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Índice de Matemática e Informática

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ÍNDICE
Língua Portuguesa
1. Compreensão e interpretação de textos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
2. Ortografia oficial . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14
3. Acentuação gráfica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14
4. Emprego das classes de palavras: nome pronome, verbo, preposições e conjunções . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
5. Emprego do sinal indicativo de crase . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22
6. Sintaxe da oração e do período . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22
7. Pontuação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24
8. Concordância nominal e verbal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26
9. Regência nominal e verbal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28
10. Significação das palavras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28
11. Formação de palavras. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 29
Matemática
1. Números relativos inteiros e fracionários, operações e propriedades. Múltiplos e divisores, máximo divisor comum e mínimo 
múltiplo comum. Números reais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 53
2. Expressões numéricas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 62
3. Equações e sistemas de equações de 1. o grau . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 64
4. Sistemas de medida de tempo. Sistema métrico decimal. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 67
5. Números e grandezas diretamente e inversamente proporcionais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 69
6. Regra de três simples . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 70
7. Porcentagem . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 71
8. Taxas de juros simples e compostas, capital, montante e desconto. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 73
9. Princípios de geometria: perímetro, área e volume . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 75
Informática
1. Conceitos básicos de computação. Componentes de hardware e software de computadores . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 97
2. Sistema operacional Windows (XP e VISTA) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 97
3. Conhecimentos de Word, Excel, PowerPoint . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 104
4. Internet: conceitos, navegadores, tecnologias e serviços . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 110
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LÍNGUA PORTUGUESA
COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS
Compreender e interpretar textos é essencial para que o obje-
tivo de comunicação seja alcançado satisfatoriamente. Com isso, é 
importante saber diferenciar os dois conceitos. Vale lembrar que o 
texto pode ser verbal ou não-verbal, desde que tenha um sentido 
completo. 
A compreensão se relaciona ao entendimento de um texto e 
de sua proposta comunicativa, decodificando a mensagem explíci-
ta. Só depois de compreender o texto que é possível fazer a sua 
interpretação.
A interpretação são as conclusões que chegamos a partir do 
conteúdo do texto, isto é, ela se encontra para além daquilo que 
está escrito ou mostrado. Assim, podemos dizer que a interpreta-
ção é subjetiva, contando com o conhecimento prévio e do reper-
tório do leitor.
Dessa maneira, para compreender e interpretar bem um texto, 
é necessário fazer a decodificação de códigos linguísticos e/ou vi-
suais, isto é, identificar figuras de linguagem, reconhecer o sentido 
de conjunções e preposições, por exemplo, bem como identificar 
expressões, gestos e cores quando se trata de imagens. 
Dicas práticas
1. Faça um resumo (pode ser uma palavra, uma frase, um con-
ceito) sobre o assunto e os argumentos apresentados em cada pa-
rágrafo, tentando traçar a linha de raciocínio do texto. Se possível, 
adicione também pensamentos e inferências próprias às anotações.
2. Tenha sempre um dicionário ou uma ferramenta de busca 
por perto, para poder procurar o significado de palavras desconhe-
cidas.
3. Fique atento aos detalhes oferecidos pelo texto: dados, fon-
te de referências e datas.
4. Sublinhe as informações importantes, separando fatos de 
opiniões.
5. Perceba o enunciado das questões. De um modo geral, ques-
tões que esperam compreensão do texto aparecem com as seguin-
tes expressões: o autor afirma/sugere que...; segundo o texto...; de 
acordo com o autor... Já as questões que esperam interpretação do 
texto aparecem com as seguintes expressões: conclui-se do texto 
que...; o texto permite deduzir que...; qual é a intenção do autor 
quando afirma que...
Tipologia Textual
A partir da estrutura linguística, da função social e da finali-
dade de um texto, é possível identificar a qual tipo e gênero ele 
pertence. Antes, é preciso entender a diferença entre essas duas 
classificações.
Tipos textuais
A tipologia textual se classifica a partir da estrutura e da finali-
dade do texto, ou seja, está relacionada ao modo como o texto se 
apresenta. A partir de sua função, é possível estabelecer um padrão 
específico para se fazer a enunciação. 
Veja, no quadro abaixo, os principais tipos e suas característi-
cas:
TEXTO NARRATIVO
Apresenta um enredo, com ações e 
relações entre personagens, que ocorre 
em determinados espaço e tempo. É 
contado por um narrador, e se estrutura 
da seguinte maneira: apresentação > 
desenvolvimento > clímax > desfecho 
TEXTO 
DISSERTATIVO
ARGUMENTATIVO
Tem o objetivo de defender determinado 
ponto de vista, persuadindo o leitor a 
partir do uso de argumentos sólidos. 
Sua estrutura comum é: introdução > 
desenvolvimento > conclusão. 
TEXTO EXPOSITIVO
Procura expor ideias, sem a necessidade 
de defender algum ponto de vista. Para 
isso, usa-se comparações, informações, 
definições, conceitualizações etc. A 
estrutura segue a do texto dissertativo-
argumentativo.
TEXTOcom a tabela 
abaixo:
CLASSIFICAÇÃO ADVÉRBIOS LOCUÇÕES ADVERBIAIS
DE MODO bem; mal; assim; melhor; depressa ao contrário; em detalhes
DE TEMPO ontem; sempre; afinal; já; agora; doravante; primei-
ramente
logo mais; em breve; mais tarde, nunca mais, de 
noite
DE LUGAR aqui; acima; embaixo; longe; fora; embaixo; ali Ao redor de; em frente a; à esquerda; por perto
DE INTENSIDADE muito; tão; demasiado; imenso; tanto; nada em excesso; de todos; muito menos
DE AFIRMAÇÃO sim, indubitavelmente; certo; decerto; deveras com certeza; de fato; sem dúvidas
DE NEGAÇÃO não; nunca; jamais; tampouco; nem nunca mais; de modo algum; de jeito nenhum
DE DÚVIDA Possivelmente; acaso; será; talvez; quiçá Quem sabe
Advérbios interrogativos
São os advérbios ou locuções adverbiais utilizadas para introduzir perguntas, podendo expressar circunstâncias de:
• Lugar: onde, aonde, de onde 
• Tempo: quando
• Modo: como
• Causa: por que, por quê 
LÍNGUA PORTUGUESA
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Grau do advérbio
Os advérbios podem ser comparativos ou superlativos.
• Comparativo de igualdade: tão/tanto + advérbio + quanto
• Comparativo de superioridade: mais + advérbio + (do) que
• Comparativo de inferioridade: menos + advérbio + (do) que
• Superlativo analítico: muito cedo
• Superlativo sintético: cedíssimo
Curiosidades
Na linguagem coloquial, algumas variações do superlativo são 
aceitas, como o diminutivo (cedinho), o aumentativo (cedão) e o 
uso de alguns prefixos (supercedo).
Existem advérbios que exprimem ideia de exclusão (somente; 
salvo; exclusivamente; apenas), inclusão (também; ainda; mesmo) 
e ordem (ultimamente; depois; primeiramente).
Alguns advérbios, além de algumas preposições, aparecem 
sendo usados como uma palavra denotativa, acrescentando um 
sentido próprio ao enunciado, podendo ser elas de inclusão (até, 
mesmo, inclusive); de exclusão (apenas, senão, salvo); de designa-
ção (eis); de realce (cá, lá, só, é que); de retificação (aliás, ou me-
lhor, isto é) e de situação (afinal, agora, então, e aí). 
Pronomes
Os pronomes são palavras que fazem referência aos nomes, 
isto é, aos substantivos. Assim, dependendo de sua função no 
enunciado, ele pode ser classificado da seguinte maneira:
• Pronomes pessoais: indicam as 3 pessoas do discurso, e po-
dem ser retos (eu, tu, ele...) ou oblíquos (mim, me, te, nos, si...).
• Pronomes possessivos: indicam posse (meu, minha, sua, teu, 
nossos...)
• Pronomes demonstrativos: indicam localização de seres no 
tempo ou no espaço. (este, isso, essa, aquela, aquilo...)
• Pronomes interrogativos: auxiliam na formação de questio-
namentos (qual, quem, onde, quando, que, quantas...)
• Pronomes relativos: retomam o substantivo, substituindo-o 
na oração seguinte (que, quem, onde, cujo, o qual...)
• Pronomes indefinidos: substituem o substantivo de maneira 
imprecisa (alguma, nenhum, certa, vários, qualquer...)
• Pronomes de tratamento: empregados, geralmente, em situ-
ações formais (senhor, Vossa Majestade, Vossa Excelência, você...)
Colocação pronominal
Diz respeito ao conjunto de regras que indicam a posição do 
pronome oblíquo átono (me, te, se, nos, vos, lhe, lhes, o, a, os, as, lo, 
la, no, na...) em relação ao verbo, podendo haver próclise (antes do 
verbo), ênclise (depois do verbo) ou mesóclise (no meio do verbo).
Veja, então, quais as principais situações para cada um deles:
• Próclise: expressões negativas; conjunções subordinativas; 
advérbios sem vírgula; pronomes indefinidos, relativos ou demons-
trativos; frases exclamativas ou que exprimem desejo; verbos no 
gerúndio antecedidos por “em”.
Nada me faria mais feliz.
• Ênclise: verbo no imperativo afirmativo; verbo no início da 
frase (não estando no futuro e nem no pretérito); verbo no gerún-
dio não acompanhado por “em”; verbo no infinitivo pessoal.
Inscreveu-se no concurso para tentar realizar um sonho.
• Mesóclise: verbo no futuro iniciando uma oração.
Orgulhar-me-ei de meus alunos.
DICA: o pronome não deve aparecer no início de frases ou ora-
ções, nem após ponto-e-vírgula.
Verbos
Os verbos podem ser flexionados em três tempos: pretérito 
(passado), presente e futuro, de maneira que o pretérito e o futuro 
possuem subdivisões.
Eles também se dividem em três flexões de modo: indicativo 
(certeza sobre o que é passado), subjuntivo (incerteza sobre o que é 
passado) e imperativo (expressar ordem, pedido, comando). 
• Tempos simples do modo indicativo: presente, pretérito per-
feito, pretérito imperfeito, pretérito mais-que-perfeito, futuro do 
presente, futuro do pretérito.
• Tempos simples do modo subjuntivo: presente, pretérito im-
perfeito, futuro.
Os tempos verbais compostos são formados por um verbo 
auxiliar e um verbo principal, de modo que o verbo auxiliar sofre 
flexão em tempo e pessoa, e o verbo principal permanece no parti-
cípio. Os verbos auxiliares mais utilizados são “ter” e “haver”.
• Tempos compostos do modo indicativo: pretérito perfeito, 
pretérito mais-que-perfeito, futuro do presente, futuro do preté-
rito.
• Tempos compostos do modo subjuntivo: pretérito perfeito, 
pretérito mais-que-perfeito, futuro.
As formas nominais do verbo são o infinitivo (dar, fazerem, 
aprender), o particípio (dado, feito, aprendido) e o gerúndio (dando, 
fazendo, aprendendo). Eles podem ter função de verbo ou função 
de nome, atuando como substantivo (infinitivo), adjetivo (particí-
pio) ou advérbio (gerúndio).
Tipos de verbos
Os verbos se classificam de acordo com a sua flexão verbal. 
Desse modo, os verbos se dividem em:
Regulares: possuem regras fixas para a flexão (cantar, amar, 
vender, abrir...)
• Irregulares: possuem alterações nos radicais e nas termina-
ções quando conjugados (medir, fazer, poder, haver...)
• Anômalos: possuem diferentes radicais quando conjugados 
(ser, ir...)
• Defectivos: não são conjugados em todas as pessoas verbais 
(falir, banir, colorir, adequar...)
• Impessoais: não apresentam sujeitos, sendo conjugados sem-
pre na 3ª pessoa do singular (chover, nevar, escurecer, anoitecer...)
• Unipessoais: apesar de apresentarem sujeitos, são sempre 
conjugados na 3ª pessoa do singular ou do plural (latir, miar, custar, 
acontecer...)
• Abundantes: possuem duas formas no particípio, uma regular 
e outra irregular (aceitar = aceito, aceitado)
• Pronominais: verbos conjugados com pronomes oblíquos 
átonos, indicando ação reflexiva (suicidar-se, queixar-se, sentar-se, 
pentear-se...)
• Auxiliares: usados em tempos compostos ou em locuções 
verbais (ser, estar, ter, haver, ir...)
• Principais: transmitem totalidade da ação verbal por si pró-
prios (comer, dançar, nascer, morrer, sorrir...)
• De ligação: indicam um estado, ligando uma característica ao 
sujeito (ser, estar, parecer, ficar, continuar...)
LÍNGUA PORTUGUESA
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Vozes verbais
As vozes verbais indicam se o sujeito pratica ou recebe a ação, podendo ser três tipos diferentes: 
• Voz ativa: sujeito é o agente da ação (Vi o pássaro)
• Voz passiva: sujeito sofre a ação (O pássaro foi visto)
• Voz reflexiva: sujeito pratica e sofre a ação (Vi-me no reflexo do lago)
Ao passar um discurso para a voz passiva, é comum utilizar a partícula apassivadora “se”, fazendo com o que o pronome seja equiva-
lente ao verbo “ser”.
Conjugação de verbos
Os tempos verbais são primitivos quando não derivam de outros tempos da língua portuguesa. Já os tempos verbais derivados são 
aqueles que se originam a partir de verbos primitivos, de modo que suas conjugações seguem o mesmo padrão do verbo de origem.
• 1ª conjugação: verbos terminados em “-ar” (aproveitar, imaginar, jogar...)
• 2ª conjugação: verbos terminados em “-er” (beber, correr, erguer...)
• 3ª conjugação: verbos terminados em “-ir” (dormir, agir, ouvir...)
Confira os exemplos de conjugação apresentados abaixo:
LÍNGUA PORTUGUESA
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Fonte: www.conjugação.com.br/verbo-lutar
LÍNGUA PORTUGUESA
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Fonte: www.conjugação.com.br/verbo-impor
Preposições
As preposições são palavras invariáveis que servem para ligar dois termos da oração numa relação subordinada, e sãodivididas entre 
essenciais (só funcionam como preposição) e acidentais (palavras de outras classes gramaticais que passam a funcionar como preposição 
em determinadas sentenças).
Preposições essenciais: a, ante, após, de, com, em, contra, para, per, perante, por, até, desde, sobre, sobre, trás, sob, sem, entre.
Preposições acidentais: afora, como, conforme, consoante, durante, exceto, mediante, menos, salvo, segundo, visto etc.
Locuções prepositivas: abaixo de, afim de, além de, à custa de, defronte a, a par de, perto de, por causa de, em que pese a etc.
Ao conectar os termos das orações, as preposições estabelecem uma relação semântica entre eles, podendo passar ideia de:
• Causa: Morreu de câncer.
• Distância: Retorno a 3 quilômetros.
• Finalidade: A filha retornou para o enterro.
• Instrumento: Ele cortou a foto com uma tesoura.
• Modo: Os rebeldes eram colocados em fila.
• Lugar: O vírus veio de Portugal.
• Companhia: Ela saiu com a amiga.
• Posse: O carro de Maria é novo.
• Meio: Viajou de trem. 
Combinações e contrações
Algumas preposições podem aparecer combinadas a outras palavras de duas maneiras: sem haver perda fonética (combinação) e 
havendo perda fonética (contração).
• Combinação: ao, aos, aonde
• Contração: de, dum, desta, neste, nisso
Conjunção
As conjunções se subdividem de acordo com a relação estabelecida entre as ideias e as orações. Por ter esse papel importante de 
conexão, é uma classe de palavras que merece destaque, pois reconhecer o sentido de cada conjunção ajuda na compreensão e interpre-
tação de textos, além de ser um grande diferencial no momento de redigir um texto.
Elas se dividem em duas opções: conjunções coordenativas e conjunções subordinativas.
LÍNGUA PORTUGUESA
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Conjunções coordenativas
As orações coordenadas não apresentam dependência sintáti-
ca entre si, servindo também para ligar termos que têm a mesma 
função gramatical. As conjunções coordenativas se subdividem em 
cinco grupos:
• Aditivas: e, nem, bem como.
• Adversativas: mas, porém, contudo.
• Alternativas: ou, ora…ora, quer…quer.
• Conclusivas: logo, portanto, assim.
• Explicativas: que, porque, porquanto.
Conjunções subordinativas
As orações subordinadas são aquelas em que há uma relação 
de dependência entre a oração principal e a oração subordinada. 
Desse modo, a conexão entre elas (bem como o efeito de sentido) 
se dá pelo uso da conjunção subordinada adequada. 
Elas podem se classificar de dez maneiras diferentes:
• Integrantes: usadas para introduzir as orações subordinadas 
substantivas, definidas pelas palavras que e se.
• Causais: porque, que, como.
• Concessivas: embora, ainda que, se bem que.
• Condicionais: e, caso, desde que.
• Conformativas: conforme, segundo, consoante.
• Comparativas: como, tal como, assim como.
• Consecutivas: de forma que, de modo que, de sorte que. 
• Finais: a fim de que, para que. 
• Proporcionais: à medida que, ao passo que, à proporção que.
• Temporais: quando, enquanto, agora.
EMPREGO DO SINAL INDICATIVO DE CRASE
Crase é o nome dado à contração de duas letras “A” em uma 
só: preposição “a” + artigo “a” em palavras femininas. Ela é de-
marcada com o uso do acento grave (à), de modo que crase não 
é considerada um acento em si, mas sim o fenômeno dessa fusão.
Veja, abaixo, as principais situações em que será correto o em-
prego da crase:
• Palavras femininas: Peça o material emprestado àquela alu-
na.
• Indicação de horas, em casos de horas definidas e especifica-
das: Chegaremos em Belo Horizonte às 7 horas.
• Locuções prepositivas: A aluna foi aprovada à custa de muito 
estresse.
• Locuções conjuntivas: À medida que crescemos vamos dei-
xando de lado a capacidade de imaginar.
• Locuções adverbiais de tempo, modo e lugar: Vire na próxima 
à esquerda.
Veja, agora, as principais situações em que não se aplica a cra-
se:
• Palavras masculinas: Ela prefere passear a pé.
• Palavras repetidas (mesmo quando no feminino): Melhor ter-
mos uma reunião frente a frente.
• Antes de verbo: Gostaria de aprender a pintar.
• Expressões que sugerem distância ou futuro: A médica vai te 
atender daqui a pouco.
• Dia de semana (a menos que seja um dia definido): De terça 
a sexta. / Fecharemos às segundas-feiras.
• Antes de numeral (exceto horas definidas): A casa da vizinha 
fica a 50 metros da esquina.
Há, ainda, situações em que o uso da crase é facultativo
• Pronomes possessivos femininos: Dei um picolé a minha filha. 
/ Dei um picolé à minha filha.
• Depois da palavra “até”: Levei minha avó até a feira. / Levei 
minha avó até à feira.
• Nomes próprios femininos (desde que não seja especificado): 
Enviei o convite a Ana. / Enviei o convite à Ana. / Enviei o convite à 
Ana da faculdade.
DICA: Como a crase só ocorre em palavras no feminino, em 
caso de dúvida, basta substituir por uma palavra equivalente no 
masculino. Se aparecer “ao”, deve-se usar a crase: Amanhã iremos 
à escola / Amanhã iremos ao colégio.
SINTAXE DA ORAÇÃO E DO PERÍODO
A sintaxe estuda o conjunto das relações que as palavras esta-
belecem entre si. Dessa maneira, é preciso ficar atento aos enuncia-
dos e suas unidades: frase, oração e período.
Frase é qualquer palavra ou conjunto de palavras ordenadas 
que apresenta sentido completo em um contexto de comunicação 
e interação verbal. A frase nominal é aquela que não contém verbo. 
Já a frase verbal apresenta um ou mais verbos (locução verbal).
Oração é um enunciado organizado em torno de um único ver-
bo ou locução verbal, de modo que estes passam a ser o núcleo 
da oração. Assim, o predicativo é obrigatório, enquanto o sujeito é 
opcional.
Período é uma unidade sintática, de modo que seu enuncia-
do é organizado por uma oração (período simples) ou mais orações 
(período composto). Eles são iniciados com letras maiúsculas e fina-
lizados com a pontuação adequada.
Análise sintática
A análise sintática serve para estudar a estrutura de um perío-
do e de suas orações. Os termos da oração se dividem entre:
• Essenciais (ou fundamentais): sujeito e predicado
• Integrantes: completam o sentido (complementos verbais e 
nominais, agentes da passiva)
• Acessórios: função secundária (adjuntos adnominais e adver-
biais, apostos)
Termos essenciais da oração
Os termos essenciais da oração são o sujeito e o predicado. 
O sujeito é aquele sobre quem diz o resto da oração, enquanto o 
predicado é a parte que dá alguma informação sobre o sujeito, logo, 
onde o verbo está presente.
O sujeito é classificado em determinado (facilmente identificá-
vel, podendo ser simples, composto ou implícito) e indeterminado, 
podendo, ainda, haver a oração sem sujeito (a mensagem se con-
centra no verbo impessoal):
Lúcio dormiu cedo.
Aluga-se casa para réveillon.
Choveu bastante em janeiro.
LÍNGUA PORTUGUESA
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Quando o sujeito aparece no início da oração, dá-se o nome de sujeito direto. Se aparecer depois do predicado, é o caso de sujeito 
inverso. Há, ainda, a possibilidade de o sujeito aparecer no meio da oração:
Lívia se esqueceu da reunião pela manhã. 
Esqueceu-se da reunião pela manhã, Lívia. 
Da reunião pela manhã, Lívia se esqueceu. 
Os predicados se classificam em: predicado verbal (núcleo do predicado é um verbo que indica ação, podendo ser transitivo, intran-
sitivo ou de ligação); predicado nominal (núcleo da oração é um nome, isto é, substantivo ou adjetivo); predicado verbo-nominal (apre-
senta um predicativo do sujeito, além de uma ação mais uma qualidade sua)
As crianças brincaram no salão de festas. 
Mariana é inteligente.
Os jogadores venceram a partida. Por isso, estavam felizes.
Termos integrantes da oração
Os complementos verbais são classificados em objetos diretos (não preposicionados) e objetos indiretos (preposicionado).
A menina que possui bolsa vermelha me cumprimentou.
O cão precisa de carinho.
Os complementos nominais podem ser substantivos, adjetivos ou advérbios.
A mãe estava orgulhosa de seus filhos.
Carlos tem inveja de Eduardo.
Bárbara caminhou vagarosamente pelo bosque.
Os agentes da passivasão os termos que tem a função de praticar a ação expressa pelo verbo, quando este se encontra na voz passiva. 
Costumam estar acompanhados pelas preposições “por” e “de”.
Os filhos foram motivo de orgulho da mãe.
Eduardo foi alvo de inveja de Carlos.
O bosque foi caminhado vagarosamente por Bárbara.
Termos acessórios da oração
Os termos acessórios não são necessários para dar sentido à oração, funcionando como complementação da informação. Desse 
modo, eles têm a função de caracterizar o sujeito, de determinar o substantivo ou de exprimir circunstância, podendo ser adjunto adver-
bial (modificam o verbo, adjetivo ou advérbio), adjunto adnominal (especifica o substantivo, com função de adjetivo) e aposto (caracteriza 
o sujeito, especificando-o).
Os irmãos brigam muito. 
A brilhante aluna apresentou uma bela pesquisa à banca.
Pelé, o rei do futebol, começou sua carreira no Santos.
Tipos de Orações
Levando em consideração o que foi aprendido anteriormente sobre oração, vamos aprender sobre os dois tipos de oração que existem 
na língua portuguesa: oração coordenada e oração subordinada.
Orações coordenadas
São aquelas que não dependem sintaticamente uma da outra, ligando-se apenas pelo sentido. Elas aparecem quando há um período 
composto, sendo conectadas por meio do uso de conjunções (sindéticas), ou por meio da vírgula (assindéticas).
No caso das orações coordenadas sindéticas, a classificação depende do sentido entre as orações, representado por um grupo de 
conjunções adequadas:
CLASSIFICAÇÃO CARACTERÍSTICAS CONJUNÇÕES
ADITIVAS Adição da ideia apresentada na oração anterior e, nem, também, bem como, não só, tanto...
ADVERSATIVAS Oposição à ideia apresentada na oração anterior (inicia 
com vírgula) mas, porém, todavia, entretanto, contudo...
ALTERNATIVAS Opção / alternância em relação à ideia apresentada na 
oração anterior ou, já, ora, quer, seja...
CONCLUSIVAS Conclusão da ideia apresentada na oração anterior logo, pois, portanto, assim, por isso, com isso...
EXPLICATIVAS Explicação da ideia apresentada na oração anterior que, porque, porquanto, pois, ou seja...
LÍNGUA PORTUGUESA
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Orações subordinadas
São aquelas que dependem sintaticamente em relação à oração principal. Elas aparecem quando o período é composto por duas ou 
mais orações. 
A classificação das orações subordinadas se dá por meio de sua função: orações subordinadas substantivas, quando fazem o papel 
de substantivo da oração; orações subordinadas adjetivas, quando modificam o substantivo, exercendo a função do adjetivo; orações 
subordinadas adverbiais, quando modificam o advérbio.
Cada uma dessas sofre uma segunda classificação, como pode ser observado nos quadros abaixo.
SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS FUNÇÃO EXEMPLOS
APOSITIVA aposto Esse era meu receio: que ela não discursasse outra vez.
COMPLETIVA NOMINAL complemento nominal Tenho medo de que ela não discurse novamente.
OBJETIVA DIRETA objeto direto Ele me perguntou se ela discursaria outra vez.
OBJETIVA INDIRETA objeto indireto Necessito de que você discurse de novo.
PREDICATIVA predicativo Meu medo é que ela não discurse novamente.
SUBJETIVA sujeito É possível que ela discurse outra vez.
SUBORDINADAS 
ADJETIVAS CARACTERÍSTICAS EXEMPLOS
EXPLICATIVAS Esclarece algum detalhe, adicionando uma informação.
Aparece sempre separado por vírgulas.
O candidato, que é do partido socialista, está sen-
do atacado.
RESTRITIVAS
Restringe e define o sujeito a que se refere.
Não deve ser retirado sem alterar o sentido.
Não pode ser separado por vírgula.
As pessoas que são racistas precisam rever seus 
valores.
DESENVOLVIDAS
Introduzidas por conjunções, pronomes e locuções conjun-
tivas.
Apresentam verbo nos modos indicativo ou subjuntivo.
Ele foi o primeiro presidente que se preocupou 
com a fome no país.
REDUZIDAS
Não são introduzidas por pronomes, conjunções sou locu-
ções conjuntivas.
Apresentam o verbo nos modos particípio, gerúndio ou in-
finitivo
Assisti ao documentário denunciando a corrup-
ção.
SUBORDINADAS ADVERBIAIS FUNÇÃO PRINCIPAIS CONJUNÇÕES
CAUSAIS Ideia de causa, motivo, razão de efeito porque, visto que, já que, como... 
COMPARATIVAS Ideia de comparação como, tanto quanto, (mais / menos) que, do que...
CONCESSIVAS Ideia de contradição embora, ainda que, se bem que, mesmo...
CONDICIONAIS Ideia de condição caso, se, desde que, contanto que, a menos que...
CONFORMATIVAS Ideia de conformidade como, conforme, segundo...
CONSECUTIVAS Ideia de consequência De modo que, (tal / tão / tanto) que...
FINAIS Ideia de finalidade que, para que, a fim de que...
PROPORCIONAIS Ideia de proporção quanto mais / menos... mais /menos, à medida que, na 
medida em que, à proporção que...
TEMPORAIS Ideia de momento quando, depois que, logo que, antes que...
PONTUAÇÃO
Os sinais de pontuação são recursos gráficos que se encontram na linguagem escrita, e suas funções são demarcar unidades e sinalizar 
limites de estruturas sintáticas. É também usado como um recurso estilístico, contribuindo para a coerência e a coesão dos textos.
São eles: o ponto (.), a vírgula (,), o ponto e vírgula (;), os dois pontos (:), o ponto de exclamação (!), o ponto de interrogação (?), as 
reticências (...), as aspas (“”), os parênteses ( ( ) ), o travessão (—), a meia-risca (–), o apóstrofo (‘), o asterisco (*), o hífen (-), o colchetes 
([]) e a barra (/).
LÍNGUA PORTUGUESA
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Confira, no quadro a seguir, os principais sinais de pontuação e suas regras de uso.
SINAL NOME USO EXEMPLOS
. Ponto
Indicar final da frase declarativa
Separar períodos
Abreviar palavras
Meu nome é Pedro.
Fica mais. Ainda está cedo
Sra.
: Dois-pontos
Iniciar fala de personagem
Antes de aposto ou orações apositivas, enumerações 
ou sequência de palavras para resumir / explicar ideias 
apresentadas anteriormente
Antes de citação direta
A princesa disse:
- Eu consigo sozinha.
Esse é o problema da pandemia: as 
pessoas não respeitam a quarentena.
Como diz o ditado: “olho por olho, 
dente por dente”. 
... Reticências
Indicar hesitação
Interromper uma frase
Concluir com a intenção de estender a reflexão
Sabe... não está sendo fácil...
Quem sabe depois...
( ) Parênteses
Isolar palavras e datas
Frases intercaladas na função explicativa (podem substituir 
vírgula e travessão)
A Semana de Arte Moderna (1922)
Eu estava cansada (trabalhar e estudar 
é puxado).
! Ponto de 
Exclamação
Indicar expressão de emoção
Final de frase imperativa
Após interjeição
Que absurdo!
Estude para a prova!
Ufa!
? Ponto de 
Interrogação Em perguntas diretas Que horas ela volta?
— Travessão
Iniciar fala do personagem do discurso direto e indicar 
mudança de interloculor no diálogo
Substituir vírgula em expressões ou frases explicativas
A professora disse:
— Boas férias!
— Obrigado, professora.
O corona vírus — Covid-19 — ainda 
está sendo estudado.
Vírgula
A vírgula é um sinal de pontuação com muitas funções, usada para marcar uma pausa no enunciado. Veja, a seguir, as principais regras 
de uso obrigatório da vírgula.
• Separar termos coordenados: Fui à feira e comprei abacate, mamão, manga, morango e abacaxi.
• Separar aposto (termo explicativo): Belo Horizonte, capital mineira, só tem uma linha de metrô.
• Isolar vocativo: Boa tarde, Maria.
• Isolar expressões que indicam circunstâncias adverbiais (modo, lugar, tempo etc): Todos os moradores, calmamente, deixaram o 
prédio.
• Isolar termos explicativos: A educação, a meu ver, é a solução de vários problemas sociais.
• Separar conjunções intercaladas, e antes dos conectivos “mas”, “porém”, “pois”, “contudo”, “logo”: A menina acordou cedo, mas não 
conseguiu chegar a tempo na escola. Não explicou, porém, o motivo para a professora. 
• Separar o conteúdo pleonástico: A ela, nada mais abala.
No caso da vírgula, é importante saber que, em alguns casos, ela não deve ser usada. Assim, não há vírgula para separar:
• Sujeito de predicado.
• Objeto de verbo.
• Adjunto adnominal de nome.
• Complemento nominal de nome.
• Predicativo do objeto do objeto.
• Oração principalda subordinada substantiva.
• Termos coordenados ligados por “e”, “ou”, “nem”.
LÍNGUA PORTUGUESA
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CONCORDÂNCIA NOMINAL E VERBAL
Concordância é o efeito gramatical causado por uma relação harmônica entre dois ou mais termos. Desse modo, ela pode ser verbal 
— refere-se ao verbo em relação ao sujeito — ou nominal — refere-se ao substantivo e suas formas relacionadas.
• Concordância em gênero: flexão em masculino e feminino
• Concordância em número: flexão em singular e plural
• Concordância em pessoa: 1ª, 2ª e 3ª pessoa
Concordância nominal
Para que a concordância nominal esteja adequada, adjetivos, artigos, pronomes e numerais devem flexionar em número e gênero, 
de acordo com o substantivo. Há algumas regras principais que ajudam na hora de empregar a concordância, mas é preciso estar atento, 
também, aos casos específicos.
Quando há dois ou mais adjetivos para apenas um substantivo, o substantivo permanece no singular se houver um artigo entre os 
adjetivos. Caso contrário, o substantivo deve estar no plural:
• A comida mexicana e a japonesa. / As comidas mexicana e japonesa.
Quando há dois ou mais substantivos para apenas um adjetivo, a concordância depende da posição de cada um deles. Se o adjetivo 
vem antes dos substantivos, o adjetivo deve concordar com o substantivo mais próximo: 
• Linda casa e bairro.
Se o adjetivo vem depois dos substantivos, ele pode concordar tanto com o substantivo mais próximo, ou com todos os substantivos 
(sendo usado no plural):
• Casa e apartamento arrumado. / Apartamento e casa arrumada. 
• Casa e apartamento arrumados. / Apartamento e casa arrumados.
Quando há a modificação de dois ou mais nomes próprios ou de parentesco, os adjetivos devem ser flexionados no plural:
• As talentosas Clarice Lispector e Lygia Fagundes Telles estão entre os melhores escritores brasileiros.
Quando o adjetivo assume função de predicativo de um sujeito ou objeto, ele deve ser flexionado no plural caso o sujeito ou objeto 
seja ocupado por dois substantivos ou mais:
• O operário e sua família estavam preocupados com as consequências do acidente.
CASOS ESPECÍFICOS REGRA EXEMPLO
É PROIBIDO
É PERMITIDO
É NECESSÁRIO
Deve concordar com o substantivo quando há presença 
de um artigo. Se não houver essa determinação, deve 
permanecer no singular e no masculino.
É proibida a entrada.
É proibido entrada.
OBRIGADO / OBRIGADA Deve concordar com a pessoa que fala. Mulheres dizem “obrigada” Homens dizem 
“obrigado”.
BASTANTE
Quando tem função de adjetivo para um substantivo, 
concorda em número com o substantivo.
Quando tem função de advérbio, permanece invariável.
As bastantes crianças ficaram doentes com a 
volta às aulas. 
Bastante criança ficou doente com a volta às 
aulas.
O prefeito considerou bastante a respeito da 
suspensão das aulas.
MENOS É sempre invariável, ou seja, a palavra “menas” não 
existe na língua portuguesa.
Havia menos mulheres que homens na fila 
para a festa.
MESMO
PRÓPRIO
Devem concordar em gênero e número com a pessoa a 
que fazem referência.
As crianças mesmas limparam a sala depois 
da aula.
Eles próprios sugeriram o tema da formatura.
MEIO / MEIA
Quando tem função de numeral adjetivo, deve 
concordar com o substantivo.
Quando tem função de advérbio, modificando um 
adjetivo, o termo é invariável.
Adicione meia xícara de leite.
Manuela é meio artista, além de ser 
engenheira.
LÍNGUA PORTUGUESA
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ANEXO INCLUSO Devem concordar com o substantivo a que se referem.
Segue anexo o orçamento.
Seguem anexas as informações adicionais
As professoras estão inclusas na greve.
O material está incluso no valor da 
mensalidade.
Concordância verbal
Para que a concordância verbal esteja adequada, é preciso haver flexão do verbo em número e pessoa, a depender do sujeito com o 
qual ele se relaciona.
Quando o sujeito composto é colocado anterior ao verbo, o verbo ficará no plural:
• A menina e seu irmão viajaram para a praia nas férias escolares.
Mas, se o sujeito composto aparece depois do verbo, o verbo pode tanto ficar no plural quanto concordar com o sujeito mais próximo:
• Discutiram marido e mulher. / Discutiu marido e mulher.
Se o sujeito composto for formado por pessoas gramaticais diferentes, o verbo deve ficar no plural e concordando com a pessoa que 
tem prioridade, a nível gramatical — 1ª pessoa (eu, nós) tem prioridade em relação à 2ª (tu, vós); a 2ª tem prioridade em relação à 3ª (ele, 
eles):
• Eu e vós vamos à festa.
Quando o sujeito apresenta uma expressão partitiva (sugere “parte de algo”), seguida de substantivo ou pronome no plural, o verbo 
pode ficar tanto no singular quanto no plural:
• A maioria dos alunos não se preparou para o simulado. / A maioria dos alunos não se prepararam para o simulado.
Quando o sujeito apresenta uma porcentagem, deve concordar com o valor da expressão. No entanto, quanto seguida de um subs-
tantivo (expressão partitiva), o verbo poderá concordar tanto com o numeral quanto com o substantivo:
• 27% deixaram de ir às urnas ano passado. / 1% dos eleitores votou nulo / 1% dos eleitores votaram nulo.
Quando o sujeito apresenta alguma expressão que indique quantidade aproximada, o verbo concorda com o substantivo que segue 
a expressão:
• Cerca de duzentas mil pessoas compareceram à manifestação. / Mais de um aluno ficou abaixo da média na prova. 
Quando o sujeito é indeterminado, o verbo deve estar sempre na terceira pessoa do singular:
• Precisa-se de balconistas. / Precisa-se de balconista.
Quando o sujeito é coletivo, o verbo permanece no singular, concordando com o coletivo partitivo:
• A multidão delirou com a entrada triunfal dos artistas. / A matilha cansou depois de tanto puxar o trenó.
Quando não existe sujeito na oração, o verbo fica na terceira pessoa do singular (impessoal):
• Faz chuva hoje
Quando o pronome relativo “que” atua como sujeito, o verbo deverá concordar em número e pessoa com o termo da oração principal 
ao qual o pronome faz referência:
• Foi Maria que arrumou a casa.
Quando o sujeito da oração é o pronome relativo “quem”, o verbo pode concordar tanto com o antecedente do pronome quanto com 
o próprio nome, na 3ª pessoa do singular:
• Fui eu quem arrumei a casa. / Fui eu quem arrumou a casa.
Quando o pronome indefinido ou interrogativo, atuando como sujeito, estiver no singular, o verbo deve ficar na 3ª pessoa do singular: 
• Nenhum de nós merece adoecer.
Quando houver um substantivo que apresenta forma plural, porém com sentido singular, o verbo deve permanecer no singular. Ex-
ceto caso o substantivo vier precedido por determinante: 
• Férias é indispensável para qualquer pessoa. / Meus óculos sumiram.
LÍNGUA PORTUGUESA
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REGÊNCIA NOMINAL E VERBAL
A regência estuda as relações de concordâncias entre os ter-
mos que completam o sentido tanto dos verbos quanto dos nomes. 
Dessa maneira, há uma relação entre o termo regente (principal) e 
o termo regido (complemento).
A regência está relacionada à transitividade do verbo ou do 
nome, isto é, sua complementação necessária, de modo que essa 
relação é sempre intermediada com o uso adequado de alguma 
preposição.
Regência nominal
Na regência nominal, o termo regente é o nome, podendo ser 
um substantivo, um adjetivo ou um advérbio, e o termo regido é o 
complemento nominal, que pode ser um substantivo, um pronome 
ou um numeral. 
Vale lembrar que alguns nomes permitem mais de uma prepo-
sição. Veja no quadro abaixo as principais preposições e as palavras 
que pedem seu complemento:
PREPOSIÇÃO NOMES
A
acessível; acostumado; adaptado; adequado; 
agradável; alusão; análogo; anterior; atento; 
benefício; comum; contrário; desfavorável; 
devoto; equivalente; fiel; grato; horror; 
idêntico; imune; indiferente; inferior; leal; 
necessário; nocivo; obediente; paralelo; 
posterior; preferência; propenso; próximo; 
semelhante; sensível; útil; visível...
DE
amante; amigo; capaz; certo; contemporâneo; 
convicto; cúmplice; descendente; destituído; 
devoto; diferente; dotado; escasso; fácil; 
feliz; imbuído;impossível; incapaz; indigno; 
inimigo; inseparável; isento; junto; longe; 
medo; natural; orgulhoso; passível; possível; 
seguro; suspeito; temeroso...
SOBRE
opinião; discurso; discussão; dúvida; 
insistência; influência; informação; 
preponderante; proeminência; triunfo...
COM
acostumado; amoroso; analogia; 
compatível; cuidadoso; descontente; 
generoso; impaciente; ingrato; intolerante; 
mal; misericordioso; ocupado; parecido; 
relacionado; satisfeito; severo; solícito; 
triste...
EM
abundante; bacharel; constante; doutor; 
erudito; firme; hábil; incansável; inconstante; 
indeciso; morador; negligente; perito; 
prático; residente; versado...
CONTRA
atentado; blasfêmia; combate; conspiração; 
declaração; fúria; impotência; litígio; luta; 
protesto; reclamação; representação...
PARA bom; mau; odioso; próprio; útil...
Regência verbal
Na regência verbal, o termo regente é o verbo, e o termo regi-
do poderá ser tanto um objeto direto (não preposicionado) quanto 
um objeto indireto (preposicionado), podendo ser caracterizado 
também por adjuntos adverbiais.
Com isso, temos que os verbos podem se classificar entre tran-
sitivos e intransitivos. É importante ressaltar que a transitividade do 
verbo vai depender do seu contexto.
Verbos intransitivos: não exigem complemento, de modo que 
fazem sentido por si só. Em alguns casos, pode estar acompanhado 
de um adjunto adverbial (modifica o verbo, indicando tempo, lugar, 
modo, intensidade etc.), que, por ser um termo acessório, pode ser 
retirado da frase sem alterar sua estrutura sintática:
• Viajou para São Paulo. / Choveu forte ontem.
Verbos transitivos diretos: exigem complemento (objeto dire-
to), sem preposição, para que o sentido do verbo esteja completo:
• A aluna entregou o trabalho. / A criança quer bolo. 
Verbos transitivos indiretos: exigem complemento (objeto in-
direto), de modo que uma preposição é necessária para estabelecer 
o sentido completo:
• Gostamos da viagem de férias. / O cidadão duvidou da cam-
panha eleitoral.
Verbos transitivos diretos e indiretos: em algumas situações, o 
verbo precisa ser acompanhado de um objeto direto (sem preposi-
ção) e de um objeto indireto (com preposição):
• Apresentou a dissertação à banca. / O menino ofereceu ajuda 
à senhora.
SIGNIFICAÇÃO DAS PALAVRAS
Este é um estudo da semântica, que pretende classificar os 
sentidos das palavras, as suas relações de sentido entre si. Conheça 
as principais relações e suas características:
Sinonímia e antonímia
As palavras sinônimas são aquelas que apresentam significado 
semelhante, estabelecendo relação de proximidade. Ex: inteligente 
 esperto
Já as palavras antônimas são aquelas que apresentam signifi-
cados opostos, estabelecendo uma relação de contrariedade. Ex: 
forte fraco
Parônimos e homônimos
As palavras parônimas são aquelas que possuem grafia e pro-
núncia semelhantes, porém com significados distintos. 
Ex: cumprimento (saudação) X comprimento (extensão); tráfe-
go (trânsito) X tráfico (comércio ilegal).
As palavras homônimas são aquelas que possuem a mesma 
grafia e pronúncia, porém têm significados diferentes. Ex: rio (verbo 
“rir”) X rio (curso d’água); manga (blusa) X manga (fruta).
As palavras homófonas são aquelas que possuem a mesma 
pronúncia, mas com escrita e significado diferentes. Ex: cem (nu-
meral) X sem (falta); conserto (arrumar) X concerto (musical).
LÍNGUA PORTUGUESA
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As palavras homógrafas são aquelas que possuem escrita igual, 
porém som e significado diferentes. Ex: colher (talher) X colher (ver-
bo); acerto (substantivo) X acerto (verbo).
Polissemia e monossemia
As palavras polissêmicas são aquelas que podem apresentar 
mais de um significado, a depender do contexto em que ocorre a 
frase. Ex: cabeça (parte do corpo humano; líder de um grupo).
Já as palavras monossêmicas são aquelas apresentam apenas 
um significado. Ex: eneágono (polígono de nove ângulos).
Denotação e conotação 
Palavras com sentido denotativo são aquelas que apresentam 
um sentido objetivo e literal. Ex:Está fazendo frio. / Pé da mulher.
Palavras com sentido conotativo são aquelas que apresentam 
um sentido simbólico, figurado. Ex: Você me olha com frieza. / Pé 
da cadeira.
Hiperonímia e hiponímia
Esta classificação diz respeito às relações hierárquicas de signi-
ficado entre as palavras. 
Desse modo, um hiperônimo é a palavra superior, isto é, que 
tem um sentido mais abrangente. Ex: Fruta é hiperônimo de limão.
Já o hipônimo é a palavra que tem o sentido mais restrito, por-
tanto, inferior, de modo que o hiperônimo engloba o hipônimo. Ex: 
Limão é hipônimo de fruta.
Formas variantes
São as palavras que permitem mais de uma grafia correta, sem 
que ocorra mudança no significado. Ex: loiro – louro / enfarte – in-
farto / gatinhar – engatinhar.
Arcaísmo
São palavras antigas, que perderam o uso frequente ao longo 
do tempo, sendo substituídas por outras mais modernas, mas que 
ainda podem ser utilizadas. No entanto, ainda podem ser bastante 
encontradas em livros antigos, principalmente. Ex: botica far-
mácia / franquia sinceridade.
 FORMAÇÃO DE PALAVRAS
Formação de Palavras
A formação de palavras se dá a partir de processos morfológi-
cos, de modo que as palavras se dividem entre:
• Palavras primitivas: são aquelas que não provêm de outra 
palavra. Ex: flor; pedra
• Palavras derivadas: são originadas a partir de outras pala-
vras. Ex: floricultura; pedrada
• Palavra simples: são aquelas que possuem apenas um radi-
cal (morfema que contém significado básico da palavra). Ex: cabelo; 
azeite
• Palavra composta: são aquelas que possuem dois ou mais 
radicais. Ex: guarda-roupa; couve-flor
Entenda como ocorrem os principais processos de formação de 
palavras:
Derivação
A formação se dá por derivação quando ocorre a partir de uma 
palavra simples ou de um único radical, juntando-se afixos.
• Derivação prefixal: adiciona-se um afixo anteriormente à pa-
lavra ou radical. Ex: antebraço (ante + braço) / infeliz (in + feliz) 
• Derivação sufixal: adiciona-se um afixo ao final da palavra ou 
radical. Ex: friorento (frio + ento) / guloso (gula + oso)
• Derivação parassintética: adiciona-se um afixo antes e outro 
depois da palavra ou radical. Ex: esfriar (es + frio + ar) / desgoverna-
do (des + governar + ado)
• Derivação regressiva (formação deverbal): reduz-se a pala-
vra primitiva. Ex: boteco (botequim) / ataque (verbo “atacar”)
• Derivação imprópria (conversão): ocorre mudança na classe 
gramatical, logo, de sentido, da palavra primitiva. Ex: jantar (verbo 
para substantivo) / Oliveira (substantivo comum para substantivo 
próprio – sobrenomes).
Composição
A formação por composição ocorre quando uma nova palavra 
se origina da junção de duas ou mais palavras simples ou radicais.
• Aglutinação: fusão de duas ou mais palavras simples, de 
modo que ocorre supressão de fonemas, de modo que os elemen-
tos formadores perdem sua identidade ortográfica e fonológica. Ex: 
aguardente (água + ardente) / planalto (plano + alto)
• Justaposição: fusão de duas ou mais palavras simples, man-
tendo a ortografia e a acentuação presente nos elementos forma-
dores. Em sua maioria, aparecem conectadas com hífen. Ex: beija-
-flor / passatempo.
Abreviação
Quando a palavra é reduzida para apenas uma parte de sua 
totalidade, passando a existir como uma palavra autônoma. Ex: foto 
(fotografia) / PUC (Pontifícia Universidade Católica).
Hibridismo
Quando há junção de palavras simples ou radicais advindos de 
línguas distintas. Ex: sociologia (socio – latim + logia – grego) / binó-
culo (bi – grego + oculus – latim).
Combinação
Quando ocorre junção de partes de outras palavras simples ou 
radicais. Ex: portunhol (português + espanhol) / aborrecente (abor-
recer + adolescente).
Intensificação
Quando há a criação de uma nova palavra a partir do alarga-
mento do sufixo de uma palavra existente. Normalmente é feita 
adicionando o sufixo -izar. Ex: inicializar (em vez de iniciar) / proto-
colizar (em vez de protocolar).Neologismo
Quando novas palavras surgem devido à necessidade do falan-
te em contextos específicos, podendo ser temporárias ou perma-
nentes. Existem três tipos principais de neologismos:
• Neologismo semântico: atribui-se novo significado a uma pa-
lavra já existente. Ex: amarelar (desistir) / mico (vergonha)
• Neologismo sintático: ocorre a combinação de elementos já 
existentes no léxico da língua. Ex: dar um bolo (não comparecer ao 
compromisso) / dar a volta por cima (superar). 
LÍNGUA PORTUGUESA
30
• Neologismo lexical: criação de uma nova palavra, que tem 
um novo conceito. Ex: deletar (apagar) / escanear (digitalizar)
Onomatopeia
Quando uma palavra é formada a partir da reprodução aproxi-
mada do seu som. Ex: atchim; zum-zum; tique-taque.
QUESTÕES
1.( CEBRASPE (CESPE) - AAAJ (DP DF)/DP DF/DIREITO E 
LEGISLAÇÃO/2022)
Acerca dos sentidos, das ideias e dos aspectos linguísticos do 
texto apresentado, julgue o item a seguir.
Em O processo, a antevisão do inferno em que se transforma-
ria a burocracia moderna, das culpas imputadas, da tortura anôni-
ma e da morte que caracterizam os regimes totalitários do século 
vinte já é um lugar-comum. O trucidamento (literal) de que K. tor-
nou-se um ícone do homicídio político. “A colônia penal” de Kafka 
transformou-se em realidade pouco depois de sua morte, quando 
também os temas da aniquilação e dos “vermes”, de sua Metamor-
fose, adquiriram macabra realidade. A realização concreta de suas 
premonições, com pormenores de clarividência, está indissociavel-
mente relacionada às suas fantasias aparentemente desvairadas. 
Haveria algum sentido em pensar que, de alguma forma, as pre-
visões claramente formuladas na ficção de Kafka, em O processo 
principalmente, teriam contribuído para que de fato ocorressem? 
Seria possível que uma profecia articulada de maneira tão impie-
dosa tivesse outro destino que não a sua realização? As três irmãs 
de K. e sua Milena morreram em campos de concentração. O judeu 
da Europa Central que Kafka ironizou e celebrou foi extinto de ma-
neira abominável. Em termos espirituais, existe a possibilidade de 
Franz Kafka ter sentido seus dons proféticos como uma visitação 
de culpa, de que a capacidade de antever o tivesse exposto demais 
às suas emoções. K. torna-se o cúmplice, perplexo, porém quase 
impaciente, do crime perpetrado contra ele. Coexistem, em todos 
os suicídios, a apologia e a aquiescência. Como diz o sacerdote, em 
triste zombaria (seria mesmo zombaria?): “A justiça nada quer de 
ti. Acolhe-te quando vens e te deixa ir quando partes”. Essa formu-
lação está muito próxima de ser uma definição da vida humana, da 
liberdade de ser culpado, que é a liberdade concedida ao homem 
expulso do Paraíso. Quem, senão Kafka, teria sido capaz de dizer 
isso em tão poucas palavras? Ou se saber condenado por ter sido 
capaz de fazê-lo?
George Steiner. Um comentário sobre O processo d e Kafka. In: Ne-
nhuma paixão desperdiçada. Tradução de Maria Alice Máximo. Rio de 
Janeiro: Record, 2001 (com adaptações
Conforme as regras oficiais de grafia, “Coexistem” poderia ser 
grafado alternativamente como Co-existem.
( ) CERTO 
( ) ERRADO
2.(CEBRASPE (CESPE) - TAMB (ICMBIO)/ICMBIO/2022)
Texto
A respeito das ideias e dos aspectos linguísticos do texto pre-
cedente, julgue o próximo item.
Sem prejuízo da correção gramatical e dos sentidos do texto, a 
expressão “por serem”, ao final do primeiro parágrafo, poderia ser 
substituída por por que eram
( ) CERTO 
( ) ERRADO
3.(CEBRASPE (CESPE) - AFTE (SEFAZ RR)/SEFAZ RR/2021)
Texto CG1A1-I
Começarei por vos contar em brevíssimas palavras um fato no-
tável da vida camponesa ocorrido numa aldeia dos arredores de 
Florença há mais de quatrocentos anos. Permito-me pedir toda a 
vossa atenção para este importante acontecimento histórico por-
que, ao contrário do que é corrente, a lição moral extraível do epi-
sódio não terá de esperar o fim do relato, saltar-vos-á ao rosto não 
tarda.
