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Gestão & Tecnologia
Faculdade Delta 
Ano XI,
V. 2 Edição 35
Jul/Dez 2022
 
ISSN 2176-2449
INTRODUÇÃO AO PROTESTANTISMO NO BRASIL:
JUSTIÇA E MISERICÓRDIA
INTRODUCTION TO PROTESTANTISM IN BRAZIL:
JUSTICE AND MERCY
Socorro de Maria Lopes Freire1,
 Neemias Santos Ribeiro2,
 Maria do Carmo Zigmanta3
RESUMO
Os protestantes chegaram ao Brasil em 1555, oriundos da Reforma Pro-
testante do século XVI, na Alemanha. O primeiro culto protestante rea-
lizado no Brasil foi em 10 de março de 1557, dirigido por protestantes 
recém-chegados de Genebra. O historiador francês Émille G. Léonard foi um 
dos primeiros a fazer uma abordagem histórica das religiões protestantes no 
Brasil, numa obra intitulada “O Protestantismo Brasileiro”. Foi esse autor que 
mostrou os embates que o protestantismo travou com o catolicismo para ganhar 
espaço no Brasil, assim como a importância das missões estrangeiras para sua 
consolidação, em sua maioria, presbiterianos, metodistas e batistas. Entre eles 
se encontravam vários pastores destas denominações. A religião católica apesar 
de ser mantida como a religião do Estado, a Constituição Brasileira reconheceu 
como nação cristã nas suas mais diversas manifestações religiosas. É nessa ver-
tente que será interessante demonstrar uma visão retrospectiva de como o pro-
testantismo cresceu, onde foi acolhido no plácido campo mãe gentil pátria nossa, 
Brasil. Qual então é o valor desta Introdução ao Protestantismo no Brasil?
Palavras-chave: Protestantismo. Brasil. Missão. Religião. 
ABSTRACT
Protestants arrived in Brazil in 1555 from the Protestant Reformation of the 
16th century in Germany. The first Protestant cult held in Brazil was on March 
10, 1557, led by Protestants recently arrived from Geneva. The French historian 
Émille G. Léonard was one of the first to make a historical approach to Pro-
testant religions in Brazil, in a work entitled “Brazilian Protestantism”. It was 
this author who showed the clashes that Protestantism had with Catholicism to 
gain space in Brazil, as well as the importance of foreign missions for its con-
solidation, for the most part, Presbyterians, Methodists and Baptists. Among 
them were several pastors of these denominations. The Catholic religion, despite 
being maintained as the religion of the State, the Brazilian Constitution recog-
nized as a Christian nation in its most diverse religious manifestations. It is in 
this aspect that it will be interesting to demonstrate a retrospective view of how 
Protestantism grew, where it was welcomed into the placid field of our kind mo-
1Secretaria de Estado de As-
sistência Social, Trabalho, Em-
prego e Renda - SEASTER. 
Bacharel em Teologia. E-mail: 
smlf64@Yahoo.com
2Bacharel em Teologia
3In memoriam
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ther country, Brazil. What then is the value of this Introduction to Protestantism 
in Brazil? 
Keywords: Protestantism. Brazilian. Missions. Religion.
1 INTRODUÇÃO
Demonstrar como o Protestantismo foi importante no crescimento ético e 
moral para a comunidade brasileira é um tema ímpar, pois sua conduta como 
religião que se consolidou em um novo território é evidenciada, em suas men-
sagens e testemunhos, em cultos abertos ou fechados para a comunidade, e que 
culminam com a prosperidade do indivíduo, no que tange a sua evolução ao 
caminho do Senhor. 
Mostrar as raízes dessa teologia, os acontecimentos que marcam a sociedade 
brasileira, quando de sua implantação no Brasil, e investigar as razões de seu 
êxito. Sua importância diante do País, por quem já é adepto e não conhece sua 
história na nação brasileira, e para outros que a queiram conhecê-la.
A idade média (entre os séculos V e XV), em contraste com outros perío-
dos da história, foi caracterizada por uma cultura religiosa que influenciava e 
impregnava todas as atividades sociais (ENCICLOPÉDIA MIRADOR INTER-
NACIONAL, 1976).
No século XVI uma grande revolução eclesiástica ocorreu na Europa Oci-
dental, levando a mudanças consideráveis na esfera religiosa que, durante todo 
o período medieval, estivera sob o domínio da Igreja Católica. Essa Revolução 
nas mentalidades teve tanto causas políticas como religiosas. Muitos Monar-
cas estavam insatisfeitos com o enorme poder que o papa exercia no mundo, 
ao mesmo tempo em que muitos teólogos criticavam a doutrina e as práticas 
da Igreja, sua atitude para com a fé e seu feitio organizacional. Ideias e razões 
distintas deram origem a diversas comunidades eclesiais novas (HELLEN; NO-
TAKER; GAARDER, 2000).
Quando Martinho Lutero leu “O justo viverá pela sua fé” (Romanos 1:17; 
BÍBLIA SAGRADA, 2005, p. 1105) foi convencido de que nossa justificação 
não se dá através das boas obras, mas sim através da fé (IGREJA PRESBITE-
RIANA RENOVADORA DO BRASIL, 2004). 
Martinho Lutero (1483-1546) eu forte desta que à fé e à palavra (a Bíblia), 
como elementos mais significativos. Diversos príncipes eleitores, nobres go-
vernantes alemães, insatisfeitos como poder do papa, apoiaram Lutero e trans-
formaram as igrejas de seus próprios domínios em igrejas estatais, partindo do 
princípio de que a religião do eleitor também era a de seus súditos (HELLEN; 
NOTAKER; GAARDER, 2000). Foi um monge alemão, Martinho Lutero, o 
maior responsável por esse conflito teológico. Fundador da Igreja Luterana, 
nasceu em Eisleben, Alemanha. Devido à inteligência que Lutero revelava, foi 
encaminhado à Universidade. Concluídos os estudos teológicos, torna-se padre, 
mas não exerce o ofício. Sua mente inquiridora não conseguia aceitar a forma 
como o catolicismo era praticado. “A Reforma de Lutero foi um movimento de 
retorno às fontes primitivas do Cristianismo, cuja pureza se comprometera no 
cipoal da teologia meramente especulativa, perdendo-se na palavra fria e morta 
a luz e o calor do espírito vivo” (MIRANDA, 2011).
