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Licenciado para - M idiane F erreira - 47904553864 - P rotegido por E duzz.com CONTEÚDO DISPONÍVEL Prótese Parcial Removível - TOTAL DE: 30 PÁGINAS 1. Conceito, Indicações e Contra-Indicações - 4 Páginas; 2. Classificação dos Edentados Parciais - 2 Páginas; 3. Sistemas em Prótese Parcial - 8 Páginas; 4. Apoios e Nichos - 4 páginas; 5. Grampos (Retentores Extracoronários) - 6 Páginas; 6. Desenho dos Aparelhos Parciais - 3 Páginas; 7. Moldagem em Prótese Parcial Removível – 3 Páginas. PROIBIDO A VENDA E DIVULGAÇÃO DO MATERIAL, ALÉM DE NÃO SER PERMITIDO POSTAR O MESMO EM PLATAFORMAS ONLINE COMO “PASSEI DIRETO”, POR EXEMPLO. O SEU MATERIAL VEM COM SUA IDENTIFICAÇÃO, NOME COMPLETO E CPF, SENDO ASSIM UMA FORMA DE PROTEGER O MATERIAL E NÃO CIRCULAR SEUS DADOS NA INTERNET. DESDE JÁ, AGRADEÇO A COMPREENSÃO, @RESUMODONTOLOGIA! Licenciado para - M idiane F erreira - 47904553864 - P rotegido por E duzz.com Clínica Odontológica III (Prótese Parcial Removível) – 7º Semestre – 1ª Unidade – Aula 1 – Conceito, Indicações e Contra-Indicações - @Resumodontologia Página 1 Clínica Odontológica III (Prótese Parcial Removível - PPR) – 7º Semestre – 1ª Unidade – Aula 1 – Conceito, Indicações e Contra-Indicações Próteses: Fixas: Sobre Dente; Sobre Implante; Removíveis: Total; Parciais. Conceito: Prótese – é definida como a ciência e a arte que tratam da reposição das partes ausentes do corpo humano, por elementos artificiais; Estudar e treinar as habilidades manuais: Arte; Estética; Fundamento Científico Logo, quando a prótese é voltada para a odontologia, sem nenhum desfavor ao seu aspecto científico, magnifica-se o seu sentido de arte, especialmente quando estão em jogo os fatores estéticos relativos a esta área do corpo humano. Contudo, antes de se pensar na prótese dentária como arte, é impositivo que se tenha antes cuidado dos seus fundamentos científicos, pois no corpo humano, sem ciência, nenhuma arte poderá sobre-existir. A ciência é a pedra basilar, oculta, porém, impreterivelmente necessária. A arte, no caso, é a parte que aflora à superfície e se apresenta aos olhos num sorriso de saúde. Toda reconstrução protética que se pretenda ser duradoura, há de passar prioritária e inevitavelmente pelo pré-requisito científico dos procedimentos clínicos que visam a recuperação dos tecidos comprometidos pelos processos patológicos; No caso da PPR, uma vez eliminados os fatores causais, os dentes irrecuperáveis e restabelecida a saúde dos órgãos dentais e tecidos remanescentes, configurar-se-á uma situação para solução com uma prótese dentossuportada ou dentomucossuportada. A diferença entre estas duas situações está vinculada ao tipo de suporte, o que implica uma variação relativa dos elementos que vão começar compor a prótese, assim como ao seu desenho, à localização de suas partes constituintes, à largura de suas barras e às técnicas de moldagens a serem empregadas. Conceito de Prótese Parcial Removível (PPR): “Aparelhos dentossuportados ou dentomucossuportados destinados a substituir em um ou ambos os maxilares, um ou mais dentes ausentes, podendo ser removidas da boca, com relativa facilidade, tanto pelo paciente quanto pelo profissional”. As PPRs assemelham-se às próteses fixas por serem dentossuportadas, porém se distinguem delas pelo fato de poderem ser removidas e recolocadas, sempre que necessário. As próteses fixas são cimentadas definitivamente aos suportes; Por outro lado, assemelham-se às próteses totais por apresentarem em certas circunstâncias o apoio mucoso e, por isso, requerem técnicas de moldagem próprias das próteses totais. No entanto, distinguem-se delas por apresentarem ao mesmo tempo o suporte dentário. Essas características das PPR, relativas ao seu suporte, impõem ao profissional a necessidade de um domínio amplo da prótese dentária para que possa proceder com acerto na sua construção. O que é uma prótese parcial removível (PPR)? A PPR é a prótese que o paciente apresenta uma armação metálica, grampo; É uma prótese que reabilita muitos pacientes, onde muitos pacientes voltam a mastigar e a sorrir; Algumas vezes a PPR é a única forma que se tem de se reabilitar determinado paciente; Entre as próteses, não é a melhor esteticamente; A PPR não é feita pelo SUS, é feita em consultórios particulares; Licenciado para - M idiane F erreira - 47904553864 - P rotegido por E duzz.com Clínica Odontológica III (Prótese Parcial Removível) – 7º Semestre – 1ª Unidade – Aula 1 – Conceito, Indicações e Contra-Indicações - @Resumodontologia Página 2 A PPR apresenta uma estrutura metálica, e como ela é removível precisa-se de componentes para que se fixe na cavidade oral do paciente. Indicações: Pacientes parcialmente edentados: Fixa: Pilares anteriores e posteriores suficientes ao espaço protético; Financeiro; Desgaste de dentes íntegros? Implantes: Financeiro; Desejo; Osso; Saúde. PPR: São indicados para os casos de pacientes parcialmente edentados, em que não seja possível a indicação das próteses fixas, logo os espaços pequenos devem ser restaurados com próteses fixas, enquanto os espaços grandes, por meio de próteses parciais removíveis; Espaço edentados sem pilar posterior ou prótese de extremidade livre, bi ou unilateral: Apresenta uma única exceção, configurada pela ausência dos molares onde os dois pré-molares apresentam boas condições periodontais e o arco oponente cai numa das três situações abaixo: 1. Prótese Total; 2. O segundo molar está ausente e sua substituição não é cogitada; 3. O segundo molar está contido por uma prótese fixa. Em qualquer uma dessas três situações poderá ser indicado um aparelho parcial fixo em extensão, usando-se os dois pré-molares como suporte. Nas demais situações de falta de suporte posterior ao espaço protético, o tipo de aparelho a ser indicado deverá inevitavelmente utilizar, de maneira simultânea, as vias de suporte dental e mucoso, condição restrita aos aparelhos removíveis, chamados de extremidade livre ou dentomucossuportados. Não havendo, por outro lado, problemas econômicos e a não-aceitação por parte do paciente com relação a este tipo de aparelho, poderá ser indicada a prótese sobre implante. Espaços edentados extensos: Nos casos em que remanesça apenas um suporte situado posteriormente a um espaço protético extenso, será de bom alvitre que se considere na fase de planejamento, a eventualidade, próxima ou remota, de que este dente venha também a se perder; situação em que o aparelho poderia ser transformado em dentomucossuportado, sem a necessidade da construção de um outro, com colocação pura e simples de um dente artificial de acrílico dentro do grampo. Dentes suportes com sustentação periodontal reduzida: Os dentes remanescentes utilizáveis como suportes apresentam o ligamento periodontal muito reduzido pela perda óssea; Esta é uma situação que ocorre “normalmente com pessoas de meia- idade ou idosos, após tratamento periodontal”; Excessiva perda de tecido ósseo; Na região anterior, entre caninos, especialmente do arco superior, onde a perda dos dentes incisivos é acompanhada de excessiva perda de tecido ósseo, a dificuldade de uma recuperação estética adequada frustrará a indicação de uma prótese fixa, ainda que os pilares atendam às exigências para sua realização; Os pônticos ficariam longos e muito inclinados ou muito curvos no sentido palatovestibular, evidenciando artificialidade do trabalho realizado. A Licenciado para - M idiane F erreira - 47904553864 - P rotegido por E duzz.com Clínica Odontológica III e examiná-lo; 6. Lavar o molde: Usar água corrente para remover saliva e sangue. 