Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

Reservatório Inferior
• Criação do pavimento para o fundo da cisterna e alteração da altura do 
pavimento Baldrame
• Para criar o pavimento em que será lançada a laje de fundo da cisterna, 
basta clicar com o botão direito do mouse sobre o pavimento Baldrame e 
selecionar a opção Inserir pavimento – Abaixo.
• Na janela que abrirá, o nome do novo pavimento será definido como sendo 
“Fundo da cisterna” e será adotada para este pavimento uma altura de 
100cm.
• Para maiores informações sobre a inserção de pavimentos em projetos já 
definidos sugere-se o artigo Inserindo novos pavimentos após a criação do 
projeto.
• Após criar o pavimento para o fundo da cisterna, deve-se ainda alterar a 
altura do pavimento Baldrame, já que este foi lançado inicialmente com 
uma altura de 80cm e a cisterna terá uma altura de 3,00m. Para isso, basta 
alterar o item “Altura” do pavimento Baldrame.
http://faq.altoqi.com.br/content/110/22/pt-br/inserindo-novos-pavimentos-ap%F3s-a-cria%E7%E3o-do-projeto.html?highlight=inserindo novos pavimen
• Lançando as paredes
• Tendo definido a arquitetura do projeto e tendo previsto a posição da 
cisterna, pode-se iniciar o lançamento da mesma, o qual deve 
começar pelas paredes que compõem seu contorno. Para o presente 
exemplo, tem-se a seguinte arquitetura:
• Para lançar as paredes, deve-se executar o comando Elementos –
Reservatórios – Adicionar parede. No diálogo, deve-se definir a 
largura da parede no campo “Largura” e associa-la a um reservatório, 
por exemplo RES1. Assim, será definida a largura da parede como 
sendo 15cm, podendo-se clicar, em seguida, no botão ao lado do 
campo chamado “Reservatório”, para associar o reservatório e definir 
o nível de água.
• Neste exemplo será considerado um nível de água de 2,7m, que 
corresponde a altura do reservatório (3,0m) menos 30cm (diferença 
de nível entre o topo da parede e a lâmina d’água).
• Desse modo, seleciona-se a câmara default existente e clica-se no botão Na 
janela “Câmara”, será definida uma elevação de -30cm, para que a altura 
seja alterada automaticamente, passando a ter 2,70m. Pode-se clicar, 
então, em “OK” nas janelas que estão abertas para dar início ao 
lançamento da parede no croqui. Lançada a primeira parede, deve-se 
repetir estes procedimentos para que sejam efetuados os lançamentos das 
demais paredes. Ao final desta etapa, teremos o seguinte croqui:
• Antes de copiar as paredes para o pavimento “Fundo da cisterna”, 
será lançada uma abertura para visita localizada nos cantos do 
reservatório. Neste exemplo, esta visita será lançada através de uma 
abertura de 80 x 80cm localizada junto ao canto superior direito da 
cisterna, cujo contorno será definido por barras sem rigidez.
• Para isso, deve-se executar o comando Elementos – Barras –
Adicionar barra e lançar as barras nas posições desejadas. Para o 
presente exemplo, ter-se-á:
• O lançamento das barras que definem a abertura para visita da cisterna 
pode ser feito utilizando-se a ferramenta de captura ponto relativo. Com 
isso, seleciona-se como ponto de referência o nó no cruzamento das 
paredes do canto superior direito da cisterna e prossegue-se informando 
ao programa as coordenadas relativas dos pontos necessários ao 
lançamento da barra vertical (@-87.5,0) e da barra horizontal (@0,-87.5).