Inicialmente, “Reforma Protestante” foi um termo pejorativo empregado 
pelos católicos romanos àqueles que protestaram contra o sistema religioso da 
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época, mas esse termo foi assimilado e usado a partir do século XVI até nos-
sos dias para designar os grandes fatos vividos pelos que desejavam/desejam 
ter como referência a Bíblia (IGREJA PRESBITERIANA RENOVADORA DO 
BRASIL, 2004).
As igrejas fundadas com a reforma protestante foram Igreja Luterana, Igreja 
Metodista, Igreja Batista, Igreja Pentecostal, Igreja Adventista ou Adventista do 
Sétimo Dia.
Em meio a esse turbilhão de mudanças que ocorriam na Europa e Estados 
Unidos da América, a Família Real mudava-se para o Brasil e com ela vieram os 
primeiros protestantes para fundar e disseminar novas idéias no Brasil.
O protestantismo de missão, ou, os protestantismos que se instalaram no Bra-
sil a partir do século XIX, majoritariamente originários dos Estados Unidos da 
América, vieram imbuídos de um projeto evangelizador, expansionista e civili-
zador (BONINO, 1995; MENDONÇA, 1984).
Junto com a evangelização a educação da escola protestante formou o con-
junto de aspectos que se consideram essenciais para compreender a penetra-
ção, expansão e consolidação do projeto missionário dos protestantes no Brasil 
(CARDOSO, 2003). Ressalta também que por meio das escolas-igrejas os pro-
testantes divulgavam o seu pensamento e cosmovisão, mas também imprimiam 
um modus vivendi, baseado em hábitos, condutas sociais e valores, geralmente 
tematizados na perspectiva religiosa, como por exemplo: o combate ao uso do 
álcool e do tabaco, bem como da prática dos jogos de azar; as regras de higiene; 
as regras restritivas de certos divertimentos; os modos de administrar as finanças 
e o patrimônio, orientados ao trabalho intenso, à poupança e acumulação; os 
modos de trajar, falar e comportar-se em público; a exigência da leitura e o es-
tímulo àintelecção; tudo isso baseado no “modo americano de vida” (american 
way of life).
Segundo Siepierski (2001),em 1855passaram a ser desenvolvidas atividades 
no idioma pátrio, pois antes os cultos eram realizados em inglês, restringindo o 
proselitismo aos brasileiros. O proselitismo abrange um vasto leque de ações, 
decorrentes do direito mais vasto de manifestar as suas convicções religiosas, 
tentando convencer os outros (que beneficiam de direitos correspondentes como 
o de modificar as suas crenças) da verdade e benefícios das respectivas convic-
ções” (GUERREIRO, 2005, p. 3-4). Em 1858, médico Robert R. Kalley funda 
a primeira igreja evangélica de língua portuguesa em solo brasileiro, na cida-
de do Rio de Janeiro. A igreja ficou conhecida como Igreja Evangélica e seus 
membros conhecidos como evangélicos, termo que perdura até os dias atuais. 
Foi através da iniciativa de Kelley que “se conseguiu a regularização e reconhe-
cimento oficial dos não católicos em 1861, bem como a autorização do registro 
de seus nascimentos e falecimentos em cartórios de paz, o que até então era feito 
exclusivamente nas paróquias católicas” (SIEPIERSKI, 2001, p. 28).
Espera-se assim contribuir para os estudos sobre a introdução do protestantis-
mo no Brasil, o qual tem sido ainda muito pouco explorado.
O reavivamento da Rua Azusa foi uma reunião de avivamento pentecostal 
que se deu em Los Angeles, Califórnia, liderada por William Joseph Seymour, 
um pregador afro-americano. Teve início com uma reunião em 14 de Abril de 
1906 em um prédio que fora da Igreja Metodista Episcopal Afro-americana e 
continuou até meados de 1915. O avivamento foi caracterizado por experiências 
de falar em línguas estranhas, cultos de adoração, e mistura inter-racial (WIKI-
PÉDIA, 2022).
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Os participantes foram criticados pela mídia secular e teólogos cristãos por 
considerarem o comportamento escandaloso e pouco ortodoxo, especialmente 
para a época. Hoje, o avivamento é considerado pelos historiadores como prin-
cipal catalisador para a propagação do pentecostalismo no século XX. 
Em 1904 aconteceu o Avivamento de Gales, durante o qual aproximadamente 
100.000 pessoas de Gales se uniram ao movimento. Internacionalmente, cristãos 
evangélicos tomaram este evento como um sinal do cumprimento da profecia do 
Livro de Joel da Bíblia, (Joel 2:23-29) que estava para acontecer. Joseph Smale, 
pastor da Primeira Igreja Batista em Los Angeles, foi pessoalmente a Gales para 
testemunhar o avivamento. No seu regresso a Los Angeles, tentou inflamar um 
evento similar em sua própria congregação. Sua tentativa, todavia, teve pouca 
duração, e finalmente deixou a Primeira Igreja Batista para fundar a Primeira 
Igreja do Novo Testamento, de onde continuou os seus esforços. Durante esse 
tempo, outros avivamentos em pequena escala estavam acontecendo em Min-
nesota, Carolina do Norte e Texas. Em 1905, houve relatos de falar em línguas, 
curas sobrenaturais, e uma significativa mudança de vida acompanhavam esses 
avivamentos. Quando esta notícia correu, os evangélicos por todo os Estados 
Unidos começaram a orar por avivamentos similares em suas próprias congre-
gações. 
Em 1905, William J. Seymour, 43 anos, filho de ex-escravos, foi um estu-
dante do notório pregador pentecostal Charles Parham e pastor interino de uma 
pequena igreja de santidade em Houston, Texas. Neely Terry, uma mulher afro-
americana que participou de uma pequena igreja liderada por Julia Hutchins em 
Los Angeles, fez uma viagem para visitar alguns familiares em Houston ao final 
de 1905. Estando em Houston, ela visitou a igreja de Seymour, onde ele pregou 
que a evidência do batismo no Espírito Santo era o falar em línguas, embora ele 
mesmo não houvesse experimentado essa experiência. Terry ficou impressiona-
da com o seu caráter e mensagem. De volta em sua casa na Califórnia, Terry su-
geriu que Seymour fosse convidado para falar na igreja local. Seymour recebeu 
e aceitou o convite em fevereiro de 1906, ele recebeu ajuda financeira e a bênção 
de Parham por sua visita prevista em um mês. 
