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VULNERABILIDADES E POLÍTICAS PÚBLICAS NA 
PROTEÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS 
 
1 
 
 
 
 
1 
Sumário 
VULNERABILIDADES E POLÍTICAS PÚBLICAS NA PROTEÇÃO DOS 
DIREITOS HUMANOS ....................................................................................... 0 
NOSSA HISTÓRIA .................................................................................. 2 
INTRODUÇÃO ......................................................................................... 3 
1. VULNERABILIDADES. ................................................................... 5 
2. DA DIFERENCIAÇÃO DE GRUPOS VULNERÁVEIS E MINORIAS. .. 8 
3. POLÍTICAS PÚBLICAS NA PROTEÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS
 ......................................................................................................................... 12 
4. POLÍTICAS PÚBLICAS EM MEIO A PANDEMIA .............................. 19 
Fundos Constitucionais .................................................................. 20 
Saneamento ................................................................................... 21 
Defesa Civil .................................................................................... 21 
Habitação ....................................................................................... 22 
Mobilidade Urbana .......................................................................... 22 
Sistema Penitenciário ..................................................................... 22 
5. REFERÊNCIAS. ................................................................................ 24 
 
 
file://///192.168.0.2/V/Pedagogico/JURÍDICA/DIREITOS%20HUMANOS%20INTERNACIONAIS/VULNERABILIDADES%20E%20POLÍTICAS%20PÚBLICAS%20NA%20PROTEÇÃO%20DOS%20DIREITOS%20HUMANOS/VULNERABILIDADEDS%20E%20POLÍTICAS%20PÚBLICAS%20NA%20PROTEÇÃO%20DOS%20DIREITOS%20HUMANOS.docx%23_Toc111044516
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2 
 
 
 
NOSSA HISTÓRIA 
 
 
A nossa história inicia-se com a ideia visionária e da realização do sonho 
de um grupo de empresários na busca de atender à crescente demanda de 
cursos de Graduação e Pós-Graduação. E assim foi criado o Instituto, como uma 
entidade capaz de oferecer serviços educacionais em nível superior. 
O Instituto tem como objetivo formar cidadão nas diferentes áreas de 
conhecimento, aptos para a inserção em diversos setores profissionais e para a 
participação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e assim, colaborar na 
sua formação continuada. Também promover a divulgação de conhecimentos 
científicos, técnicos e culturais, que constituem patrimônio da humanidade, 
transmitindo e propagando os saberes através do ensino, utilizando-se de 
publicações e/ou outras normas de comunicação. 
Tem como missão oferecer qualidade de ensino, conhecimento e 
cultura, de forma confiável e eficiente, para que o aluno tenha oportunidade de 
construir uma base profissional e ética, primando sempre pela inovação 
tecnológica, excelência no atendimento e valor do serviço oferecido. E dessa 
forma, conquistar o espaço de uma das instituições modelo no país na oferta 
de cursos de qualidade. 
 
 
 
 
3 
 
 
 
