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VULNERABILIDADES E POLÍTICAS PÚBLICAS NA PROTEÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS 1 1 Sumário VULNERABILIDADES E POLÍTICAS PÚBLICAS NA PROTEÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS ....................................................................................... 0 NOSSA HISTÓRIA .................................................................................. 2 INTRODUÇÃO ......................................................................................... 3 1. VULNERABILIDADES. ................................................................... 5 2. DA DIFERENCIAÇÃO DE GRUPOS VULNERÁVEIS E MINORIAS. .. 8 3. POLÍTICAS PÚBLICAS NA PROTEÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS ......................................................................................................................... 12 4. POLÍTICAS PÚBLICAS EM MEIO A PANDEMIA .............................. 19 Fundos Constitucionais .................................................................. 20 Saneamento ................................................................................... 21 Defesa Civil .................................................................................... 21 Habitação ....................................................................................... 22 Mobilidade Urbana .......................................................................... 22 Sistema Penitenciário ..................................................................... 22 5. REFERÊNCIAS. ................................................................................ 24 file://///192.168.0.2/V/Pedagogico/JURÍDICA/DIREITOS%20HUMANOS%20INTERNACIONAIS/VULNERABILIDADES%20E%20POLÍTICAS%20PÚBLICAS%20NA%20PROTEÇÃO%20DOS%20DIREITOS%20HUMANOS/VULNERABILIDADEDS%20E%20POLÍTICAS%20PÚBLICAS%20NA%20PROTEÇÃO%20DOS%20DIREITOS%20HUMANOS.docx%23_Toc111044516 file://///192.168.0.2/V/Pedagogico/JURÍDICA/DIREITOS%20HUMANOS%20INTERNACIONAIS/VULNERABILIDADES%20E%20POLÍTICAS%20PÚBLICAS%20NA%20PROTEÇÃO%20DOS%20DIREITOS%20HUMANOS/VULNERABILIDADEDS%20E%20POLÍTICAS%20PÚBLICAS%20NA%20PROTEÇÃO%20DOS%20DIREITOS%20HUMANOS.docx%23_Toc111044516 2 2 NOSSA HISTÓRIA A nossa história inicia-se com a ideia visionária e da realização do sonho de um grupo de empresários na busca de atender à crescente demanda de cursos de Graduação e Pós-Graduação. E assim foi criado o Instituto, como uma entidade capaz de oferecer serviços educacionais em nível superior. O Instituto tem como objetivo formar cidadão nas diferentes áreas de conhecimento, aptos para a inserção em diversos setores profissionais e para a participação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e assim, colaborar na sua formação continuada. Também promover a divulgação de conhecimentos científicos, técnicos e culturais, que constituem patrimônio da humanidade, transmitindo e propagando os saberes através do ensino, utilizando-se de publicações e/ou outras normas de comunicação. Tem como missão oferecer qualidade de ensino, conhecimento e cultura, de forma confiável e eficiente, para que o aluno tenha oportunidade de construir uma base profissional e ética, primando sempre pela inovação tecnológica, excelência no atendimento e valor do serviço oferecido. E dessa forma, conquistar o espaço de uma das instituições modelo no país na oferta de cursos de qualidade. 3 3 INTRODUÇÃO O desenvolvimento da cidadania, para Marcelo Neves, teve um novo impulso nos quadros do Estado Democrático e Social de Direito, que trouxe consigo a positivação de direitos sociais, a intervenção compensatória na estrutura de classes e na economia, a política social do Estado e a regulamentação jurídica das relações familiares e educacionais. O que a cidadania importa é o acesso generalizado aos procedimentos constitucionalmente estabelecidos e aos benefícios sistêmicos deles decorrentes nos diversos setores da sociedade. É um mecanismo político-jurídico de inclusão de toda a população. Incluir, para Eugenia Augusta Gonzaga Fávero, “[...] significa, antes de tudo, deixar de excluir [...]. A inclusão exige que o Poder Público e a sociedade em geral ofereçam as condições necessárias para todos”. O Instituto Ethos considera que “[...] a inclusão faz parte do compromisso ético de promover a diversidade, respeitar a diferença e reduzir as desigualdades sociais”. Entendem-se, por grupos vulneráveis e/ou minoritários, aquelas pessoas que precisam de uma maior proteção da sociedade com vistas a lhes propiciar igualdade de condições com os demais integrantes da sociedade. O compromisso do Brasil com os Direitos Humanos revela-se no plano internacional por meio da ampla ratificação de tratados, implementando dessa forma o disposto no artigo 4o, II da Constituição Federal de 1988 (CF/88), e no âmbito interno pela promulgação de leis específicas de proteção e pelo desenvolvimento de políticas públicas, merecendo destaque os fatos de a dignidade humana ser fundamento do Estado Brasileiro, conforme o artigo 1o da CF/88, e a responsabilidade primária do Estado na proteção e efetivação dos Direitos Humanos. A compreensão da importância da cidadania de uma sociedade é, a princípio, primordial, para que se possa perceber a relevância de políticas positivas a favor de grupos vulneráveis. 