• Feito isso, vamos renumerar as paredes, para que possam ser copiadas 
para o pavimento inferior. Dessa forma, executa-se o comando Elementos –
Reservatórios – Paredes – Renumerar, podendo observar, em seguida, que 
as paredes são renumeradas. Para copiar as paredes para um outro 
pavimento, utiliza-se o comando Elementos – Reservatórios – Paredes –
Copiar para outros pavimentos. Com isso, deve ser aberta uma janela de 
seleção que englobe todas as paredes da cisterna, para que todas sejam 
copiadas simultaneamente. No diálogo, será selecionado como “Destino” o 
pavimento para onde as paredes serão copiadas, que neste caso é o 
pavimento “Fundo da cisterna”. Ao concluir o comando, pode-se acessar a 
janela de projeto e abrir o croqui deste pavimento, para verificar a cópia 
das paredes neste pavimento:
• Lançamento da laje de fundo da cisterna
• A laje de fundo do reservatório compreende uma laje apoiada diretamente no 
solo, cujo lançamento é feito através do comando Elementos – Reservatórios –
Adicionar laje. Como a laje já está definida na parte inferior do reservatório RES1, 
o programa já considera a carga de água, correspondente a 2700kgf/m2, definida 
através da elevação do nível da água no momento da criação do reservatório. 
Com isso, deve-se marcar a opção “Laje apoiada no solo”, no grupo Solo, e definir 
as características do solo de suporte, que são provenientes de estudos 
geotécnicos, variando para cada obra. Para o exemplo deste artigo, será adotado 
para o coeficiente de recalque vertical o valor de 2000tf/m3 e para o coeficiente 
de deslocamento vertical o valor de 0.01tf/m3. Feitas estas definições, é lançada a 
laje.
• Lançamento da laje da tampa
• O lançamento da laje da tampa do reservatório segue os mesmos procedimentos 
realizados anteriormente para o lançamento da laje de fundo. Assim, estando 
com o croqui do pavimento Baldrame aberto, será executado o 
comando Elementos – Reservatórios – Adicionar laje. Para esta laje, teremos os 
seguintes dados:
• Definindo vínculos
• Os vínculos adotados para reservatórios no Eberick podem ser do tipo parede x parede, parede x 
laje e laje x laje, conforme a conveniência de cada estrutura.
• Para o presente exemplo, as ligações “parede x parede” e “parede x laje do fundo” serão 
engastadas, enquanto que a ligação “parede x laje de tampa” será rotulada. No Eberick, tanto as 
paredes quanto as lajes apoiadas no solo, por default, já estão engastadas, por isso não será 
necessário engastar a laje de fundo da cisterna às paredes. A laje de tampa, também por default, 
já está liberada, assim também não será necessário alterar sua vinculação.
• Inserindo a carga de empuxo
• Para o caso de cisternas (reservatórios enterrados), além da carga de água deve ser considerada 
também uma carga proveniente do empuxo que o solo exerce no entorno da mesma. A fim de 
considerar este empuxo, será selecionada uma das paredes lançadas anteriormente e inseridas as 
informações referentes a esta carga. Para isso, clica-se no botão “Lançar” ao lado do item 
“Empuxo”. No diálogo, é possível configurar dados do empuxo e do solo, além da existência de 
outras cargas distribuídas e concentradas atuantes sobre o solo (sendo estas últimas definidas na 
aba “Cargas”).
• Na aba “Empuxo”, define-se a geometria do empuxo, as características do solo e a consideração 
ou não de um nível de água (água do lençol freático). A elevação do solo consiste na diferença 
entre o topo da camada de solo e o nível do pavimento. Assim, caso seja lançada uma elevação de 
0cm, o programa interpretará que existe solo ao longo de toda a altura da parede compreendida 
entre o pavimento de topo e o pavimento imediatamente inferior.
• Para o exemplo, consideraremos a existência do solo ao longo de todo 
o pavimento (a elevação será, portanto, igual a zero).
• Caso seja necessário considerar um nível de água no solo, deve-se 
marcar o item “Presença de NA” e definir a elevação da água (altura 
de água a ser considerada) e o peso específico submerso (peso 
específico do solo na presença de água).
• Realizadas as devidas definições, pode-se fechar o diálogo e copiar 
estes dados para os demais elementos da cisterna. Para isso, executa-
se o comando Elementos – Copiar dados. O elemento de referência 
deverá ser a parede em que os dados foram inseridos anteriormente 
e os elementos de destino serão todas as demais paredes já lançadas.
