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PEDIATRIA VASCULITE POR IgA 1 VASCULITE POR IgA CHECKLIST AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS INSTRUÇÕES PARA O(A) PARTICIPANTE CENÁRIO DE ATUAÇÃO: Atendimento de em pronto-socorro de pediatria de hospital secundário. DESCRIÇÃO DO CASO: Você está em pronto socorro de pediatria e atende Jessica, paciente de 5 anos, com queixa de lesões avermelhadas nas pernas e dor abdominal há 3 dias A UNIDADE POSSUI: • Consultórios para atendimento; • Sala de medicação; • Sala de emergência; • Internação em leito de enfermaria e UTI; • Radiologia com radiografia, ultrassonografia e tomografia computadorizada; • Laboratório de análises clínica. ATENÇÃO O PACIENTE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADO DURANTE O ATENDIMENTO! NOS PRÓXIMOS 10 MINUTOS, VOCÊ DEVERÁ EXECUTAR AS TAREFAS A SEGUIR: 1) Realize anamnese direcionada ao caso. 2) Solicite e interprete o exame físico. 3) Solicite exames complementares. 4) Informe diagnóstico. 5) Oriente condutas. ATENÇÃO VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA ACIMA. 2 IMPRESSO 1 - EXAME FÍSICO Paciente em regular estado geral, afebril, anictérica, acianótica, eupneica, descorada +, hidratada Orofaringe sem alterações Otoscopia sem alterações Murmúrios vesiculares presentes bilateralmente sem ruídos adventícios, sem desconforto respiratório. FR 29 ipm, SatO2 99% em ar ambiente Bulhas rítmicas e normofonéticas em 2 tempos, sem sopros, pulsos cheios e simétricos, TEC 2 segundos. FC 122 bpm Ruídos hidroaéreos presentes, abdome flácido, algo doloroso, sem massas ou VMG Paciente vigil, ativa e reativa. Glasgow 15, pupilas isocóricas e fotorreagentes, sem sinais neurológicos focais VASCULITE POR IgA CHECKLIST 3 IMPRESSO 2 - USG DE ABDOME Sem alterações VASCULITE POR IgA CHECKLIST 4 IMPRESSO 3 - EXAMES LABORATORIAIS Paciente : Jessica Protocolo : 001.002.003 Idade : 5 anos Solicitante : Mundo Revalida HEMOGRAMA Material: SANGUE Valores de referência HEMOGLOBINA…...……………: 10,3 g/dL 9,0 a 14,0 g/dL HEMATÓCRITO…………...……: 36,0% 35,0 A 45,0% LEUCÓCITOS…………………..: 6 .750 mm³ 5000 a 19.500 mm³ BASTONETES …………………: 0% SEGMENTADOS……………….: 45% LINFÓCITOS……………………: 40% MONÓCITOS…….………...…...: 10% EOSINÓFILOS...………………..: 3% BASÓFILOS……………………..: 2% PLAQUETAS…………………….: 386.000 mm³ 150.000 a 450.000 mm³ PROTEÍNA C REATIVA Material: SANGUE PCR………………………………: 6,8 mg/L faixa etária típica de 4-10 anos DIAGNÓSTICO • Púrpura palpável ou petéquias predominantes em MMII não relacionada a trombocitopenia + pelos menos 1 dos seguintes ◦ Dor abdominal: difusa em cólica, intussuscepção (complicação mais grave), sangramento TGI ◦ Artrite ou artralgia aguda de qualquer articulação: poucas e grandes articulações, pode proceder o rash, melhora em dias a 1 semana ◦ Bx pele ou renal: vasculite leucocitoclástica, GN proliferativa com deposição predominante de IgA ◦ Renal: hematúria (cilindros hemáticos, > 5 hemácias por campo) ou proteinúria (> 0,3 g/24h, P/ C> 0,3 ou >/= +2) > principal determinante de prognóstico • Plaquetopenia é critério de exclusão • História prévia de IVAS: pode não estar presente TRATAMENTO • AINE • Corticoide:f casos mais graves principalmente com comprometimento de TGI (pulsoterapia com metilprednisolona na invaginação intestinal) ◦ Nefrite grave ◦ Orquiepididimite ◦ Hemorragia pulmonar ◦ Comprometimento de SNC VASCULITE POR IgA RESUMO O QUE ACHOU DESSE RESUMO? RESPONDA AQUI! Queremos garantir que sua experiência com esse resumo tenha sido positivo e proveitoso. Se você puder, por favor, nos fornecer um feedbackde consulta. Adequado: questiona. Inadequado: não questiona. 0 0,25 3. Questionou sobre data da última menstruação e sobre ciclo menstrual. Adequado: questiona os dois. Parcialmente adequado: questiona apenas um ou outro. Inadequado: não questiona. 0 0,5 1,0 4. Questionou sobre uso de medicamentos.. Adequado: questiona. Inadequado: não questiona. 0 1,0 5. Pergunta sobre comorbidades. Adequado: questiona. Inadequado: não questiona. 0 0,50 6. Questiona sobre antecedentes familiares de câncer. Adequado: questiona. Inadequado: não questiona. 0 0,50 7. Questiona sobre antecedentes obstétricos e de DSTs. Adequado: questiona. Inadequado: não questiona. 0 0,5 ROTINA GINECOLÓGICA CHECKLIST 4 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INAD. PARC. ADQ. CONDUTA 8. Solicita autorização para realizar exame ginecológico. Adequado: solicita. Inadequado: não solicita. 0 1,0 9. Solicita enfermeira, técnica ou auxiliar de enfermagem na sala para acompanhar o exame ginecológico. Adequado: solicita. Inadequado: não solicita. 0 0,75 10. Pede para paciente ir ao toalete, esvaziar a bexiga, retirar toda a roupa e colocar avental. Adequado: pede. Inadequado: não pede. 0 0,75 11. Verbaliza que iniciará pelo exame físico geral. Adequado: verbaliza. Inadequado: não verbaliza. 0 0,5 12. Solicita para paciente ficar com todo tórax descoberto para iniciar o exame clínico das mamas com a paciente sentada. Adequado: solicita. Inadequado: não solicita. 0 0,5 13. Realiza os 5 tempos do exame clínico das mamas (inspeção estática e dinâmica, palpação dos linfonodos, palpação das mamas e expressão dos mamilos). Adequado: realiza. Inadequado: não realiza. 0 0,5 14. Cobre o tórax da paciente e descobre a genitália para iniciar o exame ginecológico propriamente dito. Adequado: cobre. Inadequado: não cobre. 0 0,5 15. Realiza os 5 tempos do exame ginecológico (inspeção estática e dinâmica da vulva, palpação vulvar, especular e toque vaginal bimanual), realizando especular, sem a colocação de lubrificante. Adequado: solicita. Inadequado: não solicita. 0 0,5 ROTINA GINECOLÓGICA CHECKLIST 5 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INAD. PARC. ADQ. CONDUTA 16. Orienta que o único exame que deve ser feito é a coleta da citologia cervical e já faz a coleta. Adequado: orienta e coleta. Inadequado: não orienta e/ ou não coleta. 0 0,5 17. Explica que não há necessidade e nem indicação para realizar mamografia. Adequado: explica. Inadequado: não explica. 0 0,25 18. Realiza adequadamente a sequência das tarefas, conforme solicitado nas orientações ao (à) participante. Adequado: realiza. Inadequado: não realiza. 0 0,25 ROTINA GINECOLÓGICA CHECKLIST 6 RESUMO NO INÍCIO DO ATENDIMENTO DEVE-SE: A) A recepcionar a paciente na sala de consulta, preferencialmente, de pé; B) A se apresentar para paciente: dizendo seu nome, sua função no local do atendimento, dando a mão para a paciente C) A recepcionar o (a) acompanhante, com a mesma cortesia; D) A oferecer a cadeira para a paciente e acompanhante; E) A manter o contato visual Realizar a anamnese Realizar o exame físico ginecológico A) Objetivos: Realizar um exame ginecológico competente Minimizar constrangimentos Minimizar desconfortos próprios do exame Realizar coleta de colpocitologia Descrever o exame ginecológico no prontuário fornecendo as informações necessárias para os próximos atendimentos da paciente. B) Preparação para o exame ginecológico: Estabelecer comunicação com a paciente: • Conversar enquanto a paciente está vestida • Explicar cada passo do exame • Oferecer à paciente para esvaziar a bexiga O atendimento deve ser realizado com a porta do consultório (ou cortina) fechada, mas não trancada, resguardando a privacidade da paciente. C) Preparo do material que será utilizado: Providenciar o material necessário antes de começar o exame Boa fonte de iluminação Material para coleta de citologia Espéculo: o tamanho (pequeno, médio ou grande) será escolhido de acordo com as características perineais e vaginais da mulher a ser examinada a paridade e o tipo de parto assim como cirurgias plásticas de períneo e/ou correção de incontinência urinária. ROTINA GINECOLÓGICA RESUMO 7 D) Exame físico ginecológico: Exame das mamas, exame da genitália externa, exame especular e genitália interna e toque vaginal D1) Exame das mamas • Preparação: Lavar as mãos antes do exame Paciente sentada com braços pendentes ao lado do corpo Tórax descoberto Pés apoiados na escadinha Lençol cobrindo pelve e pernas da paciente Fonte de luz iluminando tórax da paciente ou iluminação ambiente adequada Realizar os passos técnicos descritos a seguir: • Inspeção estática: avaliar A) Simetria/assimetria B) Contornos e forma (aplanada, cônica, esférica, ptótica (grau I, II, III) C) Volume (pequeno, médio ou grande) D) Número (linha mamária) e número de complexo aréolo-papilar (politelia) E) Lesões cutâneas: peau d’orange (“pele em casca de laranja“); proeminência venosa; massas visíveis; retrações; ou pequenas depressões. Observar presença de cicatrizes cirúrgicas prévias, nevos cutâneos, marcas congênitas e tatuagens. F) Aréola e mamilo: tamanho, forma e simetria. Alterações na orientação dos mamilos (desvio da direção em que os mamilos apontam), achatamento ou inversão; crostas ou descamação em torno do mamilo. · Inspeção dinâmica: consiste na realização de manobras para avaliar a mobilidade do tecido mamário aos planos profundos e evidenciar abaulamentos e retrações. Sugestões de manobras (sempre com a paciente sentada): A) Elevação vagarosa dos membros superiores acima da cabeça (inspeção dos quadrantes mamários e da axila), B) Pressão das mãos sobre os quadris (mãos na cintura bilateralmente) C) Inclinação do tronco para frente, preferencialmente com os braços estendidos para frente. D) Elevação dos membros superiores ROTINA GINECOLÓGICA RESUMO 8 • Exame das axilas e das fossas supra e infraclaviculares: Ao examinar a axila, é importante que os músculos peitorais fiquem relaxados. Para examinar os linfonodos axilares direitos o examinador deve sustentar o braço direito da paciente, utilizando o seu braço direito; deve então fazer uma concha com os dedos da mão esquerda, penetrando o mais alto possível em direção ao ápice da axila. A seguir, trazer os dedos para baixo pressionando contra a parede torácica. O mesmo procedimento deve ser realizado na axila contralateral, invertendo a sustentação do braço da paciente e a mão que faz a palpação (braço direito do examinador apoia braço direito da paciente e o braço esquerdo apoia o braço esquerdo da paciente). O examinador deve observar o número de linfonodos palpados, bem como seu tamanho, consistência e mobilidade. As fossas supra claviculares são examinadas pela frente da paciente ou por abordagem posterior (examinador postado atrás da paciente). • Palpação mamária: melhor posição para examinar as mamas é com a paciente em decúbito dorsal, em mesa firme. Solicitar para a paciente elevar o membro superior ipsilateral acima da cabeça para tencionar os músculos peitorais e fornecer uma superfície mais plana para o exame. O examinador deve colocar-se no lado a ser palpado ou examinar as duas mamas postando-se ao lado direito. Inicia-se a palpação utilizando as polpas digitais em movimentos circulares no sentido horário, abrangendo todos os quadrantes mamários (não esquecer de palpar o prolongamento axilar mamário e a região areolar). A palpação também pode utilizar a técnica em espiral / técnica por quadrantes • Expressão mamária: deve-se fazer compressão firme, porém delicada, do complexo aréolo papilar. O mamilo deve ser espremido delicadamente para determinar se existe alguma secreção. D2) Exame da genitália externa, especular e genitália interna D2.1) Posicionamento da paciente Paciente em decúbito dorsal A cabeça da paciente pode ficar elevada (travesseiro ouprópria maca) Cubra a paciente cuidadosamente Auxilie a paciente a posicionar os joelhos ou os pés nos apoios da mesa A paciente deve estar posicionada com os glúteos no limite da mesa ginecológica Peça, com delicadeza, para a paciente relaxar as pernas lateralmente Fique atento aos sinais de desconforto Coloque a luva de procedimento D2.2) Avaliação da genitália externa • Inspeção estática: avaliar Vulva (monte de Vênus, grandes lábios, pequenos lábios (ninfas), clitóris com seu prepúcio e frênulo, vestíbulo da vagina, glândulas vestibulares maiores (glândulas de Bartholin), orifícios excretores das glândulas vestibulares menores (glândulas de Skene), meato uretral, hímen ou suas carúnculas, fúrcula e região perineal), Região perianal e Região inguinal Entreabrir, tracionar e lateralizar as formações labiais são manobras que permitem uma visualização mais completa das estruturas vulvares. Avaliar distribuição pilosa, trofismo da pele e semimucosa, lesões existentes no tegumento vulvar (tipo, número, localização, dimensões, cor, mobilidade e sensibilidade). • Inspeção dinâmica: solicitar à paciente que realize uma manobra de Valsalva. • Palpação vulvar ROTINA GINECOLÓGICA RESUMO 9 D2.3) Exame especular: Introdução do espéculo expor, com delicadeza, o introito vaginal (manobras realizadas com delicadeza auxiliam a entreabrir o introito vaginal: solicitar para a paciente fazer um pequeno esforço (Valsalva), entreabrir delicadamente o introito afastando pequenos lábios com dois dedos, etc...). Avaliar necessidade de lubrificar o espéculo: se a consulta inclui a coleta da colpocitologia a orientação é não usar lubrificante. Introduzir o espéculo com delicadeza na cavidade vaginal, iniciando a introdução com o espéculo a 45° para evitar trauma uretral e, durante a progressão na cavidade vaginal, rodar em sentido horário o espéculo até o posicionando na transversal de modo que as valvas anterior e posterior do espéculo fiquem na parede anterior e posterior da vagina e a borboleta (de abertura do espéculo) fique na posição inferior esquerda. Abrir o espéculo com delicadeza para expor o colo uterino, atento ao desconforto da paciente Observar (após espéculo adequadamente posicionado): - Aspecto do colo uterino: É importante sistematizar o que observar das características do colo do útero (coloração, tamanho, presença de tumores) e o que escrever na requisição do exame e no prontuário médico. - Características do conteúdo vaginal (anormal ou fisiológico); - Presença de sangue e sua origem; - Lesões ou alterações da coloração na mucosa. D3) Toque vaginal: proceder ao toque bidigital para verificar posição, consistência e dor à movimentação do colo. Verificar fundos de saco quanto a presença de abaulamentos ou massas. Palpação bimanual do útero e dos anexos para avaliar posição, tamanho, consistência e mobilidade do útero. Além disso, palpar anexos, procurando aumento dos anexos e dor à palpação. ROTINA GINECOLÓGICA RESUMO O QUE ACHOU DESSE RESUMO? RESPONDA AQUI! Queremos garantir que sua experiência com esse resumo tenha sido positivo e proveitoso. Se você puder, por favor, nos fornecer um feedback sobre o conteúdo, a organização ou qualquer outra sugestão que possa melhorar futuras edições, ficaríamos imensamente gratos. Sua opinião é fundamental para nós, pois nos ajuda a continuar aprimorando nossos materiais e oferecendo o melhor para você. Muito obrigado pela sua colaboração! https://forms.gle/opWUXPuYxLR1PwtQA PEDIATRIA PÚRPURA TROMBOCITOPÊNICA IDIOPÁTICA (PTI) 1 PÚRPURA TROMBOCITOPÊNICA IDIOPÁTICA (PTI) CHECKLIST AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS INSTRUÇÕES PARA O(A) PARTICIPANTE CENÁRIO DE ATUAÇÃO: Pronto Socorro de pediatria em hospital secundário. DESCRIÇÃO DO CASO: Você está em pronto socorro de pediatria e atende Fernanda, paciente de 5 anos, acompanhada da mãe devido a quadro manchas vermelhas em pernas. A UNIDADE POSSUI: • Consultórios para atendimento; • Sala de medicação; • Sala de emergência; • Internação em leito de enfermaria e UTI; • Radiologia com radiografia, ultrassonografia e tomografia computadorizada. ATENÇÃO O PACIENTE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADO DURANTE O ATENDIMENTO! NOS PRÓXIMOS 10 MINUTOS, VOCÊ DEVERÁ EXECUTAR AS TAREFAS A SEGUIR: 1) Realize anamnese direcionada ao caso; 2) Solicite e interprete o exame físico; 3) Solicite exames complementares caso julgue necessário; 4) Informe principal hipótese diagnóstica; 5) Oriente condutas adequadas. ATENÇÃO VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA ACIMA. 2 IMPRESSO 1 - EXAME FÍSICO Paciente em bom estado geral, eupneica afebril, anictérica, acianótica, hidratada, corada FC 95 bpm / FR 18 ipm / SatO2 98% em ar ambiente Murmúrios vesiculares presentes bilateralmente sem ruídos adventícios, sem sinais de desconforto respiratório Bulhas rítmicas normofonéticas em 2 tempos sem sopros. Pulsos cheios e simétricos, TEC 2 segundos Ruídos hidroaéreos presentes, abdome flácido, sem massas palpáveis ou visceromegalias Extremidades sem edemas MEMBROS INFERIORES: PÚRPURA TROMBOCITOPÊNICA IDIOPÁTICA (PTI) CHECKLIST 3 IMPRESSO 2 EXAMES LABORATORIAIS Paciente: Fernanda Protocolo: 001.002.003 Idade: 5 anos Solicitante: Mundo Revalida HEMOGRAMA Material: SANGUE Valores de referência HEMOGLOBINA…...……………: 12,5 g/dL 9,0 a 14,0 g/dL HEMATÓCRITO…………...……: 35,0% 35,0 A 45,0% LEUCÓCITOS…………………..: 15.000 mm³ 5000 a 19.500 mm³ SEGMENTADOS……………….: 46% LINFÓCITOS……………………: 44% MONÓCITOS…….………...…...: 8% EOSINÓFILOS...………………..: 1% BASÓFILOS……………………..: 1% PLAQUETAS…………………….: 12.000 mm³ 150.000 a 450.000 mm³ COAGULOGRAMA Material: SANGUE TEMPO DE TROMBOPLASTINA PARCIAL ATIVADO: 36 seg 25,4-38,9 seg R……………………………………………………………:1,0 0,8-1,2 INR …………………………………………………………:1,0 0,9-1,2 ATIVIDADE DO TP……………………………………….: 100% 70-100% PÚRPURA TROMBOCITOPÊNICA IDIOPÁTICA (PTI) CHECKLIST 4 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INADEQUADO PARCIALMENTE ADEQ ADEQUADO ANAMNESE 1.1 Apresenta-se: (1) Identifica-se; (2) Cumprimenta a mãe de maneira adequada/cordial; (3) Mantém contato visual; (4) Pergunta o nome e idade da mãe e o nome da criança. Adequado: realiza as quatro ações. Parcialmente adequado: realiza duas ou três ações. Inadequado: realiza uma ação ou não realiza ação alguma. 0 0,25 0,5 1.2 Investiga quadro atual Início dos sintomas Sangramento de mucosa Sangramento TGI e TGU Alteração de comportamento Febre Perda de peso Quadro viral ou vacinação prévios Adequado: Pergunta 6 ou 7 Parcialmente adequado: Pergunta 4 ou 5 Inadequado: Pergunta 3 ou menos 0 1,0 2,0 1.3 Investiga antecedentes Comorbidades Vacinas Alergias Uso de medicações Adequado: Pergunta 3 ou 4 Parcialmente adequado: Pergunta 2 Inadequado: Pergunta 1 ou nenhum 0 0,5 1,0 PÚRPURA TROMBOCITOPÊNICA IDIOPÁTICA (PTI) CHECKLIST 5 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INADEQUADO PARCIALMENTE ADEQ ADEQUADO EXAME FÍSICO 2.1 Solicita exame físico e interpreta … Adequado: solicita e interpreta Parcialmente: solicita e não interpreta Inadequado: não solicita e não interpreta 0 0,5 EXAMES COMPLEMENTARES 3.1 Solicita exames laboratoriais: Hemograma Coagulograma Adequado: solicita os 2 Parcialmente adequado: solicita 1 Inadequado: não solicita 0 0,5 1,0 3.2 Interpreta osexames: plaquetopenia isola Adequado: interpreta Inadequado: não interpreta 0 1,0 DIAGNÓSTICO 4.1 Informa hipótese diagnóstica: púrpura trombocitopênica imune Adequado: informa hipótese adequada Inadequado: não informa 0 0,5 1,0 PÚRPURA TROMBOCITOPÊNICA IDIOPÁTICA (PTI) CHECKLIST 6 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INADEQUADO PARCIALMENTE ADEQ ADEQUADO CONDUTA 5.1 Orienta internação hospitalar Adequado: orienta Inadequado: não orienta 0 0,5 5.2 Orienta início de corticoide sistêmico Adequado: orienta Inadequado: não orienta 0 1,0 5.3 Informa a mãe sobre prognóstico: maioria com resolução espontânea em 3-6 meses Adequado: informa Inadequado: não informa 0 1,0 5.4 Realiza as tarefas na ordem solicitada 0 0,5 PÚRPURA TROMBOCITOPÊNICA IDIOPÁTICA (PTI) CHECKLIST 7 FALAS DO ATOR • Fernanda 5 anos • Início de manchas vermelhas nas pernas há 4 dias com piora progressiva • Hoje teve sangramento na gengiva ao escovar os dentes • Nega febre, perda de peso, alteração de comportamento, cefaleia, sintomas GI e urinários • Há 1 semanas teve um quadro de resfriado • Nega comorbidades, alergias, uso de medicações • Cartão vacinal atualizado • Pergunta se a criança vai precisar tomar medicação para sempre PÚRPURA TROMBOCITOPÊNICA IDIOPÁTICA (PTI) CHECKLIST 8 RESUMO Presença de plaquetopenia isolada ( 12 meses do diagnóstico QUADRO CLÍNICO • Início súbito de plaquetopenia em criança com bom estado geral e sem outras alterações no exame físico • Em 60% dos casos tem história de doença viral / vacinação nas últimas 1-3 semanas • 80% dos casos têm remissão espontânea em até 6 meses do início do quadro • Apresentação clínica com sangramento mucocutâneo (petéquias, epistaxe, hematomas) DIAGNÓSTICO • Diagnóstico de exclusão • História e exame físico típicos + hemograma com plaquetopenia isolada + coagulograma normal TRATAMENTO Consenso da Sociedade Americana de Hematologia de 2019 • Observação em sangramentos menores, independente da contagem plaquetária • Sangramento mucoso sem risco de morte / comprometimento da qualidade de vida: prednisolona 2-4 mg/kg/dia por 5-7 dias Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular de 2013 • PTI recém-diagnosticada + plaquetasem uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e sua próxima paciente é uma mulher de 74 anos com queixa de bola na vagina há 10 meses. • Se questionado sobre motivo de consulta, mencionar: " Sensação de bola na vagina. No começo era só quando fazia muito esforço, agora só de levantar já sente." • Se questionado sobre tempo de evolução, mencionar: Começou há cerca de 11 meses. • Se questionado sobre as características da evolução, sobre piora progressiva e se perda urina associada, mencionar: "Há 11 meses atrás começou a sentir essa bola na vagina, que não se acompanhava de qualquer alteração. No começo só sentia durante um esforço físico grande, mas agora fica com essa sensação praticamente todo o tempo, e nos últimos dias também começou a perder urina. Melhora um pouco quando eu fico deitada. • Se questionada sobre menarca, DUM, se sangramentos recorrentes, mencionar: Menarca aos 11 anos, DUM aos 53 anos. Desde então nunca mais sangrou • Se questionada sobre ciclo menstrual, tempo de duração e intervalo, mencionar: O ciclo menstrual sempre foi normal, com duração de 4-5 dias e intervalo de 30 dias. • Se questionada sobre vida sexual ativa e parceiros mencionar: Não tem relação sexual há 9 anos, quando ficou viúva, tendo um único parceiro sexual desde os 18 anos. • Se questionada sobre uso prévio de hormônio/ ACO, mencionar: Nunca usei hormônio e nem anticoncepcional hormonal. • Se questionar sobre gestações, partos, mencionar: Tive 7 filhos de parto normal, sendo 2 em casa. PROLAPSO UTERINO CHECKLIST 8 RESUMO DEFINIÇÃO Distopia genital é o deslocamento para baixo, a queda de um órgão genital. Qualquer estrutura pélvica pode cair, não apenas os órgãos genitais. Pode ser a queda das paredes vaginais, queda do útero, queda do reto, queda da bexiga e da uretra. As estruturas que mantém o útero e os órgãos genitais posicionados formam o aparelho de fixação do útero, que se divide em: • Aparelho de suspensão • Aparelho de sustentação ou contenção APARELHO DE SUSPENSÃO: COMPOSTO PRINCIPALMENTE POR LIGAMENTOS: • Ligamentos anteriores – ligamentos pubovesicouterinos • Ligamentos posteriores - uterossacros • Ligamentos laterais - paramétrios laterais - elemento mais importante da suspensão uterina. O Ligamento redondo mantém o útero em anteversoflexão, não faz parte de aparelho de suspensão. APARELHO DE SUSTENTAÇÃO OU CONTENÇÃO: COMPOSTO PRINCIPALMENTE PELA MUSCULATURA: • Diafragma pélvico – musculatura profunda do períneo (composto 90% de músculo elevador do ânus e 10% pelo músculo isquicoccigeo) ◦ O elevador do ânus se divide em ileococcigeo e pubococcigeo. Este último emite os feixes pubococcigeo propriamente dito, pubovaginal e puborretal. O puborretal do elevador do ânus é o músculo mais lesado durante o tocotrauma, durante parto mal assistido • Diafragma urogenital – musculatura mais superficial do períneo ◦ Formado pelo músculo transverso profundo do períneo e pela cunha perineal – musculatura mais superficial da vulva (bulboesponjoso, isquiocavernoso, transverso superficial do períneo e esfíncter externo do ânus). • Fáscias pélvicas A causa do prolapso não é apenas a lesão de um ligamento ou de um músculo, o prolapso ocorre por uma lesão em um aparelho inteiro não compensada pelo outro aparelho. PROLAPSO UTERINO RESUMO 9 ETIOPATOGENIA • Tocotraumatismo: principal causa de lesão do aparelho muscular (de sustentação), geralmente em parto mal assistido. • Hipoplasia: principal causa de lesão do aparelho ligamentar (de suspensão), consequente ao hipoestrogenismo, como nas mulheres na pós-menopausa. O prolapso acontece nas mulheres em que a lesão da musculatura não é compensa com hiperplasia ligamentar, ou os músculos não hipertrofiam para compensar uma lesão ligamentar – lesão em um aparelho inteiro sem compensação do outro. QUADRO CLÍNICO A principal queixa é de sensação de bola na vagina – queda de útero isoladamente. A queda de parede vaginal anterior e bexiga podem levar a outros sintomas, como incontinência urinária. PROLAPSO UTERINO RESUMO 10 DIAGNÓSTICO O diagnóstico é clínico, e se dá principalmente pelo exame ginecológico e manobra de Valsalva. Após o diagnóstico, é necessário classificar a distopia/ prolapso por meio do POP-Q: A classificação POP-Q, sigla, em inglês, da expressão Pelvic Organ Prolapse Quantification, utiliza a carúncula himenal como referência para quantificação do prolapso e define seis pontos que refletem a posição dos compartimentos vaginais: Aa e Ap, na parede vagina anterior, situados 3 cm para dentro da carúncula himenal; Ba e Bp, na parede vaginal posterior, que representam os pontos de maior prolapso da parede vaginal anterior e posterior; C, localizado na região mais proximal do colo uterino ou da cúpula vaginal, nas histerectomizadas; e D, equivalente à inserção dos ligamentos uterossacros. Por fim, a avaliação inclui as medidas do hiato genital (HG), que vai da metade da uretra à fúrcula vaginal, do corpo perineal (CP), que vai da fúrcula vaginal até a metade do ânus, e do comprimento vaginal total (CVT), todas com a paciente em repouso, pontos fixos usados como parâmetros. Devemos realizar a quantificação do colo do útero: o ponto D menos o ponto C, para identificar o tamanho do colo uterino e avaliar uma possível doença hipertrófica do colo – se for maior que 4 cm. APÓS A CLASSIFICAÇÃO, DEVEMOS REALIZAR O ESTADIAMENTO: • Estadio 0: sem prolapso • Estadio 1: 1 cm acima da fenda vulvar (-1 segundo os pontos de referência). • Estadio 2: entre -1 e +1 da fenda vulvar • Estadio 3: além de 1cm abaixo da fenda vulvar – além de +1 • Estadio 4: toda a estrutura saiu pela fenda vulvar TRATAMENTO Uma vez que há o prolapso, não há recuperação por meio de atividade física, para fortalecer a musculatura perineal ou hormonioterapia, para aumentar a elasticidade dos ligamentos. O tratamento de escolha é cirurgia. • A melhor é a histerectomia via vaginal • Manchester – cirurgia mais conservadora que amputa parte do colo do útero para pacientes que desejam engravidar. No entanto, pode cursar com incompetência istmo cervical. • Colpocleise ou cirurgia de Le Fort: cirurgia oclusiva para pacientes com prolapso uterino avançado e que não apresentam condições anestésicas para cirurgia de maior porte, como histerectomia. PROLAPSO UTERINO RESUMO O QUE ACHOU DESSE RESUMO? RESPONDA AQUI! Queremos garantir que sua experiência com esse resumo tenha sido positivo e proveitoso. Se você puder, por favor, nos fornecer um feedback sobre o conteúdo, a organização ou qualquer outra sugestão que possa melhorar futuras edições, ficaríamos imensamente gratos. Sua opinião é fundamental para nós, pois nos ajuda a continuar aprimorando nossos materiais e oferecendo o melhor para você. Muito obrigado pela sua colaboração! https://forms.gle/opWUXPuYxLR1PwtQA PEDIATRIA PROCEDIMENTOS 1 TESTE DO CORAÇÃOZINHO PROCEDIMENTOS INDICAÇÕES: Todos recém-nascidos com > 34 semanas de idade gestacional, a partir de 24 horas de vida COMO FAZER: • Extremidades aquecidas • Aferir SatO2 do membro superior direito (pré-ductal) e de algum dos membros inferiores INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS: De acordo com Ministério da Saúde: • SatO2 ≥ 95% em ambos os membros E diferença entre os membros repetir em 1h. Caso mantenha alterado solicitar ECO De acordo com Sociedade Brasileira de Pediatria • SatO2 ≤ 89% em algum dos membros = teste alterado = ECO • SatO2 90-94% em algum dos membros OU diferença entre os membros ≥ 4% = repetir em 1h > mantém o resultado = repetir em 1h > mantém o resultado = teste alterado = ECO • SatO2 ≥ 95% em ambos os membros E diferença entre o membros ≤ 3% = teste normal 2 RECONHECIMENTO DA PCR: • Paciente sem resposta ao estímulo sonoro e tátil (estímulo em pés em bebÊs) • Ausência de pulso: pulso braquial em bebês • Ausência de respiração COMPRESSÕESADEQUADAS: • Abaixo da linha intermamilar (1/3 inferior esterno) • Dois dedos / dois polegares (lactentes) OU uma mão / duas mãos (crianças) • 100-120 compressões/min • Comprimir 1/3 do diâmetro AP do tórax (4 cm / 5 cm / 5-6 cm) • Completo retorno do tórax a cada compressão • Mínimas interrupções: máximo 10 segundos RELAÇÃO COMPRESSÃO:VENTILAÇÃO: • 1 socorrista: 30 compressões : 2 ventilações • 2 socorristas: 15 compressões : 2 ventilações CHECAGEM DE RITMO E MEDICAÇÕES: A CADA 2 MINUTOS • Ritmos não chocáveis (principais ritmos de PCR na pediatria): AESP / assistolia > retornar compressões • Ritmos chocáveis: FV / TV sem pulso > desfibrilação 2 J/Kg (caso precise de novos choques, aumentar 2J/Kg até 10 J/Kg ou dose de adulto) MEDICAÇÕES NOS RITMOS CHOCÁVEIS: • Adrenalina 0,01 mg/kg a cada 3-5 min a partir do 2º choque • Amiodarona ou Lidocaína a partir do 3º choque MEDICAÇÕES NOS RITMOS NÃO CHOCÁVEIS • Adrenalina 0,01 mg/kg a cada 3-5 min a partir do 1ª checagem de ritmo CAUSAS REVERSÍVEIS DE PCR: • 6 Hs: Hipoglicemia / Hipotermia / Hipovolemia / Hipo e hipercalemia / H+ (acidose) / Hipóxia (principal causa de PCR) • 5 Ts: Tensão do tórax (pneumotórax hipertensivo) / Tamponamento cardíaco / Trombose ctardíaca (IAM) / Trombose pulmonar (TEP) / Toxinas VENTILAÇÃO NO PACIENTE COM VIA AÉREA AVANÇADA: • 1 ventilação a cada 2-3 segundos, independente das compressões torácicas BRADICARDIA SINTOMÁTICA • FC 5 anos: pode usar espaçador sem a máscara • Lavar a boca após uso de corticoide inalatório 4 MANOBRAS DE ENGASGO PROCEDIMENTOS IDENTIFICAÇÃO DE OBSTRUÇÃO DE VIAS AÉREAS COMPLETA: • Paciente acordado, respirando, mas não emite sons PASSO A PASSO • Apoiar o bebê no antebraço com cabeça num nível abaixo do tronco • Realizar 5 golpes em região interescapular • 5 compressões torácicas no terço inferior do esterno 5 REANIMAÇÃO NEONATAL PROCEDIMENTOS PREPARAÇÃO • Anamnese materna • Preparo da equipe • Preparo da sala • Preparo dos materiais MATERIAIS • Berço com fonte de calor radiante • Campo cirúrgico, compressas e seringas • Touca de lã ou algodão • Estetoscópio e termômetro digital • Oxímetro de pulso e monitor cardíaco com 3 eletrodos • Sondas traqueais e gástricas • Aspirador e dispositivo de aspiração de mecônio • Balão autoinflável e/ou ventilador mecânico manual em T • Máscara redonda com coxim • Máscara laríngea nº 1 • Laringoscópio com lâmina reta (00, 0 e 1) • Cânulas traqueais sem cuff (2,5/3,0/3,5/4,0) • Adrenalina diluída 1 mg/10 ml • Soro fisiológico • Material para cateterismo umbilical CLAMPEAMENTO UMBILICAL Respiração regular / choro + tônus em flexão = VITALIDADE ADEQUADA = clampeamento após pelo menos 60 segundos + contato pele-pele com a mãe Respiração irregular / sem choro + hipotonia = VITALIDADE INADEQUADA = clampeamento imediato PASSOS INICIAIS • Temperatura sala de parto 23-25°C • Levar RN para fonte de calor radiante • Secar com compressas • Colocar touca • Tirar campos úmidos • Manter cabeça em leve extensão • Avaliar necessidade de aspiração de via aérea = não obrigatória! • Realizar passos iniciais em até 30 segundos 6 REANIMAÇÃO NEONATAL PROCEDIMENTOS REAVALIAÇÃO • Respiração regular? • FC > 100 bpm? > auscultar precórdio por 6 segundos e multiplicar por 10 • Respiração irregular e/ou FC 34 semanas pode ser tentada ventilação com máscara laríngea antes da intubação MASSAGEM CARDÍACA FC 10 min de vida = 85-95% 7 PUERICULTURA PROCEDIMENTOS PESO • Retirar roupa do bebê, incluindo fralda, meias e acessórios de cabelo • Cobrir a balança • Zerar / tarar balança • Posicionar bebê no centro da balança PERÍMETRO CEFÁLICO • Tirar acessórios da cabeça do Bebê • Fita métrica passando na proeminência occipital e glabela, não posicionar fita em cima da orelha ESTATURA • Posicionar bebê em superfície plana • Retirar meias/sapato e acessórios de cabeça • Extremidade fixa da régua na cabeça do bebê • Extremidade móvel no pé da bebê • Esticar os joelhos de forma simultânea 8 PRESSÃO ARTERIAL PROCEDIMENTOS QUANDO AFERIR PA? • Todas crianças a partir de 3 anos, 1 vez por ano • Obesidade / uso de medicações que aumentam a PA / DM / coarctação de aorta: a partir de 3 anos em todas as consultas • RNPTintraoculares da retina e vítreo, retinopatia da prematuridade (ROP) no estágio 5, descolamento ele retina, vascularização fetal persistente e hemorragia vítrea. Podem causar assimetrias os casos de: o estrabismo , a anisometropia, altas ametropias, luxações de cristalino e malformações, como o coloboma de polo posterior (disco e retina). 3) Duvidoso: quando há assimetria evidente ou suspeita de reflexo alterado. 11 MANOBRAS DE AVALIAÇÃO DE DISPLASIA DE QUADRIL PROCEDIMENTOS MANOBRA DE BARLOW: avaliação luxação do quadril • Perna em flexão e adução • Dedo apoiado na articulação do quadril • Fazer pressão posterior para luxar o quadril MANOBRA DE ORTOLANI: realizar redução do quadril luxado • Fletir e abduzida perna com dedo apoiado no quadril O QUE ACHOU DESSE RESUMO? RESPONDA AQUI! Queremos garantir que sua experiência com esse resumo tenha sido positivo e proveitoso. Se você puder, por favor, nos fornecer um feedback sobre o conteúdo, a organização ou qualquer outra sugestão que possa melhorar futuras edições, ficaríamos imensamente gratos. Sua opinião é fundamental para nós, pois nos ajuda a continuar aprimorando nossos materiais e oferecendo o melhor para você. Muito obrigado pela sua colaboração! https://forms.gle/opWUXPuYxLR1PwtQA CLÍNICA MÉDICA PROCEDIMENTOS 1 GASOMETRIA ARTERIAL PROCEDIMENTOS MATERIAL NECESSÁRIO: • Luvas de procedimento • Álcool 70% ou clorexidina alcoólica • Seringa pré-heparinizada ou seringa + heparina. • Agulha 20 ou 22G • Gaze. PROCEDIMENTO: 1) Explicar o procedimento ao paciente 2) Posicionamento adequado do paciente, leve dorsiflexão do punho. Mão não dominante. 3) Decúbito dorsal ou sentado. 4) Localizar o pulso radial. 5) Higienizar as mãos e calçar luvas de procedimento. 6) Realizar assepsia do local de punção (álcool 70%). 7) Para coleta na artéria radial: Teste de Allen modificado. 8) Realize a punção com o bisel para cima e com ângulo de 30-45 graus. 9) Entre com leve aspiração. 10) Aprofunde a agulha até que venha sangue e colete de 1-3ml. 11) Retire a agulha. 12) Remova o ar da seringa e homogeneíze o conteúdo. 13) Realizar compressão até cessar sangramento (1-3 minutos). 14) Faça curativo compressivo. 15) Teste de Allen Modificado: 16) Comprimir simultaneamente os pulsos radial e ulnar, 17) Solicitar que o paciente abra e feche a mão de forma vigorosa e repetida, entre 5 e 10 flexões, será evidenciada palidez palmar. 18) Com a mão do paciente estendida, libera-se a compressão ulnar, e registra-se o tempo para que reapareça a coloração palmar habitual, o que deve acontecer em menos de 15 segundos, correspondendo a uma oxigenação adequada (teste +) 19) Em caso de Teste (-) é contraindicado realizar a coleta na artéria radial. 2 MATERIAL NECESSÁRIO: • Solução antisséptica, gaze e luvas estéreis. • Coxins não estéreis. • Anestésico local (p. ex., lidocaína a 1%, agulha de calibre 25 a 30, seringa de 3 a 5 mL). • Para aspiração articular, agulha de calibre 18 ou 20 de 51 mm (2 polegadas) e seringa de 20 a 60 mL. • Recipientes apropriados de coleta de líquidos para exames laboratoriais (p. ex., contagem de células, cristais, culturas). PROCEDIMENTO: 1) Palpar e identificar a patela. 2) Apoiar o joelho sobre um coxim. 3) Assepsia e antissepsia. 4) Aplicar lidocaína na pele e tecidos mais profundos ao longo da trajetória prevista da agulha, mas sem adentrar no espaço articular. 5) Aspirar utilizando uma agulha (18 ou 20) em uma seringa de 20 a 60 mL. 6) Penetrar a pele de modo perpendicular e direcionar a agulha posteriormente atrás da patela, em direção à fossa intercondilar. Manter trajetória horizontal. 7) Puxar o êmbolo delicadamente à medida que a agulha avança. O líquido sinovial entrará na seringa quando a cápsula é inserida. 8) Depois da aspiração, remover a agulha e cobrir o local com bandagem adesiva ou curativo estéril. ARTROCENTESE PROCEDIMENTOS 3 INTUBAÇÃO OROTRAQUEAL (IOT) PROCEDIMENTOS MATERIAL NECESSÁRIO: • Acesso venoso • Laringoscópio • Tubo orotraqueal • Material para aspiração • Bolsa-válvula-máscara • Medicações: • Fentanil • Etomidato • Midazolam • Propofol • Quetamina • Succinilcolina • Rocurônio • Monitor cardíaco • Oxímetro • Capnógrafo • Fonte de O2 • Coxim PROCEDIMENTO: 1) Explicar o procedimento ao paciente. 2) Posicionamento adequado com coxim suboccipital. 3) A mão direita deve ser colocada na região occipital para segurar a cabeça e abrir a boca. 4) Introduz-se a lâmina do laringoscópio ao longo da borda direita da língua até que ela se insira na valécula, quando a lâmina é curva, ou ultrapasse-a e se sobreponha à epiglote, quando se usar lâmina reta. 5) O cabo do laringoscópio deve ser tracionado para cima e para a frente em um plano perpendicular à mandíbula. 6) Evitar o movimento de alavanca, que leva a traumatismo dentário. 7) A elevação da língua desloca a epiglote e expõe as cordas vocais. 8) Visualizar as cordas vocais. 9) Introduzir na traqueia, e a borda proximal do balonete deve ultrapassar as cordas vocais. 10) A visão direta da passagem do tubo pelas cordas vocais é um ponto importante de comprovação da IOT. 11) Insuflar o balonete com pressão menor do que 20 mmHg. 12) Confirmar a IOT e a fixação do tubo. 13) Como confirmar que a IOT foi bem-sucedida: ◦ Durante a IOT: ver que o tubo passou mesmo pelas cordas vocais (melhor maneira). ◦ Presença de vapor de água pelo tubo. ◦ Expansão torácica bilateral. ◦ Auscultar os cinco pontos: primeiro no epigástrio, depois nas bases pulmonares esquerda e direita e nos campos médios axilares pulmonares esquerdo e direito. 14) Em caso de dúvida deve-se retirar o tubo e reiniciar a intubação. 15) Solicitar radiografia de tórax para checar posicionamento do tubo (3-5 cm da carina) e rastrear por complicações. 4 NEUROPATIA DIABÉTICA PROCEDIMENTOS Teste com monofilamento de 10 gramas para rastreio de perda da sensibilidade tátil. MATERIAL NECESSÁRIO: • Monofilamento de 10 gramas PROCEDIMENTO: 1) Esclarecer ao paciente sobre o teste. 2) Solicitar ao mesmo que diga “sim” cada vez que perceber o contato com o monofilamento. 3) Aplicar o monofilamento adequado (10 gramas) perpendicular à superfície da pele, sem que a pessoa examinada veja o momento do toque. 4) Pressionar com força suficiente apenas para encurvar o monofilamento, sem que ele deslize sobre a pele. 5) O tempo total entre o toque para encurvar o monofilamento e sua remoção não deve exceder 2 segundos. 5º – Perguntar, aleatoriamente, se o paciente sentiu ou não a pressão/toque (SIM ou NÃO) e onde está sendo tocado (Pé Direito ou Esquerdo). 6) Serão pesquisados quatro pontos (pontos vermelho-escuro na Figura 4.3), em ambos os pés. Primeiro, terceiro e quinto metatarso e primeiro pododáctilo. 7) Aplicar duas vezes no mesmo local, alternando com pelo menos uma vez simulada (não tocar), contabilizando no mínimo três perguntas por aplicação. 