4 4 A implementação de políticas de discriminação positiva, visando à inclusão dos grupos vulneráveis na sociedade, consiste num mecanismo de inserção social. A inclusão de grupos vulneráveis na sociedade, como efetivação dos direitos fundamentais, propicia melhores condições de vida para essas pessoas, tendo em vista, inclusive, nos tempos atuais, a adoção, pelo Estado, de um maior número de políticas específicas, visando à diminuição das dificuldades proporcionadas pela sociedade. Nessa perspectiva, a mudança efetuada na sociedade para abranger os grupos ainda excluídos por falta de adaptações sociais e arquitetônicas, entre outras, chama-se inclusão, que é também consequência do reconhecimento de direitos sociais diferenciados a grupos em condições de vulnerabilidade, atendendo aos direitos fundamentais. Dessarte, as normas de discriminação positiva para grupos vulneráveis se refletem internacionalmente e evidenciam a necessidade de sua implementação para que tais indivíduos tenham acesso às igualdades substanciais e à liberdade, assegurando-lhes o respeito a direitos humanos e fundamentais. 5 5 1. VULNERABILIDADES. Vulnerabilidade é um termo originado das discussões sobre Direitos Humanos, geralmente associado à defesa dos direitos de grupos ou indivíduos fragilizados jurídica ou politicamente. O conceito pode ser aplicado a uma pessoa ou um grupo social, conforme a sua capacidade de prevenir, de resistir ou de contornar potenciais impactos. Segundo Rogers e Ballantyne, existem fontes de vulnerabilidade, a partir das quais seria possível estabelecer uma tipificação básica: a) vulnerabilidade extrínseca – ocasionada por circunstâncias externas, como falta de poder socioeconômico, pobreza, falta de escolaridade ou carência de recursos; e b) vulnerabilidade intrínseca – causada por características que têm a ver com os próprios indivíduos, tais como doença mental, deficiência intelectual, doença grave, ou os extremos de idade (crianças e idosos) A vulnerabilidade está em todos e em cada um de nós, da mesma forma como estão outras características próprias do ser humano, como a consciência e a capacidade de amar; a empatia e a vontade de sobrevivência. Não há pessoa que possa ser considerada invulnerável. Assim, todos os seres humanos são vulneráveis porque tal característica é intrínseca à natureza mortal, embora a vulnerabilidade não deva de ser abordada de uma forma negativa, já que fala da nossa capacidade de reagir, resistir e recuperarde uma ferida, de uma violação física ou moral. Ou seja, aqueles que são vulneráveis – todos – o são em diferentes graus, dependendo da capacidade de resistência perante os desafios que enfrentamos. Por isso, a noção de vulnerabilidade leva-nos rapidamente a falar de igualdade, porque nem todos temos a mesma capacidade de resistência, porque nem todos somos igualmente vulneráveis, porque podemos identificar facilmente características que tornam algumas pessoas grupos, mais vulneráveis do que outros. 6 6 No que diz respeito à proteção dos direitos humanos, as noções de igualdade e de vulnerabilidade estão unidas. São vulneráveis quem tem diminuídas, por diferentes razões, suas capacidades de enfrentar as eventuais violações de direitos básicos, de direitos humanos. Essa diminuição de capacidades, essa vulnerabilidade está associada a determinada condição que permite identificar o indivíduo como membro de um grupo específico que, como regra geral, está em condições de clara desigualdade material em relação ao grupo majoritário. Assim, as mulheres, sem serem uma minoria numérica, estão em situação de especial vulnerabilidade em relação aos direitos humanos, vulnerabilidade que varia em função do poder que estas mulheres têm nas sociedades em que vivem, e que podem torná-las sujeitos particularmente vulneráveis à violação de direitos sócio laborais (por exemplo, recebimento de salário inferior aos dos homens pelo mesmo trabalho) ou diretamente à violação de condições básicas de dignidade, como o direito à vida, à liberdade, à educação ou à saúde. A orientação sexual torna-se na condição determinante da vulnerabilidade de lésbicas, gays, bissexuais, pessoas transgénicas e transsexuais. Aqui, novamente, a sociedade e o reflexo legal das particularidades do grupo podem tornar o mesmo suscetível da negação ao direito à vida, em casos extremos, ou do direito à igualdade nas relações familiares. A idade faz de crianças e dos adolescentes um grupo particularmente vulnerável, devido à sua invisibilidade jurídica e elevado grau de dependência. A incapacidade física, sensorial, mental e intelectual, ou dito de outra forma, as capacidades diferentes, impõem barreiras de acesso ao pleno exercício de alguns dos direitos básicos. O fato de pertencer a minorias étnicas implica, muitas vezes, a existência de uma visão do mundo, de uma organização social ou de uma bagagem cultural que têm associadas a exclusão dessa minoria das sociedades estatais nas quais estão integradas, exclusão que deriva em desigualdades manifestas e em violações, em casos muito graves dos seus próprios direitos ou de direitos internacionalmente positivados. 