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Profa. Dra. Ivana Suffredini
MATERIAL COMPLEMENTAR
Farmacognosia Aplicada
 Matéria-prima vegetal – controle de qualidade
Óleos de origem natural
Óleos
Baixa polaridade
Óleos fixos
Óleo vegetal
Óleos 
essenciais
Essências
Fontes: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Olive_oil.svg;
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:LemonEssentialOil.png
Óleos de origem natural
Óleos 
fixos
Baixa polaridade
ácidos graxos
Reserva 
nutricional para o 
vegetal
Encontrados em 
sementes, 
principalmente, ou 
em frutos
Óleos 
essenciais
Baixa polaridade –
terpenos e 
fenilpropanoides
Função de atração 
de polinizadores e 
defesa para o 
vegetal
Encontrados em 
qualquer órgão 
vegetal
O
O
CH2
miristicina
CH3
OH
O
Ácidos graxos ou óleos fixos
Longas cadeias de 
hidrocarbonetos
Extremidade possui ácido 
carboxílico
Cadeias HC saturadas ou com 
poucas insaturações
Apresentam baixa polaridade
Densidade menor que a da água
Ácidos graxos ou óleos fixos
Óleos
• Triacilglicerídeos
• Líquidos à 
temperatura 
ambiente
• Hidrólise resulta 
em glicerina e 
ácidos graxos 
insaturados e 
saturados, em 
menor 
quantidade
Gorduras
• Triacilglicerídeos
• Sólidos à temperatura 
ambiente
• Hidrólise resulta em 
glicerina e ácidos 
graxos saturados de 
cadeias longas
• Funde à temperatura 
ambiente
• Tecido adiposo de 
animais e em certos 
vegetais
Ceras
• Ésteres de ácidos 
graxos de cadeia longa 
ligados a álcoois de 
cadeias longas
• Podem conter ésteres 
de álcoois policíclicos 
(esteroides) – ceras de 
alguns animais
• Fundem a 60-64 °C
• Vegetais e animais
Função de reserva 
energética e proteção 
contra perda de água
Ácidos graxos ou óleos fixos
O
O
O H
H
H
+
OH
O
R
1
O
OH
OH
R
1
O
+ OH2
¨
OH R
1
O
O
O H
H
O
–
H
+
d-
d+
Glicerol
Ácido 
carboxílico ou
Ácido graxo Acilglicerol
Água
O
O
O H
H
H
+
OH
O
R
1
O
O
O
R
1
R
2
O
O
O
R
3
+ OH2
OH
O
R
2
OH
O
R
3
¨
3¨
¨
Acilglicerois
OH
OH
O
palmíticoO
O linoléico
O
OH
O
palmíticoO
O linoléico
O
O linoléico
O
O
palmíticoO
Fonte: Autoria própria
Ácidos graxos ou óleos fixos
capim-limão
espinheira-santa estramônio
eucalipto
sene
Ácidos graxos
Saturados Monoinsaturados Poli-insaturados
COOHCadeia 
carbonada
Ácido 
carboxílico
Saturações
Número par de átomos de carbonos
Fonte: Autoria própria
Ácidos graxos ou óleos fixos
Ácidos graxos
Saturados Monoinsaturados Poli-insaturados
Óleo de coco
Azeite de dendê
Óleo de amêndoa 
do dendezeiro
Azeite de oliva
Óleo de amendoim
Óleo de rícino
Óleo de soja
Óleo de algodão
Óleo de amêndoas
Óleo de milho
Óleo de girassol
Óleo de fígado de bacalhau
Fonte: 
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Fryin
gplantains10-28-06.jpg
Ácidos graxos ou óleos fixos
n=4 butírico
n=6 caproico
n=8 caprílico
n=10 cáprico
n=12 láurico
n=14 mirístico
n=16 palmítico
n=18 esteárico
n=20 araquídico
n=22 beênico
n=24 lignocérico
gorduras animais; frações sólidas dos óleos vegetais
gorduras animais; baixa quantidade em óleos vegetais
amendoim; óleos de Sapindaceae
baixas quantidades nos óleos de Brassicaceae; Leguminosae
óleos de Leguminosae
manteiga
manteiga; óleo de semente de palmeiras
idem
idem; óleo de espermacete
manteiga; Lauraceae; palmeiras; Myristicaceae etc.