 
3 
INTRODUÇÃO 
O desenvolvimento da cidadania, para Marcelo Neves, teve um novo impulso 
nos quadros do Estado Democrático e Social de Direito, que trouxe consigo a 
positivação de direitos sociais, a intervenção compensatória na estrutura de 
classes e na economia, a política social do Estado e a regulamentação jurídica 
das relações familiares e educacionais. 
 O que a cidadania importa é o acesso generalizado aos procedimentos 
constitucionalmente estabelecidos e aos benefícios sistêmicos deles 
decorrentes nos diversos setores da sociedade. 
É um mecanismo político-jurídico de inclusão de toda a população. Incluir, para 
Eugenia Augusta Gonzaga Fávero, “[...] significa, antes de tudo, deixar de excluir 
[...]. A inclusão exige que o Poder Público e a sociedade em geral ofereçam as 
condições necessárias para todos”. 
 O Instituto Ethos considera que “[...] a inclusão faz parte do compromisso ético 
de promover a diversidade, respeitar a diferença e reduzir as desigualdades 
sociais”. Entendem-se, por grupos vulneráveis e/ou minoritários, aquelas 
pessoas que precisam de uma maior proteção da sociedade com vistas a lhes 
propiciar igualdade de condições com os demais integrantes da sociedade. 
O compromisso do Brasil com os Direitos Humanos revela-se no plano 
internacional por meio da ampla ratificação de tratados, implementando dessa 
forma o disposto no artigo 4o, II da Constituição Federal de 1988 (CF/88), e no 
âmbito interno pela promulgação de leis específicas de proteção e pelo 
desenvolvimento de políticas públicas, merecendo destaque os fatos de a 
dignidade humana ser fundamento do Estado Brasileiro, conforme o artigo 1o da 
CF/88, e a responsabilidade primária do Estado na proteção e efetivação dos 
Direitos Humanos. 
A compreensão da importância da cidadania de uma sociedade é, a princípio, 
primordial, para que se possa perceber a relevância de políticas positivas a favor 
de grupos vulneráveis. 
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4 
 A implementação de políticas de discriminação positiva, visando à inclusão dos 
grupos vulneráveis na sociedade, consiste num mecanismo de inserção social. 
A inclusão de grupos vulneráveis na sociedade, como efetivação dos direitos 
fundamentais, propicia melhores condições de vida para essas pessoas, tendo 
em vista, inclusive, nos tempos atuais, a adoção, pelo Estado, de um maior 
número de políticas específicas, visando à diminuição das dificuldades 
proporcionadas pela sociedade. 
 Nessa perspectiva, a mudança efetuada na sociedade para abranger os grupos 
ainda excluídos por falta de adaptações sociais e arquitetônicas, entre outras, 
chama-se inclusão, que é também consequência do reconhecimento de direitos 
sociais diferenciados a grupos em condições de vulnerabilidade, atendendo aos 
direitos fundamentais. 
Dessarte, as normas de discriminação positiva para grupos vulneráveis se 
refletem internacionalmente e evidenciam a necessidade de sua implementação 
para que tais indivíduos tenham acesso às igualdades substanciais e à liberdade, 
assegurando-lhes o respeito a direitos humanos e fundamentais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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1. VULNERABILIDADES. 
Vulnerabilidade é um termo originado das discussões sobre Direitos Humanos, 
geralmente associado à defesa dos direitos de grupos ou indivíduos fragilizados 
jurídica ou politicamente. O conceito pode ser aplicado a uma pessoa ou um 
grupo social, conforme a sua capacidade de prevenir, de resistir ou de contornar 
potenciais impactos. 
Segundo Rogers e Ballantyne, existem fontes de vulnerabilidade, a partir das 
quais seria possível estabelecer uma tipificação básica: 
a) vulnerabilidade extrínseca – ocasionada por circunstâncias externas, como 
falta de poder socioeconômico, pobreza, falta de escolaridade ou carência de 
recursos; e 
b) vulnerabilidade intrínseca – causada por características que têm a ver com os 
próprios indivíduos, tais como doença mental, deficiência intelectual, doença 
grave, ou os extremos de idade (crianças e idosos) 
A vulnerabilidade está em todos e em cada um de nós, da mesma forma como 
estão outras características próprias do ser humano, como a consciência e a 
capacidade de amar; a empatia e a vontade de sobrevivência. Não há pessoa 
que possa ser considerada invulnerável. 
Assim, todos os seres humanos são vulneráveis porque tal característica é 
intrínseca à natureza mortal, embora a vulnerabilidade não deva de ser abordada 
de uma forma negativa, já que fala da nossa capacidade de reagir, resistir e 
recuperarde uma ferida, de uma violação física ou moral. Ou seja, aqueles que 
são vulneráveis – todos – o são em diferentes graus, dependendo da capacidade 
de resistência perante os desafios que enfrentamos. 
Por isso, a noção de vulnerabilidade leva-nos rapidamente a falar de igualdade, 
porque nem todos temos a mesma capacidade de resistência, porque nem todos 
somos igualmente vulneráveis, porque podemos identificar facilmente 
características que tornam algumas pessoas grupos, mais vulneráveis do que 
outros. 
6 
 
 
 
 
6 
No que diz respeito à proteção dos direitos humanos, as noções de igualdade e 
de vulnerabilidade estão unidas. São vulneráveis quem tem diminuídas, por 
diferentes razões, suas capacidades de enfrentar as eventuais violações de 
direitos básicos, de direitos humanos. Essa diminuição de capacidades, essa 
vulnerabilidade está associada a determinada condição que permite identificar o 
indivíduo como membro de um grupo específico que, como regra geral, está em 
condições de clara desigualdade material em relação ao grupo majoritário. 
Assim, as mulheres, sem serem uma minoria numérica, estão em situação de 
especial vulnerabilidade em relação aos direitos humanos, vulnerabilidade que 
varia em função do poder que estas mulheres têm nas sociedades em que vivem, 
e que podem torná-las sujeitos particularmente vulneráveis à violação de direitos 
sócio laborais (por exemplo, recebimento de salário inferior aos dos homens pelo 
mesmo trabalho) ou diretamente à violação de condições básicas de dignidade, 
como o direito à vida, à liberdade, à educação ou à saúde. 
 A orientação sexual torna-se na condição determinante da vulnerabilidade de 
lésbicas, gays, bissexuais, pessoas transgénicas e transsexuais. Aqui, 
novamente, a sociedade e o reflexo legal das particularidades do grupo podem 
tornar o mesmo suscetível da negação ao direito à vida, em casos extremos, ou 
do direito à igualdade nas relações familiares. 
A idade faz de crianças e dos adolescentes um grupo particularmente vulnerável, 
devido à sua invisibilidade jurídica e elevado grau de dependência. A 
incapacidade física, sensorial, mental e intelectual, ou dito de outra forma, as 
capacidades diferentes, impõem barreiras de acesso ao pleno exercício de 
alguns dos direitos básicos. 
 O fato de pertencer a minorias étnicas implica, muitas vezes, a existência de 
uma visão do mundo, de uma organização social ou de uma bagagem cultural 
que têm associadas a exclusão dessa minoria das sociedades estatais nas quais 
estão integradas, exclusão que deriva em desigualdades manifestas e em 
violações, em casos muito graves dos seus próprios direitos ou de direitos 
internacionalmente positivados. 
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7 
 Exclusões que associadas à condição de migrante ou expatriado; à condição de 
refugiado ou deslocado; às condições de pobreza extrema; à velhice; à doença, 
à gravidez, etc. também podem determinar uma particular vulnerabilidade de um 
determinado grupo humano. 
As condições de vulnerabilidade são cumulativas, ou seja, as meninas, quando 
são menores de idade e do gênero feminino, são mais vulneráveis do que os 
rapazes; as mulheres indígenas são mais vulneráveis do que os homens da 
mesma etnia; os afrodescendentes com deficiência são mais vulneráveis do que 
os brancos; e assim sucessivamente … 
Ao falar de desigualdade fala-se, também, de vontade política de erradicação da 
mesma. A vulnerabilidade pode ser superada se as ferramentas necessárias 
forem desenvolvidas para que o grupo nessa situação ou indivíduo que integra 
o grupo, melhore a capacidade de resposta, de reação, de recuperação perante 
as graves violações de seus direitos básicos. 
O grau de vulnerabilidade das pessoas depende de diferentes fatores físicos, 
econômicos, sociais e políticos, no entanto, podem ser postas em prática 
medidas para mitigar o efeito desses fatores, ou seja, podem ser criados meios 
para reduzir os efeitos do perigo de violações de direitos. 
 Entre esses meios está o desenvolvimento de alertas perante as violações e a 
preparação, mas também o desenvolvimento de capacidades para recuperação 
das violações, e para resistir perante as mesmas, e neste âmbito os agentes de 
direitos humanos têm importância fundamental. 
 
