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Práticas Integrativas e Complementares em Saúde: Principais Abordagens e Legislação Material Teórico Responsável pelo Conteúdo: Prof.ª Esp. Nidi Maria Camasmie Revisão Textual: Prof.ª Me. Luciene Santos Introdução às Práticas Integrativas e Complementares II • Introdução; • Práticas Integrativas e Complementares em Saúde. • Identifi car as fundamentações teóricas das práticas de arteterapia, biodança, dança circular, musicoterapia, terapia comunitária, refl exoterapia, naturopatia, osteopatia, quiropraxia, reiki, shantala, ayurveda, meditação e yoga; • Identifi car as oportunidades de inserção e aproveitamento das Práticas Integrativas e Complementares em Saúde, tanto para uso pessoal, como profi ssional; • Estimular as ações e pesquisas referentes à disseminação e aplicação dessas terapias. OBJETIVOS DE APRENDIZADO Introdução às Práticas Integrativas e Complementares II Orientações de estudo Para que o conteúdo desta Disciplina seja bem aproveitado e haja maior aplicabilidade na sua formação acadêmica e atuação profissional, siga algumas recomendações básicas: Assim: Organize seus estudos de maneira que passem a fazer parte da sua rotina. Por exemplo, você poderá determinar um dia e horário fixos como seu “momento do estudo”; Procure se alimentar e se hidratar quando for estudar; lembre-se de que uma alimentação saudável pode proporcionar melhor aproveitamento do estudo; No material de cada Unidade, há leituras indicadas e, entre elas, artigos científicos, livros, vídeos e sites para aprofundar os conhecimentos adquiridos ao longo da Unidade. Além disso, você tam- bém encontrará sugestões de conteúdo extra no item Material Complementar, que ampliarão sua interpretação e auxiliarão no pleno entendimento dos temas abordados; Após o contato com o conteúdo proposto, participe dos debates mediados em fóruns de discus- são, pois irão auxiliar a verificar o quanto você absorveu de conhecimento, além de propiciar o contato com seus colegas e tutores, o que se apresenta como rico espaço de troca de ideias e de aprendizagem. Organize seus estudos de maneira que passem a fazer parte Mantenha o foco! Evite se distrair com as redes sociais. Mantenha o foco! Evite se distrair com as redes sociais. Determine um horário fixo para estudar. Aproveite as indicações de Material Complementar. Procure se alimentar e se hidratar quando for estudar; lembre-se de que uma Não se esqueça de se alimentar e de se manter hidratado. Aproveite as Conserve seu material e local de estudos sempre organizados. Procure manter contato com seus colegas e tutores para trocar ideias! Isso amplia a aprendizagem. Seja original! Nunca plagie trabalhos. UNIDADE Introdução às Práticas Integrativas e Complementares II Contextualização As práticas integrativas e complementares em Saúde são práticas oferecidas há muitos anos com diversos nomes, como, por exemplo, Medicina Alternativa, ou Medicina Complementar. No entanto, a Organização Mundial da Saúde e o Ministério da Saúde do Brasil vem reconhecendo cada vez mais essas práticas e estão trabalhando no sentido de divulgar seu uso terapêutico, de forma a integrá- -las às práticas convencionais. Dessa forma, é possível aliar diversas formas de atuação para recuperação e manutenção da saúde e do bem estar. Veja um vídeo com um exemplo da aplicação da Musicoterapia no tratamento de crianças: “Musicoterapia no SUS ajuda no tratamento de crianças”. Disponível em: https://youtu.be/Htec23kApxk Ex pl or 8 9 Introdução Nesta unidade, vamos continuar nossa jornada de aprendizado com as Práticas Integrativas e Complementares em Saúde. São elas: arteterapia, ayurveda, biodan- ça, dança circular, musicoterapia, terapia comunitária, reflexoterapia, meditação, naturopatia, osteopatia, quiropraxia, reiki, shantala e yoga. Essas práticas e muitas outras, encontram-se inseridas na Política Nacional de Práticas Integrativas e Com- plementares (PNPIC), no entanto, ainda há um campo muito vasto a ser explorado. Aproveite o material, que não objetiva esgotar a discussão sobre o tema, mas sim, objetiva despertar em você, novas pesquisas e busca por conhecimento. Práticas Integrativas e Complementares em Saúde Arteterapia A arteterapia utiliza a arte como base de um processo terapêutico. Essa prática se utiliza de diversas técnicas de expressão emocional, física, mental e social, como pintura, desenho, modelagem, colagem, mímica, tecelagem, expressão corporal, escultura, música, dentre outras. Pode ser realizada de forma individual, ou em grupo. A base dessa prática considera que o processo criativo é um processo de cura terapêutica e que aumenta a qualidade de vida, visto que estimula a expressão criativa (BRASIL, 2017). Figura 1 Fonte: Getty Images Essa prática também auxilia no desenvolvimento e coordenação motora, no ra- ciocínio e na expressão afetiva dos relacionamentos. Por meio da criação artística, o indivíduo ressignifica seus conflitos e compreende sua inserção no ambiente, além de facilitar a reorganização das próprias percepções e facilitar sua expressão, 9 UNIDADE Introdução às Práticas Integrativas e Complementares II tanto das suas percepções positivas, quanto negativas. É recomendada para todas as idades, pois permite a