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Alexandre Garrido ___ P2: Urologia / 7º Período - Turma 105 B ________________________________________________________________________________________________ Resumã� P2: Urologi� ______________________ — Urgências Urológicas — ______ -_______________ __ — 1. Trauma Renal — ___________________________________________________ ➤ Incidência: 10% dos traumas abdominais // 90% fechados e 10% penetrantes, com frequente associação com lesão em outros órgãos. Hematúria como sinal precoce , sem correlação com a gravidade; ⥧ Sinais e Sintomas do caso: hematúria macroscópica, hematoma lombar direito + exame de imagem ⧭ Indicação de Estudos Radiológicos ⇒ TC contrastada como padrão ouro ( avaliar integridade da cápsula renal, hematoma perineal, profundidade das lacerações do parênquima, extravasamento do contraste, perfusão renal e dos seus fragmentos ) ⥤ Trauma�smo penetrante do flanco, com hematúria ⥤ Trauma abdominal fechado em adultos, com hematúria macroscópica ⥤ Trauma abdominal fechado ou em flanco, em todas as crianças ⥤ Lesões por desaceleração GRAU I Contuso (hematúria micro/macro) — estudo radiológico normal ou hematoma subcapsular não expansivo, sem laceração do parênquima GRAU II Imagem com laceração 1 cm GRAU IV Laceração do parênquima que a�nge sistema coletor, córtex, medula, ou uma lesão vascular com hemorragia con�da GRAU V Múl�plas lacerações, explosão renal, avulsão completa do pedículo renal ⧭ Indicação Absoluta de Cirurgia __ I. Ferimentos penetrantes II. Trauma fechado com instabilidade hemodinâmica ou lesões associadas ▚ Cirúrgico – Nefrectomia geralmente a par�r do grau IV: Tratamento cirúrgico conservador com nefrectomia polar ou com sutura renal; ▚ Tratamento Não Cirúrgico ◉ Repouso, reposição hídrica, controle clínico, laboratorial (hgb e hct) e radiológico (nova imagem em 24h) ➽ Complicações : urinoma (mais comum), sangramento persistente (fazer hematócrito seriado), abscesso, hipertensão arterial so faz tc se hemodinamica estavel Alexandre Garrido ___ P2: Urologia / 7º Período - Turma 105 B ________________________________________________________________________________________________ __ — 2. Trauma Ureteral — _________________________________________________ ➤ Incidência: Baixa, 2% dos traumas do aparelho urinário – 70% fechado / 90% penetrante / Iatrogenia 72% (72% GO, 5% urológica e 6% de cirurgia do trato gastrointes�nal); ⥧ Sinais e Sintomas do Caso: Perda de urina involuntária constante após cirurgia, parestesia; I. Lesão Ligadura : Unilateral cursa com dor lombar e dilatação renal com dor do �po cólica nefré�ca ★ Bilateral ocasiona insuficiência renal aguda; II. Secção da Parede uretral : Parcial ou completa – extravasando urina para retroperitônio ▚ Tratamento depende da altura do ureter lesionado ______ ◉ Ureter Lombar : anastomose término-terminal (mais comum); anastomose transuretero ureteral; auto transplant; ↳ Princípios da A.T-T.: Desbridamento > anastomose sem tensão > fios absorvíveis > drenagem interna com duplo J > drenagem sen�nela ◉ Ureter Pélvico : implante sem tensão (reimplante ureteral simples) e implante com tensão (evitado – bexiga psoica / técnica de boari) ↳ Princípios: Desbridamento > anastomose sem tensão > fios absorvíveis > manter vascularização > técnicas intravesicais > drenagem sen�nela __ — 3. Trauma Vesical— _________________________________________________ ➤ Incidência: 2ª lesão mais comum do aparelho geniturinário (perde pro trauma renal) — não penetrantes, fraturas pélvicas, 20% dos traumas geniturinários ⥧ Sinais e Sintomas do Caso: trauma fechado de bacia “open book” com dor pélvica, dor à palpação difusa profunda e uretrorragia; ★ Bexiga encontra-se mais vulnerável no trauma fechado quando está cheia, enquanto que os ferimentos penetrantes se associa a outras lesões viscerais ➤ Trauma