8) A percepção da sensibilidade protetora está presente se duas respostas forem corretas das três aplicações. 9) A percepção da sensibilidade protetora está ausente se duas respostas forem incorretas das três aplicações. 10) · Teste com diapasão de 128 Hz para sensibilidade vibratória. 11) Esclarecer Ao paciente sobre o teste. Solicitá-lo que informe quando começar e quando deixar de sentir a vibração. 12) Segurar o cabo do diapasão com uma mão e aplicar sobre a palma da outra mão um golpe suficiente para produzir a vibração das hastes superiores. 13) Aplicar a ponta do cabo do diapasão perpendicularmente e com pressão constante sobre a falange distal do hálux. A pessoa examinada não deve ser capaz de ver se ou onde o examinador aplica o diapasão. 14) Manter o cabo do diapasão até que a pessoa informe não sentir mais a vibração. 15) Repetir a aplicação mais duas vezes, em ambos os pés, mas alternando-as com pelo menos uma aplicação “simulada” em que o diapasão não esteja vibrando. 16) O teste é considerado anormalquando a pessoa perde a sensação da vibração enquanto o examinador ainda percebe o diapasão vibrando. 17) A percepção da sensibilidade protetora está presente se duas respostas forem corretas das três aplicações. 18) A percepção da sensibilidade protetora está ausente se duas respostas forem incorretas das três aplicações. 5 PARACENTESE PROCEDIMENTOS MATERIAL NECESSÁRIO: • Clorexedine alcoólico • Barreita total: Avental estéril, gorro, máscara, luvas e campos estéreis. • Lidocaína + agulha de 22-25 gauges + seringa de 10 ml para anestesia. • Seringa de 20-60 ml para coleta do líquido ascítico. • Torneira de 3 vias. • Tubo seco (bioquímica) • Tubo com EDTA (celularidade) • Tubo para cultura • Jelco 18-20 ( over the needle catheter) • Vácuo coletor PROCEDIMENTO: 1) Explicar o procedimento ao paciente 2) Posicionamento adequado do paciente: decúbito dorsal com elevação discreta da cabeceira. 3) Definição do local de punção: percussão e USG. 4) 3cm medial e 3 cm superior a espinha ilíaca anterossuperior. 5) Técnicas de assepsia e antissepsia. 6) Posicionamento do campo. 7) Anestesia local com lidocaína. 8) Punção com agulha 18-20 G. 9) Retirada da agulha. 10) Acoplar a vácuo. 11) Retirada do líquido ascítico. 12) Realizar compressão e curativo. 13) Repor albumina de retirada > 5L. 6 TORACOCENTESE PROCEDIMENTOS MATERIAL NECESSÁRIO: • Luva estéril • Campo estéril • Jelco 18-20 ( over the needle catheter) • Agulha para anestesia • Lidocaína • Agulha de 22-25 gauges • Seringa de 10 ml para anestesia • Seringa de 20-60 ml para coleta do líquido pleural. • Torneira de 3 vias • Vácuo coletor • Tubo seco (bioquímica) • Tubo com EDTA (celularidade) • Tubo para cultura PROCEDIMENTO: 1) Explicar o procedimento ao paciente 2) Posicionamento adequado do paciente. 3) Delimitar área do derrame por palpação e ausculta. 4) Localizar (marcar) local de punção: 5 cm da coluna e 2 espaços intercostais abaixo do nível estimado do derrame. 5) Técnicas de assepsia e antissepsia. 6) Posicionamento do campo. 7) Anestesia local com lidocaína. 8) Borda superior da costela inferior! 9) Punção com Jelco 18-20 G. Entrar aspirando, quando vier fluido interromper inserção e progredir parte de plástico do jelco. 10) Retirar agulha durante a expiração do paciente e cobrir para evitar entrada de ar. 11) Retirar no máximo 1500 ml. 7 EXAME DE FUNDO DE OLHO PROCEDIMENTOS MATERIAIS: • Retinoscópio • Colírio tropicamida 1% MÉTODO DE INSTILAÇÃO DO COLÍRIO • Abrir a tampa • Não encostar o recipiente no olho • Pingar 1 gota 2x em um intervalo de 5 minuto entre as gotas, e depois aguardar 30 a 40 minutos AMBIENTE: • Realizar em um ambiente escuro/penumbra POSICIONAMENTO • O médico deve estar a frente e na mesma altura do paciente • Técnica • Ligar o retinoscópio • Colocar na posição de Zero grau. • Para examinar vamos utilizar a mão e o olho ipsilateral ao olho examinado. • Inicialmente a uma distância de 70 cm e se aproxima a 2-3 cm • Ajuste a lente até a nitidez • Realize o mapeamento das estruturas O QUE ACHOU DESSE RESUMO? RESPONDA AQUI! Queremos garantir que sua experiência com esse resumo tenha sido positivo e proveitoso. Se você puder, por favor, nos fornecer um feedback sobre o conteúdo, a organização ou qualquer outra sugestão que possa melhorar futuras edições, ficaríamos imensamente gratos. Sua opinião é fundamental para nós, pois nos ajuda a continuar aprimorando nossos materiais e oferecendo o melhor para você. Muito obrigado pela sua colaboração! https://forms.gle/opWUXPuYxLR1PwtQA GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA SANGRAMENTO UTERINO DISFUNCIONAL (PÓLIPO) 1 SANGRAMENTO UTERINO DISFUNCIONAL (PÓLIPO) CHECKLIST AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS INSTRUÇÕES PARA O(A) PARTICIPANTE CENÁRIO DE ATUAÇÃO: Unidade de Atenção Primária DESCRIÇÃO DO CASO: Você está trabalhando em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e sua próxima paciente é uma mulher de 30 anos com queixa de sangramento vaginal. A UNIDADE POSSUI: • Laboratório de análises clínicas; • Sala de medicação. ATENÇÃO O PACIENTE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADO DURANTE O ATENDIMENTO! NOS PRÓXIMOS 10 MINUTOS, VOCÊ DEVERÁ EXECUTAR AS TAREFAS A SEGUIR: 1) Realizar anamnese da paciente. 2) Solicitar, se necessário, exames complementares pertinentes à queixa da paciente. 3) Orientar paciente sobre hipótese diagnóstica e tirar dúvidas. ATENÇÃO VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA ACIMA. 2 IMPRESSO 1 EXAME FÍSICO: BEG, corada, hidratada, eupnéica, afebril. SINAIS VITAIS: PA: 110x70mmHg FC: 80 bpm FR: 15 ipm ATENÇÃO SANGRAMENTO UTERINO DISFUNCIONAL (PÓLIPO) CHECKLIST 3 IMPRESSO 2 EXAME ESPECULAR: Sangue coletado no recesso vaginal posterior. Discreto sangramento ativo pelo orifício externo do colo uterino. RESTANTE DO EXAME GINECOLÓGICO SEM ALTERAÇÕES ATENÇÃO SANGRAMENTO UTERINO DISFUNCIONAL (PÓLIPO) CHECKLIST 4 IMPRESSO 3 - ULTRASSONOGRAFIA TRANSVAGINAL ATENÇÃO SANGRAMENTO UTERINO DISFUNCIONAL (PÓLIPO) CHECKLIST 5 FALAS DO ATOR: • Você está trabalhando em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e sua próxima paciente é uma mulher de 30 anos com queixa de sangramento vaginal. • Se questionado sobre motivo de consulta de forma geral, verbalizar "seja mais específico". • Se questionado sobre características do sangramento, responder: sangramento vermelho vivo tipo sangue de machucado. • Se questionado sobre quantidade, odor ou prurido do sangramento, responder: quantidade pequena, sem odor, sem prurido. • Sobre anamnese, se questionado sobre a menarca, características do ciclo menstrual, duração, responder: menarca aos 14 anos, ciclo menstrual sempre normal, duração 3-5 dias. • Se questionado sobre vida sexual, parceiros e frequência, verbalizar que: têm vida sexual ativa, com parceiro fixo e único, 2 a 3 vezes por semana. • Se questionado sobre uso de ACO e uso preservativo e frequência de uso, verbalizar que: nunca usou anticoncepcional hormonal, mas usa preservativo em todas as relações. SANGRAMENTO UTERINO DISFUNCIONAL (PÓLIPO) CHECKLIST 6 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INAD. 0 ADQ. ANAMNESE 1. Apresentação: (1) identifica-se e cumprimenta o paciente simulado. Adequado: identifica-se e cumprimenta. Inadequado: não realiza corretamente. 0 0,25 2. Questionou sobre motivo de consulta. Adequado: questiona. Inadequado: não questiona. 0 0,25 3. Investigou sobre as características do sangramento (cor, volume, odor, duração, prurido) Adequado: investiga. Inadequado: não investiga. 0 1,0 4. Questionou sobre menarca e características do ciclo menstrual. Adequado: questionou. Inadequado: não questionou. 0 0,5 5. Investigou vida sexual. Adequado: questionou se tem vida sexual ativa. Inadequado: não questionou corretamente. 0 0,5 6. Questionou de uso de anticoncepcional. Adequado: questionou. Inadequado: não questionou. 0 0,5 7. Questionou sobre antecedentes obstétricos. Adequado: questionou. Inadequado: não questionou. 0 0,5 SANGRAMENTO UTERINO DISFUNCIONAL (PÓLIPO) CHECKLIST 7 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INAD. 0 ADQ. EXAME FÍSICO 8. Solicitou o exame físico geral. Adequado: solicitou. Inadequado: não solicitou. 0 0,5 9. Solicitou exame ginecológico. Adequado: solicitou. Inadequado: não solicitou. 0 0,5 10. Verbalizou lavagem das mãos e uso de luvas e procedimento. Adequado: verbalizou. Inadequado: não verbalizou. 0 0,25 11. Solicitou auxiliar de enfermagem em sala de consultório e fonte de luz. Adequado: solicitou. Inadequado: não solicitou. 0 0,25 12. Verbalizou inspeção estática e dinâmica e palpação vulvar. Adequado: verbalizou. Inadequado: não verbalizou. 0 0,5 13. Verbalizou exame especular. Adequado: verbalizou. Inadequado: não verbalizou. 0 0,5 15. Verbalizou toque vaginal bimanual. Adequado: verbalizou. Inadequado: não verbalizou. 0 0,5 EXAMES COMPLEMENTARES 17. Solicitou ultrassonografia transvaginal. Adequado: solicitou. Inadequado: não solicitou. 0 1,0 SANGRAMENTOUTERINO DISFUNCIONAL (PÓLIPO) CHECKLIST 8 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INAD. 0 ADQ. DIAGNÓSTICO 17.Verbalizou DIAGNÓSTICO de sangramento uterino anormal. Adequado: verbalizou. Inadequado: não verbalizou. 18. Verbalizou hipóteses diagnósticas (pólipo, adenomiose, mioma... PALM-COEIN), sendo pólipo a principal. Adequado: verbalizou. Inadequado: não verbalizou. 0 0 1,0 1,0 CONDUTA 19. Solicitou histeroscopia diagnóstica e cirúrgica.. Adequado: solicitou. Inadequado: não solicitou. 0 0,25 20. Realiza adequadamente a sequência das tarefas, conforme solicitado nas orientações ao (à) participante. Adequado: realiza. Inadequado: não realiza. 0 0,25 SANGRAMENTO UTERINO DISFUNCIONAL (PÓLIPO) CHECKLIST 9 RESUMO Sangramento anormal é qualquer alteração menstrual orgânica ou disfuncional (sem doença). A FIGO (federação internacional de ginecologia e obstetrícia) agrupou todas as causas de sangramento em uma sigla que ficou conhecida como PALM COEIN, um mnemônico que classifica os sangramentos anormais. PALM COEIN Pólipo (colo do útero ou endométrio) Adenomiose/ endometriose Leiomioma Malignidade Coagulopatia Ovário (causas ovulatórias) Endometriais Iatrogenia Não classificáveis Os pólipo (colo do útero ou endométrio) são a principal causa de sangramento irregular na menacme. Além disso, a malignidade abarca tumores malignos causando alteração menstrual. A iatrogenia, é comum, e deve ser investigada também, por exemplo medicamentos que alteram o sangramento menstrual. CARACTERIZAÇÃO DO CICLO MENSTRUAL: O ciclo menstrual é caracterizado pelo intervalo (de quantos em quantos dias vem a menstruação), duração (por quanto tempo a paciente sangra), e quantidade (perda, em mililitros, de menstruação em cada ciclo ou em números de absorventes). Para saber o padrão menstrual normal de uma mulher, o ideal seria anotar esses três parâmetros durante 12 meses, fazer uma média e, assim, obtermos o padrão menstrual individualizado. Como isso é inviável, os valores estabelecidos na prática, são: INTERVALO 21 a 35 dias (média de 28 dias) DURAÇÃO 2 a 8 dias QUANTIDADE 20 a 80ml (média 30 ml) SANGRAMENTO UTERINO DISFUNCIONAL (PÓLIPO) RESUMO 10 CLASSIFICAÇÃO O sangramento uterino disfuncional é qualquer irregularidade menstrual sem causa orgânica, ou seja, a menstruação está vindo diferente do que a paciente está acostumada, sem uma doença provocando essa alteração. Existem 3 formas de classificar o sangramento uterino disfuncional: de acordo com o desvio da menstruação, Idade e função do ovário. A classificação pela Idade acostuma cair mais na prova do REVALIDA. CLASSIFICAÇÃO POR IDADE: • Juvenil: ocorre porque há uma imaturidade no eixo hipotalâmico – hipofisário – ovariano. A criança começa a secretar o GnRH na forma de pulsos noturnos, mas não apresenta secreção pulsátil noturna todos os meses. No mês em que não há secreção, ela não tem ovulação e não menstrua. O eixo demora 2 a 5 anos, a partir da menarca, para amadurecer. • Adulta: mulher no menacme (vida reprodutiva). • Climatérica: mulher que está se aproximando de completar 1 ano sem mesntruar (45 a 55 anos). CAUSAS Resposta endometrial aos hormônios estrógeno e progesterona. Não tem outra explicação para ocorrência do Sangramento, já que o endométrio só responde a estrogênio e progesterona, então só pode ser devido as 4 seguintes causas: • Supressão estrogênica: Esgotamento do estrogênio. Mulheres que entraram na menopausa. O papel do estrógeno é proliferar células endometriais, em sua ausência, as células ficam atróficas. Com o endométrio atrofiado, ocorre uma exposição de vasos na superfície, tendo como consequência o sangramento. • Ruptura estrogênica: Spotting é um pequeno sangramento que aparece próximo à metade do ciclo menstrual. Isso ocorre devido à queda brusca dos níveis de estrogênio, que é fisiológica próximo ao meio do ciclo, quando só um folículo continua crescendo e produzindo estrógeno. Essa queda estrogênica irrita o endométrio que responde com o sangramento. Também ocorre em usuárias de ACO que mudam para outro método com menos estrogênio. • Supressão de progesterona: 90% dos sangramentos ocorrem nas adolescentes e nas mulheres na perimenopausa, representando 90% dos sangramentos uterinos disfuncionais. Elas não ovulam, então não há formação de corpo lúteo. E, sem corpo lúteo, não há produção de progesterona e, sem progesterona, não há menstruação. Isso ocorre nas adolescentes porque não há liberação de GnRH pulsátil todos os meses. Já nas mulheres na perimenopausa, isso ocorre porque terão meses em que o FSH só estimula folículos atresiados para proliferar, e esses não conseguem atingir desenvolvimento pleno, associada a ausência de menstruação. • Ruptura progestacional: Queda dos níveis de progesterona. Acontece todo mês após o ciclo menstrual, depois que o corpo lúteo é substituído por tecido conjuntivo, cerca de 12 a 14 dias após a evolução. Há queda da progesterona, gerando vasoconstrição do endométrio e, consequentemente, uma área de isquemia, culminando em descamação do endométrio. Mas SANGRAMENTO UTERINO DISFUNCIONAL (PÓLIPO) RESUMO 11 a menstruação não é um sangramento uterino disfuncional, porque, além de fisiológica, ela é esperada. O exemplo de sangramento uterino disfuncional por ruptura progestacional é a Insuficiência do corpo lúteo, no qual o corpo lúteo se forma, dura 12 a 14 dias, mas apresenta produção menor de progesterona, de forma que acaba antecipadamente. Isso se explica porque o endométrio sofre vasoconstrição antecipada, levando a uma descamação, e, consequentemente, a menstruação. DIAGNÓSTICO O Diagnóstico de sangramento uterino disfuncional (SUD) é de exclusão, devendo afastar todas as doenças que possam estar produzindo aquele sangramento para estabelecer o diagnóstico. Avaliação: • Anamnese • Exame Físico • Propedêutica complementar (USG TV ou avaliação da cavidade uterina, em todas as mulheres na menopausa ou perimenopausa) Diagnósticos diferenciais : • Distúrbios de coagulação • Processos expansivos benignos, como: ◦ Pólipos - principal causa de sangramento no menacme ◦ Miomas ◦ Miohiperplasia - aumento da camada muscular no útero. • Processos expansivos malignos, como: ◦ câncer de colo uterino ◦ câncer de endométrio ◦ tumor ovariano • Processos infecciosos: ◦ Tuberculose Genital, que cursa mais com metrorragia ◦ Infecção puerperal, principalmente associada a restos placentários ◦ Endometrite (infecção do endométrio) • DIU de cobre, que é uma grande causa de hipermenorreia (mais dias de menstruação). O DIU se prende ao endométrio, e o local onde se fixou terá maior proliferação, produzindo maior sangramento com a descamação do endométrio. • Sangramentos de primeira metade da gestação ◦ Abortamento ◦ Doença trofoblástica gestacional ◦ Prenhez ectópica SANGRAMENTO UTERINO DISFUNCIONAL (PÓLIPO) RESUMO 12 TRATAMENTO Cerca de 90% ocorrem devido à falta de progesterona. Sendo assim, a principal forma de tratamento é reposição de progesterona • Reposição de progesterona: indicada em anovulação e insuficiência de corpo lúteo. ◦ Pacientes que não ovulam e pacientes com insuficiência de corpo lúteo ◦ Acetato de medroxiprogesterona 10mg/dia por 10-15d durante 3 meses. • Spotting: ACO. A posologia é de 1 a 2 x/dia por 5 a 7 dias, a partir do quinto dia do fluxo menstrual, durante 3 meses – a ideia é oferecer mais estrogênio para evitar a sua queda brusca no meio do ciclo. • SUD intenso: Ocorre na irregularidade dos níveis de estrógeno e progesterona. Devemos classificar se é intenso moderado ou leve através do exame especular ◦ Classificação: · se houver sangue coletado no fundo da vagina, é leve · se há sangramento ativo pelo orifício do colo uterino, é moderado · se eu enxugo e volta a sangrar, enchendo todo o espéculo, é intenso. ◦ Terapia com estrogênio e progesterona, na forma de ACO via oral, 6/6 horas ou 8/8 horas até ela cessar sangramento, seguidode ACO de manutenção por 3 a 6 meses em casa. ◦ Se sangramento leve: ACO por 3 a 6 meses. SANGRAMENTO UTERINO DISFUNCIONAL (PÓLIPO) RESUMO O QUE ACHOU DESSE RESUMO? RESPONDA AQUI! Queremos garantir que sua experiência com esse resumo tenha sido positivo e proveitoso. Se você puder, por favor, nos fornecer um feedback sobre o conteúdo, a organização ou qualquer outra sugestão que possa melhorar futuras edições, ficaríamos imensamente gratos. Sua opinião é fundamental para nós, pois nos ajuda a continuar aprimorando nossos materiais e oferecendo o melhor para você. Muito obrigado pela sua colaboração! https://forms.gle/opWUXPuYxLR1PwtQA PREVENTIVA RAIVA 1 RAIVA CHECKLIST AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS INSTRUÇÕES PARA O(A) PARTICIPANTE CENÁRIO DE ATUAÇÃO: Atenção Primária. DESCRIÇÃO DO CASO: Você realizará o atendimento de demanda espontânea de um homem de 25 anos de idade. • Os dados do acolhimento foram coletados pela técnica de enfermagem. • Motivo da Consulta: Paciente refere ter sofrido mordida de cachorro. • Peso: 75 kg • Índice de Massa Corporal: 26 kg/m² • Pressão Arterial: 120 mmHg × 80 mmHg • Frequência Cardíaca: 95 batimentos/minuto • Temperatura: 36,5 ºC A UNIDADE POSSUI: • Consultório de unidade básica de saúde. ATENÇÃO O PACIENTE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADO DURANTE O ATENDIMENTO! NOS PRÓXIMOS 10 MINUTOS, VOCÊ DEVERÁ EXECUTAR AS TAREFAS A SEGUIR: 1) Realizar o atendimento do paciente; 2) Explicar as medidas necessárias para o correto seguimento do caso; 3) Verbalizar as condutas necessárias e as orientações ao paciente. ATENÇÃO VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA ACIMA. 2 IMPRESSO 1 - AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS BRAÇO DIREITO ATENÇÃO RAIVA CHECKLIST 3 FALAS DO ATOR • Júlio 25 anos, advogado, referir que estava correndo na rua quando o cachorro de sua vizinha o mordeu em braço direito. • Conhecido e vacinado. • Nega conhecer seu histórico vacinal, não se lembra. • Nega alergias. • Dizer que tem 1 hora do acontecido. • Questionar se precisa tomar a vacina anti rábica RAIVA CHECKLIST 4 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADO INADEQUADO PARCIALMENTE ADEQUADO ADEQUADO ANAMNESE (1) Cumprimenta o paciente simulado; (2) identifica-se; (3) dirige-se ao paciente simulado pelo nome, pelo menos uma vez; (4) pergunta e (5) ouve com atenção o motivo da consulta. Adequado: realiza as cinco ações. Parcialmente adequado: realiza duas a quatro ações. Inadequado: realiza apenas uma ação ou não realiza nenhuma ação. 0 0,25 Estabelece contato visual e mantém postura empática ao longo da consulta. Adequado: realiza as duas ações. Parcialmente adequado: realiza apenas uma das ações. Inadequado: não realiza nenhuma das ações. 0 0,25 Escuta as perguntas do entrevistador, sem interrompê-lo. Adequado: realiza integralmente a ação. Inadequado: não realiza integralmente a ação. 0 0,5 Usa linguagem acessível durante a entrevista, evitando termos técnicos de difícil compreensão. Adequado: usa linguagem acessível. Inadequado: não utiliza linguagem acessível. 0 0,5 ANAMNESE Pergunta sobre motivo da consulta e avalia o tempo decorrido desde a mordida. 0 1,0 RAIVA CHECKLIST 5 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADO INADEQUADO PARCIALMENTE ADEQUADO ADEQUADO Pergunta sobre sintomas associados como dor, perda de força, limitação de movimento, parestesia e outras alterações de sensibilidade. Adequado: pesquisa ao menos três sinais/ sintomas de alarme. Parcialmente adequado: pesquisa um ou dois sinais/ sintomas. Inadequado: não realiza nenhuma pesquisa de sinais/ sintomas. 0 1,0 Pergunta sobre histórico vacinal e sobre vacinação antitetânica 0 0,5 EXAME FÍSICO Indica a realização de exame físico direcionado. 0 0,5 Classifica a lesão como leve. 0 0,5 RAIVA CHECKLIST 6 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADO INADEQUADO PARCIALMENTE ADEQUADO ADEQUADO CONDUTA Questiona sobre o animal agressor e sobre a possibilidade de acompanhamento do animal 0 0,5 Indica higiene do local da ferida; contraindica sutura da lesão em primeiro momento de consulta. Adequado: Indica higiene e contraindica sutura. Parcialmente Adequado: Recomenda apenas uma das ações. Inadequado: Não indica higiene da lesão e/ou indica realização de sutura. 0 0,25 0,5 Indica realização de curativo da lesão 0 0,5 Orienta sobre profilaxia de raiva, não indicando realização de vacinação antirrábica em primeiro momento. 0 0,5 Indica atualização de vacinação antitetânica 0 1,0 Indica antibioticoprofilaxia com amoxicilina- clavulanato por 7 dias. 0 0,5 Orienta sobre acompanhamento do animal por 10 dias. 0 0,5 Indica retorno agendado em 48 horas para seguimento 0,5 Realiza a sequência das tarefas conforme solicitado nas orientações ao(à) participante. Adequado: realiza. Inadequado: não realiza 0 0,5 RAIVA CHECKLIST 7 RESUMO TRANSMISSÃO: Na prova prática é cobrado a profilaxia da raiva e os cuidados com a ferida e não a doença. A raiva é uma encefalite aguda causada por um vírus transmitido por mordedura (mais comum), arranhadura ou lambedura de um animal infectado (os mais comuns são cães, gatos e morcegos). AVALIAÇÃO DA FERIDA: Ao atender uma vítima de ferimento por animal é importante avaliar a profilaxia para raiva mas não podemos nos esquecer de avaliar a ferida. Como qualquer ferimento corto contuso é importante saber a localização e buscar por sinais de alarme relacionados a lesões neurológicas ou vasculares. Como são esses sintomas de alarme? Qualquer alteração de função de um desses sistemas, e normalmente a lesão é em membros: • Perda de força, • Alteração de sensibilidade; • Limitação de movimento; • Dor suspeita de acometimento neurológico, como queimação ou parestesias; • Alteração de cor, perfusão ou temperatura do membro; Não esquecer de perguntar o tempo do ferimento. Após a avaliação inicial de sinais e sintomas de alarme iremos classificar a lesão em leve ou grave! Leve: superficial, troncos e membros (exceto extremidades e polpas digitais); arranhadura ou mordedura ou lambedura; Grave: tudo o que não é leve... profundo, extenso ou múltiplo em qualquer lugar do corpo; Lambedura de mucosas, lesão em cabeça, mãos, pés; Existe o contato indireto, que corresponde a manipulação de objetos contaminados ou lambedura em pele íntegra. Nesses casos nenhum tratamento além de lavar com água e sabão vai ser indicado. SOBRE O ANIMAL: Para decidir sobre a profilaxia precisamos também de informações sobre o animal que causou o ferimento. • O animal é conhecido e vacinado? • O animal pode ser acompanhado? • O animal tem contato com outros animais selvagens ou não vacinados? Por exemplo, se o animal é conhecido, vacinado e não tem contato com outros animais a profilaxia não será necessária em um primeiro momento! A grande sacada é: o animal SEMPRE terá de ser acompanhado, mesmo se não for iniciado nenhum esquema profilático no início, então, SEMPRE indique o acompanhamento do animal. RAIVA RESUMO 8 INDICANDO A PROFILAXIA: Com essas informações podemos indicar a profilaxia. Basicamente existem 2 tratamentos: vacina e soro (IGHAR ou SAR – soro antirrábico humano). A vacina é profilaxia, e o soro, tratamento, ou seja, vai ser aplicado em alto risco de contaminação (lesões graves de animais contaminados ou suspeitos que não podem ser acompanhados). ANIMAL SEM SUSPEITA ANIMAL SUSPEITO CLINICAMENTE OU NÃO OBSERVÁVEL ANIMAIS DE REPRODUÇÃO MORCEGOS E OUTROS ANIMAIS SILVESTRES LAVAR LOCAL DA LESÃO COM ÁGUA E SABÃO ACIDENTE LEVE Animal Observável: Observar por 10 dias e dar alta se tudo bem 4 doses de VAR 4 doses de VAR 4 doses de VAR + SAR Animal não observável ou se tornar-se suspeito: 4 doses de VAR ACIDENTE GRAVE Animal Observável: Observar por 10 dias e dar alta se tudo bem 4 doses de VAR + SAR 4 doses de VAR + SAR Animal não observável ou se tornar-se suspeito: 4 doses de VAR + SAR ProfilaxiaContato Indireto: Somente no contato com morcegos --> VAR + SAR VAR: 4 doses: 0, 3, 7 e 14 dias SAR: dia 0 ou no máximo até o dia 7 RAIVA RESUMO 9 DOSES VAR: 0º, 3º, 7º, 14º DIA. INSIGHTS: • O animal sempre deve ser observado, independente se conhecido ou não; • Nos casos de lesões graves em que for indicado tratamento por suspeita de raiva (seja por suspeita clínica do animal ou porque ele sumiu ou morreu) é necessário aplicar SORO além da vacina; • O soro é infiltrado nas portas de entrada; • A sequência mágica é 0 – 3 – 7 – 14 ATENÇÃO! NÃO SE FAZ MAIS A 28ª DOSE! • Todo esse cuidado é necessário porque a letalidade da raiva é de 100%; CUIDADOS COM A FERIDA: Não esqueça dos cuidados básicos: • Lavar com água e sabão; • Conferir vacina antitetânica e indicar se necessário (se última dosesobre o conteúdo, a organização ou qualquer outra sugestão que possa melhorar futuras edições, ficaríamos imensamente gratos. Sua opinião é fundamental para nós, pois nos ajuda a continuar aprimorando nossos materiais e oferecendo o melhor para você. Muito obrigado pela sua colaboração! https://forms.gle/opWUXPuYxLR1PwtQA GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA TRICOMONIASE 1 TRICOMONIASE CHECKLIST AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS INSTRUÇÕES PARA O(A) PARTICIPANTE CENÁRIO DE ATUAÇÃO: Unidade de Atenção Primária DESCRIÇÃO DO CASO: Você está de plantão na unidade de pronto atendimento (UPA), quando chega uma mulher com 32 anos de idade, sexualmente ativa, apresentando, há 3 semanas, secreção vaginal amarelo-esverdeada em grande quantidade. A UNIDADE POSSUI: • Laboratório de análises clínicas; • Sala de medicação. ATENÇÃO O PACIENTE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADO DURANTE O ATENDIMENTO! NOS PRÓXIMOS 10 MINUTOS, VOCÊ DEVERÁ EXECUTAR AS TAREFAS A SEGUIR: 1) Realize a anamnese adequada; 2) Solicite exames complementares, 3) Verbalize a conduta terapêutica; 4) Oriente a paciente sobre hipótese diagnóstica e retire dúvidas; ATENÇÃO VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA ACIMA. 2 IMPRESSO 1 - EXAME FÍSICO EXAME FÍSICO: BEG, corada, hidratada, eupneica, afebril. SINAIS VITAIS: PA: 110x70mmHg FC: 80 bpm FR: 15 ipm ATENÇÃO TRICOMONIASE CHECKLIST 3 IMPRESSO 2 EXAME ESPECULAR: RESTANTE DO EXAME GINECOLÓGICO SEM ALTERAÇÕES ATENÇÃO TRICOMONIASE CHECKLIST 4 IMPRESSO 3 Avaliação ph vaginal: 6,5 Teste das aminas: positivo ATENÇÃO TRICOMONIASE CHECKLIST 5 IMPRESSO 4 Exame à fresco: ATENÇÃO TRICOMONIASE CHECKLIST 6 FALAS DO ATOR: • Você está de plantão na unidade de pronto atendimento (UPA), quando chega uma mulher com 32 anos de idade, casada, secretária, sexualmente ativa, apresentando, há 3 semanas, secreção vaginal amarelo-esverdeada em grande quantidade. • Se questionada sobre características de corrimento, cor, tempo de evolução, quantidade, odor e se prurido, responder: estou com muito corrimento amarelo, um pouco verde há 3 semanas. Características do corrimento: amarelo-esverdeado, grande qualidade, sem odor fétido e sem prurido. • Se questionada sobre menarca, ciclos menstruais, verbalizar: Menarca: 16 anos, ciclos regulares (durando 4 dias, a cada 28 dias e fluxo normal). • Se questionada sobre DST, parceiros e se uso de preservativo, mencionar: Nega DST prévias, tenho meu marido como único parceiro e não usamos preservativos. • Se questionado sobre uso de ACO e gravidez prévia: Não usa ACO e sem gestações prévias. TRICOMONIASE CHECKLIST 7 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INAD. PARC. ADQ. ANAMNESE 1. Apresentação: (1) identifica-se e cumprimenta o paciente simulado; (2) pergunta algum dado de identificação (nome, idade). Adequado: realiza os dois procedimentos. Parcialmente adequado: realiza apenas um dos procedimentos. Inadequado: não realiza nenhum dos procedimentos. 0 0,125 0,25 2. Questionou sobre o motivo da consulta. Adequado: Questiona. Inadequado: Não questiona. 0 0,25 3. Investigou sobre as características do corrimento (cor, volume, odor, duração, prurido). Adequado: Investiga corretamente. Inadequado: Não realiza a investigação. 0 0,5 4. Questionou sobre menarca e características do ciclo menstrual (se regular). Adequado: Questiona. Inadequado: Não questiona. 0 0,5 5. Investigou antecedentes sexuais (DST prévias, número de parceiros, uso de preservativo). Adequado: Questiona. Inadequado: Não questiona. 0 0,5 6. Questionou de uso de ACO. Adequado: Questiona. Inadequado: Não questiona. 0 0,5 7. Questionou sobre antecedentes obstétricos. Adequado: Questiona. Inadequado: Não questiona. 0 0,5 TRICOMONIASE CHECKLIST 8 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INAD. PARC. ADQ. EXAME FÍSICO 8. Solicitou o exame físico geral. Adequado: Solicitou. Inadequado: Não solicitou. 0 0,5 9. Solicitou exame especular. Adequado: Solicitou. Inadequado: Não solicitou. 0 0,5 10. Verbalizou lavagem das mãos e uso de luvas de procedimento. Adequado: Verbalizou. Inadequado: Não verbalizou. 0 0,5 11. Solicitou auxiliar de enfermagem em sala de consultório e fonte de luz. Adequado: Solicitou. Inadequado: Não solicitou. 0 0,5 12. Verbalizou inspeção estática e dinâmica da vulva. Adequado: Verbalizou. Inadequado: Não verbalizou. 0 0,5 13. Verbalizou palpação vulvar. Adequado: Verbalizou. Inadequado: Não verbalizou. 0 0,5 14. Verbalizou exame especular. Adequado: Verbalizou. Inadequado: Não verbalizou. 0 0,5 15. Verbalizou toque vaginal bimanual. Adequado: Verbalizou. Inadequado: Não verbalizou. 0 0,5 EXAMES COMPLEMENTARES 16. Verbalizou teste do pH e exame a fresco. Adequado: Verbalizou. Inadequado: Não verbalizou. 0 0,5 TRICOMONIASE CHECKLIST 9 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INAD. PARC. ADQ. DIAGNÓSTICO 17. Hipótese diagnóstica Adequado: tricomoníase dadas as características do corrimento (secreção amarelo-esverdeada em grande quantidade), ph, teste das aminas e colo tigróide. Inadequado: Não realiza o diagnóstico. 0 0,75 CONDUTA 18. Tratamento medicamentoso Adequado: indicou metronidazol 500 mg VO de 12 em 12 horas por 7 dias + creme ou óvulo vaginal de metronidazol ou clindamicina. Inadequado: Não indica o tratamento medicamentoso. 0 0,75 19. Orientou sobre a patologia e sobre se tratar de DST (convocando parceiro). Adequado: Orientou adequadamente. Inadequado: Não realizou a orientação correta. 0 0,5 20. Questionou dúvidas Adequado: Questionou Inadequado: Não questionou 0 0,25 21. Realiza adequadamente a sequência das tarefas, conforme solicitado nas orientações ao (à) participante. Adequado: realiza. Inadequado: não realiza. 0 0,25 TRICOMONIASE CHECKLIST 10 RESUMO VULVOVAGINITE DOENÇA AGENTE DIAGNÓSTICO TRATAMENTO Vaginose Gardnerella vaginalis (Não é DST) 3 dos 4 critérios de AMSEL: • Secreção branco-acinzentada, fina; homogênea, com odor fétido • Clue cells ou células-alvo • pH > 4,5 • Teste das Aminas positivo Metronidazol 500mg VO 12h/12h por 7 dias • NÃO tratar o parceiro • Pode usar o metro na gestante • Evitar álcool (Efeito Antabuse) • Metro ou Clinda tópicos como alternativa Candidíase Candida albicans (Não é DST) • Secreção branca grumosa (“Leite em Nata”). • Pseudo-hifas (exame a fresco) • pH 5 • Teste das Aminas positivo Metronidazol 400-500mg VO • 12h/12h por 7 dias: • Convocar e tratar o parceiro • Rastrear outras DSTs • Pode usar na gestante • Evitar álcool (Efeito Antabuse) Pode usar metro ou Clinda tópicos como alternativa TRICOMONIASE RESUMO O QUE ACHOU DESSE RESUMO? RESPONDA AQUI! Queremos garantir que sua experiência com esse resumo tenha sido positivo e proveitoso. Se você puder, por favor, nos fornecer um feedback sobre o conteúdo, a organização ou qualquer outra sugestão que possa melhorar futuras edições, ficaríamos imensamente gratos. Sua opinião é fundamental para nós, pois nos ajuda a continuar aprimorando nossos materiais e oferecendo o melhor para você. Muito obrigado pela sua colaboração! https://forms.gle/opWUXPuYxLR1PwtQA GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA TRABALHO DE PARTO (FÓRCIPE) 1 TRABALHO DE PARTO (FÓRCIPE) CHECKLIST AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS INSTRUÇÕES PARA O(A) PARTICIPANTE CENÁRIO DE ATUAÇÃO: Hospital Secundário. DESCRIÇÃO DO CASO: Você assume o plantão em uma pequena maternidade, onde está internada, em trabalho de parto, paciente de 23 anos, primigesta com 38 semanasexposição a estrogênio sem oposição da progesterona. • Menarca precoce e menopausa tardia: ovário começou a trabalhar cedo e parou tarde, maior número de ciclos anovulatórios. • Diabetes (com obesidade): sozinha não é fator de risco, o problema é que a maioria das mulheres com essa doença são obesas. SANGRAMENTO PÓS MENOPAUSA: CA DE ENDOMÉTRIO RESUMO 9 • HAS (com obesidade): sozinha não é fator de risco, o problema é que a maioria das mulheres com essa doença são obesas. • Estrogenioterapia sem oposição progestacional: se há útero, devemos dar progesterona para antagonizar a ação proliferativa no endométrio. • Tamoxifeno: SERM, ele se liga em todos os receptores de estrogênio da mulher e, dependendo do lugar em que se ligam, tem ação agonista ou antagônica. No endométrio, tem ação agonista. • Hiperplasia endometrial atípica: lesão precursora do câncer de endométrio ◦ Simples: aumento do tamanho da célula endometrial · Com atipias: maligniza em 8% dos casos · Sem atipias: maligniza em 1% dos casos ◦ Complexa: aumento do tamanho e do número · Com atipias: maligniza em 29% dos casos · Sem atipias: maligniza em 3% dos casos ◦ De acordo com o tipo de hiperplasia que ele tiver, aumenta o risco de malignização • Tumores ovarianos produtores de estrogênio: paciente tem fonte extra de produção de estrogênio sem ação antagônica da progesterona. • Síndrome dos ovários policísticos: cursa com anovulação, não produz progesterona e é risco de câncer de endométrio CLASSIFICAÇÃO HISTOLÓGICA: • 80% dos casos é o adenocarcinoma endometrioide (origina das próprias células endometriais) • Quando o câncer de endométrio não for endometrioide, tem prognóstico pior QUADRO CLÍNICO: • Extremamente sintomático ◦ 90% das mulheres com câncer de endométrio apresentam hemorragia ou corrimento vaginal ◦ O tipo de sangramento depende da idade da paciente · ≥ 1 ano sem menstruar: sangramento pós menopausa · Perimenopausa: ao invés da menstruação diminuir, ela começa a aumentar ou apresentar metrorragia (sangramento fora do ciclo menstrual) • Menos de 10% com diagnóstico de câncer de endométrio são assintomáticas ◦ Elas sangram, mas não conseguem exteriorizar o sangramento. ◦ Idosas que menopausaram há muito tempo apresentam atrofia do orifício externo do colo - ele fecha e o sangue não consegue sair da cavidade uterina, acumulando e formando um hematométrio (pode sofrer infecção secundária e desenvolver pus dentro da cavidade uterina – piometrio) · Hematométrio ou piométrio: achados associados a pior prognóstico · Conseguimos evitar isso: se a mulher fazer o USG Transvaginal anualmente para vigiarmos o endométrio, que deve ter no máximo 5mm de espessura (independente do uso ou não de hormônio) SANGRAMENTO PÓS MENOPAUSA: CA DE ENDOMÉTRIO RESUMO 10 • Doença avançada: metástases regionais (linfonodos, vagina, colo e tubas) ◦ Principal forma de disseminação é linfática e só acontece quando o tumor acomete a camada muscular do útero. ◦ Hematogênica: fígado (36%) • Temos 3 tipos de paciente ◦ Paciente menopausada que volta a sangrar ◦ Paciente na perimenopausa que tem aumento da menstruação ou metrorragia ◦ Paciente assintomática que encontramos sangue na cavidade ou endométrio >5mm no USG Transvaginal. ◦ Investigar cavidade uterina das 3 pacientes. CAUSAS DE HEMORRAGIA PÓS MENOPAUSA: • Principal forma de sangramento na menopausa não é hiperplasia nem câncer de endométrio é a atrofia do endométrio • Atrofia do endométrio (60-80%) • Endométrio fino, careca, sem células, com exposição de vasos na superfície que sangram na cavidade Hiperplasia endometrial (5-10%) Pólipos endometriais (2-12%) Terapia hormonal Câncer de endométrio (10%) DIAGNÓSTICO: • Histeroscopia associada a bx endometrial -> melhor metodo de observar a cav uterina; se tiver alteração fazemos a bx guiada por histeroscopia • Biópsia por aspiração do endométrio: investigar cavidade uterina • Curetagem uterina semiótica: investigar cavidade uterina • USG Transvaginal: só tem valor pra avaliar espessura endometrial na mulher que está na menopausa. No momento que a mulher sangrou, não adianta mais pedir o USG pra avaliar a espessura. Ele podia até estar espessado, mas na hora em que ele sangra, o endométrio descamou, então não é mais adequado para avaliar a espessura. SANGRAMENTO PÓS MENOPAUSA: CA DE ENDOMÉTRIO RESUMO 11 ESTADIAMENTO FIGO (INTERNATIONAL FEDERATION OF GYNECOLOGY AND OBSTETRICS): • A partir do momento em que temos o diagnóstico de câncer de endométrio (através da histopatologia), o próximo passo é estudiar • Estadiamento é cirúrgico/anatomopatológico, somos obrigados a operar todas as pacientes com diagnóstico de câncer de endométrio. ◦ No mínimo, temos que tirar o útero, 2 trompas, 2 ovários (fontes de estrogênio) e lavado peritoneal em todas as pacientes. ◦ Além de ter que fazer a cirurgia, também consideramos o anatpatológico, pois temos que levar em consideração o grau de diferenciação do tumor. CIRÚRGICO I: TUMOR RESTRITO AO ÚTERO • Ia: restrito ao endométrio • Ib: invasão 50% do miométrio II: TUMOR VAI PARA O COLO DO ÚTERO • IIa: tumor acomete glândulas endocervicais • Iib: invasão do estroma cervical (parte mais profunda do colo do útero) III • IIIa: tumor acomete serosa e/ou anexo, citologia do lavado peritoneal positiva • IIIb: metástases vaginais • IIIc: metástase para pelve e/ou linfonodo paraórticos + IV • Iva: tumor invade a bexiga e/ou mucosa intestinal • IVb: metástases a distância incluindo linfonodos intra abdominais e/ou inguinais. SANGRAMENTO PÓS MENOPAUSA: CA DE ENDOMÉTRIO RESUMO 12 GRAU DE DIFERENCIAÇÃO DO TUMOR: • G1: padrão de crescimento sólido em 5% ou menos do tumor (bem diferenciado) • G2: padrão de crescimento sólido em 6-50% do tumor (moderadamente diferenciado) • G3: padrão de crescimento sólido em mais de 50% do tumor (pouco diferenciado/indiferenciado) TRATAMENTO: • Histerectomia total/salpingooforectomia bilateral + citologia peritoneal (mínimo a se fazer em todas). • G1/G2 e Ia/Ib: cirurgia acabou, paciente está curada • G3 ou Ic: fazer linfadenectomia para-aórtica -> retirar os linfonodos, parar a cirurgia e esperar a citologia ◦ Negativa: 5000 cGy pelve (radioterapia pélvica apenas) ◦ Positiva: 5000 cGy pelve + 4500 para aórtico (radioterapia pélvica e para-aórtica) • Citologia peritoneal + ou a partir do estadio II: além de radioterapia pélvica e para-aórtica, prescrever acetato de megestrol 160 mg/dia por 3-6 meses (se alguma célula tumoral conseguiu escapar a progesterona bloqueia o receptor de estrogênio do tumor e ele não consegue proliferar nem implantar). • Hiperplasia endometrial ◦ Não importa se é simples ou complexa, mas se há atipias ◦ Se tiver atipias: histerectomia total abdominal sempre ◦ Sem atipias: histerectomia total abdominal, mas se a paciente não quiser fazer posso dar outras opções: · Curetagem uterina (retiro todo o endométrio). · Ablação histeroscópica do endométrio (cauterizar todo o endométrio com a histeroscopia). · Progesterona em altas doses por 3-6 meses. SANGRAMENTO PÓS MENOPAUSA: CA DE ENDOMÉTRIO RESUMO O QUE ACHOU DESSE RESUMO? RESPONDA AQUI! Queremos garantir que sua experiência com esse resumo tenha sido positivo e proveitoso. Se você puder, por favor, nos fornecer um feedback sobre o conteúdo, a organização ou qualquer outra sugestão que possa melhorar futuras edições, ficaríamos imensamente gratos. Sua opinião é fundamental para nós, pois nos ajuda a continuar aprimorando nossos materiais e oferecendo o melhor para você. Muito obrigado pela sua colaboração! https://forms.gle/opWUXPuYxLR1PwtQA GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA PÓS-DATISMO 1 PÓS-DATISMO CHECKLIST AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS INSTRUÇÕES PARA O(A) PARTICIPANTE CENÁRIO DE ATUAÇÃO: Unidade Básica de Saúde. DESCRIÇÃO DO CASO: Você está trabalhando em uma Unidade Básica de Saúde, quando dá entrada, sem consulta marcada, uma gestante de 22 anos, dizendo queseu filho já passou do tempo de nascer. A UNIDADE POSSUI: • Sala de atendimento; • Sala de medicação • Sala de vacinação. ATENÇÃO O PACIENTE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADO DURANTE O ATENDIMENTO! NOS PRÓXIMOS 10 MINUTOS, VOCÊ DEVERÁ EXECUTAR AS TAREFAS A SEGUIR: 1) Realize a anamnese e, se necessário, exame físico; 2) Realizar o provável exame; 3) Oriente paciente sobre hipótese diagnóstica e motivo do exame. ATENÇÃO VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA ACIMA. 