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GERENCIAMENTO DE CRISES Instrutor: GCM CD TCHEILON de LIMEIRA SP granada 41;20 Gcm Tcheilon.VOB CRISE ANTIGAMENTE.mp4 Tcheilon • GCM em Limeira á 21 anos • Equipe de apoio tático ROMU • Instrutor da Academia Preparatória e Aprimoramento da GCML credenciado na PF • Instrutor de armament e tiro • Instrutor de técnicas e táticas policiais • Vigilante com algumas extenções. • Instrutor da Academia de Vigilantes Monte Castelo credenciado na PF FBI limeira.avi • Os estudos no Brasil começou no final dos anos 80 e inicio dos anos 90, o tema foi trazido no Brasil pela Academia Nacional de Policia, pela Policia Federal, de autoria do Delegado Dr. Roberto das Chagas Monteiro Outro marco importante, nesse contexto, foi a criação nos anos 80, de uma unidade tática de elite (tipo SWAT) na Polícia Federal, o COT (Comando de Operações Táticas) subordinado ao alto escalão da corporação, responsável por intervenções de alto risco, com reféns e apoderamento ilícito de aeronaves, comumente conhecido como "sequestro de aviões". Conceito de conflito • Conflito, nesse contexto, seria uma oposição de interesses, sentimentos, idéias, que pode gerar desentendimentos, tumulto, desordem, brigas, confusão, etc., que geralmente pode ser contido por outro tipo de ação: desde o convencimento, buscando um acordo, uma concordância entre os envolvidos, ou, até mesmo com a intervenção da força de aparato de segurança, que pode ser de policiais ou de vigilantes. “É todo incidente ou situação crucial não rotineira, uma anormalidade, ou uma quebra brusca da ordem publica, resultando, obviamente, em uma grave perturbação da ordem publica, que exija uma resposta especial policial, em razão da possibilidade de agravamento conjuntural, inclusive com risco de vida para as pessoas envolvidas, e que possa manifestar-se através de motins em presídios, assaltos a bancos com reféns, sequestros, atos de terrorismo, tentativas de suicídios, ocupação ilegal de terras, bloqueios de estradas, dentre outras ocorrências de vulto, surpreendendo as autoridades e exigindo uma postura imediata das mesmas, com emprego de técnicas especializadas”. O que é crise? Definição de Crise “ ...um evento ou situação crucial que exige uma resposta especial da Polícia, a fim de assegurar uma solução aceitável.” (FBI) Extremo, difícil Policiamento especializado: Pessoal e equipamento Dever legal de agir Aquela que preserva vidas e aplica a lei MEDIDAS INICIAIS DE CONTROLE E CONDUÇAO DA CRISE •Conter; • Isolar; •Negociar = 1° contato SEM CONCESSÕES Conter Evitar que se alastre; Impedir de Aumentar Número de Reféns; Evitar que atinja pontos Vulneráveis MEDIDAS INICIAIS DE CONTROLE E CONDUÇÃO DA CRISE ISOLAR Consiste em extremar o local da ocorrência; Obter o total controle da situação pela polícia, que passa a ser o único veículo de comunicação entre os protagonistas do evento e o mundo exterior. MEDIDAS INICIAIS DE CONTROLE E CONDUÇÃO DA CRISE Dar Início as Verbalizações com o objetivo de criar um Grau de confiança com o causador da crise (Rapport) NEGOCIAR “PRIMEIRO INTERVENTOR” MEDIDAS INICIAIS DE CONTROLE E CONDUÇÃO DA CRISE REFEM 18 BPM BEIJO NO CORONEL.wmv Perímetros de segurança • São os anéis de controle, que propiciam a segurança da população, das autoridades envolvidas, da imprensa, das vítimas ou reféns e do protagonistas do evento. CARACTERÍSTICAS DE UMA CRISE • Imprevisibilidade •Compressão de tempo •Ameaça de vida CARACTERISTICAS DA CRISE IMPREVISIBILIDADE: A crise é não seletiva e inesperada, isto é, qualquer pessoa ou instituição pode ser atingida a qualquer instante, em qualquer local, a qualquer hora. COMPRESSÃO DO TEMPO: Os processos decisórios que envolvem discussões para adoção de posturas no ambiente operacional devem ser realizados em um curto espaço de tempo. As