reflexão sobre as condutas individuais e sua inserção no contexto de grupo e ambiente familiar. Com o estímulo à reflexão e comunicação, essa prática possibilita lidar de forma mais harmônica com experiências de trauma ou conflitos. Figura 2 Fonte: Getty Images Hospitais públicos oferecem Terapias Alternativas em todo o BRASIL: https://youtu.be/xtycDjRhSvsEx pl or Ayurveda O Ayurveda é considerada uma das mais antigas práticas terapêuticas do mundo, foi desenvolvida na Índia durante o período de 2000-1000 a.C. O Ayurveda se utilizou da observação, experiência e recursos naturais para desenvolver um sistema integrado de cuidado. O Ayurveda consegue não apenas manter-se vivo em seu local de origem, mas também expandir-se, introduzindo-se naturalmente na vida dos povos mais varia- dos. Sua história de mais de cinco mil anos de tradição rompe as barreiras tempo- rais, culturais, políticas e científicas. A estruturação científica do Ayurveda se dá principalmente na Índia, onde ele é ensinado nas Universidades, integrado aos cur- sos de Medicina e de Farmácia, unindo conhecimento ocidental e oriental. Houve também o trabalho de mestres indianos que se deslocaram para o Ocidente, com o intuito de divulgar o Ayurveda em diversos países. A chegada do Ayurveda no Brasil é um reflexo de sua expansão pelo mundo. Essa prática chegou oficialmente ao Brasil em 1985, por um convênio entre o Instituto Nacional de Assistência e Previdência Social e Ministério da Saúde com o Instituto de Ciência e Tecnologia Maharishi, liderado pelo mestre indiano Maharishi Mahesh Yogi (CARNEIRO, 2009). 10 11 O termo Ayurveda, que define um completo sistema indiano de racionalidades médicas tradicionais, é composto de dois radicais: ayus e veda. Ayus significa vida e o radical veda significa conhecimento ou ciência, assim, na literatura ocidental, pode-se encontrar o significado do Ayurveda como sendo a Ciência da Vida, ou Co- nhecimento da Vida ou até como Conhecimento da Dinâmica da Vida. O Ayurveda acredita que o corpo, se desprovido dos sentidos, da mente e do espírito, está morto, e não simboliza a vida. Essa prática possui uma visão metafísica da vida e da saúde, por isso o Ayurveda consegue manter uma aproximação mais sensível com o ser humano. Segundo o Ayurveda, saúde é uma combinação de vários aspectos vitais do ser humano, englobando, além do equilíbrio físico do organismo, a harmonia mental, emocional e espiritual. Sendo assim, o estado de saúde é uma condição de ordem, enquanto que o estado de doença é uma condição de desordem orgânica. Dentro de nós, há uma constante interação entre ordem e desordem, dessa forma, o Ayurvedaensina ao indivíduo sobre o estado de alerta para detectar a desordem no corpo e ajuda a orientar para o restabelecimento da ordem (CARNEIRO, 2009). Figura 3 Fonte: Getty Images Essa prática se propõe a três principais objetivos: preservar a saúde das pessoas saudáveis e prevenir as doenças; promover e lapidar a saúde das pessoas saudáveis e contribuir para a rearmonização das pessoas doentes. O Ayurveda tradicional, de acordo com textos clássicos, está dividido em oito ramos (CARNEIRO, 2009): • Kaya chikitsa: cuida dos desequilíbrios internos do corpo; • Bala chikitsa: aborda as doenças que acometem crianças; • Graha chikitsa: aborda as doenças mentais e emocionais; • Vurdwanga chikitsa: enfoca as doenças da cabeça e pescoço; • Salya chikitsa: aborda as doenças de natureza cirúrgica; • Damsta ou agada chikitsa: se dedica aos aspectos da toxicologia; 11 UNIDADE Introdução às Práticas Integrativas e Complementares II • Jara chikitsa ou rasayana: se destina à promoção da longevidade (também conhecida como ciência do rejuvenescimento); • Vrusha ou vajeekara chikitsa: consagra os tônicos e revigorantes (conhecido como ciência dos afrodisíacos). A Organização Mundial de Saúde (OMS) também descreve o Ayurveda, reco- nhecendo sua utilização para prevenir e curar doenças, e reconhece que essa práti- ca vai além de um tratamento, mas também consiste em um modo de viver. O princípio que rege a intervenção terapêutica no Ayurveda é a teoria dos três doshas (tridosha). As características que constituem os doshas podem ser conside- radas uma ponte entre as características emocionais e fisiológicas. Os três doshas se formam pela combinação dos cinco elementos (ar, fogo, água, terra, éter) den- tro do corpo. Cada dosha possui relação a uma essência sutil: Vata, a energia vital; Pitta o fogo essencial; e Kapha se associa à energia mental (BRASIL, 2017). A abordagem terapêutica básica do Ayurveda é aquela que pode ser realizada pelo próprio indivíduo por meio do autocuidado. O Ayurveda descreve a existência de três impulsos psíquicos naturais (gunas), que podem se manifestar na mente humana em diferentes situações. Esses impulsos constituem nos- sos traços de personalidade ou “temperamento”. O primeiro impulso psíquico, e o melhor deles, é o chamado de sattwa, que representa o impulso de evoluir, progredir e aperfeiço- ar. Por meio desse impulso, nasce o desejo de compreender, perdoar e manifestar amor e compaixão à vida. O segundo impulso é o pior deles, chamado tamas, que é o impulso de regredir, involuir e estagnar. Atribui-se a esse impulso a escolha pela ignorância, indiferença e