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1 Escola Técnica do Estado do Pará Francisco da Silva Nunes Profª Carla Franco Belém – 2017 2 ● Organização, estrutura e funcionamento de Unidade de Terapia Intensiva ● Normas técnicas sobre o funcionamento dos equipamentos e materiais específicos ●Normas e rotinas das Unidades ● Níveis de Consciência do Paciente internado em UTI. ● Técnicas de enfermagem higiene, conforto, segurança, hidratação de paciente graves; ● Técnicas básicas de enfermagem para balanço hidro-eletrolítico, AVAS e TOT, cuidados com traqueostomia, sondas, tubos e drenos e dietoterapias especiais; ● Farmacologia; ● Técnicas de posicionamento correto no leito, proteção do paciente, mudanças de decúbito e técnicas que visem segurança, conforto e ainda evitem complicações e seqüelas; ● Técnicas de enfermagem no preparo do corpo pós-morte. 3 ● ORGANIZAÇÃO, ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO DE UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA - A UTI deve obedecer aos requisitos de Unidades de Terapia Intensiva determinados na RDC/Anvisa n. 50, de 21 de fevereiro de 2002, RDC/Anvisa n. 307, de 14 de novembro de 2002 e RDC/Anvisa nº. 189, de 18 de julho de 2003, e prover meios de garantir a privacidade dos pacientes. UTI é a sigla para Unidade de Terapia Intensiva ou Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) de um hospital. Normalmente, as UTI’s são dotadas de sistema de monitorização contínua, que atende pacientes em estado potencialmente grave ou com descompensação de um ou mais sistemas orgânicos. Nestes casos, um tratamento intensivo seria única solução para que o paciente tenha a capacidade de se recuperar. A UTI surgiu através da necessidade de oferecer um suporte maior para pacientes agudamente doentes, é um ambiente reservado e único no ambiente hospitalar que oferece monitoria e vigilância 24 horas. CTI é a sigla de Centro de Tratamento e Terapia Intensiva e consiste numa área especial do hospital onde ficam os pacientes em estado grave, com a necessidade de terem todos os seus sinais vitais monitorados continuamente. Normalmente, o CTI não abriga casos especializados em uma patologia específica, mas sim todos os pacientes que precisam de acompanhamento intensivo. Já a UTI é destinada a casos específicos, como a UTI neonatal, UTI cardiológica, UTI para queimados e etc. A UTI é mais comum em hospitais de grande porte, enquanto que as CTI’s podem ser encontradas em hospitais menores. + Localização dentro do ambiente hospitalar Cada UTI deve ser uma área geográfica distinta dentro do hospital, quando possível, com acesso controlado, sem trânsito para outros departamentos. Sua localização deve ter acesso direto e ser próxima de elevador, serviço de emergência, centro cirúrgico, sala recuperação pós-anestésica, unidades intermediárias de terapia e serviço de laboratório e radiologia. A disposição dos leitos de UTI podem ser em área comum (tipo vigilância), quartos fechados ou mista. A área comum proporciona observação contínua do paciente, 4 é indicada a separação dos leitos por divisórias laváveis que proporcionam uma relativa privacidade dos pacientes. As unidades com leitos dispostos em quartos fechados, devem ser dotadas de paineis de vidro para facilitar a observação dos pacientes. Nesta forma de unidade é necessário uma central de monitorização no posto de enfermagem, com transmissão de onda eletrocardiografica e freqüência cardíaca. Unidades com quartos fechados proporcionam maior privacidade aos pacientes, redução do nível de ruído e possibilidade de isolamento dos pacientes infectados e imunossuprimidos. Salas de isolamento são recomendáveis e cada instalação de saúde, deve-se considerar a necessidade de salas de isolamento com pressão positiva e negativa nestas salas. Esta necessidade vai depender principalmente da população de pacientes e dos requisitos do Ministério da Saúde. Independente da forma escolhida para a Unidade de Terapia Intensiva, esta deve obedecer aos seguintes critérios: Os pacientes devem ficar localizados de modo que a visualização direta ou indireta, seja possível durante todo o tempo, permitindo a monitorização do estado dos pacientes, sob as circunstâncias de rotina e de emergência. O projeto preferencial é aquele que permite uma linha direta de visão, entre o paciente e o posto de enfermagem a área de cada leito deve permitir ampla circulação e fácil manejo da aparelhagem. Os leitos devem ficar tanto quanto possíveis isolados uns dos outros. As unidades devem ter aberturas amplas de vidro ou janelas isolantes para o exterior, para evitar claustrofobia. A aparelhagem de ar condicionado deve ter funcionamento perfeito e suas saídas não devem canalizar ar sobre os leitos; todos os leitos devem possuir tomadas em 110 / 220 volts e devem estar conjugadas com o gerador de emergência do hospital; todos os leitos devem contar no mínimo com 1 saída de canalização à vácuo, 2 de ar comprimido e 2 saídas de oxigênio. O posto de enfermagem deve ser centralizado, no mínimo um para cada doze leitos e prover uma área confortável, de tamanho suficiente para acomodar todas as funções da equipe de trabalho. O posto de enfermagem deve estar instalado de forma a permitir observação visual direta ou eletrônica dos leitos. Lavatórios exclusivos para uso da equipe de assistência, obedecendo à proporção de 1 lavatório para cada 5 leitos/berços ou incubadoras. Os lavatórios devem ser dotados de torneiras com dispositivos automáticos que permitam a interrupção do fluxo de água 5 sem o uso das mãos. Devem dispor, ainda, de sabão, antisséptico e papel toalha ou jato de ar quente para secagem das mãos. Todas as áreas onde estão localizados leitos de UTI devem dispor de iluminação natural e relógio posicionado de forma a que possa ser observado pelo paciente. Sala de utensílios limpos e sujos devem ser separadas e que não estejam interligadas. Os pisos devem ser cobertos com materiais sem emendas ou junções, para facilitar a limpeza. A sala de utensílios limpos é utilizada para armazenar suprimentos limpos e esterilizados, podendo também acondicionar roupas limpas. Prateleiras e armários para armazenagem devem estar em locais acima do solo, facilitando a limpeza do piso. A sala de materiais sujos (expurgo), deve ser localizada fora da área de circulação da unidade. Pode ter uma pia e um tanque, ambos com torneiras misturadoras de água fria e quente para desinfecção e preparo de materiais. Deve ser projetada para abrigar roupa suja antes de encaminhar ao destino, dispor de mecanismos para descartar itens contaminados com substâncias e fluidos corporais. Recipientes especiais devem ser providenciados para descartar agulhas e outros objetos perfurocortantes. Para desinfecção dos materiais não descartáveis é necessário dois recipientes com tampa, um para materiais de borracha e vidro e outro para materiais de inox. Banheiro de pacientes localizado na área de internação da unidade (geral) ou anexo ao quarto (isolamento). Todos os banheiros e sanitários de pacientes internados devem ter duchas higiênicas e chuveiro. Sala de serviços gerais: sala destinada a guarda de materiais e soluções utilizadas na limpeza e desinfecção da Unidade. Deve ser provida de tanque e prateleiras suspensas. Armazenamento de equipamentos: uma área para guardar os equipamentos que não estão em uso ativo, deve ser planejada. A localização deve ser de fácil acesso e espaço adequado para pronta localização e remoção do equipamento desejado. Laboratório: todas as U.T.Is. devem ter serviço de laboratório clínico disponível vinte e quatro horas por dia. Quando o laboratório central do hospital não puder atender as necessidades da UTI, um laboratório satélite dentro da, ou adjacenteà UTI deve ser capaz de fornecer os testes químicos e hematológicos mínimos, incluindo análises de gases do sangue arterial. 