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APRESENTACAO PENAL IV preto e branco

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Crimes em espécie II
PROF. JULIO DE OLIVEIRA NASCIMENTO
DOS CRIMES CONTRA A LIBERDADE SEXUAL
• LIBERDADE SEXUAL: direito de dispor do próprio corpo, de escolher 
seu parceiro sexual, e com ele praticar o ato desejado no momento 
que julgar adequado.
• Crimes contra a liberdade sexual:
• Estupro - art. 213 CP
• Violação sexual mediante fraude – art. 215 CP
• Importunação sexual – art. 215-A CP
• Assédio sexual – art. 216-A CP
ESTUPRO
• Art. 213 CP: Constranger alguém, mediante violência ou 
grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou 
permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso:
• Pena: Reclusão, de 6(seis) a 10(dez) anos.
• §1º: Se da conduta resulta lesão corporal de natureza grave 
ou se a vítima é menor de 18 (dezoito) ou maior de 
14(catorze)anos:
• Pena: Reclusão, de 8(oito) a 12(doze) anos
• §2º: Se da conduta resulta morte:
• Pena: Reclusão, de 12(doze) a 30(trinta) anos.
ESTUPRO
• O estupro, consumado ou tentado, em qualquer de suas espécies é 
crime hediondo, nos termos do art. 1º, inc. V, da Lei 8.072/1990
• Objetividade jurídica: liberdade sexual, integridade corporal e 
liberdade individual (violência à pessoa ou grave ameaça)
• Conjunção carnal: cópula vagínica
• Atos libidinosos: atos revestidos de conotação sexual, com exceção da 
conjunção carnal, tais como sexo oral, anal, toques íntimos, 
introdução de dedos ou objetos na vagina, masturbação, etc.
• O beijo lascivo constitui-se em ato libidinoso
• A conjunção carnal pode ser praticado pelo homem contra a mulher, 
ou pela mulher contra o homem. É imprescindível a relação 
heterossexual
ESTUPRO
• Pratica de outro ato libidinoso: 
• A relação pode ser heterossexual ou homossexual
• O papel da vítima é ativo, pois pratica ato libidinoso nela própria (ex: 
masturbação) ou em terceiro.
• Permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso:
• O relacionamento pode ser heterossexual ou homossexual
• O papel da vítima é passivo, pois permite que nela se pratique ato 
libidinoso (pode também exercer simultaneamente papel ativo e 
passivo)
• PS: nas condutas praticar ou permitir que com ele se pratique outro 
ato libidinoso, é dispensável o contato físico de natureza erótica entre 
o estuprador e a vítima.
ESTUPRO
• Exige-se, contudo, o envolvimento corporal do ofendido no ato de cunho sexual 
(mediante grave ameaça obrigar a vítima à automasturbação, ou a permitir 
prática libidinosa em seu corpo/estupro virtual)
• Dissenso da vítima: para a configuração do crime de estupro a discordância séria 
e verdadeira da vítima deve subsistir durante toda a atividade sexual
• Esposas podem ser vítimas de estupro praticado pelos maridos e vice-versa
• Prostitutas e transexuais também podem ser vítimas de estupro
• O estupro, em qualquer de suas modalidades, é compatível com o concurso de 
pessoas (coautoria/participação)
• Estupro coletivo (art.226, IV, a, CP): a pena aumenta de 1/3 a 2/3
• Estupro corretivo (art. 226, IV, b CP): praticado para controlar o comportamento 
social ou sexual da vítima. A pena aumenta de 1/3 a 2/3
ESTUPRO
Prova da autoria e materialidade do fato:
O art. 93, IX CF e o art. 155, caput CPP, filiaram-se ao sistema do livre 
convencimento motivado, ou da persuasão racional
Figuras qualificadas: 
1 – Estupro qualificado pela lesão corporal de natureza grave
2 – Estupro qualificado pela morte
3 – Estupro qualificado pela idade da vítima
ESTUPRO
• Relevância da idade da vítima e de suas condições pessoais:
• Se a vítima for menor de 14 anos, ou pessoa que, por 
enfermidade ou deficiência mental, não tiver o necessário 
discernimento para a prática do ato, ou que, por qualquer 
outra causa, não puder oferecer resistência, estará 
caracterizado o crime mais grave de estupro de vulnerável, 
definido no art. 217-A CP
• Se a vítima, não se enquadrando no conceito de vulnerável 
para fins sexuais, for menor de 18 anos e maior de 14 anos, 
incidirá em relação ao estupro a qualificadora contida na 
parte final do § 1º do art. 213 CP
ESTUPRO
• Estupro contra índios
• Se o estupro for cometido contra índio (ou índia) não integrado à 
civilização, incidirá a regra prevista no art. 59 da Lei 6.001/1973 –
Estatuto do Índio. A pena será agravada de 1/3
• Elemento subjetivo: dolo. Não se admite a modalidade culposa
• Tentativa: possível
• Ação penal: pública incondicionada (art. 225 CP)
• Cadastro Nacional das Pessoas Condenadas por Crime de Estupro:
• A Lei 14.069/2020 : o cadastro deve conter, no mínimo, as seguintes 
informações: I – características físicas e dados de identificação 
datiloscópicas; II – identificação de perfil genético; III – fotos; IV –
local de moradia e atividade laboral desenvolvida, nos últimos 3 anos, 
em caso de livramento condicional.
VIOLAÇÃO SEXUAL MEDIANTE FRAUDE
Art. 215 CP: Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com 
alguém, mediante fraude ou outro meio que impeça ou dificulte a livre 
manifestação de vontade da vítima:
Pena: Reclusão, de 2 (dois) a 6(seis) anos.
Parágrafo único: Se o crime é cometido com o fim de obter vantagem 
econômica, aplica-se também a multa.
Objetividade jurídica: A inviolabilidade sexual da pessoa, tendo em 
vista os atos fraudulentos com os quais se vicia o consentimento, para 
obter a conjunção carnal ou outro ato libidinoso
Sujeito ativo: crime comum
Sujeito passivo: Qualquer pessoa, desde que não se amolde ao 
conceito de vulnerável para fins sexuais
VIOLAÇÃO SEXUAL MEDIANTE FRAUDE
• Elemento subjetivo: dolo. Não se admite modalidade culposa
• Consumação: consuma-se com a conjunção carnal, ou seja, com a 
introdução total ou parcial do pênis na vagina, não se exigindo o 
orgasmo ou sequer a ejaculação, ou então com a realização do ato 
libidinoso
• Tentativa: possível.
• Ação penal: pública incondicionada
IMPORTUNAÇÃO SEXUAL
Art. 215-A CP: Praticar contra alguém e sem a sua anuência ato 
libidinoso com o objetivo de satisfazer a própria lascívia ou a de terceiro.
Pena: Reclusão, de 1(um) a 5(cinco) anos
Se o ato não constitui crime mais grave
Objetividade jurídica: é a dignidade sexual, relativa ao direito do ser 
humano de não ser incomodado por outra pessoa no campo da sua 
liberdade sexual
Distinção com o crime de estupro: 
- O estupro é crime hediondo e dotado de maior gravidade
- A importunação sexual refere-se somente ao ato libidinoso, excluindo 
a conjunção carnal
- No estupro, a vítima é constrangida, mediante violência ou grave 
ameaça, a praticar ou permitir que com ela se pratique um ato 
libidinoso
- Na importunação sexual não há emprego de violência ou grave 
ameaça. O ato libidinoso é praticado pelo agente
IMPORTUNAÇÃO SEXUAL
Distinção com o crime de ato obsceno:
- Na importunação sexual, o ato libidinoso é praticado contra uma pessoa 
determinada (ou pessoas determinadas), e sem o seu consentimento.
- O ato obsceno ofende o ultraje público ao pudor (sem direcionar a conduta 
a pessoa determinada)
Sujeito ativo: crime comum (admite o concurso de pessoas)
Sujeito passivo: qualquer pessoa, independentemente do sexo e da 
orientação sexual
Elemento subjetivo: dolo, acompanhado de finalidade específica. Não se 
admite a modalidade culposa
Consumação: crime formal
Tentativa: cabível
Subsidiariedade expressa
Ação penal: pública incondicionada
ASSÉDIO SEXUAL
Art. 216-A CP: Constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou 
favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente da sua condição de superior 
hierárquico ou ascendência inerente ao exercício de emprego, cargo ou 
função.
Pena: Detenção, de 1(um) a 2(dois) anos.
§2º: A pena é aumentada em até um terço se a vítima é menor de 
18(dezoito) anos.
Objetividade jurídica: é a liberdade sexual relacionado ao exercício do 
trabalho em condições dignas e desprovidas de constrangimentos e 
humilhações
Sujeito ativo: crime próprio
Sujeito passivo: pessoa em situação inferior relativamente a quem ocupa a 
posição de superior hierárquico ou de ascendência inerentes ao exercício de 
emprego,Elemento subjetivo: dolo/Não se admite modalidade culposa
Consumação: consuma-se com o encerramento do depoimento em que 
será reduzido a termo e assinado pela testemunha, pelo magistrado e 
pelas partes (Art. 216 CPP)
FAVORECIMENTO PESSOAL
Art. 348 CP: Auxiliar a subtrair-se à ação da autoridade pública autor 
de crime a quem é cominada pena de reclusão:
Pena: Detenção, de um a seis meses, e multa
§ 1º: Se ao crime não é cominada pena de reclusão:
Pena: Detenção, de quinze dias a três meses, e multa
§ 2º: Se quem presta auxílio é ascendente, descendente, cônjuge ou 
irmão do criminoso, fica isento de pena
Pune-se a conduta de quem idoneamente ajuda o autor do crime a 
fugir, esconder-se ou de qualquer modo evitar a ação da autoridade 
pública.
O termo “autor” inclui autor, coautor e partícipe)
FAVORECIMENTO PESSOAL
Não comete o delito aquele que simplesmente instiga o autor do crime 
a fugir. 
Mas convencer (induzir ou instigar) alguém a esconder autor de crime 
em sua casa constitui participação
O crime de favorecimento pessoal só pode ser cometido por ação.
Não comunicar à autoridade o local onde se encontra o autor não 
constitui crime
O crime de favorecimento pessoal é crime acessório
Não alcança as contravenções nem o auxílio a menor de idade ou 
inimputável
Se o autor do crime anterior vier a ser absolvido, estará excluído o 
favorecimento pessoal
FAVORECIMENTO PESSOAL
O favorecimento pessoal ocorre unicamente após a consumação do 
crime praticado pelo favorecido
Nos crimes permanentes o auxílio prestado ao autor do delito, antes de 
cessada a permanência, caracteriza participação
Não há crime se alguém impede o ingresso da autoridade pública em 
seu domicílio, durante a noite, mesmo que seja para prender um 
fugitivo em obediência a mandado judicial.
O advogado não tem obrigação de indicar o local onde seu cliente se 
esconde, mas não tem o direito de ajudá-lo a fugir.
Consumação: consuma-se com o efetivo auxílio, seguido da subtração 
do favorecido à ação da autoridade pública, ainda que por breve 
período.
FAVORECIMENTO PESSOAL
Escusa absolutória (art. 348, § 2ºCP): Se quem presta o auxílio é 
ascendente, descendente, cônjuge ou irmão do criminoso, fica isento 
de pena
A escusa absolutória não se aplica pessoas que não possuam as 
qualidades descritas no §2º, mas aplica-se ao caso da união estável.
FAVORECIMENTO REAL
Art. 349 CP: Prestar a criminoso, fora dos casos de coautoria ou de 
receptação, auxílio destinado a tornar seguro o proveito do crime:
Pena: Detenção, de um a seis meses, e multa.
Trata-se de crime acessório: reclama a prática de um crime anterior, de 
qualquer natureza, patrimonial ou não.
