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Escola Jônica ou Milesiana Monistas Tales Anaximandro Anaxímenes •São físicos, e seu interesse centra-se em compreender de que a matéria ou “arché” é composta na Natureza. •Substituem as explicações antropomórficas dos mitos por elementos naturais. Água • Não se conhecem textos de Tales. • Aristóteles via em Tales o primeiro “físico” (equivalente a filósofo). • É o mais antigo dos Sete Sábios. Inquieto, viajante, matemático, astrônomo e político Teorema de Tales Previu um Eclipse do Sol (585 a.C) T a le s d e M il e to (A p ro x .6 2 4 -5 4 6 a .C .) A origem da Natureza é um elemento natural e determinado Im a g e m : T a le s d e M ile to / A u to r D e s c o n h e c id o / D o m ín io P ú b lic o . Im a g e m : é c lip s e d e L u n e e n B e lg iq u e à H a m o is / L u c V ia to u r / G N U F re e D o c u m e n ta ti o n L ic e n s e . Anaximandro de Mileto(Aprox. 610-545 a.C.) Estabelece que o elemento originário é indeterminado e eterno: e Ápeiron () Chegou-nos um único fragmento: “Onde as coisas têm sua origem, aí ocorre sua dissolução, segundo a necessidade. Pois pagam reciprocamente a penitência por sua injustiça, conform a ordem do tempo”. O Cosmos como dependente de forças polares primordiais ou idênticas (calor e frio; água e terra; masculino e feminino) (1). Ápeiron → Opostos → Mundo Atribuem–se-lhe múltiplas investigações e a afirmação de que a Terra é esférica. Im a g e m : A n a x im a n d ro , re c o rt e d e “ E s c o la d e A te n a s ” / R a fa e l S a n z io / P u b lic d o m a in . http://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q&esrc=s&source=web&cd=1&ved=0CCYQFjAA&url=http%3A%2F%2Fwww.passionista.com.br%2Frosario%2Fsite%2FUserFiles%2FFile%2FOs%2520fil%25C3%25B3sofos%2520pr%25C3%25A9-socr%25C3%25A1ticos%2520-%25201%25C2%25BA%2520EM.ppt&ei Anaxímenes (Aprox. 585-524) Indica uma substância determinada e infinita como elemento primeiro: O Ar O ar é divino e gera divindades a partir de si, é nossa alma e o que mantém nossos corpos unidos. A Terra é plana e passeia no ar, e os demais corpos celestes giram em torno dela. (Geocentrismo ??) Imagem: Anaxímenes de Mileto / Autor Desconhecido / Public Domain Escola Pitagórica ou Itálica Diferencia-se de todas as demais escolas por seu caráter religioso. Principais Nomes: •Pitágoras de Samos; • Filolau de Crotona. Im a g e m : P it á g o ra s e F ilo la u / R e c o rt e d e T h e o ri c a m u s ic a e / F ra n c h in o G a ff u ri o / D o m in ío P ú b lic o . os m Sa de as orC .)ga .itá4496 - P(58 P it á g o ra s d e S a m o s (5 8 4 -4 9 6 a .C .) O conhecimento como instrumento de purificação da alma Introduz a dualidade mente e corpo •A Justa medida entre os opostos (métron): a sua inexistência seria o caos. •Sua doutrina, durante muito tempo, foi transmitida apenas oralmente e as lendas se encarregaram do restante. Escola Pitagórica ou Itálica: “todas as coisas são números”. Influirá na ideia platônica da transmigração das almas: um modo de vida consciencioso e pautado pela moderação para salvá-lo das sucessivas reencarnações (orfismo) Im a g e m : B u s to d e P it á g o ra s / A u to r d e s c o n h e c id o / G N U F re e D o c u m e n ta ti o n L ic e n s e Escola Pitagórica ou Itálica s "A natureza (o cosmo e tudo nele contido) formam um todo harmônico, composição de finito e infinito" (Frag. 1, em D. L., VIII, 85). O cosmos está formado por um fogo central (Hestia) e nove corpos que giram a seu redor: Antiterra, Terra, Lua, Sol, e os cinco planeta observáveis além da esfera das estrelas fixas: O Sistema Pirocêntrico Doutrina dos Números: "A unidade [o um] é o princípio de todas as coisas” (Frag. 8 de Filolau, em Jâmblico, Nicômaco, p. 77,9) a o n ot C r e d u laoC il F il o la u d e C ro to n a (S é c .V a .C .) Imagem: Pentagrama / Autor Desconhecido / Símbolo da Escola / Domínio Público Escola Eleata Esta escola é de caráter exclusivamente filosófico; as anteriores foram físicas ou religiosas •Parmênides •Heráclito •Zenão de Eléia Parmênides (540-470 a.C.) Opõe-se a Heráclito Não admite