7. Vazar imediatamente. Moldagem nos casos de PPR Dentomucossuportadas: PPR dentomucossuportada a fibromucosa fica em relação ativa, diferente da dentossuportada; Técnicas de moldagem funcional: Realizada com a boca fechada; Tem como objetivo reproduzir áreas de alívio na PPR onde pode haver interferências quando se movimentam funcionalmente as estruturas do sistema estomatognático; É realizada após a prova dos dentes montados em cera. Modelo de Gesso: O gesso deve ser de boa qualidade; Não pode apresentar bolhas ou irregularidades; Deve-se fazer uma inspeção das estruturas de interesse protético; Realizar o acabamento e recorte com cuidado; Acrilização da PPR: Feita como na PT; Realizar a tomada da cor gengival com a escala Tomaz Gomes; Encaminhar informações ao laboratório. Licenciado para - M idiane F erreira - 47904553864 - P rotegido por E duzz.com Clínica Odontologica III (Prótese Parcial Removível) – 7º Semestre – 3ª Unidade – Aula 2 – Moldagem em Prótese Parcial Removível - @resumodontologia Página 3 REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: TODESCAN, R. Atlas de Prótese Parcial Removível. 1ª ed. Rio de Janeiro:Guanabara-Koogan. ANOTAÇÕES Licenciado para - M idiane F erreira - 47904553864 - P rotegido por E duzz.com (Prótese Parcial Removível) – 7º Semestre – 1ª Unidade – Aula 1 – Conceito, Indicações e Contra-Indicações - @Resumodontologia Página 3 prótese parcial removível (PPR), além de conferir condições para um melhor posicionamento dos dentes artificiais, conferindo-lhes um aspecto mais natural, condicionará ao mesmo tempo, por meio de sua base ou sela, suporte para os lábios e as bochechas, possibilitando o restabelecimento harmônico do contorno facial. Necessidade de recolocação imediata dos dentes anteriores: Nos casos em que sejam indicadas extrações múltiplas de dentes anteriores, os aparelhos removíveis poderão funcionar como próteses imediatas que serão usadas durante um determinado período enquanto se aguarda a consolidação do processo de cicatrização. No campo das cirurgias bucodentoalveolar e bucomaxilofacial: A PPR representa também um valioso recurso de terapêutica auxiliar às cirurgias bucodentoalveolar e bucomaxilofacial. Nas cirurgias de consultórios, a chamada cirurgia oral menor, pode-se necessitar de “splints” confeccionados em resina acrílica, mantidos em posição por meio dos grampos das próteses removíveis, para servir de proteção pós-operatória em situações diversas em que se deseja repouso anatômico regional, como nas comunicações bucoantronasais e acidentes transoperatórios com comprometimento vascular, em que a imobilização regional cria facilidades à formação de um coágulo estável. Como auxiliares nas contenções de fraturas maxilares; Nos casos de fraturas uni ou bimaxilares, acidentais ou provocadas por cirurgias ortognática, a imobilização dos maxilares poderá ser feita com aparelhos removíveis, os quais são amarrados entre si para permitir a reparação óssea com os dentes em oclusão correta; A vantagem desses aparelhos nos casos mencionados é que permitirá o cirurgião fazer periodicamente a profilaxia dos dentes remanescentes, removendo as amarrias. Para pequenas movimentações; Dentes inclinados ou em giroversão poderão ter suas posições corrigidas por intermédio de aparelhos removíveis. Neste caso, a força será aplicada aos dentes por meio de grampos agregados ao aparelho com esta finalidade, ou de elásticos que servirão de ancoragem fornecida pelo aparelho para promover a movimentação do dente para sua posição. Debilidade do estado físico e/ou emocional (Estado físico e emocional do paciente): Para o paciente fisicamente enfermo ou emocionalmente abalado, todo trabalho que implique consultas muito prolongadas, compreendendo trabalhos muito elaborados e complexos – como costuma acontecer em preparos para próteses fixas – representará um desgaste muito grande de energia, às vezes, impossível de ser suportado pelo paciente enfermo. Nesses casos, poderá ser construído um aparelho parcial removível, com o mínimo de preparos possíveis, aguardando-se então, uma época mais apropriada para a realização de um trabalho de caráter mais definitivo. Aparelhos temporários e orientadores as reabilitações bucais – overlay: Nas grandes reabilitações bucais, nas quais não só a normalização da oclusão se torna necessária, mas também o fato de se ter um parâmetro para a futura prótese denominada definitiva, seja fixa ou removível, Licenciado para - M idiane F erreira - 47904553864 - P rotegido por E duzz.com Clínica Odontológica III (Prótese Parcial Removível) – 7º Semestre – 1ª Unidade – Aula 1 – Conceito, Indicações e Contra-Indicações - @Resumodontologia Página 4 sempre há necessidade da indicação do aparelho provisório, para evitar que o paciente não só fique privado de dentes como também para aguardar o reparo tecidual. Como protetor de implantes: Os aparelhos removíveis também estão indicados como aparelhos de proteção aos implantes osseointegrados durante um período de 4 a 6 meses, ou mais, em que ocorre a osseointegração. Odontopediatria; Na perda precoce dos dentes decíduos, também são indicados os aparelhos removíveis de retenção a grampos com placas de acrílico – os chamados mantenedores de espaço – enquanto se aguarda a erupção dos dentes permanentes. Fator de ordem econômica: Muitos pacientes têm todas as condições de saúde, tem osso, mas não tem uma condição financeira; Apesar da realidade socioeconômica ruim de uma grande parcela da população de nosso país, não justifica realizarmos uma PPR de má qualidade. Se nos propusemos a realizar o trabalho, que seja dentro de todas as normas técnico científicas. OBSERVAÇÃO: Dentes abalados periodontalmente não são contraindicados para ser um pilar de PPR, e uma boa PPR pode acabar por estabilizar esse elemento. Contra-Indicações: Estão restritas aos pacientes com: Problemas motores; Problemas mentais; Pobre higiene bucal: Nesse caso, acredita-se na possibilidade de reeducação do paciente no sentido de que ele passe a realizar os hábitos de higienização necessários à manutenção da saúde bucal. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA TODESCAN, R., SILVA, E.E.B. da, SILVA, O J. da Atlas de prótese parcial removível. São Paulo : Santos, 1996. 345 p. Licenciado para - M idiane F erreira - 47904553864 - P rotegido por E duzz.com Clínica Odontológica III (Prótese Parcial Removível) – 7º Semestre – 1ª Unidade – Aula 2 – Classificação dos Edentados Parciais @Resumodontologia Página 1 Clínica Odontológica III (Prótese Parcial Removível - PPR) – 7º Semestre – 1ª Unidade – Aula 2 - Classificação dos Edentados Parciais As classificações são importantes, pois: Servem de meio de orientação prática; Facilita a comunicação; Facilita a didática; Auxilia na comunicação profissional/profissional e profissional/técnico; Serve para sistematização do desenho (planejamento) e do tratamento; Auxilia na apresentação e discussão de casos; Agrupa casos semelhantes e padroniza o tratamento; Classificação funcional: Classifica a prótese; Classificação de Kennedy: Classifica o arco dentário do paciente; 1. Classificação Funcional: Classifica a prótese; Baseado no tipo de sustentação da prótese; 1.1. Prótese dentossuportadas: São próteses suportadas apenas em dentes, ou seja, possuem pilar anterior e posterior; Precisam de pilares anteriores e posteriores ao espaço protético; Os dentes atuam como suporte ativo. A gengiva funciona como um suporte passivo, estará em leve contato; Exemplo: PPF e PPR; O que vai funcionar como suporte ativo são os dentes pilares. 