frieza. O seu agir é bruto, não se importando com a compreensão aos outros ou à busca por soluções. O terceiro impulso é intermediário, chamado rajas, que é a ação por si mesma, ou condição de neutralidade ou repetição. O temperamento ligado a esse guna está muito ligado ao mundo exterior, ao plano dos prazeres e dores, com decisões de imediato e visando interesses pessoais. A pessoa no estado rajas esforça-se em demasia, possui hábitos de vida muito estimulantes e estressantes, atinge com dificuldade a realização e suas metas são, normalmente, exteriores e seus objetivos estão sempre mudando. Ex pl or Biodança A biodança é uma prática terapêutica sistêmica inspirada na origem primitiva da dança, que é uma prática que visa restabelecer a percepção do indivíduo, con- sigo, com o outro e com ambiente onde se insere, a partir do núcleo afetivo e da prática coletiva. Baseia-se na junção entre dança e psicologia, e atua na renovação orgânica, na integração psicofísica, na reeducação afetiva e reaprendizagem das funções origi- nais da vida. A prática da biodança valoriza a participação social e a integração ao natural. Sua prática em grupo também melhora as relações afetivas e a autoestima. 12 13 Figura 4 Fonte: Getty Images Sua metodologia consiste em induzir vivências coletivas integradoras, num am- biente enriquecido por estímulos como sons, músicas, cantos e dinâmicas capazes de gerar experiências que promovem a plasticidade neuronal e a criação de novas redes sinápticas. Dessa forma, promove a integração dos processos existenciais, unindo o psicológico, neurológico, endocrinológico e imunológico, produzindo efei- tos benéficos na saúde (BRASIL, 2017). Biodança renova energias e estimula a criatividade: https://youtu.be/DUGodpRNM0Y Ex pl or Dança Circular A Dança Circular, também conhecida como Danças Circulares Sagradas, ou Dança dos Povos, é uma prática em roda, tradicional e contemporânea, originária de diferentes culturas que favorece conexão harmoniosa entre os integrantes. Os indivíduos dançam em grupo, iniciando o movimento em círculo que, aos poucos, dá lugar à integralização do ritmo, à melodia, e à liberação dos movimentos, liberando a mente, as emoções, o corpo e o espírito. Por meio da roda, os integrantes são estimulados a observar uns aos outros, respeitando, aceitando e honrando o convívio dos diferentes povos. O principal objetivo na Dança Circular não é simplesmente a técnica, mas sim o sentimento de união ao grupo e ao espírito comunitário, onde todos, de mãos da- das, apoiam e auxiliam os companheiros. Assim, essa prática ajuda o indivíduo a se conscientizar de seu corpo físico e emocional, permitindo trabalhar a concentração e estimula a memória. Dança Circular dos Povos: https://youtu.be/JqjWRRl2zGY Ex pl or 13 UNIDADE Introdução às Práticas Integrativas e Complementares II As Danças Circulares conseguem criar espaços significativos para o desenvolvi- mento de estados emocionais positivos. A prática tem o potencial mobilizador da expressão de afetos, promove a reflexão e a ampliação da consciência coletiva. As Danças Circulares chegaram ao Brasil em 1984 e desde então vêm ampliando sua disseminação nos quatro cantos do país. No estado de São Paulo diversos parques e praças reúnem pessoas para a realização da Dança Circular, de forma gratuita. Informe- -se na sua cidade se a prática é oferecida em locais públicos. Meditação Apesar de popularizada a partir da disseminação da yoga no ocidente, exis- tem inúmeras práticas de meditação ligadas aos mais diferentes tipos de tradições, inclusive a cristã. As pesquisas científicas nessa área intensificaram-se a partir da década de 1970 e, atualmente, a meditação pode ser recomendada como comple- mento ao tratamento de distúrbios como hipertensão, sintomas de estresse, ansie- dade e depressão, entre outros (KOZASA, 2006). A meditação é considerada uma prática de harmonização dos estados mentais e da consciência, presente em inúmeras culturas e tradições. Ela também é chamada de estado de Samadhi, que representa a dissolução da identificação com o ego e promove o total aprofundamento dos sentidos, o estado de “êxtase”. A prática consiste em promover a atenção ao momento presente, desenvolvendo o autoconhecimento e a autoconsciência, com o objetivo de observar os pensamen- tos e reduzir o seu fluxo. A prática da meditação permite ao indivíduo enxergar os próprios padrões de comportamento e a maneira pela qual cria e sustenta situações que alimentam constantemente o mesmo modelo de reação psíquica ou emocional. No momento em que a mente se aquieta, ela se dirige para o campo da pura potencialidade, o reino das possibilidades infinitas, resga- tando a perfeição, que não é acessada pelo intelecto. Quando a pessoa passa a perceber de forma mais intensa o que se passa dentro dela, o ponto de refe- rência não é mais o “fora”ou “exterior”. Essa conscientização permite que a pes- soa consiga atingir o estado de graça, ou seja, viver o que lhe é natural, inerente a todo ser humano. A prática da medi- tação promove a união do observador com o objeto observado, ou seja, o in- tuito é que a pessoa sinta a união do seu Figura 5 Fonte: Getty Images 14 15 ser com o todo, que reconheça a natureza divina das coisas e dos seres, promo- vendo