Não foi prevista escusa absolutória
O favorecimento de inculpável não exclui o crime
Não há favorecimento real quando o crime antecedente permaneceu 
na esfera da tentativa (não há proveito a assegurar)
Proveito do crime: toda e qualquer vantagem ou utilidade, material ou 
moral, obtida direta ou indiretamente em decorrência do crime 
anterior
FAVORECIMENTO REAL
Proveito do crime:
1 – Preço do crime – valor recebido para cometer o crime
2 - Produto do crime – objeto material
Crime de forma livre
O favorecimento real só pode ser prestado após a consumação do 
crime praticado pelo favorecido (se prestado antes ou durante 
caracteriza participação)
Favorecimento real x receptação:
- O favorecimento real é crime contra a Administração da Justiça
- O beneficiado pela conduta criminosa é o autor do crime antecedente
- O proveito pode ser econômico ou de outra natureza
EVASÃO MEDIANTE VIOLÊNCIA CONTRA PESSOA
Art. 352 CP: Evadir-se ou tentar evadir-se o preso ou o indivíduo 
submetido a medida de segurança detentiva, usando de 
violência contra a pessoa:
Pena: Detenção, de três meses a um ano, além da pena 
correspondente à violência.
O legislador não incriminou o simples ato de fugir
Evadir-se: fugir por conta própria, escapar de medida privativa 
de liberdade, consistente em prisão, provisória ou definitiva, ou 
medida de segurança detentiva
A violência é unicamente a física, exercida contra funcionários 
públicos responsáveis pela custódia e vigilância do detento ou 
contra qualquer outra pessoa
PATROCÍNIO INFIEL E PATROCÍNIO 
SIMULTÂNEO OU TERGIVERSAÇÃO
Art. 355 CP: Trair, na qualidade de advogado ou procurador, o dever 
profissional, prejudicando interesse, cujo patrocínio, em juízo, lhe é 
confiado:
Pena: Detenção, de seis meses a três anos, e multa.
Parágrafo único: Incorre na mesma pena deste artigo o advogado ou 
procurador judicial que defende na mesma causa, simultânea ou 
sucessivamente, partes contrárias.
Sujeito ativo: crimes próprios, pois somente podem ser praticados pelo 
advogado e o estagiário regularmente inscrito na OAB
Consentimento do ofendido:
1 – Interesses disponíveis: excluem o crime
2 – Interesses indisponíveis (ações penais): não exclui o crime
PATROCÍNIO INFIEL E PATROCÍNIO 
SIMULTÂNEO OU TERGIVERSAÇÃO
Patrocínio infiel: Art. 355, caput CP
Trair: enganar, ser desleal, viola-se a ética (art. 33 da Lei 8.906/1994 –
Estatuto da Advocacia e da OAB)
A traição do advogado ou procurador deve prejudicar interesse que lhe fora 
confiado em juízo. 
Não é suficiente o mero dano potencial: exige-se prejuízo relevante, que 
pode ser de qualquer natureza, material ou moral, desde que lícito.
O interesse prejudicado deve ter sido levado a juízo e patrocinado pelo 
sujeito ativo (não engloba a fase de investigação)
Para o reconhecimento do patrocínio em juízo, exige-se a celebração de 
instrumento de mandato (procuração)
Consumação: crime material, depende do efetivo prejuízo do titular do 
interesse legítimo patrocinado em juízo.
Patrocínio simultâneo ou tergiversação
Defender: patrocinar interesses no âmbito judicial.
Exige-se o conflito de pretensões das pessoas representadas pelo advogado ou 
procurador.
Não pratica o delito o advogado que, depois de paga a prestação alimentícia 
pleiteada por sua cliente, comunica o fato ao juiz do processo e requer a expedição 
de alvará de soltura em favor do executado.
Patrocínio simultâneo: o sujeito ativo defende ao mesmo tempo partes contrárias 
(ex: na mesma ação civil, subscreve a petição inicial e, posteriormente, formula a 
defesa do réu em sede de contestação)
Patrocínio sucessivo: o advogado, após deixar voluntariamente a causa do cliente 
ou ser por este dispensado, passa a defender os interesses da parte adversa na 
mesma causa
Consumação: crime formal, consuma-se com a prática do primeiro ato idôneo a 
evidenciar o patrocínio simultâneo ou sucessivo do advogado.
DESOBEDIÊNCIA A DECISÃO JUDICIAL SOBRE 
PERDA OU SUSPENSÃO DE DIREITO
Art. 359 CP: Exercer função, atividade, direito ou múnus, de que foi 
suspenso ou privado por decisão judicial.
Pena: Detenção, de três meses a dois anos, ou multa.
Função: prática de ato inerente a cargo ou emprego
Atividade: qualquer tipo de diligência inerente a profissão, ofício ou 
ministério
Direito: prerrogativa de realizar um determinado comportamento
Múnus: encargo atribuído a alguém e decorrente de lei ou decisão 
judicial
A decisão judicial, de caráter eminentemente penal, pode ser 
provisória ou definitiva (trânsito em julgado para a acusação e defesa)
Destina-se a punir o descumprimento voluntário às decisões judiciais 
atinentes aos efeitos da condenação, de natureza penal ou extrapenal 
(art. 92 CP)
Não se aplica a pena restritiva de direitos
	Slide 1: Crimes em espécie II
	Slide 2: DOS CRIMES CONTRA A LIBERDADE SEXUAL
	Slide 3: ESTUPRO
	Slide 4: ESTUPRO
	Slide 5: ESTUPRO
	Slide 6: ESTUPRO
	Slide 7: ESTUPRO
	Slide 8: ESTUPRO
	Slide 9: ESTUPRO
	Slide 10: VIOLAÇÃO SEXUAL MEDIANTE FRAUDE
	Slide 11: VIOLAÇÃO SEXUAL MEDIANTE FRAUDE
	Slide 12: IMPORTUNAÇÃO SEXUAL
	Slide 13: IMPORTUNAÇÃO SEXUAL
	Slide 14: ASSÉDIO SEXUAL
	Slide 15: ASSÉDIO SEXUAL
	Slide 16: REGISTRO NÃO AUTORIZADO DA INTIMIDADE SEXUAL
	Slide 17: DOS CRIMES SEXUAIS CONTRA VULNERÁVEL
	Slide 18: ESTUPRO DE VULNERÁVEL
	Slide 19: ESTUPRO DE VULNERÁVEL
	Slide20: FAVORECIMENTO DA PROSTITUIÇÃO OU DE OUTRA FORMA DE EXPLORAÇÃO SEXUAL DE CRIANÇA OU ADOLESCENTE OU VULNERÁVEL
	Slide 21: FAVORECIMENTO DA PROSTITUIÇÃO OU DE OUTRA FORMA DE EXPLORAÇÃO SEXUAL DE CRIANÇA OU ADOLESCENTE OU VULNERÁVEL
	Slide 22: DIVULGAÇÃO DE CENA DE ESTUPRO OU DE CENA DE ESTUPRO DE VULNERÁVEL, DE CENA DE SEXO OU DE PORNOGRAFIA
	Slide 23: DIVULGAÇÃO DE CENA DE ESTUPRO OU DE CENA DE ESTUPRO DE VULNERÁVEL, DE CENA DE SEXO OU DE PORNOGRAFIA
	Slide 24: DIVULGAÇÃO DE CENA DE ESTUPRO OU DE CENA DE ESTUPRO DE VULNERÁVEL, DE CENA DE SEXO OU DE PORNOGRAFIA
	Slide 25: FAVORECIMENTO DA PROSTITUIÇÃO OU OUTRA FORMA DE EXPLORAÇÃO SEXUAL
	Slide 26: FAVORECIMENTO DA PROSTITUIÇÃO OU OUTRA FORMA DE EXPLORAÇÃO SEXUAL
	Slide 27: CASA DE PROSTITUIÇÃO
	Slide 28: DOS CRIMES CONTRA A FAMÍLIA
	Slide 29: CRIMES CONTRA O CASAMENTO 
	Slide 30: BIGAMIA 
	Slide 31: INDUZIMENTO A ERRO ESSENCIAL E OCULTAÇÃO DE IMPEDIMENTO
	Slide 32: INDUZIMENTO A ERRO ESSENCIAL E OCULTAÇÃO DE IMPEDIMENTO
	Slide 33: DOS CRIMES CONTRA O ESTADO DE FILIAÇÃO
	Slide 34: PARTO SUPOSTO. SUPRESSÃO OU ALTERAÇÃO DE DIREITO INERENTE AO ESTADO CIVIL DE RECÉM-NASCIDO
	Slide 35: SONEGAÇÃO DE ESTADO DE FILIAÇÃO
	Slide 36: DOS CRIMES CONTRA A ASSISTÊNCIA FAMILIAR
	Slide 37: ABANDONO MATERIAL
	Slide 38: ABANDONO MATERIAL
	Slide 39: ENTREGA DE FILHO MENOR A PESSOA INIDÔNEA
	Slide 40: ENTREGA DE FILHO MENOR A PESSOA INIDÔNEA
	Slide 41: ABANDONO INTELECTUAL
	Slide 42: ABANDONO MORAL
	Slide 43: CRIMES CONTRA A SAÚDE PÚBLICA CRIMES CONTRA A SAÚDE PÚBLICA Art. 267 CP – EPIDEMIA: “Causar epidemia , mediante a propagação de germes patogênicos” Pena: Reclusão, de dez a quinze anos. § 1º: Se do fato resulta morte, a pena é aplicada em do
	Slide 44: CRIMES CONTRA A SAÚDE PÚBLICA
	Slide 45: CRIMES CONTRA A SAÚDE PÚBLICA
	Slide 46: INFRAÇÃO DE MEDIDA SANITÁRIA E PREVENTIVA
	Slide 47: INFRAÇÃO DE MEDIDA SANITÁRIA E PREVENTIVA
	Slide 48: OMISSÃO DE NOTIFICAÇÃO DE DOENÇA
	Slide 49: OMISSÃO DE NOTIFICAÇÃO DE DOENÇA
	Slide 50: EXERCÍCIO ILEGAL DA MEDICINA, ARTE DENTÁRIA OU FARMACÊUTICA
	Slide 51: EXERCÍCIO ILEGAL DA MEDICINA, ARTE DENTÁRIA OU FARMACÊUTICA
	Slide 52: DOS CRIMES CONTRA A PAZ PÚBLICA
	Slide 53: DOS CRIMES CONTRA A PAZ PÚBLICA
	Slide 54: APOLOGIA DE CRIME OU CRIMINOSO
	Slide 55: DOS CRIMES CONTRA A PAZ PÚBLICA
	Slide 56: Associação criminosa 
	Slide 57: Associação criminosa
	Slide 58: CONSTITUIÇÃO DE MILÍCIA PRIVADA
	Slide 59: CONSTITUIÇÃO DE MILÍCIA PRIVADA
	Slide 60: CONSTITUIÇÃO DE MILÍCIA PRIVADA
	Slide 61: CONSTITUIÇÃO DE MILÍCIA PRIVADA
	Slide 62: DOS CRIMES CONTRA A FÉ PÚBLICA
	Slide 63: DOS CRIMES CONTRA A FÉ PÚBLICA: Moeda falsa
	Slide 64: DOS CRIMES CONTRA A FÉ PÚBLICA: Moeda falsa 
	Slide 65: FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO PÚBLICO
	Slide 66: FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO PÚBLICO
	Slide 67: FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO PÚBLICO
	Slide 68: FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO PARTICULAR
	Slide 69: FALSIDADE IDEOLÓGICA
	Slide 70: FALSIDADE IDEOLÓGICA
	Slide 71: FALSIDADE IDEOLÓGICA
	Slide 72: FALSO RECONHECIMENTO DE FIRMA OU LETRA
	Slide 73: CERTIDÃO OU ATESTADO IDEOLOGICAMENTE FALSO
	Slide 74: CERTIDÃO OU ATESTADO IDEOLOGICAMENTE FALSO
	Slide 75: CERTIDÃO OU ATESTADO IDEOLOGICAMENTE FALSO
	Slide 76: FALSIDADE DE ATESTADO MÉDICO
	Slide 77: USO DE DOCUMENTO FALSO
	Slide 78: FALSA IDENTIDADE
	Slide 79: FALSA IDENTIDADE
	Slide 80: USO DE DOCUMENTO DE IDENTIDADE ALHEIA
	Slide 81: USO DE DOCUMENTO DE IDENTIDADE ALHEIA
	Slide 82: PECULATO
	Slide 83: PECULATO
	Slide 84: CONCUSSÃO E EXCESSO DE EXAÇÃO
	Slide 85: CONCUSSÃO E EXCESSO DE EXAÇÃO O funcionário público, valendo-se do respeito ou mesmo receio que sua função infunde (violência), impõe à vítima a concessão de vantagem a que não tem direito
	Slide 86: EXCESSO DE EXAÇÃO (ART. 316 §1º CP)
	Slide 87: EXCESSO DE EXAÇÃO (ART. 316 §1º CP)
	Slide 88: CORRUPÇÃO PASSIVA
	Slide 89: CORRUPÇÃO PASSIVA
	Slide 90: CORRUPÇÃO PASSIVA
	Slide 91: PREVARICAÇÃO
	Slide 92: CONDESCENDÊNCIA CRIMINOSA
	Slide 93: VIOLÊNCIA ARBITRÁRIA
	Slide 94: VIOLAÇÃO DE SIGILO FUNCIONAL
	Slide 95: VIOLAÇÃO DE SIGILO FUNCIONAL
	Slide 96: VIOLAÇÃO DE SIGILO FUNCIONAL
	Slide 97: DESOBEDIÊNCIA
	Slide 98: TRÁFICO DE INFLUÊNCIA 
	Slide 99: TRÁFICO DE INFLUÊNCIA 
	Slide 100: CONTRABANDO
	Slide 101: CONTRABANDO
	Slide 102: CONTRABANDO
	Slide 103: DENUNCIAÇÃO CALUNIOSA
	Slide 104: DENUNCIAÇÃO CALUNIOSA
	Slide 105: DENUNCIAÇÃO CALUNIOSA
	Slide 106: COMUNICAÇÃO FALSA DE CRIME
	Slide 107: COMUNICAÇÃO FALSA DE CRIME
	Slide 108: AUTOACUSAÇÃO FALSA
	Slide 109: FALSO TESTEMUNHO OU FALSA PERÍCIA
	Slide 110: FALSO TESTEMUNHO OU FALSA PERÍCIA
	Slide 111: FALSO TESTEMUNHO OU FALSA PERÍCIA
	Slide 112: FAVORECIMENTO PESSOAL
	Slide 113: FAVORECIMENTO PESSOAL
	Slide 114: FAVORECIMENTO PESSOAL
	Slide 115: FAVORECIMENTO PESSOAL
	Slide 116: FAVORECIMENTO REAL
	Slide 117: FAVORECIMENTO REAL
	Slide 118: EVASÃO MEDIANTE VIOLÊNCIA CONTRA PESSOA
	Slide 119: PATROCÍNIO INFIEL E PATROCÍNIO SIMULTÂNEO OU TERGIVERSAÇÃO
	Slide 120: PATROCÍNIO INFIEL E PATROCÍNIO SIMULTÂNEO OU TERGIVERSAÇÃO
	Slide 121: Patrocínio simultâneo ou tergiversação
	Slide 122: DESOBEDIÊNCIA A DECISÃO JUDICIAL SOBRE PERDA OU SUSPENSÃO DE DIREITOcargo ou função
ASSÉDIO SEXUAL
Elemento subjetivo: dolo, acrescido de um especial fim 
de agir
Não se admite a modalidade culposa
Consumação: crime formal.
