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COLÉGIO RUI BARBOSA INSTITUTO TÉCNICO CURSO 
TÉCNICO DE ENFERMAGEM 
 
 
CAMILA GOMES 
ISABEL TAMIRES GALDINO GOMES 
JOICE DE ALMEIDA 
JÉSSICA PEREIRA DA SILVA 
RAY PEREIRA DA SILVA 
VIVIANE FERREIRA 
 
RELATÓRIO ESTÁGIO SUPERVISIONADO ENFERMAGEM 
NEUROPSIQUIÁTRICA CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL 
REGIONAL DRº HERMES CANTO (CAPS III) 
 
 
 
 
 
 
AFOGADOS DA INGAZEIRA – PE 
2024 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
COLÉGIO RUI BARBOSA INSTITUTO TÉCNICO 
 
 
CAMILA GOMES 
ISABEL TAMIRES GALDINO GOMES 
JOICE DE ALMEIDA 
JÉSSICA PEREIRA DA SILVA 
RAY PEREIRA DA SILVA 
VIVIANE FERREIRA 
 
CURSO TÉCNICO DE ENFERMAGEM 
 
 
RELATÓRIO ESTÁGIO SUPERVISIONADO ENFERMAGEM 
NEUROPSIQUIÁTRICA CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL 
REGIONAL DRº HERMES CANTO (CAPS III) 
 
 
 
Relatório de Estágio Supervisionado no Centro 
de Atenção Psicossocial Regional Darº Hermes 
Canto, apresentado ao curso Técnico de 
Enfermagem, supervisionado pela Preceptora e 
Professora Adrícia Ferreira, como requisito 
parcial para obtenção de média semestral da 
disciplina de enfermagem neuropsiquiátrica. 
Preceptora: Enfermeira Adrícia Ferreira 
 
 
 
 
AFOGADOS DA INGAZEIRA – PE 
2024 
INTRODUÇÃO 
 
A partir do conhecimento abordado no estágio de Enfermagem Neuropsiquiátrica, foi proposto 
pela a preceptora Adrícia Ferreira, a elaboração de um relatório coletivo, em que descrevesse 
os tipos de CAPS, as normas e rotinas do CAPS III adulto e a execução da administração de 
medicamentos intra muscular, tendo como secretária do grupo a aluna Jéssica Pereira da Silva 
e coordenadora a aluna Joice de Almeida. Diante disso, o relatório será divido em tópicos, com 
uma abordagem técnica de cada tema a ser discorrido. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CAPS E SEUS TIPOS 
 Os Centros de Atenção Psicossocial, chamados CAPS, são lugares em que são oferecidos 
serviços de saúde para pessoas com necessidades de saúde mental, inclusive, aquelas pessoas 
que fazem o uso de álcool e drogas. Esses serviços são disponibilizados em todas as regiões e 
são focados em ajudar em situações difíceis ou no processo de reabilitação psicossocial. 
Atualmente, existem seis modalidades de CAPS, que são CAPS I, CAPS II, CAPS i, CAPS ad 
Álcool e Drogas, CAPS III e CAPS ad III Álcool e Drogas. 
O CAPS I, atende pessoas de todas as faixas etárias que apresentam prioritariamente intenso 
sofrimento psíquico decorrente de problemas mentais graves e persistentes, incluindo aqueles 
relacionados as necessidades decorrentes do uso prejudicial de álcool e outras drogas, e outras 
situações clínicas que impossibilitem estabelecer laços sociais e realizar projetos de vida. 
Indicado para municípios ou regiões de saúde com população acima de 15 mil habitantes. 
O CAPS II, atende prioritariamente pessoas em intenso sofrimento psíquico decorrente de 
problemas mentais graves e persistentes, incluindo aqueles relacionados ao uso decorrente de 
álcool e outras drogas, e outras situações clínicas que impossibilitem estabelecer laços sociais 
e realizar projetos de vida. Indicado para municípios ou regiões de saúde com população acima 
de 70 mil habitantes. 
O CAPS i, atende crianças e adolescentes que apresentam prioritariamente intenso sofrimento 
psíquico decorrente de problemas mentais graves e persistentes, incluindo aqueles relacionados 
ao uso decorrente de álcool e outras drogas, e outras situações clínicas que impossibilitem 
estabelecer laços sociais e realizar projetos de vida. Indicado para municípios ou regiões com 
população acima de 70 mil habitantes. 
O CAPS ad Álcool e Drogas, atende pessoas de todas as faixas etárias que apresentam intenso 
sofrimento psíquico decorrente do uso de álcool e outras drogas, e outras situações clínicas que 
impossibilitem estabelecer laços sociais e realizar projetos de vida. Indicado para municípios 
ou regiões de saúde com população acima de 70 mil habitantes. 
O CAPS III, atende prioritariamente pessoas em intenso sofrimento psíquico decorrente de 
problemas mentais graves e persistentes, incluindo aqueles relacionados ao uso decorrente de 
álcool e outras drogas, e outras situações clínicas que impossibilitem estabelecer laços sociais 
e realizar projetos de vida. Proporciona serviços de atenção contínua, com funcionamento 24 
horas, incluindo feriados e finais de semana, ofertando retaguarda clínica e acolhimento noturno 
a outros serviços de saúde mental, inclusive CAPS ad, possuindo até 05 (cinco) leitos para 
acolhimento noturno. Indicado para municípios ou regiões de saúde com população acima de 
150 mil habitantes. 
Uma ressalva importante para essa modalidade de CAPS, que foi a nossa unidade de estágio. O 
CAPS III de Afogados da Ingazeira funciona como CAPS regional, sendo referência no 
atendimento psicossocial de 12 municípios, que são eles: Afogados da Ingazeira, Brejinho, 
Carnaíba, Iguaraci, Ingazeira, Itapetim, Quixaba, Santa Terezinha, São José do Egito, Solidão, 
Tabira e Tuparetama. Futuramente, é plano do estado, com a participação de todos esses 
municípios, transformar o CAPS III em AD III, devido a necessidade dessa macrorregião. 
E o CAPS ad III Álcool e Drogas, que atende adultos, crianças e adolescentes, considerando as 
normativas do Estatuto da Criança e do Adolescente, com sofrimento psíquico intenso e 
necessidades de cuidados clínicos contínuos. Serviço com no máximo 12 leitos de hospitalidade 
para observação e monitoramento, de funcionamento 24 horas, incluindo feriados e finais de 
semana; indicado para municípios ou regiões com população acima de 150 mil habitantes. 
 
