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1. Ao visitar um sistema de plantio direto em uma propriedade, implantado há mais de dez anos na gleba A e há cinco anos na gleba B, um técnico encontrou a situação descrita a seguir. Na gleba A, com 200 hectares, tinha prevalecido a rotação milho, girassol e algodão, e o solo já mostrava sinal de desgaste. Na gleba B, com 300 hectares, a rotação mais usada nos primeiros anos da implantação do sistema foi a de milho e a de sorgo; nos últimos quatro anos, só foi plantada soja. Nas duas glebas, o sistema estava ralo e com pouca palhada. Sobre essas glebas e também em plantas de algodão, girassol e soja, foi constatada, em alguns pontos, a presença de manchas brancas, parecidas com mofo. Ressalte-se também que toda a propriedade está localizada em áreas onde prevalecem solos óxidos, que estavam compactados, e que a produtividade das culturas nos sistemas vem diminuindo nos últimos anos. Elabore um diagnóstico de manejo visando ao aumento da produtividade nas duas glebas A e B e à conservação do sistema. Justifique as razões dessa escolha e indique as etapas percorridas. (5,0) DIAGNÓSTICO DA SITUAÇÃO Gleba A Rotação de culturas: milho, girassol e algodão (200 hectares) Problemas: Ocorrência de desgaste do solo devido a rotação de culturas causando a diminuição da matéria orgânica e a perda de estrutura devido a exigência nutricional das culturas do milho e girassol; sistema de plantio ralo com pouca palhada; Compactação do solo devido a propriedade está localizada em áreas onde predominam solos óxidos, que são mais propensos à compactação dificultando a penetração das raízes das plantas, a absorção de água e nutrientes e a respiração do solo. Gleba B Rotação de culturas: milho, sorgo, soja (300 hectares) Problemas: Diminuição da fertilidade do solo devido A rotação de culturas utilizada causando a exaustão do solo. Nos últimos quatro anos, apenas a soja foi plantada na gleba B. A soja é uma cultura leguminosa soja exigente em fósforo e potássio. Podendo o solo da Gleba B estar com deficiência desses nutrientes. Problemas comuns nas duas Glebas (A e B): Doenças fúngica, a presença de manchas brancas, parecidas com mofo, em algumas plantas de algodão, girassol e soja. Diminuição da produtividade Solos óxidos e compactados Sistema de plantio direto e ralo com pouca palhada RECOMENDAÇÕES DE MANEJO Para aumentar a produtividade e conservar o sistema de plantio direto nas glebas A e B e conservar o sistema de plantio direto, adota- se algumas medidas: Diversificação da Rotação de Culturas: Gleba A: Introduzir uma rotação de culturas mais diversificada, considerando o histórico de milho, girassol e algodão. Recomendar a inclusão de culturas de cobertura como braquiárias, mucuna ou guandu, que ajudam a melhorar a estrutura do solo e aumentar a matéria orgânica. Gleba B: Reinserir a rotação de culturas, abandonando a monocultura recente de soja. Propor uma sequência que inclua milho, sorgo e soja, alternando com culturas de cobertura para melhorar a biomassa e a ciclagem de nutrientes. A diversidade de culturas ajuda a melhorar a fertilidade do solo, reduzir problemas de pragas e doenças e promover a sustentabilidade a longo prazo. Manejo da Palhada e Adubação Verde: Incentivar o manejo adequado da palhada após as colheitas, visando cobertura do solo para evitar erosão, melhorar a retenção de umidade e proteger contra o calor excessivo. Promover a adoção de adubação verde entre as safras principais para fixar nitrogênio, melhorar a estrutura do solo e suprimir o crescimento de