a mudança e o movimento O ser é único, imutável e eterno = Ideias platônicas Introduz a diferença entre conhecimento Influenciou Platão e Aristóteles • Pensa o Uno-Eterno-Imóvel. • Única via para o conhecimento. • Mostra o Múltiplo-Cambiante. • Não válida para o conhecimento. Imagem: Parmênides / Autor Desconhecido / Símbolo da Escola / GNU Free Documentation License. • Introduz a ideia de que os sentidos nos enganam. • Considerado o “pai” da Dialética. Suas reflexões tratam sobre: •O Mundo : a)Está em estado de contínua mudança: a luta entre contrários; b)Está impregnado de constantes opostos: “O ser é e não é ao mesmo tempo”; “Tudo flui” – tudo está em movimento e nada dura para sempre; “Não podemos entrar no mesmo rio duas vezes”; A essência de todas as coisas é o Fogo. H e rá c li to d e É fe so (5 4 4 -4 8 4 a .C .) Imagem: Heráclito / Recorte de “Escola de Atenas” / Rafael Sanzio / Domínio Público. Zenão de Eléia (490-420 a.C.) Paradoxo: “Em uma corrida, o mais lento nunca será alcançado pelo mais rápido”. Argumentos através de paradoxos: iniciador da dialética. Paradoxo de Aquiles e a tartaruga, segundo o qual, o corredor nunca alcançaria o animal. Uma flecha em voo está a qualquer instante em repouso (argumentos contra o movimento). Características atribuídas a Deus: Eternidade; Uno; A forma Esférica; Nem limitado nem ilimitado; nem móvel nem imóvel. Imagem: Zenão / Rafael Sanzio / Creative Commons Attribution-Share Alike 3.0 Unported Escola da Pluralidade Corrente materialista e mecanicista - A única realidade existente são os corpos em movimento Empédocles Anaxágoras Atomistas Reagem contra as ideias de Heráclito e Parmênides Os elementos originários seriam: Fogo; Água; Ar; Terra. d e A g ri g e n to E m p é d o c le s (4 9 3 -4 3 3 a .C .) •Estes quatro elementos, mesclando-se uns com os outros, formam os diferentes objetos. •Concepção cíclica do tempo e da natureza. Concilia o pensamento de seus antecessores Im a g e m : E m p é d o c le s / T h o m a s S ta n le y / D o m ín io P ú b lic o . O ser é imutável. Os objetos surgem quando as sementes estão reunidas de forma tal, que no objeto resultante predomina as de uma espécie determinada. O tudo está em tudo. Anaxágoras de Clazômena (500-428 a.C) Os Atomistas (Desenvolveram a filosofia de Empédocles) Há um número infinito de unidades indivisíveis. Átomos Diferem em tamanho e forma mas são idênticos entre si. Têm as mesmas características que o ser de Parmênides. Não têm nenhuma qualidade, exceto a de serem sólidos e impenetráveis. Infinitos em seu número, agitam-se no vazio ao acaso. L e u c ip o e D e m ó c ri to d e A b d e ra (4 7 0 -3 7 0 a .C .) CONCLUSÕES Tema central de estudo: a NATUREZA Soluções: Monismo Físicos jônios + Parmênides Dualismo Pitagóricos Pluralismo Empédocles, Anaxágoras, Demócrito Questão do CONHECIMENTO Começa-se a levantar a distinção entre verdade e aparência. Razão Sentidos CONCLUSÕES Período Pré-Socrático (VII-V a.C) Escola Jônica: em busca do “arché”. Tales, Anaximando e Anaxímenes. Pitagóricos: os números. Pitágoras e Filolau de Crotona. Escola Eleata: reflexões sobre o mundo. Parmênides, Heráclito e Zenão. Escola da Pluralidade: movimento. Empédocles, Anaxágoras e os Atomistas. CONCLUSÕES A importância desses pensadores não se deve tanto às suas respostas particulares, mas sim ao fato de que foram os primeiros a buscar resolver racionalmente a questão da Natureza última das coisas e a afirmar que a origem da Natureza está nela mesma. Cosmogonia Os sofistasA palavra “sofista” (sophistés) inicialmente significava “aquele que é excelente numa arte ou técnica, aquele que é hábil, sensato e prudente”. Origem: No séc. V a.C., os gregos se uniram em uma guerra contra os persas. Após a vitória dos gregos sobre os persas (em 479 a. C.) Atenas se tornou no mais importante centro econômico, político e cultural da época. Devido a esse apogeu cultural, um grande número de nobres de outras partes da Grécia buscam Atenas para viver. Entre esses estrangeiros, alguns se ofereceram para atuar como mestres na educação dos jovens pertencentes à elite