Myristicaceae; palmeiras; manteiga; óleo de espermacete
Ácidos graxos saturados CnH2nO2
Ácidos graxos de cadeias 
menores fundem à 
temperatura ambiente, são 
parcialmente solúveis em 
água e álcoois
Ácidos graxos de 
cadeias 
intermediárias são 
comuns a gorduras 
e óleos de cozinha
Ácidos graxos 
de cadeias 
longa são 
comuns às 
ceras
Ácidos graxos saturados com cadeias laterais – raros: ácido isovalérico, isopalmítico e lanolinas.
Pontos de fusão, ebulição e índices de refração aumentam conforme aumenta o tamanho
da cadeia.
A densidade e a solubilidade diminuem com o aumento da cadeia.
Fonte: Autoria própria
Ácidos graxos ou óleos fixos
Ácidos graxos insaturados
manteiga; óleos vegetais; peixe
óleo de cachalote; sementes
óleos e gorduras vegetais e animais de 
sangue quente e peixes
n=14 Δ9 ác. miristoleico
n=16 ác. palmitoleico
n=18 ác. oleico
n=18 ác. linoleico
n=18 ác. linolênico
Ácidos graxos insaturados da série oleica 
ou monoinsaturados
CnH2n-2O2
Ácidos graxos insaturados da série diênica ou triênica, 
ou poli-insaturados
CnH2n-4O2
Isomeria cis-trans
cis são mais comuns na natureza
 As duplas ligações 
conferem caráter 
secativo aos ácidos 
graxos – óleos secantes
 As duplas ligações estão 
implicadas nas 
metodologias de análise 
físico-químicas dos 
ácidos graxos
OH
O
CH3
OH
O
CH3
Δ9
Δ9
Δ9,12
Δ9,12,15
Fonte: Autoria própria
Ácidos graxos ou óleos fixos
Nome comum Notação de lipídio Nome químico
16:3 (ω−3) Ácido all-cis-7,10,13-hexadecatrienoico
ácido alfa-linolênico (ALA) 18:3 (ω−3) Ácido all-cis-9,12,15-octadecatrienoico
ácido estearidônico (STD) 18:4 (ω−3)
Ácido all-cis-6,9,12,15-
octadecatetraenoico
ácido eicosatrienoico (ETE) 20:3 (ω−3) Ácido all-cis-11,14,17-eicosatrienoico
ácido eicosatetraenoico (ETA) 20:4 (ω−3)
Ácido all-cis-8,11,14,17-
eicosatetraenoico
ácido eicosapentaenoico (EPA) 20:5 (ω−3)
Ácido all-cis-5,8,11,14,17-
eicosapentaenoico
ácido docosapentaenoico (DPA),
ácido clupanodônico
22:5 (ω−3)
Ácido all-cis-7,10,13,16,19-
docosapentaenoico
ácido docosaexaenoico (DHA) 22:6 (ω−3)
Ácido all-cis-4,7,10,13,16,19-docosa-
hexaenoico
ácido tetracosapentaenoico 24:5 (ω−3)
all-cis-9,12,15,18,21-Acido docosa-
hexaenoico
ácido tetracosaexaenoico,
ácido nisínico
24:6 (ω−3)
Ácido all-cis-6,9,12,15,18,21-tetracosa-
hexaenoico
Ácidos graxos essenciais
Ômega 3Ômega 6
 ácido aracdônico
 ácido alfa-linoleico 
 ácido gama-linoleico
 ácido di-homo-gama-linoleico
Ômega 9
 ácido oleico (18 C)
 ácido alfa-erúcico (22 C) 
 ácido nervônico (24 C)
Fonte: Autoria 
própria
INTERVALO
Ácidos graxos ou óleos fixos
Reserva 
energética
Sementes
Diversas 
espécies 
vegetais 
(e 
animais)
Função nas 
plantas
Proteção 
contra 
perda de 
água
Ceras
Ácidos graxos ou óleos fixos
Saponificação Triglicerídeos 
OCO
OCO
OCO
R
R
R
+ KOH OH
OH
OH
+
3R COOK
R COOK + HCl R COOH + KCl
_
+
O índice de saponificação de um óleo está relacionado ao seu controle de 
qualidade físico-químico – teste para ácidos graxos livres
O
O
CH3
O
O
CH3
CH3
O
O
Fonte: Autoria própria
Ácidos graxos ou óleos fixos
Índices físicos Densidade
Índice de refração
Ponto de fusão
Solubilidade
Desvio da luz polarizada
Cor
Fluorescência
Viscosidade
Índices químicos Índice de ácido
Índice de éster
Índice de saponificação
Índice de iodo
Índice de hidrogenação
Ácidos graxos ou óleos fixos
Alguns termos importantes
Ranço
Processo de 
oxidação que 
