracraniana
• Fratura craniana
• Paralisia facial
• Compressão de cordão
• Asfixia
• Óbito
TRABALHO DE PARTO (FÓRCIPE)
RESUMO
O QUE ACHOU
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sido positivo e proveitoso. Se você puder, por favor, nos fornecer 
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GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA
TOXOPLASMOSE GESTACIONAL
1
TOXOPLASMOSE GESTACIONAL
CHECKLIST
AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS INSTRUÇÕES 
PARA O(A) PARTICIPANTE
CENÁRIO DE ATUAÇÃO: 
Unidade de Atenção primária.
DESCRIÇÃO DO CASO: 
Você está trabalhando em uma Unidade Básica de Saúde, quando chega para consulta, agendada 
de pré-natal, uma paciente de 30 anos, primigesta, 12 semanas de gestação, comparece a terceira 
consulta de pré-natal muito temerosa, pois apresentou sorologia para toxoplasmose IgG e IgM 
positivos.
A UNIDADE POSSUI: 
• Laboratório de análises clínicas;
• Sala de medicação.
ATENÇÃO
O PACIENTE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADO DURANTE O ATENDIMENTO!
NOS PRÓXIMOS 10 MINUTOS, VOCÊ DEVERÁ EXECUTAR AS TAREFAS A 
SEGUIR: 
1) Realizar a consulta de pré-natal
2) Interpretar o resultado da sorologia
3) Tomar conduta
ATENÇÃO
VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA ACIMA.
2
IMPRESSO 1 - EXAME FÍSICO 
EXAME FÍSICO: BEG, corada, hidratada, eupneica, afebril. 
SINAIS VITAIS:
• PA: 110 x 70mmHg,
• FC: 80 bpm
• FR: 15 ipm
ATENÇÃO
TOXOPLASMOSE GESTACIONAL
CHECKLIST
3
IMPRESSO 2
Exame ginecológico e obstétrico sem alterações. 
ATENÇÃO
TOXOPLASMOSE GESTACIONAL
CHECKLIST
4
IMPRESSO 3 
TESTE DE AVIDEZ PARA IgG TOXOPLASMOSE: BAIXA
ATENÇÃO
TOXOPLASMOSE GESTACIONAL
CHECKLIST
5
FALAS DO ATOR:
• Você está trabalhando em uma Unidade Básica de Saúde, quando chega para consulta, agendada 
de pré-natal, uma paciente de 30 anos, primigesta, 12 semanas de gestação, comparece a terceira 
consulta de pré-natal muito temerosa, pois apresentou sorologia para toxoplasmose IgG e IgM 
positivos.
• Se questionada sobre motivo de consulta responder: "Vim começar o pré-natal e vi o resultado 
do único exame que ficou pronto (enfermagem pediu rotina pré natal) e fiquei preocupada 
porque deu positivo".
• Se questionada sobre antecedentes patológicos pessoais (APP): Negar.
• Se questionada sobre data da última menstruação (DUM), ciclos, fluxo e duração, responder: 
DUM: ? / ciclos regulares, pouco fluxo, duração de 3-5 dias .
• Questionar sobre abortamento ou gestações prévias, responder:nenhuma gestação ou 
abortamento prévio nenhuma gestação ou abortamento prévio.
• Se questionada sobre uso de preservativo e parceiros, mencionar: Não usa preservativo e 
1 parceiro.
TOXOPLASMOSE GESTACIONAL
CHECKLIST
6
ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INAD. PARC. ADQ.
ANAMNESE
1. Apresentação: identificou-se e qualificou-se para a paciente.
Adequado: Se apresenta. 
Inadequado: Não se apresenta.
0 0,5
2. Perguntou para a paciente: nome da paciente, estado civil, 
naturalidade, data da última menstruação (demais itens menos 
importantes). 
Adequado: Pergunta. 
Inadequado: Não pergunta.
0 0,5
3. Confirmou se está em uso de ácido fólico e solicitou caderneta 
de pré natal. 
Adequado: Confirma e solicita. 
Inadequado: Não confirma e/ ou não solicita. 
0 0,5
4. Confirmou a idade gestacional corretamente. 
Adequado: Confirma. 
Inadequado: Não confirma. 
0 - 0,5
EXAME FÍSICO
5. Solicitou exame físico geral 
Adequado: Solicita. 
Inadequado: Não solicita.
0 0,5
6. Solicitou exame físico obstétrico com altura uterina, ausculta 
batimentos cardíacos fetais e manobras do palpar obstétrico
Adequado: Solicita. 
Inadequado: Não solicita.
0 0,5
EXAMES COMPLEMENTARES
7. Conferiu exames solicitados nas consultas anteriores: 
hemograma, glicemia de jejum, tipagem sanguínea (ABO e 
Rh), urina 1, urocultura, protoparasitológico de fezes, outras 
sorologias além de toxoplasmose (rubéola, sífilis, hepatite B e 
HIV) 
Adequado: Confere. 
Inadequado: Não confere.
0 1,0
8. Questionou sobre colpocitologia oncológica 
Adequado: Questiona. 
Inadequado: Não questiona.
0 1,0
TOXOPLASMOSE GESTACIONAL
CHECKLIST
7
ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INAD. PARC. ADQ.
DIAGNÓSTICO
9. Orientou sobre vacinação. 
Adequado: Orienta adequadamente. 
Inadequado: Não orienta.
0 0,5
10. Verbalizou a hipótese diagnóstica de toxoplasmose 
gestacional
Adequado: Verbalizou
Inadequado: Não verbalizou
11. Solicitou teste de avidez para toxoplasmose. 
Adequado: Solicita. 