1.2. Próteses dentomucossuportadas: PPR extremidade livre; São próteses suportadas por dente e por mucosa, ou seja, há apenas um pilar dentário; Quando não tem suporte anterior ou posterior; 1.3. Próteses mucossuportadas: São próteses suportadas apenas por mucosa; Rebordo completamente edêntulo; Exemplo: PT (Prótese Total); 2. Classificação de Kennedy Baseada na posição dos espaços edentados em relação aos dentes remanescentes no arco; O que rege a classificação é o espaço edento (desdentado) mais posterior; Classificação: Romano | Modificação: Arábico Classes: Classe I: Edentado posterior bilateral; Licenciado para - M idiane F erreira - 47904553864 - P rotegido por E duzz.com Clínica Odontológica III (Prótese Parcial Removível) – 7º Semestre – 1ª Unidade – Aula 2 – Classificação dos Edentados Parciais @Resumodontologia Página 2 Classe II: Edentado posterior unilateral: Classe III: Edentado posterior intercalar: Classe IV: Edentado anterior: Modificações: Classifica outros espaços protéticos além do principal: A escrita é feita por algarismos arábicos; A extensão da modificação não é considerada, mas apenas o número de áreas desdentadas; - Exemplo: Classe I modificação 2: Edentado Posterior Bilateral + 2 Espaços Protéticos A classe IV não aceita modificação; Considerações finais: A classificação deve ser feita posteriormente ao preparo da boca do paciente para que não haja modificações; Não considerar o 3º molar ausente, a não ser que serão usados como suporte; A zona ou zonas mais posteriores é que regem a classificação; A classe IV não sofre modificação e é necessário que estejam ausentes os dois INCISIVOS CENTRAIS. A ausência de apenas 1 incisivo central não classifica como classe IV. Alguns termos: Extremo-livre: quando não tem pilar posterior ao espaço protético, é um vão livre. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS TODESCAN, R., SILVA, E.E.B. da, SILVA, O J. da Atlas de prótese parcial removível. São Paulo: Santos, 1996. 345 p. Licenciado para - M idiane F erreira - 47904553864 - P rotegido por E duzz.com Clínica Odontológica III (Prótese Parcial Removível) – 7ª Semestre – 2ª Unidade – Aula 1 – Sistemas em Prótese Parcial Removível - @Resumodontologia Página 1 Clínica Odontológica III (Prótese Parcial Removível) – 7º Semestre – 2ª Unidade – Aula 1 – Sistemas em Prótese Parcial Removível Introdução: Sistema – “Estrutura Organizada”; Deseja-se que a PPR seja uma estrutura organizada; Para isso, terá uma série de sistemas: Sistemas de Suporte ou de Sustentação; Sistema de Retenção e Estabilização; Sistema de Conexão; Sistema de Selas e Dentes Artificias. 1. Sistema de Suporte ou de Sustentação: É constituído por elementos vivos que irão entrar em contato com o aparelho protético; Logo, é composto daquilo que o paciente possui, o que está na cavidade oral daquele paciente; É necessário se ter uma integração perfeita entre a PPR e o organismo do paciente, de forma que mantenha o equilíbrio entre eles, e para se ter esse equilíbrio é necessário seguir uma série de regras para a sua confecção; Existem dentro desse sistema: Dentes remanescentes; Tecidos periodontais; Fibromucosa; Tecido ósseo alveolar; A. Dentes remanescentes: É necessário fazer algumas análises em relação à coroa; Deve-se verificar a integridade da coroa, além de verificar se há restaurações anteriores e se as mesmas estão em boas condições, se não tem nenhuma infiltração, se não tem cárie, se não está fraturada ou trincada, se tem uma boa anatomia; Em relação à raiz, deve-se verificar se é um dente polpado ou não polpado, se for despolpado verificar se está com o tratamento endodôntico realizado, se está com o tratamento endodôntico realizado o mesmo foi feito corretamente e está em boas condições, ou é necessário um retratamento; O dente tratado endodônticamente não contraindica a PPR, não contraindica inclusive ser um pilar de PPR, ele pode ser, desde que esteja com todo tratamento correto, da endodontia até à restauração; Grau de inclinação: Dentes com a inclinação > 28° (maior) - vão apresentar um prognóstico ruim; Em PPR, muitas vezes, perceberá que existem elementos muito inclinados, justamente pela falta de alguns dentes alguns elementos acabam se inclinando; Quando inclina demais o elemento dentário, às vezes fica inviável a PPR, o que pode ser necessário uma exodontia antes da confecção da PPR; Quando o dente está inclinado em um grau que ainda possa se trabalhar, ainda existe um recurso que se dá em fazer um pequeno desgaste na coroa clínica do dente para corrigir um pouco a inclinação dessa coroa; O desgaste é feito na face voltada para a inclinação e esse pequeno desgaste é chamado de SLICE; Em relação ao desgaste, esse NÃO deve ser feito a ponto de expor demasiadamente dentina, porque ficará com uma sensibilidade muito grande no elemento dentário, e muito menos desgastar a ponto de se ter uma exposição pulpar; A ortodontia seria uma melhor opção para se realizar a correção da inclinação do elemento dentário, entretanto demanda um tempo maior, e às vezes o paciente não aceita esperar tanto; Se o fizer uma PPR para o paciente e posteriormente o paciente vir a perder o dente, a PPR é perdida; Licenciado para - M idiane F erreira - 47904553864 - P rotegido por E duzz.com Clínica Odontológica III (Prótese Parcial Removível) – 7ª Semestre – 2ª Unidade – Aula 1 – Sistemas em Prótese Parcial Removível - @Resumodontologia Página 2 B. Tecidos periodontais: - Fibromucosa: Para se pensar em uma confecção de uma PPR o paciente deve estar tratado periodontalmente; Quanto maior o n° dentes ausentes, maior a participação da fibromucosa no suporte e sustentação da PPR; Queratinização é sempre muito bem vinda, já que as mucosas muito pouco queratinizadas tendem a machucar mais quando é instalada a PPR e mucosas mais queratinizadas recebem melhor essa PPR, então o prognóstico é melhor; - Fibromucosa (resiliência): Fibromucosa dura: o Traumas por compressão; Fibromucosa compressível: o É a melhor fibromucosa, pois ela é adaptável ao funcionamento como suporte da PPR, e ela não é nem dura demais e nem flácida demais; Fibromucosa flácida: o É ruim para o assentamento de uma PPR e/ou de uma PT (Prótese Total), podendo até dobrar, na hora do assentamento da prótese, e isso machuca e com o tempo pode gerar uma lesão; o Grandes movimentações da base; o Normalmente quando se tem uma mucosa flácida, e sem sustentação óssea por baixo, é sugerida uma cirurgia pré-protética onde irá ser feito uma remoção, um corte da mucosa que não tem sustentação do rebordo, para poder depois fazer a confecção da PPR; C. Tecido ósseo alveolar: Quando o paciente extrai o dente recentemente, ele fica com o rebordo alto e isso é bom para o assentamento da PPR, diferente quando o tempo vai passando e esse rebordo vai sendo reabsorvido, e quanto mais ele é reabsorvido, promove menor suporte e sustentação da prótese; Secção no sentido VL: o Normal; o Alto; o Reabsorvido; o Estrangulado; o Em lâmina de faca; Rebordo Ideal Rebordo Normal Rebordo Reabsorvido Rebordo Estrangulado Rebordo em Lâmina de Faca: o Às vezes o padrão de reabsorção dele termina por dar uma espícula óssea, então quando a prótese é assentada em cima dessa espícula óssea, o paciente fica sendo machucado de baixo para cima, de dentro para fora, logo quando o paciente assenta a PPR sente dor, então existe uma cirurgia pré-protética que é recomendada por fazer o aplainamento do pico ósseo. É uma cirurgia simples, sutura, e o paciente para de sentir dor. Licenciado para - M idiane F erreira - 47904553864 - P rotegido por E duzz.com Clínica Odontológica III (Prótese Parcial Removível) – 7ª Semestre – 2ª Unidade – Aula 1 – Sistemas em Prótese Parcial Removível - @Resumodontologia Página 3 D. Tecido Ósseo Alveolar: Sentido ântero-posterior (extremidade livre): o Horizontal; o Descendente-Distal; o Ascendente-Distal; o Descendente-ascendente ou côncavo; 1. Horizontal: - Distribuição equânime das cargas mastigatórias; - Na situação ao lado tem-se como um exemplo um paciente com os pré-molares, posterior a eles, não tem nenhum dente, logo possui um extremo livre; - Quando esse rebordo é horizontal, é muito bom para a PPR; - Existindo duas forças, uma da mastigação e uma força contrária a essa, acaba por resultar em forças igual a zero, o que é muito bom, pois não vai sobrecarregar os pilares que estão próximos ao espaço protético. Não vai, por exemplo, distalizar, já que a tendência do elemento é distalizar, já que não tem elementos distais a ele; 2. Descendente-Distal: - A resultante de forças tende ser para a distal, então esses elementos pilares da PPR vão tender a se distalizar; - A força, puxando para a distal, pode concorrer para que os elementos em questão se distalizem; - Posteriormente, tem como melhorar essa limitação, tem-se recursos para evitar que o rebordo mesmo sendo descendente-distal, não promova ainda mais a distalização dos elementos. - Provavelmente a pessoa perdeu primeiro um segundo molar para depois perder o primeiro molar; 3. Ascendente-Distal: - A resultante de forças é para a mesial; - Não é ruim; - Provavelmente a pessoa perdeu primeiro um primeiro molar, para depois perder um segundo molar. 