Tentativa: possível
Ação penal: pública incondicionada
Vítima menor de 14 anos ou pessoa vulnerável: estupro 
de vulnerável
REGISTRO NÃO AUTORIZADO DA INTIMIDADE SEXUAL
Art. 216-B : Produzir, fotografar, filmar ou registrar, por qualquer meio, 
conteúdo com cena de nudez ou ato sexual ou libidinoso de caráter íntimo e 
privado sem autorização dos participantes
Pena: Detenção, de 6(seis) meses a 1(um) ano, e multa
Parágrafo único: Na mesma pena incorre quem realiza montagem em 
fotografia, vídeo, áudio ou qualquer outro registro com o fim de incluir 
pessoa em cena de nudez ou ato sexual ou libidinoso de caráter íntimo.
Sujeito ativo: crime comum
Sujeito passivo: qualquer pessoa, famosa ou anônima, independentemente 
do sexo e da orientação sexual
Elemento subjetivo: dolo, independentemente de qualquer finalidade 
específica
Consumação: crime formal
Tentativa: cabível
Ação penal: pública incondicionada
DOS CRIMES SEXUAIS CONTRA VULNERÁVEL
VULNERÁVEIS PARA FINS SEXUAIS:
- Menores de 14 anos
- Aqueles que, por enfermidade ou deficiência mental, não têm o necessário 
discernimento para a prática do ato
- Aqueles que, por qualquer outra causa, não podem oferecer resistência
CRIMES 
- Estupro de vulnerável (art. 217-A CP)
- Corrupção de menores (art. 218 CP)
- Satisfação de lascívia mediante presença de criança ou adolescente (art. 218-ACP)
- Favorecimento da prostituição ou outra forma exploração sexual de criança ou 
adolescente ou vulnerável (art. 218-B CP)
- Divulgação de cena de estupro ou de vulnerável, de cena de sexo ou de 
pornografia( art. 218-C CP)
ESTUPRO DE VULNERÁVEL
Art. 217-A CP: Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com 
menor de 14 (catorze) anos:
Pena: Reclusão, de 8(oito) a 15 (quinze) anos.
§1º: Incorre na mesma pena quem pratica as ações descritas no caput com 
alguém que, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o necessário 
discernimento para a prática do ato, ou que, por qualquer outra causa, não 
pode oferecer resistência.
§3º: Se da conduta resulta lesão corporal de natureza grave
Pena: Reclusão, de 10 (dez) a 20 (vinte) anos.
§4º: Se da conduta resulta morte:
Pena: Reclusão, de 12 (doze) a 30 (trinta) anos.
§ 5º: As penas previstas no caput e nos §§ 1º; 3º e 4º deste artigo, aplicam-
se independentemente do consentimento da vítima ou do fato de ela ter 
mantido relações sexuais anteriormente ao crime
ESTUPRO DE VULNERÁVEL
Em qualquer de suas espécies o estupro de vulnerável constitui crime 
hediondo (art. 1º, inc. VI, da Lei 8.072/1990)
Sujeito ativo: crime comum
Sujeito ativo: a pessoa vulnerável
Elemento subjetivo: dolo. Não se admite a modalidade culposa
Vulnerabilidade e erro de tipo
Consumação: crime material
Tentativa: possível
Figuras qualificadas: constituem-se em crimes preterdolosos
Infiltração de agentes de polícia na internet (art. 190-A da Lei 
8.069/1990)
Ação penal: pública incondicionada
FAVORECIMENTO DA PROSTITUIÇÃO OU DE OUTRA FORMA DE 
EXPLORAÇÃO SEXUAL DE CRIANÇA OU ADOLESCENTE OU 
VULNERÁVEL
Art. 218-B CP: Submeter, induzir ou atrair à prostituição ou outra forma de exploração 
sexual alguém menor de 18 (dezoito) anos ou que, por enfermidade ou deficiência mental, 
não tem o necessário discernimento para a prática do ato, facilitá-la, impedir ou dificultar 
que a abandone:
Pena: Reclusão, de 4 (quatro) a 10 (dez) anos.
§1º: Se o crime é praticado com o fim de obter vantagem econômica, aplica-se também a 
multa
§2º: Incorre nas mesmas penas:
I – quem pratica conjunção carnal ou outro ato libidinoso com alguém menor de 18 
(dezoito) e maior de 14(catorze) anos na situação descrita no caput deste artigo;
II – o proprietário, o gerente ou o responsável pelo local em quem se verifiquem as práticas 
referidas no caput deste artigo; 
§3º: Na hipótese do inciso II do §2º, constitui efeito obrigatório da condenação a cassação 
da licença de localização e de funcionamento do estabelecimento.
FAVORECIMENTO DA PROSTITUIÇÃO OU DE OUTRA FORMA DE 
EXPLORAÇÃO SEXUAL DE CRIANÇA OU ADOLESCENTE OU 
VULNERÁVEL
O delito definido no art.218-B CP constitui crime hediondo
Sujeito ativo: crime comum
Sujeito passivo: pessoa menor de 18 anos ou que, por enfermidade ou 
deficiência mental não tem o necessário discernimento para o ato.
Elemento subjetivo: dolo. Não se admite a modalidade culposa
Consumação: no momento em que a pessoa menor de 18 anos ou portadora 
de doença ou enfermidade mental passa a se dedicar com habitualidade ao 
exercício da prostituição ou outra forma de exploração sexual, ainda que não 
venha a atender nenhuma pessoa interessada em seus serviços.
Tentativa: possível
Infiltração de agentes de polícia na internet (art. 190-A da Lei 8069/1990)
DIVULGAÇÃO DE CENA DE ESTUPRO OU DE CENA DE ESTUPRO 
DE VULNERÁVEL, DE CENA DE SEXO OU DE PORNOGRAFIA
Art. 218-C CP: Oferecer, trocar, disponibilizar, transmitir ou expor à 
venda, distribuir, publicar ou divulgar, por qualquer meio – inclusive 
por meio de comunicação de massa ou sistema de informática ou 
telemática - , fotografia, vídeo ou outro registro audiovisual que 
contenha cena de estupro ou de estupro de vulnerável ou que faça 
apologia ou induza a sua prática, ou, sem o consentimento da vítima, 
cena de sexo, nudez ou pornografia:
Pena: Reclusão, de 1(um) a 5(cinco) anos
Se o fato não constitui crime mais grave
§1º: A pena é aumentada de 1/3 (um terço) a 2/3(dois terços) se o 
crime é praticado por agente que mantém ou tenha mantido relação 
íntima de afeto com a vítima ou com o fim de vingança ou humilhação.
DIVULGAÇÃO DE CENA DE ESTUPRO OU DE CENA DE ESTUPRO 
DE VULNERÁVEL, DE CENA DE SEXO OU DE PORNOGRAFIA
§2º: Não há crime quando o agente pratica as condutas descritas no caput 
deste artigo em publicação de natureza jornalística, científica, cultural ou 
acadêmica com a adoção de recurso que impossibilite a identificação da 
vítima, ressalvada sua prévia autorização, caso seja maior de 18 (dezoito) 
anos.
Sujeito ativo: crime comum
Sujeito passivo: qualquer pessoa, independentemente do sexo, da 
orientação sexual, da idade e de ter ou não qualquer ligação pessoal ou 
profissional pelo responsável pelo crime
Elemento subjetivo: dolo, independentemente de qualquer finalidade 
específica.
Consumação: consuma-se com a prática da conduta prevista em lei, 
independentemente da efetiva lesão à vítima. É imprescindível, contudo, a 
potencialidade lesiva.
DIVULGAÇÃO DE CENA DE ESTUPRO OU DE CENA DE ESTUPRO 
DE VULNERÁVEL, DE CENA DE SEXO OU DE PORNOGRAFIA
Tentativa: possível
Ação penal: pública incondicionada
Subsidiariedade expressa
Causas de aumento de pena
Exclusão de ilicitude
FAVORECIMENTO DA PROSTITUIÇÃO OU OUTRA 
FORMA DE EXPLORAÇÃO SEXUAL
Art. 228 CP: Induzir ou atrair alguém à prostituição ou outra forma de 
exploração sexual, facilitá-la, impedir ou dificultar que alguém a abandone:
Pena: Reclusão, de 2 (dois) a 5(cinco) anos.
§1º: Se o agente é ascendente, padrasto, madrasta, irmão, enteado, cônjuge, 
companheiro, tutor, curador, preceptor ou empregador da vítima, ou se 
assumiu, por lei ou outra forma, obrigação de cuidado, proteção ou 
vigilância:
Pena: Reclusão, de 3(três) a 8(oito) anos
§2º: Se o crime é cometido com emprego de violência, grave ameaça ou 
fraude:
Pena: Reclusão, de quatro a dez anos, além da pena correspondente à 
violência
§3º: Se o crime é cometido com o fim de lucro, aplica-se também a multa.
