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Materiais Dentários - resumo Prova 1
Materiais Dentários (Faculdade do Recife)
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A Studocu não é patrocinada ou endossada por nenhuma faculdade ou universidade
Materiais Dentários - resumo Prova 1
Materiais Dentários (Faculdade do Recife)
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Baixado por JULIA STEPHANIE SILVA ALMEIDA (julia.stephanie@mail.usf.edu.br)
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MATERIAIS DENTÁRIOS
A CIÊNCIA DOS MATERIAIS DENTÁRIOS
Estudo das propriedades, indicações, contraindicações e composição dos materiais utilizados nas 
especialidades odontológicas.
Histologia: 
Esmalte – mais inorgânico (mineralizado – hidróxido de hapatita)
Dentina – mais orgânica (um pouco menos mineralizado. Presença de túbulos dentinários que 
apresentam prolongamentos dos odontoblastos, responsável pela formação/síntese da dentina)
Polpa – a mais orgânica (onde ficam os odontoblastos. Quando atingido, afeta a homeostasia -equilíbrio- 
pulpar)
= AGRESSÃO À POLPA DENTAL (alimentos com ph ácidos)
Refrigerante/limão (ph ácido – agressão química – desgasta os tecidos do esmalte deixando a polpa mais
exposta)
Café (alimentos quentes dilatam os vasos sanguíneos presentes na polpa – agressão física)
Sorvete (alimentos frios contraem os vasos – agressão física)
GRUPOS DE MATERIAIS EMPREGADOS NA ODONTOLOGIA:
Metais
Polímeros/plásticos
Porcelanas
REQUISITOS DE UM MATERIAL DENTÁRIO IDEAL:
 Longevidade/duração
 Mimetismo – imitar as estruturas dentárias e adjacentes (naturalidade)
 Resistência
 Adesividade permanente - boa adesão à estrutura dentária e óssea
 Biocompatibilidade – material que não causa dano ao tecido
 Exibir propriedades similares ao esmalte, dentina e outros tecidos adjacentes
 Ser capaz de promover a regeneração dos tecidos lesados ou perdidos
VARIAÇÕES FÍSICAS DA CAVIDADE BUCAL
 Variação normal de temperatura entre 32 e 37º C
 Ingestão de alimentos frios ou quentes variando entre 0 até 70º C
 Acidez e alcalinidade dos fluidos orais variam de Ph 4 a 8,5 embora a ingestão de sucos ácidos 
ou medicamentos alcalinos possam estender essa variação de Ph 2 a 11.
 Suportar carga aplicada a 1mm³ no material dentário ou dente equivalente a vários 
quilogramas.
CLASSIFICAÇÃO DOS MATERIAIS DENTÁRIOS:
Materiais preventivos:
 Selantes
 Flúor – combate ao Streptococcus mutans. Muda o ph da boca minimizando o risco de cárie.
 Clorexidina
Materiais restauradores:
 Diretos – CD faz diretamente na boca do paciente
 Indiretos – feito através de molde que será enviado para o laboratório e produzido pelo 
protético. Ex.: faceta, coroa... Fora da boca do paciente.
Materiais auxiliares:
 Moldagem
 Escaneamento
* Materiais utilizados para auxiliar no procedimento. Não fica na boca do paciente.
SELAÇÃO DOS MATERIAIS DENTÁRIOS
Baixado por JULIA STEPHANIE SILVA ALMEIDA (julia.stephanie@mail.usf.edu.br)
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 Análise do problema: o material deverá resistir a grandes esforços físicos? Deverá ser estético? 
Removível ou fixo?
 Materiais disponíveis: materiais diferentes que possuem a mesma função, mas tempo de cura 
diferentes (materiais quimicamente ou fotoativados)
 Escolha do material: seleção de marcas e custo x benefício
 Avaliações laboratoriais e estudos clínicos: segurança para o paciente e o profissional
ESTRUTURA DA MATÉRIA:
 Mudança de estado: estudo das estruturas moleculares ou atômicas e seu comportamento 
durante o manuseio e aplicação na cavidade bucal.
