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Ministério Público na Constituição Federal 
Sumário 
Ministério Público na Constituição Federal .................................................................................2 
Apresentação da aula ..............................................................................................................2 
Contexto histórico do MPU ......................................................................................................3 
Ministério Público no contexto brasileiro .................................................................................4 
O Ministério Público na Constituição Federal de 1988 .............................................................5 
Estrutura geral do Ministério Público ...................................................................................5 
Definição do Ministério Público na CF/88 .............................................................................7 
Princípios institucionais ........................................................................................................9 
Funções institucionais ........................................................................................................11 
Ingresso na carreira ............................................................................................................12 
Controle externo da atividade policial ................................................................................12 
Garantias e prerrogativas ...................................................................................................12 
Vedações ............................................................................................................................14 
Autonomia ..........................................................................................................................14 
Legislação selecionada ...............................................................................................................15 
 
 
Apresentação da aula 
Nesta primeira aula faremos uma explanação geral do que seja o Ministério Público, inclusive 
dentro da Constituição Federal. Assim, considerando que se trata de um resumo, dispositivos da 
Constituição que serão aprofundados nas aulas posteriores foram suprimidos nesta primeira 
aula. 
Neste momento é importante que você se localize dentro dos estudos dos Ministérios Públicos. 
Na próxima aula entraremos na LC 75/93, que é o estatuto do MPU, fundamental para a sua 
prova! 
Então, não se preocupe se faltar aprofundamento nos tópicos desta aula, porque eles serão 
melhor revisados nas aulas seguintes. 
Bons estudos! 
 
 
 
Contexto histórico do MPU 
 
 Há quem defenda que a origem se dá há quatro mil anos no Egito onde existia um 
funcionário real do Faraó, intitulado Magiaí (língua e os olhos do rei / recebia a 
função de tutelador); 
 Outros defendem que se deu na antiguidade clássica: 
o Éforos de Esparta: exerciam funções acusatórias, mas não eram juízes; 
o Tesmótetas gregos: zelavam pela aplicação da lei; 
o Censores: magistrados que zelavam pela moralidade pública 
 Expressão Ministério Público: 
o Em sentido genérico: todos que exercem função pública. 
o Em sentido estrito: usada nos provimentos do sec. XVIII, ora como funções 
próprias de ofício, ora magistrado específico com o poder-dever de exercitá-
lo. 
 TEORIA MAIS ACEITA: 
o Remonta à França do século XIV / menção à figura dos procuradores do rei 
que não poderiam ir contra os interesses do rei. Função de longa manus do 
soberano junto às instituições: 
 Detinham independência em relação aos juízes; 
 Tinham a prerrogativa de dirigir-se aos julgadores no mesmo 
assoalho (parquet em francês); 
o Criação de FATO do Ministério Público como Instituição independente: 
 Revolução Francesa em 1789 / Corte de Cassação Criminal / foi 
quando surgiram as primeiras garantias do MP como 
inamovibilidade. 
 As 4 tendências do Ministério Público: 
o 1º tendência: relação com os países do common law (E.U.A e Inglaterra), 
cuja atuação era quase exclusivamente criminal; o MP faz parte do Poder 
Executivo; 
o 2º tendência: países da Europa Continental; o parquet é organizado, tem 
prerrogativas e garantais semelhantes à magistratura, mas integram o 
Poder Executivo (França, Bélgica e Alemanha). Há predominância do MP 
Mínimo, em que não há atuação na defesa e interesses individuais. 
o 3º tendência: possui estrutura singular, não como magistratura ou serviço, 
mas sim como função. O MP integra o Poder Judiciário e sua atuação é 
exclusivamente criminal. Também se tem o MP mínimo. Acontece na Itália. 
o 4º tendência: sistema português; o MP tem pluralidade de atuações: 
representa o Estado, age na ação penal; defende a democracia e os 
interesses definidos em lei; Aqui a defesa de interesses metaindividuais, o 
que inspirou o MP na estrutura da CF/88. Chama-se de Ministério Público 
Médio. 
 Ministério Público no Brasil: tem inspiração no modelo português, contudo, com 
atuação mais ampla. A CF concebeu o chamado panministeralistmo, pois o órgão 
 
 
atua em todos os campos que transcendam interesse meramente individual e 
disponível. 
 
A EXPRESSÃO PARQUET SIGNIFICA ASSOALHO, ONDE OS PROCURADORES (EM PÉ) TINHAM 
ASSENTO E NÃO AO LADO DA MAGISTRATURA. DE ORIGEM FRANCESA, ATÉ HOJE COSTUMA-
SE CHAMAR OS PROCURADORES DO MINISTÉRIO PÚBLICO DE PARQUET. 
 