• Finalizados estes procedimentos, através do pórtico 3D pode-se 
visualizar a cisterna lançada, conforme ilustrado na figura.
Fundação
• Dimensionamento – Sapatas
• Em destaque na figura abaixo seguem as principais configurações 
deste menu:
• Solo
• Osparâmetros definidos no item “Solo” não são utilizados apenas no dimensionamento de sapatas mas também são utilizados no 
dimensionamento de muros e tubulões.
• - Tipo do solo: Nesta opção é possível escolher entre os tipos de solo “Arenoso” e “Coesivo. De acordo com o tipo de solo no qual a 
sapata é assentada a verificação ao deslizamento varia. Para obter mais informações acesse o artigo Verificação de sapatas ao 
tombamento e deslizamento.
• - Pressão admissível: Este item configura o valor da pressão admissível na camada do solo onde serão executadas as fundações diretas 
com sapatas. O valor adotado deverá ser fornecido pelo usuário com base em estudos geotécnicos do solo.
• - Coesão: Configura o valor do parâmetro coesão dos solos coesivos.
• - Peso específico:
• Configura o valor do peso específico do solo usado no reaterro da cava de fundação. Com este valor, o Eberick considera o peso do solo 
sobre a sapata no dimensionamento. No caso de sapatas sujeitas a tombamento devido a aplicação de forças horizontais e/ou 
momentos, o peso do solo irá contribuir no equilíbrio.
• - Ângulo de atrito:
• Configura o valor do parâmetro ângulo de atrito interno dos solos arenosos.
• - Redutor do atrito:
• Define a redução no ângulo de atrito do solo (valor recomendado: 0.67) ao verificar a segurança de uma sapata ao deslizamento, caso o 
tipo de solo seja "arenoso".
• Armadura
• - Considerar momento mínimo: Na NBR 6118:2014, em seu item 17.3.5.2.1 – Armadura de tração é citado que “... em elementos estruturais 
superdimensionados, pode ser utilizada armadura menor que a mínima, com valor obtido a partir de um momento fletor igual ao dobro de 
Md...”. Em algumas situações de projeto, geralmente onde os esforços aplicados às sapatas são relativamente baixos, pode ocorrer de 
Md,mín apresentar-se superior a 2Md, gerando sapatas com taxa de armadura mais alta do que o esperado. Nestas situações, pode-se 
desconsiderar o momento mínimo no dimensionamento das sapatas, ou seja, pode-se desabilitar a opção “Considerar momento mínimo”.
http://faq.altoqi.com.br/content/260/631/pt-br/verifica%C3%A7%C3%A3o-de-sapatas-ao-tombamento-e-deslizamento.html
Dimensionamento – Blocos
• Propriedades
• Através do botão “Propriedades” da janela de configurações de 
dimensionamento de blocos é possível cadastrar novas estacas 
(clicando no botão “Incluir” da janela “Estacas dos Blocos”) no 
programa ou mesmo modificar estacas já existentes (clicando no 
botão “Alterar” da janela “Estacas dos Blocos”).
• As características das estacas, como resistência à compressão, carga 
horizontal máxima e momento máximo devem ser fornecidas pelo 
usuário com base em estudos geotécnicos do solo.
Tubulão
• Como deve ser feito o lançamento das camadas de solo em 
tubulões?
• Para o lançamento o usuário deve definir o comprimento de camada 
e respectivos coeficientes de recalque vertical e coeficiente de 
Poisson, que irá definir o coeficiente de recalque horizontal.
• Supondo que a cota de assentamento das sapatas está 1 metro 
abaixo do nível do solo e que a menor dimensão em planta destes 
elementos é 1 metro podemos estimar a tensão admissível do solo 
através da seguinte correlação empírica:
• s é a tensão admissível do solo em kgf/cm² e N é o SPT médio no 
bulbo de tensões (duas vezes a largura da sapata). Como estimamos a 
largura da sapata como 1 metro o bulbo de tensões deve ir de 1 
metro até 3 metros de profundidade, conforme visto abaixo:
• Logo:
• NSPT_medio = (NSPT(1m) + NSPT(2m) + NSPT(3m))/3
• NSPT_medio = (4 + 5 + 6)/3
• NSPT_medio = 5
• s = NSPT_medio/5
• s = 5/5
• s = 1 kgf/cm²
• Inicialmente, o vínculo de apoio das 4 fundações do projeto exemplo 
foi definido como “Engastado”, sendo obtidas as dimensões em 
planta (em destaque na figura abaixo) para as sapatas da estrutura:
• Com os valore de Kv e com as dimensões das sapatas, é possível 
estimar os coeficientes de mola da cada sapata da estrutura.