7 7 Exclusões que associadas à condição de migrante ou expatriado; à condição de refugiado ou deslocado; às condições de pobreza extrema; à velhice; à doença, à gravidez, etc. também podem determinar uma particular vulnerabilidade de um determinado grupo humano. As condições de vulnerabilidade são cumulativas, ou seja, as meninas, quando são menores de idade e do gênero feminino, são mais vulneráveis do que os rapazes; as mulheres indígenas são mais vulneráveis do que os homens da mesma etnia; os afrodescendentes com deficiência são mais vulneráveis do que os brancos; e assim sucessivamente … Ao falar de desigualdade fala-se, também, de vontade política de erradicação da mesma. A vulnerabilidade pode ser superada se as ferramentas necessárias forem desenvolvidas para que o grupo nessa situação ou indivíduo que integra o grupo, melhore a capacidade de resposta, de reação, de recuperação perante as graves violações de seus direitos básicos. O grau de vulnerabilidade das pessoas depende de diferentes fatores físicos, econômicos, sociais e políticos, no entanto, podem ser postas em prática medidas para mitigar o efeito desses fatores, ou seja, podem ser criados meios para reduzir os efeitos do perigo de violações de direitos. Entre esses meios está o desenvolvimento de alertas perante as violações e a preparação, mas também o desenvolvimento de capacidades para recuperação das violações, e para resistir perante as mesmas, e neste âmbito os agentes de direitos humanos têm importância fundamental. 8 8 2. DA DIFERENCIAÇÃO DE GRUPOS VULNERÁVEIS E MINORIAS. Em que pese, minorias e grupos vulneráveis nota-se que estes vocábulos são comumente utilizados como sinônimos, entretanto não o são, trata-se de institutos diversos. Por vezes estudiosos preferem não se ater à diferenciação existente, na justificativa de que ambos sofrem, logo merecem a proteção do Estado, sem que se permita entendê-los separadamente, mas na prática tanto os grupos vulneráveis quanto as minorias sofrem discriminação e são vítimas da intolerância. Esta ausência de diferenciação acaba por obstar a devida compreensão do tema, este que se traduz em uma delicada situação de desigualdades, devendo, portanto, ser tratado com uma extrema cautela para não despertar medidas além ou aquém. Grupos vulneráveis: não há uma identidade, um traço em comum entre os indivíduos como fator que os atraem; são grupos compostos pela sociedade de uma maneira geral. A exemplo, consumidores, litigantes, sindicatos, deficientes, o acusado penal. Compreende-se que são indivíduos suscetíveis de ser feridos, ofendidos ou atacados. Minorias: traço cultural comum presente em todos os indivíduos, originando grupos específicos, são sujeitos ligados entre si, daí a denominação “minoria” [como especificação]. Entretanto, nem sempre diz respeito a um grupo que possui o menor número de pessoas, pelo contrário, por vezes são numerosos. A exemplo, indígenas, homossexuais, negros, crianças, idosos. Dando continuidade à linha de raciocínio dos estudiosos Ana Carolina Dias Brandi e Nilton Marcelo de Camargo, que “grupos vulneráveis” é um gênero do qual sua espécie denomina-se minoria. E mais, essa espécie se subdivide em minorias étnicas, raciais, religiosas, sexuais, silvícolas, deficientes, mulheres, 9 9 crianças, entre tantos outros traços que formam as minorias existentes nas sociedades. Ressalta-se que, ainda que cada minoria possua o seu traço específico originador de sua associação, todas as minorias possuem elementos em comum, ou seja, elementos que definem os grupos como minorias, sendo estes quatro elementos: - Vínculo subjetivo de solidariedade entre seus membros para a proteção de sua identidade cultural; - Demandam uma especial proteção estatal e - Sofrem uma opressão social Elida Séguin chama a atenção para o fato de que a cada dia surgem novos grupos ou se passa a discriminar novos grupos, como, por exemplo, os presos, e os egressos, que passam a sofrer intolerâncias pelo preconceito de que voltarão a delinquir. Em se tratando dos elementos que constituem os Grupos Vulneráveis, percebe- se que são, basicamente, os mesmos identificadores das Minorias, com exceção do vínculo subjetivo de solidariedade entre os membros que visam proteção do objeto de discriminação. Afirma-se que são três as diferenças, existentes entre Grupos Vulneráveis e Minorias, sendo elas: a) quanto a sua ordem ou classificação; b) quanto a sua natureza ou essência e c) quanto ao objetivo. a) Quanto à ordem ou classificação: Note-se, portanto, que a primeira diferença existente entre grupos vulneráveis e minorias sociais é que, observada a sua ordem, aquele é gênero, é amplo, abrange todos os grupos que estão em posição social inferior, seria minoria em 10 10 lato sensu – só admitido