Ministério Público no contexto brasileiro 
 
 O surgimento do MP no Brasil é conturbado consoante a alternância de regimes 
democráticos e autoritários ao longo da história. O MP, ora era mencionado na 
Constituição, ora “esquecido”. 
 Código de processo penal do império (1832) criou o cargo de Promotor Público cujas 
atribuições se limitavam em denunciar crimes; solicitar prisões e dar parte às 
autoridades competentes das negligências, omissões e prevaricações dos 
empregados da administração da justiça; 
 Não fizeram menção ao MP: 
o Constituição de 1824; 
o Constituição de 1891, apesar de mencionar sobre o PGR – Procurador Geral 
da República, membro do STF. 
o Carta de 1937, trazendo retrocesso, não tratou o MP como órgão autônomo 
de cooperação; o PGR era de nomeação livre pelo Presidente da República. 
A Constituição anterior (1934) foi a primeira a constitucionalizar o 
Ministério Público, sem vinculação a qualquer Poder. 
 MP nas demais Constituições: 
o Constituição de 1934: previsão expressa ao MP / lei federal sobre a 
organização do MP / primeira a constitucionalizar o MP/ órgão de 
cooperação das atividades governamentais / status constitucional / sem 
vinculação a nenhum Poder. 
o Constituição de 1946: volta a ter previsão expressa depois da Carta de 
1937/ título próprio, arts. 125 a 128, a CF / sem vinculação ao nenhum 
poder; função de representar a União judicial e extrajudicialmente 
(atualmente cabe a AGU); o PGR depende de aprovação do Senado. 
o Constituição de 1967: há referência expressa em seção própria, mas 
subordinado ao Poder Judiciário / manteve-se a atribuição de 
representarem a União em juízo/ Extinguiu os concursos internos aplicando 
os concursos públicos de provas e títulos, dando maior transparência: 
 Com o Ato Institucional n. 5, o MP perdeu o pouco de garantia que 
tinha; 
o A Carta de 1969: faz referência e vincula o MP ao Poder Executivo; 
o Constituição de 1988: faz referência expressa ao MP / de órgão permanente 
e independente / definidas as funções institucionais, as garantias e as 
 
 
vedações de seus membros / O MP passa a ser uma espécie de “Ouvidoria 
da Sociedade”. 
o Lei 8.625/93: Lei orgânica do MP aplicável ao MP Estadual; 
o LC 75/93: estatuto do MPU. 
 Apesar de todas as oscilações do MP na evolução histórica, é certo que: 
 
O MINISTÉRIO PÚBLICO NÃO É UM QUARTO PODER / FUNÇÃO DENTRO DA ESTRUTURA DA 
REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL 
 
 A CF/88 confere à instituição elevado status constitucional, desvinculando-ode 
qualquer dos três Poderes. 
 O Ministério Público é chamado fiscal da lei (custus legis) porque defende os 
interesses de uma coletividade, da sociedade. Vedada a representação, inclusive 
assessoramento ou consultoria jurídica, de quaisquer dos demais Poderes/Funções 
– os quais possuem órgãos próprios como AGU e Procuradorias (Estado/DF e 
Municípios); 
 
A AGU DEFENDE JUDICIALMENTE OS INTERESSES DOS TRÊS PODERES, MAS PRESTA 
CONSULTORIA JURÍDICA SOMENTE AO PODER EXECUTIVO 
 
O Ministério Público na Constituição Federal de 1988 
 
 É na Carta de Curitiba que a CONAMP – Confederação Nacional das Associações do MP 
encadeou uma série de propostas com intuito de independência do MP em relação ao 
Executivo e equiparação ao status da magistratura. Perfil que veio a ser integrado na 
Constituição Federal/88; 
 É com a CF/88 que o MP deixa de ser apêndice de qualquer dos Poderes e passa a ser 
instituição permanente, autônoma, independente e essencial à função jurisdicional1. 
o É permanente: cláusula pétrea implícita; é perene; 
o Função jurisdicional do Estado: também atua extrajudicialmente; 
o Defesa da ordem jurídica: é a atuação como custos legis (fiscal); 
o Defesa do interesse público: é o interesse primário, ou seja, direito da 
sociedade e não da Administração Pública (secundário); 
Estrutura geral do Ministério Público 
 
 A CF/88 subdividiu o Ministério Público em: MP da União e MP dos Estados; 
o Ministério Público da União (MPU), que compreende: 
 
1 Art. 127. Da CF. O Ministério Público é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, 
incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis. 
 
 
 Ministério Público Federal; 
 Ministério Público do Trabalho; 
 Ministério Público Militar; 
 Ministério Público do Distrito Federal e Territórios; 
o Os Ministérios Públicos dos Estados. 
 