NORMAS E ROTINAS CAPS III 
 Para relembrar, o CAPS III atende prioritariamente pessoas em intenso sofrimento 
psíquico decorrente de problemas mentais graves e persistentes. E como estratégia para que aja 
uma maior eficácia no tratamento desses pacientes, foi adotadas as seguintes medidas: 
Acolhimento inicial: primeiro atendimento, por demanda espontânea ou referenciada, incluindo 
as situações de crise no território; consiste na escuta qualificada, que reafirma a legitimidade 
da pessoa e/ou familiares que buscam o serviço e visa reinterpretar as demandas, construir o 
vínculo terapêutico inicial e/ou corresponsabilizar-se pelo acesso a outros serviços, caso 
necessário. 
Acolhimento diurno e/ou noturno: ação de hospitalidade diurna e/ou noturna realizada nos 
CAPS como recurso do projeto terapêutico singular de usuários objetivando a retomada, o 
resgate e o redimensionamento das relações interpessoais, o convívio familiar e/ou comunitário. 
Atendimento individual: atenção direcionada aos usuários visando à elaboração do projeto 
terapêutico singular ou que dele derivam. Comporta diferentes modalidades, incluindo o 
cuidado e acompanhamento nas situações clínicas de saúde, e deve responder às necessidades 
de cada pessoa. 
Atenção às situações de crise: ações desenvolvidas para manejo das situações de crise, 
entendidas como momentos do processo de acompanhamento dos usuários, nos quais conflitos 
relacionais com familiares, contextos, ambiência e vivências, geram intenso sofrimento e 
desorganização. Esta ação exige disponibilidade de escuta atenta para compreender e mediar os 
possíveis conflitos e pode ser realizada no ambiente do próprio serviço, no domicílio ou em 
outros espaços do território que façam sentido ao usuário e sua família e favoreçam a construção 
e a preservação de vínculos. 
Atendimento em grupo: ações desenvolvidas coletivamente, como recurso para promover 
sociabilidade, intermediar relações, manejar dificuldades relacionais, possibilitando 
experiência de construção compartilhada, vivência de pertencimento, troca de afetos, 
autoestima, autonomia e exercício de cidadania. 
Práticas corporais: estratégias ou atividades que favoreçam a percepção corporal, a 
autoimagem, a coordenação psicomotora,compreendidos como fundamentais ao processo de 
construção de autonomia, promoção e prevenção em saúde. 
Práticas expressivas e comunicativas: estratégias realizadas dentro ou fora do serviço que 
possibilitem ampliação do repertório comunicativo e expressivo dos usuários e favoreçam a 
construção e utilização de processos promotores de novos lugares sociais e inserção no campo 
da cultura. 
Atendimento para a família: ações voltadas para o acolhimento individual ou coletivo dos 
familiares e suas demandas, que garantam a corresponsabilização no contexto do cuidado, 
propiciando o compartilhamento de experiências e informações. 
Atendimento domiciliar: atenção desenvolvida no local de morada da pessoa e/ou de seus 
familiares, para compreensão de seu contexto e suas relações, acompanhamento do caso e/ou 
em situações que impossibilitem outra modalidade de atendimento. 
Ações de reabilitação psicossocial: ações de fortalecimento de usuários e familiares, mediante 
a criação e o desenvolvimento de iniciativas articuladas com os recursos do território nos 
campos do trabalho/economia solidária, habitação, educação, cultura, direitos humanos, que 
garantam o exercício de direitos de cidadania, visando à produção de novas possibilidades para 
projetos de vida. 
Promoção de contratualidade: acompanhamento de usuários em cenários da vida cotidiana - 
casa, trabalho, iniciativas de geração de renda, empreendimentos solidários, contextos 
familiares, sociais e no território -, com a mediação de relações para a criação de novos campos 
de negociação e de diálogo que garantam e propiciem a participação dos usuários em igualdade 
de oportunidades, a ampliação de redes sociais e sua autonomia. 
Fortalecimento do protagonismo de usuários e familiares: atividades que fomentem: a 
participação de usuários e familiares nos processos de gestão dos serviços e da rede, como 
assembleias de serviços, participação em conselhos, conferências e congressos; a apropriação 
e a defesa de direitos; a criação de formas associativas de organização. A assembleia é uma 
estratégia importante para a efetiva configuração dos CAPS como local de convivência e de 
promoção de protagonismo de usuários e familiares. 
 
ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS INTRAMUSCULAR 
 A administração medicamentosa via intramuscular, é umas das inúmeras vias de acesso 
que o medicamento terá ao nosso corpo. Existem as via, tópica, oral, sublingual, intradérmica, 
endovenosa, intraóssea e a intramuscular (IM), a qual iremos falar. 
 Administração IM, podemos compreendê-la como uma aplicação de medicações no 
tecido muscular. Como os músculos estão abaixo da pele e dos tecidos adiposos, utiliza-se uma 
agulha mais longa. Os medicamentos, geralmente, são injetados nos músculos dos braços 
(deltóide), coxas (vasto-lateral) ou nádegas (glúteos). A rapidez com que o medicamento é 
absorvido na corrente sanguínea depende, em parte, do suprimento de sangue para o músculo. 
Quanto menor for o suprimento de sangue, mais tempo o medicamento demora para ser 
absorvido. 
 Na injeção no glúteo (até 5 mL), a localização da administração é exatamente dois dedos 
acima da prega glútea (divisão entre os duas partes das nádegas), no quadrante superior externo, 
evitando assim o risco de acertar o nervo ciático. O músculo deltoide (até 2mL) não pode mais 
ser usado para administração de medicamentos, apenas imunização. Em lactantes e crianças ou 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Nervo_ci%C3%A1tico
https://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%BAsculo_deltoide
https://pt.wikipedia.org/wiki/Gestante
em pacientes que estão em situação de urgência e emergência é comum a utilização do músculo 
vasto lateral da coxa (até 4 mL). 
Porém, a quantidade de medicamento injetado, varia de autor para autor. Segundo Silva e Santos 
(2005), de acordo a faixa etária de cada indivíduo, a um limite a ser injetado, como mostra a 
tabela abaixo: 
 
Por fim, o passo a passo da administração dependerá do POP de cada instituição. Mas 
todos seguem o mesmo parâmetro: Assepsia, pega do músculo, inclinação da agulha em 90º. 
https://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%BAsculo_vasto_lateral
https://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%BAsculo_vasto_lateral
https://pt.wikipedia.org/wiki/Coxa

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