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Práticas Integrativas 
e Complementares 
em Saúde: Principais 
Abordagens e Legislação
Material Teórico
Responsável pelo Conteúdo:
Prof.ª Esp. Nidi Maria Camasmie
Revisão Textual:
Prof.ª Me. Luciene Santos
Introdução às Práticas Integrativas e Complementares II
• Introdução;
• Práticas Integrativas e Complementares em Saúde.
• Identifi car as fundamentações teóricas das práticas de arteterapia, biodança, dança 
circular, musicoterapia, terapia comunitária, refl exoterapia, naturopatia, osteopatia, 
quiropraxia, reiki, shantala, ayurveda, meditação e yoga;
• Identifi car as oportunidades de inserção e aproveitamento das Práticas Integrativas e 
Complementares em Saúde, tanto para uso pessoal, como profi ssional;
• Estimular as ações e pesquisas referentes à disseminação e aplicação dessas terapias.
OBJETIVOS DE APRENDIZADO
Introdução às Práticas 
Integrativas e Complementares II
Orientações de estudo
Para que o conteúdo desta Disciplina seja bem 
aproveitado e haja maior aplicabilidade na sua 
formação acadêmica e atuação profissional, siga 
algumas recomendações básicas: 
Assim:
Organize seus estudos de maneira que passem a fazer parte 
da sua rotina. Por exemplo, você poderá determinar um dia e 
horário fixos como seu “momento do estudo”;
Procure se alimentar e se hidratar quando for estudar; lembre-se de que uma 
alimentação saudável pode proporcionar melhor aproveitamento do estudo;
No material de cada Unidade, há leituras indicadas e, entre elas, artigos científicos, livros, vídeos 
e sites para aprofundar os conhecimentos adquiridos ao longo da Unidade. Além disso, você tam-
bém encontrará sugestões de conteúdo extra no item Material Complementar, que ampliarão sua 
interpretação e auxiliarão no pleno entendimento dos temas abordados;
Após o contato com o conteúdo proposto, participe dos debates mediados em fóruns de discus-
são, pois irão auxiliar a verificar o quanto você absorveu de conhecimento, além de propiciar o 
contato com seus colegas e tutores, o que se apresenta como rico espaço de troca de ideias e 
de aprendizagem.
Organize seus estudos de maneira que passem a fazer parte 
Mantenha o foco! 
Evite se distrair com 
as redes sociais.
Mantenha o foco! 
Evite se distrair com 
as redes sociais.
Determine um 
horário fixo 
para estudar.
Aproveite as 
indicações 
de Material 
Complementar.
Procure se alimentar e se hidratar quando for estudar; lembre-se de que uma 
Não se esqueça 
de se alimentar 
e de se manter 
hidratado.
Aproveite as 
Conserve seu 
material e local de 
estudos sempre 
organizados.
Procure manter 
contato com seus 
colegas e tutores 
para trocar ideias! 
Isso amplia a 
aprendizagem.
Seja original! 
Nunca plagie 
trabalhos.
UNIDADE Introdução às Práticas Integrativas e Complementares II
Contextualização
As práticas integrativas e complementares em Saúde são práticas oferecidas 
há muitos anos com diversos nomes, como, por exemplo, Medicina Alternativa, 
ou Medicina Complementar. No entanto, a Organização Mundial da Saúde e o 
Ministério da Saúde do Brasil vem reconhecendo cada vez mais essas práticas e 
estão trabalhando no sentido de divulgar seu uso terapêutico, de forma a integrá-
-las às práticas convencionais. Dessa forma, é possível aliar diversas formas de 
atuação para recuperação e manutenção da saúde e do bem estar. 
Veja um vídeo com um exemplo da aplicação da Musicoterapia no tratamento de crianças: 
“Musicoterapia no SUS ajuda no tratamento de crianças”. 
Disponível em: https://youtu.be/Htec23kApxk
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Introdução
Nesta unidade, vamos continuar nossa jornada de aprendizado com as Práticas 
Integrativas e Complementares em Saúde. São elas: arteterapia, ayurveda, biodan-
ça, dança circular, musicoterapia, terapia comunitária, reflexoterapia, meditação, 
naturopatia, osteopatia, quiropraxia, reiki, shantala e yoga. Essas práticas e muitas 
outras, encontram-se inseridas na Política Nacional de Práticas Integrativas e Com-
plementares (PNPIC), no entanto, ainda há um campo muito vasto a ser explorado. 
Aproveite o material, que não objetiva esgotar a discussão sobre o tema, mas sim, 
objetiva despertar em você, novas pesquisas e busca por conhecimento. 
Práticas Integrativas e 
Complementares em Saúde 
Arteterapia
A arteterapia utiliza a arte como base de um processo terapêutico. Essa prática 
se utiliza de diversas técnicas de expressão emocional, física, mental e social, como 
pintura, desenho, modelagem, colagem, mímica, tecelagem, expressão corporal, 
escultura, música, dentre outras. Pode ser realizada de forma individual, ou em 
grupo. A base dessa prática considera que o processo criativo é um processo de 
cura terapêutica e que aumenta a qualidade de vida, visto que estimula a expressão 
criativa (BRASIL, 2017).
Figura 1
Fonte: Getty Images
Essa prática também auxilia no desenvolvimento e coordenação motora, no ra-
ciocínio e na expressão afetiva dos relacionamentos. Por meio da criação artística, 
o indivíduo ressignifica seus conflitos e compreende sua inserção no ambiente, 
além de facilitar a reorganização das próprias percepções e facilitar sua expressão, 
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UNIDADE Introdução às Práticas Integrativas e Complementares II
tanto das suas percepções positivas, quanto negativas. É recomendada para todas 
as idades, pois permite a reflexão sobre as condutas individuais e sua inserção no 
contexto de grupo e ambiente familiar. Com o estímulo à reflexão e comunicação, 
essa prática possibilita lidar de forma mais harmônica com experiências de trauma 
ou conflitos.
