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COORDENAÇÃO: PROFESSOR 
THIAGO GUERREIRO. 
PROFº: RICARDO SOUZA.
COORDENAÇÃO:
PROFESSOR DANIEL PERDIGÃO.
PROFº: RICARDO SOUZA & VINÍCIUS AMANAJÁS.
COORDENAÇÃO:
PROFESSOR DANIEL PERDIGÃO.
TOMOGRAFIA
COMPUTADORIZADA.
COORDENAÇÃO:
PROFESSOR DANIEL PERDIGÃO.
APOSTILA 01. 
O QUE É TOMOGRAFIA?
TOMO = partes: grafia = estudo, ou seja, tomografia é o estudo da anatomia do corpo ou de parte dele (membros, tórax, abdome, crânio, etc) de maneira seccional (como fatias do corpo). A TC foi introduzida na prática médica a partir dos anos 70, revolucionando o diagnóstico médico por imagem, o que rendeu a outorga do prêmio Nobel de medicina a Godsfrey Hounsfield e Alan Cormack, idealizadores da TC.
Princípios Físicos: A TC se utiliza dos princípios físicos dos raios-x, descobertos por Roentgen em 1895, incorporando a moderna tecnologia nas fases de detecção de radiação e reconstrução de imagens.
A ESCALA DE HOUNSFIELD
É composta de valores que vão de -1000, passando pelo valor 0 (zero) até +1000. Cada valor é representado como “UH” = Unidades Hounsfield.
· OBS: metais, por sua elevada densidade, podem apresentar números além de +1000, como por exemplo: a densidade de projéteis (aproximadamente +2373 UH)
Os materiais que possuem densidade menor que a da água (H2O), assumem valores negativos (-). Por sua vez, os de maior densidade que a água, assumem valores positivos (+) na escala.
0 UH
+1000 UH
-1000 UH
H2O
Materiais de maior densidade:
OSSOS, Ba, I e METAIS.
Materiais de menor densidade:
AR, CO2 e outros gases.
Materiais que assumem valores positivos (+), apresentam-se em BRANCO nas imagens de TC;
Materiais que assumem valores negativos (-), apresentam-se em PRETO nas imagens de TC;
Materiais de densidade intermediária (característica de tecidos moles) apresentam-se em TONS de CINZA nas imagens de TC.
· OBS: As variações dos tons de cinza ocorrem no sentido de menor densidade para a maior, ou seja, do preto para o branco, de acordo com o aumento da densidade. 
BRANCO
PRETO
· OBS: Algumas substâncias mais fluidas ou líquidas podem aparecer com um sinal semelhante ao sinal de osso, por exemplo, devido a sua composição ser de elevada densidade, como é o caso do SANGUE estático, dentro de uma cavidade ou adjacente a um órgão ou meios de contraste como o IODADO.
OUTROS FATORES TÉCNICOS.
 A escala de HOUNSFIELD é uma representação numérica em Tomografia computadorizada das densidades das estruturas ou materiais.
	MATERIAL / TECIDO
	UNIDADE HOUSFIELD “UH”
	ESCALA DE CORES
	OSSO DENSO
	300 A 1000
	BRANCO
	OSSO NORMAL
	100 A 200
	CINZA MUITO CLARO
	FÍGADO
	60
	CINZA CLARO/MÉDIO
	PÂNCREAS
	50
	CINZA CLARO/MÉDIO
	PARÊNQUIMA CEREBRAL
	35
	CINZA CLARO/MÉDIO
	MÚSCULO
	20
	CINZA MÉDIO
	H20
	0
	CINZA MÉDIO
	GORDURA
	-60 A -100
	CINZA ESCURO
	PULMÓES
	-500 A -800
	CINZA MUITO ESCURO
	AR
	-1000
	PRETO
· OBS: A água é dada como referencial de calibração, assumindo um valor ZERO na escala de Hounsfield. Estas densidades são lidas em diversos pontos de uma matriz, sendo cada ponto denominado PIXEL, que é bidimensional.
· A profundidade deste PIXEL é determinada pela espessura do corte, conhecida por VOXEL, que é o volume tridimensional da imagem.2-D
3-D
Ar
Osso
Tecidos moles
TERMOS UTILIZADOS EM TC.
