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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PIAUÍ 
CURSO: BACHARELADO EM FISIOTERAPIA 
DISCIPLINA: SAÚDE PÚBLICA E LEGISLAÇÃO DO SUS
DOCENTE: MICHELLE TORRES
POLÍTICA
NACIONAL DE
ATENÇÃO
INTEGRAL À
SAÚDE DA MULHER 
DISCENTES: MARIA EUGÊNIA RIBEIRO CAMPELO E
VITÓRIA MARIA BATISTA PINHEIRO 
ELABORAÇÃO DA
POLÍTICA
O ministério da saúde, considerando que a
saúde da mulher é de grande importância,
elaborou o documento “Política Nacional de
Atenção Integrada à Saúde da Mulher”
Este documento incorpora, num enfoque de
gênero, a integralidade e a promoção à saúde
Elaborada em 2004
As mulheres são a maioria da população
brasileira e as que mais utilizam o SUS
As mulheres vivem mais do que homens, porém
adoecem mais frequentemente
A vulnerabilidade feminina frente a certas
doenças e causas de morte está mais
relacionada com a situação de discriminação
na sociedade do que fatores biológicos
O documento busca compreender o padrão de
saúde das mulheres no Brasil
Propõe humanização e qualidade no
atendimento
APRESENTAÇÃO
SAÚDE DA MULHER E O
ENFOQUE DE GÊNERO
A saúde da mulher pode ser entendida em duas
perspectivas: uma mais restrita, focada na biologia e
na reprodução e outra mais ampla, que integra
direitos humanos e questões sociais
Historicamente, a saúde da mulher foi muitas vezes
limitada à maternidade e à função reprodutiva
A saúde da mulher pode ser entendida em duas
perspectivas: uma mais restrita, focada na biologia e
na reprodução e outra mais ampla, que integra
direitos humanos e questões sociais
Historicamente, a saúde da mulher foi muitas vezes
limitada à maternidade e à função reprodutiva
No Brasil, a saúde da mulher foi incorporada ás políticas
nacionais de saúde nas primeiras décadas do século XX,
sendo limitada ás demandas relativas à gravidez e ao
parto
Em 1984, o Ministério da Saúde elaborou o Programa de
Assistência à Saúde da Mulher (PAISM)
Princípios da PAISM: descentralização, hierarquização 
integralidade, equidade da atenção e regionalização dos
serviços 
No Brasil, a saúde da mulher foi incorporada ás políticas
nacionais de saúde nas primeiras décadas do século XX,
sendo limitada ás demandas relativas à gravidez e ao
parto
Em 1984, o Ministério da Saúde elaborou o Programa de
Assistência à Saúde da Mulher (PAISM)
Princípios da PAISM: descentralização, hierarquização 
integralidade, equidade da atenção e regionalização dos
serviços 
EVOLUÇÃO DAS POLÍTICAS DE
ATENÇÃO Á SAÙDE DA MULHER
EVOLUÇÃO DAS POLÍTICAS DE
ATENÇÃO Á SAÙDE DA MULHER
BREVE DIAGNÓSTICO
DA SAÚDE DA MULHER
NO BRASIL:
As principais causas de mortalidade materna são todas
evitáveis
Apesar do aumento do número de consultas pré-natal, a
qualidade dessa assistência é precária 
A atenção no puerpério ainda não está consolidada nos
serviços de saúde
Práticas adequadas para uma boa assistência ao trabalho
de parto não são utilizadas
Intervenções desnecessárias - violência obstétrica,
prática abusiva da cesariana
As principais causas de mortalidade materna são todas
evitáveis
Apesar do aumento do número de consultas pré-natal, a
qualidade dessa assistência é precária 
A atenção no puerpério ainda não está consolidada nos
serviços de saúde
Práticas adequadas para uma boa assistência ao trabalho
de parto não são utilizadas
Intervenções desnecessárias - violência obstétrica,
prática abusiva da cesariana
MORTALIDADE MATERNA E
PRECARIDADE DA ATENÇÃO
OBSTÉTRICA
MORTALIDADE MATERNA E
PRECARIDADE DA ATENÇÃO
OBSTÉTRICA
PRECARIDADE DA ASSISTÊNCIA
EM ANTICONCEPÇÃO
NOAS-SUS 2001 define que as ações de
planejamento familiar fazem parte da atenção
básica 
A norma reforça que, como parte do cuidado
integral à saúde, essas ações devem garantir o
direito à anticoncepção. Isso envolve:
-Disponibilização de métodos contraceptivos
-Orientação e educação em saúde
-Atenção ao planejamento reprodutivo
NOAS-SUS 2001 define que as ações de
planejamento familiar fazem parte da atenção
básica 
A norma reforça que, como parte do cuidado
integral à saúde, essas ações devem garantir o
direito à anticoncepção. Isso envolve:
-Disponibilização de métodos contraceptivos
-Orientação e educação em saúde
-Atenção ao planejamento reprodutivo
VIOLÊCIA DOMÉSTICA E SEXUAL
A violência sexual é um dos principais indicadores da
discriminação de gênero contra a mulher e é um grave
problema de saúde pública
Entre mulheres agredidas são relatados problemas de saúde:
dores ou desconforto severo, problemas de concetração e
tontura
Nesse grupo também é comum tentativas de suicídio e maior
frequência do uso do álcool
SAÚDE DAS MULHERES
ADOLESCENTES
A adolescência é marcada por um rápido crescimento e
desenvolvimento do corpo, da mente e das relações sociais. 
O crescimento físico é acompanhado de perto pela maturação
sexual
 Exposição à maternidade precoce
SAÚDE DA MULHER NO
CLIMATÉRIO MENOPAUSA
Climatério é a fase de transição entre o período reprodutivo e o não
reprodutivo da vida da mulher, estendendo-se até os 65 anos de idade
Menopausa corresponde ao último período menstrual,
A maioria das mulheres passa por ela sem apresentar queixas e sem
necessitar de medicamentos. Outras apresentam sintomas de intensidade