 Átomos e moléculas se mantêm unidos por meio de interação atômica
 Ligações interatômicas primárias: ligações iônicas, covalentes e metálicas
PROPRIEDADES FÍSICAS:
São baseadas em leis de mecânica, acústica, óptica, termodinâmica, eletricidade, magnetismo, radiação 
estrutura atômica
PROPRIEDADES MECÂNICAS:
 Deformação: alteração em comprimento de um material pela ação de uma força. A aplicação de
uma força externa a um corpo ou amostra resulta em uma alteração dimensional: 
Deformação = alteração no comprimento / comprimento original
o Deformação elástica/reversível: quando se remove a força e o corpo volta ao seu 
estado inicial. Ex.: mola
o Deformação plástica ou permanente/irreversível: o material não volta ao estado inicial.
Ex.: barra de ferro
o Flexibilidade: capacidade do material voltar a sua forma original após a remoção da 
força. Ou seja, deformação elástica. Ex.: Lima para endodontia (tratamento de canal)
 Tensão: quando uma força externa é aplicada a um copo durante um teste, uma força interna 
de igual magnitude, mas com direção oposta se desenvolve dentro do corpo. Tensão = F/A.
o Compressão: a compressão ocorre quando a força axial aplicada estiver atuando com o
sentido dirigido para o interior da peça. Ex.: mastigação.
o Tração: uma peça estará sendo tracionada quando a força axial aplicada estiver 
atuando com o sentido dirigido para o seu exterior. Ex.: Bala de caramelo. 
o Cisalhamento: aplicação de forças paralelas, mas em sentidos opostos. Ex.: bruxismo.
* Tensão de fratura-resistência: é o limite de força aplicada que um corpo ou amostra pode 
suportar.
 Resiliência: capacidade do material absorver energia sem se romper. Ex.: resina. Como se fosse 
uma cama elástica. Não pode ser tão dura para não quebrar com a força da mastigação. 
 Força de impacto: 
o Estática: quando permanecemos com os dentes ocluídos
o Dinâmica: nos movimentos mastigatórios, fala e outros. 
 Ductibilidade: capacidade de um material ser curvado ou alongado por forças de tração sem 
que ocorra fratura. Ex.: fio da ortodontia.
 Maleabilidade: capacidade de um material ser transformado em lâmina por um processo 
compressivo. 
 Fadiga do material: tensões intermitentes por um longo período possivelmente por anos, 
podem levar a fratura. 
 Adesão: interação entre dois materiais na interface de contato. Pode ser alcançado por 
retenção mecânica (restauração aderida ao dente através de algum ácido que deixa o dente 
mais poroso) ou adesão química (troca de íons entre dente e material que faz com que a 
aderência funcione como uma cola). 
 Resistência ao desgaste e abrasão: resistência do material ao desgaste mecânico ocorrido no 
contato com dentes e demais elementos do meio bucal e extra-bucal (alimentos sólidos, 
líquidos, objetos e outros). Pode ser fisiológico ou não.
 Dureza: capacidade do material de resistir a riscos e perfuração. Deve existir um equilíbrio no 
material entre a maleabilidade e a dureza.
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lOMoARcPSD|43112796 Reologia: estudo do escoamento ou da deformação dos materiais. Pode ser aplicado tanto para 
sólidos quanto para líquidos.
PROPRIEDADES TÉRMICAS
As alterações dimensionais dos materiais se dão sobre variações térmicas na cavidade bucal.
 Condutibilidade térmica: capacidade do material em conduzir calor.
 Reações exotérmicas: liberação de calor ocorrida durante ou após a manipulação do material.
 Coeficiente de expansão térmica: é o aumento proporcional em comprimento de um corpo para
cada aumento de 1ºC (ex.: café + água gelada). O ideal é que o material tenha a mesma do 
dente para não haver infiltração.
 Galvanismo: capacidade do material de conduzir eletricidade.
 Temperatura de fusão: temperatura para fundir o material. Importante no momento da 
soldagem.