4. Descendente-Ascendente ou côncavo: - O mais desfavorável; - Hora a resultante de forças vai ser para a mesial, e hora a resultante de forças vai ser para a distal; - Então, com isso, esses elementos podem estar sendo luxados, e essa situação não é boa; 2. Sistema de Retenção e Estabilização: E. Grampos ou encaixes; F. Apoios; G. Barras ou conectores maiores. Grampos ou encaixes: o Elemento da PPR que vai ter uma ação retentiva; o Retenção: apenas o suficiente. Não pode ser nem de mais, nem de menos, logo o paciente não deverá fazer muito esforço para tirar essa PPR e também essa PPR não poderá ficar soltando na hora que o paciente falar; o PPR posicionada e removida com relativa facilidade; o Todo grampo para ser grampo precisa ter um braço de retenção, um braço de oposição e um apoio; o Braço de retenção: Efeito retentivo; Sempre no braço de retenção estará exercendo uma força e é isso que vai dar a retenção da PPR uma força que vai ser exercida em cima desse elemento dental; o Braço de oposição: Neutralização, reciprocidade; Se não houver o braço de oposição vai movimentar o elemento dentário para a lingual; o Apoio: Transmissão da carga exercida na PPR ao osso alveolar por via dental; Serve para estabilizar a PPR no sentido vertical; Licenciado para - M idiane F erreira - 47904553864 - P rotegido por E duzz.com Clínica Odontológica III (Prótese Parcial Removível) – 7ª Semestre – 2ª Unidade – Aula 1 – Sistemas em Prótese Parcial Removível - @Resumodontologia Página 4 Em dentes posteriores ele fica em cima da oclusal, já nos dentes anteriores vai ficar na região do cíngulo; Precisa-se desse apoio para que a PPR não se movimente durante a função no sentindo gengival e no sentido cervical do elemento; Se não tiver esse apoio, começará a estragar rebordo, periodonto e o esmalte do dente; o Corpo: União das outras partes acima. Grampos ou Encaixe: - Apresentam desenhos diferentes como os: o Grampos circunferenciais ou braçadeiras: Resistência à deformação elástica; “Abraçam” o elemento dental; Circunferencia quase completamente o dente, não chega a fechar; É menos estético, tendo maior chance de aparecer; Não utiliza-se em dentes anteriores; o Grampos de ação de ponta: Contato com o dente suporte somente através de sua ponta; Não “abraça”, o braço de retenção dele tem somente uma ponta ou duas pontas em contato com o elemento dental; Não circunferencia o dente, e está indo de gengival em direção ao elemento dentário em um ponto só, e o restante é aliviado; Mais indicado para dentes anteriores; OBSERVAÇÃO: - O grampo de ação de ponta pode ser utilizado em situações de extremo livre, já que o de ação de ponta é mais retentivo do que o circunferencial, pois quando a força está direcionada mais para um ponto só, consegue-se mais retenção; o Segundo a função: De retenção DIRETA: Imediatamente ao lado do espaço protético; Logo, estão ligados ao espaço protético, estão próximos, do lado do espaço protético; De retenção INDIRETA: À distância do espaço protético; Logo, eles estão distantes do espaço protético; o Segundo a aplicação sobre o dente: De aplicação DIRETA: Diretamente sobre o esmalte; De aplicação INDIRETA: Sobre coroa ou outra peça protética. o Segundo o número de dentes abrangidos: Individuais ou simples: Envolve apenas um dente; Duplos ou gêmeos ou geminados: Envolve dois dentes; Licenciado para - M idiane F erreira - 47904553864 - P rotegido por E duzz.com Clínica Odontológica III (Prótese Parcial Removível) – 7ª Semestre – 2ª Unidade – Aula 1 – Sistemas em Prótese Parcial Removível - @Resumodontologia Página 5 Múltiplos ou férulas: Envolve três dentes ou mais. o Encaixes: Retenção por fricção de paredes intimamente justapostas; Tem pessoas que não querem que os grampos apareçam; Tem um tipo especial de PPR chamada de ATTACHMENT, evitando o braço de retenção e oposição, precisando apenas fazer um encaixe, deixando tudo mais estético; É mais estético; É necessário desgastar o dente para poder montar o encaixe no dente. É feita uma coroa metalocerâmica, onde na infraestrutura metálica da coroa solda-se um dos componentes responsáveis pelo encaixe com a PPR; Apoios: o Elementos estabilizadores; o Todo grampo precisa de apoio para a prótese não ceder; Barras ou Conectores Maiores: o É o elemento da Prótese Parcial Removível ao qual estão ligados todos os demais elementos constituintes da prótese; o Requisitos Fundamentais: Rigidez: Adequada distribuição das cargas mastigatórias; Passividade: Independente de uma situação de contato ou alívio; Comodidade: Não interferir com a fonética, estética, mastigação e deglutição; Compatibilidade Biológica: Alergias. o Características dos Conectores Maiores para o Maxilar Superior: Deve ficar com um afastamento da gengiva marginal livre de 4 a 6 mm. Se isso não for respeitado, a gengiva marginal começa ficar inchada, edemaciada, e quando o paciente tira a PPR ela está marcada; Justaposição ao palato; Rigidez e comodidade; Não deve invadir o palato mole, porque se não pode provocar traumas como úlceras, fazendo com que o paciente não consiga usar essa PPR; o Conectores Maiores Indicados para Maxilar Superior: Barra Palatina Simples (anterior, média, posterior): Uma única cinta metálica; Indicada nos casos de Classe III. Licenciado para - M idiane F erreira - 47904553864 - P rotegido por E duzz.com Clínica Odontológica III (Prótese Parcial Removível) – 7ª Semestre – 2ª Unidade – Aula 1 – Sistemas em Prótese Parcial Removível - @Resumodontologia Página 6 Barra Palatina Dupla: Duas barras de união: Anterior; Posterior. Ótima rigidez; Utilização universal em classes I, II, III e IV; Contra-indicada em presença de tórus palatino ou palato profundo Barra ou Placa Platina em “U” ou Ferradura: Indicações: tórus palatino volumoso; Possibilidade de deformação; Recobrirá a região das rugosidades (fala). Placa Palatina Total ou Chapeado Palatino: Recobre a área chapeável, participando ativamente no suporte e na estabilização; Podem ser totais ou mistas; Arcos com poucos remanescentes; Todo o palato duro era recoberto por metal, mas a PPR ficava pesada, além disso como o metal é um bom condutor térmico, ao tomar alguma coisa quente, transmitia o calor para a mucosa, causando incômodo no paciente; o Características dos Conectores Maiores para o Maxilar Inferior: Barra Lingual: Utilização universal em classes: I, II, III e IV; Necessidade de resistência à deformação; Secção transversal em forma de meia pêra; Tem-se uma área muito restrita, logo é feita de modo mais fino; Limites: Inferior: não pode invadir área de soalho de boca e de freio lingual; Superior: no mínimo 2 a 3 mm de gengival marginal. Não é justaposta à mucosa como é no palato, deve-se ter um alívio de no mínimo 1,5 mm; Limitação Tórus Mandibular: remoção cirúrgica ou forma atípica de barra lingual. Barra Lingual Dupla, ou de Kennedy: Constituída por duas barras paralelas entre si; Rigidez adequada; Classe I e II; Retenção indireta; Contenção de dentes periodontalmente abalados Placa Lingual (chapeado lingual): Situação onde o paciente tem um soalho muito raso, o freio lingual é inserido quase na gengiva marginal, logo como não tem a área