 
 Ministério Público Eleitoral: 
o Não existe enquanto instituição, não tem estrutura própria, mas funções 
eleitorais que devem ser atribuídas pela lei ao MP Federal ou dos Estados; 
 Não confunda com a estrutura do TSE, Tribunais Regionais Eleitorais e 
Juntas Eleitorais (Poder Judiciário); atua em nome da sociedade perante 
a Justiça Eleitoral. 
o É órgão de fiscalização da regularidade e da lisura do processo eleitoral; 
o Atua em nome da sociedade perante a Justiça Eleitoral: 
 Atua ininterruptamente, e não só durante as eleições; 
 Pode propor ações por inelegibilidades supervenientes; 
 Fiscalizar, a qualquer tempo, a regularidade das inscrições eleitorais. 
 Ministério Público nos municípios: 
o Não existe Ministério Público dos Municípios, porque eles não têm autonomia 
para manter e prover órgão ministerial. 
 Ministério Público de Contas: 
o É chamado Ministério Público especial; 
o Acompanha a estrutura do tribunal de contas a que ele pertence, logo não tem 
autonomia. 
 
 
o Os membros do TC são titulares dos mesmos direitos atribuídos aos membros 
do MP comum e sujeitos às mesmas vedações2; 
 
É DE INICIATIVA CONCORRENTE DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA E PROCURADOR GERAL DA 
REPÚBLICA LEGISLAR, MEDIANTE LEI COMPLEMENTAR FEDERAL, SOBRE A ORGANIZAÇÃO DO 
MPU 
 
 Procurador-Geral da República: 
o Nomeado pelo Presidente da República; 
o Dentre integrantes da carreira, maiores de 35 anos 
o Sabatina do Senado Federal – maioria absoluta; 
o Mandato de 02 anos, permitida a recondução (várias vezes); 
o Pode ser escolhido dentre os membros do MPU (MPT/MPM/MPF/MPDFT) – na 
prática ele sai do MPF. 
o Destituição por iniciativa do Presidente da República precedida de autorização 
do Senado Federal; 
 Procurador-Geral de Justiça: 
o Dos estados e do DF: 
 Lista tríplice dentre integrantes da carreira; 
 Será nomeado pelo chefe do poder executivo (no DF é pelo Presidente 
da República); 
 Para mandato de dois anos, permitida uma recondução. 
o Não existe participação do Poder Legislativo Estadual na nomeação dos PGJs, 
apenas na destituição. 
 Poderão ser destituídos por deliberação da maioria absoluta do Poder 
Legislativo; 
 
HÁ INICIATIVA DE LEI CONCORRENTE ENTRE PGR E PRESIDENTE DA REPÚBLICA, NO ÂMBITO 
DA UNIÃO, E PGJ E GOVERNADORES NO ÂMBITO ESTADUAL 
 
Definição do Ministério Público na CF/88 
 
 Está localizado nas funções essenciais à justiça: 
o Desenvolvimento de atividades intrinsicamente ligadas à função jurisdicional do 
Estado com atuação conjunta com o Poder Judiciário; 
 Definição do art. 127 da CF: 
o Instituição permanente: 
o Essencial à função jurisdicional do Estado; 
o Na defesa: 
 Da ordem jurídica; 
 Do regime democrático; 
 Dos interesses sociais; 
 
2 Art. 130. Aos membros do Ministério Público junto aos Tribunais de Contas aplicam-se as disposições desta seção 
pertinentes a direitos, vedações e forma de investidura. 
 
 
 Individuais indisponíveis; 
 
Instituição permanente 
 
 Estrutura organizacional do Estado utilizada por ele com o objetivo de executar 
atividades de natureza social que possui 3 elementos: 
o Objeto = obra no meio social; 
o Meios = a própria organização; 
o Finalidade = bem comum; 
 Sua natureza jurídica é de cláusula pétrea, que a protege de qualquer reforma 
constitucional tendente a abolir ou desvirtuar a sua definição; 
 É crime de responsabilidade do Presidente da República qualquer ato atentatório ao 
livre exercício do Ministério Público. 
 
É PERMITA EMENDA CONSTITUCIONAL PARA REFORÇAR, ENCORPAR, ADENSAR AS 
PRERROGATIVAS, AS DESTINAÇÕES E FUNÇÕES CONSTITUCIONAIS DO MINISTÉRIO PÚBLICO 
 
Essencial à função jurisdicional do Estado 
 
 Há consolidada a teoria da Separação dos Poderes; com atividades típicas, também 
exercem funções atípicas (sistema de freios e contrapesos); 
 Cabe ao Poder Judiciário a forma precípua a função jurisdicional, ou seja, aplicação do 
direito ao caso concreto; 
 O Ministério Público caminha AO LADO do Judiciário (não tem subordinação, nem 
vínculo ou qualquer dependência), contribuindo para o bom funcionamento da função 
jurisdicional. 
o Se envolve quando interesses sociais e individuais indisponíveis ou se a lei 
considerar conveniente sua atuação em defesa do bem geral; 
 O MP não oficia em todos os processos judiciais; 
o É fiscal da lei: em conformidade com sua destinação constitucional; 
Defesa da ordem jurídica 
 
 Deve zelar pela observância e cumprimento da lei; 
 Defesa do conjunto de normas que regulam a vida em sociedade; 
 Relacionadas aos interesses tutelados por normas de ordem pública; 
Defesa do regime democrático 
 