ocorrências de alta complexidade impõem às autoridades policiais responsáveis pelo seu gerenciamento: urgência, agilidade e rapidez nas decisões. AMEAÇA A VIDA: Sempre se configura como elemento de um evento critico (decisivo), mesmo quando a vida em risco é a do próprio causador da crise. Necessidade de: • Postura organizacional não rotineira. • Planejamento analítico especial e capacidade de implementação. • Considerações legais especiais. Postura organizacional não-rotineira É a de todas as características essenciais, a que causa maiores transtornos ao processo de gerenciamento, principalmente, quando a instituição policial não desprende energias suficientes para se planejar antes mesmo da crise acontecer. Contudo, é a única cujos efeitos podem ser minimizados, graças a um preparo e a um treinamento prévio da organização para o enfrentamento de eventos críticos. Planejamento analítico especial e capacidade de implementação • Sobre a necessidade de um planejamento analítico especial é importante salientar que a análise e o planejamento, durante o desenrolar de uma crise, são consideravelmente prejudicados por fatores como a insuficiência de informações sobre o evento crítico, a intervenção da mídia e o tumulto de massa geralmente causado por situações dessa natureza. • A capacidade de implementação resume- se na habilidade que terá o Gerente da crise em mobilizar todos os recursos necessários para solucionar a crise. Considerações legais especiais • Com relação às considerações legais especiais exigidas pelos eventos críticos, cabe ressaltar que, além de reflexões sobre temas como estado de necessidade, legítima defesa, estrito cumprimento do dever legal, responsabilidade civil, etc., o aspecto da competência para atuar é aquele que primeiro vem à baila, ao se ter notícia do desencadeamento de uma crise. “Quem ficará encarregado do gerenciamento?” - é o primeiro e mais urgente questionamento a ser feito, sendo muito importante na sua solução um perfeito entrosamento entre as autoridades responsáveis pelas organizações policiais envolvidas. Como nos ensina o Ten. PM Irio Doria Junior (SENASP 2007), “o Gerenciamento de Crises por sua vez pode ser descrito, como uma metodologia, que se utiliza, muitas vezes, de uma sequência lógica para resolver problemas que são fundamentados em possibilidades. Devemos observar que o Gerenciamento de Crises não é uma ciência exata, pois cada crise apresenta características exclusivas, exigindo, soluções particulares, que exigem uma cuidadosa análise e reflexão”. O Gerenciamento de Crises pode ser descrito como um processo racional e analítico de resolver problemas baseados em probabilidades. A Academia Nacional do FBI conceitua o Gerenciamento de Crises, da seguinte forma: “Gerenciamento de Crises é o processo de identificar, obter e aplicar os recursos necessários à antecipação, prevenção e resolução de uma crise.” O que é gerenciamento de crise? FBI limeira.avi O objetivo do gerenciamento de crises: É preservar a vida e aplicar a lei. A vida como bem jurídico de maior valor é o principal alvo de proteção no gerenciamento de crises. Critérios de ação no gerenciamento de crises • Na tomada de decisões, deve-se rigorosamente observar os seguintes critérios: Necessidade Validade do Risco Aceitabilidade CRITERIOS DE AÇÕES PARA TOMADA DE DECISÕES Necessidade: A ação que pretendermos fazer é estritamente necessária? Validade do risco: Vale a pena correr esse risco? Aceitabilidade: Deve ter respaldo legal, moral e ético. Necessidade – Indica que qualquer ação somente deve ser implementada quando for indispensável. Validade do Risco – Orienta que toda e qualquer ação tem que levar em conta se os riscos dela advindos são compensados pelos resultados Aceitabilidade – Implica em que toda a ação deve ter embasamento legal, moral e ético. GERENTE DA CRISE • ESTADO DE NECESSIDADE, LEGITIMA DEFESA, O ESTRITO CUMPRIMENTODO DEVER LEGAL, E A RESPONSABILIDADE CIVIL, SÃO CONSIDERAÇÕES LEGAIS QUE DEVERÃO SER OBSERVADAS PELO GERENTE NA OCORRÊNCIA DE GERENCIAMENTO DE CRISES O GERENTE DA CRISE ▪ Papel de fundamental importância, que permitirá o estabelecimento de uma cadeia hierárquica no Teatro de Operações. ▪ Todas as ações a serem implantadas, obrigatoriamente têm que passar pela avaliação do Gerente da Crise. ▪ O Gerente da Crise deve ser um policial com conhecimento e experiência acerca do assunto. O GERENTE DA CRISE DEVE SE PREOCUPAR COM TODA A OCORRÊNCIA E NÃO FAZER TUDO NA OCORRÊNCIA “quem está presente deve ter uma função; quem não tem uma função, NÃO deve estar presente.” PRESERVAÇÃO DE VIDAS Dos reféns; Do policial; Do publico em geral; Dos criminosos; APLICAÇAO DA LEI • prisão dos infratores; • proteção do patrimônio; • garantir o estado de direito; CLASSIFICAÇÃO DOS GRAUS DE RISCO OU AMEAÇA CLASSIFICAÇÃO TIPO E EXEMPLOS DO FBI CLASSIFICAÇÃO DOS GRAUS DE RISCO A avaliação da classificação do grau de risco deve ser uma das primeiras ações a ser mentalizada pelo gerente da crise. A doutrina do FBI estabelece uma escala de risco ou ameaça que serve de padrão para a classificação da crise. Para exemplificar construímos uma tabela, de acordo do FBI, com exemplos de ocorrências citadas pelo próprio FBI. Classificação Tipos Exemplos (FBI) 1º Grau Alto Risco Assalto a banco promovido por uma ou duas pessoas armadas de pistola ou revólver, sem reféns. 2º Grau Altíssimo Risco Um assalto a banco por dois elementos armados mantendo três ou quatro pessoas como reféns. 3º Grau Ameaça Extraordinária Terrorista armados de metralhadoras ou outras armas automáticas, mantendo oitenta reféns a bordo de uma aeronave. 4º Grau Ameaça Exótica Um indivíduo de posse de um recipiente, afirmando que seu conteúdo é radioativo e de alto poder destrutivo ou letal, por um motivo qualquer, ameaça uma população. NÍVEL RECURSOS RESPOSTA LOCAL NÍVEL UM LOCAIS As guarnições normais de área poderão atender a ocorrência. NÍVEL DOIS LOCAIS ESPECIALIZADOS As guarnições com apoio de guarnições especiais da Unidade de área. NÍVEL TRÊS TODOS DO NÍVEL DOIS + COMANDO GERAL As guarnições especiais de área não conseguiram solucionar, pede-se apoio da equipe especial da maior autoridade. NÍVEL QUATRO TODOS DO NÍVEL TRÊS + RECURSOS EXÓGENOS A equipe especial é empregada com auxilio de equipe de profissionais de áreas especificas. ALTERNATIVAS TÁTICAS • SNIPER OU ATIRADOR DE PRECISÃO • EQUIPAMENTOS NÃO LETAIS • NEGOCIAÇÃO • EQUIPE TÁTICA - QUAL É A SEQUENCIA DENTRO DO USO DIFERENCIADO DA FORÇA? ASSALTANTE MORRE NO RIO DE JANEIRO 25_09.avi SNIPER/crise tiro arma sniper ARMA NO COPÔ DO CARRO.wmv SNIPER/SNIPER PRESERVANDO A VIDA.wmv invasão da febem gate 12 nao letal.VOB Limeira_ homem tem surto e faz esposa refém.mp4 Homem faz ex-namorada refém após termino de relacionamento em Santa Bárbara D’ Oeste.mp4 5 AÇÕES INCRÍVEIS DO GATE _ RANKING DO DATENA.mp4 •QUANDO SEI, QUAL É O MOMENTO DE AGIR DE CADA OPÇÃO TÁTICA? TIPOS DE NEGOCIAÇÃO • NEGOCIAÇAO REAL: emprego da verdade é primordial, pois, o objetivo é fazer instalar-se o rapport ou vínculo de confiança, e assim obter a rendição dos causadores e a libertação dos reféns. • NEGOCIAÇAO TÁTICA: é aquela empregada coordenada com uma ação tática. Tem por objetivo ocultar a movimentação da equipe tática ou a proximidade de um tiro de comprometimento. OBJETIVOS DA NEGOCIAÇÃO Ganhar tempo; Abrandar exigências; Colher informações; Prover um suporte tático; Libertar os reféns. FONTES DE INFORMAÇÃO NUMA CRISE • Para se avaliar o grau de risco de um evento crítico, se toma por base as informações coletadas desde os primeiros momentos, geralmente pela primeira autoridade policial que chega ao local. Segundo Monteiro (ANP, 1991) são