plantas daninhas. Essas práticas são essenciais para melhorar a estrutura do solo, aumentar a matéria orgânica e conservar a umidade, contribuindo para uma maior eficiência no uso dos recursos. Correção de Compactação do Solo: Considerar técnicas de manejo como o uso de plantas de cobertura de sistema radicular profundo, como o nabo forrageiro, para ajudar na descompactação do solo. Implementar práticas de agricultura de precisão para monitorar e manejar áreas compactadas de forma específica. Solos compactados reduzem a infiltração de água e o crescimento das raízes das plantas. Descompactar o solo melhora a aeração, promove o desenvolvimento radicular e aumenta a capacidade de retenção de água. Corrigir a acidez do solo: Os solos óxidos são geralmente ácidos. A acidez do solo pode prejudicar a absorção de nutrientes pelas plantas. É recomendado que a acidez do solo seja corrigida com a aplicação de calcário. Manejo Integrado de Doenças e Pragas: Investigar a causa das manchas brancas semelhantes a mofo nas plantas e implementar medidas de manejo integrado de doenças e pragas, como rotação de culturas, uso de variedades resistentes e monitoramento regular. A abordagem integrada minimiza o uso de agroquímicos, reduzindo custos e impactos ambientais, enquanto mantém a saúde das culturas. ETAPAS DE MANEJO 1. Correção de acidez do solo: primeiramente deve- se realizar a análise de solo para que a correção da acidez do solo deve seja feita. 2. Descompactar o solo: a compactação do solo pode dificultar o crescimento das raízes e o movimento da água e do ar no solo. 3. Manejo da palhada e adubação verde: após corrigir a acidez e a compactação do solo, é importante manejar a palhada e incorporar adubos verdes para melhorar a estrutura do solo, adicionar matéria orgânica e nutrientes. 4. Diversificação da rotação de cultura: uma vez que o solo esteja corrigido e com boa estrutura, a diversificação da rotação de culturas pode ser implementada para melhorar a saúde do solo, reduzir problemas de pragas e doenças e melhorar a produtividade. 5. Manejo integrado de doenças e pragas: o manejo integrado de doenças e pragas deve ser contínuo e adaptado conforme necessário ao longo do ciclo de cultivo, aproveitando os benefícios das práticas anteriores para reduzir o impacto desses problemas. 2-Com base na análise química apresentada, em anexo, elabore a recomendação de adubação e calagem mais acertada para a produção agrícola destas áreas com as culturas do milho e feijão. (5,0) 1.0 ÁREA COM MILHO: 1.1 ADUBAÇÃO MINERAL Para a correção da acidez da área será utilizado a Cal Hidratada ou Hidróxido de Cálcio com um PRNT de 90%. Na cultura do milho a saturação por bases ideal é de 60% e nas profundidades de 20- 40cm a saturação está em 20,8% que é considerado muito baixo para a cultura, já na profundidade de 0-20cm a saturação está em 53% que mesmo não sendo a ideal já está de em uma quantidade considerada boa para a maioria das cultivares de milho. Sendo assim a correção será em uma maior quantidade nas profundidades de 20-40cm 3,66 x ((60-20,8) / 90) = 1,27 t/h de Cal Hidratada ou Hidróxido de Cálcio A correção será feita três meses antes do plantio, será feita uma aplicação utilizando 1,27 t/h de hidróxido de cálcio que serão espalhados uniformemente e em toda a área de plantio depois utilizando o arado com discos de 32 polegadas ou mais para fazer a incorporação do calcário na camada de 20-40cm do solo 1.2 ADUBAÇÃO QUMICA Cálculos: Quanto de potássio (K) em kg/ha Em 1cmol de K é igual a 391mlg, e fazendo uma regra de 3 simples com o valor de K dado pela tabela temos o valor de em mg/dm-3, depois multiplicando esse valor por 2 obtemos o valor de K em kg/ha. . 