Seymour chegou a Los Angeles em 22 de fevereiro de 1906, e por dois dias 
pregou na igreja de Julia Hutchins na esquina da rua Nona com avenida Santa fé. 
Durante seu primeiro sermão, ele pregou que falar em línguas era a evidência bí-
blica do batismo no Espírito Santo. No domingo seguinte, 4 de março, ele voltou 
a igreja e soube que Hutchins fechara a porta com um cadeado. Os anciãos da 
igreja não aceitaram o ensinamento de Seymour, principalmente porque ele não 
havia experimentado nenhuma bênção de que estava pregando. A condenação 
de sua mensagem também veio da Associação da Igreja de Santidade do Sul da 
Califórnia, com a qual a igreja estava filiada. Entretanto, nem todos os membros 
da igreja de Hutchins rejeitaram o ensinamento de Seymour. Ele foi convidado 
para se hospedar na casa de um membro da congregação, Edward S. Lee, e ali 
ele começou a fazer estudos bíblicos e reuniões de oração. 
Seymour e o seu pequeno grupo de novos seguidores se mudaram para a casa 
de Richard e Ruth Asberry, na rua Bonnie Brae Norte 214. Famílias brancas das 
igrejas de santidade locais também começaram a participar. O grupo se reunia 
periodicamente e orava pelo batismo no Espírito Santo. Em 9 de abril de 1906, 
depois de cinco semanas de pregação e de oração de Seymour, ao terceiro dia 
de um jejum de 10 dias, Edward S. Lee falou em línguas pela primeira vez. Em 
outra reunião, Seymour compartilhou o testemunho de Lee e pregou um sermão 
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em Atos 2:4-4 e também outras seis pessoas começaram a falar em línguas, in-
cluindo Jennie Moore, que mais tarde se tornaria a esposa de Seymour. Alguns 
dias depois, em 12 de abril, Seymour falou em línguas pela primeira vez, depois 
de orar toda a noite. 
Notícias dos acontecimentos na rua Bonnie Brae Norte rapidamente circula-
ram entre os afroamericanos, latinos e brancos residentes da cidade, e durante 
várias noites, muitos oradores pregariam para a multidão de curiosos e espec-
tadores interessados da varanda da casa dos Asberry. Membros do público in-
cluíam pessoas de um amplo aspecto de níveis de renda e formação religiosa. 
Hutchins acabou falando em línguas quando toda a sua congregação começou a 
frequentar as reuniões. Logo a multidão se tornou muito grande e todos estavam 
falando em línguas, gritando, cantando e gemendo. Finalmente, a varanda caiu, 
forçando o grupo a buscar um novo lugar de reunião. Um morador do bairro des-
creveu os acontecimentos na Bonnie Brae Norte 214 com as seguintes palavras: 
“Eles gritaram três dias e três noite. Era época da Páscoa. As pessoas vinham 
de todas as partes. Assim que as pessoas entravam, elas caíam sob o poder de 
Deus, e a cidade inteira se comoveu. Gritaram tanto que a base da casa cedeu, 
mas ninguém ficou ferido”.
2 O PROTESTANTISMO NO BRASIL
2.1 Período Colonial 
Os primeiros protestantes chegaram ao Brasil ainda no período colonial. Dois 
grupos são particularmente relevantes: 
Os franceses na Guanabara (1555-1567) 
No final de 1555, chegou à Baía de Guanabara uma expedição francesa co-
mandada pelo vice-almirante Nicolas Durand de Villegaignon, para fundar a 
“França Antártica.” Esse empreendimento teve o apoio do almirante huguenote 
Gaspard de Coligny, que seria morto no massacre do dia de São Bartolomeu 
(24-08-1572). Em resposta a uma carta de Villegaignon, Calvino e a igreja de 
Genebra enviaram um grupo de crentes reformados, sob a liderança dos pastores 
Pierre Richier e Guillaume Chartier (1557). Fazia parte do grupo o sapateiro 
Jean de Léry, que mais tarde estudou na Academia de Genebra e tornou-se pas-
tor (†1611). Ele escreveria um relato da expedição, História de uma Viagem à 
Terra do Brasil, publicado em Paris em 1578.
Em 10 de março de 1557, esses reformados celebraram o primeiro culto 
evangélico do Brasil e talvez das Américas. Todavia, pouco tempo depois Vil-
legaignon entrouem conflito com os calvinistas acerca dos sacramentos e os 
expulsou da pequena ilha em que se encontravam. Alguns meses depois, os co-
lonos reformados embarcaram para a França. Quando o navio ameaçou naufra-
gar, cinco deles voltaram e foram presos: Jean du Bordel, Matthieu Verneuil, 
Pierre Bourdon, André Lafon e Jacques le Balleur. Pressionados por Villegaig-
non, escreveram uma bela declaração de suas convicções, a “Confissão de Fé da 
Guanabara” (1558).
Em seguida, os três primeiros foram mortos e Lafon, o único alfaiate da colô-
nia, teve a vida poupada. Balleur fugiu para São Vicente, foi preso e levado para 
Salvador (1559-67), sendo mais tarde enforcado no Rio de Janeiro, quando os 
últimos franceses foram expulsos. A França Antártica é considerada como a pri-
meira tentativa de estabelecer tanto uma igreja quanto um trabalho missionário 
protestante na América Latina. 
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Os holandeses no Nordeste (1630-1654) 
Depois de uma árdua guerra contra a Espanha, a Holanda calvinista con-
quistou a sua independência em 1568 e começou a tornar-se uma das nações 
mais prósperas da Europa. Pouco tempo depois, Portugal caiu sob o controle da 
Espanha por sessenta anos – a chamada “União Ibérica” (1580-1640). Em 1621, 
os holandeses criaram a Companhia das Índias Ocidentais com o objetivo de 
conquistar e colonizar territórios da Espanha nas Américas, especialmente uma 
rica região açucareira: o nordeste do Brasil.
Em 1624, os holandeses tomaram Salvador, a capital do Brasil, mas foram 
expulsos no ano seguinte. Finalmente, em 1630 eles tomaram Recife e Olinda 
e depois boa parte do Nordeste. O maior líder do Brasil holandês foi o príncipe 
João Maurício de Nassau-Siegen, que governou o Nordeste de 1637 a 1644. 
