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Materiais Dentários - resumo Prova 1 Materiais Dentários (Faculdade do Recife) Digitalizar para abrir em Studocu A Studocu não é patrocinada ou endossada por nenhuma faculdade ou universidade Materiais Dentários - resumo Prova 1 Materiais Dentários (Faculdade do Recife) Digitalizar para abrir em Studocu A Studocu não é patrocinada ou endossada por nenhuma faculdade ou universidade Baixado por JULIA STEPHANIE SILVA ALMEIDA (julia.stephanie@mail.usf.edu.br) lOMoARcPSD|43112796 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=materiais-dentarios-resumo-prova-1 https://www.studocu.com/pt-br/document/faculdade-do-recife/materiais-dentarios/materiais-dentarios-resumo-prova-1/11718749?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=materiais-dentarios-resumo-prova-1 https://www.studocu.com/pt-br/course/faculdade-do-recife/materiais-dentarios/4737090?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=materiais-dentarios-resumo-prova-1 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=materiais-dentarios-resumo-prova-1 https://www.studocu.com/pt-br/document/faculdade-do-recife/materiais-dentarios/materiais-dentarios-resumo-prova-1/11718749?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=materiais-dentarios-resumo-prova-1 https://www.studocu.com/pt-br/course/faculdade-do-recife/materiais-dentarios/4737090?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=materiais-dentarios-resumo-prova-1 MATERIAIS DENTÁRIOS A CIÊNCIA DOS MATERIAIS DENTÁRIOS Estudo das propriedades, indicações, contraindicações e composição dos materiais utilizados nas especialidades odontológicas. Histologia: Esmalte – mais inorgânico (mineralizado – hidróxido de hapatita) Dentina – mais orgânica (um pouco menos mineralizado. Presença de túbulos dentinários que apresentam prolongamentos dos odontoblastos, responsável pela formação/síntese da dentina) Polpa – a mais orgânica (onde ficam os odontoblastos. Quando atingido, afeta a homeostasia -equilíbrio- pulpar) = AGRESSÃO À POLPA DENTAL (alimentos com ph ácidos) Refrigerante/limão (ph ácido – agressão química – desgasta os tecidos do esmalte deixando a polpa mais exposta) Café (alimentos quentes dilatam os vasos sanguíneos presentes na polpa – agressão física) Sorvete (alimentos frios contraem os vasos – agressão física) GRUPOS DE MATERIAIS EMPREGADOS NA ODONTOLOGIA: Metais Polímeros/plásticos Porcelanas REQUISITOS DE UM MATERIAL DENTÁRIO IDEAL: Longevidade/duração Mimetismo – imitar as estruturas dentárias e adjacentes (naturalidade) Resistência Adesividade permanente - boa adesão à estrutura dentária e óssea Biocompatibilidade – material que não causa dano ao tecido Exibir propriedades similares ao esmalte, dentina e outros tecidos adjacentes Ser capaz de promover a regeneração dos tecidos lesados ou perdidos VARIAÇÕES FÍSICAS DA CAVIDADE BUCAL Variação normal de temperatura entre 32 e 37º C Ingestão de alimentos frios ou quentes variando entre 0 até 70º C Acidez e alcalinidade dos fluidos orais variam de Ph 4 a 8,5 embora a ingestão de sucos ácidos ou medicamentos alcalinos possam estender essa variação de Ph 2 a 11. Suportar carga aplicada a 1mm³ no material dentário ou dente equivalente a vários quilogramas. CLASSIFICAÇÃO DOS MATERIAIS DENTÁRIOS: Materiais preventivos: Selantes Flúor – combate ao Streptococcus mutans. Muda o ph da boca minimizando o risco de cárie. Clorexidina Materiais restauradores: Diretos – CD faz diretamente na boca do paciente Indiretos – feito através de molde que será enviado para o laboratório e produzido pelo protético. Ex.: faceta, coroa... Fora da boca do paciente. Materiais auxiliares: Moldagem Escaneamento * Materiais utilizados para auxiliar no procedimento. Não fica na boca do paciente. SELAÇÃO DOS MATERIAIS