 
Figura 2
Fonte: Getty Images
Hospitais públicos oferecem Terapias Alternativas em todo o BRASIL: 
https://youtu.be/xtycDjRhSvsEx
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Ayurveda
O Ayurveda é considerada uma das mais antigas práticas terapêuticas do mundo, 
foi desenvolvida na Índia durante o período de 2000-1000 a.C. O Ayurveda se utilizou 
da observação, experiência e recursos naturais para desenvolver um sistema integrado 
de cuidado.
O Ayurveda consegue não apenas manter-se vivo em seu local de origem, mas 
também expandir-se, introduzindo-se naturalmente na vida dos povos mais varia-
dos. Sua história de mais de cinco mil anos de tradição rompe as barreiras tempo-
rais, culturais, políticas e científicas. A estruturação científica do Ayurveda se dá 
principalmente na Índia, onde ele é ensinado nas Universidades, integrado aos cur-
sos de Medicina e de Farmácia, unindo conhecimento ocidental e oriental. Houve 
também o trabalho de mestres indianos que se deslocaram para o Ocidente, com 
o intuito de divulgar o Ayurveda em diversos países. A chegada do Ayurveda no 
Brasil é um reflexo de sua expansão pelo mundo.
Essa prática chegou oficialmente ao Brasil em 1985, por um convênio entre o 
Instituto Nacional de Assistência e Previdência Social e Ministério da Saúde com o 
Instituto de Ciência e Tecnologia Maharishi, liderado pelo mestre indiano Maharishi 
Mahesh Yogi (CARNEIRO, 2009). 
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O termo Ayurveda, que define um completo sistema indiano de racionalidades 
médicas tradicionais, é composto de dois radicais: ayus e veda. Ayus significa vida 
e o radical veda significa conhecimento ou ciência, assim, na literatura ocidental, 
pode-se encontrar o significado do Ayurveda como sendo a Ciência da Vida, ou Co-
nhecimento da Vida ou até como Conhecimento da Dinâmica da Vida. O Ayurveda 
acredita que o corpo, se desprovido dos sentidos, da mente e do espírito, está morto, 
e não simboliza a vida. Essa prática possui uma visão metafísica da vida e da saúde, 
por isso o Ayurveda consegue manter uma aproximação mais sensível com o ser 
humano. Segundo o Ayurveda, saúde é uma combinação de vários aspectos vitais 
do ser humano, englobando, além do equilíbrio físico do organismo, a harmonia 
mental, emocional e espiritual. Sendo assim, o estado de saúde é uma condição de 
ordem, enquanto que o estado de doença é uma condição de desordem orgânica. 
Dentro de nós, há uma constante interação entre ordem e desordem, dessa forma, 
o Ayurvedaensina ao indivíduo sobre o estado de alerta para detectar a desordem 
no corpo e ajuda a orientar para o restabelecimento da ordem (CARNEIRO, 2009).
Figura 3
Fonte: Getty Images
Essa prática se propõe a três principais objetivos: preservar a saúde das pessoas 
saudáveis e prevenir as doenças; promover e lapidar a saúde das pessoas saudáveis 
e contribuir para a rearmonização das pessoas doentes.
O Ayurveda tradicional, de acordo com textos clássicos, está dividido em oito 
ramos (CARNEIRO, 2009):
• Kaya chikitsa: cuida dos desequilíbrios internos do corpo;
• Bala chikitsa: aborda as doenças que acometem crianças;
• Graha chikitsa: aborda as doenças mentais e emocionais;
• Vurdwanga chikitsa: enfoca as doenças da cabeça e pescoço;
• Salya chikitsa: aborda as doenças de natureza cirúrgica;
• Damsta ou agada chikitsa: se dedica aos aspectos da toxicologia;
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UNIDADE Introdução às Práticas Integrativas e Complementares II
• Jara chikitsa ou rasayana: se destina à promoção da longevidade (também 
conhecida como ciência do rejuvenescimento);
• Vrusha ou vajeekara chikitsa: consagra os tônicos e revigorantes (conhecido 
como ciência dos afrodisíacos).
A Organização Mundial de Saúde (OMS) também descreve o Ayurveda, reco-
nhecendo sua utilização para prevenir e curar doenças, e reconhece que essa práti-
ca vai além de um tratamento, mas também consiste em um modo de viver.
O princípio que rege a intervenção terapêutica no Ayurveda é a teoria dos três 
doshas (tridosha). As características que constituem os doshas podem ser conside-
radas uma ponte entre as características emocionais e fisiológicas. Os três doshas 
se formam pela combinação dos cinco elementos (ar, fogo, água, terra, éter) den-
tro do corpo. Cada dosha possui relação a uma essência sutil: Vata, a energia 
vital; Pitta o fogo essencial; e Kapha se associa à energia mental (BRASIL, 2017). 
A abordagem terapêutica básica do Ayurveda é aquela que pode ser realizada pelo 
próprio indivíduo por meio do autocuidado.
O Ayurveda descreve a existência de três impulsos psíquicos naturais (gunas), que podem 
se manifestar na mente humana em diferentes situações. Esses impulsos constituem nos-
sos traços de personalidade ou “temperamento”. O primeiro impulso psíquico, e o melhor 
deles, é o chamado de sattwa, que representa o impulso de evoluir, progredir e aperfeiço-
ar. Por meio desse impulso, nasce o desejo de compreender, perdoar e manifestar amor e 
compaixão à vida. O segundo impulso é o pior deles, chamado tamas, que é o impulso de 
regredir, involuir e estagnar. Atribui-se a esse impulso a escolha pela ignorância, indiferença 
e frieza. O seu agir é bruto, não se importando com a compreensão aos outros ou à busca 
por soluções. O terceiro impulso é intermediário, chamado rajas, que é a ação por si mesma, 
ou condição de neutralidade ou repetição. O temperamento ligado a esse guna está muito 
ligado ao mundo exterior, ao plano dos prazeres e dores, com decisões de imediato e visando 
interesses pessoais. A pessoa no estado rajas esforça-se em demasia, possui hábitos de vida 
muito estimulantes e estressantes, atinge com dificuldade a realização e suas metas são, 
normalmente, exteriores e seus objetivos estão sempre mudando.