PROPRIEDADES QUÍMICAS
 Solubilidade: dissolução de um material em determinado meio
 Erosão ou corrosão: desgaste do material em decorrência de um agente químico
 pH: 
o Alcalino: hidróxido de cálcio
o Neutro: óxido de zinco e eugenol
o Ácido: cimento de fosfato de zinco
PROPRIEDADES BIOLÓGICAS:
 Biocompatibilidade: não promover agressão
HIDRÓXIDO DE CÁLCIO P.A. E CIMENTO DE HIDRÓXIDO DE CÁLCIO
Objetivo: proteger a polpa dos estímulos externos (químicos, físico-mecânicos, biológicos)
Agressão ao esmalte não tem repercussão na polpa. Na dentina tem, pois apresenta os prolongamentos 
dos odontoblastos que ficam nos túbulos dentinários = AGRESSÃO AO COMPLEXO DENTINO-PULPAR
Características da cárie:
 Superficial, rasa, média (atinge um pouco da dentina)
o Material: sistema adesivo (selante)
 Profunda (próximo à polpa)
o Material: forramento (base) + sistema adesivo (selante)
 Muito profunda (com exposição pulpar)
o Material: Cimento de Hidróxido de Calcio (rinsagem, capeamentos) + forramento 
(base) + adesivo (selante)
Quando a dentina está exposta é preciso fazer uma proteção para que a agressão não chegue à polpa 
dental. Usar material que permita parar a agressão para que a polpa não inflame e entre num processo 
de lesão periapical.
Propriedades ideais de um material forrador:
 Ser biologicamente compatível com o complexo dentinho-pulpar
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 Estimular a recuperação das funções biológicas da polpa, induzindo a formação de barreira 
mineralizada (estimular a dentinogênese – formação da dentina)
 Apresentar propriedades bacteriostáticas e bactericidas
 Vedar as margens cavitárias
 Ser adesivo às estruturas dentárias
 Apresentar elevada resistência mecânica (ser resistente, não se desintegrar)
 Ser bom isolante térmico e elétrico
 Ser insolúvel ao meio bucal
* Dentina reacional – formada mediante uma agressão. É mais escura
Classificação dos materiais forradores:
 Agentes para selamento (superficial – dentina não está muito exposta)
 Agentes para forramento (profunda – polpa praticamente exposta)
 Agentes para base (colocado sob o agente de forramento para proteger o forro que tem baixas
propriedades mecânicas)
Agentes para selamento (para cavidade rasa)
 São líquidos
 Produzem uma camada extremamente fina, em torno de 1-50 micra
 Preenchem microespaços entre o dente e material restaurador
 Vedam parcialmente os túbulos dentinários
 É usado quando fazemos uma restauração de resina, por exemplo. Sela a dentina não muito
exposta e depois restaura. 
Agentes para forramento (para cavidade profunda. Polpa exposta e praticamente exposta)
 Podem se apresentar sob forma de líquido, pó ou pasta
 Formam uma camada fina em cerca de 0,2 a 1mm
 Sua principal função é proteger a polpa das agressões externas
 Devem induzir a formação de tecido mineralizado: dentina (POSITIVO)
 Baixas propriedades mecânicas (NEGATIVO)
 Ex.: Hidróxido de cálcio
Agentes para base (para cavidade profunda. Polpa exposta e praticamente exposta)
 Se apresentam sob forma de pó e líquido
 Formam uma película mais espessa, acima de 1mm
 Protegem os materiais de forramento
 Reconstitui parte da dentina perdida
 São efetivos na proteção contra estímulos termoelétricos e mecânicos (POSITIVO)
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 Podem ser associados a outros materiais de proteção
 Ex.: Cimento fosfato de Zinco
HIDRÓXIDO DE CÁLCIO P.A. (capeamento direto):
 Indicado em cavidades muito profundas e quando há exposição pulpar. 
 Apresentado sob forma de pó
 Baixa propriedade mecânica (NEGATIVO).
