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Alimentos Orgânicos Introdução Alimento orgânico: Vegetal: Isento de agroquímicos, pesticidas e fertilizantes sintéticos Animal: Deve ser isento de drogas veterinárias, hormônios, antibióticos e organismos geneticamente modificados (Cintra et al., 2013) Introdução Alimento orgânico: Durante o processamento dos alimentos é proibido o uso de radiação ionizante e aditivos químicos sintéticos, como corantes, aromatizantes, emulsificantes, entre outros (Cintra et al., 2013) Orgânicos com “agrotóxicos” Sim, na agricultura orgânica, também podem ser utilizados alguns tipos de compostos químicos Usa-se o fungicida conhecido como calda bordalesa, composto por cal virgem e sulfato de cobre. Atualmente é usada a calda cúprica. Ela tem o mesmo efeito, porém traz uma quantidade muito menor de cobre em sua composição. Seu uso é permitido na agricultura orgânica por ser considerada pouco tóxico. Adubação do solo Agricultura orgânica usa rotação e consorcio de culturas, uso de adubos naturais como esterco e compostos, assim como de adubação verde através de leguminosas, além do menos revolvimento. Surgimento A agricultura orgânica surgiu na década de 70 quando pesquisas começaram a reconhecer que a utilização de substancias químicas na produção de alimentos poderiam causar sérios problemas à saúde e ao meio ambiente Nessa época surgiram as primeiras críticas sobre os impactos ambientais da mecanização intensiva da agricultura e uso indiscriminado de agroquímicos que causavam contaminação dos alimentos e intoxicação nos trabalhadores rurais (Torres et al., 2006) Dificuldades do sistema orgânico Baixa escala de produção Maiores custos por unidade de produto Pagamento da certificação, fiscalização e assistência técnica (custos adicionais aos produtores) (Darolt, et al., 2003) Dificuldades do sistema orgânico Falta de recursos dos produtores e de treinamento Embalagem (encarece o produto) A logística de produtos (distribuição) deve ser realizada diariamente, pois geralmente estes produtores não tem a possibilidade de armazenar produtos (Darolt, et al., 2003) Legislação A legislação, que regulamenta a Lei 10.831 de 23 de dezembro de 2003 inclui a produção, o armazenamento, a rotulagem, o transporte, a certificação, a comercialização e a fiscalização dos produtos. Em 27 de dezembro de 2007 o governo brasileiro regulamentou através do Diário Oficial da União (DOU) os novos critérios para o funcionamento de todo o sistema de produção orgânica, desde a propriedade rural até o ponto de venda. Legislação A nova regulamentação permite também a produção paralela, na mesma propriedade, de produtos orgânicos e não orgânicos, desde que haja uma separação do processo produtivo. Também não poderá haver contato com materiais e substâncias cujo uso não seja autorizado para a agricultura orgânica. De acordo com as novas regras, os agricultores familiares passam a receber autorização para a venda direta ao consumidor, desde que tenham cadastro junto ao órgão fiscalizador. Certificadoras de produtos orgânicos A certificação de um produto orgânico só poderá acontecer mediante o selo por uma certificadora credenciada junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) O selo de certificação de um alimento orgânico fornece ao consumidor a garantia de um produto isento de contaminação química e resultante de uma agricultura capaz de assegurar uma boa qualidade ao alimento, ao homem e ao ambiente (Monteiro et al., 2004) Certificadoras Requisitos para certificação Não uso de adubos químicos e agrotóxicos nos últimos 2 anos Existência de barreiras vegetais quando há vizinhos que praticam a agricultura convencional Qualidade da água a ser utilizada na irrigação e lavagem dos produtos As condições de trabalho e vida dos trabalhadores Inexistência de condições inadequadas de lixo pelo estabelecimento Certificação por Auditoria A concessão do selo SisOrg (Sistema Brasileiro de Avaliação de Conformidade Orgânica) é feita por uma certificadora pública ou privada credenciada no Ministério da Agricultura. O organismo de avaliação da conformidade obedece a procedimentos e critérios reconhecidos internacionalmente, além dos requisitos técnicos estabelecidos pela legislação brasileira”. Sistema Participativo de Garantia Os Membros do Sistema são pessoas físicas ou jurídicas que são os distribuidores, comercializadores, transportadores e armazenadores. Os colaboradores são os consumidores e suas organizações, os técnicos, as organizações públicas e privadas…. Tem que possuir um Organismo Participativo de Avaliação da Conformidade (Opac) legalmente constituído, que responderá pela emissão do SisOrg https://ciorganicos.com.br/biblioteca/certificadoras- participativas-cadastradas-opac/ Orgânico x Convencional A agricultura orgânica geralmente apresenta desempenho bastante superior nos quesitos qualidade do solo, otimização energética, biodiversidade, redução da poluição hídrica, lucratividade, redução de custos, promoção de serviços ecossistêmicos, geração de emprego, redução de riscos ocupacionais decorrentes do uso de pesticidas e, é claro, redução do uso de pesticidas Regulamentação Agrotóxicos De acordo com a Lei nº 7.802 de 1989, os agrotóxicos são produtos e agentes físicos, químicos ou biológicos que são utilizados nos setores de produção, armazenamento e beneficiamento de produtos agrícolas, cujo objetivo visa alterar a composição da flora ou da fauna, com o intuito de preservá-las da ação prejudicial de seres vivos nocivos. O governo dá desconto de 60% do ICMS na comercialização dos agrotóxicos Nova proposta no Congresso Permite o registro temporário de agrotóxicos, quando os mesmos produtos já tiverem sido liberados em pelo menos três países A legislação atual proíbe produtos com características teratogênicas, carcinogênicas ou mutagênicas. O texto da nova lei elimina estas restrições da antiga, mas proíbe os produtos de “riscos inaceitáveis” comprovados cientificamente. Chamada: “Lei do Veneno” Elimina o termo Agrotóxicos da legislação, para defensivo agrícola ou pesticida. Permite a comercialização sem prescrição por agrônomo. A propaganda de agrotóxicos deverá restringir-se a programas e publicações do setor ruralista, sem mencionar possíveis riscos a saúde. Os agrotóxicos têm como finalidade controlar o ataque de pragas (fungos, insetos, ervas daninhas) e estimular o crescimento das plantas para evitar perdas na produtividade das culturas agrícolas A produção de alimentos por sistema convencional pode acarretar resíduos de agrotóxicos em níveis preocupantes para a saúde pública Pesquisa realizada pela ANVISA e FIOCRUZ analisou 1.278 amostras de alface, banana, batata, cenoura, laranja, maçã, mamão, morango e tomate e cerca de 81% continham algum resíduo de agrotóxico (Teophilo et al., 2013) O consumo de alimentos com resíduos de agrotóxicos, pode levar a problemas hepáticos (cirrose, hepatite) oftalmológicos, distúrbios do sistema nervoso central, do sistema reprodutivo, câncer e efeitos mutagênicos e teratogênicos (Teophilo et al., 2013) Quantidade permitida Comparação Uniao Européia Brasil Dica útil: alimentos testados Valor Nutricional Composição nutricional orgânicos Para alimentos de origem vegetal, segundo uma ampla revisão bibliográfica elaborada por pesquisadores britânicos em 2009, realmente não há grande diferença quanto ao valor nutricional entre orgânicos e convencionais, especialmente no teor de macronutrientes —carboidratos, proteínas e lipídios. Nutritional Quality of Organic Foods: A Systematic Review. American Journal of Clinical Nutrition. Composição nutricional orgânicos Segundo relatório encomendado pelo Parlamento Europeu, divulgado em 2016, "o leite orgânico, e provavelmente também a carne, trazem maiores quantidades de ômega 3 e ácidos graxos quando comparadosa produtos convencionais. No caso do leite orgânico, também os teores de vitamina E são maiores. (Barański et al., 2014; Średnicka-Tober et al., 2016) Alimentos Transgênicos Conheça alguns transgênicos que estão na cadeia alimentar Milho Soja Algodão Mamão Queijo Trigo Centeio Batata Abobrinha (EUA) Arroz (Asia) Feijão Salmão...primeiro animal liberado Todos aqui são transgênicos. Percebe onde está a diferença? Embalagem tradicional Embalagem do transgênico Rotulagem No Brasil, desde 2003, a justiça exige que os alimentos produzidos com mais de 1% de ingredientes transgênicos devem ter este símbolo nos seus rótulos mas existe projeto para derrubar a lei, no senado. Comissão do Senado aprova PL que desobriga a rotulagem de transgênicos. Com o presença de apenas dois senadores, Comissão do Meio Ambiente vota pelo fim de rótulo que identifica produtos transgênicos. 14/05/2018 O que são OGM O que são OGM – organismos geneticamente modificados Legislação brasileira diz que independentemente da origem do material genético, todo o organismo que tiver seu DNA modificado por meio de qualquer técnica de Engenharia Genética é considerado um OGM. Essa modificação pode ou não inserir um gene externo no DNA do organismo. + https://cib.org.br/faq/o-que-e-o-dna/ O que são OGM Dessa maneira, um OGM pode: ter a adição de um gene proveniente de uma espécie não sexualmente compatível (transgênico) ter a adição de um gene de uma espécie com a qual poderia haver um cruzamento (cisgênico) ter um ou mais de seus genes deletados. Cisgênico Um dos exemplos mais conhecidos de cisgenia é resultante da pesquisa para tornarbatatas resistentes ao fungo patogênico Phytophthora. Os