DENTÁRIOS Baixado por JULIA STEPHANIE SILVA ALMEIDA (julia.stephanie@mail.usf.edu.br) lOMoARcPSD|43112796 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=materiais-dentarios-resumo-prova-1 Análise do problema: o material deverá resistir a grandes esforços físicos? Deverá ser estético? Removível ou fixo? Materiais disponíveis: materiais diferentes que possuem a mesma função, mas tempo de cura diferentes (materiais quimicamente ou fotoativados) Escolha do material: seleção de marcas e custo x benefício Avaliações laboratoriais e estudos clínicos: segurança para o paciente e o profissional ESTRUTURA DA MATÉRIA: Mudança de estado: estudo das estruturas moleculares ou atômicas e seu comportamento durante o manuseio e aplicação na cavidade bucal. Átomos e moléculas se mantêm unidos por meio de interação atômica Ligações interatômicas primárias: ligações iônicas, covalentes e metálicas PROPRIEDADES FÍSICAS: São baseadas em leis de mecânica, acústica, óptica, termodinâmica, eletricidade, magnetismo, radiação estrutura atômica PROPRIEDADES MECÂNICAS: Deformação: alteração em comprimento de um material pela ação de uma força. A aplicação de uma força externa a um corpo ou amostra resulta em uma alteração dimensional: Deformação = alteração no comprimento / comprimento original o Deformação elástica/reversível: quando se remove a força e o corpo volta ao seu estado inicial. Ex.: mola o Deformação plástica ou permanente/irreversível: o material não volta ao estado inicial. Ex.: barra de ferro o Flexibilidade: capacidade do material voltar a sua forma original após a remoção da força. Ou seja, deformação elástica. Ex.: Lima para endodontia (tratamento de canal) Tensão: quando uma força externa é aplicada a um copo durante um teste, uma força interna de igual magnitude, mas com direção oposta se desenvolve dentro do corpo. Tensão = F/A. o Compressão: a compressão ocorre quando a força axial aplicada estiver atuando com o sentido dirigido para o interior da peça. Ex.: mastigação. o Tração: uma peça estará sendo tracionada quando a força axial aplicada estiver atuando com o sentido dirigido para o seu exterior. Ex.: Bala de caramelo. o Cisalhamento: aplicação de forças paralelas, mas em sentidos opostos. Ex.: bruxismo. * Tensão de fratura-resistência: é o limite de força aplicada que um corpo ou amostra pode suportar. Resiliência: capacidade do material absorver energia sem se romper. Ex.: resina. Como se fosse uma cama elástica. Não pode ser tão dura para não quebrar com a força da mastigação. Força de impacto: o Estática: quando permanecemos com os dentes ocluídos o Dinâmica: nos movimentos mastigatórios, fala e outros. Ductibilidade: capacidade de um material ser curvado ou alongado por forças de tração sem que ocorra fratura. Ex.: fio da ortodontia. Maleabilidade: capacidade de um material ser transformado em lâmina por um processo compressivo. Fadiga do material: tensões intermitentes por um longo período possivelmente por anos, podem levar a fratura. Adesão: interação entre dois materiais na interface de contato. Pode ser alcançado por retenção mecânica (restauração aderida ao dente através de algum ácido que deixa o dente mais poroso) ou adesão química (troca de íons entre dente e material que faz com que a aderência funcione como uma cola). Resistência ao desgaste e abrasão: resistência do material ao desgaste mecânico ocorrido no contato com dentes e demais elementos do meio bucal e extra-bucal (alimentos sólidos, líquidos, objetos e outros). Pode ser fisiológico ou não. Dureza: capacidade do material de resistir a riscos e perfuração. Deve existir um equilíbrio no material entre a maleabilidade e a dureza. Baixado por JULIA STEPHANIE SILVA ALMEIDA (julia.stephanie@mail.usf.edu.br) lOMoARcPSD|43112796 Reologia: estudo do escoamento ou da