Nassau foi um notável administrador, promoveu a cultura, as artes e as ciências, 
e concedeu uma boa medida de liberdade religiosa aos residentes católicos e 
judeus.
Sob os holandeses, a Igreja Reformada era oficial. Foram criadas vinte e duas 
igrejas locais e congregações, dois presbitérios (Pernambuco e Paraíba) e até 
mesmo um sínodo, o Sínodo do Brasil (1642-1646). Mais de cinquenta pastores 
ou “predicantes” serviram essas comunidades.
A Igreja Reformada realizou uma admirável obra missionária junto aos indí-
genas. Além de pregação, ensino e beneficência, foi preparado um catecismo na 
língua nativa. Outros projetos incluíam a tradução da Bíblia e a futura ordenação 
de pastores indígenas. Em 1654, após quase dez anos de luta, os holandeses fo-
ram expulsos, transferindo-se para o Caribe. Os judeus que os acompanhavam 
foram para Nova Amsterdã, a futura Nova York. 
2.2 Brasil Império 
O século XIX testemunhou a implantação definitiva do protestantismo no 
Brasil. 
2.2.1 Primeiras Manifestações 
Após a expulsão dos holandeses, o Brasil fechou as suas portas aos protestan-
tes por mais de 150 anos. Foi só no início do século XIX, com a vinda da família 
real portuguesa, que essa situação começou a se alterar. Em 1810, Portugal e 
Inglaterra firmaram um Tratado de Comércio e Navegação, cujo artigo XII con-
cedeu tolerância religiosa aos imigrantes protestantes. Logo, muitos começaram 
a chegar, entre eles um bom número de reformados.
Depois da independência, a Constituição Imperial (1824) reafirmou esses di-
reitos, com algumas restrições. Em 1827 foi fundada no Rio de Janeiro a Comu-
nidade Protestante Alemã-Francesa, que veio a congregar, ao lado de luteranos, 
reformados alemães, franceses e suíços. Um dos primeiros pastores presbiteria-
nos a visitar o Brasil foi o Rev. James Cooley Fletcher (1823-1901), que aqui 
chegou em 1851.
Fletcher foi capelão dos marinheiros que aportavam no Rio de Janeiro e deu 
assistência religiosa a imigrantes europeus. Ele manteve contatos com D. Pedro 
II e outros membros destacados da sociedade; lutou em favor da liberdade re-
ligiosa, da emancipação dos escravos e da imigração protestante. Ele escreveu 
o livro O Brasil e os Brasileiros (1857), que foi muito apreciado nos Estados 
Unidos.
Fletcher não fez nenhum trabalho missionário junto aos brasileiros, mas con-
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tribuiu para que isso acontecesse. Foi ele quem influenciou o Rev. Robert Reid 
Kalley e sua esposa Sarah P. Kalley a virem para o Brasil, o que ocorreu em 
1855. Kalley fundou a Igreja Evangélica Fluminense em 1858. No ano seguinte, 
chegou ao Rio de Janeiro o fundador da Igreja Presbiteriana do Brasil, o Rev. 
Ashbel G. Simonton. 
2.2.2 Protestantismo de Imigração 
“Ao iniciar-se o século XIX, não havia no Brasil vestígio de protestantismo” 
(B. Ribeiro, Protestantismo no Brasil Monárquico). Em janeiro de 1808, com a 
chegada da família real, o príncipe-regente João decretou a abertura dos portos 
do Brasil às nações amigas. Em novembro, um novo decreto concedeu amplos 
privilégios a imigrantes de qualquer nacionalidade ou religião (MENDONÇA; 
VELASQUES FILHO, 1990).
Em fevereiro de 1810, Portugal assinou com a Inglaterra tratados de Aliança 
e Amizade e de Comércio e Navegação. Este, em seu artigo XII, concedeu aos 
estrangeira “perfeita liberdade de consciência” para praticarem sua fé. Tolerân-
cia limitada: proibição de fazer prosélitos e falar contra a religião oficial; cape-
las sem forma exterior de templo e sem uso de sinos.
O primeiro capelão anglicano, Robert C. Crane chegou em 1816. A primeira 
capela foi inaugurada no Rio de Janeiro em 26/05/1822; seguiram-se outras nas 
principais cidades costeiras. Outros estrangeiros protestantes: americanos, sue-
cos, dinamarqueses, escoceses, franceses e especialmente alemães e suíços de 
tradição luterana e reformada. “Quando se proclamou a Independência, contudo, 
ainda não havia igreja protestante no país. Não havia culto protestante em língua 
portuguesa. E não há notícia de existir, então, sequer um brasileiro protestante” 
(B. Ribeiro, ibid., 18).
Com a independência, houve grande interesse na vinda de imigrantes, in-
clusive protestantes. Constituição Imperial de 1824, art. 5º: “A religião católica 
apostólica romana continuará a ser a religião do Império. Todas as outras religi-
ões serão permitidas com seu culto doméstico ou particular, em casas para isso 
destinadas, sem forma alguma no exterior de templo.”
Em 1820, suíços católicos iniciaram a colônia de Nova Friburgo; logo a área 
foi abandonada e oferecida a alemães luteranos que chegaram em maio de 1824: 
um grupo de 324 imigrantes acompanhados do seu pastor, Friedrich Oswald 
Sauerbronn (1784-1864). A maior parte dos imigrantes alemães foram para o 
sul: cerca de 4.800 entre 1824 e 1830 (60% protestantes). Os primeiros pastores 
foram Johann Georg Ehlers, Karl Leopold Voges e Friedrich Christian Klinge-
lhöffer.
Em junho 1827 ocorreu a fundação da Comunidade Protestante Alemã-Fran-
cesa do Rio de Janeiro, por iniciativa do cônsul da Prússia Wilhelm von There-
min. Luteranos e calvinistas. Primeiro pastor: Ludwig Neumann. Primeiro san-
tuário em 1837 (alugado); o edifício próprio foi inaugurado em 1845.
Por falta de ministros ordenados, os primeiros luteranos organizaram sua 
própria vida religiosa. Elegeram leigos para serem pastores e professores, os 
“pregadores-colonos.” Na década de 1850, a Prússia e a Suíça “descobriram” os 
alemães do sul do Brasil e começaram a enviar-lhes missionários e ministros. 
Isso criou uma igreja mais institucional e europeia.