o respeito universal, consigoe com os demais. Acredita-se que, quando o ser humano harmoniza o corpo, a mente e o espírito, essa harmonia se reflete em sua vida e na de todos à sua volta, influenciando seu estado de saúde e bem-estar (CARNEIRO, 2009). Importante! Em 1970 é apresentada a primeira pesquisa científica de meditação com o adequado controle dos efeitos fisiológicos, na forma da tese de doutorado na Universidade da Cali- fórnia, intitulada “Os Efeitos Fisiológicos da Meditação Transcendental: Uma Proposição do Quarto Maior Estado de Consciência”. O pesquisador sugere que a meditação pro- moveria um estado diferenciado de consciência e seria responsável por uma série de alterações no corpo humano, como redução do consumo de oxigênio e dos batimentos cardíacos, aumento da resistência galvânica da pele e também aumento da intensidade de ondas alfa lentas e ocasional atividade de ondas teta cerebrais. Fonte: Wallace RK. A wakeful hypo metabolic physiologic state. American Jour- nal of Physiology 1971; 221: 795-99. Você Sabia? A meditação pode ser praticada por qualquer pessoa, isoladamente, ou em con- junto com os preceitos da Yoga ou da Medicina Ayurvédica. A literatura tem mostrado resultados promissores de técnicas de meditação sobre o sistema cardiovascular, sugerindo efeitos positivos em pacientes cardíacos, com redução de hiper- tensão, aterosclerose, hipercolesterolemia e do hábito de fumo. Em meditadores foram en- contradas melhores respostas ao estresse em relação às alterações de níveis hormonais de cortisol, TSH e GH. Outras pesquisas sugerem que a prática consegue reduzir a tensão muscular, melhora em pato- logias como a fibromialgia, melhora em distúrbios de humor e sintomas de estresse em pacien- tes com câncer, aceleração do ritmo de resolução das lesões psoriáticas, entre outros benefícios. Ex pl or Uma pesquisa publicada na revista internacional Clinical Child Psychology and Psychiatry mos- trou resultados favoráveis após a prática de meditação no comportamento do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) infantil, aumento da autoestima e qualidade do re- lacionamento. A pesquisa descreveu os benefícios relatados pelas crianças, com benefícios em casa (melhores padrões de sono, menos ansiedade) e na escola (mais capazes de se concentrar, menos conflitos). Os pais relataram que passaram a se sentir mais felizes, menos estressados e mais capazes de controlar o comportamento de seus filhos. Leia o artigo: Sahaja Yoga Meditation as a Family Treatment Programme for Children with Attention Deficit-Hyperactivity Disorder Linda J. Harrison, Ramesh Manocha and Katya Rubia Clin Child Psychol Psychiatry 2004 9: 479 DOI: 10.1177/1359104504046155 Disponível em: https://goo.gl/mzh7rJ Ex pl or 15 UNIDADE Introdução às Práticas Integrativas e Complementares II Musicoterapia Essa técnica já vem sendo muito utilizada em hospitais, como forma de es- treitar os relacionamentos entre o paciente e os seus cuidadores familiares e médicos. Com a música, é permitido um momento de expressão, de extravasar tudo o que a pessoa está passando de positivo e de negativo. A musicoterapia consiste na utilização da música e seus elementos constitutivos (som, ritmo, melodia e harmonia), tanto em grupo ou de forma individualizada, de forma a facilitar e promover a comunicação, aprendizagem, mobilização, expressão, organização e outros objetivos terapêuticos importantes, visando atender neces- sidades físicas, emocionais, mentais, sociais e cognitivas. Essa prática resgata os processos afetivos e estimula a socialização do indivíduo de forma ampla, diversificada e interdisciplinar. Estimula também a audição, o tato, os reflexos, a respiração e a sensibilidade. Hospital Sírio-Libanês: Musicoterapia https://youtu.be/PfhKrpf5Ano Ex pl or Naturopatia O profissional naturopata diferencia-se de diversas maneiras dos outros profissio- nais da saúde, pois possui uma formação generalista e transdisciplinar, conjugando conhecimentos da área da saúde, das ciências humanas, biológicas e até das artes. Saberes orientais, ocidentais e indígenas dialogam e se mesclam com o profissional naturopata, de forma a permitir a atualização e dinamicidade dos saberes da arte do cuidado em saúde (WEDEKIN, 2017). A naturopatia é entendida como uma ampla abordagem de cuidado que, por meio de métodos e recursos naturais, consegue apoiar e estimular a capacidade in- trínseca do corpo para a autocura. Sua origem fundamenta-se em diversos saberes de cuidado em saúde de diversas culturas, particularmente aquelas que consideram o vitalismo, que consiste na existência de um princípio vital presente em cada um, fator influenciador de seu equilíbrio orgânico, emocional e mental, em sua cosmo- visão. A Naturopatia pode utilizar os mais variados recursos terapêuticos como: plantas medicinais, águas minerais e termais, aromaterapia, cromoterapia, trofo- logia, massagens, recursos expressivos, terapias corpo-mente, dietoterapia, entre outros. Pode, ainda, basear-se nas filosofias Chinesa e Indiana, integrando diversas filosofias e práticas de autocuidado. 