deformação dos materiais. Pode ser aplicado tanto para sólidos quanto para líquidos. PROPRIEDADES TÉRMICAS As alterações dimensionais dos materiais se dão sobre variações térmicas na cavidade bucal. Condutibilidade térmica: capacidade do material em conduzir calor. Reações exotérmicas: liberação de calor ocorrida durante ou após a manipulação do material. Coeficiente de expansão térmica: é o aumento proporcional em comprimento de um corpo para cada aumento de 1ºC (ex.: café + água gelada). O ideal é que o material tenha a mesma do dente para não haver infiltração. Galvanismo: capacidade do material de conduzir eletricidade. Temperatura de fusão: temperatura para fundir o material. Importante no momento da soldagem. PROPRIEDADES QUÍMICAS Solubilidade: dissolução de um material em determinado meio Erosão ou corrosão: desgaste do material em decorrência de um agente químico pH: o Alcalino: hidróxido de cálcio o Neutro: óxido de zinco e eugenol o Ácido: cimento de fosfato de zinco PROPRIEDADES BIOLÓGICAS: Biocompatibilidade: não promover agressão HIDRÓXIDO DE CÁLCIO P.A. E CIMENTO DE HIDRÓXIDO DE CÁLCIO Objetivo: proteger a polpa dos estímulos externos (químicos, físico-mecânicos, biológicos) Agressão ao esmalte não tem repercussão na polpa. Na dentina tem, pois apresenta os prolongamentos dos odontoblastos que ficam nos túbulos dentinários = AGRESSÃO AO COMPLEXO DENTINO-PULPAR Características da cárie: Superficial, rasa, média (atinge um pouco da dentina) o Material: sistema adesivo (selante) Profunda (próximo à polpa) o Material: forramento (base) + sistema adesivo (selante) Muito profunda (com exposição pulpar) o Material: Cimento de Hidróxido de Calcio (rinsagem, capeamentos) + forramento (base) + adesivo (selante) Quando a dentina está exposta é preciso fazer uma proteção para que a agressão não chegue à polpa dental. Usar material que permita parar a agressão para que a polpa não inflame e entre num processo de lesão periapical. Propriedades ideais de um material forrador: Ser biologicamente compatível com o complexo dentinho-pulpar Baixado por JULIA STEPHANIE SILVA ALMEIDA (julia.stephanie@mail.usf.edu.br) lOMoARcPSD|43112796 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=materiais-dentarios-resumo-prova-1 Estimular a recuperação das funções biológicas da polpa, induzindo a formação de barreira mineralizada (estimular a dentinogênese – formação da dentina) Apresentar propriedades bacteriostáticas e bactericidas Vedar as margens cavitárias Ser adesivo às estruturas dentárias Apresentar elevada resistência mecânica (ser resistente, não se desintegrar) Ser bom isolante térmico e elétrico Ser insolúvel ao meio bucal * Dentina reacional – formada mediante uma agressão. É mais escura Classificação dos materiais forradores: Agentes para selamento (superficial – dentina não está muito exposta) Agentes para forramento (profunda – polpa praticamente exposta) Agentes para base (colocado sob o agente de forramento para proteger o forro que tem baixas propriedades mecânicas) Agentes para selamento (para cavidade rasa) São líquidos Produzem uma camada extremamente fina, em torno de 1-50 micra Preenchem microespaços entre o dente e material restaurador Vedam parcialmente os túbulos dentinários É usado quando fazemos uma restauração de resina, por exemplo. Sela a dentina não muito exposta e depois restaura. Agentes para forramento (para cavidade profunda. Polpa exposta e praticamente exposta) Podem se apresentar sob forma de líquido, pó ou pasta Formam uma camada fina em cerca de 0,2 a 1mm Sua principal função é proteger a polpa das agressões externas Devem induzir a formação de tecido mineralizado: dentina (POSITIVO) Baixas propriedades mecânicas (NEGATIVO) Ex.: Hidróxido de cálcio Agentes para base (para cavidade profunda. Polpa exposta e