2 IMPRESSO 1 - IDADE GESTACIONAL IG: 41 2/7 semanas de gestação ATENÇÃO PÓS-DATISMO CHECKLIST 3 IMPRESSO 2 EXAME FÍSICO OBSTÉTRICO Palpação: AU de 36 cm BCF: 144bpm Manobras do palpar obstétrico: fundo uterino parcialmente ocupado, dorso à direita, mobilidade cefálica presente e escava ocupada. Especular: não realizado. Toque vaginal: não realizado. ATENÇÃO PÓS-DATISMO CHECKLIST 4 IMPRESSO 3 ATENÇÃO PÓS-DATISMO CHECKLIST 5 FALAS DO ATOR • Você está trabalhando em uma Unidade Básica de Saúde, quando dá entrada, sem consulta marcada, uma gestante de 22 anos, dizendo que seu filho já passou do tempo de nascer. • Se questionado sobre motivo de consulta responder: " Eu já completei os 9 meses faz tempo e meu filho não nasce." • Se questiona sobre DUM e solicita a idade gestacional, responder: " Não lembro mais minha última menstruação, está aí anotado. Mas hoje fiz 41 semanas e 2 dias." • Se questiona sobre alguma queixa, responder: " Não estou sentindo nada". • Se Questionou sobre antecedentes obstétricos, responder: " Essa é minha primeira gravidez, nunca tive nem aborto." • Se questionado sobre medicamentos em uso, responder: " Estou tomando só sulfato ferroso. • Se solicitada carteira de pré-natal, responder: " Estou muito nervosa e não consegui encontrar minha caderneta da gestante. PÓS-DATISMO CHECKLIST 6 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INAD. PARC. ADQ. ANAMNESE 1. Apresentação: (1) identifica-se e cumprimenta o paciente simulado. Adequado: Realiza corretamente. Inadequado: Não realiza. 0 0,25 2. Questionou sobre motivo de consulta. Adequado: questiona. Inadequado: não questiona. 0 0,25 3. Questiona sobre DUM e solicita a idade gestacional. Adequado: questiona. Inadequado: não questiona. 0 0,5 4. Questionou sobre alguma queixa. Adequado: questiona. Inadequado: não questiona. 0 1,0 5. Questionou sobre antecedentes obstétricos. Adequado: questiona. Inadequado: não questiona. 0 0,5 6. Questionou sobre medicamentos em uso. Adequado: questiona. Inadequado: não questiona. 0 0,5 7. Solicita carteira de pré-natal. Adequado: solicita. Inadequado: não solicita. 0 0,5 EXAME FÍSICO 8. Solicita exame obstétrico. Adequado: solicita. Inadequado: não solicita. 0 1,0 PÓS-DATISMO CHECKLIST 7 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INAD. PARC. ADQ. EXAMES COMPLEMENTARES 9. Confere a idade gestacional com ultrassonografia realizada no primeiro trimestre da gravidez. Adequado:confere. Inadequado: não confere. 0 1,0 10. Solicita cardiotocografia para avaliação da vitalidade fetal. Adequado: solicita. Inadequado: não solicita. 0 1,0 DIAGNÓSTICO 11. Verbalizou a hipótese diagnóstica de PÓS DATISMO. Adequado: verbaliza. Inadequado: não verbaliza. 0 1,0 CONDUTA 12. Explica à paciente que o resultado da cardiotocografia está normal, indicando que o feto está bem. Adequado: explica. Inadequado: não explica. 0 1,0 13. Orienta que precisa encaminhar a paciente para a maternidade. Adequado: orienta. Inadequado: não orienta. 0 1,0 14. Realiza adequadamente a sequência das tarefas, conforme solicitado nas orientações ao (à) participante. Adequado: realiza. Inadequado: não realiza. 0 0,5 PÓS-DATISMO CHECKLIST 8 RESUMO CONCEITOS GERAIS Termo que denomina gestações que ultrapassam a data provável do parto, ou, mais comumente, entre 40 e 42 semanas. Gestação prolongada, pós termo ou serotínea é quando ultrapassa as 42 semanas de gestação. A principal preocupação é com o risco de menor oxigenação do feto e risco de mortalidade fetal. O diagnóstico se dá através da contabilização adequada, seja pela DUM ou pelo USG, da idade gestacional e da data estimada de parto, sendo o USG do primeiro trimestre, que usa o CCN para cálculo da idade gestacional, considerado o melhor método. CONDUTA A conduta assistencial é realizar a vigilância do bem-estar fetal e indução do trabalho de parto, visando diagnosticar a falência placentária precocemente e evitar os danos ao feto decorrentes de eventual hipóxia. A vigilância do bem estar fetal se dá por meio da avaliação da vitalidade fetal, com dopplervelocimetria, perfil biofísico fetal e cardiotocografia, que deve ser realizada a cada 3 dias, com estimativa de peso, já que se houver indícios de restrição de crescimento, deve-se realizar o parto. A indução do trabalho de parto varia de acordo com a classificação do colo uterino por meio do índice de Bishop: TABELA 1. ÍNDICE DE BISHOP PONTUAÇÃO 0 1 2 3 Dilatação 0 1-2 cm 3-4 cm 5-6 cm Esvaecimento 0-30% 40-50% 60-70% 80% Altura da apresentação -3 -2 -1 ou 0 +1 ou +2 Consistência Firme Média Amolecida - Posição Posterior Medianizada Anteriorizada - Tabela adaptada de Bishop.¹⁰ Zugaib M, Francisco RPV. Zugaib obstetrícia 4a ed.. (4th edição). Editora Manole. PÓS-DATISMO RESUMO 9 Se o colo estiver impérvio, realizamos acompanhamento e conduta obstétrica conforme os resultados da vigilância da vitalidade fetal. Se houver oligoâmnio ou alterações de vitalidade fetal, inicia-se a preparação do colo e indução do parto. Se colo pérvio e índice de Bishop > 6: a alteração de vitalidade fetal ou presença de mecônio contraindicam a indução do parto, obrigando, nesse caso, a escolha da cesárea como via de parto. Se o índice estiver menor ou igual a 5, vamos acompanhando com exames de vitalidade fetal até o máximo das 42 semanas, momento em que internamos e tentamos a indução do parto. Se não houver resposta à indução, faz-se cesárea. PÓS-DATISMO RESUMO O QUE ACHOU DESSE RESUMO? RESPONDA AQUI! Queremos garantir que sua experiência com esse resumo tenha sido positivo e proveitoso. Se você puder, por favor, nos fornecer um feedback sobre o conteúdo, a organização ou qualquer outra sugestão que possa melhorar futuras edições, ficaríamos imensamente gratos. Sua opinião é fundamental para nós, pois nos ajuda a continuar aprimorando nossos materiais e oferecendo o melhor para você. Muito obrigado pela sua colaboração! https://forms.gle/opWUXPuYxLR1PwtQA PEDIATRIA OBESIDADE 1 OBESIDADE CHECKLIST AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS INSTRUÇÕES PARA O(A) PARTICIPANTE CENÁRIO DE ATUAÇÃO: Atendimento de puericultura em unidade básica de saúde. DESCRIÇÃO DO CASO: Você está em unidade básica de saúde durante atendimento de puericultura. Você atende Gabriel, 7 anos, acompanhado de sua mãe numa consulta de rotina. A UNIDADE POSSUI: • Consultórios para atendimento; • Sala de medicação; • Sala de vacinas; • Farmácia; • Setor de marcação de exames complementares. ATENÇÃO O PACIENTE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADO DURANTE O ATENDIMENTO! NOS PRÓXIMOS 10 MINUTOS, VOCÊ DEVERÁ EXECUTAR AS TAREFAS A SEGUIR: 1) Realize anamnese direcionada ao caso; 2) Solicite e interprete o exame físico; 3) Plote dados antropométricos em gráficos e informe resultados; 4) Indique os diagnósticos do paciente; 5) Informe condutas. ATENÇÃO VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA ACIMA. 2 IMPRESSO 1 - EXAME FÍSICO Paciente em bom estado geral, eupneica afebril, anictérica, acianótica, hidratada, corada FC 89 bpm / FR 16 ipm / SatO2 99% em ar ambiente Peso: 35 Kg / Altura: 1,25m / Circunferência abdominal: 63 cm (> P90) Murmúrios vesiculares presentes bilateralmente sem ruídos adventícios, sem sinais de desconforto respiratório Bulhas rítmicas normofonéticas em 2 tempos sem sopros. Pulsos cheios e simétricos, TEC 2 segundos Ruídos hidroaéreos presentes, abdome flácido, sem massas palpáveis ouvisceromegalias Extremidades sem edemas Sem lesões de pele Genitália típica masculina, testículos tópicos. G1P1 OBESIDADE CHECKLIST 3 IMPRESSO 2 - PRESSÃO ARTERIAL PA: 120x75 mmHg OBESIDADE CHECKLIST 4 IMPRESSO 3 - CURVAS ANTROPOMÉTRICAS OBESIDADE CHECKLIST 5 IMPRESSO 3 - CURVAS ANTROPOMÉTRICAS OBESIDADE CHECKLIST 6 IMPRESSO 3 - CURVAS ANTROPOMÉTRICAS OBESIDADE CHECKLIST 7 IMPRESSO 4 - PRESSÃO ARTERIAL PRESSÃO ARTERIAL SISTÓLICA (MMHG) - PERCENTIS DA ESTATURA OU MEDIDA DA ESTATURA (CM) PRESSÃO ARTERIAL DIASTÓLICA (MMHG) - PERCENTIS DA ESTATURA OU MEDIDA DA ESTATURA (CM) IDADE (ANOS) PERCENTIS DA PA 5% 10% 25% 50% 75% 90% 95% 5% 10% 25% 50% 75% 90% 95% 1 Estatura (cm) 75,4 76,6 78,6 80,8 83 84,9 86,1 75,4 75,6 78,6 80,8 83 84,9 86,1 P50 84 85 86 86 87 88 88 41 42 42 43 44 45 46 P90 98 99 99 100 101 102 102 54 55 56 56 57 58 58 P95 101 102 102 103 104 105 105 59 59 60 60 61 62 62 P95 + 12 mmHg 113 114 114 115 116 117 117 71 71 72 72 73 74 74 2 Estatura (cm) 84,9 86,3 88,6 91,1 93,7 96 97,4 84,9 86,3 88,6 91,1 93,7 96 97,4 P50 87 87 88 89 90 91 91 45 46 47 48 49 50 51 P90 101 101 102 103 104 105 106 58 58 59 60 61 62 62 P95 104 105 106 106 107 108 109 62 63 63 64 65 66 66 P95 + 12 mmHg 116 117 118 118 119 120 121 74 75 75 76 77 78 78 3 Estatura (cm) 91 92,4 94,9 97,6 100,5 103,1 104,6 91 92,4 94,9 97,6 100,5 103,1 104,6 P50 88 89 89 90 91 92 93 48 48 49 50 51 53 53 P90 102 103 104 104 105 106 107 60 61 61 62 63 64 65 P95 106 106 107 108 109 110 110 64 65 65 66 67 68 69 P95 + 12 mmHg 118 118 119 120 121 122 122 76 77 77 78 79 80 81 4 Estatura (cm) 97,2 98,8 101,4 104,5 107,6 110,5 112,2 97,2 98,8 101,4 104,5 107,6 110,5 112,2 P50 89 90 91 92 93 94 94 50 51 51 53 54 55 56 P90 103 104 105 106 107 108 108 62 63 64 65 66 67 67 P95 107 108 109 109 110 111 112 66 67 68 69 70 70 71 P95 + 12 mmHg 119 120 121 121 122 123 124 78 79 80 81 82 82 83 5 Estatura (cm) 103,6 105,3 108,2 111,5 114,9 118,1 120 103,6 105,3 108,2 111,5 114,9 118,1 120 P50 90 91 92 92 93 94 95 52 52 53 55 56 57 57 P90 104 105 106 107 108 109 110 64 65 66 67 68 69 70 P95 108 109 110 111 112 113 113 68 69 70 71 72 73 73 P95 + 12 mmHg 120 121 122 123 124 124 125 80 81 82 83 84 85 85 OBESIDADE CHECKLIST 8 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INADEQUADO PARCIALMENTE ADEQ ADEQUADO ANAMNESE 1.1 Apresenta-se: (1) Identifica-se; (2) Cumprimenta a mãe de maneira adequada/cordial; (3) Mantém contato visual; (4) Pergunta o nome da mãe e o nome da criança. Adequado: realiza as quatro ações. Parcialmente adequado: realiza duas ou três ações. Inadequado: realiza uma ação ou não realiza ação alguma. 0 0,25 0,5 1.2 Pergunta se o paciente apresenta queixas Adequado: perguntou Inadequado: não perguntou 0 0,5 1.3 Pergunta sobre hábitos alimentares Adequado: perguntou Inadequado: não perguntou 0 0,5 1.4 Pergunta sobre prática de atividade física Adequado: perguntou Inadequado: não perguntou 0 0,5 1.5 Pergunta sobre tempo de tela Adequado: perguntou Inadequado: não perguntou 0 0,5 OBESIDADE CHECKLIST 9 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INADEQUADO PARCIALMENTE ADEQ ADEQUADO ANAMNESE 1.6 Pergunta sobre comorbidades Adequado: perguntou Inadequado: não perguntou 0 0,5 1.7 Pergunta sobre vacinas Adequado: perguntou Inadequado: não perguntou 0 0,5 EXAME FÍSICO 2.1 Solicita exame físico solicita estadiamento puberal solicita circunferência abdominal Adequado: solicita itens 1 e 2 Parcialmente adequado: solicita itens 1 ou 2 Inadequado: não solicita itens 1 e 2 0 0,25 0,5 2.2 Plota dados antropométricos nos gráficos e interpreta: (1) altura adequada para idade (2) peso elevado para idade (3) obesidade grave Adequado: informa os 3 corretamente Parcialmente adequado: informa 2 corretamente Inadequado: informa 1 ou nenhum corretamente 0 0,5 1,0 2.3 Solicita aferição de pressão arterial Adequado: solicita Inadequado: não solicita e não interpreta 0 0,5 OBESIDADE CHECKLIST 10 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INADEQUADO PARCIALMENTE ADEQ ADEQUADO DIAGNÓSTICO 3.1 Informa hipóteses diagnósticas: obesidade grave HAS estágio 1 Adequado: informa 2 hipóteses adequadas Parcialmente adequado: informa 1 hipótese adequadamm Inadequado: não informa hipóteses adequadas 0 0,5 1,0 CONDUTA 4.1 Realiza orientações dietéticas Alimentos in natura ou minimamente processados Proporcionalidade entre grupos alimentares Respeitar saciedade Comer em horários regulares Comer em local adequado Não comer com telas Realizar atividade física diária Tempo de tela 1-2 horas por dia Adequado: Informa 6 a 8 Parcialmente adequado: Informa 3 a 5 Inadequado: Informa 2 ou menos 0 1,0 2,0 4.2 Solicita exames complementares Glicemia de jejum Colesterol total e frações Triglicerídeos TGP Adequado: Informa 3ou 4 Parcialmente adequado: Informa 2 Inadequado: Informa 1 ou nenhum 0 0,25 0,5 OBESIDADE CHECKLIST 11 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INADEQUADO PARCIALMENTE ADEQ ADEQUADO CONDUTA 4.3 Retorno em 1-2 semanas Adequado: Informa retorno Inadequado: Não informa retorno 0 0,5 4.4 Realiza as tarefas na ordem solicitada 0 0,5 OBESIDADE CHECKLIST 12 FALAS DO ATOR • Gabriel, 7 anos • Mãe Luciana 31 anos • Mãe queixa-se que criança está ganhando muito peso • Alimentação: ◦ café da manhã: 2 pães com manteiga e achocolatado ◦ lanche da manhã: salgado com refrigerante ◦ almoço: arroz/macarrão, feijão e carne. Não come saladas e legumes ◦ lanche da tarde: bolacha recheada e suco de caixinha ◦ jantar: igual almoço ◦ ceia: pão ◦ durante o dia fica beliscando doces e salgadinhos ◦ se alimenta no sofá assistindo televisão • Não realiza atividade física • Fica por volta de 5-7h por dia no celular/computador/televisão • Nega internações e comorbidades • Vacinas atualizadas OBESIDADE CHECKLIST 13 RESUMO Excesso de gordura corporal e não somente excesso de peso DIAGNÓSTICO: através de métodos de avaliação de composição corporal • IMC: pode superestimar o diagnóstico de obesidade pois não consegue diferenciar ganho de peso por massa magra ou massa gorda • Bioimpedanciometria elétrica: pouco disponível e sem valor de referência na pediatria • Circunferência braquial • Prega cutânea tricipital e subescapular ◦ > P90 = excesso de adiposidade • Circunferência abdominal: um dos critérios diagnósticos + prognósticos. Correlação melhor que IMC com comorbidades e síndrome metabólica ◦ Ponto médio entre última costela fixa e borda superior da crista ilíaca ◦ Curva disponível de 5-17 anos: sexo, etnia e idade ◦ > P90 = aumentada ◦ CA/E: adequada quando aumento de leptina > ação no hipotálamo > redução do anabolismo e aumento do catabolismo ◦ Na obesidade tem aumento cada vez maior da leptina com redução da sensibilidade + aumento de NPY (orexígeno) > aumento do consumo e redução da queima calórica • Desordens genéticas em que a única manifestação é a obesidade + socioambiental desfavorável: deficiência de leptina, deficiência de receptor de leptina, disfunção leptina FATORES INDIVIDUAIS EPIGENÉTICOS • Filho de mãe tabagista > RN PIG = baixa oferta intraútero > mudança funcional do genoma (reversível) > aumento do apetite, redução da saciedade, aumento do estoque com adipogênese, diminuição do gasto energético = Programação metabólica • Ambiente compatível = Match = saúde • Alimentação inadequada com excesso de caloria = mismatch = aumento doença cardiovascular OBESIDADE RESUMO 14 PREVENÇÃO Composição da alimentação • Aleitamento materno exclusivo até 6 meses • > 2 anos: leite de vaca combaixo teor de gordura • Retardar ao máximo introdução de açúcar refinado • Não usar sal até 1 ano • Não usar temperos prontos • Base da alimentação com alimentos in natura ou minimamente processados Quanto comer • Excesso de proteína associado a obesidade • Máximo 3 porções de leite/dia • Respeitar saciedade • Proporção entre grupos alimentares Quando / Como / Onde comer • Horários regulares e sem pressa • Local adequado • Sem telas • Não usar alimento como recompensa ou para acalmar criança Atividade física • Estimular caminhadas • Atividades lúdicas sem competição OBJETIVOS • Classificar gravidade: IMC • Avaliar: comorbidades, adesão aos combinados, conscientização • Traçar metas terapêuticas com a família e paciente • Definir nível de atenção à saúde necessário OBESIDADE RESUMO 15 METAS TERAPÊUTICAS IDEAIS • Sobrepeso ◦ Sem morbidade = manutenção ◦ Comorbidades 2-7 anos = manutenção ◦ Comorbidades > 7 anos = redução • Obesidade ◦ Sem morbidade 2-7 anos = manutenção ◦ Sem morbidade > 7 anos = redução ◦ Comorbidades = redução • Após estirão: dieta normocalórica + aumento de gasto OU dieta hipocalórica + gasto mantido > Balanço negativo • Crianças: dieta normocalórica balanceada + atividade física normal para a idade EXERCÍCIOS FÍSICOS • 1-5 anos: >/= 180 min/dia em vários típicos de atividade física • 5-17 anos: >/= 60 min/dia com atividade moderada a vigorosa - prioritariamente aeróbio com treinamento de resistência 3x/semana EXPOSIÇÃO A TELA • anual • Avaliar necessidade: insulina de jejum, hemograma e vitamina D OBESIDADE RESUMO O QUE ACHOU DESSE RESUMO? RESPONDA AQUI! Queremos garantir que sua experiência com esse resumo tenha sido positivo e proveitoso. Se você puder, por favor, nos fornecer um feedback sobre o conteúdo, a organização ou qualquer outra sugestão que possa melhorar futuras edições, ficaríamos imensamente gratos. Sua opinião é fundamental para nós, pois nos ajuda a continuar aprimorando nossos materiais e oferecendo o melhor para você. Muito obrigado pela sua colaboração! https://forms.gle/opWUXPuYxLR1PwtQA PREVENTIVA NEOPLASIA DE PRÓSTATA 1 NEOPLASIA DE PRÓSTATA CHECKLIST AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS INSTRUÇÕES PARA O(A) PARTICIPANTE CENÁRIO DE ATUAÇÃO: UBS. DESCRIÇÃO DO CASO: Você trabalha em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e conduzirá uma consulta de rotina de um homem com 56 anos de idade, engenheiro, casado. Dados colhidos pela técnica de enfermagem na pré-consulta do dia: Motivo da consulta: exames periódicos de saúde; Peso: 70 kg Índice de massa corporal: 24,8 kg/m²; Pressão arterial: 125 X 75 mmHg; Frequência cardíaca: 62 batimentos por minuto; Temperatura: 36,2 ºC; Classificação de Risco ± AZUL. Consulta agendada A UNIDADE POSSUI: • Consultórios para atendimento. ATENÇÃO O PACIENTE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADO DURANTE O ATENDIMENTO! NOS PRÓXIMOS 10 MINUTOS, VOCÊ DEVERÁ EXECUTAR AS TAREFAS A SEGUIR: 1) Realizar o atendimento da paciente, com comunicação clínica adequada; 2) Indicar a realização de exames clínicos e complementares pertinentes ao caso, atentando aos preceitos éticos; 3) Verbalizar as condutas e as orientações necessárias à paciente frente às dúvidas elencadas por ela e aos elementos da história clínica. ATENÇÃO VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA ACIMA. 2 IMPRESSO 1 - FOLHA NEOPLASIA DE PRÓSTATA EXAME FÍSICO Paciente em bom estado geral, hidratada, corada, pele e conjuntiva ocular normais. Ausculta cardiorrespiratória normal. Abdome sem visceromegalias ou dor à palpação superficial e profunda. Ruídos hidroaéreos presentes NEOPLASIA DE PRÓSTATA CHECKLIST 3 FALAS DO ATOR • Vem para fazer exame de rotina, principalmente PSA pois acredita que está na idade certa • Nega patologias de base • Nega história familiar de neoplasia de próstata, ou sintomas de prostatismo, nega fatores de risco de neoplasia • Nega Tabagismo e Etilismo NEOPLASIA DE PRÓSTATA CHECKLIST 4 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADO INADEQUADO PARCIALMENTE ADEQUADO (METADE) ADEQUADO ANAMNESE Apresentação: (1) cumprimenta o paciente simulado; (2) identifica-se; (3) dirige-se ao paciente simulado pelo nome, pelo menos uma vez; (4) pergunta o motivo da consulta; (5) ouve o paciente com atenção. Adequado: realiza as cinco ações. Parcialmente adequado: realiza de duas a quatro ações. Inadequado: realiza uma ação ou não realiza ação alguma. 0 0,25 0,5 Pergunta Sobre Tabagismo e Etilismo 0 0,25 1,0 Pergunta sobre fatores de risco aumentado para neoplasia próstata: I. História pregressa ou familiar de câncer de próstata; II. Sintomas de prostatismo (Aumento Frequência urinária, urgência miccional, noctúria, plenitude vesical, dificuldade de iniciar miccção; IV. Perda ponderal V. Esperma com sangue (hematospermia) Adequado: pesquisa 4 ou mais fatores de risco. Parcialmente adequado: pesquisa 2 ou 3 fatores de risco. Inadequado: pesquisa 1 ou nenhum dos fatores de risco para neoplasia de mama. 0 1,5 NEOPLASIA DE PRÓSTATA CHECKLIST 5 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADO INADEQUADO PARCIALMENTE ADEQUADO (METADE) ADEQUADO EXAME FÍSICO Indica a realização de exame físico 0 1,0 CONDUTA CONTRAINDICA a realização de exame para rastreio de neoplasia de próstata 1,5 Orienta adequada o risco e benefício da realização de PSA 1,5 Oriento sobre prevenção quartenária e cascata iatrogênia 1,5 Solicita exames de rotina adeuqados para a idade: I – Colesterol total e frações + triglicérides II – Glicemia de Jejum III – Sangue Oculto nas fezes 1,0 Realiza a tarefa na ordem correta solicita. 0,5 NEOPLASIA DE PRÓSTATA CHECKLIST 6 RESUMO O câncer de próstata é a segunda forma mais comum de câncer entre homens em todo o país, ficando atrás apenas do câncer de pele não melanoma. Para o triênio 2023-2025, estima-se que haverá cerca de 71.730 novos casos de câncer de próstata no Brasil. Atualmente, é a segunda causa principal de morte por câncer em homens, ressaltando sua relevância epidemiológica no país (INCA, 2022). A idade é o principal fator de risco para o câncer de próstata, afetando principalmente homens a partir dos 60 anos. Além disso, histórico familiar de câncer de próstata antes dos 60 anos e obesidade estão associados a tipos avançados da doença (INCA, 2021). A exposição a agentes químicos relacionados ao trabalho também contribui para 1% dos casos de câncer de próstata (BRASIL, 2021). A alta incidência desse câncer é resultado da combinação do envelhecimento da população, melhorias nas técnicas de diagnóstico, como o teste de Antígeno Prostático Específico (PSA) e o exame de toque retal, que avaliam o tamanho e as características da próstata (LOEB et al., 2014; MOTTET, 2023). No entanto, há avanços significativos no tratamento do câncer de próstata para controlar as taxas de mortalidade (BRASIL, 2016; COLEMAN et al., 2008). No controle do câncer de próstata, a detecção precoce é fundamental e se divide em diagnóstico precoce e rastreamento. O diagnóstico precoce envolve a identificação da doença em estágios iniciais em pessoas com sintomas. O rastreamento, por outro lado, envolve a realização sistemática de exames em pessoas sem sintomas para detectar a doença em estágios iniciais (WHO, 2017). Essas estratégias diferem em suas indicações, critérios de implementação e riscos associados. Revisões sistemáticas sobre o rastreamento do câncer de próstata mostraram queessa prática aumenta o diagnóstico, mas não reduz significativamente a mortalidade, e pode causar danos à saúde (ILIC et al., 2013; HAYES et al., 2014; ILIC et al., 2018). O estudo europeu European Randomized Study of Screening for Prostate Cancer (ERSPC) de 2019, após 16 anos, mostrou redução na mortalidade com o rastreamento, mas também elevado sobrediagnóstico, que é o diagnóstico de cânceres que não causariam danos (FENTON et al., 2018; HUGOSSON et al., 2019). A Organização Mundial de Saúde (OMS) destaca que obstáculos para o rastreamento do câncer de próstata incluem a maior ocorrência de cânceres indolentes em idades avançadas e morbidade relacionada a procedimentos de tratamento (WHO, 2020; BRASIL, 2010). A evolução clínica do câncer de próstata é variável, com alguns sendo agressivos e outros indolentes (BELL et al., 2015). NEOPLASIA DE PRÓSTATA RESUMO 7 O sobretratamento, que é o tratamento de cânceres que não ameaçariam a vida, pode impactar negativamente a qualidade de vida, causando disfunção sexual e urinária (US PREVENTIVE SERVICES TASK FORCE, 2018). Portanto, o Ministério da Saúde não recomenda o rastreamento populacional do câncer de próstata e sugere que homens que desejam fazer exames de rastreio discutam os possíveis benefícios e riscos com seus médicos. É importante que a rede de atenção à saúde seja organizada para investigar e tratar rapidamente casos suspeitos de câncer de próstata. Além disso, a disseminação de informações sobre a importância de procurar atendimento médico deve ser promovida. Medidas preventivas, como controle do tabaco, redução do consumo de álcool, atividade física e alimentação saudável, também podem reduzir o risco de câncer (WHO, 2020). RECOMENDA-SE AOS GESTORES DE SAÚDE: 1) Organizar a rede de atenção à saúde, com foco na Atenção Primária à Saúde, para investigar rapidamente queixas urinárias em homens. 2) Disseminar informações sobre a importância dos homens procurarem assistência médica, independentemente da idade. 3) Informar homens que desejam realizar exames de rastreio sobre os benefícios e riscos do rastreamento, promovendo a decisão compartilhada. 4) Evitar campanhas para convocar homens assintomáticos para rastreamento com PSA e/ou toque retal. 5) Capacitar profissionais de saúde da Atenção Primária à Saúde sobre o câncer de próstata. 6) Fortalecer a educação e comunicação em saúde direcionadas à população masculina sobre autocuidado e prevenção de doenças. 7) Fornecer orientações por meio de publicações institucionais. NEOPLASIA DE PRÓSTATA RESUMO O QUE ACHOU DESSE RESUMO? RESPONDA AQUI! Queremos garantir que sua experiência com esse resumo tenha sido positivo e proveitoso. Se você puder, por favor, nos fornecer um feedback sobre o conteúdo, a organização ou qualquer outra sugestão que possa melhorar futuras edições, ficaríamos imensamente gratos. Sua opinião é fundamental para nós, pois nos ajuda a continuar aprimorando nossos materiais e oferecendo o melhor para você. Muito obrigado pela sua colaboração! https://forms.gle/opWUXPuYxLR1PwtQA CLINÍCA MÉDICA MONONUCLEOSE 1 MONONUCLEOSE CHECKLIST AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS INSTRUÇÕES PARA O(A) PARTICIPANTE CENÁRIO DE ATUAÇÃO: Unidade básica de saúde. DESCRIÇÃO DO CASO: Uma jovem de 15 anos vem para consulta. A UNIDADE POSSUI: • Laboratório de análises clínicas; ATENÇÃO O PACIENTE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADO DURANTE O ATENDIMENTO! NOS PRÓXIMOS 10 MINUTOS, VOCÊ DEVERÁ EXECUTAR AS TAREFAS A SEGUIR: 1) Realizar a anamnese do paciente. 2) Solicitar e interpretar o exame físico e sinais vitais. 3) Solicitar, se necessário, exame (s) laboratorial (ais) e/ou de imagem. 4) Estabelecer hipótese (s) diagnóstica (s). 5) Criar um plano terapêutico. ATENÇÃO VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA ACIMA. 2 IMPRESSO 1 SINAIS VITAIS: Frequência cardíaca: 105 batimentos por minuto. Pressão arterial: 120x80 mmHg. Frequência respiratória: 12 incursões respiratórias por minuto. Temperatura axilar: 38,2°C. Saturação: 92% de oxigênio em ar ambiente. Peso: 60 Kg Altura: 1,65 m IMC: 22 Kg/m2 EXAME FÍSICO: Linfonodomegalia cervical, principalmente em cadeia posterior. Paciente em regular estado geral, corada, febril, acianótico, anictérico e hidratado; alerta, orientado no tempo e espaço. AR: Ausculta respiratória com murmúrio vesicular presente bilateralmente, sem ruídos adventícios. ACV: Ritmo cardíaco regular em dois tempos, com bulhas normofonéticas; sem sopro. Abdome: plano, flácido, normotenso, ruídos hidroaéreos normoativos; indolor à palpação, espaço de traube ocupado/maciço Sem edema de membros inferiores e com boa perfusão periférica Exame neurológico: NORMAL ATENÇÃO MONONUCLEOSE CHECKLIST 3 IMPRESSO 2 Oroscopia: ATENÇÃO MONONUCLEOSE CHECKLIST 4 IMPRESSO 3: Exame físico dermatológico: ERUPÇÃO CUTÂNEA NÃO PRURIGINOSA EM TRONCO E EM MEMBROS SUPERIORES. MONONUCLEOSE CHECKLIST 5 IMPRESSO 4: Hemoglobina: 12,5 g/dL (valor de referência: 12,0 - 16,0 g/dL); Hematócrito: 38% (valor de referência: 36% - 46%); Leucócitos: 6500/mcl (valor de referência: 6 000 a 10 000/mcl), Linfócitos: 3575/mcl 55% ( valor de referência 20% - 40%), com presença de linfócitos atípicos. Plaquetas: 200.000/mcl (valor de referência: 150 a 400 x 10³/mcl) Teste rápido para HIV: Negativo SOROLOGIA PARA EPSTEIN-BARR: POSITIVA ATENÇÃO MONONUCLEOSE CHECKLIST 6 FALAS DO ATOR • Você está passando em consulta por quadro de uma semana de astenia progressiva, dor de garganta e febre diária. • Relatar que inicialmente era apenas quadro de dor de garganta. • Medicação de uso contínuo: Nega • Antecedentes familiares: Pai com HAS e mãe com hipotireoidismo. • Se questionado sobre antecedente pessoal: Nega • Se questionado se bebe/fuma: Nega • Se questionado se usa drogas ilícitas: Nega • Se questionado sobre relação desprotegida: Não é sexualmente ativa. • Se questionada sobre rash, manchas na pele: Relatar que apresenta um vermelhão na pele, que não coça. MONONUCLEOSE CHECKLIST 7 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INADEQUADO PARCIALMENTE ADEQ ADEQUADO ANAMNESE 1.1 Cumprimenta o paciente (1), se identifica de maneira cordial (2), identifica o paciente (3) e pergunta o motivo da vinda ao atendimento (4). Adequado: realiza as quatro ações. Parcialmente adequado: realiza duas ou três ações. Inadequado: realiza apenas uma ou nenhuma ação. 0,0 0,125 0,25 1.2. Estabelece contato visual (1), mantém postura de empatia ao longo do atendimento (2), evita “culpabilizar” o paciente pelo seu quadro atual (3) e usa linguagem acessível evitando termos técnicos de difícil compreensão (4). Adequado: realiza as quatro ações. Parcialmente adequado: realiza duas ou três ações. Inadequado: realiza apenas uma ou nenhuma ação. 0,0 0,125 0,25 1.3 Questionar sobre antecedentes pessoais/comorbidades, antecedentes familiares e medicamentos de uso contínuo. Inadequado: nenhum dos dois Parcialmente adequado: 1 item Adequado: Os dois itens 0 0,25 0,5 MONONUCLEOSE CHECKLIST 8 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INADEQUADO PARCIALMENTE ADEQ ADEQUADO ANAMNESE 1.4 Questiona sobre duração dos sintomas, presença de febre, astenia, sintomas associados. Adequado: Questiona os 3 itens Parcialmente adequado: 1-2 Inadequado: Nenhum item. 0 0,5 1,0 1.5 Questiona sobre sintomas/ manifestações cutâneas. Adequado: Questiona Inadequado: Não questiona. 0 1,0 1.6 Questiona sobre vida sexual e uso de drogas lícitas e ilícitas. Adequado: Questiona Inadequado: Não questiona 0 1,0 EXAME FÍSICO 2.1 Solicita exame físico ao examinador Adequado: Solicita Inadequado: Não solicita 0 - 0,5 2.2 Solicita oroscopia. Adequado: Solicita Inadequado: Não solicita 0 - 0,75 2.3 Solicita exame físico dermatológico. Adequado: Solicita Inadequado: Não solicita 0 - 0,5 MONONUCLEOSE CHECKLIST 9 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INADEQUADO PARCIALMENTE ADEQ ADEQUADO EXAMESCOMPLEMENTARES 3.1 Solicita teste rápido para HIV ou Western Blot ou Sorologia para HIV Adequado: Solicita Inadequado: Não solicita 0 - 0,75 3.2 Solicita sorologia para Epstein-Barr Adequado: Solicita Inadequado: Não solicita 0 - 0,75 3.3 Solicita hemograma completo. Adequado: Solicita Inadequado: Não solicita 0 - 0,75 HIPÓTESE DIAGNÓSTICA 4.1 Faz diagnóstico de mononucleose infecciosa Adequado: Faz Inadequado: Não faz 0 - 0,75 CONDUTA 5.1 Explica o diagnóstico à paciente. Adequado:Explica Inadequado:Não explica 0 - 0,5 5.2 Não indica antibiótico Adequado: Não indica Inadequado: Indica antibiótico 0 - 0,5 5.3 Prescreve analgésicos e/ou antiinflamatórios sintomáticos para controle de dor e febre: Dipirona, paracetamol. Adequado: Prescreve Inadequado:Não prescreve 0 - 0,5 5.4 Realiza adequadamente a sequência das tarefas, conforme solicitado nas orientações ao participante. Adequado: realiza. Inadequado: não realiza. 0 - 0,25 MONONUCLEOSE CHECKLIST 10 RESUMO DEFINIÇÃO: A mononucleose infecciosa é uma doença viral causada principalmente pelo vírus Epstein-Barr (EBV), pertencente à família Herpesviridae. É comumente transmitida pela saliva, por isso também é conhecida como a "doença do beijo". QUADRO CLÍNICO: O período de incubação varia de 4 a 8 semanas. Os sintomas clássicos incluem: • Febre: Frequentemente com duração de 1 a 2 semanas. • Faringite: Comumente acompanhada de exsudato amigdalino. • Linfadenopatia cervical: Posterior, frequentemente dolorosa. • Hepatoesplenomegalia: é comum, sendo que a esplenomegalia pode resultar em risco de ruptura esplênica. • Fadiga e mal-estar intenso são características marcantes, e podem persistir por semanas a meses. • Exantema pode ocorrer, especialmente após o uso de antibióticos como amoxicilina ou ampicilina, comumente administrados de forma inadvertida devido à confusão com faringites bacterianas. DIAGNÓSTICOS DIFERENCIAIS: A mononucleose infecciosa pode ser confundida com outras condições que cursam com febre, linfadenopatia e faringite, como: • Faringite estreptocócica • Citomegalovírus (CMV) • Toxoplasmose • HIV na fase aguda. • Linfoma DIAGNÓSTICO: O diagnóstico da mononucleose infecciosa é feito com base na história clínica, exame físico e exames laboratoriais. Os testes incluem: • Hemograma: leucocitose com linfocitose absoluta e presença de linfócitos atípicos. • Teste rápido de anticorpos heterófilos (teste de Paul-Bunnell ou "monospot"): sensível em adolescentes e adultos, mas pode ser falso-negativo em crianças. • Sorologia para EBV: pesquisa de anticorpos contra o antígeno do capsídeo viral (anti-VCA IgM e IgG) e contra o antígeno nuclear (anti-EBNA), útil para confirmação. MONONUCLEOSE RESUMO 11 TRATAMENTO: O tratamento é majoritariamente sintomático, uma vez que a infecção é autolimitada: • Repouso e ingestão hídrica adequada. • Analgésicos e antitérmicos, como paracetamol ou ibuprofeno, para controle de dor e febre. • Corticosteroides podem ser indicados em casos de complicações, como obstrução das vias aéreas por edema amigdaliano, trombocitopenia grave ou anemia hemolítica. • Evitar esportes de contato ou atividades vigorosas durante pelo menos 3 a 4 semanas para prevenir ruptura esplênica. MONONUCLEOSE RESUMO O QUE ACHOU DESSE RESUMO? RESPONDA AQUI! Queremos garantir que sua experiência com esse resumo tenha sido positivo e proveitoso. Se você puder, por favor, nos fornecer um feedback sobre o conteúdo, a organização ou qualquer outra sugestão que possa melhorar futuras edições, ficaríamos imensamente gratos. Sua opinião é fundamental para nós, pois nos ajuda a continuar aprimorando nossos materiais e oferecendo o melhor para você. Muito obrigado pela sua colaboração! https://forms.gle/opWUXPuYxLR1PwtQA GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA MOLÉSTIA TROFOBLÁSTICA GESTACIONAL 1 MOLÉSTIA TROFOBLÁSTICA GESTACIONAL CHECKLIST AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS INSTRUÇÕES PARA O(A) PARTICIPANTE CENÁRIO DE ATUAÇÃO: Unidade de Atenção secundária: ambulatorial e hospitalar. DESCRIÇÃO DO CASO: Você está de plantão em um pequeno pronto socorro geral, quando dá entrada na emergência, gestante de 28 anos, com queixa de sangramento vaginal, náuseas e vômitos. A UNIDADE POSSUI: • Laboratório de análises clínicas; • Sala de medicação. ATENÇÃO O PACIENTE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADO DURANTE O ATENDIMENTO! NOS PRÓXIMOS 10 MINUTOS, VOCÊ DEVERÁ EXECUTAR AS TAREFAS A SEGUIR: 1) Realizar a anamnese; 2) Indicar exames complementares de rastreio se necessário; 3) Orientar paciente sobre hipótese diagnóstica e explicar a conduta. ATENÇÃO VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA ACIMA. 2 IMPRESSO 1 EXAME FÍSICO E SINAIS VITAIS • REG, Descorada 2+/4+, • Deshidratada 2+/4+, anictérica, acianótica, afebril. • AP: MV+ Bilateralmente sem RA • ACV: BRNF 2T SS • Restante do exame físico geral sem alterações, incluindo dados vitais. ATENÇÃO MOLÉSTIA TROFOBLÁSTICA GESTACIONAL CHECKLIST 3 IMPRESSO 2 EXAME FÍSICO OBSTÉTRICO • Altura uterina: 22cm • Ausência batimentos cardíacos fetais • Especular: moderada quantidade de sangue coletado em recesso vaginal posterior. Presença de sangramento ativo pelo orifício externo do colo uterino, com as características abaixo: Toque vaginal bimanual: colo uterino entreaberto. ATENÇÃO MOLÉSTIA TROFOBLÁSTICA GESTACIONAL CHECKLIST 4 IMPRESSO 3 USG revelando conteúdo na cavidade uterina semelhante à flocos de neve, sem visualização de embrião ou feto. ATENÇÃO MOLÉSTIA TROFOBLÁSTICA GESTACIONAL CHECKLIST 5 FALAS DO ATOR • Sangramento vaginal intenso com saída de bolhas, vermelho vivo há poucas horas e muita ânsia de vômitos há dias. • Referir que está grávida se questionada; • Ciclos menstruais regulares; DUM há quase quatro meses (não lembra a data exata mas médico da UBS disse que hoje estava fazendo 14 semanas) • Nega fatores de melhora ou piora do sangramento vaginal. • Nega uso prévio de ACO ou DIU, nega gravidez prévia; • DUM: ? (não lembra, porque está muito nervosa); • Nenhuma gestação ou abortos prévios; • Nega todas as comorbidades, tabagismo ou alcoolismo. MOLÉSTIA TROFOBLÁSTICA GESTACIONAL CHECKLIST 6 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INADEDUADO PARCIALMENTE ADEQUADO ADEQUADO ANAMNESE 1. Apresentação: (1) identifica-se e cumprimenta o paciente simulado; (2) pergunta algum dado de identificação (nome, idade, estado civil). Adequado: realiza os DOIS procedimentos. Parcialmente adequado: realiza apenas UM dos procedimentos. Inadequado: não realiza NENHUM dos procedimentos. 0 0,125 0,25 2. Questionou sobre motivo de consulta. Adequado: Questionou. Inadequado: Não questionou. 0 0,5 3. Questionou sobre possível gestação. Adequado: Questionou. Inadequado: Não questionou. 0 0,5 4. Questiona sobre DUM. Adequado: Questionou. Inadequado: Não questionou. 0 0,5 5. Investigou a queixa principal e história da doença atual (buscando saber seu início, duração, intensidade e fenômenos associados). Adequado: Investigou. Inadequado: Não investigou. 0 1,0 6. Questionou sobre antecedentes obstétricos (gestação e abortamento). Adequado: Questionou. Inadequado: Não questionou. 0 0,5 MOLÉSTIA TROFOBLÁSTICA GESTACIONAL CHECKLIST 7 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INADEDUADO PARCIALMENTE ADEQUADO ADEQUADO EXAME FISICO 7. Solicita exame obstétrico, incluindo exame especular e toque vaginal. Adequado: Solicita o exame físico completo. Parcialmente adequado: solicita exame físico e específica especular OU toque vaginal. Inadequado: solicita apenas exame físico, sem especificar especular e toque vaginal. 