Em 1868, o Rev. Hermann Borchard (que havia chegado em 1864) e outros 
colegas fundaram o Sínodo Evangélico Alemão da Província do Rio Grande do 
Sul, que foi extinto em 1875. Em 1886, o Rev. Wilhelm Rotermund (chegou em 
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1874), organizou o Sínodo Rio-Grandense, que se tornou modelo para outras 
organizações similares. Até o final da Segunda Guerra Mundial as igrejas lute-
ranas permaneceram culturalmenteisoladas da sociedade brasileira.
Uma consequência importante da imigração protestante é o fato de que ela 
ajudou a criar as condições que facilitaram a introdução do protestantismo mis-
sionário no Brasil. Erasmo Braga observou que, à medida que os imigrantes ale-
mães exigiam garantias legais de liberdade religiosa, estadistas liberais criaram 
“a legislação avançada que, durante o longo reinado de D. Pedro II, protegeu as 
missões evangélicas da perseguição aberta e até mesmo colocou as comunidades 
não católicas sob a proteção das autoridades imperiais” (The Republic of Brazil, 
49).
Em 1930, de uma comunidade protestante de 700 mil pessoas no país, as 
igrejas imigrantes tinham aproximadamente 300 mil filiados. A maior parte es-
tava ligada à Igreja Evangélica Alemã do Brasil (215 mil) e vivia no Rio Grande 
do Sul. 
2.2.3 Protestantismo Missionário 
As primeiras organizações protestantes que atuaram junto aos brasileiros fo-
ram as Sociedades Bíblicas: Britânica e Estrangeira (1804) e Americana (1816). 
Traduções da Bíblia: protestante – Rev. João Ferreira de Almeida (1628-1691); 
católica – Pe. Antonio Pereira de Figueiredo (1725-1797). Primeiros agentes 
oficiais: SBA – James C. Fletcher (1855); SBBE – Richard Corfield (1856). O 
trabalho dos colportores. 
A Igreja Metodista Episcopal foi a primeira denominação a iniciar ativi-
dades missionárias junto aos brasileiros (1835-41). Obreiros: Fountain E. Pitts, 
Justin Spaulding e Daniel Parish Kidder. Fundaram no Rio de Janeiro a primeira 
escola dominical do Brasil. Também atuaram como capelães da Sociedade Ame-
ricana dos Amigos dos Marinheiros, fundada em 1828. 
Daniel P. Kidder: foi uma figura importante dos primórdios do protestan-
tismo brasileiro. Viajou por todo o país, vendeu Bíblias, contatou intelectuais e 
políticos destacados, como o Pe. Feijó, regente do império (1835-37). Escreveu 
Anotações de Residência e Viagens no Brasil, publicado em 1845, clássico que 
despertou grande interesse pelo nosso país. 
James Cooley Fletcher (1823-1901): Pastor presbiteriano, estudou em Prin-
ceton e na Europa, casou-se com uma filha de César Malan, teólogo calvinista 
de Genebra. Chegou ao Brasil em 1851 como novo capelão da Sociedade dos 
Amigos dos Marinheiros e como missionário da União Cristã Americana e Es-
trangeira. Atuou como secretário interino da legação americana no Rio e foi o 
primeiro agente oficial da Sociedade Bíblica Americana. Promotor entusiasta do 
protestantismo e do “progresso.” Escreveu O Brasil e os Brasileiros, publicado 
em 1857. 
Robert Reid Kalley (1809-1888): Nascido na Escócia, estudou medicina e 
em 1838 foi trabalhar como missionário na Ilha da Madeira. Oito anos depois, 
escapou de violenta perseguição e foi com seus paroquianos para os Estados 
Unidos. Fletcher sugeriu que fosse para o Brasil, onde Kalley e sua esposa Sarah 
Poulton Kalley (1825-1907) chegaram em maio de 1855. No mesmo ano, funda-
ram em Petrópolis a primeira escola dominical permanente do país (19/08/1855). 
Em 11 de julho de 1858, Kalley fundou a Igreja Evangélica, depois Igreja Evan-
gélica Fluminense (1863), cujo primeiro membro brasileiro foi Pedro Nolasco 
de Andrade. Kalley teve importante atuação na defesa da liberdade religiosa. 
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Sua esposa foi autora do famoso hinário Salmos e Hinos (1861). 
Igreja Presbiteriana: Missionários pioneiros – Ashbel Green Simonton 
(1859), Alexander L. Blackford (1860), Francis J.C. Schneider (1861). Primei-
ras igrejas: Rio de Janeiro (12-01-1862), São Paulo e Brotas (1865). Imprensa 
Evangélica (1864), seminário (1867). Primeiro pastor brasileiro: José Manoel 
da Conceição (17/12/1865). A Escola Americana foi criada em 1870 e o Sínodo 
do Brasil surgiu em 1888. 
Imigrantes Americanos: Estabeleceram-se no interior de São Paulo após a 
Guerra Civil americana (1861-65). Foram seguidos por missionários presbite-
rianos, metodistas e batistas. Pioneiros presbiterianos da Igreja do sul dos Es-
tados Unidos (PCUS): George N. Morton e Edward Lane (1869). Fundaram o 
Colégio Internacional (1873). 
Igreja Metodista Episcopal (sul dos EUA): Enviou Junius E. Newman para 
trabalhar junto aos imigrantes (1876). O primeiro missionário aos brasileiros foi 
John James Ransom, que chegou em 1876 e dois anos depois organizou a pri-
meira igreja no Rio de Janeiro. Martha Hite Watts iniciou uma escola para mo-
ças em Piracicaba (1881). A partir de 1880, a I.M.E. do norte dos EUA enviou 
obreiros ao norte do Brasil (William Taylor, Justus H. Nelson) e ao Rio Grande 
do Sul. A Conferência Anual Metodista foi organizada em 1886 pelo bispo John 
C. Granbery, com a presença de apenas três missionários. 
Igreja Batista: Os primeiros missionários, Thomas Jefferson Bowen e sua 
esposa (1859/61) não foram bem-sucedidos. Em 1871, os imigrantes de Santa 
Bárbara organizaram duas igrejas. Os primeiros missionários junto aos brasilei-
ros foram William B. Bagby, Zachary C. Taylor e suas esposas (chegados em 
1881/82). O primeiro membro e pastor batista brasileiro foi o ex-padre Antonio 
Teixeira de Albuquerque, que já estivera ligado aos metodistas. Em 1882 o gru-
po fundou a primeira igreja em Salvador, Bahia. A Convenção Batista Brasileira 
foi criada em 1907. 
