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TESTE DE RECUPERABILIDADE (IMPAIRMENT TEST) CPC 01 – IAS 36 CSA - 1209 CONTABILIADE AVANÇADA TESTE DE RECUPERABILIDADE OBJETIVO Definir procedimentos visando a assegurar que os ativos não estejam registrados contabilmente por um valor superior àquele passível de ser recuperado por uso ou por venda. TESTE DE RECUPERABILIDADE É uma palavra em inglês que significa, em sua tradução literal, deterioração (perda). É uma regra segunda a qual a companhia deverá efetuar, periodicamente, análise sobre a recuperação dos valores registrados no imobilizado e no intangível. TESTE DE RECUPERABILIDADE OBRIGATORIEDADE E PERIODICIDADE O teste de recuperabilidade se tornou obrigatório à partir de 31.12.2008 e deve se aplicado no mínimo a cada fim de exercício social. INDICADORES Os principais indicadores de impairment são a obsolescência, reestruturação ou venda parcial de um ativo e performance econômica pior do que a esperada TESTE DE RECUPERABILIDADE DEFINIÇÕES Valor recuperável de um ativo ou de uma unidade geradora de caixa é o maior valor entre o valor líquido de venda de um ativo e seu valor em uso. Valor em uso é o valor presente de fluxos de caixa futuros estimados, que devem resultar do uso de um ativo ou de uma unidade geradora de caixa. TESTE DE RECUPERABILIDADE DEFINIÇÕES Valor contábil é o valor pelo qual um ativo está reconhecido no balanço depois da dedução de toda respectiva depreciação, amortização ou exaustão acumulada e provisão para perdas. Valor justo é o valor que um ativo pode ser negociado, ou um passivo liquidado, entre partes interessadas, independentes entre si e com conhecimento do negócio, sem fatores que pressionem a liquidação da transação ou que caracterizem uma transação compulsória. IDENTIFICAÇÃO DE ATIVOS DESVALORIZADOS Um ativo está desvalorizado quando seu valor contábil excede seu valor recuperável. Uma entidade deve avaliar em cada data de balanço se há qualquer indicação de que um ativo possa ter sofrido desvalorização (impairment): Se existir qualquer indicação, a entidade deve estimar o valor recuperável do ativo. Independentemente de existir ou não qualquer indicação de impairment, uma entidade deve também testar anualmente: Goodwill (ágio por expectativa de rentabilidade futura); Ativos intangíveis com vida útil indefinida ou ainda não disponíveis para uso. IDENTIFICAÇÃO DE ATIVOS DESVALORIZADOS IDENTIFICAÇÃO DE ATIVOS DESVALORIZADOS Fontes Externas de Informação Diminuição significativa do preço de mercado do ativo Fonte: http://amazonasatual.com.br/prefeitura-interdita-imoveis-no-centro-de-manaus-por-risco-de-desabamento/ Ex: Imóvel em região de risco de desabamento IDENTIFICAÇÃO DE ATIVOS DESVALORIZADOS Fontes Externas de Informação Mudanças significativas no ambiente econômico, tecnológico, mercadológico ou legal; Fonte: http://www.radiogeracao.com.br/web/index.php?menu=noticias&id=3793 Volume de vendas IDENTIFICAÇÃO DE ATIVOS DESVALORIZADOS Fontes Externas de Informação O valor contábil do patrimônio líquido da entidade é maior do que o valor de suas ações no mercado; As taxas de juros de mercado tiveram aumento significativo. Aumento das taxas de juros Redução do valor recuperável IDENTIFICAÇÃO DE ATIVOS DESVALORIZADOS Fontes Internas de Informação Evidência de obsolescência ou danificação do bem Fonte: https://line.do/es/historia-de-la-tecnologia/g5i/vertical IDENTIFICAÇÃO DE ATIVOS DESVALORIZADOS Fontes Internas de Informação Mudança significativa na forma que um ativo é usado; Indicação em relatórios internos de avaliação de desempenho que o ativo avaliado não terá o resultado esperado; Expectativa real de que o ativo