Estavam os habitantes nas suas casas ou a trabalhar nos culti-
vos quando se ouviu soar o sino da igreja. O sino ainda tocou por 
alguns minutos mais, finalmente calo -se. Instantes depois a porta 
abria-se e um camponês aparecia no limiar. Ora, não sendo este 
o homem encarregado de tocar habitualmente o sino, compreen-
de-se que os vizinhos lhe tenham perguntado onde se encontrava 
o sineiro e quem era o morto. “O sineiro não está aqui, eu é que 
toquei o sino”, foi a resposta do camponês.
“Mas então não morreu ninguém?”, tornaram os vizinhos, e o 
camponês respondeu: “Ninguém que tivesse nome e figura de gen-
te, toquei a finados pela Justiça porque a Justiça está morta”.
Que acontecera? Acontecera que o ganancioso senhor do lugar 
andava desde há tempos a mudar de sítio os marcos das estremas 
das suas terras. O lesado tinha começado por protestar e reclamar, 
depois implorou compaixão, e finalmente resolveu queixar-se às 
autoridades e acolher-se à proteção da justiça. Tudo sem resulta-
do, a espoliação continuou. Então, desesperado, decidiu anunciar a 
morte da Justiça. Não sei o que sucedeu depois, não sei se o braço 
popular foi ajudar o camponês a repor as estremas nos seus sítios, 
ou se os vizinhos, uma vez que a Justiça havia sido declarada defun-
ta, regressaram resignados, de cabeça baixa e alma sucumbida, à 
triste vida de todos os dias.
Suponho ter sido esta a única vez que, em qualquer parte do 
mundo, um sino chorou a morte da Justiça. Nunca mais tornou a 
ouvir-se aquele fúnebre dobre da aldeia de Florença, mas a Justiça 
continuou e continua a morrer todos os dias. Agora mesmo, neste 
instante, longe ou aqui ao lado, à porta da nossa casa, alguém a está 
matando. De cada vez que morre, é como se afinal nunca tivesse 
existido para aqueles que nela tinham confiado, para aqueles que 
dela esperavam o que da Justiça todos temos o direito de esperar: 
justiça, simplesmente justiça. Não a que se envolve em túnicas de 
teatro e nos confunde com flores de vã retórica judicialista, não a 
que permitiu que lhe vendassem os olhos e viciassem os pesos da 
balança, não a da espada que sempre corta mais para um lado que 
para o outro, mas uma justiça pedestre, uma justiça companheira 
cotidiana dos homens, uma justiça para quem o justo seria o mais 
rigoroso sinônimo do ético, uma justiça que chegasse a ser tão in-
LÍNGUA PORTUGUESA
31
dispensável à felicidade do espírito como indispensável à vida é o 
alimento do corpo. Uma justiça exercida pelos tribunais, sem dú-
vida, sempre que a isso os determinasse a lei, mas também, e so-
bretudo, uma justiça que fosse a emanação espontânea da própria 
sociedade em ação, uma justiça em que se manifestasse, como um 
iniludível imperativo moral, o respeito pelo direito a ser que a cada 
ser humano assiste.
José Saramago. Este mundo da injustiça globalizada.
Internet: (com adaptações).
No trecho ‘Ninguém que tivesse nome e figura de gente, toquei 
a finados pela Justiça porque a Justiça está morta’, no parágrafo do 
texto CG1A1-I, o vocábulo justiça está empregado com letra inicial 
maiúscula porque, nesse caso, há
(A) a intenção de destacar o termo em função de sua posição 
sintática.
(B) o uso de simbologias para ampliar o significado do termo 
justiça.
(C) a intenção de subverter o significado do termo justiça.
(D) o objetivo de introduzir um neologismo.
(E) a personificação do termo justiça.
4.(CEBRASPE (CESPE) - PROF (SEED PR)/SEED PR/SÉRIES 
INICIAIS/2021)
Texto 15A2-I
Quando se indaga sobre a diferença entre epidemia e endemia, 
surge, imediatamente, a ideia de que a epidemia se caracteriza pela 
incidência, em curto período de tempo, de grande número de casos 
de uma doença, ao passo que a endemia se traduz pelo apareci-
mento de menor número de casos ao longo do tempo.
A distinção entre epidemia e endemia não pode ser feita, en-
tretanto, com base apenas na maior ou menor incidência de deter-
minada enfermidade em uma população. Se o elevado número de 
casos novos e sua rápida difusãoconstituem a principal característi-
ca da epidemia, já não basta o critério quantitativo para a definição 
de endemia. O que define o caráter endêmico de uma doença é o 
fato de ela ser peculiar a um povo, a um país ou a uma região. A pró-
pria etimologia da palavra endemia denota esse atributo: endemos, 
em grego clássico, significa “originário de um país”, “referente a um 
país”, “encontrado entre os habitantes de um mesmo país”. Esse 
entendimento perdura na definição de endemia encontrada nos lé-
xicos especializados em terminologia médica de várias línguas.
Pandemia, palavra de origem grega, formada com o prefixo 
neutro pan e pelo morfema demos (povo), foi pela primeira vez em-
pregada por Platão, em seu livro Das Leis. Platão a usou no sentido 
genérico, referindo-se a qualquer acontecimento capaz de alcançar 
toda a população. Com esse mesmo sentido, foi também utilizada 
por Aristóteles.
O conceito moderno de pandemia é o de uma epidemia de 
grandes proporções, que se espalha por vários países e por mais 
de um continente. Exemplo tantas vezes citado é o da gripe espa-
nhola, que se seguiu à I Guerra Mundial, nos anos de 1918 e 1919, 
e que causou a morte de cerca de 20 milhões de pessoas em todo 
o mundo.
Joffre M. de Rezende. Epidemia, endemia, pandemia, epidemiologia.
In: Revista de Patologia Tropical, v. 27, n.º 1, p. 153-155, jan.-jun./1998 
(com adaptações).
Os vocábulos “países” e “línguas”, presentes no texto 15A2-I, 
possuem a mesma classificação quanto à tonicidade, porém um di-
fere do outro quanto à regra empregada para a utilização do acento 
agudo. Assinale a opção que indica a correta classificação desses 
vocábulos quanto à tonicidade e que explica corretamente as regras 
de acentuação aplicadas a eles.
(A) Ambos os vocábulos são paroxítonos, contudo “línguas” é 
acentuado porque sua última sílaba contém um ditongo cres-
cente átono, ao passo que “países” é acentuado porque sua 
sílaba tônica forma um hiato com a vogal da sílaba anterior.
(B) Ambos os vocábulos são proparoxítonos, contudo “línguas” 
é acentuado porque sua última sílaba contém um ditongo de-
crescente átono, ao passo que “países” é acentuado porque 
sua última sílaba termina com “s”.
(C) Ambos os vocábulos são paroxítonos, contudo “línguas” é 
acentuado porque sua última sílaba termina com “s”, ao passo 
que “países” é acentuado porque sua sílaba tônica forma um 
hiato com a vogal da sílaba anterior.
(D) Ambos os vocábulos são oxítonos, contudo “línguas” é 
acentuado porque tem três sílabas, ao passo que “países” é 
acentuado porque sua sílaba tônica contém um ditongo cres-
cente.
(E) Ambos os vocábulos são proparoxítonos, contudo “línguas” 
é acentuado porque tem duas sílabas, ao passo que “países” é 
acentuado porque tem três sílabas.
5.(CEBRASPE (CESPE) - ANA LEG (ALECE)/ALECE/LÍNGUA 
PORTUGUESA/GRAMÁTICA NORMATIVA E REVISÃO OR-
TOGRÁFICA/2021)
Texto 14A1-I
A língua é o espaço que forma o escritor. Tentar compreendê-
-la (essa tarefa impossível) será, portanto, um bom caminho para 
compreender a atividade da literatura. A questão é que há tantas 
línguas, e isso no universo do mesmo idioma, quanto há escritores. 
Quando falo de língua, não me refiro apenas ao simples depósito 
de palavras que circulam em uma comunidade, nem a um sistema 
gramatical normativo às vezes mais, às vezes menos estável numa 
sociedade, numa estação do ano, num sexo, numa região, numa 
família ou em parte dela, num lugarejo, numa classe social, naque-
la rua, num determinado dia, num livro e quase nunca num país 
inteiro.
A língua em que circula o escritor jamais é uma entidade unitá-
ria. Não pode ser, em caso algum, uma ordem unida. Porque a ma-
téria da literatura não é um sistema abstrato de regras e relações, 
uma análise combinatória de fonemas ou um conjunto de universais 
semânticos como tem sido a língua para uma corrente considerável 
dos cientistas da língua. Justamente por serem abstratos, justamen-
te por serem apenas fonemas e justamente por serem universais, 
esses elementos primeiros são desprovidos de significado: servindo 
a todos, não servem a ninguém. De fato, não chegam a se constituir 
em “língua”, face a outra parte indispensável da palavra: o falante.
O falante, o homem que tem a palavra é, portanto, o verdadeiro 
território do escritor: a língua real é ele. E em que sentido ele pode 
ser considerado uma entidade universal? Isso interessa porque, no 
exato momento em que uma palavra ganha vida, na voz do falante, 
ela ganha também o seu limite: o pé no chão, que não é qualquer 
chão, o espaço, que é esse espaço, e não outro, o ar que se respira, 
o tempo, o dia, a hora, toda a soma das intenções muito específicas 
LÍNGUA PORTUGUESA
32
convertidas no impulso da palavra; e, é claro, a ninguém interessa o 
que a palavra quer dizer de velha (isso até o dicionário sabe), mas o 
que ela quer dizer de nova, isto é, o que é novo e surpreendente no 
que se diz. Esse espetáculo das vozes que falam sem parar no mun-
do em torno, ou nesse mundo em torno, nesse exato momento, é a 
vida indispensável de quem escreve. É nessa diversidade imensa e 
imediata que se move quem escreve, o ouvido atento.
Mas há ainda um terceiro complicador na palavra, além da sua 
matéria mesma e além daquele que fala. Porque, se desdobramos a 
palavra, descobrimos que quem lhe dá vida não é exatamente o fa-
lante. Ninguém no mundo fala sozinho. Mesmo que, numa redução 
ao absurdo, isso fosse possível, ou seja, uma palavra que dispen-
sasse os outros para fazer sentido, ela seria uma palavra natimorta, 
um objeto opaco à espera de um criptólogo que lhe rompesse o 
isolamento, como um Champollion diante de uma pedra no meio 
do caminho, mas então a suposta pureza original autossuficiente 
estaria destruída.
Assim, surge outro território essencial de quem escreve: o ter-
ritório de quem ouve, a força da linguagem alheia, dos outros, num 
sentido duplo interessa tanto o que os outros nos dizem (e somos 
nós que damos vida a essas palavras que vêm de lá, antes mesmo 
de se tornarem voz), quanto o que nós dizemos (e são eles, os ou-
tros, que dão vida ao que dizemos, antes mesmo de a gente abrir 
a boca). Para a palavra e para tudo que significa, os outros não são 
uma escolha, mas parte inseparável. Mesmo solitários, de olhos 
e ouvidos fechados, isolados na mais remota ilha do mais remoto 
oceano, no fundo de uma caverna escura e silenciosa, mesmo lá ou-
viríamos, em cada palavra apenas sonhada, a gritaria interminável 
dos que nos ouvem.
Enquanto isso, é sempre bom lembrar que, nesse trançado infi-
nito de vozes, o que trocamos não são símbolos e códigos neutros; 
nem sinais de computador, nem mensagens unilaterais; a vida da 
linguagem está no fato de que não ouvimos ou lemos apenas sons 
ou letras, mas desejos, medos, ordens, confissões; de que não fala-
mos ou escrevemos sinais, mas intenções, pontos de vista, sonhos, 
acusações, defesas, indiferenças. Ninguém entende a linguagem 
como certa ou errada (exceto nos cadernos escolares), mas como 
verdadeira, mentirosa, bela, nojenta, comovente, delirante, horrí-
vel, ofensiva, carinhosa... É exatamente nesse pântano inseguro dos 
valores que se move o escritor. E é apenas nesse terreno de valores 
que a forma da palavra pode ganhar seu estatuto estético, a sua 
dignidade poética, historicamente flutuante.
A língua do escritor é uma entidade necessariamente impura, 
contaminada, suja de intenções, povoada previamente de muitas 
outras línguas (do mesmo idioma ou fora dele), de milhões de vo-
zes. Se nessa diversidade essencial está a riqueza de quem escreve, 
nela também está a sua fronteira necessária, e, em última instância, 
a sua ética. Para formar a minha palavra, eu preciso da palavra do 
outro compartilhando com ela a força e o valor de origem. A palavra 
que eu tomo em minhas mãos, como ensina Bakhtin, não é nunca 
um objeto inerte: há sempre um coração alheio batendo nela, outra 
intenção, uma vida diferente da minha vida, com a qual eu preciso 
me entender. Assim,a minha liberdade de criação, a minha palavra, 
tem na autonomia da voz do outro o seu limite. O que parece a 
natureza mesma da linguagem, o seu duplo, talvez possa se trans-
formar, para o escritor, na sua ética.
Internet: (com adaptações).
Assinale a opção em que a palavra apresentada está grafada 
corretamente, de acordo com a vigente ortografia oficial da língua 
portuguesa.
(A) antinflamatório
(B) semi-circular
(C) vai-e-vem
(D) autoavaliação
(E) panamericano
6.(CEBRASPE (CESPE) - PROF (SEDUC AL)/SEDUC AL/
PORTUGUÊS/2021)
Quem sou eu?
Se negro sou, ou sou bode, Pouco importa. O que isto pode? 
Bodes há de toda a casta,
Pois que a espécie é muita vasta... Há cinzentos, há rajados,
Baios, pampas e malhados, Bodes negros, bodes brancos, E, 
sejamos todos francos,
Uns plebeus, e outros nobres, Bodes ricos, bodes pobres, Bo-
des sábios, importantes,
E também alguns tratantes... Aqui, nesta boa terra, Marram 
todos, tudo berra;Nobres Condes e Duquesas, Ricas Damas e Mar-
quesas, Deputados, senadores,Gentis-homens, vereadores; Belas 
Damas emproadas,
De nobreza empantufadas; Repimpados principotes, Orgulho-
sos fidalgotes,
Frades, Bispos, Cardeais, Fanfarrões imperiais.
Gentes pobres, nobres gentes, Em todos há meus parentes. En-
tre a brava militança
Fulge e brilha alta bodança; Guardas, Cabos, Furriéis, Brigadei-
ros, Coronéis,
Destemidos Marechais, Rutilantes Generais,
Capitães de mar e guerra,
— Tudo marra, tudo berra — Na suprema eternidade, Onde 
habita a Divindade, Bodes há santificados,
Que por nós são adorados. Entre o coro dos Anjinhos
Também há muitos bodinhos. O amante de Siringa
Tinha pelo e má catinga;
O deus Midas, pelas contas, Na cabeça tinha pontas;
Jovem quando foi menino, Chupitou leite caprino;
E, segundo o antigo mito, Também Fauno foi cabrito. Nos domí-
nios de Plutão,Guarda um bode o Alcorão; Nos lundus e nas modi-
nhas São cantadas as bodinhas:
Pois se todos têm rabicho, Para que tanto capricho? Haja paz, 
haja alegria,
Folgue e brinque a bodaria; Cesse, pois, a matinada, Porque 
tudo é bodarrada.uís Gama. Quem sou eu? In: Sílvio Romero. His-
tória da literatura brasileira.
Rio de Janeiro: Garnier, 1888. Internet: (com 
adaptações).
Glossário
Siringa: belíssima ninfa da água na mitologia clássica. Midas: 
personagem da mitologia grega, rei da Frígia.
Jove: ou Júpiter, ou Zeus, deus dos deuses e dos homens. Fau-
no: deus romano protetor dos pastores e rebanhos.
Plutão: ou Hades, deus que possuía as chaves do reino dos 
mortos.
LÍNGUA PORTUGUESA
33
Com relação a aspectos linguísticos do poema Quem sou eu?, 
anteriormente apresentado, julgue o próximo item.
A palavra “guerra” é escrita com seis letras, mas possui apenas 
quatro fonemas.
( ) CERTO 
( ) ERRADO
7.(CEBRASPE (CESPE) - PROF (SEDUC AL)/SEDUC AL/
PORTUGUÊS/2021)
Quem sou eu?
Se negro sou, ou sou bode, Pouco importa. O que isto pode? 
Bodes há de toda a casta,
Pois que a espécie é muita vasta... Há cinzentos, há rajados,
Baios, pampas e malhados, Bodes negros, bodes brancos, E, 
sejamos todos francos,
Uns plebeus, e outros nobres, Bodes ricos, bodes pobres, Bo-
des sábios, importantes,
E também alguns tratantes... Aqui, nesta boa terra, Marram to-
dos, tudo berra;
Nobres Condes e Duquesas, Ricas Damas e Marquesas, Depu-
tados, senadores,
Gentis-homens, vereadores; Belas Damas emproadas,
De nobreza empantufadas; Repimpados principotes, Orgulho-
sos fidalgotes,
Frades, Bispos, Cardeais, Fanfarrões imperiais.
Gentes pobres, nobres gentes, Em todos há meus parentes. En-
tre a brava militança
Fulge e brilha alta bodança; Guardas, Cabos, Furriéis, Brigadei-
ros, Coronéis,
Destemidos Marechais, Rutilantes Generais,
Capitães de mar e guerra,
— Tudo marra, tudo berra — Na suprema eternidade, Onde 
habita a Divindade, Bodes há santificados,
Que por nós são adorados. Entre o coro dos Anjinhos
Também há muitos bodinhos. O amante de Siringa
Tinha pelo e má catinga;
O deus Midas, pelas contas, Na cabeça tinha pontas;
Jove quando foi menino, Chupitou leite caprino;
E, segundo o antigo mito, Também Fauno foi cabrito. Nos do-
mínios de Plutão,
Guarda um bode o Alcorão; Nos lundus e nas modinhas São 
cantadas as bodinhas: Pois se todos têm rabicho, Para que tanto 
capricho?
Haja paz, haja alegria, Folgue e brinque a bodaria; Cesse, pois, 
a matinada, Porque tudo é bodarrada.
Luís Gama. Quem sou eu? In: Sílvio Romero. História da litera-
tura brasileira.
Rio de Janeiro: Garnier, 1888. Internet: (com 
adaptações).
Glossário
Siringa: belíssima ninfa da água na mitologia clássica. Midas: 
personagem da mitologia grega, rei da Frígia.
Jove: ou Júpiter, ou Zeus, deus dos deuses e dos homens. Fau-
no: deus romano protetor dos pastores e rebanhos.
Plutão: ou Hades, deus que possuía as chaves do reino dos 
mortos.
Com relação a aspectos linguísticos do poema Quem sou eu?, 
anteriormente apresentado, julgue o próximo item.
O poeta lança mão de processos de derivação sufixal para criar 
novas palavras a partir do radical do substantivo “bode”.
( ) CERTO 
( ) ERRADO
8.(CEBRASPE (CESPE) - ESPFAEP (DEPEN)/DEPEN/EN-
FERMAGEM/2021)
No dia 31 de outubro de 1861, depois de um conturbado pro-
cesso de construção, que durou cerca de três décadas, a Bahia 
inaugurou a sua primeira penitenciária, que recebeu oficialmente o 
nome de Casa de Prisão com Trabalho. A instituição foi construída 
numa área pantanosa, na periferia da cidade de Salvador.
A implantação da penitenciária fazia parte do projeto civiliza-
dor oitocentista, e o Brasil acompanhava uma tendência mundial de 
modernização do sistema prisional, que teve início na Inglaterra e 
nos Estados Unidos no final do século XVIII. As execuções e as tortu-
ras em praças públicas, utilizadas para atemorizar a quem estivesse 
planejando novos crimes, foram, gradativamente, abandonadas. 
Entrava em cena a penalidade moderna, que planejava privar o cri-
minoso do seu bem maior — a sua liberdade —, internando-o numa 
instituição construída especificamente para recuperá-lo, que rece-
beu o nome de penitenciária. O seu funcionamento era regido por 
normas que seriam aplicadas de acordo com o modelo penitenciá-
rio escolhido pelas autoridades, mas utilizavam-se elementos como 
o trabalho, a religião, a disciplina, o uso de uniformes e, sobretudo, 
o isolamento como métodos de punição e recuperação.
Dessa forma, esperava-se criar um “novo homem”, que seria 
devolvido à sociedade com todos os atributos necessários à convi-
vência social, principalmente para o trabalho. Foi com essa expec-
tativa que os reformadores baianos implantaram a Casa de Prisão 
com Trabalho.
Cláudia Moraes Trindade. O nascimento de uma penitenciária: os pri-
meiros presos da Casa de Prisão com Trabalho da Bahia (1860-1865). 
In: Tempo, Niterói, v. 16, n. 30, p. 167-196, 2011 (com adaptações).
Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto ante-
rior, julgue o item que se segue.
Com o uso do artigo definido na contração “do” em “do projeto 
civilizador oitocentista” (no início do segundo parágrafo), pressu-
põe-se que a autora parte do princípio de que os leitores tenham 
conhecimento prévio acerca desse projeto.
( ) CERTO 
( ) ERRADO
9.(CEBRASPE (CESPE) - ESP GT (TELEBRAS)/TELEBRAS/
ADVOGADO/2022)
É importante saber o nome das coisas. Ou, pelo menos, saber 
comunicar o que você quer. Imagine-se entrando numa loja para 
comprar um... um... como é mesmo o nome?
“Posso ajudá-lo, cavalheiro?”
“Pode. Eu quero um daqueles, daqueles...”
“Pois não?”
“Um... como é mesmo o nome?”
“Sim?”
“Pomba! Um... um... Que cabeça a minha! A palavra me esca-
pou por completo. É uma coisa simples, conhecidíssima.”
“Sim, senhor.”
“O senhor vai dar risada quando souber.”
LÍNGUA PORTUGUESA
34
“Sim, senhor.”
“Olha, é pontuda, certo?”
“O quê, cavalheiro?”
“Isso que eu quero. Tem uma ponta assim, entende? Depois 
vem assim, assim, faz uma volta, aí vem reto de novo, e na outra 
ponta temuma espécie de encaixe, entende? Na ponta tem outra 
volta, só que esta é mais fechada. E tem um, um... Uma espécie de, 
como é que se diz? De sulco. Um sulco onde encaixa a outra ponta; 
a pontuda, de sorte que o, a, o negócio, entende, fica fechado. É 
isso. Uma coisa pontuda que fecha. Entende?”
“Infelizmente, cavalheiro...”
“Ora, você sabe do que eu estou falando.”
“Estou me esforçando, mas...”
“Escuta. Acho que não podia ser mais claro. Pontudo numa 
ponta, certo?”
“Se o senhor diz, cavalheiro.”
Luís Fernando Veríssimo. Comunicação.
Acerca das ideias, dos sentidos e dos aspectos linguísticos do 
texto precedente, julgue o item a seguir.
Os adjetivos ‘conhecidíssima’ (sétimo parágrafo) e ‘pontuda’ 
(décimo primeiro parágrafo) qualificam o mesmo termo no texto, 
mas do emprego do primeiro se depreende mais intensidade que 
do segundo.
( ) CERTO 
( ) ERRADO
10.(CEBRASPE (CESPE) - ADP (DPE RO)/DPE RO/ADMIN-
ISTRAÇÃO/2022)
Texto CG1A1-I
O terror torna-se total quando independe de toda oposição; 
reina supremo quando ninguém mais lhe barra o caminho. Se a le-
galidade é a essência do governo não tirânico e a ilegalidade é a es-
sência da tirania, então o terror é a essência do domínio totalitário. 
O terror é a realização da lei do movimento.
O seu principal objetivo é tornar possível, à força da nature-
za ou da história, propagar-se livremente por toda a humanidade, 
sem o estorvo de qualquer ação humana espontânea. Como tal, o 
terror procura “estabilizar” os homens, a fim de liberar as forças da 
natureza ou da história. Esse movimento seleciona os inimigos da 
humanidade contra os quais se desencadeia o terror, e não pode 
permitir que qualquer ação livre, de oposição ou de simpatia, in-
terfira com a eliminação do “inimigo objetivo” da história ou da 
natureza, da classe ou da raça. Culpa e inocência viram conceitos 
vazios; “culpado” é quem estorva o caminho do processo natural 
ou histórico que já emitiu julgamento quanto às “raças inferiores”, 
quanto a quem é “indigno de viver”, quanto a “classes agonizan-
tes e povos decadentes”. O terror manda cumprir esses julgamen-
tos, mas no seu tribunal todos os interessados são subjetivamente 
inocentes: os assassinados porque nada fizeram contra o regime, 
e os assassinos porque realmente não assassinaram, mas executa-
ram uma sentença de morte pronunciada por um tribunal superior. 
Os próprios governantes não afirmam serem justos ou sábios, mas 
apenas executores de leis, teóricas ou naturais; não aplicam leis, 
mas executam um movimento segundo a sua lei inerente.
No governo constitucional, as leis positivas destinam-se a erigir 
fronteiras e a estabelecer canais de comunicação entre os homens, 
cuja comunidade é continuamente posta em perigo pelos novos 
homens que nela nascem. A estabilidade das leis corresponde ao 
constante movimento de todas as coisas humanas, um movimento 
que jamais pode cessar enquanto os homens nasçam e morram. 
As leis circunscrevem cada novo começo e, ao mesmo tempo, as-
seguram a sua liberdade de movimento, a potencialidade de algo 
inteiramente novo e imprevisível; os limites das leis positivas são 
para a existência política do homem o que a memória é para a sua 
existência histórica: garantem a preexistência de um mundo co-
mum, a realidade de certa continuidade que transcende a duração 
individual de cada geração, absorve todas as novas origens e delas 
se alimenta.
Confundir o terror total com um sintoma de governo tirânico 
é tão fácil, porque o governo totalitário tem de conduzir-se como 
uma tirania e põe abaixo as fronteiras da lei feita pelos homens. 
Mas o terror total não deixa atrás de si nenhuma ilegalidade arbi-
trária, e a sua fúria não visa ao benefício do poder despótico de um 
homem contra todos, muito menos a uma guerra de todos contra 
todos. Em lugar das fronteiras e dos canais de comunicação entre 
os homens individuais, constrói um cinturão de ferro que os cinge 
de tal forma que é como se a sua pluralidade se dissolvesse em 
Um-Só-Homem de dimensões gigantescas. Abolir as cercas da lei 
entre os homens
— como o faz a tirania — significa tirar dos homens os seus 
direitos e destruir a liberdade como realidade política viva, pois o 
espaço entre os homens, delimitado pelas leis, é o espaço vital da 
liberdade.
Hannah Arendt. Origens do totalitarismo. Internet: (com adaptações).
No parágrafo do texto CG1A1-I, o verbo “erigir” tem o mesmo 
sentido de
(A) manter.
(B) derrubar.
(C) alargar.
(D) construir.
(E) reduzir.
11.(CEBRASPE (CESPE) - PROF (SEDUC AL)/SEDUC AL/
PORTUGUÊS/2021)
TEORIA DO MEDALHÃO
(DIÁLOGO)
— Saiu o último conviva do nosso modesto jantar. Com que, 
meu peralta, chegaste aos teus vinte e um anos. Há vinte e um anos, 
no dia 5 de agosto de 1854, vinhas tu à luz, um pirralho de nada, e 
estás homem, longos bigodes, alguns namoros...
 — Papai...
 — Não te ponhas com denguices, e falemos como dois amigos 
sérios. Fecha aquela porta; vou dizer-te coisas importantes. Senta-
-te e conversemos. Vinte e um anos, algumas apólices, um diploma, 
podes entrar no parlamento, na magistratura, na imprensa, na la-
voura, na indústria, no comércio, nas letras ou nas artes. Há infinitas 
carreiras diante de ti. Vinte e um anos, meu rapaz, formam apenas 
a primeira sílaba do nosso destino. (...) Mas qualquer que seja a 
profissão da tua escolha, o meu desejo é que te faças grande e ilus-
tre, ou pelo menos notável, que te levantes acima da obscuridade 
comum. (...)
 — Sim, senhor.
LÍNGUA PORTUGUESA
35
 — Entretanto, assim como é de boa economia guardar um pão 
para a velhice, assim também é de boa prática social acautelar um 
ofício para a hipótese de que os outros falhem, ou não indenizem 
suficientemente o esforço da nossa ambição. É isto o que te acon-
selho hoje, dia da tua maioridade.
 — Creia que lhe agradeço; mas que ofício, não me dirá?
 — Nenhum me parece mais útil e cabido que o de medalhão. 
Ser medalhão foi o sonho da minha mocidade; faltaram-me, porém, 
as instruções de um pai, e acabo como vês, sem outra consolação 
e relevo moral, além das esperanças que deposito em ti. Ouve-me 
bem, meu querido filho, ouve-me e entende. (...)
 — Entendo.
 — Venhamos ao principal. Uma vez entrado na carreira, de-
ves pôr todo o cuidado nas ideias que houveres de nutrir para uso 
alheio e próprio. O melhor será não as ter absolutamente (...).
 — Mas quem lhe diz que eu...
— Tu, meu filho, se me não engano, pareces dotado da perfeita 
inópia mental, conveniente ao uso deste nobre ofício. Não me refiro 
tanto à fidelidade com que repetes numa sala as opiniões ouvidas 
numa esquina, e vice-versa, porque esse fato, posto indique cer-
ta carência de ideias, ainda assim pode não passar de uma traição 
da memória. Não; refiro-me ao gesto correto e perfilado com que 
usas expender francamente as tuas simpatias ou antipatias acerca 
do corte de um colete, das dimensões de um chapéu, do ranger ou 
calar das botas novas. Eis aí um sintoma eloquente, eis aí uma espe-
rança. No entanto, podendo acontecer que, com a idade, venhas a 
ser afligido de algumas ideias próprias, urge aparelhar fortemente 
o espírito. As ideias são de sua natureza espontâneas e súbitas; por 
mais que as soframos, elas irrompem e precipitam-se. Daí a certeza 
com que o vulgo, cujo faro é extremamente delicado, distingue o 
medalhão completo do medalhão incompleto.
Machado de Assis. Teoria do medalhão. In: 50 contos escolhidos de 
Machado de Assis. Seleção, introdução e notas de John Gledson. São 
Paulo: Companhia das Letras, 2007, p. 82-83 (com adaptações). 
Considerando os aspectos linguísticos do texto Teoria do me-
dalhão, apresentado anteriormente, julgue o item a seguir.
Na oração “urge aparelhar fortemente o espírito”, o segmento 
“urge aparelhar” constitui uma locução verbal.
( ) CERTO 
( ) ERRADO
12.(CEBRASPE (CESPE) - ESP GT (TELEBRAS)/TELEBRAS/
ADVOGADO/2022)
“Pode. Eu quero um daqueles, daqueles...”
“Pois não?”
“Um... como é mesmo o nome?”
“Sim?”
“Pomba!Um... um... Que cabeça a minha! A palavra me esca-
pou por completo. É uma coisa simples, conhecidíssima.”
“Sim, senhor.”
“O senhor vai dar risada quando souber.”
“Sim, senhor.”
“Olha, é pontuda, certo?”
“O quê, cavalheiro?”
“Isso que eu quero. Tem uma ponta assim, entende?
Depois vem assim, assim, faz uma volta, aí vem reto de novo, 
e na outra ponta tem uma espécie de encaixe, entende? Na ponta 
tem outra volta, só que esta é mais fechada. E tem um, um... Uma 
espécie de, como é que se diz? De sulco. Um sulco onde encaixa a 
outra ponta; a pontuda, de sorte que o, a, o negócio, entende, fica 
fechado. É isso. Uma coisa pontuda que fecha. Entende?”
“Infelizmente, cavalheiro...”
“Ora, você sabe do que eu estou falando.”
“Estou me esforçando, mas...”
“Escuta. Acho que não podia ser mais claro. Pontudo numa 
ponta, certo?”
“Se o senhor diz, cavalheiro.”
Luís Fernando Veríssimo. Comunicação.
Acerca das ideias, dos sentidos e dos aspectos linguísticos do 
texto precedente, julgue o item a seguir.
No período ‘Posso ajudá-lo, cavalheiro?’ (segundo parágrafo), 
o personagem emprega uma forma pronominal de terceira pessoa 
para se dirigir diretamente ao seu interlocutor.
( ) CERTO 
( ) ERRADO
13.(CEBRASPE (CESPE) - ANA (PGE RJ)/PGE RJ/CON-
TÁBIL/2022)
Texto CG1A1-I
O terror torna-se total quando independe de toda oposição; 
reina supremo quando ninguém mais lhe barra o caminho. Se a le-
galidade é a essência do governo não tirânico e a ilegalidade é a es-
sência da tirania, então o terror é a essência do domínio totalitário. 
O terror é a realização da lei do movimento.
O seu principal objetivo é tornar possível, à força da nature-
za ou da história, propagar-se livremente por toda a humanidade, 
sem o estorvo de qualquer ação humana espontânea. Como tal, o 
terror procura “estabilizar” os homens, a fim de liberar as forças da 
natureza ou da história. Esse movimento seleciona os inimigos da 
humanidade contra os quais se desencadeia o terror, e não pode 
permitir que qualquer ação livre, de oposição ou de simpatia, in-
terfira com a eliminação do “inimigo objetivo” da história ou da 
natureza, da classe ou da raça. Culpa e inocência viram conceitos 
vazios; “culpado” é quem estorva o caminho do processo natural 
ou histórico que já emitiu julgamento quanto às “raças inferiores”, 
quanto a quem é “indigno de viver”, quanto a “classes agonizan-
tes e povos decadentes”. O terror manda cumprir esses julgamen-
tos, mas no seu tribunal todos os interessados são subjetivamente 
inocentes: os assassinados porque nada fizeram contra o regime, 
e os assassinos porque realmente não assassinaram, mas executa-
ram uma sentença de morte pronunciada por um tribunal superior. 
Os próprios governantes não afirmam serem justos ou sábios, mas 
apenas executores de leis, teóricas ou naturais; não aplicam leis, 
mas executam um movimento segundo a sua lei inerente.
No governo constitucional, as leis positivas destinam-se a erigir 
fronteiras e a estabelecer canais de comunicação entre os homens, 
cuja comunidade é continuamente posta em perigo pelos novos 
homens que nela nascem. A estabilidade das leis corresponde ao 
constante movimento de todas as coisas humanas, um movimento 
que jamais pode cessar enquanto os homens nasçam e morram. 
As leis circunscrevem cada novo começo e, ao mesmo tempo, as-
seguram a sua liberdade de movimento, a potencialidade de algo 
inteiramente novo e imprevisível; os limites das leis positivas são 
para a existência política do homem o que a memória é para a sua 
existência histórica: garantem a preexistência de um mundo co-
LÍNGUA PORTUGUESA
36
mum, a realidade de certa continuidade que transcende a duração 
individual de cada geração, absorve todas as novas origens e delas 
se alimenta.
Confundir o terror total com um sintoma de governo tirânico 
é tão fácil, porque o governo totalitário tem de conduzir-se como 
uma tirania e põe abaixo as fronteiras da lei feita pelos homens. 
Mas o terror total não deixa atrás de si nenhuma ilegalidade arbi-
trária, e a sua fúria não visa ao benefício do poder despótico de um 
homem contra todos, muito menos a uma guerra de todos contra 
todos. Em lugar das fronteiras e dos canais de comunicação entre os 
homens individuais, constrói um cinturão de ferro que os cinge de 
tal forma que é como se a sua pluralidade se dissolvesse em Um-Só-
-Homem de dimensões gigantescas. Abolir as cercas da lei entre os 
homens — como o faz a tirania — significa tirar dos homens os seus 
direitos e destruir a liberdade como realidade política viva, pois o 
espaço entre os homens, delimitado pelas leis, é o espaço vital da 
liberdade.
Hannah Arendt. Origens do totalitarismo. Internet: (com adaptações).
Julgue o seguinte item, acerca dos mecanismos de coesão do 
texto CG1A1-I.
Os vocábulos “sua” e “própria”, ambos no sexto período do tex-
to, indicam posse de Fredegunda
( ) CERTO 
( ) ERRADO
14.(CEBRASPE (CESPE) - ANA (APEX)/APEXBRASIL/
NEGÓCIOS INTERNACIONAIS/2021)
Texto CB1A1-II
As empresas movidas a dados superam amplamente seus pa-
res em várias medidas financeiras, obtendo 70% mais receita por 
funcionário e gerando 22% mais lucros, de acordo com um relatório 
do Capgemini Research Institute. O estudo aponta que, embora a 
aplicação de dados e análises esteja se tornando um pré-requisito 
para o sucesso, menos de 40% das organizações usam insights em-
basados em dados para gerar valor aos negócios e à inovação.
O domínio dos dados é fundamental para obter uma vantagem 
competitiva, e as organizações que não tomam medidas concretas 
para conseguir isso terão dificuldade em acompanhar o mercado.
Internet: (com adaptações).
No último período do texto CB1A1-II, o termo “isso” faz refe-
rência a
(A) “dados”.
(B) “domínio dos dados”.
(C) “medidas concretas”.
(D) “acompanhar o mercado”.
15.(CEBRASPE (CESPE) - Of (PM AL)/PM AL/2021)
Texto CB1A1-I
Tradicionalmente, as conquistas democráticas nas sociedades 
modernas estiveram associadas à organização de movimentos so-
ciais que buscavam a expansão da cidadania. Foi assim durante as 
revoluções burguesas clássicas nos séculos XVII e XVIII. Também a 
organização dos trabalhadores industriais nos séculos XIX e XX foi 
responsável pela ampliação dos direitos civis e sociais nas democra-
cias liberais do Ocidente. De igual maneira, as demandas dos cha-
mados novos movimentos sociais, nos anos 70 e 80 do século XX, 
foram responsáveis pelo reconhecimento dos direitos das minorias 
sociais (grupos étnicos minoritários, mulheres, homossexuais) nas 
sociedades contemporâneas.
Em todos esses casos, os espaços privilegiados das ações dos 
grupos organizados eram os Estados nacionais, espaços privilegia-
dos de exercício da cidadania. Contudo, a expansão do conjunto de 
transformações socioculturais, tecnológicas e econômicas, conheci-
do como globalização, nas últimas décadas, tem limitado de forma 
significativa os poderes e a autonomia dos Estados (pelo menos os 
dos países periféricos), os quais se tornam reféns da lógica do mer-
cado em uma época de extraordinária volatilidade dos capitais.
Manoel Carlos Mendonça Filho et al. Polícia, direitos humanos e edu-
cação para a cidadania. Internet: (com adaptações
Com relação aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto 
CB1A1-I, julgue o seguinte item.
No final do segundo parágrafo, a substituição do termo “os 
quais” por onde manteria a correção gramatical e o sentido do tex-
to.
( ) CERTO 
( ) ERRADO
16.( CEBRASPE (CESPE) - ESC POL (PC DF)/PC DF/2021)
Há violências da moral patriarcal que instauram a solidão; ou-
tras marcam a lei no corpo das mulheres — assim sobrevive Maria 
da Penha; outras aniquilam a vida, como é a história de mulheres 
assassinadas pela fúria do gênero. Entre 2006 e 2011, o Institu-
to Médico Legal do Distrito Federal foi o destino de 81 mulheres 
mortas pelo gênero. Foram 337 mortes violentas de mulheres que 
chegaram ao IML. Dessas,DESCRITIVO
Expõe acontecimentos, lugares, pessoas, 
de modo que sua finalidade é descrever, 
ou seja, caracterizar algo ou alguém. Com 
isso, é um texto rico em adjetivos e em 
verbos de ligação.
TEXTO INJUNTIVO
Oferece instruções, com o objetivo de 
orientar o leitor. Sua maior característica 
são os verbos no modo imperativo.
Gêneros textuais
A classificação dos gêneros textuais se dá a partir do reconhe-
cimento de certos padrões estruturais que se constituem a partir 
da função social do texto. No entanto, sua estrutura e seu estilo 
não são tão limitados e definidos como ocorre na tipologia textual, 
podendo se apresentar com uma grande diversidade. Além disso, o 
padrão também pode sofrer modificações ao longo do tempo, as-
sim como a própria língua e a comunicação, no geral.
Alguns exemplos de gêneros textuais:
• Artigo
• Bilhete
• Bula
• Carta
• Conto
• Crônica
• E-mail
LÍNGUA PORTUGUESA
6
• Lista
• Manual
• Notícia
• Poema
• Propaganda
• Receita culinária
• Resenha
• Seminário
Vale lembrar que é comum enquadrar os gêneros textuais em 
determinados tipos textuais. No entanto, nada impede que um tex-
to literário seja feito com a estruturação de uma receita culinária, 
por exemplo. Então, fique atento quanto às características, à finali-
dade e à função social de cada texto analisado.
ARGUMENTAÇÃO
O ato de comunicação não visa apenas transmitir uma 
informação a alguém. Quem comunica pretende criar uma imagem 
positiva de si mesmo (por exemplo, a de um sujeito educado, 
ou inteligente, ou culto), quer ser aceito, deseja que o que diz 
seja admitido como verdadeiro. Em síntese, tem a intenção de 
convencer, ou seja, tem o desejo de que o ouvinte creia no que o 
texto diz e faça o que ele propõe.
Se essa é a finalidade última de todo ato de comunicação, todo 
texto contém um componente argumentativo. A argumentação é o 
conjunto de recursos de natureza linguística destinados a persuadir 
a pessoa a quem a comunicação se destina. Está presente em todo 
tipo de texto e visa a promover adesão às teses e aos pontos de 
vista defendidos.
As pessoas costumam pensar que o argumento seja apenas 
uma prova de verdade ou uma razão indiscutível para comprovar a 
veracidade de um fato. O argumento é mais que isso: como se disse 
acima, é um recurso de linguagem utilizado para levar o interlocutor 
a crer naquilo que está sendo dito, a aceitar como verdadeiro o que 
está sendo transmitido. A argumentação pertence ao domínio da 
retórica, arte de persuadir as pessoas mediante o uso de recursos 
de linguagem.
Para compreender claramente o que é um argumento, é bom 
voltar ao que diz Aristóteles, filósofo grego do século IV a.C., numa 
obra intitulada “Tópicos: os argumentos são úteis quando se tem de 
escolher entre duas ou mais coisas”.
Se tivermos de escolher entre uma coisa vantajosa e 
uma desvantajosa, como a saúde e a doença, não precisamos 
argumentar. Suponhamos, no entanto, que tenhamos de escolher 
entre duas coisas igualmente vantajosas, a riqueza e a saúde. Nesse 
caso, precisamos argumentar sobre qual das duas é mais desejável. 
O argumento pode então ser definido como qualquer recurso que 
torna uma coisa mais desejável que outra. Isso significa que ele atua 
no domínio do preferível. Ele é utilizado para fazer o interlocutor 
crer que, entre duas teses, uma é mais provável que a outra, mais 
possível que a outra, mais desejável que a outra, é preferível à outra.
O objetivo da argumentação não é demonstrar a verdade de 
um fato, mas levar o ouvinte a admitir como verdadeiro o que o 
enunciador está propondo.
Há uma diferença entre o raciocínio lógico e a argumentação. 
O primeiro opera no domínio do necessário, ou seja, pretende 
demonstrar que uma conclusão deriva necessariamente das 
premissas propostas, que se deduz obrigatoriamente dos 
postulados admitidos. No raciocínio lógico, as conclusões não 
dependem de crenças, de uma maneira de ver o mundo, mas 
apenas do encadeamento de premissas e conclusões.
Por exemplo, um raciocínio lógico é o seguinte encadeamento:
A é igual a B.
A é igual a C.
Então: C é igual a B.
Admitidos os dois postulados, a conclusão é, obrigatoriamente, 
que C é igual a A.
Outro exemplo:
Todo ruminante é um mamífero.
A vaca é um ruminante.
Logo, a vaca é um mamífero.
Admitidas como verdadeiras as duas premissas, a conclusão 
também será verdadeira.
No domínio da argumentação, as coisas são diferentes. Nele, 
a conclusão não é necessária, não é obrigatória. Por isso, deve-
se mostrar que ela é a mais desejável, a mais provável, a mais 
plausível. Se o Banco do Brasil fizer uma propaganda dizendo-
se mais confiável do que os concorrentes porque existe desde a 
chegada da família real portuguesa ao Brasil, ele estará dizendo-
nos que um banco com quase dois séculos de existência é sólido 
e, por isso, confiável. Embora não haja relação necessária entre 
a solidez de uma instituição bancária e sua antiguidade, esta tem 
peso argumentativo na afirmação da confiabilidade de um banco. 
Portanto é provável que se creia que um banco mais antigo seja 
mais confiável do que outro fundado há dois ou três anos.
Enumerar todos os tipos de argumentos é uma tarefa quase 
impossível, tantas são as formas de que nos valemos para fazer 
as pessoas preferirem uma coisa a outra. Por isso, é importante 
entender bem como eles funcionam.
Já vimos diversas características dos argumentos. É preciso 
acrescentar mais uma: o convencimento do interlocutor, o 
auditório, que pode ser individual ou coletivo, será tanto mais 
fácil quanto mais os argumentos estiverem de acordo com suas 
crenças, suas expectativas, seus valores. Não se pode convencer 
um auditório pertencente a uma dada cultura enfatizando coisas 
que ele abomina. Será mais fácil convencê-lo valorizando coisas 
que ele considera positivas. No Brasil, a publicidade da cerveja vem 
com frequência associada ao futebol, ao gol, à paixão nacional. Nos 
Estados Unidos, essa associação certamente não surtiria efeito, 
porque lá o futebol não é valorizado da mesma forma que no Brasil. 
O poder persuasivo de um argumento está vinculado ao que é 
valorizado ou desvalorizado numa dada cultura.
Tipos de Argumento
Já verificamos que qualquer recurso linguístico destinado 
a fazer o interlocutor dar preferência à tese do enunciador é um 
argumento. 
Argumento de Autoridade
É a citação, no texto, de afirmações de pessoas reconhecidas 
pelo auditório como autoridades em certo domínio do saber, 
para servir de apoio àquilo que o enunciador está propondo. Esse 
recurso produz dois efeitos distintos: revela o conhecimento do 
produtor do texto a respeito do assunto de que está tratando; dá ao 
texto a garantia do autor citado. É preciso, no entanto, não fazer do 
texto um amontoado de citações. A citação precisa ser pertinente 
e verdadeira
 Exemplo:
“A imaginação é mais importante do que o conhecimento.”
LÍNGUA PORTUGUESA
7
Quem disse a frase aí de cima não fui eu... Foi Einstein. Para 
ele, uma coisa vem antes da outra: sem imaginação, não há 
conhecimento. Nunca o inverso.
Alex José Periscinoto. 
In: Folha de S. Paulo, 30/8/1993, p. 5-2
A tese defendida nesse texto é que a imaginação é mais 
importante do que o conhecimento. Para levar o auditório a aderir 
a ela, o enunciador cita um dos mais célebres cientistas do mundo. 
Se um físico de renome mundial disse isso, então as pessoas devem 
acreditar que é verdade.
Argumento de Quantidade
É aquele que valoriza mais o que é apreciado pelo maior 
número de pessoas, o que existe em maior número, o que tem maior 
duração, o que tem maior número de adeptos, etc. O fundamento 
desse tipo de argumento é que mais = melhor. A publicidade faz 
largo uso do argumento de quantidade.
Argumento do Consenso
É uma variante do argumento de quantidade. Fundamenta-se 
em afirmações que, numa determinada época, são aceitas como 
verdadeiras e, portanto, dispensam comprovações, a menos que 
o objetivo do texto seja comprovar alguma delas. Parte da ideia 
de que o consenso, mesmosomente 180 processos judiciais foram 
localizados, dos quais 81 eram de violência doméstica. Muitas delas 
saíram do espaço da casa como asilo (“lugar onde ficam isentos da 
execução das leis os que a ele se recolhem”) para o necrotério. Es-
sas mulheres, as verdadeiras testemunhas de como a moral patriar-
cal inscreve nos corpos a sentença de subordinação, são anônimas 
e não nos contam suas histórias em primeira pessoa. Acredita-se 
poder biografá-las por diferentes gêneros de discurso — um deles é 
o texto penal. As mulheres mortas pelo gênero não retornarão pela 
instauração de uma nova ordem punitiva, o feminicídio, mas acredi-
ta-se que a nominação de seu desaparecimento seja uma operação 
de resistência: o nome facilitaria a esfera de aparição da mulher 
como vítima.
Débora Diniz. Perspectivas e articulações de uma pesquisa feminista. 
In: Estudos feministas e de gênero: articulações e
perspectivas. Florianópolis: Ed. Mulheres, 2014 (com adaptações).
Considerando os sentidos e os aspectos linguísticos do texto 
apresentado, julgue o próximo item.
Sem prejuízo do sentido original e da correção gramatical do 
texto, o vocábulo “assim” poderia ser substituído por desse modo.
( ) CERTO 
( ) ERRADO
LÍNGUA PORTUGUESA
37
17.(CEBRASPE (CESPE) - ASS (APEX)/APEXBRASIL/APO-
IO ADMINISTRATIVO/2021)
Texto CB2A1-I
A rapidez da difusão do comércio eletrônico tem trazido novas 
oportunidades para o pequeno negócio, o varejo e as micro e pe-
quenas empresas (MPE), que se veem na contingência de mudança 
na gestão do comércio, visando um aumento de lucratividade e no-
vas oportunidades, com uma fatia maior do comércio eletrônico.
Com a utilização do sistema B2C, sistema de comércio eletrôni-
co, várias vantagens podem ser apresentadas, como a facilidade de 
estabelecer compras online 24 horas por dia, sete dias da semana. 
Verifica-se, ainda, a otimização dos fatores da atividade empresa-
rial, como quadro pessoal, loja física e mobilidade urbana, a dimi-
nuição de tempo gasto com as operações e a sustentabilidade com 
a teoria de utilização racional de papéis (em inglês, less paper).
Este guia é direcionado aos pequenos empresários, aos varejis-
tas e a todo tipo de comerciante que vise ampliar suas atividades 
pelo uso de novas tecnologias. Os produtos englobados por este 
guia resumem-se em mercadorias, software, hardware e serviço. Os 
consumidores protegidos pela norma conceituam-se como mem-
bro individual do público geral, que compra ou usa produtos para 
fins pessoais ou finalidades domésticas.
Todavia, para que esse sistema de transações de comércio 
eletrônico seja eficaz, o comerciante deve planejar, implantar e de-
senvolver o sistema de comércio eletrônico e mantê-lo atualizado e 
transparente, de modo a auxiliar os consumidores na efetivação da 
credibilidade desse tipo de negociação online.
Para tanto, a capacidade, a adequação, a conformidade, a plu-
ralidade e a diversidade na rede devem gerar um maior suporte ao 
consumidor, em relação às suas reclamações e dúvidas na transa-
ção eletrônica.
Utilize o passo a passo sugerido neste guia e seja bem-sucedido 
em seu comércio eletrônico!
ABNT/ SEBRAE. Guia de implementação ABNT NBR ISO 10008: gestão 
da qualidade – satisfação do cliente – diretrizes para transações de 
comércio eletrônico de negócio a consumidor. Rio de Janeiro: 2014, p. 
31 (com adaptações).
No trecho “Com a utilização do sistema B2C”, no segundo pará-
grafo do texto CB2A1-I, o termo “Com” expressa
(A) causa.
(B) consequência.
(C) companhia.
(D) modo.
18.(CEBRASPE (CESPE) - ACE TCE RJ/TCE-RJ/ORGANI-
ZACIONAL/TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO/2022)
Texto CB1A2-II
A pseudociência difere da ciência errônea. A ciência prospera 
com seus erros, eliminando-os um a um. Conclusões falsas são ti-
radas todo o tempo, mas elas constituem tentativas. As hipóteses 
são formuladas de modo a poderem ser refutadas. Uma sequên-
cia de hipóteses alternativas é confrontada com os experimentos 
e a observação. A ciência tateia e cambaleia em busca de melhor 
compreensão. Alguns sentimentos de propriedade individual são 
certamente ofendidos quando uma hipótese científica não é apro-
vada, mas essas refutações são reconhecidas como centrais para o 
empreendimento científico.