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Biodança
A biodança é uma prática terapêutica sistêmica inspirada na origem primitiva 
da dança, que é uma prática que visa restabelecer a percepção do indivíduo, con-
sigo, com o outro e com ambiente onde se insere, a partir do núcleo afetivo e da 
prática coletiva.
Baseia-se na junção entre dança e psicologia, e atua na renovação orgânica, na 
integração psicofísica, na reeducação afetiva e reaprendizagem das funções origi-
nais da vida. A prática da biodança valoriza a participação social e a integração ao 
natural. Sua prática em grupo também melhora as relações afetivas e a autoestima.
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Figura 4
Fonte: Getty Images
Sua metodologia consiste em induzir vivências coletivas integradoras, num am-
biente enriquecido por estímulos como sons, músicas, cantos e dinâmicas capazes 
de gerar experiências que promovem a plasticidade neuronal e a criação de novas 
redes sinápticas. Dessa forma, promove a integração dos processos existenciais, 
unindo o psicológico, neurológico, endocrinológico e imunológico, produzindo efei-
tos benéficos na saúde (BRASIL, 2017).
Biodança renova energias e estimula a criatividade: https://youtu.be/DUGodpRNM0Y
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Dança Circular
A Dança Circular, também conhecida como Danças Circulares Sagradas, ou Dança 
dos Povos, é uma prática em roda, tradicional e contemporânea, originária de diferentes 
culturas que favorece conexão harmoniosa entre os integrantes. Os indivíduos dançam 
em grupo, iniciando o movimento em círculo que, aos poucos, dá lugar à integralização 
do ritmo, à melodia, e à liberação dos movimentos, liberando a mente, as emoções, o 
corpo e o espírito. Por meio da roda, os integrantes são estimulados a observar uns aos 
outros, respeitando, aceitando e honrando o convívio dos diferentes povos.
O principal objetivo na Dança Circular não é simplesmente a técnica, mas sim o 
sentimento de união ao grupo e ao espírito comunitário, onde todos, de mãos da-
das, apoiam e auxiliam os companheiros. Assim, essa prática ajuda o indivíduo a se 
conscientizar de seu corpo físico e emocional, permitindo trabalhar a concentração 
e estimula a memória.
Dança Circular dos Povos: https://youtu.be/JqjWRRl2zGY
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UNIDADE Introdução às Práticas Integrativas e Complementares II
As Danças Circulares conseguem criar espaços significativos para o desenvolvi-
mento de estados emocionais positivos. A prática tem o potencial mobilizador da 
expressão de afetos, promove a reflexão e a ampliação da consciência coletiva.
As Danças Circulares chegaram ao Brasil em 1984 e desde então vêm ampliando sua 
disseminação nos quatro cantos do país. No estado de São Paulo diversos parques e 
praças reúnem pessoas para a realização da Dança Circular, de forma gratuita. Informe- 
-se na sua cidade se a prática é oferecida em locais públicos. 
Meditação
Apesar de popularizada a partir da disseminação da yoga no ocidente, exis-
tem inúmeras práticas de meditação ligadas aos mais diferentes tipos de tradições, 
inclusive a cristã. As pesquisas científicas nessa área intensificaram-se a partir da 
década de 1970 e, atualmente, a meditação pode ser recomendada como comple-
mento ao tratamento de distúrbios como hipertensão, sintomas de estresse, ansie-
dade e depressão, entre outros (KOZASA, 2006).
A meditação é considerada uma prática de harmonização dos estados mentais e 
da consciência, presente em inúmeras culturas e tradições. Ela também é chamada 
de estado de Samadhi, que representa a dissolução da identificação com o ego e 
promove o total aprofundamento dos sentidos, o estado de “êxtase”.
A prática consiste em promover a atenção ao momento presente, desenvolvendo 
o autoconhecimento e a autoconsciência, com o objetivo de observar os pensamen-
tos e reduzir o seu fluxo.
A prática da meditação permite ao indivíduo enxergar os próprios padrões de 
comportamento e a maneira pela qual cria e sustenta situações que alimentam 
constantemente o mesmo modelo de reação psíquica ou emocional. No momento 
em que a mente se aquieta, ela se dirige 
para o campo da pura potencialidade, o 
reino das possibilidades infinitas, resga-
tando a perfeição, que não é acessada 
pelo intelecto. Quando a pessoa passa 
a perceber de forma mais intensa o que 
se passa dentro dela, o ponto de refe-
rência não é mais o “fora”ou “exterior”. 
Essa conscientização permite que a pes-
soa consiga atingir o estado de graça, ou 
seja, viver o que lhe é natural, inerente 
a todo ser humano. A prática da medi-
tação promove a união do observador 
com o objeto observado, ou seja, o in-
tuito é que a pessoa sinta a união do seu 
Figura 5
Fonte: Getty Images
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ser com o todo, que reconheça a natureza divina das coisas e dos seres, promo-
vendo o respeito universal, consigoe com os demais. Acredita-se que, quando o 
ser humano harmoniza o corpo, a mente e o espírito, essa harmonia se reflete em 
sua vida e na de todos à sua volta, influenciando seu estado de saúde e bem-estar 
(CARNEIRO, 2009).
Importante!
