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BPC – Benefício de Prestação Continuada
O BPC é um benefício da Política de Assistência Social, que integra a Proteção Social Básica no âmbito do Sistema Único de Assistência Social – SUAS
Para acessá-lo não é necessário ter contribuído com a Previdência Social. 
É um benefício individual, não vitalício e intransferível.
Assegura a transferência mensal de 1 (um) salário mínimo ao idoso, com 65 (sessenta e cinco) anos ou mais, e à pessoa com deficiência, de qualquer idade, com impedimentos de longo prazo, de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, os quais, em interação com diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas.
BPC – Benefício de Prestação Continuada
Em ambos os casos, devem comprovar não possuir meios de garantir o próprio sustento, nem tê-lo provido por sua família. A renda mensal familiar per capita deve ser inferior a ¼ (um quarto) do salário mínimo vigente. 
Devem ser somados todos os rendimentos recebidos no mês por aqueles que compõem a família, compreendendo o (a) requerente (idoso ou pessoa com deficiência); o (a) cônjuge ou companheiro (a); os pais e, na ausência deles, a madrasta ou o padrasto; irmãos (ãs) solteiros (as); filhos (as) e enteados (as) solteiros (as) e os (as) menores tutelados (as). 
O valor total dos rendimentos, chamado de renda bruta familiar, deve ser dividido pelo número dos integrantes da família. Se o valor final for menor que ¼ do salário mínimo, o (a) requerente poderá receber o BPC, desde que cumpridos todos os demais critérios. 
BPC – Benefício de Prestação Continuada
Os rendimentos que entram no cálculo da renda bruta mensal são aqueles provenientes de: salários; proventos; pensões; pensões alimentícias; benefícios de previdência pública ou privada; seguro desemprego; comissões; pró-labore; outros rendimentos do trabalho não assalariado; rendimentos do mercado informal ou autônomo; rendimentos auferidos do patrimônio; Renda Mensal Vitalícia – RMV, e o Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social – BPC.
O BPC de uma pessoa idosa não entra no cálculo da renda mensal familiar para concessão do benefício a outro idoso da mesma família, de acordo com o Estatuto do Idoso, Lei nº 10.741, de 1º de outubro de 2003.
Em caso de pessoas idosas ou pessoas com deficiência que residam sozinhas, se encontrem acolhidos em instituição de longa permanência ou em situação de rua terão direito ao benefício, desde que atendam aos critérios para recebimento do benefício.
Cálculo da renda familiar
Na prática (exemplo 1):
PAI
MÃE
FILHO 1
FILHO 2
FILHO 3
Renda
Bruta
Mensal
Se a RBM é igual a R$ 1.600,00 dividimos pelo número de pessoas. No caso acima teremos uma renda familiar per capita de R$ 320,00.
Hoje o salário mínimo é igual a R$ 724,00 e ¼ dele equivale a R$ 181,00.
No exemplo acima a pessoa (requerente) não teria direito ao BPC.
R$ 800,00
R$ 800,00
R$ 1.600,00
R$ 0,00
R$ 0,00
R$ 0,00
Cálculo da renda familiar
Mas se for na situação abaixo (exemplo 2):
PAI
MÃE
FILHO 1
FILHO 2
FILHO 3
Renda
Bruta
Mensal
Se a RBM é igual a R$ 800,00 dividimos pelo número de pessoas. No caso acima teremos uma renda familiar per capita de R$ 160,00.
Hoje o salário mínimo é igual a R$ 724,00 e ¼ dele equivale a R$ 181,00.
No exemplo acima a pessoa (requerente) teria direito ao BPC.
R$ 800,00
R$ 0,00
R$ 800,00
R$ 0,00
R$ 0,00
R$ 0,00
Gestão e Números
A gestão do BPC é realizada pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), por intermédio da Secretaria Nacional de Assistência Social (SNAS) e a operacionalização é realizada pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). 
Os recursos para o custeio do BPC provêm da Seguridade Social. 
Em 2012 eram 3,6 milhões de beneficiários do BPC em todo o Brasil, sendo 1,9 milhões pessoas com deficiência e 1,7 milhões de idosos.
Como requerer
Procurar o Centro de Referência de Assistência Social – CRAS ou a Secretaria Municipal de Assistência Social ou o órgão responsável pela Política de Assistência Social do município para receber as informações necessárias e saber como requerer o benefício. 
A Agência do Instituto Nacional do Seguro Social - INSS é o órgão que vai receber o requerimento e reconhecer o direito ao BPC. 
Para requerer o BPC, o idoso ou a pessoa com deficiência deve agendar o atendimento na Agência da Previdência Social, do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), mais próxima de sua residência.
Como requerer
Na Agência do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), deverá preencher o formulário de solicitação, apresentar a declaração de renda dos membros da família, comprovar residência e apresentar documentos de identificação pessoal e da família. 