 Regime democrático é aquele que permite a participação da população na tomada de 
decisões relacionadas com o público; que cidadãos tenham as suas preferencias 
considerada; 
 Cabe ao MP defender esse regime, a participação, inclusão da sociedade; 
 
 
 
Interesses sociais e Interesses individuais indisponíveis 
 
 Interesses sociais são os direitos sociais cujo MP buscará tutelar sem olhar para a 
individualidade ou pessoalidade, priorizando, assim, uma intenção difusa e coletiva; 
o Engloba os direitos difusos e coletivos; 
 Coletivos: são direitos de natureza indivisível de uma categoria, com 
titulares determinados ou determináveis; 
 Difusos: interesse transindividual, pertencem a um grupo, classe ou 
categoria indeterminável de pessoas reunidas pela natureza de um 
mesmo fato. 
 Interesses individuais indisponíveis: zelo dos mais graves interesses sociais, que podem 
relacionar-se a toda a coletividade ou a pessoas determinadas; 
o Regra geral: MP não atua em direitos individuais disponíveis. 
o Direitos indisponíveis são: 
 Irrenunciáveis, o indivíduo não pode dispor; 
 Em regra, intransmissíveis, inerentes ao interesse público; 
 O Ministério Públicotem legitimidade ativa para a defesa, em juízo, dos direitos e 
interesses individuais homogêneos, quando impregnados de relevante natureza social, 
como sucede com o direito de petição e o direito de obtenção de certidão em 
repartições públicas (AI 516.419 – STF) 
Princípios institucionais 
 
 Princípios são o conjunto de padrões de conduta presentes de forma explícita ou 
implícita no ordenamento jurídico; alicerce, orientação de caráter geral; om grau de 
abstração mais elevado; 
 As regras possuem abstração relativamente reduzida; 
 A unidade, a indivisibilidade e a independência funcional são princípios dos MEMBROS 
do MP (responsáveis por exercerem as funções próprias da instituição ≠ servidores do 
MP – finalidade dos seus estudos aqui):3; 
o Unidade; 
 Os membros não devem ser identificados na sua individualidade; os 
membros são integrantes de um mesmo organismo, atuam em nome 
dele, integram somente um órgão, sob a direção de um só chefe; 
 Não confunda com divisões por matérias, em que as atribuições não 
podem ser invadidas uns pelos outros, ex., o Membro do MPF não pode 
interferir nas atribuições do membro do MPT ou do MP dos Estados. 
 A divisão em quatro ramos não desnatura a instituição como uma 
unidade; 
 
3 Art. 127§ 1º - São princípios institucionais do Ministério Público a unidade, a indivisibilidade e a independência 
funcional. 
 
 
 Por isso é possível que uma causa em 1º instância pelo MP 
Estadual, seja objeto de recurso no STF ou STJ em que caberá a 
atuação do MPF. 
 Os membros serão lotados em suas respectivas carreiras, que são 
independentes e com provimento de concursos autônomos, p.ex. para 
ser procurador do trabalho, deve prestar concurso público para o MPT, 
não para o MPU, como acontece com os servidores4. 
 Existe duas vertentes: a administrativa (que não é uma, pois exercida 
administração própria de cada MP) e funcional (atividade-fim, que é 
uma só, apesar dos diversos ramos); 
o Indivisibilidade: 
 Decorrente do caráter uno da instituição, permite a substituição dos 
membros uns pelos outros nos casos legalmente previstos, sem 
prejuízo à instituição; 
 O membro não está vinculado ao processo, mas sim em ser instrumento 
da instituição, “falar em nome dela”; 
 Assim, em caso de intimação pessoal, ela se faz em nome da instituição 
e não de um membro do MP especificamente. Até porque seu 
substituto poderá atuar. 
o Independência funcional 
 Os membros do MP não estão, no desempenho de suas atividades, 
subordinados a nenhum órgão ou poder, mas tão somente à sua 
consciência; atuam conforme suas convicções; 
 Não há poder hierárquico entre membros (≠ dos servidores!); 
 O membro age vinculado apenas ao seu entendimento e à lei; 
 Evidentemente que as decisões devem estar dentro dos limites 
da lei, não autorizando agir com arbitrariedade; 
 É diferente de autonomia funcional: está ligada à atividade 
administrativa, em que o órgão não se subordina a outros órgãos, mas 
às leis e à Constituição; 
 No Ministério Público, a hierarquia é administrativa, não funcional5. 
 