6 Área de Descanso dos Funcionários: uma sala de descanso deve ser prevista em cada U.T.I. ou grupamento de U.T.Is, para prover um local privado, confortável e com ambiente descontraído. Devem existir sanitários masculinos e femininos dotados de chuveiro e armários. Uma copa com instalações adequadas para armazenamento e preparo de alimentos, incluindo uma geladeira, um fogão elétrico e ou forno microondas. Conforto Médico: deve ser próximo à área de internação, de fácil acesso, com instalações sanitárias e chuveiro. A sala deve ser ligada à U.T.I. por telefone e ou sistema de intercomunicação. Recepção da U.T.I.: cada U.T.I. ou agrupamento de U.T.Is deve ter uma área para controlar o acesso de visitantes. Sua localização deve ser planejada de modo que os visitantes se identifiquem antes de entrar. Pôr ser uma unidade de acesso restrito é desejável que a entrada para os profissionais de saúde, seja separada dos visitantes e um sistema de intercomunicação com as áreas da U.T.I. efetivo. Rota de transporte de pacientes: os corredores utilizados para transportar os pacientes devem ser separados dos utilizados pelos visitantes. O transporte dos pacientes deve ser rápido e a privacidade preservada. Quando necessário o uso de elevadores, deve ser previsto um tamanho superdimensionado e separado do acesso público. A circulação exclusiva para itens sujos e limpos é medida dispensável. O transporte de material contaminado pode ser através de quaisquer ambientes e cruzar com material esterilizado ou paciente, sem risco algum, se acondicionado em carros fechados, com tampa e técnica adequada. O revestimento do piso deve ser resistente a trabalho pesado e permitir que equipamentos com rodas se movam sem dificuldades. Secretaria administrativa: é uma área recomendável, adjacente à U.T.I., para pessoal da administração médica e de enfermagem. Espaços adicionais para secretarias podem ser alocados para pessoal de desenvolvimento, especialistas clínicos e serviço social, quando aplicável. A habilidade de colocar estes profissionais nas proximidades de uma U.T.I. pode facilitar a abordagem do gerenciamento dos pacientes pôr um grupo amplo e integrado. +Número de Leitos 7 Os leitos necessários para fornecer uma cobertura segura e adequada para pacientes gravemente doentes num hospital, dependem da população do hospital, quantidade de cirurgias, grau do compromisso de cuidados intensivos pela administração do hospital, pelos médicos e enfermeiros, e dos recursos institucionais. Um método empírico freqüentemente relatado é que um hospital geral deveria destinar 10% da capacidade de leitos para UTI. Uma UTI deve existir com no mínimo cinco leitos, em hospitais com capacidade para cem ou mais leitos. A instalação com menos de cinco leitos torna-se impraticável e extremamente onerosa, com rendimento insatisfatório em termos de atendimento. O ideal considerado do ponto de vista funcional, são oito a doze leitos pôr unidade. Caso se indique maior número de leitos, esta deve ser dividida em subunidades. Esta divisão proporciona maior eficiência de atendimento da equipe de trabalho. ● NORMAS TÉCNICAS SOBRE O FUNCIONAMENTO DOS EQUIPAMENTOS E MATERIAIS ESPECÍFICOS +Recursos Materiais A escolha dos materiais e equipamentos para a unidade está ligada às características da mesma. Há uma necessidade real em se estabelecer adequação entre equipamento a ser utilizado e as práticas desenvolvidas na unidade. Os profissionais que ali atuam devem estar cientes de que o equipamento sempre assessora o pessoal que atua junto ao paciente, jamais o substituindo. Daí a necessidade de que tal equipamento seja adequado àqueles que utilizam. Alguns pontos devem ser ressaltados, orientando a escolha do equipamento: - Seja de fácil operacionalidade, eficiente e de utilidade comprovada; tenha assistência técnica contínua e eficaz; atinja as finalidades da unidade, oferecendo segurança na assistência ao paciente; Um programa deve ser estabelecido para a manutenção preventiva de todo o equipamento, através de uma inspeção regular, de acordo com as especificações do fabricante. Para caracterizar a UTI como área confinada, todo o seu equipamento deve ser próprio e não ser deslocado para outras unidades do hospital. As finalidades do equipamento só serão atingidas se estiver em condições de utilização imediata. 8 - Para cada paciente internado na UTI, deve existir uma cama Fowler com grades laterais e rodízios e/ou um berço aquecido ou incubadora, de acordo com a modalidade de UTI e faixa etária dos pacientes atendidos. - Toda Unidade de Tratamento Intensivo deve estar provida, no mínimo, dos materiais e equipamentos, atendendo à quantificação nela prevista. + Materias encontrados na UTI -Carro ressuscitador com monitor/desfribilador sincronizado e material para entubação endotraqueal (carro de parada); Negatoscópio; Aspirador portátil; Glicosímetro ou hemoglucoteste; Ventilador Mecânico; Marcapasso provisório (eletrodo e gerador); Geladeira para conservação de medicamentos; Recipiente para aquecimento (banho-maria); Máscara de Venturi; Maca de transporte com grades laterais e suporte para Soluções parenterais; Bandejas equipadas para: a) Curativos b) Diálise peritoneal c) Drenagem torácica d) Flebotomia; Cilindro de oxigênio provido de válvulas de segurança e manômetro, devidamente acondicionados; Eletrocardiógrafo portátil; Aparelho de raios-x móvel; Monitor de beira de leito; Adaptador para monitor (cardioscópio e oximetria de pulso); Máscara de oxigênio de diferentes tamanho; Termômetro; Estetoscópio; Ressuscitador manual (ambú); Bomba de infusão; Suporte para frascos de drenagem; Balança +Recursos Humanos Toda UTI deve, em suas 24 horas de funcionamento, dispor de: a) Um Médico Plantonista para cada 10 leitos ou fração, responsável pelo atendimento na UTI e na Semi- Intensiva, quando existente; b) Um Enfermeiro para cada turno de trabalho; c) Um Técnico de Enfermagem para cada 2 leitos de UTI Adulto ou Pediátrico; d) Um Fisioterapeuta; e) Um Auxiliar de Serviços Diversos/Secretária; f) Um funcionário exclusivo para serviços de limpeza. Os Plantonistas da UTI que não apresentarem título de especialista em Medicina ntensiva devem possuir, no mínimo, estágio ou experiência profissional comprovada pela ssociação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) de, pelo menos, um ano na área. 9 ●NORMAS E ROTINAS DAS UNIDADES Toda UTI deve estabelecer, por escrito, um manual de rotinas de procedimentos, assinada pelo Responsável Técnico (RT) e Chefia de Enfermagem, elaborada em conjunto com os setores afins do hospital (CCIH, Farmácia, Serviço de Manutenção, dentre outros), e que contemple, no mínimo, os seguintes tópicos: a) Procedimentos médicos; b) Procedimentos de enfermagem; c) Processamento de artigos e superfícies; d) Controle de manutenção dos equipamentos; e) Procedimentos de biossegurança; f) Transporte intra-hospitalar. O manual de procedimentos, deve ser compatível com os requisitos técnicos e exigências previstas no Regulamento Técnico, Portaria nº 466,do Ministério da Saúde e demais instrumentos legais pertinentes, assim como, com a literatura biomédica internacional atualizada. O manual de procedimentos deve ser extensivo à Unidade de Tratamento Semi- Intensivo, quando existente no hospital, assim como ao Serviço de Tratamento Intensivo Móvel. Toda UTI deve manter um prontuário para cada paciente, com todas as informações sobre o tratamento e sua evolução, contendo os resultados dos exames realizados permanentemente anexados a este. Os prontuários devem estar adequadamente preenchidos, de forma clara e precisaatualizado, assinado, carimbado e datado pelo médico responsável por cada atendimento. Os prontuários dos pacientes devem estar acessíveis para auditoria, assim como, para consulta dos pacientes ou responsáveis, desde que asseguradas as condições de sigilo previstas no Código de Ética Médica, e de Direito, previstos no Código de Defesa do Consumidor. Fica assegurado o acesso diário de visitantes e familiares aos pacientes internados, conforme rotina e horário estabelecidos pelo Responsável Técnico e Chefia de Enfermagem. As indicações para admissão e alta da Unidade de Tratamento Intensivo e Unidade de Tratamento Semi- Intensivo são atribuições exclusivas do Médico Intensivista. Terá indicação para admissão em Unidade de Tratamento Intensivo: a) Paciente grave ou de risco, com probabilidade de sobrevida e recuperação. b) Paciente em morte cerebral, por tratar-se de potencial doador de órgãos. Deve ter alta da UTI todo paciente, tão