16 17 Figura 6 Fonte: Getty Images Osteopatia A osteopatia consiste em um método diagnóstico e terapêutico que atua a partir da manipulação das articulações e tecidos. Esta prática tem por base que as disfunções de mobilidade articular e teciduais, em geral, contribuem no aparecimento das doenças. Os princípios do método osteopático envolve o conhecimento anatômico, fi- siológico e biomecânico global do corpo humano. A prática pode ser subdividida basicamente em três classes: osteopatia estrutural; osteopatia craniana; osteopatia visceral. O objetivo do tratamento osteopático é detectar e tratar as disfunções somáticas, que correspondem à diminuição de mobilidade tridimensional, caracte- rizadas por restrições de mobilidade (BRASIl, 2017). Osteopatia com Dra. Ana Paula Cardoso - Programa Viver Bem: https://youtu.be/1hWxi57imTgEx pl or Quiropraxia Em uma revisão sistemática, pesquisadores da Universidade Federal do Rio Gran- de do Norte investigaram os efeitos da quiropraxia na dor cervical. Na maioria dos estudos encontrados na revisão, as técnicas de manipulação quiropráticas promove- ram o alívio de dor de maneira mais rápida e mais prolongada nos pacientes (DA SILVA et al., 2012). 17 UNIDADE Introdução às Práticas Integrativas e Complementares II A quiropraxia consiste na utilização de elementos diagnósticos e terapêuticos manipulativos, visando o tratamento e a prevenção das desordens do sistema neu- ro-músculo-esquelético. Figura 7 Fonte: Getty Images O profissional utiliza-se das mãos para aplicar uma força controlada na arti- culação, fazendo uma pressão que permite uma maior amplitude de movimento habitual. É muito comum se ouvir estalos durante as sessões, devido à abertura da articulação. Acredita-se que essa manipulação promova o ajuste articular. Dores provenientes das várias estruturas da coluna são a principal causa de dores crônicas. Segundo alguns pesquisadores, estima-se que a prevalência de dores na coluna, na popu- lação geral, seja de 66%. Dessa parcela da população, cerca de 44% dos pacientes relatam dores na região cervical e 56% relatam dores na região lombar. Frequentemente, os proce- dimentos de manipulação e mobilização articulares vem sendo utilizados pelos profissionais fisioterapeutas, osteopatas e quiropraxistas, devido aos seus efeitos benéficos sobre a res- tauração da biomecânica normal da coluna vertebral (DE OLIVEIRA et al. 2008). Ex pl or Reflexoterapia A reflexoterapia é uma técnica aplicada a partir da reflexologia – o estudo das áreas reflexas de todas as partes do corpo encontradas em microssistemas, como nos pés e mãos. Verificou-se que a sensibilidade dos pés é maior em relação à das mãos, prova- velmente por estarem mais protegidos com o uso de calçados e pela maior área, no entanto, a reflexoterapia das mãos facilita a automassagem. A reflexoterapia baseia-se emprincípios semelhantes aos da acupuntura, no que tange às linhas energéticas nas diferentes partes do corpo. Mas, ao contrário dos 18 19 meridianos da acupuntura, existem as chamadas zonas longitudinais e transversais na reflexoterapia (RIBEIRO, 2009). Por meio da reflexoterapia, pode-se estimular ou relaxar o sistema nervoso, que, por sua vez, afeta a mente e o sistema energético interno, pois ambos são insepa- ráveis, de acordo com essa prática. Figura 8 – Mapa da reflexoterapia podal Fonte: GILLANDERS 2008 apud RIBEIRO, 2009 Terapia complementar é usada junto com a medicina convencional. Já terapia alternativa é usada no lugar da medicina convencional.Ex pl or Reiki O Reiki é uma prática de imposição de mãos que usa a aproximação ou o toque sobre o corpo do paciente com o objetivo de estimular os mecanismos naturais de recuperação da saúde. Reiteradas vezes, essa técnica é utilizada para induzir o rela- xamento e tratar de problemas de saúde como a dor musculoesquelética, a ansiedade e a depressão. Os praticantes de Reiki fazem ligeiro contato manual para facilitar a abertura dos seus próprios canais energéticos e, também, dos pacientes. A aplicação é feita com o toque das mãos do terapeuta, nenhuma outra ferramenta é necessária. O terapeuta age como um canal para a energia ser transferida. Ressalta-se que ele não repassa a própria energia ao paciente e o contrário também não ocorre. 19 UNIDADE Introdução às Práticas Integrativas e Complementares II Mikao Usui, descobridor e receptor do Reiki, deixou cinco princípios dessa prática, que devem ser seguidos pelos seus praticantes: Kyo dake wa: Somente hoje; Ikaru-na: Não se zangue; Shinpai suna: Não se preocupe; Kansha shite: Seja grato; Gyo o hage me: Cumpra seu dever; Hito ni shinsetsu ni: Seja bondoso. Esses princípios possuem relação com o aqui e agora, evitar a raiva e as preocupações, que envenenam o corpo, saiba agradecer, pois a gratidão transforma as pessoas de forma po- sitiva, devote seu tempo ao crescimento espiritual e seja compreensivo com as pessoas e consigo mesmo. Evite tudo o que traz sofrimento. Ex pl or A técnica objetiva fortalecer os locais onde se encontram bloqueios – os cha- mados “nós energéticos” – auxiliando na eliminação de toxinas, e facilitando o equilíbrio e funcionamento celular pleno, de forma a restabelecer o fluxo de energia vital (DÍAZ-RODRÍGUEZ et al., 2011). A prática se baseia na harmoniza- ção entre as dimensões físicas, mentais e espirituais, com o estímulo e energi- zação dos órgãos e centros energéticos do corpo humano. Importante! A