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Direito Imobiliário - IES
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· Este Laboratório contém questões, totalizando 10 (dez) pontos.
· Você deve preencher dos dados no Cabeçalho para sua identificação
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· As perguntas e respostas devem ser retiradas do Roteiro e digitadas logo abaixo.
· Ao terminar, grave o arquivo em PDF com o nome do Laboratório Escolhido.
· Envio o arquivo pelo sistema.
1. A Lei n. 10.406/2002 determina, no art. 426 (BRASIL, 2002), que não pode ser objeto de contrato a herança de pessoa viva. De um exemplo de um imóvel que seria herança de pessoa viva e que não poderia ser objeto de contrato.
A Lei nº 10.406/2002, que institui o Código Civil Brasileiro, em seu artigo 426, dispõe que "não pode ser objeto de contrato a herança de pessoa viva". Esse dispositivo visa proteger a integridade do patrimônio e as relações sucessórias, uma vez que a herança é um direito que só pode ser transmitido após o falecimento do titular, sendo considerada uma expectativa e não um bem de propriedade plena enquanto o falecido estiver vivo.
Um exemplo prático de imóvel que não poderia ser objeto de contrato de herança de pessoa viva seria um imóvel pertencente a um indivíduo que ainda está vivo e que tem a intenção de transmiti-lo para seus herdeiros após sua morte. Suponhamos que um senhor de 70 anos possua uma casa em seu nome e deseje formalizar, por meio de contrato, a transmissão desse imóvel para seus filhos ainda em vida, com a condição de que eles passem a ser os proprietários do bem no momento de sua morte. Tal contrato não seria válido, pois a transmissão do imóvel só poderia ocorrer após o falecimento do proprietário, dentro do contexto da sucessão, e não enquanto ele estiver vivo.
Essa proibição busca evitar que a pessoa viva antecipe a sucessão de seus bens, o que poderia prejudicar a livre disposição de seus bens enquanto vivo, além de complicar a dinâmica das sucessões e das relações patrimoniais. A herança, portanto, é uma expectativa de direito que somente se concretiza após a morte do titular, não podendo ser tratada como um bem negociável antes desse evento.
2. Redija uma clausula penal para um Contrato de Compra e Venda de Imóvel de tal forma que seja exequível e valida em caso de descumprimento.
Cláusula Penal - Contrato de Compra e Venda de Imóvel
Cláusula X - Da Cláusula Penal:
Em caso de descumprimento de qualquer das obrigações assumidas por uma das partes no presente contrato, a parte infratora ficará sujeita ao pagamento de uma multa estipulada como cláusula penal, no valor de [inserir valor ou percentual], equivalente a [percentual de valor do imóvel, por exemplo: 10% do valor total do imóvel], a ser paga à parte prejudicada, sem prejuízo das demais perdas e danos que possam ser apuradas e das ações legais cabíveis.
A multa prevista nesta cláusula será exigível nas seguintes situações:
1. Inadimplemento por parte do vendedor: Caso o vendedor não cumpra com a entrega do imóvel no prazo estipulado, sem justificativa aceita pela parte compradora, ou não cumpra com as condições de entrega do imóvel conforme descritas neste contrato, incluindo a regularização de eventuais pendências documentais ou legais do imóvel.
2. Inadimplemento por parte do comprador: Caso o comprador deixe de realizar o pagamento do valor acordado no prazo estipulado neste contrato ou não cumpra com as obrigações de pagamento de impostos, taxas, encargos ou qualquer outra obrigação relacionada à compra e venda do imóvel.
A multa será cobrada de forma automática, independentemente de notificação ou interposição de ação judicial, sendo considerada exigível a partir do momento em que ocorrer o inadimplemento.
Além da cláusula penal, as partes poderão exigir a reparação integral dos danos causados pelo inadimplemento, incluindo eventuais custos adicionais, lucros cessantes ou outros prejuízos decorrentes do descumprimento do contrato.
Esta cláusula penal não exclui a possibilidade de rescisão do contrato, conforme estipulado nas demais disposições do presente instrumento.
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