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O Nutricionista no Exercício da Profissão Disciplina: Ética e Legislação Prof. Esp: Gabriela Guedes LEI 8.234/91 REGULAMENTA A PROFISSÃO DE NUTRICIONISTA CAPÍTULO IV DO EXERCÍCIO DA PROFISSÃO Art. 17. O exercício da profissão de Nutricionista só será permitido ao profissional inscrito no Conselho Regional de Nutricionistas da respectiva jurisdição. Parágrafo único. Ao profissional registrado no Conselho Regional de Nutricionistas serão fornecidos a Carteira de Identidade Profissional e o Cartão de Identificação. Art. 18. As empresas cujas finalidades estejam ligadas à nutrição e alimentação ficam obrigadas à inscrição no Conselho Regional de Nutricionistas em que tenham sua respectiva sede. Parágrafo único. Consideram-se empresas com finalidades ligada à nutrição e alimentação: a) as que fabricam alimentos destinados ao consumo humano; b) as que exploram serviços de alimentação em órgãos públicos ou privados; c) estabelecimentos hospitalares que mantenham serviços de Nutrição Dietética; d) escritórios de Informações de Nutrição e Dietética ao consumidor; e) consultorias de Planejamento de Serviços de Alimentação; f) outras que venham a ser incluídas por ato do Ministro do Trabalho. Art. 19. Na administração direta ou indireta e nas empresas privadas, a Carteira de Identidade Profissional de Nutricionista será exigida como condição essencial para o exercício do cargo, função ou emprego, de chefia ou direção, assessoramento, coordenação, planejamento e organização de serviços e programas de nutrição e alimentação. Parágrafo único. A inscrição em concurso público para seleção de Nutricionista dependerá de prévia apresentação da Carteira de Identidade Profissional ou de certidão do Conselho Regional de que o profissional está no livre exercício de seus direitos. Art. 20. Os profissionais referidos neste Regulamento e as pessoas jurídicas que exploram serviços de nutrição e alimentação ficam sujeitos a inscrição e pagamento de anuidades, emolumentos e taxa ao Conselho Regional da jurisdição correspondente. § 1º. As pessoas jurídicas mencionadas neste artigo pagarão a cada Conselho Regional uma única anuidade, por um ou todos os estabelecimentos ou filiais, compreendidos na mesma região. § 2º. Quando o profissional tiver exercício em mais de uma região deverá pagar a anuidade ao Conselho Regional de seu domicílio, cumprindo, porém, inscrever-se nos demais Conselhos interessados e comunicar-lhes por escrito até 31 de março de cada ano, a continuação de sua atividade. RESPONSABILIDADE TÉCNICA: • É a atribuição concedida pelo CRN ao Nutricionista habilitado, que assume o compromisso profissional e legal na execução de suas atividades, compatível com a formação e os princípios éticos da profissão, visando à qualidade dos serviços prestados à sociedade. Indelegável ao NUTRICIONISTA RESPONSABILIDADE TÉCNICA: RESPONSABILIDADE TÉCNICA: • 1ºA Responsabilidade Técnica é indelegável e obriga o Nutricionista à participação efetiva e pessoal nos trabalhos inerentes ao seu cargo. • 2º O Nutricionista detentor da Responsabilidade Técnica deverá cumprir e fazer cumprir todos os dispositivos legais do exercício profissional do nutricionista, assumindo direção técnica, chefia e supervisão na execução das atividades de sua equipe, quando houver. • 3º O descumprimento do disposto no caput poderá implicar em sanções de natureza cível, penal e administrativa. RESPONSABILIDADE TÉCNICA: Solicitação através do site CRN: https://crn8.org.br/responsabilidade-tecnica/ https://crn8.org.br/responsabilidade-tecnica/ PI – Processo de Infração CAPÍTULO II DAS INFRAÇÕES COMETIDAS POR PESSOAS FÍSICAS Art. 4° Para fins de autuação, relativa à PF, consideram-se infrações as seguintes ocorrências: I. Ser bacharel em Nutrição ou ter formação técnica em Nutrição e