síndrome de Burnout é uma resposta prolongada a estressores crônicos emocionais e interpessoais, vinculados à atividade laboral. As enfermeiras representam um grupo ocupacional especialmente exposto a sofrer essa síndrome, devido às altas demandas físicas e emocionais, associadas ao local de trabalho. De fato, alguns estudos mostraram que essa síndrome ocorre em cerca de 40% de enfermeiras profissionais. Alguns dos sin- tomas relatados são, frequentemente, baixa satisfação emocional, interação emocional estressante e dor musculoesquelética. O estudo de Diaz-Rodriguez (2011) sugere que o autocuidado proativo por meio do Reiki é uma estratégia capaz de prevenir a síndrome de Burnout em enfermeiras. Você Sabia? Figura 9 Fonte: Getty Images 20 21 Shantala É uma prática de massagem para bebês e crianças, que permite o despertar e a ampliação do vínculo e confiança entre o cuidador e o bebê. Faz parte da tradição das mulheres indianas. É importante respeitar a posição para a massagem, que é na posição sentada no chão sobre uma esteira ou tapete com as pernas esticadas e o bebê sobre suas pernas. Esta posição pode não ser fácil inicialmente, mas, além de manter a crian- ça dentro de um campo de energia protegido, melhora a oxigenação do cérebro, de acordo com o Yoga. O ideal é trabalhar com música relaxante e não conversar durante a massagem, exercitando a linguagem não verbal. Figura 10 Fonte: Getty Images Segundo Cruz et al. (2005), são algumas das características da técnica da Shantala: • A criança deve estar despida e a massagem deve ser feita em local aquecido; • O óleo utilizado deve ser natural e levemente aquecido; • A criança deve estar em jejum. A massagem é seguida pelo banho que com- pletará a sensação de relaxamento; • A pessoa que realiza a massagem deve estar sentada no chão, sem anéis, pul- seira ou outros objetos nos pulsos e mãos; • No sul da Índia, em Kerala, recomenda-se não realizar a massagem antes que o bebê complete um mês; • No início, deve-se tocar o bebê: as mãos se movimentam e percorrem o corpo do bebê para que ele sinta o contato. A barriga e o rosto serão tocados só depois de um mês de idade. Quando o bebê tem apenas alguns dias, devem ser feitas 21 UNIDADE Introdução às Práticas Integrativas e Complementares II carícias que durem apenas alguns minutos. Pouco a pouco, o tempo dedicado à massagem vai aumentando e, depois do primeiro mês, a sessão pode durar de vinte a trinta minutos, pela manhã e à tarde, antes da hora de dormir; • A massagem deve ser realizada até, pelo menos, os quatro meses. CRUZ, C. M.V. da; CAROMANO F. A. Características das técnicas de massagem para bebês. Rev. Ter. Ocup. Univ. São Paulo, São Paulo, v. 16, n. 1, p. 47-53, jan./abr., 2005. Disponível em: https://goo.gl/DpKDNT Segundo os autores, no tórax do bebê, os movimentos são circulares, do centro para fora, com ambas as mãos; depois uma das mãos partirá do flanco do bebê até o ombro oposto e assim, sucessivamente, a outra mão. Os membros superiores e inferiores são massageados de proximal para distal, com a mão que está massageando o bebê formando um bracelete em volta do membro. O abdome pode ser massageado a partir da região imediatamente abaixo das costelas até a parte inferior do abdome, passando uma mão após a outra, como uma onda. Depois segure os pés do bebê mantendo as pernas estendidas na vertical e, com o antebraço, prossiga no mesmo sentido, de cima para baixo. Para mais detalhes e outras posições, consulte o artigo sugerido. Ex pl or Figura 11 Fonte: Getty Images Indica-se para a massagem de bebês, uma ou duas gotas de essência dos seguin- tes óleos diluídos no óleo vegetal de base: • Camomila: possui efeito calmante e tranquilizante; • Lavanda: possui propriedades cicatrizantes e ajuda a dormir; • Eucalipto: atua como descongestionante; • Murta: pertence à família do eucalipto e tem as mesmas propriedades; • Hortelã: tem propriedade descongestionante e auxilia na eliminação de gases; • Rosa: suaviza a pele; • Benjoim: alivia o mal-estar causado pela tosse e resfriado; 22 23 • Incenso (Olíbano): relaxante e auxilia o ritmo respiratório; • Mirra: recomendada para auxiliar na limpeza brônquica. Shantala: massagem resulta em inúmeros benefícios para os bebês: https://youtu.be/sjr9FXVToWYEx pl or Terapia Comunitária Integrativa É uma prática de intervenção social em grupo que objetiva a criação e o fortalecimento de redes sociais solidárias. Aproveita-se dos recursos da própria comunidade e das competências e estratégias das pessoas do grupo para criar soluções para as dificuldades. É um espaço de acolhimento, que favorece a troca de experiências. Normalmente, é oferecida em forma de roda e cada participante é corres- ponsável pelo processo terapêutico, produzindo efeitos individuais e coletivos. O fato de se compartilhar experiências objetiva a valorização das histórias pes- soais, o que favorece o resgate da identidade, aumento da autoestima e da autoconfiança, respeito ao outro e aumento da percepção sobre os problemas pessoais e da comunidade. Fundamenta-se na Pedagogia de Paulo Freire, a Teoria da Comunicação, o Pen- samento Sistêmico, a Antropologia Cultural e a Resiliência. É necessário para o seu desenvolvimento o seguimento de seis etapas, que