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Teoria Geral do Processo Docente: Renata Benevides Elaborado pelo monitores: Eduardo Chaibe e Juliana Leal, com base no material da profa. Dra. Agatha Santana. Ação O QUE É AÇÃO? ● A jurisdição, isto é, o poder que tem o Judiciário de solucionar os conflitos, dizendo qual o direito e estabelecendo quem tem razão, é inerte. O juiz não age, ao menos como regra geral, de ofício. O Estado, por intermédio do juiz, a quem compete solucionar os conflitos, precisa ser provocado. E a ação surge, então, como mecanismo pelo qual se provoca o judiciário a dar uma resposta. ELEMENTOS DA AÇÃO ● Elementos Subjetivos da Ação: Autor, juiz e réu. ● Elementos Objetivos da Ação: Pedido e causa de pedir. ELEMENTOS SUBJETIVOS DA AÇÃO De acordo com Búlgaro, a Jurisdição é ato de três pessoas: As partes (autor/réu) e o juiz. Destaca-se que é importante não confundir os sujeitos da ação (autor, juiz e réu) com os sujeitos do processo (todos os que participam do processo: autor, juiz, réu, terceiros prejudicados, Ministério Público, advogados e auxiliares da justiça. ELEMENTOS OBJETIVOS DA AÇÃO Pedido - é o bem jurídico pretendido pelo autor perante o réu. Pedido imediato (tutela jurisdicional) e mediato (a utilidade pretendida). Causa petendi - ou causa de pedir - é o fato jurídico que ampara a pretensão deduzida em juízo (são os fatos e fundamentos jurídicos do pedido, é o que estimula a se ir ao Estado-Juiz). TEORIA DA SUBSTANCIAÇÃO O Brasil não adota a teoria da individuação, mas sim da substanciação. Isso quer dizer que a substância (fatos e pedido) é mais importante do que o fundamento jurídico. Ou seja, mesmo que o advogado erre na fundamentação ou ocorra mudança na legislação, o magistrado vai estar vinculado ao fato e ao pedido, já que conhece o direito. Sobre disso, o STJ esclarece que acerca da causa de pedir, o nosso ordenamento jurídico processual adotou a teoria da substanciação ao exigir que o autor, na petição inicial, indique os fatos (causa de pedir remota) e os fundamentos jurídicos (causa de pedir próxima) do seu pedido. CONDIÇÕES DA AÇÃO: teoria eclética de Liebmann As condições da ação são duas: ● Interesse de agir: É o binômio necessidade e adequação. Você deve demonstrar a necessidade de estar ajuizando uma ação, bem como que o meio de solução de conflito se mostre adequado. ● Legitimidade das partes (ad causam): ○ Ordinária; ○ Extraordinária CONDIÇÕES DA AÇÃO: teoria eclética de Liebmann ● Legitimidade das partes (ad causam): Legitimidade é autorização do ordenamento jurídico para algo. Legitimidade ad causam é autorização do ordenamento jurídico para você ajuizar uma causa. Deve ser para o autor (legitimidade ativa ad causam) e para o réu (legitimidade passiva ad causam) de uma ação. ORDINÁRIA: É a legitimidade comum ou regra – você agir em nome próprio na defesa de seu próprio interesse. Você é o titular do direito o qual você está demandando em juízo. (Art. 18 CPC/2015); EXTRAORDINÁRIA: Como a própria denominação sugere: é EXCEÇÃO! Somente quando a lei autorizar, você poderá agir em nome próprio na defesa do interesse alheio. Também é denominada por parte da doutrina como substituição processual. LEGITIMIDADE EXCLUSIVA E CONCORRENTE ● EXCLUSIVA: A lei atribui legitimidade um único sujeito, que em regra é o próprio titular do direito. ● CONCORRENTE: A lei atribui legitimidade a mais de um sujeito, também chamada de co-legitimação ou legitimação disjuntiva, como por exemplo, no caso do litisconsórcio. CLASSIFICAÇÃO DAS AÇÕES Ação Civil Reclamação (Justiça do Trabalho) Ação Penal Escrita Escrita ou Oral Escrita Petição Inicial Reclamação Denúncia/Queixa presença de advogado (jus postulandi so nos juizados em causas de até 20 salários mínimos) Jus Postulandi Advogado/Promotor Público autor/réu (Demandante e demandado, requerente e requerido Reclamante/Reclamado MP/vítima CLASSIFICAÇÃO TRINÁRIA QUANTO AO CONTEÚDO ALMEJADO PELA PRESTAÇÃO JURISDICIONAL DECLARATÓRIA: toda ação tem um conteúdo declaratório. A ação meramente declaratória serve para declarar um direito para salvaguarda-lo no futuro. CONSTITUTIVA: essa ação, além de declarar o direito, constitui (constitutiva positiva) ou desconstitui (constitutiva negativa) uma relação de direito nova. CONDENATÓRIA: essa ação, além de declarar o direito, constitui uma obrigação em juízo, a qual não existia anteriormente, e que, acaso não cumprida, possa ser executada pelo juízo. CLASSIFICAÇÃO QUINÁRIA QUANTO AO CONTEÚDO ALMEJADO PELA PRESTAÇÃO JURISDICIONAL Além da classificação anterior, há também classificação: EXECUTIVA STRICTO SENSO MANDAMENTAL Ação executiva ou executória: uma espécie diferenciada de ação. O magistrado já é acionado para cumprir determinado direito, utilizando de sua força concedida pelo poder estatal. Essa força adentra no patrimônio do executado diretamente. Ação mandamental: o magistrado se utiliza da sua força mandando, ordenando, em um mandamus. Acaso a parte não cumpra, ele pode aplicar multa, astreintes ou outro meio de persuasão, como ocorre no Mandado de Segurança. REQUISITOS PARA CUMULAÇÃO DE PEDIDOS, art. 327 §1º CPC/2015 1. Que os pedidos sejam compatíveis entre si. Basicamente, somente se aplica para a cumulação própria; 2. Que o juízo seja competente para apreciar todos os pedidos cumulados; 3. Que haja compatibilidade procedimental, a não ser que o autor opte pelo rito comum para todos os pedidos, abrindo mão da vantagem do rito especial. Obrigado!