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RADIOLOGIA CARDÍACA I Prof.: Neimar Lolli Caso clínico I Uma menina de 10 anos, de Samoa, apresenta história de 2 dias de febre e dor nas articulações. Um questionamento adicional revela que ela teve faringite há 3 semanas, mas não procurou ajuda médica naquele momento. A doença atual começou com febre e o joelho direito edemaciado e bastante dolorido. No dia seguinte, o joelho havia melhorado, porém, o cotovelo esquerdo começou a doer e ficou edemaciado. Enquanto a menina aguardava na sala de espera, o joelho esquerdo também começou a doer e a edemaciar. Qual diagnóstico? Hipótese diagnóstica: A- Coarctação da aorta B- Tetralogia de fallot C- Cardiopatia reumática D- Pseudoaneurisma ventricular calcificado Sinais e sintomas comuns da febre reumática Eletrocardiograma (ECG) mostrando bloqueio atrioventricular na febre reumática aguda Radiografia torácica de insuficiência cardíaca biventricular ocasionada por cardite aguda na febre reumática RADIOLOGIA CARDÍACA Exames CRITÉRIOS DE JONES TRATAMENTO PROPOSTO ECODOPPLER-CARDIOGRAMA ESTENOSE MITRAL REUMÁTICA Foto do coração aberto pela via de saída do ventrículo esquerdo (VE). Note a cúspide anterior da valva mitral (Mi) espessada, com intensa fusão e retração de cordas, bastante característica da doença reumática. No topo, a valva aórtica tem leve espessamento e retração das semilunares, expondo a aorta abaixo da barra aórtica (setas brancas). Duas áreas esbranquiçadas, no septo e ponta do VE (asterisco), correspondiam ao infarto septal e fibrose endocárdica, respectivamente. QUESTÃO I Em relação à Estenose Mitral Reumática, julgue as assertivas abaixo: Dos pacientes com cardiopatia reumática mais de 50% apresentam Estenose Mitral isolada. Certo Errado QUESTÃO II Com relação a cardiopatias na infância, julgue os itens a seguir. A manifestação mais frequente de comprometimento cardíaco em criança com febre reumática é a endocardite, e as valvas mais acometidas, em ordem de frequência, são: mitral, aórtica e tricúspide. Certo Errado QUESTÃO III Antimicrobianos são utilizados em diversas situações clínicas, como medida de prevenção secundária, ou como tratamento quimioprofilático. Acerca desse assunto, julgue o item a seguir. No Brasil, em pacientes adultos com diagnóstico de cardiopatia reumática crônica definida, a principal forma de prevenção secundária recomendada consiste na utilização de penicilina G benzatina (1.200.000 UI), por via intramuscular, a cada duas ou três semanas, de preferência por toda a vida, ou, no mínimo, até os quarenta anos de idade. Certo Errado QUESTÃO IV Uma mulher com 19 anos de idade, primigesta, no sétimo mês de gestação, relata ser portadora de febre reumática (FR) desde a infância. Diz ter sido dispensada da educação física no ensino médio por apresentar dispneia durante as atividades que exigiam corridas. Refere há uma semana piora progressiva da dispneia, tendo inclusive apresentado um episódio de dispneia que a despertou do sono esta noite. No momento, queixa-se de importante dispneia. O exame físico mostrou paciente dispneica, acianótica, normocorada, com frequência respiratória de 26 irpm, saturação de O2 de 90%, pressão arterial de 110 mmHg × 60 mmHg, frequência cardíaca de 102 bpm, ritmo cardíaco em dois tempos, além de ictus palpável no quinto espaço intercostal à esquerda, na linha hemiclavicular. A paciente apresenta estalido de abertura da primeira bulha, hiperfonese da segunda bulha e sopro diastólico 3+/4, no quinto espaço intercostal, na linha hemiclavicular à esquerda. A ausculta