0 1,0 8. Avaliou intensidade do sangramento. Adequado: Avalia como sangramento moderado/intenso. Inadequado: outros. 0 0,5 9. Explicou à paciente seu quadro atual. Adequado: Explica. Inadequado: Não explica à paciente. 0 0,5 EXAMES COMPLEMENTARES 10. Solicitou Beta hCG. Adequado: solicita. Inadequado: não solicita.0 1,0 11. Solicitou USG pélvica. Adequado: solicita. Inadequado: não solicita. 0 0,5 MOLÉSTIA TROFOBLÁSTICA GESTACIONAL CHECKLIST 8 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INADEDUADO PARCIALMENTE ADEQUADO ADEQUADO DIAGNÓSTICO 12. Verbalizou hipótese diagnóstica. Adequado: MOLA HIDATIFORME ou MOLÉSTIA TROFOBLÁSTICA GESTACIONAL. Inadequado: não realiza o diagnóstico. 0 1,0 CONDUTA 13. Orienta sobre tratamentos possíveis. Adequado: Orienta possibilidade de internação ou transferência para hospital com retaguarda cirúrgica para esvaziamento da cavidade uterina. Inadequado: não indica o tratamento correto. 0 0,5 14. Questionou dúvidas. Adequado: questiona Inadequado: não questiona 0 0,5 15. Realiza adequadamente a sequência das tarefas, conforme solicitado nas orientações ao (à) participante. Adequado: realiza. Inadequado: não realiza. 0 0,25 16. Explica riscos e necessidade de acompanhamento pós molar Adequado: explica Inadequado: não explica 0 1 MOLÉSTIA TROFOBLÁSTICA GESTACIONAL CHECKLIST 9 RESUMO DOENÇA TROFOBLÁSTICA GESTACIONAL Pode ser não neoplásica ou neoplásica. DTG não neoplásica inclui sítio placentário exagerado, nódulo no sítio placentário e mola hidatiforme completa ou parcial. A neoplasia gestacional inclui mola invasiva, coriocarcinoma, tumor trofoblástico de localização placentária (PSTT) ou tumor trofoblástico epitelióide (TET). As molas hidatiformes são os tipos mais comuns de doença trofoblástica gestacional. Uma mola completa geralmente tem um cariótipo 46,XX (raramente, um cariótipo 46,XY), mas ambos os conjuntos de cromossomos são de origem paterna. Após uma mola completa, 15 a 20 por cento dos pacientes desenvolvem neoplasia trofoblástica gestacional. MOLA HIDATIFORME DEFINIÇÃO A mola hidatiforme (MH) faz parte de um grupo de doenças classificadas como doença trofoblástica gestacional (DTG), que se originam da proliferação anormal do trofoblasto. Os dois tipos distintos de MH, mola completa e mola parcial, têm diferentes cariótipos, histopatologia macroscópica e microscópica, apresentações clínicas e prognósticos. A neoplasia trofoblástica gestacional (NTG) é o subtipo de DTG que é invasivo ou metastático e inclui mola invasiva, coriocarcinoma, tumor trofoblástico de localização placentária e tumor trofoblástico epitelióide. (Veja 'Introdução' acima.) QUADRO CLÍNICO ANTES DA 10ª SEMANA Costuma ser assintomático ou apresentar-se com sangramento de primeiro trimestre + US semelhante de gestação anembrionada, incipiente ou aborto retido + 𝜷HCG muito mais elevado do que o esperado para a idade gestacional APÓS A 10ª SEMANA Apresenta um quadro clínico florido: Sangramento vaginal intermitente e progressivo com eliminação de vesículas – “cachos em uva” - Complicações clínicas: hiperêmese gravídica, pré eclâmpsia antes da 20a semanas de idade gestacional e crise tireotóxica - 𝜷HCG muito mais elevado do que o esperado para a idade gestacional - Tamanho uterino maior do que o esperado para idade gestacional Imagem ultrassonográfica: imagem em “tempestade de neve”, ecos amorfos intrauterinos e Cistos tecaluteínicos nos ovário MOLÉSTIA TROFOBLÁSTICA GESTACIONAL RESUMO 10 TRATAMENTO A remoção cirúrgica do MH é o componente central do tratamento e pode ser realizada por esvaziamento uterino com curetagem ou AMIU ou histerectomia Para a maioria das pacientes, o esvaziamento uterino cirúrgico é preferido porque é eficaz, preserva a capacidade reprodutiva e é menos mórbida. Após o esvaziamento, devemos realizar o seguimento da paciente Acompanhamento ambulatorial O acompanhamento ambulatorial se faz com: 𝜷-hCG a cada 7 a 15 dias, exame ginecológico e anticoncepção. E deve ser repetido a cada 15 dias até se tornar indetectável por 3 dosagens consecutivas. Após, é realizado o acompanhamento mensal do 𝜷-hCG por mais seis meses para descartar possibilidade de neoplasia. O exame ginecológico busca metástases em vagina. A anticoncepção deve ser realizada SEMPRE pois se a paciente engravidar não conseguimos manter o acompanhamento do 𝜷-hCG. A principal escolha é o ACOH e o DIU é contraindicado nestes casos por risco de perfuração. NEOPLASIA TROFOBLÁSTICA GESTACIONAL É a forma maligna da doença trofoblástica • Diagnóstico: Curva anormal de regressão de 𝜷-hCG: ◦ Elevação > 10% do 𝜷-hCG em 3 dosagens (D1, D7, D14) ◦ Estabilização do 𝜷-hCG por 4 dosagens consecutiva ((D1, D7, D14, D21) ◦ Surgimento de metástases sem sítio primário conhecido em mulher na menacme MOLÉSTIA TROFOBLÁSTICA GESTACIONAL RESUMO O QUE ACHOU DESSE RESUMO? RESPONDA AQUI! Queremos garantir que sua experiência com esse resumo tenha sido positivo e proveitoso. Se você puder, por favor, nos fornecer um feedback sobre o conteúdo, a organização ou qualquer outra sugestão que possa melhorar futuras edições, ficaríamos imensamente gratos. Sua opinião é fundamental para nós, pois nos ajuda a continuar aprimorando nossos materiais e oferecendo o melhor para você. Muito obrigado pela sua colaboração! https://forms.gle/opWUXPuYxLR1PwtQA PEDIATRIA MENINGOENCEFALITE 1 MENINGOENCEFALITE CHECKLIST AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS INSTRUÇÕES PARA O(A) PARTICIPANTE CENÁRIO DE ATUAÇÃO: Atendimento de em pronto-socorro de pediatria de hospital secundário. DESCRIÇÃO DO CASO: Você está em pronto socorro de pediatria e atende Laura, paciente de 5 anos, com queixa de vômitos e cefaleia há 1 dia. A UNIDADE POSSUI: • Consultórios para atendimento; • Sala de medicação; • Sala de emergência; • Internação em leito de enfermaria e UTI; • Radiologia com radiografia, ultrassonografia e tomografia computadorizada; • Laboratório de análises clínica. ATENÇÃO O PACIENTE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADO DURANTE O ATENDIMENTO! NOS PRÓXIMOS 10 MINUTOS, VOCÊ DEVERÁ EXECUTAR AS TAREFAS A SEGUIR: 1) Realize anamnese direcionada ao caso; 2) Solicite e interprete o exame físico; 3) Indique e descreva uma manobra semiológica essencial para o quadro clínico; 4) Solicite exames complementares; 5) Informe diagnóstico; 6) Oriente condutas. ATENÇÃO VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA ACIMA. 2 IMPRESSO 1 - EXAME FÍSICO Paciente em regular estado geral, afebril, anictérica, acianótica, eupneica, descorada +, hidratada Orofaringe sem alterações Otoscopia sem alterações Murmúrios vesiculares presentes bilateralmente sem ruídos adventícios, sem desconforto respiratório. FR 32 ipm, SatO2 98% em ar ambiente Bulha rítmicas e normofonéticas em 2 tempos, sem sopros, pulsos cheios e simétricos, TEC 2 segundos. FC 128 bpm, PA 94x48 mmHg Ruídos hidroaéreos presentes, abdome flácido, sem massas ou VMG Paciente irritada, chorosa. Glasgow 15, pupilas isocóricas e fotorreagentes, sem sinais neurológicos focais Sem lesões de pele MENINGOENCEFALITE CHECKLIST 3 IMPRESSO 2 - SINAIS MENÍNGEOS Presença de rigidez de nuca Brundzinski e Kerning presentes MENINGOENCEFALITE CHECKLIST 4 IMPRESSO 3 - EXAMES LABORATORIAIS Paciente : Laura Protocolo : 001.002.003 Idade : 5 anos Solicitante : Mundo Revalida HEMOGRAMA Material: SANGUE Valores de referência HEMOGLOBINA…...……………: 12,3 g/dL 9,0 a 14,0 g/dL HEMATÓCRITO…………...……: 36,0% 35,0 A 45,0% LEUCÓCITOS…………………..: 29 .000 mm³ 5000 a 19.500 mm³ BASTONETES …………………: 9% SEGMENTADOS……………….: 41% LINFÓCITOS……………………: 36% MONÓCITOS…….………...…...: 8% EOSINÓFILOS...………………..: 1% BASÓFILOS……………………..: 1% PLAQUETAS…………………….: 400.000 mm³ 150.000 a 450.000 mm³ PROTEÍNA C REATIVAMaterial: SANGUE PCR………………: 390 mg/L sequelas neurológicas são comuns dentre os que sobrevivem PATOGÊNESE • Colonização da nasofaringe --> invasão hematogênica do SNC • Entrada direta: infecção contígua (sinusite, mastoidite), trauma / NC / fístula liquórica, dispositivos (implante coclear, DVP) • Invasão do SNC por bacteremia de outro sítio de infecção ou bacteremia em defeitos da imunidade MICROBIOLOGIA • 3 MESES: S.pneumoniae e N.meningitidis --> 60-70% dos casos • Após a introdução da vacina para Hib e Pneumo, a incidência de meningite bacteriana reduzir em todos os grupos, exceto os complicada com edema cerebral APRESENTAÇÃO • Maioria com febre, sinais e sintomas de inflamação meníngea > geralmente precedidos de sintomas de IVAS • Tríade clássica (rigidez de nuca + febre + alteração de estado mental) = MINORIA • LACTENTES: febre ou hipotermia, letargia, baixa aceitação alimentar, irritabilidade, fontanela abaulada, vômitos, diarreia, desconforto respiratório, crise convulsiva, icterícia • CRIANÇAS E ADOLESCENTES: febre, cefaleia, rigidez de nuca, fotofobia, vômitos, confusão, letargia, irritabilidade • SINAIS MENÍNGEOS: rigidez de nuca (tardio em crianças jovens), cefaleia, fotofobia, irritabilidade --> presente na admissão na maioria dos casos (60-80%) ◦ Sinal de Kerning: positivo se paciente em posição supina com quadril e joelho dobrados a 90o não consegue estender o joelho mais que 135o e/ou se tem flexão do joelho oposto ◦ Sinal de Brudzinski: positivo se paciente em posição supina flete as extremidades inferiores durante tentativa de flexão passiva de pescoço ◦ Rigidez de nuca presente em outros acometimentos • ACHADOS CUTÂNEOS: petéquias e púrpuras podem ocorrer com qualquer meningite bacteriana, mas são mais comuns nas meningocócicas --> mais pronunciado nas extremidades e pode ser precedido de erupção maculopapularEXAMES COMPLEMENTARES LABORATÓRIO • Hemocultura: positiva em 60-85% dos casos • Hemograma • Marcadores inflamatórios: PCR / procalcitonina • Eletrólitos, glicose, função renal: avaliar status volêmico • Coagulograma • Lactato MENINGOENCEFALITE RESUMO 13 LÍQUOR • Sempre realizar em crianças com suspeita e considerar naqueles com bacteremia e febre persiste mesmo na ausência de sinais meníngeos • CELULARIDADE: pleocitose com predomínio de neutrófilos / Geralmente > 1000 / No quadro inicial no qual há invasão bacteriana mas antes de ter resposta inflamatória, a contagem pode ser mais baixa / Pleocitose ausente em crianças com defeito da imunidade inata • GLICOSE E PROTEÍNA: glicose principalmente em casos de meningite meningocócica no qual o LCR é rapidamente esterilizado após uso de ATB parenteral NEUROIMAGEM: indicação de imagem antes do LCR --> RNC, papiledema, déficit neurológico focal, história de hidrocefalia, trauma ou neurocirurgia recente, shunt liquórico MANEJO GERAL SUPORTE • O2 conforme necessidade • Acesso venoso • Tratamento de distúrbios metabólicos • Tratamento de crise convulsiva se presente DEXAMETASONA • Uso para evitar perda auditiva e outras complicações neurológicas é incerto • Início no momento da infusão do antibiótico ou antes ANTIBIOTICOTERAPIA • Meningococo + pneumococo resistente a penicilina --> vancomicina 60 mg/kg/dia (??)+ ceftriaxone 100 mg/kg/dia QUIMIPROFILAXIA • N.meningitidis: ◦ Rifampicina 12/12h por 2 dias ◦ Ciprofloxacino dose única ◦ Ceftriaxone IM dose única MENINGOENCEFALITE RESUMO O QUE ACHOU DESSE RESUMO? RESPONDA AQUI! Queremos garantir que sua experiência com esse resumo tenha sido positivo e proveitoso. Se você puder, por favor, nos fornecer um feedback sobre o conteúdo, a organização ou qualquer outra sugestão que possa melhorar futuras edições, ficaríamos imensamente gratos. Sua opinião é fundamental para nós, pois nos ajuda a continuar aprimorando nossos materiais e oferecendo o melhor para você. Muito obrigado pela sua colaboração! https://forms.gle/opWUXPuYxLR1PwtQA PEDIATRIA MASSA ABDOMINAL 1 MASSA ABDOMINAL CHECKLIST AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS INSTRUÇÕES PARA O(A) PARTICIPANTE CENÁRIO DE ATUAÇÃO: Atendimento de pronto socorro de pediatria em hospital secundário. DESCRIÇÃO DO CASO: Você está em atendimento de pronto socorro de pediatria e atende Danilo, 3 anos, acompanhado da mãe com história de massa abdominal há 1 semana. A UNIDADE POSSUI: • Consultórios para atendimento; • Sala de medicação; • Sala de emergência; • Internação em leito de enfermaria e UTI; • Radiologia com radiografia simples e ultrassonografia; • Laboratório de análises clínica. ATENÇÃO O PACIENTE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADO DURANTE O ATENDIMENTO! NOS PRÓXIMOS 10 MINUTOS, VOCÊ DEVERÁ EXECUTAR AS TAREFAS A SEGUIR: 1) Realize anamnese direcionada ao caso 2) Solicite e interprete o exame físico 3) Solicite exames complementares 4) Informe hipótese diagnóstica 5) Informe principal diagnóstico diferencial 6) Oriente condutas ATENÇÃO VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA ACIMA. 2 IMPRESSO 1 - CADERNETA DA CRIANÇA Nome: Fernanda Souza Antecedentes gestacionais: gestação não planejada, com acompanhamento pré-natal inadequado (4 consultas), sem uso de medicações ou suplementações vitamínicas. Sorologias sem alterações. Mãe G4P4A0 Parto: Cesáreo por DPP, 34 semanas, boa vitalidade ao nascimento, sem necessidade de manobras de reanimação neonatal. Apgar 8/9/10 Antecedentes perinatais: teste do olhinho, coraçãozinho e orelhinha sem alterações. Teste do pezinho normal. Alta com 5 dias de vida. Queda coto umbilical com 10 dias de vida. Vacinação: atualizada para faixa etária MASSA ABDOMINAL CHECKLIST 3 IMPRESSO 2 - EXAMES LABORATORIAIS Paciente : Danilo Protocolo : 001.002.003 Idade : 3 anos Solicitante : Mundo Revalida HEMOGRAMA Material: SANGUE Valores de referência HEMOGLOBINA…...……………: 13,1 g/dL 9,0 a 14,0 g/dL HEMATÓCRITO…………...……: 38,0% 35,0 A 45,0% LEUCÓCITOS…………………..: 8 .000 mm³ 5000 a 19.500 mm³ BASTONETES …………………: 0% SEGMENTADOS……………….: 40% LINFÓCITOS……………………: 50% MONÓCITOS…….………...…...: 5% EOSINÓFILOS...………………..: 2% BASÓFILOS……………………..: 3% PLAQUETAS…………………….: 312.000 mm³ 150.000 a 450.000 mm³ PROTEÍNA C REATIVA Material: SANGUE PCR………………: 15 mg/LINADEQUADO PARCIALMENTE ADEQ ADEQUADO EXAMES COMPLEMENTARES 3.1 Solicita exames laboratoriais hemograma função renal urina tipo I marcadores inflamatórios coagulograma Adequado: pergunta 4 ou 5 Parcialmente adequado: pergunta 3 Inadequado: pergunta 2 ou menos 0 0,5 1,0 3.2 Solicita exame de imagem: ultrassonografia de abdome Adequado: solicita adequadamente Parcialmente: não solicita adequadamente 0 0,5 DIAGNÓSTICO 4.1 Informa hipótese diagnóstica: tumor de wilms / nefroblastoma Adequado: informa hipótese adequada Inadequado: não informa 0 1,0 4.2 Informa principal diagnóstico diferencial: neuroblastoma Adequado: informa hipótese adequada Inadequado: não informa 0 0,5 MASSA ABDOMINAL CHECKLIST 8 DESEMPENHO OBSERVADO INADEQUADO PARCIALMENTE ADEQ ADEQUADO CONDUTA 5.1 Solicita avaliação da oncologia pediátrica Adequado: solicita adequadamente Inadequado: não solicita adequadamente 0 0,5 5.2 Solicita avaliação da cirurgia pediátrica Adequado: solicita adequadamente Inadequado: não solicita adequadamente 0 0,5 5.3 Esclarece dúvidas: sem indicação de biópsia Adequado: esclarece de forma adequada Inadequado: não esclarece de forma adequada 0 0,5 5.4 Realiza as tarefas na ordem solicitada 0 0,5 MASSA ABDOMINAL CHECKLIST 9 FALAS DO ATOR • Danilo, 3 anos • Há 1 semana mãe estava dando banho no paciente quando notou massa em região de abdome a esquerda, de aproximadamente 10 cm, não ultrapassa linha média • Sem dor local, sem perda de peso, febre, astenia, alteração do estado geral • Nega alteração da diurese e evacuação • Nega comorbidades, uso de medicamentos, alergias, internações prévias ou cirurgias • Após o candidato informar hipótese diagnóstica e conduta, perguntar sobre necessidade de bióspia MASSA ABDOMINAL CHECKLIST 10 RESUMO TUMOR DE WILMS / NEFROBLASTOMA: • Maioria em menores de 5 anos. • Caracteriza-se por massa abdominal que não passa linha média, hematúria e HAS, geralmente não associada a perda de peso ou queda do estado geral importante. • No diagnóstico evitar fazer biópsia pelo risco de disseminação tumoral • USG de abdome é o exame inicial de avaliação NEUROBLASTOMA: • maioria em menores de 5 anos. • Neoplasia com origem em células do sistema nervoso simpático (gânglios paravertebrais ou adrenal). A • presentação clínica mais comum é de distensão ou massa abdominal que pode passar linha média, proptose ou equimose periorbitária por infiltração, do óssea, pancitopenia, febre, hipertensão, irritabilidade, perda de peso, síndrome de opsoclonus-mioclonus-ataxia HEPATOBLASTOMA: • 80% das neoplasias de fígado na infância, sendo mais comum de 6 meses a 3 anos. • Caracteriza-se por massa hepática ou hepatomegalia associada a anorexia, perda de peso, anemia, raramente com disfunção hepática associada. • Na investigação laboratorial encontra-se a alfafetoproteína elevada. MASSA ABDOMINAL RESUMO O QUE ACHOU DESSE RESUMO? RESPONDA AQUI! Queremos garantir que sua experiência com esse resumo tenha sido positivo e proveitoso. Se você puder, por favor, nos fornecer um feedback sobre o conteúdo, a organização ou qualquer outra sugestão que possa melhorar futuras edições, ficaríamos imensamente gratos. Sua opinião é fundamental para nós, pois nos ajuda a continuar aprimorando nossos materiais e oferecendo o melhor para você. Muito obrigado pela sua colaboração! https://forms.gle/opWUXPuYxLR1PwtQA PREVENTIVA MALÁRIA 1 MALÁRIA CHECKLIST AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS INSTRUÇÕES PARA O(A) PARTICIPANTE CENÁRIO DE ATUAÇÃO: UPA. DESCRIÇÃO DO CASO: N.B.N, 27 anos, procura pronto atendimento com queixa de febre intensa e dor. refratárias ao uso de paracetamol. A UNIDADE POSSUI: • Consultórios para atendimento; • Laboratório de análises clínicas; • Leito de internação; • Medicações disponíveis. ATENÇÃO O PACIENTE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADO DURANTE O ATENDIMENTO! NOS PRÓXIMOS 10 MINUTOS, VOCÊ DEVERÁ EXECUTAR AS TAREFAS A SEGUIR: 1) Realizar a anamnese; 2) Interpretar e verbalizar achados no exame físico e em laudos de exames complementares; 3) Formular e comunicar a(s) hipótese(s) diagnóstica(s); 4) Indicar verbalmente conduta(s) e dar orientações à paciente. ATENÇÃO VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA ACIMA. 2 IMPRESSO 1 - EXAME FÍSICO E SINAIS VITAIS EXAME FÍSICO • MUCOSAS HIPOCORADAS, DESIDRATADAS +/4+, ECLERAS ICTÉRICAS +/4+ • LOTE • AP: MVUA SEM RUÍDOS • AC: BCNF SEM SOPROS • ABDOME: PLANO, RHA+, NÃO DOLOROSO A PALPAÇÃO, BAÇO PALPÁVEL A 2CM DO REBORDO COSTAL • EXTREMIDADES: TECde gestação. A UNIDADE POSSUI: • Pronto socorro; • Centro de parto normal. ◦ Laboratório de análises clínicas; ◦ Sala de medicação. ATENÇÃO O PACIENTE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADO DURANTE O ATENDIMENTO! NOS PRÓXIMOS 10 MINUTOS, VOCÊ DEVERÁ EXECUTAR AS TAREFAS A SEGUIR: 1) Realize o exame físico se necessário; 2) Verbalize a conduta e as orientações. ATENÇÃO VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA ACIMA. 2 IMPRESSO 1 - EXAME FISICO E SINAIS VITAIS Exame físico geral: sem alterações Altura uterina: 35 cm Manobras de Leopold: situação longitudinal, posição esquerda, apresentação cefálica e insinuada ATENÇÃO TRABALHO DE PARTO (FÓRCIPE) CHECKLIST 3 IMPRESSO 2 BCF: 148 bpm DU: 5 contrações fortes em 10 minutos Toque vaginal: colo fino, pérvio para 10 centímetros, cefálico, bolsa rota com saída de líquido claro com grumos, plano +3 de De Lee ATENÇÃO TRABALHO DE PARTO (FÓRCIPE) CHECKLIST 4 ATENÇÃO TRABALHO DE PARTO (FÓRCIPE) CHECKLIST IMPRESSO 2 5 FALAS DO ATOR: • Você assume o plantão em uma pequena maternidade, onde está internada, em trabalho de parto, paciente de 23 anos, primigesta com 38 semanas de gestação. • Se questiona sobre alguma queixa, mencionar: " Estou com muitas contrações, e são muito fortes". • Se questiona sobre avaliações prévias, mencionar: " De hora em hora estão ouvindo o coração do meu bebê, mas o último toque me fizeram tem 3 horas". • Se questionada alterações ocorridas depois da última avaliação: dor, perda de líquido, sangramento vaginal, disúria, mencionar: "Não estou sentindo nada de diferente, além das contrações que estão aumentando cada vez mais. TRABALHO DE PARTO (FÓRCIPE) CHECKLIST 6 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INAD. PARC. ADQ. ANAMNESE 1. Apresentação: (1) identifica-se e (2) cumprimenta o paciente simulado. Adequado: realiza os DOIS procedimentos. Parcialmente adequado: realiza apenas UM dos procedimentos. Inadequado: não realiza NENHUM dos procedimentos. 0 0,125 0,25 2. Questiona se está com alguma queixa. Adequado: pergunta. Inadequado: não pergunta. 0 0,5 3. Questiona quando foi a última avaliação. Adequado: questiona. Inadequado: não questiona. 0,5 4. Investiga alterações ocorridas depois da última avaliação: dor, perda de líquido, sangramento vaginal, disúria. Adequado: Investiga. Inadequado: não investiga. 0 0,5 EXAME FÍSICO 5. Verbaliza/realiza iniciativa de realizar o exame obstétrico. • Palpação obstétrica: fundo, flancos, manobras de Leopold, hipogátrio/escava bimanual. (0,5) • Mede corretamente altura uterina. (0,50) • Realiza ausculta no lado do dorso fetal. (1,0) 0 0,5 1,0 CONDUTA 6. Explica sobre o trabalho de parto e os direitos da parturiente. Adequado: pode escolher a via de parto durante o trabalho de parto, se não entrou em trabalho de parto, pela lei, não pode escolher. Inadequado: Não realiza a explicação inadequada. 0 1,0 7. Realiza o exame de toque vaginal. Adequado: realiza. Inadequado: Não realiza. 0 1,0 TRABALHO DE PARTO (FÓRCIPE) CHECKLIST 7 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INAD. PARC. ADQ. CONDUTA 8. Pede o partograma. Adequado: pede. Inadequado: Não pede. 0 1,0 9. Faz o diagnóstico de período pélvico prolongado Adequado: faz. Inadequado: não faz. 0 1,0 10. Indica o parto fórcipe. Adequado: indica. Inadequado: não indica. 0 1,0 11. Explica que a indicação de tipo de parto é uma conduta médica. Adequado: Explica. Inadequado: Não explica. 0 1,0 12. Tranquiliza a paciente, esclarecendo suas dúvidas. Adequado: Questiona se tem dúvidas. Inadequado: Não questiona. 0 1,0 13. Realiza adequadamente a sequência das tarefas, conforme solicitado nas orientações ao (à) participante. Adequado: realiza. Inadequado: não realiza. 0 0,25 TRABALHO DE PARTO (FÓRCIPE) CHECKLIST 8 RESUMO INTRODUÇÃO Existem três elementos do parto: a força motora (contração uterina), o objeto ou móvel (feto) e o trajeto (bacia). Se não houver nenhum problema nesses três elementos, temos o parto eutócico (contração empurra feto para bacia). Agora, se existir algum problema em algum dos elementos do parto, estamos diante de uma distócia. Se o problema for no objeto ou móvel, é uma distócia fetal. Se o problema estiver no trajeto, é uma distócia óssea. E se estiver na força motora, é uma distócia funcional. O trabalho de parto apresenta fases clínicas e tempos de mecanismo do parto, cujo objetivo é expulsar o feto da cavidade uterina. FASES CLÍNICAS OU PERÍODOS CLÍNICOS DO TRABALHO DE PARTO: • primeiro período - dilatação • segundo período - expulsão • terceiro período - dequitação • “quarto período” - Greenberg, ou pós-parto imediato TRABALHO DE PARTO (FÓRCIPE) RESUMO 9 ANÁLISE DE TRABALHO DE PARTO • dilatação cervical na fase de latência • fase ativa ◦ aceleração ◦ dilatação máxima ◦ desaceleração - descida do polo cefálico ocorre mais aqui até a expulsão • período expulsivo FASE DE LATÊNCIA Contrações regulares, mais espaçadas Incômodo / dor progressiva Modificações cervicais de progresso lento (até 4 - 5 cm) Pode demorar horas ou dias (duração variável entre mulheres e entre gestações) Nosso objetivo como profissionais de saúde é orientar e diminuir a ansiedade Internação proibida nessa fase: demora muito a evolução, pode gerar indicação iatrogênica de cesárea FASE ATIVA DO TRABALHO DE PARTO CONTRAÇÕES DOLOROSAS E RÍTMICAS • 2-3 contrações em 10 minutos → com duração de 50-60 segundos Dilatação do colo: 4cm apagado ou 5cm Formação da bolsa das águas - porção inferior do âmnio, preenchida por líquido amniótico, na frente da apresentação fetal TRABALHO DE PARTO (FÓRCIPE) RESUMO 10 Cuidados na Admissão Anamnese completa Exame físico geral e obstétrico Exames pré-natais Avaliação de peso fetal clinicamente ou com USG Avaliação do canal de parto: • pelvimetria interna e externa ◦ conjugado obstétrico e diagonal ◦ ângulo subpúbico ◦ biciático Determinação do peso fetal • indiretamente pela AU ou palpação obstétrica PROFILAXIA PARA ESTREPTOCOCO DO GRUPO B • Repercussão neonatal grave: ◦ Sepse neonatal precoce ◦ Meningite e pneumonia ◦ Mortalidade neonatal • Rastreamento universal ◦ 35 a 37 semanas ◦ Cotonete na região perianal e vaginal ◦ 15-40% das gestantes são portadoras, e não apresenta repercussão para a gestante • Indicações da profilaxia: ◦ Cultura positiva / Bacteriúria (GBS) na gestação atual ◦ História de RN com infecção precoce ◦ Sem pesquisa pré-natal + fator de risco (febre, bolsa rota > 18h ou parto pré-termo) ◦ Feita com ampicilina/ penicilina cristalina 1 dose de ataque + dose de manutenção, permanecendo até o parto TRABALHO DE PARTO (FÓRCIPE) RESUMO 11 TRICOTOMIA E ENEMA ROTINEIROS Supostos benefícios • Higiene, redução de infecções • Maior facilidade na sutura perineal Evidência atuais • Não alteram a morbidade infecciosa • O uso do enema aumenta contaminação com fezes líquidas • Em procedimentos cirúrgicos o intervalo maior de uma hora, entre tricotomia e incisão, aumenta o risco de infecção • só é indicado na região da cirurgia/incisão em caso de cesárea ALIMENTAÇÃO Resultados maternos e neonatais semelhantes na restrição ou não de alimentação (sólidos e líquidos) para gestantes de baixo risco O ideal é alimentos em pequena quantidade e com alto valor energético MONITORAÇÃO DA ATIVIDADE UTERINA: Avaliar tônus, frequência, intensidade e regularidade das contrações Feito através da dinâmica uterina TOQUE VAGINAL • Avaliar ◦ Colo: apagamento, dilatação, orientação e consistência ◦ Bolsa das águas: íntegra ou rota ◦ Apresentação: posição, variedade, altura e assinclitismo ◦ Bacia (pelvimetria interna e externa) • Número de toques: o mínimo necessário Fase de latência - 4 horas Fase ativa - 2 a 4 horas TRABALHO DE PARTO (FÓRCIPE) RESUMO 12 PARTOGRAMA Registro da progressão do trabalho de parto • pode ser feito em prontuário • pode ser realizado um registro gráfico - partograma TRABALHO DE PARTO (FÓRCIPE) RESUMO 13amarelado. • Referir que esteve viajando para região de Manus para um trabalho • Negar comorbidades, alergias , vícios . MALÁRIA CHECKLIST 7 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADO INADEQUADO PARCIALMENTE ADEQUADO ADEQUADO ANAMNESE Apresentação: (1) cumprimenta o paciente simulado; (2) identifica-se; (3) dirige-se ao paciente simulado pelo nome, pelo menos uma vez; (4) pergunta o motivo da consulta; (5) ouve o paciente com atenção. Adequado: realiza as cinco ações. Parcialmente adequado: realiza de duas a quatro ações. Inadequado: realiza uma ação ou não realiza ação alguma. 0 0,25 0,5 Investiga condições de moradia e procedência (presença de mosquitos) viagens recentes 0 1,0 Investiga viagens recentes e uso de repelentes 0 0,5 Questiona sobre sintomas (cefaleia, vômito, dor abdominal, sangramentos) 0 1,0 Questiona sobre antecedentes pessoais, diagnósticos prévios, hábitos e vícios e medicações em uso, alergias 0,5 EXAME FÍSICO Higieniza adequadamente as mãos e solicita permissão para exame físico 0 0,5 Avalia em exame físico - hidratação, perfusão periférica, pulsação, sinais de hemorragia, nível de consciência 0 1,0 MALÁRIA CHECKLIST 8 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADO INADEQUADO PARCIALMENTE ADEQUADO ADEQUADO EXAMES COMPLEMENTARES Solicita exames laboratoriais (hemograma completo, coagulograma, transaminases (ALT e AST), ureia, creatinina, bilirrubina total e frações) 0 0,5 Solicita exame de gota espessa ( confirmação de agente patológico - P. falciparum ) 0 1,0 Solicita USG abdominal 0 0,5 Informa diagnóstico de Malária ao paciente e esclarece o quadro 0 1,0 CONDUTA Solicita internação 0 0,5 Prescreve Artemeter+Lumefantrina em 3 dias (malária não complicada) 0 0,75 Realiza notificação para vigilância epidemiológica 0 0,5 Realiza a sequência das tarefas conforme solicitado nas orientações ao(à) participante. Adequado: realiza. Inadequado: não realiza 0 0,25 MALÁRIA CHECKLIST 9 RESUMO DEFINIÇÃO Doença Infecciosa Febril Aguda: Uma doença infecciosa febril aguda causada por protozoários transmitidos por vetores. No Brasil, a importância da malária está diretamente relacionada à alta incidência da doença na Região Amazônica e o risco potencial de gravidade com consequentes complicações clínicas. Sinonímia: A malária é conhecida por vários nomes, incluindo paludismo, impaludismo, febre palustre, febre intermitente, febre terçã benigna, febre terçã maligna, e por nomes populares como maleita, sezão, tremedeira, batedeira ou febre. AGENTE ETIOLÓGICO A malária em humanos é causada por cinco espécies de protozoários do gênero Plasmodium. No Brasil, as espécies Plasmodium vivax, Plasmodium falciparum e Plasmodium malariae são as mais relevantes do ponto de vista epidemiológico. Além disso, o Plasmodium ovale é restrito a certas regiões da África e a casos importados de malária no Brasil. O Plasmodium simium, que é um parasita de primatas não humanos em áreas de Mata Atlântica, foi registrado em casos humanos no Sudeste do Brasil. O Plasmodium knowlesi, que parasita primatas não humanos na Ásia, também foi registrado em casos humanos no Sudeste Asiático. RESERVATÓRIO Os seres humanos são os principais reservatórios com relevância epidemiológica para a malária humana. VETORES A transmissão da malária é realizada por mosquitos do gênero Anopheles, sendo que cerca de 60 das 400 espécies deste gênero ocorrem no Brasil. Destas, 11 têm importância epidemiológica na transmissão da doença. O Anopheles darlingi é o principal vetor de malária no Brasil e é altamente antropofílico e endofágico, ou seja, tem preferência por se alimentar de sangue humano e costuma picar dentro e nas proximidades das residências. Este mosquito é encontrado em todo o território nacional e é capaz de manter a transmissão mesmo em baixa densidade populacional. O ciclo de vida do Anopheles darlingi ocorre em águas de baixo fluxo, profundas, límpidas, sombreadas e com pouca matéria orgânica. Além disso, em situações de alta densidade, esse mosquito pode ocupar outros tipos de criadouros, incluindo pequenas coleções de água e criadouros temporários. Os vetores da malária são conhecidos popularmente como "carapanã", "muriçoca", "sovela", "mosquito-prego" e "bicuda". MALÁRIA RESUMO 10 MODO DE TRANSMISSÃO A malária é transmitida pela picada da fêmea do mosquito Anopheles quando esta está infectada com o Plasmodium spp. Os parasitas circulantes no sangue humano, na forma de gametócitos, são sugados pelo mosquito ao picar uma pessoa infectada. O mosquito atua como hospedeiro principal e permite o desenvolvimento do parasito, gerando esporozoítos no chamado ciclo esporogônico. Esses esporozoítos, que são a forma infectante do protozoário, são transmitidos aos humanos pela saliva do mosquito durante as picadas subsequentes. O ciclo do parasito dentro do mosquito tem duração variada, sendo mais longo para o P. falciparum do que para o P. vivax, com uma média de 12 a 18 dias. O risco de transmissão depende do horário de atividade do vetor, que é mais abundante nos horários crepusculares, ao entardecer e ao amanhecer, mas também pode ser encontrado picando durante todo o período noturno, variando de acordo com cada espécie e região. PERÍODO DE INCUBAÇÃO O período de incubação varia de acordo com a espécie de Plasmodium. Para o P. falciparum, é de 8 a 12 dias; para o P. vivax, de 13 a 17 dias; e para o P. malariae, de 18 a 30 dias. QUADRO CLÍNICO O quadro clínico típico da malária é caracterizado por febre, calafrios, sudorese profusa, fraqueza e cefaleia, que ocorrem de forma cíclica, dependendo da espécie de Plasmodium envolvida. A crise aguda da malária é marcada por episódios de calafrios, febre e sudorese, com duração de 6 a 12 horas e temperatura igual ou superior a 40ºC. Geralmente, esses paroxismos são acompanhados por cefaleia, mialgia, náuseas e vômitos. Após os primeiros episódios, a febre pode se tornar intermitente. O espectro clínico da malária varia de formas oligossintomáticas até casos graves e letais, dependendo da quantidade de parasitas no sangue, do tempo de doença, do diagnóstico e tratamento oportunos e do nível de imunidade do paciente. Grávidas, crianças e indivíduos que estão sendo infectados pela primeira vez correm maior risco de desenvolver casos graves, especialmente na presença de P. falciparum, que pode ser letal. Devido à falta de especificidade dos sintomas da malária, o diagnóstico clínico não é confiável, e é necessário confirmar a doença por meio de exames laboratoriais. DIAGNÓSTICO O diagnóstico da malária é feito pela detecção do parasito ou de antígenos relacionados no sangue periférico do paciente por meio de diversos métodos diagnósticos. MALÁRIA RESUMO 11 OS MÉTODOS INCLUEM: 1) **Gota Espessa**: É o método amplamente utilizado no Brasil para diagnosticar a malária. É simples, eficaz, de baixo custo e de fácil execução. A técnica se baseia na observação do parasito sob um microscópio óptico após coloração com corantes vitais, permitindo a diferenciação das espécies do Plasmodium a partir da análise da morfologia dos parasitas e seus estágios de desenvolvimento no sangue periférico. Além disso, permite a determinação da densidade parasitária, que é útil para fins prognósticos e para detectar outros hemoparasitos, como Trypanosoma sp. e microfilárias. 2) **Esfregaço Delgado**: Tem menor sensibilidade em comparação com a gota espessa, mas facilita a diferenciação das espécies do Plasmodium e das alterações nos glóbulos vermelhos infectados. 3) **Testes de Diagnóstico Rápido (TDR)**: São testes imunocromatográficos que são úteis para a confirmação diagnóstica em tempo oportuno, principalmente em áreas remotas e de difícil acesso aos serviços de saúde. No entanto, esses testes não avaliam a densidade parasitária nem a presença de outros hemoparasitos. TRATAMENTO O tratamento oportuno da malária visa curar o paciente e reduzir a produção de gametócitos,interrompendo a cadeia de transmissão. Diversos medicamentos antimaláricos são utilizados, e os esquemas de tratamento variam de acordo com a espécie de Plasmodium, idade e peso do paciente, bem como em casos de gravidez. Os medicamentos antimaláricos são disponibilizados gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o Brasil. O diagnóstico precoce e o tratamento correto são fundamentais para reduzir a morbidade, a gravidade e a mortalidade da malária. VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA A vigilância epidemiológica da malária tem como objetivo estimar a magnitude da morbidade e mortalidade da doença, identificar grupos, áreas e épocas de maior risco, detectar precocemente epidemias, investigar casos autóctones em áreas onde a transmissão foi interrompida e recomendar medidas para prevenir ou reduzir a ocorrência da doença. Todos os casos suspeitos de malária devem ser notificados de forma compulsória às autoridades de saúde em até 24 horas, por meio do meio de comunicação mais rápido, como telefone e e-mail. A notificação também deve ser registrada no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) utilizando a Ficha de Notificação e Investigação de Malária. Além disso, a vigilância inclui definições operacionais para casos suspeitos, confirmados e descartados. MALÁRIA RESUMO O QUE ACHOU DESSE RESUMO? RESPONDA AQUI! Queremos garantir que sua experiência com esse resumo tenha sido positivo e proveitoso. Se você puder, por favor, nos fornecer um feedback sobre o conteúdo, a organização ou qualquer outra sugestão que possa melhorar futuras edições, ficaríamos imensamente gratos. Sua opinião é fundamental para nós, pois nos ajuda a continuar aprimorando nossos materiais e oferecendo o melhor para você. Muito obrigado pela sua colaboração! https://forms.gle/opWUXPuYxLR1PwtQA CLINÍCA MÉDICA LOMBALGIA 1 LOMBALGIA CHECKLIST AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS INSTRUÇÕES PARA O(A) PARTICIPANTE CENÁRIO DE ATUAÇÃO: Unidade de pronto atendimento. DESCRIÇÃO DO CASO: Uma paciente de 39 anos vem para consulta por conta de dor na região lombar. A UNIDADE POSSUI: • Laboratório de análises clínicas; • Setor de radiologia completo. ATENÇÃO O PACIENTE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADO DURANTE O ATENDIMENTO! NOS PRÓXIMOS 10 MINUTOS, VOCÊ DEVERÁ EXECUTAR AS TAREFAS A SEGUIR: 1) Realizar a anamnese do paciente. 2) Solicitar e interpretar o exame físico e sinais vitais. 3) Solicitar, se necessário, exame(s) laboratorial(ais) e/ou de imagem. 4) Estabelecer hipótese(s) diagnóstica(s). 5) Criar um plano terapêutico. ATENÇÃO VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA ACIMA. 2 IMPRESSO 1 - EXAME FÍSICO SINAIS VITAIS: Frequência cardíaca: 80 batimentos por minuto. Pressão arterial: 120x80 mmHg. Frequência respiratória: 18 incursões respiratórias por minuto. Temperatura axilar: 36°C. Saturação: 91% de oxigênio em ar ambiente. Peso: 60 Kg Altura: 1,60 m IMC: 23,4 Kg/m2 EXAME FÍSICO: Paciente em bom estado geral, corada, afebril, acianótica, anictérica e hidratada. AR: Ausculta respiratória com murmúrio vesicular presente bilateralmente, sem ruídos adventícios. ACV: Ritmo cardíaco regular em dois tempos, com bulhas normofonéticas; sem sopro. Abdome: plano, flácido, normotenso, ruídos hidroaéreos normoativos; indolor à palpação. Sem edema de membros inferiores e com boa perfusão periférica. ATENÇÃO LOMBALGIA CHECKLIST 3 IMPRESSO 2 Exame neurológico: Glasgow 15, desperta, pupilas isocóricas e fotorreagentes. Hipotonia e força muscular grau 3 de membros inferiores bilateralmente. Reflexo patelar e aquileu: reduzidos ATENÇÃO LOMBALGIA CHECKLIST 4 IMPRESSO 3 MANOBRA DE LASÈGUE: Atenção, descreva a manobra! Não é necessária a realização no paciente simulado. LOMBALGIA CHECKLIST 5 IMPRESSO 4 RESULTADO: LASÈGUE POSITIVO ATENÇÃO LOMBALGIA CHECKLIST 6 IMPRESSO 5 RNM DE COLUNA LOMBO-SACRA COMPRESSÃO MEDULAR CONFIGURANDO SÍNDROME DA CAUDA EQUINA. ATENÇÃO LOMBALGIA CHECKLIST 7 FALAS DO ATOR • Se questionada sobre dor: Refere dor em região lombar. • Se questionada sobre a duração dos sintomas: Cerca de 20 dias. • Se questionada sobre trauma: Nega • Se questionada sobre perda ponderal: Nega • Se questionada sobre a última menstruação: Foi há 25 dias. • Se questionada sobre febre: Nega • Se questionada sobre disúria: Nega • Se questionada sobre continência urinária: Possui dificuldade para urinar. • Se questionada sobre continência fecal: Sente necessidade de evacuar com muito frequência, acima do que era habitual. • Se questionada sobre formigamento ou alteração de sensibilidade: Possui sensação de anestesia na região perianal. • Se questionada sobre dificuldade para andar: Possui dificuldade para andar, e está precisando de ajuda para caminhar. • Se questionada sobre irradiação da dor: Sim a dor irradia para glúteo e parte posterior da perna dos dois lados. • Medicação de uso contínuo: Nega • Antecedentes familiares: Pai com HAS e mãe com hipotireoidismo. • Se questionado sobre antecedente pessoal: Nega • Se questionado se bebe/fuma: Nega • Se questionado se usa drogas ilícitas: Nega • Se questionado sobre relação desprotegida: Sempre com proteção. LOMBALGIA CHECKLIST 8 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INADEQUADO PARCIALMENTE ADEQ ADEQUADO ANAMNESE 1.1 Cumprimenta o paciente/familiar (1), se identifica de maneira cordial (2), identifica o paciente (3) e pergunta o motivo da vinda ao atendimento (4). Adequado: realiza as quatro ações. Parcialmente adequado: realiza duas ou três ações. Inadequado: realiza apenas uma ou nenhuma ação. 0,0 0,125 0,25 1.2. Estabelece contato visual (1), mantém postura de empatia ao longo do atendimento (2), evita “culpabilizar” o paciente pelo seu quadro atual (3) e usa linguagem acessível evitando termos técnicos de difícil compreensão (4). Adequado: realiza as quatro ações. Parcialmente adequado: realiza duas ou três ações. Inadequado: realiza apenas uma ou nenhuma ação. 0,0 0,125 0,25 1.3 Questionar sobre antecedentes pessoais/comorbidades, antecedentes familiares e medicamentos de uso contínuo. Inadequado: nenhum dos itens Parcialmente adequado: 1-2 itens Adequado: Todos os itens 0 0,25 0,5 LOMBALGIA CHECKLIST 9 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INADEQUADO PARCIALMENTE ADEQ ADEQUADO ANAMNESE 1.4 Questiona sobre duração dos sintomas, histórico de trauma, perda de peso, histórico de câncer, fraqueza muscular ou sensitiva, dificuldade ou aumento de evacuações e micções, irradiação da dor, febre ou outros sinais de infecção. Adequado: Questiona pelo menos 5 itens Parcialmente adequado: 3-4 Inadequado: Nenhum item. 0 1,0 2,0 EXAME FÍSICO 2.1 Solicita exame físico ao examinador Adequado:Solicita Inadequado:Não solicita 0 - 0,75 2.2 Solicita exame físico neurológico. Adequado:Solicita Inadequado:Não solicita 0 - 0,75 2.3 Solicita manobra de Lasègue (Impresso 3) Descreve adequadamente a manobra de Lasègue com os seguintes passos: 1. Paciente em decúbito dorsal 2. Coloca uma mão sobre o joelho do paciente mantendo a perna em extensão completa. 