será vendido ou baixado antes do término de sua vida útil anteriormente prevista. MENSURAÇÃO DO VALOR RECUPERÁVEL DE ATIVOS. O teste de recuperabilidade permite uma análise sobre a possível recuperação dos valores registrados nos ativos. O valor de uso é definido pelo CPC 01 como o valor estimado com base em fluxos de caixa futuros que derivam do uso do ativo. MENSURAÇÃO DO VALOR RECUPERÁVEL DE ATIVOS. Valor justo é o preço que seria recebido pela venda de um ativo ou que seria pago pela transferência de um passivo em uma transação não forçada . MENSURAÇÃO DO VALOR RECUPERÁVEL DE ATIVOS. BASE PARA ESTIMATIVAS DE FLUXOS DE CAIXAS FUTUROS Ao mensurar o valor em uso, a entidade deve: basear as projeções de fluxo de caixa em premissas razoáveis e fundamentadas que representem a melhor estimativa, por parte da administração, do conjunto de condições econômicas que existirão na vida útil remanescente do ativo. basear as projeções de fluxo de caixa nas previsões ou nos orçamentos financeiros mais recentes que foram aprovados pela administração. estimar as projeções de fluxo de caixa para além do período abrangido pelas previsões ou orçamentos mais recentes pela extrapolação das projeções baseadas em orçamentos ou previsões usando uma taxa de crescimento estável ou decrescente para anos subsequentes. Deve incluir: projeções de entradas de caixa a partir do uso contínuo do ativo. projeções de saídas de caixa, que são incorridas necessariamente para gerar as entradas de caixa decorrentes do uso contínuo do ativo. se houver, fluxos líquidos de caixa. COMPOSIÇÃO DAS ESTIMATIVA DE FLUXOS DE CAIXA FUTUROS As estimativas de fluxos de caixa futuros não devem incluir futuras entradas ou saídas de caixa previstas de: Futura reestruturação com a qual a entidade ainda não está compromissada. Melhoria ou aprimoramento do desempenho do ativo. BASE PARA ESTIMATIVAS DE FLUXOS DE CAIXAS FUTUROS Reestruturação é um programa que é planejado e controlado pela administração e que muda, significativamente, o negócio levado a efeito por uma entidade ou a maneira como o negócio é conduzido. Uma vez que a entidade esteja comprometida com a reestruturação: Sua estimativa de futuras entradas e saídas de caixa com o objetivo de determinar o valor em uso deve refletir a economia de despesas e outros benefícios provenientes da reestruturação. Sua estimativa de futuras saídas de caixa para a reestruturação é tratada como uma provisão para reestruturação. BASE PARA ESTIMATIVAS DE FLUXOS DE CAIXAS FUTUROS FLUXOS DE CAIXAS FUTUROS EM MOEDA ESTRANGEIRA Os fluxos de caixa futuros são estimados na moeda na qual eles serão gerados e, em seguida, descontados, usando-se uma taxa de desconto adequada para essa moeda. BASE PARA ESTIMATIVAS DE FLUXOS DE CAIXAS FUTUROS TAXA DE DESCONTO A taxa de desconto deve ser a taxa antes dos impostos, que reflita as avaliações atuais de mercado: do valor da moeda no tempo. dos riscos específicos do ativo para os quais as futuras estimativas de fluxos de caixa não foram ajustadas. BASE PARA ESTIMATIVAS DE FLUXOS DE CAIXAS FUTUROS RECONHECIMENTO E MENSURAÇÃO DE PERDA POR DESVALORIZAÇÃO! Se o valor recuperável do ativo for menor que o valor contábil, a diferença existente entre esses valores deve ser ajustada pela constituição de provisão de perdas, redutora de ativos, em contrapartida ao resultado do período. No caso de ativos reavaliados, o montante da redução deve reverter uma reavaliação anterior , sendo debitado em reservar no patrimônio líquido. Caso essa reserva seja insuficiente , o excesso deverá ser contabilizado no resultado do período. A perda por desvalorização de ativo não reavaliado deve ser reconhecida