Inadequado: Não solicita. 
0 1,0
CONDUTA
12. Orientou suspender espiramicina após 16 semanas e 
iniciar tratamento com esquema tríplice para toxoplasmose 
(sulfadiazina, pirimetamina e ácido folínico)
Adequado: Orienta adequadamente. 
Inadequado: Não orienta. 
0 0,5
13. Informou da necessidade de amniocentese com 18 semanas 
de gestação para detecção de PCR no líquido amniótico
Adequado: Informa adequadamente. 
Inadequado: Não informa.
0 0,5
14. Perguntou se ficou alguma dúvida e esclareceu.
Adequado: Pergunta adequadamente. 
Inadequadamente: Não pergunta. 
0 0,5
15. Encaminhou para o pré-natal de alto risco
Adequado: Encaminha. 
Inadequadamente: Não encaminhou.
0 0,5
16. Notificou o caso.
Adequado: Notifica adequadamente. 
Inadequadamente: Não notifica.
0 0,5
 
 
TOXOPLASMOSE GESTACIONAL
CHECKLIST
8
RESUMO
Fluxograma 1: Algoritmo para interpretação das sorologias IgM e IgG para toxoplasmose no pré-
natal (elaborado pelos autores com base na Nota Técnica 14/2020 do Ministério da Saúde)
TOXOPLASMOSE GESTACIONAL
RESUMO 
9
TOXOPLASMOSE GESTACIONAL
RESUMO 
10
TOXOPLASMOSE GESTACIONAL
RESUMO
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CLINÍCA MÉDICA
TEP
1
TEP 
CHECKLIST
AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS INSTRUÇÕES 
PARA O(A) PARTICIPANTE
CENÁRIO DE ATUAÇÃO: 
Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24h.
DESCRIÇÃO DO CASO: 
Idosa, 82 anos, vem trazida pela filha com queixa de dispneia.
A UNIDADE POSSUI: 
• Laboratório de análises clínicas e RX;
• Sala de emergência;
• Leitos para observação.
ATENÇÃO
O PACIENTE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADO DURANTE O ATENDIMENTO!
NOS PRÓXIMOS 10 MINUTOS, VOCÊ DEVERÁ EXECUTAR AS TAREFAS A 
SEGUIR: 
1) Realizar a anamnese do paciente. 
2) Solicitar e interpretar o exame físico e sinais vitais. 
3) Solicitar, se necessário, exame(s) laboratorial(ais) e/ou de imagem.
4) Estabelecer hipótese (s) diagnóstica (s).
5) Criar um plano terapêutico.
ATENÇÃO
VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA ACIMA.
2
IMPRESSO 1
SINAIS VITAIS:
Frequência cardíaca: 126 batimentos por minuto.
Pressão arterial: 114x72 mmHg.
Frequência respiratória: 28 incursões respiratórias por minuto.
Temperatura axilar: 36,5°C.
Saturação: 90% em ar ambiente.
Glicemia capilar: 85 mg/dL.
Peso: 55 Kg, Altura: 1,57 m, IMC: 22,3 Kg/m²
 
EXAME FÍSICO:
Paciente em regular estado geral, eutrófica, hipocorada +/4+, afebril, acianótica, anictérica e 
hidratada; vigil, consciente epara 
tratamento. 
Adequado: explica e convoca.
Parcialmente adequado: só explica ou convoca. 
Inadequado: não explica e nem convoca.
0
0 
0,5
19. Questionou dúvidas. 
Adequado: questiona. 
Inadequado: não questiona. 
0 0,25
20. Realiza adequadamente a sequência das tarefas, conforme 
solicitado nas orientações ao (à) participante. 
Adequado: realiza. 
Inadequado: não realiza.
0 0,25
DIPA
CHECKLIST
9
RESUMO
Infecção progressiva e ascendente dos órgãos genitais internos provocado pelos microrganismos 
que vem do trato genital inferior ou região anal.
Quanto mais tempo demorar para fazer o diagnóstico e começar o tratamento, maior número de 
estruturas pélvicas comprometidas e pior prognóstico.
Como o processo é progressivo, primeiro o útero é infectado, depois as trompas e por último o 
ovário.
A complicação imediata mais temida da DIPA é o abscesso tubo ovariano: coleção de pus na pelve, 
que pode romper, disseminar por toda a cavidade e causar uma sepse.
A complicação tardia mais temida é a INFERTILIDADE.
Junto com a endometriose, a DIPA é a causa de infertilidade primária (casal que nunca conseguiu 
engravidar) mais comum no Brasil. Consideramos as duas juntas porque o mecanismo de infertilidade 
é o mesmo, elas vão criar aderências na pelve que podem obstruir as trompas, diminuir a motilidade, 
que vão ter dificuldade de captar o óvulo e transportá-lo até a região ampolar da trompa, onde 
deve ocorrer a fecundação.
Até 2003 todos esses agentes eram considerados causadores da dipa:
• Mycoplasma hominis
• Gardnerella vaginalis
• Escherichia coli
• Bacterioides sp
• Peptococcus sp
• Peptostreptococcus sp
• Proteus sp
 
Hoje, são agentes oportunistas que vão agravar a infecção causada pela chlamydia trachomatis e 
a Neisseria gonorrhoeae.