FAVORECIMENTO DA PROSTITUIÇÃO OU OUTRA FORMA DE 
EXPLORAÇÃO SEXUAL
Objetividade jurídica: moralidade pública, em sua feição sexual
Sujeito ativo: crime comum
Sujeito passivo: qualquer pessoa, independentemente de sexo ou raça, desde que 
com idade igual ou superior a 18 anos e dotada de discernimento para a prática do 
ato; bem como a coletividade
Elemento subjetivo: dolo. Não se admite a modalidade culposa
Consumação:- Na modalidade induzir, atrair e facilitar: no momento em que alguém passa a a se 
dedicar com habitualidade ao exercício da prostituição ou outra forma de 
exploração sexual
- Na modalidade impedir e dificultar: no instante em que a vítima decide 
abandonar a prostituição, mas o sujeito não permite ou torna mais onerosa a 
concretização da sua vontade
- Tentativa: possível
- Ação penal: pública incondicionada
CASA DE PROSTITUIÇÃO
Art. 229 CP: Manter, por conta própria ou de terceiro, estabelecimento em 
que ocorra exploração sexual, haja, ou não, intuito de lucro ou mediação 
direta do proprietário ou gerente:
Pena: Reclusão, de dois a cinco anos, e multa
Objetividade jurídica: dignidade sexual e não a moralidade pública
Sujeito ativo: qualquer pessoa
Sujeito passivo: é a pessoa explorada sexualmente, independentemente do 
seu sexo ou da sua orientação sexual
Elemento subjetivo: dolo. Não se admite modalidade culposa
Consumação: crime habitual – consuma-se com a efetiva manutenção do 
estabelecimento em que ocorra a exploração sexual, demonstrada com a 
reiteração de atos indicativos dessa finalidade
Tentativa: cabível (divergências doutrinárias)
Ação penal: pública incondicionada
DOS CRIMES CONTRA A FAMÍLIA
CRIMES CONTRA O CASAMENTO
CRIMES CONTRA O ESTADO DE FILIAÇÃO
CRIMES CONTRA A ASSISTÊNCIA FAMILIAR
CRIMES CONTRA O PODER FAMILIAR, TUTELA 
OU CURATELA
CRIMES CONTRA O CASAMENTO
BIGAMIA
Art. 235 CP: Contrair alguém, sendo casado, novo casamento
Pena: Reclusão, de dois a seis anos
§1º: Aquele que, não sendo casado, contrai casamento com pessoa casada, 
conhecendo essa circunstância, é punido com reclusão ou detenção, de um a 
três anos
§2º: Anulado por qualquer motivo o primeiro casamento, ou o outro por 
motivo que não a bigamia, considera-se inexistente o crime
Objetividade jurídica: a família, especialmente no que diz respeito ao caráter 
monogâmico do matrimônio.
Sujeito ativo: crime próprio, só pode ser cometido pelo homem ou mulher 
que, sendo casado, contrai novo matrimônio
Sujeito passivo: é o Estado, em face do seu interesse na preservação das 
instituições familiares e, mediatamente, o cônjuge inocente
BIGAMIA
Elemento subjetivo: dolo. Não se admite a modalidade 
culposa
Consumação: crime material – consuma-se com a 
efetiva celebração do segundo matrimônio.
Tentativa: possível
Ação penal: pública incondicionada
Bigamia, falsidade e conflito aparente de leis penais
Bigamia e termo inicial da prescrição da pretensão 
punitiva
Casamento entre pessoas do mesmo sexo e bigamia
INDUZIMENTO A ERRO ESSENCIAL E OCULTAÇÃO DE 
IMPEDIMENTO
Art. 236 CP: Contrair casamento, induzindo a erro essencial o outro 
contraente, ou ocultando-lhe impedimento que não seja casamento 
anterior:
Pena: Detenção, de seis meses a dois anos
Parágrafo único: A ação penal depende de queixa do contraente enganado, e 
não pode ser intentada senão depois de transitar em julgado a sentença que, 
por motivo de erro ou impedimento, anule o casamento.
Trata-se de lei penal em branco homogênea, pois as hipóteses de erro 
essencial e dos impedimentos matrimoniais são descritas respectivamente 
pelos artigos 1557 e 1521 CC.
Objetividade jurídica: a família, no tocante ao casamento e às suas 
consequências
INDUZIMENTO A ERRO ESSENCIAL E OCULTAÇÃO DE 
IMPEDIMENTO
Distinção entre induzimento a erro essencial e ocultação de 
impedimento e conhecimento prévio de impedimento
Sujeito ativo: crime comum
Sujeito passivo: o Estado e, mediatamente, o contraente de boa fé 
induzido pelo erro essencial quanto à outra pessoa ou de quem foi 
ocultado impedimento que não seja o casamento anterior
Elemento subjetivo: dolo. Não se admite a modalidade culposa
Consumação: crime material (divergências doutrinárias)
Ação penal: privada personalíssima
DOS CRIMES CONTRA O ESTADO DE FILIAÇÃO
REGISTRO DE NASCIMENTO INEXISTENTE
Art. 241 CP: Promover no registro civil a inscrição de nascimento inexistente:
Pena: Reclusão, de dois a seis anos
Objetividade jurídica: é o estado de filiação, como medida protetora da 
instituição familiar
Sujeito ativo: qualquer pessoa (possível o concirso de pessoas)
Sujeito passivo: é o Estado e, mediatamente, as pessoas lesadas pelo falso 
registro de nascimento
Elemento subjetivo: dolo. Não se admite a modalidade culposa
Consumação: consuma-se com a efetiva inscrição no registro civil do 
nascimento inexistente
Tentativa: possível
Ação penal: pública incondicionada
PARTO SUPOSTO. SUPRESSÃO OU ALTERAÇÃO DE DIREITO 
INERENTE AO ESTADO CIVIL DE RECÉM-NASCIDO
ART. 242 CP: Dar parto alheio como próprio; registrar como seu filho de outrem; ocultar recém-
nascido ou substituí-lo, suprimindo ou alterando direito inerente ao estado civil:
Pena: Reclusão, de dois a seis anos
Parágrafo único: Se o crime é praticado por motivo de reconhecida nobreza:
Pena: Detenção, de um a dois anos, podendo o juiz deixar de aplicar a pena.
Objetividade jurídica: o estado de filiação, a instituição familiar e a regularidade do registro civil.
Sujeito ativo: 
- na conduta “dar parto alheio como próprio” o crime é próprio, pois somente pode ser cometido 
por mulher
- nas demais condutas o crime é comum
- Sujeito passivo: é o Estado e, mediatamente, a pessoa prejudicada pela conduta criminosa
- Elemento subjetivo: dolo. Não se admite a modalidade culposa
- Consumação: crime material
- Tentativa: possível
- Ação penal: pública incondicionada
SONEGAÇÃO DE ESTADO DE FILIAÇÃO
Art. 243 CP: Deixar em asilo de expostos ou outra instituição de assistência filho 
próprio ou alheio, ocultando-lhe a filiação ou atribuindo-lhe outra, com o fim de 
prejudicar direito inerente ao estado civil:
Pena: Reclusão, de um a cinco anos, e multa
Objetividade jurídica: é o estado de filiação
Sujeito ativo: crime comum
Sujeito passivo: é o Estado e, mediatamente, a criança ou adolescente abandonado 
e prejudicado em seus direitos inerentes ao estado de filiação
Elemento subjetivo: dolo.
Consumação: crime formal
Tentativa: possível
Ação penal: pública incondicionada
DOS CRIMES CONTRA A ASSISTÊNCIA FAMILIAR
- ABANDONO MATERIAL
- ENTREGA DE FILHO MENOR A PESSOA INIDÔNEA
- ABANDONO INTELECTUAL
- ABANDONO MORAL
ABANDONO MATERIAL
Art. 244 CP: Deixar, sem justa causa, de prover a subsistência do 
cônjuge, ou de filho menor de 18 (dezoito) anos ou inapto para o 
trabalho, ou de ascendente inválido ou maior de 60 (sessenta) anos, 
não lhes proporcionando os recursos necessários ou faltando ao 
pagamento de pensão alimentícia judicialmente acordada, fixada ou 
majorada; deixar, sem justa causa, de socorrer descendente ou 
ascendente, gravemente enfermo;
Pena: Detenção, de 1(um) a 4(quatro) anos e multa, de uma a dez vezes 
o maior salário mínimo vigente no País.
Parágrafo único: Nas mesmas penas incorre quem, sendo solvente, 
frustra ou ilide, de qualquer modo, inclusive por abandono injustificado 
de emprego ou função, o pagamento de pensão alimentícia 
judicialmente acordada, fixada ou majorada.
ABANDONO MATERIAL
Elemento normativo: sem justa causa
Sujeito ativo: crime próprio, somente pode ser cometido pelas 
pessoas expressamente indicadas no art. 244 CP
Sujeito passivo: pessoas elencadas no caput.
Elemento subjetivo: dolo, independentemente de qualquer 
finalidade específica/ Não se admite modalidade culposa
Consumação: crime formal
Tentativa: não admissível
Ação penal: pública incondicionada.
ENTREGA DE FILHO MENOR A PESSOA INIDÔNEA
Art. 245 CP: Entregar filho menor de 18 (dezoito) anos a pessoa cuja 
companhia saiba ou deva saber que o menor fica moral ou 
materialmente em perigo. Pena: Detenção, de 1 (um) a 2 (dois) anos.
§ 1º: A pena é de 1(um) a 4(quatro) anos de reclusão, se o agente 
pratica o delito para obter lucro, ou se o menor é enviado para o 
exterior
§ 2º: Incorre, também, na pena do parágrafo anterior quem, embora 
excluído o perigo moral ou material, auxilia a efetivação de ato 
destinado ao envio de menor para o exterior, com o fito de obter lucro.
Pessoa inidônea:traficante de drogas, ébrio contumaz, pessoa 
extremamente violenta e agressiva, etc
Sujeito ativo: crime próprio
Sujeito passivo: o filho menor de 18 anos de idade
ENTREGA DE FILHO MENOR A PESSOA INIDÔNEA
Elemento subjetivo: dolo/ Não se admite modalidade 
culposa
Consumação: crime material, consuma-se com a efetiva 
entrega do filho menor de 18 anos de idade a pessoa 
cuja companhia lhe acarrete perigo
Tentativa: possível
Ação penal: pública incondicionada
PS: as modalidades qualificadas do crime de entrega de 
filho menor a pessoa inidônea foram tacitamente 
revogadas pelos arts. 238 e 239 da Lei 8.069/1990 
(ECA)
ABANDONO INTELECTUAL
Art. 246 CP: Deixar, sem justa causa, de prover à instrução primária de filho em 
idade escolar:
Pena: Detenção, de quinze dias a um mês, ou multa
Núcleo do tipo – “deixar de prover”: omitir-se, não efetuar a matrícula do filho em 
idade escolar no estabelecimento de ensino de instrução primária, ou então 
impedir que ele frequente o estabelecimento de ensino fundamental
Art. 208 CF. O dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia 
de:
I – educação básica obrigatória e gratuita dos 4(quatro) aos 17 (dezessete) anos de 
idade, assegurada inclusive sua oferta gratuita para todos os que a ela não tiverem 
acesso na idade própria.
Elemento normativo: sem justa causa
Sujeito ativo: crime próprio
Elemento subjetivo: dolo/Não se admite modalidade culposa
Consumação: crime formal
Tentativa: não cabível
Ação penal: pública incondicionada
ABANDONO MORAL
Art. 247 CP: Permitir alguém que menor de dezoito anos, 
sujeito a seu poder ou confiado à sua guarda ou vigilância:
I – frequente casa de jogo ou mal-afamada, ou conviva com 
pessoa viciosa ou de má vida;
II – frequente espetáculo capaz de pervertê-lo ou de ofender-
lhe o pudor, ou participe de representação de igual natureza;
III – resida ou trabalhe em casa de prostituição;
IV – mendigue ou sirva a mendigo para excitar a comiseração 
pública
Pena: Detenção, de um a três meses, ou multa.
CRIMES CONTRA A SAÚDE PÚBLICA
Art. 267 CP – EPIDEMIA:
“Causar epidemia , mediante a propagação de 
germes patogênicos”
Pena: Reclusão, de dez a quinze anos.
§ 1º: Se do fato resulta morte, a pena é aplicada 
em dobro.