variável e que são, geralmente, transitórios.
O aumento da expectativa de vida - necessidade da adoção de medidas
visando à obtenção de melhor qualidade de vida durante e após o
climatério
As mulheres sofrem duplamente com as conseqüências dos
transtornos mentais, dadas as condições sociais, culturais e
econômicas em que vivem
As mulheres ganham menos, estão concentradas em profissões
mais desvalorizadas, têm menor acesso aos espaços de decisão
no mundo político e econômico, sofrem mais violência
(doméstica, física, sexual e emocional), vivem dupla e tripla
jornada de trabalho e são as mais penalizadas com o
sucateamento de serviços e políticas sociais
SAÚDE MENTAL E GÊNERO
Doenças crônico-degenerativas estão entre as principais causas de
morte na população feminina.
No mundo, o câncer de mama situa-se entre as primeiras causas de morte
por câncer em mulheres.
O câncer de mama é diagnosticado tardiamente em cerca de 60% dos
casos,
O câncer de colo, diferentemente do câncer de mama, pode ser prevenido
com medidas de fácil execução e de baixo custo
Não basta introduzir a oferta dos exames preventivos na rede básica. É
preciso mobilizar as mulheres mais vulneráveis a comparecem aos
postos de saúde
Prevenção, diagnóstico precoce e tratamento
Doenças Crônico-Degenerativas
e Câncer Ginecológico
SAÚDE DAS MULHERES LÉSBICAS
O V Seminário Nacional de Mulheres Lésbicas,
realizado em junho de 2003
A agenda de necessidades de saúde desse grupo
populacional diz respeito:
Atendimento na área da ginecologia
 Não se sentem mobilizadas para sua
prevenção de câncer de colo de útero.
violência contra a mulher não abordam as
especificidades das mulheres lésbicas.
Saúde das Mulheres Negras
Mulheres negras têm menor acesso aos serviços de
saúde de boa qualidade, resultando em um maior
risco de contrair e morrer de determinadas doenças
do que as mulheres brancas. 
Indicadores de saúde que consideram raça/etnia são
necessários para que se possa avaliar a qualidade de vida de
grupos populacionais, de que e como adoecem e de que
morrem.
Mulheres negras tem maior incidência de diabetes
tipo II, miomas, hipertensão arterial e anemia
falciforme.
A atenção à saúde da mulher dos povos indígenas tem
como programas e estratégias prioritárias:
Assistência pré-natal;
Prevenção do câncer de colo de útero;
Prevenção de ISTs dentre outras;
Orientar e ofertar acesso ao planejamento familiar;
São ainda insuficientes os dados epidemiológicos
disponíveis para avaliação dos problemas de saúde da
população de mulheres e adolescentes indígenas.
Saúde das Mulheres Indígenas
Saúde das Mulheres Residentes
e Trabalhadoras na Área Rural
As condições de saúde da população rural são
impactadas pelo trabalho sazonal, mobilidade, pobreza,
violência e desigualdades de gênero, aumentandoa
vulnerabilidade a doenças.
Ocorrência de 21% de partos domiciliares realizados
por parteiras e 3% de partos assistidos por familiares
ou outros na área rural.
A exposição aos agrotóxicos, constitui-se em uma das
especificidades relacionadas aos agravos de saúde da
população rural.
A população presidiária enfrenta altos riscos à saúde
devido:
Condições precárias de higiene e habitação.
Acesso limitado a serviços de saúde
 Prevalência de doenças infecciosas , transtornos
mentais, hipertensão e diabetes, além de traumas e
outras enfermidades comuns.
Saúde da Mulher em
Situação de Prisão
Humanização e Qualidade:
Necessárias no cuidado à saúde integral.
Reconhecimento e respeito aos direitos humanos das mulheres.
Valorização das experiências e especificidades das usuárias.
Aspectos Essenciais:
Acesso universal e organização eficiente dos serviços de saúde.
Capacitação técnica e humanizada dos profissionais.
Uso adequado de recursos tecnológicos com segurança.
Participação ativa da usuária nos processos de cuidado.
Humanização e Qualidade: Princípios
para uma Política de Atenção Integral à
Saúde da Mulher
Promoção, proteção, assistência e recuperação em todos os
níveis do SUS.
Acesso universal e equitativo.
Atendimento humanizado;
Ampliação do foco além da saúde sexual e reprodutiva.
Parcerias com setores governamentais (justiça, educação,
trabalho) e não governamentais.
Diretrizes da Política Nacional de
Atenção Integral à Saúde da Mulher
1. Promoção e Garantia de Direitos;
2. Redução de Morbidade e Mortalidade;
3. Qualificação e Humanização
Objetivos da Política Nacional
de Saúde da Mulher
 Centro de Referência Estadual de
Atenção à Mulher em Situação de
Violência Francisca Trindade 
Foco no atendimento a
mulheres em situação de
violência.
Centros especializados em saúde
da mulher em Teresina
Clínica de Ginecologia do
Hospital São Marcos
Especialidades como
ginecologia, mastologia e
exames diagnósticos
avançados. 
Centros especializados em saúde
da mulher em Teresina
Hospital Municipal da Mulher
Ginecologia, mastologia,
oncologia diagnóstica,
reprodução assistida e
assistência psicológica.
Em construção
Sesc- Projeto Saúde Mulher
Unidade Móvel que realiza
exames gratuitos de
mamografia e citologia, nos
bairros de Teresina
HORA DE PRATICAR 
1- A PNAISM busca garantir o cuidado à saúde da mulher com base em qual princípio?** 
 a) Exclusividade 
 b) Integralidade 
 c) Regionalismo 
 d) Segmentação 
 