O agendamento do atendimento pode ser feito por meio do telefone 135 da Central de Atendimento da Previdência Social (ligação gratuita) ou pela internet, através do site www.previdenciasocial.gov.br
Como requerer
No caso de pessoas com deficiência, será realizada uma avaliação da deficiência e do grau de impedimento, composta por avaliação médica e avaliação social, realizadas por médicos peritos e assistentes sociais do INSS. Esta avaliação será agendada pelo INSS.
Se for comprovada a impossibilidade de deslocamento do beneficiário até o local da realização da avaliação médica e da avaliação social, de incapacidade esta será realizada em seu domicílio ou no local em que o beneficiário esteja internado.
BPC – Benefício de Prestação Continuada
BPC – Benefício de Prestação Continuada
Suspensão
O Benefício de Prestação Continuada (BPC) será suspenso ou cessado em casos de superação das condições que lhe deram origem ou caso seja comprovada alguma irregularidade na concessão ou manutenção do benefício. 
A suspensão também é válida em casos de morte do usuário, não sendo possível a extensão/continuação a membros da família. O BPC, em hipótese alguma, pode ser transferido para outra pessoa, mesmo que seja da família. Tal infração estará sujeita às penalidades previstas em Lei.
Suspensão e Acumulação
(LEI Nº 8.742, DE 7 DE DEZEMBRO DE 1993.)
Inclusões advindas da Lei nº 12.470, de 2011
Art. 21-A. O benefício de prestação continuada será suspenso pelo órgão concedente quando a pessoa com deficiência exercer atividade remunerada, inclusive na condição de microempreendedor individual.
§ 1º Extinta a relação trabalhista ou a atividade empreendedora de que trata o caput deste artigo e, quando for o caso, encerrado o prazo de pagamento do seguro-desemprego e não tendo o beneficiário adquirido direito a qualquer benefício previdenciário, poderá ser requerida a continuidade do pagamento do benefício suspenso, sem necessidade de realização de perícia médica ou reavaliação da deficiência e do grau de incapacidade para esse fim, respeitado o período de revisão previsto no caput do art. 21.
§ 2º A contratação de pessoa com deficiência como aprendiz não acarreta a suspensão do benefício de prestação continuada, limitado a 2 (dois) anos o recebimento concomitante da remuneração e do benefício.
Denúncias de Irregularidades
Qualquer pessoa que tenha conhecimento de alguma irregularidade no pagamento do BPC deve denunciar à Ouvidoria - Geral do Ministério do Desenvolvimento Social – MDS:
Pelo telefone: 0800 707 2003 (ligação gratuita)
Site http://www.mds.gov.br/form_ouvidoria;
Ouvidoria - Geral do Instituto Nacional do Seguro Social – INSS
	- telefone 135 (Central de Relacionamento)
	- site http://ouvidoria.previdencia.gov.br
Ou poderá procurar o Ministério Público de sua cidade.
Legislação que regulamenta o BPC
Constituição Federal de 1988 (artigo 203).
Lei Orgânica da Assistência Social – LOAS - Lei Nº 8.742, de 7 de dezembro de 1993
Lei Nº 10.741, de 1º de outubro de 2003
Lei Nº 12.212, de 20 de janeiro de 2010
Lei Nº 12.435, de 06 de julho de 2011
Lei Nº 12.470, de 31 de agosto de 2011
Decreto Nº 6.214, de 26 de setembro de 2007
Decreto Nº 6.564, de 12 de setembro de 2008Instrução Operacional Conjunta SENARC/SNAS Nº 06, de 29/10/2010 e reeditada em 07 de janeiro de 2011
Portaria Interministerial MDS/MEC/MS/SEDH Nº 18, de 24 de abril de 2007
Portaria MDS Nº 44 MDS, de 19 de fevereiro de 2009
Portaria MDS Nº 706, de 21 de setembro de 2010
Portaria Conjunta MDS/INSS Nº 1, de 24 de maio de 2011
Portaria Interministerial Nº 1.205, de 08 de setembro de 2011
Resolução CNAS Nº 145, de 15 de outubro de 2004
Resolução CNAS Nº 130, de 15 de julho de 2005
Resolução CIT Nº 07, 10 de setembro de 2009
Resolução Normativa Nº 407, da Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL,
	de 27 de julho de 2010
Legislação e Acompanhamento
No Portal do MDS: www.mds.gov.br/sobreoministerio/legislacao/assistenciasocial/legislacao
Na página da Previdência Social: 
	www.previdenciasocial.gov.br
Para acompanhar o BPC:
	www.mds.gov.br/relcrys/bpc/download_beneficiarios_bpc.htm
BPC – Benefício de Prestação Continuada
BPC – Benefício de Prestação Continuada
BPC na Escola
Criado pela Portaria Normativa Interministerial nº 18, de 24 de abril de 2007, tem como objetivo desenvolver ações intersetoriais, visando garantir o acesso e a permanência na escola de crianças e adolescentes com deficiência, de 0 a 18 anos, beneficiários do Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social (BPC), com a participação da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios.