 
 
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2. DA DIFERENCIAÇÃO DE GRUPOS 
VULNERÁVEIS E MINORIAS. 
Em que pese, minorias e grupos vulneráveis nota-se que estes vocábulos são 
comumente utilizados como sinônimos, entretanto não o são, trata-se de 
institutos diversos. 
Por vezes estudiosos preferem não se ater à diferenciação existente, na 
justificativa de que ambos sofrem, logo merecem a proteção do Estado, sem que 
se permita entendê-los separadamente, mas na prática tanto os grupos 
vulneráveis quanto as minorias sofrem discriminação e são vítimas da 
intolerância. 
 Esta ausência de diferenciação acaba por obstar a devida compreensão do 
tema, este que se traduz em uma delicada situação de desigualdades, devendo, 
portanto, ser tratado com uma extrema cautela para não despertar medidas além 
ou aquém. 
 Grupos vulneráveis: não há uma identidade, um traço em comum entre os 
indivíduos como fator que os atraem; são grupos compostos pela sociedade de 
uma maneira geral. A exemplo, consumidores, litigantes, sindicatos, deficientes, 
o acusado penal. Compreende-se que são indivíduos suscetíveis de ser feridos, 
ofendidos ou atacados. 
Minorias: traço cultural comum presente em todos os indivíduos, originando 
grupos específicos, são sujeitos ligados entre si, daí a denominação “minoria” 
[como especificação]. 
Entretanto, nem sempre diz respeito a um grupo que possui o menor número de 
pessoas, pelo contrário, por vezes são numerosos. A exemplo, indígenas, 
homossexuais, negros, crianças, idosos. 
Dando continuidade à linha de raciocínio dos estudiosos Ana Carolina Dias 
Brandi e Nilton Marcelo de Camargo, que “grupos vulneráveis” é um gênero do 
qual sua espécie denomina-se minoria. E mais, essa espécie se subdivide em 
minorias étnicas, raciais, religiosas, sexuais, silvícolas, deficientes, mulheres, 
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9 
crianças, entre tantos outros traços que formam as minorias existentes nas 
sociedades. 
Ressalta-se que, ainda que cada minoria possua o seu traço específico 
originador de sua associação, todas as minorias possuem elementos em 
comum, ou seja, elementos que definem os grupos como minorias, sendo estes 
quatro elementos: 
- Vínculo subjetivo de solidariedade entre seus membros para a proteção 
de sua identidade cultural; 
- Demandam uma especial proteção estatal e 
- Sofrem uma opressão social 
Elida Séguin chama a atenção para o fato de que a cada dia surgem novos 
grupos ou se passa a discriminar novos grupos, como, por exemplo, os presos, 
e os egressos, que passam a sofrer intolerâncias pelo preconceito de que 
voltarão a delinquir. 
Em se tratando dos elementos que constituem os Grupos Vulneráveis, percebe-
se que são, basicamente, os mesmos identificadores das Minorias, com exceção 
do vínculo subjetivo de solidariedade entre os membros que visam proteção do 
objeto de discriminação. 
Afirma-se que são três as diferenças, existentes entre Grupos Vulneráveis e 
Minorias, sendo elas: 
 a) quanto a sua ordem ou classificação; 
b) quanto a sua natureza ou essência e 
c) quanto ao objetivo. 
a) Quanto à ordem ou classificação: 
Note-se, portanto, que a primeira diferença existente entre grupos vulneráveis e 
minorias sociais é que, observada a sua ordem, aquele é gênero, é amplo, 
abrange todos os grupos que estão em posição social inferior, seria minoria em 
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lato sensu – só admitido assim no caso de insistir em se utilizar o termo ‘minoria’ 
como sinônimo de grupo vulnerável. 
Logo, minoria diz respeito a um específico conjunto de indivíduos ligados pelo 
traço em comum que os põe em isolamento social, ou seja, um grupo específico, 
oque seria então, dizer, minoria stricto sensu, se admitir-se o uso de minoria 
como sinônimo de grupo vulnerável. O que mais correto parece é pacificar a 
relação de gênero e espécie. 
 b) Quanto à natureza ou essência: 
Grupos vulneráveis, ainda que se afirme que compõe o corpo social, não estão 
totalmente insertos na sociedade, por isso a peculiar proteção. Em melhores 
palavras: que estes grupos formam a sociedade por se reconhecer a sua 
existência, entretanto, não são totalmente aceitos pelos grupos dominantes, a 
ponto de também ser o corpo social, assim, há que se equilibrar as relações 
entre sujeitos do corpo, a inversão do ônus da prova revela-se um ótimo 
exemplo. 
Note-se que, assim como as minorias, grupos vulneráveis também sofrem 
exclusão, ainda que em menor ou em igual grau, o que se extrai é que não há 
uma relação de dependência e interesse com o objeto de discriminação, como, 
por exemplo, um cadeirante que, certamente, sendo possível deixar de ser 
cadeirante não se manteria nesta condição, o que se busca é o respeito e o 
exercício de suas garantias. 
Quanto às Minorias cumpre, ainda, salientar que querem guardar o traço objeto 
de discriminação, uma vez que estes traços são formadores da identidade de 
cada minoria, como, por exemplo, o índio que, muitas vezes, sofre discriminação, 
mas, ainda assim, pretende manter-se nessa qualidade, preservando seus 
traços culturais (língua, costumes, modos, danças). 
Imaginando um gráfico, a sociedade compõe-se de grupos: 
- Grupos dominantes: aqueles incluídos socialmente e que, por isso, 
oprimem os demais; 
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11 
- Vulneráveis: relembrando a situação dos indivíduos pertencentes a estes 
grupos em estar no corpo e não ser o corpo social; 
- Minorias: estas que não são reconhecidas como detentoras de direitos, 
coexistem socialmente. 
 