pulmonar revelou estertores crepitantes bilateralmente até o terço médio. Os demais dados do exame físico não apresentam alterações significativas. A radiografia de tórax mostrou infiltrados pulmonares bilaterais, sinal do duplo contorno na área cardíaca e desvio do brônquio fonte esquerdo para cima. Considerando o quadro clínico acima descrito, julgue os próximos itens. Esse quadro é cada vez mais raro entre a população jovem, pois o combate à pobreza e às más condições de vida, em conjunto com o Programa Nacional de Prevenção e Controle da Febre Reumática, permitiu a redução expressiva na prevalência da cardiopatia reumática crônica no Brasil, estando essa doença atualmente em níveis semelhantes aos de países desenvolvidos. Certo Errado QUESTÃO IV A Uma mulher com 19 anos de idade, primigesta, no sétimo mês de gestação, relata ser portadora de febre reumática (FR) desde a infância. Diz ter sido dispensada da educação física no ensino médio por apresentar dispneia durante as atividades que exigiam corridas. Refere há uma semana piora progressiva da dispneia, tendo inclusive apresentado um episódio de dispneia que a despertou do sono esta noite. No momento, queixa-se de importante dispneia. O exame físico mostrou paciente dispneica, acianótica, normocorada, com frequência respiratória de 26 irpm, saturação de O2 de 90%, pressão arterial de 110 mmHg × 60 mmHg, frequência cardíaca de 102 bpm, ritmo cardíaco em dois tempos, além de ictus palpável no quinto espaço intercostal à esquerda, na linha hemiclavicular. A paciente apresenta estalido de abertura da primeira bulha, hiperfonese da segunda bulha e sopro diastólico 3+/4, no quinto espaço intercostal, na linha hemiclavicular à esquerda. A ausculta pulmonar revelou estertores crepitantes bilateralmente até o terço médio. Os demais dados do exame físico não apresentam alterações significativas. A radiografia de tórax mostrou infiltrados pulmonares bilaterais, sinal do duplo contorno na área cardíaca e desvio do brônquio fonte esquerdo para cima. Considerando o quadro clínico acima descrito, julgue os próximos itens. É importante relatar ao obstetra da paciente em questão sobre sua condição de baixo débito cardíaco, orientando-o a utilizar, no momento do parto, noradrenalina e maior quantidade de fluidos, visando aumentar a frequência cardíaca e o volume sistólico, corrigindo, assim, o baixo débito cardíaco durante o perioperatório. Certo Errado QUESTÃO IV B Uma mulher com 19 anos de idade, primigesta, no sétimo mês de gestação, relata ser portadora de febre reumática (FR) desde a infância. Diz ter sido dispensada da educação física no ensino médio por apresentar dispneia durante as atividades que exigiam corridas. Refere há uma semana piora progressiva da dispneia, tendo inclusive apresentado um episódio de dispneia que a despertou do sono esta noite. No momento, queixa-se de importante dispneia. O exame físico mostrou paciente dispneica, acianótica, normocorada, com frequência respiratória de 26 irpm, saturação de O2 de 90%, pressão arterial de 110 mmHg × 60 mmHg, frequência cardíaca de 102 bpm, ritmo cardíaco em dois tempos, além de ictus palpável no quinto espaço intercostal à esquerda, na linha hemiclavicular. A paciente apresenta estalido de abertura da primeira bulha, hiperfonese da segunda bulha e sopro diastólico 3+/4, no quinto espaço intercostal, na linha hemiclavicular à esquerda. A ausculta pulmonar revelou estertores crepitantes bilateralmente até o terço médio. Os demais dados do exame físico não apresentam alterações significativas. A radiografia de tórax mostrou infiltrados