Em 1970 é apresentada a primeira pesquisa científica de meditação com o adequado 
controle dos efeitos fisiológicos, na forma da tese de doutorado na Universidade da Cali-
fórnia, intitulada “Os Efeitos Fisiológicos da Meditação Transcendental: Uma Proposição 
do Quarto Maior Estado de Consciência”. O pesquisador sugere que a meditação pro-
moveria um estado diferenciado de consciência e seria responsável por uma série de 
alterações no corpo humano, como redução do consumo de oxigênio e dos batimentos 
cardíacos, aumento da resistência galvânica da pele e também aumento da intensidade 
de ondas alfa lentas e ocasional atividade de ondas teta cerebrais.
Fonte: Wallace RK. A wakeful hypo metabolic physiologic state. American Jour- nal of Physiology 1971; 221: 795-99.
Você Sabia?
A meditação pode ser praticada por qualquer pessoa, isoladamente, ou em con-
junto com os preceitos da Yoga ou da Medicina Ayurvédica.
A literatura tem mostrado resultados promissores de técnicas de meditação sobre o sistema 
cardiovascular, sugerindo efeitos positivos em pacientes cardíacos, com redução de hiper-
tensão, aterosclerose, hipercolesterolemia e do hábito de fumo. Em meditadores foram en-
contradas melhores respostas ao estresse em relação às alterações de níveis hormonais de 
cortisol, TSH e GH. 
Outras pesquisas sugerem que a prática consegue reduzir a tensão muscular, melhora em pato-
logias como a fibromialgia, melhora em distúrbios de humor e sintomas de estresse em pacien-
tes com câncer, aceleração do ritmo de resolução das lesões psoriáticas, entre outros benefícios.
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Uma pesquisa publicada na revista internacional Clinical Child Psychology and Psychiatry mos-
trou resultados favoráveis após a prática de meditação no comportamento do Transtorno do 
Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) infantil, aumento da autoestima e qualidade do re-
lacionamento. A pesquisa descreveu os benefícios relatados pelas crianças, com benefícios em 
casa (melhores padrões de sono, menos ansiedade) e na escola (mais capazes de se concentrar, 
menos conflitos). Os pais relataram que passaram a se sentir mais felizes, menos estressados e 
mais capazes de controlar o comportamento de seus filhos.
Leia o artigo: Sahaja Yoga Meditation as a Family Treatment Programme for Children with 
Attention Deficit-Hyperactivity Disorder
Linda J. Harrison, Ramesh Manocha and Katya Rubia
Clin Child Psychol Psychiatry 2004 9: 479 DOI: 10.1177/1359104504046155
Disponível em: https://goo.gl/mzh7rJ
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UNIDADE Introdução às Práticas Integrativas e Complementares II
Musicoterapia
Essa técnica já vem sendo muito utilizada em hospitais, como forma de es-
treitar os relacionamentos entre o paciente e os seus cuidadores familiares e 
médicos. Com a música, é permitido um momento de expressão, de extravasar 
tudo o que a pessoa está passando de positivo e de negativo. A musicoterapia 
consiste na utilização da música e seus elementos constitutivos (som, ritmo, 
melodia e harmonia), tanto em grupo ou de forma individualizada, de forma 
a facilitar e promover a comunicação, aprendizagem, mobilização, expressão, 
organização e outros objetivos terapêuticos importantes, visando atender neces-
sidades físicas, emocionais, mentais, sociais e cognitivas. Essa prática resgata 
os processos afetivos e estimula a socialização do indivíduo de forma ampla, 
diversificada e interdisciplinar. Estimula também a audição, o tato, os reflexos, 
a respiração e a sensibilidade.
Hospital Sírio-Libanês: Musicoterapia https://youtu.be/PfhKrpf5Ano
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Naturopatia
O profissional naturopata diferencia-se de diversas maneiras dos outros profissio-
nais da saúde, pois possui uma formação generalista e transdisciplinar, conjugando 
conhecimentos da área da saúde, das ciências humanas, biológicas e até das artes. 
Saberes orientais, ocidentais e indígenas dialogam e se mesclam com o profissional 
naturopata, de forma a permitir a atualização e dinamicidade dos saberes da arte 
do cuidado em saúde (WEDEKIN, 2017).
A naturopatia é entendida como uma ampla abordagem de cuidado que, por 
meio de métodos e recursos naturais, consegue apoiar e estimular a capacidade in-
trínseca do corpo para a autocura. Sua origem fundamenta-se em diversos saberes 
de cuidado em saúde de diversas culturas, particularmente aquelas que consideram 
o vitalismo, que consiste na existência de um princípio vital presente em cada um, 
fator influenciador de seu equilíbrio orgânico, emocional e mental, em sua cosmo-
visão. A Naturopatia pode utilizar os mais variados recursos terapêuticos como: 
plantas medicinais, águas minerais e termais, aromaterapia, cromoterapia, trofo-
logia, massagens, recursos expressivos, terapias corpo-mente, dietoterapia, entre 
outros. Pode, ainda, basear-se nas filosofias Chinesa e Indiana, integrando diversas 
filosofias e práticas de autocuidado.
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Figura 6
Fonte: Getty Images
Osteopatia
A osteopatia consiste em um método diagnóstico e terapêutico que atua a partir da 
manipulação das articulações e tecidos. Esta prática tem por base que as disfunções de 
mobilidade articular e teciduais, em geral, contribuem no aparecimento das doenças.
Os princípios do método osteopático envolve o conhecimento anatômico, fi-
siológico e biomecânico global do corpo humano. A prática pode ser subdividida 
basicamente em três classes: osteopatia estrutural; osteopatia craniana; osteopatia 
visceral. O objetivo do tratamento osteopático é detectar e tratar as disfunções 
somáticas, que correspondem à diminuição de mobilidade tridimensional, caracte-
rizadas por restrições de mobilidade (BRASIl, 2017).