Atenuação: é característica que certos tecidos ou materiais apresentam em relação ao raio que os atravessam, ou seja, certos materiais possuem diferentes densidades, que serão interpretados pelos detectores.
Nas estruturas muito densas com os OSSOS, temos uma hiperatenuação do feixe de raios-x e menor quantidade de radiação atinge as câmaras de detecção, essas estruturas hiperatenuantes são apresentadas em branco nas imagens de TC. 
Estruturas pouco densas como o AR provocam hipoatenuação no feixe de raios-x, sendo denominadas: hipoatenuantes e são apresentadas em preto nas imagens de TC. 
Os tecidos e partes moles têm atenuação intermediária, sendo representados em diferentes tons de cinza, do preto para o branco, proporcionalmente ao aumento da atenuação.
As imagens de TC são apresentadas em um plano transversal ao objeto, a partir da análise computadorizada dos valores de atenuação obtidos durante o giro de 360° do feixe de raios –x em torno do objeto, concomitantemente ao giro sincronizado das câmaras de detecção de radiação. Nos tomógrafos do fabricante Siemens, a ampola de raios-x gira 360° no sentido horário.
EVOLUÇÃO DOS SISTEMAS TOMOGRÁFICOS.
SCANNERS DE 1ª e 2ª GERAÇÕES:
Possuíam 01ou 02 detectores, giro do tubo de raios-x de 180º e levavam muito tempo para adquirirem informações para a formação de uma imagem. Os de 2ª geração possuíam de 30 ou mais detectores, porém, levava até 10 minutos para um exame de 40 cortes.
SCANNERS DE 3ª GERAÇÃO:
Possuíam um arranjo de até 852 detectores opostos ao tubo de raios-x com giro sincronizado ao tubo.
SCANNERS DE 4ª GERAÇÃO:
Possuem um anel de até 4.800 detectores, que circunda totalmente o paciente.
SCANNERS DE 5º GERAÇÃO:
São semelhantes aos de 4ª, porém apresentam uma característica diferente: o movimento contínuo da mesa de exames e rotação também contínua do tubo de raios-x, daí o termo “HELICOIDAL”. Utilizam detectores de 3ª e 4ª gerações. Ainda nesta geração, conhecemos tecnologias como os tomógrafos helicoidais multi-corte (Mult Slice), caracterizados pela presença de 04 bancos de detectores, realizando 04 cortes simultaneamente em um único giro do tubo de raios-x (aquisição de 04 imagens). 
· OBS: Além dos detectores sólidos comumente usados nos sistemas tomográficos, temos ainda os detectores a gás ou ionização a gás.
O tubo de raios-x da Tomografia computadorizada é similar aos de equipamentos de raios-x convencionais, porém a diferença consiste na posição que assume, anulando o EFEITO ANÒDICO.
Os detectores são responsáveis pela captação dos raios-x que conseguem ultrapassar o corpo do paciente. Os detectores ou bancos de detectores são apresentados aqui com as seguintes características:
A) Câmaras de ionização: Formados por várias câmaras de gás XENÔNIO, que ao interagirem com o feixe de raios-x, sofrem ionização, gerando uma corrente elétrica (sinal elétrico) que ao ser captado pelo sistema e interpretado por cálculos matemáticos (Análise bidimensional de FOURIER – tempo e espaço) produzem a imagem.
B) Cristais luminescentes: São pequenas câmaras fotomultiplicadoras que ao interagirem com o feixes de raios-x, amplificam o sinal, transformando-o em corrente elétrica que, também será interpretada pelos cálculos matemáticos no computador. 
· OBS: Os cristais luminescentes são mais utilizados, devido a sua eficiência, estabilidade e velocidade.
 A TC convencional caracteriza-se pelo andamento da mesa de exames e um giro do tubo de raios-x ao redor da área de interesse no exame (giro de 360º), realizando cortes. Já no sistema HELICOIDAL, caracteriza-se pela movimentação contínua do tubo de raios-x e detectores e o andamento também contínuo da mesa de raios-x.
A TC HELICOIDAL reduziu o tempo de exames e garantiu a análise de estruturas com maior eficácia.