QUADRO CLÍNICO
• Único sintoma que encontro em todas as pacientes é a dor pélvica progressiva, inicialmente é 
só na mobilização do colo (útero comprometido), depois começa a ter dor nos anexos, se não 
realizarmos o diagnóstico e o tratamento, ele progride e tem irritação peritoneal (abdome agudo 
inflamatório)
• Tríade dolorosa: Dor à mobilização cervical, Dor anexial e Peritonite
DIPA
RESUMO 
10
DIAGNÓSTICO
• É feito através da presença de qualquer critério elaborado sozinho ou através de 3 critérios 
maiores + 1 critério menor
• Critérios elaborados
 ◦ Endometrite diagnosticada histológicamente
 ◦ Qualquer exame de imagem sugestivo de abcesso tubo ovariano
 ◦ Laparoscopia (melhor método pra fechar diagnóstico de DIPA, nos permite visualizar os órgãos 
genitais internos, trompas hiperemiadas, abcesso, pus pra todo lado)
• Critérios maiores
 ◦ Dor à mobilização do colo
 ◦ Dor à palpação anexial
 ◦ Irritação peritoneal
• Critérios menores
 ◦ Febre
 ◦ Corrimento amarelo-esverdeado
 ◦ Leucocitose
 ◦ VHS aumentado
 ◦ PCR
 ◦ Cultura endocervical positiva para gonococo e clamídia
 ◦ Desvio à esquerda
TRATAMENTO
• Não preciso ter o diagnóstico fechado, com qualquer suspeita clínica já devemos iniciar o 
tratamento.
• Fase 1 – tratamento ambulatorial
• Salpingite aguda sem peritonite (só tem infecção nas trompas)
 ◦ Objetivo: erradicar sintomas e infecção
 ◦ Doxiciclina 100mg vo 12/12h 10-14d + ceftriaxona 500 mg intramuscular dose única + 
metronidazol 500 mg vo 12/12h 10d
 ◦ Tratar paciente e parceiro sexual
FASE 2 – INTERNAR PACIENTE
• Salpingite aguda com peritonite; já tenho ação dos agentes oportunistas, agravando o quadro 
infeccioso, daí devo usar antibióticos de amplo espectro
 ◦ Objetivo: preservar estrutura e função tubária
 ◦ Ceftriaxona 1g IV 12/12h 10-14 dias + metronidazol 400mg IV 8/8h 10 dias +Doxiciclina 100mg 
vo 12/12h 10-14d OU clindamicina 900mg IV + gentamicina 2mg/kg por 10 dias
 ◦ Reavaliar paciente em 48-72h após início do antibiótico, se ela melhorar (sem dor, hemograma 
não infeccioso), tentar otimizar antibiótico para uso domiciliar, se ela não melhorar temos que 
pensar que ela está evoluindo para fase 3 da DIPA
DIPA
RESUMO
11
FASE 3
• Salpingite aguda com evidência de oclusão ou abscesso tubo ovariano
 ◦ Objetivo: preservar função ovariana, fonte de folículo primordial, porque normalmente a trompa 
explode junto com o abscesso tubo ovariano
 ◦ Drenagem cirúrgica do abcesso de preferência com laparoscopia e antibiótico de amplo espectro 
(mesmo usado na fase 2)
FASE 4
• Rotura do abscesso tubo ovariano
 ◦ Objetivo: preservar a vida
 ◦ Abordagem cirúrgica (lavar exaustivamente a cavidade pélvica), UTI e antibiótico (mesma da fase 
2).
DIPA
RESUMO
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CLINÍCA MÉDICA
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DE 
DEMÊNCIA
1
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DE DEMÊNCIA
CHECKLIST
AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS INSTRUÇÕES 
PARA O(A) PARTICIPANTE
CENÁRIO DE ATUAÇÃO: 
Unidade básica de saúde.
DESCRIÇÃO DO CASO: 
Homem, 64 anos, vem para consulta de rotina na unidade.
A UNIDADE POSSUI: 
Laboratório de análises clínicas;
Sala de medicação e vacinação;
Farmácia.
ATENÇÃO
O PACIENTE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADO DURANTE O ATENDIMENTO!
NOS PRÓXIMOS 10 MINUTOS, VOCÊ DEVERÁ EXECUTAR AS TAREFAS A 
SEGUIR: 
1) Realizar a anamnese do paciente. 
2) Solicitar e interpretar o exame físico e sinais vitais. 
3) Solicitar, se necessário, exame (s) laboratorial (ais) e/ou de imagem.
4) Estabelecer hipótese (s) diagnóstica (s).
5) Criar um plano terapêutico.
ATENÇÃO
VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA ACIMA.
2
IMPRESSO 1
SINAIS VITAIS:
Frequência cardíaca: 83 batimentos por minuto. 
Pressão arterial: 124x72 mmHg. 
Frequência respiratória: 17 incursões respiratórias por minuto.
Temperatura axilar: 36,5°C. 
Saturação: 99% em ar ambiente. 
Glicemia capilar: 105 mg/dL. 
Peso: 75 Kg, Altura: 1,77 m, IMC: 23,9 Kg/m²
EXAME FÍSICO:
Paciente em bom estado geral, eutrófico, corado, afebril, acianótico, anictérico e hidratado
Ausculta respiratória com murmúrio vesicular presente bilateralmente, sem ruídos adventícios
Ritmo cardíaco regular em dois tempos, com bulhas normofonéticas; sem sopro.