local. Com o passar do tempo, esses mestres ganharam fama e passaram a ser chamados de sofistas (sábios). Os sofistas foram os iniciadores do ensino privado. Como eram estrangeiros e não podiam ter propriedade em Atenas, cobravam por seus ensinamentos. Eles foram grandes mestres de Retórica e Oratória. Retórica e Oratória Esta Foto de Auto Desconhecido está licenciado em CC BY-NC-ND http://historiadelafilosofiaparacavernicolas.blogspot.com/2014/10/master-para-aspirante-sofista.html Os sofistas mais famosos foram: Protágoras de Abdera (480–410 a.C.) e Górgias de Leontini (484–375 a.C.). Outros sofistas importantes foram: Pródicos de Ceos, Hípias de Elis, Licofron, Trasímaco e Isócrates. Humanismo e relativismo: Na sofística encontramos dois grandes princípios: o humanismo e o relativismo. O primeiro coloca o homem no centro de tudo. O segundo se refere à impossibilidade de se alcançar qualquer verdade absoluta ou que não dependa de uma interpretação pessoal. A frase mais famosa do sofista Protágoras de Abdera sintetiza esses dois princípios de forma exemplar: “O homem é a medida de todas as coisas”. Humanismo e relativismo: “O homem é a medida de todas as coisas”. Para Protágoras, cada opinião nada mais é que a avaliação que cada um faz de sua própria experiência. Por isso, nenhuma opinião pessoal pode ser colocada como mais correta que a opinião de qualquer outra pessoa. A importância da linguagem: Para os sofistas, nem a percepção da realidade através dos nossos sentidos nem a razão são capazes de nos propiciar conhecimentos seguros. Para eles, a verdade é uma questão de opinião e de persuasão. Por isso, para que o homem se relacione com a realidade e com os outros seres humanos, o instrumento fundamental é a linguagem. O sábio, para os sofistas, é aquele que compreende os mecanismos e os recursos da linguagem e que domina as multidões através do discurso. SÓCRATES – 469 – 399 a.C. (Séc. V – IV a.C.) Contexto: Grécia: Atenas (centro da vida social, política e cultural) – glória da civilização grega: Desenvolvimento das cidades, comércio, artesanato, artes militares “Século de Péricles” (439-338 A.C.) Maior florescimento da democracia: Igualdade de todos (adultos) perante as leis; direito de participação direta no governo da Pólis; direito de expressão, discussão e defesa de opiniões próprias sobre as decisões da cidade: surgimento do “CIDADÃO” (excluídos os “dependentes”: mulheres, crianças, idosos e estrangeiros) Domínio do discurso e persuasão: mudança na educação grega Aristocracia de sangue (propriedade de terras) X Aristocracia espiritual – comerciantes (patrocínio e estímulo às artes, às técnicas e aos conhecimentos NATUREZA? PERSUASÃO? SÓCRATES (Séc. V – IV a.C.) Contexto: Preocupação filosófica: investigação das questões humanas: a ética, a política e as técnicas: qual o lugar do homem no mundo? Período antropológico... A aristocracia é substituída pela democracia A “virtude” – aretê (excelência e superioridade – homem ideal, perfeito – guerreiro belo e bom) é reconsiderada: excelência no exercício da cidadania – virtude cívica... Nova educação: formação do bom orador: bom cidadão é aquele que opina, discute, delibera e vota nas assembleias Surgimento dos sofistas... Protágoras, Górgias de Leontini e Isócrates de Atenas Ensinavam técnicas de persuasão SÓCRATES (Séc. V – IV a.C.) Proposta de Sócrates: Antes de se conhecer a natureza e persuadir os outros, cada um deveria conhecer-se a si mesmo – condição para todos os outros conhecimentos verdadeiros Sócrates fazia perguntas sobre as ideias, crenças e valores, nos quais os gregos acreditavam e que julgavam conhecer ... O que é??? Não dava respostas prontas... Buscava a definição de algo, o que algo é na sua ESSÊNCIA Fruto do pensamento – CONCEITO e não mera opinião A opinião é instável, mutável, depende de cada um, gostos e preferências. O conceito é uma verdade intemporal, universal e necessária... Não se pergunta se algo é belo, justo.... Mas o que é a beleza... Esta Foto de Autor Desconhecido está licenciado em CC BY-SA http://physics.stackexchange.com/questions/77663/equation-of-everything