pulmonares bilaterais, sinal do duplo contorno na área cardíaca e desvio do brônquio fonte esquerdo para cima. Considerando o quadro clínico acima descrito, julgue os próximos itens. A explicação mais aceita atualmente para a origem da lesão valvar da paciente em apreço é a de que, após a FR, anticorpos reativos ao tecido cardíaco, por reação cruzada com antígenos do estreptococo, se fixam à parede do endotélio valvar e favorecem a infiltração celular por neutrófilos, macrófagos e linfócitos T, gerando inflamação, destruição tecidual e necrose. Certo Errado QUESTÃO IV C Uma mulher com 19 anos de idade, primigesta, no sétimo mês de gestação, relata ser portadora de febre reumática (FR) desde a infância. Diz ter sido dispensada da educação física no ensino médio por apresentardispneia durante as atividades que exigiam corridas. Refere há uma semana piora progressiva da dispneia, tendo inclusive apresentado um episódio de dispneia que a despertou do sono esta noite. No momento, queixa-se de importante dispneia. O exame físico mostrou paciente dispneica, acianótica, normocorada, com frequência respiratória de 26 irpm, saturação de O2 de 90%, pressão arterial de 110 mmHg × 60 mmHg, frequência cardíaca de 102 bpm, ritmo cardíaco em dois tempos, além de ictus palpável no quinto espaço intercostal à esquerda, na linha hemiclavicular. A paciente apresenta estalido de abertura da primeira bulha, hiperfonese da segunda bulha e sopro diastólico 3+/4, no quinto espaço intercostal, na linha hemiclavicular à esquerda. A ausculta pulmonar revelou estertores crepitantes bilateralmente até o terço médio. Os demais dados do exame físico não apresentam alterações significativas. A radiografia de tórax mostrou infiltrados pulmonares bilaterais, sinal do duplo contorno na área cardíaca e desvio do brônquio fonte esquerdo para cima. Considerando o quadro clínico acima descrito, julgue os próximos itens. Ainda que não existam ensaios clínicos controlados que demonstrem redução de mortalidade com a furosemida, sua utilização por via intravenosa é indiscutível para melhora dos sintomas de congestão pulmonar da paciente em apreço. Certo Errado QUESTÃO IV D Uma mulher com 19 anos de idade, primigesta, no sétimo mês de gestação, relata ser portadora de febre reumática (FR) desde a infância. Diz ter sido dispensada da educação física no ensino médio por apresentar dispneia durante as atividades que exigiam corridas. Refere há uma semana piora progressiva da dispneia, tendo inclusive apresentado um episódio de dispneia que a despertou do sono esta noite. No momento, queixa-se de importante dispneia. O exame físico mostrou paciente dispneica, acianótica, normocorada, com frequência respiratória de 26 irpm, saturação de O2 de 90%, pressão arterial de 110 mmHg × 60 mmHg, frequência cardíaca de 102 bpm, ritmo cardíaco em dois tempos, além de ictus palpável no quinto espaço intercostal à esquerda, na linha hemiclavicular. A paciente apresenta estalido de abertura da primeira bulha, hiperfonese da segunda bulha e sopro diastólico 3+/4, no quinto espaço intercostal, na linha hemiclavicular à esquerda. A ausculta pulmonar revelou estertores crepitantes bilateralmente até o terço médio. Os demais dados do exame físico não apresentam alterações significativas. A radiografia de tórax mostrou infiltrados pulmonares bilaterais, sinal do duplo contorno na área cardíaca e desvio do brônquio fonte esquerdo para cima. Considerando o quadro clínico acima descrito, julgue os próximos itens. Após a estabilização do quadro atual, a referida paciente deve ser orientada a