O PRONUNCIAMENTO DE UM MEMBRO NO PROCESSO REPRESENTA A VONTADE DO 
PRÓPRIO MINISTÉRIO PÚBLICO 
 
 Além desses princípios expressos, há outros implícitos; 
o Promotor Natural: 
 Similar ao do Juiz Natural: preconiza que ninguém será acusado senão 
por autoridade escolhida por meio de critérios objetivos e legais, 
 
44 Art. 32. Da LC 75/93 As carreiras dos diferentes ramos do Ministério Público da União são independentes entre si, 
tendo cada uma delas organização própria, na forma desta lei complementar. 
5 Hugo Mazzilli; 
 
 
vedado promotores de encomenda, de escolha do Procurador-Geral 
que os designa e afasta ad nutum (ad hoc); 
 Afasta a figura do “acusador de exceção”: designações casuísticas 
(para uma situação específica) com propósitos que não visem ao fim 
público; 
 O Membros atua de forma natural, sem interferência externa ou interna 
como no caso de efetuada pela chefia da instituição. 
 Nasceu da jurisprudência do STF ao interpretar os princípios da 
independência funcional e da indivisibilidade; 
 A designação prévia e motivada de um promotor para atuar em 
julgamento do Tribunal do Júri, seguindo os preceitos legais e 
institucionais, não viola o princípio do Promotor Natural (STF); 
o Da Irresponsabilidade: 
 Os membros do MP não responderão civilmente pelos seus atos 
quando no exercício das suas funções institucionais, exceto, 
 Por dolo ou fraude, ou 
 Recusar, omitir ou retardar, sem justo motivo, providência que 
deva tomar de ofício causando perdas e danos a terceiros. 
 Não responde por conduta culposa (sem intenção); 
Funções institucionais 
 
 O art. 5º da LC 75/1993 amplia o rol de competências constitucionais do MP. 
o Não há conflito entre o rol estabelecido pela CF6 e a LC 75/93; eles coexistem 
de forma harmoniosa; 
o O rol dessas funções é exemplificativo, não é taxativo; 
 A legitimação do Ministério Público para as ações civis previstas no artigo 129 da CF não 
impede a de terceiros, nas mesmas hipóteses; 
 As funções do Ministério Público só podem ser exercidas por integrantes da carreira 
(membro do MPT não pode exercer funções do MPF), que deverão residir na comarca 
da respectiva lotação, salvo autorização do chefe da instituição. 
 
SOMENTE POR LEI SERÃO FIXADAS AS FUNÇÕES EXERCIDAS PELO MPU 
 
 
6 Art. 129. São funções institucionais do Ministério Público: I - promover, privativamente, a ação penal pública, na 
forma da lei; II - zelar pelo efetivo respeito dos Poderes Públicos e dos serviços de relevância pública aos direitos 
assegurados nesta Constituição, promovendo as medidas necessárias a sua garantia; III - promover o inquérito civil e 
a ação civil pública, para a proteção do patrimônio público e social, do meio ambiente e de outros interesses difusos 
e coletivos; IV - promover a ação de inconstitucionalidade ou representação para fins de intervenção da União e dos 
Estados, nos casos previstos nesta Constituição; V - defender judicialmente os direitos e interesses das populações 
indígenas; VI - expedir notificações nos procedimentos administrativos de sua competência, requisitando informações 
e documentos para instruí-los, na forma da lei complementar respectiva; VII - exercer o controle externo da atividade 
policial, na forma da lei complementar mencionada no artigo anterior; VIII - requisitar diligências investigatórias e a 
instauração de inquérito policial, indicados os fundamentos jurídicos de suas manifestações processuais; IX - exercer 
outras funções que lhe forem conferidas, desde que compatíveis com sua finalidade, sendo-lhe vedada a 
representação judicial e a consultoria jurídica de entidades públicas. 
 
 
 
 
 A falta injustificada e o retardamento indevido do cumprimento das requisições do 
Ministério Público implicarão a responsabilidade de quem lhe der causa: 
o As requisições serão feitas fixando-se prazo razoável de até dez dias úteis para 
atendimento, prorrogável mediante solicitação justificada. 
 
Ingresso na carreira 
 
 O ingresso na carreira do Ministério Público: 
o Mediante concurso público de provas e títulos, 
o Assegurada a participação da Ordem dos Advogados do Brasil em sua 
realização. 
o Bacharel em direito, no mínimo, três anos de atividade jurídica; 
o Observada a ordem de classificação; 
o Aplicável, no que couber, o estatuto da magistratura. 
 
Controle externo da atividade policial7 
 
 A atividade policial está submetida a dois tipos de controle: 
o Controle interno: realizado pelas Corregedorias de polícia respectivas e; 
o Controle externo: realizado pelo MP. 
 No controle externo, não há subordinação entre as instituições; 
A atribuição é de fiscalizar o exercício da atividade policial, assim, constatada alguma 
irregularidade, o MP pode adotar as medidas judiciais ou extrajudiciais: 
o Ajuizando ação penal; 
o Requisitando a abertura de inquérito; 
 Serve para evitar excessos que eventualmente possam ocorrer dentro da instituição; 
 Serve para garantir a não violação de direitos fundamentais do acusado; 
 Pode ser exercido tanto na fase pré-processual, ou seja, na investigação, quanto na fase 
de execução penal; 
 Quem realiza o controle externo? 
o MPE = Polícia Civil e Polícia Militar dos Estados; 
o MPDFT = Polícia Civil e Polícia Militar do DF; 
o MPF = PF, PRF, PFF; 
o MPM = Polícia Judiciária (Forças armadas na função investigativa); 
 