Osteopatia com Dra. Ana Paula Cardoso - Programa Viver Bem: 
https://youtu.be/1hWxi57imTgEx
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Quiropraxia
Em uma revisão sistemática, pesquisadores da Universidade Federal do Rio Gran-
de do Norte investigaram os efeitos da quiropraxia na dor cervical. Na maioria dos 
estudos encontrados na revisão, as técnicas de manipulação quiropráticas promove-
ram o alívio de dor de maneira mais rápida e mais prolongada nos pacientes (DA 
SILVA et al., 2012).
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UNIDADE Introdução às Práticas Integrativas e Complementares II
A quiropraxia consiste na utilização de elementos diagnósticos e terapêuticos 
manipulativos, visando o tratamento e a prevenção das desordens do sistema neu-
ro-músculo-esquelético.
 
Figura 7
Fonte: Getty Images
O profissional utiliza-se das mãos para aplicar uma força controlada na arti-
culação, fazendo uma pressão que permite uma maior amplitude de movimento 
habitual. É muito comum se ouvir estalos durante as sessões, devido à abertura da 
articulação. Acredita-se que essa manipulação promova o ajuste articular.
Dores provenientes das várias estruturas da coluna são a principal causa de dores crônicas. 
Segundo alguns pesquisadores, estima-se que a prevalência de dores na coluna, na popu-
lação geral, seja de 66%. Dessa parcela da população, cerca de 44% dos pacientes relatam 
dores na região cervical e 56% relatam dores na região lombar. Frequentemente, os proce-
dimentos de manipulação e mobilização articulares vem sendo utilizados pelos profissionais 
fisioterapeutas, osteopatas e quiropraxistas, devido aos seus efeitos benéficos sobre a res-
tauração da biomecânica normal da coluna vertebral (DE OLIVEIRA et al. 2008). 
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Reflexoterapia
A reflexoterapia é uma técnica aplicada a partir da reflexologia – o estudo das 
áreas reflexas de todas as partes do corpo encontradas em microssistemas, como 
nos pés e mãos. 
Verificou-se que a sensibilidade dos pés é maior em relação à das mãos, prova-
velmente por estarem mais protegidos com o uso de calçados e pela maior área, no 
entanto, a reflexoterapia das mãos facilita a automassagem. 
A reflexoterapia baseia-se emprincípios semelhantes aos da acupuntura, no que 
tange às linhas energéticas nas diferentes partes do corpo. Mas, ao contrário dos 
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meridianos da acupuntura, existem as chamadas zonas longitudinais e transversais 
na reflexoterapia (RIBEIRO, 2009).
Por meio da reflexoterapia, pode-se estimular ou relaxar o sistema nervoso, que, 
por sua vez, afeta a mente e o sistema energético interno, pois ambos são insepa-
ráveis, de acordo com essa prática. 
Figura 8 – Mapa da reflexoterapia podal
Fonte: GILLANDERS 2008 apud RIBEIRO, 2009
Terapia complementar é usada junto com a medicina convencional. Já terapia alternativa é 
usada no lugar da medicina convencional.Ex
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Reiki
O Reiki é uma prática de imposição de mãos que usa a aproximação ou o toque 
sobre o corpo do paciente com o objetivo de estimular os mecanismos naturais de 
recuperação da saúde. Reiteradas vezes, essa técnica é utilizada para induzir o rela-
xamento e tratar de problemas de saúde como a dor musculoesquelética, a ansiedade 
e a depressão. Os praticantes de Reiki fazem ligeiro contato manual para facilitar a 
abertura dos seus próprios canais energéticos e, também, dos pacientes. A aplicação 
é feita com o toque das mãos do terapeuta, nenhuma outra ferramenta é necessária. 
O terapeuta age como um canal para a energia ser transferida. Ressalta-se que ele 
não repassa a própria energia ao paciente e o contrário também não ocorre.
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UNIDADE Introdução às Práticas Integrativas e Complementares II
Mikao Usui, descobridor e receptor do Reiki, deixou cinco princípios dessa prática, que devem 
ser seguidos pelos seus praticantes:
Kyo dake wa: Somente hoje;
Ikaru-na: Não se zangue;
Shinpai suna: Não se preocupe;
Kansha shite: Seja grato;
Gyo o hage me: Cumpra seu dever;
Hito ni shinsetsu ni: Seja bondoso.
Esses princípios possuem relação com o aqui e agora, evitar a raiva e as preocupações, que 
envenenam o corpo, saiba agradecer, pois a gratidão transforma as pessoas de forma po-
sitiva, devote seu tempo ao crescimento espiritual e seja compreensivo com as pessoas e 
consigo mesmo. Evite tudo o que traz sofrimento.
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A técnica objetiva fortalecer os locais 
onde se encontram bloqueios – os cha-
mados “nós energéticos” – auxiliando 
na eliminação de toxinas, e facilitando 
o equilíbrio e funcionamento celular 
pleno, de forma a restabelecer o fluxo 
de energia vital (DÍAZ-RODRÍGUEZ 
et al., 2011).
A prática se baseia na harmoniza-
ção entre as dimensões físicas, mentais 
e espirituais, com o estímulo e energi-
zação dos órgãos e centros energéticos 
do corpo humano. 
Importante!
A síndrome de Burnout é uma resposta prolongada a estressores crônicos emocionais 
e interpessoais, vinculados à atividade laboral. As enfermeiras representam um grupo 
ocupacional especialmente exposto a sofrer essa síndrome, devido às altas demandas 
físicas e emocionais, associadas ao local de trabalho. De fato, alguns estudos mostraram 
que essa síndrome ocorre em cerca de 40% de enfermeiras profissionais. Alguns dos sin-
tomas relatados são, frequentemente, baixa satisfação emocional, interação emocional 
estressante e dor musculoesquelética. O estudo de Diaz-Rodriguez (2011) sugere que o 
autocuidado proativo por meio do Reiki é uma estratégia capaz de prevenir a síndrome 
de Burnout em enfermeiras.