sempre informar ao médico assistente sobre sua condição de portadora de cardiopatia valvar antes de procedimento cirúrgico associado a alta incidência de bacteremia transitória, visando a antibioticoterapia profilática para prevenção de endocardite infecciosa. Certo Errado QUESTÃO IV E Uma mulher com 19 anos de idade, primigesta, no sétimo mês de gestação, relata ser portadora de febre reumática (FR) desde a infância. Diz ter sido dispensada da educação física no ensino médio por apresentar dispneia durante as atividades que exigiam corridas. Refere há uma semana piora progressiva da dispneia, tendo inclusive apresentado um episódio de dispneia que a despertou do sono esta noite. No momento, queixa-se de importante dispneia. O exame físico mostrou paciente dispneica, acianótica, normocorada, com frequência respiratória de 26 irpm, saturação de O2 de 90%, pressão arterial de 110 mmHg × 60 mmHg, frequência cardíaca de 102 bpm, ritmo cardíaco em dois tempos, além de ictus palpável no quinto espaço intercostal à esquerda, na linha hemiclavicular. A paciente apresenta estalido de abertura da primeira bulha, hiperfonese da segunda bulha e sopro diastólico 3+/4, no quinto espaço intercostal, na linha hemiclavicular à esquerda. A ausculta pulmonar revelou estertores crepitantes bilateralmente até o terço médio. Os demais dados do exame físico não apresentam alterações significativas. A radiografia de tórax mostrou infiltrados pulmonares bilaterais, sinal do duplo contorno na área cardíaca e desvio do brônquio fonte esquerdo para cima. Considerando o quadro clínico acima descrito, julgue os próximos itens. No quadro clínico descrito, o desvio do brônquio fonte esquerdo para cima, visualizado pela radiografia de tórax, ocorreu em virtude do aumento do ventrículo esquerdo, que o rechaçou distalmente. Certo Errado QUESTÃO IV F Uma mulher com 19 anos de idade, primigesta, no sétimo mês de gestação, relata ser portadora de febre reumática (FR) desde a infância. Diz ter sido dispensada da educação física no ensino médio por apresentar dispneia durante as atividades que exigiam corridas. Refere há uma semana piora progressiva da dispneia, tendo inclusive apresentado um episódio de dispneia que a despertou do sono esta noite. No momento, queixa-se de importante dispneia. O exame físico mostrou paciente dispneica, acianótica, normocorada, com frequência respiratória de 26 irpm, saturação de O2 de 90%, pressão arterial de 110 mmHg × 60 mmHg, frequência cardíaca de 102 bpm, ritmo cardíaco em dois tempos, além de ictus palpável no quinto espaço intercostal à esquerda, na linha hemiclavicular. A paciente apresenta estalido de abertura da primeira bulha, hiperfonese da segunda bulha e sopro diastólico 3+/4, no quinto espaço intercostal, na linha hemiclavicular à esquerda. A ausculta pulmonar revelou estertores crepitantes bilateralmente até o terço médio. Os demais dados do exame físico não apresentam alterações significativas. A radiografia de tórax mostrou infiltrados pulmonares bilaterais, sinal do duplo contorno na área cardíaca e desvio do brônquio fonte esquerdo para cima. Considerando o quadro clínico acima descrito, julgue os próximos itens. O quadro atual da paciente em questão decorre de significativa insuficiência da válvula mitral por falha na coaptação dos folhetos. Certo Errado T. DE FALLOT... ÁREA CARDÍACA NORMAL OU AUMENTADA SOMBRA APICAL ARREDONDADA ARCO AÓRTICO A DIREITA VASOS PULMONARES POUCO DESENVOLVIDOS HILOS POUCO EXPRESSIVOS “TAMANCO HOLANDÊS” QUESTÃO V Na tetralogia de Fallot, a hipertrofia do ventrículo direito se deve à: A