OUTROS CONCEITOS IMPORTANTES:
A) Fator “Pitch”: é a relação entre o deslocamento da mesa de exames (incremento) dividido pela espessura do corte (espessura do feixe de raios-x). 
· Quanto maior for esta relação, mais rápida será a aquisição e uma maior área será estudada. Porém a qualidade das imagens será inferior
· Quanto menor for esta relação, melhor será a qualidade e maior será o tempo de exposição e uma área menor de aquisição.
OBS: A capacidade de dissipação de calor pelo equipamento influencia na realização do exame, assim como o PITCH;
Na TC MULTSLICE, o sistema helicoidal utiliza múltiplos conjuntos de anéis detectores (64 anéis ou mais), permitindo uma aquisição simultânea de vários cortes (imagens) menores que 1mm e um tempo de exame menor que 1 seg.
Um grande momento na evolução da TC é a possibilidade de se estudar o coração pelo sincronismo com seus movimentos de contração(Sístole & Diástole), eliminando a formação de ARTEFATOS DE MOVIMENTAÇÃO.
· OBS: ARTEFATOS: Imagens não originárias das estruturas do corpo do paciente, caracterizadas por movimentação, meios de contrastes, processamento da TC ou falta de calibração do sistema (imagens circulares). 
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CALIBRAÇÃO: É o processo que pode mensurar o AR realizar testes com os FANTOMAS (phantons). Realiza variações da intensidade do feixe de raios-x ou da resposta dos detectores para obter homogeneidade no campo de visão e precisão no número de TC.
CONHECENDO OS EQUIPAMENTOS E ACESSÓRIOS USADOS EM TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA.
· O TOMÓGRAFO constitui-se basicamente dos seguintes componentes: GANTRY, MESA DE EXAMES, WORK STATION (CONSOLE) e ACESSÒRIOS gerais.
· O GANTRY, também chamado de PÒRTICO, é o componente onde encontramos o TUBO de RAIOS-X, BANCO de DETECTORES e toda a arquitetura responsável por seu funcionamento. 
 GANTRY			 
· OBS: O Tubo de raios-x realiza um giro de 360º, sentido horário em torno da mesa de exames.
O GANTRY pode realizar angulações para a realização de determinados exames, com a finalidade de permitir que os raios-x tangenciem determinadas estruturas ou planos, como a LOM, LSOM, LIOM, PMC (plano médio coronal), ESPAÇO INTERVERTEBRAL e etc.
Tal angulação pode ser do tipo POSITIVA (+) ou NEGATIVA (-), como mostrado na figura abaixo:
MESA DE EXAMES: É o componente usado para a acomodação e posicionamento do paciente para a realização de exames em TOMOGRAFIA. Apresenta-se nos tipos: fixa e móvel, podendo realizar movimentações do tipo: sobe e desce, movimentação no sentido de entrar e sair do Gantry e em casos de pane ou outras situações, apresenta um dispositivo que a libera para saída rápida do paciente do Gantry.
 
WORK STATION (console): É o local onde se visualiza a obtenção da imagem, gerenciamento do andamento do exame e manipulação do mesmo.
O console constitui-se de COMPUTADORES, MONITOR(ES), PERIFÉRICOS como MOUSE, TECLADO, SISTEMA DE INTERFONE, IMPRESSORA e etc. 
· OBS: O CONSOLE NÃO DEVE FICAR NO MESMO AMBIENTE ONDE SE ENCONTRA O GANTRY (SALA DE EXAMES), DEVIDO A QUANTIDADE DE RAIOS-X EMITIDOS DURANTE O GIRO DO TUBO NA HORA DO EXAME.
ACESSÓRIOS GERAIS: São aqueles usados para melhorar a posição do paciente ou estrutura a ser estudada, como os suportes de cabeça e de braços, flexores de joelhos e faixas de contenção de crânio e membros e acolchoados.
O AMBIENTE DE UM SERVIÇO DE TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA.
MEIOS DE CONTRASTE EM TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA.
Os meios de contraste são substâncias químicas que podem realçar estruturas que precisam de maior detalhamento ou definição da mesma.
Os meios de contraste mais utilizados em TC são:
· OS POSITIVOS E OS NEGATIVOS.
