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<p>De acordo com os princípios da Reforma Psiquiátrica Brasileira, consolidados na Lei n° 10.216 de 06/04/2001, a atenção a pessoas com transtornos mentais e com problemas decorrentes do uso/abuso e/ou dependência álcool e outras drogas deve se dar, preferencialmente, em serviços comunitários de saúde mental, portanto, busca consolidar um modelo de atenção aberto, garantindo a livre circulação das pessoas com problemas mentais pelos serviços, pela comunidade e pela cidade.</p><p>A Portaria GM/MS, nº 3.088, de 23/12/2011, que institui a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) para atenção às pessoas com sofrimento ou transtorno mental e com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), amplia a concepção de cuidado, não centrando em apenas uma unidade, mas expandindo as ofertas de atenção ao apontar novos serviços, distribuídos em (07) sete componentes: Atenção Básica, Atenção Psicossocial Especializada, Atenção de Urgência e Emergência, Atenção Hospitalar, Atenção Residencial de Caráter Transitório, Estratégias de Desinstitucionalização e Reabilitação Psicossocial. Estes componentes são constituídos por um elenco de pontos de atenção, dentre os quais se destacam os Centros de Atenção Psicossociais (CAPS) em todas as suas modalidades: CAPS I, CAPS II, CAPS III, CAPS i, CAPS ad e CAPS ad III.</p><p>Os CAPS nas suas diferentes modalidades são pontos de atenção estratégicos da RAPS: serviços de saúde de caráter aberto e comunitário constituídos por equipe multiprofissional que atua sob a ótica interdisciplinar e realiza prioritariamente atendimento às pessoas com transtornos mentais graves e persistentes e às pessoas com sofrimento ou transtorno mental em geral, incluindo aquelas com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas, em sua área territorial, sejam em situações de crise ou nos processos de reabilitação psicossocial (Brasil, 2011) e são substitutivos ao modelo asilar.</p><p>Os CAPS têm papel estratégico na articulação da RAPS, tanto no que se refere à atenção direta visando à promoção da vida comunitária e da autonomia dos usuários, quanto na ordenação do cuidado, trabalhando em conjunto com as Equipes de Saúde da Família e Agentes Comunitários de Saúde, articulando e ativando os recursos existentes em outras redes, assim como nos territórios.</p><p>Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) são lugares onde oferecem serviços de saúde abertos para a comunidade. Uma equipe diversificada trabalha em conjunto para atender às necessidades de saúde mental das pessoas, incluindo aquelas que enfrentam desafios relacionados as necessidades decorrentes do uso prejudicial de álcool e outras drogas. Esses serviços estão disponíveis na região e são especialmente focados em ajudar em situações difíceis ou no processo de reabilitação psicossocial.</p><p>Os Centros de Atenção Psicossocial surgiram devido ao evento que é conhecido como “Holocausto Brasileiro”. Esse termo refere-se ao hospital psiquiátrico de Barbacena, onde diversas pessoas foram mortas, expostas a condições sub-humanas e tratamentos invasivos. Sendo que uma média de 70% dos indivíduos não apresentavam qualquer transtorno.</p><p>Inspirado no modelo criado pelo psiquiatra italiano Franco Basaglia, os CAPS mudaram a forma com que os indivíduos com transtornos psiquátricos eram tratados, pois inseriu essas pessoas em ambientes que as enxergava de forma humanizada. O primeiro Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) surgiu em 1986, conhecido como CAPS da Rua Itapeva, na cidade de São Paulo.</p><p>A partir desse momento, surgiu a portaria GM 224/92, que garantiu a existência desses centros. Os CAPS são instituições brasileiras ligadas ao SUS que visam o cuidado com a saúde mental dos cidadãos.</p><p>Essas instituições são uma parte importante da rede de atenção à saúde mental. Ele faz parte da política de saúde mental e desempenha um papel fundamental no tratamento e apoio às pessoas que sofrem de vícios, transtornos emocionais e mentais. Os CAPS representam uma importante ferramenta no processo de reforma psiquiátrica.