fechado divide-se em: Fratura da bacia e trauma vesical direto; ⟾ Contusão ⇒ Edema da mucosa e hematúria, sem que haja perfuração da parede ⟾ Rotura extraperitoneal ⇒ fratura da bacia, pelas espículas ósseas que perfuram ou ruptura ligamentar ■ Sinal da Chama de Vela ⟾ Rotura intraperitoneal ⇒ distensão vesical por impacto no abdome inferior, ocorre na cúpula vesical, o ponto de menor resistência ■ Contraste delimita as alças intes�nais ⦽ Diagnós�co → In cômodo e dores na região suprapúbica, hematúria, incapacidade de urinar desde o acidente e que pode evoluir para abdome agudo; ▚ Tratamento ◉ Traumas Penetrantes: cirúrgico, se associa a outros traumas ◉ Contusões: Manutenção, conservador (sondagem) ◉ Rotura intraperitoneal: Correção cirúrgica ◉ Rotura extraperitoneal: Controverso, mas pode tratar com sondagem Alexandre Garrido ___ P2: Urologia / 7º Período - Turma 105 B ________________________________________________________________________________________________ __ — 4. Trauma Uretral — _________________________________________________ ➤ Incidência: Principamlente no sexo masculino — 12% dos traumas e relaciona-se com bexigoma, sangue uretral ⥧ Trauma fechado → Acidente automobilís�co ou queda a cavaleiro (queda de skate) ⥧ Ferimento penetrante ⥧ Causa iatrogênica → Procedimento endoscópico / urológico ➧ Uretra Anterior: traumas diretos “queda a cavaleiro” ⥧ Uretra peniana ⇒ Ferimento penetrante, ataque de animais, fratura de corpos cavernosos ➧ Uretra Posterior: segmento prostá�co e membranoso ⦽ Diagnós�co: Suspeita quando o paciente refere dor, incômodo retropúbico, dificuldade/incapacidade miccional, uretrorragia; ○ Contra-indicamos sondagem vesical ○ Uretrocistografia demonstra extravasamento de contraste ▚ Tratamento ⇒ Cistostomia, e 3-4 meses depois realizar uretrocistografia, ou correção cirúrgica __ — 5. Fratura do Pênis — _________________________________________________ ➤ Sinal/Sintoma: Trauma de pênis durante relação sexual, com estalido, evolução para detumescência e aumento de volume peniano imediato. Ao exame ⇒ hematoma peniano, uretrorragia, bexigoma; ⥧ Uretrocistografia ⇒ confirma diagnós�co, descarta lesão uretral associada e planeja cirurgia ⥧ Sinal do pênis de berinjela ▚ Tratamento: Correção cirúrgica imediata __ — 6. Bexigoma — _____________________________________________________ ➤ Sinal/Sintoma caso: Bexigoma palpável na cicatriz umbilical por retenção urinária devido a hiperplasia prostá�ca ▚ Tratamento: sondagem ou punção supra-púbica com jelco 14 ou 16 __ — 7. Orquite — _______________________________________________________ ➤ Sinal/Sintoma caso: febre, vida sexual sem uso de preserva�vo, aumento de volume escrotal e dor. Tes�culo doloroso à palpação, que melhora com elevação do tes�culo (manobra de prehn posi�vo) e reflexo cremastérico presente; ⥧ Causas de Orquite -> Trauma�smos (pancadas, chutes), infecções por vírus e bactérias no trato urinário, ISTs (clamídia, gonorreia, sífilis), tuberculose, caxumba (paro�dite); ➥ USG com Doppler ⇒ Diferenciar de torção tes�cular, que precisa de correção cirúrgica ▚ Tratamento : Repouso, aplicação de compressas frias, suspensório tes�cular, analgésicos e AINEs ⥧ ISTs.: Ce�riaxona IM 500mg dose única + Azitromicina 1g VO dose única Alexandre Garrido ___ P2: Urologia / 7º Período - Turma 105 B __________________________________________________________________________________________________ — 8. Torção Testicular — ______________________________________________ ➤ Sinal/Sintoma caso: dor súbita em região inguinal, sem febre, sinal de angel posi�vo ( elevação e horizontalização do tes�culo ) , sinais flogís�cos , reflexo cremastérico ausente (sinal de prehn ausente); ⥧ Causa principal -> gené�ca + torção do cordão espermá�co comprometendo irrigação tes�cular — janela de 4-8h antes de isquemia significa�va (emergência cirúrgica em até 