de 2 a 3 mm da gengiva marginal livre, faz-se Licenciado para - M idiane F erreira - 47904553864 - P rotegido por E duzz.com Clínica Odontológica III (Prótese Parcial Removível) – 7ª Semestre – 2ª Unidade – Aula 1 – Sistemas em Prótese Parcial Removível - @Resumodontologia Página 7 uma placa lingual modificada, um conector maior inferior modificado, indo desde o cíngulo, até o limite onde consegue-se ir, onde não invada o freio lingual e o assoalho de boca; Onde não houver espaço para utilização da barra; Inserção do freio lingual alta; Altura reduzida do rebordo. Limite superior-cíngulo dos dentes anteriores, sendo recoberta toda a área de gengiva marginal; Secção em forma de meia- pêra; Barra Vestibular (barra labial): Indicação: Casos de linguoversão excessiva; Paciente com Tórus, com impossibilidade de correção cirúrgica; 3. Sistema de conexão: Conectores menores: Corresponde à parte da prótese que une os componentes dos grampos ao conector maior ou à sela; Sempre sai do apoio e vai ligar o grampo ao conector maior ou vai ligar o grampo à sela, sempre o que for mais próximo. Ou seja, se o grampo for mais próxima sela, se ligará à sela, se for mais próximo do conetor maior, se ligará ao conector maior, mas nunca se pode esquecer, senão o grampo fica solto do restante da estrutura. Funções: o Unir as partes componentes da PPR; o Transmitir os esforços aos dentes pilares; o Guiar a prótese durante a inserção e retenção; o Estabilizar a prótese e os dentes remanescentes; 4. Sistema de selas e dentes artificias: Selas: “Sela de montaria”; Todo local que não tiver dentes vai ter que ter uma estrutura metálica por baixo para conferir, inclusive, resistência à prótese; Se colocasse apenas acrílico e dente artificial, quando o paciente mastigasse, ele iria fraturar a PPR. Logo precisa de uma estrutura metálica para dar uma resistência para a PPR na área que vai receber uma maior carga mastigatória; Função de fixar os dentes artificiais e efetuar a transferência das forças oclusais às estruturas bucais de suporte; Caracterização (como na PT); A sela é composta por um trabeculado e algumas outras por pinos, e isso ocorre para dar retenção no acrílico, já que não tem nenhum tipo de união química entre acrílico e metal, logo precisa-se de retenção mecânica; Licenciado para - M idiane F erreira - 47904553864 - P rotegido por E duzz.com Clínica Odontológica III (Prótese Parcial Removível) – 7ª Semestre – 2ª Unidade – Aula 1 – Sistemas em Prótese Parcial Removível - @Resumodontologia Página 8 Metal: o Elementos que se entrelaçam, com aspecto de malhas de uma rede – fixação de resina acrílica; Plástico (resina acrílica): o Fixar os dentes artificiais. Gengiva Artificial: Assim como tem uma escala de cores de dentes, também existe uma escala de cores de gengiva; Antigamente fazia-se PT e PPR apenas com uma única cor. Então, independente da cor da pessoa e da sua mucosa, sempre fazia a gengiva rósea e não ficava muito estético para quem é moreno, e era algo muito homogêneo, muito igual; Nos dias atuais é possível caracterizar o acrílico, escolhe-se a cor, escolhe-se os pigmentos, pode-se colocar veias pequenas justamente para ficar o mais natural possível; Sistema Tomaz Gomes de caracterização: o Escala de gengiva que apresenta diferentes cores de gengiva por meio da resina acrílica; Dentes Artificiais: Vão assumir as funções antes reservadas aos dentes naturais perdidos, assumindo assim a função estética, mastigação e fonação; Existem uma variedade enorme de modelos de dentes artificiais com diferentes tamanhos, formas e cores, o mais aproximado possível do real; Anotar na ficha clínica; Obstáculos na PPR: o A presença dos dentes remanescentes, limitando os espaços protéticos e dificultando a arrumação dos dentes artificiais, na direção mesiodistal. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA TODESCAN, R., SILVA, E.E.B. da, SILVA, O J. da Atlas de prótese parcial removível. São Paulo : Santos, 1996. 345 p. Licenciado para - M idiane F erreira - 47904553864 - P rotegido por E duzz.com Clínica Odontológica III (Prótese Parcial Removível) – 7º Semestre – 2ª Unidade – Aula 2 – Apoios e Nichos - @Resumodontologia Página 1 Clínica Odontológica III (Prótese Parcial Removível) – 7º Semestre – 2ª Unidade – Aula 2 – Apoios e Nichos Conceito: Apoio: Componente do grampo cuja função principal é assegurar que as cargas exercidas sobre os dentes artificiais durante a função mastigatória sejam transmitidas aos dentes suporte de maneira adequada; Logo, vai evitar que a prótese durante a função mastigatória ceda no sentido gengival/cervical evitando o desgaste de esmalte, a compressão do periodonto, a compressão do tecido mole, esmagamento de fibras periodontais, reabsorção óssea, recessão gengival; Conveniente preparo: Nicho: o É o nome que se da para o preparo onde o apoio vai ficar encaixado/apoiado, ficando corretamente ao nível oclusal. Esse preparo tem de 1,5 a 2,0 mm de espessura mínima; o Se colocar o apoio em cima da oclusal sem a confecção do nicho e o dente que vai ter o apoio tiver um dente antagonista, vai gerar um contato prematuro, ficando acima do nível oclusal, mordendo em cima do apoio antes de entrar em oclusão, e isso gera vários danos para o paciente; o Se o paciente tiver o dente antagonista, obrigatoriamente terá que ser confeccionado o nicho, se não tiver o antagonista não precisa necessariamente fazer o preparo, fazer o nicho, pois pode-se compensar/desgastar na prótese que vai fazer na arcada oposta. Função Principal do Apoio: Impedir o deslocamento ocluso ou incisogengival da prótese, garantindo um de seus princípios fundamentais, o de suporte. Transmitir as forças oclusais aos tecidos de sustentação, de maneira adequada, ou seja, numa direção axial; Então, o apoio faz o direcionamento axial de forças aos elementos pilares; Funções Secundárias dos Apoios: Manter a relação de oclusão entre os dentes artificiais e os seus oponentes; Garantir a correta relação entre a ponta ativa do grampo ou braço de retenção e a superfície do dente suporte; Prevenir a lesão ou esmagamento do tecido mole; Restaurar discrepâncias do plano oclusal; Estabilização da prótese. O nicho pode ser construído em cima de: Dente íntegro; Dente restaurado com amálgama; Dente restaurado com resina; Inlay, Onlay; Coroa total cerâmica ou metalocerâmica; Logo, em qualquer dente restaurado desde que o mesmo se apresente em boa condição, não esteja com trinca, nem fratura ou infiltração; Tipos de apoios: Oclusais: o O apoio fica sobre a superfície oclusal dos dentes posteriores, pré-molares e molares; o Dentes: Pré-Molares e Molares; o Forma: Triangular, com ângulos arredondados; o Pode-se construir o nicho em: esmalte, amálgama e em blocos metálicos. Licenciado para - M idiane F erreira - 47904553864 - P rotegido por E duzz.com Clínica Odontológica III (Prótese Parcial Removível) – 7º Semestre – 2ª Unidade – Aula 2 – Apoios e Nichos - @Resumodontologia Página 2 o Dimensões: Espessura (profundidade) de 1,5 a 2 mm (com antagonista e sem antagonista); Largura 1/3 da distância Vestíbulo-Lingual; Comprimento: 1/3 da distância Mésio-Distal (dente) 1/2 da distância Mésio-Distal (coroa)* *Quando se tem coroas, pode-se aumentar (1/2) a mésio-distal, pois como nesses casos não está se desgastando dente íntegro, se quiser aumentar um pouco a proporção do nicho, pode. o Número: Simples; Duplo; Geminado; o Localização: Prótese dento suportada: Cristas marginais (mesial/distal) adjacentes ao espaço protético; Prótese de extremidade livre: Crista marginal oposta ao espaço protético; Dentes isolados: Apoios duplos. o Regras: Normalmente, o grampo deve ser colocado quase em 100% dos casos nos dentes ligados ao espaço protético; A regra para saber se coloca o apoio no dente na mesial ou na distal é: Quando a área edêntula é uma classe III, ou seja, intercalar. Existe um elemento anterior