A pseudociência é exatamente o oposto. As hipóteses são for-
muladas de modo a se tornar invulneráveis a qualquer experimento 
que ofereça uma perspectiva de refutação, para que em princípio 
não possam ser invalidadas.
Talvez a distinção mais clara entre a ciência e a pseudociência 
seja o fato de que a primeira sabe avaliar com mais perspicácia as 
imperfeições e a falibilidade humanas do que a segunda. Se nos 
recusamos radicalmente a reconhecer em que pontos somos pro-
pensos a cair em erro, podemos ter quase certeza de que o erro nos 
acompanhará para sempre. Mas, se somos capazes de uma peque-
na autoavaliação corajosa, quaisquer que sejam as reflexões tristes 
que isso possa provocar, as nossas chances melhoram muito.
Carl Sagan. O mundo assombrado pelos demônios.Tradução de Rosau-
ra Eichemberg. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 39-40 (com 
adaptações)
A respeito dos aspectos linguísticos do texto CB1A2-II, julgue o 
item que se segue.
No trecho “Conclusões falsas são tiradas todo o tempo, mas 
elas constituem tentativas” (primeiro parágrafo), o teor da oração 
introduzida pelo vocábulo “mas” atenua a força argumentativa do 
conteúdo da primeira oração.
( ) CERTO 
( ) ERRADO
19.(CEBRASPE (CESPE) - ESC POL (PC DF)/PC DF/2021)
Fernando arrancou o paletó no auge da impaciência e pergun-
tou com voz esganiçada se eu pretendia ficar a noite inteira ali de 
estátua enquanto ele teria que encher o tanque naquela escuridão 
de merda porque ninguém lhe passava o raio da lanterna.
- Onde está a lanterna?
- Mas onde poderia estar a lanterna senão no porta-luvas, a 
princesa esqueceu?
Através do vidro, a estrela maior (Vênus) pulsava reflexos azuis. Gosta-
ria de estar numa nave, mas com o motor desligado, sem ruído, sem nada. 
Quieta. Ou neste carro silencioso mas sem ele. Já fazia algum tempo que eu 
queria estar sem ele, mesmo com o problema de ter acabado a gasolina.
- As coisas ficariam mais fáceis se você fosse menos grosso — 
eu disse, entreabrindo a mão e experimentando a lanterna no pe-
dregulho que achei na estrada.
- Está bem, minha princesa, se não for muito incômodo, será 
que poderia me passar a lanterninha?
Quando me lembro dessa noite (e estou sempre lembrando) 
me vejo repartida em dois momentos: antes e depois. Antes, as 
pequenas palavras, os pequenos gestos, os pequenos amores cul-
minados nesse Fernando, aventura medíocre de gozo breve e con-
vivência comprida. Se ao menos ele não fizesse aquela voz para per-
guntar se por acaso alguém tinha levado a sua caneta. Se por acaso 
alguém tinha pensado em comprar um novo fio dental, este estava 
no fim. Não está, respondi, é que ele se enredou lá dentro, se a gente 
tirar esta plaqueta (tentei levantar a plaqueta) a gente vê que o rolo 
está inteiro mas enredado e quando o fio se enreda desse jeito, nun-
ca mais!, melhor jogar fora e começar outro rolo. Não joguei. Anos e 
anos tentando desenredar o fio impossível, medo da solidão? Medo 
de me encontrar quando tão ardentemente me buscava?
Lygia Fagundes Telles. Noturno Amarelo. In: Mistérios. Rio de Janeiro: 
Nova Fronteira, 1981 (com adaptações).
LÍNGUA PORTUGUESA
38
Julgue o item seguinte, relativos aos sentidos e a aspectos lin-
guísticos do texto precedente.
No trecho “Quando me lembro dessa noite”, a correção gra-
matical seria mantida caso o pronome “me” fosse deslocado para 
imediatamente após a forma verbal “lembro”, da seguinte forma: 
Quando lembro-me dessa noite.
( ) CERTO 
( ) ERRADO
20.(CEBRASPE (CESPE) - TCE TCE RJ/TCE-RJ/TÉCNI-
CO/2022)
A preocupação com o desenvolvimento das indústrias criativas 
ocorre de forma não intuitiva e direcionada há muitos anos. Em 
1918, o presidente dos Estados Unidos da América, Woodrow Wil-
son, promoveua nascente indústria cinematográfica, considerando 
que “o comércio vai atrás dos filmes”, uma afirmação clássica sobre 
o fato de que as indústrias criativas têm um significado que vai mui-
to além do seu impacto econômico imediato. O governo australiano 
publicou, em 1994, um documento chamado Creative Nation, no 
qual já apresentava alguns posicionamentos oficiais sobre a pauta. 
Nele, afirmava que “uma política cultural também é uma política 
econômica” e que “o nível de nossa criatividade determina substan-
cialmente nossa capacidade de adaptação aos novos imperativos 
econômicos”.
Após as eleições para primeiro-ministro do Reino Unido, em 
1997, foi realizado o primeiro mapeamento concreto e aprofun-
dado sobre a economia criativa em uma nação. Esse mapeamento 
causou polêmica quanto à conceituação de indústria criativa. De 
acordo com a definição do governo inglês, as indústrias criativas são 
aquelas atividades que têm origem na criatividade, na habilidade 
e no talento individual e que potencializam a geração de riqueza e 
empregos por meio da geração e da exploração da propriedade in-
telectual. Os críticos que analisaram o projeto de Tony Blair/DCMS 
consideraram que as colocações deixaram o contexto muito aberto, 
pois poderia englobar áreas como engenharia e indústria farmacêu-
tica, que não têm conexão com a economia criativa.
Como em qualquer área de pesquisa, alguns cientistas apre-
sentam visões bem controversas. O pesquisador estadunidense 
Richard Florida, por exemplo, trouxe o conceito de classe criativa. 
Segundo Florida, regiões metropolitanas com alta concentração de 
trabalhadores ligados a tecnologia, artistas, músicos, lésbicas e gays 
e o grupo definido por high bohemians são áreas com alto potencial 
de crescimento neste milênio. Na visão de Florida, as cidades de-
vem posicionar-se de forma diferente no novo milênio e virar todos 
os holofotes para a economia criativa.
Vinnie de Oliveira. Economia criativa 4.0: o mundo não gira ao contrá-
rio. Edição do Kindle (com adaptações).
Julgue o item seguinte, no que diz respeito às ideias e a aspec-
tos linguísticos do texto precedente.
No segundo parágrafo, os termos “economia” (primeiro perío-
do) e “indústria” (segundo período) são empregados no texto como 
sinônimos.
( ) CERTO 
( ) ERRADO
21.(CEBRASPE (CESPE) - ANA LEG (ALECE)/ALECE/LÍN-
GUA PORTUGUESA/GRAMÁTICA NORMATIVA E REVISÃO 
ORTOGRÁFICA/2021)
Texto 14A1-I
A língua é o espaço que forma o escritor. Tentar compreendê-
-la (essa tarefa impossível) será, portanto, um bom caminho para 
compreender a atividade da literatura. A questão é que há tantas 
línguas, e isso no universo do mesmo idioma, quanto há escritores. 
Quando falo de língua, não me refiro apenas ao simples depósito 
de palavras que circulam em uma comunidade, nem a um sistema 
gramatical normativo às vezes mais, às vezes menos estável numa 
sociedade, numa estação do ano, num sexo, numa região, numa 
família ou em parte dela, num lugarejo, numa classe social, naque-
la rua, num determinado dia, num livro e quase nunca num país 
inteiro.
A língua em que circula o escritor jamais é uma entidade unitá-
ria. Não pode ser, em caso algum, uma ordem unida. Porque a ma-
téria da literatura não é um sistema abstrato de regras e relações, 
uma análise combinatória de fonemas ou um conjunto de universais 
semânticos como tem sido a língua para uma corrente considerável 
dos cientistas da língua. Justamente por serem abstratos, justamen-
te por serem apenas fonemas e justamente por serem universais, 
esses elementos primeiros são desprovidos de significado: servindo 
a todos, não servem a ninguém. De fato, não chegam a se constituir 
em “língua”, face a outra parte indispensável da palavra: o falante.
O falante, o homem que tem a palavra é, portanto, o verdadeiro 
território do escritor: a língua real é ele. E em que sentido ele pode 
ser considerado uma entidade universal? Isso interessa porque, no 
exato momento em que uma palavra ganha vida, na voz do falante, 
ela ganha também o seu limite: o pé no chão, que não é qualquer 
chão, o espaço, que é esse espaço, e não outro, o ar que se respira, 
o tempo, o dia, a hora, toda a soma das intenções muito específicas 
convertidas no impulso da palavra; e, é claro, a ninguém interessa o 
que a palavra quer dizer de velha (isso até o dicionário sabe), mas o 
que ela quer dizer de nova, isto é, o que é novo e surpreendente no 
que se diz. Esse espetáculo das vozes que falam sem parar no mun-
do em torno, ou nesse mundo em torno, nesse exato momento, é a 
vida indispensável de quem escreve. É nessa diversidade imensa e 
imediata que se move quem escreve, o ouvido atento.
Mas há ainda um terceiro complicador na palavra, além da sua 
matéria mesma e além daquele que fala. Porque, se desdobramos a 
palavra, descobrimos que quem lhe dá vida não é exatamente o fa-
lante. Ninguém no mundo fala sozinho. Mesmo que, numa redução 
ao absurdo, isso fosse possível, ou seja, uma palavra que dispen-
sasse os outros para fazer sentido, ela seria uma palavra natimorta, 
um objeto opaco à espera de um criptólogo que lhe rompesse o 
isolamento, como um Champollion diante de uma pedra no meio 
do caminho, mas então a suposta pureza original autossuficiente 
estaria destruída.
Assim, surge outro território essencial de quem escreve: o ter-
ritório de quem ouve, a força da linguagem alheia, dos outros, num 
sentido duplo interessa tanto o que os outros nos dizem (e somos 
nós que damos vida a essas palavras que vêm de lá, antes mesmo 
de se tornarem voz), quanto o que nós dizemos (e são eles, os ou-
tros, que dão vida ao que dizemos, antes mesmo de a gente abrir 
a boca). Para a palavra e para tudo que significa, os outros não são 
uma escolha, mas parte inseparável. Mesmo solitários, de olhos 
e ouvidos fechados, isolados na mais remota ilha do mais remoto 
LÍNGUA PORTUGUESA
39
oceano, no fundo de uma caverna escura e silenciosa, mesmo lá ou-
viríamos, em cada palavra apenas sonhada, a gritaria interminável 
dos que nos ouvem.
Enquanto isso, é sempre bom lembrar que, nesse trançado infi-
nito de vozes, o que trocamos não são símbolos e códigos neutros; 
nem sinais de computador, nem mensagens unilaterais; a vida da 
linguagem está no fato de que não ouvimos ou lemos apenas sons 
ou letras, mas desejos, medos, ordens, confissões; de que não fala-
mos ou escrevemos sinais, mas intenções, pontos de vista, sonhos, 
acusações, defesas, indiferenças. Ninguém entende a linguagem 
como certa ou errada (exceto
Considere as seguintes frases.
I. “A característica comum de todos os artistas representativos 
é que incluem todas as espécies de tendências e correntes.” (Fer-
nando Pessoa)
II. “Ser mestre não é de modo algum um emprego e a sua ati-
vidade se não pode aferir pelos métodos correntes.” (Agostinho da 
Silva)
III. “Ser pela liberdade não é apenas tirar as correntes de al-
guém, mas viver de forma que respeite e melhore a liberdade dos 
outros.” (Nelson Mandela)
IV. “Quem não se movimenta, não sente as correntes que o 
prendem.” (Rosa Luxemburgo)
Contêm homônimos da palavra “corrente” empregada no ter-
ceiro período do segundo parágrafo do texto 14A1-I apenas os itens
(A) I e III.
(B) I e IV.
(C) II e IV.
(D) I, II e III.
(E) II, III e IV.
22.(CEBRASPE (CESPE) - PROF (SEDUC AL)/SEDUC AL/
PORTUGUÊS/2021)
Texto 14A1-I
As línguas são, de certo ponto de vista, totalmente equivalen-
tes quanto ao que podem expressar, e o fazem com igual facilidade 
(embora lançando mão de recursos bem diferentes). Entretanto, 
dois fatores dificultam a aplicação de algumas línguas a certos as-
suntos: um, objetivo, a deficiência de vocabulário; outro, subjetivo, 
a existência de preconceitos.
É preciso saber distinguir claramente os méritos de uma língua 
dos méritos (culturais, científicos ou literários) daquilo que ela ser-
ve para expressar. Por exemplo, se a literatura francesa é particu-
larmente importante, isso não quer dizer que a língua francesa seja 
superior às outras línguaspara a expressão literária. O desenvolvi-
mento de uma literatura é decorrência de fatores históricos inde-
pendentes da estrutura da língua; a qualidade da literatura francesa 
diz algo dos méritos da cultura dos povos de língua francesa, não 
de uma imaginária vantagem literária de se utilizar o francês como 
veículo de expressão. Victor Hugo poderia ter sido tão importante 
quanto foi mesmo se falasse outra língua — desde que pertencesse 
a uma cultura equivalente, em grau de adiantamento, riqueza de 
tradição intelectual etc., à cultura francesa de seu tempo.
Igualmente, sabe-se que a maior fonte de trabalhos científicos 
da contemporaneidade são as instituições e os pesquisadores nor-
te-americanos; isso fez do inglês a língua científica internacional. 
Todavia, se os fatores históricos que produziram a supremacia cien-
tífica norte-americana se tivessem verificado, por exemplo, na Ho-
landa, o holandês nos estaria servindo exatamente tão bem quanto 
o inglês o faz agora. Não há no inglês traços estruturais intrínsecos 
que o façam superior ao holandês como língua adequada à expres-
são de conceitos científicos.
Não se conhece caso em que o desenvolvimento da superiori-
dade literária ou científica de um povo possa ser claramente atri-
buído à qualidade da língua desse povo. Ao contrário, as grandes litera-
turas e os grandes movimentos científicos surgem nas grandes nações 
(as mais ricas, as mais livres de restrições ao pensamento e também 
— ai de nós! — as mais poderosas política e militarmente). O desen-
volvimento dos diversos aspectos materiais e culturais de uma nação 
se dá mais ou menos harmoniosamente; a ciência e a arte são também 
produtos da riqueza e da estabilidade de uma sociedade.
O maior perigo que correm as línguas, hoje em dia, é o de não 
desenvolverem vocabulário técnico e científico suficiente para acom-
panhar a corrida tecnológica. Se a defasagem chegar a ser muito 
grande, os próprios falantes acabarão optando por utilizar uma língua 
estrangeira ao tratarem de assuntos científicos e técnicos.
Mário A. Perini. O rock português (a melhor língua para fazer ciência). 
In: Ciência Hoje, 1994 (com adaptações).
Considerando os sentidos e os aspectos linguísticos do texto 
14A1-I, julgue o item a seguir.
No último parágrafo, o verbo correr está empregado com sen-
tido denotativo.
( ) CERTO 
( ) ERRADO
23.(CEBRASPE (CESPE) - ATM (PREF ARACAJU)/PREF ARA-
CAJU/ABRANGÊNCIA GERAL/2021)
Quais são as consequências dessa pandemia no que diz res-
peito à reflexão sobre igualdade, interdependência global e nossas 
obrigações uns com os outros? O vírus não discrimina. Por conta da 
forma pela qual se move e ataca, ele demonstra que a comunidade 
humana é igualmente precária. Ao mesmo tempo, contudo, o fra-
casso por parte de certos Estados ou regiões em se prepararem ade-
quadamente de antemão, o fechamento de fronteiras e a chegada 
de empreendedores ávidos para capitalizar em cima do sofrimen-
to global, tudo isso atesta a velocidade com a qual a desigualdade 
radical e a exploração capitalista encontram formas de reproduzir 
e fortalecer seus poderes no interior das zonas de pandemia. Um 
cenário que já podemos imaginar é a produção e comercialização 
de uma vacina eficaz contra a covid-19. Nós certamente veremos os 
ricos e os plenamente assegurados correrem para garantir acesso 
a qualquer vacina quando ela se tornar disponível. A desigualdade 
social e econômica garantirá a discriminação. O vírus por si só não 
discrimina, mas nós humanos certamente o fazemos, moldados e 
movidos como somos pelos poderes casados do nacionalismo, do 
racismo, da xenofobia e do capitalismo. Parece provável que passa-
remos a ver, no próximo ano, um cenário doloroso no qual algumas 
criaturas humanas afirmam seu direito de viver ao custo de outras, 
reinscrevendo a distinção espúria entre vidas passíveis e não passí-
veis de luto, isto é, entre aqueles que devem ser protegidos contra a 
morte a qualquer custo e aqueles cujas vidas não valem o bastan-
te para serem salvaguardadas da doença e da morte.
Judith Butler. O capitalismo tem seus limites. Internet: (com adaptações).
LÍNGUA PORTUGUESA
40
Em “Um cenário que já podemos imaginar é a produção e co-
mercialização de uma vacina eficaz contra a covid-19”, o vocábulo 
“já” foi empregado com o sentido de
(A) primeiramente.
(B) antecipadamente.
(C) prontamente.
(D) inicialmente.
(E) anteriormente.
24.(CEBRASPE (CESPE) - ANA LEG (ALECE)/ALECE/JOR-
NALISMO/2021)
Texto 13A2-IV
Estamos acostumados à ideia de que os dados são quase um 
sinônimo de precisão e certeza, mas, na era digital, quanto mais 
dados chegam ao nosso conhecimento, maiores são as nossas in-
certezas e dúvidas. Em plena era dos dados, lidar com essa consta-
tação passa a ser um desafio que vai definir o futuro do jornalismo 
e, especialmente, a sua inserção na, cada vez mais complexa, arena 
da informação pública.
Internet: (com alterações).
A construção sintática do segundo período do texto 13A2-IV é 
caracterizada pela presença de orações
(A) absolutas.
(B) subordinadas.
(C) coordenadas.
(D) correlativas.
(E) interferentes.
25.(CEBRASPE (CESPE) - DP RS/DPE RS/2022)
 Na sociedade líquido-moderna da hipermodernidade globali-
zante, o fazer compras não pressupõe nenhum discurso. O consu-
midor — o hiperconsumidor — compra aquilo que lhe apraz. Ele 
segue as suas inclinações individuais. O curtir é o seu lema.
Esse movimento social de hiperconsumismo, de vida para o 
consumo, guiou a pessoa natural para o caminho da necessidade, 
da vontade e do gosto pelo consumo, bem como impulsionou o 
descarte de cada vez mais recursos naturais finitos. Isso tem trans-
formado negativamente o planeta, ao trazer prejuízos não apenas 
para as futuras gerações, como também para as atuais, o que resul-
ta em problemas sociais, crises humanitárias e degradação do meio 
ambiente ecologicamente equilibrado, além de afetar o desenvolvi-
mento humano, ao se precificar o ser racional, dissolvendo-se toda 
solidez social e trazendo-se à tona uma sociedade líquido-moderna 
de hiperconsumidores vorazes e indiferentes às consequências de 
seus atos sobre o meio ambiente ecologicamente equilibrado e so-
bre as gerações atuais e futuras.
O consumismo é uma economia do logro, do excesso e do lixo, 
pois faz que o ser humano trabalhe duro para adquirir mais coisas, 
mas traz a sensação de insatisfação porque sempre há alguma coisa 
melhor, maior e mais rápida do que no presente. Ao mesmo tempo, 
as coisas que se possuem e se consomem enchem não apenas os 
armários, as garagens, as casas e as vidas, mas também as mentes 
das pessoas.
Nessa sociedade líquido-moderna de hiperconsumidores, o de-
sejo satisfeito pelo consumo gera a sensação de algo ultrapassado; 
o fim de um consumo significa a vontade de iniciar qualquer outro. 
Nessa vida de hiperconsumo e para o hiperconsumo, a pessoa natu-
ral fica tentada com a gratificação própria imediata, mas, ao mesmo 
tempo, os cérebros não conseguem compreender o impacto cumu-
lativo em um nível coletivo. Assim, um desejo satisfeito torna-se 
quase tão prazeroso e excitante quanto uma flor murcha ou uma 
garrafa de plástico vazia.
O hiperconsumismo afeta não apenas a relação simbiótica en-
tre o ser humano e o planeta, como também fere de morte a mo-
ral, ao passo que torna tudo e todos algo precificável, descartável 
e indiferente.
Fellipe V. B. Fraga e Bruno B. de Oliveira. O consumo colaborativo 
como mecanismo de desenvolvimento sustentável na sociedade líqui-
do-moderna. LAECC. Edição do Kindle (com adaptações).
Com base nas ideias e nos aspectos linguísticos do texto prece-
dente, julgue o item que se seguem.
No parágrafo, os sujeitos das formas verbais “pressupõe” e “é” 
são classificados como oracionais, por serem constituídos pelos ver-
bos “fazer” e “curtir”, respectivamente
( ) CERTO 
( ) ERRADO
26.(CEBRASPE (CESPE) - ANA LEG (ALECE)/ALECE/LÍN-
GUA PORTUGUESA/GRAMÁTICANORMATIVA E REVISÃO OR-
TOGRÁFICA/2021)
Texto 14A1-I
A língua é o espaço que forma o escritor. Tentar compreendê-
-la (essa tarefa impossível) será, portanto, um bom caminho para 
compreender a atividade da literatura. A questão é que há tantas 
línguas, e isso no universo do mesmo idioma, quanto há escritores. 
Quando falo de língua, não me refiro apenas ao simples depósito 
de palavras que circulam em uma comunidade, nem a um sistema 
gramatical normativo às vezes mais, às vezes menos estável numa 
sociedade, numa estação do ano, num sexo, numa região, numa 
família ou em parte dela, num lugarejo, numa classe social, naque-
la rua, num determinado dia, num livro e quase nunca num país 
inteiro.
A língua em que circula o escritor jamais é uma entidade unitá-
ria. Não pode ser, em caso algum, uma ordem unida. Porque a ma-
téria da literatura não é um sistema abstrato de regras e relações, 
uma análise combinatória de fonemas ou um conjunto de universais 
semânticos como tem sido a língua para uma corrente considerável 
dos cientistas da língua. Justamente por serem abstratos, justamen-
te por serem apenas fonemas e justamente por serem universais, 
esses elementos primeiros são desprovidos de significado: servindo 
a todos, não servem a ninguém. De fato, não chegam a se constituir 
em “língua”, face a outra parte indispensável da palavra: o falante.
O falante, o homem que tem a palavra é, portanto, o verdadeiro 
território do escritor: a língua real é ele. E em que sentido ele pode 
ser considerado uma entidade universal? Isso interessa porque, no 
exato momento em que uma palavra ganha vida, na voz do falante, 
ela ganha também o seu limite: o pé no chão, que não é qualquer 
chão, o espaço, que é esse espaço, e não outro, o ar que se respira, 
o tempo, o dia, a hora, toda a soma das intenções muito específicas 
convertidas no impulso da palavra; e, é claro, a ninguém interessa o 
que a palavra quer dizer de velha (isso até o dicionário sabe), mas o 
que ela quer dizer de nova, isto é, o que é novo e surpreendente no 
que se diz. Esse espetáculo das vozes que falam sem parar no mun-
LÍNGUA PORTUGUESA
41
do em torno, ou nesse mundo em torno, nesse exato momento, é a 
vida indispensável de quem escreve. É nessa diversidade imensa e 
imediata que se move quem escreve, o ouvido atento.
Mas há ainda um terceiro complicador na palavra, além da sua 
matéria mesma e além daquele que fala. Porque, se desdobramos a 
palavra, descobrimos que quem lhe dá vida não é exatamente o fa-
lante. Ninguém no mundo fala sozinho. Mesmo que, numa redução 
ao absurdo, isso fosse possível, ou seja, uma palavra que dispen-
sasse os outros para fazer sentido, ela seria uma palavra natimorta, 
um objeto opaco à espera de um criptólogo que lhe rompesse o 
isolamento, como um Champollion diante de uma pedra no meio 
do caminho, mas então a suposta pureza original autossuficiente 
estaria destruída.
Assim, surge outro território essencial de quem escreve: o ter-
ritório de quem ouve, a força da linguagem alheia, dos outros, num 
sentido duplo interessa tanto o que os outros nos dizem (e somos 
nós que damos vida a essas palavras que vêm de lá, antes mesmo 
de se tornarem voz), quanto o que nós dizemos (e são eles, os ou-
tros, que dão vida ao que dizemos, antes mesmo de a gente abrir 
a boca). Para a palavra e para tudo que significa, os outros não são 
uma escolha, mas parte inseparável. Mesmo solitários, de olhos 
e ouvidos fechados, isolados na mais remota ilha do mais remoto 
oceano, no fundo de uma caverna escura e silenciosa, mesmo lá ou-
viríamos, em cada palavra apenas sonhada, a gritaria interminável 
dos que nos ouvem.
Enquanto isso, é sempre bom lembrar que, nesse trançado infi-
nito de vozes, o que trocamos não são símbolos e códigos neutros; 
nem sinais de computador, nem mensagens unilaterais; a vida da 
linguagem está no fato de que não ouvimos ou lemos apenas sons 
ou letras, mas desejos, medos, ordens, confissões; de que não fala-
mos ou escrevemos sinais, mas intenções, pontos de vista, sonhos, 
acusações, defesas, indiferenças. Ninguém entende a linguagem 
como certa ou errada (exceto nos cadernos escolares), mas como 
verdadeira, mentirosa, bela, nojenta, comovente, delirante, horrí-
vel, ofensiva, carinhosa... É exatamente nesse pântano inseguro dos 
valores que se move o escritor. E é apenas nesse terreno de valores 
que a forma da palavra pode ganhar seu estatuto estético, a sua 
dignidade poética, historicamente flutuante.
A língua do escritor é uma entidade necessariamente impura, 
contaminada, suja de intenções, povoada previamente de muitas 
outras línguas (do mesmo idioma ou fora dele), de milhões de vo-
zes. Se nessa diversidade essencial está a riqueza de quem escreve, 
nela também está a sua fronteira necessária, e, em última instância, 
a sua ética. Para formar a minha palavra, eu preciso da palavra do 
outro compartilhando com ela a força e o valor de origem. A palavra 
que eu tomo em minhas mãos, como ensina Bakhtin, não é nunca 
um objeto inerte: há sempre um coração alheio batendo nela, outra 
intenção, uma vida diferente da minha vida, com a qual eu preciso 
me entender. Assim, a minha liberdade de criação, a minha palavra, 
tem na autonomia da voz do outro o seu limite. O que parece a 
natureza mesma da linguagem, o seu duplo, talvez possa se trans-
formar, para o escritor, na sua ética.
Internet: (com adaptações).
No último período do quinto parágrafo do texto 14A1-I, o 
termo “Mesmo solitários” funciona como
(A) predicativo do sujeito da oração principal.
(B) oração subordinada adverbial concessiva.
(C) adjunto adnominal do sujeito da oração principal.
(D) adjunto adverbial de modo.
(E)) aposto do sujeito da oração principal.
27.(CEBRASPE (CESPE) - ACE TCE RJ/TCE-RJ/ORGANIZACIO-
NAL/TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO/2022)
Texto CB1A2-I
O uso da palavra está, necessariamente, ligado à questão da 
eficácia. Visando a uma multidão indistinta, a um grupo definido 
ou a um auditório privilegiado, o discurso procura sempre produzir 
um impacto sobre seu público. Esforça-se, frequentemente, para 
fazê-lo aderir a uma tese: ele tem, então, uma visada argumenta-
tiva. Mas o discurso também pode, mais modestamente, procurar 
modificar a orientação dos modos de ver e de sentir: nesse caso, ele 
tem uma dimensão argumentativa. Como o uso da palavra se dota 
do poder de influenciar seu auditório? Por quais meios verbais, por 
quais estratégias programadas ou espontâneas ele assegura a sua 
força?
Essas questões, das quais se percebe facilmente a importân-
cia na prática social, estão no centro de uma disciplina cujas raízes 
remontam à Antiguidade: a retórica. Para os antigos, a retórica era 
uma teoria da fala eficaz e também uma aprendizagem ao longo da 
qual os homens da cidade se iniciavam na arte de persuadir. Com o 
passar do tempo, entretanto, ela tornou-se, progressivamente, uma 
arte do bem dizer, reduzindo-se a um arsenal de figuras. Voltada 
para os ornamentos do discurso, a retórica chegou a se esquecer de 
sua vocação primeira: imprimir ao verbo a capacidade de provocar 
a convicção. É a esse objetivo que retornam, atualmente, as refle-
xões que se desenvolvem na era da democracia e da comunicação.
Ruth Amosy. A argumentação no discurso. São Paulo: Editora Contex-
to, 2018, p. 7 (com adaptações
Julgue o item subsequente, relativo aos aspectos linguísticos 
do texto CB1A2-I.
No primeiro período do texto, o termo “da palavra” comple-
menta o sentido do substantivo “uso”
( ) CERTO 
( ) ERRADO
28.( CEBRASPE (CESPE) - SOLD (PM TO)/PM TO/QPE/2021)
O papel da polícia militar é exclusivamente o patrulhamento 
ostensivo. É por isso que essa é a polícia que anda fardada e carac-
terizada, mostrando sua presença ostensiva e passando segurança 
à sociedade.
Nesse contexto, a polícia militar tem papel de relevância, uma 
vez que se destaca, também, como força pública, primando pelo 
zelo, pela honestidade e pela correção de propósitos com afinali-
dade de proteger o cidadão, a sociedade e os bens públicos e priva-
dos, coibindo os ilícitos penais e as infrações administrativas.
Nos dias atuais, a polícia militar, além de suas atribuições cons-
titucionais, desempenha várias outras atribuições que, direta ou indi-
retamente, influenciam no cotidiano das pessoas, na medida em que 
colabora com todos os segmentos da sociedade, diminuindo confli-
tos e gerando a sensação de segurança que a comunidade anseia.
De uma forma bem simples, a polícia militar cuida daquilo que 
está acontecendo ou que acabou de acontecer, enquanto a polícia 
civil cuida daquilo que já aconteceu e que demanda investigação, 
ou seja, a polícia militar é aquela que cuida e previne, e a polícia civil 
é aquela que busca quem fez.
Internet: (com adaptações).
LÍNGUA PORTUGUESA
42
No texto 1A2-I, funciona como adjunto adverbial o termo
(A) “ostensiva”, em “mostrando sua presença ostensiva” (pri-
meiro parágrafo).
(B) “administrativas”, em “coibindo os ilícitos penais e as infra-
ções administrativas” (segundo parágrafo).
(C) “segurança”, em “gerando a sensação de segurança que a 
comunidade anseia” (terceiro parágrafo).
(D) “direta”, em “a polícia militar (...) desempenha várias outras 
atribuições que, direta ou indiretamente, influenciam no coti-
diano das pessoas” (terceiro parágrafo).
(E)) “anseia”, em “gerando a sensação de segurança que a co-
munidade anseia” (terceiro parágrafo).
29.(CEBRASPE (CESPE) - PJ (MPE SC)/MPE SC/2021)
É o discurso que nos liberta e é o discurso que estabelece os 
limites da nossa liberdade e nos impulsiona a transgredir e trans-
cender os limites — já estabelecidos ou ainda a ser estabelecidos 
no futuro. Discurso é aquilo que nos faz enquanto nós o fazemos. 
E é graças ao discurso, e seu ímpeto endêmico de espreitar além 
das fronteiras que ele estabelece para a sua própria liberdade, que 
nosso estar no mundo é um processo de vir a ser perpétuo — in-
cessante e infinito: nosso vir a ser € o vir a ser do nosso “mundo 
da vida” — juntar-se, misturar-se, embora sem solidificar, estreita 
e inseparavelmente, entrançados e entrelaçados, e compartilhando 
nossos respectivos sucessos e infortúnios, ligados um ao outro para 
o melhor e para o pior, desde o momento de nossa concepção si-
multânea até que a morte nos separe.
O que nós chamamos de “realidade”, quando entramos em um 
ânimo filosófico, ou “os fatos da questão” quando seguimos obe-
dientemente as instâncias da doxa, é tecido de palavras. Nenhuma 
outra realidade nos é acessível: não acessamos o passado “como 
ele realmente aconteceu”, o qual Leopold von Ranke celebremente 
conclamou (instruiu) seus colegas historiadores do século XIX a re-
cuperar. Comentando sobre a história de Juan Goytisolo a respeito 
de um velho, Milan Kundera salienta que a biografia — qualquer 
biografia que tente ser o que seu nome sugere — é, e não poderia 
deixar de ser, uma lógica artificial inventada, imposta retrospectiva-
mente a uma sucessão incoerente de imagens, reunida pela memó-
ria de partículas e fragmentos. Ele conclui que, em total oposição às 
presunções do senso comum, o passado compartilha com o futuro 
a ruína incurável da irrealidade — esquivando-se/evadindo-se obs-
tinadamente, como ambos o fazem, das redes tecidas de palavras 
movidas pela lógica. Não obstante, essa irrealidade é a única reali-
dade a ser captada e possuída por nós, que “vivemos em discurso 
como o peixe na água”.
Zygmunt Bauman e Riccardo Mazzeo. O elogio da literatura. Zahar. 
Edição do Kindle (com adaptações).
Julgue o item que se segue, com relação a aspectos linguísticos 
do texto precedente.
No trecho “é o discurso que estabelece os limites da nossa li-
berdade e nos impulsiona a transgredir e transcender os limites” 
(primeiro parágrafo), as formas verbais “impulsiona”, “transgredir” 
e transcender” estão coordenadas entre si, estabelecendo uma re-
lação de adição, evidenciada pelo emprego do conectivo “e” após 
“transgredir”.
( ) CERTO 
( ) ERRADO
30.(CEBRASPE (CESPE) - PPNS (PETROBRAS)/PETROBRAS/
ADMINISTRAÇÃO/2022)
A PETROBRAS responde por cerca de 80% dos combustíveis 
ofertados no Brasil. Para isso, muito foi investido em infraestrutura, 
com operações que consomem quase 100 bilhões de reais ao ano, 
conforme dados de 2021.
O caminho do petróleo do poço até virar combustível no carro 
das pessoas é longo e complexo. Começa na procura: acertar onde 
furar e encontrar petróleo exige conhecimento técnico de geólogos 
e geofísicos e bastante investimento. E, mesmo com um time de 
experts do mais alto nível, achar petróleo não é certo.
Transportar o petróleo do mar até as refinarias é também uma 
tarefa complexa, para a qual são utilizados dutos e navios. Em terra, 
ele é tratado em refinarias, que separam desse óleo as frações de 
gasolina, diesel e gás de cozinha, entre outros derivados. Os produ-
tos são então disponibilizados às diversas distribuidoras que hoje 
atendem o mercado brasileiro, responsáveis por fazer chegar cada 
um deles aos consumidores finais.
Internet: (com adaptações
Considerando as ideias, os sentidos e aspectos linguísticos do 
texto precedente, julgue o item subsequente.
No terceiro parágrafo, o trecho “que separam desse óleo as fra-
ções de gasolina, diesel e gás de cozinha, entre outros derivados” 
consiste em uma oração adjetiva restritiva, na medida em que deli-
mita o tipo específico de refinarias a que se refere o texto.
( ) CERTO 
( ) ERRADO
31.( CEBRASPE (CESPE) - AG POL (PC DF)/PC DF/2021)
Texto CBIA2-I
Nossos ancestrais dedicaram muito tempo e esforço a tentar 
descobrir as regras que governam o mundo natural. Mas a ciência 
moderna difere de todas as tradições de conhecimento anteriores 
em três aspectos cruciais: a disposição para admitir ignorância, o 
lugar central da observação e da matemática e a aquisição de novas 
capacidades.
A Revolução Científica não foi uma revolução do conhecimen-
to. Foi, acima de tudo, uma revolução da ignorância. A grande 
descoberta que deu início à Revolução Científica foi a de que os 
humanos não têm as respostas para suas perguntas mais importan-
tes. Tradições de conhecimento pré-modernas como o islamismo, o 
cristianismo, o budismo e o confucionismo afirmavam que tudo que 
é importante saber a respeito do mundo já era conhecido. As anti-
gas tradições de conhecimento só admitiam dois tipos de ignorân-
cia. Em primeiro lugar, um indivíduo podia ignorar algo importante. 
Para obter o conhecimento necessário, tudo que ele precisava fazer 
era perguntar a alguém mais sábio. Não havia necessidade de des-
cobrir algo que qualquer pessoa já não soubesse. Em segundo lugar, 
uma tradição inteira podia ignorar coisas sem importância. Por de-
finição, o que quer que os grandes deuses ou os sábios do passado 
não tenham se dado ao trabalho de nos contar não era importante. 
[...]
A ciência de nossos dias é uma tradição de conhecimento pecu-
liar, visto que admite abertamente a ignorância coletiva a respeito 
da maioria das questões importantes. Darwin nunca afirmou ser “o 
último dos biólogos” e ter decifrado o enigma da vida de uma vez 
LÍNGUA PORTUGUESA
43
por todas. Depois de séculos de pesquisas científicas, os biólogos 
admitem que ainda não têm uma boa explicação para como o cé-
rebro gera consciência, por exemplo. Os físicos admitem que não 
sabem o que causou o Big Bang, que não sabem como conciliar a 
mecânica quântica com a Teoria Geral da Relatividade.
[...] 
A disposição para admitir ignorância tornou a ciência moder-
na mais dinâmica, versátil e indagadora do que todas as tradições 
de conhecimento anteriores. Isso expandiu enormemente nossa 
capacidade de entender como o mundo funciona e nossa habili-
dade de inventar novas tecnologias, mas nos coloca diante de um 
problema sério que a maioria dos nossos ancestrais não precisou 
enfrentar. Nosso pressuposto atual de que não sabemos tudo e de 
que até mesmo o conhecimento que temosé provisório se estende 
aos mitos partilhados que possibilitam que milhões de estranhos 
cooperem de maneira eficaz. Se as evidências mostrarem que mui-
tos desses mitos são duvidosos, como manter a sociedade unida? 
Como fazer com que as comunidades, os países e o sistema inter-
nacional funcionem? 
[...]
Uma das coisas que tornaram possível que as ordens sociais 
modernas se mantivessem coesas é a disseminação de uma crença 
quase religiosa na tecnologia e nos métodos da pesquisa científica, 
que, em certa medida, substituiu a crença em verdades absolutas.
Yuval Noah Harari. Sapiens: uma breve história da humanidade. 26.º 
ed. Porto Alegre, RS: L&PM, 2017,p. 261-263 (comadaptações).
No que se refere aos aspectos linguísticos do texto CBIA2ZAI, 
julgue o item a seguir.
As orações que compõem o primeiro período do quarto pará-
grafo estabelecem entre si uma relação de causa e consequência.
( ) CERTO 
( ) ERRADO
32.(CEBRASPE (CESPE) - TEC AMB (IBAMA)/IBAMA/2022)
Texto CB1A1-I
A pandemia transformou a rotina de diversas pessoas ao redor 
do mundo, principalmente em relação à sustentabilidade.
Dentro de casa, aumentou a percepção quanto à importância 
de modelos de consumo mais conscientes e responsáveis, como a 
escolha de produtos mais duráveis e menos geradores de resíduos. 
No entanto, a transformação mais significativa, que deveria vir das 
empresas, ainda é relativamente tímida.
De acordo com Mariana Schuchovski, professora de Susten-
tabilidade do ISAE Escola de Negócios, a disseminação do vírus é 
resultado do atual modelo de desenvolvimento, que fomenta o uso 
irracional de recursos naturais e a destruição de hábitats, como flo-
restas e outras áreas, o que faz que animais, forçados a mudar seus 
hábitos de vida, contraiam e transmitam doenças que não existi-
riam em situações normais. “Situações de desequilíbrio ambiental, 
causadas principalmente por desmatamento e mudanças de clima, 
aumentam ainda mais a probabilidade de que zoonoses, ou seja, 
doenças de origem animal, nos atinjam e alcancem o patamar de 
epidemias e pandemias”, explica a professora.
A especialista aponta que todos nós, indivíduos, sociedade e 
empresas, precisamos entender os impactos desta pandemia no 
meio ambiente e na sustentabilidade bem como refletir sobre eles 
e, principalmente, sobre a sua relação inversa: o impacto da (in)sus-
tentabilidade dos nossos modelos de produção e consumo como 
causador desta pandemia. “Toda escolha que fazemos pode ser 
para apoiar ou não a sustentabilidade”, diz Mariana. Por outro lado, 
para que possamos fazer melhores escolhas e praticar o verdadeiro 
consumo consciente, é necessário que, em primeiro lugar, as em-
presas realizem a produção consciente, assumindo sua verdadeira 
responsabilidade pelos impactos que causam.
Internet: (com adaptações).
Com relação aos aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue 
o item que se segue.
O pronome “que”, em “que causam” (último período do texto), 
exerce a função de sujeito da oração em que ocorre e retoma o 
termo “as empresas”.
( ) CERTO 
( ) ERRADO
33.(CEBRASPE (CESPE) - ESP GT (TELEBRAS)/TELEBRAS/AD-
VOGADO/2022)
“Posso ajudá-lo, cavalheiro?”
“Pode. Eu quero um daqueles, daqueles...”
“Pois não?”
“Um... como é mesmo o nome?”
“Sim?”
“Pomba! Um... um... Que cabeça a minha! A palavra me esca-
pou por completo. É uma coisa simples, conhecidíssima.”
“Sim, senhor.”
“O senhor vai dar risada quando souber.”
“Sim, senhor.”
“Olha, é pontuda, certo?”
“O quê, cavalheiro?”
“Isso que eu quero. Tem uma ponta assim, entende?
Depois vem assim, assim, faz uma volta, aí vem reto de novo, 
e na outra ponta tem uma espécie de encaixe, entende? Na ponta 
tem outra volta, só que esta é mais fechada. E tem um, um... Uma 
espécie de, como é que se diz? De sulco. Um sulco onde encaixa a 
outra ponta; a pontuda, de sorte que o, a, o negócio, entende, fica 
fechado. É isso. Uma coisa pontuda que fecha. Entende?”
“Infelizmente, cavalheiro...”
“Ora, você sabe do que eu estou falando.”
“Estou me esforçando, mas...”
“Escuta. Acho que não podia ser mais claro. Pontudo numa 
ponta, certo?”
“Se o senhor diz, cavalheiro.”
Luís Fernando Veríssimo. Comunicação.
Acerca das ideias, dos sentidos e dos aspectos linguísticos do 
texto precedente, julgue o item a seguir.
Em ‘A palavra me escapou por completo’ (sétimo parágrafo), o 
pronome ‘me’ exprime a reflexividade da ação praticada pelo sujei-
to oracional sobre si mesmo
( ) CERTO 
( ) ERRADO
LÍNGUA PORTUGUESA
44
34.(CEBRASPE (CESPE) - AG POL (PC AL)/PC AL/2021)
O século XIX constituiu-se em marco fundamental para o de-
senvolvimento das instituições de segurança pública, com as polí-
cias buscando maior legitimidade e profissionalização. Como re-
ferência ocidental, a Polícia Metropolitana da Inglaterra, fundada 
em 1829, mudou paradigmas, dando preponderância ao papel 
preventivo de suas ações e foco à proteção da comunidade.
O consenso, em detrimento do poder de coerção, e a pre-
venção, em detrimento da repressão, reforçaram a proximidade 
da polícia com a sociedade, com atenção integral ao cidadão. O 
modelo inglês retirou as polícias do isolamento, apresentando-as 
à comunidade como importante parceira da segurança pública 
e elemento fundamental para a redução da violência. Com isso, 
surgiu o conceito de uma organização policial moderna, estatal 
e pública, em oposição ao controle e à subordinação política da 
polícia.
No Brasil, as primeiras iniciativas de implantação da polícia 
comunitária ocorreram com a Constituição Federal de 1988 e a 
necessidade de uma nova concepção para as atividades policiais. 
Foram adotadas estratégias de fortalecimento das relações das 
forças policiais com a comunidade, com destaque para a conscien-
tização sobre a importância do trabalho policial e sobre o valor 
da participação do cidadão para a construção de um sistema que 
busca a melhoria da qualidade de vida de todos.
Brasil. Ministério da Justiça e Segurança Pública. Secretaria Nacional 
de Segurança Pública (SENASP). Diretriz Nacional de Polícia Comuni-
tária. Brasília – DF, 2019. p. 11-12 (com adaptações)
Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto an-
terior, julgue o item que se seguem.
Sem prejuízo da correção gramatical e do sentido do primeiro 
período do primeiro parágrafo, poderia ser inserida uma vírgula 
logo após o trecho “O século XIX”, por tratar-se de termo de natu-
reza adverbial que delimita o recorte temporal dos eventos narra-
dos no parágrafo.
( ) CERTO 
( ) ERRADO
35.(CEBRASPE (CESPE) - AG POL (PC AL)/PC AL/2021)
O século XIX constituiu-se em marco fundamental para o 
desenvolvimento das instituições de segurança pública, com as 
polícias buscando maior legitimidade e profissionalização. Como 
referência ocidental, a Polícia Metropolitana da Inglaterra, funda-
da em 1829, mudou paradigmas, dando preponderância ao papel 
preventivo de suas ações e foco à proteção da comunidade.
O consenso, em detrimento do poder de coerção, e a pre-
venção, em detrimento da repressão, reforçaram a proximidade 
da polícia com a sociedade, com atenção integral ao cidadão. O 
modelo inglês retirou as polícias do isolamento, apresentando-as 
à comunidade como importante parceira da segurança pública 
e elemento fundamental para a redução da violência. Com isso, 
surgiu o conceito de uma organização policial moderna, estatal 
e pública, em oposição ao controle e à subordinação política da 
polícia.
No Brasil, as primeiras iniciativas de implantação da polícia 
comunitária ocorreram com a Constituição Federal de 1988 e a 
necessidade de uma nova concepção para as atividades policiais. 
Foram adotadas estratégias de fortalecimento das relações das 
forças policiais com a comunidade, com destaque para a consci-
entização sobre a importância do trabalho policial e sobre o valor 
da participação do cidadão para a construção de um sistema que 
busca a melhoria da qualidade de vida de todos.
Brasil. Ministério da Justiça e SegurançaPública. Secretaria Nacional 
de Segurança Pública (SENASP).
Diretriz Nacional de Polícia Comunitária. Brasília – DF, 2019. p. 11-12 
(com adaptações).
Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto an-
terior, julgue o item que se seguem.
Sem prejuízo da correção gramatical do texto e das informa-
ções nele veiculadas, o trecho “relações das forças policiais com a 
comunidade” poderia ser substituído por relações entre as forças 
policiais e a comunidade.
( ) CERTO 
( ) ERRADO
36.(CEBRASPE (CESPE) - AAAJ (DP DF)/DP DF/DIREITO E 
LEGISLAÇÃO/2022)
As forças da natureza são obviamente indiferentes a modos de 
produção, tempo e espaço. Mas são as estruturas sociais que de-
terminam as consequências, o grau de sofrimento e quem morre 
mais. Em 1989, o terremoto de São Francisco, de intensidade 7,1 
na escala Richter, causou a morte de 63 pessoas e deixou cerca de 
3.700 feridos. Em 2010, o terremoto em Porto Príncipe, no Haiti, de 
magnitude 7,0 na escala Richter, matou mais de 300 mil pessoas e 
deixou 300 mil feridos. Dez meses depois, uma epidemia de cólera 
matou 9 mil pessoas. 
Quando a natureza atinge a existência humana, o impulso pri-
mário é buscar o culpado mais à mão no imaginário. Pode ser Deus, 
a cruel natureza ou o enigmático ente a que se denomina destino. 
Mas muito frequentemente destino é uma expressão que encobre 
com um véu de irracionalidade o que é apenas obra humana. 
O vírus atinge o planeta. O vírus ameaça a humanidade. Plane-
ta ou humanidade designam tanto os habitantes de Manhattan, da 
Avenue Foch, em Paris, do Leblon, no Rio de Janeiro, ou dos Jardins, 
em São Paulo, como também designam os 800 milhões de pessoas 
que passam fome no mundo, segundo dados da Organização das 
Nações Unidas (2017). No planeta vive o 1% das pessoas que detém 
renda maior que os restantes 99% da população mundial. Vivem 42 
pessoas cuja riqueza é igual à de 3,7 bilhões dos mais pobres que 
lutam para sobreviver, para suprir necessidades básicas. Vivem os 
que têm renda para ficar em casa e fazer suas compras de alimentos 
pela Internet, os que não vão comer hoje por causa da pandemia e 
os que já não comiam antes da pandemia. Vivem os que podem se 
isolar e os que moram em aglomerados miseráveis, em um cômodo 
apenas, para os quais as palavras “confinamento”, “isolamento” ou 
“quarentena” são piadas de mau gosto. Vivem 4,5 bilhões de pes-
soas que não têm saneamento nem água encanada, desprovidas 
das condições mínimas de higiene.
Internet: (com adaptações).
No que se refere às ideias, aos sentidos e aos aspectos linguís-
ticos do texto precedente, julgue o item que se segue.
A supressão do sinal indicativo de crase na expressão “à mão” 
(primeiro período do segundo parágrafo) alteraria o sentido do 
texto e prejudicaria sua coerência
( ) CERTO 
( ) ERRADO
LÍNGUA PORTUGUESA
45
37.(CEBRASPE (CESPE) - TAMB (ICMBIO)/ICMBIO/2022)
Texto
Nossas cidades estão perdendo suas árvores rapidamente, mas 
até nisso somos um país desigual. Os bairros mais nobres do Rio 
de Janeiro e de São Paulo seguem maravilhosamente arborizados, 
alguns cada vez mais, frequentemente com árvores das mesmas 
espécies das que foram cortadas na frente da sua casa ou do seu 
trabalho por serem supostamente inadequadas, para não causarem 
danos à infraestrutura.
As castanholas, também conhecidas como sete-copas, são uma 
espécie extremamente abundante no Rio de Janeiro, mas demo-
nizadas em outras regiões menos urbanizadas, como no Pará, por 
exemplo, sob o argumento de que “A raiz dela cresce demais” ou de 
que “Vai quebrar a calçada”. Árvores com raízes robustas e que cres-
cem por grandes distâncias são acusadas de destruir a pavimenta-
ção, ao passo que aquelas de raízes reduzidas caem com facilidade.
As espécies de crescimento rápido são as que mais assustam os 
técnicos responsáveis pela arborização exageradamente tementes 
à infraestrutura. Todavia, as outras demoram uma eternidade para 
crescer, a vida passa ligeiramente e todos querem ver a tão sonhada 
arborização avançada. Não podem ficar muito altas, especificam os 
técnicos, nem derrubar muitas folhas. Se derrubarem frutos gran-
des, como mangas, por exemplo, nem pensar! Podem amassar a 
lataria de um carro! Flores e pequenos frutos podem manchar a 
pintura! Há também aquelas árvores que atraem morcegos. Melhor 
não! Espinhos estão fora de questão. E se alguém se machuca? Na 
autobiografia de Woody Allen, ele afirma algo interessante: mais do 
que os outros, o inferno é o gosto dos outros.
A expectativa é que, nas próximas décadas, a temperatura das 
cidades suba consideravelmente devido às mudanças climáticas 
globais. Nesse contexto, é muito bem- vinda qualquer sombra que 
venha a reduzir a temperatura do asfalto, da calçada ou de uma 
parede. O canto dos pássaros e dos insetos e o colorido das flores 
também têm importante papel na qualidade de vida dos cidadãos, 
comprovadamente reduzindo o estresse e o risco de depressão. Es-
ses são outros benefícios da arborização que, geralmente, não são 
incluídos no contexto técnico, mas que devem ser mais bem pesa-
dos na equação dos riscos e benefícios da arborização.
Rodolfo Salm. Cadê a árvore que estava aqui?, 19/2/2021. Internet: 
 (com adaptações
A respeito das ideias e dos aspectos linguísticos do texto prece-
dente, julgue o próximo item.