Abdome plano, flácido, normotenso, ruídos hidroaéreos normoativos; indolor à palpação
Sem edema de membros inferiores e com boa perfusão periférica
Exame neurológico: pupilas isocóricas, fotorreagentes, reflexos preservados, Romberg negativo, 
desorientado no tempo (não sabe o mês e o ano) e parcialmente orientado no espaço (sabe a cidade, 
mas não o bairro)
ATENÇÃO
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DE DEMÊNCIA
CHECKLIST
3
IMPRESSO 2:
 
 
ATENÇÃO
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DE DEMÊNCIA
CHECKLIST
4
IMPRESSO 3:
Hemoglobina: 13,2 g/dL (valor de referência: 13 a 16,5 g/dL);
Leucócitos: 6700/mm³ (valor de referência: 6 000 a 10 000/mm³);
Plaquetas: 221.000/mm³ (valor de referência: 150 a 400 x 10³/mm³);
Ureia: 36 (valor de referência: 13 e 43 mg/dL);
Creatinina: 1,1 mg/dL (valor de referência: 0,6-1,2 mg/dL);
Vitamina B12: 378 pg/mL (valor de referência: 200 - 900 pg/mL);
TSH: 3,2 µUI/mL (valor de referência: 0,88 – 5,2 µUI/mL);
VDRL: negativo
HIV: negativo
Glicose: 102 mg/dL (valor de referência:orientada em tempo e espaço
Ausculta respiratória com murmúrio vesicular presente bilateralmente, sem ruídos adventícios, com 
som claro pulmonar à percussão, expansibilidade preservada, sem outras alterações.
Ritmo cardíaco regular em dois tempos, com bulhas normofonéticas, taquicárdicas; sem sopro
Abdome plano, flácido, normotenso, ruídos hidroaéreos normoativos; indolor à palpação
Perfusão periférica normal, sem edema de membros inferiores e sinais de empastamento, porém 
com diversas veias varicosas, bilateralmente. Apresenta membro inferior esquerdo com ferida limpa 
e seca em região de coxa.
ATENÇÃO
TEP 
CHECKLIST
3
IMPRESSO 2
 
ATENÇÃO
TEP 
CHECKLIST
4
IMPRESSO 3:
 
ATENÇÃO
TEP 
CHECKLIST
5
FALA DO ATOR:
• Você é uma idosa, se chama Marina, de 82 anos, aposentada.
• Se perguntarem o motivo da consulta: falta de ar, começou de repente hoje pela manhã e dor 
torácica discreta, pior ao respirar profundamente. Não teve febre, tosse ou dor de garganta. 
Não tem nenhum sintoma gripal.
• Se questionada sobre funcionalidade ou edema de membros: escorregou no banheiro há 2 
semanas atrás e teve diagnóstico de fratura de fêmur, fez cirurgia de correção. Desde então, 
está acamada.
• Se for questionada sobre doenças prévias: hipertensão e tem varizes nas pernas.
• Se for questionada sobre medicações de uso contínuo: losartana 50 mg, anlodipino 5mg e dipirona 
1g, para dor 
• Se questionada se uso de drogas lícitas ou ilícitas: nega
• Se questionada sobre a vacinação, diga que suas vacinas estão em dia, incluindo a de gripe deste 
ano.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TEP 
CHECKLIST
6
ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INADEQUADO
PARCIALMENTE 
ADEQUADO
ADEQUADO
ANAMNESE
1.1 Cumprimenta o paciente (1), se 
identifica de maneira cordial (2), 
identifica o paciente (3) e pergunta o 
motivo da vinda ao atendimento (4).
Adequado: realiza as quatro ações.
Parcialmente adequado: realiza duas 
ou três ações.
Inadequado: realiza apenas uma ou 
nenhuma ação.
0,0 0,25 0,5
1.2. Estabelece contato visual (1), 
mantém postura de empatia ao longo 
do atendimento (2), evita “culpabilizar” 
o paciente pelo seu quadro atual (3) 
e usa linguagem acessível evitando 
termos técnicos de difícil compreensão 
(4).
Adequado: realiza as quatro ações.
Parcialmente adequado: realiza duas 
ou três ações.
Inadequado: realiza apenas uma ou 
nenhuma ação.
0,0 0,125 0,25
1.3. Pergunta sobre as características 
da dispneia: fatores de melhora ou 
piora (1), início do quadro (2), se é 
acompanhado de sintomas gripais (3), se 
é acompanhado de edema de membros 
inferiores (4) e se é acompanhado de 
dor torácica (5).
Adequado: realiza pelo menos quatro 
ações.
Parcialmente adequado: realiza duas 
ou três ações.
Inadequado: realiza apenas uma ou 
nenhuma ação.
0,0 0,25 0,5
TEP 
CHECKLIST
7
ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INADEQUADO
PARCIALMENTE 
ADEQUADO
ADEQUADO
ANAMNESE
1.4 Questiona antecedentes
Antecedentes pessoais
Uso de medicação contínua
Quedas
Vícios lícitos e ilícitos
Inadequado: não questiona
Parcialmente adequado: pergunta 1 ou 
2 itens
Adequado: pergunta 3 itens ou mais
0 0,25 0,5
 EXAME FÍSICO
2.1 Solicita sinais vitais 0 - 0,5
2.2 Solicita exame físico completo 0 - 0,5
2.3 Realiza semiologia pulmonar 
adequada: inspeção (1), palpação (2), 
percussão (3) e ausculta (4) adequada 
do tórax.
Inadequado: não realiza
Parcialmente adequado: solicita 1 ou 2 
itens da semiologia pulmonar
Adequado: solicita 3 ou 4 itens da 
semiologia pulmonar
0 0,25 0,5
EXAMES COMPLEMENTARES
3.1 Solicita eletrocardiograma de 12 
derivações ou ECG de 12 derivações 
e verbaliza alteração de taquicardia 
sinusal.