pesquisadores implantaram nas batatas um gene de resistência ao fungo presente em batatas selvagens. https://cib.org.br/eua-aprovam-tres-novas-variedades-de-batatas-transgenicas/ Transgênicos – O que são e como podem ser obtidos ? Qualquer organismo em que se tenha introduzido uma ou mais seqüências de DNA/RNA (genes), provenientes de uma outra espécie ou uma seqüência modificada de DNA da mesma espécie. Organismos que têm seus genomas normais adicionados de um ou mais genes. Gene de interesse econômico localizado e isolado, clonado e seqüenciado Genes marcadores/seleção: resistência a antibióticos e a herbicidas Técnica de regeneração de uma nova planta a partir da célula e/ou tecido transformado Transgênicos – Como podem ser obtidos? Como as plantas são modificadas Um revolver de partículas injeta partes de metal ligadas a genes de interesse • Agrobactérias que normalmente infectam plantas com doenças são usadas para infectar plantas com genes de interesse 7 Como animais são modificados Um método de micro-injeção usa uma agulha para introduzir o DNA no embrião. 6 Produtor – aumento da produtividade Consumidor – aperfeiçoamento nutricional dos alimentos Meio ambiente – redução do uso de agrotóxicos e da necessidade de se devastar novas áreas de matas nativas para o cultivo (ALEGAÇÃO FALSA). Possíveis Benefícios AGM Benefícios a saúde: Vacinas Proteção contra doenças usando um alimento comum Problemas com vacinas injetáveis em países em desenvolvimento Estocagem, preço, treinamento médico, uso de seringas e agulhas (lixo especial) Possíveis Impactos no Meio Ambiente Poluição genética ou contaminação gênica de espécies silvestres Fluxo gênico: transgene à população silvestre Cultivos próximos de parentes silvestres à Cevada, alface, arroz, aveia, batata, sorgo e trigo Possíveis Riscos à Saúde Humana e Animal Genes de resistência a antibióticos • Transferência horizontal entre bactérias - possibilidade de disseminação de genes de resistência a antibióticos Possíveis Riscos à Saúde Humana e Animal Potencial alergênico Feijão transgênico com gene da castanha-do-pará ao ser testado nos EUA causou reações alérgicas em algumas pessoas. Possíveis Riscos à Saúde Humana e Animal Alimentos que contêm proteínas alergênicas: soja (16), amendoim, amêndoas, leite, ovos, mariscos, peixe e trigo, dentre outros Cerca de 2 ou 3% das pessoas (7%, no caso de crianças): alérgicas a algum tipo de alimento Opção “natural” Biofortificação... A biofortificação consiste em um processo de cruzamento de plantas da mesma espécie, gerando cultivares mais nutritivos. O processo também é conhecido como melhoramento genético convencional. Investindo na obtenção de alimentos mais nutritivos como arroz, feijão, batata-doce, mandioca, milho, feijão-caupi, abóbora e trigo... Rede Biofort O BioFORT é o projeto responsável pela biofortificação de alimentos no Brasil, que aspira diminuir a desnutrição e garantir maior segurança alimentar através do aumento dos teores de ferro, zinco e vitamina A na dieta da população mais carente http://www.biofort.com.br/ Transgênicos e Agrotóxicos A toxicidade ou danos provocados pelos transgênicos vem especialmente dos agrotóxicos utilizados, como no caso do Glifosato (Roundup), proibido em vários países e considerado carcinogênico. Alimentos LIGHT ALIMENTOS LIGHT Tem redução de, pelo menos, 25% do total de açúcar, gordura ou de outro nutriente, levando, a redução do valor calórico em relação ao produto normal. Obs: não significa que esses produtos não contenham açúcar, portanto, não devem ser consumidos pelos diabéticos, a não ser quetenham escrito no rótulo sem adição de açúcar! ALIMENTOS LIGHT LIGHT – EXPRESSÃO USADA COMO INFORMAÇÃO NUTRICIONAL COMPLEMENTAR (INC) DE UM ALIMENTO. Alimentos DIET ALIMENTOS DIET • São alimentos para fins especiais, ou seja, formulados especialmente para grupos da população que apresentam condições fisiológicas específicas, apresentando na sua composição quantidades insignificantes ou são totalmente isentos de algum nutriente. ALIMENTOS DIET • Exemplo: Geleias de frutas para dietas com restrição de açúcares, sendo permitido apenas a presença dos açúcares naturalmente existentes nas matérias-primas utilizadas (em alguns casos são adicionados edulcorantes para obtenção do gosto “doce”). Alimentos Funcional ALIMENTOS FUNCIONAL Alimento funcional é todo aquele alimento ou ingrediente que, além das funções nutricionais básicas, quando consumido na dieta usual, produz efeitos metabólicos e/ou fisiológico e/ou efeitos benéficos à saúde (compostos bioativos), devendo ser seguro para consumo sem supervisão médica. ALIMENTOS FUNCIONAL Os alimentos funcionais somente funcionam quando fazem parte de uma dieta equilibrada, balanceada. Boa Semana!