ocorre nas 
insaturações
Produzem 
compostos 
voláteis, cetonas e 
aldeídos que 
comprometem o 
sabor
OH
O
CH3
Oxidação
OH
O
CH3
O O
peróxido
Refinação
Eliminação de cor, 
odor e sabor 
indesejáveis
Pode haver 
prejuízo na 
qualidade caso 
mal executada
Fonte: Autoria própria
Ácidos graxos ou óleos fixos
Extração de óleos vegetais
Extrusão
Prensagem
Órgão 
vegetal
• Sementes
• Frutos
Obtenção
• Expressão
• Solventes voláteis
Fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Expeller_pressing#/media/File:Expeller.jpg
Ácidos graxos ou óleos fixos
Óleo de coco
Cocos nucifera L. (Arecaceae)
Ásia
Órgãos usados: frutos
Análise química: ác. caproico 0,3-0,8%, ác. caprílico 5,5-9,5%, ác. cáprico 4,5-9,5%, ác. láurico 44-
52%, ác. mirístico 13-19%, ác. palmítico 7,5-10,5%, ác. esteárico 1-3%, ác. araquídico até 0,4%, ác. 
oleico 5-8%, ác. linoleico 1,5-2,5% e ác. hexadecenoico até 1,3%.
É líquido nos trópicos e pastoso nos países de clima temperado.
Como é composto por vários ácidos graxos de baixa m.m., é usado na indústria de sabões, por 
possuir elevados índices de saponificação e de ácidos voláteis.
Usado na Farmáciapara preparar pomadas facilmente absorvidas pela pele e laváveis 
rapidamente.
Copra (polpa seca) e óleo
Fonte: 
https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%93leo_de
_coco
Ácidos graxos ou óleos fixos
Óleo de soja Glycine max (L.) Merrill (Leguminosae)
Órgãos usados: sementes
Composição: linoleico 52-60%, oleico 25-35%, palmítico 7-10%, esteárico 3-6%, 
linolênico 4-9%.
Indústria de sabão, alimentos.
Subproduto: lecitinas (agentes emulsivos e estabilizadores)
Indústria de biodiesel
Indústria automotiva – aditivos de formulação de borracha para pneusFontes: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Soybean_Oil_(10059657806).jpg;
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Soybean_Pod_(48754451708).jpg
lecitina
Transesterificação - libera monoalquilésteres
Fabricação de 
pneus especiais
Fonte: Autoria 
própria
Ácidos graxos ou óleos fixos
Óleo de oliva ou azeite
Olea europaea L. – Oleaceae
Cultivada em toda a Europa, mas sua origem deve ser do Oriente Médio, região da Palestina. 
Árvore de aprox. 10 m, começa a produzir com 5 anos e produz até 150 anos!
Órgãos usados: frutos, chamados de drupas, conhecidos como azeitona.
Variedade turca: 75% de ácido oleico, 10% de ácido palmítico, 9% de ácido linoleico, e 
quantidades baixas dos ácidos esteárico, mirístico, hexadecanoico e araquídico. Variedade 
italiana: 65% de oleico, 15% de palmítico, 15% de linoleico.
Fonte: 
https://pt.wikipedia.o
rg/wiki/%C3%93leo_
de_coco://pt.wikiped
ia.org/wiki/%C3%93l
eo_de_coco
Virgem comum
Óleo do bagaço refinado
Fonte: Autoria própria
INTERVALO 
Óleos essenciais
São voláteis
Cadeias de HC oxigenados ou 
não de baixo peso molecular
Várias funções orgânicas
Diversidade estrutural
Apresentam baixa polaridade
Óleos essenciais
Sinônimo de essências – um conjunto de moléculas 
de baixa massa molecular, de origem terpênica ou de 
fenilpropanoides, que produzem um aroma particular, 
característico.
Perfume é um conjunto de moléculas cuja intenção é 
perfumar. É composto por diversas essências.
O odor de uma substância pode ser agradável ou 
desagradável, a depender do gosto particular de cada 
um. Portanto, odor exprime uma qualidade, boa ou 
ruim.
Emprego industrial muito diverso.