Dietética, e estar atuando sem a devida inscrição no CRN; II. Nutricionista ou Técnico em Nutrição e Dietética, com impedimento temporário de exercer a profissão em razão de decisão condenatória transitada em julgado e que esteja comprovadamente no exercício da profissão; III. Ser bacharel em Nutrição ou ter formação técnica em Nutrição e Dietética, com impedimento definitivo de exercer a profissão em razão de decisão condenatória transitada em julgado e que esteja comprovadamente no exercício da profissão. IV. Leigo que esteja comprovadamente exercendo atividades privativas do Nutricionista. Art. 6° No caso da infração de que trata o inciso I do art. 4°, além dos procedimentos previstos nesta Resolução e não havendo regularização após aplicação da multa, o CRN deverá encaminhar o PI para as autoridades competentes. Art. 7° No caso da infração de que trata o inciso II do art. 4°, após a apreciação do documento lavrado caracterizando a infração, pela Comissão de Fiscalização, este será encaminhado ao Presidente do CRN para providências cabíveis. Art. 8° No caso da infração de que trata o inciso III do art. 4°, o CRN, após a apreciação dos documentos que caracterizaram a infração, deverá encaminhá-los às autoridades competentes. Art. 9° O exercício de atividades privativas de Nutricionista por pessoa física sem habilitação legal é considerado infração penal. § 1º Considerando que a pessoa física sem graduação em Nutrição não está sujeita a julgamento e aplicação de sanção, na esfera administrativa e ética, caberá aos Regionais a devida apuração dos fatos e posteriores encaminhamentos às autoridades competentes. § 2º O Presidente do CRN, após apreciação pela Comissão de Fiscalização dos documentos relativos ao exercício ilegal, restando este caracterizado ou havendo indícios subsistentes de autoria e materialidade, deverá comunicar o fato às autoridades competentes, para que adotem as providências cabíveis. CAPÍTULO III DOS ATOS DA FISCALIZAÇÃO SEÇÃO I DO TERMO DE VISITA DE PESSOA FÍSICA Art. 10. O Termo de Visita de Pessoa Física (TV/PF) é o documento firmado por agente de fiscalização para registrar a visita fiscal (objetivos, rotina, registros) SEÇÃO II DO AUTO DE INFRAÇÃO DE PESSOA FÍSICA Art. 14. O AI/PF é o documento que descreve a infração verificada no exercício das atividades da pessoa física, e deverá ser firmado por agente de fiscalização. § 1º O AI/PF será lavrado contra a pessoa física infratora. § 2º Para lavratura do AI/PF, contra a pessoa física, a irregularidade poderá ser identificada em: I. visita fiscal; II. TV/PF acompanhado de relatório circunstanciado de visita de fiscalização elaborado pelo agente de fiscalização; III. documentos ou informações dos arquivos do CRN ou que cheguem ao seu conhecimento; IV. denúncia de Conselheiro, de entidade de classe, de órgãos fiscais ou reguladores, ou de terceiros, sempre por escrito, detalhando o fato, subsidiada por elementos comprobatórios do alegado. § 3º Se a infração apurada constituir crime ou contravenção penal, o Presidente do CRN comunicará o fato às autoridades competentes. SEÇÃO III DISPOSIÇÕES GERAIS SOBRE O TERMO DE VISITA DE PESSOA FÍSICA E O AUTO DE INFRAÇÃO DE PESSOA FÍSICA Art. 19. Ao autuado será dada ciência do AI/PF por um dos seguintes meios: I. por via postal, com AR, a ser juntado à cópia do AI/PF, cujo prazo vigorará a partir da data da juntada do AR aos autos; II. pessoalmente, durante visita de fiscalização, com entrega do AI/PF; III. por notificação extrajudicial, nos casos em que o autuado se recusar a receber a correspondência, via cartório. IV. por edital, publicado na imprensa oficial, nos casos em que o autuado não for localizado. Art. 24. Encerrado o prazo estabelecido no AI/PF sem regularização da infração, ou não tendo sido acatada a defesa apresentada, será aberto o PI. CAPÍTULO IV DO