logo cessadas as causas que justificaram sua internação, podendo, à critério do 10 Intensivista, ser encaminhado para a Unidade de Tratamento Semi-Intensivo. Serão admitidos na Unidade de Tratamento Semi-Intensivo pacientes oriundos da UTI e/ou de outras unidades do hospital, a critério do Médico Intensivista. ● NÍVEIS DE CONSCIÊNCIA DO PACIENTE INTERNADO EM UTI. Pacientes com alterações neurológicas agudas: déficit motor, afasia, convulsão, delirium e com rebaixamento agudo do nível de consciência encontram-se potencialmente em situação de emergência, devendo ser avaliados de forma prioritária. A avaliação do doente que possui alterações no estado de consciência constitui um dos parâmetros da avaliação neurológica e é para a enfermagem um ponto de partida para um melhor e adequado diagnóstico, planejamento, intervenção e avaliação. E, na maior parte das situações a alteração do nível de consciência, muitas vezes sutil, é um dos primeiros sinais que o doente apresenta, antes de se notarem outras alterações na avaliação neurológica. A alteração do nível de consciência está compreendida entre o paciente completamente alerta e o paciente em coma profundo. Para avaliar essa alteração, padronizando a avaliação neurológica de uma maneira objetiva, reprodutível e universal, foram criadas escalas denominadas: Escala de Coma de Glasgow e Escala de Ramsay. A avaliação do nível de consciência é o aspecto mais importante da avaliação neurológica, da qual também faz parte a avaliação dos movimentos, dos sinais pupilares e oculares, dos padrões respiratórios e dos sinais vitais. Assim, a proposta desse trabalho é realizar uma revisão sistemática da literatura disponível nas revistas brasileiras e em algumas bibliografias sobre como é feita e quais instrumentos devem ser utilizados para avaliar o nível de consciência do paciente grave. + Classificação ALERTA Acordado e com respostas adequadas SONOLÊNCIA Acorda ao chamado e respostas adequadas OBNUBILAÇÃO Sonolência mais profunda responde a comandos altos de voz e estímulos dolorosos. 11 VÍGIL Acordado em alerta, porém não contactuante. TORPOR Sonolência profunda, responde a estímulos dolorosos. COMA Não abre os olhos e nem responde a estímulos. ● TÉCNICAS DE ENFERMAGEM HIGIENE, CONFORTO, SEGURANÇA, HIDRATAÇÃO DE PACIENTE GRAVES Estimular e promover as ações do auto-cuidado, na tentativa de promover a saúde e de ajudar o paciente a recuperar-se da doença. - HIGIENE ORAL 12 Proporcionar higiene e conforto ao paciente e evitar infecções; *PROCEDIMENTO: Lavar mãos e reunir material; Explicar o procedimento; Colocar em posição Fowler; Proceder a limpeza com a escova e creme dental ou solução antisseptica; Recolher material; Lavar mãos Pacientes inconscientes, intubados e em jejum oral prolongado necessita de higiene oral com maior frequência. - HIGIENE OCULAR Reunir material; Lavar mãos; Segurar gaze com a mão direita e embebê-la na solução fisiológica; Separar as pálpebras com os dedos polegar e indicador da mão esquerda; Pedir ao paciente que olhe p/ cima; Remover delicadamente a secreção,partindo da parte interna do olho; Repetir procedimento até remover a secreção; Desprezar o material e lavar as mãos. - BANHO NO LEITO É a higienização total ou parcial do corpo executada em pacientes acamados, impossibilitados de saírem do leito. Um banho completo no leito limpa a pele, estimula a circulação, proporciona um exercício leve e promove conforto. O banho possibilita a enfermagem avaliar a condição da pele, a mobilidade articular e a força muscular.O banho pode ser completo ou parcial. - Reunir todo material; Explicar procedimento; Dobrar roupa da cama limpa e posicioná-la sobre a cadeira na ordem de uso; Soltar a roupa da cama, deixar o paciente coberto somente com um lençol; Lavar e enxugar o rosto,orelhas e pescoço; Lavar e enxugar da mão até axila; Abaixar o lençol até abdome e lavar o tórax com movimentos circulares; Subir o lençol até o torax, lavar e enxugar o abdome; Cobrir o torax e abdome com lençol limpo; Lavar e enxugar MMII; Massagear as costas do paciente para ativar circulação; Enxugar bem a pele,principalmente nas dobras; Manter unhas do paciente sempre limpas e aparadas. - HIGIENE DAS REGIÕES GENITAL E ANAL: Explicar o procedimento; Cobrir paciente com lençol; Colocar em posição ginecológica; Colocar arrastadeira e irrigar a região pubiana com água; Ensaboar os 13 grandes lábios com movimentos de cima para baixo; Esfregar toda área peri-vulvar e anal, usando gaze ou algodão para cada movimento; Levante o pênis e exponha o prepúcio. ● TÉCNICAS BÁSICAS DE ENFERMAGEM PARA BALANÇO HIDRO- ELETROLÍTICO, AVAS E TOT, CUIDADOS COM TRAQUEOSTOMIA, SONDAS, TUBOS E DRENOS E DIETOTERAPIAS ESPECIAIS; - BALANÇO HIDRO-ELETROLÍTICO O balanço hídrico representa toda a função de monitorizar todos os tipos de líquidos administrados e eliminados pelo doente durante um determinado período.O mesmo em condições normais poderá receber líquidos por via oral, alimentos, água endógena e exógena, e ter perdas pela diurese, evacuações e pela parte sensível (pulmões e pele). Todo medicamento administrado tanto por via oral como endovenoso, são incluídos como ganhos (balanço positivo), e o débito de sondagem vesical, drenos, vômitos e evacuações líquida como perdas (balanço negativo), há também casos quando ocorre balanço igualado. É de extrema importância o técnico de enfermagem realizar as anotações rígidas do balanço. É através dela que indicará a boa ou péssima evolução clínica do paciente. Poderá indicar através do balanço juntamente com os exames laboratoriais o início de outras patologias. O que pode se considerar como ganho(Balanço positivo/entrada)? Dietas por SNG, SNE, ostomias, ingestão de água, sucos, chás, sopas, terapia medicamentosa de soros, medicações com diluição, drogas vasoativas, drogas sedativas em soro, sangue, plasma, NPP/NPT. O que pode se considerar como perda(Balanço negativo/saída)? Eliminações vesicais e intestinais presentes em forma líquida e semi líquida, vômitos, drenagens, secreções, sudorese, linfa. Como calcular o total em controle de Balanço Hídrico? Em ganhos: Se for de terapias medicamentosas, anotar todas vazões totais infundidas no paciente naquele período em uma tabela de ganhos por soros. Anotar a ingesta líquida, se houve uma boa aceitação ou não, em uma tabela onde indica as dietas 14 por via oral. A vazão de infusão da dieta enteral por bomba infusora também é contado e extremamente importante. Em perdas: Se for por sondagem vesical, anotar a cada duas horas o total da diurese presente em bolsa, por drenos (se a sonda gástrica ou enteral estiver aberta para drenagem, realizar anotação do débito total, se houver perdas de fluidos gástricos por via oral, anotar como “perdas”)no final do plantão. Para fazer a contagem do balanço hídrico, devemos no final de 24 horas, somar o total de ganhos e de perdas e subtrair um do outro. Anote o resultado final no balanço, e tendo qualquer alteração, comunicar o enfermeiro plantonista e ao médico plantonista. É atribuição obrigatória ao Técnico de Enfermagem na UTI anotar todas as medicações infundidas, administradas, dietas oferecidas e as recusas, eliminações vesicais e intestinais e anotar suas características, débito de drenos e seu aspecto, durante seu plantão. - OXIGENOTERAPIA É a administração de oxigênio medicinal através de via inalatória, com finalidade terapêutica de prevenir ou melhorar a hipóxia tecidual, mantendo no ar inspirado uma concentração de gás capaz de oxigenar adequadamente o sangue que sai dos pulmões. Embora haja vários tipos de gás medicinal – como hélio, dióxido de carbono, óxido nitroso, nitrogênio – o mais comumente usado é o oxigênio (O2): o oxigênio é um gás inodoro, incolor, altamente combustível e indispensável à vida humana. É um medicamento e deve ser utilizado com cutela e sob prescrição médica. A situação clínica do cliente é o melhor indicativo - A Oxigenioterapia é indicada quando o cliente apresenta: * Respiração ruidosa; Dificuldade ou impossibilidade de respirar estando deitado; Saturação menor que 90% com FiO2 maior que 0,4; Taquipneia e ou taquicardia; Batimentos de asa de nariz (é mais raro no cliente adulto); Tiragem supraclavicular e intercostal (manifestação visual da insuficiência respiratória), ou seja, usa a musculatura acessória para respirar; Cansaço e/ou agitação; Sinais de desorientação, que antes não apresentava; Cianose (sinal tardio de hipóxia). 