No primeiro período do segundo parágrafo, sem prejuízo da 
correção gramatical e da coerência do texto, a palavra “demoniza-
das” poderia ser substituída pela respectiva forma no singular — 
demonizada —, caso em que ela passaria a concordar com o termo 
“uma espécie”
( ) CERTO 
( ) ERRADO
38.(CEBRASPE (CESPE) - DP RS/DPE RS/2022)
Na sociedade líquido-moderna da hipermodernidade globali-
zante, o fazer compras não pressupõe nenhum discurso. O consu-
midor — o hiperconsumidor — compra aquilo que lhe apraz. Ele 
segue as suas inclinações individuais. O curtir é o seu lema.
Esse movimento social de hiperconsumismo, de vida para o 
consumo, guiou a pessoa natural para o caminho da necessidade, 
da vontade e do gosto pelo consumo, bem como impulsionou o 
descarte de cada vez mais recursos naturais finitos. Isso tem trans-
formado negativamente o planeta, ao trazer prejuízos não apenas 
para as futuras gerações, como também para as atuais, o que resul-
ta em problemas sociais, crises humanitárias e degradação do meio 
ambiente ecologicamente equilibrado, além de afetar o desenvolvi-
mento humano, ao se precificar o ser racional, dissolvendo-se toda 
solidez social e trazendo-se à tona uma sociedade líquido-moderna 
de hiperconsumidores vorazes e indiferentes às consequências de 
seus atos sobre o meio ambiente ecologicamente equilibrado e so-
bre as gerações atuais e futuras.
O consumismo é uma economia do logro, do excesso e do lixo, 
pois faz que o ser humano trabalhe duro para adquirir mais coisas, 
mas traz a sensação de insatisfação porque sempre há alguma coisa 
melhor, maior e mais rápida do que no presente. Ao mesmo tempo, 
as coisas que se possuem e se consomem enchem não apenas os 
armários, as garagens, as casas e as vidas, mas também as mentes 
das pessoas.
Nessa sociedade líquido-moderna de hiperconsumidores, o de-
sejo satisfeito pelo consumo gera a sensação de algo ultrapassado; 
o fim de um consumo significa a vontade de iniciar qualquer outro. 
Nessa vida de hiperconsumo e para o hiperconsumo, a pessoa natu-
ral fica tentada com a gratificação própria imediata, mas, ao mesmo 
tempo, os cérebros não conseguem compreender o impacto cumu-
lativo em um nível coletivo. Assim, um desejo satisfeito torna-se 
quase tão prazeroso e excitante quanto uma flor murcha ou uma 
garrafa de plástico vazia.
O hiperconsumismo afeta não apenas a relação simbiótica en-
tre o ser humano e o planeta, como também fere de morte a mo-
ral, ao passo que torna tudo e todos algo precificável, descartável 
e indiferente.
Fellipe V. B. Fraga e Bruno B. de Oliveira. O consumo colaborativocomo mecanismo de desenvolvimento sustentável na sociedade líqui-
do-moderna. LAECC. Edição do Kindle (com adaptações).
Com base nas ideias e nos aspectos linguísticos do texto prece-
dente, julgue o item que se seguem.
Sem prejuízo da correção gramatical e da coerência do texto, a 
oração “que se possuem e se consomem” poderia ser reescrita da 
seguinte maneira: que são possuídas e consumidas
( ) CERTO 
( ) ERRADO
39.( CEBRASPE (CESPE) - SOLD (PM TO)/PM TO/
QPE/2021)
Apenas dez anos atrás, ainda havia em Nova York (onde moro) 
muitos espaços públicos mantidos coletivamente nos quais cida-
dãos demonstravam respeito pela comunidade ao poupá-la das 
suas intimidades banais. Há dez anos, o mundo não havia sido to-
talmente conquistado por essas pessoas que não param de tagare-
lar no celular. Telefones móveis ainda eram usados como sinal de 
ostentação ou para macaquear gente afluente. Afinal, a Nova York 
do final dos anos 90 do século passado testemunhava a transição 
inconsútil da cultura da nicotina para a cultura do celular. Num dia, 
o volume no bolso da camisa era o maço de cigarros; no dia seguin-
te, era um celular. Num dia, a garota bonitinha, vulnerável e desa-
companhada ocupava as mãos, a boca e a atenção com um cigarro; 
no dia seguinte, ela as ocupava com uma conversa importante com 
uma pessoa que não era você. Num dia, viajantes acendiam o is-
queiro assim que saíam do avião; no dia seguinte, eles logo acio-
navam o celular. O custo de um maço de cigarros por dia se trans-
LÍNGUA PORTUGUESA
46
formou em contas mensais de centenas de dólares na operadora. A 
poluição atmosférica se transformou em poluição sonora. Embora o 
motivo da irritação tivesse mudado de uma hora para outra, o sofri-
mento da maioria contida, provocado por uma minoria compulsiva 
em restaurantes, aeroportos e outros espaços públicos, continuou 
estranhamente constante. Em 1998, não muito tempo depois que 
deixei de fumar, observava, sentado no metrô, as pessoas abrindo 
e fechando nervosamente seus celulares, mordiscando as anteni-
nhas. Ou apenas os segurando como se fossem a mão de uma mãe, 
e eu quase sentia pena delas. Para mim, era difícil prever até onde 
chegaria essa tendência: Nova York queria verdadeiramente se tor-
nar uma cidade de viciados em celulares deslizando pelas calçadas 
sob desagradáveis nuvenzinhas de vida privada, ou de alguma ma-
neira iria prevalecer a noção de que deveria haver um pouco de 
autocontrole em público?
Jonathan Franzen. Como ficar sozinho. São Paulo: Companhia das 
Letras, 2012, p. 17-18 (com adaptações).
Depreende-se dos sentidos do texto 1A1-I que a expressão 
“suas intimidades banais”, presente no primeiro período, refere-se
(A) ao conteúdo das conversas das pessoas ao celular.
(B) à exposição das compulsões das pessoas em espaços públi-
cos como restaurantes e aeroportos.
(C) à vulnerabilidade das garotas que fumavam sozinhas pelas 
ruas de Nova York.
(D) à demonstração de hábitos peculiares em público, como o 
de morder antenas de celulares.
 (E) ao descontrole das pessoas viciadas em celulares.
40.(CEBRASPE (CESPE) - CAD (CBM TO)/CBM TO/2021)
Texto 1A1-I
A manhã era fresca na palhoça da velha dona Ana no Alto Rio 
Negro, um lugar onde a história é viva e a gente é parte dessa conti-
nuidade. Dona Ana explicava que “antes tinha o povo Cuchi, depois 
teve Baré escravizado vindo de Manaus pra cá na época do cuma-
ru, da batala, do pau-rosa. Muitos se esconderam no rio Xié. Agora 
somos nós”. Terra de gente poliglota, de encontros e desencontros 
estrangeiros.
No início desse mundo, havia dois tipos de cuia: a cuia de tapio-
ca e a cuia de ipadu. Embora possam ser classificadas como perten-
centes à mesma espécie botânica (Crescentia cujete), a primeira era 
ligada ao uso diário, ao passo que a outra era usada como veículo 
de acesso ao mundo espiritual em decorrência do consumo de ipa-
du e gaapi (cipó Banisteriopsis caapi). Os pesquisadores indígenas 
atuais da região também destacam essa especificidade funcional. 
Assim, distinguem-se até hoje dois tipos de árvore no Alto Rio Ne-
gro: as árvores de cuiupis e as de cuias, que recebem nomes dife-
rentes pelos falantes da língua tukano.
Dona Ana me explica que os cuiupis no Alto Rio Negro são plan-
tios muito antigos dos Cuchi, e os galhos foram trazidos da beira do 
rio Cassiquiari (afluente do rio Orinoco, na fronteira entre Colômbia 
e Venezuela), onde o cuiupi “tem na natureza”, pois cresce sozinho 
e em abundância. Já a cuia redonda, diz-se que veio de Santarém 
ou de Manaus, com o povo Baré nas migrações forçadas que mar-
caram a colonização do Rio Negro. Os homens mais velhos atestam 
que em Manaus só tinha cuia. De lá, uma família chamada Coimbra 
chegou trazendo gado e enriqueceu vendendo cuias redondas no 
Alto Rio Negro.
Cuiupis e cuias diferem na origem e também nos ritmos de 
vida. As árvores de cuiupi frutificam durante a estação chamada ki-
pu-wahro. Antes de produzirem frutos, perdem todas as folhas uma 
vez por ano. A árvore de cuia, diferentemente do cuiupi, mantém as 
folhas e a produção de frutos durante todo o ano.
Priscila Ambrósio Moreira. Memórias sobre as cuias. O que contam 
os quintais e as florestas alagáveis na Amazônia brasileira? In: Joana 
Cabral de Oliveira et al. (Org.). Vozes Vegetais. São Paulo: Ubu Editora, 
p. 155-156 (com adaptações).
No último período do segundo parágrafo do texto 1A1-I, o 
vocábulo “se”, em “distinguem-se”, remete a
(A) “pesquisadores indígenas”.
(B) “especificidade funcional”.
(C) “tipos”.
(D) “árvores”.
41.(CEBRASPE (CESPE) - ESC POL (PC DF)/PC DF/2021)
Nova Iorque já foi vista como uma das metrópoles mais peri-
gosas do mundo. Em 1990, alcançou seu pico de homicídios: 2.262 
em um ano, média de 188 por mês. Mas esse cenário mudou, e a 
cidade apresentou uma das maiores reduções de crimes registradas 
nos EUA.
Uma das medidas adotadas pela prefeitura de Nova Iorque 
ficou conhecida como “janelas quebradas” e previa o combate a 
crimes pequenos e a prevenção do vandalismo, para impedir uma 
espiral de violência que levasse a crimes mais graves.
Para alguns observadores, entretanto, o modelo da “janela 
quebrada” foi superestimado. O mais importante, dizem, foi iden-
tificar focos de criminalidade para concentrar, ali, ação preventiva. 
Foi possível assinalar áreas pequenas onde criminosos mais atua-
vam, onde se sabia que crimes iam ocorrer.
O ex-policial Tom Reppetto sugere que essas áreas tenham pre-
sença visível e constante da polícia. As patrulhas preventivas — e 
em grande número — em focos de crime foi essencial para reduzir a 
violência. “O crime é mais situacional do que se pensa, inclusive ho-
micídios. Com a patrulha policial, pessoas que iam cometer crimes 
simplesmente foram fazer outra coisa”, afirma outro especialista, 
Frank Zimring.
Outra medida que teve papel importantíssimo foi a implemen-
tação de cortes (tribunais), nos anos 90, para tratar de crimes me-
nores, mediar conflitos comunitários e casos de violência domés-
tica e para lidar com usuários de drogas. A ideia é evitar que esses 
conflitos evoluam e aumentar a confiança dos cidadãos no sistema 
judiciário e político.
Internet: (com adaptações).
No que se refere aos sentidos e aos aspectos linguísticos do 
texto precedente, julgue os próximos itens.
As formas verbais “dizem” “afirma” foram empregadas com o 
mesmo objetivo: fazer referência às palavras de um interlocutor.
( ) CERTO 
( ) ERRADO
LÍNGUA PORTUGUESA
47
42.(CEBRASPE (CESPE) - TEC PER (PC PB)/PC PB/ÁREA GER-
AL/2022)
Texto CG2A1
A cultura dominante, hoje mundializada, se estrutura ao redor 
da vontade de poder que se traduz por vontade de dominação da 
natureza, do outro, dos povos e dos mercados. Os meios de comu-
nicação levam ao paroxismo a magnificação de todo tipo de vio-
lência. Nessa cultura, o militar, o banqueiro e o especulador valem 
mais que o poeta, o filósofo e o santo. Nos processos de socializa-
ção formal e informal, ela não cria mediaçõespara uma cultura da 
paz. Sem detalhar a questão, diríamos que por detrás da violência 
funcionam poderosas estruturas. A primeira delas é o caos sempre 
presente no processo cosmogênico. Viemos de uma imensa explo-
são, o big bang. E a evolução comporta violência em todas as suas 
fases. Em segundo lugar, somos herdeiros da cultura patriarcal que 
instaurou a dominação do homem sobre a mulher e criou as insti-
tuições do patriarcado assentadas sobre mecanismos de violência 
como o Estado, as classes, o projeto da tecnociência, os processos 
de produção como objetivação da natureza e sua sistemática de-
predação. Em terceiro lugar, essa cultura patriarcal gestou a guerra 
como forma de resolução dos conflitos. Sobre essa vasta base se 
formou a cultura do capital, hoje globalizada; sua lógica é a com-
petição, e não a cooperação; por isso, gera guerras econômicas e 
políticas e, com isso, desigualdades, injustiças e violências. Todas 
essas forças se articulam estruturalmente para consolidar a cultura 
da violência que nos desumaniza a todos. A essa cultura da violên-
cia há que se opor a cultura da paz. Hoje ela é imperativa. É impe-
rativa, porque as forças de destruição estão ameaçando, por todas 
as partes, o pacto social mínimo sem o qual regredimos a níveis 
de barbárie. Onde buscar as inspirações para a cultura da paz? A 
singularidade do 1% de carga genética que nos separa dos primatas 
superiores reside no fato de que nós, à distinção deles, somos seres 
sociais e cooperativos. Ao lado de estruturas de agressividade, te-
mos capacidades de afetividade, compaixão, solidariedade e amori-
zação. O ser humano é o único ser que pode intervir nos processos 
da natureza e copilotar a marcha da evolução. Ele foi criado criador. 
Dispõe de recursos de reengenharia da violência mediante proces-
sos civilizatórios de contenção e uso de racionalidade. Há muito que 
filósofos veem no cuidado a essência do ser humano. Tudo precisa 
de cuidado para continuar a existir. Onde vige cuidado de uns para 
com os outros desaparece o medo, origem secreta de toda violên-
cia, como analisou Freud.
No trecho “Ao lado de estruturas de agressividade, temos capa-
cidades de afetividade, compaixão, solidariedade e amorização”, do 
texto CG2A1, o termo “amorização” constitui um tipo de
(A) neologismo.
(B) arcaísmo.
(C) barbarismo.
(D) estrangeirismo.
(E) eufemismo.
43.(CEBRASPE (CESPE) - PROF (SEED PR)/SEED PR/LINGUA-
GENS E SUAS TECNOLOGIAS/LÍNGUA PORTUGUESA/2021)
Texto 5A3-III
Poesia
Gastei uma hora pensando um verso que a pena não quer es-
crever.
No entanto ele está cá dentro inquieto, vivo.
Ele está cá dentro e não quer sair.
Mas a poesia deste momento inunda minha vida inteira.
Carlos Drummond de Andrade. Poesia 1930-62. São Paulo: Cosac & 
Naify, 2012. p. 104.
Com relação ao uso de figuras de linguagem no texto 5A3-III, 
assinale a opção que apresenta um verso do poema no qual ocorre 
metonímia.
(A) “que a pena não quer escrever”
(B) “inunda minha vida inteira”
(C) “Gastei uma hora pensando um verso”
(D) “Mas a poesia deste momento”
(E) “No entanto ele está cá dentro”
44.(CEBRASPE (CESPE) - PROF (SEED PR)/SEED PR/LIN-
GUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS/LÍNGUA PORTUGUESA/2021)
Amor é fogo que arde sem se ver, é ferida que dói, e não se 
sente; é um contentamento descontente, é dor que desatina sem 
doer.
Luís de Camões. In: Massaud Moisés. A literatura portuguesa através 
dos textos. São Paulo: Cultrix, 1968. p. 85.
Assinale a opção que apresenta a figura de linguagem presen-
te em todos os versos da estrofe do poema apresentado.
(A) hipérbole
(B) eufemismo
(C) antítese
(D) alegoria
(E) ironia
45.(CEBRASPE (CESPE) - PROF (SEED PR)/SEED PR/SÉRIES 
INICIAIS/2021)
Texto 15A2-II
Talvez espante ao leitor a franqueza com que lhe exponho e 
realço a minha mediocridade; advirto que a franqueza é a primei-
ra virtude de um defunto. Na vida, o olhar da opinião, o contraste 
dos interesses, a luta das cobiças obrigam a gente a calar os trapos 
velhos, a disfarçar os rasgões e os remendos, a não estender ao 
mundo as revelações que faz à consciência; e o melhor da obrigação 
é quando, à força de embaçar os outros, embaça-se um homem a si 
mesmo, porque em tal caso poupa-se o vexame, que é uma sensa-
ção penosa, e a hipocrisia, que é um vício hediondo. Mas, na morte, 
que diferença! Que desabafo! Que liberdade! Como a gente pode 
sacudir fora a capa, deitar ao fosso as lantejoulas, despregar-se, 
despintar-se, desafeitar-se, confessar lisamente o que foi e o que 
deixou de ser! Porque, em suma, já não há vizinhos, nem amigos, 
nem inimigos, nem conhecidos, nem estranhos; não há plateia. O 
olhar da opinião, esse olhar agudo e judicial, perde a virtude, logo 
que pisamos o território da morte; não digo que ele se não estenda 
LÍNGUA PORTUGUESA
48
para cá, e nos não examine e julgue; mas a nós é que não se nos 
dá do exame nem do julgamento. Senhores vivos, não há nada tão 
incomensurável como o desdém dos finados.
Machado de Assis. Memórias póstumas de Brás Cubas. São Paulo:
Ciranda Cultural, 2018. p. 49.
No trecho “embaça-se um homem a si mesmo”, do texto 15A2-
II, nota-se uso expressivo de pleonasmo, que, no caso em questão, 
configura-se pela
(A) combinação de ideias contraditórias, para contrapô-las.
(B) omissão de um termo subentendido, para evitar repetição.
(C) repetição de uma mesma ideia em dois termos, para enfa-
tizá-la.
(D) concordância ideológica de termos, para uniformizá-los.
(E) comparação entre dois termos, para estabelecer uma ana-
logia.
46.(CEBRASPE (CESPE) - SOLD (CBM TO)/CBM TO/2021)
Texto 2A1-I
Olhe para a tomada mais próxima, para um conjunto de janelas 
ou então para a traseira de um carro. Se você vê figuras parecidas 
com rostos nesses e em outros objetos, saiba que não é o único: 
trata-se de um fenômeno bem conhecido pela ciência, chamado 
pareidolia. Basta posicionar duas formas que lembrem olhos aci-
ma de outra que pareça uma boca para as pessoas começarem a 
enxergar rostos.
A pareidolia já foi vista como um sinal de psicose no passado, 
mas hoje se sabe que ela é uma tendência completamente normal 
entre humanos. De acordo com o cientista Carl Sagan, a tendência 
está provavelmente associada à necessidade evolutiva de reconhe-
cer rostos rapidamente.
Pense na pré-história: se uma pessoa conseguisse identificar os 
olhos e a boca de um predador escondido na mata, ela teria mais 
chances de fugir e sobreviver. Quem tivesse dificuldade em ver um 
rosto camuflado ali provavelmente seria pego de surpresa — e con-
sequentemente viraria jantar.
Pesquisadores da Universidade de Nova Gales do Sul, na Aus-
trália, investigaram o fenômeno e escreveram em um artigo que, 
além da vantagem evolutiva, a pareidolia também pode estar rela-
cionada ao mecanismo do cérebro que reconhece e processa infor-
mações sociais em outras pessoas. “Não basta perceber a presença 
de um rosto; precisamos reconhecer quem é aquela pessoa, ler as 
informações presentes no rosto, se ela está prestando atenção em 
nós, e se está feliz ou triste”, diz o líder do estudo.
De fato, os objetos inanimados não parecem ser apenas rostos 
inexpressivos. Em uma simples caminhada na rua, você pode ter a 
impressão de que semáforos, carros, casas e até tijolos jogados na 
calçada te encaram e parecem esboçar expressões faciais — medo, 
raiva, alegria, susto ou tristeza.
Segundo os autores do estudo, os objetos são, de fato, inter-
pretados como rostos humanos pelo nosso cérebro. “Nós sabemos 
que o objeto não tem uma mente, mas não conseguimos evitar 
olhar para ele como se tivesse características inteligentes, como di-
reção do olhar ou emoções; isso acontece porque os mecanismos 
ativados pelo nosso sistema visual são os mesmos quando vemos 
um rosto real ou um objeto com características faciais”, diz um dos 
pesquisadores.
Os cientistas pretendem também investigar os mecanismos 
cognitivos que levam ao oposto: a prosopagnosia (a inabilidade de 
identificar rostos) ou algumas manifestações do espectro autista,o 
que inclui a dificuldade em ler rostos e interpretar as informações 
presentes neles, como o estado emocional.
Maria Clara Rossini. Pareidolia: por que vemos “rostos” em objetos 
inanimados? Este estudo explica. Internet: (com 
adaptações).
A função da linguagem que predomina no texto 2A1-I é a
(A) referencial.
(B) metalinguística.
(C) conativa.
(D) fática.
47. (CEBRASPE (CESPE) - TCE TCE RJ/TCE-RJ/TÉCNICO/2022)
A preocupação com o desenvolvimento das indústrias criativas 
ocorre de forma não intuitiva e direcionada há muitos anos. Em 
1918, o presidente dos Estados Unidos da América, Woodrow Wilson, 
promoveu a nascente indústria cinematográfica, considerando que “o 
comércio vai atrás dos filmes”, uma afirmação clássica sobre o fato de 
que as indústrias criativas têm um significado que vai muito além do 
seu impacto econômico imediato. O governo australiano publicou, em 
1994, um documento chamado Creative Nation, no qual já apresenta-
va alguns posicionamentos oficiais sobre a pauta. Nele, afirmava que 
“uma política cultural também é uma política econômica” e que “o ní-
vel de nossa criatividade determina substancialmente nossa capacida-
de de adaptação aos novos imperativos econômicos”.
Após as eleições para primeiro-ministro do Reino Unido, em 
1997, foi realizado o primeiro mapeamento concreto e aprofun-
dado sobre a economia criativa em uma nação. Esse mapeamento 
causou polêmica quanto à conceituação de indústria criativa. De 
acordo com a definição do governo inglês, as indústrias criativas são 
aquelas atividades que têm origem na criatividade, na habilidade 
e no talento individual e que potencializam a geração de riqueza e 
empregos por meio da geração e da exploração da propriedade in-
telectual. Os críticos que analisaram o projeto de Tony Blair/DCMS 
consideraram que as colocações deixaram o contexto muito aberto, 
pois poderia englobar áreas como engenharia e indústria farmacêu-
tica, que não têm conexão com a economia criativa.
Como em qualquer área de pesquisa, alguns cientistas apre-
sentam visões bem controversas. O pesquisador estadunidense 
Richard Florida, por exemplo, trouxe o conceito de classe criativa. 
Segundo Florida, regiões metropolitanas com alta concentração de 
trabalhadores ligados a tecnologia, artistas, músicos, lésbicas e gays 
e o grupo definido por high bohemians são áreas com alto potencial 
de crescimento neste milênio. Na visão de Florida, as cidades de-
vem posicionar-se de forma diferente no novo milênio e virar todos 
os holofotes para a economia criativa.
Vinnie de Oliveira. Economia criativa 4.0: o mundo não gira ao contrá-
rio. Edição do Kindle (com adaptações
Julgue o item seguinte, no que diz respeito às ideias e a aspec-
tos linguísticos do texto precedente.
Na oração “as cidades devem posicionar-se de forma diferente 
no novo milênio” (último período do texto), conclui-se do emprego 
do vocábulo “se” que a oração está na voz passiva, isto é, a locução 
“devem posicionar-se” é, sintática e semanticamente, equivalente a 
devem ser posicionadas
( ) CERTO 
( ) ERRADO
LÍNGUA PORTUGUESA
49
48.(CEBRASPE (CESPE) - ANA LEG (ALECE)/ALECE/LÍN-
GUA PORTUGUESA/GRAMÁTICA NORMATIVA E REVISÃO OR-
TOGRÁFICA/2021)
Texto 14A1-I
A língua é o espaço que forma o escritor. Tentar compreendê-
-la (essa tarefa impossível) será, portanto, um bom caminho para 
compreender a atividade da literatura. A questão é que há tantas 
línguas, e isso no universo do mesmo idioma, quanto há escritores. 
Quando falo de língua, não me refiro apenas ao simples depósito 
de palavras que circulam em uma comunidade, nem a um sistema 
gramatical normativo às vezes mais, às vezes menos estável numa 
sociedade, numa estação do ano, num sexo, numa região, numa 
família ou em parte dela, num lugarejo, numa classe social, naque-
la rua, num determinado dia, num livro e quase nunca num país 
inteiro.
A língua em que circula o escritor jamais é uma entidade unitá-
ria. Não pode ser, em caso algum, uma ordem unida. Porque a ma-
téria da literatura não é um sistema abstrato de regras e relações, 
uma análise combinatória de fonemas ou um conjunto de universais 
semânticos como tem sido a língua para uma corrente considerável 
dos cientistas da língua. Justamente por serem abstratos, justamen-
te por serem apenas fonemas e justamente por serem universais, 
esses elementos primeiros são desprovidos de significado: servindo 
a todos, não servem a ninguém. De fato, não chegam a se constituir 
em “língua”, face a outra parte indispensável da palavra: o falante.
O falante, o homem que tem a palavra é, portanto, o verda-
deiro território do escritor: a língua real é ele. E em que sentido 
ele pode ser considerado uma entidade universal? Isso interessa 
porque, no exato momento em que uma palavra ganha vida, na voz 
do falante, ela ganha também o seu limite: o pé no chão, que não 
é qualquer chão, o espaço, que é esse espaço, e não outro, o ar 
que se respiraa, o tempo, o dia, a hora, toda a soma das intenções 
muito específicas convertidas no impulso da palavra; e, é claro, a 
ninguém interessa o que a palavra quer dizer de velha (isso até o 
dicionário sabe), mas o que ela quer dizer de nova, isto é, o que é 
novo e surpreendente no que se dizb. Esse espetáculo das vozes 
que falam sem parar no mundo em torno, ou nesse mundo em tor-
no, nesse exato momento, é a vida indispensável de quem escreve. 
É nessa diversidade imensa e imediata que se move quem escrevec, 
o ouvido atento.
Mas há ainda um terceiro complicador na palavra, além da sua 
matéria mesma e além daquele que fala. Porque, se desdobramos a 
palavrae, descobrimos que quem lhe dá vida não é exatamente o fa-
lante. Ninguém no mundo fala sozinho. Mesmo que, numa redução 
ao absurdo, isso fosse possível, ou seja, uma palavra que dispen-
sasse os outros para fazer sentido, ela seria uma palavra natimorta, 
um objeto opaco à espera de um criptólogo que lhe rompesse o 
isolamento, como um Champollion diante de uma pedra no meio 
do caminho, mas então a suposta pureza original autossuficiente 
estaria destruída.
Assim, surge outro território essencial de quem escreve: o ter-
ritório de quem ouve, a força da linguagem alheia, dos outros, num 
sentido duplo interessa tanto o que os outros nos dizem (e somos 
nós que damos vida a essas palavras que vêm de lá, antes mesmo 
de se tornarem voz)d, quanto o que nós dizemos (e são eles, os 
outros, que dão vida ao que dizemos, antes mesmo de a gente abrir 
a boca). Para a palavra e para tudo que significa, os outros não são 
uma escolha, mas parte inseparável. Mesmo solitários, de olhos 
e ouvidos fechados, isolados na mais remota ilha do mais remoto 
oceano, no fundo de uma caverna escura e silenciosa, mesmo lá ou-
viríamos, em cada palavra apenas sonhada, a gritaria interminável 
dos que nos ouvem.
Enquanto isso, é sempre bom lembrar que, nesse trançado infi-
nito de vozes, o que trocamos não são símbolos e códigos neutros; 
nem sinais de computador, nem mensagens unilaterais; a vida da 
linguagem está no fato de que não ouvimos ou lemos apenas sons 
ou letras, mas desejos, medos, ordens, confissões; de que não fala-
mos ou escrevemos sinais, mas intenções, pontos de vista, sonhos, 
acusações, defesas, indiferenças. Ninguém entende a linguagem 
como certa ou errada (exceto nos cadernos escolares), mas como 
verdadeira, mentirosa, bela, nojenta, comovente, delirante, horrí-
vel, ofensiva, carinhosa... É exatamente nesse pântano inseguro dos
No texto 14A1-I, o vocábulo “se” constitui parte integrante do 
verbo no trecho
(A) “o ar que se respira” (terceiro parágrafo).
(B) “o que é novo e surpreendente no que se diz” (terceiro pa-
rágrafo).
(C) “É nessa diversidade imensa e imediata que se move quem 
escreve” (terceiro parágrafo).
(D) “antes mesmo de se tornarem voz” (quinto parágrafo).
(E)“se desdobramos a palavra” (quarto parágrafo).
49.(CEBRASPE (CESPE) - TAJ (TJ RJ)/TJ RJ/”SEM ESPECIALI-
DADE”/2021)
Texto CG1A1
Na casa vazia, sozinha com a empregada,que equivocado, corresponde ao 
indiscutível, ao verdadeiro e, portanto, é melhor do que aquilo que 
não desfruta dele. Em nossa época, são consensuais, por exemplo, 
as afirmações de que o meio ambiente precisa ser protegido e de 
que as condições de vida são piores nos países subdesenvolvidos. 
Ao confiar no consenso, porém, corre-se o risco de passar dos 
argumentos válidos para os lugares comuns, os preconceitos e as 
frases carentes de qualquer base científica.
Argumento de Existência
É aquele que se fundamenta no fato de que é mais fácil aceitar 
aquilo que comprovadamente existe do que aquilo que é apenas 
provável, que é apenas possível. A sabedoria popular enuncia o 
argumento de existência no provérbio “Mais vale um pássaro na 
mão do que dois voando”.
Nesse tipo de argumento, incluem-se as provas documentais 
(fotos, estatísticas, depoimentos, gravações, etc.) ou provas 
concretas, que tornam mais aceitável uma afirmação genérica. 
Durante a invasão do Iraque, por exemplo, os jornais diziam que o 
exército americano era muito mais poderoso do que o iraquiano. 
Essa afirmação, sem ser acompanhada de provas concretas, poderia 
ser vista como propagandística. No entanto, quando documentada 
pela comparação do número de canhões, de carros de combate, de 
navios, etc., ganhava credibilidade.
Argumento quase lógico
É aquele que opera com base nas relações lógicas, como causa 
e efeito, analogia, implicação, identidade, etc. Esses raciocínios 
são chamados quase lógicos porque, diversamente dos raciocínios 
lógicos, eles não pretendem estabelecer relações necessárias 
entre os elementos, mas sim instituir relações prováveis, possíveis, 
plausíveis. Por exemplo, quando se diz “A é igual a B”, “B é igual a 
C”, “então A é igual a C”, estabelece-se uma relação de identidade 
lógica. Entretanto, quando se afirma “Amigo de amigo meu é meu 
amigo” não se institui uma identidade lógica, mas uma identidade 
provável.
Um texto coerente do ponto de vista lógico é mais facilmente 
aceito do que um texto incoerente. Vários são os defeitos que 
concorrem para desqualificar o texto do ponto de vista lógico: fugir 
do tema proposto, cair em contradição, tirar conclusões que não se 
fundamentam nos dados apresentados, ilustrar afirmações gerais 
com fatos inadequados, narrar um fato e dele extrair generalizações 
indevidas.
Argumento do Atributo
É aquele que considera melhor o que tem propriedades típicas 
daquilo que é mais valorizado socialmente, por exemplo, o mais 
raro é melhor que o comum, o que é mais refinado é melhor que o 
que é mais grosseiro, etc.
Por esse motivo, a publicidade usa, com muita frequência, 
celebridades recomendando prédios residenciais, produtos de 
beleza, alimentos estéticos, etc., com base no fato de que o 
consumidor tende a associar o produto anunciado com atributos 
da celebridade.
Uma variante do argumento de atributo é o argumento da 
competência linguística. A utilização da variante culta e formal 
da língua que o produtor do texto conhece a norma linguística 
socialmente mais valorizada e, por conseguinte, deve produzir um 
texto em que se pode confiar. Nesse sentido é que se diz que o 
modo de dizer dá confiabilidade ao que se diz.
Imagine-se que um médico deva falar sobre o estado de 
saúde de uma personalidade pública. Ele poderia fazê-lo das duas 
maneiras indicadas abaixo, mas a primeira seria infinitamente mais 
adequada para a persuasão do que a segunda, pois esta produziria 
certa estranheza e não criaria uma imagem de competência do 
médico:
- Para aumentar a confiabilidade do diagnóstico e levando em 
conta o caráter invasivo de alguns exames, a equipe médica houve 
por bem determinar o internamento do governador pelo período 
de três dias, a partir de hoje, 4 de fevereiro de 2001.
- Para conseguir fazer exames com mais cuidado e porque 
alguns deles são barrapesada, a gente botou o governador no 
hospital por três dias.
Como dissemos antes, todo texto tem uma função 
argumentativa, porque ninguém fala para não ser levado a sério, 
para ser ridicularizado, para ser desmentido: em todo ato de 
comunicação deseja-se influenciar alguém. Por mais neutro que 
pretenda ser, um texto tem sempre uma orientação argumentativa.
A orientação argumentativa é uma certa direção que o falante 
traça para seu texto. Por exemplo, um jornalista, ao falar de um 
homem público, pode ter a intenção de criticá-lo, de ridicularizá-lo 
ou, ao contrário, de mostrar sua grandeza.
O enunciador cria a orientação argumentativa de seu texto 
dando destaque a uns fatos e não a outros, omitindo certos 
episódios e revelando outros, escolhendo determinadas palavras e 
não outras, etc. Veja:
“O clima da festa era tão pacífico que até sogras e noras 
trocavam abraços afetuosos.”
O enunciador aí pretende ressaltar a ideia geral de que noras 
e sogras não se toleram. Não fosse assim, não teria escolhido esse 
fato para ilustrar o clima da festa nem teria utilizado o termo até, 
que serve para incluir no argumento alguma coisa inesperada.
Além dos defeitos de argumentação mencionados quando 
tratamos de alguns tipos de argumentação, vamos citar outros:
LÍNGUA PORTUGUESA
8
- Uso sem delimitação adequada de palavra de sentido tão 
amplo, que serve de argumento para um ponto de vista e seu 
contrário. São noções confusas, como paz, que, paradoxalmente, 
pode ser usada pelo agressor e pelo agredido. Essas palavras 
podem ter valor positivo (paz, justiça, honestidade, democracia) 
ou vir carregadas de valor negativo (autoritarismo, degradação do 
meio ambiente, injustiça, corrupção).
- Uso de afirmações tão amplas, que podem ser derrubadas por 
um único contra exemplo. Quando se diz “Todos os políticos são 
ladrões”, basta um único exemplo de político honesto para destruir 
o argumento.
- Emprego de noções científicas sem nenhum rigor, fora do 
contexto adequado, sem o significado apropriado, vulgarizando-as e 
atribuindo-lhes uma significação subjetiva e grosseira. É o caso, por 
exemplo, da frase “O imperialismo de certas indústrias não permite 
que outras crescam”, em que o termo imperialismo é descabido, 
uma vez que, a rigor, significa “ação de um Estado visando a reduzir 
outros à sua dependência política e econômica”.
A boa argumentação é aquela que está de acordo com a situação 
concreta do texto, que leva em conta os componentes envolvidos 
na discussão (o tipo de pessoa a quem se dirige a comunicação, o 
assunto, etc).
Convém ainda alertar que não se convence ninguém com 
manifestações de sinceridade do autor (como eu, que não costumo 
mentir...) ou com declarações de certeza expressas em fórmulas 
feitas (como estou certo, creio firmemente, é claro, é óbvio, é 
evidente, afirmo com toda a certeza, etc). Em vez de prometer, 
em seu texto, sinceridade e certeza, autenticidade e verdade, o 
enunciador deve construir um texto que revele isso. Em outros 
termos, essas qualidades não se prometem, manifestam-se na ação.
A argumentação é a exploração de recursos para fazer parecer 
verdadeiro aquilo que se diz num texto e, com isso, levar a pessoa a 
que texto é endereçado a crer naquilo que ele diz.
Um texto dissertativo tem um assunto ou tema e expressa um 
ponto de vista, acompanhado de certa fundamentação, que inclui 
a argumentação, questionamento, com o objetivo de persuadir. 
Argumentar é o processo pelo qual se estabelecem relações 
para chegar à conclusão, com base em premissas. Persuadir é 
um processo de convencimento, por meio da argumentação, no 
qual procura-se convencer os outros, de modo a influenciar seu 
pensamento e seu comportamento.
A persuasão pode ser válida e não válida. Na persuasão 
válida, expõem-se com clareza os fundamentos de uma ideia 
ou proposição, e o interlocutor pode questionar cada passo 
do raciocínio empregado na argumentação. A persuasão não 
válida apoia-se em argumentos subjetivos, apelos subliminares, 
chantagens sentimentais, com o emprego de “apelações”, como a 
inflexão de voz, a mímica e até o choro.
Alguns autores classificamjá não andava como 
um soldado, já não precisava tomar cuidado. Mas sentia falta da ba-
talha das ruas. Melancolia da liberdade, com o horizonte ainda tão 
longe. Dera-se ao horizonte. Mas a nostalgia do presente. O apren-
dizado da paciência, o juramento da espera. Do qual talvez não sou-
besse jamais se livrar. A tarde transformando-se em interminável 
e, até todos voltarem para o jantar e ela poder se tornar com alívio 
uma filha, era o calor, o livro aberto e depois fechado, uma intui-
ção, o calor: sentava-se com a cabeça entre as mãos, desesperada. 
Quando tinha dez anos, relembrou, um menino que a amava joga-
ra-lhe um rato morto. Porcaria! berrara branca com a ofensa. Fora 
uma experiência. Jamais contara a ninguém. Com a cabeça entre as 
mãos, sentada. Dizia quinze vezes: sou vigorosa, sou vigorosa, sou 
vigorosa — depois percebia que apenas prestara atenção à conta-
gem. Suprindo com a quantidade, disse mais uma vez: sou vigorosa, 
dezesseis. E já não estava mais à mercê de ninguém. Desesperada 
porque, vigorosa, livre, não estava mais à mercê. Perdera a fé. Foi 
conversar com a empregada, antiga sacerdotisa. Elas se reconhe-
ciam. As duas descalças, de pé na cozinha, a fumaça do fogão. Per-
dera a fé, mas, à beira da graça, procurava na empregada apenas o 
que esta já perdera, não o que ganhara. Fazia-se pois distraída e, 
conversando, evitava a conversa. “Ela imagina que na minha idade 
devo saber mais do que sei e é capaz de me ensinar alguma coisa”, 
pensou, a cabeça entre as mãos, defendendo a ignorância como 
a um corpo. Faltavam-lhe elementos, mas não os queria de quem 
já os esquecera. A grande espera fazia parte. Dentro da vastidão, 
maquinando.
Clarice Lispector. Preciosidade. In: Laços de Família. Rio de Janeiro: 
Rocco, 1998, p. 86-87 (com adaptações).
LÍNGUA PORTUGUESA
50
No primeiro período do texto CG1A1, o termo “como” expres-
sa a ideia de
(A) explicação.
(B) intensidade.
(C) adição.
(D) causa.
(E) comparação.
50.(CEBRASPE (CESPE) - SOLD (PM TO)/PM TO/
QPE/2021)
Ainda na véspera eram seis viventes, contando com o papagaio. 
Coitado, morrera na areia do rio, onde haviam descansado, a beira 
de uma poça: a fome apertara demais os retirantes e por ali não 
existia sinal de comida. A cachorra Baleia jantara os pés, a cabeça, 
os ossos do amigo, e não guardava lembrança disto. Agora, enquan-
to parava, dirigia as pupilas brilhantes aos objetos familiares, estra-
nhava não ver sobre o baú de folha a gaiola pequena onde a ave 
se equilibrava mal. Fabiano também às vezes sentia falta dele, mas 
logo a recordação chegava. Tinha andado a procurar raízes, à toa: o 
resto da farinha acabara, não se ouvia um berro de rês perdida na 
caatinga. Sinha Vitória, queimando o assento no chão, as mãos cru-
zadas segurando os joelhos ossudos, pensava em acontecimentos 
antigos que não se relacionavam: festas de casamento, vaquejadas, 
novenas, tudo numa confusão. Despertara-a um grito áspero, vira 
de perto a realidade e o papagaio, que andava furioso, com os pés 
apalhetados, numa atitude ridícula. Resolvera de supetão aprovei-
tá-lo como alimento e justificara-se declarando a si mesma que ele 
era mudo e inútil. Não podia deixar de ser mudo. Ordinariamente a 
família falava pouco. E depois daquele desastre viviam todos cala-
dos, raramente soltavam palavras curtas. O louro aboiava, tangen-
do um gado inexistente, e latia arremedando a cachorra.
As manchas dos juazeiros tornaram a aparecer, Fabiano aligei-
rou o passo, esqueceu a fome, a canseira e os ferimentos. As alper-
catas dele estavam gastas nos saltos, e a embira tinha-lhe aberto 
entre os dedos rachaduras muito dolorosas. Os calcanhares, duros 
como cascos, gretavam-se e sangravam.
Num cotovelo do caminho, avistou um canto de cerca, encheu-
-o a esperança de achar comida, sentiu desejo de cantar. A voz saiu-
-lhe rouca, medonha. Calou-se para não estragar a força.
Deixaram a margem do rio, acompanharam a cerca, subiram 
uma ladeira, chegaram aos juazeiros. Fazia tempo que não viam 
sombra.
Graciliano Ramos. Vidas secas. 107.ª edição (com adaptações).
No texto 1A2-II, o segmento “como cascos”, em “Os calcanha-
res, duros como cascos, gretavam-se e sangravam” (segundo pará-
grafo), expressa uma
(A) causa.
(B) comparação.
(C) consequência.
(D) conclusão.
(E) concessão.
GABARITO
1 ERRADO
2 ERRADO
3 E
4 A
5 D
6 CERTO
7 CERTO
8 CERTO
9 CERTO
10 D
11 ERRADO
12 CERTO
13 ERRADO
14 B
15 ERRADO
16 CERTO
17 A
18 CERTO
19 ERRADO
20 ERRADO
21 E
22 ERRADO
23 C
24 B
25 ERRADO
26 A
27 CERTO
28 D
29 ERRADO
30 ERRADO
31 ERRADO
32 ERRADO
33 ERRADO
34 ERRADO
35 CERTO
36 CERTO
37 CERTO
38 CERTO
39 A
LÍNGUA PORTUGUESA
51
40 C
41 ERRADO
42 A
43 A
44 C
45 C
46 A
47 ERRADO
48 D
49 E
50 B
ANOTAÇÕES
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ANOTAÇÕES
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LÍNGUA PORTUGUESA
52
ANOTAÇÕES
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53
MATEMÁTICA
 NÚMEROS RELATIVOS INTEIROS E FRACIONÁRIOS, OPERAÇÕES E PROPRIEDADES. MÚLTIPLOS E DIVISORES, 
MÁXIMO DIVISOR COMUM E MÍNIMO MÚLTIPLO COMUM. NÚMEROS REAIS
Conjunto dos números inteiros - z
O conjunto dos números inteiros é a reunião do conjunto dos números naturais N = {0, 1, 2, 3, 4,..., n,...},(N C Z); o conjunto dos opos-
tos dos números naturais e o zero. Representamos pela letra Z.
N C Z (N está contido em Z)
Subconjuntos:
SÍMBOLO REPRESENTAÇÃO DESCRIÇÃO
* Z* Conjunto dos números inteiros não nulos
+ Z+ Conjunto dos números inteiros não negativos
* e + Z*+ Conjunto dos números inteiros positivos
- Z_ Conjunto dos números inteiros não positivos
* e - Z*_ Conjunto dos números inteiros negativos
Observamos nos números inteiros algumas características: 
• Módulo: distância ou afastamento desse número até o zero, na reta numérica inteira. Representa-se o módulo por | |. O módulo de 
qualquer número inteiro, diferente de zero, é sempre positivo.
• Números Opostos: dois números são opostos quando sua soma é zero. Isto significa que eles estão a mesma distância da origem 
(zero).
Somando-se temos: (+4) + (-4) = (-4) + (+4) = 0
MATEMÁTICA
54
Operações
• Soma ou Adição: Associamos aos números inteiros positivos 
a ideia de ganhar e aos números inteiros negativos a ideia de perder. 
ATENÇÃO: O sinal (+) antes do número positivo pode ser dis-
pensado, mas o sinal (–) antes do número negativo nunca pode 
ser dispensado.
• Subtração: empregamos quando precisamos tirar uma quan-
tidade de outra quantidade; temos duas quantidades e queremos 
saber quanto uma delas tem a mais que a outra; temos duas quan-
tidades e queremos saber quanto falta a uma delas para atingir a 
outra. A subtração é a operação inversa da adição. O sinal sempre 
será do maior número.
ATENÇÃO: todos parênteses, colchetes, chaves, números, ..., 
entre outros, precedidos de sinal negativo, tem o seu sinal inverti-
do, ou seja, é dado o seu oposto.
Exemplo: 
(FUNDAÇÃO CASA – AGENTE EDUCACIONAL – VUNESP) Para 
zelar pelos jovens internados e orientá-los a respeito do uso ade-
quado dos materiais em geral e dos recursos utilizados em ativida-
des educativas, bem como da preservação predial, realizou-se uma 
dinâmica elencando “atitudes positivas” e “atitudes negativas”, no 
entendimento dos elementos do grupo. Solicitou-se que cada um 
classificasse suas atitudes como positiva ou negativa, atribuindo 
(+4) pontos a cada atitude positiva e (-1) a cada atitude negativa. 
Se um jovem classificou como positiva apenas 20 das 50 atitudes 
anotadas, o total de pontos atribuídos foi
(A) 50.
(B) 45.
(C) 42.
(D) 36.
(E) 32.
Resolução:
50-20=30 atitudes negativas
20.4=80
30.(-1)=-30
80-30=50
Resposta: A
• Multiplicação: é uma adição de números/ fatores repetidos. 
Na multiplicação o produto dos números a e b, pode ser indicado 
por a x b, a . b ou ainda ab sem nenhum sinal entre as letras.
• Divisão: a divisão exata de um número inteiro por outro nú-
mero inteiro, diferente de zero, dividimos o módulo do dividendo 
pelo módulo do divisor.
 
ATENÇÃO:
1) No conjunto Z, a divisão não é comutativa, não é associativa 
e não tem a propriedade da existência do elemento neutro.
2) Não existe divisão por zero.
3) Zero dividido por qualquer número inteiro, diferente de zero, 
é zero, pois o produto de qualquer número inteiro por zero é igual 
a zero.
Na multiplicação e divisão de números inteiros é muito impor-
tante a REGRA DE SINAIS:
Sinais iguais (+) (+); (-) (-) = resultado sempre positivo.
Sinais diferentes (+) (-); (-) (+) = resultado sempre 
negativo.
Exemplo: 
(PREF.DE NITERÓI) Um estudante empilhou seus livros, obten-
do uma única pilha 52cm de altura. Sabendo que 8 desses livros 
possui uma espessura de 2cm, e que os livros restantes possuem 
espessura de 3cm, o número de livros na pilha é:
(A) 10
(B) 15
(C) 18
(D) 20
(E) 22
Resolução:
São 8 livros de 2 cm: 8.2 = 16 cm
Como eu tenho 52 cm ao todo e os demais livros tem 3 cm, 
temos:
52 - 16 = 36 cm de altura de livros de 3 cm
36 : 3 = 12 livros de 3 cm
O total de livros da pilha: 8 + 12 = 20 livros ao todo.
Resposta: D
• Potenciação: A potência an do número inteiro a, é definida 
como um produto de n fatores iguais. O número a é denominado a 
base e o número n é o expoente.an = a x a x a x a x ... x a , a é multi-
plicado por a n vezes. Tenha em mente que:
– Toda potência de base positiva é um número inteiro positivo.
– Toda potência de base negativa e expoente par é um número 
inteiro positivo.
– Toda potência de base negativa e expoente ímpar é um nú-
mero inteiro negativo.
Propriedades da Potenciação 
1) Produtos de Potências com bases iguais: Conserva-se a base 
e somam-se os expoentes. (–a)3 . (–a)6 = (–a)3+6 = (–a)9
2) Quocientes de Potências com bases iguais: Conserva-se a 
base e subtraem-se os expoentes. (-a)8 : (-a)6 = (-a)8– 6 = (-a)2
3) Potência de Potência: Conserva-se a base e multiplicam-se 
os expoentes. [(-a)5]2 = (-a)5 . 2 = (-a)10
4) Potência de expoente 1: É sempre igual à base. (-a)1 = -a e 
(+a)1 = +a
5) Potência de expoente zero e base diferente de zero: É igual 
a 1. (+a)0 = 1 e (–b)0 = 1
Conjunto dos números racionais – Q
Um número racional é o que pode ser escrito na forma n
m
, 
onde m e n são números inteiros, sendo que n deve ser diferente 
de zero. Frequentemente usamos m/n para significar a divisão de 
m por n. 
MATEMÁTICA
55
N C Z C Q (N está contido em Z que está contido em Q)
Subconjuntos:
SÍMBOLO REPRESENTAÇÃO DESCRIÇÃO
* Q* Conjunto dos números racionais não nulos
+ Q+ Conjunto dos números racionais não negativos
* e + Q*+ Conjunto dos números racionais positivos
- Q_ Conjunto dos números racionais não positivos
* e - Q*_ Conjunto dos números racionais negativos
Representação decimal 
Podemos representar um número racional, escrito na forma de fração, em número decimal. Para isso temos duas maneiras possíveis:
1º) O numeral decimal obtido possui, após a vírgula, um número finito de algarismos. Decimais Exatos:
5
2
 = 0,4
2º) O numeral decimal obtido possui, após a vírgula, infinitos algarismos (nem todos nulos), repetindo-se periodicamente Decimais 
Periódicos ou Dízimas Periódicas:
3
1
 = 0,333... 
Representação Fracionária 
É a operação inversa da anterior. Aqui temos duas maneiras possíveis:
1) Transformando o número decimal em uma fração numerador é o número decimal sem a vírgula e o denominador é composto pelo 
numeral 1, seguido de tantos zeros quantas forem as casas decimais do número decimal dado. 
Ex.:
0,035 = 35/1000
2) Através da fração geratriz. Aí temos o caso das dízimas periódicas que podem ser simples ou compostas.
– Simples: o seu período é composto por um mesmo número ou conjunto de números que se repeti infinitamente. 
Exemplos: 
Procedimento: para transformarmos uma dízima periódica simples em fração basta utilizarmos o dígito 9 no denominador para cada 
quantos dígitos tiver o período da dízima.
MATEMÁTICA
56
– Composta: quando a mesma apresenta um ante período que não se repete.
a)
Procedimento: para cada algarismo do período ainda se coloca um algarismo 9 no denominador. Mas, agora, para cada algarismo do 
antiperíodo se coloca um algarismo zero, também no denominador.
b)
Procedimento: é o mesmo aplicado ao item “a”, acrescido na frente da parte inteira (fração mista), ao qual transformamos e obtemos 
a fração geratriz.
Exemplo:
(PREF. NITERÓI) Simplificando a expressão abaixo
Obtém-se :
(A) ½
(B) 1
(C) 3/2
(D) 2
(E) 3
MATEMÁTICA
57
Resolução:
Resposta: B
Caraterísticas dos números racionais
O módulo e o número oposto são as mesmas dos números in-
teiros.
Inverso: dado um número racional a/b o inverso desse número 
(a/b)–n, é a fração onde o numerador vira denominador e o denomi-
nador numerador (b/a)n.
Representação geométrica 
Observa-se que entre dois inteiros consecutivos existem infini-
tos números racionais.
Operações
• Soma ou adição: como todo número racional é uma fração 
ou pode ser escrito na forma de uma fração, definimos a adição 
entre os números racionais 
b
a e 
d
c , da mesma forma que a soma 
de frações, através de:
• Subtração: a subtração de dois números racionais p e q é a 
própria operação de adição do número p com o oposto de q, isto é: 
p – q = p + (–q)
ATENÇÃO: Na adição/subtração se o denominador for igual, 
conserva-se os denominadores e efetua-se a operação apresen-
tada.
Exemplo: 
(PREF. JUNDIAI/SP – AGENTE DE SERVIÇOS OPERACIONAIS 
– MAKIYAMA) Na escola onde estudo, ¼ dos alunos tem a língua 
portuguesa como disciplina favorita, 9/20 têm a matemática como 
favorita e os demais têm ciências como favorita. Sendo assim, qual 
fração representa os alunos que têm ciências como disciplina favo-
rita? 