Inadequado: não solicita ECG
Parcialmente adequado: solicita 
ECG mas não faz diagnóstico ou faz 
diagnóstico inadequado
Adequado: solicita ECG e faz 
diagnóstico adequado
0 0,5 1,0
TEP 
CHECKLIST
8
ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INADEQUADO
PARCIALMENTE 
ADEQUADO
ADEQUADO
EXAMES COMPLEMENTARES
3.2 Solicita radiografia de tórax e faz 
diagnóstico de corcova de Hampton OU 
consolidação em cunha
Inadequado: não solicita radiografia
Parcialmente adequado: solicita 
radiografia, mas não faz diagnóstico ou 
faz diagnóstico inadequado
Adequado: solicita radiografia e faz 
diagnóstico adequado
0 0,5 1,0
HIPÓTESE DIAGNÓSTICA
4.1 Faz hipótese diagnóstica de 
tromboembolismo pulmonar
0 - 1,0
CONDUTA
5.1 Explica o provável diagnóstico ao 
paciente. 
0 - 0,5
5.2 Solicita oxigênio suplementar (ou 
cateter nasal de oxigênio)
0 - 0,5
5.3 Verbaliza necessidade de 
permanência no hospital em sala de 
emergência
0 - 0,5
5.4 Verbaliza necessidade de uso de 
anticoagulante
0 - 0,5
5.5 Solicita transferência para serviço 
terciário (1), orienta realização de 
angiotomografia de tórax (2) e 
internação em leito de UTI (3)
Inadequado: não cumpre nenhum item
Parcialmente adequado: verbaliza 1 ou 
2 itens
Adequado: verbaliza os 3 itens
0 0,5 1,0
TEP 
CHECKLIST
9
ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INADEQUADO
PARCIALMENTE 
ADEQUADO
ADEQUADO
CONDUTA
5.6 Pergunta se tem dúvidas, acolhe o 
paciente e se coloca à disposição
0 - 0,5
5.7 Realiza adequadamente a sequência 
das tarefas, conforme solicitado nas 
orientações ao participante.
0 - 0,25
TEP 
CHECKLIST
10
RESUMO
INTRODUÇÃO
Tromboembolismo pulmonar é o termo designado para obstrução parcial ou total da artéria 
pulmonar e/ou de seus ramos. A maioria dos trombos são formados na circulação extrapulmonar, 
especialmente em veias profundas dos membros inferiores, e correm na circulação sanguínea até 
chegarem na circulação pulmonar.
Os principais fatores de risco são:
• imobilidade prolongada
• idade
• cirurgia ou trauma recente
• uso de hormônios exógenos
• gestação e puerpério
• trombofilias
• neoplasias malignas
• TVP atual ou prévio ou até TEP prévio
• insuficiência cardíaca e doenças autoimunes
SINTOMAS
Os sintomas mais comuns nesses pacientes são dispneia de início súbito, taquipneia, dor torácica 
do tipo pleurítica (que piora a inspiração) e dessaturação. Todos esses pacientes devem ser avaliados 
quanto à coexistência de uma trombose venosa profunda, e por isso devemos sempre examinar os 
membros inferiores, sobre edema, sinais de empastamento ou cianose.
EXAMES
O D-dímero comumente se eleva diante de eventos trombóticos, no entanto, é um exame pouco 
específico, já que aumenta em diversas outras situações, como inflamações, infecções e até mesmo 
na gestação e com idade avançada. Para a suspeição de TEP, utilizamos o corte de D-Dímero de 500 
ng/mL: 
• Suspeita de TEP e D-dímero 100 1,5
Imobilização 3 ou mais dias ou cirurgia nas últimas 4 semanas 1,5
TVP ou TEP prévio 1,5
Hemoptise 1
Malignidade 1
Outro diagnóstico menos provável 3
• 0-1: baixa probabilidade
• 2-6:média probabilidade
• >=7: alta probabilidade 
TEP 
RESUMO
12
TRATAMENTO
COMO ESCOLHER O REGIME DE TRATAMENTO?
• TRATAMENTO AMBULATORIAL: pacientes sem sinais de choque ou de disfunção cardíaca, desde 
que com comorbidades compensadas, condição social adequada e capacidade de retorno. Opções: 
rivaroxabana, apixabana ou warfarina.
• TRATAMENTO HOSPITALAR: pacientes com sinais de choque, disfunção cardíaca direita ou com 
condição de tratamento ambulatorial, mas com comorbidade descompensada, condição social 
desfavorável ou sem capacidade de retorno. Geralmente utilizado enoxaparina 1mg/kg 12/12h 
ou heparina não fracionada em bomba de infusão contínua, com controle de TTPA.
DICA MUNDO REVALIDA:
Se o fator que gerou o TEP foi identificado e resolvido, podemos suspender a anticoagulação 
após 3 a 6 meses. Porém, se não resolvido, não identificado ou após um 2º episódio não 
provocado, mantemos anticoagulação perene para o resto da vida
E QUANTO A TROMBÓLISE?
Existem TEPs instáveis, os quais cursam com instabilidade hemodinâmica, sendo inclusive uma 
causa de parada cardiorrespiratória. Nesses casos, os pacientes apresentam-se hipotensos (PAS3 segundos), 
alteração do nível de consciência e/ou oligúria.