§ 2º: No caso de culpa, a pena é de detenção, de 
um a dois ano, ou, se resulta morte, de dois a 
quatro anos
CRIMES CONTRA A SAÚDE PÚBLICA
• EPIDEMIA
• Objeto material: germe patogênico – micro-organismo capaz de produzir 
moléstia infectocontagiosa, nociva à saúde pública (bactérias, bacilos, 
vírus, protozoários, fungos, etc.)
• Sujeito ativo: crime comum
• Sujeito passivo: coletividade
• Elemento subjetivo: dolo/ admitida culpa no § 2º do art. 267 CP
• Transmissão de doenças a pessoa determinada e dolo de dano:
• Perigo de contágio de moléstia grave (art. 131 CP)/homicídio qualificado 
pelo perigo comum (Art. 121, § 2º, III CP) ou lesão corporal (art. 129 CP)
CRIMES CONTRA A SAÚDE PÚBLICA
• Consumação: crime material – superveniência da epidemia
• Causa de aumento de pena (art. 267, § 1º CP): 
• crime preterdoloso: epidemia (dolo) e morte (culpa)
• Se o sujeito deu causa à morte dolosamente: epidemia+homicídio(ou 
genocídio) em concurso formal impróprio
A epidemia agravada pelo resultado morte é crime hediondo (art. 1º, VI da 
Lei 8072/1990)
Epidemia culposa (art. 267, § 2º)
INFRAÇÃO DE MEDIDA SANITÁRIA E 
PREVENTIVA
• Art. 268 CP: Infringir determinação do poder público, destinada a impedir 
introdução ou propagação de doença contagiosa:
• Pena: Detenção, de um mês a um ano, e multa
• Parágrafo único: A pena é aumentada de um terço, se o agente é 
funcionário da saúde pública ou exerce a profissão de médico, 
farmacêutico, dentista ou enfermeiro.
Norma penal em branco: depende de complementação por lei ou ato 
administrativo
Sujeito ativo: crime comum
Sujeito passivo: coletividade
INFRAÇÃO DE MEDIDA SANITÁRIA E 
PREVENTIVA
• Elemento subjetivo: dolo/ Não se admite modalidade culposa
• Consumação: crime formal – não exige a efetiva introdução ou 
propagação da doença contagiosa
• Tentativa: possível
• Ação penal: pública incondicionada
• Causa de aumento de pena: art. 268 parágrafo único CP
• Formas qualificadas pelo resultado: art. 285 CP: crimes preterdolosos
OMISSÃO DE NOTIFICAÇÃO DE DOENÇA
• Art. 269 CP : Deixar o médico de denunciar à autoridade doença cuja 
notificação é compulsória:
• Pena: Detenção, de seis meses a dois anos, e multa.
• Objeto material: a notificação de cunho obrigatório
• Trata-se de lei penal em branco: seu preceito primário requer 
complementação emanada de outras leis
• Sujeito ativo: crime próprio, somente pode ser cometido por médico
• Sujeito passivo: a coletividade
• Elemento subjetivo: dolo/Não se admite modalidade culposa
OMISSÃO DE NOTIFICAÇÃO DE DOENÇA
• Consumação: crime de mera conduta – consuma-se com a omissão 
do médico em denunciar à autoridade pública doença de notificação 
compulsória
• Tentativa: Não é cabível, pois a conduta se exterioriza em um único 
ato
• Ação penal: pública incondicionada
• Formas qualificadas pelo resultado: art. 285 CP 
• – crimes preterdolosos
EXERCÍCIO ILEGAL DA MEDICINA, ARTE 
DENTÁRIA OU FARMACÊUTICA
• Art. 282 CP: Exercer, ainda que a título gratuito, a profissão de 
médico, dentista ou farmacêutico, sem autorização legal ou 
excedendo-lhe os limites:
• Pena: Detenção, de seis meses a dois anos
• Parágrafo único: Se o crime é praticado com o fim de lucro, aplica-se 
também a multa.
• Sujeito ativo: qualquer pessoa
• Sujeito passivo: a coletividade
• Médico , dentista ou farmacêutico e suspensão das suas atividades:
• Suspensão judicial/suspensão administrativa
EXERCÍCIO ILEGAL DA MEDICINA, ARTE 
DENTÁRIA OU FARMACÊUTICA
• Elemento subjetivo: dolo/Não se admite modalidade culposa
• Consumação: é crime habitual, somente se consuma com a prática 
reiterada e uniforme da conduta legalmente descrita, de modo a revelar o 
estilo de vida ilícito adotado pelo agente.
• É crime formal, de perigo comum e abstrato
• Tentativa: segundo posição majoritária não admite tentiva
• Ação penal: pública incondicionada
• Atos praticados em situações emergenciais ou na falta de profissionais 
habilitados (estado de necessidade) e pequenos auxílios no âmbito 
familiar(ausência de dolo)
DOS CRIMES CONTRA A PAZ PÚBLICA
Art. 286 CP: Incitar publicamente a prática de crime
• Pena: Detenção de três a seis meses, ou multa
• Sujeito ativo: qualquer pessoa
• Sujeito passivo: coletividade
Elemento subjetivo: dolo. Não se admite a modalidade culposa
• Consumação: crime formal, de perigo comum e de perigo abstrato
• Tentativa: possível/Não cabível se cometida oralmente
• Ação penal: pública incondicionada
INCITAÇÃO AO CRIME
DOS CRIMES CONTRA A PAZ PÚBLICA
• Art. 287 CP: Fazer publicamente, apologia de fato criminoso ou de 
autor de crime
• Pena: Detenção de três a seis meses, ou multa
• Sujeito ativo: qualquer pessoa
• Sujeito passivo: coletividade
Elemento subjetivo: dolo. Não se admite a modalidade culposa
• Consumação: crime formal e de perigo abstrato
• Tentativa: possível/Incabível na hipótese de apologia oral
• Ação penal: pública incondicionada
APOLOGIA DE CRIME OU CRIMINOSO
APOLOGIA DE CRIME OU CRIMINOSO
• Não abrange contravenções penais ou atos meramente imorais.
• O agente estimula indiretamente o cometimento de crimes, ao passo 
que na incitação o estímulo é direto.
• Distinção entre apologia de crime ou criminoso e incitação ao crime.
• Concurso de crimes
DOS CRIMES CONTRA A PAZ PÚBLICA
Art. 288 CP: Associarem-se 3(três) ou mais pessoas, para o fim 
específico de cometer crime
• Pena: Reclusão, de 1 (um) a 3(três) anos.
• Parágrafo único: A pena aumenta-se até a metade se a associação é 
armada ou se houver a participação de criança ou adolescente.
• Elemento subjetivo: dolo. Não se admite a modalidade culposa
• Consumação: crime formal, crime de perigo abstrato, crime 
permanente
• Tentativa: não admite• Ação penal: pública incondicionada
Associação criminosa
Associação criminosa
A associação criminosa deve ser estável e permanente, o que a diferencia do 
concurso de pessoas.
• É imprescindível o vínculo associativo, revestido de estabilidade e 
permanência entre seus integrantes
• Excluem-se as contravenções penais
• Sua caracterização independe de organização definida, hierarquia entre os 
membros e repartição de funções
• Exige três pessoas e, dentre estes, pelo menos um imputável
• É possível a denúncia ainda que apenas um de seus membros seja 
identificado desde que seja provada a associação com os demais membros
• A extinção da punibilidade de um dos agentes não descaracteriza o crime
• Não abrange contravenções penais e todos os crimes devem ser dolosos
• A denúncia independe da descrição detalhada da conduta da conduta de 
cada membro (posições divergentes)
Associação criminosa
• O abandono de um integrante da associação criminosa não exclui o 
delito, pois o delito já havia se consumado no momento da 
associação
• O membro da associação criminosa que cometer crime responde por 
este em concurso material com o delito contra a paz pública
• Causas de aumento de pena (art. 288, parágrafo único CP):
• Associação armada/Participação de criança ou adolescente
• Diferenças entre associação criminosa e organização criminosa
• Formação de cartel e acordo de leniência – Lei 12.529/2011
CONSTITUIÇÃO DE MILÍCIA PRIVADA
• Art. 288-A CP: Constituir, organizar, integrar, manter ou custear 
organização paramilitar, milícia particular, grupo ou esquadrão com a 
finalidade de praticar qualquer dos crimes previstos neste Código:
• Pena: Reclusão, de 4(quatro) a 8(oito) anos,
• A união estável e permanente entre os agentes é fundamental para a 
constituição de milícia privada, e também para diferenciá-la do 
concurso de pessoas
• No delito de constituição de milícia privada, é irrelevante se os crimes 
para os quais foi constituída são praticados ou não
• No concurso de pessoas afasta-se a punição se o crime não chega 
pelo menos a ser tentado (art. 31 CP)
CONSTITUIÇÃO DE MILÍCIA PRIVADA
• É suficiente a presença de uma organização social rudimentar apta a 
evidenciar a união estável e permanente direcionada à prática de 
crimes indeterminados.
• A constituição de milícia privada limita-se aos crimes previstos no 
Código Penal, excluindo as leis extravagantes: contravenções, 
associação para o tráfico, etc.
• Sujeito ativo: qualquer pessoa, crime de concurso necessário: é 
suficiente que apenas um dos agentes seja maior de 18 anos
• A denúncia é possível se apenas um ou dois componentes forem 
identificados, desde que reste provado a reunião de, no mínimo, três 
membros
CONSTITUIÇÃO DE MILÍCIA PRIVADA
• A extinção da punibilidade no tocante a um ou mais membros da 
milícia privada não exclui o crime definido no art. 288-A CP.
• Sujeito passivo: coletividade
• Consumação: crime formal, consuma-se com a concretização da 
convergência de vontades, mediante associação de três ou mais 
pessoas para a prática de delitos previstos no CP
• Os integrantes que praticarem os crimes para cuja execução foi 
constituída a milícia privada, submetem-se à regra do concurso 
formal (art.69 CP)
CONSTITUIÇÃO DE MILÍCIA PRIVADA
• A constituição de milícia privada é crime permanente
• Se um membro se retirar da milícia privada tal fato não exclui o crime
• Tentativa: incompatível
• Ação penal: pública incondicionada
• Constituição de milícia privada e concurso de crimes
• Audiência de custódia: vedada a liberdade provisória
• Confisco alargado: todos os instrumentos utilizados na pratica do crime são 
declarados perdidos
• Regime Disciplinar Diferenciado: líder da milícia/estabelecimento federal 
de segurança máxima
• Progressão de regime após cumprimento de 50% da pena no regime 
anterior
DOS CRIMES CONTRA A FÉ PÚBLICA
• A violação da fé pública caracteriza o crime de falso (é o contrário da 
certeza ou da verdade jurídica, exigida pela ordem social)
• Requisitos do crime de falso: 
• 1 – Dolo: consciência e vontade da imitação da verdade inerente a 
determinados objetos, sinais ou formas, de modo a criar a possibilidade de 
vilipendiar relações jurídicas, com o consequente rompimento da confiança 
pública nesses objetos, sinais ou formas.
• 2 – Imitação da verdade: 
• 2.1 – Alteração da verdade: altera-se o conteúdo do documento do 
documento ou moeda verdadeiros
• 2.2 – Imitação da verdade propriamente dita: formar ou fabricar 
documento ou moeda falsos
• 2.3 – Dano potencial: o prejuízo atinente ao crime de falso não precisaa ser 
efetivado. Basta a potencialidade de sua ocorrência
DOS CRIMES CONTRA A FÉ PÚBLICA: Moeda falsa
• Art. 289 CP: Falsificar, fabricando-a ou alterando-a, moeda metálica ou papel-
moeda de curso legal no país ou no estrangeiro:
• Pena: Reclusão: de três a doze anos, e multa
• § 1º : Nas mesmas penas incorre quem, por conta própria ou alheia, importa, 
exporta, adquire, vende, troca, cede ou empresta, guarda ou introduz na 
circulação moeda falsa.
• § 2º: Quem, tendo recebido de boa fé, como verdadeira, moeda falsa ou alterada, 
a restitui à circulação, depois de conhecer a falsidade, é punido com detenção, de 
seis meses a dois anos, e multa.
• § 3º: É punido com reclusão, de três a quinze anos, e multa, o funcionário público 
ou diretor, gerente, ou fiscal de banco de emissão que fabrica, emite, ou autoriza 
fabricação ou emissão:
• I – de moeda com título ou peso inferior ao determinado em lei;
• II - de papel-moeda em quantidade superior à autorizada.