Você Sabia?
 
Figura 9
Fonte: Getty Images
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Shantala
É uma prática de massagem para bebês e crianças, que permite o despertar e a 
ampliação do vínculo e confiança entre o cuidador e o bebê. Faz parte da tradição 
das mulheres indianas. 
É importante respeitar a posição para a massagem, que é na posição sentada 
no chão sobre uma esteira ou tapete com as pernas esticadas e o bebê sobre suas 
pernas. Esta posição pode não ser fácil inicialmente, mas, além de manter a crian-
ça dentro de um campo de energia protegido, melhora a oxigenação do cérebro, 
de acordo com o Yoga. O ideal é trabalhar com música relaxante e não conversar 
durante a massagem, exercitando a linguagem não verbal.
Figura 10
Fonte: Getty Images
Segundo Cruz et al. (2005), são algumas das características da técnica da Shantala:
• A criança deve estar despida e a massagem deve ser feita em local aquecido;
• O óleo utilizado deve ser natural e levemente aquecido;
• A criança deve estar em jejum. A massagem é seguida pelo banho que com-
pletará a sensação de relaxamento;
• A pessoa que realiza a massagem deve estar sentada no chão, sem anéis, pul-
seira ou outros objetos nos pulsos e mãos;
• No sul da Índia, em Kerala, recomenda-se não realizar a massagem antes que 
o bebê complete um mês;
• No início, deve-se tocar o bebê: as mãos se movimentam e percorrem o corpo 
do bebê para que ele sinta o contato. A barriga e o rosto serão tocados só depois 
de um mês de idade. Quando o bebê tem apenas alguns dias, devem ser feitas 
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UNIDADE Introdução às Práticas Integrativas e Complementares II
carícias que durem apenas alguns minutos. Pouco a pouco, o tempo dedicado à 
massagem vai aumentando e, depois do primeiro mês, a sessão pode durar de 
vinte a trinta minutos, pela manhã e à tarde, antes da hora de dormir;
• A massagem deve ser realizada até, pelo menos, os quatro meses.
CRUZ, C. M.V. da; CAROMANO F. A. Características das técnicas de massagem para bebês. 
Rev. Ter. Ocup. Univ. São Paulo, São Paulo, v. 16, n. 1, p. 47-53, jan./abr., 2005. Disponível em: 
https://goo.gl/DpKDNT
Segundo os autores, no tórax do bebê, os movimentos são circulares, do centro para fora, 
com ambas as mãos; depois uma das mãos partirá do flanco do bebê até o ombro oposto e 
assim, sucessivamente, a outra mão. Os membros superiores e inferiores são massageados 
de proximal para distal, com a mão que está massageando o bebê formando um bracelete 
em volta do membro. 
O abdome pode ser massageado a partir da região imediatamente abaixo das costelas até a 
parte inferior do abdome, passando uma mão após a outra, como uma onda. Depois segure 
os pés do bebê mantendo as pernas estendidas na vertical e, com o antebraço, prossiga no 
mesmo sentido, de cima para baixo. 
Para mais detalhes e outras posições, consulte o artigo sugerido.
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Figura 11
Fonte: Getty Images
Indica-se para a massagem de bebês, uma ou duas gotas de essência dos seguin-
tes óleos diluídos no óleo vegetal de base: 
• Camomila: possui efeito calmante e tranquilizante;
• Lavanda: possui propriedades cicatrizantes e ajuda a dormir;
• Eucalipto: atua como descongestionante; 
• Murta: pertence à família do eucalipto e tem as mesmas propriedades;
• Hortelã: tem propriedade descongestionante e auxilia na eliminação de gases;
• Rosa: suaviza a pele;
• Benjoim: alivia o mal-estar causado pela tosse e resfriado;
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• Incenso (Olíbano): relaxante e auxilia o ritmo respiratório; 
• Mirra: recomendada para auxiliar na limpeza brônquica.
Shantala: massagem resulta em inúmeros benefícios para os bebês: 
https://youtu.be/sjr9FXVToWYEx
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Terapia Comunitária Integrativa 
É uma prática de intervenção social em grupo que objetiva a criação e o 
fortalecimento de redes sociais solidárias. Aproveita-se dos recursos da própria 
comunidade e das competências e estratégias das pessoas do grupo para criar 
soluções para as dificuldades. É um espaço de acolhimento, que favorece a troca 
de experiências.
Normalmente, é oferecida em forma de roda e cada participante é corres-
ponsável pelo processo terapêutico, produzindo efeitos individuais e coletivos. 
O fato de se compartilhar experiências objetiva a valorização das histórias pes-
soais, o que favorece o resgate da identidade, aumento da autoestima e da 
autoconfiança, respeito ao outro e aumento da percepção sobre os problemas 
pessoais e da comunidade. 
Fundamenta-se na Pedagogia de Paulo Freire, a Teoria da Comunicação, o Pen-
samento Sistêmico, a Antropologia Cultural e a Resiliência. É necessário para o seu 
desenvolvimento o seguimento de seis etapas, que são: acolhimento, dirigido pelo 
coterapeuta; escolha do tema;contextualização; problematização; rituais de agrega-
ção e conotação positiva; e, ao final, o processo de avaliação (SILVA, s/n). Tendo a 
possibilidade de ouvir o próprio relato e o dos outros, a pessoa pode atribuir outros 
significados aos seus sentimentos e pensamentos, o que diminui o processo de soma-
tização e complicações clínicas.