e outro posterior ao espaço protético, fazendo o apoio na crista marginal adjacente ao espaço protético, logo nesse caso, na crista marginal distal. Em um segundo exemplo, onde se tenha um extremo livre, não tendo mais o molar em questão, o apoio vai ser na crista marginal oposta ao espaço protético, no caso do pré-molar vai ser na crista marginal mesial. Esse apoio é colocado na crista marginal oposta ao espaço protético, logo na crista marginal mesial, para evitar que o dente distalize, já que a resultante de forças nesse caso iria para a distal; Casos em quem o elemento dentário apresente-se inclinado, muda-se um pouco a regra que foi citada acima. Pois no caso em questão, se for colocar o apoio no molar na região mesial, vai contribuir para esse molar inclinar mais ainda, se tornando ainda mais mesializado. Logo, nesses casos em questão, pode-se fazer de três formas diferentes: Licenciado para - M idiane F erreira - 47904553864 - P rotegido por E duzz.com Clínica Odontológica III (Prótese Parcial Removível) – 7º Semestre – 2ª Unidade – Aula 2 – Apoios e Nichos - @Resumodontologia Página 3 - 1ª forma: mudar o apoio que seria para a mesial, para a distal, para que ele não mesialize mais ainda; - 2ª forma: também correta, é fazer o apoio tanto na mesial, quanto na distal, evitando também que se mesialize mais ainda; - 3ª forma: ao invés de fazer o 1/3 da mésio-distal, fazer 1/2 da mésio-distal. Quando se aumenta o comprimento para metade da mésio-distal, faz com que o direcionamento axial de forças seja melhorado, seja mais axial. Logo, nessa terceira forma, coloca-se um apoio na mesial, porém um apoio longo, sendo ele 1/2 da MD. o Angulação dos apoios: Fiore, 1993 Os grampos devem conferir à PPR posição estável e fixa, impedindo que seja removida ou deslocada de seu lugar, nos atos habituais – mastigação, fonação, deglutição e esforços naturais moderados. Além disso, a PPR não pode está extremamente retida, pois se a mesma tiver pode causar injuria ao paciente, seja ao esmalte do dente ou ao tecido mole. Classificação dos grampos: Grampos de retenção DIRETA: Estão adjacentes aos espaços protéticos; Grampos de retenção INDIRETA: Estão à distância dos espaços protéticos. Tipos de grampos: Circunferenciais; De ação de ponta (barra ou grampos de Roach); A diferença entre os dois grampos acima ocorre somente no grampo de retenção, os grampo de oposição e o grampo de apoio continuam iguais. 1. Grampos Circunferenciais: Forma circunferencial; Tangencia toda a superfície do dente; Ação de abraçamento: Apoio; Corpo; Braço de retenção; Braço de oposição. Retentores extracoronários: Partes constituintes: o Grampo de Retenção; o Grampo de Oposição; o Apoio; o Corpo. Grampo de retenção: Promover retenção; Equador protético: o É a área de maior diâmetro da coroa do dente; o A linha tracejada mostra qual é o equador protético da coroa; o O desenho do equador protético varia de dente para dente; o Do equador protético até a oclusal é a região expulsiva, do equador protético até a cervical é a região retentiva; o Se colocar o terço final do braço de retenção em uma região cervicalmente ao equador protético, está colocando esse braço em uma região retentiva, dando retenção à PPR. Entretanto, se vier com a ponta do braço de retenção e o mesmo terminou oclusalmente ao equador protético logo, mais para a oclusal do dente, o grampo não vai conferir retenção à PPR; Licenciado para - M idiane F erreira - 47904553864 - P rotegido por E duzz.com Clínica Odontológica III (Prótese Parcial Removível) – 7º Semestre – 2ª Unidade – Aula 3 – Grampos (Retentores Extracoronários) - @resumodontologia Página 2 o Todo braço de retenção deve ter seu 1/3 anterior localizado cervicalmente ao equador protético, para conferir retenção à PPR. Estabilidade; Único componente flexível-forma; Normalmente por vestibular; Ponta Ativa – 1/3 do braço retentivo, deve se localizar na área retentiva, para conferir a estabilidade e retenção à PPR; Braço retentivo dividido em três partes. Vantagens: Suporte; Estabilidade; Abraçamento adequado, onde “abraça” quase todo o dente; Sem retenção de alimentos, pois o grampo tangencia todo o dente, ficando sem espaço entre o grampo e o elemento dental; Desvantagens: Menos estéticos, pois é um grampo maior, sendo então mais robustos; Indicação: “Todos os dentes” de acordo a literatura, porém é dúbia essa afirmação, por conta estética; Dentes posteriores por motivos estéticos Tipos: Circunferencial Simples: o Indicação: Pré-molares, molares e eventualmente em caninos em casos dentossuportado; Segmento intercalar dentossuportado (modificações de classe II ou III). Circunferencial Reverso: o Praticamente igual ao grampo anterior, quanto ao desenho; o A diferença reside no fato de o apoio, o corpo e o conector menor estarem distante da área edêntula, contrariamente ao circunferencial simples; o Indicação: Molares superiores e inferiores (Classe II e III de Kennedy, modificação 1) inclinados para os espaços protéticos quando as áreas de maior retenção são adjacentes a estes. Grampo de Gillet ou Hair-Pin: o Indicações: Molares e pré-molares em prótese dentossuportada ou segmento intercalar dentossuportado (modificações de Classe II e III de Kennedy), em posição “normal” no arco, em relação ao seu longo eixo, e quando a área onde a retenção se localiza, é adjacente ao espaço protético. Licenciado para - M idiane F erreira - 47904553864 - P rotegido por E duzz.com Clínica Odontológica III (Prótese Parcial Removível) – 7º Semestre – 2ª Unidade – Aula 3 – Grampos (Retentores Extracoronários) - @resumodontologia Página 3 Grampo em Anel ou “Ring Clasp”: o É uma modificação do circunferencial simples; o Possui apoios duplos; o O braço de oposição vai de um apoio ao outro ligado; o É interessante utilizar esse tipo de grampo em elementos dentais que estão isolados (sem elementos dentais para mesial e distal dele), não tendo apoio nem por mesial nem por distal; Grampo Meio a Meio ou Half and Half: o Indicação: Pré-Molares e Molares em posição normal e localizado entre dois espaços protéticos intercalares; o Os braços se originam de dois corpos, um por mesial e outro por distal, unidos aos respectivos apoios oclusais; o É interessante utilizar esse tipo de grampo em elementos dentais que estão isolados (sem elementos dentais para mesial e distal dele), não tendo apoio nem por mesial nem por distal; Grampo de Ação Posterior “Back-Action”: o Este tipo de grampo dá uma certa flexibilidade, uma “ação” nas selas posteriores, através do conector maior o Indicação: Pré-Molares e Caninos nas Classes I e II de Kennedy, quando a área de maior retenção se encontrar por mesiovestibular, desde que esteja contraindicado um grampo a barra; Grampo Gêmeo ou Duplo: o Quando se tem dois elementos posteriores juntos/adjacentes, pode- se lançar mão de um circunferencial geminado, sendo então um grampo só, circunferencial e geminado, esse grampo em exemplo é utilizado quando necessita de uma grande estabilidade da PPR; o Possui dois braços de retenção, dois braços de oposição e dois apoios geminados, ligados um ao outro; Licenciado para - M idiane F erreira - 47904553864 - P rotegido por E duzz.com Clínica Odontológica III (Prótese Parcial Removível) – 7º Semestre – 2ª Unidade – Aula 3 – Grampos (Retentores Extracoronários) - @resumodontologia Página 4 Grampo Contínuo de Kennedy: o Barra de retenção indireta, passiva e rígida; o São apoios múltiplos; o Elemento de estabilização; o Aplica-se às faces linguais ou palatinas dos dentes remanescentes anteriores de uma Classe I de Kennedy, geralmente de canino a canino, sendo sempre acompanhada do conector maior; o Utilizado nos casos que os pacientes só possuem os dentes anteriores, já perdeu os elementos posteriores; Grampo MDL: o Estará na mesial, na distal e na lingual, não chegando à vestibular; o Grampo bastante estético pelo fato de não possuir o braço de retenção por vestibular; o Recobre parcialmente o cíngulo e as faces mesial e distal da coroa; o A conexão neste caso deverá ser preferencialmente, dupla; o Em uma vista vestibular, as extensões se apresentarão como duas restaurações metálicas; o A estética poderá ser melhorada, até certo ponto, remontando-se, ligeiramente, os dentes artificiais adjacentes. 