• § 4º: Nas mesmas penas incorre quem desvia e faz circular moeda, cuja circulação 
não estava ainda autorizada.
DOS CRIMES CONTRA A FÉ PÚBLICA: Moeda falsa
•Objeto material: moeda metálica ou papel-moeda de 
curso legal no país ou no estrangeiro.
• Falsificação: mediante fraude ou alteração
• Falsificação grosseira: crime impossível
• Elemento subjetivo: dolo, não admite modalidade 
culposa
• Tentativa: possível
•Ação penal: pública incondicionada
•Competência: Justiça Federal
FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO PÚBLICO
Art. 297 CP: Falsificar, no todo ou em parte, documento público, ou alterar 
documento público verdadeiro:
Pena: Reclusão, de dois a seis anos, e multa
§ 1º: Se o agente é funcionário público, e comete o crime prevalecendo-se 
do cargo, aumenta-se a pena de sexta parte.
§ 2º: Para os efeitos penais, equiparam-se a documento público o emanado 
de entidade paraestatal, o título ao portador ou transmissível por endosso, 
as ações de sociedade comercial, os livros mercantis e o testamento 
particular.
§ 3º: Nas mesmas penas incorre quem insere ou faz inserir:
I – na folha de pagamento ou em documento de informações que seja 
destinado a fazer prova perante a previdência social, pessoa que não possua 
a qualidade de segurado obrigatório;
FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO PÚBLICO
II – na Carteira de Trabalho e Previdência Social do empregado 
ou em documento que deva produzir efeito perante a 
previdência social, declaração falsa ou diversa da que deveria 
ter sido escrita;
III – em documento contábil ou em qualquer outro 
documento relacionado com as obrigações da empresa 
perante a previdência social, declaração falsa ou diversa da 
que deveria ter constado.
§ 4º: Nas mesmas penas incorre quem omite, nos documentos 
mencionados no § 3º, nome do segurado e seus dados 
pessoais, a remuneração, a vigência do contrato de trabalho 
ou de prestação de serviços.
FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO PÚBLICO
• Documento: é o escrito elaborado por pessoa determinada e 
representativo de uma declaração de vontade ou da existência de fato, 
direito ou obrigação, dotado de relevância jurídica e com eficácia 
probatória.
• Documento público: é aquele criado pelo funcionário público, nacional ou 
estrangeiro, no desempenho de suas atividades, em conformidade com as 
formalidades prescritas em lei.
• Sujeito ativo: qualquer pessoa
• Sujeito passivo: o Estado e a pessoa física ou jurídicaprejudicada pela 
conduta criminosa
• Elemento subjetivo: dolo/Não se admite modalidade culposa
• Consumação: crime formal, consuma-se com a falsificação ou alteração de 
documento público.
FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO PARTICULAR
• Art. 298 CP: Falsificar, no todo ou em parte, documento particular ou alterar 
documento particular verdadeiro:
• Pena: Reclusão, de um a cinco anos, e multa.
• Parágrafo único: Para fins do dispositivo no caput, equipara-se a documento 
particular o cartão de crédito ou débito.
• Sujeito ativo: qualquer pessoa
• Sujeito passivo: o Estado e a pessoa física ou jurídica prejudicada pela conduta 
criminosa
• Elemento subjetivo: dolo/Não se admite a modalidade culposa
• Consumação: crime formal
• Tentativa: cabível
• Ação: pública incondicionada
FALSIDADE IDEOLÓGICA
• Art. 299 CP: Omitir , em documento público ou particular, declaração 
que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa 
ou diversa da que devia ser escrita, com o fim de prejudicar direito, 
criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente 
relevante:
• Pena: Reclusão, de um a cinco anos, e multa, se o documento é 
público, e reclusão de um a três anos, e multa, se o documento é 
particular.
• Parágrafo único: Se o agente é funcionário público, e comete o crime 
prevalecendo-se do cargo, ou se a falsificação ou alteração é de 
assentamento de registro civil, aumenta-se a pena de sexta parte.
FALSIDADE IDEOLÓGICA
• - O documento é formalmente verdadeiro, mas seu conteúdo, a idéia nele 
lançada, é divergente da realidade
• Omitir – ex: ao celebrar contrato de compra e venda de imóvel de sua 
propriedade o vendedor deixa de mencionar a existência de hipoteca 
incidente sobre o bem
• Inserir – ex: declarar falsamente no currículo, título de doutor para ser 
aprovado em processo seletivo
Sujeito ativo: qualquer pessoa e o funcionário público nas condições 
definidas no § único do art. 299
Sujeito passivo: o Estado e a pessoa física ou jurídica prejudicada pela 
conduta criminosa
Elemento subjetivo: dolo, com um fim especial de agir/Não se admite 
modalidade culposa.
FALSIDADE IDEOLÓGICA
•Consumação: crime formal/Não se exige efetivo 
uso do documento falso, nem a obtenção de 
qualquer vantagem ou a causação de prejuízo a 
alguém
•Tentativa: não admissível na modalidade 
omissiva/possível na modalidade comissiva
•Ação penal: pública incondicionada
•Competência: em regra a Justiça Estadual
FALSO RECONHECIMENTO DE FIRMA OU LETRA
• Art. 300 CP: Reconhecer, como verdadeira, no exercício de função 
pública, firma ou letra que o não seja:
• Pena: Reclusão, de um a cinco anos, e multa, se o documento é 
público; e de um a três anos, e multa, se o documento é particular.
• Firma: assinatura de alguém, por extenso ou abreviada
• Letra: sinal gráfico representativo de vocábulos da linguagem escrita
• Reconhecer: declarar, afirmar, autenticar
• Sujeito ativo: crime próprio, somente pode ser cometido pelo 
funcionário público dotado de fé pública, no exercício da função 
pública
• Sujeito passivo: o Estado e a pessoa física ou jurídica prejudicada pela 
conduta criminosa
• Elemento subjetivo: dolo/Não se admite modalidade culposa
• Consumação: crime formal
CERTIDÃO OU ATESTADO IDEOLOGICAMENTE
FALSO
• Art. 301 CP: Atestar ou certificar falsamente, e em razão de função 
pública, fato ou circunstância que habilite alguém a obter cargo 
público, isenção de ônus ou de serviço de caráter público, ou 
qualquer outra vantagem:
• Pena: Detenção, de dois meses a um ano.
• § 1º: Falsificar, no todo ou em parte, atestado ou certidão, ou alterar 
o teor de certidão ou de atestado verdadeiro, para prova de fato ou 
circunstância que habilite alguém a obter cargo público, isenção de 
ônus ou de serviço de caráter público, ou qualquer outra vantagem:
• Pena: Detenção, de três meses a dois anos
• § 2º: Se o crime é praticado com o fim de lucro, aplica-se, além da 
pena privativa de liberdade, a de multa.
CERTIDÃO OU ATESTADO IDEOLOGICAMENTE 
FALSO
• Atestado: documento que traz em si o testemunho ou depoimento por 
escrito do funcionário público, sobre um fato ou circunstância
• Certidão: documento no qual o funcionário, no exercício de suas 
atribuições oficiais, afirma a verdade de um fato ou circunstância contida 
em documento público (guardado em repartição pública ou nela em 
tramitação) ou transcreve o conteúdo do texto total ou parcialmente
• Atestar: afirmar a ocorrência de fato ou situação de que o funcionário 
público tenha ciência direta e pessoal
• Certificar: afirmar a existência ou inexistência de determinado documento 
ou registro junto ao órgão público.
• Sujeito ativo: crime próprio, somente pode ser cometido pelo funcionário 
público autorizado a emitir atestados ou certidões.
CERTIDÃO OU ATESTADO IDEOLOGICAMENTE FALSO
• Sujeito passivo: o Estado e a pessoa física ou jurídica 
prejudicada pela conduta criminosa
• Elemento subjetivo: dolo, independente de qualquer 
finalidade específica/Não se admite a modalidade 
culposa
•Consumação: crime formal, consuma-se no momento 
em que o sujeito conclui a certidão ou atestado 
ideologicamente falso, e o entrega a outrem (condição 
imprescindível)
• Tentativa: cabível
•Ação penal: pública incondicionada
FALSIDADE DE ATESTADO MÉDICO
• Art. 302 CP: Dar o médico, no exercício da sua profissão, atestado falso:
• Pena: Detenção, de 1(um) mês a 1(um) ano.
• Parágrafo único: Se o crime é cometido com o fim de lucro, aplica-se 
também a multa.
• Dar: fornecer documento em que se atesta fato médico relevante e não 
correspondente com a realidade.
• Atestado médico destinado à prática de outro crime: se o médico conhece 
esta circunstância, responderá com partícipe somente pelo crime mais 
grave (consunção)
• Corrupção passiva: médico funcionário público que solicita ou recebe 
vantagem indevida para fornecer atestado
• Sujeito ativo: crime próprio, só pode ser cometido pelo médico
• Elemento subjetivo: dolo/Não há previsão de modalidade culposa
• Consumação: crime formal, consuma-se com a entrega do atestado falso
• Tentativa: cabível
• Ação penal: pública incondicionada
USO DE DOCUMENTO FALSO
• Art. 304 CP: Fazer uso de qualquer dos papeis falsificados ou 
alterados, a que se referem os arts. 297 a 302:
• Pena: A cominada à falsificação ou à alteração.
• Crime acessório: reclama a prática de crime anterior
• Norma penal em branco: a pena é cominada pela complementação 
de outras normas penais
Sujeito ativo: qualquer pessoa
Elemento subjetivo: dolo direto ou eventual. Deve abranger o 
conhecimento da falsidade do papel pelo agente.
Consumação: crime formal, consuma-se com a efetiva utilização 
Ação penal: pública incondicionada
FALSA IDENTIDADE
• Art. 307 CP: Atribuir-se ou atribuir a terceiro falsa identidade 
para obter vantagem, em proveito próprio ou alheio, ou para 
causar dano a outrem:
• Pena: Detenção, de três meses a um ano, ou multa, se o fato 
não constitui crime mais grave.
• Atribuir-se: imputar a si próprio falsa identidade
• Identidade: conjunto de características próprias de 
determinada pessoa, capazes de identificá-la e individualizá-
la em sociedade.
• Sujeito ativo: qualquer pessoa
• Sujeito passivo: o Estado e a pessoa física ou jurídica 
prejudicada pela conduta criminosa.
• Elemento subjetivo: dolo, acrescido de um especial fim de 
agir/Não se admite a modalidade culposa
FALSA IDENTIDADE
•Consumação: crime formal
• Tentativa: possível quando se apresentar como crime 
plurissubsistente/Não cabível na forma oral
•Ação: pública incondicionada
• Subsidiariedade expressa (estelionato/uso de 
documento falso)
•Recusa de dados sobre a própria identidade ou 
qualificação (contravenção: art. 68 do Decreto-lei 
3.688/1941)
•Abuso de autoridade: art. 16 da Lei 13.869/2019)
USO DE DOCUMENTO DE IDENTIDADE ALHEIA
• Art. 308 CP: Usar, como próprio, passaporte, título de eleitor, 
caderneta de reservista ou qualquer documento de identidade alheiaou ceder a outrem, para que dele se utilize, documento dessa 
natureza, próprio ou de terceiro:
• Pena: Detenção, de quatro meses a dois anos, e multa, se o fato não 
constitui elemento de crime mais grave.
• Usar: utilizar documento de terceira pessoa como se fosse próprio
• Ceder: fornecer ou emprestar a outrem, a título oneroso ou gratuito, 
documento de identidade, próprio ou de terceiro, para que dele faça 
uso
• Sujeito ativo: qualquer pessoa
• Sujeito passivo: o Estado e a pessoa física ou jurídica prejudicada pela 
conduta criminosa.
USO DE DOCUMENTO DE IDENTIDADE ALHEIA
• Elemento subjetivo: dolo/Não se admite a modalidade 
culposa
• Consumação: 
• - na modalidade usar a consumação se verifica quando o 
agente faz efetivo uso do documento alheio como se fosse 
próprio
- na modalidade ceder a consumação se verifica no momento 
da tradição do documento (não se exige efetiva utilização do 
documento pelo destinatário)
- Tentativa: possível
- Ação penal: pública incondicionada
PECULATO
• Art. 312CP: Apropriar-se o funcionário público de dinheiro, valor ou 
qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse 
em razão de cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio:
• Pena: Reclusão, de dois a doze anos, e multa.