praticamente exposta) Se apresentam sob forma de pó e líquido Formam uma película mais espessa, acima de 1mm Protegem os materiais de forramento Reconstitui parte da dentina perdida São efetivos na proteção contra estímulos termoelétricos e mecânicos (POSITIVO) Baixado por JULIA STEPHANIE SILVA ALMEIDA (julia.stephanie@mail.usf.edu.br) lOMoARcPSD|43112796 Podem ser associados a outros materiais de proteção Ex.: Cimento fosfato de Zinco HIDRÓXIDO DE CÁLCIO P.A. (capeamento direto): Indicado em cavidades muito profundas e quando há exposição pulpar. Apresentado sob forma de pó Baixa propriedade mecânica (NEGATIVO). Estimula a síntese da dentina : capacidade de induzir a polpa a formar uma barreira mineralizada, isolando-a do meio externo (POSITIVO) Se desintegra com o tempo. Pois é solubilizado para formar a dentina Um dos materiais odontológicos mais estudados, muito associado a outras substâncias Serve como controle positivo nos testes de biocompatibilidade, quando comparado com outros materiais (POSITIVO) USO: utilizado sob a forma de suspensão para realizar a RINSAGEM da cavidade. o RINSAGEM: feito quando há pulporragia (hemorragia da polpa), para fazer a hemostasia (parar o sangramento). Passo a passo: pote dappen com água destilada + H.C.PA. Agitar para que as partículas fiquem em suspensão (água fica opaca). Pegar a água em suspensão com seringa ou algodão e lavar a cavidade até promover a hemostasia. Após a RINSAGEM, utilizar sob forma de pó ou pasta (pó + água destilada) para realização do CAPEAMENTO DIRETO. o CAPEAMENTO DIRETO: colocar material de forro diretamente sob a polpa. Só cobre a polpa (indireto: material de forro não está diretamente sob a polpa) CIMENTO DE HIDRÓXIDO DE CÁLCIO (capeamento indireto): Utilizado para proteger o Hidróxido de cálcio P.A. antes de colocar o material de base. Pois ele é muito solúvel e se desintegra. Resistência à compressão muito baixa, em torno de 8 Mpa Utilizado sob forma de cimento para realização do CAPEAMENTO INDIRETO. o CAPEAMENTO INDIRETO: protege o capeamento direto. Protege a dentina e o H.C.PA. Apresenta-se como pasta única fotoativada ou em pasta base + pasta catalisadora. Passo a passo: colocar uma gota de cada pasta, fazer a manipulação, quando tiver homogênea, aplicar na cavidade com o porta hidróxido de cálcio. Possui grande solubilidade no meio aquoso (não pode deixar aderir à parede pois, como é muito solúvel, com o tempo se desintegra e pode formar áreas “abertas” que ficam suscetíveis a novas inflamações) Não deve ser utilizado como base única Propriedades antibacterianas – bacteriostáticas e bactericidas (POSITIVO) Bastante utilizados na endodontia PROPRIEDADES DO HIDRÓXIDO DE CÁLCIO: Material de eleição nos tratamentos conservadores da vitalidade pulpar. Ph altamente alcalino = 12 Por ser alcalino, em contato com a polpa, produz CAUTERIZAÇÃO, formando uma camada de necrose por coagulação (a necrose é superficial, mantém a vitalidade pulpar). A camada cauterizada, atua de forma semelhante à membrana basal existente entre ameloblastos e odontoblastos, induzindo a formação de dentina. Cimentos de hidróxido de cálcio -> indução de barreira dentinária PROPRIEDADES NEGATIVAS: o Baixa resistência mecânica (por isso tem que proteger com o cimento de H.C.) o Alta solubilidade nos fluidos bucais (desintegra com o tempo e é substituído pela nova dentina) o Não apresenta propriedades adesivas PROPRIEDADES POSITIVAS: o Bactericida e bacteriostático o Biocompatível Baixado por JULIA STEPHANIE SILVA ALMEIDA (julia.stephanie@mail.usf.edu.br) lOMoARcPSD|43112796 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=materiais-dentarios-resumo-prova-1 o Fácil aplicação o Baixo custo o Promove atresia precoce na luz dos túbulos dentinários (fechamento do túbulo,promovendo menos sensibilidade) AGREGADO