as seguintes fontes de informação: Fontes de Informação • a) Reféns liberados (cautela) ou que tenham conseguido fugir; • b) Negociadores; • c) Snipers e observadores; • d) Inteligência; • e) Documentos a respeito dos bandidos e do ponto crítico, tais como, mapas, croqui, plantas, fotografias, etc.; • f) Vigilância técnica do ponto crítico; • g) Mídia e; • h) Ações táticas de reconhecimento INCIDENTE NEGOCIÁVEL 1 - Deve haver vontade de viver por parte do causador da crise; 2-Deve haver demonstração de força por parte das autoridades; 3 - Deve haver comunicação entre causador e autoridades; 4 - Deve haver um líder nas negociações; 5 - Deve haver exigências; 6 - Deve haver isolamento; 7 - Deve haver tempo para negociar; 8 - Deve haver um negociador das autoridades ( policia) que pode ferir ou matar o causador mas que indica o caminho para salvá-lo. TIPOLOGIA DOS CAUSADORES DA CRISE E SUA PERICULOSIDADE Criminoso profissional: Indivíduo que se mantém através de repetidos furtos e roubos e de uma vida dedicada ao crime. Emocionalmente perturbado: Pode ser um psicopata ou simplesmente alguém que não conseguiu lidar com seus problemas de trabalho ou família, ou ainda àquele que esteja parcial ou completamente divorciado da realidade. Terrorista por motivação política: Essa espécie de causador de evento crítico é, de longe, a que causa maior estardalhaço. Terrorista por motivação religiosa: Pode não haver nenhuma racionalização através do diálogo, o que praticamente inviabiliza as negociações. TIPOS DE REFÉNS • Refém tomado ou ocasional: é aquele que é pego aleatoriamente pelo causador da crise, quando ele tem sua ação criminosa frustrada pela polícia, e seu único propósito é manter a polícia à distância para assegurar a sua fuga e conseqüente liberdade e sua integridade física preservada. • Refém seqüestrado, localizado ou intencional: é aquele que é previamente escolhido pelo causador da crise, com o objetivo de satisfazer suas exigências, normalmente financeiras, mediante o pagamento de resgate pela família do seqüestrado. REFÉM = VÍTIMA? REFÉM: da situação Há exigências; Há ameaças em caso de não atender as exigências. Não tem valor afetiva para o captor; VÍTIMA: da emoção Pessoa significativa para o captor; Não há exigências objetivas; Real possibilidade de homicídio - suicídio. Negocião - Assaltantes Fazem 2 Reféns Em Ribeirão Preto - 28-03-2014 - Vídeos HD Viral .mp4 OCORRÊNCIA COM REFÉM TERMINA COM DISPARO DE ARMA DE FOGO. ROCAM!.mp4 Reféns_livres_e_sequestrador_morto.avi O QUE SE ESPERA DO REFÉM Na captura: Resistir ou não Sentimento de abandono Após a liberação: Depressão, fadiga e confusão Síndrome de Estocolmo SÍNDROME DE ESTOCOLMO Banco de Crédito de Estocolmo - Suécia;03 mulheres e 01 homem como reféns durante 6 dias; Aproximadamente 45 min para instalação; Elo Psicológico: Seqüestrador - Refém; •Refém defende o Seqüestrador; •Refém fica contra as autoridades; •Seqüestrador sensibiliza-se com o refém. ESCOTOMO A "Síndrome de Estocolmo" foi cunhada pelo criminologista Nils Berejot, que colaborou com a polícia durante um sequestro. Ela se desenvolve a partir de tentativas da refém de se identificar com seu raptor ou de conquistar a simpatia do sequestrador, considerada uma doença psicológica aleatória. As pessoas que desenvolvem a síndrome costumam apresentar sintomas como: • Confusão mental, depressão, agressão, culpa, dependência do aproveitador e distúrbio de estresse pós-traumático; • Ansiedade, irritabilidade, impulsividade e timidez; • Síndrome de Estocolmo, também conhecida como Vinculação Afetiva de Terror ou Traumática. Essa identificação afetiva é uma forma de afastá-la emocionalmente da realidade violenta à qual está submetida e também de ganhar a simpatia do sequestrador, podendo até mesmo resultar em amizade ou amor. Em alguns casos, o refém acaba