• §1º: Aplica-se a mesma pena, se o funcionário público, embora não 
tendo a posse do dinheiro, valor ou bem, o subtrai, ou concorre para 
que seja subtraído, em proveito próprio ou alheio, valendo-se de 
facilidade que lhe proporciona a qualidade de funcionário.
• § 2º: Se o funcionário concorre culposamente para o crime de 
outrem:
• Pena: Detenção, de três meses a um ano.
• § 3º: No caso do parágrafo anterior, a reparação do dano, se precede 
à sentença irrecorrível, extingue a punibilidade; se lhe é posterior, 
reduz de metade a pena imposta.
PECULATO
• Crime funcional: o funcionário público arbitrariamente faz seu ou 
desvia em proveito próprio ou de terceiro o bem móvel, pertencente 
ao Estado ou simplesmente sob sua guarda ou vigilância, de que tem 
a posse em razão do cargo.
Se ocorrer colaboração por imprudência ou negligência, haverá 
peculato culposo para o funcionário público (art. 312 §2ºCP) e furto 
(art. 155 CP) para o particular, não se podendo falar de, neste caso, em 
concurso de pessoas, pois ausente o vínculo subjetivo entre os 
envolvidos.
• Elemento normativo: “valendo-se de facilidade uqe lhe proporciona a 
qualidade de funcionário”.
• Consumação: crime material
CONCUSSÃO E EXCESSO DE EXAÇÃO
• Art. 316 CP: Exigir, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, 
ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, 
vantagem indevida:
• Pena: Reclusão, de 2(dois) a 12(doze) anos, e multa
• § 1º (Excesso de exação): Se o funcionário exige tributo ou 
contribuição social que sabe ou devia saber indevido, ou, quando 
devido, emprega na cobrança meio vexatório ou gravoso, que a lei 
não autoriza:
• Pena: Reclusão, de 3(três) a 8(oito) anos, e multa.
• § 2º: Se o funcionário desvia, em proveito próprio ou de outrem, o 
que recebeu indevidamente para recolher aos cofres públicos:
• Pena: Reclusão, de dois a doze anos, e multa.
CONCUSSÃO E EXCESSO DE EXAÇÃO
O funcionário público, valendo-se do respeito ou mesmo receio que sua função 
infunde (violência), impõe à vítima a concessão de vantagem a que não tem 
direito
• Elemento normativo: “indevida”
• Diferença entre:
• Concussão: o funcionário público exige vantagem indevida, intimidando a 
vítima (há ameaça ou imposição)
• Corrupção passiva: o funcionário solicita ou recebe vantagem indevida, ou 
então aceita a promessa da sua entrega (pedido, recebimento ou anuência)
• Consumação: crime formal, consuma-se no momento da exigência da 
vantagem indevida
EXCESSO DE EXAÇÃO (ART. 316 §1º CP)
• Trata-se de um tipo fundamental previsto em um parágrafo, e não no 
caput, o que ocorre nos demais delitos contidos no CP.
• A conduta descrita no § 1º do art. 316 CP é autônoma e 
independente da narrada no caput
• No excesso de exação o funcionário público exige ilegalmente tributo 
ou contribuição social em benefício da Administração Pública 
• Na concussão o funcionário público o faz em benefício próprio ou de 
terceiro
• Exação: cobrança pontual e integral de tributos
• O que se pune: o excesso no desempenho desta cobrança, revestido 
de abuso de poder.
EXCESSO DE EXAÇÃO (ART. 316 §1º CP)
• Tributo (art. 3º CTN) : “É toda prestação pecuniária compulsória, em 
moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não constitua sanção 
de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade 
administrativa plenamente vinculada” (se o particular está obrigado a 
pagar tributos, o Fisco não pode se abster da cobrança quando o 
tributo é devido)
• Ex: impostos, taxas e contribuições de melhoria.
• Contribuição social (CF art. 149, de competência da União):
• Espécie de tributo destinada a instrumentalizar sua atuação na área 
social (saúde, previdência e assistência social, educação, cultura, 
desportos, etc.)
• Elemento normativo: “indevido” (já pago ou superior ao valor fixado 
em lei) Meio vexatório: o que desonra ou humilha a vítima
• Meio gravoso: o que acarreta maiores despesas ao contribuinte
CORRUPÇÃO PASSIVA
• Art. 317 CP: Solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou 
indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas 
em razão dela, vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal 
vantagem:
• Pena: Reclusão, de 2(dois) a 12(doze) anos, e multa.
• § 1º: A pena á aumentada de um terço, se, em decorrência da 
vantagem ou promessa, o funcionário retarda ou deixa de praticar 
qualquer ato de ofício ou o pratica infringindo dever funcional
• § 2º: Se o funcionário pratica, deixa de praticar ou retarda ato de 
ofício, com infração de dever funcional, cedendo a pedido ou 
influência de outrem:
Pena: Detenção, de três meses a um ano, ou multa.
CORRUPÇÃO PASSIVA
• Elemento normativo: “indevida”
• Princípio da insignificância: não se aplica
• Espécies de corrupção passiva:
• 1 – Própria: o funcionário público negocia um ato ilícito
• 2 – Imprópria: o ato sobre o qual recai a transação é ilícito
• 3 – Antecedente: a vantagem indevida é entregue ou prometida ao 
funcionário público em vista de uma ação ou omissão futura
• 4 – Subsequente: a recompensa relaciona-se a um comportamento 
pretérito
• É possível a corrupção passiva, independentemente da corrupção 
ativa, exclusivamente em relação ao verbo solicitar, pois neste caso a 
conduta inicial é do funcionário público
CORRUPÇÃO PASSIVA
• Em relação aos núcleos “receber” e “aceitar” a 
conduta inicial é do particular e, nesses casos, a 
corrupção passiva pressupõe a corrupção ativa.
•Consumação: crime formal, consuma-se no momento 
em que o funcionário público solicita, recebe ou 
aceita a promessa de vantagem indevida.
• Tentativa: possível nas hipóteses de crime 
plurissubsistente
•Causas de aumento de pena (art. 317, § 1ºCP)
•Corrupção passiva privilegiada (art. 317, §2ºCP)
PREVARICAÇÃO
• ART. 319 CP: Retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de 
ofício ou praticá-lo contra disposição expressa em lei, para satisfazer 
interesse ou sentimento pessoal:
• Pena: Detenção, de três meses a um ano, e multa.
• Prevaricação: é a infidelidade ao dever de ofício, à função exercida. É 
o não cumprimento pelo funcionário público das obrigações que lhe 
são inerentes, em razão de ser guiado por interesses ou sentimentos 
próprios, afrontando o princípio da impessoalidade (art. 37, caput CF)
• Interesse pessoal: patrimonial ou moral
• Excesso de zelo pode funcionar como causa da prevaricação
• Elementos normativos: “indevidamente” e “contra disposição 
expressa de lei”
• Tentativa: admissível somente na modalidade comissiva
CONDESCENDÊNCIA CRIMINOSA
• Art. 320 CP: Deixar o funcionário público, por indulgência, de 
responsabilizar subordinado que cometeu infração no exercício do 
cargo ou, quando lhe falte competência, nãolevar o fato ao 
conhecimento da autoridade competente:
• Pena: Detenção, de quinze dias a um mês, ou multa.
• Indulgência: perdão, clemência ou tolerância
• Subverte o poder disciplinar e hierárquico da Administração Publica
• Consumação: crime formal, consuma-se com a simples omissão, 
independentemente da efetiva impunidade do infrator.
• Tentativa: não se admite (crime unissubsistente)
VIOLÊNCIA ARBITRÁRIA
• Art. 322 CP: Praticar violência, no exercício de função ou a pretexto 
de exercê-la:
• Pena: Detenção, de seis meses a três anos, além da pena 
correspondente à violência.
• Violência: lesão corporal ou vias de fato
• Arbitrária: injustificada, despropositada, absolutamente dispensável 
para o exercício da função pública
• Previsão legal da violência por agente público (Arts. 284, 292 CPP; 
Art. 23, III CP; Art. 25 CP)
• Elemento subjetivo: dolo/Não se admite modalidade culposa)
• Consumação: crime material
• Tentativa: possível
VIOLAÇÃO DE SIGILO FUNCIONAL
• Art. 325 CP: Revelar fato de que tem ciência em razão do cargo e que 
deva permanecer em segredo, ou facilitar-lhe a revelação:
• Pena: Detenção de seis meses a dois anos, ou multa, se o fato não 
constitui crime mais grave.
• § 1º: Nas mesmas penas deste artigo incorre quem:
• I – permite ou facilita, mediante atribuição, fornecimento e 
empréstimo de senha ou qualquer outra forma, o acesso de pessoas 
não autorizadas a sistemas de informações ou banco de dados da 
Administração Pública;
• II – se utiliza, indevidamente, do acesso restrito
• § 2º: Se da ação ou omissão resulta dano à Administração Pública ou 
a outrem:
• Pena: Reclusão, de 2(dois) a 6(seis) anos, e multa.
VIOLAÇÃO DE SIGILO FUNCIONAL
A Constituição Federal impõe o sigilo das informações 
imprescindíveis à segurança da sociedade e do Estado (Art. 5º, 
XXXIII CF)
Pressupostos do crime: 
1 – Conhecimento do fato em razão do cargo
2 – O fato deve envolver um segredo
3 – O segredo deve aproveitar à Administração Pública, 
envolvendo fatos relevantes ao Estado
Crime de mão própria: somente pode ser praticado pelo 
funcionário público que em razão do cargo tinha o dever de 
guardar o segredo do Estado
VIOLAÇÃO DE SIGILO FUNCIONAL
• Quanto ao terceiro que recebeu a informação sigilosa:
• A) Se concorreu de qualquer modo para revelação do fato é partícipe 
do crime previsto no art. 325 CP
• B) Se o funcionário agiu espontaneamente, para ele o fato será atípico
• Elemento subjetivo: dolo/Não se admite modalidade culposa
• Consumação: nas duas modalidades o crime é formal
• Tentativa: 
• 1 – Na modalidade revelar: somente admissível se a revelação for por 
escrito/Não admissível na revelação verbal
• 2 – Na modalidade facilitar a revelação: possível
• Elemento normativo do § 1º do art. 325 CP: indevidamente
DESOBEDIÊNCIA
Art. 330 CP: Desobedecer a ordem legal de funcionário público:
Pena: Detenção, de quinze dias a seis meses, e multa.
Elemento normativo: ordem legal
Art. 5º, II CF: “ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão 
em virtude de lei”
Desobediência à decisão judicial (art. 359 CP)
Desobedecer: desatender ou recusar cumprimento à ordem legal de funcionário 
público competente para emiti-la. Não há emprego de violência ou grave ameaça à 
pessoa do agente, sob pena de desclassificação para o crime de resistência (art. 
329 CP)
A conduta pode ser praticada por ação ou por omissão
Pressupõe o efetivo conhecimento da ordem legal do funcionário público, e seu 
endereçamento direto para quem tem o dever legal de cumpri-la.
Desobediência e causas de exclusão da ilicitude (art. 23 CP)
TRÁFICO DE INFLUÊNCIA
Art. 332 CP: Solicitar, exigir, cobrar ou obter, para si ou para outrem, 
vantagem ou promessa de vantagem, a pretexto de influir em ato praticado 
por funcionário público no exercício da função:
Pena: Reclusão, de 2(dois) a 5(cinco) anos, e multa.
Parágrafo único: A pena é aumentada da metade, se o agente alega ou 
insinua que a vantagem é também destinada ao funcionário.
Objetividade jurídica: o prestígio da Administração Pública.
Vantagem: pode ser de qualquer natureza.
O agente se vale de fraude para enganar a vítima, induzindo-a ou mantendo-
a em erro, obtendo vantagem ilícita em prejuízo alheio (pois não influi 
realmente no ato funcional).