A terapêutica para esses pacientes pode ser a trombólise, que pode ser realizada em até 14 
dias após o diagnóstico para os casos de TEP instável. A medicação de escolha é o Alteplase. Para 
administrar essa medicação, devemos sempre checar as contra indicações, sendo as mais importantes: 
sangramento ativo, AVCi 45 mg/dl
LDL…………………: 170 mg/dlproteinúria/creatinúria 
albumina
Adequado: solicita 5 ou 6
Parcialmente adequado: solicita 3 ou 4
Inadequado: solicita 2 ou menos
0 0,5 1,0
3.2 Solicita exames de imagem:
Rx ou USG de tórax
USG de abdome
Adequado: solicita os 2
Parcialmente adequado: solicita 1
Inadequado: não solicita nenhum
0 0,5 1,0
DIAGNÓSTICO
4.1 Informa hipótese diagnóstica: 
síndrome nefrótica
Adequado: informa hipótese adequada 
Inadequado: não informa
0
1,0 
SINDROME NEFRÓTICA
CHECKLIST
9
ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INADEQUADO
PARCIALMENTE 
ADEQ
ADEQUADO
CONDUTA
5.1 Orienta internação hospitalar 
Adequado: orienta de forma adequada
Inadequado: não orienta de forma 
adequada
0 0,5
5.2 Orienta início de corticoide 
sistêmico
Adequado: indica de forma adequada
Inadequado: não indica de forma 
adequada
0 1,0
5.3 Orienta realização de reposição de 
albumina 
Adequado: indica de forma adequada
Inadequado: não indica de forma 
adequada
0 1,0
5.4 Realiza as tarefas na ordem 
solicitada
0 0,5
SINDROME NEFRÓTICA
CHECKLIST
10
FALAS DO ATOR
• Gael, 3 anos
• Início há 3 semanas de edema inicialmente em região periocular com piora progressiva, no 
momento encontrando todo o corpo edemaciado. 
• Mãe notou aumento do peso com aumento do volume abdominal 
• Xixi com redução na quantidade e com maior quantidade de espuma
• Nega episódios virais prévios 
• Hoje com desconforto respiratório
• Nega diarreia ou vomitos
• Nega lesões de pele
• Mãe refere que cartão vacinal está atualizado com vacinas disponíveis em UBS
• Nega quadro semelhante prévio, nega viagens recentes ou contato com pessoas com quadro 
semelhante
• Nega comorbidades e uso de medicações contínuas. Nega alergias
SINDROME NEFRÓTICA
CHECKLIST
11
RESUMO
SÍNDROME NEFRÓTICA
Glomerulopatia caracterizada pelo quadro clínico de proteinúria maciça + edema + hipoalbuminemia 
+ hiperlipidemia 
• Proteinúria maciça / nefrótica = > 50 mg/kg/dia OU > 40 mg/m2/dia OU relação 
proteinúria:creatinúria (P/C) > 2
• Etiologia mais comum na faixa etária pediátrica: lesão mínima 
• Faixa etária típica: 1 a 6 anos
FISIOPATOLOGIA
Algum mecanismo infecciosa, autoimune, medicamentoso ou idiopático leva a lesão da membrana 
basal glomerular com perda da carga negativa dos podócitos (sem dano estrutural importante) 
levando a grande perda de proteínas pela urina. 
QUADRO CLÍNICO
• Edema insidioso pela queda da pressão oncótica
• Derrames cavitário: ascite, derrame pleural, derrame pericárdico, edema escrotal 
• Maior risco de infecção 
• Trombose
EXAMES COMPLEMENTARES
• Primodiagnóstico: sempre investigar causas secundárias > sorologias (hepatite B e C, CMV, HIV, 
EBV), complemento, anticorpos antinucleares 
• Gerais: hemograma, coagulograma, culturas, PCR, função renal, eletrólitos, ácido úrico, perfil 
lipídico, eletroforese de proteínas, urina 1, relação P/C, urina de 24h 
MANEJO
• Albumina: realizada se hemoconcentração, hipovolemia, derrames cavitários importantes, edema 
testicular (risco de torção de testículo)
• Corticoide (todos): prednisona por 4-8 semanas > avaliar resposta 
• Dieta normoproteica 
• Restrição de sódio: 1-2g Na/dia 
• Não fazer restrição hídrica: paciente já apresenta uma hipovolemia efetiva devido a perda de 
volume para 3o espaço 
• Furosemida: uso com cautela pelo risco de piora da hipovolemia e necrose tubular aguda 
• Anti-hipertensivos: se necessário utilizar IECA ou BRA (anti-proteinúricos)
 
SINDROME NEFRÓTICA
RESUMO 
12
BIÓPSIA
• 10-12 anos 
• Hipertensão mantida
• Indicação de ciclosporina
• Hematúria microscópica persistente ou macroscópica 
• Lesão renal aguda não causada por hipovolemia 
• Recidivante frequente 
• Complemento baixo 
• Corticodependente 
SINDROME NEFRÓTICA
RESUMO 
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CLINÍCA MÉDICA
SD. DO INTESTINO IRRITÁVEL
1
SD. DO INTESTINO IRRITÁVEL
CHECKLIST
AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS INSTRUÇÕES 
PARA O(A) PARTICIPANTE
CENÁRIO DE ATUAÇÃO: 
Ambulatório de especialidades.
DESCRIÇÃO DO CASO: 
Uma mulher de 25 anos, vem à consulta devido a dor abdominal. Traz exames de consulta anterior. 
A UNIDADE POSSUI: 
• Laboratório de análises clínicas.
ATENÇÃO
O PACIENTE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADO DURANTE O ATENDIMENTO!
NOS PRÓXIMOS 10 MINUTOS, VOCÊ DEVERÁ EXECUTAR AS TAREFAS A 
SEGUIR: 
1) Realizar a anamnese do paciente. 
2) Solicitar e interpretar o exame físico. 
3) Analisar exames trazidos pela paciente e solicitar, se necessário, exame (s) laboratorial (ais) e/
ou de imagem.