PROCESSO DE INFRAÇÃO Art. 26. Não havendo manifestação ou defesa do autuado ou a defesa não tendo sido acatada pelo CRN, o PI será encaminhado ao Conselheiro relator, nomeado pelo Plenário, para elaboração de relatório e voto fundamentado. Art. 27. O Conselheirorelator poderá promover as diligências necessárias à boa instrução do processo, fazendo-o por despachos. Art. 28. O Conselheiro relator encaminhará o PI ao Plenário do CRN para julgamento e decisão. § 1º Após apresentação de relatório e voto fundamentado, o Plenário decidirá pelo arquivamento, baixa do processo em diligência ou aplicação de multa, obedecendo aos parâmetros aprovados pelo CFN em normas editadas por este. Art. 29. A decisão do Plenário do CRN, de aplicação de multa, será informada ao autuado por meio de notificação, encaminhada via postal, com AR, acompanhado de guia de pagamento, que deverá conter [...] Art. 30. Nas decisões que determinarem a aplicação de multa será fixado o prazo máximo de 30 (trinta) dias para o pagamento, contados a partir da emissão da notificação e guia de pagamento correspondente, encaminhada via postal por AR. Parágrafo único. O não pagamento da multa no prazo estabelecido ensejará a cobrança pelos meios legais. CAPÍTULO V DA SANÇÃO I. ser bacharel em Nutrição ou ter formação técnica em Nutrição e Dietética, e estar atuando sem a devida inscrição no CRN; a. falta de inscrição originária (provisória/definitiva); Bacharel em Nutrição - Sanção: 5 anuidades vigentes do Regional para Nutricionistas. CAPÍTULO VI DO RECURSO CAPÍTULO VII DA QUITAÇÃO DE MULTA CAPÍTULO VIII DA DÍVIDA ATIVA CAPÍTULO IX DA PRESCRIÇÃO CAPÍTULO II DAS INFRAÇÕES COMETIDAS POR PESSOAS JURÍDICAS Art. 4° Para fins de autuação, relativa à pessoa jurídica, consideram-se infrações as seguintes ocorrências: I. pessoa jurídica com atividade ou objeto social na área de alimentação e nutrição humana, sem registro no CRN da jurisdição; II. inexistência de Nutricionista; III. inexistência de Nutricionista assumindo a responsabilidade técnica (RT) pelas atividades de alimentação e nutrição; IV. quadro técnico (QT) de Nutricionistas insuficiente para a garantia da contínua assistência alimentar e nutricional; V. pessoa jurídica que utilize documentação emitida pelo CRN cujos dados não mais correspondam à realidade, com o objetivo de simular situação de regularidade ou de qualificação não mais existente; VI. pessoa jurídica que não efetue a atualização de dados contidos nos arquivos do CRN da sua jurisdição, em até 30 (trinta) dias corridos da data da alteração. CAPÍTULO III DOS ATOS DA FISCALIZAÇÃO Art. º5 § 2° As visitas fiscais poderão ser realizadas mediante: I. fiscalização de rotina; II. denúncia, verbal ou escrita, desde que haja descrição do fato e, preferencialmente, subsidiada por elementos comprobatórios do fato denunciado; III. informações que cheguem ao conhecimento do CRN ou em razão de outros documentos constantes de seus arquivos. ESTUDO DE CASO: CASO 1 : Profissional recém formado, não realizou registro no Conselho Regional, atende um paciente/cliente para realização de prescrição dietética, já que o mesmo é amigo de infância. Realiza a anamnese, medidas antropométricas e elabora em seguida um cardápio individualizado. 1) Qual a resolução o caso infringe? 2) O que o ocorrerá com este profissional com uma denúncia de um colega? CASO 2: Em visita do fiscal do CRN-8, nutricionista não se encontrava no local de trabalho em dia e horário informados ao CRN-8 em formulário de assunção de responsabilidade técnica de empresa cuja finalidade é a produção de cestas básicas. Nessa ação constatou-se que o nutricionista Responsável Técnico (RT) não desenvolvia as atividades obrigatórias previstas na Resolução CFN nº 600/18 . Os funcionários da empresa relataram desconhecer o nutricionista RT. Qual a resolução o caso infringe?