hipertensão pulmonar B comunicação interventricular C própria malformação congênita D estenose pulmonar QUESTÃO VI A tetralogia de Fallot é a cardiopatia congênita cianótica mais comum na infância e resulta do desvio anterior do septo atrioventricular durante a embriogênese. É um achado dessa anomalia: A Estenose aórtica. B Dextroposição da aorta. C Comunicação interatrial. D Ducto arterioso patente. E Hipertrofia ventricular esquerda. QUESTÃO VII São características da Tetralogia de Fallot, EXCETO: A Estenose pulmonar. B Coarctação da aorta. C Dextroposição da aorta. D Defeito septal ventricular. E Hipertrofia do ventrículo direito. CONSIDERAÇÕES A tetralogia de Fallot consiste em 4 anomalias: 1 grande defeito do septo ventricular; 2 obstrução da via de saída do ventrículo direito; 3 estenose da valva pulmonar; 4 hipertrofia ventricular direita e excesso de “cavalgamento” da aorta. Os sintomas incluem cianose, dispneia durante a refeição, déficit de crescimento e crises hipercianóticas (episódios súbitos e potencialmente letais de cianose grave). É comum sopro sistólico rude audível na borda esternal esquerda superior com B2 único. O diagnóstico é por ecocardiografia. O tratamento definitivo é correção cirúrgica. CASO CLÍNICO III Um recém-nascido de parto normal, Apgar 9/10, com 10 dias de vida, inicia quadro de palidez, taquidispneia e taquicardia. Horas após está hipotenso, com pulsos finos e enchimento capilar acima de 3’’. VIDE IMAGEM RX TORAX PA- AUSENCIA DO BOTÃO (CROÇA) AÓRTICO E EROSÃO DAS BORDAS INFERIORES DOS ARCOS COSTAIS TORÁCICOSMÉDIOS QUAL DIAGNÓSTICO? INSUFICIÊNCIA AÓRTICA? CHOQUE CARDIOGÊNICO DEVIDO A COARCTAÇÃO DA AORTA? PNEUMOPERICÁRDIO? CIV? E AGORA? FICOU MAIS FÁCIL? RESPOSTA: Trata-se de um choque cardiogênico, devido a uma cardiopatia congênita, mais provavelmente do tipo coarctação da aorta. QUESTÃO IX Um paciente magro, de 12 anos de idade, chega à emergência com quadro de cefaleia, escotomas cintilantes, câimbras nas pernas, rarefação de pelos em membros inferiores, náuseas e vômitos. Estava em um churrasco há 4 horas. Seus pais não são hipertensos e não fazem uso de medicação. Ao exame físico, PA: 180 x 120 mmHg , FC: 80 bpm, ausculta cardíaca com ritmo cardíaco regular com B4 e sopro sistólico em borda externa esquerda de 3+/6+. Ao ECG ritmo sinusal, HVE. O diagnóstico do paciente acima é: A hipertensão arterial sistêmica primária B hipertensão renovascular C estenose da artéria renal bilateral D coarctação da aorta QUESTÃO X A respeito da avaliação dos grandes vasos, julgue os itens a seguir. Na radiografia de tórax com esôfago contrastado do paciente com coarctação de aorta, pode-se observar que o esôfago possui marcação dupla, o chamado sinal do três revertido, devido ao botão aórtico superiormente e a uma segunda marcação decorrente da dilatação pós-estenótica da aorta descendente distal à coarctação. Certo Errado COARCTAÇÃO DA AORTA AORTOGRAFIA- CORREÇÃO CIRÚRGICA DA COARCTAÇÃO DA AORTA CASO CLÍNICO IV MSC, 52 ANOS, NATURAL DA BAHIA, QUEIXA-SE DE FALTA DE AR PARA PERCORRER PEQUENAS DISTÂNCIAS E ISSO COMPROMETE AS ATIVIDADES DOMÉSTICAS DIÁRIAS. REFERIU DISPNÉIA AOS MODERADOS ESFORÇOS OCORRIDA DUAS SEMANAS ATRÁS, QUANDO PERCEBEU DIMINUIÇÃO DO VOLUME URINÁRIO ACOMPANHADA DO GANHO DE PESO, QUADRO DE ORTOPNÉIA, DISPNÉIA PAROXÍSTICA NOTURNA E EDEMA DE MMII. RELATA QUE PAIS E IRMÃOS MORRERAM COM MÉDIA DE IDADE DE 55 ANOS, DORMINDO. TODOS MORARAM EM CASA DE BARRO E PALHOÇA NA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA. QUAL DIAGNÓSTICO? OPÇÕES: ICC? INSUFICIÊNCIA AORTICA? ESTENOSE MITRAL? SINDROME