assim no caso de insistir em se utilizar o termo ‘minoria’ como sinônimo de grupo vulnerável. Logo, minoria diz respeito a um específico conjunto de indivíduos ligados pelo traço em comum que os põe em isolamento social, ou seja, um grupo específico, oque seria então, dizer, minoria stricto sensu, se admitir-se o uso de minoria como sinônimo de grupo vulnerável. O que mais correto parece é pacificar a relação de gênero e espécie. b) Quanto à natureza ou essência: Grupos vulneráveis, ainda que se afirme que compõe o corpo social, não estão totalmente insertos na sociedade, por isso a peculiar proteção. Em melhores palavras: que estes grupos formam a sociedade por se reconhecer a sua existência, entretanto, não são totalmente aceitos pelos grupos dominantes, a ponto de também ser o corpo social, assim, há que se equilibrar as relações entre sujeitos do corpo, a inversão do ônus da prova revela-se um ótimo exemplo. Note-se que, assim como as minorias, grupos vulneráveis também sofrem exclusão, ainda que em menor ou em igual grau, o que se extrai é que não há uma relação de dependência e interesse com o objeto de discriminação, como, por exemplo, um cadeirante que, certamente, sendo possível deixar de ser cadeirante não se manteria nesta condição, o que se busca é o respeito e o exercício de suas garantias. Quanto às Minorias cumpre, ainda, salientar que querem guardar o traço objeto de discriminação, uma vez que estes traços são formadores da identidade de cada minoria, como, por exemplo, o índio que, muitas vezes, sofre discriminação, mas, ainda assim, pretende manter-se nessa qualidade, preservando seus traços culturais (língua, costumes, modos, danças). Imaginando um gráfico, a sociedade compõe-se de grupos: - Grupos dominantes: aqueles incluídos socialmente e que, por isso, oprimem os demais; 11 11 - Vulneráveis: relembrando a situação dos indivíduos pertencentes a estes grupos em estar no corpo e não ser o corpo social; - Minorias: estas que não são reconhecidas como detentoras de direitos, coexistem socialmente. c) Quanto ao objetivo: Os grupos vulneráveis buscam exercer seus direitos, já as minorias buscam, primeiramente, o reconhecimento de que também possuem direito e, posteriormente, mas concomitante, o exercício destes; o que move uma minoria é o impulso de transformação, assim como Brandi e Camargo informam que: Minorias articulam movimentos sociais com o fim de participação nas decisões políticas. Grupos vulneráveis articulam apenas aceitação social. Quando posto em análise um traço não identificado como típico ou dominante do corpo social, há que se fazer a seguinte indagação: este traço, objeto de discriminação, pretende ser mantido/preservado como característica cultural ou não há uma relação de interesse e dependência com este fator? Se a resposta for ao sentido de que deve haver a preservação do traço em análise, em forma de cultuá-la, estar-se- á diante de uma Minoria. Mas, caso a resposta seja a de que não há interesse de cultuar o objeto de discriminação, trata-se, então, de um Grupo Vulnerável. Respondida a pergunta, compreende-se o objetivo dos grupos vulneráveis e das minorias: exercício dos direitos; o reconhecimento cumulado com o exercício, respectivamente. Por conseguinte, diz respeito ao gênero ou a espécie de vulneráveis. Clareada essa diferenciação, infere destacar o posicionamento de Jaime Brito: Nesta senda, verifica-se que no momento da concretização de direitos inerentes tanto aos grupos vulneráveis como em relação às minorias, a diferenciação, mesmo que de maneira bem peculiar, trará efeitos concretos, visto que tal diferença pode influenciar no que tange as necessidades inerentes a cada grupo. 12 12 Ora, imagine-se a importância que teria para um determinado grupo vulnerável a implementação de políticas públicas que visassem à manutenção dos seus traços culturais, visando manter sua identidade. Deve-se considerar que os grupos vulneráveis não apresentam essa característica, de modo que não traria benefício algum a este grupo. Já para as minorias, este traço lhe é essencial, apresenta-se como algo que lhe é peculiar, razão por que essa política trará claros benefícios de ordem prática. 3. POLÍTICAS PÚBLICAS NA PROTEÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS De acordo com Nogueira e Cavalcante (2009) políticas públicas são diretrizes, princípios norteadores de ação do poder público; regras e procedimentos para as relações entre poder público e sociedade, mediações entre atores da sociedade e do Estado. As Políticas públicas podem ser Leis, Decretos, Programas ou Projetos que estabelecem princípios e diretrizes para atuação do Poder Público. São regras e procedimentos que regem a relação entre Estado - Sociedade Civil - Mercado na construção do Desenvolvimento Social Sustentável. São formas de reparação social e ações afirmativas junto a populações vulneráveis. São mediação entre o Estado e a sociedade civil que se dão na esfera pública explicitadas em documentos que orientam a ação do Poder Público. Elaborar uma política pública implica em definir