Igreja Protestante Episcopal: Última das denominações históricas a iniciar 
trabalho missionário no Brasil. Um importante e controvertido precursor havia 
sido Richard Holden (1828-1886), que durante três anos (1861-64) atuou com 
poucos resultados no Pará e na Bahia. O trabalho permanente teve início em 
1890 com James Watson Morris e Lucien Lee Kinsolving. Inspirados pela obra 
de Simonton e por um folheto sobre o Brasil, fixaram-se em Porto Alegre, Rio 
Grande do Sul, estado até então pouco ocupado por outras missões. Em 1899, 
Kinsolving tornou-se o primeiro bispo residente da Igreja Episcopal do Brasil. 
2.3 Brasil República
Igrejas Pentecostais e Neo-Pentecostais 
As três ondas do pentecostalismo brasileiro:
1. Décadas 1910-1940: chegada simultânea da Congregação Cristã no Brasil 
e da Assembleia de Deus, que dominam o campo por 40 anos;
2. Décadas 1950-1960: o campo pentecostal se fragmenta, e surgem novos 
grupos – Evangelho Quadrangular, Brasil Para Cristo, Deus é Amor e muitos 
outros (contexto paulista);
3. Anos 1970 e 1980: neopentecostalismo – Igreja Universal do Reino de 
Deus, Igreja Internacional da Graça de Deus e outras (contexto carioca). 
Congregação Cristã no Brasil: Fundada pelo italiano Luigi Francescon 
(1866-1964). Radicado em Chicago, foi membro da Igreja Presbiteriana Italia-
na e aderiu ao pentecostalismo em 1907. Em 1910 (março-setembro) visitou 
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o Brasil e iniciou as primeiras igrejas em Santo Antonio da Platina (PR) e São 
Paulo, entre imigrantes italianos. Veio 11 vezes ao Brasil até 1948. Em 1940, o 
movimento tinha 305 “casas de oração” e dez anos mais tarde 815. 
Assembleia de Deus: Fundadores: Suecos Daniel Berg (1885-1963) e Gun-
nar Vingren (1879-1933). Batistas de origem, abraçaram o pentecostalismo em 
1909. Conheceram-se numa conferência pentecostal em Chicago. Assim como 
Luigi Francescon, Berg foi influenciado pelo pastor batista W.H. Durham, que 
participou do avivamento de Los Angeles (1906). Sentindo-se chamados para 
trabalhar no Brasil, chegaram a Belém em novembro de 1910. Seus primeiros 
adeptos foram membros de uma igreja batista com a qual colaboraram (ALMEI-
DA et al., 1099). 
Igreja do Evangelho Quadrangular: Fundada nos Estados Unidos pela 
evangelista Aimee Semple McPherson (1890-1944). O missionário Harold 
Williams fundou a primeira IEQ do Brasil em novembro de 1951 (São João da 
Boa Vista). Em 1953 teve início a Cruzada Nacional de Evangelização, sendo 
Raymond Boatright o principal evangelista. A igreja enfatiza quatro aspectos do 
ministério de Cristo: aquele que salva, batiza com o Espírito Santo,cura e virá 
outra vez. As mulheres podem exercer o ministério pastoral. 
Igreja Evangélica Pentecostal O Brasil Para Cristo: Fundada por Manoel 
de Mello, um evangelista da Assembleia de Deus que depois tornou-se pastor da 
IEQ. Separou-se da Cruzada Nacional de Evangelização em 1956, organizando 
a campanha “O Brasil para Cristo,” da qual surgiu a igreja. Filiou-se ao CMI 
em 1969 (desligou-se em 1986). Em 1979 inaugurou seu grande templo em São 
Paulo, sendo orador oficial Philip Potter, secretário-geral do CMI. Esteve pre-
sente o cardeal arcebispo de São Paulo, Paulo Evaristo Arns. Manoel de Mello 
morreu em 1990. 
Igreja Deus é Amor: Fundada por David Miranda (nascido em 1936), filho 
de um agricultor do Paraná. Indo para São Paulo, converteu-se ao evangelho 
numa pequena igreja pentecostal e em 1962 fundou sua igreja em Vila Maria. 
Logo transferiu-se para o centro da cidade (Praça João Mendes). Em 1979, foi 
adquirida a “sede mundial” na Baixada do Glicério, o maior templo evangéli-
co do Brasil (dez mil pessoas). Em 1991 a igreja afirmava ter 5.458 templos, 
15.755 obreiros e 581 horas diárias em rádios, bem como estar presente em 17 
países (principalmente Paraguai, Uruguai e Argentina). 
Igreja Universal do Reino de Deus: Fundada por Edir Macedo (nascido em 
1944), filho de um comerciante fluminense. Trabalhou por 16 anos na Loteria 
do Estado (subiu de contínuo para um posto administrativo). De origem católica, 
ingressou na Igreja de Nova Vida na adolescência. Deixou essa igreja para fun-
dar a sua própria, inicialmente denominada Igreja da Bênção. Em 1977 deixou o 
emprego público para dedicar-se ao trabalho religioso. Nesse mesmo ano surgiu 
o nome IURD e o primeiro programa de rádio. Macedo viveu nos EUA de 1986 
a 1989, quando voltou ao Brasil, transferiu a sede da igreja para São Paulo e ad-
quiriu a Rede Record. Em 1990 a IURD elegeu três deputados federais. Macedo 
esteve preso por doze dias em 1992, sob a acusação de estelionato, charlatanis-
mo e curandeirismo.
3 AS PERSEGUIÇÕES RELIGIOSAS CATÓLICOS E BATISTAS 
A literatura protestante sobre a memória dos primórdios é plena de exem-
plos quando se reporta as perseguições, e as lutas travadas pelos cristãos, para 
exercer as práticas religiosas nas primeiras igrejas batistas. O movimento mais 
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intenso para combater a formação da nova fé surgiu com a reforma protestante 
em 31 de outubro de 1517. Anos mais tarde Lutero rompeu definitivamente com 
Roma. Nesse processo histórico discípulos de Lutero disseminaram suas ideias 
em outros países. Diante do fato a igreja romana reagiu usando práticas violen-
tas. Em 1523, os seguidores passaram a ser sacrificados, e jogados na fogueira 
como foi o caso em Bruxelas e França. Em 1540, Calvino se estabeleceu em 
Genebra, após a morte de Francisco I, seu filho Henrique II, passou reprimir os 
“huguenotes” (seguidores de Calvino) com atos bárbaros.