15 Medidas de segurança Sendo o oxigênio inflamável, é muito importante: * Não permitir que se fume no local * Cuidado com os aparelhos elétricos que podem emitir faíscas * Nunca usar graxa ou óleo nas válvulas e no manômetro de oxigênio * Transportar o cilindro com cuidado: a queda pode provocar explosão * É ideal que o oxigênio seja canalizado. Os cilindros portáteis devem ser reservados apenas para os casos de transportes de clientes. Meios de administração O oxigênio pode ser administrado por intermédio de: * cânula nasal (óculos para oxigênio), cateter nasal, máscara facial, máscara facial com reservatório, máscara Venturi, cânula endotraqueal, incubadora (crianças), capacetes (crianças), colar de traqueostomia. Materiais * água destilada, umidificador, mangueira, mascara, micropore para rotular. Cuidados de Enfermagem *Realizar higienização das mãos; *Verificar sinais vitais antes e depois da Oxigenioterapia; *Observar sinais de complicações (distensão gástrica, obstrução nasal e lesão de septo); *Verificar o perfeito funcionamento do sistema; *Manter nível de umidificação e aquecimento dos gases em temperatura ideal; *Verificar o correto percentual do oxigênio; *Colocar a porcentagem prescrita pelo médico; *Usar água destilada sempre; *Rotular o frasco com data e horário; *Acomodar o paciente em posição de Fowler; *Registrar o procedimento. -ASPIRAÇÃO http://2.bp.blogspot.com/-eiGi1DxROds/VJmRWdS23QI/AAAAAAAAAdk/uKZRiiZRQ8c/s1600/images.jpg http://2.bp.blogspot.com/-eiGi1DxROds/VJmRWdS23QI/AAAAAAAAAdk/uKZRiiZRQ8c/s1600/images.jpg http://2.bp.blogspot.com/-eiGi1DxROds/VJmRWdS23QI/AAAAAAAAAdk/uKZRiiZRQ8c/s1600/images.jpg 16 As Aspirações de Secreções são geralmente usados nos casos mais simples, para resolver as insuficiências respiratórias do tipo obstrutiva por acúmulo de secreções. A aspiração de secreção do paciente entubado ou traqueostomizado, deve ser quando existir secreção, e não como de rotina. E tendo em mente de que é necessário uma técnica asséptica. INDICAÇÃO: Presença de secreção em pacientes com cânula endotraqueal ou de traqueostomia. CONTRA-INDICAÇÕES: Absolutas: bronco espasmo, obstrução. Relativas: Hemorragias, pacientes com tendências a sangramentos. COMPLICAÇÕES: Traumatismo, hemorragia, infecção por técnica inadequada, bronco espasmo, hipóxia, a sonda não progride. Fluidificação de secreções: quando as secreções apresentam-se espessas o que dificulta a sua eliminação, é necessário fluidificá-las, para isto, lança-se mão de: – umidificadores ou vaporizadores que proporcionam vapor d´água; – nebulizadores que proporciona partículas d´água; – micronebulizadores que facilitam o uso de medicamentos, quebrando o líquido em micro-partículas. A fluidificação de secreções é usada continuamente, quando o paciente está em uso de respirador mecânico, ou recebendo oxigênio através do tubo endotraqueal ou cânula de traqueostomia (o oxigênio seco resseca secreções, devendo ser umidificado, quando administrado). Quem pode realizar a aspiração de secreção? “Ao Auxiliar ou Técnico de Enfermagem devidamente capacitado e supervisionado pelo Enfermeiro, poderá ser delegada a realização de aspiração endotraqueal através de cânula de entubação ou cânula traqueal, em pacientes sob ventilação mecânica ou não, considerados estáveis. Pacientes graves e com risco de morte devem ser assistidos pelo Enfermeiro, portanto, somente este profissional poderá realizar a aspiração, excetuando-se situações de urgência e emergência. A utilização de Soro Fisiológico a 0,9% para umidificar a via e fluidificar a secreção poderá ser prescrita pelo Enfermeiro após avaliação da necessidade do procedimento. A recusa na realização de um procedimento atribuído a Auxiliares ou Técnicos de Enfermagem pode configurar infração ética, desde que comprovada a sua capacitação técnica, mediante prescrição e sob orientação/supervisão do Enfermeiro. O cuidador familiar não remunerado, poderá ser capacitado pelo Enfermeiro para 17 realização de aspiração de secreção do estoma traqueal ou da cânula de traqueostomia definitiva no ambiente domiciliar, ressaltando que receberá o acompanhamento sistemático e supervisão do Enfermeiro na execução dos procedimentos citados. Cuidados Relacionados à Aspiração Trocar frascos de aspiração e conexões a cada 6 horas. Usar cateteres apenas uma vez, podendo trocá-lo durante a aspiração caso tenha muita secreção em suas paredes. Aspiração Endotraqueal Seguir inicialmente a mesma técnica da aspiração nasotraqueal: – Desconectar o respirador, caso faça uso. – Introduzir o cateter através do tubo cuidadosamente. – Iniciar a aspiração com movimentos rotativos do cateter, retirá-lo gradativamente. – Rinsar com água estéril ou solução fisiológica (não é fundamental). – Realizar intervalos de 3 min. de uma aspiração a outra, nunca exceder 15 min. para permitir adequada oxigenação do paciente, se necessário usar o ambú, para realizar ventilações. A Aspiração de Secreção pode-se proceder pelas vias: – Vias Aéreas Superiores (VAS); – Intubação Oro/Endotraqueal; – Traqueostomia Realizando o procedimento: – Verificar indicação do procedimento na prescrição de Enfermagem; – Lavar as mãos; – Preparar o material e levá-lo para Box do paciente; – Orientar o paciente sobre o procedimento; – Conferir o número da sonda de aspiração, com o número da cânula endotraqueal; (A sonda deve ter diâmetro externo não superior ao diâmetro interno do tubo ou cânula, por exemplo: tubo nº 8/sonda nº 18); – Colocar máscara e óculos; – Verificar tipo e características da respiração, condições dos batimentos cardíacos do paciente e simetria da expansão torácica; 18 – Calçar a luva estéril na mão que vai manipular a sonda de aspiração; – Oxigenar o paciente com FiO2 à 100% se no respirador, ou ventilar com ambú com reservatório por 01’, antes e após a aspiração; – Previamente aspirar a boca do paciente conforme o procedimento; – Abrir embalagem da sonda esterilizada e conectá-la à extremidade do látex; – Posicionar a cabeça do paciente no sentido opostoa ser aspirado; – Introduzir suavemente a sonda de aspiração endotraqueal na fase inspiratória, sem fazer sucção, sem forçar, o mais lento possível; – Observar o paciente e fazer manobra de sucção por 3 a 5 segundos na fase expiratória e tracionar a sonda em um único movimento para fora com movimentos circulares; – Repetir o procedimento de remoção das secreções não ultrapassando 15 segundos no tempo total de sucção; – Ventilar o paciente, entre cada aspiração, sempre observando suas reações, coloração da pele e ritmo respiratório; – Introduzir a seguir a sonda de aspiração, alternadamente, em cada manobra, até a faringe, criando sucção e tracionando-a para fora, com movimentos circulares; – Retirar excesso de secreção da sonda com gaze esterilizada; – Utilizar uma sonda para cada aspiração, desprezando após o uso; – Desligar o aspirador e deixar o sistema seco para evitar refluxo quando usado novamente; – Proteger a extremidade do látex com saco plástico (tipo bolsa de colostomia) e fixar em um ponto acima do nível do aspirador; – Retirar a luva, recolher o material e deixar em ordem a unidade do paciente; – Registrar no prontuário, data e hora do procedimento, quantidade, cor, odor e aspecto da secreção, além das reações do paciente, intercorrências e assinar. PONTOS A LEMBRAR: – A aspiração deve ser realizada quando o paciente apresentar: taquipneia, taquicardia, hipotensão, agitação, ansiedade, secreções visíveis, e ausculta de estertores bolhosos e sibilantes; – O aspirador deve estar desinfetado e ser testado antes de iniciar o procedimento; – Para colaborar com a tranqüilidade do paciente; – Sondas de aspiração muito calibrosas podem produzir excessiva pressão negativa, lesar a mucosa e aumentar a hipóxia provocada pela aspiração; 19 – Promover proteção ao paciente e ao profissional; – Constatando sinais de depressão respiratória, irregularidade no ritmo cardíaco, cianose de extremidade, solicitar avaliação