Importância em marketing de produtos.
Óleos essenciais
Produzem aroma 
agradável
Em alguns óleos 
essenciais, o 
aroma não é tão 
agradável...
Alguns são 
inodoros!
Alguns são 
azulados!
Alguns cheiram a 
cadáveres!
Óleo de 
erva-de-
santa-maria
Óleo de 
camomila
Contêm 
putrescina
Óleo de 
cogumelo
Óleos essenciais
Pteridófitas
Gimnospermas
Angiospermas
Monocotiledôneas
Dicotiledôneas
Raros
Poaceae, 
Zingiberaceae
Asteraceae, Apiaceae, 
Lamiaceae, Lauraceae, 
Myrtaceae, Myristicaceae, 
Piperaceae, Rutaceae, 
Pinaceae, entre outras
Óleos essenciais
Óleos essenciais –
produção no vegetal
Em células especializadas do parênquima, as quais se destacam pelo maior volume e por 
possuírem gotículas oleosas. Essas células são denominadas células secretoras.
Em glândulas esquizógenas e esquizolisígenas, compostas por bolsas e canais 
secretores. São encontradas geralmente nas folhas, raízes e caules. Os canais 
acompanham o eixo da planta.
Na extremidade dos pelos tectores que contêm células glandulosas de formas e 
dimensões diferentes, que apresentam gotículas de óleos.
Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Leaf_123.jpg
Óleos essenciais
Óleos essenciais –
função no vegetal
Proteção contra ataque de micro-organismos
Atraem animais polinizadores
Moderadores de fenômenos de oxidação
Atividade protetora contra agentes fitopatógenos
Alelopáticos
Inseticidas
Óleos essenciais
Óleos essenciais –
origem metabólica
Terpênica
Via do ácido 
mevalônico
Isopreno
Polimerização 
de unidades 
de isopreno
Cadeias 
abertas ou 
cíclicas
Fenilpropanos
Via do ácido 
chiquímico
C6-C3
Em geral, 
apenas uma 
unidade C6-
C3
Anel fenólico e um 
segundo anel, ou 
anel fenólico e 
cadeia lateral
Fonte: Autoria própria
Óleos essenciais
Óleos essenciais –
origem terpênica
Óleos essenciais são formados por compostos terpênicos (nome dado por Kekulé), que 
possuem números de átomos de C múltiplos de 5.
Terpenoides C5 Ctotal
HEMI 1 5
MONO 2 10
SESQUI 3 15
DI 4 20
SESTER 5 25
TRI 6 30
ESTEROIDES 27
TETRA 8 40
POLI n 5n
Fonte: Autoria própria
Óleos essenciais
Óleos essenciais –
características
Sabor acre ou picante
Muito instáveis ao contato com o ar e sob luz, calor, 
umidade e metais
Incolores ou levemente amarelados
Raramente coloridos – exceção do óleo de camomila 
e plantas das Asteraceae – azulenos
A maioria dos óleos possui carbonos quirálicos
Diversidade estrutural: hidrocarbonetos terpênicos, álcoois simples e 
terpênicos, aldeídos, cetonas, fenóis, ésteres, éteres, óxidos, peróxidos, 
furanos, ácidos orgânicos, lactonas, cumarinas e compostos com enxofre
Óleos essenciais
Óleos essenciais –
composição química 
característica
Temperatura
Umidade relativa
Regime de ventos
Grau de hidratação do terreno
Presença de micronutrientes no solo
INTERVALO
Óleos essenciais
Métodos de 
obtenção Arraste a vapor
Hidrodestilação
Extração com solventes orgânicos
Prensagem ou expressão
Enfloração
Extração por fluído supercrítico
Óleos essenciais
Óleos essenciais – arraste a vapor
Fonte: Autoria própria
Kitasato
Tubo de segurança
água
Bico de Bunsen
Balão de destilação
Condensador
Material vegetal
para extração do
óleo essencial
água
Óleo essencial
Óleos essenciais
Óleos essenciais – hidrodestilação
Fonte: Autoria própria
Aparelho de Clevenger
manta aquecedora
balão de
fundo redondo
adaptador béquer para 
coleta do óleo 
essencial
Aparelho de Clevenger
Béquer para
coleta do óleo
essencial
Adaptador
Balão de
fundo redondo
Manta
aquecedora
Óleos essenciais
Óleos essenciais –
enfloração
Método 
$$$$
Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Enfleurage_process_(1864).jpg
Óleos essenciais
Óleos essenciais –
importância econômica
Indústria de essências
Indústria de domissanitário
Indústria de cosméticos
Indústria de produtos de higiene
Indústria de alimentos 
Indústria de bebidas
Indústria de medicamentos
Indústria de tintas
Indústria de embalagens
Óleos essenciais
Óleos essenciais –
atividade farmacológica Mensagem 
importante:
A atividade farmacológica dos óleos 
essenciais isolados não é a mesma que a 
atividade farmacológica observada para a 
droga vegetal da qual o óleo foi obtido!