c) Quanto ao objetivo: 
Os grupos vulneráveis buscam exercer seus direitos, já as minorias buscam, 
primeiramente, o reconhecimento de que também possuem direito e, 
posteriormente, mas concomitante, o exercício destes; o que move uma minoria 
é o impulso de transformação, assim como Brandi e Camargo informam que: 
Minorias articulam movimentos sociais com o fim de participação nas decisões 
políticas. 
Grupos vulneráveis articulam apenas aceitação social. Quando posto em análise 
um traço não identificado como típico ou dominante do corpo social, há que se 
fazer a seguinte indagação: este traço, objeto de discriminação, pretende ser 
mantido/preservado como característica cultural ou não há uma relação de 
interesse e dependência com este fator? Se a resposta for ao sentido de que 
deve haver a preservação do traço em análise, em forma de cultuá-la, estar-se-
á diante de uma Minoria. 
Mas, caso a resposta seja a de que não há interesse de cultuar o objeto de 
discriminação, trata-se, então, de um Grupo Vulnerável. Respondida a pergunta, 
compreende-se o objetivo dos grupos vulneráveis e das minorias: exercício dos 
direitos; o reconhecimento cumulado com o exercício, respectivamente. 
Por conseguinte, diz respeito ao gênero ou a espécie de vulneráveis. Clareada 
essa diferenciação, infere destacar o posicionamento de Jaime Brito: Nesta 
senda, verifica-se que no momento da concretização de direitos inerentes tanto 
aos grupos vulneráveis como em relação às minorias, a diferenciação, mesmo 
que de maneira bem peculiar, trará efeitos concretos, visto que tal diferença pode 
influenciar no que tange as necessidades inerentes a cada grupo. 
12 
 
 
 
 
12 
Ora, imagine-se a importância que teria para um determinado grupo vulnerável 
a implementação de políticas públicas que visassem à manutenção dos seus 
traços culturais, visando manter sua identidade. Deve-se considerar que os 
grupos vulneráveis não apresentam essa característica, de modo que não traria 
benefício algum a este grupo. Já para as minorias, este traço lhe é essencial, 
apresenta-se como algo que lhe é peculiar, razão por que essa política trará 
claros benefícios de ordem prática. 
 