quem decide o quê, quando, com que consequências e para quem. Suas formulações estão relacionadas com a natureza do regime político em que se vive, com o grau de organização da sociedade civil e com a cultura política vigente. A Constituição Federal de 1988 ao instituir os espaços de controle social, pôs, em diálogo gestores públicos e sociedade civil no que se refere às políticas 13 13 públicas. As políticas públicas para serem “públicas”, é preciso considerar a quem se destinam os resultados ou benefícios, e se o seu processo de elaboração é submetido ao debate público. A concepção de política pública implica em participação dialógica. É necessário ainda esclarecer que o Estado, por definição legal tem o dever constitucional de assegurar direitos de acesso às políticas públicas. Essa compreensão contribui com a elevação da consciência cidadã e a desconstrução das políticas assistencialistas, caritativas, onde o estado ou os seus agentes agem para com o cidadão como se este fosse sujeito de favor e não sujeito de direito. As políticas públicas traduzem, no seu processo de elaboração e implantação e, sobretudo, em seus resultados, formas de exercício do poder político, envolvendo a distribuição e redistribuição de poder, o papel do conflito social nos processos de decisão, a repartição de custos e benefícios sociais. Para que tenham legitimidade social, considerando que as políticas são fruto da correlação de forças dentro da sociedade, devem ser fruto do consenso social construído na esfera pública, através dos múltiplos mecanismos de participação cidadão como conselhos, orçamento participativo, entre outros. Elaborar uma política pública significa definir o que, por que, para que, como e para quem a política será executada. Nem toda política de Estado pode ser considerada pública. As políticas fiscais, monetária, econômica, entre outras não podem ser, em princípio, consideradas políticas públicas, apesarem de ser públicas. Em sentido estrito, as políticas públicas são políticas sociais onde deve ser considerado a quem se destina, os resultados e benefícios alcançados e, principalmente, se o seu processo de elaboração foi submetido ao debate público. A participação do cidadão é uma condição essencial para caracterização de uma política pública. As políticas públicas em direitos humanos, especialmente, em EDH pressupõe o direito à representação dos vários campos sociais, ou seja, da diversidade, em 14 14 que os grupos tenham voz, presença no espaço público e, principalmente, capacidade de intervenção em todo o processo. Cabe ao Estado, como base nos princípios constitucionais, promover essa participação da forma mais intensa possível. As políticas públicas de direitos humanos, por sua vez, são a materialização dos direitos humanos. As Abordagens Baseadas em Direitos Humanos (HRBA) nos permitem trabalhar com as políticas públicas no campo dos direitos humanos. A HRBA temcomo referência a noção de desenvolvimento humano, normativamente orientados pelos princípios de Direitos Humanos presentes nas declarações, pactos, convenções e tratados internacionais, a exemplo da Carta Internacional dos Direitos Humanos que é constituída pela Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), pelo Pacto Internacional sobre os Direitos Econômicos Sociais e Culturais (PIDHESC) e pelo Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos e seu protocolo facultativo. Outros documentos importantes para a HRBA são: a Declaração sobre Direito ao Desenvolvimento (1986); a Declaração de Direitos Humanos e Programa de Ação de Viena (1993); a Declaração e Objetivos Internacionais do Milênio da ONU e, mais recente, os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). O conjunto desses documentos internacionalmente aceitos, que protegem os direitos humanos, fornece padrões reconhecidos globalmente do que significa viver com dignidade, mostrando-se também, como sistema jurídico de considerável força e legitimidade social no plano internacional e nacional, desde o fim da segunda guerra mundial. A abordagem com base em direitos para o desenvolvimento é uma estrutura conceitual que assenta em padrões e operacionalização voltadas para a promoção e proteção dos direitos humanos (ROCHA, 2013). A RBA integra normas, padrões e princípios do sistema internacional de direitos humanos em planos, políticas e processos de desenvolvimento. As normas e standards são aqueles contidos no rico acervo de tratados e declarações 15 15 internacionais, como visto, e esses princípios incluem: igualdade, equidade, prestação de contas, empoderamento e participação. A HRBA é também uma estratégia para efetivar Direitos Humanos. Essa estratégia apaga as distinções entre direitos ao desenvolvimento e direitos humanos e tem como objetivo reduzir a dependência das comunidades de ajuda externa e melhorar a capacidade dos governos de atender as necessidades da população. Com essa estratégia afirmamos que na base das abordagens baseadas em direito está não só o trabalho de defesa e promoção dos direitos humanos da população, mas a construção de