ajudando o raptor a alcançar seus objetivos, como fugir da polícia. No entanto, dependendo do refém não se torna totalmente alheia à situação,buscando escapar em algum momento. • Explica-se esta reação pelo fato de as vítimas, por terem sido submetidas a uma forte tensão emocional, vivendo momentos extremamente difíceis, imaginando a proximidade da morte, costumam apegar-se a qualquer coisa que lhe indique a possibilidade de sobrevivência, que possa a ser tabua de salvação. Qual o aspecto positivo da Síndrome de Estocolmo? • Como aspecto positivo, o desenvolvimento da síndrome diminui consideravelmente a possibilidade de violência contra os capturados. Somente esse aspecto, por si só, já justifica a importância de se induzir a Síndrome de Estocolmo no Ponto Crítico. DESENVOLVENDO A SÍNDROME DE ESTOCOLMO • Pedir aos causadores que lhe dê os nomes das pessoas; • Pedir aos causadores para descobrir se alguém precisa de cuidados médicos ou considerações especiais; • Quando se referir às necessidades, inclua todas as pessoas; • Não use o termo REFÉM, chame-os pelo nome; • Pedir para transmitir recados as “pessoas” que estão com os causadores; • Conte com a passagem do tempo, desde que reféns e causadores fiquem juntos. QUANDO A SÍNDROME NÃO ESTÁ SE DESENVOLVENDO O causador se mantêm distante (física e psicologicamente) dos reféns; O causador continuar a despersonalizar os reféns. QUAIS OS ASPECTOS NEGATIVOS DA SÍNDROME? • Informações transmitidas pelos capturados tornam-se não confiáveis! •Capturados, consciente ou inconsciente, dão falsas informações sobre as armas ou potencial dos captores •Capturados terão dificuldades em descrever captores e assumem postura de “advogados” dos mesmos ASPECTOS NEGATIVOS DA SÍNDROME A Síndrome pode causar interferência nos planos de resgate dos capturados, que poderão agir contrariamente aos comandos dos Policiais no momento do assalto; Negociadores despreparados podem ter seu desempenho afetado, principalmente caso se identifique a necessidade de ação tática; O QUE SE PODE OU NÃO NEGOCIAR Comida; Drogas Bebida; Cigarros Cobertura da mídia; Celular Transporte; Parentes (pai, mãe...) Dinheiro; Troca de vitimas Armas; Troca de reféns; Liberdade para os causadores; Colete Remédio LADRÃO CULPA A MÃE NO MOMENTO DE SUA MORTE.jpeg AUTORIDADES LOCAIS QUE DEVAM SER IMEDIATAMENTE COMUNICADAS COMPETENCIA DE ATUAÇÃO Resolução SSP-13, de 5-2-2010 • Artigo 1° - Caberá ao Grupo de Ações Táticas da Polícia Militar (GATE) atender ocorrências com reféns, no exercício das atribuições da Polícia Militar, na preservação da ordem pública, que implica na prevenção e repressão imediata, ainda que acionado por qualquer outro órgão, mediante prévia autorização do Comandante do CPChq ou do Comandante Geral ou do Secretário da Segurança Pública. Parágrafo único - Em caso de atendimento da ocorrência por policiais militares da unidade territorial, se já estiver estabelecido vínculo de negociação, este será mantido com o apoio do GATE, que avaliará a necessidade e oportunidade de assumir integralmente a operação. • Artigo 2° - Caberá ao Grupo Especial de Resgate da Polícia Civil (GER) atender ocorrências com reféns, decorrentes da atividade de polícia judiciária afeta às atribuições do DEIC ou de outro órgão de execução da Polícia Civil, mediante autorização do Delegado de Polícia Diretor do DEIC ou do Delegado Geral de Policia ou do Secretário da Segurança Pública. Resolução SSP-13, de 5-2-2010 EXEMPLOS DE CRISES Tomada de reféns por criminosos cercados; Extorsão mediante seqüestro; Mentalmente perturbados com vítimas ou reféns; Tentativas de suicídio, tentante , suicídio Rebeliões em presídios/unidades de internação; Seqüestro terrorista; Seqüestro de aeronave; Movimentos sociais com reféns; Ameaças com artefatos explosivos; Acidentes de grandes proporções; Atirador ativo