4) Estabelecer uma hipótese diagnóstica.
5) Criar um plano terapêutico. 
ATENÇÃO
VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA ACIMA.
2
IMPRESSO 1 
EXAME FÍSICO 
Frequência cardíaca: 75 batimentos por minuto. 
Pressão arterial: 120x80 mmHg. 
Frequência respiratória: 16 incursões respiratórias por minuto. 
Temperatura axilar: 36,4°C. 
Saturação: 95% de oxigênio em ar ambiente.
IMC: 24 Kg/m2,
Paciente em bom estado geral, corada, afebril, acianótico, anictérico e hidratado; alerta, orientado 
no tempo e espaço. 
Ausculta respiratória: murmúrio vesicular presente bilateralmente, sem ruídos adventícios. 
Ritmo cardíaco: regular em dois tempos, com bulhas normofonéticas; sem sopros. 
Abdome: plano, flácido, normotenso, ruídos hidroaéreos normoativos; doloroso à palpação 
difusamente, descompressão brusca negativa e sem visceromegalias.
ATENÇÃO
SD. DO INTESTINO IRRITÁVEL
CHECKLIST
3
IMPRESSO 2: 
EXAMES TRAZIDOS PELA PACIENTE
Hemoglobina: 14,0 g/dL (valor de referência: 13 a 16,5 g/dL); 
Hematócrito: 42% (valor de referência: 40 a 52)
Leucócitos: 6500/mcl (valor de referência: 6 000 a 10 000/mcl), com contagem diferencial normal; 
Plaquetas: 165 000/mcl (valor de referência: 150 a 400 x 10³/mcl)
Cr: 0,7 mg/dL, Ureia: 43 mg/dL, Na: 140 mEq/L, K: 3,8 mEq/L, 
Pesquisa de sangue oculto nas fezes: Negativa
Pesquisa do antitransglutaminase tecidual IgA: Negativa
TSH: 2,0 mUI/L (Valor de referência: 0,25 a 5,0 mUI/L)
Proteína C reativa:Parcialmente adequado: 1-2 itens
Adequado: Os três itens
0 0,25 0,5
Perguntou sobre antecedentes 
pessoais/comorbidades, hábitos, 
medicação de uso habitual e vícios.
Inadequado: 0-1 itens
Parcialmente adequado: 2-3 itens
Adequado: Os 4 itens
0 0,25 0,5
Caracteriza a queixa do paciente 
questionado sobre: Questiona 
sobre obstipação/diarreia, duração 
dos sintomas, fatores de melhora 
(melhora ao evacuar), fatores 
de piora (piora com estresse) e 
sintomas associados.
Inadequado: Nenhum item.
Parcialmente adequado: 2-3 itens.
Adequado: Pelo menos 4 itens.
0 0,5 1,0
Investiga sinais de alarme: Presença 
de sangue nas fezes, presença 
de muco nas fezes, questiona 
sobre esteatorreia, anorexia/
perda de apetite, perda ponderal 
não intencional, dor abdominal 
de caráter progressivo, sintomas 
noturnos e histórico familiar de 
doença inflamatória intestinal e 
câncer colorretal. 
Inadequado: Nenhum item.
Parcialmente adequado: 3-4 itens.
Adequado: Pelo menos 5 itens.
0 0,5 1,0
SD. DO INTESTINO IRRITÁVEL
CHECKLIST
6
ITENS DE DESEMPENHO 
AVALIADOS
INADEQUADO
PARCIALMENTE 
ADEQ
ADEQUADO
EXAME FÍSICO
2. Solicita exame físico ao 
examinador
0 - 0,5
EXAMES COMPLEMENTARES 
3.1 Não solicita nenhum exame 
adicional
0 - 0,5
DIAGNÓSTICO 
4.1 Síndrome do intestino irritável 0 1,5
CONDUTA
5.1 Orienta dieta rica em fibras e/ou 
prescreve fibra solúvel. 
0 - 1,0
5.2 Orienta atividade física regular. 0 - 1,0
5.3 Prescreve antiespasmódicos 
(escopolamina ou hioscina) como 
sintomáticos
0 - 1,0
5.4 Prescreve antidepressivos 
tricíclicos (amitriptilina, nortriptilina 
e imipramina) OU inibidores 
seletivos da receptação da 
serotonina (paroxetina, fluoxetina e 
citalopram)
0 - 1,0
5.5 Realiza adequadamente a 
sequência das tarefas, conforme 
solicitado nas orientações ao 
participante. Adequado: realiza. 
Inadequado: não realiza.
0 - 0,5
SD. DO INTESTINO IRRITÁVEL
CHECKLIST
7
RESUMO
1) DEFINIÇÃO: É um distúrbio funcional do trato gastrointestinal, caracterizado por dor abdominal 
crônica de variável intensidade e alteração do hábito intestinal (diarreia e/ou constipação). Trata-
se de uma doença crônica, recidivante e com períodos de melhora e piora. 
2) Epidemiologia: Doença típica de mulher entre segunda e terceira década de vida. Existe associação 
com patologias psiquiátricas como depressão e ansiedade. 
3) Quadro clínico: 
A dor abdominal é CRITÉRIO OBRIGATÓRIO e caracterizada como de intensidade variável, em 
cólica transitória e recidivante. 
• Não costuma acordar o paciente durante o sono
• Raramente determina anorexia ou desnutrição
• Melhora com a eliminação de fezes e flatos
• Piora com alimentação
• Piora com estresse
• Pode piorar na fase menstrual ou pré-menstrual
Além da dor abdominal é comum alteração do hábito intestinal com alternância entre diarreia e 
constipação ou até hábito intestinal normal que periodicamente cursa com diarreia e/ou constipação. 