 
3. POLÍTICAS PÚBLICAS NA PROTEÇÃO DOS 
DIREITOS HUMANOS 
 
De acordo com Nogueira e Cavalcante (2009) políticas públicas são diretrizes, 
princípios norteadores de ação do poder público; regras e procedimentos para 
as relações entre poder público e sociedade, mediações entre atores da 
sociedade e do Estado. 
As Políticas públicas podem ser Leis, Decretos, Programas ou Projetos que 
estabelecem princípios e diretrizes para atuação do Poder Público. São regras e 
procedimentos que regem a relação entre Estado - Sociedade Civil - Mercado na 
construção do Desenvolvimento Social Sustentável. São formas de reparação 
social e ações afirmativas junto a populações vulneráveis. São mediação entre 
o Estado e a sociedade civil que se dão na esfera pública explicitadas em 
documentos que orientam a ação do Poder Público. 
Elaborar uma política pública implica em definir quem decide o quê, quando, com 
que consequências e para quem. Suas formulações estão relacionadas com a 
natureza do regime político em que se vive, com o grau de organização da 
sociedade civil e com a cultura política vigente. 
A Constituição Federal de 1988 ao instituir os espaços de controle social, pôs, 
em diálogo gestores públicos e sociedade civil no que se refere às políticas 
13 
 
 
 
 
13 
públicas. As políticas públicas para serem “públicas”, é preciso considerar a 
quem se destinam os resultados ou benefícios, e se o seu processo de 
elaboração é submetido ao debate público. A concepção de política pública 
implica em participação dialógica. 
É necessário ainda esclarecer que o Estado, por definição legal tem o dever 
constitucional de assegurar direitos de acesso às políticas públicas. Essa 
compreensão contribui com a elevação da consciência cidadã e a desconstrução 
das políticas assistencialistas, caritativas, onde o estado ou os seus agentes 
agem para com o cidadão como se este fosse sujeito de favor e não sujeito de 
direito. 
As políticas públicas traduzem, no seu processo de elaboração e implantação e, 
sobretudo, em seus resultados, formas de exercício do poder político, 
envolvendo a distribuição e redistribuição de poder, o papel do conflito social nos 
processos de decisão, a repartição de custos e benefícios sociais. Para que 
tenham legitimidade social, considerando que as políticas são fruto da correlação 
de forças dentro da sociedade, devem ser fruto do consenso social construído 
na esfera pública, através dos múltiplos mecanismos de participação cidadão 
como conselhos, orçamento participativo, entre outros. 
Elaborar uma política pública significa definir o que, por que, para que, como e 
para quem a política será executada. Nem toda política de Estado pode ser 
considerada pública. As políticas fiscais, monetária, econômica, entre outras não 
podem ser, em princípio, consideradas políticas públicas, apesarem de ser 
públicas. 
Em sentido estrito, as políticas públicas são políticas sociais onde deve ser 
considerado a quem se destina, os resultados e benefícios alcançados e, 
principalmente, se o seu processo de elaboração foi submetido ao debate 
público. A participação do cidadão é uma condição essencial para caracterização 
de uma política pública. 
As políticas públicas em direitos humanos, especialmente, em EDH pressupõe 
o direito à representação dos vários campos sociais, ou seja, da diversidade, em 
14 
 
 
 
 
14 
que os grupos tenham voz, presença no espaço público e, principalmente, 
capacidade de intervenção em todo o processo. Cabe ao Estado, como base nos 
princípios constitucionais, promover essa participação da forma mais intensa 
possível. As políticas públicas de direitos humanos, por sua vez, são a 
materialização dos direitos humanos. 
As Abordagens Baseadas em Direitos Humanos (HRBA) nos permitem trabalhar 
com as políticas públicas no campo dos direitos humanos. A HRBA temcomo 
referência a noção de desenvolvimento humano, normativamente orientados 
pelos princípios de Direitos Humanos presentes nas declarações, pactos, 
convenções e tratados internacionais, a exemplo da Carta Internacional dos 
Direitos Humanos que é constituída pela Declaração Universal dos Direitos 
Humanos (DUDH), pelo Pacto Internacional sobre os Direitos Econômicos 
Sociais e Culturais (PIDHESC) e pelo Pacto Internacional sobre os Direitos Civis 
e Políticos e seu protocolo facultativo. 
Outros documentos importantes para a HRBA são: a Declaração sobre Direito 
ao Desenvolvimento (1986); a Declaração de Direitos Humanos e Programa de 
Ação de Viena (1993); a Declaração e Objetivos Internacionais do Milênio da 
ONU e, mais recente, os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). 
 O conjunto desses documentos internacionalmente aceitos, que protegem os 
direitos humanos, fornece padrões reconhecidos globalmente do que significa 
viver com dignidade, mostrando-se também, como sistema jurídico de 
considerável força e legitimidade social no plano internacional e nacional, desde 
o fim da segunda guerra mundial. A abordagem com base em direitos para o 
desenvolvimento é uma estrutura conceitual que assenta em padrões e 
operacionalização voltadas para a promoção e proteção dos direitos humanos 
(ROCHA, 2013). 
A RBA integra normas, padrões e princípios do sistema internacional de direitos 
humanos em planos, políticas e processos de desenvolvimento. As normas e 
standards são aqueles contidos no rico acervo de tratados e declarações 
15 
 
 
 