políticas públicas e ações afirmativas junto ao Estado. (ROCHA, 2013). A metodologia visa reforçar a capacidade dos detentores da obrigação (governo/Estado) e capacitar detentores de direitos (sujeitos de direito) a cobrar das autoridades a efetivação desses direitos. Pretende, portanto, qualificar uma comunidade a reivindicar a efetivação de seus direitos por parte do Estado. Preocupa-se com a emancipação individual e coletiva das pessoas, com a autonomia do sujeito, com o empoderamento da comunidade que se quer dotada dos meios para reivindicar seus direitos junto ao Estado. A HRBA expressa ligação entre os direitos (interdependência, interconexão), exige prestação de contas por parte do Estado, governos e agentes públicos em sentido amplo, visa o empoderamento das comunidades reforçando a autonomia individual e coletiva dos sujeitos de direito, reforça a ideia de participação do indivíduo na vida pública, de proposição de políticas públicas, de ações afirmativas, da construção de espaços públicos de participação. Defende a criação pelo Estado de mecanismos administrativos, judiciais, políticos e sociais de participação da comunidade, além de defender a equidade, a não discriminação e atenção a grupos vulneráveis. A definição de objetivos de desenvolvimento em termos de direitos específicos, como uma titulação legalmente exigível, é um elemento essencial da perspectiva baseada em direitos, assim como a criação de vínculos normativos e 16 16 instrumentos que liguem os direitos humanos em nível internacional, regional e nacional. Direitos civis e políticos, direitos sociais, econômicos, culturais e ambientais, qualificados pelos temas da violência, da segurança, da impotência, da fome, da pobreza, das desigualdades socioeconômicas gritantes, das vítimas da ditadura civil-militar, das mulheres, da população LGBT, dos defensores dos direitos humanos, da situação das comunidades indígenas e da proteção ao meio ambiente são os assuntos abordados pelo autor na intenção de expor e discutir os desafios que as políticas públicas de direitos humanos apresentam no Brasil de hoje. Para Herrera (2009), os direitos humanos compõem a nossa racionalidade de resistência, na medida em que traduzem processos que abrem e consolidam espaços de luta pela dignidade humana. Realçam, sobretudo, a esperança de um horizonte moral, pautado pela gramática da inclusão, refletindo a plataforma emancipatória de nosso tempo. Nesse sentido, nas últimas décadas o Estado Brasileiro implementou Planos e Programas específicos para grupos socialmente vulneráveis/discriminados. São exemplos dessa ação, programas voltados para a Infância e Adolescência, referenciados no Estatuto da Criança e do Adolescente, Lei, 8069/90; As políticas públicas para as mulheres, em especial o enfrentamento à violência doméstica e sexual; As ações afirmativas, onde destacamos a Lei 12.288/2010, Estatuto da Igualdade Racial; Lei 10.741 de 2003, Estatuto do Idoso. A Lei 8742 de 1993, Lei Orgânica da Assistência Social-LOAS, de 1993, que em seu artigo primeiro afirma que a assistência social, direito do cidadão e dever do Estado, é Política de Seguridade Social não contributiva, que provê os mínimos sociais e deve ser realizada através de um conjunto integrado de ações de iniciativa pública e da sociedade, garantindo o atendimento às necessidades básicas do/a cidadão/ã. Por essa definição fica claro que cabe ao Estado o dever de garantir à/ao cidadã/ão, o direito à assistência social, assim como todo o direito 17 17 constitucionalmente assegurado. Não cabe mais ao Estado, tratar política pública como caridade no sentido estabelecido na era caritativa, observe pois os objetivos da LOAS. No que se refere ao Público LGBT, que nos últimos anos conferências nacionais, sendo que em 2016, a pauta inclui desde a conquista do nome social, a proteção à vida e o combate à violência. Esse é um movimento social que vem conquistando visibilidade principalmente por meio de ativismo cultural e nas mídias alternativas, incidindo no Poder Legislativo Federal. A Lei 8069/90, Estatuto da Criança e do Adolescente, sancionada em 13 de julho é uma conquista da sociedade brasileira, crianças e adolescentes deixam de ser objeto do direito e passam a ser sujeitos de direitos. Isto reflete uma mudança significativa, que passa a considerar criança e adolescente como sujeitos de uma construção social, cultural, histórica, sendo um sujeito produtor de história. É impraticável construir um conceito de criança globalizado e universal, por que esse ser é constituído de cultura, é um ser contextualizado. É um sujeito político constituído de subjetividades, diversidades culturais, territoriais, sociais, econômicas, afetivas e sexuais. Adquiriram o direito de se expressarem como múltiplas infâncias. O Programa Nacional de Ações Afirmativas, sob a coordenação da Secretaria de Estado dos Direitos Humanos do Ministério da Justiça, foi lançado no ano 2002. Este Programa contempla, entre outras medidas administrativas e de gestão estratégica, as seguintes ações: - Observância, pelos órgãos da