Um estudo publicado nos “Cadernos de Saúde Pública”, em 2013, objetivou analisar as con-
tribuições da terapia comunitária integrativa no comportamento de usuários de um Centro 
de Atenção Psicossocial (CAPS), no caso, o estudo foi realizado no CAPS Caminhar, em João 
Pessoa-PB. Os usuários do CAPS que participavam da terapia mostraram-se pessoas que têm 
buscado reorganizar suas vidas, seja através do trabalho, do emprego, do espaço familiar, 
de amizades ou qualquer outra estratégia que favorecesse a inclusão. O estudo evidenciou 
que a terapia comunitária integrativa é uma criação multidimensional complexa, auxilia na 
interação entre seus participantes, por meio da fala e esse ambiente de expressão ecoa po-
sitivamente em todas as esferas de vida do indivíduo.
Leia o artigo: CARVALHO, Mariana Albernaz Pinheiro de et al. Contribuições da terapia 
comunitária integrativa para usuários dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS): do 
isolamento à sociabilidade libertadora. Cadernos de Saúde Pública, v. 29, p. 2028-2038, 2013. 
Disponível em: https://goo.gl/puVjhT
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UNIDADE Introdução às Práticas Integrativas e Complementares II
Yoga
Segundo textos clássicos, o Yoga e o Ayurveda são ciências irmãs, que caminham 
juntas há milênios. Em sua essência, Yoga significa união e refere-se à junção entre 
corpo, mente e espírito em um contínuo único que, por sua vez, se conecta à consci-
ência universal. Essa união reúne a prática e o meio, ou seja, o caminho que se faz ao 
caminhar (CARNEIRO, 2009). Às vezes, ao se falar em Yoga, é possível que venha 
à mente, a lembrança de pessoas se contorcendo em posturas quase impossíveis. Na 
verdade, essa não é a essência da prática. O Yoga não impõe limite de idade, credo ou 
religião, assim, cada indivíduo deve exercer e respeitar o seu próprio limite, referência 
base da prática. No entanto, algumas pessoas podem estar contraindicadas a algumas 
das posturas físicas (asanas), devido a limitações cervicais, torácicas ou lombares, ou se 
possuir enfermidades que podem se agravar com a prática de exercícios físicos. 
 
Figura 12
Fonte: Getty Images
O Yoga combina posturas físicas (asanas), técnicas de respiração (pranayamas) 
e aquietamento mental (pratyahara/dharana/dhyana). 
A modalidade Hatha Yoga é considerada o sistema no qual grande parte do Yoga 
ocidental é baseado e, apesar de o Yoga não ser uma terapia, tem sido cada vez 
mais utilizado com grande sucesso terapêutico em diversas enfermidades, incluindo 
o estresse e a ansiedade. Segundo a pesquisadora Camila Vorkapic, o Yoga parece 
ser uma intervenção consistente, bem-sucedida e com boa relação custo-benefício 
no tratamento dos transtornos de ansiedade (VORKAPIC et al., 2011).
Segundo o Ministério da Saúde, a prática de Yoga é capaz de melhorar a quali-
dade de vida, reduzir o estresse, diminuir a frequência cardíaca e a pressão arterial, 
aliviar a ansiedade, depressão e insônia, melhorar a aptidão física, força e flexibili-
dade geral (BRASIL, 2017).
Surya Namaskar - Step By Step (Saudação ao Sol, uma das sequências mais conhecidas do 
Yoga): https://youtu.be/AbPufvvYiSw
É importante que a prática dos asanas (posturas) seja completada com as demais práticas, 
sempre aliando a respiração e concentração da mente aos exercícios e ao tempo presente.
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Patãnjali, mestre yogin que viveu na Índia no séc. III a.C. foi o primeiro sábio a deixar por 
escrito uma obra específica de Yoga – o livro Yoga Sutras, já disponível em português.Ex
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O primeiro nível do Yoga consiste em princípios éticos que devem nortear a vida 
de seus praticantes (yogin). Treinar posturas físicas sem respeitar esses princípios 
não é considerado uma prática de Yoga em sua verdadeira essência. Ao todo são 
dez atitudes básicas de evolução do yogin que permitem a conquista e sustentação 
de valores duradouros. São elas: Ahimsa (não violência), Satya (a verdade sempre, e 
nada mais), Asteya (integridade em ações e pensamentos), Brahmacharya (equilíbrio 
de suas práticas sexuais, não dissipação e abuso de energia), Aparigraha (desape-
go das posses, relacionamentos, dos resultados), Saucha (limpezas, tanto do corpo 
físico quando do emocional), Santosha (alegria pelo ser e não pelo ter), Tapas (au-
toesforço, disciplina na conquista dos objetivos), Swadhyaya (autoestudo), Ishwara 
Pranidhana (entrega à energia suprema, confiante no poder do Universo). No início, 
esse princípios éticos podem ser executados conscientemente, como um exercício. 
Com o tempo, eles se incorporarão à memória das células e serão incorporados aos 
hábitos de vida. O conjunto de práticas do Yoga também auxiliam nessa nova postu-
ra de vida e em sua manutenção.
Importante!
Em 12 de março de 2018, foram incluídas mais algumas práticas integrativas e complemen-
tares no SUS:
“Pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) serão beneficiados com 10 novas Práticas Inte-
grativas e Complementares (PICS). Os tratamentos utilizam recursos terapêuticos, baseados 
em conhecimentos tradicionais, voltados para prevenir diversas doenças, como depressão 
e hipertensão. São elas: apiterapia, aromaterapia, bioenergética, constelação familiar, cro-
moterapia, geoterapia, hipnoterapia, imposição de mãos, ozonioterapia e terapia de florais. 
Com as novas atividades, ao todo, o SUS passa a ofertar 29 procedimentos à população.”
“O Brasil passa a contar com 29 práticas integrativas pelo SUS. Com isso, somos o país líder 
na oferta dessa modalidade na atenção básica. Essas práticas são investimento em preven-
ção à saúde para evitar que as pessoas fiquem doentes. Precisamos continuar caminhando 
em direção à promoção da saúde em vez de cuidar apenas de quem fica doente”, ressaltou 
o ministro Ricardo Barros.”