 
15 
internacionais, como visto, e esses princípios incluem: igualdade, equidade, 
prestação de contas, empoderamento e participação. 
A HRBA é também uma estratégia para efetivar Direitos Humanos. Essa 
estratégia apaga as distinções entre direitos ao desenvolvimento e direitos 
humanos e tem como objetivo reduzir a dependência das comunidades de ajuda 
externa e melhorar a capacidade dos governos de atender as necessidades da 
população. Com essa estratégia afirmamos que na base das abordagens 
baseadas em direito está não só o trabalho de defesa e promoção dos direitos 
humanos da população, mas a construção de políticas públicas e ações 
afirmativas junto ao Estado. (ROCHA, 2013). 
A metodologia visa reforçar a capacidade dos detentores da obrigação 
(governo/Estado) e capacitar detentores de direitos (sujeitos de direito) a cobrar 
das autoridades a efetivação desses direitos. Pretende, portanto, qualificar uma 
comunidade a reivindicar a efetivação de seus direitos por parte do Estado. 
Preocupa-se com a emancipação individual e coletiva das pessoas, com a 
autonomia do sujeito, com o empoderamento da comunidade que se quer dotada 
dos meios para reivindicar seus direitos junto ao Estado. 
A HRBA expressa ligação entre os direitos (interdependência, interconexão), 
exige prestação de contas por parte do Estado, governos e agentes públicos em 
sentido amplo, visa o empoderamento das comunidades reforçando a autonomia 
individual e coletiva dos sujeitos de direito, reforça a ideia de participação do 
indivíduo na vida pública, de proposição de políticas públicas, de ações 
afirmativas, da construção de espaços públicos de participação. Defende a 
criação pelo Estado de mecanismos administrativos, judiciais, políticos e sociais 
de participação da comunidade, além de defender a equidade, a não 
discriminação e atenção a grupos vulneráveis. 
A definição de objetivos de desenvolvimento em termos de direitos específicos, 
como uma titulação legalmente exigível, é um elemento essencial da perspectiva 
baseada em direitos, assim como a criação de vínculos normativos e 
16 
 
 
 
 
16 
instrumentos que liguem os direitos humanos em nível internacional, regional e 
nacional. 
Direitos civis e políticos, direitos sociais, econômicos, culturais e ambientais, 
qualificados pelos temas da violência, da segurança, da impotência, da fome, da 
pobreza, das desigualdades socioeconômicas gritantes, das vítimas da ditadura 
civil-militar, das mulheres, da população LGBT, dos defensores dos direitos 
humanos, da situação das comunidades indígenas e da proteção ao meio 
ambiente são os assuntos abordados pelo autor na intenção de expor e discutir 
os desafios que as políticas públicas de direitos humanos apresentam no Brasil 
de hoje. 
Para Herrera (2009), os direitos humanos compõem a nossa racionalidade de 
resistência, na medida em que traduzem processos que abrem e consolidam 
espaços de luta pela dignidade humana. Realçam, sobretudo, a esperança de 
um horizonte moral, pautado pela gramática da inclusão, refletindo a plataforma 
emancipatória de nosso tempo. 
Nesse sentido, nas últimas décadas o Estado Brasileiro implementou Planos e 
Programas específicos para grupos socialmente vulneráveis/discriminados. São 
exemplos dessa ação, programas voltados para a Infância e Adolescência, 
referenciados no Estatuto da Criança e do Adolescente, Lei, 8069/90; As 
políticas públicas para as mulheres, em especial o enfrentamento à violência 
doméstica e sexual; As ações afirmativas, onde destacamos a Lei 12.288/2010, 
Estatuto da Igualdade Racial; Lei 10.741 de 2003, Estatuto do Idoso. 
A Lei 8742 de 1993, Lei Orgânica da Assistência Social-LOAS, de 1993, que em 
seu artigo primeiro afirma que a assistência social, direito do cidadão e dever do 
Estado, é Política de Seguridade Social não contributiva, que provê os mínimos 
sociais e deve ser realizada através de um conjunto integrado de ações de 
iniciativa pública e da sociedade, garantindo o atendimento às necessidades 
básicas do/a cidadão/ã. 
 Por essa definição fica claro que cabe ao Estado o dever de garantir à/ao 
cidadã/ão, o direito à assistência social, assim como todo o direito 
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constitucionalmente assegurado. Não cabe mais ao Estado, tratar política 
pública como caridade no sentido estabelecido na era caritativa, observe pois os 
objetivos da LOAS. 
No que se refere ao Público LGBT, que nos últimos anos conferências nacionais, 
sendo que em 2016, a pauta inclui desde a conquista do nome social, a proteção 
à vida e o combate à violência. Esse é um movimento social que vem 
conquistando visibilidade principalmente por meio de ativismo cultural e nas 
mídias alternativas, incidindo no Poder Legislativo Federal. 
A Lei 8069/90, Estatuto da Criança e do Adolescente, sancionada em 13 de julho 
é uma conquista da sociedade brasileira, crianças e adolescentes deixam de ser 
objeto do direito e passam a ser sujeitos de direitos. Isto reflete uma mudança 
significativa, que passa a considerar criança e adolescente como sujeitos de uma 
construção social, cultural, histórica, sendo um sujeito produtor de história. 
É impraticável construir um conceito de criança globalizado e universal, por que 
esse ser é constituído de cultura, é um ser contextualizado. É um sujeito político 
constituído de subjetividades, diversidades culturais, territoriais, sociais, 
econômicas, afetivas e sexuais. Adquiriram o direito de se expressarem como 
múltiplas infâncias. 
O Programa Nacional de Ações Afirmativas, sob a coordenação da Secretaria 
de Estado dos Direitos Humanos do Ministério da Justiça, foi lançado no ano 
2002. Este Programa contempla, entre outras medidas administrativas e de 
gestão estratégica, as seguintes ações: 
 - Observância, pelos órgãos da Administração Pública Federal, de requisito que 
garanta a realização de metas percentuais de participação de afrodescendentes, 
mulheres e pessoas com deficiências no preenchimento de cargos em comissão 
do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores; 
 - Estimular o desenvolvimento de ações de capacitação com foco nas medidas 
de promoção da igualdade de oportunidades e de acesso à cidadania; 
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- Promover a sensibilização dos servidores públicos para a necessidade de 
proteger os direitos humanos e eliminaras desigualdades de gênero, raça e as 
que se vinculam às pessoas com deficiências; 
- Articular ações e parcerias com empreendedores sociais e representantes dos 
movimentos de afrodescendentes, de mulheres e Outro órgão importante é a 
Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, criada para desenvolver 
ações conjuntas com todos os Ministérios e Secretarias Especiais, tendo como 
desafio a incorporação das especificidades das mulheres nas políticas públicas 
e o estabelecimento das condições necessárias para a sua plena cidadania. 
O interesse por um espaço específico no âmbito governamental para a 
problemática das mulheres como sujeito de direito surge em 1985 com a criação 
do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher posteriormente transformado em 
Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM), contando esta última 
em sua composição com representantes da sociedade civil e do governo, o que 
amplia o processo de controle social sobre as políticas públicas para as mulheres 
Outro espaço de governo importante para a promoção e afirmação dos direitos 
da diferença é a criação da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da 
Igualdade Racial (SEPPIR), em 21 de março de 2003. A data é emblemática em 
todo o mundo, pois nela celebra-se o Dia Internacional pela Eliminação da 
Discriminação Racial. A criação da Secretaria supõe o reconhecimento das lutas 
históricas do Movimento Negro Brasileiro. A missão da SEPPIR é promover 
iniciativas contra as desigualdades raciais no país. A SEPPIR utiliza como 
referência política o programa “Brasil sem Racismo”, que abrange a 
implementação de políticas públicas nas áreas do trabalho, emprego e renda; 
cultura e comunicação; educação; saúde, terras de quilombos, mulheres negras, 
juventude, segurança e relações internacionais. 
A criação da SEPPIR reafirma o compromisso com a construção de uma política 
de governo voltada aos interesses reais da população negra e de outros 
segmentos étnicos discriminados. O Plano de Ação aprovado na Conferência 
contra o Racismo, a Discriminação Racial, a Xenofobia e formas correlatas de 
intolerância, realizada em 2001, em Durbam (África do Sul), além de fortalecer o 
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processo político para a criação da SEPPIR, tornou-se uma referência 
importante e incide nas linhas de atuação da Secretaria, órgão de 
assessoramento direto e imediato da Presidência da República na coordenação 
de políticas para a promoção da igualdade racial 
 