no Brasil Erro em negociação, todos falam.mp4 SEQUESTRO DA FILHA DO SILVIO SANTOS.mp4 vigilante FAZ REFEM EM BANCO.avi TENTANTE/policia convence tentante na ponte 15.33.53.mp4 TENTANTE/Sequestrador se mata.MPG TENTANTE/suicida com faca na rua se cortando 09.44.47.mp4 ABORDAGEM AO TENTANTE BOMBEIRO.pdf invasão da febem gate 12 nao letal.VOB sequestro avião 1988.mp4 40 homens armados invadem fazenda, torturam funcionários e roubam tratores em RO.mp4 ATIRADORR ATIVO/ATAQUE AO SUPERMERCADO.mp4 ATIRADORR ATIVO/Atirador ativo. O que fazer_.mp4 ATIRADORR ATIVO/WhatsApp Image 2022-06-20 at 00.22.29.jpeg AMEAÇAS ATIVA • Segundo o U.S. Department of Homeland Security (Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos), o Atirador Ativo é “alguém que toma a iniciativa de matar ou tentar matar pessoas em um ambiente delimitado e populoso; na maioria dos casos, os atiradores ativos usam armas de fogo sem nenhum padrão ou método definido para seleção das suas vítimas.” (2018). • Assassinos em Massa: são aqueles que matam (ou tentam) matar mais de 4 pessoas em um único local. Os atiradores escolares entram nesta categoria. • Já os Assassinos em Série (conhecidos como Serial Killers): são assassinos que matam mais de duas pessoas, em locais diferentes e com um período de resfriamento, ou seja, ficam sem matar por um tempo. • O FBI (Federal Bureau of Investigation, a polícia federal americana), define Atirador Ativo como “um indivíduo altamente empenhado em matar ou tentar matar pessoas em uma área populosa. As vítimas são escolhidas aleatoriamente. O evento é imprevisível e acontece rapidamente. Conhecimento é o que pode salvar vidas.” (2015). • A característica principal do Atirador Ativo é que ele quer matar ou tentar matar o maior número de pessoas que conseguir, independentemente de sua motivação. A intenção principal dele não é matar para roubar, não é fazer reféns. Seu propósito é matar muita gente. • Isso não quer dizer que uma ocorrência de Atirador Ativo não possa se tornar uma ocorrência com reféns. Ou vice-versa. Pode ser que o Atirador Ativo faça, ou reúna, reféns, para executá-los em frente às câmeras de televisão, se sua intenção é ganhar visibilidade. PERFIL VISTO NO BRASIL • Buscam atenção para si (Efeito COYCAT). • Psicológicos • Bulling • Religião • Drogas • Apostas e desfios MAC (Múltiplos Ataques Coordenados). • Quando há, simultaneamente, atiradores ativos atacando em lugares diferentes agindo de forma coordenada. INCIDENTES CRÍTICOS DINÂMICOS • São aqueles eventos cujos impactos não se limitam a um espaço geográfico determinado e, em razões de sua natureza, os atores envolvidos encontra-se em movimento, tornando difícil a adoção das medidas iniciais de contenção e isolamento, exigindo uma resposta imediata da primeira força policial interventora a fim de cessar as suas ações, e posteriormente, o acionamento das demais ações do estado e outras organizações. CIN CONTER, ISOLAR, NEUTRALIZAR • A prioridade das forças de segurança, da polícia, em uma situação de Ameaça ativa é CONTER, ISOLAR = LOCALIZAR e NEUTRALIZAR o elemento. • O protocolo de conter, isolar e negociar ainda deve ser empregado em ocorrências com reféns, mas se houver um Atirador Ativo atirando nas pessoas, ele deve ser localizado e neutralizado. • Quando falamos de neutralização nos referimos a necessidade de fazer com que a Ameaça Ativa pare imediatamente de atirar contra as pessoas. Cada minuto que a polícia demora para fazer isso, pode significar a morte de mais uma pessoa. • A PRIMEIRA RESPOSTA é dada pelos primeiros policiais que chegam ao local. Ou até mesmo por seguranças particulares, armados e treinados, que já estejam no local. Devem entrar no ambiente, localizar e neutralizar rapidamente a Ameaça Ativa. Primeiros interventores • Buscar informação. • Usar técnicas de progressão, CQB, LOW