Garantias e prerrogativas 
 
 As garantias e prerrogativas permitem o desenvolvimento das atividades com 
independência funcional; 
 
7 Art. 129. São funções institucionais do Ministério Público: VI - expedir notificações nos procedimentos 
administrativos de sua competência, requisitando informações e documentos para instruí-los, na forma da lei 
complementar respectiva; VII - exercer o controle externo da atividade policial, na forma da lei complementar 
mencionada no artigo anterior; 
 
 
 São três as garantias: 
o Vitaliciedade: somente podem perder o cargo em razão de sentença judicial 
transitada em julgado; 
 Será adquirida após aprovação no estágio probatório; 
 O estágio probatório terá duração de 2 anos de efetivo exercício; 
 Compete ao CSMP (Conselho Superior do MP) de cada ramo decidir 
pelo cumprimento do estágio probatório. 
 Será adquirida uma única vez dentro de cada um dos ramos (no cargo 
inicial de cada carreira). 
 Ação de perda do cargo enseja: 
 Afastamento do membro, 
 Perda dos seus vencimentos e demais vantagens do cargo; 
 Cabe ao PGR promover ação civil pública para membros do 
MPU; já para o MP dos Estados, cabe ao PGJ. 
o Inamovibilidade: impede que o membro do MP seja removido 
compulsoriamente, EXCETO: 
 Motivo de interesse público: por decisão da maioria absoluta8 dos 
membros do órgão colegiado – Conselho Superior do MP; 
 Motivo de decisão disciplinar: maioria absoluta do Conselho Nacional 
do Ministério Público; 
o Irredutibilidade de subsídios: 
 Não haverá redução de seus subsídios, exceto: 
 Teto dos Ministros do STF, salvo: 
o Parcelas indenizatórias; 
 Imposto de renda; 
 Desconto direto no subsídio para ressarcimento ao erário por 
ato de improbidade; 
 As prerrogativas são instrumento para desempenho das funções perante o Poder 
Judiciário: 
o Institucionais: é o membro como parte da instituição; 
 Relacionam-se ao exercício da função, p.ex., direito de ingresso e 
trânsito livre em local público, privado; 
o Processuais: em caso de responsabilização do Membro; dizem respeito ao 
cargo ocupado, p.ex. foro de função. 
 O Procurador-Geral da República terá as mesmas honras e tratamento dos Ministros 
do Supremo Tribunal Federal; 
 
O MEMBRO DO MPU NÃO PODE SER INVESTIGADO PELA POLÍCIA, SÓ QUEM PODE 
INVESTIGÁ-LO É OUTRO MEMBRO DA CARREIRA (PGR DIRETAMENTE OU POR DELEGAÇÃO)9. 
 
8 O art. 75 da LC 75/93 prevê que a decisão será por 2/3, mas a EC 45/2004 alterou para a decisão de maioria absoluta, 
o que deve prevalecer. 
9 Art. 18. Parágrafo único. Quando, no curso de investigação, houver indício da prática de infração penal por membro 
do Ministério Público da União, a autoridade policial, civil ou militar, remeterá imediatamente os autos ao Procurador-
Geral da República, que designará membro do Ministério Público para prosseguimento da apuração do fato. 
 
 
Vedações 
 
 Receber, a qualquer título e sob qualquer pretexto, honorários, percentagens ou custas 
processuais; 
 Exercer a advocacia; (Não podem exercer em hipótese alguma estando no cargo) 
o Membro do MP que se afastar deve respeitar a quarentena de saída (não pode 
atuar junto ao tribunal que oficiava durante 03 anos após a saída), mas poderá 
atuar em qualquer outro tribunal; 
o Os membros do MP que optaram pelo regime anterior do MP antes da CF/88, 
podem exercer a Advocacia; 
o A CF veda aos membros do Ministério Público e da Defensoria Pública, 
expressamente, o exercício da Advocacia fora das atribuições institucionais, no 
entanto, não veda a Advocacia Pública; 
 Participar de sociedade comercial, na forma da lei exercer, ainda que em 
disponibilidade; 
 Qualquer outra função pública, salvo uma de magistério; 
 Exercer atividade político-partidária; 
 Receber, a qualquer título ou pretexto, auxílios ou contribuições de pessoas físicas, 
entidades públicas ou Privadas, ressalvadas as exceções previstas em lei. 
Autonomia 
 
 O MP possui autonomia funcional, administrativa e financeira10: 
o A CF não traz a autonomia financeira expressamente, mas a LC 75/93, sim!11 
 AUTONOMIA FUNCIONAL: 
o O MP não está subordinado a nenhum outro órgão ou Poder; 
o Poderá adotar as medidas que entender necessárias em face de quaisquer 
agentes, órgãos ou instituições; 
o Independe de autorização ou concordância; 
o SUJEITANDO-SE APENAS AO CONTROLE DO PODER JUDICIÁRIO; 
 