 Estimula a síntese da dentina : capacidade de induzir a polpa a formar uma barreira
mineralizada, isolando-a do meio externo (POSITIVO)
 Se desintegra com o tempo. Pois é solubilizado para formar a dentina
 Um dos materiais odontológicos mais estudados, muito associado a outras substâncias
 Serve como controle positivo nos testes de biocompatibilidade, quando comparado com outros
materiais (POSITIVO)
 USO: utilizado sob a forma de suspensão para realizar a RINSAGEM da cavidade. 
o RINSAGEM: feito quando há pulporragia (hemorragia da polpa), para fazer a
hemostasia (parar o sangramento). 
 Passo a passo: pote dappen com água destilada + H.C.PA. Agitar para que as
partículas fiquem em suspensão (água fica opaca). Pegar a água em
suspensão com seringa ou algodão e lavar a cavidade até promover a
hemostasia.
Após a RINSAGEM, utilizar sob forma de pó ou pasta (pó + água destilada) para realização do
CAPEAMENTO DIRETO. 
o CAPEAMENTO DIRETO: colocar material de forro diretamente sob a polpa. Só cobre a
polpa (indireto: material de forro não está diretamente sob a polpa)
CIMENTO DE HIDRÓXIDO DE CÁLCIO (capeamento indireto):
 Utilizado para proteger o Hidróxido de cálcio P.A. antes de colocar o material de base. Pois ele é
muito solúvel e se desintegra. 
 Resistência à compressão muito baixa, em torno de 8 Mpa
 Utilizado sob forma de cimento para realização do CAPEAMENTO INDIRETO. 
o CAPEAMENTO INDIRETO: protege o capeamento direto. Protege a dentina e o H.C.PA.
 Apresenta-se como pasta única fotoativada ou em pasta base + pasta catalisadora.
 Passo a passo: colocar uma gota de cada pasta, fazer a manipulação, quando tiver homogênea,
aplicar na cavidade com o porta hidróxido de cálcio. 
 Possui grande solubilidade no meio aquoso (não pode deixar aderir à parede pois, como é
muito solúvel, com o tempo se desintegra e pode formar áreas “abertas” que ficam suscetíveis
a novas inflamações)
 Não deve ser utilizado como base única
 Propriedades antibacterianas – bacteriostáticas e bactericidas (POSITIVO)
 Bastante utilizados na endodontia
PROPRIEDADES DO HIDRÓXIDO DE CÁLCIO:
 Material de eleição nos tratamentos conservadores da vitalidade pulpar. 
 Ph altamente alcalino = 12
 Por ser alcalino, em contato com a polpa, produz CAUTERIZAÇÃO, formando uma camada de
necrose por coagulação (a necrose é superficial, mantém a vitalidade pulpar).
 A camada cauterizada, atua de forma semelhante à membrana basal existente entre
ameloblastos e odontoblastos, induzindo a formação de dentina.
 Cimentos de hidróxido de cálcio -> indução de barreira dentinária
 PROPRIEDADES NEGATIVAS:
o Baixa resistência mecânica (por isso tem que proteger com o cimento de H.C.)
o Alta solubilidade nos fluidos bucais (desintegra com o tempo e é substituído pela nova
dentina)
o Não apresenta propriedades adesivas
 PROPRIEDADES POSITIVAS:
o Bactericida e bacteriostático
o Biocompatível
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o Fácil aplicação
o Baixo custo
o Promove atresia precoce na luz dos túbulos dentinários (fechamento do túbulo,promovendo menos sensibilidade)
AGREGADO TRIÓXIDO MINERAL (MTA)
 É um pó de cor branca ou cinza composto por óxido minerais e íons
 Bastante semelhante ao cimento de Portland, adicionando-se óxido de bismuto e com
partículas menores
 Excelentes resultados de biocompatibilidade
 Presa inicial longa – cerca de 2h30min e presa final entre 3 e 4 horas.
 Baixa solubilidade (vantagem em relação ao hidróxido de cálcio)
 A umidade não interfere na presa final. 
CIMENTO DE ÓXIDO DE ZINCO E EUGENOL (ZOE)
Em cavidades profundas ou após colocar o Cimento de Hidróxido de cálcio em cavidades muito 
profundas e/ou com exposição pulpar, aplica-se o ZOE para preencher a cavidade 
(TEMPORÁRIO/PROVISÓRIO) enquanto se observa a resposta do dente. Depois do procedimento, ainda 
pode ser que o dente continue doendo, necrose... por isso não pode fazer uma restauração permanente.