• Os valores de Kz (coeficiente de mola vertical), Krx (coeficiente de 
mola de rotação em X) e Kry (coeficiente de mola de rotação em Y) 
podem ser obtidos por relações entre o Kv do solo e as propriedades 
geométricas da sapata:
• Para aplicar os coeficientes de mola nas fundações do projeto, deve-se seguir as etapas abaixo:
• Clicar duas vezes sobre a fundação no croqui no qual ela foi lançada para abrir a sua janela de 
edição;
• Modificar o vínculo de apoio da fundação para “Personalizado”;
• Clicar no botão com sinal de reticências;
• Na janela "Vínculos" preencher os valores dos coeficientes de mola obtidos.
COEFICIENTES DE REAÇÃO HORIZONTAL, Kh
Pode-se, também, obter o valor do coeficiente de reação horizontal (Kh) e partir do coeficiente de Poisson obter
o coeficiente de reação vertical Kv. Para a obtenção do coeficiente de recalque horizontal pode se utilizar o
método recomendado por Teng [1962], a partir das correlações empíricas dadas por Terzaghi [1955]:
• Onde:
• z = profundidade da fundação (em metro)
• B = largura ou diâmetro da estaca ou tubulão (em metro)
• De acordo com esta metodologia, tendo encontrado o valor de kh, 
pode-se obter o valor de kn (coeficiente de recalque vertical), a partir 
da seguinte relação:
• Kh = Kn* n
• onde:
• Kn - coeficiente de recalque vertical
• n - coeficiente de Poisson
• Como valores indicativos têm-se:
• Exemplo numérico
• Utilizaremos como exemplo para a determinação dos coeficientes de recalque vertical e horizontal a formulação indicada por Teng
[1962].
• Neste exemplo, o solo utilizado será um solo do tipo arenoso, com areia fofa seca. A fundação utilizada será do tipo tubulão com 
diâmetro de 80 centímetros e comprimento total de 250 centímetros.
• Para solos arenosos:
• Kh = k1 * z/B.
• K1 = 0,2 (kgf/cm³)
• Z = 2,5 metros
• B = 80 centímetros = 0,80 m
• Kh = 0,2 * (2,5/0,80) = 0,625 (kgf/cm³).
• No Eberick os valores são informados em tf/m³, assim, convertendo as unidades, chega-se ao valor de 625 tf/m³.
• Kh = 625tf/m³.
• Utilizando a relação Kh = Kv *n, pode-se isolar kv, obtendo-se:
• Kv = Kh/n
• Considerando -se n = 0,29, pois tem-se um solo arenoso, tem-se:
• kV = 625/0,29 = 2155 tf/m³.
• Observa-se, portanto, que os valores obtidos são diferentes da configuração padrão do programa.
• Os coeficientes padrão do programa são valores apenas didáticos e não devem ser utilizados em projetos estruturais.
• Para verificar a influência dos coeficientes no comportamento da estrutura, utilizaremos uma mesma estrutura com duas 
configurações diferentes para os coeficientes de recalque. No primeiro modelo serão utilizados os valores calculados nesse artigo 
para a areia fofa, conforme indicado abaixo:
• No segundo modelo será considerado um solo do tipo argila dura, 
obtendo-se os seguintes valores para os coeficientes.
• Kh = 0,2*(10/0, 8) = 2,5 kgf,cm³ = 2500 tf/m³
• n = 0,40
• Kv = 2500/0,40 = 6250.

Mais conteúdos dessa disciplina