Administração Pública Federal, de requisito que garanta a realização de metas percentuais de participação de afrodescendentes, mulheres e pessoas com deficiências no preenchimento de cargos em comissão do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores; - Estimular o desenvolvimento de ações de capacitação com foco nas medidas de promoção da igualdade de oportunidades e de acesso à cidadania; 18 18 - Promover a sensibilização dos servidores públicos para a necessidade de proteger os direitos humanos e eliminaras desigualdades de gênero, raça e as que se vinculam às pessoas com deficiências; - Articular ações e parcerias com empreendedores sociais e representantes dos movimentos de afrodescendentes, de mulheres e Outro órgão importante é a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, criada para desenvolver ações conjuntas com todos os Ministérios e Secretarias Especiais, tendo como desafio a incorporação das especificidades das mulheres nas políticas públicas e o estabelecimento das condições necessárias para a sua plena cidadania. O interesse por um espaço específico no âmbito governamental para a problemática das mulheres como sujeito de direito surge em 1985 com a criação do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher posteriormente transformado em Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM), contando esta última em sua composição com representantes da sociedade civil e do governo, o que amplia o processo de controle social sobre as políticas públicas para as mulheres Outro espaço de governo importante para a promoção e afirmação dos direitos da diferença é a criação da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), em 21 de março de 2003. A data é emblemática em todo o mundo, pois nela celebra-se o Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial. A criação da Secretaria supõe o reconhecimento das lutas históricas do Movimento Negro Brasileiro. A missão da SEPPIR é promover iniciativas contra as desigualdades raciais no país. A SEPPIR utiliza como referência política o programa “Brasil sem Racismo”, que abrange a implementação de políticas públicas nas áreas do trabalho, emprego e renda; cultura e comunicação; educação; saúde, terras de quilombos, mulheres negras, juventude, segurança e relações internacionais. A criação da SEPPIR reafirma o compromisso com a construção de uma política de governo voltada aos interesses reais da população negra e de outros segmentos étnicos discriminados. O Plano de Ação aprovado na Conferência contra o Racismo, a Discriminação Racial, a Xenofobia e formas correlatas de intolerância, realizada em 2001, em Durbam (África do Sul), além de fortalecer o 19 19 processo político para a criação da SEPPIR, tornou-se uma referência importante e incide nas linhas de atuação da Secretaria, órgão de assessoramento direto e imediato da Presidência da República na coordenação de políticas para a promoção da igualdade racial 4. POLÍTICAS PÚBLICAS EM MEIO A PANDEMIA O Brasil, assim como os demais países do mundo, vem enfrentando nos últimos meses uma pandemia que se mostra como uma ameaça à saúde, mas também ataca a vidas das pessoas em diferentes áreas. Para além da falsa dicotomia entre “o Brasil não pode parar” e a defesa de uma medida mais radical de isolamento, o país deve ter claro que a vida importa absolutamente mais do que de CNPJs. E é justamente nesse sentido que o Estado deve agir na defesa da vida e da dignidade humana. Não é a primeira pandemia que assola o planeta e, infelizmente não há nada que indique que seja a última, mas são em momentos limites como esses que as políticas públicas podem e devem auxiliar os brasileiros a seguirem com os menores abalos possíveis. O Estado que nos últimos anos vem sendo confundido com políticas partidárias ou governantes, tem a obrigação de prestar assistência especialmente em nações como a brasileira, que tantas pessoas dependem deste apoio para sobreviver. Políticas públicas não deveriam ser vistas como favores e sim como responsabilidades por parte de nossos líderes democráticos para com seu povo. Embora possamos perceber a irresponsabilidade, internacionalmente divulgada de quem ocupa atualmente a presidência do país, nós acompanhamos com respeito as medidas adotadas por boa parte dos governos estaduais. No início dos casos do COVID 19 ouviu-se argumentos dizendo que essa pandemia não faria distinção social e, portanto, pegaria a todos igualmente. Com 20 20 o passar das semanas viu-se, porém que isso não era real e que a chaga da desigualdade social brasileira também estaria aberta e atingido distintamente os brasileiros. A Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, por meio do Departamento de Direitos Humanos e Cidadania, está atendendo as demandas advindas da pandemia de Covid-19 na busca da minimização dos impactos sociais no cotidiano da população em situação de vulnerabilidade social, por meio da realização de ações e acesso às informações. Para amenizar os impactos da pandemia do novo coronavírus na vida da população, o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) tem