Após 1 semana/15 dias, remove-se o ZOE para fazer a restauração definitiva.
INDICAÇÃO:
 Periodontia (cimento cirúrgico) – pós cirurgia para proteger a área mexida/ferida
 Endodontia (cimento endodôntico) – após remoção da polpa, utiliza-se para cimentar a região 
dos canais radiculares.
 Prótese fixa (cimentação provisória) – antes da aplicação da prótese fixa, na aplicação da 
prótese provisória.
 Dentística (curativo de demora) – esperando a resposta do dente para remover e fazer a 
restauração. Se for negativa, fazer um tratamento endodôntico.
CARACTERÍSTICAS:
 Formam uma película espessa maior que 1mm
 Propriedade anti-inflamatória (POSITIVO) – EUGENOL penetra nos túbulos dentinários e atua 
nos odontoblastos desinflamando a polpa. 
 Ph é aproximadamente 7 = neutro 
 Reação de presa (que causa o endurecimento do material) que envolve a formação de 
compostos quelantes entre íons Zinco e compostos aromáticos
 Apresenta-se sob a forma de pó/líquido ou como duas pastas
 Misturas pouco espessas devem ser evitadas, pois se tornam menos resistentes e mais solúveis.
Consistência ideal: MASSA DE VIDRACEIRO
 Na reação de presa envolve o quelamento de duas moléculas de eugenol com um íon Zinco 
para formar eugenolato de zinco (produto formado com a mistura do pó e líquido). Acelerado 
em presença de umidade (POSITIVO).
CLASSIFICAÇÃO:
 TIPO I – cimentação provisória (ZOE de presa rápida)
 TIPO II – cimentação definitiva (super EBA)
o Usado quando quer deixar a coroa presa por muito tempo. Difícil de achar no mercado
brasileiro. 
 Tipo III – restaurações provisórias de longa duração (IRM) – REFORÇADO (+ resistente)
o Reforçado. Pode passar muito tempo na boca do paciente. 
o Também serve como forramento e é mais resistente que o IV
o Toma presa mais rápido que o TIPO IV 
 TIPO IV (convencional) – forramento (ZOE) – NÃO REFORÇADO (- resistente)
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o Depois de 1 semana/15 dias desgasta e temos que substituir por outro material. 
o Só endurece em contato com a humidade (não tem proporção certa)
* em toda situação que puder usar o IV, pode usar o III que ainda é mais resistente. 
Cimentação:
 Na cimentação provisória (enquanto aguarda a coroa permanente), usar o TIPO I
 Na cimentação definitiva (permanente), usar TIPO II
Restauração:
 Usado como base, para aguentar a restauração definitiva do AMÁLGAMA. TIPO III ou IV. Melhor
usar o III por ser mais resistente. Não serve para resina porque o eugenol interfere na sua
polimerização, por isso tem que ser retirado antes da restauração definitiva com resina.
 Usado como forramento em restaurações provisórias, enquanto aguarda a polpa desinflamar.
PROPRIEDADES DO CIMENTO ZOE:
 Os valores de resistência à compressão máxima giram entorno de 20 Mpa (quanto maior, mais
resistente) para materiais não reforçados e 40 Mpa para materiais reforçados. 
 Podem ser usados como forradores em cavidades profundas – no lugar do Cimento de
Hidróxido de Calcio, já que o dente ainda não perdeu tanta dentina e não precisa estimular sua
produção. Em vez disso, coloca só o ZOE que tem propriedade anti-inflamatória para melhorar a
circulação da polpa que estava inflamada (CURATIVO DE DEMORA – TIPO III ou IV)
 Aceleração de presa em contato com a umidade (POSITIVO)
 Excelente selamento marginal (POSITIVO) – selamento feito nas cristas marginais do dente para
impedir que as bactérias se infiltrem
 EUGENOL:
o Propriedades anti-inflamatórias (POSIVITO)
o Interfere na polimerização das resinas (NEGATIVO) – impede que ela endureça. Por isso
tem que tirar todo o ZOE antes de fazer a restauração com resina. 