do médico plantonista antes de iniciar o procedimento; – Diminuir a hipoxemia resultante das aspirações; – Evitar contaminação; – O paciente deve estar em decúbito dorsal com a cabeceira da cama ligeiramente elevada (Fowler 35 – 40º); – Para a aspiração do brônquio direito, virar a cabeça para o lado esquerdo e vice-versa; – As secreções dever ser removidas com técnica atraumática e asséptica; – Conforme o padrão respiratório do paciente, estar atento ao tempo de aspiração; – Em caso de secreção espessa, rolhas ou mesmo grande quantidade de secreção, avaliar com o médico assistente a indicação de nebulização prévia a este procedimento; – Durante a aspiração observar: P.A, freqüência cardíaca, arritmias e SaO2 (Saturação de Oxigênio); – Efetuar a troca de frasco coletor e extensão (borracha), se necessário; – Ao desprezar as sondas, lavar a extensão do látex, aspirando uma boa quantidade de água, para que toda a secreção seja eliminada do sistema, e não permitida que a secreção do látex retorne à água; – Caso a sonda não progrida, ver com o médico plantonista a necessidade de troca do tubo ou cânula; – Neste momento serão usadas luvas de procedimento que, ao término, serão desprezadas no lixo. -TUBO OROTRAQEAL O Tubo Orotraqueal é um tubo semirrígido que normalmente é passado pela boca e sua extremidade interna fica além do terceiro anel traqueal, próximo a bifurcação que ventila os pulmões. O Tubo Orotraqueal ligará os pulmões ao ventilador mecânico. Esse dispositivo é utilizado de forma transitória em pacientes que apresentam quadro de insuficiência ou incapacidade respiratória, seja por debilidade anatômica ou depressão sensorial (normalmente sedação ou coma). O Tubo Orotraqueal, salvo algumas exceções, necessita de aparelho para ventilação mecânica, que é uma máquina que auxilia ou ventila (respira) para o paciente. 20 -Cuidados com o Tubo Orotraqueal Observar o acúmulo de secreção no trajeto do Tubo Orotraqueal, pois a secreção impede o fluxo normal do ar até o paciente causando desconforto e esforço na respiração Observar as linhas de conexão do Tubo Orotraqueal até a máquina de ventilação mecânica, para que não ocorra nenhum tipo de dobra causando interrupção da passagem do ar. Os principais sintomas de obstrução do Tubo Orotraqueal são o ruído (como ronco) e dobras no sistema de ligação da máquina até o Tubo Orotraqueal. Nesses casos deve-se providenciar a aspiração das secreções e a verificação do sistema. A frequência da aspiração não pode ser determinada com precisão, por isso a observação do quadro é a melhor providência para evitar o desconforto. A aspiração do Tubo Orotraqueal deve ser realizada sempre com material estéril, minimizando o risco de infecções. A fixação do Tubo Orotraqueal (nastro) deve estar firme, sempre avaliando o conforto do paciente. O Tubo Orotraqueal e as conexões NÃO podem ser tracionadas ou submetidas a esforços (puxões, movimentos de pêndulo ou servir como suporte). Essas situações causam lesões na traquéia do paciente. - TRAQUEOSTOMIA A Traqueostomia é uma incisão entre o segundo e o terceiro anel traqueal para a colocação de um tubo que fará a ligação dos pulmões diretamente com o exterior eliminando o trajeto pelo nariz ou boca do paciente. É utilizado de forma transitória ou permanente em pacientes que apresentam quadro de insuficiência ou incapacidade respiratória, seja por debilidade anatômica ou sensorial (coma). Em casos de ventilação mecânica, a Traqueostomia faz a ligação do corpo com o ventilador promovendo a aeração artificial dos pulmões. - Cuidados com a Traqueostomia 21 Os cuidados com a Traqueostomia visam a manutenção da passagem de ar e oxigênio para o Paciente. Sinais de desconforto, agitação ou ruídos advindos dos equipos e cânulas são sinais de necessidade de limpeza, inspeção ou cuidados específicos. Observar o acúmulo de secreção na Cânula de Traqueostomia, pois a secreção impede o fluxo normal do ar até o paciente causando desconforto e esforço na respiração. Observar as linhas de conexão da Cânula de Traqueostomia até a máquina de ventilação mecânica, para que não ocorra nenhum tipo de dobra causando interrupção da passagem do ar. Os principais sintomas de obstrução da Cânula de Traqueostomia são o ruído (como ronco) e dobras no sistema de ligação da máquina até a Traqueostomia. Nesses casos deve-se providenciar a aspiração das secreções e a verificação do sistema. A frequência da aspiração não pode ser determinada com precisão, por isso a observação do quadro é a melhor providência para evitar o desconforto. A aspiração da Cânula Traqueal deve ser realizada sempre com material estéril. A gaze no entorno da incisão também tem de ser estéril, e deverá ser trocada sempre que apresentar sujidade ou secreção acumulada. Esses procedimentos minimizam o risco de infecções. A fixação da Traqueostomia (nastro) deve estar firme, sempre avaliando o conforto do paciente. A cânula de Traqueostomia e as conexões NÃO podem ser tracionadas ou submetidas a esforços (puxões, movimentos de pêndulo ou servir como suporte). Essas situações causam lesões na traquéia do paciente. - CATETER VENOSO CENTRAL -Sítios Punção 1. Veia Subclávia 2. Veia Jugular Interna 3. Veia Femural - Indicações 1. Inviabilidade de Punção Periférica 2. Hidratação Venosa/Reposição Volêmica 22 3. Uso de Drogas Vasoativas 4. Monitorização Hemodinâmica Invasiva 5. Nutrição Parenteral 6. Hemodiálise Contínua É UMA TÉCNICA REALIZADA PELO MÉDICO, CABENDO A EQUIPE DE ENFERMAGEM PROVIDENCIAR O MATERIAL, MONTÁLOS E AUXILIAR O PROCEDIMENTO. 1. Lavar as mãos e usar luvas estéreis tanto o médico quanto o enfermeiro; 2. Preparar a solução para infusão, em geral um S.F 0,9% puro; 3. Realizar preenchimento do equipo ou sistema de monitoração; 4. Oferecer ao médicoparamentação completa e estéril (capote, gorro, máscara e luvas), lembrando que o enfermeiro também deve se paramentar, pois o procedimento exige barreira máxima, e ao falar pode cair perdigotos no campo ou locais estéreis. 5. Disponibilizar os materiais estéreis sobre a mesa auxiliar ou de procedimento; 6. Explicar ao paciente os passos do procedimento; 7. Manter a cabeceira entre 15 e 25 graus 8. Monitorar freqüência cardíaca respiratória e respostas do paciente durante a realização do procedimento. ATENÇÃO 1. Sempre manipular o cateter com técnica asséptica no momento da troca e curativo e ao manipular os dispositivos do sistema fechado (injetores laterais). 2. Cuidado ao realizar a mudança de decúbito para não tracionar e nem arrancar por descuido. 3. Observar: febre, sinais de hiperemia e secreção na inserção do cateter. 4. Na retirada do cateter manter técnica asséptica, havendo compressão do local até haver hemostasia, aplicar curativo oclusivo. 3- Complicações 1. Infecção relacionada ao CVC 2. Hematoma local 3. Punção arterial acidental 23 4. Pneumotórax e hemotórax 5. Trombose Venosa 6. Embolia Gasosa 7. Embolia Pulmonar 8. Posição Inadequada do Cateter 9. Tamponamento Cardíaco DOCUMENTAÇÃO E REGISTRO Educação do paciente e família Tipo de cateter, local de inserção Hora e local da realização do procedimento Medicações utilizadas durante o procedimento Tipo de curativo utilizado Qualquer outro tipo de ocorrência encontrada ou intervenção realizada Data, hora e condição de retirada do cateter. CUIDADOS NA MANUTENÇÃO E RETIRADA DE CVC AÇÕES CONSIDERAÇÕES Utilizar técnica asséptica ao manipular o CVC A higiene das mãos é aspecto mais importante a ser considerado. Utilizar sistema fechado de infusão Previne infecção. Reduz o risco de acidente com perfuro cortante Trocar sistema fechado a cada 72 horas Previne infecções Realizar desinfecção prévia dos pontos de acesso do sistema com 2 saches de álcool 70% a coletar antes de administrar medicamentos ou coletar exames. 