são: acolhimento, dirigido pelo coterapeuta; escolha do tema;contextualização; problematização; rituais de agrega- ção e conotação positiva; e, ao final, o processo de avaliação (SILVA, s/n). Tendo a possibilidade de ouvir o próprio relato e o dos outros, a pessoa pode atribuir outros significados aos seus sentimentos e pensamentos, o que diminui o processo de soma- tização e complicações clínicas. Um estudo publicado nos “Cadernos de Saúde Pública”, em 2013, objetivou analisar as con- tribuições da terapia comunitária integrativa no comportamento de usuários de um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), no caso, o estudo foi realizado no CAPS Caminhar, em João Pessoa-PB. Os usuários do CAPS que participavam da terapia mostraram-se pessoas que têm buscado reorganizar suas vidas, seja através do trabalho, do emprego, do espaço familiar, de amizades ou qualquer outra estratégia que favorecesse a inclusão. O estudo evidenciou que a terapia comunitária integrativa é uma criação multidimensional complexa, auxilia na interação entre seus participantes, por meio da fala e esse ambiente de expressão ecoa po- sitivamente em todas as esferas de vida do indivíduo. Leia o artigo: CARVALHO, Mariana Albernaz Pinheiro de et al. Contribuições da terapia comunitária integrativa para usuários dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS): do isolamento à sociabilidade libertadora. Cadernos de Saúde Pública, v. 29, p. 2028-2038, 2013. Disponível em: https://goo.gl/puVjhT Ex pl or 23 UNIDADE Introdução às Práticas Integrativas e Complementares II Yoga Segundo textos clássicos, o Yoga e o Ayurveda são ciências irmãs, que caminham juntas há milênios. Em sua essência, Yoga significa união e refere-se à junção entre corpo, mente e espírito em um contínuo único que, por sua vez, se conecta à consci- ência universal. Essa união reúne a prática e o meio, ou seja, o caminho que se faz ao caminhar (CARNEIRO, 2009). Às vezes, ao se falar em Yoga, é possível que venha à mente, a lembrança de pessoas se contorcendo em posturas quase impossíveis. Na verdade, essa não é a essência da prática. O Yoga não impõe limite de idade, credo ou religião, assim, cada indivíduo deve exercer e respeitar o seu próprio limite, referência base da prática. No entanto, algumas pessoas podem estar contraindicadas a algumas das posturas físicas (asanas), devido a limitações cervicais, torácicas ou lombares, ou se possuir enfermidades que podem se agravar com a prática de exercícios físicos. Figura 12 Fonte: Getty Images O Yoga combina posturas físicas (asanas), técnicas de respiração (pranayamas) e aquietamento mental (pratyahara/dharana/dhyana). A modalidade Hatha Yoga é considerada o sistema no qual grande parte do Yoga ocidental é baseado e, apesar de o Yoga não ser uma terapia, tem sido cada vez mais utilizado com grande sucesso terapêutico em diversas enfermidades, incluindo o estresse e a ansiedade. Segundo a pesquisadora Camila Vorkapic, o Yoga parece ser uma intervenção consistente, bem-sucedida e com boa relação custo-benefício no tratamento dos transtornos de ansiedade (VORKAPIC et al., 2011). Segundo o Ministério da Saúde, a prática de Yoga é capaz de melhorar a quali- dade de vida, reduzir o estresse, diminuir a frequência cardíaca e a pressão arterial, aliviar a ansiedade, depressão e insônia, melhorar a aptidão física, força e flexibili- dade geral (BRASIL, 2017). Surya Namaskar - Step By Step (Saudação ao Sol, uma das sequências mais conhecidas do Yoga): https://youtu.be/AbPufvvYiSw É importante que a prática dos asanas (posturas) seja completada com as demais práticas, sempre aliando a respiração e concentração da mente aos exercícios e ao tempo presente. Ex pl or 24 25 Patãnjali, mestre yogin que viveu na Índia no séc. III a.C. foi o primeiro sábio a deixar por escrito uma obra específica de Yoga – o livro Yoga Sutras, já disponível em português.Ex pl or O primeiro nível do Yoga consiste em princípios éticos que devem nortear a vida de seus praticantes (yogin). Treinar posturas físicas sem respeitar esses princípios não é considerado uma prática de Yoga em sua verdadeira essência. Ao todo são dez atitudes básicas de evolução do yogin que permitem a conquista e sustentação de valores duradouros. São elas: Ahimsa (não violência), Satya (a verdade sempre, e nada mais), Asteya (integridade em ações e pensamentos), Brahmacharya (equilíbrio de suas práticas sexuais, não dissipação e abuso de energia), Aparigraha (desape- go das posses, relacionamentos, dos resultados), Saucha (limpezas, tanto do corpo físico quando do emocional), Santosha (alegria pelo ser e não pelo ter), Tapas (au- toesforço, disciplina na conquista dos objetivos), Swadhyaya (autoestudo), Ishwara Pranidhana (entrega à energia suprema, confiante no poder do Universo). No início, esse princípios éticos podem ser executados conscientemente, como um exercício. Com o tempo, eles se incorporarão à memória das células e serão incorporados aos hábitos de vida. O conjunto de práticas do Yoga também auxiliam nessa nova postu- ra de vida e em sua manutenção. Importante! Em 12 de março de 2018, foram incluídas mais algumas práticas integrativas e complemen- tares no SUS: “Pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) serão