A perseguição não impedia a difusão da nova doutrina. O povo entendia o 
discurso dos reformadores e reproduziam os preceitos ensinados. Mas tarde os 
filhos das famílias mais abastadas da sociedade foram se convertendo, e com a 
prática do uso das armas, e diante da violência proposta pelo clero, decidiram 
se defender. Provavelmente essa não foi uma boa decisão. Uma vez que a men-
sagem pregada por Calvino era possuidora de teor pacífico. Com essa atitude 
o conflito religioso se estendeu por três dias, e milhares de “huguenotes” mor-
reram em Paris pelo fio de espada. Conforme a redação de O Jornal Batista se 
referindo a esse período lembra que, [...] a violência extrema, a caça aos hereges 
ou supostos hereges, a fogueira, o cutelo, o garrote e outras formas de suplício, 
foram usados abundantemente pela igreja por século a fio. Não se pode escusar 
de culpas na matança de são Bartolomeu a igreja que promoveu as cruzadas, que 
matou milhares de albigenses e valdenses, que inventou a Inquisição. O crime 
da noite de São Bartolomeu estava perfeitamente enquadrado na índole católico 
- romana. O clero foi vitorioso, mas deixou registrado na lembrança da huma-
nidade, uma história escrita com sangue, onde milhares de pessoas perderam 
a vida na defesa de um ideal religioso. No Brasil, no século XIX e XX, foram 
presenciados atos semelhantes. Na tentativa de entender o pensamento católico, 
questiono: O que levou o clero, a usar tamanha violência contra o povo? Para 
além dos embates travados entre católicos e acatólicos que combateram em de-
fesa dos seus ideais, e presenciaram infortúnios, sofrimentos, dor e morte. Cenas 
indeléveis marcaram as vidas dos cristãos da região sudestes e nordeste. Com 
ênfase para os estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Pernambuco e Sergipe, 
que foram retratadas nas páginas da literatura evangélica. Por iniciativa de Ba-
gby, foi alugado, em 1890, um pequeno salão para a realização dos cultos. Em 
julho desse ano, deslocou-se para lá o Missionário H. E. Soper, e novos batismos 
foram efetuados. Um dia Soper, resolveu realizar, com os crentes, um culto ao 
ar livre, em frente à estação da estrada de Ferro [...]. Mas, irritado com a propa-
ganda e os progressos da pequena igreja batista, o padre local resolveu dar uma 
demonstração de força. Açulou uma pequena multidão, que acossou os crentes 
batistas e os apedrejou. Soper, entretanto, não desanimou: apelando para as au-
toridades, obteve resposta, e o culto, finalmente, se realizou, com a proteção de 
dez soldados armados de espadas.
A história dos batistas registra as torturas horrendas praticadas contra os 
protestantes. O fato de ter professado a fé, em crença que não fosse à católi-
ca romana, estava destinado à perseguição (ANJOS; CARVALHO, 2010). No 
entanto, eram revestidos de tamanha fé, que mesmo diante de tanto conflito, 
permaneciam firme no seu ideal: Propagar a mensagem do evangelho. As perse-
guições continuaram espalhadas pelo Brasil. O missionário Salomão Ginsburg, 
incursionando pelo Rio de Janeiro para divulgar a mensagem do evangelho, en-
controu forte oposição “em forma de vaias e pedradas inconseqüentes” em três 
lugares “São Fidélis, em Macaé, na própria cidade de Campos”. Na perspectiva 
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de fundar uma igreja em São Fidélis, Ginsburg alugou uma casa, em um lugar 
central da cidade para iniciar as atividades religiosas. Ao tomar conhecimento 
do fato o chefe político e pai do delegado de polícia, incomodado, e revestido 
com todo tipo de fúria juntamente com seus comparsas, promoveram verdadeira 
arruaça em frente da casa onde Salomão pregava; pedras foram lançadas, e uma 
jovem, dentre os que acompanhavam o pregador, caiu, banhada em sangue. Não 
satisfeito com esses primeiros resultados, prendeu Ginsburg levando-o para a 
delegacia, onde o pregador passou a noite, sentado num banco. Durante todo 
esse movimento os batistas sofreram com a intolerância da igreja católica, na 
tentativa de dominar a mente e o coração do povo. Seus fiéis estavam impossi-
bilitados de conhecer uma nova religião.
4 O PROTESTANTISMO E A MODERNIDADE NO BRASIL
O pensamento Pós-Moderno esvaziou a religião formal. Na Pós-Moderni-
dade, a religião deixou a dimensão pública e restringiu-se à esfera privada. Na 
tentativa de se libertar de uma cultura religiosa com padrões morais absolutos, 
o indivíduo pós-moderno criou uma religiosidade interiorizada, subjetiva e sem 
culpa.
As pessoas querem optar pela sua “preferência” religiosa sem ser importuna-
das por opiniões contrárias. Os critérios que orientam essas escolhas são todos 
íntimos e subjetivos. Semelhantemente, também não tentarão impor sua nova 
opção de fé a ninguém.
Na Igreja, o que antes era convicção, hoje é opção. Os mandamentos divinos 
passaram a ser sugestões divinas. A igreja é orientada por aquilo que dá certo 
e não por aquilo que é certo. O pragmatismo missionário e o “novo poder” daigreja (político, econômico, tecnológico, etc) esvaziou o significado da oração 
e seu espaço na tarefa da igreja. Confiamos mais em nossos recursos e menos 
em Deus, superestimamos o poder de César e subestimamos o poder de Deus. 
As ferramentas ideológicas e tecnológicas tornaram-se mais eficientes que a 
comunidade e a comunhão.
Entendo que a versão evangélica da pós-modernidade seja o neopentecosta-
lismo e seus famigerados congêneres. Pois, possuem diversos traços de conti-
nuidade cultural com o catolicismo popular latino-americano. Continuidade que 
muitas vezes desemboca em sincretismo e no reforço de práticas e concepções 
corporativistas. O protestantismo, por sua vez, é a religião da escrita, da educa-
ção cívica e racional. Favorece uma cultura política democrática e promove uma 
pedagogia da vontade individual (PEREIRA JÚNIOR, 2022).