</p><p>Por meio de seus serviços, esses centros buscam modificar o sistema de tratamento psiquiátrico no Brasil de modo a eliminar a internação e a exclusão social como ferramentas. O objetivo desses postos é auxiliar na integração familiar e social de seus usuários e fornecer apoio no processo de autonomia deles.</p><p>CAPS I</p><p>Atende pessoas de todas as faixas etárias que apresentam prioritariamente intenso sofrimento psíquico decorrente de transtornos mentais graves e persistentes, incluindo aqueles relacionados ao uso de substâncias psicoativas, e outras situações clínicas que impossibilitem estabelecer laços sociais e realizar projetos de vida. Indicado para municípios ou regiões de saúde com população acima de 15.000 (quinze mil) habitantes.</p><p>CAPS II</p><p>Atende prioritariamente pessoas em intenso sofrimento psíquico decorrente de transtornos mentais graves e persistentes, incluindo aqueles relacionados ao uso de substâncias psicoativas, e outras situações clínicas que impossibilitem estabelecer laços sociais e realizar projetos de vida. Indicado para municípios ou regiões de saúde com população acima de 70.000 (setenta mil) habitantes.</p><p>CAPS III</p><p>Atende prioritariamente pessoas em intenso sofrimento psíquico decorrente de transtornos mentais graves e persistentes, incluindo aqueles relacionados ao uso de substâncias psicoativas, e outras situações clínicas que impossibilitem estabelecer laços sociais e realizar projetos de vida. Proporciona serviços de atenção contínua, com funcionamento vinte e quatro horas, incluindo feriados e finais de semana, ofertando retaguarda clínica e acolhimento noturno a outros serviços de saúde mental, inclusive CAPS AD. Indicado para municípios ou regiões de saúde com população acima de 150.000 (cento e cinquenta mil) habitantes.</p><p>CAPSi</p><p>Atende crianças e adolescentes que apresentam prioritariamente intenso sofrimento psíquico decorrente de transtornos mentais graves e persistentes, incluindo aqueles relacionados ao uso de substâncias psicoativas, e outras situações clínicas que impossibilitem estabelecer laços sociais e realizar projetos de vida. Indicado para municípios ou regiões com população acima de 70.000 (setenta mil) habitantes.</p><p>CAPS ad II</p><p>Serviço de atenção psicossocial para atendimento de pacientes com transtornos decorrentes do uso e dependência de substâncias psicoativas, com capacidade operacional para atendimento em municípios ou regiões com população superior a 70.000 (setenta mil) habitantes.</p><p>CAPS ad III</p><p>Atende pessoas de todas as faixas etárias que apresentam intenso sofrimento psíquico decorrente do uso de crack, álcool e outras drogas. Proporciona serviços de atenção contínua, com funcionamento vinte e quatro horas, incluindo feriados e finais de semana, ofertando retaguarda clínica e acolhimento noturno. Indicado para municípios ou regiões com população acima de 150.000 (cento e cinquenta mil) habitantes.</p><p>Quais os serviços fornecidos nesses postos?</p><p>Os Centros de Apoio Psicossocial fornecem atividades terapêuticas que vão além de consultas e prescrições de medicamentos. Os serviços fornecidos são: atendimento individual, atendimento para a família, atividades artísticas, acompanhamento da medicação, atendimento domiciliar, atividades comunitárias e Reuniões de Organização do Serviço.</p><p>Dessa forma, os serviços oferecidos na instituição buscam atender os seus usuários do modo mais amplo possível. As atividades buscam ir além do ambiente do CAPS, de forma que possam auxiliar e respeitar o processo de cada indivíduo.</p><p>Multidisciplinaridade das equipes</p><p>A equipe dos CAPS é obrigatoriamente composta por médicos, enfermeiros, psicólogos, psiquiatras, assistentes sociais e terapeutas. Esses profissionais trabalham de modo conjunto a fim de atender às demandas de cada indivíduo.</p>

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