24 Manter curativo oclusivo e estéril. Utilizar solução anti-séptica padronizada na instituição. É possível utilizar película transparente estéril com troca a cada 5 dias se não houver exsudato, ou ainda curativo com gaze estéril e micropore a ser trocado diariamente. Observar a ocorrência de febre, ou sinais de hiperemia e secreção na inserção do cateter. Nessa situação, pode ser indicada a coleta de hemocultura, e discussão sobre a troca do cateter, utilizando novo sítio de inserção. Fixar adequadamente o CVC a pele do paciente e adotar atenção especial na manipulação do mesmo durante procedimento de higiene, realização de radiografia de tórax ou mudança de decúbito O CVC não deve se fixado à vestimenta ou leito do paciente. Esses cuidados previnem o deslocamento iatrogênico do cateter e as complicações posteriores. Utilizar técnica asséptica na remoção o CVC A higiene das mãos e a anti-sepsia do local de inserção. Posicionar o paciente em decúbito dorsal horizontal ou trendeleburg, se não houver contra-indicação. A retirada do cateter com o paciente em decúbito elevado está, mais freqüentemente, associada a ocorrência de embolia gasosa. Realizar compressão do local de retirada do cateter e aplicar curativo oclusivo estéril imediatamente após a retirada do mesmo. Manter curativo por 24 horas e vigilância de seu aspecto. Realizar avaliação neurológica, respiratória e de parâmetros hemodinâmicos na primeira hora após a remoção do cateter. Permite detecção precoce de complicações. - SONDAGEM Sondagem é o termo que se refere a colocação de uma sonda em uma estrutura do organismo. Existem tipos de sondas gastrintestinais que são: orogástrica, nasogástrica, nasoentérica. Gavagem é a introdução de alimentos através de uma sonda nasogástrica. 25 Objetivos gerais da sondagem - Procriar nutrição (gavagem) - Administrar medicação oral que não pode ser engolida. - Obter uma amostra de secreções para testes diagnósticos. - Remover substâncias tóxicas (lavagem). - Remover gás e secreções do estômago ou intestino (descompressão). - Controlar o sangramento gástrico (pressão ou tamponamento). *Sondas nasogástricas são aquelas inseridas no nariz alcançando o estômago. Objetivos da sonda nasogástrica - Alimentar o paciente; Examinar o conteúdo gástrico; Administrar medicamentos.; Preparar o paciente para cirurgias; Aliviar distenção abdominal. Material necessário para uma sondagem nasogástrica - Sonda nasogástrica; Cuba-rim; Toalha de rosto; Gaze; Seringa de 20ml; Estetoscópio; Esparadrapo; Recipiente para lixo. Técnicas de enfermagem na sondagem nasogástrica - Lavar as mãos. - Verificar na prescrição do paciente, a finalidade da sondagem. - Preparar o material. - Explicar o procedimento ao paciente. - Posicionar o paciente em fowler ou sentado. - Limpar as narinas. - Cobrir o tórax com toalha de rosto. - Colocar cuba-rim próxima ao rosto do paciente. - Cortar o esparadrapo para fixação e para marcar a sonda. - Medir a sonda da asa do nariz ao lóbulo da orelha. - Medir do lóbulo da orelha até o apêndice xifóide mais 2cm; marcar com esparadrapo. - Lubrificar a sonda com anestésico local tópico com auxílio de gaze. - Introduzir a sonda lentamente sem forçar. 26 - Fletir a cabeça do paciente para frente quando a sonda ultrapassar o obstáculo da parede nasofaríngea. - Pedir ao paciente para deglutir e respirar profundamente, enquanto a sonda é introduzida delicadamente até a marca do esparadrapo. - Verificar se a sonda está no estômago através dos seguintes procedimentos: colocar o estetoscópio abaixo do apêndice xifóide, introduzir 10ml de ar pela sonda com auxílio da seringa. - Fixar a sonda com esparadrapo, sem comprimir a marina, de modo que fique segura. - Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. - Guardar o material. - Lavar as mãos. - Anotar na prescrição do paciente; horário; número da sonda e as reacções. Gavagem Gavagem é a introdução de alimentos através de uma sonda nasogástrica. O objetivo da gavagem é alimentar pacientes inconscientes ou impossibilitados de alimentar-se por via oral. Material usado para a gavagem - Seringa de 20ml; Pacote de gaze; Copo com água; Recipiente para lixo; Estetoscópio; Recipiente com alimentos; Bola de algodão com álcool. Técnicas de enfermagem na gavagem - Lavar as mãos - Preparar o material - Orientar o paciente sobre o procedimento - Elevar a cabeceira da cama, se não houver contra-indicação - Verificar se a sonda está no estômago conforme a técnica de sondagem nasogástrica. - Verificar a temperatura do alimento (próxima a temperatura corporal). - Limpar a extremidade da sonda com bola de algodão embebida em álcool. - Aspirar o alimento com seringa. - Introduzir o alimento lentamente. - Injetar 40 a 50ml de água se a sonda obstruir. - Limpar a extremidade da sonda novamente. 27 - Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. - Anotar na prescrição do paciente: horário, tipo e quantidade do alimento e intercorrência se houver. Lavagem gástrica Lavagem gástrica é a limpeza do estômago realizada através de uma sonda nasogástrica ou gástrica. O objetivo da lavagem gástrica é remover substâncias tóxicas ou irritantes, preparar pacientes para cirurgias e/ou exames, e auxiliar no t5ratamento de hemorragia gástrica. Material necessário para a lavagem gástrica O mesmo material desondagem nasogástrica acrescido de: soro fisiológico (gelado para hemorragia digestiva) e dois baldes. Técnicas de enfermagem na lavagem gástrica - Lavar as mãos. - Verificar se o paciente deverá permanecer com a sonda após a lavagem. - Preparar o material necessário - Orientar o paciente sobre o procedimento. - Executar técnica de sondagem nasogástrica. - Colocar o paciente em posição de Fowler ou decúbito lateral. - Adaptar a seringa com soro fisiológico (S.F.) na sonda e injetá-lo lentamente. - Desconectar a seringa da sonda e deixar fluir o liquido no balde. - Proceder desta forma quantas vezes forem necessárias. - Deixar o paciente confortável e o ambiente em ordem. - Fazer limpeza dos materiais. - Lavar as mãos. - Anotar na prescrição do paciente: horário, volume infundido e drenado, aspectos do líquido drenado, reações do paciente. Retirada da sonda nasogástrica Material necessário Gaze, recipiente para lixo, toalha de rosto e algodão. 28 Técnicas de enfermagem na retirada da sonda - Lavar as mãos. - Preparar o material. - Explicar o procedimento ao paciente. - Colocar a toalha sobre o tórax do paciente. - Retirar o esparadrapo que fixa a sonda com auxílio de gaze umidecida. - Fechar a sonda. - Retirar a sonda lentamente com auxílio de uma gaze. - SONDAGEM VESICAL Mulher: 14 a 16 Homem: 16 a 18 Material: - pacote (cateterismo vesical) com: campo estéril; cuba redonda ou cúpula; 5 bolas de algodão ou gaze; pinça Pean; cuba rim; sonda vesical ou Nelaton; - Clorexidina aquosa; - Luva de procedimento e estéril; - Saco para lixo; - Recipiente para coleta de urina (cálice graduado); - Recipiente estéril para coleta de amostra de urina; - Seringa 20 ml; - Biombo s/n. SONDA VESICAL DE DEMORA - FOLEY de duas vias (01 para insulflar e outra para drenar); - FOLEY de três vias (igual a anterior + 01 para infundir solução; - Fazer o controle da irrigação. Material - gaze estéril; seringa de 20 ml ou 10 ml; - agulha de 40x20; - 2 ampola de AD 10 ml / SF - xylocaína gel lacrada; 29 - coletor de urina estéril (sistema fechado); - micropore; comadre; - sonda Foley; *homem: uma seringa a mais (xylocaína / água). Procedimento - colocar o paciente em posição (mulher: ginecológica; homem: pernas estendidas); - biombo e foco de luz s/n; - lavar as mãos; - abrir o coletor e fixá-lo na cama, colocar a ponta da conexão sobr o campo fixando-o com adesivo; - abrir o pacote de sondagem (cateterismo vesical) sobre o leito, no sentido diagonal, colocando uma das pontas sob a região glútea (se paciente agitado, abrir em mesa auxiliar); - colocar clorexidina na cuba redonda, que contém as bolas de algodão; - abrir a sonda e o resto do material sobre o campo (gaze, agulha, seringa); - colocar xylocaína na gaze; - abrir a ampola de água; - calçar as luvas; - testar o Cuff da sonda (fazer o balão inflar); - aspirar 20 ml de água destilada sem tocar na ampola; - lubrificar 5 cm da sonda; - homem: preparar seringa com 10 ml de xylocaína; - conectar a sonda ao coletor; - fazer a anti-sepsia: * mulher: duas bolas de algodão entre a vulva e os grandes lábios, duas bolas de algodão entre os pequenos lábios, uma bola de algodão no meato urinário; * homem: afastar o prepúcio e expor a glande, fazer antissepsia em movimentos circular ou, do meato em direção a glande, elevar o pênis perpendicularmente ao corpo do