4. POLÍTICAS PÚBLICAS EM MEIO A PANDEMIA 
 
O Brasil, assim como os demais países do mundo, vem enfrentando nos últimos 
meses uma pandemia que se mostra como uma ameaça à saúde, mas também 
ataca a vidas das pessoas em diferentes áreas. Para além da falsa dicotomia 
entre “o Brasil não pode parar” e a defesa de uma medida mais radical de 
isolamento, o país deve ter claro que a vida importa absolutamente mais do que 
de CNPJs. E é justamente nesse sentido que o Estado deve agir na defesa da 
vida e da dignidade humana. 
 Não é a primeira pandemia que assola o planeta e, infelizmente não há nada 
que indique que seja a última, mas são em momentos limites como esses que 
as políticas públicas podem e devem auxiliar os brasileiros a seguirem com os 
menores abalos possíveis. O Estado que nos últimos anos vem sendo 
confundido com políticas partidárias ou governantes, tem a obrigação de prestar 
assistência especialmente em nações como a brasileira, que tantas pessoas 
dependem deste apoio para sobreviver. 
 
 Políticas públicas não deveriam ser vistas como favores e sim como 
responsabilidades por parte de nossos líderes democráticos para com seu povo. 
Embora possamos perceber a irresponsabilidade, internacionalmente divulgada 
de quem ocupa atualmente a presidência do país, nós acompanhamos com 
respeito as medidas adotadas por boa parte dos governos estaduais. 
 
 No início dos casos do COVID 19 ouviu-se argumentos dizendo que essa 
pandemia não faria distinção social e, portanto, pegaria a todos igualmente. Com 
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o passar das semanas viu-se, porém que isso não era real e que a chaga da 
desigualdade social brasileira também estaria aberta e atingido distintamente os 
brasileiros. 
 