X
Fontes: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:GermanChamomileEssOil.png;
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Loose_chamomile_tea.jpg
Óleos essenciais
Óleos essenciais –
atividade farmacológica 
geral
Ação carminativa e antiespasmódica – funcho, erva-doce, 
camomila, menta, sálvia
Ação antisséptica – cravo-da-índia (eugenol) e óleos que 
contêm citral, linalol, geraniol, timol
Ação cardiovascular – sálvia, canforeira (contém 
cânfora)
Ação irritante tópica ou repulsiva 
Ação secretolítica – eucalipto, anis-estrelado
Ação anestésica local – cravo-da-índia (eugenol)
Ação anti-inflamatória – camomila, erva-baleeira
Óleos essenciais
Óleos essenciais –
toxicidade geral
Fototoxicidade
Alergias
Alta sensibilidade individual
Toxicidade em administração sistêmica 
Interação medicamentosa
Reações sobre o SNC neurotoxicidade (cânfora, pinocanfona) 
e psicotrópicos – óleo de noz-moscada
Óleos essenciais
Óleos essenciais –
controle de qualidade
 Testes organolépticos
 Odor
 Controle de identidade e pureza
 Fração solúvel em água
 Hidrocarbonetos halogenados
 Metais pesados
 Ésteres de ácido ftálico
 Resíduo de evaporação
 Miscibilidade em etanol
 Análise quantitativa dos componentes
 Ponto de solidificação
 Determinação volumétrica de fenóis
 Determinação espectrofotométrica
 Métodos cromatográficos de análise
 Cromatografia em camada delgada
 Cromatografia gasosa e CG acoplada a espectrometria de massa
 Cromatografialíquida de alta eficiência
 Análise por RMN 13C
Óleos essenciais
Eucalipto
Eucalyptus globulus Labill. (Myrtaceae)
Parte usada: folhas
Farmacopeia Brasileira IV ed. Teor mínimo de óleos voláteis 0,8%, com 
teor de cineol acima de 70%.
Farmacopeia alemã mínimo de 2% de óleo.
Indicações terapêuticas: problemas respiratórios
Obtenção do óleo volátil, amplamente empregado como expectorante, 
antisséptico, flavorizante (associado com óleo de menta ou mentol).
Deve ter baixo teor de felandreno (ação cardioestimulante), menor que 
5%, quando usado em Farmácia.
Óleos obtidos de outras espécies são usados como fonte de produtos 
para síntese e em perfumarias.
Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Eucalyptus_ghj.jpg
O
Óleos essenciais
Cravo-da-índia
Syzygium aromaticum (L.) Merril et Perry (=Caryophyllus aromaticus L.)
Eugenia caryophyllata Thumb. (Myrtaceae)
Parte usada: botão floral colhido quando se torna vermelho
Componentes químicos: 16 a 21% de óleo essencial (90 a 95% de eugenol), 
10 a 13% de taninos, mucilagens, ceras, gomas resinas
Essência é retirada por arraste a vapor.
Usos: estimulante, eupéptico, antisséptico e bactericida, aromatizante, 
expectorante, em Odontologia como cáustico, estimulante e analgésico.
Empregado como corretivo de sabor em fórmulas farmacêuticas, indústrias de 
alimentos e bebidas, em perfumarias e saboarias.
Extração de eugenol e matéria-prima para a síntese de vanilina (preparada a 
partir do guaiacol).
Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Syzygium_aromaticum.jpg
O
OH
CH2
 FARMACOPEIA BRASILEIRA. Monografias: plantas medicinais. 6. ed., v. II, 2019. 739p.
 SIMÕES, C. O. et al. Farmacognosia. Do produto natural ao medicamento. São Paulo: 
Artmed, 2016. 502p.
Referências
ATÉ A PRÓXIMA!