2. Grampos de Ação de Ponta: Entra em contato com a coroa do dente em pontos, logo vai ter ação em pontos estratégicos da coroa; Retentores extracoronários: Partes constituintes: o Grampo de Retenção; o Grampo de Oposição; o Apoio; o Corpo. Pequeno contato que mantém com a coroa; Traçado de gengival para oclusal; Alcança a zona retentiva sem cruzar a linha equatorial protética; Apenas a extremidade da ponta ativa fará contato com a coroa na zona retentiva; Ponta ativa também localizada cervicalmente ao equador protético; O desenho do equador protético varia de dente para dente; Vantagens: Mais estéticos, pois é menor, é mais “delicado”; Mais retentivos do que os circunferenciais, pois direciona toda sua força para um ou dois pontos no dente, já o circunferencial distribui em toda a circunferência do dente; Indicação: Dentes anteriores; Dentes posteriores de extremidade livre. Tipos: Grampo T: o Possui dois pontos de contato com a superfície vestibular do elemento dentário; Licenciado para - M idiane F erreira - 47904553864 - P rotegido por E duzz.com Clínica Odontológica III (Prótese Parcial Removível) – 7º Semestre – 2ª Unidade – Aula 3 – Grampos (Retentores Extracoronários) - @resumodontologia Página 5 Grampo U: o Indicação: Molares poucos retentivos e com coras clínicas curtas Grampo L: o Indicação: Canino e Pré-Molar, onde houver necessidade estética, com área retentiva na distal do dente; Grampo I: o Indicação: Canino e Pré-Molar, onde houver necessidade de estética. Grampo C: o Indicação: Canino e Pré-Molar, com área retentiva na Disto-Medial. Grampo API: o Indicação: Dentes suportes principais contíguos ao espaço protético de extremo livre bilateral. o Grampo em “i” que tem uma placa distal para ajudar a estabilizar o dente; Grampo 7: o Indicação: Caninos e pré-molares contíguos a espaços protéticos de extremo livre. Fatores de Influência: Flexibilidade do grampo: Comprimento do braço de retenção: o Quanto mais longa uma estrutura, maior sua flexibilidade. Tipo de liga: o Ao colocar a ponta do grampo na região abaixo do equador protético, consegue-se uma maior retenção; o Quanto mais localizado cervicalmente a ponta do grampo, maior a força de retenção; Licenciado para - M idiane F erreira - 47904553864 - P rotegido por E duzz.com Clínica Odontológica III (Prótese Parcial Removível) – 7º Semestre – 2ª Unidade – Aula 3 – Grampos (Retentores Extracoronários) - @resumodontologia Página 6 o Dependendo da liga metálica que se use para fazer a armação metálica da PPR precisa-se de certa retenção; o Uma liga mais “macia” precisa-se de uma retenção maior; o Nas ligas de Cromo-Cobalto, precisa- se de uma retenção pequena, próxima do equador protético, pois o CoCr é um metal muito rígido, então se colocar em uma região que tenha uma retenção maior, o paciente terá dificuldades na hora de retirar a PPR, podendo machucar durante a retirada; o Já ao se utilizar uma liga áurea (ouro), é um metal “macio”, logo precisa-se de uma maior retenção. Princípios Fundamentais: Reciprocidade: Para toda força de retenção que se aplica na superfície dentária, precisa-se de uma oposição igual para que essa resultante de forças seja igual à zero, ocorrendo um equilíbrio dinâmico, se essa resultante de forças não for igual a zero, movimenta o dente. Passividade: O grampo não deve transmitir força alguma ao dente de suporte, quando a prótese estiver assentada em seu local de função. Extensão de um grampo (graus): O grampo circunferencial abraça o elemento dental não em 360° e também não é tão curto a ponto de ser 180°, que só vai até a metade do dente, ele é aproximadamente 270° de cobertura. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: DE FIORI, Sergio Reinaldo; LOURENCAO, Antônio Roberto. Prótese parcial removível: fundamentos bioprotéticos. Pancast. TODESCAN, R., SILVA, E.E.B. da, SILVA, O J. da Atlas de prótese parcial removível. São Paulo: Santos, 1996. 345 p. IMAGENS: Apostila de Frank Kaiser Licenciado para - M idiane F erreira - 47904553864 - P rotegido por E duzz.com Clínica Odontológica III (Prótese Parcial Removível – 7º Semestre – 3ª Unidade – Aula 1 – Desenho dos Aparelhos Parciais Removíveis - @resumodontologia Página 1 Clínica Odontológica III (Prótese Parcial Removível) – 7º Semestre – 3ª Unidade – Aula 1 – Desenho dos Aparelhos Parciais Removíveis Desenho das PPRs: Sempre deve ser planejado pelo Cirurgião- Dentista, entretanto alguns profissionais apenas moldam e manda para o laboratório para lá ser feito todo o trabalho. Dessa maneira, tem- se uma chance grande de dar errado, pois o laboratório não viu o paciente e não tem vários detalhes, que quem tem é o Cirurgião-Dentista, como a situação clínica dos elementos, como mobilidade, sobre rebordo, se está flácido ou não; “A Prótese Parcial Removível desenhada sobre o modelo de gesso, sem a antecedência de um exame clínico e um diagnóstico bucal, é a melhor maneira de se praticar uma má Odontologia”. (TODESCAN, 2001) Desenhos: Antes de tudo, deve ser feito um desenho preliminar; A PPR tem duas moldagens: estudo e execução; Desenho de Estudo: o Feito sobre o modelo de estudo; o Estuda o modelo, determina algumas alterações a serem feitas no paciente, desgaste, preparo de nicho; o Estudo do caso, planejamento inicial; o Logo, estuda-se primeiro o arco do paciente, para depois fazer as alterações em boca que é chamado de “preparo de boca”, onde vai atender novamente o paciente e intervir em alguns elementos dentários para torná-los viáveis para serem pilares dos grampos da PPR; o Orienta o profissional para preparar a boca do paciente; o Posteriormente, se foram feitas alterações, o que está em boca já está diferente do modelo de estudo anterior, então será necessário fazer outra moldagem, para que esse modelo se torne um modelo de trabalho, com todas as alterações que foram confeccionadas; Desenho de execução: o Feito sobre o modelo de trabalho; o Após preparo final da boca do paciente; o Orienta o protético na construção do futuro aparelho. Ambos delineados. O protético não tem condições, através de um modelo de gesso, avaliar mobilidade dental, inserção óssea, fibromucosa flácida, condição sistêmica do paciente, entre inúmeros outros fatores; Não se deve delegar ao laboratório de prótese a função que deveria ser exercida anteriormente à confecção, pelo profissional Cirurgião-Dentista. Orientação para Desenho: Sequência a ser seguida: 1. Apoios oclusais e de cíngulo; 2. Grampos; 3. Barras ou Conectores Maiores; 4. Selas; 5. Conectores Menores. APOIOS OCLUSAIS (POSTERIORES): Adjacentes ao espaço protético: Molares: o Posição normal: Sobre as cristas marginais voltadas para este espaço; o Inclinados para o espaço protético: Na crista marginal distante do espaço protético. Pré-Molares: Adjacente ao espaço protético intercalar – apoio na crista marginal contígua; Isolamento entre 2 espaços intercalares – apoios na mesial e distal; Extremidade livre para distal – apoio na mesial; Licenciado para - M idiane F erreira - 47904553864 - P rotegido por E duzz.com Clínica Odontológica III (Prótese Parcial Removível – 7º Semestre – 3ª Unidade – Aula 1 – Desenho dos Aparelhos Parciais Removíveis - @resumodontologia Página 2 APOIOS DE CÍNGULO (ANTERIORES): Caninos e Incisivos: Apoios de cíngulos mais estéticos que os incisais; Remodelação da região com materiais apropriados; GRAMPOS Segundo elemento a ser desenhado; Grampo de retenção – normalmente por V; Podemos solucionar quase todos os casos com os grampos: T; I; Circunferenciais: o Simples; o Geminado; RPI ou API; Grampo T: Mais estético que o circunferencial; Mais retentivo que o circunferencial; Casos mandibulares em que os elementos suporte sejam: pré-molar, canino, incisivo lateral, incisivo central; Normalmente fica encoberto pelo lábio e pela linha do sorriso. Grampo I: Nos casos de ausência de pré-molares superiores, tendo como elemento principal de suporte o canino; Colocação de sua ponta ativa na face distovestibular dos caninos; Ficará encoberto pela convexidade desses elementos dentais; Circunferencial: Indicação para os dentes posteriores; Mais rijo, mais forte, menos estético. RPI ou API: Rest (apoio), proximal plate, letra “i”; Indicado para extremidade livre bilateral inferior; Placa proximal – coadjuvante na estabilização da prótese; BARRAS OU CONECTORES MAIORES: Palatinas: Contato direto com a fibromucosa; De 4 a 6 mm da gengiva marginal; Limite posterior coincidindo no limite entre palato duro e mole; Vai está justaposto ao palato; Linguais: Aliviadas da fibromucosa em pelo menos 1 mm, pois a mucosa inferior é muito delgada, logo não aguentaria um metal justaposto à mucosa; De 2 a 3 mm da gengiva marginal; Não invadir área de freio lingual e soalho de boca; Selas: Desenho de uma malha que corresponderá à parte que irá dar retenção aos dentes artificiais e à gengiva de acrílico; Todo local que não tiver dente vai ser desenhado uma sela (trabeculado); O trabeculado é feito para poder lembrar ao laboratório que vai ter que colocar acrílico e dente artificial por cima, naquela região, e precisa-se da trama, para ter assim uma retenção mecânica entre o acrílico e o metal, já que o acrílico não tem retenção química com o metal. Licenciado para - M idiane F erreira - 47904553864 - P rotegido por E duzz.com Clínica Odontológica III (Prótese Parcial Removível – 7º Semestre – 3ª Unidade – Aula 1 – Desenho dos Aparelhos Parciais Removíveis - @resumodontologia Página 3 Conectores Menores: Últimos elementos a serem desenhados; Unirão os grampos aos conectores maiores (ou barra) ou à sela; Direto: Os conectores menores diretos são localizados ao lado do espaço protético; Indireto: Os conectores menores indiretos são localizados distantes do espaço protético. Desenho das PPRs: Após o término do desenho de estudo, teremos um modelo “mapeado”, ou seja, o modelo contendo todos os desgastes ou acréscimos a serem feitos sobre os dentes remanescentes, de acordo com a via de inserção escolhida; OBSERVAÇÃO É ideal que anualmente ocorra um reembasamento da PPR (a parte acrílica). Todo rebordo vai reabsorvendo aos poucos. Anualmente, o rebordo, como teve perda de dente, vai está diferente, por ter sido reabsorvido. Logo, a parte acrílica da PPR não estará bem adaptada. Para corrigir isso repõem o volume perdido com acrílico, sendo essa técnica conhecida por reembasamento. De cinco em cinco anos a PPR deve ser trocada completamente. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: DI FIORE. Atlas de Prótese Parcial Removível - Princípios Biomecânicos e Bioprotéticos e de Oclusão. 1ª ed. Rio de Janeiro:Guanabara-Koogan. 2010. TODESCAN, R. Atlas de Prótese Parcial Removível. 1ª ed. Rio de Janeiro:Guanabara-Koogan. IMAGENS: Apostila de Frank Kaiser. Licenciado para - M idiane F erreira - 47904553864 - P rotegido por E duzz.com Clínica Odontologica III (Prótese Parcial Removível) – 7º Semestre – 3ª Unidade – Aula 2 – Moldagem em Prótese Parcial Removível - @resumodontologia Página 1 Clínica Odontológica III (Prótese Parcial Removível) – 7º Semestre – 3ª Unidade – Aula 2 – Moldagem em Prótese Parcial Removível Definições: Moldagem: A moldagem em odontologia constitui-se o procedimento clínico que tem como objetivo reproduzir, com materiais apropriados, o arco dental do paciente, com a máxima fidelidade em relação aos detalhes das superfícies dentais e seus tecidos conexos. Molde: É a reprodução negativa da área moldada, obtida através de um material de impressão. Modelo: É a cópia positiva da área moldada, obtida com o preenchimento do molde com gesso; “A não ser que o modelo sobre o qual a prótese será confeccionada seja uma réplica exata da boca, não se pode esperar que esta se adapte apropriadamente e, é claro, um modelo preciso só pode ser obtido de um molde igualmente preciso.” Miller, 1975 Obtenção de Bons Modelos: Usar materiais de qualidade, tanto para realizar a moldagem quanto para obter o modelo de gesso; Selecionar corretamente a moldeira, já que esta não pode ser muito grande ou muito pequena; Realizar a moldagem de forma correta; Se atentar quanto aos cuidados com o molde, desde sua obtenção até o momento do seu preenchimento com gesso. Materiais de Moldagem para PPR: Alginato; Siliconas: Adição; Condensação. Poliéteres; Pasta Zinco-Eugenólica; Godiva de baixa fusão (bastão); 1) ALGINATO: O alginato tem sido, modernamente, o material de eleição para a moldagem dos arcos, principalmente edentados, com finalidade de se construir PPR’s; O grau de qualidade desse material parece ter chegado bem próximo do seu patamar ideal; Os fatores que podem determinar alterações dimensionais em um molde de alginato de boa procedência estão atrelados, muito provavelmente, à não observância das orientações do fabricante quanto à manipulação correta do material. Características: Sofre sinérese e embebição; Deve-se ter cuidado com o tempo e armazenamento do molde; O gesso deve ser vazado imediatamente; Seguir as orientações para evitar alterações dimensionais. 2) SILICONAS: Adição: Exemplo: Express; Condensação: Exemplo: Zetaplus Características: Usadas principalmente quando houver preparos em elementos que também receberão coroa metalocerâmica; Possui duas consistências: o Fluida; o Densa. 3) POLIÉTERES: Deve ser usado em moldeira individual; Marca comercial: Impregum; Características: Não gera subprodutos; Vazamento em até 7 dias; Recuperação elástica completa – 100%; Hidrofílico; Possui excelente estabilidade dimensional; Média resistência ao rasgamento; Tem curto tempo de trabalho – presa rápida; Licenciado para - M idiane F erreira - 47904553864 - P rotegido por E duzz.com Clínica Odontologica III (Prótese Parcial Removível) – 7º Semestre – 3ª Unidade – Aula 2 – Moldagem em Prótese Parcial Removível - @resumodontologia Página 2 4) PASTA ZINCO-EUGENÓLICA: Marca: Lyzanda; Usada para moldagem funcional em PPR dentomucossuportada; Necessita de moldeira individual; Presa inicial de 3 a 6 minutos; Presa final de 10 minutos. 5) GODIVA DE BAIXA FUSÃO (BASTÃO): Usado para impressão do selado periférico – moldagem funcional. Moldeiras: O conjunto de moldeiras vêm com moldeiras de diversos tamanhos; Devem possuir certa rigidez; Tamanho: Deve recobrir toda a área a ser moldada; Tipo: De estoque; Individuais. Realização da Moldagem: 1. Testar as moldeiras e selecionar a que melhor se adapta; 2. Individualizar a moldeira adicionando cera nas bordas; 3. Preparar o paciente: Arco superior: o Boca na altura do cotovelo esquerdo do CD; Arco inferior: o Boca mais acima do cotovelo esquerdo do CD; Deve-se enxaguar a boca do paciente antes da moldagem para remover possíveis sujidades; Orientar o paciente de se manter descontraído e respirando pelo nariz; 4. Manipular o material: Proporcionar água e pó de acordo com o fabricante; Colocar sempre o pó sobre a água; Manipular inicialmente com movimentos lentos e depois com movimentos enérgicos até se obter uma consistência cremosa e homogênea. 5. Moldagem propriamente dita: Colocar material suficiente na moldeira – nem em excesso nem em falta; Untar os lábios do paciente com vaselina; Introduzir a moldeira em na boca do paciente pela diagonal e depois centralizar; Realizar o aprofundamento da moldeira, afastar os lábios e mandar o paciente colocar a língua para cima; Esperar o tempo de presa com o CD e paciente imóveis; Remover o molde (romper o fecho periférico movimentando o lábio e injetando ar)