LIGHTe o que pedir o evento. • 1. PRIMEIRA INTERVENÇÃO EM CRISES - conjunto de ações técnicas a ser aplicado pelo policial militar ou pela equipe de policiais militares que primeiramente se deparou com ocorrências críticas em andamento. • 2. CAUSADOR DA CRISE - todo indivíduo que dá causa a uma crise. As motivações ou os fatores que desencadearam a crise podem variar imensamente, determinando o tipo a ser gerenciado. O atirador ativo é um exemplo de causador de uma crise. • 3. ATIRADOR ATIVO - indivíduo engajado em matar ou tentar matar pessoas em uma área populosa e confinada; em muitos casos, atiradores ativos usam armas de fogo e não existe um padrão ou método de seleção de vítimas. • 4. PERÍMETROS DE SEGURANÇA - são barreiras de contenção contra os terceiros que têm a intenção de se aproximar do ponto crítico ATIVIDADES CRÍTICAS 1. Aproximação dos primeiros interventores ao local da crise envolvendo atiradores ativos; 2. Início da busca ao atirador mesmo estando sem apoio de outras equipes; 3. Localização do atirador ativo e da ameaça que ele representa; • 4. A ocorrência envolvendo um atirador ativo é uma ocorrência diferente e que costuma ser breve, durando poucos 10 á 15 minutos. • 5. É um tipo de crise que necessita de um atendimento rápido e objetivo por parte dos primeiros interventores na identificação e neutralização da ação do causador de evento, eliminando o risco que ele promove e evitando assim mais mortes SEQUÊNCIA DE AÇÕES 1. Chegar ao local da ocorrência com extrema segurança e realizar a análise do cenário (pessoas em fuga, estampidos de disparos de arma de fogo, gritos etc.); 2. Se houver confirmação, acionar de imediato apoio via canais de comunicação oficial; • 3. Contatar com o COPI e informar o início da busca ao(s) atirador(s) ativo(s), que deverá deslocar equipes de apoio e unidade especializada, bem como, os Graduados para coordenação das ações de desocupação, contenção e isolamento; • 4. Iniciar deslocamento em busca do atirador ativo, usando técnicas e táticas policiais, bem como, cobertas e abrigos existente no local; 5. Se possível orientar quanto à direção de desocupação da área, para as vitimas que estejam em fuga, enquanto, estiver em deslocamento; 6. Coletar informações com pessoas que estejam escapando do local da crise, fazendo-lhes as seguintes perguntas: a) Onde estão? b) Quantos atiradores? c) Como estão vestidos? 7. Ficar atento a barulhos de disparos, gritos, explosões e outros indicativos de possíveis localizações do atirador; 8. Envidar esforços para localizar o atirador ativo, utilizando técnicas de adentramento e deslocamento, sem descuidar da necessária segurança; 9. Neutralizar a ação do atirador ativo de forma efetiva e rápida eliminando o risco que ele proporciona; 10. Solicitar socorro médico para as pessoas feridas que já estiverem em local seguro; • 11. Preservar o local e acionar os órgãos competentes para realização das pericias necessárias; • 12. No caso do atirador tomar reféns no momento da intervenção, iniciar a tomada das medidas de resposta imediata da Primeira Intervenção em crises policiais. POSSIBILIDADES DE ERRO 1. Perder muito tempo para o inicio da busca ao causador da crise; 2. Posicionar-se "na linha de tiro” do causador da crise (atirador ativo); 3. Demorar para acionar ou não acionar as equipes de apoio da área ou equipes especializadas; • 4. Não coletar informações importantes e disponíveis sobre a ocorrência antes da tomada das ações de busca e neutralização do causador da crise (atirador ativo); • 5. Não envidar esforços para afastar todas as pessoas que estiverem nas proximidades e no raio de ação do atirador; • 6. Subestimar a intenção violenta e destrutiva do causador da crise (atirador ativo). RESULTADOS ESPERADOS 1. Constatação se a crise policial com atirador ativo está de fato ou não