3. Eleva a perna lentamente, flexionando o quadril até o paciente referir dor. Adequado: Solicita e descreve os três itens. Parcialmente adequado: Solicita e descreve 1-2 itens. Inadequado: Não solicita a manobra, e/ou não descreve nenhum dos itens. OBS: Entregar o resultado da manobra IMPRESSO 4 apenas se solicitar a manobra. 0 0,5 1,0 LOMBALGIA CHECKLIST 10 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INADEQUADO PARCIALMENTE ADEQ ADEQUADO EXAMES COMPLEMENTARES 3.1 Solicita ressonância magnética de coluna lombo-sacra. Adequado: Solicita Inadequado: Não solicita 0 - 0,75 HIPÓTESE DIAGNÓSTICA 4.1 Explica o diagnóstico de síndrome de cauda equina. Adequado: Explica corretamente. Inadequado: Não explica, ou explica de maneira incorreta. 0 - 1,0 4.2 Correlaciona os sintomas da paciente com o diagnóstico de síndrome da cauda equina. Adequado: Faz Inadequado:Não faz 0 - 0,5 CONDUTA 5.1 Realiza analgesia com analgésicos e/ou anti-inflamatórios. Adequado: Realiza Inadequado: Não realiza 0 - 1 5.2 Encaminha a paciente para avaliação ortopédica de urgência. Adequado: Encaminha com urgência. Parcialmente adequado: Apenas encaminha, mas sem citar a urgência. Inadequado: Não encaminha. 0 0,75 1,5 5.3 Realiza adequadamente a sequência das tarefas, conforme solicitado nas orientações ao participante. Adequado: realiza. Inadequado: não realiza. 0 - 0,25 LOMBALGIA CHECKLIST 11 RESUMO 1) Definição: Dor da região lombar, que engloba da região inferior das escápulas até a prega glútea. 2) Classificação temporal: • Lombalgia aguda: Menos de 6 semanas. • Lombalgia crônica: Acima de 12 semanas. • Subaguda: entre 6 a 12 semanas. 3) Etiologia: • Lombalgia primária (inespecífica, 90% dos casos) e secundária. A principal causa de lombalgia é musculoligamentar (75% dos casos). A outra causa primária é a osteoartrose. • As causas secundárias apresentam-se conforme a tabela a seguir: ETIOLOGIA PREVALÊNCIA Fratura 4% Estenose canal e hérnia de disco 3-4% Neoplasia 0,7% Espondiloartropatia 0,3-,0,5% Infecção 0,01% 4) Quadro clínico: Na lombalgia inespecífica aguda, é composto por dor lombar, com irradiação pela região sacral (mas não por dermátomos ou pernas), de início após um movimento súbito ou esforço físico. Há dor à flexão e extensão e melhora com repouso. O quadro é autolimitado e tende a se resolver em 4 a 7 semanas. DICA MUNDO REVALIDA: O mais cobrado em provas é o reconhecer os achados que devem chamar atenção para uma lombalgia secundária! LOMBALGIA RESUMO 12 VAI AQUI UM MNEMÔNICO PARA LEMBRAR DE TANTOS ACHADOS: Pacientes Têm Tantos Desafios Ortopédicos, Como Idades Importantes • Persistência: Mais de uma visita ao médico em 30 dias, • Trauma: Histórico ou suspeita de trauma. • Tumor: Histórico ou suspeita • Déficit: Presença de déficits neurológicos. • Osteoporose: Antecedente ou fatores de risco importantes para osteoporose. • Cauda equina: Identificada pela anestesia em sela e alteração do controle esfincteriano, indica tratamento cirúrgico de emergência • Infecção • Idade: Extremos da idade - menor que 20 anos, maior que 50 anos. E O QUE MUDA NA PRÁTICA? Paciente com sinal de alarme deve fazer exame de imagem, radiografia, tomografia ou ressonância nuclear magnética! MAS E A MANOBRA DE LASÈGUE? 1. Posição do Paciente: O paciente é colocado em decúbito dorsal (deitado de costas) em uma superfície plana. 2. Execução: • O examinador posiciona uma mão sobre o joelho do paciente para garantir que a perna permaneça estendida durante a manobra. • A outra mão é usada para elevar passivamente a perna afetada do paciente em extensão completa, mantendo o joelho reto. • O examinador eleva a perna lentamente, flexionando o quadril até o ponto em que o paciente relata dor ou desconforto. 3. Interpretação: • O teste é considerado positivo quando há dor irradiada ao longo do trajeto do nervo ciático (costas da coxa, panturrilha, e possivelmente o pé), geralmente ao elevar a perna entre 30° e 70°. • A dor tipicamente é descrita como uma sensação de queimação ou choque elétrico, irradiando da região lombar para o membro inferior, e pode ser indicativa de compressão de raízes nervosas como L4, L5 ou S1, geralmente causada por uma hérnia de disco intervertebral. • Se a dor ocorre abaixo de 30°, outras causas como processos inflamatórios ou compressão severa devem ser considerados. • A ausência de dor até 70°-90° de elevação é geralmente considerada um teste negativo. LOMBALGIA RESUMO 13 5) Tratamento: Na lombalgia mecânica o tratamento é conservador com analgésicos, antiinflamatórios, relaxantes musculares, perda de peso, repouso na fase aguda, atividade física com fortalecimento e capacitação aeróbica. Mas atenção diante de lombalgia secundária a conduta é individualizada conforme a causa. 6) Síndrome da Cauda Equina (SCE): A (SCE) é uma condição neurológica grave causada pela compressão das raízes nervosas que compõem a cauda equina, localizada no final da medula espinhal, na região lombossacral. Essa síndrome é considerada uma emergência médica, pois pode resultar em déficits neurológicos permanentes se não for tratada rapidamente. ETIOLOGIA: As causas mais comuns de SCE incluem: • Hérnia de disco lombar maciça (geralmente em L4-L5 ou L5-S1). • Tumores espinhais (primários ou metastáticos). • Traumas que resultam em fraturas ou luxações vertebrais. • Estreitamento do canal vertebral (estenose espinhal). • Infecções, como abscesso epidural. • Hemorragia no espaço epidural, geralmente associada a anticoagulação. FISIOPATOLOGIA: A compressão da cauda equina compromete a função das raízes nervosas que inervam a bexiga, intestino e membros inferiores. A lesão dos nervos sacrais (S2-S4) é particularmente importante, pois está associada ao controle esfincteriano e à função sexual. QUADRO CLÍNICO: A apresentação clínica clássica inclui: • Dor lombar intensa, frequentemente irradiando para uma ou ambas as pernas (ciatalgia). • Anestesia em sela, caracterizada por perda de sensibilidade na área perineal, perianal e parte interna das coxas. • Déficit motor nos membros inferiores, com fraqueza variada de acordo com as raízes nervosas afetadas. • Disfunção esfincteriana, como retenção urinária, incontinência urinária ou fecal. • Diminuição do tônus esfincteriano anal e disfunção sexual, como impotência. LOMBALGIA RESUMO 14 DIAGNÓSTICO: O diagnóstico é clínico, sendo apoiado por exames de imagem, com a ressonância magnética da coluna lombossacra, sendo o exame de escolha. A RM permite identificar a causa da compressão nervosa e a extensão da lesão. A tomografia computadorizada (TC) pode ser utilizada como alternativa, especialmente em emergências. TRATAMENTO: O tratamento é cirúrgico de emergência, com a descompressão das raízes nervosas por laminectomia e/ou discectomia sendo o procedimento mais comum. O tempo é crucial, pois intervenções dentro de 48 horas do início dos sintomas estão associadas a melhores desfechos neurológicos. LOMBALGIA RESUMO O QUE ACHOU DESSE RESUMO? RESPONDA AQUI! Queremos garantir que sua experiência com esse resumo tenha sido positivo e proveitoso. Se você puder, por favor, nos fornecer um feedback sobre o conteúdo, a organização ou qualquer outra sugestão que possa melhorar futuras edições, ficaríamos imensamente gratos. Sua opinião é fundamental para nós, pois nos ajuda a continuar aprimorando nossos materiais e oferecendo o melhor para você. Muito obrigado pela sua colaboração! https://forms.gle/opWUXPuYxLR1PwtQA CLINÍCA MÉDICA LES 1 LES CHECKLIST AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS INSTRUÇÕES PARA O(A) PARTICIPANTE CENÁRIO DE ATUAÇÃO: Ambulatório de especialidades. DESCRIÇÃO DO CASO: Uma mulher de 31 anos é encaminhada à consulta ambulatorial. A UNIDADE POSSUI: • Laboratório de análises clínicas; • Setor de radiologia completo. ATENÇÃO O PACIENTE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADO DURANTE O ATENDIMENTO! NOS PRÓXIMOS 10 MINUTOS, VOCÊ DEVERÁ EXECUTAR AS TAREFAS A SEGUIR: 1) Realizar a anamnese do paciente. 2) Solicitar e interpretar o exame físico e sinais vitais. 3) Solicitar, se necessário, exame (s) laboratorial (ais) e/ou de imagem. 4) Estabelecer hipótese (s) diagnóstica (s). 5) Criar um plano terapêutico. ATENÇÃO VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA ACIMA. 2 IMPRESSO 1 SINAIS VITAIS: Frequência cardíaca: 88 batimentos por minuto. Pressão arterial: 130 x 80 mmHg. Frequência respiratória: 14 incursões respiratórias por minuto. Temperatura axilar: 36,7°C. Saturação: 96% de oxigênio em ar ambiente. Peso: 75 Kg Altura: 1,65 m IMC: 27,5 Kg/m2 EXAME FÍSICO: Paciente em regular estado geral, hipocorada 2+/4, afebril, acianótica, ictérica 2+4 e hidratada; alerta, orientada no tempo e espaço. AR: Ausculta respiratória com murmúrio vesicular presente bilateralmente, abolidos em ambasas bases pulmonares. Sem ruídos adventícios. ACV: Ritmo cardíaco regular em dois tempos, com bulhas normofonéticas; sem sopro. Abdome: plano, flácido, normotenso, ruídos hidroaéreos normoativos; indolor à palpação,sem visceromegalias Sem edema de membros inferiores e com boa perfusão periférica Exame neurológico: NORMAL ATENÇÃO LES CHECKLIST 3 IMPRESSO 2: EXAME FÍSICO DERMATOLÓGICO: ALÉM DA IMAGEM ACIMA A PACIENTE APRESENTA: ÚLCERAS ORAIS INDOLORES. ATENÇÃO LES CHECKLIST 4 IMPRESSO 3: Exame físico articular: Dor à palpação e movimentação das articulações das mãos, do punho e do joelho direito. Não apresenta edemas, calor, nódulos, crepitações ou deformidades. LES CHECKLIST 5 IMPRESSO 4: Hemoglobina: 10,8 g/dL (valor de referência: 12,0 - 16,0 g/dL); Hematócrito: 24% (valor de referência: 36% - 46%); Leucócitos: 3850/mcl (valor de referência: 6 000 a 10 000/mcl), Linfócitos: 1300/mcl 55% ( valor de referência 20% - 40%). Plaquetas: 88.000/mcl (valor de referência: 150 a 400 x 10³/mcl) FAN: 1/160 Padrão Nuclear Pontilhado Fino (Normal: negativo) C3: 45 mg/dL (90 a 180 mg/dL) C4: 8 mg/dL (10 a 40 mg/dL) VHS: 40 mm/h (0 a 20 mm/h) PCR: 10 mg/gL (anti-Sm, anti-RNP, antifosfolípides. DIAGNÓSTICO: O diagnóstico de Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é desafiador devido à variabilidade das manifestações clínicas e à semelhança com outras doenças autoimunes e inflamatórias. Em 2019, o ACR e a EULAR atualizaram os critérios diagnósticos, que são amplamente utilizados atualmente. O sistema de critérios é baseado em um escore de pontos atribuído a diferentes manifestações clínicas e laboratoriais, com a exigência de que a presença de anticorpos antinucleares (FAN) seja positiva com titulação ≥ 1:80, em algum momento, para que o paciente seja elegível para o diagnóstico de LES. A pontuação mínima para confirmação do diagnóstico é 10 pontos, considerando diferentes manifestações clínicas e laboratoriais. LES RESUMO 14 1. CRITÉRIO DE ENTRADA (OBRIGATÓRIO): FAN Positivo O FAN positivo é um pré-requisito, mas sua presença isolada não é suficiente para o diagnóstico. O paciente deve apresentar manifestações clínicas e/ou laboratoriais adicionais para que o LES seja diagnosticado. • FAN: Título ≥ 1:80 2. CRITÉRIOS CLÍNICOS: São seis domínios, abrangendo diferentes sistemas orgânicos. A pontuação varia de acordo com a gravidade e a especificidade das manifestações. Mas atenção candidato! Apenas uma manifestação de cada domínio é pontuada. Os critérios estão na tabela a seguir. DOMÍNIO CRITÉRIO PONTUAÇÃO CRITÉRIO DE ENTRADA FAN positivo (título ≥ 1:80) Necessário CONSTITUCIONAL Febre ≥ 38,3°C 2 pontos MUCOCUTÂNEO Alopecia não cicatricial 2 pontos Úlceras orais ou nasais 2 pontos Lúpus discoide 4 pontos Rash malar 6 pontos Lúpus subagudo ou fotossensibilidade 6 pontos ARTICULAR Sinovite em ≥ 2 articulações com edema ou dor à palpação 6 pontos Artrite erosiva 10 pontos SEROSAS Derrame pleural ou pericárdico 5 pontos Pericardite 6 pontos RENAL Proteinúria ≥ 0,5 g/24h 4 pontos Nefrite lúpica Classe II ou V 8 pontos Nefrite lúpica Classe III ou IV 10 pontos LES RESUMO 15 LES RESUMO DOMÍNIO CRITÉRIO PONTUAÇÃO NEUROLÓGICO Delírio 2 pontos Psicose 3 pontos Convulsões 5 pontos HEMATOLÓGICO Leucopenia (sobre expectoração: A tosse é seca, mas percebi que tem saído um pouco de sangue. • Se questionada sobre antecedentes pessoais: Nega • Se questionado se bebe/fuma: Negar LEPTOSPIROSE CHECKLIST 7 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INADEQUADO PARCIALMENTE ADEQ ADEQUADO ANAMNESE Apresenta-se e cumprimenta o paciente e pergunta nome. Inadequado: nenhum dos três itens Parcialmente adequado: 1-2 itens Adequado: Os três itens 0 0,125 0,25 Perguntou sobre antecedentes pessoais/comorbidades, hábitos, medicação de uso habitual e vícios. Inadequado: 0-1 itens Parcialmente adequado: 2-3 itens Adequado: Os 4 itens 0 0,125 0,25 Identifica na história: Moradia em região sem saneamento básico, presença de ratos próximos a residência, contato com água de enchente. Inadequado: Nenhum item. Parcialmente adequado: 1-2 itens. Adequado: Pelo menos 3 itens. 0 0,5 1,0 Identifica na história: Tosse com hemoptise, falta de ar/dispneia, mialgia com predomínio em panturrilhas. Inadequado: Nenhum item. Parcialmente adequado: Somente 1 item Adequado: 2-3 itens 0 0,5 1,0 EXAME FÍSICO 2. Solicita exame físico ao examinador 0 - 0,5 2.1 Adequado: Verbaliza achado de icterícia rubínica OU icterícia com hemorragia conjuntival OU icterícia com sufusão hemorrágica. Parcialmente adequado: Sufusão hemorrágica OU icterícia OU icterícia Inadequado: Qualquer outro achado. 0 - 0,5 LEPTOSPIROSE CHECKLIST 8 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INADEQUADO PARCIALMENTE ADEQ ADEQUADO EXAMES COMPLEMENTARES 3.1 Solicita hemograma completo 0 - 0,5 3.2 Solicita provas hepáticas: TGO/TGP ou ALT/AST + Bilirrubina total e frações + 0 - 0,5 3.3 Solicita função renal: Creatinina e ureia séricas 0 - 0,5 3.4 Solicita eletrólitos: Sódio e potássio 0 - 0,5 3.5 Solicita creatina fosfoquinase ou CPK 0 - 0,5 3.5 Solicita testes sorológicos para leptospirose (ELISA-IgM ou microaglutinação) 0 - 0,5 3.6 Solicita radiografia de tórax 0 - 0,5 DIAGNÓSTICO 4.1 Adequado: Leptospirose forma tardia OU Síndrome de Weil OU Leptospirose forma grave OU Leptospirose íctero-hemorrágica Parcialmente adequado: Leptospirose Inadequado: Qualquer outro diagnóstico 0 - 1,0 LEPTOSPIROSE CHECKLIST 9 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INADEQUADO PARCIALMENTE ADEQ ADEQUADO CONDUTA 5.1 Adequado: Indica por via intravenosa Penicilina G cristalina OU Ceftriaxona ou Cefotaxima OU Penicilina cristalina. Parcialmente adequado: Penicilina G cristalina OU Ceftriaxona ou Cefotaxima OU Penicilina cristalina, mas SEM especificar a via de administração. Inadequado: Qualquer outro antibiótico 0 0,5 1,0 5.2 Indica internação hospitalar 0 - 0,5 5.3 Notifica caso confirmado de Leptospirose 0 - 0,5 LEPTOSPIROSE CHECKLIST 10 RESUMO DEFINIÇÃO: É uma infecção causada pela bactéria Leptospira spp. EPIDEMIOLOGIA: A infecção se dá geralmente por meio contato da Leptospira com pele lesionada (ou íntegra se exposição prolongada) ou mucosa. Na vida e na prova geralmente há relato de contato com roedores (ratos) ou contato com água de enchente, já que os roedores são os principais reservatórios naturais. Essas características fazem com que a leptospirose seja uma doença relacionada com regiões de baixo desenvolvimento socioeconômico, área sem saneamento básico e típica de regiões tropicais com alto índice de chuvas. DICA MUNDO REVALIDA: Contato com roedores OU água de enchente OU esgoto + febre + icterícia = leptospirose! QUADRO CLÍNICO: O quadro clínico pode ser dividido em fase precoce (até uma semana) e fase tardia (Após uma semana) A fase precoce é dura 3-7 dias e costuma ser autolimitada e de evolução benigna. É CARACTERIZADA POR: Sintomas inespecíficos: Febre, cefaleia, mialgia (predomínio em panturrilhas), anorexia, náuseas e vômitos. SINTOMAS QUE SUGEREM LEPTOSPIROSE: • Hiperemia ou hemorragia conjuntival (sufusões hemorrágicas conjuntivais). • Exantema (10 a 20% dos pacientes) e apresenta componentes de eritema macular, papular, urticariforme ou purpúrico, distribuídos no tronco ou região pré-tibial. • Hepatomegalia, esplenomegalia e linfadenopatia (menos de 20%) dos casos. Fase tardia (após 7 dias): A manifestação clássica da leptospirose grave é a síndrome de Weil, caracterizada pela tríade de icterícia, insuficiência renal e hemorragia, mais comumente pulmonar. A icterícia é considerada um sinal característico e apresenta uma tonalidade alaranjada muito intensa (icterícia rubínica). LEPTOSPIROSE RESUMO 11 DICA MUNDO REVALIDA: SD. WEIL = Forma grave e tardia (após 7 dias) da leptospirose caracterizada por: ICTERÍCIA + INJURIA RENAL AGUDA + HEMORRAGIA (pulmonar é a mais frequente). DIAGNÓSTICO: Na fase precoce o diagnóstico pode ser feito por meio de exame direto, de cultura em meios apropriados, inoculação em animais de laboratório ou detecção do DNA do microrganismo pela técnica da reação em cadeia da polimerase (PCR). A cultura finaliza-se (positiva ou negativa) após algumas semanas, o que garante apenas um diagnóstico retrospectivo. Já na fase tardia os métodos de escolha são o ensaio imunoenzimático (ELISA-IgM) e a microaglutinação (MAT). Isso porque visualizar a leptospira nessa fase se torna muito mais difícil. TRATAMENTO: O tratamento específico envolve antibioticoterapia. Na fase precoce preconiza-se tratamento por via oral. Já na fase tardia e grave opta-se por tratamento intravenoso em regime hospitalar. A tabela a seguir resume as opções terapêuticas. O tratamento envolve medidas de suporte conforme a necessidade, nas formas graves pode ser necessária terapia renal substitutiva e ventilação mecânica. LEPTOSPIROSE RESUMO O QUE ACHOU DESSE RESUMO? RESPONDA AQUI! Queremos garantir que sua experiência com esse resumo tenha sido positivo e proveitoso. Se você puder, por favor, nos fornecer um feedback sobre o conteúdo, a organização ou qualquer outra sugestão que possa melhorar futuras edições, ficaríamos imensamente gratos. Sua opinião é fundamental para nós, pois nos ajuda a continuar aprimorando nossos materiais e oferecendo o melhor para você. Muito obrigado pela sua colaboração! https://forms.gle/opWUXPuYxLR1PwtQA PEDIATRIA LARINGITE AGUDA 1 LARINGITE AGUDA CHECKLIST AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS INSTRUÇÕES PARA O(A) PARTICIPANTE CENÁRIO DE ATUAÇÃO: Atendimento de pronto socorro de pediatria em hospital secundário. DESCRIÇÃO DO CASO: Você está em pronto socorro de pediatria e atende Bianca, paciente de 1 ano e 3meses, com queixa de tosse e rouquidão há 1 dia. A UNIDADE POSSUI: • Consultórios para atendimento; • Sala de medicação; • Sala de emergência; • Internação em leito de enfermaria e UTI; • Radiologia com radiografia simples e ultrassonografia; • Laboratório de análises clínica. ATENÇÃO O PACIENTE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADO DURANTE O ATENDIMENTO! NOS PRÓXIMOS 10 MINUTOS, VOCÊ DEVERÁ EXECUTAR AS TAREFAS A SEGUIR: 1) Realize anamnese direcionada ao caso 2) Solicite e interprete o exame físico 3) Informe diagnóstico 4) Oriente condutas ATENÇÃO VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA ACIMA. 2 IMPRESSO 1 - EXAME FÍSICO Paciente em regular estado geral, afebril, anictérica, acianótica, eupneica, corada, hidratada Orofaringe sem alterações Otoscopia sem alterações Murmúrios vesiculares reduzidos bilateralmente com estridor inspiratório em repouso, presença de TF moderada. FR 40 ipm, SatO2 94% em ar ambiente Bulhas rítmicas e normofonéticas em 2 tempos, sem sopros, pulsos cheios e simétricos, TEC 2 segundos. FC 140 bpm Ruídos hidroaéreos presentes, abdome flácido, algo doloroso, sem massas ou VMG Paciente chorosa. Glasgow 15, pupilas isocóricas e fotorreagentes, sem sinais neurológicos focais LARINGITE AGUDA CHECKLIST 3 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INADEQUADO PARCIALMENTE ADEQ ADEQUADO ANAMNESE 1.1 Apresenta-se e cumprimenta mãe e paciente, pergunta nome e idade de ambos 0 0,5 1.2 Investiga queixa principal início dos sintomas febre rinorreia obstruçãonasal tosse desconforto respiratório sonolência e agitação Adequado: investiga 6 a 7 Parcialmente adequado: investiga 4 ou 5 Inadequado: investiga 3 ou menos 0 1,0 2,0 1.3 Investiga passado médico / exposição vacinação comorbidades uso de medicações alergias Adequado: pergunta os 4 Parcialmente adequado: pergunta 2 ou 3 Inadequado: pergunta 1 ou nenhum 0 1,0 2,0 LARINGITE AGUDA CHECKLIST 4 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INADEQUADO PARCIALMENTE ADEQ ADEQUADO EXAME FÍSICO 2.1 Solicita exame físico e interpreta Adequado: solicita e interpreta Parcialmente: solicita e não interpreta Inadequado: não solicita e não interpreta 0 0,5 1,0 DIAGNÓSTICO 3.1 Informa hipótese diagnóstica: laringite aguda Adequado: informa hipótese adequada Inadequado: não informa 0 1,0 3.2 Classifica laringite aguda como moderada Adequado: classifica de forma adequada Inadequado: não classifica de forma adequada 0 1,0 CONDUTA 4.1 Orienta inalação com adrenalina Adequado: orienta de forma adequada Inadequado: não orienta de forma adequada 0 1,0 4.2 Orienta dexametasona intramuscular Adequado: indica de forma adequada Inadequado: não indica de forma adequada 0 0,5 LARINGITE AGUDA CHECKLIST 5 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INADEQUADO PARCIALMENTE ADEQ ADEQUADO CONDUTA 4.3 Orienta sobre manter em observar pelo menos 4-6h Adequado: indica de forma adequada Inadequado: não indica de forma adequada 0 0,5 4.4 Realiza as tarefas na ordem solicitada 0 0,5 LARINGITE AGUDA CHECKLIST 6 FALAS DO ATOR • Bianca, 1 ano e 3 meses • Paciente com início há 3 dias quadro de obstrução nasal e rinorreia, sem febre. Ontem começou tosse seca e hoje está apresentando desconforto respiratório e ruído na respiração • Nega sonolência ou agitação • Nega uso de medicações em casa • Nega alterações urinárias e GI • Baixa aceitação da dieta • Nega comorbidades, alergias e uso de medicações • Vacinação atualizada LARINGITE AGUDA CHECKLIST 7 RESUMO Quadro de inflamação e edema de parede de traqueia com alteração de mobilidade das cordas vocais e edema subglótico levando a restrição do fluxo de ar na inspiração ETIOLOGIA: parainfluenza, influenza, VSR, Mycoplasma pneumoniae (> 5 anos) QUADRO CLÍNICO: rouquidão, tosse ladrante, estridor inspiratório, desconforto respiratório • Rx cervical (não essencial para o diagnóstico): aspecto de ponta de lápis ou torre de igreja CLASSIFICAÇÃO E TRATAMENTO CLASSIFICAÇÃO TRATAMENTO LEVE: tosse estridulosa, sem estridor em repouso CORTICOIDE VO: dexametasona 0,6 mg/kg dose única, prednisolona 3 dias / Budesonida inalatória MODERADA: estridor em repouso, sem agitação CORTICOIDE IM: dexametasona 0,6 mg/kg INALAÇÃO COM ADRENALINA: 0,5 ml/kg, máximo 5 ml OBSERVAÇÃO: por pelo menos 4-6h após a adrenalina GRAVE: estridor em repouso, agitação / confusão mental EPIGLOTITE ETIOLOGIA: H.influenze tipo B (redução da incidência com vacinação), S.pyogenes, vírus QUADRO CLÍNICO: início agudo de toxemia + odinofagia, disfagia intensa, desconforto respiratório, engasgo, salivação, ansiedade, estridor e voz abafada. Criança fica em posição de tripé para tentar reduzir o desconforto e dispneia DIAGNÓSTICO: pode ser firmado com quadro clínico típico e visualização direta da epiglote edemaciada e hiperemiada (aspecto de cereja) na laringoscopia se indicada via aérea avançada. O Rx cervical pode evidenciar o sinal do dedo de luva, mas não é essencial para o diagnóstico TRATAMENTO: • Manter criança calma e evitar agitação para não piorar desconforto respiratório • Garantir via aérea: intubação orotraqueal muitas vezes necessária • Início de antibioticoterapia com cefalosporina de 2ª ou 3ª geração LARINGITE AGUDA RESUMO O QUE ACHOU DESSE RESUMO? RESPONDA AQUI! Queremos garantir que sua experiência com esse resumo tenha sido positivo e proveitoso. Se você puder, por favor, nos fornecer um feedback sobre o conteúdo, a organização ou qualquer outra sugestão que possa melhorar futuras edições, ficaríamos imensamente gratos. Sua opinião é fundamental para nós, pois nos ajuda a continuar aprimorando nossos materiais e oferecendo o melhor para você. Muito obrigado pela sua colaboração! https://forms.gle/opWUXPuYxLR1PwtQA CLINÍCA MÉDICA INTOXICAÇÃO POR OPIOIDE 1 INTOXICAÇÃO POR OPIOIDE CHECKLIST AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS INSTRUÇÕES PARA O(A) PARTICIPANTE CENÁRIO DE ATUAÇÃO: Unidade de pronto atendimento. DESCRIÇÃO DO CASO: Uma mulher de 76 anos vem para atendimento por quadro de sonolência. A UNIDADE POSSUI: • Setor de radiologia completo; • Laboratório de análises clínicas. ATENÇÃO O PACIENTE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADO DURANTE O ATENDIMENTO! NOS PRÓXIMOS 10 MINUTOS, VOCÊ DEVERÁ EXECUTAR AS TAREFAS A SEGUIR: 1) Realizar a anamnese do paciente. 2) Solicitar e interpretar o exame físico e sinais vitais. 3) Solicitar, se necessário, exame (s) laboratorial (ais) e/ou de imagem. 4) Estabelecer hipótese (s) diagnóstica (s). 5) Criar um plano terapêutico. ATENÇÃO VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA ACIMA. 2 IMPRESSO 1 SINAIS VITAIS: Frequência cardíaca: 55 batimentos por minuto. Pressão arterial: 100x60 mmHg. Frequência respiratória: 8 incursões respiratórias por minuto. Temperatura axilar: 35,5°C. Saturação: 93% de oxigênio em ar ambiente. Peso: 57 Kg, Altura: 1,6 m, IMC: 22 Kg/m2 EXAME FÍSICO Paciente em regular estado geral, corada, afebril, acianótica, anictérica e hidratada; sonolenta e desorientada em tempo e espaço. AR:Ausculta respiratória com murmúrio vesicular presente bilateralmente, sem ruídos adventícios. ACV:Ritmo cardíaco regular em dois tempos, com bulhas normofonéticas; sem sopro. Abdome: plano, flácido, normotenso, ruídos hidroaéreos normoativos; indolor à palpação Perfusão periférica normal Sem edema de membros inferiores e com boa perfusão periférica Exame neurológico: Pupilas mióticas, simétricas e fotorreagentes. ATENÇÃO INTOXICAÇÃO POR OPIOIDE CHECKLIST 3 IMPRESSO 2 SINAIS VITAIS: Frequência cardíaca: 70 batimentos por minuto. Pressão arterial: 120x80 mmHg. Frequência respiratória: 14 incursões respiratórias por minuto. Temperatura axilar: 36,5°C. Saturação: 96% de oxigênio em ar ambiente. Peso: 57 Kg, Altura: 1,6 m, IMC: 22 Kg/m2 EXAME FÍSICO: Paciente em bom estado geral, corada, afebril, acianótica, anictérica e hidratada; lúcida e orientada em tempo e espaço. AR: Ausculta respiratória com murmúrio vesicular presente bilateralmente, sem ruídos adventícios. ACV: Ritmo cardíaco regular em dois tempos, com bulhas normofonéticas; sem sopro. Abdome: plano, flácido, normotenso, ruídos hidroaéreos normoativos; indolor à palpação Perfusão periférica normal Sem edema de membros inferiores e com boa perfusão periférica Exame neurológico: Pupilas isocóricas e fotorreagentes. ATENÇÃO INTOXICAÇÃO POR OPIOIDE CHECKLIST 4 FALAS DO ATOR • Você é familiar e está trazendo a sua mãe, em tratamento paliativo por câncer de intestino metastático. Realizando tratamento com quimioterapia paliativa. Nos últimos apresenta piora da dor, com uso de doses cada vez maiores de opióides. Hoje pela manhã (há 2 horas atrás) devido a dor importante a paciente tomou todos os comprimidos de morfina que tinha em casa. • Se questionado sobre internação recente: Nega. • Medicação de uso contínuo: Nega. • Antecedentes familiares: Pai com HAS e mãe com hipotireoidismo. • Se questionado sobre antecedente pessoal: Neoplasia intestinal metastática em tratamento paliativo. • Se questionado se bebe: Negar • Se questionado se fuma: Negar ORIENTAÇÕES AO EXAMINADOR: • Após a administração de Naloxone, entregar ao candidato o impresso 2. INTOXICAÇÃO POR OPIOIDE CHECKLIST 5 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INADEQUADO PARCIALMENTE ADEQUADO ADEQUADO ANAMNESE 1.1 Cumprimenta o paciente (1), se identifica de maneira cordial (2), identifica o paciente (3) e pergunta o motivo da vinda ao atendimento (4). Adequado: realiza as quatroações. Parcialmente adequado: realiza duas ou três ações. Inadequado: realiza apenas uma ou nenhuma ação. 0,0 0,125 0,25 1.2. Estabelece contato visual (1), mantém postura de empatia ao longo do atendimento (2), evita “culpabilizar” o paciente pelo seu quadro atual (3) e usa linguagem acessível evitando termos técnicos de difícil compreensão (4). Adequado: realiza as quatro ações. Parcialmente adequado: realiza duas ou três ações. Inadequado: realiza apenas uma ou nenhuma ação. 0,0 0,125 0,25 1.3 Questionar sobre antecedentes pessoais/comorbidades, antecedentes familiares e medicamentos de uso contínuo. Inadequado: nenhum dos dois Parcialmente adequado: 1 item Adequado: Os dois itens 0 0,25 0,5 1.4 Caracteriza a queixa principal: Questiona sobre início dos sintomas, mudança de medicações ou dose recentemente, questiona há quanto tempo houve ingesta do opioide, questiona sobre dose da medicação ingerida. Adequado: Pelo menos 3 Parcialmente adequado: 1-2 Inadequado: Nenhum item. 0 0,5 1,0 INTOXICAÇÃO POR OPIOIDE CHECKLIST 6 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INADEQUADO PARCIALMENTE ADEQUADO ADEQUADO EXAME FÍSICO 2.1 Solicita exame físico ao examinador Adequado:Solicita Inadequado: Não solicita 0 0,25 EXAMES COMPLEMENTARES 3.1 Não solicita nenhum exame adicional Adequado: Não solicita Inadequado: Solicita 0 - 1,0 HIPÓTESE DIAGNÓSTICA 4.1 Faz diagnóstico de intoxicação por opióide Adequado: Faz diagnóstico Inadequado: Não faz diagnóstico 0 - 1,5 CONDUTA 5.1 Transfere paciente para sala de emergência, UTI, realiza monitorização e acesso venoso. Adequado: Todas as medidas Parcialmente adequado: 1-2 medidas Inadequado: Nenhuma medida. 0 0,5 1,0 5.2 Prescreve Naloxone. Adequado: Prescreve Inadequado: Não prescreve 0 - 1,0 5.3 Não realiza lavagem gástrica. Adequado: Não realiza lavagem gástrica. Inadequado: Realiza 0 - 1,0 INTOXICAÇÃO POR OPIOIDE CHECKLIST 7 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INADEQUADO PARCIALMENTE ADEQUADO ADEQUADO 5.5 Indica carvão ativado. Adequado: Indica Inadequado: Não indica 0 - 1,0 5.6 Explica ao familiar e paciente que o quadro foi uma intoxicação por opióide e que se deve evitar aumentos abruptos da dose do opióide sem recomendação médica. Adequado: As duas medidas Parcialmente adequado: 1 medida Inadequado: Nenhuma medida. 0 0,5 1,0 5.6 Realiza adequadamente a sequência das tarefas, conforme solicitado nas orientações ao participante. Adequado: realiza. Inadequado: não realiza. 0 - 0,25 INTOXICAÇÃO POR OPIOIDE CHECKLIST 8 RESUMO A paciente em questão apresenta um quadro clássico de intoxicação por opióide, com antecedente de neoplasia metastática e uso de opióide com aumento recente da medicação. Os opioides são sedativos, hipnóticos e depressores do sistema nervoso central. Os principais sintomas são: náuseas, vômitos, letargia, sonolência, bradicardia, hipotensão, hipotermia e miose. Em casos mais graves ocorrem coma, depressão respiratória, arritmias cardíacas e choque. A naloxona é o principal antídoto opióide. DICA MUNDO REVALIDA: A tríade clássica da intoxicação opioide: depressão respiratória, rebaixamento do nível de consciência e miose. Além da Naloxona, para reverter o quadro imediatamente é necessário orientar a paciente e familiares sobre não aumentar a dosagem de forma abrupta e sem recomendação médica. A lavagem gástrica só deve ser realizada em caso de a ingestão ter acontecido até uma hora do atendimento. Após esse período os riscos tendem a superar o benefício já que a medicação já não se encontra no estômago. INTOXICAÇÃO POR OPIOIDE RESUMO O QUE ACHOU DESSE RESUMO? RESPONDA AQUI! Queremos garantir que sua experiência com esse resumo tenha sido positivo e proveitoso. Se você puder, por favor, nos fornecer um feedback sobre o conteúdo, a organização ou qualquer outra sugestão que possa melhorar futuras edições, ficaríamos imensamente gratos. Sua opinião é fundamental para nós, pois nos ajuda a continuar aprimorando nossos materiais e oferecendo o melhor para você. Muito obrigado pela sua colaboração! https://forms.gle/opWUXPuYxLR1PwtQA GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA INFECÇÃO PUERPERAL 1 INFECÇÃO PUERPERAL CHECKLIST AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS INSTRUÇÕES PARA O(A) PARTICIPANTE CENÁRIO DE ATUAÇÃO: Maternidade de baixa complexidade DESCRIÇÃO DO CASO: Você está trabalhando em uma Maternidade e sua próxima paciente tem 24 anos e está com queixa de secreção vaginal avermelhada com odor fétido. A UNIDADE POSSUI: • Consultórios; • Centro obstétrico; • Enfermaria de puerpério; • Laboratório de análises clínicas; • Sala de medicação. ATENÇÃO O PACIENTE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADO DURANTE O ATENDIMENTO! NOS PRÓXIMOS 10 MINUTOS, VOCÊ DEVERÁ EXECUTAR AS TAREFAS A SEGUIR: 1) Realizar anamnese da paciente. 2) Solicitar, se necessário, exames complementares pertinentes à queixa da paciente. 3) Orientar paciente sobre hipótese diagnóstica e retirar dúvidas. ATENÇÃO VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA ACIMA. 2 IMPRESSO 1: EXAME FÍSICO E SINAIS VITAIS EXAME FÍSICO: BEG, corada, hidratada, eupnéica, 38,2°C. SINAIS VITAIS: PA: 110 x 70mmHg FC: 80 bpm FR: 15 ipm ATENÇÃO INFECÇÃO PUERPERAL CHECKLIST 3 IMPRESSO 2 EXAME ESPECULAR: secreção vaginal avermelhada, bem líquida e com odor extremamente fétido. Sem sangramento ativo pelo orifício externo do colo uterino. TOQUE VAGINAL BIMANUAL: vagina hipertérmica, colo uterino pérvio para 2 cm, útero amolecido, doloroso à palpação e com 10 cm acima da sínfise púbica. RESTANTE DO EXAME GINECOLÓGICO SEM ALTERAÇÕES ATENÇÃO INFECÇÃO PUERPERAL CHECKLIST 4 FALAS DO ATOR • Você está trabalhando em uma Maternidade e sua próxima paciente tem 24 anos e está com queixa de secreção vaginal avermelhada com odor fétido. • Se questionado sobre parto prévio, há quantos dias, mencione: " Tive meu parto há 10 dias". • Se questionado sobre sintomas associados tais como, febre, sangramento, mencionar: " ontem comecei a ter febre e o sangramento começou a ficar muito fedido”. • Se questionado sobre coloração do sangramento, volume, prurido associado, mencionar: " sangramento bem vermelho claro, e ontem aumentou um pouco e começou a ficar muito fedido, não tem coceira, más ficou mais vermelho e vindo em maior quantidade." • Se questionado sobre a menarca, fluxo, mencionar: " Minha primeira menstruação foi com 12 anos e ela sempre foi certinha, durando 4 dias e vindo todo mês, até que eu engravidei." • Se questionado sobre estado civil e número de parceiros, mencione: " Sou casada e meu marido foi meu único parceiro." • Sobre frequência de atividade sexual, mencionar: Tive relação até o sétimo mês de gravidez, depois não consegui mais. E ainda não voltei a ter relações depois do parto." • Sobre planejamento familiar ou uso de ACO, mencionar: "Como ainda não voltei a ter relações, não estou tomando ou usando nada. • Se questionado sobre o parto, mencionar: " Meu parto foi normal, sem corte e sem pontos." INFECÇÃO PUERPERAL CHECKLIST 5 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INAD. 0 ADQ. ANAMNESE 1. Apresentação: (1) identifica-se e cumprimenta o paciente simulado. Adequado: identifica-se e cumprimenta. Inadequado: não realiza corretamente. 0 0,25 2. Questionou sobre motivo de consulta. Adequado: questiona. Inadequado: não questiona. 0 0,25 3. Investigou sobre as características da secreção (cor, volume, odor, duração, prurido) Adequado: investiga. Inadequado: não investiga. 0 1,0 4. Questionou sobre menarca e características do ciclo menstrual. Adequado: questionou. Inadequado: não questionou. 0 0,5 5. Investigou vida sexual. Adequado: questionou se tem vida sexual ativa. Inadequado: não questionou corretamente. 0 0,5 6. Questionou uso de método contraceptivo, incluindo preservativo. Adequado: questionou. Inadequado: não questionou. 0 0,5 7. Questionou sobre tipo de parto. Adequado: questionou.Inadequado: não questionou. 0 0,5 INFECÇÃO PUERPERAL CHECKLIST 6 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INAD. 0 ADQ. EXAME FÍSICO 8. Solicitou o exame físico geral. Adequado: solicitou. Inadequado: não solicitou. 0 0,5 9. Solicitou exame ginecológico. Adequado: solicitou. Inadequado: não solicitou. 0 0,5 10. Verbalizou lavagem das mãos e uso de luvas e procedimento. Adequado: verbalizou. Inadequado: não verbalizou. 0 0,25 11. Solicitou auxiliar de enfermagem em sala de consultório e fonte de luz. Adequado: solicitou. Inadequado: não solicitou. 0 0,25 12. Verbalizou inspeção estática e dinâmica e palpação vulvar. Adequado: verbalizou. Inadequado: não verbalizou. 0 0,5 13. Verbalizou exame especular. Adequado: verbalizou. Inadequado: não verbalizou. 0 0,5 14. Verbalizou toque vaginal bimanual. Adequado: verbalizou. Inadequado: não verbalizou. 0 0,5 EXAMES COMPLEMENTARES 15. Solicitou exame de rotina infecciosa (hemograma, VHS, PCR, culturas de sangue, urina e loquiação, urina 1) e USG pélvico/ transvaginal. Adequado: solicitou. Inadequado: não solicitou. 0 1,0 INFECÇÃO PUERPERAL CHECKLIST 7 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INAD. 0 ADQ. DIAGNÓSTICO 16. Verbalizou DIAGNÓSTICO de INFECÇÃO PUERPERAL. Adequado: verbalizou. Inadequado: não verbalizou. 0 1,0 17. Verbalizou necessidade de internar para receber antibióticos intravenosos. Adequado: verbalizou. Inadequado: não verbalizou. 0 1,0 CONDUTA 18. Questionou dúvidas. Adequado: questionou. Inadequado: não questionou. 0 0,25 19. Realiza adequadamente a sequência das tarefas, conforme solicitado nas orientações ao (à) participante. Adequado: realiza. Inadequado: não realiza. 