o EFEITO DÚBIO (NEGATIVO) – atua como anti-inflamatório como inflamatório. Este
último, caso tenha EUGENOL em excesso (irrita a polpa)
CIMENTO DE ÁCIDO ORTO-ETOXIBENZÓICO (EBA):
 Presente no TIPO II
 Possui o ácido orto-etoxibenzóico misturado ao eugenol
 Os componentes do pó possuem cargas de reforço (alumina ou sílica fundida)
 Resistência a compressão em torno de 85 Mpa
 São indicados para forramento (base) de cavidade sob restauração de amálgama e para
cimentação de próteses fixas
 Excelente selamento marginal
MANIPULAÇÃO:
 TIPO III:
o Olhar proporção de pó e líquido na bula. 
o Manipular até ficar na consistência de massa de vidraceiro
o Tempo de presa menor
 TIPO IV:
o Não tem proporção certa
o Só endurece em contato com a humidade
CIMENTO FOSFATO DE ZINCO
FUNÇÕES:
 Forramento/base definitiva
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 Cimentação de prótese definitiva
APRESENTAÇÃO:
 Pó (90% óxido de zinco) e líquido (50-60% de ácido fosfórico e 10% de óxido de zinco e alumínio
- agentes tamponantes)
*agentes tamponantes: estabiliza o ph do ácido e reduzem a reatividade para geleificação do líquido
*ácido fosfórico – forte (NEGATIVO). Para que não cause dano a polpa, devemos tomar cuidados
CARACTERÍSTICAS:
 Reação de presa: após a mistura, forma-se o fosfato de zinco
 Reação exotérmica: libera calor (NEGATIVO)
 Variáveis de manipulação: forramento/base (mais espessa) ou cimentação (mais líquida - mais
irritante)
 Mistura menos espessa/mais líquidas: mais irritantes (pois o ácido está no líquido)
 Pequenas porções de incremento e pó (na mistura, acrescentar o pó aos poucos para não
provocar grande liberação de calor e causar injúria a polpa dental)
 Hoje em dia não é tão utilizado como BASE porque existem materiais melhores, com ph menos
ácido (mais pó, menos líquido - espessa).
 Na CIMENTAÇÃO de prótese definitiva, é bastante utilizado. (menos pós, mais líquido - fluida)
 Tempo de presa final:
o Forramento – máximo de 6’
o Cimentação – máximo de 8’
o Cerca de 5’ após a presa, a resistência para agente de forro gira em torno de 30 Mpa,
compatível com a pressão exercida na condensação do amálgama
 Resistência à compressão: 80 Mpa e 140 Mpa
 Não são adesivos ao dente ou restauração. Se aderem por IMBRICAMENTO MECÂNICO.
O cimento fica preso nos arranhões/ranhuras que surgem após passar a broca no dente.
 Condutibilidade térmica. Protege a dentina de diferentes temperaturas (gelado, quente), não
causando sensibilidade.
PROPRIEDADE BIOLÓGICA:
 Nos primeiros minutos é muito ácido, após 7 dias neutraliza.
 Por isso é importante utilizar o verniz cavitário antes de usar o Cimento fosfato de zinco para
base por conta do seu ph que é muito ácido. 
 Penetração de até 1,5mm nos túbulos dentinários. O verniz tem função de vedar os túbulos
para que o cimento não penetre tanto e cause danos a polpa. 
MANIPULAÇÃO ACADÊMICA:
 Na mistura, acrescentar o pó em pequenas porções para não provocar grande liberação de calor
e causar injúria à polpa dental e porque a manipulação aos poucos diminui o ph do ácido
fosfórico que é muito forte. Se não fizer esse processo, o produto viraa desejar nos testes de tração e flexão. 