Todavia, se o sujeito realmente possuir influência perante o funcionário 
público e vier a corrompê-lo, será responsabilizado pelo crime de corrupção 
ativa (art. 333CP)
TRÁFICO DE INFLUÊNCIA
• É prescindível a individualização do funcionário público pelo criminoso. 
• Mas se for individualizado no caso concreto, e posteriormente restar apurado que tal pessoa não 
ostenta a qualidade de funcionário público, estará configurado o delito de estelionato
• Sujeito passivo: o Estado e, mediatamente, a pessoa que paga ou promete vantagem com o 
propósito de obter algum benefício, lícito ou ilícito, junto ao funcionário público.
• A coexistência da sua fraude (torpeza bilateral) não afasta sua posição de vítima
• Elemento subjetivo: dolo/Não se admite a modalidade culposa
• Consumação: 
• A) Na modalidade obter é crime material, consuma-se no instante em que o sujeito alcança a 
vantagem almejada
• B) Nas demais modalidades é crime formal, consuma-se com a conduta legalmente descrita, 
independentemente da efetiva obtenção da vantagem almejada
• Ação penal: pública incondicionada
• Causa de aumento de pena: art. 332, parágrafo único CP
• PS: se restar provado que a vantagem realmente tinha como destinatário o funcionário público, 
este responde por corrupção passiva (art. 317 CP), enquanto que o entregador da vantagem e o 
intermediador da negociação responderão por corrupção ativa (art. 333CP)
CONTRABANDO
Art.334-A: Importar ou exportar mercadoria proibida:
Pena: Reclusão, de 2(dois) a 5(cinco) anos.
§ 1º: Incorre na mesma pena quem:
I – pratica fato assimilado, em lei especial, a contrabando;
II – importa ou exporta clandestinamente mercadoria que dependa de 
registro, análise ou autorização de órgão público competente;
III – reinsere no território nacional mercadoria brasileira destinada à 
importação;
IV – vende, expõe à venda, mantém em depósito ou, de qualquer 
forma, utiliza em proveito próprio ou alheio, no exercício da atividade 
comercial ou industrial, mercadoria proibida pela lei brasileira
CONTRABANDO
V – adquire, recebe ou oculta, em proveito próprio ou alheio, no exercício da 
atividade comercial ou industrial, mercadoria proibida pela lei brasileira
§ 2º: Equipara-se às atividades comerciais, para os efeitos deste artigo, qualquer 
forma de comércio irregular ou clandestino de mercadorias estrangeiras, inclusive 
o exercido em residências
§ 3º: A pena aplica-se em dobro se o crime é praticado em transporte aéreo, 
marítimo ou fluvial.
Contrabando: é a importação ou exportação de mercadoria absoluta ou 
relativamente proibida.
O legislador excepcionou a teoria unitária ou monista: o funcionário público que 
facilita o contrabando responde pelo crime mais grave, de natureza funcional, 
tipificado no art. 318 CP, e a pessoa que realiza o contrabando incide no crime 
menos grave e comum definido no art. 334-A CP
Mercadoria, para os fins do tipo penal, é todo e qualquer bem móvel suscetível de 
comercialização.
CONTRABANDO
Caráter residual do contrabando
Somente estará caracterizado quando a importação ou exportação de mercadoria 
proibida não configurar algum crime específico:
Ex: art. 33, caput da Lei 11.343/2006 (Lei de Drogas)
art. 33, §1º, I da Lei 11.343/2006
art. 18 da Lei 10.826/2003 (Estatuto do Desarmamento)
Elemento subjetivo: dolo/Não se admite a modalidade culposa
Consumação:
Vencendo a fiscalização alfandegária: quando ultrapassa a barreira fiscal
Por meios clandestinos: quando transpostas as fronteiras do Brasil
Tentativa: possível
Ação penal: pública incondicionada
Competência: Justiça Federal
DENUNCIAÇÃO CALUNIOSA
Art. 339 CP: Dar causa à instauração de inquérito policial, de 
procedimentoinvestigatório criminal, de processo judicial, de processo 
administrativo disciplinar, de inquérito civil ou de ação de improbidade 
administrativa contra alguém, imputando-lhe crime, infração ético-
disciplinar ou ato ímprobo de que o sabe inocente:
Pena: Reclusão, de dois a oito anos, e multa
§ 1º: A pena é aumentada de sexta parte, se o agente se serve de 
anonimato ou de nome suposto.
§2º: A pena é diminuída de metade, se a imputação é de contravenção.
A denunciação caluniosa é formada pela fusão do crime de calúnia(art. 
138 CP) com a conduta lícita de notificar à autoridade publica a prática 
de crime e sua respectiva autoria (crime complexo em sentido amplo)
DENUNCIAÇÃO CALUNIOSA
Objetividade jurídica: Administração da justiça, a honra e o patrimônio 
da pessoa física ou jurídica, bem como a liberdade do ser humano.
Objeto material: o inquérito policial, o processo investigatório criminal, 
o processo judicial, o processo administrativo disciplinar, o inquérito 
civil ou a ação de improbidade administrativa.
Inquérito policial: 
Segundo Renato Brasileiro de Lima “Procedimento administrativo e 
preparatório, presidido pelo Delegado de Polícia, o inquérito policial 
consiste em um conjunto de diligências realizadas pela polícia 
investigativa objetivando a identificação das fontes de prova e colheita 
de elementos de informação quanto à autoria e materialidade da 
infração penal, a fim de possibilitar que o titular da ação penal possa 
ingressar em juízo”
DENUNCIAÇÃO CALUNIOSA
Procedimento investigatório criminal: qualquer procedimento de natureza inquisitiva(sem 
contraditório), conduzido por agente público, porém diverso do inquérito policial 
EX: Procedimento Investigatório Criminal, conduzido de forma autônoma por membro do MP; 
Termo Circunstanciado, destinado à apuração de infrações penais de menor potencial ofensivo (art. 
69, caput da Lei 9099/1995)
Processo judicial: pode ser de qualquer natureza, não se exige a instauração de processo penal 
(ajuizamento de ação civil pública pelo MP); ação de improbidade administrativa, etc.
Processo administrativo disciplinar: instrumento utilizado pela Administração Pública para, com 
respeito ao contraditório, à ampla defesa e ao devido processo legal, apurar eventual falta 
disciplinar praticada pelo funcionário publico e, se for o caso, aplicar a sanção adequada 
(representar contra juiz estadual, na Corregedoria Geral do Tribunal de Justiça, imputando-lhe 
falsamente a prática de infração ético-disciplinar)
Ação de improbidade administrativa: É a ação civil pública, de legitimidade do MP ou da pessoa 
jurídica interessada, destinada à responsabilização do agente público e da pessoa que concorra para 
a prática do ato de improbidade administrativa ou dele se beneficie de forma direta ou indireta.
Núcleo do tipo: dar causa (provocar ou ocasionar)
O silêncio pode ser meio de execução do delito
Elemento subjetivo: dolo direto/Não se admite a modalidade culposa
Consumação: crime material, consuma-se com a efetiva instauração dos procedimentos legais
Não admite retratação do sujeito ativo
Ação penal: pública incondicionada
COMUNICAÇÃO FALSA DE CRIME
• Art. 340 CP: Provocar a ação de autoridade, comunicando-lhe a ocorrência de crime ou de 
contravenção que sabe não se ter verificado:
• Pena: Detenção, de um a seis meses, ou multa.
• Neste delito o sujeito se limita a comunicar falsamente a ocorrência de crime ou de contravenção 
que sabe não se ter verificado, não o atribuindo, todavia, a nenhuma pessoa em particular
• Não se exige a instauração de nenhum procedimento legal; basta a provocação, em sentido 
amplo, da ação da autoridade (ex: determinação de investigações pelo Delegado de Polícia, 
colheita de depoimentos pelo MP)
• Tal conduta ocasiona prejuízos a coletividade (perda de tempo e recursos por parte das 
autoridades)
• Objetividade jurídica: é a Administração da Justiça no tocante à perda de tempo e dinheiro 
acarretado aos órgãos responsáveis pela persecução penal
• Núcleo do tipo: provocar(dar causa à ação da autoridade pública)
• Comunicação falsa: por escrito, oralmente, identificada com o nome do autor ou anônima
• A narração falsa pode ser: de crime ou contravenção penal que não se verificou ou de crime ou 
contravenção realmente praticados mas completamente diferentes do realmente praticado (ex: 
presenciar estupro e comunicar extorsão mediante sequestro)
COMUNICAÇÃO FALSA DE CRIME
• Configura-se o crime tipificado no art. 340 CP na comunicação falsa de 
crime com o propósito de ocultar outro delito cometido pelo sujeito (ex: 
matar alguém e comunicar que ambos foram vítimas de latrocínio). Neste 
caso o sujeito responde por homicídio e comunicação falsa de crime.
Elemento subjetivo: dolo/Não se admite a modalidade culposa
Consumação: crime material, consuma-se no instante em que a autoridade 
pública adota alguma ação com a finalidade de apurar a ocorrência do crime 
ou contravenção penal falsamente comunicados
É admissível o arrependimento eficaz (art. 15 CP)
Ação penal: pública incondicionada
AUTOACUSAÇÃO FALSA
Art. 341 CP: Acusar-se, perante a autoridade, de crime inexistente ou 
praticado por outrem:
Pena: Detenção, de três meses a dois anos, ou multa.
Objetividade jurídica: é a Administração da Justiça, prejudicada em seu 
normal funcionamento em relação à apuração de crimes e da respectiva 
responsabilização penal
Núcleo do tipo: acusar-se (imputar ou atribuir a si próprio a prática de crime)
Autoridade: todo e qualquer funcionário público a quem a lei confere 
poderes para investigar a prática de crimes e seus respectivos responsáveis, 
ou então para determinar o início do procedimento investigatório 
(autoridades policiais e judiciárias, MP, etc.)
Elemento subjetivo: dolo, pouco importando o motivo do sujeito: 
mercenário, altruístico, exibicionismo, álibi, preservação pessoal/Não se 
admite a modalidade culposa
Consumação: crime formal
FALSO TESTEMUNHO OU FALSA PERÍCIA
Art. 342 CP: Fazer afirmação falsa, ou negar ou calar a verdade como 
testemunha, perito, contador, tradutor ou intérprete em processo 
judicial, ou administrativo, inquérito policial, ou em juízo arbitral:
Pena: Reclusão, de 2(dois) a 4(quatro) anos, e multa.
§ 1º: As penas aumentam-se de um sexto a um terço, se o crime é 
praticado mediante suborno ou se cometido com o fim de obter prova 
destinada a produzir efeito em processo penal, ou em processo civil em 
que for parte entidade da administração pública direta ou indireta.
§ 2º: O fato deixa de ser punível se, antes da sentença no processo em 
que ocorreu o ilícito, o agente ser retrata ou declara a verdade.
Objetividade jurídica: é a Administração da Justiça, em relação à 
veracidade das provas e ao prestígio e seriedade da sua coleta.
FALSO TESTEMUNHO OU FALSA PERÍCIA
Objeto material:
Falso testemunho – o depoimento prestado perante a autoridade competente
Falsa perícia – o laudo pericial, o cálculo, a tradução ou a interpretação, sejam estas 
últimas orais ou escritas
Núcleos do tipo:
Fazer afirmação falsa: mentir, narrar a ocorrência de fato inverídico
Negar a verdade: recusar-se a confirmar a veracidade de um fato ou não 
reconhece-lo como verdadeiro
Processo judicial: de qualquer natureza (cível, criminal, trabalhista, etc.)
Processo administrativo: destinado a apurar ilícito administrativo ou disciplinar, 
para posterior julgamento)
Inquérito policial: atividade específica da polícia judiciária, destinada a apuração 
das infrações penais e de sua autoria
FALSO TESTEMUNHO OU FALSA PERÍCIA
Juízo arbitral: é o procedimento utilizado por pessoas capazes de 
contratar com a finalidade de dirimir extrajudicialmente litígios 
relativos a direitos patrimoniais disponíveis, mediante convenção de 
arbitragem, assim entendida a cláusula compromissória e o 
compromisso arbitral
Sujeito ativo: crime de mão própria, pois somente pode ser praticado 
pela pessoa expressamente indicada em lei (testemunha, perito, 
contador, tradutor e intérprete)

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