Entende-se por “protestante” ou “protestantismo” todo o conjunto de institui-
ções religiosas surgidas em conseqüência da Reforma Religiosa do século XVI 
nas suas principais vertentes que são a luterana e a calvinista e que procuram 
manter os princípios básicos que formam o princípio protestante da liberdade: 
a justificação pela fé, a “sola scriptura”, o livre exame da Bíblia e o sacerdócio 
universal de todos os crentes.
Hoje em dia é difícil incluir entre os protestantes alguns setores do pentecos-
talismo e, principalmente, do neopentecostalismo brasileiro. Esta é a opinião do 
Dr. Ricardo Mariano [1] que analisou os modernos movimentos neopentecostais 
e segundo ele:
O neopentecostalismo, o responsável pela “explosão protestante”, à medida 
que passa a formar sincretismos, a se autonomizar em relação à influência das 
matrizes religiosas norte-americanas, a promover sucessivas acomodações so-
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ciais, a abandonar práticas ascéticas e sectárias, a penetrar em novos e inusitados 
espaços sociais e a assumir o status de uma grande minoria religiosa, cada vez 
menos tende a representar uma ruptura com a cultura ambiente. Tende, pelo 
contrário, a mostrar-se menos distintivo, mais aculturado, mais vulnerável à an-
tropofagia brasileira e, portanto, cada vez menos capaz de modificar a cultura 
que o acolheu e na qual vem se acomodando.
O neopentecostalismo, pelo contrário, provêm da cultura religiosa do cato-
licismo popular, corporativista e autoritário. É a religião da lábia, do engano 
e da corrupção. Ele favorece o analfabetismo bíblico. Esta nova religiosidade 
evangélica é um tipo de ocultismo, recheado de citações bíblicas. Ele há muito 
deixou de ser evangélico, tornando uma outra forma de expressão religiosa, dis-
tante do pensamento protestante e reformado.
Uma das rupturas mais sérias do Neopentecostalismo com o pensamento pro-
testante, é o uso da Bíblia. No Protestantismo a Bíblia é sua última autoridade, 
não a tradição ou personalidades importantes ou mesmo a experiência espiritual, 
enquanto o Neopentecostais enfatiza o uso mágico da Escritura. Para os neopen-
tecostais, a Bíblia é mais um oráculo a ser consultado do que a única regra de fé 
e prática.
Em Brasília, um jornal local publica semanalmente um anúncio estranho: 
“Revela-se por Profecia” (sic). A promessa por trás dessa mensagem é a solução 
imediata dos problemas, dos encostos e das maldições, tal como as inúmeras vi-
dentes que infestam os grandes centros urbanos. Normalmente nestas sessões, a 
vidente se posta diante do pedinte com uma Bíblia aberta. A intenção é encontrar 
“na palavra” a solução para os problemas. Os versos bíblicos são interpretados 
fora de contexto, sempre na busca de uma “palavra de bênção”.
No neopentecostalismo, as doutrinas bíblicas foram rejeitadas e substituídas 
por um falso evangelho centralizado no homem. Boa parte da pregação neopen-
tecostal é um mero exercício de autoajuda, com a intenção principal de acalmar 
a consciência pecaminosa com promessas de riqueza e bem-estar. Contudo, o 
mandamento para todos os ministros cristãos, ainda continua sendo, prega a 
palavra (I Timóteo 4:1), em lugar disso, os pregadores se transformaram em 
animadores de auditório.
Nossa tarefa apologética para esta era pós-moderna é restaurar a confiança na 
verdade. A Bíblia continua sendo a Palavra de Deus. A Bíblia é um documento 
inspirado da revelação divina, quer este ou aquele indivíduo receba ou não o seu 
testemunho. Devemos, pois, respeito e obediência à Bíblia, não por ser letra fixa 
e estática, mas porque, sob a orientação do Espírito Santo, essa letra é a Palavra 
viva do Deus vivo dirigida não só ao crente individual, mas à Igreja em geral.
A igreja precisa rever sua atuação, olhando para o Senhor Jesus e lançando-se 
humildemente de volta às Escrituras, resgatando sua identidade e o seu chama-
do. Se abrirmos mão da Palavra de Deus como verdade absoluta, correremos sé-
rios riscos diante de uma sociedade sem referenciais, mas principalmente diante 
de um Senhor zeloso que rege a história e têm em suas mãos todo o domínio e 
todo o poder.
4 CONCLUSÃO
Em face às inúmeras narrativas e informações contidas neste trabalho, obser-
va-se que desde sua origem, na Idade Média, na Europa, o Protestantismo vem, 
e continuará enfrentando barreiras culturais, geográficas e espirituais. 
Na América do Sul, particularmente no Brasil, foram constantes as lutas tra-
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vadas pelos desbravadores, mesmo para alguns presos e mortos por conta da 
ignorância das populações locais, alimentadas por cleros dominantes, que aos 
poucos viam o poder do verdadeiro Evangelho de Cristo Jesus, avançar contra 
as portas do inferno. Não obstante a estes fatos, pode-se dizer que atualmente 
temos uma Igreja amadurecida e segura de sua missão na sociedade moderna. 
A Introdução ao Protestantismo no Brasil: justiça e misericórdia, é muito 
mais que um tema, é um desafio que continua a ser gritado em nossos ouvidos 
espirituais, tendo em vista às crescentes “ondas” de novas doutrinas de homens e 
de demônios, as facilidades de “bênçãos” oferecidas, sem levar em consideração 
as lágrimas do verdadeiro Evangelho, como nos advertiu o Senhor Jesus: “...
tenho vos dito isto para que em mim tenhais paz: no mundo tereis aflições, mas 
tendes bom ânimo, EU venci o mundo”. Observa-se, também, as necessidades 
de continuar avançando, desta vez fora das quatro paredes dos templos suntu-
osos, onde muitos ainda estão sofrendo de enfermidades emocionais, espiritu-
ais e muitas vezes deparamos com ovelhas sem pastor, dentro de muitos destes 
templos, cultos de adoração sendo transformados em reunião puramente social, 
como forma de entretenimento para muitos. O Protestantismo veio com uma 
bandeira, com um reino entre nós e em nós. Deus salve o Brasil!
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