paciente, injetar 10 ml de xylocaína no meato; SONDA VESICAL DE ALÍVIO: Não possui CUFF RETIRADA DE SONDA 30 Material: - Saco de lixo; luva de procedimento; seringa. Procedimento: - Verificar a bolsa coletora (volume, cor, aspecto da urina); - Calçar luvas de procedimento; - Aspirar o soro fisiológico ou AD do CUFF (mesmo volume que foi colocado); - Retirar a sonda; - Desprezar no lixo. - DRENOS É definido como um material colocado no interior de uma ferida ou cavidade, visando permitir a saída de fluídos ou ar que estão ou podem estar ali presentes. - OBJETIVOS DOS DRENOS Permitem a saída de ar e secreções (sangue, soro, linfa, fluido intestinais); Evita infecções profundas nas incisões; São introduzidos quando existe ou se espera coleção anormal de secreção. - EFEITO DO ACÚMULO DE LÍQUIDOS: Meio de cultura; Aumenta pressão local, interfere no fluxo local; Comprime áreas adjacentes, Causa irritação e necrose tecidual (bile, pus, suco pancreático e urina). - ESCOLHA DOS DRENOS Sua escolha é realizada pelo médico, que avalia: tipo de líquido a ser drenado; Cavidade a ser colocada o dreno; O tempo de duração do dreno. - LOCALIZAÇÃO DO DRENOS: Sua localização é geralmente em: locais que não toleram o acúmulo de líquido, Regiões vascularizadas, Feridas infectadas, Regiões que sofreram grande dissecção do tecido superficial. - TIPOS DE DRENOS 31 Laminares Modelo Penrose: de material látex, nos tamanhos P, M, G.;Tubulares Modelo Keer; Dreno de Torax e Mediastino: de material siliconizado, látex, emborrachado, nos tamanhos de números pares, que indicam quanto maior o número maior o calibre; Lamino-Tubulares: é uma variação feita através da utilização de um dreno laminar(penrose) com um dreno tubular no seu interior; Dreno portovac (sanfona) Dreno com reservatório de Jackson-pratt (JP). -LOCALIZAÇÃO DOS DRENOS Podem ser localizados no: Interior das feridas operatórias; Interior de deiscência operatória; Interior de feridas infectadas; Interior de abscessos; Interior de órgãos ocos. Os drenos vão realizar uma forma de comunicação entre órgãos internos e o ambiente; - FIXAÇÃO DO DRENO Os Drenos são fixados na pele com: Linhas de sutura; Grampos de fixação; Alfinete de fixação. - Atenção: Drenos atuam como corpo estranho: formam tecido de granulação à sua volta. A granulação auxilia na diminuição do risco de saída do drenos, que deve permanecer de 7 a 10 dias. Saída precoce de um dreno pode causar extravasamento de secreção cáustica no tecido interno e externo. - DRENAGEM: O Débito de drenagem pode: Depender do local de inserção do dreno; De acordo ao procedimento realizado, - Atenção: Diminuição da drenagem por dias ou semanas, pode indicar a retirada do dreno, atenção para sinais de obstrução. - PROCESSO DE DRENAGEM Natural: realizado através do dreno e sua exteriorização com o meio externo; Gravitacional: realizado através de coletores com sistema fechado que devem ser disponibilizado sempre em altura inferior ao da inserção do dreno; Succional: realizado através de coletores com sistema fechado com capacidade de sucção que devem permanecer na altura da lesão. 32 SELEÇÃO SISTEMA DE DRENAGEM -DRENAGEM SIMPLES Dreno de laminar tipo penrose: pode ficar sob um curativo oclusivo; Coloca-se um grampo ou alfinete para evitar a movimentação ou tração do dreno; O reposicionamento do dreno é de responsabilidade médica. SISTEMA FECHADO Sistema deve estar permeável; Avaliar drenagem pela sonda e ao redor desta; Diminuição súbita da drenagem indica obstrução; Quando conectado à sucção a pressão prescrita deve ser mantida constante e realizado pelo médico . SISTEMA DE SUCÇÃO Hemovac /jackson-pratt: exercem pressão baixa constante; Aparelho deve estar : comprimido completamente para realizar a sucção; São conhecidos como de auto sucção. TIPOS DE DRENAGEM Serosa;Sanguinolenta; Purulenta; Serosanguinolenta; Purosanguinolenta; Seropurulenta; Biliosa; Fecaloide. - ASSISTÊNCIA GERAL COM DRENAGEM Local do dreno; Tipo de dreno; Tipo de drenagem; Tipo de líquido drenado; Volume de líquido drenado; Permeabilidade do dreno em 24h.; Inserção do dreno; Tração do dreno conforme prescriçãomédica. - ANOTAÇÃO DE ENFERMAGEM Anote o local do dreno; Tipo de dreno; Tipo de secreção drenada; Volume de secreção drenada; Tipo de coletor; Se executar mobilização do dreno, descreva quanto e qual item da prescrição médica. Manter gaze estéril sob o dreno; Ocluir o orifício de saída do dreno com gaze estéril ou colocar bolsa plástica estéril coletora; Manter curativo sempre limpo e seco. Manter com pressão negativa conforme orientação; Feche o clamp do sistema,comprima o recipiente e recoloque a tampa; 33 ● FARMACOLOGIA A terapia medicamentosa para paciente em estado crítico é diversificada e complexa.Rotineiramente são utilizadas drogas que alteram as funções vitais, acarretando instabilidade hemodinâmica. Por isso, os controles da velocidade de infusão dos fluídos e drogas devem ser rigorosos, ainda que alterados inúmeras vezes, dependendo da resposta clínica do paciente. Para garantir a eficácia dessas normas preestabelecidas é indispensável o uso de bomba de infusão (BI). Igualmente, drogas utilizadas em “bolus” ou “flash”, isto é, medicamentos administrados diretamente no dispositivos de acesso venoso necessitam de soro fisiológico a 0,9% em seguida para que a medicação alcance mais rapidamente a corrente sanguínea. Contudo, há protocolos variados que dependerão da instituição hospitalar. O conhecimento e o domínio sobre as principais drogas utilizadas nas situações de urgência e emergência são fundamentais para o técnico de enfermagem que presta cuidados aos pacientes em estado crítico. Adenosina – Antiarritmico Indicação: taquiarritmia supraventricular. Ação: age na excitabilidade e na condutividade de estímulo elétrico. Efeitos colaterais: dor torácica, rush fácial, cefaléia Amiodarona (Ancoron) – Antiarrítmico Indicação: arritmias supraventriculares e ventriculares. Ação: Age na excitabilidade e na condutividade do estímulo elétrico. Efeitos colaterais: bradicardia, pigmentação violácia. Alteplase – Trombolítico. Indicação: tromboembolia pulmonar, IAM. Ação: Dissolução do trombo em casos de obstrução de vasos sanguíneos. Efeitos colaterais: arritmias, sangramento, hipotensão. Atropina – Agente que atua no sistema parassimpático. Indicação: bradicardia. Ação: age aumentando a condução do estímulo elétrico e consequentemente a frequência cardíaca. 34 Efeitos colaterais: calor, rubor, taquicardia, palpitações. Bicarbonato de sódio – solução alcalina Indicação: correção da acidose metabólica. Ação: neutraliza o meio ácido. Efeitos colaterais: em excesso pode causar alcalose metabólica. Clopidogrel – antiagregante plaquetário Indicação: redução de eventos ateroesclerose. Ação: inibi a formação da agregação das plaquetas. Efeitos colaterais: sangramento. Dexametasona – corticóide Indicação: diminui o processo inflamatório através da retirada no líquido intracelular. Efeitos colaterais: retenção de sódio, hipertensão, aumento de peso Diazepan – benzodiazepínico Indicação: sedação, crise convulsiva, miorrelaxante e ansiolítico. Ação: age no SNC (Sistema Nervoso Central) Efeitos colaterais: dependência química, ataxia, diplopia, tontura, amnésia e ginecomastia em uso prolongado. Diltiazen – anti-hipertensivo Indicação: hipertensão. Ação: atua nos canais de cálcio. Efeitos colaterais: hipotensão, arritmias. Dobutamina – cardiotônico não digitálico Ação: correção do desequilíbrio hemodinâmico. Ação: estimula os receptores beta adrenérgico do músculo cardíaco aumentando a força de contração. Efeitos colaterais: aumento da frequência cardíaca. Dopamina – droga vasoativa inotrópica e cronotrópica. Indicação: correção do desequilíbrio hemodinâmico. Ação: aumenta o fluxo cardíaco e a pressão arterial. Efeitos colaterais: taquiarritmia. Epinefrina – droga vasoativa Indicação: reanimação cardiopulmonar, reações anafiláticas e asma. Ação: vasoconstrição periférica. Efeitos colaterais: diminuição do débito urinário, visão turva, fotofobia. 