 São suscetíveis à erosão por ácidos
 Estética razoável
MANIPULAÇÃO:
 Em virtude da sua porosidade adesiva, está indicado para cavidades casse 5 e classe 3, sem
envolvimento estético
 Restauração definitiva de dentes decíduos
 Em virtude de sua friabilidade inerente e baixa qualidade estética, não está indicada para
restaurar cavidades tipo 1, 2 e 4 em dentes permanentes
 Manipulação e inserção na cavidade enquanto houver brilho. Usar espátula plástica. 
 A dentina deve ser tratada através da remoção das proteínas salivares precipitadas. Emprega-se
o ácido poliacrílico a 10-25% por 15 a 30 segundos para uma adesão adequada o ionômero de
vidro. Em seguida o dente é lavado e ligeiramente seco. Nos modificados por resina, deve ser
utilizado um primer específico fornecido pelo fabricante. 
 Os cimentos ionoméricos são substâncias à base de água e, portanto, são muito suscetíveis à
desidratação e contaminação excessiva com umidade durante as fases iniciais da sua reação de
presa geleificante = SINÉRESE E EMBEBIÇÃO (perdem e ganham água para o meio, diminuindo
sua resistência)
 A presa clínica é apenas parte do processo químico de formação do cimento. A maturação
continua por pelo menos 1 hora, podendo alcançar até 24 horas. Durante o processo de
geleificação do ionômero, deve-se proteger a superfície do material durante esse período com
verniz, vaselina ou adesivo para não sofrer com o processo de sinérese e embebição
 O polimento final não deve ser feito na hora. Esperar o tempo de presa.
 Usado como selante de fóssulas e fissuras.
Baixado por JULIA STEPHANIE SILVA ALMEIDA (julia.stephanie@mail.usf.edu.br)
lOMoARcPSD|43112796
https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=materiais-dentarios-resumo-prova-1
 Utilizado como forro para restauração em resina (técnica sanduíche)
 TRA (tratamento restaurador atraumático)
BIOCOMPATIBILIDADE:
 São relativamente biocompatíveis -> irritação pulpar moderada
 O ácido poliacrílico é relativamente fraco -> ácido orgânico de alto peso molecular, possui
reação lenta; é rapidamente precipitado pelos íons Ca² nos túbulos.
 A relação pó/líquido influencia o grau de acidez e a duração do ph baixo.
VANTAGENS:
 Adesividade à estrutura dental
 Liberação de flúor
 Biocompatibilidade
 Coeficiente de expansão térmica similar ao do dente
DESVANTAGENS:
 Baixa resistência ao desgaste
 Resultado estético inferior em comparação com as resinas compostas
 Resistência à compressão e tração inferior à das resinas compostas
PROCEDIMENTOS
EXPOSIÇÃO PULPAR:
Antes: rinsagem, capeamento direto, capeamento indireto, curativo de demora. Após retirar o ZOE para
fazer a restauração definitiva, é preciso colocar o CIMENTO FOSFATO DE ZINCO como forramento/base
antes de aplicar a resina, pois o cimento de hidróxido de cálcio que foi colocado como capeamento
indireto não tem resistência mecânica, então não pode receber a resina diretamente. 
CAVIDADE MUITO PROFUNDA:
Nos casos em que não tem exposição pulpar, é possível colocar o CIMENTO DE HIDRÓXIO DE CALCIO, em
seguida já aplicar o CIMENTO FOSFATO DE ZINCO e a RESINA para fazer a restauração definitiva. Não
precisa colocar o curativo de demora antes.
CAVIDADE PROFUNDA:
Não precisa colocar Cimento de Hidróxido de cálcio porque já tem dentina suficiente para se recompor.
Aplicar o CIMENTO FOSFATO DE ZINCO para proteger o contato da dentina com a resina. 
CAVIDADE RASA:
Proteger os túbulos dentinários dos componentes da resina com selante (líquido): verniz cavitário. Não
precisa de nenhuma base e em seguida faz a restauração.
Aplicar verniz cavitário antes do Cimento fosfato de zinco para proteger os túbulos dentinários da acidez
do cimento. 
Baixado por JULIA STEPHANIE SILVA ALMEIDA (julia.stephanie@mail.usf.edu.br)
lOMoARcPSD|43112796a desejar nos testes de tração e flexão. 