(A) 1/4
(B) 3/10
(C) 2/9
(D) 4/5
(E) 3/2
Resolução:
Somando português e matemática:
O que resta gosta de ciências:
Resposta: B
• Multiplicação: como todo número racional é uma fração ou 
pode ser escrito na forma de uma fração, definimos o produto de 
dois números racionais 
b
a e 
d
c , da mesma forma que o produto de 
frações, através de:
• Divisão: a divisão de dois números racionais p e q é a própria 
operação de multiplicação do número p pelo inverso de q, isto é: p 
÷ q = p × q-1
Exemplo:
(PM/SE – SOLDADO 3ªCLASSE – FUNCAB) Numa operação 
policial de rotina, que abordou 800 pessoas, verificou-se que 3/4 
dessas pessoas eram homens e 1/5 deles foram detidos. Já entre as 
mulheres abordadas, 1/8 foram detidas.
Qual o total de pessoas detidas nessa operação policial?
(A) 145
(B) 185
(C) 220
(D) 260
(E) 120
MATEMÁTICA
58
Resolução:
Resposta: A
• Potenciação: é válido as propriedades aplicadas aos núme-
ros inteiros. Aqui destacaremos apenas as que se aplicam aos nú-
meros racionais.
A) Toda potência com expoente negativo de um número ra-
cional diferente de zero é igual a outra potência que tem a base 
igual ao inverso da base anterior e o expoente igual ao oposto do 
expoente anterior.
B) Toda potência com expoente ímpar tem o mesmo sinal da 
base.
C) Toda potência com expoente par é um número positivo.
Expressões numéricas
São todas sentenças matemáticas formadas por números, suas 
operações (adições, subtrações, multiplicações, divisões, potencia-
ções e radiciações) e também por símbolos chamados de sinais de 
associação, que podem aparecer em uma única expressão.
Procedimentos
1) Operações:
- Resolvermos primeiros as potenciações e/ou radiciações na 
ordem que aparecem;
- Depois as multiplicações e/ou divisões;
- Por último as adições e/ou subtrações na ordem que apare-
cem.
2) Símbolos: 
- Primeiro, resolvemos os parênteses ( ), até acabarem os cál-
culos dentro dos parênteses, 
-Depois os colchetes [ ]; 
- E por último as chaves { }.
ATENÇÃO: 
– Quando o sinal de adição (+) anteceder um parêntese, col-
chetes ou chaves, deveremos eliminar o parêntese, o colchete ou 
chaves, na ordem de resolução, reescrevendo os números internos 
com os seus sinais originais.
– Quando o sinal de subtração (-) anteceder um parêntese, col-
chetes ou chaves, deveremos eliminar o parêntese, o colchete ou 
chaves, na ordem de resolução, reescrevendo os números internos 
com os seus sinais invertidos.
Exemplo: 
(MANAUSPREV – ANALISTA PREVIDENCIÁRIO – ADMINISTRATI-
VA – FCC) Considere as expressões numéricas, abaixo. 
A = 1/2 + 1/4+ 1/8 + 1/16 + 1/32 e
B = 1/3 + 1/9 + 1/27 + 1/81 + 1/243
O valor, aproximado, da soma entre A e B é
(A) 2
(B) 3
(C) 1
(D) 2,5
(E) 1,5
Resolução:
Vamos resolver cada expressão separadamente:
Resposta: E
MATEMÁTICA
59
Múltiplos
Dizemos que um número é múltiplo de outro quando o primei-
ro é resultado da multiplicação entre o segundo e algum número 
natural e o segundo, nesse caso, é divisor do primeiro. O que sig-
nifica que existem dois números, x e y, tal que x é múltiplo de y se 
existir algum número natural n tal que:
x = y·n
Se esse número existir, podemos dizer que y é um divisor de x e 
podemos escrever: x = n/y 
Observações:
1) Todo número natural é múltiplo de si mesmo.
2) Todo número natural é múltiplo de 1.
3) Todo número natural, diferente de zero, tem infinitos múl-
tiplos.
4) O zero é múltiplo de qualquer número natural.
5) Os múltiplos do número 2 são chamados de números pares, 
e a fórmula geral desses números é 2k (k ∈ N). Os demais são cha-
mados de números ímpares, e a fórmula geral desses números é 2k 
+ 1 (k ∈ N).
6) O mesmo se aplica para os números inteiros, tendo k ∈ Z.
Critérios de divisibilidade
São regras práticas que nos possibilitam dizer se um número 
é ou não divisível por outro, sem que seja necessário efetuarmos 
a divisão.
No quadro abaixo temos um resumo de alguns dos critérios:
(Fonte: https://www.guiadamatematica.com.br/criterios-de-divisibili-
dade/ - reeditado)
Vale ressaltar a divisibilidade por 7: Um número é divisível por 
7 quando o último algarismo do número, multiplicadopor 2, sub-
traído do número sem o algarismo, resulta em um número múltiplo 
de 7. Neste, o processo será repetido a fim de diminuir a quantida-
de de algarismos a serem analisados quanto à divisibilidade por 7.
Outros critérios
Divisibilidade por 12: Um número é divisível por 12 quando é 
divisível por 3 e por 4 ao mesmo tempo.
Divisibilidade por 15: Um número é divisível por 15 quando é 
divisível por 3 e por 5 ao mesmo tempo.
Fatoração numérica
Trata-se de decompor o número em fatores primos. Para de-
compormos este número natural em fatores primos, dividimos o 
mesmo pelo seu menor divisor primo, após pegamos o quociente 
e dividimos o pelo seu menor divisor, e assim sucessivamente até 
obtermos o quociente 1. O produto de todos os fatores primos re-
presenta o número fatorado. Exemplo:
Divisores 
Os divisores de um número n, é o conjunto formado por todos 
os números que o dividem exatamente. Tomemos como exemplo o 
número 12.
Um método para descobrimos os divisores é através da fato-
ração numérica. O número de divisores naturais é igual ao produto 
dos expoentes dos fatores primos acrescidos de 1.
Logo o número de divisores de 12 são:
Para sabermos quais são esses 6 divisores basta pegarmos cada 
fator da decomposição e seu respectivo expoente natural que varia 
de zero até o expoente com o qual o fator se apresenta na decom-
posição do número natural.
12 = 22 . 31 = 
22 = 20,21 e 22 ; 31 = 30 e 31, teremos:
20 . 30=1
20 . 31=3
MATEMÁTICA
60
21 . 30=2
21 . 31=2.3=6
22 . 31=4.3=12
22 . 30=4
O conjunto de divisores de 12 são: D (12)={1, 2, 3, 4, 6, 12}
A soma dos divisores é dada por: 1 + 2 + 3 + 4 + 6 + 12 = 28 
Máximo divisor comum (MDC)
É o maior número que é divisor comum de todos os números dados. Para o cálculo do MDC usamos a decomposição em fatores pri-
mos. Procedemos da seguinte maneira:
Após decompor em fatores primos, o MDC é o produto dos FATORES COMUNS obtidos, cada um deles elevado ao seu MENOR EX-
POENTE. 
Exemplo:
MDC (18,24,42) = 
Observe que os fatores comuns entre eles são: 2 e 3, então pegamos os de menores expoentes: 2x3 = 6. Logo o Máximo Divisor Co-
mum entre 18,24 e 42 é 6.
Mínimo múltiplo comum (MMC)
É o menor número positivo que é múltiplo comum de todos os números dados. A técnica para acharmos é a mesma do MDC, apenas 
com a seguinte ressalva:
O MMC é o produto dos FATORES COMUNS E NÃO-COMUNS, cada um deles elevado ao SEU MAIOR EXPOENTE. 
Pegando o exemplo anterior, teríamos:
MMC (18,24,42) = 
Fatores comuns e não-comuns= 2,3 e 7
Com maiores expoentes: 2³x3²x7 = 8x9x7 = 504. Logo o Mínimo Múltiplo Comum entre 18,24 e 42 é 504.
Temos ainda que o produto do MDC e MMC é dado por: MDC (A,B). MMC (A,B)= A.B
Os cálculos desse tipo de problemas, envolvem adições e subtrações, posteriormente as multiplicações e divisões. Depois os pro-
blemas são resolvidos com a utilização dos fundamentos algébricos, isto é, criamos equações matemáticas com valores desconhecidos 
(letras). Observe algumas situações que podem ser descritas com utilização da álgebra.
É bom ter mente algumas situações que podemos encontrar:
MATEMÁTICA
61
Exemplos:
(PREF. GUARUJÁ/SP – SEDUC – PROFESSOR DE MATEMÁTICA – 
CAIPIMES) Sobre 4 amigos, sabe-se que Clodoaldo é 5 centímetros 
mais alto que Mônica e 10 centímetros mais baixo que Andreia. Sa-
be-se também que Andreia é 3 centímetros mais alta que Doralice e 
que Doralice não é mais baixa que Clodoaldo. Se Doralice tem 1,70 
metros, então é verdade que Mônica tem, de altura:
(A) 1,52 metros.
(B) 1,58 metros.
(C) 1,54 metros.
(D) 1,56 metros.
Resolução:
Escrevendo em forma de equações, temos:
C = M + 0,05 ( I )
C = A – 0,10 ( II )
A = D + 0,03 ( III )
D não é mais baixa que C
Se D = 1,70 , então:
( III ) A = 1,70 + 0,03 = 1,73
( II ) C = 1,73 – 0,10 = 1,63
( I ) 1,63 = M + 0,05
M = 1,63 – 0,05 = 1,58 m
Resposta: B
(CEFET – AUXILIAR EM ADMINISTRAÇÃO – CESGRANRIO) Em 
três meses, Fernando depositou, ao todo, R$ 1.176,00 em sua ca-
derneta de poupança. Se, no segundo mês, ele depositou R$ 126,00 
a mais do que no primeiro e, no terceiro mês, R$ 48,00 a menos do 
que no segundo, qual foi o valor depositado no segundo mês?
(A) R$ 498,00
(B) R$ 450,00
(C) R$ 402,00
(D) R$ 334,00
(E) R$ 324,00
Resolução:
Primeiro mês = x
Segundo mês = x + 126
Terceiro mês = x + 126 – 48 = x + 78
Total = x + x + 126 + x + 78 = 1176 
3.x = 1176 – 204
x = 972 / 3
x = R$ 324,00 (1º mês)
* No 2º mês: 324 + 126 = R$ 450,00
Resposta: B
(PREFEITURA MUNICIPAL DE RIBEIRÃO PRETO/SP – AGENTE 
DE ADMINISTRAÇÃO – VUNESP) Uma loja de materiais elétricos 
testou um lote com 360 lâmpadas e constatou que a razão entre o 
número de lâmpadas queimadas e o número de lâmpadas boas era 
2 / 7. Sabendo-se que, acidentalmente, 10 lâmpadas boas quebra-
ram e que lâmpadas queimadas ou quebradas não podem ser ven-
didas, então a razão entre o número de lâmpadas que não podem 
ser vendidas e o número de lâmpadas boas passou a ser de
(A) 1 / 4.
(B) 1 / 3.
(C) 2 / 5.
(D) 1 / 2.
(E) 2 / 3.
Resolução: 
Chamemos o número de lâmpadas queimadas de ( Q ) e o nú-
mero de lâmpadas boas de ( B ). Assim:
B + Q = 360 , ou seja, B = 360 – Q ( I )
 , ou seja, 7.Q = 2.B ( II )
Substituindo a equação ( I ) na equação ( II ), temos:
7.Q = 2. (360 – Q)
7.Q = 720 – 2.Q
7.Q + 2.Q = 720
9.Q = 720
Q = 720 / 9
Q = 80 (queimadas)
Como 10 lâmpadas boas quebraram, temos:
Q’ = 80 + 10 = 90 e B’ = 360 – 90 = 270
Resposta: B
Fração é todo número que pode ser escrito da seguinte forma 
a/b, com b≠0. Sendo a o numerador e b o denominador. Uma fra-
ção é uma divisão em partes iguais. Observe a figura:
O numerador indica quantas partes tomamos do total que foi 
dividida a unidade.
O denominador indica quantas partes iguais foi dividida a uni-
dade.
Lê-se: um quarto.
Atenção:
• Frações com denominadores de 1 a 10: meios, terços, quar-
tos, quintos, sextos, sétimos, oitavos, nonos e décimos.
• Frações com denominadores potências de 10: décimos, cen-
tésimos, milésimos, décimos de milésimos, centésimos de milési-
mos etc.
• Denominadores diferentes dos citados anteriormente: 
Enuncia-se o numerador e, em seguida, o denominador seguido da 
palavra “avos”.
Tipos de frações
– Frações Próprias: Numerador é menor que o denominador. 
Ex.: 7/15
– Frações Impróprias: Numerador é maior ou igual ao denomi-
nador. Ex.: 6/7
– Frações aparentes: Numerador é múltiplo do denominador. 
As mesmas pertencem também ao grupo das frações impróprias. 
Ex.: 6/3
– Frações mistas: Números compostos de uma parte inteira e 
outra fracionária. Podemos transformar uma fração imprópria na 
forma mista e vice e versa. Ex.: 1 1/12 (um inteiro e um doze avos)
MATEMÁTICA
62
– Frações equivalentes: Duas ou mais frações que apresentam 
a mesma parte da unidade. Ex.: 2/4 = 1/2
– Frações irredutíveis: Frações onde o numerador e o denomi-
nador são primos entre si. Ex.: 5/11 ; 
Operações com frações
• Adição e Subtração 
Com mesmo denominador: Conserva-se o denominador e so-
ma-se ou subtrai-se os numeradores.
Com denominadores diferentes: é necessário reduzir ao mes-
mo denominador através do MMC entre os denominadores. Usa-
mos tanto na adição quanto na subtração.
O MMC entre os denominadores (3,2) = 6
• Multiplicação e Divisão
Multiplicação: É produto dos numerados pelos denominadores 
dados. Ex.:
– Divisão: É igual a primeira fração multiplicada pelo inverso da 
segunda fração. Ex.:
Obs.: Sempre que possível podemos simplificar o resultado da 
fração resultante de forma a torna-la irredutível.
Exemplo: 
(EBSERH/HUPES – UFBA – TÉCNICO EM INFORMÁTICA – IA-
DES) O suco de três garrafas iguais foi dividido igualmente entre 5 
pessoas. Cada uma recebeu 
(A) 
(B) 
(C) 
(D) 
(E) 
Resolução:
Se cada garrafa contém X litros de suco, e eu tenho 3 garrafas, 
então o total será de 3X litros de suco. Precisamos dividir essa quan-
tidade de suco (em litros) para 5 pessoas, logo teremos:
Onde x é litros de suco, assim a fração que cada um recebeu de 
suco é de 3/5 de suco da garrafa.
Resposta: B
EXPRESSÕESNUMÉRICAS
Expressões algébricas são expressões matemáticas que apre-
sentam números, letras e operações. As expressões desse tipo são 
usadas com frequência em fórmulas e equações.
As letras que aparecem em uma expressão algébrica são cha-
madas de variáveis e representam um valor desconhecido.
Os números escritos na frente das letras são chamados de coe-
ficientes e deverão ser multiplicados pelos valores atribuídos as le-
tras.
Exemplo: 
(PREFEITURA MUNICIPAL DE RIBEIRÃO PRETO/SP – AGENTE DE 
ADMINISTRAÇÃO – VUNESP) Uma loja de materiais elétricos testou 
um lote com 360 lâmpadas e constatou que a razão entre o número 
de lâmpadas queimadas e o número de lâmpadas boas era 2 / 7. Sa-
bendo-se que, acidentalmente, 10 lâmpadas boas quebraram e que 
lâmpadas queimadas ou quebradas não podem ser vendidas, então 
a razão entre o número de lâmpadas que não podem ser vendidas 
e o número de lâmpadas boas passou a ser de
(A) 1 / 4.
(B) 1 / 3.
(C) 2 / 5.
(D) 1 / 2.
(E) 2 / 3.
Resolução:
Chamemos o número de lâmpadas queimadas de ( Q ) e o nú-
mero de lâmpadas boas de ( B ). Assim:
B + Q = 360 , ou seja, B = 360 – Q ( I )
MATEMÁTICA
63
Substituindo a equação ( I ) na equação ( II ), temos:
7.Q = 2. (360 – Q)
7.Q = 720 – 2.Q
7.Q + 2.Q = 720
9.Q = 720
Q = 720 / 9
Q = 80 (queimadas)
Como 10 lâmpadas boas quebraram, temos:
Q’ = 80 + 10 = 90 e B’ = 360 – 90 = 270
Resposta: B
Simplificação de expressões algébricas
Podemos escrever as expressões algébricas de forma mais 
simples somando seus termos semelhantes (mesma parte literal). 
Basta somar ou subtrair os coeficientes dos termos semelhantes e 
repetir a parte literal. Exemplos:
a) 3xy + 7xy4 - 6x3y + 2xy - 10xy4 = (3xy + 2xy) + (7xy4 - 10xy4) 
- 6x3y = 5xy - 3xy4 - 6x3y
b) ab - 3cd + 2ab - ab + 3cd + 5ab = (ab + 2ab - ab + 5ab) + (- 3cd 
+ 3cd) = 7ab
Fatoração de expressões algébricas
Fatorar significa escrever uma expressão como produto de ter-
mos. Para fatorar uma expressão algébrica podemos usar os seguin-
tes casos:
• Fator comum em evidência: ax + bx = x . (a + b)
• Agrupamento: ax + bx + ay + by = x . (a + b) + y . (a + b) = (x + 
y) . (a + b)
• Trinômio Quadrado Perfeito (Adição): a2 + 2ab + b2 = (a + b)2
• Trinômio Quadrado Perfeito (Diferença): a2 – 2ab + b2 = (a – 
b)2
• Diferença de dois quadrados: (a + b) . (a – b) = a2 – b2
• Cubo Perfeito (Soma): a3 + 3a2b + 3ab2 + b3 = (a + b)3
• Cubo Perfeito (Diferença): a3 - 3a2b + 3ab2 - b3 = (a - b)3
Exemplo: 
(PREF. MOGEIRO/PB - PROFESSOR – MATEMÁTICA – EXAMES) 
Simplificando a expressão,
Obtemos:
(A) a + b.
(B) a² + b².
(C) ab.
(D) a² + ab + b².
(E) b – a.
Resolução:
Resposta: D
Monômios
Quando uma expressão algébrica apresenta apenas multiplica-
ções entre o coeficiente e as letras (parte literal), ela é chamada de 
monômio. Exemplos: 3ab ; 15xyz3
Propriedades importantes 
– Toda equação algébrica de grau n possui exatamente n raízes. 
– Se b for raiz de P(x) = 0 , então P(x) é divisível por (x – b) . 
Esta propriedade é muito importante para abaixar o grau de uma 
equação, o que se consegue dividindo P(x) por x - b, aplicando Brio-
t-Ruffini.
– Se o número complexo (a + bi) for raiz de P(x) = 0 , então o 
conjugado (a – bi) também será raiz . 
– Se a equação P(x) = 0 possuir k raízes iguais a m então dize-
mos que m é uma raiz de grau de multiplicidade k. 
– Se a soma dos coeficientes de uma equação algébrica P(x) = 0 
for nula, então a unidade é raiz da 
– Toda equação de termo independente nulo, admite um nú-
mero de raízes nulas igual ao menor expoente da variável. 
Relações de Girard
São as relações existentes entre os coeficientes e as raízes de 
uma equação algébrica. 
Sendo V= {r1, r2, r3,...,rn-1,rn} o conjunto verdade da equação P(x) 
= a0x
n + a1x
n-1 +a2x
n-2+ ... + an-1x+an=0, com a0≠ 0, valem as seguintes 
relações entre os coeficientes e as raízes:
MATEMÁTICA
64
Atenção
As relações de Girard só são úteis na resolução de equações 
quando temos alguma informação sobre as raízes. Sozinhas, elas 
não são suficientes para resolver as equações.
Exemplo: 
(UFSCAR-SP) Sabendo-se que a soma de duas das raízes da 
equação x3 – 7x2 + 14x – 8 = 0 é igual a 5, pode-se afirmar a respeito 
das raízes que:
(A) são todas iguais e não nulas.
(B) somente uma raiz é nula.
(C) as raízes constituem uma progressão geométrica.
(D) as raízes constituem uma progressão aritmética.
(E) nenhuma raiz é real.
Resolução:
x3 – 7x2 + 14x – 8 = 0
Raízes: x1, x2 e x3
Informação: x1 + x2 = 5
Girard: x1 + x2 + x3 = 7 ➱ 5 + x3 = 7 ➱ x3 = 2
Como 2 é raiz, por Briot-Ruffini, temos
x2 – 5x + 4 = 0
x = 1 ou x = 4
S = {1, 2, 4}
Resposta: C
Teorema das Raízes Racionais
É um recurso para a determinação de raízes de equações algé-
bricas. Segundo o teorema, se o número racional, com e primos en-
tre si (ou seja, é uma fração irredutível), é uma raiz da equação po-
linomial com coeficientes inteiros então é divisor de e é divisor de. 
Exemplo: 
Verifique se a equação x3 – x2 + x – 6 = 0 possui raízes racionais.
Resolução:
p deve ser divisor de 6, portanto: ±6, ±3, ±2, ±1; q deve ser 
divisor de 1, portanto: ±1; Portanto, os possíveis valores da fração 
são p/q: ±6, ±3, ±2 e ±1. Substituindo-se esses valores na equação, 
descobrimos que 2 é uma de suas raízes. Como esse polinômio é de 
grau 3 (x3 ) é necessário descobrir apenas uma raiz para determinar 
as demais. Se fosse de grau 4 (x4 ) precisaríamos descobrir duas 
raízes. As demais raízes podem facilmente ser encontradas utilizan-
do-se o dispositivo prático de Briot-Ruffini e a fórmula de Bhaskara.
EQUAÇÕES E SISTEMAS DE EQUAÇÕES DE 1. O GRAU
Equação é toda sentença matemática aberta que exprime uma 
relação de igualdade e uma incógnita ou variável (x, y, z,...).
Equação do 1º grau
As equações do primeiro grau são aquelas que podem ser re-
presentadas sob a forma ax + b = 0, em que a e b são constantes 
reais, com a diferente de 0, e x é a variável. A resolução desse tipo 
de equação é fundamentada nas propriedades da igualdade descri-
tas a seguir.
Adicionando um mesmo número a ambos os membros de uma 
equação, ou subtraindo um mesmo número de ambos os membros, 
a igualdade se mantém.
Dividindo ou multiplicando ambos os membros de uma equa-
ção por um mesmo número não-nulo, a igualdade se mantém.
• Membros de uma equação
Numa equação a expressão situada à esquerda da igualdade é 
chamada de 1º membro da equação, e a expressão situada à direita 
da igualdade, de 2º membro da equação.
• Resolução de uma equação
Colocamos no primeiro membro os termos que apresentam 
variável, e no segundo membro os termos que não apresentam va-
riável. Os termos que mudam de membro têm os sinais trocados.
5x – 8 = 12 + x
5x – x = 12 + 8
4x = 20
X = 20/4
X = 5
Ao substituirmos o valor encontrado de x na equação obtemos 
o seguinte:
5x – 8 = 12 + x
5.5 – 8 = 12 + 5
25 – 8 = 17
17 = 17 ( V)
Quando se passa de um membro para o outro se usa a ope-
ração inversa, ou seja, o que está multiplicando passa dividindo e 
o que está dividindo passa multiplicando. O que está adicionando 
passa subtraindo e o que está subtraindo passa adicionando.
Exemplo: 
(PRODAM/AM – AUXILIAR DE MOTORISTA – FUNCAB) Um gru-
po formado por 16 motoristas organizou um churrasco para suas 
famílias. Na semana do evento, seis deles desistiram de participar. 
Para manter o churrasco, cada um dos motoristas restantes pagou 
R$ 57,00 a mais.
O valor total pago por eles, pelo churrasco, foi:
(A) R$ 570,00
(B) R$ 980,50
(C) R$ 1.350,00
(D) R$ 1.480,00
(E) R$ 1.520,00
Resolução:
Vamos chamar de ( x ) o valor para cada motorista. Assim:
16 . x = Total
Total = 10 . (x + 57) (pois 6 desistiram)
Combinando as duas equações, temos:
16.x = 10.x + 570
16.x – 10.x = 570
6.x = 570
x = 570 / 6
x = 95
MATEMÁTICA
65
O valor total é: 16 . 95 = R$ 1520,00.
Resposta: E
Equação do 2º grau
As equações do segundo grau são aquelas que podem ser 
representadas sob a forma ax² + bx +c = 0, em que a, b e c são 
constantes reais, com a diferente de 0, e x é a variável. 
• Equaçãocompleta e incompleta
1) Quando b ≠ 0 e c ≠ 0, a equação do 2º grau se diz completa.
Ex.: x2 - 7x + 11 = 0= 0 é uma equação completa (a = 1, b = – 7, 
c = 11).
2) Quando b = 0 ou c = 0 ou b = c = 0, a equação do 2º grau se 
diz incompleta.
Exs.: 
x² - 81 = 0 é uma equação incompleta (b=0).
x² +6x = 0 é uma equação incompleta (c = 0).
2x² = 0 é uma equação incompleta (b = c = 0).
• Resolução da equação
1º) A equação é da forma ax2 + bx = 0 (incompleta)
x2 – 16x = 0 colocamos x em evidência
x . (x – 16) = 0,
x = 0
x – 16 = 0
x = 16
Logo, S = {0, 16} e os números 0 e 16 são as raízes da equação.
2º) A equação é da forma ax2 + c = 0 (incompleta)
x2 – 49= 0 Fatoramos o primeiro membro, que é uma diferen-
ça de dois quadrados.
(x + 7) . (x – 7) = 0, 
x + 7 = 0 x – 7 = 0
x = – 7 x = 7
ou
x2 – 49 = 0 
x2 = 49
x2 = 49 
x = 7, (aplicando a segunda propriedade).
Logo, S = {–7, 7}.
3º) A equação é da forma ax² + bx + c = 0 (completa)
Para resolvê-la usaremos a formula de Bháskara.
Conforme o valor do discriminante Δ existem três possibilida-
des quanto á natureza da equação dada.
Quando ocorre a última possibilidade é costume dizer-se que 
não existem raízes reais, pois, de fato, elas não são reais já que não 
existe, no conjunto dos números reais, √a quando a 0
ax + b 0.
Solução:
MATEMÁTICA
66
-2x > -7
Multiplicando por (-1)
2x 0
-2x + 7 = 0
x = 7/2
Exemplo:
(SEE/AC – PROFESSOR DE CIÊNCIAS DA NATUREZA MATEMÁ-
TICA E SUAS TECNOLOGIAS – FUNCAB) Determine os valores de 
que satisfazem a seguinte inequação: 
(A) x > 2 
(B) x - 5 
(C) x > - 5 
(D) x 0 
ax2 + bx + c , ≥ , 0
Resolução:
x2 -3x + 2 > 0
x ‘ =1, x ‘’ = 2
Como desejamos os valores para os quais a função é maior que 
zero devemos fazer um esboço do gráfico e ver para quais valores 
de x isso ocorre.
Vemos, que as regiões que tornam positivas a função são: x2. Resposta: { x|R| x2}
Exemplo:
(VUNESP) O conjunto solução da inequação 9x2 – 6x + 1 ≤ 0, 
no universo dos números reais é:
(A) ∅
(B) R
(C) 
(D) 
(E) 
Resolução:
Resolvendo por Bháskara:
Fazendo o gráfico, a > 0 parábola voltada para cima:
MATEMÁTICA
67
Resposta: C
SISTEMAS DE MEDIDA DE TEMPO. SISTEMA MÉTRICO DECIMAL
O sistema métrico decimal é parte integrante do Sistema de Medidas. É adotado no Brasil tendo como unidade fundamental de me-
dida o metro.
O Sistema de Medidas é um conjunto de medidas usado em quase todo o mundo, visando padronizar as formas de medição.
Medidas de comprimento
Os múltiplos do metro são usados para realizar medição em grandes distâncias, enquanto os submúltiplos para realizar medição em 
pequenas distâncias.
MÚLTIPLOS UNIDADE 
FUNDAMENTAL SUBMÚLTIPLOS
Quilômetro Hectômetro Decâmetro Metro Decímetro Centímetro Milímetro
km hm Dam m dm cm mm
1000m 100m 10m 1m 0,1m 0,01m 0,001m
Para transformar basta seguir a tabela seguinte (esta transformação vale para todas as medidas):
Medidas de superfície e área
As unidades de área do sistema métrico correspondem às unidades de comprimento da tabela anterior. 
São elas: quilômetro quadrado (km2), hectômetro quadrado (hm2), etc. As mais usadas, na prática, são o quilômetro quadrado, o me-
tro quadrado e o hectômetro quadrado, este muito importante nas atividades rurais com o nome de hectare (ha): 1 hm2 = 1 ha.
No caso das unidades de área, o padrão muda: uma unidade é 100 vezes a menor seguinte e não 10 vezes, como nos comprimentos. 
Entretanto, consideramos que o sistema continua decimal, porque 100 = 102. A nomenclatura é a mesma das unidades de comprimento 
acrescidas de quadrado.
Vejamos as relações entre algumas essas unidades que não fazem parte do sistema métrico e as do sistema métrico decimal (valores 
aproximados):
1 polegada = 25 milímetros
1 milha = 1 609 metros
1 légua = 5 555 metros
1 pé = 30 centímetros
MATEMÁTICA
68
Medidas de Volume e Capacidade
Na prática, são muitos usados o metro cúbico(m3) e o centímetro cúbico(cm3). 
Nas unidades de volume, há um novo padrão: cada unidade vale 1000 vezes a unidade menor seguinte. Como 1000 = 103, o sistema 
continua sendo decimal. Acrescentamos a nomenclatura cúbico.
A noção de capacidade relaciona-se com a de volume. A unidade fundamental para medir capacidade é o litro (l); 1l equivale a 1 dm3.
Medidas de Massa
O sistema métrico decimal inclui ainda unidades de medidas de massa. A unidade fundamental é o grama(g). Assim as denominamos: 
Kg – Quilograma; hg – hectograma; dag – decagrama; g – grama; dg – decigrama; cg – centigrama; mg – miligrama
Dessas unidades, só têm uso prático o quilograma, o grama e o miligrama. No dia-a-dia, usa-se ainda a tonelada (t). Medidas Especiais:
1 Tonelada(t) = 1000 Kg
1 Arroba = 15 Kg
1 Quilate = 0,2 g
Em resumo temos:
Relações importantes
1 kg = 1l = 1 dm3
1 hm2 = 1 ha = 10.000m2
1 m3 = 1000 l
Exemplos:
(CLIN/RJ - GARI E OPERADOR DE ROÇADEIRA - COSEAC) Uma peça de um determinado tecido tem 30 metros, e para se confeccionar 
uma camisa desse tecido são necessários 15 decímetros. Com duas peças desse tecido é possível serem confeccionadas:
(A) 10 camisas
(B) 20 camisas
(C) 40 camisas
(D) 80 camisas
Resolução:
Como eu quero 2 peças desse tecido e 1 peça possui 30 metros logo:
30 . 2 = 60 m. Temos que trabalhar com todas na mesma unidade: 1 m é 10dm assim temos 60m . 10 = 600 dm, como cada camisa 
gasta um total de 15 dm, temos então:
600/15 = 40 camisas.
Resposta: C
(CLIN/RJ - GARI E OPERADOR DE ROÇADEIRA - COSEAC) Um veículo tem capacidade para transportar duas toneladas de carga. Se a 
carga a ser transportada é de caixas que pesam 4 quilogramas cada uma, o veículo tem capacidade de transportar no máximo:
(A) 50 caixas
(B) 100 caixas
MATEMÁTICA
69
(C) 500 caixas
(D) 1000 caixas
Resolução:
Uma tonelada(ton) é 1000 kg, logo 2 ton. 1000kg= 2000 kg
Cada caixa pesa 4kg
2000 kg/ 4kg = 500 caixas.
Resposta: C
NÚMEROS E GRANDEZAS DIRETAMENTE E 
INVERSAMENTE PROPORCIONAIS
Razão
É uma fração, sendo a e b dois números a sua razão, chama-se 
razão de a para b: a/b ou a:b , assim representados, sendo b ≠ 0. 
Temos que:
Exemplo:
(SEPLAN/GO – PERITO CRIMINAL – FUNIVERSA) Em uma ação 
policial, foram apreendidos 1 traficante e 150 kg de um produto 
parecidocom maconha. Na análise laboratorial, o perito constatou 
que o produto apreendido não era maconha pura, isto é, era uma 
mistura da Cannabis sativa com outras ervas. Interrogado, o trafi-
cante revelou que, na produção de 5 kg desse produto, ele usava 
apenas 2 kg da Cannabis sativa; o restante era composto por várias 
“outras ervas”. Nesse caso, é correto afirmar que, para fabricar todo 
o produto apreendido, o traficante usou
(A) 50 kg de Cannabis sativa e 100 kg de outras ervas.
(B) 55 kg de Cannabis sativa e 95 kg de outras ervas.
(C) 60 kg de Cannabis sativa e 90 kg de outras ervas.
(D) 65 kg de Cannabis sativa e 85 kg de outras ervas.
(E) 70 kg de Cannabis sativa e 80 kg de outras ervas.
Resolução:
O enunciado fornece que a cada 5kg do produto temos que 2kg 
da Cannabis sativa e os demais outras ervas. Podemos escrever em 
forma de razão , logo :
Resposta: C
Razões Especiais
São aquelas que recebem um nome especial. Vejamos algu-
mas:
Velocidade: é razão entre a distância percorrida e o tempo gas-
to para percorrê-la.
Densidade: é a razão entre a massa de um corpo e o seu volu-
me ocupado por esse corpo. 
Proporção
É uma igualdade entre duas frações ou duas razões.
Lemos: a esta para b, assim como c está para d.
Ainda temos:
• Propriedades da Proporção
– Propriedade Fundamental: o produto dos meios é igual ao 
produto dos extremos:
a . d = b . c
– A soma/diferença dos dois primeiros termos está para o pri-
meiro (ou para o segundo termo), assim como a soma/diferença 
dos dois últimos está para o terceiro (ou para o quarto termo).
– A soma/diferença dos antecedentes está para a soma/dife-
rença dos consequentes, assim como cada antecedente está para 
o seu consequente.
MATEMÁTICA
70
Exemplo:
(MP/SP – AUXILIAR DE PROMOTORIA I – ADMINISTRATIVO – 
VUNESP) A medida do comprimento de um salão retangular está 
para a medida de sua largura assim como 4 está para 3. No piso 
desse salão, foram colocados somente ladrilhos quadrados inteiros, 
revestindo-o totalmente. Se cada fileira de ladrilhos, no sentido do 
comprimento do piso, recebeu 28 ladrilhos, então o número míni-
mo de ladrilhos necessários para revestir totalmente esse piso foi 
igual a
(A) 588.
(B) 350.
(C) 454.
(D) 476.
(E) 382.
Resolução:
Fazendo C = 28 e substituindo na proporção, temos:
4L = 28 . 3 
L = 84 / 4 
L = 21 ladrilhos
Assim, o total de ladrilhos foi de 28 . 21 = 588
Resposta: A
 REGRA DE TRÊS SIMPLES
Regra de três simples
Os problemas que envolvem duas grandezas diretamente ou 
inversamente proporcionais podem ser resolvidos através de um 
processo prático, chamado REGRA DE TRÊS SIMPLES. 
• Duas grandezas são DIRETAMENTE PROPORCIONAIS quando 
ao aumentarmos/diminuirmos uma a outra também aumenta/di-
minui.
• Duas grandezas são INVERSAMENTE PROPORCIONAIS quan-
do ao aumentarmos uma a outra diminui e vice-versa.
Exemplos: 
(PM/SP – OFICIAL ADMINISTRATIVO – VUNESP) Em 3 de maio 
de 2014, o jornal Folha de S. Paulo publicou a seguinte informação 
sobre o número de casos de dengue na cidade de Campinas.
De acordo com essas informações, o número de casos regis-
trados na cidade de Campinas, até 28 de abril de 2014, teve um 
aumento em relação ao número de casos registrados em 2007, 
aproximadamente, de
(A) 70%.
(B) 65%.
(C) 60%.
(D) 55%.
(E) 50%.
Resolução:
Utilizaremos uma regra de três simples:
ano %
11442 100
17136 x
11442.x = 17136 . 100 
x = 1713600 / 11442 = 149,8% (aproximado)
149,8% – 100% = 49,8%
Aproximando o valor, teremos 50%
Resposta: E
(PRODAM/AM – AUXILIAR DE MOTORISTA – FUNCAB) Numa 
transportadora, 15 caminhões de mesma capacidade transportam 
toda a carga de um galpão em quatro horas. Se três deles quebras-
sem, em quanto tempo os outros caminhões fariam o mesmo tra-
balho?
(A) 3 h 12 min
(B) 5 h
(C) 5 h 30 min
(D) 6 h
(E) 6 h 15 min
Resolução:
Vamos utilizar uma Regra de Três Simples Inversa, pois, quanto 
menos caminhões tivermos, mais horas demorará para transportar 
a carga:
MATEMÁTICA
71
caminhões horas
15 4
(15 – 3) x
12.x = 4 . 15
x = 60 / 12
x = 5 h
Resposta: B
Regra de três composta
Chamamos de REGRA DE TRÊS COMPOSTA, problemas que 
envolvem mais de duas grandezas, diretamente ou inversamente 
proporcionais.
Exemplos:
(CÂMARA DE SÃO PAULO/SP – TÉCNICO ADMINISTRATIVO 
– FCC) O trabalho de varrição de 6.000 m² de calçada é feita em 
um dia de trabalho por 18 varredores trabalhando 5 horas por dia. 
Mantendo-se as mesmas proporções, 15 varredores varrerão 7.500 
m² de calçadas, em um dia, trabalhando por dia, o tempo de 
(A) 8 horas e 15 minutos.
(B) 9 horas.
(C) 7 horas e 45 minutos.
(D) 7 horas e 30 minutos.
(E) 5 horas e 30 minutos.
Resolução:
Comparando- se cada grandeza com aquela onde está o x.
M² ↑ varredores ↓ horas ↑
6000 18 5
7500 15 x
Quanto mais a área, mais horas (diretamente proporcionais)
Quanto menos trabalhadores, mais horas (inversamente pro-
porcionais)
Como 0,5 h equivale a 30 minutos, logo o tempo será de 7 ho-
ras e 30 minutos.
Resposta: D
(PREF. CORBÉLIA/PR – CONTADOR – FAUEL) Uma equipe cons-
tituída por 20 operários, trabalhando 8 horas por dia durante 60 
dias, realiza o calçamento de uma área igual a 4800 m². Se essa 
equipe fosse constituída por 15 operários, trabalhando 10 horas 
por dia, durante 80 dias, faria o calçamento de uma área igual a: 
(A) 4500 m²
(B) 5000 m²
(C) 5200 m²
(D) 6000 m²
(E) 6200 m²
Resolução:
Operários ↑ horas ↑ dias ↑ área ↑
20 8 60 4800
15 10 80 x
Todas as grandezas são diretamente proporcionais, logo:
Resposta: D
PORCENTAGEM
PORCENTAGEM
São chamadas de razões centesimais ou taxas percentuais ou 
simplesmente de porcentagem, as razões de denominador 100, ou 
seja, que representam a centésima parte de uma grandeza. Costu-
mam ser indicadas pelo numerador seguido do símbolo %. (Lê-se: 
“por cento”).
Exemplo: 
(CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS/SP – ANA-
LISTA TÉCNICO LEGISLATIVO – DESIGNER GRÁFICO – VUNESP) O 
departamento de Contabilidade de uma empresa tem 20 funcio-
nários, sendo que 15% deles são estagiários. O departamento de 
Recursos Humanos tem 10 funcionários, sendo 20% estagiários. Em 
relação ao total de funcionários desses dois departamentos, a fra-
ção de estagiários é igual a
(A) 1/5.
(B) 1/6.
(C) 2/5.
(D) 2/9.
(E) 3/5.
Resolução:
Resposta: B
MATEMÁTICA
72
Lucro e Prejuízo em porcentagem
É a diferença entre o preço de venda e o preço de custo. Se a diferença for POSITIVA, temos o LUCRO (L), caso seja NEGATIVA, temos 
PREJUÍZO (P).
Logo: Lucro (L) = Preço de Venda (V) – Preço de Custo (C).
Exemplo: 
(CÂMARA DE SÃO PAULO/SP – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – FCC) O preço de venda de um produto, descontado um imposto de 16% 
que incide sobre esse mesmo preço, supera o preço de compra em 40%, os quais constituem o lucro líquido do vendedor. Em quantos por 
cento, aproximadamente, o preço de venda é superior ao de compra?
(A) 67%.
(B) 61%.
(C) 65%.
(D) 63%.
(E) 69%.
Resolução:
Preço de venda: V
Preço de compra: C
V – 0,16V = 1,4C
0,84V = 1,4C
O preço de venda é 67% superior ao preço de compra.
Resposta: A
Aumento e Desconto em porcentagem
– Aumentar um valor V em p%, equivale a multiplicá-lo por 
Logo:
- Diminuir um valor V em p%, equivale a multiplicá-lo por 
Logo:
MATEMÁTICA
73
Fator de multiplicação
É o valor final de , é o que chamamos de fator de multiplicação, muito útil para resolução de cálculos de 
porcentagem. O mesmo pode ser um acréscimo ou decréscimo no valor do produto.
Aumentos e Descontos sucessivos em porcentagem
São valores que aumentam ou diminuem sucessivamente. Para efetuar os respectivos descontos ou aumentos, fazemos uso dos 
fatores de multiplicação. Basta multiplicarmos o Valor pelo fator de multiplicação (acréscimo e/ou decréscimo).
Exemplo: Certo produto industrial que custava R$ 5.000,00 sofreu um acréscimo de 30% e, em seguida, um desconto de 20%. Qual 
o preço desse produto após esse acréscimo e desconto?
Resolução:
VA = 5000 .(1,3) = 6500 e 
VD = 6500 .(0,80) = 5200, podemos, para agilizar os cálculos, juntartudo em uma única equação:
5000 . 1,3 . 0,8 = 5200
Logo o preço do produto após o acréscimo e desconto é de R$ 5.200,00
TAXAS DE JUROS SIMPLES E COMPOSTAS, CAPITAL, MONTANTE E DESCONTO
Juros simples (ou capitalização simples) 
Os juros são determinados tomando como base de cálculo o capital da operação, e o total do juro é devido ao credor (aquele que 
empresta) no final da operação. Devemos ter em mente:
– Os juros são representados pela letra J*.
– O dinheiro que se deposita ou se empresta chamamos de capital e é representado pela letra C (capital) ou P(principal) ou VP ou PV 
(valor presente) *.
– O tempo de depósito ou de empréstimo é representado pela letra t ou n.*
– A taxa de juros é a razão centesimal que incide sobre um capital durante certo tempo. É representado pela letra i e utilizada para 
calcular juros.
*Varia de acordo com a bibliografia estudada.
ATENÇÃO: Devemos sempre relacionar a taxa e o tempo na mesma unidade para efetuarmos os cálculos.
Usamos a seguinte fórmula: 
Em juros simples:
– O capital cresce linearmente com o tempo;
– O capital cresce a uma progressão aritmética de razão: J=C.i
– A taxa i e o tempo t devem ser expressos na mesma unidade. 
– Devemos expressar a taxa i na forma decimal.
MATEMÁTICA
74
– Montante (M) ou FV (valor futuro) é a soma do capital com 
os juros, ou seja:
M = C + J 
M = C.(1+i.t) 
Exemplo: 
(PRODAM/AM – Assistente – FUNCAB) Qual é o capital que, 
investido no sistema de juros simples e à taxa mensal de 2,5 %, pro-
duzirá um montante de R$ 3.900,00 em oito meses?
(A) R$ 1.650,00
(B) R$ 2.225,00
(C) R$ 3.250,00
(D) R$ 3.460,00
(E) R$ 3.500,00
Resolução:
Montante = Capital + juros, ou seja: j = M – C , que fica: j = 
3900 – C ( I )
Agora, é só substituir ( I ) na fórmula do juros simples:
390000 – 100.C = 2,5 . 8 . C
– 100.C – 20.C = – 390000 . (– 1)
120.C = 390000
C = 390000 / 120
C = R$ 3250,00
Resposta: C
Juros compostos (capitalização composta)
A taxa de juros incide sobre o capital de cada período. Também 
conhecido como “juros sobre juros”.
Usamos a seguinte fórmula: 
O (1+i)t ou (1+i)n é chamado de fator de acumulação de capital.
ATENÇÃO: as unidades de tempo referentes à taxa de juros (i) e 
do período (t), tem de ser necessariamente iguais.
O crescimento do principal (capital) em:
– juros simples é LINEAR, CONSTANTE;
– juros compostos é EXPONENCIAL, GEOMÉTRICO e, portanto 
tem um crescimento muito mais “rápido”;
Observe no gráfico que:
– O montante após 1º tempo é igual tanto para o regime de 
juros simples como para juros compostos;
– Antes do 1º tempo o montante seria maior no regime de 
juros simples;
– Depois do 1º tempo o montante seria maior no regime de 
juros compostos.
Exemplo: 
(PREF. GUARUJÁ/SP – SEDUC – PROFESSOR DE MATEMÁTICA 
– CAIPIMES) Um capital foi aplicado por um período de 3 anos, com 
taxa de juros compostos de 10% ao ano. É correto afirmar que essa 
aplicação rendeu juros que corresponderam a, exatamente:
(A) 30% do capital aplicado.
(B) 31,20% do capital aplicado.
(C) 32% do capital aplicado.
(D) 33,10% do capital aplicado.
Resolução:
Como, M = C + j , ou seja , j = M – C , temos:
j = 1,331.C – C = 0,331 . C
0,331 = 33,10 / 100 = 33,10%
Resposta: D
Juros Compostos utilizando Logaritmos
Algumas questões que envolvem juros compostos, precisam de 
conceitos de logaritmos, principalmente aquelas as quais precisa-
mos achar o tempo/prazo. Normalmente as questões informam os 
valores do logaritmo, então não é necessário decorar os valores da 
tabela.
MATEMÁTICA
75
Exemplo: 
(FGV-SP) Uma aplicação financeira rende juros de 10% ao ano, compostos anualmente. Utilizando para cálculos a aproximação de , 
pode-se estimar que uma aplicação de R$ 1.000,00 seria resgatada no montante de R$ 1.000.000,00 após:
(A) Mais de um século.
(B) 1 século
(C) 4/5 de século
(D) 2/3 de século
(E) ¾ de século 
Resolução:
A fórmula de juros compostos é M = C(1 + i)t e do enunciado temos que M = 1.000.000, C = 1.000, i = 10% = 0,1:
1.000.000 = 1.000(1 + 0,1)t
 (agora para calcular t temos que usar logaritmo nos dois lados da equação para pode utilizar a propriedade 
 , o expoente m passa multiplicando)
 
t.0,04 = 3
Resposta: E
PRINCÍPIOS DE GEOMETRIA: PERÍMETRO, ÁREA E VOLUME
Geometria plana
Aqui nos deteremos a conceitos mais cobrados como perímetro e área das principais figuras planas. O que caracteriza a geometria 
plana é o estudo em duas dimensões.
Perímetro
É a soma dos lados de uma figura plana e pode ser representado por P ou 2p, inclusive existem umas fórmulas de geometria que 
aparece p que é o semiperímetro (metade do perímetro). Basta observamos a imagem:
Observe que a planta baixa tem a forma de um retângulo.
MATEMÁTICA
76
Exemplo: 
(CPTM - Médico do trabalho – MAKIYAMA) Um terreno retangular de perímetro 200m está à venda em uma imobiliária. Sabe-se que 
sua largura tem 28m a menos que o seu comprimento. Se o metro quadrado cobrado nesta região é de R$ 50,00, qual será o valor pago 
por este terreno? 
(A) R$ 10.000,00.
(B) R$ 100.000,00.
(C) R$ 125.000,00.
(D) R$ 115.200,00.
(E) R$ 100.500,00.
Resolução:
O perímetro do retângulo é dado por = 2(b+h); 
Pelo enunciado temos que: sua largura tem 28m a menos que o seu comprimento, logo 2 (x + (x-28)) = 2 (2x -28) = 4x – 56. Como ele 
já dá o perímetro que é 200, então
200 = 4x -56  4x = 200+56  4x = 256  x = 64 
Comprimento = 64, largura = 64 – 28 = 36
Área do retângulo = b.h = 64.36 = 2304 m2
Logo o valor da área é: 2304.50 = 115200
Resposta: D
• Área
É a medida de uma superfície. Usualmente a unidade básica de área é o m2 (metro quadrado). Que equivale à área de um quadrado 
de 1 m de lado.
Quando calculamos que a área de uma determinada figura é, por exemplo, 12 m2; isso quer dizer que na superfície desta figura ca-
bem 12 quadrados iguais ao que está acima.
Planta baixa de uma casa com a área total
MATEMÁTICA
77
Para efetuar o cálculo de áreas é necessário sabermos qual a figura plana e sua respectiva fórmula. Vejamos:
(Fonte: https://static.todamateria.com.br/upload/57/97/5797a651dfb37-areas-de-figuras-planas.jpg)
Geometria espacial
Aqui trataremos tanto das figuras tridimensionais e dos sólidos geométricos. O importante é termos em mente todas as figuras pla-
nas, pois a construção espacial se dá através da junção dessas figuras. Vejamos:
Diedros
Sendo dois planos secantes (planos que se cruzam) π e π’, o espaço entre eles é chamado de diedro. A medida de um diedro é feita 
em graus, dependendo do ângulo formado entre os planos.
Poliedros
São sólidos geométricos ou figuras geométricas espaciais formadas por três elementos básicos: faces, arestas e vértices. Chamamos 
de poliedro o sólido limitado por quatro ou mais polígonos planos, pertencentes a planos diferentes e que têm dois a dois somente uma 
aresta em comum. Veja alguns exemplos:
Os polígonos são as faces do poliedro; os lados e os vértices dos polígonos são as arestas e os vértices do poliedro.
Um poliedro é convexo se qualquer reta (não paralela a nenhuma de suas faces) o corta em, no máximo, dois pontos. Ele não possuí 
“reentrâncias”. E caso contrário é dito não convexo.
Relação de Euler
Em todo poliedro convexo sendo V o número de vértices, A o número de arestas e F o número de faces, valem as seguintes relações 
de Euler:
MATEMÁTICA
78
Poliedro Fechado: V – A + F = 2
Poliedro Aberto: V – A + F = 1
Para calcular o número de arestas de um poliedro temos que multiplicar o número de faces F pelo número de lados de cada face n e 
dividir por dois. Quando temos mais de um tipo de face, basta somar os resultados.
A = n.F/2
Poliedros de Platão
Eles satisfazem as seguintes condições:
- todas as faces têm o mesmo número n de arestas;
- todos os ângulos poliédricos têm o mesmo número m de arestas;
- for válida a relação de Euler (V – A + F = 2).
Poliedros Regulares
Um poliedro e dito regular quando:
- suas faces são polígonos regulares congruentes;
- seus ângulos poliédricos são congruentes;
Por essas condições e observações podemosafirmar que todos os poliedros de Platão são ditos Poliedros Regulares.
Exemplo: 
(PUC/RS) Um poliedro convexo tem cinco faces triangulares e três pentagonais. O número de arestas e o número de vértices deste 
poliedro são, respectivamente:
(A) 30 e 40
(B) 30 e 24
(C) 30 e 8
(D) 15 e 25
(E) 15 e 9
Resolução:
O poliedro tem 5 faces triangulares e 3 faces pentagonais, logo, tem um total de 8 faces (F = 8). Como cada triângulo tem 3 lados e o 
pentágono 5 lados. Temos:
Resposta: E
MATEMÁTICA
79
Não Poliedros
Os sólidos acima são. São considerados não planos pois possuem suas superfícies curvas.
Cilindro: tem duas bases geometricamente iguais definidas por curvas fechadas em superfície lateral curva.
Cone: tem uma só base definida por uma linha curva fechada e uma superfície lateral curva.