Busca identificar as barreiras que impedem ou dificultam o acesso e a permanência de crianças e adolescentes com deficiência na escola e o desenvolvimento de ações intersetoriais, envolvendo as políticas de educação, de assistência social, de saúde e de direitos humanos.
BPC na Escola
Quatro eixos principais:
	1) identificar, entre os beneficiários do BPC até 18 anos, aqueles que estão na escola e aqueles que estão fora da escola;
	2) identificar as principais barreiras para o acesso e a permanência na escola das pessoas com deficiência beneficiárias do BPC;
	3) desenvolver estudos e estratégias conjuntas para superação dessas barreiras; e 
	4) manter acompanhamento sistemático das ações e programas dos entes federados que aderirem ao programa.
BPC na Escola - Legislação
Portaria Normativa Interministerial nº 18, de 24 de abril de 2007,
Portaria Interministerial nº 1.205, de 08 de setembro de 2011,
Portaria MDS nº 160, de 25 de julho de 2012,
Portaria Interministerial nº 1.066, de 28 de agosto de 2012,
Instrução Operacional nº 1, de 28 de novembro de 2012.
BPC na Escola - Adesão
Com a adesão dos municípios de Água Doce do Norte, Atílio Vivácqua, Governador Lindenberg, Pancas e São Domingos do Norte, e a renovação de outros municípios, o Estado do Espírito Santo atingiu 100% de adesão em 2013.
BPC Trabalho
Programa de Promoção do Acesso das Pessoas com Deficiência Beneficiárias do Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social à Qualificação Profissional e ao Mundo do Trabalho - Programa BPC Trabalho.
Instituído pela Portaria Interministerial nº 2, de 02 de agosto de 2012.
É uma iniciativa do Governo Federal, a ser realizada pelos Ministérios do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), da Educação (MEC), do Trabalho e Emprego (MTE) e da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR).
BPC Trabalho - Objetivo
	Objetivo
Promover o protagonismo e a participação social dos beneficiários com deficiência do Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social – BPC, por meio da superação de barreiras, fortalecimento da autonomia, acesso à rede socioassistencial e de outras políticas, à qualificação profissional e ao mundo do trabalho, priorizando a faixa etária de 16 a 45 anos. 
BPC Trabalho - Articulação
O Programa BPC Trabalho está articulado com o Programa Nacional de Promoção do Acesso ao Mundo do Trabalho – ACESSUAS TRABALHO nas ações de articulação, mobilização e encaminhamento de pessoas em situação de vulnerabilidade e/ou risco social, para cursos de capacitação, formação profissional e demais ações de inclusão produtiva. 
E com as equipes do CRAS que se articulam com as equipes do ACESSUAS Trabalho para o encaminhamento dos beneficiários do BPC que mostrarem interesse na qualificação profissional e nos cursos ofertados pelo Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego – PRONATEC. 
BPC Trabalho - Legislação
	Reforçando
As pessoas com deficiência, beneficiárias do BPC, que entram no mercado de trabalho, terão o pagamento do seu benefício suspenso, em caráter especial. Mas, se perderem o emprego, poderão voltar a receber o BPC, sem precisar solicitar novo benefício, nem passar pela perícia médica e pelo serviço social do INSS. Durante o período em que a pessoa com deficiência estiver exercendo atividade remunerada o benefício ficará suspenso e poderá ter sua continuidade requerida se a relação trabalhista for extinta.
	Referência: Lei nº 8.742, de 07/12/1993 alterada pelas Leis nº 12.435 de 06/07/2011 e nº 12.470, de 31/08/2011.
	Reforçando
A pessoa com deficiência beneficiária do BPC, com idade a partir de 14 anos, pode ser contratada como Aprendiz sem perder o benefício. O aprendiz poderá acumular pagamento do BPC com o salário pago pela empresa por até 2 (dois) anos.
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Para saber mais
sobre o MPT
www.mpt.mp.br
www.quadrinhos.mpt.mp.br
www.pcdlegal.com.br
www.facebook.com.br/mpt.br
twitter.com/MPT_PGT
www.youtube.com/mptpgt
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Disponível em:
www.mpt.mp.br
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TV Justiça
Net
Sky
TV Assembleia
Youtube
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Esta e outras palestras do MPT estão disponíveis em:
www.slideshare.net/MPT_ES
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estanislau.bozi@mpt.gov.br
(27) 2125-4500
O Palestrante
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Estanislau Tallon Bozi
- Procurador do Trabalho do Ministério Público do Trabalho;
- Professor de Ensino Superior;
- Bacharel em Direito;
- Especialista em Direito do Trabalho e Processo do Trabalho;
- Mestre em Direitos e Garantias Constitucionais Fundamentais.
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