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APARELHO RESPIRATÓRIO Prof. Dr. Caio Bueno Anatomia Veterinária II CEULP/ULBRA APARELHO RESPIRATÓRIO Funções: - Respiração: troca gasosa (fornecer O2 para o sangue e remover o CO2); - Olfação, Fonação; regulação da pressão intratorácica, aquecimento, umedecimento e purificação do ar. É composto por uma: porção condutora (nariz, cavidade nasal, parte da faringe, laringe e traquéia), uma porção de transição (brônquios e bronquíolos), uma porção respiratória (bronquíolos respiratórios e alvéolos) Mecanismo de bombeamento do ar (dois sacos pleurais que envolvem os pulmões associados à pressão negativa, caixa torácica e seus músculos associados e diafragma). 1.NARIZ Não faz proeminência na face Extensa área – varia c/ sp Rostral aos olhos Constituição do Nariz : raiz nasal, dorso nasal e ápice nasal Arcabouço ósseo de sustentação das cavidades nasais: lim. dorsal (ossos nasais), lim. Lat.(ossos maxilares), lim. Ventral (processos palatinos do osso incisivo e maxilar e osso palatino) O assoalho da cavidade nasal corresponde ao teto da cavidade oral Car e Su: ápice saliente Parede é recoberta externa/ (pele) e interna/ (mucosa) Eqüino. Regiões superficiais da cabeça Bovino. Regiões superficiais da cabeça Cão. Regiões superficiais da cabeça PLANOS (Ápice nasal) - Área de pele modificada ao redor das narinas: Plano Nasal: zona de pele sem pêlos no ápice nasal - Peq. Ru e Car - Limite nítido; - Gls. nasais área úmida (todas spp) - FILTRO (PHILTRUM) : Sulco mediano no plano nasal e lábio superior; . Peq Ru. , ca, fe. Plano Nasolabial: zona de pele sem pêlos no nariz e lábio superior - Bo - Unificação Plano Rostral: zona circular de pele sem pêlos/ pêlos táteis curtos - Su - Ossos rostral Plano nasal - ca Plano nasolabial - bo Plano rostral - su 2. CAVIDADE NASAL - Separada da cavidade oral pelos palatos duro e mole; - Dividida em duas porções pelo septo Nasal (cartilaginoso); - No lúmem das cavidades nasais → dobras da mucosa com base óssea → conchas nasais (servem para ampliar a superfície da mucosa respiratória; - Ocupada em parte por ossos em forma de espiral >> conchas ou cornetos; - Conchas nasais: concha nasal dorsal, concha nasal ventral, concha nasal média e concha etmoidal (epitélio olfatório); - Conchas >>> aquecimento, umedecimento e retenção de partículas de poeira; - Meatos Nasais: (dorsal, médio, ventral e comum): espaços condutores de ar localizados entre as conchas nasais; -Meato dorsal: entre a concha dorsal e o teto da cavidade nasal (= meato olfatório), acesso do ar inspirado á mucosa olfatória; Meato médio: entre as conchas dorsal e ventral (= meato sinusal), tem comunicação com os seios paranasais; Meato ventral: entre a concha ventral e o assoalho da cavidade nasal (= meato respiratório), passa a maior parte do ar inspirado / sonda nasogástrica em eq. Meato comum: espaço ao longo do septo nasal; COANAS – aberturas nasais caudais (comunicação entre a cavidade nasal e nasofaringe) 2.1. VESTÍBULO NASAL Antecede a cavidade nasal Recoberto por pele Eq com pêlos Desembocadura do ducto nasolacrimal: no orifício nasolacrimal (ponto de transição) Desembocadura tb. de ductos das glândulas nasais laterais serosas : ajudam na umedificação do ar inspirado (vaporização dos líquidos) 2.2. SEPTO NASAL Parede mediana Divide cavidade nasal em 2 metades até nasofaringe Formado por: cartilagem (hialina) rostral e osso (etmóide) caudal 2.3. DUCTO INCISIVO Abertura no assoalho da cavidade nasal (altura dos dentes caninos) Um para cada metade da cavidade nasal Comunica a cavidade nasal à oral Abre-se a cada lado da papila incisiva Para cada ducto incisivo conflui um órgão Vômeronasal 2.4. ÓRGÃO VÔMERONASAL Órgão tubular em fundo cego Submucosa do assoalho da cavidade nasal, próximo ao septo nasal Mucosa com epitélio respiratório e olfatório Parede com pequena armação cartilagínea – 2º ao 4º molar Relacionado à percepção de odores especiais Equino. Corte paramediano da cabeça: 43- prega reta; 44- prega alar; 45- prega basal Rostro e aberturas nasais rostrais, narinas. No bovino (1-plano nasolabial, no equino (2-plano labial) Corte paramediano da cabeça de bovino, vista medial . Fig.17 1- concha nasal dorsal, 2- concha nasal média, 3- concha nasal ventral, 7- labirinto etmoidal 3. SEIOS PARANASAIS Conceito: cavidades existentes em alguns ossos da cabeça, que comunicam-se, direta e indiretamente com a cavidade nasal Não pertence à cavidade nasal Paredes do seio: - osso compacto - revestido externo → periósteo interno → mucosa nasal As comunicações entre os seios e entre estes e a cavidade, variam entre as spp. Os seios paranasais são: maxilar, frontal, lacrimal (Su e Ru), palatino e esfenóide (ausente no cão, ovino e caprino). Funções: Proteção