Esfera: é formada por uma única superfície curva.
Planificações de alguns Sólidos Geométricos
Fonte: https://1.bp.blogspot.com/-WWDbQ-Gh5zU/Wb7iCjR42BI/AAAAAAAAIR0/kfRXIcIYLu4Iqf7ueIYKl39DU-9Zw24lgCLcBGAs/s1600/revis%-
25C3%25A3o%2Bfiguras%2Bgeom%25C3%25A9tricas-page-001.jpg
MATEMÁTICA
80
Sólidos geométricos
O cálculo do volume de figuras geométricas, podemos pedir 
que visualizem a seguinte figura:
 
a) A figura representa a planificação de um prisma reto;
b) O volume de um prisma reto é igual ao produto da área da 
base pela altura do sólido, isto é: 
V = Ab. a
Onde a é igual a h (altura do sólido)
c) O cubo e o paralelepípedo retângulo são prismas;
d) O volume do cilindro também se pode calcular da mesma 
forma que o volume de um prisma reto.
Área e Volume dos sólidos geométricos
PRISMA: é um sólido geométrico que possui duas bases iguais 
e paralelas.
Exemplo: 
(PREF. JUCÁS/CE – PROFESSOR DE MATEMÁTICA – INSTITUTO 
NEO EXITUS) O número de faces de um prisma, em que a base é 
um polígono de n lados é:
(A) n + 1.
(B) n + 2.
(C) n.
(D) n – 1.
(E) 2n + 1.
Resolução:
Se a base tem n lados, significa que de cada lado sairá uma face.
Assim, teremos n faces, mais a base inferior, e mais a base su-
perior.
Portanto, n + 2
Resposta: B
PIRÂMIDE: é um sólido geométrico que tem uma base e um 
vértice superior.
Exemplo: 
Uma pirâmide triangular regular tem aresta da base igual a 8 
cm e altura 15 cm. O volume dessa pirâmide, em cm3, é igual a:
(A) 60
(B) 60
(C) 80
(D) 80
(E) 90
Resolução:
Do enunciado a base é um triângulo equilátero. E a fórmula 
da área do triângulo equilátero é . A aresta da base é a = 8 cm e h 
= 15 cm.
Cálculo da área da base:
MATEMÁTICA
81
Cálculo do volume:
Resposta: D
CILINDRO: é um sólido geométrico que tem duas bases iguais, 
paralelas e circulares.
CONE: é um sólido geométrico que tem uma base circular e 
vértice superior.
Exemplo: 
Um cone equilátero tem raio igual a 8 cm. A altura desse cone, 
em cm, é:
(A) 
(B) 
(C) 
(D) 
(E) 8
Resolução: 
Em um cone equilátero temos que g = 2r. Do enunciado o raio 
é 8 cm, então a geratriz é g = 2.8 = 16 cm.
g2 = h2 + r2
162 = h2 + 82
256 = h2 + 64
256 – 64 = h2
h2 = 192
Resposta: D
ESFERA: superfície curva, possui formato de uma bola.
MATEMÁTICA
82
TRONCOS: são cortes feitos nas superfícies de alguns dos sólidos geométricos. São eles:
Exemplo: 
(ESCOLA DE SARGENTO DAS ARMAS – COMBATENTE/LOGÍSTICA – TÉCNICA/AVIAÇÃO – EXÉRCITO BRASILEIRO) O volume de um 
tronco de pirâmide de 4 dm de altura e cujas áreas das bases são iguais a 36 dm² e 144 dm² vale: 
(A) 330 cm³ 
(B) 720 dm³
(C) 330 m³
(D) 360 dm³
(E) 336 dm³
Resolução:
AB=144 dm²
Ab=36 dm²
Resposta: E
Geometria analítica
Um dos objetivos da Geometria Analítica é determinar a reta que representa uma certa equação ou obter a equação de uma reta 
dada, estabelecendo uma relação entre a geometria e a álgebra.
Sistema cartesiano ortogonal (PONTO) 
Para representar graficamente um par ordenado de números reais, fixamos um referencial cartesiano ortogonal no plano. A reta x 
é o eixo das abscissas e a reta y é o eixo das ordenadas. Como se pode verificar na imagem é o Sistema cartesiano e suas propriedades.
MATEMÁTICA
83
Para determinarmos as coordenadas de um ponto P, traçamos 
linhas perpendiculares aos eixos x e y. 
• xp é a abscissa do ponto P;
• yp é a ordenada do ponto P;
• xp e yp constituem as coordenadas do ponto P.
Mediante a esse conhecimento podemos destacar as formulas 
que serão uteis ao cálculo.
Distância entre dois pontos de um plano
Por meio das coordenadas de dois pontos A e B, podemos lo-
calizar esses pontos em um sistema cartesiano ortogonal e, com 
isso, determinar a distância d(A, B) entre eles. O triângulo formado 
é retângulo, então aplicamos o Teorema de Pitágoras.
Ponto médio de um segmento
Baricentro
O baricentro (G) de um triângulo é o ponto de intersecção das 
medianas do triângulo. O baricentro divide as medianas na razão 
de 2:1.
Condição de alinhamento de três pontos
Consideremos três pontos de uma mesma reta (colineares), 
A(x1, y1), B(x2, y2) e C(x3, y3).
MATEMÁTICA
84
Estes pontos estarão alinhados se, e somente se:
Por outro lado, se D ≠ 0, então os pontos A, B e C serão vértices 
de um triângulo cuja área é:
onde o valor do determinante é sempre dado em módulo, pois 
a área não pode ser um número negativo.
Inclinação de uma reta e Coeficiente angular de uma reta (ou 
declividade)
À medida do ângulo α, onde α é o menor ângulo que uma reta 
forma com o eixo x, tomado no sentido anti-horário, chamamos de 
inclinação da reta r do plano cartesiano.
Já a declividade é dada por: m = tgα
Cálculo do coeficiente angular
Se a inclinação α nos for desconhecida, podemos calcular o 
coeficiente angular m por meio das coordenadas de dois pontos da 
reta, como podemos verificar na imagem.
Reta
Equação da reta
A equação da reta é determinada pela relação entre as abscis-
sas e as ordenadas. Todos os pontos desta reta obedecem a uma 
mesma lei. Temos duas maneiras de determinar esta equação:
1) Um ponto e o coeficiente angular
Exemplo:
Consideremos um ponto P(1, 3) e o coeficiente angular m = 2.
Dados P(x1, y1) e Q(x, y), com P ∈ r, Q ∈ r e m a declividade da 
reta r, a equação da reta r será:
2) Dois pontos: A(x1, y1) e B(x2, y2)
Consideremos os pontos A(1, 4) e B(2, 1). Com essas informa-
ções, podemos determinar o coeficiente angular da reta:
Com o coeficiente angular, podemos utilizar qualquer um dos 
dois pontos para determinamos a equação da reta. Temos A(1, 4), 
m = -3 e Q(x, y)
y - y1 = m.(x - x1) ⇒ y - 4 = -3. (x - 1) ⇒ y - 4 = -3x + 3 ⇒ 3x + 
y - 4 - 3 = 0 ⇒ 3x + y - 7 = 0
Equação reduzida da reta
A equação reduzida é obtida quando isolamos y na equação da 
reta y - b = mx
MATEMÁTICA
85
– Equação segmentária da reta
É a equação da reta determinada pelos pontos da reta que in-
terceptam os eixos x e y nos pontos A (a, 0) e B (0,b).
Equação geral da reta
Toda equação de uma reta pode ser escrita na forma:
ax + by + c = 0
onde a, b e c são números reais constantes com a e b não si-
multaneamente nulos.
Posições relativas de duas retas
Em relação a sua posição elas podem ser:
A) Retas concorrentes: Se r1 e r2 são concorrentes, então seus 
ângulos formados com o eixo x são diferentes e, como consequên-
cia, seus coeficientes angulares são diferentes.
B) Retas paralelas: Se r1 e r2 são paralelas, seus ângulos com o 
eixo x são iguais e, em consequência, seus coeficientes angulares 
são iguais (m1 = m2). Entretanto, para que sejam paralelas, é neces-
sário que seus coeficientes lineares n1 e n2 sejam diferentes
MATEMÁTICA
86
C) Retas coincidentes: Se r1 e r2 são coincidentes, as retas cor-
tam o eixo y no mesmo ponto; portanto, além de terem seus coe-
ficientes angulares iguais, seus coeficientes lineares também serão 
iguais.
Intersecção de retas
Duas retas concorrentes, apresentam um ponto de intersecção 
P(a, b), em que as coordenadas (a, b) devem satisfazer as equações 
de ambas as retas. Para determinarmos as coordenadas de P, basta 
resolvermos o sistema constituído pelas equações dessas retas.
Condição de perpendicularismo
Se duas retas, r1 e r2, são perpendicularesentre si, a seguinte 
relação deverá ser verdadeira.
onde m1 e m2 são os coeficientes angulares das retas r1 e r2, 
respectivamente.
Distância entre um ponto e uma reta
A distância de um ponto a uma reta é a medida do segmento 
perpendicular que liga o ponto à reta. Utilizamos a fórmula a seguir 
para obtermos esta distância.
onde d(P, r) é a distância entre o ponto P(xP, yP) e a reta r .
Exemplo: 
(UEPA) O comandante de um barco resolveu acompanhar a 
procissão fluvial do Círio-2002, fazendo o percurso em linha reta. 
Para tanto, fez uso do sistema de eixos cartesianos para melhor 
orientação. O barco seguiu a direção que forma 45° com o sentido 
positivo do eixo x, passando pelo ponto de coordenadas (3, 5). Este 
trajeto ficou bem definido através da equação:
(A) y = 2x – 1
(B) y = - 3x + 14
(C) y = x + 2
(D) y = - x + 8
(E) y = 3x – 4
Resolução:
xo = 3, yo = 5 e = 1. As alternativas estão na forma de equação 
reduzida, então:
y – yo = m(x – xo)
y – 5 = 1.(x – 3)
y – 5 = x – 3
y = x – 3 + 5
y = x + 2
Resposta: C
Circunferência
É o conjunto dos pontos do plano equidistantes de um ponto 
fixo O, denominado centro da circunferência.
A medida da distância de qualquer ponto da circunferência ao 
centro O é sempre constante e é denominada raio.
Equação reduzida da circunferência
Dados um ponto P(x, y) qualquer, pertencente a uma circunfe-
rência de centro O(a,b) e raio r, sabemos que: d(O,P) = r.
MATEMÁTICA
87
Equação Geral da circunferência
A equação geral de uma circunferência é obtida através do de-
senvolvimento da equação reduzida.
Exemplo: 
(VUNESP) A equação da circunferência, com centro no ponto 
C(2, 1) e que passa pelo ponto P(0, 3), é:
(A) x2 + (y – 3)2 = 0
(B) (x – 2)2 + (y – 1)2 = 4
(C) (x – 2)2 + (y – 1)2 = 8
(D) (x – 2)2 + (y – 1)2 = 16
(E) x2 + (y – 3)2 = 8
Resolução:
Temos que C(2, 1), então a = 2 e b = 1. O raio não foi dado no 
enunciado.
(x – a)2 + (y – b)2 = r2
(x – 2)2 + (y – 1)2 = r2 (como a circunferência passa pelo ponto P, 
basta substituir o x por 0 e o y por 3 para achar a raio.
(0 – 2)2 + (3 – 1)2 = r2
(- 2)2 + 22 = r2
4 + 4 = r2
r2 = 8
(x – 2)2 + (y – 1)2 = 8
Resposta: C
Elipse
É o conjunto dos pontos de um plano cuja soma das distâncias 
a dois pontos fixos do plano é constante. Onde F1 e F2 são focos:
Mesmo que mudemos o eixo maior da elipse do eixo x para 
o eixo y, a relação de Pitágoras (a2 =b2 + c2) continua sendo válida.
Equações da elipse
a) Centrada na origem e com o eixo maior na horizontal.
b) Centrada na origem e com o eixo maior na vertical.
MATEMÁTICA
88
TEOREMA DE PITÁGORAS
Em todo triângulo retângulo, o maior lado é chamado de hipo-
tenusa e os outros dois lados são os catetos. Deste triângulo tira-
mos a seguinte relação:
“Em todo triângulo retângulo o quadrado da hipotenusa é igual 
à soma dos quadrados dos catetos”.
a2 = b2 + c2
Exemplo:
Um barco partiu de um ponto A e navegou 10 milhas para o 
oeste chegando a um ponto B, depois 5 milhas para o sul chegando 
a um ponto C, depois 13 milhas para o leste chagando a um ponto D 
e finalmente 9 milhas para o norte chegando a um ponto E. Onde o 
barco parou relativamente ao ponto de partida?
(A) 3 milhas a sudoeste.
(B) 3 milhas a sudeste.
(C) 4 milhas ao sul.
(D) 5 milhas ao norte.
(E) 5 milhas a nordeste.
Resolução:
x2 = 32 + 42 
x2 = 9 + 16
x2 = 25
Resposta: E
QUESTÕES
1. (CEBRASPE (CESPE) - APC (FUNPRESP-EXE)/FUNPRESP-
-EXE/ADMINISTRATIVA/2022)
A seguir, são apresentadas informações obtidas a partir de uma 
pesquisa realizada com 1.000 pessoas.
• 480 possuem plano de previdência privada;
• 650 possuem aplicações em outros tipos de produtos finan-
ceiros;
• 320 não possuem aplicação em nenhum produto financeiro.
Com base nessa situação hipotética, julgue o item seguinte.
Há mais pessoas que não possuem aplicações em nenhum pro-
duto financeiro que pessoas que possuem simultaneamente plano 
de previdência privada e aplicações em outros produtos financei-
ros.
( ) CERTO 
( ) ERRADO
2. (CEBRASPE (CESPE) - ESC POL (PC DF)/PC DF/2021)
No item a seguir, é apresentada uma situação hipotética segui-
da de uma assertiva a ser julgada.
Um foragido da justiça, que gostava de se exibir perante seus 
comparsas e conhecia um pouco de matemática, ligou para a polícia 
e passou as seguintes informações: “em 30 minutos, eu estarei na 
rua Alfa, em uma casa, do lado direito da rua, cujo número tem as 
seguintes características: é inferior a 1.000, o algarismo das cente-
nas é igual ao número de diagonais de um retângulo e, além disso, 
a parte do número formada só pelos algarismos das dezenas e das 
unidades é múltiplo de 7”. Uma viatura foi deslocada para o inter-
valo de casas da rua Alfa correspondente ao algarismo das centenas 
revelado. Lá chegando, os policiais verificaram que, nesse trecho da 
rua Alfa, os números das casas tinham as seguintes características: 
os algarismos das dezenas e das unidades começavam de 01 e de 
uma casa para a próxima eram acrescentadas 8 unidades. Nessa si-
tuação, o número da casa informado pelo foragido é inferior a 250.
( ) CERTO 
( ) ERRADO
3. (CEBRASPE (CESPE) - PROF (SEDUC AL)/SEDUC AL/MATE-
MÁTICA/2021)
Acerca das operações com números reais e suas propriedades, 
julgue o item a seguir.
Se o cubo de um número inteiro é ímpar, então esse número 
deve ser, necessariamente, ímpar.
( ) CERTO 
( ) ERRADO
4. (CEBRASPE (CESPE) - TEC AMB (IBAMA)/IBAMA/2022)
Julgue o item a seguir, com base em conhecimentos da mate-
mática.
Dissolvendo-se 450 gramas de cloro em 270 litros de água, 
obtém-se a mesma concentração que seria obtida ao se dissolver 
1,125 quilograma de cloro em 675 litros de água.
( ) CERTO 
( ) ERRADO
MATEMÁTICA
89
5. (CEBRASPE (CESPE) - AG PM (IBGE)/IBGE/2021)
O carro de Aldo faz 15 quilômetros com um litro de gasolina, 
que custa R$ 5, ou 10 quilômetros com um litro de etanol, que custa 
R$ 3,50. Considerando essas informações, julgue os itens seguintes.
I. O custo do litro do etanol é igual a 70% do custo do litro de gasolina.
II. Se Aldo dispõe de R$ 70 para abastecer o seu carro, ele pode-
rá adquirir 14 litros de gasolina ou 20 litros de etanol.
III. Considerando-se apenas o custo dos combustíveis e o de-
sempenho do carro, anteriormente mencionados, é financeiramen-
te mais vantajoso para Aldo abastecer o seu carro com gasolina do 
que com etanol.
Assinale a opção correta.
(A) Apenas o item II está certo.
(B) Apenas os itens I e II estão certos.
(C) Apenas os itens I e III estão certos.
(D) Apenas os itens II e III estão certos.
(E) Todos os itens estão certos.
6. (CEBRASPE (CESPE) - PROF (SEDUC AL)/SEDUC AL/MATE-
MÁTICA/2021)
ACERCa das operações com números reais e suas proprieda-
des, julgue o item a seguir.
A soma de dois números irracionais positivos é sempre um nú-
mero irracional.
( ) CERTO 
( ) ERRADO
7. (CEBRASPE (CESPE) - PROFESSOR (SEDUC AL)/MATEMÁ-
TICA/2021)
Acerca das operações com números reais e suas propriedades, 
julgue o item a seguir.
Se a e b são números reais que satisfazem a b²>0.
( ) CERTO 
( ) ERRADO
8. (CEBRASPE (CESPE) - ATCG (MJSP)/MJSP/TÉCNICO ESPE-
CIALIZADO EM FORMAÇÃO E CAPACITAÇÃO/2021)
Em um jogo de cara e coroa disputado com uma moeda não 
viciada, um pai criou a seguinte regra, visando aumentar as chances 
de sua filha vencer a disputa: a moeda seria lançada certa quantida-
de de vezes, n, definida previamente, e o pai só sairia vencedor caso 
a moeda apontasse cara em todos os n lançamentos.
Tendo como referência essa situação hipotética, julgue o item 
que se seguem.
Existem mais de 20 maneiras distintas de a moeda apontar cara 
exatamente duas vezes após cinco lançamentos.
( ) CERTO 
( ) ERRADO
9. (CEBRASPE (CESPE) - TEC AMB (IBAMA)/IBAMA/2022)
Com base em conhecimentos de matemática financeira, julgue 
o próximo item.
Suponha que, quando iniciam suas atividades, as empresas te-
nham 15% de desconto na taxa de licenciamento ambiental para cria-
douroa dissertação em duas modalidades, 
expositiva e argumentativa. Esta, exige argumentação, razões a favor 
e contra uma ideia, ao passo que a outra é informativa, apresenta 
dados sem a intenção de convencer. Na verdade, a escolha dos 
dados levantados, a maneira de expô-los no texto já revelam uma 
“tomada de posição”, a adoção de um ponto de vista na dissertação, 
ainda que sem a apresentação explícita de argumentos. Desse 
ponto de vista, a dissertação pode ser definida como discussão, 
debate, questionamento, o que implica a liberdade de pensamento, 
a possibilidade de discordar ou concordar parcialmente. A liberdade 
de questionar é fundamental, mas não é suficiente para organizar 
um texto dissertativo. É necessária também a exposição dos 
fundamentos, os motivos, os porquês da defesa de um ponto de 
vista.
Pode-se dizer que o homem vive em permanente atitude 
argumentativa. A argumentação está presente em qualquer tipo de 
discurso, porém, é no texto dissertativo que ela melhor se evidencia.
Para discutir um tema, para confrontar argumentos e posições, 
é necessária a capacidade de conhecer outros pontos de vista e 
seus respectivos argumentos. Uma discussão impõe, muitas vezes, 
a análise de argumentos opostos, antagônicos. Como sempre, 
essa capacidade aprende-se com a prática. Um bom exercício 
para aprender a argumentar e contra-argumentar consiste em 
desenvolver as seguintes habilidades:
- argumentação: anotar todos os argumentos a favor de 
uma ideia ou fato; imaginar um interlocutor que adote a posição 
totalmente contrária;
- contra-argumentação: imaginar um diálogo-debate e quais os 
argumentos que essa pessoa imaginária possivelmente apresentaria 
contra a argumentação proposta;
- refutação: argumentos e razões contra a argumentação 
oposta.
A argumentação tem a finalidade de persuadir, portanto, 
argumentar consiste em estabelecer relações para tirar conclusões 
válidas, como se procede no método dialético. O método dialético 
não envolve apenas questões ideológicas, geradoras de polêmicas. 
Trata-se de um método de investigação da realidade pelo estudo 
de sua ação recíproca, da contradição inerente ao fenômeno 
em questão e da mudança dialética que ocorre na natureza e na 
sociedade.
Descartes (1596-1650), filósofo e pensador francês, criou 
o método de raciocínio silogístico, baseado na dedução, que 
parte do simples para o complexo. Para ele, verdade e evidência 
são a mesma coisa, e pelo raciocínio torna-se possível chegar a 
conclusões verdadeiras, desde que o assunto seja pesquisado em 
partes, começando-se pelas proposições mais simples até alcançar, 
por meio de deduções, a conclusão final. Para a linha de raciocínio 
cartesiana, é fundamental determinar o problema, dividi-lo em 
partes, ordenar os conceitos, simplificando-os, enumerar todos os 
seus elementos e determinar o lugar de cada um no conjunto da 
dedução.
A lógica cartesiana, até os nossos dias, é fundamental para a 
argumentação dos trabalhos acadêmicos. Descartes propôs quatro 
regras básicas que constituem um conjunto de reflexos vitais, uma 
série de movimentos sucessivos e contínuos do espírito em busca 
da verdade:
- evidência;
- divisão ou análise;
- ordem ou dedução;
- enumeração.
A enumeração pode apresentar dois tipos de falhas: a omissão 
e a incompreensão. Qualquer erro na enumeração pode quebrar o 
encadeamento das ideias, indispensável para o processo dedutivo.
A forma de argumentação mais empregada na redação 
acadêmica é o silogismo, raciocínio baseado nas regras cartesianas, 
que contém três proposições: duas premissas, maior e menor, 
e a conclusão. As três proposições são encadeadas de tal forma, 
que a conclusão é deduzida da maior por intermédio da menor. A 
premissa maior deve ser universal, emprega todo, nenhum, pois 
alguns não caracteriza a universalidade.
LÍNGUA PORTUGUESA
9
Há dois métodos fundamentais de raciocínio: a dedução 
(silogística), que parte do geral para o particular, e a indução, que vai 
do particular para o geral. A expressão formal do método dedutivo 
é o silogismo. A dedução é o caminho das consequências, baseia-se 
em uma conexão descendente (do geral para o particular) que leva 
à conclusão. Segundo esse método, partindo-se de teorias gerais, 
de verdades universais, pode-se chegar à previsão ou determinação 
de fenômenos particulares. O percurso do raciocínio vai da causa 
para o efeito. Exemplo:
Todo homem é mortal (premissa maior = geral, universal)
Fulano é homem (premissa menor = particular)
Logo, Fulano é mortal (conclusão)
A indução percorre o caminho inverso ao da dedução, baseiase 
em uma conexão ascendente, do particular para o geral. Nesse caso, 
as constatações particulares levam às leis gerais, ou seja, parte de 
fatos particulares conhecidos para os fatos gerais, desconhecidos. O 
percurso do raciocínio se faz do efeito para a causa. Exemplo:
O calor dilata o ferro (particular)
O calor dilata o bronze (particular)
O calor dilata o cobre (particular)
O ferro, o bronze, o cobre são metais
Logo, o calor dilata metais (geral, universal)
Quanto a seus aspectos formais, o silogismo pode ser válido 
e verdadeiro; a conclusão será verdadeira se as duas premissas 
também o forem. Se há erro ou equívoco na apreciação dos 
fatos, pode-se partir de premissas verdadeiras para chegar a uma 
conclusão falsa. Tem-se, desse modo, o sofisma. Uma definição 
inexata, uma divisão incompleta, a ignorância da causa, a falsa 
analogia são algumas causas do sofisma. O sofisma pressupõe 
má fé, intenção deliberada de enganar ou levar ao erro; quando o 
sofisma não tem essas intenções propositais, costuma-se chamar 
esse processo de argumentação de paralogismo. Encontra-se um 
exemplo simples de sofisma no seguinte diálogo:
- Você concorda que possui uma coisa que não perdeu?
- Lógico, concordo.
- Você perdeu um brilhante de 40 quilates?
- Claro que não!
- Então você possui um brilhante de 40 quilates...
Exemplos de sofismas:
Dedução
Todo professor tem um diploma (geral, universal)
Fulano tem um diploma (particular)
Logo, fulano é professor (geral – conclusão falsa)
Indução
O Rio de Janeiro tem uma estátua do Cristo Redentor. 
(particular)
Taubaté (SP) tem uma estátua do Cristo Redentor. (particular)
Rio de Janeiro e Taubaté são cidades.
Logo, toda cidade tem uma estátua do Cristo Redentor. (geral 
– conclusão falsa)
Nota-se que as premissas são verdadeiras, mas a conclusão pode 
ser falsa. Nem todas as pessoas que têm diploma são professores; 
nem todas as cidades têm uma estátua do Cristo Redentor. Comete-
se erro quando se faz generalizações apressadas ou infundadas. A 
“simples inspeção” é a ausência de análise ou análise superficial 
dos fatos, que leva a pronunciamentos subjetivos, baseados nos 
sentimentos não ditados pela razão.
Tem-se, ainda, outros métodos, subsidiários ou não 
fundamentais, que contribuem para a descoberta ou comprovação 
da verdade: análise, síntese, classificação e definição. Além desses, 
existem outros métodos particulares de algumas ciências, que 
adaptam os processos de dedução e indução à natureza de uma 
realidade particular. Pode-se afirmar que cada ciência tem seu 
método próprio demonstrativo, comparativo, histórico etc. A 
análise, a síntese, a classificação a definição são chamadas métodos 
sistemáticos, porque pela organização e ordenação das ideias visam 
sistematizar a pesquisa.
Análise e síntese são dois processos opostos, mas interligados; 
a análise parte do todo para as partes, a síntese, das partes para 
o todo. A análise precede a síntese, porém, de certo modo, uma 
depende da outra. A análise decompõe o todo em partes, enquanto 
a síntese recompõe o todo pela reunião das partes. Sabe-se, porém, 
que o todo não é uma simples justaposição das partes. Se alguém 
reunisse todas as peças de um relógio, não significa que reconstruiu 
o relógio, pois fez apenas um amontoado de partes. Só reconstruiria 
todo se as partes estivessem organizadas, devidamente combinadas, 
seguida uma ordem de relações necessárias,de espécimes da fauna exótica. Nesse caso, se o valor da taxa 
de licenciamento pago por uma empresa tiver sido de R$ 2.975,00, 
então o valor da taxa, sem desconto, é inferior a R$ 3.450,00.
( ) CERTO 
( ) ERRADO
10. (CEBRASPE (CESPE) - PRF/PRF/2021)
Foi modelado que o espalhamento de uma notícia em uma po-
pulação — entendido como o percentual de indivíduos dessa po-
pulação que recebe essa notícia por unidade de tempo — é direta-
mente proporcional ao percentual de indivíduos da população que 
já conhecem a notícia multiplicado pelo percentual de indivíduos 
dessa população que ainda não a conhecem até aquele instante. 
A constante k de proporcionalidade depende, entre outros fatores, 
do impacto da notícia na vida dos envolvidos e de propriedades dos 
meios de comunicação disponíveis.
Tendo como base essas informações e considerando que, para 
certa notícia, k = 1, julgue o item seguinte.
Se, em determinado instante, o espalhamento de uma notícia 
é igual a 16% por unidade de tempo, então, nesse instante, mais de 
75% da população ainda desconhece a notícia.
( ) CERTO 
( ) ERRADO
11. (CEBRASPE (CESPE) - TEC AMB (IBAMA)/IBAMA/2022)
Julgue o item a seguir, com base em conhecimentos da mate-
mática.
Considere que 6 bois ou 8 vacas levem 28 dias para pastarem 
por completo um terreno de determinada área. Sendo assim, 9 bois 
e 2 vacas levarão exatamente 16 dias para pastarem um terreno de 
mesma área.
( ) CERTO 
( ) ERRADO
12. (CEBRASPE (CESPE) - TEC AMB (IBAMA)/IBAMA/2022)
Julgue o item a seguir, com base em conhecimentos da mate-
mática.
Considere que 9 biólogos cataloguem as árvores de uma flores-
ta em 8 dias, trabalhando 5 horas por dia. Nesse caso, 15 biólogos, 
trabalhando 6 horas por dia, concluirão o mesmo trabalho de cata-
logação em 3 dias.
( ) CERTO 
( ) ERRADO
13. (CEBRASPE (CESPE) - SOLD (CBM TO)/CBM TO/2021)
Em um sistema de controle de incêndios, a vazão de uma man-
gueira é de 300 litros por minuto. Esse valor corresponde a
(A) 5 cm³/seg.
(B) 200 cm³/seg.
(C) 5.000 cm³/seg.
(D) 18.000 cm³/seg.
14. (CEBRASPE (CESPE) - PROF (SEED PR)/SEED PR/SÉRIES 
INICIAIS/2021)
Nova Lusitânia é um país fictício, cuja moeda é o rosário. Cada 
1,00 rosário equivale a 2,25 dólares. No Brasil, a cotação do rosário 
é feita em função da cotação do dólar, que, no Brasil, custa 5,70 
reais.
Infere-se dessa situação hipotética que, no Brasil, 1,00 rosário 
vale, aproximadamente,
(A) 3,98 reais.
(B) 4,48 reais.
(C) 7,95 reais.
(D) 12,83 reais.
(E) 18,53 reais.
MATEMÁTICA
90
15. (CEBRASPE (CESPE) - PROF (SEED PR)/SEED PR/LINGUA-
GENS E SUAS TECNOLOGIAS/MATEMÁTICA/2021)
O valor de log2(16) + log16(2) é igual a
(A) 0.
(B) 65/8
(C) 1.
(D) 4
(E) 17/4
16. (CEBRASPE (CESPE) - AGFEP (DEPEN)/DEPEN/2021)
O item a seguir apresenta uma situação hipotética, seguida de 
uma assertiva a ser julgada, com relação a raciocínio lógico.
Em uma pesquisa, perguntou-se a um grupo de pessoas o se-
guinte: “você está feliz com o seu trabalho atual?”. Foram admiti-
dos como resposta a esse questionamento apenas “sim” ou “não”, e 
cada entrevistado emitiu somente uma única resposta. Verificou-se 
que, no conjunto de respostas obtidas, a quantidade de respostas 
“sim” foi igual a 50% da quantidade de respostas “não”. Nessa situ-
ação, conclui-se que a quantidade de respostas “não” foi superior a 
60% do total de respostas obtidas.
( ) CERTO 
( ) ERRADO
17. (CEBRASPE (CESPE) - TÉCNICO EM GESTÃO DE TELECO-
MUNICAÇÕES (TELEBRAS)/ASSISTENTE TÉCNICO/2022)
Quanto a equações e inequações de 1.º e 2.º graus, julgue o 
próximo item.
Se x1=−1 e x2=−3 são as raízes da equação de 2.º grau x2+ax+b=0, 
então não existem raízes reais para a equação −ax2+bx+1=0.
( ) CERTO 
( ) ERRADO
18. (CEBRASPE (CESPE) - OFICIAL POLICIAL MILITAR (PM 
AL)/2021)
Com relação a tópicos de matemática, julgue o item que se se-
gue.
A equação exponencial 4x+6x=9x tem apenas uma solução, que 
é dada por
( ) CERTO 
( ) ERRADO
19. (CEBRASPE (CESPE) - PROF (SEED PR)/SEED PR/LINGUA-
GENS E SUAS TECNOLOGIAS/MATEMÁTICA/2021)
A quantidade de soluções reais da equação
é igual a
(A) 4.
(B) 0.
(C) 1.
(D) 2.
(E) 3.
20. (CEBRASPE (CESPE) - TEC GT (TELEBRAS)/TELEBRAS/AS-
SISTENTE ADMINISTRATIVO/2022)
João acaba de assumir um cargo de assistente administrativo 
em uma empresa e foi designado para a tarefa de examinar as de-
mandas de clientes e dar a elas o devido encaminhamento. Consi-
derando que João ainda não tem experiência com essa tarefa, seu 
chefe decide que passará para ele, no primeiro dia, 10 demandas, 
no segundo, 15, no terceiro, 20, e assim sucessivamente, crescen-
do segundo uma Progressão Aritmética até o oitavo dia, quando 
então estabilizará o número de demandas diárias. Para executar 
sua tarefa, João leva sempre 5 minutos para tomar conhecimento 
dos detalhes de cada demanda, enquanto que a fase de encami-
nhamento (decidir o que fazer e executar os procedimentos neces-
sários) leva 12 minutos nas demandas do primeiro dia, 6 minutos 
nas demandas do segundo, 3 minutos nas demandas do terceiro 
dia, e assim sucessivamente, decrescendo segundo uma Progressão 
Geométrica até o oitavo dia, quando então o tempo de encaminha-
mento se estabiliza. Com base nessa situação hipotética, julgue o 
item seguinte.
Quando estabilizar sua tarefa, João estará recebendo para exa-
me mais de 50 demandas de clientes por dia.
( ) CERTO 
( ) ERRADO
21. (CEBRASPE (CESPE) - TEC GT (TELEBRAS)/TELEBRAS/AS-
SISTENTE ADMINISTRATIVO/2022)
João acaba de assumir um cargo de assistente administrativo 
em uma empresa e foi designado para a tarefa de examinar as de-
mandas de clientes e dar a elas o devido encaminhamento. Consi-
derando que João ainda não tem experiência com essa tarefa, seu 
chefe decide que passará para ele, no primeiro dia, 10 demandas, 
no segundo, 15, no terceiro, 20, e assim sucessivamente, crescen-
do segundo uma Progressão Aritmética até o oitavo dia, quando 
então estabilizará o número de demandas diárias. Para executar 
sua tarefa, João leva sempre 5 minutos para tomar conhecimento 
dos detalhes de cada demanda, enquanto que a fase de encami-
nhamento (decidir o que fazer e executar os procedimentos neces-
sários) leva 12 minutos nas demandas do primeiro dia, 6 minutos 
nas demandas do segundo, 3 minutos nas demandas do terceiro 
dia, e assim sucessivamente, decrescendo segundo uma Progressão 
Geométrica até o oitavo dia, quando então o tempo de encaminha-
mento se estabiliza. Com base nessa situação hipotética, julgue o 
item seguinte.
Os números correspondentes aos tempos diários que João leva 
para examinar cada demanda de cliente são todos racionais.
( ) CERTO 
( ) ERRADO
22. (CEBRASPE (CESPE) - TEC GT (TELEBRAS)/TELEBRAS/AS-
SISTENTE TÉCNICO/2022)
Quanto a equações e inequações de 1.º e 2.º graus, julgue o 
próximo item.
Para o conjunto
o maior número inteiro é 4.
( ) CERTO 
( ) ERRADO
MATEMÁTICA
91
23. (CEBRASPE (CESPE) - TEC BAN III (BANESE)/BANESE/IN-
FORMÁTICA/DESENVOLVIMENTO/2021)
No ano de 2019, em valores aproximados, os setores industrial, 
de agropecuária e de serviços geraram, juntos, uma receita brutade 
28 bilhões de reais para a economia do estado de Sergipe. Consi-
derando que a receita bruta conjunta dos setores industrial e de 
agropecuária foi inferior a 11 bilhões de reais, e que a receita bruta 
conjunta dos setores de serviços e de agropecuária foi inferior a 20 
bilhões de reais, julgue o item seguinte.
A receita bruta do setor de serviços foi superior a 17 bilhões 
de reais.
( ) CERTO 
( ) ERRADO
24. (CEBRASPE (CESPE) - OF (PM AL)/PM AL/2021)
Com relação a tópicos de matemática, julgue o item que se se-
gue.
Durante uma caminhada, uma pessoa que segurava na mão 
uma pequena bola de gude tropeçou em um obstáculo fixo no solo, 
o que fez a bola ser lançada para frente e cair no chão. A trajetória 
percorrida pela bola — da mão da pessoa até o chão, suposto plano 
e horizontal — segue a função espacial y(x) = −x² + x + 1, em que as 
distânciasconsideradas estão todas em metros e é não negativo. 
Nesse caso, considerando-se que 0 corresponda à localização do 
obstáculo, conclui-se que a maior altura alcançada pela bola duran-
te o voo é igual a 1,25 metro e que a distância do ponto do tropeço 
até o ponto em que a bola atingiu o chão é superior a 1 metro.
( ) CERTO 
( ) ERRADO
25. (CEBRASPE (CESPE) - TEC GT (TELEBRAS)/TELEBRAS/AS-
SISTENTE TÉCNICO/2022)
Quanto a equações e inequações de 1.º e 2.º graus, julgue o 
próximo item.
Os valores de m para que 2x² + mx + 2 > 0 pertencem ao inter-
valo [−4, 4].
( ) CERTO 
( ) ERRADO
26. (CEBRASPE (CESPE) - SOLD (PM AL)/PM AL/2021)
Um corpo com temperatura inicial de 36 °C está em um am-
biente cuja temperatura é de 20 °C. Nesse ambiente, vão demorar 
20 minutos para que a temperatura inicial do corpo caia para 28 °C. 
Sabendo-se que o resfriamento de um corpo pode ser modelado 
pela lei do resfriamento de Newton, conforme a qual a temperatura 
do corpo T, em função do tempo t, em horas, é dada pela função 
exponencial T(t) = (Tc − Ta)10−Kt + Ta , em que Tc é a temperatura 
inicial do corpo e Ta é a temperatura ambiente, é correto afirmar 
que a constante k é igual a log10(27)
( ) CERTO 
( ) ERRADO
27. (CEBRASPE (CESPE) - TÉCNICO EM GESTÃO DE TELECO-
MUNICAÇÕES (TELEBRAS)/ASSISTENTE TÉCNICO/2022)
A respeito das funções e suas propriedades, julgue o item sub-
secutivo.
O domínio da função
é o conjunto
( ) CERTO 
( ) ERRADO
28. (CEBRASPE (CESPE) - PROF (SEDUC AL)/SEDUC AL/MA-
TEMÁTICA/2021)
Assunto: Funções modulares, equações modulares e inequa-
ções modulares
Acerca das equações e inequações de números reais, julgue o 
item a seguir.
A equação
tem exatamente cinco raízes reais distintas.
( ) CERTO 
( ) ERRADO
29. CEBRASPE (CESPE) - PROFESSOR (SEDUC AL)/MATEMÁ-
TICA/2021)
Acerca das funções reais, julgue o item a seguir.
Considere que f e g sejam funções reais, de modo que
e a composição (f o g)(x) = x2. Com base nessas informações, 
conclui-se que
( ) CERTO 
( ) ERRADO
30. (CEBRASPE (CESPE) - PROFESSOR (SEED PR)/LINGUA-
GENS E SUAS TECNOLOGIAS/MATEMÁTICA/2021)
Assinale a opção em que a expressão mostrada representa uma 
função implícita
com y=f(x)..
(A) 
(B) 
(C) 
(D) 
MATEMÁTICA
92
(E) 
31. (CEBRASPE (CESPE) - TÉCNICO EM GESTÃO DE TELECO-
MUNICAÇÕES (TELEBRAS)/ASSISTENTE TÉCNICO/2022)
A respeito das funções e suas propriedades, julgue o item sub-
secutivo.
A combinação de funções trigonométricas
é uma função periódica de período
( ) CERTO 
( ) ERRADO
32. (CEBRASPE (CESPE) - PPNS (PETROBRAS)/PETROBRAS/
ENGENHARIA DE PETRÓLEO/2022)
Uma distribuidora de derivados de petróleo adotou uma codi-
ficação para a identificação de seus produtos, garantindo, assim, a 
possibilidade de verificação de procedência. A identificação seria:
pertencendo ao conjunto W de todas as soluções (x, y, z) da 
seguinte equação matricial
onde x,y e z são números reais. Observe que se (A, B, C) 
e (D, E, F) pertencem a W, então tanto (A + D, B + E, C + F) como 
(mA, mB, mC) pertencem a W, para qualquer , número real.
Com base nessas informações, julgue o item seguinte.
Um produto identificado por 
não é proveniente dessa distribuidora.
( ) CERTO 
( ) ERRADO
33. (CEBRASPE (CESPE) - PROFISSIONAL PETROBRAS DE 
NÍVEL SUPERIOR (PETROBRAS)/ANÁLISE/COMÉRCIO E SUPRI-
MENTO/2022)
Uma forma de analisar uma economia em setores é por meio 
do modelo de Leontief. Esse modelo pode ser escrito na forma do 
sistema linear
em que C é uma matriz quadrada chamada de matriz de con-
sumo, de é chamado de vetor de demanda externa e o vetor x cor-
responde à quantidade produzida de produtos nessa economia. 
Considerando uma matriz de consumo
Considerando uma matriz de consumo
e um vetor de demanda externa
ambos com entradas positivas, julgue o item a seguir relaciona-
dos ao modelo econômico de Leontief.
A quantidade x a ser produzida para atender a demanda exter-
na de é dada por
contanto que (1−a)(1−d)−bc≠0
( ) CERTO 
( ) ERRADO
34. (CEBRASPE (CESPE) - PPNS (PETROBRAS)/PETROBRAS/
ENGENHARIA DE PETRÓLEO/2022)
Uma distribuidora de derivados de petróleo adotou uma codi-
ficação para a identificação de seus produtos, garantindo, assim, a 
possibilidade de verificação de procedência. A identificação seria
pertencendo ao conjunto W de todas as soluções (x, y, z) da 
seguinte equação matricial
onde x,y e z são números reais. Observe que se (A,B,C) e (D,E,F) 
pertencem a W, então tanto (A+D,B+E,C+F) como (mA,mB,mC) per-
tencem a W, para qualquer , número real.
Com base nessas informações, julgue o item seguinte.
O determinante da matriz 3x3 dos coeficientes da equação ma-
tricial é diferente de zero.
( ) CERTO 
( ) ERRADO
MATEMÁTICA
93
35. (CEBRASPE (CESPE) - PROF (SEDUC AL)/SEDUC AL/MA-
TEMÁTICA/2021)
Considerando as matrizes A e B com coeficientes reais dadas 
por
e
julgue o item a seguir.
Se det(AB) = 0, então o módulo de x é igual a 1, isto é, |x| = 1.
( ) CERTO 
( ) ERRADO
36. (CEBRASPE (CESPE) - TEC AMB (IBAMA)/IBAMA/2022)
Julgue o item a seguir, com base em conhecimentos da mate-
mática.
Considere que dois lagartos (A e B) sejam de uma espécie que 
se alimenta apenas de dois tipos de insetos: mosquitos e maripo-
sas. Considere, ainda, que, em certo dia, o lagarto A tenha comido 
8 mosquitos e 4 mariposas, que correspondem a 236 calorias, en-
quanto o lagarto B tenha comido 6 mosquitos e 2 mariposas, que 
correspondem a 160 calorias. A partir dessas informações, conclui-
-se que uma mariposa contém 21 calorias.
( ) CERTO 
( ) ERRADO
37. (CEBRASPE (CESPE) - TEC GT (TELEBRAS)/TELEBRAS/AS-
SISTENTE ADMINISTRATIVO/2022)
João vai receber líquidos R$ 3.300,00 por salário, e decidiu que 
vai usar 70% de sua renda com despesas pessoais e aplicar o restan-
te. Dos recursos que destinará a aplicações, investirá 25% em ações 
de empresas listadas na bolsa brasileira, 25% em títulos de renda 
fixa, 25% em fundos de investimento imobiliário e o restante em 
ativos lastreados em dólar. Seus estudos indicaram dez empresas 
boas pagadoras de dividendos, com boa liquidez e cujas ações estão 
com bom preço. Com base nessa situação hipotética, julgue o item 
a seguir.
Considere que, do valor investido de sua primeira remuneração 
em duas empresas A e B, João tenha recebido dividendos de 7% e 
12%, respectivamente, totalizando R$ 24,70. Nesse caso, João in-
vestiu igual valor em ambas as empresas.
( ) CERTO 
( ) ERRADO
38. (CEBRASPE (CESPE) - PROF (SEDUC AL)/SEDUC AL/MA-
TEMÁTICA/2021)
Considerando que i seja a unidade imaginária, julgue o item a 
seguir, a respeito dos números complexos.
O número complexo z = 2cos(π/3) + 2isen(π/3) tem norma igual 
a 4 e se encontra no primeiro quadrante do plano complexo.
( ) CERTO 
( ) ERRADO
39. (CEBRASPE (CESPE) - SOLD (PM AL)/PM AL/2021)ASSUN-
TO: NÚMEROS COMPLEXOS
Com relação às geometrias plana, espacial e analítica, julgue o 
item que se segue.
Dados os números complexos z = x + iy e z0 = 2 − i, em que i é a 
unidade imaginária, é correto afirmar que |z − z0 | = 2 representa, 
no plano complexo, uma circunferência de raio √2 com centro no 
ponto z0.
( ) CERTO 
( ) ERRADO
40. (CEBRASPE (CESPE) - PROF (SEDUC AL)/SEDUC AL/MA-
TEMÁTICA/2021)
Considerando que i seja a unidade imaginária, julgue o item a 
seguir, a respeito dos números complexos.
O triângulo cujos vértices são as raízes do polinômio p(x) = x³ − 
8x² + 25x é um triângulo isósceles.
( ) CERTO 
( ) ERRADO
41. (CEBRASPE (CESPE) - PROF (SEDUC AL)/SEDUC AL/MA-
TEMÁTICA/2021)
Com base no Binômio de Newton, julgue o item a seguir.
O coeficiente de x⁷ na expansão de (x² + x + 1)⁵ é igual a 35.
( ) CERTO 
( ) ERRADO
42. (CEBRASPE (CESPE) - SOLD (CBM AL)/CBM AL/2021)
Com relação a retas, segmentos e congruência, julgue o próxi-
mo item.
Considere que A, B, C e D sejam pontos colineares distintos e 
consecutivos sobre a reta r. Nesse caso, se AB = CD = 1 e os segmen-
tos AB, BD, AD e BC satisfazem aigualdade AB∙BD = AD∙BC, então 
conclui-se que o tamanho do segmento BC > 1.
( ) CERTO 
( ) ERRADO
43. (CEBRASPE (CESPE) - SOLD (CBM AL)/CBM AL/2021)
Com relação a retas, segmentos e congruência, julgue o próxi-
mo item.
O encontro de duas retas concorrentes oblíquas em um ponto 
sempre forma quatro ângulos, sendo dois deles agudos.
( ) CERTO 
( ) ERRADO
44. (CEBRASPE (CESPE) - PROF (SEED PR)/SEED PR/LINGUA-
GENS E SUAS TECNOLOGIAS/MATEMÁTICA/2021)
Assinale a opção que apresenta dois ângulos complementares.
(A) 120° e 60°
(B) 40° e 50°
(C) 75° e 25°
MATEMÁTICA
94
(D) 200° e 160°
(E) 80° e 40°
45. (CEBRASPE (CESPE) - AG PT (IBGE)/IBGE/2021)
Na figura anterior, sabendo-se que a área do triângulo ABC in-
depende do tamanho do lado do quadrado que contém o ponto C, 
conclui-se que a área desse triângulo é igual a
(A) 7/8
(B) 3/4
(C) 2/3
(D) 1/2
(E) 1/4
46. (CEBRASPE (CESPE) - PROF (SEDUC AL)/SEDUC AL/MA-
TEMÁTICA/2021)
Julgue o item subsequente, relativos a geometria.
Se, na figura a seguir, o retângulo ABCD tiver área igual a 21 m², 
então, o triângulo DEC tem área igual a 7 m².
( ) CERTO 
( ) ERRADO
47. (CEBRASPE (CESPE) - SOLD (CBM AL)/CBM AL/2021)
Acerca de triângulos, julgue o próximo item.
Considere o triângulo retângulo e isósceles ABC, com lados AB 
= BC = 1. Nesse caso, sendo G o baricentro desse triângulo, é corre-
to afirmar que o segmento AG é igual a
( ) CERTO 
( ) ERRADO
48. (CEBRASPE (CESPE) - SOLD (CBM AL)/CBM AL/2021)
Acerca de triângulos, julgue o próximo item.
Considere o triângulo retângulo ABC, em que o ângulo CAB = 
60º, o ângulo ABC = 30º, AC = 1 e : BC = √3. Nesse caso, sendo CH 
o segmento de reta que representa a altura relativa ao vértice C, é 
correto afirmar que o comprimento do segmento AH é igual a 1/3
( ) CERTO 
( ) ERRADO
49. (CEBRASPE (CESPE) - OF (CBM AL)/CBM AL/2021)
O gráfico a seguir representa, em um sistema cartesiano com 
coordenadas expressas em quilômetros, o trajeto percorrido por 
uma unidade móvel do corpo de bombeiros para deslocar-se da 
base de operações, localizada no ponto A, para um local de aciden-
te, localizado no ponto D.
Considerando essas informações, julgue o próximo item.
Os segmentos CB e CD são perpendiculares.
( ) CERTO 
( ) ERRADO
50. (CEBRASPE (CESPE) - PPNS (PETROBRAS)/PETROBRAS/
GEOFÍSICA/GEOLOGIA/2022)
Acerca de geometria e de geometria analítica, julgue o item 
subsequente.
Em um triângulo ABC tem-se que
e
ABC = 45°
Nessa situação, é correto concluir que o lado AC = √2.
( ) CERTO 
( ) ERRADO
GABARITO
1 ERRADO
2 CERTO
3 CERTO
MATEMÁTICA
95
4 CERTO
5 E
6 ERRADO
7 ERRADO
8 ERRADO
9 ERRADO
10 ERRADO
11 CERTO
12 ERRADO
13 C
14 D
15 E
16 CERTO
17 ERRADO
18 CERTO
19 C
20 ERRADO
21 CERTO
22 CERTO
23 CERTO
24 CERTO
25 ERRADO
26 ERRADO
27 CERTO
28 CERTO
29 CERTO
30 D
31 ERRADO
32 CERTO
33 CERTO
34 ERRADO
35 CERTO
36 ERRADO
37 ERRADO
38 CERTO
39 ERRADO
40 CERTO
41 ERRADO
42 ERRADO
43 CERTO
44 B
45 D
46 ERRADO
47 ERRADO
48 ERRADO
49 CERTO
50 CERTO
ANOTAÇÕES
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MATEMÁTICA
96
ANOTAÇÕES
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INFORMÁTICA
CONCEITOS BÁSICOS DE COMPUTAÇÃO. 
COMPONENTES DE HARDWARE E SOFTWARE DE 
COMPUTADORES
Hardware
Hardware refere-se a parte física do computador, isto é, são os 
dispositivos eletrônicos que necessitamos para usarmos o compu-
tador. Exemplos de hardware são: CPU, teclado, mouse, disco rígi-
do, monitor, scanner, etc.
Software
Software, na verdade, são os programas usados para fazer ta-
refas e para fazer o hardware funcionar. As instruções de software 
são programadas em uma linguagem de computador, traduzidas 
em linguagem de máquina e executadas por computador. 
O software pode ser categorizado em dois tipos:
– Software de sistema operacional
– Software de aplicativos em geral
• Software de sistema operacional
O software de sistema é o responsável pelo funcionamento do 
computador, é a plataforma de execução do usuário. Exemplos de 
software do sistema incluem sistemas operacionais como Windo-
ws, Linux, Unix , Solaris etc.
• Software de aplicação
O software de aplicação é aquele utilizado pelos usuários para 
execução de tarefas específicas. Exemplos de software de aplicati-
vos incluem Microsoft Word, Excel, PowerPoint, Access, etc.
Para não esquecer:
HARDWARE É a parte física do computador
SOFTWARE São os programas no computador (de funcio-
namento e tarefas)
Periféricos
Periféricos são os dispositivos externos para serem utilizados 
no computador, ou mesmo para aprimora-lo nas suas funcionali-
dades. Os dispositivos podem ser essenciais, como o teclado, ou 
aqueles que podem melhorar a experiencia do usuário e até mesmo 
melhorar o desempenho do computador, tais como design, qualida-
de de som, alto falantes, etc.
Tipos:
PERIFÉRICOS 
DE ENTRADA Utilizados para a entrada de dados;
PERIFÉRICOS 
DE SAÍDA Utilizados para saída/visualização de dados
• Periféricos de entrada mais comuns.