0 0,25 INFECÇÃO PUERPERAL CHECKLIST 8 RESUMO Infecção dos órgãos genitais nos primeiros 42 dias após o parto. É a 3ª causa de morte materna durante o ciclo gravídico puerperal. É um dos principais fatores de morbidade febril puerperal (febre de 38 graus ou mais, por quaisquer dois dias, nos 10 primeiros dias pós parto, excetuando-se as primeiras 24 horas). FATORES DE RISCO • Cesárea (principal). • Ruptura prematura de membranas ovulares. • Falta de pré natal / pacientes imunossuprimidas • Parto instrumental • Episiotomia • Má higiene ETIOLOGIA Infecção poli microbiana (Ureaplasma, Urealyticum, e Mycoplasma hominis, Enterobactérias, estreptococos, anaeróbios, entre outros). QUADRO CLÍNICO • Febre. • Queda do estado geral • Loquiação com odor fétido ou purulenta. • Útero doloroso, amolecido e hipo involuído (tríade de Boom). CONDUTA • Hemograma, PCR, VHS, urina 1, culturas de urina, sangue e loquiaçao, além de USG pélvico. • Antibiótico venoso (Clindamicina com Gentamicina, ou Ampicilina/ penicilina cristalina + metronidazol + gentamicina). • Se não houver melhora em 48 - 72 horas, mudar antibióticos de acordo com culturas ou empiricamente para Vancomicina, amicacina e ceftriaxona por 10 a 14 dias. Se não melhorar, pensar em tromboflebite pélvica puerperal e introduzir heparina até alargar TTPA para 2 a 2,5 vezes o valor normal (diagnóstico feito por angio tomografia ou angio ressonância). • Se não houver melhora, realizar laparotomia exploradora e realizar histerectomia. INFECÇÃO PUERPERAL RESUMO O QUE ACHOU DESSE RESUMO? RESPONDA AQUI! Queremos garantir que sua experiência com esse resumo tenha sido positivo e proveitoso. Se você puder, por favor, nos fornecer um feedback sobre o conteúdo, a organização ou qualquer outra sugestão que possa melhorar futuras edições, ficaríamos imensamente gratos. Sua opinião é fundamental para nós, pois nos ajuda a continuar aprimorando nossos materiais e oferecendo o melhor para você. Muito obrigado pela sua colaboração! https://forms.gle/opWUXPuYxLR1PwtQA PEDIATRIA ICTERÍCIA NEONATAL 1 ICTERÍCIA NEONATAL CHECKLIST AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS INSTRUÇÕES PARA O(A) PARTICIPANTE CENÁRIO DE ATUAÇÃO: Atendimento de em pronto-socorro de pediatria de hospital secundário. DESCRIÇÃO DO CASO: Você está em pronto socorro de pediatria e atende Lucas, recém-nascido de 1 dia de vida com história de pele amarelada. A UNIDADE POSSUI: • Consultórios para atendimento; • Sala de medicação; • Sala de emergência; • Internação em leito de enfermaria e UTI; • Radiologia com radiografia, ultrassonografia e tomografia computadorizada; • Laboratório de análises clínica. ATENÇÃO O PACIENTE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADO DURANTE O ATENDIMENTO! NOS PRÓXIMOS 10 MINUTOS, VOCÊ DEVERÁ EXECUTAR AS TAREFAS A SEGUIR: 1) Realize anamnese direcionada ao caso 2) Solicite e interprete o exame físicoe 3) Solicite exames complementares 4) Informe diagnóstico 5) Oriente condutas ATENÇÃO VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA ACIMA. 2 IMPRESSO 1 - EXAME FÍSICO Paciente em regular estado geral, afebril, ictérico até região inguinal, acianótico, eupneico, corado, hidratado Orofaringe sem alterações Otoscopia sem alterações Murmúrios vesiculares presentes bilateralmente, sem RA, sem sinais de desconforto respiratório, FR 41 ipm, SatO2 98% Bulhas rítmicas e normofonéticas em 2 tempos, sem sopros, pulsos cheios e simétricos, TEC 2 segundos. FC 143 bpm Ruídos hidroaéreos presentes, abdome flácido, algo doloroso, sem massas ou VMG. Coto umbilical gelatinoso, sem lesões Paciente vigil, GCS 15, reflexos primitivos presentes. Sem sinais neurológicos focais ICTERÍCIA NEONATAL CHECKLIST 3 IMPRESSO 2 - EXAMES LABORATORIAIS Paciente : Lucas Protocolo : 001.002.003 Idade : 1 dia Solicitante : Mundo Revalida HEMOGRAMA Material: SANGUE Valores de referência HEMOGLOBINA…...……………: 10,3 g/dL 9,0 a 14,0 g/dL HEMATÓCRITO…………...……: 37% 35,0 A 45,0% LEUCÓCITOS…………………..: 10.200 mm³ 5000 a 19.500 mm³ BASTONETES …………………: 0% SEGMENTADOS……………….: 35% LINFÓCITOS……………………: 55% MONÓCITOS…….………...…...: 5% EOSINÓFILOS...………………..: 5% BASÓFILOS……………………..: 0% PLAQUETAS…………………….: 323.000 mm³ 150.000 a 450.000 mm³ RETICULÓCITOS Material: SANGUE RETICULÓCITOS………………: 8% 2-6% TIPAGEM SANGUÍNEA Material: SANGUE A Rh positivo COOMBS DIRETO Material: SANGUE Coombs direto …………………: Positivo Negativo ICTERÍCIA NEONATAL CHECKLIST 4 BILIRRUBINA TOTAL E FRAÇÕES Material: SANGUE BILIRRUBINA TOTAL………….: 13 mg/dL 0,3 - 1,2 mg/dL BILIRRUBINA INDIRETA…...…: 12,5 mg/dLADEQ ADEQUADO EXAME FÍSICO 2.1 Solicita exame físico e interpreta: zona 3 de Kramer Adequado: solicita e interpreta Parcialmente: solicita e não interpreta Inadequado: não solicita e não interpreta 0 0,5 1,0 EXAMES COMPLEMENTARES 3.1 Solicita exames complementares: hemograma reticulócitos tipagem sanguínea coombs direto bilirrubina total e frações Adequado: solicita os 5 Parcialmente adequado: solicita 3 ou 4 Inadequado: solicita 2 ou menos 0 0,5 1,0 DIAGNÓSTICO 4.1 Informa hipótese diagnóstica: icterícia neonatal com incompatibilidade Rh Adequado: informa hipótese adequada Parcialmente adequado: informa somente "icterícia neonatal" Inadequado: não informa 0 1,0 ICTERÍCIA NEONATAL CHECKLIST 8 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INADEQUADO PARCIALMENTE ADEQ ADEQUADO CONDUTA 5.1 Solicita gráfico de avaliação de nível de fototerapia Adequado: solicita Inadequado: não solicita 0 0,5 5.1 Orienta internação hospitalar Adequado: orienta de forma adequada Inadequado: não orienta de forma adequada 0 0,5 5.2 Orienta fototerapia com proteção ocular Adequado: indica de forma adequada Inadequado: não indica de forma adequada 0 1,0 5.3 Realiza as tarefas na ordem solicitada 0 0,5 ICTERÍCIA NEONATAL CHECKLIST 9 FALAS DO ATOR • Lucas, 1 dia de vida • Mãe G2P2A0 • Pré-natal sem intercorrências (8 consultas), sorologias negativas, uso de sulfato ferroso e ácido fólico na gestação. USG morfológicos sem alterações • Parto normal em casa por preferência materna, sem intercorrências, sem necessidade de reanimação neonatal. Realizou vitamina K IM e vacinas de BCG e hepatite B • Idade gestacional 38 semanas, peso de nascimento 3,4 Kg • Começou hoje icterícia em rosto e tronco • Nega alterações urinárias e GI • Nega febre, alterações neurológicas, outras lesões de pele • Amamenta sem dificuldade • Tipagem sanguínea materna A Rh negativo ICTERÍCIA NEONATAL CHECKLIST 10 RESUMO Aumento da bilirrubina em recém nascidos que acometem 60% dos termo é 80% dos pré termo. O seu maior risco é a encefalopatia bilirrubinêmica FORMAÇÃO DA BILIRRUBINA A destruição da hemoglobina das hemácias leva à formação de biliverdina e, posteriormente, à formação da bilirrubina indireta (BI). A BI é lipossolúvel e é transportada ligada a albumina até o fígado onde será conjugada a bilirrubina direta (BD) pela ação da glicuroniltransferase (UDP). A BD é eliminada junto com a bike no duodeno. As bactérias intestinais metabolizam essa bile para sua eliminação nas fezes e na urina. ETIOLOGIAS Aumento da produção de bilirrubina • Incompatibilidade sanguínea materno-fetal: ◦ Incompatibilidade Rh: mãe Rh negativo e RN Rh positivo. Precisa de sensibilização prévia ◦ ABO: mãe O e RN A ou B. Pode ocorrer desde a primeira gestação ◦ Leva a quadro se Anemia + icterícia • Defeito na membrana de eritrócitos: eferocitose • Deficiências enzimáticas: deficiência de G6PD ou piruvatoquinase • Coleções sanguíneas: Cefalohematoma • Policitemia: PIG, mãe com DMG Diminuição da conjugação • Definição de glucoruniltransferase: Crigler-Najar, Gilbert • Hipotireoidismo congênito • Sepse • Galactosemia • Leite humano: icterícia de início tardio é longa duração ◦ RN saudável, sem dificuldade na amamentação, bom ganho ponderal Aumento da circulação enterro-hepático • Aleitamento materno: RN com dificuldade na amamentação e baixo ganho ponderal • Jejum • Íleo paralítico Redução da secreção biliar • Aumento de BD (> 1) • Doença hepática e de vias biliares • Principal etiologia: Atresia de vias biliares ICTERÍCIA NEONATAL RESUMO 11 CLASSIFICAÇÃO • Fisiológica: geralmente início tardio (> 24 horas de vida) RNT RNPT PICO 3-5 DV 5-7 DV BT 12-13 15 DURAÇÃO 1 semana 2 semanas MANEJO AVALIAÇÃO DA ICTERÍCIA A CADA 8-12H PELAS ZONAS DE KRAMER: ICTERÍCIA NEONATAL RESUMO 12 AVALIAÇÃO DO PERCENTIL DA BT PELO GRÁFICO DE BUTHANI: GRÁFICO DA AAP PARA CONSIDERAR FOTO DE ACORDO COM IG: ICTERÍCIA NEONATAL RESUMO 13 ATRESIA DE VIAS BILIARES • Investigar em todos com icterícia que dura mais 2-3 semanas, com elevação de BD (> 1 mg/dl) e presença de sintomas de colestase (colúria e acolia fecal) • USG de abdome + perfil hepático • Encaminhamento precoce para cirurgia pediátrica: Cirurgia de Kasai deve ser feita preferencialmente até 6 semanas de vida. ICTERÍCIA NEONATAL RESUMO O QUE ACHOU DESSE RESUMO? RESPONDA AQUI! Queremos garantir que sua experiência com esse resumo tenha sido positivo e proveitoso. Se você puder, por favor, nos fornecer um feedback sobre o conteúdo, a organização ou qualquer outra sugestão que possa melhorar futuras edições, ficaríamos imensamente gratos. Sua opinião é fundamental para nós, pois nos ajuda a continuar aprimorando nossos materiais e oferecendo o melhor para você. Muito obrigado pela sua colaboração! https://forms.gle/opWUXPuYxLR1PwtQA CLINÍCA MÉDICA HIPONATREMIA 1 HIPONATREMIA CHECKLIST AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS INSTRUÇÕES PARA O(A) PARTICIPANTE CENÁRIO DE ATUAÇÃO: Unidade de pronto atendimento. DESCRIÇÃO DO CASO: Um homem de 75 anos é trazido por familiares para atendimento. A UNIDADE POSSUI: • Laboratório de análises clínicas; • Setor de radiologia completo. ATENÇÃO O PACIENTE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADO DURANTE O ATENDIMENTO! NOS PRÓXIMOS 10 MINUTOS, VOCÊ DEVERÁ EXECUTAR AS TAREFAS A SEGUIR: 1) Realizar a anamnese do paciente. 2) Solicitar e interpretar o exame físico e sinais vitais. 3) Solicitar, se necessário, exame(s) laboratorial(ais) e/ou de imagem. 4) Estabelecer hipótese (s) diagnóstica (s). 5) Criar um plano terapêutico. ATENÇÃO VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA ACIMA. 2 IMPRESSO 1 SINAIS VITAIS: Frequência cardíaca: 58 batimentos por minuto. Pressão arterial: 170x80 mmHg. Frequência respiratória: 18 incursões respiratórias por minuto. Temperatura axilar: 36°C. Saturação: 91% de oxigênio em ar ambiente. Peso: 60 Kg Altura: 1,75 m IMC: 19,6 Kg/m2 EXAME FÍSICO Paciente em regular estado geral, hipocorado 1+/4, afebril, acianótico, anictérico e hidratado. AR: Ausculta respiratória com murmúrio vesicular presente bilateralmente, sem ruídos adventícios. ACV: Ritmo cardíaco regular em dois tempos, com bulhas normofonéticas; sem sopro. Abdome: escavado, flácido, normotenso, ruídos hidroaéreos normoativos; indolor à palpação, Sem edema de membros inferiores e com boa perfusão periférica. ATENÇÃO HIPONATREMIA CHECKLIST 3 IMPRESSO 2 Exame neurológico: Glasgow 13, sonolento, sem déficits focais, pupilas isocóricas e fotorreagentes. HIPONATREMIA CHECKLIST 4 IMPRESSO 3 Hemoglobina: 9,2 g/dL (valor de referência: 13,5 - 17,5 g/dL); Hematócrito: 38% (valor de referência: 40% - 50%); Leucócitos: 6500/mcl (valor de referência: 6 000 a 10 000/mcl), Plaquetas: 200.000/mcl (valor de referência: 150 a 400 x 10³/mcl) Sódio sérico: 108 mEq/L (valor de referência: 135-145 mEq/L) Potássio sérico: 3,7 mEq/L (valor de referência: 3,5-5,0 mEq/L) Sódio urinário: 45 mEq/L (valor de referência 20-40 mEq/L) Osmolaridade urinária: 200 mOsm/L (valor de referência diante de hiponatremia:PARTOGRAMA • Acompanha a evolução clínica • Documentação • Detecta alterações Analisa-se a dilatação e descida do polo cefálico Registra-se os BCF e as contrações uterinas, com suas diferentes intensidades Registra-se a bolsa, se está integra, rota ou foi rompida pelo obstetra SUPORTE CONTÍNUO Suporte emocional traz: • menor necessidade de analgesia • menos partos operatórios • maior satisfação da parturiente Medidas de conforto físico - Toque, massagem, banho Informações sobre o progresso do parto - isso torna a paciente confiante para que ela se sinta confortável Ajudar a expressar suas preferências Presença de acompanhante - Lei Federal no 11.108/2005 Quarto PPP (pré-parto, parto e pós-parto) Posicionamento durante o parto: • mobilidade adequada melhora a tolerância a dor, encurtou a fase ativa do parto, aumentou a dilatação e esvaecimento do colo, evitou uso de fármacos • é benéfico deambular ROTURA DA BOLSA DAS MEMBRANAS A maioria das vezes, a bolsa só vai romper durante o trabalho, em sua fase final Precoce: em menos 5% dos casos Tardia: feto nasce quase empelicado Amniotomia: • pode ser utilizada na correção de distocias • não deve ser feita de rotina • suspeita de mecônio - pode ser realizado TRABALHO DE PARTO (FÓRCIPE) RESUMO 14 MONITORIZAÇÃO DA VITALIDADE FETAL INTRAPARTO No período expulsivo, é necessário que seja feito a cada 5 ou 15 min em pacientes de baixo risco. Para gestantes de alto risco, é indicado durante todo o trabalho de parto. Pode ser realizado com Cardiotocografia intraparto. ALÍVIO DA DOR É um fenômeno progressivo Métodos não farmacológicos: • Acupuntura • Aromaterapia • Massagem • Imersão em água / banho • Hipnose • Relaxamento e Yoga TRABALHO DE PARTO (FÓRCIPE) RESUMO 15 MEDICAMENTOS: • Antiespasmódicos (escopolamina) • Opiáceos ◦ Meperidina, fentanil ◦ Risco de depressão respiratória neonatal • no meio e final da fase ativa só terapias não farmacológicas não resolvem ANESTESIA ANESTESIA LOCAL - PERÍNEO • Bloqueio do nervo pudendo • alívio no períneo durante o parto ANESTESIA LOCO-REGIONAL • Raquianestesia ◦ “raquianestesia baixa” - apenas fibras sacrais (vaginal inferior e períneo) • Peridural ◦ demora mais para agir ◦ vai banhar as fibras nervosas • Combinada (Peri + Raqui): ◦ mais usada ◦ Anestesia nas fibras lombares (dor em baixo ventre e vaginal superior) e nas sacrais (vaginal inferior e períneo) ◦ catéter para permitir a deambulação PERÍODO EXPULSIVO Começa com a dilatação total do colo e termina com o parto Anestesia tende a prolongar o parto em multíparas Inicia-se com a dilatação total do colo (10 cm) Termina com o parto Tempo médio: 30 minutos na multípara e 60 minutos na primigesta Anestesia Depende da paridade, da variedade de apresentação e do uso ou não da analgesia/anestesia Será Período Expulsivo Prolongado quando: • Em Multíparas sem anestesia: > 1 hora • Em Multíparas com anestesia: > 2 horas • Em Primigestas sem anestesia: > 2 horas • Em Primigestas com anestesia: > 4 horas Pode diminuir a fase ativa por relaxamento da paciente TRABALHO DE PARTO (FÓRCIPE) RESUMO 16 CUIDADO DA POSIÇÃO DA PACIENTE Posição semi-sentada é a mais recomendada A posição mais importante é a posição mais confortável para a gestante, sem esquecer da segurança fetal - monitorização adequada Posição de litotomia é contraindicado Puxos: • A analgesia altera a qualidade dos puxos, pois não são mais reflexos, são dirigidos • sem analgesia, é necessário orientar o relaxamento durante o intervalo das contrações • só devem ser iniciados no período expulsivo • a tensão perineal é maior sem analgesia • importante focar na Respiração e relaxamento do períneo EPISIOTOMIA • não deve ser feita universalmente • Indicações: ◦ abreviação do período expulsivo (sofrimento fetal, exaustão materna) ◦ Partos operatórios (fórcipe) ◦ Probabilidade de laceração perineal extensa (3ªº e 4o graus). Isso acomete esfíncter e assoalho pélvico. • Necessário consentimento da paciente • Recomendação OMS – até 10% dos partos; ◦ não existe evidência qual seria a taxa ideal. TRABALHO DE PARTO (FÓRCIPE) RESUMO 17 MANOBRAS Manobras se necessárias Sem movimentos bruscos porque pode lesar o plexo braquial TRABALHO DE PARTO (FÓRCIPE) RESUMO 18 TERCEIRO PERÍODO - DEQUITAÇÃO CLAMPEAMENTO DO CORDÃO: • Quando cessarem os batimentos ou de 1 a 3 min dependo da situação fetal DEQUITAÇÃO • ocorre logo após o clampeamento ◦ 90% em 15 min ◦ 97% em 30 min • Sinais uterinos da dequitação ◦ sangramento ◦ elevação do fundo uterino ◦ descida do cordão com rotação ◦ sensação de peso retal - vontade de evacuar • Na expulsão da placenta: ◦ rotação da placenta - manobra de Jacobs ◦ evitar que fique fragmentos de membrana dentro da cavidade ◦ revisão sistemática - verificar se a expulsão foi completa, verificar as membranas e a face interna da placenta · se houver suspeita de que algo ficou dentro do útero, indica-se curagem - revisão da cavidade uterina • Realizar 10 UI de ocitocina intramuscular no vasto lateral da coxa, em todas as pacientes, para prevenção de hemorragia pós parto • Ideal é a “tração controlada” do cordão umbilical (deixar o cordão umbilical tenso na vulva da paciente) ASSISTÊNCIA AO QUARTO PERÍODO - GREENBERG Objetivos: prevenção, diagnóstico precoce e correção de sangramento pós parto Nesse período observamos os quatro fenômenos fisiológicos que ocorrem para evitar a hemorragia pós parto: trombotamponamento, miotamponamento, indiferença uterina e contração fixa do útero (ou globo de segurança de Pinnard ou ligaduras vivas de Pinard) CONDUTA: • Vigilância dos sinais vitais • Avaliação do tônus uterino • Avaliação do sangramento vaginal • Manter acesso venoso (se instalado) • Sutura de lacerações / episiorrafia • Iniciar aleitamento • Contato pele a pele – mãe e RN TRABALHO DE PARTO (FÓRCIPE) RESUMO 19 Primeira hora: golden hour - pele com pele • feto com boas condições pode permanecer no colo da mae PREVENÇÃO DE HEMORRAGIAS • administração de ocitocina 10 UI, IM ou IV • Se dequitação em menos de 30 min ◦ tração controlada do cordão ◦ ocitocina 10 UI, IM ou IV • Se não dequitar ◦ extração manual + antibiótico • vigilância do tônus uterino pela palpação abdominal EPISIORRAFIA E SUTURA DE LACERAÇÕES • Fios absorvíveis: Catgut ou poligalactina • Mucosa – sutura contínua • Pontos hemostáticos s/n • Aproximação de musculatura perineal ◦ Elevador do Anus (porção pubo-retal) ◦ Bulbo cavernoso ◦ Transverso superficial do períneo • Fechamento de pele ◦ Fios absorvíveis (pontos separados ou sutura intradérmica) • Pós operatório – bolsa de gelo HUMANIZAÇÃO DO PARTO Relação não hierárquica entre paciente e equipe médica Autonomia profissional mas com comunicação da parturiente Autonomia da parturiente sob orientação profissional Comunicação em mão dupla PARTO FÓRCIPE TIPO DE PARTO INSTRUMENTALIZADO INDICADO EM CASOS DE: • Sofrimento fetal • Exaustão materna • Cardiopatia materna, que contra indique o esforço do período expulsivo • Distocia de rotação TRABALHO DE PARTO (FÓRCIPE) RESUMO 20 EXISTEM 3 TIPOS DE FÓRCIPES AINDA UTILIZADOS NOS DIAS DE HOJE: • Simpson - para tração • Kielland - para rotação • Piper - para extração da cabeça derradeira, no parto com feto em apresentação pélvica. Independente do tipo de fórcipe, só existe uma única pega adequada: a biparietomalar. AS CONTRAINDICAÇÕES ABSOLUTAS PARA O PARTO FÓRCIPE: • Ausência de indicação • Dilatação incompleta do colo uterino • Desproporção céfalo-pélvica • Cabeça fetal não insinuada • Inexperiência do cirurgião SÓ PODEMOS APLICAR UM FÓRCIPE NA PRESENÇA DE TODAS AS CONDIÇÕES DE APLICABILIDADE DO MESMO, QUE SÃO: • Dilatação completa do colo • Bolsa rota • Ausência de desproporção • Feto vivo • Destreza do obstetra O FÓRCIPE PODE SER CLASSIFICADO EM 3 TIPOS: • Alto (proibido na obstetrícia - quando a apresentação fetal está acima do plano zero de DeLee) • Médio (apresentação fetal entre os2 maços por dia desde os 12 anos. • Se questionado se usa drogas ilícitas: Nega. • Se questionado sobre relação desprotegida: Não é sexualmente ativo. HIPONATREMIA CHECKLIST 7 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INADEQUADO PARCIALMENTE ADEQ ADEQUADO ANAMNESE 1.1 Cumprimenta o paciente/familiar (1), se identifica de maneira cordial (2), identifica o paciente (3) e pergunta o motivo da vinda ao atendimento (4). Adequado: realiza as quatro ações. Parcialmente adequado: realiza duas ou três ações. Inadequado: realiza apenas uma ou nenhuma ação. 0,0 0,125 0,25 1.2. Estabelece contato visual (1), mantém postura de empatia ao longo do atendimento (2), evita “culpabilizar” o paciente pelo seu quadro atual (3) e usa linguagem acessível evitando termos técnicos de difícil compreensão (4). Adequado: realiza as quatro ações. Parcialmente adequado: realiza duas ou três ações. Inadequado: realiza apenas uma ou nenhuma ação. 0,0 0,125 0,25 1.3 Questionar sobre antecedentes pessoais/comorbidades, antecedentes familiares e medicamentos de uso contínuo. Inadequado: nenhum dos itens Parcialmente adequado: 1-2 itens Adequado: Todos os itens 0 0,25 0,5 HIPONATREMIA CHECKLIST 8 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INADEQUADO PARCIALMENTE ADEQ ADEQUADO ANAMNESE 1.4 Questiona sobre duração dos sintomas, presença de febre, astenia, sintomas associados. Adequado: Questiona os 4 itens Parcialmente adequado: 2-3 Inadequado: Nenhum item. 0 0,5 1,0 1.5 Questiona sobre déficits focais Adequado: Questiona Inadequado: Não questiona. 0 1,0 EXAME FÍSICO 2.1 Solicita exame físico ao examinador. Adequado:Solicita Inadequado:Não solicita 0 - 0,75 2.2 Solicita exame físico neurológico. Adequado:Solicita Inadequado:Não solicita 0 - 0,75 HIPONATREMIA CHECKLIST 9 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INADEQUADO PARCIALMENTE ADEQ ADEQUADO EXAMES COMPLEMENTARES 3.1 Solicita tomografia de crânio. Adequado:Solicita Inadequado:Não solicita 0 - 0,75 3.2 Solicita os seguintes exames: Sódio sérico Potássio sérico Função renal / uréia e creatinina Hemograma completo Ácido úrico sérico Sódio urinário Osmolaridade urinária TSH e T4L Adequado: Solicita sódio sérico e pelo menos mais 3 dos demais. Parcialmente adequado: Solicita somente sódio sérico. Inadequado: Não solicita sódio sérico. 0 0,5 1,0 HIPÓTESE DIAGNÓSTICA 4.1 Faz diagnóstico de hiponatremia Adequado:Faz Inadequado:Não faz 0 - 0,5 4.2 Correlaciona hiponatremia com sintomas neurológicos. Adequado:Faz Inadequado:Não faz 0 - 0,5 4.3 Faz o diagnóstico de síndrome da secreção inapropriada do hormônio antidiurético. Adequado:Faz Inadequado:Não faz 0 - 0,5 4.4 Menciona diagnóstico de edema cerebral e correlaciona com quadro de hiponatremia/SIADH. Adequado:Faz ambos Inadequado:Não faz 0 - 0,5 HIPONATREMIA CHECKLIST 10 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INADEQUADO PARCIALMENTE ADEQ ADEQUADO CONDUTA 5.1 Explica o diagnóstico ao paciente/ acompanhante. Adequado:Explica Inadequado:Não explica 0 - 0,5 5.2 Prescreve salina a 3% com o objetivo de corrigir de corrigir 4-6 mEq/L em até 2 horas. Adequado: Prescreve Inadequado: Não descreve 0 - 0,5 5.3 Prescreve restrição hídrica Adequado: Prescreve Inadequado: Não descreve 0 - 0,5 5.3 Realiza adequadamente a sequência das tarefas, conforme solicitado nas orientações ao participante. Adequado: realiza. Inadequado: não realiza. 0 - 0,25 HIPONATREMIA CHECKLIST 11 RESUMO HIPONATREMIA: Definição: Na 48 horas Diante de um quadro de hiponatremia deve-se avaliar a osmolaridade sérica, pois isso facilita o manejo diagnóstico e terapêutico. Hiponatremia hiperosmolar (Osm > 295 mOsm/L): Se o sódio sérico que corresponde ao maior determinante da osmolaridade sérica está baixo e a osmolaridade está elevada, pode-se inferir que alguma outra substância com efeito osmótico está elevada. Dentre as principais causas de hiponatremia hiperosmolar estão a hiperglicemia e a administração osmóis externos como manitol, sacarose, glicerol, glicina e maltose. Hiponatremia isosmolar (Osm 285-295 mOsm/L): Corresponde a um erro na dosagem do sódio como consequência de alguma condição subjacente. Na verdade, não existe hipernatremia! Acontece quando o método para dosar o sódio é a espectofotometria. Causas mais comuns: hiperlipidemia e hiperproteinemia. Hiponatremia hiposmolar (Osm 100 mOsm/L, lembre-se o excesso de ADH causa uma urina concentrada! Neste grupo estão: SIADH, hipotireoidismo e insuficiência adrenal. 2) Ingesta hídrica excessiva. Nesse caso, a entrada de água livre é maior do que a capacidade de eliminação renal. Pode ocorrer também em situações de baixa ingesta de solutos (os solutos são importantes para que o rim seja capaz de concentrar a urina) ou excesso de ingesta hídrica. Dessa forma a osmolaridade urinária é 30mEq/L) e osmolaridade urinária elevada (>100mOsm/L). Um ponto curioso, que frequentemente aparece em provas é a hipouricemia e ácido úrico urinário elevado. • Na Ur normal > 30 mEq/L e Osm urinária elevada > 100 mOsm/L • Hipouricemia • Fração de excreção do ácido úrico > 10 HIPONATREMIA RESUMO 13 ABAIXO LISTAMOS AS PRINCIPAIS CAUSAS DE SIADH: 1) Doença do sistema nervoso central: AVCI, AVCH, hemorragia, lesões com efeito de massa, trauma, doenças inflamatórias. 2) Doença pulmonar: Insuficiência respiratória aguda, ventilação mecânica, tuberculose, abscesso pulmonar. 3) 3. Câncer: Pulmão, mediastino, rins, outros. 4) 4. Pós-operatório: especialmente associado a vômitos e dor, aumenta o risco de SIADH 5) 5. Medicações: clorpropamida, carbamazepina, MDMA, tricíclicos e inibidores seletivos da recaptação da serotonina Hiponatremia hiposmolar e hipovolêmica: Neste caso há perda de sódio e água, mas com perda mais importante de sódio do que água. Para facilitar, diante de hiponatremia hiposmolar e hipovolêmica é necessário realizar a dosagem do Na urinário, para ver se a perdaé renal ou extrarrenal. Sódio urinário 20 mEq/L: perda renal de sódio! As principais causas são: excesso de diuréticos, deficiência de mineralocorticoide, nefropatia perdedora de sal, bicarbonatúria e síndrome cerebral perdedora de sal. DICA MUNDO REVALIDA: Aqui cabe um lembrete, os diuréticos tiazídicos (hidroclorotiazida, clortalidona e indapamida) são causas de hiponatremia. Eles induzem natriurese, perda renal de sódio. Já os diuréticos de alça (Furosemida) são causa de hipernatremia pois induzem a perda de água livre. HIPONATREMIA RESUMO 14 OS ALGORITMOS ABAIXO RESUMEM AS PRINCIPAIS CAUSAS DE HIPONATREMIA: HIPONATREMIA RESUMO 15 HIPONATREMIA RESUMO TRATAMENTO: O tratamento da hiponatremia envolve inicialmente a estabilização do paciente, resgate volêmico se indicado e tratamento da causa de base. Para hiponatremias leves e sem sintomas, normalmente a simples reversão da causa, geralmente resolve o problema (Exemplo: suspender o diurético tiazídico). A correção do sódio sérico deve ser feita com muita cautela mediante fórmula de correção do sódio. Sendo o tratamento agressivo reservado para distúrbios graves e sintomáticos. Calculando a variação do sódio durante uma correção: A fórmula a seguir estima a variação do sódio após a infusão de um litro de uma determinada solução, levando em conta a concentração de sódio da solução, concentração de sódio sérico do paciente e a água corporal total. PARA ESTIMAR A ÁGUA CORPORAL TOTAL UTILIZAR A TABELA A SEGUIR: SEXO E IDADE ÁGUA CORPORAL TOTAL Homem jovem Peso (Kg) x 0,6 Homem idoso Peso (Kg) x 0,5 Mulher jovem Peso (Kg) x 0,5 Mulher idosa Peso (Kg) x 0,45 16 • Na hiponatremia aguda: 4-6 mEq/L em até 2 horas, até normalização do Na sérico. • Na hiponatremia crônica sintomática grave: 4-6 mEq/L em até 2 horas. Máximo de 8 mEq/24 horas • Hiponatremia crônica assintomática ou com sintomas leves/moderados: 0,5 mEq/L/hora, até 10-12mEq/24 horas ou 18mEq/18 horas SOLUÇÃO: CONCENTRAÇÃO DE NA+ CONCENTRAÇÃO DE CL- NaCl 0,9% 154 mEq/L 154 mEq/L NaCl 0,45% 77 mEq/L 77 mEq/L NaCl 3% 513 mEq/L 513 mEq/L Soro glicosado 5% 0 mEq/L 0 mEq/L Ringer Lactato 130 mEq/L 109mEq/L Atenção aluno Mundo Revalida: A correção abrupta de uma hiponatremia crônica pode levas a temida síndrome de desmielinização osmótica! Mas porque ela ocorre, veja diante de uma hipotonicidade crônica, fisiologicamente o corpo humano se adapta a esse ambiente hipotônico. Quando ocorre uma elevação abrupta do sódio intravascular ocorre a passagem rápida de água do sistema nervoso central para o intravascular levando a desmielinização. O quadro clínico consiste em: tetraparesia espástica, paralisia pseudobulbar (mutismo, disartria, disfagia),labilidade emocional, agitação, paranoia, depressão, coma, alterações pupilares, ataxia, parkinsonismo, incontinência. O diagnóstico normalmente é clínico, mas pode ser confirmado por meio de ressonância nuclear magnética de encéfalo. Não existe tratamento específico, sendo o melhor tratamento, a prevenção do quadro. TRATANDO A CAUSA DE BASE: Diante de hiponatremia hipervolêmica em paciente estável: • Restrição de água para 800-1.000mL em 24 h. • Furosemida se necessário. Hiponatremia hipovolêmica (desidratação): • Soro fisiológico, até restaurar boa perfusão periférica e renal. SIADH: • Reverter a causa quando possível. • Restrição hídrica. • Pode-se associar diurético ou lítio. HIPONATREMIA RESUMO O QUE ACHOU DESSE RESUMO? RESPONDA AQUI! Queremos garantir que sua experiência com esse resumo tenha sido positivo e proveitoso. Se você puder, por favor, nos fornecer um feedback sobre o conteúdo, a organização ou qualquer outra sugestão que possa melhorar futuras edições, ficaríamos imensamente gratos. Sua opinião é fundamental para nós, pois nos ajuda a continuar aprimorando nossos materiais e oferecendo o melhor para você. Muito obrigado pela sua colaboração! https://forms.gle/opWUXPuYxLR1PwtQA CLINÍCA MÉDICA HEPATITE A 1 HEPATITE A CHECKLIST AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS INSTRUÇÕES PARA O(A) PARTICIPANTE CENÁRIO DE ATUAÇÃO: Local da atuação: Unidade de Pronto Atendimento 24h (UPA). DESCRIÇÃO DO CASO: Homem, 26 anos, vem para consulta com queixa de vômitos, febre não aferida e pele amarelada. A UNIDADE POSSUI: • Laboratório de análises clínicas; • RX e ultrassonografia; • Sala de emergência; • Leitos para observação. ATENÇÃO O PACIENTE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADO DURANTE O ATENDIMENTO! NOS PRÓXIMOS 10 MINUTOS, VOCÊ DEVERÁ EXECUTAR AS TAREFAS A SEGUIR: 1) Realizar a anamnese do paciente. 2) Solicitar e interpretar o exame físico e sinais vitais. 3) Solicitar, se necessário, exame(s) laboratorial(ais) e/ou de imagem. 4) Estabelecer hipótese (s) diagnóstica (s). 5) Criar um plano terapêutico. ATENÇÃO VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA ACIMA. 2 IMPRESSO 1 SINAIS VITAIS: Frequência cardíaca: 73 batimentos por minuto. Pressão arterial: 124 x 70 mmHg. Frequência respiratória: 19 incursões respiratórias por minuto. Temperatura axilar: 37,9°C. Saturação: 99% em ar ambiente. Peso: 65 Kg, Altura: 1,72 m, IMC: 21,9 Kg/m² EXAME FÍSICO: Paciente em bom estado geral, eutrófico, corado, febril, acianótico, ictérico ++/4+ e hidratado; vigil, orientado no tempo e espaço. Ausculta respiratória com murmúrio vesicular presente bilateralmente, sem ruídos adventícios Ritmo cardíaco regular em dois tempos, com bulhas normofonéticas; sem sopro. Abdome plano, normotenso, doloroso à palpação de hipocôndrio direito, com hepatomegalia palpável, ruídos hidroaéreos normoativos; sem sinais de peritonite ou ascite Sem edema de membros inferiores e com boa perfusão periférica. Exame neurológico: Glasgow 15, pupilas isofotorreagentes, força muscular preservada, sem sinais de irritação meníngea ATENÇÃO HEPATITE A CHECKLIST 3 IMPRESSO 2 Hemoglobina: 14,2 g/dL (valor de referência: 13 a 16,5 g/dL); Hematócrito: 42% (valor de referência: 36 a 47%); VCM: 89 fL (valor de referência: 80 a 100 fL); HCM: 29 pg (valor de referência: 26 a 32 pg); Leucócitos: 4700/mm³ (valor de referência: 6 000 a 10 000/mm³); Plaquetas: 178.000/mm³ (valor de referência: 150 a 400 x 10³/mm³); Ureia: 49 mg/dL (valor de referência: 13 a 43 mg/dL); Creatinina: 0,9 mg/dL (valor de referência: 0,6 - 1,2 mg/dL); Proteína C Reativa (PCR): 18 mg/L (valor de referência:possui saneamento básico e água encanada. • Sua queixa é que há 5 dias iniciou quadro de mal estar, febre e muita náusea. Sente também mialgia e uma fadiga, sem vontade de sair da cama. Há 1 dia começou a ficar com a pele amarelada e dor abdominal. • Se questionado, a dor é em pontadas, não tem relação com a alimentação, e melhora com uso de dipirona. Nega diarreia e nega sangramentos. Nega relação sexual desprotegida, nega contato com água de chuva/enchentes. • Se questionado sobre alimentação, diga que come sempre a comida que sua mãe prepara, mas se recorda que há 10 dias saiu um dia atrasado de casa e acabou tomando café em uma “barraquinha de rua”, mas que não sentiu nada naquele dia. • Nega perda de peso ou sudorese noturna. Nega familiares com sintomas semelhantes. Nega cirurgias prévias ou quadros semelhantes anteriormente. • Nega tabagismo, bebe apenas entre amigos nas sextas feiras a noite. Não tem nenhuma doença, não toma nenhuma medicação, não tem alergias, nunca ficou internado. Pratica atividade física 3x/semana. • Se o aluno abrir espaço para perguntas, realizar todas as seguintes perguntas: ◦ Isso é transmissível? ◦ Eu vou precisar ficar internado? ◦ Eu corro algum tipo de risco? ◦ Qual tratamento será feito? ◦ Tem alguma vacina? HEPATITE A CHECKLIST 8 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INADEQUADO PARCIALMENTE ADEQUADO ADEQUADO ANAMNESE 1.1 Cumprimenta o paciente (1), se identifica de maneira cordial (2), pergunta nome e idade do paciente (3) e pergunta o motivo da vinda ao atendimento (4). Adequado: realiza as quatro ações. Parcialmente adequado: realiza duas ou três ações. Inadequado: realiza apenas uma ou nenhuma ação. 0,0 0,125 0,25 1.2. Estabelece contato visual (1), mantém postura de empatia ao longo do atendimento (2), evita “culpabilizar” o paciente pelo seu quadro atual (3) e usa linguagem acessível evitando termos técnicos de difícil compreensão (4). Adequado: realiza as quatro ações. Parcialmente adequado: realiza duas ou três ações. Inadequado: realiza apenas uma ou nenhuma ação. 0,0 0,125 0,25 1.3. Pergunta sobre as características da dor abdominal: característica da dor (1), fatores de melhora ou piora (2), se já apresentou episódio prévio semelhante (3), relação com alimentação (4) e intensidade de 0 a 10 (5). Inadequado: pergunta 1 ou nenhum item Parcialmente adequado: pergunta 2 ou 3 itens Adequado: pergunta 4 itens ou mais. 0,0 0,25 0,5 HEPATITE A CHECKLIST 9 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INADEQUADO PARCIALMENTE ADEQUADO ADEQUADO ANAMNESE 1.4 Faz perguntas tentando encontrar diagnósticos diferenciais: Contato com água de chuva/enchentes Outros familiares com sintomas semelhantes Diarreia associada Saneamento básico no domicílio Ingesta alimentar atípica Prática de relação sexual desprotegida Inadequado: pergunta 1 ou nenhum item Parcialmente adequado: pergunta 2 a 3 itens Adequado: pergunta mais de 4 itens 0 0,25 0,5 1.5 Questiona antecedentes Antecedentes pessoais Uso de medicação contínua Alergias Vícios lícitos e ilícitos Internações recentes Inadequado: pergunta 1 ou nenhum item Parcialmente adequado: pergunta 2 a 4 itens Adequado: pergunta 5 itens ou mais 0 0,25 0,5 EXAME FÍSICO 2.1 Solicita sinais vitais 0 - 0,5 2.2 Solicita exame físico completo, com ênfase em exame físico abdominal. 