térmica, diminuem peso relativo da cabeça e influem na ressonância da vocalização Bovino. Seio Frontal Seio Frontal Seio Maxilar Eqüino 4. FARINGE: -Trajeto comum para o alimento e o ar; - Cavidades nasais e orais abrem-se na faringe; -Órgão duplo (porção nasofaringea e orofaríngea) / palato mole - Porção dorsal → mais envolvida com a respiração - Presença do ostiofaríngeo da tuba auditiva; 5. LARINGE: -Tubo cartilagíneo curto, que conecta a faringe à traquéia -Participa da vocalização e controle respiratório -Aberturas: Rostral: ádito da laringe – guarnecido pela epiglote Caudal: é ampla com a traquéia -Formada por cartilagens:1 tireóide, 2 aritenóides, 1 cricóide e 1 epiglote. Corte paramediano da cabeça de eqüino, vista medial FIG. 124 Corte paramediano da cabeça de bovino, vista medial Fig-17 Formada por placas cartilagíneas, as cartilagens da laringe, que articulam entre si por meio de musculatura intrínseca (modificação de sua luz) e rostralmente com o osso hióide ; Corte paramediano da cabeça de CÃO , vista medial FIG. 180 5.1. AS CARTILAGENS DA LARINGE SÃO: Epiglótica - 1 Tireóide (escudo) - 1 Cricóide (anel) - 1 Aritenóides – 2 6. TRAQUÉIA: DEFINIÇÃO: tubo razoavelmente rígido, não colapsado, estendendo-se da laringe à raiz dos pulmões. Bifurca-se (carina) nos brônquios principais direito e esquerdo. Formado pela seqüência de anéis cartilagíneos, interligados por membranas e M. liso. Anéis traqueais (cartilagem hialina) são incompletos dorsal/, e seu fecha/o ocorre pelo M. traqueal (faixa transversal de m. liso), em todo sua extensão -Fixação: face interna dos anéis traqueais Exceção: Car (face externa) . Espécies domésticas: 40 a 60 anéis; . Nº. anéis varia entre as spp e entre indivíduos. 1- esôfago, 2- traquéia, 3 musculatura da faringe, 4 m. esternocefálico. BOVINO. FIG. 6 1- traquéia, 2- bifurcação da traquéia, 3- brônquio principal, 4-lobo cranial direito, 5- lobo médio, 6- lobo caudal, 7- brônquio traqueal CARINA VISTA DORSAL DO PULMÃO Gato Cão Porco • CARINA: - Crista existente na luz da traquéia no momento da bifurcação; • BRÔNQUIO: - Continuação após a carina; (principal direito e esquerdo) - Brônquio traqueal -Su e Ru - Lobo cranial do pulmão direito -Próximo à bifurcação dos brônquios principais 7. CAVIDADE TORÁCICA • Tem formato de cone; • Contêm: 2 pulmões, 2 sacos pleurais (pulmão), 1 coração (pericárdio); • Limites: Cr- primeiro par de costelas, Ca- diafragma, dors. –vértebras torácicas e mm. sublombares, lat. – costelas e mm. intercostais, ventr.- esterno e mm. transversos torácicos. • Abertura cranial: 1ª vértebra torácica, 1º par de costelas e manúbrio; • Abertura caudal: última vértebra torácica, último par de costelas e ap. Xifóide BOVINO. FIG. 5 7. PULMÕES Órgãos pares, assimétricos, configuração piramidal Função: respiração (hematose) Faces: costal, diafragmática e mediastinal Bordas: dorsal, ventral e caudal Possui uma base e um ápice (cone truncado) Hilo pulmonar Impressões: - medialmente: cardíaca, aórtica, esofágica, da veia cava cranial, da veia ázigos e traqueal.- lateralmente: costal Incisura cardíaca Sua forma acompanha à da cavidade torácica → movimentos respiratórios (forma variada) Sua textura é mole e esponjosa→ flutua na água Obs.: quando não flutua (feto não respirou) CONFIGURAÇÕES DOS PULMÕES NAS ESPÉCIES DOMÉSTICAS Vista Dorsal (gato e cão) Pulmão - Suíno PULMÃO - BOVINO Pulmão de Eqüino Coloração: –Vermelho-viva: animais abatidos (sangrados) –Vermelho intenso: não sangrados → acúmulo de sg Pulmão direito > esquerdo → assimetria causada pelo coração A lobação pulmonar → produzida pelas fissuras → lobos: cranial, médio, caudal e acessório Fissura → facilita adaptação do órgão / movimentação da cavidade Raiz do Pulmão Dorsal à impressão cardíaca Reunião do brônquio principal, A.V.N. e linfáticos pulmonares Área côncava e ovalada → hilo pulmonar Face mediastinal Ponto onde a pleura visceral flete Arquitetura pulmonar Brônquios pulmonares principais → emergem sobre o coração penetram no hilo → emitem brônquios secundários (=lobares) sentidos cranial, caudal, dorsal e ventral (divisão irregular) emite brônquios secundários segmentares → sucessivas divisões até bronquíolo respiratório ou terminal → bronquíolos alveolares expansão das paredes → alvéolos pulmonares Irrigação do parênquima: A. brônquica Inervação: ramos do S.N.A. 8. PLEURA Membrana fina, transparente, úmida, brilhante (serosa) Reveste a cavidade torácica e os órgãos nela contidos Pleuras: parietal visceral mediastinal Entre as pleuras parietal e visceral ( líquido seroso): evita atrito e ajuda na pressão negativa; 9- MEDIASTINO: Espaço entre os dois sacos pleurais Contém várias estruturas (Ex.: timo, traquéia, esôfago, coração e linfonodos) Mediastino : Cranial, médio e Caudal.