– O teclado é o dispositivo de entrada mais popular e é um item 
essencial. Hoje em dia temos vários tipos de teclados ergonômicos 
para ajudar na digitação e evitar problemas de saúde muscular; 
– Na mesma categoria temos o scanner, que digitaliza dados 
para uso no computador;
– O mouse também é um dispositivo importante, pois com ele po-
demos apontar para um item desejado, facilitando o uso do computador.
• Periféricos de saída populares mais comuns
– Monitores, que mostra dados e informações ao usuário;
– Impressoras, que permite a impressão de dados para mate-
rial físico;
– Alto-falantes, que permitem a saída de áudio do computador;
– Fones de ouvido.
Sistema Operacional
O software de sistema operacional é o responsável pelo funcio-
namento do computador. É a plataforma de execução do usuário. 
Exemplos de software do sistema incluem sistemas operacionais 
como Windows, Linux, Unix , Solaris etc.
• Aplicativos e Ferramentas
São softwares utilizados pelos usuários para execução de tare-
fas específicas. Exemplos: Microsoft Word, Excel, PowerPoint, Ac-
cess, além de ferramentas construídas para fins específicos.
 SISTEMA OPERACIONAL WINDOWS (XP E VISTA)
WINDOWS 7
INFORMÁTICA
98
Conceito de pastas e diretórios
Pasta algumas vezes é chamada de diretório, mas o nome “pas-
ta” ilustra melhor o conceito. Pastas servem para organizar, armaze-
nar e organizar os arquivos. Estes arquivos podem ser documentos 
de forma geral (textos, fotos, vídeos, aplicativos diversos).
Lembrando sempre que o Windows possui uma pasta com o 
nome do usuário onde são armazenados dados pessoais.
Dentro deste contexto temos uma hierarquia de pastas.
No caso da figura acima, temos quatro pastas e quatro arqui-
vos.
Arquivos e atalhos
Como vimos anteriormente: pastas servem para organização, 
vimos que uma pasta pode conter outras pastas, arquivos e atalhos.
• Arquivo é um item único que contém um determinado dado. 
Estes arquivos podem ser documentos de forma geral (textos, fotos, 
vídeos e etc..), aplicativos diversos, etc.
• Atalho é um item que permite fácil acesso a uma determina-
da pasta ou arquivo propriamente dito.
Área de trabalho do Windows 7
Área de transferência
A área de transferência é muito importante e funciona em se-
gundo plano. Ela funciona de forma temporária guardando vários 
tipos de itens, tais como arquivos, informações etc.
– Quando executamos comandos como “Copiar” ou “Ctrl + C”, 
estamos copiando dados para esta área intermediária.
– Quando executamos comandos como “Colar” ou “Ctrl + V”, 
estamos colando, isto é, estamos pegando o que está gravado na 
área de transferência.
Manipulação de arquivos e pastas
A caminho mais rápido para acessar e manipular arquivos e 
pastas e outros objetos é através do “Meu Computador”. Podemos 
executar tarefas tais como: copiar, colar, mover arquivos, criar pas-
tas, criar atalhos etc.
INFORMÁTICA
99
Uso dos menus
Programas e aplicativos
• Media Player
• Media Center
• Limpeza de disco
• Desfragmentador de disco
• Os jogos do Windows.
• Ferramenta de captura
• Backup e Restore
Interação com o conjunto de aplicativos
Vamos separar esta interação do usuário por categoria para en-
tendermos melhor as funções categorizadas.
Facilidades
O Windows possui um recurso muito interessante que é o Cap-
turador de Tela , simplesmente podemos, com o mouse, recortar a 
parte desejada e colar em outro lugar.
Música e Vídeo
Temos o Media Player como player nativo para ouvir músicas 
e assistir vídeos. O Windows Media Player é uma excelente expe-
riência de entretenimento, nele pode-se administrar bibliotecas 
de música, fotografia, vídeos no seu computador, copiar CDs, criar 
playlists e etc., isso também é válido para o media center.
Ferramentas do sistema
• A limpeza de disco é uma ferramenta importante, pois o pró-
prio Windows sugere arquivos inúteis e podemos simplesmente 
confirmar sua exclusão.
INFORMÁTICA
100
• O desfragmentador de disco é uma ferramenta muito impor-
tante, pois conforme vamos utilizando o computador os arquivos 
ficam internamente desorganizados, isto faz que o computador fi-
que lento. Utilizando o desfragmentador o Windows se reorganiza 
internamente tornando o computador mais rápido e fazendo com 
que o Windows acesse os arquivos com maior rapidez.
• O recurso de backup e restauração do Windows é muito im-
portante pois pode ajudar na recuperação do sistema, ou até mes-
mo escolher seus arquivos para serem salvos, tendo assim uma có-
pia de segurança.
WINDOWS 8
Conceito de pastas e diretórios
Pasta algumas vezes é chamada de diretório, mas o nome “pas-
ta” ilustra melhor o conceito. Pastas servem para organizar, armaze-
nar e organizar os arquivos. Estes arquivos podem ser documentos 
de forma geral (textos, fotos, vídeos, aplicativos diversos).
Lembrando sempre que o Windows possui uma pasta com o 
nome do usuário onde são armazenados dados pessoais.
Dentro deste contexto temos uma hierarquia de pastas.
No caso da figura acima temos quatro pastas e quatro arquivos.
INFORMÁTICA
101
Arquivos e atalhos
Como vimos anteriormente: pastas servem para organização, 
vimos que uma pasta pode conter outras pastas, arquivos e atalhos.
• Arquivo é um item único que contém um determinado dado. 
Estes arquivos podem ser documentos de forma geral (textos, fotos, 
vídeos e etc..), aplicativos diversos, etc.
• Atalho é um item que permite fácil acesso a uma determina-
da pasta ou arquivo propriamente dito.
Área de trabalho do Windows 8
Área de transferência
A área de transferência é muito importante e funciona em se-
gundo plano. Ela funciona de forma temporária guardando vários 
tipos de itens, tais como arquivos, informações etc.
– Quando executamos comandos como “Copiar” ou “Ctrl + C”, 
estamos copiando dados para esta área intermediária.
– Quando executamos comandos como “Colar” ou “Ctrl + V”, 
estamos colando, isto é, estamos pegando o que está gravado na 
área de transferência.
Manipulação de arquivos e pastas
A caminho mais rápido para acessar e manipular arquivos e 
pastas e outros objetos é através do “Meu Computador”. Podemos 
executar tarefas tais como: copiar, colar,mover arquivos, criar pas-
tas, criar atalhos etc.
Uso dos menus
Programas e aplicativos
INFORMÁTICA
102
Interação com o conjunto de aplicativos
Vamos separar esta interação do usuário por categoria para en-
tendermos melhor as funções categorizadas.
Facilidades
O Windows possui um recurso muito interessante que é o Cap-
turador de Tela, simplesmente podemos, com o mouse, recortar a 
parte desejada e colar em outro lugar.
Música e Vídeo
Temos o Media Player como player nativo para ouvir músicas 
e assistir vídeos. O Windows Media Player é uma excelente expe-
riência de entretenimento, nele pode-se administrar bibliotecas 
de música, fotografia, vídeos no seu computador, copiar CDs, criar 
playlists e etc., isso também é válido para o media center.
Jogos
Temos também jogos anexados ao Windows 8.
Transferência
O recurso de transferência fácil do Windows 8 é muito impor-
tante, pois pode ajudar na escolha de seus arquivos para serem sal-
vos, tendo assim uma cópia de segurança.
A lista de aplicativos é bem intuitiva, talvez somente o Skydrive 
mereça uma definição: 
• Skydrive é o armazenamento em nuvem da Microsoft, hoje 
portanto a Microsoft usa o termo OneDrive para referenciar o ar-
mazenamento na nuvem (As informações podem ficar gravadas na 
internet).
WINDOWS 10 
Conceito de pastas e diretórios
Pasta algumas vezes é chamada de diretório, mas o nome “pas-
ta” ilustra melhor o conceito. Pastas servem para organizar, armaze-
nar e organizar os arquivos. Estes arquivos podem ser documentos 
de forma geral (textos, fotos, vídeos, aplicativos diversos).
Lembrando sempre que o Windows possui uma pasta com o 
nome do usuário onde são armazenados dados pessoais.
Dentro deste contexto temos uma hierarquia de pastas.
No caso da figura acima temos quatro pastas e quatro arquivos.
INFORMÁTICA
103
Arquivos e atalhos
Como vimos anteriormente: pastas servem para organização, 
vimos que uma pasta pode conter outras pastas, arquivos e atalhos.
• Arquivo é um item único que contém um determinado dado. 
Estes arquivos podem ser documentos de forma geral (textos, fotos, 
vídeos e etc..), aplicativos diversos, etc.
• Atalho é um item que permite fácil acesso a uma determina-
da pasta ou arquivo propriamente dito.
Área de trabalho
Área de transferência
A área de transferência é muito importante e funciona em se-
gundo plano. Ela funciona de forma temporária guardando vários 
tipos de itens, tais como arquivos, informações etc.
– Quando executamos comandos como “Copiar” ou “Ctrl + C”, 
estamos copiando dados para esta área intermediária.
– Quando executamos comandos como “Colar” ou “Ctrl + V”, 
estamos colando, isto é, estamos pegando o que está gravado na 
área de transferência.
Manipulação de arquivos e pastas
A caminho mais rápido para acessar e manipular arquivos e 
pastas e outros objetos é através do “Meu Computador”. Podemos 
executar tarefas tais como: copiar, colar, mover arquivos, criar pas-
tas, criar atalhos etc.
Uso dos menus
Programas e aplicativos e interação com o usuário
Vamos separar esta interação do usuário por categoria para en-
tendermos melhor as funções categorizadas.
– Música e Vídeo: Temos o Media Player como player nativo 
para ouvir músicas e assistir vídeos. O Windows Media Player é uma 
excelente experiência de entretenimento, nele pode-se administrar 
bibliotecas de música, fotografia, vídeos no seu computador, copiar 
CDs, criar playlists e etc., isso também é válido para o media center.
INFORMÁTICA
104
– Ferramentas do sistema
• A limpeza de disco é uma ferramenta importante, pois o pró-
prio Windows sugere arquivos inúteis e podemos simplesmente 
confirmar sua exclusão.
• O desfragmentador de disco é uma ferramenta muito impor-
tante, pois conforme vamos utilizando o computador os arquivos 
ficam internamente desorganizados, isto faz que o computador fi-
que lento. Utilizando o desfragmentador o Windows se reorganiza 
internamente tornando o computador mais rápido e fazendo com 
que o Windows acesse os arquivos com maior rapidez.
• O recurso de backup e restauração do Windows é muito im-
portante pois pode ajudar na recuperação do sistema, ou até mes-
mo escolher seus arquivos para serem salvos, tendo assim uma có-
pia de segurança.
Inicialização e finalização
Quando fizermos login no sistema, entraremos direto no Win-
dows, porém para desligá-lo devemos recorrer ao e:
 CONHECIMENTOS DE WORD, EXCEL, POWERPOINT
Microsoft Office
INFORMÁTICA
105
O Microsoft Office é um conjunto de aplicativos essenciais para 
uso pessoal e comercial, ele conta com diversas ferramentas, mas 
em geral são utilizadas e cobradas em provas o Editor de Textos – 
Word, o Editor de Planilhas – Excel, e o Editor de Apresentações – 
PowerPoint. A seguir verificamos sua utilização mais comum: 
Word
O Word é um editor de textos amplamente utilizado. Com ele 
podemos redigir cartas, comunicações, livros, apostilas, etc. Vamos 
então apresentar suas principais funcionalidades.
• Área de trabalho do Word
Nesta área podemos digitar nosso texto e formata-lo de acordo 
com a necessidade.
• Iniciando um novo documento
A partir deste botão retornamos para a área de trabalho do 
Word, onde podemos digitar nossos textos e aplicar as formatações 
desejadas.
• Alinhamentos
Ao digitar um texto, frequentemente temos que alinhá-lo para 
atender às necessidades. Na tabela a seguir, verificamos os alinha-
mentos automáticos disponíveis na plataforma do Word.
GUIA PÁGINA 
INICIAL ALINHAMENTO TECLA DE 
ATALHO
Justificar (arruma a direito 
e a esquerda de acordo 
com a margem
Ctrl + J
Alinhamento à direita Ctrl + G
Centralizar o texto Ctrl + E
Alinhamento à esquerda Ctrl + Q
• Formatação de letras (Tipos e Tamanho)
Presente em Fonte, na área de ferramentas no topo da área de 
trabalho, é neste menu que podemos formatar os aspectos básicos 
de nosso texto. Bem como: tipo de fonte, tamanho (ou pontuação), 
se será maiúscula ou minúscula e outros itens nos recursos auto-
máticos.
GUIA PÁGINA INICIAL FUNÇÃO
Tipo de letra
Tamanho
Aumenta / diminui tamanho
Recursos automáticos de caixa-altas 
e baixas 
Limpa a formatação
• Marcadores
Muitas vezes queremos organizar um texto em tópicos da se-
guinte forma:
Podemos então utilizar na página inicial os botões para operar 
diferentes tipos de marcadores automáticos:
INFORMÁTICA
106
• Outros Recursos interessantes:
GUIA ÍCONE FUNÇÃO
Página inicial
- Mudar Forma
- Mudar cor de 
Fundo
- Mudar cor do 
texto
Inserir - Inserir Tabelas
- Inserir Imagens
Revisão Verificação e cor-
reção ortográfica
Arquivo Salvar
Excel
O Excel é um editor que permite a criação de tabelas para cál-
culos automáticos, análise de dados, gráficos, totais automáticos, 
dentre outras funcionalidades importantes, que fazem parte do dia 
a dia do uso pessoal e empresarial. 
São exemplos de planilhas:
– Planilha de vendas;
– Planilha de custos.
Desta forma ao inserirmos dados, os valores são calculados au-
tomaticamente.
• Mas como é uma planilha de cálculo?
– Quando inseridos em alguma célula da planilha, os dados são 
calculados automaticamente mediante a aplicação de fórmulas es-
pecíficas do aplicativo. 
– A unidade central do Excel nada mais é que o cruzamento 
entre a linha e a coluna. No exemplo coluna A, linha 2 ( A2 )
– Podemos também ter o intervalo A1..B3
– Para inserirmos dados, basta posicionarmos o cursor na cé-
lula, selecionarmos e digitarmos. Assim se dá a iniciação básica de 
uma planilha.
• Formatação células
• Fórmulas básicas
ADIÇÃO =SOMA(célulaX;célulaY)
SUBTRAÇÃO =(célulaX-célulaY)
MULTIPLICAÇÃO =(célulaX*célulaY)
DIVISÃO =(célulaX/célulaY)
• Fórmulas de comum interesse
MÉDIA (em um intervalo de 
células) =MEDIA(célula X:célulaY)
MÁXIMA (em um intervalo 
de células) =MAX(célula X:célulaY)
MÍNIMA (em um intervalo 
de células) =MIN(célula X:célulaY)
INFORMÁTICA
107
PowerPoint
O PowerPoint é um editor que permite a criação de apresenta-
ções personalizadas para os mais diversos fins.Existem uma série 
de recursos avançados para a formatação das apresentações, aqui 
veremos os princípios para a utilização do aplicativo.
• Área de Trabalho do PowerPoint
Nesta tela já podemos aproveitar a área interna para escre-
ver conteúdos, redimensionar, mover as áreas delimitadas ou até 
mesmo excluí-las. No exemplo a seguir, perceba que já movemos as 
caixas, colocando um título na superior e um texto na caixa inferior, 
também alinhamos cada caixa para ajustá-las melhor.
Perceba que a formatação dos textos é padronizada. O mesmo 
tipo de padrão é encontrado para utilizarmos entre o PowerPoint, o 
Word e o Excel, o que faz deles programas bastante parecidos, no que 
diz respeito à formatação básica de textos. Confira no tópico referente 
ao Word, itens de formatação básica de texto como: alinhamentos, ti-
pos e tamanhos de letras, guias de marcadores e recursos gerais.
Especificamente sobre o PowerPoint, um recurso amplamente 
utilizado a guia Design. Nela podemos escolher temas que mudam 
a aparência básica de nossos slides, melhorando a experiência no 
trabalho com o programa.
Com o primeiro slide pronto basta duplicá-lo, obtendo vários 
no mesmo formato. Assim liberamos uma série de miniaturas, pe-
las quais podemos navegador, alternando entre áreas de trabalho. 
A edição em cada uma delas, é feita da mesma maneira, como já 
apresentado anteriormente. 
Percebemos agora que temos uma apresentação com quatro 
slides padronizados, bastando agora editá-lo com os textos que se 
fizerem necessários. Além de copiar podemos mover cada slide de 
uma posição para outra utilizando o mouse. 
As Transições são recursos de apresentação bastante utilizados 
no PowerPoint. Servem para criar breves animações automáticas 
para passagem entre elementos das apresentações.
INFORMÁTICA
108
Tendo passado pelos aspectos básicos da criação de uma apre-
sentação, e tendo a nossa pronta, podemos apresentá-la bastando 
clicar no ícone correspondente no canto inferior direito.
Um último recurso para chamarmos atenção é a possibilidade 
de acrescentar efeitos sonoros e interativos às apresentações, le-
vando a experiência dos usuários a outro nível.
Office 2013
A grande novidade do Office 2013 foi o recurso para explorar 
a navegação sensível ao toque (TouchScreen), que está disponível 
nas versões 32 e 64. Em equipamentos com telas sensíveis ao toque 
(TouchScreen) pode-se explorar este recurso, mas em equipamen-
tos com telas simples funciona normalmente.
O Office 2013 conta com uma grande integração com a nuvem, 
desta forma documentos, configurações pessoais e aplicativos po-
dem ser gravados no Skydrive, permitindo acesso através de smart-
fones diversos.
• Atualizações no Word
– O visual foi totalmente aprimorado para permitir usuários 
trabalhar com o toque na tela (TouchScreen);
– As imagens podem ser editadas dentro do documento;
– O modo leitura foi aprimorado de modo que textos extensos 
agora ficam disponíveis em colunas, em caso de pausa na leitura;
– Pode-se iniciar do mesmo ponto parado anteriormente;
– Podemos visualizar vídeos dentro do documento, bem como 
editar PDF(s).
• Atualizações no Excel
– Além de ter uma navegação simplificada, um novo conjunto 
de gráficos e tabelas dinâmicas estão disponíveis, dando ao usuário 
melhores formas de apresentar dados. 
– Também está totalmente integrado à nuvem Microsoft.
• Atualizações no PowerPoint
– O visual teve melhorias significativas, o PowerPoint do Offi-
ce2013 tem um grande número de templates para uso de criação 
de apresentações profissionais;
– O recurso de uso de múltiplos monitores foi aprimorado;
– Um recurso de zoom de slide foi incorporado, permitindo o 
destaque de uma determinada área durante a apresentação;
– No modo apresentador é possível visualizar o próximo slide 
antecipadamente;
– Estão disponíveis também o recurso de edição colaborativa 
de apresentações.
Office 2016
O Office 2016 foi um sistema concebido para trabalhar junta-
mente com o Windows 10. A grande novidade foi o recurso que 
permite que várias pessoas trabalhem simultaneamente em um 
mesmo projeto. Além disso, tivemos a integração com outras fer-
ramentas, tais como Skype. O pacote Office 2016 também roda em 
smartfones de forma geral.
• Atualizações no Word
– No Word 2016 vários usuários podem trabalhar ao mesmo 
tempo, a edição colaborativa já está presente em outros produtos, 
mas no Word agora é real, de modo que é possível até acompanhar 
quando outro usuário está digitando;
– Integração à nuvem da Microsoft, onde se pode acessar os 
documentos em tablets e smartfones;
– É possível interagir diretamente com o Bing (mecanismo de 
pesquisa da Microsoft, semelhante ao Google), para utilizar a pes-
quisa inteligente;
– É possível escrever equações como o mouse, caneta de to-
que, ou com o dedo em dispositivos touchscreen, facilitando assim 
a digitação de equações.
• Atualizações no Excel
– O Excel do Office 2016 manteve as funcionalidades dos ante-
riores, mas agora com uma maior integração com dispositivos mó-
veis, além de ter aumentado o número de gráficos e melhorado a 
questão do compartilhamento dos arquivos.
• Atualizações no PowerPoint
– O PowerPoint 2016 manteve as funcionalidades dos ante-
riores, agora com uma maior integração com dispositivos moveis, 
além de ter aumentado o número de templates melhorado a ques-
tão do compartilhamento dos arquivos;
– O PowerPoint 2016 também permite a inserção de objetos 
3D na apresentação.
Office 2019
O OFFICE 2019 manteve a mesma linha da Microsoft, não hou-
ve uma mudança tão significativa. Agora temos mais modelos em 
3D, todos os aplicativos estão integrados como dispositivos sensí-
veis ao toque, o que permite que se faça destaque em documentos. 
• Atualizações no Word
– Houve o acréscimo de ícones, permitindo assim um melhor 
desenvolvimento de documentos;
INFORMÁTICA
109
– Outro recurso que foi implementado foi o “Ler em voz alta”. 
Ao clicar no botão o Word vai ler o texto para você.
 
• Atualizações no Excel
– Foram adicionadas novas fórmulas e gráficos. Tendo como 
destaque o gráfico de mapas que permite criar uma visualização de 
algum mapa que deseja construir. 
• Atualizações no PowerPoint
– Foram adicionadas a ferramenta transformar e a ferramenta 
de zoom facilitando assim o desenvolvimento de apresentações;
– Inclusão de imagens 3D na apresentação.
Office 365 
O Office 365 é uma versão que funciona como uma assinatura 
semelhante ao Netflix e Spotif. Desta forma não se faz necessário 
sua instalação, basta ter uma conexão com a internet e utilizar o 
Word, Excel e PowerPoint.
Observações importantes:
– Ele é o mais atualizado dos OFFICE(s), portanto todas as me-
lhorias citadas constam nele;
– Sua atualização é frequente, pois a própria Microsoft é res-
ponsável por isso;
– No nosso caso o Word, Excel e PowerPoint estão sempre 
atualizados.
INFORMÁTICA
110
INTERNET: CONCEITOS, NAVEGADORES, 
TECNOLOGIAS E SERVIÇOS
Tipos de rede de computadores
• LAN: Rele Local, abrange somente um perímetro definido. 
Exemplos: casa, escritório, etc.
• MAN: Rede Metropolitana, abrange uma cidade, por exemplo.
• WAN: É uma rede com grande abrangência física, maior que 
a MAN, Estado, País; podemos citar até a INTERNET para entender-
mos o conceito.
Navegação e navegadores da Internet 
• Internet
É conhecida como a rede das redes. A internet é uma coleção 
global de computadores, celulares e outros dispositivos que se co-
municam. 
• Procedimentos de Internet e intranet
Através desta conexão, usuários podem ter acesso a diversas 
informações, para trabalho, laser, bem como para trocar mensa-
gens, compartilhar dados, programas, baixar documentos (down-
load), etc.
• Sites
Uma coleção de páginas associadas a um endereço www. é 
chamada web site. Através de navegadores, conseguimos acessar 
web sites para operações diversas.
• Links 
O link nada mais é que uma referência a um documento, onde 
o usuário pode clicar. No caso da internet, o Link geralmenteaponta 
para uma determinada página, pode apontar para um documento 
qualquer para se fazer o download ou simplesmente abrir. 
Dentro deste contexto vamos relatar funcionalidades de alguns 
dos principais navegadores de internet: Microsoft Internet Explorer, 
Mozilla Firefox e Google Chrome.
Internet Explorer 11
• Identificar o ambiente
INFORMÁTICA
111
O Internet Explorer é um navegador desenvolvido pela Microsoft, no qual podemos acessar sites variados. É um navegador simplifi-
cado com muitos recursos novos.
Dentro deste ambiente temos:
– Funções de controle de privacidade: Trata-se de funções que protegem e controlam seus dados pessoais coletados por sites;
– Barra de pesquisas: Esta barra permite que digitemos um endereço do site desejado. Na figura temos como exemplo: https://www.
gov.br/pt-br/
– Guias de navegação: São guias separadas por sites aberto. No exemplo temos duas guias sendo que a do site https://www.gov.br/
pt-br/ está aberta.
– Favoritos: São pastas onde guardamos nossos sites favoritos
– Ferramentas: Permitem realizar diversas funções tais como: imprimir, acessar o histórico de navegação, configurações, dentre ou-
tras.
Desta forma o Internet Explorer 11, torna a navegação da internet muito mais agradável, com textos, elementos gráficos e vídeos que 
possibilitam ricas experiências para os usuários.
• Características e componentes da janela principal do Internet Explorer
À primeira vista notamos uma grande área disponível para visualização, além de percebemos que a barra de ferramentas fica automa-
ticamente desativada, possibilitando uma maior área de exibição.
Vamos destacar alguns pontos segundo as indicações da figura:
1. Voltar/Avançar página
Como o próprio nome diz, clicando neste botão voltamos página visitada anteriormente;
2. Barra de Endereços
Esta é a área principal, onde digitamos o endereço da página procurada;
3. Ícones para manipulação do endereço da URL
Estes ícones são pesquisar, atualizar ou fechar, dependendo da situação pode aparecer fechar ou atualizar.
4. Abas de Conteúdo
São mostradas as abas das páginas carregadas.
5. Página Inicial, favoritos, ferramentas, comentários
6. Adicionar à barra de favoritos
INFORMÁTICA
112
Mozila Firefox
Vamos falar agora do funcionamento geral do Firefox, objeto 
de nosso estudo:
Vejamos de acordo com os símbolos da imagem:
1 Botão Voltar uma página
2 Botão avançar uma página
3 Botão atualizar a página
4 Voltar para a página inicial do Firefox
5 Barra de Endereços
6 Ver históricos e favoritos
7 Mostra um painel sobre os favoritos (Barra, 
Menu e outros)
8 Sincronização com a conta FireFox (Vamos 
detalhar adiante)
9 Mostra menu de contexto com várias op-
ções
– Sincronização Firefox: Ato de guardar seus dados pessoais na 
internet, ficando assim disponíveis em qualquer lugar. Seus dados 
como: Favoritos, históricos, Endereços, senhas armazenadas, etc., 
sempre estarão disponíveis em qualquer lugar, basta estar logado 
com o seu e-mail de cadastro. E lembre-se: ao utilizar um computa-
dor público sempre desative a sincronização para manter seus da-
dos seguros após o uso.
Google Chrome
O Chrome é o navegador mais popular atualmente e disponi-
biliza inúmeras funções que, por serem ótimas, foram implementa-
das por concorrentes.
Vejamos:
• Sobre as abas
No Chrome temos o conceito de abas que são conhecidas tam-
bém como guias. No exemplo abaixo temos uma aba aberta, se qui-
sermos abrir outra para digitar ou localizar outro site, temos o sinal 
(+).
A barra de endereços é o local em que se digita o link da página 
visitada. Uma outra função desta barra é a de busca, sendo que ao 
digitar palavras-chave na barra, o mecanismo de busca do Google é 
acionado e exibe os resultados.
Vejamos de acordo com os símbolos da imagem:
1 Botão Voltar uma página
2 Botão avançar uma página
3 Botão atualizar a página
4 Barra de Endereço.
5 Adicionar Favoritos
6 Usuário Atual
7 Exibe um menu de contexto que iremos relatar 
seguir.
O que vimos até aqui, são opções que já estamos acostuma-
dos ao navegar na Internet, mesmo estando no Ubuntu, percebe-
mos que o Chrome é o mesmo navegador, apenas está instalado 
em outro sistema operacional. Como o Chrome é o mais comum 
atualmente, a seguir conferimos um pouco mais sobre suas funcio-
nalidades.
• Favoritos
No Chrome é possível adicionar sites aos favoritos. Para adi-
cionar uma página aos favoritos, clique na estrela que fica à direita 
da barra de endereços, digite um nome ou mantenha o sugerido, e 
pronto.
INFORMÁTICA
113
Por padrão, o Chrome salva seus sites favoritos na Barra de Fa-
voritos, mas você pode criar pastas para organizar melhor sua lista. 
Para removê-lo, basta clicar em excluir.
• Histórico
O Histórico no Chrome funciona de maneira semelhante ao 
Firefox. Ele armazena os endereços dos sites visitados e, para aces-
sá-lo, podemos clicar em Histórico no menu, ou utilizar atalho do 
teclado Ctrl + H. Neste caso o histórico irá abrir em uma nova aba, 
onde podemos pesquisá-lo por parte do nome do site ou mesmo 
dia a dia se preferir.
• Pesquisar palavras
Muitas vezes ao acessar um determinado site, estamos em 
busca de uma palavra ou frase específica. Neste caso, utilizamos 
o atalho do teclado Ctrl + F para abrir uma caixa de texto na qual 
podemos digitar parte do que procuramos, e será localizado.
• Salvando Textos e Imagens da Internet
Vamos navegar até a imagem desejada e clicar com o botão 
direito do mouse, em seguida salvá-la em uma pasta.
• Downloads
Fazer um download é quando se copia um arquivo de algum 
site direto para o seu computador (texto, músicas, filmes etc.). Nes-
te caso, o Chrome possui um item no menu, onde podemos ver o 
progresso e os downloads concluídos.
• Sincronização
Uma nota importante sobre este tema: A sincronização é im-
portante para manter atualizadas nossas operações, desta forma, 
se por algum motivo trocarmos de computador, nossos dados esta-
rão disponíveis na sua conta Google. 
Por exemplo:
– Favoritos, histórico, senhas e outras configurações estarão 
disponíveis.
– Informações do seu perfil são salvas na sua Conta do Google. 
No canto superior direito, onde está a imagem com a foto do 
usuário, podemos clicar no 1º item abaixo para ativar e desativar.
Safari
O Safari é o navegador da Apple, e disponibiliza inúmeras fun-
ções implementadas.
INFORMÁTICA
114
Vejamos:
• Guias
– Para abrirmos outras guias podemos simplesmente teclar CTRL + T ou
Vejamos os comandos principais de acordo com os símbolos da imagem:
1 Botão Voltar uma página
2 Botão avançar uma página
3 Botão atualizar a página
4 Barra de Endereço.
5 Adicionar Favoritos
6 Ajustes Gerais
7 Menus para a página atual.
8 Lista de Leitura
Perceba que o Safari, como os outros, oferece ferramentas bastante comuns.
Vejamos algumas de suas funcionalidades:
• Lista de Leitura e Favoritos
No Safari é possível adicionar sites à lista de leitura para posterior consulta, ou aos favoritos, caso deseje salvar seus endereços. Para 
adicionar uma página, clique no “+” a que fica à esquerda da barra de endereços, digite um nome ou mantenha o sugerido e pronto.
Por padrão, o Safari salva seus sites na lista de leitura, mas você pode criar pastas para organizar melhor seus favoritos. Para removê-
-lo, basta clicar em excluir.
INFORMÁTICA
115
• Histórico e Favoritos
• Pesquisar palavras
Muitas vezes, ao acessar um determinado site, estamos em 
busca de uma palavra ou frase específica. Neste caso utilizamos o 
atalho do teclado Ctrl + F, para abrir uma caixa de texto na qual po-
demos digitar parte do que procuramos, e será localizado.
• Salvando Textos e Imagens da Internet
Vamos navegar até a imagem desejada e clicar com o botão 
direito do mouse, em seguida salvá-la em uma pasta.
• Downloads
Fazer um download é quando se copia um arquivo de um al-
gum site direto para o seu computador (texto, músicas, filmes etc.). 
Neste caso, o Safari possui um item no menu onde podemos ver o 
progresso e os downloadsconcluídos.
Correio Eletrônico
O correio eletrônico, também conhecido como e-mail, é um 
serviço utilizado para envio e recebimento de mensagens de texto 
e outras funções adicionais como anexos junto com a mensagem.
Para envio de mensagens externas o usuário deverá estar co-
nectado a internet, caso contrário ele ficará limitado a sua rede lo-
cal.
Abaixo vamos relatar algumas características básicas sobre o 
e-mail
– Nome do Usuário: é o nome de login escolhido pelo usuário 
na hora de fazer seu e-mail. Exemplo: joaodasilva, no caso este é 
nome do usuário;
– @ : Símbolo padronizado para uso em correios eletrônicos;
– Nome do domínio a que o e-mail pertence, isto é, na maioria 
das vezes, a empresa;
Vejamos um exemplo: joaodasilva@gmail.com.br / @hotmail.
com.br / @editora.com.br
– Caixa de Entrada: Onde ficam armazenadas as mensagens 
recebidas;
– Caixa de Saída: Onde ficam armazenadas as mensagens ainda 
não enviadas;
– E-mails Enviados: Como o próprio nome diz, é onde ficam os 
e-mails que foram enviados;
– Rascunho: Guarda as mensagens que você ainda não termi-
nou de redigir;
– Lixeira: Armazena as mensagens excluídas.
INFORMÁTICA
116
Ao escrever mensagens, temos os seguintes campos:
– Para: é o campo onde será inserido o endereço do destinatá-
rio do e-mail;
– CC: este campo é usado para mandar cópias da mesma men-
sagem. Ao usar esse campo os endereços aparecerão para todos os 
destinatários envolvidos;
– CCO: sua funcionalidade é semelhante ao campo anterior, no 
entanto os endereços só aparecerão para os respectivos donos da 
mensagem;
– Assunto: campo destinado ao assunto da mensagem;
– Anexos: são dados que são anexados à mensagem (imagens, 
programas, música, textos e outros);
– Corpo da Mensagem: espaço onde será escrita a mensagem.
• Uso do correio eletrônico
– Inicialmente o usuário deverá ter uma conta de e-mail;
– Esta conta poderá ser fornecida pela empresa ou criada atra-
vés de sites que fornecem o serviço. As diretrizes gerais sobre a cria-
ção de contas estão no tópico acima;
– Uma vez criada a conta, o usuário poderá utilizar um cliente 
de e-mail na internet ou um gerenciador de e-mail disponível;
– Atualmente existem vários gerenciadores disponíveis no 
mercado, tais como: Microsoft Outlook, Mozila Thunderbird, Opera 
Mail, Gmail, etc.;
– O Microsoft outlook é talvez o mais conhecido gerenciador 
de e-mail, dentro deste contexto vamos usá-lo como exemplo nos 
tópicos adiante, lembrando que todos funcionam de formas bas-
tante parecidas.
• Preparo e envio de mensagens
• Boas práticas para criação de mensagens
– Uma mensagem deverá ter um assunto. É possível enviar 
mensagem sem o Assunto, porém não é o adequado;
– A mensagem deverá ser clara, evite mensagens grandes ao 
extremo dando muitas voltas;
– Verificar com cuidado os destinatários para o envio correto 
de e-mails, evitando assim problemas de envios equivocados.
• Anexação de arquivos
Uma função adicional quando criamos mensagens é de ane-
xar um documento à mensagem, enviando assim juntamente com 
o texto.
• Boas práticas para anexar arquivos à mensagem
– E-mails tem limites de tamanho, não podemos enviar coisas 
que excedem o tamanho, estas mensagens irão retornar;
– Deveremos evitar arquivos grandes pois além do limite do 
e-mail, estes demoram em excesso para serem carregados. 
Computação de nuvem (Cloud Computing)
• Conceito de Nuvem (Cloud)
A “Nuvem”, também referenciada como “Cloud”, são os servi-
ços distribuídos pela INTERNET que atendem as mais variadas de-
mandas de usuários e empresas.
INFORMÁTICA
117
A internet é a base da computação em nuvem, os servidores 
remotos detêm os aplicativos e serviços para distribuí-los aos usuá-
rios e às empresas.
A computação em nuvem permite que os consumidores alu-
guem uma infraestrutura física de um data center (provedor de ser-
viços em nuvem). Com acesso à Internet, os usuários e as empresas 
usam aplicativos e a infraestrutura alugada para acessarem seus 
arquivos, aplicações, etc., a partir de qualquer computador conec-
tado no mundo.
Desta forma todos os dados e aplicações estão localizadas em 
um local chamado Data Center dentro do provedor.
A computação em nuvem tem inúmeros produtos, e esses pro-
dutos são subdivididos de acordo com todos os serviços em nuvem, 
mas os principais aplicativos da computação em nuvem estão nas 
áreas de: Negócios, Indústria, Saúde, Educação, Bancos, Empresas 
de TI, Telecomunicações.
• Armazenamento de dados da nuvem (Cloud Storage)
A ideia de armazenamento na nuvem ( Cloud Storage ) é sim-
ples. É, basicamente, a gravação de dados na Internet. 
Este envio de dados pode ser manual ou automático, e uma vez 
que os dados estão armazenados na nuvem, eles podem ser aces-
sados em qualquer lugar do mundo por você ou por outras pessoas 
que tiverem acesso.
São exemplos de Cloud Storage: DropBox, Google Drive, One-
Drive.
As informações são mantidas em grandes Data Centers das 
empresas que hospedam e são supervisionadas por técnicos res-
ponsáveis por seu funcionamento. Estes Data Centers oferecem 
relatórios, gráficos e outras formas para seus clientes gerenciarem 
seus dados e recursos, podendo modificar conforme a necessidade.
O armazenamento em nuvem tem as mesmas características 
que a computação em nuvem que vimos anteriormente, em termos 
de praticidade, agilidade, escalabilidade e flexibilidade.
Além dos exemplos citados acima, grandes empresas, tais 
como a IBM, Amazon, Microsoft e Google possuem serviços de nu-
vem que podem ser contratados.
QUESTÕES
1. (EBRASPE (CESPE) - DEL POL (PC PB)/PC PB/2022)
A memória do computador, também conhecida como memória 
principal ou memória de sistema, responsável pelo armazenamento 
temporário de dados e de instruções utilizadas pelos dispositivos 
periféricos, é
(A) RAM (random access memory, ou memória de acesso ale-
atório).
(B) ROM (read only memory, ou memória somente de leitura).
(C) cache de memória.
(D) disco rígido (HD).
(E) unidade central de processamento (CPU).
2. (CEBRASPE (CESPE) - TDP (DPE RO)/DPE RO/TÉCNICO EM 
INFORMÁTICA/2022)
A impressora que utiliza um processador interno para decodi-
ficar sinais que são enviados para um cartucho de fotocondutor or-
gânico (OPC) é uma impressora
(A) de impacto.
(B) laser.
(C) térmica fotográfica.
(D) matricial.
(E) jato de tinta.
3. (CEBRASPE (CESPE) - AJ (PGDF)/PG DF/BIBLIOTECONO-
MIA/2021)
Acerca de dispositivos de memória, de entrada e de saída de 
dados, julgue o item subsequente.
Teclados e monitores operam em velocidade inferior à dos pro-
cessadores.
( ) CERTO 
( ) ERRADO
4. (CEBRASPE (CESPE) - TEC GT (TELEBRAS)/TELEBRAS/AS-
SISTENTE ADMINISTRATIVO/2022)
Julgue o item subsequente, relativos a organização e gerencia-
mento de informações digitais.
Linux e Windows utilizam uma hierarquia de diretórios para 
organizar arquivos com finalidades e funcionalidades semelhantes.
( ) CERTO 
( ) ERRADO
5. (CEBRASPE (CESPE) - SOLD (PM TO)/PM TO/QPPM/2021)
Considere que, em uma máquina com Windows 10, na raiz da 
pasta Files, em F:\Backup\Files, havia dois arquivos, um .xlsx e um 
.docx, e que, na pasta F:\Backup\Files\Home, havia dois arquivos de 
imagem, um .jpeg e em .gif. Considere, ainda, que um usuário te-
nha movido o subdiretório Files em F: para a biblioteca de imagens 
do usuário em C:\Users\Adm\Images. Nesse caso, considerando-se 
que nos drivers C: e F: havia espaço livre para efetuar as operações 
descritas, é correto afirmar que foram movidos
(A) todos os 4 arquivos, ficando todos na raiz de Files, da se-
guinte forma: C:\Users\Adm\Images\Files.
(B) apenas os 2 arquivos de imagem e o subdiretório Home, 
ficando todos estes na raiz de Home, da seguinte forma: C:\
Users\Adm\Images\Files\Home.
INFORMÁTICA
118
(C) apenas os 2 arquivos de imagem, ficando ambos na raiz de 
Files, da seguinte forma: C:\Users\Adm\Images\Files.
(D) apenas os 2 arquivos de imagem e o subdiretório Home, fi-
cando todos estes na raiz de Files, da seguinte forma: C:\Users\Adm\Images\Files\Home.
(E) os 4 arquivos e o subdiretório Home, ficando a mesma es-
trutura de diretórios e seus arquivos, ou seja, dois arquivos na 
raiz de Files e os dois arquivos de imagem na raiz de Home, da 
seguinte forma: C:\Users\Adm\Images\Files\Home.
6. (CEBRASPE (CESPE) - SOLD (CBM AL)/CBM AL/2021)
Julgue o próximo item, relativos à segurança da informação.
Além de bloquearem acessos indevidos aos arquivos e ao com-
putador, as soluções de firewall atuais, como o Microsoft Defender 
Firewall, presente no Windows 10, também realizam backup de ar-
quivos críticos do sistema operacional.
( ) CERTO 
( ) ERRADO
7. (CEBRASPE (CESPE) - ENF FISC (COREN SE)/COREN 
SE/2021)
No explorador de arquivos do Windows, a opção de mapear 
unidade de rede pode ser utilizada para
(A) indicar unidade local a que se deseja conectar e assim fazer 
uso facilitado dos arquivos nela armazenados.
(B) adicionar local de rede remoto para acesso local.
(C) oferecer acesso a uma pasta disponível localmente, para 
usuários externos a ela se conectarem.
(D) realizar o becape simultâneo de uma pasta em uso em ou-
tro local seguro de outro computador.
8. (CEBRASPE (CESPE) - OF (CBM AL)/CBM AL/2021)
Julgue o próximo item, relativos a noções de Linux e Microsoft 
Office.
Considere que um usuário de Linux deseje descobrir a catego-
ria dos arquivos arquivoA.txt e arquivoB.bin dentro do diretório /
home/. Nessa situação, para verificar se esses arquivos são do tipo 
texto ou binário, deve ser utilizado o comando cat, da seguinte for-
ma.
cat /home/arquivoA.txt
cat /home/arquivoB.bin
( ) CERTO 
( ) ERRADO
9. (CEBRASPE (CESPE) - SOLD (CBM AL)/CBM AL/2021)
Julgue o próximo item, relativos a noções de sistema opera-
cional.
Caso um usuário possua permissão de execução em um arquivo 
binário arquivoA, em sua pasta /home/usuario, ele poderá executar 
esse tipo de arquivo sem necessariamente afetar a integridade do 
sistema operacional, ainda que não possua direitos administrativos 
de root.
( ) CERTO 
( ) ERRADO
10. (CEBRASPE (CESPE) - OF (PM AL)/PM AL/2021)
Julgue o item a seguir, referente ao sistema operacional Linux.
Para configurar as permissões de leitura, escrita e execução em 
um arquivo de nome programa1, de maneira que qualquer usuá-
rio ou grupo tenha essas permissões, deve ser usado o comando 
a seguir.
chmod 700 programa1
( ) CERTO 
( ) ERRADO
11. (CEBRASPE (CESPE) - SOLD (PM AL)/PM AL/2021)
Com base no sistema operacional Linux, julgue o item a seguir.
Para que o arquivo com nome original de file1.txt seja renome-
ado para file2.txt, é correto utilizar o comando a seguir.
mv file1.txt file2.txt
( ) CERTO 
( ) ERRADO
12. (CEBRASPE (CESPE) - SOLD (PM AL)/PM AL/2021)
Com base no sistema operacional Linux, julgue o item a seguir.
Para se criar um link simbólico nomeado de link1 para um dire-
tório de nome dir1, deve ser utilizado o comando a seguir.
tail -f link1 dir1.
( ) CERTO 
( ) ERRADO
13. (CEBRASPE (CESPE) - APC (FUNPRESP-EXE)/FUNPRESP-
-EXE/ADMINISTRATIVA/2022)
Mateus, utilizando uma estação de trabalho, recebeu um 
e-mail do endereço cadastro@receita.blog.com.br, com o assunto 
“Atualize seu cadastro - CPF irregular” e contendo o arquivo Atua-
lização_Cadastral.exe, em anexo. No corpo do e-mail, há informa-
ções de que se trata de um comunicado oficial da Receita Federal. 
Após abrir o e-mail, Mateus salvou o arquivo na pasta c:\dados\
documentos_particulares\ do seu computador.
Tendo como referência inicial essa situação hipotética, julgue 
o item seguinte, acerca de organização e de gerenciamento de ar-
quivos e programas, e de aspectos relacionados à segurança da in-
formação.
Para abrir o arquivo Atualização_Cadastral.exe, é suficiente 
realizar o seguinte procedimento: acessar a pasta c:\dados\docu-
mentos_particulares\, clicar com o botão direito do mouse sobre 
o referido arquivo e, na lista de opções disponibilizada, selecionar 
Abrir com → Microsoft Word.
( ) CERTO 
( ) ERRADO
14. (CEBRASPE (CESPE) - PER OF (PC PB)/PC PB/CRIMINAL/
ÁREA GERAL/2022)
Ao se criar uma tabela no MS Word, ela pode ocupar diversas 
páginas no documento. Para que a tabela mantenha a mesma linha 
de títulos em todas as páginas, é necessário marcar opção encon-
trada na aba
(A) Página Inicial, no botão Estilo de Cabeçalho.
(B) Inserir, no botão Cabeçalho.
(C) Layout, na caixa de diálogo Propriedades da Tabela.
(D) Layout, no botão Mesclar Células.
(E) Layout, no botão Exibir Linhas de Grade.
INFORMÁTICA
119
15. (CEBRASPE (CESPE) - TEC PER (PC PB)/PC PB/ÁREA GE-
RAL/2022)
Um documento criado no MS Word pode ser editado e salvo 
conforme novas alterações vão sendo realizadas, mantendo-se o 
mesmo nome de arquivo e atualizando-se apenas a data da última 
edição. Para tanto, usa-se a opção
(A) Abrir.
(B) Novo.
(C) Salvar cópia.
(D) Salva
(E) Salvar como.
16. (CEBRASPE (CESPE) - ATCG (MJSP)/MJSP/TÉCNICO ESPE-
CIALIZADO EM FORMAÇÃO E CAPACITAÇÃO/2021)
Acerca do MS Word disponível no pacote Microsoft Office 365, 
julgue o item que se seguem.
No MS Word, a criação de parágrafos ou recuos de texto pode 
ser feita por meio da seleção da opção de espaçamento entre linhas 
simples, duplo ou personalizado.
( ) CERTO 
( ) ERRADO
17. (CEBRASPE (CESPE) - SOLD (CBM TO)/CBM TO/2021)
Utilizando uma planilha editada pelo Microsoft Excel, na sua 
última versão, um usuário deseja que, após ter incluído uma lista 
de valores, uma célula da planilha avalie se os valores inseridos são 
maiores que 10 e, em caso positivo, retorne como verdadeiro.
Nessa situação hipotética, para alcançar o que deseja, o usuá-
rio deve utilizar a função ,
(A) E.
(B) SE.
(C) SOMA.
(D) MÉDIA.
18. (CEBRASPE (CESPE) - TEC BAN I (BANESE)/BANESE/2021)
A respeito do Microsoft Office, julgue o item que se segue.
O Microsoft Excel para Office 365 possibilita que sejam gera-
dos gráficos a partir de dados gravados em uma planilha, mas não 
consegue remover valores duplicados em formatação condicional, 
sendo necessário para tanto utilizar recursos do Microsoft Access 
ou outro software.
( ) CERTO 
( ) ERRADO
19. (CEBRASPE (CESPE) - ENF FISC (COREN SE)/COREN SE/2021)
No MS Excel, utilizando-se a fórmula =4*2+3, o resultado do 
cálculo será
(A) 9.
(B) 20.
(C) 14.
(D) 11.
20. (CEBRASPE (CESPE) - ANDR (CODEVASF)/CODEVASF/AD-
MINISTRAÇÃO/2021)
A respeito de noções de informática, julgue o item a seguir.
Embora as apresentações elaboradas no Microsoft PowerPoint 
suportem animações e áudios, ainda não é possível exibir vídeos do 
YouTube nessas apresentações, mesmo que o computador utilizado 
tenha acesso à Internet.
( ) CERTO 
( ) ERRADO
21. (CEBRASPE (CESPE) - TEC BAN I (BANESE)/BANESE/2021)
A respeito do Microsoft Office, julgue o item que se segue.
Arquivos com extensões do tipo .pptx podem ser manipulados 
pelo Microsoft Powerpoint para Office 365.
( ) CERTO 
( ) ERRADO
22. (CEBRASPE (CESPE) - TEC (PGE RJ)/PGE RJ/PROCESSU-
AL/2022)
Acerca do editor de texto LibreOffice Writer 7.1, do programa 
de correio eletrônico Mozilla Thunderbird e da computação em nu-
vem, julgue o item subsequente.
A formatação manual de um texto no LibreOffice Writer 7.1 
não substitui o estilo, caso este esteja aplicado ao documento em 
edição.
( ) CERTO 
( ) ERRADO
23. (CEBRASPE (CESPE) - APF/PF/2021)
No que se refere a redes de computadores, julgue o item que 
se seguem.
A pilha de protocolos TCP/IP de cinco camadas e a pilha do mo-
delo de referência OSI têm, em comum, as camadas física, de enla-
ce, de rede, de transporte e de aplicação.
( ) CERTO 
( ) ERRADO
24. (CEBRASPE (CESPE) - ANA (APEX)/APEXBRASIL/PROCES-
SOS JURÍDICOS/2021)
Os computadores comunicam-se entre si e com os demais 
meios de transmissão de dados por meio de placas de rede, as quais 
possuem um número único denominado
(A) Endereço WWW (World Wide Web).
(B) Endereço IP (Internet Protocol).
(C) Endereço MAC (Media Access Control).
(D) Endereço de email (correio eletrônico).
25. (CEBRASPE (CESPE) - AG POL (PC AL)/PC AL/2021)Julgue o item a seguir, que tratam de redes de computadores, 
suas ferramentas e procedimentos.
Denomina-se cabo coaxial, em uma rede de comunicação, o 
tipo de mídia de comunicação que realiza a conexão entre pontos, é 
imune a ruídos elétricos e é responsável pela transmissão de dados 
com capacidade de largura de banda muito maior do que os pares 
trançados.
( ) CERTO 
( ) ERRADO
26. (CEBRASPE (CESPE) - AF (SEFAZ CE)/SEFAZ CE/TECNOLO-
GIA DA INFORMAÇÃO DA RECEITA ESTADUAL/2021)
A respeito de topologias, arquiteturas e protocolos de redes de 
comunicação, julgue o item que se segue.
Em uma arquitetura em camadas, um protocolo é um conjunto 
de operações em alto nível de abstração funcional que uma camada 
oferece à camada situada acima dela e funciona como uma interfa-
ce entre duas camadas subjacentes.
( ) CERTO 
( ) ERRADO
INFORMÁTICA
120
27. (CEBRASPE (CESPE) - SOLD (PM AL)/PM AL/2021)
A respeito de redes de computadores, sítios de pesquisa e busca na 
Internet, computação em nuvem e redes sociais, julgue o item a seguir.
Em uma comunicação TCP/IP entre dois computadores, não há 
controle de envio e recebimento de pacotes, uma vez que esse mo-
delo de transmissão é considerado não orientado a conexão.
( ) CERTO 
( ) ERRADO
28. (CEBRASPE (CESPE) - ESC POL (PC DF)/PC DF/2021)
Julgue o próximo item, a respeito de Internet e intranet.
Sendo o HTTPS um protocolo de segurança utilizado em redes 
privadas de computadores, infere-se que o endereço https://intra.
pcdf.df.br identifica necessariamente um sítio localizado em um 
servidor de uma intranet.
( ) CERTO 
( ) ERRADO
29. (CEBRASPE (CESPE) - ANA LEG (ALECE)/ALECE/ADMINIS-
TRAÇÃO/2021)
Para que seja possível rastrear visitas realizadas por um usuário 
a determinado sítio na Internet ou saber o que o usuário acessou 
no passado, são gravados no disco rígido do computador pequenos 
arquivos em formato de texto. Esse tipo de recurso é denominado
(A) spyware.