https://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/ SÓCRATES (Séc. V – IV a.C.) Proposta de Sócrates: Qual o fundamento racional do que se pensa e fala? Autorreflexão e reflexão sobre a pólis Para os poderosos, Sócrates tornou-se um perigo: fazia a juventude pensar, questionar os conhecimentos predeterminados (impiedade) Sócrates não se defende, pois defender-se seria aceitar as acusações; Teria que parar de filosofar: preferiu a morte SÓCRATES (Séc. V – IV a.C.) Características gerais do período socrático: Questões humanas: plano da ação, comportamentos, ideias, crenças, valores – questões morais e políticas; Confiança no pensamento e no homem como ser racional: capaz de reflexão, conhecer-se – consciência... Estabelecer procedimentos que garantam o conhecimento da verdade: caminhos, critérios e meios do pensamento para alcançar o que é verdadeiro; Definição das virtudes morais (indivíduo) e das virtudes políticas (cidadão) – a moral e a política – ideias e práticas que norteiam os comportamentos... Encontrar a definição, o conceito, a essência dessas virtudes: justiças, coragem, amizade, piedade, amor, beleza, temperança, prudência: ideais do sábio e do verdadeiro cidadão SÓCRATES (Séc. V – IV a.C.) Separação radical entre opinião/imagens das coisas - falsas, mentirosas, mutáveis – fontes de erro, mentira e falsidade, formas imperfeitas de conhecimento (sentidos, hábitos, tradições, interesses) e conceitos ou ideias (essência invisível e verdadeira) – alcançáveis pelo pensamento puro... Reflexão e trabalho do pensamento: purificação intelectual: possibilidade de conhecimento da verdade invisível, imutável, universal e necessária SÓCRATES (Séc. V – IV a.C.) Vivência, obra: testemunho ético Natureza humana e suas implicações ético-sociais Contra o despotismo das palavras (sofistas) Método maiêutico – ironia e diálogo: dar à luz a ideias Todo erro é fruto da ignorância; toda virtude é conhecimento. A maior luta humana deve ser pela educação (paideia) Maior virtude: reconhecer a própria ignorância Abnegação pela causa da educação, o bem da cidade: exemplos históricos de autoconfiança e de certeza do que dizia... Resignação diante da injustiça: obediência à lei que rege a todos A lei é limite entre a civilização e a barbárie – (Lei – manto de igualdade entre os homens, preservando as diferenças), onde residem as ideias de ordem e coesão: existência e manutenção do corpo social SÓCRATES (Séc. V – IV a.C.) Conhecimento = virtude – verdade = obediência ao bem comum Pensamento profundamente ético... Surgimento da Ética Filósofo aplicado à sociedade, radicado no meio dos homens, em meio à cidade, convívio, moralidade, hábitos, práticas coletivas, atitudes do legislador... O conhecimento reside no interior do homem SÓCRATES (Séc. V – IV a.C.) Linguagem: necessidade de depuração lógico-semântica do que se diz... Postura: respeito às normas vigentes, vinculação à verdade, engajamento: postulados perenes... Contra o relativismo... Ensinamento ético-socrático: conhecimento (discernir acerca do bem e do mal) + felicidade = fim da ética Felicidade não tem a ver com bens materiais, mas cultivo da verdade e realização do saber SÓCRATES(Séc. V – IV a.C.) Primado da ética coletiva sobre a ética individual Respeito às leis = respeito à coletividade – união com a cidade (polis) e com a constituição (politeia) Aspecto transcendente: ética que se atrela ao porvir (post mortem): a verdade, a virtude e a justiça devem ser buscadas com vista a um fim maior: o bem viver após a morte – filosofar = preparar-se para a morte... Morte = passagem: alma preexiste e subsiste ao corpo – regresso à vida = renascer... (Apologia de Sócrates) A continuidade mostrará os valores acertados e os errôneos... (Fédon) Noção ético-moral: norte para os comportamentos – Mito de Eros SÓCRATES (Séc. V – IV a.C.) Leis: conjunto de preceitos de obediência incontornável, apesar de poderem ser justa ou injustas; inderrogáveis pelo arbítrio da vontade humana; elemento de ordem do todo Direito: instrumento de coesão social – realização do bem