 São suscetíveis à erosão por ácidos
 Estética razoável
MANIPULAÇÃO:
 Em virtude da sua porosidade adesiva, está indicado para cavidades casse 5 e classe 3, sem
envolvimento estético
 Restauração definitiva de dentes decíduos
 Em virtude de sua friabilidade inerente e baixa qualidade estética, não está indicada para
restaurar cavidades tipo 1, 2 e 4 em dentes permanentes
 Manipulação e inserção na cavidade enquanto houver brilho. Usar espátula plástica. 
 A dentina deve ser tratada através da remoção das proteínas salivares precipitadas. Emprega-se
o ácido poliacrílico a 10-25% por 15 a 30 segundos para uma adesão adequada o ionômero de
vidro. Em seguida o dente é lavado e ligeiramente seco. Nos modificados por resina, deve ser
utilizado um primer específico fornecido pelo fabricante. 
 Os cimentos ionoméricos são substâncias à base de água e, portanto, são muito suscetíveis à
desidratação e contaminação excessiva com umidade durante as fases iniciais da sua reação de
presa geleificante = SINÉRESE E EMBEBIÇÃO (perdem e ganham água para o meio, diminuindo
sua resistência)
 A presa clínica é apenas parte do processo químico de formação do cimento. A maturação
continua por pelo menos 1 hora, podendo alcançar até 24 horas. Durante o processo de
geleificação do ionômero, deve-se proteger a superfície do material durante esse período com
verniz, vaselina ou adesivo para não sofrer com o processo de sinérese e embebição
 O polimento final não deve ser feito na hora. Esperar o tempo de presa.
 Usado como selante de fóssulas e fissuras.
Baixado por JULIA STEPHANIE SILVA ALMEIDA (julia.stephanie@mail.usf.edu.br)
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 Utilizado como forro para restauração em resina (técnica sanduíche)
 TRA (tratamento restaurador atraumático)
BIOCOMPATIBILIDADE:
 São relativamente biocompatíveis -> irritação pulpar moderada
 O ácido poliacrílico é relativamente fraco -> ácido orgânico de alto peso molecular, possui
reação lenta; é rapidamente precipitado pelos íons Ca² nos túbulos.
 A relação pó/líquido influencia o grau de acidez e a duração do ph baixo.
VANTAGENS:
 Adesividade à estrutura dental
 Liberação de flúor
 Biocompatibilidade
 Coeficiente de expansão térmica similar ao do dente
DESVANTAGENS:
 Baixa resistência ao desgaste
 Resultado estético inferior em comparação com as resinas compostas
 Resistência à compressão e tração inferior à das resinas compostas
PROCEDIMENTOS
EXPOSIÇÃO PULPAR:
Antes: rinsagem, capeamento direto, capeamento indireto, curativo de demora. Após retirar o ZOE para
fazer a restauração definitiva, é preciso colocar o CIMENTO FOSFATO DE ZINCO como forramento/base
antes de aplicar a resina, pois o cimento de hidróxido de cálcio que foi colocado como capeamento
indireto não tem resistência mecânica, então não pode receber a resina diretamente. 
CAVIDADE MUITO PROFUNDA:
Nos casos em que não tem exposição pulpar, é possível colocar o CIMENTO DE HIDRÓXIO DE CALCIO, em
seguida já aplicar o CIMENTO FOSFATO DE ZINCO e a RESINA para fazer a restauração definitiva. Não
precisa colocar o curativo de demora antes.
CAVIDADE PROFUNDA:
Não precisa colocar Cimento de Hidróxido de cálcio porque já tem dentina suficiente para se recompor.
Aplicar o CIMENTO FOSFATO DE ZINCO para proteger o contato da dentina com a resina. 
CAVIDADE RASA:
Proteger os túbulos dentinários dos componentes da resina com selante (líquido): verniz cavitário. Não
precisa de nenhuma base e em seguida faz a restauração.
Aplicar verniz cavitário antes do Cimento fosfato de zinco para proteger os túbulos dentinários da acidez
do cimento. 
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