AUTONOMIA FUNCIONAL = INDEPENDÊNCIA DO MP EM FACE DE OUTROS ÓRGÃOS / 
INDEPENDÊNCIA FUNCIONAL = INDEPENDÊNCIA DO MEMBRO DO MP EM FACE DE OUTROS 
ÓRGÃOS DA INSTITUIÇÃO (MP) 
 
 AUTONOMIA ADMINISTRATIVA 
o É a capacidade de o MP, por si só, conduzir integralmente a gestão de seus 
interesses, de acordo com as normas legais a que estão subordinados = 
autogovernar; capacidade de autogestão; 
 
10 Art. 127.§ 2º Ao Ministério Público é assegurada autonomia funcional e administrativa, podendo, observado o 
disposto no art. 169, propor ao Poder Legislativo a criação e extinção de seus cargos e serviços auxiliares, provendo-
os por concurso público de provas ou de provas e títulos, a política remuneratória e os planos de carreira; a lei disporá 
sobre sua organização e funcionamento. 
11 Art. 22. LC 75/93. Ao Ministério Público da União é assegurada autonomia funcional, administrativa e financeira, 
cabendo-lhe: 
 
 
o Pode o MP propor (projeto de lei) ao Poder Legislativo a criação e extinção de 
seus cargos, fixação de vencimentos de membros e servidores... 
o Cabe a ele realizar seu concurso público e efetivar as nomeações preenchendo 
as vagas os com candidatos aprovados. 
o Tem competência para exercer o poder regulamentar quando a lei exigir; 
 Não se submete aos Decretos, regulamentos ou atos normativos do 
Poder Executivo; 
o Pode praticar atos administrativos; estabelecer licitações públicas, elaborar e 
gerir contratos administrativos; 
 AUTONOMIA FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA 
o É a capacidade de: 
 Elaborar sua proposta orçamentária e aplicar os recursos dela 
provenientes.12 
 Aplicar recursos; 
o A proposta orçamentária deve respeitar a Lei de Diretrizes orçamentárias, a 
LDO; 
o Não impede o exercício de fiscalização orçamentária, financeira, patrimonial, 
operacional e contábil a ser exercida pelo Congresso Nacional, do Tribunal de 
Contas e do Conselho Nacional do Ministério Público como forma de controle 
externo. 
o Deverá elaborar sua proposta orçamentária e encaminhar ao Poder Executivo: 
 Se em desacordo, o Poder Executivo fará os reajustes de acordo com a 
LDO13; 
 Se não for enviada: serão considerados os valores da lei orçamentárias 
do ano vigente14; 
o Na execução, não poderá deixar de observar os limites estabelecidos pelo 
orçamento nem os estabelecidos pela LDO, exceto: 
 Autorização prévia mediante abertura de créditos suplementares ou 
especiais. 
 
Legislação selecionada 
 
Art. 127. Da CF. O Ministério Público é instituição permanente, essencial à função jurisdicional 
do Estado, incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica, do regimedemocrático e dos interesses 
sociais e individuais indisponíveis. 
 
 
12 Art. 127. § 3º O Ministério Público elaborará sua proposta orçamentária dentro dos limites estabelecidos na lei de 
diretrizes orçamentárias. 
13 § 5º Se a proposta orçamentária de que trata este artigo for encaminhada em desacordo com os limites estipulados 
na forma do § 3º, o Poder Executivo procederá aos ajustes necessários para fins de consolidação da proposta 
orçamentária anual. 
14 § 4º Se o Ministério Público não encaminhar a respectiva proposta orçamentária dentro do prazo estabelecido na 
lei de diretrizes orçamentárias, o Poder Executivo considerará, para fins de consolidação da proposta orçamentária 
anual, os valores aprovados na lei orçamentária vigente, ajustados de acordo com os limites estipulados na forma do 
§ 3º. 
 
 
Art. 130. Aos membros do Ministério Público junto aos Tribunais de Contas aplicam-se as 
disposições desta seção pertinentes a direitos, vedações e forma de investidura. 
 
1 Art. 127§ 1º - São princípios institucionais do Ministério Público a unidade, a indivisibilidade e 
a independência funcional. 
 
11 Art. 32. Da LC 75/93 As carreiras dos diferentes ramos do Ministério Público da União são 
independentes entre si, tendo cada uma delas organização própria, na forma desta lei 
complementar. 
 
1 Art. 129. São funções institucionais do Ministério Público: 
I - promover, privativamente, a ação penal pública, na forma da lei; 
II - zelar pelo efetivo respeito dos Poderes Públicos e dos serviços de relevância pública 
aos direitos assegurados nesta Constituição, promovendo as medidas necessárias a sua 
garantia; 
III - promover o inquérito civil e a ação civil pública, para a proteção do patrimônio 
público e social, do meio ambiente e de outros interesses difusos e coletivos; 
IV - promover a ação de inconstitucionalidade ou representação para fins de intervenção 
da União e dos Estados, nos casos previstos nesta Constituição; 
V - defender judicialmente os direitos e interesses das populações indígenas; 
VI - expedir notificações nos procedimentos administrativos de sua competência, 
requisitando informações e documentos para instruí-los, na forma da lei complementar 
respectiva; 
VII - exercer o controle externo da atividade policial, na forma da lei complementar 
mencionada no artigo anterior; 
VIII - requisitar diligências investigatórias e a instauração de inquérito policial, indicados 
os fundamentos jurídicos de suas manifestações processuais; 
IX - exercer outras funções que lhe forem conferidas, desde que compatíveis com sua 
finalidade, sendo-lhe vedada a representação judicial e a consultoria jurídica de 
entidades públicas. 
 