KARTAGENER? RESPOSTA: INSUFICIÊNCIA CARDIACA CONGESTIVA No ano de 2007, as doenças cardiovasculares representaram a terceira causa de internações no SUS, com 1.156.136 hospitalizações. A IC é a causa mais freqüente de internação por doença cardiovascular. Insuficiência cardíaca associada à cardiopatia reumática crônica. Insuficiência cardíaca associada à Doença de Chagas. Conceito: É uma síndrome clínica complexa de caráter sistêmico, definida como disfunção cardíaca que ocasiona inadequado suprimento sanguíneo para atender necessidades metabólicas tissulares, na presença de retorno venoso normal, ou fazê-lo somente com elevadas pressões de enchimento. Classe funcional (AHA) Estágio A - Inclui pacientes sob risco de desenvolver insuficiência cardíaca, mas ainda sem doença estrutural perceptível e sem sintomas atribuíveis à insuficiência cardíaca. Estágio B - Pacientes que adquiriram lesão estrutural cardíaca, mas ainda sem sintomas atribuíveis à insuficiência cardíaca. Estágio C - Pacientes com lesão estrutural cardíaca e sintomas atuais ou pregressos de insuficiência cardíaca. Estágio D - Pacientes com sintomas refratários ao tratamento convencional, e que requerem intervenções especializadas ou cuidados paliativos. CONSIDERAÇÕES: A avaliação inicial do paciente com IC tem como objetivos: confirmar o diagnóstico, identificar a etiologia e possíveis fatores precipitantes, definir modelo fisiopatológico (disfunção sistólica versus função sistólica preservada), definir modelo hemodinâmico, estimar prognóstico e identificar pacientes que possam se beneficiar de intervenções terapêuticas específicas (como dispositivos e procedimentos cirúrgicos) CAUSAS DE IC SINAIS E SINTOMAS QUESTÃO XIII Paciente com insuficiência cardíaca crônica. Eletrocardiograma revela: bloqueio ramo direito + bloqueio divisional anterossuperior. Ecocardiograma revela: aneurisma apical. Ressonância magnética cardíaca demonstra presença de realce tardio, predominantemente apical e ínferolateral. Na América Latina é a principal causa de morte por insuficiência cardíaca. Assinale a alternativa CORRETA, com base no texto acima. A Amiloidose Cardíaca. B Cardiomiopatia Chagásica. C Sarcoidose D Endomiocardiofibrose. E Feocromocitoma. CARDIOMIOPATIA CHAGÁSICA CARDIOPATIA CHAGÁSICA FRAÇAÕ DE EJEÇÃO PELA RESSONÂNCIA NUCLEAR MAGNÉTICA ECODOPPLER NA IC CASO CLINICO V Um paciente masculino, de 75 anos, hipertenso e diabético em uso regular de medicações, procura atendimento relatando que vem há pelo menos seis meses evoluindo com dispneia progressiva aos esforços. Sua esposa, acompanhante da consulta, também relata um episódio de síncope há cerca de uma semana enquanto o paciente limpava o quintal da casa, em um esforço extra-habitual. Ao exame físico, o médico percebe um sopro sistólico ejetivo em foco aórtico. É solicitado um ecocardiograma ao paciente, sendo que podemos ver uma imagem estática deste exame na imagem 1, que traz a janela paraesternal longa. QUAL DIAGNÓSTICO? DIAGNÓSTICO? ESTENOSE TRICÚSPIDE? INSUFICIENCIA PULMONAR? ESTENOSE AÓRTICA? INSUFICIÊNCIA MITRAL? LAUDO DO ECODOPPLER Valva aórtica intensamente fibrocalcificada, importante diminuição da sua abertura e refluxo moderado. Gradiente sistólico VE-Ao máximo de 94 mmHg e médio de 51 mmHg. Área valvar estimada em 0,71 cm² (equação de continuidade). Valva tricúspide com morfologia normal, abertura preservada e refluxo discreto. Pressão sistólica da artéria pulmonar estimada em 30 mmHg (VNexclui com segurança a presença de estenose aórtica grave. E A função ventricular esquerda deprimida (fração de ejeção