0 - 0,5 HEPATITE A CHECKLIST 10 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INADEQUADO PARCIALMENTE ADEQUADO ADEQUADO EXAMES COMPLEMENTARES 3.1 Solicita hemograma, PCR e função renal Inadequado: não pede os exames Parcialmente adequado: pede ao menos 1 deles Adequado: pede 2 exames ou mais 0 - 0,5 3.2 Solicita e interpreta exames hepáticos AST/TGO e ALT/TGP Fosfatase alcalina Gama GT Bilirrubina total e frações Albumina Amilase e/ou lipase TP e TTPA Inadequado: pede 1 ou nenhum exame Parcialmente adequado: pede ao menos 2 exames Adequado: pede 3 exames ou mais 0 0,5 1,0 3.3 Solicita e interpreta ultrassom de abdome Inadequado: não solicita Parcialmente adequado: solicita, mas não interpreta ou interpreta incorretamente Adequado: solicita e interpreta corretamente 0 0,25 0,5 3.4 Solicita e interpreta sorologias para hepatites Inadequado: não solicita Parcialmente adequado: solicita apenas de hepatite B ou C Adequado: solicita de hepatite A, podendo ou não solicitar de hepatites B e C 0 0,25 1,0 HEPATITE A CHECKLIST 11 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INADEQUADO PARCIALMENTE ADEQUADO ADEQUADO HIPÓTESE DIAGNÓSTICA 4. Faz diagnóstico de Hepatite A 0 - 1,0 CONDUTA 5.1 Explica o diagnóstico ao paciente, sem usar termos técnicos Inadequado: não explica o diagnóstico Adequado: explica o diagnóstico 0 - 0,5 5.2 Orienta o paciente sobre a necessidade de permanecer internado e verbaliza que irá transferi-lo para um hospital terciário Inadequado: não realiza orientação Parcialmente adequado: orienta que irá interná-lo mas não menciona a transferência Adequado: orienta a internação e a transferência 0 0,125 0,25 5.3 Menciona que hepatite é agravo de notificação compulsória e que irá notificar o caso Inadequado: não menciona notificação Adequado: menciona notificação 0 - 0,5 5.4 Explica que o tratamento compreende apenas suporte clínico e observação Inadequado: não explica ou explica incorretamente Adequado: explica o tratamento correto 0 - 0,5 5.5 Explica o risco de hepatite fulminante Inadequado: não explica Adequado: explica o risco 0 - 0,25 HEPATITE A CHECKLIST 12 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INADEQUADO PARCIALMENTE ADEQUADO ADEQUADO 5.6 Explica via de transmissão: fecal- oral, provavelmente pelo alimento contaminado Inadequado: não explica ou explica de forma incorreta Adequado: explica corretamente 0 - 0,25 5.7 Explica corretamente sobre a vacinação: via oral, apenas entre 15 meses e 4 anos ou para transplantados Inadequado: não explica ou explica de forma incorreta Adequado: explica corretamente 0 - 0,25 5.8 Pergunta se tem dúvidas, acolhe o paciente e se coloca à disposição Inadequado: não abre espaço para o paciente Adequado: abre espaço para dúvidas 0 - 0,25 5.9 Realiza adequadamente a sequência das tarefas, conforme solicitado nas orientações ao participante. Inadequado: não realiza Adequado: realiza 0 - 0,25 HEPATITE A CHECKLIST 13 RESUMO As hepatites virais são, como o próprio nome diz, infecções virais causadas por vírus que tem preferência pelo fígado do hospedeiro e que, embora parecidas, têm comportamentos diversos. Existem 5 tipos principais de hepatovirus: A (HAV), B (HBV), C (HCV), D (HDV) e E (HEV). Existem outros vírus que são capazes de causar hepatites, no entanto, sua repercussão é menos marcante. MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS FASE AGUDA (HEPATITE AGUDA) A maioria ocorre pelos vírus A e B, sendo o vírus C o que possui menos sintomáticas em sua fase aguda. O período após a incubação é chamado prodrômico e o paciente apresenta sintomas como náuseas, mal estar inespecífico, fadiga, mialgia, febre baixa, artralgia. É seguido pela fase ictérica, quando esses sintomas reduzem porém surge a hiperbilirrubinemia às custas de bilirrubina direta, principalmente. Fosfatase alcalina e gama GT podem se elevar um pouco, mas é discreto, enquanto as enzimas que marcam lesão hepatocelular, TGO e TGP se elevam de 10 a 100x o limite superior da normalidade. Fase de convalescença é marcada pelo desaparecimento da icterícia e recuperação do bem estar após algumas semanas. FASE CRÔNICA (HEPATITE CRÔNICA) É a definição de quando o vírus permanece ativo por mais de 6 meses, mantendo alteração, mesmo que discreta, nos valores de enzimas hepáticas (TGO e TGP). Os vírus B, C e D são os que têm chance de cronificação, podendo muitas vezes se comportar como portador assintomático, quando tem baixa replicação viral. Quando adquiridos na infância há chance muito maior de cronificação, devido ao tempo vivendo com o vírus. Pessoas com qualquer tipo de imunodeficiência também tendem a ter maior cronificaçãoda doença. A cronificação pode levar, em última instância, ao desenvolvimento de cirrose e o aumento do risco de carcinoma hepatocelular (CHC), principalmente quando falamos do vírus B. HEPATITE FULMINANTE Quando após a infecção viral há uma reação tão exacerbada do organismo que há uma insuficiência hepática aguda chamamos de hepatite fulminante. Em geral, é manifestada por sinais de encefalopatia hepática e redução dos fatores da coagulação no período de 8 semanas após o início da icterícia. A principal causa de hepatite fulminante no mundo é a intoxicação por paracetamol, mas dentre as virais, ela se reserva aos vírus A e B. HEPATITE A RESUMO 14 TRATAMENTO O tratamento da hepatite aguda é de suporte, evitando ao máximo drogas hepatotóxicas ou de depuração hepática. Além disso, é primordial orientar o paciente sobre o tempo de duração dos sintomas, bem como acerca da proibição do uso de álcool por pelo menos 6 meses após a infecção. Recomenda-se repouso relativo até que se normalize as transaminases hepáticas. Já para a fase crônica, existem tratamentos bastante específicos com indicações claras, que serão discutidos dentro de cada hepatite. E ainda lembrem, hepatites virais são agravos de notificação compulsória e devem ser levados ao Sinan para controle epidemiológico. HEPATITE A • É um vírus de RNA, com transmissão fecal-oral. • Tem um período médio de incubação de 15 a 45 dias. • Os marcadores da doença são o anti-HAV IgM, que marca infecção recente pelo vírus e o anti- HAV IgG que marca infecção pregressa ou mesmo imunidade ao agente. Na ausência de ambos os marcadores, o indivíduo é susceptível. ANTI-HAV TOTAL ANTI-HAV IGM INTERPRETAÇÃO (+) (+) Infecção recente/hepatite aguda pelo HAV (+) (-) Infecção passada ou imunizado (ver história vacinal) (-) (-) Ausência de contato com o vírus, indivíduo não- imune (susceptível) • A imunidade pode ser passada pela via materno-fetal ou através de vacinas, comumente administrada em dose única, entre 15 meses e 4 anos, ou para adultos receptores de transplante de medula óssea ou hepatopatas que têm exame comprovando susceptibilidade ao HAV. HEPATITE B • É o único vírus DNA, com transmissão sexual, parenteral e vertical. • Tem uma incubação de 30 até 180 dias. HEPATITE A RESUMO 15 MARCADORES SOROLÓGICOS Quando queremos tirar um indivíduo para hepatite B dosamos HBsAg e o anti-HBc. O HBsAg (antígeno de superfície) é o primeiro a surgir depois de uma infecção pelo vírus. Ele é positivo quando o indivíduo está infectado, seja aguda ou cronicamente. O anti-HBc (anticorpos contra o núcleo, o “core”) pode ser dosado em seu valor total ou apenas a fração IgM. A porção total do anticorpo marca contato com o vírus da hepatite B e permanece detectável por toda vida quando indivíduo já teve infecção, mesmo naqueles que não cronificaram. A fração IgM é a que nos mostra infecção recente e confirma o diagnóstico, podendo permanecer positiva por até 6 meses. O anti-HBs (anticorpos contra o antígeno de superfície) indica imunidade contra o HBV. É o único marcador positivo quando o indivíduo foi vacinado e quando infectado, seu aparecimento traduz bom prognóstico. O HBeAg (antígeno “e”) denota replicação viral e traduz alta infectividade. Surge na fase aguda logo após o HBsAg. Na fase crônica, sua positividade traduz atividade de doença. O anti-HBe (anticorpo contra o antígeno “e”) marca bom prognóstico, uma vez que sua positividade traduz ausência de replicação viral. Agora ficou fácil interpretar a tabela do Ministério da Saúde: CONDIÇÃO DE CASO HBSAG ANTI-HBC ANTI-HBC IGM HBEAG ANTI-HBE ANTI-HBS SUSCEPTÍVEL (-) (-) (-) (-) (-) (-) INCUBAÇÃO (+/-) (+/-) (+) (+/-) (-) (-) HEPATITE B AGUDA (+) (+) (+) (+) (-) (-) FINAL DA FASE AGUDA / JANELA IMUNOLÓGICA (-) (+) (-) (-) (-) (-) HEPATITE B FASE CRÔNICA (+) (+) (-) (+/-) (+/-) (+)* HEPATITE B CURADA (-) (+) (-) (-) (+) (+) IMUNIZADO POR VACINAÇÃO (-) (-) (-) (-) (-) (+) HEPATITE A RESUMO 16 TRATAMENTO O tratamento está indicado em situações específicas, e a primeira escolha é o tenofovir ou entecavir. Vale ressaltar que o tratamento da hepatite B crônica não é curativo, sendo seu objetivo reduzir a transmissibilidade viral e reduzir risco de cirrose e carcinoma hepatocelular (CHC). E por falar nele, lembre sempre de rastrear carcinoma hepatocelular em pacientes portadores crônicos de hepatite B, com USG abdominal a cada 6 meses. Felizmente há vacinas disponíveis no programa nacional de imunização do SUS (PNI) contra a hepatite B. O esquema vacinal indica 3 doses com intervalo de 0, 1 e 6 meses. Para pacientes imunossuprimidos ou transplantados, o Ministério da Saúde pede 4 doses com volume dobrado do imunizante. Em caso de falha na imunização, ou seja, em que não aparece o anti-HBs após 6 meses do término do esquema vacinal, é indicada a revacinação que pode ou não ser feita com dose dobrada e repetida por até 3 vezes. A imunoglobulina humana anti hepatite B (IGHAHB) está indicada para indivíduos não vacinados em contato com o vírus, especialmente em vítimas de abuso sexual ou recém nascido de mãe sabidamente HBsAg positiva, a ser aplicada preferencialmente 12 horas após o nascimento. HEPATITE C • É um RNA vírus, de transmissão parenteral, sexual ou vertical • Tem incubação de aproximadamente sete semanas. • O marcador de doença usado é o anti- HCV, indicando contato prévio ou infeção ativa quando positivo. Sendo assim, sua positividade é sinônimo de dosagem de carga viral (HCV-RNA). • Não há vacina contra o vírus C. • O tratamento na hepatite C está sempre indicado! • Na hepatite C o indivíduo pode se reinfectar, ou seja, ele trata a doença e melhora, mas mede a carga viral e pode apresentar reinfecção, porque seus anticorpos não promovem imunidade duradoura. HEPATITE A RESUMO O QUE ACHOU DESSE RESUMO? RESPONDA AQUI! Queremos garantir que sua experiência com esse resumo tenha sido positivo e proveitoso. Se você puder, por favor, nos fornecer um feedback sobre o conteúdo, a organização ou qualquer outra sugestão que possa melhorar futuras edições, ficaríamos imensamente gratos. Sua opinião é fundamental para nós, pois nos ajuda a continuar aprimorando nossos materiais e oferecendo o melhor para você. Muito obrigado pela sua colaboração! https://forms.gle/opWUXPuYxLR1PwtQA GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA GONORREIA 1 GONORREIA CHECKLIST AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS INSTRUÇÕES PARA O(A) PARTICIPANTE CENÁRIO DE ATUAÇÃO: Unidade de Atenção Primária DESCRIÇÃO DO CASO: Você está de plantão na unidade de pronto atendimento (UPA), quando chega uma mulher com 27 anos de idade, sexualmente ativa, apresentando há 5 dias, corrimento amarelado, em grande quantidade acompanhado de sangue. A UNIDADE POSSUI: • Laboratório de análises clínicas; • Sala de medicação. ATENÇÃO O PACIENTE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADO DURANTE O ATENDIMENTO! NOS PRÓXIMOS 10 MINUTOS, VOCÊ DEVERÁ EXECUTAR AS TAREFAS A SEGUIR: 1) Realizar a anamnese adequada; 2) Solicitar exames complementares, se julgar necessário; 3) Verbalizar a conduta terapêutica; 4) Orientar pacientes sobre hipótese diagnóstica e tirar dúvidas. ATENÇÃO VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA ACIMA. 2 IMPRESSO 1 EXAME FÍSICO: BEG, corada, hidratada, eupnéica, afebril. SINAIS VITAIS: PA: 110x70mmHg FC: 80 bpm FR: 15 ipm ATENÇÃO GONORREIA CHECKLIST 3 IMPRESSO 2 EXAME ESPECULAR: RESTANTE DO EXAME GINECOLÓGICO SEM ALTERAÇÕES ATENÇÃO GONORREIA CHECKLIST 4 FALAS DO ATOR • Você está de plantão na unidade de pronto atendimento (UPA), quando chega uma mulher com 27 anos de idade, sexualmente ativa, apresentando há 5 dias, corrimento amarelado, em grande quantidade acompanhado de sangue. • Se questionada sobre mencarca, DST, ciclos, duração de fluxo e uso de ACO responder: Menarca: 16 anos, ciclos regulares, duração e fluxo normal, negar DST prévias e negar uso de ACO. • Se questionado sobrecaracterísticas do corrimento em geral verbalizar : " seja mais específico. • Se questionar sobre o corrimento : cor, odor, quantidade e presença de sangue responder: Características do corrimento: amarelo esverdeado, em grande quantidade, às vezes com odor fétido, mas SEMPRE com sangue. GONORREIA CHECKLIST 5 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INAD. PARC. ADQ. ANAMNESE 1. Apresentação: (1) identifica-se e cumprimenta o paciente simulado; (2) pergunta algum dado de identificação (nome, idade). Adequado: realiza os dois procedimentos. Parcialmente adequado: realiza apenas um dos procedimentos. Inadequado:não realiza nenhum dos procedimentos. 0 0,125 0,25 2. Questionou sobre motivo da consulta. Adequado: pergunta. Inadequado: não pergunta. 0 0,25 3. Investigou sobre as características do corrimento. Adequado: Investiga corretamente. Inadequado: Não realiza a investigação. 0 0,5 4. Questionou sobre menarca e características do ciclo menstrual (se regular). Adequado: Questiona. Inadequado: Não questiona. 0 0,5 5. Investigou antecedentes sexuais (DST prévias, número de parceiros, uso de preservativo). Adequado: Questiona. Inadequado: Não questiona. 0 0,5 6. Questionou de uso de ACO. Adequado: Questiona. Inadequado: Não questiona. 0 0,5 7. Questionou sobre antecedentes obstétricos. Adequado: Questiona. Inadequado: Não questiona. 0 0,5 GONORREIA CHECKLIST 6 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INAD. PARC. ADQ. EXAME FISÍCO 8. Solicitou o exame fisico geral. Adequado: Solicitou. Inadequado: Não solicitou. 0 0,5 9. Solicitou exame especular. Adequado: Solicitou. Inadequado: Não solicitou. 0 0,5 10. Verbalizou lavagem das mãos e uso de luvas de procedimento. Adequado: Verbalizou. Inadequado: Não verbalizou. 0 0,5 11. Solicitou auxiliar de enfermagem em sala de consultório e fonte de luz. Adequado: Solicitou. Inadequado: Não solicitou. 0 0,5 12. Verbalizou inspeção estática e dinâmica da vulva. Adequado: Verbalizou. Inadequado: Não verbalizou. 0 0,5 13. Verbalizou palpação vulvar. Adequado: Verbalizou. Inadequado: Não verbalizou. 0 0,5 EXAMES COMPLEMENTARES 14. Verbalizou exame especular. Adequado: Verbalizou. Inadequado: Não verbalizou. 0 0,5 15. Verbalizou toque vaginal bimanual. Adequado: Verbalizou. Inadequado: Não verbalizou. 0 0,5 16. Verbalizou cultura endocervical em meio Thayer Martin ou coloração de Gram. Adequado: Verbalizou. Inadequado: Não verbalizou. 0 0,5 GONORREIA CHECKLIST 7 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INAD. PARC. ADQ. DIAGNÓSTICO 17. Hipótese diagnóstica Adequado: gonorréia dada as características do corrimento Inadequado: Não realiza o diagnóstico. 0 0,75 CONDUTA 18. Tratamento medicamentoso Adequado: indicou ceftriaxona ou azitromicina ou ofloxacino ou ciprofloxacino. Inadequado: Não indica o tratamento medicamentoso. 0 0,75 19. Orientou sobre a patologia e sobre se tratar de DST. Adequado: Orientou adequadamente. Inadequado: Não realizou a orientação correta. 0 0,5 20. Questionou dúvidas Adequado: questiona Inadequado: não questiona 0 0,25 21. Realiza adequadamente a sequência das tarefas, conforme solicitado nas orientações ao (à) participante. Adequado: realiza. Inadequado: não realiza. 0 0,25 GONORREIA CHECKLIST 8 RESUMO AGENTE: Neisseria gonorrhoeae EDOCERVICITE – Gonococo não vai para fúrcula vaginal, a lesão inicial vai pra endocervice, se a mulher não tiver útero o gonococo vai pra uretra. Período de Incubação – 10 dias QUADRO CLINICO: Corrimento abundante, amarelo esverdeado, disúria, sangramento, intermenstrual, metrorragia e dor ao toque. O sangramento não tem um desencadeante especifico, e isso é importante porque esse sangramento é o único diferencial clínico entre gonorreia e a tricomoníase. Na tricomoníase não temos o sangramento Esse sangramento ocorre porque uma lesão na endocérvice que sangra. DIAGNOSTICO: Clínica Coloração de gram (diplococo Gram negativo na secreção vaginal), Coletar secreção endocervical com uma sonda. Cultura de Thayer Martin de secreção endocervical. Alem da gonorreia clássica o gonococo pode causar 2 tipos de infecções bem comuns nas mulheres: Bartolinite: obstrução seguida da infecção da glândula de Bartholin, além de antibiótico, temos que drenar e eliminar o material que esta retido na glândula obstruída. DIP: Infecção provocada pelo gonococo, agindo juntamente com a clamídia. TRATAMENTO Gonorreia clássica: • Ceftriaxona 125 mg intramuscular dose única OU • Ofloxacino 400mg vo dose única OU • Ciprofloxacina 500mg vo dose única OU • Levofloxacino 250mg vo dose única • Para paciente e para o parceiro sexual. GONORREIA RESUMO O QUE ACHOU DESSE RESUMO? RESPONDA AQUI! Queremos garantir que sua experiência com esse resumo tenha sido positivo e proveitoso. Se você puder, por favor, nos fornecer um feedback sobre o conteúdo, a organização ou qualquer outra sugestão que possa melhorar futuras edições, ficaríamos imensamente gratos. Sua opinião é fundamental para nós, pois nos ajuda a continuar aprimorando nossos materiais e oferecendo o melhor para você. Muito obrigado pela sua colaboração! https://forms.gle/opWUXPuYxLR1PwtQA CLINÍCA MÉDICA FEOCROMOCITOMA 1 FEOCROMOCITOMA CHECKLIST AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS INSTRUÇÕES PARA O(A) PARTICIPANTE CENÁRIO DE ATUAÇÃO: Unidade básica de saúde. DESCRIÇÃO DO CASO: Uma mulher de 24 anos volta para consulta de retorno. A UNIDADE POSSUI: • Laboratório de análises clínicas; ATENÇÃO O PACIENTE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADO DURANTE O ATENDIMENTO! NOS PRÓXIMOS 10 MINUTOS, VOCÊ DEVERÁ EXECUTAR AS TAREFAS A SEGUIR: 1) Realizar a anamnese do paciente. 2) Solicitar e interpretar o exame físico e sinais vitais. 3) Solicitar, se necessário, exame (s) laboratorial (ais) e/ou de imagem. 4) Estabelecer hipótese (s) diagnóstica (s). 5) Criar um plano terapêutico. ATENÇÃO VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA ACIMA. 2 IMPRESSO 1 RECEITA MÉDICA: USO INTERNO: 1) Atenolol 50 mg comprimido —---------- uso contínuo Tomar 1 comprimido, via oral, de 12/12 horas. ATENÇÃO FEOCROMOCITOMA CHECKLIST 3 IMPRESSO 2 SINAIS VITAIS: Frequência cardíaca: 80 batimentos por minuto. Pressão arterial: 120x80 mmHg. Frequência respiratória: 12 incursões respiratórias por minuto. Temperatura axilar: 36,5°C. Saturação: 96% de oxigênio em ar ambiente. Peso: 60 Kg Altura: 1,65 m IMC: 22 Kg/m2 EXAME FÍSICO: Paciente em bom estado geral, corada, afebril, acianótica, anictérica e hidratada; alerta, orientado no tempo e espaço. AR: Ausculta respiratória com murmúrio vesicular presente bilateralmente, sem ruídos adventícios. ACV: Ritmo cardíaco regular em dois tempos, com bulhas normofonéticas; sem sopro. Abdome: plano, flácido, normotenso, ruídos hidroaéreos normoativos; indolor à palpação, sem visceromegalias Sem edema de membros inferiores e com boa perfusão periférica Exame neurológico: NORMAL ATENÇÃO FEOCROMOCITOMA CHECKLIST 4 IMPRESSO 3 Exames trazidos pela paciente: EXAME AMOSTRA RESULTADO VALOR DE REFERÊNCIA Ácido 5-hidroxiindolacético (5-HIAA) Urina 5 mg/24h 2 a 7 mg/24h Normetanefrina Urina > 2,2 nmol/L 1,1 nmol/Lbpm) • Período noturno: 85 bpm (Valor de referência: 50-70 bpm) • Total de 24 horas: 88 bpm (Valor de referência: 60-80 bpm) Variabilidade da Pressão Arterial: Observa-se importante variabilidade nos níveis pressóricos, com elevações abruptas da pressão arterial sistólica acima de 200 mmHg durante crises hipertensivas relatadas pelo paciente, associadas a sintomas de cefaleia intensa, sudorese profusa e palpitações. (continuação do impresso 4 na próxima página) FEOCROMOCITOMA CHECKLIST 6 IMPRESSO 4 ATENÇÃO FEOCROMOCITOMA CHECKLIST 7 IMPRESSO 5 EXAMES TRAZIDOS PELA PACIENTE: Hemoglobina: 12,5 g/dL (valor de referência: 12,0 - 16,0 g/dL); Hematócrito: 38% (valor de referência: 36% - 46%); Leucócitos: 6500/mcl (valor de referência: 6 000 a 10 000/mcl), Plaquetas: 200.000/mcl (valor de referência: 150 a 400 x 10³/mcl) Creatinina: 0,8 mg/dL (Valor de referência 0,5 a 1,1 mg/dL) Ureia: 30 mg/dL (Valor de referência: 15 a 40 mg/dL) Sódio: 140 mEq/L (Normalidade: 135-145 mEq/L) Potássio: 4,0 mEq/L (Normalidade: 3,5-5,0 mEq/L) ATENÇÃO FEOCROMOCITOMA CHECKLIST 8 FALAS DO ATOR • Você está voltando para retorno após procurar atendimento por conta de pressão alta. • Mencionar que acha estranho ter pressão alta sendo jovem e magra. • Perguntar ao candidato: É normal alguém jovem e magro ter uma pressão tão alta? • Medicação de uso contínuo: Nega e falar que recebeu receita do médico na primeira consulta mas ficou com medo de tomar o remédio. Perguntar se pode começar a tomar. • Antecedentes familiares: Pai com colesterol alto e mãe com hipotireoidismo. • Se questionado sobre antecedente pessoal: Nega • Se questionado se bebe/fuma: Nega • Se questionado se usa drogas ilícitas: Nega • Se questionado sobre relação desprotegida: Sempre com proteção. • Se questionada sobre periodicidade: Relata que apresenta picos pressóricos. • Se questionada sobre cefaleia: Costumo ter durante as crises • Se questionada sobre taquicardia (palpitações): Responder que tem batedeira quando a pressão sobre. • Se questionada sobre sudorese: Responder que sua muito durante as crises. • Se questionada sobre a duração dos sintomas: Iniciaram há três meses e vem piorando. FEOCROMOCITOMA CHECKLIST 9 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INADEQUADO PARCIALMENTE ADEQ ADEQUADO ANAMNESE 1.1 Cumprimenta o paciente (1), se identifica de maneira cordial (2), identifica o paciente (3) e pergunta o motivo da vinda ao atendimento (4). Adequado: realiza as quatro ações. Parcialmente adequado: realiza duas ou três ações. Inadequado: realiza apenas uma ou nenhuma ação. 0,0 0,125 0,25 1.2. Estabelece contato visual (1), mantém postura de empatia ao longo do atendimento (2), evita “culpabilizar” o paciente pelo seu quadro atual (3) e usa linguagem acessível evitando termos técnicos de difícil compreensão (4). Adequado: realiza as quatro ações. Parcialmente adequado: realiza duas ou três ações. Inadequado: realiza apenas uma ou nenhuma ação. 0,0 0,125 0,25 FEOCROMOCITOMA CHECKLIST 10 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INADEQUADO PARCIALMENTE ADEQ ADEQUADO ANAMNESE 1.3 Questionar sobre antecedentes pessoais/comorbidades, antecedentes familiares e medicamentos de uso contínuo. Inadequado: nenhum dos itens Parcialmente adequado: 1-2 itens, sendo obrigatório questionar pelo menos sobre medicamentos em uso. Adequado: Todos os itens OBS: A atriz entrega a receita (impresso 1) SE o candidato questionar sobre medicamentos em uso. 0 0,25 0,5 1.4 Questiona sobre presença de cefaleia, sudorese e taquicardia. Adequado: Questiona os 3 itens Parcialmente adequado: 1-2 Inadequado: Nenhum item. 0 0,5 1,0 1.5 Questiona sobre periodicidade e duração da elevação pressórica e sintomas. Adequado: Questiona Inadequado: Não questiona. 0 - 0,5 EXAME FÍSICO 2.1 Solicita exame físico ao examinador Adequado: Solicita Inadequado: Não solicita 0 - 0,5 FEOCROMOCITOMA CHECKLIST 11 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INADEQUADO PARCIALMENTE ADEQ ADEQUADO EXAMES COMPLEMENTARES 3.1 Solicita exames trazidos pela paciente. Adequado: Solicita Inadequado: Não solicita 0 - 0,75 3.2 Identifica no MAPA elevação pressórica com padrão paroxístico. Adequado: Identifica ambos. Parcialmente: Identifica apenas um item. Inadequado: Não identifica nenhum dos itens. 0 - 0,75 3.3 Identifica elevação de metanefrinas urinárias e correlaciona com feocromocitoma. Adequado: Identifica e correlaciona. Parcialmente adequado: Apenas identifica. Inadequado: Nenhum dos dois. 0 0,375 0,75 HIPÓTESE DIAGNÓSTICA 4.1 Menciona o diagnóstico de hipertensão secundária. Adequado: Menciona Inadequado: Não menciona. 0 - 0,75 4.2 Faz hipótese diagnóstica de feocromocitoma. Adequado: Faz Inadequado: Não faz 0 - 1,0 FEOCROMOCITOMA CHECKLIST 12 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INADEQUADO PARCIALMENTE ADEQ ADEQUADO CONDUTA 5.1 Explica o diagnóstico à paciente, correlacionando o feocromocitoma como causa da hipertensão secundária. Adequado:Explica Inadequado:Não explica 0 - 0,5 5.2 Indica bloqueio alfa-adrenérgico com fenoxibenzamina ou doxazosina. Adequado: Indica Inadequado: Não indica 0 - 0,75 5.3 Solicita tomografia computadorizada ou ressonância magnética do abdome. Adequado: Solicita Inadequado:Não solicita 0 - 0,5 5.4 Contra-indica betabloqueador nessa fase e explica o motivo. Adequado: Faz ambos Parcialmente adequado:Apenas contra-indica. Inadequado: Não contraindica. 0 0,25 0,5 5.4 Encaminha para atenção terciária OU cuidado hospitalar OU endocrinologista/nefrologista/ cardiologista. Adequado: Encaminha Inadequado: Não encaminha 0 - 0,5 5.5 Realiza adequadamente a sequência das tarefas, conforme solicitado nas orientações ao participante. Adequado: realiza. Inadequado: não realiza. 0 - 0,25 FEOCROMOCITOMA CHECKLIST 13 RESUMO INTRODUÇÃO A maioria dos pacientes com HAS possuem a forma primária, essencial. Cerca de 10% de pacientes hipertensos terão a HAS gerada ou agravada por uma causa secundária, que quando descoberta, é potencialmente tratável. Alguns indícios podem levar a suspeita dessa condição, que pode ser dada por causas não endócrinas, causas endócrinas e até mesmo o uso de substâncias exógenas. Obviamente, fatores de confusão como a técnica incorreta de aferição, a presença do efeito do avental branco, a não adesão medicamentosa e a inadequação do tratamento de HAS precisam ser checados antes do diagnóstico de HAS secundária ser efetivado. Quanto maior o risco cardiovascular e o nível da hipertensão, maior será o impacto em órgãos alvo. INDÍCIOS DE HAS SECUNDÁRIA Alguns comemorativos são indícios de HAS secundária: • HAS estágio 3 antes dos 30 e após os 50 anos de idade. • HAS resistente (≥ 3 medicações incluindo um diurético tiazídico) ou refratária (≥ 5 medicações incluindo o antagonista da aldosterona). • Uso de fármacos ou substâncias. • Tríade do Feocromocitoma: palpitação + sudorese + cefaléia. • Indícios de SAHOS. • Fáscies típica ou biotipo de doenças que cursam com HAS. • Sopros arteriais ou massa abdominal. • Assimetria ou ausência de pulso em MMII. • Hipocalemia espontânea importante ou diurético induzida. • Urina 1 anormal (microalbuminúria ou dismorfismo eritrocitário), alteração da imagem renal, diminuição da TFG, alteração da creatinina. Alguns sinais e/ou sintomas aliados à hipertensão sugerem causas prováveis de HAS secundária. O hiperaldosteronismo primário ocorre em decorrência do aumento dos níveis de aldosterona, com consequente supressão da atividade da renina. A hiperplasia adrenal cortical bilateral é a principal causa, seguido por adenoma produtor de aldosterona, câncer adrenal cortical e hiperplasia adrenal cortical unilateral. A presença de sopro abdominal, assimetria renal, piora na função renal com IECA, edema agudo de pulmão sem causa aparente sugere doença renovascular. Hipertensão resistente, hipertensão paroxística com cefaleia, sudorese e palpitações sugerefeocromocitoma. Pulsos femorais reduzidos, radiografia com alterações de porção inferior das costelas sugere coarctação de aorta. FEOCROMOCITOMA RESUMO 14 Litíase urinária, osteoporose, depressão, letargia, fraqueza muscular sugere hiperparatireoidismo. Cefaleias, fadiga, problemas visuais, aumento de mãos, pés e língua sugere acromegalia. Fadiga, ganho de peso, perda de cabelo, hipertensão diastólica, fraqueza muscular sugere hipotireoidismo. Por outro lado, a intolerância ao calor, perda de peso, palpitações, hipertensão sistólica, exoftalmia, tremores e taquicardia sugere hipertireoidismo. Ganho de peso, fadiga, fraqueza, hirsutismo, amenorreia, face em “lua cheia”, “corcova” dorsal, estrias purpúricas, obesidade central, hipopotassemia sugere a síndrome de Cushing. Vamos falar agora do que a paciente da estação apresenta! FEOCROMOCITOMA: DEFINIÇÃO: O feocromocitoma é um tumor raro que se origina nas células cromafins das glândulas adrenais, responsáveis pela produção de catecolaminas (adrenalina, noradrenalina). Ele corresponde a uma das causas de hipertensão secundária, frequentemente grave e de difícil controle, sendo importante o diagnóstico precoce para prevenir complicações cardiovasculares severas. • O feocromocitoma é um tumor neuroendócrino produtor de catecolaminas, que afeta principalmente a medula adrenal. Apesar de benigno na maioria dos casos, pode ser maligno em até 10% dos pacientes. A maioria dos casos ocorre esporadicamente, mas pode estar associado a síndromes genéticas, como a Neoplasia Endócrina Múltipla tipo 2 (MEN2), neurofibromatose tipo 1 e doença de von Hippel-Lindau. QUADRO CLÍNICO: O quadro clínico clássico do feocromocitoma é caracterizado pela tríade de: 1) Cefaleia intensa (de início súbito, pulsátil) 2) Sudorese profusa 3) Palpitações ou taquicardia Esses sintomas são frequentemente acompanhados de crises hipertensivas paroxísticas, com elevações abruptas da pressão arterial, que podem ser desencadeadas por esforço físico, estresse, cirurgia, consumo de alimentos ricos em tiramina (queijo, vinho) ou uso de medicamentos, como betabloqueadores e anestésicos. Outros sinais e sintomas podem incluir: • Ansiedade, tremores • Perda de peso • Dor abdominal ou torácica • Hiperglicemia e intolerância à glicose FEOCROMOCITOMA RESUMO 15 DIAGNÓSTICO: O diagnóstico de feocromocitoma baseia-se em três pilares principais: 1) Dosagem bioquímica de catecolaminas e metanefrinas: ◦ Metanefrinas plasmáticas ou urinárias (24 horas) são os exames de escolha para confirmação bioquímica. Valores elevados indicam produção excessiva de catecolaminas. 2) Exames de imagem: ◦ Após confirmação bioquímica, deve-se localizar o tumor por tomografia computadorizada (TC) ou ressonância magnética (RM) do abdome. Em casos de difícil localização, a Cintilografia com MIBG (meta-iodobenzilguanidina) ou PET scan pode ser utilizada. 3) Testes genéticos: ◦ Indicado especialmente em pacientes jovens (o sistema único de saúde ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMILIA (ESF) RESUMO O QUE ACHOU DESSE RESUMO? RESPONDA AQUI! Queremos garantir que sua experiência com esse resumo tenha sido positivo e proveitoso. Se você puder, por favor, nos fornecer um feedback sobre o conteúdo, a organização ou qualquer outra sugestão que possa melhorar futuras edições, ficaríamos imensamente gratos. Sua opinião é fundamental para nós, pois nos ajuda a continuar aprimorando nossos materiais e oferecendo o melhor para você. Muito obrigado pela sua colaboração! https://forms.gle/opWUXPuYxLR1PwtQA PEDIATRIA ENURESE 1 ENURESE CHECKLIST AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS INSTRUÇÕES PARA O(A) PARTICIPANTE CENÁRIO DE ATUAÇÃO: Atendimento de puericultura em unidade básica de saúde. DESCRIÇÃO DO CASO: Você está em atendimento de puericultura em UBS e atende Felipe, 8 anos de idade, com queixa de perda de urina a noite. A UNIDADE POSSUI: • Consultórios para atendimento; • Sala de medicação e vacinas; • Farmácia; • Setor de agendamento de exames. ATENÇÃO O PACIENTE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADO DURANTE O ATENDIMENTO! NOS PRÓXIMOS 10 MINUTOS, VOCÊ DEVERÁ EXECUTAR AS TAREFAS A SEGUIR: 1) Realize anamnese direcionada ao caso 2) Solicite e interprete o exame físico 3) Informe hipótese diagnóstica 4) Oriente condutas ATENÇÃO VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA ACIMA. 2 IMPRESSO 1 - EXAME FÍSICO Paciente em bom estado geral, afebril, anictérico, acianótico, eupneico, corado, hidratado Peso adequado para idade / estatura adequada para idade / eutrófico / normotenso FR 29 ipm / FC 103 bpm / Temp 35,6°C Sem linfonodos palpáveis Murmúrios vesiculares presentes bilateralmente, sem ruídos adventícios, sem sinais de desconforto Bulhas rítmicas e normofonéticas em 2 tempos, sem sopros, pulsos cheios e simétricos, TEC 2 segundos. Ruídos hidroaéreos presentes, abdome flácido, sem massas ou VMG Paciente vigil, colaborativo, GCS 15, pupilas isocóricas e fotorreagentes Genitália típica masculina sem alterações, testiculo tópicos Sem lesões perianais ENURESE CHECKLIST 3 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INADEQUADO PARCIALMENTE ADEQ ADEQUADO ANAMNESE 1.1 Apresenta-se e cumprimenta mãe e paciente, pergunta nome e idade de ambos 0 0,5 1.2 Investiga queixa principal início dos sintomas frequência das perdas urinárias despertar noturno associado a perdas urinárias idade de controle esfincteriano Infecção urinária e outros sintomas urinários Constipação Alterações do sono Mudanças recentes da rotina Adequado: investiga 7 a 8 Parcialmente adequado: investiga 5 ou 6 Inadequado: investiga 4 ou menos 0 1,0 2,0 1.3 Investiga passado médico intercorrências no parto Comorbidades Uso de medicações Alergias Internações Adequado: pergunta os 4 Parcialmente adequado: pergunta 3 Inadequado: pergunta 2 ou menos 0 1,0 2,0 ENURESE CHECKLIST 4 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INADEQUADO PARCIALMENTE ADEQ ADEQUADO EXAME FÍSICO 2.1 Solicita exame físico e interpreta os achados Adequado: solicita e interpreta Parcialmente: solicita e não interpreta Inadequado: não solicita e não interpreta 0 0,25 0,5 DIAGNÓSTICO 3.1 Informa hipótese diagnóstica: enurese monossintomática secundária Adequado: informa hipótese e classificação de forma adequada Parcialmente adequado: informa hipótese, mas não classifica Inadequado: não informa 0 1,0 2,0 CONDUTA 4.1 Orienta coleta de urina tipo 1 e Uro cultua Adequado: solicita exame Inadequado: não solicita exame 0 0,5 4.2 Orienta mudanças comportamentais Redução da ingesta hídrica antes do sono Urinar antes de dormir Adequado: indica de forma adequada Inadequado: não indica de forma adequada 0 1,0 ENURESE CHECKLIST 5 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INADEQUADO PARCIALMENTE ADEQ ADEQUADO CONDUTA 4.3 Explica para os pais etiologia da enurese e avaliar necessidade de psicoterapia Adequado: indica de forma adequada Inadequado: não indica de forma adequada 0 1,0 4.4 Realiza as tarefas na ordem solicitada 0 0,5 ENURESE CHECKLIST 6 FALAS DO ATOR • Felipe, 8 anos • Inicio há 2 meses de quadro de perda de urina durante o sono • Apresentou controle esfincteriano noturno aos 5 anos, mantendo-se desde então sem perdas urinárias noturnas • Episódios acontecem em todas as noites, criança nao percebe que urinou e só acorda depois com a roupa molhada • Nega infecção urinária, perda urinária diurna, urgência miccional ou constipação • Nega mudanças no sono • Episódios começaram depois que avó da criança faleceu e irmão mais novo nasceu • Nega comorbidades, alergias ou uso de medicamentos ENURESE CHECKLIST 7 RESUMO Incontinência noturna involuntária e durante o sono em crianças em que o controle esfincteriano noturno já seria esperado (>5-6 anos) • Difere de noctúria = acordar a noite para urinar • Mais comum em meninos, TDAH e parentes de 1º grau com história • Início desfralde por volta de 2a3m CONTROLE ESFINCTERIANO • 18 meses: maturidade anatômica, funcional e biológica • 27 meses: maturidade emocional e cognitiva > INÍCIO DO TREINAMENTO SOCIAL • Controle diurno: após semanas a meses • Controle noturno: meses a anos após diurno > 5-6 anos CLASSIFICAÇÃO • Primária: nunca adquiriu controle noturno ou não manteve por > 6 meses • Secundária: perda de controle noturno após 6 meses • Monossintomática: sem sintomas associados • Não monossintomática: sintomas urinários diurnos, sintomas intestinais, sintomas relacionados ao sono ENURESE NOTURNA PRIMÁRIA MONOSSINTOMÁTICA + SEM IMPACTO FAMILIAR Avaliação clínica • Sintomas de fase de armazenamento: aumento da frequência (>/=8 ) ou diminuída ( paliativos • Higiene do sono: evitar criança com muita fadiga e sono pesado • Exames: U1 + URC por jato médio > afastar doença renal e ITU ENURESE RESUMO 8 ENURESE NOTURNA PRIMÁRIA MONOSSINTOMÁTICA + IMPACTO FAMILIAR • Incômodo pela enurese x alteração da dinâmica familiar Pré requisitos para intervenção ativa • Motivação da família e da criança, ter certeza que é monossintomática objetivamente • Diário de eliminações / ingesta hídrica: horários, líquidos (volume e tipo), volume urinário, sintomas associados, evacuações Alarme urinário • Dispositivo com sensor na roupa íntima conectado a um alarme > sensor capta primeiras gotas de urina e aciona o alarme > criança acorda e vai ao banheiro, troca roupa de cama e pijama e aciona o alarme outra vez = Condicionamento > criança acorda e faz supressão voluntária das contrações • Melhora do reconhecimento da repleção vesical pelo SNC, melhora da capacidade vesical funcional noturna e da atividade do assoalho pélvico ● Reavaliar em 2 semanas ◦ Boa resposta: redução do volume de perda, acorda com alarme, menos alarme por noite, menos noites com enurese > manter por 2-3 meses e manter depois até 14 noites secas consecutivas ◦ Falha: ajustar técnica, associar descompressões, aguardar 6-12 meses para reiniciar (criança mais madura) • Não é bom método se a demanda for resposta a curto prazo • Recidiva em até 46% > fazer 2º ciclo (resposta mais rápida) Desmopressina • Usar 1h antes de dormir > reduz volume urinário • Reavaliar em 2 semanas ◦ Boa resposta:manter por 3 meses ◦ Resposta ruim: 0,2 mg > 0,4 mg > reavaliar em 2 semanas • 30% remissão total e 40% de melhora importante • Recidiva em 70%: uso a longo prazo não traz malefícios > reintroduzir e ir retirando a cada 2 meses • Boa resposta: pode fazer uso sob demanda • Riscos: hiponatremia dilucional • Indicações: poliúria noturna com capacidade vesical estimada normal, paciente sem boa resposta ao alarme, melhora a curto prazo, uso sob demandada (uso prévio por pelo menos 6 sem), pais reagindo com raiva ENURESE RESUMO 9 Antidepressivo tricíclico • Imipramina: reduz período de sono REM, aumento de ADH, relaxamento do detrusor ◦ Melhora total 20%, recidiva 90% ◦ Possível indicação naqueles com TDAH que falham na 1a linha ◦ Se boa resposta suspender com 3 meses ENURESE NÃO MONOSSINTOMÁTICA Sintomas urinários • Distúrbios miccionais que mantém padrão anormal durante o sono • Sintomas de fase de armazenamento: hiperatividade detrusora > Bexiga hiperativa • Manobras de contenção: sintomas de urgência / incontinência ou alterações comportamentais (saltitar, cruzar as pernas, compressão do períneo) > redução da frequência urinária > Postergação da micção > perda da sensação de repleção vesical • Sintoma de esvaziamento: dissinergismo detrusor-esfíncter > Micção disfuncional > Bexiga hipocontrátil (jato intermitente, aumento de resíduo) • Obstrução: fimose + balonamento do prepúcio com necessidade de compressão para esvaziamento, VUP, sinéquia de lábios • Perda pós-miccional: malformação > ureter ectópico, fístula • Uma disfunção pode evoluir para outra ou pode ter 2 ao mesmo tempo • Causa orgânicas: distúrbios neurogênico (malformação, trauma, anóxia, infecção, inflamação) > bexiga neurogênica (disfunção vesical ou esfincteriano), malformações • Funcional: alteração comportamental, atraso na maturação cortical • Tratar primeiro os distúrbios e depois focar na enurese Constipação • Efeito mecânico: compressão da parede posterior da bexiga > redução da capacidade vesical + hiperatividade detrusora • Síndrome das eliminações: retenção fecal + urinária ◦ Postergação miccional, micção disfuncional, bexiga hipoxantina • Tratar constipação > intervenção se enurese mantida Manejo combinado • Abordar medos e resistências • Avaliar dinâmica familiar • Ingestão adequada de líquidos • Condicionamento: micção em horários regulares programados • Postura durante micção: adaptar assento, apoiar os pés, retirar a roupa, não ter pressa • Mínimo 4 diureses no dia ENURESE RESUMO 10 Tratamento especializado • Biofeedback de assoalho pélvico com fluxometria: eletrodos em superfície + método audiovisual > criança aprende a contrair e relaxar assoalho pélvico no momento adequado • Neuroestimulação: aplica-se corrente elétrica através de eletrodos de superfície na região parassacral (S2-S3) > modulação das vias neuronais aferentes e eferentes > efetivo pela neuroplasticidade ◦ Primeira escolha na hiperatividade de detrusor e de disfunção vesical e intestinal • Anticolinérgico (oxibutinina ou tolterodina): uso na baixa capacidade vesical ou hiperatividade detrusora ◦ Pode causar retenção urinária ou constipação ENURESE NOTURNA SECUNDÁRIA • Orgânico x emocional (evento estressor marcante) • Outros sintomas: poliúria (glicosúria, deficiência ou resistência a ADH), hipotenúria, tubulopatias, DRC), atraso DNPM, constipação, sintomas CV, abalos, hipotonia, parada comportamental, prurido anal • Abordagem ◦ Outros sintomas: investigar conforme suspeita ◦ Evento estressor marcante: medidas paliativas + considerar psicoterapia ENURESE RESUMO O QUE ACHOU DESSE RESUMO? RESPONDA AQUI! Queremos garantir que sua experiência com esse resumo tenha sido positivo e proveitoso. Se você puder, por favor, nos fornecer um feedback sobre o conteúdo, a organização ou qualquer outra sugestão que possa melhorar futuras edições, ficaríamos imensamente gratos. Sua opinião é fundamental para nós, pois nos ajuda a continuar aprimorando nossos materiais e oferecendo o melhor para você. Muito obrigado pela sua colaboração! https://forms.gle/opWUXPuYxLR1PwtQA GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA ECLÂMPSIA 1 ECLÂMPSIA CHECKLIST AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS INSTRUÇÕES PARA O(A) PARTICIPANTE CENÁRIO DE ATUAÇÃO: Unidade de Atenção Primária DESCRIÇÃO DO CASO: Você está trabalhando em uma Unidade Básica de Saúde, atendendo uma gestante com 27 semanas de gestação, primigesta, com queixa de cefaleia e epigastralgia. A UNIDADE POSSUI: • Laboratório de análises clínicas; • Sala de medicação. ATENÇÃO O PACIENTE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADO DURANTE O ATENDIMENTO! NOS PRÓXIMOS 10 MINUTOS, VOCÊ DEVERÁ EXECUTAR AS TAREFAS A SEGUIR: 1) Realizar o atendimento; 2) Verbalizar a hipótese diagnóstica; 3) Adotar a conduta médica imediata e, em seguida, verbalizar a continuidade da conduta passo a passo; 4) Verbalizar o tratamento medicamentoso indicado para o caso. ATENÇÃO VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA ACIMA. 2 IMPRESSO 1 EXAME FÍSICO: Paciente REG, corada, edema 3+/4 em MMII, afebril. EXAME OBSTÉTRICO: AU: 26cm BCF: 144 bpm DU: AUSENTE ESPECULAR: ausência de sangramento ou secreções TOQUE: colo amolecido e impérvio ATENÇÃO ECLÂMPSIA CHECKLIST 3 IMPRESSO 2 SINAIS VITAIS: PA: 190 x 120mmHg FC: 98 bpm FR: 15 ipm ATENÇÃO ECLÂMPSIA CHECKLIST 4 IMPRESSO 3 EXAMES COMPLEMENTARES: Plaquetas 170.000 Bilirrubinas totais 0,9 TGO 35 TGP 38 Creatinina 0,8 mg/dl Proteinúria 900 mg/24 horas NO MOMENTO QUE OS RESULTADOS FICAM PRONTOS, PACIENTE CONVULSIONA. ATENÇÃO ECLÂMPSIA CHECKLIST 5 FALAS DO ATOR • Você está trabalhando em uma Unidade Básica de Saúde, atendendo uma gestante com 27 semanas de gestação, primigesta, com queixa de cefaleia e epigastralgia. • Se questionada a atriz sobre motivo de consulta de forma "genérica" mencionar ativamente, "seja mais específico(a)." • Se questionado: "Estou com dor de cabeça e dor na boca do estômago.Também vejo pontinhos brilhantes, às vezes sinto dor no lado direito da barriga e me sinto sonolenta." • Se questionado sobre a caderneta de gestante, a atriz deve responder: "Esqueci minha caderneta em casa”. • Se não orientou o prognóstico, pode perguntar “esse quadro é grave?” ECLÂMPSIA CHECKLIST 6 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INAD. PARC. ADQ. ANAMNESE 1. Apresentação: (1) identifica-se e (2) cumprimenta a paciente simulada. Adequado: realiza os dois procedimentos. Parcialmente adequado: realiza apenas um dos procedimentos. Inadequado: não realiza nenhum dos procedimentos. 0 0,25 0,5 2. Pergunta sobre sintomas associados a pré - eclâmpsia. Adequado: cefaleia (1), escotomas(2), diminuição do nível de consciência (3), dor em hipocôndrio direito(4), epigastralgia(5). Parcialmente adequado: pergunta de 3 a 4 sintomas. Inadequado: pergunta apenas dois ou menos sintomas. 0 0,5 1,0 3. Solicita caderneta da gestante. Adequado: solicita os dois. Inadequado: não solicita nenhum. 0 0,5 EXAME FÍSICO 4. Solicita exame físico geral e sinais vitais. Adequado: solicita os dois. Parcialmente inadequado: solicita um ou outro. Inadequado: não solicita nenhum. 