Profa. Dra. Ivana Suffredini
MATERIAL COMPLEMENTAR
Farmacognosia Aplicada
Glicosídeos cardioativos
Cardenolídeos
Bufadienolídeos
porção açúcar núcleo esteroidal anel lactônico pentagonal
porção açúcar núcleo esteroidal anel lactônico hexagonal
porção açúcar –
desoxiaçúcares
OHO
HO HO HO
OO
O
O
O
OH
OH
O
O
O
O
HO
O
OH
OH
HOHO
O
O
O
O
OHO
anel lactônico pentagonal -H insaturado
anel lactônico hexagonal O-H insaturado
Fonte: Autoria própria.
Utilizados em Insuficiência Cardíaca Congestiva (ICC):
 Aumentam força de contração cardíaca.
 Aumentam débito cardíaco.
 Diminuem frequência cardíaca.
Glicosídeos cardioativos – Uso principal
Fonte: Autoria própria.
HO O
OH
O
O
OHOO
O
O
O
HO HO HO
HO O
OH
O
O
OHOO
O
O
O
HO HO HO
 Alta afinidade pelo miocárdio.
 Inibem bomba Na+K+ATPase.
Precauções:
 Dose tóxica muito próxima
à dose efetiva.
Interações medicamentosas:
 Diuréticos,
 Osteoporose,
 Antraquinonas.
Glicosídeos cardioativos – Mecanismo de ação
1
K+
FORÇA DE CONTRAÇÃO
2
3
4 5
6
Na+
Na+
Na+
Na+
Na+
Na+Na+ Ca++
Ca++
Ca++
Ca++ Ca++
Ca++
Ativação
do complexo
actina-miosina
Bomba
Na+ / K+
Na+ / 
Ca++
Fonte: Autoria própria.
Glicosídeos cardioativos – Extração
Planta + etanol 50%
Extração com clorofórmio
Fase líquida

Solução extrativa (glicosídeos)
Acetato de chumbo
Pptação de macromoléculas
filtração
Fase aquosa Fase clorofórmica
Glicosídeos purificados
 Reações das geninas não são específicas.
 Específicas para lactonas ,-insaturadas.
 Kedde – ácido 3,5-dinitrobenzoico/KOH resulta coloração 
vermelho-violácea estável.
 Baljet – ácido pícrico/KOH resulta coloração alaranjada 
estável.
 Reação negativa para saponinas e para bufadienólidos.
Reações dos açúcares:
 Reação do xantiridol – resíduo clorofórmico é levado à secura 
e dissolvido com ácido acético conc. Adiciona-se o reativo de 
xantiridol e, com o aquecimento, desenvolvimento de 
coloração vermelha.
 Reação de Keller-Kiliani – adição de ácido sulfúrico conc. à 
solução de glicosídeos em ácido acético conc., contendo sais 
férricos. Forma-se anel vermelho pardo e a solução acética 
adquire coloração azul-esverdeada. Desoxiaçúcares.
Glicosídeos cardioativos – Identificação
Fonte: Autoria própria.
 Digitalis lanata Ehrh, Digitalis purpurea L.
Drogas vegetais
Fonte: Nilsa S. Y. Wadt.
D. purpurea – digitoxina
O
glicose-3-digitoxose OH
O
O
D. lanata – digoxina
O
glicose-digitoxose-digitoxose-digitoxose OH
O
O
OH
Fonte: Autoria própria.
 Nerium oleander L. – espirradeira
 Scilla maritima L.
Drogas vegetais
 Thevetia peruviana K. Schum.
– chapéu-de-Napoleão 
 Strophanthus kombe L.
Fonte: Nilsa S. Y. Wadt.
Fonte: 
https://commons.wikime
dia.org/wiki/File:Urginea
_maritima_1.jpg
Fonte: 
https://commons.wikimedia.org/wiki/
File:Strophantus_gratusct.jpg 
Fonte: Nilsa S. Y. Wadt.
Um paciente apresenta retenção hídrica, com “pés de pão”, arritmia cardíaca, dificuldade de 
respiração, cansaço, mal-estar gástrico. Está tomando digoxina (0,25 mg) – um comprimido/dia 
e 2 comprimidos para osteoporose (cuja finalidade é disponibilizar e aumentar a absorção
de Ca+2). Qual o problema na prescrição medicamentosa desse paciente?
 Interação medicamentosa
Para reflexão
ATÉ A PRÓXIMA!

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