ocorrendo; 2. Neutralização do causador da crise (atirador) no menor tempo possível; 3. Solicitação de equipes de apoio de área e das equipes especializadas; • 4. Acionamento de equipes de socorro médico para atender feridos que estiverem em área segura; • 5. Atuações em segurança de todos os policiais envolvidos; • 6. Preservação do local para as perícias necessárias. AÇÕES CORRETIVAS 1. No caso do causador da crise estar em ambiente aberto, numa rua, por exemplo, o risco aumenta, portanto, adotar as medidas de segurança individual apropriadas; 2. Em caso de não localizar a ocorrência, solicitar novas informações à Central de Operações e também coletar dados junto a terceiros que estiverem nas proximidades do local indicado; 3. Se perceber que pessoas se aglomeram nas proximidades do local da crise, afastá-las para que não atrapalhem os trabalhos e não se coloquem em risco; 4. Acionar as equipes especializadas de forma imediata à constatação da ocorrência e auxiliá-las com as ações necessárias e que lhe forem solicitadas; 5. Ter cuidado com a presença de policiais militares em trajes civis ou outras forças de segurança no local da ocorrência, para evitar fatalidades. No GC, o que fazer? •Conter • Isolar •Fazer o primeiro contato Tiroteio e morte na frente da Catedral da Sé em São Paulo - Death in the Sé Cathedral in São Paulo (1).mp4 Tiroteio e morte na frente da Catedral da Sé em São Paulo - Death in the Sé Cathedral in São Paulo (1).mp4 Salvar vidas e aplicar a lei. EUA - uma nação que honra as suas Forças Armadas.asf EUA - uma nação que honra as suas Forças Armadas.asf Slide 1: GERENCIAMENTO DE CRISES Slide 2 Slide 3 Slide 4 Slide 5 Slide 6: Conceito de conflito Slide 7: O que é crise? Slide 8: Definição de Crise Slide 9: MEDIDAS INICIAIS DE CONTROLE E CONDUÇAO DA CRISE Slide 10 Slide 11 Slide 12 Slide 13: Perímetros de segurança Slide 14 Slide 15 Slide 16: CARACTERÍSTICAS DE UMA CRISE Slide 17: CARACTERISTICAS DA CRISE Slide 18: Necessidade de: Slide 19: Postura organizacional não-rotineira Slide 20: Planejamento analítico especial e capacidade de implementação Slide 21: Considerações legais especiais Slide 22: O que é gerenciamento de crise? Slide 23 Slide 24: Critérios de ação no gerenciamento de crises Slide 25: CRITERIOS DE AÇÕES PARA TOMADA DE DECISÕES Slide 26: Necessidade Slide 27: Validade do Risco Slide 28: Aceitabilidade Slide 29 Slide 30: O GERENTE DA CRISE Slide 31 Slide 32: PRESERVAÇÃO DE VIDAS Slide 33: APLICAÇAO DA LEI Slide 34: CLASSIFICAÇÃO DOS GRAUS DE RISCO OU AMEAÇA Slide 35 Slide 36 Slide 37 Slide 38: ALTERNATIVAS TÁTICAS Slide 39 Slide 40 Slide 41: TIPOS DE NEGOCIAÇÃO Slide 42 Slide 43: FONTES DE INFORMAÇÃO NUMA CRISE Slide 44: Fontes de Informação Slide 45 Slide 46: TIPOLOGIA DOS CAUSADORES DA CRISE E SUA PERICULOSIDADE Slide 47: TIPOS DE REFÉNS Slide 48 Slide 49 Slide 50 Slide 51: ESCOTOMO Slide 52 Slide 53 Slide 54 Slide 55: DESENVOLVENDO A SÍNDROME DE ESTOCOLMO Slide 56 Slide 57: QUANDO A SÍNDROME NÃO ESTÁ SE DESENVOLVENDO Slide 58: QUAIS OS ASPECTOS NEGATIVOS DA SÍNDROME? Slide 59: ASPECTOS NEGATIVOS DA SÍNDROME Slide 60 Slide 61: AUTORIDADES LOCAIS QUE DEVAM SER IMEDIATAMENTE COMUNICADAS Slide 62: COMPETENCIA DE ATUAÇÃO Slide 63 Slide 64: EXEMPLOS DE CRISES Slide 65: AMEAÇAS ATIVA Slide 66 Slide 67 Slide 68 Slide 69: PERFIL VISTO NO BRASIL Slide 70: MAC (Múltiplos Ataques Coordenados). Slide 71: INCIDENTES CRÍTICOS DINÂMICOS Slide 72 Slide 73: CIN CONTER, ISOLAR, NEUTRALIZAR Slide 74 Slide 75: Primeiros interventores Slide 76 Slide 77 Slide 78: ATIVIDADES CRÍTICAS Slide 79 Slide 80: SEQUÊNCIA DE AÇÕES Slide 81 Slide 82 Slide 83 Slide 84 Slide 85: POSSIBILIDADES DE ERRO Slide 86 Slide 87: RESULTADOS ESPERADOS Slide 88 Slide 89: AÇÕES CORRETIVAS Slide 90 Slide 91: No GC, o que fazer? Slide 92 Slide 93 Slide 94: Salvar vidas e aplicar a lei.