 
Art. 18. Parágrafo único. Quando, no curso de investigação, houver indício da prática de infração 
penal por membro do Ministério Público da União, a autoridade policial, civil ou militar, 
remeterá imediatamente os autos ao Procurador-Geral da República, que designará membro 
do Ministério Público para prosseguimento da apuração do fato. 
 
Art. 127.§ 2º Ao Ministério Público é assegurada autonomia funcional e administrativa, 
podendo, observado o disposto no art. 169, propor ao Poder Legislativo a criação e extinção de 
seus cargos e serviços auxiliares, provendo-os por concurso público de provas ou de provas e 
títulos, a política remuneratória e os planos de carreira; a lei disporá sobre sua organização e 
funcionamento. 
 
 
 
Art. 22. LC 75/93. Ao Ministério Público da União é assegurada autonomia funcional, 
administrativa e financeira, cabendo-lhe: 
 
1 Art. 127. § 3º O Ministério Público elaborará sua proposta orçamentária dentro dos limites 
estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias. 
 
1 § 5º Se a proposta orçamentária de que trata este artigo for encaminhada em desacordo com 
os limites estipulados na forma do § 3º, o Poder Executivo procederá aos ajustes necessários 
para fins de consolidação da proposta orçamentária anual. 
 
1 § 4º Se o Ministério Público não encaminhar a respectiva proposta orçamentária dentro do 
prazo estabelecido na lei de diretrizes orçamentárias, o Poder Executivo considerará, para fins 
de consolidação da proposta orçamentária anual, os valores aprovados na lei orçamentária 
vigente, ajustados de acordo com os limites estipulados na forma do § 3º. 
Art. 5º São funções institucionais do Ministério Público da União: 
I - a defesa da ordem jurídica, do regime democrático, dos interesses sociais e dos 
interesses individuais indisponíveis, considerados, dentre outros, os seguintes 
fundamentos e princípios: 
 a) a soberania e a representatividade popular; 
 b) os direitos políticos; 
 c) os objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil; 
 d) a indissolubilidade da União; 
 e) a independência e a harmonia dos Poderes da União; 
 f) a autonomia dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios; 
 g) as vedações impostas à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios; 
 h) a legalidade, a impessoalidade, a moralidade e a publicidade, relativas à administração 
pública direta, indireta ou fundacional, de qualquer dos Poderes da União; 
 II - zelar pela observância dos princípios constitucionais relativos: 
 a) ao sistema tributário, às limitações do poder de tributar, à repartição do poder impositivo 
e das receitas tributárias e aos direitos do contribuinte; 
 b) às finanças públicas; 
 c) à atividade econômica, à política urbana, agrícola, fundiária e de reforma agrária e ao 
sistema financeiro nacional; 
 d) à seguridade social, à educação, à cultura e ao desporto, à ciência e à tecnologia, à 
comunicação social e ao meio ambiente; 
 
 
 e) à segurança pública; 
 III - a defesa dos seguintes bens e interesses: 
 a) o patrimônio nacional; 
 b) o patrimônio público e social; 
 c) o patrimônio cultural brasileiro; 
 d) o meio ambiente; 
 e) os direitos e interesses coletivos, especialmente das comunidades indígenas, da 
família, da criança, do adolescente e do idoso; 
IV - zelar pelo efetivo respeito dos Poderes Públicos da União, dos serviços de relevância 
pública e dos meios de comunicação social aos princípios, garantias, condições, direitos, 
deveres e vedações previstos na Constituição Federal e na lei, relativos à comunicação 
social; 
V - zelar pelo efetivo respeito dos Poderes Públicos da União e dos serviços de relevância 
pública quanto: 
a) aos direitos assegurados na Constituição Federal relativos às ações e aos serviços de 
saúde e à educação; 
 b) aos princípios da legalidade, da impessoalidade, da moralidade e da publicidade; 
 VI - exercer outras funções previstas na Constituição Federal e na lei 
§1ª Os órgãos do Ministério Público da União devem zelar pela observância dos princípios e 
competências da Instituição, bem como pelo livre exercício de suas funções. 
 § 2º Somente a lei poderá especificar as funções atribuídas pela Constituição Federal e por 
esta Lei Complementar ao Ministério Público da União, observados os princípios e normas nelas 
estabelecidos. 
 
Bons estudos 
Mariana Matos

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