No caso das formas diarreicas, geralmente, encontraremos um aumento da frequência de evacuação 
associada a volumes fecais pequenos. As fezes podem conter muco, porém não apresentam sangue 
ou gordura. As formas constipantes podem ser acompanhadas de tenesmo e sensação de evacuação 
incompleta.
SD. DO INTESTINO IRRITÁVEL
RESUMO 
8
4) Diagnóstico: A tabela a seguir indica os critérios de ROMA IV para o diagnóstico de SII. 
CRITÉRIOS DE ROMA IV PARA SÍNDROME DO INTESTINO IRRITÁVEL
Paciente tem dor abdominal recorrente (≥ 1 dia por semana, em média, nos 3 meses 
anteriores), com início ≥ 6 meses antes do diagnóstico.
A dor abdominal está associada a pelo menos dois dos seguintes sintomas:
• Dor relacionada à defecação
• Mudança na frequência das fezes
• Mudança na forma (aparência) das fezes
O paciente não possui nenhum dos seguintes sinais de alerta:
• Idade ≥ 50 anos, nenhuma triagem prévia do câncer de cólon e presença de sintomas
• Mudanças recentes no hábito intestinal
• Evidência de sangramento GI oculto (melena ou hematoquezia)
• Dor noturna ou passagem das fezes
• Perda de peso involuntária
• História familiar de câncer colorretal ou doença inflamatória intestinal
• Massa abdominal palpável ou linfoadenopatia
• Evidência de anemia ferropriva em exames de sangue
• Teste positivo para sangue oculto nas fezes
Por tratar-se de um distúrbio funcional, o diagnóstico de SII é, portanto, clínico. E não leva a 
alteração de nenhum exame laboratorial, endoscópico ou de imagem. Além disso, o exame físico 
costuma ser normal, exceto por eventual dor abdominal à palpação. 
Diante disso, não é necessária investigação exames complementares quando a SII é a principal 
hipótese diagnóstica. Mas o que falaria contra o diagnóstico de SII?
• Início dos sintomas > 50 anos
• Diarreia que persiste após 48 horas de jejum 
• Perda de peso inexplicada Diarreia noturna 
• Fezes esteatorreicas 
• Exames laboratoriais alterados (anemia, PCR elevado, aumento Fezes com sangue de calprotectina 
fecal etc.) 
• Dor abdominal com piora progressiva História familiar de câncer colorretal ou DII
SD. DO INTESTINO IRRITÁVEL
RESUMO 
9
5) Tratamento: 
• Dieta: Dieta rica em fibras ou suplementação de psyllium (fibra solúvel). 
• Atividade física regular. 
• Sintomáticos: Antiespasmódicos: escopolamina e hioscina 
• Tratamento de distúrbios psiquiátricos associados: Antidepressivos: tricíclicos e inibidores 
seletivos da recaptação de serotonina. 
• Diarreia: Antidiarreicos: loperamida, colestiramina. Antagonistas dos receptores da serotonina: 
alosetrona, ondansetrona 
• Constipação: Laxativos osmóticos: polietilenoglicol Ativadores dos canais de cloreto: 
lubiprostona Agonistas da guanilato-ciclase C: linaclotida.
SD. DO INTESTINO IRRITÁVEL
RESUMO 
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GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA
ROTINA GINECOLÓGICA
1
ROTINA GINECOLÓGICA
CHECKLIST
AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS INSTRUÇÕES 
PARA O(A) PARTICIPANTE
CENÁRIO DE ATUAÇÃO: 
Unidade de Atenção Primária.
DESCRIÇÃO DO CASO: 
Você está trabalhando numa Unidade Básica de Saúde (UBS), quando chega uma paciente de 26 
anos, com vida sexual ativa, sem queixas, querendo fazer exames de rotina, inclusive mamografia.
A UNIDADE POSSUI: 
• Laboratório de análises clínicas;
• Sala de medicação.
ATENÇÃO
O PACIENTE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADO DURANTE O ATENDIMENTO!
NOS PRÓXIMOS 10 MINUTOS, VOCÊ DEVERÁ EXECUTAR AS TAREFAS A 
SEGUIR: 
1) Realize a consulta e dê as orientações necessárias;
2) Realize a anamnese;
3) Oriente sobre as condutas necessárias.
ATENÇÃO
VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA ACIMA.
2
FALAS DO ATOR:
• Você está trabalhando numa Unidade Básica de Saúde (UBS), quando chega uma paciente de 26 
anos, com vida sexual ativa, sem queixas, querendo fazer exames de rotina, inclusive mamografia. 
• Quando questionado sobre o motivo da consulta verbalizar: " eu vim porque quero fazer exames 
ginecológicos de rotina, inclusive mamografia.
• Se questionada sobre DUM, ciclo menstrual e fluxo, responder: DUM há 8 dias, ciclos regulares, 
duração de 5 dias, intervalo de 30 dias e fluxo moderado. 
• Negar uso de medicamentos e comorbidades.
• Se questionado sobre antecedentes patológicos familiares de forma específica sobre neoplasia 
de mama na família responder: " tia avó com câncer de mama".
• Se questionada: "Nega DSTs e gestação prévia".
ROTINA GINECOLÓGICA
CHECKLIST
3
ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INAD. PARC. ADQ.
ANAMNESE
1. Apresentação: (1) identifica-se e cumprimenta o paciente 
simulado.
0 0,25
2. Questionou sobre motivo

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