0 0,5 1,0 5. Solicita exame físico obstétrico. Adequado: solicita Inadequado: não solicita 0 0,5 EXAMES COMPLEMENTARES 6. Solicita exames da rotina hipertensiva. Adequado: HEMOGRAMA (1), TGO(2), TGP(3), DHL(4), BILIRRUBINAS TOTAIS E FRAÇÕES (DIRETA E INDIRETA)(5), UREIA(6) E CREATININA(7), ÁCIDO ÚRICO(8), PROTEINÚRIA(9). Inadequado: Se faltar qualquer exame, considerar como inadequado 0 1,0 ECLÂMPSIA CHECKLIST 7 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INAD. PARC. ADQ. CONDUTA 7. Prescreve hidralazina. Adequado: prescreve hidralazina Inadequado: não prescreve. 0 0,5 8. Prescreve sulfato de magnésio 4 gramas IV (ZUSPAN) ou 4 gramas IV + 5 gramas IM em cada nádega (PRITCHARD) ou 6 gramas IV (SIBAI). Adequado: prescreve algum dos esquemas acima. Inadequado: outro esquema. 0 1,0 9. Solicita infusão desulfato de magnésio de forma lenta (10 a 20 minutos). Adequado: solicita infusão de forma lenta. Inadequado: não solicita 0 0,5 10. Pede para deixar gluconato de cálcio 10% ao lado da paciente. Adequado: solicita Inadequado: não solicita 0 0,5 11. Solicita sondagem vesical de demora. Adequado: solicita Inadequado: não solicita 0 0,5 12. Verbaliza diagnóstico eclâmpsia. Adequado: verbaliza diagnóstico acima. Inadequado: verbaliza outro diagnóstico 0 1,0 13. Orienta paciente sobre prognóstico materno-fetal. Adequado: prognóstico ruim, quadro grave, não tem como aguardar e precisa interromper a gestação mesmo se prematuridade. Inadequado: outros. 0 0,5 14. Transfere paciente para hospital de referência após estabilização do quadro. Adequado: solicita transferência Inadequado: não solicita transferência 0 0,5 15. Realiza adequadamente a sequência das tarefas, conforme solicitado nas orientações ao (à) participante. Adequado: realiza. Inadequado: não realiza. 0 0,5 ECLÂMPSIA CHECKLIST 8 RESUMO PRÉ-ECLÂMPSIA (APÓS 20 SEMANAS DE GESTAÇÃO) CLASSIFICAÇÃO TRATAMENTO Leve: • PA ≥ 140x90 mas 600 ◦ AST (TGO) ≥ 70 ◦ Plaquetasplanos zero e +2 de DeLee) • Baixo (apresentação do plano +3 de DeLee de para baixo). AS PRINCIPAIS COMPLICAÇÕES MATERNAS DO FÓRCIPE SÃO: • Lesão de canal de parto • Rotura uterina • Lesão vesical • Lesão retal • Lesão óssea JÁ AS PRINCIPAIS COMPLICAÇÕES FETAIS INCLUEM: • Céfalo-hematoma • Hemorragia intracraniana • Fratura craniana • Paralisia facial • Compressão de cordão • Asfixia • Óbito TRABALHO DE PARTO (FÓRCIPE) RESUMO O QUE ACHOU DESSE RESUMO? RESPONDA AQUI! Queremos garantir que sua experiência com esse resumo tenha sido positivo e proveitoso. Se você puder, por favor, nos fornecer um feedback sobre o conteúdo, a organização ou qualquer outra sugestão que possa melhorar futuras edições, ficaríamos imensamente gratos. Sua opinião é fundamental para nós, pois nos ajuda a continuar aprimorando nossos materiais e oferecendo o melhor para você. Muito obrigado pela sua colaboração! https://forms.gle/opWUXPuYxLR1PwtQA GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA TOXOPLASMOSE GESTACIONAL 1 TOXOPLASMOSE GESTACIONAL CHECKLIST AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS INSTRUÇÕES PARA O(A) PARTICIPANTE CENÁRIO DE ATUAÇÃO: Unidade de Atenção primária. DESCRIÇÃO DO CASO: Você está trabalhando em uma Unidade Básica de Saúde, quando chega para consulta, agendada de pré-natal, uma paciente de 30 anos, primigesta, 12 semanas de gestação, comparece a terceira consulta de pré-natal muito temerosa, pois apresentou sorologia para toxoplasmose IgG e IgM positivos. A UNIDADE POSSUI: • Laboratório de análises clínicas; • Sala de medicação. ATENÇÃO O PACIENTE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADO DURANTE O ATENDIMENTO! NOS PRÓXIMOS 10 MINUTOS, VOCÊ DEVERÁ EXECUTAR AS TAREFAS A SEGUIR: 1) Realizar a consulta de pré-natal 2) Interpretar o resultado da sorologia 3) Tomar conduta ATENÇÃO VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA ACIMA. 2 IMPRESSO 1 - EXAME FÍSICO EXAME FÍSICO: BEG, corada, hidratada, eupneica, afebril. SINAIS VITAIS: • PA: 110 x 70mmHg, • FC: 80 bpm • FR: 15 ipm ATENÇÃO TOXOPLASMOSE GESTACIONAL CHECKLIST 3 IMPRESSO 2 Exame ginecológico e obstétrico sem alterações. ATENÇÃO TOXOPLASMOSE GESTACIONAL CHECKLIST 4 IMPRESSO 3 TESTE DE AVIDEZ PARA IgG TOXOPLASMOSE: BAIXA ATENÇÃO TOXOPLASMOSE GESTACIONAL CHECKLIST 5 FALAS DO ATOR: • Você está trabalhando em uma Unidade Básica de Saúde, quando chega para consulta, agendada de pré-natal, uma paciente de 30 anos, primigesta, 12 semanas de gestação, comparece a terceira consulta de pré-natal muito temerosa, pois apresentou sorologia para toxoplasmose IgG e IgM positivos. • Se questionada sobre motivo de consulta responder: "Vim começar o pré-natal e vi o resultado do único exame que ficou pronto (enfermagem pediu rotina pré natal) e fiquei preocupada porque deu positivo". • Se questionada sobre antecedentes patológicos pessoais (APP): Negar. • Se questionada sobre data da última menstruação (DUM), ciclos, fluxo e duração, responder: DUM: ? / ciclos regulares, pouco fluxo, duração de 3-5 dias . • Questionar sobre abortamento ou gestações prévias, responder:nenhuma gestação ou abortamento prévio nenhuma gestação ou abortamento prévio. • Se questionada sobre uso de preservativo e parceiros, mencionar: Não usa preservativo e 1 parceiro. TOXOPLASMOSE GESTACIONAL CHECKLIST 6 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INAD. PARC. ADQ. ANAMNESE 1. Apresentação: identificou-se e qualificou-se para a paciente. Adequado: Se apresenta. Inadequado: Não se apresenta. 0 0,5 2. Perguntou para a paciente: nome da paciente, estado civil, naturalidade, data da última menstruação (demais itens menos importantes). Adequado: Pergunta. Inadequado: Não pergunta. 0 0,5 3. Confirmou se está em uso de ácido fólico e solicitou caderneta de pré natal. Adequado: Confirma e solicita. Inadequado: Não confirma e/ ou não solicita. 0 0,5 4. Confirmou a idade gestacional corretamente. Adequado: Confirma. Inadequado: Não confirma. 0 - 0,5 EXAME FÍSICO 5. Solicitou exame físico geral Adequado: Solicita. Inadequado: Não solicita. 0 0,5 6. Solicitou exame físico obstétrico com altura uterina, ausculta batimentos cardíacos fetais e manobras do palpar obstétrico Adequado: Solicita. Inadequado: Não solicita. 0 0,5 EXAMES COMPLEMENTARES 7. Conferiu exames solicitados nas consultas anteriores: hemograma, glicemia de jejum, tipagem sanguínea (ABO e Rh), urina 1, urocultura, protoparasitológico de fezes, outras sorologias além de toxoplasmose (rubéola, sífilis, hepatite B e HIV) Adequado: Confere. Inadequado: Não confere. 0 1,0 8. Questionou sobre colpocitologia oncológica Adequado: Questiona. Inadequado: Não questiona. 0 1,0 TOXOPLASMOSE GESTACIONAL CHECKLIST 7 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INAD. PARC. ADQ. DIAGNÓSTICO 9. Orientou sobre vacinação. Adequado: Orienta adequadamente. Inadequado: Não orienta. 0 0,5 10. Verbalizou a hipótese diagnóstica de toxoplasmose gestacional Adequado: Verbalizou Inadequado: Não verbalizou 11. Solicitou teste de avidez para toxoplasmose. Adequado: Solicita. Inadequado: Não solicita. 0 1,0 CONDUTA 12. Orientou suspender espiramicina após 16 semanas e iniciar tratamento com esquema tríplice para toxoplasmose (sulfadiazina, pirimetamina e ácido folínico) Adequado: Orienta adequadamente. Inadequado: Não orienta. 0 0,5 13. Informou da necessidade de amniocentese com 18 semanas de gestação para detecção de PCR no líquido amniótico Adequado: Informa adequadamente. Inadequado: Não informa. 0 0,5 14. Perguntou se ficou alguma dúvida e esclareceu. Adequado: Pergunta adequadamente. Inadequadamente: Não pergunta. 0 0,5 15. Encaminhou para o pré-natal de alto risco Adequado: Encaminha. Inadequadamente: Não encaminhou. 0 0,5 16. Notificou o caso. Adequado: Notifica adequadamente. Inadequadamente: Não notifica. 0 0,5 TOXOPLASMOSE GESTACIONAL CHECKLIST 8 RESUMO Fluxograma 1: Algoritmo para interpretação das sorologias IgM e IgG para toxoplasmose no pré- natal (elaborado pelos autores com base na Nota Técnica 14/2020 do Ministério da Saúde) TOXOPLASMOSE GESTACIONAL RESUMO 9 TOXOPLASMOSE GESTACIONAL RESUMO 10 TOXOPLASMOSE GESTACIONAL RESUMO O QUE ACHOU DESSE RESUMO? RESPONDA AQUI! Queremos garantir que sua experiência com esse resumo tenha sido positivo e proveitoso. Se você puder, por favor, nos fornecer um feedback sobre o conteúdo, a organização ou qualquer outra sugestão que possa melhorar futuras edições, ficaríamos imensamente gratos. Sua opinião é fundamental para nós, pois nos ajuda a continuar aprimorando nossos materiais e oferecendo o melhor para você. Muito obrigado pela sua colaboração! https://forms.gle/opWUXPuYxLR1PwtQA CLINÍCA MÉDICA TEP 1 TEP CHECKLIST AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS INSTRUÇÕES PARA O(A) PARTICIPANTE CENÁRIO DE ATUAÇÃO: Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24h. DESCRIÇÃO DO CASO: Idosa, 82 anos, vem trazida pela filha com queixa de dispneia. A UNIDADE POSSUI: • Laboratório de análises clínicas e RX; • Sala de emergência; • Leitos para observação. ATENÇÃO O PACIENTE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADO DURANTE O ATENDIMENTO! NOS PRÓXIMOS 10 MINUTOS, VOCÊ DEVERÁ EXECUTAR AS TAREFAS A SEGUIR: 1) Realizar a anamnese do paciente. 2) Solicitar e interpretar o exame físico e sinais vitais. 3) Solicitar, se necessário, exame(s) laboratorial(ais) e/ou de imagem. 4) Estabelecer hipótese (s) diagnóstica (s). 5) Criar um plano terapêutico. ATENÇÃO VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA ACIMA. 2 IMPRESSO 1 SINAIS VITAIS: Frequência cardíaca: 126 batimentos por minuto. Pressão arterial: 114x72 mmHg. Frequência respiratória: 28 incursões respiratórias por minuto. Temperatura axilar: 36,5°C. Saturação: 90% em ar ambiente. Glicemia capilar: 85 mg/dL. Peso: 55 Kg, Altura: 1,57 m, IMC: 22,3 Kg/m² EXAME FÍSICO: Paciente em regular estado geral, eutrófica, hipocorada +/4+, afebril, acianótica, anictérica e hidratada; vigil, consciente epara tratamento. Adequado: explica e convoca. Parcialmente adequado: só explica ou convoca. Inadequado: não explica e nem convoca. 0 0 0,5 19. Questionou dúvidas. Adequado: questiona. Inadequado: não questiona. 0 0,25 20. Realiza adequadamente a sequência das tarefas, conforme solicitado nas orientações ao (à) participante. Adequado: realiza. Inadequado: não realiza. 0 0,25 DIPA CHECKLIST 9 RESUMO Infecção progressiva e ascendente dos órgãos genitais internos provocado pelos microrganismos que vem do trato genital inferior ou região anal. Quanto mais tempo demorar para fazer o diagnóstico e começar o tratamento, maior número de estruturas pélvicas comprometidas e pior prognóstico. Como o processo é progressivo, primeiro o útero é infectado, depois as trompas e por último o ovário. A complicação imediata mais temida da DIPA é o abscesso tubo ovariano: coleção de pus na pelve, que pode romper, disseminar por toda a cavidade e causar uma sepse. A complicação tardia mais temida é a INFERTILIDADE. Junto com a endometriose, a DIPA é a causa de infertilidade primária (casal que nunca conseguiu engravidar) mais comum no Brasil. Consideramos as duas juntas porque o mecanismo de infertilidade é o mesmo, elas vão criar aderências na pelve que podem obstruir as trompas, diminuir a motilidade, que vão ter dificuldade de captar o óvulo e transportá-lo até a região ampolar da trompa, onde deve ocorrer a fecundação. Até 2003 todos esses agentes eram considerados causadores da dipa: • Mycoplasma hominis • Gardnerella vaginalis • Escherichia coli • Bacterioides sp • Peptococcus sp • Peptostreptococcus sp • Proteus sp Hoje, são agentes oportunistas que vão agravar a infecção causada pela chlamydia trachomatis e a Neisseria gonorrhoeae. QUADRO CLÍNICO • Único sintoma que encontro em todas as pacientes é a dor pélvica progressiva, inicialmente é só na mobilização do colo (útero comprometido), depois começa a ter dor nos anexos, se não realizarmos o diagnóstico e o tratamento, ele progride e tem irritação peritoneal (abdome agudo inflamatório) • Tríade dolorosa: Dor à mobilização cervical, Dor anexial e Peritonite DIPA RESUMO 10 DIAGNÓSTICO • É feito através da presença de qualquer critério elaborado sozinho ou através de 3 critérios maiores + 1 critério menor • Critérios elaborados ◦ Endometrite diagnosticada histológicamente ◦ Qualquer exame de imagem sugestivo de abcesso tubo ovariano ◦ Laparoscopia (melhor método pra fechar diagnóstico de DIPA, nos permite visualizar os órgãos genitais internos, trompas hiperemiadas, abcesso, pus pra todo lado) • Critérios maiores ◦ Dor à mobilização do colo ◦ Dor à palpação anexial ◦ Irritação peritoneal • Critérios menores ◦ Febre ◦ Corrimento amarelo-esverdeado ◦ Leucocitose ◦ VHS aumentado ◦ PCR ◦ Cultura endocervical positiva para gonococo e clamídia ◦ Desvio à esquerda TRATAMENTO • Não preciso ter o diagnóstico fechado, com qualquer suspeita clínica já devemos iniciar o tratamento. • Fase 1 – tratamento ambulatorial • Salpingite aguda sem peritonite (só tem infecção nas trompas) ◦ Objetivo: erradicar sintomas e infecção ◦ Doxiciclina 100mg vo 12/12h 10-14d + ceftriaxona 500 mg intramuscular dose única + metronidazol 500 mg vo 12/12h 10d ◦ Tratar paciente e parceiro sexual FASE 2 – INTERNAR PACIENTE • Salpingite aguda com peritonite; já tenho ação dos agentes oportunistas, agravando o quadro infeccioso, daí devo usar antibióticos de amplo espectro ◦ Objetivo: preservar estrutura e função tubária ◦ Ceftriaxona 1g IV 12/12h 10-14 dias + metronidazol 400mg IV 8/8h 10 dias +Doxiciclina 100mg vo 12/12h 10-14d OU clindamicina 900mg IV + gentamicina 2mg/kg por 10 dias ◦ Reavaliar paciente em 48-72h após início do antibiótico, se ela melhorar (sem dor, hemograma não infeccioso), tentar otimizar antibiótico para uso domiciliar, se ela não melhorar temos que pensar que ela está evoluindo para fase 3 da DIPA DIPA RESUMO 11 FASE 3 • Salpingite aguda com evidência de oclusão ou abscesso tubo ovariano ◦ Objetivo: preservar função ovariana, fonte de folículo primordial, porque normalmente a trompa explode junto com o abscesso tubo ovariano ◦ Drenagem cirúrgica do abcesso de preferência com laparoscopia e antibiótico de amplo espectro (mesmo usado na fase 2) FASE 4 • Rotura do abscesso tubo ovariano ◦ Objetivo: preservar a vida ◦ Abordagem cirúrgica (lavar exaustivamente a cavidade pélvica), UTI e antibiótico (mesma da fase 2). DIPA RESUMO O QUE ACHOU DESSE RESUMO? RESPONDA AQUI! Queremos garantir que sua experiência com esse resumo tenha sido positivo e proveitoso. Se você puder, por favor, nos fornecer um feedback sobre o conteúdo, a organização ou qualquer outra sugestão que possa melhorar futuras edições, ficaríamos imensamente gratos. Sua opinião é fundamental para nós, pois nos ajuda a continuar aprimorando nossos materiais e oferecendo o melhor para você. Muito obrigado pela sua colaboração! https://forms.gle/opWUXPuYxLR1PwtQA CLINÍCA MÉDICA DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DE DEMÊNCIA 1 DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DE DEMÊNCIA CHECKLIST AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS INSTRUÇÕES PARA O(A) PARTICIPANTE CENÁRIO DE ATUAÇÃO: Unidade básica de saúde. DESCRIÇÃO DO CASO: Homem, 64 anos, vem para consulta de rotina na unidade. A UNIDADE POSSUI: Laboratório de análises clínicas; Sala de medicação e vacinação; Farmácia. ATENÇÃO O PACIENTE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADO DURANTE O ATENDIMENTO! NOS PRÓXIMOS 10 MINUTOS, VOCÊ DEVERÁ EXECUTAR AS TAREFAS A SEGUIR: 1) Realizar a anamnese do paciente. 2) Solicitar e interpretar o exame físico e sinais vitais. 3) Solicitar, se necessário, exame (s) laboratorial (ais) e/ou de imagem. 4) Estabelecer hipótese (s) diagnóstica (s). 5) Criar um plano terapêutico. ATENÇÃO VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA ACIMA. 2 IMPRESSO 1 SINAIS VITAIS: Frequência cardíaca: 83 batimentos por minuto. Pressão arterial: 124x72 mmHg. Frequência respiratória: 17 incursões respiratórias por minuto. Temperatura axilar: 36,5°C. Saturação: 99% em ar ambiente. Glicemia capilar: 105 mg/dL. Peso: 75 Kg, Altura: 1,77 m, IMC: 23,9 Kg/m² EXAME FÍSICO: Paciente em bom estado geral, eutrófico, corado, afebril, acianótico, anictérico e hidratado Ausculta respiratória com murmúrio vesicular presente bilateralmente, sem ruídos adventícios Ritmo cardíaco regular em dois tempos, com bulhas normofonéticas; sem sopro. Abdome plano, flácido, normotenso, ruídos hidroaéreos normoativos; indolor à palpação Sem edema de membros inferiores e com boa perfusão periférica Exame neurológico: pupilas isocóricas, fotorreagentes, reflexos preservados, Romberg negativo, desorientado no tempo (não sabe o mês e o ano) e parcialmente orientado no espaço (sabe a cidade, mas não o bairro) ATENÇÃO DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DE DEMÊNCIA CHECKLIST 3 IMPRESSO 2: ATENÇÃO DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DE DEMÊNCIA CHECKLIST 4 IMPRESSO 3: Hemoglobina: 13,2 g/dL (valor de referência: 13 a 16,5 g/dL); Leucócitos: 6700/mm³ (valor de referência: 6 000 a 10 000/mm³); Plaquetas: 221.000/mm³ (valor de referência: 150 a 400 x 10³/mm³); Ureia: 36 (valor de referência: 13 e 43 mg/dL); Creatinina: 1,1 mg/dL (valor de referência: 0,6-1,2 mg/dL); Vitamina B12: 378 pg/mL (valor de referência: 200 - 900 pg/mL); TSH: 3,2 µUI/mL (valor de referência: 0,88 – 5,2 µUI/mL); VDRL: negativo HIV: negativo Glicose: 102 mg/dL (valor de referência:orientada em tempo e espaço Ausculta respiratória com murmúrio vesicular presente bilateralmente, sem ruídos adventícios, com som claro pulmonar à percussão, expansibilidade preservada, sem outras alterações. Ritmo cardíaco regular em dois tempos, com bulhas normofonéticas, taquicárdicas; sem sopro Abdome plano, flácido, normotenso, ruídos hidroaéreos normoativos; indolor à palpação Perfusão periférica normal, sem edema de membros inferiores e sinais de empastamento, porém com diversas veias varicosas, bilateralmente. Apresenta membro inferior esquerdo com ferida limpa e seca em região de coxa. ATENÇÃO TEP CHECKLIST 3 IMPRESSO 2 ATENÇÃO TEP CHECKLIST 4 IMPRESSO 3: ATENÇÃO TEP CHECKLIST 5 FALA DO ATOR: • Você é uma idosa, se chama Marina, de 82 anos, aposentada. • Se perguntarem o motivo da consulta: falta de ar, começou de repente hoje pela manhã e dor torácica discreta, pior ao respirar profundamente. Não teve febre, tosse ou dor de garganta. Não tem nenhum sintoma gripal. • Se questionada sobre funcionalidade ou edema de membros: escorregou no banheiro há 2 semanas atrás e teve diagnóstico de fratura de fêmur, fez cirurgia de correção. Desde então, está acamada. • Se for questionada sobre doenças prévias: hipertensão e tem varizes nas pernas. • Se for questionada sobre medicações de uso contínuo: losartana 50 mg, anlodipino 5mg e dipirona 1g, para dor • Se questionada se uso de drogas lícitas ou ilícitas: nega • Se questionada sobre a vacinação, diga que suas vacinas estão em dia, incluindo a de gripe deste ano. TEP CHECKLIST 6 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INADEQUADO PARCIALMENTE ADEQUADO ADEQUADO ANAMNESE 1.1 Cumprimenta o paciente (1), se identifica de maneira cordial (2), identifica o paciente (3) e pergunta o motivo da vinda ao atendimento (4). Adequado: realiza as quatro ações. Parcialmente adequado: realiza duas ou três ações. Inadequado: realiza apenas uma ou nenhuma ação. 0,0 0,25 0,5 1.2. Estabelece contato visual (1), mantém postura de empatia ao longo do atendimento (2), evita “culpabilizar” o paciente pelo seu quadro atual (3) e usa linguagem acessível evitando termos técnicos de difícil compreensão (4). Adequado: realiza as quatro ações. Parcialmente adequado: realiza duas ou três ações. Inadequado: realiza apenas uma ou nenhuma ação. 0,0 0,125 0,25 1.3. Pergunta sobre as características da dispneia: fatores de melhora ou piora (1), início do quadro (2), se é acompanhado de sintomas gripais (3), se é acompanhado de edema de membros inferiores (4) e se é acompanhado de dor torácica (5). Adequado: realiza pelo menos quatro ações. Parcialmente adequado: realiza duas ou três ações. Inadequado: realiza apenas uma ou nenhuma ação. 0,0 0,25 0,5 TEP CHECKLIST 7 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INADEQUADO PARCIALMENTE ADEQUADO ADEQUADO ANAMNESE 1.4 Questiona antecedentes Antecedentes pessoais Uso de medicação contínua Quedas Vícios lícitos e ilícitos Inadequado: não questiona Parcialmente adequado: pergunta 1 ou 2 itens Adequado: pergunta 3 itens ou mais 0 0,25 0,5 EXAME FÍSICO 2.1 Solicita sinais vitais 0 - 0,5 2.2 Solicita exame físico completo 0 - 0,5 2.3 Realiza semiologia pulmonar adequada: inspeção (1), palpação (2), percussão (3) e ausculta (4) adequada do tórax. Inadequado: não realiza Parcialmente adequado: solicita 1 ou 2 itens da semiologia pulmonar Adequado: solicita 3 ou 4 itens da semiologia pulmonar 0 0,25 0,5 EXAMES COMPLEMENTARES 3.1 Solicita eletrocardiograma de 12 derivações ou ECG de 12 derivações e verbaliza alteração de taquicardia sinusal. Inadequado: não solicita ECG Parcialmente adequado: solicita ECG mas não faz diagnóstico ou faz diagnóstico inadequado Adequado: solicita ECG e faz diagnóstico adequado 0 0,5 1,0 TEP CHECKLIST 8 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INADEQUADO PARCIALMENTE ADEQUADO ADEQUADO EXAMES COMPLEMENTARES 3.2 Solicita radiografia de tórax e faz diagnóstico de corcova de Hampton OU consolidação em cunha Inadequado: não solicita radiografia Parcialmente adequado: solicita radiografia, mas não faz diagnóstico ou faz diagnóstico inadequado Adequado: solicita radiografia e faz diagnóstico adequado 0 0,5 1,0 HIPÓTESE DIAGNÓSTICA 4.1 Faz hipótese diagnóstica de tromboembolismo pulmonar 0 - 1,0 CONDUTA 5.1 Explica o provável diagnóstico ao paciente. 0 - 0,5 5.2 Solicita oxigênio suplementar (ou cateter nasal de oxigênio) 0 - 0,5 5.3 Verbaliza necessidade de permanência no hospital em sala de emergência 0 - 0,5 5.4 Verbaliza necessidade de uso de anticoagulante 0 - 0,5 5.5 Solicita transferência para serviço terciário (1), orienta realização de angiotomografia de tórax (2) e internação em leito de UTI (3) Inadequado: não cumpre nenhum item Parcialmente adequado: verbaliza 1 ou 2 itens Adequado: verbaliza os 3 itens 0 0,5 1,0 TEP CHECKLIST 9 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INADEQUADO PARCIALMENTE ADEQUADO ADEQUADO CONDUTA 5.6 Pergunta se tem dúvidas, acolhe o paciente e se coloca à disposição 0 - 0,5 5.7 Realiza adequadamente a sequência das tarefas, conforme solicitado nas orientações ao participante. 0 - 0,25 TEP CHECKLIST 10 RESUMO INTRODUÇÃO Tromboembolismo pulmonar é o termo designado para obstrução parcial ou total da artéria pulmonar e/ou de seus ramos. A maioria dos trombos são formados na circulação extrapulmonar, especialmente em veias profundas dos membros inferiores, e correm na circulação sanguínea até chegarem na circulação pulmonar. Os principais fatores de risco são: • imobilidade prolongada • idade • cirurgia ou trauma recente • uso de hormônios exógenos • gestação e puerpério • trombofilias • neoplasias malignas • TVP atual ou prévio ou até TEP prévio • insuficiência cardíaca e doenças autoimunes SINTOMAS Os sintomas mais comuns nesses pacientes são dispneia de início súbito, taquipneia, dor torácica do tipo pleurítica (que piora a inspiração) e dessaturação. Todos esses pacientes devem ser avaliados quanto à coexistência de uma trombose venosa profunda, e por isso devemos sempre examinar os membros inferiores, sobre edema, sinais de empastamento ou cianose. EXAMES O D-dímero comumente se eleva diante de eventos trombóticos, no entanto, é um exame pouco específico, já que aumenta em diversas outras situações, como inflamações, infecções e até mesmo na gestação e com idade avançada. Para a suspeição de TEP, utilizamos o corte de D-Dímero de 500 ng/mL: • Suspeita de TEP e D-dímero 100 1,5 Imobilização 3 ou mais dias ou cirurgia nas últimas 4 semanas 1,5 TVP ou TEP prévio 1,5 Hemoptise 1 Malignidade 1 Outro diagnóstico menos provável 3 • 0-1: baixa probabilidade • 2-6:média probabilidade • >=7: alta probabilidade TEP RESUMO 12 TRATAMENTO COMO ESCOLHER O REGIME DE TRATAMENTO? • TRATAMENTO AMBULATORIAL: pacientes sem sinais de choque ou de disfunção cardíaca, desde que com comorbidades compensadas, condição social adequada e capacidade de retorno. Opções: rivaroxabana, apixabana ou warfarina. • TRATAMENTO HOSPITALAR: pacientes com sinais de choque, disfunção cardíaca direita ou com condição de tratamento ambulatorial, mas com comorbidade descompensada, condição social desfavorável ou sem capacidade de retorno. Geralmente utilizado enoxaparina 1mg/kg 12/12h ou heparina não fracionada em bomba de infusão contínua, com controle de TTPA. DICA MUNDO REVALIDA: Se o fator que gerou o TEP foi identificado e resolvido, podemos suspender a anticoagulação após 3 a 6 meses. Porém, se não resolvido, não identificado ou após um 2º episódio não provocado, mantemos anticoagulação perene para o resto da vida E QUANTO A TROMBÓLISE? Existem TEPs instáveis, os quais cursam com instabilidade hemodinâmica, sendo inclusive uma causa de parada cardiorrespiratória. Nesses casos, os pacientes apresentam-se hipotensos (PAS3 segundos), alteração do nível de consciência e/ou oligúria. A terapêutica para esses pacientes pode ser a trombólise, que pode ser realizada em até 14 dias após o diagnóstico para os casos de TEP instável. A medicação de escolha é o Alteplase. Para administrar essa medicação, devemos sempre checar as contra indicações, sendo as mais importantes: sangramento ativo, AVCi 45 mg/dl LDL…………………: 170 mg/dlproteinúria/creatinúria albumina Adequado: solicita 5 ou 6 Parcialmente adequado: solicita 3 ou 4 Inadequado: solicita 2 ou menos 0 0,5 1,0 3.2 Solicita exames de imagem: Rx ou USG de tórax USG de abdome Adequado: solicita os 2 Parcialmente adequado: solicita 1 Inadequado: não solicita nenhum 0 0,5 1,0 DIAGNÓSTICO 4.1 Informa hipótese diagnóstica: síndrome nefrótica Adequado: informa hipótese adequada Inadequado: não informa 0 1,0 SINDROME NEFRÓTICA CHECKLIST 9 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INADEQUADO PARCIALMENTE ADEQ ADEQUADO CONDUTA 5.1 Orienta internação hospitalar Adequado: orienta de forma adequada Inadequado: não orienta de forma adequada 0 0,5 5.2 Orienta início de corticoide sistêmico Adequado: indica de forma adequada Inadequado: não indica de forma adequada 0 1,0 5.3 Orienta realização de reposição de albumina Adequado: indica de forma adequada Inadequado: não indica de forma adequada 0 1,0 5.4 Realiza as tarefas na ordem solicitada 0 0,5 SINDROME NEFRÓTICA CHECKLIST 10 FALAS DO ATOR • Gael, 3 anos • Início há 3 semanas de edema inicialmente em região periocular com piora progressiva, no momento encontrando todo o corpo edemaciado. • Mãe notou aumento do peso com aumento do volume abdominal • Xixi com redução na quantidade e com maior quantidade de espuma • Nega episódios virais prévios • Hoje com desconforto respiratório • Nega diarreia ou vomitos • Nega lesões de pele • Mãe refere que cartão vacinal está atualizado com vacinas disponíveis em UBS • Nega quadro semelhante prévio, nega viagens recentes ou contato com pessoas com quadro semelhante • Nega comorbidades e uso de medicações contínuas. Nega alergias SINDROME NEFRÓTICA CHECKLIST 11 RESUMO SÍNDROME NEFRÓTICA Glomerulopatia caracterizada pelo quadro clínico de proteinúria maciça + edema + hipoalbuminemia + hiperlipidemia • Proteinúria maciça / nefrótica = > 50 mg/kg/dia OU > 40 mg/m2/dia OU relação proteinúria:creatinúria (P/C) > 2 • Etiologia mais comum na faixa etária pediátrica: lesão mínima • Faixa etária típica: 1 a 6 anos FISIOPATOLOGIA Algum mecanismo infecciosa, autoimune, medicamentoso ou idiopático leva a lesão da membrana basal glomerular com perda da carga negativa dos podócitos (sem dano estrutural importante) levando a grande perda de proteínas pela urina. QUADRO CLÍNICO • Edema insidioso pela queda da pressão oncótica • Derrames cavitário: ascite, derrame pleural, derrame pericárdico, edema escrotal • Maior risco de infecção • Trombose EXAMES COMPLEMENTARES • Primodiagnóstico: sempre investigar causas secundárias > sorologias (hepatite B e C, CMV, HIV, EBV), complemento, anticorpos antinucleares • Gerais: hemograma, coagulograma, culturas, PCR, função renal, eletrólitos, ácido úrico, perfil lipídico, eletroforese de proteínas, urina 1, relação P/C, urina de 24h MANEJO • Albumina: realizada se hemoconcentração, hipovolemia, derrames cavitários importantes, edema testicular (risco de torção de testículo) • Corticoide (todos): prednisona por 4-8 semanas > avaliar resposta • Dieta normoproteica • Restrição de sódio: 1-2g Na/dia • Não fazer restrição hídrica: paciente já apresenta uma hipovolemia efetiva devido a perda de volume para 3o espaço • Furosemida: uso com cautela pelo risco de piora da hipovolemia e necrose tubular aguda • Anti-hipertensivos: se necessário utilizar IECA ou BRA (anti-proteinúricos) SINDROME NEFRÓTICA RESUMO 12 BIÓPSIA • 10-12 anos • Hipertensão mantida • Indicação de ciclosporina • Hematúria microscópica persistente ou macroscópica • Lesão renal aguda não causada por hipovolemia • Recidivante frequente • Complemento baixo • Corticodependente SINDROME NEFRÓTICA RESUMO O QUE ACHOU DESSE RESUMO? RESPONDA AQUI! Queremos garantir que sua experiência com esse resumo tenha sido positivo e proveitoso. Se você puder, por favor, nos fornecer um feedback sobre o conteúdo, a organização ou qualquer outra sugestão que possa melhorar futuras edições, ficaríamos imensamente gratos. Sua opinião é fundamental para nós, pois nos ajuda a continuar aprimorando nossos materiais e oferecendo o melhor para você. Muito obrigado pela sua colaboração! https://forms.gle/opWUXPuYxLR1PwtQA CLINÍCA MÉDICA SD. DO INTESTINO IRRITÁVEL 1 SD. DO INTESTINO IRRITÁVEL CHECKLIST AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS INSTRUÇÕES PARA O(A) PARTICIPANTE CENÁRIO DE ATUAÇÃO: Ambulatório de especialidades. DESCRIÇÃO DO CASO: Uma mulher de 25 anos, vem à consulta devido a dor abdominal. Traz exames de consulta anterior. A UNIDADE POSSUI: • Laboratório de análises clínicas. ATENÇÃO O PACIENTE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADO DURANTE O ATENDIMENTO! NOS PRÓXIMOS 10 MINUTOS, VOCÊ DEVERÁ EXECUTAR AS TAREFAS A SEGUIR: 1) Realizar a anamnese do paciente. 2) Solicitar e interpretar o exame físico. 3) Analisar exames trazidos pela paciente e solicitar, se necessário, exame (s) laboratorial (ais) e/ ou de imagem. 4) Estabelecer uma hipótese diagnóstica. 5) Criar um plano terapêutico. ATENÇÃO VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA ACIMA. 2 IMPRESSO 1 EXAME FÍSICO Frequência cardíaca: 75 batimentos por minuto. Pressão arterial: 120x80 mmHg. Frequência respiratória: 16 incursões respiratórias por minuto. Temperatura axilar: 36,4°C. Saturação: 95% de oxigênio em ar ambiente. IMC: 24 Kg/m2, Paciente em bom estado geral, corada, afebril, acianótico, anictérico e hidratado; alerta, orientado no tempo e espaço. Ausculta respiratória: murmúrio vesicular presente bilateralmente, sem ruídos adventícios. Ritmo cardíaco: regular em dois tempos, com bulhas normofonéticas; sem sopros. Abdome: plano, flácido, normotenso, ruídos hidroaéreos normoativos; doloroso à palpação difusamente, descompressão brusca negativa e sem visceromegalias. ATENÇÃO SD. DO INTESTINO IRRITÁVEL CHECKLIST 3 IMPRESSO 2: EXAMES TRAZIDOS PELA PACIENTE Hemoglobina: 14,0 g/dL (valor de referência: 13 a 16,5 g/dL); Hematócrito: 42% (valor de referência: 40 a 52) Leucócitos: 6500/mcl (valor de referência: 6 000 a 10 000/mcl), com contagem diferencial normal; Plaquetas: 165 000/mcl (valor de referência: 150 a 400 x 10³/mcl) Cr: 0,7 mg/dL, Ureia: 43 mg/dL, Na: 140 mEq/L, K: 3,8 mEq/L, Pesquisa de sangue oculto nas fezes: Negativa Pesquisa do antitransglutaminase tecidual IgA: Negativa TSH: 2,0 mUI/L (Valor de referência: 0,25 a 5,0 mUI/L) Proteína C reativa:Parcialmente adequado: 1-2 itens Adequado: Os três itens 0 0,25 0,5 Perguntou sobre antecedentes pessoais/comorbidades, hábitos, medicação de uso habitual e vícios. Inadequado: 0-1 itens Parcialmente adequado: 2-3 itens Adequado: Os 4 itens 0 0,25 0,5 Caracteriza a queixa do paciente questionado sobre: Questiona sobre obstipação/diarreia, duração dos sintomas, fatores de melhora (melhora ao evacuar), fatores de piora (piora com estresse) e sintomas associados. Inadequado: Nenhum item. Parcialmente adequado: 2-3 itens. Adequado: Pelo menos 4 itens. 0 0,5 1,0 Investiga sinais de alarme: Presença de sangue nas fezes, presença de muco nas fezes, questiona sobre esteatorreia, anorexia/ perda de apetite, perda ponderal não intencional, dor abdominal de caráter progressivo, sintomas noturnos e histórico familiar de doença inflamatória intestinal e câncer colorretal. Inadequado: Nenhum item. Parcialmente adequado: 3-4 itens. Adequado: Pelo menos 5 itens. 0 0,5 1,0 SD. DO INTESTINO IRRITÁVEL CHECKLIST 6 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INADEQUADO PARCIALMENTE ADEQ ADEQUADO EXAME FÍSICO 2. Solicita exame físico ao examinador 0 - 0,5 EXAMES COMPLEMENTARES 3.1 Não solicita nenhum exame adicional 0 - 0,5 DIAGNÓSTICO 4.1 Síndrome do intestino irritável 0 1,5 CONDUTA 5.1 Orienta dieta rica em fibras e/ou prescreve fibra solúvel. 0 - 1,0 5.2 Orienta atividade física regular. 0 - 1,0 5.3 Prescreve antiespasmódicos (escopolamina ou hioscina) como sintomáticos 0 - 1,0 5.4 Prescreve antidepressivos tricíclicos (amitriptilina, nortriptilina e imipramina) OU inibidores seletivos da receptação da serotonina (paroxetina, fluoxetina e citalopram) 0 - 1,0 5.5 Realiza adequadamente a sequência das tarefas, conforme solicitado nas orientações ao participante. Adequado: realiza. Inadequado: não realiza. 0 - 0,5 SD. DO INTESTINO IRRITÁVEL CHECKLIST 7 RESUMO 1) DEFINIÇÃO: É um distúrbio funcional do trato gastrointestinal, caracterizado por dor abdominal crônica de variável intensidade e alteração do hábito intestinal (diarreia e/ou constipação). Trata- se de uma doença crônica, recidivante e com períodos de melhora e piora. 2) Epidemiologia: Doença típica de mulher entre segunda e terceira década de vida. Existe associação com patologias psiquiátricas como depressão e ansiedade. 3) Quadro clínico: A dor abdominal é CRITÉRIO OBRIGATÓRIO e caracterizada como de intensidade variável, em cólica transitória e recidivante. • Não costuma acordar o paciente durante o sono • Raramente determina anorexia ou desnutrição • Melhora com a eliminação de fezes e flatos • Piora com alimentação • Piora com estresse • Pode piorar na fase menstrual ou pré-menstrual Além da dor abdominal é comum alteração do hábito intestinal com alternância entre diarreia e constipação ou até hábito intestinal normal que periodicamente cursa com diarreia e/ou constipação. No caso das formas diarreicas, geralmente, encontraremos um aumento da frequência de evacuação associada a volumes fecais pequenos. As fezes podem conter muco, porém não apresentam sangue ou gordura. As formas constipantes podem ser acompanhadas de tenesmo e sensação de evacuação incompleta. SD. DO INTESTINO IRRITÁVEL RESUMO 8 4) Diagnóstico: A tabela a seguir indica os critérios de ROMA IV para o diagnóstico de SII. CRITÉRIOS DE ROMA IV PARA SÍNDROME DO INTESTINO IRRITÁVEL Paciente tem dor abdominal recorrente (≥ 1 dia por semana, em média, nos 3 meses anteriores), com início ≥ 6 meses antes do diagnóstico. A dor abdominal está associada a pelo menos dois dos seguintes sintomas: • Dor relacionada à defecação • Mudança na frequência das fezes • Mudança na forma (aparência) das fezes O paciente não possui nenhum dos seguintes sinais de alerta: • Idade ≥ 50 anos, nenhuma triagem prévia do câncer de cólon e presença de sintomas • Mudanças recentes no hábito intestinal • Evidência de sangramento GI oculto (melena ou hematoquezia) • Dor noturna ou passagem das fezes • Perda de peso involuntária • História familiar de câncer colorretal ou doença inflamatória intestinal • Massa abdominal palpável ou linfoadenopatia • Evidência de anemia ferropriva em exames de sangue • Teste positivo para sangue oculto nas fezes Por tratar-se de um distúrbio funcional, o diagnóstico de SII é, portanto, clínico. E não leva a alteração de nenhum exame laboratorial, endoscópico ou de imagem. Além disso, o exame físico costuma ser normal, exceto por eventual dor abdominal à palpação. Diante disso, não é necessária investigação exames complementares quando a SII é a principal hipótese diagnóstica. Mas o que falaria contra o diagnóstico de SII? • Início dos sintomas > 50 anos • Diarreia que persiste após 48 horas de jejum • Perda de peso inexplicada Diarreia noturna • Fezes esteatorreicas • Exames laboratoriais alterados (anemia, PCR elevado, aumento Fezes com sangue de calprotectina fecal etc.) • Dor abdominal com piora progressiva História familiar de câncer colorretal ou DII SD. DO INTESTINO IRRITÁVEL RESUMO 9 5) Tratamento: • Dieta: Dieta rica em fibras ou suplementação de psyllium (fibra solúvel). • Atividade física regular. • Sintomáticos: Antiespasmódicos: escopolamina e hioscina • Tratamento de distúrbios psiquiátricos associados: Antidepressivos: tricíclicos e inibidores seletivos da recaptação de serotonina. • Diarreia: Antidiarreicos: loperamida, colestiramina. Antagonistas dos receptores da serotonina: alosetrona, ondansetrona • Constipação: Laxativos osmóticos: polietilenoglicol Ativadores dos canais de cloreto: lubiprostona Agonistas da guanilato-ciclase C: linaclotida. SD. DO INTESTINO IRRITÁVEL RESUMO O QUE ACHOU DESSE RESUMO? RESPONDA AQUI! Queremos garantir que sua experiência com esse resumo tenha sido positivo e proveitoso. Se você puder, por favor, nos fornecer um feedback sobre o conteúdo, a organização ou qualquer outra sugestão que possa melhorar futuras edições, ficaríamos imensamente gratos. Sua opinião é fundamental para nós, pois nos ajuda a continuar aprimorando nossos materiais e oferecendo o melhor para você. Muito obrigado pela sua colaboração! https://forms.gle/opWUXPuYxLR1PwtQA GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA ROTINA GINECOLÓGICA 1 ROTINA GINECOLÓGICA CHECKLIST AVALIAÇÃO DE HABILIDADES CLÍNICAS INSTRUÇÕES PARA O(A) PARTICIPANTE CENÁRIO DE ATUAÇÃO: Unidade de Atenção Primária. DESCRIÇÃO DO CASO: Você está trabalhando numa Unidade Básica de Saúde (UBS), quando chega uma paciente de 26 anos, com vida sexual ativa, sem queixas, querendo fazer exames de rotina, inclusive mamografia. A UNIDADE POSSUI: • Laboratório de análises clínicas; • Sala de medicação. ATENÇÃO O PACIENTE SIMULADO NÃO DEVERÁ SER TOCADO DURANTE O ATENDIMENTO! NOS PRÓXIMOS 10 MINUTOS, VOCÊ DEVERÁ EXECUTAR AS TAREFAS A SEGUIR: 1) Realize a consulta e dê as orientações necessárias; 2) Realize a anamnese; 3) Oriente sobre as condutas necessárias. ATENÇÃO VOCÊ DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, REALIZAR AS TAREFAS NA SEQUÊNCIA ACIMA. 2 FALAS DO ATOR: • Você está trabalhando numa Unidade Básica de Saúde (UBS), quando chega uma paciente de 26 anos, com vida sexual ativa, sem queixas, querendo fazer exames de rotina, inclusive mamografia. • Quando questionado sobre o motivo da consulta verbalizar: " eu vim porque quero fazer exames ginecológicos de rotina, inclusive mamografia. • Se questionada sobre DUM, ciclo menstrual e fluxo, responder: DUM há 8 dias, ciclos regulares, duração de 5 dias, intervalo de 30 dias e fluxo moderado. • Negar uso de medicamentos e comorbidades. • Se questionado sobre antecedentes patológicos familiares de forma específica sobre neoplasia de mama na família responder: " tia avó com câncer de mama". • Se questionada: "Nega DSTs e gestação prévia". ROTINA GINECOLÓGICA CHECKLIST 3 ITENS DE DESEMPENHO AVALIADOS INAD. PARC. ADQ. ANAMNESE 1. Apresentação: (1) identifica-se e cumprimenta o paciente simulado. 0 0,25 2. Questionou sobre motivo