comum = desenvolvimento integral de todas as potencialidades humanas por meio do cultivo das virtudes Ideal cívico: liame indissociável entre indivíduo e sociedade SÓCRATES (Séc. V – IV a.C.) Influência sobre Platão e Aristóteles: O homem, integrado à vida política, deve zelar pelo respeito absoluto, mesmo em detrimento da própria vida, às leis comuns a todos, às normas políticas... Cidadão participativo e responsável pelo bem público... SÓCRATES (Séc. V – IV a.C.) Sócrates = sua experiência evoca a verdade do justo e do injusto Para ele é importante o foro da lei interna, mas esta não tem o condão de derrogar as leis positivas, devendo submeter-se ao caráter da lei exterior e geral em benefício da coletividade Isso está bastante explícito do Diálogo Críton, em que Sócrates praticamente personifica a Lei para destacar-lhe a importância e justificar a razão de não fugir da execução... Confirmação dos seus ensinamentos, revitalização de valores ético-religiosos Moralidade e legalidade caminham juntas = realização social SÓCRATES (Séc. V – IV a.C.) Motivos que o inspiraram: Período crítico de Atenas (Guerra do Peloponeso): necessidade de atitudes e posturas favoráveis à democracia e ao respeito às leis; Unidade da lei moral com a legislação civil; Respeito às normas que governavam a cidade; Importância da imperatividade da lei em favor da coletividade e da ordem do todo; Substituição do princípio da reciprocidade pelo da anulação: não se paga o mal com o mal, a injustiça com injustiça, mas com o seu contrário... O reconhecimento da imortalidade da alma em vista de um julgamento definitivo e verdadeiro dos deuses SÓCRATES (Séc. V – IV a.C.) Conclusões: Filosofia socrática – ética teleológica = felicidade como fim da ação Autoconhecimento: conhecimento é a base do agir ético; a ignorância é o maior dos males: conduz ao erro; Conhecer não é fiar-se nas aparências, mas no verdadeiro e certo (fruto da racionalidade); Tarefa do filósofo: erradicar a ignorância em favor da educação (paideia); A Ética do coletivo está acima da ética do indivíduo; Onde está a virtude está a felicidade, independentemente dos julgamentos humanos (falhos) Método Socrático • Desapegado dos bens materiais tinha o hábito de caminhar pela cidade proponde diálogos aos atenienses. • Os diálogos eram, aparentemente, sobre temas comuns • Através de perguntas reflexivas, abordava temas mais complexos, levando seus interlocutores a questionar suas certezas. Método Socrático • Sócrates é considerado o “Pai da Filosofia” por procurar atingir a verdade a partir da prática filosófica do diálogo. • Para ele a busca pelo conhecimento verdadeiro passava pelas questões humanas, pela reflexão sobre o Homem. • Diferencia-se dos filósofos anteriores que procuravam refletir sobre a natureza ou praticar a retórica. Método Socrático Diálogo: Filósofo como sendo uma parteira: seu objetivo era dar à luz Ideias! MAIÊUTICA: A verdade é acessível a todos e o filósofo (como a parteira) auxilia o encontro com a verdade, por meio das perguntas, do diálogo! Método Socrático O primeiro passo para se chegar a verdade era reconhecer a própria ignorância! Só sei que nada sei Conhece-te a ti mesmo! Usava a Ironia nos diálogos para abalar as crenças e expor a fragilidade das argumentações. (Atenas = égua Sócrates = mosquito) Método Socrático • Princípio Ético: Por ser racional, o homem tem a capacidade de conhecer a verdade, que não se encontra somente Nele, mas também na Natureza. O Homem faz parte da Natureza e portanto, participa da verdade, podendo atingi-la pela razão. Método Socrático • Com o conhecimento o homem passa a ter Autonomia, determinando sua própria conduta e suas próprias regras. • Assim torna-se importante a Consciência Ética: ao determinar sua conduta, o homem deveria, necessariamente considerar sua relação com a verdade, pré-requisito para se fazer o Bem! Concluindo... • A grande contribuição de Sócrates para a filosofia foi a identificação do homem com sua Psyche, ou “alma”, caracterizada, ao mesmo tempo, como centro da: • Racionalidade • Personalidade • Consciência Ética