 A Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, por meio do 
Departamento de Direitos Humanos e Cidadania, está atendendo as demandas 
advindas da pandemia de Covid-19 na busca da minimização dos impactos 
sociais no cotidiano da população em situação de vulnerabilidade social, por 
meio da realização de ações e acesso às informações. 
 
Para amenizar os impactos da pandemia do novo coronavírus na vida da 
população, o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) tem priorizado o 
aporte de recursos para garantir a continuidade de obras de infraestrutura em 
áreas como saneamento, habitação e mobilidade urbana. A ideia é aliar 
investimentos com políticas públicas contribuindo também com ações de 
manutenção de emprego e apoio ao trabalhador. 
 
Fundos Constitucionais 
Os esforços da pasta nesse período possibilitaram medidas de apoio que 
alcançam desde o trabalhador autônomo até grandes empreendimentos. Uma 
delas é a articulação para o remanejamento de recursos dos Fundos 
Constitucionais de Financiamento do Centro-Oeste (FCO), Nordeste (FNE) e 
Norte (FNO) para conceder R$ 6 bilhões em linhas especiais de crédito voltadas 
a pequenos empreendedores e cooperativas, além de informais. 
O ministro explicou que “empresas as mais variadas que levantaram 
empréstimos nos Fundos Constitucionais das regiões mais deprimidas 
economicamente do Brasil como a Centro-Oeste, Norte e Nordeste, as 
prestações foram levadas para um período posterior para que essas empresas 
tivessem fôlego e não demitissem seus funcionários”. 
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“Criamos linhas de crédito para micro e pequenas empresas para que pudessem 
sacar recursos para manter sua atividade comercial e econômica numa 
proporção de 2,5% de juros ao ano para financiar, sobretudo, capital de giro e 
pagamento de folha de funcionários” destacou o ministro Rogério Marinho. 
Saneamento 
O Governo Federal suspendeu, por até seis meses, o pagamento de 
financiamentos contratados por empresas e concessionárias de saneamento 
junto ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O benefício, para 
companhias públicas e privadas, tem a previsão de alcance de R$ 658,2 milhões 
neste período. O objetivo é manter a economia ativa e, com isso, os empregos 
e a renda das famílias. 
Em apoio ao setor, o ministério ainda empenhou R$ 256,9 milhões do Orçamento 
Geral da União para garantir a continuidade de obras já contratadas e em 
andamento para evitar a paralisação dos empreendimentos e manter empregos. 
A Agência Nacional de Águas (ANA) suspendeu a cobrança pela captação de 
água bruta em rios de domínio da União até o fim de agosto, beneficiando 
produtores rurais, irrigantes, indústrias e empresas de saneamento afetados pela 
pandemia. 
Defesa Civil 
Outra ação para enfrentamento à Covid-19 foi o envio de mensagens de SMS 
para mais de 210 milhões de aparelhos celulares ativos no Brasil com 
orientações sobre o coronavírus. A iniciativa é uma parceria do MDR com a 
Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). 
O sistema de alertas de desastres naturais, da Defesa Civil Nacional, também 
está sendo utilizado por estados e municípios para avisos à população sobre 
cuidados específicos em cada localidade. Já foram mais de 390 milhões de 
mensagens enviadas por 24 estados e o Distrito Federal. 
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O ministro relatou que o trabalho da Defesa Civil vai de ações educativas ao 
suporte às cidades durante o enfrentamento da pandemia. “Fazendo um trabalho 
de manejo adequando na questão do sepultamento de pessoas, na questão de 
preparação de ambientes públicos para evitar a contaminação”, disse. 
Habitação 
Neste ano, o Ministério do DesenvolvimentoRegional autorizou a transferência 
de R$ 731,9 milhões do Orçamento Geral da União para garantir a execução do 
Programa Minha Casa, Minha Vida. A maior parte dos recursos, R$ 425 milhões, 
foi destinada à continuidade das obras de 301 mil moradias para famílias da 
Faixa 1, com renda mensal de até R$ 1,8 mil. 
Mobilidade Urbana 
Foi autorizada a contratação de R$ 342,8 milhões para ações em 20 municípios 
nos estados do Espírito Santo, Mato Grosso, de Minas Gerais, do Paraná, Piauí, 
Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e São Paulo. Os recursos são do FGTS e 
foram disponibilizados pelo Programa Avançar Cidades. 
 
Sistema Penitenciário 
 
Uma parceria entre Fundo de População da ONU e a Secretaria de 
Administração Penitenciária do Amazonas, busca incentivar novas habilidades 
de mulheres em custódia por meio da produção de máscaras de tecido para a 
prevenção da COVID-19. 
A oficina de costura organizada pela Secretaria de Administração 
Penitenciária do Amazonas teve todos os equipamentos e materiais doados pelo 
Fundo de População da ONU. 
As máscaras confeccionadas são aproveitadas pelo próprio sistema 
penitenciário e pelas equipes de Assistência Humanitária do UNFPA. Por meio 
do projeto, as mulheres podem ter a oportunidade de remição de pena, conforme 
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a Lei de Execuções Penais. A iniciativa faz parte de uma parceria maior entre 
UNFPA e Secretaria, que busca garantir os direitos humanos e a promoção da 
saúde das mulheres em custódia no Estado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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