TRIÓXIDO MINERAL (MTA) É um pó de cor branca ou cinza composto por óxido minerais e íons Bastante semelhante ao cimento de Portland, adicionando-se óxido de bismuto e com partículas menores Excelentes resultados de biocompatibilidade Presa inicial longa – cerca de 2h30min e presa final entre 3 e 4 horas. Baixa solubilidade (vantagem em relação ao hidróxido de cálcio) A umidade não interfere na presa final. CIMENTO DE ÓXIDO DE ZINCO E EUGENOL (ZOE) Em cavidades profundas ou após colocar o Cimento de Hidróxido de cálcio em cavidades muito profundas e/ou com exposição pulpar, aplica-se o ZOE para preencher a cavidade (TEMPORÁRIO/PROVISÓRIO) enquanto se observa a resposta do dente. Depois do procedimento, ainda pode ser que o dente continue doendo, necrose... por isso não pode fazer uma restauração permanente. Após 1 semana/15 dias, remove-se o ZOE para fazer a restauração definitiva. INDICAÇÃO: Periodontia (cimento cirúrgico) – pós cirurgia para proteger a área mexida/ferida Endodontia (cimento endodôntico) – após remoção da polpa, utiliza-se para cimentar a região dos canais radiculares. Prótese fixa (cimentação provisória) – antes da aplicação da prótese fixa, na aplicação da prótese provisória. Dentística (curativo de demora) – esperando a resposta do dente para remover e fazer a restauração. Se for negativa, fazer um tratamento endodôntico. CARACTERÍSTICAS: Formam uma película espessa maior que 1mm Propriedade anti-inflamatória (POSITIVO) – EUGENOL penetra nos túbulos dentinários e atua nos odontoblastos desinflamando a polpa. Ph é aproximadamente 7 = neutro Reação de presa (que causa o endurecimento do material) que envolve a formação de compostos quelantes entre íons Zinco e compostos aromáticos Apresenta-se sob a forma de pó/líquido ou como duas pastas Misturas pouco espessas devem ser evitadas, pois se tornam menos resistentes e mais solúveis. Consistência ideal: MASSA DE VIDRACEIRO Na reação de presa envolve o quelamento de duas moléculas de eugenol com um íon Zinco para formar eugenolato de zinco (produto formado com a mistura do pó e líquido). Acelerado em presença de umidade (POSITIVO). CLASSIFICAÇÃO: TIPO I – cimentação provisória (ZOE de presa rápida) TIPO II – cimentação definitiva (super EBA) o Usado quando quer deixar a coroa presa por muito tempo. Difícil de achar no mercado brasileiro. Tipo III – restaurações provisórias de longa duração (IRM) – REFORÇADO (+ resistente) o Reforçado. Pode passar muito tempo na boca do paciente. o Também serve como forramento e é mais resistente que o IV o Toma presa mais rápido que o TIPO IV TIPO IV (convencional) – forramento (ZOE) – NÃO REFORÇADO (- resistente) Baixado por JULIA STEPHANIE SILVA ALMEIDA (julia.stephanie@mail.usf.edu.br) lOMoARcPSD|43112796 o Depois de 1 semana/15 dias desgasta e temos que substituir por outro material. o Só endurece em contato com a humidade (não tem proporção certa) * em toda situação que puder usar o IV, pode usar o III que ainda é mais resistente. Cimentação: Na cimentação provisória (enquanto aguarda a coroa permanente), usar o TIPO I Na cimentação definitiva (permanente), usar TIPO II Restauração: Usado como base, para aguentar a restauração definitiva do AMÁLGAMA. TIPO III ou IV. Melhor usar o III por ser mais resistente. Não serve para resina porque o eugenol interfere na sua polimerização, por isso tem que ser retirado antes da restauração definitiva com resina. Usado como forramento em restaurações provisórias, enquanto aguarda a polpa desinflamar. PROPRIEDADES DO CIMENTO ZOE: Os valores de resistência à compressão máxima giram entorno de 20 Mpa (quanto maior, mais resistente) para materiais não reforçados e 40 Mpa para materiais reforçados. Podem ser usados como forradores em cavidades profundas – no lugar do Cimento de Hidróxido de