6h) ⦽ Diagnós�co diferencial: torção de apêndice tes�cular, torção de mesórquio, abscesso escrotal, piocele, epididimite, orquite, vasculite tes�cular, edema escrotal, trauma, hematocele, hidrocele, estrangulamento herniário, infecções de partes moles, tecido ectópico no cordão (adrenal, baço), tumor de tes�culo (neonatos, formas tardias), peritonite meconial (neonatos); ▚ Tratamento : Pode-se tentar distorção manual, se a criança suportar a dor ◉ Distorção cirúrgica e fixação do tes�culo contralateral — orquidopexia bilateral __ — 9. Gangrena de Fournier — ____________________________________________ ➤ Sinal/Sintoma caso: 52 anos, vermelhidão escrotal após espremer espinha. Piora após Cefalexina, leucocitose; ◉ Quadro infeccioso polimicrobiano que requer ATB amplo espectro, suporte intensivo e desbridamento cirúrgico — encaminhar para cirurgião / urologista ➥ Fasciíte necro�zante da genitália + infecção polimicrobiana, fulminante + odor forte __ — 10. Priapismo — ____________________________________________________ ➤ Sinal/Sintoma caso: ereção persistente 12h após uso de cocaína – dolorosa, sem es�mulo sexual, > 4h. Corpos cavernosos afetados, poupando corpos esponjosos e glande; ⥧ Isquêmico → Veno-oclusivo ou baixo fluxo → emergência ■ Gasometria com hipóxia, hipercapnia e acidose ⥧ Não-Isquêmico → Arterial ou alto fluxo ⦽ Causas: doenças hematológicas, farmacoterapia intracavernosa,a clorpromazina, trazodona, cocaína, neoplasia urológica, nutrição parenteral hiperlipídica, hemodiálise com eritropoe�na, heparina, trauma raquimedular, anestesia geral ou regional; ➽ Priapismo Não-Isquêmico (arterial): Não é emergência – gasometria sem hipóxia ou acidose ↳ Ereção não totalmente rígida ou dolorosa ↳ Antecedente de trauma perineal como principal e�ologia ⇒ �stula na artéria cavernosa ▚ Tto. Priapismo Isquêmico ______ ◉ Aspiração terapêu�ca : punção dos corpos cavernosos ◉ Injeção simpa�comimé�ca: adrenalina (efeito colateral cv) / fenilefrina (ideal) ◉ Derivação Caverno Esponjosa Distal: 1ª escolha, mais fácil execução ↳ Técnica 1 ( agulha winter de biópsia ou lâmina 11 ebbehoj ) e técnica 22 (excisão al-ghorab) ◉ Derivação Proximal : quackers (derivação proximal, cavernoso-esponjoso) e grayhack (carvernoso-veia safena) ◉ Prótese Peniana ▚ Tto. Não-Isquêmico : observação é regra, com cirurgia em úl�ma opção ◉ Embolização permanente / temporária ( menos % de disfunção eré�l) quando dá pra salvar não da pra salvar mais = orquiectomia lado acometido+ orquidopexia contralateral Alexandre Garrido ___ P2: Urologia / 7º Período - Turma 105 B ________________________________________________________________________________________________ __ — 11. Parafimose — ___________________________________________________ ➤ Retração prepucial estenó�ca com exposição de glande e estrangulamento ⟾ Primária: Mais comum em crianças; ⟾ Secundária: Adulto com balanopos�te de repe�ção ▚ Tratamento : Compressão do edema com manobra de redução bimanual e bidigital, com anestesia local ___________________ — Hiperplasia Prostática Benigna — _ _______________ ➤ Incidência: Tumor mais benigno do homem, com incidência aumentando pela idade; ➼ Hiperplasia = Aumento da quan�dade de células glandulares da próstata, principalmente na ZT ■ Toque retal palpa exatamente a zona periférica ( onde há o principal aumento da ZT ) ➼ Diidrotestosterona = 10x mais a�vo que a testosterona, responsável pelo aumento da próstata ➼ Sintomas obstru�vos = Hesitação, esforço, alteração do jato, micção em 02 tempos ➽ Componente está�co: epitélio glandular (obstrução) ➽ Componente dinâmico: arcabouço do estroma (fibromuscular) ⥹ A hiperplasia reduz a luz na uretra, precisando aumentar o esforço da bexiga, que está mais propensa à fadiga (tecido muscular liso) → lesão → fibrose (colágeno 5) na bexiga, que aumenta a pressão, com incompetência diafragmá�ca → hidronefrose → insuficiência renal por dilatação e pressão no rim ➼ Relaciona-se com sintomas irrita�vos pela destruição de tecido ⥹ QOL - Ques�onário de Qualidade de Vida ⥹ IPSS ⥹ Exames na Suspeita de HPB: Função renal, PSA, urina, USG próstata via abdominal, toque retal; ⧭ PSA Normal até 4 ng/mL : Velocidade nos informa o quanto o PSA subiu de um ano para o outro ↳ > 0,75 ng/mL ao ano ⇒ suspeita ↳ Duplicação PSA 20 Gleason 8-10 Estágio t2c/t3a ⦽ Diagnós�co : Sinais/Sintomas, se tumor avançado ○ Metástase: desabamento de coluna → RT urgência ○ Linfadenomegalia: metástase para linfonodo ○ Insuf. renal: obstrução > hidronefrose > destruição ■ Geralmente requer nefrostomia ⧪ PSA ⇒ Indica�vo de risco, sobe pela presença de célula prostá�ca, assim como na HPB. Densidade do PSA é a razão e o volume da próstata → cada grama produz 0,15 de PSA ( velocidade do PSA 0,75 ng/mL ao ano ) ○ PSA DT → tempo o qual PSA demora pra dobrar — mau prognós�co se⥧ Cin�lografia óssea para acompanhamento ⥧ PET-PSMA com an�geno de super�cie de membrana da célula prostá�ca, u�lizado em recidivas ⧪ Rastreamento : Homens a par�r de 50 anos devem procurar o profissional especializado ⥅ Negro / Parente 1º grau → Começar aos 45 anos ⥅ Após 75 anos → Somente se expecta�va de vida > 10 anos ▚ Tratamento CA Próstata — PSA deve ser indetectável 6 semanas após cirurgia ◉ Localizado: Cirurgia, RT — terapia focal, vigilância a�va ◉ Recorrência: RT, bloqueio hormonal (orquiectomia, medicação), QT ■ Atenção se subida do PSA ◉ Metástases: Bloqueio hormonal, QT, terapia célula-alvo, cirurgia citorredutora ■ Avalia por pet-scan ou cin�lografia prostectomia radical 45 ★ CCR localmente invasivos → terapia neoadjuvante em caso de tumor irressecável (diminui tamanho) ✖ Controverso: embolização rt pré/pós, terapia adjuvante ★ CCR metastá�co → inibidores m-tor e vegf, se critérios para imunoterapia ✖ Sobrevida em 10 anos primeiro exame para pacientes com hematúria indolor com suspeita de neoplasia vesical células uroteliais como mais comum Alexandre Garrido ___ P2: Urologia / 7º Período - Turma 105 B ________________________________________________________________________________________________ __ — 4. Câncer de Pênis — _________________________________________________ ➤ Epidemiologia/Risco: Mais comum em países subdesenvolvidos, áreas carentes, higiene precária, não circuncidados, comportamento sexual promíscuo, baixo nível socioeconômico, infecção pelo vírus HPV, tabagismo; ⤯ CEP (epidermoide de pênis) → mais comum 95% ⤯ CA verrucoso ⤯ Diagnós�co diferencial: Leucoplasia, balanite xeró�ca, condiloma ⤯ Lesões in situ: Eritroplasia de queyrat, doença de bowen ➤ Disseminação Linfá�ca — metástases à distância para pulmão, �gado, ossos ou cérebro em 1-10% dos casos ⦽ Estadiamento de Jackson ______ ⤿ T0: Sem evidência de tumor ⤿ Tis: CA in situ ⤿ Ta: CA verrucoso não invasivo ⤿ T1: Tumor subepitelial ■ T1a: Sem invasão linfovascular e não é pobremente indiferenciado ■ T1b: Com invasão linfovascular ou é pobremente diferenciado ⤿ T2: Corpo esponjoso ou sem invasão da uretra ⤿ T3: Cavernoso com ou sem invasão da uretra ⤿ T4: Outras estruturas ⧭ CA Pênis / HPV: 30 �pos relacionados — baixo risco (6 e 11) e alto risco ( 16 e 18 , 31, 33, 35, 39, 45, 51, 52, 56…) ▚ Tratamento ______ ◉ Tratamento Local (menos invasivo): Laser, imiquimod, fluoracil; ■ Taxa maior de recorrência, sempre indicada para menos invasivos ◉ Excisão Local: Reserva a pequenas lesões superficiais em glande / pele do corpo ◉ Penectomia total ou parcial ▚ Metástase s → Canais linfá�cos, a�nge linfonodos superficiais inguinais e segue para profundos/ilíacos ◉ NA, N1, N2: Linfadenectomia inguinal e bilateral sistemá�ca ◉ N3: Linfadenectomia, QT adjuvante e RT tomografia de pelve, abdome e tórax Highlight Highlight rnm de pênis com ereção induzida --> melhor exame pra delimitar extensão local