35 Estreptoquinase – trombolítico Indicação: tromboembolia pulmonar e IAM. Ação: dissolução dos trombos em casos de obstrução de vasos sanguíneos. Efeitos colaterais: efeitos colaterais: arritmias, sangramento, hipotenção. Fenitoína – anticonvulsivante Indicação: prevenção de convulsões. Ação: age no córtex motor inibindo a propagação da crise. Efeitos colaterais: ataxia, nistagmo, diplopia, depleção de ácido fólico. Lidocaína – anestésico local, antiarritmico Indicação: arritmias cardíacas. Ação: age no sistema de condução elétrica do coração. Efeitos colaterais: confusão mental, alteração de comportamento. Manitol – diurético osmótico Indicação: edema cerebral. Ação: age diminuindo o edema por diferença de concentração. Efeitos colaterais: desidratação, cefaléia, náuseas e vômitos. Midazolan (Dormonid) – benzodiazepínicos Indicação: sedação, crise convulsiva, miorrelaxante e ansiolítico. Ação: age no SNC. Efeitos colaterais: dependência química, ataxia, diplopia, tontura, amnésia. Nitratos e nitroglicerina – vasodilatador coronariano Indicação: angina instável e estável. Ação: vasodilatador arterial diminuindo o consumo de oxigênio. Efeitos colaterais: hipotensão e síncope. Nitroprussiato de Sódio – vasodilatador arterial e venoso Indicação: emergências hipertensivas. Ação: vasodilatador arterial e venoso. Efeitos colaterais: hipotensão. Noradrenalina – droga vasopressora Indicação: choque séptico, situações de baixa resistência periférica. Ação: age melhorando a resistência vascular periférica, podendo diminuir o débito cardíaco. Efeitos colaterais: cianose de extremidades, hipoperfusão renal, mesentérica e hepática. 36 Sulfato de Magnésio (MgSO4) – eletrólito Indicação: pré-eclampsia, “torsades de pointes” Ação: conversão do rtimo cardíaco. Efeitos colaterais: redução da frequência cardíaca e respiratória, hipotonia, hipotensão transitória. Tirofiban – trombolítico Indicação: TEP, IAM e TVP. Ação: dissolução dos trombos em casos de obstrução de vasos sanguíneos. Efeitos colaterais: arritmias, sangramentos, hipotensão. Tramadol – hipnoanalgésico Indicação: analgesia. Ação: atua nos receptores localizados no tálamo, hipotálamo e sistema límbico. Efeitos colaterais: depressão do SNC e respiratório, constipação, náuseas e vômitos. Cuidados para Administração das Drogas Estabelecer critérios para diluição das drogas através de protocolos institucuionais; Observar o aspecto da solução antes e durante a administração; Conhecer a ação, estabilidade e a interação medicamentosa das drogas; Administrar as drogas em Bombas de Infusão (BI); Observar incompatibilidade medicamentosa; Realizar preparo prévio da droga antes do término da infusão da droga atual; Calcular a dosagem das drogas em mcg/kg/min; Controlar rigorosamente a velocidade de infusão das drogas; Conhecer quais drogas são fotossensíveis; Conhecer quais drogas aderem ou são absorvidas pelo plástico (neste caso utilizar frascos de vidro ou polietileno e equipo de polietileno); Ter o peso do paciente atualizado; Observar sinais de desidratação antes de iniciar a infusão da droga. Quanto aos sinais vitais Observar e comunicar sobre variações dos sinais vitais do paciente por meio de aferição e monitorização contínua; Observar e comunicar alterações do traçado eletrocardiográfico; 37 Realizar leitura de PVC a cada hora ou conforme a prescrição de enfermagem. Quanto ao débito urinario Controlar volume urinário e observar aspecto a cada hora ou conforme prescrição de enfermagem; Controlar variações da função renal através da diminuição ou aumento do débito urinário, acompanhamento dos valores de ureia, creatinina e clearence de creatinina; Realizar rigoroso controle hídrico; Realizar balanço hídrico. Quanto à perfusão de extremidades Acompanhar variações de pulso e perfusão periférica; Manter extremidades protegidas das perdas de calor; Observar para não garrotear membros; Realizar rodízio de manguito de pressão arterial; Avaliar preenchimento capilar. Quanto ao dispositivo venoso Administrar a droga de preferência por cateter venoso central, se possível em via exclusiva ou menos manipulada; Lavar a via do cateter com menor volume possível; Restringir número de extensões e dispositivos na via da droga; Manter dispositivo venoso pérvio; Dar preferência para punções de veias calibrosas como veia cefálica ou basílica, se acesso venoso periférico; Não administrar outras medicações in bolus pela via utilizada para a infusão da droga; Observar presença de infiltração e sinais de hiperemia local. ● TÉCNICAS DE POSICIONAMENTO CORRETO NO LEITO, PROTEÇÃO DO PACIENTE, MUDANÇAS DE DECÚBITO E TÉCNICAS QUE VISEM SEGURANÇA, CONFORTO E AINDA EVITEM COMPLICAÇÕES E SEQÜELAS 38 A lesão de pressão pode ser definida como uma lesão de pele causada pela interrupção sangüínea em uma determinada área, que se desenvolve devido a uma pressão aumentada por um período prolongado. Também é conhecida como lesão de decúbito, escara ou escara de decúbito. O termo escara deve ser utilizado quando se tem uma parte necrótica ou crosta preta na lesão. A lesão de pressão se desenvolve quando se tem uma compressão do tecido mole entre uma proeminência óssea e uma superfície dura por um período prolongado. O local mais freqüente para o seu desenvolvimento é na região sacra, calcâneo, nádegas, trocânteres, cotovelos e tronco. São vários os fatores que podem aumentar o risco para o desenvolvimento da lesão de pressão como: imobilidade, pressões prolongadas, fricção, traumatismos, idade avançada, desnutrição, incontinência urinária e fecal, infecção, deficiência de vitamina, pressão arterial, umidade excessiva, edema. Quem corre mais riscos? Pacientes acamados que são ou foram fumantes, diabéticos, pacientes com incontinência fecal e urinária (uso de fraldas), desnutridos, idosos, pessoas com pouca ou nenhuma mobilidade, com problemas de circulação arterial. Como prevenir? Manter alguns cuidados com a pele do paciente é fundamental. A atuação fundamental é no alívio da pressão da pele, nas áreas de maior risco, ou onde se tem ossos mais proeminentes. Alguns cuidados são bem importantes, e podem ser realizados desde os primeiros momentos que o paciente ficou acamado, seja em casa ou no hospital. -Manter colchão piramidal (caixa de ovo) sobre o colchão da cama do paciente. -Mudar sempre o paciente acamado de posição. -Colocar travesseiros macios embaixo dos tornozelos para elevar os calcanhares. -Colocar o paciente sentado em poltrona macia, ou revestida com colchão piramidal, várias vezes ao dia. -Quando sentado mudar as pernas de posição, alternando as áreas de apoio. -Manter alimentação rica em vitaminas e proteína. -Manter hidratação. -Trocar fraldas a cada três horas, mantendo paciente limpo e seco.. 39 -Hidratar a pele com óleos e/ou cremes a base de vegetais -Utilizar sabonetes com pH neutro para realizar a limpeza da região genital. -Estar atento para o aparecimento de candidíase e outras infecções por fungos. -Aplicação de filme transparente e/ou cremes ou loções a base de AGE nas áreas de risco aumentado para lesões -Realizar massagem suave na pele sadia, em áreas potenciais de pressão, com loção umectante e suave. -Manter a limpeza das roupas de cama, bem como mantê-las seca e bem esticadas. -NÃO utilizar lâmpada de calor sobre a pele, pois estimulam o ressecamento da mesma. ● TÉCNICAS DE ENFERMAGEM NO PREPARO DO CORPO PÓS-MORTE Tem como objetivo preparar o corpo para o funeral; preparar o corpo para autópsia; facilitar a identificação do corpo. Após a constatação do óbito:- observar a hora; fechar os olhos do morto; retirar da cama travesseiro e roupas extras; cobrir o corpo com um lençol. - Material: algodão; atadura de crepe; pinça longa; esparadrapo; etiquetas de identificação ( 3 ou 4 etiquetas); cuba rim; luva de procedimento; 2 lençóis; bacia com água e luva de banho se necessário. - Procedimentos: 1. Prestar assistência à família; 2. Colocar o paciente em posição anatômica, elevando ligeiramente a cabeça; 3. Fechar os olhos com benzina ou éter; 4. Desligar aparelhos e soros conectados ao paciente; 5. Proceder a higienização do corpo; 6. Vestir o corpo com roupa pessoal, recolocar próteses dentárias. Fixar mandíbula com 40 ataduras; 7. Cobrir o corpo com lençol; 8. Identificar o corpo com impresso próprio; 9.Encaminhar o corpo ao necrotério; 10. Entregar pertences para a família. 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