2-Em que ano a PNAISM foi implementada?
 a) 1988 
 b) 2004 
 c) 1996 
 d) 2010 
 
3-Qual serviço está incluído na atenção integral à saúde da mulher?
 a) Assistência durante o pré-natal 
 b) Atendimento exclusivo para doenças infecciosas 
 c) Exames apenas para mulheres acima de 60 anos 
 d) Atendimento limitado a emergências 
 
 
4-A PNAISM visa promover a saúde da mulher considerando:
 a) Apenas fatores biológicos 
 b) Apenas questões reprodutivas 
 c) Fatores biológicos, sociais e culturais 
 d) Apenas o período gestacional 
 
5-Qual desses grupos é contemplado pela PNAISM?
 a) Apenas gestantes 
 b) Mulheres em todas as fases da vida 
 c) Mulheres acima de 50 anos 
 d) Apenas mulheres em idade fértil 
 
Referências:Referências:
BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Atenção
Integral à Saúde da Mulher: princípios e diretrizes. Brasília:
Ministério da Saúde, 2004. Disponível em:
https://bvsms.saude.gov.br. Acesso em: 02 dez. 2024.
BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Atenção
Integral à Saúde da Mulher: princípios e diretrizes. Brasília:
Ministério da Saúde, 2004. Disponível em:
https://bvsms.saude.gov.br. Acesso em: 02 dez. 2024.
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