em outros resultados abrangentes (na reserva de reavaliação) na extensão em que a perda por desvalorizaçãonão exceder o saldo da reavaliação reconhecida para o mesmo. RECONHECIMENTO E MENSURAÇÃO DE PERDA POR DESVALORIZAÇÃO! Após o reconhecimento da provisão para perdas, a despesa de depreciação, amortização e exaustão dos ativos desvalorizados deve ser calculada em períodos futuros pelo novo valor contábil apurado, ajustado ao período de sua vida útil remanescente. RECONHECIMENTO E MENSURAÇÃO DE PERDA POR DESVALORIZAÇÃO! UNIDADE GERADORA DE CAIXA O que é uma unidade geradora de caixa? É o menor grupo identificável de de ativos que gere entradas de caixa. Exemplo: Quando tenho uma máquina ou mais, que seja para fabricação de um produto específico, é uma unidade geradora de caixa. UNIDADE GERADORA DE CAIXA • Ágio por expectativa de rentabilidade futura (goodwill) O ágio pago, decorrente de expectativa de rentabilidade futura em uma aquisição de entidades (goodwill), representa um desembolso realizado por um adquirente na expectativa de benefícios econômicos futuros de ativos, para os quais a administração não conseguiu individualmente identificá-los e separadamente reconhecê-los. Valor recuperável e valor contábil de unidade geradora de caixa O valor recuperável de uma unidade geradora de caixa é o maior valor entre o valor justo líquido de despesas de venda e o valor em uso. O valor contábil de uma unidade geradora de caixa deve ser determinado de maneira consistente com o modo pelo qual é determinado o montante recuperável da unidade geradora de caixa. UNIDADE GERADORA DE CAIXA REVERSÃO DE UMA PERDA POR DESVALORIZAÇÃO A entidade deve avaliar, ao término de cada período de reporte, se há alguma indicação de que a perda por desvalorização reconhecida em períodos anteriores para um ativo, exceto o ágio por expectativa de rentabilidade futura (goodwill), possa não mais existir ou ter diminuído. Se existir alguma indicação, a entidade deve estimar o valor recuperável desse ativo. REVERSÃO DE UMA PERDA POR DESVALORIZAÇÃO PARA UM ITEM DO ATIVO A reversão de perda por desvalorização de um ativo, exceto o ágio por expectativa de rentabilidade futura (goodwill), deve ser reconhecida imediatamente no resultado do período, a menos que o ativo esteja registrado por valor reavaliado de acordo com outra norma. Qualquer reversão de perda por desvalorização sobre ativo reavaliado deve ser tratada como aumento de reavaliação conforme tal norma. REVERSÃO DE PERDA POR DESVALORIZAÇÃO PARA UMA UNIDADE GERADORA DE CAIXA A reversão de perda por desvalorização para uma unidade geradora de caixa deve ser alocada aos ativos da unidade, exceto o ágio por expectativa de rentabilidade futura (goodwill), proporcionalmente ao valor contábil desses ativos. seu valor recuperável (se este puder ser determinado); e o valor contábil que teria sido determinado (líquido de depreciação, amortização ou exaustão), se a perda por desvalorização não tivesse sido reconhecida em anos anteriores. O valor da reversão da perda por desvalorização, que seria de outra forma alocado ao ativo, deve ser alocado de forma proporcional aos outros ativos da unidade, exceto para o ágio por expectativa de rentabilidade futura (goodwill). MUDANÇAS NO CENÁRIO CONTÁBIL: ABORDAGEM DO TESTE DE RECUPERABILIDADE DE ATIVOS AUTOR Marcos Laffin¹, Joana Lohn1 1Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC OBJETIVO GERAL O objetivo deste artigo é discutir o teste de recuperabilidade como instrumento de avaliação patrimonial. QUESTÃO DA PESQUISA Qual a contribuição do teste de recuperabilidade na avaliação patrimonial? METODOLOGIA O estudo é de natureza