Calcio, já que o dente ainda não perdeu tanta dentina e não precisa estimular sua produção. Em vez disso, coloca só o ZOE que tem propriedade anti-inflamatória para melhorar a circulação da polpa que estava inflamada (CURATIVO DE DEMORA – TIPO III ou IV) Aceleração de presa em contato com a umidade (POSITIVO) Excelente selamento marginal (POSITIVO) – selamento feito nas cristas marginais do dente para impedir que as bactérias se infiltrem EUGENOL: o Propriedades anti-inflamatórias (POSIVITO) o Interfere na polimerização das resinas (NEGATIVO) – impede que ela endureça. Por isso tem que tirar todo o ZOE antes de fazer a restauração com resina. o EFEITO DÚBIO (NEGATIVO) – atua como anti-inflamatório como inflamatório. Este último, caso tenha EUGENOL em excesso (irrita a polpa) CIMENTO DE ÁCIDO ORTO-ETOXIBENZÓICO (EBA): Presente no TIPO II Possui o ácido orto-etoxibenzóico misturado ao eugenol Os componentes do pó possuem cargas de reforço (alumina ou sílica fundida) Resistência a compressão em torno de 85 Mpa São indicados para forramento (base) de cavidade sob restauração de amálgama e para cimentação de próteses fixas Excelente selamento marginal MANIPULAÇÃO: TIPO III: o Olhar proporção de pó e líquido na bula. o Manipular até ficar na consistência de massa de vidraceiro o Tempo de presa menor TIPO IV: o Não tem proporção certa o Só endurece em contato com a humidade CIMENTO FOSFATO DE ZINCO FUNÇÕES: Forramento/base definitiva Baixado por JULIA STEPHANIE SILVA ALMEIDA (julia.stephanie@mail.usf.edu.br) lOMoARcPSD|43112796 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=materiais-dentarios-resumo-prova-1 Cimentação de prótese definitiva APRESENTAÇÃO: Pó (90% óxido de zinco) e líquido (50-60% de ácido fosfórico e 10% de óxido de zinco e alumínio - agentes tamponantes) *agentes tamponantes: estabiliza o ph do ácido e reduzem a reatividade para geleificação do líquido *ácido fosfórico – forte (NEGATIVO). Para que não cause dano a polpa, devemos tomar cuidados CARACTERÍSTICAS: Reação de presa: após a mistura, forma-se o fosfato de zinco Reação exotérmica: libera calor (NEGATIVO) Variáveis de manipulação: forramento/base (mais espessa) ou cimentação (mais líquida - mais irritante) Mistura menos espessa/mais líquidas: mais irritantes (pois o ácido está no líquido) Pequenas porções de incremento e pó (na mistura, acrescentar o pó aos poucos para não provocar grande liberação de calor e causar injúria a polpa dental) Hoje em dia não é tão utilizado como BASE porque existem materiais melhores, com ph menos ácido (mais pó, menos líquido - espessa). Na CIMENTAÇÃO de prótese definitiva, é bastante utilizado. (menos pós, mais líquido - fluida) Tempo de presa final: o Forramento – máximo de 6’ o Cimentação – máximo de 8’ o Cerca de 5’ após a presa, a resistência para agente de forro gira em torno de 30 Mpa, compatível com a pressão exercida na condensação do amálgama Resistência à compressão: 80 Mpa e 140 Mpa Não são adesivos ao dente ou restauração. Se aderem por IMBRICAMENTO MECÂNICO. O cimento fica preso nos arranhões/ranhuras que surgem após passar a broca no dente. Condutibilidade térmica. Protege a dentina de diferentes temperaturas (gelado, quente), não causando sensibilidade. PROPRIEDADE BIOLÓGICA: Nos primeiros minutos é muito ácido, após 7 dias neutraliza. Por isso é importante utilizar o verniz cavitário antes de usar o Cimento fosfato de zinco para base por conta do seu ph que é muito ácido. Penetração de até 1,5mm nos túbulos dentinários. O verniz tem função de vedar os túbulos para que o cimento não penetre tanto e cause danos a polpa. MANIPULAÇÃO ACADÊMICA: Na mistura, acrescentar o pó em pequenas porções para não provocar grande liberação de calor e causar injúria à polpa dental e porque a manipulação aos poucos diminui o ph do ácido