priorizado o aporte de recursos para garantir a continuidade de obras de infraestrutura em áreas como saneamento, habitação e mobilidade urbana. A ideia é aliar investimentos com políticas públicas contribuindo também com ações de manutenção de emprego e apoio ao trabalhador. Fundos Constitucionais Os esforços da pasta nesse período possibilitaram medidas de apoio que alcançam desde o trabalhador autônomo até grandes empreendimentos. Uma delas é a articulação para o remanejamento de recursos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Centro-Oeste (FCO), Nordeste (FNE) e Norte (FNO) para conceder R$ 6 bilhões em linhas especiais de crédito voltadas a pequenos empreendedores e cooperativas, além de informais. O ministro explicou que “empresas as mais variadas que levantaram empréstimos nos Fundos Constitucionais das regiões mais deprimidas economicamente do Brasil como a Centro-Oeste, Norte e Nordeste, as prestações foram levadas para um período posterior para que essas empresas tivessem fôlego e não demitissem seus funcionários”. 21 21 “Criamos linhas de crédito para micro e pequenas empresas para que pudessem sacar recursos para manter sua atividade comercial e econômica numa proporção de 2,5% de juros ao ano para financiar, sobretudo, capital de giro e pagamento de folha de funcionários” destacou o ministro Rogério Marinho. Saneamento O Governo Federal suspendeu, por até seis meses, o pagamento de financiamentos contratados por empresas e concessionárias de saneamento junto ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O benefício, para companhias públicas e privadas, tem a previsão de alcance de R$ 658,2 milhões neste período. O objetivo é manter a economia ativa e, com isso, os empregos e a renda das famílias. Em apoio ao setor, o ministério ainda empenhou R$ 256,9 milhões do Orçamento Geral da União para garantir a continuidade de obras já contratadas e em andamento para evitar a paralisação dos empreendimentos e manter empregos. A Agência Nacional de Águas (ANA) suspendeu a cobrança pela captação de água bruta em rios de domínio da União até o fim de agosto, beneficiando produtores rurais, irrigantes, indústrias e empresas de saneamento afetados pela pandemia. Defesa Civil Outra ação para enfrentamento à Covid-19 foi o envio de mensagens de SMS para mais de 210 milhões de aparelhos celulares ativos no Brasil com orientações sobre o coronavírus. A iniciativa é uma parceria do MDR com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O sistema de alertas de desastres naturais, da Defesa Civil Nacional, também está sendo utilizado por estados e municípios para avisos à população sobre cuidados específicos em cada localidade. Já foram mais de 390 milhões de mensagens enviadas por 24 estados e o Distrito Federal. 22 22 O ministro relatou que o trabalho da Defesa Civil vai de ações educativas ao suporte às cidades durante o enfrentamento da pandemia. “Fazendo um trabalho de manejo adequando na questão do sepultamento de pessoas, na questão de preparação de ambientes públicos para evitar a contaminação”, disse. Habitação Neste ano, o Ministério do DesenvolvimentoRegional autorizou a transferência de R$ 731,9 milhões do Orçamento Geral da União para garantir a execução do Programa Minha Casa, Minha Vida. A maior parte dos recursos, R$ 425 milhões, foi destinada à continuidade das obras de 301 mil moradias para famílias da Faixa 1, com renda mensal de até R$ 1,8 mil. Mobilidade Urbana Foi autorizada a contratação de R$ 342,8 milhões para ações em 20 municípios nos estados do Espírito Santo, Mato Grosso, de Minas Gerais, do Paraná, Piauí, Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e São Paulo. Os recursos são do FGTS e foram disponibilizados pelo Programa Avançar Cidades. Sistema Penitenciário Uma parceria entre Fundo de População da ONU e a Secretaria de Administração Penitenciária do Amazonas, busca incentivar novas habilidades de mulheres em custódia por meio da produção de máscaras de tecido para a prevenção da COVID-19. A oficina de costura organizada pela Secretaria de Administração Penitenciária do Amazonas teve todos os equipamentos e materiais doados pelo Fundo de População da ONU. As máscaras confeccionadas são aproveitadas pelo próprio sistema penitenciário e pelas equipes de Assistência Humanitária do UNFPA. Por meio do projeto, as mulheres podem ter a oportunidade de remição de pena, conforme 23 23 a Lei de Execuções Penais. A iniciativa faz parte de uma parceria maior entre UNFPA e Secretaria, que busca garantir os direitos humanos e a promoção da saúde das mulheres em custódia no Estado. 24 24 5. REFERÊNCIAS. ALMEIDA, Fernanda Dias Menezes de. Competências na Constituição de 1988. 2 ed. São Paulo: Atlas, 2000. ALVES, Fernando de Brito. Margens do direito: a nova fundamentação do direito das minorias. Porto Alegre: Núria Fabris Editora, 2010 AMARAL, S. T.; SOUZA, M. C. O direito de ouvir com os olhos nas Tvs brasileiras de sinal aberto. Intertemas (Presidente Prudente), v. 12, 2007. 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