básica, configura-se como pesquisa exploratória por meio de estudo bibliográfico PRINCIPAIS RESULTADOS O processo de convergência em implementação surge com o intuito de padronizar as normas e práticas contábeis por meio da unificação da linguagem contábil. De acordo com a Resolução CFC nº 1.055/05, diversas vantagens foram visualizadas em decorrência da convergência, destacando-se entre elas: a redução de riscos nos investimentos internacionais, assim como nos créditos de natureza comercial, a facilitação na comunicação internacional, e a redução de custos de capital que procede desta convergência. O pronunciamento técnico expresso pelo CPC-01 (R1) (Redução ao Valor Recuperável de Ativos) aprovou e tornou obrigatório o teste de recuperabilidade para todas as empresas de capital aberto a partir do exercício social iniciado em 1º de janeiro de 2008. A partir de então as empresas devem publicar informações detalhadas sobre a avaliação das unidades geradoras de caixa, informações estas que permitam ao usuário entender a real composição dos ativos que são utilizados na atividade operacional das empresas. Essa análise decorrente da Redução ao Valor Recuperável de Ativos tem como finalidade garantir que os ativos não estejam registrados no patrimônio da entidade por um valor superior àquele passível de ser recuperado. O intuito do ajuste no ativo é adequar o seu valor ao provável valor líquido de realização. (CPC-01 R1) CONCLUSÕES Neste cenário de instabilidade, mas de flexibilização e novas oportunidades nos negócios, a Contabilidade assume grau de relevância não apenas em seus fundamentos de registro e controle, mas, sobretudo, no conjunto de informações tempestivas de caráter compreensível e passíveis de apropriação pelo tecido social. Concluímos que o conceito do teste de recuperabilidade está articulado com os fundamentos que orientam a prática e os procedimentos da ciência Contábil. Ressalvada a subjetividade da avaliação, inferimos que o teste de recuperabilidade possibilita uma maior proximidade de expressão do valor real de um item patrimonial avaliado pelo teste. A principal contribuição do uso do teste de recuperabilidade é a informação que o mesmo produz sobre a compreensão da capacidade de geração de benefícios pelo item avaliado. Referencias: PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 01 Correlação às Normas Internacionais de Contabilidade – IAS 36 (IASB) Artigo: http://www.revistas.udesc.br/index.php/reavi/search/search?simpleQue ry=MUDAN%C3%87AS+NO+CEN%C3%81RIO+CONT%C3%81BIL% 3A+ABORDAGEM+DO+TESTE+DE+RECUPERABILIDADE+DE+AT IVOS&searchField=query Imagens: Google imagens http://www.revistas.udesc.br/index.php/reavi/search/search?simpleQuery=MUDAN%C3%87AS+NO+CEN%C3%81RIO+CONT%C3%81BIL:+ABORDAGEM+DO+TESTE+DE+RECUPERABILIDADE+DE+ATIVOS&searchField=query http://www.revistas.udesc.br/index.php/reavi/search/search?simpleQuery=MUDAN%C3%87AS+NO+CEN%C3%81RIO+CONT%C3%81BIL:+ABORDAGEM+DO+TESTE+DE+RECUPERABILIDADE+DE+ATIVOS&searchField=query http://www.revistas.udesc.br/index.php/reavi/search/search?simpleQuery=MUDAN%C3%87AS+NO+CEN%C3%81RIO+CONT%C3%81BIL:+ABORDAGEM+DO+TESTE+DE+RECUPERABILIDADE+DE+ATIVOS&searchField=query http://www.revistas.udesc.br/index.php/reavi/search/search?simpleQuery=MUDAN%C3%87AS+NO+CEN%C3%81RIO+CONT%C3%81BIL:+ABORDAGEM+DO+TESTE+DE+RECUPERABILIDADE+DE+ATIVOS&searchField=query OBRIGADO A TODOS! PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIÁS Prof. Geovane Camilo dos Santos Turma C01 Alunas : Denise Melo da Costa Flávia Gonçalves da Costa Ivaneide da Costa Silva Jessíca da Silva Alves Jussiene Santos Leilyane Guedes da Silva Mariana Pereira Silva Mariely Floriano da Silva