Os Positivos, também chamados de Radiopacos, por possuírem elevada densidade, geram sinal positivo, ou seja, estão do lado POSITIVO da escala de HOUNSFIELD.
EX: IODO ( 53I127 ), BÀRIO ( 56Ba137).
(-)(+) = MEIOS DE CONTRASTE / DENSIDADE ELEVADA.
Os negativos, também chamados de Radiotransparentes, por possuírem baixa densidade, geram sinal negativo, ou seja, estão do lado NEGATIVO da escala de HOUNSFIELD.
EX: OXIGÊNIO E DIÓXIDO DE CARBONO ( CO2 ).					 (+)(-) = AR / GASES EM GERAL DENSIDADE BAIXA.
· OBS: O meio de contraste (sulfato de Bário) em ENEMA BARITADO por TC tem sido contestado pelas autoridades da imagem, pois por possuir uma densidade maior que a do IODO, juntamente com os movimentos peristálticos do intestino grosso, gera imagens com artefatos de movimentação.
O meio de contraste Iodado pode ser do tipo IÔNICO ou NÃO IÔNICO. Portanto, devemos tomar todas as precauções quanto ao uso destas substâncias, pois algumas vezes, podem provocar reações, desde leves até mesmo mais graves, podendo levar o paciente ao óbito. 
O meio de contraste iodado do tipo IÔNICO, por sofrer dissociação (quebra na sua composição), torna-se um agente que pode promover mais reações adversas.
Um elemento químico característico das formulações iônicas é a presença de Sódio (Na) e a Meglumina.
O meio de contraste iodado do tipo NÃO IÔNICO, por não sofrer dissociação, permanece intacto, sendo considerado mais brando, seguro e bem tolerado.
Um elemento químico característico das formulações não iônicas é, por exemplo a GLICOSE.
XY						x+ , y-
XY			 			XY
 
A maioria dos exames de TC podem ser realizados em duas fases:
· 1ª fase sem contraste, uma TC simples antes da 2ª fase;
· 2ª fase com uso de agente de contraste, para realçar as imagens.
a) Área de um tumor, delimitada por meio de contraste.
Tais substâncias podem ser administradas por via:
· ORAL, para estudo do abdome superior, inferior e pelve;
· ENDOVENOSA, para estudo do corpo inteiro;
OBS: Nunca injetar sulfato de Bário por via endovenosa!
	
· OBS: Devido aos riscos causados pelo uso de meios de contraste venoso (iodado), a equipe deve ter um plano de atendimento, desde acompanhamento constante do paciente no pós-injeção, até um planejamento de ressuscitação ou remoção em casos graves.
SUGESTÕES DE LITERATURAS PARA O CURSO DE CAPACITAÇÃO, APERFEIÇOAMENTO E ESPECIALIZAÇÃO EM TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA.
· TÉCNICA E PRÁTICA NA TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA CLÍNICA.
SUZANNE HENWWOD.
EDITORA: GUANABARA & KOOGAN.
· TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA: PRINCÍPIOS FÍSICOS E APLICAÇÕES.
PROF. ALEXANDRE ARAÚJO.
EDITORA: CORPUS.
· ENFERMAGEM NAS UNIDADES DE DIAGNÓSTICO POR IMAGEM.
LÚCIA YURICO.
· GUIA PRÁTICO DE TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA.
LÚCIA MAYERHOFF.
· TRATADO DE TÉCNICA RADIOLOGICA E BASE ANATÔMICA 5ª, 6ª e 7ª EDIÇÕES.
KENNETH L. BONTRAGER.
TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA – MANUAL PRÁTICO
ALMIR INÁCIO DA NÓBREGA – ED. DIFUSÃO.
· SITES RECOMENDADOS:
www.radiology.com.br
www.playmagen.com.br
estudoxradmed.blogspot.com
ESPECIALIZAÇÃO, CAPACITAÇÃO TÉCNICA E CURSOS LIVRES EM TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA - PROFº RICARDO SOUZA.
E-mail: snapbio@gmail.com
Face: Ricardo Souza.
Youtube: Aula de radiologia
BELÉM-PARÁ. 
 BELÉM / PA.12
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