00-20cm temos 140,76kg/ha de K . 20-40cm temos 132,94kg/ha de K Quanto de cálcio (CA) em kg/ha Em 1cmol de CA temos 200mg, e seguindo o mesmo raciocínio do cálculo do potássio obtivemos os seguintes valores. . 00-20cm 816kg/ha de CA . 20-40cm 304kg/ha de CA Quanto de magnésio (MA) em kg/ha em 1cmol de MA temos 121,56mg, novamente seguindo os mesmos passos doa dois nutrientes anteriores alcançamos os seguintes resultados . 00-20cm 102 kg/ha de MA . 20-40cm 29,1744 kg/ha de MA Quanto de fosforo (P) em kg/ha Como na tabela o resultado já estava em ml/dm-3 foi só multiplicar por 2 . 00-20cm 52,2 kg/ha de P . 20-40cm 8,4 kg/ha de P Recomendações para a cultura do milho Para ter como base a necessidade dos nutrientes exigidos pela cultura do milho foi utilizando acircular técnica da EMBRAPA (nutrição e adubação do milho) encontrado em (https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/bitstream/doc/490410/1/Circ78.pdf) Então não será necessário fazer adubação química no campo tendo em vista que a quantidade de nutrientes presentes na área ultrapassa os valores exigidos pela cultura. Porem em anos subsequentes será necessário fazer a reposição dos nutrientes extraídos pela cultura nesse ano. 2.0 ÁREA COM FEIJÃO 2.1 ADUBAÇÃO MINERAL Para a correção da acidez da área será utilizado a Cal Hidratada ou Hidróxido de Cálcio com um PRNT de 90% Na cultura do feijão a saturação por base ideal gira em torno de 60-70% no caso em questão usamos 70%onde nas profundidades analisadas tivemos os seguintes resultados para a necessidade de calagem. -00-20cm: 3,85x((70-53)/90)=0,727t/ha -20-40cm: 3,66x((70-20,8)/90)= 2t/ha A correção será feita três meses antes do plantio, serão utilizadas duas aplicações a primeira com 2t/ha de hidróxido de cálcio que serão espalhados uniformemente e em toda a área de plantio depois utilizando o arado com discos de 32 polegadas ou mais para fazer a incorporação do calcário na camada de 20-40cm do solo. A segunda consistira em espalhar 0,727t/ha de hidróxido de cálcio de forma uniforme na área depois ele será incorporado no solo com o disco de 18 polegadas. 2.2 ADUBAÇÃO QUMICA Os valores calculados são os mesmos Cálculos: Quanto de potássio (K) em kg/ha Em 1cmol de K é igual a 391mlg, e fazendo uma regra de 3 simples com o valor de K dado pela tabela temos o valor de em mg/dm-3, depois multiplicando esse valor por 2 obtemos o valor de K em kg/ha. . 00-20cm temos 140,76kg/ha de K . 20-40cm temos 132,94kg/ha de K Quanto de cálcio (CA) em kg/ha Em 1cmol de CA temos 200mg, e seguindo o mesmo raciocínio do cálculo do potássio obtivemos os seguintes valores. . 00-20cm 816kg/ha de CA . 20-40cm 304kg/ha de CA Quanto de magnésio (MA) em kg/ha em 1cmol de MA temos 121,56mg, novamente seguindo os mesmos passos doa dois nutrientes anteriores alcançamos os seguintes resultados . 00-20cm 102 kg/ha de MA . 20-40cm 29,1744 kg/ha de MA Quanto de fosforo (P) em kg/ha Como na tabela o resultado já estava em ml/dm-3 foi só multiplicar por 2 . 00-20cm 52,2 kg/ha de P . 20-40cm 8,4 kg/ha de P Assim como para a cultura do milho não será necessário fazer a adubação química por que nessa área a cultura do feijão não vai sofrer de nem uma carência nutricional. Ainda assim nos próximos anos de plantio deverá ser feita uma nova analise para repor os nutrientes perdidos Obs: Não fizemos a recomendação de nitrogênio para nem uma das Duas culturas não ter a analise dele na tabela image1.jpeg image2.jpeg