Fonte: https://goo.gl/NwFz9X
Importante!
Fique sempre atento às atualizações sobre o tema! 
Também aproveite para conhecer as outras Práticas Integrativas e Complementares 
que ainda não estão inseridas na PNPIC, há um vasto campo nessa temática que 
pode ser conhecido e explorado. 
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UNIDADE Introdução às Práticas Integrativas e Complementares II
Importante!
Pode-se considerar que houve uma crise na relação entre a Medicina Convencional e a Socie-
dade, pois, ao longo de seu histórico, a Medicina Convencional colocou como objeto central 
de atenção a doença. É inegável que o diagnóstico de patologias e cura de diversas enfermi-
dades pela alopatia foi um grande avanço, no entanto, é imprescindível aliar a essa Medicina 
outros processos terapêuticos, que integrem as diferentes formas do cuidado integral, obje-
tivando a recuperação e, principalmente, a manutenção da saúde em seu mais amplo signi-
ficado, ou seja, a manutenção de um estado de bem estar. Dessa forma, seria muito positiva 
a construção de uma medicina com visão ampliada, que coloque como categoria central de 
seu paradigma a categoria saúde, não a doença. Ao se aliar a Medicina Convencional com 
as Práticas Integrativas e Complementares, será possível aumentar a promoção da saúde, 
a autonomia do paciente no seu autocuidado e a restituição de uma relação mais saudável 
entre médico-paciente.
Em Síntese
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Material Complementar
Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade:
 Livros
Os benefícios do yoga nos transtornos de ansiedade
VORKAPIC, C. F.; RANGÉ, B. Os benefícios do yoga nos transtornos de ansiedade. 
Revista Brasileira de Terapias Cognitivas, v. 7, n. 1, p. 50-54, 2011.
 Vídeos
Terapias Complementares (parte 1)
TV Uniesp, 2013.
https://youtu.be/Tti4H6vgYs0
 Leitura
Shantala – a arte de dar e receber amor
https://goo.gl/jMDSkJ
A reflexologia podal na redução do estresse
BACELAR,F. S. et al. A reflexologia podal na redução do estresse. EFDeportes.com, 
Revista Digital. Buenos Aires - Año 19 - Nº 192 - Mayo de 2014.
https://goo.gl/ib4UdR
A prática de meditação aplicada ao contexto da saúde
KOZASA, E. H. A prática de meditação aplicada ao contexto da saúde Saúde Cole-
tiva, vol. 3, núm. 10, 2006, pp. 63-66 Editorial Bolina, São Paulo, Brasil.
https://goo.gl/JP6xet
Os efeitos da meditação à luz da investigação científica em Psicologia
BAPTISTA MENEZES, C. et al. Os efeitos da meditação à luz da investigação científica 
em Psicologia: revisão de literatura. Psicologia ciência e profissão, v. 29, n. 2, 2009.
https://bit.ly/2OaqI9b
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UNIDADE Introdução às Práticas Integrativas e Complementares II
Referências
BRASIL. PNPIC é ampliada. Portal da Saúde, Ministério da Saúde. Publicado 
em 25/03/2017. Disponível em: Acessado em 19 de janeiro de 2018.
CARNEIRO, D. M. Ayurveda-Saúde e Longevidade na Tradição Milenar da 
Índia. São Paulo: Pensamento, 2009.
DA CRUZ, C. M. V.; CAROMANO, F. A. Características das técnicas de mas-
sagem para bebês. Revista de Terapia Ocupacional da Universidade de São 
Paulo, v. 16, n. 1, p. 47-53, 2005.
DA SILVA, R. M. V. et al. Efeitos da quiropraxia em pacientes com cervicalgia: 
revisão sistemática. Revista Dor, v. 13, n. 1, p. 71-74, 2012.
DE OLIVEIRA, A. S. et al. Efeitos do tratamento de quiropraxia sobre pacientes 
portadoras de espondiloartrose. Fitness & performance journal, n. 3, p. 145-
150, 2008.
DÍAZ-RODRÍGUEZ, L. et al. Uma sessão de Reiki em enfermeiras diagnostica-
das com síndrome de Burnout tem efeitos benéficos sobre a concentração de IgA 
salivar e a pressão arterial. Revista Latino-Americana de Enfermagem, v. 19, 
n. 5, p. 1132-1138, 2011.
HARRISON, L. J.; MANOCHA, R.; RUBIA K. Sahaja Yoga Meditation 
as a Family Treatment Programme for Children with Attention Deficit-
-Hyperactivity Disorder. Clin Child Psychol Psychiatry 2004 9: 479 DOI: 
10.1177/1359104504046155.
KOZASA, E. H. A prática de meditação aplicada ao contexto da saúde. Saú-
de Coletiva, vol. 3, núm. 10, 2006, pp. 63-66 Editorial Bolina São Paulo, Brasil. 
Disponível em: Acessa-
do em 10 de março de 2018.
RIBEIRO, J. A. O cuidado de enfermagem no pós-operatório de cirurgia car-
díaca: as Percepções da pessoa que recebe reflexoterapia. 2009. Dissertação 
de Mestrado.
SILVA, J. B. et al. Terapia comunitária integrativa na atenção primária à 
saúde: uma revisão integrativa.
VORKAPIC, C. F.; RANGÉ, B. Os benefícios do yoga nos transtornos de ansie-
dade. Revista Brasileira de Terapias Cognitivas, v. 7, n. 1, p. 50-54, 2011.
WEDEKIN, L. A Naturologia não pode se acomodar ou estagnar. Cadernos de 
Naturologia e Terapias Complementares, v. 6, n. 11, p. 101-103, 2017.
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