beneficiados com 10 novas Práticas Inte- grativas e Complementares (PICS). Os tratamentos utilizam recursos terapêuticos, baseados em conhecimentos tradicionais, voltados para prevenir diversas doenças, como depressão e hipertensão. São elas: apiterapia, aromaterapia, bioenergética, constelação familiar, cro- moterapia, geoterapia, hipnoterapia, imposição de mãos, ozonioterapia e terapia de florais. Com as novas atividades, ao todo, o SUS passa a ofertar 29 procedimentos à população.” “O Brasil passa a contar com 29 práticas integrativas pelo SUS. Com isso, somos o país líder na oferta dessa modalidade na atenção básica. Essas práticas são investimento em preven- ção à saúde para evitar que as pessoas fiquem doentes. Precisamos continuar caminhando em direção à promoção da saúde em vez de cuidar apenas de quem fica doente”, ressaltou o ministro Ricardo Barros.” Fonte: https://goo.gl/NwFz9X Importante! Fique sempre atento às atualizações sobre o tema! Também aproveite para conhecer as outras Práticas Integrativas e Complementares que ainda não estão inseridas na PNPIC, há um vasto campo nessa temática que pode ser conhecido e explorado. 25 UNIDADE Introdução às Práticas Integrativas e Complementares II Importante! Pode-se considerar que houve uma crise na relação entre a Medicina Convencional e a Socie- dade, pois, ao longo de seu histórico, a Medicina Convencional colocou como objeto central de atenção a doença. É inegável que o diagnóstico de patologias e cura de diversas enfermi- dades pela alopatia foi um grande avanço, no entanto, é imprescindível aliar a essa Medicina outros processos terapêuticos, que integrem as diferentes formas do cuidado integral, obje- tivando a recuperação e, principalmente, a manutenção da saúde em seu mais amplo signi- ficado, ou seja, a manutenção de um estado de bem estar. Dessa forma, seria muito positiva a construção de uma medicina com visão ampliada, que coloque como categoria central de seu paradigma a categoria saúde, não a doença. Ao se aliar a Medicina Convencional com as Práticas Integrativas e Complementares, será possível aumentar a promoção da saúde, a autonomia do paciente no seu autocuidado e a restituição de uma relação mais saudável entre médico-paciente. Em Síntese 26 27 Material Complementar Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade: Livros Os benefícios do yoga nos transtornos de ansiedade VORKAPIC, C. F.; RANGÉ, B. Os benefícios do yoga nos transtornos de ansiedade. Revista Brasileira de Terapias Cognitivas, v. 7, n. 1, p. 50-54, 2011. Vídeos Terapias Complementares (parte 1) TV Uniesp, 2013. https://youtu.be/Tti4H6vgYs0 Leitura Shantala – a arte de dar e receber amor https://goo.gl/jMDSkJ A reflexologia podal na redução do estresse BACELAR,F. S. et al. A reflexologia podal na redução do estresse. EFDeportes.com, Revista Digital. Buenos Aires - Año 19 - Nº 192 - Mayo de 2014. https://goo.gl/ib4UdR A prática de meditação aplicada ao contexto da saúde KOZASA, E. H. A prática de meditação aplicada ao contexto da saúde Saúde Cole- tiva, vol. 3, núm. 10, 2006, pp. 63-66 Editorial Bolina, São Paulo, Brasil. https://goo.gl/JP6xet Os efeitos da meditação à luz da investigação científica em Psicologia BAPTISTA MENEZES, C. et al. Os efeitos da meditação à luz da investigação científica em Psicologia: revisão de literatura. Psicologia ciência e profissão, v. 29, n. 2, 2009. https://bit.ly/2OaqI9b 27 UNIDADE Introdução às Práticas Integrativas e Complementares II Referências BRASIL. PNPIC é ampliada. Portal da Saúde, Ministério da Saúde. Publicado em 25/03/2017. Disponível em: Acessado em 19 de janeiro de 2018. CARNEIRO, D. M. Ayurveda-Saúde e Longevidade na Tradição Milenar da Índia. São Paulo: Pensamento, 2009. DA CRUZ, C. M. V.; CAROMANO, F. A. Características das técnicas de mas- sagem para bebês. Revista de Terapia Ocupacional da Universidade de São Paulo, v. 16, n. 1, p. 47-53, 2005. DA SILVA, R. M. V. et al. Efeitos da quiropraxia em pacientes com cervicalgia: revisão sistemática. Revista Dor, v. 13, n. 1, p. 71-74, 2012. DE OLIVEIRA, A. S. et al. Efeitos do tratamento de quiropraxia sobre pacientes portadoras de espondiloartrose. Fitness & performance journal, n. 3, p. 145- 150, 2008. DÍAZ-RODRÍGUEZ, L. et al. Uma sessão de Reiki em enfermeiras diagnostica- das com síndrome de Burnout tem efeitos benéficos sobre a concentração de IgA salivar e a pressão arterial. Revista Latino-Americana de Enfermagem, v. 19, n. 5, p. 1132-1138, 2011. HARRISON, L. J.; MANOCHA, R.; RUBIA K. Sahaja Yoga Meditation as a Family Treatment Programme for Children with Attention Deficit- -Hyperactivity Disorder. Clin Child Psychol Psychiatry 2004 9: 479 DOI: 10.1177/1359104504046155. KOZASA, E. H. A prática de meditação aplicada ao contexto da saúde. Saú- de Coletiva, vol. 3, núm. 10, 2006, pp. 63-66 Editorial Bolina São Paulo, Brasil. Disponível em: Acessa- do em 10 de março de 2018. RIBEIRO, J. A. O cuidado de enfermagem no pós-operatório de cirurgia car- díaca: as Percepções da pessoa que recebe reflexoterapia. 2009. Dissertação de Mestrado. SILVA, J. B. et al. Terapia comunitária integrativa na atenção primária à saúde: uma revisão integrativa. VORKAPIC, C. F.; RANGÉ, B. 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