fosfórico que é muito forte. Se não fizer esse processo, o produto viraa desejar nos testes de tração e flexão. São suscetíveis à erosão por ácidos Estética razoável MANIPULAÇÃO: Em virtude da sua porosidade adesiva, está indicado para cavidades casse 5 e classe 3, sem envolvimento estético Restauração definitiva de dentes decíduos Em virtude de sua friabilidade inerente e baixa qualidade estética, não está indicada para restaurar cavidades tipo 1, 2 e 4 em dentes permanentes Manipulação e inserção na cavidade enquanto houver brilho. Usar espátula plástica. A dentina deve ser tratada através da remoção das proteínas salivares precipitadas. Emprega-se o ácido poliacrílico a 10-25% por 15 a 30 segundos para uma adesão adequada o ionômero de vidro. Em seguida o dente é lavado e ligeiramente seco. Nos modificados por resina, deve ser utilizado um primer específico fornecido pelo fabricante. Os cimentos ionoméricos são substâncias à base de água e, portanto, são muito suscetíveis à desidratação e contaminação excessiva com umidade durante as fases iniciais da sua reação de presa geleificante = SINÉRESE E EMBEBIÇÃO (perdem e ganham água para o meio, diminuindo sua resistência) A presa clínica é apenas parte do processo químico de formação do cimento. A maturação continua por pelo menos 1 hora, podendo alcançar até 24 horas. Durante o processo de geleificação do ionômero, deve-se proteger a superfície do material durante esse período com verniz, vaselina ou adesivo para não sofrer com o processo de sinérese e embebição O polimento final não deve ser feito na hora. Esperar o tempo de presa. Usado como selante de fóssulas e fissuras. Baixado por JULIA STEPHANIE SILVA ALMEIDA (julia.stephanie@mail.usf.edu.br) lOMoARcPSD|43112796 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=materiais-dentarios-resumo-prova-1 Utilizado como forro para restauração em resina (técnica sanduíche) TRA (tratamento restaurador atraumático) BIOCOMPATIBILIDADE: São relativamente biocompatíveis -> irritação pulpar moderada O ácido poliacrílico é relativamente fraco -> ácido orgânico de alto peso molecular, possui reação lenta; é rapidamente precipitado pelos íons Ca² nos túbulos. A relação pó/líquido influencia o grau de acidez e a duração do ph baixo. VANTAGENS: Adesividade à estrutura dental Liberação de flúor Biocompatibilidade Coeficiente de expansão térmica similar ao do dente DESVANTAGENS: Baixa resistência ao desgaste Resultado estético inferior em comparação com as resinas compostas Resistência à compressão e tração inferior à das resinas compostas PROCEDIMENTOS EXPOSIÇÃO PULPAR: Antes: rinsagem, capeamento direto, capeamento indireto, curativo de demora. Após retirar o ZOE para fazer a restauração definitiva, é preciso colocar o CIMENTO FOSFATO DE ZINCO como forramento/base antes de aplicar a resina, pois o cimento de hidróxido de cálcio que foi colocado como capeamento indireto não tem resistência mecânica, então não pode receber a resina diretamente. CAVIDADE MUITO PROFUNDA: Nos casos em que não tem exposição pulpar, é possível colocar o CIMENTO DE HIDRÓXIO DE CALCIO, em seguida já aplicar o CIMENTO FOSFATO DE ZINCO e a RESINA para fazer a restauração definitiva. Não precisa colocar o curativo de demora antes. CAVIDADE PROFUNDA: Não precisa colocar Cimento de Hidróxido de cálcio porque já tem dentina suficiente para se recompor. Aplicar o CIMENTO FOSFATO DE ZINCO para proteger o contato da dentina com a resina. CAVIDADE RASA: Proteger os túbulos dentinários dos componentes da resina com selante (líquido): verniz cavitário. Não precisa de nenhuma base e em seguida faz a restauração. Aplicar verniz cavitário antes do Cimento fosfato de zinco para proteger os túbulos dentinários da acidez do cimento. Baixado por JULIA STEPHANIE SILVA ALMEIDA (julia.stephanie@mail.usf.edu.br) lOMoARcPSD|43112796a desejar nos testes de tração e flexão. São suscetíveis à erosão por ácidos Estética razoável MANIPULAÇÃO: Em virtude da sua porosidade adesiva, está indicado para cavidades casse 5 e classe 3, sem envolvimento estético Restauração definitiva de dentes decíduos Em virtude de sua friabilidade inerente e baixa qualidade estética, não está indicada para restaurar cavidades tipo 1, 2 e 4 em dentes permanentes Manipulação e inserção na cavidade enquanto houver brilho. Usar espátula plástica. A dentina deve ser tratada através da remoção das proteínas salivares precipitadas. Emprega-se o ácido poliacrílico a 10-25% por 15 a 30 segundos para uma adesão adequada o ionômero de vidro. Em seguida o dente é lavado e ligeiramente seco. Nos modificados por resina, deve ser utilizado um primer específico fornecido pelo fabricante. Os cimentos ionoméricos são substâncias à base de água e, portanto, são muito suscetíveis à desidratação e contaminação excessiva com umidade durante as fases iniciais da sua reação de presa geleificante = SINÉRESE E EMBEBIÇÃO (perdem e ganham água para o meio, diminuindo sua resistência) A presa clínica é apenas parte do processo químico de formação do cimento. A maturação continua por pelo menos 1 hora, podendo alcançar até 24 horas. Durante o processo de geleificação do ionômero, deve-se proteger a superfície do material durante esse período com verniz, vaselina ou adesivo para não sofrer com o processo de sinérese e embebição O polimento final não deve ser feito na hora. Esperar o tempo de presa. Usado como selante de fóssulas e fissuras. Baixado por JULIA STEPHANIE SILVA ALMEIDA (julia.stephanie@mail.usf.edu.br) lOMoARcPSD|43112796 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=materiais-dentarios-resumo-prova-1 Utilizado como forro para restauração em resina (técnica sanduíche) TRA (tratamento restaurador atraumático) BIOCOMPATIBILIDADE: São relativamente biocompatíveis -> irritação pulpar moderada O ácido poliacrílico é relativamente fraco -> ácido orgânico de alto peso molecular, possui reação lenta; é rapidamente precipitado pelos íons Ca² nos túbulos. A relação pó/líquido influencia o grau de acidez e a duração do ph baixo. VANTAGENS: Adesividade à estrutura dental Liberação de flúor Biocompatibilidade Coeficiente de expansão térmica similar ao do dente DESVANTAGENS: Baixa resistência ao desgaste Resultado estético inferior em comparação com as resinas compostas Resistência à compressão e tração inferior à das resinas compostas PROCEDIMENTOS EXPOSIÇÃO PULPAR: Antes: rinsagem, capeamento direto, capeamento indireto, curativo de demora. Após retirar o ZOE para fazer a restauração definitiva, é preciso colocar o CIMENTO FOSFATO DE ZINCO como forramento/base antes de aplicar a resina, pois o cimento de hidróxido de cálcio que foi colocado como capeamento indireto não tem resistência mecânica, então não pode receber a resina diretamente. CAVIDADE MUITO PROFUNDA: Nos casos em que não tem exposição pulpar, é possível colocar o CIMENTO DE HIDRÓXIO DE CALCIO, em seguida já aplicar o CIMENTO FOSFATO DE ZINCO e a RESINA para fazer a restauração definitiva. Não precisa colocar o curativo de demora antes. CAVIDADE PROFUNDA: Não precisa colocar Cimento de Hidróxido de cálcio porque já tem dentina suficiente para se recompor. Aplicar o CIMENTO FOSFATO DE ZINCO para proteger o contato da dentina com a resina. CAVIDADE RASA: Proteger os túbulos dentinários dos componentes da resina com selante (líquido): verniz cavitário. Não precisa de nenhuma base e em seguida faz a restauração. Aplicar verniz cavitário antes do Cimento fosfato de zinco para proteger os túbulos dentinários da acidez do cimento. Baixado por JULIA STEPHANIE SILVA ALMEIDA (julia.stephanie@mail.usf.edu.br) lOMoARcPSD|43112796