(B) spam.
(C) worm.
(D) botnet.
(E) cookie.
30. (CEBRASPE (CESPE) - TEC PER (PC PB)/PC PB/ÁREA GE-
RAL/2022)
A tecnologia da Internet utilizada pelas empresas para auxiliar 
na comunicação entre os seus colaboradores, utilizando, para tanto, 
os mesmos tipos de serviços, só que em um ambiente interno e 
restrito, é a
(A) extranet.
(B) web.
(C) rede Internet.
(D) Net.
(E) intranet.
31. (CEBRASPE (CESPE) - APF/PF/2021)
A respeito de Internet e de intranet, julgue o item a seguir.
Se, quando do acesso ao sítio https://www.gov.br/pf/pt-br na 
versão mais recente do Google Chrome, for visualizado o ícone de 
um cadeado cinza ao lado da URL, o símbolo em questão estará 
sinalizando que esse ambiente refere-se à intranet da Polícia Federal.
( ) CERTO 
( ) ERRADO
32. (CEBRASPE (CESPE) - SOLD (CBM TO)/CBM TO/2021)
No navegador Mozilla Firefox, determinado recurso permite 
acessar páginas na Internet sem que fique registro do histórico e 
dos cookies das páginas acessadas. Assinale a opção que indica o 
nome desse recurso.
(A) Favoritos
(B) Extensões
(C) Navegação privativa
(D) Gerenciador de downloads
33. (CEBRASPE (CESPE) - TEC BAN I (BANESE)/BANESE/2021)
A respeito de programas de navegação, julgue o próximo item.
Para não memorizar o histórico de navegação pelo navegador 
Firefox, deve-se utilizar, necessariamente, a navegação privativa, 
pois de outra forma além dessa o histórico será registrado.
( ) CERTO 
( ) ERRADO
34. (CEBRASPE (CESPE) - TEC BAN I (BANESE)/BANESE/2021)
A respeito de programas de navegação, julgue o próximo item.
O navegador Chrome impede a instalação de qualquer exten-
são, por questões de segurança e privacidade na navegação dos 
usuários.
( ) CERTO 
( ) ERRADO
35. (CEBRASPE (CESPE) - ANA (PGE RJ)/PGE RJ/CONTÁ-
BIL/2022)
Julgue o próximo item, relativo ao sistema operacional Linux, 
a redes de computadores e ao programa de navegação Microsoft 
Edge.
O Microsoft Edge, em sua versão mais atual, disponibiliza re-
curso que faz a leitura do texto de uma página da Web em voz alta.
( ) CERTO 
( ) ERRADO
36. (CEBRASPE (CESPE) - TEC ADM (COREN CE)/COREN 
CE/2021)
No novo Microsoft Edge, o recurso que verifica os sites visita-
dos pelo usuário, compara-os com uma lista dinâmica de sites de 
phishing e de softwares mal-intencionados relatados e, caso encon-
tre alguma correspondência entre eles, exibe um aviso de que o site 
foi bloqueado para a sua segurança denomina-se
(A) Immersive Reader.
(B) Defender SmartScreen.
(C) InPrivate.
(D) Microsoft Cortana.
37. (CEBRASPE (CESPE) - AAMB (ICMBIO)/ICMBIO/2022)
Com relação a ambientes Microsoft Office, redes de computa-
dores e segurança da informação, julgue o próximo item.
Para enviar uma mensagem em cópia a diversos destinatários 
de correio eletrônico, de modo que todos eles possam conhecer os 
endereços dos demais, deve-se incluir os endereços na opção Cco 
do cabeçalho da mensagem.
( ) CERTO 
( ) ERRADO
38. (CEBRASPE (CESPE) - TEC PER (PC PB)/PC PB/ÁREA GE-
RAL/2022)
O serviço que permite o envio e recebimento de mensagens 
entre usuários que possuem um endereço em determinado domí-
nio da Internet é denominado
(A) ICQ.
(B) WhatsApp.
(C) SMS.
(D) email.
(E) MSN.
INFORMÁTICA
121
39. (CEBRASPE (CESPE) - TEC AMB (IBAMA)/IBAMA/2022)
Julgue o item subsequente, acerca de redes de computadores 
e de segurança da informação na Internet.
Na pasta Rascunhos do Outlook, ficam armazenadas as mensa-
gens de correio eletrônico que estejam sendo editadas e ainda não 
tenham sido enviadas.
( ) CERTO 
( ) ERRADO
40. (CEBRASPE (CESPE) - TAMB (ICMBIO)/ICMBIO/2022)
A respeito de ferramentas, aplicativos e procedimentos em in-
formática, julgue o próximo item.
No MS Outlook, é possível fazer o agendamento de uma ati-
vidade usando o Calendário, o qual permite que seja enviado um 
email para os participantes da atividade.
( ) CERTO 
( ) ERRADO
41. (CEBRASPE (CESPE) - TEC (PGE RJ)/PGE RJ/PROCESSU-
AL/2022)
Acerca do editor de texto LibreOffice Writer 7.1, do programa 
de correio eletrônico Mozilla Thunderbird e da computação em nu-
vem, julgue o item subsequente.
Recomendações é um dos painéis disponíveis no gerenciador 
de extensões do Mozilla Thunderbird, em sua versão mais atual.
( ) CERTO 
( ) ERRADO
42. (CEBRASPE (CESPE) - TEC BAN I (BANESE)/BANESE/2021)
Com relação a computação em nuvem, julgue o item a seguir.
O aumento ou a redução rapidamente na capacidade de recur-
sos computacionais como processador sob demanda, é uma carac-
terística para serviços de cloud computing.
( ) CERTO 
( ) ERRADO
43. (CEBRASPE (CESPE) - AGEPEN (SERIS AL)/SERIS AL/2021)
Julgue o próximo item, relativo ao Windows e ao Microsoft Of-
fice.
No Windows 10, o usuário pode configurar backups de suas 
pastas, suas imagens e seus documentos, por exemplo, e armaze-
ná-los utilizando a cloud storage por meio do OneDrive, o que lhe 
possibilita recuperar esses dados em outros dispositivos, caso ne-
cessário.
( ) CERTO 
( ) ERRADO
44. (CEBRASPE (CESPE) - PRF/PRF/2021)
No que se refere a Internet, intranet e noções do sistema ope-
racional Windows, julgue o item que se seguem.
Caso sejam digitados os termos descritos a seguir na ferramen-
ta de busca do Google, serão pesquisadas publicações que conte-
nham os termos “PRF” e “campanha” na rede social Twitter. cam-
panha PRF @twitter
( ) CERTO 
( ) ERRADO
45. (CEBRASPE (CESPE) - OF (PM AL)/PM AL/2021)
A respeito de redes de computadores, julgue o item subse-
quente.
Ao utilizar o buscador do Google, um usuário conseguirá bus-
car as palavras recursos humanos dentro de arquivos em formato 
.pdf que contenham essas palavras se ele inserir o seguinte texto 
no buscador. 
“recursos humanos” filetype:pdf
( ) CERTO 
( ) ERRADO
46. (CEBRASPE (CESPE) - SOLD (CBM TO)/CBM TO/2021)
Assinale a opção que indica uma rede social que é reconhecida 
por sua finalidade de conectar profissionais de diferentes segmen-
tos de atuação de todo o mundo.
(A) Orkut
(B) Gmail
(C) Linkedin
(D) Facebook
47. (CEBRASPE (CESPE)funcionais, então, o 
relógio estaria reconstruído.
Síntese, portanto, é o processo de reconstrução do todo 
por meio da integração das partes, reunidas e relacionadas num 
conjunto. Toda síntese, por ser uma reconstrução, pressupõe a 
análise, que é a decomposição. A análise, no entanto, exige uma 
decomposição organizada, é preciso saber como dividir o todo em 
partes. As operações que se realizam na análise e na síntese podem 
ser assim relacionadas:
Análise: penetrar, decompor, separar, dividir.
Síntese: integrar, recompor, juntar, reunir.
A análise tem importância vital no processo de coleta de ideias 
a respeito do tema proposto, de seu desdobramento e da criação de 
abordagens possíveis. A síntese também é importante na escolha 
dos elementos que farão parte do texto.
Segundo Garcia (1973, p.300), a análise pode ser formal ou 
informal. A análise formal pode ser científica ou experimental; 
é característica das ciências matemáticas, físico-naturais e 
experimentais. A análise informal é racional ou total, consiste 
em “discernir” por vários atos distintos da atenção os elementos 
constitutivos de um todo, os diferentes caracteres de um objeto ou 
fenômeno.
A análise decompõe o todo em partes, a classificação estabelece 
as necessárias relações de dependência e hierarquia entre as 
partes. Análise e classificação ligam-se intimamente, a ponto de se 
confundir uma com a outra, contudo são procedimentos diversos: 
análise é decomposição e classificação é hierarquisação.
Nas ciências naturais, classificam-se os seres, fatos e fenômenos 
por suas diferenças e semelhanças; fora das ciências naturais, a 
classificação pode-se efetuar por meio de um processo mais ou 
menos arbitrário, em que os caracteres comuns e diferenciadores 
são empregados de modo mais ou menos convencional. A 
classificação, no reino animal, em ramos, classes, ordens, subordens, 
gêneros e espécies, é um exemplo de classificação natural, pelas 
características comuns e diferenciadoras. A classificação dos 
variados itens integrantes de uma lista mais ou menos caótica é 
artificial.
LÍNGUA PORTUGUESA
10
Exemplo: aquecedor, automóvel, barbeador, batata, caminhão, 
canário, jipe, leite, ônibus, pão, pardal, pintassilgo, queijo, relógio, 
sabiá, torradeira.
Aves: Canário, Pardal, Pintassilgo, Sabiá.
Alimentos: Batata, Leite, Pão, Queijo.
Mecanismos: Aquecedor, Barbeador, Relógio, Torradeira.
Veículos: Automóvel, Caminhão, Jipe, Ônibus.
Os elementos desta lista foram classificados por ordem 
alfabética e pelas afinidades comuns entre eles. Estabelecer 
critérios de classificação das ideias e argumentos, pela ordem 
de importância, é uma habilidade indispensável para elaborar 
o desenvolvimento de uma redação. Tanto faz que a ordem seja 
crescente, do fato mais importante para o menos importante, ou 
decrescente, primeiro o menos importante e, no final, o impacto 
do mais importante; é indispensável que haja uma lógica na 
classificação. A elaboração do plano compreende a classificação 
das partes e subdivisões, ou seja, os elementos do plano devem 
obedecer a uma hierarquização. (Garcia, 1973, p. 302304.)
Para a clareza da dissertação, é indispensável que, logo na 
introdução, os termos e conceitos sejam definidos, pois, para 
expressar um questionamento, deve-se, de antemão, expor clara 
e racionalmente as posições assumidas e os argumentos que as 
justificam. É muito importante deixar claro o campo da discussão e 
a posição adotada, isto é, esclarecer não só o assunto, mas também 
os pontos de vista sobre ele.
A definição tem por objetivo a exatidão no emprego da 
linguagem e consiste na enumeração das qualidades próprias 
de uma ideia, palavra ou objeto. Definir é classificar o elemento 
conforme a espécie a que pertence, demonstra: a característica que 
o diferencia dos outros elementos dessa mesma espécie.
Entre os vários processos de exposição de ideias, a definição 
é um dos mais importantes, sobretudo no âmbito das ciências. 
A definição científica ou didática é denotativa, ou seja, atribui às 
palavras seu sentido usual ou consensual, enquanto a conotativa ou 
metafórica emprega palavras de sentido figurado. Segundo a lógica 
tradicional aristotélica, a definição consta de três elementos:
- o termo a ser definido;
- o gênero ou espécie;
- a diferença específica.
O que distingue o termo definido de outros elementos da 
mesma espécie. Exemplo:
Na frase: O homem é um animal racional classifica-se:
 
 
 Elemento especie diferença
 a ser definido específica
É muito comum formular definições de maneira defeituosa, 
por exemplo: Análise é quando a gente decompõe o todo em 
partes. Esse tipo de definição é gramaticalmente incorreto; quando 
é advérbio de tempo, não representa o gênero, a espécie, a gente é 
forma coloquial não adequada à redação acadêmica. Tão importante 
é saber formular uma definição, que se recorre a Garcia (1973, 
p.306), para determinar os “requisitos da definição denotativa”. 
Para ser exata, a definição deve apresentar os seguintes requisitos:
- o termo deve realmente pertencer ao gênero ou classe em 
que está incluído: “mesa é um móvel” (classe em que ‘mesa’ está 
realmente incluída) e não “mesa é um instrumento ou ferramenta 
ou instalação”;
- o gênero deve ser suficientemente amplo para incluir todos os 
exemplos específicos da coisa definida, e suficientemente restrito 
para que a diferença possa ser percebida sem dificuldade;
- deve ser obrigatoriamente afirmativa: não há, em verdade, 
definição, quando se diz que o “triângulo não é um prisma”;
- deve ser recíproca: “O homem é um ser vivo” não constitui 
definição exata, porque a recíproca, “Todo ser vivo é um homem” 
não é verdadeira (o gato é ser vivo e não é homem);
- deve ser breve (contida num só período). Quando a definição, 
ou o que se pretenda como tal, é muito longa (séries de períodos 
ou de parágrafos), chama-se explicação, e também definição 
expandida;d
- deve ter uma estrutura gramatical rígida: sujeito (o termo) + 
cópula (verbo de ligação ser) + predicativo (o gênero) + adjuntos (as 
diferenças). 
As definições dos dicionários de língua são feitas por meio 
de paráfrases definitórias, ou seja, uma operação metalinguística 
que consiste em estabelecer uma relação de equivalência entre a 
palavra e seus significados. 
A força do texto dissertativo está em sua fundamentação. 
Sempre é fundamental procurar um porquê, uma razão verdadeira 
e necessária. A verdade de um ponto de vista deve ser demonstrada 
com argumentos válidos. O ponto de vista mais lógico e racional 
do mundo não tem valor, se não estiver acompanhado de uma 
fundamentação coerente e adequada.
Os métodos fundamentais de raciocínio segundo a lógica 
clássica, que foram abordados anteriormente, auxiliam o 
julgamento da validade dos fatos. Às vezes, a argumentação é 
clara e pode reconhecer-se facilmente seus elementos e suas 
relações; outras vezes, as premissas e as conclusões organizam-se 
de modo livre, misturando-se na estrutura do argumento. Por isso, 
é preciso aprender a reconhecer os elementos que constituem um 
argumento: premissas/conclusões. Depois de reconhecer, verificar 
se tais elementos são verdadeiros ou falsos; em seguida, avaliar 
se o argumento está expresso corretamente; se há coerência e 
adequação entre seus elementos, ou se há contradição. Para isso 
é que se aprende os processos de raciocínio por dedução e por 
indução. Admitindo-se que raciocinar é relacionar, conclui-se que 
o argumento é um tipo específico de relação entre as premissas e 
a conclusão.
Procedimentos Argumentativos: Constituem os procedimentos 
argumentativos mais empregados para comprovar uma afirmação: 
exemplificação, explicitação, enumeração, comparação.
Exemplificação: Procura justificar os pontos de vista por meio 
de exemplos, hierarquizar afirmações. São expressões comuns 
nesse tipo de procedimento: mais importante que, superior a, de 
maior relevância que. Empregam-se também dados estatísticos, 
acompanhados- SOLD (PM AL)/PM AL/2021)
A respeito de redes de computadores, sítios de pesquisa e bus-
ca na Internet, computação em nuvem e redes sociais, julgue o item 
a seguir.
O LinkedIn é uma solução que proporciona a criação de cone-
xões entre pessoas e empresas, para busca e oferta de empregos, 
por isso não é considerado uma rede social.
( ) CERTO 
( ) ERRADO
48. (CEBRASPE (CESPE) - ANA (PGE RJ)/PGE RJ/CONTÁ-
BIL/2022)
Com referência à organização e ao gerenciamento de arquivos 
e pastas, às noções de vírus, worms e pragas virtuais e ao armaze-
namento de dados na nuvem, julgue o item a seguir.
O Google Drive é uma das ferramentas gratuitas que permite 
ao usuário armazenar e compartilhar arquivos e pastas na nuvem. 
Além de oferecer serviços de criação e edição de documentos, essa 
ferramenta disponibiliza 150 GB de espaço gratuito para os usuários 
armazenarem seus arquivos.
( ) CERTO 
( ) ERRADO
49. (CEBRASPE (CESPE) - ANA (PGE RJ)/PGE RJ/CONTÁ-
BIL/2022)
Com referência à organização e ao gerenciamento de arquivos 
e pastas, às noções de vírus, worms e pragas virtuais e ao armaze-
namento de dados na nuvem, julgue o item a seguir.
O rootkit é um vírus que não causa dano ao computador do 
usuário, uma vez que sua característica principal é apagar somente 
os dados de dispositivos móveis como pendrives e HDs externos.
( ) CERTO 
( ) ERRADO
INFORMÁTICA
122
50. (CEBRASPE (CESPE) - ANA (PGE RJ)/PGE RJ/CONTÁ-
BIL/2022)
Com referência à organização e ao gerenciamento de arquivos 
e pastas, às noções de vírus, worms e pragas virtuais e ao armaze-
namento de dados na nuvem, julgue o item a seguir.
O botnet é um vírus projetado especificamente para mostrar, 
no computador do usuário, propagandas oriundas das redes sociais.
( ) CERTO 
( ) ERRADO
GABARITO
1 A
2 B
3 CERTO
4 CERTO
5 E
6 ERRADO
7 A
8 ERRADO
9 CERTO
1 ERRADO
11 CERTO
12 ERRADO
13 ERRADO
14 C
15 D
16 ERRADO
17 B
18 ERRADO
19 D
20 ERRADO
21 CERTO
22 ERRADO
23 CERTO
24 C
25 ERRADO
26 ERRADO
27 ERRADO
28 ERRADO
29 E
30 E
31 ERRADO
32 C
33 ERRADO
34 ERRADO
35 CERTO
36 B
37 ERRADO
38 D
39 CERTO
40 CERTO
41 CERTO
42 CERTO
43 CERTO
44 CERTO
45 CERTO
46 C
47 ERRADO
48 ERRADO
49 ERRADO
50 ERRADO
ANOTAÇÕES
______________________________________________________
______________________________________________________
______________________________________________________
______________________________________________________
______________________________________________________
______________________________________________________
______________________________________________________
______________________________________________________
______________________________________________________
______________________________________________________
______________________________________________________
______________________________________________________
______________________________________________________
______________________________________________________
______________________________________________________
______________________________________________________de expressões: considerando os dados; conforme 
os dados apresentados. Faz-se a exemplificação, ainda, pela 
apresentação de causas e consequências, usando-se comumente as 
expressões: porque, porquanto, pois que, uma vez que, visto que, 
por causa de, em virtude de, em vista de, por motivo de.
Explicitação: O objetivo desse recurso argumentativo é explicar 
ou esclarecer os pontos de vista apresentados. Pode-se alcançar 
esse objetivo pela definição, pelo testemunho e pela interpretação. 
LÍNGUA PORTUGUESA
11
Na explicitação por definição, empregamse expressões como: quer 
dizer, denomina-se, chama-se, na verdade, isto é, haja vista, ou 
melhor; nos testemunhos são comuns as expressões: conforme, 
segundo, na opinião de, no parecer de, consoante as ideias de, no 
entender de, no pensamento de. A explicitação se faz também pela 
interpretação, em que são comuns as seguintes expressões: parece, 
assim, desse ponto de vista.
Enumeração: Faz-se pela apresentação de uma sequência de 
elementos que comprovam uma opinião, tais como a enumeração 
de pormenores, de fatos, em uma sequência de tempo, em que são 
frequentes as expressões: primeiro, segundo, por último, antes, 
depois, ainda, em seguida, então, presentemente, antigamente, 
depois de, antes de, atualmente, hoje, no passado, sucessivamente, 
respectivamente. Na enumeração de fatos em uma sequência de 
espaço, empregam-se as seguintes expressões: cá, lá, acolá, ali, aí, 
além, adiante, perto de, ao redor de, no Estado tal, na capital, no 
interior, nas grandes cidades, no sul, no leste...
Comparação: Analogia e contraste são as duas maneiras 
de se estabelecer a comparação, com a finalidade de comprovar 
uma ideia ou opinião. Na analogia, são comuns as expressões: da 
mesma forma, tal como, tanto quanto, assim como, igualmente. 
Para estabelecer contraste, empregam-se as expressões: mais que, 
menos que, melhor que, pior que.
Entre outros tipos de argumentos empregados para aumentar 
o poder de persuasão de um texto dissertativo encontram-se:
Argumento de autoridade: O saber notório de uma autoridade 
reconhecida em certa área do conhecimento dá apoio a uma 
afirmação. Dessa maneira, procura-se trazer para o enunciado a 
credibilidade da autoridade citada. Lembre-se que as citações literais 
no corpo de um texto constituem argumentos de autoridade. Ao 
fazer uma citação, o enunciador situa os enunciados nela contidos 
na linha de raciocínio que ele considera mais adequada para 
explicar ou justificar um fato ou fenômeno. Esse tipo de argumento 
tem mais caráter confirmatório que comprobatório.
Apoio na consensualidade: Certas afirmações dispensam 
explicação ou comprovação, pois seu conteúdo é aceito como válido 
por consenso, pelo menos em determinado espaço sociocultural. 
Nesse caso, incluem-se
- A declaração que expressa uma verdade universal (o homem, 
mortal, aspira à imortalidade);
- A declaração que é evidente por si mesma (caso dos 
postulados e axiomas);
- Quando escapam ao domínio intelectual, ou seja, é de 
natureza subjetiva ou sentimental (o amor tem razões que a própria 
razão desconhece); implica apreciação de ordem estética (gosto 
não se discute); diz respeito a fé religiosa, aos dogmas (creio, ainda 
que parece absurdo).
Comprovação pela experiência ou observação: A verdade de 
um fato ou afirmação pode ser comprovada por meio de dados 
concretos, estatísticos ou documentais.
Comprovação pela fundamentação lógica: A comprovação 
se realiza por meio de argumentos racionais, baseados na lógica: 
causa/efeito; consequência/causa; condição/ocorrência.
Fatos não se discutem; discutem-se opiniões. As declarações, 
julgamento, pronunciamentos, apreciações que expressam opiniões 
pessoais (não subjetivas) devem ter sua validade comprovada, 
e só os fatos provam. Em resumo toda afirmação ou juízo que 
expresse uma opinião pessoal só terá validade se fundamentada na 
evidência dos fatos, ou seja, se acompanhada de provas, validade 
dos argumentos, porém, pode ser contestada por meio da contra-
argumentação ou refutação. São vários os processos de contra-
argumentação:
Refutação pelo absurdo: refuta-se uma afirmação 
demonstrando o absurdo da consequência. Exemplo clássico é a 
contraargumentação do cordeiro, na conhecida fábula “O lobo e o 
cordeiro”;
Refutação por exclusão: consiste em propor várias hipóteses 
para eliminá-las, apresentando-se, então, aquela que se julga 
verdadeira;
Desqualificação do argumento: atribui-se o argumento 
à opinião pessoal subjetiva do enunciador, restringindo-se a 
universalidade da afirmação;
Ataque ao argumento pelo testemunho de autoridade: 
consiste em refutar um argumento empregando os testemunhos de 
autoridade que contrariam a afirmação apresentada;
Desqualificar dados concretos apresentados: consiste em 
desautorizar dados reais, demonstrando que o enunciador 
baseou-se em dados corretos, mas tirou conclusões falsas ou 
inconsequentes. Por exemplo, se na argumentação afirmou-se, por 
meio de dados estatísticos, que “o controle demográfico produz o 
desenvolvimento”, afirma-se que a conclusão é inconsequente, pois 
baseia-se em uma relação de causa-feito difícil de ser comprovada. 
Para contraargumentar, propõese uma relação inversa: “o 
desenvolvimento é que gera o controle demográfico”.
Apresentam-se aqui sugestões, um dos roteiros possíveis para 
desenvolver um tema, que podem ser analisadas e adaptadas 
ao desenvolvimento de outros temas. Elege-se um tema, e, em 
seguida, sugerem-se os procedimentos que devem ser adotados 
para a elaboração de um Plano de Redação.
Tema: O homem e a máquina: necessidade e riscos da evolução 
tecnológica
- Questionar o tema, transformá-lo em interrogação, responder 
a interrogação (assumir um ponto de vista); dar o porquê da 
resposta, justificar, criando um argumento básico;
- Imaginar um ponto de vista oposto ao argumento básico e 
construir uma contra-argumentação; pensar a forma de refutação 
que poderia ser feita ao argumento básico e tentar desqualificá-la 
(rever tipos de argumentação);
- Refletir sobre o contexto, ou seja, fazer uma coleta de ideias 
que estejam direta ou indiretamente ligadas ao tema (as ideias 
podem ser listadas livremente ou organizadas como causa e 
consequência);
- Analisar as ideias anotadas, sua relação com o tema e com o 
argumento básico;
- Fazer uma seleção das ideias pertinentes, escolhendo as que 
poderão ser aproveitadas no texto; essas ideias transformam-se 
em argumentos auxiliares, que explicam e corroboram a ideia do 
argumento básico;
- Fazer um esboço do Plano de Redação, organizando uma 
sequência na apresentação das ideias selecionadas, obedecendo 
às partes principais da estrutura do texto, que poderia ser mais ou 
menos a seguinte:
Introdução
- função social da ciência e da tecnologia;
- definições de ciência e tecnologia;
- indivíduo e sociedade perante o avanço tecnológico.
LÍNGUA PORTUGUESA
12
Desenvolvimento
- apresentação de aspectos positivos e negativos do 
desenvolvimento tecnológico;
- como o desenvolvimento científico-tecnológico modificou as 
condições de vida no mundo atual;
- a tecnocracia: oposição entre uma sociedade 
tecnologicamente desenvolvida e a dependência tecnológica dos 
países subdesenvolvidos;
- enumerar e discutir os fatores de desenvolvimento social;
- comparar a vida de hoje com os diversos tipos de vida do 
passado; apontar semelhanças e diferenças;
- analisar as condições atuais de vida nos grandes centros 
urbanos;
- como se poderia usar a ciência e a tecnologia para humanizar 
mais a sociedade.
Conclusão
- a tecnologia pode libertar ou escravizar: benefícios/
consequências maléficas;
- síntese interpretativa dos argumentos e contra-argumentos 
apresentados.
Naturalmente esse não é o único, nem o melhor plano de 
redação: é um dos possíveis.
Intertextualidade é o nome dado à relação que se estabelece 
entre dois textos, quando um texto já criado exerce influência na 
criação de um novo texto. Pode-se definir, então, a intertextualidadecomo sendo a criação de um texto a partir de outro texto já 
existente. Dependendo da situação, a intertextualidade tem 
funções diferentes que dependem muito dos textos/contextos em 
que ela é inserida.
O diálogo pode ocorrer em diversas áreas do conhecimento, 
não se restringindo única e exclusivamente a textos literários.
Em alguns casos pode-se dizer que a intertextualidade assume 
a função de não só persuadir o leitor como também de difundir a 
cultura, uma vez que se trata de uma relação com a arte (pintura, 
escultura, literatura etc). Intertextualidade é a relação entre dois 
textos caracterizada por um citar o outro.
A intertextualidade é o diálogo entre textos. Ocorre quando 
um texto (oral, escrito, verbal ou não verbal), de alguma maneira, 
se utiliza de outro na elaboração de sua mensagem. Os dois textos 
– a fonte e o que dialoga com ela – podem ser do mesmo gênero 
ou de gêneros distintos, terem a mesma finalidade ou propósitos 
diferentes. Assim, como você constatou, uma história em 
quadrinhos pode utilizar algo de um texto científico, assim como 
um poema pode valer-se de uma letra de música ou um artigo de 
opinião pode mencionar um provérbio conhecido.
Há várias maneiras de um texto manter intertextualidade com 
outro, entre elas, ao citá-lo, ao resumi-lo, ao reproduzi-lo com 
outras palavras, ao traduzi-lo para outro idioma, ao ampliá-lo, ao 
tomá-lo como ponto de partida, ao defendê-lo, ao criticá-lo, ao 
ironizá-lo ou ao compará-lo com outros.
Os estudiosos afirmam que em todos os textos ocorre algum 
grau de intertextualidade, pois quando falamos, escrevemos, 
desenhamos, pintamos, moldamos, ou seja, sempre que nos 
expressamos, estamos nos valendo de ideias e conceitos que 
já foram formulados por outros para reafirmá-los, ampliá-los 
ou mesmo contradizê-los. Em outras palavras, não há textos 
absolutamente originais, pois eles sempre – de maneira explícita ou 
implícita – mantêm alguma relação com algo que foi visto, ouvido 
ou lido.
Tipos de Intertextualidade
A intertextualidade acontece quando há uma referência 
explícita ou implícita de um texto em outro. Também pode 
ocorrer com outras formas além do texto, música, pintura, filme, 
novela etc. Toda vez que uma obra fizer alusão à outra ocorre a 
intertextualidade. 
Por isso é importante para o leitor o conhecimento de mundo, 
um saber prévio, para reconhecer e identificar quando há um 
diálogo entre os textos. A intertextualidade pode ocorrer afirmando 
as mesmas ideias da obra citada ou contestando-as. 
Na paráfrase as palavras são mudadas, porém a ideia do 
texto é confirmada pelo novo texto, a alusão ocorre para atualizar, 
reafirmar os sentidos ou alguns sentidos do texto citado. É dizer 
com outras palavras o que já foi dito. 
A paródia é uma forma de contestar ou ridicularizar outros 
textos, há uma ruptura com as ideologias impostas e por isso 
é objeto de interesse para os estudiosos da língua e das artes. 
Ocorre, aqui, um choque de interpretação, a voz do texto original 
é retomada para transformar seu sentido, leva o leitor a uma 
reflexão crítica de suas verdades incontestadas anteriormente, com 
esse processo há uma indagação sobre os dogmas estabelecidos 
e uma busca pela verdade real, concebida através do raciocínio e 
da crítica. Os programas humorísticos fazem uso contínuo dessa 
arte, frequentemente os discursos de políticos são abordados 
de maneira cômica e contestadora, provocando risos e também 
reflexão a respeito da demagogia praticada pela classe dominante. 
A Epígrafe é um recurso bastante utilizado em obras, textos 
científicos, desde artigos, resenhas, monografias, uma vez que 
consiste no acréscimo de uma frase ou parágrafo que tenha alguma 
relação com o que será discutido no texto. Do grego, o termo 
“epígrafhe” é formado pelos vocábulos “epi” (posição superior) e 
“graphé” (escrita). Como exemplo podemos citar um artigo sobre 
Patrimônio Cultural e a epígrafe do filósofo Aristóteles (384 a.C.-322 
a.C.): “A cultura é o melhor conforto para a velhice”.
A Citação é o Acréscimo de partes de outras obras numa 
produção textual, de forma que dialoga com ele; geralmente vem 
expressa entre aspas e itálico, já que se trata da enunciação de outro 
autor. Esse recurso é importante haja vista que sua apresentação 
sem relacionar a fonte utilizada é considerado “plágio”. Do Latim, o 
termo “citação” (citare) significa convocar.
A Alusão faz referência aos elementos presentes em outros 
textos. Do Latim, o vocábulo “alusão” (alludere) é formado por dois 
termos: “ad” (a, para) e “ludere” (brincar).
Pastiche é uma recorrência a um gênero.
A Tradução está no campo da intertextualidade porque implica 
a recriação de um texto.
Evidentemente, a intertextualidade está ligada ao 
“conhecimento de mundo”, que deve ser compartilhado, ou seja, 
comum ao produtor e ao receptor de textos. 
A intertextualidade pressupõe um universo cultural muito 
amplo e complexo, pois implica a identificação / o reconhecimento de 
remissões a obras ou a textos / trechos mais, ou menos conhecidos, 
além de exigir do interlocutor a capacidade de interpretar a função 
daquela citação ou alusão em questão. 
LÍNGUA PORTUGUESA
13
Intertextualidade explícita e intertextualidade implícita
A intertextualidade pode ser caracterizada como explícita ou 
implícita, de acordo com a relação estabelecida com o texto fonte, 
ou seja, se mais direta ou se mais subentendida.
A intertextualidade explícita:
– é facilmente identificada pelos leitores;
– estabelece uma relação direta com o texto fonte;
– apresenta elementos que identificam o texto fonte;
– não exige que haja dedução por parte do leitor;
– apenas apela à compreensão do conteúdos.
A intertextualidade implícita:
– não é facilmente identificada pelos leitores;
– não estabelece uma relação direta com o texto fonte;
– não apresenta elementos que identificam o texto fonte;
– exige que haja dedução, inferência, atenção e análise por 
parte dos leitores;
– exige que os leitores recorram a conhecimentos prévios para 
a compreensão do conteúdo.
PONTO DE VISTA
O modo como o autor narra suas histórias provoca diferentes 
sentidos ao leitor em relação à uma obra. Existem três pontos 
de vista diferentes. É considerado o elemento da narração que 
compreende a perspectiva através da qual se conta a história. 
Trata-se da posição da qual o narrador articula a narrativa. Apesar 
de existir diferentes possibilidades de Ponto de Vista em uma 
narrativa, considera-se dois pontos de vista como fundamentais: O 
narrador-observador e o narrador-personagem.
Primeira pessoa
Um personagem narra a história a partir de seu próprio ponto 
de vista, ou seja, o escritor usa a primeira pessoa. Nesse caso, lemos 
o livro com a sensação de termos a visão do personagem podendo 
também saber quais são seus pensamentos, o que causa uma 
leitura mais íntima. Da mesma maneira que acontece nas nossas 
vidas, existem algumas coisas das quais não temos conhecimento e 
só descobrimos ao decorrer da história.
Segunda pessoa
O autor costuma falar diretamente com o leitor, como um 
diálogo. Trata-se de um caso mais raro e faz com que o leitor se 
sinta quase como outro personagem que participa da história.
Terceira pessoa
Coloca o leitor numa posição externa, como se apenas 
observasse a ação acontecer. Os diálogos não são como na narrativa 
em primeira pessoa, já que nesse caso o autor relata as frases como 
alguém que estivesse apenas contando o que cada personagem 
disse.
Sendo assim, o autor deve definir se sua narrativa será 
transmitida ao leitor por um ou vários personagens. Se a história 
é contada por mais de um ser fictício, a transição do ponto de 
vista de um para outro deve ser bem clara, para que quem estiver 
acompanhando a leitura não fique confuso.
ESTRUTURA E ORGANIZAÇÃO DO TEXTO E DOS PARÁGRA-
FOS
São três os elementos essenciais para a composição de um tex-
to: a introdução, o desenvolvimento e a conclusão. Vamos estudar 
cada uma de forma isolada a seguir:
IntroduçãoÉ a apresentação direta e objetiva da ideia central do texto. A 
introdução é caracterizada por ser o parágrafo inicial.
Desenvolvimento
Quando tratamos de estrutura, é a maior parte do texto. O 
desenvolvimento estabelece uma conexão entre a introdução e a 
conclusão, pois é nesta parte que as ideias, argumentos e posicio-
namento do autor vão sendo formados e desenvolvidos com a fina-
lidade de dirigir a atenção do leitor para a conclusão.
Em um bom desenvolvimento as ideias devem ser claras e ap-
tas a fazer com que o leitor anteceda qual será a conclusão.
São três principais erros que podem ser cometidos na elabora-
ção do desenvolvimento:
- Distanciar-se do texto em relação ao tema inicial.
- Focar em apenas um tópico do tema e esquecer dos outros.
- Falar sobre muitas informações e não conseguir organizá-las, 
dificultando a linha de compreensão do leitor.
Conclusão
Ponto final de todas as argumentações discorridas no desen-
volvimento, ou seja, o encerramento do texto e dos questionamen-
tos levantados pelo autor.
Ao fazermos a conclusão devemos evitar expressões como: 
“Concluindo...”, “Em conclusão, ...”, “Como já dissemos antes...”.
Parágrafo
Se caracteriza como um pequeno recuo em relação à margem 
esquerda da folha. Conceitualmente, o parágrafo completo deve 
conter introdução, desenvolvimento e conclusão. 
- Introdução – apresentação da ideia principal, feita de maneira 
sintética de acordo com os objetivos do autor. 
- Desenvolvimento – ampliação do tópico frasal (introdução), 
atribuído pelas ideias secundárias, a fim de reforçar e dar credibili-
dade na discussão.
- Conclusão – retomada da ideia central ligada aos pressupos-
tos citados no desenvolvimento, procurando arrematá-los. 
Exemplo de um parágrafo bem estruturado (com introdução, 
desenvolvimento e conclusão): 
 “Nesse contexto, é um grave erro a liberação da maconha. 
Provocará de imediato violenta elevação do consumo. O Estado 
perderá o precário controle que ainda exerce sobre as drogas psico-
trópicas e nossas instituições de recuperação de viciados não terão 
estrutura suficiente para atender à demanda. Enfim, viveremos o 
caos. ” 
(Alberto Corazza, Isto É, com adaptações)
Elemento relacionador: Nesse contexto.
Tópico frasal: é um grave erro a liberação da maconha.
LÍNGUA PORTUGUESA
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Desenvolvimento: Provocará de imediato violenta elevação do 
consumo. O Estado perderá o precário controle que ainda exerce 
sobre as drogas psicotrópicas e nossas instituições de recuperação 
de viciados não terão estrutura suficiente para atender à demanda.
Conclusão: Enfim, viveremos o caos.
 ORTOGRAFIA OFICIAL
A ortografia oficial diz respeito às regras gramaticais referentes 
à escrita correta das palavras. Para melhor entendê-las, é preciso 
analisar caso a caso. Lembre-se de que a melhor maneira de memo-
rizar a ortografia correta de uma língua é por meio da leitura, que 
também faz aumentar o vocabulário do leitor.
Neste capítulo serão abordadas regras para dúvidas frequentes 
entre os falantes do português. No entanto, é importante ressaltar 
que existem inúmeras exceções para essas regras, portanto, fique 
atento! 
Alfabeto
O primeiro passo para compreender a ortografia oficial é co-
nhecer o alfabeto (os sinais gráficos e seus sons). No português, o 
alfabeto se constitui 26 letras, divididas entre vogais (a, e, i, o, u) e 
consoantes (restante das letras).
Com o Novo Acordo Ortográfico, as consoantes K, W e Y foram 
reintroduzidas ao alfabeto oficial da língua portuguesa, de modo 
que elas são usadas apenas em duas ocorrências: transcrição de 
nomes próprios e abreviaturas e símbolos de uso internacional.
Uso do “X”
Algumas dicas são relevantes para saber o momento de usar o 
X no lugar do CH: 
• Depois das sílabas iniciais “me” e “en” (ex: mexerica; enxer-
gar)
• Depois de ditongos (ex: caixa)
• Palavras de origem indígena ou africana (ex: abacaxi; orixá) 
Uso do “S” ou “Z”
Algumas regras do uso do “S” com som de “Z” podem ser ob-
servadas:
• Depois de ditongos (ex: coisa)
• Em palavras derivadas cuja palavra primitiva já se usa o “S” 
(ex: casa > casinha)
• Nos sufixos “ês” e “esa”, ao indicarem nacionalidade, título ou 
origem. (ex: portuguesa)
• Nos sufixos formadores de adjetivos “ense”, “oso” e “osa” (ex: 
populoso)
Uso do “S”, “SS”, “Ç”
• “S” costuma aparecer entre uma vogal e uma consoante (ex: 
diversão)
• “SS” costuma aparecer entre duas vogais (ex: processo)
• “Ç” costuma aparecer em palavras estrangeiras que passa-
ram pelo processo de aportuguesamento (ex: muçarela)
Os diferentes porquês
POR QUE Usado para fazer perguntas. Pode ser 
substituído por “por qual motivo”
PORQUE Usado em respostas e explicações. Pode ser 
substituído por “pois”
POR QUÊ
O “que” é acentuado quando aparece como 
a última palavra da frase, antes da pontuação 
final (interrogação, exclamação, ponto final) 
PORQUÊ
É um substantivo, portanto costuma vir 
acompanhado de um artigo, numeral, adjetivo 
ou pronome
Parônimos e homônimos
As palavras parônimas são aquelas que possuem grafia e pro-
núncia semelhantes, porém com significados distintos. 
Ex: cumprimento (saudação) X comprimento (extensão); tráfe-
go (trânsito) X tráfico (comércio ilegal).
Já as palavras homônimas são aquelas que possuem a mesma 
grafia e pronúncia, porém têm significados diferentes. Ex: rio (verbo 
“rir”) X rio (curso d’água); manga (blusa) X manga (fruta).
ACENTUAÇÃO GRÁFICA
A acentuação é uma das principais questões relacionadas à Or-
tografia Oficial, que merece um capítulo a parte. Os acentos utili-
zados no português são: acento agudo (´); acento grave (`); acento 
circunflexo (^); cedilha (¸) e til (~). 
Depois da reforma do Acordo Ortográfico, a trema foi excluída, 
de modo que ela só é utilizada na grafia de nomes e suas derivações 
(ex: Müller, mülleriano). 
Esses são sinais gráficos que servem para modificar o som de 
alguma letra, sendo importantes para marcar a sonoridade e a in-
tensidade das sílabas, e para diferenciar palavras que possuem a 
escrita semelhante. 
A sílaba mais intensa da palavra é denominada sílaba tônica. A 
palavra pode ser classificada a partir da localização da sílaba tônica, 
como mostrado abaixo:
• OXÍTONA: a última sílaba da palavra é a mais intensa. (Ex: 
café)
• PAROXÍTONA: a penúltima sílaba da palavra é a mais intensa. 
(Ex: automóvel)
• PROPAROXÍTONA: a antepenúltima sílaba da palavra é a mais 
intensa. (Ex: lâmpada)
As demais sílabas, pronunciadas de maneira mais sutil, são de-
nominadas sílabas átonas.
LÍNGUA PORTUGUESA
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Regras fundamentais
CLASSIFICAÇÃO REGRAS EXEMPLOS
OXÍTONAS
• terminadas em A, E, O, EM, seguidas ou não do 
plural
• seguidas de -LO, -LA, -LOS, -LAS 
cipó(s), pé(s), armazém
respeitá-la, compô-lo, comprometê-los 
PAROXÍTONAS
• terminadas em I, IS, US, UM, UNS, L, N, X, PS, Ã, 
ÃS, ÃO, ÃOS
• ditongo oral, crescente ou decrescente, seguido 
ou não do plural
(OBS: Os ditongos “EI” e “OI” perderam o acento 
com o Novo Acordo Ortográfico)
táxi, lápis, vírus, fórum, cadáver, tórax, bíceps, ímã, 
órfão, órgãos, água, mágoa, pônei, ideia, geleia, 
paranoico, heroico
PROPAROXÍTONAS • todas são acentuadas cólica, analítico, jurídico, hipérbole, último, álibi
Regras especiais
REGRA EXEMPLOS
Acentua-se quando “I” e “U” tônicos formarem hiato com a vogal anterior, acompanhados ou não de “S”, 
desde que não sejam seguidos por “NH”
OBS: Não serão mais acentuados “I” e “U” tônicos formando hiato quando vierem depois de ditongo
saída, faísca, baú, país
feiura, Bocaiuva, Sauipe
Acentua-se a 3ª pessoa do plural do presente do indicativo dos verbos “TER” e “VIR” e seus compostos têm, obtêm, contêm, vêm 
Não são acentuados hiatos “OO” e “EE” leem, voo, enjoo
Não são acentuadas palavras homógrafas
OBS: A forma verbal “PÔDE” é uma exceção pelo, pera, para
 EMPREGO DAS CLASSES DE PALAVRAS: NOME PRONOME, VERBO, PREPOSIÇÕES E CONJUNÇÕES
Classes de Palavras
Para entender sobre a estrutura das funções sintáticas, é preciso conhecer as classes de palavras,também conhecidas por classes 
morfológicas. A gramática tradicional pressupõe 10 classes gramaticais de palavras, sendo elas: adjetivo, advérbio, artigo, conjunção, in-
terjeição, numeral, pronome, preposição, substantivo e verbo.
Veja, a seguir, as características principais de cada uma delas.
CLASSE CARACTERÍSTICAS EXEMPLOS
ADJETIVO Expressar características, qualidades ou estado dos seres
Sofre variação em número, gênero e grau
Menina inteligente...
Roupa azul-marinho...
Brincadeira de criança...
Povo brasileiro...
ADVÉRBIO Indica circunstância em que ocorre o fato verbal
Não sofre variação
A ajuda chegou tarde.
A mulher trabalha muito.
Ele dirigia mal.
ARTIGO Determina os substantivos (de modo definido ou indefinido)
Varia em gênero e número
A galinha botou um ovo.
Uma menina deixou a mochila no ônibus.
CONJUNÇÃO Liga ideias e sentenças (conhecida também como conectivos)
Não sofre variação
Não gosto de refrigerante nem de pizza.
Eu vou para a praia ou para a cachoeira?
INTERJEIÇÃO Exprime reações emotivas e sentimentos
Não sofre variação
Ah! Que calor...
Escapei por pouco, ufa!
NUMERAL Atribui quantidade e indica posição em alguma sequência
Varia em gênero e número
Gostei muito do primeiro dia de aula.
Três é a metade de seis.
LÍNGUA PORTUGUESA
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PRONOME Acompanha, substitui ou faz referência ao substantivo
Varia em gênero e número
Posso ajudar, senhora?
Ela me ajudou muito com o meu trabalho.
Esta é a casa onde eu moro.
Que dia é hoje?
PREPOSIÇÃO Relaciona dois termos de uma mesma oração
Não sofre variação
Espero por você essa noite.
Lucas gosta de tocar violão.
SUBSTANTIVO Nomeia objetos, pessoas, animais, alimentos, lugares etc.
Flexionam em gênero, número e grau.
A menina jogou sua boneca no rio.
A matilha tinha muita coragem.
VERBO
Indica ação, estado ou fenômenos da natureza
Sofre variação de acordo com suas flexões de modo, tempo, 
número, pessoa e voz. 
Verbos não significativos são chamados verbos de ligação
Ana se exercita pela manhã.
Todos parecem meio bobos.
Chove muito em Manaus.
A cidade é muito bonita quando vista do 
alto.
Substantivo
Tipos de substantivos
Os substantivos podem ter diferentes classificações, de acordo com os conceitos apresentados abaixo:
• Comum: usado para nomear seres e objetos generalizados. Ex: mulher; gato; cidade...
• Próprio: geralmente escrito com letra maiúscula, serve para especificar e particularizar. Ex: Maria; Garfield; Belo Horizonte... 
• Coletivo: é um nome no singular que expressa ideia de plural, para designar grupos e conjuntos de seres ou objetos de uma mesma 
espécie. Ex: matilha; enxame; cardume...
• Concreto: nomeia algo que existe de modo independente de outro ser (objetos, pessoas, animais, lugares etc.). Ex: menina; cachor-
ro; praça...
• Abstrato: depende de um ser concreto para existir, designando sentimentos, estados, qualidades, ações etc. Ex: saudade; sede; 
imaginação...
• Primitivo: substantivo que dá origem a outras palavras. Ex: livro; água; noite...
• Derivado: formado a partir de outra(s) palavra(s). Ex: pedreiro; livraria; noturno...
• Simples: nomes formados por apenas uma palavra (um radical). Ex: casa; pessoa; cheiro...
• Composto: nomes formados por mais de uma palavra (mais de um radical). Ex: passatempo; guarda-roupa; girassol...
Flexão de gênero
Na língua portuguesa, todo substantivo é flexionado em um dos dois gêneros possíveis: feminino e masculino. 
O substantivo biforme é aquele que flexiona entre masculino e feminino, mudando a desinência de gênero, isto é, geralmente o final 
da palavra sendo -o ou -a, respectivamente (Ex: menino / menina). Há, ainda, os que se diferenciam por meio da pronúncia / acentuação 
(Ex: avô / avó), e aqueles em que há ausência ou presença de desinência (Ex: irmão / irmã; cantor / cantora).
O substantivo uniforme é aquele que possui apenas uma forma, independente do gênero, podendo ser diferenciados quanto ao gêne-
ro a partir da flexão de gênero no artigo ou adjetivo que o acompanha (Ex: a cadeira / o poste). Pode ser classificado em epiceno (refere-se 
aos animais), sobrecomum (refere-se a pessoas) e comum de dois gêneros (identificado por meio do artigo).
É preciso ficar atento à mudança semântica que ocorre com alguns substantivos quando usados no masculino ou no feminino, trazen-
do alguma especificidade em relação a ele. No exemplo o fruto X a fruta temos significados diferentes: o primeiro diz respeito ao órgão que 
protege a semente dos alimentos, enquanto o segundo é o termo popular para um tipo específico de fruto. 
Flexão de número
No português, é possível que o substantivo esteja no singular, usado para designar apenas uma única coisa, pessoa, lugar (Ex: bola; 
escada; casa) ou no plural, usado para designar maiores quantidades (Ex: bolas; escadas; casas) — sendo este último representado, geral-
mente, com o acréscimo da letra S ao final da palavra. 
Há, também, casos em que o substantivo não se altera, de modo que o plural ou singular devem estar marcados a partir do contexto, 
pelo uso do artigo adequado (Ex: o lápis / os lápis).
Variação de grau
Usada para marcar diferença na grandeza de um determinado substantivo, a variação de grau pode ser classificada em aumentativo 
e diminutivo. 
Quando acompanhados de um substantivo que indica grandeza ou pequenez, é considerado analítico (Ex: menino grande / menino 
pequeno). 
Quando acrescentados sufixos indicadores de aumento ou diminuição, é considerado sintético (Ex: meninão / menininho).
LÍNGUA PORTUGUESA
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Novo Acordo Ortográfico
De acordo com o Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, as letras maiúsculas devem ser usadas em nomes próprios de 
pessoas, lugares (cidades, estados, países, rios), animais, acidentes geográficos, instituições, entidades, nomes astronômicos, de festas e 
festividades, em títulos de periódicos e em siglas, símbolos ou abreviaturas.
Já as letras minúsculas podem ser usadas em dias de semana, meses, estações do ano e em pontos cardeais.
Existem, ainda, casos em que o uso de maiúscula ou minúscula é facultativo, como em título de livros, nomes de áreas do saber, 
disciplinas e matérias, palavras ligadas a alguma religião e em palavras de categorização.
Adjetivo
Os adjetivos podem ser simples (vermelho) ou compostos (mal-educado); primitivos (alegre) ou derivados (tristonho). Eles podem 
flexionar entre o feminino (estudiosa) e o masculino (engraçado), e o singular (bonito) e o plural (bonitos). 
Há, também, os adjetivos pátrios ou gentílicos, sendo aqueles que indicam o local de origem de uma pessoa, ou seja, sua nacionali-
dade (brasileiro; mineiro).
É possível, ainda, que existam locuções adjetivas, isto é, conjunto de duas ou mais palavras usadas para caracterizar o substantivo. São 
formadas, em sua maioria, pela preposição DE + substantivo:
• de criança = infantil
• de mãe = maternal
• de cabelo = capilar
Variação de grau
Os adjetivos podem se encontrar em grau normal (sem ênfases), ou com intensidade, classificando-se entre comparativo e superlativo.
• Normal: A Bruna é inteligente.
• Comparativo de superioridade: A Bruna é mais inteligente que o Lucas.
• Comparativo de inferioridade: O Gustavo é menos inteligente que a Bruna.
• Comparativo de igualdade: A Bruna é tão inteligente quanto a Maria.
• Superlativo relativo de superioridade: A Bruna é a mais inteligente da turma.
• Superlativo relativo de inferioridade: O Gustavo é o menos inteligente da turma.
• Superlativo absoluto analítico: A Bruna é muito inteligente.
• Superlativo absoluto sintético: A Bruna é inteligentíssima.
Adjetivos de relação
São chamados adjetivos de relação aqueles que não podem sofrer variação de grau, uma vez que possui valor semântico objetivo, isto 
é, não depende de uma impressão pessoal (subjetiva). Além disso, eles aparecem após o substantivo, sendo formados por sufixação de um 
substantivo (Ex: vinho do Chile = vinho chileno).
Advérbio
Os advérbios são palavras que modificam um verbo, um adjetivo ou um outro advérbio. Eles se classificam de acordo

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